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"Arte, outra vez, stôr? Que seca!" - o desenvolvimento da sensibilidade estética e artística em história

Abstract

Durante o seu quotidiano, o ser humano contacta, ainda que involuntariamente, com a Arte. Aquele que se predispõe a entrar em diálogo com ela pode submergir num mundo marcado pelas narrativas da época histórica em que foi produzida, nomeadamente os valores simbólicos, culturais e pelos gostos que marcavam aquela sociedade. Para além desta carga histórica, os objetos artísticos possuem, também, uma dimensão estética que apela aos sentidos e aos sentimentos de cada ser humano. A utilização das Artes Visuais em História revela-se necessária, uma vez que os objetos artísticos podem ser considerados fontes para a construção do conhecimento histórico (possibilitando o desenvolvimento da empatia histórica) e permitem o desenvolvimento da argumentação e da produção de juízos estéticos. O presente Relatório resulta de uma reflexão teórica sobre aspetos da Teoria da Arte, da Estética e da Educação Estética e Artística, e da realização de atividades que promovem o desenvolvimento da sensibilidade estética e artística, aplicadas durante a Prática de Ensino Supervisionada em História, que teve lugar no Agrupamento de Escolas Monte da Lua – Escola Secundária de Santa Maria, no ano letivo 2019/2020. Com este trabalho, pretende-se analisar a importância que a Arte tem na formação do indivíduo e o contributo das disciplinas de História A e História da Cultura e das Artes para o desenvolvimento da sensibilidade estética e artística.

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"Arte, outra vez, stôr? Que seca!" - o desenvolvimento da sensibilidade estética e artística em história

Author: Paulino, Miguel Ângelo Gil
Year: 2022
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/141153/1/Relat%c3%b3rio%20Final_Miguel%20Paulino_Corrigido.pdf
“A e, ou a ez, s ô ? Que seca!” – o desen ol imen o da
sensibilidade es é ica e a ís ica no ensino da His ó ia
Miguel Ângelo Gil Paulino
Junho de 2022
Rela ó io Final da P á ica de Ensino Supe isionada
Mes ado em Ensino de His ó ia no 3.º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino
Secundá io
Ve são co igida e melho ada após De esa Pública
i
Rela ó io da P á ica de Ensino Supe isionada ap esen ado pa a o cump imen o dos
equisi os necessá ios à ob enção do g au de Mes e em Ensino de His ó ia no 3.º Ciclo
do Ensino Básico e no Ensino Secundá io, ealizado sob o ien ação cien í ica da
P o esso a Dou o a Raquel Pe ei a Hen iques, p o esso a da Faculdade de Ciências
Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa, coo ien ação da P o esso a Dou o a
Ma iana Pin o dos San os, p o esso a da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da
Uni e sidade No a de Lisboa e in es igado a do Ins i u o de His ó ia da A e da
Uni e sidade No a de Lisboa, e supe isão local da P á ica de Ensino da
esponsabilidade do P o esso João F ancisco Gonçal es Gaspa , docen e de His ó ia no
Ag upamen o de Escolas Mon e da Lua – Escola Secundá ia de San a Ma ia.
ii
“ARTE, OUTRA VEZ, STÔR? QUE SECA!” – O DESENVOLVIMENTO
DA SENSIBILIDADE ESTÉTICA E ARTÍSTICA NO ENSINO DA
HISTÓRIA
MIGUEL ÂNGELO GIL PAULINO
RESUMO
Du an e o seu quo idiano, o se humano con ac a, ainda que in olun a iamen e,
com a A e. Aquele que se p edispõe a en a em diálogo com ela pode subme gi num
mundo ma cado pelas na a i as da época his ó ica em que oi p oduzida,
nomeadamen e os alo es simbólicos, cul u ais e pelos gos os que ma ca am aquela
sociedade. Pa a além des a ca ga his ó ica, os obje os a ís icos possuem, ambém, uma
dimensão es é ica que apela aos sen idos e aos sen imen os de cada se humano.
A u ilização das A es Visuais em His ó ia e ela-se necessá ia, uma ez que os
obje os a ís icos podem se conside ados on es pa a a cons ução do conhecimen o
his ó ico (possibili ando o desen ol imen o da empa ia his ó ica) e pe mi em o
desen ol imen o da a gumen ação e da p odução de juízos es é icos. O p esen e
Rela ó io esul a de uma e lexão eó ica sob e aspe os da Teo ia da A e, da Es é ica e
da Educação Es é ica e A ís ica, e da ealização de a i idades que p omo em o
desen ol imen o da sensibilidade es é ica e a ís ica, aplicadas du an e a P á ica de
Ensino Supe isionada em His ó ia, que e e luga no Ag upamen o de Escolas Mon e
da Lua – Escola Secundá ia de San a Ma ia, no ano le i o 2019/2020. Com es e abalho,
p e ende-se analisa a impo ância que a A e em na o mação do indi íduo e o
con ibu o das disciplinas de His ó ia A e His ó ia da Cul u a e das A es pa a o
desen ol imen o da sensibilidade es é ica e a ís ica.
Pala as-cha e: A es Visuais, His ó ia da A e, Es é ica, Juízos Es é icos, Educação
Es é ica e A ís ica
iii
“ART, AGAIN, TEACHER? BORING!” – DEVELOPING THE
AESTHETIC AND ARTISTIC SENSIVITY IN THE HISTORY CLASS
MIGUEL ÂNGELO GIL PAULINO
ABSTRACT
Du ing hei daily li es, human beings come in o con ac , albei in olun a ily,
wi h A . Those who a e willing o en e dialogue wi h i can subme ge in o a wo ld
ma ked by he na a i es o he his o ical pe iod in which i was p oduced, namely he
symbolic and cul u al alues and as es ha ma ked ha socie y. Besides his his o ical
cha ge, he a is ic objec s also ha e an aes he ic dimension ha appeals o he senses
and eelings o each human being.
The use o Visual A s in His o y p o es o be necessa y since a is ic objec s can
be conside ed sou ces o he cons uc ion o his o ical knowledge (allowing he
de elopmen o his o ical empa hy) and allow he de elopmen o a gumen a ion and
he p oduc ion o aes he ic judgemen s. This epo esul s om a heo e ical e lec ion
on aspec s o A Theo y, Aes he ics and Aes he ic and A is ic Educa ion, as well as he
implemen a ion o ac i i ies ha p omo e he de elopmen o aes he ic and a is ic
sensi i i y, applied du ing he Supe ised Teaching P ac ice in His o y, which ook place
in Ag upamen o de Escolas Mon e da Lua – Escola Secundá ia de San a Ma ia, in he
2019/2020 school yea . This wo k in ends o analyse he impo ance o A in he
o ma ion o each s uden and e alua e he con ibu ion o His ó ia A and His ó ia da
Cul u a e das A es o he de elopmen o aes he ic and a is ic sensi i y.
Keywo ds: Visual A s, A His o y, Aes he ics, Aes he ics Judgemen s, Aes he ic and
A is ic Educa ion
i
“Aqueles que passam po nós não ão sós, não nos deixam sós; deixam um pouco de
si e le am um pouco de nós.”
An oine de Sain -Éxupe y, O P incipezinho
À minha a ó, Ma ia Luciana, e aos meus sob inhos, João Ped o, Ma ga ida e Ma im.
Um ag adecimen o a odas as pessoas que con ibuí am pa a a p ossecução des e
abalho, em especial ao P o esso João Gaspa , p o esso coope an e da Escola
Secundá ia de San a Ma ia, e às P o esso as Raquel Pe ei a Hen iques e Ma iana Pin o
dos San os, o ien ado as des e abalho.

ÍNDICE
INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 1
CAPÍTULO I ............................................................................................................... 3
I.1. Os con ibu os da His ó ia da A e e da Es é ica .............................................. 3
I.2. A Educação Es é ica e A ís ica ........................................................................ 6
CAPÍTULO II ............................................................................................................ 13
II.1. O Cu ículo Po uguês e a A e ..................................................................... 13
II.2. O P og ama de Educação Es é ica e A ís ica e o Plano Nacional das A es ... 16
II.3. O con ibu o da disciplina de His ó ia pa a o desen ol imen o da sensibilidade
es é ica e a ís ica ............................................................................................... 19
CAPÍTULO III ........................................................................................................... 24
III.1. Es a égia didá ica e me odológica .............................................................. 24
III.2. Ca ac e ização da escola, das u mas e da elação dos es udan es com a A e
........................................................................................................................... 25
III.3. “Vamos começa hoje a da A e!”: Mode nismo na disciplina de His ó ia A 27
III.4. Visi a de Es udo ao Cen o de A e Mode na da Fundação Calous e Gulbenkian
– A i idade desen ol ida com as u mas 12.º M e 12.º N .................................... 33
III.5. Visi a de Es udo Vi ual ao Palácio Nacional de Sin a .................................. 43
CONCLUSÃO ........................................................................................................... 51
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................... 53
ANEXOS .................................................................................................................... i
APÊNDICE DOCUMENTAL.................................................................................. xxx iii
i
LISTA DE FIGURAS
Figu a 1: Dimensões da Educação A ís ica, de aco do com a UNESCO (2006) ............... 9
Figu a 2: Os Es ádios de Desen ol imen o Es é ico: Abigail Housen (1983) e Michael
Pa sons (1987) ................................................................................................................. 11
Figu a 3: Respos as ao i em “Gos a de A e?” do inqué i o po ques ioná io ealizado às
u mas a ibuídas ao P o esso João Gaspa ................................................................... 26
Figu a 4: Resul ados ob idos nos i ens 29 e 30 do inqué i o po ques ioná io,
elacionados com a impo ância das a i idades ealizadas na sala de aula ................... 31
Figu a 5: Amos a de espos as ob idas ao i em 7 do guião de isi a de es udo ealizada
à Fundação Calous e Gulbenkian (12.º M e 12.º N) ........................................................ 34
Figu a 6: Tipologias de ap eciação es é ica segundo Bja ne Funch ............................... 35
Figu a 7: A ap eciação es é ica ei a pelos es udan es da u ma 12.º M ....................... 36
Figu a 8: A ap eciação es é ica ei a pelos es udan es da u ma 12.º N ........................ 38
Figu a 9: A impo ância das isi as a museus e de abalhos de e lexão sob e obje os
a ís icos, segundo as u mas 12.º M e 12.º N ................................................................ 42
Figu a 10: Os espaços do Palácio Nacional de Sin a que os alunos da u ma 10.º P mais
gos a am e menos gos a am ........................................................................................... 45
Figu a 11: Con ibu o da isi a de es udo i ual pa a a sensibilização pa a a A e e
p ese ação do pa imónio, segundo a u ma 10.º P ..................................................... 49
ii
LISTA DE ANEXOS E APÊNDICE DOCUMENTAL
Anexo 1: Plani icação anual de con eúdos a leciona e a i idades a ealiza com as
u mas 10.º P e 12.º M ....................................................................................................... i
Anexo 2: Inqué i o po ques ioná io ealizado às u mas a ibuídas ao P o esso João
Gaspa ............................................................................................................................. iii
Anexo 3: Amos a das jus i icações ao i em “Gos a de A e (conc e amen e, A es
Visuais)?” do inqué i o po ques ioná io ealizado às u mas ....................................... iii
Anexo 4: Ficha de A aliação Diagnós ica de His ó ia A, ealizada no dia 3 de ou ub o de
2019, aplicada à u ma 12.º M ......................................................................................... ix
Anexo 5: Plani icações de aulas da u ma 12.º M, na semana de 7 de ou ub o a 11 de
ou ub o de 2019 ................................................................................................................ x
Anexo 6: Exce os do Powe Poin u ilizado na lecionação dos con eúdos sob e a a e
eu opeia no século XIX à u ma 12.º M, na aula de 8 de ou ub o de 2019 ................... xi
Anexo 7: Powe Poin com as ep oduções de obje os a ís icos u ilizados na A i idade
de Mo i ação do dia 9 de ou ub o de 2019 ................................................................... x i
Anexo 8: C i é ios de classi icação dos abalhos de g upo sob e Mode nismo (12.º M)
– componen es esc i a e o al ........................................................................................ x ii
Anexo 9: I ens do inqué i o po ques ioná io, ealizado à u ma 12.º M, sob e as
a i idades ealizadas em sala de aulas ......................................................................... x iii
Anexo 10: Guião da isi a de es udo ealizada ao Cen o de A e Mode na da Fundação
Calous e Gulbenkian, com as u mas 12.º M e 12.º N, a 12 e 13 de dezemb o de 2019
........................................................................................................................................ xix
Anexo 11: I em do inqué i o po ques ioná io, ealizado às u mas 12.º M e 12.º N, sob e
as isi as de es udo ealizadas......................................................................................... xx
Anexo 12: Plani icações de aulas da u ma 10.º P, na semana de 9 de ma ço a 13 de
ma ço de 2020 ................................................................................................................ xxi
Anexo 13: Exce os do Powe Poin u ilizado na lecionação dos con eúdos sob e
A qui e u a Gó ica e o Manuelino em Po ugal à u ma 10.º P, nas sessões de 9 a 13 de
ma ço de 2020 ............................................................................................................... xx
Anexo 14: Guião da Visi a de Es udo Vi ual ao Palácio Nacional de Sin a, com a u ma
10.º P, ealizada no dia 22 de junho de 2020 ............................................................. xx iii
Anexo 15: Ques ioná io sob e a Visi a de Es udo Vi ual ao Palácio Nacional de Sin a
(10.º P) ........................................................................................................................... xxx
iii
Anexo 16: Fo mulá io A sensibilidade es é ica e a ís ica no Palácio Nacional de Sin a,
a se p eenchido após a isi a li e aos espaços do Palácio ....................................... xxxii
Anexo 17: Fo mulá io A sensibilidade es é ica e a ís ica no Palácio Nacional de Sin a
(II), a se p eenchido no inal da Visi a de Es udo Vi ual ......................................... xxxi
Anexo 18: Respos as das amos as ob idas de alunos que i e am no as expe iências
es é icas após a isi a de es udo ................................................................................ xxx
Imagem 1: Ob a escolhida pela aluna MA, 12.º M ................................................. xxx iii
Imagem 2: Ob a escolhida pelo aluno AR, 12.º M .................................................... xxxix
Imagem 3: Ob a escolhida pela aluna BS, 12.º M ........................................................... xl
Imagem 4: Ob a escolhida pelo aluno BR, 12.º N .......................................................... xli
Imagem 5: Ob a escolhida pela aluna CF, 12.º N .......................................................... xlii
Imagem 6: Ob a escolhida pelo aluno FD, 12.º N ........................................................ xliii
7
Po ém, a educação pela es é ica a a és da A e pe deu signi icância, endo sido
ecupe ada em inais do século XVIII g aças às e lexões de F ied ich Schille . O enesim
polí ico de inais des e pe íodo, ge ado pela in luência das Luzes na eclosão da
Re olução Ame icana e da Re olução F ancesa, p o ocou o desânimo de alguns
ilóso os, como Schille , po conside a em que a libe dade ão almejada pelos
iluminis as oi de u pada, o iginando a ca ni icina e a deso dem com as lu as libe ais.
E a necessá io egene a a sociedade e se ia a a és da A e que isso se consegui ia.
A a és de uma educação es é ica, o ien ada pa a a beleza, consegui -se-ia a ingi um
se humano espei ado da mo al e dos alo es da sociedade
16
. A p opos a de Schille
sob e a educação es é ica ap esen a a lai os pla ónicos, pois “(…) a a e que de e se
usada pa a a educação de e se a a e bela, po an o uma a e com o es componen es
mo ais, com i udes e ensinamen os hones os, bons, co e os e dignos de exal ação.”
17
.
Idealmen e, es a educação pela beleza conduzi ia a um Se Humano Absolu o, “que
izesse um uso equilib ado da emoção, da azão, da sua libe dade e da mo al (…).”
18
.
A p opos a des e ilóso o é idílica, mas com po encialidades, como de ende Ana
Nunes. Não obs an e uma en a i a de alo ização dos aspe os subje i os e emocionais
ao longo do século XIX, com o desen ol imen o da eo ia da empa ia e da Es é ica
Expe imen al
19
, se á no século XX que a Educação Es é ica ganha maio signi icância com
a p opos a de He be Read.
A cen alidade na A e na Educação: o con ibu o de He be Read
He be Read a es a que a A e de e ia se a base da educação dos indi íduos.
A a és dela, p omo e -se-ia uma educação pa a a indi idualidade, alo izando o
po encial de cada pessoa
20
, de modo a alcança uma combinação signi ica i a e
16
É impo an e con ex ualiza a iloso ia de Schille pa a se comp eende a sua p opos a de de esa da
A e na mo alização do se humano, ma cadamen e in luenciada pela An iguidade Clássica. Nesse
pe íodo, Pla ão e A is ó eles de endiam a impo ância que a p odução a ís ica e a educação pa a a beleza
inham pa a a mo alização dos indi íduos, embo a ambos disco dassem quan o aos undamen os da A e.
17
NUNES, Ana, A Educação Es é ica de Schille na Con empo aneidade: o uso da a e pa a uma educação
mo al, Lisboa, Uni e sidade de Lisboa – Faculdade de Le as (Disse ação de Mes ado em Filoso ia,
policopiado), 2013, p. 41.
18
Idem, p. 50.
19
C . HÖGE, Hölge , op.ci , p. 45.
20
READ, He be , Educação Pela A e, Lisboa, Edições 70, 2020, pp. 17-18.

8
simbió ica com o meio no qual es a se encon a inse ida
21
. Na osmose que de ende
en e A e e Educação, Read des aca a impo ância pa a a Educação Es é ica. Du an e o
p ocesso de c escimen o dos indi íduos, mui as ezes não se dá a enção às al e ações
sen imen ais e emocionais que cada um de nós az do mundo – e é nesse plano que a
Educação Es é ica pode á e um papel de ex ema ele ância:
De e comp eende -se desde o início que o que enho em men e não é
me amen e a “educação a ís ica” como al, que de e ia se denominada, mais
p op iamen e po educação isual ou plás ica; a eo ia de a desen ol e ab ange
odos os modos de au o-exp essão, li e á ia e poé ica ( e bal), assim como
musical e audi i a, e o ma uma abo dagem in eg al da ealidade que de e ia
chama -se educação es é ica – a educação daqueles sen idos em que se
baseiam a consciência e, inalmen e, a in eligência e aciocínio do indi íduo
humano.
22
Es ando elacionada e en ol ida com as capacidades de pe ceção, sensação e
pensamen o do se humano, a A e pode e um papel de des aque no abalho dos
sen imen os e das emoções. A o ma e a co são exemplos que Read ap esen a sob e
como a A e pode a i a essas unções dos se es humanos, uma ez que in e e em com
os sen idos
23
. As eações p o ocadas pelos elemen os écnicos de um obje o a ís ico
podem po encia o conhecimen o das emoções e dos sen imen os de cada indi íduo.
A a és des e abalho pa a es a componen e mais psicológica, o ma-se um indi íduo
mais conscien e de si mesmo e empá ico com o ambien e que o odeia.
De aco do com a sua ob a, pionei a pa a o abalho da Educação Es é ica a pa i
do século XX, a cen alidade da A e na educação dos indi íduos não se de e
ci cunsc e e a um conhecimen o e expe imen ação da componen e écnica das
mani es ações a ís icas – a ep esen ação, as o mas, as linhas, as co es, o i mo, os
supo es e os meios; p essupõe uma elação mais ín ima, indi idual e conscien e com
os obje os a ís icos. É, po an o, necessá io e em con a que Educação Es é ica e
Educação A ís ica não são sinónimos, embo a es ejam di e amen e elacionadas.
21
Ibidem.
22
Idem, p. 20.
23
Idem, p. 29.
9
Uma Educação Es é ica ou uma Educação A ís ica? As po encialidades da
Educação Es é ica e A ís ica
Não exis e uma de inição conc e a pa a Educação A ís ica, deambulando-se
en e a ideia da educação a a és da a e e educação das a es
24
. Na Con e ência
Mundial sob e Educação A ís ica, ealizada em 2006, na cidade de Lisboa, a Educação
A ís ica e e um impo an e des aque. O acesso à A e é uma unção básica da
educação e que de e se ga an ida pela Escola. A Figu a 1 pe mi e-nos obse a as
dimensões da Educação A ís ica, de aco do com as conclusões esul an es des a
Con e ência:
Figu a 1: Dimensões da Educação A ís ica – UNESCO, Con e ência Mundial sob e Educação A ís ica,
Lisboa, 200625
A Educação A ís ica con empla uma dimensão mais écnica e expe imen al da A e,
nomeadamen e quan o à sua e olução ao longo do empo ( elacionada com a His ó ia
da A e), à con emplação e à expe imen ação a ís ica. Apesa de o con ac o com os
obje os a ís icos apela à uição, pode-se, ge almen e, sub alo iza a impo ância
des e p ocesso e das suas po encialidades pa a o indi íduo. Po es a azão u ge,
ambém, uma Educação Es é ica, que de e se e o çada e alice çada com a Educação
A ís ica.
A Educação Es é ica p ima pela expe iência do indi íduo no con ac o di e o com
o obje o a ís ico, nomeadamen e pela in e ação p omo ida en e as ca ac e ís icas do
24
FERREIRA, Tânia So ia A onso, O P og ama de Educação Es é ica e A ís ica – PEEA (2010-2017): O luga
da Exp essão Plás ica no Cu ículo do 1.º Ciclo do Ensino Básico, Lisboa, Uni e sidade de Lisboa –
Faculdade de Belas-A es (Disse ação de Mes ado em Educação A ís ica, policopiado), 2019, p. 23.
25
Ro ei o pa a a Educação A ís ica. Desen ol e as Capacidades C ia i as pa a o Século XXI, Lisboa,
Comissão Nacional da UNESCO, 2006, p. 11.
Es udo dos obje os a ís icos
Con ac o com os obje os a ís icos
Expe imen ação de p á icas a ís icas
10
obje o com o mundo in e io da pessoa
26
, moldado, sob e udo, pela sua i ência em
sociedade, pela amília e pela escola. A aliança en e a A e, a pe ceção, os sen idos e os
sen imen os pe mi e expe imen a di e sas o mas de comunicação a ís ica, que
apelam à c ia i idade e à li e exp essão dos indi íduos. O en ol imen o dos es udan es
com a A e pe mi i á, ambém, o desen ol imen o in elec ual, emocional e social: ao se
p opo em a uma expe iência es é ica, sensações e pensamen os su gi ão, possibili ando
ao aluno a exp essão e explo ação dos mesmos, o aumen o da sua con iança e da
capacidade de a gumen ação, sendo bené icos pa a a sua au oimagem. A o mulação e
exp essão dos seus a gumen os con ibuem pa a o desen ol imen o do pensamen o
c í ico e da emissão de juízos es é icos e de gos o. Es a a i idade c í ica de e, semp e
que possí el, se seguida de uma componen e c í ica e in es iga i a de aspe os
elacionados com a Filoso ia e com a His ó ia da A e.
A apos a na Educação Es é ica e A ís ica não de e á ica ci cunsc i a no empo
e/ou a um conjun o de disciplinas elacionadas com as A es, como o caso da Educação
Visual ou de Desenho A
27
. O abalho com os obje os a ís icos de e se con inuado
du an e a escola idade e en ol e as di e sas disciplinas. O con ac o pe manen e e
es imulado com as ob as de a e pe mi i á o desen ol imen o de es ádios es é icos, à
semelhança do que é de endido po Jean Piage , pe mi indo a cada es udan e o
ap o undamen o da sua elação com a A e. Pa a A nheim, ci ado po Joaquim Luís
Coimb a e Luís Rocha, a a e con ibui pa a a men e humana, pelo que “não de e exclui
o aciocínio analí ico, azê-lo é sucumbi a um p econcei o omân ico, ou seja, a a e
pode se pensada e não apenas des u ada.”
28
.
26
C . FRÓIS, João Ped o, “Educação Es é ica” in Po e ólio, n.º 7, É o a, Fundação Eugénio de Almeida,
2012, pp. 64-65, p. 64.
27
C . LACERDA, Te esa; GONÇALVES, Elsa, “Educação es é ica, dança e despo o na escola” in Re is a
Po uguesa de Ciências do Despo o, ol. 9, n.º 1, Po o, Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o,
2009, pp. 105-114, p. 111. Nes e a igo, as duas au o as expõem como se pode desen ol e a
sensibilidade es é ica na disciplina de Educação Física. A dança, mani es ação a ís ica desen ol ida no
a igo, in e liga a imaginação, os a e os e a exp essão, alo izando a c ia i idade de cada es udan e pa a
além da execução/ ep odução.
28
ROCHA, Luís; COIMBRA, Joaquim Luís, “As eo ias do desen ol imen o da comp eensão es é ica de
Michael Pa sons e Abigail Housen e as suas implicações educa i as” in Re is a Po uguesa de In es igação
Educacional, n.º 5, Po o, Faculdade de Educação e Psicologia da Uni e sidade Ca ólica Po uguesa, 2006,
pp. 79-111, p. 80.
11
Os es ádios de desen ol imen o es é ico p opos os po Abigail Housen
(1983) e Michael Pa sons (1987)
O diálogo p omo ido du an e a expe iência es é ica susci ou o in e esse de
alguns eó icos sob e a elação en e o obse ado e o obje o a ís ico. Os es udos com
maio signi icância nes e campo são os de Abigail Housen (1983), elacionado com as
conceções que as pessoas êm da a e, e os de Michael Pa sons (1987), ace ca da o ma
como as pessoas comp eendem as ob as de a e
29
. Pa a ambos, odos os indi íduos êm
capacidades cogni i as pa a obse a , indaga , in e p e a e e le i sob e uma ob a de
a e: es es passos cogni i os p omo em um campo de desen ol imen o em cadência
que co espondem aos es ádios es é icos, à semelhança da p opos a de Jean Piage – o
desen ol imen o das pessoas a a és de es ádios que se elacionam uns com os ou os
numa lógica de o alidade
30
. O quad o da Figu a 2 sin e iza as p opos as dos dois
au o es.
Figu a 2: Os Es ádios de Desen ol imen o Es é ico – compa ação en e as p opos as de Abigail Housen (1983) e
Michael Pa sons (1987)31
Es ádios
Abigail Housen
Michael Pa sons
I
Na a i o/Desc i i o
O obse ado é um con ado de his ó ias,
des acando os aspe os mais conc e os e u ilizando
os seus sen idos e associações pessoais pa a o
desen ola da es ó ia. Os julgamen os são
baseados na sua i ência.
P e e ência
O obse ado é es imulado pelos aspe os
o mais e associa a ep esen ação às suas
expe iências de ida. Não em consciência
do pon o de is a de ou a pessoa
II
Cons u i o
O obse ado u iliza a sua es u u a lógica
(conhecimen os, alo es, pe ceções) no seu
con ac o com a ob a, demons ando maio
in e esse pelas in enções do a is a quando as
suas emoções adqui em p o undidade.
Beleza e Realismo
O obse ado in e essa-se pelo ema e
pela qualidade da ep esen ação, que é a
base do juízo es é ico. Há uma
comp eensão implíci a da a iedade de
pe ceções e pon os de is a.
III
Classi icado
O obse ado ap esen a uma a i ude analí ica e
c í ica da ob a de a e, en ando enquad á-la num
pe íodo a ís ico. O mundo pessoal e in e io do
obse ado é p e e ido à explicação e
Exp essi idade
O obse ado con oca o peso da
expe iência no con ac o com o obje o
a ís ico. Pa a si, a c ia i idade, a
o iginalidade e a o ça dos sen imen os do
29
C . Idem, p. 83.
30
C . Idem, p. 93.
31
Tabela cons uída a pa i da análise de Idem, pp. 84-91.
12
acionalização da ob a de a e, pa a uma co e a
classi icação.
a is a são alo izados. Os juízos emi idos
não são obje i os.
IV
In e p e a i o
O obse ado explo a a ela e az o le an amen o
de signi icados do que ê, es ando conscien e da
possibilidade de ein e p e ações/ e o mulação
das suas in e p e ações.
Es ilo e Fo ma
O obse ado elaciona a ob a de a e
num conjun o de ob as que pa ilham
elações es ilís icas.
V
Rec ea i o
O obse ado en ol e-se mais in imamen e e
p olongadamen e com a ob a de a e, que é is a
de múl iplas pe spe i as, e econs ói-a pa a si.
Au onomia
O obse ado julga c i icamen e os
concei os e os alo es po ás da
alo ização social da A e, no sen ido da
esponsabilidade social pela busca da
e dade.
O desen ol imen o des es es ádios implica um con ac o p olongado com as ob as de
a e, pois “a comp eensão es é ica [ o na-se] quali a i amen e di e en e ao longo do
ciclo i al.”
32
. Abigail Housen e Michael Pa sons en am em desaco do quan o a alguns
es ádios, esul ado dos obje i os dos seus es udos e da me odologia ado ada du an e a
aplicação dos mesmos. Po conside a mos que os es ádios de desen ol imen o des es
au o es implicam um en ol imen o mais con inuado com os obje os a ís icos, si uação
que não possí el ga an i du an e a aplicação p á ica do nosso es udo em con ex o de
P á ica de Ensino Supe isionada, eco e emos às ipologias de ap eciação a ís ica
es abelecidas po Bja ne Funch pa a as espos as ob idas a um exe cício ealizado após
a isi a de es udo das u mas de 12.º Ano ao Cen o de A e Mode na da Fundação
Calous e Gulbenkian. Adian e, nes e abalho, abo da emos a p opos a des e au o .
32
C . Idem, p. 93.

13
CAPÍTULO II
O Cu ículo Educa i o Po uguês e a elação com a A e
II.1. O Cu ículo Po uguês e a A e
A análise sob e a in eg ação da A e no sis ema educa i o po uguês se á iniciada
com a publicação da Lei de Bases do Sis ema Educa i o (Lei de Bases). Nes e documen o,
ped a basila no sis ema de ensino po uguês, encon am-se e e ências ao con ac o
dos es udan es com a A e e ao desen ol imen o da sensibilidade es é ica e a ís ica
como obje i os a se em cump idos du an e o Ensino Básico
33
. Nos úl imos in a anos,
o am publicados ou os documen os que sublinham a impo ância da A e no
conhecimen o lógico, no conhecimen o sensí el e no ap imo amen o do
desen ol imen o pessoal e social de cada indi íduo.
Em 1986, a publicação da Lei de Bases de iniu a es u u a do sis ema educa i o
po uguês, do 1.º Ciclo do Ensino Básico a é ao Ensino Supe io . A composição des e
ex o legisla i o inclui e e ências à inclusão da A e no Ensino, e le indo algumas das
o ien ações ilosó ico-pedagógicas do Plano Nacional de Educação A ís ica
34
. Po
exemplo, pa a o Ensino Básico, um dos obje i os é “assegu a uma o mação ge al
comum a odos os po ugueses que lhes ga an a a descobe a e o desen ol imen o dos
seus in e esses e ap idões (…), sen ido mo al e sensibilidade es é ica”
35
. Pa a Ana
C is ina Cas el-B anco, a Escola em como de e es con ibui pa a a de esa da
iden idade nacional a a és da consciencialização do pa imónio cul u al, p epa a pa a
uma e lexão sob e alo es espi i uais, es é icos, mo ais e cí icos, e acul a aos jo ens
conhecimen os necessá ios à comp eensão das mani es ações es é icas, a ís icas e
cul u ais. Nesse sen ido, conside a que a Lei de Bases não explici a a o ma como a
educação es é ica e a ís ica de e se implemen ada, o que e á le ado “a uma
33
À da a da publicação da Lei de Bases do Sis ema Educa i o, a escola idade ob iga ó ia não p e ia, ainda,
o Ensino Secundá io. De aco do com o documen o, nesse ciclo de es udos, um dos obje i os é
p o idencia conhecimen os pa a a comp eensão de mani es ações es é icas e cul u ais. C . A igo 9.º,
alínea b) in Lei n.º 46/86, Diá io da República, n.º 237, 1.ª Sé ie, 14 de ou ub o de 1986, p. 3070.
34
C . CASTEL-BRANCO, Ana C is ina, op. ci , p. 15. O Plano Nacional de Educação A ís ica su giu da eunião
de uma comissão minis e ial cons i uída em 1978 e p esidida po Manuela Pe digão. O obje i o do Plano
Nacional de Educação A ís ica e a, sob e udo, incen i a a expe imen ação a ís ica e a sua associação à
exp essão pessoal de cada pessoa.
35
A igo 7.º, alínea a) in Lei n.º 46/86, op.ci , p. 3069.
14
sob eposição concep ual en e educação a ís ica e educação es é ica, com cla a
des i ualização da segunda.”
36
. Tão impo an e como a educação a ís ica, que se pode
ca ac e iza pela sua componen e mais écnica e expe imen al (a execução dos obje os
a ís icos), é a educação es é ica, que se e e e “à e lexão sob e a a e e à u ilização do
p odu o a ís ico como p odu o pedagógico, po o ma a po encia o conhecimen o
sob e a a e, o exe cício c í ico sob e as mani es ações a ís icas e a o mação do gos o.”
37
. Po ém, Ana C is ina Cas el-B anco conside a ou os a o es que con ibuí am pa a
es a des alo ização da Educação Es é ica em Po ugal: o p i ilégio pela exp essão e
p odução a ís ica, com pouca explo ação da e lexão em o no da A e; a inclusão da
disciplina His ó ia da A e somen e no cu so de A es Visuais
38
; e a insu icien e o mação
dos docen es pa a explo a em ques ões da educação da a e pela a e, pa a a a e, e
educação es é ica. Os anos que se segui am à publicação des e a igo o am p o ícuos
pa a a p odução de mais documen os que e sa am sob e a A e e a sua elação com o
ensino po uguês, como adian e se exempli ica á.
O Cu ículo Nacional do Ensino Básico – Compe ências Essenciais, publicado em
2001, compila e cla i ica as compe ências a desen ol e du an e a Educação Básica,
con emplando um abalho conjun o das di e sas á eas cu icula es. Um dos p incípios
e alo es das Compe ências Essenciais p ende-se com o desen ol imen o do sen ido de
ap eciação es é ica do mundo, que esul a á, idealmen e, na u ilização de sabe es
cul u ais pa a a comp eensão da ealidade, da linguagem a ís ica na di usão de meios
e modos de comunicação, e na ealização de a i idades de o ma c ia i a
39
. A á ea
disciplina de Educação Visual é, pelos seus obje i os, aquela que p i ilegia o
36
CASTEL-BRANCO, Ana C is ina, op.ci , p. 16.
37
Idem, p. 18.
38
À da a da p odução des e a igo (1999), a disciplina de His ó ia da A e encon a a-se ci cunsc i a aos
es udan es do ag upamen o de A es Visuais. Em 2004, esul ado do Dec e o-Lei n.º 74/2004, de 26 de
ma ço, su giu a disciplina His ó ia da Cul u a e das A es como o e a o ma i a especí ica pa a os Cu sos
Cien í ico-Humanís icos de A es Visuais e de Línguas e Li e a u as, e pa a os Cu sos A ís icos
Especializados. A ualmen e, o Dec e o-Lei n.º 55/2018 p e ê que os es udan es do Ensino Secundá io
possam op a po um pe cu so o ma i o p óp io “a a és da pe mu a e da subs i uição de disciplinas”
que in eg em a o e a disciplina da escola – que is o dize que, po exemplo, um es udan e de Ciências
e Tecnologias pode á op a po uma disciplina bienal do cu so de A es Visuais que seja o e ada pela
escola. C . A igo 16.º, pon o 1, Dec e o-Lei n.º 55/2018, Diá io da República, n.º 129, 1.ª Sé ie, 6 de julho
de 2018, p. 2934.
39
C . Cu ículo Nacional do Ensino Básico, Compe ências Essenciais, Lisboa, Minis é io da
Educação/Di eção-Ge al da Educação, 2001, pp. 15-16.
15
desen ol imen o des as compe ências, pois cen a-se no desen ol imen o de di e sas
dimensões do sujei o: uição-con emplação, p odução-c iação e e lexão-
in e p e ação. Pa a além da expe imen ação plás ica, p e ende-se, ambém, que os
es udan es e li am sob e o papel da A e e das suas po encialidades na exp essão do
sen imen o e do conhecimen o
40
. O con ac o com os obje os a ís icos é imp escindí el
pa a abo da di e en es modos de exp essão a ís ica, econhecendo as in luências
cul u ais, sociais e his ó icas nessas ob as, bem como a elação e ocas de in luências
en e pe íodos a ís icos
41
. No que conce ne à disciplina de His ó ia, a ibui-se um
pendo eminen emen e ins umen alis a à A e, pois p opõe como expe iência de
ap endizagem “a ep esen ação plás ica de si uações e episódios his ó icos,
monumen os, e c.”
42
. Conside o que, nes a disciplina, um abalho mais con inuado
com ob as de a e, onde se p omo a a explo ação e a e lexão sob e a A e, pode á
con ibui pa a a empa ia his ó ica: a comp essão e explicação de algo num con ex o,
que apela à noção de mul ipe spe i a, colocando na equação as (possí eis) eações de
um passado com as eações de um p esen e (o dos es udan es)
43
.
Apesa de es es documen os ap esen a em o econhecimen o que
conside amos necessá io à A e e às suas po encialidades, é necessá io, ainda, insis i
nas compe ências elacionadas com a sensibilidade es é ica e a ís ica. O Pe il dos
Alunos à Saída da Escola idade Ob iga ó ia é disso exemplo. Publicado em 2017, a
libe dade no sis ema educa i o é en endida como o ma de mani es ação da
indi idualidade de cada es udan e
44
, espei ando os seus alo es e as suas
especi icidades em elação ao g upo- u ma. A p eocupação p imo dial é o
desen ol imen o in eg ado dos es udan es, o que signi ica cen a a a enção na pessoa
e na dignidade humana, conside adas alo es undamen ais. Des a o ma, mais do que
alo iza o conhecimen o cien í ico de cada á ea disciplina , p e ende-se o
desen ol imen o de compe ências que do em cada es udan e de e amen as
40
Idem, p. 158.
41
Idem, p. 162.
42
Idem, p. 102.
43
C . MELO, Ma ia do Céu de, “E Miguel Ângelo c iou o homem: um es udo sob e a comp eensão e
in e p e ação isual na aula de His ó ia” in Espaço Pedagógico. P á icas Pedagógicas, ol. 14, n.º 1, Rio
G ande do Sul, Faculdade de Educação da Uni e sidade de Passo Fundo, 2007, p. 135.
44
C . Pe il dos Alunos à Saída da Escola idade Ob iga ó ia, Lisboa, Minis é io da Educação/Di eção-Ge al
da Educação, 2017, p. 5.
16
undamen ais pa a o seu u u o – po exemplo, o desen ol imen o do pensamen o
c í ico numa al u a em que as ake news es ão em ebulição nos di e sos meios de
comunicação.
De en e as di e sas á eas de compe ências ap esen adas no Pe il dos Alunos,
salien amos as e e en es à sensibilidade es é ica e a ís ica. A sensibilidade es é ica e
a ís ica desen ol e-se a a és de uma sé ie de p ocessos de expe imen ação das
écnicas a ís icas, da in e p e ação dos obje os a ís icos, elacionando-os com a época
his ó ica em que se inse em e as in luências a ís icas. A comp eensão dos di e en es
p ocessos e écnicas, bem como a comp eensão da A e e dos obje os a ís icos,
pe mi em o desen ol imen o de c i é ios es é icos pa a o juízo es é ico e pa a o gos o
– os es udan es de em se capazes de econhece as especi icidades e in encionalidades
dos a is as, expe imen a p ocessos e écnicas de a e, ap ecia c i icamen e as
ealidades a ís icas e alo iza as di e en es o mas de exp essão.
45
A a és des es
obje i os, consegui -se-á p omo e o desen ol imen o de juízos es é icos e de gos o
de idamen e undamen ados, que pa em do conhecimen o empí ico e do
conhecimen o sensí el de cada es udan e.
Apesa da sua disposição gené ica nes e documen o, as disciplinas de His ó ia,
pela sua na u eza epis emológica, pe mi em a ingi os desc i o es acima enume ados,
con ibuindo pa a o desen ol imen o da sensibilidade es é ica e a ís ica. Ve i ica-se,
assim, uma c escen e impo ância da educação a ís ica e da educação es é ica, com
uma necessá ia co elação de o ças que há mui o se almeja no sis ema educa i o
po uguês. As Ap endizagens Essenciais, que adian e se abo da ão, e le em a
in eg ação des as á eas de compe ências no desen ola dos con eúdos p og amá icos
das di e sas disciplinas de His ó ia (e não só).
II.2. O P og ama de Educação Es é ica e A ís ica e o Plano Nacional das
A es
Não obs an e algumas inconsis ências quan o ao en ol imen o da A e no
sis ema educa i o, a c iação do P og ama da Educação Es é ica (2010) e do Plano
Nacional das A es (2019) auxilia iam o en iquecimen o das expe iências de educação,
45
Idem, p. 28.
23
conhecimen o dos es udan es; em His ó ia B, apenas os con eúdos elacionados com o
Mode nismo em Po ugal são conside ados essenciais.
O emag ecimen o dos con eúdos p og amá icos não es á elacionado com a
pe da de conhecimen os que es a am in eg ados nos an e io es documen os
cu icula es, como os P og amas e as Me as Cu icula es. As endências in e nacionais
da UNESCO, nas quais se baseiam os documen os cu icula es po ugueses, p e endem
a p omoção de um no o con a o que canalize o conhecimen o pa a a cons an e
mu ação do mundo
55
. Nes e seguimen o, a p e ensão do Minis é io da Educação, com
a de inição das Ap endizagens Essenciais como o e e encial cu icula , é p omo e o
desen ol imen o de p oje os in e disciplina es, uma ez que os p o esso es podem
ap o ei a a edução dos con eúdos p og amá icos pa a abalha em de o ma
ans e sal nas di e sas disciplinas. Nes e sen ido, pode -se-á inclui a educação es é ica
e a ís ica no desen ol imen o des es p oje os, di e si icando os con eúdos p opos os
nas Ap endizagens Essenciais das disciplinas de His ó ia (mani es ações a ís icas de
á ios pe íodos e locais, po exemplo) e in eg ando o pa imónio a ís ico local.
55
Reimagining ou u u es oge he . A new social con ac o educa ion. Repo om he in e na ional
commission on he u u es o educa ion, Pa is, UNESCO, 2021, pp. 10-11.

24
CAPÍTULO III
A P á ica de Ensino Supe isionada em His ó ia na Escola
Secundá ia de San a Ma ia
III.1. Es a égia didá ica e me odológica
A P á ica de Ensino Supe isionada em His ó ia (PES) deco eu no Ag upamen o
de Escolas Mon e da Lua – Escola Secundá ia de San a Ma ia, en e se emb o de 2019 e
ma ço de 2020, sob o ien ação pedagógica do P o esso João Gaspa . Ao P o esso
Coope an e o am a ibuídas ês u mas de cu sos cien í ico-humanís icos: uma de
A es Visuais (10.º P) e duas de Línguas e Humanidades (12.º M e 12.º N). Na p imei a
eunião do Núcleo de Es ágio, em se emb o de 2019, icou aco dado com que u mas
cada P o esso Es agiá io i ia abalha – no meu caso, o abalho oi desen ol ido com
as u mas 10.º P e 12.º M – e quais os con eúdos a leciona e a i idades a ealiza com
as u mas ao longo do ano le i o
56
.
As a i idades ealizadas du an e a PES ci cunsc e e am-se, sob e udo, à sala de
aulas, a a és da ealização de a i idades de mo i ação, de abalho en e pa es e em
g upo e à es imulação de uma pa icipação a i a dos es udan es, pa a além da
lecionação de con eúdos. A endendo aos obje i os des e ela ó io, p i ilegiámos,
semp e que possí el, o con ac o di e o com os obje os a ís icos, a a és da ealização
de isi as de es udo a museus e a monumen os, aco dadas pelo Núcleo de Es ágio: à
Fundação Calous e Gulbenkian – Cen o de A e Mode na e à Fundação A pad Szenes-
Viei a da Sil a, com as u mas 12.º M e 12.º N
57
, e ao Museu Nacional de A e An iga e
ao Palácio Nacional de Sin a, com a u ma 10.º P. Con a iamen e ao p e is o, e de ido
aos cons angimen os impos os pelo quad o pandémico da COVID-19
58
, oi impossí el a
ealização da isi a de es udo ao Museu Nacional de A e An iga e ao Palácio Nacional
de Sin a. Não obs an e, e median e os desa ios colocados pelo Ensino a Dis ância,
56
Consul a Anexo 1, pp. i-ii.
57
Nes e ela ó io, op ou-se po analisa a isi a de es udo ao Cen o de A e Mode na da Fundação
Calous e Gulbenkian de ido à sua execução po pa e dos P o esso es Es agiá ios, embo a não se
conside e i ele an e a condução da isi a à Fundação A pad-Szenes – Viei a da Sil a pelo Se iço
Educa i o da undação.
58
C . A . 9.º, Dec e o-Lei n.º 10-A/2020, Diá io da República, 1.ª Sé ie, n.º 52, 13 de ma ço de 2020, p.
22-(6).
25
op ou-se pela ealização da isi a ao Palácio Nacional de Sin a a a és da sua adap ação
à ealidade i ual.
Pa a o cump imen o dos obje i os p e is os nes e abalho, oi necessá io
eco e a o mulá ios de a i idades e à ealização de um inqué i o po ques ioná io,
cons uído na pla a o ma Mic oso Fo ms
59
, sob e a elação que os es udan es êm com
a A e, a impo ância que lhe a ibuem, e uma a aliação das a i idades ealizadas po
mim, enquan o P o esso Es agiá io, du an e a PES.
III.2. Ca ac e ização da escola, das u mas e da elação dos es udan es
com a A e
O Ag upamen o de Escolas Mon e da Lua, si uado no município de Sin a, in eg a
onze escolas do ensino p é-escola , básico e secundá io, com sede na Escola Secundá ia
de San a Ma ia. No o al, es e Ag upamen o é compos o po mais de 3500 alunos, que
habi am nas eguesias ab angidas pelo ag upamen o (San a Ma ia e São Miguel, São
Ma inho, São Ped o de Pena e im e Cola es) e nas eguesias izinhas (Alguei ão-Mem
Ma ins, São João das Lampas, Te ugem, Pe o Pinhei o e Mon ela a )
60
. A Escola
Secundá ia de San a Ma ia
61
, localizada na Po ela de Sin a, em uma p oximidade
p i ilegiada com o pa imónio cul u al e na u al da ila de Sin a e com uma ede de
anspo es iá el e uncional, que pe mi e a acessibilidade a ou os concelhos. Desde
logo, a localização da escola é um aspe o a salien a , po possibili a e icazmen e e mais
acilmen e a ealização das a i idades p opos as no Núcleo de Es ágio.
As u mas a ibuídas ao P o esso João Gaspa o aliza am 78 es udan es – a
u ma 10.º P e a compos a po 29 es udan es, a u ma 12.º M po 24 es udan es e a
u ma 12.º N po 25 es udan es. Desde início, impo ou-nos pe cebe qual a elação que
os es udan es inham com a A e, pois é undamen al pa a e le i sob e a impo ância
das a i idades ealizadas na PES, sob e o desen ol imen o da sensibilidade es é ica e
59
Consul a Anexo 2, pp. iii- ii.
60
C . Uma escola pa a o mundo. P oje o Educa i o do Ag upamen o de Escolas Mon e da Lua. 2017-2020,
Po ela de Sin a, Ag upamen o de Escolas Mon e da Lua, 2019, pp. 12-13.
61
Anualmen e, a Escola Secundá ia de San a Ma ia é equen ada po mais de 1500 es udan es do Ensino
Secundá io Regula , Ensino P o issional, Educação e Fo mação de Adul os e Po uguês pa a Falan es de
Ou as Línguas.
26
a ís ica. O g á ico da Figu a 3 ap esen a a compilação dos dados ob idos nas ês
u mas
62
ela i amen e ao i em “Gos a de A e (conc e amen e, A es Visuais)?”.
Figu a 3: Respos as ao i em “Gos a de A e?” do inqué i o po ques ioná io ealizado às u mas
a ibuídas ao P o esso João Gaspa
A a és da in o mação do g á ico, dep eende-se que há um gos o gene alizado
pela A e. Po ém, conside ámos ambém impo an e pe cebe os esul ados ob idos a
es a pe gun a; nes e seguimen o, ao i em “Jus i ique, de o ma coe en e, a escolha que
ez no in e alo do i em an e io [“Gos a de A e?”]”, a maio ia das espos as
ap esen adas e e e a exp essão dos sen imen os como uma das azões pelas quais
gos am de A e. Ou as espos as e e em a impo ância da A e como meio de e asão
e laze , a c í ica que as peças de a e podem con e e o ac o de o se humano i e
odeado de A e. Tendo em con a a mi íade de espos as ap esen adas, op ámos po
salien a a jus i icação de duas alunas, cujo gos o pela a e se insc e e no ní el 3 do
in e alo ap esen ado no inqué i o (Figu a 3)
63
. Pa a es as alunas, o seu gos o pela A e
é condicionado pela o ma como es a á ea é abalhada na escola: a ins umen alização
des a emá ica pa a p o as de a aliação condiciona o seu in e esse. Apesa de não
ap esen a em uma jus i icação ex ensi a sob e essa azão, se á impo an e pa a e le i
sob e a o ma como se enca a a A e no cu ículo po uguês. Nes e seguimen o, as
p óximas páginas ap esen am algumas das a i idades ealizadas nas disciplinas de
62
Dos 78 es udan es das ês u mas a ibuídas ao P o esso João Gaspa , apenas 55 esponde am ao
inqué i o po ques ioná io, uma ez que não es i e am p esen es nas sessões e/ou não quise am
esponde , mesmo sendo em supo e digi al.
63
Consul a Anexo 3, p. iii.
0
2
16
24
13
"Gos a de A e (conc e amen e, A es Visuais)?"
1 - Não gos o 2 3 4 5 - Gos o mui o
27
His ó ia A e de His ó ia da Cul u a e das A es du an e a PES, que pode ão con ibui
pa a o desen ol imen o das compe ências já mencionadas.
III.3. “Vamos começa hoje a da A e!”: Mode nismo na disciplina de
His ó ia A
O início da obse ação das aulas do P o esso Coope an e coincidiu com a
ap oximação do abalho dos con eúdos da subunidade 1.4 do P og ama de His ó ia A
– Mu ações nos compo amen os e na cul u a –, que in eg a as angua das cul u ais e
a ís icas da p imei a me ade do século XX, com a u ma 12.º M. Es e ema oi lecionado
pelo P o esso Es agiá io, espei ando o aco dado na p imei a eunião do Núcleo de
Es ágio.
Nas euniões de Núcleo de Es ágio que an ecede am o início da lecionação,
discu i am-se as plani icações das aulas
64
e os ecu sos didá icos cons uídos. Nas aulas
lecionadas a es a u ma, o P o esso Es agiá io op ou po abalha diame almen e as
subunidades do Módulo 7 elacionadas com as A es Visuais do mundo ociden al na
p imei a me ade do século XX – As angua das: u u as com os cânones das a es e da
li e a u a; Tendências cul u ais em Po ugal: en e o na u alismo e as angua das; e As
p eocupações sociais na li e a u a e na a e
65
– com o obje i o de compa a es ilos
a ís icos
66
e as di e enças egionais e empo ais, elacionando com o de i his ó ico.
Po ém, a lecionação des es con eúdos implicou a abo dagem da a e eu opeia na
segunda me ade do século XIX, conside ada ap endizagem essencial de 11.º ano de
His ó ia A
67
, uma ez que os es udan es demons a am e um pa co conhecimen o
sob e esse pe íodo. Pa a a abo dagem da a e na segunda me ade do século XIX, op ou-
64
As plani icações das p imei as aulas lecionadas à u ma 12.º M i e am em con a as conclusões ob idas
após a ealização de uma Ficha de A aliação Diagnós ica sob e a A e eu opeia na segunda me ade do
século XIX e nas p imei as décadas do século XX. Consul a Anexo 4, p. ix.
65
Consul a Anexo 5, pp. x-xiii.
66
A essência des e abalho não pe mi e uma e lexão sob e o concei o “es ilo”, embo a “ he a his o ical
s udy o s yle and i ’s cons i u i e elemen s (…) ends heo e ically o place isual- o mal analysis a he
o e on o i s conce ns, some imes – usually unin en ionally – making pe iphe al o seconda y ques ions
o meaning.” – HARRIS, Jona han, “S yle” in op.ci , p. 305.
67
C . Ap endizagens Essenciais. His ó ia A. 11.º Ano, Lisboa, Minis é io da Educação/Di eção-Ge al da
Educação, 2018, p. 13.
28
se pela exposição dos con eúdos e análise de on es his ó icas, com ecu so ao
Powe Poin
68
.
O abalho dos emas ads i os à a e da p imei a me ade do século XX oi
ambém ealizado em sala de aulas, com a i idades de mo i ação, exposição de
con eúdos e pa icipação dos es udan es, e ealização de um abalho em g upos.
Adian e, analisa -se-á apenas o con ibu o de uma das a i idades de mo i ação e do
abalho em g upos pa a a conc e ização dos obje i os des e ela ó io.
A i idade de mo i ação na p imei a aula com a u ma 12.º M
A p imei a aula lecionada, no dia 8 de ou ub o de 2019, começou com a
ealização de uma a i idade de mo i ação, an ecedida do abalho dos con eúdos sob e
a a e eu opeia na segunda me ade do século XIX. O desen ol imen o des a a i idade
p e endia es imula os es udan es pa a o abalho de aspe os da His ó ia da A e e a e i
a o mulação de juízos de gos o.
Os es udan es começa am po isualiza imagens de algumas pin u as do século
XV ao século XX
69
e no inal do exe cício e iam de escolhe uma delas, jus i icando a sua
escolha o almen e. A maio ia dos es udan es nomeou as pin u as O Beijo, de Gus a e
Klim , e Re a o de Do a Maa , de Pablo Picasso. As jus i icações ap esen adas
p endiam-se com aspe os écnicos e o mais das duas ob as – co es u ilizadas, o mas
de ep esen ação (os apaixonados en elaçados n’O Beijo e a descons ução em di e sos
planos no Re a o de Do a Maa ) –, e aspe os emá icos, como o caso da paixão na
pin u a de Klim . Con essamos a exis ência de um p é-concei o em elação às escolhas
das pin u as po pa e dos es udan es: assumimos que os exemplos de Leona do da
Vinci, Ca a aggio e Jean-Hono é F aggona d se iam os mais escolhidos, po ques ões
écnicas e es é icas – nomeadamen e po se ap oxima em ao que é habi ualmen e
conside ado como belo. Exp essa a admi ação momen ânea do P o esso Es agiá io no
momen o des a a i idade, os es udan es con essa am e ido di iculdade em escolhe
uma pin u a po que o empo p e is o pa a a isualização de cada uma e a mui o
eduzido, acabando po op a pela ep esen ação que melho se lemb a am, não sendo
68
Consul a Anexo 6, pp. xi -x .
69
Consul a Anexo 7, p. x i.

29
necessa iamen e a que mais ha iam gos ado. Após es e exe cício, es abeleceu-se um
diálogo com os es udan es sob e a impo ância da A e, bem como um le an amen o
de ideias sob e o belo – o que é? O que pode se belo? O que não pode se belo? Es as
ideias p é ias dos es udan es se iam con ocadas pa a o abalho da a e ociden al na
segunda me ade do século XX, que es a a p e is o pa a o 3.º Pe íodo, mas que não se
eio a conc e iza de ido ao cancelamen o das aulas p esenciais.
A cons ução do conhecimen o sob e Mode nismos eu opeus
A plani icação des es con eúdos pelo P o esso Es agiá io p e iu, desde logo, o
desen ol imen o de abalhos em g upos, com o obje i o de a alia a capacidade de
abalha em equipa, de pesquisa e seleção de in o mação, e o espí i o c í ico dos
es udan es. A u ma oi di idida em g upos de abalho, cada um com qua o elemen os,
e oi a ibuída a cada g upo uma co en e a ís ica eu opeia das p imei as décadas do
século XX
70
. Num bloco de 100 minu os, cada g upo de ia pesquisa in o mações sob e
a co en e a ís ica, que inha sido a ibuída, no manual, nomeadamen e nas on es
his ó icas, e num sí io digi al da In e ne . Com a in o mação ecolhida e compilada,
de iam p oduzi um ex o-sín ese sob e a co en e a ís ica, conc e amen e as suas
ca ac e ís icas ( emá icas, écnicas e o mais), c onologia e p incipais a is as, e uma
ap esen ação o al
71
, em que ca ac e iza am as p opos as e linguagens es é icas da
co en e endo po base um obje o a ís ico. Os obje os a ís icos escolhidos o am
e i ados do manual ado ado pela escola, e i icando-se a inexis ência de di e si icação
de exemplos, que pode iam e sido, al ez, um a o mo i acional du an e a
ap esen ação o al.
O desen ol imen o des a a i idade em g upos pecou em á ios aspe os, que
de e ão se idos em a enção. Rela i amen e à na u eza cien í ica des es con eúdos, a
opção omada em abalha mo imen os a ís icos
72
que cons am no p og ama da
70
As co en es a ís icas que o am a ibuídas a cada g upo de abalho o am ao encon o das que se
encon am elencadas no P og ama de His ó ia A do 12.º Ano: Exp essionismo, Cubismo, Abs acionismo,
Fu u ismo, Dadaísmo e Su ealismo. C . P og ama de His ó ia A 10.º, 11.º e 12.º Anos, Lisboa, Minis é io
da Educação/Di eção-Ge al da Educação, 2001-2002, pp. 49-50.
71
Consul a Anexo 8, p. x ii.
72
O concei o “Mo imen o” oi u ilizado de o ma le iana, pelo que u ge, u u amen e, p i ilegia a a i ude
c í ica des es concei os. Como salien a Jona han Ha is, Mo imen o “(…) emains in la ge pa an imposed,
30
disciplina adensou o discu so eu ocên ico da His ó ia da A e e dos Mode nismos, que
oma Pa is como a capi al da cul u a e da a e. Pa a além da c onologia es abelecida
pelos es udan es (e ambém pelo P o esso Es agiá io no deco e das aulas lecionadas)
se edu o a e da con a do desen ol imen o a ís ico nos p incipais cen os cul u ais e
a ís icos eu opeus, não o am idas em con a os di e sos con ex os de
desen ol imen o a ís icos e as di e sas conceções do que é se mode no
73
. No que diz
espei o à o ganização do abalho de g upo e ao empo disponí el, o bloco de 100
minu os disponí el não oi su icien e pa a os es udan es desen ol e em um abalho
com a i ude c í ica quan o às in o mações sob e o mo imen o a ís ico a ibuído e sob e
os concei os e noções des a emá ica. Po sua ez, a escolha de obje os a ís icos que se
encon a am disponí eis no manual es á elacionada com uma es a égia de ges ão de
ecu sos num cu o espaço de empo, di icul ando a p omoção de uma a i ude es é ica
e c í ica – alguns dos exemplos escolhidos inham in o mações adicionais no manual,
que acili a am a comp eensão dos es udan es. A análise de um obje o a ís ico não
de e se i ele an e nem ap essada, pois é undamen al e em con a á ios aspe os,
como as écnicas u ilizadas, os ma e iais, o con ex o em que é p oduzido, a(s)
in enção(ões) da(o) a is a e possí eis in e p e ações.
Re lexões sob e as a i idades de mo i ação e de g upo
Com o obje i o de comp eende se as a i idades ealizadas em sala de aula
con ibuí am pa a o en ol imen o dos es udan es com a a e, e e-se em con a os
esul ados ob idos ao inqué i o po ques ioná io ei o sob e a a aliação das a i idades
ealizadas pelo P o esso Es agiá io, nomeadamen e aos i ens 29 e 30
74
. Os esul ados
ob idos são apenas uma amos a da u ma (18 esul ados em 24 alunos insc i os), uma
ez que nem odos os es udan es p eenche am o inqué i o online. O g á ico da Figu a 4
ap esen a os esul ados ob idos aos dois i ens a ás mencionados.
a his o ical designa ion, unning he isk o con la ing a is s and a wo ks acco ding me ely o he alues
o he pe sona claiming some connec ion be ween hem.” HARRIS, Jona han, “Mo emen ” in op.ci , pp.
201-202.
73
C . HARRISON, Cha les, “Mode nism” in NELSON, Robe , SHIFF, Richa d, C i ical Te ms o A His o y,
Lond es, The Uni e si y o Chicago P ess, 2003, pp. 188-189.
74
Consul a Anexo 9, p. x iii.
31
Figu a 4: Resul ados ob idos nos i ens 29 e 30 do inqué i o po ques ioná io, elacionados com a
impo ância das a i idades ealizadas na sala de aula.
De aco do com os esul ados, há uma conco dância gene alizada quan o à
impo ância da a i idade de mo i ação pa a o abalho dos con eúdos elacionados com
a a e. Não obs an e o in e esse em ealiza uma a i idade de mo i ação como a que se
ap esen ou nes as páginas, é p eciso a ende -se às condições logís icas em que se
ealiza, ao cuidado com o empo con e ido pa a a isualização e ap eciação do obje o
a ís ico (con a iamen e ao que acon eceu nes e caso). Com a de inição de pouco
empo pa a a obse ação da pin u a, di icul ou-se um dos ipos de ap eciação es é ica
e a ís ica indicados po Bja ne Funch: a ap eciação isual, em que se con empla o
obje o sem a ende às suas in enções ou unções
75
. A ealização de uma a i idade des e
géne o em con ac o di e o com os obje os a ís icos a á uma expe iência mais ica
75
C . FUNCH, Bja ne Sode, “Tipos de Educação Es é ica e a sua aplicação na educação de Museu” in FRÓIS,
João Ped o (coo d.), op.ci , pp. 110-111.
00666
0
2
4
6
8
I em 29
N.º de alunos
A ele ância da a i idade de mo i ação da aula de 8 de ou ub o de
2019 pa a o abalho dos con eúdos p og amá icos
Disco do bas an e Disco do Não conco do nem disco do Conco do Conco do bas an e
0 1 2 11 4
0
5
10
15
I em 30
N.º de alunos
Impo ância do abalho em g upo pa a a comp eensão dos
con eúdos sob e Mode nismos
Não con ibuiu Con ibuiu pouco Con ibuiu mode adamen e
Con ibuiu Con ibuiu bas an e
32
quando compa ada com a ep odução desses mesmos obje os em sala de aula. O
impac o c iado pela con emplação da Gue nica no Museu Reina So ía, po exemplo, é
conside a elmen e di e en e da con emplação da mesma ob a em sala de aula – a
dimensão da ob a, a na a i a museológica e a ligação en e as á ias salas de um museu
pe mi em uma expe iência es é ica e a ís ica mais in ensa:
A sala de um museu é um luga de expe iências múl iplas e de múl iplos
encon os: com o Belo, com a His ó ia, com os ou os, mas sob e udo connosco.
Po que nesse silêncio que de epen e su ge en e nós e uma ob a de a e que
nos con on a e con ida à con emplação inicia-se um ou o ipo de diálogo. Um
diálogo ín imo, onde nos colocamos in ei os, mas que conc e izamos sonhos
(…)
76
.
Po seu u no, a cons ução do conhecimen o his ó ico-a ís ico po pa e dos
es udan es, a a és de abalhos de g upo, pode á se ou a me odologia a e em
conside ação, endo em con a os esul ados ob idos – 15 es udan es conside a am que
con ibuiu pa a essa cons ução. Impo a e em con a que apesa de o P og ama e das
Ap endizagens Essenciais de His ó ia A de 12.º Ano se oca em essencialmen e na
His ó ia Eu opeia e do Mundo Ociden al, u ge uma e lexão mais c í ica sob e alguns
concei os ligados à His ó ia da A e, como o caso do Mode nismo. Assim, pode -se-á
con ibui pa a o desen ol imen o de compe ências p e is as no Pe il dos Alunos,
nomeadamen e o pensamen o c í ico e a sensibilidade es é ica e a ís ica, com a
descons ução de concei os omados como inal e á eis e com o conhecimen o, ainda
que es i o, de ou as ealidades cul u ais e a ís icas.
76
LOPES, Adelaide; GONÇALVES, Ana Ri a, e . al, “Con empla ” in CARVALHO, José Albe o Seab a;
SOROMENHO, Miguel, Museu das Descobe as (Ca álogo de Exposição no Museu Nacional de A e
An iga), Lisboa, Imp ensa Nacional-Casa da Moeda, 2019, p. 16.
39
O es udan e BR op ou po uma ins alação de Rui Toscano, No Saying Yes
88
. O
con ac o com a ob a in igou-o, esul ado da o ma de exp essão u ilizada e da
incomp eensão sob e a in encionalidade do a is a. Apesa disso, as suas sensações
es i e am ao dispo da con emplação da ob a, le an ando-lhe uma sé ie de indagações
que não p ocu ou desc e e ou comp eende no momen o:
A ob a que me ca i ou mais oi a disposição de ádios. Não sei bem po quê, mas
essa ob a icou-me na cabeça desde o momen o em que a i. A ob a consis ia
em á ios ádios que es a am pendu ados numa pa ede e o ma am a pala a
“No”. Ao início não me pa eceu nada de especial, mas depois de e le i um
pouco ape cebi-me que ou oi uma ideia de génio aze essa ob a ou en ão de
comple a igno ância. Eu ponho essas duas pe spe i as po que a ob a é de
g ande simplicidade, mas de uma g andiosidade eno me. Ou a cu iosidade é o
ac o de o nome da ob a se “No Saying Yes”. Logo ica bas an e di ícil
in e p e a o que o au o da ob a que ia ansmi i pa a o público.
BR/ Rui Toscano, No Saying Yes, Ins alação Sono a, 2003
A in eg ação da sua espos a na ca ego ia Ap eciação Emocional de e-se à
p edisposição do es udan e pa a a con emplação da ob a, ainda que não enha
comp eendido a in encionalidade do a is a. Após a con emplação, p ocu ou
comp eendê-la a a és do í ulo, mas a sua pe ceção não se al e ou. No en an o, a ibui
à ob a uma impo ância conside á el e o impac o da mesma pela inquie ude que, à
pa ida, é p o ocada no obse ado .
Po sua ez, a aluna CF escolheu a ob a As Banhis as, de Almada Neg ei os
89
,
jus i icando a sua escolha com a imp essão causada pelos aspe os écnicos e o mais da
ob a que selecionou. Ao longo do seu ex o, enquad a a ep esen ação no con ex o
his ó ico-cul u al de Po ugal na p imei a me ade do século XX, des acando o
mo imen o eminis a e o choque causado na sociedade da época. Po es a azão,
elencou-se a expe iência da aluna como Ap eciação Cogni i a, uma ez que desc e eu
e p ocu ou signi icados da ob a. No en an o, a aluna ap esen a uma a gumen ação
sob e a sua isão da A e. Nes e sen ido, op ou-se, ambém, po conside a que a
expe iência da aluna se enquad a, ambém, no Fascínio Es é ico. Es a ob a esul ou de
uma encomenda ei a po No be o de A aújo e José Pacheco pa a o ca é A B asilei a do
88
Consul a Imagem 4 in Apêndice documen al, p. xli.
89
Consul a Imagem 5 in Apêndice documen al, p. xlii.

40
Chiado. Se iam os mode nis as po ugueses, como Almada Neg ei os, que a a iam da
no a deco ação des e ca é, en egando ao emblemá ico espaço lisboe a um espí i o
a ís ico dis up i o que não oi bem ecebido pelos c í icos
90
. Apesa do ema a ado
nes a ob a de Almada se clássico, o a amen o écnico e emá ico que lhe é dado
conduz a um choque de men alidades, ap esen ando duas mulhe es sozinhas na p aia –
é a libe ação da mulhe numa sociedade machis a e pa ia cal dos inícios de
No ecen os, com o oque an iacadémico do mode nismo po uguês. A a és des e
exemplo, a aluna mos ou a impo ância que a ob a de a e pode e pa a a mudança
de men alidades, a a és da c í ica e do eo p o oca ó io – é, po isso, que se conside a
que a sua obse ação ecai, ambém, num Fascínio Es é ico:
(…) Sou ambém da opinião de que a A e, pa a além de uma unção ec ea i a,
de e ainda con e um eo social – algo que cap e o olha do público e que
p o oque a e lexão, que ansmi a a sensação da mudança dos empos ou que
seja a é um eículo pa a a mudança des es.
CF [adap ado]/ Almada Neg ei os, As Banhis as, Óleo sob e ela, 1925
Das espos as ao i em em análise, conside amos que apenas o aluno FD
desen ol eu uma Expe iência Es é ica no con ac o com a ob a de a e escolhida. As suas
expe iências de ida assumi am uma p eponde ância signi ica i a no momen o de
con emplação do obje o a ís ico, condicionando a o ma como ez a in e p e ação da
ob a:
Es a ob a az com que eu me sin a insegu o, is o po que em p imei o plano
emos uma “pa ede” de algo que ou da o nome de labi in o, es e omo como
a zona em que me sin o segu o, con o á el. De seguida, encon amos ou a
pa ede, mais escu a, que desapa ece an es de a ou a pa ede a apa , de ido à
pouca iluminação exis en e. Es a pa e da ob a oi a que me imp essionou mais
pois é daqui que em a ansiedade de não sabe o que encon o à minha en e,
que seja na ida ou num simples caminho. Es a ob a ouxe ao de cima
sensações que eu já inha expe ienciado no passado (…)
FD [adap ado]/ Luísa Jacin o, Th eshold V, Ac ílico e Óleo sob e Tela, 2017
91
90
C . Cen o de A e Mode na, As banhis as (Pin u a deco a i a – Ca é «A B asilei a» do Chiado),
Fundação Calous e Gulbenkian [Online], disponí el em h ps://gulbenkian.p /cam/wo ks_cam/as-
banhis as-pin u a-deco a i a-ca e-a-b asilei a-do-chiado-138964/ (consul ado pela úl ima ez a 2 de
agos o de 2021).
91
Consul a Imagem 6 in Apêndice documen al, p. xliii.
41
A sé ie Th esold, compos a po elas de g ande dimensão e que abalha o espaço
a qui e ónico, é um dos exemplos do abalho de Luísa Jacin o. A a is a em alguma
di iculdade em in e p e a as suas ob as, pa indo apenas da necessidade que em de
se exp essa . Assim, ab e a possibilidade de in e p e ações po pa e dos
espec ado es
92
. Se ia ele an e abalha es e aspe o com os es udan es: a oz que cada
pessoa em, embo a sem e semp e um código in e p e a i o que conduza à p odução
da ob a. No caso do aluno FD, a sua expe iência ac escen a ia mais um signi icado à
ob a.
Re lexões sob e a isi a ao Cen o de A e Mode na
A ealização de uma a i idade pa a públicos-al o dis in os não p oduz os
mesmos esul ados, po uma mi íade de a o es. Nes e exemplo, os esul ados de uma
isi a de es udo p epa ada pa a duas u mas, que abalha am os emas elacionados
com a a e eu opeia na p imei a me ade do século XX nos mesmos moldes, o am
ambém di e en es. A p edisposição pa a o con ac o di e o com os obje os a ís icos
se á um a o que pode pesa nes a dis inção de esul ados. No deco e da isi a de
es udo, e i icámos uma maio p edisposição e en ol imen o dos es udan es da u ma
12.º N do que da u ma 12.º M, mas não podemos a i ma com ce eza se es e a o
pesou na ap eciação ei a dos obje os a ís icos escolhidos, uma ez que a amos a de
espos as da u ma 12.º M é meno .
Sob e a ealização de a i idades em museus, que p i ilegiem o en ol imen o dos
es udan es com os obje os a ís icos, abalhando-os a ní el es é ico e a ís ico,
conside amos que é de ex ema ele ância a sua consecução, semp e que possí el.
Ve i icámos que, segundo os es udan es (Figu a 9), a isi a ao Cen o de A e Mode na
con ibuiu signi ica i amen e pa a muda a sua a i ude pa a com a A e. Rela i amen e
ao exe cício de escolha do obje o a ís ico e a jus i icação, a maio ia dos es udan es
conco dou com a sua impo ância pa a muda a sua a i ude sob e a A e. Po ém,
conside amos que, a op a -se pela ealização des a a i idade, os es udan es de em se
con on ados pos e io men e com as ob as escolhidas, com a con ex ualização das
92
C . COELHO, Bea iz, En e is a a Luísa Jacin o, A e Capi al [Online], disponí el em
h p://www.a ecapi al.ne /en e is a-241-luisa-jacin o (consul ado pela úl ima ez a 2 de agos o de
2021).
42
mesmas e as in enções do(a) a is a. É necessá io epe i es as a i idades (o que não
acon eceu) pa a que a expe iência es é ica seja po enciada.
Figu a 9: A impo ância das isi as a museus e de abalhos de e lexão sob e obje os a ís icos segundo
as u mas 12.º M e 12.º N93
93
Consul a Anexo 11, p. xx.
0
5
12
1
0
2
7
6
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20
Disco do bas an e
Disco do
Conco do
Conco do bas an e
A impo ância da isi a de es udo ao Cen o de A e Mode na pa a
a pe ceção sob e a A e
12.º M 12.º N
2
6
8
2
0
3
7
5
0 2 4 6 8 10 12 14 16
Disco do bas an e
Disco do
Conco do
Conco do bas an e
A impo ância do exe cício de seleção de uma peça a ís ica pa a a
pe ceção sob e a A e
12.º M 12.º N
43
III.5. Visi a de Es udo Vi ual ao Palácio Nacional de Sin a
Na eunião in e cala de 1.º Pe íodo do Conselho de Tu ma 10.º P, ealizada em
ou ub o de 2019, a Di e o a de Tu ma, p o esso a de Educação Física, con idou os
p o esso es de Desenho A e de His ó ia da Cul u a e das A es pa a a ealização de um
abalho in e disciplina : uma isi a de es udo ao Palácio Nacional de Sin a (do a an e,
Palácio), que o a p e is a pa a maio de 2020. Con udo, a si uação pandémica iniciada
em ma ço desse ano ob igou ao cancelamen o das a i idades p esenciais
impossibili ando a p ossecução des a a i idade in loco. Não obs an e es e
cancelamen o, o P o esso João Gaspa conside ou que se pode ia i a an e com a
ealização da isi a ao Palácio, embo a com algumas adap ações: a ealização de uma
isi a i ual, p e is a apenas pa a a disciplina de His ó ia da Cul u a e das A es
94
, uma
ez que es a am ga an idos os meios e as condições de abalho necessá ios po pa e
dos es udan es. Pela ele ância que es a a i idade pode ia e pa a es e ela ó io, o
P o esso Coope an e con idou-me pa a a p epa ação des a isi a, em ab il de 2020,
após o é mino da PES de ido ao quad o epidemiológico. O con i e oi acedido e de iniu-
se a isi a pa a o dia 22 de junho de 2020, ealizada a a és da pla a o ma Mic oso
Teams e o ien ada pelo P o esso Coope an e. Po p oblemas elacionados com o
acesso ao Teams, o P o esso Es agiá io não conseguiu es a p esen e nes a a i idade.
Obje i os e ca ac e ização da isi a de es udo i ual
A conc e ização des a a i idade oi sus en ada po obje i os especí icos da
disciplina e pelo desen ol imen o de compe ências insc i as no Pe il dos Alunos:
impo a a a consolidação de con eúdos subo dinados ao Módulo 4 (A Cul u a da
Ca ed al)
95
, a a és do exemplo de um Caso P á ico – o Palácio Nacional de Sin a –, e
p e endia-se a es imulação pa a a p ese ação do pa imónio nacional, o
desen ol imen o da capacidade de ap ecia c i icamen e mani es ações a ís icas e a
o mulação a gumen ada de juízos de gos o
96
. No dia da a i idade, os es udan es
94
C . A . 5.º, Dec e o-Lei n.º 14-G/2020, Diá io da República, n.º 72, 1.ª Sé ie, 13 de ab il de 2020, pp.
86-(11). Respei ando o dispos o no n.º 1 do A . 5.º, op ou-se po adap a es a isi a pa a um modelo
i ual, endo em con a a du ação impos a pelas sessões sínc onas semanais do Ensino a Dis ância.
95
A isi a de es udo ao Palácio Nacional de Sin a p e iu a consolidação dos con eúdos sob e o Manuelino,
abalhados em sala de aula. Consul a Anexo 12 e Anexo 13, pp. xxi-xx ii.
96
C . Pe il dos Alunos à Saída da Escola idade Ob iga ó ia, p. 21.
44
i e am acesso ao guião de abalho
97
, onde cons a am as a e as a ealiza e os links
que inham de u iliza du an e a isi a. Es a isi a não p e ia uma explicação exaus i a
das á ias salas, pelas condicionan es acima indicadas, o que le ou à opção po um
abalho mais au ónomo de cada es udan e, espei ando o dispos o no guião. Veja-se
que, em elação à e cei a a e a, os es udan es i e am de isualiza exce os do
p og ama Visi a Guiada (de idamen e iden i icados no guião) pa a ob e em o
conhecimen o sob e o Palácio, con ando com in o mações adicionadas pelo P o esso
Coope an e. Após a isi a, e iam de esponde a um ques ioná io pa a e i ica em as
suas ap endizagens
98
. Nes e subcapí ulo da -se-á apenas a enção a uma a e a: a
escolha de um (ou mais) espaços do Palácio que os alunos enham ap eciado mais.
Iniciada a sessão sínc ona, a p imei a a e a dos es udan es e a pe co e as
á ias salas, obse ando as ca ac e ís icas e os de alhes de cada uma, an es de qualque
conhecimen o. Te minada es a a e a, p eenche am o o mulá io A sensibilidade
es é ica e a ís ica no Palácio Nacional de Sin a
99
(do a an e, p imei o o mulá io), que
p e endia comp eende a sua mo i ação pa a a isi a de es udo
100
, a o mulação de
juízos es é icos e, ainda, a sua pe ceção sob e o pa imónio. No i em 5 des e o mulá io,
os es udan es inham de seleciona a(s) sala(s) que mais inham gos ado du an e o
deco e da p imei a a e a, jus i icando a sua escolha no i em 6. Já no i em 7, inham
de dize qual/quais a(s) sala(s) que menos gos a am e ap esen a a sua jus i icação. O
g á ico da Figu a 10 elenca os esul ados das salas mais ap eciadas e menos ap eciadas
po pa e dos es udan es:
97
Consul a Anexo 14, pp. xx iii-xxix.
98
Consul a Anexo 15, pp. xxx-xxxi.
99
Consul a Anexo 16, pp. xxxii-xxxiii.
100
A u ma 10.º P e a compos a po 29 alunos, mas apenas 23 es i e am p esen es na sessão sínc ona.
22 dos 23 alunos demons a am in e esse em isi a o Palácio, ap esen ando como jus i icações a
impo ância do monumen o pa a a his ó ia de Po ugal, especi icamen e da Vila de Sin a, e o gos o em
isi a museus e monumen os. Só um aluno não mos ou in e esse em isi a o Palácio, mas a sua
jus i icação não undamen a a sua al a de p edisposição, pelo que oi impossí el en ende mos a azão
ou azões.

45
Figu a 10: Os espaços do Palácio Nacional de Sin a que os alunos da u ma 10.º P mais gos a am e
menos gos a am
Os espaços de que a maio ia dos es udan es mais gos ou o am a Sala dos
B asões (18 escolhas), seguida da Sala dos Cisnes (10 escolhas). Pa a os dois espaços, as
jus i icações ap esen adas pelos es udan es o am semelhan es, elacionadas com as
sensações p o ocadas pela ex ensa deco ação das salas – sob e udo os e os – e pela
dimensão dos espaços:
Gos ei mais da Sala dos B asões po que o e o e a boni o e in e essan e e o
espaço e a g ande e mui o cen ado numa só mesa. Aluna LI;
Ado ei a sala dos b asões pelo o seu amplo espaço e deco ação no e o. O e o
mui o al o com uma o ma in e essan e e com uma pin u a mui o linda com
á ios de alhes. Os azulejos na pa ede ambém são mui o in e essan es e
deco a i os. Aluna LT;
Gos ei bas an e da Sala dos B asões pois é g ande e o e o es á eple o de
deco ações, b asões. É uma sala ex emamen e boni a. A Sala dos Cisnes é
igualmen e deco ada, mas com cisnes. Acho o cisne um animal bas an e
g acioso, daí e gos ado bas an e des a sala. Aluna JI.
De aco do com a abo dagem de Bja ne Funch, os es emunhos des as alunas
podem se elencados na ca ego ia de Ap eciação Visual, pois p ocu a am ap ecia sem
aciona em o aciocínio lógico, que pudesse condiciona a sua expe iência. A pa i des e
pon o, p e endemos pe cebe se a isi a al e ou a expe iência es é ica e o ipo de
0246810 12 14 16 18 20
Cozinha
Sala dos B asões
Capela
Sala das Galés
Sala das Pegas
Sala Manuelina
Sala dos Cisnes
As salas do Palácio Nacional de Sin a e o gos o dos es udan es
N.º de es udan es que gos a am mais N.º de es udan es que gos a am menos
46
ap eciação es é ica que os alunos ize am, após e em isualizado o ídeo
disponibilizado e e i ado as suas dú idas com o P o esso Coope an e.
Após a ob enção do conhecimen o, oi solici ado aos es udan es que
p eenchessem o o mulá io A sensibilidade es é ica e a ís ica no Palácio Nacional de
Sin a (II)
101
(do a an e, segundo o mulá io). Das amos as ob idas, salien amos ês
exemplos, ela i os à mudança de ap eciação es é ica
102
.
A aluna TA
103
selecionou, no p imei o o mulá io, a Sala dos Cisnes e a Sala dos
B asões como as que mais ha ia gos ado num p imei o olha , jus i icando a sua escolha
com a deco ação p esen e nos e os dos dois espaços. A p esença des es elemen os
isuais p endeu a a enção da aluna, pelo que podemos enquad a a sua expe iência num
ipo de Ap eciação Visual. Após a ob enção de conhecimen o sob e os á ios espaços
do monumen o, a aluna in o mou-nos da impo ância da a i idade pa a a mudança de
pe ceção. De aco do com as espos as dadas ao segundo o mulá io, a aluna
ac escen ou a Sala das Pegas ao g upo de salas de que mais gos ou – a comp eensão da
simbologia das pegas condicionou a sua escolha, obse ando-se, nes e caso, um ou o
ipo de ap eciação es é ica: a Ap eciação Cogni i a. Nes e ipo de ap eciação, o
aciocínio lógico condiciona a o ma como se ap ecia um obje o a ís ico, podendo
p o oca sensações depois de comp eendido.
A aluna LT
104
selecionou a Sala dos B asões como o espaço que mais inha
gos ado an es do início da isi a, jus i icando a sua escolha com a dimensão e deco ação
da sala – o p og ama deco a i o de D. Manuel I no e o e pa edes, com os b asões e os
eados, e a deco ação azuleja se ecen is a. Vemos, nes e exemplo, que os elemen os
isuais despe a am o in e esse da aluna, que eio a se po enciado após a ob enção do
conhecimen o. Conseguiu en ende o obje i o de D. Manuel I ao p e ende deco a o
e o da Sala dos B asões – pe pe ua a linhagem da dinas ia de A is e a ideia de
p og essi a cen alização do pode égio.
101
Consul a Anexo 17, p. xxxi .
102
Consul a Anexo 18, pp. xxx -xxx ii.
103
Idem, p. xxx .
104
Idem, p. xxx i.
47
Também a aluna LFF
105
é um ou o exemplo de como o conhecimen o ob ido
du an e a isi a al e ou a sua ap eciação es é ica. No p imei o o mulá io, selecionou a
Sala dos Cisnes e a Sala dos B asões como as que mais inha gos ado. À semelhança dos
exemplos an e io es, a ap eciação que ez no inal da isi a e a já do ipo cogni i o, uma
ez que comp eendeu a simbologia dos cisnes, descu ando a ideia de que inham uma
unção me amen e deco a i a.
Os exemplos acima ap esen ados demons am um pon o em comum: a
passagem de uma ap eciação es é ica do ipo isual pa a uma do ipo cogni i o, a pa i
do momen o em que o conhecimen o e o aciocínio lógico são con ocados pa a o
momen o da expe iência. Po ém, não se iden i icou nenhum caso de al e ação do ipo
de ap eciação es é ica, uma ez que as espos as dos es udan es aos o mulá ios o am
sucin as.
Pa a além de se que e en ende o ipo de ap eciação es é ica que os alunos
azem e as o mas que pode ão al e á-la pe an e um obje o a ís ico, ambém
conside ámos ele an e a alo ização e a es imulação pa a a p ese ação do pa imónio
nacional. O i em 8 do p imei o o mulá io
106
ap esen a uma si uação hipo é ica de uma
ca ás o e que e ia dani icado o Palácio Nacional de Sin a; os es udan es se iam
con ocados pa a pa icipa nas ob as de conse ação e es au o e de iam explica como
p ocede iam – se à manu enção do aspe o do monumen o an es do e amo o ou se
aziam al e ações es u u ais e/ou deco a i as. Quase odas as espos as dadas a es e
i em conco da am no p ocedimen o de es au o e conse ação: a en a i a de
ecupe a o monumen o al como se ap esen a ia an es do hipo é ico e amo o, com
o obje i o de sal agua da a his ó ia. Nas á ias espos as a es e i em, obse amos, de
ce o modo, a conco dância en e a opinião dos es udan es e a ese de Jo ge Co dei o
ace ca da he ança cul u al: pa a os es udan es, a hipo é ica epa ação do Palácio
Nacional de Sin a de e ia espei a a o ma como oi deixado ao longo dos anos, dada
105
Idem, p. xxx ii.
106
Consul a Anexo 16, p. xxxiii.
48
a impo ância his ó ica e cul u al que em pa a a ila de Sin a
107
. Apenas o aluno BS
al e a ia um espaço do Palácio: a Cozinha. Segundo o aluno,
Tal ez colocasse uma es u u a mais lexí el, pa a que se hou esse uma u u a
ca ás o e na u al, não osse ealiza an os es agos, man endo, assim, a
es u u a sem mui os danos. Em e mos de in e io es, não muda ia nada sem
se o caso da cozinha e poucos de alhes nas pa edes e se um pouco limpa em
e mos de deco ação. BS [adap ado]
Es e es udan e não explicou como al e a ia hipo e icamen e a Cozinha do
Palácio. Te ia sido impo an e desen ol e melho o abalho de e lexão des e aluno,
de modo a pe cebe a sua posição, uma ez que colide com o p e is o na Ca a de
Veneza, de 1964, sob e a conse ação e es au o dos monumen os e dos sí ios: “o (…)
objec i o [do es au o] é a p ese ação dos alo es es é icos e his ó icos do
monumen o, de endo se baseado no espei o pelos ma e iais o iginais e pela
documen ação au ên ica. Qualque ope ação desse ipo de e e mina no pon o em que
as conjec u as comecem (…).”
108
.
Conside amos ele an e a ealização des es exe cícios de sensibilização pa a o
pa imónio cul u al, uma ez que eco em à e lexão e ques ionamen o dos
monumen os e da sua impo ância pa a a sociedade. No momen o da ealização des e
exe cício, os es udan es ainda não inham ob ido o conhecimen o sob e as di e sas
ans o mações que oco e am no Palácio Nacional de Sin a ao longo dos á ios
séculos, ans o mações essas que esul a am de á ios pe íodos his ó icos e da isão
dos p o agonis as pe an e o obje o
109
. Te ia sido mais p uden e e ealizado es a
a i idade no inal da isi a de es udo, pois as e lexões pode iam e sido mais
undamen adas.
107
C . CORDEIRO, Jo ge, “Renascença” A ís ica e P á icas de Conse ação e Res au o A qui ec ónico em
Po ugal, du an e a 1.ª República, É o a, Uni e sidade de É o a (Tese de Dou o amen o em A qui e u a,
policopiada), 2008, p. 75.
108
A . 9.º, “Ca a de Veneza. Ca a In e nacional sob e a Conse ação e o Res au o de Monumen os e
Sí ios (1964)” in SPPC, Cade nos SPPC, n.º 1, É o a, s.ed., 1996, p. 3.
109
C . LUSO, Edua da; LOURENÇO, Paulo; ALMEIDA, Manuela, “B e e his ó ia da eo ia da conse ação e
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55
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56
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2021)
i
ANEXOS
Anexo 1: Plani icação anual de con eúdos a leciona e a i idades a ealiza com as u mas 10.º
P e 12.º M
O Plano Anual de A i idades ap esen ado abaixo p e ê os con eúdos p og amá icos
selecionados pelo P o esso Es agiá io pa a abalha com a u ma e as a i idades a se em
desen ol idas den o e o a da sala de aulas. Es e Plano pode á so e al e ações.
Escola Secundá ia de San a Ma ia
Plani icação de a i idades – 10.º P
Ano Le i o 2019/2020
Mês
Con eúdos P og amá icos
A i idades
Se emb o
-
-
Ou ub o
-
-
No emb o
-
-
Dezemb o
-
-
Janei o
-
- Visi a de Es udo ao Tea o Romano de Lisboa
Fe e ei o
MÓDULO 4
- A Cul u a da Ca ed al: T onco Comum
- Lecionação de aulas.
Ma ço
MÓDULO 4
- A Cul u a da Ca ed al: His ó ia das A es
Visuais
- Lecionação de aulas.
- Visi a de Es udo ao Museu Nacional de A e An iga.
Ab il
-
-
Maio
-
- Visi a de Es udo ao Palácio Nacional de Sin a
(mul idisciplina – His ó ia da Cul u a e das A es,
Desenho A e Educação Física).
Junho
-
-
ii
O Plano Anual de A i idades ap esen ado abaixo p e ê os con eúdos p og amá icos
selecionados pelo P o esso Es agiá io pa a abalha com a u ma e as a i idades a se em
desen ol idas den o e o a da sala de aulas. Es e Plano pode á so e al e ações.
NOTA: As a i idades que se encon am sublinhadas ealiza -se-ão com as u mas 12.º M e 12.º N, embo a
em dias di e en es.
Escola Secundá ia de San a Ma ia
Plani icação de a i idades – 12.º M
Ano Le i o 2019/2020
Mês
Con eúdos P og amá icos
A i idades
Se emb o
-
-
Ou ub o
MÓDULO 7
- As angua das: u u as com os cânones das a es
e da li e a u a.
- Tendências cul u ais em Po ugal: en e o
na u alismo e as angua das.
- Lecionação de aulas.
No emb o
-
- Visi a de Es udo à Fundação A pad Szenes-Viei a da Sil a.
- Visi a de Es udo à Sinagoga de Lisboa.
Dezemb o
-
- Visi a de Es udo ao Cen o de A e Mode na da Fundação
Calous e Gulbenkian (o ganizada e conduzida pelos
P o esso es Es agiá ios).
Janei o
-
-
Fe e ei o
-
- Visi a de Es udo ao Museu do Aljube – Resis ência e
Libe dade,
Ma ço
MÓDULO 8
- As ans o mações sociais e cul u ais do e cei o
qua el do século XX.
- Lecionação de aulas: desen ol imen o de a i idades de
ap eciação es é ica na sala de aulas.
Ab il
-
-
Maio
MÓDULO 9
- Pe manência de ocos de ensão em egiões
pe i é icas.
- Dimensões da ciência e da cul u a no con ex o da
globalização.
- Lecionação de aulas: desen ol imen o de a i idades de
ap eciação es é ica na sala de aulas.
Junho
-
-
ix
Anexo 4: Ficha de A aliação Diagnós ica de His ó ia A, ealizada no dia 3 de ou ub o de 2019,
aplicada à u ma 12.º M
1. Selecione a opção co e a.
Na Eu opa, na segunda me ade do século XIX, su gi am no as co en es es é icas, ais como
(A) Dadaísmo, Na u alismo e Imp essionismo.
(B) Realismo, Imp essionismo e Simbolismo.
(C) Imp essionismo, Realismo e Abs acionismo.
(D) Neoclassicismo, Roman ismo e Realismo.
2. De ina mode nismo.
3. Explici e duas consequências da Exposição de Ou ono de 1905 pa a a pin u a das p imei as décadas
do século XX.
4. Associe cada uma das angua das a ís icas, p esen es na coluna A, às espe i as ca ac e ís icas,
p esen es na coluna B. U ilize cada le a e cada núme o apenas uma ez.
COLUNA A
COLUNA B
(1) Exp essionismo
(2) Cubismo
(3) Fu u ismo
(A) Sob eposição da co à o ma, que e a aplicada a bi a iamen e.
(B) Geome ização das o mas e decomposição dos olumes em planos que se sob epõem.
(C) Valo ização do dinamismo e da elocidade, p e endendo cap a o mo imen o.
(D) U ilização da ealidade pa a a c i ica , dis o ce e ca ica u a , eco endo ao emp ego de co es o es.
(E) P edomínio da linguagem geomé ica e sób ia, e i icando-se um co e o al com a igu ação.
5. Leia o seguin e exce o:
“Mas, nes e caso, como em ou os mui os, é jus o con essa que os loucos não são p ecisamen e os poe as,
mais ou menos ex a agan es, que que em se lidos, discu idos e comp ados; quem não em juízo é quem
os lê, quem os discu e e quem os comp a.”
(Júlio Dan as, “Poe as Pa anóicos” em Ilus ação Po uguesa, Lisboa, 19 de ab il de 1915)
5.1. Jus i ique, com base no exce o, se Po ugal acompanhou as no as endências cul u ais e a ís icas
na Eu opa, no início do século XX.
6. Explique de que o ma a a e oi u ilizada pelos egimes au o i á ios eu opeus, no século XX.
Escola Secundá ia de San a Ma ia
His ó ia A 12.º M
Ficha de A aliação Diagnós ica 3 de ou ub o de 2019
Con eúdos: As a es isuais e a li e a u a na i agem pa a o Século XX. O Mode nismo: angua da cul u al na Eu opa e em Po ugal.
As p eocupações sociais e polí icas na a e.

x
Anexo 5: Plani icações de aulas da u ma 12.º M, na semana de 7 de ou ub o a 11 de ou ub o de 2019
Escola Secundá ia de San a Ma ia
His ó ia A 12.º M
PLANO DE AULA N.º 1 8 de ou ub o de 2019
Módulo 6.5.1 – Os caminhos da cul u a
Módulo 7.1.4.3 – As angua das: u u a com os cânones das a es e da li e a u a
Elemen o de Mo i ação: Visualização de algumas ob as de a e desde o pe íodo
enascen is a a é ao pós-mode nismo
Con eúdos
Ap endizagens Rele an es
Expe iências de Ap endizagem
A aliação
(P odu o)
Recu sos
A i idades
O in e esse pela
ealidade social nas
a es – as no as
co en es es é icas
na i agem do
século.
Po ugal: o
dinamismo cul u al
do úl imo e ço do
século XIX.
Desen ol e a capacidade de
e lexão, a sensibilidade e o juízo
c í ico, es imulando a p odução e
uição de bens cul u ais.
Relaciona a Re olução
Indus ial com a eno ação nas
a es de inais do século XIX.
Ca ac e iza o mo imen o de
eno ação nas a es de inais do
século XIX.
Explica o dinamismo cul u al
po uguês do úl imo e ço do
século XIX.
Visualização de algumas ob as de a e
desde o pe íodo enascen is a a é ao
pós-mode nismo
Powe poin com con eúdos sob e a
A e na segunda me ade do século
XIX, an o a ní el mundial, como em
Po ugal
Exce o de um ex o his o iog á ico
sob e Mane , disponibilizado no
Powe poin
Visualização de um ídeo sob e o
Realismo e o Na u alismo, disponí el
na Escola Vi ual
Diálogo com os alunos após a isualização das imagens de
ob as de a e, com o obje i o de comp eende em o que é a
A e, qual a sua unção e o que é o belo.
Ap esen ação dos con eúdos de 11.º Ano, com ecu so ao
Powe poin . Dado não ap esen a em mui os conhecimen os
sob e os con eúdos mencionados, p e e iu-se a exposição
dos mesmos.
Lei u a e análise do documen o, em conjun o com os alunos.
Visualização de um ídeo-sín ese sob e os con eúdos
abalhados.
A aliação da
capacidade de
a gumen ação dos
alunos.
Análise da capacidade
de in e p e a on es
secundá ias e
seleciona in o mação.
xi
As angua das:
u u as com os
cânones das a es e
da li e a u a. O
au ismo.
Reconhece a in luência do pós-
imp essionis as pa a os a is as
do Mode nismo.
De ini Mode nismo e angua da
cul u al.
Explica a impo ância do Salão
de Ou ono de 1905 pa a o
su gimen o de no as co en es
es é icas.
Ca ac e iza o au ismo.
Conjun o documen al 47, da página 57
do manual
Powe poin com os con eúdos do
Mode nismo.
Ques ão da página 58 do manual.
Lei u a e análise dos documen os, em conjun o com os
alunos. Nes e momen o, e após a explo ação dos con eúdos
sob e a a e do inal do século XIX, p e ende-se que os alunos
consigam pesquisa in o mação nos á ios documen os,
numa pe spe i a sociocons u i is a do conhecimen o. As
p opos as dos alunos se ão esc i as no quad o. A pa i das
suas p opos as, segue-se com a explo ação do Powe poin e
a consequen e explicação dos con eúdos.
Realização da ques ão da página 58 do manual escola . Os
alunos de e ão esponde po esc i o à ques ão. Se ão
selecionados alunos, de o ma alea ó ia, pa a le em a sua
espos a na aula e ou os pa a en ega em a espos a ao
p o esso . Ambas se ão a aliadas. A co eção da ques ão
se á ei a o almen e.
A aliação das
capacidades de
pesquisa e
le an amen o de
in o mação de
documen os de á ias
ipologias.
Análise e a aliação das
capacidades de
exposição o al e esc i a;
xii
PLANO DE AULA N.º 2 9 de ou ub o de 2019
Módulo 7.1.4.3 – As angua das: u u a com os cânones das a es e da li e a u a
Con eúdos
Ap endizagens Rele an es
Expe iências de Ap endizagem
A aliação
(P odu o)
Recu sos
A i idades
As angua das:
Exp essionismo,
Cubismo,
Abs acionismo,
Fu u ismo,
Dadaísmo e
Su ealismo
Ca ac e iza as á ias co en es
a ís icas do Mode nismo;
Quad o escola ;
Documen os das páginas 59 à 79
Disposi i os ele ónicos dos alunos
pa a consul a em o sí io digi al
h ps://www. hea s o y.o g/
Realização de uma sín ese da aula an e io , a a és da
in e enção dos alunos
Elabo ação de abalhos de g upo sob e as á ias co en es
a ís icas do Mode nismo. Te ão de se cons i uídos seis
g upos de abalho, um pa a cada co en e a ís ica. O
obje i o se á cada g upo abalha uma co en e a ís ica com
base nos documen os disponibilizados no manual e com
ecu so aos disposi i os ele ónicos pa a a pesquisa de mais
in o mação sob e os con eúdos. O p o esso de e á ci cula
de g upo em g upo pa a ajuda os es udan es na seleção de
con eúdos e o mas de pesquisa. Os abalhos êm de se
odos ap esen ados no dia seguin e pelos alunos. O abalho
é só pa a se ei o na sala de aula.
A e ição de
conhecimen os da aula
an e io e das
capacidades de
in e enção o al dos
es udan es.
A alia a capacidade de
abalha em equipa,
adequando
compo amen os em
con ex o de
coope ação, pa ilha,
colabo ação e
compe ição;
Analisa a capacidade
de pesquisa e
seleciona in o mação
de on es p imá ias e
secundá ias;
A alia o espí i o c í ico
dos es udan es na
pesquisa de in o mação
em sí ios di e enciados
xiii
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PLANO DE AULA N.º 3 10 de ou ub o de 2019
Módulo 7.1.4.3 – As angua das: u u a com os cânones das a es e da li e a u a
Con eúdos
Ap endizagens Rele an es
Expe iências de Ap endizagem
A aliação
(P odu o)
Recu sos
A i idades
O Mode nismo e as
angua das
cul u ais;
Relaciona a mudança que se
ope ou na men alidade da
sociedade bu guesa de início do
século XX com a I Gue a
Mundial com o co e com os
cânones clássicos da a e
eu opeia;
Powe poin sob e o Mode nismo
Ap esen ação dos abalhos começados na aula an e io .
Cada ap esen ação não de e á ul apassa os 10 minu os;
Te minadas as ap esen ações dos á ios abalhos dos
alunos, cabe á ao p o esso p oje a um Powe poin de
sín ese da ma é ia. Assim, consegue ga an i que os
conhecimen os icam consolidados.
A aliação da
capacidade de abalho
em g upo e de
comunica o almen e;
xi
Anexo 6: Exce os do Powe Poin u ilizado na lecionação dos con eúdos sob e a a e eu opeia
no século XIX à u ma 12.º M, na aula de 8 de ou ub o de 2019

x
x i
Anexo 7: Powe Poin com as ep oduções de obje os a ís icos u ilizados na A i idade de Mo i ação do dia 8 de ou ub o de 2019
x ii
Anexo 8: C i é ios de classi icação dos abalhos de g upo sob e Mode nismo (12.º M) – componen es esc i a e o al
ELEMENTO
ITENS DE AVALIAÇÃO
CRITÉRIOS
COTAÇÃO
COTAÇÃO TOTAL
TEXTO-SÍNTESE111
Mo imen o a ís ico e cul u al
Respei a o ema, alo izando os aspe os mais ele an es.
40
40
Respei a o ema com alhas pon uais ou com pouca alo ização dos aspe os mais ele an es.
20
Respei a o ema com alhas signi ica i as.
10
Es u u a e co eção do ex o
Tex o bem es u u ado, com alhas pon uais de discu so.
30
30
Tex o com alhas pon uais de es u u a e de discu so.
20
Tex o com alhas g a es de es u u a e de discu so.
10
U ilização do obje o a ís ico
na elação com o ema
Relaciona o obje o a ís ico com o ema.
30
30
Relaciona com alhas pon uais o obje o a ís ico com o ema.
20
Relaciona com mui as alhas o obje o a ís ico com o ema.
10
APRESENTAÇÃO
ORAL112
O alidade
O alidade segu a e obje i a.
40
40
O alidade cla a, mas sem con icção.
20
O alidade con usa e sem con icção.
10
U ilização de ma e ial de
apoio
Sem lei u a do ex o de apoio du an e a ap esen ação.
30
30
Lei u a pon ual do ex o de apoio du an e a ap esen ação.
20
Lei u a in eg al do ex o de apoio du an e a ap esen ação.
10
C iação de dinâmica na
u ma
In e age com a u ma du an e a ap esen ação, p opiciando dinâmica de abalho.
30
30
In e age de o ma pon ual com a u ma du an e a ap esen ação.
20
Não in e age com a u ma du an e a ap esen ação.
10
TOTAL
200
111
A classi icação ob ida no ex o-sín ese se á a mesma pa a odos os elemen os do g upo, uma ez que oi p oduzido somen e um ex o po g upo.
112
A classi icação ob ida na ap esen ação o al se á indi idual, median e a p es ação de cada elemen o do g upo.
Escola Secundá ia de San a Ma ia
His ó ia A 12.º M
C i é ios de co eção do abalho de g upo sob e o Mode nismo
x iii
Anexo 9: I ens do inqué i o po ques ioná io, ealizado à u ma 12.º M, sob e as
a i idades ealizadas em sala de aulas
xx
Anexo 13: Exce os do Powe Poin u ilizado na lecionação dos con eúdos sob e A qui e u a
Gó ica e o Manuelino em Po ugal à u ma 10.º P, nas sessões de 9 a 13 de ma ço de 2020

xx i
xx ii
xx iii
Anexo 14: Guião da Visi a de Es udo Vi ual ao Palácio Nacional de Sin a, com a u ma
10.º P, ealizada no dia 22 de junho de 2020
NOTAS SOBRE A VISITA DE ESTUDO
➢ Es a isi a i ual em como obje i o a consolidação de conhecimen os adqui idos na disciplina de HCA a a és de um caso
p á ico, a alo ização do pa imónio nacional e o desen ol imen o da expe iência es é ica;
➢ Pa a a ealização des a isi a de es udo, lê a en amen e es e guião de abalho e ealiza as a e as solici adas;
➢ Vais e de esponde a o mulá ios, a um ques ioná io e a um inqué i o po ques ioná io:
a) Os o mulá ios se ão ins umen os de abalho imp escindí eis pa a o desen ol imen o do Rela ó io Final de Mes ado em
Ensino de His ó ia do P o esso Miguel. Exis i ão dois o mulá ios e e en es à isi a de es udo ao Palácio Nacional de Sin a,
que não se ão anónimos.
b) O ques ioná io unciona á como a aliação dos conhecimen os adqui idos e cons uídos com os ma e iais disponibilizados;
c) O inqué i o po ques ioná io se á sob e alguns dados pessoais e alguns dos abalhos desen ol idos ao longo do ano le i o
com o P o esso Miguel. Es e inqué i o po ques ioná io é anónimo e con idencial, es ando ga an idas odas as condições de
sal agua da dos dados pa a ins es i amen e cien í icos.
TAREFAS A REALIZAR
1.ª TAREFA
Ca ega nos seguin es links:
• Visi a i ual ao Palácio Nacional de Sin a ( ens de aze sc oll a é encon a es o Palácio), nomeadamen e à Ala Manuelina,
Pá io Cen al, G u a dos Banhos, Sala das Pegas e Sala dos Cisnes: h ps://www.cul uga.com.b / ou - i ual-palacios-po ugal/;
• Vídeo ela i o aos á ios espaços do Palácio Nacional de Sin a: h ps://www.you ube.com/wa ch? =zXaCJn1GQDw
• Imagens da Sala dos B asões: h ps://descub alisboa.com/palacio-nacional-de-sin a/
Explo a os di e sos espaços do Palácio Nacional de Sin a, an es de ob e es qualque in o mação ou conhecimen o sob e o mesmo.
Quando e mina es, não ence es os links, po que ão se p ecisos pa a explo a es ao longo da isi a.
2.ª TAREFA
Responde ao seguin e o mulá io. O obje i o é esponde es de aco do com o que is e e ap ecias e!
• Link do o mulá io: h ps:// o ms.o ice.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=Sd1 wG 3zkS1CFycbIsk1 oOGZ5-
QpRG uNqIdzDE pUNFQwV0JSMU1MVU JM1NDWkpXUlEyTEE2Ni4u
3.ª TAREFA
Visualiza exce os do ídeo que cons a no seguin e link: h ps://www. p.p /play/p3373/e292137/ isi a-guiada
Esses exce os são os que ão:
a) do minu o 03:40 a é ao minu o 06:05;
b) do minu o 11:10 a é ao minu o 14:10;
c) do minu o 14:40 a é ao minu o 19:45.
5.ª TAREFA
Responde ao seguin e ques ioná io, de modo a e i ica es as uas ap endizagens a isi a i ual:
h ps:// o ms.o ice.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=Sd1 wG 3zkS1CFycbIsk1 oOGZ5-
QpRG uNqIdzDE pUQjJQU0ZSUU aNEZQU0Q1NVFEVEwzRTQwVC4u
6.ª TAREFA
Responde ao seguin e o mulá io sob e a expe iência da isi a i ual ao Palácio Nacional de Sin a:
h ps:// o ms.o ice.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=Sd1 wG 3zkS1CFycbIsk1 oOGZ5-
QpRG uNqIdzDE pUN0JUOVdKWEVSTVU0RjA3VjVWQkc0Sk1FMS4u
7.ª TAREFA
Escola Secundá ia de San a Ma ia
His ó ia da Cul u a e das A es 10.º P 22 de junho de 2020
Guião de T abalho da Visi a de Es udo Vi ual
Palácio Nacional de Sin a
xxix
Responde ao seguin e inqué i o po ques ioná io. O inqué i o é anónimo e con idencial e p ende-se com obje i os es i amen e
cien í icos pa a a ob enção do g au de Mes e em Ensino de His ó ia. Responde a é ao dia 25 de junho de 2020:
h ps:// o ms.o ice.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=Sd1 wG 3zkS1CFycbIsk1 oOGZ5-
QpRG uNqIdzDE pUQk40NVhORDVZTVhHWE9URjRRWFpFSENaWC4u
xxx
Anexo 15: Ques ioná io sob e a Visi a de Es udo Vi ual ao Palácio Nacional de Sin a
(10.º P)

xxxi
xxxii
Anexo 16: Fo mulá io A sensibilidade es é ica e a ís ica no Palácio Nacional de Sin a,
a se p eenchido após a isi a li e aos espaços do Palácio
xxxiii
xxxi
Anexo 17: Fo mulá io A sensibilidade es é ica e a ís ica no Palácio Nacional de Sin a
(II), a se p eenchido no inal da Visi a de Es udo Vi ual
xli
Imagem 4: Ob a escolhida pelo aluno BR, 12.º N – Rui Toscano, No Saying Yes, ins alação
sono a, 2003, disponí el em h ps://gulbenkian.p /museu/wo ks_cam/no-saying-yes-
137516/ (consul ado pela úl ima ez a 2 de agos o de 2021)

xlii
Imagem 5: Ob a escolhida pela aluna CF, 12.º N – José de Almada Neg ei os, As
Banhis as, Óleo sob e Tela, 1925, disponí el em
h ps://gulbenkian.p /museu/wo ks_cam/as-banhis as-pin u a-deco a i a-ca e-a-
b asilei a-do-chiado-138964/ (consul ado pela úl ima ez a 2 de agos o de 2021)
xliii
Imagem 6: Ob a escolhida pelo aluno FD, 12.º N – Luísa Jacin o, Th eshold V, ac ílico e
óleo sob e ela, 2017, disponí el em h p://www.luisajacin o.com/en/wo k/2017/2017-
h eshold- / (consul ado pela úl ima ez a 2 de agos o de 2021)
i