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De quantas histórias se faz o currículo nacional? O currículo de História no 3º Ciclo do Ensino Básico e a construção de currículos locais

Abstract

O desenho dos programas de História nos 3.º ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário, centram-se na articulação de conteúdos de âmbito mundial, europeu e nacional, desvalorizando objectivamente a especificidade dos contextos regionais e locais em que vivem e com os quais se inter-relacionam os alunos. Uma visão que me parece redutora. Sendo certo que o alargamento de horizontes por parte dos alunos é desejável e mesmo imprescindível, não menos indispensável é garantir a significância de tais aprendizagens pela mediação entre saberes escolares e experiências quotidianas. O reconhecimento do património local e regional como recurso de excelência para o desenvolvimento de aprendizagens diferenciadas e transversais, meio privilegiado para o diálogo entre passado – presente – futuro, promotor da aproximação entre a escola e a comunidade e elemento potenciador de uma verdadeira consciencialização e participação cívicas, leva-me a defender que tal mediação pode ser conseguida pela construção de currículos locais. Intentando concorrer para o debate sobre a pertinência de articular o currículo nacional com a construção de currículos locais e a validade de estreitar a relação entre Educação Histórica e Educação Patrimonial, desenvolveu-se a intervenção pedagógica levada a cabo na Escola Secundária da Quinta do Marquês em Oeiras, no âmbito do Mestrado em Ensino da História no 3.º Ciclo e no Ensino Secundário da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. São os resultados dessa intervenção que aqui se apresentam.

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De quantas histórias se faz o currículo nacional? O currículo de História no 3º Ciclo do Ensino Básico e a construção de currículos locais

Author: Martins, Susana Maria Santos
Year: 2017
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/28547/1/Susana%20Martins_Relat%c3%b3rio%20Pr%c3%a1tica%20de%20Ensino%20Supervisionada_Mestrado%20em%20Ensino%20da%20Hist%c3%b3ria.pdf
1
De quan as his ó ias se az o cu ículo nacional?
O cu ículo de His ó ia do 3.º Ciclo do Ensino Básico e a cons ução de
cu ículos locais
Susana Ma ia San os Ma ins
Rela ó io da P á ica de Ensino Supe isionada do Mes ado em Ensino
da His ó ia no 3.º Ciclo e no Ensino Secundá io
Se emb o, 2017
2
De quan as his ó ias se az o cu ículo nacional?
O cu ículo de His ó ia do 3.º Ciclo do Ensino Básico e a cons ução de
cu ículos locais
Susana Ma ia San os Ma ins
Rela ó io da P á ica de Ensino Supe isionada do Mes ado em Ensino
da His ó ia no 3.º Ciclo e no Ensino Secundá io
Se emb o, 2017
3
Ag adecimen os
O p esen e ela ó io cons i ui mais uma e apa do meu pe cu so pessoal e
p o issional alcançada me cê do es ímulo e apoio ecebido po di e en es ias e de
di e en es o mas. Sem pode e e i -me a odos, egis o apenas umas b e es pala as
di igidas aos que mais di ec amen e con ibuí am pa a o ealiza .
À P o esso a Dou o a Raquel Pe ei a Hen iques, o ien ado a do es ágio e do
abalho ago a ap esen ado, econheço a compe ência cien í ica e a disponibilidade
pessoal, essenciais pa a a ingi es a me a. À p o esso a Ana Vaz, supe iso a da p á ica
de ensino na Escola Secundá ia Quin a do Ma quês, ag adeço acima de udo a amizade
cons uída ao longo dos meses de es ei o con í io, mas ambém a con iança cien í ica
em mim deposi ada desde a p imei a ho a, o empenho pessoal colocado na supe ação
dos pequenos obs áculos su gidos du an e a in e enção e a pa ilha da sua p o unda
expe iência p o issional.
Um sen ido ob igada é igualmen e de ido à minha pa cei a de es ágio, Ana
Ca a ina Almeida. A empa ia inicial ans o mou-se numa amizade que mui o me hon a,
edi icada sob e o lema da solida iedade mú ua e da sua eno me gene osidade, que an os
no elos desemba açou.
Aos meus colegas da Escola Supe io de Educação de Lisboa, em pa icula à
C is ina C uz, à Ma ia João Ho as e ao Al edo Dias, ag adeço an es de mais o
in e esse demons ado e o u uoso deba e de ideias. Não menos impo an e oi o
es o ço na conciliação en e as necessidades da escola e o meu p ojec o pessoal.
O meu ap eço es ende-se ainda aos amigos que mais p oximamen e
acompanha am es e p ocesso e o am on e de cons an e es ímulo. Es ão en e eles a
Sand a e o João, a Ana e o Paulo, a Cidália, a Magda, a Síl ia… Sem a ossa
comp eensão e apoio al ez o caminho se izesse, mas se ia segu amen e mais penoso e
mui o menos ico.
Aos meus pais ag adeço imensamen e a comp eensão pe an e as co e ias dos
úl imos meses e o apoio ce o que ep esen am. Aos meus ilhos… não encon o
pala as pa a exp essa a o ça que me em da sua aleg ia e do seu amo . Amo- os
daqui a é à lua e da lua a é aqui! Semp e, pa a semp e!
No a: O p esen e abalho não adop ou a o og a ia do Aco do O og á ico, embo a os ma e iais
disponibilizados aos alunos o enham espei ado.
4
Resumo
O desenho dos p og amas de His ó ia nos 3.º ciclo do Ensino Básico e no Ensino
Secundá io, cen am-se na a iculação de con eúdos de âmbi o mundial, eu opeu e
nacional, des alo izando objec i amen e a especi icidade dos con ex os egionais e
locais em que i em e com os quais se in e - elacionam os alunos.
Uma isão que me pa ece edu o a. Sendo ce o que o ala gamen o de ho izon es
po pa e dos alunos é desejá el e mesmo imp escindí el, não menos indispensá el é
ga an i a signi icância de ais ap endizagens pela mediação en e sabe es escola es e
expe iências quo idianas. O econhecimen o do pa imónio local e egional como
ecu so de excelência pa a o desen ol imen o de ap endizagens di e enciadas e
ans e sais, meio p i ilegiado pa a o diálogo en e passado – p esen e – u u o,
p omo o da ap oximação en e a escola e a comunidade e elemen o po enciado de uma
e dadei a consciencialização e pa icipação cí icas, le a-me a de ende que al
mediação pode se conseguida pela cons ução de cu ículos locais.
In en ando conco e pa a o deba e sob e a pe inência de a icula o cu ículo
nacional com a cons ução de cu ículos locais e a alidade de es ei a a elação en e
Educação His ó ica e Educação Pa imonial, desen ol eu-se a in e enção pedagógica
le ada a cabo na Escola Secundá ia da Quin a do Ma quês em Oei as, no âmbi o do
Mes ado em Ensino da His ó ia no 3.º Ciclo e no Ensino Secundá io da Faculdade de
Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa. São os esul ados dessa
in e enção que aqui se ap esen am.
Pala as-cha e: Pa imónio local; Educação His ó ica; Educação Pa imonial;
Cu ículos locais; Me odologia de p ojec o
5
Abs ac
The design o His o y p og ams in he 3 d cycle o Basic Educa ion and
Seconda y Educa ion ocus on he a icula ion o con en a a global, Eu opean and
na ional le el, objec i ely de aluing he speci ici y o he egional and local con ex s in
which he s uden s li e and wi h which hey in e ela e.
While i is ue ha pupils' b oadening o ho izons is desi able and e en
indispensable, i is no less indispensable o gua an ee he signi icance o such lea ning
h ough he media ion o schola ly knowledge and e e yday expe iences. The
ecogni ion o local and egional he i age as a esou ce o excellence o he
de elopmen o di e en ia ed and ans e sal lea ning, a p i ileged means o he pas -
p esen – u u e dialogue, p omo e o he app oxima ion be ween he school and he
communi y and enhancing elemen o ue awa eness and ci ic pa icipa ion, leads me
o a gue ha such media ion can be achie ed by building local cu icula.
In ending o apply o he deba e abou he pe inence o a icula ing he na ional
cu iculum wi h he cons uc ion o local cu icula and he alidi y o na owing he
ela ion be ween His o ical Educa ion and Pa imonial Educa ion, a pedagogical
in e en ion was de eloped and ca ied ou a he Seconda y School o Quin a do
Ma quês, in he scope o he Mas e s cou se o His o y Educa ion in he 3 d Cycle o
Basic Educa ion and Seconda y Educa ion by he Facul y o Human and Social
Sciences, New Uni e si y o Lisbon. The esul s o his in e en ion a e he e p esen ed.
Keywo ds: Local he i age; His o ical Educa ion; Pa imonial Educa ion; Local
cu icula; P ojec me hodology.

6
Siglas
DEB - Depa amen o da Educação Básica
DGEBS – Di ecção-Ge al dos Ensinos Básico e Secundá io
EB – Ensino Básico
ESQM - Escola Secundá ia Quin a do Ma quês
PEE – P ojec o Educa i o de Escola
7
ÍNDICE
Ag adecimen os
Resumo
Abs ac
Siglas e ab e ia u as
Índice
In odução………………………………………………………………………………9
Pa e I - O ema
Capí ulo 1 - Enquad amen o concep ual do ema
I.1.1. Cu ículo e ges ão cu icula em pe spec i a…………………………………….11
I.1.2. Pa imónio, Educação Pa imonial e Ensino da His ó ia………………………...18
Capí ulo 2 – O ema e o ensino da His ó ia no 3.º ciclo do Ensino Básico
I.2.1. As o ien ações pa a o ensino da His ó ia no 3.º ciclo do EB…………………….22
I.2.2. Do cu ículo nacional de His ó ia à cons ução de cu ículos locais…………….23
Pa e II – A P á ica de Ensino Supe isionada
Capí ulo 1 – Ca ac e ização do con ex o
II.1.1. A Escola Secundá ia Quin a do Ma quês e o meio en ol en e………………....29
II.1.2. As u mas de es ágio…………………………………………………………….31
Capí ulo 2 – O p ojec o de in e enção educa i a
II.2.1. O modelo me odológico adop ado: o abalho de p ojec o……………………...33
II.2.2. A a aliação diagnós ica do con ex o………………………………………….…35
II.2.3. A de inição do plano de acção………………………………………………..…40
II.2.4. A execução do p ojec o……………………………………………………….…47
Capí ulo 3 – Análise de esul ados
II.3.1. A aliação das ap endizagens dos alunos………………………………………..50
II.3.2. A aliação global do p ojec o de in e enção educa i a……………………...…54
Conside ações inais…………………………………………………………………..57
8
Fon es e Bibliog a ia…………………………………………………………………..59
Anexos
Anexo I - A Escola Secundá ia Quin a do Ma quês……………………………………..2
Anexo II - Ficha de a aliação diagnós ica……………………………………………….3
Anexo III - Resul ados da icha de a aliação ealizada………………………………….6
Anexo IV - Ro ei o ge al do p ojec o……………………………………………………9
Anexo V - Ro ei o do “sub-p ojec o” «Somos Fo es!»………………………………..12
Anexo VI - Ro ei o do “sub-p ojec o” «En im… A República!»……………………...15
Anexo VII - Ro ei o do “sub-p ojec o” «Quando o en o cala a a desg aça…»………18
Anexo VIII - Guião de Explo ação do “Sub-P ojec o” «Somos Fo es!»…………...…21
Anexo IX - Exemplos de guiões de explo ação do “sub-p ojec o” «En im… A
República!»……………………………………………………………………………..24
Anexo X - Exemplos de guiões de explo ação do “sub-p ojec o” «Quando o en o
cala a a desg aça…»…………………………………………………………………...38
Anexo XI - Sessões de in odução e de sín ese do “sub-p ojec o” «Quando o en o
cala a a desg aça…»…………………………………………………………………...45
Anexo XII - A aliação do “sub-p ojec o” «Somos Fo es!»…………………………..61
Anexo XIII - A aliação do “sub-p ojec o” «En im… A República!»…………………62
Anexo XIV - A aliação do “sub-p ojec o” «Quando o en o cala a a desg aça…»…..63
Anexo XV - A aliação das componen es locais do p ojec o «De quan as his ó ias se az
Oei as?»………………………………………………………………………………...64
Anexo XVI - A aliação do dossie do “sub-p ojec o” «En im… A República!» po
compe ências especí icas da His ó ia…………………………………………………..66
9
In odução
Mui os alunos êm ela i amen e à His ó ia uma pos u a dis an e. Ainda que se
possam in e essa pelos con eúdos disciplina es, di icilmen e lhe econhecem u ilidade
pa a o seu quo idiano ou conseguem comp eende a dinâmica da mudança nela
implíci a. A His ó ia es uda o passado e, apa en emen e, em nada se elaciona com o
p esen e e o u u o que an o os in e pela.
Em meu en ende , pa a al si uação mui o con ibui o desenho dos p og amas em
igo . Os cu ículos de His ó ia do 3.º ciclo do Ensino Básico (EB) e de His ó ia A e B
do Ensino Secundá io cen am-se na a iculação de con eúdos de âmbi o mundial,
eu opeu e nacional, des alo izando objec i amen e a especi icidade dos con ex os
egionais e locais em que i em e com os quais se in e - elacionam os alunos.
Sendo ce o que o ala gamen o de ho izon es po pa e dos alunos é desejá el e
mesmo imp escindí el, não menos indispensá el é ga an i a signi icância de ais
ap endizagens pela mediação en e sabe es escola es e expe iências quo idianas. O
econhecimen o do pa imónio local e egional como ecu so de excelência pa a o
desen ol imen o de ap endizagens di e enciadas e ans e sais, meio p i ilegiado pa a
o diálogo en e passado – p esen e – u u o, p omo o da ap oximação en e a escola e a
comunidade e elemen o po enciado de uma e dadei a consciencialização e
pa icipação cí icas, le a-me a de ende que al mediação pode se conseguida pela
cons ução de cu ículos locais.
A sensibilização pa a a impo ância da lexibilização local do cu ículo oi sendo
consolidada no decu so da minha expe iência enquan o p o esso a da Escola Supe io
de Educação de Lisboa, em especial pela pa icipação na leccionação nos cu sos de
Educação Básica e nos mes ados p o issionalizan es pa a a docência nos 1.º e 2.º ciclos
do EB. Mais do que a e isão de li e a u a que necessa iamen e acompanhou al
ac i idade, o con ac o com as in e enções ealizadas em con ex o pe suadi am-me da
alidade de al abo dagem. En e an o, o p imei o ano do p esen e mes ado pe mi iu
ap o unda a con icção de se es e e eno igualmen e u uoso nos ciclos de
escola idade mais a ançados, conc e amen e no 3.º ciclo do EB e no Ensino Secundá io.
Na e dade, hoje a unanimidade ao edo des a p opos a, seja en e deciso es ou
en e p o esso es, é uma ealidade. Po ém, e sem desme ece das expe iências
educa i as que êm sido consubs anciadas em di e en es con ex os educa i os, es e
16
impossí eis de a e i ”7. T a a a-se, pois, de ejei a “ e sões ex emas de algumas
o ien ações pedagógicas da adas e não undamen adas cien i icamen e”, op ando po
ecen a a a enção nos “elemen os essenciais, is o é, os con eúdos”, e e enciando o
ensino de cada disciplina “pelos objec i os cu icula es e con eúdos de cada p og ama
o icial e pelas me as de ap endizagem de cada disciplina”8.
A up u a ab angia igualmen e ou as ques ões do âmbi o cu icula . Embo a se
a i masse a p e ensão de “ eduzi o con olo cen al de odo o sis ema educa i o, assim
como o excesso de egulamen ação e a bu oc acia” e de da “aos p o esso es uma maio
libe dade p o issional sob e a o ma como o ganizam e ensinam o cu ículo”, ica a po
escla ece o modo como al se consubs ancia ia9. Tan o mais que o papel do p o esso
enquan o o ganizado da ac i idade lec i a nunca o a ques ionado, econhecendo-se
como “ine en e a qualque p á ica docen e” (Roldão, 1999, p. 13). “O que ealmen e
a ia[ a] é[e a] a na u eza da opção, os ní eis de decisão e os papéis dos ac o es
en ol idos”, escla ecia Ma ia do Céu Roldão nos idos anos no en a (1999, p. 13). O a,
no despacho de 2011 a opção e a cla a: além de se omi i a possibilidade do p o esso
decidi sob e o que ensina , sublinha a-se a in enção de aze “uma a aliação mais
igo osa sob e o esul ado do seu abalho e do da escola, p imo dialmen e a a és da
a aliação dos conhecimen os adqui idos pelos alunos”10. E ais conhecimen os, como
acima se e e iu, cingiam-se aos “con eúdos undamen ais, a ualizados cien i icamen e”,
exp essos en e an o nas Me as Cu icula es o muladas en e 2013 e 2014 e a aliados
po exames nacionais ao inal de cada ciclo de ensino (Ribei o, Nunes & Cunha,
2013/2014, p. 1).
As c í icas em sinal con á io não se ize am espe a . A oz comum en endia a
decisão da u ela como um e ocesso, assen e num en endimen o desajus ado da
sociedade e das suas necessidades no empo p esen e (San os, 2012, p. 1; Domingues,
2012; e Paço, 2012). Além de su gi em con a-ciclo com os dados a e idos pelo PISA
2009, di ulgados p ecisamen e em Dezemb o de 2011, e que ap esen a am os p imei os
indicado es posi i os do abalho que inha a se desen ol ido, concluindo:
7 Despacho n.º 17169/2011, 12 de Dezemb o. In Diá io da República, 2.ª sé ie, N.º 245, 23 de Dezemb o
de 2011.
8 Idem.
9 Idem.
10 Idem.

17
“A endendo à consis ência dos aumen os egis ados e à ac ual g ande
p oximidade en e os ês domínios [– li e acia em lei u a, ma emá ica e ciências
–], pode á coloca -se a hipó ese de es e a anço e sido possibili ado não apenas
po e en uais inicia i as ci cunsc i as a cada uma das á eas, mas sob e udo po
mudanças sociais mais ab angen es ao ní el das escolas, das polí icas
educa i as, cul u ais e cien í icas, as quais e ão, de o ma in eg ada, p opiciado
as melho ias egis adas nas compe ências e conhecimen os dos jo ens.”
(Ca alho, 2011, p. 85)11.
A omada de posse do XXI Go e no Cons i ucional, no inal de 2015, ouxe um
no o ol e- ace ao campo educa i o. A pa i de en ão ecupe am-se concei os como
«ensino po compe ências», «ap endizagens signi ica i as e di e enciadas»,
« lexibilização cu icula », «ensino in eg ado» ou «ap ende a ap ende », banidos dos
documen os o iciais pela an e io u ela, apos ando-se na de inição do pe il dos alunos
à saída da escola idade ob iga ó ia, na explici ação das ap endizagens essenciais pa a
esses 12 anos de escola idade e no ala gamen o da au onomia das escolas à dimensão
cu icula . Com is a a a ingi o objec i o p imo dial, nas pala as do sec e á io de
Es ado da Educação João Cos a: “um ensino o ien ado pa a a ida” (Luís, 2017).
A pa i de ago a o Pe il dos Alunos à Saída da Escola idade Ob iga ó ia
passa á a se “a ma iz pa a decisões a ado a po ges o es e a o es educa i os ao ní el
dos o ganismos esponsá eis pelas polí icas educa i as e dos es abelecimen os de
ensino (…) [, con ibuindo] pa a a o ganização e ges ão cu icula es e, ainda, pa a a
de inição de es a égias, me odologias e p ocedimen os pedagógico-didá icos a u iliza
na p á ica le i a.” (Ma ins, 2017, p. 4)12. E es a ma iz ol a a e na sua base o
desen ol imen o de compe ências e alo es.
O Pe il dos Alunos é, pois, o e e encial o ien ado da de inição das
Ap endizagens Essenciais em cu so, a “p esc ição nacional comum” a obse a em odo
o e i ó io (Roldão, Pe al a & Ma ins, 2017, p. 3)13. Um abalho ainda na sua ase
inicial e que, a p azo, p e ê “uma e o mulação global do cu ículo nes es moldes,
11 Cen ado nos domínios da li e acia em lei u a, ma emá ica e ciências. Po ugal oi en ão o único país a
melho a em odas as á eas a aliadas, icando os seus esul ados equipa ados aos dos seus congéne es
eu opeus.
12 O Pe il dos Alunos es e e em discussão pública en e Fe e ei o e Ma ço de 2017, sendo en e an o
publicado na sua e são inal.
13 A e são de abalho do documen o enquad ado des inado às escolas in eg adas no PAFC (P oje o de
Au onomia e Flexibilidade Cu icula ) oi di ulgada no passado Agos o.
18
in eg ando ou econ e endo g adualmen e os múl iplos e sob epos os e e en es que se
êm acumulado”. T ans o mação que se escla ece p e ende se “g adual e pa icipada”,
man endo-se en e an o em igo os documen os o ien ado es exis en es (Roldão,
Pe al a & Ma ins, 2017, p. 4).
Quando concluído o p ocesso e ala gado a odo o uni e so escola o “P oje o de
Au onomia e Flexibilidade Cu icula ” ecen emen e egulamen ado – ago a
ci cunsc i o às escolas-pilo o seleccionadas ou às que olun a iamen e se candida a am
– as escolas e ão au onomia pa a ge i o cu ículo pa a lá do que ô es abelecido como
Ap endizagens Essenciais. Cump e-se des e modo o “binómio cu icula ”, como imos
há mui o de endido, adop ando-se “uma polí ica educa i a que, assumindo a
cen alidade das escolas, dos seus alunos e p o esso es, pe mi a a ges ão do cu ículo de
o ma lexí el e con ex ualizada, econhecendo que o exe cício e e i o de au onomia
em educação só é plenamen e ga an ido se o obje o dessa au onomia o o cu ículo.”14.
Uma mudança que não é mo i ada pela simples on ade de ino a , sublinha-se no
despacho egulamen ado , mas an es pelo econhecimen o “das escolas e dos
p o esso es enquan o agen es de desen ol imen o cu icula ”, po se em os mais
p epa ados pa a es abelece “p io idades na ap op iação con ex ualizada do cu ículo”15.
I.1.2. Pa imónio, Educação Pa imonial e Ensino da His ó ia
O concei o de pa imónio em e oluído ao longo dos anos. Começando po se
associado à ideia de he ança amilia – os «bens pa e nos» –, oi adqui indo ambém o
signi icado de «bem cul u al», o legado ansmi ido po uma comunidade humana às
ge ações indou as (Pin o, 2011, pp. 9-13). Legado esse esul ado de uma selecção
conscien e ei a segundo os alo es cul u ais, polí icos, sociais e mesmo económicos de
cada época, e que p e ende ap esen a -se como exp essão iden i á ia de um g upo social
num de e minado momen o. Assim, embo a diga espei o ao passado, o pa imónio
legi ima-se num ce o momen o e p e ende p ojec a -se no u u o, assegu ando a
con inuidade en e empos his ó icos e, com isso, ap o undando o sen ido de iden idade
(Pin o, 2011, p. 23; Mendes, 2009, pp. 9-16). Nas pala as de Judi e P imo: “O
Pa imónio passou a se en endido como um ínculo a empo al de coesão social, que
14 Despacho n.º 5908/2017, 30 de Junho. In Diá io da República, 2.ª Sé ie, N.º 128, 5 de Julho.
15 Idem.
19
o iundo do passado é econhecido, es udado e in e p e ado no p esen e e quan o maio
o a e icácia dessas acções melho se p ojec a á pa a o u u o” (P imo, 2007, p. 57).
Inicialmen e ci cunsc i o às mani es ações de cul u a e udi a, sob e udo
ma e iais, dos g upos sociais hegemónicos, com a glo i icação dos seus he óis e dos
seus ei os, oi-se p og essi amen e ala gando e complexi icando, em co espondência
com um di e en e en endimen o da His ó ia em pa icula – po exemplo com a
digni icação de á eas de es udo ligadas à ida quo idiana, aos g upos ma ginais ou ao
mundo do abalho – e da sociedade em ge al – com a sua democ a ização e a busca de
equilíb io en e o global, o nacional e o local. Hoje, além de se e abandonado a
pe spec i a monumen al e de se alo iza em odas as exp essões cul u ais e a ís icas de
índole popula , conside a-se como pa imónio a globalidade da in e acção en e o
Homem e o seu meio na u al e social, an o nas suas mani es ações angí eis como
in angí eis (Mendes, 2009; P imo, 2007, pp. 54-60; Ca alho, 2011, pp. 96-102). Uma
eno me pul e ização unida po uma ideia de base: ele é semp e “uma exp essão
pa icula do passado que encon a um signi icado alo izado no p esen e” (Ca alho,
2011, p. 101).
A polí ica pa imonial po uguesa e lec e al e olução. A Lei 107/01 de 8 de
Se emb o de 2001 de ine Pa imónio Cul u al como o conjun o de “ odos os bens que,
sendo es emunhos com alo de ci ilização ou de cul u a po ado es de in e esse
cul u al ele an e, de am se objec o de especial p o ecção e alo ização”16. Nele se
incluem bens ma e iais na u ais ou a i iciais e bens ima e iais, podendo con empla os
con ex os onde es es se inse em, cujo in e esse cul u al é a aliado po “ alo es de
memó ia, an iguidade, o iginalidade, a idade, singula idade ou exempla idade”17.
Ainda o mesmo diploma classi ica o pa imónio como “ ealidade da maio ele ância
pa a a comp eensão, pe manência e cons ução da iden idade nacional e pa a a
democ a ização da cul u a”, pelo que “ i i ica a iden idade cul u al comum da Nação
Po uguesa e das comunidades egionais e locais a ela pe encen es e o alece a
consciência da pa icipação his ó ica do po o po uguês em ealidades cul u ais de
âmbi o ansnacional” e “p omo e o aumen o do bem-es a social e económico e o
16 Diá io da República, 1.ª Sé ie, N.º 209, 8 de Se emb o de 2001.
17 Idem.
20
desen ol imen o egional e local” con am-se en e os objec i os da sua p o ecção e
alo ização18.
Es a ampliação do concei o de pa imónio em sido acompanhada po um
c escen e in e esse pelo ema, uma elação ambi alen e que em es ado po sua ez na
base de um assinalá el es o ço na in en a iação, p ese ação e di ulgação do
pa imónio. Tendência bem pe cep í el a ní el mac o, mas ambém nos âmbi os
nacional e local, com a e alo ização do que é especí ico, do genuíno, do “pa icula de
de e minada zona ou localidade e da espec i a comunidade”, numa con ínua busca pela
“iden idade mais p o unda de cada g upo” (Mendes, 2009, p. 13). Um in e esse que
deco e igualmen e da pe cepção das po encialidades do pa imónio como ac o de
desen ol imen o económico, cuja ace mais e iden e é a do u ismo cul u al (Mendes,
2009).
Pa alelamen e, assis e-se à eme gência da Educação Pa imonial. A iqueza de
uma al ealidade jus i ica em si mesma a abe u a des e no o campo educa i o, an o
mais que a p eocupação de o coloca «ao se iço da comunidade» se a i ma como um
dos objec i os cen ais da polí ica pa imonial a pa i da segunda me ade do século XX.
Po ém, “apesa dos p og essos e i icados, o pa imónio ainda é equen emen e
enca ado como elemen o deco a i o ou como sinal de p es ígio, nume osas dep edações
pa imoniais con inuam a não se sancionadas, nem se em desen ol ido, com o
me ecido cuidado, uma consciência undamen ada, ap a pa a agi numa sociedade
abe a e global” (Pin o, 2014, p. 67). Como didac iza o pa imónio nos quad os da
educação o mal e não o mal é, nes a medida, uma e lexão que se impõe.
Nos úl imos anos êm su gido p opos as no sen ido de cons i ui a Educação
Pa imonial como mais uma disciplina au ónoma, embo a assumindo uma pe spec i a
mul idisciplina , acen uando ou os au o es an es a pe inência da sua inclusão no
p ocesso educa i o, “a endendo às me as da educação sis ema izada, à o mação pa a a
cidadania e às didá icas das ciências sociais e expe imen ais, em pa icula ” (Pin o,
2014, pp. 73-74).
Reconhece a impo ância da análise das on es pa imoniais pa a o
en endimen o das sociedades passadas e p esen es e, com isso, pa a o ap o undamen o
18 Idem. Em 2009 e 2010 as p emissas com is a à de inição e p ese ação do pa imónio ima e ial o am
cla i icadas pela publicação do Dec e o-Lei n.º 139/2009 de 15 de Junho ( e e en e à sal agua da) e da
Po a ia 196/2010 de 9 de Ab il ( espei an e à in en a iação).
21
das iden idades indi idual e social pa ece se o pon o comum a odas as p opos as
de endidas. Com e ei o, o con ac o di ec o e i encial com o pa imónio ap esen a-se
como uma das es a égias com maio po encial pa a “o conhecimen o social e como
acili ado as da comp eensão de concei os abs a os como mudança/pe manência e
e olução empo al” (Es epa & Cuenca, 2006 – ci ado po Pin o, 2011, p. 137).
Em Po ugal, ainda nos anos no en a Ana Dua e (1994) e Isabel Co inelli
Telmo (1994) ad oga am a alidade da Educação Pa imonial como es a égia
p i ilegiada de ensino em di e en es á eas do conhecimen o, ca ác e ans e sal que lhe
ad inha da he e ogeneidade do concei o de pa imónio. Toda ia, salien a am, e a po
demais e iden e a sua associação p i ilegiada com a disciplina de His ó ia. Uma ligação
sis ema icamen e sublinhada po di e en es au o es, an o do campo da His ó ia e da
Educação Pa imonial (Ca alho, 2011; Pin o, 2011; e Solé, 2014), como de á eas a ins
como a Museologia ou a Sociologia (Mendes, 2009; e Pais, 1999).
Po ou o lado, in e essan e é e i ica que os bene ícios da pa ce ia en e
Educação Pa imonial e His ó ia o am con i mados pelos alunos, em es udo sob e
consciência his ó ica e iden idade ealizado com jo ens eu opeus no inal da
escola idade ob iga ó ia, en e 1994 e 1995. Na di ulgação dos seus esul ados, o
coo denado do p ojec o a ní el nacional, o sociólogo José Machado Pais, salien a a:
“Os legados his ó icos são, na e dade, as on es da His ó ia que os jo ens eu opeus
conside am mais idedignas, is o é «museus e locais his ó icos» (…) e
«documen os/ on es his ó icas» (…). Os jo ens po ugueses são aliás dos que mais
sa is ação e i am do con ac o com «museus e locais his ó icos»” (Pais, 1999, p. 34).

22
Capí ulo 2 – O ema e o ensino da His ó ia no 3.º ciclo do Ensino Básico
I.2.1. As o ien ações pa a o ensino da His ó ia no 3.º ciclo do EB
O p og ama de His ó ia do 3.º ciclo do EB a igo a desde 1991 p io iza a
his ó ia global e nacional, sem indi idualiza con eúdos de his ó ia local. Embo a na
in odução ge al ao no ma i o do ciclo de escola idade se acen ue a pe spec i a de
ges ão lexí el cu icula , que pe mi i ia “ essal a as especi icidades, sejam elas as da
egião, do meio local ou da escola”, a o mulação ap esen ada conc e amen e pa a a
á ea disciplina da His ó ia é menos cla a sob e o assun o (DEB, s.d. [1991], ol. I, p.
10). Is o po que, ainda que se e i a igualmen e a necessidade dos alunos
comp eende em a “ ealidade mais p óxima em que se inse em e em que se ão chamados
a ac ua ”, eme em-se ais ealidades pa a os con ex os eu opeu e nacional, silenciando
qualque e e ência explíci a ao local ou egional (DEB, s.d. [1991], ol. I, p. 123).
Idên ica ambiguidade man ém-se no enunciado das inalidades e objec i os
ge ais da His ó ia pa a esse ciclo de escola idade, incluso no p og ama. Sendo
acilmen e pe cep í el a a iculação de g ande pa e dessas o ien ações com um abalho
cen ado numa abo dagem local do cu ículo, designadamen e quando se sublinha de e
a His ó ia “con ibui pa a a comp eensão da plu alidade de modos de ida,
sensibilidade e alo es em di e en es empos e espaços” e “p omo e a o mação da
consciência cí ica numa pe spec i a que co esponda ao desen ol imen o de a i udes de
ole ância e de espei o pelos alo es democ á icos e se aduza numa in e enção
esponsá el na ida colec i a” (DGEBS s.d. [1991], p. 125). Ou quando, nos objec i os
ixados, se apon a o desen ol imen o do “in e esse pela in e enção nos di e en es
espaços em que se inse e [o aluno], de endendo o pa imónio cul u al e a melho ia da
qualidade de ida”, a iniciação na me odologia especí ica da his ó ia, nomeadamen e
com a in e p e ação de documen os de índole di e sa, e o ap o undamen o da noção de
mul iplicidade empo al, es abelecendo elações en e o passado e o p esen e (DGEBS
s.d. [1991], pp. 127-129).
A p imei a alusão di ec a aos con ex os local e egional é ei a nos no ma i os
me odológicos a ançados no mesmo documen o. Com e ei o, indica-se como
“pa icula men e necessá io (…) p i ilegia o meio (paisagem, comunidade social,
pa imónio cul u al) como ecu so didác ico, em o dem a con ibui pa a a comp eensão
23
da ealidade local e egional” (DEB, s.d. [1991], ol. I, p. 141). Uma o ien ação
conc e izada pelo plano de o ganização e sequência do ensino-ap endizagem
complemen a men e ap esen ado, onde se p opõe ei e adamen e a u ilização de on es
pa imoniais, sob e udo locais, como es a égia p i ilegiada pa a o ensino dos di e en es
emas (DEB, s.d. [1991], ol. II). Mas es as suges ões, con o me se sublinha, não êm
ca ác e incula i o, dependendo do p o esso e da a aliação que aça das si uações
pedagógicas conc e as a sua aplicação p á ica (DEB, s.d. [1991], ol. II, p. 5).
Na e dade, a opção assumida na e o ma educa i a de 1991 es á em
con o midade com o exp esso na Lei de Bases do Sis ema Educa i o. Nela se a i ma
ão-somen e que a o ganização do sis ema educa i o de e “con ibui pa a a de esa da
iden idade nacional e pa a o e o ço da idelidade à ma iz his ó ica de Po ugal, a a és
da consciencialização ela i amen e ao pa imónio cul u al do po o po uguês, no
quad o da adição uni e salis a eu opeia e da c escen e in e dependência e necessá ia
solida iedade en e odos os po os do mundo”19. Is o é, mais uma ez e idenciam-se as
componen es nacional e ansnacional, sem sal agua da os âmbi os local e egional.
Assim, jus i ica -se-á o es o ço ac escido de complemen a o cu ículo nacional
com uma componen e local? E, se sim, como conc e izá-lo?
I.2.2. Do cu ículo nacional de His ó ia à cons ução de cu ículos locais
O es udo coo denado po José Machado Pais a ás e e ido sinaliza a ou ossim
o especial in e esse dos alunos pela his ó ia local, onde iam e lec ida a his ó ia
nacional e mundial em que se oca a o cu ículo do 3.º ciclo do EB:
“nes as iden idades ligadas à « e a» – à aldeia, à localidade, à egião, ao p óp io
país –, dá-se a passagem de uma «memó ia imedia a», con inada à expe iência
singula de cada um pa a uma «memó ia exempla » que p essupõe o
econhecimen o do que se em em comum com ou os, que i em numa elação
de izinhança e i o ial” (Pais, 1999, p. 34).
Conclusões que e o ça am a pe inência das p opos as que, como a ás imos,
se inham a a i ma no campo educa i o e que punham a ên ase na ap oximação às
di e sidades egional e local. Os qua o núme os dos Cade nos PETP dedicados ao ema
19 Diá io da República, I Sé ie, 14 de Ou ub o de 1986.
24
insis iam ei e adamen e nas po encialidades da u ilização do meio como ecu so
pedagógico e es a égico, mas ambém como con eúdo em si mesmo (T igo, s.d. [1993];
Salgado, s.d. [1993]; Pacheco, 1995; e Bellem, 1995). A possibilidade de descons ui
p econcei os dos p o esso es quan o ao con ex o de p o eniência dos alunos, de mo i a
e o na mais signi ica i as as ap endizagens dos alunos pela alo ização da sua
iden idade pessoal e comuni á ia, e de consolida a mú ua elação en e a escola e o
con ex o en ol en e, ansmu ando-a numa ins i uição pa icipa i a e o mado a de
cidadãos in e en i os, e am alguns dos a gumen os e ocados pa a comp o a os
bene ícios desse en oque local.
Sem que al pudesse aduzi -se numa meno ização dos con eúdos essenciais
de inidos no cu ículo nacional ou numa “exal ação excessi a da cul u a de o igem ou
da cul u a popula ” que esul asse no acen ua de di e enças sociais e consequen e
ma ginalização, essal a a-se (Pacheco, 1995, p. 28). Equilíb io e a a pala a de o dem,
a é po que “o aluno p ecisa não só de e e ências simbólicas do meio a que pe ence
bem como de e e ências a alo es mais globais” (Bellem, 1995, p. 84).
No con ex o especí ico da Didác ica da His ó ia, no dealba da década de
no en a, Ma ia Cândida P oença oi uma das p ecu so as na de esa da e alo ização da
His ó ia Local no 3.º ciclo do EB e no Ensino Secundá io (P oença, 1990; P oença,
1992; Manique & P oença, 1994). Em abalho ealizado em co-au o ia com An ónio
Ped o Manique, salien a a-se:
“Do pon o de is a pedagógico, se p e endemos uma pedagogia da memó ia que
aça en e aos p oblemas de desen aizamen o, al a de iden idade e plu alidade
cul u al e ácica que ca ac e izam as nossas escolas, a his ó ia local pode e um
papel decisi o na cons ução de memó ias que se pode ão insc e e no empo
longo, médio ou cu o, a o ecendo uma melho elação dos alunos com a
mul iplicidade da du ação. (...) Sob o pon o de is a cien í ico, a his ó ia local e
egional e i a o e o g ossei o de se conside a o nacional como um odo
homogéneo, o que, em e mos de in es igação cien í ica, p oduz uma pe cepção
des ocada e dis o cida da dinâmica das sociedades.” (Manique & P oença, 1994,
p. 25)
Ou seja, a as a a-se o p econcei o de que a his ó ia local se ia mais limi ada,
pa a coloca an es a ên ase na plu alidade de pe spec i as que es a azia ao
conhecimen o his ó ico, descons uindo a concepção homogénea e hegemónica do
25
cu ículo nacional, e no po encial in es iga i o e didác ico que lhe es a a subjacen e,
pela possibilidade de coloca os alunos em con ac o com on es his ó icas de ca iz local
e de i em além da abs acção da sala de aula. Po que, sublinha a-se, “não há
disposi i o, o og a ia ou ideog ama que possa subs i ui a p esença eal do
monumen o ou do objec o, en e aos quais o aluno se sen e in e pelado, en ol ido e
a ec i amen e impulsionado a, po in e médio deles, dialoga com o passado” (Manique
& P oença, 1994, p. 57).
P opunha-se, assim, que o p ocesso de ensino-ap endizagem da His ó ia pa isse
“do conhecimen o da o ma como os g upos sociais de pe ença i e am e se
o ganiza am no passado, mas ambém da e i icação da o ma como se es u u a am
pa a aze ace aos p oblemas do [seu] p esen e” (Manique & P oença, 1994, p. 24).
Sem des alo iza e mui o menos igno a a his ó ia nacional e, ac escen a íamos,
eu opeia e mundial:
“Não se pense, po ém, que, ao de ende uma abo dagem didác ica dos con eúdos
p og amá icos assen e p e e encialmen e nos es udos locais, se p e ende acaba
com a cons ução de uma iden idade nacional. P e ende-se, sim, o na di e en e
essa cons ução. Comp eende o passado nacional na sua ela i idade e
his o icidade e acaba com o mi o de uma his ó ia nacional uni á ia e e e na,
o jada num discu so his o iog á ico sob e a Pá ia, he dei o do século XIX, que
nada diz aos jo ens de hoje, nem con ibui pa a aze do ensino da his ó ia o
supo e de uma memó ia i a que possa con ibui pa a c ia uma iden idade
nacional, abe a ao mundo e mul icul u al.” (Manique & P oença, 1994, p. 26)
Embo a se inse isse na dinâmica e lexi a em cu so no campo educa i o em
ge al e na á ea da didác ica da His ó ia em especial, es a abo dagem ap esen a a-se em
cla o con apon o com os desenhos p og amá icos do 3.º ciclo e do Secundá io e com
aquela que e a a p á ica docen e mais co en e. Na e dade, apesa das o ien ações
incen i a em a a iculação dos con eúdos seleccionados com as especi icidades locais,
sob e udo no 3.º ciclo, emba aça am-no objec i amen e pela ex ensão do p og ama
disciplina 20. Mas ambém po ou os aspec os como as di iculdades na o ganização de
espaços e empos na escola ou em ga an i aos p o esso es o acesso a in o mação e a
20 Di iculdades que con inuam ac uais, dado man e -se o açado p og amá ico e que a u ela in en a
ul apassa pela edução de 25% dos con eúdos p og amá icos, endo solici ado a g upos de abalho
especí icos de cada uma das á eas cien í icas disciplina es uma p opos a.
32
ge almen e adequada, e a p ecisamen e o excessi o ímpe o em in e i a c ia
obs áculos ao desen ol imen o das ac i idades24.
A u ma de 9.º ano e a compos a po 29 alunos, 12 deles do sexo masculino e 17
do eminino, com idades en e os 14 e os 15 anos de idade ( espec i amen e 21 e 8
elemen os). Embo a odos es i essem ma iculados no 9.º ano pela p imei a ez, dois
ha iam sido ep o ados no 7.º ano de escola idade. Também aqui a esmagado a maio ia
do g upo é de nacionalidade po uguesa, com um elemen o a e dupla nacionalidade
(luso-ame icana). Quan o ao con ex o socio-cul u al, e i icou-se que apenas um dos
enca egados de educação não inha o mação supe io ( endo comple ado o 9.º ano de
escola idade). Vin e dos discen es esidiam no concelho de Oei as, dis ibuindo-se os
es an es no e po di e sas eguesias do município izinho de Cascais.
Também es a oi uma u ma que e elou in e esse pela His ó ia e bons
conhecimen os na á ea, além de man e um excelen e elacionamen o com a p o esso a
i ula , a sua di ec o a de u ma. Bas an e pa icipa i a e deno ando uma compe ição
sadia en e os seus memb os, a gene alidade da u ma e elou assinalá el empenho e
au onomia na consecução das á ias ac i idades p opos as, numa busca cons an e pela
excelência. Apesa de exis i em 6 alunos que ao longo do ano o am al o de p ocessos
disciplina es po mau compo amen o, al ealidade não se e idenciou nas aulas de
His ó ia, que deco e am em ambien e salu a .
24 Assinalou-se um único egis o disciplina po ques ões de compo amen o em odo o ano lec i o.
Rela i amen e à pa icipação ac escen a que e a equen e, no decu so de uma explicação, exis i em
nume osas solici ações de pa icipação, comp o ando-se depois que mui as delas p e endiam ques iona
sob e aspec os que se escla ece iam com o é mino da mesma. Es e ac o ge a a agi ação na sala e
impedia os p óp ios e os es an es colegas de acompanha a lógica da explanação, osse de con eúdos ou
de alguma a e a a ealiza . Po ezes, as in e enções e ela am-se a é algo inadequadas ou
descon ex ualizadas.

33
Capí ulo 2 – O p ojec o de in e enção educa i a
II.2.1. O modelo me odológico adop ado: o abalho de p ojec o
“Um p ojec o é a exp essão de um desejo, de uma on ade, de uma in enção,
mas é ambém a exp essão de uma necessidade, de uma si uação a que se
p e ende esponde . Um p ojec o é, sob e udo, a espos a ao desejo de mobiliza
as ene gias disponí eis com o objec i o de maximiza as po encialidades
endógenas de um sis ema de acção ga an indo o máximo de bem-es a pa a o
máximo de pessoas.” (Gue a, 2002, p. 126).
Isabel Gue a exp ime assim alguns dos aspec os undamen ais do abalho de
p ojec o: o desejo e a mobilização de ene gias, a iden i icação de uma necessidade, a
maximização das po encialidades endógenas e a supe ação da necessidade com is a ao
bem-es a . Di o de ou o modo: pa indo de uma on ade de mudança, é ealizada uma
a aliação diagnós ica de de e minado con ex o, daí esul ando a sinalização das
condições de sucesso e insucesso p esen es e o econhecimen o de uma p oblemá ica,
que in o ma á o açado de um plano de acção cujo in ui o p incipal é o de ans o ma
uma ealidade, ul apassando uma si uação-p oblema.
Nes a medida, o abalho de p ojec o con ém implíci as as noções de u u o e de
acção-in e enção (Many & Guima ães, 2006, p. 11). Uma dimensão que se o na
mo i ado a pa a os en ol idos, po que “quando es amos a p ojec a -nos, na maio ia dos
casos, es amos a imagina , a plani ica , a sonha o nosso u u o” (Many & Guima ães,
2006, p. 11). Mo i ação que deco e igualmen e da pa ilha, ou a das componen es
in ínsecas a es e mé odo, que lhe imp ime dinâmica e que “o o na uma es a égia
acili ado a de mudança” (Sil a, 2006). Pa ilha que ai da omada de decisão sob e o
que e como aze , passa pela pa ilha de expe iências du an e a implemen ação e ai a é
à pa ilha dos esul ados a ingidos com a comunidade.
Segundo Se ano (2008), de em obse a -se qua o ases, que não êm uma
sequência ixa mas an es se in e ligam: o diagnós ico, o planeamen o, a execução e a
a aliação.
O diagnós ico isa e a a ão amplamen e quan o possí el a ealidade na qual
deco e á o p ojec o. Essencialmen e, a a-se de: de ec a as agilidades e
po encialidades do con ex o e, a aliadas as p io idades, chega a uma si uação-
34
p oblema; undamen a o p oblema iden i icado, e endo o quad o de e e ências
eó ico sob e ele exis en e; o mula e delimi a o p oblema, de modo a ga an i o seu
ealismo; ca ac e iza a população-al o do p ojec o e in en a ia os ecu sos
disponí eis; de e mina al e na i as de acção possí eis pa a en en a a si uação-
p oblema, igualmen e com ecu so a bibliog a ia; e, po im, selecciona a al e na i a
conside ada mais e icaz e ac í el pa a se i de base ao p ojec o a o mula .
Segue-se a ase de planeamen o, p ocesso pa icipado po odos os in e enien es
e esul ado de um p ocesso negocial como acima se salien ou. Nes a ase i mam-se as
me as a a ingi , is o é, os e e enciais que escla ecem a na u eza mais especí ica do
plano de acção e lhe dão coe ência. Viabilidade, pe inência e compa ibilidade são ês
dos c i é ios a oma em con a pa a a sua o mulação. P opósi os cujo cump imen o se
ga an e pelas opções es a égicas omadas, conc e izadas num conjun o de
a e as/ac i idades sequenciadas. Ainda du an e o planeamen o são o mados os g upos
de abalho, es abelecidos os ins umen os e pa âme os de a aliação a conside a e
de inidos os p odu os inais do p ojec o, ixando-se o calendá io de execução das suas
di e en es e apas e a olando-se suma iamen e os ecu sos necessá ios. São es es os
elemen os a insc e e no o ei o ge al do p ojec o, que in o ma á oda a implemen ação
do mesmo, embo a se de a man e abe o a eajus es e ec i icações.
A e cei a ase é a da execução, is o é, a aplicação do plano de acção desenhado.
Nela se p ocede à ecolha de in o mação eco endo, en e ou as possibilidades, ao
abalho de campo e à pesquisa em biblio eca ou a qui o, sala de aula ou a a és da
in e ne , ao seu a amen o e à elabo ação de um documen o-sín ese, p epa ando a
comunicação de esul ados. Es a ap esen ação cons i ui-se como momen o undamen al
de pa ilha, que não se esgo a naqueles que di ec amen e es ão en ol idos no p ojec o,
pelo que alguns au o es a conside am como uma ase au ónoma (Many & Guima ães,
2006).
A a aliação pe co e odas as ases an e io es, de endo ambém es a se
pa icipada po odos os in e enien es. Depois da a aliação diagnós ica, de que esul a
di ec amen e o planeamen o da acção, o p ocesso de implemen ação de e se
con inuamen e moni o izado – a aliação o ma i a –, esol endo e en uais lacunas,
ponde ando sob e aspec os não p e is os inicialmen e, e lec indo sob e a adequação ou
inadequação de ac i idades e p odu os p e is os, ap eciando necessidades de eajus es
de calendá io, e c., deco endo daí adap ações ao plano desenhado inicialmen e. Uma
35
egulação que não de e con ia na memó ia, mas sim assen a num egis o pe iódico e
sis emá ico de odas as ac i idades e condu as especí icas que ão su gindo ao longo da
execução do p ojec o, ga an indo iabilidade e possibilidade de e o mulação em empo
ú il. No im do p ocesso ealiza-se en ão a a aliação do abalho desen ol ido, que
conjuga a a aliação diagnós ica e a p ocessual e a sin e iza numa o mulação global que
dê con a da e ec i a consecução dos objec i os ge ais açados, a i a sob e a o ma
como deco eu odo o p ocesso e omen e uma análise p ospec i a pa a in e enções
u u as.
A me odologia de abalho de p ojec o assen a, pois, num p ocesso complexo:
“Desde a ideia inicial do p ojec o a é ao esul ado inal cons ói-se um pe cu so que
en ol e uma mul iplicidade de ecu sos e in e acções (pessoas, ins i uições,
ins umen os, espaços…) e uma sé ie de e o mulações, mudanças e al e ações, e udo
is o num plano empo al globalmen e al e á el (e apas, p azos…)” (Many & Guima ães,
2006, p. 11).
Mas ele pode ambém se “educa i amen e comple o”, a i mação dos au o es
ci ados em que pessoalmen e me e ejo, além de se co obo ada pelas o ien ações
me odológicas pa a o ensino da His ó ia no 3.º ciclo do EB (Many & Guima ães, 2006,
p. 11). Nes as se ecomenda o desen ol imen o de expe iências de ap endizagem que
a o eçam “uma mobilização global do aluno e lhe ga an em [ga an am] opo unidades
pa a adqui i p og essi amen e con iança e au onomia” (DGEBS s.d. [1991], p. 141).
Pa a o que se conside a especialmen e necessá io “coloca o aluno pe an e si uações-
p oblema que con ibuam não apenas pa a es imula o espí i o de pesquisa mas ambém
pa a a a i mação do sen ido c í ico e da capacidade de decisão”, en a izando o seu papel
“na es u u ação de ap endizagens signi ica i as” (DGEBS s.d. [1991], pp. 141-142).
II.2.2. A a aliação diagnós ica do con ex o
Como se disse, o p opósi o de oca a in e enção nas ques ões-p oblema a ás
enunciadas e a an e io à chegada ao con ex o de es ágio. Assim, o pe íodo de
obse ação oi dedicado à a aliação das possibilidades de o conc e iza na ESQM.
O acolhimen o imedia o da ideia pela o ien ado a de es ágio e as suas
in o mações quan o ao pe il dos alunos das u mas onde deco e ia a in e enção –
nomeadamen e a sua ape ência pela disciplina e po uma pa icipação ac i a na
36
ap endizagem – o am os p imei os passos nesse sen ido. Ainda nessa p imei a
con e sa oi sinalizada a exis ência do Clube do Pa imónio Local e hou e opo unidade
de oca imp essões com a sua esponsá el, que se mos ou igualmen e en usiasmada
com a possibilidade de edinamiza o g upo.
Seguiu-se a consul a do P ojec o Educa i o de Escola (PEE), cujo espí i o se
ha moniza a amplamen e com as duas linhas de o ça que en ão esumiam o meu plano,
a sabe : p i ilegia a a iculação en e o cu ículo nacional de His ó ia e o pa imónio
cul u al de Oei as e assen a a in e enção na me odologia de abalho de p ojec o. Com
e ei o, en e os objec i os de inidos pelo PEE salien a am-se os de “p opo ciona
opo unidades de ap endizagem di e enciadas de qualidade”, de “cen a es o ços na
qualidade dos esul ados e p omoção da cidadania”, de “p omo e uma cul u a de
mo i ação, in eg ação, con iança e sen ido de pe ença” e de “con ibui pa a o
desen ol imen o e alo ização da iden idade cul u al local”, po o ma a e o ça a
iden idade da escola e a p ojec a a sua imagem na comunidade (PEE 2015/2018, p. 14).
Também o le an amen o dos ecu sos disponí eis na ESQM da a ga an ias de
exequibilidade ao p ojec o, sob e udo pela possibilidade de u iliza os compu ado es da
biblio eca, com acesso à in e ne .
Es a am eunidas as condições mínimas pa a a ança , a a a-se ago a de
conhece a ealidade local, de que ínhamos apenas uma noção mui o ge al. O b e e
le an amen o bibliog á ico ealizado na biblio eca da ESQM e na Biblio eca Municipal
de Oei as e a consul a de alguns sí ios da in e ne , nomeadamen e o da Câma a
Municipal de Oei as, deixa am apidamen e an e e a iqueza pa imonial em p esença,
que ia desde as p imei as comunidades humanas no Neolí ico a é à ac ualidade.
En e an o, o núcleo de es ágio e a p o esso a coope an e euni am-se com
in ui o de planea o calendá io das in e enções e a co esponden e dis ibuição dos
con eúdos p og amá icos pelos quais se esponsabiliza iam cada um dos elemen os. No
8.º ano oi-me en ão des inado o sub-domínio “O iun o das e oluções libe ais”,
englobado no pon o “7. As ans o mações do mundo a lân ico: c escimen o e up u as”,
com 20 aulas de 45 minu os p e is as. Ao ní el do 9.º ano coube am-se o sub-domínio
“9.3. Po ugal: da 1.ª República à Di adu a Mili a ”, inse ido no domínio “9. A Eu opa e
o Mundo no Limia do Século XX”, e a pa e dedicada à ealidade nacional dos sub-
domínios “10.1. C ise, di adu as e democ acia na década de 30”, do pon o “10. Da
G ande Dep essão à 2.ª Gue a Mundial”, e “11.1. A Gue a F ia”, in eg ado no ema
37
“11. Do segundo após-gue a aos anos oi en a”, a lecciona p e isi elmen e em 7 e 13
empos de 45 minu os espec i amen e25.
Simul aneamen e, deco ia a obse ação de aulas, p imei o da p o esso a i ula
e depois da es agiá ia que comigo compunha o núcleo. Ra i ica am-se en ão as
in o mações p ecocemen e ansmi idas pela p o esso a coope an e, complemen ando-as
com dados e e en es ao con ex o socio-económico dos alunos e ao ní el de
ap endizagem das u mas, bem como ao compo amen o, a i udes e alo es.
Rela i amen e às compe ências his ó icas oi possí el pe cepciona uma ce a
di iculdade na ecolha e selecção au ónoma de in o mação, sob e udo po pa e do 8.º
ano, bem como na análise de on es his ó icas e, po ou o lado, uma azoá el acilidade
no es abelecimen o de elações de causa/e ei o e na con ex ualização his ó ica dos
con eúdos abalhados, além de um bom domínio do ocabulá io especí ico da
disciplina. Du an e a in e enção da colega es agiá ia oi ainda possí el e i ica a
di iculdade em desen ol e abalho colabo a i o, uma das es a égias que oi po ela
egula men e adop ada.
Nes a al u a oi aplicada uma icha de a aliação diagnós ica à u ma de 9.º ano,
que p ocu ou desco ina a noção de pa imónio in eg ada pelos alunos, a e igua o seu
conhecimen o sob e o pa imónio cul u al de Oei as e pe cepciona o g au de
sensibilização pa a a sua sal agua da ( e Anexo II, pp. 3-5)26.
A análise das espos as demons ou as lacunas no conhecimen o do pa imónio
de Oei as. Com e ei o, pe an e a solici ação de iden i ica ês elemen os pa imoniais
locais com ele ância his ó ica, os alunos apon a am maio i a iamen e o Palácio
Ma quês de Pombal (20 oco ências), o Pa que dos Poe as (14 oco ências) e a Fáb ica
da Pól o a de Ba ca ena (12 oco ências) ( e Anexo III, p. 6, Ca ego ia 1, I). Pon os
emblemá icos do concelho cuja escolha não su p eendeu, po ém logo icou pa en e a
al a de in o mação sob e a Fáb ica da Pól o a ou uma ce a inconsis ência na
jus i icação da impo ância his ó ica do Pa que dos Poe as ( e Anexo III, p. 7,
Ca ego ia 1, III).
25 Os empos p e is os inicialmen e o am dila ados du an e a implemen ação do p ojec o, saldando-se a
in e enção no 8.º ano em 18 aulas dedicadas ao p ojec o e 7 o a desse âmbi o e a do 9.º ano em 11 e 17
aulas, odas de 45 minu os.
26 A icha oi apenas aplicada à u ma de 9.º ano, sendo espondida no empo Di ec o a de Tu ma/Alunos,
endo al ado 1 aluno.

38
Ao con á io, e idenciou-se a o e ma ca deixada pela igu a de Sebas ião
Ca alho e Melo, p imei o conde de Oei as e u u o ma quês de Pombal, na egião.
Aqui se si ua a uma p op iedade po si he dada, que o sec e á io de Es ado odo-
pode oso de D. José I soube eng andece e ans o ma na Quin a de Oei as, unidade de
p odução de g ande en e gadu a, encabeçada po um admi á el sola hoje conhecido
como Palácio Ma quês de Pombal. A esidência de e aneio do es adis a, classi icada
como monumen o nacional em 1953 e desde 2015 abe a à isi a pública, oi o elemen o
pa imonial mais e e ido pelos alunos, sendo sob e es a que ap esen a am maio solidez
de in o mação. Ou os 4 discen es menciona am igualmen e a es á ua e oca i a do
p o agonis a, si uada nas imediações da ESQM ( e Anexo III, p. 6, Ca ego ia 1, I).
Assim se comp eende que o ma quês osse a igu a da his ó ia de Po ugal mais
associada ao pa imónio local, sendo-o po me ade dos alunos (14 oco ências) ( e
Anexo III, pp. 7-8, Ca ego ia 1, V e VI).
Ac esce sublinha que a menção ao pa imónio de ca iz mili a e eligioso oi
pouco exp essi a – 5 alunos indica am o Fo e de São Julião da Ba a e o Fa ol do
Bugio e apenas 1 a ig eja ma iz de Oei as –, quando aquele em nume osos exempla es
no concelho, bem como o ac o de 4 alunos não da em qualque espos a ( e Anexo III,
p. 6, Ca ego ia 1, I).
O diagnós ico e ec uado pe mi iu ainda sinaliza o in e esse susci ado pelo
pa imónio local, com 24 alunos a a i ma em o desejo de melho o conhece . Um
in e esse undado maio i a iamen e em azões de pe ença/p oximidade (10 oco ências)
ou na aspi ação mais ge al de amplia em a sua cul u a ge al (9 oco ências) ( e Anexo
III, p. 8, Ca ego ia 1, VI).
Quan o ao en endimen o do concei o de pa imónio, a la ga maio ia dos
discen es econheceu a sua ab angência, nele incluindo as e en es ma e ial e ima e ial
(20 oco ências), embo a alguns o ci cunsc e essem ao ma e ial (4 casos) ou mesmo
aos monumen os nacionais e locais (2 casos) ( e Anexo III, p. 8, Ca ego ia 2).
Finalmen e, os alunos o am unânimes em a i ma a impo ância da sal agua da
do pa imónio. A necessidade de p ese a a His ó ia e a cul u a dos an epassados, a sua
in luência pa a a comp eensão do p esen e e o ac o de se es e o legado pa a as
ge ações u u as o am as jus i icações mais ap esen adas ( espec i amen e 5, 7 e 6
oco ências), ha endo ambém quem se e e isse à singula idade e beleza dos elemen os
39
pa imoniais e à sua elação in ínseca com a iden idade (cada um com 4 oco ências)
( e Anexo III, p. 8, Ca ego ia 3).
Os esul ados da icha diagnós ica ealizada con i ma am, pois, a alidade da
p opos a em cons ução, pe cepcionadas que o am a supe icialidade no conhecimen o
do pa imónio local po pa e dos alunos e a sua mo i ação pa a o ema. Dados que
a i ica am, po sua ez, os ecolhidos du an e oda a ase de diagnós ico le ada a cabo
e que se podem esumi do seguin e modo:
Tabela 1: Sis ema ização da diagnose do con ex o de in e enção
Po encialidades
F agilidades
Rela i amen e aos alunos:
* Ape ência dos alunos pela disciplina de His ó ia
* Bom ní el de conhecimen os ge ais e especí icos
da His ó ia
* In e esse pela emá ica do pa imónio local (9.º
ano)
* Ape ência dos alunos po me odologias ac i as
* Bom g au de au onomia e esponsabilidade
(sob e udo 9.º ano)
* Inexis ência de p oblemas disciplina es g a es
Rela i amen e ao con ex o:
* Ha monização do p ojec o com o PEE
* Exis ência do Clube do Pa imónio Local
* Riqueza pa imonial do concelho
* Espaços de abalho adequados
* Recu sos ma e iais acessí eis
Rela i amen e aos alunos:
* Lacunas no conhecimen o do pa imónio local
(9.º ano)
* Maio ia não iden i ica a elação do pa imónio
com o empo p esen e e com o u u o (9.º ano)
* Di iculdades na ecolha e selecção de
in o mação de o ma au ónoma
* Di iculdades na análise de on es his ó icas
* Di iculdades em abalha colabo a i amen e
* Inexpe iência na ealização de abalhos de
p ojec o
Rela i amen e ao con ex o:
* Impossibilidade de ala ga o p ojec o a ou as
á eas disciplina es
40
II.2.3. A de inição do plano de acção
A p imei a decisão que guiou odo o planeamen o do abalho a desen ol e oi
a de desenha um p ojec o único, con emplando os di e en es con eúdos p og amá icos
pelos quais me esponsabiliza ia e ambas as u mas onde deco e ia a in e enção. O
oco cen al es a a de e minado: ensaia uma a iculação en e o cu ículo nacional e um
cu ículo local de Oei as, que p io izasse o desen ol imen o das compe ências
especí icas da His ó ia no 3.º ciclo do EB. Con ic a de se es a expe iência não mais do
que uma amos a das po encialidades em causa, a ideia oi a de não echa o p ojec o
sob e si p óp io, dando ma gem a que pudesse se na u almen e e omado em anos
lec i os seguin es, e en ualmen e explo ando ou os emas. Foi des e modo que su giu
“De quan as His ó ias se az Oei as?”, eme endo pa a as his ó ias den o da His ó ia,
não apenas salien ando a ele ância das pa icula idades locais den o dos âmbi os
nacional e mundial, mas ambém das múl iplas dinâmicas do passado que nos ize am o
que hoje somos e a ão pa e do amanhã que cons ui mos.
Uma expec a i a p esen e na ixação dos objec i os ge ais da in e enção, que
cuidou de omi i a menção a elemen os pa imoniais especí icos ou aos con eúdos
abo dados. Fo mula am-se cinco g andes objec i os, a sabe :
a) Ap o unda o conhecimen o do pa imónio do concelho de Oei as;
b) Comp eende o signi icado de elemen os pa imoniais locais, associando-os a
momen os ou episódios da his ó ia nacional;
c) Desen ol e o mé odo de in es igação his ó ica;
d) Desen ol e hábi os de abalho colabo a i o;
e) Ap o unda a consciência da impo ância de p ese a e alo iza o
pa imónio;
) Desen ol e a consciência cidadã.
A endendo aos sub-domínios que se iam a base da minha in e enção e à
a aliação global do diagnós ico e ec uado, os objec i os a) e b) isa am mo men e
complemen a os conhecimen os já adqui idos pelos alunos sob e o pa imónio local,
“descen ando-os” da igu a do ma quês de Pombal e ala gando-os a ou os e e enciais
pa imoniais, como os an igos o es e o i icações espalhados pelo e i ó io concelhio
41
ou a oponímia, além de pa en ea a elação in ínseca e ecíp oca en e as ealidades
nacional e local.
O objec i o c) é um dos objec i os ge ais do cu ículo nacional de His ó ia pa a
es e ciclo de es udos, incidindo no desen ol imen o das compe ências especí icas des a
á ea disciplina : a ecolha de in o mação e o seu a amen o, a comp eensão his ó ica
nas di e en es e en es da empo alidade, da espacialidade e da con ex ualização, e a
comunicação his ó ica. Con o me se explici ou no diagnós ico, a ecolha e a amen o
de in o mação e am dois aspec os onde os alunos deno a am agilidades. Uma
di iculdade ainda mais e iden e quando em causa es a a a análise de on es his ó icas,
an o esc i as como iconog á icas.
Uma ez sinalizadas as di iculdades em abalha colabo a i amen e du an e a
obse ação do con ex o e cons i uindo-se es e modelo de abalho uma ap idão essencial
na sociedade ac ual, além de uma me odologia suge ida nos no ma i os da disciplina,
jus i ica a-se amplamen e a in odução do objec i o d). Tan o mais que se in e liga a
com o objec i o ).
Tendo a sensibilização pa a a p ese ação do pa imónio sido unanimemen e
exp essa pelos discen es do 9.º ano na icha diagnós ica ealizada e pa indo do
p essupos o que o mesmo sucede ia na u ma de 8.º ano, o objec i o e) p e endia
especialmen e e o ça os a gumen os na base de al necessidade. Po um lado,
salien ando se o pa imónio não apenas es ígio do passado mas sob e udo mediado
en e passado, p esen e e u u o, e po ou o, cons i ui um elemen o da iden idade
comuni á ia. Em a iculação, o objec i o ) in en a a sublinha al componen e
iden i á ia, pe ença e enca go de odos os memb os da comunidade, cidadãos co-
esponsá eis pela sua sal agua da e alo ização.
Seguidamen e, de ini am-se as es a égias ge ais a p i ilegia : o abalho
colabo a i o; a ecolha e a amen o de in o mação; a ealização de isi as de es udo; e a
comunicação de in o mação his ó ica.
Num abalho de na u eza colabo a i a p e ende-se que os alunos sejam capazes
de ac ua numa base de igualdade, negociando e omando decisões en e si sob e a
melho o ma de o ganiza as a e as a ealiza , ajudando-se mu uamen e em ace dos
p oblemas que se colocam, com is a a um mesmo im: o ap o undamen o das suas
ap endizagens (Boa ida & Pon e, 2002). En ol e, pois, capacidade de diálogo e
48
assim, a a iculação do cu ículo nacional com a componen e local ap esen a am-se
desde logo como sólidos ac o es de mo i ação, sob e udo pa a a u ma do 9.º ano.
Com e ei o, a la ga maio ia dos alunos mos ou-se empenhada na execução do
p ojec o, como e ela a análise da “pa icipação e empenho nas a e as em cu so”, um
dos indicado es da g elha de obse ação di ec a cons uída pa a a a aliação do abalho
colabo a i o, a es a égia adop ada nas sessões que não as de in odução e sín ese de
cada sub-p ojec o.
U ilizando como exemplo o sucedido no p imei o momen o desen ol ido com a
u ma do 9.º ano – sob o mo e «En im… A República!» – e i ica-se que em cinco das
seis aulas moni o izadas 20 ou mais alunos si ua am-se no Mui o Bom, com a úl ima
aula a ica -se pelos 16 discen es. Um núme o que, ainda assim, engloba mais de
me ade dos alunos da u ma. Ac esce dize que, conside ando as mesmas sessões,
nenhum aluno se si uou no Insu icien e, endo o ní el Su icien e egis ado somen e 1
oco ência na e cei a aula, 2 nas qua a e quin a aulas e 5 na sex a e úl ima aula. Um
cená io simila ao egis ado no segundo momen o do p ojec o execu ado pela mesma
u ma, sub-in i ulado «Quando o en o cala a a desg aça…». Já no “sub-p ojec o”
implemen ado no 8.º ano – designado «Somos Fo es!» – iden i ica-se uma pequena
queb a nos ní eis a ingidos. A endendo ao global das sessões em que se ealizou
abalho colabo a i o, deco idas en e 8 e 20 de Ma ço, apu a-se que me ade dos alunos
se si ua am no Mui o Bom, com ou os 11 a ica em-se pelo Bom e 3 a aliados no
pa ama Su icien e.
Rela i amen e à elabo ação das g elhas de egis o, in e essa á pa ilha uma
b e e e lexão. Além do indicado a ás indicado, as mesmas de ini am inicialmen e
como aspec os a conside a a au onomia na condução do abalho, a in eg ação na
dinâmica de g upo e a mani es ação de mé odo na o ganização da pesquisa. En e an o,
o escla ecimen o do p e endido com o abalho colabo a i o e a p óp ia ponde ação
sob e a aplicabilidade de ais indicado es de e mina am a al e ação dos dois úl imos,
subs i uídos po um e e en e à dis ibuição de a e as en e o g upo de abalho e ou o
cen ado na con ibuição de cada um dos seus memb os pa a a equipa. Jun ou-se-lhes
ainda um quin o elemen o designado “a aliação global do g upo de abalho”, onde se
p e endia egis a uma isão in eg ada dos qua o an e io es pa âme os, a aliados
indi idualmen e, p ocu ando acili a a moni o ização do p ocesso.

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Embo a conside e adequados os eajus es in oduzidos, o egis o e elou-se um
desa io ao qual nem a elabo ação dos pequenos “ ela ó ios” sessão a sessão po pa e
dos alunos oi capaz de esponde in ei amen e29. Is o po que as cons an es solici ações
ob iga am a que es i esse ocada num ce o g upo, pe mi indo aze o seu pon o de
si uação num de e minado momen o, mas emba açando a obse ação sis emá ica dos
es an es. En e odos, o indicado mais p oblemá ico de apu a oi o da con ibuição
pa a o g upo, um aspec o que acilmen e se con unde com o da pa icipação e empenho
a ás ci ado quando se obse a a equipa de o ma mais dis an e. Além disso, oi ainda
complicado au onomiza a a aliação de cada um dos memb os da equipa e mensu a
quali a i amen e cada pa âme o com is a às a aliações de inal de pe íodo.
Uma pala a inal apenas pa a sinaliza a impo ância das aulas de ap esen ação
e sín ese da emá ica p og amá ica em es udo. As p imei as p e ende am in oduzi os
alunos nos con eúdos de âmbi o nacional a desen ol e , con ex ualizando o momen o
his ó ico em análise. Embo a pa cialmen e exposi i as, p ocu a am en ol e os
discen es desde logo e implemen a pequenas ac i idades de ca ác e p á ico. As úl imas
sessões in en a am “ echa o cí culo” de ap endizagem, a iculando os di e en es
con eúdos a ados e eme endo no amen e os alunos pa a as componen es nacionais do
cu ículo, apesa de se i em e e enciando os aspec os pa imoniais locais a elas
associados ( e Anexo XI, pp. 45-60).
29 Es es o am ei os a a és do padlle , uma aplicação da in e ne . No egis o de e iam cons a as a e as
ealizadas na aula a que se epo a a, se nela inha ha ido e qual inha sido a dis ibuição de a e as en e
os memb os do g upo e as di iculdades/ acilidades sen idas pelo g upo.
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Capí ulo 3 – Análise de esul ados
II.3.1. A aliação das ap endizagens dos alunos
Em e mos ge ais, a a aliação do p ojec o desen ol ido oi mui o posi i a,
ep esen ando um sal o quali a i o assinalá el na ap endizagem dos alunos, não só ao
ní el dos conhecimen os mas igualmen e das capacidades e a i udes. Com e ei o, a
média de esul ados a ingida pelos alunos es abeleceu-se nos 78,2%, com as médias
pa cela es dos á ios momen os a ixa em-se nos 75,9% na u ma do 8.º ano (com a
melho classi icação a chega aos 91% e a mais baixa a ica -se pelos 59,3%) e nos
79,1% e 79,6% no 9.º ano (si uando-se as melho es pon uações nos 97,4% e 98,1% e as
pio es nos 50,3% e nos 60%, espec i amen e) ( e Anexos XII, XIII e XIV, pp. 61, 62
e 63, espec i amen e).
Como a ás se salien ou, a classi icação de cada “sub-p ojec o” assen ou na
a aliação do abalho colabo a i o, que ocupou a maio ia das sessões na ase de
execução, das ap esen ações o ais e dos dossie s30. Obse ando os cômpu os de cada um
des es elemen os e i ica-se que a classi icação mais egula é a do abalho
colabo a i o, com uma média semp e igual ou supe io a 80%. Já nas ap esen ações
o ais egis a-se uma oscilação en e os 74,5% ob idos pela u ma do 9.º ano no p imei o
momen o desen ol ido e os 81,2% a ingidos no sub-p ojec o «Quando o en o cala a a
desg aça…», alo de que se ap oxima a u ma do 8.º ano, com 79,2% de média.
Rela i amen e aos dossie s, a média de pon uação mais baixa é a do sub-p ojec o
«Somos Fo es!» ( u ma do 8.º ano), com 71,3%, enquan o a u ma do 9.º ano ni ela os
esul ados dos dois momen os desen ol idos nos 78,2%. Is o é, a a aliação global
ascende ao ní el Bom, sem que exis am alunos com classi icações insu icien es.
Impo a no en an o ac escen a alguns comen á ios que complemen am a lei u a dos
dados.
O p imei o e e e-se uma ez mais ao abalho colabo a i o, a componen e
melho co ada. Apesa dos emba aços à igo osa ap eciação dos pa âme os nele
conside ados, a ás in ocados, é possí el sinaliza que a maio di iculdade se cen ou na
30 No p imei o momen o implemen ado - «En im… A República!», 9.º ano – es es aspec os inham a
ponde ação de 40%, 20% e 40%, espec i amen e. A di iculdade de moni o iza igo osamen e o abalho
de g upo de e minou nos momen os pos e io es a al e ação do peso des a componen e, que passou pa a os
30%, conside ando-se que os 10% de e iam se dis ibuídos equi a i amen e pelos ou os dois
ins umen os de a aliação.
51
dis ibuição das a e as. Sendo ce o que as condições em que deco eu o p ocesso não
con ibuí am pa a a ácil consecução desse objec i o, uma ez que ce ca de me ade das
equipas i e am acesso apenas a um compu ado , e i ica am-se á ias si uações em
que, ha endo pos os de abalho disponí eis, os g upos op a am po con inua a
ealização das a e as em conjun o, mesmo quando o seu a aso ela i amen e à
calenda ização es abelecida e a no ó io. Ao con á io, oda ia, ou as equipas
comp eende am desde o início a an agem de epa i em en e si as a e as e assim
ga an i em ma gem pa a um abalho conjun o no inal, quando a a iculação en e as
di e en es peças com is a à sis ema ização/ap esen ação dos p odu os inais e a mais
p emen e. Uma capacidade associada às equipas onde o ní el de empenho e as p óp ias
ap endizagens dos seus memb os e am mais pa i á ios. A condução au ónoma do
abalho ap esen ou-se igualmen e como uma di iculdade pa a algumas equipas,
sob e udo no 8.º ano. Regis a-se ainda um ce o desni elamen o na con ibuição de cada
um dos elemen os do g upo pa a o abalho, com os melho es alunos a assumi em um
papel decisi o no p ocesso, e idenciando uma hie a quia cla a.
Sob e o di e encial en e a média de classi icações das ap esen ações o ais da
u ma do 9.º ano, ac esce escla ece que es e esul a pa icula men e do desequilíb io
en e as duas ap esen ações ealizadas no “sub-p ojec o” «En im… A República!». Com
e ei o, os esul ados da p imei a, oco ida em con ex o de sala de aula, a ingiu pa ama
mui o simila ao do egis ado no ou o momen o do p ojec o desen ol ido com a u ma,
com uma média de 79,1% de média. Alguma insu iciência na sis ema ização da
in o mação coligida po pa e dois g upos e, de o ma gene alizada, em obse a as
ques ões a adas como um odo, designadamen e na a iculação en e as componen es
nacional e local, cons i uí am-se como os p incipais p oblemas. Maio es di iculdades,
oda ia, assinala am-se aquando do i ine á io pedagógico pela oponímia da ila de
Oei as, a segunda ap esen ação con emplada, que se icou po uma média de 69,1%.
Pa a an o mui o con ibuiu a queb a en e a p imei a pa e do abalho, desen ol ido
an es das é ias escola es e a ealização do i ine á io, deco ida após o in e alo lec i o.
Mas hou e igualmen e di iculdade em pe cepciona a saída do espaço escola como um
momen o de abalho.
Nos dossie s de “sub-p ojec o” oi a u ma de 8.º ano a egis a uma média
global mais baixa. Tendo alguns g upos e elado limi ações ao ní el da sis ema ização e
sín ese da in o mação nas ap esen ações o ais e ecebendo nessa al u a indicações
52
conc e as po pa e da p o esso a es agiá ia sob e a o ma de os co igi , não o am
depois capazes de sana os aspec os menos posi i os no in e alo que mediou en e
es as e a en ega dos dossie s. Um dado que mani es a bem a ima u idade de á ios dos
alunos, aliás já e idenciada du an e o p ocesso, e que não se pe cepcionou na u ma do
9.º ano31.
Impo a á ago a elemb a os objec i os ge ais do p ojec o e a e i em que
medida o am a ingidos. Quan o aos p imei os dois objec i os – o ap o undamen o do
conhecimen o do pa imónio de Oei as e a sua a iculação com a his ó ia nacional –
conside a-se e em sido a ingidos. A obse ação au ónoma da a aliação das
componen es locais desen ol idas nos di e en es momen os a i ica al conclusão.
Exemplo disso são as classi icações do dossie do “sub-p ojec o” «Somos Fo es!»
e e en es à a e a 3 do guião de explo ação, em que a u ma a ingiu uma média de
67,4%, endo o g upo menos co ado ob ido 52,8% ( e Anexo XV, p. 64). Pon uações
supe io es egis a am-se no “sub-p ojec o” «En im… A República!», implemen ado na
u ma do 9.º ano, com os g upos cujas sub- emá icas se oca am no pa imónio local a
si ua em-se ao ní el do Mui o Bom ( e Anexo XV, p. 64). Já no momen o «Quando o
en o cala a a desg aça…», em que odas as equipas abalha am a componen e local, a
dispa idade das classi icações oi maio , com um dos g upos a ica -se po um esul ado
ao ní el do Insu icien e (48,1%), enquan o dois ou os subi am a asquia do 80%
(83,2% e 84,6%) e apenas um chegou ao Mui o Bom (93,9%) ( e Anexo XV, p. 65).
Rela i amen e ao e cei o objec i o ge al es abelecido – desen ol e o mé odo
especí ico da His ó ia – a lei u a c uzada dos ins umen os de a aliação eunidos
pe mi e conside a e -se egis ado um p og esso assinalá el. Tomando como exemplo o
sucedido no “sub-p ojec o” «En im… A República!» e a aliando os dossie s en egues
po compe ências especí icas da His ó ia, e i ica-se que a média global da u ma no
domínio da Recolha e T a amen o de Fon es é de 80,5%. Também ao ní el do Bom
es ão os domínios da Comp eensão e da Comunicação His ó icas, embo a com um alo
médio um pouco in e io (76,8% e 77% espec i amen e) ( e Anexo XVI, p. 66-67).
Es es são, po ém, os esul ados de um dos p odu os inais solici ados, que
o uscam o obse ado no decu so da execução do p ojec o, quando os alunos
31 Al u a em que algumas equipas alega am não e pe cebido se possí el da con inuidade ao abalho
o a do ho á io das aulas se assim se jus i icasse. Is o nas éspe as das ap esen ações o ais e quando
o am con on ados com a impossibilidade de no o ala gamen o do calendá io, como ha ia an es
oco ido.
53
con inua am a e idencia agilidades na ecolha e a amen o au ónomo de in o mação
e na análise das on es his ó icas abalhadas, à semelhança do apu ado na ase de
diagnós ico. Gene icamen e, a esis ência em le ex os e selecciona in o mação oi
no ó ia, que se a asse da bibliog a ia disponibilizada ou dos sí ios da in e ne
suge idos, esis ência que se ala gou inclusi amen e a ou o ipo de ma e iais indicados,
como os audio isuais. Os en a es o am ainda maio es quando necessi a am de
in o mação complemen a , pa en eando uma ce a incapacidade em ealiza pequenas
pesquisas, sob e udo a u ma de 8.º ano.
Ou a di iculdade de ec ada du an e o p ocesso e igualmen e esba ida nos
p odu os inais ap esen ados oi ao ní el da o ganização e sis ema ização dos con eúdos.
Se pe an e ques ões conc e as os alunos o am capazes de esponde mais ou menos
sa is a o iamen e de o ma au ónoma, o mesmo não se e i icou quando necessi a am de
as a icula num discu so coe en e que e a asse a globalidade do abalho ealizado.
Nis o de e iam consis i as ap esen ações o ais solici adas, cuja p epa ação exigiu um
acompanhamen o mais a en o, mas esul ou e ec i amen e num sal o quali a i o
assinalá el, depois e lec ido ou a é supe ado no dossie en egue.
O qua o objec i o de inido e e ia-se ao desen ol imen o de hábi os de abalho
colabo a i o. Con o me a ás se e idenciou, o abalho de g upo ealizado acabou po
se eminen emen e coope a i o e não colabo a i o. A o e hie a quização en e os
memb os da equipa, a a i mação de lide anças cla as associando-se a uma ce a
incapacidade de pa ilha p ocessos de decisão e esponsabilidades ou as di iculdades
em di idi a e as equi a i amen e são alguns dos aspec os obse ados que co obo am
al a i mação. Toda ia, de salien a oi a e olução egis ada en e o p imei o e o
segundo momen os do p ojec o desen ol idos pela u ma do 9.º ano. A di isão de
a e as oi aqui o indicado em que se deno ou um maio di e encial pela posi i a.
No que oca aos quin o e sex o objec i os açados – o ap o undamen o da
consciência da p ese ação e alo ização do pa imónio e o desen ol imen o da
consciência cidadã – a a e ição dos esul ados alcançados é bas an e mais di ícil de
aze . O in e esse mani es ado aquando da isi a de es udo ealizada ao Fo e de São
Julião da Ba a pela u ma do 8.º ano ou du an e a sessão com dois an igos p esos
polí icos no Fo e de Caxias é ainda assim um sinal posi i o a sublinha . Uma e ou a
oma am ce ca de 90 mins, pe íodo de empo em que o en usiasmo e a a enção dos
alunos nunca esmo ece am. Na p imei a sucede am-se as pe gun as ao guia da isi a,

54
numa busca cons an e de maio es de alhes com is a a amplia em o seu conhecimen o
sob e o local. Na segunda o am á ios os alunos que e baliza am a impo ância do
momen o e a é um ce o o gulho em pode em in e agi pessoalmen e com dois
p o agonis as duma his ó ia a que no malmen e só acedem a a és “dos li os”32. Na
mesma linha oi a eacção das duas alunas que ealiza am uma en e is a a um casal
oei ense em busca de es emunhos das i ências locais da di adu a33. Es es são, oda ia,
não mais do que indícios, impossí eis de mensu a e cujo ace o apenas a médio p azo
se pode ia comp o a .
II.3.2. A aliação do p ojec o de in e enção educa i a
Como a ás se enunciou o p ojec o de in e enção educa i a p e endeu da
espos a a duas ques ões-p oblema, que elemb o: como pode se conc e izada a
cons ução de cu ículos locais no 3.º ciclo do EB; e como pode o es udo do pa imónio
local con ibui pa a a ingi as inalidades e objec i os ge ais, bem como pa a o
desen ol imen o das compe ências essenciais da His ó ia no 3.º ciclo do EB.
Re e indo-me à p imei a julgo e o plano desenhado se ido pa a exempli ica
uma das o mas de consubs ancia a lexibilização local do cu ículo. Com e ei o,
pa indo de uma c i e iosa in en a iação do pa imónio en ol en e ao con ex o escola
onde deco eu o es ágio – o concelho de Oei as – es abelece am-se ligações possí eis
com os con eúdos p og amá icos do cu ículo nacional pa a os anos lec i os
conside ados na in e enção. Des e exe cício pendula , julgo, depende di ec amen e a
cons ução de cu ículos locais. Pelo que se conclui se imp escindí el a ca ac e ização
ap o undada do meio, na e en e pa imonial (na u al, social e cul u al) mas igualmen e
ao ní el dos ecu sos humanos e ma e iais disponí eis, pa a assim o alo iza e
po encia enquan o ecu so educa i o. Não menos impo an e, po ém, é o domínio
ap o undado dos no ma i os pa a o ciclo de escola idade em causa, seja ele qual o .
32 A sessão con ou com a pa icipação da u ma de 9.º ano en ol ida no p ojec o, bem como de ou as
duas u mas do mesmo ano e de uma de 12.º ano. Os es emunhos p esen es o am Domingos Ab an es,
an igo clandes ino comunis a e elemen o da di ecção pa idá ia, que p o agonizou uma das ugas mais
emblemá icas dessa p isão polí ica, e Diana And inga, à al u a da sua p isão uma jo em es udan e
uni e si á ia acusada de desen ol e p opaganda a a o da au o-de e minação de Angola, colónia de
onde e a na u al.
33 A en e is a oi acompanhada pela p o esso i ula da u ma e po mim p óp ia. O casal en e is ado
pe ence à Espaço e Memó ia, uma Associação Cul u al de Oei as.
55
P e e encialmen e, e pa a no sen ido de ap o unda a desejada in eg ação cu icula , das
á ias á eas disciplina es que nele se leccionam.
Toda ia, ambas as p emissas não ga an em po si o sucesso da opção. De en e
ou os ac o es, é ou ossim elemen a a boa on ade da ins i uição escola ,
sob emanei a da sua di ecção e do seu co po docen e. Como decisi a é a exis ência e
acesso a uma azoá el base empí ica sob e a componen e local, que acili e a pesquisa a
ealiza pelo(s) p o esso (es) e pelos alunos. Ainda que seja semp e possí el abalha
alguns aspec os, como o es emunhal, o azio de es udos an e io es sob e o local
complexi ica imensamen e a a e a.
A espos a à segunda in e ogação ambém me pa ece e sido conseguida. Na
in e enção le ada a cabo o p imei o con ibu o do es udo do pa imónio local pa a a
ap endizagem da His ó ia oi o de se i como o e mo i ação pa a os alunos. Em
causa es a a o sabe “dos li os” que se espelha a nos manuais, mas do mesmo modo a
ealidade que mais p oximamen e os odea a. Um ac o que lhes e idencia a a elação
es ei a en e passado e p esen e, ajudando-os à comp eensão his ó ica nos di e en es
ec o es da empo alidade, da espacialidade e da con ex ualização. Além disso, o acesso
acili ado a on es his ó icas locais de odo o ipo e a exis ência de bibliog a ia e ou os
ma e iais sob e Oei as auxiliou o desen ol imen o de compe ências na á ea da ecolha e
a amen o de in o mação. Ap endizagens que ganha am sen ido eno ado quando
comunicadas o almen e e po esc i o aos seus pa es e às p o esso as. Ac esce que o
abalho de p ojec o p o ou se um mé odo adequado, se indo de pano de undo a uma
e dadei a co- esponsabilização dos alunos na cons ução das suas ap endizagens.
Não obs an e, a opção po um abalho des a na u eza ouxe p oblemas. A
di iculdade na ges ão do empo oi um deles. A ex ensão do p og ama de His ó ia do 3.º
ciclo deixa pouca ma gem pa a a implemen ação de me odologias ac i as, cujo sucesso
depende de um i mo de abalho mais len o. Ainda que es as agam maio es ga an ias
de chega a ap endizagens signi ica i as, o cump imen o do p og ama impõe-se
ambém, ob igando po ezes a igno a a necessidade de da espaço e empo pa a que as
ap endizagens se edi iquem e consolidem. O ala gamen o do calendá io do p ojec o
com is a a da espos a a al necessidade oi uma das p incipais azões a jus i ica o
abandono de um dos p odu os inais do p ojec o, o de edi a uma pequena publicação
onde se e a asse o p ojec o desen ol ido e que pudesse e con inuidade u u a. Com
uma in e enção já bas an e dis endida, ex apolando signi ica i amen e a plani icação
56
p e is a e pe an e o pe igo de sa u ação po pa e dos alunos conside ou-se in iá el
ma e ializa es a me a do p ojec o.
Ou o dos obs áculos complicados oi o de dosea o es o ço. O in es imen o na
p epa ação da in e enção inaugu ou-se assim que a ancou o ano lec i o e e minou
somen e em meados de Maio. A cons ução de aiz de odos os ecu sos u ilizados
exigiu g ande dedicação, o mesmo acon ecendo em odas as aulas em que deco eu o
p ocesso, dada a sis emá ica solici ação dos g upos, osse pela necessidade de esponde
a dú idas conc e as sob e as a e as em cu so, ge almen e mui o di e enciadas, osse
pela u gência em ul apassa emba aços écnicos34.
34 Apesa da ESQM es a cobe a po uma excelen e ede de wi eless e do acesso à in e ne se da
no malmen e sem p oblemas, uma pa e do “sub-p ojec o” implemen ado com a u ma do 8.º ano
en en ou con a empos des a índole. Foi es a aliás uma das p incipais azões pa a a ex ensão do
calendá io inicialmen e con emplado pa a a consecução do p ojec o.
57
Conside ações inais
Uma expe iência pedagógica da na u eza da desen ol ida nes a in e enção le a
ao limi e os desa ios lançados ao p o esso . A quem se pede que á “ao encon o dos
in e esses dos di e en es pa icipan es do p ocesso educa i o, alunos, p o esso es e
comunidade, sem e iden emen e comp ome e os obje i os na u almen e ixados pela
escola”, is o é, sem descu a os p incipais objec i os e con eúdos do cu ículo nacional
(F ei as, 1995 - ci ado em Alonso, 1998, p. 402). Pedindo-se igualmen e que seja capaz
“de se in eg a no espaço/comunidade educa i a onde lecciona” e “de aze pa a a sua
sala de aula os ecu sos que saindo da iden idade dos seus alunos sejam capazes de os
mobiliza pa a colabo a em na sua p ocu a e que os ans o mem em cidadãos ac i os e
in e enien es na p ese ação da sua iden idade pa imonial” (Al es, 2006, pp. 70-71).
Como comecei po a i ma , conside o o desa io da lexibilização local do
cu ículo ex emamen e alician e e pedagogicamen e jus i icado, além de adequado às
dinâmicas da sociedade ac ual. A abe u a da escola ao mundo quo idiano é a inal
condição elemen a pa a cump i a democ a ização da educação de que há mui o se ala
e em que ac edi o. Po ém, econheço a eno me exigência nele implíci a, em especial
pa a os p o esso es. Sinalizei a ás as di iculdades em equilib a o cump imen o do
cu ículo nacional e a in odução de componen es locais e egionais e em ge i o es o ço
indispensá el na consecução de um abalho des a índole. Mas ou os emba aços podem
ambém se e ocados.
Um deles é o da ealidade de um co po docen e en elhecido, que i enciou
ou as e o mas ou eo ganizações p omisso as que acaba am po se es azia pela
incapacidade de a icula o discu so e a p á ica. Tendendo po isso a enca a as
p esen es de e minações como “mais do mesmo”, an o mais que a u ela não pa ece
dispos a a al e a condições de base essenciais pa a assegu a o sucesso da inicia i a.
Como se ia a modi icação do es a u o do docen e, eduzindo po exemplo o ho á io
lec i o dos p o esso es ou dando incen i os eais à o mação con ínua. Além de que,
embo a á anunciando a diminuição do núme o de alunos po u ma, ce o é que al
medida ainda não se conc e izou.
Pa alelamen e, emos o es an e co po docen e ainda não inculado a uma
escola, que en a numa no a ealidade escola nas éspe as do início do ano lec i o,
sabendo que dela sai á quando es e e mina . Es ando po isso mais ocado em en ende
as idiossinc asias de cada um desses ambien es escola es e menos em ap o unda o
64
ap esen ada ao Ins i u o de Educação da Uni e sidade do Minho. B aga: Uni e sidade
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espaco-aos-alunos-nas-sala-de-aula-e- o a-dela-1761711
ANEXOS
2
Anexo I
A Escola Secundá ia Quin a do Ma quês
Figu a 1: Aspec o da Escola Secundá ia Quin a do Ma quês a pa i da en ada p incipal.
Fon e: h p://www.esqm.p /index.php?pg=4&spg=35
Figu a 2: Plan a do p ojec o de equali icação da Escola Secundá ia Quin a do Ma quês.
Fon e: Escola Secundá ia Quin a do Ma quês.
3
Anexo II
Ficha de a aliação diagnós ica
4

5
6
Anexo III
Resul ados da icha de a aliação ealizada
Ca ego ia 1 – Conhecimen o/In e esse pelo pa imónio local
I - Elemen os do pa imónio local iden i icados pelos alunos
No a: A icha oi espondida po 28 alunos. Qua o alunos não indica am qualque elemen o, 2 apon a am
somen e 2 e 1 apenas 1. O Tea o Egas Moniz não exis e.
II - Visi a a algum dos elemen os pa imoniais iden i icados:
Sim, isi a am – 22 alunos
Em que con ex o:
 Visi a de es udo com a escola – 7 alunos
 Passeio amilia – 18 alunos
 Ou o – 1
No a: 4 alunos assinala am ambas as opções; 1 aluno não escla ece o con ex o da isi a.
Não isi a am – 6 alunos
No a: Inclui os 4 alunos que não iden i ica am qualque elemen o pa imonial local.
2
1
2
14
20
2
1
1
2
2
3
12
4
2
Vila de Oei as
Tea o Egas Moniz
Pelou inho
Pa que dos Poe as
Palácio Ma quês de Pombal
Palácio do Egip o
Monumen o ao Soldado do Ul ama
Ja dim de Oei as
Ig eja Ma iz de Oei as
Fo e de São Julião da Ba a
Fa ol do Bugio
Fáb ica da Pól o a de Ba ca ena
Es á ua do Ma quês de Pombal
Câma a Municipal
N.º de oco ências
7
III - Conhecimen o dos alunos sob e o pa imónio local iden i icado
Elemen o pa imonial:
Conhecimen o adqui ido:
Oco ências:
Fáb ica da Pól o a de
Ba ca ena
Ruínas de uma an iga áb ica
1
Ig eja ma iz de Oei as
Não oi dani icada pelo e amo o [de 1755]
1
Ja dim de Oei as
Nomes de alguns pássa os
1
Pa que dos Poe as
Iden i icação das ex-colónias po uguesas
Iden i icação de poe as po ugueses e de alguns dos
seus poemas mais amosos
1
3
Palácio do Ma quês
A qui ec u a da época
Funções de cada espaço do Palácio
Que oi esidência do Ma quês de Pombal
Papel do Ma quês na His ó ia de Po ugal
Ligação da igu a do Ma quês de Pombal a Oei as,
sendo Conde de Oei as
Função do edi ício hoje
His ó ia do Palácio
2
1
2
2
1
1
1
Vila de Oei as
Riqueza his ó ica da ila
1
Não eco dam: 1 aluno
Visi a am-no, mas nada sabem em conc e o: 9 alunos
Não espondem: 8 alunos
IV - Elemen os pa imoniais que iden i ica am mas não isi a am e gos a iam de
isi a :
 Palácio do Ma quês – 1 aluno
 Fa ol do Bugio – 1 aluno
V - Acon ecimen o ou igu a da his ó ia nacional elacionada com o pa imónio
local:
Acon ecimen o/ igu a:
Oco ências:
Jus i icação:
Ma quês de Pombal
14
Te e g ande in luência em Oei as (1)
Em Oei as inha a sua esidência, no seu Palácio (12)
De inha o í ulo de Conde de Oei as (2)
De inha o í ulo de Conde de Oei as, exis indo uma
escola com o seu nome (1)
Sinalizam ac os biog á icos que comp o am a sua
ele ância nacional (4)
Não jus i ica (1)
Re olução do 25 de Ab il
1
Jun o de sua casa esidia um dos elemen os en ol idos
na p epa ação da e olução e aí se ealiza am á ios
encon os (1)
Não iden i icam elação: 12 alunos
8
VI - In e esse em ap o unda o conhecimen o do pa imónio de Oei as:
24 alunos com in e esse
Jus i icação:
Oco ências:
Local onde mo o ou pe o de onde mo o e po isso enho cu iosidade
10
Riqueza cul u al do concelho
4
Amplia conhecimen o ge al
9
Ou o
1
4 alunos sem in e esse
Ca ego ia 2 - Pe cepção do concei o de pa imónio
Incluem no concei o de pa imónio…
Oco ências:
… o pa imónio ma e ial e ima e ial
20
…apenas o pa imónio ma e ial
4
… apenas os monumen os nacionais e locais
2
… apenas os monumen os nacionais
0
Ca ego ia 3 – Sensibilização pa a a sal agua da do pa imónio
Impo ância da p ese ação do Pa imónio:
É impo an e – 28 alunos
Não é impo an e – 0 alunos
Jus i icação:
Oco ências:
Pela impo ância da His ó ia, da cul u a e dos cos umes do passado
5
Pela in luência da His ó ia, da cul u a e dos cos umes passados no p esen e
7
Po que é o legado pa a as ge ações u u as, an o es é ico como his ó ico
6
Pela sua singula idade e beleza
4
Pelo que podemos ap ende com ele
2
Po que az pa e da nossa iden idade
4
Gené ica: in e esse; ca ac e ís ica do país
2
15
Anexo VI
Ro ei o do “sub-p ojec o” «En im… A República!»

16
17
18
Anexo VII
Ro ei o do “sub-p ojec o” «Quando o en o cala a a desg aça…»
19
20

21
Anexo VIII
Guião de Explo ação do “Sub-P ojec o” «Somos Fo es!»
22
23
24
Anexo IX
Exemplos de guiões de explo ação do “sub-p ojec o” «En im… A República!»
«Soco o! A mona quia es á em c ise!» – G upo 1
31
«Ruas com Iden idade Republicana» – G upo 2

32
33
34
35
«Ruas com Iden idade Republicana» – G upo 7
36

37
38
Anexo X
Exemplos de guiões de explo ação do “sub-p ojec o” «Quando o en o cala a a
desg aça…»
G upo 5
39
40
47
A DITADURA EM PORTUGAL
Pa a a ascensão de Salaza ao pode oi decisi a a aliança polí ica
en e es es dois homens.
Mas quem e a Salaza ?
E como chegou ao pode ?
h ps://www.you ube.com/wa ch? =jcV PKmgET8
Ca az de p opaganda
A DITADURA EM PORTUGAL
Em ab il de 1933 en ou em igo uma no a Cons i uição.
Com is o iniciou-se o Es ado No o, nome pelo qual se designou o egime nesse documen o.
O p oje o polí ico dessa no a o dem oi de inido po Salaza ês anos an es, ainda es e e a
“apenas” minis o das Finanças e minis o das Colónias.
Salaza o ando no plebisci o à Cons i uição,
1933

48
A DITADURA EM PORTUGAL
Quais os p incípios consag ados na Cons i uição de 1933?
Recusa da democ acia libe al e sup essão de libe dades undamen ais
A i mação do co po a i ismo
A i mação de um Es ado o e poli icamen e
A i mação de um Es ado in e en i o na sociedade e na economia
A i mação do impe ialismo colonial
Ca azes de apelo ao
o o, 1933
A DITADURA EM PORTUGAL
Como se exp imiam es es p incípios no ex o cons i ucional de 1933?
P oje o da Cons i uição de 1933
49
A DITADURA EM PORTUGAL
Recusa da democ acia libe al e sup essão de libe dades undamen ais
Embo a a Cons i uição a i masse que as eleições do P esiden e da República e do Pa lamen o se a iam a a és
de su ágio di e o e que es a am ga an idos di ei os undamen ais como os da libe dade de exp essão, de
eunião e associação, o do sigilo da co espondência ou ode não se p eso sem culpa o mada…
… na p á ica nega a-os.
A DITADURA EM PORTUGAL
Como?
Po exemplo:
•Impondo uma igo osa censu a sob e odos os con eúdos que i essem di ulgação pública:
a imp ensa esc i a, audio isual e sono a, os li os e odas as o mas de exp essão a ís ica,
como o cinema, o ea o ou a música;
•Au o izando a exis ência legal de um único pa ido polí ico e p oibindo a o mação de
ou os;
•Manipulando as eleições (bu la ou aude elei o al): di icul ando a campanha elei o al de
g upos oposi o es ao egime, pe seguindo os seus apoian es, e u ilizando á ios mé odos
pa a ga an i esul ados elei o ais a o á eis (como ac escen a o os em nome de pessoas
mo as que ainda cons a am dos cade nos elei o ais) Co e da Comissão de Censu a,
1965
50
A DITADURA EM PORTUGAL
•Pe seguindo odos quan os con es a am o egime, classi icando a sua ação como
“c ime con a a segu ança do Es ado”.
Oposição ao egime denuncia as
o u as ei as pela polícia polí ica
P isões depois de usga policial
em Alcân a a, 1937
A DITADURA EM PORTUGAL
A i mação do co po a i ismo
Sendo obje i o máximo de odos os cidadãos a de esa dos in e esses da Nação,a
es a se subo dina am odos os in e esses indi iduais e das pessoas cole i as.
Equem de inia quais os in e esses da Nação? O Go e no.
Aqui esidia a ha monia social.
Assim, es a a na u almen e excluída a con es ação social. Po isso, excluídos os
di ei os à g e e, à mani es ação ou à sindicalização li e.
Dispe são de amilia es de g e is as,
1943
51
A DITADURA EM PORTUGAL
A i mação de um Es ado o e poli icamen e
Embo a a Cons i uição p e isse a sepa ação de pode es, o peso ela i o de cada um
deles e a mui o di e en e:
•Os pode es mais o es e am os do P esiden e da República e do Go e no.
•OPa lamen o –Assembleia Nacional – oi es aziado da esponsabilidade legisla i a e
da possibilidade de in lui sob e o Execu i o.
Além disso, o p esiden e do Conselho, Oli ei a Salaza , acabou po exe ce um pode
quase absolu o. To nou-se o che e incon es á el, enca ado como homem excecional
e in alí el, a quem se de ia obediência cega.
A DITADURA EM PORTUGAL
A i mação de um Es ado in e en i o na sociedade e na economia
OEs ado inha o di ei o e a ob igação de coo dena a ida económica e social, podendo a é in e i
di e amen e na ges ão das a i idades económicas pa icula es.
Assim, po exemplo:
•C iou o ganizações de enquad amen o de pa ões e de abalhado es po di e en es se o es de a i idade (os
G émios eos Sindica os Nacionais), que supe isiona a di e amen e;
•Incu iu um modelo adicional de amília, alo izando o papel de mulhe -mãe, o de homem-che e de amília e
ode ilhos disciplinados e obedien es.
52
A DITADURA EM PORTUGAL
A i mação do impe ialismo colonial
O“Ac o Colonial” em 1930 e o çou o pode da me ópole –Po ugal –sob e
as colónias –o e i ó ios ul ama inos –e sublinhou a “missão ci ilizado a”
de Po ugal no mundo.
Homenagem a Salaza po pa e de Timo , po ocasião do 10.º ani e sá io da “Re olução
Nacional”, (como en ão se designa a o golpe mili a de 28 de maio de 1926), 1936
A DITADURA EM PORTUGAL
Temos, assim, um egime au o i á io, an ipa lamen a , an idemoc á ico…um egime que inculca a
alo es adicionalis as…eque ep imia odos quan os se lhe opunham…
h p://www.you ube.com/wa ch? =hZ 9hg9_zWM&NR=1

53
Sessão de Sín ese
QUANDO O VENTO CALAVA A DESGRAÇA…
A DITADURA EM PORTUGAL
SABER DURAR
A DITADURA EM PORTUGAL
Sabe du a
Relemb ando…
Os p incípios consag ados na Cons i uição de 1933 o am:
Recusa da democ acia libe al e sup essão de libe dades undamen ais
A i mação do co po a i ismo
A i mação de um Es ado o e poli icamen e
A i mação de um Es ado in e en i o na sociedade e na economia
A i mação do impe ialismo colonial
54
A DITADURA EM PORTUGAL
Sabe du a
Pa a ga an i a sua aplicação p á ica, o egime c iou á ias es u u as:
…com obje i o de inculca [i.e., de incu i ] na sociedade po uguesa os p incípios pelos quais se egia;
…com obje i o de dissuadi aqueles que dele disco da am de se p onuncia em;
…com obje i o de ep imi aqueles que, ainda assim, con a ele comba essem de algum modo.
Fo am es as as es u u as de con olo polí ico e ideológico que assegu a am a manu enção do Es ado
No o no pode po la gos anos.
As Idades de Salaza , João Abel Man a
A DITADURA EM PORTUGAL
Sabe du a : Inculca um no o modelo polí ico e social
Sec e a iado de P opaganda Nacional (1933-1945) / Sec e a iado Nacional de In o mação
(1945-1974)
“Polí ica do Espí i o” –polí ica cul u al do egime, que p e endia pene a nos á ios espaços
de p odução cul u al:
a) o ien ando os mo imen os cul u ais no sen ido de exal a o egime e o seu che e;
b) a iculando uma ideologia nacionalis a (glo i icando os “he óis nacionais”) com as
ideias mode nis as e u u is as;
c) es abelecendo uma cul u a de aiz popula em associação aos ideais do egime
(baseada na c iação do mi o da u alidade)
Sob e alo iza a ob a do Es ado No o, con apondo-a sis ema icamen e à “deso dem” da I
República
55
A DITADURA EM PORTUGAL
Sabe du a : Inculca um no o modelo polí ico e social
Sec e a iado de P opaganda Nacional
Na a qui e u a impuse am-se as linhas
acionalis as, ao es ilo do ascismo i aliano
Ins i u o Supe io Técnico
Es ádio Nacional
No cinema, ap esen a um Po ugal eliz, cheio de gen e boa,
abalhado a e hones a, sem “consciência sub e si a”…
Alimen a uma simbologia
popula de ca á e nacionalis a
A DITADURA EM PORTUGAL
Sabe du a : Inculca um no o modelo polí ico e social
Con ola o ensino
Diminuição da escola idade ob iga ó ia, ado ando p og amas que
se eduzem ao “le , esc e e e con a ”, apos ando na
memo ização e não no espí i o c í ico.
Adoção de manuais escola es únicos, elabo ados pa a aze passa
os ideais do egime.
Cul u a escola assen e na disciplina e na obediência;
ansposição do modelo de sociedade, com espaços
escola es di e enciados consoan e os sexos.
Em cima: Sala de aula du an e o Es ado No o. Na pa ede a sé ie de ca azes “A Lição de Salaza ”.
Ao lado: uma página do li o de lei u a da 3.ª classe.
56
A DITADURA EM PORTUGAL
Sabe du a : Inculca um no o modelo polí ico e social
Mocidade Po uguesa
O ganização de ju en ude de ca á e pa amili a c iada em
1936, cuja mili ância e a ob iga ó ia pa a odas as
c ianças en e os 7 e os 14 anos de idade.
Fo ma pa a a disciplina, p omo e o cul o do che e e a
obediência aos alo es do egime e am os seus
p incipais obje i os.
Em 1938, oi c iada uma secção eminina –a Mocidade
Po uguesa Feminina - , que p e endia encaminha as
apa igas pa a o papel de mães de amília e donas de
casa, com i me educação eligiosa ca ólica.
Des iles da MP e da MPF
A DITADURA EM PORTUGAL
Sabe du a : Inculca um no o modelo polí ico e social
Policia os cos umes
No Albe gue de Mendicidade da Mi a e am in e nados os
“ adios, agabundos e mendigos” da zona de Lisboa. Também as
c ianças encon adas a mendiga e am ecolhidas pela polícia e
in e nadas, caso as amílias não i essem condições pa a o seu
sus en o. Como, ainda, os homossexuais, igualmen e acusados de
“compo amen os des ian es”.
Em agos o de 1970, ce ca de 3000 jo ens agua da am o a anque do es i al de música
que e ia luga no ecin o da Escola Salesiana do Es o il. Em ca az algumas das bandas e
can o es po ugueses mais em oga. Apesa da inicia i a es a au o izada, a polícia de
choque impediu a sua ealização, alegando que não inha disso conhecimen o. Seguiu-se
uma iolen a ca ga policial sob e a mul idão que aí se concen a a
63
Anexo XIV
A aliação do “sub-p ojec o” «Quando o en o cala a a desg aça…»
Pa âme os de
a aliação
T abalho
Colabo a i o
Classi .
Ap esen ações
O ais
Classi .
Dossie Final
Classi .
Classi .
Final
Classi .
Final
Co ação dos
pa âme os
30%
25%
45%
100%
100%
G upo
Alunos
1
MC
60
18
72
18
58,9
26,51
62,51
62,5
MC
55
16,5
72
18
58,9
26,51
61,01
61,0
VR
60
18
72
18
58,9
26,51
62,51
62,5
LD
55
16,5
68
17
58,9
26,51
60,01
60,0
2
AM
100
30
100
25
95,7
43,07
98,07
98,1
MR
100
30
100
25
95,7
43,07
98,07
98,1
MO
100
30
100
25
95,7
43,07
98,07
98,1
SR
100
30
96
24
95,7
43,07
97,07
97,1
3
AM
60
18
60
15
67,8
30,51
63,51
63,5
ML
60
18
72
18
67,8
30,51
66,51
66,5
RM
60
18
65
16,25
67,8
30,51
64,76
64,8
MM
60
18
60
15
67,8
30,51
63,51
63,5
4
MD
80
24
84
21
66,1
29,75
74,75
74,7
RR
80
24
84
21
66,1
29,75
74,75
74,7
VF
80
24
84
21
66,1
29,75
74,75
74,7
OM
80
24
88
22
66,1
29,75
75,75
75,7
5
IV
100
30
84
21
79,9
35,96
86,96
87,0
FA
100
30
84
21
79,9
35,96
86,96
87,0
FM
100
30
80
20
79,9
35,96
85,96
86,0
ML
80
24
80
20
79,9
35,96
79,96
80,0
MM
100
30
84
21
79,9
35,96
86,96
87,0
6
CV
80
24
76
19
84,8
38,16
81,16
81,2
LS
100
30
80
20
84,8
38,16
88,16
88,2
SN
60
18
50
12,5
84,8
38,16
68,66
68,7
AS
80
24
60
15
84,8
38,16
77,16
77,2
7
FO
100
30
100
25
92,95
41,83
96,83
96,8
RR
80
24
100
25
92,95
41,83
90,83
90,8
MP
80
24
100
25
92,95
41,83
90,83
90,8
MV
80
24
100
25
92,95
41,83
90,83
90,8
Soma ó io:
699
Soma ó io:
588,75
Soma ó io:
1019,025
Soma ó io:
2307,0
Média:
24,1
Média:
20,3
Média:
35,2
Média:
79,6
Pe cen agem:
80,3
Pe cen agem:
81,2
Pe cen agem:
78,2

64
Anexo XV
A aliação das componen es locais do p ojec o «De quan as his ó ias se az
Oei as?»
Somos Fo es!
Guião de explo ação, Ta e a 3
Ques ão:
1
2
3
4
5
6.1
6.2
6.3
6.4
6.5
7
To ais
To ais %
Co ação:
3
3
3
10
2
2
3
3
2
2
3
36
100%
G upo 1
1,25
3
1,5
6,5
1
2
0
1,5
2
1
3
23
63,9
G upo 2
1,25
2,80
3
7
1
2
3
3
2
1,5
3
30
83,3
G upo 3
1,5
3
1,5
5
2
0
0
2
2
0,25
3
20
55,6
G upo 4
1
3
3
4,5
1
2
2
2,5
1
1
3
24
66,7
G upo 5
1
2,5
3
6,5
0
2
2
3
2
1
3
26
72,2
G upo 6
2,5
3
3
8
2
2
0
1,75
2
1
3
28
77,8
G upo 7
1
0
1,5
6
2
2
0
1,75
2
1
2
19
52,8
Soma ó io:
472,3
Média:
67,4
En im… A República!
Soco o! A Mona quia es á em c ise!
Guião 1, Ta e a 2 (pa cial) - G upo 1
Pa cela es do Dossie do "Sub-P ojec o"
Ques ão:
1.1.
1.2
1.3
1.4
1.5
1.6
1.7
To al
To ais %
Co ação:
3
3
2
3
3
3
2
19
100%
Co ação ob ida:
2,25
3
2
3
3
3
2
18,25
96,1
Ruas com Iden idade Republicana
Guião 7, Ta e a 1 - G upo 7
Ap esen ação o al
Rigo dos con eúdos: MB (95%)
Capacidade de sis ema ização: MB (95%)
C ia i idade: MB (92,5%)
Con ibu o pa a o g upo: 2 elemen os com MB; 1 com B; 1 com S
65
Quando o en o cala a a desg aça…
Todos os guiões de explo ação, Pa e II, Ta e a 1 a 3
Pa cela es do dossie do “sub-p ojec o”
G upo 1 - Es ádio Nacional
Ques ão 1
Ques ão 2
Ques ão 3
To ais
To ais %
Co ação:
15
9
3
27
100%
Co ação
ob ida:
10
5
1,5
16,5
61,1
G upo 2 - Fo e de Nossa Senho a das Me cês de Ca alaze e e Fo e de São B uno de
Caxias
Ques ão 1
Ques ão 2
Ques ão 3
To ais
To ais %
Co ação:
20
8
5
33
100%
Co ação
ob ida:
20
6
5
31
93,9
G upo 3 - Fo e da Gi ibi a
Ques ão 1
Ques ão 2
Ques ão 3
To ais
To ais %
Co ação:
15
9
3
27
100%
Co ação
ob ida:
7
4
2
13
48,1
I
G upo 4 - Fo e de Caxias
Ques ão 1
Ques ão 2
Ques ão 3
Ques ão 4
To ais
To ais %
Co ação:
10
10
6
3
29
100%
Co ação
ob ida:
7
6
2
0
15
51,7
G upo 5 - Fo e de Caxias
Ques ão 1
Ques ão 2
Ques ão 3
To ais
To ais %
Co ação:
10
10
6
26
100%
Co ação
ob ida:
8
8
6
22
84,6
G upo 6 - Fo e de Caxias
Ques ão 1
Ques ão 2
Ques ão 3
To ais
To ais %
Co ação:
12
12
10
34
100%
Co ação
ob ida:
12
8,5
2
22,5
66,2
G upo 7 - Memó ias Locais
Ques ão 1
To ais
To ais %
Co ação:
30
30
100%
Co ação
ob ida:
25
25
83,3
66
Anexo XVI
A aliação do dossie do “sub-p ojec o” «En im… A República!» po compe ências
especí icas da His ó ia
Recolha e T a amen o de Fon es
Comp eensão His ó ica
Comunicação His ó ica
GRUPO 1
Ques ões
T a amen o
In o mação
Ge al
TOTAL
Ques ões
Comp eensão
Ge al
TOTAL
Ques ões
Comunicação
Ge al
TOTA
L
TOTAL
GLOBAL
24,5
5
29,50
32,9
5
37,90
12,6
20
32,60
100
16,80
2,5
19,30
15,05
2,5
17,55
8,05
14
22,05
58,90
GRUPO 2
Ques ões
T a amen o
In o mação
Ge al
TOTAL
Ques ões
Comp eensão
Ge al
TOTAL
Ques ões
Comunicação
Ge al
TOTA
L
25,2
5
30,2
27,3
5
32,3
17,5
20
37,5
100
22,4
4,25
26,65
27,3
4,25
31,55
17,5
20
37,5
95,7
GRUPO 3
Ques ões
T a amen o
In o mação
Ge al
TOTAL
Ques ões
Comp eensão
Ge al
TOTAL
Ques ões
Comunicação
Ge al
TOTA
L
25,9
5
30,9
31,5
5
36,5
12,6
20
32,6
100
17,5
3,5
21
21
3,5
24,5
6,3
16
22,3
67,8
GRUPO 4
Ques ões
T a amen o
In o mação
Ge al
TOTAL
Ques ões
Comp eensão
Ge al
TOTAL
Ques ões
Comunicação
Ge al
TOTA
L
27,3
5
32,3
29,4
5
34,4
13,3
20
33,3
100
22,05
3
25,05
22,75
3
25,75
6,3
9
15,3
66,1
GRUPO 5
Ques ões
T a amen o
In o mação
Ge al
TOTAL
Ques ões
Comp eensão
Ge al
TOTAL
Ques ões
Comunicação
Ge al
TOTA
L
23,8
5
28,8
24,5
5
29,5
21,7
20
41,7
100
20,3
3,25
23,55
18,2
3,25
21,45
18,9
16
34,9
79,9
67
GRUPO 6
Ques ões
T a amen o
In o mação
Ge al
TOTAL
Ques ões
Comp eensão
Ge al
TOTAL
Ques ões
Comunicação
Ge al
TOTA
L
20,3
5
25,3
28,7
5
33,7
21
20
41
100
19,95
3,5
23,45
25,9
3,5
29,4
12,95
19
31,95
84,8
GRUPO 7
Ques ões
T a amen o
In o mação
Ge al
TOTAL
Ques ões
Comp eensão
Ge al
TOTAL
Ques ões
Comunicação
Ge al
TOTA
L
21,7
5
26,7
27,3
5
32,3
21
20
41
100
20,65
4,25
24,9
27,3
4,25
31,55
17,5
19
36,5
92,95
TOTAL GLOBAL
TOTAL GLOBAL
TOTAL GLOBAL
Co ação:
203,70
Co ação:
236,60
Co ação:
259,70
Co ação
g upo:
163,90
Co ação
g upo:
181,75
Co ação
g upo:
200,50
TOTAL PERCENTUAL
TOTAL PERCENTUAL
TOTAL PERCENTUAL
80,5
76,8
77,0