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Racionalização do Consumo de Energia Elétrica em Unidades de Produção de Cabos

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Racionalização do Consumo de Energia Elétrica em Unidades de Produção de Cabos

Author: Tiago Gabriel Costa Souto
Year: 2013
DOI: 10.34626/eazj-hp69
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/67752/2/26070.pdf
Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o
Racionalização do Consumo de Ene gia Elé ica
em Unidades de P odução de Cabos
Tiago Gab iel Cos a Sou o
VERSÃO FINAL
Disse ação ealizada no âmbi o do
Mes ado In eg ado em Engenha ia Ele o écnica e de Compu ado es
Majo Ene gia
O ien ado FEUP: José Edua do Roque Ne es dos San os (Dou o )
Coo ien ado da emp esa: Paulo Ribei o (Eng.º)
31 de Junho de 2013
© Tiago Gab iel Cos a Sou o, 2013
i
Resumo
O p oje o p e ende p omo e a e iciência ene gé ica no g upo “Cabel e, S.A.” nas duas
unidades indus iais de p odução de cabos elé icos e de elecomunicações, sendo es a uma
a iá el essencial na p omoção do desen ol imen o de uma a i idade económica e
ambien almen e iá el.
Economicamen e, pode di idi – se os impac os em dois ipos.
Em e mos mic o–económicos, a p omoção da acionalização ene gé ica pe mi e ob e
poupanças ao ní el da a u a, e e en e aos consumos de ene gia, pe mi indo diminui o cus o de
ene gia po unidade de p odução, libe ando ecu sos inancei os pa a ou os cus os de
p odução, amo ização de di ida, assim com desen ol imen o de in es imen os.
Economicamen e, em Po ugal, a diminuição do consumo, pe mi e p omo e o exceden e da
balança come cial, a a és da diminuição da componen e “impo ações” da balança ene gé ica,
a a és da aplicação de no mas de p omoção da e iciência ene gé ica, assim como o aumen o da
p odução nacional, a a és de sis emas de ge ação de ene gia endógenos.
Ambien almen e, es e ipo de planos, pe mi e p omo e uma o ien ação dos p ocessos no
sen ido da minimização da pegada ecológica, de ido à es i a ligação en e diminuição do
consumo de ene gia e diminuição de u ilização de ecu sos ósseis e po an o, baixa ele ado
eo de emissão de gases de e ei o de es u a na a i idade.
Po udo is o, demons a – se a ele ância do ema des a ese, que pa a a emp esa em si,
que pa a a economia nacional e ambien e.
Pa a o desen ol imen o da ese, u iliza – se como me odologia, a de inição p esen e nos
documen os legisla i os, e ou a documen ação impo an e, que de inem as audi o ias e PREn’s,
em consumido es in ensi os de ene gia (CIE), p esen es no sis ema de ges ão de consumos
in ensi os de ene gia (SGCIE), de ido ao ac o das ins alações es udadas a ingi em os alo es de
consumo pa a a de inição de CIE.
Fo am es udadas di e sas me odologias com is a à e iciência ene gé ica nos dois polos
indus iais, desen ol endo o es udo económico e plano de implemen ação adequados.

iii
Abs ac
This p ojec aims o p omo e he ene gy e iciency in he “Cabel e, S.A.” g oup, on he wo
indus ial uni s, o p oduc ion o elec ical cables and elecommunica ion.
The ene gy e iciency is essen ial, in o de o p omo e he de elopmen o an ac i i y
economic and en i onmen ally iable, h ough he a ionaliza ion o ene gy in ol ed in
manu ac u ing p ocesses.
Economically i can be di ided, in o wo ypes o impac .
The p omo ion o he a ionaliza ion ene ge ic allows o ob ain cos sa ings a he le el o
in oice o he consump ion o elec ic ene gy, na u al gas, p opane gas, diesel, gasoline, an
son on, allowing o educe he cos o ene gy pe manu ac u ing uni , eleasing inancial
esou ces o o he p oduc ion cos s, amo iza ion o deb , o he de elopmen o in es men s.
The dec ease o he consump ion, p omo e gains on he ex e nal balance o ansac ions. In
o de o educing he “impo s” on he ene ge ic balance, and he p omo ion o ene gy
e iciency no ms, and he inc easing o he elec ical na ional p oduc ion, wi h endogenous
elec ical gene a ion, allows he g owing o he in e nal p oduc ion.
En i onmen ally, his kind o plans, allow p omo e he p ocesses in o de o minimize he
ecological oo p in due o he close ela ionship be ween he educ ion in powe consump ion
and he dec ease in u iliza ion o ossil esou ces and, he e o e wi h high le el o emission
g eenhouse’s gas.
Th ough i all, shows he ele ance o his hesis’s opic, bo h o he na ional economy,
ei he o company i sel , and o he en i onmen .
Fo de eloping he hesis, in o de o de end he me hodologies used in his documen , we
use he Po uguese no ms, and o he documen s, which de ine he audi s and ene gy e iciency
plans in high ene gy consume s, on he SGCIE (na ional sys em o ene gy managemen in
in ensi e ene gy consume s), due he indus ial uni s s udied, in ha ing he consump ion le els
o an high ene gy consume .
Be o e ha , we e s udied many echnologies ha maximize he ene gy e iciency in he wo
plan s, de eloping he economical s udy and he app op ia e implemen a ion plan.
Ag adecimen os
Ag adeço a odos aqueles que o na am possí el o desen ol imen o des e p oje o, à minha
amília que o nou possí el a minha ap endizagem, assim como aos meus p o esso es que, ao
longo do meu pe cu so académico me mo i a am pa a o conhecimen o, nomeadamen e o
o ien ado des e p oje o, P o . José Ne es dos San os, assim como p o esso es que conside o
e em sido exempla es na sua elação com os alunos e que me ica ão na memó ia, ais como, o
P o . An ónio Machado e Mou a, o P o . A u Cos a e o P o . Vladimi o Mi anda.
Ag adeço à emp esa “Cabel e, S.A.” o apoio dado, e a sabedo ia que adqui i ao desen ol e
es e p oje o em ambien e emp esa ial, assim como a boa in eg ação que sen i.
Ag adeço a o coo ien ado do p oje o, o Eng.º Paulo Ribei o, assim como o apoio dado pelos
Engenhei os, Ca los Sá e Guilhe me Caldei a, Joaquim Sil a, Rogé io Gomes e Joaquim Ma ques.
Ag adeço ambém aos colabo ado es das emp esas consul adas “Siemens”, “Ha ke
Solu ions” e “Ene wise” que se mos a am semp e p es á eis pa a as euniões e e en es ao
desen ol imen o do plano de acionalização, du an e a ase de es udo de soluções de
acionalização.
Ag adeço po im aos meus amigos que semp e me mo i a am no deco e des e p oje o,
mais conc e amen e o A u Viei a, o Rui Almeida, o José Cos a, o Ped o Peixo o, assim como o
Nuno Ta a es.
A minha namo ada Raquel Sil a me ece um des aque de ido à mo i ação que semp e me
incu iu.
Tiago Gab iel Cos a Sou o
Figu a 4.18 - Relação en e ROG, TV e Consumo Especi ico "kWh/ on" nos se o es de
p odução de cabo elé ico e de elecomunicações (excep o ib a ó ica). 42
Figu a 4.19 - Compa ação anual (2011 e 2012), do consumo especí ico kWh/km, se o
"Cabelau o" [18]. 43
Figu a 4.20 - Cus o de ene gia, em eu os, de quilóme o de cabo au omó el p oduzido, de
2011e 2012 no se o “Cabelau o” [18]. 43
Figu a 4.21 - Consumo po onelada, unidade de p odução "UPR Cob e" [18]. 44
Figu a 4.22 – Cus o de ene gia po onelada, unidade de p odução "UPR Cob e" [18]. 44
Figu a 4.23 – Consumo de ene gia elé ica po onelada, na unidade de p odução de cabos de
alumínio [18]. 45
Figu a 4.24 - Compa ação en e os Rendimen os Ope acionais nas UPR Cob e e UPR Alumínio
[24]. 45
Figu a 4.25 - Demons ação do aumen o de p odução de alumínio [24]. 46
Figu a 4.26 - Cus o de ele icidade po onelada de cabo de alumínio [18]. 46
Figu a 4.27 - Valo es de emissões de CO2 e de consumo de ene gia, em kgep, ao longo de
2012, polo “A cozelo”. 47
Figu a 4.28 - In ensidade Ene gé ica da A i idade, polo “A cozelo”. 48
Figu a 4.29 - Valo es de emissões de CO2 e de consumo de ene gia, em kgep, ao longo de
2012, polo “Ribei ão”. 48
Figu a 4.30 - In ensidade Ene gé ica da A i idade, polo “Ribei ão”. 49
Figu a 4.31 - Consumos especí icos de alguns equipamen os p esen es no pólo "A cozelo"
[15]. 50
Figu a 4.32 - kWh/RPM e consumo especí ico po quilóme o de cabo p oduzido pa a a gama
de o ações, na Cableado a “CB-07”. 52
Figu a 4.33 - kWh/m.m-1 e consumo especí ico po quilóme o de cabo p oduzido pa a a
gama de o ações, na Cableado a “CB-21”. 52
Figu a 4.34 - kWh/m.m-1e consumo especí ico po quilóme o de cabo p oduzido pa a a
gama de o ações, na Cableado a “CB-32”. 53
Figu a 4.35 - kWh/m.m-1 e consumo especí ico po quilóme o de cabo p oduzido pa a a
gama de o ações, na Cableado a “CB-35”. 54
Figu a 4.36 - kWh/m.m-1 e consumo especí ico po quilóme o de cabo p oduzido pa a a
gama de elocidades, na linha de ex usão “LE-01”. 55
Figu a 4.37 - kWh/m.m-1 e consumo especí ico po quilóme o de cabo p oduzido pa a a
gama de elocidades, na linha de ex usão “LE-05”. 56
Figu a 4.38 - kWh/Velocidade e consumo especí ico po quilóme o de cabo p oduzido pa a a
gama de o ações, na e ilado a mul i ila “TM-02”. 57
Figu a 4.39 - kWh/Velocidade e consumo especí ico po quilóme o de cabo p oduzido pa a a
gama de o ações, na e ilado a uni ila “TU-02”. 58

xiii
Figu a 5.1 - Me a de edução de consumos (Al e na i a 2). 62
Figu a 5.2 - Implemen ação da No ma ISO 50001 [29]. 64
Figu a 5.3 - Con ado Leg and com po a RS.485. 64
Figu a 5.4 - Bobine de cabos, aplicada a um desen olado . 66
Figu a 5.5 – Diag ama de uma linha de ex usão. 66
Figu a 5.6 – Mo o ípico ligado a cabeça de ex usão [34] 67
Figu a 5.7 – Diag ama dos componen es de uma linha de ex usão com enagem
egene a i a. 68
Figu a 5.8 - Simulação da p odução anual. 70
Figu a 5.9 – Ve i icação da á ea disponí el em "Ribei ão". 70
Figu a 5.10 – Ve i icação da á ea disponí el em A cozelo. 71
Figu a 5.11 - Redução de consumos, pa a di e sas al e na i as. 73
Figu a 5.12 - Exemplo de acoplamen o da caixa de elocidades. 74
Figu a 5.13 - Poupança anual po ex usão. 74
Figu a 5.14 - Poupança de ene gia elé ica anual, pa a a gama de po ências nominais dos
mo o es. 75
Figu a 5.15 – Me as de Redução de Consumos. 76
Figu a 5.16 – P odução de Ene gia Anual. 78
Figu a 5.17 - Rendimen o dos painéis ao longo do pe iodo de ida ú il. 78
Figu a 5.18 – Me as de Redução de Consumos. 79
Figu a 5.19 - Redução de Consumos To al. 80
Figu a 5.20 - Redução de consumos no inal do plano. 81
Figu a 5.21 – Ap esen ação do impac o de edução de cus os. 83
Figu a 5.22 - Redução da In ensidade Ca bónica da A i idade. 84
Figu a 5.23 - Da as de Implemen ação das Medidas. 85
Lis a de abelas
Tabela 2.1 - Pode es Calo í icos In e io es e Fa o es de Emissão de Combus í eis (mais
ele an es) [12]. .......................................................................................... 11
Tabela 4.1 - Equipamen os e e en es a cada ipo de p odução. ....................................... 30
Tabela 4.2 – Tabela de pe il de consumos [26] ............................................................ 59
Tabela 5.1 – P opos as do cus o de ene gia, na componen e de ene gia a i a, analisadas pelo
depa amen o de manu enção do g upo [26] ........................................................ 69
Tabela 5.2 - De inição das me as de edução [13]. ....................................................... 73
Tabela 5.3 - Valo es de In es imen o Espe ados no Plano. .............................................. 82
Tabela 5.4 - Indicado es de Análise do In es imen o. .................................................... 82
x
Ab e ia u as e Símbolos
Lis a de ab e ia u as (o denadas po o dem al abé ica)
ADENE Agência pa a a Ene gia
ARCE Aco do de Racionalização de Consumos de Ene gia
AT Al a Tensão
BT Baixa Tensão
CEE Comunidade Económica Eu opeia
CIE Consumido In ensi o de Ene gia
CITEVE Cen o Tecnológico das Indus ias Têx il e do Ves uá io de Po ugal
DEEC Depa amen o de Engenha ia Ele o écnica e de Compu ado es
DGE Di eção Ge al de Ene gia
DGEG Di eção Ge al de Ene gia e Geologia
EDP Ene gias de Po ugal
FE Fa o es de Emissão
FEUP Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o
FC Fluxo de Caixa
GJ Giga joule
KgCO2e Quilog ama de CO2 emi ido
Km Quilóme os
KV Quilo ol
KWh Quilowa po ho a
MJ Megajoule
MT Média Tensão
PCI Pode es Calo í icos In e io es
PEX Polie ileno Re iculado
PREn Plano de Racionalização de Ene gia
PRI Pe íodo de Recupe ação do In es imen o
PT Pos o de T ans o mação
PVC Poli Clo e o de Vinilo
RGCE Regulamen o de Ges ão de Consumos de Ene gia
ROG Rendimen o Ope acional Global
SA Sociedade Anónima
SGCIE Sis ema de Ges ão de Consumos In ensi os de Ene gia
TEP Toneladas Equi alen es de Pe óleo
TIR Taxa In e na de Ren abilidade
TO Taxa de Ocupação
Ton Toneladas
TQ Taxa de Qualidade
TQM To al Quali y Managemen
TV Taxa de Velocidade
UE União Eu opeia
VAB Valo A ualizado B u o
VAL Valo A ual Líquido
3EEE E iciência, Ene gia, Economia
Lis a de símbolos
€ Eu os
elé ico

Rendimen o Elé ico
Capí ulo 1
In odução
1.1 - Conside ações Iniciais
As p eocupações ela i as à acionalização do consumo de ene gia, iniciam–se após a
c ise pe olí e a dos anos 70, que expôs as agilidades do se o indus ial, p incipalmen e
em países não p odu o es de pe óleo.
Como Po ugal é dependen e do pe óleo, desde cedo se desen ol e am disposições
legais, e e en es ao ema, p incipalmen e na década de 80, al como “Dec e o-lei nº.
58/82, de 26 de Fe e ei o” [1] e “Po a ia nº.359/82 de 7 de Ab il” [2]. Es e dec e o-
lei, ap esen a -se como o p imei o documen o no ma i o e e en e à “Ges ão dos Consumos
de Ene gia em Po ugal”, demons ando a p eocupação do país nes a ques ão.
Desde a década de 80, es a endência aumen ou, a a és da en ada na Comunidade
Económica Eu opeia.
A ualmen e, a U.E., adqui iu a esponsabilidade da polí ica ambien al na Eu opa,
exigindo aos es ados uma polí ica ene gé ica ecológica que iden i ique, não só os cus os
económicos, mas ambém os cus os de impac o ambien al do uso da ene gia.
Figu a 1.1 – Taxa de Dependência Ene gé ica em Po ugal [3]

2
Ve i ica-se, na igu a 1.1, a dependência ene gé ica ex e na, que, apesa de se man e
em ní eis ele ados (79% em 2011), ap esen a uma endência de edução sus en ada, desde o
pico de dependência em 2005 (89%), demons ando o es o ço do país nes a emá ica.
Pa a es a endência, mui o con ibuem os p oje os de acionalização exis en es em cada
um dos consumido es in ensi os de ene gia.
Em e mos mic oeconómicos, no que se e e e à indús ia (com um peso de ce ca de 30%
do consumo nacional), exis e uma impo ância ac escida de planos indi iduais de edução de
consumo de ene gia.
De ido ao con ex o nacional, de queb a de consumo in e no e consequen e
dependência do consumo ex e no, a manu enção da en abilidade e iabilidade das
unidades ab is pode es a dependen e des e ipo de planos, sendo es e o pa adigma do
es o ço de edução de consumos em Po ugal nes e se o .
É po an o essencial a implemen ação de p oje os que pe mi am às indús ias
desen ol e a sua a i idade com o mínimo de despe dício e impac o nega i o na sociedade.
Os p oje os de acionalização de consumos, pe mi em não só uma edução de cus os nos
p ocessos de ab ico, mas ambém melho ias ao ní el do con olo de p odução (a a és dos
sis emas de ges ão de ene gia).
Es es p oje os ambém assumem um papel posi i o no meio ambien e, minimizando o
impac o ambien al, ao eduzi as emissões de CO2 e ou os gases poluen es emi idos na
ob enção e anspo e de ene gia.
De e e i que, o G upo “Cabel e, S.A.” é um g upo indus ial, com oco na expo ação e
p eocupação ambien al, ap esen ando-se um caso de es udo pa adigmá ico pa a a
implemen ação de planos de edução de consumos.
Es e p oje o é e e en e ao consumo de ene gia elé ica na in aes u u a, sendo es e o
p incipal ipo de ene gia consumida.
1.2 - Mo i ação
A ene gia é undamen al pa a a nossa sociedade, omen ando o desen ol imen o des a e
po enciando o seu bem-es a .
No en an o, o consumo de ene gia em cus os associados que impo a con ola e
minimiza . De e e i , os cus os que a u ilização de in aes u u as, hábi os e equipamen os
ine icien es e desajus ados, c iam ao ní el ecológico e económico.
Rela i amen e às a i idades com g ande consumo de ene gia, é essencialmen e no se o
indus ial que se pode encon a de o ma eco en e os g andes consumido es de ene gia.
A necessidade de aplicação de o ças, anspo e de componen es com uma ele ada
massa, iluminação de qualidade, aquecimen o de o nos, sis emas de a comp imido, e c.,
po ência a ele ância daquele se o nes e ema.
No se o indus ial, em me cado abe o, exige-se a manu enção da compe i i idade das
unidades ab is, com o obje i o de p oduzi com ma gem su icien e, pa a ga an i a
qualidade do p odu o, p eços compe i i os e, po an o, ala anca as endas.
É impo an e a aplicação de no as ecnologias, assim como a al e ação de hábi os de
p odução e de ges ão, concebidas a a és de um es udo ap o undado do p ocesso de ab ico
e pad ão de p odução.
3
O desen ol imen o de es es e análise a i á ia, é impo an e, pa a ga an i que uma
unidade ab il, no que ao consumo ene gé ico diz espei o, man enha a sua e iciência.
Nes a ese, p ocede-se ao es udo das possibilidades de acionalização de ene gia elé ica
em unidades ab is de p odução de cabos elé icos e de elecomunicações, ap esen ando um
conjun o de medidas com is a à melho ia da e iciência nas in aes u u as.
A ese deco e em ambien e emp esa ial, em pa ce ia com o g upo “Cabel e, S.A.”, nas
suas duas unidades indus iais p esen es em Po ugal.
Desen ol e–se, uma audi o ia, endo em con a as especi icidades, ais como os p ocessos
de ab ico, dados dos consumos medidos pelos con ado es pa ciais e dados de endas.
Ap esen am-se po im um conjun o de ecomendações, que p ocu em al e a hábi os,
melho a a e iciência ene gé ica dos equipamen os e p ocessos de ab ico, de o ma a ge a
poupanças de ene gia ele an es, es imando as an agens inancei as e ecológicas.
1.3 - O Caso de Es udo
O caso de es udo des e p oje o, é o G upo “Cabel e S.A.”.
Es e g upo es á sediado em A cozelo, Vila No a de Gaia e desen ol e a sua a i idade
indus ial no âmbi o do ab íco de di e sos ipos de cabos de ene gia (al a, média e baixa
ensão).
Também são p oduzidos cabos de elecomunicações, de pa es de cob e e io de ib a
ó ica, cabos de elecomunicações de pa es de cob e, assim como cabos elé icos pa a a
indús ia au omó el e pa a aplicações especiais.
Pa a o desen ol imen o da sua a i idade de p odução, exis em 3 unidades ab is em
di e sos pon os da península ibé ica:
 A cozelo, Vila No a de Gaia (Po ugal):
o Cabel e - p odução de cabos elé icos (BT e MT), com alma de
cob e ou alumínio, e de elecomunicações (cob e);
o Ibe op ics – p odução de cabos de ib a ó ica;
 Ribei ão, Vila No a de Famalicão (Po ugal):
o Cabelau o – p odução de ios elé icos pa a a indús ia
au omó el;
o Cabel e Recycling – ap o ei amen o de esíduos de p odução;
o Cabel e Me als – undição de ma é ia-p ima pa a p odução de
almas em Cob e;
o Cabel e BT – p odução de cabos elé icos de baixa ensão;
 Egués, Na a a (Espanha):
o Cabel e Incasa – p odução de cabos elé icos com alma em
alumínio.
No polo de “Ribei ão”, as linhas de p odução de cabos BT e MT, simila es às do pólo
“A cozelo” ambém são e e idas como “UPR”, unidade de p odução “Ribei ão”.
4
O g upo possui, além das suas unidades indus iais, pa icipadas de ou os se o es, como
a “Winb ain”, emp esa de se iços de TIC, assim como a “Conexus”, especializada em
ges ão inancei a, de ecu sos humanos e de s ock’s.[4].
Exis em emp esas pa icipadas em Moçambique e em Angola com o obje i o de
po encia as endas pa a es es me cados de o ma mais ocada.
1.4 - Obje i os do P oje o de Disse ação
O ema da disse ação é a acionalização do consumo de ene gia elé ica em unidades
de p odução de cabos, ocando os casos de es udo: as unidades de “Ribei ão” e de
“A cozelo” do g upo “Cabel e, S.A.”, em Po ugal.
É po an o um p oje o que em como obje i o o desen ol imen o de um plano de
implemen ação, que pe mi a aumen a a e iciência ene gé ica no p ocesso de ab íco.
Tem po base a a aliação do po encial de edução de consumos a a és do
desen ol imen o de uma audi o ia à in aes u u a indus ial, p ocu ando se a mais
comple a possí el.
Os obje i os p e endidos pelo g upo “Cabel e, S.A.” pa a es e p oje o de disse ação em
ambien e indus ial são os seguin es [5]:
 Ca a e ização dos consumos de ene gia elé ica nas unidades do G upo
Cabel e, em Po ugal;
 Iden i icação e ca ac e ização das p incipais a iá eis condicionan es
dos consumos ene gé icos;
 Iden i icação de me odologias e á eas de in e enção p io i á ias;
 A aliação do po encial de edução de consumos (análise de poupanças
de consumo espe adas e a aliação económica das in e enções
p opos as);
 P oje o de implemen ação (elabo ação de um ela ó io de alhado, que
ab anja os pon os an e io es, com e e ências eó ico-p á icas, pa a
ap esen ação à emp esa).
1.5 - Es u u a da Disse ação
Es e documen o é compos o po 5 capí ulos.
O Capí ulo 1 é dedicado à in odução, e ap esen a as conside ações iniciais, a
ap esen ação do g upo, assim como a mo i ação e obje i os do p oje o.
O Capí ulo 2 é dedicado à ap esen ação da me odologia aplicá el. Ap esen a o
enquad amen o écnico e legal, de audi o ias ene gé icas e planos de edução de consumos
e ocando os p oje os aplicados em g andes consumido es de ene gia.
O Capí ulo 3 em como obje i o a ap esen ação ge al do caso de es udo, e e indo a
ede de dis ibuição e moni o ização de consumos, assim como os p essupos os aplicados ao
caso de es udo.
5
O Capí ulo 4 ap esen a a Audi o ia Ene gé ica ealizada ao caso de es udo, endo em
is a a ob enção de dados que pe mi am iden i ica as á eas p io i á ias de a uação e
po encial de edução do consumo de ene gia elé ica no caso de es udo.
A a és das in o mações ob idas ace ca das es u u as indus iais, é possí el e os dados
necessá ios à ealização do plano de acionalização.
No Capí ulo 5, é ap esen ado o “PREn – Plano de Racionalização de Ene gia” e e en e
ao caso de es udo, ap esen ando as ecomendações analisadas, assim como o p oje o de
implemen ação.
Nes e capí ulo de inem-se 3 al e na i as de implemen ação, assim como a análise
écnica e económica de cada medida e do p oje o na sua globalidade, assim como as me as
de edução de consumos, pegada económica e o e o no económico espe ado.
No Capí ulo 6, “Conclusão”, são ap esen adas as disposições inais do p oje o, e e indo
as di iculdades associadas a p oje os des e ipo, a espos a aos obje i os açados e as
pe spe i as de implemen ação do p oje o em cada uma das unidades ab is.
Em anexo, ap esen am–se, os es udos económicos, es es e e uados, desenhos écnicos e
ou os documen os necessá ios pa a o desen ol imen o des e p oje o.
12
 Fo nece in o mações que possibili em a elabo ação de medidas de
con enção dos consumos, que pe mi am a ingi as me as de inidas.
2.2 – Audi o ias Ene gé icas
As audi o ias ene gé icas são essenciais pa a minimiza os impac os económicos e
ambien ais em unidades indus iais e são uma e amen a essencial pa a o nece dados
iá eis pa a a ges ão des as unidades.
Tecnicamen e, uma audi o ia ene gé ica comp eende a análise da u ilização de ene gia
na ins alação, endo como p incipais pon os em análise:
 Análise dos pon os de consumo, do global pa a o especí ico, analisando os
consumos das unidades, se o es, linhas de p odução e equipamen os;
 Análise de e iciência de equipamen os;
 De eção de anomalias.
A ADENE de ine como exis indo 2 ipos de audi o ias ene gé icas, dependendo do ipo de
ins alação em análise, das in o mações exis en es e dos obje i os desejados.
Assim, segundo o documen o: “E iciência Ene gé ica na Indus ia” [13], no âmbi o dos
cu sos de u ilização acional de ene gia, da ADENE, exis em audi o ias simples, e audi o ias
comple as.
“Uma audi o ia simples em como inalidade aze um diagnós ico da si uação
ene gé ica de uma ins alação, consis indo numa simples obse ação isual pa a iden i ica
alhas e numa ecolha de dados susce í eis de o nece alguma in o mação sob e os consumos
especí icos de ene gia.
A audi o ia comple a consis e num le an amen o ap o undado da si uação ene gé ica,
analisando-se as quan idades de ene gia u ilizadas em cada uma das ope ações do p ocesso
de ab ico.”
2.3 – Planos de Racionalização de Ene gia
Os Planos de Racionalização de Ene gia, ap esen am ecomendações que isam a melho ia
da e iciência ene gé ica, indicando as me as de edução de consumos espe ados, pa a a
mesma p odução e a i idade emp esa ial e ap esen ando pa a al, a edução espe ada dos
consumos especí icos e do coe icien e de in ensidade ene gé ica da emp esa.
Os dados u ilizados pa a a a aliação da emp esa no sen ido de desen ol e as
ecomendações, assim como pa a a de inição das me as de edução, são ob idos a a és da
audi o ia ealizada.
O PREn é um documen o que p e ende ap esen a – se como um guião pa a a edução de
consumos de ene gia, sendo po an o ambém essencial que inclua o es udo de iabilidade
económica e o plano de implemen ação, de alhando o pe íodo de e o no do in es imen o e
os p azos pa a a aplicação das medidas.

13
A edução da pegada ecológica ambém es á aí p e is a, pelo que é necessá io inclui nas
me as, a edução das emissões de gases de e ei o de es u a.
No nosso caso, o PREn, em como obje i o ap esen a es a égias iá eis, pa a o
melho amen o da e iciência ene gé ica nos 2 polos indus iais analisados, u ilizando pa a al,
os dados ob idos na audi o ia ealizada no capí ulo 3, sendo compos o pelos seguin es pon os:
 De inição de Me as;
 Desc ição das ecomendações es udadas;
 Ap esen ação do es udo de iabilidade económica;
 De inição do plano de implemen ação.
O desen ol imen o de um plano de acionalização de ene gia, em como e e ência o
enquad amen o legal p esen e no “Dec e o-Lei nº. 71/2008 de 15 de Ab il de 2008”, [8],
que, ao de ini o “Sis ema de Ges ão dos Consumos In ensi os de Ene gia”. Es e ap esen a–se
como o documen o no ma i o pa a o desen ol imen o de audi o ias, assim como PREn’s
ex e nos e de ine, ambém, os “Planos de Racionalização de Consumos de Ene gia” ao ní el
da sua execução, me as a a ingi e de inição dos planos de implemen ação, sendo po an o
um documen o impo an e pa a a elabo ação des e PREn.
Ap esen ando a me odologia de inida pelo CITEVE na igu a 2.1 [14], em–se em con a a
me odologia 3EEE, que de ine como “ e o es” a e em con a nos planos de edução, a
Ene gia, a E iciência e a Economia.
A Ene gia, po enciando a sua u ilização, pe mi indo desen ol e a a i idade com a meno
quan idade de ene gia a a és da melho ia da E iciência dos p ocessos de ab ico e ou o ipo
de ans o mações de ene gia exis en es (iluminação, elecomunicações, e c.). Melho a-se
assim, o endimen o des es, pe mi indo assim que exis a uma e e i a Economia de ecu sos
( inancei os e ene gé icos).
Figu a 2.1 - Me odologia 3EEE – A E iciência, pe mi e a Economia da Ene gia [14].
2.3.1 - Análise de In es imen o
Rela i amen e à análise de iabilidade económica das soluções ap esen adas, é necessá io
comp o a a e e i a edução de enca gos com o consumo de ene gia, no sen ido de pe mi i a
Ene gia
E iciência
Economia
14
ecupe ação do alo do in es imen o inicial, pe mi indo assim uma polí ica de in es imen o
na melho ia da e iciência ene gé ica, sus en á el inancei amen e.
Des e pon o de is a, a análise económica, é uma análise de in es imen o, que em como
indicado es o pe íodo de ecupe ação do in es imen o, axa in e na de en abilidade e alo
a ual liquido.
O PRI, pe íodo de ecupe ação do in es imen o, ap esen a o pe íodo no qual a economia
de ecu sos inancei os pe mi e a ecupe ação do capi al in es ido, ambém conhecido como
“payback”[14]:
n
i
sidualValo
i
FC
i
oin es imen
PRI N
Knk
k
N
Kk
k









1
0
)1(
Re
)1(
)1(
, (2.4)
Em que o “in es imen o k” ap esen a o alo do in es imen o no pe íodo em análise, “N”,
o nume o de anos de in es imen o conside ando o ano de in es imen o, e “n”, o pe íodo de
anos de in es imen o.
“FCk”, ap esen a o luxo de caixa (saldo do in es imen o).
O TIR, axa in e na de en abilidades, axa de ju o equi alen e à emune ação do capi al
ob ido, ap esen a a axa de en abilidade no inal do pe iodo, pa a um alo ac ual líquido do
in es imen o igual a 0.
 
  





N
K
N
Knk
k
k
k
i
sidualValo
i
FC
i
oin es imen
0 1 )1(
Re
)1()1(
0
, (2.5)
A exp essão an e io ap esen a a equação de cálculo do VAL, de inindo – o com um alo
nulo, sendo que “i” é a “TIR”, “k” o in es imen o no pe íodo e “n” o ano conside ado.
O seu cálculo é algo complexo, pelo que oi e e uado pela unção “TIR” no so wa e
“Excel”.
Pa a análise de isco, es e indicado é impo an e pois pe mi e, em compa ação com uma
axa compa a i a de cus o de opo unidade, que ap esen a a axa de en abilidade que se
pe de, não in es indo num ou o in es imen o, ao aloca ecu sos ao p imei o, indicando se o
in es imen o possui uma en abilidade supe io a uma possí el segunda opção de
in es imen o.
Po al a de indicação, de ine–se o cus o de opo unidade como sendo de 10%.
15
O VAL, alo ac ual liquido, ap esen a o alo p esen e de odos os luxos de caixa do
in es imen o:
 
  





N
K
N
Knk
k
k
k
i
sidualValo
i
FC
i
oin es imen
VAL 0 1 )1(
Re
)1()1(
, (2.6)
Es e indicado é impo an e pois, ap esen a–se nega i o quando a emune ação do
in es imen o não pe mi e “cob i ” o in es imen o inicial e e uado, e posi i o quando o
opos o sucede.
Es e indicado de e e em con a a in lação pa a cada ano, e ap esen a o ins an e do
in es imen o pela a iá el “k”.
Rela i amen e aos p essupos os do plano de acionalização, há que e em conside ação
as seguin es a iá eis que condicionam o impac o das medidas.
Os dados de consumo conside ados pa a o início do p oje o (2013), êm po base os
úl imos dados anuais disponí eis, endo em con a que, não o am omadas mais medidas de
acionalização de ene gia elé ica e que o ní el do consumo p e is o do consumo é p óximo.
No que oca ao cus o da ene gia elé ica, em – se em conside ação que, a componen e da
a u a que a ia ins an aneamen e com o consumo é e e en e a “Ene gia”, “Redes” e
“Impos o Sob e Consumo de Ele icidade”.
A base empo al do p og ama, ela i a à análise de edução de consumos espe ada, assim
como de iabilidade do in es imen o é ela i a aos anos 2013 a 2019.
Os indicado es de in es imen o a e em con a, (TIR, PRI e VAL), êm como obje i o,
ul apassa em o cus o de opo unidade ( axa de 10%), e PRI in e io a 5 anos.
Apenas uma das medidas ap esen a um PRI supe io a 5 anos, ap esen ando 5,5 anos
po ém, é uma medida in e essan e do pon o de is a de longo p azo, sendo que, conside ando
o conjun o das medidas, o PRI global não ul apassa os 3 anos e meio.
É impo an e e e i que, pa a o caso de es udo, não exis e uma me a de edução
especí ica, ocando as medidas no obje i o de a ingi a maio edução possí el.
2.3.2 - De inição de Me as
A componen e do PREn, e e en e à de inição de me as de ine os alo es u u os endo
em con a a edução de consumos, impac o ambien al e de enca gos inancei os es imados
pa a cada medida.
Rela i amen e às me as de edução de consumos, es imando a diminuição dos consumos
de ene gia elé ica de cada medida, é possí el analisa as p espe i as de consumos u u os, e,
elacionando com a in lação dos p eços de ene gia, a edução dos enca gos di e amen e
ligados.
16
Exis e ambém uma es ei a ligação en e a edução de consumos e a edução do impac o
ambien al, seja de ido à edução de consumos, seja de ido à ge ação eno á el p esen e na
emp esa.
A es ima i a das me as de edução de consumos, em em con a o aumen o da e iciência
da es u u a, a a és da melho ia de endimen os ene gé icos dos equipamen os, assim como
da melho ia ope acional dos se o es.
A a és da edução de consumos exis e uma melho ia do impac o ambien al, ia edução
de emissão de gases de e ei o de es u a pela componen e de ene gia na ede que p o ém de
cen ais e moeléc icas, ou pela subs i uição do consumo de ene gia da ede pelo
au oconsumo na es u u a.
2.3.3 - Planos de Racionalização An e io es
Analisando os planos de acionalização an e io men e aplicados, são assinaladas as
soluções já ado adas pelo g upo “Cabel e, S.A.” em planos de acionalização an e io es,
demons ando o es o ço do g upo ao longo dos anos no cump imen o das no mas de edução
da pegada ecológica e ene gé ica.
Rela i amen e às soluções ado adas, podem di idi –se nas que o am ado adas
independen emen e do úl imo ARCE 2008- 2014 [15], e naquelas que o am desen ol idas
pelas ecomendações, idealizadas in e namen e.
A audi o ia ex e na, desen ol ida pelo CITEVE, ap esen a como p opos as, as seguin es:
 Redução e Con olo de Fugas de A Comp imido, es imando uma
poupança ene gé ica de 7 TEP/ano, e uma edução de emissões de
15293,85 kgCO2e/ano, sendo uma medida que depende da manu enção
dos equipamen os de a comp imido, pelo que é di icil con abiliza a sua
implemen ação, po ém pode conside e – se que o es o ço de edução e
con ol de ugas de a comp imido exis e;
 Ins alação de Sis ema de Ges ão de Ene gia, com poupança es imada de
88TEP/ano e edução de emissões de 192448,15kgCO2e/ano, po ém es a
p opos a não oi implemen ada;
 Ins alação de VEV’s no Comp esso de a Sul, em A cozelo, com
poupança ene ge ica de 23,3 TEP/ano e de gases de e ei o de es u a de
50837,42 kgCO2e/ano, ap esen ando – se como uma medida
implemen ada;
 Ação de Fo mação e Sensabilização de Colabo ado es, de inindo uma
poupança de 14,7 TEP/ano e de 32074,69kgCO2e/ano, sendo aplicada
pelo es o ço de melho ia con ínua da emp esa.
Pos o is o, a ins alação de um sis ema de ges ão de ene gia comple o não se e e uou e,
como es a é uma medida essencial pa a con olo de consumos, se á desc i a a sua
implemen ação no capí ulo 4.
Tendo em conside ação as medidas e e i amen e aplicadas do PREn ex e no 2008 – 2014
[15], as poupanças adqui idas são po an o, 98205,96kgCO2e/ano e de 45 TEP.
Rela i amen e às medidas de edução de consumos idealizadas in e namen e, a emp esa
implemen ou ecen emen e as seguin es:
17
 Implemen ação de um sis ema de aquecimen o de água po painéis
Sola es Té micos, associado a uma caldei a de gás na u al, na unidade
“A cozelo”;
 Implemen ação de melho ia da iluminação, a a és de lâmpadas
luo escen es ubula es com balas o ele ónico;
 Ins alação de componen es gi a ó ios (li as) e icien es, nas
cableado as de dimensão meno , com meno peso de ido ao uso de ib a
de ca bono, e com pe il ae odinâmico melho ado;
 Ins alação de VEV’s Aplicados nos Mo o es que uncionam como
Bombas;
 Ins alação de Ba e ias de Condensado es, po o ma a eduzi as pe das
po e ei o de a o de po ência indu i o e, consequen emen e impedi o
pagamen o de po ência ea i a;
 Subs i uição, quando é ecnicamen e possí el, de mo o es DC po
mo o es AC com endimen o supe io ;
 Análise de Con a os de Fo necimen o de Ene gia, e e uada
anualmen e.
Pode e i ica –se po an o, que o g upo p omo e a aplicação das medidas ecomendadas
pelos PREn ex e nos, mesmo que não enha desen ol ido o sis ema de ges ão de ene gia.
De salien a que a implemen ação de uma in aes u u a que pe mi a desen ol e um
sis ema de ges ão de ene gia, se encon a pa cialmen e ins alada, a a és da exis ência de
con ado es pa ciais em di e sos pon os das ins alações ab is, po ém, com a necessidade de
um maio núme o de pon os de medição, assim como con olo in o ma izado, com ob enção e
a amen o de dados em empo eal.
Também é impo an e e e i a exis ência de uma polí ica de melho ia con ínua no g upo,
que pe mi e melho a a e iciência ene gé ica a a és das medidas e e idas nes e pon o,
demons ando a aplicação de boas p á icas de edução de consumos ene gé icos e de pegada
ecológica.
2.4 – Sín ese
É impo an e isa os pon os essenciais des e capí ulo que se ão u ilizados no deco e
des e abalho.
De salien a a secção 2.1 ap esen ando o “enquad amen o legal”, po o ma a pe mi i
ob e os alo es legais pa a os pe íodos de e o no de in es imen o e bases empo ais dos
planos des e ipo, assim como u iliza a de inição de CIE’s po o ma a elaciona-los com as
ins alações em análise.
Também é impo an e isa que, no pon o 2.2 se ap esen a a me odologia de
desen ol imen o da audi o ia ene gé ica desen ol ida às ins alações ap esen ando-se como
uma in o mação essencial no capí ulo 4.
A secção 2.3 é sem dú ida impo an e po o ma a ap esen a a me odologia de análise de
in es imen o que se á aplicada no capí ulo 5.

18
Capí ulo 3
Ap esen ação do Caso de Es udo
3.1 – Caso de Es udo
O p oje o é e e en e às unidades de p odução de cabos p esen es em Po ugal.
São analisadas as 2 unidades Indus iais do g upo, englobando pa icipadas, “Cabel e” e
“Ibe op ics” (no polo indus ial de “A cozelo”), e, “Cabelau o” e “UPR”, (os CIE p esen es no
polo indus ial de “Ribei ão”).
Rela i amen e ao caso de es udo, a úl ima audi o ia ao g upo, oi desen ol ida po
en idade ce i icada pa a o e ei o: CITEVE (Cen o Tecnológico das Indus ias Têx il e do
Ves uá io de Po ugal), no âmbi o do plano de acionalização plu ianual (2008 – 2014).
Es e p oje o segue o enquad amen o legal já de inido, ela i amen e aos coe icien es
legalmen e conside ados pa a a audi o ia de consumos de ene gia elé ica de inidos pelo
“Despacho n. º 17449/2008” [10], assim como pa a de inição de me as do p oje o de
acionalização, com as seguin es excepções:
 O p oje o é in e no, desen ol ido pa a a emp esa, pelo que quaisque
me as de implemen ação de medidas, assim como a escolha das medidas
es ão dependen es de ap o ação;
 Exis e libe dade na de inição de me as de edução e implemen ação;
 Rela i amen e ao plano de implemen ação, p ocu a–se, que as medidas
sejam implemen adas nes e ano (2013), e no ano seguin e (2014).
Rela i amen e aos ipos de p odu os ab icados e os p ocessos em unidades de ab ico de
cabos, es es subdi ide – se em 2 g andes g upos:
 Cabos de Ene gia;
 Cabos de Telecomunicações.
Tipicamen e, os cabos de ene gia u ilizam como ma e ial condu o o cob e ou o alumínio,
sendo que o alumínio possui an agem no ab ico de cabos com ní el de ensão supe io ,
20
de ido ao seu peso especí ico mais baixo e po an o meno es necessidades de apoio, nas
linhas aé eas. Po ém, de ido ao aumen o do di e encial de cus o en e o cob e e o alumínio,
a indús ia em - se es o çado em desen ol e cabos de ene gia de alumínio pa a ní eis de
ensão cada ez mais baixos.
Os cabos de elecomunicações, são o mados po pa es condu o es, com o obje i o de
en ia dados de o ma pa alela e podem se p oduzidos com ma e ial ansmisso dis in o; os
de cob e ou ib a ó ica são os mais u ilizados.
Os ipos de p odu o são ap esen ados na igu a 3.1.
Figu a 3.1 - Diag ama de P odução.
Analisando ago a cada ipo de p ocesso p esen e em unidades des e ipo, ap esen amos
como exemplo os p ocessos em A cozelo [15]:
 T e ilagem – p ocesso de egulação da secção de condu o es a a és de
ação de uma iei a “base”, a a és de uma ma iz, a e ilagem pode
da o igem a um io (uni ila ) ou a á ios de secção mui o in e io
(mul i ila ), inicialmen e o diâme o do cob e é de 8 mm, sendo
sucessi amen e diminuído po es i amen o, exis indo no im ecozimen o
pa a que o cob e ol e a e as suas ca ac e ís icas ísicas iniciais
(maleabilidade);
 Cableamen o – p ocesso de o ção de di e sos condu o es com is a à
ob enção de um cabo com alma de secção supe io ;
 En olamen o – p ocesso que consis e no en olamen o em ce os cabos
(indus iais, média ensão, e c.), de bainhas e i as me álicas;
 Ex usão – p ocesso que consis e na u ilização de um ma e ial isolado
(PVC ou PEX, e c.), que po meio de p essão é aquecido e moldado de
o ma cilínd ica à ol a do condu o ;
21
 Re iculação – a e ecimen o (em câma a de água, apo ou azo o),
aseado de o ma a ga an i a homogeneidade do ma e ial, dando
iabilidade de uncionamen o ao cabo, ao ga an i ambém a
homogeneidade do isolamen o;
 T ans e ência – p ocesso de ans e ência de cabos (bobina -> linha e
linha-> bobina).
Na unidade de p odução de Ribei ão, pa a além dos p ocessos desc i os na unidade de
A cozelo, exis e o p ocesso de undição, de o ma a p oduzi in e namen e a alma “base”,
espondendo assim às lu uações do p eço de me cado do cob e e do alumínio, e às
necessidades de en abiliza esíduos de p odução e ma e ial com de ei o, e o p ocesso de
ab ico de pa es e conjun os de pa es:
 Fundição – em que a ma é ia-p ima (cob e ou alumínio), se unde a ce ca
de 1100º no caso do cob e e ce ca de 700º no alumínio, pa a p odução de
almas de 8 milíme os de diâme o;
 Fab ico de pa es e conjun os de pa es – o mando pa es de condu o es
de cob e, isolados, pa a comunicação de dados.
Ap esen am–se no anexo B os p ocessos de ab ico e e en es à p odução de cabos
elé icos e de elecomunicações.
De e e i que, em odos os p ocessos, a ene gia elé ica é essencial, pois é a a és do seu
o necimen o que se p oduz a ene gia mecânica su icien e pa a que os en olado es ecebam o
cabo, que as cableado as e e uem a o ação desejada, que as linhas de ex usão, possibili em
que o ma e ial isolado (PEX, PVC, e c.), seja undido num pa a uso “sem im”. A
eci culação de água pa a a e iculação ambém em como p incipal consumo de ene gia o
consumo e e en e à ene gia elé ica.
Na e ilagem ambém é essencial a ene gia elé ica pa a que o equipamen o “puxe” o
ma e ial condu o pa a a ma iz, e e uando o seu es i amen o no sen ido de de ini o
diâme o desejado.
Na undição, as necessidades de consumo de ene gia elé ica es ão dependen es do ipo
de o no, sendo de e e i que, no caso da unidade “Ribei ão” exis e um o no de indução
que, a a és da indução de Co en es de Foucaul aquece o ma e ial a é ao seu pon o de
usão.
3.1.1 – Audi o ia
A me odologia de desen ol imen o da audi o ia e e como base as in o mações o necidas
pela ADENE, nomeadamen e o documen o, “Checklis Audi o ia Ene gé ica” [16].
O ipo de audi o ia desen ol ido no âmbi o des e p oje o é do ipo “audi o ia comple o”,
de ido à complexidade da ins alação, em que o consumo de ene gia es á concen ado
essencialmen e nos p ocessos de ab ico, pelo que se exige uma comp eensão dos consumos
especí icos não só globais como dos di e sos se o es, e mesmo de equipamen os (dependendo
da in o mação disponí el), analisando balanços de massa e ene gia já desen ol idos. Analisou
– se ambém, a úl ima audi o ia e e uada às unidades indus iais do g upo, “Rela ó io de
Audi o ia Ene gé ica e Plano de Racionalização dos Consumos de Ene gia: Cabel e - Cabos
Tele ónicos” [15], assim como a análise de documen os de ges ão in e na da emp esa, ais
como “Rela ó ios TQM” [17] [18], disponibilizados pelos depa amen os de manu enção das
duas unidades ab is em análise.
28
Figu a 4.1-Layou Fab il "A cozelo" [20]
Rela i amen e à ede de média ensão, os pos os de ans o mação, PT1, PT2,PT3 e PT4 e
pos o de ecepção, encon am-se em anel echado, e os PT5 e PT6 es ão ligados em an ena,
ao anel desc i o, a a és da ligação en e o PT5 e o pos o de ecepção [20].
Figu a 4.2 - Rede MT "A cozelo" [20]
É possí el analisa a ede ap esen ada na igu a 4.2, a a és de di e sos con ado es
colocados, em cada saída dos PT’s, sendo iden i icados ce ca de 13 pon os de con agem. A
sua localização é e e enciada, a a és da nomencla u a da saída dos pos os de
ans o mação: PTx.x’, em que o x é o núme o do PT e o x’ ap esen a o núme o da saída.
Temos en ão:

29
 PT1 – Con ado es “PT1.1”, “PT1.2”;
 PT2 – Con ado es “PT2.1”, “PT2.2”;
 PT3 – Con ado es “PT3.1”, “PT3.2”, “PT3.3”, “PT3.4”, “PT3,5”;
 PT4 – Con ado es “PT4.1”, “PT4,2”;
 PT5 – Con ado es “PT5.1”, “PT5,2”;
 PT6 – Con ado “PT6.1”.
Os con ado es pe mi em ob e alguns alo es especí icos de consumo, assumindo a saída
PT3.3 como a saída que o nece ene gia elé ica à na e 5 e po an o, a con agem associada à
p odução de ib a ó ica, e as es an es saídas, as que dis ibuem ene gia elé ica pa a os
es an es ipos de p odução.
Pode po an o conclui -se da análise aos pon os de con agem que, pa a e ei os de lei u a
e análise dos dados, as ca gas conside adas são as Na es 5 (p odução de ib a ó ica), a a és
dos alo es de con agem localizados no “PT3.3” e a ca ga e e en e às Na es 1, 2, 3 e 4
( es an e p odução), a a és dos alo es de con agem dos es an es con ado es.
De ido à p odução de io elé ico em equipamen os p esen es na na e de cabo de
elecomunicações, não é possí el no p esen e caso, de e mina os consumos especí icos no
se o de elecomunicações e ene gia, pelo que não se e e ua á a di e enciação.
A igu a 4.3 ap esen a o quad o de ib a ó ica, sendo es e um se o analisado no polo de
“A cozelo”, de o ma independen e dos ou os se o es da áb ica.
Figu a 4.3 - Quad o de ib a ó ica [20]
Rela i amen e às ca gas do sis ema, os equipamen os associados a cada p ocesso de
ab íco são as seguin es:
 CB: Cableado a – equipamen o que e e ua o p ocesso de cableamen o de
um cabo;
 EP: Ex uso a – equipamen o que e e ua o p ocesso de ex usão;
 GC: G upo Cableado – equipamen o que e e ua o p ocesso de
cableamen o em á ios cabos;
 GT: G upo de T ans e ência – equipamen o que pe mi e en ola ou
desen ola cabo em en olado ou desen olado ;
30
 MP: G upo de Fo mação de Pa es de Fio de Telecomunicações,
cableamen o de cabos de elecomunicações po pa es;
 MQ: G upo de Fo mação de Quad as de Fio de Telecomunicações
cableamen o de cabos de elecomunicações po quad as;
 TR: T e ilado a, equipamen o que e e ua o p ocesso de e ilagem.
Tabela 4.1 - Equipamen os e e en es a cada ipo de p odução.
4.2 - Ribei ão
O Pólo Indus ial de Ribei ão, é uma in aes u u a elé ica mais mode na que o polo de
A cozelo, ap esen ando equipamen os que e e uam os mesmos p ocessos e ins alações
elé icas mais ecen es, e é de en o de uma ede de dis ibuição adap ada ao layou ab il,
com an agens em e mos de pe das das linhas e de o ganização de p ocessos, assim como a
implemen ação de um sis ema de con agem que pe mi e i a conclusões mais p ecisas ace ca
de consumos po p ocesso, po p odu o, sendo que o único passo que al a pa a
implemen ação de um sis ema de ges ão é a ligação em ede dos con ado es e a sua aquisição
de dados po meio de uma in ane ligada ao se ido .
Es a unidade ab il é compos a po 4 emp esas dis in as, al como já e e ido, em que é
possí el ob e com algum igo os consumos de cada uma, pe mi indo uma análise em
sepa ado (ao con á io do que é possí el e i ica no Pólo de A cozelo) de ido à meno
an iguidade das ins alações e meno es cons angimen os de layou ab il (cada emp esa
possui uma di isão cla a de equipamen os, con agem e ede de dis ibuição).
As emp esas em análise no polo “Ribei ão” são aquelas que desen ol em p ocessos de
p odução dos seguin es cabos:
 Cabelau o, cabo au omó el;
 UPR Alumínio, unidade de p odução “Ribei ão”, e e en e à p odução de
cabo BT e MT em alumínio;
P odução
Fib a Ó ica
(PT3.3)
Fio Tele ónico
(PT3 - PT3.3 - CB8 - EP27 + EP8)
Cabo Elé ico
(PT6/5/1/2.1/4 + CB8 + EP27 - EP8)
EP’s
11, 13, 18,
19, 21
7, 8, 9, 12, 17, 22
4, 5, 6, 10, 14, 15, 23, 25, 26, 27
CB’s
12, 19
2, 6, 11, 16
5, 8, 13, 14, 22, 24, 26, 27, 28, 29, 30
TR’s
-
-
3, 4, 5
GT’s
GC’s
GM’s
6
-
-
-
1, 2
-
B1, D, 3, 4, 7, 8, 10, 11, 12, 15, 16, 17,
19, 1, 2
6, 10, 11, 12
TM’s
MP’s
MQ’s
-
-
-
24
4, 5
2
-
-
-
31
 UPR Cob e, unidade de p odução “Ribei ão”, e e en e à p odução de
cabo BT e MT em cob e (não conside ando cob e lexí el pa a au omó el).
A igu a 4.4 ap esen a o diag ama da ede de dis ibuição do polo “Ribei ão”, e o sis ema
de moni o ização de consumos.
Nes e polo, os pon os de acesso à ede são dis in os, exis indo uma ligação às emp esas
“Cabel e BT” e “Cabelau o”,”UPR Alumínio” e “UPR Cob e”, ap esen ando uma ede
di e enciada, assim como a u ação de cus os em sepa ado.
De no a que, de ido ao ac o de que, nos con a os de o necimen o, a “Cabelau o/ UPR
Cob e” se e e en e ao pon o de consumo em que se pode de ini como CIE conside a – se
pa a e ei os de es udo de CIE, a unidade de “Ribei ão” como sendo “Cabelau o” e UPR
Alumínio.
Rela i amen e ao sis ema de moni o ização de consumos, é possí el analisa a unidade
ab il a a és de di e sos con ado es, nomeadamen e em cada saída dos PT’s, assim como nos
con ado es especí icos pa a a medição do consumo das ub icas “gas os ge ais”,
“iluminação”, “Se iços Adminis a i os” e “Cen al de A Comp imido”. Exis em ambém
con ado es pa ciais e e en es aos equipamen os: “LE04”, “TU01”, “TU05”, “Comp esso
Alumínio”, “TM04”, “Con o m”, assim como um con ado pa cial e e en e especi icamen e à
emp esa ”Cabel e Recycling” e à unidade de p odução “Alumínio”.
Tal como se pode e i ica na igu a 4.4, exis em ce ca de 17 pon os de con agem, sendo
iden i icados os consumos nos di e sos se o es pelas seguin es elações:
 Cableamen o: A1 – A2 – AC – LE04;
 Cabel e Me als ( o nos): A3 + R;
 T e ilagem: (B1+B2) – AL – TM04;
 Alumínio: AL + Con o m;
Figu a 4.4 - Diag ama da ede de dis ibuição de ene gia elé ica "pólo Ribei ão [21]
32
 Ex usão: C1 + LE04 – R – Con o m – TM04.
4.3 - Análise Ene gé ica dos Casos de Es udo
A análise ene gé ica de uma in aes u u a indus ial é a base pa a o desen ol imen o de
uma audi o ia ene gé ica, ao pe mi i iden i ica a o ma como a ene gia in e e e nos cus os
da emp esa, assim como ao pe mi i e i ica as al e ações ao longo do his ó ico dos
consumos em unção da p odução e emissões de CO2 pela a i idade das unidades indus iais.
É po an o e iden e que a análise de consumos especí icos, exige o conhecimen o da
p odução ab il, assim como dos consumos e i icados no his ó ico.
Ap esen am–se os consumos e p oduções do polo “Ribei ão” e de “A cozelo” em sepa ado
e, pa a os alo es de his ó ico de 2011 e 2012, e e em - se as p oduções mensais, nas igu as
4.5 e 4.6.
Na igu a 4.5, e e em - se os alo es de p odução e consumos mensais na unidade de
p odução de cabos “A cozelo”.
O eixo e ical à esque da ap esen a as g andezas de alo es elacionados com as
oneladas p oduzidas pela unidade p esen es nas colunas a cinzen o, e os alo es dos
consumos mensais ap esen ados pelo g á ico linea , ap esen am - se no eixo e ical à di ei a.
Figu a 4.5 - Tendência de Consumos globais e de P odução em "A cozelo" ( alo es mensais).
Pela linha de endência, é possí el e i ica que, na oco ência de uma diminuição de
p odução, exis e uma diminuição associada de consumo, como se ia de espe a (de ido à
meno u ilização de equipamen os, iluminação, bombas), po ém es a diminuição não
acompanha a e i icada na p odução.
Es a é uma endência que se e i ica nas unidades de p odução de cabos do g upo, de ido
ao ac o de exis i uma componen e de consumos que diminui em unção da p odução e ou a
que exis e de o ma cons an e, a que se pode denomina de componen e de consumo
“independen e”.
A componen e a iá el e i ica – se nos consumos associados a p ocessos ambém es es
a iá eis em unção da p odução, ais como axas de elocidades dos equipamen os,
u ilização de comp esso es, aquecimen o de esis ências.
A componen e “independen e” e i ica–se nos p ocessos que não dependem da p odução,
ou que a é podem oco e em maio núme o, quando a p odução diminui, al como o núme o
0
500
1 000
1 500
2 000
2 500
3 000
0
200000
400000
600000
800000
1000000
1200000
TON
Kwh
Linea (TON)
Linea (Kwh)
33
de a anques dos equipamen os. Os gas os ge ais da in aes u u a ambém ap esen am a
componen e de consumos
Exis em ambém p ocessos consumido es de ene gia, que podem ap esen a um consumo
ele an e e que êm um compo amen o in e so, consumindo mais, quando a p odução
diminui, al como o núme o de a anques dos equipamen os.
Pa a ag a a es a si uação, as unidades es udadas ap esen am equipamen os com
necessidades de biná io de a anque ele adas, de ido à ine cia dos componen es associados
ao o o dos mo o es, ais como cableado as de g ande massa, em que os g upos mo o es
des as o necem ene gia mecânica a en olado es com 12 a 13 oneladas, assim como di e sos
equipamen os em que o consumo é cons an e pa a di e sas axas de elocidade.
Pos o is o, é de espe a que, de ido à meno p odução associada às in aes u u as, os
consumos especí icos aumen em, demons ando que o endimen o das in aes u u as
depende do ní el de p odução des as.
Um dos obje i os des a ese é a minimização des a si uação, a a és da in odução de
polí icas de ges ão de ene gia, associadas à ges ão de p odução, que, en e ou as e en es,
man enha a axa de elocidade dos equipamen os nos alo es mais p óximos dos alo es mais
e icien es e i icados naquelas máquinas em que o consumo não a ia em unção da axa de
elocidade.
Pa a comp o a es e compo amen o en e duas a iá eis que se espe am habi ualmen e
que sejam dependen es, ap esen amos endência de p odução e consumo de ene gia elé ica
exis en es, na in aes u u a de “Ribei ão”.
Figu a 4.6 - Tendência de Consumo global e P odução no polo "Ribei ão" ( alo es mensais).
Pelas linhas de endência ob idas em Excel, pode e i ica –se a con inuação da endência
de des io en e a diminuição de consumo e da p odução da in aes u u a, ap esen ando um
meno des io de ido a uma meno diminuição de p odução.
Des a o ma comp o a–se, que:
a) O Consumo de ene gia elé ica diminui, quando a p odução diminui;
b) A diminuição oco e de o ma mais acen uada na a iá el “p odução” que na
a iá el “Consumo”;
-
500,00
1 000,00
1 500,00
2 000,00
2 500,00
0
200000
400000
600000
800000
1000000
1200000
1400000
P odução To al ( on)
Consumo To al (kWh)
Linea (P odução To al ( on))
Linea (Consumo To al (kWh))

34
c) Quan o mais ápida é a diminuição de p odução, maio é a di e ença en e a
a iação de consumo de ene gia e a p odução.
As componen es de consumos, dependen e e independen e da p odução, podem se
de e minadas a a és da análise da elação en e os consumos e as p oduções mensais.
Ao ap esen a as linhas de endência calculadas em “Excel”, ob em-se a equação des as,
iden i icando-se a a iá el “y, consumos mensais”, e a a iá el x, “p odu o ab icado”.
A equação da unção de endência i á ap esen a uma componen e dependen e de x
(dependen e da p odução ab icada) e a componen e não dependen e de x, “independen e da
p odução ab icada”.
Es a análise é e e uada pa a os alo es do his ó ico de inido e a linha de endência
conside ada é aquela que ap esen a um melho coe icien e , e ga an indo um alo pa a o
consumo posi i o, pa a uma p odução nula, ga an indo assim, a exis ência de uma unção
ealis a, de inindo a melho ap oximação.
Pa a que a análise não so a dis o ções ela i as a ques ões não elacionadas com os
consumos que num dado mês enha diminuído a e iciência ene gé ica das in aes u u as,
e i am–se os pon os “Consumo/P odução”, que ap esen em uma subida de consumos não
explicada, pa a uma p odução in e io à e i icada no mês an e io , assim como aqueles que
ap esen em uma descida de consumo, pa a uma p odução supe io à e i icada no mês
an e io .
Se no p imei o p essupos o pa a a não conside ação de alo es se oma em con a possí eis
a a ias ou p oduções com cus o ene gé ico supe io , no segundo caso, pa imos do p incípio
que pode e ha ido uma a iação não es u u al da elação Consumo/P odução, de ido a
manu enção de equipamen os mais cuidada, ou meno núme o de a a ias.
Pos o is o, pa a a unidade “A cozelo”, são e i ados os alo es do his ó ico, pa a e ei os
de análise ene gé ica em unção da p odução, os meses de Ma ço e No emb o de 2011, assim
como os meses de Junho e Julho de 2012, sendo ap esen ados na igu a 4.7.
Figu a 4.7 - Relação Consumo/P odução da in aes u u a "A cozelo"
A ap oximação e i icada pa a a unidade “A cozelo”, analisada pela unção ap esen ada,
demons a um consumo independen e da p odução, de 140056 kWh, e um consumo
dependen e, ap esen ado pela componen e dependen e de “X” da linha de endência.
140056P 41,534P 0766,0 2 oduçãooduçãoConsumo
,
(4.1)
0
200000
400000
600000
800000
1000000
1200000
0 500 1 000 1 500 2 000 2 500 3 000
kWh
on
Relação Consumo/P odução - Re i icada
Polinomial (Relação Consumo/P odução - Re i icada)
35
A equação 4.1, calculada em “Excel” a a és da elação en e alo es de consumo e
p odução nos meses em análise, ep esen a a compon en e de consumo di e amen e e
indi e amen e ligada à p odução.
São ap esen ados no anexo C, as análises do se o de Fib a Ó ica, Na e 5 da unidade
“A cozelo”, assim como os se o es de p odução exce o Fib a Ó ica.
Na igu a 4.8, é ap esen ada a análide consumo/p odução no polo “Ribei ão”
Figu a 4.8 - Relação Consumo/P odução, in aes u u a "Ribei ão"
Rela i amen e ao polo “Ribei ão”, os meses e i ados da análise são, Fe e ei o, Julho e
Ou ub o de 2011, assim como os meses de Fe e ei o, Junho, Julho e Ou ub o de 2012.
A ap oximação e i icada pa a a unidade “Ribei ão”, analisada pela unção ap esen ada,
demons a um consumo independen e da p odução, de 149589 kWh, e um consumo
dependen e, ap esen ado pela componen e dependen e de “X” da linha de endência.
Assim, a a és do mesmo cálculo e e uado pa a “A cozelo”, pe mi e-se es ima o
consumo dependen e e independen e da p odução, a a és da equação 4.2.
149589P 03,768P 1465,0 2 oduçãooduçãoConsumo
, (4.2)
São ap esen ados em Anexo, as análises do se o “Cabelau o”, “UPR Alumínio e UPR
Cob e”.
Es a análise jus i ica o a gumen o de que, nes e ipo de in aes u u as, exis e uma
componen e de consumos dependen e e independen e da quan idade de p odu o ab icado.
4.3.1 - Consumos Especí icos
Nes e pon o, p e ende–se ap esen a as in o mações ele an es do pon o de is a de
e iciência ene gé ica, e e indo os consumos especí icos globais e po se o , de cada unidade,
po o ma a e i ica o pon o de si uação da in aes u u a.
Os consumos especí icos pe mi em ob e a in o mação do consumo de ene gia em kWh po
quan idade p oduzida, em oneladas ou quilóme os, assim como a ap esen ação dos alo es
de consumo em oneladas equi alen es de pe óleo (TEP), pa a de e mina o impac o do
consumo de ene gia na a i idade da emp esa, a a és do a o TEP/VAB.
Os consumos especí icos são essenciais numa audi o ia, ao de ini o pon o de si uação,
mas ambém as me as de edução de consumos, pe mi indo que a a i idade ab il se o ne
sus en á el do pon o de is a inancei o, po o ma a p omo e a sua compe i i idade.
0
200000
400000
600000
800000
1000000
1200000
1400000
- 500,00 1 000,00 1 500,00 2 000,00 2 500,00
kWh
Ton
Relação Consumo/P odução - Re i icada
Polinomial (Relação Consumo/P odução - Re i icada)
36
Como é ób io, a diminuição dos consumos especí icos, desde que a ma iz ene gé ica se
man enha a mesma, pe mi e p omo e um melho ap o ei amen o de ecu sos, ambém do
pon o de is a ambien al.
Os alo es são e e en es ao his ó ico mensal, de 2011 a 2012.
Ap esen a-se seguidamen e, a compa ação mensal nos meses e e en es ao his ó ico, dos
cus os especí icos o ais, em “kWh/ on”, po o ma a iden i ica a ene gia consumida po
quan idade de p odu o ab icado, assim como o indicado €/ on, ap esen ando o peso da
ene gia na es u u a de cus os da emp esa.
Na igu a 4.9 ap esen a-se o his ó ico de kWh/ on na unidade de “A cozelo”.
Figu a 4.9 - Compa ação dos alo es kWh/ oneladas global em “A cozelo” [17].
Como se pode e i ica , exis e uma endência c escen e no consumo especí ico
“kWh/ on”, de ido à diminuição do endimen o da in aes u u a, causada pela meno
p odução des a.
Dos alo es e i icados pa a os consumos especí icos globais, no ano de 2012, apenas no
mês de No emb o e Dezemb o se e i ica uma melho ia ela i amen e ao mesmo mês do ano
an e io ; po ém como é ácil de e i ica , a a iação homóloga é de subida, sendo que os
alo es médios do cus o da ene gia p o kWh de 2011 e am de 47,90€/ on passando pa a 70,17
€/ on em 2012 ( igu a 4.10), e o consumo especí ico “kWh/ on” subiu de 433,48kWh/ on pa a
512,05 kWh/ on.
Figu a 4.10 - Compa ação dos alo es €/ onelada globais, em “A cozelo” [17]
0
100
200
300
400
500
600
700
800
1/jan
2/jan
3/jan
4/jan
5/jan
6/jan
7/jan
8/jan
9/jan
10/jan
11/jan
12/jan
kWh/ on
KWh/ on - 2011
KWh/ on - 2012
0
20
40
60
80
100
41275
41306
41334
41365
41395
41426
41456
41487
41518
41548
€/ on
€/ on - 2011
47,90121635
37
Es a análise pe mi e de e a a endência c escen e do peso do consumo ene gé ico, no
cus o de p odução e consequen e pe da de compe i i idade de ido a es e a o , comp o ando
a u ilidade de planos des e ipo, assim como pe mi indo ob e dados associados à
sazonalidade da p odução.
A endência c escen e no indicado “kWh/ on”, ambém se e i ica no cus o da ene gia
no ab ico do p odu o, €/ on, pois o cus o da ene gia es á di e amen e ligada ao seu
consumo, com a ag a an e da endência da pe da de alo da moeda (in lação), enca ece a
ene gia ano após ano.
Como se pode e i ica , exis e uma endência c escen e no consumo especí ico
“kWh/ on” e consequen emen e no cus o de ene gia, de ido à diminuição do endimen o da
es u u a p o ocada pela meno p odução da es u u a ab il.
Es a elação ambém pode se e i icada, a a és do impac o da meno p odução no ROG
da es u u a no sen ido de acomoda uma p odução in e io , pa a uma capacidade p odu i a
cons an e, e, sendo o ROG:
APPOTOROG 
, (4.3)
O ROG é calculado pelas seguin es componen es:
 TO, o empo ope acional, ou seja o empo em que o equipamen o oi
p odu i o, ap esen ando o calculo na o mula 4.4;
cionamen oTempode unoduzidassQuan idadecoCicloTeo iTO /P 
, (4.4)
 PO, a pe o mance ope acional, pe das po mudança de elocidade ( axa
nominal de elocidades);
 AP,a ap o ação de p odu os, calculado pela o mula 4.5;
doodu oAcaban o meodu oNãoCodoodu oAcabaAP P /)P (P 
, (4.5)
É ácil de p e e que, o empo ope acional diminuiu, de ido à meno quan idade
p oduzida, assim como as axas de elocidades dos equipamen os.
A queda do endimen o ope acional, associado a maio es núme os de a anques de
equipamen os com iné cia ele ada le ou a que o consumo especí ico po quan idade
p oduzida i esse es e compo amen o.
Comp o a-se es a elação, c uzando os dados de consumos especí icos com os alo es de
endimen o ope acional global das unidades, como se pode e i ica na igu a 4.11, a a és
da sime ia do compo amen o das a iá eis, e i icando que, quando a ROG diminui o
consumo especí ico “kWh/ on” aumen a, e ice– e sa.
44
E e uando o c uzamen o en e o cus o da a u a e a p odução de cabo au omó el em
quilóme os, ob êm – se o cus o ene gé ico po quan idade p oduzida, analisado na igu a
4.20.
Ve i ica – se uma subida exp essi a de Julho pa a Agos o de 2011, es abilizando o cus o
em alo es supe io es a 1€.
Rela i amen e aos indicado es e e en es à “UPR Cob e”, os consumos especí icos ( igu a
4.21), e i icam um aumen o gene alizado ao longo de odo o ano de 2012, al como o
e i icado nos ou os se o es do g upo.
Figu a 4.21 - Consumo po onelada, unidade de p odução "UPR Cob e" [18].
O g á ico ap esen ado na igu a 4.22, ap esen a a subida do cus o po onelada p oduzida,
e e en e ao consumo de ene gia elé ica na unidade “UPR Cob e”.
Figu a 4.22 – Cus o de ene gia po onelada, unidade de p odução "UPR Cob e" [18].
É impo an e e i ica que, no se o “UPR Alumínio”, os consumos especí icos ap esen am
um alo in e io em 2012, como mos a a igu a 4.23.
-
50,00
100,00
150,00
200,00
250,00
300,00
Consumo Especi ico "UPR Cob e"
kWh/ on - 2011
kWh/ on - 2012
- €
5,00 €
10,00 €
15,00 €
20,00 €
25,00 €
30,00 €
35,00 €
Cus o Especi ico "UPR Cob e"
€/ on - 2011
€/ on - 2012

45
Figu a 4.23 – Consumo de ene gia elé ica po onelada, na unidade de p odução de cabos de
alumínio [18].
O se o “UPR Alumínio”, é o único se o onde se e i ica de o ma es u u al uma
diminuição dos consumos especí icos du an e o ano de 2012, em que a di e ença do consumo
especí ico em Dezemb o de 2012 pa a o mesmo mês do ano an e io é de ce ca de 250
kWh/ on.
Es a si uação pode de e - se ao aumen o signi ica i o, do ROG da UPR alumínio, que
omen ou uma maio e iciência ene gé ica da ins alação.
Ap esen a – se a a iação do endimen o ope acional das unidades “UPR Cob e” e “UPR
Alumínio” no polo “Ribei ão”, na igu a 4.24.
Figu a 4.24 - Compa ação en e os Rendimen os Ope acionais nas UPR Cob e e UPR Alumínio
[24].
O aumen o da ROG, pode e – se de ido à deslocalização de equipamen o, e consequen e
aumen o da axa de elocidade e ocupação dos equipamen os que se man i e am, assim
como o aumen o da p odução na “UPR Aluminio”, al como se comp o a na igu a 4.25.
-
100,00
200,00
300,00
400,00
500,00
600,00
700,00
Consumo Especi ico "UPR Alumínio"
kWh/km - 2011
kWh/ on - 2012
44%
47%
69%
61%
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
2011
2012
Rendimen o Ope caional Global
Rendimen os Unidade A (%)
Rendimen o Unidade Cu
46
Figu a 4.25 - Demons ação do aumen o de p odução de alumínio [24].
Tudo is o, aliado à maio p odução de cabos de alumínio (4.25), jus i ica a melho ia da
e iciência ene gé ica do se o .
Figu a 4.26 - Cus o de ele icidade po onelada de cabo de alumínio [18].
Tal como se ia de espe a , a diminuição do consumo de ene gia o nou possí el a
diminuição do cus o des a ene gia po onelada p oduzida, como se e i ica na igu a 4.26.
Mesmo com o e ei o da subida dos p eços de ene gia, a descida do consumo especí ico oi
su icien emen e exp essi a pa a pe mi i uma meno a u a po onelada no inal de 2012,
ela i amen e ao mesmo pe íodo de 2011.
4.3.2 - Emissão Ca bónica e Pegada Ecológica associadas ao Casos de Es udo
Nes a secção, p e ende ap esen a -se as in o mações ele an es, do pon o de is a
ambien al, p ocu ando ca ac e iza a pegada ecológica de cada in aes u u a, a a és da
-
100,00
200,00
300,00
400,00
500,00
600,00
700,00
800,00
900,00
1 000,00
Toneladas P oduzidas "UPR
Alumínio"
oneladas mensais 2012
Toneladas mensais (2011)
- €
10,00 €
20,00 €
30,00 €
40,00 €
50,00 €
60,00 €
Cus o Especi ico "UPR Aluminio"
€/ on - 2011
€/ on - 2012
47
quan idade de CO2 emi ida pa a a a mos e a, po TEP de ene gia consumida, indicando o
ca a e poluido da ene gia que as unidades consomem.
Es e indicado é ele an e, pois pe mi e iden i ica o pon o de si uação ela i o às
emissões poluen es a a és do consumo de ene gia, da in aes u u a, assim como, o nece
dados ao PREn que possibili em a análise de ecomendações que, pa a além de eduzi em o
consumo, pe mi am a edução das emissões poluen es, ou que, mesmo man endo o ní el de
consumo, as eduzam, a a és de p odução in e na (p odução de ene gia o o ol aica,
biomassa, e c.).
Es es alo es são impo an es ambém pa a a de inição de me as de edução de emissões
poluen es, que pe mi am p omo e uma a i idade ab il sus en á el do pon o de is a
ambien al, al como indicado no enquad amen o ju ídico da disse ação e nos documen os
associados “Rela ó io de Audi o ia Ene gé ica e Plano de Racionalização dos Consumos de
Ene gia: Cabel e - Cabos Tele ónicos” [15], “Cu sos de U ilização Racional de Ene gia:
E iciência Ene gé ica na Indus ia.” [13], “Iden i icação e implemen ação de boas p á icas de
acionalização de ene gia na ITV – a expe iência do CITEVE” [14].
Os alo es são e e en es a 2012 e êm como pon o de pa ida os coe icien es de elação
TEP/kWh, al como de inido no Capi ulo 2, de 0,215 (Toneladas de pe óleo po kWh) e a
elação kgCO2e/kWh de 0,47 (kg de emissão de CO2 po kWh consumido), po o ma a pode
a alia - se o impac o do consumo de ene gia nas emissões de gases poluen es, e na
u ilização de combus í eis ósseis (Pe óleo).
4.3.2.1 A cozelo
Rela i amen e ao impac o da a i idade no polo “A cozelo”, é possí el e i ica a um o al
de 2055 TEP consumidos, emi indo 4492329.936 kg de CO2 pa a a mos e a.
Na igu a 4.27 ap esen a – se o consumo em TEP mensal e consequen e emissão de CO2.
Figu a 4.27 - Valo es de emissões de CO2 e de consumo de ene gia, em kgep, ao longo de
2012, polo “A cozelo”.
Ve i ica – se uma a enuação dos consumos e da emissão de CO2 pa a a a mos e a, du an e
o mês de Agos o, e i icando o impac o das in e upções labo al na a i idade.
A elação en e a emissão de CO2 e o consumo de TEP ao longo do ano de 2012, em como
endência, alo es em o no de 2000 kgCo2e po cada TEP consumido.
0
100000
200000
300000
400000
500000
600000
Emissões de CO2 e Consumo de
Pe oleo (kg)
kgCO2e Ene gía Elé ica
kgep (kWh)
48
Rela i amen e ao coe icien e de in ensidade ene gé ica, que mede a pegada ambien al
da a i idade, a igu a 4.28 ap esen a o pon o de si uação des a a iá el pa a o ano 2012 no
polo “A cozelo”, sendo que o alo médio do ano oi de ce ca de 0,161 kgep/VAB.
Figu a 4.28 - In ensidade Ene gé ica da A i idade, polo “A cozelo”.
4.3.2.2 Ribei ão
Rela i amen e ao impac o da a i idade no polo “Ribei ão”, e i ica - se um o al de 2466
TEP consumidos, emi indo 5390928,2 de kg de CO2 pa a a mos e a no ano de 2012.
Na igu a 4.29 ap esen a–se o consumo em TEP mensal e consequen e emissão de CO2
nesse ano.
Figu a 4.29 - Valo es de emissões de CO2 e de consumo de ene gia, em kgep, ao longo de
2012, polo “Ribei ão”.
Tal como na ins alação “A cozelo”, e i ica – se uma a enuação dos consumos e da
emissão de CO2 pa a a a mos e a, du an e o mês de Agos o, pelo impac o das é ias de e ão.
A elação en e a emissão de CO2 e o consumo de TEP ao longo do ano de 2012, si ua - se
em o no de 2180 kgCo2e po cada TEP consumido.
0
0,05
0,1
0,15
0,2
0,25
In ensidade Ene ge ica da
A i idade
kgep/VAB
-
100 000,00
200 000,00
300 000,00
400 000,00
500 000,00
600 000,00
Emissões de CO2 e Consumo de
Pe oleo (kg)
kgep
kgCO2e
49
Rela i amen e ao coe icien e de in ensidade ene gé ica, que mede a pegada ambien al
da a i idade, a igu a 4.30, ap esen a o pon o de si uação des a a iá el pa a o ano 2012,
sendo que o alo médio do ano oi de ce ca de 0,639 kgCO2e/VAB.
Figu a 4.30 - In ensidade Ene gé ica da A i idade, polo “Ribei ão”.
4.4 - Análise de Equipamen os
Po o ma a ap esen a a in o mação de consumos especí icos e e en es a equipamen os
a a és da análise de es es desen ol idos a inúme as máquinas.
Rela i amen e à análise de equipamen os com ele ado consumo, é impo an e e e i que
o g upo desen ol e es es pe iódicos, a di e so equipamen o, com o obje i o de conhece o
pe il de consumos pa a di e sos a igos p oduzidos e com axas de elocidade a iadas.
Es e ipo de es es, é uma das boas p á icas em unidades de ab ico de cabos.
Pa a desen ol e es es em equipamen os de p odução de cabos elé icos e de
elecomunicações, é impo an e desc imina o ipo de cabo que es á a se ab icado, pois
cada cabo em peso especí ico di e en e, secção di e en e, quan idade e o ma de isolamen o
di e en es, al e ando o biná io necessá io pa a o p ocesso e elocidades, al e ando assim os
consumos especí icos.
Es a análise é impo an e, no sen ido de de e mina , não só o pon o de si uação em
e mos de consumos especí icos globais, mas ambém o pon o de si uação ene gé ico em
de e minados equipamen os, po o ma a pode desen ol e ecomendações especí icas a
es es. Es es es es pe mi i am que, nes e abalho, se pudessem i a conclusões ace ca do
consumo especí ico des es a igos p oduzidos no equipamen o em análise, podendo
de e mina o consumo de ene gia po ipo de cabo p oduzido e de ini o consumo especí ico
de cada p ocesso e e en e ao equipamen o, pa a os cabos com o peso especí ico e secção
iguais aos es ados.
No Anexo D, ap esen a – se em de alhe a análise e e uada ao equipamen o.
A igu a 24 ap esen a os consumos especí icos po ipo de cabo associado a uma dada
máquina.
Como se pode e i ica , o equipamen o EP–23 é, segundo os es es, o equipamen o com
um consumo especí ico supe io , consumindo um alo de 510 kWh po quilóme o p oduzido.
0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
0,7
0,8
0,9
1
In ensidade Ene gé ica da
A i idade
kgep/VAB

50
Is o jus i ica–se com o ac o de, o equipamen o EP–23, que é conhecido como
”Ca ená ia”, e u iliza –se pa a e e ua a ex usão de cabos de MT ou AT, que necessi em de
e iculação em azo o de al a p essão.
Es e equipamen o em ou a pa icula idade, o ac o de possui 3 ex uso as em conjun o
e, uma elocidade de ab ico mui o baixa, pa a que o debi o do ma e ial isolado seja o
exigido.
O equipamen o com um consumo in e io , é a e ilado a TR5, com um consumo de 2,15
“kWh/km”.
Es a análise pe mi e iden i ica o cus o de ene gia nos a igos p oduzidos.
De seguida, ap esen amos alguns es es desen ol idos pelo g upo “Cabel e, S.A.” em
equipamen os no polo “Ribei ão” como obje i o de quan i ica os consumos especí icos de
equipamen os, pa a um dado ipo de cabo a p oduzi a uma dada elocidade, po o ma a
de e mina as elocidades ó imas dos equipamen os.
No es e e e uado no polo “Ribei ão”, são ap esen ados os esul ados pa a a gama de
elocidades de uncionamen o dos equipamen os, ao con á io do que sucedeu nos es es
desen ol idos em “A cozelo”, a uma elocidade cons an e.
Nes e caso o obje i o é ob e a elação en e elocidade dos equipamen os e consumo
especí ico, em ez da elação en e consumo especí ico e ipo de p odução.
Pa a al, e e ua am–se es es em di e sos equipamen os, com os ipos de a igos
no malmen e ab icados, e a iou – se a elocidade, medindo o consumo de ene gia nesse
momen o.
As Máquinas analisadas o am as seguin es [25]:
 CB07, Cableado a do se o “Cabelau o”, pa a cableamen o de cabo
au omó el;
 CB21, Cableado a do se o “Cabel e UPR Alumínio”, pa a Cableamen o de
cabo BT/MT;
 CB32, Cableado a do se o “Cabel e UPR Alumínio”, pa a Cableamen o de
cabo BT/MT;
 CB35, Cableado a do se o “Cabel e UPR Alumínio”, pa a Cableamen o de
cabo BT/MT;
510,47
47,83
46,07
16,16
15,76
5,17
4,07
3,90
3,66
2,39
2,15
-
200,00
400,00
600,00
kWh/km
EP23 (BMC19*150FS)
EP27 (LVAV 3*185+1*95 0,6/1kV DMA PT)
EP25 (XV 3*25 +2g16 0,6/1kV CR)
EP21 (H07V R-1*25)
CB30 (RH21 - OL 12/20 1*240KAL+H16VM)
CB26 (B anch1*35AL/22CU PT)
CB19 (FO Condu a 144G652D)
CB28 (XV3*25+2G16 0,6/1kV CR)
EP18 (TL 2,6/1,9)12SMFS LWP VD
TR5 (Fio CU Du o NU 2,85 mm)
Figu a 4.31 - Consumos especí icos de alguns equipamen os p esen es no pólo "A cozelo" [15].
51
 LE01, Linha de Ex usão do se o “Cabelau o”, pa a es usão de cabo
au omó el;
 LE05, Linha de Ex usão do se o “Cabelau o”, pa a es usão de cabo
au omó el;
 TM02, e ilado a mul i ila ;
 TU01, e ilado a uni ila ;
 TU02, e ilado a uni ila .
Rela i amen e aos es es desen ol idos em cableado as, medi am–se no momen o da
p odução de um a igo que ep esen e o a igo “ ipo”, como po exemplo, na CB07,
cableando 16 condu o es de cob e de 0,195 mm de espessu a, sendo es e o ipo de a igo
habi ualmen e p oduzido.
O es e oi desen ol ido, a iando a o ação da máquina de
0

, elocidade angula inicial
(assumindo como o epouso), a é
N

, elocidade nominal da máquina, medidos em o ações
po minu o, sendo que pos e io men e calcula a elocidade linea , conside ando um aio
médio de cabo na bobine.
A elação en e a elocidade angula , e a elocidade linea :
R

, (4.6)
Em que, a a iá el R é e e en e ao Raio da bobina que se es á a analisa , o V, a
elocidade linea (habi ualmen e em me os/segundo, po ém em alguns es es de iniu – se
ou as escalas mais adap adas à gama de alo es em análise).
A a iá el é e e en e à elocidade angula (medida em Radiano po segundo).
4.4.1 - CB07
Rela i amen e ao equipamen o CB07, es e si ua – se na na e de p odução de cabo pa a
au omó el, cableando 16 condu o es de cob e de 0,195 mm^2 de secção.
O es e oi desen ol ido, a iando a o ação da máquina de 0 a é 5000 o ações po
minu o, aumen ado 1000 RPM po cada medição, calculando a elocidade linea ,
conside ando um aio médio de cabo na bobine de 0,0268 me os.
Ap esen am-se na igu a 4.32, os esul ados ela i os ao consumo especí ico kWh/km de
cabo cableado nes e equipamen o, pa a a sua gama de o ações.
52
Figu a 4.32 - kWh/RPM e consumo especí ico po quilóme o de cabo p oduzido pa a a gama
de o ações, na Cableado a “CB-07”.
É possí el e i ica que, o consumo sobe semp e em unção das RPM da máquina.
Po ém, uma indicação impo an e des e es e, é a de que, a quan idade p oduzida
ambém aumen a com a elocidade da máquina e po an o, o pon o de uncionamen o ó imo
do pon o de is a da e iciência ene gé ica, si ua – se não nos alo es mais baixos de o ação
mas sim nas 3000 RPM, em que pa a uma elocidade angula de 314 Rad/s e uma elocidade
linea de 30,29 km/h, o consumo especí ico é de 0,38 kWh/km.
Assim, de e man e -se o equipamen o a es a elocidade, semp e que possí el.
4.4.2 - CB21
Nes e es e o equipamen o é a cableado a CB21, si uando - se na na e de p odução de
cabo BT e MT “UPR”, cableando condu o es de alumínio, pa a ab ica uma alma condu o a
com 240 mm^2 de secção, o mado po condu o es espi alados a 90º.
O es e oi desen ol ido, a iando a elocidade linea da máquina de 0 a é 20 me os po
minu o, aumen ando 5 me os po minu o em cada medição.
A igu a 4.33, ap esen a os esul ados ela i os ao consumo especí ico kWh/km de cabo
cableado nes e equipamen o, pa a a sua gama de elocidades.
Figu a 4.33 - kWh/m.m-1 e consumo especí ico po quilóme o de cabo p oduzido pa a a
gama de o ações, na Cableado a “CB-21”.
-
0,10
0,20
0,30
0,40
0,50
0,60
0,70
-
5,00
10,00
15,00
20,00
25,00
30,00
0
1000
2000
3000
4000
5000
kWh/km
kWh
RPM
Consumo / RPM
kWh/km
-
50,000
100,000
150,000
200,000
250,000
-
20,00
40,00
60,00
80,00
100,00
0
5
10
15
20
kWh/km
kWh
Me os / Minu o
Consumo / Velocidade
kWh/km
53
Tal como se ia de espe a , e i ica–se, que o consumo sobe semp e em unção da
elocidade da máquina.
O pon o de uncionamen o ó imo do pon o de is a da e iciência ene gé ica, si ua – se não
nos alo es mais baixos de elocidade mas sim nos 20 me os po minu o, de ido à maio
quan idade p oduzida.
Pa a um alo de 20 me os/minu o, o consumo especí ico é de 72,47 kWh/km.
Assim, de e man e -se o equipamen o à elocidade máxima semp e que o possí el.
4.4.3 - CB32
Nes e es e, o equipamen o é a cableado a CB32 e si uando - se na na e de p odução de
cabo BT e MT “UPR”, cableando condu o es de alumínio, pa a ab ica uma alma condu o a
pa a cado de 90mm^2 de secção.
O es e oi desen ol ido, a iando a elocidade linea da máquina de 0 a é 30 me os po
minu o, com 5 me os po minu o, a cada medição de consumo.
A igu a 4.34, ap esen a os esul ados ela i os ao consumo especí ico kWh/km de cabo
cableado no equipamen o CB21, pa a a sua gama de elocidades.
Figu a 4.34 - kWh/m.m-1e consumo especí ico po quilóme o de cabo p oduzido pa a a
gama de o ações, na Cableado a “CB-32”.
O compo amen o da elação “Consumo/Velocidade” é di e en e do e i icado nos
equipamen os CB07 e CB21, pois de ido à ele ada iné cia da CB32, es a consome mais a 5
me os po minu o, ce ca de 84 kWh, diminuindo à medida que a elocidade da máquina
aumen a, ob endo o melho alo à elocidade máxima, a 30 me os po minu o, com um
consumo de 76,46 kWh.
O pon o de uncionamen o ó imo do pon o de is a da e iciência ene gé ica, o melho
alo de kWh po quilóme o, si ua – se não nos alo es mais baixos de elocidade, mas sim
nos 30 me os po minu o, de ido à maio quan idade p oduzida e meno consumo.
Pa a um alo de 30 me os/minu o, o consumo especí ico é de 42,48 kWh/km.
De e – se man e o equipamen o a es a elocidade, semp e que possí el, ou pelo menos
não unciona a elocidades baixas (5 a 10 me os po minu o).
-
50,000
100,000
150,000
200,000
250,000
300,000
-
10,00
20,00
30,00
40,00
50,00
60,00
70,00
80,00
90,00
0
5
10
15
20
25
30
kWh/km
kWh
Me o po Minu o
Consumo / Velocidade
kWh/km
60

Capí ulo 5
Plano de Racionalização de Ene gia
Elé ica
5.1 - De inição do Plano
O PREn, em como obje i o ap esen a ecomendações iá eis, po o ma a pe mi i a
melho ia da e iciência ene gé ica nos 2 polos indus iais analisados, u ilizando pa a al, os
dados ob idos na audi o ia ealizada no capí ulo 3.
O plano compos o pelos seguin es aspe os:
 Recomendações;
 Análise de In es imen o;
 Ob enção das me as de edução de consumos e emissões de CO2;
 Plano de Implemen ação.
O desen ol imen o do plano de acionalização de ene gia u iliza o enquad amen o legal
p esen e no “Dec e o-Lei nº. 71/2008 de 15 de Ab il de 2008” [8], o qual, ao de ini o
“Sis ema de Ges ão dos Consumos In ensi os de Ene gia”, de ine ambém os “Planos de
Racionalização de Consumos de Ene gia” assim como a sua execução, sendo po an o um
documen o essencial pa a a elabo ação des e capí ulo.
A es u u a do plano de acionalização ambém e e em con a o úl imo PREn, ealizado
nas unidades ab is, “Rela ó io de Audi o ia Ene gé ica e Plano de Racionalização dos
Consumos de Ene gia: Cabel e - Cabos Tele ónicos, S.A.” [15].
As me odologias suge idas no plano ocam – se na melho ia da e iciência do p ocesso de
ab íco, a a és da subs i uição ou aquisição de equipamen os e na melho ia do sis ema de
moni o ização, al e ação de compo amen os e enegociação de con a o de o necimen o de
ene gia elé ica.
O PREn p opos o nes a disse ação, diz espei o à ene gia elé ica, e oca–se no caso de
es udo já ap esen ado, omando como pon o de pa ida a audi o ia comple a, desen ol ida
nas es u u as ab is de “Ribei ão” e “A cozelo”.
62
5.2 - Recomendações p opos as.
Es e pon o, em como obje i o ap esen a as medidas de edução de consumos e emissão
de CO2 analisadas, ap esen ando a análise écnica ealizada, comp o ando a sua
aplicabilidade.
A es a égia de ob enção de medidas, e e po base os seguin es p essupos os:
 Melho ía do sis ema de moni o ização de consumos;
 Melho ía da e iciência dos equipamen os (u ilização de mo o es e
sis emas de enagem e icien es);
 Concepção de o mas de ge ação in e na.
O p ocesso de escolha de me odologias oi baseado num p ocesso inicialmen e di e gen e,
e pos e io men e a a és de compa ação com ou as in aes u u as e boas p á icas,
nomeadamen e em ins alações com en olado /desen olado [27] [28], con e gindo nas
ecomendações ap esen adas.
As medidas são ap esen adas po o dem dec escen e de impac o na edução de consumos.
5.2.1 - Sis ema de Ges ão de Ene gia
A p esen e secção e e e–se à ins alação de um sis ema de ges ão de ene gia que, ao
possibili a a implemen ação da no ma ISO 50001 [29], pe mi e uma edução es imada, de 3%
nos consumos de ene gia elé ica, al como e e ido pelo “Cu so de E iciência Ene gé ica na
Indus ia”, ADENE [13].
Po ém, ace ao es udo desen ol ido nas unidades ab is, es ima–se, que seja possí el uma
ob enção de poupanças supe io es, de ido à possibilidade do sis ema de ges ão pode
con ola des ios nas axas de elocidade dos equipamen os, ou ou o ipo de anomalias.
O p essupos o de diminuição de consumos, endo em con a o po encial de edução, omou
como pon o de pa ida o mês mais p óximo da média mensal dos consumos especí icos,
e i icando a axa de elocidade e ocupação dos equipamen os nesse mês (Anexo X).
Es a medida ambém pe mi e po encia uma polí ica de es udo con ínuo da in a -
es u u a, de e minando o consumo de ene gia, po ipo de a igo e e i icando sazonalidades
nos consumos de ene gia.
Figu a 5.1 - Me a de edução de consumos (Al e na i a 2).
8,1%
7,6%
5,4%
4,5%
0,7%
0,0%
1,0%
2,0%
3,0%
4,0%
5,0%
6,0%
7,0%
8,0%
9,0%
Redução
Me as de Redução po se o
A cozelo (Fib a Ó ica)
A cozelo (P odução excep o F.O.)
Ribei ão (UPR Cob e)
Ribei ão (UPR Alumínio)
Ribei ão (Cabelau o)
63
Na igu a 5.1 é possí el e i ica as me as de edução espe adas, po se o , após a
ins alação do sis ema de ges ão, endo em con a o mês escolhido e que o seu es udo
pe mi i á ge i a axa de elocidade dos equipamen os e a axa de ocupação de o ma simila
no u u o.
Es a edução oi de inida, admi indo como me a o melho mês com consumo especí ico
in e io ao consumo especí ico médio (2011 a 2012) em cada se o , pois ap esen a alo es já
a ingidos e pe mi e conjuga a ins alação do sis ema com alo es de ROG, axa de elocidade,
a igos p oduzidos, nesse mês.
Uma in aes u u a de aquisição de dados, associada a uma polí ica de melho ia con inua,
é essencial pa a a análise em empo eal dos cus os especí icos ( e i icando sazonalidade de
consumos de cu o p azo), possibili ando conclusões ace ca de uncionamen o de mo o es,
compo amen o de ope ado es, impac o de manu enções e peso do consumo de ene gia po
ipo de cabos.
A medida ab ange os dois polos indus iais, sendo que no caso de “A cozelo”, o sis ema de
con agem e á de se melho ado.
Os pon os de con agem em A cozelo não se encon am localizados de o ma a e i ica os
consumos especí icos po p ocesso, nem de equipamen os em especí ico, sendo necessá ia a
aplicação de pon os de medição no os, con a iamen e ao que sucede em “Ribei ão”.
A implemen ação de um SGE (sis ema de ges ão de ene gia) é essencial pa a que o CIE
(consumido in ensi o de ene gia) possa plani ica com mais igo as melho ias a desen ol e
e con ola de o ma e icaz a u ilização dos equipamen os de consumo supe io , ao pe mi i a
análise em empo eal da ene gia. Es e sis ema pe mi e esponde a possí eis des ios nos
consumos especí icos e e en es a cada p ocesso e ipos de p odu o ab icados, o imizando a
ges ão dos equipamen os, com o obje i o de impedi o des io dos seus cus os ene gé icos.
Comp o a–se a aplicabilidade do sis ema de ges ão de ene gia, pelo ac o de pe mi i o
con olo, dos consumos especí icos e a axa de elocidades dos equipamen os.
Assim, es e sis ema mos a-se essencial pa a a análise em empo eal dos cus os
especí icos ( e i icando sazonalidade de consumos de cu o p azo), possibili ando conclusões
ace ca de uncionamen o de mo o es, compo amen o de ope ado es, impac o de
manu enções e peso do consumo de ene gia po ipo de cabos.
O sis ema de ges ão de ene gia de e á es a em con o midade com a no ma ISO 50001
[28], que exige que a o ganização enha de inida e documen ada a ab angência e os limi es
do seu sis ema (“Clausula 4.1”), assim como a esponsabilização da ges ão da emp esa em
complemen a idade com uma equipa de esponsá eis pela ges ão de ene gia.
Assim, desen ol e -se uma polí ica de melho ia con ínua, em que a ges ão de p odução e
a ges ão de ene gia se complemen em.
Em suma, o sis ema de ges ão de ene gia possibili a:
 Con ola em empo eal os consumos de di e sos se o es e alguns
equipamen os em especí icos;
 Ob e u u a in o mação sob e sazonalidade de consumos;
 Ob enção dos consumos especí icos po ipo de a igo;
 De inição de ciclos de p odução e elocidades das máquinas po ipo de
p odu o;
 E e ua con olo de pon a.
Assim, a no ma ISO 50001, [29] e e en e a sis emas de ges ão de ene gia é cump ida,
a a és da ob enção dos dados de p odução e consumos necessá ios, possibili ando a melho ia
64
con inua, a a és de polí icas de e iciência ene gé ica na ges ão de p odução, al como se
ap esen a na igu a 5.2.
Assim, es a medida não comp eende apenas a aplicação de uma in aes u u a, mas
ambém uma al e ação da polí ica de ges ão indus ial, de inindo colabo ado es com a
esponsabilidade especí ica de de e a anomalias e des ios na u ilização de ene gia e
desen ol e no as ecomendações.
Figu a 5.2 - Implemen ação da No ma ISO 50001 [29].
A medida de ine 5 placas de aquisição de dados, “slaye ’s” [30], a a és de p o ocolo
“P o ibus”, na unidade de “A cozelo”, assim como dois “mas e s”, que ecebem as
in o mações das placas de aquisição po po a RS485 e en iam a in o mação po po a RS232
pa a o sis ema in o má ico, e 26 con ado es de ene gia (a soma aos 13 já exis en es) e
ans o mado es de medição, e ainda cus os de mão-de-ob a e cablagem (3398 me os de
cabo de elecomunicações de 1 pa açado – Siemens 6XV18300EH10 [31]).
Ap esen a – se o o çamen o da medida no anexo F.2.
Figu a 5.3 - Con ado Leg and com po a RS.485.
Rela i amen e ao sis ema de ges ão na unidade “Ribei ão”, é necessá io apenas a
in eg ação do sis ema de 17 con ado es [32], com po a RS.485 ( igu a 5.3), pe mi indo
65
comunicação po “P o ibus”, a a és 5 placas de aquisição com po a RS.485, e um módulo
mas e , de aquisição RS.485 ligado à in a – es u u a in o má ica po po a RS232, assim
como a cablagem necessá ia.
5.2.2 - Subs i uição enagem po “Disco” po sis ema de enagem
egene a i a
Es a medida em po base a subs i uição do sis ema “disco de a ão”, p esen e nos
desen olado es do g upo, po um sis ema “g upo ge ado + a iado com modo enagem
egene a i a” [33].
Inicialmen e, aplica–se a 3 linhas de ex usão, po o ma a e i ica a sua iabilidade
écnica e económica.
Es as linhas são escolhidas, endo em con a a u ilização de desen olado es simila es,
assim como a p odução de cabos com ca ac e ís icas p óximas.
As linhas escolhidas pe encem ao polo de “A cozelo” e são, a sabe , a “EP-21”, “EP-25” e
“EP-27”, e o cabo conside ado é o “XV 3*25 +2g16 0,6/1kV” com uma bobine no desen olado
com aio do núcleo de 0,6 me os.
Nes e es udo, admi e – se como mo o que p ocede à ex usão, como sendo um mo o DC
de 258 kW, com e ige ação o çada e ele ado biná io (18400 Nm), po o ma a comp imi o
ma e ial plás ico.
A a és dos es es desen ol idos pelo PREn an e io [15], e i a–se a elocidade de
uncionamen o das linhas de ex usão, conside ando assim uma elocidade linea de 35
me os po minu o.
O obje i o é a aplicação de um sis ema de enagem egene a i a, aplicado em linhas de
ab íco que u ilizam en olado /desen olado , pe mi indo e i a pe das po ans e ência de
ene gia no p ocesso de a agem necessá io du an e o uncionamen o da linha, pa a aplica
ensão mecânica no cabo (ene gia mecânica->ene gia é mica), subs i uindo-as pelo p ocesso
de a agem mais e icien e (ene gia mecânica->ene gia elé ica) [27].
A enagem egene a i a é um sis ema em que, aplicando um ge ado no eixo de um
desen olado , se pe mi e ena o cabo, ge ando ene gia a a és do uncionamen o cons an e
de um ge ado assínc ono i ásico, associado a um a iado ligado ao a iado do mo o
p esen e no en olado pelo ba amen o DC.
Na igu a 5.4 ap esen a-se a bobine ins alada num desen olado .

66
Figu a 5.4 - Bobine de cabos, aplicada a um desen olado .
A igu a 5.5. ap esen a a si uação inicial de uma linha de ex usão, simila às
conside adas nes e es udo.
Rede BT
Figu a 5.5 – Diag ama de uma linha de ex usão.
Analisando o consumo o al do sis ema e i ica–se o consumo da linha de ex usão, no
mo o 1 e 2, conside ando os seguin es p essupos os de uncionamen o:
 Rendimen o do Mo o 1 (DC – Pn = 30kW; RPM nominal = 725): 88%
 Rendimen o do Mo o 2 (DC – Pn = 258kW; RPM nominal = 134): 82%
 Rendimen o dos Va iado es: 95%
 Fa o de Ca ga dos Mo o es: 0,9
Desen olado
En olado
Ex uso a
Mo o do
En olado
Mo o de
Cabeça
de
Ex usão
Disco de
F enagem
Va iado de
Velocidade
Va iado de
Velocidade
67
Figu a 5.6 – Mo o ípico ligado a cabeça de ex usão [34]
Ins alação de Ge ado no desen olado da linha de ex usão:
Ba amen o DC Ba amen o DC
Rede BT
En olado
Mo o do
En olado
Va iado de
Velocidade
Ex uso a
o
Mo o de
Cabeça de
Ex usão
Desen olado
Va iado de
Velocidade
Va iado de
Velocidade
Caixa de Velocidades
Ge ado
68
Figu a 5.7 – Diag ama dos componen es de uma linha de ex usão com enagem
egene a i a.
Analisando o consumo o al do sis ema e i ica–se o consumo da linha de ex usão, no
mo o 1 e mo o 2, conside ando os seguin es alo es de po ências nominais, a o de ca ga,
o ação nominal, endimen os dos equipamen os e a o de con e são “i” da caixa de
elocidades de ca e os:
 Rendimen o do Mo o 1 (DC – Pn = 30kW; RPM nominal = 725): 88%
 Rendimen o do Mo o 2 (DC – Pn = 258kW; RPM nominal = 134): 82%
 Rendimen o do Ge ado 1 (AC – Pn = 30kW; RPM nominal = 1000): 92,9%;
 Rendimen o dos Va iado es: 95%;
 Rendimen o da Caixa de Ca e os pa a u ilização in e sa (i=108): 66%;
 Fa o de Ca ga dos Mo o es: 0,9;
 Fa o de Ca ga do Ge ado 1:
 Al e na i a 1: 0,7;
 Al e na i a 2: 0,8;
 Al e na i a 3: 0,9;
5.2.3 - Al e ação da polí ica de subs i uição de mo o es, comp ando mo o es
com índice de e iciência IE3, em de imen o dos mo o es de e iciência IE2
A implemen ação da medida de subs i uição de mo o es (quando exis a necessidade de
subs i uição de mo o es), po mo o es com classe de endimen o IE3, pe mi e, aumen a o
endimen o da in aes u u a a a és de uma polí ica de melho ia con ínua do equipamen o
de con e são ene gia elé ica/ene gia mecânica.
Es e ipo de mo o es é u ilizado em aplicações de pequena po ência, ais como bombas e
comp esso es, po ém, es e ipo de sis emas em uma u ilização ampla.
Assim, a ins alação de mo o es com classe IE3, possibili a uma melho ia da e iciência dos
equipamen os, ampliando a polí ica de melho ia ao p óp io sis ema de manu enção [35].
É espe ada uma edução nos consumos especí icos e e en es a cada p ocesso e ipos de
p odu o ab icados, o imizando o endimen o dos equipamen os, com o obje i o de impedi o
des io dos seus cus os ene gé icos.
A medida comp eende a aplicação de uma no ma na subs i uição de mo o es que de ina
uma pe cen agem mínima de mo o es com classe IE3, admi indo que po ano se subs i uam 20
mo o es.
Admi e–se 3 al e na i as, endo em con a di e en es p essupos os de necessidade de
subs i uição de mo o es u ilizando IE3, da mais pessimis a à mais o imis a. A p imei a admi e
a subs i uição em 20% dos casos de mo o es com classe IE3, a segunda, a subs i uição de 60%
dos casos e na al e na i a mais o imis a, a subs i uição de 100% dos casos.
A medida ab ange os 2 polos indus iais.
Os p essupos os u ilizados pa a a compa ação de mo o es são os seguin es:
 Subs i uição de mo o es den o da gama de 1,1kW a 7,5kW de po ência;
 Fa o de Ca ga: 0,75;
 Mo o de 4 pólos e uncionamen o anual de 6000 ho as;
69
 Valo es de cus o e endimen o dos mo o es e e en es aos con idos na
base de dados da “Siemens” [34].
5.2.4 - Renegociação do Con a o de Fo necimen o de Ene gia Elé ica
Em 2012 e 2013, a ene gia elé ica es á con a ualizada com o o necedo “EDP”, sendo
que, o g upo “Cabel e, S.A.” p ocede anualmen e à boa p á ica de enegociação de con a o
[26].
Sendo assim, nes e pon o ap esen amos a edução máxima que pode exis i , analisando as
di e sas p opos as ecebidas pelo g upo, endo em con a que o cus o médio (conside ando a
média ponde ada dos consumos, po cada a i a), de 0,0612€ (componen e Ene gia).
Es a é a única componen e da a u a em que é possí el negocia com o o necedo po
o ma a ob e uma melho ia do cus o o al do kWh, pois as ou as componen es (Redes,
Po ência e c.), são de inidas pela ERSE.
No p ocesso de negociação oco ido em Maio de 2013 as p opos as o am os ap esen ados
na abela 3.3, e são aquelas que es ão conside adas nos p essupos os de p eço de kWh a
pa i de 2014.
As p opos as são ap esen adas na abela 5.1.
Tabela 5.1 – P opos as do cus o de ene gia, na componen e de ene gia a i a, analisadas pelo
depa amen o de manu enção do g upo [26]
5.2.5 - Ins alação de um sis ema de ge ação F-V em “A cozelo”.
No sen ido de pe mi i a ge ação de ene gia elé ica independen e do o necimen o,
suge e–se a aplicação de um sis ema de ge ação o o ol aica, especi icamen e em
“A cozelo”, ou nos dois polos.
Assim, é necessá io e i ica a disponibilidade de á ea pa a a ins alação do sis ema assim
como a a aliação do po êncial de ge ação de ene gia.
P opos as do €/kWh
po a í a
Ho as
Cheia
Ho as de
Pon a
Ho as Supe
Vazio
Ho as de
Vazio
P eço médio em unção
das ho as de consumo
Diminuição
Ibe d ola
0,0615
0,0662
0,0427
0,0518
0,0566
-7,51%
Endesa
0,0605
0,0659
0,0491
0,0547
0,0579
-5,45%
Galp
0,0653
0,702
0,0490
0,0565
0,0611
-0,26%
EDP
0,0641
0,663
0,0495
0,0497
0,0585
-4,45%
P eço A ual
0,0654
0,0680
0,0540
0,0545
0,0612
0%
76
Figu a 5.15 – Me as de Redução de Consumos.
Rela i amen e à edução de consumos a a és des a medida, pode e i ica –se na igu a
5.15, que, em odas as al e na i as exis e uma edução e e i a, e que, na al e na i a 2
(pe spe i a de implemen ação “cen al”), exis e uma edução, a é 2019 de 70485 kWh desde
2013.
Pode e i ica –se que es a medida pe mi e ob e uma melho ia supe io a cada ano, pois
odos os anos exis e uma melho ia con inua do equipamen o de con e são de ene gia elé ica
em ene gia mecânica.
5.3.4 - Renegociação do Con a o de Fo necimen o de Ene gia Elé ica
As p opos as de enegociação de con a o ob idas pelo g upo “Cabel e, S.A.” em Maio de
2013, es ão ap esen adas no pon o 3.5.2 [26], exis indo uma diminuição do p eço do kWh na
melho hipó ese de 7,51%.
Nes e sen ido, a p opos a mais compe i i a é a ela i a à emp esa “Ibe d ola” [26].
Pa a a de inição das al e na i as, admi e – se as seguin es [26]:
 Al e na i a 1: Escolha do o necedo de e e ência, “EDP”, com uma
edução de 4,45%;
 Al e na i a 2: Escolha da melho opção, “Ibe d ola”, com edução de
7,51%;
 Al e na i a 3: Escolha de melho opção, al como na al e na i e 2, po ém
admi indo uma diminuição do consumo de 2,62%, na ho a de pon a,
possibili ando uma diminuição media de 7,61% do cus o €/kWh.
A enegociação a e a a componen e “Ene gia” na a u a ene gé ica.
Apesa da enegociação se e e uada egula men e pelo g upo “Cabel e, S.A.”, pa a
e ei os de plano de acionalização os p essupos os de escolha o am desen ol idos nes e
es udo, assim como o seu impac o na diminuição de cus os [26].
20 950 000,00
20 960 000,00
20 970 000,00
20 980 000,00
20 990 000,00
21 000 000,00
21 010 000,00
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
kWh
Al e na i a 1
Al e na i a 2
Al e na i a 3

77
5.3.5 - Ins alação de um sis ema de ge ação F-V em “A cozelo”.
Na ins alação de um sis ema de ge ação o o ol aica, é necessá io e i ica a ge ação que
se consegue ob e na localização desejada, pa a pode analisa a edução da comp a de
ene gia, ou o po encial de ge ação da ene gia que se pode ende à ede.
Pa a es e in es imen o, compa a-se o p eço o al do kWh a u ado, e e i ica – se a é
quando é mais en á el ende ene gia à ede, elacionando o p eço de comp a e o p eço de
enda.
O alo de enda do kWh numa ge ação des e ipo depende do escalão de po ência ge ada
[37].
 Escalão I: po ência de ligação à ede de, a é 20 KW, com a í a egulada
de 0,151€/kWh;
 Escalão II: po ência de ligação à ede de, a é 100 KW, p eço kWh de inido
po leilão online;
 Escalão III: po ência de ligação à ede de, a é 250 KW, p eço kWh
de inido po leilão online Tomamos em con a o alo e i icado pa a o
€/kWh em Ab il de 2013: 0,15€.
Pa a a enda de ene gia à ede exis e uma es ição impo an e, o ac o do g upo
“Cabel e, S.A.” comp a ene gia elé ica em MT, exigindo a ins alação de um ans o mado
ele ado pa a a enda da ene gia ge ada pelo sis ema o o ol aico, à ede.
Segundo indicação do depa amen o de manu enção do g upo “Cabel e, S.A.”, a
ins alação de um ans o mado ele ado com po ência de 315 kVA em um cus o ap oximado
de ce ca de 5000€.
Pa a p ocede à decisão de in es imen o em uma ou duas in aes u u as des e ipo,
admi e–se 3 al e na i as de análise:
 Al e na i a 1: Ge ação de ene gia pa a enda, nos polos indus iais;
 Al e na i a 2: Ge ação de ene gia pa a enda, em Ribei ão;
 Al e na i a 3: Ge ação de ene gia pa a enda, em A cozelo.
O cálculo do indicado de deg adação dos painéis ao ano, em como base a ga an ia de
e iciência dos painéis sola es, de 80% da po ência nominal, ao im de 25 anos de u ilização
des es e de ine uma diminuição da ge ação de 0,8%/ano.
A igu a 5.16 ap esen a a p odução anual de ene gia es imada, a é 2019.
78
Figu a 5.16 – P odução de Ene gia Anual.
A medida não pe mi e a edução de consumos das in aes u u as, embo a pe mi a ob e
ganhos na ge ação des a.
No p imei o ano, os p o ei os dos in es imen os a ingem 60000€ na ins alação em
“A cozelo” e 58000€ Ribei ão, diminuindo ano após ano à medida que a e iciência dos painéis
diminui.
Figu a 5.17 - Rendimen o dos painéis ao longo do pe iodo de ida ú il.
Apesa da diminuição do endimen o dos painéis, e i icada na igu a 5.17, no inal do
plano, em 2019 a ge ação o o ol aica ainda pe mi i á um p o ei o de 56448€ em Ribei ão e
57600€ em A ccozelo.
-
100 000,0000
200 000,0000
300 000,0000
400 000,0000
500 000,0000
600 000,0000
700 000,0000
800 000,0000
900 000,0000
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
kWh
Ge ação (A cozelo)
Ge ação (A cozelo e Ribei ão)
Ge ação (Ribei ão)
0,00%
20,00%
40,00%
60,00%
80,00%
100,00%
120,00%
Rendimen o dos paineis
79
O p eço do kWh pa a enda em como base o alo des e pa a o escalão III em Ab il de
2013 (0,15€/kWh).
5.3.6 – Subs i uição de mo o es DC po mo o es AC
As unidades indus iais, u ilizam de o ma ampla, mo o es DC, de ido ao seu maio biná io
de u ilização.
Compa ando os ganhos de ene gia po ipo de mo o os, com os mo o es AC com biná io e
o ações equi alen es, e i ica–se, que, a é aos 55kW exis em ganhos inequí ocos de ene gia
po ano, na sua subs i uição.
A medida p e ê a subs i uição de mo o es DC po AC, na gama de alo es, en e 30 e 55
kW.
Admi em–se ês al e na i as, da mais pessimis a pa a a mais o imis a, sendo que a
p imei a admi a a subs i uição de 2 mo o es den o da gama, na segunda, a subs i uição de 4
mo o es na gama, mais o imis a, a subs i uição de 6 mo o es.
Os in es imen os oco em em 2013, 2014 e 2015.
A análise do ganho, e e em con a que, numa u ilização de 6000ho as po ano, com um
a o de ca ga de 0,75, e i ica-se a di e ença da po ência abso ida en e um mo o DC e um
mo o AC, pa a cada alo de po ência nominal.
Figu a 5.18 – Me as de Redução de Consumos.
Rela i amen e à edução de consumos a a és des a medida, pode e i ica –se na igu a
5.18, que, em odas as al e na i as exis e uma edução e e i a, e que, na al e na i a 2
(pe spe i a de implemen ação “cen al”), exis e uma edução, a é 2019 de 817890,26 kWh
desde 2013.
Pode e i ica –se que es a medida pe mi e ob e uma melho ia impo an e, com um
in es imen o baixo.
20 650 000,00
20 700 000,00
20 750 000,00
20 800 000,00
20 850 000,00
20 900 000,00
20 950 000,00
21 000 000,00
21 050 000,00
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
Al e na i a 1
Al e na i a 2
Al e na i a 3
80
5.3.7 - Redução de Consumos To al
Po o ma a ap esen a o impac o global do plano de acionalização nas unidades de
p odução de cabos, conside ando os C.I.E., no g upo “Cabel e S.A.” em Po ugal, e e uou–se
a análise da edução de consumos na implemen ação de odas as medidas.
A al e na i a 1 ap esen a o impac o das medidas e e en es às al e na i as pessimis as.
A al e na i a 2 ap esen a a poupança de consumos pa a o cená io cen al, e a al e na i a
3 ap esen a a edução de consumos espe ada pelo cená io conside ado o imis a.
Figu a 5.19 - Redução de Consumos To al.
A igu a 5.19 ap esen a o impac o de edução de consumos ao longo do pe íodo em
análise.
Ve i ica–se, na igu a 5.19, que, em qualque dos 3 cená ios, a edução de consumos se
oco e logo no p imei o ano de implemen ação (2014), em que mesmo no cená io conside ado
pessimis a, a edução é supe io a 850000 kWh.
Nos ou os cená ios, a diminuição é de ce ca de 1220000 kWh no p imei o ano, sendo que
di e em no ac o de, na al e na i a o imis a, exis i uma edução mais signi ica i a ao longo
dos anos seguin es.
No cená io pessimis a, a edução de consumos a pa i de 2015 não é signi ica i a, embo a
exis a uma edução dos 20153429,98 kWh em 2014, pa a os 20147835,87 kWh em 2019,
comp o ando o ca ac e es u u al das medidas, exis indo um impac o c escen e no longo
p azo.
No cená io cen al, ap esen ado na al e na i a 2, e i ica – se uma diminuição no p imei o
ano dos 21005927,80 kWh pa a os 19782143,55 kWh, comp o ando o impac o de cu o p azo,
e uma edução a é 2019 pa a os 19765361,23 kWh, e i icando – se o impac o no longo p azo.
O cená io o imis a ap esen a alo es ap oximados ao cená io cen al no cu o p azo
(2014), ao ap esen a uma edução de consumos pa a os 19705552,26 kWh, e uma edução de
longo p azo, pa a 19631338,07 kWh em 2019.
18 500 000,00
19 000 000,00
19 500 000,00
20 000 000,00
20 500 000,00
21 000 000,00
21 500 000,00
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
kWh
Al e na i a 1 (kWh)
Al e na i a 2 (kWh)
Al e na i a 3 (kWh)
Sem Medidas
81
Figu a 5.20 - Redução de consumos no inal do plano.
Em suma, espe a – se uma edução de consumos de 4,1% na hipó ese pessimis a, 5,9% no
cená io cen al e de 6,5% na hipó ese mais o imis a, em 2019 ela i amen e a 2013.
O impac o da diminuição de consumos oco e em odos os anos (não exis indo uma subida
de consumo em nenhum dos anos conside ados), pa a o caso de es udo.
Mesmo na oco ência da hipó ese mais pessimis a, espe a – se um impac o semp e posi i a
na e iciência da a i idade, al como se ap esen a na igu a 5.20.
Es a análise ap esen a os alo es de consumos que se ão u ilizados na análise de
in es imen o, ao e i ica a edução dos cus os ene gé icos, espe ando–se uma edução
impo an e, excluindo a in lação.
5.4 - Análise de In es imen o
Nes a secção, ap esen a–se a análise de in es imen o, e i icando a sua en abilidade em
e mos de axa de e o no, pe íodo de e o no e alo a ual do in es imen o, compa ando – o
com o cus o de opo unidade.
Nes e pon o, analisa–se pa a cada medida as al e na i as de inidas, al e na i a base
(al e na i a 2), al e na i a pessimis a (al e na i a 1), e al e na i a o imis a (al e na i a 3).
Assim, o impac o da edução de consumos pe mi e e i ica a edução de cus os ao
elaciona a edução do kWh com o cus o des e.
Tal como já e e ido, a enegociação do con a o de o necimen o de ene gia não em
impac o na edução de consumos, po ém pe mi e ganhos do pon o de is a inancei o a a és
da diminuição do alo de “€/kWh”, sem necessidade de in es imen o inicial.
5.4.1 - In es imen o Inicial
Pela análise económica desen ol ida no ichei o EXCEL, e os dados ap esen ados em
Anexo, pode conclui –se, que as medidas e ão os in es imen os p esen es na abela 5.3.
Al e na i a 1
(kWh); 4,1%
Al e na i a 2
(kWh); 5,9%
Al e na i a 3
(kWh); 6,5%
0,0%
1,0%
2,0%
3,0%
4,0%
5,0%
6,0%
7,0%
Redução

82
Tabela 5.3 - Valo es de In es imen o Espe ados no Plano.
Medida
In es imen o (Al e na i a 1)
In es imen o (Al e na i a 2)
In es imen o (Al e na i a 3)
Ge ação
Fo o ol aica
642 532,22 €
321 266,11 €
321 266,11 €
F enagem
Regene a i a
37950€
37950€
37950€
SGE
34 372,79 €
34 372,79 €
34 372,79 €
Subs i uição de
mo o es DC
25920 €
51840 €
77760 €
Polí ica de
Comp a de
Mo o es IE3
Ap oximadamen e 220 € / ano
Ap oximadamen e 670 € / ano
Ap oximadamen e1100€ / ano
Renegociação de
Con a o de
Fo necimen o de
Ene gia Elé ica
0
0
0
Ap esen a–se as medidas po o dem de alo do in es imen o mínimo necessá io,
e i icando o peso ele ado do in es imen o na ge ação o o ol aica.
Isoladamen e, a ins alação do sis ema de ge ação o o ol aica se ia de alguma o ma
di ícil de implemen a , po ém, no con ex o des e plano, é possí el e i ica que odas as
ou as medidas supõem um pe íodo de ecupe ação do in es imen o, in e io a 5 anos, e,
po an o, a abela 5.4, ap esen a a análise inancei a pa a a o alidade das medidas, sendo
es e um indicado in e essan e pa a e idencia a uma maio acilidade de execução do plano,
assim como de negociação de inanciamen o pa a o e ei o.
Tabela 5.4 - Indicado es de Análise do In es imen o.
Al e na i a
TIR
VAL
PRI
1
14,2 %
744 789,94 €
3 Anos e 6 Meses
2
74,7 %
3 460 743,83 €
2 Anos e 3 Meses
3
71,3 %
3 540 955,67 €
2 Anos e 3 Meses
Pode e i ica – se, que o pe íodo de ecupe ação do in es imen o, é no máximo de 3 anos
e 5 meses, cump indo com a me a desejada dos 5 anos, mesmo u ilizando p essupos os
conse ado es.
Rela i amen e às al e na i as mais o imis as, e i ica–se um pe íodo de e o no do
in es imen o de 2 anos e 3 meses, conside ando–se den o do espe ado pela emp esa.
A axa in e na de en abilidade (TIR), é semp e supe io ao alo habi ual de cus o de
opo unidade de 10% e o alo a ual líquido do in es imen o, é sem dú ida posi i o.
83
5.4.2 - Análise Compa a i a
Também pela análise económica desen ol ida no ichei o EXCEL e nos quad os em Anexo,
se pode e i ica , a axa de en abilidade do in es imen o, assim como o alo a ual líquido
des e e o pe íodo de ecupe ação do in es imen o po medida.
Conside a–se pa a e ei o de cálculo o pe íodo de in es imen o, 6 anos pa a além do ano
do in es imen o, e in lação de 2% [19].
O Anexo J ap esen a a análise compa a i a, po cada medida.
De salien a que, a medida de subs i uição de mo o es possui um PRI de 4 anos, po ém um
TIR e um VAL nega i os, de ido ao ele ado in es imen o inicial.
Pode conside a -se po an o uma medida de longo p azo que pode não se en á el de
momen o pa a o g upo.
E e uou–se o calculo dos p o ei os, a a és do cus o do “€/kWh” (componen e Ene gia no
p imei o ano de implemen ação, e a pa i de 2014 conside ando – se a edução do kWh
ambém na componen e “Redes”.
Ap esen ando ao po meno a análise económica do in es imen o, pode ga an i – se, que a
as medidas da al e na i a conse ado a êm semp e alo es de TIR, PRI e VAL in e io es aos
alo es cen ais, e que a al e na i a mais o imis as, ap esen a os alo es semp e in e io es
(melho es).
Pode e i ica -se que, na hipó ese cen al, as medidas conside adas êm alo es de TIR
supe io es a 10% (cus o de opo unidade), assim como um VAL inequi ocamen e posi i o e um
PRI in e io a 5 anos (exce uando a ge ação o o ol aica).
Figu a 5.21 – Ap esen ação do impac o de edução de cus os.
A igu a 5.21 ap esen a o impac o na a u a ene gé ica do plano de acionalização de
consumos de ene gia elé ica, demons ando que a diminuição da a u a oco e em odo o
pe íodo e e en e à análise.
- €
500 000,00 €
1 000 000,00 €
1 500 000,00 €
2 000 000,00 €
2 500 000,00 €
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
€
Al e na i a 1 (€)
Al e na i a 2 (€)
Al e na i a 3 (€)
Sem Medidas
84
5.5 - Redução de Emissão de CO2
Nes a secção, ap esen a–se a edução da emissão de CO2, e i icando o impac o no
coe icien e de In ensidade Ca bónica das in aes u u as do plano.
É impo an e e e i a especi icidade de duas das ecomendações, a ins alação de um
sis ema de ge ação de ene gia elé ica a a és de abso ção o o ol aica, e a enegociação de
con a o de o necimen o de ene gia elé ica.
A enegociação do con a o de o necimen o de ene gia elé ica, não êm impac o na
edução de consumos, e po an o, não a e a a emissão de CO2 pois não exis e uma
acionalização eal da u ilização da ene gia.
Na ins alação de painéis o o ol aicos, a ele ância ecológica des a medida, pa ece se
g ande, pois pe mi e al e a a In ensidade Ene gé ica das ins alações ao pe mi i que, a
ene gia ge ada seja endida a um p eço ele ado (0,15 €/kWh), embo a possua uma edução
elé ica de alo nulo, de ido à independência da ge ação o o ol aica, do consumo das
unidades ab is.
É possí el e i ica que, no inal do plano, a diminuição da pegada ecológica é e iden e,
a a és da diminuição (mínima), a é 2019, de 4,1% do consumo de ene gia elé ica.
De ido a is o, e conside ando que a elação en e a ene gia elé ica medida em kWh e em
KGEP é de 0,215, a diminuição equi alen e de pe óleo é de 4,1% dos quilog amas de pe óleo
inicialmen e consumidos em 2012.
Conside ando a elação en e o consumo de ene gia elé ica e as emissões ca bónicas, de
0,47, a diminuição das emissões de gases ambém a inge os 4,1% na hipó ese mais
conse ado a.
Rela i amen e à in ensidade ca bónica da a i idade, o g á ico 5.22, ap esen a a edução
nos 2 CIE’s ao longo do plano.
Figu a 5.22 - Redução da In ensidade Ca bónica da A i idade.
Conside ando o alo ac escen ado b u o o al dos 2 CIE’s, (“A cozelo” e “Ribei ão”),
pa a o ano de 2012 (úl imos dados disponí eis), o alo de e e ência pa a os anos seguin es,
e i ica–se uma diminuição de 0,593 pa a 0,569 na hipó ese mais pessimis a.
0,540
0,550
0,560
0,570
0,580
0,590
0,600
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
Al e na i a 1 (kGEP/VAB)
Al e na i a 2 (kGEP/VAB)
Al e na i a 3 (kGEP/VAB)
Sem Medidas
85
5.6 - Plano de Implemen ação
No sen ido de pe mi i a implemen ação do plano, conside a–se como o ano de 2013, o
ano de início de implemen ação.
Não se conside a ganhos em e mos de edução no ano de 2013 de ido ao ac o da
implemen ação do plano não es a inalizada.
Ap esen a – se na igu a 5.23 o diag ama de implemen ação do plano de acionalização,
ap esen ando a da a de início e o empo de implemen ação de cada uma das medidas, pa a
que no inal de 2013 odas possam con ibui pa a o es o ço de acionalização.
Como se pode e i ica , a medida c í ica de implemen ação se á o sis ema de ges ão de
ene gia, de ido à necessidade de ins alação de di e sos pon os, cablagem e p epa ação da
base de dados pa a a no a in aes u u a, po ém, a Cabel e dispões de ecu sos a a és do
seu depa amen o de manu enção ou con ac os com emp esas ex e nas po o ma a pe mi i
uma ápida implemen ação.
Pos o is o, na a aliação do in es imen o des a medida, êm – se em conside ação o cus o
de mão-de-ob a de implemen ação.
Figu a 5.23 - Da as de Implemen ação das Medidas.
A enegociação do con a o de o necimen o de ene gia elé ica e i ica-se anualmen e
no mês de Maio al como já oi desc i o, e po an o o seu impac o e i ica – se um mês
depois.
A implemen ação des a medida oco e po an o, anualmen e.
Rela i amen e à al e ação da polí ica de subs i uição de mo o es IE2 po IE3, ap esen a –
se como uma medida dependen e das necessidades de aquisição de mo o es, pelo que, após a
de inição de uma pe cen agem de mo o es IE3 a se em comp ados, a medida em ca ác e
pe manen e, consis indo num “polí ica” de comp a de equipamen o.
Renegociação de
Con a o de
Fo necimen o de
Ene gia Elé ica
Julho de 2013 Implemen ação
Anual
Al e ação da Polí ica
de Subs i uição de
Mo o es IE2 po IE3
Julho de 2013
Implemen ação
em Regime
Pe manen e
Sis ema de Ges ão de
Ene gia Julho de 2013 5 Meses
Ge ação Fo o ol aica Se emb o de
2013 2 Meses
Sis ema de F enagem
Regene a í a
Ou ub o de
2013 1 Mês
Subs i uição de
mo o es DC
Se emb o de
2013 3 Meses

Anexos
Anexo A – Me odologias do PREn e Audi o ias
Anexo A.1 - "Checklis Audi o ia Ene gé ica", ADENE
2
Anexo A.2 - "Checklis Plano de Racionalização", ADENE
Anexo B – P ocessos de Fab ico de Cabos de Ene gia e
Telecomunicações
Anexo B.1 - Diag amas de P ocessos em Unidades de P odução de Cabos
Elé icos e de Telecomunicações
4
Anexo C – Análise Consumo / P odução
Anexo C.1 – Análise Consumo / P odução, “Se o Fib a Ó ica”
Anexo C.2 – Análise Consumo / P odução, “Se o Unidade de P odução
A cozelo, exce o Fib a Ó ica”
Anexo C.3 – Análise Consumo / P odução, “Se o Cabelau o”
y = 23,859x + 7 408,162
R² = 0,758
0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
0 200 400 600 800
kWh
km
F.O. Com possí el análise
e i ando meses com
ensaios F.O.
Linea (F.O. Com possí el
análise e i ando meses com
ensaios F.O.)
y = 244,278x + 298 177,882
R² = 0,832
0
200000
400000
600000
800000
1000000
1200000
0 500 1000 1500 2000 2500 3000
kWh
on
Ene gia/P odução excep o F.O.
Ene gia/P odução
excep o F.O.
y = 7,6453x + 79449
R² = 0,7141
0
100000
200000
300000
400000
500000
600000
700000
0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 70000
Análise de
alo es sem
des io de 10% …
Anexo C.4 – Análise Consumo / P odução, “Se o UPR Cob e”
Anexo C.5 – Análise Consumo / P odução, “Se o UPR Alumínio”
y = 503,344x + 28 069,985
R² = 0,835
-
100 000,00
200 000,00
300 000,00
400 000,00
500 000,00
0 200 400 600 800
kWh
on
UPR Cob e
Linea (UPR Cob e)
y = 198,44x + 48549
R² = 0,8217
0
50000
100000
150000
200000
250000
0 200 400 600 800 1000
kWh
on
UPR
Alumí…

6
Anexo D – Equipamen os
Anexo D.1 – Tes es em equipamen os, polo “A cozelo”.
Equipamen o
Velocidade
(m/min)
Tempo
(ho as)
Peso
especí ico
(kg/m)
P odução
(kg)
Ene gia
(kWh)
Kgep
/ on
€
/ on
Secção
( )
kWh/km
EP23 (BMC19*150FS)
6,75
0,92
0,383
142,19
190,20
287,60
107,58
150,00
CB19
(FO Condu a 144G652D)
20
3,50
0,235
831,90
17,11
4,42
1,65
-
4,07
CB25
(XS4*10mm)
34
0,87
0,415
733,72
4,41
1,29
0,48
4x10
2,48
CB26
(B anch1*35AL/22CU PT)
11,5
1,47
0,387
225,23
5,24
5,00
1,87
35
5,17
CB28
(XV3*25+2G16 0,6/1kV
CR)
33
0,77
1,407
1142,48
5,94
1,12
0,42
3*25+2*16
3,90
CB30
(RH21 - OL 12/20
1*240KAL+H16VM)
5
0,77
1,998
463,54
3,64
1,69
0,63
240
15,76
GC1
(SUB 10 Pa es TLE 0,4 CT)
115
1,50
0,027
283,50
22,29
16,91
6,32
20*0,31
2,15
TR5
(Fio CU Du o NU 2,85
mm)
795
0,78
0,057
966,35
88,94
19,79
7,40
2,24
2,39
EP18 (TL 2,6/1,9)12SMFS
LWP VD
80,84
6,75
0,006
196,44
119,79
131,10
49,04
-
3,66
EP21 (H07V R-1*25)
35
0,88
0,660
1223,64
29,87
5,25
1,96
25
16,16
EP25 (XV 3*25 +2g16
0,6/1kV CR)
33
1,00
1,407
2 785,86
91,21
7,04
2,63
3*25+2*16
46,07
EP27 (LVAV 3*185+1*95
0,6/1kV DMA PT)
28
0,43
1,895
1 379,56
34,55
5,38
2,01
3*185+95
47,83
Anexo E – Con a o de Fo necimen o de Ene gia Elé ica no
g upo “Cabel e, S.A.”
O con a o de o necimen o é compos o uma a i a e a-ho á ia.
 Pe íodo de Supe Vazio: comp eendida en e as 2h e as 6h da manhã,
sendo a mais ba a a, de ido ao meno consumo de ene gia elé ica no
país, du an e esse pe íodo, com um p eço de 0,054€/kWh na
componen e de a u a “Ene gia A i a”;
 Pe íodo de Vazio: di idida po 2 pe íodos, das 0h e as 2h e, das 6h às 7h,
ap esen ando o segundo pe íodo mais ba a o de u ilização, de ido ao
consumo de ene gia eduzido (embo a não ão eduzido como no pe íodo
da Ta i a de Supe Vazio), com um p eço na a u a de 0,0545€/kWh na
componen e de a u a “Ene gia A i a”;
 Pe íodo de Cheia: ap esen a a o p eço da a i a e e en e à maio pa e
do dia, endo pe íodos dis in os du an e o e ão e o in e no, de ido ao
impac o da sazonalidade e às condições clima é icas:
 Pe íodo de Ve ão: 7h às 9h15 e 12h15 às 24h;
 Pe íodo de In e no: 7h às 9h30, das 12h às 18h30 e das 21h às
24h.
Ap esen a o segundo pe íodo da a i a mais ca o, de ido à p ocu a supe io de ene gia po
pa e dos u ilizado es, com um p eço de ene gia a i a de 0,0654€/kWh
 Pe íodo de Pon a: ap esen a o pe íodo mais ca o po causa do ele ado
consumo que exis e a es as ho as do dia, de ido a um conjun o de a o es
(iluminação, aquecimen o de á eas e alimen os), podendo – se e e i
pe íodo de e ão e de in e no:
 Pe íodo de Ve ão: 9h15 às 12h15;
 Pe íodo de In e no: das 9h30 às 12h e das 18h30 às 21h.
É desejá el que, du an e es e pe íodo a a i idade indus ial não oco a de o ma
signi ica i a.
O p eço de ene gia a i a nes e pe íodo é de 0,68€/kWh.
A componen e de acesso às “Redes Ene gia A i a”, ap esen a os seguin es alo es
egulados pa a os 4 pe íodos:
 Pe iodo de “Vazio”, 0,015€/kWh;
 Pe iodo de “Supe Vazio”, 0,0144€/kWh;
 Pe iodo de “Pon a”, 0,0268€/kWh;
 Pe iodo de “Cheia”, 0,0236€/kWh.
Es as são as componen es do cus o de ene gia que a iam di e amen e com o consumo,
jun amen e com o cus o do “Impos o sob e o Consumo de Ele icidade”.
A componen e “Ene gia Rea i a” e “Fo necimen o em Vazio”, êm um peso ma ginal,
assim como “Con ibuição Audio isual”.
8
A componen e “Redes Po ência”, em como p eço uni á io €/kWh*mês pa a a po ência
con a ada, de 1,4270 e de 8,7520 €/kWh*mês, pa a a po ência média em ho a de pon a, e
é de inido pela ERSE.
Anexo F – P oje o de Sis ema de Ges ão de Ene gia
Anexo F.1 – Possibilidades de aquisição de Dados
 Consumos no se o da p odução de ib a ó ica:
 Consumos o ais ela i os ao p ocesso de Cableamen o;
 Consumos o ais ela i os ao p ocesso de Ex usão;
 Consumos especí icos do equipamen o CB – 12;
 Consumos especí icos do equipamen o CB – 19;
 Consumos especí icos do equipamen o EP – 11;
 Consumos no se o de p odução de io ele ónico:
 Consumos o ais do p ocesso de Cableamen o;
 Consumos o ais ela i os ao p ocesso de Ex usão;
 Consumos especí icos do equipamen o CB – 11;
 Consumos especí icos do equipamen o GC – 1;
 Consumos especí icos do equipamen o GC – 2;
 Consumos especí icos do equipamen o EP – 27;
 Consumos especí icos do equipamen o EP – 22;
 Consumos especí icos do equipamen o EP – 17;
 Consumos especí icos do equipamen o EP – 12;
 Consumos especí icos do equipamen o EP - 9;
 Consumo especí ico do equipamen o EP – 7;
 Consumos no se o de p odução de io elé ico:
 Consumos o ais do p ocesso de T e ilagem;
 Consumos o ais do p ocesso de Cableamen o;
 Consumos o ais do p ocesso de Ex usão;
 Consumos especí icos do equipamen o “Ven ilado es”;
 Consumos especí icos do equipamen o CB – 28;
 Consumos especí icos do equipamen o CB – 25;
 Consumos especí icos do equipamen o CB – 24;
 Consumos especí icos do equipamen o CB – 14;
 Consumos especí icos do equipamen o CB – 8;
 Consumos especí icos do equipamen o CB - 5;
 Consumos especí icos do equipamen o EP – 26;
 Consumos especí icos do equipamen o EP – 25;
 Consumos especí icos do equipamen o EP – 23;
 Consumos especí icos do equipamen o EP – 15;
 Consumos especí icos do equipamen o EP – 8;
 Consumos especí icos do equipamen o EP – 5;
 Consumos especí icos do equipamen o TR -5;
Anexo F.2 – O çamen o da Medida
Equipamen o
P eço
Unidades
Sub o al
26 T ans o mado es de In ensidade Leg and 4699
114,94 €
26
2 988,44 €
26 Con ado es com po a RS.485 Leg and 004684
582,87 €
26
15 154,62 €
Cabo Siemens - 6XV18300EH10 (A cozelo)
2,27 €
3638
8 258,26 €
Bosch Bus couple PROFIBUS-DP/V1 - 8/4 (A cozelo)
318,00 €
10
3 180,00 €
Cabo Siemens - 6XV18300EH10 (Ribei ão)
2,27 €
2000
4 540,00 €
Se e IP RS232 / RS422 RS485 4 - Po as
350,49 €
3
1 051,47 €
Cabo de 9 pinos
6,00 €
200
1 200,00 €
Mão de Ob a (A cozelo)
20,00 €
300
6 000,00 €
Mao de Ob a (Ribei ão)
20,00 €
100
2 000,00 €
TOTAL
44 372,79 €
Incen i o (ARCE)
34372,79€
Anexo F.3 – Análise de In es imen o
Redução
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
Al e na i a
1 (kWh)
21 005 927,80
20 375 749,97
20 375 749,97
20 375 749,97
20 375 749,97
20 375 749,97
20 375 749,97
Al e na i a
2 (kWh)
21 005 927,80
20 081 054,83
20 081 054,83
20 081 054,83
20 081 054,83
20 081 054,83
20 081 054,83
Al e na i a
3 (kWh)
21 005 927,80
20 081 054,83
20 071 806,10
20 062 557,37
20 053 308,64
20 044 059,91
20 034 811,18
In lação
(EDP -
In lação de
Longo
P azo)
2,00%
2,00%
2,00%
2,00%
2,00%
2,00%
2,00%
Valo
€/kWh
0,093662485
0,095535735
0,097485444
0,099474943
0,101505044
0,103576575
0,105690383
P o ei os
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
Al e na i a
1 (€)
- 34 372,79 €
60 204,50 €
61 433,17 €
62 686,90 €
63 966,23 €
65 271,66 €
66 603,74 €
Al e na i a
2 (€)
- 34 372,79 €
88 358,42 €
90 161,65 €
92 001,69 €
93 879,27 €
95 795,17 €
97 750,18 €
14

16
18

20
Anexo G – Subs i uição de mo o es de no ma IE2 po mo o es de
no ma IE3.
Anexo G.1 – Analise compa a i a de mo o es
Anexo G.2 - In es imen o anual em mo o es IE3
In es imen o em Mo o es IE3 (di e ença pa a o in es imen o em Mo o es IE2)
Ano
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
Al e na i a 1 (€)
1 331,63 €
1 358,26 €
1 385,42 €
1 413,13 €
1 441,39 €
1 470,22 €
Al e na i a 2 (€)
3 994,88 €
4 074,77 €
4 156,27 €
4 239,39 €
4 324,18 €
4 410,66 €
Al e na i a 3 (€)
6 658,13 €
6 791,29 €
6 927,11 €
7 065,66 €
7 206,97 €
7 351,11 €
Anexo G.3 - P o ei os
Poupanças adqui idas ao im de um ano de ido à opção IE3
Ano
201
2
2013
2014
2015
2016
2017
2018
Al e na i a 1
(€)
- €
692,43 €
1 412,56 €
2 161,22 €
2 939,25 €
3 747,55 €
4 587,00 €
Al e na i a 2
(€)
- €
2 077,29 €
4 237,68 €
6 483,65 €
8 817,76 €
11 242,64 €
13 761,00 €
Al e na i a 3
(€)
- €
3 462,16 €
7 062,80 €
10 806,08 €
14 696,27 €
18 737,74 €
22 935,00 €
Média pa a a gama de mo o es (de 2,2kW a 110kW)
Ganho kWh/ano
1938,942466
Ganho €/ano
169,7134955
Payback (anos)
4,27
Di e encial de P eços
(€)
665,81