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Design de Mobiliário Adaptável ao Crescimento da Criança

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Design de Mobiliário Adaptável ao Crescimento da Criança

Author: Liliana Vanessa Figueiredo Ribeiro
Year: 2012
DOI: 10.34626/gdcx-ks25
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/64927/2/26283.pdf
FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO
MESTRADO EM DESIGN INDUSTRIAL | MDI
DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA
LILIANA FIGUEIREDO RIBEIRO
DISSERTAÇÃO SUBMETIDA PARA SATISFAÇÃO DO GRAU DE MESTRADO EM DESIGN INDUSTRIAL
ORIENTADOR
PROFESSOR DOUTOR GONÇALO FURTADO
OUTUBRO DE 2012
‘A ciência do design baseia-se em o nece o máximo com o mínimo’
(Richa d Buckmins e Fulle )
!
DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA |
i
AGRADECIMENTOS
Aos meus dois g ande pila es, os meus pais, pelo ca inho, con iança e apoio incondicional com
que semp e me p esen eiam. Nas maio es e meno es ad e sidades da ida, p opo ciona am-me a
melho o mação e educação, echeada de alo es p eciosos e insubs i uí eis. A minha mais since a
homenagem e ag adecimen o p o undo.
A odas as pessoas que me in luencia am e acompanham nes a caminhada uni e si á ia. Aos
docen es, colegas e amigos da Especialização em Design e Desen ol imen o do P odu o, e do
mes ado em Design Indus ial da Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o. Foi uma
hon a pe ence a es a aculdade, que pela excelência na ap endizagem, assim como pelo
companhei ismo e apoio sen ido pelos docen es e colegas.
Às amizades do design s udio, o nosso pon o de encon o na oca de sabe es e isos. Amizades
que pe du am e conhecimen os que icam.
Ao meu o ien ado , P o esso Dou o Gonçalo Fu ado, pela colabo ação e apoio p es ado no
desen ol imen o des a disse ação de mes ado, o meu ob igado.
Aos amigos de semp e, Xana, Sand a, João e Jo a. Ao companhei ismo e amizade pa ilhada
desde o p imei o momen o, V. Isabel e Ju. Sem esquece os amigos, Tânia, Lisa e Miguel.
Um ob igado a odos os que me acompanham a celeb a as i ó ias, a ul apassa as de o as e a
ence com amo e amizade os desa ios que su gem na caminhada da ida.
| DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA
ii
RESUMO
O enómeno de desen ol imen o da c iança, engloba uma sé ie de ans o mações co po ais que
se azem sen i com especial exp essão a é à adolescência. As al e ações ísicas e cogni i as que
oco em du an e es e pe íodo c iam no as e epen inas exigências na con igu ação dos obje os à
sua ol a. O mobiliá io, que assegu a a ealização das a i idades, pode se adap á el e ajus á el ao
c escimen o da c iança, ga an indo segu ança, u ilidade e lexibilidade.
As p eocupações económicas e a escassez de ecu sos ambien ais es ão cada ez mais
p esen es no nosso quo idiano, e po isso, p ocu am-se soluções a longo p azo, mul i uncionais,
en á eis e amigas do ambien e. O design de mobiliá io adap á el ao c escimen o da c iança,
enquad a-se no modo de ida dinâmico a ual, e suben ende-se que pe mi e uma u ilização mais
p á ica e du adou a.
Pa a pe mi i a adap ação às necessidades humanas, o design de e segui de e minados
p incípios que possibili am a ans o mação. Especialmen e no design pa a c ianças, e uma ez que
a ab angência de idades e di e enças an opomé icas é conside á el, a segu ança e e gonomia são
pa âme os impo an es e indispensá eis ao desen ol imen o de mobiliá io adap á el.
O p esen e abalho cons i ui uma abo dagem eó ica e p á ica ao ema. Na p imei a pa e, é ei a
uma abo dagem eó ica ao dois g andes ópicos p incipais: c escimen o e desen ol imen o; e
mobiliá io ge al e especí ico.
A abo dagem mais p á ica que de ine a segunda pa e do abalho, é ei a de uma ca alogação
o ganizada sob e exemplos de mobiliá io que se enquad am na ca ego ia de design adap á el ao
c escimen o da c iança. A ca alogação oi di idida e analisada de o ma sin é ica, e em unção de
dois modos de es a p incipais: sen a e dei a .
De ona-se que embo a os obje os lexí eis e mul i uncionais ap esen em uma his ó ia conside á el
no passado e olu i o do Homem, o design de mobiliá io pa a c ianças e em especial aquele que
possibili a a adap ação ao seu c escimen o, é um ema mais ecen e.
Os exemplos ap esen ados culminam numa impo an e e e ência sob e o que já oi desen ol ido
nes e ema, e embo a exis am pequenas lacunas que podem ainda se melho adas e desen ol idas
nes e âmbi o, o desen ol imen o des e ipo de p odu os em sido c escen e. Conclui-se que os
obje os adap á eis, ans o má eis e ajus á eis simpli icam a ida do se humano, con ibuem pa a
uma qualidade de ida melho , e assegu am que o mesmo p odu o pe maneça p esen e na ida do
Homem po mais empo, e i ando um inal p ema u o.
PALAVRAS-CHAVE: C escimen o . desen ol imen o . mobiliá io adap á el . mul i uncionalidade .
sus en abilidade . ecodesign . design ans o má el. adap abilidade
DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA |
iii
ABSTRACT
The phenomenon in child de elopmen , encompasses a se ies o body changes ha a e el wi h
pa icula exp ession h ough adolescence. The physical and cogni i e changes ha occu du ing his
pe iod lead o new and sudden demands on he con igu a ion o he objec s a ound him. The u ni u e,
which ensu es he as majo i y o ac i i ies, can be adap able and adjus able o he child's g ow h,
ensu ing secu i y, lexibili y and g ea e u ili y.
Economic conce ns and he sca ci y o en i onmen al esou ces a e inc easingly p esen in ou daily li es,
and he e o e seek solu ions o long- e m, p o i able, mul i unc ional and en i onmen ally iendly. The
u ni u e design adap able o he g ow h o he child, i s he cu en dynamic way o li e, and i is
unde s ood ha enables a mo e p ac ical and du able.
To allow adap a ion o human needs, he design should ollow ce ain p inciples ha enable
ans o ma ion. Especially design o child en, and since he ange o ages and an h opome ic di e ences
a e conside able, sa e y and e gonomics a e impo an pa ame e s a e essen ial o he de elopmen o
adap able u ni u e.
The p esen wo k is a heo e ical and p ac ical app oach o he subjec , hus di iding i in o wo majo
pa s. In he i s , he e is a heo e ical app oach o wo la ge main opics, g ow h and de elopmen , and
gene al and speci ic u ni u e.
In p ac ical app oach ha de ines he second pa o he wo k is done on a ca aloging o ganized examples
o u ni u e ha all in o he ca ego y o design adap able o he child's g ow h. The ca alog was di ided
and analyzed in summa y o m, and unc ion in wo main ways o being: si and lie down.
De ona es ha al hough lexible and mul i unc ional objec s ha e a conside able his o y in human
e olu iona y pas , he design o u ni u e o child en and especially one ha allows he adap a ion o hei
g ow h, i is a newe heme.
The examples p esen ed culmina e in a majo e e ence on wha has al eady been de eloped in his a ea,
and al hough he e a e small gaps ha can s ill be imp o ed and de eloped in his con ex , he
de elopmen o such p oduc s has been inc easing. We conclude ha he objec s adap able, adjus able
and con e ible simpli y human li e, con ibu e o a be e quali y o li e, and ensu e ha he p oduc
emains he same in his man's li e o longe , a oiding a p ema u e end.
KEYWORDS: G ow h . de elopmen . adap able u ni u e . Mul i unc ionali y . sus ainabili y. eco-design.
ans o mable design . adap abili y

DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA |
1
ÍNDICE
Ag adecimen os
i
Resumo
ii
Abs ac
iii
Índice de igu as e g á icos
03
Índice de ab e ia u as
06
PARTE I
01 in odução
07
1.1 Enquad amen o do ema
08
1.2 Obje o e obje i os
10
1.3 Es u u a da disse ação
11
1.4 Enquad amen o eó ico
12
02 c escimen o e desen ol imen o na c iança
17
2.1 A c iança
18
2.1.1 A ida da c iança ao longo dos séculos e das ci ilizações
18
2.1.2 A c iança e as suas a i idades
22
2.2 C escimen o e desen ol imen o - de inições e concei os
27
2.2.1 O igem da ideia de desen ol imen o humano
29
2.3 Abo dagens eó icas
32
2.4 Fases e e apas
37
2.4.1 C escimen o
37
2.4.2 Desen ol imen o
41
2.5 Fa o es de in luência
44
2.5.1 Fa o es de in luência in ínsecos
44
2.5.2 Fa o es de in luência ex ínsecos
45
2.6 Va iação de c escimen o da c iança a ní el mundial
a iações a ní el social e cul u al
47
03 mobiliá io ge al e especí ico
49
3.1 Mobiliá io - concei os e de inições
concei o de mó el e p incípios de design adap á el
50
| DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA
2
3.2 His ó ia do mobiliá io ge al e especí ico
e olução nos in e io es das casas na his ó ia das ci ilizações | o mobiliá io de c iança a a és
do empo
55
3.3 Design de mobiliá io pa a c ianças - conside ações
66
3.4 E gonomia e usabilidade
conside ações
68
3.5 Sus en abilidade e ecodesign
do consumismo a ual à p ocu a de soluções sus en á eis
72
PARTE II
04 le an amen o de casos exemplo
77
4.1 Le an amen o de casos exemplo
78
Sen a // come . ap ende . b inca
80
Do mi // do mi . ap ende . b inca
90
4.2 Análise c í ica e compa a i a
103
05 indicado es de p oje o
107
Cadei as
109
Be ços | Camas
109
Mesas | Sec e á ias | F aldá ios
110
06 conclusão
111
6.1 Conclusões ge ais
112
6.2 Pe spec i as u u as
115
07 e e ências bibliog á icas
117
DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA |
3
ÍNDICE DE FIGURAS E GRÁFICOS
Figu a 01. Conjun o de b inquedos do an igo Egi o.
18
Figu a 02. Ilus ação de escola na an iga G écia, Ludus, c. 500d.c.
19
Figu a 03. Pin u a em aso de apaz a b inca com um yo-yo, c. 440 d.C.
19
Figu a 04. Ilus ação de abalho in an il na Alemanha: as c ianças a p oduzi em lã pa a a
indus ia, c. 1847.
21
Figu a 05. Esquema de a i idades e c escimen o associado, na c iança.
22
Figu a 06. Ilus ação das ases de c escimen o na c iança.
38
Figu a 07. Ri mos de c escimen o nas di e sas pa es do co po (a é aos 25 anos).
41
Figu a 08. Desen ol imen o mo o da c iança no p imei o ano de ida.
42
Figu a 09. Sequência de desen ol imen o mo o na c iança a é aos 15 meses, Shi ley
(1931).
43
Figu a 10. Es a u a de meninos de 5 anos de idade de países desen ol idos e es a os
sociais e económicos al os e baixos de países em desen ol imen o.
48
Figu a 11. Lego B icks, 1949.
52
Figu a 12. Sequência de imagens do so á modula , kids u ni u e, Designkin Desai.
52
Figu a 13. Re ac o , elemen o expansi o da cozinha cubex, De Konick, 1932.
53
Figu a 14. Cadei a No. 14, 1859, Michael Thone .
54
Figu a 15. Banco do an igo Egi o desdob á el, encon ado nas ômbolas de Kha Dei el-
medina, c. 1400 a.C.
55
Figu a 16. Bacio pa a c ianças, ep esen ado numa pin u a de um aso G ego.
56
Figu a 17. Ilus ação de be ço as eca.
56
Figu a 18. Ilus ação de swaddling na an iga G écia e Idade média.
57
Figu a 19. Roman Lec us, G écia an iga.
57
Figu a 20. Ilus ação de uma a mação pe manen e pa a c iança e be ço com i as, c. 1657.
59
Figu a 21. Ilus ações de cadei a al a e baixa de c iança, século XVII.
59
Figu a 22. Exemplos de be ços do século XVII.
60
Figu a 23. Ilus ação de cama con e í el em piano, 1866.
60
Figu a 24. Cama con e í el em piano, c.1865.
60
Figu a 25. Cabine de sala ans o má el em cama ( echado e abe o), c.1870.
61
Figu a 26. Geb ude Thone , Cadei a al a de c iança, ans o má el, 1890.
61
Figu a 27. Cadei a con e í el em ca inho, época i o iana (1837-1901).
62
Figu a 28. Ilus ação de cama de bebe, século XIX.
62
Figu a 29. Cama de c iança e so á do século XIX.
62
Figu a 30. Ilus ação de Balouço de bebe, J. H. Wygan & R. P. Paulison, pa en e de 1872.
63
Figu a 31. Folhe o de cadei a ans o má el em balouço, 1901.
63
Figu a 32. Ilus ação Taylo ‘In ansea ’, cadei a al a, assen o pa a bacio e acen o de ca o,
1924.
63
Figu a 33. Cadei a mul i uncional, a chi ec made,1957.
64
Figu a 34. Tabelas an opomé icas da c iança, a é aos 2 anos.
70
Figu a 35. Ciclo de ida do p odu o segundo o ma ke ing.
74
Figu a 36. Ene gia dos p odu os. Valo es ap oximados da ene gia consumida na ma é ia-
p ima, ab ico, u ilização e im de ida dos p odu os: cadei a, bicicle a, au omó el e
aspi ado .
75
Figu a 37. Fases de a aliação do ciclo de ida.
75
| DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA
4
Figu a 38. Cadei a ‘ ipp app chai ’.
80
Figu a 39. Imagem exempli ica i a da cadei a ‘ ipp app chai ’ em u ilização com usuá ios
de di e en es idades.
80
Figu a 40. Cadei a ‘Leande Highchai ’.
81
Figu a 41. Imagem exempli ica i a da cadei a ‘leande highchai ’ em u ilização com usuá ios
de di e en es idades.
81
Figu a 42. Cadei a ‘bambini’.
82
Figu a 43. Va iações da Cadei a ‘bambini’.
82
Figu a 44. Cadei a ‘c esce e’.
83
Figu a 45. Imagem exempli ica i a da cadei a ‘c esce e’, em usuá ios de di e en es idades
( a iações da al u a e p o undidade do assen o).
83
Figu a 46. Cadei a ‘d oog highchai ’ em 4 al u as.
84
Figu a 48. Imagem exempli ica i a da cadei a ‘d oog highchai ’ em 4 al u as.
84
Figu a 48. Cadei a ‘ca o a’.
85
Figu a 49. Imagem exempli ica i a da cadei a ca o a em u ilização com usuá ios de
di e en es idades.
85
Figu a 50. Conjun o ‘o omo’.
86
Figu a 51. Sequência de imagens do conjun o ‘o omo’ em u ilização com usuá ios de
di e en es idades.
86
Figu a 52. Sec e a ia ‘p og essi e kasam 3 in 1 desk’.
87
Figu a 53. Rep esen ação das 3 al u as possí eis da sec e a ia ‘p og essi e kasam 3 in 1
desk’.
87
Figu a 54. Va iação do aldá io ‘leande changing able’ pa a sec e á ia.
88
Figu a 55. ‘S okke Ca e’.
89
Figu a 56. Va iações possí eis do aldá io ‘s okke ca e’.
89
Figu a 57. Be ço ‘s okke sleepi’.
89
Figu a 58. Va iações da cama ‘s okke sleepi’.
89
Figu a 59. ‘Leande bed’ em modo be ço.
90
Figu a 60. Va iação do be ço/cama ‘leande bed’.
90
Figu a 61. Ioline c ib.
91
Figu a 62. Possibilidades de u ilização de ‘ioline c ib’.
91
Figu a 63. Va iação da cama ‘classic odle bed’.
92
Figu a 64. Be ço ‘ ocky’.
93
Figu a 65. Va iações da cama ‘ ocky’.
94
Figu a 66. Be ço ‘Ro olino’.
95
Figu a 67. Va iação do be ço pa a cama ‘Ro olino’.
95
Figu a 67. Va iação da cama ‘Due o’.
95
Figu a 68. S udio c ib’.
96
Figu a 69. Va iações da cama ‘s udio c ib’.
96
Figu a 70. ‘yiahn bassine ’ em modo be ço.
97
Figu a 71. Va iações de ‘yiahn bassine ’.
97
Figu a 72. Va iação do be ço ‘BE co ’.
98
Figu a 73. Va iação da cama ‘BE small’.
98
Figu a 74. Conjun o cama ‘e e ni y bed’.
99
Figu a 75. Ilus ação das possí eis u ilizações da cama ‘e e ni y bed’ em idades di e en es.
99
Figu a 76. ‘ki sma kid’ em modo be ço.
100
Figu a 77. Va iação do ‘ki sma kid’.
100
Figu a 78. Conjun o das qua o peças que compõem o ki ‘dylan’.
101
Figu a 79. Exemplo de possí el conjugação de ‘dylan’.
101
Figu a 80. Be ço con e í el ‘combi a c’.
102
DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA |
11
ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO
A p esen e disse ação encon a-se es u u ada em duas pa es p incipais, I e II.
Numa p imei a pa e, de âmbi o eó ico, são abo dados os emas p incipais ‘c escimen o e
desen ol imen o da c iança’, e ‘mobiliá io ge al e especi ico’, ao longo de 3 capí ulos.
O capí ulo 1, In odução, desc e e o enquad amen o do ema, obje o e obje i os, es u u a da
disse ação e enquad amen o eó ico. O capí ulo 2, oca a emá ica do C escimen o e
Desen ol imen o da C iança, desen ol endo-se em subcapí ulos ocando na emá ica ‘a c iança’,
‘de inições e concei os de c escimen o e desen ol imen o’, ‘abo dagens eó icas’, ‘ ases e e apas’,
‘ ac o es de in luência’, e ‘ a iação do c escimen o da c iança a ní el mundial’. O capí ulo 3, oca o
ema ‘mobiliá io ge al e especí ico’, subdi idindo-se em ‘de inições e concei os’, ‘his ó ia do
mobiliá io no mal ao adap á el’, ‘design de mobiliá io pa a c iança’, ‘e gonomia e usabilidade’, e
‘sus en abilidade e ecodesign’.
Numa segunda pa e de âmbi o mais p á ico, az-se um le an amen o de casos exemplo
exis en es, onde é ei a a ecolha de dados e e en es ao me cado a ual, sendo es es ca alogados e
sucin amen e analisados, ap esen am-se no capí ulo 4, Le an amen o de casos exemplo.
O capí ulo 5, in i ulado de Indicado es de p oje o, indica conside ações a e em con a no
desen ol imen o de p odu os em u u os p oje os nes a á ea. O capí ulo 6, ap esen a as conclusões
da disse ação assim como as pe spe i as u u as de desen ol imen o nes e domínio. Po im, o
capí ulo 7, in i ulado de e e ências bibliog á icas ap esen a a bibliog a ia u ilizada no deco e da
disse ação, que pode se i de pon o de pa ida pa a u u as in es igações.
O abalho ealizado no âmbi o do mes ado em design indus ial, culminou numa disse ação que
se admi e e u ilidade, se indo não só como e e ência de pesquisa, mas ambém como pon o de
pa ida pa a o desen ol imen o de p oje os na á ea do mobiliá io adap á el ao c escimen o da
c iança. Reúne in o mação ele an e sob e a c iança e o seu c escimen o, e ap esen a linhas guia
impo an es pa a o desen ol imen o de p oje os no âmbi o.

| DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA
12
ENQUADRAMENTO TEÓRICO
É a a és dos obje os que o Homem es ipula no mas e leis que uncionam como um elo sócio
cul u al e económico. Es es, es abelecem unções não apenas p á icas mas ambém es é ico-
simbólicas cujas ep esen ações en iam mensagens e símbolos no que e e e a s a us, classe,
géne o e iden idade. Desde o começo da sua exis ência que o se humano em sido assim um
‘designe espon âneo’, ans o mando e c iando a ma é ia-p ima em obje os ú eis e necessá ios
pa a a sua sob e i ência. Impo a assim inicia o ema com uma b e e abo dagem às de inições de
design e designe .
Segundo Denis, a o igem imedia a da pala a ‘design es á na língua inglesa, na qual o subs an i o
design se e e e an o à ideia de plano, desígnio, in enção, quan o à con igu ação, a anjo, es u u a
(e não apenas de obje os de ab icação humana, pois é pe ei amen e acei á el, em inglês, ala do
design do uni e so ou de uma molécula).’ Expõe ainda que a o igem mais emo a da pala a es á no
la im designa e, e bo que ab ange ambos os sen idos, o de designa e o de desenha . Pe cebe-se
que, do pon o de is a e imológico, o e mo já con em nas suas o igens uma ambiguidade, uma
ensão dinâmica, en e um aspec o abs a o de concebe /p oje a /a ibui e ou o conc e o de
egis a /con igu a / o ma . (DENIS, 2000)
Foi no ano de 1588 que, pela p imei a ez o e mo Design oi mencionado e desc i o como um plano
desen ol ido pelo homem ou um esquema que possa se ealizado. (BURDEK, 2006)
Ainda no dicioná io da língua Po uguesa, encon amos a de inição de design como a ‘Disciplina que
isa a c iação de obje os, ambien es, ob as g á icas, e c., ao mesmo empo uncionais, es é icos, e
con o mes aos impe a i os de uma p odução indus ial; conjun o de obje os c iado segundo es es
c i é ios (ex.: ende design); aspec o de um p odu o c iado segundo esses c i é ios (ex.: design
ino ado ); c iado, concebido segundo os c i é ios do design (ex.: mó eis design).’
Sob e es e p isma, o design es á po oda a pa e e de ac o, o na-se di ícil encon a uma
de inição que o de ina comple amen e. Pa a Vic o Papanek, o design pe mi e ‘a sa is ação p o unda
que p o ém apenas de le a uma ideia a bom e mo e ao seu desempenho e e i o. Pode se
compa ado às emoções despe adas pela cons ução de um papagaio de papel e po azê-lo oa :
uma sensação de conclusão, p aze e ealização. Isso en iquece-nos como p o issionais e como
se es humanos, e dá-nos p aze po aquilo que azemos.’ (PAPANEK, 1995)
Pa a Heske , Design é uma das ca ac e ís icas básicas do que é se humano, e um de e minan e
essencial na qualidade de ida do Homem. Ele a e a odos em cada de alhe, e em cada espe o do
que se az em cada dia. (HESKETT, 2005)
Embo a na nossa sociedade a pala a design seja mui as ezes con undida com o desenho, é cada
ez mais u ilizada e pe cebida como uma disciplina que isa concebe e p oje a p odu os que
solucionam p oblemas e necessidades da sociedade. É o design quem ge a e in luencia o ambien e
do nosso dia-a-dia, c iando con o o, u ilidade e segu ança ao u ilizado .
DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA |
13
O design diz espei o à esolução de p oblemas, ende a se holís ico na sua inalidade e ge almen e
p ocu a a simplicidade. (FIELL, 2006)
É o designe quem coloca em p á ica o design. Embo a o s yling1 seja mui as ezes complemen a
do design, é mui as ezes con undido com es e úl imo. (FIELL, 2006) Alguns conside am o design
como uma pode osa e amen a u ilizada pa a a ibui mais alo e alcança di e enciação num
me cado cada ez mais compe i i o e desa ian e. No en an o, é mui o mais do que isso e impõe
conhecimen os in e disciplina es que de em se in eg ados pa a o alcance de bons esul ados. O
design es á longe de e um pe cu so sem obs áculos e é mui o mais do que desenha . É p oje a ,
concebe , idealiza , unciona . (DESIGN, 1993) É um conjun o de subs an i os que isam a c iação e
desen ol imen o de no as soluções pa a p oblemas que podem su gi a qualque ho a, em
qualque luga , em qualque pa e do mundo.
Segundo Haske , a capacidade humana pa a o design em-se man ido cons an e, embo a os
signi icados e mé odos se enham al e ado, pa alelamen e com a mudança ecnológica,
o ganizacional e cul u al. (HESKETT, 2005)
De aco do com Design, ‘O nosso designe ideal dis ingue-se na his ó ia da humanidade,
mani es ando-se ao longo do empo apenas com ligei as al e ações de compe ências. Encon amo-
lo há ês milhões de anos a a a um pau a uma ped a lascada, p epa ando-se pa a i à caça; como
olei o na China du an e a dinas ia Sung; como ca pin ei o na al, alhando a p oa de um belíssimo (e
al amen e uncional) ba co Vicking ou como desenhado de equipamen o de na egação ao se iço
de Isabel I; cons uindo um campaná io ba oco na Aus ália; ou concebendo um sis ema in o má ico
a ançado em Sillicon Valley, na Cali ó nia. Em odas es as ci cuns âncias encon amos o nosso
designe comple amen e à on ade.’ (DESIGN, 1993)
Papanek a i ma que ‘Os designe s êm a posição pode osa de a e a os aspe os ambien ais dos
p odu os que concebem.’ (PAPANEK, 1972)
A e olução ecnológica despole ou uma p ocu a po no as e exci an es ino ações e, hoje mais do
que nunca, os designe s deba em-se com a demanda po p odu os no os, emocionan es e
al amen e dis in i os. Como e e e Bonsiepe, ‘o designe é ao mesmo empo sujei o e objec o,
in luenciando a cul u a e sendo in luenciado po ela de o ma dinâmica.’ (Bonsiepe in: VASCONCELOS,
2009) Papanek essal a ainda ‘o apa ecimen o de uma no a es é ica cons i uída po conside ações
ambien ais e ecológicas se á imp e isí el em e mos de o ma, co , ex u a e a iedade, e ao mesmo
empo, inc i elmen e exci an e.’ (PAPANEK, 1995)
Segundo Fiell, pode dize -se que o design como disciplina su ge após a e olução indus ial,
o iginalmen e p o enien e da Ingla e a en e 1750 a 1850. Es e enómeno ouxe o p og esso da
indus ialização e desencadeou um pon o de i agem na his ó ia, a e ando os es ilos de ida i idos
a é en ão. Jun amen e com o c escimen o da população e o aumen o económico da classe média, a
1 Filoso ia que isa o a amen o sob e apa ência da supe ície (as qualidades exp essi as do p odu o).
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mecanização dos p ocessos de p odução al e ou a ab icação e enda dos p odu os. An es disso
os obje os e am manu a u ados, signi icando is o, que a concepção e ealização de um obje o
es a a equen emen e a ca go de um c iado indi idual. Com o apa ecimen o do p ocesso indus ial
de ab ico e a di isão do abalho, o design (como concepção e planeamen o) oi sepa ado do a o
de ab ico e execução. (FIELL, 2005)
O inal do século XIX oi ma cado pelo Idealismo do Design na Eu opa, com os mo imen os A &
C a s2, A No eau3 e Jugends il4. Nes a ase su ge ambém a A Déco como es ilo. (FIELL, 2005)
A uni icação do design com a p odução indus ial su ge com a Bauhaus em 1919, escola de
A qui e u a e Desenho Indus ial do A qui e o alemão Wal e G oupius. Em 1933, es a escola
busca a concilia o idealismo social (p odu os de qualidade, a ís icos e ba a os) com a ealidade
come cial, usando a indús ia e a ecnologia. Inicialmen e undada em Weima , ans e iu-se pa a
Dessau em 1925, mas acabou po se echada pelo egime nazis a em 1933. (PEDROSO, 2007)
Como aludido, com a e olução indus ial, a p odução adicional de a luga à p odução em sé ie e
à au oma ização dos p ocessos. Os p odu os passa am a se p oduzidos em g ande quan idade e
come cializados à escala mundial. O design indus ial su ge nes e con ex o como concepção e
planeamen o de p odu os pa a p odução em g ande quan idade. (MALDONADO, 1991)
Segundo Ped oso, no que espei a à indús ia de mobiliá io po uguesa, algumas o icinas de
p odução a esanal e as áb icas, nas quais p edomina a ainda o abalho manual, pe cebe am que
a época e a de mudança. Em Po ugal, A Sousa B aga Filhos Lda; a Olaio mó eis e deco ação; a
Je ónimo Osó io de Cas o depois FOC, mais a de Long a e a Al ami a, o am as que mais
apidamen e ade i am aos no os desa ios. (PEDROSO, 2007) Nes as emp esas, a p odução manual
de mobiliá io, onde mui as ezes se p oduzia uma peça única po encomenda, cedeu luga
g adualmen e, à p odução mecanizada onde o ope á io e a e amen a (máquina) passa am a
coexis i . (PEDROSO, 2007)
Ped oso essal a ainda o no o papel da mulhe na sociedade, que como esul ado ouxe a
edução no empo disponí el pa a as a i idades domés icas, desencadeando uma p ocu a po
no os equipamen os que dessem espos a a no as exigências uncionais. Como esul ado, a
p óp ia a iculação dos espaços é di ecionada pa a uma maio uncionalidade. (PEDROSO, 2007)
De ac o e, segundo Vasconcelos, a his ó ia e o desen ol imen o do design pode ia se esc i a
a a és dos p óp ios ma e iais e ecnologias. (VASCONCELOS, 2009) Hoje em dia, os a anços
2 Mo imen o es é ico que su giu em Ingla e a no século XIX. De endia o a esana o como uma al e na i a à
mecanização e à p odução em massa.
3 Inspi ado no es ilo a s & c a s, o mo imen o a no eau e a semelhan e. Cons i ui um es ilo deco a i o mode no
e li e nas imi ações his ó icas que inham ca ac e izado o século XIX.
4 A e deco a i a semelhan e à a nou eau.
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ecnológicos e ma e iais pe mi em c ia e desen ol e com a ajuda de ecnologias como o CAD5.
Es a ecnologia, pe mi e ge a p o ó ipos idimensionais (3D) bas an e ealis as. Segundo Fiell, a
in o mação de i ada de p og amas CAD pode se aduzida po CAM6. O CAM pe mi e auxilia o
con olo das máquinas e obo s usados no p ocesso de p odução. A combinação CAD/CAM
pe mi e desde logo uma p ecisão e um aumen o de p odução signi ica i o, e ajuda a acili a a
aplicação de dados e gonómicos ao design de p odu os, sis emas e ambien es. (FIELL, 2006)
Embo a a e olução indus ial enha o nado os mé odos de p odução mais e icien es, eduzido os
cus os de manu ac u a e enda, aumen ando a a iedade de a igos e es imulando o consumo,
ouxe ambém consequências noci as pa a a sociedade. A poluição ambien al, isual e o excessi o
consumismo são consequências bem e iden es nos dias de hoje. (BUNCHANAN e al., 2010) A men e
do consumido oi einada pa a hábi os de consumo excessi os e a con inua assim, caminhamos
pa a uma sociedade com baixíssima qualidade de ida.
Po o ma a assegu a a sob e i ência e bem-es a das ge ações u u as, o na-se impe a i o
muda men alidades e p ocu a soluções que possam se mais equilib adas e a o á eis pa a o
me cado e pa a o Homem. No nosso en ende , p oduzi obje os mais lexí eis, menos poluen es e
com p azo de ida maio , se á uma das soluções a p i ilegia . (CHAPMAN, 2007)
5 CAD, Compu e Aided Design (desenho assis ido po compu ado ). Desen ol ido pelo Massachuse s Ins i u e o
Technology (MIT), nos anos 50.
6 CAM, Compu e Aided Manu ac u ing (manu a u a assis ida po compu ado ).
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cap. 02
CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO NA CRIANÇA
C escimen o e desen ol imen o são dois e mos que se
de inem como pa e do mesmo p ocesso embo a
equei am abo dagens di e en es pa a a sua
comp eensão.
O desen ol imen o da c iança como concei o, não
exis ia an es do século XIX. Um conjun o de ideias mais
an igas sob e a his ó ia na u al e humana despole adas
po Cha les Da win ep esen am o pon o de pa ida
pa a a o igem sob e o es udo do desen ol imen o na
c iança. Mui as o am as con ibuições p es adas po
au o es e especialis as como Jonh Lock, Sigmund
F eud, Jean Piage , E ik E ikson, en e mui os ou os
que a pa da e olução da sociedade, o am mudando e
es abelecendo no os e impo an es pa âme os de
desen ol imen o. As e apas e ca ac e ís icas que hoje
de inimos com algum igo , não e am seque
conside adas em ge ações passadas.
O c escimen o é o u o de uma in e ação complexa
en e he edi a iedade e ambien e.
Com a e olução dos modos de ida e da sociedade em
si, a c iança de hoje deba e-se com uma sé ie de no os
desa ios ecnológicos e ambien ais. As di e enças
cul u ais e sociais ep esen am um a o
compa a i amen e signi ica i o no c escimen o da
c iança.
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2.1 A CRIANÇA
2.1.1 A VIDA DA CRIANÇA AO LONGO DOS SÉCULOS E CIVILIZAÇÕES
No con ex o em que a c iança é o obje o de es udo, o modo como hoje es u u amos e
classi icamos a ida da c iança descende de uma e olução signi ica i a como se es humanos e
sociedade. Nes e sen ido, impo a aze uma pequena iagem pela ida da c iança ao longo dos
séculos e das ci ilizações humanas.
Segundo Lambe , no an igo Egi o, e a comum um casal e mui os ilhos, e a é aos qua o ou
cinco anos, as c ianças ica am em casa com as mães. A pa i des a idade, as apa igas ap endiam
a aze abalhos elacionados com a casa, enquan o que os apazes pode iam escolhe en e i
abalha e ap ende com o pai ou segui ou o caminho, como po exemplo, se soldado (p o issão
bas an e popula du an e o no o einado). Os mais a o unados e pe encen es à eli e desses
empos, inham a opo unidade de ecebe uma educação mais o mal, naquilo que se ia o mais
pa ecido com a escola de hoje em dia. (LAMBERT, 2012)
Figu a 01. Conjun o de B inquedos do an igo Egi o.
‘A casa da Vida’ e a uma mini escola associada a um emplo. Nes e local, cheio de ex os e ma e iais
gua dados pelos sace do es do emplo, apenas uma pequena mino ia e a acei e pa a es uda e
ap ende nes e espaço. As c ianças começa am desde cedo a abalha , e le e esc e e e a um
p i ilégio que a maio ia não inha acesso na al u a. As b incadei as e am ei as com bonecos e
animais ei os de madei a e piões. Mesmo que o modo de ida exigisse uma a i idade mais du a e
di e en e à de hoje em dia, as c ianças e am ecebidas com aleg ia, e conside adas como uma
bênção di ina. (DOLLINGER, 2003)
Na an iga G écia (3000 - 431a.c), segundo Lambe , quando uma c iança nascia não e a
conside ada como uma pessoa a é que izesse cinco dias de idade, onde e a ealizada uma
ce imónia especial pa a que es a se o nasse pa e da amília. Os pais inham di ei o de abandona
os ilhos e mui as ezes es anhos ado a am os bebés abandonados, o nando-os seus esc a os.
As apa igas e am menos impo an es do que os apazes e e a cos ume casa em-se aos 15 anos,
com apazes bem mais elhos do que elas. O papel das mulhe es e a casa e c ia ilhos. Apenas
(Fon e: Egy King Homepage.
Disponí el em: h p://egy-
king.blogspo .p /2012/08/ancien
-egyp ian- oys.h ml, acedido a
11 de Se emb o de 2012)
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19
eles equen a am a escola, e aqui, ap endiam a le e esc e e , e inham disciplinas como
ma emá ica, música, poesia, dança e a le ismo. A disciplina e a se e a e e a equen e ba e nas
c ianças. (LAMBERT, 2012) Segundo Bbc, nos pequenos empos li es, joga am com piões, bonecas,
modelos de ca alos com odas, a os e ca alos de balanço ei os em madei a. (BBC, 2012)
Leas e e e que na Roma an iga (800a.c - 500d.c), mui os dos habi an es e am esc a os e como
al, as c ianças o na am-se esc a as mui o cedo. Os ilhos e ilhas de boas amílias equen a am a
ludus7 a pa i dos 7 anos, com o obje i o de ap ende a le , esc e e e aze con as simples. As
apa igas deixa am a escola quando a ingiam os 12 ou 13 anos, enquan o que os apazes
con inua am os es udos, ap endendo geome ia, his ó ia, li e a u a e o a ó ia (a a e de ala em
público). As c ianças omanas b inca am com bonecas de madei a ou ba o e a os. Os apazes
joga am à bola e os jogos de abulei o e am comuns. (LEAS, 2006)
Pa a os As ecas, Lambe de ine a educação como algo mui o impo an e. As c ianças
macehual in8 equen a am a escola local chamada elpochcalli, onde ap endiam habilidades
básicas de abalho, elemen os de gue a e boa cidadania, e ainda undamen os sob e a his ó ia e
eligião. Algumas das c ianças que se des aca am de o ma b ilhan e e am en iadas pa a o
calmecac9 ou o cuicacalli10, onde e iam maio p epa ação pa a a ança na ca ei a. Pa a além da
escola, odas as c ianças ajuda am as amílias a cul i a a e a. Os pais c ia am os seus ilhos com
cuidado e ce i ica am-se que as c ianças inham esponsabilidades e domina am os
conhecimen os básicos necessá ios. A educação das meninas basea a-se no eino pa a o
casamen o, que acon ecia po ol a dos 14 anos. Os ilhos e am ad e idos con a os ícios do jogo,
oubo, bebida, e quando se compo a am mal, o cas igo e a se e o e dolo oso. (LAMBERT, 2012)
7 Ludus, escola p imá ia.
8 T abalhado es, cons u o es, e c.
9 Local ge ido po sace do es que ensina am sob e assun os eligiosos e adminis a i os. As a i idades ex a
eligiosas e am um de e ao qual de iam de assis i , assim como ap ende sob e as onomia, poesia, esc i a e
his ó ia.
10 Escola mili a , onde os apazes e am einados pa a a gue a. A i alidade en e escolas le a a a cons an es
lu as.
Figu a 02. Ilus ação de escola na an iga
G écia, Ludus, c. 500 d.C.
(Fon e:
h p://edu.glogs e .com/media/3/12/5
8/57/12585702.jpg, acedido a 11 de
Se emb o de 2012.)
Figu a 03. Pin u a em aso de apaz a b inca com
um yo-yo, c.440 d.C.
(Fon e:
h p://his o yo heancien wo ld
.com, acedido a 11 de
Se emb o de 2012.)
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Lambe expõe que as c ianças Incas e am a adas de o ma mui o se e a, com o obje i o de as
endu ece . Quando as meninas a ingissem os 10 anos de idade, as mais boni as e am selecionadas
pa a aqllakuna11. Os apazes ap endiam a pesca , cul i a e ou as habilidades. Os mais nob es
inham um ama aus12 que os eina a pa a go e na . (LAMBERT, 2012)
Du an e a Idade Média (séc. V - XV), a in ância e mina a mui o cedo. Nas amílias mais icas, as
apa igas e am ob igadas a casa po ol a dos 12 anos e os apazes pouco mais a de do que os
14 anos. As c ianças começa am a ajuda a amília assim que podiam, o que no malmen e
acon ecia aos 6 ou 7 anos de idade. (LAMBERT, 2012)
No início do século XVI, Lambe p o e e os modos de ida como ‘mo alis as e a dou ina c is ã
le ada ao ex emo, azendo com que mui os meninos equen assem escolas eligiosas.’ Os homens
mais icos deixa am dinhei o aos pad es pa a que es es ezassem pelas suas almas. Após algumas
mudanças na eligião, na década de 1540, as escolas o am echadas e os apazes passa am a
equen a uma espécie de ja dim-de-in ância, denominado de ‘escola pequena’, seguindo mais
a de pa a a escola da g amá ica quando comple assem os 6 anos de idade. (LAMBERT, 2012)
Segundo Ho n, a disciplina nas escolas e a sel agem e os p o esso es ba iam nas c ianças com
equência, u ilizando a as com amos de bé ula. O dia da escola começa a às 6 da manhã no
e ão e às 7 ho as no in e no, e du a a no malmen e 5 ho as. Eles equen a am a escola 6 dias po
semana e poucos e am os e iados. (HORN, 2009)
Um pouco mais a de e já pe o do inal do século XVII, Lambe a i ma que ambém as meninas
passa am a equen a escolas pa a apa igas, onde ap endiam esc i a, música e bo dados. Ainda
assim, e a conside ado mais impo an e que elas ap endessem ‘ ealizações’ do que es udassem
ma é ias acadêmicas. Como de cos ume, as c ianças mais pob es con inua am a não i à escola, e
aos 6 ou 7 anos começa am a aze alguns abalhos domés icos. Quando não abalha am podiam
b inca e joga aos mesmos jogos com que du an e séculos se en e i e am. Es e modo de ida
con inuou p esen e ao longo do século XVIII. (LAMBERT, 2012) Com di e enças socias e de géne o
ainda semp e mui o p esen es, a disciplina con inuou a se es i a e o punimen o co po al um a o
mui o comum. (DeMAUSE, 1974)
Pa a mui as c ianças, o modo de ida que se iniciou com o começo do século XIX ag a ou-se,
a i ma Lambe . Com a e olução indus ial, a demanda po abalho eminino e in an il c esceu. O
abalho a é en ão ei o em casa ou nas p oximidades pa a ajuda a amília, passou a e ou os
con o nos. C ianças de 5 anos abalha am nas minas de ca ão, meninos subiam às chaminés pa a
as limpa e mui as ou as abalha am em áb icas êx eis mais de 12 ho as po dia. Embo a com
um começo di ícil, aos poucos algumas leis começa am a se impos as pa a de ende as c ianças
des es a os bá ba os. (LAMBERT, 2012) Algumas Ig ejas unda am escolas pa a c ianças pob es e a
11 As meninas e am e i adas das suas amílias e en iadas pa a a ‘casa das mulhe es escolhidas’, aqllakuna, onde
ap endiam sob e a eligião Inca e habilidades como cozinha e aze ecelagem. Quando izessem 14 anos, ou se
o na am sace do isas ou casa am com Incas impo an es.
12 Tu o .
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2.2 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO
de inições e concei os
An es de a ança no ema, é impo an e delinea algumas e minologias usadas pa a de ini os
dois ópicos abo dados nes e capí ulo, c escimen o e desen ol imen o.
Nes e con ex o e a í ulo exempli ica i o, no dicioná io da língua po uguesa podemos encon a
de inição pa a o c escimen o como o ‘desen ol imen o p og essi o (em al u a, olume ou
in ensidade); o desen ol imen o como um a o ou e ei o de desen ol e ; aumen o, p og esso;
ampliação; explanação; minuciosidade; inc emen o; p opagação [...].’
Se alamos em c escimen o, alamos em c iança, em in ância e em c esce . Também no dicioná io
da língua po uguesa encon amos de inições pa a c iança como ‘um menino ou menina no pe íodo
da in ância; [Figu ado] Pessoa es ou ada, pouco sé ia, de pouco juízo; educação; [An igo] C iação,
c ia.’ A in ância que p o êm do la im ‘in ans, signi ica incapaz de ala ; pe íodo de ida humana
desde o nascimen o a é à pube dade; começo, p incípio, os p imei os anos; [Figu ado] as c ianças.’
De ine-se ainda o e mo c esce como ‘desen ol e -se; o na -se maio ; aumen a ; sobeja ; a ança
pa a alguém com modos ag essi os;’
Pe an e ais de inições, de ac o, c esce é o na -se maio e desen ol e -se. É amadu ece .
Associa-se ao e mo c iança, uma pessoa com pouco juízo, po que ela encon a-se a a a essa um
p ocesso de mudança que a az não e a noção exa a de como agi e dis ingui o bem do mal. A
o mação da pe sonalidade e da capacidade de consegui dis ingui ações oco e, em g ande pa e,
du an e es a ase e, a es a e apa de aquisição de compe ências, dá-se o nome de in ância.
Segundo Cahan, a noção de c escimen o na c iança pa ece ób ia e in ui i a. O bebé nasce
pequeno, ágil, incapaz de comp eende o que se passa à sua ol a e conhecendo o mundo de
o ma limi ada. É aos poucos que adqui e co po e conhecimen o, e se o na num adul o. Psicólogos,
p o esso es e ou os p o issionais que lidam com c ianças dia iamen e e ocam o e mo
desen ol imen o como o ma de pe cebe e dis ingui as e apas ísicas, psicológicas, cogni i as,
sociais e mo ais. (CAHAN, 2006)
É comum u iliza o e mo c escimen o pa a ep esen a apenas o desen ol imen o ísico. No
en an o, c esce não é apenas o na -se maio . Es e desen ol imen o ísico az pa e de um
desen ol imen o cogni i o, que acon ece de o ma p og essi a e aseada. (SAÚDE, 2002) Assim,
c escimen o e desen ol imen o são dois enómenos di e en es na sua concepção isiológica,
pa alelos em seu cu so e in eg ados em seu signi icado, são dois enómenos num só. (SANTOS,
2006) De inem-se como dois concei os que, embo a se complemen em e açam pa e do mesmo
p ocesso, exigem abo dagens di e en es e especi icas pa a a sua pe cepção, desc ição e a aliação.
Des a o ma, mui as das causas que a ec am o c escimen o ambém a ec am o desen ol imen o e
assim ice- e sa. (SAÚDE, 2002)

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28
Do pon o de is a biológico, o c escimen o comp eende al e ações no amanho, o ma e unção
celula . É de inido como um aumen o ísico do co po, podendo se mesu ado em g amas,
quilog amas, cen íme os e me os. T aduz o aumen o do amanho das células - (hipe o ia), ou do
seu núme o - (hipe plasia), e e le e o aumen o da massa co po al. Teo icamen e de e se es udado
desde o momen o da ecundação do ó ulo a é à elhice, pois o c escimen o celula oco e du an e
oda a ida de um indi íduo. En e an o, o que ealmen e impo a é obse a e a alia os pad ões de
c escimen o que oco em desde o momen o do nascimen o a é à adolescência, uma ez que o
é mino des a ase in e ompe o c escimen o co po al. (SANTOS, 2006)
O c escimen o é um p ocesso con ínuo e dinâmico, p o enien e de ins uções do código gené ico
de cada um e sujei o a a iações em unção de in luências ex e nas, como o ambien e. É
conside ado o indicado mais impo an e de saúde na c iança, sendo po an o, ob iga ó ia a sua
moni o ização du an e oda a in ância e adolescência. A a aliação sequencial de medidas se e pa a
um diagnós ico sob e o c escimen o dos indi íduos na comunidade, com o obje i o de p omo e a
saúde. (SAÚDE, 2002)
O ca ác e de cada indi iduo ai sendo p og essi amen e o mado à medida que a c iança c esce,
aduzindo-se em a i udes, on ades, o mas de es a , e c. Enquan o que o c escimen o é
quan i a i o, pode se medido e oco e en e um pe íodo de empo limi ado, o desen ol imen o é
quali a i o e, o seu é mino só acon ece no inal da ida de cada indi íduo. (SANTOS, 2006) Cons i ui
o ganho de no as unções e capacidades ou o ape eiçoamen o des as ao longo do empo. É um
concei o amplo e ab angen e que se e e e a uma ans o mação p og essi a, que inclui além do
c escimen o, a ma u ação, a ap endizagem e os aspec os psíquicos e sociais.
Cada es ádio14 de desen ol imen o é de inido po di e en es o mas de pensamen o. (SAÚDE, 2002)
Os es ádios cogni i os são egula es e, po isso, a c iança de e a a essa cada um segundo uma
sequência o denada. Todo es e p ocesso oco e sob e o e ei o de in luências sociais, económicas e
cul u ais, que ampliam, es ingem ou mesmo anulam de e minados aspec os do desen ol imen o
da c iança. (SANTOS, 2006)
É o c escimen o quan i a i o, medido em cen íme os, que a o ece e ep esen a a al e ação
co po al da c iança e a az e necessidades di e en es no que espei a aos obje os. E é es e que
aqui se p e ende abo da com especial a enção.
14 Pe íodo; ase.
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2.2.1 ORIGEM DA IDEIA DE DESENVOLVIMENTO HUMANO
‘F om day comes nigh , and om he boy comes he man.’
(A is o le, On he Gene a ion o Animals, 350 BC.)
Segundo Cahan, a ideia de desen ol imen o na c iança não exis ia como concei o an es do
século XIX. An es des e empo as c ianças e am is as como e sões minia u a dos adul os. A
disciplina e a se e a e, embo a as a i idades ossem semelhan es às de hoje em dia, o empo pa a
b inca e a escasso e ap ende e a um p i ilégio pa a alguns. (CAHAN, 2008)
Ainda que mui o longe do que hoje se de ine e classi ica al p ocesso, oi aos poucos e com a
con ibuição de mui os au o es que se iniciou a descobe a do p ocesso de desen ol imen o na
c iança. (ALDRIDGE, 2006)
Cahan ela a que, po ol a do século XVI, a ideia da c iança e a baseada na c ença do pecado
o iginal pu i ano. A dou ina c is ã e a assen e na ideia de que as c ianças nascem como ignóbil,
se es malignos que só podem se ci ilizados e sal os do pecado a a és de du as e puni i as
p á icas educa i as. Ap oximadamen e um século depois, o ilóso o inglês John Locke (1632-1704)
p opôs que o cé eb o de uma c iança ao nasce é como uma ábua asa ou uma louça em b anco, o
que signi ica que as ca ac e ís icas humanas são a ingidas a a és da expe iência. Assim, Locke
de endia a ideia de que os pais de em in e agi com os seus ilhos, a im de ‘‘esc e e ’ sob e os
aços de a dósias que ans o mam as c ianças em memb os bem-sucedidos da população em
ge al.’ (CAHAN, 2008)
Segundo Cahan, no século XVIII, Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) p opôs a isão da
‘bondade ina a’, ac edi ando que as c ianças são ‘bons sel agens’ que nascem com bem e que
de e ia se pe mi ido c esce com pouca in e e ência ou o ien ação dos pais. (CAHAN, 2008)
A ideia de desen ol imen o não começa ou e mina nas c ianças. O desen ol imen o na c iança
se e pa a demons a a conexão en e o desen ol imen o da e olução e da ci ilização. A c iança
o na-se num pila de ligação en e a his ó ia na u al humana. (NEWMAN, 2006)
Segundo Cahan, a é ao inal do século XIX, os desen ol imen is as15 a as a am as isões
con li uan es da eligião e da iloso ia e começa am a segui o es udo da in ância aplicando o
mé odo cien í ico. Uma sé ie de a anços ha iam lide ado o caminho pa a o es udo cien í ico do
desen ol imen o in an il e, os cien is as es a am a começa a discu i a impo ância da na u eza e
da c iação. O seg edo da concepção ha ia sido descobe o e algumas descobe as médicas,
jun amen e com melho ia de condições sani á ias esul ou na sob e i ência de mais c ianças
du an e a in ância. Além disso, o am dec e adas leis de abalho in an il que pe mi i am às c ianças
passa mais empo na escola. Assim, pais e educado es oma am consciência da necessidade de
abo da as ques ões elacionadas com o desen ol imen o da c iança. Ainda, a ciência eminen e da
15 De enso es das eo ias sob e o desen ol imen o humano.
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psicologia ouxe a pe cepção de que as pessoas pudessem aumen a a au o-comp eensão a a és
do conhecimen o sob e o que as ha ia a e ado na in ância. Foi nes e século, conhecido como o
século da his ó ia, do desen ol imen o e do p og esso, que o campo sob e o es udo do
desen ol imen o da c iança oi su gindo e es a, passou a e um luga impo an e e de des aque
pa a a ciência. (CAHAN, 2008)
Cha les Da win (1809-1882) en a izou a na u eza do desen ol imen o do compo amen o in an il.
Foi Da win, o c iado da eo ia da e olução das espécies, que ge ou o es udo do desen ol imen o
da c iança a a és da c ença de que os se es humanos se pode iam comp eende melho se se
es udassem as suas o igens. Ainda an es das publicações das eo ias do Inglês na u alis a Cha les
Da win, o au o e edi o escocês Robe Chambe s (1802-1871), publicou o li o ‘Ves iges o he
Na u al His o y o C ea ion’, sus endo a eo ia de que jun amen e com a lei da g a i ação exis e uma
ou a g ande lei, a lei do desen ol imen o. Cap u ando o espí i o op imis a des e empo, o iloso o
Inglês He be Spence (1820-1903), de endeu que o desen ol imen o humano e a lógico, não
aciden al e necessá io. No li o ‘On he o igin o Species’, publicado po Cha les Da win em 1859, é
ap esen ada a eo ia da e olução das espécies a a és da seleção na u al. Sus endo a ideia de que
a e olução oco e de o ma g adual, numa mudança não p og essi a onde sob e i e o mais o e.
‘Não é o mais o e que sob e i e. Nem o mais in eligen e. Mas o que melho se adap a às
mudanças.’ (NEWMAN, 2006)
James Ma k Baldwin (1861-1934) e John Dewey (1859-1952), dois dis in os psicólogos ilóso os,
de ende am eo ias pode osamen e con as an es. Pa a Baldwin, o p ocesso de desen ol imen o
es a a di ecionado pela na u eza pa a um alcance da e dade, beleza e bondade. Con a iamen e,
Dewey ac edi a a que es e p ocesso se baseia nos alo es cul u ais e his ó icos em que o indi iduo
se inse e. (CAHAN, 2008)
O maio a anço no es udo sob e o desen ol imen o da c iança, oco e pe o do início do século
XX, quando G. S anley Hall16 (1844-1924) publicou o li o ‘The Con en s o Child en’s Minds’ que,
pela p imei a ez, es abeleceu a adolescência como um pe íodo dis in o de desen ol imen o.
Conside ado como o ‘pai da adolescência’, é conhecido pela o ma ação de emas em psicologia,
educação e cul u a popula . Com a publicação em 1883 do li o, Hall es abeleceu-se como líde no
es udo da c iança, mo imen o que e e como obje i o u iliza as descobe as cien í icas sob e o que
as c ianças sabem e quando elas ap endem. P ocu ando uma on e de egene ação pessoal e
social, Hall ol ou-se pa a a eo ia da e olução pa a um ideal de base biológico sob e o
desen ol imen o humano, cuja ó ima condição pa a al e a a saúde.
En e 1930 e 1940, os ins i u os de pesquisa o am c iados em a ias uni e sidades, indicando que a
psicologia da c iança inha sido es abelecida como uma e dadei a ciência com p á icas
p o issionais. (CAHAN, 2008)
16 G. S anley Hall. Teo ia sob e Hall baseada em: Hall, G. S anley. In e na ional Encyclopedia o Social Sciences,
1967. Disponí el em: h p.://www.encyclopedia.com/ opic/G an ille_S anley_Hall.aspx, acedido a 29 de Julho de
2012.
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A nold Lucius Gesell (1880-1961) oi ambém um pionei o no campo de es udo sob e o
desen ol imen o da c iança, onde a pesquisa sob e ma cos de desen ol imen o ainda é
amplamen e usada po psicólogos, pedia as e ou os p o issionais que abalham com c ianças.
Gesell econheceu a impo ância de a o es ina os e ex e nos no desen ol imen o in an il. Ele
ac edi a a que as c ianças passam po ases com uma sequência ixa, den o de um de e minado
pe íodo de empo, com base em habilidades ina as humanas. Ele de endeu que as c ianças de em
se apoiadas no c escimen o na u al das suas capacidades e que des a o ma, os pais não de em
impo um con ole es i o nem pe mi i uma libe dade excessi a. A sua ob a in luenciou mui os
eó icos do século XX, es imulando a pesquisa pa a descob i as condições necessá ias pa a
supo a o c escimen o no mal e desen ol imen o psicológico pa a odas as c ianças. (GESELL,
2008)
NOTA CONCLUSIVA
Na maio ia das abo dagens sob e a in ância são iden i icados pe íodos dis in os em que as
c ianças dominam habilidades especí icas e en en am a e as no as. Nos úl imos séculos a
isão sob e a c iança e o seu desen ol imen o mudou d as icamen e. Valo izamos ago a a
in ância como um pe íodo especial de c escimen o e mudança, que não e a seque
conside ada an es. Concebemos a noção de que a in ância é um pe íodo de ida único,
echeado de e en os e es abelece uma base impo an e pa a a ase da adolescência e mais
a de da adul a, e é al amen e di e enciada des a úl ima.
Hoje o es udo sob e o desen ol imen o da c iança, cons i ui uma abo dagem in e disciplina
que de i a de uma a iedade de disciplinas que incluem a psicologia, psiquia ia, sociologia,
an opologia, biologia, gené ica, ciência amilia , educação, his ó ia e medicina. A in es igação
sob e o desen ol imen o con inua a e olui e com a ajuda dos a anços ecnológicos êm
ha ido p og essos na sua comp eensão. Le an am-se ainda no as ques ões na cons ução de
no as ideologias e con es am-se esul ados an e io es pa a aumen a ainda mais a quan idade
de conhecimen o cien í ico.
Pe cebe-se que educa as c ianças não é simplesmen e enchê-las de conhecimen o, mas em
ez disso, é essencial in e agi com elas.
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2.3 ABORDAGENS TEÓRICAS
Como já imos no sub capí ulo an e io , o es udo sob e o desen ol imen o da c iança não e a
conside ado an es do século XVI e, só a pa i do século XIX é que es e se es abeleceu como
disciplina. Du an e algumas décadas, psicólogos e p o issionais que abalha am com c ianças,
es uda am e analisa am o seu desen ol imen o, ge ando eo ias que ainda hoje são seguidas po
ou os p o issionais. Exis em inúme as, algumas das maio es são conhecidas como as g andes
eo ias e se ão essas que aqui se p e ende desc e e e analisa com algum po meno . P a icamen e
odas desc e em o p ocesso u ilizando es ádios de desen ol imen o. Ou as, menos conhecidas e
po isso mais pequenas, ocam-se apenas em aspec os limi ados do desen ol imen o, assim como
o desen ol imen o social ou cogni i o. Nes e as o leque de eo ias e de enso es, p e ende-se aqui
aze uma abo dagem àquelas que mais in luencia am e con ibuí am pa a a pe cepção a ual que
de ine a c iança, o seu modo de es a e ap ende .
Pa a Rebelo, as eo ias psicanalí icas p ocu am en ende o desen ol imen o humano a pa i de
mo i ações conscien es e inconscien es da c iança, ocando os seus con li os in e nos du an e a
in ância e pelo es o do ciclo i al. De en e os seguido es de es as eo ias des acamos Sigmund
F eud com a eo ia psicossexual e E ikson com a eo ia psicossocial. (REBELLO, e al.)
Segundo Newman, Sigmund F eud (1835-1930) salien ou a impo ância sob e os e en os e as
expe iencia i enciadas du an e a in ância. Pa a F eud, a pe sonalidade é em g ande pa e
es abelecida a é aos cinco anos e as expe iencias i idas a é aí desempenham um papel mui o
impo an e no desen ol imen o da pe sonalidade e con inuam a in luencia o compo amen o mais
a de. A eo ia eudiana é uma das eo ias mais conhecidas e ambém das mais con o e sas.
F eud ocou-se mais em deso dens men ais em ez de unções no mais. Ele desc e e o
desen ol imen o da c iança como uma sé ie de es ádios psicossexuais. Tal como ou as eo ias, os
es ádios de desen ol imen o ap esen am uma sequência p ede e minada que pode p ocede a um
esul ado bem-sucedido ou acassado, le ando es e úl imo a uma pe sonalidade doen ia. Os
es ádios de desen ol imen o baseiam-se numa de e minada zona e ógena e ao odo são cinco:
o al, anal, álica, la ência e geni al. Na ase o al, do nascimen o aos 18 meses, a c iança ixa-se em
p aze es o ais (sucção). Median e a maio ou meno ixação sob e es a a i idade, pode le a a uma
pe sonalidade o al, cuja endência se á pa a uma , bebe álcool, come mais ou a é oe as unhas.
A ase anal, dos 18 meses aos 3 anos, o oco de p aze da c iança es á na eliminação e e ação das
ezes. Es a pode esul a numa obsessão po limpeza, pe eição e con ole (anal e en i a), ou o seu
opos o, na con usão e deso ganização (anal explosi o). Dos 3 aos 6 anos de idade, a ase álica
cen a-se na zona de p aze dos ó gãos geni ais. F eud ac edi a a que nes a e apa, o apaz
desen ol e um desejo sexual inconscien e pela mãe e po causa des e mo i o se o na i al do seu
pai, p ocu ando a enção e a e o da mãe. Es a ase é conhecida e desc i a como o complexo de

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Édipo17. F eud ac escen ou ainda que, à semelhança dos apazes, ambém as meninas
desen ol em uma a ação inconscien e pelo pai, chamando a es e - complexo de Elec a18
(p opos o em 1913 po Ca l Gus a Jung). Se es a e apa não oco e de o ma posi i a, como
esul ado, pode á le a a dep a ados sexuais e à aca ou con usa iden idade sexual. A ase da
la ência, oco en e desde os 6 anos de idade a é à adolescência, os in e esses da libido são
sup imidos e di ecionados pa a ou as á eas como a i idades in elec uais e in e ações sócias.
Desen ol em-se habilidades sociais, de comunicação e au ocon iança. Po im, a ase geni al,
começa no início da pube dade e é nes a que os impulsos sexuais são no amen e despe os,
ocando e di ecionando es es pa a os pa es do sexo opos o. Segundo F eud, es a ul ima ase do
desen ol imen o dá-se a é ao inal da ida. (NEWMAN, 2006)
E ik Humbu ge E ikson (1902-1994) psicólogo e psicanalis a, de endia que o desen ol imen o
oco e ao longo da ida do se humano. Pa a E ik, cada se humano passa po oi o es ádios de
desen ol imen o a é ao inal da ida. Um dos elemen os p incipais des a eo ia é o desen ol imen o
da iden idade do ego. Segundo E ikson, a iden idade ai-se modi icando à medida que se i em
no as expe iências dia após dia. Ele de endia que a ida ai-nos mos ando uma sé ie de desa ios e
lições que nos ajudam a c esce . Em cada e apa, E ikson ac edi a a que as pessoas expe ienciam
um con li o que se e como pon o de i agem no desen ol imen o que pode ou não se
ul apassado. Dos oi o es ádios, conside emos apenas os cinco p imei os, co esponden es a é à
adolescência. No p imei o es ádio (do nascimen o aos 18 meses), con iança e sus descon iança, o
bebé ap ende a con ia ou descon ia do seu ambien e. O segundo es ádio, au onomia e sus
e gonha ou dú ida, oco e en e os 18 meses e os 3 anos de idade. Du an e es a ase, a c iança
u iliza as suas habilidades mo o as e men ais pa a en a se mais independen e e descob i o seu
p óp io co po. Nes a e apa elas p ecisam de ap ende e decidi po elas p óp ias, caso con á io, a
al a de a i idade e uma p o eção excessi a pela pa e dos p ogeni o es, a á com que a au o es ima
seja baixa, le ando à e gonha. O e cei o es ádio, inicia i a e sus culpa, en e os 3 e os 5 anos de
idade, oco e como esul ado das á ias capacidades que a c iança desen ol e a é en ão. O sen ido
de ealização nas a e as e a capacidade de ul apassa alhas, az com que a c iança enha
inicia i a pa a con inua . Caso con a io, se o ebaixada e desenco ajada po c i icismo, os
sen imen os de incompe ência começam a eme gi , sen indo culpa. O qua o es ádio acon ece en e
os 6 e os 12 anos. Du an e es a ase, as c ianças ecebem ap o ação pelas capacidades assim
como, le , esc e e e aze con as. Nes a idade escola , os p o esso es, amigos e colegas
in luenciam o seu u u o desen ol imen o. O c i icismo e o desenco ajamen o ( al como na ase
an e io ) pode le a à us ação, e nes e caso, os sen imen os de in e io idade e incompe ência
começam a eme gi . (MELO, 2009)
17 Figu a mi ológica g ega que aciden almen e ma ou o seu pai, e se casou com sua mãe.
18 Figu a mi ológica g ega, ilha de Agamemnon, a qual quis que o i mão se ingasse da mo e do pai de ambos
ma ando po im, a sua mãe, Cly emnes a.
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‘É humano e uma longa in ância; é ci ilizado e uma in ância maio ainda. Uma longa in ância o na
o homem mais capaci ado, mas ambém lhe deixa um esíduo de ima u idade que pe du a pa a o
es o da sua ida.’ E ik E ikson (MELO, 2009)
Segundo a eo ia cogni i a, o desen ol imen o é cons uído a pa i de uma in e ação en e o
desen ol imen o biológico e as aquisições que se azem com o meio en ol en e. (NEWMAN, 2006)
O psicólogo suíço Jean Piage (1896-1980), de endeu que as c ianças pensam de manei a
di e en e dos adul os e p opôs a eo ia de desen ol imen o cogni i o baseada em qua o es ádios
de desen ol imen o: senso-mo o ; p é-ope acional; ope acional e ope acional o mal. Segundo a
sua eo ia, as c ianças podem se en endidas como pequenos cien is as que sozinhos cons oem
a i amen e o seu conhecimen o e comp eensão do mundo a a és da in e ação com o ambien e,
come endo e os e ap endendo com eles. Segundo ele, a c iança em odos os mecanismos pa a
ap ende sozinha desde que a in e ação com o ambien e acon eça. O es ádio sensó io-mo o oco e
desde o momen o do nascimen o a é aos 2 anos de idade. Nes e, as c ianças expe ienciam o
mundo a a és do mo imen o e dos sen idos, en ando es abelece con ac o a a és des as ações.
A ase p é-ope acional dá-se dos 2 aos 7 anos, onde as c ianças adqui em capacidades mo o as
que as az alcança a imaginação e a an asia, o nando-as mais egocên icas du an e es e pe íodo.
Na ase ope acional dos 7 aos 11 anos, iniciam o pensamen o lógico mas de o ma pouco sólida,
necessi ando de ajudas p á icas pa a que es e se o ne mais coe en e. Nes a e apa, elas o nam-se
menos egocên icas e mos am mais ma u idade emocional. O es ádio ope acional o mal, oco e
depois dos 11 anos, em que as c ianças desen ol em o pensamen o abs a o e podem ago a
es abelece e man e o pensamen o de o ma lógica. (ALDRIDGE, 2008)
Le Vygo sky (1896-1934), oi o p imei o psicólogo a conside a o p ocesso his ó ico-social no
desen ol imen o do indi íduo, que de ine a eo ia sociocul u al. Ao in es iga o desen ol imen o na
c iança, conside ou que nes e as condições cul u ais e sociais são mui o impo an es. Sendo a
cul u a, a sociedade, a his ó ia e a i ência que molda a o ma de se e de es a de cada indi iduo.
Ao con á io do que de endia Piage , Le suge ia que a c iança não p ecisa do ambien e, desde que
seja incen i ada a ap ende . É a in e ação en e o sujei o e o meio, e as elações in a e
in e pessoais que são es abelecidas que o az adqui i conhecimen os. (REBELLO e al.)
No en an o e, al como Piage , Le oi um dos p imei os a conside a a c iança como ela p óp ia e
não um adul o em minia u a. Ele ac edi a a que a linguagem é a e amen a cha e pa a o
desen ol imen o cogni i o e, in oduziu o e mo discu so p i ado, e e indo que es e ep esen a o
pensamen o em oz al a da c iança. (CAHAN, 2006)
O psicólogo ame icano Albe Bandu a (1925), p opôs a eo ia conhecida como a eo ia da
ap endizagem social. De aco do com es a eo ia as c ianças ap endem a a és da obse ação que
azem aos ou os. Ao con á io das eo ias compo amen ais e, pa a es e psicólogo, o
desen ol imen o não se dá apenas pela obse ação ex e na, mas ambém pelos a o es in ínsecos
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de cada um, assim como a sensação de sa is ação, de o gulho, de ealização. Concei os que
ambém le am à ap endizagem. (GRYCH & FINCHAM, 2001) Em 1970, o psicólogo ame icano
demons ou que as c ianças ap endem a a és da in e ação social. Pa a Bandu a, as c ianças
copiam os adul os à sua ol a. Ele es ou a eação das c ianças ao e em um ilme em que os
adul os ba iam em bonecos. A eação das c ianças oi epe i o que iam os adul os aze .
(SCHLINGER, 1995) Como e e e no seu li o, a ap endizagem se ia ex emamen e abalhosa, pa a
não menciona pe igosa, se as pessoas i essem que con ia apenas nos e ei os das suas p óp ias
ações pa a as in o ma do que aze . Felizmen e, o compo amen o humano é ap endido pela
obse ação: pela obse ação aos ou os o ma-se uma ideia de como os no os compo amen os são
execu ados, e mais a de, nou as ocasiões, es e código in o ma i o se e como guia pa a a ação.
(BANDURA, 1977)
Pa a os de enso es da eo ia compo amen al, as c ianças nascem como abuas asas que ão
ap endendo udo pelo ambien e a a és do p ocesso de imi ação ou e o ço. Foca-se em como o
ambien e molda o compo amen o e ap endizagem da c iança. Dis ingue-se das ou as eo ias
po que não conside a os pensamen os e sen imen os in e io es e, pu amen e alo iza o ac o de a
expe iência molda cada um de nós. De en e os seguido es des a eo ia, encon amos I an Pa lol,
John B. Wa son, e B. F. Skinne . (DeROBERTIS, 2008)
Des aca-se B. F. Skinne (1904-1990), au o e psicólogo que de endia que as c ianças ap endem
po obse ação. Tal como Piage , ele desc e eu as c ianças como ‘pequenos cien is as’, que
cons oem o seu p óp io mundo a a és da sua lógica, obse ação e expe iência. A c iança ap ende
se se á ecompensada ou não pelos seus a os, sejam eles bons ou maus. Skinne desen ol eu a
eo ia do e o ço, is o é, pa a muda uma condu a, é p eciso muda as consequências dessa
mesma. Is o acon ece a a és das ações: es ímulo - espos a - consequência - espos a u u a.
(ALDRIDGE, 2006) Os psicólogos que seguem es a eo ia ac edi am que o compo amen o humano
segue de e minadas eg as, conhecidas como associação e e o ço. Que is o dize que a
ap endizagem no se humano se dá a a és da expe iência. Se uma c iança ao oca numa ela se
queima , ai associa a chama à do . Es e a o ao se epe ido ai e o ça a lição de não oca na
chama. Os de enso es da eo ia compo amen al ac edi am que é assim que a ap endizagem
acon ece. (DeROBERTIS, 2008)
Nas décadas de 30 e 40, alguns seguido es da eo ia compo amen al, começa am a cen a -se no
compo amen o da c iança e pa icula men e nos es ilos de ap endizagem. Es e oco p oduziu
eo ias sob e as ases iniciais de desen ol imen o na c iança que, in luenciam ainda hoje as eo ias
educacionais. (CAHAN, 2006)
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NOTA CONCLUSIVA
Cons a amos que as eo ias se depa am com a mudança ao longo do empo e são ex emamen e
in luenciadas e de inidas po es e.
É impo an e examina a psicologia de desen ol imen o como um odo, em ez de acei a o abalho
de um ou ou o eó ico e especialis a como uma e dade só. Sem o abalho de Piage , Bandu a,
E ikson, F eud, e ou os que aqui alamos, as eo ias sob e a psicologia do desen ol imen o e a
eo ia cogni i a e educa i a não exis i iam e p o a elmen e a educação se ia mui o di e en e.
A ualmen e, a mais ecen e abo dagem à in ância inclui a iden i icação de dis in os pe íodos de
desen ol imen o que ab angem momen os especiais de c escimen o e mudança, e o domínio de
no as compe ências. Embo a seja e dade que há ainda mui o a se ei o pa a melho a a ida de
odas as c ianças, a me odologia de hoje di ige uma g ande quan idade de pesquisa e
inanciamen o no cuidado e educação de c ianças pelo mundo in ei o. (NEWMAN, 2006)
Vi e numa sociedade em que a in ância é pensada como uma sé ie de es ádios de
desen ol imen o em e ei os na c iança. Po exemplo, a escola é o ganizada segundo uma sé ie de
p og essões na idade. Sepa ando-as não só dos adul os, mas ambém das ou as c ianças com
idades di e en es. O ganiza a ida da c iança segundo es as eg as, acaba po ambém in luencia
naquilo que ela p óp ia pode alcança .
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Figu a 09. Sequência de desen ol imen o mo o na c iança a é aos 15 meses, Shi ley (1931).
A es a u a inal que cada um alcança, é o esul ado da in e ação en e a sua ca ga gené ica e os
ac o es do meio ambien e que pe mi em a maio ou meno exp essão do seu po encial gené ico.
Poucas unções biológicas dependem an o do po encial gené ico como o c escimen o. A qualque
momen o, desde a concepção e especialmen e em c ianças pequenas, ac o es ambien ais podem
pe u ba o i mo e a qualidade desse p ocesso. O alcance dessa me a biológica depende em mui o
de condições ambien ais em que se dá o c escimen o da c iança sendo a sua in luência ma can e.
(SAÚDE, 2002)
(Fon e:h p://www.wha -when-how.com/Child-de elopmen /mo o -de elopmen -
child-de elopmen /, acedido a 18 de se emb o de 2012.)

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2.5 FATORES DE INFLUÊNCIA
De aco do com Saúde, a sequência egula e p e isí el de c escimen o ísico e desen ol imen o
psicomo o , so e in luências con inuas de a o es in ínsecos e ex ínsecos que p o ocam a iações
no deco e do p ocesso, e o nam o cu so de desen ol imen o de cada c iança dis in o e singula .
Segundo San os, os dois p incipais ac o es de in luência esponsá eis pelas ca ac e ís icas ísicas
e cogni i as que o nam cada se humano único, são o meio ambien e ( a o ex ínseco) e a
he edi a iedade ( a o in ínseco). Es es e ão a sua in luência posi i a ou nega i a na c iança.
(SAÚDE, 2002)
P e ende-se aqui da especial a enção sob e a impo ância do meio ambien e, na medida em que
é es e que p opo ciona á oda uma es u u a elacionada com o mobiliá io.
2.5.1 FATORES INTRÍNSECOS
Segundo San os, comp eende-se po a o es in ínsecos a he ança gené ica. Es a é de inida no
dicioná io da língua po uguesa como a ‘p op iedade dos se es i os ansmi i em as suas
ca ac e ís icas aos descenden es.’ Do pon o de is a do c escimen o, a he ança gené ica ecebida
pelo pai e mãe es abelece um po encial ou al o que pode se a ingido. É es a que de e mina as
ca ac e ís icas ísicas isí eis da c iança, al como a co dos olhos, do cabelo, ipo de pele, sexo,
aça, e c. A gené ica de e mina não só uma ampla a iedade de a ibu os no mais den o de uma
espécie, mas ambém a ansmissão de genes de ei uosos que in luenciam nega i amen e o i mo
de c escimen o e desen ol imen o. (SANTOS, 2006)
Segundo Newman, ao conjun o de ca ac e ís icas que um indi iduo ecebe po he edi a iedade
denomina-se de genó ipo. A mani es ação des e é e elada a a és do enó ipo que, segundo o
mesmo, cons i ui o conjun o de ca ac e ís icas obse á eis num o ganismo. Assim, a apa ência de
cada um é de e minada em g ande pa e pelo enó ipo, em consequência do seu genó ipo e do
ambien e que o odeia. (NEWMAN, 2006)
Como é e e ido po Engle, e al., ao con á io das in luências ambien ais, as in luências gené icas
endem a se mais consis en es em odas as idades, uma ez que es a á semp e p esen e. Poucas
unções biológicas dependem an o do po encial gené ico como o c escimen o. No en an o,
alcança a me a biológica depende em mui o das condições ambien ais onde se dá o c escimen o
da c iança. (ENGLE, e al., 2009)
‘Na u e is all ha a man b ings wi h himsel in o he wo ld; nu u e is e e y in luence ha a ec s him
a e his bi h. The dis inc ion is clea : he one p oduces he in an such as i ac ually is, including i s
la en acul ies o g ow h and mind: he o he a o ds he en i onmen amid which he g ow h akes
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45
place, by which na u al endencies may be s eng hened o hwa ed o wholly new ones implan ed’.
(Gal on, 1874)
2.5.2 FATORES EXTRÍNSECOS
De aco do com Saúde, ‘a in luência do meio ambien e oco e desde a ida in au e ina quando, a
pa i de um ce o momen o, o c escimen o do e o é limi ado pelo espaço da ca idade in au e ina e
es á dependen e da saúde, nu ição e es ado ísico da mãe.’ Ainda segundo o mesmo au o , os
a o es ex ínsecos que in luenciam o c escimen o depois do nascimen o incluem alimen ação,
cuidados de saúde, higiene, cuidados ge ais com a c iança, posição amilia , social e económica. O
meio ambien e inclui ambém condições geog á icas e ísicas, a i idade ísica e in e ação amilia .
Um exemplo des a úl ima é a baixa es a u a encon ada em c ianças com p oblemas na a e i idade
e í imas de iolência domés ica. Nes a si uação, ambém conhecida como ‘baixa es a u a óssea
psicossocial’, exis e não só a aso no c escimen o, mas ambém no desen ol imen o ósseo, neu o-
psicomo o e emocional. Ainda um ou o exemplo que demos a a impo ância do meio ex e no, al
como a condição geog á ica, é a acele ação do c escimen o que se az sen i em g andes cen os
u banos, ep esen ando não só po uma es a u a mais ele ada, como ambém po uma ma u idade
biológica al e ada. (SAÚDE, 2002)
Doenças, desnu ição, es ádios in ama ó ios, e c., azem um p ejuízo eno me pa a o c escimen o, e
az com que es e não se p ocesse de o ma adequada. Uma boa alimen ação e a p á ica despo i a
p omo em um a anço na idade óssea em elação à c onológica. (SANTOS, 2006)
Quan o mais jo em o a c iança, mais penden e e ulne á el é em elação ao ambien e. Isso az
com que condições a o á eis ao c escimen o sejam unção, não apenas dos ecu sos ma e iais e
ins i ucionais com que a c iança pode con a (alimen ação, mo ada, saneamen o, se iços de saúde,
c eches, p é-escolas e escolas), mas ambém dos cuidados ge ais como o empo, a a enção, o
a e o da mãe, a amília e a sociedade como um odo lhe dedicam. Tempo, a enção e a e o de inem
a qualidade do cuidado in an il e, quando maximizados, pe mi em a o imização dos ecu sos
ma e iais e ins i ucionais de que a c iança dispõe. (SAÚDE, 2002)
Nas c ianças meno es de cinco anos, a in luência dos a o es ambien ais é ainda mais impo an e
que a dos ac o es gené icos pa a a exp essão do seu po encial de c escimen o. Os a o es
gené icos êm uma in luência mais ma can e nas c ianças maio es de 5 anos. É no adolescen e e no
jo em que o po encial gené ico mais se ep esen a. (NEWMAN, 2006)
Du an e os p imei os anos de ida, a c iança começa a in e agi com o ambien e que a odeia e
nes e p ocesso es á incluída a amília e a sociedade em ge al. Ap ende a i e em amília e em
sociedade é uma das pa es mais impo an es do desen ol imen o, onde es es in e enien es
in e p e am um papel mui o ele an e no p ocesso. A c iança necessi a de es abelece elações
a e i as e de se es u u a como sujei o pa a ganha uma iden idade p óp ia. (SAÚDE, 2002)
A posição amilia em que a c iança se encon a, o núme o de i mãos, os amigos, o ní el
inancei o dos p ogeni o es, a educação a que em acesso, o país onde i e, a cul u a em que es á
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inse ida, a alimen ação e as condições clima é icas a que es á sujei a são in luências ambien ais que
condicionam e in luenciam o seu desen ol imen o. (SANTOS, 2006)
Embo a a gené ica desempenhe um papel na capacidade de desen ol imen o da c iança, a
e idência mos a a impo ância da gené ica/ambien e na o ma como esses genes são exp essos, e
no papel impo an e que as a iações ambien ais desempenham nos p ocesso de desen ol imen o
e educação. É possí el que es as in luências ambien ais sejam ainda mais impo an es em
condições de pob eza, desnu ição e maus a os. (ENGLE, e al., 2009)
Exis e um maio aumen o de mo alidade in an il en e c ianças com um ní el socioeconómico mais
baixo e es as ap esen am uma maio endência pa a so e de p oblemas como asma, ní eis mais
ele ados de chumbo e ou as doenças espi a ó ias. (ENGLE, e al., 2009) Na maio ia das ezes as
amílias não podem paga cuidados médicos, o que signi ica que as c ianças não êm os ecu sos
necessá ios pa a de e a e a a p oblemas de saúde. A al a de ecu sos económicos c iam um
impac o signi ica i o e p o undo no seu desen ol imen o, le ando-a mui as ezes a desen ol e
compo amen os nega i os e iolen os. (SANTOS, 2006) Cinquen a po cen o dos p oblemas
elacionados com o compo amen o que a c iança pode desen ol e numa si uação de pob eza,
podem se p e enidos com educação pa en al. (ENGLE, e al., 2009)
Tal como de endeu F eud, o meio ambien e em que a c iança é c iada con ibui pa a a o mação
in eg al da sua pe sonalidade e ní el de in eligência, podendo mesmo p omo e ou impedi a
e olução de de e minadas doenças ísicas ou men ais. (NEWMAN, 2006)
Ridley a i ma que ‘a mãe na u eza não impediu cla amen e a de e minação das nossas capacidades
in elec uais pa a cega o des ino de um gene ou genes; Ela deu-nos pais, ap endizagem, linguagem,
cul u a e ins ução pa a nos pode mos p og ama .’ (Ridley, in: TRAWICK-SMITH, 1997)
O mobiliá io que se encon a inse ido no ambien e em que a c iança c esce, pode p opo ciona
um bem-es a e melho a as suas condições de ida. Uma c iança que i e num meio ambien e
pob e, com poucos ecu sos sociais e económicos no malmen e ge a um declínio no c escimen o.
‘A minha cama e a pequena e eu do mia com a minha i mã. Eu não do mia bem e de manhã
aco da a abugen a. Na escola inha sono e não p es a a a enção às aulas. Du an e o dia não inha
a i idade e sen ia o co po sem ene gia.’19
19 Rela o baseado em: UNICEF, Vídeo. Ea Sleep Lea n Play o Sa e he Child en. Disponí el em:
h p://www. imeo.com/20915053, acedido a 2 de Fe e ei o de 2012.
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2.6 CRESCIMENTO NA POPULAÇÃO MUNDIAL
a iações a ní el social e cul u al
Se o c escimen o depende em g ande pa e do ambien e que odeia a c iança, as di e enças
cul u ais que sepa am as sociedades em mui o con ibuem pa a que es e oco a de o ma díspa em
á ios países. Sabemos ambém que a in luência ambien al a e a mais as c ianças a é aos 5 anos.
Os ecu sos sociais, económicos e amilia es, sejam eles bons ou maus acabam po e le i -se nas
a i udes, compo amen os e capacidades u u as da c iança. Segundo Engle, e al., a cul u a, as
condições clima é icas, os hábi os de ida e a p óp ia sociedade in luencia e de e mina o po encial
de c escimen o. As p a icas pa en ais e as ideias sob e o desen ol imen o da c iança são
la gamen e de e minadas po ideias cul u ais. ‘[...] as cul u as êm uma ampla gama de alo es pa a
as compe ências e habilidades que as c ianças de em desen ol e e quando elas de em se
exibidas. As habilidades podem su gi mais cedo se o em enco ajadas e incen i adas numa cul u a
em pa icula .’ (ENGLE, e al., 2009)
Segundo Saúde, em 1974 Habi ch demons ou que c ianças meno es de 5 anos de di e sas
nacionalidades, c escem a um i mo semelhan e (à exceção dos o ien ais e algumas ibos
a icanas), desde que subme idas a boas condições de ida. O mesmo não acon ece de modo
simila às c ianças de países desen ol idos, ao passe que as de baixo ní el socioeconómico
c escem a um i mo mais len o. Num ou o es udo ei o com ilhos de imig an es japoneses que
nasciam e i iam nos Es ados Unidos, es es e am mais al os que os seus pa en es que
pe maneciam a i e no Japão. A ualmen e com o desen ol imen o que o Japão alcançou, essa
di e ença desapa eceu, en a izando assim a in luência que os ac o es ambien ais exe cem sob e a
endência secula de c escimen o em g upos populacionais. Ainda um ou o es udo ei o com 300
pa es de gémeos homozigo os20 c iados sepa adamen e, e em condições sócio económicas bem
di e en es, demons ou uma a iação média de 6 cm de al u a quando adul os, sendo que os
indi íduos c iados em ambien es ca en es e com acesso limi ado à saúde o am semp e mais
baixos que os seus i mãos. (SAÚDE, 2002)
Na igu a 5 podemos e i ica as di e enças sob e a es a u a en e meninos com 5 anos de idade,
em 9 países di e en es, com es a os socioeconómicos al os e baixos. Os de es a os mais al os são
maio es do que os de es a os mais baixos. Cons a amos ainda di e enças no c escimen o
elacionadas com a localização geog á ica. No B asil, os meninos de baixo es a o socioeconómico,
ainda assim ap esen am di e enças em elação a ou os do mesmo ní el mas em á eas mais
u banas. Em á eas u banas como São Paulo, ap esen am es a u as maio es do que os do No des e
u al, po exemplo. (SAÚDE, 2002)
20 Te mo gené ico pa a indica uma gené ica semelhan e.
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Figu a 10. Es a u a de meninos de 5 anos de idade de países desen ol idos e es a os socioeconómicos
al os e baixos de países em desen ol imen o.
De aco do com Lida, as di e enças cul u ais e populacionais esul am em c escimen os di e en es.
Os á abes, po exemplo, em os memb os (b aços e pe nas) ela i amen e mais longos do que os
eu opeus, enquan o que os o ien ais êm memb os mais cu os. Os po os que habi am egiões de
climas mais quen es êm o co po mais ino e os memb os supe io es e in e io es ela i amen e mais
longos. Aqueles de clima mais io êm o co po mais cheio, são mais olumosos e a edondados.
(LIDA, 1990)
Ainda e, segundo Co ey, na índia as c ianças nascem mais pequenas e com menos peso. Elas
c escem mais len amen e, em compa ação com c ianças mais saudá eis, e à medida que c escem
os índices de peso e al u a e diminuem cada ez mais. (COFFEY, 2012)
G á ico 3. G á ico ní el de c escimen o de c ianças indianas a é aos 3 anos.
(Fon e:
Rice Homepage, How small is oo small?.
Disponí el em:
h p:// iceins i u e.o g/wo dp ess/2012/04/18/how-
small-is- oo-small/, acedido a 26 de Agos o de 2012.)
(Fon e: SAÚDE, 2002.)

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49
cap. 03
MOBILIÁRIO GERAL E ESPECÍFICO
Mó eis são obje os dinâmicos que pe mi em a
possibilidade de se adap a a á ias necessidades ou
si uações. É a a és de ce os p incípios de design que
se pe mi e a adap ação e ans o mação dos obje os ao
c escimen o da c iança.
Es e capí ulo eúne in o mação e e en e ao mobiliá io
em ge al, que pe mi e a adap ação
A ideia de mobiliá io que se possa adap a a
necessidades elacionadas com o c escimen o não
su ge há mui o empo a ás. No en an o, os obje os
lexí eis e mul i uncionais êm uma longa his ó ia nas
sociedades e ci ilizações an igas.
O mobiliá io in an il só começou a se idealizado de
o ma mais cuidada e igo osa a pa i do século XIX.
Pa a ealiza um design e icaz, é undamen al e em
con a os a o es e gonómicos e an opomé icos da
c iança. Des a o ma, a usabilidade do p odu o é
es ada.
Na p ocu a po soluções amigas do ambien e, o eco
design possibili a a edução dos impac os ambien ais
associados aos p ocessos de ab icação e dis ibuição.
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3.1 CONCEITOS E DEFINIÇÕES
concei o de mó el e p incípios de design adap á el
Desde que o homem passou a e uma habi ação ixa, começou a desen ol e peças de mobiliá io
que pudessem da apoio às a e as nos in e io es das casas. Segundo o dicioná io da língua
po uguesa, o emo mobiliá io, é u ilizado pa a de ini o conjun o de obje os que se des inam a
apoia as á ias a i idades humanas, assim como sen a e dei a . Se e ainda como obje o de
deco ação, pa a sus en a obje os e a mazena ou os, como são exemplo as cómodas, p a elei as
e es an es. Segundo Fiell, es es obje os, denominados de mó eis, podem se ei os de di e sos
ma e iais, al como madei a, me al, plás ico e id o, e são um elemen o essencial nos in e io es das
casas. (FIELL, 2006)
No dicioná io da língua po uguesa, de ine-se a pala a mó el como algo ‘que pode se mo ido ou
mudado. = Móbil, Mo í el ≠ Fixo, Imó el; [...] Ins á el, a iá el. ≠ Cons an e; objec o de mobília.’
Assim, e como a p óp ia pala a indica, mó eis são obje os que podem se mo idos. Não são
es á icos e imó eis, podem se anspo ados, modi icados e ans o mados. Embo a a g ande
maio ia dos mó eis sejam mui as ezes u ilizados como peças imó eis, que pe manecem no mesmo
local po um longo pe íodo de empo, pequenos mó eis como cadei as e mesas são
cons an emen e mo í eis e u ilizadas no sen ido pleno da designação de mó el.
Como a i ma B uno Muna i, ‘a única cons an e do mundo é a mudança. Se alguém p ocu a de ê-
la, de êm-se a si mesmo e en elhece mal.’ (MUNARI, 1981)
A mudança nas elações humanas, no concei o amilia e no in e io das casas que se i e
a ualmen e, al e ou necessidades e hábi os elacionados com o mobiliá io em si. Como a i ma
Colombo, ‘os hábi os mudam, o in e io das casas êm que muda com eles.’ (Colombo, in:
VASCONCELOS, 2009)
Os espaços, cada ez mais pequenos, p ocu am mui as ezes soluções in eligen es e lexí eis o
su icien e, pa a uma ácil ans o mação. Nes e p isma, o concei o de mobiliá io adap á el
enquad a-se no es ilo de ida a ual, não só pelas necessidades e p eocupações que su gem em
elação ao espaço nos in e io es das casas como pelas p eocupações ambien ais, cada ez mais
pa en es na sociedade.
De aco do com Schwa z, mul i uncional, e sá il, mu á el, ajus á el, ans o má el, con e í el,
são e mos que g a i am em o no do design adap á el. No dicioná io da língua po uguesa, o e mo
adap a de ine-se como ‘ o na ap o, aze com que uma coisa se combine con enien emen e com
ou a; acomoda ; ap op ia .’
Nes e p isma, design adap á el é aquele se adap a a mais do que uma ci cuns ância, ou à mesma
mas em sen idos di e en es. Es e pe mi e modi ica o obje o, con e endo-o ou combinando-o com
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ou o pa a supo a ou as uncionalidades. E se segundo o dicioná io da língua po uguesa, o ‘que
em a ias unções ou u ilidades’ de ine o e mo mul i uncional, é ambém po isso, mul i uncional.
Um p odu o mul i uncional pode assim se ajus á el e moldá el à si uação e/ou unção,
possibili ando a conjugação de á ios p odu os num só.
A adap abilidade pe mi e ao usuá io u iliza o mesmo p odu o em mais do que uma si uação, e es e
a o aca e a bene ícios económicos, sociais e p á icos. (SCHWARTZ-CLAUSS, e al., 2002)
No caso do mobiliá io adap á el ao c escimen o, es e pode adap a -se às al e ações ísicas da
c iança, ‘c escendo’ com ela mas dando apoio ao mesmo modo de es a (po exemplo, sen a ); ou
dando apoio a di e en es modos de es a consoan e ou as a i idades que su gem ambém no
deco e do p ocesso, al como é exemplo a in odução da c iança na ida escola .
Quando um p odu o é pos o de lado e ainda se encon a em pe ei as condições de u ilização, a
adap abilidade o na-se aqui numa mais- alia. O objec i o do design adap á el ao c escimen o é
assim aze com que es e enha um ní el de u ilização maio e po isso possa du a mais empo, não
só acompanhando a c iança no seu c escimen o, mas ambém eduzindo des a o ma, o seu
impac e ambien al e económico.
Faze com que o mobiliá io seja adap á el ao c escimen o da c iança e, às al e ações ísicas que
es a ap esen a, é aze com que es e se possa ans o ma e modi ica à medida que a c iança
c esce, apoiando em a i idades que su gem como e lexo do c escimen o ísico. É po isso lexí el e
e sá il e, não apenas muda e ans o ma a sua localização ísica, mas ambém a sua unção e
o ganização em elação ao ambien e, in luenciando os hábi os e a elação en e u ilizado e
ambien e. In e agem com o usuá io, na medida em que não são es á icos e p ocu am sa is aze
equisi os que exigem mudanças uncionais ao longo do seu empo de ida.
A mudança é ine i á el e os obje os que conjugam á ias unções são idealizados po o ma a
esponde a di e en es unções ou necessidades dos u ilizado es. Design lexí el é aquele que
pe mi e a mul i uncionalidade, é mu á el. Es e, é suscep í el de se mudado, podendo al e a
localmen e ou comple amen e o seu aspec o o mal.
Pode se mul i uncional al e ando a con igu ação da peça a a és dos mo imen os do obje o. No
en an o, design mul i uncional não signi ica necessa iamen e modula . Um obje o pode se
mul i uncional sem que seja necessá io al e a a sua o ma. A a és de simples mo imen os
o a i os na peça, es a pode o e ece mais do que uma solução de u ilização.
O concei o de mobiliá io adap á el su ge mui as ezes a a és da u ilização de sis emas
modula es. No dicioná io da língua po uguesa de ine-se o e mo modula como p o enien e ‘do
la im modulo , -a i), medi , egula , ma ca o i mo, compo e sos, oca ; cons ui po módulo.;
can a , le ou dize com modulação.; a ia a al u a ou a in ensidade da oz.; [Física] Va ia a equência
ou a ampli ude de ondas elec omagné icas; (módulo + -a ); ela i o a módulo; compos o po
módulos.; [A qui e u a] Que u iliza as o dens a qui ec ónicas co ín ia, dó ica e jónica.’
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52
Como emos, a pala a modula é aplicada em di e en es á eas e consoan e es as o seu signi icado
é al e ado. Segundo Ma ins, enquan o que na elec ónica são conside ados módulos, as
componen es de peças que podem es a inse idas den o do ca o (po exemplo); pa a o design,
oda a es u u a de uma peça pode se conseguida a a és da modula idade. (MARTINS, 2002)
Segundo Vasconcelos, u ilizando di e en es componen es, podem o ma á ios p odu os num só,
se conjugados. Possibili a a c iação de, com um nume o de peças semelhan es ou di e en es, e
u ilizando uma geome ia es udada pa a e e ua a mon agem, uma as a gama de possibilidades.
Es a possibilidade de c ia á ias soluções, o na o obje o en á el uma ez que pode á alcança um
ní el de u ilização maio do que ou os que não se enquad em nes a ca ego ia. (VASCONCELOS,
2009)
Hils om e e e que ‘os p odu os modula es cump em á ias unções globais a a és da combinação
de blocos de cons ução ou módulos.’ (Hils om in: VASCONCELOS, 2009) Assim, es e ipo de design
implica que o p odu o se elacione com ou os.
A modula idade pe mi e mudança, a a és da expansão, eo ganização, pe sonalização, e a
lexibilidade, o nando um obje o capaz de se ans o ma ou o o almen e di e en e. (MARTINS,
2002)
O jogo didá ico Lego21, al ez enha sido um dos p imei os
p odu os modula es a se desen ol ido a a és de um
conjun o de peças di e en es que, u ilizando o mesmo
sis ema de ligação comum, pe mi e execu a uma a iedade
in ini a de b inquedos.
Figu a 11. Lego B icks, 1949.
Um exemplo de design de mobiliá io u ilizando o concei o modula é o so á kids u ni u e de
Designkin Desai. Es e pe mi e que a c iança possa c ia á ias zonas de es a di e en es, u ilizando
peças que encaixam acilmen e umas nas ou as.
Figu a 12. Sequência de imagens do so á modula , kids Fu ni u e, Designkin Desai.
21 P o enien e das pala as alemãs ‘LEg GOd ’ (play well), desen ol ido pela emp esa Lego em 1949.
( on e: Lego Homepage. Disponí el
em: h p://www.lego.com, acedido a
20 de Agos o de 2012.)
(Fon e: h p://www.in e io design-cen e .com/cu e-modula -so a-kids- u ni u e-design-by-designskin.h ml, acedido a 12 de
Se emb o de 2012)
(Fon e: h p://www.lego.com,
acedido a 12 de Se emb o de
2012)
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59
Figu a 20. Ilus ação de uma a mação pe manen e pa a c iança e be ço com i as, c. 1657.
Figu a 21. Ilus ações de cadei a al a e baixa de c iança, século XVII.
Segundo Lambe , a é meados do século XVII, os qua os p i a i os e am pouco comuns. As
camas es a am p esen es em mui as das á eas da casa e se iam ambém pa a sen a , assim como
hoje é u ilizado o so á. Os p imei os ipos de be ços u ilizados o am de ce a o ma semelhan es
aos de hoje e e am colocados ao pé da cama dos pais. E am baixos e ei os maio i a iamen e em
madei a, e quase odos inham pés a edondados pa a pode balouça o bebé. As casas e am
pequenas e com poucas di isó ias e po isso e a comum as c ianças do mi em no qua o dos pais.
(LAMBERT, 2012)
(Fon e: h p://pe iod u ni u e-ca ed.co.uk/his o y/pa 9/his o y-9.h m, acedido a 4 de
Se emb o de 2012.)
(Fon e: Kid His o y Homepage. Disponí el
em: h p://www.kidhis o y.o g/p42x44.h ml,
acedido a 3 de Se emb o de 2012.)

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60
Figu a 22. Exemplos de be ços do século XVII.
No inal do século XVII, o mobiliá io o nou-se um pouco mais con o á el e deco ado. As
madei as como o mogno e a noguei a começa am a se u ilizados a pa i de 1680. As peças e am
deco adas u ilizando écnicas di e en es das is as a é en ão. A madei a esculpida e a p eenchida
com mad epé ola. As madei as mais ba a as o am e es idas com pedaços de madei a mais ca a e
a lacagem, p o enien e de Ingla e a, le ou a que o mobiliá io começasse a se e es ido com co es
b ilhan es. Mais a de, no os ipos de mobiliá io o am in oduzidos, assim como a es an e pa a
li os. Ainda nes a época, o nou-se bas an e popula o elógio de pa ede e as cómodas. Es o adas
e acolchoadas, as cadei as o na am-se mais con o á eis e comuns nas casas das pessoas mais
icas e ainda nes a al u a, apa ece am as p imei as pol onas. Apesa de odos es es a anços, o
mobiliá io nas casas mais modes as, pe maneceu bas an e básico. (LAMBERT, 2012)
Um e a o amilia de uma amília Suíça, da ado de 1601 mos a uma c iança sen ada numa cadei a
mais baixa. Ac edi a-se que es e ep esen a um dos mais an igos exemplos desse ipo de
mobiliá io. (HEGNER, 2008)
Nes a época, alguns obje os de mobiliá io mul i uncional e ans o má el começa am a su gi . Um
exemplo disso é o piano ans o má el em cama, desen ol ido po Cha les Hess em 1866.
12/08/12 Con e ible+Bed+Room+Piano1866.jpg (426×550)
1/14.bp.blogspo .com/-‐‑Jy yca8sPOc/TbW HLTn4yI/…/Con e ible+Bed+Room+Piano1866.jpg
(Fon e: 4.bp.blogspo .com/‐
Jy yca8sPOc/TbW HLTn4yI/.../Con e ible+Bed+Room+Piano1866.jpg,
acedido a 12 de Agos o de 2012.)
(Fon e: Fu ni u e s yles
Homepage. Disponí el em:
h p://www. u ni u es yles.ne /a
me ican/an ique/beds/c adles.h
ml, acedido a 4 de Se emb o de
2012.)
(Fon e: design sponge Homepage. Disponí el
em:
h p://www.designsponge.com/2010/02/pas
-p esen -mu phy-beds.h ml, acedido a 3 de
Se emb o de 2012.)
Figu a 23. Ilus ação de cama con e í el em piano,
1866.
Figu a 24. Cama con e í el em piano, c.1865.
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Segundo Azzea i o, no século XIX, po ol a de 1870 a p á ica de esconde o lei o o nou-se numa
a e ex emamen e p á ica. Também a al a de espaço no in e io de algumas casas ez com que se
começasse a esconde a cama, su gindo assim a cabine/cama. Es a se ia como cama e sinaliza a
o cí culo social ao qual a amília pe encia. Um exemplo de mobliá io lexí el e ans o má el que
começou a eme gi na sociedade e nos modos de ida da al u a. (AZZEARITO, 2010)
Figu a 25. Cabine de sala ans o má el em cama ( echado e abe o), c.1870.
A busca de obje os mul i uncionais e ans o má eis chegou ao mobiliá io de c iança,
p incipalmen e numa g ande a iedade de cadei as. Cadei as al as e baixas que, de o ma lexí el,
se ans o ma am pa a da apoio a di e en es a i idades. Assim, emos o exemplo da cadei a al a
pa a as e eições, que se ans o ma a em cadei a baixa com mesa pa a a c iança b inca ( igu a
26). (SCHWARTZ-CLAUSS, e al., 2002)
Figu a 26. Geb ude Thone , Cadei a al a de c iança, ans o má el, 1890.
Segundo Hegne , as azões que es ão po de ás de cadei as al as e baixas, p endem-se com a
independência da c iança. As cadei as mais baixas são ei as pa a o na as c ianças mais
(Fon e: SCHWARTZ-CLAUSS, e al., 2002.)
(Fon e: design sponge Homepage. Disponí el em:
h p://www.designsponge.com/2010/02/pas -
p esen -mu phy-beds.h ml, acedido a 3 de
Se emb o de 2012.)
| DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA
62
independen es, enquan o que as al as azem a c iança pa a o ní el de um adul o à mesa, com o
obje i o de as ensina a compo a -se. (HEGNER, 2008)
Figu a 27. Cadei a con e í el em ca inho, época i o iana (1837-1901).
Foi no século XIX que os be ços começa am a e olui pa a camas. As c ianças, que a é aqui
do miam com os pais, passa am a e a sua p óp ia cama. Segundo Lambe , adqui iu-se a
pe cepção de que o be ço ao ní el do chão ep esen a a pe igo pa a a c iança, na medida em que
es a podia acilmen e sai dele, causando insegu ança. Assim, os be ços passa am a se mais al os
e com ba ei as la e ais pa a que a c iança não pudesse sai . Ainda que se u ilizassem be ços no
p imei o ano de ida, es es deixa am de se ão comuns pa a se em subs i uídos po camas
pequenas ainda assim g andes o su icien e pa a que a c iança pudesse do mi a é pe o dos 2 anos
de idade. (LAMBERT, 2012)
Segundo Lambe , a in es ação de animais em camas de madei a, ez com que hou esse uma
ans o mação nas camas de bebé. A madei a oi inicialmen e subs i uída po e o mas ol ou
passado pouco empo com acabamen os melho ados e mais segu os pa a a c iança. À medida que
as casas o am aumen ando e o espaço in e io se o nou su icien emen e g ande pa a de ini
qua os sepa ados, as c ianças passa am a e o seu p óp io qua o. (LAMBERT, 2012)
(Fon e: An ique Helpe Homepage. Disponí el em:
h p://www.an iquehelpe .com/i em/312765,
acedido a 3 de Se emb o de 2012.)
Figu a 28. Ilus ação de cama de bebe, século XIX.
Figu a 29. Cama de c iança e so á do século XIX
(Fon e:
h p://www.1s dibs.com/ u ni u e_i em_zoom.php?id=619229& i
ew=1, acedido a 12 de Se emb o de 2012.)
(Fon e: h p://wikipédia.com, acedido a 12 de Se emb o de
2012.)
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63
Segundo Lambe , com a e olução indus ial no começo do século XIX, a p odução em massa
acen uou-se ainda mais. A e a ecnológica e a manu a u a assis ida po maquina ia ap op iada, ez
com que no inicio do século XX, a classe abalhado a passasse a e melho es condições de ida, e
as casas passa am a se mais echeadas de mobiliá io. Se a é aqui o mobiliá io in an il e a a o e o
acesso a ele e a sepa ado po classes económicas, a pa i des a al u a udo mudou. (LAMBERT,
2012) Su gem no os disposi i os mó eis pa a c iança, assim como o ca inho e o assen o pa a o
ca o. Começa-se a da mais impo ância ao con o o e ao c escimen o da c iança, in oduzindo
obje os que p omo em a b incadei a. (CRAWLEY, 2006)
Segundo Pe iale, o Taylo -Tod In ansea de F ank F. Taylo Co., Inc., da ado de 1924, é uma
combinação de cadei a al a, assen o pa a bacio, assen o pa a ca o e ainda balouço, pendu ando-o
com umas co das ao e o. Es e obje o mul i uncional oi um g ande êxi o de endas nos anos 20 e
30. (PERIALE, 2010)
Figu a 32. Ilus ação Taylo ‘In ansea ’, cadei a al a, assen o pa a bacio e acen o de ca o, 1924.
(Fon e: h p://blog.lib a y.si.edu, acedido a 3 de
Se emb o de 2012.)
(Fon e: The i ual museum Homepage, disponí el
em:
h p://www. he i ualdimemuseum.com/2009/03/ i
c o ian-baby-swings.h ml, acedido a 3 de Se emb o
de 2012)
(Fon e: Google Pa en es. U.S.A. 1972,
acedido a 3 de Se emb o de 2012)
Figu a 30. Ilus ação de Balouço de bebe, J.
H. Wygan & R. P. Paulison, pa en e de
1872.
Figu a 31. Folhe o de cadei a ans o má el em
balouço, 1901.
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Em 1957, o designe indus ial alemão En e K is ian Vedel (1923-2003), desen ol eu a cadei a de
c iança que se e ambém como mesa pa a adul os. P oje ada pa a c esce com a c iança, es a
cadei a ainda se encon a a ualmen e em p odução pela ‘a chi ec made’, e é um exemplo pe ei o
da isão do designe . Vedel oi um dos p imei os designe s a de ende que o mobiliá io de c iança
não de ia se uma e são minia u a dos adul os e a sua iloso ia in luenciou o design Escandina o.
A cadei a é econ igu á el pa a se i múl iplas unções. Ela se e como cadei a de c iança, como
mesa, como obje o que in e age com a c iança pa a ela b inca , mesa-de-cabecei a, de local pa a
a mazena ou exibi ou os obje os. (A.R.T, 2011) Es e e á sido um dos p imei os exemplos de
design adap á el ao c escimen o.
Figu a 33. Cadei a mul i uncional, a chi ec made,1957.
Du an e mui o empo, não exis i am mó eis ei os especi icamen e pa a c ianças. Es es e am
éplicas de mó eis pa a adul os, simplesmen e com medidas mais pequenas. Du an e anos, o be ço
e espo adicamen e a cadei a cons i uíam o uni e so de mobiliá io pa a c iança.
O mobiliá io in an il e le e a o ma como os adul os êm e pe cebem as necessidades, exigências e
con o o das c ianças. É sob e udo o espí i o do empo que de e mina a comp eensão da o ma,
unção e c iação do mobiliá io in an il.
Hoje, os in e io es das casas êm odo o ipo de mobiliá io. Embo a con inuem a se os mais
des a o ecidos que êm menos mobiliá io e de ce a o ma mui o básico, os modos de ida são
(Fon e: h p://www.a - e hough .com/blog/ ag/in e io -design/, acedido a 5
de Se emb o de 2012.)

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65
ou os e como consequência, os in e io es das casas são bem mais con o á eis e a endem a odo
o ipo de necessidades.
Embo a exis am ainda alguns po os p imi i os com os quais podemos es abelece algum
pa alelismo com a época p é-his ó ica, a qualidade de ida do Homem e oluiu emendamen e.
Séculos e milénios se passa am a é que a e a da ecnologia se ins alou e ouxe com ela o a anço
no desen ol imen o de p odu os.
O concei o de mó el e oluiu conside a elmen e ao longo dos séculos. É um concei o as o e
amplo que ab ange uma sé ie de possibilidades. Mais do que nunca, podemos c ia soluções
ex emamen e e sá eis e mul i uncionais, que se adap em a di e en es si uações, al e ando aspe os
o mais e simbólicos.
A ualmen e exis em uma sé ie de mó eis que apoiam não só o c escimen o da c iança, assim
como como ou as a i idades elacionadas com ela.
| DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA
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3.3 DESIGN DE MOBILIÁRIO PARA CRIANÇAS
conside ações
O desen ol imen o de um p odu o é um p ocesso mul idisciplina que implica conhecimen os que
êm necessa iamen e de se in eg ados, pa a um bom esul ado. Especialmen e no design pa a
c ianças, assegu a a sua p o eção e segu ança é undamen al. A segu ança é o a o mais
impo an e nas conside ações de design e espaços in an is. Segundo Play hings, um ambien e
segu o incluí: equipamen o ei o de ma e iais não óxicos, assim como a madei a, es an es es á eis
e obje os ixos com esquinas a edondadas. Pa a além des as, a ácil limpeza e manu enção são
ou as ca a e ís icas a e em con a, pois as c ianças endem mui as ezes a b inca , come e a é
do mi no mesmo sí io. (PLAYTHINGS, 2008) De ac o, o mó el cons i ui um dos elemen os essenciais
de um espaço in an il. Segundo Hegne , en e 1930 e 1960, designe s da Escandiná ia
econhece am que as c ianças gos am de u iliza o mobiliá io como pa e in eg an e da sua
b incadei a. (HEGNER, 2008)
De aco do com Fiell, o design pa a c ianças di ide-se essencialmen e em duas ca ego ias -
equipamen o e b inquedos. Den o da ca ego ia do equipamen o encon amos o mobiliá io. Es e
de e se bem desenhado e e gonomicamen e solucionado pa a o con o o e bem-es a . (FIELL, 2006)
O con o o, o bem-es a ísico e psicológico, con ibuem pa a um c escimen o saudá el.
In e essa lemb a que no design adap á el ao c escimen o da c iança, a c iança é o público-al o, o
que eque uma a enção minuciosa ao a o segu ança. Segundo Fiell, de em assim p i ilegia -se
o mas que assegu em con o o e segu ança. (FIELL, 2006)
Impo a ainda e e i o aspe o ex e io , o que de e no malmen e ansmi i boa sensação à c iança,
pois o ca á e lúdico ambém in luencia no bem-es a da c iança.
De aco do com Hegne , o mobiliá io in an il pa a casa, êm uma longa his ó ia. No en an o, na
es e a pública o enómeno é mais ecen e e, exis em di e enças no design desen ol ido pa a o
in e io das casas e espaços públicos. Embo a hoje em dia, es as di e enças sejam cada ez menos
acen uadas e as c ianças possam encon a os mesmos ipos de mó eis na c eche e em casa, as
conside ações são um pouco dis in i as. Segundo Hegne , o design de mobiliá io in an il pa a casa
é mais cen ado no con o o, es ilo e en e enimen o. Po ou o lado, os modelos pa a escolas,
ja dins-de-in ância, locais de ensino e ou os alguns espaços públicos, ap esen am design que e le
higiene, ap endizagem e desen ol imen o da c iança. (HEGNER, 2008)
Segundo Richa dson, po mui o que as c ianças necessi em de mobiliá io que possa e olui com
elas, p ecisam ambém de um design obus o que possa e bas an e uso e ainda assim esis i com
uma boa apa ência. (RICHARDSON, 2008)
DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA |
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Segundo Soa es, a es abilidade e segu ança é o a o mais impo an e quando se ala em
mobiliá io in an il. O mobiliá io pa a c ianças em necessa iamen e que p opo ciona segu ança pa a
os pais e c iança. Os mó eis e os elec odomés icos são uma das p incipais causas de mo e
aciden al nas c ianças. (SOARES, 2009)
Segundo Soa es, o uso do mobiliá io in an il en ol e não apenas a c iança, mas ambém aqueles
en ol idos no seu cuidado. Os pais ou ou os demais esponsá eis pela c iança, são u ilizado es
indi e os no p ocesso. (SOARES, 2009) Especialmen e no design adap á el, pa a que es e se possa
ans o ma e a ende às necessidades, são os adul os que desempenham a a e a de o ans o ma .
É mui o impo an e que o mobiliá io in an il não enha peças sol as, assim como pa a usos, e c., que
podem se aciden almen e consumidos pelas c ianças.
De aco do com Soa es, pa a ga an i a segu ança e bem-es a às c ianças e pais (usuá ios
indi e os), que du an e o manuseio das c ianças assumem pos u as e ealizam mo imen os de
deslocamen o de peso que podem causa danos ísicos, pa âme os e gonómicos e no mas de
segu ança de em se seguidos pa a p opo ciona con o o e sa is ação.
O be ço, é ci ado como o mais ep esen a i o sob e aciden es que en ol em mobiliá io pa a
c iança, p incipalmen e du an e a aixa e á ia dos oi o meses aos qua o anos. Segundo o mesmo
au o , os componen es de isco no mobiliá io podem se esquinas i as, ga e as dispos as em
escadas, puxado es pon iagudos, ins abilidade e dimensionamen o inco e o.
Segundo o mesmo a o , é ambém Impo an e que o be ço não acili e a subida ou descida da
c iança. Os ma e iais não podem se óxicos, p incipalmen e em camas e be ços, onde é comum o
bebé coloca a boca. (SOARES, 2009)
No design pa a c ianças conside am-se ainda as di e enças de géne o. O géne o unciona de
di e en es manei as: ‘as ideologias de géne o, po exemplo, p esc e em ca ac e ís icas e
compo amen os acei á eis pa a homens e mulhe es e são especí icas a egião, eligião, idade,
classe, e nia, e c. a a ibuição de géne o e e e-se a compo amen os espe ados de um indi íduo
em i ude dele se homem ou mulhe . a iden idade de géne o deno a como um homem ou uma
mulhe ap op iam aspec os das ideologias de géne o como pa e do seu senso do eu.’ (Londa
Schiebinge , 2001) Du an e séculos as di e enças de géne o o am bem isí eis e ma can es nas
sociedades, de inindo es a u os e di ei os. Os concei os de masculinidade e eminilidade e le em e
e o çam as elações de pode na sociedade e são al e ados ao longo do empo. (S e en Luba ,
1998). No en an o, e no que espei a o mobiliá io, es as di e enças p a icamen e não se e le em no
desen ol imen o e escolhas des es. É impo an e p oje a pa a um uni e so global de c ianças, sem
aze dis inções.
| DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA
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3.4 ERGONOMIA E USABILIDADE
conside ações
Pa a que o design consiga a ingi os seus obje i os, necessi a de eco e a á ias ciências. A
e gonomia é uma delas e, êm po obje i o es uda pa âme os elacionados com a melho ia do
bem-es a humano, o nando-se po isso mui o impo an e no desen ol imen o de mobiliá io, em
especial de mobiliá io in an il.
No dicioná io da língua po uguesa encon amos a de inição pa a e gonomia, como o ‘conjun o de
es udos que êm po obje i o a o ganização do abalho em unção do im p opos o e das condições
de adap ação do homem ao seu abalho.’
Segundo Lida, oi p incipalmen e a pa i da segunda gue a mundial (1939-1945), que a
e gonomia se começou a desen ol e como ciência. O seu objec i o passa po es uda os aspec os
ana ómicos, isiológicos e psicológicos do homem, em elação com os obje os, mais p op iamen e o
seu ambien e de abalho. Embo a a e gonomia seja uma disciplina au ónoma ecen e, mesmo que
de o ma inconscien e, a sua p á ica semp e es e e p esen e na his ó ia da humanidade. A pa i do
momen o em que o Homem começou a p oduzi e manusea os seus p óp ios obje os, moldou-os e
adap ou-os, pa a que com eles pudesse ealiza melho as suas a e as.
A pala a e gonomia, su ge das pala as ‘e go’, que signi ica abalho, e ‘nomos’, p incípios ou leis.
Foi o in es igado polaco Wojiciceh Jas zebowiski, que a de iniu pela p imei a ez como a ‘ciência
do abalho’. (LIDA, 1990)
Ainda de aco do com Lida, a e gonomia p ocu a ga an i que as es ições humanas são a endidas
e apoiadas po opções de design. A p odução em massa, mui as ezes, não em em con a que os
humanos ap esen am di e en es o ma os e amanhos. O design e gonómico é cen ado no humano
e ocado na usabilidade. No undo a e gonomia é uma espécie de engenha ia humana que es uda e
analisa o homem nas suas p opo ções. Cen a-se na análise sob e as in e ações en e Homem e
máquina31, u ilizando me odologias p óp ias. É po an o uma ciência e não um a ibu o, conjugando
ca ac e ís icas que êm indo a se es udadas desde o seu início e que con ibuem pa a o bom
desen ol imen o do p odu o. (LIDA, 1990)
Pa a que o design possa se bem-sucedido, de e e em con a as medidas do se humano.
P incipalmen e na ase de c escimen o, que se ca ac e iza pela cons an e ansição ísica, a
es u u a óssea encon a-se ainda em o mação e po isso ambém mais ágil. Des a o ma, os
iscos de a u a são maio es e é necessá io e um cuidado ac escido no desen ol imen o de
equipamen os in an is.
31 Conside a-se máquina não só no sen ido de máquina/ abalho mas ambém de obje os.
DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA |
75
Figu a 36. Ene gia dos p odu os. Valo es ap oximados da ene gia consumida na ma é ia-p ima, ab ico,
u ilização e im de ida dos p odu os: cadei a, bicicle a, au omó el e aspi ado .
A a aliação do ciclo de ida43, é uma das e amen as mais impo an es quando se ala em
ecodesign. Segundo Belmi a, es a isa minimiza o impac e ambien al do p odu o du an e a
globalidade do seu desen ol imen o. É ei a sob e oda a ida do p odu o, incluindo a ex ação de
ma é ias-p imas pa a o p oduzi , a é ao inal da ida, quando o p odu o deixa de e uso e é
desca ado como esíduo. A a aliação do ciclo de ida, incluí se e ases: 1. Aquisição de ma é ia-
p ima (ex ação dos ecu sos na u ais); 2. P ocessamen o da ma é ia-p ima pa a ob enção dos
ma e iais; 3. A ma é ia é p ocessada e ans o mada em p odu os; 4. Embalagem; 5. T anspo e e
Dis ibuição; 6. Uso; 7. Desca e e eciclagem.44
Figu a 37. Fases de a aliação do ciclo de ida. (adap ado de: NETO, 2011)
43 Conhecido ambém po LCD - Li e cycle design.
44 NETO, Belmi a (2011). Apon amen os pa a a disciplina de ecodesign. Fo ocopiado.
Ex ação da
ma é ia p ima!
p ocessamen
o da ma é ia!
T ans o maçã
o em
p odu os!
Embalagem !
T anspo e e
Dis ibuição!
Uso!
Desca e e
Reciclagem!
(Fon e: ASHBY, 2007.)

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76
O aumen o de ciclo de ida do p odu o pode ce amen e ajuda a conse a a ma é ia-p ima. A
u ilização de ma e iais mais esis en es e du á eis, aliada a um design o e, pode p olonga a ida
dos p odu os e consequen emen e o empo de u ilização. Es a p eocupação de e á se ainda mais
isí el no design pa a c ianças, endo em con a que elas c escem apidamen e e em pouco empo
su gem necessidades no as.
O concei o de mobiliá io adap á el ao c escimen o é ecológico pela sua p óp ia na u eza. É
possí el eduzi a p ocu a po no os p odu os, se es es sa is ize em as necessidades ad indas do
c escimen o in an il, pe manecendo assim du an e mais empo em u ilização.
Se aliado a es e a o , os mó eis o em ei os com ma e iais ecológicos, de o ma compac a ou
modula , que se possam acilmen e mon a e desmon a , diminui o impac o ambien al e p omo e a
eu ilização. P oje a o mobiliá io a longo p azo, aduz um u u o sus en á el.
Vic o Papanek oi dos p imei os designe s a e consciência sob e o impac o ambien al dos
p odu os na sociedade e p e iu algumas das consequências que emos ago a acon ece . Tal como
ele e e e, ‘Com a p og essão geomé ica da população mundial, já não nos podemos da ao luxo de
aumen a a p odução, o consumo, o despe dício.’ (PAPANEK,1995)
Pedi aos consumido es pa a comp a menos não é su icien e, é p eciso al e a hábi os e é aqui que
o designe em a sua quo a-pa e de esponsabilidade.
DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA |
77
cap. 04
LEVANTAMENTO DE CASOS EXEMPLO
Es e capí ulo ap esen a um le an amen o o ganizado,
que em po base da a conhece algum do mobiliá io
desen ol ido no âmbi o do design adap á el ao
c escimen o da c iança.
A cada uma das qua o a i idades associamos
de e minados mó eis. No en an o, es es não são
es á icos e uma cadei a pode se i de cadei a, de
mesa, de zona de apoio, e c.
Os exemplos são analisados de aco do com o g au e o
ipo de adap abilidade que ap esen am.
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78
4.1 LEVANTAMENTO E DESCRIÇÃO DE CASOS EXEMPLO
pesquisa de me cado
Com o in ui o de da a conhece os p odu os desen ol idos no âmbi o do design adap á el ao
c escimen o da c iança, p ocede-se a uma pesquisa de me cado. Es a oi ei a eco endo a li os e
a si es na in e ne , com o obje i o de os expo a a és de uma icha ca alog á ica, onde os exemplos
são iden i icados com imagens e ex o explica i o.
A ca alogação dos exemplos é assim ei a u ilizando uma icha ca alog á ica onde são inse idas as
in o mações e e en es ao p odu o, nomeando nome, au o , emp esa, desc ição, ano, ma e iais, e
ou as in o mações que possam se ele an es, assim como a his ó ia po de ás do seu
desen ol imen o ou ou as in o mações sob e o p odu o.
O le an amen o de casos exemplo se e pa a demos a , expo e analisa , o que em sido ei o no
âmbi o do design de mobiliá io adap á el ao c escimen o da c iança. O campo de pesquisa oi
limi ado ao mobiliá io desen ol ido pa a o ambien e amilia e cuja e en e se enquad a na
ca ego ia da ecologia e sus en abilidade. Se em os p esen es exemplos pa a a ealização de uma
análise mais de alhada sob e os p odu os que se encon am nes e nicho de me cado. En endendo-
se po nicho de me cado, os p odu os de mobiliá io adap á el ao c escimen o da c iança.
Às a i idades p incipais que a c iança ealiza no ambien e amilia , come , do mi , ap ende e
b inca , associamos mó eis especí icos que p eenchem cada uma das ca ego ias.
Na a i idade come , ap ende e b inca , encon amos mobiliá io como cadei as, mesas, sec e á ias,
baloiços, es an es e a é baús. No do mi , camas, be ços e so ás azem pa e do uni e so de
mobiliá io in an il. Conside am-se ainda pequenos mó eis de apoio como apa ado es ou aldá ios,
impo an es no p incípio de ida da c iança.
Uma ez que o mesmo obje o de mobiliá io pode se u ilizado pa a mais do que uma a i idade,
obse am-se dois modos de es a : sen a e dei a . Es es, pe mi em aze uma di isão mais conc e a
no mobiliá io elacionado com as a i idades da c iança.
Após oda a pesquisa e desen ol imen o eó ico ealizado nos capí ulos an e io es, conside am-
se duas o mas de acompanha o c escimen o da c iança; u ilizando mó eis que se con e em e
adap am à an opome ia da c iança nas á ias ases, con inuando a da apoio à mesma a i idade,
como po exemplo, um be ço que se ans o ma em cama, a a és do aumen o no seu
comp imen o; ou u ilizando mó eis que se con e em de o ma a da apoio a mais do que uma
a i idade, como po exemplo, um be ço que se ans o ma em sec e á ia. Dá-se assim apoio ao
c escimen o, quando su ge ou a a i idade na ida c iança, como é a in odução do p ocesso de
ap endizagem ( ida escola ).
DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA |
79
O le an amen o encon a-se di idido em duas pa es, conside ando os dois modos de es a da
c iança: sen a e dei a . A es es es ão associados de e minados mó eis, não que endo com is o
dize que iquem es i os a es es.
| DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA
80
SENTAR // come . ap ende . b inca
Figu a 38. Cadei a ‘ ipp app chai ’.
(Fon e: S okke Homepage. Disponí el em:
h p://www.s okke.com/highchai / ipp- app-p oduc -
concep /g ow.aspx, acedido a 7 de Julho de 2012.)
Figu a 39. Imagem exempli ica i a da cadei a ‘ ipp app chai ’ em u ilização com
usuá ios de di e en es idades.
(Fon e: S okke Homepage. Disponí el em: h p://www.s okke.com/highchai / ipp- app-p oduc -
concep /g ow.aspx, acedido a 7 de Julho de 2012.)
Nome do p odu o
T ipp app chai
Au o
Pe e Ops ik
Emp esa
S okke, No oega
(www.s okke.com)
Ano
1972
Desc ição
Es á el e segu a, a cadei a T ipp T app Chai é
ácil de ajus a . A c iança pode mo imen a -se à
on ade com segu ança. Pode ajus a -se a al u a
e a p o undidade pa a um melho supo e da
pos u a, assegu ando que a c iança es á semp e
à al u a pe ei a pa a come , b inca e in e agi . O
apoio aos pés é egulá el pa a um con o o
maio .
Ao ele a a c iança à al u a de uma mesa
comum, enco aja hábi os de alimen ação
saudá el e p omo e um ambien e social.
Ma e iais
Madei a aia e alumínio
Ou as in o mações
P eço: 400€

DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA |
81
Figu a 40. Cadei a ‘Leande Highchai ’.
Fon e: Leande o m Homepage. Disponí el em:
h p://www.leande .com/p oduk e /high-chai /-concep , acedido a 12
de Julho de 2012.
Figu a 41. Imagem exempli ica i a da cadei a ‘leande highchai ’ em u ilização
com usuá ios de di e en es idades.
(Fon e: Leande o m Homepage. Disponí el em: h p://www.leande .com/p oduk e /high-chai /-
concep , acedido a 12 de Julho de 2012.)
Nome do p odu o
Leande Highchai
Au o
S ig Leande Nielsen
Emp esa
Leande o m, Dinama ca
(www.leande o m.dk)
Ano
2007
Desc ição
Pensada pa a os hábi os alimen a es e p omo e
a socialização en e amigos e amília desde
pequeno, es a cadei a p omo e à c iança uma
sensação de libe dade de mo imen os. Assegu a
uma pos u a co e a nas á ias idades da
c iança. Supo a, apoia e con o a a c iança a
pa i dos 6 meses de idade.
Fei a em madei a moldada, ma e ial lexí el e
amiga do ambien e. Fo mas sua es e o gânicas,
consis en es nas cos as e cin a pa a
p opo ciona segu ança à c iança.
Ma e iais
Madei a e alumínio
Ou as in o mações
P eço: 300€
| DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA
82
Figu a 42. Cadei a ‘bambini’.
(Fon e: Sasaki Homepage. Disponí el em:
h p://sdii.jp/p oduc /chai /bambini.sh ml, acedido a 30 de Agos o de
2012.)
Figu a 43. Va iações da Cadei a ‘bambini’.
(Fon e: Sasaki Homepage. Disponí el em:
h p://sdii.jp/p oduc /chai /bambini.sh ml, acedido a 30 de Agos o de
2012.)
Nome do p odu o
Bambini
Au o
Toshimi su Sasaki
Emp esa
Sasaki Design In e na ional, Japan
(www.sdii.jp)
Ano
2003
Desc ição
A cadei a acompanha o c escimen o da c iança
a pa i dos 6 meses, e a sua u ilização não em
limi e de idade. É acilmen e ajus á el pa a quem
se quise sen a , seja bebé, c iança ou adul o.
T ans o ma-se acilmen e numa cadei a que é
ajus á el em qua o al u as di e en es. O ki pa a
supo e do bebe é imp escindí el pa a apoia a
c iança pequena na cadei a e é endido
sepa adamen e. Vi ando a pa e da en e pa a
baixo, a cadei a ans o ma-se acilmen e num
baloiço de b inca ..
Ma e iais
Madei a (ca alho sil es e) | Pa a além do e ei o
em madei a na u al, exis em 4 co es disponí eis
pa a o assen o ( e de, azul, b anco, cas anho e
e melho)
Ou as in o mações
Cadei a à enda no si e:
www.japan endshop.com, p eço: 459 € (ki
bebé: 123€)
DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA |
83
Figu a 44. Cadei a ‘c esce e’.
(Fon e: Sasaki Homepage. Disponí el em:
h p://sdii.jp/p oduc /chai /c esce e.sh ml, acedido a 30 de Agos o de
2012.)
Figu a 45. Imagem ilus a i a da cadei a ‘c esce e’,
em usuá ios de idades di e en es. ( a iações da al u a
e p o undidade do assen o)
(Fon e: Sasaki Homepage. Disponí el em:
h p://sdii.jp/p oduc /chai /c esce e.sh ml, acedido a 30 de Agos o de
2012.)
Nome do p odu o
C esce e chai
Au o
Toshimi su Sasaki
Emp esa
Sasaki Design In e na ional, Japan
(www.sdii.jp)
Ano
2003
Desc ição
Cadei a ajus á el em al u a. Pode se u ilizada a
pa i dos 4/5 anos a é ao es o da ida.
Acompanha o c escimen o da c iança a a és de
mecanismos de ajus e em al u a e p o undidade
do assen o. ( ig. 45)
Ma e iais
Madei a
Ou as in o mações
Cadei a à enda no si e:
www.japan endshop.com, pelo p eço de: 459 €
(ki bebé: 123€)
| DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA
84
Figu a 46. Cadei a ‘d oog highchai ’ em 4 al u as.
(Fon e: maa jes eenkamp Homepage. Disponí el em:
h p://www.maa jes eenkamp.nl/wo kspage.h ml#, acedido a 28 de
Julho de 2012.)
Figu a 47. Imagem exempli ica i a da cadei a ‘d oog
highchai ’ em u ilização com usuá ios de idades
semelhan es.
(Fon e: maa jes eenkamp Homepage. Disponí el em:
h p://www.maa jes eenkamp.nl/wo kspage.h ml#, acedido a 28
de Agos o de 2012.)
Nome do p odu o
D oog Highchai
Au o
Maa ie S eenkamp
Emp esa
Maa je S eenkamp, Holanda
(www.maa jes eenkamp.nl)
Ano
2003
Desc ição
A cadei a é pensada pa a o c escimen o da
c iança e à medida que a c iança c esce, mais
baixa ica a cadei a. ‘Se a as pe nas da cadei a
é ão de ini i a como o a o de a c iança nunca
ol a a ica pequena.’ A cadei a em com uma
se a pequena e ins uções imp essas.
A pa i de um ano de idade a é aos 4/5 anos.
Ma e iais
Madei a
Ou as in o mações
Vencedo a do ‘ eddo design awa d’ 2006.
P eço: 235€
DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA |
91
Figu a 59. ‘Leande bed’ em modo be ço.
(Fon e: Leande Homepage. Disponí el em:
h p://www.leande .com/p oduc s/bed/abou -bed, acedido a 7
de Julho de 2012.)
Figu a 60. Va iação do be ço/cama ‘Leande bed’.
(Fon e: Leande Homepage. Disponí el em: h p://www.leande .com/p oduc s/bed/abou -bed, acedido a
7 de Julho de 2012.)
Nome do p odu o
Leande Bed
Au o
S ig Leande Nielsen
Emp esa
Leande o m, Dinama ca
(www.leande o m.dk)
Ano
2003
Desc ição
Be ço ans o má el em cama. Ex ensí el a é
150 cm de comp imen o. Dos 0 meses aos 6/7
anos de idade.
A cama é ans o má el a a és de mecanismos
de encaixe/desencaixe das peças que a
compõem.
Ma e iais
Madei a aia e alumínio
Ou as in o mações
Vencedo a do p émio ‘bes baby u ni u e o he
yea ’, na Holanda em 2006.
P eço: 800€

| DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA
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Figu a 61. Ioline c ib
(Fon e: Kalon Homepage. Disponí el em:
h p://www.kalons udios.com/ioiline-c ib, acedido a 7 de Julho de
2012.)
Figu a 62. Possibilidades de u ilização de ‘ioline c ib’.
(Fon e: Kalon Homepage. Disponí el em: h p://www.kalons udios.com/ioiline-c ib, acedido a 7 de Julho de
2012.)
Nome do p odu o
IOLINE C ib
Au o
Kalon, emp esa
Emp esa
Kalon, USA (Los Angels)
(www.kalons udios.com)
Ano
2003
Desc ição
Be ço com colchão ajus á el em al u a.
Ao e i a as ba ei as la e ais al as do modo
be ço, e colocando ou as mais baixas, es e
con e e-se em cama de c iança a é aos 6/7
anos de idade.
Pode ainda se u ilizado como banco ou zona de
es a ao e i a odas as ba ei as la e ais.
Ma e iais
Madei a de bamboo
Ou as in o mações
P eço: 2.185€ (à enda no si e)
DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA |
93
Figu a 63. Va iação da cama ‘classic odle bed’.
(Fon e: oeu Homepage. Disponí el em:
h p://www.oeu nyc.com/ heoeu oddle bedcon e ionki .aspx#sec io
n=o e iew, acedido a 2 de Agos o de 2012.)
Nome do p odu o
Classic Todle bed
Au o
Sophie Demenge, Michael Ryan
Emp esa
oeu , USA
(www.oeu nyc.com)
Ano
2003
Desc ição
Be ço ans o má el em cama de c iança,
a a és da u ilização de um ki con e í el. Es e
ás umas la e ais mais baixas pa a quando a
c iança c esce e já não p ecisa das la e ais ão
al as. O be ço em com uma zona de apoio ou
aldá io que se encon a na pa e de cima e
pode acilmen e se e i ado. Colchão ajus á el
em 3 al u as
Pa a c ianças en e dos 0 meses aos 6 anos
(ap oximadamen e).
Ma e iais
Madei a de bé ula e eco-MDF
Ou as in o mações
P eço: 720 € | Ki con e í el: 190 € (à enda no
si e)
A ‘oeu ’ oi undada em 2002 po Sophie e
Michael, que depois de e em sido pais,
decidi am di eciona a á ea de negocio pa a o
mobiliá io pa a c iança, p oduzindo obje os
p á icos, com es ilo, e pa a pais conscien es
sob e os p oblemas do ambien e.
| DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA
94
Figu a 64. Be ço ‘ ocky’.
(Fon e: Jall & To a Homepage. Disponí el em:
h p://www.jaellund o a.de/eng/con en / ocky , acedido a 28 de
Agos o de 2012.)
Figu a 65. Va iações da cama ‘ ocky’.
(Fon e: Jall & To a Homepage. Disponí el em: h p://www.jaellund o a.de/eng/con en / ocky , acedido a 28 de
Agos o de 2012.)
Nome do p odu o
Rocky
Au o
Jall & To a
Emp esa
Jaellund o a, Alemanha
(www.jaellund o a.de)
Ano
-
Desc ição
Mobiliá io 4-em-1. Combinação en e be ço e
cadei a pa a os pais. À medida que a c iança
c esce, o be ço pode se odado a 180º
o nando-se assim numa cama pa a c ianças,
com o comp imen o de 140cm. As la e ais
podem se amo idas con o me a necessidade e
segu ança da c iança. Dos 0 meses aos 7 anos
de idade (ap oximadamen e).
Ma e iais
Madei a. Disponí el em madei a na u al, b anco
e cinza.
Ou as in o mações
P eço: 990€ (à enda no si e da ma ca)
DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA |
95
Figu a 66. Be ço ‘Ro olino’.
(Fon e: TATI Homepage. Disponí el em:
h p:// a i. oppaped e i.i /index.php?op ion=com_con en & iew=a i
cle&id=50&I emid=65&lang=en, acedido a 2 de Agos o de 2012.)
Figu a 67. Va iação do be ço pa a cama ‘Ro olino’. Figu a 67. Va iação da cama ‘Due o’.
(Fon e: TATI Homepage. Disponí el em:
h p:// a i. oppaped e i.i /index.php?op ion=com_con en & i
ew=a icle&id=50&I emid=65&lang=en, acedido a 2 de
Agos o de 2012.)
Nome do p odu o
Ro olino LT
Au o
Ro olino LT
Emp esa
TATI, I ália
(www. a i. oppaped e i.i )
Ano
2006
Desc ição
Be ço con e í el em cama. Dos 0 meses aos 12
anos, pode e a é 2 me os de comp imen o.
Den o do mesma linha, es a ma ca desen ol eu
ambém a ‘Due o’, um be ço que se con e e
em cama (a é aos 12) ou so á de es a (a é aos
14 ou mais).
Ma e iais
Madei a, MDF e Políme o ( odas)
Ou as in o mações
P eço: 890€
(Fon e: TATI Homepage. Disponí el em:
h p:// a i. oppaped e i.i /index.php?op ion=com_con e
n & iew=a icle&id=50&I emid=65&lang=en, acedido a 2
de Agos o de 2012.)
| DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA
96
Figu a 68. Va iações da cama ‘s udio c ib’.
(Fon e: babyology. Disponí el em:
h p://babyology.com.au/ u ni u e/nu se ywo ks-s udio-c ib-is- he-
mode n-space-sa e .h ml, acedido a 2 de Agos o de 2012.)
Figu a 69. Va iações da cama ‘s udio c ib’.
(Fon e: babyology. Disponí el em: h p://babyology.com.au/ u ni u e/nu se ywo ks-s udio-c ib-is- he-mode n-
space-sa e .h ml, acedido a 2 de Agos o de 2012.)
Nome do p odu o
S udio C ib
Au o
TRUCK P oduc s A chi ec u e
Emp esa
Nu se ywo ks, USA
(www.nu se ywo ks.ne )
Ano
2007
Desc ição
Be ço em madei a na u al, segu o e de ácil
u ilização. Possui uma ga e a po baixo que
se e de a umos e pode se u ilizada à pa e. A
al u a do colchão é ajus á el. Quando o bebé
c esce e deixa de necessi a das ba ei as
la e ais, es as são acilmen e emo í eis,
ans o mando-se numa pequena cama ou ainda
num so á. Numa das pa es la e ais do be ço,
pa a além de a umação, exis e uma peça que
quando puxada pa a o a dá apoio e se e como
aldá io ou sec e a ia.
A é c ianças com 6/7 anos.
Ma e iais
Madei a
Ou as in o mações
P eço: 1,700 € (à enda no si e)

DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA |
97
Figu a 70. ‘yiahn bassine ’ em modo be ço.
(Fon e: Yiahn Homepage. Disponí el em: h p://www.yiahn.com,
acedido a 2 de Maio de 2012.)
Figu a 71. Va iações de ‘yiahn bassine ’
(Fon e: Yiahn Homepage. Disponí el em: h p://www.yiahn.com,
acedido a 2 de Maio de 2012.)
Nome do p odu o
Yiahn Bassine
Au o
Chul Min Kang
Emp esa
Kalon, USA (Los Angels)
(www.yiahn.com)
Ano
2007
Desc ição
O be ço Yiahn pode se u ilizado como be ço
dos 0 aos 3 meses, pa a a mazena b inquedos
e li os (mini es an e com duas ga e as) dos 4
meses aos 4 anos e como mesa e cadei a dos 4
aos 8 anos. Pensado pa a o bebe que se o na
c iança, o e ece apoio aos p imei os anos de
ida e pode se con e ido semp e que
necessá io. Funciona po encaixe de á ias
peças (módulos) que se mon am e desmon am
acilmen e semp e que o p eciso.
Ma e iais
Compensado de bambu, aço inoxidá el, me al
c omado e lençol de algodão. Colchão: espuma
de al a densidade, esis en e ao ogo e
humidade.
Ou as in o mações
O designe Chul Min Kang desen ol eu es e
be ço ans o má el pa a o seu ilho Yiahn.
| DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA
98
Figu a 72. Va iação do be ço ‘BE co ’
(Fon e: BE Homepage. Disponí el em:
h p://www.mobilia iobe.com/colecciones.php?c=9&p=1, acedido a
3 de Agos o de 2012.)
Figu a 73. Va iação da cama ‘BE small’
(Fon e: BE Homepage. Disponí el em:
h p://www.mobilia iobe.com/colecciones.php?c=9&p=1,
acedido a 3 de Agos o de 2012.)
Nome do p odu o
BE COT
Au o
BE
Emp esa
Be, Espanha
(www.mobilia iobe.com)
Ano
2009
Desc ição
Be ço ajus á el em duas al u as do colchão,
ans o má el em sec e a ia. Quando a c iança
en a na ase escola , pode u iliza o seu be ço
como sec e a ia, i ando-o ao con á io.
Medidas de 100x134x67 cm (al u a x
comp imen o x p o undidade, em modo
sec e á ia).
A mesma emp esa desen ol eu ambém a cama
de c iança ‘BE small’. Quando a c iança c esce,
a base da cama con e e-se em es an e.
Medidas de 58x157x80 cm (al u a x
comp imen o x p o undidade, em modo cama).
Ma e iais
MDF ( ib a de média in ensidade) lacado, ABS e
aço.
Ou as in o mações
P eço ‘Be co ’: 613,20 € (à enda no si e)
P eço ‘Be small’: 676,78 € (à enda no si e)
DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA |
99
Figu a 74. Conjun o cama ‘e e ni y bed’.
(Fon e: Nonje able Homepage. Disponí el em:
h p://www.nonje able.com/p oduc .php?id_p oduc =55&id_lang=1,
acedido a 2 de Agos o de 2012.)
Figu a 75. Ilus ação das possí eis u ilizações da cama ‘e e ni y bed’
em idades di e en es.
(Fon e: Nonje able Homepage. Disponí el em:
h p://www.nonje able.com/p oduc .php?id_p oduc =55&id_lang=1, acedido a 2 de
Agos o de 2012.)
Nome do p odu o
E e ni y Bed
Au o
Me i on Ren ein
Emp esa
Nonje able, F ança
(www.nonje able.com)
Ano
2006
Desc ição
Vendido em pack, incluí um conjun o comple o
de mobiliá io necessá io pa a o qua o da
c iança: uma cama com uma placa na cabecei a
que pode se colocada em ambos os lados, uma
mesa g ande baixa com a mazenamen o pa a
b inquedos, uma mesa de cabecei a baixa que
se e ambém de a mazenamen o e um
banco/baú. Es e úl imo, se e de aumen o no
comp imen o da cama quando colocado ao
undo des a.
Pa a c ianças dos 3 anos a é ao es o da ida.
Ma e iais
Madei a na u al sem a amen o
Ou as in o mações
P eço: 1,600 € (à enda no si e)
| DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA
100
Figu a 76. ‘ki sma kid’ em modo be ço.
(Fon e: Adensen u ni u e Homepage. Disponí el em:
h p://www.adensen.com/?lang=en&selec ed=22&id=1&ca =16,
acedido a 25 de Maio de 2012.)
Figu a 77. Va iação do ‘ki sma kid’
(Fon e: Adensen u ni u e Homepage. Disponí el em: h p://www.adensen.com/?lang=en&selec ed=22&id=1&ca =16,
acedido a 25 de Maio de 2012.)
Nome do p odu o
Ki SMART KID
Au o
Heiki Mus , Pa el Sido enko
Emp esa
Adensen Fu ni u e
(www.adensen.com)
Ano
2006
Desc ição
‘ki sma kid’ consis e num conjun o de peças
que associadas podem se u ilizadas pa a o ma
um be ço, com a umação em ga e as la e ais e
in e io es. (imagem x) no be ço, a al u a do
colchão é ajus á el. Con e í el em qua o com
cama, sec e a ia, ga e as de a umação e
quad o/local de b incadei a ( igu a 77).
Adequado pa a c ianças a é aos 10 anos de
idade. Todos os mó eis que compõem o
conjun o podem se u ilizados á ias ezes,
consoan e e si uação e necessidade.
Ma e iais
Madei a e alumínio
Ou as in o mações
P eço: 595 € (à enda no si e)
DESIGN DE MOBILIÁRIO ADAPTÁVEL AO CRESCIMENTO DA CRIANÇA |
107
cap. 05
INDICADORES DE PROJETO
Após o le an amen o e análise dos casos exemplo, es e
capí ulo o nece indicado es impo an es a e em
conside ação no desen ol imen o de mobiliá io in an il
em ge al, e algumas conside ações sob e o mobiliá io
adap á el ao c escimen o da c iança.

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O design de p odu os implica conhecimen os impo an es sob e o usuá io a que se des ina. No
desen ol imen o de mobiliá io in an il, es e, impõe conhecimen o sob e a c iança. E se a c iança é o
u ilizado p incipal, es e ipo de mobiliá io de e e em con a cuidados ac escidos de segu ança e
con o o. Po es e mo i o, de em se e i adas esquinas i as e saliências pon iagudas que possam
de alguma o ma magoa a c iança. Assim, salien a-se a impo ância de can os e o mas
a edondadas.
Mais do que udo o p odu o de e co esponde às necessidades do usuá io. No con ex o de
mobiliá io adap á el ao c escimen o é impo an e de ini a aixa e á ia que se p e ende ab ange .
De um modo ge al, os mó eis de em se bem desen ol idos a ní el de esis ência. A escolha do
ma e ial é aqui um a o de bas an e ele ância, na medida em que de e mina á não só a qualidade
do mó el mas ambém a possibilidade de o o na adap á el a a és de mecanismos de encaixe,
desencaixe, o ação, e c.
Qualidade, esis ência, segu ança e ácil manu enção são alguns dos i ens que de inem um bom
design. A qualidade do p odu o em mui o ai depende do ma e ial a u iliza . Uma es u u a ins á el,
pouco segu a, que é acilmen e sujei a a empenos não é uma boa solução. O ma e ial de e ainda
p omo e uma economia de ecu sos na u ais e económicos. A qualidade e esis ência adqui e-se
u ilizando ma e iais du á eis al como a madei a. A madei a, pa a além de se um ma e ial
sus en á el, possibili a uma a iedade de soluções mul i uncionais e ans o má eis.
No design de mobiliá io in an il, é impo an e que os ma e iais sejam obus os o su icien e pa a
aguen a a a i idade da c iança e, ao mesmo empo e em con a esis ência e le eza. Ao u iliza um
mó el po mais empo, p e ê-se que es e possa pe manece na ida da c iança du an e um longo
pe íodo de empo e a esis ência de e se um a o de g ande impo ância. É ainda impo an e que
es es sejam esis en es não só ao uso mas ambém à de e io ação. São po isso necessá ios
ma e iais não óxicos e acilmen e la á eis, pa a não po em isco a ida da c iança.
Ao abo da a emá ica do mobiliá io em ge al e, em especial do adap á el, sabemos que es e
necessi a á da in e enção humana pa a que se ans o me. Nes e sen ido, a le eza do ma e ial
acili a não só o anspo e des e o a o da comp a mas ambém em casa, na mon agem e
ans o mação do mesmo.
A es abilidade é ou o a o a se conside ado no desen ol imen o de mobiliá io in an il. A c iança é
mui o a i a e um mo imen o mais b usco pode po em causa a sua segu ança, p incipalmen e em
cadei as. É impo an e ambém que o ma e ial enha um acabamen o an ide apan e.
De e-se e i a a es as ou ângulos pe igosos em zonas mais expos as. A exis ência des as, causa
não só pe igo pa a a c iança mas ambém az com que o ma e ial ique mais ágil e se possa
de e io a mais acilmen e.
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O mobiliá io in an il de e e i a peças sol as ou elemen os pequenos e acilmen e emo í eis. Es es
mui as ezes endem a chama a enção da c iança, no sen ido de os le a à boca, podendo causa
a sua mo e. Sabemos que as c ianças são mui o a i as, o que implica uma escolha de mobiliá io
que de e e em con a como p imei o plano a segu ança e bem-es a da c iança.
No ambien e domés ico, o mobiliá io in an il ecai no malmen e sob e cadei as, mesas, camas,
be ços e aldá ios. Nes e sen ido, seguem-se algumas ecomendações a e em con a no seu
desen ol imen o.
CADEIRAS
A base das cadei as de e se la ga e con e um mecanismo de bloqueio/p o eção, assim como
um cin o de segu ança ou uma ba ei a que as impeça de sai da cadei a, p incipalmen e quando a
c iança é ainda bebé. O assen o de e se em o ma quad angula e com esquinas a edondadas po
ques ões de segu ança. A es abilidade é um a o de eno me ele ância quando se ala em cadei as.
Especialmen e as cadei as al as que p e endem aze a c iança pa a um ní el mais al o, es as
de em se es á eis e segu as o su icien e pa a não omba em.
Em cadei as al as, é de ex ema impo ância o apoio dos pés. O co po ica á mais apoiado e a
pos u a mais co e a aquando a exis ência des e i em.
O acen o da cadei a de e e um ebo do a edondado pa a que a c iança não se magoe nos
músculos in e io es das pe nas. A p o undidade do assen o de e se ajus á el consoan e o ní el de
adap abilidade que se p e ende. A pos u a lomba é em g ande pa e p omo ida pela disposição do
co po e, em cadei as al as ou baixas, es as de em p omo e uma boa pos u a.
Rela i amen e ao desen ol imen o de cadei as adap á eis ao c escimen o da c iança, es as,
de em e em con a as di e enças de amanho do usuá io, dependendo das aixas e á ias que se
p e ende ab ange .
BERÇOS | CAMAS
Segundo San os e al., o be ço, é um dos mó eis in an is que ap esen a um ele ado ní el de
aciden es com c ianças e bebés. As oco ências mais comuns que en ol em o be ço são quedas,
pe nas e b aços p esos e, a é a cabeça, podendo causa as ixia. (SANTOS e al., 2009)
Salien a-se a impo ância da es abilidade, o be ço não de e e saliências onde possa ica p eso
um bo ão da oupa do bebé, ou qualque ou o obje o assim como a co en e da chupe a.
Quando exis e uma la e al em ipas que pe mi e subi e desce , é impo an e que es a seja segu a e
a abe u a não de e es a ao alcance do bebé.
O es ado do be ço de e pode se egulá el em pelo menos 2 al u as. Os be ços de em
ap esen a esis ência e es abilidade ao impac e. Segundo a apsi45, as medidas de espaçamen o
45 Associação pa a a p omoção da segu ança in an il.
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en e as abe u as das g ades de em se supe io es a 6 cm e a al u a mínima da g ade de e se de
pelo menos 60cm. Os espaçamen os en e a g ade não de em se su icien emen e g andes pa a
pe mi i a passagem da cabeça do bebé. É impo an e que o colchão seja i me e, es e de e es a
bem ajus ado ao amanho da cama.
Segundo a apsi, quando há exis ência de odízios, es es de em e a ões pa a uma maio
segu ança do be ço ou cama.
As camas de c iança, especialmen e a é aos 5/6 anos de idade, de em possui uma la e al ou
g ade de segu ança amo í el em ambos os lados. Es a de e se es á el e e uma al u a mínima de
16cm em elação à pa e supe io do colchão.
MESAS | SECRETÁRIAS | FRALDÁRIOS
As mesas de em e espaço su icien e pa a mo e as pe nas. Segundo Rou io, o espaçamen o
en e mesa e pe nas de e á onda os 10cm. Os ampos de em se esis en es e la á eis. (ROUTIO,
2007)
Segundo a apsi, o aldá io de e e um ebo do ele ado pa a a segu ança do bebé. É ainda
impo an e que es e enha espaço pa a o que a mãe necessi a à mão, po o ma a não deixa o bebé
sozinho, pois apidamen e pode ebola e cai .
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cap. 06
CONCLUSÃO
Nes e capí ulo são ei as conside ações conclusi as
sob e a disse ação. Ap esen am-se conclusões ge ais
e pe spe i as u u as de in es igação.
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6.1 CONCLUSÕES GERAIS
Exis e uma c escen e p eocupação com a qualidade de ida da c iança e dos obje os à sua ol a.
O mobiliá io, auxilia p a icamen e odas as a i idades in an is e po isso, as p eocupações com a
qualidade, segu ança e con o o des es obje os são c uciais. O ambien e amilia é um impo an e
local de c escimen o. Cada ez mais, se p ocu am soluções que se possam adap a ao c escimen o
da c iança.
A p imei a pa e des e abalho de in es igação, consis iu numa abo dagem eó ica aos emas
p incipais de desen ol imen o.
Sendo a c iança o obje o de es udo des a disse ação, o p imei o capí ulo começa po aze uma
abo dagem à ida da c iança ao longo dos séculos e das ci ilizações. Cons a amos que o modo
como hoje es u u amos e classi icamos a ida da c iança em mui o se elaciona com a p óp ia
e olução dos cos umes e modos de ida. A c iança nem semp e oi is a da mesma o ma de
cul u a pa a cul u a, no en an o e de um modo ge al, a ida e a du a e o empo pa a b inca e
es uda e a escasso e, em alguns casos, inexis en e. A ualmen e, as a i idades da c iança cen am-
se em come , ap ende , b inca e do mi .
O modo como de inimos o c escimen o e desen ol imen o da c iança, não exis ia como concei o
an es do século XIX. O desen ol imen o na c iança nem semp e oi conside ado ao longo da
his ó ia das ci ilizações humanas. Foi a a és de um conjun o de ideias mais an igas sob e a his ó ia
na u al e humana despole adas po Cha les Da win que ep esen am o pon o de pa ida pa a o início
de es udos mais ap o undados sob e o concei o. Nes e sen ido, mui as o am as con ibuições
p es adas po au o es e especialis as como Jonh Lock, Sigmund F eud, Jean Piage , en e ou os.
Concluímos que as á ias eo ias que su gi am depa am-se com a mudança empo al e social,
sendo po isso de inidas e in luenciadas po es es ac o es. O modo como hoje es u u amos a
i ência da c iança, acabe po a e a nas p óp ias capacidades que ela pode alcança . A c iança e a
is a como um adul o minia u a e começa a a abalha desde mui o cedo.
Os e mos c escimen o e desen ol imen o azem pa e do mesmo p ocesso embo a equei am
abo dagens di e en es pa a a sua comp eensão e classi icação.
Conhece as mudanças ísicas e odas as al e ações co po ais que se azem sen i é i al pa a
p oje a p odu os que possam a ende às necessidades e compo amen os da c iança.
Ao in es iga o p ocesso de desen ol imen o na c iança, conclui-se que o c escimen o não oco e
de o ma congéne e de c iança pa a c iança. Es e c esce e es abiliza com a idade, oco endo o seu
máximo a é à p é-adolescência. Todo es e complexo enómeno acon ece sob e in luências
gené icas e ambien ais mui o impo an es e de e minan es pa a o esul ado inal da es a u a de cada

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um. No en an o, cons a amos que mais do que a ca ga gené ica, é o ambien e que odeia a c iança
que ajuda no a o ecimen o ou des a o ecimen o do p ocesso.
O pe íodo de maio c escimen o oco e a é aos 10/11 anos e es e, é acompanhado pelo
desen ol imen o mo o que de e mina mui as das ca ac e ís icas men ais da c iança. A sequência
egula e p e isí el de c escimen o e desen ol imen o oco em sob e in luência de a o es
in ínsecos e ex ínsecos que o nam o cu so de cada c iança dis in o e singula . Concluímos que
são os a o es ex ínsecos que mais con ibuem pa a o c escimen o e desen ol imen o saudá el da
c iança e, nes es encon a-se o mobiliá io.
Nes e sen ido, o e cei o capí ulo abo da a emá ica do mobiliá io ge al e especí ico. Ao longo da
his ó ia humana, o mobiliá io semp e de iniu classes sociais. E am e, con inuam ainda a se , os mais
des a o ecidos e com baixos ecu sos económicos que ap esen am mais ausência des es
equipamen os. O mobiliá io in an il, ainda hoje, sublinha a posição social da c iança em elação ao
meio. É no ó ia uma e olução no mobiliá io de c iança à medida que hou e e olução no
conhecimen o sob e o desen ol imen o da c iança.
Design adap á el é ino ado , dinâmico, não es á ico, in e age e pa icipa nas necessidades do
usuá io e, esponde às p eocupações sus en á eis da a ualidade. O que me ece a enção a es es
obje os é a possibilidade de aumen a a sua p á ica e e iciência.
No caso de mobiliá io adap á el ao c escimen o da c iança, é impo an e e em con a os dados
disponibilizados pela E gonomia e An opome ia, uma ez que es as possibili am a c iação de
mobiliá io cen ado na elação en e c iança e obje o.
Embo a exis am egis os de peças de mobiliá io pa a c ianças, assim como uma a iedade de
cadei as, o mobiliá io não e a pensado especi icamen e pa a as c ianças. O design de mobiliá io
pa a c iança semp e oi in luenciado e de inido pelo pe íodo e isão pedagógica da sociedade.
Depois da e olução indus ial, o consumismo passou a se um enómeno social complexo. O
consumido é um agen e económico p essionado a comp a . O desen ol imen o de p odu os que
possam se adap á eis e ans o má eis ao c escimen o da c iança e p incipalmen e numa ase de
g andes despesas, pode se uma solução.
A economia e os me cados globais es ão a muda e as necessidades dos consumido es ambém.
P oje a p odu os que se possam ans o ma pa a apoia necessidades p o indas do c escimen o
da c iança o na-se mais an ajoso na medida em que o ciclo de ida dos p odu os é aumen ado.
A segunda pa e des e abalho, é cons i uída pela ealização de um le an amen o de casos
exemplo. Comp eende-se que há uma endência c escen e no desen ol imen o de mobiliá io
adap á el ao c escimen o, especialmen e pa a o modo de es a : dei a .
O le an amen o de casos exemplo cons i ui uma impo an e e e ência isual e eó ica, no sen ido
que compõe e di ide necessidades, analisa bene ícios e des an agens que são impo an es pa a a
c iação ou melho ia de no as soluções.
Concluímos que o mobiliá io in an il pode se bas an e adap á el, podendo apoia di e en es
a i idades da c iança. O mobiliá io pode se ans o má el em á ias peças impo an es no ambien e
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amilia da c iança. Concluímos ambém que são p incipalmen e os países nó dicos que mais
endem a desen ol e mobiliá io des e ipo. Em Po ugal, poucos são os exemplos de mobiliá io
adap á el ao c escimen o da c iança, no en an o, a emp esa T ama em bons p oje os
desen ol idos na á ea. Deno a-se que a simplicidade nas linhas, acili a o p ocesso de p odução e
pe mi e ainda uma combinação mais e icaz com ou os mó eis e es ilos.
Cons a amos que embo a com g aus de adap abilidade bas an e ele ados, alguns modelos à enda
no me cado não con êm alguns pa âme os impo an es e necessá ios de segu ança.
Concluímos que a u ilidade e lexibilidade dos mó eis pe mi em a possibilidade de consegui
conjuga di e en es p odu os num só.
É impo an e econhece que o design em e oluído cada ez mais no sen ido de melho ia da
qualidade de ida do se humano. A endência pa a o mul i uncional e modula pe mi e a
lexibilidade de soluções que podem poupa os ecu sos na u ais do plane a.
Conside ando o con ex o a ual de uma si uação económica e ambien al ágil, o desen ol imen o
de p odu os de mobiliá io adap á eis às ci cuns âncias pa ece se uma al e na i a iá el ao se
humano. Especialmen e na ase de c escimen o, que em pouco empo é necessá io al e a obje os
pa a se i ou os p opósi os elacionados com o c escimen o, pe spec i a-se uma u ilização mais
ampla e du adou a.
Em suma, expec a-se que a ealização des e abalho possa se i como base de pesquisa sob e
o ema, ou na ealização de abalhos u u os. Ap esen a e e ências ú eis pa a o desen ol imen o
de mobiliá io adap á el ao c escimen o pa a um ambien e domés ico al como mesas, cadei as,
camas e be ços. O es udo e ecomendações ap esen adas, são uma mais alia pa a os designe s
que p e endam desen ol e p oje os nes a âmbi o.
Po en u a espe a-se que es e es udo possa ambém con ibui pa a despe a o in e esse a
designe s e emp esas pa a a ealização de no os e melho es p odu os nes e âmbi o. Especialmen e
a indus ia po uguesa, que pa ece não apos a mui o no desen ol imen o de p odu os nes a á ea.
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6.2 PERSPECTIVAS FUTURAS
Com a inalização des e abalho de in es igação, podemos aqui delinea algumas pe spe i as
u u as de in es igação, bem como melho ias e alhas encon adas no deco e da disse ação.
Especialmen e no deco e da segunda pa e, a análise de me cado oi limi ada a e e ências como
li os e si es. A análise aos casos exemplo ocou-se em ca ac e ís icas desc i i as e isí eis no
p odu o, o que ouxe algumas es ições nas análise e conclusões e i adas. Se ia in e essan e
analisa alguns deles em u ilização no dia-a-dia.
Con êm ambém e e i que a p esen e disse ação explo ou os exemplos de mobiliá io adap á el,
ei os com ma e iais sus en á eis, p e e encialmen e a madei a. Con udo, exis e oda uma as a
panóplia de ou os exempla es desen ol idos nou os ma e iais, al como o plás ico.
É de e e i ainda que a pesquisa oi limi ada aos equipamen os desen ol idos pa a o ambien e
amilia . Pode ia assim se in e essan e ala ga o âmbi o de pesquisa, conside ando ambém
equipamen o pa a locais públicos, al como escolas, espaços come ciais, e c.
Po im, a p óxima ase de desen ol imen o des e abalho de in es igação passa ia po
desen ol e um p oje o de design de mobiliá io adap á el ao c escimen o da c iança, al como uma
cadei a ou be ço/cama.
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