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Reformas administrativas e governação urbana de proximidade. Uma análise comparativa Lisboa - Loulé

Abstract

As Reformas do Estado com vista a torná-lo mais eficiente, mais próximo das pessoas e menos burocrático, adaptando-se às novas necessidades e melhorando os interesses das populações, não são uma realidade nova. No entanto, nos últimos anos, a recessão económica conjugada com as exigências e evolução da política entre outros fatores, fez com que o desenvolvimento de políticas que pudessem contribuir para uma maior sustentabilidade da gestão pública voltasse a estar na agenda política. No presente século o Estado está sujeito a uma grande pressão devido a muitos fatores, nomeadamente à globalização. A procura de soluções baseadas em modelos de governação de maior proximidade que contribuam para melhorar a qualidade e eficiência das políticas nos territórios é o desafio a enfrentar. Como é que a reforma administrativa da capital pôde contribuir para melhorar a eficiência da sua administração e reforçar a proximidade aos cidadãos? Em que medida o processo desenvolvido poderá ser exemplificativo para impulsionar outros territórios como Loulé a refletir sobre este assunto? Portugal, após o pedido de ajuda externa, sujeitou-se ao cumprimento de um conjunto de medidas constantes no Programa de Assistência Económica e Financeira. De entre reformas a promover e medidas a adotar estava incluída a reorganização administrativa do território nacional. Ao nível das freguesias a lei estipula a promoção da coesão territorial e o desenvolvimento local, o alargamento da atribuição de competências das freguesias, o aprofundamento da capacidade interventiva das mesmas, entre outras, segundo a lei n.º 22/2012 que aprovou o regime jurídico da reorganização administrativa territorial autárquica. Avançou-se, mas muitos dos objetivos propostos não foram atingidos com sucesso, exceto em Lisboa que experienciou uma realidade muito distinta do verificado no restante território nacional porque teve capacidade de, mesmo antes das imposições da Troika, estudar e refletir a organização e governação do seu território. Recorrendo a análise bibliográfica que retratasse a realidade a nível nacional e experiências internacionais como Espanha e França, foi possível perceber e analisar melhor o estado da arte. Relacionando esse diagnóstico às orientações de legislação e políticas públicas de promoção de uma maior coesão territorial, de uma administração pública mais eficiente e próxima do cidadão foi possível fazer avaliações quanto aos procedimentos adotados, aos aspetos pertinentes a considerar noutros territórios (como os estudos realizados antes da reforma), à importância de ouvir e envolver os atores e monitorizar o processo, entre outros. Tudo isto revelou-se crucial para assinalar aspetos a melhorar, reforçar fatores positivos e refletir sobre um modelo de trabalho possível para o território louletano. Percecionados os fatores positivos a melhorar, e relacionando essa análise ao conhecimento empírico dos atores que vivem a realidade, foi possível definir parâmetros e interpretações que poderão ser importantes para iniciar uma discussão em Loulé sobre uma possível reforma administrativa e alteração do modelo de governação da cidade, com ideias e princípios pelo menos comparáveis aos que permitiram à cidade lisboeta estar agora num caminho de maior eficiência e de proximidade de quem deve estar – dos cidadãos, e dessa forma tentar que seja um exemplo para Loulé.

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Reformas administrativas e governação urbana de proximidade. Uma análise comparativa Lisboa - Loulé

Author: Correia, André Teixeira
Year: 2018
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/57600/1/Disserta%c3%a7%c3%a3oMUSOT.pdf
Re o mas Adminis a i as e Go e nação U bana de P oximidade.
Uma análise compa a i a Lisboa - Loulé
Nome Comple o do Au o
(Se emb o, 2018)
And é Co eia, Re o mas Adminis a i as e Go e nação U bana de P oximidade. Uma análise compa a i a
Lisboa - Loulé, 2018
Disse ação de Mes ado em U banismo Sus en á el
e O denamen o do Te i ó io
Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à
ob enção do g au de Mes e em U banismo Sus en á el
e O denamen o do Te i ó io ealizada sob a o ien ação cien í ica do P o esso
João Seixas.
À amília e à Daniela.
AGRADECIMENTOS
A p imei a pala a de ag adecimen o é di igida ao o ien ado da p esen e
disse ação, o p o esso João Seixas po e acei e acompanha -me e po odos
os con ibu os incisi os ao longo da elabo ação des e abalho.
Pela disponibilidade pa a me ecebe e colabo a com udo o que oi solici ado,
ag adeço aos écnicos municipais da Câma a Municipal de Loulé, D .º Jo ge
Aleixo – di e o do Depa amen o de Planeamen o e Adminis ação do
Te i ó io, D .ª Eugénia Gab iel – che e de di isão de con olo de a i idades
económicas e a i as e à D .ª Amélia Ca mo – esponsá el pelo Gabine e de
Apoio às F eguesias. Ao ní el polí ico, ag adeço ao p esiden e da Jun a de
F eguesia de Loulé (São Clemen e), Ca los Filipe e ao p esiden e da Jun a de
F eguesia de Qua ei a, Telmo Pin o. No concelho de Lisboa ag adeço à senho a
p esiden e da Jun a de F eguesia de A enidas No as, D .ª Ana Gaspa . Os
ag adecimen os su gem não só po o empo despendido pa a me ecebe , mas
ambém po oda a disponibilidade pa a me ol a a ecebe pa a qualque
dú ida ou escla ecimen o.
Po úl imo, mas não menos impo an e, um especial ag adecimen o pa a
os amilia es e amigos que de am os seus con ibu os e ajuda am a c ia as
condições pa a que o abalho pudesse se concluído da melho o ma possí el.
Ob igado a odos!
A REFORMA ADMINISTRATIVA E A GOVERNAÇÃO DE PROXIMIDADE
APRENDIZAGEM COLABORATIVA LISBOA - LOULÉ
DISSERTAÇÃO
ANDRÉ TEIXEIRA CORREIA

[RESUMO]
As Re o mas do Es ado com is a a o ná-lo mais e icien e, mais p óximo das
pessoas e menos bu oc á ico, adap ando-se às no as necessidades e melho ando os
in e esses das populações, não são uma ealidade no a. No en an o, nos úl imos anos,
a ecessão económica conjugada com as exigências e e olução da polí ica en e ou os
a o es, ez com que o desen ol imen o de polí icas que pudessem con ibui pa a uma
maio sus en abilidade da ges ão pública ol asse a es a na agenda polí ica.
No p esen e século o Es ado es á sujei o a uma g ande p essão de ido a mui os
a o es, nomeadamen e à globalização. A p ocu a de soluções baseadas em modelos de
go e nação de maio p oximidade que con ibuam pa a melho a a qualidade e
e iciência das polí icas nos e i ó ios é o desa io a en en a . Como é que a e o ma
adminis a i a da capi al pôde con ibui pa a melho a a e iciência da sua
adminis ação e e o ça a p oximidade aos cidadãos? Em que medida o p ocesso
desen ol ido pode á se exempli ica i o pa a impulsiona ou os e i ó ios como Loulé
a e le i sob e es e assun o?
Po ugal, após o pedido de ajuda ex e na, sujei ou-se ao cump imen o de um
conjun o de medidas cons an es no P og ama de Assis ência Económica e Financei a.
De en e e o mas a p omo e e medidas a ado a es a a incluída a eo ganização
adminis a i a do e i ó io nacional. Ao ní el das eguesias a lei es ipula a p omoção
da coesão e i o ial e o desen ol imen o local, o ala gamen o da a ibuição de
compe ências das eguesias, o ap o undamen o da capacidade in e en i a das
mesmas, en e ou as, segundo a lei n.º 22/2012 que ap o ou o egime ju ídico da
eo ganização adminis a i a e i o ial au á quica. A ançou-se, mas mui os dos
obje i os p opos os não o am a ingidos com sucesso, exce o em Lisboa que
expe ienciou uma ealidade mui o dis in a do e i icado no es an e e i ó io nacional
po que e e capacidade de, mesmo an es das imposições da T oika, es uda e e le i a
o ganização e go e nação do seu e i ó io. Reco endo a análise bibliog á ica que
e a asse a ealidade a ní el nacional e expe iências in e nacionais como Espanha e
F ança, oi possí el pe cebe e analisa melho o es ado da a e. Relacionando esse
diagnós ico às o ien ações de legislação e polí icas públicas de p omoção de uma maio
coesão e i o ial, de uma adminis ação pública mais e icien e e p óxima do cidadão oi
possí el aze a aliações quan o aos p ocedimen os ado ados, aos aspe os pe inen es
a conside a nou os e i ó ios (como os es udos ealizados an es da e o ma), à
impo ância de ou i e en ol e os a o es e moni o iza o p ocesso, en e ou os. Tudo
is o e elou-se c ucial pa a assinala aspe os a melho a , e o ça a o es posi i os e
e le i sob e um modelo de abalho possí el pa a o e i ó io loule ano.
Pe cecionados os a o es posi i os a melho a , e elacionando essa análise ao
conhecimen o empí ico dos a o es que i em a ealidade, oi possí el de ini
pa âme os e in e p e ações que pode ão se impo an es pa a inicia uma discussão
em Loulé sob e uma possí el e o ma adminis a i a e al e ação do modelo de
go e nação da cidade, com ideias e p incípios pelo menos compa á eis aos que
pe mi i am à cidade lisboe a es a ago a num caminho de maio e iciência e de
p oximidade de quem de e es a – dos cidadãos, e dessa o ma en a que seja um
exemplo pa a Loulé.
PALAVRAS –CHAVE: Re o mas, Adminis ação, Go e nação, E iciência, P oximidade
[ABSTRACT]
The e o ms made by he S a e aiming o make i s “ ac o y” mo e e icien and
less expensi e while adap ing i s amewo k o he mode n needs and challenges, as
well as o he dis inc in e es s om he e i o ial s akeholde s a en’ a p esen ime
no el y. Wi h he las yea s economic and social c isis ha has s oke Po ugal, a new
end based on public sus ainabili y policy de elopmen aiming o educe he public
de ici has been made o pe pe ua e he heme in o he Po uguese Go e nmen main
p io i ies.
In he ecen yea s, he S a e has become subjec o g ea p essu e due o many
impo an ac o s such as he globaliza ion. Tha p essu e weakens he ole o he S a e
as i is concep ualized. The challenge ha as o be o e comed is he sea ch o solu ions
based on models o p oximi y go e nance which con ibu es o he o e all imp o emen
o e i o ial managemen and which allows o mo e e icien e i o ial policies. In
which way has he adminis a i e e o m o he ci y o Lisbon con ibu ed o he
imp o emen o he e iciency o he ci y adminis a ion and he ein o cemen o he
popula ion p oximi y? How can he model implemen ed in Lisbon ci y be eplica ed in
o he e i o ies wi h a p opo ional deg ee o success? The expe ience wi h he
adminis a i e e o m o Lisbon sugges s a good model o de ine he s a egy o apply
o o he geog aphies.
A e he eques o economic assis ance sen o Eu ope, he Po uguese
Go e nmen has submi ed o he s ic guidelines and guidance om he Economic and
Financial Aid P og am deli e ed by he lending coun ies/en i ies. Wi hin he many
guidelines included in he Aid P og am, he adminis a i e eo ganiza ion was one o
hem. A he local le el, he law numbe 22/2012 which app o ed he legal egime o
he adminis a i e eo ganiza ion wi hin he local le el s ipula es he p omo ion o
e i o ial cohesion and local de elopmen , he enla gemen o he local go e nmen s
legal oles and du ies, among o he changes. Excluding he Lisbon municipali y, many
changes we e applied howe e some objec i es we en’ success ully achie ed. T ough
many li e a u e which includes bo h na ional and in e na ional analyses o simila
e o ms ca ied ou in Po ugal and o he Eu opean coun ies such as Spain and F ance,
was possible o de elop he s a e o he a o his hesis. While ela ing his esea ch
o o he li e a u e such as legisla ion and policies abou e i o ial cohesion, public
adminis a ion e iciency and popula ion pa icipa ion and inclusion was possible o
imp o e he o e all e alua ion as well as iden i y good p ac ices and aspec s o imp o e
in coming expe iences.
Compa ing he analysis p esen in he s a e o he a o he empi ical knowledge
owned by some specialis s and poli ics pe sonali ies, who li e hese hemes on a daily
basis, made possible o de ine pa ame e s ha migh be capable o s a a whole deba e
abou hese hemes in Loulé municipali y. This discussion, i s a ed, migh as well mimic
he e o m made in Lisbon ha allowed he municipali y o ge i s “ ac o y” way mo e
e icien and close o i s ci izens.
KEY WORDS: Adminis a ion, E iciency, Go e na ion, Re o ms, P oximi y
5
implemen ação da e o ma adminis a i a. Mais uma ez, es e pon o em como oco as
ques ões elacionadas com a go e nação de p oximidade e a sua ele ância pa a
en en a os no os desa ios das au a quias locais, nes e caso conc e o as jun as de
eguesia. Es e pon o isa ambém analisa qua o es udos de caso conc e os. Ou seja,
es uda compe ências que passa am a aze pa e da ju isdição das jun as de eguesia
e de que o ma o p ocesso e as suas consequências di e as na ida dos cidadãos oi
desen ol ido. Que an agens se ob e e? Que di iculdade pe sis i am e su gi am?
Na pa e inal da disse ação é ealizada uma análise c í ica. Onde exp esso de
o ma undamen ada uma análise sob e o p ocesso e os seus e ei os. A conclusão
esumi á aquele que oi o esul ado de oda a análise a que me p oponho, a igu a 1
ilus a de o ma esquemá ica a me odologia.
Fig. 1 |Me odologia
Fon e: Elabo ação p óp ia

6
2. Enquad amen o concep ual
“As cidades es ão, (…) na o dem do dia, ocupando as ques ões u banas uma
posição cada ez mais cen al nas agendas polí icas an o in e nacionais como
nacionais” (Fe ão, 2007:219). Es a a i mação do au o , cada ez mais, pe cecionada
pelos que es ão mais sensibilizados pa a a emá ica mas ambém pela sociedade ci il
imp ime-nos uma ideia cada ez mais p esen e que es á elacionada po um lado, com
o papel es a égico das cidades e po ou o lado, com a complexidade da(s) ealidade(s)
u bana(s). E isso e es e-se de um eno me desa io, como e e e Fe ão, “(…) pa ece
exis i uma co elação i ónica e eimosamen e nega i a en e o e o ço da impo ância
que a ibuímos às cidades e a nossa capacidade cole i a de as cap a , en ende ,
ans o ma ” (2007:219). Pe an e a acei ação des a ealidade, ao mesmo empo que
odos econhecem a complexidade e as ápidas mu ações a que as cidades es ão
sujei as, é e iden e que e á que ha e uma ans o mação na o ma como se in e ém
e ge e a cidade. É e dade que as cidades ap esen am mui os p oblemas, mas é ambém
nesses e i ó ios que se desen ol e e expe imen a as soluções que p ocu amos. Os
eno mes desa ios do p esen e século, elacionados com: a demog a ia, a mig ação de
populações, a ene gia, as al e ações climá icas, en e ou os, in ensi icados pelas “(…)
al e ações económicas, sociodemog á icas e polí icas das úl imas décadas exigem
o mas de planeamen o e de go e nação e i o ial capazes de a ua com e icácia em
con ex os complexos e ins á eis.” (Pe ei a, 2009:816). Po isso, pe cebe-se que a
capacidade de a ua de o ma e icien e impõe, necessa iamen e, a p ocu a de soluções
de p oximidade. No âmbi o da o ganização do pode polí ico em Po ugal, as au a quias
locais, nomeadamen e, as Jun as de F eguesia, são um pode p epa ado pa a coope a
na p ocu a de espos as e icien es, iden i ica e pe cebe os p oblemas que a e am
de e minados e i ó ios. “O enquad amen o ins i ucional que condiciona a go e nação
de e se analisado sob a pe spec i a da o ganização polí ico-adminis a i a do Es ado,
endo em con a o desenho dos o ganismos em e mos de escala e i o ial, âmbi o de
ac uação e es u u a de compe ências, mas ambém o sis ema de eg as que egem a
ac uação de cada o ganismo e ainda o peso global do Es ado, is o é, a sua capacidade
de mobiliza ecu sos e de condiciona a dinâmica social e económica nas á ias escalas
polí ico-adminis a i as.” (B anco, 2010:1-2). Como a his ó ia nos elemb a, no inal do
7
século XX, hou e um conjun o de a o es que con ibuí am pa a o c escimen o do
neolibe alismo, al e ando de o ma signi ica i a a a uação e a é a o gânica do Es ado.
“Po um lado, as di iculdades inancei as e a c escen e complexidade dos p oblemas da
ges ão pública a o ece am a ligação com ac o es ex e io es à es e a pública com is a
ao es abelecimen o de objec i os comuns e a p ossecução de acções coo denadas. A
espos a a es es desa ios comp eende endências de: descen alização e i o ial,
p i a ização de unções an e io men e públicas, ap o undamen o da abo dagem mul i-
escala pa a esolução de p oblemas locais e da abo dagem de in e enção po p ojec os
(is o é, de o ma localizada e mul i-sec o ial)” (B anco, 2010:3). O êxi o da eo ganização
das es u u as go e na i as em uma co elação o emen e posi i a com a o ma de
a iculação en e os á ios e di e en es ní eis da adminis ação, bem como da
anspa ência e acei ação das eg as es abelecidas. “De e exis i um equilíb io na
dis ibuição das compe ências a desempenha e nos ecu sos que lhes es ão associados:
e o mas que p i ilegiam os in e esses do go e no cen al endem a sub inancia as
en idades locais, (…)(Rod iguez-Pose & Gill, 2005) (Re i ado de B anco,2010:4). É com
base nes a pe spe i a, amplamen e pací ica e acei e po odos, de que há uma aca
au onomia das au a quias locais, ace ao pode cen al que p ocu ei es uda ao longo
des a disse ação. Tendo consciência de que como disse ecen emen e o P esiden e da
Associação Po uguesa de Geóg a os, José Albe o Reis, “É impo an e ha e pode es a
á ios ní eis e o ideal é es a em mais pe o das pessoas. Mas sabemos que pa a se em
e icien es, adequados não podem es a nas eguesias (apenas), êm que es a nos
municípios e há ou os que não podem es a nos municípios, pois es a ão nas Á eas
Me opoli anas, nas Comunidades In e municipais e alguns no Go e no, como a
ep esen ação, a sobe ania, en e ou os pode es. Ha e á que discu i . (…) No con ex o
da União Eu opeia é di ícil encon a , de ac o, um país ão cen alis a como o nosso.”
(En e is a ao Jo nal 2 da RTP2, 27.02.2018)
2
.
2
En e is a disponí el em: h ps://www. p.p /play/p4236/e333297/jo nal-2
8
2.1. A cidade e as Polí icas u banas
“As cidades concen am hoje a maio ia da população, das a i idades
económicas e da iqueza, cons i uindo os luga es de maio po encial pa a a dinamização
do c escimen o económico e do emp ego, da compe i i idade e da ino ação.” (DGT,
2015:2). As cidades são esponsá eis pela c iação de iqueza mas ambém de mui os
p oblemas. Como é e e ido po á ios au o es que se dedicam ao es udo das cidades e
ao seu con ibu o pa a a c iação de iqueza, sen e-se:
- O e ei o-Cidade na Economia; As cidades êm uma in luência di e a na concen ação
de iqueza de um país, á ios são os a o es amplamen e econhecidos que explicam
es a ealidade. Se pa a além das cidades pensa mos em egiões, pe cebemos que há
egiões do nosso país que con ibuem de uma o ma mais in ensa pa a o P odu o
In e no B u o do que ou as. Es a cons a ação e o ça a ideia de que, de ac o, as cidades
ep esen am o mo o do c escimen o e desen ol imen o económico dos países, das
egiões, do mundo. O ela ó io sob e o es ado das cidades eu opeias de 2016
3
, no
capí ulo 3 e e en e ao desen ol imen o económico u bano é elucida i o da o ma
como as cidades com maio PIB êm capacidade pa a a ai população e assim,
inc emen a o seu desen ol imen o económico.
- O e ei o-Cidade na Ecologia; Uma das g andes p eocupações des e século p ende-se
com as ques ões ambien ais. Um dos p oblemas p eocupan e são as mudanças na
composição da a mos e a, consequência da emissão de gases com e ei o de es u a,
nomeadamen e dióxido de ca bono. O c escimen o populacional bem como a
dependência de on es de combus í el óssil são dois a o es undamen ais pa a
in luencia a mudança da composição a mos é ica. Sabemos que nas cidades es es
a o es exe cem uma p essão mui o g ande, econhecemos que é nas cidades que se
pode a enua es es e ei os.
- O e ei o-Cidade na Polí ica e na Cidadania; Disse Bo ja, ainda que há mui o empo: “A
cidade é a melho opo unidade de ino ação polí ica. Pela complexidade das polí icas
públicas que nela se de em in eg a , e po uma dimensão que pe mi e uma elação mais
3
PDF disponí el em: h p://ec.eu opa.eu/ egional_policy/sou ces/policy/ hemes/ci ies-
epo /s a e_eu_ci ies2016_en.pd
9
di ec a com a população. (1998, p.55).” (Seixas, 2006:180). Vá ios são os exemplos de
ino ação polí ica que se aduzem em pa icipação cí ica, p omo endo uma cidadania
a en a ao desen ol imen o da comunidade onde se inse e. O o çamen o pa icipa i o,
em expansão pelo país, é um bom exemplo.
- O e ei o-Cidade na C ia i idade; “A coabi ação en e o con ex o espacial e a
c ia i idade dos seus agen es em sido de e minan e pa a o sucesso dos e i ó ios e
pa a o desen ol imen o u bano, endo os luxos c ia i os a cidade como p incipal
espaço de p odução e disseminação, su gindo assim uma no a o ma de abo da os
“luga es” c ia i os, a cidade c ia i a.” (Fe nandes e Gama, 2012:4).
É às cidades que associamos desa ios, opo unidades, quali icações, ino ação. O
appe Po uguês, Vale e, em uma música in i ulada: “Pode ”. A le a inicia-se com a
seguin e ase: “O se humano semp e e e necessidade de c ia luz e a luz semp e oi
sinónimo de p og esso, de inspi ação”. Es a ase do appe , embo a se e i a a uma
his ó ia que não se elaciona di e amen e com a cidade, é mui o acilmen e associada
ao sen imen o e à imagem que a cidade ep esen a pa a nós. “As cidades são locais de
encon o e de desencon o, de pa idas e de chegadas mas, ambém, concen ações de
excelência e de lo escimen o cul u al (…)” (Ca a Es a égica de Lisboa, 2009:1)
4
. A a e
é um exemplo ilus a i o, a cidade é po oada po á ias dimensões que êm a
capacidade de comunica en e si. Essas dimensões que se c uzam são a on e de
inspi ação dos a is as, pe mi indo-lhes desen ol e ob as de a e e ino a .
No en an o, as cidades como e e e ou o documen o: “(…) são
simul aneamen e os luga es onde mais se e i icam complexos p oblemas ambien ais e
enómenos de exclusão e pola ização social, com consequências se e as pa a a
qualidade de ida dos seus cidadãos e a coesão do ecido social.” (DGT, 2015:5). Ca l
Ra i, p o esso em Massachuse s Ins i u e o Technology, diz-nos que: “As cidades
cob em menos de 2% da supe ície da e a, alojam 50% da população mundial,
consomem 75% da ene gia mundial e p oduzem mais de 80% do o al de emissões de
4
Ca a Es a égica de Lisboa 2010/24 - P opos a documen o sín ese, disponí el em: h ps://obse a o io-
lisboa.eapn.p / ichei o/A_Ca a_Es a egica_Lisboa_Documen o-S%C3%ADn ese.pd
10
CO₂.”
5
.Pe an e a ap esen ação des es dados, pode íamos escolhe e ap esen a ou os,
é e iden e que emos desa ios globais a en en a . O i mo acele ado de c escimen o e
de dinâmica das cidades, conjugado com os desa ios que en en am, coloca-nos
in e ogações sob e o que de emos al e a e aze pa a consegui mos e cidades mais
sus en á eis, inclusi as, ino ado as, esilien es.
Num a igo in i ulado: “O e i ó io e as cidades em Po ugal. Filhos de um deus
meno ?” João Seixas e Te esa Sá Ma ques p opõem aos lei o es uma e lexão sob e as
dimensões do e i ó io e das cidades pensando: “um país ela i amen e pequeno mas
di e si icado, (…) ma cado po uma longa adição de go e nação cen alizada e pela
al a de ó gãos egionais elei os” (OCDE, 2008:13)
6
. Con inuam o seu aciocínio
a i mando que a e lexão p opos as sob e as dimensões do e i ó io e das cidades exige
duas p emissas. Uma delas é: “o epensa do posicionamen o polí ico-epis emológico
do e i ó io, como ac i o ele an e e mesmo decisi o, no desen ol imen o das
es a égias, das polí icas e das es u u as polí ico-adminis a i as nacionais.”
(2015:198).
Também João Fe ão, num li o dedicado ao pensamen o do o denamen o do
e i ó io, pa ilha uma ideia semelhan e à explanada an e io men e, embo a
pe spe i ada do pon o de isa do o denamen o do e i ó io. O au o explica que nas
úl imas décadas hou e uma al e ação dos modelos polí ico-ins i ucionais, não só em
Po ugal, e a ança com ês dessas al e ações. A p imei a elaciona-se com a e o ma
adminis a i a do Es ado, a segunda com a e o mulação do papel do Es ado e a e cei a
com a eu opeização dos p ocessos de decisão polí ica e écnica. Des aco as duas
p imei as. Rela i amen e à p imei a al e ação, o au o deixa uma ideia mui o cla a e
impo an e que em a e com o p óp io papel do Es ado. “As e o mas de
descen alização adminis a i a, p imei o, e a ede inição do papel do Es ado,
imedia amen e a segui (…)” (Fe ão, 2014:56). Es a ideia con lui pa a o es ímulo das
no as conceções associadas a modelos mais in eg ados, pa icipados e a abalha em
5
In o mação e i ada de uma ap esen ação do p o esso Miguel de Cas o Ne o, disponí el em:
h p://g eenbusinessweek. il.p /wp-con en /uploads/2017/05/Miguel-Cas o-Ne o_GBW-15-ma -
2017.pd
6
Re i ado de “O e i ó io e as cidades em Po ugal. Filhos de um deus meno ?” (Seixas e
Ma ques,2015:198)

11
ede, en e ou os. A segunda al e ação e o ça um dos aspe os que oi abo dado na
p imei a al e ação. A a és das e o mas de descen alização adminis a i a su gem
p ocessos que e o mulam o papel do Es ado. É na u al que assim seja, ha endo uma
al e ação do modelo de go e nação é e iden e que o papel do Es ado se al e a, como
se e i icou em Lisboa – uma meno capacidade de in e enção da au a quia local
(câma a municipal), e uma maio capacidade in e en i a po pa e das au a quias
locais de maio p oximidade (jun as de eguesia) em algumas á eas. O que de e se
ponde ado e e le ido é aquilo que, enquan o sociedade, que emos que seja o papel do
Es ado, essa é a ques ão essencial. Fe ão conside a que se caminha pa a “ (…) uma no a
concepção do papel do Es ado, em que as unções di ec as de execução pe dem peso a
a o de uma in e enção sob e udo egulado a, es a égica, mediado a en e ac o es
com in e esses an agónicos e alo es dis in os e acili ado a dos p ocessos de
desen ol imen o. Es e no o modelo, que e lec e a c escen e complexi icação das
sociedades e das economias (…).” (2014:58). Conclui a i mando que es amos pe an e
uma no a cul u a de go e nança que, cla amen e, con as a com o que se em
desen ol ido a é aqui - um Es ado cen alis a. Ao Es ado cabe-lhe ago a ou a unção,
daí a necessidade de se al e a o modelo de go e nação, como em indo a acon ece ,
os modelos polí ico-ins i ucionais que já se pe cebeu não se coadunam com as no as
ealidades. Nuno Po as, Ál a o Domingues e João Cab al em Polí icas U banas
endências, es a égias e opo unidades, ambém dedicam uma e lexão sob e a
adequação das ins i uições às ealidades e i o iais. Embo a os au o es p oponham
uma análise a uma escala maio , ou seja, ao ní el da egião e do município, os p incípios
que supo am a a gumen ação são p óximos dos au o es mencionados an e io men e.
Conside o dois pon os impo an es a des aca , o p imei o elaciona-se com a
cons a ação que os au o es azem ela i amen e à disc epância das a ibuições dos
municípios ela i amen e às compe ências exclusi as em á ias á eas, o que di icul a a
ges ão das au a quias locais. O segundo pon o, ideia pa ilhada ambém pelo senho
p esiden e de Jun a de F eguesia de Qua ei a analisado mais adian e, e e e-se ao
p incípio de subsidia iedade e à en opia que pode á associa -se ao p ocesso. “Es as
unções subsidiá ias ou suple i as das es i amen e municipais – e i ando
cuidadosamen e duplicações e sob eposições – supõem ans e ências ou delegações
de pode es, de pessoal e ambém de ecu sos, não só po pa e da adminis ação cen al
12
mas ambém dos p óp ios municípios (…).” (Po as, Domingues e Cab al, 2007:200). A
de inição cla a e obje i a das compe ências de cada o ganismo público é essencial pa a
que haja maio ha monia nos p ocessos de decisão e o ien ação de polí icas. Es as
p emissas desen ol idas pelos au o es êm e o ça a necessidade de um no o modelo
o ganiza i o que, ou o a e a ualmen e, condiciona am (condicionam) o
desen ol imen o do país.
A ques ão essencial e sob e a qual impo a aze uma e lexão musculada, como
se e le e pela a gumen ação dos au o es mencionados acima, p ende-se com o papel
que nós que emos a ibui ao Es ado. Que modelo p ocu amos desen ol e com o
obje i o de se i os nossos in e esses enquan o sociedade. É unanime a de ensa de um
Es ado mais e icien e, mais p óximo e menos bu oc á ico. Pa a isso impo a pensa
sob e “A descen alização e a desconcen ação adminis a i a, enquan o p ocessos
es u u an es e p incípios undamen ais da o ganização do Es ado, de e ão en ol e
uma e lexão es a égica que pe mi a iden i ica e p io iza as á eas e domínios em que
es as de e ão incidi (…)” (DGT, 2018:120). É necessá io desen ol e um no o modelo
de go e nação e i o ial que pe mi a ap oxima “ (…) a omada de decisão do e eno
e das populações e que p opiciem soluções mais in eg adas, pa icipadas e
mul issec o iais pa a os p oblemas e as opo unidades especí icas de cada e i ó io.”
(DGT, 2018: 120)
7
. Como começa po a i ma Joan Subi a s logo no início do seu li o “El
Pode de lo p óximo las i udes del municipalismo”, o mesmo p e ende explica : “(…)
los gobie nos locales en es e mundo en ans o mación, y de ende emos además la
impo ancia de e o za las capacidades y compe encias de esos gobie nos como la
mejo ga an ía pa a democ a iza y a ianza la oma de decisiones y mejo a la calidad
de ida de los ciudadanos.” (Subi a s, 2016:9). Es a a i mação do au o é acei e po
mui os ou os es udiosos, como já oi desc i o an e io men e. No en an o, mui as são
as condicionan es que se colocam pa a se pode conc e iza a ideia exp essa pelo
p o esso Joan Subi a s. A ig. 2, que ep esen a a p oblema ização do espaço público,
elucida-nos uma ealidade elacionada com a complexidade da cidade e
consequen emen e, a sua (boa) ges ão.
7
Ve são pa a discussão pública. Al e ação do PNPOT - Agenda pa a o Te i ó io. Disponí el em:
h p://pnpo .dg e i o io.p /documen os
13
Fon e: Subi a s,2016:76
“A c escen e complexidade das cidades mode nas exp ime-se em cada uma das
g andes dimensões do u bano ( ísica, socio-cul u al, económica e ambien al), mas
sob e udo nas in e ações en e essas dimensões, conduzindo ao econhecimen o da
necessidade de abo dagens in eg adas, capazes de comp eende causas e e ei os
mú uos en e os á ios elemen os do sis ema.” (PNCT, 2017:1)
8
. A c escen e
complexidade das cidades encon a-se bem ep esen ada pela igu a 4. Se
pe spe i a mos a igu a na ó ica do modelo de ges ão das cidades pe cebemos as
di iculdades que as dinâmicas do nosso século colocam a quem ge e a cidade.
Analisando a p opos a do au o , incidamos a nossa análise aos 4 elemen os p opos os:
p e e ências, ex e nalidades, au o idade e in ensidades de uso. Rela i amen e ao
p imei o elemen o, as p e e ências cons a amos que a p ocu a homogénea deu o igem
a uma p ocu a he e ogénea. Ou seja, as cidades de hoje êm um exe cício mais di ícil e
complexo po que a p ocu a so eu uma ans o mação. Hoje udo o que cons ói a
u banidade é di e en e, a população em ao seu dispo no as o mas de mobilidade, de
emp ego, de usu u o do empo de ec eio e laze , en e ou as. É necessá io encon a
e da espos a às di e si icadas p ocu as. Mas, como se en ende, há uma di iculdade
ac escida que esul a de um a o de e minan e que é o desconhecimen o das no as
necessidades (p ocu as) que ão su gindo e que quem ge e a cidade em di iculdade em
acompanha . Ou o dos elemen os são as ex e nalidades, em esul ado das no as e
cons an es dinâmicas su gem mais ex e nalidades, posi i as ou nega i as, que a cidade
em que consegui abso e e ge i sob pena de e consequências nega i as. O e cei o
elemen o explanado na igu a a a-se da au o idade. A capacidade que os go e nos
locais e cen ais de inham no século passado é bem di e en e daquele que hoje de ém.
8
Ex a o do Plano Nacional de Ciência e Tecnologia, PDF disponí el em:
h ps://www. c .p /agendas ema icas/docs/ciencia_u bana_e_cidades_pa a_o_ u u o.pd
Fig. 2 | P oblema ização do espaço público
14
Como já oi e e ido an e io men e, a capacidade de in luência e decisão, po di e sos
mo i os já escla ecidos, é bas an e mais eduzida. Uma au o idade que an es e a
obus a, ha endo capacidade de ajus amen o con o me o que se p e endia, hoje é
mui o mais débil e olá il. Po im, o úl imo elemen o que se elaciona com a in ensidade
de uso, an es conside ada baixa e ago a com endência pa a se maio , con o me oi
elucidado com as p e e ências, es es dois elemen os es ão mui o elacionados.
A análise des es 4 elemen os p opos os pelo p o esso Joan Subi a s deixa-nos á ias
conclusões. Uma delas é a elação exis en e en e os elemen os. É pe ce í el que os
mesmos se in luenciam mu uamen e. O que signi ica que se há uma ine iciência num
deles, odo o sis ema é a e ado. Ou a conclusão, al ez a mais impo an e, es á
indi e amen e espelhada na mensagem que a igu a ansmi e, elaciona-se com o
inadequado modelo de go e nação exis en e nas nossas cidades e nou as cidades
eu opeias. Mais uma ez, se con a a que: “As ans e ências de compe ências pa a os
municípios êm indo a aumen a , mas o Es ado Cen al man ém g ande pa e da ges ão
e dis ibuição de ecu sos, pelo que se man ém ambém uma a uação negociada en e
o pode cen al e o pode local (…)” (Fe ei a, 2015:100).
Os esponsá eis pela cidade de Lisboa pe cebe am a necessidade de mudança.
“(…) Todos emos e sen imos, nos mais di e sos quad an es, como o mundo se encon a
em p o unda mu ação – pa a cada ez mais pensado es, encon amo-nos no dealba de
um impo an e no o pa adigma de desen ol imen o da humanidade. É ace a es es
elemen os de o dem es u u al que se colocam po qua o o dens de azões, as bases
jus i icado as da necessidade da mudança nas es u u as e nas dinâmicas de go e nação
da cidade de Lisboa:
a) P imei a Base: A p o unda c ise do sis ema de go e nação da cidade de Lisboa,
em con ínuo des asamen o com as p oblemá icas e opo unidades da cidade;
b) Segunda Base: A consolidação de um no o pa adigma de desen ol imen o
u bano, de escala global;
c) Te cei a Base: O di ei o à cidade, como elemen o cada ez mais cen al na
emancipação social e humana;
21
con ibuem pa a a nossa pe ceção de e i ó io. As mudanças, cada ez mais ápidas e
di íceis de acompanha , colocam um desa io ainda maio à capacidade de espos a do
Es ado, ao modelo de go e nação de p oximidade. A í ulo de exemplo, as ecnologias
de in o mação colocam-nos hoje desa ios mui o di e en es daqueles que ou o a
pe sis iam. Uma inadequação do modelo de go e nação, sem um bom en endimen o
quan o ao papel do Es ado na de esa e consolidação das necessidades da sociedade,
con ibui pa a não cump i de e es essenciais que o Es ado em connosco cidadãos.
Vejamos, “Segundo dados de 2016, 52% dos po ugueses (dos 16 anos aos 74 anos)
ainda não êm as compe ências digi ais básicas indispensá eis pa a u iliza a In e ne e
26% dos po ugueses com idade comp eendida en e os 16 e os 74 anos diz mesmo
nunca e usado a In e ne ”
14
. Pe an e es a in o mação como é que é possí el
compa ibiliza , po um lado, as ino ações ecnologias a oco e e in o ma iza alguns
se iços, como já es á a acon ece , e po ou o lado, ga an i que odos os cidadãos êm
as mesmas condições de acesso/u ilização aos se iços. Há uma e lexão impo an e a
aze sob e o papel que as au a quias de maio p oximidade (jun as de eguesia) podem
e na consolidação das necessidades da sociedade a a és de uma p oximidade ao
quo idiano, ao imedia o, ao local.
Com o obje i o de cump i o papel que lhe cabe - sa is aze as necessidades
cole i as – o Es ado em ido, ao longo do empo, á ias unções com di e en es modos
de in e enção, e é isso que se discu e – o modo de in e enção. Como já i emos
opo unidade de e , no século XIX, as unções do Es ado es a am mui o ocadas nas
suas unções básicas elacionadas com a de esa, as elações in e nacionais, a segu ança,
a jus iça, en e ou os. Em 1974, com o im da di adu a, Po ugal conseguiu adqui i um
conjun o ala gado de di ei os que o am in eg ados na Cons i uição da República
Po uguesa (CRP), a 2 de Ab il de 1976. Nesse sen ido, coube ao Es ado a
esponsabilidade de assegu a unções sociais de g ande impo ância, ace ao es ado de
desen ol imen o em que o país se encon a a, nomeadamen e o di ei o à segu ança
social, ao ensino, à habi ação, en e ou os. A pa i de meados da década de 80, su gem
polí icas com uma ideologia de génese neolibe al, limi ando o pode de in luência dos
14
In o mação disponí el em Po ugal 2020, a a és de:
h ps://www.po ugal2020.p /Po al2020/po ugal-incode2030-que -capaci a -a-populacao-
po uguesa-em-compe encias-digi ais

22
Es ados. Si uação que se em in ensi icado ao longo dos anos. “A globalização
( inancei a, dos me cados e da p odução) ge ou no as lógicas de pode e a e ou o
modelo in e en i o do Es ado mode no. Es e con ex o impôs ou as o mas de
go e nabilidade dos e i ó ios: i) eduziu a capacidade de in e enção pública e o çou
o Es ado a eajus a as suas unções, es u u a e modo de uncionamen o; ii) ouxe pa a
os p ocessos de decisão polí ica a o es económicos e sociais (da escala local à escala
global) com ou os in e esses e alo es, mui as ezes con li uan es e a é incompa í eis;
iii) exigiu a c iação de no as o mas de elacionamen o, en e di e en es ní eis da
adminis ação e en e a o es públicos e p i ados.” (Pe ei a, 2014:5).
No inal do século passado o Es ado e e um papel impo an íssimo e
de e minan e em ês á eas que con ibuí am pa a uma melho ia das condições de ida
da população: p o eção social – com a segu ança social, saúde – com a c iação do se iço
nacional de saúde e po im, a educação – com uma apos a na escola idade da população
pa a e e e as axas de anal abe ismo mui o al as. Hoje, como já oi e e ido, o papel
do Es ado es á mui o mais condicionado em i ude de di e sos a o es. No en an o, o
Es ado não se pode demi i de esponde aos no os desa ios. “De um pon o de is a
ge al, aquilo a que chamamos Es ado diz espei o às di e sas ins i uições in e ligadas
en e si e com di e sos mecanismos de ac uação, que êm o objec i o de cump i ou
aze cump i as unções que a Cons i uição ou a legislação lhes a ibuem.” (Lopes e al.
2017:257). “Quando as ins i uições cen ais en am ala ga a sua in e enção (…) a
unções acessó ias, exe ce-as mal, po não es a pa a al ocacionado. A consequência
é o insa is a ó io e ca o se iço público e o a oluma dos cus os de con ex o. Em empo
de globalização, pio se comp eende es a concepção do Es ado.”(An ónio Pinho Ca dão
– Jo nal de Negócios). Ou ans o mamos o pa adigma ela i o às unções que
econhecemos ao Es ado ou hipo ecamos o nosso desen ol imen o.
Diz-nos a Cons i uição da República Po uguesa no a igo 1.º - p incípios
undamen ais - que: “Po ugal é uma República sobe ana, baseada na dignidade da
pessoa humana e na on ade popula e empenhada na cons ução de uma sociedade
li e, jus a e solidá ia.” No a igo 65.º, ela i amen e à Habi ação e U banismo, a i ma-
se no pon o núme o 1: “Todos êm di ei o, pa a si e pa a a sua amília, a uma habi ação
de dimensão adequada, em condições de higiene e con o o e que p ese e a in imidade
23
pessoal e a p i acidade amilia .” No pon o núme o 2: “Pa a assegu a o di ei o à
habi ação, incumbe ao Es ado: b) P omo e , em colabo ação com as egiões au ónomas
e com as au a quias locais, a cons ução de habi ações económicas e sociais;” E nes e
a igo cons i ucional encon amos uma agilidade que não em ido o des aque de
ou as polí icas públicas. As espos as do Es ado, em ma é ia de habi ação, não êm ido
o sucesso que se ia de espe a . Ve i icamos que as au a quias locais, nomeadamen e as
câma as municipais, êm ido nes a ma é ia um papel mui o mais a i o e in e en i o,
espondendo a ca ências conc e as. Mui os são os desa ios do nosso século. Se nós não
i e mos a capacidade de ede ini as unções do Es ado amos e di iculdades em
sa is aze necessidades essenciais.
2.3. Concei o de Go e nação
An es de começa a esmiuça o signi icado da pala a go e nação é impo an e
cla i ica a impo ância do concei o pa a es a disse ação. P e endendo es e abalho,
en e ou as coisas, analisa o enquad amen o eó ico, mas ambém empí ico, do
p ocesso da e o ma adminis a i a desen ol ida em Lisboa, o na-se essencial
en ende o sis ema de go e nação que supo a a ação da cidade de Lisboa, só assim se á
possí el iden i ica a o es c í icos que possam e condicionado o p ocesso
implemen ado na capi al e p ocu a al e na i as menos bu oc á icas, mais e icien es,
mais p óximas do cidadão.
O concei o de Go e nação coloca-nos pe an e algumas di iculdades. Desde logo
a e minologia, di e en e em á ios países. Depois, o con eúdo. Em Po ugal concei os
como go e nação, go e nabilidade, go e nança são, não poucas ezes, u ilizados como
sinónimos, o mesmo e mo é u ilizado pa a iden i ica dis in as ealidades. É ce o que
o con eúdo in ínseco ao concei o coloca algumas di iculdades, não se encon a,
e e i amen e, bem de inido. Reco endo a um dicioná io ambém não nos é possí el
cla i ica com igo o signi icado do concei o. Analisando alguma li e a u a de
especialidade, go e nance, pe cebemos que é de o igem anglo-saxónica, endo
inicialmen e uma designação que com: “ (…) o passa do empo (…) oi-se adap ando a
uma aplicação à noção de “go e no” das o ganizações, p incipalmen e a a és das
o ganizações in e nacionais, como o Banco Mundial, a OCDE e a UNESCO.” (Rod igues,
2011:46). A a és da li e a u a da especialidade conseguimos “(…) encon a os
24
con o nos de uma dis inção en e es es concei os de “go e nação” e “go e no” e, um
ou o, ambém mui o p óximo que é o de “go e nabilidade”.” (Rod igues, 2011:46).
“Pa a S oke (1998), o go e no é uma ins i uição ou um conjun o de ins i uições,
assen es na ep esen ação, que êm po inalidade assegu a os ins úl imos de uma
colec i idade e acili a a acção cole i a. Enquan o a go e nação, pa a Plump e e
G aham (2000), diz espei o à o ma como os go e nos e ou as o ganizações in e agem,
como se elacionam com os cidadãos e como as decisões são omadas, e e e-se
sob e udo, ao p ocesso como os elemen os da sociedade exe cem o pode e a
au o idade pa a in luencia em a execução das polí icas públicas. Também, pa a
Gonçal es (2003) a go e nação é um concei o que se con apõe ao concei o adicional
de go e no. Enquan o o go e no diz espei o às ins i uições o mais do pode legisla i o,
execu i o ou judicial, a go e nação eme e pa a os mecanismos in o mais de egulação
en ol endo ins i uições públicas, indi íduos, emp esas, o ganizações não-
go e namen ais e ou os g upos da sociedade ci il, implicando coope ação e
coo denação a á ios ní eis. Um ou o au o , Oli ei a (2001), de ende que o go e no
pode se en endido como as ac i idades dos agen es polí icos, adminis a i os e sociais
que aduzem es o ços delibe ados pa a guia , di igi , ge i ou con ola as in e -
elações en e sec o es das sociedades a que eles co espondem. Po go e nação,
en ende es e mesmo au o , a o ma como es ão o ganizadas as ac i idades de go e no
daqueles agen es polí icos, adminis a i os e sociais.” (Rod igues, 2011:45-46).
Analisado o concei o de Go e nação é impo an e pe cebe a sua e olução em
Po ugal e qual a melho o ganização pa a esponde aos desa ios do p esen e e do
u u o. A e olução da ideologia polí ica ouxe consigo mudanças impo an es na
go e nação enca ada como mecanismo in o mal de egulação en ol endo ins i uições
públicas, indi íduos, emp esas, o ganizações da sociedade ci il, en e ou as, como já
oi mencionado an e io men e. “A mudança ideológica pa a o indi idualismo e pa a o
me cado colocou no os desa ios pa a o Es ado”. Es a mudança, como a i ma o au o :
“(…) oi pe cep í el em odo o mundo ociden al, mas oi mais p oeminen e nos países
anglo-saxónicos. As adminis ações nos EUA e no Reino Unido, nos anos 80,
capi aliza am e e o ça am a ejeição do Es ado e da polí ica pública como um eículo
pa a a mudança anunciada assen e no me cado, e e a a am que o Es ado não e a a
25
solução pa a os p oblemas da sociedade, mas o p oblema em si mesmo (Pie e & Pe e s,
2000).” (C espo, 2013:67). A mudança ideológica, e e ida pelo au o , ouxe no as
o mas de in e enção pública. “O Es ado é a pe soni icação do in e esse colec i o e é
cons uído sob a imagem no ma i a da acção colec i a como um modelo supe io pa a
de ini os objec i os da ans o mação social. A mudança ideológica du an e a década
de 1980, essencialmen e e, ejei ou esse papel. O Es ado de alguma o ma e e que
ede ini o seu papel na sociedade pa a se man e e icaz.” (C espo, 2013:67).
“Tipicamen e, a adminis ação pública é exe cida em á ios ní eis e i o iais. Em
quase odos os países, há um go e no com au o idade sob e odo o espaço nacional
(go e no cen al) e um de e minado núme o de go e nos com ju isdição sob e
subconjun os do e i ó io nacional — go e nos subnacionais.” (Balei as, 2009:2). Como
sabemos, há subconjun os dis ibuídos apenas po um ou po á ios ní eis de
hie a quia. A geog a ia da o ganização adminis a i a é he e ogénea, há países onde o
ní el egional não é uma ealidade, assim como há países com á ios ní eis locais.
“A na u eza dos Es ados e o seu modo de o ganização epousam (…) em ac o es
de di e sa o dem, desde dados na u ais e geog á icos a é ci cuns âncias his ó icas
nacionais e in e nacionais, passando pelas ca ac e ís icas dos elemen os e i o iais e
demog á icos cons i u i os da nação, mas incluindo ambém con ingências ais como a
de inição de on ei as, a o ganização da paz e da gue a, a conquis a de impé ios e a
o ganização de me cados.” (Ba e o, 1984:194). Os a o es são á ios, o impo an e é
e p esen e a di e ença que exis e. Se pensa mos na pe spe i a do espaço eu opeu,
iden i icamos um ní el de go e no com in luência sob e os países que cons i uem a
União Eu opeia: ní el sup anacional. Em Po ugal con inen al egemo-nos po dois
ní eis de go e nação: o ní el cen al e o local. Sendo que a ní el local emos dois
subní eis: os municípios e as eguesias. A ualmen e emos um go e no cen al, dois
go e nos egionais – o go e no egional da Madei a e o go e no egional dos Aço es –
308 municípios e 3.092 eguesias. Face a es a o ganização, global, do e i ó io
po uguês é impo an e ques iona es a mesma o ganização e pe cebe se em
capacidade de espos a, num pe íodo de g andes e ápidas mu ações, e se adequa ao
con ex o em que i emos, sob pena de inope ância po desajus amen o ace às
exigências do p esen e e do u u o.
26
É ela i amen e consensual a opinião sob e a impo ância do pode local, pa ece
unânime o econhecimen o des e pode na o ganização do Es ado e no (bom)
uncionamen o da sociedade. A capacidade de esis ência, en ando e o ça a sua
esiliência, ao ní el da o ganização e adminis ação ao longo de á ios séculos e idencia
a sua impo ância. No en an o, apesa de ha e uma conco dância em elação ao
con ibu o do pode local pa a o melho amen o do papel que a adminis ação pública
de e e e p omo e , não signi ica que o modelo a ual de go e nação da Adminis ação
Local, que guia o papel in e en i o na sociedade po uguesa, seja aquele que melho
esponde às necessidades a uais não podendo se ques ionado.
“Con udo, al e olução, que umas ezes oco eu com maio pendo
descen alizado do que nou as, nem semp e oi acompanhada pelos ins umen os que
pe mi issem a capacidade ge ado a de meios p óp ios su icien es pa a aze ace às
compe ências que al ní el de adminis ação p essupõe, às quais po ezes ac escem
ou as con a ualizadas com ou os ní eis da adminis ação, designadamen e com a
Adminis ação Cen al, comp ome endo assim que a e dadei a au onomia do Pode
Local, que a sua e e i a capacidade de ação e o cump imen o da sua missão.”
(Ca alho,2011:310). “Em Po ugal, a sociedade e o Es ado encon am-se o emen e
cen alizados em e mos an o económicos e sociais, como polí icos, cul u ais e
adminis a i os. Es a si uação em-se e o çado sob e udo desde as p imei as décadas
do século XIX. Todas as o ças di igen es, desde en ão e mau g ado os equen es
p og amas polí icos descen alizado es, con ibuí am no mesmo sen ido pa a o
o alecimen o do pode cen al e pa a a concen ação do pode na capi al e na
Adminis ação. Assim agi am os chamados «libe ais», mais a de os epublicanos; do
mesmo modo ac uou o egime co po a i o do Es ado No o; e o egime democ á ico
ins au ado em 1974 não al e ou o umo es abelecido em quase nenhum aspec o. O
Es ado cen al e o sec o público são hoje mais amplos e mais as os do que há dez anos.
Em múl iplos domínios, êm mais pode es e mais compe ências.” (Ba e o, 1984:191).
À escala da União Eu opeia, igno ando os países que cons i uíam a an iga Eu opa
de Les e, países como a G écia e Po ugal são conside ados cen alis as. É necessá io
segui mos o exemplo de países como a Bélgica, a Holanda ou a Dinama ca que
desen ol em modelos de go e nação baseados na descen alização polí ico-

27
adminis a i a. De e se essa a es a égia a ado a po Po ugal, pa a se e i a como
a i ma a Benjamim Ba be ela i amen e ao século XX mas que se aplica ao século XXI:
“o p oblema cen al da democ acia elaciona-se com as assime ias en e os desa ios do
século XX e as ins i uições polí icas a caicas e cada ez mais dis uncionais”.
2.4. Modelos de Go e nação Pública
Realizada a cla i icação do concei o de go e nação é impo an e explo a de
o ma mais incisi a alguns modelos de go e nação pública pa a que se possa
comp eende a e olução e o Es ado da A e da o ganização do Es ado Po uguês. “Os
úl imos anos do século XX, ep esen a am um eno me desa io à ges ão do sec o
público, na maio ia dos países desen ol idos. As mudanças e as e o mas
adminis a i as, su gi am em di e en es con ex os, pa a esol e p oblemas
semelhan es, com es a égias complemen a es.” (Rod igues, 2007:3). Os p oblemas já
es ão iden i icados e há soluções que se ão desenhando e ope acionalizando. “A
o ganização das a i idades da adminis ação pública baseou-se, du an e la gas décadas,
nos p incípios do modelo de o ganização webe iano cuja es u u a se baseia na di isão
e ical do abalho e na dis ibuição da au o idade, concen ando no opo da
o ganização a esponsabilidade po odas as ações. As ca ac e ís icas e idenciadas pelo
modelo bu oc á ico en a izam o con olo hie á quico, a con inuidade e es abilidade, o
sis ema de ca ei a, os egulamen os in e nos, a impa cialidade e a con o midade com
as no mas. Es as ca ac e ís icas o am conside adas adequadas à na u eza das
a i idades desen ol idas pela adminis ação pública, mo i o pelo qual os países
ociden ais ado a am es e modelo de o ganização depois da Segunda Gue a Mundial,
(A aújo, 2003)
15
”.
“(…) a coo denação das a i idades é ei a a a és da o dem adminis a i a, de
aco do com uma sé ie de eg as a a és das quais o go e no con ola a a i idade da
es u u a adminis a i a. A na u eza cen alizada dos depa amen os minis e iais e a
sua es u u a hie á quica pe mi em o con olo dos ecu sos e obje i os e a o ma como
es es de em se ge idos. A p incipal an agem eside na capacidade de ge i luxos de
15
Re i ado de Dias, Alice (2015) “Go e nação Au á quica: desa ios e opo unidades”, pp.23 e 24
Uni e sidade de Coimb a.
28
in o mação num sis ema cen alizado de comunicação.” (Dias, 2015:24). Apesa das
c í icas que se possam aze a es e modelo cen alizado é ce o que de uma o ma mais
ou menos e icien e, du an e um la go pe íodo empo al as necessidades do Es ado
o am colma adas.
No en an o, um conjun o de p oblemas elacionados com a al a de capacidade
inancei a dos go e nos que se aduz, de o ma e iden e, numa edução do
in es imen o público,
16
as di iculdades dos se iços elacionados com a p o eção social,
a ine iciência do sis ema, a pe ceção nega i a da espos a dos se iços públicos, en e
ou os são a o es que con ibuí am pa a a necessidade de muda e e o ma o sis ema.
A di iculdade de esponde aos p oblemas iden i icados ob igou à p ocu a de soluções
com modelos de go e nação mais libe ais, como já oi explici ado an e io men e. “O
con olo e o igo das despesas públicas su ge como uma p eocupação gene alizada po
pa e dos go e nos pa a ecupe a a con iança dos cidadãos e melho a a qualidade dos
se iços p es ados. Assim, a e o ma da ges ão pública oi uma consequência da c ise
do Es ado de bem-es a mas ambém uma c ise de ins i uições.” (Dias, 2015:24). Como
é e e ido po á ios au o es, as limi ações inancei as e económicas exigi am mudanças
o ganiza i as, ede inindo no as o mas de p es a os se iços públicos, que é um de e
do Es ado em elação à sua população. Como já hou e opo unidade de cons a a ,
du an e um longo pe íodo empo al ( á ias décadas), a go e nação au á quica, em
con o midade com o modelo ado ado pela adminis ação pública, e idenciou uma
o ganização bu oc á ica com uma hie a quia e ical.
“Os modelos de Ges ão Pública êm-se sucedido ao longo dos empos,
associados às mudanças das conceções de Es ado, mais ou menos in e encionis a. As
úl imas décadas êm ep esen ado um a aque ao modelo de ges ão pública associado
ao Es ado de P o idência Social.” (Rod igues e A aújo, 2005)
17
. Miguel Rod igues, no seu
a igo in i ulado “A ges ão pública nos go e nos locais: uma e a de mudança e
mode nização”, ap esen a 4 modelos da No a Ges ão Pública (NGP). An es de esmiuça
o modelo que se p e ende ap esen a é impo an e e e i que: “O Es ado, pa a aze
16
Recen emen e oi di ulgado um es udo do Fundo Mone á io In e nacional, com dados de 2016,
a i mando que Po ugal é dos países com uma economia a ançada que menos in es imen o público
ealiza.
17
Re i ado de Dias, Alice (2015) “Go e nação Au á quica: desa ios e opo unidades”, pp.23 e 24
Uni e sidade de Coimb a.
29
ace aos desa ios que os cidadãos lhe colocam, p ocu a, a a és de e o mas, a
implemen ação de um conjun o de polí icas de ges ão pública que moldem e
es u u em a adminis ação pública, num espaço empo al. Nem semp e os mé odos
o am os mesmos, daí que se possam iden i ica di e en es modelos de go e nação
pública: o Modelo Bu oc á ico (webe iano), o Modelo da No a Ges ão Pública ou New
Public Managemen e os modelos pós New Public Managemen eme gen es, no os
pa adigmas pa a a Adminis ação Pública, conc e amen e o Modelo de Go e nança
Pública e o Modelo de New Public Se ice.” (Pe ei a,2015:9).
A No a Ges ão Pública explanada pelo Miguel Rod igues a a-se de um modelo
desa ian e pa a a adminis ação pública adicional, da o ma como as conhecemos.
“En a iza uma ia mais ac i a em o no da e iciência da ges ão pública (Jackson,
1994:121). Essencialmen e é um modelo de ges ão que p ocu a o ganiza e
ope acionaliza , de manei a di e en e, a Adminis ação Pública e os seus agen es, de
manei a a:
-Melho a o seu desempenho;
-Aumen a a sua e iciência;
-E i a a co upção;
-O ien a a Adminis ação Pública pa a as necessidades dos cidadãos;
-Ab i a Adminis ação Pública à sociedade;
-To ná-la mais anspa en e e idónea;
-De ini e iden i ica compe ências e esponsabilidades;
-E i a o despe dício;
Es as são, em esumo, as linhas es a égias da No a Ges ão Pública (Wa ing on,
1997)” (Rod igues e A aújo, 2005:1-2). Todas as p emissas aqui ap esen adas são
acilmen e e idenciadas po qualque cidadão po uguês. No en an o, ace ao obje o de
es udo des a disse ação, impo a des aca ês p emissas conside adas essenciais. A
p imei a é a que e e e: “Melho a o seu desempenho”, que se elaciona com ou os.
Es e p incípio, p opos o pelo no o modelo de ges ão pública, de e se dos mais
30
ambicionados e apoiados que pelos cidadãos, que pelo pode polí icos (nes e g upo o
que pode á muda é a o ma de a ingi es e obje i o). Um dos p oblemas iden i icados
no uncionamen o da adminis ação pública é a bu oc acia e as hie a quias, que podem
se um obs áculo ao e icien e desempenho da p es ação dos se iços públicos. Mui as
melho ias êm acon ecido, no en an o, há ainda mui as ba ei as a ul apassa . Uma
dessas ba ei as p ende-se com a libe dade pa a pode ino a . Numa con e ência sob e
“Ino ação na ges ão da adminis ação pública”, o p imei o-minis o – An ónio Cos a –
de endeu a ideia de que é necessá io ha e libe dade no desempenho de unções na
adminis ação pública. “Não há nenhuma azão gené ica pa a que quem abalha numa
emp esa seja mais ino ado do que quem abalha na adminis ação. A g ande di e ença
é que a adminis ação es á habi ualmen e e excessi amen e cons angida po um
quad o egulamen a legal e po odo um sis ema de con olo in e no que, em eg a, é
pouco e icien e e al amen e cas ado da libe dade, da c ia i idade e da capacidade de
ino ação”
18
(An ónio Cos a). Embo a, econheça a e olução, que pe mi iu melho a o
uncionamen o in e no dos se iços e a capacidade de espos a aos cidadãos, o
p imei o-minis o po uguês a i ma de o ma ca egó ica que se o país exige uma
adminis ação pública mais ino ado a, é necessá io “es imula a ino ação”, é p eciso
que os uncioná ios possam e a libe dade de suge i aze di e en e. A segunda
p emissa elaciona-se com: “O ien a a Adminis ação Pública pa a as necessidades dos
cidadãos”. Lendo es a a i mação e e le indo um pouco sob e a sua mensagem odos
di emos que é ób io. É unção ob iga ó ia e essencial da adminis ação pública sa is aze
e zela pelos in e esses dos cidadãos. Acon ece que en e o que é ób io e a cons a ação
dos p ocedimen os da ealidade exis e um hia o, que é necessá io abalha pa a
elimina . Face às maio es e mais ápidas mu ações a que es amos sujei os na a ualidade
é undamen al e uma adminis ação pública e icien e pa a que seja possí el minimiza
e en uais di iculdades e ameaças. Numa E a em que há uma eno me di e sidade de
p ocu as, po pa e dos cidadãos, quem melho do que as au a quias de maio
p oximidade, jun as de eguesia pa a iden i ica essas p ocu as e con ibui pa a
espos as ápidas o nando o se iço mais esilien e? A e cei a e úl ima p emissa, a
des aca , es á elacionada com a necessidade de: “Ab i a Adminis ação Pública à
18
Ci ação ansc i a de: h ps://obse ado .p /2018/06/27/cos a-que - unciona ios-com-libe dade-pa a-
ino a em-na-adminis acao-publica/
37
endo um papel cada ez mais in e en i o na sociedade. No en an o, o Es ado cen al
não iu a sua in e enção eduzida con inua a se mui o cen alis a.
2.5.3. As eguesias
As compe ências das eguesias êm so ido ao longo dos anos al e ações, no as
á eas e o mas de in e i na sociedade, no os pode es, no os in e enien es, en e
ou os. A pe spe i a com que olhamos pa a es e p ocesso de ans( o mação) imp ime-
nos inúme as in e p e ações. “A o ganização democ á ica do Es ado comp eende a
exis ência de au a quias locais con igu adas como o mas de adminis ação au ónoma,
en idades ju ídicas p óp ias, de en o as de ó gãos ep esen a i os legi imados pelo
o o e assumindo-se como um ins umen o ao se iço da sa is ação dos in e esses
p óp ios das populações, no seu âmbi o de in e enção.” (Rela ó io de ARTF, 2016:7)
26
.
O pode local, amadu ecido após a conquis a da democ acia, es á consubs anciado pela
exis ência de eguesias (e municípios), p o idos de ó gãos p óp ios e independen es,
com capacidade e legi imidade pa a egula e ge i os e i ó ios das suas ju isdições,
com o obje i o p imá io de sa is aze as necessidades das populações que ep esen am.
Diz-nos o ela ó io de A aliação da Reo ganização do Te i ó io das F eguesias,
elabo ado pelo G upo écnico pa a a de inição de c i é ios pa a a a aliação da
eo ganização do e i ó io das eguesias que: “Se a consag ação do p incípio da
au onomia local oi um passo de gigan e, não menos impo an e oi a de inição dos
p incípios que ga an i am a independência uncional das eguesias, ace aos
municípios.” (Rela ó io de ARTF, 2016:7). A eguesia, au a quia local, consag ada pela
Cons i uição da República Po uguesa, mas com a sua génese no século XX, no ano de
1916 quando oi publicada a lei que al e ou a nomencla u a, passando a designa -se as
pa óquias ci is como eguesias, em um papel mui o impo an e no quad o da
adminis ação pública po uguesa. Essa ele ância p opo ciona-lhe a capacidade de
ealiza uma democ acia de p oximidade. É e iden e que ao longo dos empos hou e
uma e olução posi i a do papel da eguesia, o que pode se al o de e lexão elaciona-
se com o pe íodo empo al da e olução e a subs ância da al e ação. E nesse sen ido,
26
A igo 237.º da Cons i uição da República Po uguesa (CRP) – Re i ado do ela ó io de ARTF “A aliação
da eo ganização do e i ó io das eguesias”

38
con on amo-nos com o sen imen o cole i o espelhado na seguin e a i mação: “O
pode local em Po ugal é dependen e do pode cen al e a ua como uma agência do
Es ado cen al sem au onomia na sua in e enção, cons i uindo-se como um con ex o
eu opeu sui gene is. A al a de independência do pode local em e mos de au onomia;
a dependência inancei a do Es ado cen al; a uni o mização dos se iços púbicos
de inida pelo pode cen al; e a dependência da sua in e enção da legislação po pa e
da Assembleia da Republica, são algumas das ca a e ís icas do pode local po uguês
(…).” (Simões, 2016:27)
27
. “A o ganização do habi a de um qualque se i o assen a
numa busca de uncionalidade, isando um máximo de bene ícios ( acilidade de acesso
a unções i ais) com um mínimo de ecu sos (ambien ais e ene gé icos). O p incípio da
uncionalidade, ele ado o dogma pelos mode nis as, não pode deixa de es a p esen e
em qualque a i ude de planeamen o.” (Ca alho, 2009:4). Es a a i mação de Jo ge
Ca alho e le e mui o bem a ideia de que se hou e uma p eocupação quando se
planeia e o dena o e i ó io, mui os p oblemas se esol em e ou os nem chegam a
o na-se uma e dadei a p io idade.
É es e Es ado da A e que impo a iden i ica com p ecisão, es uda e p opo
possí eis soluções pa a melho a , ace às no as condicionan es de in e enção.
2.6. Re o mas da adminis ação pública em Po ugal
A Adminis ação Pública em, cada ez mais impo an e, a missão de se i os
cidadãos, en ando p es a um bom se iço e esponde às necessidades cole i as
digni icando o Es ado Po uguês, como já oi e e ido an e io men e. A p es ação de
se iços e a ação do Es ado em e oluído e di e si icado a sua in e enção, so endo
algumas e o mas execu adas pelos di e en es Go e nos da República ao longo dos
anos.
Pode-se en ende como e o ma adminis a i a um “conjun o sis emá ico de
p o idências enden es a modi ica a Adminis ação Pública de um dado país, po o ma
a o ná-la mais e icien e de o ma coe en e”, embo a assuma ambém que não é ácil
de ini o concei o de e o ma adminis a i a “pois a ia em unção das épocas, dos
27
Re is a Po uguesa de Ciência Polí ica, PDF disponí el em: h p://www.obse a o iopoli ico.p /wp-
con en /uploads/2018/02/RPCP6.pd
39
países e das ci cuns âncias - e os ângulos de isão. Concluindo que a e o ma
adminis a i a, não é só uma écnica mas ambém, uma polí ica pos a ao se iço do
homem”. (Ama al, 1991:187-192)
28
. Já sob e as necessidades da e o ma adminis a i a,
João Bilhim e e e que: “as e o mas da Adminis ação Pública assumi am p emência
nas úl imas ês décadas como ins umen os des inados a esol e p oblemas como:
comba e à co upção; supe ação de o malismo; edução do clien elismo; diminuição
de desigualdades; má imagem dos se iços p es ados e baixa qualidade; al a de
me i oc acia; con olo de cus os (…)”(Bilhim, 2008:283)
29
. Na pe spe i a do au o es as
o am algumas emá icas que i e am capacidade de en a no quo idiano das pessoas
e po isso, seguidamen e na agenda polí ica. Face a isso di e en es go e nos p ocu a am
in e i no sen ido de melho a a go e nação do Es ado e assim, assegu a um melho
se iço público aos cidadãos. O obje i o p imá io dos go e nos ao in oduzi mudanças
na Adminis ação Pública se á semp e numa pe spe i a de a o na mais e icien e,
menos dispendiosa, com capacidade de espos a às necessidades dos cidadãos, en e
ou as conside adas pe inen es.
O nosso país, com apenas qua en a e ês anos de democ acia, já pediu
assis ência inancei a ês ezes, uma no ano de 1977, ou a em 1983 e mais
ecen emen e em 2011. As in e enções ex e nas exigem um comp omisso en e o
Es ado que pede o apoio e as ins i uições ex e nas que o concedem, a designada T oika
cons i uída pelo Fundo Mone á io In e nacional, Banco Cen al Eu opeu e Comissão
Eu opeia. Como é e iden e esse comp omisso exige a ealização de á ias medidas,
umas es u u ais e ou as conjun u ais. Pa a o es udo des a disse ação a úl ima
in e enção, no dia 7 de Ab il de 2011, é a que mais impo a explo a . Face à c ise
económico- inancei a que a ingiu di e sas geog a ias, nomeadamen e a nossa, a
solução passou pelo pedido de assis ência inancei a. Foi desenhado um p og ama
denominado de P og ama de Ajus amen o Económico e Financei o (PAEF), a a és do
memo ando de en endimen o assinado en e a T oika, o XVIII Go e no Cons i ucional
Po uguês, lide ado pelo Engenhei o José Sóc a es, e subsc i o pelo Pa ido Social
Democ a a (PSD) e Cen o Democ á ico Social (CDS). Su giu a necessidade, impos a
28
Re i ado da disse ação: “A o ien ação pa a uma adminis ação pública ges ioná ia e o pe il dos
di igen es na adminis ação cen al do Es ado em Po ugal”, (Pe ei a,2015:15) PDF disponí el em:
h ps://www. eposi o y.u l.p /bi s eam/10400.5/11499/1/Disse a%C3%A7%C3%A3o%20Final.pd
29
(Pe ei a,2015:15)
40
pelos nossos c edo es, de se a ança com um conjun o de polí icas com o obje i o de
es au a a con iança dos me cados e pe mi i o e o no da economia a um c escimen o
sus en á el. Nesse sen ido, a o ganização do e i ó io oi al o de e lexão. A oika
a gumen a a a necessidade de uma melho e iciência a ní el local, ou seja, a ques ão
inancei a, apa en emen e, não e a a única p eocupação, e a solução es a a na
ag egação de au a quias. Deb uçando a análise sob e as ques ões com in luência di e a
no e i ó io cons a a-se que à da a do memo ando, ha ia em Po ugal 308 municípios
e 4259 eguesias, pelo que esse mesmo memo ando p opunha a edução do núme o
des as au a quias locais. Pa a se possí el a ança com es a polí ica oi necessá io a
publicação de á ios ins umen os ju ídicos. De o ma esumida, podemos desc e e po
ases a sua o dem c onológica.
1ª Fase - Resolução do Conselho de Minis os n.º 40/2011, de 22 de se emb o e
Documen o Ve de da Re o ma da Adminis ação Local;
2ª Fase - Lei n.º 22/2012 de 30 de maio;
3ª Fase - Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janei o;
O caso pa icula do Município de Lisboa. (Lei 56/2012, de 8 de No emb o com
al e ações inse idas pela Lei 85/2015, de 7 de agos o).
A Reo ganização Adminis a i a do Te i ó io das F eguesias (RATF) consag ado
na Lei n.º 22/2012, de 30 de Maio e desen ol ido pos e io men e na Lei n.º 11-A/2013,
de 28 de Janei o. O capí ulo 1, da Lei n.º22/2012, de 30 de Maio, a i ma no A igo 1.º,
nº 2 o seguin e: “A p esen e lei consag a a ob iga o iedade da eo ganização
adminis a i a do e i ó io das eguesias e egula e incen i a a eo ganização
adminis a i a do e i ó io dos municípios”. O A igo 3.º de ine quais os p incípios que
de em es a in ínsecos à eo ganização adminis a i a, a alínea a) e e e a:
“P ese ação da iden idade his ó ica, cul u al e social das comunidades locais, incluindo
a manu enção da an e io denominação das eguesias ag egadas, nos e mos e pa a os
e ei os p e is os na p esen e lei;” a alínea d) e e e a: “Ob iga o iedade da
eo ganização adminis a i a do e i ó io das eguesias;” Es es dois p incípios
de endidos pela Lei o iginam imedia amen e dois pensamen os di e en es. Po um lado,
a al a de co espondência com a ealidade. Sabemos, po que o empo assim o
demons ou, que em mui as si uações o p incípio expos o pela alínea a) não oi
41
o almen e espei ado. Po ou o lado, exis e alguma al a de complemen a idade en e
os p óp ios p incípios consag ados e os es an es a igos explanados na Lei.
O município de Loulé so eu as consequências do p ocesso desc i o
an e io men e. O e o su giu logo à pa ida quando não se es udou, e le iu an es de se
a ança com a implemen ação da e o ma. Não hou e a de inição de uma es a égia a
desen ol e . Os a o es que di a am a e o ma no concelho de Loulé com a ag egação
de 3 eguesias, do in e io do concelho, esumem-se a uma a gumen ação baseada na
cons a ação de se um e i ó io com populações en elhecidas, com aca dinâmica
económica e social. Quando a a gumen ação, e e i amen e e dadei a, con lui pa a
es as cons a ações não se pode ac edi a que seja es a a solução pa a e e e a si uação
de um e i ó io pouco po oado, com uma pi âmide e á ia in e ida, com aca a i idade
económica, com ausência de dinamismo associa i o e cul u al, en e ou os e melho a
o modelo de go e nação que se que p óximo, e icien e e menos bu oc á ico. Pa a além
disso, como já hou e opo unidade de e i ica , es as medidas são isoladas de um ou o
conjun o de medidas que a ia odo o sen ido implemen a pa a complemen a o
p ocesso e alcança esul ados mais posi i os. Signi ica is o que a ag egação das
eguesias não conseguiu omen a uma discussão baseada na pa ilha de ecu sos. O
concelho de Loulé implemen ou uma e o ma desenhada pelo go e no cen al, es e e
ausen e do diálogo e coope ação ão necessá io pa a se encon a a melho solução
pa a o e i ó io e pa a as populações. A p ocu a de alcança alguns obje i os
elacionados com a e iciência inancei a, ouxe ou os p oblemas que ao in és de nos
aze p og edi , ez-nos e ocede . Já o p ocesso desen ol ido em Lisboa oi
comple amen e dis in o, não se podendo es abelece uma base compa a i a dada a sua
he e ogeneidade, como se e á mais adian e.
Mas, embo a nem semp e as mudanças consigam o igina bons esul ados e
con ibuam, e e i amen e, pa a uma melho ia dos se iços e dos in e esses cole i os há
aspe os impo an es a conside a , há semp e ap endizagens a e i a . Com o p opósi o
de consegui alcança os obje i os enume ados e ou os, o am desen ol idos, nos
úl imos anos, um p og ama e um plano que amos eco da . O P og ama de
Rees u u ação da Adminis ação Cen al do Es ado (PRACE) de 2006 e o Plano de
Redução e Melho ia da Adminis ação Cen al do Es ado (PREMAC) de 2011.
42
2.6.1. P og ama de Res u u ação da Adminis ação Cen al do Es ado
A a és da Resolução de Conselho de Minis os nº 124/2005, de 4 de Agos o o
XVII Go e no Cons i ucional, c iou o P og ama de Rees u u ação da Adminis ação
Cen al do Es ado (PRACE). “O P og ama do Go e no consag a como um dos seus
objec i os o na a Adminis ação Pública amiga da cidadania e do desen ol imen o
económico. Es abelece igualmen e a sua de e minação em eo ganiza a adminis ação
cen al pa a p omo e economias de gas os e ganhos de e iciência pela simpli icação e
acionalização de es u u as.” A mode nização da Adminis ação Pública “(…) de e se
conduzida de o ma a ajus á-la aos ecu sos inancei os do País e a melho a a qualidade
do se iço a p es a a cidadãos, emp esas e comunidades, po ia da descen alização,
desconcen ação, usão ou ex inção de se iços. (…)”(Resolução do Conselho de
Minis os nº 124/2005)
30
.
O p og ama enume a um conjun o de p incípios undamen ais que sus en am o
sucesso da polí ica. En e á ios p incípios, des aca-se a alínea b) que e e e:
“Desconcen ação de unções pa a ní eis egionais e locais, de o ma a ap oxima a
adminis ação cen al dos cidadãos, emp esas e comunidades e a pe mi i que as
decisões sejam omadas o mais p óximo possí el daqueles a quem dizem espei o” e a
c) que a i ma a: “Descen alização de unções pa a a adminis ação local, em pa icula
nos domínios da adminis ação p es ado a de se iços, designadamen e nos sec o es da
educação e da saúde, sem queb a dos p incípios e mecanismos que isam o con olo da
despesa pública e ese ando pa a a adminis ação cen al as unções no ma i a, de
planeamen o e o çamen ação global e de iscalização, audi o ia e con olo;”. Es es dois
p incípios e es em-se de g ande signi icância. No en an o, um e ou o con luem pa a
um p oblema comum – ges ão do o çamen o. Na u almen e que quando não há
au onomia inancei a, ou é limi ada, pode á comp ome e -se a capacidade de uma
ins i uição em de ini a sua es a égia de in e enção e ope acionaliza em ações. O caso
da saúde, al ez seja o mais ilus a i o, a é po que de e se dos se o es com maio
exposição, po mo i os á ios, como a i ma An ónio Ba e o: “(…) é o sec o menos
ideológico, menos subme ido à polémica pa idá ia, mais expos o à opinião,
30
PDF disponí el em: h ps://www.cig.go .p /wp-con en /uploads/2013/12/RCM124.2005.pd

43
in luenciado pela ciência, abe o ao mundo e com supe io esponsabilidade dos
écnicos e cien is as.” (A igo de opinião no Diá io de No icias, 18.03.2018)
31
.
2.6.2. Plano de Redução e Melho ia da Adminis ação Cen al do Es ado
A a és do Dec e o-Lei n.º 4/2012 de 16 de Janei o, o XIX Go e no
Cons i ucional, assumindo um comp omisso de e iciência da adminis ação pública,
desenhou es e Plano de Redução e Melho ia da Adminis ação Cen al do Es ado, que
se pode a i ma se um conjun o de medidas impos as pela T oika. “T a a-se de algo
absolu amen e es u u an e, po um lado, pa a o início de uma no a ase da e o ma da
Adminis ação Pública, no sen ido de a o na e icien e e acional na u ilização dos
ecu sos públicos e, po ou o, pa a o cump imen o dos objec i os de edução da
despesa pública a que o país es á inculado. Com e ei o, mais do que nunca, a
conc e ização simul ânea dos objec i os de acionalização das es u u as do Es ado e de
melho u ilização dos seus ecu sos humanos é c ucial no p ocesso de mode nização e
de op imização do uncionamen o da Adminis ação Pública”. Ac esce e e i a
necessidade de e le i a es u u a do Es ado àquela da a: “Impo a a decididamen e
epensa e eo ganiza a es u u a do Es ado, no sen ido de lhe da uma maio coe ência
e capacidade de espos a no desempenho das unções que de e á assegu a ,
eliminando edundâncias e eduzindo subs ancialmen e os seus cus os de
uncionamen o.” (Dec e o Regulamen a n.º 2/2012 de 16 de Janei o)
32
. Não es amos a
a a de um assun o ecen e, pelo con á io. Vá ios são os au o es que ap esen am
a o es explica i os que con ibuí am pa a se chega a es a necessidade de e o ma a
es u u a do Es ado com o obje i o de o o na mais acional e p óximo do cidadão. A
í ulo de exemplo, An ónio Ba e o, em 1984, iden i ica a as componen es da génese
do cen alismo no nosso país, ag upando-os em 5 pa âme os. O p imei o p ende-se,
a i ma o au o , com a o dem na u al e geog á ica, o segundo com a adição his ó ica, o
e cei o elaciona-se com a na u eza polí ica e social, o qua o com a o dem económica
e po im, o quin o com a na u eza cul u al e ideológica. Es e plano pode se analisado
31
A igo de opinião no jo nal Diá io de No ícias disponí el em: h ps://www.dn.p /opiniao/opiniao-
dn/an onio-ba e o/in e io /a-desigualdade-na-saude-9195588.h ml
32
PDF disponí el em: h p://www.sg.pcm.go .p /media/5698/4-2012.pd
44
numa pe spe i a de melho a /a enua algumas o ças de bloqueio enquad adas nos
pa âme os desc i os pelo An ónio Ba e o.
Dizem-nos os esponsá eis polí icos que o PREMAC não pode nem de e limi a -
se a es e plano conc e o. “A e o ma da Adminis ação Pública não se consubs ancia
numa al e ação adical num único momen o do empo, mas num p ocesso con ínuo e
p og essi o, que pe mi a à Adminis ação, no seu conjun o, a adopção de es u u as
o gânicas, p ocessos e p á icas que maximizem a cap ação de bene ícios esul an es da
e olução ecnológica e o ganiza i a, com o objec i o de cump i a sua missão: c ia alo
pa a a sociedade u ilizando os ecu sos públicos da o ma mais e icien e possí el”
33
.
3. Re o ma da adminis ação pública em dois países eu opeus
Es e capí ulo p e ende escla ece o que em sido ealizado po os países
eu opeus em análise – Espanha e F ança. Nas úl imas décadas do século passado á ios
países eu opeus oma am medidas na á ea da descen alização adminis a i a com o
obje i o de mode niza a democ acia, ou seja, disponibiliza às populações o mas cada
ez mais adequadas de pa icipa e en ol e -se na ida dos seus e i ó ios. No undo,
es amos a e e i -nos ao melho amen o dos modelos de go e nação. Os á ios países
eu opeus, como é na u al, êm o ganizações polí ico-adminis a i as e ju isdições
di e enciadas. Po isso mesmo, é no mal que cada país enha p ocu ado e ado ado
soluções ambém elas di e en es. No en an o, mesmo com a di e sidade associada a
es es p ocessos, há elemen os que são comuns, desde logo o obje i o inal – melho a
a e iciência do papel do Es ado, o ná-lo menos bu oc á ico, e nalguns casos menos
in e en i o, mais p óximo das populações, en e ou os.
“Nos anos se en a do séc. XX, mui os países eu opeus começa am a desen ol e
modelos de descen alização municipal como consequência da necessidade sen ida
pelos ó gãos de adminis ação local de se ap oxima dos cidadãos, o que em pa e se
pe deu com o c escimen o das cidades, pa a que es es ó gãos pudessem com
au onomia ge i o seu espaço, bene iciando ambém da maio p oximidade, e po ou o
33
Ap esen ação pelo Minis é io das Finanças – Sec e a ia de Es ado da Adminis ação Pública, In o mação
disponí el em:
h p://www.ces.uc.p /obse a o ios/c isal /documen os/c onologia/2012,7,20%20p emac.pd
45
lado, da necessidade da adminis ação cen al de desconcen a compe ências e
equipamen os base pa a os ó gãos locais.” (San os, 2015:25). O c escimen o das cidades
não ez pe de a necessá ia ap oximação que de e exis i en e o pode local e os
cidadãos, o que se esgo ou oi o modelo de go e nação que em di iculdade em adap a -
se às no as necessidades com as de idas pa icula idades.
Mas eja-se o con ex o eu opeu, an es de se inicia uma e lexão sob e algumas
e o mas ado adas com is a a adap a e mode niza o Es ado e a p óp ia democ acia
“(…) impo a e em a enção a o ma do Es ado em ques ão, nomeadamen e se se
cons i uem enquan o Es ados uni á ios ou compos os; e em a enção quan o à
exis ência de con igu ações especiais de Es ado uni á io, nomeadamen e o ac o de
pode em se Es ados o al ou pa cialmen e egionalizados; (…)” (Oli ei a, 2015:55)
34
.
Como é na u al e apidamen e pe ce í el há uma g ande he e ogeneidade de modelos
de adminis ação local associados a es es p ocessos. No en an o, há a o es e p ocessos
comuns aos á ios países eu opeus, sendo que há uma p emissa ans e sal a odos – o
p incípio da au onomia local. A pa i do século passado, esse p incípio oi impe a i o
pa a se a ança com e o mas. Face aos p oblemas que eque iam espos as, os
di e en es países eu opeus esponde am com algumas soluções semelhan es, mas
ainda assim con ibuí am pa a o desen ol imen o de endências pa alelas, “(…) endo
sido o caso dos mo imen os de descen alização de a ibuições [ e i icado em Po ugal];
dos p ocessos de egionalização polí ica e adminis a i a [ e i icado em Po ugal e
Espanha em meados dos anos 70 e em F ança nos anos 80]; dos es o ços de usão de
municípios; na p ocu a do e o ço da es abilidade, au o idade e esponsabilidade dos
go e nos locais [ e i icado em Po ugal e Espanha]; assim como de uma c escen e pe da
de uni o midade no egime local [ e i icado em Espanha no ano de 2003].” (Oli ei a,
2015:56).
3.1. Espanha
Como já oi e e ido an e io men e, a pa i dos anos 70 do século passado, “(…)
pone al o den del día la egionalización del Es ado y las ideas del ede alismo
34
Oli ei a ci a Melo Alexand ino “Di ei o das Au a quias Locais - In odução, P incípios e Regime Comum”
46
coope a i o, se plan ean las p opues as de ees uc u ación e i o ial de los en es
locales (…) y se elabo an nue os p oyec os de legislación municipal. (…) La u banización
acele ada, los cos os económicos y ecnológicos, la mul iplicación de las unciones
sociales de la adminis ación pública, la con eniencia de dispone de es uc u as locales
capaces de plani ica y o dena el e i o io y las c ecien es demandas u banas y
pa icipa i as son segu amen e las p incipales que explican el cues ionamien o de la
o ganización e i o ial he edada. Una si uación que se ca ac e iza po : a) la
agmen ación (mini undismo) municipal. (…) En España, hay más de 8.000 municipios
(…) y F ancia ba e el éco d com más de 36.000. b) El ni el in e medio adicional
(p o incia, depa amen o, condado) (…). C) La e alo ización del ní el egional há dado
luga a si uaciones muy di e sas (…) (po ejemplo las 21 de F ancia). Un modelo
in e medio, ni ede al ni uni a io, es el denominado egionalis a o Es ado de las
au onomías (17 comunidades au ónomas en España y el ac ual sis ema F ancés), cuya
p incipal ca ac e ís ica pa ece la de c ea un nue o ní el in e medio sin elimina ni la
Adminis ación pe i é ica del Es ado cen al, ni ninguno de los ni eles locales (…) (Bo ja,
1998-85:32). A a és des a análise de Jo di Bo ja pe cebe-se que as es u u as
e i o iais desc i as, e elam-se complexas e ígidas, o apos o do que se p e ende ace
às no as exigências.
No inal de 1978, Espanha ap esen a a a sua e o ma adminis a i a espelhada
na cons i uição do país. A o ganização adminis a i a espanhola assen a em 17
comunidades au ónomas, 50 p o íncias e 8114 ayun amen os. A necessá ia e o ma
isou conquis a os seguin es obje i os “(…) acili a a pa icipação de odos os cidadãos
na ida polí ica, económica, cul u al e social’’, e ans e iu pa a as comunidades
au ónomas impo an es compe ências como po exemplo: (i) planeamen o das suas
o ganizações de au ogo e no; (ii) o denamen o do e i ó io, habi ação, u banismo e
ob as públicas; (iii) ges ão dos espaços e des; (i ) a ní el cen al icou esponsá el po
á eas elacionadas com a jus iça, o ças a madas e elações in e nacionais bem como,
com a capacidade de desen ol e legislação a ní el nacional. Em Espanha, como em
qualque ou o país, e ace às g andes mu ações e complexidade, hou e a necessidade
de p ocede a alguns ajus amen os. É de des aca a Lei 57/2003, de 16 de Dezemb o,
elacionada com um conjun o de medidas pa a a p omoção da mode nização dos
53
a ní el de uma no a o ganização polí ico-ins i ucional. O au o a i ma que os desa ios
que a cidade de Lisboa en en a não são únicos, á ias são as cidades Eu opeias que se
depa am com as mesmas di iculdades. A igu a 4 ela i a às comp essões e
des asamen o na ação go e na i a sob e a cidade Eu opeia con empo ânea espelha
ambém a ealidade de Lisboa.
Obse ando a igu a e azendo uma in e p e ação pe cebemos que se di ide em
3 e en es e um e o de ação. A p imei a e en e designa-se Componen e U bana e
eme e-nos pa a uma a i mação que indica: a maio complexidade das cidades.
E e i amen e es a é uma ealidade p esen e, em ápida e cons an e mu ação a coloca
mui os e á ios ipos de desa ios, como já i emos opo unidade de e i ica . A segunda
e en e in i ula-se Componen e Polí ica que explana ês ealidades complemen a es,
de aco do com a ca a es a égica de Lisboa.
a) A c ise inancei a e ins i ucional do Es ado; como já oi e e ido an e io men e
no capí ulo e e en e ao papel do Es ado na consolidação das necessidades da
comunidade, em meados da década de 80, com endência pa a se in ensi ica , começam
Fig. 4|Comp essões, des asamen os, e p incipais ec o es de eo denamen o da acção pública em o no
das cidades Eu opeias, nos úl imos in e anos
Fon e: Seixas, 2009:15
Componen es U banas
Componen es Polí icas
Componen es Técnicas

54
a desen ol e -se polí icas com uma ideologia de génese neolibe al, que con ibuí am
pa a limi a o pode dos Es ados e consequen emen e das cidades.
b) A c ise de isão e de ação es a égica; Face às mudanças oco idas
con ibuindo pa a limi a o papel do Es ado, p og ama e e uma isão de u u o o na-
se um exe cício com um g au de complexidade cada ez maio . Essa ausência de isão
condiciona a ação es a égica do pode polí ico.
c) A no a o ça dos agen es p i ados. Face às mudanças oco idas na década de
80 e com a c escen e incapacidade in e en i a dos Es ados, de ido a á ios mo i os,
nomeadamen e as consequências da úl ima c ise económica e inancei a, os agen es
p i ados eme gem com maio o ça. O papel do Es ado ica mais agilizado, o seu papel
de egulado da economia adqui e ou a o ien ação.
A úl ima e en e é a Componen e écnica que se e e e à c ise das es u u as de
adminis ação e de egulação e i o ial. Face ao expos o, ou seja, a maio complexidade
da ealidade das cidades, associado às mudanças ápidas e complexas. A c ise inancei a
e ins i ucional do Es ado, a aca isão es a égica e a no a in e enção dos agen es
p i ados colocam uma eno me di iculdade às es u u as obsole as de adminis ação
com in e e ência na egulação e i o ial. Os e o es de ação, p esen es na igu a,
ap esen am-se como possí eis soluções pa a a enua ou con a ia as ealidades
desc i as nas componen es an e io es. Dos 7 e o es p opos os pelo au o , des aco o A.
Descen alização Polí ica e Adminis a i a. Es e e o de ação é de e minan e pa a
melho a a espos a do Es ado às necessidades das populações. Uma maio p oximidade
pe mi e uma espos a mais ápida e e icien e. O au o econhece que exis e
pensamen o c í ico na cidade de Lisboa. No en an o, o supo e necessá io à mudança
de pa adigma “nos espaços, luxos e cul u as de go e nação da cidade” ainda não se
inham alcançado de ido a duas undamen ais azões: A.“Na eduzida disponibilidade,
po pa e dos p incipais ac o es polí ico- ins i ucionais da cidade, pa a a dedicação e
pa a o supo e aos necessá ios p ojec os de mudança – ocupados que es ão no
ema anhado das complexidades p ocessuais e na ges ão das suas edes de
ecip ocidade e de in e dependência;” B. “Numa conside á el dis ância, po pa e da
sociedade u bana de Lisboa, a es as p oblemá icas, não se pe cepcionando ainda a
55
cidade, e o seu sis ema de go e nação, como cla o objec o de desen ol imen o, e de
p io idade polí ica e p o issional.” (2009:16).
É pe ce í el po odos que nos encon amos num momen o de mudança. “Pa a
as dimensões das nossas cidades, encon a -nos-emos, e e i amen e, no início de um
no o g ande pa adigma. Depois de um p imei o e longuíssimo pe íodo de consolidação
das cidades clássicas – desde a in enção da ag icul u a, que o jou as p imei as u bes,
a é ao século XVIII e ao im dos “an igos egimes”; e depois de um segundo pe íodo,
e e en e à ans o mado a e a indus ial, que o mou as es u u as de pensamen o
socio-polí ico e económico que ainda hoje nos balizam (…)”(2009:17). “Hoje, as no as
“máquinas a apo ” são de condição eminen e e p o undamen e u bana e elacional.
Alguns dos nossos melho es pensado es chamam a es e no o pe íodo de u bulência,
jus amen e, de Re olução U bana – não só pelo ac o es a mudança de pa adigma
con e em si a e cei a g ande e olução nas cidades (…) a cidade, assume, inalmen e,
um papel absolu amen e cen al no desen ol imen o e na sus en abilidade dos homens
e do plane a”. Mais uma ez o p o esso ap esen a-nos de o ma cla a e obje i a qua o
bases jus i ica i as, do seu pon o de is a, da necessidade de mudança nas es u u as
o ganizacionais da capi al po uguesa. Que o des aca duas, a p imei a elaciona-se
com: “A p o unda c ise do sis ema de go e nação da cidade de Lisboa (em sé io
des asamen o com as opo unidades da cidade). (…) a mani es a c ise da es u u a de
go e no e de adminis ação da cidade de Lisboa – c ise econhecida po uma amplíssima
maio ia da sua sociedade – e o simila econhecimen o de que al c ise em p o ocado
c escen es debilidades nas suas o ças socio-demog á icas, cul u ais e económicas, é,
em sim mesmo, a p imei a (e plenamen e su icien e) base, pa a a o e necessidade de
mudança.” (2009:18). Daqui dep eende-se uma si uação mui o nega i a, impedi i a da
e olução da cidade, o sis ema de go e nação de Lisboa não se coaduna com o po encial
de desen ol imen o que a cidade podia alcança . A segunda, que na exposição do au o
co esponde à qua a, associa-se: “(A paula ina cons ução de) No as es u u as e no as
dinâmicas na go e nação das cidades. Cla amen e, as polí icas e as es u u as de
go e no e de adminis ação u bana mais adicionais – das quais, Lisboa mos a se cla o
exemplo – e elam-se cada ez mais impo en es pa a esol e minimamen e as
necessidades e os anseios ac uais das cidades e suas populações. (…) o p esen e
56
pano ama de go e no de mui as cidades, pode o na -se hoje numa pe igosa
conjugação de uma c escen e he e ogeneidade de si uações e de p e e ências, de
in e e ências ou ex e nalidades cada ez mais equen es, de pad ões de conhecimen o
cada ez mais con usos, e de uma au o idade cada ez mais débil.” (2009:20). Es a
segunda base explanada pelo au o complemen a-se com a p imei a. Um sis ema de
go e nação adicional que se encon a a obsole o e com pouca capacidade de
esponde às exigências de uma cidade com ealidades mui o di e sas.
Na análise SWOT esul an e de um conjun o de comunicações do seminá io
sob e a emá ica da go e nação da cidade de Lisboa
38
, uma das ameaças ca og a ada
ela i amen e à adminis ação de Lisboa diz-nos que: “A hie a quização ígida das
elações de escala pode conduzi a ine iciência do sis ema pelo que se exige o
uncionamen o em ede”. Na a ualidade, á ias são as o ganizações a conco da com a
ques ão do abalho em ede. À escala do nosso país e ambém à escala eu opeia a
exigência e p omoção do abalho em ede são uma ealidade com cada ez mais adesão
à ealidade. Face ao que oi analisado an e io men e é ácil comp eende e conco da
com es a isão mais ala gada e complemen a .
4.1. O modus ope andi da e o ma adminis a i a no concelho de Lisboa
Inicia-se ago a uma análise sob e a e o ma adminis a i a de Lisboa, com algum
de alhe ao ní el do que oi e e i amen e pensado e como oi execu ado. Embo a, não
seja obje i o des a disse ação de alha , com odo o po meno , o que oi pensado e
como oi execu ada a e o ma adminis a i a de Lisboa. Se á ealizado um
enquad amen o dos p incípios e dimensões mais ele an es, que es i e am no
pensamen o de quem e le iu sob e a cidade e os modelos de go e nação a e o mula ,
e incide-se sob e as á eas de compe ências das Jun as de F eguesia.
Face à lei u a e comp eensão do es ado da a e ela i amen e ao papel, cada ez
mais impo an e, da cidade e do seu modelo de go e nação, é o momen o pa a se
analisa que caminhos o am apon ados pa a conc e iza a necessá ia e o ma
adminis a i a da capi al. A p opos a da Ca a Es a égica, de 2009, ansmi e a ideia de
38
Que o au o anexa no ela ó io em espos a à pe gun a núme o 6.
57
que a mudança de pa adigma na go e nação da cidade de e á e a sua essência
associada à cidadania. A ideia de endida é a de que quan o melho e mais o e o a
cidadania na cidade melho se ão as es u u as de go e nação de uma cidade. Uma
comunidade a i a, pa icipa i a, ei indica i a, exigen e con ibui á com maio
in ensidade pa a que as espos as ao ní el das es u u as go e na i as sejam mais
cuidadas e e icien es, consegue-se um esul ado bené ico pa a ambos, ou seja, pa a as
es u u as de go e nação (mais p epa adas, a en as e e icien es) e pa a os cidadãos
(dinâmicos, sa is ei os, a p oduzi capi al social e cul u al). É, assim, p opos o como a o
di e enciado pa a a génese da e o ma o desen ol imen o “(…)das dinâmicas
indi iduais e colec i as de cidadania: Cons ui Comunidade – A Polí ica da Cidade como
No o Espaço Público.” (Pinho:2009:30)
39
. Diz-nos a p opos a da Ca a Es a égica que a
expansão do sis ema democ á ico e de go e nação da cidade de Lisboa, o alecido
a a és de uma cidadania a i a e a en a, de e passa po : 1) c ia as condições
necessá ias pa a que seja a p óp ia cidade o elemen o cen al a omen a p á icas a i as
de cidadania. 2) “(…) um mani es o e o ço das capacidades de ges ão e de
adminis ação pública da cidade, ace às no as necessidades, escalas e desa ios das
u bes do século XXI, e ace à mani es a c ise ( an o de isão como de ope acionalidade)
em que as ac uais es u u as adminis a i as de Lisboa se encon am. Ha e á, assim,
que se bem mais es a ega, ab angen e e in eg ado ; ha e á que melho pe cebe os
espaços e os empos e dadei amen e essenciais pa a o desen ol imen o e a coesão da
cidade, do ando de esponsabilidades e ecu sos as escalas e os ó gãos mais adequados
de acção pública em cada dimensão; ha e á que se bem mais exigen e, bem mais
e icien e, bem mais au o-c í ico e a alia i o; ha e á que mo i a ecu sos e cla i ica
compe ências; (…)” (Ma eus e Seixas, 2010:32). Um e cei o aspe o de endido pelos
au o es e e e-se à capacidade de a i mação à escala me opoli ana e nacional que a
capi al e á que p ocu a de ende , de o ma a a i ma -se. De endem ( e o çam) os
au o es do es udo ci ado an e io men e que as dimensões basila es pa a o p ocesso da
e o ma na go e nação da capi al, ase ao diagnós ico já ealizado e endo p esen e as
o ien ações es a égias p opos as, de em assen a com cla eza em 3 dimensões
c uciais. A p imei a a a-se da ( ans) o mação das es u u as ins i ucionais e
39
Re i ado de Ca a Es a égica de Lisboa – Sumá io execu i o, disponí el em: h p://www.cm-
lisboa.p / ileadmin/MUNICIPIO/Cama a_Municipal/Ca a_Es a egica/Suma ios_Execu i os.pd
58
o ganizacionais. O modelo de e á caminha pa a esponde às no as exigências e dessa
o ma, p e ende-se es u u as e o ganizações mais abe as, comunica i as, lexí eis, a
con e gi pa a implemen a es a égias comuns. A edução de unidades o gânicas é
uma das o mas de con ibui pa a cump i as necessidades o muladas. “Es e p ocesso
de ans o mação da o ganização uncional do município isa á especialmen e c ia
condições pa a melho a a qualidade do p ocesso de decisão municipal e a sua e icácia,
supe ando a ac ual e icalização do uncionamen o dos se iços municipais,
cla i icando as elações de comando ou u ela hie á quica e uncional e consag ando as
necessá ias dis inções en e se iços de na u eza ans e sal (…)” (2010:33). A segunda
incide sob e a necessidade de ( ans) o mação da o ganização e i o ial de go e nação
que, à semelhança das es u u as ins i ucionais e o ganizacionais necessi a de se
menos dis an e e echada, pelo con á io mais p óxima e abe a, não menos
e icalizada mas mais ho izon alizada, con ibuído pa a a e e i a aplicação do concei o
de subsidia iedade à escala me opoli ana e dos se iços municipais. Es e p ocesso de
( ans) o mação isa melho a a e iciência no quo idiano uncionamen o dos se iços
au á quicos, ap oxima a “(…)adminis ação da cidade ac ual e dos adminis ados,
aumen ando a acionalidade dos e i ó ios de e e ência, e ge indo po lei u as, acções
e p og amas mui o mais in eg ados e coe en es. Seja, nesses sen idos, a a és do
ala gamen o espacialmen e coe en e dos se iços que ac uam numa escala sub-
municipal; seja a a és da con e gência endencial en e as unidades desconcen adas
de adminis ação municipal – as Unidades de Ges ão – e a ees u u ação e i o ial das
F eguesias, assegu ada, po sua ez, pela al e ação dos seus limi es (…).” (2010:33-34).
Po im, a e cei a dimensão e e e-se à ( ans) o mação da cul u a o ganizacional. Uma
cul u a que es á ea i a, com uma di iculdade de lexibilização e dinâmica, pouco
ino ado a. O impulso pa a a mudança de e á passa pela c escen e alo ização do maio
capi al de qualque o ganização – as pessoas. Es e p ocesso de ( ans) o mação isa á
o alece “(…)O p incípio da p oximidade – aos e i ó ios, aos cidadãos, às ques ões
u banas – conduzi á a uma maio on alidade na acção pública. Não obs an e, ha e á
ainda que c ia condições pa a a consolidação e inculação de es a égias, objec i os e
ecu sos que impliquem bem mais do que uma me a eac i idade da adminis ação
municipal; (…) ab indo inalmen e o mas de coope ação com di e en es ac o es e
s akeholde s da cidade, na pe spec i a de desen ol imen o de uma cul u a de pa ce ia

59
e de go e nança.” (2010:34). Es as 3 dimensões são, de ac o, impo an es pa a
“sin oniza ” a es u u a e dessa o ma, di e encia a es a égia in e en i a
espondendo aos desa ios p opos os. Uma mudança baseada em p incípios que
de endam os obje i os des as 3 dimensões explanadas an e io men e aliadas a um
mo imen o cidadão in e en i o e a en o, como ambém se p e ende, o na ão Lisboa
uma cidade di e enciado a com capacidade de a i mação a á ias escalas.
Realizado o enquad amen o de alguns p incípios subjacen es à e o ma, o na-
se ele an e oca o papel pensado pa a as jun as de eguesia e de que o ma se
conc e iza esse pensamen o. O es udo sob e a Qualidade de Vida e Go e no da Cidade
- Bases pa a um No o Modelo de Go e nação da Cidade de Lisboa, e e e um p oblema
elacionado com a di e gência en e aquilo que são os sis emas u banos da cidade e a
sua es u u a e i o ial de go e nação. Como a icula a dimensão e i o ial e polí ica
a di e en es escalas, de o ma a pode en en a os desa ios que a cidade nos impõe? A
e o ma do modelo de go e nação da cidade não pode igno a a ealidade ex e na, ou
seja, a escala me opoli ana e de “Lisboa cidade egião” e a ealidade in e na à cidade,
a escala de maio p oximidade. Como compa ibiliza es as duas escalas? “Os espaços
polí ico-ins i ucionais de Lisboa de em, po conseguin e, se e o mulados e e o çados
no sen ido dessa conjugação, a a és das p opos as ine en es à dimensão uncional
(an e io men e exp essas) e que incluem uma cla i icação das ins i uições e dos ó gãos
municipais em exe cício, bem como um modelo de a iculação ma icial que en ol a as
di e en es ca ego ias de compe ências.” (2010:41). Nesse sen ido, indicam os au o es
que a e o mulação dos espaços polí ico-ins i ucionais da capi al de em, en e ou as
pe spe i as, inclui : “A go e nação das escalas de p oximidade de Lisboa” a endendo
“(…) a uma decisi a e o mulação dos seus espaços ins i ucionais e adminis a i os. (…)”
(2010:44). Já hou e opo unidade de explana a ine iciência exis en e pa a se consegui
esponde às necessidades. Desse modo é iden i icada a con eniência de se a ança “(…)
po um lado, [com] p ocessos de desconcen ação de compe ências ope acionais e de
on -o ice pa a Unidades de Ges ão (o ganismos municipais e i o ializados,
ag upando e i ó ios comple os de eguesias); e po ou o lado, [com] a delegação e a
descen alização de compe ências, ambém ope acionais de ges ão local e de on -
o ice, pa a as Jun as de F eguesia.” (2010:45). As unidades de ges ão e e idas
60
an e io men e o am pensadas pa a ocupa uma escala de ca á e in a-municipal de
adminis ação. As unidades inham como obje i o “(…) ga an i um equilíb io nos
mo imen os de cen alização da decisão es a égica, pa a da coe ência e o ça à
go e nação, e de desconcen ação e descen alização da acção ope acional, pa a
a o ece o ca ác e pa icipa i o e democ á ico da go e nação e pa a p omo e a
di e sidade, especialização e complemen a idade dos g andes e i ó ios in e nos à
p óp ia cidade cen al.” (2010:45). Os e i ó ios das Unidade de Ges ão o am pensados
de o ma a es a em sob epos os/coinciden es com as á eas e i o iais das jun as de
eguesia. Os au o es p opuse am ês opções sob e o desenho, a o ma de a ança com
es as escalas in a-municipais, ao mesmo empo que, desen ol e am uma análise sob e
a al e ação do núme o, bem como dos limi es das eguesias. Concluí am que 9
Unidades de Ges ão se ia o núme o adequado pa a assumi a conc e ização dos
obje i os p opos os. Rela i amen e às jun as de eguesia, em conc e o, o es udo p e ê
a possibilidade de a e o ma a ança com delegação e desconcen ação de
compe ências ope acionais, com is a a ap oxima es as au a quias dos cidadãos. Pa a
além das compe ências, elemen o isí el, o e o ço das esponsabilidades isa ambém
omen a abalho colabo a i o com a sociedade ci il pa a que se possa desen ol e
uma ação comum e conjun a. Como já oi mencionado an e io men e, a con igu ação
e i o ial das eguesias ge a um desequilíb io que não con lui pa a ap oxima e
melho a a elação en e o espaço público e o espaço polí ico, que p ocu a cada ez
mais adap a-se às exigências da sociedade. Face es as p emissas, o es udo p opõe a
al e ação do núme o e dos limi es das eguesias. Numa p imei a ase o núme o de
eguesias se ia de 27, alo que mais a de se eduziu pa a 24. Os au o es p opuse am
3 con igu ações, ao ní el do desenho, pa a as eguesias da cidade de Lisboa.
Reco endo, pos e io men e à auscul ação dos á ios a o es en ol idos, como cidadãos
esiden es, au a cas e as jun as de eguesia, hou e uma acei ação de um modelo mais
e o mis a, di e en e do an e io , que acha am con ibui pa a o o alecimen o das
elações en e a polí ica e a cidade.
As jun as de eguesia assumi am 4 no as á eas de compe ências, a sabe :
Ges ão e Manu enção dos Espaços Públicos, Ges ão e Manu enção de Equipamen os,
Licenciamen o de P oximidade e Habi ação e In e enção Comuni á ia. Rela i amen e à
61
ges ão e manu enção de equipamen os, e e i a-se as es u u as públicas que
espondem a necessidades cole i as que o Es ado e as au a quias êm o de e de
p omo e . Es a á ea in e en i a a ua sob e equipamen os de ca á e educa i o, como
ja dins de in ância e escolas do 1º ciclo, de laze , como pa ques in an is, cul u ais, como
biblio ecas e museus, en e ou os. As compe ências elacionam-se com a ges ão,
c iação, cons ução e epa ação dos equipamen os cuja á ea de localização se inse e no
espaço público. No que conce ne à habi ação e in e enção comuni á ia, sabe-se que
não é uma á ea ácil pa a se in e i . As ca ências são múl iplas e as espos as exigem
in e enções e es a égias musculadas. Daí que es a á ea de in e enção seja um pouco
di e en e das es an es. P imei amen e impo a aze e e ência ao que se en ende po
habi ação municipal. À semelhança de mui os ou os municípios po ugueses, es e ipo
de espos a social, ao ab igo de di e sos p og amas e p ocessos elacionados com
exp op iações, pe mu as e ope ações u banís icas, em como inalidade apoia
ag egados amilia es que, de ido à sua si uação inancei a, não conseguem acede a
habi ação aos p eços do me cado. A câma a municipal e a emp esa Gebalis abalham
em complemen a idade e as jun as de eguesia in e ém numa á ea, ambém mui o
ele an e e complemen a , que é a in e enção comuni á ia que em como inalidade
ealiza p oje os e a i idades em e i ó ios iden i icados, cujas populações ap esen em
algum ipo de ca ência, nomeadamen e social, cul u al, educacional, en e ou as. O
P og ama “P aia Campo Sénio ” que p e endem p omo e o en elhecimen o a i o é
apenas um exemplo de abalho desen ol ido com uma população que ca ece de
a enção, ocupação e animação. De seguida se á ealizada uma análise um pouco mais
po meno izada sob e as ou as duas á eas de compe ências – Licenciamen o de
P oximidade e Ges ão e Manu enção do Espaço Público. Ap esen a-se o quad o 1 onde
é ap esen ado de o ma simples e di e a as no as compe ências que a Lei n.º 56/2012,
de 8 de No emb o p e ê pa a as jun as de eguesia, expos as acima.
No as á eas de compe ências
Compe ências
Ges ão e Manu enção dos Espaços
Públicos
- Ge i e assegu a a manu enção de
espaços e des;
62
-Assegu a a aquisição, colocação e
manu enção das placas oponímicas;
-Man e e conse a pa imen os
pedonais;
-Assegu a a limpeza das ias e espaços
públicos, sa je as e sumidou os;
-Man e , epa a e subs i ui o mobiliá io
u bano no espaço público, com exceção
do que seja obje o de concessão,
assegu ando a uni o midade es é ica e
uncional dos mesmos;
-Conse a e epa a a sinalização
ho izon al e e ical.
Ges ão e Manu enção de Equipamen os
-Ge i , conse a e epa a equipamen os
sociais na á ea da eguesia, como:
equipamen os cul u ais;
-C ia , cons ui , ge i e man e pa ques
in an is públicos;
-C ia , cons ui , ge i , conse a e
p omo e a limpeza de balneá ios,
la adou os e sani á ios públicos;
-Conse a e p omo e a epa ação de
cha a izes e on aná ios, de aco do com o
pa ece p é io das en idades
compe en es nos e mos legais;
-Assegu a a ges ão e manu enção
co en e de ei as e me cados.
69
À semelhança do licenciamen o de p oximidade, após a e o ma adminis a i a,
e consequen es melho amen os iden i icados pelos ela ó ios de moni o ização, a
compe ência na á ea da ges ão e manu enção do espaço público passou a se epa ida
en e as jun as de eguesia e a câma a municipal. An e io men e, al como se e i ica
no es an e e i ó io po uguês, essa compe ência pe encia na sua o alidade aos
municípios.
An es de se pe cebe que compe ências e quem as de ém é impo an e cla i ica
o que se comp eende po espaço público e po ges ão e manu enção do espaço público.
O guia da e o ma adminis a i a de Lisboa e e en e à manu enção e limpeza
do espaço público, disponí el no sí io da câma a municipal de Lisboa,
44
de ine-nos
espaço público como: “ (…) oda a á ea u bana, edi icada ou não edi icada, de acesso
público. Es e inclui: Equipamen o u bano – conjun os de elemen os ins alados no
espaço público com unções especí icas de assegu a a ges ão das es u u as e sis emas
u banos (ex. sinais luminosos…) Mobiliá io u bano – odas as peças ins aladas ou
apoiadas no espaço público que pe mi em um uso, p es am um se iço ou apoiam uma
a i idade (ex. quiosque, banca, esplanada, alpend e, bancos, pila e es, papelei as,
ecopon os, candeei os de iluminação pública…) - Pa imen os pedonais (passeios,
calçadas, passagens em iadu o), - pa imen os odo iá ios (ciclo ias, ias, úneis), -
espaços e des, - e enos municipais”. Rela i amen e ao “que é manu enção e limpeza
de espaço público” o guia explíci a o seguin e: “A manu enção do espaço público e a sua
limpeza (pa e in eg an e da higiene u bana) são a i idades planeadas ou pon uais, que
isam ga an i um espaço público de qualidade. A higiene u bana ab ange á ias
a i idades e em o obje i o de man e a cidade limpa, in e indo nas seguin es á eas:
limpeza u bana; emoção de esíduos u banos; ges ão e manu enção de equipamen os
de deposição de esíduos u banos e desin es ação e con olo de p agas.” (Guia da
e o ma adminis a i a de Lisboa – Manu enção e Limpeza do Espaço U bano, 2016:3).
O p imei o ela ó io, no que conce ne ao ambien e u bano, começa po aze
e e ência ao que é es abelecido pela Lei n.º 56/2012, mais conc e amen e o a igo 12.º
que in eg a o capí ulo III - compe ências das jun as de eguesia do concelho de Lisboa.
44
Disponí el em: h p://www.cm-lisboa.p / e o maadminis a i a/guia-de-manu encao-e-limpeza-do-
espaco-publico

70
Na á ea da manu enção e limpeza dos espaços públicos, enuncia-se as seguin es a e as
da esponsabilidade da au a quia de maio p oximidade dos cidadãos: “man e e
conse a pa imen os pedonais; Assegu a a limpeza das ias e espaços públicos,
sa je as e sumidou os; Man e , epa a e subs i ui o mobiliá io u bano no espaço
público, com exceção do que seja obje o de concessão, assegu ando a uni o midade
es é ica e uncional dos mesmos; Conse a e epa a a sinalização ho izon al e e ical;
Ge i e assegu a a manu enção dos espaços e des; Assegu a a aquisição, colocação e
manu enção das placas oponímicas.” O ela ó io e e e logo de seguida o seguin e: “Em
e mos globais, a e e i ação de ans e ência de compe ências e de ansição de
ecu sos na á ea da higiene u bana pa a as jun as de eguesia p ocessou-se bem, (…)
Esse ac o é demons ado pelas en e is as ealizadas aos p esiden es de Jun a de
F eguesia al o des e p imei o ela ó io.” (RAMPRAL,2014:30). Um dos
cons angimen os e e idos p endia-se com a al a de ecu sos humanos.
O quin o ela ó io de acompanhamen o e moni o ização do p ocesso de
Re o ma Adminis a i a de Lisboa, Ou ub o de 2015, o ganiza a análise do capí ulo
e e en e ao ambien e u bano, di idindo-o pelas di e en es á eas de in e enção. A
análise aqui explanada incide sob e a ges ão e manu enção do espaço público. Tendo
como e e ência o quad o ap esen ado ela i o às oco ências no espaço público – os
p ocessos que de am en ada, que es ão em execução e os esol idos na jun a de
eguesia - egis as en e Ma ço de 2014 e inal de Se emb o de 2015, na aplicação
municipal GOPI,
45
e e e que em e mos médios, esol e am-se 72% das oco ências
egis adas em GOPI. Pa a além dos egis os assinalados, o ela ó io de moni o ização
a i ma que hou e algumas si uações em que as oco ências e abalhos no espaço
público não o am egis ados de o ma comple a e po isso mesmo co e a na aplicação
GOPI, “o que e iden emen e coloca agilidades na isão in eg ada do es ado-da-a e
nes es campos.” (RAMPRAL,2014:95).
Es e quin o ela ó io elenca as seguin es conside ações: “Em e mos ge ais,
conside a-se que as in e enções no espaço público po pa e das JF es ão a deco e de
o ma sa is a ó ia, es ando es as a demons a uma e iden e p eocupação e zelo pelos
45
Aplicação municipal que pe mi e “(…) a e i do pano ama e das exigências co esponden es à ges ão e
manu enção do espaço público u bano pa a as di e sas eguesias de Lisboa, encon a-se na análise dos
egis os ei os na aplicação municipal GOPI.” (RAMPRAL,2015:95).
71
seus e i ó ios (…)”. Mais uma ez, à semelhança do que se e i icou com o
licenciamen o de p oximidade, a igu ando-se um p oblema ans e sal a odas as á eas
sujei as à e o ma adminis a i a, há uma necessidade de melho a a elação en e os
se iços das au a quias, ela i amen e a á ios a o es conside ados essenciais que se
o na impo an e cla i ica e soluciona .
O oi a o ela ó io de acompanhamen o e moni o ização do p ocesso de e o ma
adminis a i a de Lisboa, no que conce ne à á ea em análise começa po decla a : “A
e o ma adminis a i a o iginou p o undas mudanças numa das dimensões mais
basila es na ges ão de uma cidade – a ges ão e a manu enção do espaço público u bano.
Pa e signi ica i amen e ele an e das compe ências au á quicas nes a dimensão oi
ans e ida pa a a esponsabilidade das JF de Lisboa.” (RAMPRAL,2017:115). Passados
ce ca de 3 anos, e e e o ela ó io de 2017, a e o ma nes a á ea ap esen a-se com uma
no a posi i a, hou e a capacidade de es abiliza as compe ências ans e idas bem como
os ecu sos, e aumen ou-se a e iciência na conc e ização do obje i o – melho a a
ges ão dos espaços públicos da cidade de Lisboa. No en an o, e e e o ela ó io da
equipa de acompanhamen o e moni o ização, o assinalá el sucesso alcançado não se
aduz numa conc e ização comple a do obje i o inicial da e o ma. “Exis em, ainda, não
somen e uma sé ie de elemen os de na u eza adminis a i a po esol e – em á eas
como os sis emas de in o mação ou na elação ope acional en e CML e as JF –; bem
como ou os elemen os a cons ui e a aze acciona – designadamen e, egulamen os
comuns e ou os ins umen os de adequada in eg ação, de omen o de abalho mais
conjun o e de uma mais p o unda cul u a de subsidia iedade.” (RAMPRAL,2017:115). É
ap esen ado nes e ela ó io, à semelhança de an e io es, a abela 1 (em anexo) com
uma análise ela i a aos dados que o am ecolhidos e a mazenados du an e 3 anos,
“co esponden es aos pedidos de in e enção em espaço público e egis ados no GOPI
desde a ansição e ec i a das compe ências co esponden es (Ma ço de 2014) a é ao
inal de Ma ço de 2017.” (RAMPRAL,2017:115).
Realizada uma análise aos dados ap esen ados, o g upo de acompanhamen o e
moni o ização conclui: “Pa a es e pe íodo de 3 anos, em e mos médios ha iam-se
esol ido 81% das oco ências egis adas em GOPI. Des aca am-se (com mais de 90%
de oco ências esol idas) as JF de San a Ma ia Maio (99%), da Mise icó dia (98%), da
Penha de F ança (97%), de Alcân a a (96%), do Pa que das Nações (94%), de São
72
Domingos de Ben ica (92%) e de Belém (90%).” É de salien a ou a conclusão que o
ela ó io pe mi e elucida : “A baixa u ilização e acesso ao GOPI po pa e de
de e minadas JF le an a não só a ques ão sob e qual a aplicação u ilizada pa a a ges ão
das in e enções no espaço público, mas ambém quan o à ob igação de coloca a
in o mação em comum aos á ios ac o es que in e êm, a i ude essencial pa a uma
ges ão e manu enção de espaço público e dadei amen e e icaz e pa ilhada.”
(RAMPRAL,2017:118). As duas jun as de eguesia em análise não se enquad am na
si uação desc i a acima. No en an o, é impo an e aze e e ência a es a ealidade pa a
se pode e consciência que há si uações mui o díspa es e que po á ios mo i os a
capacidade de abso ção das compe ências, bem como a capacidade de espos a é
a iá el.
Nas conside ações sob e o es ado da a e nas á eas da ges ão e manu enção do
espaço público, o ela ó io iden i ica pon os o es e po isso consolidados, pon os
acos que impo a melho a e consolida e opo unidades impo an es pa a o
melho amen o da go e nação da cidade de Lisboa que con ibui á pa a aumen a a
qualidade de ida dos egueses/munícipes. Re e e o pon o núme o 1 que: “Em e mos
globais, conside a-se que a acção de ges ão e manu enção no espaço público po pa e
das JF em deco ido de o ma bas an e sa is a ó ia, es ando inclusi e a se le adas a
cabo uma ampla sé ie de acções ino ado as nes a á ea de compe ências cen al à
e o ma adminis a i a.” (RAMPRAL,2017:119). Re e e ambém, como já oi
mencionado, que não se pode gene aliza es a ap eciação, há di e enças signi ica i as
en e di e en es jun as de eguesia. Apesa de exis i uma boa elação ins i ucional
en e as au a quias – câma a municipal e jun as de eguesia – há elemen os que
necessi am de se melho ados e cla i icados. “(…) as elações não se a igu am ão
salu a es quando conce nen es à ges ão mais quo idiana de de e minados elemen os
cuja esponsabilidade mos a ainda não es a de idamen e cla i icada. Exis e uma ób ia
necessidade de melho a a a iculação en e os se iços das JF e os se iços da CML, em
di e sos pon os essenciais;” (RAMPRAL,2017:120). Es a si uação e e a conco dância da
p esiden e da jun a de eguesia de A enidas No as, no âmbi o da en e is a ealizada.
O ela ó io p ossegue mencionando os pon os que necessi am de se esol idos e
de idamen e acau elados, en e eles des aca-se: a necessidade de escla ece e de ini
o que se en ende po á eas es u u an es e á eas não es u u an es, no que se elaciona
73
com a in e enção no espaço público. Ainda há dú idas nes a ma é ia que necessi am
de se eliminadas. Ou a das si uações egis as p ende-se com a ca ência de o mação
em de e minadas compe ências, como as ocupações empo á ia e os e en os ealizados
em espaço público. No en an o, a i mam os au o es do ela ó io de acompanhamen o
e moni o ização que po um lado, há in o mação sob e es as ma é ias no sí io da
Re o ma Adminis a i a e po ou o, es a am p e is as a ealização de no as ações de
o mação a uncioná ios das jun as de eguesia.
A é aqui a pe spe i a de análise incidia com maio po meno no papel das jun as
de eguesia. É impo an e al e a a pe spe i a de análise pa a as
al e ações/compe ências da câma a nes a ma é ia. O oi a o ela ó io a i ma: “As
impo an es mudanças ope adas nos âmbi os da ges ão do espaço público da cidade
deco en es da e o ma adminis a i a o am das p incipais azões conducen es à
eo ganização das es u u as o gânicas da CML desen ol ida a pa i do Ve ão de 2015.
No a elmen e nas al e ações ei as ao ní el da UCT – colocando-lhe um oco mais
ope acional – e em medidas como a c iação das “B igadas LX”. (RAMPRAL,2017:123-
124). Há á ios exemplos explanados no ela ó io sob os quais se pode ia e le i . No
en an o, o essencial é pe cebe -se que a es u u a o gânica da câma a municipal se
en ou adap a às no as compe ências da câma a, ou seja, hou e um es o ço de
complemen a idade en e as au a quias pa a que se conc e izasse o mais impo an e –
maio qualidade de ida.
Apesa dos pon os posi i os e nega i os que os ela ó ios i e am capacidade de
iden i ica , ela i amen e às á eas em análise – licenciamen o de p oximidade e ges ão
e manu enção do espaço público – há uma con e gência na conclusão que e e e o
seguin e: “As linhas de apoio disponibilizadas pela CML às JF são, na opinião da maio ia
dos auscul ados pelo GAMRAL, insu icien es ou desajus adas. O que p o oca uma aca
a iculação en e os se iços das JF e os se iços cama á ios, no que diz espei o às mais
di e sas ma é ias em ques ão e nomeadamen e nas ma é ias de licenciamen os e de
ges ão e manu enção de espaços públicos. (RAMPRA,2015:99)”.
Com odas as an agens, esul an es da e o ma, aduzidas em melho ias de
p es ação de se iços à população, exis em alguns aspe os que ainda necessi am de se
ape eiçoados. Se não osse des a o ma se ia es anho. As cidades encon am-se em
74
di e en es e ápidas mu ações, os sis emas go e na i os das cidades e ão que se mais
lexí eis e hábeis pa a pode acompanha essas ( ans) o mações.
5. B e es Monog a ias das cidades em es udo
Em capí ulos an e io es já hou e opo unidade de e le i sob e o papel
es a égico das cidades e das á eas u banas pa a a p ojeção de um u u o dinâmico e
desen ol ido. É nas cidades e nos e i ó ios u banos que se pode ga an i as condições
pa a desen ol e um ciclo de c escimen o, desen ol imen o, ino ação capaz de
en en a cená ios de c ise.
Uma das ambições que sus en ou a on ade de abo da a emá ica em es udo
nes a disse ação oi, como e e e o obje i o i ), p ocu a explica possí eis
condicionan es ao início e desen ol imen o de um p ocesso de e o ma adminis a i a
nou os e i ó ios do nosso país. Nomeadamen e no concelho de Loulé, como es á
explíci o no obje i o i), desen ol e , de o ma global, uma possí el es a égia de
implemen ação de uma Re o ma Adminis a i a no e i ó io de Loulé. Nesse sen ido,
o na-se impe a i o enquad a e analisa es es dois e i ó ios u banos, Lisboa e Loulé.
5.1. Monog a ia da cidade de Lisboa
A cidade de Lisboa é um e i ó io exclusi amen e u bano, localizada no li o al
oes e a lân ico, jun a à oz do io Tejo. A cidade desen ol e-se ao longo de uma aixa
u bana, que desde mui o cedo ixou população. “Es a Faixa Li o al, na qual se incluem
ambém as ou as maio es cidades, de e o seu p o agonismo demog á ico a azões
supos amen e clássicas, mas que ainda hoje pa icipam da explicação ge al: exis ência
de e as é eis, o es ímulo da ida ma í ima que a o eceu a a lan ização do
po oamen o e uma base opog á ica ela i amen e plana, ge ado a de edes de
ci culação e es e mais cómoda. Es es ac o es induzi am ambém, mais a de, o
p óp io in es imen o indus ial a que se seguiu o e o ço da u banização e da p óp ia
e cia ização da economia e da sociedade.” (Soa es, 2005: 104). A cidade de Lisboa e a
espe i a á ea me opoli ana de ém um conjun o de ca ac e ís icas, em elação a á ias
emá icas, que pe mi e assumi que, de ac o, a capi al po uguesa ap esen a um

75
compo amen o di e enciado das es an es cidades do nosso e i ó io. A população é
apenas um indicado que supo a a a i mação an e io .
A cidade de Lisboa, com 84 km² di idida em 24 eguesias, é um dos municípios
pe encen e à Á ea Me opoli ana de Lisboa que engloba 18 municípios ag upados em
duas sub- egiões dis in as: a G ande Lisboa (Amado a, Cascais, Lisboa, Lou es, Ma a,
Odi elas, Oei as, Sin a e Vila F anca de Xi a) e da Península de Se úbal (Alcoche e,
Almada, Ba ei o, Moi a, Mon ijo, Palmela, Seixal, Sesimb a e Se úbal), como se pode
e no mapa 1. Segundo as es ima i as anuais da população disponibilizadas pelo INE,
ca ac e iza-se po se a á ea me opoli ana com maio núme o populacional de
Po ugal, com 2 824 906 habi an es em 2011, com um ligei o aumen o em 2017 onde o
núme o populacional se si ua a nos 2 827 514 habi an es. Em e mos pe cen uais, no
ano 2011 a á ea me opoli ana de Lisboa ep esen a a 26,8% e a cidade de Lisboa 5,1%
(542 917 habi an es) em elação ao país. Já no ano de 2017, a á ea me opoli ana de
Lisboa a ingiu os 27,4% e a cidade de Lisboa 4,9% (505 526 habi an es) em elação ao
país. A lei u a des es núme os indica que de 2011 pa a 2017 hou e um aumen o de
habi an es na á ea me opoli ana de Lisboa, enquan o na cidade de Lisboa a endência
é in e sa, ha endo uma diminuição. O mesmo podemos conclui do peso populacional
da capi al em elação à á ea me opoli ana de Lisboa, enquan o no ano de 2011
ep esen a a 19,2%, em 2017 o alo pe cen ual si ua a-se nos 17,9%, uma pe da de
1,3%.
76
5.2. Monog a ia da cidade de Loulé
Rela i amen e ao concelho de Loulé, localiza-se a sul do con inen e po uguês e
es á na pa e cen al do dis i o de Fa o. É delimi ado a no e pelo concelho de
Almodô a , a Sul pelo oceano A lân ico, a Es e pelos concelhos de Alcou im, Ta i a, São
B ás de Alpo el e Fa o, a Oes e pelos concelhos de Sil es e Albu ei a. O município
ab ange uma á ea geog á ica de ce ca de 76.366, 92 ha, o que co esponde a 763, 67
km² di ido po 9 eguesias (como se pode e no mapa 2).
Cidade de Lisboa
Mapa 1 | Cidade de Lisboa com as an e io es e a uais eguesias. Fon e es a ís ica: CAOP 2011 e 2017.
Elabo ação p óp ia
77
O quad o 2 iden i ica uma ca ac e ís ica impo an e que di e e do concelho de
Lisboa. Essa ca a e ís ica elaciona-se com a ipologia u bana e u al das eguesias que
in eg am o concelho. Podemos e i a duas conclusões ób ias esul an es da lei u a do
mesmo. A p imei a é que as unidades adminis a i as com maio á ea, exp essa em
hec a e, si uam-se a no e do concelho: Ameixial, Sali e União de eguesias de
Que ença, Tô e Bena im. A segunda, é que se jun a mos às e e idas a eguesia de Al e,
pe cebemos que o in e io signi ica 50.810,86 ha de 76.366,92 ha e 66.53%, ou seja,
mais de me ade do concelho. A eguesia de Qua ei a e São Clemen e apenas
ep esen am 8.435,2 ha e 11.05% do concelho. No en an o, sendo á eas
p edominan emen e u banas colocam ao concelho um conjun o de desa ios mui o
impo an e, nomeadamen e no licenciamen o de p oximidade (são á eas mui o mais
ape ecí eis pa a o desen ol imen o das mais di e sas a i idades) e na ges ão e
manu enção do espaço público (são á eas que de ido à p essão u bana e u ís ica
eque em maio a enção).
Mapa 2 | Cidade de Loulé com as an e io es e a uais eguesias. Fon e es a ís ica: CAOP 2011 e 2017.
Elabo ação p óp ia
Cidade de Loulé
78
Designação da eguesia
Á ea (ha)
Pe cen agem
ela i amen e à á ea do
concelho
Almancil
6.229,95
8,16
Al e
9.433,34
12,35
Ameixial
12.384,95
16,22
Boliqueime
4.621,28
6,05
Qua ei a
3.815,69
5,00
Sali
18.775,06
24,59
São Clemen e
4.619,51
6,05
São Sebas ião
6.269,63
8,21
União de eguesias de
Que ença, Tô e Bena im
10.217,51
13,37
To al
76.366,92
100,00
Quad o 2 | Á ea e pe cen agem das eguesias ela i amen e ao concelho
Fon e: DGT, 2013 e i ado de Plano Municipal de De esa da Flo es a Con a Incêndios do Município de
Loulé
A cidade de Loulé pe ence a um dos municípios da Comunidade In e municipal
do Alga e – AMAL que engloba 16 municípios ag upados em duas sub- egiões:
Ba la en o (Vila do Bispo, Aljezu , Monchique, Lagos, Po imão, Lagoa, Sil es e
Albu ei a) e So a en o (Loulé, Fa o, São B ás de Alpo el, Olhão, Ta i a, Alcou im, Cas o
Ma im e Vila Real de San o An ónio). Segundo as es ima i as anuais da população
disponibilizadas pelo INE, no ano de 2011 a egião alga ia inha 448 722 habi an es já
no ano de 2017 o núme o de habi an es diminuiu e es a a nos 440 543 habi an es. Em
e mos pe cen uais, no ano de 2011 a egião alga ia ep esen a a 4,3% e a cidade de
Loulé 0,7% em elação ao país. Já no ano de 2017, a egião do alga e a ingiu os 4,3% e
a cidade de Loulé os 0,7%. Embo a os alo es pe cen uais se man enham iguais, há uma
ligei a diminuição do núme o de habi an es de 2011 pa a 2017 que na egião do
Alga e, que na cidade de Loulé. Analisando o peso populacional da cidade de Loulé
ela i amen e à egião do sul do país, o alo pe cen ual ixa-se nos 15,7% nos anos de
85
habi an es, de 2001 pa a 2011 a a iação oi de -532 habi an es. Um dos a o es que
con ibuiu pa a a diminuição da população es á elacionado com as a i idades que se
desen ol iam na eguesia e que se al e a am “Os edi ícios ab is de inais do século XIX
e que an o ma ca am a ida dos alcan a enses nas p imei as décadas do século XX,
o am, en e an o, abandonados. O p ocesso de indus ialização i ido po Alcân a a na
2ª me ade do século XIX, deu luga , cem anos depois, ao p ocesso in e so e uma
p o unda ans o mação social, sendo g ande pa e deles hoje edi ícios de habi ação e
emp esa iais.” (Sí io da eguesia, 2018)
48
Mapa 4 com a ep esen ação ca og á ica da
eguesia
Lisboa e Loulé são os e i ó ios u banos em es udo. Mesmo não sendo possí el
aze uma elação di e a en e as duas á eas u banas, uma ez que êm ca ac e ís icas
e dinâmicas mui o dis in as, hou e a p eocupação de en a encon a a o es que
48
In o mação disponí el em: www.j -alcan a a.p > eguesia > his ó ia da eguesia.
Mapa 4| F eguesias em es udo
Fon e: Elabo ação p óp ia
Cidade de Lisboa

86
pudessem e a a os e i ó ios das eguesias. Foi desc i o an e io men e os c i é ios
pensados pa a a escolha das eguesias. A enidas No as e Loulé (São Clemen e) dois
e i ó ios cen ais e com algumas semelhanças e Alcân a a e Qua ei a, e i ó ios
ibei inhos. Es abelece uma análise compa a i a en e es es e i ó ios e ela-se uma
a e a di ícil, mas pa a se pode basea em polí icas bem desenhadas e implemen adas
é necessá io es uda e ap ende com esses e i ó ios. É nessa pe spe i a que se
desen ol e es e abalho.
Pa a se pode pe ceciona melho as di e en es capacidades das jun as de
eguesia em análise, o na-se impo an e abo da as on es de inanciamen o e o
p óp io o çamen o das jun as, bem como os seus ecu sos humanos – a o essencial na
c iação de dinâmica e uncionamen o de qualque o ganização.
As jun as de eguesia, de ac o, ca ecem de on es de inanciamen o pa a
pode em e capacidade in e en i a jun o da população, es a é uma ealidade mui o
di undida pelos esponsá eis polí icos. Se pensa mos nas on es e inanciamen o das
au a quias locais, no caso em conc e o das eguesias, cons a amos que as eguesias se
inanciam a a és das seguin es ecei as:
a) Recei as de ans e ência;
b) Recei as ibu á ias (cob ança do IMI sob e os p édios classi icados como
ús icos, 1% da cob ança do IMI sob e os p édios classi icados como u banos e as axas
esul an es da p es ação de se iços como a concessão de licenças a p a ica de a os
adminis a i os, en e ou os);
c) Recei as pa imoniais (“(…) ad ém da ges ão do seu pa imónio e as cob adas
pela u ilização dos seus se iços, como sejam o endimen o de bens p óp ios, mó eis
ou imó eis adminis ados, dados em concessão ou cedidos pa a explo ação e o p odu o
da alienação de bens p óp ios, mó eis ou imó eis.” (CCDR Cen o, 2014: 33));
d) Recei as c edi ícias ( a a-se de emp és imos e locação inancei a);
e) Ou as ecei as.
Impo a des aca a alínea a), as ecei as de ans e ência, po se uma ecei a
com uma a iação de aco do com os c i é ios de inidos, mas que odas as eguesias
ecebem. Es as ecei as de ans e ência co espondem ao Fundo de Financiamen o das
F eguesias (FFF) e às ans e ências municipais po delegação de compe ências. “O
Fundo de Financiamen o das F eguesias (FFF) é o exemplo da epa ição de ecu sos
87
públicos, co espondendo a uma pa icipação nos impos os do Es ado equi alen e a 2
% da média a i mé ica simples da ecei a ob ida do Impos o de Rendimen o sob e
pessoas singula es (IRS), do Impos o de Rendimen o sob e pessoas Colec i as (IRC) e do
Impos o de Valo Ac escen ado (IVA). (CCDR Cen o, 2014:30). As eguesias não
ecebem odas a mesma a ibuição inancei a: “A dis ibuição pelas eguesias do Fundo
de Financiamen o das F eguesias é de e minada de aco do com um conjun o de c i é ios
que in eg am a ipologia de á ea u bana, a densidade populacional, o núme o de
habi an es e a á ea da eguesia, nos e mos do egime inancei o das au a quias locais
e das en idades in e municipais (Lei nº 73/2013, de 3 de Se emb o).” (CCDR
Cen o,2014:31). Pa a além des a e ba disponibilizada a a és do FFF, cons an e no
O çamen o de Es ado, exis em as ans e ências municipais. “O inanciamen o
municipal pa a apoio das espec i as eguesias, esul a da celeb ação de aco dos de
execução e de con a os de delegação de compe ências en e a câma a municipal e as
jun as de eguesia, p e iamen e au o izados pela assembleia municipal ( al como os
subsídios).” (CCDR Cen o, 2014:31). A a és da igu a 5 pe cebemos as ecei as de
inanciamen o das Jun as de F eguesia do concelho de Loulé em análise – Qua ei a e
Loulé (São Clemen e), pa a o ano de 2018.
88
A jun a de eguesia de A enidas No as az uma p e isão de o çamen o que se
si ua, no ano de 2018, em 4 798 307, 00 €. Pode ia aze -se uma análise compa a i a ao
longo dos úl imos anos na en a i a de comp eende a e olução dos o çamen os das
au a quias de maio p oximidade, mas endo Lisboa e Loulé uma ealidade e um
p ocesso ão díspa es se e es a e e ência apenas pa a assinala a acen uada
disc epância en e os ecu sos inancei os exis en es en e as eguesias em análise.
Rela i amen e aos ecu sos humanos as di e enças man êm-se acen uadas. A eguesia
de Loulé (São Clemen e) em apenas 6 uncioná ios, 3 assis en es écnicas e 3
assis en es ope acionais. Dos 5 memb os do execu i o, o senho p esiden e es á a
exe ce unções a empo in ei o e dois ogais epa em um empo in ei o, ou seja, meio
empo cada um. Rela i amen e a Qua ei a a si uação já é bas an e di e en e. A
eguesia em 30 uncioná ios: 14 assis en es écnicas, 6 desempenham unções de
assis en es ope acionais, 5 são écnicos supe io es e dos 5 memb os do execu i o, dois
deles encon am-se a empo in ei o. No que espei a à jun a de eguesia de A enidas
No as a ealidade não é compa á el. Segundo a en e is a com a senho a p esiden e, a
jun a em mais de 30 uncioná ios, das á ias ca ego ias ( écnicos supe io es, assis en es
Figu a 5| T ans e ência de e bas pa a as eguesias no concelho de Loulé
Fon e: Rela ó io do O çamen o e g andes opções do plano pa a 2018
89
écnicos e ope acionais). O execu i o é compos o po 7 memb os, alo que es á
elacionado com o cump imen o de de e minados c i é ios que de inem o núme o de
memb os dos execu i os de eguesia, como po exemplo o núme o populacional.
O alo dos o çamen os ( ecu sos inancei os) e o núme o de uncioná ios
( ecu sos humanos) que as jun as de eguesia dispõem con e gem pa a comp o a
duas ealidades. A p imei a elaciona-se com os esul ados díspa es que es e p ocesso
causou, embo a se es eja apenas a analisa o concelho de Lisboa e Loulé e endo
p esen e odo o p ocesso que a cidade de Lisboa p omo eu. A segunda elaciona-se com
a necessidade exis en e de p omo e uma e o ma melho ada nos e i ó ios que não
i e am a opo unidade que Lisboa soube p omo e . O e i ó io de Loulé em condições
pa a p omo e uma e lexão sob e es a emá ica.
7.1. En e is as aos a o es polí icos e écnicos
Face à necessidade de ap o unda as ilações ex aídas da análise a á ios
ela ó ios de acompanhamen o e moni o ização ealizados em di e en es pe íodos
empo ais, o na-se imp escindí el ques iona os écnicos e esponsá eis polí icos sob e
es as á eas da e o ma adminis a i a de Lisboa, com is a a e uma pe spe i a di e a
daqueles que es ão p óximos das di iculdades e sucessos esul an es do p ocesso de
implemen ação e desen ol imen o do p ocesso.
Nesse sen ido, no concelho de Lisboa es a a p e is o ha e á dois g upos
dis in os a pa icipa na análise empí ica. Um écnico da câma a e os esponsá eis
polí icos, o senho p esiden e da Jun a de eguesia de Alcân a a e a senho a p esiden e
da Jun a de F eguesia de A enidas No as. O p imei o se ia en e is ado com is a a
ob e -se uma análise com incidência ao ní el écnico. Aos segundos p e ende-se e i a
conclusões ambém ao ní el do desen ol imen o do p ocesso, mas sob e udo aos
esul ados sen idos da implemen ação da e o ma. Face à g ande di iculdade em
con ac a a câma a municipal de Lisboa e a jun a de eguesia de Alcân a a a disse ação
ica á sem esse es emunho di e o nes a análise. No en an o, ace ao ico con eúdo
ecolhido nos ela ó ios de moni o ização, onde cons am pa a além de ac os
assinalados como posi i os e ou os a melho a , a opinião dos au a cas de eguesia,
pe mi e ealiza uma análise undamen ada. A di iculdade de auscul a na p imei a
90
pessoa um écnico municipal e o au a ca de eguesia da jun a de Alcân a a não se
e le e de o ma nega i a nem diminui o igo da ap eciação, pelo con á io.
Tendo es a disse ação como um dos obje i os es uda qual o con ibu o que a
e o ma adminis a i a de Lisboa pode á da às eguesias e município do concelho de
Loulé, é essencial e a a a opinião dos a o es que no e i ó io exe cem unções com
implicações di e as na ida das populações. Nesse sen ido, e de o ma a ha moniza a
me odologia ado ada nes a auscul ação aos a o es écnicos e polí icos, ecolheu-se a
opinião da che e municipal com esponsabilidades na di isão de con olo das a i idades
económicas e a i as, pe encen e à Di eção Municipal de Adminis ação e Planeamen o
e dos senho es p esiden es de Jun a de F eguesia de Qua ei a e Loulé (São Clemen e).
7.1.1. En e is a à senho a p esiden e de jun a de eguesia de A enidas No as
A senho a p esiden e de jun a de eguesia, en e is a n.º 1 ansc i a na ín eg a
em anexo, espondeu a odas as ques ões colocadas, endo ido semp e uma
abo dagem posi i a em elação aos assun os comen ados. To na-se ele an e nes a ase
des aca algumas ma é ias e e idas pela esponsá el polí ica. Rela i amen e à p imei a
pe gun a elacionada com a capacidade écnica, a ní el de ecu sos humanos e ou os
pa a aze ace aos di e en es pedidos de licenciamen o, a p esiden e oi pe en ó ia a
a i ma que quando oi ealizada a passagem dos licenciamen os as jun as inham
capacidades, que o am sendo e o çadas, e não hou e nem há p oblemas a assinala .
Comen ou que ha ia si uações i egula es, mui o desag adá eis de esol e , mas que
ainda assim o p ocesso em co ido bem. Em elação à segunda ques ão que oca a nas
ações de o mação p omo idas pela câma a, a p esiden e a i ma que apesa de es a no
ca go há pouco empo (8 meses, p imei o manda o), pe cebe que uma elação en e a
câma a e as jun as mui o a o á el a desen ol e es e ipo de inicia i as. Exp essou uma
ideia, que conside o se e elado a da pos u a e de e minação a que se dispõe pa a
desempenha o ca go público que ocupa, diz: “Eu acho que as jun as de eguesia
ambém êm que se p oposi i as ace à câma a. Há um depa amen o de o mação da
câma a que es á ao nosso dispo e nós po an o, eco emos e emos. Não me pa eceu
mui o di ícil. Tem que ha e aqui um diálogo mui o p o ícuo.” ( espos a à pe gun a
núme o 2). Es a ideia de que, de ac o, as jun as de eguesia podem e de em p omo e

91
as suas inicia i as, êm au onomia é mui o in e essan e. Embo a em Lisboa es a possa
se uma ealidade mais no mal, em Loulé a jun a de eguesia de São Clemen e é mui o
c í ica da ação (ou al a dela) da câma a. São Clemen e não em as condições que o am
c iadas em Lisboa, mas ambém lhe al a uma a i ude mais p oposi i a. No que conce ne
à pe gun a núme o 3, a p esiden e obse a que há semp e melho ias a aze . Dá um
exemplo ecen e elacionado com uma comissão da Assembleia Municipal de Lisboa,
em que os p esiden es de jun a se jun a am, e ei indica am à câma a e ao go e no um
conjun o de ajus es e melho ias pa a a ges ão diá ia da jun a. Obse ou ambém que a
câma a ai disponibiliza uma e ba maio pa a zonas como a da ju isdição da eguesia
mui o p essionada pelo u ismo, es a melho ia só se p opo cionou pela
ei indicação/pedido da jun a de eguesia. “Eu penso que em que ha e semp e es e
diálogo, (…) pe cebemos o que é que nos limi a e o que podemos aze melho po que
somos mais p óximos dos egueses, emos essa capacidade imedia a e po isso
p ecisamos de mais meios.” (Respos a à pe gun a núme o 3). No que se elaciona com
o g upo B – Ges ão e Manu enção do Espaço Público, à pe gun a núme o 4 a senho a
p esiden e, mais uma ez, esponde de o ma bas an e posi i a e con ian e. Conside a
que o espaço público, não em sido uma p io idade, de ido a ou as ca ências, mas que
essa á ea ai me ece mais dedicação. Ilus ou o exemplo da calçada po uguesa que
es a a em mui o mau es ado na eguesia de A enidas No as e que a jun a conseguiu
assegu a melho ias de ido aos 4 calce ei os, que es ão ao se iço, e que ize am o cu so
de calce ei os p omo ido pela câma a municipal. Mais uma ez e o ça, com um
exemplo mui o p á ico, o bom abalho da câma a nas ques ões elacionadas com o
omen o das o mações e do ação de capacidades pa a as jun as. Rela i amen e à
pe gun a núme o 5 a esponsá el polí ica a i ma não ha e g andes p oblemas.
Conside a apenas que há duas si uações onde é menos cla a a compe ência de cada
au a quia (câma a e eguesia): “O a o edo nem semp e es á ão bem de inido pa a
nós. Mas de um modo ge al eu acho que não há g andes p oblemas, a não se a ques ão
dos eixos es u u an es”. No que se elaciona com o que necessi a de se
al e ado/melho ado – pe gun a núme o 6 – a senho a p esiden e a en a que pa a odas
as si uações co am da melho o ma é necessá io es abelece um diálogo p o ícuo
en e a câma a e as jun as. Fala da o ganização es abelecida que acili a odo o abalho.
“As delegações de compe ências es ão a se um modus aciendi, ei a de modo mais
92
e icien e. Cons i uiu-se um gabine e (na câma a). Em ez de anda em os p esiden es de
jun a a di igi em-se a cada e eado há um gabine e em que es á a p esença de cada
e eação e é aí que nós nos di igimos.” ( espos a à pe gun a núme o 6). A me odologia
ado ada é conside ada mui o posi i a pa a que o abalho seja menos mo oso e mais
p o ícuo. Po im, em elação à úl ima ques ão sob e como ê e classi ica a
implemen ação da Re o ma, a p esiden e começa po dize que é das pessoas que acha
que a e o ma uncionou bem. “A ques ão da delegação de compe ências oi
undamen al pa a Lisboa. Lisboa em um e i ó io mui o g ande, eu enho uma
eguesia onde há 22 000 elei o es é da dimensão de alguns concelhos e é a manei a de
nos ap oxima mos. As au a quias e o pode digamos, e é bom que os polí icos e os
egueses se ap oximem e sin am as necessidades uns dos ou os. E is o az-se bem,
mais acilmen e, a a és de uma g ande cidade como Lisboa a a és da delegação de
compe ências”. No en an o, apesa de aze uma ap eciação posi i a, conside a como é
na u al que “(…) há que ap o unda , há que muda leis, a ní el da Assembleia da
República. (…) A lei ela i amen e às ca ei as, digamos assim, são ainda pa cas e não é
mui o a a i o pa a um jo em que em uma licencia u a i pa a aqui e diminui o seu
encimen o”. Conside a ainda que: “De um modo ge al é posi i o e ende penso eu, a
alas a -se po odo o país sal agua dando, cla o, as especi icidades do e i ó io po que
o nosso país é mui o ico e a iado.” ( espos a à pe gun a núme o 7). De uma manei a
global, e embo a es eja no ca go público há pouco empo, a p esiden e analisa de o ma
mui o posi i a o p ocesso da e o ma e en ende que pa a udo unciona da melho
o ma possí el e á que ha e algumas al e ações, como é no mal, e as jun as de
eguesia de em ado a uma a i ude p oposi i a ace à câma a municipal.
93
Comen á ios
Obje i os
Conc e ização dos
obje i os
-Cump ido
-Em pa e
-Não cump ido
Jun a de F eguesia de A enidas No as
a) Comp eende
o cená io a ual em
elação às duas á eas
de compe ências
Cump ido
A esponsá el polí ica explanou, de o ma
sin é ica e mui o posi i a, o seu ag ado no
uncionamen o des as ma é ias. A i mou
apenas que há necessidade de cla i ica as
compe ências em elação ao a o edo e eixos
es u u an es (espaço público).
b) Iden i ica as
p incipais di iculdades
no p ocesso de
implemen ação da
e o ma
Cump ido
Re e iu a necessidade de ap o unda e al e a
legislação ao ní el do pode cen al, na
necessidade de pode con a a e a ai mais
ecu sos humanos e no necessá io e o ço do
o çamen o.
c) Pe cebe se
hou e (há) uma eal
comp eensão das
di iculdades que as
jun as de eguesia
en en am
Cump ido
A senho a p esiden e deu exemplos p á icos
da elação p o ícua que em com a câma a
municipal. Conside a que o gabine e da câma a
que apoia as eguesias es á mui o
en usiasmado e com on ade de colabo a
com as jun as de eguesia.
d) Analisa o que
pode ia e sido
ealizado de ou a
o ma, podendo
esponde às e e i as
necessidades das
jun as de eguesia
Em pa e
A senho a p esiden e de Jun a ocupa o ca go
público há pouco empo (8 meses quando se
ealizou a en e is a) não em expe iência dos
p imei os momen os de implemen ação, mas
a i ma que es á a co e udo bem, a é ao
momen o.
94
e) Es uda de que
o ma a e o ma
adminis a i a,
ocando as duas á eas
especí icas em
análise, pode ia se
mime izada nou os
e i ó ios,
nomeadamen e em
eguesias do
concelho de Loulé
Em pa e
Embo a a senho a p esiden e i esse e e ido
que a expe iência de Lisboa oi mui o posi i a e
de e ia se alas ada pa a ou os e i ó ios,
não esmiuçou mui o a o es conside ados
impo an es pa a se inicia esse p ocesso
nou as geog a ias.
7.1.2. En e is a à che e de Di isão de Con olo de a i idades económicas e a i as da
Di eção Municipal de Adminis ação e Planeamen o da Câma a Municipal de
Loulé
A che e de di isão de con olo de a i idades económicas e a i as, en e is a n.º
2 ansc i a na ín eg a em anexo, espondeu a p a icamen e odas as ques ões
colocadas. Impo a nes a ase des aca algumas ma é ias e e idas pela écnica
municipal.
Re e iu em elação ao licenciamen o não ha e g andes p oblemas a assinala .
“As pessoas p eenchem os o mulá ios, de aco do com o p e endido, dá en ada no
expedien e, e depois au oma icamen e o expedien e encaminha pa a nós. Nós aqui
azemos uma iagem dos assun os e es es pedidos ão semp e à iscalização pa a eles
aze em a in o mação écnica de aco do e enquad ando no nosso egulamen o. Depois
dessa in o mação e desse enquad amen o, e o na aos nossos se iços e nós, com base
no que eles ão e i ica po que no malmen e ão ao local e i ica , analisamos se o
enquad amen o es á ou não co e o no egulamen o e ai a decisão supe io . Quando
ol a aos nossos se iços, já az a decisão supe io e é comunicada aos eque en es,
que seja ocupação do espaço público de mesas e cadei as, no undo esplanadas, os
endedo es ambulan es ambém é connosco, as campanhas p omocionais solici adas
Quad o 4 | Análise ao cump imen o dos obje i os
Fon e: Elabo ação p óp ia
101
jun as de eguesia capacidade pa a se pe cebe que se p ecisa ou não se p ecisa de
écnicos pa a o desen ol imen o de de e minadas a e as. Que ia com is o dize que,
ao con á io do que mui os – nomeadamen e esponsá eis polí icos – a i mam que as
jun as de eguesia êm um papel pouco de e minan e na consolidação da esolução de
p oblemas, as jun as já êm execu i os p epa ados pa a uma melho e lexão e
in e ogação ela i amen e a mui as decisões e o ien ações cama á ias e de ní el
cen al. Em elação à pe gun a núme o dois onde ques iono o que se á necessá io
ga an i /agiliza pa a as jun as de eguesia pode em e as compe ências (ou mais
compe ências) na á ea, o p esiden e a i ma: “Começa a o na -se ape ecí el, pa a nós
jun as de eguesia, “aga a ” algumas coisas, sabendo que podemos aze esse abalho
de p oximidade e de espos a mui o melho do que algumas câma as. Aqui a JF de
Qua ei a sen e a necessidade de e mui as compe ências. Po quê? A câma a é g ande
demais, pode e alguns ecu sos humanos a mais nalgumas á eas, mas em ge al em
mui a necessidade de ecu sos, os cons angimen os legais le am a que não possa
con a a mui as ezes e nós sabemos que os se iços não são ei os como de e iam se
ei os”. Conscien e da ealidade cama á ia o au a ca de eguesia não hesi a em a i ma
a e iciência na capacidade de espos a da sua eguesia e a ança com duas á eas mui o
impo an es pa a a ges ão da cidade de Qua ei a que conside a impo an es passa em
pa a a esponsabilidade da eguesia. “Se calha , o nosso se iço de p oximidade pode ia
le a a que as coisas ossem mui o mais bem- ei as, po exemplo nas á eas do espaço
público e salub idade. Pa a nós é uma is eza po que as coisas acabam po não
unciona .” ( espos a à pe gun a núme o 2). Um dos pon os mui o impo an es a
conside a nes a análise ao que oi di o pelo senho p esiden e de jun a p ende-se com
a ques ão da ju isdição – pe gun a núme o 3). Os di e en es esponsá eis pela ju isdição
de uma de e minada á ea do e i ó io da sua eguesia são um p oblema? Como
con a iá-lo? – uma ez que su ge como um p oblema que se elaciona in imamen e
com a al a de c i é ios cla os e especí icos que de e minem as compe ências das
di e sas ins i uições e o ganismos públicos sob e ce os e i ó ios. O au a ca começa
po con i ma a in e ogação colocada: “Is o é um g ande p oblema, p incipalmen e
quando alamos do li o al, não é só no Alga e é no país. Eu enho es ado nalgumas
euniões, o a daqui, e um dos p oblemas que a maio pa e dos au a cas, que êm es e
con ac o com o li o al, em. É que nós emos a CCDR, a Capi ania do po o de Fa o, a

102
APA (Agência Po uguesa do Ambien e), emos uma quan idade de ins i uições a
“manda ” num e i ó io que nós é que emos conhecimen o”. Pa a além do
conhecimen o, ac escen a ia legi imidade a ibuída pelo o o dos cidadãos nas eleições
au á quicas. Mas colocando à pa e as ques ões do conhecimen o e da legi imidade,
que são undamen ais pa a consegui implemen a medidas conc e as no e i ó io e
acei es pela população pa a que possam e sucesso, pensemos na sob eposição de
compe ências e na al a (p oposi ada ou não) de comunicação en e as di e sas
ins i uições com ju isdição em de e minadas á eas. O au a ca a i ma: “(…) eles
[o ganismos públicos] olham pa a o e i ó io de uma manei a global, ou melho , igual
e não é igual. São odos mui o di e en es. O Alga e en ão é mesmo mui o di e en e do
es o do e i ó io e se não o a sensibilidade dos au a cas pelo conhecimen o social
que êm dos seus espaços e e i ó ios é mui o di ícil i em de ou o lado e licencia em
seja o que o . Um exemplo, nes e momen o, in es imos no calçadão em laje as, ce ca
de 30 mil eu os e eu ique a sabe que exis e uma ap o ação pa a um au oca o de uma
associação que ai, du an e 15 dias, es a em cima das laje as que nós es i emos a
aze ”. Conclui: “Es e é um pequeno exemplo daquilo que é o dia-a-dia des e acumula
de unções e de ju isdição nas mesmas á eas. É um g ande p oblema que nós emos a
esol e com a descen alização de compe ências.” ( espos a à pe gun a núme o 3).
Auscul ando o esponsá el polí ico sob e se se ia p o ei oso pa a o cidadão e u is a,
endo em con a que es amos a e e i -nos a um e i ó io de excelência u ís ica no país
e não só, a jun a e capacidade pa a esponde nes a á ea a espos a su ge de o ma
na u al. Diz: “Se o mos e , a capi ania e odas essas ins i uições licenciam. Recebem o
dinhei o, mas quem az a manu enção e a ges ão de udo o es o é a câma a. Po an o,
limpa as p aias, as a enidas, az manu enção, paga a iluminação, paga a limpeza u bana
po que es a ju isdição não ica na p aia, em a é meio do qua ei ão. Po an o, a câma a
já az udo só que não em compe ência na decisão. Isso é us an e po que pa a
planea e o ganiza , que é do que es amos a ala p ecisa de decidi . (…)” ( espos a à
pe gun a núme o 4). Fei a uma pequena análise ao que conside a o senho p esiden e
de jun a en ende-se que, de ac o, a câma a é inope an e ace a uma á ea do e i ó io
mui o impo an e que é a en e de ma . Como planea ? Como ge i ? Como in e i ?
São ques ões que se colocam e que só não são mais di íceis de soluciona po que, como
e e iu o senho p esiden e da jun a de eguesia, exis e uma boa elação en e as
103
o ganizações e um diálogo pe manen e que pe mi e encon a as melho es soluções
pa a o e i ó io em causa. Analisa-se ago a o g upo B e e en e à Ges ão e Manu enção
do Espaço Público. A pe gun a núme o 5 incide sob e a impo ância e con o o do
espaço público ace ao seu planeamen o/desenho u bano, en ando en ende de que
o ma uma maio p oximidade ao cidadão pode ia se ú il (ou mais ú il) pa a auscul a
necessidades/gos os e pode e melho es e mais p o ei osos espaços públicos. O
senho p esiden e começou po e e i que, embo a a jun a de eguesia não enha essa
compe ência, acabou po aze um es o ço e desen ol ê-la e mencionou um exemplo
de um p oje o desen ol ido pela da jun a, chama-se “calçada 24”.
“Nós a ançamos com um p oje o, an es de qualque ou a eguesia. Nós emos
um calce ei o odos os dias na JF, a a és de uma emp esa que nos p es a se iços, e
em o comp omisso connosco de odos os bu acos de calçada que apa ecem êm que
se apados. Não é ácil, po que con a a mos uma emp esa pa a aze mil me os de
calçada de seguida é uma coisa, ago a uma emp esa comp ome e -se a esponde , em
24 ho as, a um pequeno se iço não é ácil. (…) Nós não que emos chega à ag a an e
de, como acon ece mui as ezes, pensa que só sal ou uma ped a ou duas, no ou o dia
sal ou 10 e no ou o 100. Os dias que passam sem a calçada a anjada as pessoas não
ag adecem, po se um se iço que não es á a se p es ado”. Es e p oje o desen ol ido
pela jun a de eguesia de Qua ei a, podendo pa ece uma in e enção isolada e pouco
subs an i a, e ela-se essencial no dia-a-dia dos esiden es e u is as que isi am
Qua ei a. Como disse o p esiden e da jun a, po di e sas ezes, es es são os p oblemas
que in e ém di e amen e na ida das populações, que exigem espos as céle es e não
comp eendem, nem acei am jus i icações pa a a ausência de espos a/solução. Em
elação aos espaços e des, a jun a queixa-se de e esponsabilidade po uma á ea com
mui os espaços e des e não e capacidade de espos a, a não se em si uações de
eme gência. “Qua ei a em an o, an o, an o espaço e de que e a p eciso se mos
nós a planea uma manu enção e ges ão desse espaço, mas com odas as condições,
ecu sos humanos, ecu sos inancei os, o que nós en amos é minimiza aquilo que são
no malmen e as is ezas das pessoas. Aquilo com que as pessoas se con on am no dia-
a-dia que é o espaço e de e a salub idade e que nós sen imos o desag ado com que as
pessoas olham pa a essas si uações. Sabemos que é um se iço que em que se
p es ado com qualidade e hou e aqui alguns p oblemas.” ( espos a à pe gun a núme o
104
5). Rela i amen e à úl ima ques ão sob e o que a ia sen ido melho a -se na pe spe i a
do au a ca e da sua equipa de execu i o, esponde o seguin e: “O que nós gos a íamos
e a e condições inancei as pa a planea po comple o e ge i de o ma a conseguimos
p es a um melho se iço de p oximidade. Que quei amos que não, é di e en e se
uma sede de concelho e se uma eguesia como Qua ei a, com es a dimensão, e
depende de uma sede de concelho que ica a 12 km de dis ância. (…). Nós azemos
mui o abalho (…), apesa de udo.” ( espos a à pe gun a núme o 6).
Realizadas as conside ações mais impo an es a e e sob e a opinião do au a ca,
o na-se ele an e pe cebe se os obje i os p opos os pa a a en e is a o am
alcançados. Nesse sen ido, e i a-se que:
Comen á ios
Obje i os
Conc e ização dos
obje i os
-Cump ido
-Em pa e
-Não cump ido
Jun a de F eguesia de
Loulé (São Clemen e)
Jun a de F eguesia de
Qua ei a
a) Comp eende
o cená io a ual em
elação às duas á eas
de compe ência
Loulé (São
Clemen e)
Cump ido
Qua ei a
Cump ido
O au a ca explicou de
o ma simples as
compe ências que a
eguesia (não) em.
Fo am explicados e
ap esen ados casos
exempli ica i os de
p oje os que não são
da compe ência da
jun a mas que es a
ealiza.
b) Pe cebe se
hou e (há) uma eal
comp eensão das
di iculdades que as
jun as de eguesia
en en am (po pa e
da câma a municipal)
Loulé (São
Clemen e)
Cump ido
Qua ei a
Cump ido
A boa elação exis en e en e as duas
au a quias ambém se jus i ica de ido à noção
que a câma a êm ela i amen e à capacidade
in e en i a da jun a de eguesia.
105
c) Iden i ica as
p incipais di iculdades
da ges ão diá ia nas
á eas em análise
Loulé (São
Clemen e)
Cump ido
Qua ei a
Cump ido
Re e iu a al a de
ecu sos humanos
que comp ome e a
espos a.
Exemplo e e en e aos
espaços públicos.
d) Analisa a
pe ceção das jun as
de eguesia em
elação ao
desempenho da
au a quia de Loulé
Loulé (São
Clemen e)
Cump ido
Qua ei a
Cump ido
Embo a econheça o
abalho da câma a
conside a que a jun a
pode ia da uma
espos a mais céle e.
O senho p esiden e
e e e que, apesa de
udo, a au a quia em
al a e di iculdade em
con a a ecu sos e
po isso, a sua
in e enção é um
pouco mo osa.
e) Es uda qual o
con ibu o que a
e o ma
adminis a i a de
Lisboa, pode á da às
eguesias e município
do concelho de Loulé
Loulé (São
Clemen e)
Em pa e
Qua ei a
Em pa e
Os senho es p esiden es de jun a o am dando
indicações do que se ia necessá io pa a
melho a o desempenho das au a quia locais
(jun as de eguesia).
Quad o 6| Análise ao cump imen o dos obje i os
Fon e: Elabo ação p óp ia
106
8. Que elação en e as eguesias de Lisboa e de Loulé
Nes a ase da disse ação a a enção oca-se num dos pon os mais impo an es
des e es udo. De o ma a en a esponde ao obje i o i) “Desen ol e , de o ma
global, uma possí el es a égia de implemen ação de uma Re o ma Adminis a i a no
e i ó io de Loulé”, é impe a i o esmiuça pon os de con e gência pa a os e o ça e
pon os de di e gência pa a os al e a e melho a . A a és de um bom diagnós ico é
possí el desenha uma in e enção musculada capaz de aze bons esul ados e
ino ação na ges ão do pode local em Po ugal. Como já oi possí el de e i ica o
concelho de Lisboa i e uma ealidade comple amen e di e en e da maio ia do país.
Vá ios são os a o es que con ibuem pa a iden i ica , de o ma bem incada, a p esença
de Lisboa no mapa. O p o esso e in es igado João Fe ão esc e eu há anos a ás um
a igo in i ulado: “Pô Po ugal no mapa.” O a igo impõe que se aça uma e dadei a
e lexão sob e a necessidade de a i mação do país com base em cinco elemen os que
conside a essenciais. P opõe uma análise em dois sen idos, um p ospe i o onde suge e
o in e esse de coloca o país no mapa desejado. E isso exige isão es a égica e
capacidade de ealização/in e enção/ação. É p eciso de ini com igo os obje i os a
a ingi . Num segundo sen ido, e e e-se ao p ocesso analí ico, de endendo a ideia de
que é necessá io en ende o país eal a pa i da sua localização no mapa. De ende que,
pa a isso, e á que exis i capacidade de lei u a e en endimen o da a ual si uação.
Embo a o a igo não se e i a di e amen e à emá ica em es udo, o duplo sen ido com
que pe spe i a a sua análise e elam-se undamen ais e con e gem com a pe spe i a
que in e essa incu i na análise à elação en e o concelho de Lisboa e Loulé. Em
p imei o luga a análise à e o ma adminis a i a e a go e nação de p oximidade
con e ge com o p imei o p essupos o do p o esso João Fe ão, uma ez que a e o ma
adminis a i a ealizada em Lisboa oi bem pensada, ao con á io do que acon eceu com
o es o do e i ó io po uguês, planeada, a iculada en e o pode polí ico e os écnicos
e execu ada. Hou e uma de inição de obje i os a a ingi e isso az oda a di e ença. É
cla o que após a sua implemen ação e no deco e do p ocesso de moni o ização o am
sendo assinalados aspe os que me ecem ou o olha , ou a o ma de execu a . Essa é a
no malidade associada a es es p ocessos e é po isso que o p ocesso de moni o ização
se e ela ão impo an e. Em segundo luga , es a disse ação ambém con e ge com o

107
segundo p essupos o – p ocesso analí ico - desen ol ido pelo au o no seu a igo, uma
ez que só é possí el de ini uma es a égica e p opo linhas de in e enção mui o
conc e as e obje i as se i e mos a capacidade de sabe onde es amos e quais as nossas
o ças e aquezas, no undo é necessá io e um bom diagnós ico do e i ó io em
análise. Caso con á io, a es a égia ado ada não ac escen a alo ao e i ó io que se
p e ende melho a e po encia . E essa si uação é isí el no concelho de Loulé. O pode
cen al decidiu segui uma o ien ação que não e e o en ol imen o necessá io do pode
local e isso e idencia-se pela capacidade de ação das jun as de eguesia de Lisboa e a
acei ação das populações, si uação di e en e em elação às eguesias do concelho de
Loulé.
Fazendo uma análise c í ica sob e as elações de semelhança, di e gência e
a o es impo an es a e e ela i amen e às eguesias es udadas dos dois e i ó ios
u banos, na pe spe i a da e o ma adminis a i a e go e nação de p oximidade,
e idencia-se o seguin e:
Concelho de Lisboa
Concelho de Loulé
F eguesias de Alcân a a
e de A enidas No as
F eguesias de Qua ei a
e de Loulé (São Clemen e)
Semelhanças
-Documen o e de da
Re o ma da Adminis ação
Local;
-Regime ju ídico:
Lei n.º 22/2012 de 30 de
Maio;
Lei n.º 11-A/2013 de 28 de
Janei o;
-Lei n.º 56/2012 de 8 de
No emb o.
-Documen o Ve de da Re o ma da
Adminis ação Local;
-Regime ju ídico:
Lei n.º 22/2012 de 30 de Maio;
Lei n.º 11-A/2013 de 28 de Janei o.
Di e gências
- O concelho ambiciona a
a mudança;
-Es udo p é io à e o ma;
- O concelho não e le iu, an es da
e o ma, uma mudança;
108
-T abalho colabo a i o
en e as jun as de
eguesia e câma a.
- Ausência de qualque es udo p é io e
auscul ação da população.
Fa o es
impo an es
-Conhecimen o da
ealidade e linhas
o ien ado as a
desen ol e (es udos);
-C iação de uma equipa
mul idisciplina
esponsá el pela
moni o ização da e o ma
(GAMRAL);
-Execu i os de JF
quali icados:
- Auscul ação de a o es.
Esmiuçando os a o es ap esen ados no quad o 7 ela i amen e às semelhanças,
ejamos: o go e no po uguês, a a és do gabine e do Minis o Adjun o que em “(…)
po missão acompanha as medidas de ca á e in e minis e ial de execução do
P og ama do Go e no”, segundo a lei o gânica do go e no,
50
desen ol eu o
“Documen o Ve de da Re o ma da Adminis ação Local (DVRA) – Uma Re o ma de
Ges ão, uma Re o ma de Te i ó io e uma Re o ma Polí ica”. Es e documen o su giu
com o p opósi o de lança o deba e à sociedade po uguesa, aos pa idos polí icos,
associações e sindica os sob e a e o ma adminis a i a do pode local em Po ugal,
en ando celeb a um comp omisso. O documen o imbuído po uma isão ideológica
e e e: “Es amos con ic os da necessidade des a e o ma, na i me ce eza de que
de e emos p epa a as p óximas décadas com um modelo de adminis ação local
adequado a um mundo no o, nas di iculdades e nas opo unidades.” (DVRA,2011:7).
50
Dec e o-Lei n.º 251-A/2015 de 17 de dezemb o disponí el em:
h ps://www.po ugal.go .p /p /gc21/go e no/lei-o ganica-do-go e no.
Quad o 7 | Semelhanças, Di e gências e Fa o es impo an es en e as duas cidades es udas
Fon e: Elabo ação p óp ia
109
Desen ol e qua o eixos p io i á ios de a uação, o eixo núme o 2 – O ganização
do Te i ó io - e e e como obje i o analisa o mapa adminis a i o do país e p omo e
uma diminuição do núme o de eguesias. A me odologia a ado a aduzia-se em de ini
“(…) uma Ma iz de C i é ios que se i á de base ao deba e local numa pe spec i a
o ien ado a, isando o e o ço do pode de p oximidade das no as F eguesias.
P e ende-se que o deba e local seja ambicioso, assumindo o Go e no o seu papel de
p omo o e agen e es imulado des e diálogo.” (DVRA,2011:11). Embo a o documen o
enha sido desen ol ido com uma isão à escala nacional, analisada a me odologia
subjacen e ao eixo núme o 2 é e iden e que não co esponde exa amen e a uma
e dade p óxima da ealidade. O e o ço do pode de p oximidade das no as eguesias,
na gene alidade do país, não saiu e o çado. As eguesias de Lisboa em análise, de ac o,
comp o am a e acidade anspos a an e io men e, mas no caso de Loulé isso não se
e i icou. Lisboa e e uma p epa ação e isão essenciais pa a o sucesso da e o ma.
Rela i amen e ao deba e ambicioso que o documen o p e endia es imula , mais uma
ez co esponde a uma alácia. O deba e p o ícuo e i icado em Lisboa não se pode
gene aliza ao es o do país. Ainda em elação ao eixo núme o dois, é e e ido que a
edução do núme o de eguesias é uma p io idade, “de endo se enca ada como um
e dadei o ins umen o de polí ica au á quica, capaz de melho a o uncionamen o
in e no da Adminis ação Local, dando escala e alo adicional às no as F eguesias
( esul ado da aglome ação de ou as eguesias) e e o çando a sua ac uação e as suas
compe ências”. (DVRA,2011:19).
A p ocu a do e o ço de uma melho p es ação do se iço público e aumen o da
e iciência, mais uma ez não se gene alizou a odo o país. As en e is as ealizadas aos
esponsá eis polí icos e écnicos pa a es a disse ação demons am, cla amen e, que a
melho ia dos se iços e o aumen o da e iciência não a ingi am os esul ados que se
p e endia. Dos obje i os especí icos desenhados pa a es e eixo des aque-se a alínea a)
que e e e a necessidade de eo ganiza o mapa adminis a i o, eduzindo o núme o de
eguesias e a alínea e) que menciona a necessidade de se ede ini as a ibuições e
compe ências en e as au a quias municípios e eguesias. A necessidade oi colma a,
e e i amen e hou e uma eo ganização do mapa adminis a i o. A a ibuição de
compe ências en e os municípios e as eguesias ai sendo ealizada de aco do com as
capacidades inancei as e ou as dos municípios. Ainda den o dos a o es que
110
con ibuem pa a a semelhança en e o que oi ealizado em Lisboa e em Loulé, es á o
egime ju ídico. A Lei n.º 22/2012, de 30 de Maio, e e e-se à eo ganização
adminis a i a e i o ial au á quica aplicada a odo o país. Como é mencionado logo no
núme o 1 do a igo 1.º - Obje o – “A p esen e lei es abelece os obje i os, os p incípios
e os pa âme os da eo ganização adminis a i a e i o ial au á quica e de ine e
enquad a os e mos da pa icipação das au a quias locais na conc e ização desse
p ocesso”. A Lei n.º 11-A/2013, de 28 de Janei o, e e e-se à eo ganização
adminis a i a do e i ó io das eguesias que consubs ancia a Lei n.º 22/2012, de 30
de Maio. A di e enciação su ge com a legislação c iada especi icamen e pa a a cidade
de Lisboa. A Lei n.º 56/2012, de 8 de No emb o, e e e-se à eo ganização
adminis a i a de Lisboa. Es abelece o núme o 1 do a igo n.º 1 – Obje o – o seguin e:
“A p esen e lei p ocede à eo ganização adminis a i a de Lisboa, a a és da de inição
de um no o mapa da cidade, de um quad o especí ico das compe ências p óp ias dos
espe i os ó gãos execu i os, bem como dos c i é ios de epa ição de ecu sos en e o
município e as eguesias do concelho”. E o n.º 2 do mesmo a igo: “A eo ganização
adminis a i a de Lisboa, a implemen a a a és das medidas de inidas na p esen e lei,
obedece a uma es a égia de mode nização e de adap ação do modelo de go e no da
cidade, ep esen a uma conc e ização do p incípio da descen alização adminis a i a e
espei a os p incípios da uni e salidade e da equidade no quad o do elacionamen o
en e o município e as eguesias do concelho”. A a és da lei u a e enquad amen o da
Lei n.º 56/2012, de 8 de No emb o pe cebe-se a sua acei ação e os esul ados que em
p oduzido. De e se es e o abalho a desen ol e , uma e o ma que seja es u u al
exige abalho na sua elabo ação e aplicação. A c í ica ealizada pelos p esiden es de
jun a de eguesia de Qua ei a e São Clemen e su ge, p ecisamen e, pela al a de igo
que exis iu quando se pensou e se es abeleceu que as au a quias de iam segui um
de e minado caminho. A insensibilidade pa a iden i ica as di e en es ealidades aliada
a uma lei global conduz a esul ados que não cump em os obje i os p é-es abelecidos e
não são acei es pela população. A e lexão em o no de uma lei especí ica pa a uma
ealidade conc e a é um bom exemplo pa a se pode analisa as di e gências oco idas
no p ocesso de implemen ação da e o ma adminis a i a em Lisboa e em Loulé, com
consequências di e as na go e nação de p oximidade nas duas cidades e en ende qual
a melho me odologia a ado a pa a que se possa alcança esul ados aglu inado es. A
117
adminis a i o, de e le i sob e que modelo de go e nação de cidade gos a ia de e no
seu u u o p óximo. Essa capacidade p ospe i a pe mi iu-lhe desenha um p ocesso
melho pensado, com maio en ol imen o dos di e en es a o es e consequen emen e,
com esul ados mais p o ei osos pa a os cidadãos. Conseguiu al e a o seu modelo
go e na i o o nando-o mais lexí el, menos mo oso na in e enção, mais a en o e
p óximo. O concelho de Loulé, guiado apenas po o ien ações nacionais e a as adas das
eais necessidades dos seus e i ó ios, não e e capacidade pa a consegui esul ados
semelhan es aos alcançados em Lisboa, o seu p ocesso oi bas an e di e en e. Mas em
a possibilidade de ap ende com os (bons) exemplos e inicia uma discussão de o ma a
ap o unda e melho a a capacidade in e en i a das jun as de eguesia. Uma e lexão
ala gada à sociedade ci il sob e um no o modelo de go e nação impulsionado pelos
ó gãos públicos locais (como a assembleia municipal) é undamen al, onde a discussão
se de e cen a na ques ão elacionada com a p ocu a de uma maio e iciência do
modelo de go e nação e não, a ques ão meno , de e le i sob e o núme o de eguesias
e os seus limi es.
Face a es e conjun o de p emissas de emos con inua a ques iona mo-nos sob e
os desa ios u u os da go e nação de p oximidade no país. A ( ans) o mação dos
modelos de go e nação não podem se ígidos, as mudanças ápidas e cons an es,
exigem e iciência e p oximidade, mas ambém esiliência. O incen i o a um modelo de
go e nação que en ol a a adminis ação pública, os agen es económicos e sociais e os
cidadãos na p ocu a de uma ação que ise a anspa ência, a pa icipação, a equidade e
a inclusão são undamen ais pa a se pode assumi comp omissos de u u o.

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4720-84D1-E2D2F910E83C$$180F6119-BB80-4903-9A77-
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Go e no de Po ugal, Minis é io dos Assun os Pa lamen a es “ Documen o e de da
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Jo nal de Negócios “A egionalização é um ebuçado pa a os caciques locais?”,
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Jo nal Diá io de No ícias “Li o "A Vida En e Edi ícios" do a qui e o Jan Gehl ai se
lançado em Po ugal”, disponí el em:h ps://www.dn.p /lusa/in e io /li o-
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h p://www.jo naleconomico.sapo.p /no icias/cos a-e-al-go e-discu i am-
o ei o-po ugues-pa a-a-desca bonizacao-da-economia-231000,acedido a
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Jo nal Online Economia “FMI: In es imen o público de Po ugal é o mais baixo en e
economias a ançadas”, disponí el em: h ps://eco.p /2018/04/18/ mi-
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in es imen o-publico-de-po ugal-e-o-mais-baixo-en e-economias-
a ancadas/,acedido a 19 de Junho de 2018
Jo nal Online Obse ado “A alo ização do in e io : “Os e i ó ios não são pob es,
es ão pob es”, disponí el em: h p://obse ado .p /opiniao/a- alo izacao-
do-in e io -os- e i o ios-nao-sao-pob es-es ao-pob es/, acedido a 12 de
Ma ço de 2018
Jo nal Online Obse ado “Cos a que uncioná ios com “libe dade” pa a ino a em na
adminis ação pública”, disponí el em:
h ps://obse ado .p /2018/06/27/cos a-que - unciona ios-com-
libe dade-pa a-ino a em-na-adminis acao-publica/, acedido a 28 de Junho
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Jo nal Online Obse ado “P imei o-minis o que descen alização com bom senso e
consenso”, disponí el em: h p://obse ado .p /2018/03/10/p imei o-
minis o-que -descen alizacao-com-bom-senso-e-consenso/, acedido a 12
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Jun a de F eguesia de A enidas No as “G andes Opções do Plano e O çamen o 2018”,
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a enidasno as.p /images/in o macoes/documen os_ges ao/documen os_
p e isionais/2018/G andesOpcoesPlano2018_Pa eI.pd
Jun a de F eguesia de Qua ei a “Calçada 24 embeleza uas e espaços u banos”,
disponí el em: h ps://www.j -qua ei a.p /no icias/calcada-24-embeleza-
uas-e-espacos-u banos-7, acedido a 03 de Julho de 2018
Jun a de F eguesia de Qua ei a “In odução”, disponí el em: h ps://www.j -
qua ei a.p / eguesia/in oducao, acedido a 17 de Julho de 2018
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Lei n.º 22/2012, de 30 de maio “Ap o a o egime ju ídico da eo ganização
adminis a i a e i o ial au á quica”, disponí el em:
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Lei n.º 56/2012, de 8 de no emb o “Reo ganização adminis a i a de Lisboa”, disponí el
em: h ps://d e.p /pesquisa/-/sea ch/191865/de ails/maximized
Lei n.º 75/2013, de 12 de se emb o “Es abelece o egime ju ídico das au a quias locais,
ap o a o es a u o das en idades in e municipais, es abelece o egime
ju ídico da ans e ência de compe ências do Es ado pa a as au a quias
locais e pa a as en idades in e municipais e ap o a o egime ju ídico do
133
en usiasmados. Pa a a semana ou ecebe a di e o a do depa amen o de o mação,
não só po nós e mos aqui um espaço mui o ag adá el, solici ámos à ajuda deles, como
hou e á ias jun as de eguesia a jun a -se pa a i aze essa o mação, sem nenhuma
ques ão.”
3) O que acha que ainda não es á a deco e da melho o ma e necessi a a de se
al e ado/melho ado?
“Nós izemos ago a ecen emen e, numa comissão da Assembleia Municipal um
conjun o ei indica i o po um lado, à câma a e po ou o, ao p óp io go e no po que
há leis que p ecisam de se mudadas. Há po exemplo, eixos es u u an es, que êm que
se ala gados – isso já combinámos – es amos ambém a e se os quiosques passem
pa a nós. A câma a ai disponibiliza , oi de ac o uma ei indicação/pedido nosso, uma
e ba mais conside á el pa a zonas como es a, como em uma g ande p essão de ido
ao u ismo. Eu penso que em que ha e semp e es e diálogo, os p esiden es de jun a
mais expe imen ados do que eu, com es a p á ica da delegação de compe ências em
uma isão (mas eu ao im de 8 meses ambém já pe cebi e com a equipa, pe cebemos o
que é que nos limi a e o que podemos aze melho po que somos mais p óximos dos
egueses, emos essa capacidade imedia a e po isso p ecisamos de mais meios).”
B- Ges ão e Manu enção do Espaço Público
4) Num pe íodo em que se dá especial impo ância ao con o o (e não só) do espaço
público, a jun a de eguesia em capacidade pa a esponde às exigências dos
cidadãos?
“O espaço público é udo, ai desde os sinais de ânsi o que nós colocamos, a é pin a
as passadei as, a é depois ambém os ja dins. Nós emos aqui uma equipa, digamos
especializada, uma a qui e a paisagis a, um a qui e o, os meios? Nós po enquan o
emos os meios, é di ícil muda pa a já, não emos ja dinei os, po exemplo, emos é um
con a o com uma equipa que az á ias in e enções pela cidade e essa equipa em
uncionado. Temos ainda necessidade de um uncioná io pa a es a com a equipa
po que emos que e um uncioná io nosso a azê-lo, mas em uncionado. Cla o que

134
são manu enções mui o one osas e essas manu enções êm que se do adas, de ac o,
de um o çamen o mais sólido. Nós emos ei o um equilíb io mui o g ande, começamos
po p io iza a higiene u bana po que as A enidas No as es a am mui o sujas, passamos
a segui pa a a in e enção social onde emos alguns egueses que necessi am desse
apoio. A segui e pa alelamen e, e á que se es a ques ão do espaço público que es á
a ca ece de um cuidado especial. Temos aqui ou o p oblema, a magni ica calçada
po uguesa que nos o e ece p oblemas. Quando nós en ámos, ha ia em odas as uas
bu aquinhos, bu acões, po an o, a p io idade ambém oi essa po que eu emia que
hou esse g andes quedas especialmen e das pessoas mais idosas quando se
ap oximasse o in e no, en ámos colma a isso. Nes e momen o já emos ao nosso
se iço qua o calce ei os, que já ize am o cu so de calce ei os da câma a municipal, e
po an o, es amos a en a cob i odas essas alências.”
5) Os di e en es esponsá eis pela ju isdição de uma de e minada á ea do e i ó io
da sua eguesia são um p oblema? Como con a iá-lo?
“As zonas de ma são capazes de se mais con usas po que é um pode ipa ido. As
zonas aqui há às ezes e enos de con luência en e a câma a e a jun a, nomeadamen e
aqui à ques ão do eixo cen al (como já inha e e ido), os eixos es u u an es aliás que
nós es amos a p e ende ala ga , às ezes ambém há a ques ão das á o es. O a o edo
nem semp e es á ão de inido pa a nós. Mas de um modo ge al eu acho que não há
g andes p oblemas, a não se a ques ão dos eixos es u u an es.”
6) O que acha que ainda não es á a deco e da melho o ma e necessi a a de se
al e ado/melho ado?
Is o em semp e a e com um diálogo p o undo en e a câma a e as jun as. As
delegações de compe ências es ão a se um modus aciendi, ei a de modo mais
e icien e. Cons i uiu-se um gabine e. Em ez de anda em os p esiden es de jun a a
di igi em-se a cada e eado há um gabine e em que es á a p esença de cada e eação
e é aí que nós nos di igimos. Já izemos um elenca das á ias delegações de
compe ência que que emos pa a o manda o. E ago a os di e sos depa amen os es ão
a analisa e nós se emos chamados a esse gabine e, eu penso que isso acili a. To na o
abalho menos mo oso e mais p o ícuo.
135
7) Como classi ica, de modo global, a implemen ação da Re o ma Adminis a i a
de Lisboa. Nomeadamen e na ação diá ia de maio p oximidade à população?
“Eu sou das pessoas que acha que is o uncionou bem.
[EU: As pessoas sen em isso, que o pode de decisão e a capacidade de in e enção es á
mais p óxima?]
Os egueses sen em pouco is o, os egueses o que que em é que o seu p oblema seja
esol ido. A ped a que es á à en e da sua casa, ou o lixo que não oi ei a a ecolha e
não pe cebem po quê, ou as e agens. Não dis inguem mui o o que é que é da câma a
e o que é que é da jun a, aliás nós emos que desen ol e isso a ní el da comunicação,
mas é p eciso explica pedagogicamen e que no Facebook, que no Ins ag am. Po que
nós podemos aze p essão pa a que a câma a aça, mas há coisas que não nos cabem.
A ques ão da delegação de compe ências oi undamen al pa a Lisboa. Lisboa em um
e i ó io mui o g ande, eu enho uma eguesia onde há 22 000 elei o es é da dimensão
de alguns concelhos e é a manei a de nos ap oxima mos. As au a quias e o pode
digamos, e é bom que os polí icos e os egueses se ap oximem e sin am as necessidades
uns dos ou os. E is o az-se bem mais acilmen e a a és de uma g ande cidade como
Lisboa a a és da delegação de compe ências. Eu acho que é posi i o, mas há que
ap o unda , há que muda leis, a ní el da Assembleia da República. Es ou-me a lemb a
de uma que nós es amos a pedi mui o que é nós emos que e mais meios humanos
pa a es a a empo in ei o. A lei ela i amen e às ca ei as, digamos assim, são ainda
pa cas e não é mui o a a i o pa a um jo em que em uma licencia u a i pa a (aqui) e
diminui o seu encimen o. Po an o, udo is o em que se com calma analisado. Mas
de um modo ge al sim. As pessoas ba em-nos à po a, abo dam-me na ua é di e en e
de um p esiden e de uma g ande câma a que não em essa disponibilidade po que não
pode e po que em ou os a aze es e po an o nós somos aquilo que o An ónio Cos a
chama a um pouco os “c iado es locais”, es amos mais p esen es. Nós i emos num
bai o, o p esiden e de câma a não pode i e em odos os bai os. De um modo ge al
en endemos melho as necessidades e são mui as ezes os egueses que a a és do
acebook ou di e amen e nos ele onam, nos esc e em e nós amos espondendo, eles
p óp ios ambém são “olhei os” e isso é impo an e. E é impo an e que nós consigamos
da uma espos a mais imedia a que uma g ande câma a não consegue. De um modo
ge al é posi i o e ende penso eu, a alas a -se po odo o país sal agua dando, cla o, as
136
especi icidades do e i ó io po que o nosso país é mui o ico e a iado. Mas eu penso
que é uma boa o ma de aze cidadania.
É eng açado as pessoas abo dam-me e dize em, al a aqui uma coisa, e eu não me sin o
incomodada. As pessoas já êm com um obje i o. Con ibuem pa a pe cebe mos
melho as e dadei as necessidades. No ou o dia, es a a com mais empo, e andei de
lojis a em lojis a – en ão diga-me lá como é que acha, is o es á melho – e mesmo aí
encon amos manei as de melho a isso é in e essan e. É uma p á ica que nós emos
que implemen a . (…) O po o la ino é mui o colabo a i o, nós somos mui o
deso ganizados é e dade, mas ambém emos o bom de dize mos as coisas, e de
se mos mui o ancos uns com os ou os. E po an o, isso pa a nós polí icos é um
ensinamen o o midá el que é passa pelas uas e as pessoas dizem imedia amen e o
que es á bom, o que es á mal e algumas a é com soluções, e algumas a é com soluções
mais in e essan es e iá eis do que aquelas que nós ínhamos pensado po que i em a
si uação e nós imaginamos a si uação e ecemos sob e ela conside ações, nem semp e
ão pe o do que es á. Es a expe iência de Lisboa é mui o in e essan e.”
Exempla de en e is a à che e de Di isão de Con olo de a i idades económicas e
a i as da Di eção Municipal de Adminis ação e Planeamen o da Câma a Municipal de
Loulé.
Mes ado em U banismo Sus en á el e O denamen o do
Te i ó io
En e is a à che e de Di isão de Con olo de a i idades económicas e a i as da
Di eção Municipal de Adminis ação e Planeamen o da Câma a Municipal de Loulé.
Sou licenciado em Geog a ia e Planeamen o Regional pela Faculdade de Ciências Sociais
e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa (FCSH-UNL, 2013-2016). A ualmen e es ou
no segundo ano do Mes ado em U banismo Sus en á el e O denamen o do Te i ó io
137
pela mesma Faculdade em colabo ação com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da
UNL.
No âmbi o da minha disse ação de mes ado subo dinada ao ema: “A Re o ma
Adminis a i a e a Go e nação de P oximidade” da cidade de Lisboa o ien ada pelo
p o esso , coo denado do G upo de Acompanhamen o e Moni o ização da Re o ma
Adminis a i a de Lisboa, João Seixas, p e endo a e i a opinião dos esponsá eis
écnicos e polí icos ela i amen e às i udes e di iculdades nas á eas do licenciamen o
de p oximidade e na ges ão e manu enção do espaço público.
De o ma mui o sucin a p e endendo com as ques ões colocadas cump i os seguin es
obje i os:
) Comp eende o cená io a ual em elação às duas á eas de compe ência;
g) Iden i ica as p incipais di iculdades nas á eas em análise;
h) Pe cebe se há uma eal comp eensão das di iculdades que a câma a en en a
nes as á eas de in e enção, que po pa e das jun as de eguesia que pelas
populações;
i) En ende o que pode á se desen ol ido pa a capaci a as jun as de eguesia
nes as á eas, de o ma a colabo a e complemen a o abalho da câma a;
j) Es uda e en uais medidas que es ejam a se desen ol idas pa a descen aliza
compe ências da câma a pa a as jun as de eguesia;
k) Iden i ica aspe os ele an es pa a o melho uncionamen o dos se iços
cama á ios nas á eas em es udo;
l) Es uda de que o ma a Re o ma Adminis a i a de Lisboa, ocando as duas á eas
especí icas em análise, pode ia se mime izada no concelho de Loulé.
Explicados os p incipais obje i os a a ingi impo a abso e o conhecimen o e
expe iência de quem, e e i amen e, no seu dia-a-dia se depa a com os esul ados
posi i os e nega i os das ações conc e as desen ol idas no e i ó io.
Nesse sen ido, ques iona-se o seguin e:
138
A- Licenciamen o de P oximidade, en endido como: Ocupação do espaço público-
ca á e di e so ou ocasional, exe cício de a i idade – endedo ambulan e ou
gua da no u no, en e ou os.
1) Quais os p incipais p oblemas sen idos pela au a quia na á ea do licenciamen o de
p oximidade?
2) Os di e en es esponsá eis pela ju isdição de uma de e minada á ea do e i ó io
do concelho são um p oblema? Como con a iá-lo?
3) O que acha que se ia necessá io ga an i /agiliza pa a se melho a a
espos a/se iço na á ea do licenciamen o de p oximidade?
4) Se ia uma mais- alia as jun as de eguesia e em capacidade pa a pode p es a
es e se iço aos cidadãos ou a câma a em o desempenho necessá io?
B- Ges ão e Manu enção do Espaço Público
5) Num pe íodo em que se dá especial impo ância ao con o o (e não só) do espaço
público, a câma a não sen e que as jun as de eguesia podiam da um con ibu o
mais incisi o aos desejos da população?
6) Que desa ios se colocam aos se iços e à au a quia?
Mui o Ob igado pela colabo ação!
And é Co eia
En e is a n.º 2 ealizada a 23 de Julho de 2018 – Che e de Di isão de Con olo de
a i idades económicas e a i as da Di eção Municipal de Adminis ação e Planeamen o
da Câma a Municipal de Loulé.
B- Ges ão e Manu enção do Espaço Público

139
5) Num pe íodo em que se dá especial impo ância ao con o o (e não só) do
espaço público, a câma a não sen e que as jun as de eguesia podiam da um
con ibu o mais incisi o aos desejos da população?
“Rela i amen e à ocupação do espaço público odo o p ocesso é iniciado aqui. As
pessoas p eenchem os o mulá ios, de aco do com o p e endido, dá en ada no
expedien e, e depois au oma icamen e o expedien e encaminha pa a nós. Nós aqui
azemos uma iagem dos assun os e es es pedidos ão semp e à iscalização pa a eles
aze em a in o mação de aco do e enquad ando no nosso egulamen o. Depois dessa
in o mação e desse enquad amen o, e o na aos nossos se iços e nós, com base no
que eles ão e i ica po que eles no malmen e ão ao local e i ica , nós analisamos se
o enquad amen o es á ou não co e o no egulamen o e ai a decisão supe io . Quando
ol a aos nossos se iços, já az a decisão supe io e é comunicada aos eque en es,
que seja ocupação do espaço público de mesas e cadei as, no undo esplanadas, os
endedo es ambulan es ambém é connosco, as campanhas p omocionais solici adas
ambém são a adas connosco. Têm semp e o mesmo encaminhamen o: expedien e,
iscalização e depois em a nós [Di isão de Con olo de A i idades Económicas e Ta i as].
[EU: E quando a iscalização de e a alguma coisa que não es á de aco do. Quais são os
p oblemas mais iden i icados/ eco en es?]
A- Licenciamen o de P oximidade
3) Os di e en es esponsá eis pela ju isdição de uma de e minada á ea do
e i ó io do concelho são um p oblema? Como con a iá-lo?
“Há em Qua ei a que é lag an e, o calçadão em Qua ei a em uma pa e que pe ence
à capi ania. O que es á de inido/es ipulado (aquilo em duas g elhas no chão) e udo o
que ica en e aquelas duas g elhas é da ju isdição da capi ania do po o de Fa o. Tudo
o que ica pa a o in e io da cidade é que é da câma a. No malmen e, há mui os pedidos,
nes a al u a pa a essa zona ainda mais, e nes e momen o não es á a se au o izado nada
nes a zona, es e ano, oi um en endimen o en e a capi ania, a Jun a de F eguesia de
Qua ei a e a Câma a Municipal de Loulé. Chegou-se a um consenso que as pessoas que
es a am no calçadão a ende , de e iam se deslocalizadas pa a a á ea pe o da
pa agem dos au oca os, oi um aco do en e as ês en idades. E, nes e momen o, no
140
calçadão não há qualque ipo de ocupação, à exceção das esplanadas dos
es abelecimen os que já lá exis iam. Há uma si uação na P aça do Ma em Qua ei a, e
ou os pon os em Qua ei a, mas p incipalmen e na P aça do Ma semp e que há um
pedido pa a ocupação dessa zona, apesa de nós a a mos azemos semp e um pedido
de pa ece à jun a de eguesia de Qua ei a pa a eles se p enuncia em se é iá el ou
não deco e lá essa ocupação.”
[EU: Que não inham que o aze ou é ob iga ó io?]
“Nós azemo-lo semp e po que … a Jun a de F eguesia ambém em mui os e en os e
no malmen e, u iliza a P aça do Ma e en ão nós emos azemos es e pedido pa a
ambém pode e i ica se não coincide com nenhum e en o que já enham
p og amado. Is o é no ma, nos azemos um pedido de pa ece e depois, pe an e o
pa ece que em da jun a, nós omamos a decisão. Is o em Qua ei a, em Vilamou a é
a In amou a. Nós não a amos de pedidos em Vilamou a, encaminhamos pa a a
In amou a. Eles êm a ju isdição em Vilamou a e nós não in e imos nessa pa e. O
licenciamen o há mui as pessoas que não êm esse conhecimen o, en a po aqui
[se iços da câma a] mas nós encaminhamos pa a o local p óp io. Todas as “in as” êm
pode sob e a sua á ea, êm ju isdição dessa á ea, a câma a encaminha os pedidos pa a
eles.”
4) O que acha que se ia necessá io ga an i /agiliza pa a se melho a a
espos a/se iço na á ea do licenciamen o de p oximidade?
“Pa a agiliza o p ocesso, às ezes, ambém é p eciso que as pessoas enham com
alguma an ecedência e não pedi em em “cima da da a” po que acon ece mui o,
p incipalmen e nes a época do ano. As emp esas que já es ão habi uadas azem-no com
alguma an ecedência, mas há mui as pessoas que não. Pedem de uma semana pa a a
ou a e o na-se complicado po que são mui os p ocessos a en a nes a al u a do ano,
mui os pedidos, es a zona é mui o ape ecí el pa a aze udo e mais alguma coisa nes a
época do ano e depois, o na-se complicado. Também, nes a al u a do ano, mui os
uncioná ios ão de é ias. Diminui-se os ecu sos in e nos e aumen a os pedidos
ex e nos, é di ícil da espos as céle es.
141
[EU: Mui as ezes ques ionamos a al a de cele idade dos se iços e esquecemos que,
po ezes, as pessoas não di ecionam as coisas de o ma co e a]
Também, mui os ezes emos que es a a solici a documen ação que não eio anexa
ao pedido inicial o que acaba po a asa uma análise po que nós, po ezes, p ecisamos
de mui os elemen os que não êm com o pedido inicial.”
4) Se ia uma mais- alia as jun as de eguesia e em capacidade pa a pode
p es a es e se iço aos cidadãos ou a câma a em o desempenho necessá io?
“Mui o since amen e, acho que se ia um pouco complicado. Es es licenciamen os e
es as au o izações que são concedidas em semp e uma componen e que nós emos
que e em a enção. Nes a al u a do ano há uma mui o maio di e sidade de pessoas, a
passa é ias, e icam um pouco incomodadas com udo, daí su gem as queixas, as
eclamações. E en ão, eu não sei se as jun as de eguesia consegui iam analisa os
p ocessos da o ma que são analisados aqui. Temos os iscais, que ão ao local. E as
Jun as de F eguesia já não êm essa componen e pa a lá i e udo, nem êm
capacidade écnica e meios. A longo p azo, não sei, mas a ualmen e acho que se ia
mui o complicado eles consegui em da espos as mais céle es do que nós aqui. Depois
ou a ques ão, emos um egulamen o de ocupação do espaço público, publicidade e
p opaganda que, às ezes, é um pouco di ícil de enquad a e in e p e a o que lá es á. É
p eciso e algum conhecimen o, que é o caso dos iscais municipais que abalham com
es e egulamen o dia iamen e e êm o mação. Já em bas an e conhecimen o sob e o
que é que é possí el, o que não é possí el. Têm um conhecimen o ge al, depois quando
é alguma si uação em conc e o consul am o egulamen o, mas sabem onde é que êm
que pesquisa , o que necessi am de localiza pa a cada um dos pedidos que dá en ada.
Nes e momen o acho que es ão mais ap os a esponde do que alguém das Jun as. E
penso que ambém de a se a opinião dos p esiden es de jun a.”
B- Ges ão e manu enção do Espaço Público
6) Que desa ios se colocam aos se iços e à au a quia?
“Há semp e coisas a al e a como é ób io, desa ios a en en a . Há uma coisa que é
lag an e, eu acho que e penso que não é só nos meus se iços, a al a de ecu sos que
nós emos. Dia iamen e depa o-me com essa di iculdade, quem eu enho cá não é
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su icien e pa a o olume de abalho que nós emos, não é. Pa a além des e se iço,
emos a delegação de Almancil e Qua ei a. Em Almancil a si uação é pací ica e udo
mui o con olado, em Qua ei a já é di e en e já não é assim an o. Mas aqui em Loulé
o olume de abalho é imenso, concen a-se aqui. Apesa de eles aze em, odos os
pedidos que dão en ada em Qua ei a êm e aqui. Têm que i à iscalização
imp e e i elmen e pa a se in o mados e depois, êm que passa po mim e po os meus
supe io es hie á quicos e depois é que ol am ao pon o inicial – Qua ei a. Todos os
pedidos acabam po concen a -se aqui e, nes a al u a, é abismal.”
[EU: Acha que ha e ia alguma o ma de a ní el do p ocedimen o, o na o p ocesso mais
céle e?]
“Nes e momen o é imp e e í el, os p ocessos êm mesmo que ia à iscalização. Esse
passo nunca pode íamos exclui . Penso que em alguns p ocessos pode íamos agiliza
alguns passos in e médios e deixa de os aze , mas em e mos de ocupação do espaço
público não é um p ocesso que seja mui o denso. En a no expedien e, ai à iscalização,
em a mim eu encaminho pa a o di e o (só ai di e amen e pa a a e eado a quando
o di e o não es á) e chega ao im. Nes e momen o, penso que não seja po aqui que o
p ocesso á demo a mais ou menos empo. Mas há p ocessos que al ez sim, aça
sen ido.”
Exempla de en e is a aos p esiden es de Jun a de F eguesia de Loulé (São Clemen e)
e Qua ei a.
Mes ado em U banismo Sus en á el e O denamen o do
Te i ó io
En e is as aos senho es P esiden es das Jun as de F eguesias de Loulé (São Clemen e)
e Qua ei a.
Sou licenciado em Geog a ia e Planeamen o Regional pela Faculdade de Ciências Sociais
e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa (FCSH-UNL, 2013-2016). A ualmen e es ou
no segundo ano do Mes ado em U banismo Sus en á el e O denamen o do Te i ó io