Rela ó io de Es ágio
de Mes ado em Jo nalismo
Ab il, 2017
A ele ância do Despo o no P imei o Jo nal da SIC
Ana Ri a Figuei edo Sin a Coelho
Nome Comple o do Au o
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Rela ó io de Es ágio ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à
ob enção do g au de Mes e em Jo nalismo ealizado sob a o ien ação cien í ica da
P o esso a Do a San os Sil a
3
Ag adecimen os
aos meus pais po ac edi a em semp e em mim, udo o que alcancei a é hoje de e-se a
ocês e não os podia es a mais g a a;
aos meus i mãos, po aze em a minha ida mais comple a e eliz, po es a em semp e
desse lado pa a me aze sol a ga galhadas como só ocês sabem e me deixa em ão
o gulhosa po se a ossa i mã mais elha;
aos meus a ós, po me e em ensinado du an e oda a ida como se a melho pessoa
possí el e ac edi a em semp e em mim;
a oda a minha amília po se o conjun o de pessoais mais imp o á el e po isso o mais
único, e po aze de mim o que sou;
aos meus amigos, aos de semp e e aos de ago a, po es a em aí semp e a é quando as
coisas icam mais di íceis;
à p o esso a Do a San os Sil a, pelo apoio e paciência du an e odo es e pe cu so;
à Sónia Rica do não só po odos os ensinamen os, mas po e ac edi ado em mim
desde o p imei o minu o, e acima de udo, pela nossa amizade;
à Elisabe e Ma ques e ao And é An unes po me e em guiado du an e pa e do meu
pe cu so e me e em dado an as e ão boas opo unidades;
a odos os jo nalis as, epó e es de imagem, edi o es, p odu o es e colegas es agiá ios
com quem me c uzei na SIC e que me o na am uma p o issional e pessoa mais
comple a e eliz;
e à SIC po e sido a minha casa du an e seis meses, po me e ecebido ão bem e ão
cheia de udo e po odas as saudades que acabou po deixa .
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O Despo o no P imei o Jo nal da SIC
[Spo s in P imei o Jo nal o SIC]
Ana Ri a Figuei edo Sin a Coelho
RESUMO [ABSTRACT]
PALAVRAS-CHAVE: SIC, P imei o Jo nal, Jo nalismo ele isi o, Jo nalismo despo i o
O p esen e ela ó io, elabo ado no âmbi o do Mes ado em Jo nalismo da Faculdade
de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa, em como obje i o
conjuga a expe iência de es ágio na SIC du an e ce ca de 6 meses, com uma análise
quan i a i a e quali a i a da cobe u a do despo o no P imei o Jo nal da SIC. Assim,
pa indo de uma base eó ica, p ocedeu-se à análise de a iá eis especí icas du an e
um pe íodo de ês meses – de 1 de se emb o e a 30 de no emb o – e concluiu-se que
a emá ica despo i a e e uma p esença diá ia nes e segmen o in o ma i o e é a
e cei a edi o ia com maio cobe u a, num o al de 2931 peças. O u ebol é a
modalidade que mais con ibui pa a es es núme os.
KEY WORDS: SIC, P imei o Jo nal, Tele ision Jou nalism, Spo s Jou nalism
This epo , de eloped wi hin he scope o he Mas e 's in Jou nalism om he
Facul y o Social and Human Sciences - No a Uni e si y o Lisbon, p e ends o combine
he expe ience o he in e nship a SIC o 6 mon hs wi h a quan i a i e and quali a i e
analysis o spo s co e ing in SIC´s in o ma ion segmen “P imei o Jo nal”. Thus,
s a ing om a heo e ical basis, se e al a iables we e analyzed du ing a pe iod o
h ee mon hs - om Sep embe 1 o No embe 30 - and we concluded ha he spo s
heme had a daily co e age and i was he hi d mos co e ed a ea, in a o al o 2931
pieces. Foo ball was he modali y ha con ibu ed mo e o his ele ancy.
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Índice
In odução ........................................................................................................... 6
Capí ulo I: A SIC .................................................................................................... 8
O Despo o na SIC ....................................................................................... 12
Capí ulo II: O Es ágio ......................................................................................... 14
1. Opinião Pública ................................................................................... 17
2. Edi o ia de Despo o .......................................................................... 20
3. P imei o Jo nal ................................................................................... 22
4. Mad ugadas ........................................................................................ 25
Capí ulo III: Re isão de Li e a u a ..................................................................... 27
1. Jo nalismo ele isi o .......................................................................... 27
2. Jo nalismo despo i o ........................................................................ 34
3. Jo nalismo despo i o em ele isão .................................................. 45
Capí ulo IV: O Despo o no P imei o Jo nal da SIC .......................................... 47
1. Obje i o, pe gun as e hipó eses de in es igação ............................. 47
2. Me odologias de in es igação ........................................................... 47
3. Ap esen ação e discussão dos esul ados ......................................... 49
Conclusões ......................................................................................................... 59
Re e ências ........................................................................................................ 62
Anexos ................................................................................................................ 70
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In odução
Depois de e minada a componen e le i a do Mes ado em Jo nalismo na
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa, os alunos
podem op a po ealiza um es ágio cu icula num ó gão social à sua escolha. No
meu caso, e endo já ealizado um es ágio cu icula de ês meses na TVI a pa i da
licencia u a em Ciências da Comunicação, e en e de Jo nalismo, Assesso ia e
Mul imédia, na Faculdade de Le as da Uni e sidade do Po o, es a segunda
expe iência acaba ia po se uma consolidação do abalho e conhecimen o adqui idos
em qua o anos de ensino. Assim, e en e as possibilidades exis en es, op ei po i pa a
a SIC po se o meio ele isi o com as linhas edi o iais com que mais me iden i ico.
Es agiei du an e seis meses na SIC, e o meu p incipal obje i o, e sonho, e a
consegui ica lá de o ma de ini i a – algo que, pelo menos a é ao momen o, não
acon eceu, pois, o canal encon a-se em ase de ees u u ação. Com esse obje i o em
men e, abalhei á dua e dia iamen e du an e seis meses, em á ias unções e com
pessoas a iadas. Comecei po se assis en e de p odução no p og ama da SIC No ícias
“Opinião Pública”, ui depois pa a a edi o ia de Despo o e e minei o es ágio como
pa e in eg an e da equipa do P imei o Jo nal da SIC. A desc ição da expe iência de
es ágio e a ca ac e ização da SIC ocupam, assim, os dois p imei os capí ulos: Capí ulo I:
A SIC e Capí ulo II: O es ágio.
No en an o, es e ela ó io não possui apenas a componen e ela i a ao es ágio
cu icula ealizado. É pedido aos alunos que op am po es a expe iência a ealização
de uma in es igação de um ema em conc e o. Assim, o Capí ulo III é dedicado a uma
Re isão Li e á ia das emá icas elacionadas com es e abalho — o Jo nalismo
ele isi o, o Jo nalismo despo i o e o Jo nalismo despo i o em ele isão. Já o
Capí ulo IV: O Despo o no P imei o Jo nal da SIC, é e e en e à in es igação em si.
Pa a que o es udo es i esse elacionada com o abalho e unções ealizadas no
es ágio, oi de inido como ema de in es igação des e ela ó io a ele ância do
Despo o no P imei o Jo nal da SIC. Po isso, e pa indo de uma base eó ica, nes e
abalho p ocu ou esponde -se às ques ões:
Q1- Qual a ele ância dada à cobe u a do Despo o no P imei o Jo nal da SIC,
em compa ação com as ou as edi o ias?
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Q2- Quais são as ca ac e ís icas edi o iais dessa cobe u a, no que espei o a géne os
jo nalís icos, posicionamen o no alinhamen o e ângulo de abo dagem?.
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Capí ulo I: A SIC
A SIC – Sociedade Independen e de Comunicação – é um canal ele isi o
pe encen e ao G upo Imp esa, lide ado po F ancisco Pin o Balsemão. Su giu a 6 de
ou ub o de 1992, quando se o nou a p imei a ele isão p i ada, independen e e
come cial em Po ugal, e minando com 35 anos de monopólio de ele isão pública.
Apesa de aze pa e de um g upo, a SIC possui um es a u o edi o ial p óp io
1
que o ien a o seu abalho e a di e encia dos ou os elemen os do g upo,
nomeadamen e as publicações Ac i a, Bli z, Ca as, Ca as Deco ação, Cou ie
In e nacional, Exame, Exame In o má ica, Exp esso, Jo nal de Le as, TeleNo elas, TV
Mais, Visão, Visão Júnio e Visão His ó ia; os canais de ele isão SIC Ca as, SIC
In e nacional, SIC K, SIC Mulhe , SIC No ícias e SIC Radical; e ainda Ac ingOu , Bloom
G aphics, Gesco, Gin s, In o Po ugal, Imp esa No as Soluções Media, Olha es, SIC
Espe ança e Imp esa Media C ia i a.
O canal apos ou desde cedo em odas as e en es ele isi as – in o mação,
en e enimen o, documen á ios e icção — que, aliadas aos ma ke ing e publicidade,
ize am da emp esa líde de audiências logo em 1995; como San os e e e, “ ês anos
depois de se o ma , a es ação assumiu a lide ança do me cado audio isual nacional,
com 41,4% do sha e, que se man e e du an e 10 anos consecu i os” (San os, 2002).
Em 1997, su ge a SIC In e nacional – pa a chega às comunidades po uguesas
espalhadas pelo mundo. Um ano depois, é lançada a SIC Filmes e em 2000 é c iada a
SIC Gold.
O canal exis e há 24 anos e a ingiu á ios ma cos. Em 2001, a SIC e odo o
G upo Imp esa i e am um momen o his ó ico com o nascimen o da SIC No ícias – o
p imei o canal de ele isão me amen e in o ma i o em Po ugal –, a SIC Radical e a SIC
Online – ma cando a p esença do canal na e a digi al.
Dois anos depois, no dia 8 de ma ço, su giu a SIC Mulhe e em maio do mesmo
ano nasceu a SIC Indoo . Em 2003, apa eceu ainda o p oje o de solida iedade social – a
SIC Espe ança. Um ano mais a de, e pa a subs i ui a SIC Gold, oi c iada a SIC
Comédia, que só du ou a é 2006.
1
- h p://sic.sapo.p /ins i ucional3/2011-03-24-es a u o-edi o ial-sic--sociedade-independen e-de-
comunicacao-sa - Acedido em 14 de Fe e ei o de 2017
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No espaço de um ano, a SIC oi econhecida pelo abalho ei o com a SIC
Espe ança, adqui iu a edi o a SOM LIVRE, c iou a Bloom G aphics e a RDN, S.A. – Te a
do Nunca P oduções.
Algum empo depois, em 2009, a SIC assumiu inalmen e a o alidade do capi al
da SIC No ícias e em dezemb o lançou a SIC K – um canal pa a c ianças.
Em 2010, deu-se um ou o momen o de ele ada impo ância pa a a SIC,
quando se o nou pa cei a da TV Globo com o p incipal obje i o de cop oduzi no elas
em po uguês.
Um ano mais a de, o canal celeb ou os seus p imei os dez anos de ida ao
in es i numa no a iden idade isual e sono a, num no o es údio, e ao inaugu a
es údios da Imp esa no No e, em Ma osinhos.
Os canais ele isi os que azem pa e do g upo Imp esa não são odos
“abe os”, ha endo alguns que apenas es ão disponí eis pa a quem paga po eles. O
único canal abe o do g upo é a SIC, sendo que odos os ou os são pagos.
Recen emen e a SIC i ou as a enções pa a o uni e so online, endo ei o uma
g ande apos a na e en e mul imédia ao melho a a qualidade das pla a o mas online
do canal. Em julho de 2016 su giu o “P ime” – uma das p incipais apos as do canal –,
um no iciá io de dois minu os com os assun os que ma cam a a ualidade diá ia, o
único con eúdo in o ma i o p oduzido em exclusi o pa a a SIC Online. O “P ime” em
duas edições – uma po ol a das 9h da manhã e ou a às 13h –, e é ei o pela
jo nalis a Diana Dua e.
A SIC em uma equipa de jo nalis as que abalha exclusi amen e pa a o meio
online. Ainda assim, a maio ia das peças que são colocadas no si e não são p oduzidas
exclusi amen e pa a o mesmo a ando-se de éplicas de peças p oduzidas pa a
ele isão.
No que espei a às audiências, a SIC e os canais da mesma “ amília” semp e
o am dos segmen os ele isi os com maio audiência. No mês em que comecei o
es ágio, julho de 2016, a SIC lide ou no p ime ime de segunda a sex a- ei a como é
isí el no si e do g upo “A SIC lide ou no uni e so dos canais gene alis as com 21,3%
de sha e, con a os 20,1% da TVI e os 14% da RTP1.” (IMPRESA, 2016). A in o mação
oi uma das p incipais azões dos bons esul ados da es ação, como é possí el obse a
na página online do g upo “man endo a lide ança nos a ge s come ciais (…) no o al
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bas an e, pois acaba a po se quase i ónico que, den o de uma emp esa de
comunicação, a mesma não exis isse de o ma de ida.
Ou o p oblema que sen i e que penso não se apenas da SIC oi alguma al a
de empa ia en e as pessoas. Mui as ezes sen i que se alguns p o issionais se
pusessem no luga de ou os, di iam ou agi iam de o ma di e en e. Dando um
pequeno exemplo, numa si uação em que um jo nalis a de Despo o inha ei o uma
peça exclusi a SIC, a coo denado a dos jo nais de Despo o não a pôs no a pois a peça
não inha pi o , necessá io pa a a lança . Pa a além disso, e de aco do com a
coo denado a, não es a a indicado em nenhum sí io que a peça e a exclusi a, logo não
ha ia u gência em pô-la no a . No dia seguin e, quando o jo nalis a se ape cebeu do
sucedido, começou a discu i com a coo denado a, bem al o no meio da edação, sem
seque en a pe cebe o po quê de a peça não e ido pa a o a .
O úl imo “p oblema” que ou e e i acaba po se elaciona ambém com es a
ques ão. A e dade é que quando alamos em ó gãos de comunicação social, não
podemos igno a o pano ama de concen ação mediá ica, in e esses pa icula es e
p essões de me cado em que se inse em. O G upo Imp esa, à qual pe ence a SIC,
de ém ou os ó gãos de comunicação. Apesa de unciona em de o ma independen e,
odos êm algo em comum que lhes pe mi e con inua a exis i : são en á eis pa a o
G upo. No ano de 2015 o g upo de canais SIC ob e e no o al um sha e de 22,1% e as
ecei as de subsc ição, em Po ugal e no es angei o, c esce am 11,7% (IMPRESA,
2016). Assim é ácil pe cebe que o jo nalismo es á cada ez mais a se diminuído a um
negócio, onde os p óp ios i ula es dos meios dão p imazia ao luc o em elação ao
igo in o ma i o. Es a ealidade acaba po se ambém e iden e nas edações. As
escolhas edi o iais ei as dia iamen e são cada ez mais de e minadas pelas audiências
que delas podem ad i . Du an e o meu pe cu so, i peças minhas e de colegas se em
pa adas a meio po que, en e an o, acon ece a algo de inido como “mais impo an e”.
Es a impo ância dada ao luc o le a a que ques ões como o a o humano seja
menosp ezado. Nes e pon o não me e i o apenas à al a de empa ia, mas ambém às
exigências que são ei as a edações com cada ez menos p o issionais. Com a c ise de
2008, as edações i e am que diminui os seus meios o que acabou po causa um
eno me desgas e nos jo nalis as que ica am, pois além da quan idade ele ada de
17
abalho que em que aze , lidam dia iamen e com a imp e isibilidade e o medo de
pe de o emp ego.
Apesa dos á ios p oblemas que apon ei, na SIC é dada opo unidade aos
es agiá ios de ealmen e abalha com as mesmas con adições que qualque
jo nalis a e na minha opinião isso é ó imo, pois é a melho o ma de ap ende . Aliás,
isso é isí el logo a pa i da en e is a a que emos de i pa a a SIC decidi se nos
acei a ou não como es agiá ios. Essa en e is a, que acon ece uns meses an es do
início do es ágio, é ei a pelo di e o -adjun o de in o mação, José Gomes Fe ei a, e
nela são colocadas ques ões aos u u os es agiá ios não só sob e o nosso pe cu so e
obje i os, mas ambém ques ões p á icas com as quais pode ão e de i a lida como
jo nalis as, o que pe mi e ao di e o -adjun o pe cebe se os es agiá ios es a ão ou não
p epa ados pa a a expe iência a que se p opõe.
Du an e o meu pe cu so na SIC passei, p imei o, pelo p og ama da SIC No ícias
“Opinião Pública”, depois ui pa a a edi o ia de Despo o e e minei o es ágio no
P imei o Jo nal. Os ês locais po onde passei e am bas an e di e en es en e si o que
me pe mi iu ap ende de o ma a iada e sob e á eas di e sas. Assim, posso dize que
ap endi mui o com a minha expe iência na SIC: melho ei bas an e a o ma de esc e e
pa a ele isão, pe cebi ainda melho o alo da imagem e como se de e abalha em
unção dela, já pa a não ala do hábi o que ganhei a abalha sob s ess.
1. Opinião Pública
Iniciei o meu es ágio no dia 18 de julho e ui colocada no “Opinião Pública”
(OP). O p imei o sí io onde icamos é escolhido pelos Recu sos Humanos e depende de
onde há aga.
In eg ei a equipa do p og ama in o ma i o da SIC No ícias du an e ce ca de
dois meses e meio. A equipa é cons i uída pelos jo nalis as e p odu o es edi o iais
Albe o Jo ge e Sónia Rica do.
O p og ama, emi ido de segunda a sex a- ei a, é o mais an igo da SIC No ícias e
um dos que dão mais audiências ao canal. Po exemplo, no ano de 2016, as audiências
do “Opinião Pública” o am supe io es às da SIC No ícias, com 2,4% ace a 2,1% (anexo
1). O p og ama oi, no caso do ano passado, maio i a iamen e is o po homens, de
classe A/B, com mais de 75 anos e de Lisboa (anexo 2).
18
O p og ama em duas edições po dia: a p imei a ai pa a o a po ol a das 11
ho as, depois do “Ho a Ce a”. Já a segunda acon ece pouco depois das 17 ho as. O
p og ama consis e na discussão em es údio e com os elespec ado es de emas a uais.
Além da pa icipação dos elespec ado es exis e semp e um con idado, especialis a na
emá ica em análise.
Du an e esses dois meses e meio, inicia a o meu dia po ol a das 9 ho as e
começa a logo a p epa a um dossie sob e a emá ica que i ia se deba ida no
p og ama. Es e dossie eunia á ias no ícias, es udos e a é a igos de opinião –
ecen es e de con ex o – de di e en es meios de comunicação, incluindo a SIC, e e a
en iado pa a o pi o do p og ama pa a que es e icasse “den o” do assun o o mais
possí el (anexo 3).
Quan o à escolha do ema, é semp e ei a pelos coo denado es do p og ama
em conjun o com o subdi e o de in o mação Be na do Fe ão e a coo denado a ge al
da SIC No ícias, Paula San os. O ema é semp e algo que ma ca a a ualidade. Na
maio ia das ezes, muda da manhã pa a a a de, mas nem semp e. O ema da manhã é
ge almen e de inido no dia an e io . Po ezes, e se acon ece algo com ele ância
no iciosa su icien e an es do p og ama, o ema é mudado, às ezes a é 10 minu os
an es de o p og ama i pa a o a .
Enquan o es i e no “Opinião Pública”, 31% dos emas pe ence am à edi o ia
de Sociedade; 24% à Economia; 18% ao Despo o15% à Polí ica, e 12% à In e nacional.
Fo am ei os alguns p og amas especiais com mais de uma ho a sob e o a aque em
Munique, as sanções pa a Po ugal, os incêndios em Po ugal (4 especiais), Despo o (2
especiais), a segu ança e o iá ia e An ónio Gu e es na ONU.
G á ico 1 - Temas abalhados no p og ama “Opinião Pública”
du an e o pe íodo de es ágio na secção
19
Vol ando à minha o ina diá ia, po ol a das 9:30 ho as da manhã en ia a o
dossie ao pi o e começa a a p epa a um bloco de imagens que se ia depois pa a,
du an e o p og ama, o “pin a ”. Esse bloco de imagens e a ei o a a és do XPRI (o
p og ama de edição usado pela SIC) e com imagens ge almen e de a qui o (anexo 4).
Enquan o es i e no “Opinião Pública” inha ambém de ecebe os con idados
e encaminhá-los pa a es údio. Depois disso, di igia-me pa a a égie onde inha como
unção a ende , seleciona e passa pa a di e o as chamadas dos elespec ado es que
que iam pa icipa . De ac o, o “mais impo an e” no p og ama, al como o p óp io
nome indica, é ou i a opinião dos elespec ado es, po isso o meu papel acaba a po
se undamen al.
No inal do p og ama, que du a ge almen e ce ca de 50 minu os, ia busca o
con idado ao es údio e le á-lo à po a. Po im, inha de egis a , num documen o de
Excel que já exis e há algum empo, os dados dos elespec ado es que pa icipa am,
pa a um e ei o es a ís ico.
A expe iência no p og ama oi bas an e p odu i a. A e dade é que hou e dias
em que o abalho se o na a um pouco me ódico e mecânico, ainda que os emas
ossem di e en es. Mas, no undo, odo o abalho que ealizei me ensinou algo que
acabou po me ajuda no es o do meu pe cu so na SIC, e que ac edi o que ai ajuda -
me no u u o. Com a elabo ação dos dossiês passei a pe cebe melho como il a a
in o mação; o con ac o com os con idados oi en iquecedo po que acabei po
conhece pessoas in e essan es e com bas an e conhecimen o em di e en es á eas; a
expe iência em edição acabou po se a mais ú il, como pe cebi mais a de quando
mudei de secção e i e de p oduzi o meu p óp io con eúdo e conseguia azê-lo
o almen e sozinha — es a acilidade o na a-se ainda mais e iden e quando ia as
di iculdades que os es agiá ios que não passa am pelo “Opinião Pública” inham nessa
ma é ia.
Além do dia-a-dia no mal da edação, o p og ama ouxe-me ambém
expe iências “ o a da caixa” e com as quais ap endi imenso. Na al u a em que su giam
b eaking news e e a necessá io aze con ac os pa a en a em di e o, eu acaba a po
se uma das pessoas equisi adas pela acilidade que já inha em passa os
ele onemas pa a di e o e ecebe os con idados. Nes e caso, uma das si uações que
mais me ma ca am oi logo na minha p imei a semana de es ágio. Es a a a meio de
20
um p og ama da a de, quando se deu o a en ado em Munique - no dia 22 de julho um
homem ab iu ogo no cen o come cial Olympia e causou 10 mo os e 16 e idos. O
e o is a ainda es e e em uga, mas acabou po se suicida umas ho as depois, não
mu o longe do local (Eu onews, 2017). Lemb o-me de es a a aze o p og ama
comple amen e sozinha pela p imei a ez — já que na nossa p imei a semana somos
apoiados pelo es agiá io que es á a e mina o seu pe cu so — e de epen e en am
pela égie alguns di e o es e coo denado es da SIC a pedi pa a aze con ac os e
ecebe pessoas. Nesse dia e am 2 ho as da manhã e ainda es a a na SIC, mas a
e dade é que oi uma expe iência ó ima e mui o en iquecedo a pa a mim que da a
na al u a os p imei os passos naquela casa.
Além dessa, ainda i i mais algumas si uações do géne o is o que no pe íodo
em que es i e no “Opinião Pública” acon ece am á ios a en ados e sismos. Essas
si uações o am sem dú idas mui o p odu i as, pois ap endi a lida com si uações de
b eaking news.
2. Edi o ia de Despo o
No dia 26 de se emb o mudei de secção, des a ez pa a uma à minha escolha: a
edi o ia de Despo o. Escolhi es a edi o ia po que, na ealidade, gos a a de e ido
pa a Cul u a, mas na al u a não ha ia agas. Op ei po isso pela minha segunda opção,
o Despo o. Tomei a decisão endo a con a que se ia, sob e udo, um desa io.
O jo nalismo despo i o semp e oi uma á ea do jo nalismo que me in e essou,
mas a e dade é que não inha mui a noção de como unciona a. Acabei en ão po
escolhe a edi o ia po se uma á ea em que me ejo a abalha no u u o e na qual
não inha na al u a quaisque bases.
Na p imei a semana, al como acon eceu quando comecei no “Opinião
Pública”, acompanhei a es agiá ia que es a a a e mina o seu pe cu so na edi o ia
pa a pe cebe como udo acon ecia.
A o ina diá ia e a bas an e di e en e e especí ica. En a a po ol a das 10
ho as e a minha p imei a unção e a le os jo nais de Despo o pa a ica a pa da
a ualidade e i e endo os e mos écnicos e mais co e os a u iliza em cada si uação.
Depois di igia-me à coo denado a pa a pe cebe o que inha pa a aze . No Despo o
azia sob e udo blocos de imagem, OFFs, THs, g a ismos e peças.
21
Os OFFs o am sem dú ida aquilo que mais iz, e e am basicamen e pequenos
ex os com o máximo de in o mação possí el que e am depois lidos em di e o pelo
pi o , acompanhados de imagens ambém p epa adas pelos jo nalis as. Nos dois
meses em que es i e em Despo o iz no o al in a OFFs (anexo 5).
Já os THs — diminu i o de Talking Heads — que comecei a aze um pouco mais
a de, a a a-se de decla ações de pessoas an ecedidas de uma b e e in odução do
pi o , ambém esc i a pelos jo nalis as. Pa a os THs inha de es a bem den o do
assun o pa a pe cebe as pa es que in e essa am co a pa a i pa a o a . Nes a
edi o ia iz seis THs (anexo 6).
Os g a ismos e am pequenas abelas com in o mação, na maio ia das ezes
sob e calendá io ou esul ados de jogos, ou ainda com as classi icações. Eu azia essas
abelas e depois esc e ia um géne o de OFF que o pi o lia no a enquan o a abela
passa a. E am ei os ge almen e à segunda e sex a- ei a, an es e depois das jo nadas,
e iz no o al no e (anexo 7).
Mais a de, iz as minhas p imei as peças. Inicialmen e e am só pa a “ eina ”,
eu azia e a coo denado a dos jo nais de Despo o, Ana Luísa Fe nandes, co igia.
Quando conside ou que eu es a a p on a, comecei a aze peças pa a i em pa a o a .
Apesa do ex o, THs, imagens e edição se em ei os po mim, não podia sono iza e
inha po isso de pedi a colegas de equipa pa a o aze em. As peças que iz o am
inicialmen e sob e assun os in e nacionais, po isso não inha de sai da edação. Mais
à en e comecei a sai sozinha com o epó e de imagem. Quando isso acon ecia, no
local obse a a o epó e a cap a imagens, e azia as en e is as necessá ias. Depois,
já na edação, decidia se a in o mação que inha e a su icien e pa a uma peça, se não
azia OFFs e THs. Assim acabei po aze apenas duas peças que o am ealmen e pa a
o a , uma sob e u ebol e ou a sob e o mula 3 (anexos 8 e 9).
G á ico 2 - T abalho jo nalís ico ealizado pela aluna na edi o ia de
Despo o
22
Mesmo assim, e an es de udo isso, comecei po acompanha jo nalis as a
con e ências de imp ensa, jogos, pa idas ou chegadas de equipas, e c. Essas saídas
o am pa a mim bas an e en iquecedo as, uma ez que pude obse a com a enção
udo aquilo que o jo nalis a azia. Sai da edação no o al 13 ezes, sendo que apenas
duas o am pa a acompanha ou os jo nalis as. De des aca que das ezes que ui a
jogos de u ebol ui semp e com ou o jo nalis a; no en an o, ele azia os di e os do
jogo e eu a zona mis a.
Em elação à equipa da edi o ia de Despo o, e a no ge al bas an e bem-
dispos a e disponí el. Mas a quan idade de abalho que inham não lhes pe mi ia da
o apoio que que iam.
Pa a mim, a edi o ia só em um p oblema, que é comum aos ou os canais de
in o mação. O despo o é quase só u ebol, o que conside o injus o pa a as ou as
modalidades. No en an o, enho ambém noção de que es i e nes a edi o ia numa
al u a em que o u ebol es a a em al a, uma ez que se joga a na época a Liga dos
Campeões, a Liga NOS e a Taça de Po ugal.
No ge al, gos ei bas an e dos dois meses que passei em Despo o e sin o que
consegui ul apassa o desa io que inha pos o a mim p óp ia no inicio. Ap endi
imenso e pa i pa a a ase seguin e com alguma on ade de me man e naquela
edi o ia.
3. P imei o Jo nal
A 28 de no emb o mudei pa a a úl ima secção em que es i e na SIC, o P imei o
Jo nal.
G á ico 3 - Modalidades abalhadas pela aluna na edi o ia de
Despo o
23
Es e segmen o no icioso ai pa a o a no canal da SIC gene alis a odos os dias
às 13 ho as. O pi o é Ben o Rod igues e o coo denado é And é An unes, que oi o
meu “che e” no úl imo mês e meio de es ágio. É ele que de ine que peças ão pa a o
a odos os dias e quem é que as az. Esse planeamen o é ei o com base nas p opos as
que chegam dia iamen e à Agenda da SIC, e ica de inido na eunião com os ou os
coo denado es e di e o es às 15 ho as do dia an e io . No en an o, quando há
si uações no iciosas que oco em de mad ugada ou du an e a manhã, a g elha
in o ma i a de inida acaba po so e al e ações.
Nes a secção comecei po acompanha o abalho de ou os jo nalis as. Saía
com eles em epo agem, obse a a como aziam a p epa ação da mesma e como
agiam no local. À chegada à edação, ge almen e e a me pedido que esc e esse a peça
como se osse minha, enquan o eles ambém o aziam e mon a am. No inal, inham
co igi aquilo que inha ei o, e aconselha -me no que de e ia melho a . Ainda que
não enha acompanhado mui as ezes, is o que já o inha ei o em Despo o, sin o
que oi uma boa escola pois al a am-me na al u a alguns ins umen os que em
Despo o não inha adqui ido po se uma á ea mui o especí ica.
Além de os acompanha , no P imei o Jo nal acabei po ajuda mui as ezes
jo nalis as, da edação de Lisboa e do es o do país, a ealiza as suas p óp ias peças.
Fo am mui as as ezes em que me oi pedido pa a i ao local aze en e is as pa a
peças de ou os jo nalis as, se e pa a se mais p ecisa. Esse apoio oi-me pedido
algumas ezes à úl ima ho a, o que acabou po me ajuda a pe cebe ainda melho
como lida com si uações de s ess, is o que cheguei a e ês minu os pa a me
p epa a pa a uma en e is a com o Bas oná io da O dem dos Médicos, po exemplo.
Chegou a se -me pedido pa a en e is a con idados do “Opinião Pública” que se
inham deslocado à edação e depois acaba am po não en a no p og ama de ido à
al e ação do ema. Nesse caso, en e is a a o con idado e depois ou azia uma peça
sob e o assun o, ou apenas um OFF ou TH.
Também iz alguns OFFs e THs enquan o es i e no P imei o Jo nal, que
a ia am ema icamen e en e Polí ica, Sociedade, In e nacional e Economia (anexo
10).
24
No dia 12 de dezemb o, ealizei a minha p imei a epo agem sozinha. Nessa
segunda- ei a ealiza a-se em Alcân a a um des ile de Na al solidá io ei o po 900
c ianças de á ias escolas da zona es idas de pais Na al. Desloquei-me en ão ao local
ainda an es do des ile começa , e en e is ei algumas c ianças, uma p o esso a e o
P esiden e da Jun a. A pa e mais di ícil des a peça oi sem dú ida a anja c ianças
que soubessem esponde às minhas ques ões a é bas an e simples. Depois iquei a
assis i a en amen e ao co ejo enquan o o epó e de imagem cap a a o
acon ecimen o. Es a pa e em ambém g ande alo na ealização de uma
epo agem, pois é a melho al u a pa a pe cebe como a mon a . No inal do des ile,
ol ei pa a a edação, onde, após e as imagens cap adas pelo epó e Jo ge Oli ei a,
esc e i a minha peça e de ini quais as pa es das en e is as que i iam en a . Como
não me e a pe mi ido sono iza , con ei com a ajuda da jo nalis a Inês Cândido, que me
co igiu e sono izou a peça. Pa a inaliza , i e en ão de me desloca a uma sala de
edição, onde a edi o a Ri a Sena me ajudou a mon a a peça que icou p on a a empo
de i pa a o a (anexo 11).
Foi assim a maio pa e dos meus dias no P imei o Jo nal. E a pouco o empo
que passa a na edação, is o que saía bas an es ezes, ou pa a aze as minhas
p óp ias epo agens ou pa a ajuda ou o jo nalis a.
Du an e o mês e meio que es i e nes a secção ealizei oi o epo agens sozinha
que o am pa a o a de emas de Sociedade, Economia e Polí ica (anexos
12,13,14,15,16,17 e 18).
G á ico 4 - To al de OFFs e THs ealizados pela aluna no P imei o
Jo nal da SIC
25
No o al, en e peças, OFFs e THS, as edi o ias em que abalhei di idi am-se da
seguin e o ma: 73% Sociedade, 12% Polí ica, 11% Economia e 4% In e nacional.
O empo que passei no P imei o Jo nal soube-me a pouco. A e dade é que oi
o sí io em que acabei po ap ende mais a desen asca -me sozinha, is o que oi onde
i e mais au onomia e esponsabilidade. In elizmen e oi ambém a secção onde es i e
menos empo.
4. Mad ugadas
Du an e o es ágio de seis meses na SIC, odos os es agiá ios êm de ealiza
pelo menos uma semana de mad ugadas. Ou seja, abalha pelo menos se e dias
du an e a noi e, da meia noi e às 6 ho as pa a se mais exa a.
G á ico 5 - To alidade de peças ealizadas pela aluna no P imei o
Jo nal, e o ma como as ealizou
G á ico 6 - Temas abalhados pela aluna no P imei o Jo nal da SIC
32
p imei o c i é io e e ido, Cana ilhas explica que é necessá io que o alo no icioso
seja ele ado pa a se coloca uma equipa a abalha em algo; em elação ao segundo
c i é io, o au o e e e que sem boas imagens as his ó ias não êm hipó ese de se
no iciadas; já quan o ao alo da P e isibilidade, João Cana ilhas indica que em
ele isão é undamen al ha e planeamen o, logo, quan o mais p e isí eis o am os
assun os, maio a p obabilidade de se em no iciados (Cana ilhas, 2001: 4-5).
São os media que de inem aquilo que é ou não no ícia – são os ga ekeepe s
2
.
Quando um acon ecimen o não é conside ado ele an e o su icien e pelos meios de
comunicação pa a se ansmi ido, esse acaba po passa despe cebido à gene alidade
dos cidadãos, assim “o Ga ekeeping nos mass media inclui odas as o mas de con olo
da in o mação, que podem es abelece -se nas decisões ace ca da codi icação das
mensagens, da seleção, da o mação da mensagem, da di usão, da p og amação, da
exclusão de oda a mensagem ou das suas componen es” (Wol , 2009:79). Quando um
jo nalis a oma decisões como ga ekeepe á-lo de li e a bí io, baseando a sua
decisão na sua expe iência e c i é ios edi o iais. Nessa decisão não con am apenas as
eo ias de Agenda-se ing, NewsMaking e de Ga ekeeping. Mui as decisões ainda são
hoje omadas po in uição, quando há libe dade pa a o aze .
Em odas as o inas de p odução es á implíci a a ideia de endida pela eo ia do
Newsmaking de que o jo nalismo não é um espelho exa o da ealidade, mas sim
cons u o da mesma, pois os con eúdos di ulgados acabam po in luencia
compo amen os. De aco do com Nuno B andão (2010) “os jo nalis as, em conjun o
com os seus c i é ios de Newsmaking, de em en ão da edob ada a enção à seleção
emá ica que e e uam nas suas no ícias, pois es amos a lida com uma das p incipais
on es pa a a cons ução social da ealidade” (B andão, 2010:133).
A a ualidade é um dos maio es condicionan es daquilo que ai pa a o a odos
os dias. Os elejo nais diá ios são ma cados, na maio ia, po assun os do momen o.
Apesa disso, ambém há algum espaço pa a os chamados ai -di e s, que em indo a
2
Exp essão anglo-ame icana c iada po Da id Manning Whi e, em 1950. Whi e de ine o ga ekeeping
como “uma seleção de in o mação em “po ões” con oladas po “po ei os”, ha endo in o mação que
passa e ou a que ica e ida” (D`Aiola, 2003)
33
ocupa cada ez mais espaço nos alinhamen os, p incipalmen e aos ins-de-semana
onde a in o mação é ge almen e mais le e.
A libe dade dada aos ó gãos e não o gãos de comunicação na maio ia dos
países do mundo p essupõe que os mesmos sejam igo osos e impa ciais e que
ap esen em ao público uma plu alidade de in o mação a iada como Cádima e e e no
seu li o “Tele isão, Se iço Público e qualidade” (2002). No en an o, é impo an e
des aca que apesa de exis i uma di e sidade de ó gãos de comunicação, is o não
signi ica necessa iamen e que o con eúdo a ie en e os mesmos. Aliás, a maio ia dos
media gene alis as passa a mesma in o mação ainda que a adap e às o inas e c i é ios
edi o iais de cada meio, como a i ma Bo dieu: “nos jo nais ele isi os ou adio ónicos
das emisso as de g ande di usão, no melho dos casos, ou no pio , só a o dem das
in o mações muda” (1997:31). Assim, a p odução no iciosa acaba po , hoje em dia,
igno a algumas á eas da ealidade social em de imen o de ou as.
A impo ância do ex o e imagem em Tele isão
A ele isão unciona como um impo an e ínculo social e dá ao público uma
sensação de pe ença, que é isí el nas p óp ias abe u as dos elejo nais, po
exemplo. A o ma como os pi o s se di igem às pessoas c ia uma elação de empa ia
com as mesmas, pa ecendo que alam pa a cada uma di e amen e. Como Fechine
a i ma, “Os elejo nais apelam, mais equen emen e, ao discu so in e pela i o po
meio do qual os ap esen ado es e epó e es di igem-se di e amen e ao espec ado ,
seja di ecionando o olha pa a a câma a enquan o alam, seja u ilizando oca i os ou
p onomes pessoais” (2008: 4). Ob iamen e que essa elação de empa ia é bené ica
pa a o ó gão de comunicação que ai ganhando assim cada ez mais elespec ado es
que nele con iam. Assim, apesa de no jo nalismo ele isi o a imagem ale mui o, o
ex o não de e se igno ado. Quando aquilo que é di o não acompanha o que é
mos ado pode ha e consequências na elação com o elespec ado . Como indicam
Fe ei a e Sampaio (2001), “o ex o e bal an o dos ap esen ado es quan o dos
jo nalis as auxilia no p ocesso de cons ução da elação com o espec ado , cuja
con igu ação oscila en e p oximidade e dis anciamen o”. (2001: 166). A linguagem
ele isi a de e se cu a, cla a, o e e suges i a pa a se mais acilmen e en endida e
chama a a enção do elespec ado , de aco do com Oli ei a (2007). Pa a ele isão
34
de e esc e e -se “como se ala” pa a que assim a esc i a se ap oxime o mais possí el
da o alidade.
Já em elação às imagens, são de ac o o a o mais impo an e do jo nalismo
ele isi o como B andão e e e no seu li o “As no ícias nos elejo nais: que se iço
público pa a o século XXI?” (2010) e ambém a escolha des as em de se ei a de
aco do com um p ocesso de seleção pa a que só as melho es e mais co e as sejam
ansmi idas. A escolha daquilo que é pos o no a em ambém a in enção de, em
conjun o com uma boa edição, cap a a a enção e ma ca o público. Assim, e de
aco do com Cana ilhas, “a decisão de mos a umas imagens e ocul a ou as, a
dis ibuição de imagens ao longo da peça e a sua p óp ia sequência (com acco d)
pe mi em uma eno me in inidade de possibilidades pa a explo a a e en e
espe acula das no ícias” (2001: 7). Em ele isão dá-se p io idade à o ma sob e o
con eúdo, à emoção sob e a azão “dando p io idade às «imagens espe acula es» em
nome da «qualidade isual» onde p edomina o «supé luo, o espe acula com o
emocional insis indo na d ama ização»” (B andão, 2010: 19). A exp essão “uma
imagem ale mais que mil pala as” adequa-se pe ei amen e ao meio ele isi o.
Ao se o meio de comunicação que pe mi e ansmi i simul aneamen e som e
imagem, além do meio online, a ele isão é o meio que causa mais impac o na
população. O meio ele isi o ansmi e ambém a sociedade um maio sen imen o de
amilia idade ao pe mi i es a pe o daquilo que na ealidade es á longe.
2. Jo nalismo despo i o
O jo nalismo despo i o é uma especialização jo nalís ica que combina as
esponsabilidades ge ais da p o issão com as exigências especí icas impos as pelo
obje o que es á a se no iciado, no caso, o despo o. Apesa da especi icidade do
ema, um jo nalis a despo i o de e ambém es a semp e a pa da a ualidade po que
es a acaba po in luencia o enómeno no icioso. Além disso, qualque jo nalis a
despo i o de e espei a o código deon ológico. Assim, o seu p incipal abalho
con inua a se p ocu a ac os no iciosos, con ac a as on es e aze o con á io pois
só o en oque é que é di e en e de o de qualque ou o jo nalis a.
35
Es udos sob e Jo nalismo Despo i o
Es a especialização jo nalís ica não “cos uma se al o de e lexões
ap o undadas po pa e da classe jo nalís ica” (Lopes & Pe ei a, 2006:8). A a i mação é
co obo ada po Raymond Boyle (2006), no seu li o “Spo s Jou nalism: con ex and
issues”.
No en an o, o am já ealizados alguns es udos académicos que êm ajudado a
en ende melho a es e a do jo nalismo despo i o. Alguns exemplos que o
comp o am são a in es igação de Blain, Boyle e O’Donnell (1993), que analisou a
cobe u a da imp ensa po uguesa nos Jogos Olímpicos de Ba celona em 1992, e
concluiu que os maus esul ados que os a le as po ugueses alcança am p o oca am
uma c ise na imp ensa despo i a nacional.
Já o abalho de obse ação das o inas no iciosas a a és de um inqué i o a
131 colunis as despo i as de McCleneghan (1997) demons ou que 85% da p essão
sen ida po esses p o issionais pa e de si mesmos, e e e e ainda que as melho es
ideias pa a os seus abalhos pa em da sua p óp ia in uição.
Um ou o abalho, de Ma k Douglas Lowes (2004), analisou a di e ença de
cobe u a en e os despo os amado es e p o issionais na Amé ica do No e e concluiu
que aquilo que le a à dominação dos segundos sob os p imei os são as o ças
económicas das indús ias no iciosas assis indo-se em consequência a uma abo dagem
de icien e dos despo os amado es.
Em 2006, Sco Reina dy analisou o s ess so ido pelos p o issionais de
jo nalismo despo i o a a és de um inqué i o ealizado a 236 jo nalis as. O au o
pôde conclui que os jo nalis as des a á ea so em de exaus ão emocional mode ada,
asism como de alguma despe sonalização. Des aca-se ainda das suas conclusões o
ac o de 39 jo nalis as mais no os e com menos expe iência a abalha em edações
pequenas se em mais susce í eis a so e esgo amen os ne osos.
Uma das in es igações com maio impo ância pela sua dimensão é a de Da id
Rowe (2007). Es e au o ealizou uma análise de con eúdos com os dados que ob e e
no es udo “Play he Game In e na ional Spo s P ess Su ey” em 2005, que se a ou
do maio inqué i o ealizado em jo nalismo despo i o a é à da a, endo sido ealizado
em 10 países (Alemanha, Áus ia, Aus ália, Dinama ca, Escócia, Es ados Unidos da
Amé ica, Ingla e a, No uega, Roménia e Suíça), possuindo 10 mil a igos de 37 jo nais.
36
Com o obje i o de a alia a qualidade e in luência da imp ensa diá ia despo i a, es e
abalho pe mi iu, de aco do com Rowe, o i ica o “cliché” de oy depa men
aplicado an as ezes aos jo nalis as despo i os. O au o não se ica po aí, e a i ma
ainda que es a especialidade jo nalís ica pode se desc i a como a melho agência de
publicidade do mundo. O ac o de a maio pa e das peças despo i as se em ela os
das compe ições e de momen os an eceden es (58% dos a igos) negligenciando
ou os assun os di e amen e elacionados com con ex os sociais do despo o como o
inanciamen o (3%) ou os impac os sociais (2,5%), oi ou as das p incipais conclusões
do es udo. Rowe concluiu ainda que es e ipo de jo nalismo em indo a pe de
opo unidades de ealiza uma abo dagem con ex ualizada do enómeno despo i o
na sociedade de ido ao ac o de possui cada ez menos componen e c i ica e
capacidade imagina i a.
Um ou o es udo, de Rui No ais e Cláudia C uz (2010), analisou as no ícias de
qua o jo nais po ugueses (O Jogo, a Bola, Co eio da Manhã e 24 Ho as) e e en es às
qua o jo nadas duplas da ase de apu amen o da Seleção Po uguesa de Fu ebol pa a
o Campeona o do Mundo de 2010. A in es igação mos ou que o con eúdo no icioso
nos qua o jo nais oi “quase homogéneo po se a a do mesmo e en o e po que os
jo nalis as despo i os em g ande medida uncionam no sis ema de g upo: acedem às
mesmas on es e pa ilham algumas das demais o inas essenciais” (No ais & C uz,
2010: 59). O es udo mos ou ainda que há um p edomínio do comen á io e da opinião
sob e os ex os pu amen e no iciosos e/ou in o ma i os; no en an o, pa a os
in es igado es oi e iden e exis i di e sidade, ainda que não mui a, en e os jo nais
gene alis as e despo i os, isí el sob e udo nas capas ou des aques e espaço
a ibuídos ao ema em ques ão.
Um ou o es udo de No ais des a ez com Lucas e A onso (2010) analisou
ex os jo nalis icos no pe iodo de 13 a 19 de no emb o em qua o si es no iciosos
po ugueses e espanhois e e en es à ase de play-o s de apu amen o pa a o
Campeona o do Mundo de Fu ebol de 2010. O es udo concluiu que os di e en es
emas den o do assun o i e am uma mesma impo ância nos qua o meios
no iciosos, o que con a ia os esul ados de João Nuno Coelho (2001) que a i ma a
exis i uma p edominância dos discu sos sob e a seleção po uguesa no jo nal A Bola.
37
Num es udo mais ecen e, Ta iana Hen iques (2014) quis pe cebe se o
jo nalismo despo i o em Po ugal é especula i o ou no icioso e no caso das no ícias
especula i as quais os emas e on es p edominan es. Pa a isso, a au o a analisou os
ês jo nais despo i os po ugueses em 2013, 1092 capas no o al. Ta iana Hen iques
concluiu que 60 manche es e am especula i as (5%) e 376 no ícias não e am
e dadei as, co esponden e a 115 on es no p imei o caso e 548 no segundo. A média
de on es po no ícia especula i a e a eduzida (1,5%) o que e ela al a de
di e si icação na p ocu a de on es. De aco do com o es udo, o Reco d oi o jo nal que
egis ou maio núme o de manche es especula i as, bem como a média mais baixa de
on es po no ícias, sendo que as ans e ências o am o ema p incipal das mesmas.
No mesmo ano, João Ma iz p e endeu demons a , a a és do seu abalho de
in es igação, como o enómeno do nacionalismo unciona como um obs áculo à
isenção da comunicação social no seio da a i idade do jo nalismo despo i o. A a és
da análise do acompanhamen o dado pela imp ensa despo i a nacional à seleção
po uguesa nos g andes ce ames in e nacionais, bem como ao pe cu so das equipas
po uguesas nas p o as eu opeias, João Ma iz pe cebeu que o enómeno es á bem
en aizado no jo nalismo despo i o po uguês.
Ana Ri a Almeida analisou, em 2015, as ês p incipiais publicações despo i as
po uguesas – A Bola, O Jogo e Reco d – du an e o mês de ab il, pa a pe cebe quais as
modalidades com maio des aque bem como as equipas. Es a in es igação concluiu
que há uma maio p esença do u ebol como despo o- ei e que o SL Ben ica, o FC
Po o e o Spo ing CP são cla amen e os clubes com maio des aque nas p imei as
páginas dos jo nais despo i os em ques ão.
Mais ecen emen e, em 2016, Ped o Maia com a sua in es igação “Jo nalismo
Despo i o: Me cado de T an e ências — Relação en e Jo nalis a e Fon es de
In o mação nos jo nais despo i os” en ou analisa a complexa elação en e
jo nalis as e on es no jo nalismo despo i o pa indo de uma base eó ica pa a uma
análise compa a i a dos ês jo nais despo i os en e 1 de junho e 1 de se emb o de
2015. Ped o Maia concluiu que no pe íodo do me cado de ans e ências – pe íodo
p o ícuo em e mos jo nalís icos – a c edibilização do ó gão de in o mação é pos a à
p o a, pelo que a p esença das on es é undamenal. Po ou o lado, a pa i dos
38
alo es-no ícia o au o pe cebeu que es e é um ópico que ai ao encon o da
esmagado a maio ia das azões que mo i am um acon ecimen o a se abalhado.
Também em 2016, o es udo de F ancisco Sebe sob e a ans e ência de Jo ge
Jesus, que se ocou na exis ência de di e enças ou uni o midade que os di e en es
jo nais de uma mesma á ea edi o ial e idenciam no a amen o de um mesmo ema,
ouxe conclusões impo an es pa a a á ea. Sebe pôde pe cebe que, ainda que não se
possa a i ma que o jo nalismo despo i o es á a pe de igo de ido às p essões e
exigências es abelecidas pelo me cado dos media, pode a i ma -se que o p incípio do
seguimen o da conco ência le a os jo nais e ó gãos a inco e numa espi al de
uni o midade. Os con eúdos são os mesmos e p opagam-se em simul âneo. O au o
concluiu ambém que o jo nalismo online e de cidadão colocam em causa a
sob e i ência do papel e a impo ância dos jo nalis as na sua á ea p o isional. Ao ní el
das on es de in o mação, o es udo demons ou que as on es azem mui o daquilo
que é o jo nalismo a ual. “A in luência que a p oximidade ds jo nalis as êm a
de e minadas on es az a di e ença no ipo de a igos e “ u os” que cada ó gão de
comunicação pode p oduzi ” (Sebe, 2016:40). Quan o ao es udo de caso especí ico
des a in es igação, o au o concluiu que o impac o de uma ans e ência do calib e da
de Jo ge Jesus é ge ado pelo c uzamen o de ês a o es:
“o media ismo dos agen es da ação, nes e caso, ele ado (Jo ge Jesus é uma
das pe sonalidades despo i as mais mediá icas em Po ugal, assim como os
p esiden es dos clubes en ol idos – B uno de Ca alho (Spo ing) e Luís Filipe
Viei a (Ben ica). Algo que não espan a, endo em con a a ele ância do u ebol
nos media lusos); a in e enção das on es e sua p oximidade a de e minados
jo nalis as ou ó gãos de comunicação, pela in o mação exclusi a que podem
da e que ipo de in o mação podem e ela ; e pela abo dagem da imp ensa:
en a-se num plano mais écnico, jo nalís ico, e, dependendo do ângulo que
cada jo nal consegue da pode apela mais ou menos ao impulso e à
cu iosidade do lei o .” (Sebe, 2016:40).
Desa ios do Jo nalismo Despo i o
Apesa da e olução e da ele ância que o jo nalismo despo i o conseguiu
conquis a e em hoje no dia-a-dia do público, a e dade é que es e ipo de jo nalismo
con inua a e de lida com alguns p econcei os. Es a á ea jo nalís ica é mui as ezes
39
conside ada uma “edi o ia meno ”, chegando a se desp ezada po jo nalis as que não
abalham na edi o ia (Hen iques, 2014: 32). Macedo a i ma que es e ipo de
jo nalismo é “um dos elos mais acos do jo nalismo e, em alguns casos, é
inclusi amen e enca ado como um meio de me o en e enimen o” (2008: 56). José
Ca los e Rod igo Pon o assegu am que “não há jo nalis as e jo nalis as despo i os”
(Sob al & Magalhães, 1999: 12), ainda que mui as pessoas ainda o ejam dessa o ma.
Au o es como Ca los I an Yanez (1995) a i mam que o jo nalismo despo i o não é o
“i mão pob e” da comunicação (Yanez, 1995); Blain e Be ns ein (2002) conside am que
es a á ea jo nalís ica em hoje um papel de des aque no icioso e a i ma-se como uma
edi o ia ele an e (Be ns ein & Blain, 2002). Ao longo dos empos, os jo nalis as
despo i os êm indo a o maliza eg as é icas pa a a sua a i idade pa a que se
alinhem cada ez mais com as es e as de espei o do abalho jo nalís ico (Oa es &
Pauly, 2007).
E olução do Jo nalismo Despo i o
Es e ipo de jo nalismo em a ualmen e um papel de des aque nos meios de
comunicação. Rela i amen e aos ês jo nais despo i os p incipais em Po ugal, dados
da APCT demons am que no 6º bimes e de 2016, “O Jogo” e e uma ci culação de
18.849 jo nais, o “Reco d” possuiu 35.870 jo nais em ci culação, sendo que o si e em
ques ão não possui egis os e e en es ao jo nal “A Bola” (Associação Po uguesa pa a
o Con olo de Ti agem e Ci culação, s.d.). Macedo diz que, al como em qualque ipo
de jo nalismo, as audiências são o que de ine o caminho a segui pois “o público é o
a aliado : se comp a/assis e, é po que a qualidade do mesmo es á adequada aos seus
gos os” (Macedo, 2008: 56).
Mas como já oi e e ido acima, nem semp e oi assim. Inicialmen e, o
jo nalismo despo i o e a des alo izado, e ac edi a a-se que qualque jo nalis a podia
abalha o ema, o que se sabe hoje que não é bem assim.
Ao longo de ce ca de duas décadas, a impo ância dada ao despo o so eu
uma al e ação in ensa. Enquan o que a é à década de 1980 o despo o e a apenas
uma a i idade cen ada e de olun a iado, com a p o issionalização da á ea assis iu-se
ao aumen o do consumo despo i o mui o in luenciado pelos media. O despo o
40
deixou de se is o apenas com uma isão compe i i a e o ganizada, pa a ago a se
ambém is o como uma on e de saúde a i a.
Especialização em Jo nalismo Despo i o
Com a c escen e impo ância do despo o na sociedade, e com a p óp ia
e olução das sociedades e do jo nalismo, os media começa am a deba e -se com a
ques ão de da ao público uma in o mação especializada que pe mi isse cob i
igo osamen e a ealidade e que sa is izesse as necessidades de um público cada ez
mais agmen ado. Essa necessidade aliada à cada ez maio popula idade e ele ância
do despo o no dia-a-dia das sociedades con empo âneas, ob igou os media a
“acompanha o enómeno despo i o em odas as suas dimensões sociais e polí icas”
(Sob al & Magalhães, 1999:50). To nou-se necessá io especializa jo nalis as dada a
esponsabilidade de ansmi i in o mação o mais co e a possí el a um público cada
ez mais en endido na ma é ia, pois como indica Alcoba “chegámos ao nosso
p opósi o de de ini o jo nalismo despo i o como um géne o especializado em azão
da complexidade exis en e no ema que a a de e le i os Ins umen os de
Comunicação Cole i a, como im de a ende a uma solici ação exigida po uma massa”
(Alcoba, 1980:210).
Pa a que es e ipo de jo nalismo não seja is o como en e enimen o, é
necessá io exigi dos p o issionais da á ea uma é ica igo osa ela i amen e aos
p incípios, mé odos e aplicação. De aco do com An ónio Alcoba (1980) exis em oi o
pon os que qualque jo nalis a despo i o de e segui pa a consegui ealiza um
abalho comple o e o mais isen o possí el: 1) Ins alações, is o é, o jo nalis a de e
sabe as singula idades do espaço em que oco e o e en o despo i o; 2) Ma e ial,
impo an e po que qualque ino ação ecnológica pode in e e i com o endimen o
dos a le a; 3) Regulamen o e P og ama, ou seja, é undamen al que o jo nalis as em
ques ão es eja a pa das eg as da modalidade em ques ão assim como da compe ição;
4) T einado es, pois são quem possui mais in o mação sob e a equipa; 5) A le as, pois
cada ez lhes é a ibuído o alo de celeb idades e são na ealidade os e dadei os
p o agonis as da no icia; 6) Ranking, impo an e pa a que o jo nalis as possa aze
uma con ex ualização no momen o no icioso; 7) Aspe os His ó icos, que acaba po i
de encon o ao pon o an e io , mas aumen ando o espec o de in o mação a é
41
edições an e io es da compe ições, eco des, e c.; 8) P ognós icos, is o é, aquilo que é
mais p o á el, ou espe ado, que acon eça (Alcoba, 1980).
Além do conhecimen o especializado na á ea, os jo nalis as despo i os êm
ambém de es a à on ade com a linguagem écnica e especí ica do despo o. En e
os á ios ó gãos de comunicação despo i os, a linguagem u ilizada é semelhan e,
desde as exp essões ípicas ao es ilo do diálogo, o que acon ece pelo ac o do
jo nalismo despo i o mis u a habi ualmen e in o mação com opinião. Lopes e
Pe ei a assinalam que “um discu so jo nalís ico que abso e aleg ias, ensões,
ansiedade, explosões de con en amen o e expõe udo isso em egis o di e o pode á
se mais in o ma i o do que o ela o equidis an e dos ac os. A equação que iden i ica
a in o mação com a azão e o espe áculo in o ma i o com a emoção e ela-se, des e
modo, demasiado limi a i a” (2006: 8). Es e ipo de linguagem é conhecida no mundo
do jo nalismo como o “ u ebolês”, classi icado pelo jo nalis a do Reco d, Al edo
Ba bosa (2000) e e e ida po F ancisco Sebe no seu abalho “A ans e ência de Jo ge
Jesus: análise mediá ica do “negócio” mais quen e dos úl imos anos no u ebol
po uguês” (2016), como uma o ma impo an e de adição o al que con ém
p ese a . Uma linguagem “c iada” pelos p óp ios jo nalis as especializados na á ea,
com exp essões emblemá icas da his ó ia do despo o. Assim, a p esença de
neologismos é conside ada po Ma ínez Albe os (1992) um dos p incipais aspe os
especi icos no jo nalismo despo i o. A linguagem nes a á ea de e assinala odos os
aspe os impo an es ela i os à modalidade em análise, mas sem esquece a
exp essi idade necessá ia pa a que qualque lei o o possa en ende . No en an o, is o
não signi ica que se de a mos a emoção, assim como a o ma c ia i a de esc i a
pe mi ida em jo nalismo despo i o de em jus i ica a passagem de qualque ipo de
sen imen os.
Além da linguagem, e de aco do com Aze edo (2010), as p incipais di e enças
en e os jo nalis as especializados, em despo o e não só, e os jo nalis as gene alis as
são: os obje i os a alcança , a a i ude ace à in o mação, os mé odos de abalho, a
elação com as on es e a p óp ia o mação do jo nalis a.
É no en an o impo an e des aca que a especialização em jo nalismo
despo i o acaba po “pe mi i ” alguns iscos como a possibilidade de exage o na
u ilização de linguagem especí ica ou des ios é icos c iados pela p oximidade que
48
Pa a o p esen e es udo oi analisado o P imei o Jo nal da SIC. A análise ecaiu
sob e es e bloco in o ma i o em p imei o luga pa a que se elacionasse com o es ágio
ealizado. A escolha de eu-se ainda pelo ac o de o P imei o Jo nal se o p imei o
g ande bloco in o ma i o diá io da SIC, de endo po isso, à pa ida, es a o mais
comple o possí el, is o que mui as ezes o Jo nal da Noi e epe e a g ande maio ia
das peças do P imei o Jo nal.
Co pus e a iá eis de análise
A análise do P imei o Jo nal oi ei a du an e ês meses, num pe íodo
comp eendido en e 1 de se emb o e 30 de no emb o de 2016. As da as escolhidas
o am-no pa a que coincidissem com o empo do es ágio em ques ão.
Pa a es e es udo o am consul ados dia iamen e os alinhamen os do P imei o
Jo nal em o ma o digi al, a a és do ENPS. Além dessa análise, oi ainda ealizada,
du an e um pe íodo de seis meses de es ágio, a obse ação pa icipan e, diá ia e
a en a na edação da SIC em Lisboa, que acabou po pe mi i en ende melho o
uncionamen o da mesma. Essa obse ação oi pa icipan e, ao pon o de se em
dia iamen e colocadas ques ões aos p o issionais de jo nalismo no local.
No o al o am examinados 91 alinhamen os do P imei o Jo nal da SIC, um o al
de 2931 peças, das quais 492 sob e Despo o, analisadas exaus i amen e. Impo an e
des aca que no dia 9 de no emb o não hou e peças de Despo o.
A análise ecaiu sob e no ícias de á ios géne os desde peças, OFFs, THs,
di e os e g a ismos. Fo am es udadas odas as peças di e amen e elacionadas com
despo o, mesmo que o ema p incipal das mesmas não osse o despo o em si, po
exemplo, peças elacionadas com o C is iano Ronaldo. Os emas analisados o am
di ididos en e modalidades e assun os abo dados nas mesmas.
A análise e e em con a as seguin es a iá eis: o ema de cada peça; o empo
de cada peça; qual o jo nalis a que a ealizou; qual a posição da peça no alinhamen o
do jo nal em ques ão; qual o géne o jo nalís ico; e ainda o núme o o al de peças de
cada edi o ia. As peças analisadas o am classi icadas em di e en es ca ego ias -
Despo o, Sociedade, Polí ica, Economia, In e nacional, Cul u a e Tecnologia.
Es es pa âme os o am conside ados essenciais pa a uma in es igação o mais
comple a possí el po esponde em, di e a ou indi e amen e, às ques ões de
49
in es igação. Pe cebe qual a posição da peça no alinhamen o do P imei o Jo nal ou o
núme o o al de peças de cada edi o ia, po exemplo, pe mi iu pe cebe qual a
e dadei a ep esen a i idade da edi o ia de Despo o nesse alinhamen o.
Pa a complemen a a in o mação ob ida a a és da análise quan i a i a e da
obse ação pa icipan e, o am ainda ealizadas duas en e is as: à coo denado a da
edi o ia de Despo o da SIC, Elisabe e Ma ques; e ao coo denado do P imei o jo nal
da SIC, And é An unes (anexos 20 e 21). Fo am ei as duas en e is as endo como
p incipal obje i o de e mina se os dois coo denado es em ques ão conseguiam
comp eende e explica o po quê dos dados ob idos nes a in es igação, pa a uma
conclusão mais comple a da mesma. Po essa azão, as en e is as o am ealizadas
num pe íodo mais inal da ealização da disse ação.
De des aca ainda que a e isão de li e a u a ealizada ambém pe mi iu uma
mais ácil in e p e ação dos dados ecolhidos.
3. Ap esen ação e discussão dos esul ados
Nes a in es igação o am analisados, e pos e io men e compa ados, os dados
ob idos du an e o espaço de ês meses, e e en es ao obje o de es udo des a
in es igação. Fo am en ão dissecados, como já e e ido, 91 alinhamen os endo em
con a seis ópicos es abelecidos p e iamen e: o ema p incipal das peças jo nalís icas;
o empo que cada peça ocupa; quem oi o jo nalis a que ez a peça; qual a posição da
peça no alinhamen o em ques ão; qual o géne o jo nalís ico; qual a quan idade de
peças com a emá ica despo o em compa ação com as peças das ou as edi o ias.
Es a análise i á basea -se em abelas di idas pelos pa âme os em análise,
c iadas no início da in es igação e p eenchidas dia iamen e du an e o es ágio (anexo
19) cuja in o mação se á ansmi ida no co po des e abalho em g á icos pa a uma
mais ácil comp eensão e c uzamen o de dados.
1. Quan idade em compa ação com ou as Edi o ias
O p imei o g á ico mos a a dis ibuição das ca ego ias in o ma i as no
P imei o Jo nal du an e os ês meses em análise. A a és do mesmo é possí el
obse a a p edominância de peças sob e Sociedade, com 42% (1241 peças), que se
encon a bas an e dis anciada das ou as ca ego ias.
50
Seguem-se as edi o ias de In e nacional e Despo o com 18% (521) e 17%(492),
espe i amen e. A ca ego ia de Economia encon a-se na qua a posição com 11% das
peças (322) e de seguida as edi o ias de Polí ica com 8% (228), Cul u a com 4% (109) e
Tecnologia com uma pe cen agem que não chega ao 1% (18).
O coo denado do P imei o Jo nal da SIC, And é An unes, diz que “17% po
cen o é a é bas an e endo em con a que o P imei o Jo nal não apos a
pa icula men e no despo o de ido à na u eza do seu público”. Ainda assim o
coo denado do P imei o Jo nal assume que a SIC apos a menos que ou os canais
po ugueses em con eúdos ele isi os despo i os “Sob e udo po que não em
di ei os despo i os das p incipais compe ições. A SIC em apenas os di ei os da Liga
Eu opa” (anexo 20). Elisabe e Ma ques, a coo denado a de Despo o da SIC, conco da
“A SIC, é das que apos a menos, desde logo po que é a que in es e menos na comp a
de e en os despo i os. Em 2016, a RTP ansmi iu a Liga dos Campeões, os Jogos
Olímpicos, o Eu o 2016 ... e e ainda jogos da seleção e ansmi iu a inal da aça de
Po ugal. A TVI apos ou na aquisição dos di ei os de jogos de hóquei, u sal e u ebol
eminino e dos sub21. A SIC em apenas a Liga Eu opa. A ansmissão de e en os
despo i os "ob iga" depois à p odução de con eúdos que si am ambém de
p omoção.”
Em elação à di e ença da cobe u a ei a pela SIC da edi o ia de Despo o em
elação às ou as edi o ias, a coo denado a explica que a g ande di e ença é o nume o
de emissões especiais ealizadas em Despo o. Elisabe e Ma ques indica que “há 2
cobe u as dis in as. A que é ei a pa a os jo nais da SIC (P imei o Jo nal e Jo nal da
Noi e) e a da SIC No ícias. Na SIC " en am" essencialmen e peças e epo agens. Os
di e os, sob e udo no Jo nal da Noi e, são mui o a os. Espaço de análise ou
comen á io só em si uações mui o especí icas. Aqui a cobe u a é mui o idên ica à das
ou as aé eas. Na SIC No ícias, pelo con á io, p i ilegia-se o di e o, a análise e o
comen á io. Há ambém mais espaço em an ena. Além das epo agens que en am
nos no iciá ios gene alis as há ainda 3 espaços p óp ios de 20 minu os. Mas a maio
di e ença consis e, sem dú ida, no núme o de emissões de especiais que a edi o ia
assegu a ao longo do ano. Seja po que há um jogo g ande ou um g ande e en o”
(anexo 21).
51
2. Temas
Rela i amen e aos emas abalhados nas peças sob e Despo o, oi ealizada
uma análise dupla.
Em p imei o luga , as peças o am di ididas pelas modalidades p esen es nos
ês meses em es udo - Fu ebol, Modalidades Pa alímpicas, Su , Fu sal, A le ismo,
Gol e, Ska e, Esqui, Despo o Au omó el, Ténis, Padel e Despo o em si.
Obse ou-se en ão que a maio ia das 492 peças de Despo o ansmi idas no
P imei o Jo nal da SIC no pe íodo de empo analisado o am sob e Fu ebol, 451 pa a
se p ecisa, ou seja, 92%. As modalidades menos abalhadas o am o Ska e, Esqui,
Ténis e Padel que con a am com apenas 1 peça (pe cen agem que não chega ao 1%)
sob e cada modalidade.
O Su oi a segunda modalidade mais p esen e, com 12 peças (2%), seguindo-
se lhe as Modalidades Pa alímpicas com 8 peças (2%), is o po que deco iam na al u a
os Jogos Pa alímpicos. O A le ismo e e di ei o a 7 peças (1%), o Fu sal a 4 (1%) e, po
im, o Gol e e o Despo o Au omó el i e am di ei o a 2 peças cada um (pe cen agem
que não chega ao 1%). Es e ac o é explicado pelo coo denado do P imei o Jo nal da
SIC, And é An unes:
“No caso do P imei o jo nal, o empo dedicado ao despo o não é
mui o, apesa de o empo de jo nal se longo. Ao longo dos anos o am sendo
ei as á ias expe iências e o público al o do P imei o Jo nal não em um
pa icula in e esse no despo o. Den o desse pouco empo disponibilizado e
das limi ações de di ei os de imagem que a SIC em em e mos despo i os,
G á ico 7 - Posição da edi o ia de Despo o em elação às ou as
edi o ias no alinhamen o do P imei o Jo nal da SIC no pe íodo de
empo analisado
52
ocupa-se a maio pa e do empo disponibilizado ao despo o com o u ebol”
(anexo 20).
Elisabe e Ma ques explica es e ac o dizendo que “o u ebol é ans e sal e
in e essa a odos os públicos”.
Vis o que, à exceção do u ebol, odas as ou as modalidades i e am menos de
in e peças a ibuídas, oi omada a decisão de es uda mais ap o undadamen e
apenas es a modalidade.
Analisou-se quais os emas abalhados em conc e o em cada uma das peças
sob e u ebol. Concluiu-se que a emá ica mais abalhada oi o das compe ições, com
35% das peças (159 peças), en e as quais se des aca a P imei a Liga. Seguiu-se o ema
dos clubes, com 27% (122 peças), sendo que o clube mais a ado oi o FC Po o, ainda
que o SL Ben ica enha icado mui o p óximo. De seguida, e ainda com um alo
ela i amen e signi ica i o de 20% (90 peças), icam as pe sonalidades com des aque
pa a duas em pa icula : Jo ge Jesus e C is iano Ronaldo. Po im ica am as peças
sob e as seleções nacionais com 13% (59 peças), com 4% (16 peças) a ca ego ia ou os,
que engloba emas como os Inciden es em Al alade ou os p émios u ebolís icos como
os D agões de Ou o e com 1% icou o me cado de ans e ências (5 peças). Es es o am
os emas mais abalhados po que, de aco do com And é An unes, “são os emas mais
p ocu ados pelo público” (anexo 20). A coo denado a de Despo o, Elisabe e Ma ques,
ac escen a ainda que “O jogo é de ac o o que apaixona as pessoas. O u ebol gi a
G á ico 8 - To alidade e di e sidade de emas despo i os
abo dados no pe íodo em análise no P imei o Jo nal da SIC
53
o no em o no do jogo. As análises, os deba es e os di e os são sob e udo sob e os
jogos” (anexo 21).
3. Tempo
Rela i amen e ao empo de du ação das peças de Despo o, is o que ha ia
uma a iação mui o g ande de alo es, oi ei a uma di isão em qua o pe íodos de
empo: peças com menos de um minu o; peças de um minu o a um minu o e 59; peças
en e de dois minu os a dois minu os e 59; e peças com ês minu os ou mais.
Assim obse ou-se que a g ande maio ia das peças — 278, ou seja, 56% —
inham en e 1 a 1:59 minu os, sendo que o am poucas aquelas que passa am os 3
minu os — apenas 23, ou seja 5%. 112 peças (23%) i e am en e dois minu os e dois
minu os e 59, e, po im, 79 peças (16%) i e am menos de um minu o. Is o de e-se ao
ac o de “Os esumos dos jogos não pode em e mais de 90 segundos, po ques ões
con a uais de di ei os de imagem. Nos di e os não há es ições de empo”, indica
And é An unes (anexo 20). Elisabe e Ma ques es á de aco do com o coo denado do
P imei o Jo nal:
“P imei o, po que pode con ola -se o empo da peça, mas não o do
di e o. Segundo, o di e o az-se, em eg a, po que a no ícia ainda es á a
acon ece . Isso implica que o epó e enha que desc e e os acon ecimen os
ou que enha que en e is a um p o agonis a. O empo do di e o não é
p e isí el po que depende de á ios a o es” (anexo 21).
G á ico 9 - To alidade e di e sidade de emas u ebolís icos
abo dados no P imei o Jo nal no pe íodo de empo em análise
54
De des aca que a peças com mais de 3 minu os o am, na sua maio pa e,
di e os, e a maio ia das peças com menos de 1 minu o o am OFFs e THs, o que az
odo o sen ido.
4. Jo nalis as
Em elação à especialização dos jo nalis as que ealiza am as peças com
emá icas despo i as du an e os ês meses de análise, oi ei a uma p imei a di isão
en e os jo nalis as especializados e/ou da edi o ia de Despo o da edação da SIC em
Lisboa e odos os ou os jo nalis as em di e en e si uação.
É assim possí el e que a g ande maio ia das peças com emas despo i os oi
ealmen e ei a po jo nalis as da á ea - 63% das peças (312 peças).
G á ico 10 - To alidade e di e sidade de empo das peças despo i as
do P imei o Jo nal no pe íodo de empo em análise
G á ico 11 - To alidade e iden idade dos jo nalis as que ealiza am
peças despo i as no P imei o Jo nal no pe íodo de empo em
análise
55
Algumas das peças simplesmen e não se encon a am assinadas - 2% (10
peças).
Rela i amen e às es an es peças — 35% (170 peças) —, os jo nalis as que as
ealiza am, in i ulados no g á ico como “Ou os”, o am maio i a iamen e:
p o issionais das á ias edições da SIC No ícias com 51 peças, ou seja, 30%; e da SIC
Po o com 49 peças, ou seja, 29% — is o acon eceu p incipalmen e com peças sob e o
FC Po o. Com alo es meno es, seguem-se os p o issionais da equipa do P imei o
Jo nal da SIC, que ealiza am 22 peças despo i as (13%); os Co esponden es que
ize am 20 peças (12%); jo nalis as de ou as edi o ias da SIC Lisboa ize am 11 peças
(6%); a equipa de Fim de Semana da SIC Lisboa ez 9 peças (5%); os es agiá ios
ealiza am 6 peças (4%); e duas peças (1%) o am ainda ei as po jo nalis as da equipa
do Jo nal da Noi e.
O coo denado do P imei o Jo nal da SIC diz que as peças de despo o
de e iam p e e encialmen e se ei as po jo nalis as despo i os, mas que nem
semp e é o ideal:
“O caminho de e ia se de ac o esse. Despo o ei o po jo nalis as
especializados que conhecem os emos com p o undidade. No despo o e
nou as á eas. Mas po ezes há epo agens de despo o que icam mais
in e essan es quando ei as po alguém de o a, com uma escola ou isão e
linguagem di e en es” (anexo 20).
A coo denado a de Despo o conco da com a impo ância de as peças des a
edi o ia se em ealizadas po jo nalis as especializados na á ea: “Um jo nalis a
especializado numa de e minada á ea ap o unda os emas. Desen ol e
conhecimen os que se o nam essenciais na in e p e ação dos emas. Cul i am on es
o que lhes pe mi e e acesso p i ilegiado às no ícias” (anexo 21).
56
5. Posição no alinhamen o
Pa a a análise da posição das peças da edi o ia de Despo o no alinhamen o do
P imei o Jo nal da SIC du an e os ês meses em análise, oi ei a uma di isão em dois
pe íodos de empo: a 1ª e a 2ª pa e do bloco in o ma i o em ques ão.
Assim, obse ou-se que a g ande maio ia, 364 peças, ou 74%, oi ansmi ida na
segunda pa e do P imei o Jo nal, ou seja, en e as 13:45 ho as e as 14:30 ho as, is o
po que “Depois de á ias expe iências, é uma zona do jo nal onde o público es á mais
"p edispos o" a e o despo o. Pa ecendo que é o " im do jo nal", é de ac o uma
zona a é "nob e" uma ez que bene icia de um in e alo da RTP1”, indica And é
An unes (anexo 20). Elisabe e Ma ques e e e que a decisão se de e às audiências “Po
G á ico 12 - Di e sidade de á eas de abalho dos jo nalis as que
ealiza am peças despo i as no P imei o Jo nal no pe íodo de
empo em análise
G á ico 13 - Posição no alinhamen o das 492 peças despo i as
p esen es no P imei o Jo nal da SIC no pe íodo de empo analisado
57
uma azão es a égica. As audiências mos am que o despo o esul a melho naquele
ho á io” (anexo 21).
Há, no en an o, alguns dias que se des acam po ugi em à no malidade. Assim,
os dias 2 de ou ub o, 6 de no emb o, 13 de no emb o e 15 de no emb o o am da as
em que o P imei o Jo nal começou às 13 ho as com no ícias de Despo o. No dia 2 de
ou ub o o jo nal “ab iu” com peças sob e esumos de jogos da P imei a Liga; no dia 6
de no emb o deu-se a mesma si uação, mas po e acon ecido um clássico en e o SL
Ben ica e o FC Po o; no dia 13 de no emb o o jo nal começou com á ias peças sob e
os inciden es em Al alade no jogo do Spo ing CP e o A ouca; e po im, no dia 15 de
no emb o, o P imei o Jo nal iniciou com peças e di e os sob e um jogo de apu amen o
pa a o Mundial 2018 da seleção nacional.
6. Géne os jo nalís icos
Quan o aos géne os jo nalís icos p a icados maio i a iamen e na in o mação
despo i a, oi possí el obse a que a g ande maio ia oi ansmi ida em o ma de
peça jo nalís ica, 391 especi icamen e, ou seja, 79%. Seguiu-se a es e núme o, os 35
OFFs p oduzidos, que ep esen am 7% das no ícias despo i as. Com alo es um pouco
mais baixos ica am os Di e os que o am 26, ou seja, 5%; os 30 THs, ou seja, 6%, e po
im os G a ismos que o am apenas 10, ou seja, 2%.
De essal a que os THs se e e iam, sob e udo, a eações a jogos ou si uações
do momen o, como po exemplo, o caso da bu la do écnico inglês, Alla dyce. Já os
di e os o am maio i a iamen e sob e si uações com a seleção nacional; chegadas e
G á ico 14 - Géne os jo nalís icos do abalho despo i o p esen e
no P imei o Jo nal da SIC no pe íodo de empo analisado
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70
Anexos
Anexo 1 - Tabelas ela i as às audiências do p og ama “Opinião Pública” da SIC No ícias no ano de
2016
Sha e SIC No ícias 2016 – 2,1%
Da a Ho a Início Ho a Fim Du ação
Sha e (%)
Aud.Média
(%)
Aud.Média
(000)
Aud. Média
To al (000)
jan-16 11:08:42 11:56:55 00:48:13 3,3 0,4 40,7 104
e -16 11:11:38 11:55:47 00:44:09 2,7 0,4 33,9 86,5
ma -16 11:11:07 11:55:52 00:44:44 2,2 0,3 29,2 83,9
ab -16 11:10:25 11:56:03 00:45:37 2,6 0,3 30,2 77,3
mai-16 11:10:43 11:55:41 00:44:57 2,4 0,3 28,7 82,8
jun-16 11:09:08 11:54:55 00:45:47 2 0,3 25,7 83,4
jul-16 11:12:33 11:54:25 00:41:52 1,6 0,2 22,2 70,4
ago-16 11:09:04 11:55:23 00:46:19 1,9 0,3 29,6 97,3
se -16 11:10:49 11:54:10 00:43:21 2,1 0,3 25,6 75
ou -16 11:10:59 11:54:27 00:43:28 2,6 0,3 29,8 95,1
no -16 11:11:19 11:55:09 00:43:49 2,5 0,3 30,6 76,4
dez-16 11:11:05 11:53:50 00:42:44 2,5 0,4 34,9 80,8
ano 2016 11:10:33 11:55:13 00:44:40 2,4 0,3 30,2 85
Fon e: GFK
SIC No ícias - Opinião Pública (manhã)
Uni e so - Consolidado
Da a Ho a Início Ho a Fim Du ação
Sha e (%)
Aud.Média
(%)
Aud.Média
(000)
Aud. Média
To al (000)
jan-16 17:07:07 17:53:13 00:46:06 3,2 0,7 67,1 178,5
e -16 17:10:56 17:55:28 00:44:32 2,5 0,5 51,4 155
ma -16 17:10:00 17:55:34 00:45:33 2,4 0,5 47,8 151,6
ab -16 17:11:23 17:54:51 00:43:27 2,7 0,5 45,7 135,8
mai-16 17:04:26 17:51:28 00:47:02 2,5 0,4 38,8 127,2
jun-16 17:15:19 17:57:11 00:41:52 2 0,4 34,7 124,4
jul-16 17:14:53 17:54:56 00:40:02 1,8 0,3 30,5 104,4
ago-16 17:11:10 17:56:22 00:45:11 1,8 0,3 33,3 113
se -16 17:12:46 17:55:47 00:43:01 2,2 0,4 37,5 113,6
ou -16 17:13:48 17:55:54 00:42:06 2,4 0,4 39,1 116,6
no -16 17:10:42 17:56:13 00:45:30 2,5 0,5 50,4 162,9
dez-16 17:14:28 17:56:11 00:41:43 2,6 0,6 56,9 151,3
ano 2016 17:11:16 17:55:09 00:43:53 2,4 0,5 45 136,8
Fon e: GFK
SIC No ícias - Opinião Pública ( a de)
Uni e so - Consolidado
71
Anexo 2 - G á icos ela i os ao pe il das audiências do p og ama “Opinião Pública” da SIC No ícias no
ano de 2016
72
Anexo 3 - Exemplo de dossiê sob e a emá ica dos ilhos do embaixado i aquiano ei o pela es agia ia du an e o pe cu so no
p og ama Opinião Publica da SIC No icias
Anexo 4 - Exemplo de edição de bloco de imagens no p og ama de edição XPRI
73
Anexo 5 - OFF esc i o pela es agiá ia sob e a Taça das Con ede ações du an e o seu pe cu so na edi o ia de Despo o
Anexo 6 - TH ei o pela es agiá ia sob e Andy Mu ay du an e o seu pe cu so na edi o ia de Despo o
80
Jo nal (não oi colocada online)
O io ai man e -se em Po ugal nos p óximos dias.
A chu a ol a amanhã.
Nos pon os mais al os do país, es á p e is a a queda de ne e.
{Segue Clip}
<
e anda pelo li o al ou in e io no e do país nos p óximos dias,
não se esqueça do gua da-chu a ao sai de casa.
Ela ai ol a , ainda que com pouca in ensidade.
Nas e as mais al as, es á p e is a queda de ne e.
VIVO - chu a e ne e
A chu a pa e no inal da semana, mas o io
em mesmo pa a ica .
As empe a u as ão desce , podendo a ingi g aus nega i os nas egiões no e e
cen o a pa i de sábado.
O en o ai aze -se sen i , p incipalmen e no li o al e nas e as al as.
VIVO - empe a u a e en o
O In e no não ai passa despe cebido nos p óximos dias.
Pa a já não há dis i os em ale a
mas a si uação pode muda a pa i de segunda- ei a.
Anexo 17 - Peça sob e Quali icações de pa ões e abalhado es ei a pela es agia ia du an e o seu pe cu so no P imei o
Jo nal - link: h p://sicno icias.sapo.p /pais/2017-01-12-T abalhado es- em-mais-quali icacoes-que-os-p op ios-pa oes
81
Anexo 18 - Peça sob e Sem-ab igo ei a pela es agia ia du an e o sue pe cu so no P imei o Jo nal da SIC (não oi publicada
online)
Anexo 19 - Tabelas u ilizadas dia iamen e du an e os ês meses de analise pa a a in es igação
82
83
84
85
86
Anexo 20 - En e is a ealizada ao coo denado do P imei o Jo nal da SIC, And é An unes
1. Como se o ganiza a es u u a do P imei o Jo nal em e mos edi o iais?
O P imei o Jo nal em um coo denado que seleciona a gene alidade dos emas
(sociedade, polí ica, economia, despo o, cul u a, saúde, e c.). Discu e depois os emas
com os espe i os edi o es das á eas pa a de ini quais as melho es o mas de abo da
os emas.
2. E, pegando no ema de análise, como é que o P imei o Jo nal abalha o
Despo o?
No caso do despo o, abalha-se em coo denação com a edi o ia de despo o.
3. Como pode explica a disc epância que exis e en e a p edominância do
u ebol - que ocupou nos meses em analise 92% do espaço dedicado ao
Despo o no P imei o Jo nal - e das ou as modalidades?
No caso do P imei o jo nal, o empo dedicado ao despo o não é mui o, apesa de
o empo de jo nal se longo. Ao longo dos anos o am sendo ei as á ias expe iências
e o público al o do P imei o Jo nal não em um pa icula in e esse no despo o.
Den o desse pouco empo disponibilizado e das limi ações de di ei os de imagem que
a SIC em em e mos despo i os, ocupa-se a maio pa e do empo disponibilizado ao
despo o com o u ebol.
87
4. No campo do Fu ebol, o ema mais abalhado oi sem du ida o das
Compe ições, seguindo-se os Clubes e Pe sonalidades, mas não com
pe cen agens ao al as. Po que?
São os emas mais p ocu ados pelo público.
5. A g ande maio ia das peças de despo o ansmi idas no P imei o Jo nal
du an e o empo em analise e e en e 1 a 2 minu os, sendo que apenas os
di e os ocupa am mais de 3 minu os. Sabe explica po quê?
Os esumos dos jogos não podem e mais de 90 segundos, po ques ões
con a uais de di ei os de imagem. Nos di e os não há es ições de empo.
6. Em elação a posição das peças despo i as no alinhamen o do P imei o
jo nal, es as en a am semp e na sua maio ia - 74% - na segunda pa e do
jo nal, ainda que enham ha ido algumas exceções. Po que es a posição?
Depois de á ias expe iências, é uma zona do jo nal onde o público es á mais
"p edispos o" a e o despo o. Pa ecendo que é o " im do jo nal", é de ac o uma
zona a é "nob e" uma ez que bene icia de um in e alo da RTP1.
7. Conside a que o jo nalismo despo i o de e se ei o po pessoas
especializadas na á ea ou pode se ei o po jo nalis as gene alis as? No caso
do es udo ei o, chegou-se a conclusão que 63% das peças jo nalís icas
despo i as inham sido ealmen e ei as po jo nalis as de Despo o.
O caminho de e ia se de ac o esse. Despo o ei o po jo nalis as especializados
que conhecem os emos com p o undidade. No despo o e nou as á eas. Mas po
ezes há epo agens de despo o que icam mais in e essan es quando ei as po
alguém de o a, com uma escola ou isão e linguagem di e en es.
8. Pa a e mina , a ep esen a i idade do Despo o em elação às ou as
edi o ias no P imei o Jo nal du an e os ês meses analisados coloca-o na
e cei a posição, com 17% do espaço. O que em a dize sob e is o? é no mal?
17% po cen o é a é bas an e endo em con a que o P imei o Jo nal não apos a
pa icula men e no despo o de ido à na u eza do seu público.
9. Compa a i amen e aos ou os canais de ele isão, conside a que a SIC apos a
mais ou menos em con eúdos despo i os nos jo nais diá ios?
Menos. Sob e udo po que não em di ei os despo i os das p incipais
compe ições. A SIC em apenas os di ei os da Liga Eu opa.
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Anexo 21 - En e is a ealizada a coo denado a de Despo o da SIC, Elisabe e Ma ques
1. A seu e , de que o ma é que a cobe u a do despo o se di e encia de
ou as?
Penso que há duas cobe u as dis in as. A que ei a pa a os jo nais da SIC (P imei o
Jo nal e Jo nal da Noi e) e a da SIC No ícias. Na SIC " en am" essencialmen e peças e
epo agens. Os di e os, sob e udo no Jo nal da Noi e, são mui o a os. Espaço de
análise ou comen á io só em si uações mui o especí icas. Aqui a cobe u a é mui o
idên ica à das ou as aé eas. Na SIC No ícias, pelo con á io, p i ilegia-se o di e o, a
análise e o comen á io. Há ambém mais espaço em an ena. Além das epo agens que
en am nos no iciá ios gene alis as há ainda ês espaços p óp ios de 20 minu os. Mas
a maio di e ença consis e, sem dú ida, no núme o de emissões de especiais que a
edi o ia assegu a ao longo do ano. Seja po que há um jogo g ande ou um g ande
e en o.
2. A seu e , quais é que são as p incipais agilidades que se podem apon a na
cobe u a mediá ica do Despo o em Po ugal?
O ac o dos p incipais clubes de u ebol e em as suas p óp ias ele isões. Isso
pe mi e-lhes p oduzi os seus p óp ios con eúdos. É cada ez mais di ícil e acesso aos
p o agonis as e às on es.
3. Em Po ugal, conside a que exis e um público-al o que de ac o se in e essa
pelas emá icas de Despo o? E sem se especi icamen e o u ebol?
O u ebol é sem dú ida a modalidade mais ans e sal. In e essa a odos os
públicos. Quan o às modalidades não enho esses dados.
4. Como pode explica a disc epância que exis e en e a p edominância do
u ebol - que ocupou nos meses em analise 92% do espaço dedicado ao
Despo o no P imei o Jo nal - e das ou as modalidades?
Pelas azões acimas desc i as. O u ebol é ans e sal e in e essa a odos os
públicos.
5. No campo do Fu ebol, o ema mais abalhado oi sem du ida o das
Compe ições, seguindo-se os Clubes e Pe sonalidades, mas não com
pe cen agens ao al as. Po que?
O jogo é de ac o o que apaixona as pessoas. O u ebol gi a o no em o no do
jogo. As analises, os deba es e os di e os são sob e udo sob e os jogos.
6. A g ande maio ia das peças de despo o ansmi idas no P imei o Jo nal
du an e o empo em analise e e en e 1 a 2 minu os, sendo que apenas os
di e os ocupa am mais de 3 minu os. Sabe explica po quê?
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P imei o, po que pode con ola -se o empo da peça, mas não o do di e o.
Segundo, o di e o az-se, em eg a, po que a no ícia ainda es á a acon ece ... isso
implica que o epó e enha que desc e e os acon ecimen os ou que enha que
en e is a um p o agonis a. O empo do di e o não é p e isí el po que depende de
á ios a o es.
7. Em elação a posição das peças despo i as no alinhamen o do P imei o
Jo nal, es as en a am semp e na sua maio ia - 74% - na segunda pa e do
jo nal, ainda que enham ha ido algumas exceções. Po que es a posição?
Po uma azão es a égica. As audiências mos am que o despo o esul a melho
naquele ho á io.
8. Conside a que o jo nalismo despo i o de e se ei o po pessoas
especializadas na á ea ou pode se ei o po jo nalis as gene alis as? No caso
do es udo ei o, chegou-se a conclusão que 63% das peças jo nalís icas
despo i as inham sido ealmen e ei as po jo nalis as de Despo o.
Sem dú ida. Um jo nalis a especializado numa de e minada á ea ap o unda os
emas. Desen ol e conhecimen os que se o nam essenciais na in e p e ação dos
emas. Cul i am on es o que lhes pe mi e e acesso p i ilegiado às no ícias.
9. Pa a e mina , a ep esen a i idade do Despo o em elação às ou as
edi o ias no P imei o Jo nal du an e os ês meses analisados coloca-o na
e cei a posição, com 17% do espaço. O que em a dize sob e is o? é no mal?
Depende da a ualidade. De ce eza que, em junho, hou e um aumen o signi ica i o
de no icias de despo o no jo nal da noi e e p imei o jo nal po causa do Eu o 2016.
10. Compa a i amen e aos ou os canais de ele isão, conside a que a SIC apos a
mais ou menos em con eúdos despo i os nos jo nais diá ios?
A SIC, é das que apos a menos, desde logo po que é a que in es e menos na
comp a de e en os despo i os. Em 2016, a RTP ansmi iu a Liga dos Campeões, os
Jogos Olímpicos, o Eu o 2016... e e ainda jogos da seleção e ansmi iu a inal da aça
de Po ugal. A TVI apos ou na aquisição dos di ei os de jogos de hóquei, u sal e
u ebol eminino e dos sub21. A SIC em apenas a Liga Eu opa. A ansmissão de
e en os despo i os "ob iga" depois à p odução de con eúdos que si am ambém de
p omoção.