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E-Learning na saúde: o olhar da gestão

Abstract

Esse estudo tem por objetivo avaliar as contribuições do e-Learning para a formação e qualificação dos profissionais de saúde da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) sob a ótica dos seus gestores. Partiu do levantamento de informações de como essa modalidade de educação a distancia (EaD) pode facilitar a capacitação dos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) no cenário brasileiro, da perspectiva do gestor quanto as vantagens e possibilidade de mudança do modelo de ensino aprendizagem praticado atualmente e, da possibilidade de inserção do e-Learning como estratégia para otimização do tempo, dos recursos financeiros e humanos no tocante as ações educativas. Tais resultados servirão para compor as recomendações de desenvolvimento de programa de qualificação para trabalhadores da saúde por intermédio de um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Este trabalho trata-se de um estudo descritivo com abordagem quantitativa desenvolvido com gestores da Sesau ocupantes de cargos comissionados e funções especiais legitimados pela Lei Delegada nº 47 de 10 de agosto de 2015 do estado de Alagoas. Como método de recolha de dados, optou-se por um questionário eletrônico estruturado e, adaptado a escala Likert, onde os respondentes especificaram seu nível de concordância mediante as afirmações apresentadas (Cunha, 2007). Esse instrumento foi construído no Google Docs, que é um pacote do aplicativo do Google, gratuito e funciona online. Os dados recolhidos foram analisados a partir do cálculo de frequência e de percentagens estabelecendo relação com o referencial teórico utilizado neste trabalho. Mediante resultados obtidos, evidencia-se a relevância do e-Learning para formação e qualificação dos trabalhadores da área da saúde e a perspectiva de implantação desse modelo de ensino-aprendizagem fundamentado na Política de Educação Permanente em Saúde (PEPS), como ferramenta complementar de educação corporativa na Sesau, viabilizando a coexistência das duas modalidades formativas.

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E-Learning na saúde: o olhar da gestão

Author: Bezerra, Patricia de Cassia da Silva
Year: 2017
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/25059/1/e-Learning%20na%20Sa%c3%bade-O%20Olhar%20da%20Gest%c3%a3o.%20Patricia%20Bezerra%20vers%c3%a3o%20corrigida%20ap%c3%b3s%20juri%2004.10.pdf
E-Lea ning na Saúde: O Olha da Ges ão
Pa ícia de Cássia da Sil a Beze a
Disse ação de Mes ado em Ges ão de
Sis ema e-Lea ning
Ve são co igida e melho ada após de esa pública
Maceió, Alagoas, B asil
Ou ub o, 2017
Pa ícia de Cássia da Sil a Beze a. E-Lea ning na Saúde: O Olha da Ges ão. 2017
Disse ação ap esen ada pa a o cump imen o de equisi os necessá ios
à ob enção do g au de Mes e em Ges ão de Sis emas de e-Lea ning, ealizada sob a o ien ação cien í ica
da P o esso a Dou o a Ri a Falcão de Be edo e P o esso Dou o Rod igo Nonamo Pe ei a Ma iano de
Souza.
V
DECLARAÇÃO
Decla o que es a disse ação é o esul ado da minha in es igação pessoal e independen e. O
seu con eúdo é o iginal e odas as on es consul adas es ão de idamen e mencionadas no
ex o, nas no as e na bibliog a ia.
O candida o
Pa ícia de Cássia da Sil a Beze a
Lisboa, 12 de ab il de 2017.
Decla o que es a disse ação se encon a em condições de se ap eciado pelo jú i a designa .
A O ien ado a
Ri a Falcão de Be edo
O Coo ien ado
Rod igo Nonamo Pe ei a Ma iano de Souza
Lisboa, 12 de ab il de 2017.

VI
VII
Dedico esse es udo especialmen e ao meu esposo e as minhas ilhas, Ma ia Cla a, Ma iana e
Malu e, à minha amília. O que a ida me o e eceu de melho .
VIII
.
IX
AGRADECIMENTOS
“Fiz um aco do com o empo, nem ele me pe segue, nem eu ujo dele. Qualque dia a gen e se
encon a, dessa o ma, ou i endo in ensamen e cada momen o” (Má io Lago).
Ag adeço p imei amen e a Deus pela ida, pela amília, emp ego e amigos.
A meu pai (in memo iam) que me ensinou alo es é icos pa a oda a ida a pa i dos
seus exemplos co idianos. A minha mãe que oi um alice ce nes a jo nada da ida, me
ampa ando du an e minha jo nada de es udan e e subs i uindo mui as ezes em meu papel de
mãe.
As minhas ilhas Ma ia Cla a e Ma iana, inspi ação pa a que eu não pa asse de
es uda , lemb ando-me do meu comp omisso de pe manece ap endendo. A minha caçula
Malu, que me ez e le i mui o sob e sua inda e a esponsabilidade que a mim o a con iada.
Ao meu ma ido Rildo, que con ibuiu mui o com sua le eza de espí i o, amenizando
os momen os de angus ia i idos ao longo des e pe cu so de ap endizagem.
Aos meus colegas de abalho, que se ans o ma am em amigos. Incen i a am-me e
ac edi a am que e a possí el essa conquis a educacional. Amigos na e lexão, nas
b incadei as, no happy hou com as e apias de ba , nas di iculdades, nas di e gências de
pon os de is a, na p odução de conhecimen os. Jun os, edi icamos o espei o mú uo e a
admi ação uns pelos ou os.
Nes a caminhada inal, i e a opo unidade de con a apoio de uma g ande gue ei a e
de enso a da Educação Pe manen e em Saúde - EPS na Sesau. Sua con ibuição oi aliosa e
impagá el na inalização dessa disse ação. O meu mui o “ob igada”, pois não há pala as
pa a melho exp essa minha g a idão.
Aos 7 (se e) gue ei os des e mes ado. No deco e do cu so ecemos á ias edes: a
ede do cuidado, da ajuda e do incen i o pa a que odos pudessem conclui sua jo nada.
A minha o ien ado a p o esso a Ri a Falcão de Be edo.
Ao meu Che e Robson que me apoiou nes a jo nada de es udos.
E aos ges o es da Sesau po sua aliosa con ibuição na pesquisa. Po úl imo, ag adeço
a odos que con ibuí am di e a ou indi e amen e a conclusão des e abalho.
XVI

XVII
ABREVIATURAS
AVA – Ambien e Vi ual de Ap endizagem
CAPES - Coo denação de Ape eiçoamen o de Pessoal de Ní el Supe io
CIES - Comissão de In eg ação Ensino-Se iço
CIR – Comissão In e ges o a Regional
CNS - Con e ência Nacional de Saúde
CONASS - Conselho Nacional de Sec e á ios de Saúde
CONASEMS - Conselho Nacional de Sec e á ios Municipais de Saúde
DEGERTS - Depa amen o de Ges ão e da Regulação do T abalho
DEGES - Depa amen o de Ges ão da Educação na Saúde
DOE – Diá io O icial do Es ado
DOU – Diá io O icial da União
EAD – Educação a Dis ância
EPS - Educação Pe manen e em Saúde
ENSP – Escola Nacional de Saúde Pública
FIOCRUZ - Fundação Oswaldo C uz
GEVP – Ge ência Execu i a de Valo ização de Pessoas
GDES – Ges ão de Desen ol imen o e Educação na Saúde
GT – Ges ão do T abalho
HAOC - Hospi al Alemão Os aldo C uz.
HCOR - Hospi al do Co ação
HSL- Hospi al Sí io Libanês
MEC - Minis é io da Educação e Cul u a
MOODLE - Modula Objec -O ien ed Dynamic Lea ning En i onmen
MS - Minis é io da Saúde
PNEPS - Polí ica Nacional de Educação Pe manen e em Saúde
XVIII
SGTES – Sec e a ia de Ges ão do T abalho e Educação na Saúde
SESAU – Sec e a ia de Es ado da Saúde
SUS - Sis ema Único de Saúde
TIC – Tecnologia da In o mação e Comunicação
UFF- Uni e sidade Fede al Fluminense
UFMG - Uni e sidade Fede al de Minas Ge ais
UFRGS - Uni e sidade Fede al do Rio G ande do Sul
UFRN - Uni e sidade Fede al do Rio G ande do No e
UAB - Uni e sidade Abe a do B asil
XIX
ÍNDICE
DECLARAÇÃO ................................................................................................................... V
DEDICATÓRIA ................................................................................................................. VII
AGRADECIMENTOS ........................................................................................................ IX
RESUMO ......................................................................................................................... XIII
ABSTRACT ....................................................................................................................... XV
ABREVIATURAS .......................................................................................................... XVII
In odução .............................................................................................................................. 1
Con ex ualização do Es udo .................................................................................................. 1
Jus i ica i a e Rele ância da Pesquisa................................................................................... 3
Obje i o Ge al ....................................................................................................................... 5
Obje i os Especí icos ............................................................................................................ 5
Es u u a da Disse ação ........................................................................................................ 5
Re e encial Teó ico ............................................................................................................... 7
Capí ulo I: Enquad amen o Teó ico ..................................................................................... 7
I.1.1 Educação à dis ância.......................................................................................... 7
I.1.2 E-Lea ning ......................................................................................................... 5
Capí ulo II: O Sis ema Único de Saúde (SUS) .................................................................... 11
II.1 Papel do ges o da saúde pública no B asil ...................................................... 19
II.2 O e-Lea ning como es a égia pa a a ges ão em saúde pública ........................ 22
Capí ulo III: O e-Lea ning na o mação dos p o issionais de saúde ................................... 27
III.1 Possibilidade de mudança no modelo de ensino ap endizagem ..................... 28
III.2 Fe amen a pa a Educação Pe manen e em Saúde (EPS) ............................... 30
Capí ulo IV: Me odologia .................................................................................................... 33
IV.1 Enquad amen o me odológico................... ...................................................... 33
IV.2 Tipo de In es igação................... ..................................................................... 33
IV.3 P oblemá ica da In es igação................... ....................................................... 34
IV.4 Hipó ese................... ........................................................................................ 34
IV.5 Lócus da In es igação................... .................................................................. 35
IV.6 Sujei o da In es igação .................................................................................... 36
IV.7 População e Amos a da In es igação ............................................................. 36
IV.8 Ins umen o de Recolha de Dados ................................................................... 38
IV.9 P ocedimen os de Recolha de dados ............................................................... 39
Capí ulo V: Resul ados ........................................................................................................ 43
XX
V.1 Dados Sociodemog á icos ............................................................................... .43
V.2 Em que medida em sendo usada a Educação a Dis ância no se iço público .50
V.3 O que dizem os ges o es da saúde sob e a Educação a Dis ância na o mação
dos se ido es públicos ............................................................................................ 52
V.4 O que pensam os ges o es da saúde sob e a iabilidade de mudança no
modelo de ensino-ap endizagem p a icados na Sesau a pa i do e-Lea ning ......... 56
Conclusões .......................................................................................................................... 61
Bibliog a ia ......................................................................................................................... 63
Lis a de G á icos ..................................................................................................................... i
Lis a de Tabelas ..................................................................................................................... ii
Apêndices ............................................................................................................................. iii
Apêndice A: Análise do inqué i o de in es igação ................................................ i
Apêndice B: Te mo de Consen imen o Li e Escla ecido – TCLE ....................... i
Apêndice C: Inqué i o de in es igação online ....................................................... ii
Apêndice D: Pe cu so Me odológico ..................................................................... xi
Anexos
Anexo 1 - Decla ação de Au o ização da In es igação ........................................ xiii
Anexo 2 - O ganog ama da Sesau ....................................................................... xi
Anexo 3 - Lei Delegada ........................................................................................ x
1
In odução
1.1 Con ex ualização do Es udo
Em se a ando do desen ol imen o do Sis ema Público de Saúde no escopo da
educação, a Cons i uição Fede al de 1988 em seu a igo 200, incisos III e V, diz que é de
compe ência da ges ão do Sis ema Único de Saúde (SUS) o o denamen o da o mação de
ecu sos humanos da á ea da saúde, bem como o desen ol imen o cien í ico e ecnológico
(B asil, 1988). E, con o me a Lei o gânica da Saúde, de nº 8.080/90 em seu a . 27, a i ma
que a polí ica pa a os abalhado es da á ea de saúde de e a ende o obje i o de o ganiza um
sis ema de o mação em odos os ní eis de ensino, inclusi e de pós-g aduação, além de
p og amas de pe manen e ape eiçoamen o de pessoal. Iden i ica-se nes a opo unidade, o
espaço ideal pa a se a icula ques ões pe inen es aos p ocessos educa i os dos abalhado es,
com is as à melho ia da qualidade do a endimen o à população, bem como de p o oca
mudanças signi ica i as no que diz espei o à o mação e o desen ol imen o dos p o issionais
da saúde (Ca alhei o & Guima ães, 2011).
Na Lei mencionada acima em seu a .15, inciso IX, compe e ao ges o do SUS den e
suas a ibuições, pa icipa da o mulação e execução da polí ica de o mação e
desen ol imen o de ecu sos humanos pa a a saúde, bem como, a icula es a égias que
possam acili a o acesso do abalhado ao p ocesso educa i o com is as à melho ia da
assis ência ao usuá io do sis ema em oco. O ges o ainda de e busca pa ce ias écnicas e
inancei as com o obje i o de cap a ecu sos que ga an am o uncionamen o de cen os
o mado es e ambém pa a implemen ação de ações educacionais pa a os abalhado es dos
se iços públicos da saúde, des acando que as ques ões elacionadas à Educação na Saúde
cons i uem pa e inalís ica do SUS (B asil, 2005a).
Pa a o Minis é io da Saúde (MS), o e mo ge ência é comp eendido como adminis ação
de unidade ou ó gão de saúde, seja ambula ó io, hospi al ou undação, enquan o que, ges ão é
concei uada como uma a i idade de comando do sis ema de saúde nas ês es e as: Municipal,
Es adual ou Fede al, espondendo po unções de coo denação, negociação, planejamen o,
con ole e audi o ia, aduzida como um conjun o a iculado de sabe es e p á icas de ges ão
necessá ias pa a a implemen ação de polí icas na á ea da saúde (B asil, 2003, p. 39).
Exis em g andes ans o mações nas p á icas de saúde p o ocada pelo SUS, mas ainda
não são su icien es, sendo necessá ias mudanças na quali icação e desen ol imen o dos
p o issionais inse idos nos se iços de saúde, a pa i de es a égias de ensino ap endizagem
de saúde (B asil, 2005b).

2
Nes e sen ido a ope acionalização da Poli ica Nacional de Educação Pe manen e em
Saúde (PNEPS) é ulc al, mas pa a que isso se o ne ealidade se az necessá io que ges o es
es aduais e municipais, ins i uições de ensino publica e p i ada, de ní el supe io e écnico,
hospi ais de ensino, es udan es e abalhado es da saúde, conselhos municipais e es adual,
além dos mo imen os elacionados às poli icas públicas de saúde a uem de o ma in e -
elacionada, e le indo sob e os p ocessos de quali icação dos se iços a pa i das
necessidades da comunidade, o iginada da p oblema ização do binômio o e a-demanda
(B asil, 2009).
A Po a ia nº. 1.996, de 20 de agos o de 2007, documen o base pa a Educação
Pe manen e em Saúde (EPS) de ine essa modalidade educacional como:
[..] ap endizagem no abalho, onde o ap ende e o ensina se inco po am ao co idiano das
o ganizações e ao abalho. A educação pe manen e se baseia na ap endizagem signi ica i a e na
possibilidade de ans o ma as p á icas p o issionais. A educação pe manen e pode se en endida
como ap endizagem- abalho, ou seja, ela acon ece no co idiano das pessoas e das o ganizações. Ela é
ei a a pa i dos p oblemas en en ados na ealidade e le a em conside ação os conhecimen os e as
expe iências que as pessoas já êm. P opõe que os p ocessos de educação dos abalhado es da saúde
se açam a pa i da p oblema ização do p ocesso de abalho, e conside a que as necessidades de
o mação e desen ol imen o dos abalhado es sejam pau adas pelas necessidades de saúde das
pessoas e populações. Os p ocessos de educação pe manen e em saúde êm como obje i os a
ans o mação das p á icas p o issionais e da p óp ia o ganização do abalho (B asil, 2009, p.20).
Dian e dessa concepção, a p á ica da Educação a Dis ância (EaD), modalidade e-
Lea ning, se ap esen a como opo unidade de in e a i idade po meio dos ecu sos
ecnológicos, pe mi indo a p oblema ização dos p ocessos de abalho undamen ada no
concei o de EPS p econizado pelo MS, que se aduz em educação no e pa a o abalho
(B asil, 2009). Cons i uindo-se ambém, como es a égia pa a a ende a c escen e demanda de
capaci ações e a ualizações no âmbi o coo po a i o-ins i ucional, con ibuindo pa a edução
de cus os elacionados aos ecu sos educacionais e apoia a qualidade das es u u as
educacionais já exis en es, bem como p opo ciona equilíb io en e educação, abalho e ida
amilia (Moo e & Kea sley, 2008).
O e-Lea ning amplia as pe spec i as de ap endizagem pa a um g ande núme o de
pessoas, ao empo em que compõe uma causa e um esul ado de mudanças signi ica i as em
nossa comp eensão do p óp io signi icado da educação, bem como de mudanças mais ób ias
na comp eensão de como ela de e ia se o ganizada, implicando em impo an es mudanças
na cul u a das o ganizações. Se adequa a ap endizagem de adul os que necessi am de
einamen o especializado isando à melho ia do desempenho p o issional e o
desen ol imen o de ap idões sem que haja necessidade de a as amen o do abalho (Moo e &
Kea sley, 2008, p. 20). Assim, é ambém é concebida como uma e amen a es a égica que
3
acili a a ap endizagem do p o issional na p óp ia o ganização con e indo a an agem do
a as amen o mínimo das suas a i idades labo ais, con ibuindo pa a a po encialização da
educação em saúde no B asil.
Vale isa que o e-Lea ning a a-se de uma das modalidades da EaD. Con udo, no
B asil esse e mo é comumen e e e enciado pa a e e i em-se as ações educa i as
iabilizadas a a és das Tecnologias da In o mação e Comunicação (TICs), sendo u ilizada
pa a aba ca essa modalidade de ensino-ap endizagem. Logo, pa a ins de alinhamen o
concei ual com os apo es cien í icos nacionais, pa a esse abalho, os e mos e-Lea ning e
EaD se ão u ilizados como sinônimos na sua u ilização.
Dessa o ma, ac edi a-se que os p oje os educa i os desen ol idos no âmbi o da
Sesau, a pa i des e es udo, pode ão le a em con a o modelo pedagógico adequado ao e-
Lea ning, não apenas como uma manei a de da cele idade a quali icação do abalhado ou
eduzi cus os, mas ambém como um ins umen o po en e pa a mudança de p á ica em saúde,
inco po ando planejamen o e o ganização consis en e, com is as ao o alecimen o dos
se iços p es ados a população Alagoana (Sil a, 2010).
1.2 Jus i ica i a e Rele ância da pesquisa
Essa pesquisa es á inse ida no p og ama do Mes ado Ges ão de Sis ema e-Lea ning da
Uni e sidade No a Lisboa e ap esen a como ema e-Lea ning na saúde: o olha da ges ão.
Abso eu a emá ica da Educação a Dis ância (EaD) como e amen a pa a p omo e
mudanças na ges ão da educação da Sec e a ia de Es ado da Saúde de Alagoas (Sesau) e
con ibui com a ino ação no p ocesso de ensino ap endizagem a pa i da u ilização das
Tecnologias de In o mação e Comunicação (TICs), bem como, da ap endizagem signi ica i a,
com ên ase na Polí ica Nacional de Educação Pe manen e em Saúde (PNEPS).
Assim, julga-se se de ele an e impo ância, pois ameniza en a es elacionados an o
aos abalhado es quan o aos ges o es des e ó gão. No que condiz aos abalhado es, esses
encon am di iculdades pa a a as a -se dos seus ambien es labo ais pa a pa icipa de cu sos
p esenciais, pela escassez de mão de ob a em odos os se o es na á ea da saúde, di icul ando
assim, a a ualização das p á icas e a p og essão uncional, uma ez que es a se encon a
a elada ao p ocesso educacional. Já os ges o es, ama gam as des an agens de adminis a
uma o ça de abalho desa ualizada e deses imulada pela não alo ização uncional.
O caminho e es ímulo pa a edi icação dessa disse ação começa no ing esso da
pesquisado a no se iço público, em 2003, que p opo cionou descobe as e paixão pela saúde
4
cole i a. O econhecimen o do abalho desen ol ido e compe ências adqui idas com o passa
dos anos endeu à au o a a unção de Ges o a de Desen ol imen o e Educação em Saúde, em
2009, o nando-a líde de p ocessos indu o es no âmbi o da quali icação dos abalhado es
inculados a Sesau, a o que e o ça sua esponsabilidade pela busca cons an e do
o alecimen o da á ea educacional. Ademais, a expe iência como u o a de p ocessos
educacionais a dis ância em cu sos iabilizados pelo Minis é io da Saúde (MS), co obo ou
pa a o ap eço po p oje os educacionais mediado po TICs, susci ando-lhe in e esse em
in es iga sob e a con ibuição do e-Lea ning pa a a o mação e quali icação dos se ido es
públicos da saúde.
Pa a elabo ação desse es udo, oi analisado como e-Lea ning pode con ibui pa a a
o mação e quali icação dos p o issionais da Sec e a ia de Es ado da Saúde – Sesau,
conside ando essa modalidade como ino ado a e impulsionado a pa a o p ocesso de EPS,
pois con e e ao p o issional da saúde a opo unidade de ap endizagem, man endo-o a ualizado
e p omo endo melho ia das p á icas em saúde, quali icando a assis ência ao usuá io. Sua
ele ância pau a-se na busca de iden i icação de elemen os que possam subsidia a omada de
decisão do ges o da saúde almejando a possibilidade de inse ção do e-Lea ning no modelo
educa i o da Sesau, bem como, comp o a a e iciência des a e amen a no p ocesso de
o mação em se iço em saúde.
Qualque possibilidade de al e ação de modalidade educa i a já consolidada em uma
o ganização eque mudança de cul u a pa a ges o e abalhado , bem como, de inição de
es a égias pa a sua e e i ação. Sob a ó ica do ges o , enquan o au o idade sani á ia no campo
saúde, ele é o o denado da o mação no SUS, logo, é impo an e que seja e idenciada as
an agens e/ou des an agens da educação online.
No cená io de o mação do p o issional de saúde, o SUS em assumido papel a i o nas
o mas e es a égias do cuida e acompanha a saúde indi idual e cole i a, p o ocando
impo an es discussões nos modos de ensina e ap ende , es imulando mo imen os ol ados
pa a as mudanças e despe ando o pensamen o c í ico no sen ido de ap oxima as
necessidades de quali icação dos se iços do SUS às ino ações ecnológicas (B asil, 2005b).
Seguindo es a lógica, su gem ou as ques ões ol adas à condição das elações en e
educação dos p o issionais e abalho no SUS. O con ex o a ual e idencia cada ez mais o sub
inanciamen o do SUS, a p eca ização das elações de abalho, impac ando no p ocesso de
EPS, haja is a que a o e a de cu sos p esenciais ainda é p edominan e comp ome endo a
pa icipação do abalhado , que po mui as ezes não é libe ado de suas a i idades labo ais
5
pa a es e im. Assim, con ém lemb a que é de compe ência do SUS e das ins i uições
o mado as cole a , sis ema iza , analisa e in e p e a pe manen emen e in o mações
adequando-as a ealidade, p oblema iza o abalho e as o ganizações de saúde e de ensino, e
cons ui signi icados e p á icas com o ien ação social, com pa icipação a i a dos ges o es
se o iais, o ganizações de saúde e de ensino, es udan es e usuá ios (Ceccin &Feue we ke
2004).
Median e o expos o, pe gun a-se: De que manei a o e-Lea ning pode con ibui pa a a
o mação e quali icação dos p o issionais de saúde da Sec e a ia de Es ado da Saúde - Sesau?
1.3 Obje i os
1.3.1 Obje i o Ge al
 A alia as con ibuições do e-Lea ning pa a a o mação e quali icação dos
p o issionais de saúde da Sec e a ia de Es ado da Saúde - Sesau.
1.3.2 Obje i os especí icos
 Le an a in o mações sob e as con ibuições do e-lea ning na saúde pública no B asil;
 Iden i ica a pe spec i a do ges o em saúde sob e an agens e possibilidades do e-
lea ning na SESAU;
 Analisa a possibilidade de mudança no modelo de ensino-ap endizagem p a icados na
Sesau a pa i do e-lea ning.
 P opo p og ama de quali icação pa a abalhado es da saúde em Ambien e Vi ual de
Ap endizagem (AVA).
1.4 Es u u a da Disse ação
Es a disse ação es á di idida em In odução e mais cinco capí ulos. Na in odução
buscou-se con ex ualiza o es udo, iden i ica a jus i ica i a e ele ância do es udo, os
obje i os ge al e especí icos e a es u u ação da disse ação.
O Capí ulo I disco e sob e a e olução do Ensino a Dis ância (EaD), ap esen ando nes e
escopo as an agens e desa ios pa a consolidação do e-Lea ning. Em seguida, no Capí ulo II,
é expos o o desen ol imen o do Sis ema Público de Saúde do país, no âmbi o da educação em
saúde, chamando a a enção pa a o papel do ges o nes e con ex o e a impo ância do e-
12
ap endizagem in e a i a e e lexi a (Vianna, A aíde & Fe ei a, 2015, p. 5). Des aca-se ainda,
que essa modalidade de educação acili a a di usão da in o mação e do conhecimen o pa a
alunos e abalhado es-alunos e se con igu a como uma o ma de democ a ização de acesso às
ações educa i as.
No B asil, embo a o e mo e-Lea ning seja pouco conhecido, há au o es que o u iliza.
Con udo, é en endido como modalidade de ensino a dis ancia, mediado po ecu sos
ecnológicos da in o mação e comunicação (TIC) a se iço da educação. Dessa o ma, essa
junção en e mídia ele ônica e educação, o na os e mos e-lea ning e educação a dis ancia,
sinônimos no ocan e a sua u ilização. Rocha, Rezende & A a a (2003, p. 26), simpli icam e
concei uam o e-Lea ning como o ap endizado ia in e ne ou e-Lea ning como sabe ia
In e ne , mui o conhecido como ap endizado ele ônico ou Educação à Dis ância.
Pa a Fe nandes, T indade, Rêgo, Mi anda, Lucena, & Gomes, (2012, p. 128-129) o e-
Lea ning no B asil pa ece se um caminho sem ol a. E uma das o mas que e o ça essa
modalidade de ensino oi co obo ada pela u ilização dos disposi i os mó eis, a qual é
econhecida como ap endizagem mó el ou, em inglês, mobile lea ning (m-Lea ning), azendo
com que alunos e p o esso es con i am as an agens o e ecidas po es es e e idos
disposi i os, a pa i da lexibilidade pe mi ida quan o ao acesso de qualque luga ou ho á io
desejado (Yau & Joy, 2010 ci ado po Fe nandes, T indade, Rêgo, Mi anda, Lucena, &
Gomes, 2012, p.129). Nes e caminha , os cu sos p esenciais se o na ão cada ez mais
semip esenciais ou blended lea ning e a dis ancia, e os p o esso es buscam combina o
melho do p esencial com as an agens o e adas pelo i ual u ilizados nas uni e sidades
públicas e p i adas (Mo am, 2005, p. 12; Vilaça, 2010, p. 99).
Apesa do c escimen o do e-Lea ning, in es igado es do ema, des acam a necessidade
de es u u ação das compe ências e unções dos a o es en ol idos no p ocesso educacional,
sendo exigidos ajus es nos con eúdos pa a a o mação a pa i de no os mé odos pedagógicos
en ol endo compe ências especi icas e de ou os p o issionais que an es não exis iam no
p ocesso educa i o. E essas compe ências ab angem o uso das Tecnologias de In o mação e
Comunicação – TICs, (in e ne , in ane , ambien es de ap endizagem, mídias e hipe mídias
in e a i a, e amen as assínc onas e sínc onas, desenho g á ico, paginas de web en e ou os),
as de desenho, que se e e e aos p incípios didá icos e pedagógicos, bem como, seleção de
me odologias adequada ao cu so, os u o iais, que a am do supo e écnico ao aluno,
impulsionando a pa icipação no cu so, e ainda, as de ges ão, que são as habilidades pa a
coo denação de equipes de abalho (Kemczinski, 2005).

13
Sanchez (2003) ci ado po Mo an (2005, p. 2) a i ma que o e-Lea ning c esceu 33%
em 2002 no B asil, e que essa ascensão se de e ao aspec o compe i i o no ocan e a
necessidade de se eduzi cus os com p ocessos de quali icação dos abalhado es, bem como,
em man ê-los a ualizados. Inicialmen e isa a mais o aspec o econômico, pos e io men e
e oluiu pa a as ques ões pedagógicas, ocando no aluno, no p ocesso de ap endizagem e nos
ecu sos colabo a i os acili ado es da cons ução do conhecimen o. As uni e sidades o am
mais esis en es que as co po ações pa a ado a os cu sos a dis ância, ocando nas disciplinas
mais p oblemá icas, e oluindo pos e io men e pa a as g aduações e pós-g aduações. Ado ou
um pe il mais conse ado quan o a ce i icação desses cu sos.
No B asil, de aco do com o Censo EaD.BR. (2015, p. 44), os cu sos de mes ados
possuem baixo núme o de ma iculas, e no caso do dou o ado, não egis ou nenhum aluno
ma iculado. Es e esul ado se epe e an o na modalidade o almen e a dis ancia (e-Lea ning)
quan o semip esencial (b-Lea ning).
Apesa do a anço, o e-Lea ning ap esen a alguns desa ios como as a iá eis
in e enien es no p ocesso de es udo (ambien e amilia , abalho e c.) de ido à lexibilização
de local de es udo e a e asão do cu so, cujo ema é eco en e no B asil, seja no ensino
p esencial, quan o na modalidade a dis ancia. Assim, conside ando apenas os a o es
elacionados di e amen e a modalidade de educação a dis ancia, os p incipais mo i os da
e asão pe passam pela: al a de ecu sos de apoio, obje i os do cu so pouco cla os po que
não e am compa í eis com expec a i as do es udan e e ausência de in e ação en e colegas
(Abbad, Ze bini & Souza, 2010, p. 294).
Essa ques ão da e asão de alunos nos es udos online me ece uma a enção especial,
haja is a que 40% das ins i uições de ensino, ap esen am núme os signi ica i os nes a
emá ica, gi ando em o no de 26% a 50%. Já nos cu sos semip esenciais (b-lea ning), esses
pe cen uais se ap esen am um pouco meno . Des aca-se a educação co po a i a com a meno
axa de e asão (Censo EaD.BR., 2015, p.46).
Pa a Gomes (2005a, p. 71), ou os desa ios ambém se ap esen am no
desen ol imen o de um p og ama nes e modelo de ensino:
Implica e consciência de um conjun o de desa ios a que se o na necessá io esponde de o ma cla a
e e icaz. Pa a e ei os de exposição e análise, esses desa ios podem se sis ema izados em o no de
qua o e en es às quais a ibuímos as seguin es designações: A – In aes u u as e apoio écnico; B –
Ges ão adminis a i a; C – Compe ências e econhecimen o p o issional e D – Recu sos pedagógicos e
e-con eúdos. Impo a e semp e p esen e que qualque sis ema ização des e ipo ap esen a semp e
alguma a bi a iedade exis indo aspec os que e en ualmen e pode iam se conside ados e incluídos em
mais do que uma ca ego ia.
14
Con udo no B asil, o e-Lea ning em um saldo a o á el no que ange a seu
c escimen o jun o as uni e sidades, na educação co po a i a e ao nume o de ins i uições
au o izadas a o e a cu sos a dis ância no âmbi o público e p i ado (Abbad, Ze bini & Souza,
2010, p. 296).
Di o is o, obse amos po meio da li e a u a e isada, que o e-lea ning na expe iência
educacional b asilei a ainda em um longo caminho a pe co e , o e ecendo an agens e
desa ios no ho izon e da expansão e consolidação da educação a dis ância no B asil enquan o
uma no a cul u a de ap endizagem.
15
Capi ulo II - O Sis ema Único de Saúde (SUS)
No século XX o B asil possuía um modelo sani á io que o deixa a a me cê de á ias
epidemias expondo as pessoas a di e sas doenças e p o ocando g a es p oblemas pa a a
população desde a saúde cole i a a é o comé cio ex e io , uma ez que os na ios não que iam
a aca em po os b asilei os. Mas um a i o mo imen o sani á io su giu lide ado po médicos
higienis as que log a am êxi o em sua lu a com a c iação de um Depa amen o Nacional de
Saúde Pública (DNSP) em 1920 (B asil, 2011a). Mesmo assim, a assis ência médica
p e idenciá ia não inha mui a impo ância a é o ano de 1950, mas da a sinais de a anço no
sen indo de comp eende a necessidade de mudanças nas poli icas de saúde. Em 1953, oi
c iado Minis é io da Saúde (MS), u o do esul ado do c escimen o das es a ais e do
su gimen o de esponsá eis pela saúde pública (Cas o, Villa e Libe alino, 2012).
Ainda incon o mados com a si uação p ecá ia da saúde em 1975, o mo imen o social
se ea iculou com sindica os ep esen an es de á ias ca ego ias p o issionais, num p ocesso
de ein indicações e de discussões em cong essos e seminá ios sob e a si uação de saúde do
po o na busca po di ei os ci is e sociais em meio ao um egime poli ico mili a , di a o ial.
Em 1985 esses mo imen os ganha am o ça com a queda do egime mili a e com a ealização
da 8ª Con e ência Nacional de Saúde lide ada po Se gio A ouca no ano seguin e (B asil,
2011a; C uz, 2011).
A e e ida con e ência oi um ma co na cons ução da “democ a ização da saúde em
oda sua his ó ia”, cujo ema: Saúde, Di ei o de Todos, De e do Es ado. Discu iu ques ões
ela i as não apenas as e o mas inancei as e adminis a i as, mas ambém ampliou o
concei o de saúde inco po ando no as dimensões. Saúde, como esul an e das condições de
alimen ação, habi ação, enda, meio ambien e, abalho, anspo e, emp ego, laze ,
libe dade, acesso e posse da e a e acesso a se iços de saúde. E como esul ado, oi
ap o ado um sis ema de saúde público, ocado na saúde cole i a e no o alecimen o dos
di ei os a cidadania (B asil, 2003, p. 24).
De aco do com Alagoas (2015, p. 6), o SUS é o mado po um conjun o de ações e
se iços de saúde sob ges ão pública. T az em sua concepção, a ques ão da sociedade
solidá ia e democ á ica, iguali á ia e equânime, onde o acesso independe de equisi os p é ios
como pagamen os ou condição social. É ga an ido pelo es ado e undamen ado nos p incípios
da uni e salidade, in eg alidade, equidade. A ua em odo e i ó io nacional, com di eção
única em cada es e a de go e no (municipal, es adual e ede al) e es á o ganizado em ede
16
egionalizada e hie a quizada. Inse ido nas poli icas públicas de segu idade social: saúde,
p e idência e assis ência social.
O SUS, c iado pela Cons i uição Fede al (CF) de 1988, ins i uído pela Lei 8.080/90
que a a das condições pa a a p omoção, p o eção e ecupe ação da saúde, a o ganização e o
uncionamen o dos se iços co esponden es, o ien ando odo e i ó io nacional quan o as
ações e se iços de saúde, seja de ca á e e en ual ou pe manen e, seja po pessoas ju ídicas
de di ei o público ou p i ado. Pe mi e a pa icipação da inicia i a p i ada de o ma
complemen a , desde que obedeçam a odos seus p incípios dou iná ios e o ganiza i os:
Uni e salidade, in eg alidade e equidade. Assim, a e e ida lei egula desde a o ganização,
di eção e ges ão do SUS, passando pela de inição de compe ência das ês es e as de go e no,
uncionamen o, pa icipação complemen a de se iço p i ados, poli ica de ecu sos humanos,
ecu sos inancei os, planejamen o e o çamen o.
Esse sis ema de saúde oi complemen ado pela Lei 8.142/90. T a a da pa icipação da
comunidade na ges ão do SUS, bem como das ans e ências de ecu sos inancei os en e as
ins âncias in e go e namen ais na á ea da saúde. Em cada es e a de go e no, o SUS con a
com ins âncias colegiadas: as Con e ência de Saúde, de ca á e empo á io que se eúnem de 4
em 4 anos pa a a alia a si uação de saúde e discu i as polí icas de saúde, podendo se
con ocadas pelo Pode Execu i o ou po es e conselho ex ao dina iamen e, e os Conselhos
de Saúde (CES), de ca á e pe manen e e delibe a i o, compos o po ep esen an es do
go e no (ges o es), p es ado es de se iço, abalhado es de saúde e usuá ios.
Nes a Lei, es á p e is a a pa icipação da inicia i a p i ada de o ma complemen a ,
sendo disciplinada po egulamen os e p incípios ge ais da a enção a saúde. Compõe uma ede
de se iços p i ados e in eg ados a ges ão do SUS com p es ação de se iços no ocan e ao
a endimen o hospi ala e unidades de diagnós icos e e apias cus ados com ecu sos
inancei os públicos (No onha, Lima & Machado, 2008, ci ado po C uz, 2011, p. 42).
Embo a haja essa elação de pa ce ia ins i uída, o a endimen o p es ado pelos se iços
complemen a es pa a os usuá ios do SUS di e gem daqueles ado ados pa a os clien es
pa icula es e de con ênios, a o que demons a dis inção de a amen o e consequen emen e
e e os p incípios e di e izes do SUS.
Essas duas leis o gânicas da saúde: Lei 8.080/90 e Lei 8.142/90 o am imp escindí eis
pa a ope acionalização do sis ema de saúde, conside ando que a p imei a o ien ou quan o os
obje i os e a ibuições do SUS enquan o a segunda de iniu as eg as ge ais pa a a
pa icipação popula e do seu uncionamen o (C uz, 2011, p. 41).
17
O SUS oi egulamen ado pelo Dec e o 7.508 de 28 de junho de 2011, duas décadas
após sua implan ação. Pa a Machado (2012, p. 104); B asil (2011c, p. 1206), o Dec e o 7.508
de 28/06/2011, su giu com o obje i o de da anspa ência à ges ão do SUS a pa i do
COAP (Con a o O ganiza i o da Ação Pública da Saúde) no qual o am es abelecidas as
esponsabilidades e a ibuições de cada en e da ede ação no ocan e a ações e se iços de
saúde, in es imen os nos se iços, c i é ios de a aliação e es a égias de moni o amen o com
is as a ga an ia ju ídica das elações en e as ês ins âncias de go e no. Sua g ande
impo ância eside no a o de e e i a a saúde enquan o di ei o undamen al do cidadão.
Esse dec e o de iniu as egiões de saúde e os equisi os mínimos que es as de em
possui pa a que os se iços possam chega e cump i o obje i o de inido
cons i ucionalmen e: ações mínimas de a enção básica, psicossocial, ambula o ial
especializada e hospi ala , u gência e eme gência e, ações de igilância em saúde. O ien a
ainda, as edes de a enção a saúde e e enciando União, Es ados e Municípios a pa i da
dema cação e i o ial e das suas esponsabilidades e compe ências. Es abelece a a enção
p imá ia como po a de en ada ao sis ema, as u gências e eme gências, a a enção psicossocial
e os se iços especiais, como acesso abe o ao usuá io (Ta a es, Lima, Pe ei a, San os, &
Nicola o, 2013, pp. 11-12); MS (2011c, p. 1206).
E ainda, es abeleceu a Relação Nacional de Ações e Se iços de Saúde o e ados ao
usuá io (Renases) e a Relação Nacional de Medicamen os Essenciais (Renames), subsidiando
pa a as pac uações in e ede a i a nas comissões in e ges o es e pad onizando os
medicamen os indicados pela a enção básica e p og amas es a égicos do SUS (Ta a es,
Lima, Pe ei a, San os & Nicola o (2013, p.17). Median e exposições, esse dec e o cons i ui
e amen a es a égica de ape eiçoamen o da ges ão pública da saúde, undamen ado na
a aliação de desempenho do ges o e embasado nos esul ados e le idos pelo acesso aos
se iços e pela coges ão, ou indo as necessidades da comunidade.
Pa a que haja epasse de ecu sos inancei os pa a qualque uma das ins ancias de
go e no: munícipios, es ados e Dis i o ede al, se az necessá io à exis ência de undo de
saúde, Conselho de saúde, plano de saúde, ela ó io de ges ão, con apa ida de ecu sos pa a
a saúde (B asil, 2011b).
Pa a que o SUS se man enha em uncionamen o, os ecu sos inancei os de em
a ende aos equisi os de inidos pela Emenda Cons i ucional n.º 29/2000 da CF/1988 em seu
a igo 195, que es abelece a c iação de um undo especial, de na u eza con ábil e inancei a

18
pa a adminis a ais ecu sos. É de esponsabilidade dos Conselhos de saúde supe isiona
sua aplicação con o me Lei 8080/90 em seu a igo 33 (B asil, 2011b, p. 104).
O undo Es adual de Saúde é legi imado pela CF/1988, a igo 167, inciso IX, e
obje i a subsidia as ações de saúde básica de media e al a complexidade, conside ando a
in eg alidade e uni e salidade, as igilâncias em saúde (sani á ia, epidemiológica, ambien al,
saneamen o básico além de iscalização ao meio ambien e e ao ambien e de abalho). A
esponsabilidade po es e undo é do ges o de saúde, ep esen ado na União pelo Minis o da
Saúde e nas ou as ins âncias pelos Sec e á ios de Saúde Es adual e Municipais, subo dinado
a p es ação de con as jun o aos Conselhos de Saúde, Assembleias Legisla i as e T ibunais de
Con as Es aduais.
O SUS é man ido com e bas ad indas das ans e ências do o çamen o da segu idade
social, dos endimen os e ju os de aplicações inancei a, dos con ênios celeb ados com
ins i uições inanciado as, a ecadação de axas de iscalização sani á ia, mul as e ju os po
in ações do código sani á io es adual e de ou as on es de ans e ência que o Es ado enha
o di ei o de ecebe , além de doações ealizadas di e amen e ao undo de saúde (B asil, 2011b,
p. 109). Nes a pe spec i a, o SUS é inanciado pela União, Es ados e municípios (B asil,
2003).
Vale essal a que o inanciamen o da saúde é uma das g andes p eocupações dos
ges o es públicos, oda ia, ga an i a uni e salidade e in eg alidade num cená io de ecessão
o çamen a ia e inancei a, de inindo a alocação dos ecu sos pa a ações de o ma equânime
em um país de eno mes desigualdades sociais, cons i ui o desa io a ual Sabe-se que o sub-
inanciamen o do SUS impede o cump imen o dos p incípios cons i ucionais omen ados po
esse sis ema de saúde, a ingindo di e amen e a uni e salidade de acesso e a in eg alidade da
a enção a saúde (B asil, 2011c, p. 9).
Apesa de se jo em, o SUS em apenas duas décadas, consolidou-se como a maio
poli ica de es ado do país, po ap esen a ações inclusi as e de jus iça social, ca ac e izando-
se como, uma das maio es conquis as do po o b asilei o (B asil, 2011c, p.7). Cas o, Vila e
Libe alino (2012, p. 17), a i mam que o SUS de e se en endido como sis ema ainda em
cons ução, bem como espaço pa a edi icação da cidadania. O e ando a odos os b asilei os,
ações e se iços sani á ios e a endendo a p o ocolos clínicos e e apêu icos de aco do com a
eal necessidade da população, con ando com en ol imen o dos ges o es nas comissões
in e ges o as e dos conselhos de saúde.
Pa a Machado, Oli ei a & Moyses (2011, p. 103), o SUS:
19
é um dos maio es sis emas públicos de saúde do mundo, sendo o único a ga an i assis ência in eg al e
complemen a g a ui a pa a a o alidade da população. Ab angem os 5.564 municípios b asilei os,
dis ibuídos pelos 27 es ados das egiões geog á icas. O se o saúde é um amo impo an e na
economia b asilei a – ep esen a 4,3% da população ocupada no país, ge ando mais de 10% da massa
sala ial do se o o mal, em o no de 3,9 milhões de pos os de abalho (2,6 milhões de ínculos
o mais, 690 mil sem ca ei a assinada e 611 p o issionais au ônomos).
Embo a o SUS seja econhecido mundialmen e e enha alcançado g andes a anços, ele
en en a ambém g andes obs áculos no ocan e a é ica, economia e polí ica com is as a
alcança o a endimen o de qualidade ao usuá io (Machado, Oli ei a & Moyses, 2011). Seus
desa ios pe passam pelo p eca ização dos ínculos emp ega ícios dos p o issionais que
o mam sua o ça de abalho. Consequência de poli icas neolibe ais, da globalização e das
mudanças ecnológicas (Ma oso & Pochamann, 1998, ci ado po Machado, Oli ei a &
Moyses, 2011).
Mesmo assim, segue com di e sos a anços no campo da saúde pública, ap esen ando
esul ados posi i os no ocan e a edução a mo alidade in an il, a desnu ição alimen a , e
ampliação da cobe u a acinal. Além de dispo de se iço mó el de a endimen o de u gência
(SAMU), acili ando o a endimen o p é-hospi ala , e de cons i ui o p incipal o necedo de
emédios gené icos. Fa os que colocam o B asil como uma e e ência no campo do se o da
saúde pública, e o çando seu po encial no que ange a c iação de emp ego e ge ação de
iqueza pa a a nação (B asil, 2011a, p. 29).
II.1 Papel do ges o da saúde pública no B asil
Toma decisões é uma cons an e na ida das pessoas e cons i ui um a o de pode . Na
ges ão publica esse a o de pode é e o çado conside ando a dimensão que alcança, haja is a
que são de inidos caminhos que conduzem o des ino de uma o ganização e de cidadãos, e
essas decisões são ca egadas de con li os de in e esses, exigindo compe ência in e pessoal,
habilidade de negociação, lide ança e ges ão compa ilhada, pois o pode es á di e amen e
elacionado com a omada de decisão (Alagoas, 2015).
A ges ão mode na começou com a Re olução Indus ial, época em que os
p o issionais ao busca em soluções pa a p oblemas mais complexos u iliza am di e sas
o mas de adminis a . Da a-se inicio a ciência da Adminis ação. Os papéis en e che es e
abalhado es e am mais acilmen e mapeados, os p imei os e am os se es pensan es e os
demais, os execu o es b açais (Ta e na, 2013).
Pa a o au o acima, o e mo ges ão e a usado pa a designa ações de ge enciamen o e
adminis ação de emp esa ou o ganização, cuja inalidade e a o c escimen o de inido pela
emp esa, apoiado no es o ço humano com is as ao a ingimen o da me a es abelecida, po
20
in e médio do planejamen o e análise da si uação, minimizando a possibilidade de e os.
Assim, ica a cla o que o ges o inha a unção de ixa me as e alcançá-las. Na década de
1980, os a anços ecnológicos apon a am pa a a necessidade de mudança no desen ol imen o
da a uação do ges o , passando es e a inco po a a dimensão es a égica da adminis ação.
No B asil, o plano di e o da e o ma do apa elho do es ado p opôs a
p o issionalização dos ges o es do Es ado, en a izando o conhecimen o nas compe ências
écnico-poli ica bem como a sensibilidade na isão pa a a ende no os pad ões de
desen ol imen o econômico e social. Tal plano e a uma es a égia pa a implan a um no o
modelo de adminis ação pública, chamado de adminis ação ge encial, ans o mando assim,
o pe il do ges o público. Esse p o issional ganhou au onomia na adminis ação pública, ao
empo em assumiu a esponsabilidade sob e suas ações e o con ole sob e os gas os,
esul ados e con ole social, implicando-se no p ocesso (Souza, 2002).
De aco do com Paula (2005, p.22), na busca do aumen o pela e iciência do Es ado,
no eado pelas p opos as neolibe ais e pelo mo imen o ge encialis a, o campo publico
inco po ou dimensões das o ganizações p i adas e a e o ma do Es ado icou conhecida como
No a Adminis ação Pública. Esses a os o am mo i ados pela c ise que inha sendo
desenhada no país. Esse no o modelo ca ac e iza a-se pela ans o mação das ideias, alo es
e p á icas ado adas pelo segmen o p i ado, in luenciado pelo mo imen o ge encialis a e
cul u a do managemen es adunidense, como o ma a ein en a o go e no, azendo o
emp eendedo ismo.
Visando um maio escla ecimen o quan o ao uso do e mo ges ão na saúde e sua
unção no SUS, o Conselho Nacional dos Sec e á ios de Saúde, aduz o seguin e:
Ge ência como a adminis ação de uma unidade ou ó gão de saúde (ambula ó io, hospi al, ins i u o,
undação, e c.) que se ca ac e izam como p es ado es de se iços do SUS. Ges ão como a a i idade e
esponsabilidade de comanda um sis ema de saúde (municipal, es adual ou nacional) exe cendo as
unções de coo denação, a iculação, negociação, planejamen o, acompanhamen o, con ole, a aliação
e audi o ia (B asil, 2011a, p. 33).
A Poli ica Nacional de Humanização (PNH) ap o unda o concei o de ges ão em saúde,
des acando a capacidade de lida com con li os, de o e a mé odos (modo de aze ),
di e izes, quad os de e e ência pa a análise e ação das equipes nas o ganizações de saúde
(B asil, 2010, p. 13). Também en a iza, como um campo de a iculação, in e ação e
coo denação, haja is a a exis ência de múl iplos in e esses po aqueles que nela se en ol e.
21
Pa a Machado, Lima & Bap is a (2011, p. 49), o B asil po se uma ede ação
3
os
ges o es da saúde ambém assumem o papel de au o idade sani á ia espei ando essas es e as
de go e no. Esse modelo isa a ende as di e sidades de cada egião do país no ocan e as
desigualdades econômicas e sociais, bem como as ca ac e ís icas geog á icas e populacionais
exis en es as quais o am p e is as na CF/1988, o que p o ocou mudanças no a anjo do
sis ema de saúde ins i uído.
O ges o do SUS é aquele que assume a esponsabilidade pelo sis ema em cada es e a
de go e no: Municipal, Es adual e do Dis i o Fede al, dessa o ma, esponde po
es abelecimen os de saúde de qualque g au de complexidade com is as a implemen a os
se iços p es ados a população a pa i de ecnologias e equipamen os que acili em e
assegu em a qualidade da a enção a saúde (B asil, 2005a).
Pa a Souza & Souza (2010) o ges o de e possui habilidades pa a desempenha
unções e e en es a p ocessos adminis a i os, de planejamen o, o ganizacional, de comando
e de con ole, sob epondo a imp o isação pelos p ocedimen os cien í icos, es abelecendo
p io idades, delegando e negociando me as, pa a is o, se az necessá io que esse p o issional
possua pe il de compe ência coe en e com as exigências do exe cício labo al, capazes de
a ende as demandas do no o cená io sócio- écnico-o ganizacional. Vale des aca ainda, que
pa a se ges o da saúde é imp escindí el es o ços pa a no sen ido de alinhamen o do
desempenho das pessoas ao da o ganização, isando a ende a demanda dos usuá ios
enquan o p io idades o ganizacionais, azão de se uma o ganização.
A e icácia ge encial não se es inge ao amplo de domínio de in o mações écnicas, nem seque na
expe ise de u ilização das ecnologias adequadas. Mais que isso, o desempenho e icaz da lide ança
eque , p incipalmen e, habilidades e sabe ou i pa a assegu a o dialogo no ambien e de abalho
(Souza & Souza, 2010, p. 47).
Na isão de Machado, Lima & Bap is a (2011, p. 49) a di eção do SUS é única em cada
es e a de go e no e o e mo ges o do SUS, inicialmen e e a e e enciado pa a inicialmen e
denomina Minis o e Sec e á ios de Saúde, mas a ualmen e é u ilizada pa a odo e qualque
abalhado da saúde que desempenha unção de lide ança. Ac escen a ainda, que nes a
unção, o p o issional passa a se a au o idade sani á ia, assumindo as dimensões dela
deco en e, poli ica e écnica, dada a complexidade do se o saúde pública.
Os ges o es da saúde possuem como um dos seus desa ios, a a iculação de sabe es e
p á icas de ges ão no sen ido de implemen a as poli icas de saúde espei ando os p incípios
da ges ão pública e do sis ema de saúde, haja is a que as decisões são omadas em ins âncias
3
É uma o ma de o ganização e i o ial em que o pode do Es ado se exp essa em mais de uma es e a, sem que
exis am elações hie á quicas en e elas (Machado, Lima & Bap is a (2011, p. 50).
28
Seguindo a legislação do SUS, os minis é ios da Educação e Saúde assumem
conjun amen e a esponsabilidade pela educação. Es e a o pe mi iu que a saúde ganhasse
espaço no campo educacional, pa icipando de poli icas o ien ado as pa a a o mação e
desen ol imen o do abalhado (Sampaio, 2016).
Visando a ende as exigências do me cado no ocan e a quali icação dos abalhado es
da saúde pública, o MS po meio da SGTES, lançou á ios p og amas com o obje i o de
melho a a o mação em saúde e, assim, consolida o SUS. Tais p og amas, embo a a uem de
o ma isolada en e si, e idencia o a anço na o mação e cuidado a saúde, mais p ecisamen e,
na pe cepção das Ins i uições de Ensino (IEs) e nos se iços de saúde de que é p eciso muda
as p á icas educa i as e as ações e se iços do SUS (B asil, 2005c). Os e e idos p og amas
es ão iden i icados no capí ulo II.2 desse es udo.
III.1 Possibilidade de mudança no modelo de ensino ap endizagem
Viabiliza o ambien e de abalho como espaço de ap endizagem na busca da
p omoção de desen ol imen o a i o e pe manen e, se az necessá io planejamen o es a égico
obse ando aspec os elacionados a ecnologia, p ocessos e modelos de ges ão. Ressal a-se
ainda, a imp escindibilidade da lide ança nesse cená io enquan o a o de e minan e de
sucesso ou acasso da inicia i a. Es es a o es são undamen ais pa a a p io ização de ações e
aquisições de ecu sos necessá ios ao desen ol imen o e manu enção da p opos a educa i a
(Eboli, Hou neaux Júnio & Cassimi o, 2013, p. 198).
Pa a esses au o es, a educação co po a i a (EC) é uma es a égia de ensino-
ap endizagem den o de uma o ganização que isa a ende a odos os seus abalhado es
desen ol endo compe ências pa a alcança os obje i os o ganizacionais bem como,
acompanha as mudanças do me cado con empo âneo, alinhando a uma cul u a de
ap endizagem no p óp io local de abalho. Assim, pa a implan ação de EC, os lide es de em
desempenha di e sos papéis, de aco do com as si uações ap esen adas, a sabe :
Visioná io: apon a a di eção pa a a o mação; Pa ocinado : p omo e o enco ajamen o ao
desen ol imen o e a educação; a aliado /con olado : pa icipa a i amen e na a aliação e con ole
de educação; especialis a: idealiza e desen ol e no os p og amas e ações cul u ais; P o esso :
Ensina (em sala de aula ou o a dela); Ap endiz: Demons a sua on ade de ap ende ; Comunicado :
Di ulga e p omo e o desen ol imen o e a educação con ínua den o e o a da o ganização (Meis e ,
2001, Ci ado po Eboli, Hou neaux Júnio & Cassimi o, 2013, p. 198-199).
Re le indo sob e a EC, é necessá io des aca seu papel es a égico na o mação e
di usão da cul u a o ganizacional. Onde a adesão e pa icipação dos a o es en ol idos no
p ocesso educa i o, que compa ilham suas c enças e alo es, colabo am pa a con inuidade e

29
ob enção de c edibilidade das inicia i as p opos as pela EC no âmbi o ins i ucional e o a dele
ambém (Eboli, Hou neaux Júnio & Cassimi o, 2013).
Na adminis ação pública o Dec e o nº 5.707/06, es abelece a Polí ica Nacional de
Desen ol imen o de Pessoal, o Desen ol imen o Pe manen e do Se ido Público (a . 1º,
inciso II,) e as Escolas de Go e no (a . 4º). Assim, as escolas de go e no
4
gozam de
popula idade e econhecimen o jun o aos se ido es no p ocesso educacional, no en an o, com
a dinamicidade de con eúdos e necessidades ad indas dos se iços, esse espaço em e oluído
haja is a a possibilidade de alinha o desempenho do abalhado aos obje i os
o ganizacionais e do pon o de is a mode no, essas escolas em ino ando e ado ando as
ecnologias a se iço dos p ocessos educa i os enquan o es a égias pa a a ingi um
con ingen e cada ez maio de abalhado es, em di e sos ní eis de escola idade.
Além das escolas de go e no, os se iços da saúde possuem á eas écnicas que
o e am capaci ações pa a seus p o issionais. Essas capaci ações de em se o ien adas an o
pelos indicado es de saúde, quan o pa a ans o mação das p á icas e o ganização do abalho.
Es u u adas a pa i da EPS que e o ça a elação das ações de o mação com a ges ão do
sis ema e dos se iços, com o abalho da a enção à saúde e com o con ole social. Nes e
segmen o, a p oblema ização
5
do p ocesso de abalho a pa i das ealidades locais, az pa e
da g ande es a égia pa a essas ans o mações (B asil, 2005b, p.8).
An e o expos o, a EaD az consigo a possibilidade de mudança no modelo de ensino
ap endizagem, is o que em po inalidade ag ega ou as me odologias, esgua dando a
capacidade de pensamen o, e lexão, discussão e cons ução do conhecimen o. Pa a al,
es imula a c i icidade do aluno pa a que es e ap enda a ap ende . Sendo assim, essa
modalidade de es udo mediada pelas TICs, o alece a democ acia da in o mação e do
conhecimen o, o nando-a pe manen emen e i a pa a o aluno p opo cionado a ualização de
con eúdos, ompendo com as ba ei as empo ais e espaciais (O iz, Ribei o & Ga anhani,
2008, p.561).
III.2 Fe amen a pa a Educação Pe manen e em Saúde (EPS)
4
Dec e o nº 5.707/2006, de e e ei o 23. A . 4o: são conside adas escolas de go e no as ins i uições
des inadas, p ecipuamen e, à o mação e ao desen ol imen o de se ido es públicos, incluídas na es u u a da
adminis ação pública ede al di e a, au á quica e undacional. Pa ág a o único: As escolas de go e no
con ibui ão pa a a iden i icação das necessidades de capaci ação dos ó gãos e das en idades, que de e ão se
conside adas na p og amação de suas a i idades.
30
A EPS az em sua essência, a es a égia de in eg a as p á icas ao co idiano do
abalho em saúde de o ma p oblema izado a
6
e e lexi a. Assim, seus con eúdos eme gem
da ealidade i enciada pelo abalhado , a pa i das suas dú idas e necessidades de
conhecimen o. As p opos as dessa polí ica pa a a o mação de em se a iculadas en e a
ges ão, ins i uições de ensino, ó gãos de con ole social e os se iços de saúde. A EPS pau a-
se na me odologia que en a iza a esolução de p oblemas, mediada pelo diálogo e ealizadas
no p óp io espaço de abalho (O iz, Ribei o & Ga anhani, 2008).
Nes a concepção, Campos & San os (2016) co obo am com os au o es acima e
a i mam que essa polí ica az em sua base me odológica a essigni icação do conhecimen o.
Valo iza o conhecimen o p é io e o diálogo en e os abalhado es com is as a iden i icação
dos p oblemas o ganizacionais, ou seja, p oblema izando-os na busca de supe ação des es.
Fomen a mudanças ins i ucionais pela ap op iação do conhecimen o e o alecimen o
das equipes como p econiza a EPS, o na p emen e a necessidade de um meio que acili e esse
caminho e a Educação mediada pelas TICs, passa a se i como e amen a po en e pa a
acompanha o c escimen o acele ado do conhecimen o, po sua capacidade de ompe
ba ei as de empo e dis âncias (cul u ais, sociais, écnico-cien i icas, ecnológicas,
geog á icas e ísicas) e con ibui pa a o p ocesso de educação (To es, 2005; O iz, Ribei o &
Ga anhani, 2008).
Essa no a modalidade de ensino-ap endizagem, em sido u ilizada de o ma
ascenden e na o mação dos ecu sos humanos em saúde e, como a EPS, necessi a cump i -se
como uma p á ica signi ica i a no sen ido de es imula o p o agonismo do sujei o enquan o
au onomia e espei o a libe dade de exp essão. Pa a a ingi al inalidade, o e-Lea ning eque
mudanças de hábi os no sen ido da au odisciplina, o ganização de empo e ânimo pa a
pe segui o obje i o de ap endizagem (Sil a, San os, Co ez & Co dei o, 2015; O iz, Ribei o
& Ga anhani, 2008).
E essas expe iências de educação online na saúde de em en a iza as poli icas de
educação pa a o SUS, acompanhando suas di e izes e sua mobilidade. (To ez, 2005).
En endendo que essa cons ução do no o é pa e das elações ho izon alizadas en e IEs e
se iço de saúde, e seus esul ados de em se compa ilhados, en a izando o abalho de
in eg ação ensino-se iço (Ca alhei o & Guima ães, 2011).
6
De aco do com B asil (2005b, p. 8), p oblema iza signi ica e le i sob e de e minadas si uações,
ques ionando a os, enômenos e idéias, comp eendendo os p ocessos e p opondo soluções.
31
Es a posição em que a EPS e a educação online se coloca em si uação de
ho izon alidade, encon a em Ceccim e Feue we ke (2004, p. 1405) espaldo quando
a i mam que:
Uma polí ica do SUS pa a a mudança da o mação de e necessa iamen e e em con a odos os
elemen os que são indispensá eis pa a ga an i o pe il de compe ências p o issionais necessá io à
consolidação do sis ema de saúde. Na medida em que se assume o comp omisso de con e i aos
p o issionais a po encialidade da abo dagem in eg al à saúde das pessoas, há comp omissos e supos os
em elação à cons ução da ap endizagem e da clínica, ao papel dos á ios a o es no p ocesso de
o mação p o issional (do ensino, da ges ão se o ial, dos se iços de saúde, dos campos de a uação e
expe iência p o issional pa a abalhado es de saúde e das ins âncias de con ole social em saúde).
Esses au o es e elam ainda que essa polí ica do SUS com is as a mudança na
o mação de e á es á ap a pa a iden i ica os mo imen os que as ins i uições de ensino
es i e em ealizando, bem como, os do se iço em busca da melho ia da p odução em saúde.
Dessa o ma, êm-se uma base poli ico-concei ual, o ien ada pa a p omo e mudanças na
ges ão em saúde, nos p ocessos de abalho e na o mação em saúde (Ceccim e Feue we ke ,
2004).
Campos & San os (2016) des acam que pa a os se iços de saúde, os p oje os
educa i os que p ese am o p o issional em seu pos o de a i idade labo al, o nam-se mais
in e essan e endo em is a o cená io de o inas exaus i as em que esse abalhado es á
inse ido. Di o is o, coloca-se como impe iosa a necessidade de disce nimen o quando se
p e ende p omo e inicia i as educacionais na saúde, de o ma que a EPS possa compo a
base pedagógica em sua pe spec i a p oblema izado a, e não pe mi indo a ep odução de
ensino bancá io, que sob a ó ica de F ei e (1996), ce ceia a c ia i idade do educando e do
educado , sujei ando esse ul imo a um ecep o de conhecimen o.
Com base no expos o, coloca o e-Lea ning enquan o aliado a EPS, e o ça a
po encialidade desses dois ins umen os no p ocesso educa i o dos abalhado es da saúde, no
sen ido de que os meios ecnológicos pe mi em no as o mas de in e ação en e os sujei os,
ompendo ba ei as ísicas e empo ais, ao empo em que es imulam o p o agonismo do
sujei o e a cons ução cole i a do conhecimen o.
32
33
Capí ulo IV: Me odologia
IV.1 Enquad amen o Me odológico
Pa a Deslandes; Gomes; Minayo (2012), a pesquisa cons i ui uma a i idade básica da
ciência no que ange a indagação e sua cons ução da ealidade, ela alimen a e a ualiza a
a i idade de ensino en e a ealidade, incula pesquisa e ação. Nes a pe spec i a, Minayo
(2002) diz que a me odologia além de se o caminho e a e amen a pa a se analisa a
ealidade, inse e ainda nes e con ex o, a c ia i idade do pesquisado .
Pa a oda e qualque pesquisa, a me odologia apon a pa a a di eção que se á seguida
pelo in es igado , isando iden i ica uma ealidade, subsidiando assim, suas decisões na
execução da pesquisa. Nes a ó ica, Laka os e Ma coni (2006, p. 15) concei ua a pesquisa
como um p ocedimen o o mal, com mé odos de pensamen o e lexi o, que eque um
a amen o cien í ico e se cons i ui no caminho pa a se conhece a ealidade ou pa a
descob i e dades pa ciais.
Re le indo um pouco mais sob e a me odologia, podemos en endê-la como mé odo
usado em pesquisa cien i ica, no qual os p ocedimen os são aplicados de o ma c i e iosa e os
p ocessos desc i os minuciosamen e, jun amen e com o obje o de es udo.
IV.2 Tipo de In es igação
O es udo e e início a pa i da ealização de um le an amen o bibliog á ico de ca á e
explo a ó io
7
, anco ados no embasamen o eó ico pa a a e isão li e á ia. Esse ipo de es udo
ajuda na o mulação de p oblemas de in es igação, guiando a limi ação do ema de o ma
mais p ecisa.
Essa pesquisa bibliog á ica
8
e e como inalidade comp eende concei os e de inições
sob e EaD, e-Lea ning, pe il do ges o da saúde e EPS isando iden i ica a con ibuição
dessa modalidade de ensino pa a os a quali icação dos se ido es públicos da saúde sob
ges ão da Sesau Alagoas.
7
Essas pesquisas são desen ol idas com o obje i o de p opo ciona isão ge al, de ipo ap oxima i o, ace ca de
de e minado a o. Ap esen am como p incipal inalidade desen ol e , escla ece e modi ica concei os e ideias
endo em is a a o mulação de p oblemas mais p ecisos ou hipó eses pesquisá eis pa a es udos pos e io es,
como ambém meno igidez no planejamen o. En ol em le an amen o bibliog á ico e documen al (Gil, 2008, p.
27).
8
É desen ol ida a pa i de ma e ial já elabo ado, cons i uído p incipalmen e de li os e a igos cien í icos (Gil,
2008, p. 50)

34
Pa a Godoy (1995), esse ipo de es udo pe mi e análise e eanálise de di e sos
concei os po á ios au o es, a pa i de elei u as, elacionando o ma e ial es udado e sua
possí el endência.
Pa a ins desse es udo, oi ado ada a na u eza desc i i a, que se p opõe a in es iga o
que é, ou seja, a descob i as ca ac e ís icas de um enômeno como al. Nesse sen ido, são
conside ados como obje o de es udo u na si uação especí ica, um g upo ou um indi iduo.
Assim demons a ap oximação com o obje i o dessa in es igação na e en e de iden i ica
opiniões de um g upo de ges o es de saúde da Sesau, e esse ca á e desc i i o encon a cla eza
e in enção em abo da aspec os amplos de uma sociedade como, po exemplo [...]
le an amen o da opinião e a i udes da população ace ca de de e minada si uação;
ca ac e ização do uncionamen o de o ganizações [...] (Richa dson, 2012, p. 71).
Quan o ao ca á e da pesquisa em ela, op ou-se pela abo dagem quan i a i a, uma ez
que esse mé odo quan i a i o é ep esen ado po núme o, desde a cole a de in o mações a é
seu a amen o, almejando ga an i p ecisão, com pouca p obabilidade de dis o ções dos
esul ados e pa a is o, u iliza écnicas es a ís icas, das mais simples ais como: pe cen ual,
média, des io-pad ão, a é as mais complexas, a exemplo do coe icien e de co elação, análise
de eg essão, analise de eg essão, en e ou as (Richa dson, 2012).
O mé odo quan i a i o é amplamen e u ilizado nas pesquisas is o que seu obje i o
isa quan i ica esul ados numa pe spec i a de minimiza possí eis e os e de pe mi i
ma gem de segu ança no ocan e às possí eis in e e ências. P incipalmen e quando associado
ao es udo desc i i o, o qual u iliza a aplicação de écnicas pad onizada na cole a de dados,
com is as a es uda as ca ac e ís icas de um g upo a exemplo da dis ibuição po idade, sexo,
ní el de escola idade e c. Dessa o ma, as pesquisas desc i i as são, jun amen e com as
explo a ó ias, as que habi ualmen e ealizam os pesquisado es sociais p eocupados com a
a uação p á ica (Gil, 2008, p. 28).
IV.3 P oblemá ica da in es igação
De que manei a o e-Lea ning pode con ibui pa a a o mação e quali icação dos
p o issionais de saúde da Sec e a ia de Es ado da Saúde - SESAU?
35
IV. 4 Hipó ese
Os ges o es de saúde da Sesau en endem o e-lea ning como e amen a es a égica
pa a os se iços de saúde pública, a pa i da quali icação dos se ido es, conside ando a
o imização do empo e dos ecu sos inancei os e humanos aplicados às ações educacionais.
IV. 5 Lócus da in es igação
A Sesau é um ó gão inculado ao Pode Execu i o Es adual. Compõe a Adminis ação
Di e a do Es ado de Alagoas, esponsá el pelo planejamen o, execução e assis ência écnica
das ações de saúde a endendo aos ní eis de média e al a complexidade no âmbi o do Es ado
de Alagoas. Além de o mula , a coo dena , con ola e a implemen a as polí icas e di e izes
pa a a saúde no Es ado de Alagoas, em consonância com as disposições das Leis O gânicas de
Saúde, as quais egulamen am o Sis ema Único de Saúde (SUS). São elas as leis 8.080/90 e
8.142/90, bem como pela legislação complemen a e as di e izes do Conselho Es adual de
Saúde (Alagoas, n.d).
A Ge ência de Execu i a de Valo ização de Pessoas (GEVP) é a á ea que esponde pela
polí ica de Ges ão do T abalho e da Educação na Saúde. A Ges ão do T abalho a a da
mo imen ação e dimensionamen o de pessoal, da o ça do abalho da Sesau e seus ínculos
de abalho. A Ges ão da Educação, aqui nomeada como Ges ão de Desen ol imen o e
Educação na Saúde (GDES) a ua di e amen e com os p ocessos de Educação Pe manen e em
Saúde no ocan e aos seus abalhado es (concu sados, comissionados e sem ínculo de
abalho p o egido), além de con ibui pa a a quali icação dos abalhado es do SUS nas
es e as municipal, es adual e ede al. Assume papel a iculado com as Ins i uições de Ensino,
público e p i ado, de ní el médio e supe io , po in e médio da Comissão de In eg ação
Ensino Se iço (CIES)
9
Es adual e com as uni e sidades, hospi ais de e e ência na saúde do
país, pa cei os ou con a ados pelo MS.
Os cu sos na modalidade de EaD são o e ados na Sesau e moni o ados pela GDES, os
quais são ealizados po in e médio da Uni e sidade Fede al Fluminense/UFF; Uni e sidade
Fede al de Minas Ge ais/UFMG; Uni e sidade Fede al do Rio G ande do Sul/UFRGS;
Uni e sidade Fede al do Rio G ande do No e/UFRN; Escola Nacional de Saúde
Pública/ENSP, Fundação Os aldo C uz/FIOCRUZ e Uni e sidade Abe a do B asil)/UAB.
Ações des a na u eza chegam ambém po in e médio de hospi ais de excelência como:
9
As CIES o am ins i uídas pela Po a ia nº 1.996 de 20 de agos o de 2007. São comissões o madas po
ep esen an es das IEs supe io e écnico, público e p i ado, Conselho de saúde, Ges o es de saúde, Es udan es,
T abalhado es do SUS.
36
Hospi al Sí io Libanês, Hospi al do Co ação (HCOR), Hospi al Alemão Os aldo C uz
(HAOC), que a iculam p oje os educacionais com o MS pa a iabiliza capaci ações pa a
odas as egiões do país.
Vale essal a que essas ações, po não se em es u u adas po es a sec e a ia,
alcançam os se ido es da saúde de manei a espo ádica, a endendo demandas ge ais de odo
e i ó io b asilei o. O papel da Sesau nes e cená io caminha na di eção do apoio ins i ucional,
a iculado e es u u al pa a execução dos cu sos, não assumindo o p o agonismo enquan o
o denado da o ça de abalho do SUS (Lei nº 8.080/1990). Esse a o e le e alhas no
acompanhamen o do se ido quan o ao seu p ocesso de quali icação p o issional.
Apesa desse con ex o e da al a de uma poli ica educacional nes a modalidade de
ensino, é inegá el a impo ância desses pa cei os no sen ido da di usão do sis ema educa i o a
dis ância e pa a o desen ol imen o do abalhado da saúde e le indo assim, no se iço
publico em saúde po in e médio da melho ia das p á icas p o issionais.
IV.5.1 Sujei o da In es igação
A p esen e in es igação oi ealizada com os p o issionais da Sec e a ia de Es ado da
Saúde (Sesau) que possuem ca go de ges ão: comissionados e unções especiais, de inidos po
Lei. Aqui iden i icada como Lei Delegada n. 47 de 10 de agos o de 2015
10
, que es abeleceu a
nomencla u a dos ca gos e o quan i a i o de agas: 160 ca gos e 8 unções especiais, sendo 03
de Sec e á io, 01 de Che e de Gabine e, 6 de Supe in enden es, 27 de Ge en e, 23 de
Supe iso , 94 de Assesso es Técnicos, 02 de Assesso Especial, 01 de Assesso de
Go e nança, 02 Assesso es Execu i os, 08 Funções Especiais. Assim, os sujei os o am
iden i icados a pa i das nomeações publicadas em Diá io O icial do Es ado (DOE/AL).
Esses dados são moni o ados po in e médio de planilha no Mic oso O ice Excel pelas
Ge ências da Folha de Pagamen o
11
e da Fo ça de T abalho da Sesau
12
.
Esses ca gos e unções es ão dis ibuídos na sede adminis a i a e nas unidades
assis enciais que se di idem em: Hemo ede (Hemoal e Hemoa ), Se iço de A endimen o
Mó el de U gência (SAMU) Maceió e A api aca, Hospi al Ge al do Es ado, Hospi al Ib
Ga o, Hospi al de Eme gência D . Daniel Houly, Labo a ó io Cen al, Ambula ó io 24 ho as
10
Es a Lei ins i ui o modelo de ges ão da Adminis ação Pública do Pode Execu i o, cen ado no a endimen o
ao cidadão, de ine os p incípios, di e izes, ações, linhas e o ma de a uação e especi ica as a ibuições dos
ca gos e unções que compõem a es u u a adminis a i a. (Lei Delegada nº 47/2015, p. 2)
11
Se o esponsá el pelas in o mações de equência dos abalhado es da Sesau pa a ins de pagamen o.
Compõe na Ge encia Execu i a de Valo ização de Pessoas – GEVP/Sesau
12
Se o esponsá el pelas in o mações quan o ao p o imen o e mo imen ação de pessoal nas unidades
adminis a i as e de saúde sob ges ão da Sesau. Compõe a Ge ência Execu i a de Valo ização de Pessoas –
GEVP/Sesau
37
Denilma Bulhões, Ambula ó io 24 ho as Noélia Lessa, Ambula ó io 24 ho as Assis
Cha eaub iand, Ambula ó io 24 ho as Miguel Câma a, Ambula ó io 24 ho as João Fi emam e
Clinica In an il Dayse B eda.
O a o de nomeação de ca gos comissionados a a-se de um a o disc icioná io da
au o idade pública e, dependen e da necessidade adminis ação pública em de esa do in e esse
público, obse ado o limi e mínimo exigido po Lei. Ca ac e iza-se como ca gos ansi ó ios.
Nes e aciocínio, Ca alho Filho (2005, p. 475) des aca que:
[...] a na u eza desses ca gos impede que os i ula es adqui am es abilidade. Po ou o lado, assim
como a nomeação pa a ocupá-los dispensa a ap o ação p é ia em concu so público, a exone ação do
i ula é despida de qualque o malidade especial e ica a exclusi o c i é io da au o idade nomean e.
Median e o expos o é possí el in e i que os ca gos comissionados e unções especiais
são de li e nomeação e exone ação, podendo se ocupado po p o issionais com ou sem
ínculo e e i o com o se iço público. As nomeações são baseadas na elação de con iança
que exis e en e a au o idade compe en e e à pessoa nomeada, não ge ando es abilidade no
emp ego (CF/1988).
IV. 6 População e Amos a da In es igação
Conside ando que a população e a conhecida e isando da maio consis ência nos
esul ados, op ou-se pelo en io do link do ques ioná io i ual pa a odos os ges o es da
saúde. No en an o, oi emp egado um cálculo simples e exequí el, a pa i de uma e amen a
de cálculo online de amos a no si e Cuali Pesquisa e Sis emas
13
, com uma ma gem de e o
10%, ní el de con iança de 90% num uni e so de 168 in es igados.
Como esul ado, 70 ges o es esponde am ao link. Con udo, um dos inque idos não
acei ou pa icipa da pesquisa. Assim, 69 concluí am o inqué i o e ob e e-se ma gem de e o
9,08%, e ní el de con iança de 90,2%. Pa a esses esul ados, o Cuali Pesquisa e Sis ema
u ilizou as ó mulas abaixo:
Pa a cálculo da ma gem de e o:
Pa a cálculo da Amos a:
13
Localizado no si e h p://cua.li/ e amen as.
44
consigo uma sob eca ga de unções, uma ez que além da pa icipação mais a i a no me cado
de abalho, as a i idades do la não o am elegadas (p.100).
No ocan e à o mação educacional, 4 (6%) ap esen a am g aduação incomple a, 22
(32%) G aduação comple a, 1 (1%) Especialização incomple a, 28 (41%) especialização
comple a, 6 (9%) mes ado incomple o, 6 (9%) mes ado comple o, dou o ado incomple o 0
(0%), dou o ado comple o 2 (3%) e pós dou o ado (0%). No que se e e e a aixa e á ia, 10
(14%) possuem a é 30 anos, 18 (26%) en e 31 a 40 anos, 21 (30%) en e 41 e 50 anos e 20
(29%) acima de 51 anos. Con o me ap esen ado na Tabela nº 1.
FORMAÇÃO ESCOLAR
FAIXA ETÁRIA
G aduação Incomple a
4
6%
A é 30 anos
10
14%
G aduação Comple a
22
32%
Especialização Incomple a
1
1%
De 31 a 40 anos
18
26%
Especialização Comple a
28
41%
Mes ado Incomple o
6
9%
De 41 a 50 anos
21
30%
Mes ado Comple o
6
9%
Dou o ado Incomple o
0
0%
Acima de 51 anos
20
29%
Dou o ado Comple o
2
3%
Pós Dou o ado
0
0%
Tabela 1 - Fo mação escola e aixa e á ia.
Fon e: Dados da pesquisa po meio do Google Docs (2016-2017)
Fe nandes, e al (2013, p.7) a i mam que a polí ica expansionis a de educação
supe io , implemen ada no âmbi o nacional nas úl imas duas décadas, em co obo ando pa a
o a endimen o às exigências de me cado e p essões de g upos da sociedade ci il, pa a abe u a
de no os cu sos e opo unidades de acesso à educação supe io , e não pa a con empla a
necessidade de o mação de p o issionais quali icados, isando a solução das desigualdades
egionais.
A pesquisa e idenciou que a o mação escola p edominan e dos ges o es da saúde é a
especialização comple a, a o que pode se explicado pela o e a de cu sos em Alagoas nas
modalidades p esencial e a dis ância, com p imazia da p imei a, egis ando o o al de 242

45
cu sos na á ea de saúde e bem es a social
17
e 243, na á ea das ciências, negócios e di ei o
18
(MEC, 2017). Seguida pela g aduação comple a. Dados esses que são co obo ados quando
compa ados aos esul ados do núme o de ma ícula ealizada, o alizando 101.389 agas,
dis ibuídas nas ins i uições públicas da es e a ede al em 37.741, es adual em 29.106 e, na
ede p i ada em 63.648, comp o ando uma la ga o e a de cu sos no es ado de Alagoas (Inep,
2015).
O Censo da Educação Supe io de 2014 apon ou um aumen o de 96,5% de o e a de
agas en e os anos de 2003 a 2014. Sob a ó ica da dis ibuição de ma iculas nas modalidades
p esenciais e a dis ância, 9 de 10 ma iculados em cu sos a dis ância, es ão na ede p i ada,
enquan o que, na modalidade p esencial, um pouco mais que 70% es ão na ede p i ada
(B asil, 2016, p.19).
A população de mes es e dou o es no B asil ap esen a uma concen ação em
de e minadas egiões b asilei as, des acando-se a Sudes e. Alagoas, si uada na egião no des e
i ulou 12 ezes a menos que a egião em des aque. Re o çando assim, que essa população de
al o ní el de escola idade ep esen a pa cela ín ima da população b asilei a (Baeninge ,
2010, p. 413).
No diz espei o à o mação do ges o da saúde, oi iden i icado que 27 (39%)
co espondem as p o issões elacionada a á ea da saúde, 12 (17%) Adminis ação, 10 (14%)
Di ei o, 6 (9%) Ciências Con ábeis, 3 (4%) Economia, 2(3%) Comunicação Social –
Jo nalismo, 2(3%) Comunicação Social – Engenha ia Ci il, 2(3%) P og amado de
Redes/Sis ema de In o mação 1 (1%) Recu sos Humanos, 1 (1%) Ma ke ing, 1 (1%)
Comunicação Social - Relações Públicas, 1 (1%) Educação C is ã com Especialização em
Didá ica e Adminis ação e 1 (1%) Pedagogia.
17
Te mo usado pelo Minis é io da Educação (MEC) pa a consolida os cu sos na á ea da saúde e bem es a
social. Os dados es ão disponí eis no e-MEC (sis ema ele ônico de acompanhamen o dos p ocessos que
egulam a educação supe io no B asil. Base de dado o icial do B asil). Disponí el em: h p://emec.mec.go .b .
18
Te mo usado pelo Minis é io da Educação (MEC) pa a consolida os cu sos na á ea das Ciências Sociais,
Negócios e Di ei o. Os dados es ão disponí eis no e-MEC (sis ema ele ônico de acompanhamen o dos
p ocessos que egulam a educação supe io no B asil). Disponí el em: h p://emec.mec.go .b .
46
GRADUAÇÃO
Nº Absolu o
Pe cen ual
P o issões conside adas da á ea da Saúde19
27
39%
Adminis ação
12
17%
Di ei o
10
14%
Ciências Con ábeis
6
9%
Economia
3
4%
Comunicação Social - Jo nalismo
2
3%
Engenha ia Ci il
2
3%
P og amado de Redes/Sis ema de In o mação
2
3%
Recu sos Humanos
1
1%
Ma ke ing
1
1%
Comunicação Social - Relações Públicas
1
1%
Educação C is ã com Especialização em Didá ica e Adminis ação
1
1%
Pedagogia
1
1%
Tabela 2 – Cu so de Fo mação
Fon e: Dados da pesquisa po meio do Google Docs (2016-2017)
Seguindo a lógica do ag upamen o de cu sos po á ea de conhecimen o, já aplicada a
saúde (39%), os cu sos de Adminis ação, Di ei o, Ciências Con ábeis e Economia,
concen ado nas á eas de ciências, negócios e di ei o
20
(adminis ação, di ei o, Ciências
Con ábeis, Economia) ep esen am 44% da o mação dos ges o es. As Ins i uições de Ensino
alagoanas o e am 109 cu sos na á ea da saúde e 88 nas á eas de ciências, negocio e di ei o (e-
MEC, 2017).
Com elação aos esponden es da in es igação, hou e p edomínio do ca go de assesso
écnico, o equi alen e a 34 (49%) da pesquisa, seguido pelo de ge en e com 20 (29%),
supe iso 5 (3%), sec e á io 2 (3%), che e de gabine e 1(1%), assesso especial 1(1%),
assesso execu i o 1(1%), supe in enden e 1(1%), unção especial 3 (4%) e assesso de
go e nança 1(1%).
No en an o, compa ando-se os ca gos dos esponden es da pesquisa ao núme o de
ca gos dispos o pela Lei Delegada, oi iden i icada mudança no cená io, ou seja, 34 (36%)
assesso écnico, 20 (74%) ge en e, supe iso 5 (22%), 2 (67%) sec e á io, 1 (100%) che e de
gabine e, 1 (50%), assesso especial, 1 (50%) assesso execu i o, supe in enden e 1 (17%), 3
(38%) unção especial e 1 (50%) assesso de go e nança.
19
De aco do com a Resolução nº 287 de 08/10/98 do Conselho Nacional de Saúde, são conside adas p o issões
da saúde: Assis ência Social, Biologia, Biomedicina, Educação Física, En e magem, Fa mácia, Fisio e apia,
Fonoaudiologia, Medicina, Medicina Ve e iná ia, Nu ição, Odon ologia, Psicologia e Te apia Ocupacional.
20
De inição do e-Mec, 2017. Disponí el em: h p://emec.mec.go .b .
47
Ca gos da Lei Delegada nº 47/2015
Nº absolu o de
ca gos
esponden es
Pe cen ual de
ca gos dos
esponden es
Nº de ca gos
es abelecido
Lei nº
47/2015
Assesso Técnico
34
49%
94
Ge en e
20
29%
27
Supe iso
5
3%
23
Sec e á io
2
3%
3
Che e de Gabine e
1
1%
1
Assesso Especial
1
1%
2
Assesso Execu i o
1
1%
2
Supe in enden e
1
1%
6
Função Especial
3
4%
8
Assesso de Go e nança
1
1%
2
Tabela 3 – Relação en e o nº de ca gos da Lei Delegada x nº de ca gos dos inque idos
Fon e: Dados da pesquisa po meio do Google Docs (2016-2017)
Median e exposição acima, ica e iden e que a maio adesão ao con i e pa a esponde
ao inqué i o se deu pelos p o issionais da Sesau ocupan es de ca go denominado de “ge en e”.
Te mo aqui comp eendido, como o a o de adminis a uma unidade ou ó gão de saúde, seja
um ambula ó io, hospi al, ins i u o, undação en e ou os. Seguido do ca go de Che e de
gabine e e Sec e a io, sendo es e úl imo, esponsá el pelo comando do SUS na es e a
es adual. Po esses dados apon ados, pe cebe-se uma ap oximação en e o concei o
es abelecido pelo MS e a p á ica de saúde em Alagoas (B asil, 2003).
Em elação ao empo de expe iência em ca go de ges ão, 6 (9%) alega am possui a é
um ano, 24 (35%) en e 1 ano e 1 mês a 2 anos, 14 (20%) en e 2 anos e 1 e um mês a 4 anos,
7 (10%) de 4 anos e 1 mês a 6 anos e, 18 (26%) acima de 6 anos.
G á ico nº 2 – Tempo de expe iência em ca go de ges ão.
Fon e: Dados da pesquisa po meio do Google Docs (2016-2017)
O g á ico acima apon a pa a a maio equência de empo de expe iência em ges ão,
en e 1 ano a 2 anos (35%). Assim, conside ando que esses ca gos são comissionados e
9%; 6
35%; 24
20%; 14
10%; 7
26%; 18
0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40%
a é 1 ano
De 1 ano e 1 mês - 2 anos
De 2 anos 1 mês - 4 anos
De 4 anos e 1 mês a 6 anos
Acima de 6 anos
48
delibe ados pa a pessoas de con iança do ges o de saúde
21
e que, em sua g ande maio ia são
ocupados po p o issionais que não possuem nenhum ipo de ínculo de abalho com o
se iço público, a o es es es que explicam a pe manência de cu o empo dos ocupan es nos
ca gos. Essa pe manência é o ien ada pelo empo em que o ges o de saúde se man ém no
ca go, o que em média, o aliza 2 anos, de aco do com a poli ica go e namen al. Ainda nessa
análise, obse a-se que 26% dos inque idos a i ma am possui empo de expe iência acima de
6 anos. Esses casos denunciam duas possí eis si uações: unções ocupadas po se ido es
e e i os ou econhecimen o po me i oc acia na pe cepção do ges o .
Nessa conjun u a, Ca alho Filho (2005) escla ece que a nomeação pa a ca gos
comissionados dependem da necessidade da adminis ação pública em de esa do in e esse
público e são ansi ó ios, não pe mi indo es abilidade ao ocupan e. No en an o, essa
modalidade admi ida no se iço público de saúde con ibui pa a p eca ização
22
do abalho
is o a descon inuidade das ações.
No que ange ao ipo de expe iência do ges o com a EaD na modalidade e-Lea ning,
10 (14%) possui expe iência como aluno e u o , 24 (35%) não em expe iência com EaD, 34
(49%) em expe iência como aluno e 1 (1%), como u o .
G á ico nº 3– Expe iência do ges o da saúde com a EaD.
Fon e: Dados da pesquisa po meio do Google Docs (2016-2017)
Ago a, compa ando os dados e e en es a expe iência com a EaD como aluno, aluno-
u o e u o , oi iden i icado que a maio ia dos ges o es da saúde possuem expe iência com a
modalidade a dis ância. Ao empo em que, con on ando os dados dos que em expe iências
(45%) com os daqueles que nunca expe imen a am essa modalidade educa i a (24%), é
possí el comp eende que apesa da não ins i uicionalização des e modelo educa i o no
21
O Ges o de Saúde esponde pelo comando do SUS nas es e as ede al, es adual e municipal (B asil, 2003).
22
Pa a o MS a p eca ização consis e na ausência de p o eção dos ínculos de abalho com is as a con inuidade
do se iço e a alo ização do abalhado . O p og ama desp eca izaSUS es imula a ealização de concu so
público nas ês es e as de go e no, em cump imen o aos p incípios cons i ucionais (B asil, 2011d).
14%; 10
35%; 24
49%; 34
1%;1
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60%
Expe iência como Aluno e Tu o
Não enho expe iência com EAD
Expe iência como Aluno
Expe iência como Tu o
49
âmbi o da Sesau, os ges o es em sua maio ia, conhecem e ac edi am no p ocesso educa i o
in e mediado po midia ele ônica.
G á ico nº 4 – Compa a i o en e ges o es com e sem expe iência com a EaD.
Fon e: Dados da pesquisa po meio do Google Docs (2016-2017)
O Censo EaD.BR. (2015) des aca que en e os anos de 2013 e 2014, o núme o de
ing essos nos cu sos a dis ância c esceu 41,2%, enquan o que, nos cu sos p esenciais o
aumen o de oi 7%, e idenciando que a modalidade de ensino ap endizagem mediada po
mídias ele ônicas es á em anca expansão.
E e o çando as in o mações acima, Belonni (2008) diz que a demanda de educação
es á in insecamen e elacionada às mudanças pelas quais a sociedade em passando e essas
exigem à adoção de es a égias mais lexí eis e ágeis da ges ão no ocan e a p odução,
ans o mando as elações de empo e espaço. Essa modalidade de ensino goza de ce o
p es ígio en e os ges o es, endo em is a que o abalhado -aluno pode ealiza sua o mação
em seu empo li e, sem que haja dispensa do ho á io de abalho.
A a i ma i a da expe iência em EaD po pa e da maio ia dos ges o es, encon a em
Hack (2009, p. 75) ampa o na ideia de que o aluno é esponsá el po sua p óp ia
ap endizagem a pa i do con ole do empo, da au odisciplina e da au omo i ação,
culminando na au o egulação dos seus es udos. Fa o que jus i ica a necessidade do aluno
nes e con ex o de ap endizagem, de não p ecisa de ce a eclusão pa a ealiza lei u a e
a i idades.
65%; 45
35%; 24
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70%
Com Expe iencia EaD
Sem Expe iência EaD

50
G á ico nº 5 – Compa a i o do empo ansco ido en e a úl ima capaci ação em que o ges o pa icipou e
modalidade p esencial x e-Lea ning.
Fon e: Dados da pesquisa po meio do Google Docs (2016-2017)
Analisando o empo ansco ido desde a úl ima capaci ação e a modalidade em que os
ges o es escolhe am pa a se quali ica , oi pe cebido que na modalidade p esencial 41% (28)
pa icipa am da úl ima capaci ação em a é 1 ano, 41% (28) de 2 a 4 anos e 19% (13) mais de 4
anos. Ao empo em que na modalidade a dis ância, 39% (27) i e am a úl ima capaci ação em
a é 1 ano, 23% (16) de 2 a 4 anos e 3% (2) mais de 4 anos. Vale des aca que pa a esse
compa a i o o am excluídos os esponden es que não êm expe iência com a EaD.
Dian e dos dados cole ados e idencia-se que, en e o empo anspos o de a é 1 ano,
exis e pouca di e gência na escolha ei a pelo ges o pa a se quali ica , ap oximando os
esul ados en e as duas modalidades educacionais 41% e 39%. Mas, à medida que o empo
ai aumen ando pa a que o p o issional buscasse se capaci a , os dados ão se dis anciando
ambém. Assim, é possí el en ende que essa p oximidade nos pe cen uais do pe íodo de a é 1
ano é consequência da expansão da EaD no país e que, em 2014, essa modalidade e e um
aumen o de 17,8% em núme o de concluin e do ensino supe io e alcançou a ma ca de 17,1%
do o al ge al de ma ículas na educação supe io (B asil, 2016). Esse esul ado o nou-se
isí el na cole a dessa pesquisa, p incipalmen e nos úl imos 3 – 4 anos, conside ando 2017
como ano e e encia dessa análise.
V.2 Em que medida em sendo usada a Educação a Dis ância no se iço público?
Quando ques ionados se o e-Lea ning é um p ocesso es a égico pa a a melho ia dos
se iços de saúde, 14 (20%) esponde am que conco dam o almen e, 48 (70%) que
41%; 28
41%; 28;
19%; 13
39%; 27
23%; 16
3%; 2
0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45%
a e 1 ano
De 2 a 4 anos
Mais de 4 anos
Tempo da ul ima capaci ação modaldade EaD
Tempo da ul ima capaci ação modalidade p esencial
51
conco da am, 1 (1%) disse am que não se aplica, 1 (1%) que disco da am e 4 (6%) que
disco da am.
G á ico nº 6 - E-Lea ning como p ocesso es a égico pa a a melho ia dos se iços de saúde.
Fon e: Dados da pesquisa po meio do Google Docs (2016-2017)
Sob a ó ica de que a p es ação de se iço de saúde acon ece po in e médio do
desempenho do abalhado , é possí el en ende que essa melho ia gua da es ei a elação
com o ní el de capaci ação do p o issional. Nesse con ex o, o e-Lea ning, enquan o
e amen a da e olução ecnológica con ibui pa a c iação e manu enção de um ambien e
ino ado , p opo cionando espaço pa a no as compe ências exigidas no mundo do abalho
(Pimen a & Bap is a, 2004).
No quesi o e e en e ao e-Lea ning o alece o compa ilhamen o de expe iências
en e ges o es- abalhado es, abalhado es- abalhado es, abalhado es-usuá ios, 15 (22%)
esponde am que conco da am o almen e, 45 (65%) que conco dam, 4 (6%) diz não se
aplica , 5 (7%) disco da am e nenhum disco dou o almen e.
G á ico nº 7 – Compa ilhamen o de expe iências en e ges o es- abalhado es, abalhado es - abalhado es,
abalhado es-usuá ios.
Fon e: Dados da pesquisa po meio do Google Docs (2016-2017).
Tendo em is as os dados ap esen ados, a EaD na modalidade e-Lea ning, engloba
20%; 14
70%; 48
1%; 1
6%; 4
1%; 1
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80%
Conco do To almen e
Conco do
Não se aplica
Disco do
Disco do To almen e
22%; 15
65%; 45
6%; 4
7%; 5
0%; 0
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70%
Conco do To almen e
Conco do
Não se aplica
Disco do
Disco do To almen e
52
meios ecnológicos e de comunicação capazes de ompe ba ei as de empo e espaço,
acili ando a in e ação en e o con eúdo didá ico, on es de in o mação, além de acili a a
oca de expe iência en e os a o es en ol idos no p ocesso educa i o. Essa ca ac e ís ica de
lexibilidade e es ímulo ao p o agonismo do sujei o a o ece a ob enção de conhecimen os e a
p omoção de mudanças no ní el de escola ização do indi íduo e consequen emen e da
ins i uição de abalho a qual se incula (Sil a, 2013).
V.3 O que dizem os ges o es da saúde sob e a Educação a Dis ância na o mação
dos se ido es públicos.
Quan o à a i mação de que as me odologias de ensino-ap endizagem u ilizadas no e-
Lea ning con ibuem pa a o adequado ap o ei amen o do con eúdo es udado, os ges o es
apon a am que 12 (17%) conco dam o almen e, 50 (72%) conco dam, 2 (3%) disse am que
não se aplica, 4 (6%) disco da am e 1 (1%) disco dou o almen e.
G á ico nº 8 - As me odologias de ensino-ap endizagem u ilizadas no e-lea ning con ibuem pa a o adequado
ap o ei amen o do con eúdo es udado.
Fon e: Dados da pesquisa po meio do Google Docs (2016-2017)
Conside ando a equência das espos as posi i as dos ges o es no ocan e a
comp eensão de que o e-Lea ning pa icipa adequadamen e pa a o ap o ei amen o de
con eúdo es udado, é possí el pe cebe que as TICs assumem um papel de g ande ele ância
no p ocesso educa i o, deixando de se um simples canal de comunicação e in o mação e
ascende pa a o econhecimen o de uma e amen a a se iço da “ap endizagem e a cons ução
colabo a i a do conhecimen o, desen ol endo assim no as o mas pa a o modo como os
alunos ap endem e ambém no os con ex os pa a a ealização das ap endizagens online”
(Dias, 2004, p. 22).
No que se e e e ao e-Lea ning cons i ui e amen a po en e pa a execução do
planejamen o es a égico no que ange ao p ocesso educacional na Sesau. Seus esponden es
17%; 12
72%; 50
3%; 2
6%; 4
1%; 1
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80%
Conco do To almen e
Conco do
Não se aplica
Disco do
Disco do To almen e
53
a i ma am que 12 (17%) conco da am o almen e, 49 (71%) conco da am, 2 (3%)
in o ma am que não se aplica a, 6 (9%) disco da am e 12 (17%) disco da am o almen e.
G á ico nº 9 – E-Lea ning como e amen a po en e pa a execução do planejamen o es a égico de ações
educa i as na Sesau.
Fon e: Dados da pesquisa po meio do Google Docs (2016-2017)
Colabo ando com os achados acima expos os, Bosche i (2014) az a lógica do
capi al, onde a edução de cus os e aumen o dos luc os a ibui g ande esponsabilidade ao
sis ema educacional no que ange as exigências de um pe il p o issional adequado às
compe ências o ganizacionais, assim, a educação co po a i a passa a cons i ui e amen a
po en e pa a o desen ol imen o do abalhado .
Quando indagados sob e o e-Lea ning se con igu a como e amen a pa a o imização
de ecu sos inancei os pa a Sesau, 14 (20%) a i ma am conco da o almen e, 44 (64%)
conco da am, 9 (13%) in o ma am que não se aplica, 2 (3%) disco da am e nenhum
disco dou o almen e.
Já no que ange o e-lea ning se con igu a como e amen a pa a o imização dos
ecu sos humanos na Sesau, os ges o es apon a am que 15 (22%) conco da am o almen e, 47
(68%) conco da am, 6 (9%) disse am não se aplica, 1 (1%) disco dou e nenhum disco dou
o almen e.
Na pe spec i a do e-Lea ning como e amen a pa a a o imização do empo aplicado
as ações educacionais, 15 (22%) conco da am o almen e, 50 (72%) conco da am, 2 (3%)
disse am não se aplica, 1 (1%) disco da am e 1 (1%) disco da am o almen e.
Assim, no g á ico 10, é demons ada a compa ação das ês a iá eis do e-Lea ning:
enquan o e amen a pa a o imização de ecu sos inancei os, humanos e de empo aplicado as
ações educa i as.
17%; 12
71%; 49
3%; 2
9%; 6
17%; 12
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80%
Conco do To almen e
Conco do
Não se aplica
Disco do
Disco do To almen e
60

61
Conclusões
A pesquisa e e como obje i o ge al ob e in o mações sob e a con ibuição do e-
Lea ning pa a a o mação e quali icação dos abalhado es da Sesau e, os esul ados o am
alidados em 70% onde o ges o econheceu a modalidade em ela como um p ocesso
es a égico pa a a melho ia dos se iços de saúde e ambém pa a o compa ilhamen o de
expe iências en e ges o es- abalhado es, abalhado es - abalhado es, abalhado es-
usuá ios, ob endo espaldo em 65% dos inque idos. Con i mando assim, que os meios
ecnológicos e de comunicação en ol idos nesse modelo educacional é capaz de ompe
ba ei as de empo e espaço, e de acili a a in e ação en e o con eúdo didá ico e a oca de
expe iência en e os a o es en ol idos no p ocesso educa i o.
Os ges o es da saúde admi em que as me odologias de ensino-ap endizagem u ilizadas
no e-Lea ning con ibuem pa a o adequado ap o ei amen o do con eúdo es udado em 72%
dos esponden es e, que essa modalidade de ensino, ep esen a e amen a po en e pa a
execução do planejamen o es a égico no que ange ao p ocesso educacional na Sesau, dados
e le idos em 71%. Haja is a que o e-Lea ning, enquan o e amen a de e olução ecnológica
con ibui pa a c iação e manu enção de um ambien e ino ado , p opo cionando espaço pa a
no as compe ências exigidas no mundo do abalho (Pimen a & Bap is a, 2004). O e-
Lea ning na concepção do ges o , amplia o alcance das ações educa i as e eduzem as
ba ei as geog á icas, dados e elados em 51% dos inque idos. Facili ando assim, o acesso a
con eúdos a um g ande núme o de indi íduos e g upos bem como a disseminação do
conhecimen o.
Os inque idos en endem o e-Lea ning como e amen a es a égica pa a quali icação
dos se iços de saúde pública, conside ando a o imização do empo (72%) e dos ecu sos
inancei os (64%) e humanos (68%) aplicados às ações educacionais. Con i mando assim, a
hipó ese ap esen ada nes a disse ação. Dessa manei a, pode-se in e i que nes a concepção
azida pelos ges o es, a lógica do capi al se az p esen e, com is as a edução de cus os
( aze mais e melho com menos) e a ibui ao sis ema educa i o a capacidade de a ende as
exigências o ganizacionais. Nes a pe spec i a, o e-Lea ning encon a e eno é il pa a
compo um p ocesso de educação co po a i a com is as ao alinhamen o das compe ências do
abalhado aos obje i os o ganizacionais, o ien ado pela PEPS que busca p omo e e lexões
sob e as p á icas de abalho em saúde a pa i da con ex ualização do cená io de abalho e
ap endizagem.
62
Os dados analisados pe mi em indica que os ges o es não azem dis inção de alo
en e ações educa i as ealizadas na modalidade p esencial ou à dis ância, ca ac e izado po
61%. E idenciando que são a o á eis a essa endência nacional pa a quali ica os
abalhado es. Con udo, essa modalidade exige do ges o ousadia e pe sis ência pa a ence
pa adigmas, p opo adequações no modelo ins i uído, con ex ualizando com a ealidade.
A pesquisa cons a ou ainda, que na isão do ges o , o e-Lea ning pode iabiliza
mudanças no modelo de ensino-ap endizagem p a icado na Sesau, ep esen ado em 78%.
Dados que se e le e na o ma como se posiciona am posi i amen e quan o a escolha dessa
modalidade educacional an o pa a seu ap imo amen o pessoal (62%) quan o pa a sua equipe
de abalho (61%). Re o çando a aquiescência des es quan o ao p ocesso educa i o mediado
po ecu sos ecnológicos cons i ui e amen a po en e pa a a quali icação do abalhado e
consequen emen e, pa a melho ia dos se iços de saúde.
Embo a na Sesau o modelo educa i o p esencial es eja consolidado, os dados aqui
a ados, e ela am que a pe spec i a do ges o sob e o e-Lea ning é posi i a. O que pode se
aduzido, como possibilidade de implan ação da educação online como e amen a
complemen a de educação co po a i a nes a sec e a ia, iabilizando a coexis ência das duas
modalidades o ma i as.
Suge e-se, po opo uno, que nos p og amas de EPS no âmbi o da Sesau, sejam
inse idas as es a égias do e-Lea ning como o ma de capila iza o conhecimen o e
democ a iza a ap endizagem, is o os bene ícios con e idos po es a modalidade educa i a.
Recomenda-se ambém, a co esponsabilização dos a o es en ol idos: ges ão e
abalhado es na de inição dos aspec os me odológicos, de con eúdos e apoio ins i ucional na
ga an ia do supo e écnico ao uncionamen o do Ambien e Vi ual de Ap endizagem (AVA).
Assim, como con ibuição des a in es igação, oi desen ol ido o p oje o
Educ@Sesau, na pla a o ma Moodle sob domínio da Sesau, o qual necessi a á da alidação da
ges ão, ins i ucionalizando-o po in e médio de Po a ia
24
. O AVA sedia á o p og ama
educacional co po a i o da sec e a ia e pode á num p oje o u u o, se mo i ado de uma no a
in es igação com is as a a aliação da sua e icácia pa a a o mação dos abalhado es da
saúde.
24
É um a o adminis a i o no se iço público que exp essa a on ade, opinião, juízo, ciência, de ó gão
adminis a i o do Es ado.
63
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ii
INSTITUTO DE HIGIENE E MEDICINA TROPICAL - IHMT
MESTRADO ACADÊMICO EM GESTÃO DE SISTEMAS EM E-LEARNING
Tí ulo: E-LEARNING NA SAÚDE: O OLHAR DA GESTÃO
P ezado(a) ges o (a),
O senho (a) es á con idado a pa icipa da p esen e pesquisa a qual p e ende a alia as
con ibuições do e-lea ning pa a os se iços de saúde na isão dos ges o es da Sesau.
An ecipadamen e ag adeço a sua colabo ação em o nece as in o mações sob e o e-
lea ning.
No p esen e ques ioná io, as in o mações p es adas e ão sua con idencialidade
assegu ada.
Pa e I − DADOS DE IDENTIFICAÇÃO E PROFISSIONAIS
A e e ida pesquisa p e ende a alia as con ibuições do e-lea ning pa a os se iços de
saúde na isão dos ges o es da Sesau. O e-lea ning é uma modalidade de educação a
dis ância que u iliza supo e ele ônico de ecnologia de in o mação. An ecipadamen e
ag adeço a sua colabo ação.
1. CPF:
2. Sexo: ( ) F ( ) M
3. Fo mação:
( ) Ensino médio
( ) Fo mação Técnica
( ) G aduação Incomple a
( ) G aduação comple a
( ) Pós-G aduação Incomple a
( ) Pós-G aduação Comple a
( ) Mes ado Incomple o
( ) Mes ado Comple o
( ) Dou o ado Incomple a
( ) Dou o ado Comple o
( ) Pós dou o ado

iii
4. Faixa E á ia:
( ) A é 30 anos ( ) de 31 a 40 anos ( ) de 41 a 50 anos ( ) acima de 21 anos
5. Cu so de o mação:
6. Função A ual:
7. Tempo de expe iência p o issional:
( ) a é – 1 ano ( ) De 1 ano e 1 mês - 2 anos ( ) De 2 anos e 1 mês anos - 4 anos ( )
De 4 anos e 1 mês a 6 anos ( ) acima de 6 anos
9. Sua expe iência com o e-lea ning.
( ) Não enho expe iência ( ) Expe iência como aluno ( ) Expe iência como u o ( )
Expe iência como aluno e u o
10. A úl ima capaci ação que pa icipou na modalidade em e-lea ning:
( ) a e 1 ano ( ) de 2 a 4 anos ( ) mais de 4 anos
11. A ul ima capaci ação que pa icipou p esencial: ( ) a e 1 ano ( ) de 2 a 4 anos ( )
mais de 4 anos
Pa e II – QUESTIONÁRIO
Os i ens des e ques ioná io não possuem espos as ce as ou e adas. Você de e
seleciona o i em que melho exp esse sua opinião, demons ando o quan o ocê
conco da ou disco da de uma a i mação, po isso esponda con o me o com o que ocê
ealmen e PENSA.
Conco do
o almen e
Conco do
Não se
aplica
Disco do
Disco do
To almen e
1. O cu so na modalidade a
dis ancia possui o mesmo
alo educacional que o cu so
p esencial.
2. As me odologias de ensino-
ap endizagem u ilizadas no e-
lea ning con ibuem pa a o
ix
adequado ap o ei amen o do
con eúdo es udado.
3. O e-lea ning é um p ocesso
es a égico pa a a melho ia
dos se iços de saúde.
4. O e-lea ning cons i ui
e amen a po en e pa a
execução do planejamen o
es a égico no que ange ao
p ocesso educacional na
Sesau.
5. O e-lea ning se con igu a
como e amen a pa a
o imização dos ecu sos
inancei os na Sesau.
6. O e-lea ning se con igu a
como e amen a pa a
o imização dos ecu sos
humanos na Sesau.
7. O e-lea ning se con igu a
como e amen a pa a a
o imização de empo aplicado
as ações educacionais.
8. As e amen as do e-lea ning
iabilizam o acesso a
con eúdos e ocas de
in o mações pe inen es as
p á icas dos abalhado es.
9. O e-lea ning pode iabiliza
mudanças no modelo de
ensino-ap endizagem
p a icado na sesau.
10. O e-lea ning acili a o acesso
do abalhado as ações
educa i as.
11. O e-lea ning amplia o alcance
das ações educa i as
eduzindo as ba ei as
geog á icas.
12. O e-lea ning o alece o
compa ilhamen o de
expe iências en e ges o es-
x
abalhado es, abalhado es-
abalhado es, abalhado es-
usuá ios.
13. Se i e que o ganiza um
cu so pa a sua equipe, da ia
p e e ência ao e-lea ning.
14. Se o escolhe um cu so pa a
o p óp io ape eiçoamen o,
da ia p e e ência ao e-
lea ning.
15. Tenho in e esse pela
implan ação do e-lea ning na
Sesau.
Apêndice D – Pe cu so Me odológico
xi
xii
ANEXOS

xiii
Anexo 01 – Decla ação de Au o ização da In es igação
Anexo 2 – O ganog ama da Sesau
xi
x
Anexo 3 - Lei delegada nº 47 de 10 de agos o de 2015
x i
xxiii

xxi
xx
xx i
xx ii
xx iii

xxix
xxx
xxxi
xxxii