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O papel de uma delegação no contributo do serviço televisivo em Portugal: o caso da RTP Coimbra

Abstract

Este relatório pretende refletir sobre a importância da Delegação da Rádio e Televisão de Portugal situada em Coimbra para o contributo no Serviço Público Televisivo em Portugal. Para tal, serão analisadas as rotinas de produção da delegação e a importância e especificidade que os conteúdos informativos produzidos por estes profissionais têm no panorama televisivo do canal público. A edificação deste relatório surge após a realização de um estágio nas instalações da delegação da Rádio e Televisão de Portugal de Coimbra durante três meses. A aprendizagem permitiu conhecer como são produzidos conteúdos noticiosos através da necessária relação estabelecida entre uma delegação e outros Centros de Produção, nomeadamente o de Lisboa e Porto, bem como compreender os obstáculos e desafios quotidianos de uma instituição com estas caraterísticas, agregadora de dois meios: a televisão e a rádio. Com o objeto de definir a importância da produção de conteúdos informativos da delegação, o estudo empírico do relatório procedeu à análise dos conteúdos produzidos durante a terceira semana de cada mês do estágio, relativamente ao tipo de conteúdos, às categorias temáticas onde se inserem, ao destaque que possuem nos alinhamentos dos noticiários do canal público - considerando a RTP1, RTP2 e RTP3-, à origem e à forma.

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O papel de uma delegação no contributo do serviço televisivo em Portugal: o caso da RTP Coimbra

Author: Santos, Daniela Filipa Ferreira
Year: 2017
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/25824/1/relatorio1.pdf
Ab il, 2017
O PAPEL DE UMA DELEGAÇÃO NO CONTRIBUTO DO
SERVIÇO PÚBLICO TELEVISIVO EM PORTUGAL:
O CASO DA RTP COIMBRA
Daniela Filipa Fe ei a San os
Rela ó io de Es ágio de
Mes ado em Ciências da Comunicação:
Es udo dos Media e Jo nalismo
Rela ó io de Es ágio ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios
à ob enção do g au de Mes e em Ciências da Comunicação - e en e Es udo
dos Media e Jo nalismo, ealizado sob a o ien ação cien í ica de Paulo Nuno
Vicen e, p o esso auxilia do Depa amen o de Ciências da Comunicação da
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
“A o mação o al de um jo nalis a es á semp e incomple a se se es ingi à
o mação académica. Mesmo que es a inclua uma ala gada componen e p á ica,
há mui a coisa p á ica que só se ap ende com a expe iência em con ex os
p o issionais – e em con ac o di e o, a i o, quo idiano, com ou os p o issionais”.
Joaquim Fidalgo
A odos os que me de am o ça.
Aos meus pais. Todos os dias.
RESUMO
ABSTRACT
O PAPEL DE UMA DELEGAÇÃO NO CONTRIBUTO DO SERVIÇO
PÚBLICO TELEVISIVO EM PORTUGAL: O CASO DA RTP COIMBRA
[DANIELA FILIPA FERREIRA SANTOS]
Es e ela ó io p e ende e le i sob e a impo ância da Delegação da Rádio e
Tele isão de Po ugal si uada em Coimb a pa a o con ibu o no Se iço Público
Tele isi o em Po ugal. Pa a al, se ão analisadas as o inas de p odução da
delegação e a impo ância e especi icidade que os con eúdos in o ma i os
p oduzidos po es es p o issionais êm no pano ama ele isi o do canal público.
A edi icação des e ela ó io su ge após a ealização de um es ágio nas ins alações
da delegação da Rádio e Tele isão de Po ugal de Coimb a du an e ês meses.
A ap endizagem pe mi iu conhece como são p oduzidos con eúdos no iciosos
a a és da necessá ia elação es abelecida en e uma delegação e ou os
Cen os de P odução, nomeadamen e o de Lisboa e Po o, bem como
comp eende os obs áculos e desa ios quo idianos de uma ins i uição com es as
ca a e ís icas, ag egado a de dois meios: a ele isão e a ádio.
Com o obje o de de ini a impo ância da p odução de con eúdos in o ma i os
da delegação, o es udo empí ico do ela ó io p ocedeu à análise dos con eúdos
p oduzidos du an e a e cei a semana de cada mês do es ágio, ela i amen e ao
ipo de con eúdos, às ca ego ias emá icas onde se inse em, ao des aque que
possuem nos alinhamen os dos no iciá ios do canal público - conside ando a
RTP1, RTP2 e RTP3-, à o igem e à o ma.
PALAVRAS-CHAVE: Tele isão, Se iço Público, Con eúdos In o ma i os, RTP

This epo in ends o add ess he signi icance o he Delega ion o Radio and
Tele ision o Po ugal, loca ed in Coimb a, and i s con ibu ion o he Tele ision
Public Se ice. In o de o add ess his issues, i will be analyzed he p oduc ion
ou ines o he delega ion, and he impo ance and speci ici y ha he
in o ma i e con en p oduced by hese p o essionals ha e in he ele ision
pano ama o he public channel.
The cons uc ion o his epo eme ges a e he ealiza ion o a h ee-mon h
in e nship in he Delega ion o Radio and Tele ision o Po ugal acili ies.
The app en iceship allowed o unde s and how is news con en p oduced,
h ough he necessa y ela ionship es ablished be ween a delega ion and o he
P oduc ion Cen e s, speci ically Lisbon and Po o, as well o ecognize he
di icul ies and challenges aced by an ins i u ion wi h hese physiognomies,
agg ega o o wo esou ces: ele ision and adio.
In o de o de ine he impo ance o he delega ion p oduc ion o in o ma i e
con en s, he empi ical s udy o his epo analyzed he con en s p oduced
du ing he hi d week o each mon h o he in e nship, in ela ion o he con en
ype, hema ic ca ego ies in which hey a e inse ed, he highligh hey ha e in
he alignmen s o he public channel news - conside ing RTP1, RTP2 and RTP3 –
and o he o igin and o m.
KEYWORDS: Tele ision, Public Se ice, In o ma i e Con en , RTP
ÍNDICE
INTRODUÇÃO………………………………………………………………………………………………………...…….1
CAPÍTULO I: RTP-O O ÓRGÃO DE COMUNICAÇÃO DE
ACOLHIMENTO…..……………………………………………………………………………………….……………….4
1.1B e e His ó ia da Rádio e Tele isão em Po ugal………………………………………………………5
1.1.2 O Nascimen o da EN e ele isão pública em Po ugal…………………………………………..5
1.1.3 Pós-25 de Ab il de 1974: as mudanças na EN e na RTP…………………………………………7
1.1.4 Década de 90: O apa ecimen o das ele isões p i adas em Po ugal……………………8
CAPÍTULO II: O SERVIÇO PÚBLICO
..................................... …………………………………………………………………………..……10
2.1 Se iço Público - Da o igem do concei o à ealidade Po uguesa………………….…..……11
2.2 O Se iço Público de ele isão em Po ugal: Legislação, Missão e Desa ios....………..15
Capí ulo III: A TELEVISÃO…………………………………………………………………………………………….21
3.1 O pode da ele isão………………………….…………………………………………………………………..22
3.2A imagem aliada ao som………………………………………………………………………....................25
3.3O pode da ele isão na cons ução da ealidade social……………….…………….…………..26
CAPÍTULO IV: O ESTÁGIO NA EMPRESA DE ACOLHIMENTO……………………………………...28
4.1O Es ágio na Delegação da RTP Coimb a………………………………………………………………...29
4.2. O quo idiano na delegação da RTP Coimb a: a e as desempenhadas…………………..32
CAPÍTULO V: A DELEGAÇÃO DA RTP EM COIMBRA……………………………………………………..35
5.1 A delegação da RTP em coimb a: nascimen o e e olução……………………………………….36
5.2 A Con e gência da Rádio e Tele isão: p á icas e implicações de edações
In eg adas……………………………………………………………………………………………………………………37
5.3 O Papel da Delegação Coimb a no Se iço Público de Tele isão e a Relação com os
cen os de P odução em Lisboa e Po o……………………………………………………………….………41
4.3 Obs áculos e desa ios do se iço público na in o mação ele isi a – o caso da RTP
Coimb a………………………………………………………………………………………………………….……………43
CAPÍTULO VI: METODOLOGIA APLICADA……………………………………………………………………48
6.1 Es a égia Me odológica……………………………………………………………..……………………….49
6.2 P ocedimen os………………………………………………………………………………..…………………..49
6.3 Algumas Conside ações sob e o Es udo Empí ico………………………………..……………….50
6.4 Recolha e T a amen o de dados empí icos………………………..…………………………………51
CAPÍTULO VII: DISCUSSÃO E ANÁLISE DE RESULTADOS………….………………………………...59
7.1 Discussão e Análise dos esul ados ob idos em Es udo Empí ico….……….……………..60
CONCLUSÃO…………………………………………………….……………………………………………………….81
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS……………….………………………………………………….………...….83
ANEXO(S)……………….………………………………………………………………………………….………….....87
LISTA DE ABREVIATURAS
RTP – Rádio e Tele isão de Po ugal
SPT – Se iço Público de Tele isão
SIC – Sociedade Independen e de Comunicação
TVI – Tele isão Independen e
EM – Emisso a Nacional
7
Em 1955, a 15 de dezemb o, nasceu a RTP (Radio ele isão Po uguesa)
mas a p imei a emissão o icial de ele isão egula chega ia apenas a 7 de ma ço
de 1957.
Du an e esse pe íodo, em 1956, a RTP azia as suas p imei as emissões
expe imen ais na Fei a Popula e, a 4 de se emb o, chegou a aze uma “p é-
inaugu ação” com o in ui o de amilia iza o público lisboe a com as
pa icula idades e po encialidades da “caixinha mágica” que i ia a muda o
mundo. Na década de 60, ala ga -se-ia as emissões ao es o de Po ugal e a
c iação do segundo canal da ele isão pública chega ia em 1968. Salaza acabou
po “se liquidado e Ma cello Cae ano con inuou a sua polí ica de con olo do
Se iço Público de ele isão a é ao 25 de Ab il de 1974, semp e em nome do
in e esse nacional” (Cádima apud Ca nei o, 2006: 22).
Quan o à Emisso a Nacional de Radiodi usão, são inaugu ados dois
p imei os emisso es FM em Lisboa e na Lousã em 1956. “Assim c esce a EN nos
anos 50, semp e com a di ulgação do ideá io do Es ado como mo o : ape echa-
se ecnicamen e, inaugu a no as ins alações, expande a ede de emisso es
nacionais, ansmi e dois p og amas nacionais e aumen a as emissões pa a o a
da me ópole”. (San os, 2013:66).
1.1.3 Pós-25 de Ab il de 1974: as mudanças na EN e na RTP
A e olução dos c a os e e como ins umen o undamen al a ádio, que
ez com que a canção “G ândola, Vila Mo ena”, de José A onso e “E depois do
Adeus”, de Paulo Ca alho se issem de “código”
6
ao plano o ganizado pelo
Mo imen o das Fo ças A madas.
Chega a assim o im da censu a e um no o cená io polí ico pa a o país. A
ele isão passa a designa -se Radio ele isão Po uguesa, EP
7
, oi nacionalizada e
6
Rádio TSF. In o mação disponí el em h p://www. s .p / ida/in e io / adio- oi- ac o - undamen al-
pa a-o-exi o-do-25-de-ab il- isa-o elo-2301645.h ml
7
Com a Lei nº 21/92 de 14 de agos o 1992 a ele isão o na-se uma sociedade anónima apenas de
capi ais públicos, a Radio ele isão Po uguesa, S.A –)

8
o nada emp esa pública, a 25 de Ab il de 1975. Apesa do a gumen o cai po
e a mais a de, man inha-se “a jus i icação ecnológica pa a a con inuação do
monopólio na RTP” do Es ado, po “limi es nos espe o das ondas he zianas”
(Co dei o, 2006: 22).
Em 1976, a Emisso a Nacional al e a a sua designação pa a Radiodi usão
Po uguesa (RDP) e é c iada a An ena 2, “cuja p og amação é baseada na música
e udi a e p og amas cul u ais”
8
, al como hoje. Com a e isão do egulamen o
das Radiocomunicações, em 1959, desen olou-se a mani es ação de ádios
li es/pi a as pela Eu opa (em Po ugal, legalizadas apenas em 1988).
Década de 90: O apa ecimen o das ele isões p i adas em Po ugal
En e as décadas de 50 a 70, a ele isão de se iço público domina a e
com g ande êxi o pela Eu opa. Po ém, nos anos 70 e 80, “pe an e um público
que que ia mais imagens na p opo ção do c escimen o do pa que ele isi o e a
e icência da ele isão pública em se ab i e eno a ” (Wol on, 1994:27) o
sen imen o pelo desejo do “ u o p oibido” c escia: a ele isão p i ada. Com
uma ele isão pública que se con undia com a ele isão polí ica, se indo de
ins umen o ao pode polí ico, e que não se ia às men alidades do público, a
ele isão p i ada começa a a impo -se po quase odo o lado, sendo a F ança,
em 1984, o p imei o país a c ia um canal p i ado
9
(Wol on, 1994:29,30,31).
Em Po ugal, a chegada ope ado es p i ados de ele isão e elou-se bem
mais a dia. A Cons i uição Po uguesa de 1976 p oibia ainda a exis ência de
canais p i ados de ele isão, assun o e e enciado no a igo 38º, alínea 6: “A
ele isão não pode se obje o de p op iedade p i ada
10
”.
8
Pe il da An ena 2. Disponí el em h p://www. p.p /an ena2/ge al/pe il-de-canal-an ena-2_3142#
9
O p imei o canal público oi c iado em F ança em 1984, com a designação de Canal Plus.
10
Cons i uição da República Po uguesa, ap o ada em 2 de Ab il de 1976. Disponí el em
h ps://www.pa lamen o.p /pa lamen o/documen s/c p1976.pd
9
Em 1986, com en ada de Po ugal na Comunidade Económica
Eu opeia
11
, com o enómeno das ele isões pi a as e a in e nacionalização do
espaço ele isi o - 10 de Junho de 1992 ma cou ao início das emissões egula es
da RTP in e nacional, com o in ui o de le a a es ação pública aos po ugueses
esiden es pelo mundo – p opiciou-se a discussão pa a a abe u a aos
ope ado es p i ados.
Só em 1990 oi ap o ada, em Diá io da República, a Lei da Tele isão, que
de inia a possibilidade de exe cício da a i idade ele isi a po ope ado es
públicos e p i ados (a igo 3º)
12
, com condição de licença, a con e i po
concu so público (alínea 3 do mesmo a igo). Assim, só a 6 de ou ub o de 1992
apa ece o p imei o ope ado p i ado de ele isão, a SIC (Sociedade
Independen e de Comunicação), e seguidamen e a TVI (Tele isão
Independen e), uma ele isão de in luência c is ã, a 20 de Fe e ei o de 1993.
A ele isão de se iço público e ia ago a, a pa i dos anos 90, de se
de on a com a conco ência, con ando já o espe o ele isi o com dois canais
públicos (RTP1 e RTP2) e dois canais p i ados (SIC e TVI). Em 1995, a SIC
“conseguia não só suplan a as audiências da Radio ele isão Po uguesa, como
ap esen a um ela ó io de con as com esul ados posi i os (Lopes, 2000: 2). No
pano ama Audio isual Po uguês, a RTP e a a es ação que mais di iculdades
a a essa a e não conseguia esponde ao que p ome e a: “um se iço público
de qualidade, com uma p og amação di igida a odos os po ugueses,
espei ado da iden idade cul u al do país e independen e das o ças de
inanciamen o que, em Po ugal, se epa em pelas e bas do Es ado e pela
publicidade” (ibidem).
Pa a Ad iano Dua e Rod igues (1999:113) a ele isão o na a-se “pa a
uns num a o de maio independência em elação ao pode polí ico e pa a
ou os uma no a dependência, des a ei a em elação ao me cado. A RTP não
conseguia ap esen a esul ados inancei os desde 1991 e es a a em alência
écnica desde 1995 (Lopes, 2000:2), uma si uação que pedia uma u gen e
solução e exigiu, em empos u u os, uma p o unda ees u u ação.
10
CAPÍTULO II
O SERVIÇO PÚBLICO
11
2.1 Se iço Público - Da o igem do concei o à ealidade Po uguesa
Pa a comp eende o concei o de Se iço Público, o na-se indispensá el
uma b e e explanação do nascimen o da ele isão, não só nos Es ados Unidos
mas ambém na espe o Eu opeu. Em 1928, os Es ados Unidos e a F ança azem
p og essos écnicos na bem-sucedida descobe a “ écnica da ansmissão de
imagens animadas e sono izadas, a a és de ondas he zianas”, pelo b i ânico
John Logie Bai d, mas insu icien e pois “compo a a apenas dezasseis linhas”
(RUIVO, 2013:4).
As emissões expe imen ais de ele isão ha iam começado na G ã-
B e anha ia BBC, a 30 de Se emb o de 1929, com meia ho a po dia de emissão,
cinco dias po semana. Os p og amas “chega am a di e sos pon os do país e
quando Bai d pensa a que não exis iam mais de 50 apa elhos ece o es de TV
em Ingla e a, a Es ação Regional de Lond es deu no o alen o aos se iços
expe imen ais g aças à ansmissão simul ânea de imagem e som”.
13
A p imei a emissão o icial da ele isão oi em F ança, em 1935. Dois anos
depois, “di undia um p og ama egula men e, a pa i de um emisso ins alado
na To e Ei el” e oi “daí que pa e pa a Susse Downs, a conside ada p imei a
ansmissão in e nacional com conside ada al a de inição e ambém o p imei o
p og ama de uma ele isão es angei a is a na G ã-B e anha”
14
. Segundo a
mesma página dedicada aos 50 anos de his ó ia da RTP
15
, a da a o icial da
1313
RTP: 50 anos de his ó ia:1957-2007. Disponí el em
h ps://museu. p.p /li o/50Anos/Li o/DecadaDe50/TELEVISAOUmaHis o iaComMui osP o agonis as/
Pag8/de aul .h m
14
RTP: 50 anos de his ó ia:1957-2007. Disponí el em
h ps://museu. p.p /li o/50Anos/Li o/DecadaDe50/TELEVISAOUmaHis o iaComMui osP o agonis as/
Pag8/de aul .h m
15
RTP: 50 anos de his ó ia:1957-2007. Disponí el em
h ps://museu. p.p /li o/50Anos/Li o/DecadaDe50/TELEVISAOUmaHis o iaComMui osP o agonis as/
Pag7/de aul .h m
12
ele isão na G ã-B e anha e gue-se a 2 de no emb o de 1936, conside ado o
p imei o se iço egula de p og amação de TV em odo mundo, em espaço
he ziano.
Assim, em Fe e ei o de 1937, o Tele ision Ad iso y Commi e escolhia o
sis ema ele ónico EMI pa a sis ema o icial do se iço público de ele isão des e
país e, pouco empo depois, esse se iço oi es ado en e a milha es de
lond inos na Co oação do ei Jo ge VI.
An e io men e, nos Es ados Unidos, “a RCA p omo ia as p imei as
sessões públicas de p ojeção de ele isão sob e g ande ec ã com o in ui o de
conquis a de um luga p i ilegiado na enda de ele iso es”. Em 1931, a NBC
ins alou um emisso no edi ício mais al o do mundo (à época) – o Empi e S a e
Building, em No a Io que. Em menos de uma década, a ele isão o na-se assim
num meio de comunicação de massas.
Po ém o am ado ados dois modelos ins i ucionais di e en es pa a o
uncionamen o des e meio. Nos Es ados Unidos o modelo ele isi o ado ado
en egou a a i idade do meio à inicia i a p i ada, cabendo ao Es ado a
iscalização. A escolha de e-se ao eceio que o pode do Es ado na ele isão
esul asse “na in omissão das libe dades es abelecidas, pois en endia que
qualque ação do Es ado na p odução de con eúdos in o ma i os ou ou os
o igina ia omadas de posição e a é p opaganda” (Cin a To es, 2011:13].
Con udo, o modelo seguido pela Eu opa, inclusi e em Po ugal, oi
dis in o. O modelo ado ado de iniu que a ele isão pe manecia como
“monopólio dos Es ado”, com a jus i icação da escassez no espec o
adioelé ico” (Cin a To es, 2011:13)”. Toda ia, o mo i o e a ou o: a ele isão
e a “um pode oso ins umen o de o ien ação polí ica, social e cul u al” do qual
o Es ado não que ia abdica . (ibidem)
O concei o de Se iço Público conhece os seus p imei os passos em F ança, onde
p imei o se eo izou e desen ol eu nos inais do séc. XIX. Con udo, segundo
Che allie (apud San os 2013: 3) esse p og esso só oi p a icá el po dois ipos
de mudanças oco idas: o su gimen o de um no o posicionamen o do Es ado e
uma p ocu a de solidi icação do di ei o público. Reco endo no amen e a Síl io
San os (2013:4) no seu li o “Os Media de Se iço Público”, é pe ce í el que as

13
conjun u as que se euniam “no seguimen o da Re olução Indus ial e da
Re olução F ancesa” e da pe ceção “de que o mo imen o do libe alismo
económico não podia sa is aze odas as necessidades do po o”, p opicia am o
e o ço do papel Es a al, “com uma ação mais in e en i a, nomeadamen e em
se iços que ga an issem a coesão social” (San os 2013:4). Ou seja, “o concei o
de SP oi omando o ma ligado à noção de cole i o, no seio da dou ina
ancesa”, sendo Leon Dugui o p incipal eo izado da Escola de Bo déus ou
Escola de Se iço Público (San os, 2013:13).
Em 1922, no Reino Unido, o concei o de Se iço Público aglome a mais
e oluções, com a c iação da BCC
16
, a p imei a emisso a pública de ádio e
ele isão do Reino Unido, sendo a única o necedo a de in o mação de ádio e
ele isão du an e alguns anos. É ainda, nos dias de hoje, uma e e ência nacional
e in e nacional no mundo em con eúdos in o ma i os. Segundo Ca nei o (2006:
10) é à BBC “que se de e o modelo de SP Eu opeu, baseado nos p incípios
in o ma , educa e di e i .”
Con udo, a ní el nacional, quando alamos em se iço público,
associamos o concei o ins an aneamen e à RTP.
Em Po ugal, as expe iências pa a a ádio começa am nos anos 20 e em 1935
nasceu a Emisso a Nacional de Radiodi usão, a ual An ena 1
17
.
Con udo, a c iação da Emisso a Nacional coincidiu com a a i mação do
Es ado No o e, po isso, os con eúdos, a p og amação e a sua es u u a de
uncionamen o, o am sendo de inidos pelo Es ado No o.
O caminho pa a que se conseguisse “uma ele isão pa a odos os
po ugueses” começou na mais a de, na década de 50, quando já se con a am
poucos países eu opeus sem emissões egula es de TV
18
. Foi nes a década que,
16
BBC signi ica B i ish B oadcas ing Co po a ion (Co po ação B i ânica de Radiodi usão) e oi a p imei a
emisso a pública de ádio e ele isão do Reino Unido.
17
Emisso a Nacional de Radiodi usão. Disponí el em h p://ensina. p.p /a igo/a-his o ia-da- adio/
18
RTP: 50 anos de his ó ia:1957-2007. Disponí el em
h ps://museu. p.p /li o/50Anos/Li o/DecadaDe50/TVEMPORTUGALOEs udoEALegislacao/de aul .h
m
14
quem ainda não inha ele isão, pensa a u gen emen e em ê-la, mesmo nos
países em que a IIº Gue a Mundial ha ia deixado ma cas p o undas. A
Radio ele isão Po uguesa (designação da ele isão da es ação pública a é 2004)
nasceu en ão, po inicia i a do Go e no, a 15 de dezemb o de 1955, com
esc i u a no gabine e da di eção da Emisso a Nacional de Radiodi usão,
es abelecida com sede em Lisboa. Con udo, a ancou com as emissões
o icialmen e em 1957.
Ma cello Cae ano de endia a u gência pa a que a ele isão se o nasse
uma ealidade pa a o país, ambém pelo a anço “ine en e à sociedade de
consumo”, mas undamen almen e pela p essa “em se dispo de um meio de
comunicação que i ia o na udo di e en e e se i os desígnios do Pode .
19
Assina a-se en ão o p imei o Con a o de Concessão de Se iço Público
de Tele isão a 16 de janei o de 1956, subsc i o pelo P esiden e da adminis ação
da RTP à da a, Camilo de Mendonça, e po Ma cello Cae ano, Minis o da
P esidência e Minis o das Comunicações In e ino.
20
O mo imen o de democ a ização em Po ugal, a 25 de Ab il de 1974,
signi icou o im da censu a e o início da libe dade de exp essão, com mudanças
na es ação pública an o de ádio como de ele isão. Uma das g andes mudanças
oi, segundo Manuela Ca nei o (2006:22) “a c iação de legislação pa a a
independência da a i idade com a Lei da Imp ensa de 1975, a Cons i uição de
1976 e o Es a u o dos Jo nalis as em 1979”. Com a e olução, o Monopólio do
Es ado con inua a a jus i ica -se pelas “alegadas” limi ações ecnológicas” do
espe o das ondas he zianas, u ilizadas pa a a ansmissão do sinal adio ónico
e ele isi o. (Ibidem). Con udo, a des egulamen ação do se o i ia a al e a o
pano ama ele isi o no me cado po uguês e ab i po as a canais p i ados nos
19
RTP: 50 anos de his ó ia:1957-2007. Disponí el em
h ps://museu. p.p /li o/50Anos/Li o/DecadaDe50/TVEMPORTUGALOEs udoEALegislacao/de aul .h
m
20
In o mação disponí el em h ps://a qui os. p.p /con eudos/assina u a-do-con a o-de-concessao-de-
se ico-publico/
15
anos 90: a SIC, p imei o ope ado p i ado de ele isão (6 Ou ub o de 1992) e
depois a TVI (20 Fe e ei o de 1993).
Pa a Tadayoni, Hen en e Skouby (apud Fidalgo, 2003: 2) “o SPT, nos seus
p imó dios, acabou po desempenha um papel impo an e no con ex o de
a i mação dos Es ados-Nação, (…) a o ecendo a iden idade nacional”. Esse SP
p imo dial inha como “p incipais obje i os a p o eção dos in e esses
es a égicos do Go e no e da nação e pela p omoção do desen ol imen o
indus ial e económico dos no os sis emas de comunicação (McQuail apud
Jakubowicz, 2011:3), numa al u a em que a “ideologia do se iço público
consis ia em aze p og amas educa i os e popula es (Wol on, 1994:25).
2.2 O Se iço Público de ele isão em Po ugal: Legislação, Missão
e Desa ios
O se iço público é, como e e ido no pon o an e io , egulado com legislação
p óp ia. Na Cons i uição Po uguesa, es á p esen e no A igo 38º
21
- Libe dade
de imp ensa e os Meios de Comunicação Social -, na alínea 5, o seguin e: “O
Es ado assegu a a exis ência e o uncionamen o de um se iço público de ádio e
ele isão”. Pa a além da alínea 5, pode le -se no Con a o de Concessão em igo
es abelecido en e as duas pa es – o Es ado Po uguês e a Rádio e Tele isão de
Po ugal, S.A. - o seguin e:
“É impe a i o do Es ado assegu a a exis ência e o uncionamen o de um
se iço público de ádio e ele isão (…) Tan o a es u u a como o
uncionamen o da concessioná ia do se iço público de ádio e ele isão de em
ga an i a sua independência do go e no, a Adminis ação e os demais pode es
públicos (…)
21
Cons i uição da República Po uguesa, VII Re isão Cons i ucional Disponí el pa a consul a em
h p://www.pa lamen o.p /Legislacao/Documen s/cons p 2005.pd
16
É po an o, p eponde an e um a as amen o necessá io às es u u as e
g upos polí icos, com a in enção de man e o Se iço Público de Tele isão
independen e dos in e esses subjacen es a esse mundo. Ap esen ada a
legislação que o sus en a, impo a ago a deba e a Legi imidade do Se iço
Público ele isi o em Po ugal.
Tan o se discu e hoje, po oda a Eu opa, Po ugal incluído, a necessidade
ou não da exis ência de se iço público. O deba e eclodiu mesmo em Po ugal
com a polémica na “sequência das in enções mani es adas pelo Go e no
PSD/CDS-PP, saído das eleições legisla i as de 17 de ma ço de 2002, de al e a o
quad o a é en ão de uncionamen o da ele isão, seja com uma p o unda
ees u u ação da RTP, seja com a p óp ia ede inição do modelo global de
p es ação de um Se iço Público de Tele isão do nosso país (Fidalgo, 2003:7).
Po que de e, en ão, de se assegu ada a sob e i ência des as
o ganizações de se iço público? Numa al u a em que a legi imidade do se iço
público de ele isão é ão discu ida e se há ou não espaço no me cado pa a es e
ipo de se iço, no u u o, nes a no a e a do audio isual, há acé imos au o es
que de endem a ele isão enquan o se iço público.
Jakubowicz (2011:10) e e e que a ambição pelo luc o e sob e i ência
dos ope ado es come ciais a o ece a p es ação cada ez mais diminuída de
con eúdos e dadei amen e de se iço público, ao e i a signi ica i amen e da
emissão con eúdos de qualidade em de imen o de audiências. Su ge en ão um
no o espaço pa a os canais públicos ol a em a in o mação ele isi a pa a
acon ecimen os de “in e esse público”, em quese exige do des ina á io um
es o ço in elec ual pa a comp eende aquilo que se passa” sendo que, nes es
casos, “a con ex ualização se e ela ulc al” (Lopes, 1999: 93,94).
A con ex ialização dos ac os é essencial pa a uma in o mação de
qualidade pois, pa a Pa ick Cha audeau, uma in o mação con ex ualizada é uma
mensagem que ag ega explicações adicionais e po isso o elespec ado ende a
omá-la como mais c edí el (apud Lopes, 1999:190-194). Cha audeau de ende
que o “ aze sabe ” de e semp e acompanha -se do “ aze c e ”, que pode
assumi modalidades como “p oblema iza causas e consequências
23
Coisas, os Chips e os senso es a ão de cada um, um jo nalis a indi idual. As
pessoas p ocu am in o mação nos po ais de in eligência cole i a e nos meios
sociais, em ez de jo nais ou canais de no ícias de ele isão”.
E essa p ocu a pela in o mação na ele isão so e um declínio isi el já
nos dias de hoje. Con a iando o que Wol on Dominique(1997:103) anuncia a, a
ele isão não é mais pa ilhada po odos os g upos e á ios.
Numa con e ência
26
, Jon S einbe g, p esiden e do BuzzFeed, anuncia a
que o “espe ado de ele isão em ago a, em média, en e os 40 e mui os e os
50 anos. Quando a aliamos ce as no ícias po cabo, a média é ainda mais al a.
En ão, exis em duas hipó eses: Ou aos 47 anos de idade odos começam a e
ele isão. Imp o á el. Ou já não exis em no os assinan es de jo nais a nasce . E
não há no os elespe ado es a nasce . Acho que es a é a escolha mais p o á el
(“The a e age ele ision iewe igh now, o igh now, o ne wo k ele ision,
la e 40s, ea ly 50s. When you look a ce ain cable news ne wo ks i goes e en
highe . So you ha e one o wo possibili ies: Ei he a 47 yea s old, e e ybody
s a s wa ching ele ision. Unlikely. O he e's no new newspape subsc ibe s
being bo n, o p in . And he e's no new ele ision iewe s being bo n. I hink
ha 's p obably he likely choice).
Num a igo de And ew Beaujon pa a o Poyn e em 2013
27
, e e e-se que
o cen o de pesquisa PEW has consis en ly ound ha he audience o news on
TV and p in has aged, and a ecen epo claimed ha "by 2015, almos hal o
all ele ision iewing will be done by olks o e he age o 50…”. T aduzindo, o
Cen o de Pesquisa PEW “ em sis ema icamen e descobe o que o público pa a
as no ícias de ele isão e jo nais en elheceu e um ela ó io ecen e a i mou que
26
Disponí el emh ps://www.you ube.com/wa ch? = 4Py9-hMDNY& ea u e=you u.be& =19m7s
[consul ado a 10 ma ço 2017]
27
Disponí el em h p://www.poyn e .o g/2013/no-new- - iewe s-o -newspape -subsc ibe s-a e-being-
bo n-buzz eed-p esiden -says/224269/ [consul ado a 10 ma ço de 2017]

24
“a é 2015, quase me ade de oda a ele isão se á ei a po pessoas com mais de
50 anos”.
As conclusões da audiência de ele isão en e os pe is mais jo ens e mais
elhos são comple amen e dis in as. A ele isão con inua á no u u o, a se
associada a uma audiência mais en elhecida, consequência da deslocação da
audiência mais jo em pa a con eúdos disponibilizados na in e ne .
Pa a e le i mos no caso po uguês, podemos consul a um es udo
esmiuçado online pelo Jo nal Público
28
, in i ulado “As no as dinâmicas do
consumo audio isual em Po ugal”. Execu ado no inal de 2015 pela
Uni e sidade Ca ólica e pela emp esa de análise de me cado G K, o es udo
concluiu que 99% dos inqui i os numa amos a de 1018 pessoas, admi em e
ele isão pelo menos uma ez po semana. Apesa do es udo não indica o
empo dispendido dos inqui idos em cada media, “a esis ência da ele isão é
explicada pelo osso digi al que deixa algumas ge ações o a da in e ne e pela
g ande p esença da TV nos hábi os dos consumido es de odas as idades, mesmo
en e aqueles que mais acedem a con eúdos online.” Apesa da audiência mais
jo em em po ugal ainda e ele isão, o es udo e ela que “a ele isão se ia um
hábi o di icil de abandona pa a a maio ia das pessoas, com excepção da aixa
e á ia en e os 15 e os 34 anos, que já es á mais apegada à in e ne .”
Assim, a ealidade po uguesa pe mi e conclui que a ele isão ainda em
um papel cen al no dia-a-dia dos po ugueses apesa do c escen e cená io
digi al. Con udo, os elespec ado es mais jo ens admi em consegui abandona
o hábi o de e ele isão sem g ande p oblema compa a i amen e aos mais
elhos, que, de ido ao seu desligamen o do cená io digi al, consag am a
audiência da ele isão explicando a esis ência ainda des e meio nos la es dos
po ugueses.Po es e p isma, a endência é que, no u u o, a ele isão eja o seu
papel eduzido pa a da luga a con eúdos acedidos nou os ec ãs pelas ge ações
28
Jo nal Público. A ele isão con inua a se cen al nos hábi os dos po ugueses. A igo disponí el em
h ps://www.publico.p /2016/05/15/sociedade/no icia/a- ele isao-con inua-a-se -cen al-nos-habi os-
dos-po ugueses-1731956 [consul ado a 10 de ma ço de 2017]
25
ago a jo ens e pelos que enham a nasce , já amilia izados com a ealidade
digi al.
Mas, ainda que numa endência descenden e no que espei a ao seu
papel na sociedade, a ele isão pe mi e “ e de longe” e aze ao público
acon ecimen os que, com a ausência des e meio não chega iam ao
conhecimen o do público. Como não se iam do conhecimen o público, pa a esse
público, eles não e iam acon ecido. É com base nes a ideia que Gio anni Sa o i
(2000: 81) no li o “Homo Videns: ele isão e pós-pensamen o” de ende que as
“chacinas a ozes no passado, em Madagásca , no Uganda e na Nigé ia”,
acon ecimen os que, “nunca niguém iu (na ele isão)” acabam po “não exis i
pa a a maio ia”.
Sendo assim, o pode da ele isão é ainda descomunal - apesa de
dec escen e - em in o ma o elespe ado , es eja ele em qualque luga ou
qualque dis ância. É, an es de mais, pelo pode que de ém na cons ução da
ealidade social que as suas po encialidades de em se epensadas e usadas com
idelidade à ealidade que ep esen a.
3.2 A imagem aliada ao som
Quando John Logie Bai d des endou a écnica de ansmissão de imagens
animadas e sono izadas e, em 1930, começou a se en iado som e imagem em
conjun o, es abelece ia a o ça ex ao diná ia que es e media i ia a consegui
em elação a odos os ou os. A ele isão consag a ap idão no que espei a à
elação de complemen a idade en e a imagem e o som e é po esse mo i o que
“as pala as de em, en ão, se i de supo e a essa imagem, da apoio,
complemen á-la” (Pa e nos o, 1999: 12).
Segundo Jean-Jacques Jespe s (1998:88), a memó ia humana é mais
e icaz se o obje o o mos ado e simul aneamen e nomeado, enquan o que uma
mensagem isual di e en e da mensagem audi i a p o oca uma memo ização
de u pada.
Pa e nos o de ende que “a ele isão su ge com uma a ma pode osa e
in alí el: a in o mação isual, a imagem em mo imen o.” (Ibidem 199: 13).
26
Pa a Wol on Dominique, no li o “Elogio do G ande Público” (1994:71) a
imagem é o undamen o do êxi o da ele isão”, depois do som ep esen a o
êxi o da ádio.
Nes e meio, a imagem é um pode oso ins umen o se compa ado com o
som em que pa a o “ elespe ado as coisas ep esen adas em imagens con am e
pesam mais do que as coisas di as com pala as”(Sa o i, 2000:22). Nes e
sen ido, a imagem cons ói a his ó ia e a oz alan e de e se cons uída en ol a
nas imagens disponí eis, sendo a p imei a p e alece sob e o ala , que comen a
a imagem.
Pa a Robe Hacke (apud B andão 2010: 17) a ele isão su ge como “o
meio de in o mação mais c edí el do público e o elejo nal como uma o ma
pa icula men e po en e de ealismo” que, pa a Nuno Goula B andão
(2010:17) se de e “ao pode de combinação da na a i a com o ní el isual do
seu discu so”.
A imagem az consigo o mis é io da eceção pela sua polissemia “com
odas as disc epâncias possí eis en e a signi icação in encional do au o e a
pe ceção e a in e p e ação do espe ado , ao mesmo empo idên icas e
di e en es de espe ado pa a espe ado ” (Wol on, 1994:72). A ambiguidade da
imagem, o êxi o da ele isão, pode po encia um choque en e a signi icação
in encional da imagem e o quad o de pe ceção em que a mesma se inse e de
espe ado pa a espe ado .
A ele isão pode se esponsabilizada pelo e o ço de de e minada
pe ceção do mundo consoan e o que di ulga e, po esse mesmo mo i o, de e
e uma a enção ex ao diná ia na ansmissão dos con eúdos que p omo e.
3.3 O pode da ele isão na cons ução da ealidade social
Com o mundo ugaz das ecnologias e a E a da In o mação, a
comp eensão da in o mação ele isi a disponibilizada ao elespec ado na
p og amação in o ma i a é essencial pa a a o mação cí ica e polí ica dos
cidadãos. Con udo, essa comp eensão in o ma i a – e não apenas a ilusão do
sabe - exige mais empo. Esse empo a o á el à assimilação dos con eúdos é
27
mui as das ezes desca ado de ido ao que Nuno Goula B andão designa de
“ elocidade audio isual”, o que conduz à “ o ma ação da men alidade pública”
em ez da acionalidade ponde ada dos acon ecimen os (B andão, 2010: 27/28).
Os con eúdos dos media e, em especí ico, os con eúdos in o ma i os
in luenciam a opinião pública e ge am conhecimen o, endo um papel
de e minan e na cons ução da ealidade social. É po essa azão que os
con eúdos não podem se is os apenas como p odu o, nem o elespe ado
como audiência. A ele isão su ge como uma “ on e de socialização a a és da
in e p e ação que az da ealidade (Fe és apud B andão 2010:31).
Ao assumi esse papel de mediado na ealidade social, é necessá io que
a ele isão seja do ada de con eúdos com signi icação e sen ido pa a a ida de
quem in e age com es a, pa a que o con eúdo con ibua pa a uma
“ esponsabilidade educa i a, i ada pa a o conhecimen o e pa a a cidadania.”
(B andão, 2010:31).
28
IV. O Es ágio na emp esa
de Acolhimen o

29
4.1 O Es ágio na Delegação da RTP Coimb a
O Cen o Regional de Coimb a é um dos eze Cen os Regionais da Rádio
e Tele isão em Po ugal (RTP) dispe sos pelo país, que em a sua sede em Lisboa.
O es ágio e e início no dia 19 de se emb o e é mino no dia 14 de Dezemb o,
con ado pa a e ei os de ob enção do g au de mes e em Ciências da
Comunicação – e en e Es udo dos Media e Jo nalismo pela Uni e sidade No a
de Lisboa.
A e e ida delegação não p es a cobe u a in o ma i a apenas a egião
de Coimb a, mas a uma ex ensa á ea de In e enção, seguidamen e enume ada:
Lei ia; Ba alha; Ou ém; Ma inha G ande; Pombal; Al aiáze e; Figuei ó dos
Vinhos; Sou e; Ansião; Figuei a da Foz; Águeda; Albe ga ia-a-Velha; Anadia;
A ganil; A ei o; Can anhede; Cas anhei a de Pe a; Coimb a; Condeixa-a-No a;
Góis; Ílha o; Lousã; Mealhada; Mi a; Mi anda do Co o; Mon emo -o-Velho;
Mo água; Oli ei a do Bai o; Oli ei a do Hospi al; Pampilhosa da Se a;
Ped ogão G ande; Penaco a; Penela; San a Comba Dão; Tábua; Tondela; Vagos;
Vila No a de Poia es. A delegação de Coimb a é a ualmen e coo denada po
Ped o Ribei o, ambém jo nalis a da An ena 1. No momen o em que o ela ó io
é p oduzido, abalham na delegação de Coimb a, in eg ados na edação de
ele isão, os jo nalis as Ca olina Fe ei a, Paula Cos a, Paulo Rolão e Ál a o
Coimb a e ês epó e es de imagem: Cláudio Calhau, Ped o Teodo o e Paulo
Oli ei a. Pa a além da ele isão, es e espaço in eg a ambém as alências de
jo nalismo adio ónico (An ena1), onde abalham os jo nalis as Ho ácio
An unes, Joaquim Reis e Ped o Ribei o.
A Delegação de Coimb a ele ou-se um p imei o con ac o undamen al
com o signi icado de aze jo nalismo, ainda pa a mais em con ex o de se iço
público.
O p imei o dia oi ocupado a conhece os espaços de abalho de que o
cen o da RTP em Coimb a dispunha: as duas edações – onde os jo nalis as de
ádio, ele isão e epó e es de imagem se encon am mesclados -, dois es údios
de ádio e as espe i as salas de con olo, ês ilhas de mon agem de peças
ele isi as, uma égie e uma sala pa a ealização de duplex - pa a uma e en ual
30
comunicação bidi ecional com os es údios de ele isão da RTP em Lisboa ou no
Po o. Pa a além de jo nalis as, na delegação de Coimb a abalham écnicos de
in o má icas, pessoal dos se iços de sec e a iado e adminis ação, assis en es
de p odução e ealização, segu anças e abalhado es que assegu am a
manu enção e limpeza das ins alações. A emp esa dispõe de ia u as
de idamen e iden i icadas pa a assegu a o cump imen o dos se iços e das
saídas necessá ias pa a a conc e ização de peças.
Logo no segundo dia de ap endizagem, a p imei a saída pa a um se iço
– um e en o solidá io de magia que inha como palco o Cen o Hospi al
Uni e si á io de Coimb a – e elou-se um p imei o es e: o jo nalis a Paulo Rolão
deposi a a a sua con iança no es agiá io pa a ealização de algumas en e is as,
que i iam a se ap o ei adas pa a a peça inal. Chegada a edação, o jo nalis a
acompanhou o es agiá io à ilha de mon agem e cedeu odas as co eções sob e
o abalho que ha ia sido ei o. Depois do eg esso, seguia-se semp e o mesmo
p ocesso: a elabo ação de um ex o esc i o com base nas in o mações ecolhidas
em campo e que da a oz às imagens, seleção de imagens/sons e g a ação dos
O s. As co eções e am ei as peça a peça, saída a saída, o que pe mi iu melho ia
das ap idões do es agiá io dia-a-dia no p ocesso jo nalís ico.
Ao longo des e p ocesso de ap endizagem, conheci a denominada
“p essão do empo”, mui o ins au ada nas a uais edações. A al a de empo
pa a conc e iza uma peça e en ia o p odu o inalizado e a equen emen e
e iden e, com “ imings” impos os e ap essados. Apesa disso, a pe ícia dos
jo nalis as p o issionais, com expe iência longa em edações, azia-se no a
compa a i amen e ao empo que um es agiá io despendia na cons ução de um
ex o pa a acompanha as imagens, na escolha de “ i os” a é à peça inal
(p ocesso mo oso compa a i amen e à apidez dos p o issionais que,
equen emen e, ainda nem chegados à edação, êm já uma ideia da peça inal).
Pa a além das saídas, ha ia uma ap endizagem em es údio, e e en e aos
no iciá ios adio ónicos: com o auxílio do coo denado de es ágio, Ped o Ribei o,
o es agiá io seleciona a, de o ma au ónoma, se e no ícias da Agência Lusa que
in eg a iam o no iciá io. Des a ei a, e a es ado o c i é io de ele ância do que
de e ia se no iciado. Nes e p ocesso, ap ende-se a co igi e os come idos na
31
p odução de con eúdos pa a es e media – siglas pouco cla as, dis inção en e o
lançamen o e no ícia em si, a não u ilização de alo es numé icos no mesmo
pa ág a o, en e ou os. A Rádio dispensa ex os complexos, mas o na
undamen ais aspe os como a colocação de oz, a dicção e as pausas pa a que o
no iciá io chegue de o ma cla a e p ecisa ao ou in e. Depois do p imei o
no iciá io g a ado em es údio, o coo denado aconselhou a g a ação a a-
línguas e, depois desse in es imen o pessoal, a di e ença pa a o segundo
no iciá io oi colossal. Realmen e, a expe iência no jo nalismo é um passo
undamen al pa a a qualidade.
Du an e odo o p ocesso, acompanhei á ios abalhos. Dependendo das
especi icidades, algumas peças e am adap adas pa a os dois meios – ádio e
ele isão. Num con ex o de ansmedialidade, os p o issionais adap am e
p oduzem abalhos pa a os dois meios, num con ex o de p o issionais
mul i ace ados que são capazes de p oduzi pa a dois supo es.
A Delegação de Coimb a p oduz abalhos pedidos pelas suas congéne es
Lisboa e Po o mas ambém algumas peças po inicia i a p óp ia, que chegam
como possí eis emas de in e esse a a és de con a o ele ónico, co eio
ele ónico ou assun os publicados, mui as das ezes, nos jo nais egionais.
Dia iamen e, a Delegação ecebia dois jo nais egionais – Diá io das Bei as e
Diá io de Coimb a –, odos os jo nais gene alis as nacionais – Público, Co eio da
Manhã, Diá io de No ícias, Jo nal I, Jo nal de No ícias – e dois jo nais despo i os
– A Bola e o Reco d.
Apesa das peças dos es agiá ios não pode em se emi idas, o ap endiz
não assimila as p á icas jo nalís icas apenas obse ação di e a, mas no e eno
com os p o issionais.
Ap ende-se a aze e, po isso, o es agiá io goza de odos os p ocessos de
ap endizagem no jo nalismo (exce o a publicação do p odu o inal). Du an e o
empo de es ágio, o es agiá io az di e sas pesquisas p é ias pa a consegui
in o mação p é ia pa a as en e is as, ealiza en e is as e auxilia na escolha dos
i os e os planos de imagem que supo a am a peça. Ao longo do empo, a a és
32
de obse ação pa icipan e, o es agiá io acompanha e i e como um jo nalis a,
com o inas e desa ios adjacen es ao abalho jo nalís ico.
Mas o c escimen o p o issional não oi a única azão pa a alida es e
es ágio e o p ocesso de ap endizagem que dele esul ou. Na o dem do dia,
ha iam semp e ques ões que e a discu idas e que po encia am o c escimen o
do es agiá io enquan o ap endiz da p o issão e enquan o pessoa. Todas as
minhas cu iosidades e am acilmen e sa is ei as se dependessem da
disponibilidade dos p o issionais. Es a abe u a pe mi ia elimina os p o á eis
cons angimen os en e se es humanos expe ienciados no jo nalismo e um
es udan e que es á a e o p imei o con ac o com a p o issão (inclusi e, mui as
das ezes, os p o issionais pediam uma opinião ace ca do que eles p óp ios
p oduziam). Tal ez po que, al como a i ma am, o jo nalismo não é um ciência
exa a: há di e sas o mas de aze e le a um assun o ao público.
4.2. O quo idiano na delegação da RTP Coimb a: a e as
desempenhadas
O dia-a-dia na delegação e a p opiciado ao desen ol imen o de
compe ências jo nalís icas. O Es ágio possibili a ao es agiá io a aquisição de
compe ências em dois meios: a ádio e ele isão. Desde a pesquisa de
in o mação, p epa ação e ealização de en e is as, esc i a de peças ele isi as
e adio ónicas, g a ação e edição, o es ágio oi alioso pelo con ac o com o
jo nalismo em con ex o eal.
Como se cons ói o p ocesso de ap endizagem numa delegação da RTP?
No caso em conc e o, o es agiá io acompanha cons an emen e as equipas ao
ex e io pa a abalho de campo, seja no caso da ádio ou em ele isão. Em
con ex o eal, ao es agiá io é pe mi ido coloca odo o ipo de ques ões que
possam escla ece as suas dú idas ao con ex o p o issional, sejam a ní el de
imagem, en e is as, ou qualque ou a p á ica. Os p o issionais mos a am-se,
semp e, p on amen e disponí eis. Em de e minadas si uações, e a dada a
39
nes e caso a ádio e ele isão. Nes e con ex o, impo a e e i ambém o
concei o de ansmedialidade, endo em con a a p odução de con eúdos que
ul apassam a ba eia de á ios media.
Na delegação de coimb a, a pa das sine gias das es u u as ísicas em
que as edações de ádio e ele isão es ão in eg adas no mesmo edi ício,
ambém as sine gias p odu i as se aziam no a . F equen emen e, o
coo denado Ped o Ribei o e os jo nalis as p e iam as po encialidades u u as
ou não da p odução de um mesmo con eúdo an o pa a ádio como pa a
ele isão. Esse e a ambém um dos obje i os da sine gia na mesma delegação,
podendo le -se no ela ó io de con as de 2004
41
que “os jo nalis as, semp e que
se jus i icou, ealiza am abalho de epo agem pa a a RDP e RTP, em
simul âneo, cump indo a sa is ação de sine gias possibili adas pela c iação do
Cen o Regional Comum”.
Vá ios o am os abalhos acompanhados pelo es agiá io em que o
jo nalis a saía em abalho pa a da cobe u a a de e minado acon ecimen o e
p oduzia pa a ambos os meios, ádio e ele isão. Um exemplo p á ico des a
si uação em que o jo nalis a assume um papel mul i asking, acon eceu a 11
no emb o. Nes e dia, o jo nalis a Ho ácio An unes oi des acado, em conjun o
com o ope ado de imagem Paulo Oli ei a, pa a da cobe u a à plan ação de
á o e na ma a do Buçaco, p o agonizada po José Cid. O jo nalis a Ho ácio
An unes é jo nalis a da An ena 1, mas algumas ezes é lhe solici ado pa a
abalha em con eúdos ele isi os e po isso, nes e caso, p oduziu uma peça
pa a a An ena 1 e ou a pa a a RTP sob e a plan ação de uma á o e po José Cid
na ma a do Buçaco.
Mas a inco po ação da RDP e da RTP no mesmo edi ício em Coimb a
p omo eu ou o ipo de sine gias, mesmo sendo os mesmos con eúdos
p oduzidos po um jo nalis a p o enien e da ádio e ou o pela ele isão. E a
41
Rela ó io de Con as RTP (pág. 33) Disponí el pa a consul a em h p://media. p.p /emp esa/wp-
con en /uploads/si es/31/2015/07/2004- ela o io-con as.pd

40
equen e polí ica da delegação de coimb a a sine gia a ní el dos eículos da
emp esa, po exemplo. Em di e sas si uações du an e o pe íodo de es ágio, e a
habi ual o jo nalis a de ádio, de ele isão e ope ado de imagem desloca em-se
no mesmo eículo da emp esa pa a da cobe u a a de e minado
acon ecimen o. Se es a sine gia pode e ela a di e sas an agens pa a a
emp esa pode, po ém, e ela algumas di iculdades ao en endimen o en e
di e en es meios.
As p á icas de p odução pa a a ádio e ele isão são dis in as. Enquan o
o jo nalis a de ádio de e consegui en ol e o ou in e na es ó ia, desc e endo
udo o que ê pela ausência da imagem e cap ando os sons do meio que en ol e
o acon ecimen o pa a melho desc e e a es ó ia, um di e o ele isi o pode
simpli ica o p ocesso a a és da imagem. Con udo, es as p á icas jo nalís icas
di e enciadas podem di icul a a ecolha de in o mações no e eno po
p o issionais de ádio e ele isão que, sus en ados pela polí ica das sine gias,
p ecisam de espaços empo ais di e enciados pa a a ecolha de dados,
incompa ibilidades que se e i ica am, em mui os casos, na delegação em causa.
Es a sine gia dos equipamen os da emp esa e a equen e. A í ulo de
exemplo, das 22 peças adio ónicas que segui e ealizei acompanhada po um
jo nalis a de ádio, 16 o am p oduzidas ambém pa a a ele isão.
O p ocesso de sine gia de edações in eg adas de ádio e ele isão na
delegação de Rádio e Tele isão de Coimb a, si uada na Rua D . José Albe o Reis,
ez-se acompanha de p o ei os pa a a emp esa e pa a a p odução mul i ace ada
de con eúdos mas ambém de alguns incon enien es em si uações especí icas:
incompa ibilidades ho á ias pa a os dois meios, sendo que os p o issionais de
ele isão usu uem de isenção de ho á io; a capacidade de p oduzi pa a os dois
meios de alguns jo nalis as em elação a ou os, o que pode aze complicações
na coo denação da agenda e na elação p o issional; a pouca disponibilidade de
cedência de con eúdos de um meio pa a o ou o, em que um i o ele isi o
pode ia se eap o ei ado, a a és da sua p é ia con e são, pa a u ilização de
RM adio ónico, a í ulo de exemplo.
41
5.3 O Papel da Delegação Coimb a no Se iço Público de Tele isão
e a Relação com os cen os de P odução em Lisboa e Po o
Uma ele isão de se iço público de e sus en a -se de di e en es ozes,
pensamen os, mas ambém de díspa es on es, emas e e i ó ios que media iza
pa a consegui sucesso na p oximidade de públicos dis in os, que em li e acia
que em modos de ida.
No a igo 50.º
42
, o pon o 2 da Lei nº27/2007, de 30 de junho, de ine um
dos p incípios do se iço público de ele isão como ga an e da “obse ância dos
p incípios da uni e salidade e da coesão social (…)”. Mas pa a Felisbela Lopes
(1999:87) só é possí el que um elejo nal de se iço público p omo a o
o alecimen o da coesão social se “os ac os no iciados o em di e si icados
que na emá ica que geog a icamen e”. Es a dis ibuição geog á ica de e se
isí el e p omo ida na in o mação ele isi a de se iço público, que aliás é
acili ada em Po ugal pela p esença das delegações de Rádio e Tele isão de
Po ugal em pon os es a égicos do país.
A Delegação da RTP Coimb a e e já a seu ca go a p odução de
p og amas. Con udo, a ualmen e é esponsá el pela p odução de con eúdos
in o ma i os ele isi os, pa a in eg a pos e io men e os á ios no iciá ios da
RTP1 e RTP3 (Bom dia Po ugal, Jo nal da Ta de, Po ugal em Di e o, Telejo nal
e odos do canal 3) e, espo adicamen e, pa a os no iciá ios da RTP2.
A delegação em um papel subs ancial na p odução de in o mação pa a
a es ação pública ele isi a, nomeadamen e no que espei a a oco ências em
Coimb a, cidade mui as ezes esc u inada nos no iciá ios (depois de Lisboa e
Po o). Na ap eciação de Ceb ián He e os
43
(apud Lopes, 1999:74) a delegação
da RTP em Coimb a p oduz con eúdos de p io idade uma ez que “mais do que
42
O a igo 50.º da Lei da Tele isão indicado na Lei nº27/2007, de 30 de junho, man e e-se inal e ado
com as al e ações pela Lei n. º8/2011, de 11 de Ab il e Lei n.º 40/2014, de 9 de julho
43
Num li o da sua au o ia dedicado à in o mação ele isi a, He e os a i ma “que os elejo nais
ganha am uma au onomia al que podem se conside ados os eixos ao edo dos quais gi a oda a
p og amação (apud Lopes, 1999:74)
42
ou o ipo de p og amas, a in o mação em semp e o seu luga ca i o numa
es ação gene alis a si uando-se em momen os de g ande audiência, onde es e
ipo de con eúdos se “assume como coluna e eb al da p og amação
con e indo ao espe i o canal um ce o p es ígio.”
As ele isões gene alis as pa ecem a ende aos con eúdos in o ma i os
como p io i á ios. Reco endo a um es udo ealizado pela MediaMoni o , en e
1 de Janei o e 15 de No emb o de 2015, essa si uação é e i icá el ela i amen e
à ipologia de p og amas emi idos pela RTP1, RTP2, SIC e TVI que a in o mação
lide a a o e a p og amá ica des es canais. Na página online do G upo Ma k es
44
(anexo 1) - onde é possí el acede a es a análise de dados – é obse á el que
mais de um em cada cinco minu os de emissão oi ela i o a p og amas de
in o mação (21% da o e a o al).
Pa a além de con eúdos ele isi os, a delegação p oduz con eúdos
in o ma i os pa a os no iciá ios da An ena 1 (no iciá ios de ho a a ho a, Po ugal
em Di e o), daí p o idencia a con e gência de edações de ádio e ele isão
como e e ido no pon o an e io .
A ocupa o papel de delegação, es e cen o em Coimb a es abelece uma
elação na u almen e incada e dependen e dos cen os de p odução de Lisboa
e do Po o, locais onde es ão ins alados os es údios ele isi os pa a os no iciá ios
a pa i dos quais os mesmos são emi idos. Toda ia, es a elação que a delegação
da RTP Coimb a es abelece com a sede em Lisboa o cen o de p odução do Po o
é acompanhada de di iculdades
45
– essencialmen e comunicacionais, mas
ambém écnicas - que i ão se desc i as daqui em dian e.
O planeamen o da delegação de coimb a com Lisboa e Po o é baseado
em euniões maio i a iamen e conc e izadas a a és de ideocon e ência,
habi ualmen e ealizado uma ez po semana, às quin as- ei as. A a iculação é
44
O G upo Ma k es é cons i uído po á ias emp esas especializadas na á ea de es udos de me cado e
p ocessamen o de in o mação. Disponí el em h p://www.ma k es .com/wap/a/n/id~1 d2.aspx
[consul ado a 4 de ma ço 2017]
45
As di iculdades comunicacionais e écnicas desc iminadas co espondem às no adas na du ação
co esponden e ao es ágio, du an e os meses de se emb o, ou ub o, no emb o e dezemb o de 2016.
43
ei a a a és do coo denado da delegação de coimb a e dos coo denado es de
p og amas, sob e udo do Bom dia, do Jo nal da Ta de, do Po ugal em Di e o e
do elejo nal.
A a iculação en e a delegação da delegação em Coimb a e os Cen os
de P odução nem semp e é bem-sucedida. No que espei a à p odução de
con eúdos, a dependência ace aos cen os de p odução de Lisboa e Po o é
ele ada e a maio ia dos con eúdos são solici ados po es es cen os. Po ém,
ainda que espo adicamen e, a al a de comunicação p omo eu casos em que os
con eúdos solici ados po p o issionais da RTP em Lisboa, não i e am depois
luga no alinhamen o de nenhum dos blocos no iciosos.
A coo denação de p og amação em Lisboa, com a equen e al e ação de
esponsá eis, pode p omo e si uações como es a, em que a al a de
comunicação en e coo denado es do mesmo no iciá io, deixa “cai em
esquecimen o” um con eúdo que ha ia sido solici ado e p oduzido
a empadamen e pela delegação de coimb a. Ainda a ac escen a que esses
con eúdos, quando emi idos, não iden i ica am, espo adicamen e, os au o es
(não des acando que o abalho pe encia aos p o issionais da delegação em
causa) ou não a ibuíam o áculos aos i os.
4.2 Obs áculos e desa ios do se iço público na in o mação ele isi a – o
caso da RTP Coimb a
Apesa de edi ica a p incipal Delegação da Rádio e Tele isão de Po ugal
a ní el nacional - a maio em e mos dimensionais e pelo núme o de p o issionais
que emp ega – e da ele ância que de ém no p ocesso no icioso imedia amen e
após os Cen os de P odução de Lisboa e do Po o, pode a i ma -se que exis em
especi icidades de um jo nalismo de p oximidade, nomeadamen e na ges ão da
p oximidade dos jo nalis as com as p óp ias on es. Es a pa icula idade e le e-
se, pa a Ca los Cip iano
46
num e dadei o desa io pa a a p o issão: “Mui os
46
Decla ações de Ca los Cip iano, di e o da Gaze a das Caldas, no 4º cong esso de jo nalis as
44
jo nalis as c uzam-se com assesso es de imp ensa, memb os do go e no,
adminis ado es de g andes emp esas... (…) No inal de con as, é udo uma
g ande aldeia. E de ac o, conhecemos as on es odas (…) Is o, de ac o, coloca
um desa io pa a o jo nalis a (...) Como é que is o se esol e? Resol e-se se
ize mos um abalho sé io, se o mos jo nalis as”.
Ca los Cip iano admi e a ine i á el p oximidade diá ia com as on es e a
di iculdade pa a os jo nalis as em não se imiscuí em nessa ealidade, is o se o
jo nalismo o omado como um abalho sé io. O ac o da delegação em análise
es a ins alada em Coimb a - e apesa ag ega ou as á eas de in e enção em
dis i os como A ei o e Lei ia – p opicia a que se e i iquem mais
acon ecimen os media izados na cidade de Coimb a. Os p o issionais des a
delegação da RTP, c uzam-se epe idamen e com as mesmas on es polí icas, os
mesmos assesso es de imp ensa, os mesmos di igen es despo i os ou
associações po que possuem odos, na sua essência, a mesma á ea de a uação
e, po esse mo i o se a a de “um jo nalismo de p oximidade,
undamen almen e comp ome ido com a sua egião e as suas gen es” (Lopes. R.,
2003: 37).
No deco e do es ágio, icou a comp eensão de que empo na delegação
pa a p odução dos con eúdos é equen emen e escasso, com isí eis deadlines
ape ados que condicionam o modo de p odução dos con eúdos em que “ao
jo nalis a es abelecem-se disposi i os de empo alidade que o ob igam a uma
p á ica sob o signo da apidez (ou p ecipi ação) e da eno ação pe manen e”
(Lopes R., 2003:19). Mas es e condicionalismo à p á ica jo nalís ica é apenas uma
e lexão “do empo que se o na cada ez mais in ensi o, como um sis ema de
ep esen ação do mundo, sob e udo de ido à ele isão”. (B andão: 2010: 28).
Apesa de bem equipados ao ní el de meios écnicos, os p o issionais da
Delegação da RTP Coimb a, al a empo, como se supõe na maio ia das edações
de jo nalismo, pa a con i mação de on es e in o mações, po ezes po que o
empo en e o acon ecimen o e a ep odução do mesmo em meios ele isi os é
escasso. Como de ende Jean-Jacques Jespe s (1998:66) “quan o mais se eduz o
empo en e o acon ecimen o e o seu ela o ele isi o, menos é possí el

45
assegu a es e ela o de o ma deon ológica e me odologicamen e acei á eis. A
í ulo de exemplo, mui os dos con eúdos in o ma i os p oduzidos no elejo nal
(no iciá io no u no) e am p oduzidos a meio da a de desse mesmo dia, o que
pode p ejudica a p odução - que na escolha de melho es imagens, en e is as
signi ica i as ou na con i mação de on es – desses con eúdos. Es a a i ude
p omo ida pela al a de empo nas edações pode a o ece mu abilidades na
opinião pública já que “a escolha de imagens, dos es emunhos e dos
comen á ios pode in luencia nega i amen e a isão dos ac os que se á g a a
no espí i o do público, e po ezes de manei a de ini i a” (ibidem).
A complexidade de a e as subjacen e ao jo nalismo ele isi o são ainda
mais ag a adas na delegação da RTP Coimb a pela quan idade de p o issionais
disponí eis, p o ocando a acumulação de a e as ine i á eis. O jo nalis a
ele isi o eúne uma complexidade de a e as pa a chega “à mensagem
i ual”, ais como “encon a pessoas pa a en e is a , combina encon os,
di igi -se ao local, da ins uções pa a a g a ação, ealiza as en e is as e
e en uais i os, consul a os a qui os (..), ol a a esc e e a in o mação numa
linguagem ele isi a e g a a um comen á io” (Jespe s, 1998:84). Po ém, a
jun a a odas es as missões do jo nalis a ele isi o, es e êm ainda p ocede à
edição da mensagem isual ecolhida, em conjun o com o ope ado de imagem.
Em ou as ci cuns âncias, se es es mesmos con eúdos in o ma i os
ossem p oduzidos pela sede da RTP em Lisboa, ha e ia um p o issional
disponí el e com unções especí icas de edição e de cons ução da peça. A
ac escen a a es a mul iplicidade de a e as, o planeamen o de “ abalhos
jo nalís icos” so ia, equen emen e al e ações ace à disponibilidade de
en e is as ou a é mesmo à ecusa de en e is ados em pa icipa quando
ocupa am o papel de p o agonis as na his ó ia. Cedendo exemplos p á icos do
que oi e e enciado, uma si uação oco ida du an e o pe íodo de es ágio são
ago a opo unas de e elação. A 29 de se emb o, o jo nalis a da An ena 1,
46
Joaquim Reis, es a a escalado pa a a ealização de uma epo agem ele isi a
47
,
em conjun o com o ope ado de imagem Cláudio Calhau, ace ca de um p o es o
jun o à câma a municipal de Penaco a, p o agonizado po jo ens Guineenses
que es uda am em Po ugal du an e ês anos. O encon o com dois jo ens
guineenses – ma cado p e iamen e ainda na delegação ia con a o ele ónico –
es a a decidido en e à câma a municipal de Penaco a e assim acon eceu.
Impo a e e encia que es es mesmos jo ens ha iam sido p o agonis as, no dia
an e io , de uma epo agem adio ónica, ealizada pelo mesmo jo nalis a
(Joaquim Reis), ace ca do mesmo acon ecimen o. Po ém, quando chegados ao
local e combinadas as ins uções pa a a g a ação, os dois jo ens ecusa am
pa icipa na epo agem pois ha iam ponde ado sob e o assun o e não que iam
al p o agonismo. Alega am que não que iam expo a imagem mas
pos e io men e oi-lhe dada a possibilidade de man e o anonima o com
al e ação do nome e desc ição na ilmagem, apenas ilmando as p óp ias
somb as. Os jo ens ecusa am ainda assim, alegando que o assun o ganha a já
as p opo ções que deseja am e, des a ei a, a epo agem acabou po não se
conc e iza pela al a de p o agonis as na his ó ia.
Um ou o p oblema des acado na delegação da RTP Coimb a é a al a de
p o issionais que, mui as das ezes, não conseguem esponde aos abalhos
pedidos pela simul aneidade de acon ecimen os. No dia 25 de ou ub o, a
delegação inha apenas uma equipa disponí el na delegação que es a a
des inada ao epo a do acon ecimen o do bebé desapa ecido em Amiei a, em
Ou ém, local a pa i de onde aziam cons an es di e os. Po ém, o bebé, a meio
da manhã, oi encon ado e a mesma equipa – a única disponí el pa a a
cobe u a – e e de se desloca ao Hospi al de Lei ia pa a ou os di e os
ele isi os.
An es do Hospi al, oi solici ado à mesma equipa pa a uma en e is a às
au o idades que es a am a oma con a do oco ência, no pos o da polícia, com
47
Na delegação da RTP Coimb a, depois da ees u u ação da RDP e RTP e união dos p o issionais no
mesmo espaço, p opiciou o apa ecimen o do jo nalis a mul i asking (mul i a e a), i ado pa a a
ansmedialidade (capacidade de p oduzi pa a di e en es media).
47
o obje i o de o mesmo jo nalis a aze di e os pa a a ádio An ena 1. Po ém,
depois de odo es e p ocesso, oi no amen e solici ado à equipa de se iço –
Ál a o Coimb a e Ped o Teodo o – que eg essassem a Amiei a, em Ou ém, pa a
uma en e is a à a ó do bebé em causa. Pa a além dos equipamen os se em já
insu icien es na espos a – as ba e ias inham já esgo ado -, os p o issionais
es a am sa u ados e com di iculdades na conc e ização e icaz do abalho
jo nalís ico (dado o empo ala gado de abalho, endo em con a as iagens
ambém en e a cidade de Lei ia e Coimb a).
Nes a si uação, os ou os meios de comunicação p esen es – SIC, TVI,
CMTV con a am ao seu dispo , sem qualque exceção, de duas equipas cada um
pa a da cobe u a ao acon ecimen o. Es e esgo amen o p o issional epe iu-se
na cobe u a de ou os casos em que, po exemplo, a 25 de ou ub o, o am
ealizadas buscas ao Bai o do Ingo e e odos os ou os meios de comunicação
p esen es, mais uma ez, dispunham de duas equipas pa a a cobe u a e a RTP
apenas inha uma equipa es a a des acada.
Es a si uação pode se um isco a dois ní eis: o condicionamen o da
missão ele isi a, pela incapacidade de espos a a possí eis casos que a é e iam
signi icação pa a a cidadania ou, po ou o lado, o epo ado não co esponde
ao exigido pa a o caso, pela incapacidade de espos a a odos os po meno es do
caso de ido ao esgo amen o p o issional da dupla jo nalís ica des acada pa a o
p ocesso.
48
CAPÍTULO VI
METODOLOGIA APLICADA
55

56
ANÁLISE REFERENTE À SEMANA 3 DO MÊS DE NOVEMBRO (SEM. 14 a 20- CONTINUAÇÃO)
CONTEÚDOS
PRODUZIDOS
PELA RTP
COIMBRA
7 MILITARES DETIDOS
POR MORTES NOS
COMANDOS (1:56min)
(17NOV)
FEIRA DO MEL E DA
CASTANHA NA
LOUSÃ
(2:01 min) (18NOV)
7 MILITARES PRESENTES AO JUIZ DE
INSTRUÇÃO
(2:49 min) (17 e18NOV)
TIPO DE CONTEÚDO
DIRETO
NOTÍCIA
IMAGENS
PROGRAMA (S)
3 AS 14 (RTP3
PORTUGAL EM DIRETO
(RTP1)
24 HORAS (17NOV)
JORNAL 2 (17NOV)
BOM DIA PORTUGAL (18NOV)
ALINHAMENTO
3ºNOTÍCIA DE ABERTURA
PD: PENÚLTIMA
NOTICIA PRÉ-
INTERVALO
24 HORAS: 1ºNOTICIA DE ABERTURA
JORNAL 2: 2º NOTÍCIA DE ABERTURA
BDP: 1ºMETADE NOTICIÁRIO/ 1ºMETADE DO
NOTICIÁRIO/ 1º METADE DO NOTICIÁRIO/
2ºMETADE DO NOTICIÁRIO
VALÊNCIA DE
CONTEÚDOS
NEGATIVO
POSITIVO
NEUTRO
CATEGORIAS-
TEMÁTICAS
SOCIEDADE
CULTURA
SOCIEDADE
SUB - CATEGORIAS
TEMÁTICAS
TRIBUNAIS E JUSTIÇA
FESTIVIDADES/SOLENID
ADES
JUSITÇA E TRIBUNAIS
ORIGEM
PEDIDO
PEDIDO
PEDIDO
AUTOR: JORNALISTA
E REPÓRTER DE
IMAGEM
JORNALISTA:
PAULO ROLÃO
R.I: PAULO OLIVEIRA
JORNALISTA:
PAULA COSTA
R.I: PAULO OLIVEIRA
JORNALISTAS: PAULO ROLÃO (coimb a) /
MARCELO SOBRAL/ SANDRA
FELGUEIRAS/DIANA DUARTE
R.I: PAULO OLIVEIRA (coimb a)
FORMA
DIRETO
DIFERIDO
DIFERIDO
ANÁLISE REFERENTE À SEMANA 3 DO MÊS DE NOVEMBRO (SEM. 14 A 20 -
CONTINUAÇÃO)
CONTEÚDOS
PRODUZIDOS
PELA RTP
COIMBRA
JERÓNIMO DE SOUSA
DISCURSA EM COIMBRA
(0:55 min) (17 e 18NOV)
50 ANOS DO CÓSIGO CIVIL
(3:04 min) (16NOV)
FESTIVAL CAMINHOS DO
CINEMA PORTUGUÊS
(55seg/1:30 min) (18
NOV)
TIPO DE
CONTEÚDO
IMAGENS
DUPLEX
DUPLEX
PROGRAMA (S)
24 HORAS (RTP3 – 17NOV)
3 AS 10 (RTP3 – 18 NOV)
3 AS 11 (RTP3 – 18 NOV)
JORNAL DA TARDE (RTP1 –
18NOV)
3 AS 14 (RTP3 – 18 NOV)
JORNAL 2 (RTP2)
JORNAL 2 (RTP2)
BOM DIA PORTUGAL)
ALINHAMENTO
24 HORAS: 1º METADE
3 ÀS 10: 1º METADE DO
NOTICIÁRIO
3 ÀS 11:2ºNOTÍCIA
ABERTURA
JT: 2º METADE DO
NOTICIÁRIO
3 AS 14: ENTRE AS 5
ÚLTIMAS
JORNAL 2: ENTRE AS 5 ÚLTIMAS DO
NOTICIÁRIO
JORNAL 2 – PENÚLTIMA
NOTÍCIA
BDP – ANTEPENÚLTIMA
NOTÍCIA
VALÊNCIA DE
CONTEÚDOS
NEUTRO
NEUTRO
NEUTRO
CATEGORIAS
TEMÁTICAS
POLÍTICA
POLÍTICA
CULTURA
SUB-CATEGORIAS
TEMÁTICAS
PARTIDOS POLÍTICOS
FESTIVIDADES/SOLENIDADES
ARTES E ESPETÁCULOS
ORIGEM
PEDIDO
PEDIDO
PEDIDO
AUTOR:
JORNALISTA E
REPÓRTER DE
IMAGEM
JORNALISTA:
PAULO ROLÃO
R.I: PAULO OLIVEIRA
R.I: PEDRO TEODORO
R.I: PAULO OLIVEIRA
FORMA
DIFERIDO
DIRETO
DIRETO
57
ANÁLISE REFERENTE À SEMANA 3 DO MÊS DE NOVEMBRO (SEM. 14 A 20 -CONTINUAÇÃO)
PRESENTES A TRIBUNAL OS 7 MILITARES DETIDOS (0:15seg) (18 NOV)
No o al, a delegação da RTP Coimb a p oduziu, na e cei a semana do
mês de No emb o, dez con eúdos in o ma i os e e en es a: Sob e i en es de
Canc o; Ci u gia de Au o ansplan e de Fígado; Falhas no Sinal TDT; se e mili a es
de idos po mo es nos comandos; Fei a do Mel e da Cas anha na Lousã; 7
Mili a es de idos p esen es ao Juiz de Ins ução; Je ónimo de Sousa discu sa em
coimb a; 50 anos do código ci il; Fes i al Caminhos do Cinema Po uguês;
P esen es a T ibunal os se e mili a es de idos. No o al, a delegação da RTP
Coimb a p oduziu, na e cei a semana do mês de no emb o, ês no ícias, um
di e o, dois duplex, um en io de en e is as e ês en ios de imagens pa a os
Cen os de P odução de Lisboa e Po o.
TABELA 4: ANÁLISE REFERENTE À SEMANA 3 DO MÊS DE DEZEMBRO (SEM. 12 A 18)
Du an e a e cei a semana do mês de Dezemb o, a delegação da RTP
coimb a p oduziu apenas qua o con eúdos.
TIPO DE CONTEÚDO
IMAGENS (ACOMPANHADO COM OFF PIVOT)
PROGRAMA (S)
3 Às 10 (RTP3)
3 Às 11 (RTP3)
ALINHAMENTO
3 ÀS 10: ENTRE 3º E 5º DE ABERTURA
3 ÀS 11: 1º METADE DO NOTICIÁRIO
VALÊNCIA DE CONTEÚDOS
NEUTRA
CATEGORIAS TEMÁTICAS
SOCIEDADE
SUB-CATEGORIAS TEMÁTICAS
TRIBUNAIS E JUSTIÇA
ORIGEM
PEDIDO
AUTOR: JORNALISTA E REPÓRTER DE
IMAGEM
R.I: PAULO OLIVEIRA
FORMA
DIFERIDO
58
CONTEÚDOS
PRODUZIDOS
PELA
DELEGAÇÃO
DA RTP
COIMBRA
PISTA DE GELO
ECOLÓGICA
(3:30 min) (12DEZ)
CONFERÊNCIA SOBRE O
MASSACRE DE SANTA CRUZ
ORGANIZADO PELA
UNIV.COIMBRA
(1:44min) (13 DEZ)
TAPETE PARA REDUÇÃO
DE VELOCIDADE
RODOVIÁRIA
(2:20 min) (13 e 14DEZ)
TIPO DE
CONTEÚDO
DIRETO
NOTÍCIA
NOTÍCIA
PROGRAMA (S)
PORTUGAL EM DIRETO
(RTP1)
24 HORAS (RTP3)
PORTUGAL EM DIRETO
(RTP1 – 13DEZ)
3 Às 15 (RTP3 – 14DEZ
ALINHAMENTO
PD: 2ºNOTÍCIA PÓS-
INTERVALO
24HORAS: 1º METADE DO
NOTICIÁRIO
PD: 1ºNOTÍCIA PÓS-
INTERVALO
3 ÀS 15: ENTRE 5 ÚLTIMAS
VALÊNCIA DE
CONTEÚDOS
POSITIVO
NEUTRO
POSITIVO
CATEGORIAS
TEMÁTICAS
SOCIEDADE
SOCIEDADE
SOCIEDADE
SUB -
CATEGORIAS
TEMÁTICAS
AMBIENTE
EDUCACÃO
TECNOLOGIA E CIÊNCIA
ORIGEM
SUGERIDO COIMBRA
PEDIDO
PEDIDO
AUTOR:
JORNALISTA E
REPÓRTER DE
IMAGEM
JORNALISTA:
PAULO ROLÃO
R.I: PEDRO TEODORO
JORNALISTA:
ÁLVARO COIMBRA
R.I: PEDRO TEODORO
JORNALISTA:
PAULO ROLÃO
R.I: CLÁUDIO CALHAU
FORMA
DIRETO
DIFERIDO
DIFERIDO
ANÁLISE REFERENTE À SEMANA 3 DO MÊS DE DEZEMBRO (SEM. 12 A 18-CONTINUAÇÃO)
NOVA UNIDADE DE PEDIATRIA NO HOSPITAL DE COIMBRA (1:11 min) (16DEZ)
No mês de dezemb o, o am p oduzidos qua o con eúdos
in o ma i os e e en es a pis a de gelo ecológica; Con e ência sob e o Massac e
de San a C uz o ganizado pela Uni e sidade de Coimb a; Tape e ino ado que
eduz elocidade odo iá ia; No a Unidade de Pedia ia no Hospi al de Coimb a.
Du an e o pe íodo de análise, a RTP coimb a p oduziu um o al de 27 con eúdos
in o ma i os. No capí ulo seguin e, amos p ossegui com a discussão dos dados
ecolhidos.
TIPO DE CONTEÚDO
NOTÍCIA
PROGRAMA (S)
PORTUGAL EM DIRETO (RTP1)
3 Às 15 (RTP3)
ALINHAMENTO
PD:ENTRE 3º E 5º DE ABERTURA
3 Ao 15:2º METADE DO NOTICIÁRIO
VALÊNCIA DE CONTEÚDOS
POSITIVO
CATEGORIAS TEMÁTICAS
SOCIEDADE
SUB-CATEGORIAS TEMÁTICAS
SAÚDE
ORIGEM
PEDIDO
AUTOR: JORNALISTA E REPÓRTER DE
IMAGEM
JORNALISTA:
ÁLVARO COIMBRA
R.I: PEDRO TEODORO
FORMA
DIFERIDO
59
CAPÍTULO VII
DISCUSSÃO E ANÁLISE DE RESULTADOS
60
7.1 Discussão e Análise dos esul ados ob idos em Es udo Empí ico
No es udo ealizado, A delegação da RTP Coimb a p oduziu 27 con eúdos
no iciosos (en e peças, imagens e/ou en e is as em b u o, di e os e duplex),
sendo que esses con eúdos i e am luga no alinhamen o dos demais p og amas
em análise 57 ezes. De seguida analisa -se-á pa a quais os canais – RTP1, RTP2,
RTP3 - a Delegação da RTP Coimb a p oduziu um maio núme o de con eúdos.
Quan o a uma análise quan i a i a de con eúdos p oduzidos pela
delegação da RTP Coimb a, é undamen al salien a que o bloco no icioso Bom
Dia Po ugal em ansmissão simul ânea na RTP1 e na RTP3 e, po esse mo i o,
enha sido con abilizado pa a e ei os de análise do g á ico an e io em ambos os
canais da es ação pública.
No g á ico é obse á el um maio núme o de con eúdos no iciosos
p oduzidos pa a o canal 1, co espondendo a um o al de 27 peças des inadas
aos blocos no iciosos des e mesmo canal e pe azendo 47% da sua p odução no
es udo em análise. Essa p odução é maio em elação ao canal 3 da es ação
público se conside a mos a dis inção nume osa dos blocos no iciosos que
in eg am a RTP1 e a RTP3, já que o p imei o in eg a apenas qua o blocos
FIGURA 2

61
no iciosos (Bom dia Po ugal, Jo nal da Ta de, Po ugal em Di e o, Telejo nal), e
o segundo ag ega no e blocos no iciá ios (Bom dia Po ugal, exibido em
simul âneo na RTP1, 3 às 10, 3 às 11, 3 às 14, 3 às 15, 3 às 16, 3 às 17, 24 ho as,
Ho as Ex ao diná ias). Ainda que a en ando a esse enómeno, a p odução de
con eúdos com des ino à RTP3 semelhan e embo a ligei amen e eduzida,
ep esen ando um o al de 46% da p odução da RTP ins alada na cidade de
Coimb a. Pa a a RTP3 o am p oduzidas um o al de 26 peças e a RTP2 egis a
apenas 4 peças concebidas po es a delegação (7% de con eúdos p oduzidos em
análise) no Jo nal 2, o único bloco de in o mação des e canal. Con udo, os canais
subdi idem-se em no iciá ios e pa a o es udo empí ico o am analisados 13 dos
ês canais da es ação pública.
Analisando os demais blocos no iciosos em análise, o no iciá io “Bom Dia
Po ugal”, no iciá io ma u ino da RTP1 e com ansmissão em simul âneo na
RTP1 e RTP3 com luga das 6h30 a é às 10h00, oi o bloco de no iciá io que mais
peças con abilizou no alinhamen o da au o ia da delegação de Coimb a, com 12
con eúdos in o ma i os a in eg a em es e no iciá io. Seguem-se os es an es
dois blocos no iciosos p incipais do canal 1 da es ação de ele isão pública em
Po ugal – o Jo nal da Ta de e o Telejo nal, ambos com cinco con eúdos
no iciosos cada a in eg a em o seu alinhamen o. Po sua ez, a maio ia dos
blocos de no iciá io do canal 3 – 3 às 10, 3 às 11, 3 às 14 – con abilizou ês
12
5
10
53 3 5410
5
0
4
PROGRAMAS PARA OS QUAIS A RTP
COIMBRA PRODUZIU CONTEÚDOS
(nº peças
FIGURA 3
62
con eúdos no iciosos de coimb a, bem como o Jo nal 2, da RTP2. No que espei a
ao no iciá io 3 às 15 e 24 Ho as, ambos do canal 3 da ele isão pública,
con abiliza am cada qua o con eúdos no iciosos nos seus alinhamen os.
Po ém, analisa -se-á ago a o ipo de con eúdos que o p og ama Bom dia
Po ugal, o bloco no icioso que mais con eúdos p oduzidos pela delegação de
Coimb a ag egou, in eg ou no seu alinhamen o, bem como se esses con eúdos
in o ma i os o am p oduzidos apenas pa a o Bom Dia Po ugal ou pa a ou os
p og amas.
012345678
Imagens
No icia
Duplex
Tipos de con eúdos p oduzidos pa a o
no iciá io "Bom Dia Po ugal"
3 as 15
9%
Jo nal 2
17%
Telejo nal
8%
(Só) Bom dia
Po ugal
8%
3 às 10
8%
3 às 14
8%
Po ugal Di e o
25%
24 Ho as
17%
PROGRAMAS QUE INTEGRAM OS MESMOS
CONTEÚDOS QUE O "BOM DIA
PORTUGAL"
58 %
34%
8 %
FIGURA 4
FIGURA 5
63
No o al dos 12 con eúdos que in eg a am o alinhamen o do “Bom Dia
Po ugal, 7, 58% dos con eúdos p oduzidos o am no ícias (se e con eúdos), 34%
dos con eúdos são e e en es a imagens (qua o con eúdos) p oduzidas pela
delegação e en iadas pa a o Cen o de P odução de Lisboa e 8% dos con eúdos
p oduzidos o am duplex (um con eúdo).
Os con eúdos do ipo no ícia que in eg a a o alinhamen o do Bom Dia
Po ugal o am os seguin es: “Dí idas do Sis ema P isional” ( ep oduzido duas
ezes, e e en e a O dem e Segu ança In e na), “Deg adação da Escola
Secundá ia José Falcão” ( ep oduzido duas ezes, e e en e a Educação),
“Sob e i en es de Canc o”, “Ci u gia Ino ado a Au o ansplan e de Fígado e 30
doen es que ecebe am a amen os de Imuno e apia (Saúde). No alinhamen o
do p og ama Bom dia Po ugal es e e incluído um Duplex ace ca do Fes i al
Caminhos (A es e Espe áculos) e ainda Imagens ( ep oduzidas qua o ezes)
p oduzidas pelas delegação da RTP Coimb a ace ca dos se e mili a es de idos po
en ol imen o na mo e dos comandos.
Na igu a 5, e i ica-se apenas um con eúdo in o ma i o p oduzido pela
delegação de Coimb a que in eg ou exclusi amen e o alinhamen o do Bom Dia
Po ugal, uma peça ace ca de 30 doen es que ecebe am a amen os de
imuno e apia (in eg ado na ca ego ia emá ica Saúde), equi alen e a 8% da
p odução da delegação especi icamen e pa a o alinhamen o des e no iciá io.
Com o mesmo peso (8%) os con eúdos que in eg a am o Bom dia Po ugal
in eg a am ambém ou os no iciá ios como o Telejo nal (canal 1), “3 às 10” e “3
às 14” (canal 3), cada no iciá io com um con eúdo cada. Com uma equência
ligei amen e supe io , os con eúdos do Bom Dia Po ugal ize am pa e do
alinhamen o do 3 às 15 em 9% (1 dos con eúdos) e ainda, de o ma mais
ele an e, no no iciá io “24 Ho as” e Jo nal 2 com 17% (dois dos con eúdos).
Po ém, os con eúdos que in eg a am o alinhamen o do Bom Dia Po ugal êm
ambém uma exp essão mui o signi ica i a e mais equen e no p og ama
64
Po ugal em Di e o do canal 1 da es ação pública ele isi a com 25%, ês dos
con eúdos, a in eg a em os alinhamen os dos dois no iciá ios.
O no iciá io ap esen ado po Dina Aguia , denominado Po ugal em
Di e o, oi o que con abilizou o maio núme o de con eúdos no iciosos depois do
p og ama Bom Dia Po ugal. Es e p og ama é um espaço de in o mação nacional,
com ansmissão habi ualmen e duas ho as an es do no iciá io no u no do canal
1 – o elejo nal – e que em como obje i o esc u ina os p oblemas das
populações. Na o alidade, dos 27 con eúdos p oduzidos du an e o es udo
empí ico ( e e en es á e cei a semana de cada mês no pe íodo de es ágio), 10
desses con eúdos o am p oduzidos pa a o p og ama Po ugal em Di e o.
Como e e ido acima, o Po ugal em Di e o oi o segundo no iciá io que
mais con eúdos ag egou no seu alinhamen o p oduzidos na Delegação da RTP
ins alada em Coimb a. Impo a en ão expo os ipos de con eúdos p oduzidos
pa a es e no iciá io e se ou os blocos no iciosos in eg a am esses con eúdos ou
apenas o am p oduzidos com des ino ao “Po ugal em Di e o”.
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
No ícia
Di e o
Tipo de con eúdos p oduzidos pa a o
no iciá io "Po ugal em Di e o"
FIGURA 6
71
alinhamen o imedia amen e an es da in e upção do bloco no icioso,
ep esen ado 19% dos con eúdos, is o é, seis con eúdos nes e segmen o.
Apenas um dos con eúdos in o ma i os p oduzidos po es a delegação
oi no ícia de abe u a do no iciá io da RTP3 “24 Ho as”, ela i amen e à
subca ego ia emá ica “Jus iça e T ibunais” sob e a de enção de 7 mili a es po
duas mo es nos comandos. Assim, qua o das se e no ícias que ocupa am os
p imei os cinco luga es de des aque no alinhamen o es ão elacionadas com a
de enção dos 7 mili a es no caso dos comandos, sendo a subca ego ia Jus iça e
T ibunais, dos con eúdos p oduzidos pela delegação, o con eúdo que maio
des aque ecebeu nos alinhamen os. O enómeno pode se explicado pelo
en ol imen o do exé ci o e pelas í imas mo ais em causa.
Po ém, a ca ego ia emá ica “Polí ica” assume uma posição de des aque,
já que dois dos ês con eúdos in o ma i os p oduzidos pela delegação des a
ca ego ia emá ica es á en e as cinco p imei as posições do alinhamen o.
Na subca ego ia emá ica “Pa idos polí icos” as imagens en iadas do
discu so em Coimb a do Líde do PCP, Je ónimo de Sousa, o am o segundo
con eúdo de abe u a do p og ama “3 às 11” e o duplex pa a o “Jo nal 2” sob e
a ap o ação do plano p io i á io do Go e no pa a o in e io oi o 3º con eúdo
in o ma i o de abe u a des e no iciá io (subca ego ia Go e no-Es ado). Po im,
as dí idas a ul adas do sis ema p isional po uguês, no iciado no “3 às 10”, na
Con eúdos posicionados en e
os cinco p imei os de
abe u a de no iciá ios
P og ama
Alinhamen o
Ca ego ia
Temá ica
Subca ego ia
Temá ica
Tipo de
Con eúdo
Líde do PCP, Je ónimo de Sousa,
discu sa em Coimb a
3 Às 11
2º No ícia
Poli ica
Pa idos polí icos
Imagens
P esen es a ibunal os 7
mili a es de idos
3 Às 10
4ºno ícia
Sociedade
Jus iça e T ibunais
Imagens
7 Mili a es de idos po mo e nos
comandos
3 Às 14
3º No icia
Sociedade
Jus iça e ibunais
DIRETO
7 Mili a es de idos p esen es a
juiz de ins ução
24
Ho a24s
1º No icia
Sociedade
Jus iça e ibunais
En io de
imagens (peça
conjun a)
7 Mili a es de idos p esen es a
juiz de ins ução
Jo nal 2
2ºno icia
Sociedade
Jus iça e ibunais
En io de
imagens (peça
conjun a)
Go e no ap o a plano p io i á io
pa a o In e io
Jo nal 2
3ºno icia
Poli ica
Go e no (Es ado)
Duplex
Di idas a ul adas do sis ema
p isional
3 Às 10
4º No icia
Economia
O dem e Segu ança
in e na
No ícia

72
subca ego ia o dem e segu ança in e na, ocupou a qua a posição no
alinhamen o.
Dos se e con eúdos p oduzidos pela delegação de Coimb a que
me ece am des aque, ês esul a am da coope ação com o cen o de P odução
de Lisboa – duplex (Jo nal 2) e de enção dos se e mili a es po mo es nos
comandos pa a os p og amas 24 Ho as e Jo nal 2. Po ém, qua o dos con eúdos
o am p odu o exclusi o de c iação da delegação – discu so do líde do PCP
(en io de imagens do discu so de Je ónimo de Sousa), de enção dos se e
mili a es (di e o/ imagens acompanhadas com oz o do pi o ) e dí idas do
sis ema p isional (no ícia). Toda ia, o na-se isí el que nenhum dos con eúdos
oi des aque na abe u a dos no iciá ios p incipais do canal 1 da es ação pública
– Bom dia Po ugal, Jo nal da Ta de, Telejo nal -, endo es es apenas des aque
nos di e sos blocos no iciosos da RTP3 (3às 10, 3 às 11, 3 às 14, 24 Ho as) e RTP2
(Jo nal2).
Con eúdos posicionados en e os
Cinco úl imos de no iciá ios
P og ama
Alinhamen o
Ca ego ia
Temá ica
Subca ego ia
Temá ica
Tipo de Con eúdo
P o esso Uni e si á io ensina ob a
De Bob Dylan
Jo nal da Ta de
Úl ima no ícia
Sociedade
Educação
No ícia
Encon os de Magia Solidá ia
3 Às 14
Penúl ima
Cul u a
A es e Espe áculos
No ícia
Fes i al Caminhos
Jo nal 2/BDP
Penúl ima/An epenúl ima ma
Cul u a
A es e Espe áculos
Duplex
Bênção dos capace es Mo a ds em
Fá ima
Jo nal da Ta de
An epenúl ima
Sociedade
Religião
Di e o
Sob e i en es de Canc o
3 Às 15
An epenúl ima
Sociedade
Saúde
No ícia
Deg adação Sec. José Falcão
3 Às 14
An epenúl ima
Sociedade
Educação
No ícia
Líde do PCP, Je ónimo de Sousa,
discu sa em Coimb a
3 Às 14
4º Úl ima
Poli ica
Pa idos Polí icos
Imagens
P axe académica em Coimb a
3 Às 15
5º Úl ima
Sociedade
Educação
No ícia
50 Anos do Código Ci il
Jo nal 2
5º Úl ima
Polí ica
Fes i idades/Solenidades
Duplex
Tape e Ino ado de Redução
Rodo iá ia
3 Às 15
5º Úl ima
Sociedade
Tecnologia e Ciência
No ícia
Po sua ez, ambém apenas um dos con eúdos in o ma i os p oduzidos
po es a delegação ocupou a úl ima posição do alinhamen o no no iciá io da
RTP3 “24 Ho as”, ela i amen e à subca ego ia emá ica “Educação” sob e o
P o esso Uni e si á io que ensina a a ob a de Bob Dylan. A al a de des aque
do con eúdo no p og ama “Jo nal da Ta de” pode se explicado po assumi
73
quase um papel de “ ai -di e s”, ela i o ao Nobel da Li e a u a ecen emen e
en egue ao can o .
A análise de e mina a al a de des aque a emas elacionados com
cul u a, na subca ego ia emá ica de A es e Espe áculos, sendo que os dois
con eúdos p oduzidos pela delegação da RTP Coimb a – Fes i al Caminhos e
Encon os de Magia Solidá ia - ocupam a penúl ima posição nos alinhamen os
dos blocos no iciosos.
Também a Polí ica me eceu pa co des aque quando espei a a
celeb ações dos 50 anos do Código Ci il (quin a úl ima no ícia do no iciá io), bem
como as imagens do discu so de Je ónimo de Sousa (qua a úl ima no ícia) que,
cu iosamen e, me ece am des aque no alinhamen o de ou o no iciá io
(segunda no ícia de abe u a no no iciá io “3às 11). Um di e o p oduzido pela
delegação pa a o “Jo nal da Ta de” sob e a bênção dos capace es em Fá ima,
egis ou a an epenúl ima posição do no iciá io, al como os con eúdos
“Sob e i en e de Canc o” (in eg ada na subca ego ia emá ica saúde) e
“Deg adação da Escola Secundá ia José Falcão” (in eg ada na subca ego ia
emá ica educação). A p axe académica em Coimb a me eceu a quin a posição
inal do alinhamen o do no iciá io “3 às 15” (subca ego ia emá ica educação),
bem como a ino ação de um ape e al e na i o a lombas pa a edução de
elocidade odo iá ia (subca ego ia emá ica Tecnologia e Ciência).
Dos 10 con eúdos p oduzidos pela delegação de Coimb a que
me ece am escasso des aque, dois esul a am da coope ação com os Cen os de
P odução de Lisboa e Po o (duplex dos 50 anos do Código Ci il e do Fes i al
Caminhos) e os es an es oi o são p odu o exclusi o de c iação da delegação.
Os con eúdos ca alogados de es i idades ou a es e espe áculos ocupam
uma posição menos a o á el, bem como a educação, eligião e ecnologia e
ciência se compa ados com jus iça e ibunais, polí ica (do Go e no e Pa idá ia)
e economia. Segundo Jespe s (apud B andão,2010:16,17) a hie a quização de
in o mações nos elejo nais ende a se cons uída de manei a a que e minem
“com in o mações-p odu os sem u ilidade eal, mas que azem pa e da
comunicação ag adá el – esul ados despo i os, no ícias ligei as ou ú eis (…),
74
eco des es úpidos”. Po ém pa a o au o “é no úl imo minu o que de e ia se
colocada uma das in o mações mais impo an es (..) pois são os g upos das
p imei as e úl imas peças ci adas no alinhamen o do elejo nal que são
memo izados” (ibidem).
Se p es a mos a enção aos con eúdos in o ma i os p es ados pela
delegação da RTP em Coimb a que ocupa am o úl imo luga – apenas um
con eúdo em análise echou o alinhamen o – epa amos que a condição
ap esen a a po Jespe s se comp o a, já que o con eúdo e e en e a “P o esso
Uni e si á io de Coimb a ensina ob a de Bob Dylan” igu a num p odu o sem
u ilidade eal com signi icação subjacen e pa a a sociedade.
Mesmo a en ando aos es an es con eúdos que in eg a am as úl imas
posições no alinhamen o e i icamos que a si uação é idên ica, a ando-se de
con eúdos de ca á e mais le e e descon aído. O con eúdo in o ma i o
p oduzido po es a delegação e e en e discu so do Líde do PCP, Je ónimo de
Sousa, que nos pode susci a dú idas po se inclui no âmbi o polí ico é ambém
uma in o mação sem u ilidade eal, a ando-se “de uma adap ação do discu so
polí ico” (B andão, 2010:18) “à lei mediá ica do espe áculo” (Le Paige apud
B andão, 2010:18) uma ez que não se a a de uma a i idade polí ica em
especí ico, que pode al e a o uncionamen o do quo idiano, mas de c í icas
banais à oposição em o ma de discu sos an as ou as ezes oco idos).
75
A sociedade é a ca ego ia emá ica que mais labo ação exigiu à delegação
da RTP Coimb a, já que das 27 peças p oduzidas, 20 pe encem a essa ca ego ia
emá ica. Es a ca ego ia ep esen a 74% de oda a p odução de con eúdos
in o ma i os da delegação da RTP Coimb a. Pos e io men e e, apesa de uma
emenda dispa idade quan i a i a de con eúdos in o ma i os ela i os ao
mundo da Polí ica, es a é a ca ego ia emá ica que ap esen a mais con eúdos no
pe íodo analisado com 3 con eúdos p oduzidos, o equi alen e a 11% de oda a
p odução da delegação.
Os con eúdos e e en es à ca ego ia emá ica “Polí ica” são os seguin es:
“Go e no ap o a plano p io i á io pa a o in e io do país”, um duplex ealizado
com Helena F ei as, esponsá el po g upo de missão go e namen al pa a o
desen ol imen o do in e io , a pa i dos es údios da RTP Coimb a pa a os
es údios de Lisboa”; “Cong esso pa a comemo ação dos 50 anos do Código Ci il
o ganizado pela Uni e sidade de Coimb a”, um duplex com An ónio Pin o
Mon ei o, p esiden e da Comissão o ganizado a do Cong esso; Discu so em
P O L IT I C A
E C O N OM I A
S O C I E DA D E
C U L T U RA
DE S PO RT O
3
2
20
2
0
CATEGORIAS TEMÁTICAS DE CONTEÚDOS
PRODUZIDOS PELA DELEGAÇÃO DA RTP
COIMBRA
74 %
11 %
7 %
8 %
0 %
FIGURA 11
76
Coimb a do Líde do PCP, Je ónimo de Sousa, com o apelo ao comba e das
polí icas de di ei a.
A escassa p odução de con eúdos in o ma i os de ca iz polí ico po pa e
da Delegação de Coimb a pode se explicada, sob e udo, pelo dis anciamen o
que possui de ó gãos cen ais polí icos localizados em Lisboa e, po isso, a ados
maio i a iamen e pelo sede da RTP em Lisboa (que possui mais ecu sos
humanos e equipamen o pa a cobe u a des es e en os de o ma mais e icaz).
A delegação da RTP Coimb a p oduz con eúdos in o ma i os de ca iz
polí ico pa icula men e quando acon ecimen os são deslocados da capi al pa a
ou as localidades ou dis i os o a dos g andes cen os u banos. É des a o ma
que a p odução de no ícias do âmbi o polí ico pela delegação da RTP Coimb a se
legí ima como sendo pouco ele ado, jus i icando-se, na maio ia dos casos,
quando o p esiden e da República, p imei o-minis o ou ep esen an es de
ou os pa idos ou ou as pe sonalidades céleb es se deslocam às á eas de
in e enção des e cen o da RTP na cidade de Coimb a.
A p esença de con eúdos in o ma i os do âmbi o económico e cul u al
é igual, sendo que cada uma das ca ego ias egis a dois con eúdos, o equi alen e
a 7%/8% da p odução dos con eúdos c iados pela delegação. De ca iz cul u al,
os con eúdos p oduzidos são e e en es ao Fes i al Caminhos do Cinema
Po uguês, um duplex ealizado com Ví o Pe ei a, di e o do es i al, a pa i dos
es údios de Coimb a pa a o Jo nal 2 em Lisboa e ainda uma peça sob e a Fei a
do mel e da cas anha na Lousã. De ca iz económico o am egis adas dois
con eúdos, apesa de ci cunda em o mesmo assun o: uma ealizada apenas
pelos p o issionais da delegação da RTP Coimb a e ou a alendo-se da
coope ação com a RTP Lisboa - enómeno de alguma equência – sob e as
dí idas a ul adas do sis ema p isional po uguês.
Quan o ao despo o, a delegação da RTP Coimb a ge almen e não p oduz
con eúdos despo i os ele isi os, apenas adio ónicos. Po esse mo i o, não
o am encon ados con eúdos in o ma i os despo i os du an e o pe íodo de
análise es abelecido (os con eúdos ealizados no âmbi o despo i o ao ní el do
es ágio o am apenas de âmbi o adio ónico). A equência des es con eúdos é

77
a a, apenas se jus i icando em e en os despo i os que enham luga em
Coimb a ou em á eas de in e enção e i o ial des a delegação.
To na-se pe inen e examina ambém as subca ego ias emá icas mais
equen es p esen es nos con eúdos p oduzidos po es a delegação.
Com o ecu so à igu a 12, é pe ce í el que, dos 27 con eúdos p oduzidos,
há uma maio con ibuição de con eúdos in o ma i os ca alogados pa a a
subca ego ia emá ica “Educação”, equi alen e a cinco egis os, o que pe az
19% de oda a p odução em análise. Es es con eúdos inse idos na subca ego ia
emá ica da educação espei am a uma Escola Secundá ia deg adada si uada na
cidade de Coimb a (in o mação do âmbi o local), o eajus amen o de No as
aquando a candida u a ao Ensino supe io (in o mação do âmbi o nacional), a
p axe académica em Coimb a (in o mação do âmbi o egional/local), um
p o esso uni e si á io que ensina nas suas aulas a ob a de Bob Dylan
(in o mação de âmbi o egional/local) e uma con e ência o ganizada pela
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4 4.5 5
Tecnologia e Ciência
Saúde
Ambien e
T ibunais e Jus iça
Educação
Religião
A es e espe áculos
Fes i idades/Solenidades
O dem e Segu ança In e na
Es ado (Go e no)
Pa idos Polí icos
SUBCATEGORIAS DOS CONTEÚDOS
INFORMATIVOS NOTICIOSOS PRODUZIDOS PELA
DELEGAÇÃO DA RTP COIMBRA
4%
4%
4%
11%
15%
15%
19%
7%
7%
7%
7%
FIGURA 12
78
Uni e sidade de Coimb a ace ca do Massac e de San a C uz, em Timo Les e
(in o mação de âmbi o local/ egional).
Pos e io men e, a subca ego ia emá ica “T ibunais e Jus iça” e a
“Saúde” ep esen am 15% da p odução, equi alen e a qua o con eúdos
in o ma i os p oduzidos, o que pa en eia es as ca ego ias como as mais
equen es na p odução de con eúdos in o ma i os da delegação depois da
educação.
No que espei a à subca ego ia emá ica “Saúde” os con eúdos dizem
espei o a uma no a Unidade de Pedia ia no Hospi al de Coimb a, a 30 doen es
ecebe em a amen os de Imuno e apia, a Sob e i en es de Canc o e a uma
ci u gia ino ado a de Au o ansplan e de Fígado.
Po sua ez os con eúdos in o ma i os in eg an es à subca ego ia
emá ica “T ibunais e Jus iça” espei am à de enção de se e mili a es e p esença
ao juiz de ins ução po en ol imen o nas duas mo es de comandos (a ma é ia
egis a a p odução de ês con eúdos in o ma i os nes a subca ego ia) e o
julgamen o em ibunal de uma amília que esc a izou um homem em É o a.
A subca ego ia “Tecnologia e Ciência” um luga de des aque com 11% da
p odução em con eúdos in o ma i os. No o al, a delegação p oduziu ês
con eúdos in o ma i os e e en es a es a subca ego ia que espei am à c iação
de um ape e ino ado pa a edução de elocidade odo iá ia, c iação de
so wa e pa a uma des acada missão a Ma e pela emp esa C i ical So wa e e
Falhas no sinal da TDT na localidade de Vouzela, dis i o de Coimb a.
Com meno des aque, su gem qua o subca ego ias emá icas
equipa adas com a p odução de dois con eúdos in o ma i os pa a cada,
ep esen ado cada uma das mesmas 7% de oda a p odução da delegação. As
subca ego ias que ocupam es e posicionamen o são “O dem e Segu ança
In e na” (dois con eúdos e e en es ao uncionamen o do sis ema p isional
po uguês), a Fes i idades/Solenidades ( e e en es à Fei a do mel e da Cas anha
na Lousã e às Comemo ações dos 50 anos do Código Ci il), “A es e Espe áculos”
(con eúdos e e en es aos Encon os de Magia Solidá ia e ao Fes i al Caminhos
79
do Cinema Po uguês) e Religião (dois con eúdos e e en es à bênção dos
capace es de Mo a ds em Fá ima).
Com meno ep esen a i idade na p odução de con eúdos in o ma i os
em análise p oduzidos po a delegação ins alada em Coimb a posicionam-se as
subca ego ias emá icas “Ambien e” (con eúdo e e en e a edi icação de uma
pis a ecológica), “Es ado- Go e no) ” (con eúdo e e en e à ap o ação de um
plano que p o idencia p io idade ao in e io ) e “Pa idos Polí icos (con eúdo
e e en e ao discu so do líde do Pa ido Comunis a Po uguês, Je ónimo de
Sousa, apelando ao comba e de polí icas de di ei a), segmen os que o alizam a
ealização de um con eúdo pa a cada, equi alen e a 4% da p odução da
o alidade dos con eúdos da delegação da RTP Coimb a.
80
An es da conc e ização e p odução dos con eúdos no iciosos, há ou as
a e as undamen ais a conc e iza . Os p o issionais da delegação da RTP
Coimb a e os p o issionais de ou as delegações e dos Cen os de P odução de
Lisboa e Po o es ão em pe manen e con ac o pa a o sucesso no planeamen o
de a e as e a sua pos e io conc e ização. É em euniões semanais de
planeamen o, habi ualmen e en e Coimb a e os coo denado es de p og amas
no iciosos, que são de inidos mui os dos con eúdos necessá ios a p oduzi po
es a delegação da RTP. Con udo, o con a o man êm-se a a és de uma agenda
digi al acessí el a odas as delegações e Cen os de P odução e, é a a és dessa
pla a o ma, pa a além do planeamen o em euniões semanais, que é pedido a
p odução de con eúdos aos p o issionais de Coimb a.
O g á ico 13 demons a que 89% dos con eúdos p oduzidos, is o é, 24
dos 27 con eúdos p oduzidos po Coimb a nes e es udo empí ico, são pedidos
que chegam de Lisboa e Po o a a és dessas múl iplas o mas de con a o
an e io men e e e idas ( euniões de planeamen o, agenda digi al, con a o
ele ónico). Apesa da o al libe dade pa a os p o issionais ap esen a em
suges ões pa a a c iação de con eúdos, a dependência da agenda é mo osa e
e idencia-se ele ada compa a i amen e aos con eúdos p opos os po Coimb a.
Apenas 11% dos con eúdos in o ma i os em análise o am p opos a da
Delegação, equi alen e a ês con eúdos em 27 analisados.
3
24
0 5 10 15 20 25 30
SUGERIDO
PEDIDO
Con eúdos pedidos à RTP Coimb a e
suge idos pela Delegação
89%
11%
FIGURA 13
87
An ena 2. Online. h p://www. p.p /an ena2/ge al/pe il-de-canal-an ena-
2_3142# [consul ado a 25 de Ma ço]
Cons i uição Po uguesa, VII e isão cons i ucional. Online.
h p://www.pa lamen o.p /Legislacao/Documen s/cons p 2005.pd
ANEXO(S)

88
Anexo 1
Anexo 2
Diá io de Campo
Semana I
19 Se emb o (Segunda- ei a)
MANHÃ E TARDE/ REDAÇÃO: P imei o con ac o com o local de es ágio. Lei u a dos
jo nais nacionais e egionais ecebidos na delegação. Conhecimen o das ins alações e
p imei os con ac os com os jo nalis as e odos os es an es abalhado es da delegação.
20 Se emb o (Te ça- ei a)
MANHÃ/ REDAÇÃO: Lei u a dos jo nais nacionais e egionais ecebidos na delegação.
P epa ação da p imei a saída ao ex e io : p epa ação das en e is as e do que se
a a a.
TARDE/ EXTERIOR: P imei a saída ao ex e io com o jo nalis a Paulo Rolão e o epó e
de imagem Cláudio Calhau (RTP) pa a aze uma peça ele isi a. O obje i o e a aze
no ícia sob e o e en o de magia solidá ia que inha como palco o Cen o Hospi al
Uni e si á io de Coimb a, inse ido na 20º Edição dos Encon os mágicos em Coimb a
ANEXO 1: INFORMAÇÃO LIDERA OFERTA
PROGRAMÁTICA DOS CANAIS GENERALISTAS PORTUGUESES
89
(o ganizado pelo mágico Luís de Ma os).En e is as doen es que es a am a assis i ao
espe áculo, isi an es e mágicos. Fiz as p imei as en e is as pa a ele isão no es ágio.
21 Se emb o (Qua a- ei a)
MANHÃ E TARDE/ REDAÇÃO: Explicação do uncionamen o dos p og amas u ilizados
na RTP que pa a ídeo ( ele isão) que pa a o som (Rádio). Pa a a Rádio são
equen emen e u ilizados o Audici y – que pe mi e a eliminação de canais de som – e
o Dale Plus – p og ama u ilizado pa a cons ução e edição de peças adio ónicas e que
se encon a ins alado em odos os compu ado es da delegação. Quan o à ele isão, o
p og ama u ilizado pa a edição de peças é o Edios7, onde o epó e Cláudio Calhau me
explicou as unções p incipais de edição e do que o p og ama pe mi ia aze .
Fui pa a uma das ilhas de edição/mon agem com o jo nalis a Paulo Rolão pa a e e as
minhas en e is as ealizadas no Cen o Hospi al Uni e si á io de Coimb a. O jo nalis a
explicou o que inha ei o bem e os aspe os a melho a :
-Não se p ecipi ada e espe a pela conclusão da ala do en e is ado pa a coloca uma
no a pe gun a
- Pe gun a de início ou no inal o nome no hospi al e o ca go (quando se jus i ica) pa a
ica egis ado em imagem e acili a à pos e io a iden i icação dos en e is ados.
22 Se emb o (Quin a- ei a)
MANHÃ / EXTERIOR: Saída com o jo nalis a Ál a o Coimb a e o epó e Cláudio Calhau
(RTP) a é à P aça da República, em Coimb a. O obje i o e a aze uma peça ele isi a
sob e a p axe académica em Coimb a, os seus cos umes e e i ica se ha iam excessos
dos supe io es. En e is a com caloi as e supe io es de psicologia e de geog a ia.
TARDE / EXTERIOR: Saída com o jo nalis a Ál a o Coimb a e o epó e Cláudio Calhau
(RTP) a é à P aça da República pa a en e is a o P esiden e da Associação Académica
de Coimb a, José Dias. Reg esso à edação e início da esc i a dos o s sob e a p axe
académica.
23 Se emb o (Sex a- ei a)
90
MANHÃ E TARDE / REDAÇÃO: Lei u a dos jo nais egionais e nacionais. Visionamen o
da peça inal sob e a p axa académica em Coimb a ealizada po Ál a o Coimb a e o
epó e de imagem Cláudio Calhau. Con inuação da esc i a dos o s sob e a minha peça
ele isi a sob e a p axe académica de Coimb a; Escolha dos i os a u iliza e dos planos.
Semana II
26 Se emb o (Segunda- ei a)
MANHÃ /EXTERIOR: Saída com o jo nalis a Joaquim Reis (An ena 1), Ál a o Coimb a e
o epó e de imagem Cláudio Calhau (RTP) a é Can anhede. A in enção e a aze uma
peça sob e as compo as que os Bombei os Volun á ios es a am a aze pa a ende ,
esul ado dos exceden es de u a do e ão doados pela população em época de
incêndios. Cap ação de imagens, en e is a ao p esiden e da Associação Humani á ia
dos Bombei os Volun á ios de Can anhede, Adé i o Machado, e ao comandan e dos
Bombei os de Can anhede, José Oli ei a.
TARDE/ REDAÇÃO: Esc i a dos o s pa a uma peça adio ónica minha sob e a compo as
ei as pelos Bombei os Volun á ios de Can anhede. Seleção dos RM´s.
Acompanhamen o com o jo nalis a em es údio pa a g a ação da peça inal e
ambien ação com os es údios. Conclusão da edição na edação. Fiz ambém o mesmo
p ocesso pa uma peça ele isi a (edição nas semanas seguin es)
27 Se emb o (Te ça- ei a)
MANHÃ E TARDE /REDAÇÃO: Lei u a de jo nais egionais e nacionais. Seleção de se e
no ícias da o dem do dia des acadas na Agência Lusa pa a cons ução de um no iciá io
adio ónico (no iciá io nº1). Cons ução de se e lançamen os e espe i as no ícias.
28 Se emb o (Qua a- ei a)
MANHÃ /REDAÇÃO: Lei u a de jo nais nacionais e egionais. Pesquisa de in o mação
ace ca da saída ao ex e io à a de. Discussão com o jo nalis a e epó e de imagem
sob e a o ma e con eúdo a da à peça. Con ac o e agendamen os com os
in e enien es.
91
TARDE/EXTERIOR: Saída com o jo nalis a Joaquim Reis (An ena 1) e o epó e de
imagem Cláudio Calhau pa a aze uma peça ele isi a sob e os es udan es de
Guineenses que do miam já há duas noi es jun os à Câma a Municipal de Penaco a em
o ma de p o es o pelas condições de alojamen o no Mos ei o do Lo ão, onde esidiam
enquan o es uda am em Po ugal.
Apesa do jo nalis a Joaquim Reis e ei o uma peça adio ónica sob e o assun o no dia
an e io e en e is ado 2 es udan es, nes e dia os es udan es não quise am se
en e is ados e, po isso, a peça ele isi a acabou po não se conc e iza .
29 Se emb o (Quin a- ei a)
MANHÃ /EXTERIOR: Acompanhamen o de en e is a de Paulo Rolão (acompanhado do
epó e de imagem Cláudio Calhau – RTP) no cená io ex e io da RTP a um p o esso
uni e si á io o mado em segu ança pa a comen a a uga de um emig an e ilegal
a gelino do ae opo o de Lisboa.
En io da en e is a em b u o pa a in eg a uma peça ele isi a sob e a uga de um
imig an e ilegal do ae opo o de Lisboa, onde azia escala em Lisboa pa a o seu oo.
TARDE/REDAÇÃO: Lei u a dos jo nais do dia. Cons ução da minha peça adio ónica
ace ca do p o es o dos es udan es Guineenses jun o à Câma a Municipal de Penaco a.
Esc i a dos o s, escolha dos RM´s ecolhidos po Joaquim Reis quando ez a peça pa a
os no iciá ios da An ena 1. G a ação da peça e edição dos sons.
30 Se emb o (Sex a- ei a)
FALTEI po mo i os de en ega de documen os pa a insc ição da componen e não-le i a
na aculdade No a de Lisboa - dia compensado no inal do es ágio)
Semana III
3 Ou ub o (Segunda- ei a)
92
MANHÃ E TARDE/REDAÇÃO: G a ação do no iciá io nº2 em es údio com
acompanhamen o do coo denado de es ágio Ped o Ribei o. Co eções na colocação da
oz, nas pausas pa a espi ação e na lei u a demasiado ápida e con u bada. Suges ão
do coo denado pa a eina em es údio nos empos mais li es de a a línguas pa a
einamen o da dição e lei u a sem enganos.
TARDE /REDAÇÃO:
4 Ou ub o (Te ça- ei a)
MANHÃ/EXTERIOR: Saída com o jo nalis a Joaquim Reis (An ena 1) e o epó e de
imagem Cláudio Calhau pa a en e is a Manuel Machado, p esiden e da Associação
Nacional de Municípios Po ugueses após uma eunião pa a discu i a si uação da
a ibuição dos undos eu opeus a p oje os po ugueses.
Jo nalis a de ádio, Joaquim Reis, ez peça pa a no iciá ios da An ena 1 e as imagens da
en e is a o am en iadas pa a a RTP em Lisboa.
TARDE/REDAÇÃO: Esc i a dos o s pa a peça ace ca da saída ao ex e io da pa e da
manhã. Seleção dos RM´s mais impo an es de Manuel Machado.
5 Ou ub o (Qua a- ei a)
FERIADO Nes es casos apenas se encon a na delegação uma equipa de se iço, is o é,
um jo nalis a de ele isão, um epó e de imagem e um jo nalis a de ádio.
6 Ou ub o (Quin a- ei a)
MANHÃ /EXTERIOR: Saída com o jo nalis a Ál a o Coimb a e o epó e de imagem
Ped o Teodo o (RTP) pa a en e is a a p esiden e da Sociedade Po uguesa de
Oncologia.
En io da en e is a pa a a congéne e Lisboa pa a in eg a uma peça sob e o a aso nas
ci u gias a doen es oncológicos.
TARDE / REDAÇÃO: Com a en e is a pa a ele isão Gab iela Sousa, p esiden e da
Sociedade Po uguesa de Oncologia, iz uma peça pa a ádio. Escolha dos RM´s mais

93
pe inen es; pesquisa de in o mação sob e os a asos nas ci u gias em si es de
comunicação social; esc i a dos o s, g a ação e edição da peça no p og ama Dale .
7 Ou ub o (Sex a- ei a)
MANHÃ /EXTERIOR: Saída com o jo nalis a Ho ácio An unes (An ena 1), o jo nalis a
Paulo Rolão e o epó e de imagem Cláudio Calhau ao G ande Audi ó io do Cen o de
Cong essos do Con en o de São F ancisco pa a aze uma peça adio ónica e ele isi a
sob e o encon o de P o esso es “O p o esso de hoje e os desa ios de amanhã”.
Comunicações do p o esso Da id Rod igues, Licínio Lima, Inspe o José Calçada e
sec e á io-ge al da FENPROF, Má io Noguei a. En e is a inal a Má io Noguei a depois
do encon o.
TARDE / REDAÇÃO E EXTERIOR: Esc i a da peça adio ónica sob e o Encon o de
p o esso es “O p o esso de hoje e os desa ios de amanhã”: esc i a dos o s, escolha dos
RM´s a u iliza . Saída com o jo nalis a Ho ácio An unes a é ao Es ádio Municipal de
A ei o pa a i à con e ência de imp ensa do jogo Po ugal – Ando a. Discu so do
einado do Ando a.
Semana IV
10 Ou ub o (Segunda- ei a)
MANHÃ E TARDE /REDAÇÃO: Lei u a de jo nais egionais e nacionais. Seleção de se e
no ícias da o dem do dia des acadas na Agência Lusa pa a cons ução de um no iciá io
adio ónico (no iciá io nº2). Cons ução de se e lançamen os e espe i as no ícias.
11 Ou ub o (Te ça- ei a)
MANHÃ E TARDE/ REDAÇÃO: Lei u a dos jo nais egionais e nacionais. Esc i a na no ícia
adio ónica da An e isão ao jogo a con a pa a o campeona o Eu opeu en e Po ugal-
Ando a. Esc i a dos o s, g a ação em es údio e inalização da edição na edação.
12 Ou ub o (Qua a- ei a)
MANHÃ E TARDE /EXTERIOR: Saída com o jo nalis a Ho ácio An unes (An ena 1) a é ao
Candal, São Ped o do Sul e A ouca. O obje i o e a acompanha as buscas da Policia
94
Judiciá ia pa a localiza o ugi i o Ped o Dias, suspei o dos c imes oco idos em Aguia
da Bei a.
O jo nalis a da An ena 1, Ho ácio An unes, en ou em di e o no no iciá io das 19h pa a
ela a os desen ol imen os da in es igação no e eno e aze o pon o da si uação
(suspensão das buscas e desmobilização de g ande pa e dos meios no local). En e is a
à noi e ao Majo Ped o Gonçal es, esponsá el pela comunicação à imp ensa.
13 Ou ub o (Quin a- ei a)
MANHÃ E TARDE /REDAÇÃO: Lei u a dos jo nais nacionais e egionais.
Acompanhamen o da cons ução da peça adio ónica e auxílio na escolha dos RM´s e a
esc e e o ex o a passa nos no iciá ios desse dia, ei o pelo jo nalis a Ho ácio An unes
ace ca das buscas pa a encon a Ped o Dias. Ao longo da a de, p ocedi à cons ução
da minha p óp ia peça sob e o mesmo assun o, acompanhado no e eno no dia
an e io . Escolha dos RM´s (seleção) e esc i a dos o s. Depois da e i icação e co eção
dos e os, p ocedi à g a ação da peça no es údio adio ónico e à edição inal.
14 Ou ub o (Sex a- ei a)
MANHÃ /EXTERIOR: Saída com o jo nalis a Ho ácio An unes (An ena 1), o jo nalis a
Ál a o Coimb a e o epó e de imagem Cláudio Calhau (RTP) a é ao Explo a ó io de
Ciência Vi a em Coimb a. O obje i o e a aze uma peça adio ónica ace ca do p oje o
“Sai da Casca”, uma chocadei a de pin os que pe mi ia às amílias assis i ao
nascimen o des es animais ao i o. Realização de en e is as ao di e o do explo a ó io,
Paulo T incão e à assis en e da Associação Po uguesa de Pais e Amigos do Cidadão
De icien e Men al, Helena Albuque que.
TARDE/REDAÇÃO: G a ação do no iciá io nº2 em es údio com acompanhamen o do
coo denado de es ágio Ped o Ribei o. Co eções na colocação da oz e melho ias
acen uadas após a g a ação e einamen o de a a-línguas. Co eções na cons ução
dos lançamen os.
Semana V
17 Ou ub o (Segunda- ei a)
95
MANHÃ/REDAÇÃO: Esc i a dos o s pa a a peça “P oje o Sai da Casca”, p esen e no
Explo a ó io de Ciência Vi a em Coimb a. Escolha dos i os a u iliza na peça ele isi a
e espe i os imelines. Escolha das imagens pa a pin a a peça.
TARDE/EXTERIOR: Saída com o jo nalis a Ho ácio An unes em epo agem pa a a
An ena 1 a é ao Salão B asil, no cen o his ó ico de Coimb a. A peça adio ónica
p e endia da a conhece os se e conce os de jazz, com nomes nacionais e
in e nacionais, a e luga no Salão B asil e no Con en o de São F ancisco, em Coimb a.
18 Ou ub o (Te ça- ei a)
MANHÃ/REDAÇÃO: Edição da peça do dia an e io no p og ama Dale Plus. Edição do
RM´s de José Miguel Pe ei a, di e o do es i al de jazz e di e o do Jazz ao cen o clube,
g a ação dos o s em es údio e adição de e ei os musicais.
TARDE/ REDAÇÃO: En e is a no es údio da An ena 1 a Fe ei a Nunes, um dos
candida os à p esidência na Associação de Fu ebol de Coimb a. P epa ação an e io em
es údio da en e is a com o jo nalis a Ho ácio An unes. Con ac o ele ónico com o ou o
candida o – de seu nome ambém Ho ácio An unes - pa a agenda en e is a.
19 Ou ub o (Qua a- ei a)
MANHÃ/REDAÇÃO: Lei u a dos jo nais nacionais e egionais. P epa ação da en e is a
a Ho ácio An unes: elabo ação de pe gun a e pesquisa de in o mação.
TARDE/ EXTERIOR: Saída com o jo nalis a Ho ácio An unes a é à Associação de Fu ebol
de Coimb a, em Ta ei o. O obje i o e a en e is a o ou o o candida o à p esidência da
Associação, Ho ácio An unes, pa a conclui a epo agem (a en e is a oi na Associação
já que Ho ácio An unes e a o a ual p esiden e da Associação e i ia candida a -se a um
no o manda o).
20 Ou ub o (Quin a- ei a)
MANHÃ E TARDE /REDAÇÃO: A aliação das en e is as ei as aos dois candida os e
acompanhamen o em es údio da cons ução da epo agem sob e os candida os à
p esidência da Associação de Fu ebol de Coimb a, ealizada po o jo nalis a Ho ácio
96
An unes. Cons ução da minha epo agem com os dois candida os – esc i a do ex o,
g a ação e edição dos RM´s e da g a ação dos o s. Edição inal da peça isionamen o e
co eções do jo nalis a.
21 Ou ub o (Sex a- ei a)
MANHÃ/ EXTERIOR: Saída com o jo nalis a Ál a o Coimb a e o epó e de imagem
Cláudio Calhau (RTP) pa a en e is a S ephen Wilson, p o esso da Uni e sidade de
Coimb a que es uda e ensina a ob a de Bob Dylan. O obje i o e a aze uma peça
ele isi a com uma en e is a pa a ala do ac o do can o e encido o Nobel da
Li e a u a. En e is a e cap ação de imagens.
TARDE/REDAÇÃO: Esc i a do o s sob e a saída du an e a manhã. O ex o oi esc i o mas
não oi g a ado nem a peça chegou a se edi ada e cons uída no p og ama Edius7 po
al a de disponibilidade, uma ez que a edição de peças ele isi as êm de se
ob iga o iamen e acompanhadas po um epó e de imagem (o es agiá io inha de
ge i a cons ução das suas peças em unção dessa mesma disponibilidade e, po ezes,
po o ça de ou ho á ios, não e a possí el). Visionamen o da peça inal ele isi a ei a
pelo jo nalis a e epó e de imagem.
Semana VI
24 Ou ub o (Segunda- ei a)
MANHÃ/ REDAÇÃO: Lei u a dos jo nais egionais e nacionais. P epa ação da peça pa a
a a de: pesquisa de in o mação sob e a loja social da Mealhada. In es igação de
no ícias ei as em si es de jo nais locais e egionais.
TARDE/ EXTERIOR: Saída com o jo nalis a Ho ácio An unes (An ena 1) a é à Loja Social
da Mealhada p omo ida pela Câma a Municipal daquela localidade. Recolha de
en e is as e de sons pa a cons ução de uma peça adio ónica. Reg esso à edação pa a
esc i a e g a ação da peça.
25 Ou ub o (Te ça- ei a)
MANHÃ/ EXTERIOR: Saída com o jo nalis a Ho ácio An unes (An ena 1), Paulo Rolão e
o epó e de imagem Paulo Oli ei a (RTP) pa a con e ência da Polícia Judiciá ia ace ca
103
cob i a isi a do p imei o-minis o, An ónio Cos a, ao Ins i u o Ped o Nunes (emp esas
in eg adas como Take The Wind e Pe cei e 3D) e à emp esa C i ical So wa e, uma
inicia i a in eg ada na “agenda mais c escimen o”.
24 No emb o (Quin a- ei a)
MANHÃ E TARDE/ REDAÇÃO: G a ação do ex o adio ónico sob e o Cinema Mudo no
es údio e adição de agmen os sono os e i ados dos ensaios que embelezam e
comple am a peça adio ónica enquan o es ímulo musical no p og ama Dale .
G a ação em es údio de o s pa a edição de uma peça com en e is a Manuel Machado,
p esiden e da Associação Nacional de Municípios Po ugueses, ace ca da acele ação e
aplicação de undos eu opeus em Po ugal e possí el congelamen o.
25 No emb o (Sex a- ei a)
MANHÃ E TARDE/ REDAÇÃO: Ensinamen os e dicas pa a g a ação dos o s pa a peças
ele isi as. Compa ação en e peças ele isi as ealizadas no início do es ágio e no
deco e do mesmo. Esc i a e g a ação dos o s numa ilha de edição, escolha das
imagens e iming dos i os a u iliza na peça da isi a de An ónio Cos a a emp esas de
ino ação em Coimb a. Visionamen o da peça inal com acompanhamen o do epó e
de imagem Cláudio Calhau e de idas co eções (no ex o, na oz e na escolha das
imagens).
Semana XI
28 No emb o (Segunda- ei a)
MANHÃ/ REDAÇÃO: Lei u a dos jo nais nacionais e egionais. Pesquisa de assun os que
es i essem na o dem do dia e pudessem da uma peça que pa a os no iciá ios da RTP
que pa a os no iciá ios da An ena 1.
TARDE/EXTERIOR: Saída com a jo nalis a Paula Cos a e com o epó e de imagem Paulo
Oli ei a pa a conc e iza uma peça ele isi a já com imagens de o dia an e io ecolhidas
sob e os anspo es u banos em Coimb a. Foi me dada a libe dade de en e is a

104
pessoas na ua sob e a sa is ação com os se iços de anspo es, com os p eçá ios e
necessidades dos mesmos no quo idiano. Dicas ace ca da en e is a ele isi a.
29 No emb o (Te ça- ei a)
MANHÃ/ REDAÇÃO: Visionamen o da peça inal ace ca do se iço de anspo es
u banos de Coimb a. Pesquisa e ecolha de in o mação pa a a An e isão do jogo a
acon ece à a de, en e A ouca e Spo ing.
TARDE/EXTERIOR: Saída com o jo nalis a Ho ácio An unes (An ena 1) a é ao Es ádio do
A ouca pa a ecolhe as decla ações de Li o Vidigal, einado do A ouca, na an e isão
do jogo Spo ing-A ouca do dia seguin e a con a pa a a Taça da Liga. Acompanhamen o
de en e is a a Nuno Valen e, jogado do A ouca. Ap o ei amen o das ci cuns âncias
pa a uma en e is a a um ou o jogado do A ouca b asilei o que conhecia os jogado es
e o einado do Chapecoense í imas do ágico aciden e aé eo. En io dos RM´s
ecolhidos pa a Lisboa de Li o Vidigal e Nuno Valen e em b u o pa a uma peça ace ca
da An e isão. En io do RM´s ace ca do aciden e do Chapecoense em b u o pa a a
congéne e Lisboa que, pos e io men e, usou pa a uma peça ace ca da emá ica. No
eg esso à edação, acompanhei o jo nalis a Ho ácio An unes na esc i a dos o s pa a a
peça sob e a An e isão do jogo e g a ação e edição da peça pa a os No iciá ios da noi e
(que oco em de ho a a ho a) na An ena 1).
30 No emb o (Qua a- ei a)
MANHÃ/ REDAÇÃO: Esc i a do meu p óp io ex o sob e a An e isão do jogo Spo ing-
A ouca, escolha dos RM´s, g a ação e edição da peça no p og ama Dale .
TARDE/ REDAÇÃO: Acompanhamen o da edição de uma peça ele isi a ealizada po
Paulo Rolão e Cláudio Calhau (RTP) ace ca de um es udo que iden i ica a os male ícios
do abaco que aleu a um in es igado jo em no maio cong esso da especialidade.
Acompanhamen o da edição ecolhidas no e eno, da g a ação dos o s, escolha das
imagens e dos i os a u iliza .
Discussão na Redação ace ca de Donald T ump e do mo imen o Tea Pa y.
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1 Dezemb o (Quin a- ei a)
FERIADO Nes es casos apenas se encon a na delegação uma equipa de se iço, is o é,
um jo nalis a de ele isão, um epó e de imagem e um jo nalis a de ádio
2 Dezemb o (Sex a)
MANHÃ E TARDE/ REDAÇÃO: Seleção de se e no ícias da o dem do dia des acadas na
Agência Lusa pa a cons ução de um no iciá io adio ónico (no iciá io nº6). O no iciá io
não podia excede se e minu os. Depois de esc i os os 7 lançamen os – des inados à
lei u a pelo coo denado de es ágio Ped o Ribei o – e espe i as no icias, seguiu-se a
ida pa a o es údio pa a g a ação do mesmo. Após a g a ação, o coo denado p ocedia
às de idas co eções, nomeadamen e p es a a enção às pausas na espi ação.
Semana XII
5 Dezemb o (Segunda- ei a)
MANHÃ/EXTERIOR: Saída com o jo nalis a Joaquim Reis (An ena 1), Ál a o Coimb a e o
epó e de imagem Cláudio Calhau ao Tea o Académico Gil Vicen e, em coimb a, pa a
con e ência da FENPROF -Fede ação Nacional de P o esso es- ace ca da passagem das
ins i uições públicas a undações, e en o que con ou com a p esença do sec e á io-ge al
da FENPROF Má io Noguei a.
TARDE/EXTERIOR: Esc i a dos O s e escolha dos RM´s pa a peça adio ónica da
con e ência da FENPROF. Visionamen o e comen á ios ace ca da peça inal ele isi a
sob e o mesmo assun o.
6 Dezemb o (Te ça- ei a)
MANHÃ E TARDE/ REDAÇÃO: Dia passado na edação. As equipas de epo agem não
saí am nes e dia. Acompanhamen o da peça da FENPROF pa a ele isão – escolha dos
i os e imagens. G a ação em es údio da minha peça e edição.
G a ação ao inal do dia do no iciá io nº5 (o no iciá io e a g a ado dependendo da
disponibilidade do coo denado de es ágio, Ped o Ribei o.
106
7 Dezemb o (Qua a- ei a)
MANHÃ E TARDE/ REDAÇÃO: Seleção de se e no ícias da o dem do dia des acadas na
Agência Lusa pa a cons ução de um no iciá io adio ónico (no iciá io nº7). O no iciá io
não podia excede se e minu os. Depois de esc i os os 7 lançamen os – des inados à
lei u a pelo coo denado de es ágio Ped o Ribei o – e espe i as no ícias, seguiu-se a
ida pa a o es údio pa a g a ação do mesmo. Após a g a ação, o coo denado p ocedia
às de idas co eções, ossem elas no ex o ou e e en es à colocação/en oação da oz.
8 Dezemb o (Quin a- ei a)
FERIADO Nes es casos apenas se encon a na delegação uma equipa de se iço, is o é,
um jo nalis a de ele isão, um epó e de imagem e um jo nalis a de ádio.
9 Dezemb o (Sex a- ei a)
MANHÃ/REDAÇÃO: Lei u a de jo nais nacionais e egionais pa a pe cebe quais as
no ícias da o dem do dia e quais pode iam se ap o ei adas pa a uma peça (que pa a
a RTP como pa a a An ena 1). Ve i icação de abalhos plani icados em agenda da
Delegação pa a o pe íodo da a de e pesquisa de in o mações – nomeadamen e nos
si es de ou os meios de comunicação egionais de i agem diá ia – pa a p epa ação da
peça sob e o Colóquio “Timo -Les e: mil pala as, mil imagens”, o ganizado pela
Uni e sidade de Coimb a.
TARDE/ EXTERIOR: Saída com o jo nalis a Paulo Rolão e o epó e de imagem Cláudio
Calhau (RTP) e o jo nalis a Joaquim Reis (An ena 1) pa a o Colóquio “Timo -Les e: mil
pala as, mil imagens”, na sala do ca ão da casa das caldei as, na Uni e sidade de
Coimb a.
O obje i o se ia ealiza uma peça que i ia se ansmi ida no Jo nal da a de e ambém
no no iciá io do canal 3 da RTP e uma peça pa a os no iciá ios da An ena 1.
Con udo, um imp e is o elacionado com desen ol imen os no caso do
desapa ecimen o das jo ens de Mon emo -o-Velho di ou que a peça sob e o início do
Colóquio não osse ealizada. Deslocação a é Mon emo onde acompanhei os di e os
107
ei os pelo jo nalis a Paulo Rolão pa a o Po ugal em Di e o (PD) e o Telejo nal (e ou os
jo nais e o am depois en iadas imagens ecolhidas no local e i os pa a cons ução de
uma peça a pa i de Lisboa. No caso da An ena 1, oi apenas en iado os sons dos
en e is ados e g a ada uma peça em lisboa pa a con a o desen ol imen o do caso.
Semana XIII
12 Dezemb o (Segunda- ei a)
MANHÃ/REDAÇÃO: Cons ução da peça adio ónica sob e as jo ens de Mon emo -o-
Velho colhidas po um comboio: Esc e e O s e pos e io g a ação em es údio, escolha
e co e dos RM´s a u iliza : Po í io Quedas, p esiden e da jun a de eguesia Vila No a
de Anços; Majo A mando Videi a.
TARDE/EXTERIOR: Saída ao inal da a de com o jo nalis a Ho ácio An unes pa a o Jogo
A ouca-Rio A e, a con a pa a a jo nada 13 do campeona o. O jogo e e início às 20h00
no Es ádio do A ouca. O jo nalis a da An ena1, Ho ácio An unes, en ou po ês ezes
em di e o:
- No iciá io das 20h00: pa a da o onze escolhido e ausências, a equipa de a bi agem e
o einado , e o ambien e no início da pa ida (condições clima é icas, núme o
ap oximado de adep os p esen es, e c)
- No iciá io das 21h: pon o da si uação após a p imei a pa e da pa ida: esul ado,
jogadas e lances mais impo an es.
- No iciá io das 22h: Resul ado inal e de alhes essenciais do encon o en e A ouca- Rio
A e (2-0 pa a Rio A e), a ualização da posição ge al no campeona o.
Seguimos depois pa a a con e ência de imp ensa en e os einado de ambas as equipas
– Li o Vidigal, einado do A ouca e Luís Cas o, einado do Rio A e. Após con e ência
de imp ensa, os RM´s de ambos os einado es o am en iados pa a Lisboa -
de idamen e selecionados - pa a in eg a em o no iciá io das 23h da An ena1.
108
13 Dezemb o (Te ça- ei a)
MANHÃ/EXTERIOR: Saída com o jo nalis a Ho ácio An unes (An ena1) Paulo Rolão e o
epó e de imagem Cláudio Calhau (RTP) á Uni e sidade de Coimb a pa a aze uma
peça pa a ádio e ele isão. O Obje i o e a da a conhece que um in es igado da
ins i uição inha encido a 1ºedição do p émio Ino ação Segu ança Rodo iá ia pelo
desen ol imen o de um sis ema al e na i o de edução de elocidade (al e na i a às
adicionais lombas).
TARDE/REDAÇÃO: Edição da peça pa a ele isão. Acompanhamen o da escolha das
imagens, dos i os e da g a ação dos O s. Fiz a minha p óp ia peça sob e o p émio
Ino ação Segu ança Rodo iá ia a ibuído ao in es igado da Uni e sidade de Coimb a:
escolha de RM´s, esc i a dos O s e g a ação dos mesmos em es údio, adição de e ei os
sono os pa a da magia à peça.
No inal do dia, o abalho oi mos ado ao jo nalis a de ádio e acompanhei a cons ução
da peça inal - dando suges ões e ideias na cons ução do ex o e escolha dos RM´s - que
i ia pa a o a no p og ama de adio da An ena1.
A peça de ele isão oi ealizada pa a o p og ama Po ugal em Di e o (PD) des e dia e a
peça de ádio in eg ou o p og ama Po ugal em Di e o da An ena 1 no dia seguin e (14
dezemb o).
14 Dezemb o (Qua a- ei a)
MANHÃ/EXTERIOR: Saída com o jo nalis a Ál a o Coimb a e o epó e de imagem
Ped o Teodo o ao Ho el Quin a das Lág imas, em Coimb a, pa a en e is a Ad iana
Calcanho o, can o a e composi o a b asilei a. O obje i o e a en e is a a can o a que
i ia passa um semes e a da aulas de poesia na Uni e sidade de Coimb a como
p o esso a con idada, a con i e da ins i uição.
O Jo nalis a Ál a o Coimb a ez peça pa a ele isão e ambém uma epo agem pa a
ádio pa a o Po ugal em Di e o.

109
TARDE/REDAÇÃO: Esc i a dos O s pa a epo agem adio ónica da en e is a ei a de
manhã à can o a e composi o a Ad iana Calcanho o. Escolha dos RM´s a u iliza da
can o a e de exce os de músicas musicadas ou o iginais da can o a pa a comple a a
peça.
Visionamen o da peça inal ealizada pa a ele isão po Ál a o Coimb a e Ad iana
Calcanho o. Dicas sob e a cap ação de imagem.
15 Dezemb o (Quin a- ei a)
50
MANHÃ E TARDE/ REDAÇÃO: O dia oi passado na edação a g a a duas peças
adio ónicas em a aso ( e e en es à FENPROF – Fede ação Nacional dos p o esso es) e
a edi a uma peça ele isi a ambém em a aso no p og ama Edios7 com o epó e de
imagem Cláudio Calhau.
No a: A edição de peças ele isi as dependia ob iga o iamen e de acompanhamen o
po pa e de um epó e de imagem – no malmen e o que ha ia an es acompanhado
na saída pa a o e eno – e, desse modo, da sua disponibilidade. Po esse mo i o, os O s
e am esc i os imedia amen e após o eg esso à edação, mas a sua edição (escolha de
i os, de planos e g a ação dos O s) conc e izado alguns dias depois.
16 Dezemb o (Sex a- ei a)
51
MANHÃ/EXTERIOR: Saída com o jo nalis a da RTP Paulo Rolão e o epó e de imagem
Cláudio Calhau pa a ealiza uma peça com o e ugiados a i e em Penela há um ano –
um ano de balanço da ida em Po ugal.
50
Dia de es ágio após o é mino da da a o icial – dia 14 dezemb o. O mo i o do seu p olongamen o oi a
deslocação à aculdade pa a esolução de assun os elacionados com o mesmo.
51
Dia de es ágio após o é mino - dia 14 dezemb o. O mo i o do seu p olongamen o oi a deslocação à
aculdade pa a esolução de assun os elacionados com o mesmo.
110
MANHÃ/ REDAÇÃO: G a ação em es údio dos o s da En e is a a Ad iana Calcanho o.
Mon agem da peça inal e ap esen ação ao jo nalis a pa a de idas co eções ou
melho amen os. Esc i a dos o s pa a a peça de ele isão ace ca da saída da pa e da
manhã – um ano de balanço de uma amília de e ugiados a i e em Penela -, sendo
que a peça não oi edi a po al a de empo.
A peça ele isi a só oi edi ada pelo jo nalis a Ál a o Coimb a (em subs i uição a Paulo
Rolão que ealizou a en e is a) e epó e de imagem Cláudio Calhau no sábado e
en iado nesse mesmo dia pa a a congéne e em Lisboa.