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Relatório estágio profissional

Abstract

Relatório final do estágio profissionalizante do 6.º ano

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Relatório estágio profissional

Author: Carção, Emanuel David
Year: 2017
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/22792/1/EMANUEL%20DAVID%20CAR%c3%87%c3%83O_2011491.pdf
RELATÓRIO FINAL
UC Es ágio P o issionalizan e 2016-17
MESTRADO INTEGRADO EM MEDICINA
2011-2017
Lisboa, julho de 2017
Emanuel Da id Ca ção
Núme o de Aluno 2011491
Ca ão de Cidadão 14156284
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Rela ó io Final MIM | NMS|FCM-UNL | Emanuel Ca ção | 2011491
ÍNDICE
Siglas e Ac ónimos ______________________________________________________3
In odução _____________________________________________________________4
Es ágios Pa cela es
1) Medicina In e na ____________________________________________________5
2) Ci u gia Ge al ______________________________________________________6
3) Pedia ia __________________________________________________________7
4) Ginecologia e Obs e ícia _____________________________________________7
5) Saúde Men al ______________________________________________________8
6) Medicina Ge al e Familia _____________________________________________9
A i idades Ex a-Cu icula es _____________________________________________9
Posição C í ica _________________________________________________________9
Anexos
1) ANEXO I _________________________________________________________12
2) ANEXO II_________________________________________________________13
3) ANEXO III ________________________________________________________14
4) ANEXO IV ________________________________________________________15
5) ANEXO V ________________________________________________________16
6) ANEXO VI ________________________________________________________17
7) ANEXO VII _______________________________________________________18
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SIGLAS E ACRÓNIMOS
ECD – Exame Complemen a de Diagnós ico;
CE – Consul a Ex e na;
UCI – Unidade de Cuidados In ensi os;
UCIP – Unidade de Cuidados In ensi os Poli alen es;
EDA – Endoscopia Diges i a Al a;
ETE – Ecoca diog ama T anseso ágico;
ECG – Elec oca diog ama
EEG – Elec oence alog ama;
OT – O o aqueal;
CVC – Ca e e Venoso Cen al
SNG – Sonda Naso-gás ica;
SU – Se iço de U gência;
SO – Se iço de Obse ação;
CCB – Cen o Cul u al de Belém;
HCD – Hospi al CUF Descobe as;
HBA – Hospi al Bea iz Ângelo;
CHPL – Cen o Hospi al Psiquiá ico de Lisboa;
EO – Exame Obje i o;
DEO – Diá io de Exe cício O ien ado;
CSS – Cuidados de Saúde Secundá ios;
DIU – Disposi i o In au e ino;
CHLC – Cen o Hospi ala de Lisboa Cen al;
UMAD – Unidade Mó el de A endimen o ao Domicílio;
CST – Cesa iana Segmen a T ans e sal;
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INTRODUÇÃO
O ciclo de es udos conducen e ao g au de Mes e em Medicina na No a Medical
School|Faculdade de Ciências Médicas da Uni e sidade No a de Lisboa (NMS|FCM-UNL)
comp eende um úl imo ano p o issionalizan e (Es ágio P o issionalizan e do 6º Ano), cujos
obje i os ge ais incidem na aquisição e desen ol imen o de compe ências essenciais ao exe cício
p o issional da Medicina, simul aneamen e nas e en es da in es igação e p á ica clínicas. Nes e
âmbi o, o ensino é minis ado a a és de um sis ema de o ação en e seis es ágios pa cela es,
con abilizando um o al de 54 ECTS: qua o es ágios em especialidades médicas (Medicina
In e na, Medicina Ge al e Familia , Pedia ia e Saúde Men al) e dois es ágios em especialidades
ci ú gicas/médico-ci ú gicas (Ci u gia Ge al e Ginecologia-Obs e ícia). Pa alelamen e, o aluno
pode á cump i e pa icipa em a i idades que conside e alo a i as e ele an es pa a o exe cício
u u o da p o issão.
Assim, e após a p esen e in odução, p e ende es e ela ó io aze , em p imei o luga , uma
desc ição sucin a e con ex ualizada das a i idades desen ol idas em cada pe íodo de es ágio
cu icula . Ap esen a -se-á ambém uma enume ação das pa icipações em a i idades ex a-
-cu icula es.
Na úl ima secção, p e ende es e ela ó io se uma e amen a de c í ica e de au o-a aliação de
odo o abalho desen ol ido, ealçando o impac o des e ano na minha o mação e a aliando o
a ingimen o pessoal dos obje i os dos es ágios. U ilizando semp e a minha pe spe i a, se ão
des acados aspe os que acei o como posi i os e enume adas ambém e en es que conside o
pode em se melho adas, en ando, nes e úl imo caso, u iliza es e documen o como um meio de
comunicação de p opos as pa a e en uais es u u ações nos p og amas cu icula es u u os.
<<A inalidade da educação médica p é-g aduada é ajuda o es udan e médico a adqui i uma
base de conhecimen os sólida e coe en e, associada a um adequado conjun o de alo es,
a i udes e ap idões que lhe pe mi a o na -se um médico o emen e empenhado nas bases
cien í icas da a e da Medicina, nos p incípios é icos, na abo dagem humanis a que cons i uiu o
undamen o da p á ica médica e no ape eiçoamen o ao longo da ida das suas p óp ias
capacidades de modo a p omo e a saúde e o bem-es a das comunidades que se em.>>
{in O Licenciado Médico em Po ugal, 2005}
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Es e documen o engloba ambém uma secção de Anexos, sendo ei a a sua e e ência ao longo
do deco e do mesmo.
ESTÁGIOS PARCELARES
1. Medicina In e na (MI)
O es ágio de MI (12/09/16-04/11/15), sob egência do P o . D . Fe nando Nolasco, deco eu na
Unidade de Medicina do HCD, sob o ien ação da D a. Na aliya Polishchuk.
Sob supe isão u o ial, in eg ei de o ma a i a o abalho desen ol ido na en e ma ia da Unidade
de Medicina, onde me o am a ibuídos doen es pa a obse ação diá ia de o ma au ónoma, com
ealização dos espe i os diá ios clínicos, no as de en ada, no as de al a, análise e pedido de
ECDs, p esc ição de medicamen os e ou os a amen os, comunicação com as equipas de
en e magem e pedidos de obse ação po ou as especialidades (semp e de o ma u o ada).
Pude acompanha a ealização de ECDs de ou as especialidades, nomeadamen e
b onco ib oscopias, o acocen eses diagnós icas, EDAs, Colonoscopias To al e ETEs. F equen ei
a CE de Medicina In e na e de Pneumologia, endo ido opo unidade de di igi consul as
au onomamen e, semp e seguidas de discussão do caso com a minha u o a. Pude es agia
du an e 1 semana na UCI onde obse ei e auxiliei na ealização de a iados ECDs
(ecoca diog amas, ECG, EEG, ecog a ias) e de p ocedimen os in asi os (in ubação OT,
assis ência na colocação de CVCs e de linhas a e iais). In eg ei semanalmen e o SU, endo
pa icipado a i amen e no Balcão de A endimen o, SO e T iagem. Pa icipei a i amen e em a ias
a i idades clínicas do se iço, nomeadamen e, euniões de se iço, euniões mul idisciplina es,
sessões clínicas e jou nal clubs. Pude colhe á ias his ó ias clínicas, endo ap esen ado uma
delas o malmen e à minha o ien ado a, com pos e io discussão. O es ágio e minou com a
ealização e ap esen ação de uma exposição o al pa a odo o se iço denominada ‘’O Pé de
Aquiles – Abo dagem de um Caso de Úlce a de Pé Diabé ico’’.

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2. Ci u gia Ge al (CG)
O es ágio de CG (07/11/16-13/01/17), sob egência do P o . D Rui Maio, deco eu na UCIP, no
SU e no Se iço de Ci u gia do HBA, sob o ien ação do D Gonçalo Luz.
Na p imei a semana de es ágio, pude assis i a aulas eó icas lecionadas nes e hospi al. Nas
duas semanas seguin es, o es ágio deco eu na UCIP, onde pa icipei a i amen e na
moni o ização diá ia de doen es que me iam sendo a ibuídos, com ealização de EO, supe isão
de pa âme os de en ilação in asi a, de diálise con ínua, de alimen ação en é ica e pa en é ica
e de pe usão de á macos. Pude esc e e diá ios clínicos, no as de al a/ ans e ência, pedi e
analisa ECDs e pa icipa na ansmissão da si uação clínica dos doen es aos amilia es. Ainda
nes a unidade pude obse a a colocação de linhas a e iais, auxilia na subs i uição de uma
cânula de aqueos omia e obse a en ubações OT, colocações de CVC emo ais bem como a
ealização de ecoca diog a ias ans o ácicas. Nes a mesma unidade, assis i ainda às isi as
clíncias diá ias e a seminá ios eó icos sob e emas de medicina in ensi a.
Na semana seguin e, o es ágio deco eu no SU do HBA, endo ido opo unidade de pa icipa
na obse ação de doen es em odas as á eas des e se iço, incluindo a iagem, o SO, a pequena
ci u gia (onde pude su u a e idas, d ena abcessos, desb ida úlce as e pa icipa na a aliação
p imá ia de poli auma izados), endo ambém pa icipado na ealização de ci u gias u gen es.
As es an es semanas deco e am no se iço de Ci u gia, onde i e opo unidade de obse a
doen es em p é e pós-ope a ó io, ealiza a sua obse ação diá ia, diá io clínico, discussão de
ECDs e de e apêu ica médica. Na en e ma ia, pude ainda ealiza pensos de e ida ope a ó ia,
coloca SNGs e assis i na colocação de um CVC. No BO, i e opo unidade de obse a e
pa icipa como ajudan e em ci u gias ele i as e acompanha os doen es no ecob o imedia o.
Semanalmen e, pude ainda assis i à consul a ex e na de CG, onde pa icipei a i amen e na
colhei a da anamnese, ealização de EO, subs i uição de pensos e ea aliação de e idas
ope a ó ias bem como na discussão das e en uais indicações ci ú gicas de cada um dos casos.
O es ágio e minou com a ealização do Mini-Cong esso, onde cada g upo de alunos ap esen ou
um caso clínico e uma b e e exposição eó ica conco dan e com o mesmo, endo no meu caso a
ap esen ação ido o í ulo ‘’Uma Hé nia do Hia o Volumosa’’.
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3. Pedia ia
O Es ágio de Pedia ia (23/01/2017-17/02/17), sob egência do P o . D . Luís Va andas, deco eu
no Se iço de Pedia ia Médica 5.1 do Hospi al Dona Es e ânia CHLC, sob o ien ação da D a
Ma alda Pai a.
A maio pa e do empo de es ágio deco eu na en e ma ia, onde pude obse a doen es
dia iamen e com pos e io esc i a de diá ios clínicos, pa a além de no as de en ada e de al a,
análise e pedido de ECDs, p esc ição de medicamen os e ou os a amen os, comunicação com
as equipas de en e magem e pedidos de obse ação po ou as especialidades. Ti e opo unidade
de assis i e pa icipa a i amen e em consul as de Pedia ia Médica mas ambém de Hema ologia,
de Gas en e ologia, de Neu ologia e de Ca diologia pediá icas. Em 2 dos dias de es ágio, pude
assis i à ealização de EDAs e colonoscopias no Bloco de Exames de Gas en e ologia.
Semanalmen e cump i um dia comple o de SU, onde pude colhe anamneses au onomamen e,
ap esen a um plano de a amen o, pedi e analisa ECDs e ansmi i in o mações clínicas aos
pais, semp e após discussão com a minha u o a. Pa icipei ainda num dia de UMAD, onde
acompanhei uma equipa médica na p es ação de cuidados domiciliá ios a ês c ianças acamadas.
Du an e es e pe íodo, ealizei colhei a de á ias his ó ias clínicas, endo esc i o e ap esen ado
uma delas o malmen e à minha u o a. Assis i às isi as clínicas do se iço, bem como a inúme as
sessões clínicas deco idas no hospi al. O es ágio e minou com a ap esen ação de á ios
seminá ios po pa e dos alunos, endo o ema do meu g upo sido ‘’Doença Hemolí ica Pe ina al:
Isoimunização Rh’’.
4. Ginecologia e Obs e ícia (GO)
O es ágio de GO (20/02/17-17/03/17), sob a egência da P o . D a Te esa Ven u a, deco eu no
se iço de Ginecologia e Obs e ícia do HCD, sob o ien ação da D a C is ina Ho gan.
Du an e es e es ágio pude pa icipa e ealiza inúme as consul as, nomeadamen e de
Ginecologia, de Obs e ícia, de Pa ologia T omboembólica e de Senologia. Pude acompanha
dia iamen e doen es in e nadas, com ealização dos espe i os diá ios clínicos e le an amen o de
p oblemas pa a pos e io discussão com a minha u o a.
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Du an e um dia comple o em cada semana, pa icipei no SU/Bloco de Pa os onde, pa a além de
e obse ado e pa icipado na colhei a de anamnese, ealizado EO di igido e pa icipado no
planeamen o e apêu ico de u gências ginecológicas e obs é icas, pude segui oda a e olução
do abalho de pa o de á ias g á idas, pa icipa no auxílio de pa os po ia aginal, auxilia
como 2º ou 3º ajudan e em á ias CSTs e moni o iza pué pe as no ecob o.
Pude pa icipa como ajudan e em á ias ci u gias ele i as, assis i à ealização de ECDs no
bloco de exames (exé ese de lesões com Lase CO2, His e oscopias, Biópsias do colo u e ino e
endomé io, Colposcopias e conizações) e de ecog a ias ele i as an o pa a diagnós ico de
pa ologia ginecológica como pa a seguimen o p é-na al.
Assis i às isi as clínicas e discussões mul idisciplina es, bem como a sessões clínicas des e
se iço. No inal do es ágio, ap esen ei uma his ó ia clínica esc i a o malmen e à minha u o a,
um seminá io com o ema ‘’Isoimunização Rh: da Fisiopa ologia à Moni o ização e P o ilaxia’’ a
odo o se iço e ui subme ido a um exame o al com in ui o a alia i o.
5. Saúde Men al (SM)
O es ágio de SM (20/03/17-21/04/17), sob egência do P o . D Miguel Xa ie , deco eu no
se iço de Psiquia ia Ge al e T anscul u al do CHPL, sob o ien ação da D a Inês Ca galei o.
A maio pa e do es ágio deco eu na en e ma ia do se iço, onde pude assis i a isi as clínicas
bem como a odas as consul as diá ias dos doen es in e nados e conduzi algumas delas
au onomamen e, com pa icipação no pedido/análise de ECDs, ajus amen o e ins i uição de
a amen o a macológico, ealização de EO e esc i a de diá ios clínicos, no as de en ada e de
al a. Pude assis i à CE de Psiquia ia Ge al, com opo unidade de di igi algumas delas de o ma
au ónoma. Em dois dias, i e opo unidade de pa icipa no a endimen o de doen es no SU. Pude
ainda pa icipa no G upo Psico e apêu ico Abe o e Consul as Abe as ao Mundo, o ien ado pelo
D . An ónio Ben o.
Pa icipei e assis i ainda às isi as clínicas do se iço bem como a sessões clínicas e seminá ios
deco idas nes e hospi al.
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6. Medicina Ge al e Familia (MGF)
O es ágio de MGF (24/04/17-19/04/17), sob egência P o . D a Ma ia Isabel San os, deco eu na
USF O ien e, sob o ien ação da D a Ana Isabel Es e es.
Du an e es e es ágio obse ei e pa icipei semp e de o ma a i a em á ios ipos de consul a,
nomeadamen e consul as de adul o, u gência, diabe es, saúde in an il, saúde ma e na e consul as
domiciliá ias ( an o de en e magem como de a aliação médica). Ti e opo unidade de conduzi
consul as au onomamen e e de o ma u o ada, ap endendo mais sob e egis o médico o ien ado
po p oblemas, pedidos de e e enciação a CSS, p eenchimen o de documen os com e ei os
médico-legais e p esc ição medicamen osa. Pude ainda ealiza p ocedimen os p á icos como
ex ação de implan es subcu âneos, colocação de DIU, colhei a de colpoci ologia, ealização de
pensos de e idas c ónicas e adminis ação de injeções subcu âneas e in amuscula es.
O es ágio e minou com a ealização do espe i o DEO e com uma p o a o al.
ATIVIDADES EXTRA-CURRICULARES
Du an e o p esen e ano le i o pa icipei nas seguin es a i idades ex a-cu icula es:
- Imed Con e ence 8.0, deco ido no CCB (incluiu a pa icipação no e en o Clinical Mind e num
wo kshop de Ecoca diog a ia; e Anexos I, II e II);
- IV Jo nadas de Ci u gia Vascula dos Hospi ais CUF, deco idas no HCD (Ve Anexo IV);
- G upo Mul idisciplina de Dis agia do HBA, deco ido no HBA ( e Anexo V);
- 5º Cu so de Abo dagem ao Doen e U gen e – In odução à Abo dagem do T auma, deco ido
no HBA (Anexo VI);
POSIÇÃO CRÍTICA
O 6º ano isa, enquan o ano p o issionalizan e, assegu a a ansição pa a uma á ea labo al onde
a au onomia, a esponsabilidade e o conhecimen o cien í ico são basila es. Assim, ap esen o
como p incipais obje i os pessoais: adqui i au onomia na abo dagem ao doen e; adap a e
in eg a -me em equipas com dinâmicas dis in as; adqui i conhecimen o écnico p á ico e
consolida conhecimen os eó icos, endo opo unidade de os aplica na p á ica clínica; es a ,
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ANEXO V
27 05 1993
Po uguesa
14156284
14 07 2025

17
Rela ó io Final MIM | NMS|FCM-UNL | Emanuel Ca ção | 2011491
ANEXO VI
27 05 1993
14156284
Po uguesa
14 07 2025
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ANEXO VII
Aqui e ago a, só uma coisa me é ce a: é is o que
que o se . Mas e a misé ia dos u nos in ini os, da
lu a con a o sono, da ida soli á ia e das e eições
de 10 minu os nos ãos de escadas? Pois, espe o
que alha a pena. E o empo que pe co com os
meus? Aquele empo que nunca mais se ecupe a?
E se amanhã en a na en e ma ia, às 8h30, com
in e anos e sai , às 19h00, com se en a e cinco?
Há de ale a pena.
Abdica . Desde há uns empos que não me sai do
i mamen o es a maldi a pala a. Quando se pede
a alguém que esc e a sob e es e nob e enca go
(nunca p o issão!) é ácil que se caia na banalidade
de dize is o mesmo. De dize o quão ilus e e
hon osa é a p á ica de medicina, azendo com que
o que o que mui as ezes se e enha, de en e os
blá-blás, é que são udo lo es e a os de mel.
Recuso-me a pensa assim. In e p e em is o, se
assim os ap ou e , como um mecanismo de
de esa pa a a possí el indignação que, a meu e ,
é semp e ine en e ao ‘’se médico’’. Po quê?
Po que sê-Lo é um comp omisso. Uma en ega ão
se e a que é impossí el que não enhamos de
abdica de algo (ou de algos. E mui os!). E se nos
ecusa mos a abdica , ou bem que acei amos que
não omos alhados pa a o se iço ou insis imos,
ep imimos, eimamos e, e en ualmen e,
us amos.
E pode- os pa ece que is o a é que nem é assim
uma g ande coisa, mas um médico us ado ai
es a semp e a comp ome e a sua unção e,
consequen emen e, aqueles que a a, o mundo.
Mas en ão – e is o cá pa a nós que es amos
habi uados a a ibui um a amen o a odos os
p oblemas – qual é a solução?
Dizia o Pessoa que ‘’Tudo ale a pena / Se a alma
não é pequena. / Quem que passa além do
Bojado / Tem que passa além da do .’’ É isso
mesmo! Tem que ha e em nós uma espécie de
Sa ça A den e que seja on e inesgo á el de
espí i o de ajuda, daquele que oça o mais pu o
al uísmo. É es e o ipo de médico que me a lijo po
que e i a se po que, e enquan o le a is o na
algibei a, es a ei p o egido da us ação e da
indi e ença. Sei que me depa a ei com a doença
in a á el e que ine i a elmen e hei de come e
e os, mas se a minha in enção i e sido o
bene ício do ou o, en ão, ali e naquele empo, a
minha consciência há de pe mi i que me ol e a
e gue .
Mas o doen e chega semp e mais en e mo que o
an e io e mais cha o, e mais imbecil, e mais
pessoa. Sim. As pessoas são imbecis, idio as,
igno an es; ebaixam, g i am, a acam, não
ag adecem. Mas o médico não; o médico quase
não é uma pessoa. É o p o ó ipo máximo do
co e o, do pe ei o. Não come, não do me, sabe
udo, não e a. Pob e do médico que aça sua a
meia ho a do almoço. Onde já se iu? Gen e pa a
e e oi almoça …
Po isso a a pessoas é uma me da. Dão
abalho. Não se con o mam. Discu em. Opinam.
C i icam. Não se calam, como se cala o mo o do
mecânico, o cão do e e iná io, as al aces do
campino.
São i as, e as des e século, mais i as que as
do an e io . Com is o se jus i ica a mudança do
pa adigma da elação en e o médico e o doen e –
es e úl imo ago a es á no cen o, e is o é bom mas
o na o abalho mais di ícil. É ácil pa e naliza ,
di ícil discu i e chega a aco dos mú uos. Com
g aus di e en es de conhecimen o sob e o assun o,
oco em ine i a elmen e c enças e p io idades
di e en es no que oca à expe iência da doença,
en e o a ado e o a ado. É p eciso explica ,
escla ece , jus i ica , desmis i ica . E explica é uma
me da. As pessoas não se con o mam. Discu em.
Opinam. C i icam. Não se calam.
Coi ado do médico que saia de casa de manhã
com o espí i o ligei o, com on ade de não aze
mui o no dia de abalho que o espe a. Te á, com
ce eza, um mau desempenho. T a a pessoas
nunca pode á se ei o de o ma ligei a; dá abalho,
daquele de alma; cansa o espí i o; implica mui o
es o ço men al, semp e. O senho das no as
me ás ases no ígado, ainda po cima daquele
canc o an igo, que já es a a cu ado – D , ocê
disse-me que já não ha ia umo , eu já es a a
cu ado… A senho a da simples hé nia inguinal cuja
ma cha já se ê in ei amen e impedida pela do ,
mas que que se ecusa se ope ada po não e
ninguém pa a lhe cuida do ma ido dependen e, na
semana da sua ecupe ação. A apa iga que em à
u gência, a cada dois dias, pela do na cabeça, do
na pe na, pela en o se, mancha na pele, pela al a
de mens uação, mens uação abundan e… Uma
cansei a.
T a a os ou os, e capacidade de decidi o ado
daquilo que mais impo an e possuem. É ê-los na
mão. É um pode único, um pode que eles nos
con iam. Um médico alienado pela male icência ou
cuja bene icência deixe de se um pad ão do seu
compo amen o – p endei-o! Ti ai-lhe es e pode de
que alamos, pois não é seu me ecedo . P endei-
me a mim, se assim o o caso. {Ca ção, E.; 2017}