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A relevância do factor de transcrição Yap5 de Saccharomyces cerevisiae na resposta ao excesso de ferro

Abstract

A capacidade que os organismos possuem de alterar os seus padrões de expressão de genes em resposta a alterações no meio ambiente é essencial para a sua viabilidade. A levedura Saccharomyces cerevisiae, em particular, possui um programa complexo e muito flexível de expressão de genes quando exposta a mudanças agressivas do seu meio ambiente. As células mantêm a sua homeostase através de mecanismos coordenados de regulação de vários factores de transcrição, cada um desempenhando funções específicas. Neste trabalho foi estudada a relevância do factor de transcrição da família Yap de S. cerevisiae, o Yap5, na destoxificação do excesso de ferro na célula. Os resultados obtidos neste trabalho mostram que após a incubação com elevadas quantidades de sulfato de ferro, embora o potencial de transactivação do Yap5 aumente, os níveis da proteína diminuem, sendo esta diminuição dependente da concentração de ferro. Demonstrámos também que embora a expressão do gene CCC1 (que codifica para o único transportador vacuolar de ferro conhecido) seja dependente do Yap5 em condições de excesso de ferro, os níveis basais de expressão deste gene são suficientes para a sobrevivência nessas condições. Observámos ainda que, ao contrário do que acontece em Schizosaccharomyces pombe, o factor de transcrição Hap4, não parece estar envolvido nesta regulação. Através de delecções sequenciais da região promotora do CCC1, verificámos que os níveis de expressão ditados por uma região de 58pb a montante do codão de iniciação, ATG, são suficientes para a célula sobreviver sob concentrações elevadas de ferro. Verificámos ainda que a região 3’UTR do gene é importante para a sobrevivência celular. Nessa região, identificámos uma estrutura em forma de “hairpin” que poderá estar envolvida na regulação do gene.

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A relevância do factor de transcrição Yap5 de Saccharomyces cerevisiae na resposta ao excesso de ferro

Author: VICENTE, Cristina Maria Teixeira
Publisher: Instituto de Higiene e Medicina Tropical
Year: 2010
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/11435/1/Tese.pdf
UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA
INSTITUTO DE HIGIENE E MEDICINA TROPICAL
MESTRADO EM CIÊNCIAS BIOMÉDICAS
Especialidade de Biologia Molecula em Medicina
T opical e In e nacional
A ele ância do ac o de ansc ição Yap5
de Saccha omyces ce e isiae na
espos a ao excesso de e o
C is ina Ma ia Teixei a Vicen e
2010

UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA
INSTITUTO DE HIGIENE E MEDICINA TROPICAL
A ele ância do ac o de ansc ição Yap5
de Saccha omyces ce e isiae na
espos a ao excesso de e o
C is ina Ma ia Teixei a Vicen e
Tese ap esen ada pa a ob enção do g au de Mes e
em Ciências Biomédicas, especialidade de Biologia
Molecula em Medicina T opical e In e nacional.
O ien ado :
P o ª Dou o a Claudina Rod igues-Pousada
2010
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O abalho desc i o nes a ese oi elabo ado no
Labo a ó io de Genómica e S ess,
Ins i u o de Tecnologia Química e Biológica,
Uni e sidade No a de Lisboa
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“Wha is a scien is a e all? I is a cu ious man looking h ough a keyhole,
he keyhole o na u e, ying o know wha ’s going on.”
Jacques-Y es Cous eau
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Ag adecimen os
À P o esso a Dou o a Claudina Rod igues-Pousada po odo o igo e conhecimen o
cien í ico demons ado no deco e des e es udo, pela o ien ação e amizade.
À Ca a ina Pimen el po odo o empenho, pela amizade e pela ajuda imp escindí el na
elabo ação da p esen e ese.
A odos os meus colegas de labo a ó io pelo companhei ismo e bons momen os ao longo de
odo o p ocesso e pela ajuda pon ualmen e necessá ia du an e o abalho expe imen al.
À Ca olina pela o ça e apoio incondicional.
E à minha amília, que mesmo longe, semp e me apoiou.

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Pala as-cha e
Saccha omyces ce e isiae; espos a ao s ess; e o; homeos ase; Yap5; CCC1
Resumo
A capacidade que os o ganismos possuem de al e a os seus pad ões de exp essão de genes
em espos a a al e ações no meio ambien e é essencial pa a a sua iabilidade. A le edu a
Saccha omyces ce e isiae, em pa icula , possui um p og ama complexo e mui o lexí el de
exp essão de genes quando expos a a mudanças ag essi as do seu meio ambien e. As células
man êm a sua homeos ase a a és de mecanismos coo denados de egulação de á ios ac o es de
ansc ição, cada um desempenhando unções especí icas.
Nes e abalho oi es udada a ele ância do ac o de ansc ição da amília Yap de S.
ce e isiae, o Yap5, na des oxi icação do excesso de e o na célula.
Os esul ados ob idos nes e abalho mos am que após a incubação com ele adas
quan idades de sul a o de e o, embo a o po encial de ansac i ação do Yap5 aumen e, os ní eis
da p o eína diminuem, sendo es a diminuição dependen e da concen ação de e o.
Demons ámos ambém que embo a a exp essão do gene CCC1 (que codi ica pa a o único
anspo ado acuola de e o conhecido) seja dependen e do Yap5 em condições de excesso de
e o, os ní eis basais de exp essão des e gene são su icien es pa a a sob e i ência nessas
condições.
Obse ámos ainda que, ao con á io do que acon ece em Schizosaccha omyces pombe, o
ac o de ansc ição Hap4, não pa ece es a en ol ido nes a egulação. A a és de delecções
sequenciais da egião p omo o a do CCC1, e i icámos que os ní eis de exp essão di ados po uma
egião de 58pb a mon an e do codão de iniciação, ATG, são su icien es pa a a célula sob e i e sob
concen ações ele adas de e o. Ve i icámos ainda que a egião 3’UTR do gene é impo an e pa a a
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sob e i ência celula . Nessa egião, iden i icámos uma es u u a em o ma de “hai pin” que pode á
es a en ol ida na egulação do gene.
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Keywo ds
Saccha omyces ce e isiae; s ess esponse; i on; homeos asis; Yap5; CCC1
Abs ac
The abili y o he o ganisms o al e hei gene exp ession pa e ns in esponse o
en i onmen al changes is essen ial o iabili y. In pa icula , Saccha omyces ce e isiae possesses a
e y lexible and complex p og amme o gene exp ession when exposed o a ple ho a o
en i onmen al insul s. Cells main ain hei homeos asis h ough a highly coo dina ed mechanism o
ansc ip ion egula ion in ol ing se e al ac o s, each pe o ming speci ic unc ions.
In his wo k, using se e al S. ce e isiae mu an s ains, we s udied he in luence o he Yap
amily membe , Yap5 in i on de oxi ica ion unde i on o e load condi ions.
The esul s ob ained in his wo k show ha a e incuba ion wi h high i on concen a ions,
al hough he ansac i a ion po en ial o Yap5 inc eases, he p o ein le els dec ease in a way ha is
dependen on he in ensi y o he s ess.
We demons a ed ha he exp ession o he CCC1 gene ( ha encodes o he only known
i on acuola anspo e ) is no ully dependen on Yap5 since basal exp ession le els o his gene
a e enough o o e come i on oxici y.
We showed ha in con as o wha happens in Schizosaccha omyces pombe, he Hap4
ansc ip ion ac o is no egula ing CCC1 exp ession. Th ough sequen ial dele ions o CCC1
p omo e egion we delimi ed a egion o 58bp ups eam he ini ia ion codon, ATG, which is
enough o endow cells wi h he abili y o g ow unde i on o e load condi ions. Wi hin his egion,
we iden i ied a hai pin s uc u e, which is localized immedia ely a e he s op codon, and ha
migh be impo an in CCC1 gene egula ion.
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Lis a de Ab e ia u as e Unidades
ºC G aus Celsius
A Adenina
AP-1 P o eína Ac i ado a 1
BSA Albumina de So o Bo ino
bZIP Domínio Básico de Ligação ao DNA
C Ci osina
dATP 2’-desoxiadenosina-5’- i os a o
dCTP 2’-desoxici idina-5’ i os a o
DMSO Dime ilsul óxido
DNA Ácido Desoxi ibonucleico
OD600nm Densidade Óp ica a 600 nanóme os
dTTP 2’-desoxi imidina-5’- i os a o
EDTA Ácido E ilenodiamina e acé ico
FeSO4 Sul a o de Fe o
FP “ ull p omo e ”
G Guanina
G x Glu a edoxina
HEPES 4-(2-hyd oxye hyl)-1-pipe azinee hanesul onic acid
Hsp “Hea Shock P o ein”
LB Lu ia-Be ani
M Mola (mol/L)
mM Mili Mola
MOPS “3-(N-mo pholino)p opanesul onic acid”
mRNA RNA mensagei o
MSC Meio Sin é ico Comple o
Capí ulo I – In odução
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I.1 - Saccha omyces ce e isiae - um modelo euca io a no es udo da espos a ao s ess
Na Na u eza, os o ganismos são con inuamen e subme idos a á ios s esses, is o é, ápidas e
b uscas a iações no meio ambien e que podem al e a as suas unções celula es e a é mesmo
impedi o seu c escimen o. A manu enção de um es ado de equilíb io, homeos ase, o nou-se
en ão um desa io cons an e e manda ó io de o ma a ga an i a sob e i ência dos o ganismos
quando expos os a di e sos s esses. São exemplos de s ess as mudanças de empe a u a, de
osmola idade, exposição a compos os óxicos, ca ência de nu ien es, i adiação, dissecção,
en e ou os (Gasch and We ne -Washbu ne, 2002).
O es udo das espos as aos di e en es s esses é c ucial pa a a comp eensão do modo como
os o ganismos uni e mul icelula es se adap am às e e idas al e ações. Es as espos as eque em
um complexo sis ema de econhecimen o e ansdução de sinal que esul am no aumen o da
exp essão de genes que codi icam pa a p o eínas en ol idas na espos a ao s ess em ques ão, as
chape ones molecula es (Rod igues-Pousada e al., 2005).
Es as p o eínas, de a iadas massas molecula es, con e em à célula mecanismos de
p o ecção ais como a deg adação de p o eínas mal o madas que ap esen am p op iedades
óxicas. Simul aneamen e, a sín ese p o eica cons i u i a é ep imida a a és de á ios
mecanismos, pa icula men e ao ní el da iniciação des a sín ese e/ou ao ní el da es abilidade
dos mRNAs. A exis ência des es mecanismos molecula es de espos a ao s ess, mui os dos
quais al amen e conse ados ao longo da na u eza, o necem à célula a lexibilidade necessá ia
pa a se adap a às di e sas a iações do meio ambien e que a odeia.
A le edu a Saccha omyces ce e isiae, ulga men e conhecida po “ e men o de padei o”
(“bake yeas ”) é conside ada um o ganismo modelo no es udo dos mecanismos de espos a ao
s ess. Apesa de se um o ganismo unicelula , como euca io a ap esen a uma o ganização
in acelula complexa e consequen emen e mecanismos complexos de egulação da exp essão
gené ica al como nos o ganismos mul icelula es. A u ilização de le edu as como modelo
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expe imen al ap esen a inúme as an agens - a S. ce e isiae é de ácil manipulação gené ica,
em um empo de ge ação cu o e o seu genoma es á comple amen e sequenciado, o que pe mi e
uma iden i icação ápida dos genes en ol idos na espos a ao s ess, bem como a comp eensão
de de e minados mecanismos molecula es u ilizados pelos mamí e os na egulação de di e sos
ipos de s ess, ais como o s ess oxida i o, que pode es a associado a doenças
neu odegene a i as, má ci culação sanguínea, canc o, anemia, desen ol imen o ano mal dos
ossos e do sis ema ne oso bem como espos as imunes de icien es.
De ac o, S. ce e isiae con ém quase duzen os genes o ólogos aos que causam doença em
o ganismos euca io as supe io es. Exemplo dis o é o gene YCF1, que con e e esis ência ao
cádmio, e cuja sequência ap esen a g ande homologia com a dos memb os da supe amília de
anspo ado es ATP em humanos, M p1 e C 1, ambos en ol idos na doença ib ose cís ica (Li
e al., 1996; Li e al., 1997). Ou o exemplo são os genes PAT1 e PAT2, que codi icam pa a as
subunidades de um anspo ado pe oxisomal, necessá io pa a a impo ação de ácidos go dos de
cadeia longa pa a o pe oxisoma. Es es genes são o ólogos do gene ALD em humanos que
quando mu ado es á associado à doença neu odegene a i a pe oxisomal que a ec a o
c omossoma X - a ad enoleucodis o ia (ALD) (He ema e al., 1996). Também êm e elado se
um excelen e modelo pa a es uda ce os ipos de doenças neu odegene a i as (Khu ana and
Lindquis , 2010).
I.2 Fac o es de ansc ição en ol idos na espos a ao s ess
Embo a sejam conhecidos o Hsp1 e o Msn2 e Msn4 como ac o es de ansc ição en ol idos
na espos a ao s ess, nes e abalho apenas nos concen ámos na amília Yap.
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Capí ulo I – In odução
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I.2.3 A amília Yap (“Yeas Ac i a o P o ein”)
Todos os o ganismos euca io as desde as le edu as a é aos humanos con êm ac o es de
ansc ição AP-1 que egulam a exp essão de classes especí icas de genes em espos a a uma
g ande a iedade de es ímulos ex acelula es. Po de inição, as p o eínas AP-1 con êm um
domínio bZIP de ligação ao DNA. Es e domínio bZIP (“Basic egion leucine zippe ”) consis e
numa es u u a o mada po duas hélices α con endo leucinas de ambos os lados ao longo de
cada uma das hélices e que es á en ol ida na dime ização e o mação de uma in e ace
simé ica de ligação a sequências al o da dupla cadeia de DNA denominadas “AP-1 si es”
(TGACTCA) (Fig.I-1) (Coleman e al., 1997; Fe nandes e al., 1997; Toone and Jones, 1999).
Na le edu a S. ce e isiae o ac o de ansc ição AP-1 melho ca ac e izado é o Gcn4, que
ac i a coo denadamen e a ansc ição de pelo menos 40 genes em espos a a ca ência de
aminoácidos e ou as ci cuns âncias ambien ais.
Figu a I-1 Ligação ao DNA do ac o de ansc ição Gcn4
(h p://www.bio.jhu.edu/Facul y/P i alo /De aul .h ml)
Gcn4, Me 28, Ac 1/Sko1 e Hac1 são alguns dos 14 ac o es de ansc ição bZIP
iden i icados em S. ce e isiae, dos quais, oi o pe encem a amilia Yap (Yap1 - Yap8)
(Fe nandes e al., 1997).
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235 238 242 253 260 267 274 281
239 243
Figu a I-2 Compa ação da sequência dos domínios bZIP dos oi o memb os YAP de S. ce e isiae com as
egiões co esponden es do Gcn4 e o ólogos em Schizosaccha omyces pombe (Pap1) e Candida albicans
(Cap1). Na egião básica, os esíduos que in e agem di ec amen e com os pa es de bases (neg i o de amanho
in e io ) e os esíduos especí icos dos YAPs (neg i o de amanho supe io ) são indicados. Na egião “leucine
zippe ”, os esíduos de leucina conse ados e ou os, na posição d da es u u a “coiled coil” es ão a neg i o e
os esíduos na posição a da mesma es u u a, es ão sublinhados (Fe nandes e al., 1997).
No caso das p o eínas Yap1-Yap4, o domínio de ligação ao DNA oi ca ac e izado como
TTAC/GTAA, o qual di e e do Gcn4 (TGAG/CTCA) (Rod igues-Pousada e al., 2004). O
domínio de ligação ao DNA do Yap5 oi iden i icado como sendo TTACTAA (Li e al., 2008).
No caso do Yap8, no en an o, oi iden i icada uma sequência de 13pb especí ica:
TGATTAATAATCA (Ilina e al., 2008) (Ama al e al, esul ados não publicados). Não o am
ainda iden i icados domínios de ligação especí icos pa a as p o eínas Yap3 e Yap7.
Os memb os Yap1 e Yap2 da amília Yap ap esen am g ande homologia en e si, o Yap4
com o Yap6 e o Yap5 com o Yap7, sendo o Yap8 o elemen o menos elacionado com os
es an es memb os da amília (Fig. I-3).
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Figu a I-3 Relação ilogené ica en e os di e en es
memb os da amília Yap e sequências nucleo ídicas dos
seus domínios de ligação ao DNA (Tan e al., 2008).
Vá ios es udos êm demons ado que a amília Yap es á en ol ida numa g ande quan idade
de espos as ao s ess, incluindo o s ess oxida i o (Yap1), cádmio (Yap2), osmó ico (Yap4 e
Yap6), a sénico (Yap1 e Yap8), é mico (Yap1), a uma a iedade de d ogas, en e ou os. Aos
memb os Yap3 e Yap7 não oi ainda a ibuída uma unção especí ica (Rod igues-Pousada e al.,
2010). O Yap5, ecen emen e oi associado à espos a ao excesso de e o (Li e al., 2008;
Kaplan and Kaplan, 2009) e cons i ui o objec o de es udo des e abalho, pelo que lhe
dedica emos pa icula a enção.
I.2.3.1 – O Yap 5 na espos a ao excesso de e o – es ado da a e
O e o é um dos me ais mais abundan es na Te a e é essencial pa a a g ande maio ia das
o mas de ida. Es e elemen o az pa e in eg al de á ias p o eínas e enzimas, sendo em
humanos, um componen e essencial das p o eínas en ol idas no anspo e de oxigénio
(Dallman, 1986; Medicine, 2001).
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As células euca ió icas (e a maio pa e dos o ganismos p oca ió icos) eque em e o, pa a
sob e i e e p oli e a , como cons i uin e de hemop o eínas, p o eínas com clus e s de e o-
enxo e (Fe-S) e p o eínas que u ilizam e o nou os g upos uncionais pa a assegu a as
unções undamen ais pa a o me abolismo celula . A ca ência des e elemen o nas células
bloqueia o seu c escimen o e pode le a a mo e celula (Hen ze e al., 2004).
A impo ância biológica do e o é la gamen e a ibuída às suas p op iedades químicas como
me al de ansição, que p on amen e, se en ol e em eacções de oxidação- edução en e o seu
es ado é ico (3+) e e oso (2+). Con udo, a mesma p op iedade química explica ambém a
oxicidade pa a a célula de i ada de um excesso de e o eac i o li e. No ci oplasma, uma
acção signi ica i a de e o é eduzida e pode pa icipa em eacções de Fen on:
Fe2+ + H2O2 → Fe3+ + OH▪ + OH-
Nes a, a oxidação do Fe2+ a Fe3+ pelo pe óxido de hid ogénio p o oca a libe ação de
adicais hid oxilo (OH▪) que dani icam memb anas lipídicas, p o eínas e ácidos nucleicos
(Halliwell and Gu e idge, 1992).
A p esença des e elemen o em ele adas concen ações pode se óxica. No homem, a
hemoc oma ose é uma doença que se aduz num depósi o des e me al em á ios ó gãos, como o
ígado, o pânc eas, o co ação e a hipó ise, le ando à pe da p og essi a da sua unção (Rouaul ,
2003; Dunn e al., 2007).
Des e modo, e uma ez que an o a ca ência como o excesso de e o no o ganismo
p o ocam a mo e celula , os ní eis de e o eac i o êm que se cuidadosamen e con olados e
limi ados ao ní el da sua in e nalização, a mazenamen o e dis ibuição in acelula (Hen ze e
al., 2004).
Também em le edu as êm sido es udados os mecanismos en ol idos na espos a ao s ess
p o ocado po es e me al. A le edu a S. ce e isiae consegue p ospe a num ambien e com
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escassez ou excesso de e o e sob e i e a g andes lu uações de disponibilidade des e
elemen o. A espos a à dep i ação de e o es á pa icula men e bem es udada e consis e
essencialmen e em 3 e en es: (i) ac i ação dos sis emas de in e nalização de e o, (ii)
mobilização de e o a mazenado na célula, e (iii) adap ação me abólica à concen ação
limi an e de e o. Além disso, a espos a apa en emen e é g adual, na medida em que di e en es
g aus de dep i ação de e o despole am espos as de di e en es in ensidades, sendo es a
espos a mediada maio i a iamen e a a és de al e ações ao ní el da ansc ição (Philpo and
P o chenko, 2008).
Em S. ce e isiae, a espos a à de iciência de e o é mediada po um ac o de ansc ição
dependen e de e o, A 1p (Yamaguchi-Iwai e al., 1995; Yamaguchi-Iwai e al., 1996). A 1 é
cons i u i amen e exp esso e quando os ní eis de e o in acelula diminuem, es e ac o
concen a-se no núcleo ac i ando a ansc ição de uma ba e ia de genes-al o e pe mi indo des a
o ma uma adap ação ápida do o ganismo ao ambien e que o odeia (Yamaguchi-Iwai e al.,
2002).
A egulação da localização celula do A 1 eque a p esença das mono iol-glu a edoxinas
G x3 e G x4 (Ojeda e al., 2006; Pujol-Ca ion e al., 2006). As glu a edoxinas são pequenas
p o eínas que ac uam como iol oxi edu ases, sendo esponsá eis po man e o equilíb io edox
ao ní el celula , a a és da edução de pon es dissul ídicas (He e o e al., 2008).
A le edu a S. ce e isiae possui duas di iol-glu a edoxinas (G x1 e G x2) e ês mono iol-
glu a edoxinas (G x3, G x4 e G x5) (He e o e al., 2008). G x1 localiza-se no ci oplasma e
con e e à célula p o ecção ela i amen e ao anião supe óxido e ao pe óxido de hid ogénio,
enquan o G x2 se encon a no ci oplasma e na mi ocônd ia e con e e p o ecção apenas ao
pe óxido de hid ogénio. G x3 e G x4 êm localização nuclea e como unção egula a
localização celula do ac o de ansc ição A 1. Po sua ez, G x5 es á en ol ido na sín ese de
cen os Fe/S na mi ocônd ia.
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Es u u almen e, G x3 e G x4 ap esen am dois domínios dis in os: io edoxina (T x) e
glu a edoxina (G x). O p imei o é C- e minal e es á elacionado com a p esença de G x4 no
núcleo, mas não necessa iamen e com o con olo da ac i idade de A 1, sendo es a unção
exe cida pelo domínio G x, N- e minal. Obse ou-se que G x3, G x4 e A 1 o mam um
complexo nuclea , sendo que a ligação en e cada dois dos ês memb os do complexo não
depende do e cei o memb o. A 1 liga-se aos domínios G x e T x de G x3 e G x4 (Pujol-
Ca ion e al., 2006).
A sob exp essão de G x4 inibe a ac i idade de A 1 no núcleo e a sua ausência, bem como
de G x3 pe mi e uma deslocação pa cial de A 1 do ci oplasma pa a o núcleo e ac i a
consequen emen e a ansc ição dos genes en ol idos na dep i ação de e o (He e o e al.,
2008; Li e al., 2009). O mecanismo a a és do qual é pe cepcionada a ca ência do elemen o
e o, pe manece no en an o ainda po explica (Yamaguchi-Iwai e al., 1996; Philpo and
P o chenko, 2008).
Ao con á io do que acon ece na de iciência de e o, os mecanismos subjacen es à espos a
ao excesso de e o êm sido pouco es udados. É conhecido que o anspo e de e o do
ci oplasma pa a o acúolo é mediado po um impo ado iden i icado em plan as e ungos, o
Ccc1 (Li e al., 2001). Li e al. demons a am cla amen e que CCC1 codi ica pa a um
anspo ado que conduz à acumulação de e o no acúolo e que a sua delecção esul a numa
diminuição da quan idade de e o acuola a mazenado, o que po sua ez a ec a os ní eis de
e o no ci oplasma e o c escimen o celula (Li e al., 2001). Recen emen e, os mesmos au o es
demons a am ambém que a exp essão de CCC1 é con olada apenas pelo ac o de ansc ição
Yap5 (Li e al., 2008). Os au o es demons a am que a delecção des e ac o de ansc ição
impede a sob e i ência celula num meio com excesso de e o. Foi demons ado ainda que o
Yap5 é cons i u i amen e nuclea , ocupando a egião p omo o a do gene CCC1, e que os ní eis
de exp essão de Yap5 se man êm cons an es independen emen e da concen ação de e o mas o
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Capí ulo I – In odução
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po encial de ansac i ação des e ac o de ansc ição é dependen e des a concen ação (Figu a
I-4).
Objec i os
Es e abalho e e como objec i o o es udo do ac o de ansc ição Yap5 na p esença de
concen ações óxicas de e o e, a a és dos seus genes-al o, nomeadamen e o CCC1, en a
en ende o seu mecanismo de egulação.
Figu a I-4 Modelo de egulação do gene CCC1
p
elo Yap5 na p esença de e o. O Yap5 ocup
a
cons i u i amen e a egião p omo o a do gene CCC1, e o e o em ele adas concen ações
p
o oca a modi icação das ligações sul id ilo, p omo endo des a o ma uma al e ação
con o macional do Yap5, le ando ao aumen o da ac i idade ansc ipcional do gene CCC1 e
consequen emen e da impo ação de e o pa a o acúolo. Baixas concen ações de e o
in acelula le am à diminuição da ac i idade ansc ipcional do Yap5 e, consequen emen e do
gene CCC1. Po ou o lado, à medida que a concen ação de e o no ci oplasma diminui, o
ac o de ansc ição A 1 é ac i ado. Os seus mais de 20 genes-al o que inclue
m
anspo ado es de memb ana celula e acuola , le am a um aumen o da concen ação de e o
no ci oplasma. Es e ac o de ansc ição induz ambém a exp essão do C h2, que se liga ao
mRNA do gene CCC1, des abilizando-o. A não ansc ição do gene CCC1 aliado a diminuição
da es abilidade do seu mRNA diminui o anspo e de e o pa a o acúolo, podendo des a o m
a
conclui -se que a homeos ase do e o na célula é man ida a a és da coo denação da exp essão
dos anspo ado es de e o da memb ana celula e acuola (adap ado de (Li e al., 2008)).
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Ma e iais e
Mé odos
26
Capí ulo II
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Capí ulo II – Ma e iais e Mé odos
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(s ock 10X: T is 250mM, glicina 2M e 1% (w/ ) de SDS). A elec o o ese oi ealizada no
sis ema BioRad Mini-P o ean II e deco eu a 100V em ampão de co ida SDS-PAGE 1X a é as
amos as a ingi em o inal do gel.
Após a elec o o ese, o gel con endo as amos as de p o eína oi imedia amen e embebido
em ampão de ans e ência du an e 10 minu os. T ês olhas de papel 3MM (Wha man) do
amanho do gel o am p e iamen e embebidas no mesmo ampão de ans e ência e colocadas
no ânodo do apa elho de ans e ência “ATTA T ans-Blo SD T ans e Cell”. A memb ana de
ni ocelulose p e iamen e ime sas ambém em ampão de ans e ência oi colocada em cima
das olhas de papel 3MM e o gel oi colocado sob mais 3 olhas de papel 3MM. O cá odo oi
colocado sob e a mon agem de ans e ência e a co en e eléc ica oi ajus ada pa a 20V du an e
1 ho a. A e iciência da ans e ência das p o eínas oi assegu ada incubando-se a memb ana
com solução Ponceau S (30% (w/ ) TCA e 30% (w/ ) ácido sul osalicílico diluída 1:10 com
água bides ilada es é il).
A memb ana de ni ocelulose oi ime sa numa solução T1 (PBS 1X, 0,1%Tween 20) com
5% (w/ ) de lei e em pó e incubada à empe a u a ambien e du an e 1 ho a, com agi ação len a
de o ma a bloquea -se a abso ção não-especí ica de eagen es imunológicos. A memb ana oi
la ada com a mesma solução e incubada com o an ico po especí ico (an i-HA e p23) sendo que
o empo de incubação dependeu do an ico po usado. Pos e io men e a memb ana oi la ada ês
ezes du an e 10 minu os com solução T1 e incubada com o an ico po secundá io nos casos em
que oi necessá io (an i-p23). Finalmen e, a de ecção oi ealizada usando o sis ema de de ecção
químio-luminescen e ECL (Ame sham, Pha macia). A memb ana oi en ão expos a a um ilme
au o adiog á ico (Hype ilm MP, Ame sham).
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Capí ulo II – Ma e iais e Mé odos
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Es i pe Genó ipo Fon e
Byα By4742; MATα; his3∆1; leu2∆0; lys2∆0; u a3∆0 EUROSCARF
yap5 By4742; MATα; his3∆1; leu2∆0; lys2∆0; u a3∆0; YIR018w::kanMX4 EUROSCARF
yap5a BY4741; MATa; his3∆1; leu2∆0; me 15∆0; u a3∆0; YIR018w::kanMX4 EUROSCARF
ccc1 By4742; MATα; his3∆1; leu2∆0; lys2∆0; u a3∆0; YLR220w::kanMX4 EUROSCARF
hap4 By4742; MATα; his3∆1; leu2∆0; lys2∆0; u a3∆0 Es e abalho
yap5hap4 By4742; MATα; his3∆1; leu2∆0; lys2∆0; u a3∆0; YIR018w::kanMX4 Es e abalho
yap5ccc1 By4742; MATα; his3∆1; leu2∆0; lys2∆0; me 15∆0; u a3∆0; YLR220w::kanMX4 Es e abalho
Tabela II-1 Es i pes de S.ce e isiae u ilizadas
P ime Sequência U ilização
A1_CCC1 5’TACAGGACCAAACCCCTCAG3’ Clonagem do
CCC1 e PCR
A4_CCC1 5’GGCCTCTTGGCAATAGAAAA3’
CCC1_ wd 5’AACGCAGTGGTGACCCTTAT3’ No he n
Blo
CCC1_ e 5’ACCACCCACAACAACCATTT3’
pCCC1_-58 5’TGGTATATTGAACAAAGAAA3’
Delecção das
egiões
p omo o a e
e minado a
do CCC1
pCCC1_-90 5’GAACGAAGCCTTTAGACTCT3’
pCCC1_-114 5’GGTTTATAGAATAGAAATATAAC3’
pCCC1_-123 5’GTTAAAGCGACATCACTCTC3’
pCCC1_-198 5’GATTATATATGAAAAATTGATACAAAAC3’
pCCC1_-240 5’CTTTGTTAGCCCGAATGTCTC3’
pCCC1_-261 5’GTGACCCGCATTTTTTGTTTT3’
pCCC1_-s op 5’TTAACCCAGTAACTTAACAAAG3’
Hap4_KO_ wd 5’ATGACCGCAAAGACTTTTCTACTACAGGCCTCCGCTAGTATCGTACGCTGCAGG3’ Delecção do
HAP4
Hap4_KO_ e 5’TCAAAATACTTGTACCTTTAAAAAATCGACATCTTCGTCTTAGGGAGACCGGCAGAT3’
Hap4_SD_ wd 5’CTTTAGACTCTTTTTTTTATTTATATTGAACAAAGAAAC3’ Mu agénese
di igida
Hap4_SD_ e 5’GTTTCTTTGTTCAATATAAATAAAAAAAAGAGTCTAAAG3’
A1_Yap5 5’CAAAACTGTGGTGTTAG3’ Clonagem do
YAP5
A4_Yap5 5’GAATGTATAGGCATAGTAAG3’
Yap5_HA_ wd 5’CCGGTCCATCATCCACATGTACCCATACGATGTTCCAGATTACGCTTGAAGAGAGAGAACTTCTTAATAC3’ Wes e n Blo
Yap5_HA_ e 5’GTATTAAGAAGTTCTCTCTCTTCAAGCGTAATCTGGAACATCGTATGGGTACATGTGGATGATGGACCGG3’
Tabela II-2 P ime s u ilizados nes e abalho
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Capí ulo III
Resul ados e
Discussão
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Capí ulo III – Resul ados e Discussão
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Nes e abalho p e endemos es uda a impo ância do ac o Yap5 na homeos ase do e o,
bem como a egulação da exp essão do gene CCC1.
III.1 – A exp essão do Yap5 diminui na p esença de ele adas concen ações de
e o.
Todos os memb os da amília Yap a é ago a es udados es ão incluídos numa de duas classes:
(i) ac o es cons i u i amen e nuclea es com egulação ao ní el ansc icional após o s ess –
Yap4 e Yap6 (Ne i e al., 2004) – (ii) ac o es ci oplasmá icos com localização nuclea após o
s ess – Yap1, Yap2 e Yap8 (Rod igues-Pousada e al., 2010). No que se e e e ao Yap5, Li e al
demons a am que o Yap5 em localização nuclea cons i u i a (Li e al., 2008).
De o ma a a e igua se à semelhança dos Yaps 4 e 6, a exp essão do Yap5 aumen a após o
s ess, moni o izámos po wes e n blo a exp essão do Yap5 conjugado com o epí opo HA. Os
nossos esul ados demons am cla amen e que a exp essão do Yap5 diminui após a incubação
du an e 30 e 60 minu os com 2mM de sul a o de e o ( igu a III-1).
Figu a III-1 Exp essão do Yap5 em células d
a
es i pe yap5 ans o madas com a cons ução
Yap5_HA quando expos as a 2mM de sul a o de
e o du an e 30 e 60 minu os.
A análise da exp essão do Yap5 pa a in e alos de empo mais cu os ( igu a III-2) e elou
que após 5 minu os de incubação com e o já se obse a uma diminuição acen uada dos ní eis
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Capí ulo III – Resul ados e Discussão
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da p o eína. Após o s ess, a exp essão do Yap5, ao con á io do Yap4 e Yap6, diminui pa a além
dos ní eis basais de exp essão.
Figu a III-2 Exp essão de Yap5 em células da es i pe yap5
ans o madas com a cons ução Yap5_HA quando expos as
a
2mM de sul a o de e o du an e os empos indicados.
Figu a III-3 Exp essão de Yap5 em células da es i pe yap5
ans o madas com a cons ução Yap5_HA quando expos as
a 5mM de sul a o de e o du an e os empos indicados.
Ve i icámos ainda que a exp essão de Yap5 ao longo do empo diminui de uma o ma mais
acen uada com o aumen o da concen ação de sul a o de e o ( igu a III-3).
Pa a a e igua se a egulação da exp essão do Yap5 é ansc icional ou pós- ansc icional,
ealizámos ensaios de no he n blo com sondas especí icas pa a o Yap5. No en an o, mesmo no
pon o sem s ess não de ec amos exp essão do gene. É possí el que al seja de ido a uma baixa
exp essão des e, pelo que expe iências de PCR em empo eal com p ime s especí icos pa a o
Yap5 (uma écnica mais sensí el) es ão em cu so.
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Capí ulo III – Resul ados e Discussão
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Nes e abalho, a a és de uma abo dagem di ec a, medimos o po encial de ansac i ação do
Yap5 na p esença de e o. A ac i idade do gene epó e lacZ sob o con olo de uma p omo o a
com a sequência de ligação do LexA oi medida em células que co-exp essa am a quime a Lex-
Yap5. A ac i idade do epó e aumen a após incubação com e o ( igu a III-4). Os nossos
esul ados co obo am os de Li e al que a a és de um mé odo indi ec o ambém e i ica am
que o po encial de ansac i ação do Yap5 aumen a após o s ess (Li e al., 2008).
Figu a III-4 Po encial de ansac i ação do Yap5 na p esença de e o. Células co-exp essando
a quime a Lex-Yap5 e uma casse e epó e con endo o gene lacZ sob o con olo de um
a
p omo o a com a sequência de ligação do LexA o am c escidas em meio líquido na ausência ou
p esença (incubação de 20 minu os) de sul a o de e o. Os alo es da ac i idade β-galac osidase
(média de ês ans o man es independen es) o am no malizados pa a OD600.
O po encial de ansac i ação do Yap5 aumen a d as icamen e na p esença de e o, após 20
minu os de incubação com 2mM de sul a o de e o. No en an o, nesse pon o os ní eis de
p o eína es ão diminuídos ( igu a III-2) Assim, como o Yap5 é cons i u i amen e nuclea (Li e
al., 2008) e como o seu po encial de ansac i ação é mui o al o na p esença de e o ((Li e al.,
2008) e igu a III-4), a diminuição d ás ica dos ní eis da p o eína ( igu a III-2) pode á se a
o ma que a célula possui de egula /modula a ac i idade des e ac o de ansc ição.
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Capí ulo III – Resul ados e Discussão
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III.2 – O c escimen o do mu an e yap5 é apenas ligei amen e a ec ado na p esença
de ele adas concen ações de e o.
Li e al demons a am ainda que o Yap5, uma ez ac i ado pelo e o le a ao aumen o da
exp essão do CCC1, o único anspo ado acuola de e o em le edu as, ajudando des a o ma
a es abelece a homeos ase des e elemen o (Li e al., 2008). No en an o, a sensibilidade exibida
pelo mu an e ccc1 quando expos o a ele adas concen ações de e o é mui o supe io quando
compa ada com a sensibilidade do mu an e yap5 ( igu a III-5).
Figu a III-5 C escimen o das es i pes mu an es e sel agem (By4742) du an e 48h ou 24h (*) em meio
sin é ico comple o sólido suplemen ado com 1mM, 6mM e 15mM de sul a o de e o.
A sensibilidade do mu an e ccc1 é no ó ia quando as células são c escidas em meio
con endo concen ações de sul a o de e o iguais ou supe io es a 6mM. O c escimen o do
mu an e yap5 é ligei amen e comp ome ido quando a concen ação de sul a o de e o a inge
20mM.
Ao a alia mos a exp essão de CCC1 como espos a ao e o e i icámos que es e gene é
mediado pelo Yap5, sendo es a espos a dependen e da concen ação de e o no meio ( igu a III-
6 A e B).
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Capí ulo III – Resul ados e Discussão
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Figu a III-6 Exp essão do gene CCC1 em células da es i pe sel agem e yap5 quando expos as a
di e en es concen ações c escen es de sul a o de e o du an e 20 minu os (A). A indução do CCC1 e
m
condições de p esença de e o é dependen e do Yap5. Células “wild ype” e mu an es yap5 o am
induzidas com 2mM FeSO
4
, ecolhidas nos empos indicados e analisou-se a exp essão génica po
N
o he n blo (B).
No conjun o, odos es es dados suge em que (i) na ausência do Yap5 uma possí el ia
al e na i a, independen e do CCC1, pode á se ac i ada, ou (ii) os ní eis basais de exp essão do
CCC1 independen es de e o ( igu a III-6) são su icien es pa a pe mi i o seu c escimen o em
al as concen ações de e o.
III.3 – Os ní eis basais de CCC1, não dependen es do Yap5, são su icien es pa a o
c escimen o em al as concen ações de e o.
Pa a es a a nossa p imei a hipó ese, cons uímos um duplo mu an e yap5ccc1. Se a
ausência do Yap5 osse o sinal indu o da possí el ia al e na i a, en ão o mu an e yap5 i ia
exibi uma sensibilidade simila à ap esen ada pelo duplo mu an e yap5ccc1. Con udo, o duplo
mu an e ap esen a uma sensibilidade simila à do mu an e ccc1 ( igu a III-7) e po an o,
a as ámos es a hipó ese.
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Capí ulo III – Resul ados e Discussão
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Figu a III-7 O duplo mu an e yap5ccc1 e o mu an e ccc1 exibem o mesmo enó ipo de c escimen o quando as células
são induzidas na p esença de e o. O mesmo núme o de células das es i pes indicadas oi plaqueado em meio SC sólido
(sin é ico comple o) suplemen ado com 5 e 6mM FeSO
4
. O c escimen o oi moni o izado du an e 48h a 30ºC.
Pos e io men e e de o ma a pe cebe se os ní eis de exp essão basal de CCC1 se iam
su icien es pa a pe mi i o c escimen o em concen ações óxicas de e o, oi ei a uma
cons ução con endo o gene CCC1 e a sua p omo o a sem os ês YRE (Yap Responsi e
Elemen s), localizados a -398pb, -359pb e a -303pb a pa i do codão de iniciação, ATG. Es a
cons ução, con endo apenas 273pb da egião p omo o a (CCC1_SP, do inglês “small
p omo e ”), oi usada pa a ans o ma a es i pe mu an e ccc1 e o c escimen o oi ei o em meio
sólido suplemen ado com sul a o de e o ( igu a III-8).

Figu a III-8 Rep esen ação esquemá ica das cons uções CCC1_FP (do inglês “ ull p omo e ”) e CCC1
_
SP
u ilizadas pa a ans o ma a es i pe ccc1 (A). A sensibilidade do mu an e ccc1 é sup imida pela complemen ação
com a cons ução que consis e no gene CCC1 sob o con olo de uma e são uncada da sua p omo o a, sem os
YREs (CCC1_SP). A es i pe ccc1 econs i uída com a e são na i a da p omo o a do CCC1, ccc1<CCC1
_
FP>, não
di e e, em e mos de c escimen o em condições de excesso de e o, da es i pe ccc1<CCC1
_
SP>. O c escimen o das
es i pes indicadas em meio selec i o sólido suplemen ado com 6mM de sul a o de e o oi moni o izado du an e
48h a 30ºC (B).
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Capí ulo III – Resul ados e Discussão
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Ve i icámos que as células mu an es ccc1 con endo a e são uncada da p omo o a do
CCC1 (CCC1_SP) conseguem sup imi a sensibilidade no c escimen o e i icada pa a a es i pe
ccc1, suge indo cla amen e que os ní eis de exp essão des e gene, não dependen es de e o
( igu a III-6), são su icien es pa a con e i às células a capacidade de con ola o s ess
p o ocado pelo excesso de e o.
III.4 – Análise uncional da egião p omo o a do gene CCC1.
Como demons ámos, os ní eis de CCC1 di ados po uma egião de 273pb ( igu a III-8)
con e em à célula a capacidade de c esce em meio com al as concen ações de e o. O ac o de
ansc ição esponsá el pelos ní eis basais des e anspo ado de e pois econhece uma
sequência localizada nessa egião. Assim, com o objec i o de iden i ica esse ac o , oi ei a
uma pesquisa de sequências egulado as (“cis-elemen s”) conhecidas, nessa egião, u ilizando o
mo o de busca da base de dados YEASTRACT (Teixei a e al., 2006; Mon ei o e al., 2008).
Apenas o am encon ados oi o ac o es de ansc ição que se encon am lis ados na abela III-1.
Fac o de ansc ição Sequência Localização*
Msn2p, Msn4p, N g1p, Rph1p CCCCT -270
R g1p, R g3p GGTAC -268
Gis1p, YER130C AGGGG -265
Swi4p CACGAAA -259
R g1p, R g3p GTCAC -257
S b5p CGGNS -228
Ash1p YTGAT -183
Ash1p YTGAT -151
Hap2P, Hap3p, Hap4p, Hap5p TNATTGGT -64
Tabela III-1 Po enciais ac o es de ansc ição do gene CCC1. (*) a pa i do ATG
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Capí ulo IV
Conclusões e
Pe spec i as
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Capí ulo IV – Conclusões e Pe spec i as
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Nes e abalho, p opusemo-nos pesquisa a ele ância do ac o de ansc ição Yap5 em
células de le edu as expos as a ele adas concen ações de e o. Os esul ados aqui ap esen ados
e discu idos, pe mi i am-nos conclui e suge i como abalho u u o o seguin e:
(i) O Yap5 sendo um ac o cons i u i amen e nuclea , ap esen a uma egulação da sua
ac i idade di e en e dos ou os memb os, ambém nuclea es, da amília Yap (Yap4 e Yap6).
Após a incubação com g andes quan idades de sul a o de e o, embo a o seu po encial de
ansac i ação aumen e ( igu a III-4), os ní eis da p o eína diminuem ( igu a III-1 e III-2), sendo
essa diminuição mais d ás ica, com o aumen o da in ensidade do s ess p o ocado pelo excesso
de e o ( igu a III-3). Es a diminuição da exp essão pode á se a o ma que a célula possui de
modula a ac i idade des e ac o .
De o ma a a e igua se a egulação do Yap5 é ao ni el ansc icional ou pós ansc icional,
a exp essão do gene de e á se es udada po PCR em empo eal, uma ez que não nos oi
possí el de ec a a sua exp essão po no he n blo . Também se ia in e essan e a alia o
po encial de ansac i ação des e ac o na p esença de e o em in e alos de empo cu os de
modo a pode co elaciona com os ní eis de p o eína.
(ii) Ao con á io do mu an e ccc1, o c escimen o do mu an e yap5 em meio com excesso de
sul a o de e o é apenas ligei amen e comp ome ido ( igu a III-5). No en an o, o Yap5 egula
e ec i amen e a exp essão do gene CCC1 ( igu a III-6).
(iii) Os ní eis basais de CCC1 pa ecem se su icien es pa a que a célula c esça em
condições de al as concen ações de e o ( igu a III-8). De e -se-á a alia os ní eis de p o eína
Ccc1 po wes e n blo .
(i ) Ao con á io do que acon ece em S.pombe, o ac o de ansc ição Hap4 pa ece não
es a en ol ido na egulação da exp esão do gene CCC1 ( igu as III-9 e III-10).
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Capí ulo IV – Conclusões e Pe spec i as
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51
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( ) Delecções sequenciais da egião p omo o a do gene CCC1 e ela am que uma egião de
58pb a mon a e do ATG é su icien e pa a con e i ao mu an e ccc1 a capacidade de c esce em
meio com excesso de e o ( igu a III-13).
( i) A egião 3’UTR do gene CCC1 é impo an e na egulação do gene ( igu a III-13).
Nes a egião exis e uma es u u a em o ma de “hai pin” ( igu a III-14) que pode á es a
en ol ida nessa egulação. Assim, u u amen e se á impo an e de e mina o im da egião 3’ do
gene CCC1 a a és de ensaios de RACE (“Rapid Ampli ica ion o cDNA Ends”), emo e po
PCR de usão a es u u a em “hai pin” e moni o iza o c escimen o do mu an e ccc1
ans o mado com a cons ução esul an e. Como a emoção da egião 3’UTR do gene CCC1,
embo a comp ome a, não in iabiliza o c escimen o em meio com ele adas concen ações de
sul a o de e o ( igu a III-13), se á necessá io es a se na egulação da exp essão do gene são
impo an es an o a egião 3’UTR como a 5’ egulado a.
Face a es es dados, eme ge uma ques ão: qual a ele ância do Yap5 no excesso de e o? É
ac o que es e ac o em condições de excesso de e o egula o CCC1 e que o seu po encial de
ansac i ação aumen a na p esença de e o ( igu as III-4 e III-7, espec i amen e). No en an o o
c escimen o da es i pe yap5 não e ela um o e enó ipo de sensibilidade ao excesso de e o
( igu a III-5) e cons uções sem os YAP si es, quando in oduzidas no mu an e ccc1, e e em o
enó ipo de sensibilidade des a es i pe ( igu as III-8 e III-12). Assim, pa ece-nos plausí el
suge i que o Yap5 pode á desempenha um papel c ucial na sob e i ência celula em si uações
de excesso de e o, no caso de alha dos ac o es esponsá eis pela exp essão basal do gene
CCC1. Se es a hipó ese o álida, en ão uma cons ução do gene CCC1 com os YAP si es mas
sem a egião 3’UTR (CCC1_ p_s op) de e á ap esen a um c escimen o mais obus o na
p esença de e o do que a cons ução sem os YAP si es e sem a egião 3’UTR (CCC1_sp_s op).
Po ou o lado, o duplo mu an e yap5ccc1 ans o mado com CCC1_ p_s op de e á se mais
sensí el ao excesso de e o que a es i pe ccc1 ans o mada com a mesma cons ução.
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