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Identificação molecular de espécies clinicamente relevantes de Aspergillus

Abstract

As aspergiloses são cada vez mais diagnosticadas em todo o mundo, nas suas diversas formas de apresentação, tanto pelo aumento da população susceptível como pela melhoria dos métodos de diagnóstico laboratorial. Estas infecções fúngicas são causadas por algumas espécies do género Aspergillus. A espécie A. fumigatus continua a ser a causa mais frequente de Aspergilose Invasiva. No entanto, outras espécies como A. flavus, A. terreus, A. niger, A. nidulans e A. versicolor têm sido relacionadas com patologias no Homem. Estão descritos diversos casos em que estas espécies se têm tornado resistentes à medicação e, por esta razão, tem sido também muito importante a sua rápida e correcta identificação. Um grande número de indivíduos é passível de cura após um diagnóstico nas fases iniciais da infecção e após aplicação dos tratamentos mais adequados. Actualmente, as técnicas convencionais de diagnóstico são morosas devido ao facto do fungo Aspergillus demorar vários dias a crescer. Em adição, a identificação do fungo é depois muitas vezes dificultada devido à ambiguidade de muitas das características fenotípicas usadas na delimitação das espécies. O principal objectivo deste trabalho foi desenvolver um método baseado em PCR que permitisse identificar as principais espécies de Aspergillus clinicamente relevantes: A. fumigatus, A. flavus, A. terreus, A. niger, A. nidulans e A. versicolor. O primeiro passo foi optimizar um método de extracção de DNA genómico mais eficiente para estas espécies, tarefa que se revelou bem mais complexa e demorada do que o inicialmente previsto. O segundo passo envolveu o desenho de sistemas de primers específicos para cada espécie, baseados na análise das regiões ITS (Internal Trancribed Spacers 1 e 2 e região 5.8S) do seu genoma, e a sua utilização em reacções de PCR. Os resultados preliminares obtidos com os primers desenhados revelaram-se promissores para a identificação das várias espécies, mas as reacções de PCR requerem ainda alguma optimização para melhoramento da sua especificidade. A utilização futura destes primers em reacções de PCRmultiplex para a identificação simultânea das várias espécies de Aspergillus poderá assim vir a ser possível.

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Identificação molecular de espécies clinicamente relevantes de Aspergillus

Author: ELÓI, Marisa Isabel Benedita Simões
Publisher: Instituto de Higiene e Medicina Tropical
Year: 2009
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/19230/4/TESE_FINAL_1%5b1%5d.pdf
UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA
INSTITUTO DE HIGIENE E MEDICINA
TROPICAL
MESTRADO EM CIÊNCIAS BIOMÉDICAS,
especialidade de Biologia Molecula em Medicina T opical e In e nacional
IDENTIFICAÇÃO MOLECULAR DE ESPÉCIES
CLINICAMENTE RELEVANTES DE ASPERGILLUS
Ma isa Isabel Benedi a Simões Elói
II
UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA
INSTITUTO DE HIGIENE E MEDICINA
TROPICAL
IDENTIFICAÇÃO MOLECULAR DE ESPÉCIES
CLINICAMENTE RELEVANTES DE ASPERGILLUS
Ma isa Isabel Benedi a Simões Elói
Tese ap esen ada pa a a ob enção do g au de
Mes e em Ciências Biomédicas,
especialidade de Biologia Molecula
em Medicina T opical e In e nacional
O ien ado : In es igado a Dou o a Ma ia da Luz Ma ins
Co-O ien ado : Dou o João Inácio Sil a
2009
III
Índice Ge al
Índice ge al …………………………………………………………………………… III
Índice de igu as ……………………………………………………………………… V
Índice de abelas ……………………………………………………………………… VI
Lis a de ab e ia u as ………………………………………………………………… VII
Resumo ……………………………………………………………………………….. VIII
Abs ac ………………………………………………………………………………. IX
Capí ulo I.....................................................................................................................1
1.1. In odução ge al...............................................................................................2
1.1.1. In odução his ó ica à micologia médica..................................................2
1.1.2 – O géne o Aspe gillus................................................................................4
1.1.3. Classi icação do géne o Aspe gillus...........................................................5
1.1.4 – Rele ância clínica do géne o Aspe gillus.................................................7
Aspe gilose b oncopulmona alé gica..............................................................8
Aspe gilose cu ânea..........................................................................................9
Aspe giloma pulmona e aspe gilose semi-in asi a .........................................9
Aspe gilose pulmona in asi a aguda............................................................10
Relação da in ecção po Aspe gillus com a imunode iciência......................12
1.1.5 – An i úngicos...........................................................................................13
1.1.6. Diagnós ico de ungos do géne o Aspe gillus..........................................13
Mé odos adicionais de diagnós ico.............................................................14
Mé odos molecula es de diagnós ico.............................................................17
1.1.7 – Objec i os do es udo e plano da disse ação.........................................18
Capí ulo II.................................................................................................................20
2.1. In odução ......................................................................................................21
2.1.1. A pa ede celula dos ungos do géne o Aspe gillus ................................21
2.1.2. Mé odos usados pa a a ex acção de DNA genómico de Aspe gillus.....22
2.1.3. Objec i o do abalho des e capí ulo ......................................................25
2.2. Ma e iais e Mé odos.......................................................................................27
2.2.2. Mé odos de ex acção de DNA genómico................................................28
Mé odo TL.....................................................................................................28
Mé odo TL modi icado..................................................................................28
Mé odo TE enol............................................................................................29
Mé odo AZ.....................................................................................................29
2.2.3. A aliação da e iciência dos mé odos de ex acção de DNA....................30
2.3. Resul ados e Discussão...................................................................................31
Capí ulo III................................................................................................................37
3.1. In odução ......................................................................................................38
3.1.1. Iden i icação molecula de ungos do géne o Aspe gillus.......................38
3.1.2. Objec i os dos abalhos des e capí ulo..................................................40
3.2. Ma e iais e Mé odos.......................................................................................41
3.2.1. Selecção das espécies de Aspe gillus clinicamen e ele an es.................41
3.2.2. Desenho de p ime s especí icos................................................................41
3.2.3. Espécies e es i pes u ilizadas nes e abalho...........................................42
3.2.4. Ex acção de DNA ...................................................................................42
3.2.5. Reacções de PCR .....................................................................................42
3.3. Resul ados e Discussão...................................................................................43
IV
Capí ulo IV................................................................................................................48
4.1 Conside ações inais........................................................................................49
Re e ências Bibliog á icas ........................................................................................51
V
Índice de Figu as
Fig. 1.1. Ilus ação de um “aspe gillum”, usado na li u gia pa a aspe gi água ben a e da
mo ologia de um Aspe gillus spp.……………………………………………………………........ 2
Fig. 1.2. Imagem ilus a i a da es u u a de u i icação ípica de Aspe gillus ................................ 5
Fig. 1.3. Aspe gilose pulmona em doen e ansplan ado. Obse a-se uma maio exp essi idade
adiog á ica na TAC do que na adiog a ia simples ...............................………………. 11
Fig. 1.4. Figu as ilus a i as de cul u as de Aspe gillus....……………………………………….. 16
Fig. 1.5. Mo ologia mic oscópica de Aspe gillus umiga us e esquema ilus a i o das es u u as de
Aspe gillus………………………....................................................................………… 17
Fig. 2.1. Ilus ação dos esul ados ob idos em eacções de PCR com os p ime s uni e sais pa a
ungos ITS1 e ITS4, usando como DNA molde as soluções ex aídas com o mé odo TL
modi icado.........................................................................................................................32
Fig. 2.2. Ilus ação dos esul ados ob idos em eacções de PCR com os p ime s uni e sais pa a
ungos ITS1 e ITS4, usando como DNA molde as soluções ex aídas com o mé odo TE
enol.............……………………………………………………………………………. 33
Fig. 2.3. Ilus ação das bandas de DNA de ele ado peso molecula , co esponden es ao DNA
genómico ex aído com o mé odo AZ, após mig ação num gel de elec o o ese......….. 34
Fig. 2.4. Compa ação dos empos expe imen ais pa a a execução de cada um dos qua o mé odos
de ex acção de DNA es ados nes e abalho………………………………………….. 34
Fig. 3.1. Resul ado da ampli icação com os p ime s uni e sais ITS1 e ITS4 a pa i das soluções
de DNA das á ias es i pes de Aspe gillus em es udo.............………………………… 44
Fig. 3.2. Reacções de PCR com o p ime especí ico e o espec i o p ime uni e sal em mis u as
eaccionais sepa adas.............................................................................……………….. 46

VI
Índice de Tabelas
Tabela 2.1. Compa ação en e mé odos come ciais de ex acção de DNA..……………………… 24
Tabela 2.2. Es i pes e espécies de Aspe gillus u ilizadas nes e abalho………………………….. 27
Tabela 3.1. P ime s desenhados nes e abalho, com base na egião ITS, pa a espécies de
Aspe gillus clinicamen e ele an es…………………………………………………. 43
VII
Lis a de ab e ia u as
A. – Aspe gillus
DNA – Ácido desoxi ibonucleico
DPOC – Doença Pulmona C ónica Obs u i a
EDTA – Ácido e ilenodiamino e a-acé ico
ELISA – Enzyme-Linked Immunoso ben Assay
FDNA – Fas DNA
Fig. – Figu a
h – ho a(s)
HCl – Ácido clo íd ico
HSCT – T ansplan e de células onco hema opoié icas
IgE – Imunoglobulina E
ITS – In e nal T ansc ibed Space
LBA – La ado b oncoal eola
LCR – Líquido ce alo aquidiano
MPPL – Mas e Pu e plan lea DNA pu i ica ion
MPY – Mas e Pu e yeas DNA pu i ica ion
NaCl – Clo e o de sódio
NaOH – Hid óxido de sódio
PCR – Reacção de Polime ização em Cadeia
PVPP – Poly inyl polypy oline
DNA – Ácido desoxi ibonucleico ibossómico
RNA – Ácido ibonucleico
pm – Ro ações po minu o
SDS – Sodium dodecylsulpha e
SIDA – Sínd ome da Imunode iciência Adqui ida
SM – SoilMas e DNA ex ac ion
SNC – Sis ema Ne oso Cen al
TAC – Tomog a ia Axial Compu o izada
TBE – Tampão T is, Ácido bó ico e EDTA
TE – Tampão T is e EDTA
UCS – Ul aClean DNA isola ion
VIH – Ví us da Imunode iciência Humana
YL-GNOME – Yeas cell lysis p epa a in plus GNOME
YM – Ex ac o de le edu a
VIII
Resumo
As aspe giloses são cada ez mais diagnos icadas em odo o mundo, nas suas di e sas o mas de
ap esen ação, an o pelo aumen o da população suscep í el como pela melho ia dos mé odos de
diagnós ico labo a o ial. Es as in ecções úngicas são causadas po algumas espécies do géne o
Aspe gillus. A espécie A. umiga us con inua a se a causa mais equen e de Aspe gilose In asi a.
No en an o, ou as espécies como A. la us, A. e eus, A. nige , A. nidulans e A. e sicolo êm
sido elacionadas com pa ologias no Homem. Es ão desc i os di e sos casos em que es as espécies
se êm o nado esis en es à medicação e, po es a azão, em sido ambém mui o impo an e a sua
ápida e co ec a iden i icação. Um g ande núme o de indi íduos é passí el de cu a após um
diagnós ico nas ases iniciais da in ecção e após aplicação dos a amen os mais adequados.
Ac ualmen e, as écnicas con encionais de diagnós ico são mo osas de ido ao ac o do ungo
Aspe gillus demo a á ios dias a c esce . Em adição, a iden i icação do ungo é depois mui as
ezes di icul ada de ido à ambiguidade de mui as das ca ac e ís icas eno ípicas usadas na
delimi ação das espécies.
O p incipal objec i o des e abalho oi desen ol e um mé odo baseado em PCR que pe mi isse
iden i ica as p incipais espécies de Aspe gillus clinicamen e ele an es: A. umiga us, A. la us, A.
e eus, A. nige , A. nidulans e A. e sicolo . O p imei o passo oi op imiza um mé odo de
ex acção de DNA genómico mais e icien e pa a es as espécies, a e a que se e elou bem mais
complexa e demo ada do que o inicialmen e p e is o. O segundo passo en ol eu o desenho de
sis emas de p ime s especí icos pa a cada espécie, baseados na análise das egiões ITS (In e nal
T anc ibed Space s 1 e 2 e egião 5.8S) do seu genoma, e a sua u ilização em eacções de PCR. Os
esul ados p elimina es ob idos com os p ime s desenhados e ela am-se p omisso es pa a a
iden i icação das á ias espécies, mas as eacções de PCR eque em ainda alguma op imização pa a
melho amen o da sua especi icidade. A u ilização u u a des es p ime s em eacções de PCR-
mul iplex pa a a iden i icação simul ânea das á ias espécies de Aspe gillus pode á assim i a se
possí el.
IX
Abs ac
The aspe gillosis a e mo e han e e diagnosed all o e he wo ld being p esen ed in se e al ways,
his is due o he sensi i e popula ion as well as be e labo a o y diagnos ic me hods. These yeas
in ec ions a e caused by ce ain species o Aspe gillus genus. The specie A. umiga us s ill con inues
o be he mos equen cause o In asi e Aspe gillosis. O he species such as A. la us, A. e eus,
A. nige , A. nidulans e A. e sicolo ha e been ela ed o he pa hologies in Man. The e a e ce ain
w i en cases whe e hese species ha e become esis an o medica ion and o his eason has also
been e y impo an o iden i y i quickly and co ec . A huge numbe o pa ien s a e able o be
cu ed i i is diagnosed om an ea ly s age o he in ec ion and a e applying adequa e ea men .
The p esen con en ional diagnos ic echniques las a long ime due o he ac he Aspe gillus ungi
ake se e al days o g ow. In addi ion o his he iden i ica ion o he ungi is also e y di icul due
he ambiguous pheno ypic cha ac e is ics used in species de ini ion.
The aim o his wo k was o de elop a me hod based on PCR which would allow us o iden i y he
species o Aspe gillus ele an o main clinics. The i s s ep was o op imize he ex ac ion o
genomic DNA me hod which would be mo e e icien o hese species. This ask became mo e
complex and ook longe han ini ially o eseen. The second s ep in ol ed he design o speci ic
p ime s o each specie based on ITS egions (In e nal T anc ibed Space s 1 and 2 and egion 5.8S)
analyses o i s genome, as well as hei use in PCR eac ions. The p elimina y esul s ob ained wi h
he designed p ime s e ealed o be p omising o he iden i ica ion o hese se e al species,
al hough PCR eac ions s ill equi e u he op imiza ion. The u u e use o hese p ime s in PCR-
mul iplex eac ions o he simul aneous iden i ica ion o se e al Aspe gillus species will be
possible.
7
p opos a nes e encon o a cons ução de uma base de dados in eg ada pa a a iden i icação de
Aspe gillus
, que de e á inclui in o mação sob e sequências nucleo ídicas, o og a ias, locais de
pesquisa e a possibilidade de cons ui á o es ilogené icas (Samson
e al
. 2007c).
1.1.4 – Rele ância clínica do géne o Aspe gillus
No início do século XIX, o micologis a alemão Johann Hein ich F ied ich Link desc e eu á ias
espécies de
Aspe gillus
, mas oi apenas em 1856 que ou o micologis a, Rudol Vi chow, desc e eu
o p imei o caso de aspe gilose pulmona (Robinson
e al
. 1995). As in ecções po
Aspe gillus
localizam-se p incipalmen e nos pulmões, mas podem a ec a qualque pa e do o ganismo (Hohl e
Feldmesse 2007; Ramos
e al
. 2002). Es es ungos causam doença p incipalmen e em pessoas com
o es ado imunológico en aquecido (p.e. com SIDA ou canc o), indi íduos com p oblemas an igos
que lesiona am os pulmões, como ube culose ou ib ose cís ica, e pessoas com asma (Hohl e
Feldmesse 2007). Um indi íduo saudá el não é no malmen e in ec ado po
Aspe gillus
(Cano e
Sole 2000). As lesões p o ocadas pela in ecção podem se a iadas, desde a i i ação c ónica dos
pulmões em doen es com asma a é danos pe manen es no ecido pulmona . Em alguns casos, o
ungo pode mesmo dissemina -se sis emicamen e a ou os ó gãos e p o oca mo e (Hohl e
Feldmesse 2007). As aspe giloses são cada ez mais diagnos icadas em odo o mundo, não só
de ido ao aumen o da população suscep í el mas ambém pelas melho ias dos mé odos de
diagnós ico labo a o ial u ilizados. É ambém de ealça que um diagnós ico p ecoce da in ecção e a
aplicação de um a amen o co ec o pe mi e a ecupe ação de um g ande núme o de pacien es
(Cano e Sole 2000; Lai
e al
. 2008).
Ce ca de 30 espécies do géne o
Aspe gillus
são conside adas pa ogénicas opo unis as, podendo
causa aspe gilose.
Aspe gillus umiga us
con inua a se a causa mais equen e de aspe gilose
in asi a, mas ou as espécies es ão ambém elacionadas com pa ologias no Homem, ais como
A.
la us
,
A. e eus
,
A. nige
,
A. nidulans
,
A. us us
e
A. e sicolo
(Cano e Sole 2000; Hin ikson
e
al
. 2005a; Lai
e al
. 2008). Têm indo a se egis ados casos de esis ência à medicação po pa e de

8
alguns des es ungos, sendo ambém po es e mo i o de ex ema impo ância um diagnós ico ápido
e iá el das in ecções que p o ocam (Hin ikson
e al
. 2005a; Lai
e al
. 2008).
A in ecção pulmona po
Aspe gillus
é secundá ia à inalação dos espec i os conídios e
subsequen e ge minação nos ecidos, podendo oco e numa a iedade de o mas clínicas,
localizadas ou disseminadas (Aspe gilose In asi a), sendo que qualque ó gão ou sis ema do co po
humano pode se a ec ado po es es ungos (Rad o d
e al
. 1998). Podem coloniza as ca idades
p é-exis en es de ido a ou as pa ologias, como a ube culose, sa coidose, bonquiec asis,
pneumoconiose, ou o ma en idades clínicas dis in as, denominadas aspe gilomas. A localização
dos aspe gilomas pode se di e sa, dependendo do local de nidi icação do ungo (p.e. pulmões, ins
ou cé eb o). Nou a o ma, a aspe gilose cu ânea pode su gi em locais de inse ção de ca e e es
in a enosos ou de ou os disposi i os médicos in asi os (Nunley
e al
. 2002; Richa dson e
Wa nock 2004). Também alguns an igénios de
Aspe gillus
são ale géneos, podendo inicia as
designadas aspe giloses b oncopulmona es alé gicas, p incipalmen e em hospedei os a ópicos e
p o ocando hipe sensibilidade dos pulmões (Hohl e Feldmesse 2007; Richa dson e Wa nock
2004).
Aspe gilose b oncopulmona alé gica
A aspe gilose b oncopulmona alé gica é uma pa ologia de hipe sensibilidade dos pulmões, mais
equen emen e encon ada em doen es a ópicos que desen ol em episódios de obs ução b ônquica
(asma) e eosino ilia em sangue pe i é ico subsequen e à inalação de espo os de
Aspe gillus
. A
sec eção de muco o na-se p onunciada e esul a na o mação de massas que obs uem os
b ônquios. Os sin omas mais equen es incluem eb e, asma não cu a i a, osse p odu i a, mal-
es a e pe da de peso (Laza us
e al
. 2008; Richa dson e Wa nock 2004). O modo de ac uação nes a
pa ologia es á di eccionado pa a o a amen o da asma aguda e exace bada e e i a o úl imo es ádio
da ib ose (Laza us
e al
. 2008). O uso de co icos e óides es á indicado quando é ele ada a
concen ação de IgE no so o e há um aumen o de in il ados nas adiog a ias o ácicas. A
9
p ednisona é a d oga escolhida pa a o a amen o, uma ez que é e icaz na edução dos sin omas, na
diminuição dos in il ados e na diminuição das cul u as de sali a posi i as. O papel das d ogas
an i úngicas no a amen o des e ipo de pa ologia ainda não es á cla i icado, mas o i aconazol
pa ece se ú il como agen e co icos e óide em di e sos es udos não compa a i os. Mais
ecen emen e, es udos alea ó ios mos am que o i aconazol em um e ei o bené ico (Rai
e al
. 2004;
Salez
e al
. 1999).
Aspe gilose cu ânea
Es ão desc i as duas o mas de aspe gilose cu ânea po
Aspe gillus
em indi íduos
imunocomp ome idos. Na aspe gilose cu ânea p imá ia as lesões su gem no local da inse ção de
ca e e es in a enosos, ou pe o dos mesmos, em pessoas que enham es ado em con ac o com
es uá io con aminado ou com alas aplicadas na pele. Na aspe gilose cu ânea secundá ia, as lesões
podem esul a an o de uma in ecção hema ógena ex ensa dos pulmões, como de uma ex ensão da
in ecção subjacen e ao ecido pa a a pele (Richa dson e Wa nock 2004). Es a o ma de aspe gilose
oco e em 5% dos pacien es com in ecção disseminada. As lesões podem se simples ou múl iplas e
e oluem pa a úlce as nec ó icas com bo dos dis in os e cobe as de esca as p e as. O diagnós ico da
maio ia das in ecções p imá ias e secundá ias po
Aspe gillus
eque uma biópsia da lesão cu ânea
pa a cul u a e his opa ologia. Pos e io men e, a amos a de e se ese ada pa a c escimen o em
cul u a e isolamen o do ungo. A cul u a das pon as de ca e e es em con i mado o diagnós ico ei o
com a cul u a das lesões, mas são ela i amen e insensí eis pa a o início do diagnós ico da
aspe gilose cu ânea. O modo de ac uação pa a es a pa ologia depende da ex ensão da in ecção e do
es ado do pacien e (Bu ik
e al
. 1998).
Aspe giloma pulmona e aspe gilose semi-in asi a
Um aspe giloma é uma massa densa e amo a de micélio de
Aspe gillus
que po ezes é encon ado
nas ca idades pulmona es esiduais causadas po uma ube culose, sa coidose, b onquies ase ou
10
pneumocis ose (Richa dson e Wa nock 2004). Os doen es são no malmen e assin omá icos, mas
podem ap esen a osse c ónica, pe da de peso e mal-es a . Mui os indi íduos êm episódios
in e mi en es de pequenos sang amen os. A hemop ise é o sin oma mais comum, oco endo em 50 a
80% dos casos. A aspe gilose semi-in asi a, ou aspe gilose nec osan e c ónica, ca ac e iza-se po
um p ocesso des u i o e indolen e dos pulmões de ido à in asão do ecido po hi as de
Aspe gillus
. Exis e in asão local do ecido do pulmão e não há necessidade da exis ência de uma
ca idade p eexis en e no pulmão pa a o início da doença. Es a pa ologia a ec a com maio
equência os po ado es de Doença Pulmona Obs u i a C ónica (DPOC) e em di e sas si uações
clínicas que comp ome em a a qui ec u a pulmona ou o es ado imunológico do indi íduo (Lopes
e
al
. 2004; Richa dson e Wa nock 2004). Não exis e um consenso quan o ao a amen o mais
co ec o pa a o aspe giloma pulmona . A ci u gia de emoção da lesão de e se ese ada pa a
indi íduos de al o isco, de ido às po enciais complicações, al como pa a pessoas com hemop ise
g a e. Se a in e enção ci ú gica não o indicada, a injecção pe cu ânea ou a ins ilação
endob onquial de an o e icina B pode ajuda . O a amen o de indi íduos assin omá icos e com
sang amen o médio ou g a e ainda é con o e so, mas a obse ação sem in e enção pode se o
melho modo de ac uação (Lopes
e al
. 2004; Robinson
e al
. 1995).
Aspe gilose pulmona in asi a aguda
A Aspe gilose pulmona in asi a aguda oco e em indi íduos imunocomp ome idos e pode se
classi icada como localizada ou di usa. A disseminação hema ogénea pa a ou os ó gãos é uma
complicação equen e em doen es com canc o neu opénico e em ecep o es de ansplan e. O
sis ema ne oso cen al (SNC) é o segundo local de disseminação des a doença em 10 a 20% dos
casos. A angio-in asão é um g ande ma co numa in asão po
Aspe gillus
. Seguidamen e pode
oco e ombose, en a e e nec ose do ecido que p o ege os pulmões. Também pode oco e e osão
da pa ede dos asos, le ando a uma hemo agia g a e (Richa dson e Wa nock 2004).
11
A ap esen ação clínica da aspe gilose pulmona in asi a é a iada e o diagnós ico é di ícil. A
si uação inicial mais comum em pacien es neu opénicos consis e numa eb e incessan e (acima dos
38ºC), sem qualque sin oma espi a ó io e que não esponde ao a amen o an ibac e iano. A osse
não p odu i a é ou o sin oma mui o comum. Inicialmen e, o diagnós ico de e inclui uma
adiog a ia ao ó ax e cul u a de sangue, embo a es e úl imo seja mui o equen emen e nega i o em
doen es com in ecção in asi a po
Aspe gillus
. A omog a ia axial compu o izada (TAC) mos a
lesões nos pulmões de doen es com aio-X sem qualque ipo de suspei a (Fig. 1.3). Os sinais de
in ecção di usa po
Aspe gillus
são menos e iden es do que na in ecção localizada, sendo
necessá io ou o ipo de mé odos pa a con i ma o diagnós ico. Em doen es neu opénicos e
ecep o es de ansplan e o exame mic oscópico e a cul u a do la ado b onco-al eola (LBA) são os
melho es meios pa a con i ma o diagnós ico de aspe gilose in asi a pulmona (Ga cía-Ruiz
e al
.
2004; Sole e Sala e 2008).
Fig. 1.3.
Aspe gilose pulmona em doen e ansplan ado. Obse a-
se uma maio exp essi idade adiog á ica na TAC (imagem di ei a)
do que na adiog a ia simples (imagem esque da) (adap ado de
Ga cía-Ruiz
e al
. 2004)
O sucesso de a amen o da aspe gilose pulmona in asi a em indi íduos imunocomp ome idos
depende do início do a amen o an i úngico co ec o, na co ecção do es ado imunológico do
indi íduo que é causa da e e ida in ecção, e numa in e enção ci ú gica ap op iada. A an o e icina
B é o a amen o pad ão pa a aspe gilose pulmona in asi a, pa icula men e em casos de
a amen o pa a o u u o ( oda a ida) e em casos de in ecções se e as (Lass-Flo l
e al
. 2004; Lopes
e al
. 2004; Richa dson e Wa nock 2004). Alguns clínicos ecomendam a imedia a ci u gia pa a
emoção de lesões de
Aspe gillus
dos pulmões du an e a neu opénia. No en an o, es as
12
in e enções não es ão indicadas em indi íduos com in ecção pe sis en e po
Aspe gillus
, com
hemop ise, ou com uma lesão ocal localizada numa zona p o unda (po exemplo, pe o do
medias ino). Es e úl imo g upo es á em maio isco de mo e po pe usão dos b ônquios, aqueia
ou asos p incipais e mui as ezes é essencial uma ápida in e enção ci ú gica (Lopes
e al
. 2004;
Winga d
e al
. 2008).
Relação da in ecção po Aspe gillus com a imunode iciência
A incidência das aspe giloses pulmona es em aumen ado em pacien es imunodep imidos nas
úl imas décadas. As azões pa a es a si uação são di e sas, nomeadamen e a c escen e u ilização de
co icóides e imunossup esso es pa a con ola ou as doenças an e io men e a ais, como a in ecção
pelo Ví us da Imunode iciência Humana (VIH) e os pós- ansplan es. O indi íduo
imunocomp ome ido ica mais suscep í el a di e en es ipos de in ecção po
Aspe gillus
, incluindo,
como já e e ido an e io men e, aspe gilose pulmona cu ânea, aspe gilose b ônquica obs u i a,
aqueob onqui e in asi a, inossinusi e disseminada, aspe gilose pulmona in asi a e semi-
in asi a. A aspe gilose in asi a é aquela que ap esen a uma maio axa de mo alidade em
imunocomp ome idos, p óxima dos 100% (Ga alda
e al
. 2005; Lopes
e al
. 2004). Os p incipais
ac o es de isco que p edispõem à doença in asi a são neu opénia, e apia com co icóides e
imunossup esso es, eacção de ejeição do enxe o-hospedei o po pa e do hospedei o após o
ansplan e de medula óssea, ou após o ansplan e de ó gão sólido, doença po ci omegalo í us
após ansplan e, VIH a ançada, uso p olongado de an ibió icos, his ó ia p é ia de aspe gilose e
quimio e apia em pacien es com leucemias com colonização nasal po
Aspe gillus
. Embo a odas
es as doenças sejam de en idades pulmona es dis in as, são a as as ocasiões em que uma pa ologia
e olui pa a ou a. Pode acon ece po exemplo com o aspe giloma que, dependendo do es ado
imunológico do hospedei o, pode e olui pa a aspe gilose pulmona in asi a (Lopes
e al
. 2004;
Richa dson e Wa nock 2004).

13
1.1.5 – An i úngicos
Exis em, signi ica i amen e, mui o menos compos os an i úngicos em compa ação com a
quan idade de medicamen os an ibac e ianos disponí eis no me cado apesa do núme o de d ogas
an i úngicas e indo a c esce nos úl imos anos. Exis em qua o g andes amílias de compos os
com p op iedades an i úngicas: os polienos, os azóis, as alilaminas e as equinocandinas. Exis e
ainda um g upo di e si icado de compos os, como a luci osina e a g iseo ul ina, que não pe ence
a nenhuma das g andes amílias. Es a a qui ec u a não é es á ica, uma ez que es ão semp e a
apa ece no os g upos de compos os em desen ol imen o (Richa dson e Wa nock 2004). Nos
úl imos anos, a an o e icina B e os azóis, p incipalmen e o ce oconazol, luconazol e i aconazol,
êm sido os á macos de p imei a escolha no a amen o dos doen es. Es as duas classes de
medicamen os êm como al o a memb ana celula dos ungos (Solé e Sala e 2008; Richa dson e
Wa nock 2004). Os polienos ligam-se aos es e óis da memb ana, p incipalmen e ao e gos e ol,
o mando po os ou canais. Al e am a pe meabilidade da memb ana e pe mi em o ex a asamen o de
di e sas moléculas, le ando à mo e celula (Be gold e Geo giadis 2004; Lai
e al
. 2008). Ainda
não oi es abelecida a du ação óp ima de um a amen o an i úngico, pois depende da ex ensão da
in ecção, da espos a do a amen o e da pa ologia subjacen e do doen e. O a amen o de e se
con ínuo enquan o o doen e es i e imunocomp ome ido e na maio ia dos casos de e á p olonga -se
pa a além do diagnós ico da cu a clínica (Richa dson e Wa nock 2004). As equinocandinas di e em
dos ou os agen es an i úngicos po que ac uam na pa ede celula dos ungos inibindo a sín ese do

-
1,3-D-glucano. O papel da equinocandinas no a amen o de aspe gilose in asi a ainda não es á
mui o bem es abelecido po es es se em á macos ela i amen e ecen es. No en an o, as
equinocandinas êm sido usadas con a as in ecções de
Aspe gillus
quando os doen es são
in ole an es aos ou os an i úngicos, mas a suscep ibilidade des es ungos a es e á maco em-se
e elado a iá el (Be gold e Geo giadis 2004; Diomedi 2004; Lai
e al
. 2008).
14
1.1.6. Diagnós ico de ungos do géne o Aspe gillus
Na maio ia dos casos, o diagnós ico de aspe gilose é baseado numa combinação de exames clínicos,
adiológicos, mic obiológicos e his opa ológicos (Balajee
e al
. 2007a; Sa da 2007; Richa dson e
Wa nock 2004). Um diagnós ico co ec o de e inclui um esul ado da cul u a posi i a pa a a
amos a ob ida de o ma es é il, ou um exame his opa ológico ou ci ológico da amos a com
p esença de hi as consis en es de
Aspe gillus
. Têm sido desen ol idos es es se ológicos e
molecula es baseados na eacção de polime ização em cadeia (PCR) pa a o diagnós ico da
aspe gilose in asi a, mas es es mé odos ainda es ão sob a aliação e o seu uso na o ina ainda não é
ecomendado (Lopes
e al
. 2004; Richa dson e Wa nock 2004).
Mé odos adicionais de diagnós ico
Como e e ido an e io men e, no diagnós ico da aspe gilose de em usa -se complemen a men e
écnicas de imagiologia, his ologia e micologia. O mé odo micológico de e e ência pa a o
diagnós ico pe manece a obse ação di ec a do ungo nas amos as biológicas e a iden i icação da
espécie após o c escimen o em cul u a, a pa i de biopsia ou aspi ado de locais es é eis. A cul u a
de amos as não es é eis, como a expec o ação de doen es imunocomp ome idos com e idência
clínica de in ecção, pode se usada pa a supo a o p o á el diagnós ico de aspe gilose in asi a em
ce os casos. Pa a assegu a o signi icado clínico, é necessá io que seja demons ada a p esença do
ungo num exame mic oscópico di ec o da amos a, que es e seja ambém isolado epe idamen e do
doen e e seja ei a a co elação com os esul ados da his opa ologia.
O exame mic oscópico comp eende o exame his opa ológico e o exame di ec o das amos as
biológicas. O exame his opa ológico de secções de ecido in ec ado é iá el quando se consegue a
isualização de hi as sep adas não pigmen adas com ami icações dico ómicas epe idas,
ca ac e ís ica da in ecção po
Aspe gillus
. Pa a al, é necessá io que a colhei a se aça exac amen e
no local da in ecção (as in ecções úngicas são mui o localizadas) e que se u ilizem as colo ações
adequadas pa a a obse ação de ungos. O exame mic oscópico di ec o das amos as de sali a ou de
15
expec o ação a amen e é ú il em doen es com suspei a de aspe gilose in asi a, pois os ungos do
géne o
Aspe gillus
são ubíquos no a . No en an o a obse ação de amos as de LBA, de sec eções
b ônquicas ou de biopsias pode se mui o signi ica i a. As p epa ações de exame di ec o de em se
ei as com hid óxido de po ássio pa a que, após a des uição das células do hospedei o, seja possí el
a isualização das hi as do ungo. Nes e exame de em obse a -se as ca ac e ís icas hi as sep adas
ami icadas dico omicamen e (Richa dson e Wa nock 2004). Uma das maio es limi ações des e
mé odo é a necessidade de se em ealizados po écnicos expe ien es pa a es e ipo de diagnós ico
em exames di ec os, ale ados pa a a eal alo ização dos elemen os úngicos nas amos as e
dis inção de esul ados alsos nega i os ou alsos posi i os.
O isolamen o do agen e e iológico em cul u a é essencial pa a con i ma o diagnós ico (Richa dson
e Wa nock 2004). Uma ez que as espécies de
Aspe gillus
se encon am na u almen e no a , o seu
isolamen o labo a o ial de e se ealizado com cuidados edob ados pa a e i a a oco ência de
alsos posi i os, ou seja, que o seu isolamen o seja de ido a con aminação ambien al. Mui as ezes,
a cul u a não é um mé odo mui o sensí el pa a o diagnós ico da in ecção po
Aspe gillus
(Luo e
Mi chell 2002). Es e ungo é a amen e isolado a pa i de amos as de sangue ou líquido
ce alo aquidiano (LCR) sendo, no en an o, mais comum a ob enção de cul u as posi i as des as
amos as em doen es com endoca di es. O isolamen o de espécies de
Aspe gillus
a pa i de
amos as de LBA ou de expec o ação p o enien e de indi íduos imunocomp ome idos com um
in il ado pulmona é no malmen e indica i o de in ecção. Em indi íduos neu opénicos com
canc o e ecep o es de ansplan e de células onco hema opoié icas (HSCT) com in ecção di usa, a
cul u a de LBA é posi i a em ce ca de 60% dos casos. Es e sucesso é mais baixo em ansplan ados
de ó gãos, com excepção dos ecep o es de ansplan e de pulmão. A cul u a de LBA não é mui o
ú il em doen es com doença localizada no pulmão.
A. umiga us
pode se isolado da amos a de
expec o ação de doen es com aspe gilose b oncopulmona alé gica (Richa dson e Wa nock 2004).
As espécies do géne o
Aspe gillus
são sensí eis à cicloheximida pelo que, quando há suspei a de
in ecção, não de em se inoculados em meios com es e compos o. De es o, es es ungos são pouco
16
exigen es em e mos nu i i os. Como se a am de ungos ilamen osos p odu o es de g ande
abundância de espo os, de em-se usa ubos de ensaio em ez de placas pa a p e eni desid a ação
do meio e con aminações das cul u as e do meio ambien e do labo a ó io. C escem apidamen e em
qualque meio de cul u a, como po exemplo meio de Sabou aud, mas nem semp e man êm as
ca ac e ís icas mo ológicas mac oscópicas de cada espécie. Classicamen e o meio de cul u a usado
pa a c escimen o e iden i icação di e encial do géne o
Aspe gillus
é o meio de aga de Czapek.
Mac oscopicamen e, a supe ície das colónias des es ungos ap esen a-se no início esb anquiçada e
depois assume co es e aspec os mui o a iá eis dependendo da espécie (Fig. 1.4), que ão desde os
ons de ama elo, e de ou cas anho cla os a é e de ou cas anho-escu o e p e o. A ex u a é
algodonada, pul e ulen a ou a eludada e o e e so das colónias é b anco, ama elo, acas anhado ou
neg o (58).
A
C
D
E
B
Fig. 1.4.
Figu as ilus a i as de cul u as de
Aspe gillus
: A -
Aspe gillus umiga us
; B -
Aspe gillus nige
; C -
Aspe gillus la us
, D -
Aspe gillus nidulans
; e E -
Aspe gillus e eus
Mic oscopicamen e, as hi as são sep adas e a pa i dessa e guem-se conidió o os aé eos, longos,
com esículas e minais sob e as quais nume osas iálides p oduzem longas cadeias de conídios
ae ossolizá eis (Fig. 1.5). A di e enciação das espécies é ei a com base na mo ologia dos
conidió o os e das iálides (58, 73).
23
2.1.2. Mé odos usados pa a a ex acção de DNA genómico de Aspe gillus
Os di e en es mé odos desc i os na li e a u a pa a ex acção do DNA de ungos ilamen os são
no malmen e mo osos e complicados de ido em g ande pa e à sua pa ede celula , que se e ela
bas an e complexa. Os mé odos pa a a ex acção de DNA das espécies de
Aspe gillus
u ilizam
no malmen e químicos óxicos, á ios passos de congelamen o e descongelamen o das amos as,
que podem mesmo se le adas a azo o líquido, e passos de agi ação com mic oes e as de id o,
sendo que a maio ia dos p ocedimen os é mo osa de ido à di iculdade na dis upção das pa edes
celula es. Po exemplo, o mé odo denominado de “
High-speed cell dis up ion
” oi es ado, em
1998, em algumas le edu as e dois ipos de ungos ilamen osos, sendo um deles o
Aspe gillus
umiga us
(Mulle
e al
. 1998). Es e p ocedimen o u iliza eagen es desna u an es e um mé odo
mecânico com mic oes e as de id o pa a lisa as células, o qual se demons ou e icaz e segu o,
an o pa a as le edu as como pa a os ungos ilamen osos. Os au o es deno a am, no en an o, que
es es úl imos ungos inham uma pa ede celula mui o ígida, não se e elando ácil a sua dis upção.
Os p ocedimen os de lise da pa ede celula a a és do congelamen o e descongelamen o das
amos as em á ios ciclos ou a incubação com de e gen es quen es e p o eases não são no malmen e
su icien es pa a ob e DNA de boa qualidade a pa i de ungos ilamen osos (F ed icks
e al
. 2005).
Exis em mui os mé odos desc i os pa a a ex acção de DNA genómico de ungos, incluindo ungos
do géne o
Aspe gillus
. A maio ia des es mé odos u iliza sis emas come ciais disponí eis no
me cado, que incluem eagen es p óp ios e, em alguns casos, são mesmo necessá ios ma e iais e
equipamen os especí icos pa a a execução desses mé odos. Os p o ocolos exis en es são u ilizados
na ex acção de DNA úngico a pa i de uma di e sidade de amos as, incluindo amos as
biológicas humanas, ecidos ege ais, e c.. Especi icamen e em elação à ex acção de DNA
genómico de ungos do géne o
Aspe gillus
, não exis e ainda um mé odo e icien e e aplicado
uni e salmen e. Aliás, Ka akousis
e al.
(2005) mos a am que não exis e um mé odo simples,
e icien e e uni e sal pa a lisa as pa edes celula es de odos ungos, sendo que os mé odos êm de
se mui as ezes op imizados pa a cada espécie. Cada labo a ó io acaba po adap a o melho

24
p o ocolo, dependendo da sua p óp ia o ina e do cus o associado ao mesmo. A maio ia dos
p o ocolos desc i os na li e a u a acaba ambém po se mo oso e complexo. Na Tabela 2.1 são
compa ados á ios mé odos come ciais de ex acção de DNA, usados em ungos, com base nos
cus os, empo e eagen es adicionais necessá ios.
Tabela 2.1.
Compa ação en e mé odos come ciais de ex acção de DNA (adap ado de F ed icks
e
al
. 2005)
Mé odo Tempo de
execução
Reagen es e consumí eis
adicionais
Equipamen o
necessá io
(MPY) P ecipi ação das
p o eínas, pu i icação do DNA
1h20m Isop opanol, e anol, ubos de
mic ocen í uga
Mic ocen í uga e placa
de aquecimen o
(MPPL) P ecipi ação alcoólica,
emoção inibido es do DNA e
e-p ecipi ação DNA
1h40m Isop opanol, e anol, ubos de
mic ocen í uga
Mic ocen í uga e placa
de aquecimen o
(SM) Lise com solução quen e
com de e gen e, p ecipi ação
das p o eínas, eliminação de
inibido es de PCR, p ecipi ação
alcoólica pa a pu i icação DNA
1h55m Tubos de mic ocen í uga Mic ocen í uga e placa
de aquecimen o
(UCS) Lise mecânica com
mic oes e as de id o, adso ção
e la agem do DNA em il o
2h40m Nenhum Mic ocen í uga e
adap ado de o ex
(FDNA) Lise mecânica com
mic oes e as de id o po
agi ação em equipamen o
p óp io (Fas P ep), adso ção e
la agem do DNA em coluna
1h15m Nenhum Mic ocen í uga e
máquina Fas P ep
(YL-GNOME) Lise
enzimá ica, p ecipi ação e
pu i icação do DNA
4h00m Isop opanol, ubos de mic ocen í uga Mic ocen í uga e placa
de aquecimen o
A pe o mance des es mé odos come ciais na ex acção de DNA de ungos oi es udada po
F ed icks
e al
. (2005). Os mé odos MPPL (
MAs e Pu e plan lea DNA pu i ica ion
” - Epicen e ,
Madison, WI), SM (
SoilMas e DNA ex ac ion
- Epicen e , Madison, WI) e YL-GNOME (
Yeas
cell lysis p epa a in plus GNOME
- Qbiogene, I ine, CA) mos a am-se de icien es na ex acção
25
de DNA a pa i de hi as de
Aspe gillus
. Já os mé odos UCS (
Ul aClean DNA isola ion
- MoBio,
Inc, Solana Beach, CA) e FDNA (Fas DNA - Qbiogene, I ine, CA) mos a am-se mais adequados
pa a a ex acção de DNA a pa i des es ungos, usando uma agi ação da amos a com mic os e as
pa a ompe a pa ede celula . Es es dois úl imos sis emas êm cus os mui o p óximos e in e médios
em elação aos ou os mé odos. An e io men e, já Mulle
e al
. (1998) inham demons ado que o
mé odo FDNA pa ecia unciona bem com
Aspe gillus umiga us
e ou as espécies de ungos
impo an es na clínica médica.
Os mé odos ísicos, químicos e enzimá icos pa a uma lise e icien e da pa ede celula de ungos
podem se uma al e na i a aos sis emas come ciais, com cus os mais baixos mas eque endo
no malmen e um pouco mais de empo. A compa ação de cada um des es mé odos indica que com
os agen es químicos, como o HCl e o NaOH, não se ob ém lise celula pa a o géne o
Aspe gillus
. A
diges ão enzimá ica (p.e. com p o einase K ou li icase) unciona apenas em 10% das amos as des e
ungo e a dis upção ísica das células pode se ú il em ce ca de 50 a 100% das amos as, dependo do
mé odo u ilizado. Pode-se ainda ob e uma média de 95% de amos as com a pa ede celula lisada
com o mé odo ísico de esmagamen o com um pilão e um mo ei o (Ka akousis
e al
. 2005).
Na selecção de um mé odo pa a a ex acção de DNA úngico, pa a além do endimen o, há ambém
de e em con a a qualidade e pu eza do DNA ob ido. Di e sos con aminan es inibi ó ios, como as
nucleases, os polissacá idos e os pigmen os, se não o em emo idos na ex acção, podem eduzi
signi ica i amen e a sensibilidade da eacção de PCR. Ou o ac o impo an e na op imização des e
ipo de mé odos é o cuidado no manuseamen o das amos as e ma e iais du an e a ex acção de
DNA de modo a e i a con aminações de o igem ambien al. Os ungos do géne o
Aspe gillus
, en e
ou os, são ubíquos no ambien e, sendo mui as ezes uma causa impo an e de con aminação e de
esul ados alsos posi i os nas eacções de PCR (Ka akousis
e al
. 2005; Loe le
e al
. 1999).
26
2.1.3. Objec i o do abalho des e capí ulo
Nes e Capí ulo são desc i os os p ocedimen os ealizados pa a a op imização de um mé odo de
ex acção de DNA genómico a pa i de cul u as de espécies de
Aspe gillus
, adap á el à o ina de
um labo a ó io de micologia clínica. O p incipal objec i o oi consegui op imiza um mé odo mais
e icaz pa a a lise da pa ede celula desses ungos, que osse pouco dispendioso, e icaz e ú il pa a a
o ina do labo a ó io.
27
2.2. Ma e iais e Mé odos
2.2.1. Es i pes u ilizadas
Fo am u ilizadas nes e abalho es i pes de espécies clinicamen e ele an es, ep esen a i as do
géne o
Aspe gillus
e p e iamen e iden i icadas po mé odos con encionais. Todas as es i pes são
man idas no Labo a ó io de Micologia do Ins i u o de Higiene e Medicina T opical. Es as es i pes
são man idas a – 70 ºC em meio de Sabou aud com 30% de glice ol. Pa a a ob enção de cul u as
escas, o am p imei amen e inoculadas em placas com meio de Sabou aud duas a ês ansadas de
micélio a pa i das cul u as congeladas. As placas o am incubadas du an e 72 h à empe a u a
ambien e. Seguidamen e, ês a qua o colónias en e an o o madas o am ans e idas pa a ubos
de ensaio com meio de cul u a líquido de ex ac o de le edu a (YM), u ilizando um bis u i e pinça
es e ilizadas e e i ando le a meio de cul u a sólido jun amen e com as colónias. As cul u as o am
incubadas du an e mais 72 h, com agi ação o bi al (200 pm) e sem a p esença de luz. Na Tabela 2.2
encon am-se indicadas as es i pes e espécies usadas nes e abalho.
Tabela 2.2.
Es i pes e espécies de
Aspe gillus
u ilizadas nes e abalho
Espécie Es i pe O igem
Aspe gillus e eus 2283 Sec eções b ônquicas (Ins i u o Po uguês de Oncologia)
10283 Sangue (Hospi al de San a Ma ia)
11283 Expec o ação (Ins i u o Po uguês de Oncologia)
Aspe gillus umiga us 5283 U ina (Hospi al de San a Ma ia)
7283 La ado b onco-al eola (Hospi al de San a Ma ia)
8283 La ado b onco-al eola (Ins i u o Po uguês de Oncologia)
Aspe gillus nige 6283 Sec eções b ônquicas (Hospi al S. Jo ge)
12283 La ado b onco-al eola (Ins i u o Po uguês de Oncologia)
Aspe gillus la us 3283 La ado b onco-al eola (Hospi al San a Ma ia)
Aspe gillus nidulans 4283 Expec o ação (Ins i u o Po uguês de Oncologia)
9283 Sec eções b ômquicas (Hospi al Egas Moniz)
Aspe gillus e sicolo 1283 La ado b onco-al eola (Ins i u o Po uguês de Oncologia)
Aspe gillus sp. 13283 U ina (Hospi al San a Ma ia)
28
2.2.2. Mé odos de ex acção de DNA genómico
Mé odo TL
No mé odo TL p epa a am-se ubos “Eppendo ” a que o am adicionados um olume equi alen e a
200

l de es e as de id o (
∅
0,4 – 0,6 mm) e 500
µ
l de Tampão de Lise 1 (T is 50 mM, EDTA 50
mM, SDS 0,3% (p/ ), pH 8). Dois a ês aglome ados de micélio c escidos em meio de cul u a
líquida o am e i ados pa a uma placa de Pe i es e ilizada, comp imindo-os p e iamen e con a as
pa edes do ubo de ensaio a im de aze a meno quan idade possí el de meio de cul u a. Com o
auxílio de uma pinça e bis u i es e ilizados à chama, os aglome ados de micélio o am la ados duas
a ês ezes em água des ilada es e ilizada pa a e i a odo o meio de cul u a. Em seguida, o
excesso de água oi emo ido dos aglome ados de micélio, comp imindo-os con a o id o da caixa
de Pe i. Fo am depois colocados nos ubos Eppendo com es e as de id o e Tampão de Lise 1 e a
suspensão esul an e oi agi ada o emen e no Vo ex du an e 15 minu os. Seguiu-se um passo de
incubação em banho de água a 65 ºC du an e uma ho a, após o que a suspensão oi no amen e
agi ada no Vo ex du an e 15 minu os e cen i ugada du an e mais 15 minu os a 11.000 g. O
sob enadan e, que con ém o DNA ex aído, oi depois e i ado pa a um no o ubo Eppendo ao
qual se adicionou 10
µ
l de P o einase K (0,5 mg/ml). Após uma incubação a 60 ºC du an e 60
minu os, a solução de DNA ex aído oi man ida a – 20 ºC a é u ilização.
Mé odo TL modi icado
O mé odo TL modi icado segue o mesmo p ocedimen o do mé odo TL, desc i o a ás, mas com
algumas modi icações. O passo de la agem do micélio oi e o çado pa a e a ce eza que os
inibido es da eacção de PCR e am emo idos, aumen ando pa a qua o as la agens do micélio. Po
ou o lado, os empos de agi ação em o ex da mis u a do micélio com as es e as de id o e o
ampão de lise o am aumen ados de 15 pa a 30 minu os, pa a en a uma melho up u a da pa ede
celula dos ungos.

29
Mé odo TE enol
No mé odo TE enol o am ambém e i ados e la ados dois a ês aglome ados de micélio a pa i
da cul u a líquida de meio YM, como desc i o an e io men e. O micélio oi p imei amen e suspenso
em 1,5 ml de água bides ilada es e ilizada, num ubo Eppendo de 2 ml, a que o am adicionados
p e iamen e ce ca de 200
µ
l de mic os e as de id o. A suspensão de micélio oi cen i ugada a
13.000 pm du an e 4 minu os, após o que se desca ou o sob enadan e. O sedimen o oi depois
congelado a – 20 ºC du an e 1 ho a, após o que se adicionou 250
µ
l de Tampão TE Fenol ( e i ado
do asco de enol, o ampão es á po cima do enol, na ase supe io ) pH 8, 250
µ
l de clo o ó mio e
500
µ
l de ampão de lise 1. A mis u a oi agi ada du an e 20 minu os no o ex e seguidamen e
cen i ugada du an e 30 minu os a 13.000 pm. De seguida, 400
µ
l do sob enadan e an e io o am
adicionados a 1 ml de e anol absolu o num ubo Eppendo de 1,5 ml e deixados a – 20 ºC du an e
45 minu os. Os ubos o am em seguida cen i ugados du an e 15 minu os a 13.000 pm. O
sob enadan e oi emo ido e deixou-se seca o sedimen o à empe a u a ambien e de modo a
emo e o e anol em excesso (es e p ocedimen o oi ealizado numa câma a de luxo lamina , mas
sem deixa seca demasiado o sedimen o). Finalmen e, o sedimen o oi dissol ido em 30
µ
l de
ampão TE (0,1M T is; 0,1M EDTA, pH 8) a 55 ºC du an e 15 minu os.
Mé odo AZ
No mé odo AZ, pa a a ex acção de DNA, dois a ês aglome ados de micélio o am la ados como
desc i o an e io men e e colocados em ubos Eppendo de 1,5 ml a que o am p e iamen e
adicionadas es e as de id o numa quan idade equi alen e a 200

l. Os ubos Eppendo o am
seguidamen e ime sos em azo o líquido du an e 5 minu os, de modo a eben a a pa ede celula dos
ungos, e ans e idos depois pa a gelo. Em seguida, o am adicionados 250 µl de enol, 250 µl de
clo o ó mio e 500 µl de ampão de lise 2 (100 mM NaCl, 10 mM T is-HCL pH 8.0, 1 mM EDTA,
2% T i on X-100, 1% SDS, 1% w/ PVPP). O PVPP oi adicionado ao ampão de lise 2
imedia amen e an es de se usado, de modo a elimina po enciais inibido es poli enólicos da eacção
30
de PCR. Os ubos o am agi ados no o ex du an e 20 minu os na o ação máxima e cen i ugados
a 14.500 pm du an e 25 minu os a 4 ºC. A ase aquosa do sob enadan e oi ans e ida pa a um
no o ubo Eppendo de 1,5 ml, ao qual se adicionou igual olume de isop opanol io e se agi ou
po in e são sua e. O isop opanol pe mi e uma maio co-p ecipi ação de sais que o e anol absolu o,
pe mi indo ainda uma maio p ecipi ação do DNA. Os ubos o am depois cen i ugados a 14.500
pm du an e 10 minu os, a 4 ºC, e o sob enadan e desca ado. O sedimen o oi la ado com 1 ml de
e anol a 70% io, seguindo-se uma no a cen i ugação a 14.500 pm du an e 5 minu os a 4 ºC (o
e anol elimina o excesso de sais). O sob enadan e oi desca ado e o sedimen o seco com o ubo
abe o e in e ido, à empe a u a ambien e, du an e 5 a 10 minu os ( endo o cuidado pa a não deixa
seca demais). O sedimen o oi depois dissol ido em 50 µl de ampão TE + RNAse A (10 mM T is
pH 8, 1 mM EDTA dissódico pH 8,50 µl.ml
-1
RNAse A), incubando os ubos du an e 15 minu os a
55 ºC, agi ando ocasionalmen e. A solução de DNA assim ob ida oi depois man ida a – 20 ºC a é
u ilização.
2.2.3. A aliação da e iciência dos mé odos de ex acção de DNA
A a aliação da e iciência da ex acção de DNA oi e ec uada co endo uma alíquo a da solução de
DNA ex aído numa elec o o ese em gel de aga ose. Foi ealizada uma elec o o ese em gel de
aga ose a 2% em 100 ml de ampão TBE 0,5x, ao qual o am adicionados 2
µ
l de b ome o de e ídio
(2mg/ml). O ma cado de pesos molecula es u ilizado oi o Molecula Ma ke GeneRule
TM
DNA
Ladde Mix. Pa a a elec o o ese o am adicionados 2
µ
l da solução de aplicação co ada a 7
µ
l da
solução de DNA. A elec o o ese deco eu a 100V du an e 40 minu os. As bandas o am
isualizadas num ansiluminado (UVi ec, Reino Unido) de luz ul a iole a e as imagens cap adas
com um sis ema de aquisição de imagem digi al (MITSUBISHI P93).
Adicionalmen e, em odos os p o ocolos es ados nes e abalho con i mou-se a exis ência ou
inexis ência de DNA ex aído da amos a a a és de uma eacção de PCR com os
p ime s
uni e sais pa a ungos ITS1 (TCCGTAGGTGAACCTGCGG) e ITS4
31
(TCCTCCGCTTATTGATATGC), com o seguin e p og ama: passo inicial de desna u ação a 95ºC
du an e 5 minu os; 94ºC du an e 45 segundos, 54ºC du an e 30 segundos, 72ºC du an e 1 minu os,
com 40 ciclos; e um passo inal de ex ensão a 72ºC du an e 5 minu os. A mis u a eaccional
con inha 23,8
µ
l de água bides ilada es é il (B aun), 5,0
µ
l de ampão 10x, 6,0
µ
l de MgCl
2
25 mM,
8,0
µ
l de dNTPs 1,25 mM, 3,0
µ
l de cada
p ime
uni e sal
[
5
µ
M
]
, 0,2
µ
l de Taq 1U e 1
µ
l de DNA
de cada amos a.
2.3. Resul ados e Discussão
Os mé odos desc i os pa a a ex acção de DNA de ungos ilamen osos do géne o
Aspe gillus
são
inúme os. Es es ungos ep esen am uma di iculdade ac escida pa a a ex acção de DNA de ido à
ígida pa ede celula que possuem, que é bas an e di ícil de lisa . Fo am es ados di e en es
mé odos, e a iações desses mé odos, pa a encon a aquele que osse mais adequado e e icien e
pa a as nossas condições expe imen ais. O p imei o mé odo a se es ado oi o mé odo TL, um
p ocesso que u iliza uma lise mecânica com mic oes e as de id o associada à incubação da amos a
a ele adas empe a u as. No en an o, es e mé odo e elou-se bas an e de icien e na ecupe ação de
ácidos nucleicos a pa i das á ias espécies de
Aspe gillus
es adas, não se isualizando quaisque
indícios de DNA ex aído após a ealização de elec o o ese em gel de aga ose com alíquo as da
solução esul an e da ex acção. Numa en a i a de melho a a e iciência da ex acção, oi es ado
em seguida o mé odo TL modi icado, em que o am aumen ados o núme o de la agens do micélio e
o empo de incubação em que deco eu a lise celula . Es e mé odo TL modi icado, no en an o,
ambém não oi o almen e e icaz. Aquando da u ilização das espec i as soluções de DNA ex aído
em eacções de PCR, usando
p ime s
uni e sais pa a ungos, apenas se egis ou ampli icação dos
agmen os de DNA co esponden es pa a as espécies
A. nidulans
(es i pe nº. 4283) e
A. umiga us
(es i pe nº. 7283) (Fig. 2.1.). A u ilização de di e en es diluições das soluções de DNA ex aído
(1:750; 1:500 e 1:200) na mis u a eaccional de PCR não melho a am os esul ados ob idos nas
ampli icações. Assim, es e mé odo e elou-se ambém pouco e icaz pa a a ex acção de DNA a
32
pa i de odas as espécies de
Aspe gillus
es adas, apesa de e uncionado bem pa a algumas
es i pes.
4283
10283
12283
7283
3283
1283
M
CP
Fig. 2.1.
Ilus ação dos esul ados ob idos em eacções de PCR com os
p ime s
uni e sais pa a ungos ITS1 e ITS4, usando como DNA molde as
soluções ex aídas com o mé odo TL modi icado. As es i pes usadas nes a
expe iência o am: 4283 (
A. nidulans
); 10283 (
A. e eus
); 12283 (
A. nige
);
7283 (
A. umiga us
); 3283 (
A. la us
); e 1283 (
A. e sicolo
). M - ma cado
de pesos molecula es de 100 pb (GeneRule
TM
). CP - con olo posi i o da
eacção de PCR com DNA ex aído de
Candida albicans
.
O e cei o mé odo es ado pa a a ex acção de DNA oi designado de TE enol. Es e mé odo associa
uma lise mecânica com mic oes e as de id o, a u ilização de agen es químicos pa a a lise e o
congelamen o/descongelamen o das amos as. Es e mé odo de ex acção e elou-se e icaz pa a a
ex acção de DNA apenas pa a algumas das espécies de
Aspe gillus
, nomeadamen e pa a
A.
nidulans
e
A. la us
(Fig. 2.2). A ex acção de DNA a pa i de
A. nige
mos ou-se pouco
ep odu í el e e icien e. Não oi de ec ado qualque DNA ex aído pa a as es an es espécies de
Aspe gillus
es adas.
39
e eus
,
A. la us
,
A. nidulans
,
A. nige
e
A. us us
a pa i de doen es com aspe gilose in asi a. A
egião ITS oi assim ampli icada e sequenciada. A sequência oi compa ada com ou as sequências
de espécies e e enciadas em bases de dados públicas (GenBank). Hin ikson
e al.
(2005b)
a alia am as egiões D1 e D2 da subunidade maio do RNA ibossómico e a egião ITS pa a a
iden i icação de 13 espécies de
Aspe gillus
ele an es a ní el clínico, incluindo
A. la us
,
A.
umiga us
,
A.
nidulans
,
A. nige
,
A. e eus
e
A. e sicolo
. Os au o es concluí am que as sequências
nucleo ídicas disponí eis nas bases de dados públicas, como o GenBank, ainda são incomple as e,
algumas, ap esen am uma qualidade bas an e du idosa. No en an o, e i ica am ambém que a
egião ITS e a a mais adequada pa a a disc iminação en e as espécies de
Aspe gillus
.
Alguns es udos êm desc i o écnicas de PCR-
mul iplex
pa a a di e enciação en e á ias espécies
mic obianas numa mesma eacção, incluindo espécies de
Aspe gillus
. Po exemplo, Luo e Mi chell
(2002) aplica am es a ecnologia pa a iden i icação de múl iplas espécies pa ogénicas de ungos.
Es es au o es desenha am cinco
p ime s
especí icos com al os complemen a es na egião ITS de
Candida albicans
,
C. glab a a
,
C. pa apsilosis
,
C. opicalis
e de
A. umiga us
. Quando aplicados
num sis ema en ol endo duas eacções de PCR-
mul iplex
, os au o es mos a am se possí el a
iden i icação das á ias espécies úngicas com es es
p ime s
, a pa i de DNA ex aído ou
di ec amen e a pa i das colónias dos ungos. O sis ema ap esen ou uma especi icidade e
sensibilidade de 100%, e elando-se uma al e na i a ápida e iá el pa a a iden i icação de espécies
de ungos clinicamen e ele an es (Luo e Mi chell 2002). Nou o exemplo, apesa de não se
p op iamen e um PCR-
mul iplex
, Zhao
e al
. (2001) desenha am um pa de
p ime s
especí icos pa a
A. umiga us
, baseados ambém na egião ITS. A especi icidade e a sensibilidade dos
p ime s
o am
a aliadas usando 24 isolados de
A. umiga us
e a ian es e 41 isolados de ou as espécies de
Aspe gillus
,
Candida
e espécies de bac é ias. O mé odo desen ol ido mos ou-se especi ico e com
um ele ado ní el de sensibilidade na iden i icação da espécie
A. umiga us
e de ou as espécies
p óximas. Num exemplo mais ecen e, Logo he i
e al
. (2008) desen ol e am um sis ema de PCR-
mul iplex
pa a a disc iminação en e as espécies
A. umiga us
,
A. la us
,
A. nige
e
A. e eus
. Nes e

40
es udo, no en an o, com a excepção de
A. e eus
, o am usadas ou as egiões do genoma que não a
egião ITS pa a o desenho dos
p ime s
especí icos, nomeadamen e os genes da
aspe gillopepsin
.
3.1.2. Objec i os dos abalhos des e capí ulo
No Capí ulo III des a disse ação são desc i os os abalhos ealizados no sen ido do
desen ol imen o de um sis ema de iden i icação molecula pa a as espécies clinicamen e ele an es
de
Aspe gillus
. Em p imei o luga , oi ealizado um es udo do es ado da a e pa a selecciona as
espécies de
Aspe gillus
clinicamen e ele an es. Em segundo luga , as sequências nucleo ídicas da
egião ITS dessas e de ou as espécies de ungos o am ecolhidas a pa i de bases de dados
públicas. Em e cei o luga , oi ealizada uma análise compa a i a das sequências de DNA com
is a à selecção de segmen os especí icos pa a cada espécie de
Aspe gillus
clinicamen e ele an e.
Em qua o luga , o am desenhados sis emas de
p ime s
, com base nos segmen os encon ados, que
pe mi issem disc imina en e as espécies de
Aspe gillus
seleccionadas. Em quin o e úl imo luga ,
o am ealizadas expe iências de PCR, baseadas nos sis emas de
p ime s
desenhados, pa a a
iden i icação das espécies de
Aspe gillus
. Es as expe iências p elimina es cons i uem uma base pa a
o desen ol imen o de um sis ema de PCR-
mul iplex
pa a a iden i icação de espécies clinicamen e
ele an es de
Aspe gillus
.
41
3.2. Ma e iais e Mé odos
3.2.1. Selecção das espécies de Aspe gillus clinicamen e ele an es
Foi decidido op imiza um sis ema de iden i icação molecula pa a espécies de
Aspe gillus
clinicamen e ele an es, nomeadamen e esponsá eis po casos de aspe gilose in asi a. Nes e
sen ido, oi ei o um le an amen o das p incipais espécies a a és de uma pesquisa na li e a u a da
especialidade, nomeadamen e já e e enciada no Capí ulo I des a disse ação. Com base na
in o mação ecolhida, o am seleccionadas pa a o es udo as seguin es espécies:
A. la us
,
A.
umiga us
,
A. nidulans
,
A. nige
e
A. e eus
.
3.2.2. Desenho de p ime s especí icos
Foi desen ol ido an e io men e um conjun o de p og amas in o má icos, designado YEAST 3000,
pa a o desenho in eg ado de sondas e
p ime s
especí icos de DNA (Inácio 2003). Es as e amen as,
desen ol idas pa a o ambien e Windows e em cons an e ac ualização, cob em odo o p ocesso do
desenho de sondas, desde a pesquisa e ecolha de sequências de DNA a pa i de bases de dados
públicas (SEQUENCE SEARCH ENGINE), a selecção de segmen os especí icos (PROBE
DESIGN) e o es e da especi icidade
in silico
das egiões-al o seleccionadas (PROBE MATCH).
Com base nes es p og amas in o má icos, o am ecolhidas cen enas de sequências da egião ITS de
Aspe gillus
spp. disponí eis a pa i da base de dados pública GenBank. Em seguida, oi ealizada
uma análise compa a i a dessas sequências e seleccionados segmen os especí icos pa a cada
espécie de
Aspe gillus
clinicamen e ele an e, an e io men e seleccionadas. Fo am em seguida
desenhados
p ime s
especí icos pa a cada espécie, com base nas egiões encon adas. Cada um
des es
p ime s
especí icos, em conjun o com um dos
p ime s
uni e sais ITS1
(TCCGTAGGTGAACCTGCGG) ou ITS4 (TCCTCCGCTTATTGATATGC), de e ia pe mi i a
ampli icação especí ica de um agmen o de DNA a pa i de cada uma das espécies
A. la us
,
A.
umiga us
,
A. nidulans
,
A. nige
e
A. e eus
.
42
3.2.3. Espécies e es i pes u ilizadas nes e abalho
As espécies e es i pes de
Aspe gillus
u ilizadas nes e abalho o am as que es ão e e enciadas na
Tabela 2.2 do Capí ulo II.
3.2.4. Ex acção de DNA
Pa a a ex acção de DNA a pa i das cul u as de
Aspe gillus
oi u ilizado o P o ocolo AZ desc i o
nos Ma e iais e Mé odos do Capí ulo II.
3.2.5. Reacções de PCR
Cada pa de
p ime s
[
p ime
especí ico +
p ime
uni e sal (ITS1 ou ITS4)] oi es ado em eacções
de PCR simples. U iliza am-se pa a es es ensaios mis u as eaccionais que con inham 1,8
µ
l de
MgCl
2
[
25 mM
]
, 2,4
µ
l de dNTPs
[
1,25 mM cada
]
, 0,9
µ
l de cada
p ime
[
5
µ
M
]
, 0,12
µ
l de
polime ase (Taq, 1U) e 1,5
µ
l do espec i o ampão 10×, e 7,34
µ
l de solução diluída (1:50) de
DNA ex aído. Pa a con olo nega i o adicionou-se água des ilada na mis u a eaccional em
subs i uição da solução de DNA. O p og ama de PCR u ilizado oi iniciado com um pe íodo de 5
minu os a 95 ºC, seguido de 40 ciclos consis indo em 94 ºC du an e 45 segundos, 54 ºC du an e 30
segundos e 72 ºC du an e 1 minu o. O úl imo passo do p og ama consis iu numa ex ensão inal a 72
ºC du an e 5 minu os. Os p odu os de ampli icação o am analisados a a és de uma elec o o ese
em gel de aga ose, al como es á desc i o nos Ma e iais e Mé odos do Capí ulo II.
43
3.3. Resul ados e Discussão
A sis emá ica de ungos do géne o
Aspe gillus
baseia-se p incipalmen e em ca ac e ís icas
mo ológicas, po ezes ambíguas, le ando a que mui as espécies pa eçam se , de ac o, complexos
de espécies quando analisadas com base em mé odos molecula es. Po exemplo, es i pes
classi icadas po mé odos adicionais como
A. la us
,
A. o yzae
e
A. pa asi icus
apa ecem mui o
p óximas en e si, em ag upamen os poli ilé icos, quando analisadas ilogene icamen e com base
nas suas sequências do DNA. Nes e con ex o, oi impossí el desenha
p ime s
comple amen e
especí icos pa a odas as es i pes classi icadas como
A. la us
,
A. umiga us
,
A nidulans
ou
A. nige
.
Op ou-se assim po desenha
p ime s
especí icos pa a g upos de espécies elacionadas de
Aspe gillus
, em elação aos quais as espécies a ás e e idas são as p incipais ep esen an es (Tabela
3.1).
Tabela 3.1.
P ime s
desenhados nes e abalho, com base na egião ITS, pa a espécies de
Aspe gillus
clinicamen e ele an es
Designação
do p ime
Sequência (5’ – 3’) Espécies al o F agmen os
ampli icados
1
A la _F cca cga ac c g c ga c a g A. la us (+ A. pa asi icus; A.
o yzae; A. sojae, e c.)
595 + 439
A um_R c g ca ac c aga aca gcg A. umiga us (+ A. b e ipes, e c.) 597 + 188
Anidul_R ccg ccg aag caa cag g A. nidulans (+ A. e sicolo , e c.) 570 + 98
Anig_R ggc caa cc ac aga gca g A. nige (+ A. ibe icus, e c.) 599 + 505
A e _R gc aag c ca gaa cag gg A. e eus 608 + 187
1
F agmen os espe ados em eacções de PCR usando uma mis u a dos dois
p ime s
uni e sais (ITS1
+ ITS4) e cada um dos
p ime s
especí icos (o agmen o com maio peso molecula co esponde à
ampli icação da egião ITS com os
p ime s
uni e sais)
Cada espécie, ou conjun o de espécies elacionadas, pode se eo icamen e iden i icada em eacções
de PCR usando uma mis u a com o
p ime
especí ico espec i o e um dos
p ime s
uni e sais ITS1
ou ITS4, dependendo da o ien ação do
p ime
especí ico: A la _F + ITS4 (
A. la us
: agmen o
44
especí ico com 439 pb); A um_R + ITS1 (
A. umiga us
: agmen o especí ico com 188 pb);
Anidul_R + ITS1 (
A. nidulans
: agmen o especí ico com 98 pb); Anig_R + ITS1 (
A. nige
:
agmen o especí ico com 505 pb); e A e _R + ITS1 (
A. e eus
: agmen o especí ico com 187 pb).
A especi icidade de cada
p ime
especí ico pa a as espécies-al o oi a aliada a a és de eacções de
PCR. Em cada eacção o am usadas as mis u as de
p ime
especí ico e
p ime
uni e sal espec i o
(ITS1 ou ITS4), usando como DNA molde amos as de espécies al o e de con olo nega i o de
Aspe gillus
.
Num es e p é io, oi a aliado se as alíquo as de solução de DNA molde das es i pes de
Aspe gillus
em es udo es a am em boas condições. Fo am, assim, ealizadas eacções de PCR com essas
alíquo as apenas com os
p ime s
uni e sais ITS1 e ITS4 (Fig. 3.1).
M
1283
3283
4283
9283
5283
7283
6283
12283
10283
CN
M
1283
3283
4283
9283
5283
7283
6283
12283
10283
CN
Fig. 3.1.
Resul ado da ampli icação com os
p ime s
uni e sais ITS1 e ITS4 a pa i
das soluções de DNA das á ias es i pes de
Aspe gillus
em es udo: 1283 (
A.
e sicolo
); 3283 (
A. la us
); 4283 e 9283 (
A. nidulans
); 5283 e 7283 (
A. umiga us
);
6283 e 12283 (
A. nige
); e 10283 (
A. e eus
). M - ma cado de pesos molecula es de
100 pb (GeneRule
TM
); CN – Con olo Nega i o.
Com a excepção da es i pe 5283, pe encen e à espécie
A. umiga us
, odas as es i pes es adas
ap esen a am semp e bandas in ensas co esponden es ao agmen o uni e sal ampli icado ( egião
ITS). A ex acção de DNA a pa i da cul u a da es i pe 5283 e elou-se semp e mui o pouco

45
e icien e em odas as expe iências em que al p ocedimen o oi e ec uado. Na ealidade, á ios
au o es êm desc i o a di iculdade da ex acção de DNA a pa i de cul u as de
Aspe gillus
, com
especial ên ase pa a a espécie
A. umiga us
( e Cap. II).
As mis u as de
p ime
especí ico e
p ime
uni e sal espec i o o am em seguida es adas, em
eacções de PCR sepa adas. Os esul ados ob idos es ão ilus ados na Figu a 3.2. Com es as
expe iências obse ou-se pa a o
p ime
especí ico A la _F, que hou e uma co ec a ampli icação
com a espec i a espécie-al o
A. la us
(es i pe 3283). No en an o, obse ou-se ambém uma
ampli icação o e com a es i pe de
A. e sicolo
usada (1283). Mais do que uma ampli icação
c uzada com es a espécie, os nossos esul ados apon am an es pa a uma con aminação des a es i pe
com DNA de
A. la us
. As es an es espécies de
Aspe gillus
mos a am ambém uma ampli icação
mais aca com es es
p ime s
, o que pode á es a elacionado com as condições ela i amen e pouco
es ingen es usadas nas eacções de PCR. Pa a o
p ime
especí ico A um_R hou e uma co ec a
ampli icação pa a a es i pe de
A. umiga us
es ada (7283). No en an o, o am ampli icadas ambém
pa a es a es i pe algumas bandas não especí icas ap esen ando ou os pesos molecula es. Também a
es i pe de
A. e eus
(10283) es ada ap esen ou ampli icação não especí ica com es e
p ime
. O
p ime
especí ico A e _R pe mi iu a ampli icação co ec a da es i pe de
A. e eus
(10283),
obse ando-se ainda uma ampli icação não especí ica, mas mui o menos in ensa, com a es i pe de
A. la us
. O
p ime
Anid_R pe mi iu a ampli icação co ec a com as es i pes de
A. nidulans
(3283)
e de
A. e sicolo
(1283). No en an o, oi ambém obse ada uma ampli icação não especí ica com
a es i pe de
A. nige
(6283). Po úl imo, o
p ime
Anig_R pe mi iu apenas a ampli icação especí ica
da es i pe de
A. nige
(6283).
46
187/188 pb
439 pb
MM
1283
3283
4283
7283
6283
10283
CN
1283
3283
4283
7283
6283
10283
CN
1283
3283
4283
7283
6283
10283
CN
A la _F + ITS4 A um_R + ITS1 A e _R + ITS1
M
1283
3283
4283
7283
6283
10283
CN
1283
3283
4283
7283
6283
10283
CN
Anid_R + ITS1 Anig_R + ITS1
98 pb
505 pb
187/188 pb
439 pb
MM
1283
3283
4283
7283
6283
10283
CN
1283
3283
4283
7283
6283
10283
CN
1283
3283
4283
7283
6283
10283
CN
A la _F + ITS4 A um_R + ITS1 A e _R + ITS1
M
1283
3283
4283
7283
6283
10283
CN
1283
3283
4283
7283
6283
10283
CN
Anid_R + ITS1 Anig_R + ITS1
98 pb
505 pb
M
1283
3283
4283
7283
6283
10283
CN
1283
3283
4283
7283
6283
10283
CN
Anid_R + ITS1 Anig_R + ITS1
98 pb
505 pb
Fig. 3.2.
Reacções de PCR com o
p ime
especí ico e o espec i o
p ime
uni e sal em
mis u as eaccionais sepa adas. Es i pes: 1283 (
A. e sicolo
); 3283 (
A. la us
); 4283 (
A.
nidulans
); 7283 (
A. umiga us
); 6283 (
A. nige
); e 10283 (
A. e eus
). M - ma cado de
pesos molecula es de 100 pb (GeneRule
TM
); CN – Con olo Nega i o.
47
Os esul ados p elimina es ob idos com as expe iências an e io es suge em que os
p ime s
desenhados pe mi em a ampli icação especí ica de DNA a pa i das espec i as espécies al o. No
en an o, a oco ência de algumas ampli icações não especí icas com espécies não al o de
Aspe gillus
indicam que a eacção de PCR p ecisa ainda de se ajus ada de modo a aumen a a
especi icidade da mesma. Apenas após es e passo de op imização das eacções de PCR indi iduais
se pode á passa ao desen ol imen o de mis u as de
p ime s
especí icos, em eacções de PCR-
mul iplex
, de modo a pe mi i a iden i icação das di e en es espécies al o de
Aspe gillus
.
48
CAPÍTULO IV
Conside ações inais
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