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Estágio Curricular no Grupo Almedina

Abstract

Este relatório, escrito no âmbito do mestrado em Edição de Texto, tem como objectivo dar a conhecer um grupo editorial – Almedina – e o trabalho de um estagiário no seio desse grupo e dentro de um departamento específico, o editorial. Começando com uma pequena história da editora e descrevendo como funciona o trabalho neste departamento em particular, seguir-se-á o relato das actividades que pude desenvolver durante os quase três meses em que ali estive. A finalizar o relatório, encontra-se uma pequena reflexão sobre o meu trabalho, a editora e a relevância deste mestrado.

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Estágio Curricular no Grupo Almedina

Author: Tellechea, Diogo Manuel de Freitas
Year: 2017
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/21866/1/Diogo%20Tellechea%20RELATORIO%20DE%20ESTAGIO.pdf
Es ágio Cu icula no G upo Almedina
Diogo Manuel de F ei as Tellechea
Ab il de 2017
Rela ó io de Es ágio de Mes ado em Edição de Tex o
1
Es ágio Cu icula no G upo Almedina
Diogo Manuel de F ei as Tellechea
Ab il de 2017
Rela ó io de Es ágio de Mes ado em Edição de Tex o
2
Rela ó io de Es ágio ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à
ob enção do g au de Mes e em Edição de Tex o ealizado sob a o ien ação cien í ica
do P o . Dou o Luiz Fagundes Dua e.
3
Resumo
Es e ela ó io, esc i o no âmbi o do mes ado em Edição de Tex o, em como
objec i o da a conhece um g upo edi o ial – Almedina – e o abalho de um
es agiá io no seio desse g upo e den o de um depa amen o especí ico, o edi o ial.
Começando com uma pequena his ó ia da edi o a e desc e endo como unciona o
abalho nes e depa amen o em pa icula , segui -se-á o ela o das ac i idades que
pude desen ol e du an e os quase ês meses em que ali es i e. A inaliza o
ela ó io, encon a-se uma pequena e lexão sob e o meu abalho, a edi o a e a
ele ância des e mes ado.
Pala as-cha e: Almedina, Edições 70, Ac ual, Re isão de Tex o, Edição de Tex o,
Mes ado
Abs ac
The objec i e o his epo , w i en in he amewo k o he mas e ’s deg ee in Tex
Edi ing, is ge ing o know an edi ing g oup – Almedina – and he wo k o an in e n
wi hin a speci ic depa men o his g oup, he edi o ial depa men . A e a b ie
glimpse o he his o y o he publishe and a sho desc ip ion o how his depa men
wo ks, I will accoun o he ac i i ies unde aken du ing his 3-mon h pe iod. As a
conclusion a small e lexion o my wo k, he publishe and he ele ance o he
mas e ’s deg ee will be due.
Keywo ds: Almedina, Edições 70, Ac ual, P oo eading, Tex Edi ing, Mas e ’s
Deg ee
4
Índice
Ag adecimen os ................................................................................................................................ 5
In odução .......................................................................................................................................... 6
1. A Almedina – passado e p esen e ......................................................................................... 8
1.1. Passado ................................................................................................................................... 8
1.2 P esen e ................................................................................................................................ 10
2. O ca álogo .................................................................................................................................... 11
2.1. Edições Almedina............................................................................................................. 11
2.2. Edições 70 ........................................................................................................................... 11
2.3 Ac ual ..................................................................................................................................... 12
3. A edição ........................................................................................................................................ 14
4. O es ágio ...................................................................................................................................... 17
4.1. Re isão ................................................................................................................................. 17
4.1.1 Em PDF ......................................................................................................................... 17
4.1.2. Con ap o a ............................................................................................................... 19
4.1.3. Em Wo d - OCR ......................................................................................................... 19
4.2. Índices emissi os ........................................................................................................... 20
4.3. T adução ............................................................................................................................. 21
4.4. Ap eciação de ob as ........................................................................................................ 22
4.5. Ou os ................................................................................................................................... 23
4.6. Lis a de ob as .................................................................................................................... 23
5. Re lexão ........................................................................................................................................ 25
5.1. As minhas di iculdades e a impo ância do mes ado ....................................... 25
5.2. A pe spec i a edi o ial no G upo Almedina .......................................................... 27
Conclusão ......................................................................................................................................... 29
Fon es ................................................................................................................................................ 30

5
Ag adecimen os
Que o ag adece ao P o esso Luiz Fagundes Dua e a sua p eciosa ajuda e o ien ação
na cons ução des e ela ó io.
Ag adeço ambém ao G upo Almedina pela opo unidade dada,
nomeadamen e a Suzana Ramos, Sa a Lu as e C is ina Libé io, que supe isiona am o
meu abalho na edi o a, bem como a Paulo Ribei o, o meu o ien ado no local do
es ágio.
6
In odução
O es ágio cu icula que ealizei no âmbi o do mes ado em Edição de Tex o da
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa e e luga
no G upo Almedina, em Lisboa. Da ansposição dessa expe iência pa a o papel
su giu aquilo que aqui ai se ela ado. Po ém, não só de ela o i e á es e ela ó io; a
minha expe iência nes a emp esa se á ambém al o de e lexão: analisa ei as a e as
que me o am a ibuídas e se as cump i ou não da melho o ma, se os conhecimen os
adqui idos nos seminá ios o am ou não de u ilidade pa a o es ágio; en a ei ainda,
além disso, analisa a isão que o G upo Almedina em sob e a edição de ex o e a
minha pe spec i a sob e a mesma.
Po an o, numa p imei a ase, o oco do abalho es a á exclusi amen e na
desc ição cien í ica da minha acção na Almedina. Con o uma a iedade de
ac i idades ealizadas quase semp e den o do domínio de um hipe ónimo sob o qual
podem se nomeadas, o da e isão de ex o. Ao dize is o, penso na e isão no
sen ido clássico de e e os e os de um ex o, na e isão da inse ção das co ecções
da pa e do paginado , na e isão da mancha e da es u u a do ex o ou a é na e isão
das p opos as de co ecção da pa e de ou os e iso es. Além des e abalho in enso
de e isão, que ocupou a g ande maio ia das 400 ho as do es ágio, i e ambém a
opo unidade de aze índices emissi os, aduzi algumas capas e con acapas de
li os, da pa ece es sob e a escolha de li os pa a e en uais publicações e a é de
assis i a uma eunião de ap esen ação de no os li os que i iam se publicados.
Penso que se a ou de um es ágio com uma a iedade acei á el de a e as, o que a á
po consequência, espe o, com que es e ela ó io enha uma subs ancial iqueza de
con eúdo.
Como é na u al, endo em con a a á ea disciplina do mes ado, ui inse ido no
depa amen o edi o ial da Almedina, onde i e a opo unidade de abalha de pe o
com Suzana Ramos, edi o a esponsá el pelas Edições 70, Conjun u a Ac ual Edi o a
e edições ge ais da Almedina, Sa a Lu as, edi o a esponsá el pela Mino au o e com
C is ina Libé io, assis en e edi o ial. Todas o am semp e ex emamen e p es á eis,
simpá icas, bondosas, comp eensi as, semp e p eocupadas em en a ensina -me o
que podiam e o que o empo lhes pe mi ia.
Da ei en ão início a es e ela ó io com um b e e enquad amen o do G upo
Almedina no âmbi o do mundo da edição em Po ugal, e e indo ambém alguns dos
7
momen os mais ma can es da sua his ó ia. Ve emos ainda po que depa amen os a
emp esa é cons i uída, e como o depa amen o edi o ial es á inse ido nesse con ex o.
Num segundo pon o, desc e e ei a cadeia da edição de um li o, is o é, e emos po
que momen os passa o li o e quais as unções de cada pos o na sua p odução; es e
pon o não se á uma desc ição ge al, mas sim baseado na minha expe iência na
Almedina, e po isso di e i á segu amen e do sis ema de p odução de ou as edi o as.
Pos o is o, começa ei a desc ição das a e as que me o am incumbidas
du an e aquele pe íodo, po en u a não de odas, mas com ce eza das que conside o
mais ele an es. Po exemplo, não e ia g ande u ilidade, e o na ia es e ela ó io
bas an e epe i i o, a desc ição de duas a e as em udo semelhan es à excepção do
con eúdo da ob a e do seu í ulo, ou seja, desc e e a ealização de dois índices
emissi os onomás icos, embo a que de li os di e en es, não é uma ideia que me
pa eça en iquecedo a pa a es e abalho, uma ez que o mé odo u ilizado pa a a
ealização de cada um é o mesmo. O que a ei se á, pelo con á io, ela a o ipo de
ac i idades dis in as que i e a opo unidade de ealiza e desc e ê-lo de o ma a da
um pano ama ge al e ala gado sob e aquilo que oi o meu abalho. De seguida, como
e e i, segui -se-á um capí ulo de pendo mais subjec i o, não en a ei, cla o, em
g andes de alhes sob e a es u u a in e na da Almedina, mas, a a és de á ios
exemplos, c eio que pode emos chega a uma conclusão sob e o umo que es e g upo
decidiu oma no que à edição de li os diz espei o.
Se á, po an o, um abalho que i á do ge al pa a o pa icula . Começando pela
cons i uição da emp esa segui emos as di e sas e apas que desemboca ão na minha
e lexão sob e o abalho na Almedina.
8
1. A Almedina – passado e p esen e
1.1. Passado
Tal como exis em a Leya e a Po o Edi o a, exis e a Almedina. Mas al como nem
semp e exis i am a Leya nem a Po o Edi o a, ambém nem semp e exis iu a
Almedina.
Fundada em 1955 po Joaquim Machado, a Almedina e a uma li a ia si uada
pe o do A co de Almedina, em Coimb a. Desde o início, Joaquim Machado
a en u ou-se pelos meand os da ac i idade edi o ial e, endo em con a o o e espí i o
académico da cidade, a apos a do undado di igiu-se ao público uni e si á io,
nomeadamen e aos es udan es da á ea do Di ei o. E assim começou a Almedina,
como uma edi o a ju ídica que publica a ex os dos p o esso es da Faculdade de
Di ei o da Uni e sidade de Coimb a. Os anos o am passando e a Almedina
expandindo-se pelo país. Em 1968, ab iu uma no a li a ia em Coimb a, na Rua
Fe ei a Bo ges e, nos anos 70, ab iu ou a li a ia em Lisboa. A Almedina e a po
es a al u a, e se ia assim a é meados dos anos 90, uma emp esa de um homem só:
Joaquim Machado. O núme o de colabo ado es ia c escendo mas o undado des a
edi o a e ede de li a ias man e -se-ia a é pe o da sua mo e, em 2005, semp e
en ol ido na emp esa.
1996 oi um ano undamen al pa a o no o umo que a Almedina i ia oma .
Ca los Pin o, gen o de Joaquim Machado, en ou pa a a emp esa naquilo que oi uma
espécie de passagem de es emunho da lide ança da edi o a. Engenhei o de o mação
e endo abalhado na SONAE, Ca los Pin o con ibuiu pa a a in e nacionalização da
Almedina. Em 2005, a edi o a c iou a Almedina B asil, dando en ão esse p imei o
passo umo a uma expansão do negócio além- on ei as. Quan o aos Palop a p esença
da emp esa não é ão signi ica i a, mas, ainda assim, exis em á ias pa ce ias com os
me cados de Angola e Moçambique.
Dois dos momen os mais ma can es nes es quase 62 anos de his ó ia da
Almedina acon ece am apenas nos úl imos dez. Esses momen os o am a aquisição de
ou as duas edi o as: a Ac ual Edi o a e as Edições 70. A Ac ual Edi o a oi undada
em 2005 e edi a li os elacionados com as á eas da Economia e Ges ão. Em 2008, oi
adqui ida pela Almedina, endo sido assim englobada numa es u u a com maio
15
4. Quando inalmen e os âmi es legais o am ul apassados, o ex o é
e is o po um e iso ex e no ou in e no à Almedina, num
documen o Wo d. No caso de uma adução, o p ocesso é semp e
mais mo oso, uma ez que, como é ób io, é p eciso em p imei o
luga e e o o iginal pa a po uguês e apenas de seguida aze uma
e isão do ex o.
5. Fei a a e isão, o ex o é en iado pa a o paginado numa g á ica,
que o pagina de aco do com as ins uções do edi o .
6. Depois de paginado, o ex o ol a pa a a edi o a pa a que o e iso o
leia mais uma ez. Is o acon ece po que pode e ha ido e os na
ansposição do Wo d pa a o documen o PDF em que ica o ex o
após paginado. Também se e es a ase pa a e i ica as
anslineações.
7. O ex o eg essa mais uma ez ao paginado que inse e as al e ações
ei as pelo e iso ; se es as o em eduzidas o documen o ica
p on o, se o em abundan es o ex o ol a de no o ao e iso pa a
e i ica no amen e se alguma das co ecções icou po inse i .
8. Podemos conside a ago a o miolo do li o como echado. Fal a
somen e capa, con acapa e badanas. O ex o que apa ece na
con acapa e badanas ge almen e é esc i o pelo edi o ou po um
assis en e de edição. A capa é ei a na g á ica.
9. Depois de odas es as ases, o li o es á o almen e echado e p on o
a se imp esso na g á ica.
Cla o que exis em mui os ou os po meno es que não o am aqui
mencionados, ou po que i ele an es numa desc ição em aços la gos ou po
igno ância da minha pa e. O edi o es á semp e a pa de odas es as ases e
supe isiona o abalho dos e iso es e adu o es, é ele ambém que man ém o

16
con ac o con ínuo com os au o es caso su jam dú idas ou caso haja mudanças a aze ,
suge idas pelo au o ou pelo p óp io edi o .
Es á en ão conhecido o abalho de p odução de um li o, que não é, diga-se, o
único que compe e ao depa amen o edi o ial, exis e um g ande núme o de
po meno es como a ap esen ação dos li os, a ealização de olhas de cus o, e ou os,
que são ambém ealizados aqui. As ases do p ocesso em que mais me demo ei o am
as da e isão do ex o e não se á ao acaso pois são as ases que melho conheço endo
sido um dos seus in e enien es.
Segui -se-á, po an o, um capí ulo em que desc e e ei as ac i idades que
ealizei no G upo Almedina no âmbi o des e depa amen o.
17
4. O es ágio
O meu es ágio cu icula no G upo Almedina começou na segunda- ei a dia 3 de
Ou ub o de 2016 e e minou na sex a- ei a dia 16 de Dezemb o de 2016. Du an e
esses dois meses e meio i e a opo unidade de pa icipa no p ocesso de edição de
alguns dos li os publicados pelas edi o as Ac ual e Edições 70.
Da ei en ão, de seguida, con a das ac i idades que ealizei du an e es e
pe íodo, i ei di idi-las po ipo de ac i idade. Pode ia azê-lo c onologicamen e, mas
penso que daquela o ma e emos uma ideia melho da ac i idade em si e de odas as
suas componen es.
4.1. Re isão
4.1.1 Em PDF
Começo pela e isão po que oi sem dú ida a ase do p ocesso de edição que ocupou
a maio pa e des as 400 ho as de es ágio.
Exis em á ios ipos de e isão. Aquele que mais ezes ealizei oi o da
e isão de ex o num documen o PDF após es e e sido e is o po ou o e iso . Não
e a, po an o, uma p imei a e isão, essa é ei a em Wo d. Nes e ipo de abalho o
e iso , em p incípio, não de e á aze mui as emendas ao ex o, uma ez que es e já
oi e is o. A maio pa e das emendas de e á oco e ao ní el das anslineações, po
exemplo, não se de em co a nomes de pessoas, não se de e co a uma pala a
quando es a passa pa a a página seguin e, não se de e e duas pala as iguais no im
de duas linhas consecu i as; exis em á ios po meno es des es que, pa ecendo que
não, êm uma impo ância decisi a pa a o aspec o inal da mancha g á ica do li o.
Na u almen e, o p imei o e iso do ex o em Wo d não e e a possibilidade de e o
ex o paginado e po an o es e abalho em de se ei o de aiz pelo e iso do PDF.
Também é impo an e e e o ex o in eg almen e após a p imei a e isão, po que
subsis em semp e e os que não são assinalados ou pode acon ece ambém que algum
e o na paginação aga no os e os ao ex o. Logo, uma lei u a a en a do ex o depois
de paginado é mui o impo an e. Após es as duas e apas, o e iso de e con e i se o
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índice dos con eúdos es á co ec o, bem como e se não exis e nenhum e o nas
cabeças das páginas.
Seguem-se ago a alguns exce os de alguns dos ex os em que i e de aplica
es e p ocesso:
Mui os dos e os que se encon am nos ex os paginados são e os como os
que emos nes e exce o de O G ande Reajus amen o, de Willem Middelkoop. E os
que êm a e mais com a apidez da esc i a. Ao longo de odas as e isões que iz a
oca de le as como em “demasiado” ou a sua al a como em “ul apassa am” e am
dos e os mais equen es.
Figu a 1 - Exce o de O G ande Reajus amen o, de Willem Middelkoop
Figu a 2 - Exce o de His ó ias de Á ica, de F ede ick Coope
19
Aqui emos dois exemplos de anslineações que se de em e i a : pala as
idên icas ou hí ens no im em duas linhas consecu i as.
4.1.2. Con ap o a
Ou o dos ipos de e isão que ealizei du an e o es ágio oi o da e i icação da
inse ção no documen o PDF das al e ações que suge i a num momen o an e io . Is o
é, e i ica se o paginado inse iu co ec amen e as emendas. A es e ipo de exe cício
chama-se con ap o a e é ei o de o ma ela i amen e ápida, uma ez que não é
necessá io ele o ex o na ín eg a, mas apenas compa a a p imei a p o a com a
segunda. A sua len idão ou não depende exclusi amen e da quan idade de emendas
p opos as pelo e iso , que se o g ande a á com que o abalho possa se um pouco
mais demo ado. Não há di iculdades g andes na ealização des a a e a, di ia que é
algo de quase au omá ico, as di iculdades es ão mais no lado do paginado , uma ez
que nem semp e é possí el inse i as emendas odas sem des o ma a a mancha
g á ica.
4.1.3. Em Wo d - OCR
O e cei o e úl imo ipo de e isão que ealizei nes e es ágio cu icula oi o da e isão
de ex os que es a am num supo e ísico e o am ans e idos pa a o supo e digi al
a a és de um so wa e, o OCR (Op ical Cha ac e Recogni ion). Re i es es ex os
em Wo d, e inha como objec i o e se o ex o em Wo d co espondia ao ex o ísico,
que es a a num li o. Es e p ocesso é u ilizado quando se que em aze eedições ou
eimp essões de um li o que oi edi ado an e io men e. Não é um abalho em que
seja exigido um g ande es o ço in elec ual, uma ez que nos limi amos a e i ica se
Figu a 3 - Exce os de His ó ias de Á ica, de F ede ick Coope
20
es á udo como no li o o iginal. Exis em, po ezes, mui as di e enças de ido ao
p og ama - OCR - que é u ilizado que dis o ce algumas pala as. Po exemplo, a le a
“l” é mui as ezes ocado pela le a “i”, po ezes apa ecem pon os de in e ogação
em ez de ce as le as de ido à simila idade en e as duas o mas. Nunca se a a de
e os de con eúdo, são apenas e os em algumas le as, que se iam acilmen e
eslidos se a a enção à lei u a não osse máxima.
4.2. Índices emissi os
A a e a de aze índices emissi os não é, ao con á io da e isão, comum a odas as
edi o as. Is o de e-se ao ac o de um índice emissi o se necessá io sob e udo pa a
ex os de es udo, que são no malmen e ensaios ou ex os his ó icos, is o é, ex os de
não- icção, pois é mui o ú il ao lei o , pa a não e de le o ex o odo e se limi a ao
seu campo de es udo, um índice onde pode á i di ec amen e ao ema que lhe
in e essa.
É en ão e iden e que no depa amen o edi o ial da Almedina seja necessá io
aze bas an es índices emissi os. Não iz nenhum de aiz, ou seja, quando digo que
iz um índice emissi o es ou a dize que p ocu ei no ex o a que páginas
co espondiam os concei os e inse i os núme os das páginas no espec i o concei o ou
nome. Não de ini os concei os e nomes que de e iam aze pa e do índice.
Os índices emissi os di e gem na di iculdade da sua ealização consoan e o
seu ipo. Se se a a de um índice onomás ico a di iculdade não é mui o ele ada,
po que apenas é necessá io pesquisa pelo nome da pessoa de o ma au omá ica e
coloca no índice o núme o da página em que o nome apa ece. Já quando se a a de
um índice de concei os o caso muda de igu a: não bas a p ocu a au oma icamen e
pelo concei o, é necessá io le o ex o de o ma a pe cebe se o concei o es á a se
a ado mesmo não sendo nomeado; nes e caso a busca au omá ica é impossí el.
Como podemos pe cebe , a execução de um índice emissi o é um abalho
bas an e mo oso, apesa de não exigi g ande es o ço in elec ual: se o índice o
compos o po nomes e concei os, e se cada uma das en adas i e um g ande núme o
de e e ências, pode á se um abalho de semanas.

21
Vemos aqui um exemplo de um índice emissi o que ealizei du an e o
es ágio:
Temos aqui o exemplo de um índice emissi o do li o An es de Auschwi z, de
Kim Wünschman. Es a oi a minha p imei a a e a do es ágio e nes as duas imagens
podemos ape cebe -nos da di e ença que é a ealização de um índice de concei os,
como é o caso da p imei a imagem, e de um índice onomás ico, que emos em baixo.
O p óp io núme o de e e ências a concei os a es a da di e ença de di iculdade en e
ambos.
4.3. T adução
Ou a das ac i idades que i e a opo unidade de ealiza , embo a me enha ocupado
uma pa e mui o pequena das 400 ho as, oi a de aduzi os ex os de con acapa e as
badanas de alguns li os o iginalmen e em inglês. Foi um dos abalhos mais
exigen es in elec ualmen e po que aduzi não é uma ac i idade linea ou li e al, é
necessá io p ocu a a melho pala a a u iliza em de e minada si uação; e, apesa de
Figu a 5 – Exce o do índice emissi o do li o An es de Auschwi z, de Kim Wünschmann
Figu a 4 - Exce o do índice emissi o do li o An es de Auschwi z, de Kim Wünschmann
22
a pala a no o iginal pode se uma, isso não que dize que aduzida essa pala a
seja semp e ou a, ou semp e a mesma ou a, udo depende da ci cuns ância.
Exis em, po exemplo, ce as coisas que pa a um público no e-ame icano são
e iden es, mas que pa a um público po uguês não o são an o, como nomes de
e is as ou jo nais, e, po ezes, inse i uma cla i icação não de e se is o como um
e o de adução, mas sim uma p eocupação com o des ina á io da adução e com o
con ex o social e linguís ico do público-al o. Pa a aze uma adução há que e
semp e em con a o público-al o a que es a se des ina, e mais impo an e do que e
um bom conhecimen o da língua de pa ida, é necessá io um pe ei o conhecimen o
da língua de chegada.
4.4. Ap eciação de ob as
A úl ima ac i idade que exe ci nes e es ágio oi a de ap eciação de ob as no sen ido
de a alia o seu alo pa a uma e en ual publicação na edi o a. Posso dize que es a
oi a ac i idade mais en usiasman e de odas e aquela que mais es á elacionada com o
papel de um edi o , pois a a-se da p imei a ase do p ocesso que an e io men e pude
explica .
Um dos ex os que analisei chama a-se Cybe psychologie: Leben im Ne z:
Wie das In e ne uns e ände , de Ca a ina Ka ze . T a a a-se de um ex o sob e os
e ei os da in e ne nas nossas idas e como o nosso compo amen o e men e se ão
al e ando à medida que a ecnologia se emb enha com cada ez maio o ça nas
nossas idas. A a e a que me oi incumbida oi a de aze um b e e esumo da ob a e
de da um pa ece posi i o ou nega i o à sua publicação endo em con a os li os
publicados pela edi o a. Na u almen e que um li o em semp e aspec os posi i os e
nega i os e es e não oi excepção: em uma boa ap esen ação das ideias, mas peca po
supe icial. Ago a o que e ia mais peso? Não bas a aze uma a aliação quali a i a da
ob a, embo a isso seja, ob iamen e, o mais impo an e, é ambém impo an e e
ou os aspec os como a quem se des ina es e li o, ou a opo unidade do ema no
momen o ac ual do mundo e da sociedade, ou se o au o é ele an e. Exis em po an o
mui os aspec os a e em con a aquando da a aliação de uma ob a, não é algo ão
linea como pa ece.
23
4.5. Ou os
As qua o aqui ap esen adas o am as ac i idades de maio ele o no meu es ágio
cu icula . No en an o, hou e ou as ac i idades em que pude pa icipa e que ap endi
du an e es e pe íodo. Um exemplo disso oi uma eunião a que pude assis i em que
o am ap esen adas as no idades a se publicadas naquele mês. É uma eunião que
eúne os depa amen os edi o ial, come cial e de ma ke ing e em que as edi o as alam
dos li os no os, das i agens p opos as e dos p eços que ão es abelece pa a os
li os. Também são pensadas possí eis es a égias de ma ke ing endo em con a os
emas dos li os.
Po ezes, ainda, as edi o as elucida am-nos sob e ou os ipos de abalho
que é necessá io aze , mas que mui as ezes icam na somb a, como é o caso do
p eenchimen o de olhas de cus o que se em pa a de e mina qual se á o cus o da
edição de um li o desde os cus os de adução, e isão, design, e c.
4.6. Lis a de ob as
Segue-se ago a uma lis a de odas as ob as em que abalhei ao longo do es ágio
di ididas po ipo de ac i idade.
Índices emissi os:
An es de Auschwi z, Kim Wünschmann
Os Inimigos Ín imos da Democ acia, Tz e an Todo o
Re isão de emendas:
Oceanos de Vinho, Da id Hancock
Con ap o as:
Es udos sob e a Globalização, Diogo Ramada Cu o (o g.)
His ó ias de Á ica – Capi alismo, mode nidade e globalização, F ede ick Coope
Figu a 6 - Capa
de An es de
Auschwi z, de
Kim
Wünschmann
24
Re isão em PDF ou em Wo d:
Minima Mo alia, Theodo W. Ado no
É ica: dos Fundamen os às P á icas, Ma ia do Céu Pa ão Ne es (o g.)
O T abalho no Ec ã – Memó ias e Iden idades Sociais a a és do Cinema,
Luísa Veloso e F édé ic Vidal
As Religiões da P é-His ó ia, And é Le oi-Gou han
A Filoso ia da Educação, Oli ie Reboul
O G ande Reajus amen o – As gue as do ou o e o xeque-ma e inancei o,
Willem Middelkoop
Mo e e Sob e i ência, Max Schele
O P oje o da P odu i idade – Como aze mais e melho ge indo o empo,
a a enção e a ene gia, Ch is Bailey
T adução de con acapa e badanas:
O P oje o da P odu i idade – Como aze mais e melho ge indo o empo,
a a enção e a ene gia, Ch is Bailey
Ap eciações:
Cybe psychologie: Leben im Ne z: Wie das In e ne uns e ände , Ca a ina Ka ze
The Two Ko eas – A con empo a y his o y, Don Obe do e e Robe Ca lin
No h Ko ea: S a e o Pa anoia, Paul F ench
The Real No h Ko ea, And ei Lanko
Figu a 7 - Capa
de É ica: dos
undamen os às
p á icas.
Figu a 8 - Capa de O
G ande
Reajus amen o, de
Willem Middelkoop
Figu a 9 - Capa de
O P oje o da
P odu i idade, de
Ch is Bailey