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MICF FFUP – Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia
Fa mácia Aliança – Po o
Fábio Manuel Ca nei o Teixei a
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MICF FFUP – Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia
Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o
Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas
Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e
Fa mácia Aliança - Po o
1 de Se emb o de 2015 a 11 de Ma ço de 2016 (6 meses)
Fábio Manuel Ca nei o Teixei a
O ien ado : D . Ca los Cos a B az Cunha
______________________________________
Tu o FFUP: P o . Dou o (a) Helena Vasconcelos
______________________________________
Ab il de 2016
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MICF FFUP – Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia
Decla ação de In eg idade
Eu, _______________________________________________, abaixo assinado, nº
__________, aluno do Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas da Faculdade de
Fa mácia da Uni e sidade do Po o, decla o e ac uado com absolu a in eg idade na
elabo ação des e documen o.
Nesse sen ido, con i mo que NÃO inco i em plágio (ac o pelo qual um indi íduo, mesmo
po omissão, assume a au o ia de um de e minado abalho in elec ual ou pa es dele). Mais
decla o que odas as ases que e i ei de abalhos an e io es pe encen es a ou os au o es
o am e e enciadas ou edigidas com no as pala as, endo nes e caso colocado a ci ação
da on e bibliog á ica.
Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o, ____ de __________________ de
______
Assina u a: ______________________________________
i
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Dedico es e abalho ao meu pai que oi, e con inua a se ,
um g ande pila na minha ida.
Ensinou-me a se uma pessoa melho , a abalha , a i e ...
T abalhou/es o çou-se pa a que nunca me al asse
absolu amen e nada.
In elizmen e pessoas boas icam po cá pouco empo.
Es eja onde es i e , espe o que se o gulhe de mim.
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Ag adecimen os
Em p imei o luga que o ag adece ao D . Ca los pela opo unidade de es agia na
a mácia Aliança e pela pa ilha da sua sabedo ia e expe iência.
Ag adeço à D .ª Sónia e a D .ª Susana po me da em um modelo de e e ência a
segui . Ambas são a macêu icas de opo que p ocu am semp e e olui ainda mais.
Ag adeço ao D . Alexand e pela con iança que deposi ou em mim e pela
opo unidade de pa icipa no p oje o Ca l on Li e. Tenho a ce eza que es a expe iência
me ai se ú il na minha u u a ida p o issional.
Não posso deixa de ag adece a es an e equipa da a mácia Aliança. Ag adeço: -
Ao Ped o po se o “c omo” (no bom sen ido) que é; - À Ma ia Ma inho pela capacidade
de aleg a os dias de abalho na a mácia; - À Fá ima pelas suas pala as de sabedo ia; -
Ao Edua do pelas suas, po ezes, espe acula es eo ias. Todos le am as suas
esponsabilidades a sé io e con ibuem, a sua manei a, pa a o bom uncionamen o da
a mácia.
À minha amília, ag adeço po odo apoio, sem eles nada dis o se ia possí el. Não
ou enume a nomes nem qualidades po que se eu o izesse o meu ela ó io co ia o isco
de iplica o núme o de páginas.
Não posso esquece -me de ag adece ao meu g upo de amigos (“Os Cóios”) que
con ibuí am pa a que es es anos de aculdade ossem simplesmen e espe acula es.
Ag adeço de igual o ma aos p o esso es in eg an es da Comissão de Es ágios da
Faculdade de Fa mácia do Po o, bem como à O dem dos Fa macêu icos, po odo o
es o ço e dedicação necessá ia pa a ga an i o e e ido es ágio.
A odos um mui o ob igado.
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Resumo
O es ágio na Fa mácia Aliança do Po o oi ealizado no âmbi o do Mes ado
In eg ado em Ciências Fa macêu icas da Uni e sidade do Po o e e e a du ação de seis
meses.
Es e ela ó io é cons i uído po duas pa es. A p imei a pa e em como obje i o
desc e e a a mácia onde es agiei, assim como enume a algumas das a i idades po mim
ealizadas du an e o es ágio. As a i idades ealizadas con ibuí am pa a a ob enção de
no os conhecimen os e alguma p á ica p o issional. Na segunda pa e são ap esen ados os
emas desen ol idos: - Es e oides anabolizan es no despo o; - Ação da idade sob e a
a macociné ica.
A Fa mácia Aliança si ua-se ela i amen e pe o de alguns ginásios, um deles
equen ado po mim. Alguns dos “a le as” desses ginásios, depois de descob i em que eu
es agia a numa a mácia, ques iona am-me á ias ezes sob e os es e oides anabolizan es
( ulga es “bombas”). Es as ques ões o am o mo i o de eu e escolhido o p imei o ema,
es e oides anabolizan es no despo o.
Po ugal é um país en elhecido. Du an e o pe íodo de es ágio passei algum empo
numa unidade de saúde, onde pude e de pe o á ios dos p oblemas associados à idade.
Os p oblemas obse ados ize am com que eu escolhesse o segundo ema, ação da idade
sob e a a macociné ica.
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Índice
Ag adecimen os .............................................................................................................................
Resumo......................................................................................................................................... i
Índice........................................................................................................................................... ii
Índice de Tabelas ........................................................................................................................... x
Índice de ab e ia u as .................................................................................................................... x
Índice de igu as ............................................................................................................................ x
Pa e I – A i idades desen ol idas du an e o es ágio ......................................................................1
1. In odução ..............................................................................................................................2
2. C onog ama ...........................................................................................................................3
3. O ganização do espaço ísico e uncional da Fa mácia ............................................................4
3.1. Localização e público-al o .............................................................................................4
3.2. Espaço ex e io e in e io ................................................................................................5
3.3. Ho á io de uncionamen o e ecu sos humanos ...............................................................7
4. Ci cui o ge al do medicamen o e p odu os de saúde ................................................................8
4.1. Sis ema in o má ico ........................................................................................................8
4.2. Ges ão de s ocks .............................................................................................................8
4.3. Ap o isionamen o e a mazenamen o ...............................................................................9
4.3.1. P ocessamen o de encomendas ................................................................................9
4.3.2. Receção e con e ência de encomendas .................................................................. 10
4.3.3. A mazenamen o .................................................................................................... 10
4.3.4. Con olo de p azos de alidade .............................................................................. 11
4.3.5. De oluções ........................................................................................................... 11
5. Relacionamen o com os u en es ............................................................................................ 12
6. Dispensa de medicamen os sujei os a ecei a médica (MSRM) ............................................. 12
6.1. A ecei a médica ........................................................................................................... 13
6.2. Compa icipação de medicamen os ............................................................................... 14
6.3. Con e ência do ecei uá io ............................................................................................ 15
6.4. Medicamen os sujei os a legislação especí ica ............................................................... 15
6.4.1. Medicamen os psico ópicos e es upe acien es ...................................................... 15
7. Dispensa de medicamen os não sujei os a ecei a médica (MNSRM) e ou os p odu os
a macêu icos ............................................................................................................................... 16
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7.1. Medicamen os manipulados .......................................................................................... 17
8. Se iços e cuidados de saúde p es ados ................................................................................ 17
8.1. Fa mácia clinica ........................................................................................................... 17
8.2. Se iços especializados ................................................................................................. 18
8.3. Ações no âmbi o da saúde pública................................................................................. 18
8.3.1. VALORMED® ...................................................................................................... 18
8.3.2. Ras eios de saúde ................................................................................................. 19
8.3.3. Si e da a mácia .................................................................................................... 19
9. Conside ações inais ............................................................................................................. 19
Pa e II – Ap esen ação dos emas desen ol idos ......................................................................... 21
Tema 1: Es e oides anabolizan es no despo o .............................................................................. 22
1. Enquad amen o .................................................................................................................... 22
1.1. O que são? .................................................................................................................... 22
1.2. Qual é a eal u ilidade? ................................................................................................. 23
2. Mecanismos en ol idos na biossín ese ................................................................................. 24
3. Mecanismos de ação............................................................................................................. 26
4. De i ados da es os e ona ..................................................................................................... 26
5. Como são usados? ................................................................................................................ 27
6. E ei os secundá ios............................................................................................................... 28
7. Como “con ola ” os e ei os secundá ios? ............................................................................. 29
8. Caso p á ico ......................................................................................................................... 29
9. Conside ações inais ............................................................................................................. 31
Tema 2: Ação da idade sob e a a macociné ica ........................................................................... 33
1. Enquad amen o .................................................................................................................... 33
2. E apas en ol idas na a macociné ica ................................................................................... 34
2.1. O que é a a macociné ica? ........................................................................................... 34
2.2. Abso ção ...................................................................................................................... 35
2.3. Dis ibuição .................................................................................................................. 35
2.4. Me abolização .............................................................................................................. 36
2.5. Exc eção ....................................................................................................................... 37
3. A polimedicação no idoso .................................................................................................... 38
4. O papel das unidades de saúde: o exemplo da unidade de saúde Ca l on Li e ........................ 39
5. O a macêu ico e o acompanhamen o a maco e apêu ico ..................................................... 41
6. Conside ações inais ............................................................................................................. 42
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Re e ências bibliog á icas ............................................................................................................ 44
Pa e I: ..................................................................................................................................... 44
Pa e II: .................................................................................................................................... 46
Anexos ........................................................................................................................................ 49
Índice de anexos....................................................................................................................... 49
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e minal mul ibanco e a caixa egis ado a. Os p odu os expos os es ão o ganizados po
ca ego ias: higiene buco-den á ia, p odu os e e iná ia, p odu os de de mocosmé ica,
suplemen os alimen a es (den o des a ca ego ia ainda é possí el encon a uma
subdi isão: d enan es, saúde ca dio ascula , memó ia, despo o, supe alimen os,...).
Gabine e de a endimen o pe sonalizado:
Local onde há a possibilidade de aze a moni o ização de pa âme os ísicos e
bioquímicos. Es e espaço é mais eca ado o que p opo ciona p i acidade, mo i o pelo qual
é usado quando é pedido um aconselhamen o a macêu ico elacionado com assun os mais
sensí eis. Nes e mesmo espaço uncionam os se iços de en e magem, se iços p es ados
po en e mei os especializados e expe ien es.
Labo a ó io:
Des inado à p epa ação de manipulados é ambém nes e espaço que unciona um
labo a ó io de homeopa ia, uma das g andes apos as da FA. É aqui que se encon am a ias
on es bibliog á icas impo an es, ais como o Fo mulá io Galénico Po uguês e a
Fa macopeia Po uguesa. É ambém aqui que se gua dam odas as in o mações ela i as
aos manipulados (bole ins de analise, ichas de p epa ação, ichas de mo imen os das
ma é ias-p imas).
Gabine e de de mocosmé ica:
Usado pa a ealiza a amen os des a á ea, bem como pa a a p es ação de ou os
se iços ais como consul as de nu ição e icologia.
Loja de o opedia:
Aqui é possí el encon a uma as a gama de p odu os que di icilmen e se ão
encon ados em qualque a mácia A cons an e p ocu a de p odu os ino ado es po pa e
do esponsá el consegue cap a um acei á el núme o de u en es.
Tendo em con a udo o que oi desc i o é possí el conclui que a FA não é uma
a mácia pa ada no empo mos ando-se capaz de acompanha o p og esso e ino ação.
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3.3. Ho á io de uncionamen o e ecu sos humanos
A lei a ual diz que as a mácias êm de es a abe as pelo menos 44 ho as po semana,
exce o em casos especiais.3 A FA unciona desde as 8h:30 a é as 22h de segunda- ei a a
sábado cump indo des e modo a legislação. Nos dias de se iço con ínuo a a mácia
unciona sem pa a desde a ho a de abe u a a é a ho a de ence amen o do dia seguin e.
Dado ao ele ado núme o de a mácias na cidade do Po o es e ipo de se iço é ei o em
média 1 ez a cada 2 meses.
Pa a que os se iços p es ados pela a mácia uncionem sem p oblemas du an e o seu
pe íodo de uncionamen o a FA eco e a uma equipa o ganizada (Tabela 1).
Tabela 1 – Equipa da FA: ga an em um uncionamen o con inuo e o ganizado du an e
o pe íodo de uncionamen o da a mácia.
Nome
Função/Ca go
D . Ca los B az Cunha
Di e o écnico e p op ie á io
D .ª Sónia Co eia
Fa macêu ica adjun a
D .ª Susana Cas o
Fa macêu ica adjun a
D . Alexand e Fa ia
Fa macêu ico adjun o
Ma ia Paula Ma inho
Técnica de a mácia
Edua do Mo ei a
Técnica de a mácia
João Ped o
Técnica de a mácia
Fá ima Sousa
Técnica de a mácia
Como se pode cons a a pela abela 1 a FA cump e o DL nº307/2007 de 31 de
agos o que diz que as a mácias comuni á ias êm de possui pelo menos 2 a maceu icos1.
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4. Ci cui o ge al do medicamen o e p odu os de
saúde
4.1. Sis ema in o má ico
A ecnologia in o má ica es á-se a desen ol e apidamen e o que pe mi e ao
a macêu ico mode niza e melho a o se iço ao u en e. Apesa do a anço ápido da
ecnologia é necessá io ao mesmo empo man e a simplicidade dos p ocessos, po es e
mo i o a FA u iliza o so wa e Si a ma (p og ama simples, ápido e uncional)
come cializado pela emp esa Glin .
Cada uncioná io possui um nº de u ilizado e uma pala a passe que lhe pe mi e o
acesso ao so wa e. Todas as ações dos u ilizado es icam egis adas e di e en es
u ilizado es êm a disposição di e en es uncionalidades. Os es agiá ios êm um acesso
es i o ao p og ama. O Si a ma (SI) pe mi e e i ica qual a quan idade de s ock exis en e,
es abelece um s ock mínimo e máximo, qual a o a i idade de um de e minado p odu o,
his ó icos de endas, p azos de alidade, alo es de comp a en e ou as uncionalidades.
Es e p og ama pe mi e acompanha odo o ci cui o do medicamen o desde a encomenda
a é ao a o de enda con ibuindo assim pa a a minimização da oco ência de e os e pa a a
o imização do abalho po pa e dos p o issionais de saúde.
4.2. Ges ão de s ocks
A boa ou má ges ão em um impac o di e o em odas as nossas ações. Quando es amos
a ala de ges ão de s ocks a qualidade dessa a i idade é apidamen e isí el, a asse de
um p ocesso bas an e complexo de ido à a iabilidade e quan idade de p odu os.
Pa a e i a pe das de capi al é impo an e man e um equilíb io en e um s ock
demasiado ele ado, o que se aduz em gas os desnecessá ios, e a u u a de s ock que pode
esul a na incapacidade de sa is aze o u en e e na pe da de u en es já idelizados. Temos
ainda que con a com as despesas associadas a de oluções ou aba es.
A ualmen e es a ges ão em o apoio do SI. Es e p og ama em a capacidade, em
unção dos limi es máximos e mínimos p é-es abelecidos, de de e a quando o limi e
mínimo de um p odu o oi a ingido. Quando is o acon ece é ap esen ada uma suges ão de
encomenda ao ope ado . Apesa dis o é comum a de eção de e os de s ock, na o igem
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des es e os podem es a á ias coisas: e os du an e a en ada de uma encomenda, du an e
os p ocessos de de oluções ou queb as, e os no egis o das endas e e os nas ma cações.
O esponsá el pela manu enção dos s ocks quando es abelece os limi es máximos e
mínimos em de em conside ação di e sos a o es: - Va iações sazonais; - Pe il dos
u en es habi uais (hábi os, pode de comp a); - P azos de alidade; - Descon os e
boni icações; - Média mensal de endas.
Ou o a o a e em con a é a po a ia nº137/2012 de 11 de Maio que es abelece
que a a mácia de e e em s ock pelo menos ês medicamen os do g upo dos cinco mais
ba a os de cada g upo homogêneo, com a mesma dosagem, subs ancia a i a e o ma
a macêu ica4.
Depois de udo is o pode-se cons a a que a ges ão de s ocks é uma a e a ealmen e
complexa. Desde o inicio do meu es ágio, semp e que possí el e ha ia empo, me o am
explicados os mais a iados passos en ol idos nes a ges ão.
4.3. Ap o isionamen o e a mazenamen o
4.3.1. P ocessamen o de encomendas
As encomendas da FA são ealizadas aos a mazenis as ou di e amen e ao
labo a ó io ep esen an e. G ande pa e das encomendas são ei as com ecu so ao SI, só
em casos isolados se u ilizam ou os meios: con a o ele ónico ou gadge s in o má icos.
As encomendas ei as aos a mazenis as ealizam-se ge almen e duas ezes po dia,
uma de manhã e ou a de a de. Os a mazenis as u ilizados pela FA são: Alliance
Heal hca e, Coop o a e OCP Po ugal. As encomendas ealizadas aos labo a ó ios
ep esen an es dizem espei o p incipalmen e a p odu os de enda li e (cosmé icos,
suplemen os alimen a es) e são mui as ezes in e mediadas po um delegado de
in o mação.
A FA possui um colabo ado com o mação em ges ão que é o esponsá el po es a
a e a. Apesa de du an e o meu es ágio nunca e ei o uma “g ande” encomenda oi-me
explicado á ias ezes o p ocesso. No en an o i e a opo unidade de aze a encomenda de
á ios medicamen os isolados, p incipalmen e em casos de u u a de s ock.
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4.3.2. Receção e con e ência de encomendas
Foi uma das p imei as a e as que ealizei no início do meu es ágio.
As encomendas chegam a FA em con en o es de plás ico ou caixas de ca ão e
azem-se acompanha po uma guia de emessa ou a u a (Anexo I) em duplicado. Os
á macos psico ópicos ou es upe acien es ambém se azem acompanha de uma
equisição especí ica. Os p odu os de io (conse ação en e os 2ºC e os 8ºC) são
anspo ados em con en o es é micos. Pos e io men e a eceção dá-se en ada da
encomenda, pa a isso é necessá io con i ma se os p odu os ecebidos coincidem com os
p odu os da no a de encomenda (Anexo II), se os p odu os es ão nas condições ideais,
de e-se e i ica o p azo de alidade, se o alo da a u a es á co e o (bônus e descon os
co e os), ambém se de e e i ica se o p eço de enda ao público oi al e ado e se a
ma gem p ecisa de se al e ada. Se no inal do egis o da encomenda no SI odos es es
pa âme os es i e em em con o midade a encomenda é echada.
O p eço dos medicamen os sujei os a ecei a médica possuem ma gens ixas que
são es abelecidas pelo DL nº112/2011 de 29 de No emb o pos e io men e al e ado pelo
DL nº152/2012 de 12 de Julho5, 6. O p eço dos es an es p odu os de saúde e
medicamen os, como po exemplo: medicamen os não sujei os a ecei a médica, p odu os
de de mocosmé ica e homeopa ia, o p eço é calculado endo em con a o cus o pa a a
a mácia, o IVA e a ma gem da a mácia.
A eceção da encomenda é concluída com o a qui amen o das a u as con i madas,
pos e io men e en egues a con abilidade, e no caso dos medicamen os es upe acien es ou
psico ópicos as guias são en egues ao di e o écnico pa a se em ca imbadas e assinadas.
Depois de ca imbadas e assinadas o duplicado é en iado ao o necedo e o o iginal
a qui ado na a mácia.
4.3.3. A mazenamen o
Um a mazém o ganizado ga an e poupanças que no empo gas o a uma os
p odu os que no espaço ocupado pelos p odu os e o mais impo an e: pe mi e a ende o
u en e mais ápido e e icazmen e (sem e os). No en an o é necessá io espei a algumas
condições de a mazenamen o, ais como: A iluminação, a humidade e a en ilação de em
espei a as especi icações do medicamen o de o ma a ga an i a sua in eg idade. A
empe a u a da a mácia de e se in e io a 25ºC e a humidade de e se ap oximadamen e
60%.
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A maio pa e dos medicamen os es ão o ganizados po Denominação Comum
In e nacional (DCI). A FA segue o p incípio do FEFO (Fi s Expi ed, Fi s Ou ), o que
ga an e uma co e a o ação de s ocks e i ando des e modo pe das de empo e dinhei o
associadas ao p ocesso de de olução. Es e p incipio ambém e i a disc epâncias de p eços
com o SI, de ido às a ualizações de p eços cons an es.
O a mazenamen o dos p odu os a macêu icos oi uma das a e as que mais
p a iquei du an e o meu pe íodo de es ágio. Es a a e a pe mi iu-me amilia iza com
alguns medicamen os o que me ouxe mais con iança no a endimen o.
4.3.4. Con olo de p azos de alidade
Todos os meses é ei o um con olo do p azo de alidade de odos os p odu os
exis en es na FA. Es a e i icação é ei a com base numa lis a de p odu os, que
eo icamen e possuem um p azo de alidade a expi a , emi ida pelo SI (Anexo III). Es e
con olo é ei o de o ma a ga an i que a legislação é cump ida.
A a ual legislação em igo diz que odos os p odu os com apenas dois meses de p azo
de alidade ou com esse p azo já expi ado de em se e i ados não de endo se endidos
ou o necidos. Es es p odu os são de ol idos ao o necedo . 7
Es a é uma a e a bas an e bem conhecida pelos es agiá ios da FA, na qual pa icipei
a i amen e. Pe mi iu-me con a a e conhece melho alguns p odu os.
4.3.5. De oluções
As de oluções são ei as com ecu so a uma e amen a do SI. É emi ida uma no a de
de olução que indica o mo i o da de olução. Os mo i os en ol idos na causa da
de olução podem se á ios, en e eles: embalagens dani icadas, p azos de alidade
expi ados, p odu os e i ados do me cado pelo INFARMED, e os de encomenda. Du an e
o es ágio e i iquei que na maio pa e das ezes o mo i o da de olução é o p azo de
alidade expi ado.
De o ma a cump i o DL nº 198/2012 de 24 de Agos o8, além da no a de de olução o
p odu o de ol ido ambém em de se ob iga o iamen e acompanhado po uma guia de
anspo e.
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Nos casos em que o mo i o de de olução é acei e pelo o necedo o p odu o é
subs i uído ou é imi ida uma no a de c édi o a descon a na encomenda seguin e. Quando a
de olução não é acei e os p odu os são conside ados queb as de s ock.
5. Relacionamen o com os u en es
É sabido que o a macêu ico além de p o issional de saúde em de se um comunicado .
Pa a isso o a macêu ico em de ap ende a ansmi i o seu conhecimen o cien í ico de
o ma simples e cla a, o que po ezes não é ácil. É impo an e e semp e em
conside ação o ipo de pessoa/u en e com que es amos a lida , o seu ní el cul u al a sua
capacidade de comp eensão.
Passei uma pa e dos meus p imei os dias de es ágio a obse a a equipa da FA no
balcão. Desde cedo me oi explicado como udo se azia. No início da minha 3º semana de
es ágio ui con idado a ealiza o meu p imei o a endimen o po um u en e habi ual da
a mácia (Respos a da pessoa em ques ão quando eu lhe disse que ainda es a a no inicio do
es ágio: “É no inicio que se começa... e um dia ais e de começa .”) Du an e os meus
a endimen os pude semp e con a com a ajuda e supe isão dos p o issionais de saúde da
FA. Posso a i ma com oda a ce eza que é no balcão o local onde mais se ap ende, onde
podemos e o que não sabemos e o que podemos melho a (o que não é pouco).
6. Dispensa de medicamen os sujei os a ecei a
médica (MSRM)
A p incipal unção do a macêu ico é dispensa medicamen os, mas nunca nos
de emos esquece da eno me esponsabilidade que esse simples a o aca e a. Uma pequena
al a de a enção pode esul a na enda de um medicamen o que não é o co e o pa a a caso
ap esen ado pelo u en e (dosagem e ada, in e ações e apêu icas não conside adas,
posologia e ada,...), o que pode esul a em si uações complicadas.
O es a u o do medicamen o classi ica os medicamen os em MSRM e em medicamen os
não sujei os a ecei a médica (MNSRM). Os MSRM podem ainda se di ididos em:
Medicamen os de ecei a médica eno á el (quando se des inam a doenças ou
a amen os p olongados);
13
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Recei a médica especial (no caso dos medicamen os psico ópicos ou
es upe acien es);
Recei a médica es i a (quando se des inam, po exemplo, ao uso es i o em
hospi al). 9
6.1. A ecei a médica
Os u en es pa a pode em le an a um MSRM êm de ap esen a uma ecei a álida.
Segunda a a ual legislação10, 11, que de e mina o modelo de ecei as do Sis ema Nacional
de Saúde, as ecei as na sua g ande maio ia de em se em supo e ele ónico. Sal o em
a as exceções as ecei as podem se p esc i as à mão:
Quando o sis ema in o má ico não es á a unciona ;
Inadap ação undamen ada do p esc i o ;
P esc ição ao domicílio;
Nos casos em que os p o issionais possuem um olume de p esc ição igual ou
in e io a 40 ecei as po mês.
A ualmen e os u en es podem op a po medicamen os gené icos ou de ma ca podendo
ainda escolhe en e qualque medicamen o que pe ença ao mesmo g upo homogêneo.
Mas, exis em algumas exceções onde es e pode de escolha é limi ado:
a) P esc ição de medicamen o com ma gem ou índice e apêu ico es ei o;
b) Fundada suspei a, p e iamen e epo ada, de in ole ância ou eação ad e sa a um
medicamen o com a mesma subs ância a i a mas di e en e denominação come cial;
c) P esc ição de medicamen o des inado a assegu a a con inuidade de um a amen o
com du ação es imada supe io a 28 dias. 9
Quando se a a da exceção a ou b o u en e em ob iga o iamen e de es ingi a sua
escolha ao que oi p esc i o, no caso da exceção c pode escolhe mas apenas en e os
medicamen os de p eço igual ou in e io ao p esc i o.
Du an e a p esc ição de MSRM os p o issionais de saúde ambém êm de segui
algumas eg as, ais como:
Só podem p esc e e a é 4 medicamen os di e en es po ecei a num máximo de 2
embalagens pa a cada um, num o al de 4 embalagens;
No caso de medicamen os uni á ios podem se p esc i as a é 4 embalagens;
14
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Nas ecei as de disposi i os ab angidos pelo P og ama Nacional de P e enção e
Con olo da Diabe es e nas ecei as de manipulados não de e cons a ou o ipo de
medicamen os;
Em elação à alidade das ecei as es as podem se di ididas em não eno á eis e
eno á eis. No p imei o caso a alidade é de 30 dias e dizem espei o, no malmen e, a
a amen os de cu a du ação. As ecei as eno á eis possuem uma alidade de 6 meses
podendo se passadas em iplicado, es as dizem espei o a casos de doença c ônica.
Es á a deco e um p ocesso de desma e ialização da ecei a. Es a inicia i a omada
pelo Minis é io da Saúde P e ende implemen a o concei o da cen alização de dados e da
desma e ialização da ecei a ap esen ando maio comodidade pa a o u en e e meno isco
de aude. O obje i o inal é consegui , a a és do ca ão de cidadão e da cedência do
código de acesso da guia de a amen o, e acesso au omá ico à p esc ição. A p incipal
an agem des e p ocesso pa a a a mácia é a simplicidade, o que pe mi e ao a macêu ico
oca -se ainda mais no co e o aconselhamen o ao u en e. O p ocesso já oi colocado em
p á ica na FA, no inal do meu es ágio i e a opo unidade de assis i a alguns casos.
6.2. Compa icipação de medicamen os
Segundo o DL nº 48-a/2010 de 13 de Maio, al e ado pelo DL nº 103/2013 de 26 de
Junho, o a ual egime de compa icipações de medicamen os é di idido da seguin e o ma:
Regime ge al (Engloba odos os u en es do SNS e a compa icipação do es ado
é di idida po escalões de aco do com o g au de necessidade do u en e: Escalão
A-90%; Escalão B-69%; Escalão C-37%; Escalão D-15% do p eço de enda
dos medicamen os.)
Regime especial (O alo de compa icipação do es ado ac esce 5% pa a o
escalão A e 15% pa a os es an es.)12.
O SNS a ibui ainda algumas compa icipações especiais pa a medicamen os, po
exemplo, des inados a doenças c ônicas como Alzheime .
Além do es ado exis em ou as en idades e subsis emas de saúde, independen es do
SNS, que compa icipam uma pa e do alo do medicamen o. Na a mácia aliança é
comum con a a dia iamen e com algumas delas, como po exemplo: Se iços de
Assis ência Médico-Social do Sindica o dos Bancá ios do No e (SAMS) e Caixa Ge al de
15
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Depósi os. Os u en es bene iciá ios des as en idades en am mui as ezes num egime de
complemen a idade, ou seja, são ab angidos po mais que uma en idade, aumen ando des a
o ma o alo da compa icipação. Du an e o es ágio depa ei-me com algumas si uações
em que os medicamen os sujei os a ecei a médica, independen emen e de qual osse o seu
g upo e apêu ico, e am o almen e compa icipados.
6.3. Con e ência do ecei uá io
Quando uma ecei a, com MSRM, é a iada a a mácia inicialmen e só ecebe pa e do
alo pago pelo u en e. Depois pa a que o alo da compa icipação seja eembolsado a
a mácia em de ealiza uma se ie de p ocedimen os. Se exis i algum e o na dispensa dos
medicamen os o alo da compa icipação não é de ol ido à a mácia. Pa a que is o não
oco a as ecei as a iadas na FA são semp e con e idas duas ezes po duas pessoas
di e en es que con i mam os seguin es dados:
Medicamen os dispensados coincidem com os p esc i os;
Aplicação da compa icipação es á co e a;
Recei a possui ca imbo da a mácia;
Recei a es á assinada e co e amen e da ada.
No inal de cada mês as ecei as são o ganizadas po lo es. Os lo es são echados e são
imp essos ês documen os: e be e de iden i icação do lo e, elação esumo dos lo es e a
a u ação mensal dos medicamen os dispensados. Pos e io men e o ecei uá io des inado
ao SNS é en iado pa a o Cen o de Con e ência de Fa u as e o es an e, é en iado pa a a
Associação Nacional de Fa mácias.
Du an e o meu pe íodo de es ágio i e a opo unidade de acompanha odo es e
p ocesso.
6.4. Medicamen os sujei os a legislação especí ica
6.4.1. Medicamen os psico ópicos e es upe acien es
Os medicamen os psico ópicos e es upe acien es es ão sujei os a uma legislação
bas an e especí ica, sendo sujei os a um g ande con olo desde a sua aquisição pela
a mácia a é a sua dispensa ao u en e. 13, 14
Na ecei a des es medicamen os, psico ópicos e es upe acien es, não de em se
p esc i os ou o ipo de medicamen os. A ecei a ele ónica em iden i icada com a sigla
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Tema 1: Es e oides anabolizan es no
despo o
1. Enquad amen o
Vi emos numa sociedade onde o pad ão de beleza ísica é simplesmen e aduzido
pela ase: “Co po de deus g ego”, ou seja, um ísico de inido e eple o de músculos.
Exis em cada ez mais pessoas a p a ica algum ipo de exe cício ísico. P incipalmen e
en e os jo ens, a alo ização de um co po a lé ico le a mui as ezes a u ilização de ce as
subs ancias/suplemen os com o obje i o de diminui o empo e o es o ço necessá ios pa a
chega a um esul ado inal: melho o ma ísica, melho apa ência aos olhos da
sociedade.1
Os es e oides anabolizan es são cada ez mais usados po jo ens isicul u is as e
a le as com is a a melho a em as suas capacidades ísicas, no en an o o uso des e ipo de
suplemen os já é desc i o desde a an iguidade. Já Filis a o e Galeano ela am o uso de
uques po pa e dos compe ido es olímpicos com o obje i o de melho a em as suas
ma cas. Os a le as inge iam es ículos de ou o, icos em es os e ona. Mais a de, a
es os e ona oi ambém usada pa a aumen a a ag essi idade dos soldados alemães du an e
a 2ª gue a mundial. 2
Es es compos os podem ealmen e se usados, inde idamen e, pa a melho a o
endimen o e a apa ência ísica, no en an o não podemos esquece odos os e ei os
ad e sos pa a a saúde que esul am do uso des e ipo de subs ancias. Esses e ei os
ad e sos/secundá ios ão se discu idos du an e o abalho.
1.1. O que são?
Os es e oides anabolizan es ou es e oides anabólico-and ogénicos (EAA), de uma
o ma mui o simples, são subs âncias de i adas da es os e ona (ho mona sexual
masculina) e ap esen am um núcleo básico de i ado da es u u a química do coles e ol. As
ho monas es e oides são biossin e izadas em poucos ecidos, ais como có ex das
glândulas ad enais e gônadas. 2, 3
23
MICF FFUP – Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia
A es os e ona a ua undamen almen e de duas o mas:
Como and ogénico: esponsá el pela p omoção e manu enção das
ca ac e ís icas sexuais masculinas (ca ac e ís icas sexuais secundá ias,
e ilidade,...);
Como anabólico: p omo e a ixação do ni ogênio e aumen a a sín ese
p o eica. 3
Exis em á ios de i ados da es os e ona no me cado. A elação en e o pode
anabólico e and ogénico des es de i ados a ia, no en an o, nenhum deles é capaz de
desencadea somen e e ei os anabólicos. 4
1.2. Qual é a eal u ilidade?
Os EAA o am inicialmen e desenhados pa a cu a doenças. Segundo a FDA (Food
and D ug Adminis a ion) os EAA podem se usados no a amen o das seguin es
pa ologias:
Hipogonadismo nos homens;
Pube dade e c escimen o e a dado;
Mic opénis neona al;
De iciência and ogénica pa cial em homens idosos;
De iciência and ogénica secundá ia a doenças c ônicas;
Anemia (es imulam a e i opoiese);
Os eopo ose (es imulam os os eoblas os).
Es as subs ancias ambém pode ão se u ilizadas em quad os agudos, ais como:
poli auma ismos, queimadu as e pe íodos pós-ope a ó ios. Uma ez que nes as si uações
pode exis i uma de iciência no me abolismo p o eico. Também mos am e ei os
sa is a ó ios no a amen o de á ios ipos de neoplasias. 4
No en an o o seu uso inde ido no meio despo i o, de ido as suas p op iedades
anabólicas, como simples p omo o es do c escimen o muscula é o que es á mais associado
a es as subs âncias. São ainda mui o usados no con olo da go du a co po al. 3
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2. Mecanismos en ol idos na biossín ese
No homem a maio pa e da es os e ona é sin e izada nos es ículos.
Ap oximadamen e 95% da es os e ona ci culan e é sec e ada pelos es ículos, a es an e,
ap oximadamen e 5%, é sec e ada pelas glândulas sup a- enais.4
A es os e ona ambém é p oduzida pela mulhe , no en an o em meno es
quan idades.4
Tes ículos (células de Leydig):
A biossín ese de es os e ona, no homem, é con olada pelo eixo hipo alâmico-
pi ui á io-gonadal.5
Figu a 1 - Biossín ese de ho monas es e oides pelas gônadas: O p ocesso é iniciado
com a libe ação de GnRH, sendo seguido po uma casca a de eações que esul am na
p odução de es os e ona e ou as ho monas es e oides. Adap ado de “Tes os e one
modula es ca diac con ac ion and calcium homeos asis: cellula and molecula
mechanisms.” 5
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Numa p imei a ase oco e a sín ese e libe ação da ho mona libe ado a de
gonado opina (GnRH) pelo hipo álamo. A GnRH po sua ez a ua sob e a glândula
pi ui á ia an e io es imulando a sín ese e libe ação da ho mona lu einizan e (LH). As
células de Leydig são en ão es imuladas pela LH. 5, 6
A sín ese de ho monas es e oides é ei a a pa i do coles e ol, o qual após passa
po sucessi as oxidações ai da o igem a p egnenolona (p incipal p ecu so das ho monas
es e oides). 5, 6
A eação que limi a a elocidade de p odução de ho monas es e oides é a con e são
do coles e ol em p egnenolona pela enzima CYP11A1. A p egnenolona após se
con e ida em á ios compos os in e mediá ios ai inalmen e da o igem a es os e ona. A
es os e ona pode á ainda se ans o mada na di-hid o es os e ona (DHT) pela 5α-
edu ase, sendo que a DHT é um and ogênio mais po en e que a es os e ona, e no 17b-
es adiol pela enzima a oma ase. Todos es es passos es ão esquema izados na igu a 1. 5,6
A maio pa e, ce ca de 40%, da es os e ona p esen e na co en e sanguínea
encon a-se ligada a globulina ligado a de ho monas sexuais (SHBG). Ce ca de 2% ci cula
li emen e e a es an e ligada à albumina e a ou as p o eínas plasmá icas. 6
O con olo dos ní eis de es os e ona é ei o das seguin es o mas: - A es os e ona
p oduzida como espos a ao LH exe ce um e ei o de eedback nega i o sob e a glândula
pi ui á ia an e io , inibindo di e amen e a libe ação de LH; - A es os e ona a ua
di e amen e sob e o hipo álamo, diminuindo a libe ação de GnRH, sendo es e o p incipal
mecanismo de inibição. 5, 6
Glândulas sup a- enais:
A sín ese de ho monas es e oides pode se ei a pelo có ex das glândulas sup a-
enais em ambos os sexos. En e as ho monas es e oides p oduzidas nes as glândulas
podemos des aca a desid oepiand os e ona (DHEA) e a and os enediona. Es es
and ogênios são pos e io men e con e idos em es os e ona no ígado. 6, 7
A p odução de and ogênios pelas sup a- enais é es imulada pela ho mona
ad enoco ico ó ica (ACTH). A a és de um mecanismo de eedback nega i o o co isol, e
não os and ogênios p oduzidos, egula a sec eção de ACTH pela hipó ise an e io . 6, 7
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3. Mecanismos de ação
Os and ogênios são mui o impo an es na egulação da composição co po al, uma
ez que são capazes de p omo e a di e enciação miogénica e inibi a adipogenese das
células mesenquimais mul ipo en es. A es os e ona aumen a a massa muscula esquelé ica,
no en an o es e e ei o da es os e ona sob e a massa muscula depende da dose e das
concen ações ci culan es. 8
A es os e ona, como já oi e e ido an e io men e, pode da o igem a ou as
moléculas. Pelo que podemos desde já pe cebe que nem odas as ações desencadeadas
pela es os e ona são mediadas apenas po es a molécula ou pelos ece o es and ogênicos.9
Exis em á ios mecanismos pelos quais os and ogênios são capazes de aumen a a
massa muscula , des acam-se os seguin es:
Aumen o da sín ese p o eica po aumen o do RNA mensagei o: Is o é conseguido
a a és da es imulação in amuscula da exp essão do gene pa a o IGF-I (insulin-
like g ow h ac o I);
Balanço posi i o de ni ogênio: Os aminoácidos das p o eínas inge idas são mais
acilmen e abso idos pelo o ganismo;
Inibição do ca abolismo p o eico: Os EAA compe em com os glicoco icoides,
compos os libe ados em si uações de s ess, pelos ece o es. 9
Apesa de exis i uma noção de como a es os e ona é capaz de aumen a a massa
muscula os mecanismos celula es en ol idos ainda não são comple amen e
comp eendidos. 8
4. De i ados da es os e ona
As á ias mudanças es u u ais ei as na molécula de es os e ona êm como obje i o
melho a em os seus e ei os anabólicos e eduzi em os and ogénicos. Os EAA são di ididos
de aco do com a ia de adminis ação, ob endo-se assim duas ca ego ias di e en es. 10
EAA o ais ou es e oides 17α-es e i icados: Es es es e oides são ob idos po
subs i uição do hid ogênio na posição 17α, po um g upo me ilo ou e ilo. Es a
al e ação impede que os es e oides ob idos sejam desa i ados pelo e ei o de
p imei a passagem, o que pe mi e uma adminis ação o al. São ge almen e
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moléculas com um conside á el g au de hepa o oxicidade e com um eduzido
empo de semi- ida. Podemos obse a alguns exemplos na Figu a 2.10
EAA inje á eis ou es e oides 17 β-es e i icados: O g upo hid oxilo na posição 17 β
é es e i icado com um ácido. Es a modi icação con e e maio solubilidade lipídica
ao es e oide o que impede a ápida libe ação do eículo oleoso pa a a ci culação.
Possuem ge almen e uma semi- ida mais longa, meno oxicidade hepá ica e uma
abso ção mais len a quando compa ados com EAA o ais. Podemos obse a alguns
exemplos na Tabela 2, segundo o Na ional Ins i u e on D ug Abuse (NIDA) es es
são alguns dos EAA mais usados. 6, 10
Tabela 2 – Vá ios exemplos de EAA o ais e inje á eis. Adap ado de “Es e oides
anabolizan es no espo e” 6
5. Como são usados?
Os a le as u ilizado es de EAA seguem ge almen e uma das 3 seguin es me odologias:
Ciclo: Os es e oides são usados du an e pe íodos de inidos que podem a ia de 4 a
12 semanas, exis indo pe íodos de pa agem en e ciclos que a iam de 1 mês a 1
ano. Ge almen e usam á ios EAA simul aneamen e. 6, 10
Pi âmide: Começam com pequenas doses e depois aumen am g adualmen e a é a
dose máxima po eles de inida. Após se a ingido o máximo p ocedem a uma
edução p og essi a a é ao inal. 6
S acking: Baseia-se na ideia que pequenas doses de á ios EAA conduzem a
meno es e ei os secundá ios que g andes doses de um único EAA. Es e mé odo
pe mi e combina ca ac e ís icas “bené icas” de á ios EAA. 10
Dependendo do obje i o do usuá io, ganho de massa muscula , de inição co po al ou
esis ência ísica, são u ilizados es e oides di e en es.
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Independen emen e do ipo de me odologia usada, no inal é semp e ei a uma “Te apia
pós-ciclo” (TPC). Es a TPC consis e no uso de á ios suplemen os e á macos com o
obje i o de einicia a p odução endógena de es os e ona, en ando man e des a o ma os
ganhos conseguidos. 10
6. E ei os secundá ios
Os EAA quando usados de o ma descon olada são esponsá eis po inúme os e ei os
secundá ios podendo mesmo le a a mo e. Os e ei os secundá ios es ão dependen es da
dose e do empo de u ilização des as subs ancia. Des acam-se os seguin es: 4, 9
No homem:
o A o ia do ecido es icula : O que pode p o oca in e ilidade e impo ência;
o Tumo es na p ós a a;
o Hipe o ia da p ós a a;
o Ginecomas ia: No malmen e i e e sí el. Oco e de ido a uma maio axa
de con e são de es os e ona em 17b-es adiol pela enzima a oma ase, es e
enômeno ambém es á en ol ido na a o ia do ecido es icula (e ei o
secundá io ge almen e e e sí el) e na hipe o ia p os á ica.
Na mulhe :
o Masculinização: Eng ossamen o da oz, c escimen o de pelos no co po;
o I egula idade mens ual;
o Aumen o do cli ó is.
Além dos e ei os secundá ios e e idos exis em mui os ou os que podem oco e
em ambos os sexos: cal ície, acne (de ido ao aumen o das glândulas sebáceas e a maio
a i idade po pa e des as), echo epi isá io p ema u o, al e ação do me abolismo lipídico
(aumen o do LDL e diminuição do HDL), umo es no ígado, al e ações hema ológicas (Os
EAA es imulam a e i opoiese o que pode causa polici emia e aumen o do hema óc i o.
Es es enômenos podem le a a o mação de ombos e a oco ência de aciden e ascula
ce eb al.), al e ação da imunidade humo al (diminuição dos ní eis das imunoglobulinas
IgG, IgM e IgA), aumen o da p essão a e ial, en e ou os. 4, 9
É impo an e e e i que exis em es udos que p o am que a adminis ação exógena
de EAA a pa i de 15-150 ml po dia ai in e e i com o eixo hipo alâmico-pi ui á io-
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MICF FFUP – Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia
gonadal, diminuindo a p odução endógena de es os e ona. Es a in e e ência in ensi ica os
e ei os eminilizan es dos EAA (ginecomas ia, a o ia do ecido es icula ,...). 4, 9
7. Como “con ola ” os e ei os secundá ios?
Como já oi e e ido no pon o 5, os a le as usuá ios des e ipo de subs ância eco em a
uma me odologia chamada de “Te apia pós-ciclo” com o obje i o de ameniza os e ei os
secundá ios e man e os ganhos de massa muscula conseguidos. Alguns a igos de endem
que a TPC de e se iniciada logo que o ciclo e mina. En e os á ios suplemen os e
á macos que cons i uem uma TPC des acam-se:
Tamoxi eno: Pe ence ao g upo a maco e apêu ico dos medicamen os
an ies ogénios e es á indicado no a amen o da neoplasia da mama. Na TPC a sua
p incipal unção é e i a a ginecomas ia. A ua como modulado sele i o dos
ece o es de es ogênio, ou seja, impede a ação do es ogênio sob e os ecidos da
mama sem a e a a ação bené ica des e sob e alguns ecidos (ossos, ígado e
cé eb o). Também é capaz de es imula a sec eção de LH aumen ando assim a
p odução de es os e ona endógena. 11, 12
hCG (gonado o ina co iônica humana): Pe ence ao g upo a maco e apêu ico das
ho monas e medicamen os usados no a amen o das doenças endóc inas. São
no malmen e u ilizadas em a amen os de in e ilidade. Na TPC são u eis po que
a uam de o ma idên ica a LH, ligam-se as células de Leydig es imulando a
p odução endógena de es os e ona. É usada em ciclos longos pa a impedi que os
es ículos a o iem. De e-se e em con a que a adminis ação de hCG pode
bloquea a p odução de LH na u al, mo i o pelo qual é ge almen e associada ao
amoxi eno. 11, 13
Silima ina: Pe ence ao g upo a maco e apêu ico dos cole é icos e colagogos. Na
TPC pode se u ilizada pa a ajuda na ecupe ação do ígado. 11, 14
8. Caso p á ico
Du an e a minha pesquisa pa a esc e e es e abalho encon ei com bas an e
equência á ios comen á ios sob e a acilidade com que se podem adqui i os EAA,
apesa de se em MSRM. Resol i aze en ão algumas pe gun as nos ginásios onde eino,
com o obje i o de es as a “ acilidade” á ias ezes e e ida.
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MICF FFUP – Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia
Fiquei ealmen e imp essionado com a acilidade e elocidade com que se
consegue comp a es as subs âncias, i e a é di ei o a um pequeno “aconselhamen o” que
achei bas an e cien í ico e lógico. Explica am-me como os EAA uncionam e quais os
e ei os secundá ios que podia espe a .
Depois de me se em ei as algumas pe gun as (“É a p imei a ez que ais aze um
ciclo? Há quan o empo einas? Tens algum p oblema de saúde? Que idade ens?”),
concluí am que o ideal pa a mim e a o “ciclo” desc i o na abela 3.
Tabela 3 - “Ciclo” aconselhado a um a le a de 24 anos que eo icamen e ai en a pela 1º
ez no mundo dos EAA e que em como único obje i o ganha massa muscula .
Pequena análise sob e o ciclo “ ecei ado”:
A axa no mal de p odução de es os e ona em um homem es á en e os 2,5 e 11 mg
po dia. Logo, a concen ação dos EAA aconselhados es á mui o acima dos ní eis
isiológicos no mais. Como é ácil de pe cebe es as concen ações mui o
p o a elmen e ão da o igem a e ei os ad e sos. 6
O olhe o in o ma i o do Nol adex-D® indica a oma de 20-40mg dia pa a a a o
canc o da mama. As concen ações “ ecei adas” ão ao encon o com as indicadas
pelo olhe o, exce o que nes e caso não se a a de um canc o. Não consegui
pe cebe em que a o se basea am pa a es abelece a du ação da TPC.15
O Li .52® é um suplemen o que pode se ac escen ado a lis a indicada no pon o 7.
Es e suplemen o diz melho a o uncionamen o do ígado em caso de hepa i es
in eciosas e óxicas, hepa i es c ónicas e ou as doenças hepá icas. 16
“Ciclo” de 10 semanas
Compos o
Posologia
Sus anon 250® (mis u a de es os e ona:
p opiona o, isocap oa e, decanoa o,
enilp opiona o).
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9. Conside ações inais
Os EAA, quando p esc i os po pessoas esponsá eis (médicos), azem e ei os
bené icos pa a a saúde dos consumido es. São usados no a amen o das mais a iadas
pa ologias e são medicamen os de uso exclusi o na medicina. Apesa de odo o con olo
ei o sob e es es compos os pelas en idades compe en es, uma ez que são MSRM, num
g ande núme o de ezes o seu uso não em inalidade e apêu ica.
Com base no meu empo de es ágio e p incipalmen e na minha expe iência no mundo
do despo o, sou equen ado assíduo de ginásios e academias de despo o a mais de 10
anos além de se a le a g aduado e ede ado em kickboxing e muay hai, posso a i ma que
o uso de EAA es á a aumen a apesa das pessoas es a em cada ez mais bem in o madas
sob e os e ei os nega i os que esul am do abuso des e ipo de compos os. Es e aumen o
al ez possa se explicado pela c escen e p essão social sob e a apa ência ísica, sendo que
as c ianças e adolescen es são acilmen e in luenciados.
O uso de EAA com uma inalidade despo i a, apesa de ilegal, deixou de se um abu
e a ualmen e é uma p á ica conside ada no mal. Mui os “a le as” assumem publicamen e o
uso de EAA.
Os a le as an es de usa em es e ipo de compos os de e iam pedi aconselhamen o a um
p o issional de saúde compe en e (médico, a macêu ico,...). Exis em mé odos saudá eis
capazes de con ibui pa a a cons ução do “co po pe ei o”, en e eles:
Die a saudá el e equilib ada: A alimen ação é a base de udo. Os a le as de em
ajus a a alimen ação com base nos obje i os pessoais (ganha peso, pe de peso,
mais de inição,...). Os nu icionis as são os p o issionais mais capazes de os ajuda
nes a á ea.
Suplemen os alimen a es despo i os: Além da alimen ação saudá el podem
eco e a alguns suplemen os alimen a es o ien ados pa a os despo is as. En e
eles des acam-se: - P o eína: Ing edien e indispensá el na cons ução muscula ; -
Glu amina: Impo an e aminoácido no me abolismo celula capaz de ajuda na
ecupe ação ísica após um exe cício ísico in enso; - C ea ina: é um ácido o gânico
ni ogenado capaz de p omo e a esis ência ísica ( e anexo V).
Exe cício ísico: Um plano de exe cícios elabo ado po um p o issional esponsá el
(Pe sonal T aine ) com base nas nossas ca ac e ís icas ísicas ajuda-nos a consegui
os esul ados p e endidos.
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Tendo em con a que alguns á macos, com o a anço da idade, ão se
inap op iadamen e eliminados pelo im é de espe a o apa ecimen o de eações ad e sas
de ido ao aumen o dos ní eis sé icos desses á macos. Quando es a edução na capacidade
de exc eção o de e ada a dose de manu enção do medicamen o em ques ão de e se
co igida. 23
A c ea inina, p incipalmen e, é mui as ezes usada pa a a alia a unção enal. No
en an o, no caso dos idosos, es e pa âme o bioquímico não o nece in o mações eais, pois
no caso des as pessoas oco e uma diminuição da massa muscula , como já oi e e ido, o
que esul a numa diminuída p odução de c ea inina. 22, 23
3. A polimedicação no idoso
Com a idade, como já oi e e ido inicialmen e, aumen a a equência de oco ência
de doenças. Como esul ado, as pessoas idosas omam, ge almen e, á ios ipos de
medicamen os em simul âneo (polimedicação).
A polimedicação es á associada a á ios p oblemas, ais como:
Reações ad e sas: Um es udo e e e que a p obabilidade de eações ad e sas seja
de 6% pa a 2 á macos, 50% pa a 5 e quase 100% pa a 8 ou mais. 25, 26
Fal a de adesão ao egime e apêu ico: A g ande quan idade de á macos (MSRM
mui as ezes associados a MNSRM, desde suplemen os i amínicos a é compos os
“p esc i os” no con ex o das medicinas al e na i as), jun amen e com as al e ações
isiológicas já enume adas e o uso de á ios p esc i o es, aumen am o isco de
eações ad e sas o que mui as ezes condiciona a adesão a e apêu ica.25, 26
T a amen o não ap op iado: Exis em á ios á macos conside ados inap op iados
pa a os idosos, independen emen e de se em adequados pa a a doença
diagnos icada, de ido ao g ande isco de p o oca em eações ad e sas ou de
in e agi em com ou os á macos. Exis em dois c i é ios que são usados na
p esc ição de medicamen os em idosos, são eles os c i é ios de Bee s-Fick e os
c i é ios canadianos. Es es c i é ios o am es abelecidos po um g upo de
especialis as, que após analisa em uma g ande quan idade de in o mação
bibliog á ica, es abelece am quais os medicamen os ou classes de medicamen os a
e i a nos idosos. Na Tabela 5 podemos obse a pa e de uma lis a de á macos, a
e i a no idoso, es abelecida com base nos c i é ios de Bee s-Fick. 25, 27
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Cus os pa a o doen e e sis ema de saúde: Com base no que oi di o a é aqui é ácil
pe cebe que mui as ezes são usados á macos que além de p o oca em á ias
eações ad e sas são esponsá eis po cus os desnecessá ios pa a o doen e e pa a o
sis ema de saúde.
Tabela 5: Lis a de medicamen os a e i a no doen e idoso. Adap ado de “Seguimen o
a moco e apêu ico em idosos polimedicados” 34
4. O papel das unidades de saúde: o exemplo da
unidade de saúde Ca l on Li e
Exis e uma cla a elação en e a idade e dependência. Alguns es udos ela am que mais
de 30% das pessoas com idade supe io a 65 anos so em de algum ipo de incapacidade,
an es dessa idade a pe cen agem nem se que chega aos 5%. De ido ao en elhecimen o
exis e um signi ica i o núme o de pessoas com limi ações na sua ida diá ia e que mui as
ezes necessi am de um apoio e cuidados con ínuos. 28
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De o ma a colma a as necessidades pessoais e a p omo e uma maio qualidade de
ida do idoso eco e-se mui as ezes a ajuda p es ada pelas unidades de saúde, como
exemplo de uma dessas unidades emos a Ca l on Li e (CL).
A CL de ine-se como sendo uma unidade de saúde em ambien e ho elei o e es á
di ecionada essencialmen e pa a as pessoas com dependências uncionais, doenças
c ónicas múl iplas, incapaci an es e incu á eis, no en an o ambém disponibiliza
alojamen o a pessoas idosas. 29
En e algumas das á ias necessidades que mui as ezes le am as pessoas a eco e em
a es e ipo de unidades podemos enume a as seguin es: 30
Necessidade de cuidados médicos e/ou de en e magem, pe manen es ou
não;
Diminuída au onomia nas a i idades de ida diá ia, de ido, po exemplo, a
doenças c ónicas e olu i as;
Necessidade de descanso do p incipal cuidado do doen e idoso;
Doença em si uação e minal.
A CL, assim como ou as unidades de saúde do mesmo gêne o, dispõe de á ios
se iços que ão ao encon o das necessidades especí icas de cada clien e. Os se iços
p es ados ão desde os cuidados médicos pe sonalizados a é as a i idades de laze e
acompanhamen o no ex e io . 29
As p eocupações discu idas no pon o 3 em elação a polimedicação no idoso na CL
são e i adas. A CL possui uma pa ce ia com a FA o que lhe pe mi e e a disposição um
a macêu ico expe ien e que é esponsá el pela e isão do pe il e apêu ico elabo ado pelo
co po clínico da ins i uição, p epa ação da medicação em unidose, ges ão de s ock da
medicação e seguimen o a maco e apêu ico. Du an e o meu empo de es ágio oi-me dada
a opo unidade de acompanha es a pa ce ia de pe o, ui á ias ezes esponsá el pela
ges ão de s ocks e pela p epa ação da medicação em unidose. 29
Pa a conclui es e ópico, das unidades de saúde é espe ado um cuidado
humanizado, é ico e indi idualizado. 31
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5. O a macêu ico e o acompanhamen o
a maco e apêu ico
O p ocesso da medicação segue qua o e apas ge ais, que se podem isualiza na igu a
3. O a macêu ico como p o issional de saúde pode in e i di e amen e em ês dessas
e apas: dispensa, adminis ação e moni o ização. A co e a ealização das ês e apas
e e idas con ibui pa a que a e apa es an e seja execu ada de o ma mais e icaz quando a
medicação necessi a de se ajus ada ao caso conc e o do u en e.
Figu a 3: Ci cui o ge al do p ocesso de medicação – Segue ge almen e qua o e apas
dis in as: P esc ição, Dispensa, Adminis ação e Moni o ização.
O acompanhamen o/seguimen o a maco e apêu ico pode se de inido como a
p á ica p o issional em que o a macêu ico se esponsabiliza pelas necessidades do u en e
elacionadas com os medicamen os. 32, 33
O a macêu ico pode aze um acompanhamen o a maco e apêu ico quando o
u en e o deseja . Du an e es a p á ica o a macêu ico p ocu a de e a , p e eni e co igi
p oblemas associados a medicamen os. Os p oblemas associados a medicamen os podem
e á ias o igens, ais como: má adminis ação do medicamen o (posologia e ada, o ma
de adminis a e ada,...), incump imen o po pa e do u en e, e os na dispensa e/ou na
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p esc ição (quando não se em em con a alguma con a-indicação, cedência do
medicamen o e ado,...). 32, 33
O acompanhamen o a maco e apêu ico é um se iço de eno me esponsabilidade
que pe mi e ao a macêu ico aplica os seus conhecimen os sob e os mecanismos de ação
dos medicamen os e os seus po enciais e ei os ad e sos pa a a saúde. Es e se iço implica
um comp omisso de colabo ação en e o a macêu ico e o p óp io doen e, assim como com
os es an es p o issionais do sis ema de saúde, com o obje i o de eduzi a mo bilidade e a
mo alidade associada aos medicamen os. 32, 33
6. Conside ações inais
Os idosos são os maio es u ilizado es do medicamen o, são ambém os que mais
so em de ido aos e ei os ad e sos p o ocados pelos medicamen os. Todos os
p o issionais de saúde, em pa icula o a macêu ico que se assume como o especialis a no
medicamen o, êm de pe cebe que os idosos não são apenas adul os, mas sim um g upo
populacional com ca ac e ís icas es u u ais e uncionais mui o p óp ias da idade.
Os idosos êm ge almen e uma o ma de pensa mui o p óp ia, o que exige ao
a macêu ico uma g ande capacidade de adap ação às si uações que podem su gi . Po
ezes a o ma como o a macêu ico ala sob e as pa ologias e sob e a medicação pode
in luencia /p omo e a adesão e a co e a adminis ação dos medicamen os po pa e dos
idosos.
O acompanhamen o a macêu ico, em pa icula na população idosa, é undamen al
pa a a p omoção da qualidade de ida.
As unidades de saúde, como a Ca l on Li e, são uma o ma simples de con o na as
p eocupações demons adas em elação à medicação no idoso. No en an o, como não são
al e na i as ba a as, nem semp e es ão ao alcance da maio ia da população.
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“Não impo a se a es ação do ano muda…
Se o século i a, se o milênio é ou o.
Se a idade aumen a…
Conse a a on ade de i e ,
Não se chega a pa e alguma sem ela.”
Fe nando Pessoa
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Re e ências bibliog á icas
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Anexo V: Tex o sob e um suplemen o alimen a : c ea ina
C ea ina
Exis em cada ez mais pessoas a p a ica algum ipo de exe cício ísico.
P incipalmen e en e os jo ens, a alo ização de um co po a lé ico le a mui as ezes a
u ilização de ce as subs ancias/suplemen os com o obje i o de diminui o empo e o
es o ço necessá ios pa a chega a um esul ado inal: melho o ma ísica. Uma des as
subs âncias é a c ea ina.
O que é?
A c ea ina é um ácido o gânico ni ogenado p oduzido na u almen e pelo co po a
pa i de 3 aminoácidos: a ginina, glicina e me ionina. Também pode se ob ida a a és
dos alimen os (ca ne ou peixe). Con udo, se ia necessá io consumi ce ca de 1 kg de
ca ne ou peixe po dia pa a ob e a dose diá ia ecomendada de c ea ina (3 g de c ea ina
po dia).
A c ea ina desempenha um papel impo an e no p ocesso de p odução de ene gia.
Pa a que se e?
A c ea ina é pa icula men e ú il du an e a p á ica de a i idade ísica de cu a
du ação e ele ada in ensidade (ex.: le an amen o de pesos ou co ida em elocidade),
al u a em que é necessá ia uma "explosão" de ene gia. A “explosão” de ene gia
p o enien e da c ea ina é mui o cu a, ou seja, es e compos o não em in e esse em
despo os que eque em um es o ço ísico p olongado (ex.: ma a onas, cycling,...).
A c ea ina ambém ajuda a p e eni a acumulação de ácido lá ico no ecido
muscula . O ácido lác ico é o esponsá el pela oco ência de adiga e do , o que di icul a a
ecupe ação muscula .
O consumo de c ea ina pe mi e p olonga o empo de es o ço ísico e po encia o
aumen o da o ça muscula e a capacidade de execução dos exe cícios. O depa amen o
ame icano esponsá el pela p omoção da saúde, a FDA (Food and D ug Adminis a ion),
ap o ou uma decla ação em que se de e mina que o consumo de 3 g de c ea ina po dia é o
ideal pa a aumen a o desempenho em exe cícios de cu a du ação e ele ada in ensidade.
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P incipais bene ícios da c ea ina:
Aumen a a p odução de ene gia;
P omo e o me abolismo das go du as;
Melho a a esis ência muscula ;
Melho a o desempenho e a o ça;
O imiza o endimen o du an e os einos;
P omo e o desen ol imen o muscula ;
Aumen a a de inição muscula ;
Con ibui pa a a ecupe ação muscula .
No as Impo an es:
O pe íodo ideal pa a ealiza a oma des e suplemen o é du an e a e eição pós-
eino.
Oco e e enção híd ica du an e o inicio da suplemen ação o que esul a num
aumen o do peso co po al.
Não se de em inge i p odu os que con enham ca eína, pois an agonizam o e ei o
da c ea ina.
Indi íduos susce í eis podem sen i : pe u bações gas oin es inais (dia eia, cólicas
e inchaço abdominal) e e enção de líquidos.
O consumo con inuado e/ou em doses excessi as des e suplemen o pode
comp ome e a unção hepá ica ou causa lesões no ígado.
Enquan o es i e a oma suplemen os de c ea ina é mui o impo an e aumen a a
inges ão de líquidos.
Em caso de p oblemas enais de e-se consul a um médico ou especialis a an es da
oma des e ipo de suplemen os.
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