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Estágio de coordenação de estudos & atividades de monitorização e start-up de ensaios clínicos na AIDFM-Associação para a Investigação e Desenvolvimento da Faculdade de Medicina

Abstract

In the scope of obtaining the master's degree in Clinical Research Management, a curricular internship was completed to consolidate and apply the theoretical knowledge acquired during the study cycle. Over one academic year and under the guidance of Doctor Inês Zimbarra Cabrita and Doctor Rita Torrão, were performed activities in coordination of clinical studies in the Cardiovascular Research Support Unit and start-up and monitoring activities, accomplished in the Contract Research Organization, AIDFM-CETERA. This report is organised into 2 major sections, the first of which presents an overview of clinical research, including a framework for the roles of a Study Coordinator and a Clinical Trial Monitor. Secondly, the topic of "Investigator-initiated Studies" is reviewed, exploring some of the key aspects related with them, including the impact of their conduct on clinical practice, funding sources and strategies and several initiatives that may enhance and simplify the development and conduct of studies with this profile. The second chapter of the report, which focuses entirely on the curricular internship, presents the objectives defined for the internship and the host institutions mentioned above. Subsequently, are described the activities of coordination, start-up and monitoring of clinical studies performed during this period.

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Estágio de coordenação de estudos & atividades de monitorização e start-up de ensaios clínicos na AIDFM-Associação para a Investigação e Desenvolvimento da Faculdade de Medicina

Author: Costa, Mariana Marques da
Year: 2022
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/148059/1/Relat%c3%b3rio%20de%20Est%c3%a1gio%20atualizado_Mariana%20Costa.pdf
1
ESTÁGIO DE COORDENAÇÃO DE ESTUDOS &
ATIVIDADES DE MONITORIZAÇÃO E START-UP DE
ENSAIOS CLÍNICOS NA AIDFM - ASSOCIAÇÃO PARA A
INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA FACULDADE
DE MEDICINA
MARIANA MARQUES DA COSTA
Rela ó io de Es ágio pa a ob enção do g au de Mes e em Ges ão da In es igação Clínica
Mes ado em associação en e a Uni e sidade de A ei o e a Uni e sidade NOVA de Lisboa
(Faculdade de Ciências Médicas | NOVA Medical School; Ins i u o Supe io de Es a ís ica e
Ges ão da In o mação/NOVA IMS — In o ma ion Managemen School; Escola Nacional de Saúde
Pública/NOVA Na ional School o Public Heal h)
Se emb o, 2022
2
ESTÁGIO DE COORDENAÇÃO DE ESTUDOS & ATIVIDADES DE
MONITORIZAÇÃO E START-UP DE ENSAIOS CLÍNICOS NA AIDFM -
ASSOCIAÇÃO PARA A INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA
FACULDADE DE MEDICINA
Ma iana Ma ques da Cos a
O ien ado a: Lúcia Domingues,
In es igado a Auxilia Con idada da NOVA Medical School, Uni e sidade NOVA de Lisboa
Disse ação pa a ob enção do g au de Mes e em Ges ão da In es igação Clínica
Mes ado em associação en e a Uni e sidade de A ei o e a Uni e sidade NOVA de Lisboa
Se emb o, 2022
3
Ag adecimen os
P imei amen e, gos a ia de ag adece à P o esso a Dou o a Nélia Gou eia e
P o esso a Dou o a Ma ia Te esa He dei o, coo denado as do Mes ado em Ges ão da
In es igação Clínica, po odo o conhecimen o que i e a opo unidade de adqui i .
À minha o ien ado a de es ágio, P o esso a Dou o a Lúcia Domingues, ag adeço
odo o apoio, conselhos e disponibilidade p es ados na elabo ação do ela ó io.
Também às minhas u o as no local de es ágio, Dou o a Inês Zimba a Cab i a e
Dou o a Ri a To ão ag adeço po me e em acolhido, pe mi indo que pudesse c esce
enquan o p o issional. A oda a equipa com quem i e o p i ilégio de con ac a ag adeço
odas as pa ilhas de conhecimen o e expe iência.
À minha colega de es ágio Bea iz, com quem pa ilhei odos os momen os des a
expe iência, não posso deixa de lhe ag adece po es es 9 meses.
Aos meus pais e ao meu i mão que acompanha am de pe o odo o meu pe cu so,
um mui o ob igada pelas pala as de incen i o, comp eensão e paciência, e po desde o
p imei o ins an e, me apoia em e ac edi a em no meu caminho.
À es an e amília ag adeço po e em es ado semp e p esen es, celeb ando odas
as minhas conquis as e me e em is o c esce como pessoa e p o issional.
Dedico um mui o ob igada aos meus amigos que de mais pe o ou mais longe me
incen i a am a chega onde es ou hoje. Às minhas amigas de Ciências da Saúde não
enho pala as pa a ag adece odo o apoio, mo i ação e paciência du an e odos es es
anos. Aos amigos mais an igos um ob igada po e em pe manecido ao meu lado du an e
oda es a e apa.
Aos meus a ós dedico o meu úl imo e mais especial ag adecimen o, a quem
dedico es e abalho. Ag adeço- os po e em es ado semp e comigo e po me apoia em
incondicionalmen e. Um ob igada não exp ime udo aquilo que ize am po mim mas
en a ei semp e deixa - os o gulhosos.
No amen e, ob igada a odos.
4
Resumo
No âmbi o da ob enção do g au de Mes e em Ges ão da In es igação Clínica oi
ealizado um es ágio cu icula , pa a a consolidação e aplicação dos conhecimen os
eó icos adqui idos du an e o ciclo de es udos.
Ao longo de um ano le i o e, sob a o ien ação da Dou o a Inês Zimba a Cab i a
e Dou o a Ri a To ão o am desen ol idas a i idades de coo denação de es udos
clínicos no Gabine e de Apoio à In es igação Ca dio ascula e a i idades de s a -up e
moni o ização de es udos clínicos, ealizadas na Con ac Resea ch O ganiza ion
AIDFM-CETERA.
O p esen e ela ó io encon a-se di idido em 2 secções p incipais, na p imei a das
quais é ap esen ado um pano ama ge al da in es igação clínica, incluindo um
enquad amen o dos papéis de um Coo denado e de um Moni o de es udos clínicos.
Seguidamen e é abo dada a emá ica dos “Es udos da Inicia i a do In es igado ”,
explo ando alguns aspe os basila es a es es associados como o impac o da sua
condução na p á ica clínica, on es e es a égias de inanciamen o e algumas das
inicia i as que possam po encia e simpli ica o desen ol imen o e condução de es udos
com es e pe il.
No segundo capí ulo do ela ó io, e e en e na sua ín eg a ao es ágio cu icula ,
são expos os os obje i os de inidos pa a o es ágio e ap esen adas as ins i uições de
acolhimen o sup amencionadas. Pos e io men e são desc i as as a i idades de
coo denação, s a -up e moni o ização de es udos clínicos acompanhadas du an e es e
pe íodo.
5
Abs ac
In he scope o ob aining he mas e 's deg ee in Clinical Resea ch Managemen , a
cu icula in e nship was comple ed o consolida e and apply he heo e ical knowledge
acqui ed du ing he s udy cycle.
O e one academic yea and unde he guidance o Doc o Inês Zimba a Cab i a
and Doc o Ri a To ão, we e pe o med ac i i ies in coo dina ion o clinical s udies in he
Ca dio ascula Resea ch Suppo Uni and s a -up and moni o ing ac i i ies,
accomplished in he Con ac Resea ch O ganiza ion, AIDFM-CETERA.
This epo is o ganised in o 2 majo sec ions, he i s o which p esen s an
o e iew o clinical esea ch, including a amewo k o he oles o a S udy Coo dina o
and a Clinical T ial Moni o . Secondly, he opic o "In es iga o -ini ia ed S udies" is
e iewed, explo ing some o he key aspec s ela ed wi h hem, including he impac o
hei conduc on clinical p ac ice, unding sou ces and s a egies and se e al ini ia i es
ha may enhance and simpli y he de elopmen and conduc o s udies wi h his p o ile.
The second chap e o he epo , which ocuses en i ely on he cu icula
in e nship, p esen s he objec i es de ined o he in e nship and he hos ins i u ions
men ioned abo e. Subsequen ly, a e desc ibed he ac i i ies o coo dina ion, s a -up and
moni o ing o clinical s udies pe o med du ing his pe iod.

6
Índice
I. Lis a de Figu as .......................................................................................................... 8
II. Lis a de Tabelas ........................................................................................................ 9
III. Lis a de Ab e ia u as ............................................................................................. 10
IV. In odução .............................................................................................................. 12
Es udos da Inicia i a do In es igado ........................................................................ 15
Van agens e di iculdades associadas aos EIIs ................................................... 16
Impac o da sua condução na p á ica clínica ....................................................... 20
Financiamen o de EIIs ........................................................................................ 22
Inicia i as nacionais e in e nacionais .................................................................. 22
Casos de sucesso eu opeus............................................................................... 24
Conside ações Finais ......................................................................................... 25
V. Es ágio ..................................................................................................................... 27
1. Ins i uições de Acolhimen o .................................................................................. 27
1.1. Gabine e de Apoio à In es igação Ca dio ascula ...................................... 27
1.2. AIDFM-CETERA .......................................................................................... 28
2. Obje i os do Es ágio ............................................................................................. 29
3. Coo denação de Es udos no GAIC ....................................................................... 31
3.1. Seleção e quali icação de um cen o ........................................................... 32
3.2. Submissão de Es udos Clínicos em Po ugal .............................................. 33
3.3. Con a os Financei os .................................................................................. 38
3.4. Visi a de Início ............................................................................................. 38
3.5. O ganização e manu enção de ISFs e Dossie s de pa icipan es ............... 40
3.6. Elabo ação de empla es de documen os on e de apoio à isi a ................ 41
3.7. Visi as de Pa icipan es ............................................................................... 42
3.8. Visi as de Moni o ização .............................................................................. 51
3.9. A qui o da documen ação de es udos ......................................................... 53
4. Moni o ização de es udos na AIDFM-CETERA .................................................... 57
4.1. Le an amen o do P ocedimen o de Submissão de es udos a cen os ........ 58
4.2. Fase de S a -up .......................................................................................... 60
7
4.3. Submissão de es udos sem in e enção ..................................................... 64
4.4. O ganização e a ualização dos dossie s do es udo ..................................... 64
4.5. Visi as de Início ............................................................................................ 68
4.6. Visi as de Moni o ização .............................................................................. 70
4.7. Visi as de Ence amen o .............................................................................. 72
4.8. Comunicação com as equipas de in es igação ........................................... 73
4.9. Desen ol imen o de SOPs e Wo king Ins uc ions ...................................... 74
5. Des ios ao plano de a i idades ............................................................................ 77
VI. Discussão ............................................................................................................... 79
VII. Conclusão ............................................................................................................. 82
VIII. Bibliog a ia ........................................................................................................... 83
8
I. Lis a de Figu as
Figu a I - E olução do núme o de Ensaios Clínicos subme idos em Po ugal, po ipo
de p omo o (Fon e: Ensaios clínicos em Po ugal. 2019) ..................................... 24
Figu a II - Templa e de e-mail a acompanha dossie ele ónico pa a a submissão de
um es udo sem in e enção à CES do CAML ........................................................ 37
Figu a III - Templa e de e-mail pa a no i icação do P omo o da al e ação do local de
a qui o pe manen e da documen ação do es udo ................................................. 55
Figu a IV - Templa e de e-mail pa a no i icação do P omo o da des uição da
documen ação do es udo ....................................................................................... 55
9
II. Lis a de Tabelas
Tabela I - Di iculdades associadas às di e en es ases de um es udo da inicia i a do
In es igado ........................................................................................................... 18
Tabela II - P opos a de soluções ace às di iculdades associadas a um es udo da
inicia i a do In es igado (Adap ado de: Konwa M, Bose D, Gog ay NJ, Tha e UM.
In es iga o -ini ia ed s udies: Challenges and solu ions. 2018; [18]) ...................... 19
Tabela III - Ca ac e ização dos es udos acompanhados no es ágio em coo denação de
es udos no GAIC .................................................................................................... 31
Tabela IV - Relação en e os es udos acompanhados no GAIC e as a i idades ealizadas
............................................................................................................................... 32
Tabela V - Con abilização das isi as de pa icipan es acompanhadas po es udo ...... 44
Tabela VI - A i idades ealizadas no âmbi o das isi as de pa icipan es po es udo ... 45
Tabela VII - Ca ac e ização dos es udos acompanhados no es ágio em moni o ização
de es udos na AIDFM-CETERA ............................................................................. 57
Tabela VIII - Relação en e os es udos acompanhados na AIDFM-CETERA e as
a i idades ealizadas .............................................................................................. 57
Tabela IX - Índice de TMF e ISF de um es udo sem in e enção ................................. 66
16
segu ança e qualidade da p es ação de cuidados de saúde. [13] Des e modo, os EIIs
e elam-se igualmen e essenciais, ao ea alia em pa âme os de segu ança e e icácia
de medicamen os e disposi i os já ap o ados, explo ando a u ilização de p odu os
come cializados pa a no as indicações, egimes de dosagem ou combinações com
ou as opções e apêu icas. [12, 14] Ao o imiza as es a égias de a amen o, a
in es igação de inicia i a do in es igado impulsiona o p og esso e apêu ico e o
desen ol imen o de conhecimen o. [15]
Consequen emen e, os EIIs ado am uma abo dagem cen ada no doen e,
impulsionados pela pe ceção das suas necessidades, com o p opósi o de esponde em
a ques ões clinicamen e ele an es na p á ica clínica, no que espei a a abo dagens
diagnós icas e e apêu icas que, de ou a o ma, não se iam abo dadas. [10, 12, 16, 17]
A í ulo de exemplo su gem ês cená ios possí eis de in es igação da inicia i a do
in es igado : es udos de eo ien ação de medicamen os ap o ados pa a uma indicação
e apêu ica dis in a, con e são de u ilizações não o uladas (o -label) em di e izes ou
ecomendações, e análises cus o-e icácia de duas ou mais al e na i as e apêu icas. [18]
Van agens e di iculdades associadas aos EIIs
Os EIIs demons am-se ú eis po que es udos com es e pe il mui as ezes não se
e elam do in e esse ou come cialmen e iá eis pa a a indús ia a macêu ica. [18]
Apesa da sua condução não ap esen a um in e esse come cial associado, es es
es udos possibili am o en iquecimen o e ape eiçoamen o de in o mações de segu ança
e e icácia de medicamen os e disposi i os ap o ados, auxiliando na a aliação isco-
bene ício dos mesmos, o necem à indús ia a macêu ica dados clínicos que pe mi am
uma melho comp eensão des es p odu os em con ex os eais e, omen am o
in e câmbio e a colabo ação cien í ica. [12]
A condução des e ipo de es udos ambém pode á cons i ui uma e amen a de
ap endizagem pa a a cons ução e desen ol imen o de equipas de in es igação sólidas,
pe mi indo que es es indi íduos desen ol am e ap imo em capacidades de in es igação.

17
[12] Equipas de in es igação expe ien es e o madas associadas a es a égias de
publicação cien í ica em e is as de maio impac o, exponenciam a epu ação
in e nacional do in es igado e iabilizam a implemen ação de cen os de in es igação
de e e ência. [9, 10] Es es es udos pode ão ainda p opo ciona aos in es igado es um
pon o de en ada no pano ama da IC e na p osseguição das suas á eas de in e esse e
o mação em in es igação. [12]
Segundo Konwa (2018) um bom EII é aquele que p opõe uma ques ão
cien i icamen e álida, aplica uma me odologia de in es igação obus a e obedece a uma
igo osa go e nação é ica e cien í ica. O au o admi e ambém a dedicação e mo i ação
do in es igado e da sua equipa e a exis ência de uma en idade de inanciamen o que
econheça o in e esse da in es igação, como a o es de e minan es do sucesso de um
es udo. [18]
Con udo, os bene ícios de se desen ol e em EIIs são, equen emen e,
equilib ados pelas di iculdades que a condução des es es udos ap esen a, mui as ezes
associadas a inanciamen o, submissões egulamen a es, moni o ização ou ges ão de
dados. [18]
Como exemplo, a elabo ação a dia de um o çamen o que não conside e os
equisi os p o ocola es e os ecu sos necessá ios pa a que es es sejam co espondidos,
não pe mi e que sejam de e minadas si uações ou con ex os associados a possí eis
cus os adicionais. [12]
Também o desconhecimen o dos equisi os egulamen a es e é icos e o não
planeamen o das miles ones pa a a submissão do es udo, pode ão conduzi a
submissões a dias que, p olonguem a du ação do mesmo. [12, 18]
Po im, a escassez de compe ências em ges ão de dados associada à
insu iciência de ecu sos pa a a ealização de análises es a ís icas e ao não
acompanhamen o do p oje o po um moni o in e no que assegu e o con olo da
qualidade, ambém cons i uem possí eis di iculdades associadas à condução de EIIs.
[18]
18
Uma ausência ou insu iciência de apoio logís ico pa a a submissão e ges ão de
EIIs, pode á comp ome e a qualidade da in es igação, colocando nos in es igado es
uma ca ga de abalho excessi a, ci cuns ância que equen emen e comp ome e o
sucesso da in es igação desen ol ida. [17]
No es udo “Ensaios Clínicos em Po ugal” é mencionado como um dos p incipais
obs áculos à p og essão da IC, o seu eduzido econhecimen o na melho ia dos cuidados
de saúde, implicando um sub inanciamen o público de EIIs. No âmbi o da o mação e da
ca ei a p o issional, ambém a inexis ência de alo ização cu icula é apon ada como
um impedimen o à e olução da IC, conduzindo a um alo mui o esidual de es udos
clínicos p omo idos po in es igado es. [9]
Apesa de EIIs p opo ciona em aos in es igado es a opo unidade de es a em
en ol idos na conceção do p o ocolo do es udo e na in e p e ação dos dados ob idos,
a i idades que mui as ezes não lhes são a ingí eis em es udos p omo idos pela
indús ia, desen ol e , ge i e conc e iza um EII e ela-se uma a i idade complexa.
Assim, an es do desen ol imen o de um EII, de em se ponde adas inúme as
di iculdades associadas às di e en es ases de condução do es udo, mencionadas na
Tabela I.[18]
Tabela I - Di iculdades associadas às di e en es ases de um es udo da inicia i a do In es igado
(Adap ado de: Konwa M, Bose D, Gog ay NJ, Tha e UM. In es iga o -ini ia ed s udies: Challenges and solu ions. 2018; [18])
CES – Comissão de É ica pa a a Saúde; EA – E en o Ad e so; SAE – Se ious Ad e se E en
Fase de S udy S a -up
1. Desconhecimen o de ecen es al e ações nas di e izes egulamen a es
2. Indolência ela i a à submissão do es udo a uma CES
3. Fo mação inadequada em a maco igilância pa a a iden i icação e comunicação de EAs ou SAEs
Desen ol imen o do p o ocolo
1. Cálculo inadequado do amanho da amos a
2. De icien e o çamen o, sem iden i icação do inanciado
3. Planeamen o inadequado dos iscos e es a égias de mi igação dos mesmos
Condução do es udo
19
1. Fo mação inadequada em mé odos de in es igação, como alea o ização ou unblinding
2. Submissão a dia de EAs, SAEs e des ios ao p o ocolo
3. Es a égias inadequadas pa a assegu a a e enção de pa icipan es
Ence amen o do es udo
1. Local de a qui o inadequado à manu enção dos dossie s no cen o
2. Recu sos humanos inadequados pa a a análise es a ís ica dos dados ob idos
3. Falha no en io do ela ó io inal à CES pa a o ence amen o do es udo
Pós-es udo
1. Ausência de uma polí ica de publicação e po enciais di e gências de au o ia (es udos mul icên icos)
2. Inadequada o mação pa a a esc i a de um a igo pa a publicação
3. Incapacidade de p ossegui com a in enção de publicação após a ejeição
Segundo Konwa (2018), os desa ios sup amencionados na Tabela I podem, na
sua maio ia, se ul apassados com ecu so a polí icas in e nas obus as e à adesão a
equisi os egulamen a es. Es es obs áculos de em cons i ui momen os de
ap endizagem que pe mi am aos in es igado es melho a a qualidade da sua
in es igação. Com base na sua expe iência p o issional em EIIs os au o es p opõem
algumas soluções, ap esen adas na Tabela II, que pe mi em acili a o desen ol imen o
e a condução des e ipo de es udos. [18]
Tabela II - P opos a de soluções ace às di iculdades associadas a um es udo da inicia i a do In es igado
(Adap ado de: Konwa M, Bose D, Gog ay NJ, Tha e UM. In es iga o -ini ia ed s udies: Challenges and solu ions. 2018; [18])
CES – Comissão de É ica pa a a Saúde; SOP – S anda d Ope a ing P ocedu e
P oblema
Soluções
1. Submissão às CES
a. Seguimen o egula jun o da CES a é à ap o ação do es udo no
cen o
2. Financiamen o
a. Iden i icação p é ia de ecu sos de inanciamen o adequados à
ealização do es udo
3. A i idades do es udo
a. Cons ução de uma unidade dedicada à in es igação clínica, com
equipas de idamen e o madas e quali icadas
b. Elabo ação, implemen ação e o mação das equipas em SOPs
especí icas pa a o cen o e pa a a condução de es udos clínicos
20
P oblema
Soluções
4. Ges ão de dados
a. Ob enção de o mação e desen ol imen o de compe ências na á ea
da bioes a ís ica
5. Publicação de manusc i os
a. Colabo ação com au o es expe ien es na á ea de in e esse pa a
publicação
b. P ocu a de apoio ou assis ência po p o issionais da á ea de esc i a
médica
Impac o da sua condução na p á ica clínica
Os EIIs são um componen e undamen al no ciclo de melho ia da qualidade em
saúde. Se os esul ados des es es udos o em implemen ados podem conduzi à adoção
de no as in e enções ou à descon inuação de compo amen os que não conduzem a
melho es esul ados em saúde. E idência in e nacional suge e que p og amas de EIIs
de al a qualidade impac am signi ica i amen e a qualidade e os esul ados dos cuidados
de saúde. [13]
Mui o do bene ício e alo associados a es e ipo de es udos de i a da
iden i icação e jus i icação de a iações na p á ica clínica, bem como da descobe a de
e icien es modelos de cuidados e da sinalização de se iços dispendiosos que não se
e elam mais e icazes do que as al e na i as de baixo cus o. [13]
Com a eme gência da medicina pe sonalizada e a in odução de no as
ecnologias, o papel da in es igação da inicia i a do in es igado o na-se cada ez mais
c í ico na assis ência à p io ização de a amen os adequados, de uma o ma
independen e e com base em e idência sólida. [15] Consequen emen e, a p es ação de
cuidados de saúde de al a qualidade de e p essupo a disponibilidade de e idência
iá el, undamen ada nos melho es esul ados de in es igação disponí eis. [10, 13]
Em e mos his ó icos, as a i idades c iado as de e idência, onde se inclui a IC,
êm sido conduzidas independen emen e de ou os aspe os in eg an es do sis ema de
saúde, como o desen ol imen o de polí icas de segu ança ou de qualidade e a a aliação
de esul ados em saúde. Toda ia, é do conhecimen o da comunidade médica e cien í ica
21
que a p es ação de cuidados de saúde de qualidade depende da disponibilidade de
e idência sólida e iá el que o ien e a melho p á ica possí el. [13]
Tendo is o em conside ação, a ualmen e os go e nos isam cada ez mais
p omo e uma melho coo denação e in eg ação das a i idades de IC, a im de
consegui em es abelece sis emas de cuidados de saúde capazes de alcança melho es
esul ados e de p opo ciona um melho alo . Nes es, a i idades des inadas à
in es igação e ge ação de e idência são in eg adas em conjun o com a implemen ação
des es elemen os na p á ica clínica e a a aliação dos subsequen es a amen os,
esul ados e a iações. [13]
A í ulo de exemplo, e idência sólida ge ada em in es igação pode se aplicada
no desen ol imen o de di e izes clínicas, pe mi indo aos esponsá eis polí icos a
omada de decisões in o madas e sus en á eis em ma é ia de saúde pública. [13, 17]
Po sua ez, os egis os de qualidade clínica pode ão acompanha o cump imen o des as
guidelines ansmi indo es a in o mação a clínicos, deciso es polí icos ou in es igado es,
auxiliando-os na omada das melho es decisões clínicas possí eis.[13]
No âmbi o da p es ação de cuidados de saúde as decisões omadas pelos
p o issionais de e ão, idealmen e, assen a em ês pila es: a expe iência do clínico, os
desejos e alo es do doen e, e a melho e idência ex e na disponí el, ou seja, esul ados
da IC. Es es êm de se encon a disponí eis, localizá eis e acessí eis, pa a que o
conhecimen o deles de i ado seja deslocado com sucesso pa a a p á ica clínica,
baseada na e idência. [10]
Des e modo, o na-se undamen al que odos os esul ados de in es igação sejam
comunicados publicamen e e de o ma anspa en e, pa a que possam se u ilizados na
omada de decisões du an e a p á ica clínica, ga an indo que os doen es ecebem o
a amen o adequado e a ualizado. [10]
De aco do com publicações an e io es, apenas ce ca de me ade dos esul ados
de es udos clínicos são publicados como a igos de ex o in eg al. Des a o ma, é pe dido
um amplo olume de e idência ge ada em IC e, consequen emen e, a igos de e isão

22
secundá ia ou o ien ações clínicas são undamen ados e elabo ados com base num
conjun o de dados limi ado e po encialmen e en iesado. Es ima i as endenciosas sob e
opções de a amen o podem le a a que doen es ecebam um a amen o inadequado,
em esul ado de uma inco e a decisão médica. [10]
Financiamen o de EIIs
O apoio inancei o pa a EIIs é no malmen e assegu ado po undos eu opeus ou
nacionais, associações de doen es ou o ganizações sem ins luc a i os, embo a ambém
o possa se po emp esas a macêu icas ou de disposi i os médicos (DM), po bolsas
compe i i as. [17, 19] Pe an e os dois úl imos cená ios, de e se assegu ado que os
esul ados da in es igação são p op iedade do in es igado e a não exis ência de
qualque aco do que limi e a di ulgação ou pe mi a à indús ia a u ilização de dados pa a
ins egulamen a es ou de ma ke ing. [19]
Con udo, es es undos ap esen am ge almen e a limi ação de não se em
adap ados aos pe íodos de ec u amen o de doen es e ao acompanhamen o de doenças
c ónicas, não pe mi indo adicionalmen e a subcon a ação de CROs ou Clinical T ial
Uni s (CTUs). [17]
Todos os cus os de condução de um es udo acompanhados de um inanciamen o
semp e dec escen e, são ela ados como uma p o unda p eocupação que pode á e
consequências pa icula men e p ejudiciais pa a a IC de inicia i a do in es igado , que
al como e e ido an e io men e, é equen emen e o ien ada pa a a p á ica clínica e
impulsionada po in e esses não come ciais.[20]
Inicia i as nacionais e in e nacionais
O Regulamen o Eu opeu nº536/2014 (RE), ela i o a ensaios clínicos (ECs) de
medicamen os de uso humano, assinala o no o enquad amen o eu opeu, ap esen ando
23
não só p ocedimen os a se em seguidos pelos es ados-memb os, como ambém
algumas compe ências nacionais. [9, 21]
Uma das inicia i as nacionais passa pela c iação de undos de inanciamen o de
apoio a EC de inicia i a do in es igado , que se pode á complemen a com a p omoção
e egulamen ação pa a es e ipo de in es igação, ans e sal a odos os es ados-
memb os. [9] No âmbi o de inicia i as nacionais, a Agência de In es igação Clínica e
Ino ação Biomédica (AICIB), uma associação sem ins luc a i os cons i uída em 2018,
encon a-se maio i a iamen e dedicada ao apoio, inanciamen o e p omoção de IC de
inicia i a do in es igado . [9]
Simila men e, Madei a (2016) en a iza a necessidade de in es imen o em
in aes u u as eu opeias, como a Eu opean Clinical Resea ch In as uc u e Ne wo k
(ECRIN), uma o ganização pública sem ins luc a i os que apoia a condução de
in es igação clínica mul inacional na Eu opa, coo denando pa cei os cien í icos e
p o idenciando se iços de aconselhamen o, ges ão e e amen as que e o cem
colabo ações. Es a en idade es á empenhada na ha monização da IC eu opeia,
coo denando e ge indo es udos clínicos mul inacionais de al a qualidade, independen es
e o almen e anspa en es. [17]
Adicionalmen e, ou a das possibilidades pa a auxilia e o alece o c escimen o
e e olução dos EIIs pode passa po se em es abelecidas a ní el nacional e em cen os
académicos, CTUs. [18]
Es as unidades a uam como cen os mul idisciplina es, do ados da expe iência e
compe ência necessá ias pa a apoia em na o alidade a conceção, execução e ges ão
de EIIs de ele ada qualidade. [18, 22] In aes u u as como CTUs podem auxilia os
in es igado es na p epa ação de pedidos de bolsas de in es igação, no desen ol imen o
e conceção do p o ocolo de in es igação e na ob enção de ap o ações egulamen a es
e é icas. [20] Pa a além do apoio ope acional que concedem na ges ão des e ipo de
es udos, es as o ganizações ambém pode ão con ibui pa a o es abelecimen o de
24
sis emas ha monizados de ges ão da qualidade e p opo ciona a o mação de equipas
de in es igação em BPC. [17, 18]
O pano ama suíço pode se omado como exemplo da in eg ação des e ipo de
o ganizações no âmbi o da in es igação da inicia i a do in es igado , onde na úl ima
década em sido es abelecida uma ede nacional de CTUs, com base p incipalmen e em
hospi ais uni e si á ios, como uma inicia i a pa a melho a a qualidade da in es igação
clínica desen ol ida. [22]
Casos de sucesso eu opeus
Em e e ei o de 2019, o es udo sob e “Ensaios Clínicos em Po ugal” elabo ado
pela PwC, ap esen a pa a Po ugal um alo esidual de EC da inicia i a do in es igado
de ce ca de 7%, alo que se em man ido cons an e na úl ima década, como obse ado
na Figu a I. [9]
Figu a I - E olução do núme o de Ensaios Clínicos subme idos em Po ugal, po ipo de p omo o (Fon e:
Ensaios clínicos em Po ugal. 2019)
Es e alo pode se compa ado com a média eu opeia a onda os 17% e com
casos de sucesso in e nacionais, como o caso da Dinama ca que em 2016 con a a com
ce ca de 45% de ECs da inicia i a do in es igado subme idos, ou a Suécia e a Holanda,
cujos alo es onda am os 36% e 39%, espe i amen e. [9]
95% 90% 95% 96%
5% 10% 5% 4%
0%
20%
40%
60%
80%
100%
2006 2009 2012 2017
Indús ia In es igado
25
Alguns dos mo i os que pode ão jus i ica a pe cen agem de EIIs abaixo da média
são enume adas po Madei a (2016) e incluem: 1) o eduzido núme o de inicia i as
nacionais de inanciamen o de EIIs, 2) inanciamen o limi ado às a i idades cen ais da
Rede Po uguesa de in aes u u as pa a In es igação Clínica (P CRIN), 3) insu iciência
de ecu sos humanos, incluindo p o issionais in ei amen e dedicados à IC e 4)
necessidade de in aes u u as locais, como CTUs que apoiem os in es igado es em
EIIs. [17]
Compa a i amen e a Po ugal, países como o Reino Unido, Espanha, Áus ia ou
República Checa ap esen am uma maio compe i i idade em IC da inicia i a do
in es igado pelo desen ol imen o e implemen ação de algumas inicia i as. [9, 23]
No Reino Unido oi c iada uma ede nacional de IC, a Clinical Resea ch Ne wo k,
o ganização que po um conjun o de sub- edes de IC especializadas, coo dena e
p opo ciona apoio no desen ol imen o de EIIs. [9, 23] Es a ede, di ecionada
undamen almen e à IC de inicia i a do in es igado com inanciamen o público,
assegu a uma o mação especializada das equipas, um apoio no inanciamen o e
ec u amen o de possí eis pa icipan es e a disponibilização de in aes u u as
adequadas. [23] Também em Espanha o am es abelecidas es u u as de apoio à IC,
como é o caso da O icina de Apoio à In es igação Clínica Independen e, um pon o de
con ac o en e in es igado es e p omo o es de EIIs, no que oca a aspe os
egulamen a es, adminis a i os e de BPC. [23]
Po ou o lado, países como a Áus ia e a República Checa, ambos com
dimensões geog á icas mui o semelhan es a Po ugal, es abelece am undos de
inanciamen o pa a apoio a p oje os de in es igação da inicia i a do in es igado . [23]
Conside ações Finais
Suma izando, os EIIs de i am de uma consciencialização das necessidades dos
doen es, numa en a i a de melho a e expandi os cuidados de saúde que lhes são
32
A Tabela IV expõe, de uma o ma sin e izada, as a i idades acompanhadas no
âmbi o da coo denação dos es udos iden i icados acima, que se ão em seguida
de alhadas.
Tabela IV - Relação en e os es udos acompanhados no GAIC e as a i idades ealizadas
ISF – In es iga o Si e File;
A i idades
C1
C2
C3
C4
C5
C6
C7
C8
C9
C10
C11
C12
C13
Submissão de es udos sem
in e enção
X
X
X
Visi a de Início
X
X
X
O ganização e manu enção de ISFs
e Dossie s de pa icipan es
X
X
X
X
X
X
Elabo ação de empla es de
documen os on e de apoio à isi a
X
X
X
Visi as de Pa icipan es
X
X
X
X
X
X
Visi as de Moni o ização
X
3.1. Seleção e quali icação de um cen o
A implemen ação de um es udo clínico deco e segundo um p ocesso que en ol e
á ias e apas, desde a iden i icação do cen o de in es igação onde o es udo i á deco e ,
passando pela ap o ação do p oje o de in es igação e pelo ec u amen o e seguimen o
de pa icipan es, e minando com o ence amen o do es udo no cen o. [34]
A iden i icação do cen o de ensaio e do IP é da esponsabilidade do P omo o , ou
da CRO po ele designada. Aspe os como expe iência p é ia na condução de IC e na
á ea e apêu ica de in e esse, compliance do cen o com as BPC e egulamen ações
nacionais e in e nacionais, ou azoá eis pe íodos de ap o ação po pa e da CES e CA
do cen o, pode ão condiciona a seleção do mesmo pa a uma subsequen e ase de
exequibilidade ou easibili y. [34]
É nes a e apa que o P omo o en ia e solici a ao cen o o p eenchimen o do
Ques ioná io de Exequibilidade, de o ma a de e mina a iabilidade do es udo clínico no
cen o de in es igação p e endido. Es e p ocesso ab ange a a aliação de á ios aspe os

33
que pode ão condiciona a iabilidade da condução do es udo no cen o, incluindo
possí eis me as de ec u amen o, endo em con a os c i é ios de elegibilidade de inidos
e as possí eis limi ações a eles associados, condições do cen o - humanas, de
equipamen os e in aes u u as - pa a a ealização dos p ocedimen os do es udo
de inidos em p o ocolo, ou ainda a exis ência e possibilidade de compe i i idade com
ou os p oje os de in es igação semelhan es a deco e no cen o. [35]
Du an e o es ágio em coo denação de es udos não hou e opo unidade de
acompanha es udos clínicos na ase de seleção ou quali icação.
3.2. Submissão de Es udos Clínicos em Po ugal
Em Po ugal, a implemen ação e condução de um es udo clínico es á
condicionada po uma au o ização e pa ece p é io po pa e das Au o idades
Compe en es.
P imei amen e, a ealização de um es udo clínico é impe iosamen e p ecedida
pela au o ização da Comissão de É ica Compe en e (CEC), e pela ap o ação po pa e
do CA do cen o, condições necessá ias à conc e ização do es udo.
Em ensaios clínicos e es udos clínicos com in e enção de DM, a Comissão de
É ica pa a a In es igação Clínica (CEIC), en idade independen e esponsá el po
assegu a a p o eção dos di ei os, do bem-es a e da segu ança dos pa icipan es, emi e
num p azo de 30 dias um pa ece único. [1, 36]
Adicionalmen e ao pa ece a o á el da CEC, e pa a e ei os da Lei da
In es igação Clínica, a ealização de ensaios clínicos, de es udos clínicos com
in e enção de DM ou de p odu os cosmé icos e de higiene co po al, ca ece de
au o ização po pa e do Conselho Di e i o da Au o idade Nacional do Medicamen o e
P odu os de Saúde, I. P. (INFARMED). [1] Es e o ganismo é esponsá el pela condução
de uma a aliação écnico-cien í ica, baseada em no mas o ien ado as publicadas pelo
Eud alex, pela Agência Eu opeia de Medicamen o e pelo Conselho In e nacional pa a
34
Ha monização de Requisi os Técnicos pa a Medicamen os de Uso Humano (ICH),
ga an indo a qualidade, a segu ança e a e icácia de medicamen os u ilizados em ensaios
clínicos e, pos e io men e, disponí eis no me cado. [37]
Nos es an es es udos a CEC esponsá el pela a aliação do es udo é a CES do
cen o de es udo onde é p e endido que a in es igação deco a, ou caso o cen o não
disponha de CES, es as unções se ão desempenhadas pela CEIC ou po uma CES po
es a designada. [1]
3.2.1. Submissão de es udos sem in e enção
Pa a a submissão de um es udo sem in e enção à CES do CAML, é solici ado ao
P omo o a cons ução de um Dossie de Submissão ele ónico, onde de em se
incluídos os seguin es documen os:
1. Ca a do Di e o de Se iço di igido à CES;
2. Decla ação do Di e o de Se iço a au o iza a ealização do es udo - Todos
os es udos acompanhados pelo GAIC in eg am o DCV do CHULN, EPE, podendo
deco e no Se iço de Ca diologia, de Ci u gia Cá dio-To ácica ou de Ci u gia
Vascula . Consequen emen e, es a decla ação, em modelo p óp io do cen o e
cedida pelo Di e o do Se iço em que o es udo i á deco e , assegu a a
compe ência écnica e o mação da equipa clínica e ga an e que o se iço dispõe
das in aes u u as e equipamen os necessá ios, condições essenciais à
ealização do es udo p opos o em cump imen o com as BPC. É con i mada ainda
a capacidade de a qui o e a mazenamen o de oda a documen ação ela i a ao
es udo, e a exis ência de espaço ísico adequado a odas as a i idades de
moni o ização ealizadas pelo P omo o . A assina u a des e documen o po pa e
do Di e o de Se iço é assegu ada pelo CE;
3. Ques ioná io da CES - No âmbi o da in es igação clínica exis em 2 ques ioná ios
disponí eis pa a p eenchimen o. Um ela i o a Es udos en ol endo
35
Expe imen ação Humana, no caso de p oje os de in es igação com
medicamen os ou écnicas. E um segundo e e en e a Es udos não en ol endo
Expe imen ação Humana, como es udos sem in e enção ou inqué i os. Ambos
os modelos abo dam ques ões ulc ais pa a a a aliação do es udo, incluindo de
uma o ma ge al os seguin es pon os:
− Iden i icação do P oje o, azendo menção ao P omo o , IP e es an es
colabo ado es;
− Na u eza do es udo, e e indo o local onde es e i á deco e (Se iço,
Depa amen o, Labo a ó io) e se se a a de um p oje o de in es igação
mul icên ico e mul inacional – azendo e e ência, se possí el, aos
es an es cen os em que o es udo i á deco e ;
− Desc ição sucin a dos obje i os da in es igação;
− Implicação de enca gos adicionais como en ol imen o de pessoal
adminis a i o ou consul as de seguimen o;
− Abo dagem selecionada pa a a ecolha de dados e pa a a manu enção da
con idencialidade dos mesmos;
− Fundamen os cien í icos da in es igação expondo, se aplicá el, o mo i o
que jus i ique uma epe ição da in es igação, caso es a já enha sido
conduzida em humanos, ou se a ques ão de in es igação oi de idamen e
es udada ao ní el da expe imen ação animal;
− Me as de ec u amen o a a ingi , abo dando a possibilidade de inclui
indi íduos de populações ulne á eis, como c ianças, g á idas, doen es
com pe u bações psíquicas ou indi iduos com comp eensão
comp ome ida;
− Menção às imelines do plano de in es igação, com as da as p e is as de
início e conclusão;
− Balanço do isco/bene ício, onde de e ão se expos os po enciais
bene ícios pa a o pa icipan e incluindo económicos, pelo eembolso de
de e minadas despesas como deslocações ou al as ao se iço pela
pa icipação no es udo, e possí eis iolações da sua p i acidade, indicando
36
as medidas a oma pa a assegu a a con idencialidade dos dados
ecolhidos;
− Bene ícios pa a o IP e/ou ins i uição.
A equipa de coo denação é mui as ezes esponsá el pelo p eenchimen o des e
documen o, con ac ando com o P omo o ou Moni o de es udos caso não
disponha na ín eg a da in o mação necessá ia ao seu p eenchimen o;
4. Sinopse do es udo clínico;
5. P o ocolo do es udo clínico ou P oje o de In es igação;
6. Folhe o In o ma i o;
7. Consen imen o In o mado di igido aos pa icipan es - Mui as ezes é
conduzida po pa e do CE uma e isão do FCI, pa a que seja con i mada a
p esença de odos os campos ob iga ó ios segundo a legislação nacional;
8. Cade no de Recolha de Dados;
9. Cu iculum Vi ae (CV) dos memb os da equipa de in es igação da ados e
assinados pelos p óp ios. O gabine e de coo denação em disponí el numa pas a
do se ido ins i ucional, documen ação e e en e a elemen os do DCV, onde se
incluem en e ou os CVs. O CE esponsá el pelo acompanhamen o da
submissão de e á consul a a e e ida pas a e con i ma se em na sua posse uma
e são da ada e assinada do CV a ualizado do p o issional, documen o com
menos de dois anos, pe íodo máximo a pa i do qual a e são se o na obsole a.
Se não es i e disponí el na pas a um CV álido, o CE solici a ao p o issional o
en io de uma e são a ualizada, de idamen e da ada e assinada;
10. P o ocolo Financei o (se aplicá el) – No caso de se a a de um es udo sem
in e enção, odos os p ocedimen os desc i os no p o ocolo es ão incluídos na
p á ica clínica habi ual, não implicando cus os adicionais pa a o cen o. Po
conseguin e, em mui os des es es udos não é celeb ado qualque con a o
inancei o (CF) en e o P omo o e a ins i uição;
11. Ce i icado de Segu o (se aplicá el) – Comp o a a con a ação de um segu o
des inado a cob i esponsabilidade ci il ela i amen e a e en uais danos
37
causados ao pa icipan e deco en es da sua pa icipação no es udo, si uação não
espe á el em es udos sem in e enção;
12. Ou os documen os - Ca ão do pa icipan e ou os ques ioná ios e escalas
u ilizados du an e a condução do es udo;
13. Lis a de e sões dos documen os subme idos.
Es e dossie é en iado po e-mail ao sec e a iado da CES do CAML, enunciando
odos os documen os que o cons i uem, al como demons ado na Figu a II, ap esen ada
abaixo.
Du an e a ex ensão do es ágio no GAIC o am acompanhados os p ocedimen os
de submissão de 3 es udos sem in e enção, C2, C7 e C10, à CES do CAML, incluindo
“Boa a de
No âmbi o do es udo “XXXX”, p omo ido pelo YYYY, e cujo in es igado p incipal é o(a) ZZZZ, imos po es e meio subme e
o es udo, pa a ap eciação e ap o ação.
Em anexo encon a-se a pas a de submissão com odos os documen os do es udo:
▪ 1. XXXX_Ca a Di e o Se iço à CES_signed DD.MM.AAAA
▪ 2. XXXX_Decla acao Di e o de Se ico_signed DD.MM.AAAA
▪ 3. XXXX_Ques ioná io CES_signed ZZZZ
▪ 4. XXXX_synopsis e X.x - dd mmm aaaa_PT
▪ 5. XXXX_P o ocolo
▪ 6. XXXX_Folhe o In o ma i o
▪ 7. XXXX_FCI
▪ 8. XXXX_Cade no de Recolha de Dados
▪ 9. CV_ In es igado P incipal_signed
▪ 10. XXXX_Con a o Financei o (se aplicá el)
▪ 11. XXXX_Ce i icado de Segu o (se aplicá el)
▪ 12. XXXX. … (enume a odos os anexos)
▪ 13. XXXX_Lis a de e sões e da as dos documen os
Ag adecemos o acuso de eceção des e e-mail, como o ma de comp o a i o da sua submissão.”
Figu a II - Templa e de e-mail a acompanha dossie ele ónico pa a a submissão de um es udo sem
in e enção à CES do CAML

38
uma e isão de oda a documen ação necessá ia. Pa a os es udos acompanhados em
ase de submissão o am ealizadas as seguin es a i idades:
− Recolha de assina u as dos memb os da equipa de in es igação nos documen os
aplicá eis;
− P eenchimen o dos Ques ioná ios da CES, necessá ios à submissão do es udo;
− T adução, e isão e adap ação de documen os.
3.3. Con a os Financei os
Os es udos clínicos com inanciamen o são egulados po um CF es abelecido
en e o P omo o , o CHULN e o IP, onde de e á se indicado o enca go o al supo ado
pelo inanciado do es udo em unção do a ge de pa icipan es a ec u a ou de ou os
c i é ios especí icos do es udo.
Após p é-ap o ação dos CF, o p omo o de e á en ia 3 exempla es ub icados e
assinados ao GAIC, que ica á esponsá el po ecolhe a assina u a do IP e anexa os
mesmos ao dossie de submissão. O aco do mú uo en e as pa es é simbolizado pela
assina u a dos 3 exempla es do CF, icando cada um deles na posse do CHULN, IP e
P omo o .
Quando aplicá el, o exempla do CF que ica ao cuidado do IP é gua dado no
a má io inancei o do GAIC e o espe i o No e o File de e á se a qui ado na espe i a
secção do ISF no Cen o.
3.4. Visi a de Início
A Visi a de Início an ecede a a i ação do cen o, de o ma a assegu a que oda a
equipa de in es igação se encon a einada e capaci ada no p o ocolo e nos seus
p ocedimen os.
39
O CE em a esponsabilidade de, jun o das equipas de in es igação e do Moni o ,
agenda uma da a a o á el a ambas as pa es, en ando semp e ga an i a p esença do
máximo de elemen os da equipa de in es igação possí el, sendo de ca á e ob iga ó io
a p esença do IP.
No deco e da isi a de início o CE é esponsá el po disponibiliza ao Moni o
qualque documen ação da equipa de in es igação ou ce i icado de equipamen os, que
se encon e em al a.
Nos es udos que o GAIC apoia, de uma o ma ge al, a equipa clínica é dispensada
em p imei o luga , e a isi a de início aos Se iços Fa macêu icos é no malmen e
independen e da es an e equipa, onde são ap esen ados aspe os ela i os ao
medicamen o expe imen al (ME), como as condições de a mazenamen o, dispensa e
con abilização, bem como o co e o p eenchimen o e a qui o de odos os egis os de
dispensa e eceção do ME, de aco do com o p o ocolo.
Nes e seguimen o, a equipa de Coo denação eúne à pa e com o Moni o , onde
são abo dados e escla ecidos p ocedimen os que ica ão, na maio ia, à sua
esponsabilidade, como é o caso do uncionamen o e pa icula idades de odas as
pla a o mas ine en es ao es udo - sis ema de alea o ização, labo a ó io cen al, upload
de imagens médicas e CRD.
Po im, é discu ida com o CE oda a documen ação que enha icado penden e,
icando a ecolha, a qui o e encaminhamen o da mesma pa a o Moni o , à sua
esponsabilidade.
Após a isi a, e se não exis i em condições que o impeçam, é expec á el que o
cen o se encon e ap o pa a a co e a condução e ges ão do es udo clínico.
Ao longo do es ágio no GAIC oi possí el acompanha 3 isi as de início, dos
es udos C9, C12 e C13. Após as isi as hou e a possibilidade de auxilia o Moni o e a
equipa de coo denação na esolução de pendências, nomeadamen e a ecolha de oda
40
a documen ação necessá ia, de idamen e da ada e assinada, e o seu co e o a qui o
nos dossie s do es udo.
3.5. O ganização e manu enção de ISFs e Dossie s de pa icipan es
Du an e oda a du ação do es udo clínico, o CE é esponsá el pela o ganização,
manu enção e co e a a ualização dos dossie s do es udo, ISF(s) e dossie s de
pa icipan es, a i idades c uciais pa a mais a de se e i icada e comp o ada a
ealização de odos os p ocedimen os de aco do com o p o ocolo e BPC.
O dia a dia de um CE inclui uma co espondência ela i amen e egula com o
P omo o ou Moni o , endo es a comunicação um o e peso na con ínua a ualização dos
dossie s do es udo, como po exemplo o encaminhamen o de no as e sões de
documen os pa a a Equipa de Coo denação, endo es a a esponsabilidade de p ocede
ao seu co e o a qui o. [5]
O CE de e ga an i que no ISF es á a qui ada oda a documen ação ele an e
ela i a ao es udo, como o p o ocolo, FCI, documen ação ela i a à equipa de
in es igação (CV, BPC, einos das pla a o mas do es udo, decla ações de con li o de
in e esses), ca as de ap o ação das au o idades compe en es, manual e ins uções de
p eenchimen o do CRD e oda a co espondência pe inen e de a qui o en e o cen o e
o p omo o . [5] Es e dossie de e semp e es a a ualizado com a úl ima e são de odos
os documen os, sendo ma cadas como obsole as odas as e sões que já não se
encon em em igo , pa a que a consul a de documen ação pela equipa de in es igação
es eja semp e de aco do com a e são mais ecen e.
A o ganização do dossie do pa icipan e é ambém de ex ema impo ância pois
é nele que se a qui am odos os documen os on e ela i os às isi as dos pa icipan es,
abo dadas em seguida. A a ualização des e dossie é da esponsabilidade do CE que
de e á ga an i o co e o a qui o de oda a documen ação que con i me a ecolha dos
41
dados epo ados em CRD, ga an indo que es a se encon a de idamen e assinada e
da ada pelo espe i o memb o da equipa de in es igação.
Du an e o es ágio no GAIC, oi possí el a o ganização e manu enção de ISFs e
dossie s de pa icipan es dos es udos C3, C6, C8, C9, C11 e C12.
3.6. Elabo ação de empla es de documen os on e de apoio à isi a
De o ma a agiliza odo o acompanhamen o dos pa icipan es du an e a du ação
do es udo, a equipa de Coo denação do GAIC pode á desen ol e empla es de
documen os on e, caso es es não sejam disponibilizados pelo P omo o aquando da
en ega dos dossie s dos pa icipan es.
Es es documen os seguem um modelo in e no comum a odos os es udos e
pode ão inclui o mulá ios ou checklis s de apoio às isi as que auxilia ão na ecolha de
dados du an e as mesmas. Em odos es es documen os de e cons a o ac ónimo e o
logo ipo do es udo, o nome do IP e o núme o do cen o. Es ão p esen es ambém campos
abe os pa a que seja p eenchido o núme o do pa icipan e no es udo e o seu núme o
hospi ala , a isi a e a da a em que es a se á ealizada.
A gene alidade des es documen os se á exclusi a pa a cada es udo pois a sua
elabo ação de e á e como base o p o ocolo, o luxog ama dos p ocedimen os e o CRD.
Con udo exis em algumas olhas de egis o comuns à maio ia dos es udos, e que
pe mi em a ecolha dos seguin es dados:
− C i é ios de Elegibilidade – Todos os c i é ios de inclusão e exclusão são
ap esen ados em modo abula de o ma a con i ma a elegibilidade do
pa icipan e;
− Regis os de En e magem – Incluem o egis o de medidas como o peso, al u a,
ci cun e ência da cin u a, p essão a e ial, equência ca díaca e espi a ó ia, da a
e ho a das colhei as de amos as biológicas;
48
undamen ais. O co e o e comple o epo e de odos os dados nos documen os on e
comp o a a sua ecolha e alidade.
3.7.5. Dispensa do ME
Em odos os EC que a equipa de coo denação do GAIC acompanha, é uma das
esponsabilidades do CE a dispensa do ME jun o dos Se iços Fa macêu icos do Cen o.
A a és do sis ema IWRS do es udo, sis ema de andomização u ilizado nos
es udos acompanhados, o CE p ocede ao pedido de dispensa do ME pa a a isi a, cuja
equisição é en iada di e amen e ao(s) Fa macêu ico(s) delegado(s) no es udo. Após
eceção do pedido o Fa macêu ico do es udo de e á imp imi , da a e assina a
equisição, a qui ando o o iginal no Dossie da Fa mácia e en iando uma cópia ao CE
pa a que es e o possa a qui a no dossie do pa icipan e.
Du an e a isi a, o CE di ige-se aos Se iços Fa macêu icos pa a ecolhe o ME,
sendo impo an e e em con a qualque especi icidade ela i a à sua adminis ação,
como po exemplo a exis ência de um empo mínimo en e a dispensa do ME e a sua
adminis ação. Caso a medicação seja o al, es a de e á se en egue di e amen e ao
pa icipan e, ao con á io do que acon ece com medicação in a enosa, que de e á se
adminis ada no cen o po um En e mei o delegado no es udo e cuja ca onagem de e á
se de ol ida pelo CE aos Se iços Fa macêu icos.
3.7.6. Ges ão de amos as biológicas
A ges ão de amos as biológicas inclui a i idades que de e ão se ealizadas
an es, du an e e após a isi a. F equen emen e, e de o ma a man e a con o midade dos
dados e a anonimização dos esul ados, o P omo o eco e a Labo a ó ios Cen ais pa a
a a aliação dos pa âme os labo a o iais desc i os em p o ocolo.

49
3.7.6.1. P epa ação de ki s pa a a isi a
O en io de amos as biológicas pa a labo a ó ios cen ais p e ê que sejam
disponibilizados pelo P omo o ki s especí icos, associados aos di e en es ipos de isi as
ou p ocedimen os. Usualmen e, es es ki s são especí icos pa a o p o ocolo, pa a o cen o
e pa a a isi a na qual de em se u ilizados, icando à esponsabilidade do CE a
iden i icação do núme o do pa icipan e no es udo em odos os ma e iais de colhei a e
ecipien es de anspo e. Todos os ki s incluem o mulá ios de equisição, cujo
p eenchimen o é ambém da esponsabilidade do CE. Alguma da in o mação a comple a
ab ange pon os como o ano de nascimen o e o sexo do pa icipan e, a da a e a ho a da
colhei a da amos a biológica, a con i mação de um es ado de jejum, se aplicá el, e uma
checklis a p eenche com odas as amos as en iadas.
A colabo ação da equipa de Coo denação, an o na p é como na pós colhei a de
amos as biológicas é undamen al pa a a apidez e agilidade de odo o p ocesso,
apoiando a equipa de en e magem esponsá el pela colhei a e pelo p ocessamen o das
mesmas, semp e de aco do com o manual labo a o ial do es udo.
3.7.6.2. Ma cação de anspo e pa a amos as biológicas
Os pedidos de anspo e de amos as de e ão se ealizados com a máxima
b e idade possí el, podendo es es se ei os po ele one ou e-mail. Os o mulá ios de
equisição de anspo e de amos as incluem in o mação como: iden i icação do
p o ocolo e do cen o, pessoa de con ac o, e a da a e ho a a pa i da qual se pode á
e e ua a ecolha das amos as.
P e iamen e à isi a, o CE de e consul a o p o ocolo e o Manual de Labo a ó io,
de o ma a con i ma se se á necessá ia a equisição de gelo seco jun o do endo
designado pelo P omo o , no caso de se em en iadas pa a Labo a ó io Cen al amos as
congeladas.
50
3.7.6.3. En io de amos as biológicas
Após a equipa de en e magem e mina a colhei a e o p ocessamen o das
amos as, ambas a i idades ealizadas no Se iço de In e namen o de Ca diologia –
onde deco e oda a isi a do pa icipan e – o CE ica esponsá el pelo acondicionamen o
das mesmas.
Caso as amos as sejam analisadas em labo a ó io local, a sua análise p ocessa-
se apidamen e e os esul ados icam disponí eis em sis ema clínico. No caso de es a
de inido em p o ocolo que a análise das amos as de e á oco e a ní el cen al es as
pode ão, consoan e a sua na u eza e o desc i o em manual de labo a ó io, se en iadas
à empe a u a ambien e ou congeladas.
Em empe a u a ambien e, as amos as são en iadas na p óp ia caixa do ki ,
de idamen e segu as e acondicionadas e de e ão se ecolhidas pela anspo ado a no
p óp io dia da isi a.
Se as amos as a en ia pa a Labo a ó io Cen al o em congeladas, es e en io
se á ealizado com ecu so a gelo seco equisi ado com a de ida an ecedência, al como
indicado acima. É ambém impe a i o que a ca a de po e do espe i o en io se encon e
jun o à caixa onde se ão en iadas as amos as, de o ma a e i a complicações e
con i ma a ecolha po pa e da anspo ado a.
3.7.7. Inse ção de dados no CRD e esolução de que ies
Segundo as BPC o CRD é um documen o imp esso, ó ico ou ele ónico
desenhado pa a egis a odas as in o mações exigidas pelo p o ocolo a se em
epo adas ao p omo o sob e cada pa icipan e do es udo. [6] Es a pla a o ma de apoio
ao p omo o , que lhe pe mi e um cons an e acompanhamen o de oda a in o mação
ecolhida, é essencial na condução de um es udo clínico possibili ando o egis o de odos
os dados ela i os aos pa icipan es.
51
Após cada isi a é da esponsabilidade do CE o p eenchimen o do CRD com odas
as in o mações e dados exigidos pelo p o ocolo, de aco do com os documen os on e
disponí eis e p eenchidos du an e a isi a do pa icipan e ao cen o. A in o mação
egis ada no CRD pode engloba dados demog á icos, his ó ia clínica e medicação
concomi an e, espos a a ques ioná ios e in o mação ela i a ao ME. Nes as pla a o mas
ambém pode se ecolhido alguma in o mação ela i a à oco ência de EAs.
O egis o da in o mação no CRD de e se ealizado com a maio b e idade
possí el dado se um pa âme o a aliado pelo P omo o como e lexão da pe o mance
de um cen o.
Após a inse ção dos dados no CRD podem su gi que ies - incoe ências,
incon o midades ou disc epâncias nos dados egis ados - ge adas au oma icamen e pelo
sis ema ou colocadas pela equipa de moni o ização. Es as ques ões de em se
de idamen e escla ecidas pela equipa de in es igação com a maio b e idade possí el,
sendo no malmen e uma a i idade da esponsabilidade do CE.
3.8. Visi as de Moni o ização
As isi as de moni o ização êm como obje i o supe isiona o p og esso do
es udo no cen o, de o ma a a alia se es e é conduzido de aco do com o p o ocolo, e
ce i icando o cump imen o das BPC e dos equisi os egulamen a es aplicá eis. Du an e
oda a du ação do es udo, é impe a i o que seja assegu ada a p o eção dos di ei os dos
pa icipan es e o seu bem-es a bem como a qualidade dos dados epo ados, ga an indo
que es es se encon am co e os, comple os e em conco dância com os documen os
on e. [6]
Consoan e o plano de a i idades da isi a en iado an ecipadamen e pelo Moni o
ao CE, a isi a pode á deco e p esencialmen e, onde o Moni o se desloca ao cen o
pa a e e os documen os on e, ou po ia emo a, pa a a discussão de pon os cha e
52
com a equipa do cen o, como a e isão das pendências da isi a an e io , que ies em
abe o no CRD e o s a us do ec u amen o.
P e iamen e à isi a, e sendo da sua esponsabilidade o acompanhamen o das
isi as de moni o ização ao cen o, o CE de e assegu a que os CRDs es ão comple os
e sem que ies em abe o, con i ma que os assun os penden es da isi a an e io o am
esol idos e que odos os EAs e Se ious Ad e se E en s (SAEs) o am co e amen e
no i icados e documen ados. De e á ambém assegu a a p epa ação de oda a
documen ação necessá ia ga an indo que es a se encon a a ualizada e de idamen e
a qui ada e acessí el ao Moni o .
Numa isi a de moni o ização é comum que seja ealizada uma Sou ce Da a
Ve i ica ion (SDV). Es a a i idade pe mi e a alia a con o midade da in o mação p esen e
nos documen os on e com os dados egis ados no CRD, con i mando se es es úl imos
e le em exa amen e os dados o iginais. [39] Na sequência da SDV o Moni o pode á
le an a ques ões ou iden i ica incon o midades en e os dados o iginais e os egis ados
no CRD, que esul a ão consequen emen e na abe u a de que ies na pla a o ma. Em
ambas as si uações a Equipa de Coo denação de e á escla ece o Moni o no máximo
do seu conhecimen o e capacidade.
Ao CE é en iada uma ca a de seguimen o onde é ap esen ado um esumo das
a i idades ealizadas e das si uações que se encon am penden es de esolução po
pa e da equipa de in es igação, e que de e ão se esol idas a é à isi a seguin e.
Ao longo do es ágio no GAIC oi possí el concede apoio logís ico ao es udo C12,
na sequência da isi a de moni o ização. Fo am ecolhidas assina u as que se
encon a am em al a em documen os das isi as de pa icipan es e oi dado apoio ao
Médico In es igado na ealização de adendas ao ela ó io da consul a.
53
3.9. A qui o da documen ação de es udos
Após a isi a de ence amen o es a concluída, oda a documen ação do es udo é
a qui ada num local de a qui o de inido e comunicado pelo Cen o ao P omo o . Todos
os dossie s de e ão es a iden i icados com e ique as de a qui o que indicam: o
P omo o e o núme o do p o ocolo do es udo, a da a mínima de a qui o, a é à qual os
dossie s de em pe manece acessí eis no caso de se em eque idos pelas au o idades
compe en es, e um pon o de con ac o do P omo o pa a no i icação an es da des uição
da documen ação.
Segundo o Regulamen o (UE) n.o 536/2014 de 16 de ab il de 2014 e a endendo
ao a igo 58.o, “o p omo o e o in es igado de em a qui a o con eúdo do p ocesso
pe manen e do ensaio clínico du an e, pelo menos, 25 anos após a conclusão do ensaio
clínico.” [21] Po p ocesso pe manen e do ensaio clínico en ende-se oda a
“documen ação essencial sob e o mesmo, a qual pe mi e e i ica a condução do ensaio
clínico e a qualidade dos dados ge ados”. [21]
Du an e o es ágio, e po condicionamen os de espaço no a qui o do Gabine e de
Coo denação, oi possí el pa icipa na o ganização de oda a documen ação dos
es udos já ence ados no GAIC. Foi cons uído um Excel de Ges ão de A qui o, onde
pa a cada es udo oi eunida a seguin e in o mação:
− Ac ónimo do es udo;
− P omo o e espe i os con ac os, caso es es se encon em disponí eis;
− Tipo de Es udo: Sem in e enção, com in e enção (EC ou DM);
− Localização p é ia dos dossie s;
− A qui o da ca a de close-ou ;
− Exis ência de E ique as de A qui o e CD/Pen com os dados ex aídos do CRD;
− Tempo de a qui o;
− Ano/Mês pa a des uição: Caso o dossie não enha e ique as de a qui o, es a
da a é calculada consul ando o empo de a qui o e a da a de ence amen o do
es udo;

54
− S a us u u o dos dossie s: A qui a (caso a da a de des uição ainda não enha
passado) ou des ui (caso a da a de des uição já enha passado);
− Quan idade de Dossie s de Lombada La ga e de Lombada Fina.
Após a compilação de oda a in o mação acima, o passo seguin e passou po
es abelece con ac o com os P omo o es dos di e en es es udos, pa a o qual o am
elabo ados qua o empla es de e-mail, dois em po uguês e as espe i as aduções na
língua inglesa pa a con ac o com P omo o es es angei os. Abaixo são ap esen adas as
e sões po uguesas dos e e idos empla es, o p imei o a no i ica o P omo o da
al e ação do local de a qui o pe manen e dos dossie s do es udo (Figu a III) e o segundo
da des uição da documen ação (Figu a IV).
55
Assun o: [Inse i ac ónimo do es udo]: Cen o [Inse i núme o do cen o] _Al e ação do local de a qui o
pe manen e da documen ação do es udo
Vossa Excelência,
Vimos po es e meio in o ma que o local de a qui o pe manen e da documen ação do(s) es udo(s) abaixo
indicado(s), conduzido(s) no Cen o Hospi ala Uni e si á io Lisboa No e, EPE – Hospi al de San a Ma ia se á
al e ado:
−“Ac ónimo do es udo: Tí ulo Comple o do Es udo” ([Inse i núme o do cen o]), IP
[Indica nome do
In es igado P incipal], e ence ado a [dia] [mês] [ano];
Des a o ma, ap esen amos abaixo a no a mo ada de a qui o onde os documen os do es udo
[Inse i sigla do
es udo] de e ão pe manece a é [Inse i da a de des uição]:
[Iden i icação da mo ada de a qui o ex e na]
Po im, solici amos a con i mação de eceção do p esen e e-mail a é dia [dia] [mês] [ano].
Adicionalmen e, ag adecemos se in o mados na e en ualidade de exis i algum incon enien e com a al e ação
sup amencionada.
Figu a IV - Templa e de e-mail pa a no i icação do P omo o da al e ação do local de a qui o pe manen e da
documen ação do es udo
Assun o: [Inse i ac ónimo do es udo]: Cen o [Inse i núme o do cen o] _Des uição da documen ação do es udo
Vossa Excelência,
Vimos po es e meio in o ma que e minou o empo mínimo de a qui o pe manen e da documen ação do(s)
es udo(s) abaixo indicado(s), conduzido(s) no Cen o Hospi ala Uni e si á io Lisboa No e, EPE – Hospi al de
San a Ma ia:
•“Ac ónimo do es udo: Tí ulo Comple o do Es udo” ([Inse i núme o do cen o]), IP
[Indica nome do
In es igado P incipal], e cujo empo de a qui o ence ou a [da a de des uição];
Nes e seguimen o, gos a íamos de con i ma jun o de Vossas Excelências o é mino do pe íodo de manu enção
dos documen os do(s) es udo(s) [Inse i sigla do es udo]
, e de solici a a ossa au o ização pa a p ocede à
des uição do(s) mesmo(s).
Pedíamos que nos osse dada uma con i mação a é [dia] [mês] [ano].
Figu a III - Templa e de e-mail pa a no i icação do P omo o da des uição da documen ação do es udo
56
Após con i mação po pa e do P omo o , oi con ac ada a emp esa de a qui o
ex e na que p ocedeu à ecolha da o alidade dos dossie s. Impo an e e e i que odas
as comunicações com os P omo o es, a a és dos e-mails acima, o am a qui adas no
in e io dos dossie s espe i os, p e iamen e à sua ecolha.
57
4. Moni o ização de es udos na AIDFM-CETERA
A Tabela VII ap esen a a ca ac e ização dos es udos acompanhados du an e o
es ágio na AIDFM-CETERA, os quais se encon am codi icados com a le a M seguidos
de um núme o consecu i o, de o ma a acili a a sua e e ência ao longo do p esen e
ela ó io.
As a i idades de moni o ização acompanhadas em cada um dos es udos
mencionados na Tabela VII encon am-se ap esen adas na Tabela VIII.
Tabela VII - Ca ac e ização dos es udos acompanhados no es ágio em moni o ização de es udos na AIDFM-
CETERA
Es udo
Ac ónimo
Pa ologia
Tipologia
Inicia i a
Nº Cen os
M1
EVOLUTION-HF
Insu iciência
Ca díaca
Es udo sem
in e enção
In es igado
8
M2
IDEA-FAST
Doenças
Neu odegene a i as
Es udo sem
in e enção
In es igado
1
M3
SAFEST
Fib ilhação Au icula
Es udo sem
in e enção
In es igado
21
M4
SVA
Subs i uição al ula
aó ica
Es udo sem
in e enção
In es igado
1
Tabela VIII - Relação en e os es udos acompanhados na AIDFM-CETERA e as a i idades ealizadas
A i idades
M1
M2
M3
M4
Fase de S a -up
X
Reuniões com o P omo o
X
Feasibili y
X
P og ess S udy Repo
X
P epa ação e/ou e isão de documen os do es udo
X
Submissão de es udos sem in e enção
X
O ganização e a ualização dos dossie s do es udo
X
X
X
Visi as de Início
X
Visi as de Moni o ização
X
Visi as de Ence amen o
X
64
imp essos, assinados e da ados, e de idamen e a qui ados na espe i a pas a do
T ial Mas e File (TMF).
4.3. Submissão de es udos sem in e enção
No âmbi o do es ágio na AIDFM-CETERA, oi possí el acompanha a i idades de
submissão de 2 es udos sem in e enção às CES dos espe i os cen os onde es es
i iam deco e .
No es udo M2, subme ido à CES do CAML, oi possí el pa icipa em duas
a i idades p incipais: 1) ealiza a adução de alguns documen os a subme e , como é
o caso da Sinopse do es udo, Folhe o In o ma i o, In o mações pa a o Pa icipan e e FCI
- nes e documen o o am ainda ei as algumas adap ações e e o mulações segundo
odos os equisi os legais e a legislação aplicá el -, 2) o p eenchimen o do Ques ioná io
da CES, documen o mencionado aquando da desc ição do p ocedimen o de submissão
de es udos à CES do CAML.
O segundo es udo onde o am acompanhadas a i idades de submissão oi o
es udo M1, com a possibilidade de acompanha o p ocesso de con ac o inicial com os 8
cen os nacionais selecionados pelo P omo o , com um le an amen o de oda in o mação
ela i a aos espe i os p ocedimen os de submissão, nomeadamen e odo o ci cui o de
comunicações e documen os a subme e .
4.4. O ganização e a ualização dos dossie s do es udo
O TMF é o conjun o de documen os essenciais, u ilizado pa a a ges ão do es udo
e pa a uma con ínua e isão e e i icação de que es e cump e odos os equisi os
egulamen a es aplicá eis e os p incípios das BPC. Des e mod, odos os documen os e
egis os de dados, a mazenados no TMF, pe mi em a alia a con o midade com o
p o ocolo, a condução segu a do es udo e a qualidade dos dados ob idos. [41]

65
O TMF de e se es abelecido no início do es udo e man e -se o mais a ualizado
possí el, sendo no malmen e cons i uído po um TMF ao ní el do P omo o e um ao ní el
do In es igado , ambém designado de ISF, sendo essencial a dis inção en e
documen os de idos apenas po uma das pa es. [41]
A documen ação enunciada na secção 8 da guideline ICH GCP E6 (R2), apesa
de não se u ilizada como uma lis a de e i icação de ini i a pa a o con eúdo do TMF,
de ine os documen os conside ados essenciais, con o me aplicá eis ao es udo, e onde
es es de em se a qui ados, no TMF, ISF ou em ambos. [41]
Ao longo do es ágio oi possí el pa icipa na o ganização e a ualização do TMF
dos es udos M1, ainda em ase de submissão e pa a o qual oi elabo ada uma p opos a
de TMF pa a pos e io ap o ação do P omo o e M3, já em ase de ec u amen o.
Pa a a elabo ação da p opos a de TMF do es udo M1 oi ida em conside ação
uma checklis pad ão de TMF pa a um es udo sem in e enção, disponibilizada pelo
P omo o , e o índice empla e de TMF em igo na ins i uição. An es de se ap esen ada
e en iada ao P omo o a p opos a desen ol ida pa a ap o ação, a Ges o a de P oje os
p ocedeu à e isão das secções incluídas no índice do TMF consoan e as
especi icidades do es udo, ga an indo o cump imen o de odos os equisi os,
egulamen a es, da ICH GCP e do es udo.
Depois de concluído o p o ocolo de es udo ou após a assina u a dos CFs, o TMF
é cons uído de aco do com o índice especí ico do es udo, ap o ado pelo P omo o . O
acesso a es e dossie de e se es i o à equipa do es udo e a documen ação nele
a qui ada de e so e um con olo de qualidade que con i me, en e ou os aspe os, que
a documen ação se encon a comple a da ada e assinada, con o me aplicá el, e que os
dados ecolhidos es ão co e os e não incluem in o mação con idencial ela i a aos
pa icipan es.
66
T ans e salmen e à o ganização e a ualização do TMF, pode á ambém se da
esponsabilidade da CRO a elabo ação do ISF e dos dossie s dos pa icipan es.
Enquan o Clinical T ial Assis an ainee o am p epa ados pa a os es udos M3 e M4
dossie s de pa icipan es pos e io men e en iados pa a os cen os aquando da isi a de
início ou semp e que necessá io du an e a condução do es udo.
Du an e o es ágio hou e a opo unidade de se em p epa ados ISFs dos es udos
M1 e M3, com uma adap ação e a ualização dos di e sos documen os aos inúme os
cen os. No âmbi o do es udo M1 e pa alelamen e à elabo ação da p opos a de TMF
abo dada acima, numa en a i a de ha moniza e acili a a ges ão da documen ação,
hou e a opo unidade de elabo a uma p opos a de ISF, pa a pos e io e isão e
alidação po pa e do P omo o . No amen e, es a oi p epa ada le ando em
conside ação um índice pad ão de ISF do P omo o e o índice da CRO, ambos
especí icos pa a um es udo sem in e enção.
Na Tabela IX são ap esen ados exemplos de índices de TMF e ISF de um es udo
sem in e enção:
Tabela IX - Índice de TMF e ISF de um es udo sem in e enção
BPC – Boas P á icas Clínicas; CRD – Cade no de Recolha de Dados; CRO – Con ac Resea ch O ganiza ion; FCI – Fo mulá io de
Consen imen o In o mado; SAE – Se ious Ad e se E en ; SOP – S anda d Ope a ing P ocedu e
TMF
ISF
1. In o mação ge al dos cen os de es udo
1.1. Lis a de cen os pa icipan es
X
1.2. Ficha de con ac os do es udo
X
X
2. Documen ação écnica do es udo
2.1. Ve são Inicial do P o ocolo do es udo e espe i a página de assina u as
X
X
2.2. Adendas ao P o ocolo do es udo e espe i a página de assina u as
X
X
2.3. Sinopse do es udo e Adendas
X
X
2.4. De inição de des ios ao p o ocolo e p ocedimen os de epo e
X
3. Documen ação egulamen a – Submissões Locais
3.1. Ca as de submissão inicial
X
X
3.2. Ap o ação da submissão inicial
X
X
3.3. Ca as de submissão e/ou no i icação e ap o ação das adendas
X
X
67
TMF
ISF
3.4. Co espondência ele an e
X
4. In o mação dos pa icipan es
4.1. P imei a e são ap o ada do FCI
X
X
4.2. Ve sões al e adas e ap o adas do FCI
X
X
4.3. Ve sões ap o adas do FCI adap ado aos cen os
X
X
5. In o mação clínica dos pa icipan es
5.1. P imei a e são ap o ada do CRD
X
X
5.2. Ve sões al e adas e ap o adas do CRD
X
X
5.3. Ins uções de abalho pa a a pla a o ma do es udo
X
X
5.4. Rela ó ios de SAEs
X
X
6. O ganização do cen o
6.1. Regis o de Delegação de Responsabilidades
X
X
6.2. Quali icações do In es igado P incipal e da equipa de in es igação
Cu iculum Vi ae, Ce i icado BPC, ou os se aplicá el
X
X
6.3. Regis o de T eino
X
X
6.4. Regis o de Inclusão de Pa icipan es
X
6.5. Valo es labo a o iais de e e ência
X
X
6.6. Ce i icados e ac edi ações do labo a ó io
X
X
7. CRO | Ges ão do P oje o
7.1. Ve são inicial do Plano de Moni o ização
X
7.2. Adendas ao Plano de Moni o ização
X
7.3. Lis a dos memb os da equipa en ol idos no p oje o
X
7.4. Regis o de eino dos memb os da equipa
Cu iculum Vi ae, Ce i icado BPC, ou os se aplicá el
X
7.5. Reuniões in e nas de p og esso do es udo
Lis a de p esença, agendas e minu es, ou os se aplicá el
X
7.6. Rela ó io pe iódico de a ualização do es udo
X
7.7. Lis a de SOPs da CRO aplicá eis ao es udo
X
8. Moni o ização
8.1. Visi as de Início
E-mail de con i mação da isi a, Ap esen ações, e Ca a de Follow-up
X
X
Rela ó io da isi a
X
8.2. Visi as de Moni o ização
E-mail de con i mação da isi a e Ca a de Follow-up
X
X
Rela ó io da isi a
X
8.3. Visi as de Ence amen o
E-mail de con i mação da isi a, Ca a de Follow-up e Ca a de Ence amen o do cen o
X
X
68
TMF
ISF
Rela ó io da isi a
X
8.4. Regis o de isi as ao cen o
X
X
9. Co espondência
9.1. Newsle e s
X
9.2. Co espondência ele an e
X
X
Segundo o Regulamen o Eu opeu ela i o aos ensaios clínicos de medicamen os
pa a uso humano, o P omo o e o In es igado de em a qui a o con eúdo do TMF
du an e, pelo menos, 25 anos após o ensaio clínico es a concluído, man endo-se es e
“à disposição e acessí el às au o idades compe en es, median e pedido”. [21]
4.5. Visi as de Início
A isi a de início é uma isi a de moni o ização conduzida pelo Moni o , em
ep esen ação do P omo o , e oco e após a au o ização e pa ece a o á el po pa e
das Au o idades Compe en es.
An e io men e à isi a, o Moni o de e ga an i a p epa ação dos dossie s do
es udo, nomeadamen e o ISF e os dossie s dos pa icipan es, se es es úl imos o em da
esponsabilidade do P omo o , pa a que sejam en egues ao IP du an e a isi a de início.
[42]
Após es abelecida a da a da isi a jun o da equipa de in es igação, é da
esponsabilidade do Moni o do es udo o en io de uma ca a de con i mação da isi a,
mencionando o dia e ho a agendados e a agenda da espe i a isi a.
Du an e a isi a, o Moni o ap esen a o es udo aos memb os da equipa de
in es igação p esen es, eco endo a uma ap esen ação p e iamen e p epa ada e
comum a odos os cen os. A o mação e a in o mação a ansmi i a cada uma das
equipas que i á in eg a o es udo é adap ada às suas esponsabilidades e equisi os –
equipa clínica, a macêu ica e de coo denação. [43]
69
De um modo ge al, as ap esen ações das isi as de início abo dam pon os ulc ais
à condução do es udo, incluindo:
− Backg ound cien í ico;
− Timelines e a ge s de ec u amen o de inidos;
− Obje i os e design do es udo;
− P incipais endpoin s de e icácia e segu ança;
− População al o e p incipais c i é ios de elegibilidade;
− P ocesso de sc eening e andomização de pa icipan es;
− P ocedimen os do es udo;
− Dossie s, quando aplicá el: ISF, Dossie do Pa icipan e, Dossie da Fa mácia;
− Consen imen o in o mado e assen imen o, se aplicá el;
− P ocedimen os labo a o iais, se aplicá el;
− CRD;
− Di e izes ge ais de BPC;
− Requisi os de Moni o ização e acesso a Documen os on e;
− Indicado es de desempenho do cen o;
− Timelines e p ocedimen os de epo e de EAs e SAEs;
− Equipa do P omo o e espe i os con ac os.
No deco e da isi a de início, de e se ecolhida e eunida oda a documen ação
especí ica da isi a ou que à da a se encon e penden e. Todos os memb os p esen es
na isi a de em assina o Regis o de T eino, ambém designado po T aining Log, e o
Regis o de Delegação de Responsabilidades, mui as ezes designado de Delega ion
Log, icando egis ado que odos eles ecebe am eino no es udo e que es ão
au o izados pelo IP a desempenha as unções que lhes o am delegadas. Elemen os da
equipa que não enham compa ecido à isi a, e an es de pode em desempenha
qualque unção ou a i idade no es udo, e ão de se einados no p o ocolo, in o mação
que de e á ica egis ada no Regis o de T eino, e delegados no Regis o de Delegação
de Responsabilidades, ação que con i ma a sua en ada no es udo, de idamen e
au o izada pelo IP. Du an e a isi a o Moni o ambém pode á p ocede à ecolha de CVs

70
e Ce i icados BPC dos memb os da equipa de in es igação ou ce i icados de calib ação
de equipamen os necessá ios à condução do es udo.
Toda a documen ação que ao é mino da isi a pe maneça penden e é iden i icada
e discu ida com o CE, solici ando a sua b e e ecolha e pos e io en io pa a o Moni o .
Após a isi a ao Cen o, o Moni o de e á solici a os acessos às pla a o mas do
es udo, aos memb os da equipa de in es igação p esen es na isi a e aos quais es es
se apliquem, a ualiza oda a documen ação no TMF e elabo a o ela ó io da isi a. Es e
de e á con e uma desc ição po meno izada de odas as a i idades e p ocedimen os
ealizados e discu idos du an e a isi a, incluindo uma lis a de odos os que enham icado
penden es. Pa a o Cen o de e á se pos e io men e en iado um e-mail e uma ca a de
seguimen o, com um b e e sumá io da isi a e uma menção a odas as pendências.
Ao longo do es ágio na AIDFM-CETERA, oi possí el acompanha 1 isi a de início
do es udo M3, em o ma o emo o. Apesa das isi as conduzidas emo amen e segui em
o mesmo p essupos o das p esenciais, exis em alguns p ocedimen os ge idos de o ma
dis in a. Du an e uma isi a de início emo a, oda a documen ação de e á se en iada
p e iamen e, encon ando-se disponí el no cen o aquando da ealização da isi a, de
o ma a pe mi i uma simul aneidade en e a menção e explicação dos documen os pelo
Moni o e a espe i a consul a po pa e da equipa do cen o. Na posse do cen o ambém
de e cons a oda a documen ação a se assinada pela equipa de in es igação que
de e á, pos e io men e, digi aliza e/ou en ia po co eio oda a documen ação solici ada
pelo P omo o .
4.6. Visi as de Moni o ização
Em ep esen ação do P omo o , es as isi as ao cen o são conduzidas pelo
Moni o do es udo que cons i ui á o p incipal pon o de con ac o en e o P omo o e o
Cen o de In es igação.
71
As isi as de moni o ização, cuja pe iodicidade é es abelecida pelo P omo o no
CF e no PM do es udo, são agendadas pelo Moni o semp e de aco do com a
disponibilidade da equipa de in es igação, p incipalmen e a Equipa de Coo denação
e/ou o IP.
Após o agendamen o da isi a com o Cen o, o Moni o de e á elabo a o plano
de a i idades da isi a cuja base de e á se o PM de inido, o ela ó io da isi a an e io e
odas as pendências em abe o no cen o. Após se em de inidos os p incipais obje i os
da isi a de e á se en iado à equipa um e-mail de agendamen o e con i mação da isi a
onde se á con i mada a da a, ho a e local da isi a e expos os os p incipais obje i os da
mesma. É ambém ei e ada a ideia de que oda a documen ação do es udo de e á es a
disponí el e a ualizada, e que odos os dados de e ão es a inse idos no CRD.
Du an e a isi a o Moni o p ocede à e isão dos dossie s do es udo: ISF, de o ma
a con i ma o co e o a qui o dos documen os essenciais ao es udo e dossie s dos
pa icipan es. Nes es úl imos são e is os os FCI – con i mada a p esença de ambas as
assina u as, Médico In es igado e pa icipan e, con o midade das da as de assina u a e
a e são do FCI assinada -, os c i é ios de elegibilidade de cada pa icipan e, e se
aplicá el, a oco ência e consequen e no i icação ao P omo o de SAEs. Também
du an e a isi a é analisada e e i icada a con o midade en e a in o mação inse ida no
CRD e a p esen e nos documen os on e.
Após a isi a de moni o ização o Moni o de e á ence a as pendências
esol idas à da a da isi a, a qui a no TMF oda a documen ação ecolhida e elabo a o
ela ó io da isi a, que após e isão e ap o ação, de e á se a qui ado no TMF.
Ao longo do es ágio na AIDFM-CETERA, oi possí el acompanha 3 isi as de
moni o ização do es udo M3, cujo PM de ine um modelo de moni o ização emo a. Tal
como abo dado no ópico da isi a de início, as isi as conduzidas emo amen e exigem
p ocedimen os dis in os. Es as isi as con a am com a p esença da equipa da AIDFM-
CETERA e da Técnica de Ca diopneumologia (CPL), esponsá el pela condução dos
p ocedimen os do es udo no cen o de Cuidados P imá ios.
72
No caso pa icula des e es udo, e a solici ado à CPL que odos os dados dos
pa icipan es es i essem de idamen e inse idos no CRD e os espe i os
ele oca diog amas disponí eis na D opbox, pla a o ma u ilizada pa a o upload de
exames e documen os assinados ou acking diá io de pa icipan es incluídos. Du an e a
isi a se ia ambém necessá io a CPL e acesso aos dossie s de odos os pa icipan es
e ao ISF, pa a e i icação e a ualização do seu con eúdo.
Após as isi as oi possí el pa icipa na elabo ação do Rela ó io da Visi a de
Moni o ização e da ca a de seguimen o da isi a, en iada ao cuidado da CPL pa a
pos e io a qui o na secção espe i a do ISF.
4.7. Visi as de Ence amen o
A isi a de ence amen o ma ca a conclusão do es udo no cen o e em como
p incipal obje i o assegu a que oda a documen ação do es udo se encon a
de idamen e assinada, a ualizada e a qui ada e que não pe manecem ques ões
penden es de esolução. [4, 6]
O ence amen o do es udo inicia-se com uma no i icação ao cen o po pa e do
Moni o , onde é expos a a in enção do P omo o em ence a o es udo. [44] Es e
p ocesso pode á oco e de aco do com o p o ocolo, quando odas as a i idades do
es udo e minam e odos os pa icipan es incluídos pelo cen o ealizam a sua isi a de
im de es udo, ou quando o P omo o decide e mina o es udo de o ma p ema u a, po
al a de inanciamen o ou uma alha no cump imen o do a ge de ec u amen o. [45]
O agendamen o e con i mação da isi a oco e de o ma semelhan e às es an es
isi as desc i as acima.
Du an e a isi a de ence amen o o Moni o echa odas as pendências ela i as
ao es udo, incluindo uma e isão de oda a documen ação p esen e no cen o - ISF,
dossie s dos pa icipan es, Dossie da Fa mácia – e o echo de odas as que ies em
abe o no CRD jun o da equipa de in es igação. O Moni o de e assegu a que oi
73
ealizada uma econciliação en e os o mulá ios de epo e de SAEs, o CRD e os
documen os on e, ga an indo que odos es es e en os o am comunicados, nos p azos
es ipulados, ao P omo o e às Au o idades Compe en es.
Em es udos com in e enção o Moni o é esponsá el po ga an i que o ME ou o
DM oi des uído ou de ol ido ao P omo o , em conjun o com os es an es ma e iais do
es udo, como ki s ou elemó eis, em con o midade com o p o ocolo.
Após o ence amen o do es udo é usual o en io pa a o cen o de um CD ou pen-
USB com oda a in o mação ex aída do CRD, que de e á se a qui ada jun amen e com
a es an e documen ação.
Du an e o es ágio na AIDFM-CETERA, oi possí el acompanha 1 isi a de
ence amen o do es udo M3, em o ma o emo o. Es a isi a de ence amen o oco eu
quando o cen o e minou odas as isi as de seguimen o e inha como obje i o a
ealização de 3 a i idades p incipais:
− A qui o dos CRDs das isi as de seguimen o no dossie espe i o;
− A ualização da secção “Co espondência” do ISF com odos os e-mails e
comunicações penden es de a qui o, como o caso do e-mail de con i mação da
ealização da isi a;
− Discussão do pe íodo de e enção, que no caso do es udo M3 e a de 2 anos, e
local de a qui o, sendo ga an ido um acesso es i o aos dossie s do es udo.
Após a isi a, ica penden e do lado do P omo o o en io da ca a de ence amen o
que, pos e io men e, de e á se a qui ada na secção “Regis os da isi a de
moni o ização” do ISF.
4.8. Comunicação com as equipas de in es igação
Du an e o es ágio na AIDFM-CETERA hou e a possibilidade de egulamen e
es abelece con ac o com as equipas de in es igação, pa a o escla ecimen o de dú idas
80
Uma das p incipais di iculdades sen idas, an o em coo denação como em
moni o ização de es udos, de i ou da sob eca ga das equipas de in es igação. Es a
e le iu-se na demo a do CE na ecolha de assina u as e documen os associados às
equipas, pela eco en e indisponibilidade ou ausência dos p o issionais no se iço, e na
di iculdade do Moni o em ob e uma espos a, cons an emen e sujei o a uma eno me
p essão pa a o cump imen o de odas as imelines e a ge s de inidos.
Ou a das ba ei as e i icadas du an e o es ágio em coo denação de es udos
associou-se ao acompanhamen o das isi as de pa icipan es incluídos em EC, es udos
que ao al e a em a p á ica clínica mui as ezes di icul am e ans o nam o no mal ci cui o
de doen es no se iço, pa icula men e po exigências p o ocola es de uma ealização
sequencial de p ocedimen os. Es a si uação e ela-se ex emamen e pesada pa a o CE,
que po p á ica no GAIC acompanha o pa icipan e du an e oda a isi a, acabando po
despende bas an e empo pela impossibilidade de, em con o midade com o p o ocolo,
p ossegui com os p ocedimen os da isi a à medida que es es, ou que os esponsá eis
pela sua condução, se encon am disponí eis.
Da pe spe i a do CE, pode ia se eponde ada a sua p esença du an e a
o alidade da isi a e um eajus e do ci cui o do pa icipan e de um es udo clínico no
se iço de Ca diologia. Es as condições pe mi i iam ao CE desempenha as a e as da
isi a que lhe es ão delegadas, como a ecolha da medicação ou o en io de amos as
biológicas, e ga an indo semp e a eceção e pa ida do pa icipan e, eap o ei ando o
es an e empo da isi a pa a a ealização de ou as a i idades.
Po ou o lado, em moni o ização de es udos a p epa ação de submissões de
es udos mul icên icos e elou-se um desa io, pela dis inção de equisi os con o me as
CES, esul ando mui as ezes na p epa ação de documen os semelhan es em modelos
de cen o dis in os como é o caso dos CFs, aumen ando exponencialmen e a ca ga de
abalho.
Em pe spe i a, é possí el a i ma que de uma o ma ge al o am alcançados os
obje i os p opos os e ap o undados odos os conhecimen os adqui idos, com a

81
supe ação das me as e expec a i as p o issionais inicialmen e de inidas, con ibuindo
pa a uma isão ala gada e in e disciplina das á eas de coo denação e moni o ização de
es udos, essenciais na ealização de IC de qualidade.
82
VII. Conclusão
A opo unidade de ealiza um es ágio de ca á e mis o, cap ando uma isão
in eg ada e in e disciplina da ges ão em IC, pelo acompanhamen o de a i idades de
na u eza díspa , pe mi iu aplica e ap o unda os conhecimen os eó icos adqui idos e
desen ol e compe ências écnicas e sociais, essenciais numa ca ei a na á ea da IC.
Es e pe íodo de ap endizagem e elou-se essencial na ob enção de uma
o mação sólida e ab angen e, pe mi indo consolida e aplica na p á ica odos os
conhecimen os adqui idos du an e a componen e le i a do mes ado. To na-se de
ex ema impo ância des aca a opo unidade de desen ol e e pa icipa em a i idades
inicialmen e não p e is as, aumen ando o leque de compe ências adqui idas.
Des a o ma, é ei o pa a o es ágio um balanço mui o posi i o, onde odos os
obje i os de inidos o am cump idos com sucesso, supe ando-se odas as expec a i as
es abelecidas a ní el pessoal e p o issional.
83
VIII. Bibliog a ia
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