GEOGRAFIA E SAÚDE: ESTUDAR A
PREVENÇÃO DA SIDA EM PORTUGAL
ATRAVÉS DA CARTOGRAFIA
Ma ga ida Quin ela Ma ins
___________________________________________________
Disse ação de Mes ado em Ges ão do Te i ó io: Ambien e
e Recu sos Na u ais
MARÇO, 2009
2
3
Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do
g au de Mes e em Ges ão do Te i ó io: Ambien e e Recu sos Na u ais, ealizada
sob a o ien ação cien í ica da P o esso a Dou o a Ma ia José Roxo
4
DECLARAÇÕES
Decla o que es a disse ação é o esul ado da minha in es igação pessoal e
independen e. O seu con eúdo é o iginal e odas as on es consul adas es ão de idamen e
mencionadas no ex o, nas no as e na bibliog a ia.
O candida o,
____________________
Lisboa, .... de ............... de ...............
Decla o que es a Disse ação se encon a em condições de se ap esen ada a
p o as públicas.
O(A) o ien ado (a),
____________________
Lisboa, .... de ............... de ..............
5
Dedico es e abalho aos meus ilhos Diogo e Dua e e à memó ia da minha mãe.
Dedico-o ambém a odos os doen es po ado es de VIH/SIDA e a odos aqueles que
espalhados po odo o Mundo lu am dia iamen e na lu a con a a p opagação do
VIH/SIDA.
6
AGRADECIMENTOS
Ao Cen o de Vigilância Epidemiológica das Doenças T ansmissí eis (CVEDT), do
Ins i u o Nacional de Saúde D . Rica do Jo ge, na pessoa da P o esso a Dou o a Te esa
Paixão, pela disponibilização dos dados de odas as no i icações egis adas em Po ugal
desde 1983, sem os quais não se ia possí el a ealização des e abalho
À Coo denação Nacional pa a a In ecção VIH/SIDA
Ao S . Samuel Fe nandes da Associação Ab aço
À minha o ien ado a P o ª Dou o a Ma ia José Roxo
À minha amiga e colega de cu so D a. Ana Ma ga ida Ab an es
À minha amiga e colega de abalho P o ª Ma ia Belén Rando
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DISSERTAÇÃO
GEOGRAFIA E SAÚDE: ESTUDAR A PREVENÇÃO DA SIDA EM PORTUGAL ATRAVÉS DA
CARTOGRAFIA
MARGARIDA MARIA LUCAS QUINTELA MARTINS
PALAVRAS-CHAVE: Tipo de No i icação, Sínd ome de Imunode iciência Adqui ida
(SIDA), Po ado Assin omá ico (PA), Complexo Relacionado com a SIDA (CRS),
Sis emas de In o mação Geog á ica (SIG), Análise espacial.
RESUMO
No malmen e associa-se a in ecção VIH/SIDA a indi íduos que pe encem a g upos de
isco, nomeadamen e, oxicodependen es u ilizado es de d ogas injec á eis (UDI),
homossexuais e a indi íduos que p a icam p os i uição. No en an o, ao longo dos anos
em-se e i icado que es a é uma doença, que a ec a p incipalmen e compo amen os de
isco e não g upos de isco. Assim é mui o impo an e a omada de consciência de que
es a doença pode a ec a qualque indi íduo de qualque idade.
A Geog a ia e a ep esen ação ca og á ica pode ão da um con ibu o subs ancial na
in es igação, uma ez que odos os enómenos oco em num dado momen o ou pe íodo,
num de e minado local. Assim, aliando os dados que se p e endem es uda a uma base
ca og á ica o que pe mi e uma análise geog á ica do e i ó io, é possí el iden i ica
pad ões de concen ação e / ou dispe são e analisá-los ao longo de di e en es pe íodos
de empo.
O objec i o des a disse ação, é demons a que os SIG – Sis emas de In o mação
Geog á ica podem e um papel impo an e no conhecimen o da expansão geog á ica
des a doença e p opo ciona in o mação conc e a pa a uma es a égia de p e enção
mais e icaz da SIDA, em Po ugal. Os dados cedidos, o am abalhados nes e
ambien e, o que i á pe mi i a ealização de análises, com ep esen ação espacial.
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DISSERTATION
MARGARIDA MARIA LUCAS QUINTELA MARTINS
KEYWORDS: Type o no i ica ion, Acqui ed Immunode iciency Synd ome (SIDA -
AIDS), HIV-Posi i e (PA), Complex Rela ed wi h AIDS (CRS), Geog aphic
In o ma ion Sys em (SIG - GIS), Spa ial analyze.
ABSTRACT
The AIDS disease i ’s usually associa ed, o people belonging o isk g oups, namely
d ug use s, homosexuals and people who p ac ice p os i u ion. Howe e , as ime goes
by, i is becoming clea ha his disease a ec s people wi h isk beha io s and no isk
g oups. So i is e y impo an o conside ha his disease may a ec any indi idual a
any age.
The Geog aphy and he ca og aphy ep esen a ion should gi e a conside able
con ibu ion as a suppo o esea ch, since all phenomena occu a a gi en ime pe iod
momen o in a pa icula loca ion. Thus, joining he da a o be s udying a a base map ha
allows a geog aphical analysis o he e i o y, i is possible o iden i y pa e ns o
concen a ion and / o dispe sal and analyze hem o e di e en pe iods o ime.
The pu pose o his esea ch is o show ha GIS - Geog aphic In o ma ion Sys em
could play an impo an ole in he knowledge o he geog aphical expansion o his disease
and p o ide conc e e in o ma ion o a mo e e ec i e s a egy o p e en ion o AIDS in
Po ugal. The da a ans e ed, we e wo ked in his en i onmen ha will allow spa ial
ep esen a ion.
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ÍNDICE
In odução ....................................................................................................... 1
Jus i icação da escolha do ema ..................................................................... 2
Geog a ia e Saúde ........................................................................................... 3
Capí ulo I: Ap esen ação do Caso de Es udo................................................ 4
I.1. Abo dagem e localização da á ea de es udo ........................................ 5
I.2. Dis ibuição espacial e empo al ......................................................... 7
I.3. Me odologia .......................................................................................... 7
P incipais p oblemas na elabo ação do abalho ...................................... 9
Capí ulo II: O desen ol imen o sus en á el, a saúde e a ca og a ia ......... 9
II.1. B e e his ó ia da ca og a ia ............................................................... 9
II.2. O Desen ol imen o Sus en á el e a Saúde ...................................... 10
II.3. A ca og a ia e a saúde: a necessidade de um melho
conhecimen o dos enómenos a ní el espacial ........................................ 14
Capí ulo III: A Sínd ome de Imunode iciência Adqui ida (SIDA) ............ 17
III.1. O que é a SIDA?............................................................................... 17
III.2. As ias de ansmissão da SIDA ..................................................... 18
III.3. SIDA – doença abu – A mudança de men alidades ..................... 19
No ícias sob e sida ……………………………………………………... 22
Capí ulo IV: Compo amen os. .................................................................... 24
IV.1. A adolescência e os compo amen os de isco ............................... 27
IV.2. As a i udes compo amen ais ace a p oblemas locais................... 27
Pa icipação Ac i a da Comunidade ........................................................ 28
Capí ulo V: A SIDA no Mundo .................................................................... 30
Países com desigualdades de desen ol imen o ..................................... 30
Países desen ol idos e em ias de desen ol imen o .............................. 32
Capí ulo VI: Mecanismos e Acções de P e enção/A SIDA em Po ugal .. 33
VI.1. Ob iga o iedade da No i icação e Polí icas Públicas .................... 33
Ace ca do PNAAS ..................................................................................... 33
VI.2. Ins i uições ....................................................................................... 36
VI.3. A Coo denação Nacional pa a a In ecção VIH/SIDA .................. 37
VI.4. A Associação Ab aço ........................................................................ 39
Campanhas apela i as .............................................................................. 39
Capí ulo VII: Análise e ap esen ação de esul ados.................................... 41
VII.1. Si uação no País .............................................................................. 41
VII.2. Desc ição dos esul ados................................................................ 46
4
ealis a da si uação a ní el local, nacional e global. Isso de e se ei o com os melho es
dados disponí eis e endo em con a a dinâmica da ansmissão da, demog a ia,
disponibilidade e acessibilidade aos se iços sociais e de saúde exis en es, bem como
ou as ca ac e ís icas geog á icas e ambien ais.”Segundo a OMS, os SIG, êm sido uma
e amen a indispensá el pa a o es udo de mui as doenças e pa a a e adicação de
doenças em Á ica, nomeadamen e, a Malá ia e a Poliomieli e.
No si e da Uni ed Na ions P og amme on HIV/AIDS (UNAIDS), ambém se
pode encon a um mapa ela i o ao núme o de pessoas in ec adas pelo Ví us da
Imunode iciência Humana (VIH) a ní el mundial, em 2007. A ca og a ia, em sido
ex emamen e impo an e pa a uma melho comp eensão e análise da di usão de
doenças pelo e i ó io, e podem ac ualmen e encon a -se di e sos abalhos de
in es igação
3
que conjugam es as duas ciências – Geog a ia e Saúde.
Capí ulo I: Ap esen ação do Caso de Es udo
A SIDA é uma das p incipais causas de mo e da população a ní el mundial e,
po isso, o comba e ao í us VIH/SIDA es á incluído nas me as pa a o milénio. De e se
dada cada ez mais ên ase a es e p oblema e mul iplica es o ços, alia os á ios amos
das ciências e a ecnologia, pa a a descobe a de no os caminhos, que possam conduzi
à minimização des a doença que se a a, a inal, de uma ca ás o e que em cada ez
maio es p opo ções.
Es a disse ação p e ende da uma abo dagem di e en e ao es udo da SIDA. Não
se p e ende analisa a doença p op iamen e di a, mas demons a que se pode p e eni a
di usão da mesma, a a és do conhecimen o da localização de á eas de maio
p edominância no e i ó io, eco endo às ecnologias de in o mação que es ão
disponí eis hoje em dia.
3
“Join spa ial modelling o common mo bidi ies o childhood e e and dia hoea in Malawi” . Kazembe, L. e al
(2007)
“ Does whe e you li e in luence wha you know? Communi y e ec s on heal h knowledge in Ghana”. And zejewski,
C. e al (2008)
“The link be ween local en i onmen and obesi y: A mul ile el analysis in he Lisbon Me opoli an A ea, Po ugal”.
San ana, P. e al (2008)
“A con ibuição da geog a ia no deba e sob e a in eg alidade na saúde - algumas e lexões”. San os, A. e al (2006)
5
Ao longo do abalho se ão e e idos os ês ipos de no i icação segundo o qual
se classi ica o diagnós ico des a doença a sabe : Complexo Relacionado com a SIDA
(CRS), que indica que o indi íduo em alguns sin omas de in ecção, nomeadamen e
eb es e dia eias mas o í us não es á ac i o; Po ado Assin omá ico (PA), que
no malmen e se designa po se oposi i o, pa a e e i o indi íduo que não em qualque
sin oma da doença mas é po ado do í us; po im a designação Sínd ome de
Imunode iciência Adqui ida (SIDA), que designa o indi íduo que em o í us ac i o e
em os sin omas, a doença es á po an o decla ada.
I. 1. Abo dagem e localização da á ea de es udo
A á ea, al o de es udo é Po ugal Con inen al e as duas Regiões Au ónomas,
Aço es e Madei a. A análise incide ao ní el dos Dis i os, dado não ha e egis os
su icien es po Concelho, que pe mi am uma análise po município. Ao ní el da
eguesia pode ia egis a -se uma análise mais ealis a do enómeno, con udo a o ma de
no i icação des a doença em Po ugal não ob iga os écnicos de saúde a in o ma em o
Cen o de Vigilância Epidemiológica das Doenças T ansmissí eis (CVEDT) no que diz
espei o à eguesia de esidência dos indi íduos no i icados (pacien es). Como se pode
cons a a no imp esso u ilizado pa a a no i icação da SIDA em Po ugal (Figu a 1), não
exis e um campo des inado ao p eenchimen o da F eguesia de esidência dos indi íduos
al o de no i icação. O e e ido imp esso é uma e amen a de abalho de u ilização
complicada de ido aos nume osos campos que de em se p eenchidos pelos écnicos de
saúde, quando egis am o diagnós ico do pacien e. A al a de p eenchimen o de alguns
campos, pode á se um indicado des e imp esso se demasiado complicado e, po an o
alguns écnicos op am po não o p eenche na ín eg a.
6
Figu a 1: Modelo pa a egis o das no i icações
Modelo 1 Sub Modelo 2
Coo denação Nacional pa a a In ecção VIH/SIDA
ALTO COMISSARIADO DA SAÚDE
7
I.2. Dis ibuição espacial e empo al
Os dados cedidos pelo CVEDT, ela i os às no i icações do VIH/SIDA em
Po ugal, ep esen am o o al de 31132 egis os, desde o ano de 1983 a é Maio de 2007.
A a és des es e i ica-se, que desde o su gimen o dos p imei os casos da doença em
Po ugal, hou e um inc emen o signi ica i o na incidência da mesma. É impo an e
salien a , que apesa de se e i ica g ande al a de in o mação em mui os dos Dis i os,
nomeadamen e al a de p eenchimen o de campos nos egis os, hou e ambém um
inc emen o mui o impo an e, no que diz espei o à a enção dada po pa e dos écnicos
de saúde pa a um melho conhecimen o da doença e do núme o de casos em Po ugal.
Pa a que a análise pudesse se coe en e e, ao mesmo empo, osse possí el
es abelece compa ações da p opagação do enómeno ao longo dos anos no País, e
obse a se, hou e aumen os ou dec éscimos ela i amen e a no as no i icações,
es abelece am-se ês momen os de análise, den o dos in e e cinco anos, desde o
p imei o caso egis ado em Po ugal.
Es a escolha de e-se, po um lado, ao ac o de ha e um espaço de empo
idên ico en e eles (dez anos) pa a se es abelece em compa ações e, po ou o, po 2006
se um ano mui o ecen e, po an o ac ual. Es e espaço de empo pe mi iu igualmen e,
pe cebe a o ma como es a doença oi sendo enca ada pela sociedade, podendo
obse a -se a mudança de men alidades que se e i icou no espaço de in e e cinco
anos.
I.3. Me odologia
O CVEDT é a en idade em Po ugal, que eúne oda a in o mação ela i a às
no i icações de VIH/SIDA. Os dados do País ela i os a odas as no i icações egis adas
icam assim odos eunidos, o que pe mi e di e en es ipos de análise ais como;
es abelece elações empo ais, egionais e ambém po escalões e á ios. O CVEDT
publica egula men e es udos ealizados com base nos dados mais ecen es, que
consegue euni . Des a o ma a in o mação es á cons an emen e a se ac ualizada, o que
é um ac o ex emamen e impo an e, pa a o es udo da SIDA em Po ugal. Assim,
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podem se conhecidos os g upos (e á ios, sexo, Dis i os) pa a se consegui em i a
algumas ilações ela i amen e ao es ado de e olução da doença, nomeadamen e a sua
di usão. Os dados o necidos em o ma o Excel o am pos e io men e o ganizados, de
o ma a pode em se ealizadas á ias análises. Selecciona am-se odos os dados
ela i os aos anos de 1986, 1996 e 2006 e c ia am-se ichei os independen es pa a cada
um des es anos. Pos e io men e em cada um des es ichei os, o am c iados il os po
Dis i o, Concelho, sexo, idade e ipo de no i icação (CRS, PA e SIDA). De ini am-se
os escalões e á ios, e e i icou-se que não ha ia dados em núme o su icien e pa a
ealiza análises ao ní el do Concelho. De ini am-se cinco escalões e á ios: en e os 0-
12 anos, 13-24 anos, 25-34 anos, 35-49 anos e >=50 anos. A es a escolha des es
escalões de eu-se a á ios mo i os, nomeadamen e a e i ica -se que nos ex emos
ha ia menos incidência de casos. Po exemplo no g upo dos 0-12, os casos no i icados
se ão maio i a iamen e de ido ao con ágio de mãe pa a ilho du an e a g a idez, pois a
maio ia dos jo ens inicia a ac i idade sexual depois dos 12 anos. O g upo dos 13 aos 24
engloba sob e udo a população es udan e, nes a ase os compo amen os dos jo ens
ainda não es ão madu os, enquan o no g upo dos 25 aos 34, já são conside ados adul os
mas ainda jo ens. Nes a idade os jo ens já es ão o mados, p epa ados pa a a ida, já
êm na sua maio ia consciência do que p e endem ealiza , as suas elações ambém são
mais es á eis, mui os a é já es ão casados ou a i e em em união de ac o com alguém.
O g upo dos 35 aos 49, engloba casais e mui os indi íduos de ambos os sexos
di o ciados ou sepa ados e ambém sol ei os. Rela i amen e aos casais é ambém nes as
idades que mui as ezes se e i icam elações ex a conjugais. As classes e á ias o am
po an o de inidas omando em conside ação possí eis ipos de compo amen os ou
o mas de pensa ela i os a cada idade.
Pa a que a análise po Dis i o osse ob ida numa p opo ção eal, o am
conside ados os dados da população esiden e po Dis i o ela i a aos Censos dos anos
de 1981, 1991 e 2001. Em cada Dis i o, oi conside ado o núme o de casos po cada
100 000 habi an es.
Es a in o mação oi impo ada em ambien e SIG, pa a elabo ação dos mapas de
e olução dos ês ipos de no i icação nos anos de 1986, 1996 e 2006.
É impo an e salien a que a in o mação objec o des a análise oi ecolhida nos
hospi ais, pelo que o local de esidência pe manen e dos indi íduos não co esponde
necessa iamen e, ao Dis i o onde oi ealizado o diagnós ico.
9
A pa i da in o mação ecolhida, sob e campanhas de p e enção ealizadas ao
longo dos anos, oi elabo ado um b e e his o ial, com o objec i o de elaciona os
esul ados des as acções, com os núme os de no i icações egis ados em anos
pos e io es.
P incipais p oblemas na elabo ação do abalho
Logo no início, de ec ou-se na p imei a análise da in o mação, a al a de egis os
comple os. Há mui os campos dos egis os de dados que se encon a am incomple os,
nomeadamen e a al a de in o mação ela i a ao sexo, ao ano da no i icação e à idade.
Con udo, a al a de indicação do Concelho dos indi íduos, que o am objec o de
no i icação, le ou a que a ca og a ia des e abalho osse elabo ada ao ní el dos
Dis i os. A ausência do p eenchimen o des es campos de e se p o a elmen e da
esponsabilidade do écnico de saúde, que egis ou a no i icação, o que deno a não e
ha ido desde o inicio um c i é io de inido supe io men e pa a o p eenchimen o des e
ipo de dados, po pa e das en idades esponsá eis. Po ou o lado, a ausência no
imp esso de um campo pa a indica a F eguesia de esidência dos indi íduos no i icados
impediu uma análise mais po meno izada. Es e assun o se á abo dado em ou a pa e da
disse ação.
Capí ulo II: O desen ol imen o sus en á el, a saúde e a ca og a ia
II. 1. B e e his ó ia da ca og a ia
“Há mapas e mapas. A e olução do supo e do mapa de e mina a na u eza do
seu açado. Mó el ou não, isolado ou inse ido num li o, manusc i o ou imp esso,
assim e emos ou os an os mapas di e en es.”
(Ch is ian Jacob, 1987)
A ca og a ia oi um ins umen o p ecioso pa a os se es humanos a a és dos
empos, que le ou ao conhecimen o do Plane a. Foi na época dos descob imen os que
10
es a “a e” so eu um g ande desen ol imen o, que nas écnicas u ilizadas pelos
ca óg a os, que em e mos do conhecimen o adqui ido dos locais isi ados e
explo ados e pos e io men e egis ados. “A ca og a ia es á em cons an e e olução, ao
sabo das épocas e das cul u as. Resumi a his ó ia do mapa é in e oga a iden idade do
objec o, a sua génese, a na u eza do seu açado onde se caldeiam a esc i a, a pin u a e a
geome ia: p á ica e polí ica, imaginá ia e in elec ual, pois o mapa ixa os
conhecimen os de uma sociedade.” (2007, A las His ó ico).
Inicialmen e a ca og a ia cingia-se sob e udo ao conhecimen o do espaço ísico
e aos enómenos ísicos. Ao longo dos empos a e olução des a écnica e a sua mais
alia em e mos de in o mação do e i ó io le ou a que os enómenos de na u eza
humana passassem a se ca og a ados. “A pa i de 1858, desen ol e-se a obse ação
aé ea do al o dos balões di igí eis. As duas gue as mundiais a o ecem o
desen ol imen o da o og a ia aé ea.” (2007, A las His ó ico)
II. 2. O Desen ol imen o Sus en á el e a Saúde
No con ex o polí ico, o concei o de “Ambien e e Desen ol imen o Sus en á el”,
ap esen ado no Rela ó io B und land, e e e: “desen ol imen o que esponde às
necessidades do p esen e sem comp ome e a capacidade das ge ações u u as pa a
sa is aze as suas p óp ias necessidades.”
O concei o de desen ol imen o sus en á el es á in insecamen e ligado à saúde
das populações, apesa de ac ualmen e se mais comum elaciona desen ol imen o
sus en á el com Ambien e. Os pila es do desen ol imen o sus en á el são a sociedade,
o ambien e e a economia. O concei o de saúde de inido pela OMS em e o ça es a
ideia pois pa a um indi íduo pode e um “… es ado de equilíb io e comple o bem-
es a ísico, men al e social …” em de e , pelo menos, as suas necessidades básicas
sup idas. Assim, a saúde das populações es á englobada no concei o de
desen ol imen o sus en á el, ão impo an e hoje em dia na polí ica in e nacional,
eu opeia e nacional.
De ac o, saúde e educação são duas á eas ex emamen e impo an es pa a a
e olução de qualque sociedade, são a base de sus en ação de um país e po ine ência,
da sua população. Se es as duas á eas não es i e em su icien emen e desen ol idas,
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di icilmen e se consegui á chega a um equilíb io e a um desen ol imen o pleno de
qualque sociedade. Além de se em dois âmbi os impo an es a ní el polí ico, educação
e saúde cons i uem ambém um di ei o dos cidadãos.
“Saúde é o mais al o es ado do igo men al e ísico; es ado de equilíb io e
comple o bem-es a ísico, men al e social.” (OMS, 1999). Pa a MENDES, R. “a
de inição clássica da O ganização Mundial de Saúde, inclui exp essamen e no mesmo
concei o a saúde ísica ou co po al e a saúde men al ou psíquica e e e e de manei a
p ecisa o ipo no o de saúde social, po um lado, es á mais p óxima da ealidade …” e
conside a que o concei o de bem es a é subjec i o e po an o di ícil de quan i ica .
“Es a de inição baseia-se ainda num c i é io subjec i o (o de bem es a ), que é di ícil de
aduzi em e mos de obse ação (…); mas sob epõe es e es ado de inido, de ca ác e
posi i o e especi icamen e, conside ado em odos os aspec os ( ísicos, men ais, sociais)
que ligam o Homem ao meio, ao es ado nega i o, de ausência de doença.” (MENDES,
R. 2008)
4
En e os documen os in e nacionais que e e em o bem-es a do se humano,
como um di ei o, encon a-se a Decla ação Uni e sal dos Di ei os do Homem
p oclamada pela ONU a 10 de Dezemb o de 1948. O seu A igo 25º, e e e que “…
Toda pessoa em di ei o a um ní el de ida su icien e pa a assegu a e à sua amília a
saúde e o bem-es a (…)”. Po ou o lado, o mesmo se cons a a na Ca a dos Di ei os
Fundamen ais da União Eu opeia, nos a igos:
“A igo 1º - Dignidade do se humano.
A dignidade do se humano é in iolá el. De e se espei ada e p o egida.
A igo 3º - Di ei o à in eg idade do se humano.
1. Todas as pessoas êm di ei o ao espei o pela sua in eg idade ísica e men al.
A igo 6º - Di ei o à libe dade e à segu ança
Todas as pessoas êm di ei o à libe dade e à segu ança.
A igo 23º- Igualdade en e homens e mulhe es
4
www. o umen e magem.o g
12
De e se ga an ida a igualdade en e homens e mulhe es em odos os domínios,
incluindo em ma é ia de emp ego, abalho e emune ação. O p incípio da igualdade não
obs a a que se man enham ou adop em medidas que p e ejam egalias especí icas a
a o do sexo sub- ep esen ado.
A igo 24º- Di ei os das c ianças
1. As c ianças êm di ei o à p o ecção e aos cuidados necessá ios ao seu bem-es a .
Podem exp imi li emen e a sua opinião, que se á omada em conside ação nos
assun os que lhes digam espei o, em unção da sua idade e ma u idade.
2. Todos os ac os ela i os às c ianças, que p a icados po en idades públicas, que po
ins i uições p i adas, e ão p imacialmen e em con a o in e esse supe io da c iança.
3. Todas as c ianças êm o di ei o de man e egula men e elações pessoais e con ac os
di ec os com ambos os p ogeni o es, excep o se isso o con á io aos seus in e esses.
A igo 25º- Di ei o das pessoas idosas
A União econhece e espei a o di ei o das pessoas idosas a uma exis ência condigna e
independen e e à sua pa icipação na ida social e cul u al.
A igo 26º- In eg ação das pessoas de icien es”
A União econhece e espei a o di ei o das pessoas com de iciência a bene icia em de
medidas des inadas a assegu a a sua au onomia, a sua in eg ação social e p o issional e
a sua pa icipação na ida da comunidade.
Igualmen e, a Ca a de O awa, elabo ada aquando da P imei a Con e ência
In e nacional de P omoção da Saúde ealizada no Canadá na cidade de O awa, a 21
No emb o de 1986, su giu como espos a ao c escimen o das expec a i as dos no os
mo imen os ligados à saúde em odo o Mundo. A discussão ocou-se nas necessidades
de saúde nos países indus ializados e ambém em ou as egiões.
Es e documen o e ela aspec os impo an es ela i os à P omoção da Saúde, a
sabe : A Saúde, enquan o ecu so pa a a ida de odos os dias, de e se p eocupação e
esponsabilidade dos sec o es de saúde pública es ando ambém elacionada com os
es ilos e qualidade de ida das cidades. De em se inibidas as di e enças nos di e sos
es a u os de saúde, o e ecendo opo unidades e ecu sos iguais pa a odos, incluindo o
acesso à in o mação na escolha dos se iços de saúde e dos mé odos de a amen o.
Saúde e bem-es a não de em se ga an idos apenas pelos sec o es públicos dos
13
Es ados. Ou os sec o es de em pa icipa , nomeadamen e: O ganizações Não
Go e namen ais, O ganizações de olun a iado, Sec o es da Vida Social e Emp esa ial.
O papel dos p o issionais e dos g upos de saúde de e se de mediado dos á ios
in e esses das sociedades na pe secução do objec i o de a ingi um es ado de saúde e
bem-es a pa a odos.
Po ou o lado, es a égias e p og amas de p omoção de saúde de em es a
adap adas às necessidades das comunidades locais, de aco do com os sis emas sociais,
cul u ais e económicos dos países e das egiões.
A ca a de O awa es abelece, igualmen e, di e sas di ec izes ela i amen e a
como de e se ei a a p omoção da saúde, ao empowe men das comunidades, a como
eo ien a os se iços de saúde, à mudança pa a o u u o e ao comp omisso com a
p omoção da saúde:
a) P omoção da saúde:
A p omoção da saúde de e aze pa e da polí ica do sec o público.
De em c ia -se ambien es saudá eis, pois a p óp ia sociedade e como es a
o ganiza o abalho êm consequências no ambien e, em pa icula aspec os
como: A ecnologia; a u banização; a p odução de ene gia; e a conse ação dos
ecu sos na u ais. Todos eles êm e lexos na saúde.
b) Acções de Fo ça da Comunidade / Empowe men das Comunidades:
De em es abelece -se p io idades, oma decisões, implemen a planos e
es a égias pa a desen ol e a saúde.
Impo a a educação pa a a saúde, p epa ando as pessoas pa a doenças c ónicas,
pa a iscos e pa a ou os p oblemas simila es. Nes a a e a, o papel das
ins i uições é undamen al, em especial o papel da escola, da amília e da
comunidade do abalho.
c) Reo ien ação dos Se iços de Saúde:
De e exis i pa ilha de esponsabilidades en e os indi íduos, os g upos, os
p o issionais de saúde, as ins i uições de se iço de saúde e o go e no na
p omoção da saúde.
20
modo de p opagação da doença, aos sin omas iniciais “… numa p imei a ase a doença
é semelhan e a uma g ipe no mal” (p.528). Mais à en e pode le -se “… a p o ilaxia é
undamen al pa a comba e a SIDA. Uso consciencioso de ma e ial clínico passí el de
in ecção, selecção dos lo es pa a ansmissões de sangue, sexualidade esponsá el e
sob e udo o uso do p ese a i o. (…) u u os a amen os i ão es a o ien ados pa a a
acinação ou pa a o desen ol imen o de p odu os que ac uem sob e o me abolismo do
í us, p o ocando uma imunidade na u al.” (p.528). Es a ob a e e e ainda que as
p imei as desc ições clínicas da SIDA, da am de 1970, e o am diagnos icadas como
doenças pulmona es.
Na enciclopédia Lexico eca de Maio de 1987, edi ada pelo Cí culo de Lei o es, a
e e ência à pala a SIDA, ou melho sigla, eme e o lei o pa a AIDS. A ausência de
uma en ada na enciclopédia, em SIDA, pode á à pa ida, se um indicado de al a de
in o mação, ou seja p o a elmen e nes a al u a se ia mais usada a denominação
Acqui ed Immunode iciency Synd ome (AIDS), dado que a doença oi de ec ada
inicialmen e nos Es ados Unidos da Amé ica (E.U.A.), como al, AIDS e a o e mo
mais u ilizado.
Vol ando ainda à enciclopédia Lexico eca, na en ada AIDS, a de inição indica
que é uma doença “gay”, con i mada em 1981, pelo Cen o de Doenças de A lan a. É
e e ida como uma doença que a ec a o sis ema imunológico, “de ec ada em g upos
mui o especí icos da população: Homossexuais masculinos que mudam cons an emen e
de pa cei o (70%), D ogados que se injec am (17%), Hai ianos
9
(4%) e Hemo ílicos
(1%). C ê-se que seja uma doença con agiosa, ansmi ida po ia sanguínea ou po
con ac o sexual, e o agen e causal é, p o a elmen e, um í us.”
No p imei o olume de ac ualização des a enciclopédia, da ado de Se emb o de
1988, SIDA passou a cons a na le a S. A de inição de SIDA, e e e en ão que 6% da
população de Á ica, se encon a a con aminada, e que nos E.U.A. em cinco anos, a
doença se inha mani es ado em 22000 pessoas, das quais 12000 já inham mo ido.
Sabia-se nes a al u a que na Eu opa exis am 2500 in ec ados dos quais 700 casos, e am
em F ança.
9
Os hai ianos ica am e e enciados como um g upo, pelo ac o de alguns dos p imei os casos de SIDA iden i icados
nos E.U.A., se em de indi íduos p o enien es do Hai i.
21
A enciclopédia Luso-B asilei a, oi edi ada pela Ve bo em 1975, como al nes a
al u a não ha ia qualque e e ência à Sínd ome de Imunode iciência Adqui ida. No
en an o em 1986, o olume de ac ualização des a enciclopédia, indica o que signi ica o
ocábulo SIDA e e e e que “segundo o NIH-AIDS Wo king G oup e CDC (Cen e o
Disease Con ol) dos E.U.A., a de inição clínico-labo a o ial des a doença, como
ano malidades labo a o iais da seguin e lis a: emag ecimen o, eb e, dia eia, adiga,
suo es noc u nos/diminuição dos lin óci os Th (T auxiliado es), (…) anemia,
diminuição da espos a lin oci á ia a mi ogénios, ale gia cu ânea a es es cu âneos, ní el
ele ado de imunocomplexos ci culan es. (…) Os p imei os casos de SIDA o am
desc i os nos E.U.A. nos ins de 1970. (…) Em Junho des e ano iniciou-se nos E.U.A.
um p og ama de igilância que de ec ou a é ins de 1983, 1000 casos de SIDA e, a é ao
início de 1984, 3000 casos. O c escimen o exponencial de SIDA e i icou-se não só nos
E.U.A. mas ambém na Eu opa. Aqui os p imei os casos o am e e idos em F ança e
Países Baixos e hoje es ende-se a oda a Eu opa, Á ica, Médio O ien e, Aus ália,
Japão, e c. A SIDA em a ingido p incipalmen e homossexuais, d ogados (g au IV)
hai ianos e hemo ílicos, que são conside ados indi íduos de al o isco. (…) A explosão
da SIDA, é um p oblema de saúde pública g a e, que exige em cada país campanhas de
ale a ge al di igidas à população, em pa icula pa a os g upos de al o isco. Os casos
suspei os de e ão se encaminhados pa a cen os hospi ala es com equipas escla ecidas
sob e SIDA, e os es udos imunológicos ealizados po labo a ó ios de imunologia
especializados. De e á e i a -se his e ia colec i a, mas as au o idades sani á ias de cada
país êm que assumi a esponsabilidade do escla ecimen o da população, da educação
sani á ia p o issional e da o ien ação dos casos decla ados e dos g upos de al o
isco.”(p.1402).
Os e mos u ilizados nas duas úl imas enciclopédias e e idas, bem como a o e
associação da doença a g upos de isco, indicam que a SIDA, e a conside ada nes a
al u a, disc imina ó ia, pois e a elacionada au oma icamen e a indi íduos com
compo amen os conside ados o a do no mal, nomeadamen e os u ilizado es de d ogas
injec á eis e os homossexuais, como e e ido an e io men e. A SIDA e a po an o uma
doença com uma cono ação ex emamen e nega i a, a ando-se de um abu pa a a
sociedade. Não se ala a abe amen e da doença, e a um ema não g a o e do qual se
e i a a ala . Ac ualmen e os u ilizado es de d ogas são denominados de
“ oxicodependen es”, no en an o em ambas as enciclopédias es es indi íduos são
22
denominados “d ogados”, e o çando ainda mais a cono ação nega i a associada à
SIDA. Ou a cu iosidade é a e e ência em ambas as ob as, aos hai ianos como um
g upo de al o isco. Es e g upo icou e e enciado pelo ac o de alguns dos p imei os
casos de SIDA, iden i icados nos E.U.A., se em de ec ados em indi íduos p o enien es
do Hai i.
Ainda é comum associa a SIDA, a g upos de isco, nomeadamen e, aos
oxicodependen es (UDI), homossexuais e a indi íduos que p a icam p os i uição. No
en an o, ao longo dos anos em-se indo a e i ica que es a doença a ec a
p incipalmen e indi íduos com compo amen os conside ados de isco, que ão in eg a
os denominados “g upos de isco”, po es a em à pa ida mais expos os ao con ágio,
mas a lu a con a es a doença não se es inge apenas a es es indi íduos, mas a oda a
população.
Ac ualmen e, a população es á mais in o mada ace ca da in ecção VIH/SIDA e
es a já não é conside ada um abu. É uma doença silenciosa e que pode demo a algum
empo a é se o na e iden e, daí a impo ância na consciencialização des a epidemia,
como uma doença que pode a ec a qualque indi íduo, independen emen e da idade,
aça ou sexo, e po an o se mais di ícil con ola a sua di usão.
Cu iosamen e, a de inição de 1986 da enciclopédia Luso-B asilei a, az uma
e e ência à impo ância da ac uação das au o idades sani á ias de cada país no comba e
a es a pandemia. No en an o passados 22 anos cons a a-se que há ainda mui o pa a aze
a es e ní el.
No ícias sob e SIDA
Apa ecem dia iamen e nos jo nais, na ele isão e na in e ne , no ícias sob e a
SIDA, a doença es á espalhada po odo o Mundo. Os pa ág a os seguin es ilus am um
pouco o que se passa ac ualmen e. São no ícias e i adas dos si es da Agência Lusa e
TSF, bem como da imp ensa diá ia.
O jo nal Público, no iciou a 8/07/2008 que, na “Índia os casos de VIH são
me ade dos es imados”. As es ima i as apon adas pelo Go e no e am de 5,2 milhões de
in ec ados, e as da ONUSIDA e am de 5,7 milhões. No en an o após as no as
es ima i as ei as com o apoio da ONU, e i icou-se que, o núme o de pessoas
23
in ec adas e a en e 2 e 3,1 milhões. “Pensa a-se que a Índia e a o país com maio
núme o de se oposi i os, mas, a inal, es a á abaixo da Á ica do Sul e da Nigé ia.”
Em Agos o de 2007, o Público e e iu que “Imig an es e mino ias é nicas êm
acesso di ícil a a amen os pa a a sida.” Es a no icia indica que um dos ac o es se á a
al a de cump imen o da legislação igen e pelos se iços de saúde, que p e ê o acesso
aos se iços de saúde po imig an es, ou o ac o se á “o medo que exis e en e os
imig an es em se em conside ados pelos po ugueses como esponsá eis pela epidemia
em Po ugal, uma ez que se egis a maio incidência de VIH nes as comunidades”.
A 9 de Se emb o de 2007, o Público e e e a ede de apoio aos po ado es de
VIH/SIDA, em o se iço limi ado a Lisboa e Po o. Mui as das pessoas in ec adas com
o í us acabam po se de alguma o ma disc iminadas pela sociedade e po an o
necessi am de maio apoio social. O p oblema é a al a de meios que humanos que
ma e iais po pa e das o ganizações, pa a consegui em p es a auxílio a mui as dos
doen es.
No jo nal Des ak de 21 de No emb o de 2007, numa no ícia ela i a ao cen o
c iado em Odi elas pa a o VIH/SIDA, é e e ida a incapacidade da p es ação de apoio
domiciliá io aos doen es, po al a de meios. É ambém e e ido que quem mais p ocu a
es e se iço de apoio e de p es ação de in o mações, são sob e udo mulhe es ac i as,
en e os 25 e os 40 anos de idade, que po alguma azão, nomeadamen e amilia , se
i am ob igadas a lida com po ado es da doença.
A Agência Lusa no iciou em Maio de 2008, “ Po cada pessoa em Á ica com
VIH/SIDA que inicia um a amen o an i- i al, ou as qua o a seis são in ec adas pelo
í us” e elado na al u a po um ela ó io do Banco Mundial.
No si e da TSF (h p:// s .sapo.p ) encon am-se ambém á ias no ícias,
nomeadamen e uma de 19 de Dezemb o de 2008, que e e e que após legislação nesse
sen ido, os noi os muçulmanos i ão passa a ealiza o es e do VIH an es de casa em.
“No p óximo ano, os noi os muçulmanos e ão de e ec ua uma análise pa a de ecção
do í us da SIDA (VIH, í us da imunode iciência humana) como pa e do p ocesso
p é-ma imonial, adian ou, es a sex a- ei a, o ice-p imei o-minis o da Malásia. O
núme o de con ágios po VIH na Malásia aumen ou de 1,2% po ano, em 1990, pa a
16%, em Dezemb o de 2007. Se es a endência se man i e a Malásia pode á e
300.000 pessoas in ec adas com o HIV an es de 2015.”
24
A 1 de Dezemb o de 2008, Dia Mundial da Lu a Con a a SIDA, a TSF no iciou
um es udo ealizado pela Uni e sidade Ca ólica ela i o ao conhecimen o da população
po uguesa sob e es a doença, em que o am en e is adas 603 pessoas. O cabeçalho
des a no ícia e e e “Os Po ugueses con inuam mal in o mados sob e o í us
VIH/SIDA.” Como algumas conclusões des e es udo a no ícia e e e que “pa a além de
não conhece em os iscos da SIDA, são mui os os po ugueses que ecusam aze a
despis agem da doença”. É impo an e ealça que “me ade dos inqui idos em e gonha
de aze os es es de diagnós ico à Sida. Em 80 po cen o dos en e is ados, a doença é
associada ao medo, mui os p e e em não i ao médico po eme em se con on ados
com e en uais esul ados posi i os. (…) é conside ada a segunda doença mais
p oblemá ica, a segui ao canc o, mas a maio ia dos po ugueses desconhece quais os
p incipais compo amen os de isco.” Es a no ícia e e e ainda que, mui os dos
en e is ados associam o isco de con ai a doença à al a do uso de p ese a i o,
con udo apenas 14% conside a como um compo amen o a e i a “as elações com
á ios pa cei os”. Es e es udo segundo a TSF, e e e que 93% dos en e is ados
conside am que os doen es com SIDA con inuam a se disc iminados em Po ugal.
Capí ulo IV: Compo amen os
A elação en e o espaço ísico ou o Meio, e o se humano é a condicionan e mais
impo an e pa a que em locais especí icos acon eçam de e minados compo amen os.
Ou seja, o Meio in luencia o se humano e ice- e sa.
O se humano ap ende e ap eende o que o odeia sob e udo po imi ação. Desde
o seu nascimen o, é a a és da obse ação e dos es an es sen idos que ai
desen ol endo e ap eendendo udo o que o odeia. Um se humano adul o, é um
soma ó io daquilo que iu e ap endeu ao longo da sua ida e con inua á a ap ende a é
que a mo e chegue. Todo es e uni e so é as o, po que dele ambém azem pa e os
genes, o meio social e amilia onde se inse e, bem como o ambien e que o odeia, as
expe iências e as i ências e, que pa a cada um, se á di e en e. O que se p e ende
a i ma , é que o se humano é um se que imi a, que epe e o que ap eendeu, o que pode
se posi i o ou nega i o pa a a o mação de cada indi íduo, enquan o um se social.
25
É po an o, um se in luenciá el, no bom sen ido da pala a, po di e sos
ac o es, nomeadamen e, o ambien e que o odeia, a amília, o meio social onde se
inse e, seja no abalho ou no núcleo de amizades e de conhecimen os, bem como pela
sociedade em ge al e cla o pelos media.
Todos es es ac o es con ibuem pa a a sua o ma de es a na ida e pa a as suas
a i udes. “Di e sos au o es en endem a noção de “a i udes” como uma es u u a
idimensional, que in eg a as componen es, cogni i a (julgamen os e c enças), a ec i a
(sen imen os a o á eis ou des a o á eis) e compo amen al ( endência pa a
de e minada acção). Nesse sen ido, podem-se conside a as a i udes como uma o ma de
mo i ação social, que impulsiona e o ien a ce as acções, pa a en a ob e de e minadas
me as p é-de inidas.” (AREOSA, J., 2007: p. 1).
Ao longo da sua ida e do meio onde se ai inse indo, bem como da in o mação
que ai acumulando o se humano pode i al e ando com a sua i ência a sua o ma de
es a e de ac ua na ida. “As a i udes não são imu á eis no empo, nem se aplica na
o mulação do seu concei o as ideias de homogeneidade e de coe ência. As a i udes
a iam a a és de aspec os indi iduais ou de g upo, embo a possam se de e minadas ou
in luenciadas po condições sociais, simbólicas e cul u ais (AREOSA, J., p 2)”.
Num es udo ealizado em Po ugal sob e a saúde e a doença e i icou-se, que as
a i udes a iam median e o géne o, a idade, a escola idade, o es a u o p o issional e os
endimen os (CABRAL, 2003).
“As sociedades ociden ais êm en ado o na a ida dos seus memb os mais
segu a e saudá el, mas na ealidade as pessoas sen em-se expos as, ac ualmen e, a
iscos mais g a es do que no passado. Es a si uação deco e á, po exemplo, pela
melho ia dos canais de in o mação e de comunicação. Con udo, es a massi icação da
in o mação pode o igina di e enças signi ica i as na o ma de comp eende e
in e p e a as si uações de isco”(AREOSA, J., p 2). No en an o há o mas de le a as
pessoas a muda de compo amen os, e a melho o ma é ce amen e o nece
in o mação. As pessoas êm libe dade, ou de em ê-la pa a aze as suas escolhas, o
comba e à p e enção da SIDA, pode se en endido de ce a o ma como “en a na
in imidade de cada um e in adi o seu espaço”, na medida em que se chama à a enção
pa a a o ma de es a e pa a os compo amen os dos indi íduos. Quan o mais
in o madas es i e em as pessoas melho se ão com ce eza as opções que pode ão
ealiza , pois se ão escolhas conscien es e in eligen es. O ac o de in o ma é ambém o
26
demons a , que a libe dade dessa escolha, em de se omada numa a i ude conscien e.
Mas pa a ha e uma a i ude conscien e, é necessá io ha e mais in o mação e
conhecimen o. Só en ão se pode conside a que a escolha é li e. A o ma de ac ua
pe an e es a doença é di ícil, é necessá io muda a i udes, men alidades e
compo amen os, não se a a apenas do comba e ao í us. “… O VIH/SIDA é, e
con inua á a se , na sua essência, uma pa ologia compo amen al”, (SANTANA e
ou os, 2001: p. 18). En a na p i acidade das pessoas, pode á se um p ocesso
complicado, po que a libe dade dá a cada indi íduo o acesso às suas escolhas, às suas
opções. Não se pode en a nes e campo de ânimo le e, se ia como apon a dedos,
e ec ua julgamen os endenciosos e ac ualmen e as sociedades desen ol idas “não
pe mi em” es as si uações, po que elizmen e exis e libe dade pa a aze escolhas.
Exis em alguns modelos que o am desen ol idos no sen ido de se iden i ica os
p incipais de e minan es (sociais e indi iduais) pa a o po encial de saúde dos indi íduos
e a sua in luência na saúde. Um desses modelos oi cons uído po Dahlg en (1995) e
p e ende iden i ica os p incipais de e minan es (Figu a 2). Po se econhecida a
impo ância dos con ex os de enquad amen o dos cidadãos nas úl imas décadas êm-se
indo a adop a pad ões de ida mais saudá el.
Figu a 2 - Modelo de Dahlg en – P incipais de e minan es na saúde
Ag icul u a
e p odução
alimen a
Educação
Con ex o
labo al
Condições de ida e
de abalho
Desemp ego
Condições de
saneamen o
básico
Se iços de
saúde
Habi ação
Idade, sexo e
ac o es
he edi á ios
Es ilos de ida
indi iduais
Con ex o socio-económico,
cul u al e ambien al
Redes sociais e
comuni á ias
27
Es e modelo dá um g ande p o agonismo às a iá eis de enquad amen o social
do indi íduo (con ex o socio-económico, cul u al e ambien al, e odas as a iá eis que
es e aba ca, edes sociais comuni á ias, e c.), assumindo que os es ilos de ida
indi iduais êm ob iga o iamen e uma ma ca indelé el deixada pelas á ias ins âncias
de socialização p é ia (RATO, H. e al 2008: p.15).
IV.1. A adolescência e os compo amen os de isco
É du an e a adolescência, que se adqui em mui os hábi os e po ezes, no as
o mas de compo amen os e de sabe es a na ida. Os jo ens nes a ase da ida
começam a o na -se mais independen es dos pais, a e em ambém mais libe dade e
no os cí culos de amigos. É na escola que passam al ez a maio pa e do seu dia, e se á
aqui que pode ão adqui i no os hábi os. Segundo (RODRIGUES, V. 2003), mui os
hábi os compo amen ais no que diz espei o à saúde começam na adolescência,
nomeadamen e, a ac i idade sexual, hábi os alimen a es, a p á ica de exe cício ísico, o
consumo de p odu os óxicos e a condução de eículos. É necessá io e e i , que mui os
dos a ibu os psico-sociais que desencadeiam oco ências de compo amen os
elacionados com a saúde, são adqui idos ou consolidados du an e a adolescência.
A adolescência é um pe íodo complexo e de conside á el isco pa a a saúde,
mas é ambém um pe íodo c í ico pa a in e enções signi ica i as na p omoção da saúde
e de compo amen os saudá eis. A O ganização Mundial de Saúde, az e e ência a
algumas al e ações ela i as a p oblemas de saúde na adolescência, nomeadamen e, a
al e ação ao ní el de alo es sociais e mo ais, que aumen am o isco de g a idez, as
doenças sexualmen e ansmissí eis (DST), a acessibilidade em e mos de aquisição de
álcool, abaco e d ogas ilíci as, e os hábi os alimen a es, (RODRIGUES, V. 2003).
IV.2. As a i udes compo amen ais ace a p oblemas locais
“Uma cidade saudá el é, uma cidade que con inuamen e c ia e desen ol e os
seus ambien es ísico e social e expande os seus ecu sos comuni á ios, de o ma a
28
pe mi i um mú uo e con ínuo supo e en e di e en es g upos da população.” (OMS,
1999)
Pa icipação Ac i a da Comunidade
A pa icipação e ec i a nos p ocessos e es a égias p omo o as da saúde i ão
pe mi i que cada indi íduo e que cada comunidade, possuam um ele ado g au de
con olo sob e a sua ida e saúde. Pa a o na as populações mais ac i as nos seus
p ocessos de saúde é necessá io c ia condições (NAVARRO, 1995).
O aspec o mais impo an e pa a a p omoção da saúde é a pa icipação ac i a da
população/comunidade – empowe men . (TONES, 1995).
Os p ocessos de implemen ação da Agenda 21 Local, pode ão se nes e sen ido
um bom eículo dinamizado da pa icipação ac i a da população, nes e caso aplicado à
saúde. Pena é que a Agenda 21 Local, ainda não es eja aplicada à maio ia dos
Concelhos po ugueses. O en ol imen o das comunidades, é sem dú ida uma das
melho es o mas de uni es o ços e o ma ideias pa a encon a esoluções pa a os
p oblemas locais. (Comp omissos de Aalbo g, 2004)
Os es ilos de ida e compo amen os, cons i uem a iá eis impo an es no
p ocesso de saúde/doença de cada indi íduo ou comunidade. A educação pa a a saúde é
cada ez mais conside ada como uma es a égia essencial pa a a p omoção da saúde.
Facili ando a ap endizagem de compo amen os de educação pa a a saúde, con ibui-se
pa a a sua p omoção e ao mesmo empo, in oduzem-se as cinco es a égias da ca a de
O awa que es abelecem: as polí icas de educação; o desen ol imen o de a i udes e de
ecu sos indi iduais; o e o ço de acção da comunidade; c iação de um caminho
a o á el pa a a saúde; eo ganização dos se iços de saúde, (RODRIGUES, V. 2003).
29
Figu a 3: Modelo pa a a p omoção da saúde
O ac o de que ac ualmen e as p incipais causas de mo e em Po ugal, se de em
sob e udo a hábi os compo amen ais, nomeadamen e, o consumo de abaco, o abuso de
álcool, a p á ica de die as não mui o saudá eis, a oxicodependência e al a de
ac i idade ísica, o nam-se indicado es e mos am a impo ância da alo ização
es a égica de ac i idades pa a a p omoção da saúde e da p e enção da doença.
O modelo de Rod igues (Figu a 3), oi u ilizado pa a demons a como de e se
ei a a p omoção da saúde jun o de jo ens em isco, nomeadamen e com p oblemas
de ido ao consumo de d ogas, de inse ção social na sua comunidade, e ou os
p oblemas mais ou menos comuns a adolescen es e jo ens. O modelo é compos o po
ês elemen os, que se explicam de seguida: Mo i ação écnica, sob e udo pa a a
o mação de a i udes a comba e e cla i icação de alo es; Ale a /in o ma pa a
si uações que p eocupam os jo ens em si uações c í icas; Comunicação, com ecu so às
de ecnologias de in o mação. Aplicando es e modelo de RODRIGUES ao es udo da
p e enção da SIDA, podemos conside a que o caminho pa a a educação pa a a saúde,
nes e caso, passa pela in odução de compo amen os mais saudá eis ou mais
conscienciosos, no quo idiano dos indi íduos, no sen ido da p e enção da SIDA. Como
se pode obse a , são ês os ac o es que con ibuem pa a a educação pa a a saúde.
Mo i ação
Técnica
Ale a
In o ma
Comunicação:
Tecnologias de
In o mação
Educação
pa a a
Saúde
36
ope acionais pode ia se aqui in oduzidos aspec os elacionados com a p e enção e
con olo do VIH/SIDA.
No Vec o II - P e enção, Con olo e Redução de Riscos, a Acção II.5” Planos
Locais de Acção em Habi ação e Saúde: Desen ol e a ma iz pa a Planos Locais de
Acção em Habi ação e Saúde e a me odologia pa a a sua implemen ação po Municípios
in e essados.” Se ia mui o in e essan e nes e ec o ela i o à p e enção e con olo e
edução de iscos ha e medidas que de alguma o ma pudessem con ibui pa a a
in o mação da população e pode con ibui pa a o es udo da p e enção da SIDA.
Rela i amen e aos ec o es III, IV e V, já acima disc iminados, nem se á
necessá io e e i medidas de acção especi icas pois po si só o nome des es ês ópicos
de in e enção, são indicado es da impo ância que pode iam e pa a a sensibilização,
con olo e a iculação de polí icas públicas ao ní el eu opeu e in e nacional.
Assim, mais uma ez se em e o ça a ideia de que apesa de ha e um
conhecimen o des a doença de mais de in e e cinco anos, as polí icas públicas
con inuam a se pouco in e en i as e mui as ezes a dias no que diz espei o ao
comba e da p opagação do VIH/SIDA.
VI.2. Ins i uições
“Já na lu a con a a doença, os en e is ados des acam o empenho das á eas
ligadas à saúde, in es igação e solida iedade social, em sen ido con á io a a i ude do
Es ado, dos líde es de opinião, da Ig eja e dos emp egado es é is a com
descon iança.” h p:// s .sapo.p Dezemb o de 2008
Du an e es a in es igação pe cepcionou-se uma ausência de polí icas públicas
di eccionadas à p e enção da SIDA, na p imei a década da doença. As polí icas de
saúde pa a a p e enção do VIH/SIDA em Po ugal, ainda são ela i amen e ecen es.
Além do que já oi e e ido no pon o an e io . Nes e sen ido, é de lou a a ac uação das
o ganizações não go e namen ais, uma ez que com p on idão começa am a en e eda
es o ços, a dinamiza e a in o ma as populações pa a o g a e p oblema de saúde,
nomeadamen e de saúde pública, que é o VIH/SIDA.
37
Exis em di e sas associações e ins i uições espalhadas po odo o Mundo que
êm indo a abalha na lu a con a o VIH/SIDA. Em Po ugal, há mui as en idades
en ol idas nes a causa, no en an o, es e abalho a á apenas e e ência à Coo denação
Nacional pa a a In ecção VIH/SIDA e à Associação Ab aço, po e em sido as duas
en idades con ac adas pa a a elabo ação des a pesquisa.
Ao longo dos anos a Coo denação Nacional pa a a In ecção VIH/SIDA e a
Ab aço, êm le ado a cabo a iadíssimas campanhas de p e enção com o objec i o de
minimiza a di usão des a doença. As campanhas êm indo ao longo dos anos a se
ala gadas a oda a população mas inicialmen e e am mais ocacionadas pa a os jo ens.
VI.3. A Coo denação Nacional pa a a In ecção VIH/SIDA
Em 1985 oi c iado o G upo de T abalho da SIDA pelo Minis é io da Saúde, que
inha como p opósi o a ecolha de in o mação sob e no os casos, e a implemen ação de
es a égias que pudessem p e eni ou minimiza a dispe são da doença. Em 1990, oi
c iada a Comissão Nacional de Lu a Con a a SIDA (CNLS), em subs i uição do g upo
de abalho e e ido. Mas apenas em 1993 oi ap o ado o Plano Nacional de Lu a
Con a a SIDA, que de inia o ien ações pa a a Comissão a é ao ano 2000. Mais a de a
CNLS, c iou o no o Plano Es a égico de Lu a Con a a In ecção VIH/SIDA, pa a
2001-2003. Ac ualmen e é o Al o Comissa iado da Saúde que in eg a a Coo denação
Nacional pa a a In ecção VIH/SIDA, unidade que esul ou da ex inção da CNLS. O
objec i o é p omo e uma maio a iculação, en e as ins i uições e unidades de saúde
pa a uma melho execução do Plano Nacional de Saúde 2004-2010.
Ao longo dos anos es a unidade que so eu á ias ees u u ações e e um papel
mui o impo an e na p es ação de in o mações à população po uguesa, a a és de
ealização de campanhas, o ganização de e en os, a a és do apoio à in es igação
nomeadamen e, com a celeb ação de um p o ocolo com a Fundação pa a a Ciência e
Tecnologia, em No emb o de 2002.
As campanhas de p e enção ealizadas a ní el nacional e am inicialmen e mais
ocadas na população jo em. No en an o, com o deco e dos anos em-se e i icado
que a população al o passou a se mais ab angen e e no his o ial de campanhas
encon am-se á ias ipologias, como p o issionais de saúde na á ea da in ecção,
38
condu o es de eículos pesados de me cado ias, população emig an e, população
labo al, jo ens, jo ens do ensino supe io e população em ge al, a ní el nacional. A
in o mação é p es ada a a és do seu si e na in e ne , da publicação de olhe os, ca azes
e b ochu as, dis ibuídos po ins i uições de ensino, locais de abalho, a ixação de
ca azes, spo s publici á ios ele isi os, unidades de saúde e as eios à população. As
igu as seguin es mos am algumas das campanhas mais ecen es em Po ugal.
Figu as 4 e 5: Campanhas de 2007
Fon e: Coo denação Nacional pa a a In ecção VIH/SIDA
Figu a 6: Campanha Ca na al 2008
Fon e: Coo denação Nacional pa a a In ecção VIH/SIDA
Figu a 7: Campanhas de 2008
Fon e: Coo denação Nacional pa a a In ecção VIH/SIDA
39
VI.5. A Associação Ab aço
A associação Ab aço em p omo ido desde 1991, campanhas de p e enção e
ou os e en os, no sen ido de ale a e in o ma a população pa a o g a e p oblema que
é a SIDA. Ao longo des es 17 anos de exis ência as suas campanhas começa am po se
mais ocacionadas pa a jo ens e pa a homossexuais. O ipo de ac uação da Ab aço
jun o da sociedade po uguesa, passa po campanhas de ua, nas escolas, p aias, e ou os
locais, na o ganização de e en os nomeadamen e exposições, o ganização de acções de
o mação pa a p o esso es, jo nalis as e ou os g upos p o issionais, seminá ios,
pa icipação em e en os nacionais e in e nacionais, campanhas a a és de “spo s”
ele isi os, publicação de pos ais
11
e olhe os in o ma i os e a ixação de ca azes. Os
emas das campanhas de p e enção e in o mação o am a iando, endo semp e como
objec i o p incipal apela e de ce a o ma “choca ” - no bom sen ido da pala a – a
população po uguesa. A sua ac uação de uma manei a ge al é a ní el nacional,
nomeadamen e os spo s ele isi os, no en an o apesa da maio incidência de
campanhas e ou os e en os se em Lisboa, a Ab aço exe ce a sua unção de di ulgação
po odo o país. As campanhas o am semp e mui o apela i as e di ec as, algumas a é
o am conside adas di ec as demais e de ce a o ma mal comp eendidas, como oi o
caso em 1993 dos supe -he óis “Ba man e Robin” de mãos dadas que não chegou a e
ca az, mas apenas um pequeno pos al mais disc e o.
Figu a 8: Campanha Supe He óis - “Ba man e Robin”
Fon e: Ab aço
11
Figu as 8 a 13
40
Campanhas apela i as
O objec i o das campanhas de sensibilização p omo idas pelas o ganizações,
associações e se iços de saúde, é o de in o ma e chega pe o das populações, po isso
ao longo dos anos as campanhas êm sido bas an e apela i as no sen ido de a ai a
população al o, pa a que seja de idamen e ale ada e in o mada. Ta e a que pelos dados
ap esen ados mais à en e êm sido mui o posi i as p incipalmen e jun o das camadas
mais jo ens.
No âmbi o do Dia Mundial da Lu a Con a a SIDA, 1 de Dezemb o, ambas as
ins i uições já e e idas êm ao longo dos anos ealizado acções pa a celeb a es e dia.
Além da ealização de e en os, nomeadamen e galas, exposições e ma chas, os í ulos
das campanhas que ão ealizando êm en ado ale a a população de di e en es
manei as, no sen ido de cap a a a enção de um núme o cada ez maio de indi íduos.
No caso da Coo denação Nacional pa a a In ecção VIH/SIDA, eis alguns exemplos de
slogans: em 2003 “Pa a ence mos. Fal a-nos a sua mão”, 2004 “Não é uma ilusão, a
SIDA exis e” e em 2005 “Só há uma manei a de sabe ”. No caso da Associação Ab aço:
“P ese a i os são di e idos”, “Joy S ick, Play S a ion’s e Game O e ”, “Há coisas na
ida que não são pa a pa ilha ” e po úl imo a campanha de 2006 “Sex Bomb”.
Figu as 9 e 10: Campanhas “P ese a i os são di e idos” e “Joy S ick, Play
S a ion’s e Game O e ”
Fon e: Ab aço
41
Figu as 11, 12 e 13: Campanha “Há coisas na ida que não são pa a pa ilha ”
Fon e: Ab aço
Capí ulo VII: Análise e ap esen ação de esul ados
VII.1. Si uação no País
Pa a a análise e como já e e ido o am escolhidos ês momen os
12
, 1986, 1996
e 2006. Nos ce ca de 31000 dados disponibilizados, o am de ec ados 54 casos
diagnos icados com ano desconhecido. Segundo in o mação do CVEDT, es es casos são
dos mais an igos conhecidos em Po ugal. O ac o dos egis os se encon a em
incomple os, de e-se à al a de indicação des e dado po pa e do médico que ealizou o
diagnós ico, é p eciso ealça que se passa am mais de in e anos e a ecolha des a
in o mação não e a sis ema izada a ní el nacional.
Apu ou-se que 54% casos são de PA e os es an es 46% de SIDA. As idades,
a iam en e os 19 e os 97 anos, sendo no en an o a maio incidência em indi íduos dos
25 anos a é à casa dos 50 anos. Do o al des es casos apenas 11 e am mulhe es das quais
seis inham SIDA. Ve i ica-se que ela i amen e aos diagnós icos com ano
desconhecido a maio ia dos casos e am de homens.
12
Ve mapas de e olução das páginas 42. 43 e 44
42
43
44
45
Rela i amen e ao ano de 1986 o am diagnos icados 66 no i icações incluindo os
ês ipos sendo que 23% de casos e am de CRS, 26% de PA e 51% de SIDA. Es es
casos o am iden i icados em 11 Dis i os, sendo a maio incidência em Lisboa. Do o al
das no i icações egis adas pa a SIDA, 88% e am homens e apenas 12% e am mulhe es,
sendo a maio incidência no Dis i o de Lisboa. As aixas e á ias que egis a am mais
casos o am as dos 25-34 anos e 35-49 anos. Em 1986 das no i icações de PA,
e i icou-se que 71% dos casos o am diagnos icados em homens, enquan o nas
mulhe es o alo egis ado oi 29%. O Dis i o com mais casos oi no amen e Lisboa.
Quan o às no i icações de CRS, egis a am-se 73% em homens e 27% em mulhe es.
Passados dez anos, o pano ama é mui o di e en e, o am egis ados 960 casos de
SIDA, 896 de PA e 182 de CRS, o que ep esen a um o al de 2038 no i icações em
1996. Como se ia de espe a os Dis i os com maio ep esen ação em qualque dos
ipos de no i icação são semp e Lisboa e Po o, is o pode de ce a o ma se jus i icado
po na al u a não ha e meios disponí eis em odos os Dis i os do país pa a
diagnos ica a doença, e assim egis a em-se mais casos em Lisboa e Po o, bem como
em 1986. O Dis i o que apa ece na e cei a posição é Se úbal. Em qualque dos ês
ipos de diagnós ico e i ica-se que nos homens há semp e mais casos, nomeadamen e,
no ipo CRS com 21% de mulhe es e 79% de homens, no ipo PA com um egis o de
29% mulhe es e 71% de homens e no caso do ipo SIDA e i ica am-se 18% de
mulhe es e 82% de homens.
Quad o 1: No i icações po décadas e po ipo
ANO
CRS_F
CRS_M
PA_F
PA_M
SIDA_F
SIDA_M
SIDA_D
CRS
PA
SIDA
TOTAL
TOTAL
TOTAL
1986
4
11
5
12
4
30
0
15
17
34
1996
38
143
261
638
175
795
1
182
896
960
2006
36
104
237
459
123
398
0
140
696
521
Fon e: CVEDT
52
Figu a 14: No i icações po sexo de CRS em 2006
±
CRS PA SIDA
0100 km
População eminina
População masculina
Dis i os
População eminina
População masculina
Dis i os
População eminina
População masculina
Dis i os
±
0100 km
±
0100 km
0100 km
0 100 km
0 100 km
0 100 km
0 100 km
0 100 km
O mapa da igu a 14, ep esen a os egis os de no i icações po sexo de CRS em
2006. Um ac o impo an e é a di e ença ão g ande en e os casos egis ados segundo o
géne o. Como se pode con e i nos ês mapas das igu as 14, 15 e 16, ela i os a 2006
pa a os ês ipos de no i icação po sexo. Regis am-se semp e mais casos no que se
e e e aos homens em qualque dos ipos de no i icação.
Obse a-se aqui que odos os Dis i os da aixa li o al ap esen am egis os de
casos de CRS, e apenas em cinco Dis i os não hou e qualque egis o. Sendo es a
di e ença mui o conside á el nomeadamen e em Lisboa, Po o e Aço es e Madei a.
53
Figu a 15: No i icações po sexo de PA em 2006
±
CRS PA SIDA
0100 km
População eminina
População masculina
Dis i os
População eminina
População masculina
Dis i os
População eminina
População masculina
Dis i os
±
0100 km
±
0100 km
0100 km
0 100 km
0 100 km
0 100 km
0 100 km
0 100 km
No caso de CRS ( igu a 14), cinco Dis i os não egis a am qualque caso.
Quan o ao ipo PA ( igu a 15) só não se egis a am casos em Po aleg e e em Viana do
Cas elo. Lisboa e Po o são os Dis i os onde se encon am mais casos de indi íduos
se oposi i os. Os Aço es e Madei a ambém êm alo es ele ados compa ando com
ou os Dis i os de Po ugal Con inen al. É de ealça a di e ença de alo es nos Aço es
en e homens e mulhe es que na Madei a apesa de se ce ca de me ade não é ão
acen uada. Nes e mapa acilmen e se pe cepciona que são as egiões com menos
população que ap esen am menos casos.
54
Figu a 16: No i icações po sexo de SIDA em 2006
±
CRS PA SIDA
0100 km
População eminina
População masculina
Dis i os
População eminina
População masculina
Dis i os
População eminina
População masculina
Dis i os
±
0100 km
±
0100 km
0100 km
0 100 km
0 100 km
0 100 km
0 100 km
0 100 km
O ipo SIDA ( igu a 16), egis ou casos em odos os Dis i os no ano de 2006.
Lisboa e Po o são mais uma ez os Dis i os com alo es mais ele ados. Nes es dois
Dis i os é de salien a a di e ença de alo es pa a homens e mulhe es, sob e udo no
Po o. Se úbal ambém em alo es ele ados quando compa ado com a maio pa e dos
Dis i os de Po ugal Con inen al, a di e ença en e sexos ambém é mui o acen uada. É
ambém no á el a quase ausência de no i icações de SIDA pa a mulhe es, compa ando
com os homens na Madei a. Enquan o nos Aço es a di e ença en e sexos é de ce ca de
me ade.
55
Como se pode cons a a pela obse ação do G á ico 2, (página 56), o escalão
e á io onde se egis a am mais casos no o al dos ês ipos de no i icação no ano de
1996, oi o dos (25-34) anos, com quase 50% dos egis os, o segundo escalão e á io
mais a ec ado oi o dos (35-49) anos e o escalão dos (13-24) anos que engloba os jo ens
e es udan es uni e si á ios egis ou 19% de no i icações.
Obse ando os mapas
14
de 1996 e i ica-se que apenas o ipo de no i icação
CRS, não egis ou qualque caso em cinco Dis i os. Rela i amen e a PA e a SIDA,
odos os Dis i os egis a am casos, sendo a maio incidência no Po o, em Lisboa, em
Se úbal e em Fa o, encon ando-se odos es es Dis i os englobados na mesma escala de
alo es.
Passados mais dez anos, em 2006, as di e enças são igualmen e signi ica i as,
no en an o aqui, deno a-se uma diminuição no egis o de casos nos ês ipos de
no i icação, o que é um indicado bas an e posi i o. Obse ando os mapas de e olução
po ipo de no i icação, (páginas 42, 43 e 44) cons a a-se que odos os ela i os ao ano
de 2006, ap esen am alo es in e io es ela i amen e ao ano de 1996. Es e ac o de e -
se-á p o a elmen e à in luência das campanhas de p e enção, a um maio acesso à
in o mação, que pode ão e le ado a uma mudança no que diz espei o aos
compo amen os de isco, po an o a uma maio consciencialização da SIDA como
doença con agiosa e ansmissí el.
Os o ais em alo absolu o, po ipo de no i icação egis ados nes e ano o am
os seguin es: 521 casos de SIDA, 696 de PA e 140 de CRS, o que o aliza 1357
no i icações em 2006.
Rela i amen e às pe cen agens nes e ano pa a os ês ipos de no i icação o am
as seguin es: pa a CRS 74% de homens e 26% de mulhe es, pa a PA 66% de homens e
34% de mulhe es e pa a SIDA 76% de homens e 34% de mulhe es.
Compa ando os alo es de 1996 e 2006, hou e uma diminuição na o dem dos
20%, de no i icações egis adas nes e pe íodo de empo. Is o demons a que a população
es á mais conscien e do p oblema da SIDA. No en an o é impo an e ealça a di e ença
de casos egis ados no escalão e á io mais ele ado como mos a o g á ico seguin e
(G á ico 3).
14
Mapas das páginas 42, 43 e 44
56
G á ico 2: Dis ibuição dos ês ipos de no i icação po idade, 1996
Fon e: CVEDT
G á ico 3: Dis ibuição dos ês ipos de no i icação po idade, 2006
Fon e: CVEDT
Rela i amen e ao o al de no i icações egis adas no ano de 2006, po escalões
e á ios, cons a a-se que o escalão com maio núme o de casos é o dos (35-49) anos,
seguido do escalão dos (25-34) anos. Compa ando os G á icos 2 e 3, ela i os aos anos
de 1996 e 2006, obse a-se que nos dois escalões e á ios mais baixos ep esen ados,
hou e uma diminuição signi ica i a de casos. No escalão dos (13-24) anos es a edução
oi pa a menos de me ade, enquan o no escalão seguin e (25-34) de 49% pa a 33%. No
en an o nos dois escalões supe io es egis ou-se um aumen o de casos. O escalão dos
(35-49) anos egis ou uma subida de 25% pa a 38%, e, o úl imo escalão e á io que
ep esen a os indi íduos com 50 anos e mais, iplicou compa a i amen e ao ano de
1996. Es es alo es êm con i ma in o mações ecolhidas du an e as pesquisas pa a
57
es e abalho, nomeadamen e a e e ência em alguns a igos que os indi íduos acima
dos 50 anos êm mais e gonha, ou p econcei os, ela i amen e ao uso do p ese a i o
do que os g upos e á ios mais jo ens. Ou o dado cu ioso é o ac o do consumo do
Viag a
15
, no malmen e u ilizado po indi íduos mais elhos, e indo con ibui pa a
aumen a o núme o de casos de HIV/SIDA (CALDAS, 2006: p. 8).
Os mapas ela i os aos ês ipos de no i icação nos ês momen os em análise
são mui o ilus a i os da e olução des e enómeno em Po ugal. A sua lei u a pe mi e
acilmen e iden i ica quais os Dis i os onde há necessidade de maio in e enção. A
aixa li o al é em odos os mapas semp e ep esen ada po alo es mais ele ados, o que
indica que o enómeno em maio incidência, po ém é impo an e salien a que ambém
é, onde i e mais população. Os Dis i os de Lisboa, Po o, Se úbal e Fa o, são os que
ap esen am alo es supe io es, à excepção do Dis i o de Beja no ipo de no i icação de
CRS.
VIII.3. Modelo pa a No i icação
O ac ual modelo de imp esso pa a o egis o das no i icações de VIH/SIDA
(Figu a 1), em Po ugal em um o ma o complexo e, como al acaba po não se
p eenchido na ín eg a pelos écnicos de saúde, quando egis am as no i icações de no os
casos. Des a o ma, apesa da ob iga o iedade do seu p eenchimen o, e i ica-se que a
in o mação ob ida é incomple a, o que acaba po esul a em análises menos
po meno izadas. A base de dados acul ada pa a a elabo ação des e abalho con ém
lacunas na in o mação ao ní el do Concelho de esidência dos pacien es.
Ac ualmen e o sis ema nacional de saúde é de en o de bases de dados com
in o mação dos u en es. Fac o que indica que há mui a in o mação em o ma o
elec ónico. A Di ecção Ge al de Saúde possui um sis ema de bases de dados em O acle
desde 2003, sob e u gências hospi ala es e de Cen os de Saúde (PLANTIER, T, 2006).
Es a base de dados de ac ualização diá ia, con ém nas suas abelas á ios a ibu os,
nomeadamen e, idade, sexo, Dis i o e es abelecimen o de saúde. Es a in o mação pode
15
Medicamen o u ilizado no a amen o da dis unção e éc il.
58
se ex aída em o ma o de g á icos e mapas, consoan e a pe inência da sua u ilização e
cla o o seu acesso é es i o.
No caso das no i icações de VIH/SIDA pode iam se c iadas abelas idên icas e
ambém com acesso es i o, pois es e ipo de in o mação é con idencial. Mas a
al e ação a es e ní el no que diz espei o ao egis o das no i icações des a pandemia, i ia
pe mi i que ao ní el da p e enção a ac uação pudesse se mais e icaz, mais in e en i a
e mais localizada. Com es a in o mação as o ganizações go e namen ais e não
go e namen ais pode iam p og ama as suas campanhas di eccionadas, que a
indi íduos especí icos que a locais especí icos e com ce eza com melho es esul ados à
pos e io i.
O egis o em o ma o elec ónico se ia semp e con idencial e as abelas pa a o
e ei o p e en i o do VIH/SIDA, não necessi a iam de mui a in o mação complemen a
como se e i ica no imp esso que é ac ualmen e u ilizado pelos écnicos de saúde. As
in o mações que se pode iam denomina mais con idenciais ica iam apenas nos
espec i os p ocessos dos pacien es. A base de dados pa a as no i icações se ia como
que pa alela. Nes a abela pode iam simplesmen e cons a campos como, a idade (ano
de nascimen o), sexo, Dis i o, Concelho e F eguesia de esidência, e es abelecimen o
de saúde, a da a da oco ência do egis o e cla o, o ipo de no i icação. Es a base de
dados pode ia e um campo de ligação a in o mações complemen a es dos pacien es
pa a análises u u as. Is o pe mi i ia ealiza ou o ipo de análises, nomeadamen e o
es ado de e olução da doença, o núme o de óbi os e ou o ipo de c uzamen os.
Es e ipo de abelas, se iam ligadas à in o mação geog á ica, ou seja a um SIG
onde se pode iam e ec ua análises espaciais das no i icações de VIH/SIDA em
Po ugal.
59
Capí ulo IX: Sín ese inal
Conside ações inais
A ep esen ação ca og á ica de qualque enómeno é ex emamen e impo an e,
dado que a isualização de um mapa apela i o e de lei u a ácil, é mui o mais
pe cep í el do que a in e p e ação de núme os em abelas e g á icos. A análise isual de
uma imagem é mais ácil de in e p e a . Além de causa maio impac e nos indi íduos, a
p obabilidade de e enção na memó ia é maio .
Pa a se pode ca og a a com maio igo o VIH/SIDA em Po ugal, é
impo an e ha e maio po meno na ecolha dos dados, po pa e dos p o issionais de
saúde, nomeadamen e a é ao ní el da F eguesia, pois quan o maio o a in o mação
maio pode á se o de alhe da ca og a ia. Consequen emen e a análise espacial a
ealiza se á com ce eza mais ap o undada e pode ão se i adas melho es ilações pa a
se p e eni a p opagação da doença a a és de campanhas mais especí icas e mais
localizadas.
A análise dos dados mos a que a aixa e á ia onde ac ualmen e a doença incide
maio i a iamen e é nos indi íduos com idades en e os 35-49 anos. À pa ida es es
indi íduos não pe encem a g upos de isco, po ém são os compo amen os que le am a
que seja es e o g upo e á io mais a ec ado. Os adul os, pa ecem se ago a os que
necessi am de mais in o mação sob e o í us VIH/SIDA.
A omada de consciência no que diz espei o aos compo amen os, sob e udo
sexuais, é hoje di e en e, a população es á mais in o mada. No en an o, es a doença
pode a ec a qualque pessoa que não ome as de idas p ecauções. No meio de an os
in ec ados com SIDA exis em ambém mui os inocen es, que o am apanhados no meio
de uma eia de ido aos compo amen os de isco de e cei os, nomeadamen e as
c ianças que já nascem com SIDA.
Caminha-se cada ez mais no sen ido de cons i ui equipas de in es igação, com
p o issionais com di e en es ipos de o mação. Es e abalho demons a, que a
abo dagem geog á ica, e os Sis emas de In o mação Geog á ica pode ão se um
ins umen o undamen al de supo e à decisão na in es igação de assun os elacionados
com a saúde, nomeadamen e, a p e enção à p opagação do í us VIH/SIDA.
60
Exis em múl iplas o mas de se ac ua jun o das populações mais necessi adas de
in o mação e sensibilização, como po exemplo a a és do modelo de educação pa a a
saúde aplicado a egiões especí icas, bem como a a és de p og amas egionais e locais
u ilizando as sessões no âmbi o das Agendas 21 Locais, dos municípios onde se eco e
à pa icipação pública pa a in e i na comunidade. Es es são alguns exemplos de
possí eis o mas de ac uação pa a a minimização da p opagação do í us VIH/SIDA em
Po ugal. A disponibilização de mapas com a ca og a ia do VIH/SIDA em Cen os de
Saúde e Hospi ais, em locais acessí eis aos u en es, bem como em es abelecimen os de
ensino, pode ia se um bom eículo de in o mação e sensibilização da população
po uguesa.
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X. Re e ências bibliog á icas
Enciclopédias
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Enciclopédia Lexico eca, Cí culo de Lei o es, (1988). Lisboa.
Enciclopédia Luso-B asilei a de Cul u a, (1975) . Ve bo. Lisboa.
Enciclopédia Luso-B asilei a de Cul u a, (1986) . Ve bo. Lisboa.
Enciclopédia Po uguesa e B asilei a. (1986). Volume XXVIII. Edi o ial Lisboa.
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A las da Globalização Le Monde Diploma ique, (2003) – “Uma ambien e mo i icado.
A saúde, um bem público mundial”, p. 60
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Ca ás o es do passado e do u u o”.
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Cons i ucional enquan o Minis o da Saúde.
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Ca a Dos Di ei os Fundamen ais Da União Eu opeia - (2000/C 364/01). Jo nal O icial
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Ca a de O awa (1986)
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