I
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Ins i u o Ça aku a, Flo ianópolis, B asil
Rela ó io de Es ágio do Mes ado em Ecología Humana e
P oblemas Sociais Con empo áneos
Valen ina Fonseca
No emb o 2017
Rela ó io de es ágio ap esen ado pa a o cump imen o dos equisi os necessá ios pa a ob enção
do g au de Mes e em Ecologia Humana e P oblemas Socias Con empo âneos ealizada sob a
o ien ação de I a Mi anda Pi es.
II
Ag adecimen os
Gos a ia de ag adece à amília do Ins i u o Ça aku a po e abe o as po as do seu espaço e me in eg a
no seu abalho comp ome ido.
A odos os colabo ado es e olun á ios do Ins i u o com quem compa ilhei es a ica expe iência, an o
p o issional como pessoalmen e.
Além disso, é mui o impo an e ag adece aos pa icipan es das p á icas da Educação Ambien al, desde
c ianças pequenas a é os adul os, odos ensinando o mas de ama a na u eza e con ibuindo com o
comp omisso pa a um u u o espe ançoso de cons ução cole i a.
Ag adeço aos colegas do Mes ado em Ecologia Humana, pelas inspi ações compa ilhadas.
Á p o esso a I a Pi es, que semp e e e uma disposição mui o boa pa a me guia .
Ag adeço o apoio da minha amília e amigos.
E po úl imo aos ambien es na u ais que me acolhe am e me inspi a am.
III
Resumo
Es e ela ó io p e ende ap esen a o es ágio em Educação Ambien al (EA) ealizado no Ins i u o
Ça aku a (IÇa a), em Flo ianópolis, B asil, de maio a se emb o de 2017.
Pa a sua ealização, é u ilizada uma me odologia desc i i a e bibliog á ica, com base na
expe iência e nas a i idades ealizadas du an e a mesma.
A educação ambien al su ge como uma espos a à c ise ambien al con empo ânea. Desen ol eu-
se como pa e do mo imen o ambien al e a consciencialização ge ada sob e os p oblemas ambien ais
globais. A abo dagem in e disciplina ecen e da ques ão ambien al em uma isão sis émica que
ab ange as elações en e ambien e, sociedade e indi íduo. Nesse sen ido, uma no a concepção do
homem coloca-o na posição de gua dião da na u eza, não a pa i de uma posição ex e na, mas como
pa e dela.
O es ágio no Ins i u o Ça aku a pe mi iu epensa os modelos eó icos, a a és da p á ica, em
p ol de uma abo dagem adequada da Educação Ambien al
Pala as-cha e: educação ambien al, é ica ecocên ica, ecologia in eg al, ecologia p o unda, pedagogia
Waldo , pedagogia do b inca
IV
Summa y
This pape in ends o accoun o he in e nship in En i onmen al Educa ion held a Ins i u o Ça aku a
(IÇa a), in Flo ianopolis, B azil, om May o Sep embe 2017.
Fo i s accomplishmen a desc ip i e and bibliog aphic me hodology is used, based on he
expe ience and he ac i i ies ealized du ing he sameone.
En i onmen al educa ion eme ges as a esponse o he con empo a y en i onmen al c isis. I has
de eloped as pa o he en i onmen al mo emen and he awa eness gene a ed abou global
en i onmen al p oblems.
The ecen in e disciplina y app oach o he en i onmen al issue has a sys emic iew ha
encompasses he ela ionships be ween en i onmen , socie y and he indi idual, in he ace o
disco e ing in eg al solu ions o ecip ocal and syn opical collabo a ion.
The an h opological concep o Human places him in he posi ion o gua dian o na u e, bu no om an
ex e nal posi ion, bu as pa o i .
The case o he Ça aku a Ins i u e is illus a ed in o de o e lec on he heo e ical models in
En i onmen al Educa ion, and o ocus on a possible way o de eloping his p ac ice, being able o
unde s and some o he challenges o en i onmen al educa ion oday o he p omo ion o sus ainabili y.
Keywo ds: En i onmen al educa ion, ecocen ic e hics, in eg al ecology, deep ecology, Waldo
pedagogy, pedagogy o playing
V
Índice
In odução
1
Capí ulo 1: Re e ências eó icas
2
1.1. P oblemá ica ambien al a ual
2
1.1.1. Raízes da ques ão ambien al na elação homem-na u eza da mode nidade
3
1.2. Educação Ambien al
4
1.2.1. Fundamen os Emocionais da Educação Ambien al
5
1.2.2. Ecologia In eg al: as ês dimensões ecológicas pa a a EA
6
1.2.3. É icas ambien ais ecocên icas e Ecologia P o unda
6
1.2.4.Ime são co pó ea e G een Mind ulness como e amen as de econexão pa a
uma EA sensibilizado a
8
1.2.5. Pe macul u a e Ag o lo es a
9
1.2.6. Pedagogias da In ância pa a a EA
11
1.2.6.1. Pedagogia Waldo
11
1.2.6.2. Pedagogia do B inca
12
Capí ulo 2. ONG Ins i u o Ça aku a
14
2.1. Ap esen ação da Ins i uição
14
2.1.1. Obje i os
14
2.1.2. Valo es
14
2.1.3. O gânica
14
2.1.4. Financiamen o
15
2.1.5. Localização
15
2.1.6. B e e desc ição do Sí io
16
2.1.7. His ó ico
16
2.2. Linhas de ação e p oje os em cu so
17
2.2.1. Educação Ambien al
18
2.2.2. Pe macul u a
19
2.2.3. Manejo sus en á el dos ecu sos na u ais. Tecnologias Sociais
20
2.2.4. Biocons ução
21
2.2.5. Saneamen o Ecológico
21
2.2.6. Res au ação de Flo es as Paisagens e Sis emas Ag o lo es ais
21
2.2.7. P oje os em Cu so
21
Capí ulo 3. Es ágio Cu icula na ONG
25
3.1. Coo denação e cocoo denação em ações de Educação Ambien al
25
3.1.1. EA no sí io Ça aku a.
26
VI
3.1.1.1 T ilhas in e p e a i as
27
31.1.2. Danças ci cula es
28
3.1.1.3 O icina de mo imen o
29
3.1.1.4. O icina de bamboo
30
3.1.1.5 Biocons ução lúdica de cabana com ma e iais do sí io
31
3.1.1.6. O icina de pani icação
32
3.1.1.7. Jogo li e
33
3.1.1.8. Con a o com animais
33
3.1.1.9. Rodas de con e sas
34
3.1.1.10. Ag o lo es a
35
3.1.2. A i idades de EA o a do sí io do IÇa a
35
3.1.2.1. Tea o de an oches
35
3.1.2.2. Biocons ução lúdica com amílias
36
3.2. Sis ema ização de dados sob e as isi as
37
3.3. Receção das isi as ao sí io e isi a guiada
38
3.4. O ganização p é ia e pa icipação do PDC
38
3.5. Ta e as de ja dinagem: Pe macul u a ag o lo es al aplicada
43
Capí ulo 4: Con ibuições do es ágio
44
4.1. Compe ências
44
4.2. Fo alezas iden i icadas da p opos a IÇa a:
44
4.3. Re lexões da expe iência pa a o u u o
45
Conclusões
46
Re e ências bibliog á icas
47
Anexos
50
1
In odução
Es e ela ó io de es ágio ap esen a a expe iência e o conjun o de a i idades ealizadas no Ins i u o
Ça aku a (IÇa a), em Flo ianópolis, B asil, de Maio a Se emb o de 2017, como opção pa a o abalho de
conclusão do Mes ado em Ecologia Humana e P oblemas Sociais Con empo âneos.
Os mo i os pelos quais ealizei es e es ágio p endem-se com a abo dagem p á ica das di e en es
ques ões expos as du an e o p imei o ano de mes ado. Assim, oi necessá io iden i ica e conhece
di e en es p á icas de Educação Ambien al (EA), a a és da pa icipação, obse ação e e lexão das
a i idades p opos as na ONG ambien al IÇa a. Pa a isso, delinea am-se os seguin es obje i os
especí icos:
- Iden i ica os concei os cen ais ace ca da p oblemá ica ambien al a ual, as suas aízes epis emológicas
e possí eis soluções sus en á eis, pa indo da EA e eo ias pedagógicas que sus en am as p á icas do
Ins i u o como possí eis espos as a es a c ise.
- Desc e e as ca ac e ís icas ge ais do IÇa a.
- Desc e e as a i idades de EA ealizadas du an e o es ágio.
-Desc e e a e as que pe mi i am desen ol e em e amen as pa a a sus en abilidade, como
Pe macul u a e Ag o lo es a.
- Iden i ica as compe ências adqui idas du an e o es ágio.
A me odologia do abalho é desc i i a e bibliog á ica, com base na expe iência e nas a i idades
ealizadas du an e o pe íodo de Maio a Se emb o de 2017.
Es e ela ó io es á es u u ado em 4 capí ulos:
- No p imei o deles, é in oduzido o es ado da a e e e en e a p oblemas ambien ais, ecologia p o unda,
educação ambien al, pedagogia Waldo e pedagogia do b inca , como o ien ações eó icas que es ão na
base de acão do Iça a;
- No segundo capí ulo, é e a ada a ins i uição an i iã e os seus p oje os a uais;
- O e cei o capí ulo oca nas a i idades ealizadas du an e o es ágio;
- O qua o capí ulo e le e sob e as con ibuições do es ágio pa a a o mação pessoal.
- Nas conclusões, os obje i os iniciais do es ágio eg essa-se aos obje i os iniciais do es ágio e eles são
e i icados.
2
Capí ulo 1: Re e ências eó icas
1.1. P oblemá ica ambien al a ual
A Ecologia Humana es uda a elação das sociedades com o ecossis ema, sob e como os
humanos, a a és da cul u a, da o ganização social e dos ecu sos ecnológicos, in e agem com o meio
ambien e pa a a manu enção da ida. No mundo global con empo âneo, es a elação ap esen a-se como
p oblemá ica uma ez que o uso dos ecu sos na u ais a ingiu um pon o de desequilíb io que ep esen a
uma g ande ameaça pa a a conse ação dos sis emas ecológicos no plane a e a p óp ia ida humana
(Tommasino, Folado i e Taks, 2005). A peculia idade da e a a ual ca ac e iza-se pela gene alização das
elações capi alis as na elação homem-na u eza, não só acele ando o seu i mo, como ambém
con ibuindo pa a uma ampli ude cada ez maio das ações humanas.
A base da ida humana si ua-se nos ecossis emas na u ais, e ao in e agi neles, o homem
ans o ma-os. A sociedade de consumo baseia-se num ipo de desen ol imen o que mede-se apenas
a a és de indicado es económicos, o qual explica o c escimen o dos p oblemas ambien ais na
a ualidade. Todas es as di iculdades são esul ado his ó ico do an opocen ismo da Humanidade em
elação ao plane a.
Tan o o mo imen o ambien al mode no como o a amen o do ema a ní el polí ico mundial
eme gi am no auge da e a indus ial, mais especi icamen e, em inais do século passado, aquando da
agudização das al e ações do plane a causadas pela a i idade humana. As mudanças climá icas, a pe da
de biodi e sidade, a con aminação do solo, da água e do a , a dese i icação do solo, o desma amen o, o
esgo amen o das ese as na u ais e a camada de ozono são exemplos dessa deg adação ambien al.
À medida que es es p oblemas se o na am mais isí eis, a a enção sob e os p incípios e concei os da
ecologia assumi am uma u gência supe io , ques ionando-se o papel do se humano na na u eza e a legi imidade
des a como on e ilimi ada de ecu sos sem consequências a médio e longo p azo. Des e modo, impõe-se a
necessidade de cons ui al e na i as sus en á eis pa a o u u o, não só a ní el ambien al, como ambém social,
polí ico e económico.
3
1.1.1. Raízes da ques ão ambien al na elação homem-na u eza da mode nidade
Visando a da espos as à c ise ambien al desde a Educação Ambien al, con e e-se necessá io iden i ica
possí eis explicações à o igem da mesma. Em elação a is o, pode-se aze e e ência aos pa adigmas da cul u a
ociden al mode na, que dão ma co à comp eensão que o Homem em da na u eza e que de ine as ca ac e ís icas
dessa elação (Mangabei a, 1991). Dada a c ise ambien al com a qual nos depa amos a ualmen e, o na-se
impo an e a e lexão sob e as conceções da na u eza, do homem e da elação en e os dois.
A pa i do Iluminismo e da Re olução Indus ial, o p og esso passou a assen a na azão ecnocien í ica
aliada a um sis ema económico de p odução, dependen es da dominação, manipulação e ans o mação do mundo
ísico, onde a na u eza assumiu um alo ins umen al. Po conseguin e, c iou-se a pe ceção de uma en idade
ex e na, cons i uída po um conjun o de enómenos e obje os mecanicamen e ligados e de en o a de ecu sos a
se em u ilizados cujo im se ia o bem-es a humano, enómeno que pode se chamado de "Dessac alização da
Na u eza".
Polis (cidade) e Logos ( azão) são os enómenos que de inem a época mode na e se dis anciam das leis da
Na u eza, a pa i do momen o em que es as se associam ao “indesejá el” domínio da i acionalidade (Va andas,
2003). Es a sepa ação en e o homem e a na u eza az pa e de uma sé ie de dualidades que de inem à cul u a
mode na, como cul u a-na u eza, men e-co po, azão-emoção; eu-ou o (Va andas, 2003).
De al manei a, o Homem Mode no coloca-se não só num luga de supe io idade dian e do mundo na u al
(an opocen ismo), mas ambém au oexcluindo-se do mesmo, pe dendo a noção da sua p óp ia pa e animal,
ligada às mesmas leis que egem o es o da na u eza. Pe de-se, po an o, o sen ido de pe ença à na u eza uma ez
que a iden idade pessoal não inclui-a, o que á ios es udos assinalam como a semen e dos p oblemas ambien ais
(Taube , 2012, P e y, 2002). O Homem mode no pe cebe-se a si mesmo como uma en idade undamen almen e
in elec ual que excluiu o papel do co po e do meio ambien e da sua essência (Cla k, 1997).
E e i amen e, as necessidades humanas a uais ma cam es ilos de ida mui as ezes insus en á eis an o a
ní el ambien al como social. A a ualidade de di a p oblemá ica consis e em que o consumismo e a c escen e
u banização es ão expandindo-se apidamen e como um modelo alo izado a ní el mundial.
10
impac os que ela em sob e a biodi e sidade global, sendo que is o es á elacionado com a o ma como
os humanos sup em as suas necessidades básicas. Obse a a pe ença dos humanos às leis da ene gia
que go e nam o uni e so ma e ial e a na u eza e, po an o, conclui que é ine i á el eco e aos
p incípios e pad ões de design obse á eis na na u eza. A pa i dessa p imo dial obse ação dos
p ocessos na u ais, busca-se a in eg ação dos a iados elemen os que compõem o sis ema de p odução
pe macul u al, pa a pe mi i a egene ação dos ciclos e o ap o ei amen o dos ecu sos da na u eza como
o solo, a água e a ene gia. Em pala as de Mollison (1988),
“…a Pe macul u a consis e na elabo ação, implemen ação e manu enção de ecossis emas
p odu i os que man enham a di e sidade, a esis ência e a es abilidade dos ecossis emas
na u ais p omo endo ene gia, mo adia e alimen ação humana de o ma ha moniosa com o
ambien e (...) é abalha com a na u eza, e não con a ela. É olha os sis emas em odas as suas
unções ao in és de i a apenas um u o deles, e de pe mi i que os sis emas demons em sua
p óp ia e olução” (pág. 9).
Es a p opos a dá p io idade à econs ução da na u eza, especialmen e das á o es e lo es as e
suge e um design ascenden e, que começa com o indi íduo e o seu la pa a di undi à comunidade,
ap esen ando al e na i as ecnológicas. Nesse sen ido, a gumen a-se que a p o eção da biodi e sidade
biológica acon ece jun amen e com a p o eção da di e sidade cul u al das comunidades que habi am
esses e i ó ios.
O planeamen o pe macul u al consis e na
sus en abilidade aplicada que in eg a se e
campos que se in e - elacionam na chamada
“ lo da pe macul u a”: maneio dos ecu sos
na u ais; espaço cons uído; e amen as e
ecnologias; educação e cul u a; saúde e
espi i ualidade; economia e ge ação de enda;
posse da e a e go e nança comuni á ia. É
assim que es a es a égia in eg a di e sas á eas de
conhecimen o, p omo endo os sabe es ances ais,
pa a c ia soluções p odu i as sus en á eis a ní el ambien al, social e económico. Con o me o expos o, a
Pe macul u a o na-se uma e amen a mui o ap op iada pa a a EA que comp eende a in eg ação do
indi íduo com a sociedade e na u eza. Po meio das suas p á icas, consegue-se in eg a as ês
11
dimensões da ecologia an es expos as (subje i a, social e ambien al). A Ag o lo es a, esul a se uma das
écnicas da Pe macul u a, la gamen e abalhada no Iça a.
A ag o lo es a ou Sis ema Ag o lo es al (SAF) é uma o ma de uso da e a que combina os
cul i os com a lo a na i a. O SAF em como p incipal obje i o conse a ou ecupe a a lo es a,
podendo ambém se combina com a p odução de alimen os. Des a o ma ob em-se bene ícios an o a
ní el ecológico como a ní el económico. Nes e ipo de desenho in ensi icam-se os ciclos ecológicos das
lo es as, imi ando os p ocessos na u ais da na u eza: solo cobe o, di e sidade de ipos de plan as
jun as, e i ando as p agas.
A a és de uma no a o ma de elaciona -se com a na u eza, o homem pode exe ce uma
a i idade bené ica pa a o plane a. Em e mos de ag icul u a, a ecnologia dos Sis emas Ag o lo es ais e da
Pe macul u a pe mi em posiciona o se humano numa elação comple amen e no a com a na u eza, ao
assumi o papel de semeado , plan ado e in ensi icado de p ocessos na u ais ge ado es de ida. Ao in és
de se pe gun a quan o o se humano pode e i a da na u eza pa a a ende suas necessidades, a pe gun a
passa a se o quan o ele pode á colabo a com ela pa a p oduzi mais abundância e ida. Ao coloca -se
como um elemen o inse ido na eia da ida, o na-se lógico bene icia não apenas os se es humanos mas
ambém pássa os, macacos, minhocas, inse os e odas o mas de ida.
1.2.6. Pedagogias da In ância pa a a EA
A segui expõem-se duas o ien ações eó icas que inspi am o abalho em Educação Ambien al
do IÇa a e que em especi icidade no abalho com c ianças: a Pedagogia Waldo e a Pedagogia do
B inca .
1.2.6.1. Pedagogia Waldo
A an oposo ia é a isão an opológica subjacen e à pedagogia Waldo , desen ol ida po Rudol
S eine no início do século XX. Es a é uma linha pedagógica que o ien a o abalho de Educação
Ambien al do IÇa a. Ac edi a que a exis ência ísica do se humano é pe meada po um mundo
"supe senso ial" e que a na u eza in e na dele em dessa es e a. Consequen emen e, a a e a do educado
isa mais a espei a a di a indi idualidade do que a o má-la.
Os au o es Ca lg en e Klingbo (2006) a gumen am que a pedagogia Waldo con ibui pa a uma
"educação pa a a libe dade" na qual se p ocu a que o se humano possa assumi a esponsabilidade pelo
12
p og esso do seu p óp io desen ol imen o. Nes a linha a gumen a i a, “quan o mais icas o em as
possibilidades de exp essão que se ap esen em ao Eu humano pelo o ganismo ísico e pelas unções
anímicas, e quan o mais conscien e es e Eu pude u iliza a mul iplicidade dessas endências, segundo
suas p óp ias decisões e baseadas num pensa independen e, maio se á a sua libe dade in e io ” (pag.
209).
Es a pedagogia a gumen a que a pala a alada se e pa a c ia expe iências con oladas e icas
em sen imen os, uma ez que a capacidade de compa ilha a aleg ia do ou o, sen i piedade e
compaixão é a base de oda a capacidade pa a o social (Ca lg en e Klingbo g, 2006).
Re e e ambém, que a p á ica da a e ocupa uma posição especial na exis ência humana, já que
o e ece caminhos pa a que as c ianças se o nem pessoas c ia i as, ao desen ol e em expe iências
in e io es di e sas e p o undas, ob endo assim bene ícios du á eis. Despe a nelas o ins in o de sen i
a a és das suas qualidades anímicas e de odas as ib as do seu co po de udo o que o mundo ex e io
lhes ap esen a, e pa icipa , a pa i disso, na cons ução c ia i a do mundo (Ca lg en, Klingbo g; 2006).
1.2.6.2. Pedagogia do B inca
A subs ância do jogo é aleg ia. A na u eza é seu e i ó io p imo dial.
Lydia Ho élio
Jun o com a pedagogia Waldo , o IÇa a é guiado a a és da "pedagogia do b inca ",
econhecendo essa o ma como a essência da exp essão das c ianças e como a o ma na u al de eles
in e agi em com o mundo. O luga do jogo é p imo dial e c uza oda a p opos a educacional da educação
ambien al do IÇa a.
A base des as ideias é que a ação pedagógica de e esponde às mo i ações das c ianças e
espei a o sag ado empo da in ância. Nes e con ex o, exis e a necessidade na u al das c ianças pa a
b inca e explo a , que anscende qualque es e a da u ilidade, in eg ando o co po, os sen idos, os
sen imen os e o in elec o. Es e empo de jogo e expe imen ação le a a uma humanidade mais saudá el,
eliz e mais cuidadosa da na u eza.
Tal como Pinho Pe ei a (2013) coloca, o jogo nasce no co po e o co po é a na u eza. Pa a es a
au o a, a c iança, an es de se in elec o, é ins in o e sensação. Se á a a és dos seus sen idos, po ado es
de uma sabedo ia essencial, que a c iança pode á es u u a seu elacionamen o com o mundo. Nossos
13
sen idos e o sis ema senso ial ecebem, in eg am, p ocessam, assimilam e p oduzem um conhecimen o
signi ica i o do nosso se e es a no mundo. O b inca na na u eza em um alo p imo dial pa a o
desen ol imen o da capacidade c ia i a do se humano, ao pe mi i que a c iança in en e os seus
p óp ios jogos, desa iando o seu co po no p ocesso de desen ol imen o e c iando os seus ínculos en e
elas e o espaço.
Adicionalmen e, Fleu y (2016), coo denado a do P og ama C ianças na Na u eza do Ins i u o
Alana, abo da o con a o com a na u eza como algo que se expe iencia a um ní el senso ial.
A ob a de Lou (2005) ap esen a pesquisas que indicam que a exposição di e a à na u eza é essencial
pa a o desen ol imen o saudá el da in ância e pa a a saúde ísica e emocional an o de c ianças como
de adul os. Es e abalho incen i ou à p omoção do con a o di e o com a na u eza como um meio
me odológico na ap endizagem.
Ao encon a -se no meio na u al, a c iança expe imen a po meio do jogo, as edes e a iadas
elações que con o mam a ida. O encon o p ecisa de se eliz, a e i o, expe ienciado di e amen e com
a na u eza, pa a que enha um e ei o p odu i o, paci icado e es au ado sob e as c ianças, le ando ao
seu equilíb io in e no.
A di e sidade de ma e iais que a na u eza o e ece p opo ciona uma in ini a a iedade de
expe iências senso iais ( ex u as, olume, luidez, solidez, co e som). Cada ma e ial, de ido às suas
ca ac e ís icas e a ibu os, p opõe di e en es desa ios pa a a c iança, que de e lida com sua esis ência,
es imulando aspe os senso iais-mo o es do desen ol imen o. Ao u iliza as p óp ias mãos pa a
expe imen a esses elemen os, su gem b incadei as, cons uções que exp essam e o alecem a
aquisição de dis in as compe ências. Ao b inca com os elemen os da na u eza (água, e a, ogo e a ), as
c ianças en am em con a o com símbolos o es que acompanha am o imaginá io da Humanidade.
B inca com os elemen os é essencialmen e unda aízes na Te a, é c ia um ínculo de acolhimen o
mú uo, onde somen e o i ido sob e i e e é ansmissí el (Pinho Pe ei a, 2013).
A au o a, ci ando o p o esso Agos inho da Sil a des aca que a educação em um g ande desa io;
onde o papel do educado es a á cen ado em p opicia meios de exp essão à capacidade c iado a e de
comunicação das c ianças, mais do que di igi-las.
14
Capí ulo 2. ONG Ins i u o Ça aku a
2.1. Ap esen ação da Ins i uição
1
O Ins i u o Ça aku a – IÇARA – é uma O ganização Não Go e namen al (ONG) ambien alis a,
undada em 2007, quali icada como U ilidade Pública Municipal e como O ganização da Sociedade
Ci il de In e esse Público (OSCIP), í ulo econhecido pelo Minis é io da Jus iça do B asil. A
ins i uição é o mada po p o issionais, es udan es e colabo ado es das á eas da educação,
engenha ia, biologia, adminis ação, di ei o, a qui e u a, geog a ia, sociologia, a es plás icas,
cênicas en e ou as. Con a ainda com a colabo ação de á ios olun á ios.
2.1.1. Obje i os
Tem po obje i o, a pa i do desen ol imen o de p á icas pedagógicas, p oje os e pesquisas,
en ol e c ianças, jo ens e adul os em a i idades é icas ligadas ao uso sus en á el dos ecu sos na u ais,
à p o eção e ecupe ação ambien al e à cul u a da paz. P ocu a po se uma ins i uição que, em ede,
con ibua pa a um plane a saudá el e socialmen e conscien e.
2.1.2. Valo es
Guia-se pelos seguin es alo es: coope ação; cul u a da paz; esiliência;
comp ome imen o; espi i ualidade; dinamismo; c ia i idade; emp eendedo ismo; olun a iado
e amo .
2.1.3. O gânica
Di e o ia execu i a (2016)
P esiden e: And eia de Oli ei a - Pedagoga
Vice-p esiden e: Richa d Eile s Smi h - Mes e em Engenha ia Ambien al
Tesou ei o: Pe cy Ney Sil a - Engenhei o Ag ônomo
Ges ão e execução de P oje os:
1
A in o mação ap esen ada oi ex aída da página web do Ins i u o (h p://www.ca aku a.o g.b /).
15
A y Hau e Ne o - Engenhei o Sani a is a e Ambien al
C islaine Flo zino Flo - Técnica em Segu ança do T abalho e Es udan e de Eng. Sani á ia e Ambien al
Daniel Fe ei a Fu ado - Mes e em Engenha ia Ambien al
Edua do S. Mou e - Engenhei o Sani a is a e Ambien al
Gab iel Ma con Coelho - Engenhei o Sani á is a e Ambien al
João Daniel To es Simões Pi es - Mes e em Engenha ia Ambien al
Rod igo Cesa Co do a Bicudo Me ege - Biólogo
Se o adminis a i o
Rena o Razze a - Es udan e de Economia
2.1.4. Financiamen o
O inanciamen o da ONG depende de p oje os em coope ação com o go e no e com p i ados.
Também ob ém-se ecu sos a pa i dos cu sos p omo idos no sí io (PDC, O icinas de Ag o lo es a,
O icinas de Manejo do Bamboo), assim como da isi a de escolas.
2.1.5. Localização
16
O sí io do Ins i u o Ça aku a localiza-se numa á ea u al da Ilha
de Flo ianópolis, no es ado de San a Ca a ina, no li o al-sul de
B asil.
O local encon a-se no dis i o chamado “Ra ones” a 1km da
g ande lagoa da ilha, chamada “Lagoa da Conceição”.
2.1.6. B e e desc ição do Sí io
T a a-se de uma á ea p o egida pelos mo ado es
e colabo ado es
e es á inse ido
numa á ea de
lo es a da ma a
a lân ica, num
bioma de clima
sub opical de g ande impo ância dada a sua
biodi e sidade, po ém a ualmen e encon a-se
bas an e eduzido de ido a
a o es de de lo es ação. O sí io
oi ecupe ado a pa i de um
abalho de p o eção ambien al e
e lo es ação a a és de quase 40
anos. A p esença de abundan e ege ação ez com que o Rio Ra ones, que
passa a a és do sí io, aumen asse amplamen e o seu caudal. É assim que o
espaço comp eende dis in as á eas onde se p a ica ag o lo es a e onde exis e
uma ex ensa a iedade de lo a, p io i a iamen e na i a. Ve i ica-se
di e sidade de ní eis no solo, com di e enças de e enção de humidade, o
que pe mi e uma di e sidade condições pa a as plan as. Is o pe mi e que o
sí io seja ó imo pa a a ap endizagem de écnicas de ag o lo es a.
Também, encon am-se di e sas bio cons uções: as casas, banhei os secos, i ei o,
ga agens, casa da á o e e casa de jogos. Mui as delas o am ei as ep esen ando animais da
17
lo es a, com o obje i o pedagógico de despe a o in e esse e encan amen o
an o das c ianças como dos adul os que isi am o sí io.
Encon a-se, ao mesmo empo, a p esença de animais, an o da lo es a,
como macacos, pássa os, ucanos, cob as; como animais de es imação, como
bu o, cab a, galinhas, pa os, ga os e cães.
2.1.7. His ó ico
No ano 1978, Pe cy Ney Sil a, nascido em São Paulo, adqui e a e a de 15 ha. Nes a
época, a á ea e a bas an e des lo es ada e a ingida po queimadas em i ude dos in ensos cul i os
ag ícolas. A caça e a ex ação de palmi o e am p a icadas de o ma indisc iminada.
Inicialmen e, as a i idades de Ney es i e am cen adas na ecupe ação da ma a cilia , na
lu a con a a caça, a inibição do uso de "coi a a" (queimada do solo) e a edi icação de sua mo ada
na u al.
A pa i de 2002, jun o com a sua companhei a a Pedagoga And eia de Oli ei a, começou a
ealiza os p imei os abalhos com es udan es de escolas da cidade de Flo ianópolis, e a combina
pe macul u a com educação ambien al.
Em 2007, jun o a mais 20 amigos, undam o Ins i u o Ça aku a. Es a ONG ambien alis a,
sem ins económicos, o mada po p o issionais de di e sas á eas, ol ada pa a o desen ol imen o
da Pesquisa Cien í ica, Educação Ambien al e P o eção de á eas Na u ais.
2.2. Linhas de ação e p oje os em cu so
O Ins i u o Ça aku a a ua nas á eas de:
● Educação Ambien al
● Pe macul u a
● Maneio sus en á el dos ecu sos na u ais, Tecnologias Sociais, Biocons ução, Saneamen o
ecológico
● Res au ação de Flo es as, Paisagens e Sis emas Ag o lo es ais
● P ese ação e conse ação do meio ambien e
18
● P oje os de Ges ão ambien al e Unidades de Conse ação
2.2.1. Educação Ambien al
O en oque de educação ambien al pe meia odas as ações do Ins i u o Ça aku a. Es a oma em
conside ação a lei b asilei a que en ende que a educação ambien al en ol e a p omoção de p ocessos
pedagógicos que a o eçam a cons ução de alo es sociais, conhecimen os, habilidades e a i udes
ol adas pa a a conquis a da sus en abilidade socioambien al e a melho ia da qualidade de ida
(Minis é io da Educação do B asil, 2013). Ade indo a es e comp omisso, o IÇa a busca desen ol e
ações pedagógicas pe manen es que p omo am e dêem espos a às necessidades conc e as da sociedade,
endo como me a o cul i o da sensibilidade pa a o uso e cuidado dos ecu sos na u ais.
Den o da linha de abalho de EA, des aca-se o P og ama de Visi a de Escolas que se baseia em
isi as de es udos ealizadas po escolas, uni e sidades e ou as ins i uições ao "Sí io Ça aku a”. Os
p incipais emas abalhados nas jo nadas de educação ambien al são alimen ação saudá el, colabo ação,
jogo, na ação de his ó ias e ap endizagem de concei os associados a elações ecossis émicas. As ilhas
in e p e a i as ansmi em concei os impo an es como bacias hid og á icas, lo es as, ag icul u a
o gânica, cul i os ag o lo es ais, solos, animais u ais e sil es es, biocons uções e saneamen o
ecológico. P ocu a-se desen ol e uma abo dagem pedagógica baseada no espei o e na admi ação po
odas as o mas de ida, na ap endizagem sem compe ição e sem p essa, onde impe e a colabo ação e a
adap ação aos i mos das di e en es e apas do ano.
Tal como os memb os do IÇa a mos am, as isi as escola es des inam-se a p opo ciona um
espaço onde c ianças e jo ens possam expe imen a de o ma lúdica, a ís ica e cien í ica os mis é ios e
as e elações dos einos da na u eza. Ap ende a a és da expe iência e da a i idade p á ica sensibiliza e
ensina as c ianças a ge i os ecu sos ini os da e a, p opo cionando-lhes os p aze es do abalho eal,
bem como a sa is ação mo al de ealiza ações solidá ias, coope a i as e sus en á eis pa a o plane a e
pa a o luga onde eles i em.
A abo dagem educacional do Ins i u o Ça aku a combina os p incípios da ecologia in eg al e da
ecologia p o unda com uma isão da in ância e do desen ol imen o humano que coloca as c ianças
como p o agonis as, dando-lhes o papel dos a o es e não de simples obse ado es.
A p á ica começa po assumi uma é ica ecocên ica, onde o ecossis ema em alo em si mesmo.
Cada elemen o é alo izado e espei ado como uma pa e impo an e do elacionamen o que o man ém
19
uncionando. Nas isi as, o g upo em um con a o ín imo com a lo es a, in e agindo com suas o ças e
se es, o que le a à comp eensão de sua impo ância pa a nosso p óp io bem-es a e a sob e i ência do
plane a. In eg a a impo ância do cuida de si mesmo, dos pa cei os e da na u eza, p omo endo assim
uma abo dagem ecológica in eg al e aplicando os p incípios é icos da pe macul u a, como o cuidado das
pessoas e da e a. É dada p io idade ao exe cício da comunhão, solida iedade e colabo ação, em ez de
compe ição, como o mas de i e e in e agi . A in eligência sob e o uncionamen o do meio ambien e
se e de inspi ação pa a es es alo es.
Na base do p oje o educacional exis e a c ença de que o conhecimen o que e e i amen e al e a a
ealidade é o que eme ge da expe iência. A ação da EA em IÇa a em em men e a impo ância da
expe iência, e das emoções como eículos de sen imen os de comunhão. Ge almen e desen ol em-se
a i idades que pe mi em a in eg ação de c ianças com o ambien e na u al, no espaço do sí io. Pa indo
da ideia de que só é possí el cuida e p o ege o que se conhece, se ama do qual se sen e uma pe ença,
as expe iências que o e ecem essa opo unidade de encon o eal com a na u eza, as suas o ças,
elemen os, sons e sensações, são impo an es. Toda essa iqueza de es ímulos, ao mesmo empo, ligam-
nos à nossa p óp ia na u eza como se es humanos. Assim a ime são co po al no ambien e na u al
o nou-se o caminho p incipal pa a uma EA senso ial e p á ica.
Es e ipo de p opos a na EA o na-se impo an e no momen o em que se con ibui com
al e na i as às ca ac e ís icas que de inem a in ância na a ualidade, ais como o uso excessi o de ec ãs,
ações no espaço i ual em p ejuízo do desen ol imen o das habilidades co po ais no espaço eal, al a de
con a o com a na u eza, indi idualismo, en e ou as.
Po an o, a pe spec i a que o ien a as ações de EA no IC, conside a pa adigmas educa i os onde
se espei a a libe dade, e se dá p io idade ao jogo como linguagem, p o egendo o empo da in ância e a
c iança como época p imo dial. Os conhecimen os e con eúdos ão sendo in eg ados a a és da p á ica.
Nalguns casos, ize am-se ap esen ações o ais sob e os biomas do B asil e a impo ância de p ese a a
biodi e sidade em cada um deles.
2.2.2. Pe macul u a
A Pe macul u a, como e amen a p á ica pa a a sus en abilidade, é uns dos pila es na iden idade
da ONG. Numa en e is a pa a Globo No ícias, And eia de Oli ei a (2017) ala da impo ância da
pe macul u a na iden idade do ins i u o:
26
u al de IÇa a, como nou os locais, po exemplo, aquando da deslocação da equipa educa i a a uma
escola.
A população al o ab angeu uma ampla gama de idades: c ianças p é-escola es, escola es, es udan es do
ensino médio, es udan es uni e si á ios, pessoas in e essadas.
As a i idades p á icas ealizadas em cada encon o o am guiadas pelos p incípios ap esen ados
nos capí ulos an e io es, ajus ando a ap esen ação e as ca ac e ís icas das mesmas ao momen o e olu i o
e ao p ocesso de ap endizagem das di e en es idades.
3.1.1. EA no sí io Ça aku a.
As seguin es são dis in as écnicas u ilizadas:
▪ T ilhas in e p e a i as a é Lagoa da Conceição. Lei u a da paisagem. Con ac o sensi i o.
▪ T ilhas in e p e a i as den o do sí io. Lei u a da paisagem e elacionamen os ecossis émicos e
pe macul u ais.
▪ Danças Ci cula es.
▪ O icina de equilib io e mo imien o
▪ O icina de bambu (uso e ap esen ação de e amen as ap op iadas pa a se usado como ma e ial de
Biocons ução)
▪ Biocon uçao lúdica
▪ O icina de pani icação
▪ Jogo Li e
▪ Con a o com animais
▪ Ag o lo es a
▪ Rodas de con e sa pa a ap esen ação do sí io, das a i idades p opos as e pos e io e lexão sob e as
mesmas.
27
▪ 3.1.1.1 T ilhas in e p e a i as
Exis iam duas ilhas p incipais: uma den o do local e ou a começando lá e di igindo-se pa a a
Lagoa da Conceição. Além des as, uma e cei a oi ambém pe co ida algumas ezes, cons i uindo a zona
5 da Pe macul u a, a zona onde se espei a o meio ambien e na i o com a mínima in e enção humana. Na
ilha do local eu acompanha a os g upos e explica a a elações ecossis émicas exis en es, a pa das
conexões en e os elemen os pe macul u ais
p esen es. Po ou o lado, na ilha mais
comp ida, a a e a educacional consis iu an o em o ien a os
elemen os paisagís icos do ecossis ema, como em dinamiza a
p omoção da sensibilidade do p óp io co po no ambien e.
Foi in e essan e aze p opos as pa a omen a es e con a o:
caminha em silêncio; p es a a enção aos sen idos, nos pés ao pisa
a e a; da pele em con a o com o a ; ou i os sons das di e en es
á o es e pássa os, macacos, sen i ao longe a p esença do ma ao
chega ao opo da colina; p es a a enção às di e en es ex u as de
ped as e á o es, obse a di e en es o mas e co es. Fomen a a
ap eciação es é ica, ou seja, con ida os pa icipan es ao
econhecimen o dos pad ões que exis em na na u eza. Sen i o p óp io co po e ao caminha pô a enção
na e a e em odas as suas mani es ações como a ex ensão de cada co po.
As expe iências ambien ais p opo cionadas pelas ilhas in e p e a i as o nam-se, assim, cha es
e ios condu o es pa a o conhecimen o do meio ci cundan e e do p óp io se humano, le ando
ap eensão da paisagem como um mundo i ido. De aco do com Bu ime (1985, p. 172 e 185), pa a a
enomenologia, mundo o con ex o no qual a consciência e elada, e na pe spe i a geog á ica,
28
pode ia se conside ado como o subs a o la en e da expe iencia”, onde açamos nossas ilhas in e io es
e ex e io es, compa ilhando ho izon es paisagís icos indi iduais e cole i os.
Obje i os:
Faze uma lei u a da paisagem onde o conhecimen o ecológico é a ado, assim como p opicia
uma ime são co po al de ligação com o meio ambien e é um ecu so mui o impo an e pa a en a no
espaço e econhecê-lo com o obje i o de desen ol e o sen ido de pe ença à na u eza a a és dos sen idos
e do delei e es é ico. Es e banho na lo es a pe mi e en a na dimensão da na u eza e es a expos os os
seus i mos e à ha monia p imo dial que az de espelho da p óp ia ha monia in e na dos pa icipan es.
Além disso, o me gulho na lo es a possibili a um olha ab angen e no qual pode ap ecia o
uncionamen o em ede dos ecossis emas, onde odos os elemen os es ão em colabo ação pa a a
manu enção do sis ema.
Dessa o ma, a ilha o na-se num ecu so de g ande e sa ilidade que conside o mui o
ap op iado pa a abalha a EA de um modo in eg al: conhecendo a a és do pensamen o acional e da
sensibilidade, além disso, in eg a a á ea pessoal, social e ambien al da EA.
31.1.2. Danças ci cula es
Dança em onda com dinâmicas de mo imen o,
in eg ação g upal, e canções com le as que
sensibilizam sob e a impo ância de cuida à
na u eza.
Obje i os: Consciência co po al, exp essão,
consciência da impo ância da na u eza, in eg ação
g upal.
Uma das le as u ilizadas oi:
Sen e a Te a como um se i o que espi a com os en os indo e indo
Sen e a Te a como um milag e di e sas idas eunidas
29
Sen e a Te a como uma na e iajando no espaço com o Sol
Sen e a Te a como uma mãe de oda a ida Pachamama
* Sen e a Te a Sen e a Te a Pachamama *
Au o ia: Ka ina Signoni - Recycleide
3.1.1.3 O icina de mo imen o
30
Den o da o icina de mo imen o, p a icam-se écnicas pa a sen i o co po no con ex o da lo es a.
Equilíb io e o ça no ecido ac obá ico, equilíb io e colabo ação na slack line, expe imen ação do co po no
espaço no “esco egado ” ( ecido numa penden e no e eno).
Obje i os: O e ece expe iências de ime são co po al. A ideia é da algumas di e izes e pe mi i o
mo imen o li e de explo ação da lo es a. Explo ação dos limi es e as possibilidades do co po.
Expe imen a aleg ia.
3.1.1.4. O icina de bambu
Nes as o icinas as c ianças são con idadas a abalha com as a as bambu. A a i idade
o ganiza-se numa sequência onde se u ilizam di e en es e amen as c iadas no Ins i u o. Consis e em uma
sequência de ês e apas de expe imen ação. Pe cebe-se que os adolescen es icam mui o en usiasmados e
concen ados nes a a e a de abalho com o ma e ial e as e amen as, ao abalha num espaço li e,
podendo desen ol e as suas habilidades manuais. Es e ipo de a i idade é ealizado com os g upos de
c ianças de maio idade.
Obje i os:
P a ica com di e en es e amen as e desen ol e habilidades manuais e sensi i as, assim como
en a em con ac o com es e p ezado ma e ial pa a a biocons ução, com as suas ca ac e ís icas de igidez
e lexibilidade. No co e com ai ém p a ica-se a coo denação, luidez e sinc onicidade com o
companhei o. Busca-se que se possa ap ecia a sequência dos abalhos e o po encial que em o abalho
colabo a i o.
31
3.1.1.5 Biocons uçãolúdica de cabana com ma e iais do sí io
T a a-se de uma ob a cole i a de o ma uma cabana com bambu, co da e olhas.
Os pa icipan es ecebem algumas di e izes sob e a cons ução y a segui são con idados a explo a a
sua c ia i idade e oma a suas p óp ias decisões. Foi in e essan e e como, no con ex o des a a i idade,
ap o ei a am os ma e iais e o ambien e de abalho pa a c ia em pa alelo, além da cabana "o icial", suas
cons uções, dando luga à libe dade de explo a as habilidades.
32
Obje i os
P opo ciona um espaço
onde as c ianças pa icipem na
cons ução cole i a, podendo
explo a as possibilidades que os
ma e iais e o espaço o e ecem.
Valo a o p ocesso de p epa o dos
ma e iais, sendo conscien e dos Da
e olução do p ocesso. O
ap endizado a a és des a i ência
e da a i idade p á ica sensibiliza e
ensina às c ianças a se em
adminis ado as dos ecu sos ini os da e a, p opo cionando a elas os p aze es do abalho eal, além da
sa is ação mo al de es a em p omo endo uma ação solidá ia, coope a i a e sus en á el pelo plane a e
pelo luga onde i em.
Busca-se p omo e que o abalho écnico seja nu ido pela explo ação c ia i a num ambien e de
“b incadei a” onde as c ianças possam des u a da c iação p óp ia de um ambien e pa a o acolhimen o e
o jogo.
3.1.1.6. O icina de pani icação
Na o icina de pani icação odos jun os elabo am a massa do pão. A segui , cada um elabo a a sua peça
indi idual, onde se abalha a a e da manualidade. Pa a isso, amassa-se e dá-se o ma ao pão. O p ocesso
con inua com a o nada no o no a lenha.
33
Obje i os
Consis e num abalho onde se p a ica a coope ação á ez que de desen ol imen o das capacidades
indi iduais.
Du an e a p epa ação, ala-se sob e alguns alo es que o pão ep esen a: amizade, pa ilha, dedicação na
p epa ação.
3.1.1.7. Jogo li e
A jo nada inha semp e uma pa e dedicada ao
jogo li e onde os pa icipan es pode iam explo a o
espaço e o ma e ial da lo es a de aco do com seus
p óp ios in e esses. Su gem jogos em pa ce ias e em
g upos.
Obje i os
Fomen a o con ac o espon âneo com a na u eza, o que lhes pe mi ia o alece sua c ia i idade e
au onomia.
3.1.1.8. Con a o com animais
P ocu ou-se que
as c ianças i essem
expe iência de con a o e
espei o pelos animais,
an o os de es imação
como o bu o, galinhas e
gansos, quan o os que
azem pa e da auna da
lo es a.
Obje i os
34
P omo e o espei o e a admi ação pa a odas as o mas de ida. En en a os medos
elacionados com os animais e ans o ma-os em expe iências de con iança.
3.1.1.9. Rodas de con e sas
Es e espaço de eunião em como obje i o da um conhecimen o de alhado das a i idades a
se em desen ol idas, bem como a ap esen ação dos pa icipan es. É usado pa a ela a algumas his ó ias e
ábulas sob e a coexis ência de se es lo es ais e elemen os na u ais. Com adap ações dependendo das
idades, as his ó ias ilus am a lo es a com humo , mos ando um mundo cheio de ida e animosidade,
onde oco em mui os elacionamen os, despe ando em c ianças, jo ens e adul os, sen imen os e emoções
de empa ia pelo mundo na u al "mais do que humano ". No im da jo nada, essas odas pe mi em pô em
pala as as emoções e as ap endizagens da expe iência.
Obje i o:
In e cambia a a és da o alidade. In eg ação g upal e eceção ao sí io. Pa ilha o elemen o uni icado
que é o ogo.
35
3.1.1.10. Ag o lo es a
Os pa icipan es en am em con a o com as a e as necessá ias pa a a c iação de uma cama de cul i o
pe macul u al, ap endendo do p ocesso comple o desde a semen e a é a
plan ação.
P epa a-se e a pa a semea e coloca no i ei o. Ap ende-se sob e as
condições ó imas de uma e a é il, conse ação das semen es,
condiciones de humidade e luz necessá ias.
A segui p epa a-se o solo com dis in as capas, u ilizando os ma e iais
do local: e a, galhos de dis in os amanhos, palha, olhas, es e co,
compos o. Nes a ins ância ap ende-se a pa i da p á ica, os equisi os
e os passos pa a mon a um can ei o. Fala-se sob e a impo ância da
biodi e sidade, an o a ní el isí el, como no ní el dos
mic o ganismos, colocando a c iação de bo das nos can ei os como
undamen al pa a isso. U iliza-se a inco po ação de mic o ganismos
e icien es.
Po im, plan am-se mudas de di e sas á o es.
Aplicam-se á ios p incípios pe macul u ais, os quais são in oduzidos du an e a a e a.
Obje i os:
En a em con a o com os elemen os da na u eza. Expe imen a o po encial do abalho cole i o. Ap ende
écnicas e habilidades sob e o abalho na e a, e inco po a os p incípios da Pe macul u a de o ma
p á ica.
3.1.2. A i idades de EA o a do sí io do IÇa a
3.1.2.1. Tea o de an oches
No ma co do p oje o com a escola SOCIESC,
pa icipei da mon agem do ea o de an oches, ecu so
a ís ico que pe mi iu a ap esen ação do bioma local de
San a Ca a ina: a Ma a A lân ica, mos ando de o ma
lúdica conhecimen os sob e as elações ecossis émicas e a
42
43
3.5. Ta e as de ja dinagem: Pe macul u a ag o lo es al aplicada
Pa e do es ágio consis iu em desen ol e a e as na ag o lo es a. Es e oi mui o opo uno pa a ap ende
di e sas habilidades de manejo de can ei os e ap o unda nos concei os pe macul u ais a a és da
p á ica, elacionando os elemen os disponí eis no local pa a o uncionamen o dos can ei os.
Es as a e as o am:
- Plan a semen es e cuida delas
- Cuida das mudas
- T ansplan a mudas
- Manejo dos can ei os: elocalização de espécies exó icas
- Coloca adubo o gânico
- Cob i o solo
- C iação de can ei os com bambu
44
Capí ulo 4: Con ibuições do es ágio
4.1. Compe ências
C eio que ganhei uma sé ie de compe ências que me pe mi i ão num u u o p óximo abalha na
á ea de ecologia social, especialmen e no âmbi o da p o eção ambien al, a a és da educação ambien al e
do abalho com a comunidade. Foi possí el inse i -me den o de uma equipe de abalho in e disciplina
e en a em con a o com abo dagens en iquecidas pelos di e sos conhecimen os.
O es ágio e elou-se uma expe iência en iquecedo a, da qual inco po ei compe ências conc e as
em elação à EA e à Pe macul u a. A ibuo pa icula in e esse à di e sidade de écnicas de EA e de
idades dos espec i os pa icipan es. Pe mi iu-me, dessa o ma, e le i a pa i da p á ica ace ca da
adequação dos ecu sos pedagógicos igen es, p e endendo con ibui pa a a cons ução de uma
Educação Ambien al sensibilizado a e in eg al, que o neça e amen as pa a cons ui u u os mais
sus en á eis na ecologia pessoal, social e ambien al.
Na á ea de Educação Ambien al, jun o com a execução de p á icas, conheci equisi os o mais e
concep uais pa a a elabo ação de p oje os. Adicionalmen e, en ei em con a o com p á icas pa a a
sus en abilidade diá ia inspi adas nos concei os da Pe macul u a.
A expe iência adqui ida nesse empo de abalho e a con i ência popo cionada, de alguma
o ma, condensa o conhecimen o e a expe iência adqui ida a é ago a - einamen o em sociologia,
abalho na á ea de sociologia u al e conhecimen o adqui ido no p imei o ano de mes ado em Ecologia
Humana. Além disso, o es ágio pe mi iu-me in eg a conhecimen os das á eas da ecologia e biologia
(biodi e sidade, ecossis emas, Pe macul u a), bem como pedagogia e in ância e, a pa i deles, e le i
desde a eo ia à p á ica, e ice- e sa, nos modelos e pe spe i a ap op iados pa a uma Educação
Ambien al. A ime são no p ocesso de desen ol imen o implemen ado nes e p oje o pe mi iu-me uma
análise à luz dos seus pon os o es e e lexões pessoais pa a uma u u a p á ica p o issional.
4.2. Fo alezas iden i icadas da p opos a IÇa a:
- A iqueza pedagógica das p opos as da EA
- A e sa ilidade do Ins i u o em quan o a P oje os e á eas de a uação
- A in eg ação de di e en es conhecimen os cien í icos, humanís icos e popula es
45
- Os alo es é icos ace à p o eção ambien al- A impo an e ede de elações com ins i uições e
pa cei os.
- O encla e ísico excecional do local, localizado na lo es a a lân ica, um bioma mui o ico em
biodi e sidade. As ca ac e ís icas do ambien e especialmen e p epa ado pa a a eceção de c ianças e
pa a uma expe iência de pe macul u a e a di e sidade de a ações como io, á o es, plan as e animais,
biocons uções.
- In eg ação de á ios colabo ado es e di e en es olun á ios.
4.3. Re lexões da expe iência pa a o u u o
É in e essan e explo a a combinação de a i idades elacionadas à na u eza, jun amen e com o
desen ol imen o de habilidades p á icas pa a a sus en abilidade. Pa a isso, conside o aliosas as
expe iências que podem e con inuidade no empo com o mesmo g upo, podendo acompanha
p ocessos na u ais ( abalho com plan as, compos agem, e c.).
Penso que as danças ci cula es e a dinâmica da oda são mui o ú eis no momen o de a o ece os
laços de companhei ismo e in eg ação, a endendo à necessidade de ecologia social. Nesse sen ido, as
ca ac e ís icas musicais, de dança e í micas são mui o aliosas e e icazes, acessí eis e des u á eis po
dis in os públicos da EA.
É de g ande in e esse den o da EA, p opos as pa a ap o unda a elação dos pa icipan es com
elemen os da na u eza, como ogo, a , água e e a.
46
Conclusões
O a ual p oblema ambien al é ca ac e izado pelo desapa ecimen o de espécies, o aquecimen o
global, con aminação das águas, e osão dos solos, en e ou as. Es a si uação e lec e o a as amen o do
se humano da sua p óp ia condição de se na u al e da al a de sen imen o de pe ença ao plane a como
se ime so co po almen e nele. A c ise in oca à Humanidade a examina e ede ini essas c enças e
a i udes em elação à Te a e a si mesma. É po isso, que nes e es ágio o abalho ealizado assen ou na
necessidade de desen ol e den o da EA écnicas que possam p omo e espaços de encon o e
comunhão com a na u eza. Assim, u ge omen a as econciliações do homem com o meio ambien e, a
im de ele a os sen imen os de amo e espei o que sus en am p á icas u u as ecologicamen e mais
esponsá eis.
Pa indo da ideia da eia da ida e dos ecossis emas, conclui-se que pa a encon a espos as a
es as p oblemá icas ambien ais não bas a a p o eção ambien al desin eg ada dos ou os elemen os
ecológicos, nomeadamen e social e indi idual. Assim, é p eciso e em men e a impo ância de espos as
holís icas que in eg em as ês ecologias pa a a p omoção de cadeias de e oalimen ação de cuidados:
cuidado de si, dos ou os e da na u eza.
Nes e con ex o, a EA é hoje uma e amen a essencial. Foi mui o in e essan e explo a as
possibilidades que essas p á icas êm pa a a sus en abilidade. Do mesmo modo, Pe macul u a e
Ag o lo es a o am ma cos pa a uma ação ecologicamen e iá el.
47
Re e ências bibliog á icas
Ab am, D. (1985). The Pe cep ual Implica ions o Gaia. Me Dha ma Gaia. The Ecologis . 15(3).
________(2016). On being human in a mo e- han-human wo ld. Recupe ado de
h ps://www.humansandna u e.o g/ o-be-human-da id-ab am. 01/06/2016
Bu ime , A. Ap eendendo o dinamismo do mundo i ido, In: CHRISTOFOLETTI, A. Pe spec i as da
geog a ia. São Paulo: DIFEL, 1985, p. 165-193.
Ca lg en, F. e Klingbo g, A. (2014). Educaçao Pa a a Libe dade. A Pedagogia de Rudol S eine . São
Paulo: An oposo ica.
Cla k, A. (1997). Being The e: Pu ing B ain, Body and Wo ld Toge he Again. MIT P ess: Camb idge,
Massachuse s.
da Sil a, D. (2015). Os undamen os emocionais da Educação Ambien al. Recupe ado de
h p://www.g hid o.u sc.b /a qui os/pales a-daniel-II-EBEA-Blu-2015.pd em 05/08/2017
Danon, M (s.d.) G een Mind ulness. Recupe ado em: h ps://www.li ega e.i /pe sone/s ile-di- i a/g een-
mind ulness em 07/08/2017
De all, B., Sessions, G. (1985). Deep Ecology: Li ing as i Na u e Ma e ed. Sal Lake Ci y: UT:
Pe eg ine Smi h Books.
Fleu y, L (2016). Ap esen ação do C iança e Na u eza I Seminá io C iança e Na u eza (II).
h ps://www.you ube.com/wa ch? =Ebx66 TbEzU
Fox, Wa wick. (1984). ‘Deep Ecology: A New Philosophy o Ou Time?. The Ecologis 14: 194–200.
Ha ding, S. (2013). Anima e Ea h. Da ing on: G een Books
Holmg en, D. (2002) “Pe macul u e - P inciples and pa hways beyond sus anabili y" Aus alia:
Holmg en Design Se ices.
Ins i u o Ca aku a.web:h p://www.ins i u oca aku a.o g.b /index.php?mod=pagina&id=8395
Jacobi, P. e al. (o gs.). (1998) Educação, meio ambien e e cidadania: e lexões e expe iências. São
Paulo: SMA.
48
Le . E. (1998). Sabe ambien al: sus en abilidad, acionalidad, complejidad, pode . México: Siglo
Vein iuno Edi o es. PNUMA-UNAM.
Leopold, A. (1949). A Sand Coun y Almanac: Wi h essays on conse a ion om Round Ri e . New
Yo k: Ballan ine Books.
Lou ei o, C. F. B. (2004) Educação Ambien al T ans o mado a. In: Lay a gues, P. P. (Coo d.)
Iden idades da Educação Ambien al B asilei a. B asília: Minis é io do Meio Ambien e.
Lou , R. (2005) Las child in he woods :sa ing ou child en om na u e-de ici diso de Chapel Hill,
NC : Algonquin Books o Chapel Hill.
Lo elock, J. (2000). Gaia – A New Look a Li e on Ea h. Ox o d: Ox o d Uni e si y P ess
Mangabei a, N., (1991). O encan amen o do humano, ecologia e espi i ualidade. São Paulo: Edições.
Loyola, 1991.
Me leau-Pon y, M. (2007) O isí el e o in isí el. São Paulo: Pe spe i a.
Mou a Ca alho, I. C., S eil, C. A. (2008) A sac alização da na u eza e a 'na u alização' do sag ado:
apo es eó icos pa a a comp eensão dos en ec uzamen os en e saúde, ecologia e espi i ualidade.
Ambien e & Sociedade, ol. XI (2) pp. 289-305.
Mollison, Bill. (1988). Pe macul u e - A Designe s Manual. Aus ália: Ta iga i
Naess, A. (1973). The Shallow and he Deep, Long-Range Ecology Mo emen . Inqui y 16: 95–100.
Pinho Pe ei a, M.A. (2013). Casa Redonda - Uma Expe iência Em Educação. Sao Paulo: Co ez.
P e y, J. (2002). Ag i-cul u e: Reconnec ing people, land, and na u e. London:Ea hscan.
Cen o de Ecologia In eg al (2009). Re is a Ecologia In eg al. Ano 9. Nº 38. Recupe ado em
h p://www.ecologiain eg al.o g.b /Re 38EcologiaIn eg al.pd . em 9/2017.
Rols on III, H. (2007). É ica ambien al. Em: Compêndio de Filoso ia, segunda edição. Sao Paulo
Taube , Pe e Gelden (2012). An Explo a ion o he Rela ionships among Connec edness o Na u e,
Quali y o Li e, and Men al Heal h. All G adua e Theses and Disse a ions. Pape 1260. Recupe ado em
h p://digi alcommons.usu.edu/e d/1260
49
Tommasino, H.; Folado i, G.; Taks, J (2005). La c isis ambien al con empo ánea. Em ¿Sus en abilidad?
Desacue dos sob e el desa ollo sus en able. .: 1, 500, p.: 9 - 26, O ganizado es: Folado i, G. - Naina
Pie i Edi o ial: Uni e sidad A Zaca ecas, Méjico
Thich Nha Hanh (2014). Un can o de amo a la ie a. Kai ós. Ba celona.
UNESCO (1987). Re is a O Co eio da UNESCO. Rio de janei o, Ano 15, Nº 10.
Va andas, M. J., (2003). O alo do Mundo Na u al. Lisboa: ed. Apenas Li os
Vining, J., Me ick, M. S., e P ice, E. A. (2008). The dis inc ion be ween humans and na u e: human
pe cep ions o connec edness o na u e and elemen s o he na u al and unna u al. Human Ecology
Re iew, 15(1).
Wilson, E. O. (1984). Biophilia. Camb idge, MA: Ha a d Uni e si y P ess.
50
Anexos
Re lexão sob e alguns concei os de expe iência
Uma pa e impo an e do ap endizado oi a ansmissão dos alo es com os quais se i e o
co idiano, alo es é icos na colabo ação ecíp oca en e homem e na u eza, a impo ância do abalho
in e disciplina e da solida iedade, a obse ação da na u eza e dos ciclos. Segundo o pa adigma
an opológico que coloca a impo ância da subje i idade na expe iência da obse ação pa icipan e, é
ele an e apon a algumas imp essões que apon ei em um diá io de campo.
Pe ença à na u eza
A amília "Ça aku a" ansmi ia dia iamen e o sen ido de pe ence à lo es a dizendo: "A
lo es a não é nossa p op iedade, mas somos uma p op iedade da lo es a".
Pe macul u a como sus en abilidade no co idiano.
O es ágio no si e de Ça aku a implica a um es ilo de ida pe macul u al, ou seja,
desen ol imen o na ida co idiana de p á icas sus en á eis a ní el domés ico. Foi possí el expe imen a
o cuidado e a impo ância da água, o a amen o sus en á el dos esíduos humanos, ajuda a aze pão no
o no de madei a Rocke , a inco po ação de esíduos o gânicos no solo, bem como a alimen ação de
animais.
En endimen o ecossis êmico
Com espei o à comp eensão ecossis êmica da in e dependência dos di e en es elemen os,
en ende-se que odas as pa es de em p opicia a exis ência do odo. O exemplo da se pen e de co al
p esen e na lo es a a lân ica que mui as ezes é is a como uma ameaça e um animal " uim", a isão
in eg an e do ecossis ema comp eende que p o ege o equilíb io da lo es a e das espécies, e den o desse
equilíb io es ão p esen es ambos a ida como a mo e como ealidades da na u eza.
Cons ução de macios de lo es como exp essão da necessidade de biodi e sidade pa a a
manu enção da ida e como um con i e pa a desen ol e o pensamen o in ui i o
51
Ney ansmi iu a impo ância de cons ui os lei os onde as linhas e am cu as e com di e en es al u as
pa a c ia uma di e sidade de possí eis ambien es pa a o desen ol imen o de plan as e á o es. Des a
o ma, a impo ância da p omoção da biodi e sidade na di e en es ní eis pa a a p oli e ação da ida a
pa i da nu ição que a di e ença p opo ciona. As condições do solo, a empe a u a, o en o, a luz sola ,
a água, p o êm de uma a iedade de "mic oclimas" que pe mi em a p esença de colônias de
mic o ganismos no solo, nos galhos. Es a é a base pa a a c iação de lo a que a ai di e sidade de a es e
inse os.
A cons ução das " on ei as" das camas em cu as, além do p opósi o bo ânico, e e a in enção
pedagógica de inci a à pe ceção in ui i a da ealidade, acompanhando a na u eza com suas o mas
macias. Ney ouxe a ideia da necessidade de epensa o pa adigma linea que pe meou a sociedade
mode na ociden al com a manei a de olha pa a o mundo na pe spe i a ins umen al- acional.
Expe iência em abalho colabo a i o
Minha a e a de cons ui a ce ca me pe mi iu obse a a cadeia de abalho en ol ida na p epa ação do
ma e ial, com o bambu: coleciona , i a , pega os nós e p epa a as es acas.
"Economia de expe iência"
Nessa a e a, pode-se expe imen a a u ilidade de um concei o eco en e em IÇa a, que é o da
"economia da expe iência" que alude a um concei o ap endido de po os indígenas sob e a u ilidade do
conhecimen o com base na expe iência de co- ealidade no p esen e. Nesse sen ido, oi possí el
expe imen a a ha monia do diálogo cul u al que oco e en e adição e c iação em uma dinâmica de
mudança. Na o ien ação do abalho, Ney es a a ansmi indo di e izes sob e como aze , ab indo ainda
mais a possibilidade de libe dade na c iação. Des a o ma, ele me ansmi iu a impo ância da a e na
c iação.
Impo ância da lo a na i a
Como p incípio undamen al, exis e a p omoção de espécies na i as, como aquelas que pe mi em
o equilíb io na u al do ecossis ema.
Relacionamen o en e homem e na u eza