Rela ó io de Es ágio de Mes ado
em Po uguês como Língua Segunda e Es angei a
Ensino Explíci o de P onúncia
Ve são e is a e melho ada após de esa pública
Fe e ei o, 2020
[Esc e a aqui]
Ag adecimen os
De ia bas a o som bu- o-c á- i-co da pala a “ ela ó io” pa a e o ça a
sob iedade, le ando à sín ese pe ei a exp essa no silêncio. Con a iando a p emissa,
aqui icam, al abe icamen e e a le po qualque deso dem, os meus ag adecimen os:
À Ana, po segu a ainda mais i me nas penosas a essias do dese o;
À Ca ol, po ac edi a pa a além dos limi es da lógica;
À Lúcia, pelo começo de udo, ao pe mi i sabo ea quão p aze oso pode se
ensina uma língua;
À P o . Ana Madei a, pela comp eensão de odos os incump imen os e pela
segu ança a delimi a o caminho;
Ao P o . Robe o Mulinacci, pela paixão con agian e que lhe e oca a língua
po uguesa;
Ao P. e à P., po an o de inspi ado da sua his ó ia, com o seu linguaja adio,
pon o de encon o dos amo es de odas as línguas.
Lemb a -me-ei mui as ezes de ós, especialmen e nos momen os elizes.
Ag adecimen os 6
In odução 1
1. Ca ac e ização da ins i uição de acolhimen o 2
2. Desc ição das a i idades desen ol idas du an e o es ágio 5
3. Enquad amen o eó ico do ensino de p onúncia 7
4. P incipais di e enças onológicas en e o po uguês e o i aliano 12
5. In e enção didá ica 14
5.1 Iden i icação do p oblema 15
5.2 Obje i os 15
5.3 Plano de in e enção 15
5.3.1 Desc ição dos pa icipan es 15
5.3.2 Me odologia 17
5.4 A aliação do impac o da in e enção didá ica 21
Conclusão 23
Re e ências bibliog á icas 25
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1
In odução
Es e ela ó io sin e iza o abalho desen ol ido no âmbi o do es ágio cu icula
do Mes ado em Po uguês como Língua Segunda e Es angei a, ealizado no
Depa amen o de Línguas, Li e a u as e Cul u as Mode nas da Uni e sidade de Bolonha,
du an e o p imei o pe íodo do ano le i o 2018/2019, que deco eu en e ou ub o e
dezemb o de 2018.
A opção po es ágio, em de imen o de ese ou p oje o, e le iu a necessidade
de desen ol e compe ências didá icas baseadas numa expe iência p á ica que me
pe mi isse e uma p imei a expe iência como p o esso a de po uguês como língua
es angei a (PLE). Mais, que me pe mi isse e uma p imei a expe iência como
p o esso a ou cou , mesmo cien e de que não se ia legí imo classi icá-la como
p o issional, endo em con a as agilidades de quem se es eia num campo de
conhecimen o que lhe é o almen e no o.
Empenhei-me em consegui ealizá-lo no e i ó io i aliano, po que e pe cebe
de que modo as semelhanças e os con as es en e po uguês e i aliano podiam se
acili ado es na aquisição da no a língua; ambém oi a o de decisão a escassez de
li e a u a ela i a ao abalho de PLE cen ado em i aló onos. Foi meu p opósi o pô a
ónica no ensino explíci o de p onúncia, ainda que incluído numa abo dagem mais
ab angen e, con ic a de que podia aduzi -se num ganho signi ica i o na cu a de
ap endizagem de ce os g upos de ap enden es. Es a mo i ação baseou-se na minha
expe iência como aluna de línguas es angei as, nomeadamen e de i aliano, e na
on ade de pe cebe de que modo o ensino explíci o de p onúncia podia se e icaz
desde o p imei o ní el de ap endizagem. Des e modo, du an e as sessões didá icas de
p odução o al de que ui esponsá el, dei pa icula a enção a es e ópico, endo
desen ol ido uma pequena in e enção didá ica, mesmo que com di e sas limi ações
o mais, esul an es an o do cons angimen o empo al como da minha escassa
p epa ação.
Em sín ese, o meu p incipal obje i o oi e uma p imei a expe iência didá ica,
com a mul iplicidade de inpu s esul an es da in e ação com um g upo de alunos em
con ex o pedagógico, seguindo-se o escopo especí ico do ensino de p onúncia.
[Esc e a aqui]
2
Nes e ela ó io, começo po dedica uma b e e no a his ó ica àquela que é
conside ada a mais longe a ins i uição de ensino supe io da Eu opa — a Uni e sidade
de Bolonha —, an es de a ança na ca ac e ização do Depa amen o de Línguas,
Li e a u as e Cul u as Mode nas, onde deco eu a minha expe iência docen e.
Segue-se um sumá io das di e en es a i idades que p eenche am o es ágio.
O capí ulo seguin e é dedicado ao enquad amen o eó ico do ensino de
p onúncia, uma ez que o abalho pedagógico que desen ol i, como já oi a i mado,
e e como obje i o p imo dial a aquisição de p onúncia.
Tendo em con a que o abalho oi o emen e mo i ado pelas p incipais
di e enças onológicas en e o i aliano e o po uguês, dedico-lhes um capí ulo
au ónomo. Ainda que não seja uma desc ição exaus i a, pe mi e pe cebe quão
p o ícuo pode se es e conhecimen o, quando se abalha em uni e sos linguís icos
uni o mes e com pon os de con ac o com a língua de des ino.
O co po mais ex enso do ela ó io es á con ido no capí ulo 5, no qual é ei o um
sumá io de uma pequena in e enção didá ica de ensino explíci o de p onúncia, di idida
em ês expe iências, iden i icadas po A, B e C, pa a cla eza de comunicação.
A inaliza , na conclusão, aço um balanço da minha a i idade como es agiá ia,
e e indo as compe ências que o am e o çadas — ou mesmo adqui idas po an es
se em inexis en es —, assim como as di iculdades com que me con on ei e que se em
de e lexão pa a expe iências u u as.
1. Ca ac e ização da ins i uição de acolhimen o
Conside ada a uni e sidade mais an iga da Eu opa, é acei e que o ensino li e e
independen e das escolas eclesiás icas enha aqui começado em 1088
1
. No en an o, oi
a his ó ia ecen e que o nou o nome da Uni e sidade de Bolonha no símbolo da união
do ensino supe io no espaço eu opeu.
1
www.unibo.i /i /a eneo/chi-siamo/la-nos a-s o ia/luni e si a-dal-xii-al-xx-secolo, consul ado a
20/06/2019
Ou ub o, 2019
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3
Um passo ele an e oi dado a 18 de se emb o de 1988, du an e a celeb ação
dos 900 anos do nascimen o da ins i uição. Nesse dia, a magní ica Piazza Maggio e
acolhia 388 ei o es de uni e sidades de odo o mundo que subsc e e am a Magna
Ca a Uni e si a um Eu opaeum (1988)
2
, a ualmen e a i icada po mais de 800
ins i uições uni e si á ias. O espí i o da uni e salidade do sabe ica a plasmado nes e
documen o, ea i mando-se a au onomia da uni e sidade e a ligação indissociá el en e
a a i idade didá ica e de in es igação, além da ecusa dos limi es impos os po qualque
on ei a geog á ica ou polí ica.
Dez anos depois, a 19 de junho de 1999, 29 minis os eu opeus, i ula es da pas a
do Ensino Supe io , assina am a Decla ação de Bolonha
3
. E a o início de um caminho de
homogeneidade do ensino uni e si á io eu opeu, p omo endo o in e câmbio de
es udan es e o econhecimen o conjun o das suas habili ações, no que oi comummen e
consag ado como P ocesso de Bolonha. É sob a sua égide que es á o ganizado es e
mes ado, além de se da a coincidência de o es ágio se conduzido p ecisamen e na
alma ma e do ensino ansnacional, a casa que acolheu a decla ação homónima: a
Uni e sidade de Bolonha.
No con ex o a ual, azem ainda mais sen ido es as pala as iniciais, a deixa
anspa ece o idealismo de um ensino eu opeu comum, em con as e e iden e com as
co en es de pensamen o que êm ganhado exp essão nos úl imos anos, em de esa de
um nacionalismo apos ado no ee gue de on ei as.
A Uni e sidade de Bolonha é conside ada a líde eu opeia da mobilidade
in e nacional (E asmus+ 2018)
4
. Nos úl imos dados disponibilizados pela ins i uição,
ela i os ao ano le i o de 2017/18, cons a a-se que 13,6% dos seus es udan es são
in e nacionais, num o al de 86 509 insc i os
5
.
No que espei a ao Depa amen o de Línguas, Li e a u as e Cul u as Mode nas,
onde deco eu es a expe iência didá ica em po uguês, é de sublinha o seu ca ác e
2
h p://www.magna-cha a.o g/ esou ces/ iles/ he-magna-cha a/po uguese, consul ado a 20/06/2019
3
h p://www.magna-cha a.o g/ esou ces/ iles/BOLOGNA_DECLARATION.pd , consul ado a 20/06/2019
4
www.unibo.i /en/uni e si y/who-we-a e/uni e si y- oday/uni e si y- oday, consul ado a 26/06/2019
5
www.unibo.i /en/uni e si y/who-we-a e/uni e si y- oday/uni e si y- oday, consul ado a 26/06/2019
[Esc e a aqui]
4
plu ilinguís ico. A ualmen e es ão disponí eis es udos de alemão, á abe, chinês,
espanhol, inlandês, ancês, holandês, inglês, japonês, pe sa, polaco e usso.
Especi icamen e a língua po uguesa con a com dois docen es do quad o: o
p o esso ca ed á ico Robe o Vecchi e o p o esso associado Robe o Mulinacci,
somando-se no malmen e um p o esso con a ado, pa a o ensino de Lingua e
Linguis ica Po oghese e B asiliana 2, que a ia odos os anos, dependendo das
candida u as ap esen adas
6
, além de dois lei o es, um da a ian e de po uguês
eu opeu (PE) e o ou o de po uguês b asilei o (PB).
A o e a cu icula
7
é cons i uída po Le e a u e Po oghese e B asiliana, ní eis
1, 2, 3, exclusi a da licencia u a de Lingue e Le e a u e S anie e. Já Lingua e Linguis ica
Po oghese e B asiliana, ní eis 1, 2, 3, é comum an o à licencia u a an e io como à de
Lingue Me ca i e Cul u e dell’Asia — e i a-se, no en an o, que es a segunda disciplina é
escolhida ambém po alunos de ou os depa amen os
8
. Me ece uma menção
pa icula o ac o de o p og ama des a cadei a inclui a o e a de aulas de PLE,
habi ualmen e da esponsabilidade de um lei o na i o, podendo se an o de PE como
de PB, dependendo dos semes es e do g au.
Ainda no p imei o g au de es udos e egendo-se pelos mesmos moldes das
e e idas aulas de PLE, exis e a disciplina de Po oghese 1 e 2, na licencia u a de
An opologia, Religioni, Ci il à O ien ali.
No que conce ne ao segundo ní el de es udos, no mes ado de Le e a u e
Mode ne, Compa a e e Poscoloniali, encon amos Le e a u e Po oghese e B asiliana 1
e 2, S o ia della Cul u a Po oghese e Lingua Po oghese e B asiliana; e no mes ado de
Lingua e Cul u a I aliane pe S anie i, Lingua Po oghese e B asiliana.
6
In o mação acul ada po email pelo P o . Robe o Mulinacci
7
Todas os dados e e idos sob e a o e a cu icula es ão disponí eis em www.lingue.unibo.i /a i i a-
dida ica, consul ado a 26/06/2019
8
In o mação acul ada po email pelo P o . Robe o Mulinacci
[Esc e a aqui]
5
2. Desc ição das a i idades desen ol idas du an e o es ágio
As p incipais a i idades consis i am, passe a coincidência da nomencla u a, nas
A i i à In eg a i e di Po oghese. Es as sessões didá icas, da minha esponsabilidade,
unciona am como complemen o das aulas de Lìngua e Linguìs ica Po oghese e
B asiliana, do docen e Robe o Mulinacci, e em es ei a a iculação com as aulas de
Po oghese, da lei o a Filipa Ma os.
Es as sessões de ensino de PLE, a ian e de Po uguês Eu opeu, i e am como
obje i o p incipal unciona como espaço de exe ci ação, pa icula men e de p odução
o al, ela i amen e à ma é ia que oi sendo lecionada em Po oghese, ní el A1.
Deco e am ao longo de 12 sessões, com 1h30 de du ação, endo a assis ência a iado
en e um mínimo de 5 alunos (aula de es eia) e um máximo de 16. Pa ece-me, no
en an o, legí imo a i ma e -se c iado uma e e i a elação pedagógica com 10 dos
pa icipan es, a maio ia dos quais es e e p esen e na o alidade das sessões.
Foi semp e dada uma ên ase pa icula ao ensino de p onúncia, um dos obje i os
cen ais do es ágio. Sendo um uni e so de i alo alan es, o ensino de p onúncia es a a
acili ado pelo seu conhecimen o onológico p é io, bas ando quase semp e oma em
consciência da onologia do po uguês, con as ando-a com a sua língua na i a, e
ambém a pa i de exemplos que os p óp ios alunos ansmi iam an o de ou as
línguas como de diale os. Pa a o aze , oi de e minan e es a sensibilizada pa a as
p incipais di e enças onológicas en e o po uguês e o i aliano.
Po ou o lado, oi pe inen e e em a enção as di e gências g á icas na
ep esen ação de sons idên icos ou quase idên icos, nas duas línguas. Mui as ezes,
pude cons a a se a ep esen ação g á ica a condiciona a p odução o al, em oposição
à acilidade de p onunciação quando a e e ência e a exclusi amen e audi i a. Enume o
no pa ág a o seguin e alguns exemplos pa a o na mais cla o o que acabo de a i ma .
O som [ʎ] que co esponde ao díg a o <lh> (“ alha” [' aʎɐ]) é ep esen ado em
i aliano com <gl> (“maglia” ['ma:ʎʎɐ]) — há uma ligei a di e ença na maio ên ase dada
ao som, di ícil de de e a po um não na i o de i aliano. O som [ʃ] que co esponde ao
díg a o <ch> (“cha e” [ˈʃa. ɨ]) é ep esen ado em i aliano com <sc> (“scia pa” [ˈʃa pa]);
em con apa ida, o g a ema <ch> em i aliano co esponde ao som [k] (“chia e” [ˈkja e]),
[Esc e a aqui]
6
que em po uguês assume duas ep esen ações g á icas: <q> e <c> — es e quando
an ecede <a>, <o> e <u>. Ou o exemplo pode se dado pela consoan e <z>, que em
i aliano pode co esponde aos sons [ s] ou [dz]. No en an o, o som po uguês [z] é
acilmen e econhecido po um i alo alan e, que o usa em pala as como “chiesa”
['kjɛ:za]. Há di e sos exemplos des a na u eza, em que encon amos sons p óximos
en e as duas línguas, mas co espondendo a di e en es g a emas; assim como g a emas
idên icos nas duas línguas que aduzem sons dis in os.
Es es a o es — conhecimen o onológico p é io e di e gências g á icas —
cons i uí am o pon o de pa ida pa a delimi a o abalho a desen ol e , a pa i da
obse ação de na i os de i aliano a ala po uguês em con ex o in o mal. Num segundo
passo, a oca de ideias com o P o . Robe o Mulinacci, o esponsá el pelo es ágio na
ins i uição de acolhimen o, e o çou a minha con icção de que es e pode ia se um
caminho p o ícuo.
Pos e io men e, como dou con a no capí ulo em que desc e o as p incipais
di e enças onológicas en e po uguês e i aliano, consegui iden i ica li e a u a sob e
as di iculdades de p onúncia da ib an e [R] do po uguês, da au o ia de Fulgêncio e
Bas iane o (1998), ainda que enha po base a e e ência pad ão da a ian e de
po uguês do B asil; em i aliano, co esponde a uma ib an e múl ipla al eola . Tinha
ambém conhecimen o p é io de um abalho de Miglio e ai (2017), que assinala a
di iculdade de os ap enden es i alianos de PLE p onuncia em o som [ʃ] quando es á no
inal das pala as. Sensibilizada po es a obse ação, p ocu ei e o ça a pe ceção da
ealização dos sons em unção do con ex o, especi icamen e na ealização do mo ema
de plu al que pode assumi os sons [ʃ], [ʒ], [z].
No decu so das sessões que di igi oi pos a em p á ica uma pequena in e enção
didá ica de ensino explíci o de p onúncia, que desc e o no capí ulo 5.
Em sín ese, ela i amen e à a i idade didá ica, o conhecimen o onológico
p é io dos ap enden es oi usado pa a consolida a aquisição da no a língua,
sublinhando as semelhanças e acen uando os con as es.
Ainda an es de e início o meu con ac o com os alunos, decidi assis i às aulas
de Lìngua e Linguìs ica Po oghese e B asiliana, e Po oghese, ambas com equência
[Esc e a aqui]
13
diale o de Sassa i, no co so, no sa do me idional, no lígu , no oscano (na pala a
“disagio”), assim como em i aliano na pala a de o igem ancesa “ga age”
9
.
Há um ou o som consonan al que se sabe de an emão que o e ece di iculdades
de p onúncia: a ib an e u ula [R] do po uguês pad ão
10
, que, em i aliano pad ão,
co esponde a uma ib an e múl ipla al eola .
A es es sons no os ou quase no os, pa a os quais é p eciso sensibiliza um
i aló ono, é p eciso jun a a o ma pa icula que assume o /l/, que soa como ela izada
an o em inal de sílaba como em inal de pala a, sendo ep esen ada one icamen e
como [ɫ].
Ac esce que /s/ em im de pala a, em i aliano, assume semp e o som [s] de uma
ica i a p é-do so-al eola não ozeada, pelo que /s/ em inal de sílaba exige um eino
especí ico na aquisição de PE. É nesse sen ido a obse ação ei a po Miglio e ai (2017)
que assinala a di iculdade de p onuncia o som [ʃ] quando es á no inal das pala as:
Em i aliano, di e samen e do po uguês, o som da consoan e ’S’ nunca muda quando a
segui se coloca uma ou a consoan e, le ando po isso o i aló ono a não emi i o som
[ʃ] (po exemplo na pala a ‘meus’), mas uma ica i a p é-do so-al eola não ozeada
[s]. (p. 53)
Es e é, aliás, um desa io ambém pa a alan es na i os de ou as línguas, dada a
a iedade de p onúncia da consoan e ica i a que e mina sílaba, que no in e io de
pala a, an es de ou a consoan e, que em inal de pala a, como se pode le no si e
do Ins i u o Camões
11
. De ido ao p ocesso onológico de assimilação, em PE, a
consoan e é uma pala al, [ʒ] ou [ʃ], con o me es eja an es de uma consoan e ozeada
ou não- ozeada (mesmo ['meʒmu], lis a ['liʃ a]). É ealizada como uma ica i a al eola
em inal de pala a, quando an ecede uma ogal (as a mas [ˈa.zˈaɾ.mɐʃ]).
9
h ps://i .wikipedia.o g/wiki/Fonologia_della_lingua_i aliana consul ado em 19/09/2018; in o mação
alidada e complemen ada em con e sa com o P o . Robe o Mulinacci
10
“A consoan e u ula ep esen ada po [R] é a ib an e que se encon a no dialec o-pad ão do po uguês
eu opeu, em que a sua p odução implica a acção da ú ula. Em alguns dialec os exis e uma a ian e den al,
a ib an e múl ipla que se ep esen a po [ ]» (Ma eus e al., p. 1000)
11
h p://c c.ins i u o-camoes.p /cpp/acessibilidade/capi ulo3_1.h ml consul ado em 19/09/2018
[Esc e a aqui]
14
5. In e enção didá ica
O plano de in e enção e le e a já mencionada abo dagem mul issenso ial e
mul icogni i a de Odisho (2007) e a sua conc e ização e le e ambém a expe iência
desen ol ida po Soei o (2010), que usa como e e ência a mesma abo dagem e se
di ige ambém a um uni e so de alan es la ino, deb uçando-se sob e as di iculdades
dos hispano alan es na ap endizagem da p onúncia do espanhol:
“Sabemos que há ou os es ímulos que no p ocesso da ap endizagem da p onúncia
en am em jogo; não é di ícil concebe que a isualização a en a e moni o izada da
a iculação de um som, po exemplo, seja um bom passo pa a uma p odução e icien e
do ap enden e, sendo aqui a isão ulc al na c iação de uma imagem acús ica da
p odução.” (Soei o, 2010, p. 19)
A escolha po es a abo dagem e le e a minha p óp ia expec a i a de e icácia
como ap enden e de línguas es angei as e o ac o de p e e que se ia a mais adequada
a ob e esul ados, apesa de dois g andes a o es de cons angimen o: ní el de
ap endizagem dos alunos (A1) e limi ação empo al da in e enção ( ês sessões com o
in e alo de uma semana).
Baseia-se na compa ação en e o i aliano e o po uguês, desc i a an e io men e.
Incide no con as e en e os sons [ɾ] e [R], exp esso na expe iência A; no con as e en e
o som [ʃ] e [ʒ], exp esso na expe iência B; e na ealização do onema /s/ em inal de
pala a, que em PE pode se p oduzido de ês o mas di e en es, [ʃ], [ʒ], [z],
condicionado pela qualidade do som inicial da pala a que se lhe segue, exp esso na
expe iência C.
Os meus obje i os o am didá icos pe se, que endo com is o dize que as
expe iências i e am como obje i o o me o exe cício pedagógico, sem que
ambicionasse ob e conclusões ex ensí eis a ou os uni e sos de alan es. A escolha dos
sons a eina aduz uma seleção ácil de ope acionaliza . Não oi mo i ada po se a a
de sons que cons i uíssem a p io i obs áculos à comunicação — ques ão de pouca
exp essão em ap enden es de língua na i a i aliana —, nem po se em sons cuja
aquisição se p e ia como mais exigen e, como os sons nasais, al o de eino o a des a
in e enção especí ica. Do mesmo modo, “iden i icação do p oblema” e “di iculdade na
[Esc e a aqui]
15
p odução” e le em uma e minologia ado ada po azões me amen e ope acionais e
que apenas p ocu a exp essa a necessidade do ensino explíci o de p onúncia.
5.1 Iden i icação do p oblema
T a a-se de uma p e isão, endo em con a o que já oi desc i o an e io men e.
Expe iência A — Di iculdade na p odução de [R], inexis en e no epe ó io
onológico da maio ia dos i alianos, com exceção de nalgumas a ian es diale ais.
Expe iência B — Di iculdade na p odução de [ʒ], inexis en e no in en á io
onológico i aliano.
Expe iência C — Di iculdade na p odução do som co e o em inal de pala a —
[ʃ], [ʒ], [z] — ep esen ado pelo g a ema <s>, dependendo da qualidade do som inicial
da pala a que se lhe segue.
5.2 Obje i os
Expe iência A — Consciencialização de que [R] é uma ib an e u ula ; p odução
co e a do som; es abelecimen o do con as e com [ɾ].
Expe iência B — Consciencialização de que [ʒ] é uma ica i a p é-pala al
ozeada; p odução co e a do som [ʒ]; es abelecimen o do con as e com [ʃ].
Expe iência C — Reconhecimen o do con ex o que a e a o som do g a ema <s>
em inal de pala a; p odução co e a dos sons [ʃ], [ʒ], [z], espei ando o con ex o.
5.3 Plano de in e enção
Explicação aos alunos do obje i o da in e enção didá ica e dos passos que a
cons i uem. Toda a me alinguagem é em i aliano, endo em con a que são alunos de A1.
Foi ei o o egis o em ídeo das a i idades de p odução o al, assim como o
egis o esc i o das a i idades de econhecimen o audi i o.
5.3.1 Desc ição dos pa icipan es
São dez alunos, de ní el A1, iden i icados com le as, pa a sal agua da a sua
iden idade. É indicado o sexo, assim como a licencia u a que equen am. Todos êm
[Esc e a aqui]
16
i aliano como língua na i a, e e indo-se as ou as línguas e diale os que con ibuem
pa a o seu conhecimen o onológico, além das línguas na i as dos pais, quando não são
i alianos, com as quais con ac am, mesmo quando ela am e em um conhecimen o
eduzido.
Ap enden es
Sexo
Cu so
Línguas/diale os
A
Feminino (F)
Lingue e Le e a u e
S anie e
alemão, ancês, inglês
B
Masculino (M)
Geog a ia e P ocessi
Te i o iali
inglês, diale o
b esciano
C
M
Lingue e Le e a u e
S anie e
balinês*, indonésio*,
inglês, napoli ano
( a ian e pugliese
oggiana)
*línguas na i as
ma e nas
D
F
Lingue e Le e a u e
S anie e
espanhol, inglês
E
F
Lingue, Me ca i e
Cul u e dell’Asia
alemão, chinês,
espanhol, inglês,
diale o éne o
F
M
Lingue, Me ca i e
Cul u e dell’Asia
espanhol, inglês,
japonês, diale o
b esciano
G
F
Lingue, Me ca i e
Cul u e dell’Asia
chinês, espanhol,
ancês, inglês, diale o
b esciano
H
F
Lingue e Le e a u e
S anie e
alemão, inglês
I
M
Lingue, Me ca i e
Cul u e dell’Asia
chinês, inglês, diale o
salen ino
J
M
Lingue, Me ca i e
Cul u e dell’Asia
á abe*, espanhol,
inglês, japonês, diale o
omanholo
*língua na i a pa e na
[Esc e a aqui]
17
5.3.2 Me odologia
Expe iência A
O obje i o des a expe iência é a consciencialização de que [R] é uma ib an e
u ula , le ando a que haja uma p odução co e a do som, em con as e com [ɾ].
Nomeação de imagens sem qualque p epa ação p é ia. A escolha das pala as
e e em con a a necessidade da sua ilus ação, além da equência equi alen e de
ambos os sons e em posições dis in as. As pala as são as seguin es (11 com som [R],
em posição inicial e posição in e ocálica; 11 com som [ɾ], em posição in e ocálica, em
posição de inal de sílaba den o ou no inal de pala a, e em segunda posição de a aque,
ou seja, de início de sílaba): “ a o”, “ apa iga”, “ca o”, “ca o”, “amo ”, “ elógio”,
“no e”, “ga a a”, “ga o”, “ io”, “ apaz”, “ig eja”, “ alado ”, “ ádio”, “ amo”,
“imp esso a”, “ aque e”, “co uja”, “b aço”, “p a o”
12
.
a) O ien ação cogni i a
Reconhecimen o do p oblema: os alunos cons a am a di iculdade exis en e na
p odução de [R], inexis en e no epe ó io onológico da maio ia dos i alianos, com
exceção de em algumas a ian es diale ais. Iden i icam as pala as que con êm o som
[R] e o som [ɾ].
b) O ien ação cines ésica e p op ioce i a
Eu exempli ico o som [R], posicionando a mão na ga gan a, e o çando a
localização da p odução do som, lendo as pala as da lis a que o con êm: “ a o”, “ca o”,
“ elógio”, “ga a a”, “ io”, “ apaz”, “ ádio”, “ amo”, “ aque e”; ên ase especí ica em
“ apa iga”, e “ alado ” que con êm ambos os sons.
É pedido a cada aluno indi idualmen e que epi a as pala as com som [R] e sin a,
com a mão na sua p óp ia ga gan a, onde é p oduzido o som [R].
É pedido a cada aluno indi idualmen e que desc e a as sensações de que
consegue oma consciência du an e a p odução do som [R]; á-lo em i aliano.
12
Anexo 1
[Esc e a aqui]
18
Exempli ico o som [ɾ], lendo as pala as da lis a que o con êm: “ca o”, “amo ”,
“no e”, “ga o”, “ig eja”, “imp esso a”, “co uja”, “b aço”, “p a o”.
É pedido a cada aluno indi idualmen e que epi a as pala as com som [ɾ],
omando consciência de onde é p oduzido es e som, que lhe é amilia , uma ez que az
pa e do in en á io onológico i aliano.
É pedido a cada aluno indi idualmen e que desc e a as sensações de que
consegue oma consciência du an e a p odução do som [ɾ]; á-lo em i aliano.
Os alunos epe em a lis a de pala as, assinalando com a mão na ga gan a
semp e que es ão a p oduzi o som [R], acen uando a pe ceção ísica da localização do
som.
c) O ien ação audi i a
Leio a lis a de pala as que se segue e os alunos iden i icam as que êm o som
[R], o som [ɾ] ou ambos. “P o esso a”, “ olha”, “p édio”, “ espei o”, “bu o”,
“ udimen a ”, “ azão”, “ i ual”, “ o e”, “g u a”.
d) Ve i icação
Lei u a indi idual de odas as pala as com os sons [R] e [ɾ], an o as da a e a de
nomeação como as do econhecimen o audi i o.
Os dez pa icipan es consegui am econhece o con as e en e [R] e [ɾ], no
econhecimen o audi i o.
Todos os pa icipan es consegui am p oduzi o som [R]. Oi o dos alunos
consegui am es abelece o con as e en e o som [R] e o som [ɾ]. O ap enden e H e o
ap enden e J p oduzi am semp e o som [R], an o nas si uações em que se a a a de
[R], como nas si uações em que e a [ɾ]. Uma no a pa icula pa a o ap enden e H que
usa o som [R] em i aliano, uma ca ac e ís ica com pa icula exp essão na egião de
Pa ma.
Expe iência B
Nomeação de imagens sem qualque p epa ação p é ia. A escolha das pala as
e e em con a a necessidade da sua ilus ação, além da equência equi alen e de
ambos os sons e em posições dis in as. As pala as são as seguin es (10 com som [ʒ],
em posição inicial e posição in e ocálica; 10 com som [ʃ], em posição inicial, posição
[Esc e a aqui]
19
in e ocálica e, em dois dos casos, com duas oco ências, em posição inicial e inal): “já”,
“chá”, “janela”, “chá ena”, “ja dim”, “xa ope”, “jo nal”, “beija ”, “xad ez”, “ajuda ”,
“lixo”, “be ingela”, “b uxa”, “mexe ”, “azulejo”, “caixa”, “peixe”, “anjo”, “joelho”,
“cha es”
13
.
a) O ien ação cogni i a
Reconhecimen o do p oblema: o som [ʒ] não exis e no pa imónio onológico
i aliano, apesa de se do conhecimen o dos alunos a a és do con ac o com algumas
a ian es diale ais e na pala a de o igem ancesa, usada no i aliano, “ga age” [ga'ɾaʒe].
Cons a ação do con as e com o som [ʃ], a a és do exemplo do pa mínimo já/chá.
Iden i icação de pala as i alianas que con êm o som [ʃ].
b) O ien ação cines ésica e p op ioce i a
Exempli ico o som [ʒ], sublinhando, com a mão na ga gan a, a pe ceção de que
há ib ação, daí a a -se de uma consoan e ozeada.
É pedido a cada aluno indi idualmen e que epi a as pala as com som [ʒ],
omando consciência de onde é p oduzido es e som.
É pedido a cada aluno indi idualmen e que desc e a as sensações ísicas de que
consegue oma consciência du an e a p odução do som [ʒ]; á-lo em i aliano.
Exempli ico o som [ʃ], sublinhando, com a mão na ga gan a, que não há ib ação,
daí a a -se de uma consoan e não- ozeada.
É pedido a cada aluno indi idualmen e que epi a as pala as com som [ʃ],
acen uando a pe ceção ísica da localização do som.
É pedido a cada aluno indi idualmen e que desc e a as sensações de que
consegue oma consciência du an e a p odução do som [ʃ]; á-lo em i aliano.
Os alunos epe em indi idualmen e a lis a de pala as.
c) O ien ação audi i a
Leio a lis a de pala as que se segue e os alunos iden i icam as que êm o som
[ʒ] ou o som [ʃ]: “enche ”, “chapéu”, “manje icão”, “bochecha”, “obje o”, “desejo”,
“chão”, “co ajoso”, “bicho”, “jus o”.
13
Anexo 2
[Esc e a aqui]
20
d) Ve i icação
Lei u a indi idual de odas as pala as com os sons [ʒ] e [ʃ], an o as da a e a de
nomeação como as do econhecimen o audi i o.
Os dez pa icipan es consegui am econhece o con as e en e [ʒ] e [ʃ], no
econhecimen o audi i o, assim como es abelece o con as e na p odução o al.
Expe iência C
Lei u a de ases sem qualque p epa ação p é ia: “as casas dos apazes”; “as
casas dos doen es”; “as casas dos aman es”; “os pensamen os p o undos”; “os eus
desejos”, “os olhos boni os”; “os omb os do idos”
a) O ien ação cogni i a
Reconhecimen o do p oblema: o g a ema <s> em inal de pala a em uma
ealização dis in a do i aliano. Em po uguês, pode se ealizado de ês o mas
di e en es, [ʃ], [ʒ], [z], condicionado pela qualidade do som inicial da pala a que se lhe
segue.
Re o ço da iden i icação das ealizações ú eis: e p esen e o onema [ʃ]; an es
de ogal e p esen e o onema [z], o mesmo som da pala a i aliana “casa”, como nos
exemplos “as a es”/“os ou idos”.
b) O ien ação cines ésica e p op ioce i a
Leio as ases, sublinhando a ealização como [z] com o indicado apon ado pa a
os den es:
1. As [ʃ] casas [ʒ] dos [ʒ] apazes [ʃ]; 2. As [ʃ] casas [ʒ] dos [ʒ] doen es [ʃ]; 3. Os
[ʃ] pensamen os [ʃ] p o undos [ʃ]; 4. Os [ʃ] eus [ʒ] desejos [ʃ]; 5. As [ʃ] casas [ʒ] dos [z]
aman es [ʃ]; 6. Os [z] olhos [ʒ] boni os [ʃ]; 7. Os [z] omb os [ʒ] do idos [ʃ]
Cada aluno, indi idualmen e, lê as ases, nas quais es ão des acados a neg i o
os con ex os em que oco e [z], sublinhando a ealização des e onema com o indicado
apon ado pa a os den es.
Os alunos epe em as ases que o am eo denadas e já não êm o neg i o (a
lis a pa a lei u a não em a iden i icação oné ica):
[Esc e a aqui]
21
1. As casas dos doen es; 2. As casas dos apazes; 3. Os olhos boni os; 4. Os eus
desejos; 5. Os omb os do idos; 6. Os pensamen os p o undos; 7. As casas dos aman es
c) O ien ação audi i a
Leio a lis a que se segue, duas ezes cada ase, e os alunos iden i icam os
núme os das ases em que oco e o som [z]; segue-se a e i icação conjun a.
1. Os [z] amo es [ʒ] di íceis [ʃ]; 2. As [ʒ] g andes [ʃ] conquis as [ʃ]; 3. Os [ʒ] bons
[z] amigos [ʃ]; 4. As [z] amizades [z] impo an es [ʃ]; 5. Os [ʒ] nossos [ʃ] planos [ʃ]; 6. Os
[ʃ] pensamen os [ʃ] p o undos [ʃ]; 7. As [ʃ] casas [ʒ] dos [ʒ] doen es [ʃ]; 8. Os [z] olhos
[ʒ] boni os [ʃ]; 9. Os [z] omb os [ʒ] do idos [ʃ]; 10. Os [ʃ] eus [ʒ] desejos [ʃ]; 11. As [ʃ]
casas [ʒ] dos [z] aman es [ʃ]; 12. As [ʃ] casas [ʒ] dos [ʒ] apazes [ʃ]
d) Ve i icação
Lei u a indi idual da lis a de 12 ases.
Todos os ap enden es consegui am le as ases de e i icação, ealizando
co e amen e os sons, com as seguin es exceções:
o ap enden e C, na ase 6. “Os pensamen os p o undos”, p oduziu “pensamen os”
como [pẽ.zɐ.ˈmẽ. uʃ], em ez de [pẽ.sɐ.mˈẽ. uʃ]; o ap enden e D, na ase 8. “Os olhos
boni os”, p oduziu “os olhos” como [uˈs o.ʎuʃ], em ez de [uˈz o.ʎuʃ]; na ase 12. “As
casas dos aman es”, p oduziu “ apazes” como [ʀɐ.ˈpasɨʃ], em ez de [ʀɐ.ˈpazɨʃ]; o
ap enden e H, na ase 8. “Os olhos boni os”, p oduziu “os olhos” como [uˈs o.ʎuʃ], em
ez de [uˈz o.ʎuʃ]; o ap enden e I, na ase 8. “Os olhos boni os”, p oduziu “os olhos”
como [uˈs o.ʎuʃ], em ez de [uˈz o.ʎuʃ]; na ase 9. “Os omb os do idos”, p oduziu “os
omb os” como [uˈs õ.bɾuʃ], em ez de [uˈz õ.bɾuʃ]; na ase 10. “Os eus desejos”,
p oduziu “desejos” como [dɨ.ˈsɐ.ʒuʃ], em ez de [dɨ.ˈzɐ.ʒuʃ]; na ase 11. “As casas dos
aman es”, p oduziu “dos aman es” como [dus ɐ.ˈmɐ‹. ɨʃ], em ez de [duz ɐ.ˈmɐ‹. ɨʃ].
5.4 A aliação do impac o da in e enção didá ica
É impo an e sal agua da que se a ou de uma in e enção com um in e alo
empo al mui o es i o, não pe mi indo po isso legi ima a aquisição de compe ências.
Só a e i icação pos e io de p odução o al em con e sa espon ânea, em con ex o não
condicionado, pe mi i ia a e i a co e a aquisição de p onúncia. Ainda assim, pa ece-
[Esc e a aqui]
22
-me legí imo a i ma que hou e, de ac o, uma omada de consciência dos sons
einados.
Pe mi iu-me ambém cons a a que, mesmo endo em con a as di iculdades de
e i icação dos esul ados, há uma expe iência didá ica que se adqui e com a p óp ia
in e enção.
Su p eende am-me os esul ados da expe iência A, po não e an ecipado que
a aquisição osse ão imedia a. Pude cons a a em ações pos e io es que inha sido
pe ei amen e adqui ida a consciência do som [R], em oposição a [ɾ], incluindo pelo
ap enden e J, que não os dis ingui a na a e a de e i icação.
Foi cu ioso cons a a que os alunos, apesa de consegui em p oduzi os sons sem
os con undi em, e ela am cansaço com a p odução sucessi a do som [ʒ], ao qual não
es ão habi uados.
Es a a cien e de que a expe iência C e a pa icula men e exigen e pa a alunos
de A1. No en an o, e a minha con icção de que, a ando-se de um uni e so de
ap enden es pa icula men e mo i ados pa a a ap endizagem de línguas es angei as,
não se e ela ia um obje i o impossí el e i ia con ibui pa a e o ça a sua consciência
onológica do PE, desde os p imei os momen os de con ac o com a língua.
Con ém sal agua da que, an es des a expe iência, izemos a i idades dedicadas
aos sons nasais, num con ex o lúdico e sem egis o o mal, nas quais e ela am plena
aquisição, com uma única exceção de um ap enden e em elação ao di ongo [ɐ‹w]. Foi
in e essan e cons a a que de imedia o oi o mulada a hipó ese de a di iculdade se
de e ao ac o de se a a de um alan e da egião da Apúlia, no ex emo sudes e do
e i ó io i aliano, mais dis an e de con ac os diale ais com sons nasais. A hipó ese oi
suge ida e discu ida pelos alunos, no que conside o mais um aço e elado do seu
pe il pa icula na ap endizagem de línguas, que e o ça a minha con icção de que o
seu desempenho não é ansponí el pa a ou os uni e sos — p e ejo que com alan es
menos expos os a ou as línguas e menos mo i ados seja necessá io dedica mais empo
às mesmas a e as.
Mesmo endo em con a que hou e sons que não o am co e amen e
p oduzidos na expe iência C, icou consolidada a consciência das di e en es ealizações
[Esc e a aqui]
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Anexo 2
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