2º Ciclo de Es udos em Museologia
Pa ícia da Conceição F ei as Soa es
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
ESTUDO DE CASO MUSEU MUNICIPAL DE PENAFIEL.
Rela ó io de P oje o
O ien ado : Paula Menino Homem
Classi icação inal: 16
Se emb o de 2012
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de Caso Museu Municipal de Pena iel.
I
AGRADECIMENTOS
Dedico o mes ado ao meu i mão, po e ensinado aga a a ida com ene gia,
sem já mais desis i .
Ag adeço aos meus pais, pela o ça que semp e me ansmi i am, que me ajudou
a conc e iza mais uma e apa. E aos meus sob inhos pela mo i ação.
À o ien ado a Paula Menino Homem, pelo apoio na ealização do p oje o inal e
pelo apoio du an e o mes ado.
Ao museu municipal de Pena iel, mui o ob igada, po me e ecebido, desde o
p imei o abalho pa a o mes ado, que desde logo me incen i ou a ealiza o abalho
inal nes a ins i uição. Em especial, à Di e o a Ma ia José San os, à D a. Rosá io
Ma ques e a Mes e Ana Anilei o, pela disponibilidade e apoio que me de am du an e
es es dois anos de mes ado.
Ao a qui e o E nes o Oli ei a, que me auxiliou du an e o mes ado,
p incipalmen e nes a ase. Mui o ob igada, pelo ca inho, paciência e po es a semp e
p esen e.
À Dou o a S éphanie de Jesus e à D a. Ca la Ribei o pelo apoio e po se em um
omb o amigo.
Ao Mes e F ede ico Ma os e a odos os ou os que ica am po menciona e que
con ibuí am, de o ma di e a ou indi e a, pa a a ealização do p esen e documen o.
À D a. Luzia Sousa pela ajuda e disponibilidade, após a de esa do ela ó io.
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de Caso Museu Municipal de Pena iel.
II
RESUMO
O ela ó io de p oje o oi ealizado no âmbi o do mes ado em museologia, no
museu municipal de Pena iel, uma ins i uição qua ab iu ao público em 2009, com um
concei o museológico ino ado que lhe ga an iu o p émio de Melho Museu Po uguês.
O p oje o consis iu no es udo de in es ações p o ocadas pelo a aque de inse os às
coleções museológicas, cons i uídas po ma e ial o gânico, com in e enção p á ica nas
ese as e sala de exposição do museu municipal.
O es udo eó ico ab angeu á ias á eas, desde a biologia, geog a ia, a qui e u a,
engenha ia ci il, his ó ia, museologia e conse ação p e en i a, pe mi indo no es udo
p á ico um ca ac e mais cien í ico, pelo conhecimen o das écnicas conse a i as
u ilizadas nou as ins i uições. Ab angendo o concei o de in es ação p o ocada pelo
a aque de inse os pa a as coleções museológicas, oi necessá io e uma sé ie de
in o mação, ao ní el do ipo de inse os, o ipo de coleção que deg adam, os danos que
p o ocam e como en am no museu ou na coleção. Com a eo ização des e sabe ,
o na am-se mais especí icos os p ocessos de e adicação dos inse os, desc e endo os
planos que ealça am as a i udes p o ilá icas, como a colocação de a madilhas,
qua en ena, inspeções pe iódicas e moni o ização. C iando-se pa a o museu um
mapeamen o pa a a colocação das a madilhas nos espaços das ese as e sala de
exposição. Sem elimina a necessidade das desin es ações químicas, que ao se em
escolhidas como meio de a amen o numa ins i uição, de e o esponsá el e em con a
as suas an agens e des an agens, pa a o obje o e saúde pública.
PALAVRAS-CHAVE: Conse ação p e en i a, Coleção, Inse os xiló agos,
Desin es ação, A madilhas, Qua en ena.
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de Caso Museu Municipal de Pena iel.
III
ABSTRACT
This p ojec epo was c ea ed in he con ex o he Mas e o Museology, in he
Municipal Museum o Pena iel (Po ugal), an ins i u ion ha opened i s doo s in 2009,
wi h an inno a i e museological concep ha enabled he museum o win he bes
po uguese museum awa d. The p ojec consis ed in he s udy o he in es a ions caused
by he a ack o insec s ha damage he o ganic museological collec ions, wi h p a ical
in e en ions in he s o e ooms and he show oom o he municipal museum.
The heo e ical s udy emb aces many a eas, like biology, geog aphy,
a chi ec u e, ci il enginee ing, His o y, museology and p e en i e conse a ion, which
ga e o he p a ical s udy a mo e scien i ic ea u e, hanks o he knowledge o he
conse a ion echnics used in o he ins i u ions. Conside ing he concep o he
in es a ion caused by he a ack o p ejudicial insec s ha damage he museological
collec ions, we had o collec a numbe o in o ma ions, ega ding he ype o insec s,
he ype o collec ions hey damage, he damages hey cause and he way hey en e in
he museum o in he collec ion. The heo isa ion o his knowledge allowed he
speci ica ion o he p ocess o e adica ion o he p ejudicial insec s as well as he
desc ip ion o a plan ha enhanced he p ophylac ic a i udes, like he implemen a ion o
aps, he qua an ine, he pe iodic inspec ions and he moni o ing. Allowing he c ea ion
o he museum o a mapping o he se ing up o aps in he s o e oom as well as he
show oom. Wi hou elimina ing he necessi y o chemical disin es a ions which would
equi e, i chosen as ea men me hod in an ins i u ion, he e alua ion by he pe son in
cha ge o i s ad an ages and disad an ages o he objec and he public heal h.
KEYWORDS: P e en i e conse a ion, Collec ion, Xylophagous insec s,
Disin es a ion, T aps, Qua an ine.
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de Caso Museu Municipal de Pena iel.
IV
RÉSUMÉ
Ce appo de p oje a é é éalisé dans le cad e du Mas e en Muséologie, au
Musée Municipal de Pena iel (Po ugal), une ins i u ion qui a ou e ses po es au
public en 2009, a ec un concep muséologique inno an e qui lui a pe mis de ece oi
le p ix de meilleu musée po ugais. Le p oje a consis é en l’é ude des in es a ions
p o oquées pa l’a aque d’insec es p éjudiciables aux collec ions muséologiques
cons i uées pa des ma é iaux o ganiques, a ec des in e en ions p a iques dans les
ése es e la salle d’exposi ion du musée municipal.
L’é ude héo ique a p is en comp e plusieu s domaines, els que la biologie, la
géog aphie, l’a chi ec u e, l’ingénie ie ci ile, l’His oi e, la muséologie e la
conse a ion p é en i e, ce qui a donné à l’é ude p a ique un ca ac è e plus scien i ique,
de pa la connaissance des echniques conse a i es u ilisées dans d’au es ins i u ions.
Comp e enu du concep d’in es a ion p o oquée pa l’a aque d’insec es p éjudiciables
pou les collec ions muséologiques, il nous a allu ecueilli une sé ie d’in o ma ions, en
ce qui conce ne le ype d’insec es p éjudiciables, le ype de collec ions qu’ils dég aden ,
les p éjudices qu’ils p o oquen e la açon don ils en en dans le musée ou la
collec ion. La héo isa ion de ce sa oi , a pe mis la spéci ica ion des p ocessus
d’é adica ion des insec es p éjudiciables ainsi que la desc ip ion de plans qui me aien
en a an les a i udes p ophylac iques, comme la mise en place de pièges, la
qua an aine, les inspec ions pé iodiques e la moni o isa ion. Pe me an ainsi la c éa ion
pou le musée d’un plan pou la mise en place des pièges dans les espaces de ése es
ou la salle d’exposi ion. Sans élimine la nécessi é des désin es a ions chimiques, qui si
elles son choisies comme moyens de ai emen dans une ins i u ion, implique on une
p ise en comp e pa le esponsable de ses a an ages e de ses incon énien s pou l’obje
e la san é publique.
MOTS-CLEFS: Conse a ion p é en i e, Collec ion, Insec es xylophages,
Désin es a ion, Pièges, Qua an aine.
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de Caso Museu Municipal de Pena iel.
V
ÍNDICE GERAL
AGRADECIMENTOS.....................................................................................................I
RESUMO.........................................................................................................................II
ABSTRACT...................................................................................................................III
RÉSUMÉ........................................................................................................................IV
ÍNDICE GERAL.............................................................................................................V
ÍNDICE DE FIGURAS..............................................................................................VIII
ABREVIATURAS......................................................................................................XIII
INTRODUÇÃO.........................................................................................................XIV
PARTE I – INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS. O
PROBLEMA....................................................................................................................1
CAPÍTULO 1 – OS INSETOS MAIS COMUNS EM MUSEUS. CONTEXTO
INTERNACIONAL E NACIONAL. IDENTIFICAÇÃO E
CARACTERIZAÇÃO………………………………………………………………….3
1.1 Coleop e a..................................................................................................................4
1.1.1 Anobiidae..................................................................................................................5
1.1.2 Bos ichidae..............................................................................................................7
1.1.3 Ce ambycidae...........................................................................................................7
1.1.4 Lyc idae....................................................................................................................8
1.1.5 De mes idae..............................................................................................................9
1.2 Isop e a.....................................................................................................................10
1.3.1 Rhino e mi idae......................................................................................................12
1.3.2 Kalo e mi idae........................................................................................................12
1.3 Psocop e a................................................................................................................12
1.4.1 Liposcelidae............................................................................................................13
1.4 Lepidop e a..............................................................................................................14
1.5.1 Py alidae.................................................................................................................15
1.5.2 Thinidae................................................................................................................. 15
1.5 Thysanu a.................................................................................................................16
1.6.1 Lepisma idae...........................................................................................................16
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VI
CAPÍTULO 2 – EFEITOS NAS COLEÇÕES. ..........................................................17
2.1 Ciclos de ida e me amo oses dos inse os e sua elação com o con olo
ambien al nos museus. ..................................................................................................17
2.2 Ma e iais, espécies e po enciais danos. .................................................................21
CAPÍTULO 3 – CONTROLO/ELIMINAÇÃO DE INSETOS. ...............................25
3.1 P odu os epelen es e inse icidas. ..........................................................................26
3.1.1 Toxicidade. E ei os secundá ios nas pessoas. .......................................................26
3.1.2 Rea i idade e ei os secundá ios nos ma e iais. .....................................................30
3.1.3 Segu ança e Saúde. ................................................................................................32
3.2 Tempe a u a. ..........................................................................................................33
3.3 A mos e as de anóxia. ............................................................................................36
PARTE II – O MUSEU MUNICIPAL DE PENAFIEL. ESTUDO DE CASO. ......38
CAPÍTULO 4 – OS RECURSOS HUMANOS. .........................................................39
4.1 Compe ências e unções. .........................................................................................39
CAPÍTULO 5 – O EDIFÍCIO. ....................................................................................40
5.1 Localização. .............................................................................................................40
5.2 Es u u a e ipo de cons ução. .............................................................................42
5.3 Espaço e de en ol en e. .......................................................................................43
5.4 Espaços de exposição e de ese a. ........................................................................44
5.5 Manu enção p e en i a e co e i a. .....................................................................46
CAPÍTULO 6 – AS COLEÇÕES. ...............................................................................46
6.1 Tipologias e ma e iais de supo e. .........................................................................46
6.2 Localização nos espaços do museu. .......................................................................48
6.3 Es u u as de acomodação em ese a. ................................................................49
6.4 Condições ambien ais a que es ão sujei as. ..........................................................49
6.5 Manu enção p e en i a e co e i a. .....................................................................52
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de Caso Museu Municipal de Pena iel.
VII
CAPÍTULO 7 – AVALIAÇÃO DE RISCO. ..............................................................52
7.1 Modelo de a aliação. ..............................................................................................52
7.2 Magni udes de isco. Vulne abilidades. ...............................................................53
CAPÍTULO 8 – INFESTAÇÃO. DIAGNÓSTICO DO PROBLEMA. ...................55
8.1 Inspeção e moni o ização. Ma e iais e mé odos. .................................................55
8.2 Resul ados. ...............................................................................................................66
8.2.1 Iden i icação das espécies e localização. ...............................................................68
8.2.2 Iden i icação das e idências de dano. ....................................................................73
8.2.3 Iden i icação da o igem do p oblema. ...................................................................74
8.3 DISCUSSÃO. ..........................................................................................................76
CAPÍTULO 9 – ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO. CONTRIBUTO PARA
UM PLANO INTEGRADO DE CONTROLO DE INFESTAÇÕES. O QUE
FAZER, POR QUEM, QUANDO E DE QUE MODO. ............................................77
9.1 Manu enção e inspeção dos espaços e das coleções. ...........................................79
9.2 Moni o ização. .......................................................................................................82
9.3 Qua en ena e desin es ação. .................................................................................90
CONSIDERAÇÕES FINAIS.....................................................................................XVI
BIBLIOGRAFIA.....................................................................................................XXI
APÊNDICE
ANEXOS
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de Caso Museu Municipal de Pena iel.
VIII
ÍNDICE DE FIGURAS
NÚMERO
LEGENDA
REFERÊNCIA
PÁGINA
Esquema nº1
Di e en es ases de a uação na
inco po ação ou eceção de
obje os.
96
Figu a nº1
Inse o adul o, Anobium
punc a um (Dgee ).
(ARKIVE, 2003)
6
Figu a nº2
PTININAE, macho adul o da
amília P inus ec us.
(lib a y.)
7
Figu a nº3
Inse o adul o, P os ephanus
unca us (Ho n).
(lib a y.)
7
Figu a nº4
La a do inse o, P os ephanus
unca us (Ho n).
(lib a y.)
7
Figu a nº5
La a Hylo upes bajulus a
alimen a -se de um obje o
lenhoso.
(SIS, 2009)
8
Figu a nº6
Inse o Hylo upes bajulus adul o
(Flick , 2012)
8
Figu a nº7
Inse o adul o da amília
Lyc idae.
(MORESCHI,
2011)
9
Figu a nº8
La a do inse o Lyc idae.
(MORESCHI,
2011)
9
Figu a nº9
Inse o adul o e la a.
(He i age)
10
Figu a nº10
Na pa e supe io encon a-se
ep esen ado o alado, já
adul o, com o apa elho
ep odu o desen ol ido.
(Flick , 2012)
10
Figu a nº11
Na pa e in e io , à esque da,
uma é mi a ope á ia e à
di ei a um soldado. O soldado
é ca ac e izado po ap esen a
(Flick , 2012)
10
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de Caso Museu Municipal de Pena iel.
XV
ges ão de iscos. Assumindo impo an e ele ância o conse ado do museu, que de e
possui um as o conhecimen o da ins i uição e da coleção, endo a consciência que é
uma á ea in e disciplina .
O p esen e documen o encon a-se dispos o po duas pa es que se subdi idem
po no e capí ulos, pa a melho encadeamen o dos emas desc i os. A p imei a pa e é a
iden i icação dos inse os mais comuns em museus, a sua ca a e ização, mo ologia, a
o ma como i em, como se ep oduzem e do que se alimen am. Em seguida, desc e e
a elação en e o ipo de con olo ambien al nos museus e o ciclo de ida dos inse os. Os
e ei os de deg adação que es es p o ocam nas coleções o gânicas, iden i icando o
ma e ial ulne á el e o ipo de dano que pode oco e na p esença de uma in es ação.
Ap esen ando ambém as in e enções mais p a icadas nos museus pa a a eliminação
des e p oblema, ais como desin es ações a a és de a mos e a de anóxia, de
empe a u as ex emas e pe me inas. Relacionando as an agens e des an agens de
cada in e enção, com maio en ase na u ilização de p odu os óxicos, desc e endo os
e ei os secundá ios nas pessoas e nas coleções.
A segunda pa e do ela ó io é e e en e ao es udo de caso, o museu municipal de
Pena iel, onde é iden i icada oda a in o mação necessá ia sob e a ins i uição e a sua
coleção, pa a o desen ol imen o de es a égias de in e enção coe en es. Ca a e izando
as a i udes de conse ação p e en i a, como a moni o ização, as inspeções, a
manu enção dos espaços e das coleções e a qua en ena. Após a eo ização dos á ios
emas, é enume ado a o ma como oi ealizado o diagnós ico do p oblema e as p á icas
ado adas. Como a ealização de inspeções aos espaços das ese as, às coleções e às
a madilhas, colocadas em odas as salas. O mapeamen o das a madilhas e a sua
moni o ização le a am à iden i icação das espécies que in es am a coleção, desc e endo
a impo ância da sua u ilização. Finalizando com a discussão da o igem do p oblema e
as medidas que o museu de e ia ado a pa a elimina a in es ação.
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel.
Rela ó io de p oje o pág. 1
PARTE I
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
O PROBLEMA.
Um dos g andes p oblemas da conse ação das coleções nos museus é o a aque
de inse os, pois os obje os são on e de nu ien es, que em conjun o com um mic oclima
p opício, pe mi e que es es se desen ol am p o ocando á ios danos. São os
o ganismos esponsá eis pelos mais g a es p oblemas de deg adação dos obje os
museológicos pe encen es ao pa imónio, podendo chega à sua pe da o al. E os
museus são ins i uições ulne á eis ao seu a aque se a coleção o maio i a iamen e de
na u eza o gânica, como madei a, papel, êx eis, peles e ou os espécimes de inse os.
Pois os ma e iais o gânicos se em de alimen o, podendo mesmo in es a as
in aes u u as da p óp ia ins i uição museológica.
Os a o es que pe mi em a p oli e ação das in es ações biológicas são os
ambien es com TºC e H.R ele adas, sem en ilação, com sujidades (go du as, poei as,
e c.), zonas sem manu enção (ocul as) e p incipalmen e en ada de obje os
con aminados pa a ins i uições sem planos de ges ão de pes es (como inexis ência de
a amen os p e en i os, al a de con olo pe iódico, al a de manu enção e inspeção).
Os inse os, como se es i os necessi am de um clima ideal, que a ia consoan e a
espécie, mas em ge al as condições mic oclimá icas mais a o á eis ondam
ap oximadamen e os 25-30ºC de empe a u a e um índice de humidade ela i a que
onde os 65%. Mas es es alo es podem não se ixos, pois exis em espécies de inse os
que sob e i em em limi es ex emos de TºC e H.R, p incipalmen e du an e o es ádio de
o o.
Podem en a de á ias o mas nos museus, como a oa ou a as eja ,
encon ando no in e io alimen o, condições clima é icas a o á eis e p o eção pa a
deposi a os seus o os. Es es en am no museu a a és de po as e janelas, que não
sejam es anques ou se encon em abe as. Mas podem ambém en a po con aminações
como aquisições ou emp és imos, nes es casos os inse os êm no in e io dos obje os,
num es ádio de la a ou o o. Os obje os ão di e amen e pa a jun o de ou as coleções
do museu, pa a exposição ou ese a, con aminando os obje os à sua ol a, pois os
inse os so em me amo ose ans o mando-se em adul os e saem pa a acasala e
deposi a os seus o os. É po es as azões que é mui o impo an e que a ins i uição
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel.
Rela ó io de p oje o pág. 2
implemen e planos de ges ão de inse os, com eg as bem de inidas na en ada de
obje os, com planos de qua en ena e inspeção bem delineada.
A maio ia dos inse os xiló agos1 deg adam as coleções quando se encon am no
es ado la a , pois é nes a al u a que comem udo o que os odeia, pa a passa ao es ado
adul o. Ao alimen a -se do ma e ial de cons i uição dos obje os, como exemplo da
madei a, es es azem gale ias (o diâme o a ia consoan e a espécie) que ão
consolidando com uma subs ância p oduzida pelos exc emen os. Uma ez inalizada a
ase la a ans o mam-se em adul os e, pe u am a supe ície dos obje os, deixando
um pequeno o i ício, eme gindo pa a o ex e io p ocu ando um local ocul o pa a pode
deposi a os o os, p oli e ando. Os inse os da o dem Psocop e a, da amília
LIPOSCELIDAE (piolho-do-li o) deg adam os li os, os exc emen os ama elecem as
ib as do papel, acidi icando-as e o nando-as queb adiças. No caso de um li o, os
inse os podem come pa e do ex o, podendo o na ilegí el ou incomp eensí el a sua
lei u a, pe dendo a sua unção. São alguns exemplos de danos p o ocados po inse os
nas coleções dos museus, mas exis em mais e são especí icos pa a o ipo de inse o e
ma e ial deg adado, são i e e sí eis e, se não exis i um con olo egula que e i e a
sua p opagação, pode ão oco e p oli e ações que causam danos i epa á eis num cu o
espaço de empo, como o a aque de inse os xiló agos da o dem Isop e a, as designadas
é mi as2, que são di íceis de de e a , de o ando o seu in e io .
O conhecimen o dos inse os, como o seu ciclo de ida, os seus compo amen os,
o ipo de alimen ação (qual o ma e ial o gânico susci á el ao a aque), o habi a , a o ma
como se ealizam as deslocações e a sua mo ologia, ge e no os sabe es, como a melho
o ma de p o eção das coleções e p incipalmen e o mé odo mais e icaz pa a a sua
e adicação/desin es ação. Pois exis em a iadíssimas espécies de inse os, odos
pe encem à mesma classe, mas cada o dem ap esen a ca ac e ís icas dis in as, mesmo
em cada amília as pa icula idades são especí icas, assim de e exis i um es udo p é io
dos á ios ipos de inse os pa a que a ges ão seja ealizada co e amen e.
1 Ve glossá io.
2 Po ezes, são designadas po o miga-b anca, po se assemelha em com as o migas e i e em num
sociedade o ganizada, mas as o migas pe encem à o dem Hymenop e a, à amília Fo micidae, enquan o
as é mi as pe encem à o dem Isop e a.
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel.
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CAPÍTULO 1 - OS INSETOS MAIS COMUNS EM MUSEUS.
CONTEXTO INTERNACIONAL E NACIONAL. IDENTIFICAÇÃO E
CARATERIZAÇÃO.
REINO: ANIMAL
FILO: ARTHROPODA
CLASSE: INSECTA
Os inse os são animais in e eb ados e os mais di e si icados que exis em na
e a, subsis em á ias o dens como os Odona a (libelinhas), O op e a (ga anho os),
Lepidop e a (bo bole as), Dip e a (moscas e mosqui o), Hemip e a (a ídios), Coleop e a
(ca uncho), Isop e a ( é mi a), Psocop e a (piolho-do-li o) e os Hymenop e a (abelhas).
As espécies abo dadas são as associadas à deg adação das coleções nos museus, inse os
que se alimen am dos cons i uin es dos obje os o gânicos expos os ou em ese a, como
madei a, papel, êx eis, peles, e c. Es es inse os são de o dens di e sas e, den o da
mesma o dem, pode ão exis i con aminações po inse os de amílias e espécies
di e en es. Des a o ma se á analisado as á ias o dens e den o de cada amília(s) a(s)
mais comum(ns) no a aque às coleções dos museus.
TABELA Nº 1. Lis a de o dens e amílias dos á ios ipos de inse os, os mais comuns na
deg adação das coleções museológicas.
INSETOS
ORDEM
FAMÍLIAS
NOME COMUM
Coleop e a
ANOBIIDAE
Ca uncho
BOSTRICHIDAE
Ca uncho
CERAMBICIDAE
Ca uncho
LICTIDAE
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel.
Rela ó io de p oje o pág. 4
DERMESTIDAE
Isop e a
RHINOTERMITIDAE
Té mi a
KALOTERMIDAE
Té mi a da madei a seca
Psocop e a
LIPOSCELIDIDAE
Piolho-do-li o
Lepidop e a
PIRADIDAE
T aça
TINEIDAE
Thysanu a
LEPISMATIDAE
Peixe-p a a
1.1. COLEOPTERA.
As la as e os adul os ap esen am apa elho bucal mas igado , as la as podem
e ou não pa as (ápodas) e a sua me amo ose é comple a. Ap esen am um exosquele o
ígido, um co po di e enciado em ês zonas, cabeça, ó ax e abdómen, com um pa de
pa as em cada segmen o do ó ax (PINNIGER, 2008.). Ca ac e izam-se po e em dois
pa es de asas, um designado po éli os que cob e o abdómen e o segundo po
memb anosas, que icam escondidas quando ecolhidas pelos éli os.
O seu ciclo i al passa po qua o ases: o o, la a, pupa e adul o3. A in es ação
inicia-se quando a êmea adul a deposi a os o os e es es eclodem em la as, que i ão
alimen a -se das coleções de na u eza o gânica a é a ingi em a ase adul a. A ase la al
no malmen e é a mais longa e a p incipal esponsá el pela deg adação dos obje os, no
inal des a ase, o inse o inicia a ase de pupa, onde oco e a me amo ose pa a a ase
adul a. Uma ez adul o pe u a a madei a e sai pa a o ex e io , é nes a ase que se pode
obse a o a aque, de ido ao apa ecimen o de o i ícios na supe ície lenhosa,
acompanhado com se im esul an e da esca ação ei a.
Pa a a colocação dos o os, a êmea ge almen e p ocu a na madei a pequenas
es as ou an igos o i ícios, colocando aí ap oximadamen e in a o os, os quais
3 Ve anexos. Ca a e ização dos inse os, pp.1 e 2.
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eclodem num pe íodo ap oximado de dezasseis dias. As la as i em ce ca de um ano,
as pupas ap oximadamen e in e dias e os adul os ce ca de um mês. Es es são núme os
es imados, pois a sua du ação é a iá el, es ando in insecamen e ligado às espécies, às
condições ambien ais e aos nu ien es exis en es. Es es inse os são os mais comuns no
a aque de madei as secas, ou seja, madei as an igas, po se ap esen a quimicamen e
modi icadas, o nam-se mais a a i as, como é o caso do Anobium punc a um
(BARREIROS).
1.1.1. ANOBIIDAE.
Es a amília é mui o comum na p esença de in es ações em coleções lenhosas,
são inse os pequenos, com o ma cilínd ica e ocasionalmen e o al, com o p o ó ax4 a
cob i pa cialmen e a cabeça quando es á cu ada. As an enas podem se o madas po
onze segmen os e em algumas espécies os úl imos segmen os são maio es. As asas, os
éli os cob em comple amen e o abdómen, a co mais equen e é o cas anho
a e melhado ou neg o, é designado no malmen e como ca uncho da madei a.
Enquan o la a são a queadas, b ancas, peludas, com a zona da cabeça go da, as
pa as bem isí eis, pe u am gale ias en e os 1-2mm de diâme o deixando um se im
g anulado. Ap esen am uma eno me a iedade em elação aos amanhos, oscilando
en e os 1,5-9mm, o ipo de alimen o a ia en e os p odu os secos de o igem ege al ou
animal, das madei as elhas e secas, da celulose e da lenhina, que a a és da ação
simbió ica de ce os mic oo ganismos in es inais conseguem dige i o alimen o, como
exemplo, a espécie Anobium punc a um (Dgee ).
Anobium punc a um em um amanho em adul o que onda os 2-5mm sendo as
êmeas maio es, são bons oado es, de co cas anho-escu a e a e melhada, o seu co po
es á cobe o de pelos cu os e ama elos e, sob e os éli os ap esen am pequenas
ca idades alinhadas. Enquan o adul os p ocu am ou os habi a pa a se ep oduzi en e
os meses de maio e agos o e, pode ão i e en e ês a qua o semanas no ex e io ,
empo no qual as êmeas colocam os o os nas zonas mais ocul as das madei as,
mo endo em seguida po não se alimen a em. Depois de qua o a cinco semanas os
o os eclodem e as la as pene am no in e io da madei a de o ando-a no sen ido das
ib as. Passados qua o a cinco anos, dependendo dos nu ien es e do mic oclima,
4 O p o ó ax é o p imei o dos ês segmen os do ó ax de um inse o.
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começam a ans o ma -se em pupa, jun o da supe ície pa a depois de seis a oi o
semanas sai como adul os, iniciando o ciclo.
FIGURA Nº1. Inse o adul o, Anobium punc a um (Dgee ) (ARKIVE, 2003).
Xes obium u o illosum são mui as ezes con undidos com os A. punc a um
apesa das suas asas se em bas an e di e en es. Es es inse os p oduzem um som, que
de i a do ba e com a cabeça ou mandíbula con a as pa edes dos o i ícios. São
xiló agos, as la as p oduzem úneis ci cula es com 3mm de diâme o, são de co
b anco-ama elada, em o ma de gancho, em seis pa as e o es ágio la al pode a ia
en e um a doze anos ou, ainda mais, consoan e as condições ambien ais
(Museumpes s.ne .). Ge almen e p e e em madei as pa cialmen e de e io adas com
c escimen o de ungos e com humidade a é aos 14%.
P inus u c escem a é aos 4mm de comp imen o, as suas asas ap esen am
manchas acen uadas e a a essadas po duas aixas de co cla a. As êmeas e os
machos di e em conside a elmen e nes a espécie, sendo os machos de co e melho-
acas anhada com o abdome es ei o, enquan o as êmeas são cas anho-escu a com o
abdómen o al e as la as são b anco ama eladas. Es a espécie i e em odo o mundo,
assim como o seu pa en e p óximo.
FIGURA Nº2. PTINIDAE, macho adul o, P inus ec us. (lib a y.)
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1.1.2. BOSTRICHIDAE.
Os inse os des a amília alimen am-se p incipalmen e dos supo es lenhosos. Os
adul os ca ac e izam-se po e o co po cilínd ico, a cabeça cobe a pelo p o ó ax, não
são ápidos po ap esen a em pa as cu as, mas ge almen e são bons oado es. As la as
ap esen am uma o ma cu ada, com ês pa es de pa as que lhes con e em uma ce a
mobilidade. Es es inse os podem comple a o seu desen ol imen o alimen ando-se da
madei a du an e a sua secagem, com eo es médios de humidade.
Ex.: Bos ichus capucinus, bos iquídeo.
FIGURA Nº3. Inse o adul o, P os ephanus
unca us (Ho n), (lib a y.).
FIGURA Nº4. La a do inse o, P os ephanus
unca us (Ho n), (lib a y.).
1.1.3. CERAMBICYDAE.
Ca a e iza-se po ap esen a um co po acha ado enquan o adul o, de amanho
en e os 3-200mm, do ado de g andes an enas compa ado com os ou os inse os da
mesma o dem, em alguns casos, maio que o seu co po. As la as são do adas de o es
mandibulas, c iando gale ias o ais que consolidam com se im mis u ado e compac ado
com os exc emen os. As gale ias de saída apesa de ap esen a em um diâme o
azoa elmen e isí el, es es deixam de se pe ce í eis, po que os inse os c iam uma
camada ina à supe ície apando-os. É possí el de e a a sua p esença a a és do uído
que as la as p oduzem enquan o es ão a alimen a -se. Es a amília de inse os
CERAMBICYDAE exis e po odo o plane a, i endo na nossa á ea geog á ica ce ca de
275 espécies, sendo a mais conhecida Hylo upes bajulus. Es es ap esen am no seu
es ado adul o uma o ma plana, de co cas anho-escu a, com éli os cobe os com
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pilosidade acinzen ada e medem en e os 10-20mm. Alimen am-se de madei as
p e e encialmen e de coní e as quando es ão secas.
FIGURA Nº5. La a Hylo upes bajulus a
alimen a -se de um obje o lenhoso. (SIS, 2009).
FIGURA Nº6. Inse o Hylo upes bajulus
adul o. (Flick , 2012).
1.1.4. LYCTIDAE.
Os memb os des a amília alimen am-se p incipalmen e da zona do bo ne, de
madei as icas em amido, como no caso das olhosas. No es ado adul o ap esen am um
amanho pequeno que onda os 2-5mm, a cabeça e o ó ax es ão bem de inidos, a co
pode se cas anha, a e melhada ou neg a, de hábi os no u nos. Tole am baixos eo es de
humidade ela i a (< 12%) e o seu a aque é acilmen e econhecido pelo esíduo que
deixam jun o do o i ício. Colocam os o os nos po os e nos asos da madei a sem
chega a pe u a no seu in e io . Enquan o la a c iam gale ias ci cula es com um
diâme o no malmen e meno que 1.5mm, a du ação do ciclo biológico é mui o
a iá el, mas em condições ó imas de empe a u a, H.R e alimen o, es a pode se de
apenas qua o meses (BARREIROS).
FIGURA Nº7. Inse o
adul o da amília Lyc idae.
(MORESCHI, 2011).
FIGURA Nº8. La a do
inse o Lyc idae.
(MORESCHI,
2011).
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1.1.5. DERMESTIDAE.
Nes a amília exis em ce ca de 500 a 700 espécies em odo mundo, o amanho
no seu es ado adul o a ia en e 1-4mm, são o ais e cobe os po escamas. Alimen am-
se de obje os o gânicos, como lã, seda, peles, penas, mas podem ambém a aca obje os
cons i uídos po ib as sin é icas, são ambém usados em museus pa a limpa esquele os
de animais, a maio ia dos danos é ei o pelo inse o na sua ase la al.
A espécie mais comum des a amília é o An h enus e basci, o inse o adul o
pode medi en e 1,7-3,5mm de comp imen o, o do so ap esen a duas co es, b anco e
cas anho-ama elo, com escamas b ancas que se encon am ao longo das ma gens
la e ais do p ono o, as an enas são segmen adas (REBOLLEDO e al., 1994). Na sua
o ma la a medem ap oximadamen e 4-5mm de comp imen o, o seu co po é
no malmen e mais la go na pa e de ás, es á cobe o de um pad ão de lis as al e nadas
de cas anho-escu o e em ês pa es de u os de pelos ao longo do seu abdómen, que
u ilizam pa a au ode esa. O ciclo de ida de An h enus e basci enquan o la a pode
du a en e 1 a 3 anos dependendo das condições ambien ais, a sua época de ep odução
é semelhan e à dos inse os es udados an e io men e, ou seja, a eclosão dos seus o os é
na p ima e a e início de e ão. Os locais de depósi o dos o os pelas êmeas adul as são
a iados, mui as ezes em ninhos de pássa os ou em êx eis a mazenados.
As la as alimen am-se de á ias ib as na u ais, es a ca a e ís ica o na-os numa
p aga bas an e comum nos museus, podem deg ada á ias coleções, como êx eis,
madei a, papel e coleções de espécimes de inse os.
FIGURA Nº9. Inse o adul o e la a. (He i age).
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1.5. THYSANURA7.
Es es inse os são conhecidos como aças-p a eadas ou peixe-p a a, o seu aspe o
ísico lemb a um peixe p a eado. Dependendo da espécie e clima, empe a u a acima
dos 20ºC, os o os eclodem en e os 10 e 60 dias, a ase jo em pa a a adul a du a en e 1
a 3 meses, mas a 27°C só p ecisa de 3 semanas, sendo o ciclo de ida comple o de 1
ano. As êmeas colocam 100 a 200 o os e a a i idade máxima oco e no pe íodo en e
agos o e no emb o (MARTIARENA, 1992).
In es am êx eis, documen os g á icos, u as secas, g ãos ou ou os alimen os
a mazenados. A amília mais comum é LEPISMATIDAE.
1.5.1. LEPISMATIDAE.
Es es inse os medem de comp imen o máximo 50mm, são áp e os, possuem
co po acha ado e alongado, com ês ilamen os caudais, olhos eduzidos ou ausen es e
an enas alongadas. Alimen am-se de subs âncias icas em p o eínas, amido (ce eais,
a inhas de igo, papel que con enham cola), êx eis ( a amen e a acam oupas de lã e
ou os p odu os de o igem animal), ma e iais em decomposição, en e os quais ungos
de colas e in as do papel. São no u nos, i em em ambien es húmidos e escondem-se
nas es as dos obje os de madei a. A ep odução é sexuada e ap esen am um
desen ol imen o ame abólico, a ase jo em di e encia-se da adul a apenas pelo
amanho e ma u idade sexual.
Alguns inse os des a amília adap a am-se ao ambien e u bano, conside adas
pes es domicilia es, como a lepisma saccha ina, encon ada mui as ezes nos edi ícios
po ugueses, como museus, biblio ecas, ho éis e em mui os ou os es abelecimen os
come ciais. E cos umam causa danos em papel de pa ede, ó ulos, selos pos ais e no as.
FIGURA Nº16. Peixinho-de-p a a, inse os adul os da o dem Thysanu a (GONÇALVES, 2011).
7 Ou Zygen oma, designação mais ecen e.
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CAPÍTULO 2 – EFEITOS NAS COLEÇÕES.
2.1. CICLOS DE VIDA E METAMORFOSES DOS INSETOS E A SUA
RELAÇÃO COM O CONTROLO AMBIENTAL NOS MUSEUS.
O con olo ambien al nos museus ap esen a á ias implicações ao ní el da
c iação de um mic oclima ideal pa a odos os in e esses da ins i uição, pois isa a
coleção expos a, as ese as, os uncioná ios e os isi an es. To na-se impo an e c ia
um ambien e ag adá el pa a as coleções e pa a o homem, pois o museu é a coleção que
acolhe e conse a, mas é ambém os seus isi an es, o nando-se dois polos essenciais
pa a o ipo de mic oclima es abelecido.
Pode á idealiza -se que a melho o ma de man e um mic oclima con olado
num museu se á a a és da u ilização de a -condicionado, que man ém a TºC e a H.R
semp e es á el. Pois a clima ologia de ine os ideais pa a a p ese ação das coleções,
especi icando o in e alo es ei o de condições que de em se man idas, sendo
implici amen e assumido que a solução é um ambien e a i icial, conseguido a a és de
ele ados pad ões, pela es u u a do edi ício e pelos se iços mecânicos de a -
condicionado. Mas exis em á ios au o es que de endem uma ideia con á ia, e e indo-
se a expe iências com ins i uições do sudes e Asiá ico e no Pací ico, "É mais impo an e
e um mic oclima es á el do que os ní eis especí icos de empe a u a e humidade
ela i a” (KING and PEARSON, 1992). Os museus com mic oclimas con olados po a -
condicionado pode ão ap esen a maio es a iações de TºC e H.R e, os alo es de
e e ência das lu uações semanais pa a os espaços museológicos são de ±5%, o que na
p á ica é di ícil de consegui (CASSAR and FERNANDEZ, 1994). Mesmo a é os
melho es sis emas mecânicos p oduzem alo es que oscilam dos alo es de e e ência
es abelecidos, podendo se in luenciados ou desequilib ados po a o es como as
necessidades da coleção (se os obje os o em hig oscópicos), o desempenho do edi ício
(espessu a das pa edes, isolamen os e ugas de a ), da exposição do edi ício à adiação
sola , do núme o de isi an es e do ipo de sis ema de a -condicionado (ap esen am
como an agem a il agem do a ).
A g ande p oblemá ica do uso de a -condicionado egulado com empe a u a
acima dos 20ºC, é que man ém semp e a empe a u a ele ada, o que in e e e no ciclo
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de ida dos inse os, pois es es c escem e ep oduzem-se a pa i des as empe a u as.
Reg a ge al, os inse os p e e em empe a u as que ondem os 20-30ºC, com alo es de
H.R ≥65%, o que a o ece a sua p oli e ação. O desen ol imen o dos inse os oco e a
pa i dos 5-10°C a é aos 37°C, com c escimen o len o en e os 15-20°C e ep odução
ápida en e os 21-30°C (KEOPANNHA, 2008). Po es as azões, pa a que um museu
man enha o mic oclima en e os alo es 18-24ºC é necessá io que a de eção da p esença
de a aque de inse os seja cons an e e igo osa, pois o mic oclima é a o á el ao seu
desen ol imen o acele ando o seu ciclo i al, c escendo e ep oduzindo-se mais
apidamen e.
Nos museus que não sejam clima izados a i icialmen e, os alo es de TºC e H.R
ão a iando consoan e o clima ex e io , ou seja, eles são delimi ados pelo ipo de clima
geog á ico do local onde o edi ício museológico se encon a implan ado. Em Po ugal,
os museus sem con olo ambien al ão ap esen a anualmen e g andes a iações de TºC
e H.R, na p ima e a/ e ão a TºC se á mais ele ada e a H.R po consequência se á mais
baixa e no ou ono/in e no os alo es se ão in e sos, alo es elacionados com o ipo de
clima do país. Pa a os inse os es e mic oclima é mais semelhan e ao clima ex e io , ou
seja, não ai in e e i ão in ensamen e no seu ciclo i al, aumen ando a p obabilidade
de exis i uma ep odução anual, do seu desen ol imen o e p oli e ação se mais len a
que num museu clima izado a i icialmen e. Nes as ins i uições é necessá io c ia planos
de ges ão de pes es, egidas pela o ma como os inse os i em, assim é imp escindí el
conhece as suas ca ac e ís icas pa a c ia planos iá eis. Sabendo que os inse os saem
do seu habi a pa a se ep oduzi em na p ima e a, que gos am de empe a u a amena ou
al a, a o á el ao seu c escimen o, é nes a época que os écnicos esponsá eis de em
inicia as inspeções, com colocação de a madilhas como o ma de p e enção, se a
empe a u a se encon a semp e al a a inspeção de e se con ínua.
Os inse os enquan o es ão no es ádio la a podem i e sem se desen ol e
du an e mui o empo, a é anos, se as condições ambien ais o em ad e sas, quando es as
se o nam a o á eis e minam a sua me amo ose, passando pa a adul os,
ep oduzindo-se e ence ando o seu ciclo i al (BRUKHOLDER and PHILLIPS,
1988b). Os inse os da o dem Coleop e a, a êmea adul a, em ambien es na u ais, põe os
seus o os na p ima e a ou no e ão, mas em ambien e museológico os ciclos podem
al e a -se, como exemplo, a amília LYCTIDAE ap esen a uma du ação do ciclo
biológico bas an e a iá el. Habi ualmen e é de um ano, mas em condições a o á eis
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de alimen o abundan e e de empe a u a ele ada, es es ciclos podem o na -se mais
cu os, ep oduzindo-se á ias ezes anualmen e, podendo encu a pa a um ciclo de
qua o meses. Ou o exemplo, os inse os da amília dos ANOBIIDAE, enquan o la a
c escem den o da madei a en e 1-4anos, a o ecendo a sua me amo ose alo es
ele ados de H.R e TºC en e os 22-24ºC8. Com um mic oclima moni o izado pa a
empe a u as amenas o seu desen ol imen o é mais acele ado passando ao es ado adul o
mais apidamen e, pe mi indo que o p ocesso cíclico es ei e. Como é o caso da espécie
mais comum des a amília o Anobium punc a um, num ambien e não moni o izado,
enquan o adul o sai pa a ep oduzi -se en e maio e agos o, i endo en e ês a qua o
semanas no ex e io e mo endo em seguida. Num habi a onde o ambien e é con olado
com empe a u as en e os 22-25ºC e H.R ele ado en e os ≥65 o seu desen ol imen o e
ep odução são mais ápido, possibili ando a p oli e ação da in es ação pelo edi ício,
o nando-se mais di ícil o seu con olo. Mas nem odos os inse os eagem à TºC e H.R
da mesma o ma, exis em espécies que podem desen ol e -se em condições ambíguas,
como é o caso dos inse os da o dem Lepidop e a que icam a i os com H.R supe io a
70%, alguns casulos da pupa podem abso e a humidade do a p omo endo a sua
me amo ose pa a adul o (THOMSON, 1986).
Algumas espécies podem ole a índices de H.R baixos, como é o caso de
A agenus spp.9 que conseguem sob e i e com ce ca de 20-30%, nes e exemplo, as
baixas pe cen agens de H.R não podem se u ilizadas como única solução de con olo
dos inse os, mas ge almen e, empe a u as baixas, na o dem dos 5-10ºC podem se
e icazes na sua edução.
Um es udo cien í ico di ulgado no “Jou nal o Cul u al He i age” sob e a
espécie de inse os A agenus smi no i (Coleop e a, DERMESTIDAE), que in es am as
coleções de na u eza o gânica, desc e e a in luência da TºC e da H.R no ciclo de ida
des es inse os. A ins i uição em es udo é o museu nacional da Dinama ca, onde é
comum encon a -se es a p aga. A espécie A. smi no i consome ela i amen e g andes
quan idades de alimen o10, al ez de ido ao pouco alo nu icional dos ma e iais, no
es udo os au o es concluí am que a la a A. smi no i consumiu ap oximadamen e duas
ezes mais com empe a u a de 28ºC em compa ação a 20ºC, com alo es de 60% de
8 A H.R ele ada o na a madei a mais macia pe mi indo que as la as se alimen em mais acilmen e e
c iem gale ias com maio apidez.
9 Es as duas espécies pe encem à o dem Coleop e a e amília De mes idae.
10 A die a das la as inclui ma e iais que con enham p o eína animal e amido, ais como lã, seda, penas,
cou o e papel.
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H.R11. O que demons a que pequenos aumen os na empe a u a podem, le a a g andes
danos nas coleções, pois es a a i a o desen ol imen o des es inse os (HANSENA e al.,
2012).
A TºC e a H.R ideal ao ní el do con o o humano incen i am o desen ol imen o
das in es ações, ao con á io se es as o em mais baixas pode ão, em ce os casos,
o na -se mais len o o c escimen o dos inse os ou o na-lo in iá el. Po es as azões, o
mic oclima em á eas que sejam isi á eis de e á es a equilib ado en e o ideal pa a os
isi an es e pa a o ipo de obje os expos os, com maio ele ância se es es obje os o em
o gânicos. Nas á eas não isi á eis, como as ese as, o mic oclima de e á se ideal
pa a as coleções, endo em con a o ipo de obje os e os seus ma e iais de cons i uição.
Os se es humanos são mui o sensí eis às al e ações de empe a u a, mas
ela i amen e insensí el a a iações de humidade ela i a, ao con á io dos obje os que
são mui o mais sensí eis a al e ações no H.R do que a mudanças de TºC (CASSAR and
FERNANDEZ, 1994).
Não de e exis i um alo igidamen e es ipulado como ideal pa a cada coleção,
de e se ado ado um mic oclima de alhado pa a as necessidades da ins i uição, o que
não diminui a impo ância das abelas de e e ência com os alo es de inidos como
ideais. Es as de em se seguidas po se em alo es conside ados os mais ap op iados,
alo es a ingidos após á ios es udos das necessidades dos di e en es obje os das
coleções, de endo se u ilizado como e e ência, mas cada coleção e museu de e se
is o como único. Pois alguns ipos de obje os são mais sensí eis que ou os às
oscilações de H.R e TºC, não sendo economicamen e nem ambien almen e acei á el,
man e as condições es i amen e con oladas, se não o em essenciais pa a a
conse ação das coleções (GRATTAN and MICHALSKI, 2011).
É impo an e que os esponsá eis dos museus enham em con a que pa a man e
um mic oclima com uma empe a u a en e os 20-24ºC, es es se encon am mais
susce í eis ao a aque de inse os, po ap esen a uma empe a u a ideal pa a o seu ápido
desen ol imen o e p opagação. De endo es a mais a en os, não se descu ando da
moni o ização pe iódica com ajuda de mecanismos de con olo, como a u ilização de
a madilhas e qua en ena como o ma de p e enção e igilância con inua.
11 A in es igação oi conduzida em combinações de ês empe a u as (20, 24 e 28ºC) e dois ní eis de
humidade ela i a (50 e 75%).
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TABELA Nº 2. Valo es de humidade ela i a e empe a u a mais aconselhados, consoan e o
ipo de ma e ial o gânico. (THOMSON, 1986).
2.2. MATERIAIS, ESPÉCIES E POTENCIAIS DANOS.
O ipo de coleção que a ins i uição museológica albe ga ai de ini o ipo de
inse os possí eis numa in es ação, sendo necessá io que exis a pelo menos uma coleção
o gânica, po que es es não a acam ma e iais ino gânicos. Os inse os podem causa a
pe da o al de á ias coleções o gânicas, bas a que pa a isso, se man enha a TºC e H.R
ele adas, sujidades nas coleções e nas zonas de a mazenamen o, in es ações de ungos e
zonas ecôndi as sem luz12.
Como exemplo, os inse os da o dem coleop e a, as amílias es udadas no
capí ulo an e io , os ANOBIDAE, BOSTRICHIDAE, CERAMBICIDAE, LICTIDAE e
DERMESTIDAE, são inse os xiló agos, po es a azão só in es am coleções
cons i uídas po ma e ial lenhoso, e azem-no pa a se alimen a , enquan o se encon am
no es ado la a , c iando gale ias no in e io dos obje os lenhosos, podendo es es ica
o almen e des uídos, eduzidos quase a pó ou pa cialmen e des uído pelos á ios
12 A exposição egula ou p olongada das coleções à luz, na u al ou a i icial, pode causa danos
i epa á eis nos obje os, po se acumula i a e ca alisado de eações químicas. Po es as azões,
no malmen e as coleções encon am-se em zonas sem luz.
CONSTITUIÇÃO DOS
OBJETO
TEMPERATURA (°C)
HUMIDADE RELATIVA (%)
Madei a
19 - 21ºC
50%
Pin u a
18 - 22ºC
45 - 60%
Têx eis
18ºC
40 - 60%
Documen os G á icos
18 +/- 2ºC
55 +/- 5%
Cou o, Pe gaminhos
20ºC
50 - 55%
Ce âmica
18+/-2ºC
40 - 60%
Me ais
15 - 20ºC
0 - 45%
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Rela ó io de p oje o pág. 22
úneis c iados, que agilizam a es u u a, acabando po pa i . No inal da sua
me amo ose, na passagem pa a o es ado adul o, es es inse os saem do in e io da
madei a deixando po ezes um as o isí el de des uição, cen enas de pequenos
o i ícios, que numa coleção de escul u a e pin u a podem mesmo a e a a lei u a do
obje o, podendo pe de -se pa es undamen ais, o nando-se mais do que um simples
p oblema es é ico. Ou a o dem de inse os xiló agos é a o dem Isop e a, as amílias
RHINOTERMITIDAE e KALOTERMIDAE, que po i e em colónia o nam-se mais
pe igosas, pois apidamen e de o am o obje o, deixando uma pequena película
supe icial in ac a, que esconde a in es ação, deixando o in e io comple amen e azio.
Na al a de obje os lenhosos algumas das espécies des a o dem, como é o caso
de An h enus e baci da amília DERMESTIDAE, alimen am-se de ib as na u ais,
podendo deg ada á ias coleções museológicas, como papel, êx eis e ou os inse os,
p oduzindo es agos em á ias coleções de na u eza o gânica que as ins i uições
museológicas possuam.
A o dem Psocop e a, conhecidos como o piolho-do-li o, deg adam os
documen os g á icos a aídos pelas gomas, amidos e pelos adesi os das encade nações,
po se em mais áceis de dige i que a celulose do papel (PERIS, 2005). Os danos
causados nos documen os g á icos são mais do que es é icos, os úneis e o i ícios, c iam
lacunas de á ias dimensões que po cima do ex o podem i a ou des i ua o sen ido
das ases, pe dendo-se in o mação. Os inse os da o dem Lepidop e a são a aídos pela
que a ina e pelas p o eínas, p incipalmen e as que con enham enxo e, que es ão
p esen es na pele humana e animal. In es ando no malmen e coleções êx eis,
especialmen e se es i e em sujas com alimen os, pois alimen am-se ambém de amido
(Espinoza and G uzmache , 2002). Os danos causados nas coleções ão desde o
desgas e, o i ícios i egula es e lacunas de á ios amanhos. Os inse os da o dem
Thysanu a alimen am-se dos adesi os, das in as, de ungos que possam exis i nas
coleções, p o ocando co osão supe icial, lacunas e manchas de om ama elo,
p o ocadas pela acidi icação do ma e ial, que desencadeia ou as eações de
deg adação. O g ande p oblema de uma in es ação é o dano ísico que os inse os
causam nos obje os, que ambém se em de ca alisado es ou p omo em eações
químicas que p o ocam a con inuidade da sua deg adação, como al e ação do pH
(p o oca manchas e co osão) e desid a ação das ib as ( o nando-as queb adiças).
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TABELA Nº3. Lis a ilus ada de danos que demons am a p esença de a aque dos
inse os xiló agos.
INSETOS XILÓFAGOS
ORDEM
FAMÍLIAS
DANO NAS MADEIRAS
Coleop e a
Ca uncho
ANOBIIDAE
Gale ias ci cula es ou o ais.
Túneis supe iciais que são
consolidados com o pó do se im e
dos exc emen os da la a.
O i ícios de saída i egula es.
BOSTRICHIDAE
CERAMBICIDAE
LICTIDAE
DERMESTIDAE
Isop e a
Te mi a
RHINOTERMITIDAE
O in e io do obje o é des uído,
mas a supe ície ex e io é deixada
in ac a, consolidada pelos
exc emen os e sali a.
KALOTERMIDAE
Es es danos p o ocam pul e ulência da madei a, diminui a esis ência ísica e mecânica, podem
p o oca lacunas ou mesmo pe da o al ou pa cial do obje o.
IMAGENS DA DEGRADAÇÃO PROVOCADA POR INSETOS XILÓFAGOS NA MADEIRA.
REFERÊNCIAS:
HTTP://WWW.GOOGLE.COM/IMGRES [05/03/2012].
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Rela ó io de p oje o pág. 24
TABELA Nº4. Lis a ilus ada dos danos que demons am a p esença de a aque de inse os nas
coleções museológicas.
INSETOS
ORDEM
MATERIAL
DANO CAUSADO
Psocop e a
Piolho-do-li o
Documen os
g á icos
A aídas pelas
gomas, adesi os e
amidos, que são
de mais ácil
diges ão que a
celulose.
Ab asão
supe icial.
Lepidop e a
T aça
Têx eis
Que a ina,
p o eínas, amido
(das a inhas e
ce eais) .
Desgas e,
o i ícios
i egula es,
lacunas de
á ios
amanhos.
Thysanu a
Peixe-p a a
Adesi os, in as,
amido e ungos.
E osão
supe icial
com
con o no
i egula ,
manchas e
lacunas.
Es es danos p o ocam nos ma e iais acidi icação das ib as, lacunas, diminuição da esis ência
ísica, ama elecimen o e manchas.
REFERÊNCIAS:HTTP://WWW.GOOGLE.COM/IMGRES [10/03/2012].
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Rela ó io de p oje o pág. 25
CAPÍTULO 3 - CONTROLO/ ELIMINAÇÃO DE INSETOS.
É impo an e p ocede -se à desin es ação da coleção quando o écnico
esponsá el pela á ea da conse ação em a ce eza da p esença de in es ação a i a.
Nes e caso, o écnico de e conhece a coleção que ai in e enciona , o ipo de inse os
que ai comba e , o ipo de ins i uição museológica e as á ias o mas de ealização dos
a amen os de desin es ação.
O conse ado de e:
1. Conhece os á ios ma e iais de cons i uição da coleção, os seus
compo amen os, o seu es ado de conse ação e p incipalmen e conhece as suas
ulne abilidades.
2. De e conhece o ipo de in es ação, quais os inse os p esen es, a causa da
en ada, a p opagação da in es ação e os p oblemas associados.
3. Conhece o edi ício, as suas ulne abilidades e os seus pon os o es, pa a
delinea es a égias de ges ão de inse os.
4. De e ap esen a conhecimen os bas os dos á ios ipos de desin es ações que
exis em, as suas an agens e des an agens endo p esen e o ipo de coleção e o
o çamen o disponí el pela ins i uição.
No passado mui os mé odos o am usados pa a e adica inse os, u iliza am-se
uma a iedade de aplicações químicas, mas com o desen ol imen o cien í ico e as
no as pesquisas ouxe am a condenação des es mé odos de con olo químico, os ó gãos
go e namen ais começa am a legisla con a o uso de subs âncias noci as pa a o
homem e pa a o meio ambien e. Como é o caso do b ome o de me ilo u ilizado pa a
desin es ações, classi icado como um compos o que des ói o ozono e al amen e noci o,
sendo p oibido (Eu opeu, 16 de Se emb o de 2009). Ainda exis e ou o incon enien e,
no uso de qualque p odu o químico, os inse os podem o na -se esis en es a esses
p odu os, o nando-se cada ez mais di ícil a sua e adicação.
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Rela ó io de p oje o pág. 32
3.1.3. Segu ança e saúde.
Os inse icidas conce nem uma as a gama de subs âncias a i as e p epa ações,
de composição di e enciada, cob em um amplo leque de u ilizações, que concede uma
dimensão económica assinalá el e imp escindí el a ualmen e. T a a-se de p odu os com
bene ício pa a a p o eção da saúde humana, dos animais e meio ambien e, mas aca e a
um isco pa a os mesmos, o que necessi a de medidas especí icas de a aliação, con olo
da come cialização e u ilização.
Desde 1960, com a publicação da Po a ia nº 17 980 de 30/09/60, os p odu os
inse icidas o am obje o de medidas disciplinado as, que ob iga am os agen es
económicos à ob enção de au o izações de ab ico e come cialização, a ibuído à
Comissão Regulado a dos P odu os Químicos e Fa macêu icos. Mais a de em 1976, é
ans e ido pa a o Minis é io do Come cio In e no, mas com o Dec e o-Lei nº 306/90,
de 27 de Se emb o, es a compe ência passou pa a a á ea de ap o ação de ó ulos e
embalagens. Com o Dec e o-Lei nº 131/97, de 30 de Maio, odas as compe ências, que
no âmbi o de au o izações p o isó ias de enda, na ap o ação das embalagens e ó ulos,
passa am pa a a en ão c iada, Di eção-Ge al da P o eção das Cul u as.
O Dec e o-Lei nº 232/99, de 24 de Junho, inse iu um sis ema de au o ização de
in odução no me cado, que endo em con a os a anços écnicos e cien í icos, ga an e a
a aliação dos inse icidas, ga an indo os pad ões exigidos de qualidade, e icácia e
segu ança.
A adoção da Di e i a nº 98/8/CE, do Pa lamen o Eu opeu e do Conselho, de 16
de Fe e ei o de 1998, ela i a à colocação de biocidas no me cado, dos quais es ão
excluídos os inse icidas de uso ag ícola, eio de encon o com a p eocupação dos iscos
que es es p odu os podem aca e a , impondo à ha monização do quad o legisla i o
nacional e anspondo-as pa a a o dem ju ídica in e na. Pe mi e a pe manência no
me cado de p odu os já come cializados que con enham subs âncias a i as não
au o izadas e a manu enção ansi ó ia, po um pe íodo de 10 anos. O diploma p e ê
uma cláusula de sal agua da que admi e a e i ada do me cado de p odu os que se
enham a cons a a de isco inacei á el pa a a saúde humana, animal ou pa a o
ambien e. P e ê igualmen e, o uso po 120 dias de p odu os de ogados, no caso de
acon ece um pe igo imp e isí el que não possa se comba ido po ou o meio, ou
de ogações de p odu os que enham subs ancias a i as não au o izadas, mas que
obedeçam aos equisi os, sa is azendo as condições impos as e não haja objeção po
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Rela ó io de p oje o pág. 33
pa e das au o idades compe en es. Pe mi e ainda a u ilização pa a expê iencias ou
es es de in es igação e desen ol imen o écnico e cien í ico. Na o ulagem, embalagem
e publicidade es e diploma ob iga à elabo ação de ichas de segu ança e, comunicação
ao Cen o de In o mação An i enenos de odas as in o mações de a amen o médico.
A compe ência pa a passa as au o izações de enda de inse icidas oi a ibuída a
ês en idades, a Di eção Ge al de Saúde (Minis é io da Saúde) os inse icidas de uso no
homem, uso domés ico e indus ial; Di eção-Ge al de Ve e iná ia; Di eção-Ge al do
Ambien e. É c iado uma Comissão de A aliação Técnica, com pa ece incula i o, dos
p odu os biocidas, em que se encon am ep esen ados os Minis é ios da Ag icul u a, do
Desen ol imen o Ru al e das Pescas, da Saúde, do Ambien e e do O namen o do
Te i ó io. É de inido uma au o idade de coo denação nacional, a Di eção-Ge al da
Saúde, des inada a es abelece a ligação en e os se iços e ó gãos e, ep esen ação
nacional a ní el comuni á io e in e nacional (Republica, 3 de Maio de 2002).
As au o izações de enda são emi idas pa a cada p odu o, em nome da emp esa
esponsá el pela sua colocação no me cado nacional, de e se acompanhado pela
espe i a icha de iden i icação, po dois dossie s écnicos do p odu o o mulado e
subs ancia a i a, mais dois p oje os de ó ulos. É ambém examinado a a aliação de
isco e bene ícios de cada p odu o pes icida endo em con a o u ilizado indus ial,
p o issional ou público em ge al. A in odução de uma subs ancia na lis a ca ece de
ap o ação em Comi é. Após ap o ação é concedido a au o ização de enda p o isó ia,
sendo necessá io e alida anualmen e. Des a o ma a “di e i a p e ende ha moniza , a
ní el comuni á io, a colocação de p odu os biocidas no me cado e ga an i um al o ní el
de p o eção pa a o homem e o ambien e” (CARDOSO, 1997).
3.2. TEMPERATURA.
O in e alo acei e pela gene alidade dos inse os es abelece-se en e os 10-35ºC,
po es a azão no malmen e empe a u as ex emas eliminam os inse os, o que pode se
usado como o ma de desin es ação. O p oblema oco e quando os ma e iais de
cons i uição dos obje os da coleção não o pe mi em, são ulne á eis a empe a u as
ex emas, se es e não se deg ada com es a medida de con olo, pode á se um mé odo
e icaz e ino ensi o pa a a saúde pública.
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Rela ó io de p oje o pág. 34
Pa a que a desin es ação seja mais con olada e sem oco e imp e is os, o
p ocesso de e se ealizado em mic o ambien es u ilizando cabines de ambien e
con olado e ealizado po emp esas especializadas. O The mo-Lignum® WARMAIR
pe mi e baixa a empe a u a chegando aos 25ºC nega i os, que du an e um pe íodo de
dois ou mais dias o na-se e icaz na eliminação dos inse os, como a u ilização do
a amen o in e so, com empe a u as acima dos 55ºC du an e uma ou mais ho as. O
p incípio que es á po ás des e mé odo é ga an i a es abilidade da humidade nos
obje os a a és da manu enção de humidade ela i a den o de uma aixa es i a, en e
os 50-55%. Os mé odos que u ilizam al as empe a u as, como o uso de calo , da
adiação gama e mic oondas, alguns especialis as de endem que os esul ados não são
ão sa is a ó ios (TRUCCO e al., 1998). Como exemplo, o calo pa a elimina inse os
em documen os g á icos ou obje os com ma e ial em papel, a sua u ilização nos ní eis
necessá ios pa a ma á-lo acele a a oxidação e o en elhecimen o do papel, a adiação
gama pode inicia a oxidação e p o oca a o u a das moléculas de celulose, com
possibilidade de dani ica se iamen e o papel e o adesi o pode en aquece pe dendo a
sua unção.
O mé odo de desin es ação po con olo da empe a u a é o almen e ecológico e
e icaz con a á ias espécies de inse os que es ejam a con amina á ios ipos de
ma e iais, como a madei a, papel, peles (pe gaminho, cou o, e c.) e êx eis.
O p ocesso in oduz apenas a quen e e água, é usado pa a as pes es-al o, ais
como os inse os da amília ANOBIDAE (Anobium punc a um, Xes obium
u o illosum, pa a os inse os da amília SIRICIDAE, pa a os inse os da o dem
Lepidop e a sendo usado ambém pa a desin eções de ungos). É necessá io e em
con a a emp esa que se con a a pa a a ealização des e ipo de desin es ação, de em se
especializadas e com bons equipamen os, pa a que o a amen o seja ealizado
co e amen e. Alguns equipamen os não são capazes de baixa a empe a u a com
su icien e apidez, a len a edução da empe a u a pe mi e que alguns inse os en em em
es ádio de me amo ose, pe mi indo-lhes sob e i e ao a amen o (Chico a Founda ion,
1994). O p oblema é que alguns obje os de em se man idos num ambien e con olado
pa a a ingi es as empe a u as len amen e e ice- e sa, pa a não so e al e ações
es u u ais, po ezes i e e sí eis, o que ai de encon o ao que oi e e ido
an e io men e. Ou os obje os es ão mais susce í eis ao isco de dano com a congelação,
po que pe dem a lexibilidade e o nam-se mais ágeis. Como exemplo, as madei as
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
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Rela ó io de p oje o pág. 35
que são hig oscópicas, po isso o con olo da H.R de e se igo oso pa a que não haja
danos ísicos, como dila ações ou con ações que p o ocam mo imen os b uscos,
c iando issu as, endas e empenos. Se necessá io os obje os de em se colocados em
sacos de polie ileno an es do a amen o pa a c ia um mic oclima mais es á el, o a
den o do saco é eduzido diminuindo a quan idade de humidade que pode ia condensa
e congela o obje o, o saco não de e se excessi amen e ape ado pa a não p o oca
danos nos obje os, mas es e p ocesso não é mui o usado (STRANG, 1997).
É necessá io e um cuidado ac escido ao manusea obje os g andes es iados,
pode p o oca queimadu as na pele do écnico e ao obje o pode causa danos ísicos se
exis i em choques, pois a sua esis ência mecânica é baixa.
Es e mé odo ap esen a uma eno me an agem pa a os museus que quei am
desin es a obje os em exposição, a ausência de p odu os químicos ou gases noci os
du an e o p ocesso pe mi e a eu ilização imedia a dos obje os após a conclusão do
a amen o, sem isco de p ejudica a saúde do uncioná io e público (Limi ed, 2004). O
a amen o é bas an e ápido, le a apenas 24-36 ho as. E os de en o es das coleções
podem eco e ao a amen o sem p eocupações de abandona as ins alações, o que
diminui os iscos de segu ança e o na o p ocesso mais ba a o, pois não necessi a de
segu os de cobe u a adicional, minimiza o manuseamen o e anspo e desnecessá io.
Uma das des an agens des e mé odo é causa em, em maio ou meno g au, um
s ess ísico nos ma e iais de cons i uição dos obje os, es es podem se compos os po
um a iado conjun o de ma e iais e, cada um esponde de o ma di e en e às mudanças
de ene gia à qual é subme ida. No mé odo de congelação con olado, se o coe icien e de
dila ação o di e en e en e os ma e iais no mesmo obje o pode exis i mo imen ações
di e en es, conduzindo à deg adação po de o mações, issu as ou endas.
Um es udo cien í ico di ulgado no Jou nal o Cul u al He i age (HANSENA e
al., 2012) sob e o A agenus smi no i18 (coleop e a, amília DERMESTIDAE), que
in es a as coleções do museu nacional da Dinama ca, ap esen a es a p aga como di ícil
de e adica . A ins i uição museológica comba e a in es ação po congelação e os
esul ados são de 100% de mo alidade após exposição a empe a u as nega i as -14,4ºC
du an e 24 ho as. A empe a u a do congelado de e á a ingi 0°C em qua o ho as e -
20°C em 8 ho as. A g ande maio ia dos a amen os com ob enção de esul ados
18 A. smi no i desen ol e-se com maio apidez em condições ideais de 24ºC e H.R en e os 70-80%, no
es ado adul o i em ce ca de 20 dias, acasalam du an e os meses de ab il a agos o, cada êmea p oduz 30
a 70 o os e o empo de incubação é de 10 -14 dias.
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
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Rela ó io de p oje o pág. 36
a o á eis a ingiu empe a u as nega i as de -29°C num pe íodo de 72 ho as. Quando a
empe a u a não pode se ão baixa os esul ados são a o á eis aos -20°C du an e 48
ho as (TRUCCO e al., 1998).
3.3. ATMÓSFERA DE ANÓXIA.
Apesa de se uma in enção ecen e, do século XX, é o a amen o mais
ecomendado nos nossos dias, po se inócuo, pela c escen e consciencialização dos
pe igos associados aos á ios p odu os químicos ao ní el es u u al das coleções e
ambém ao meio ambien e e ao homem. Como os inse os necessi am de oxigénio pa a
i e são usados a amen os que o e i em do a , a a és de câma as com sis emas de
gás ine e. Des a o ma, o oxigénio do mic oclima é eduzido pa a um alo ≤ 0.3%,
su icien e pa a ma a os inse os exis en es po desid a ação, o empo indispensá el pa a
ob e esul ados depende da empe a u a necessá ia pa a man e a conse ação dos
obje os, com uma empe a u a que onde os 15-20ºC é ob iga ó io a coleção es a nes as
condições du an e qua o a seis semanas, mas com empe a u as supe io es, en e os
25ºC é p eciso menos empo, ês a qua o semanas. O oxigénio é subs i uído po ou os
gases ine es, como o dióxido de ca bono (CO2), o ni ogênio (N2) ou o á gon (A ),
podendo ambém se usado a combinação de dois gazes ine es.
A seleção do gaz ine e a se usado no p ocesso de desin es ação passa po
á ios i ens, como o ipo de inse os exis en es na coleção e o p eço do gaz. Como
exemplo, o uso do N2 em elação ao CO2 o na mais ca o o a amen o, sendo a
desin es ação po A ainda mais dispendioso. Pa a S ephan Schä e “em e mos de
cus o/bene ício nada jus i ica o uso do á gon”, um es udo cien í ico ealizado pelo Ge y
desc e e que a única di e ença encon ada é que em alguns inse os os empos le ais sob
a mos e a de A são ligei amen e mais cu os. O CO2 é ecomendado no a amen o de
desin es ações de g ande núme o de obje os, po se ela i amen e ba a o, pois é um
despe dício e poluen e do a .
Após anos de pesquisa Robe Koes le , Richa d She yll e William Louche
in en a am es e sis ema de desin es ação de inse os po a mos e a de anóxia,
concedendo a come cialização da pa en e à A Ca e In e na ional Inc (KOESTLER,
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel.
Rela ó io de p oje o pág. 37
2001). O p ocedimen o execu i o da écnica é ela i amen e simples19, o obje o é
isolado num ambien e ico em oxigênio, em seguida é subs i uído po um gás ine e,
icando nesse ambien e a é á e adicação dos inse os e no inal e i a-se o obje o. É
necessá io ecnologia especí ica pa a a ealização des e p ocesso, pa a que sejam
a ingidos apidamen e baixos ní eis de oxigénio pa a se o almen e e icien e. Não
de em acon ece alhas du an e o a amen o, ais como:
Concen ação inadequada do gás,
Falhas na edação do in óluc o he mé ico,
Tempo de exposição insu icien e,
Fal a de moni o ização cons an e e medição das concen ações du an e
odo o p ocesso. No a amen o de e-se conside a que na p esença de
ní eis ele ados de humidade (≥75ºC) o CO2 pode eagi e o ma ácido
ca bónico (H2CO3), podendo o ma e ial acidi ica , p o oca co osão em
me ais ou em pigmen os.
Ma e iais e equipamen os inadequados.
A ualmen e, es e mé odo é o meio não-in asi o mais p eciso e segu o de
e adicação de in es ações no pa imónio cul u al. Ou a an agem é a possibilidade de
se ealizado in si u e moldado na o ma e amanho necessá io pa a o a amen o. É
imp escindí el que se conheça a dimensão da in es ação, pois es e mé odo elimina os
inse os, mas não p e ine o obje o de um a aque u u o, ou seja, mesmo que o obje o
enha so ido uma desin es ação po anóxia se o museu i e in es ado a p obabilidade
de apidamen e esse mesmo obje o ol a a se a acado é eno me, pe dendo-se dinhei o
e con inuando com o mesmo p oblema.
19 Ve anexos. A mos e a de anóxia, p.8.
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel.
Rela ó io de p oje o pág. 38
PARTE II
O MUSEU MUNICIPAL DE PENAFIEL. ESTUDO DE CASO.
No âmbi o do p imei o ano le i o do mes ado em museologia oi ealizado um
abalho pa a uma cadei a, onde o am le an ados os iscos e ulne abilidades do MMP,
a a és da u ilização da escala simples de S e an Michalski (Canadian Conse a ion
Ins i u e). Nes e es udo oi de e ado uma in es ação po a aque de inse os xiló agos, na
coleção p esen e nas ese as do museu, num conjun o de máquinas de cos u a, com
mesa em madei a. O seu es ado de conse ação oi obse ado de ido à p esença de
o i ícios de saída dos inse os nas supe ícies das mesas, jun amen e com pequenas
pa ículas de se im esco e p incipalmen e com a p esença de inse os mo os,
iden i icados como sendo da amília ANOBIIDAE (Anobium punc a um). A escala de
isco e p io idade no que se e e e ao isco gené ico de pes es do ipo 1 e 2 ma cou uma
p io idade u gen e, egis ando 7 pon os.
A ins i uição oi ale ada pa a os indícios de uma possí el in es ação na coleção
p esen e nas ese as, onde se p ocedeu de imedia o a um a amen o de desin es ação,
po aplicação de um p odu o químico. Assim, as máquinas de cos u a o am
desin es adas, cessando no imedia o a con inuação da deg adação do ma e ial lenhoso.
Mas a ques ão coloca-se, na necessidade de após a de eção da p esença de um a aque de
inse os na coleção o que de e se ealmen e ei o pa a a ua , de e a e e i a es e
p oblema. Su gem á ias in e ogações, ais como: a desin es ação química oi ou não o
melho p ocedimen o? Se á o su icien e? Qual a sua epe cussão pe an e o obje o, a
in es ação e os uncioná ios do museu? Qual se á a ex ensão da in es ação? Qual se á
o(s) inse o(s) con aminan e(s)? Como en a am no museu?
A necessidade de espos a conc e a e cien í ica pe an e a u gência de esol e os
p oblemas de con aminação das coleções, sem co e iscos ou pe das u u as, sem
igno a o p oblema e a ca ência de conhecimen o na ges ão de planos de in es ações, é
que su giu o ema do p oje o de mes ado. F en e á de eção da p esença dos inse os
con aminan es nas ese as do museu com cons ução iniciada em 2007, edi ício
cons uído de aiz, p oje ado pa a albe ga as coleções e abe o ao público em 2009,
mos ou-se u gen e a c iação de um plano de ges ão de pes es pa a o museu. Pa indo
des a necessidade su ge o in e esse na á ea da conse ação p e en i a, na ges ão do
planeamen o de in es ações po a aque de inse os nas coleções dos museus, p oje ando o
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel.
Rela ó io de p oje o pág. 39
es udo pa a uma escala ala gada às necessidades das ins i uições museológicas, des a
o ma, o MMP é u ilizado como caso de es udo p á ico.
É impo an e conhece o museu no seu odo, sabe as ulne abilidades
geog á icas que são ine en es ao e i ó io, es uda o u banismo en ol en e, econhece
o géne o de ins i uição, desde os ecu sos humanos ao ipo de edi ício, como a
cons ução, o espaço, o ipo de mobiliá io, sis ema de segu ança e equipamen o de
con olo ambien al. Pois es es i ens pode ão in luencia di e amen e nos iscos, o nando
a ins i uição mais ou menos ulne á el. É ambém de impo an e alo analisa a
coleção, de inindo as suas ulne abilidades, es ado de conse ação e necessidades.
Com es e conhecimen o, a c iação dos planos de e adicação de inse os nas
coleções das ins i uições museológicas o nam-se mais ácil o con olo e minimiza o
p oblema.
CAPÍTULO 4 - OS RECURSOS HUMANOS.
4.1. COMPETÊNCIAS E FUNÇÕES.
A ins i uição museológica é cons i uída po se e écnicos supe io es, dos quais
ês a queólogos, sendo um deles a di e o a da unidade o gânica do museu. Um écnico
na á ea da educação, ês écnicos de conse ação e o es an e pessoal p o issional e
auxilia que abalham em coope ação no pleno uncionamen o do museu. Exis e ainda
um g upo, designado como amigos do museu, que colabo am ao ní el inancei o e
adminis a i o.
O museu em elação a ca gos supe io es es á bem ge ido, al ando só um écnico
supe io de conse ação e es au o, que sup ima as necessidades de ealiza
in e enções de ca a e conse a i o nos obje os da coleção, ais como a amen os de
desin es ações, consolidações, ixações, limpezas químicas e que c ie inspeções nos que
dão en ada no museu, c iando planos de ges ão de pes es assen es em bases solidas.
Os écnicos supe io es encon am-se quase odos a es uda , a i a o mes ado e
dou o amen o, man endo-se a i os ao ní el in elec ual, o que é uma maio alia pa a o
dinamismo do museu. Ao odo são dezano e pessoas a colabo a no museu e, exis e
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel.
Rela ó io de p oje o pág. 40
uma p eocupação na eno ação da o mação dos seus colabo ado es, c iando o mações
pa a as pessoas, como cu so de inglês.
TABELA Nº 8. Quad o dos colabo ado es do MMP. (In o mação dada pelo MMP,
26/04/2012).
CAPÍTULO 5 - O EDIFÍCIO.
5.1. LOCALIZAÇÃO.
A cidade de Pena iel20 pe ence ao dis i o do Po o egião no e e sub- egião do
Tâmega. De clima empe ado com ele o ma cado po ios que p opo cionam condições
ideais pa a o c escimen o ege al, com á zeas ag ícolas, de inha e poma es e com
plan ações lo es ais. A ca a e ização hid og a ia da cidade, egis a alo es de
20 Ve apêndice. Ca a e ís icas da egião, pp.3 e 4.
QUADRO DE PESSOAL DO MUSEU E NÚCLEOS
Nº de
pessoas
FORMAÇÃO INICIAL DOS COLABORADORES
1
Técnico supe io , a queólogo/ di e o a
1
Técnico supe io , a queólogo
1
Técnico supe io , a queólogo (em egime de a ença)
3
Técnico supe io , conse ado
1
Técnico supe io , se iço educa i o
2
Técnico p o issional, adminis a i o
1
Técnico p o issional de a qui o
7
Se iço auxilia , gua da ia e igilância
2
Se iço auxilia , museog a ia
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel.
Rela ó io de p oje o pág. 41
p ecipi ação média de 500mm/ano, e es es es ão di e amen e in luenciados pelos
alinhamen os mon anhosos localizados a les e, como a se a do Ge ês.
A análise clima ológica21 da empe a u a anual média pa a a bacia hid og á ica
do io Dou o é de 15 °C. Em ge al, o clima egional é de ipo empe ado e de ampli ude
mode ada, sendo a empe a u a média anual de 13ºC e a ampli ude da a iação anual é
de 11,8ºC. Na egião p edomina um clima do ipo chu oso, com um longo pe íodo
húmido no in e no e cu o pe íodo seco no e ão. Os en os mais equen es (23,6%)
sop am de sudoes e, oco em ainda ne oei os em odos os meses, em média ce ca de 45
dias de ne oei o po ano.
O museu municipal si ua-se no cen o his ó ico da cidade de Pena iel22, da a da
sua c iação em 17 de ab il de 1948, e e ecen emen e em ma ço de 2009, no as
ins alações pensadas pa a albe ga a sua coleção (SOEIRO, 1994). As no as ins alações
ocupa am o edi ício do palace e dos Pe ei a do Lago e an igo colégio do Ca mo,
eabili ado e p oje ado um no o p olongamen o pelo a qui e o Be na do Tá o a,
encon ando-se comple amen e in eg ado na malha u bana da cidade (SANTOS and
MARQUES, 2009).
MAPA Nº 1. Cidade de Pena iel, pon os u banos mais impo an e. (Google Maps 2011)
21 Ve anexos. Análise clima ológica, p.9.
22 Ve anexos. Plan as do museu municipal, pp.10 - 13.
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel.
Rela ó io de p oje o pág. 48
Na coleção em es udo exis em á ios ma e iais o gânicos, com ulne abilidades
mais ou menos semelhan es, ais como madei a, p esen es nas coleções de mobiliá io,
ag ícola, pesquei o, escul ó icas e pin u as sob e madei a; os êx eis, como o es uá io e
as pin u as sob e ela; o papel, em jo nais, caixas de ca ão e li os. Es es ma e iais
o gânicos ap esen am ca a e ís icas p óp ias, ao ní el ísico e químico, que o iginam
de e minados compo amen os.
Os mecanismos de de e io ação são a i ados po de e minadas causas, como os
a o es ambien ais, que podem c ia oscilações b uscas de ele ados alo es de humidade
ela i a e empe a u a, alo es ele ados de iluminação e poluição a mos é ica, que
p o ocam eações de na u eza química, mecânica e biológica. Es es a o es ex ínsecos
de oscilações da H.R e TºC podem p o oca eno mes danos, de ido às ca a e ís icas
hig oscópicas e aniso ópicas dos ma e iais o gânicos, p o ocando al e ações po ezes
i e e sí eis, não apenas em elação às dimensões, mas ambém quan o ao seu
compo amen o mecânico. Fa o ecem ambém o desen ol imen o biológico, nes e
caso, a p oli e ação de inse os que se alimen am da coleção o gânica do museu.
Ap esen ando ca a e ís icas de deg adação di e en es, como o i ícios, úneis, lacunas,
acidi icação e sujidade (manchas p o ocadas pelos exc emen os e sali a).
6.2. LOCALIZAÇÃO NOS ESPAÇOS DO MUSEU.
A coleção do museu encon a-se em ese a no piso 1 e -1 e nas salas de
exposição no piso 0. A coleção ino gânica compos a pelos achados a queológicos
encon a-se em ese a numa sala do piso 1. Nas seis salas da ese a do piso -1
localizam-se á ios obje os de ipologias di e sas, ais como, na sala 1 da en ada es ão
acondicionados os obje os pé eos, na sala 2 a coleção de pin u a, na sala 3 a coleção
êx il e os documen os g á icos, na sala 4 exis em á ias ipologias como me al,
ce âmica, madei a e pele, na sala 5 os obje os são cons i uídos po ino gânicos como
ped a e me al, po úl imo a sala 6 com coleções em ped a, me al, ce âmica, madei a,
pele e ou os ma e iais (coleções de ces os).
Na exposição a coleção é di idida po emas e os ma e iais de cons i uição são
di e sos e encon am-se expos os de o ma a c ia cená ios, a sala 1 “Iden idade” e 2
“Te i ó io” é dedicada à coleção ima e ial, encon ando-se poucos obje os
ep esen an es dessas memó ias, obje os êx eis, em madei a e ped a. A sala 3
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel.
Rela ó io de p oje o pág. 49
“A queologia” com obje os em ped a, id o, me al e ce âmica, enquan o na sala 4
“O ícios” a coleção passa pelos obje os lenhosos, êx eis e me al. Na sala 5 “Te a e
Água” a maio ia dos obje os são em madei a, ap esen ando alguns obje os em ce âmica
e ped a. Es a dis ibuição das ipologias das coleções pode se obse ada mais à en e
na plan a nº4.
6.3. ESTRUTURAS DE ACOMODAÇÃO EM RESERVA.
O mobiliá io das salas de ese a oi p oje ado pa a aquele espaço,
ap esen ando-se nas salas nº4, nº5, nº6, es an es em aço inoxidá el, com supe ície de
placas em con aplacado a se i de base. A sala nº2 é mobilada com as mesmas es an es
que as salas an e io es e com a má ios ipo a qui o de ácil abe u a, iguais à sala nº3
onde se encon am os êx eis gua dados.
6.4. CONDIÇÕES AMBIENTAIS A QUE ESTÃO SUJEITAS.
O es udo do mic oclima é e e en e às seis salas das ese as e à sala de
exposição “Te a e Água “do museu municipal, sendo ela i o aos alo es p esen es nos
dias em que o am ealizadas as inspeções às a madilhas pela discen e du an e os se e
meses de pesquisa pa a o ela ó io do p oje o. Os alo es de TºC e H.R egis ados em
FOTOGRAFIA Nº4. Visualização dos
a má ios ipo a qui o. (SOARES. MMP,
2011).
FOTOGRAFIA Nº 3. Visualização de
algumas es an es. (SOARES. MMP, 2011).
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel.
Rela ó io de p oje o pág. 50
cada inspeção o am seis alo es, que se em como on e in o ma i a do mic oclima
exis en e nos espaços em es udo, is o es e in e e i com o ciclo de ida dos inse os.
Não é uma análise axa i a e p ecisa do mic oclima, po não se analisado o egis o
diá io, mas o p e endido e a o egis o se ealizado pela discen e em cada inspeção,
ap esen ando-se as a iações mic oclimá icas numa maio ampli ude.
A análise dos alo es ecolhidos numa o ma global os en a a iações b uscas na
H.R, p o a elmen e de i ado ao es ado mic oclimá ico das ês salas das ese as, que
se encon am com o a -condicionado a a iado, du an e os meses que deco e am as
inspeções. Apesa do a -condicionado que es á a unciona equilib a o mic oclima nas
salas onde es es se encon am a a iados, con inua a se necessá io pa a o bom es ado de
conse ação das coleções que es es sejam u gen emen e a anjados. O equilíb io do
mic oclima nes e momen o é ei o a a és da abe u a das po as de acesso en e as
salas, o que se o na ine i á el as a iações b uscas de TºC e H.R dos espaços, o que
acili a o desen ol imen o do a aque biológico, ao ní el das in es ações de inse os e
c iação de ungos e ou os o ganismos.
O apa ecimen o de ungos já se começa a e i ica em alguns obje os da sala 4,
p o a elmen e de ido aos ele ados alo es de H.R. Es e ipo de con aminação não é
a ado com os mesmos p odu os químicos usados pa a as desin es ações químicas no
a aque de inse os, apesa de exis i mui as ezes esse pensamen o, o a amen o de e se
enca ado de o ma di e en e, com a u ilização de biocidas especí icos pa a o ipo de
ma e ial de cons i uição do obje o e pa a o ipo de o ganismo p esen e.
Na análise mic oclimá ica da ese a no piso -1, a sala 2 que acondiciona a
coleção de pin u a, ap esen a alo es de TºC e H.R apa en emen e es á eis ao ní el
conse a i o, como pode se obse ada na abela nº9 (THOMSON, 1986). A sala 3
acondiciona a coleção de êx eis e numa meno pe cen agem a coleção dos documen os
g á icos, ap esen a alo es de TºC um pouco acima dos pad ões ecomendados (18ºC) e
os alo es de H.R so e am uma g ande oscilação du an e o início e o im do es udo,
com alo es inicialmen e baixos ( alo es ecomendá eis en e 40-60% pa a êx eis e
55% pa a documen os g á icos)28. A sala 5 acondiciona uma coleção a iada, ao ní el
dos ma e iais de cons i uição dos obje os, com maio ele ância a ped a e o me al, sendo
nes e caso os obje os em me al os mais sensí eis às al e ações e oscilações
mic oclimá icas, de endo nes e caso man e -se a H.R a é aos 45%, p e enindo a sua
28 A abela de alo es de TºC e H.R ecomendados pode se obse ada na página 21.
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel.
Rela ó io de p oje o pág. 51
ascensão a é aos 50%, de ido às eações químicas que se pode ão desencadea . Des a
o ma, os alo es de H.R encon am-se um pouco acima do ecomendá el, mas de e se
le ado em con a o es ado de conse ação dos obje os, sendo necessá io uma maio
a enção e iscalização pa a con ola possí eis al e ações.
Es es alo es não são os ideais pa a man e um mic oclima es á el à coleção,
mas pe an e o p oblema do a -condicionado a a iado nas ês salas das ese as e as
ou as ês es a em a equilib a o mic oclima, acaba po ap esen a alo es mais ou
menos inap op iados aos ma e iais de cons i uição das coleções, mas ainda assim den o
dos pad ões ecomendá eis pa a odos os ma e iais.
TABELA Nº 9. Valo es egis ados de TºC e H.R nas seis salas das ese as e sala de
exposição29 (In o mação ecolhida du an e o p oje o de mes ado).
TEMPERATURA (ºC)
HUMIDADE RELATIVA (%)
Valo Mínimo
Valo Máximo
Valo Mínimo
Valo Máximo
R. Sala 1
A -condicionado desligado
R. Sala 2
18.7
20.5
41.5
63.8
R. Sala 3
20.5
22
31.9
60.5
R. Sala 4
A -condicionado desligado
R. Sala 5
20.3
21.5
57
60.5
R. Sala 6
A -condicionado desligado
Sala de
Exposição
“Te a e
Água”
22
22.7
54.2
55.2
29 Ve apêndice. Condições ambien ais. Mic oclima, pp. 37.
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel.
Rela ó io de p oje o pág. 52
6.5. MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA.
Os esponsá eis pelo MMP execu am a e as de manu enção nos seus espaços
que p e inem o desen ol imen o de in es ações, como man e as salas limpas, o egis o
diá io do mic oclima das ese as e salas de exposição, como on e de egis o e con olo
e es ão a en os aos p oblemas que ão su gindo en ando esol ê-los o mais ápido
possí el. Realizam ambém ações co e i as como a ealização de desin es ações
química nos obje os in es ados e limpezas mecânicas nas coleções que dão en ada nas
ese as do museu. Es as a i idades são essenciais pa a o bom uncionamen o da
ins i uição e pa a a conse ação das coleções, de endo se semp e planeadas de o ma a
se em ealizadas o mais co e amen e possí el.
CAPÍTULO 7 - AVALIAÇÃO DE RISCO.
7.1. MODELO DE AVALIAÇÃO.
O modelo de a aliação u ilizado pa a de ini a magni ude de isco e p io idade
no MMP oi o modelo adap ado e simpli icado de S e an Michalski (Michalski, 2004) 30.
O modelo inicial oi c iado em 2003, po Robe Walle, a Ra io Scale é baseada
no cálculo da magni ude de iscos pela ó mula MR = FsxLVxPxE. Ob ida a a és da
a aliação da suscep ibilidade da coleção à deg adação, na p obabilidade de
acon ecimen o, ex ensão da deg adação e a pe da do alo do obje o ou coleção a e ada
(Ba boza e al.). A escala simpli icada, ABC Scale, oi c iada em 2006 po S e an
Michalsky e a magni ude de isco é de e minada pelo soma ó io dos alo es de isco
a ibuídos pa a cada uma das qua o e apas p é-de e minadas po Walle , mas p imei o é
necessá io lis a iscos, causas e e ei os dos agen es de de e io ação.
O modelo de a aliação é cons i uído po á ias abelas, que pe mi em o
exe cício da c iação de uma abela e e en e à magni ude de isco e p io idades que
de e minado museu possui.
30 Ve anexos. Tabelas de magni ude de isco e p io idades, pp. 15-18.
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel.
Rela ó io de p oje o pág. 53
7.2. MAGNITUDE DE RISCO. VULNERABILIDADE.
Com a descobe a nas ese as da p esença de in es ação de inse os na coleção,
a a és da p esença de se im na supe ície das es an es jun o dos obje os e inse os
mo os nas salas 4 e 6, oi c iado usando o modelo de a aliação e e ido an e io men e,
uma abela pa a iden i ica a magni ude de isco e p io idades do museu.
O cálculo da a aliação do isco a ingiu no isco gené ico – pes es- ipo 1 e 2, uma
p io idade de 7, ou seja, p io idade u gen e, o que le ou à conc e ização des e ela ó io
de p oje o.
No deco e do p oje o de mes ado, e i ica am-se a a ias no a -condicionado
do con olo ambien al das salas 1, 4 e 6 da ese a do museu. Es e p oblema c ia
lu uações nos alo es diá ios de TºC e H.R das salas. As oscilações mic oclimá icas
a o ecem o desen ol imen o de in es ações biológicas que deg adam os obje os, mas
ambém são ca alisado es de ou as eações ísicas e químicas que deg adam os
ma e iais de cons i uição das coleções. Des a o ma, o isco gené ico e e en e à
empe a u a e humidade ela i a inco e as do ipo 2 e 3 na escala de isco ma ca uma
p io idade u gen e, egis ando 6 pon os.
A abela c iada pa a egis o da magni ude de isco e p io idades pa a o museu
municipal de Pena iel, pode se obse ada em baixo e na página seguin e, onde se
encon a des acado as u gências e e idas, sendo o isco gené ico31 de maio p io idade
as pes es do ipo 1 e 2, que le a am ao es udo de es a égias de in e enção, como o ma
de con ibui pa a um plano in eg ado de con olo de in es ações, p i ilegiando as
a i udes p o ilá icas.
TABELA Nº 10. Magni ude de isco e p io idades. Escalas simples de S e an Michalski
(Canadian Conse a ion Ins i u e) (HOMEM, 2010).
31 Ve apêndice. Aplicação da escala de isco e p io idade no MMP, pp. 10-12.
RISCO GENÉRICO
P
FS
PV –
PVP
E -VR
MR
PRIORIDADE
Fo ças ísicas – Tipo 1
0
0
1
1
2
Manu enção do museu
Fo ças ísicas – Tipo 2
1
0
1
1
3
Manu enção do museu
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel.
Rela ó io de p oje o pág. 54
Fo ças ísicas – Tipo 3
1
0
1
1
3
Manu enção do museu
Fogo – Tipo 1
0
0
1
1
2
Manu enção do museu
Fogo – Tipo 2
0
1
1
1
3
Manu enção do museu
Fogo – Tipo 3
0
1
1
1
3
Manu enção do museu
Água – Tipo 1
0
0
1
1
2
Manu enção do museu
Água – Tipo 2
0
0
1
1
2
Manu enção do museu
Água – Tipo 3
1
0
1
1
3
Manu enção do museu
C iminosos – Tipo 1
0
0
1
1
2
Manu enção do museu
C iminosos – Tipo 2
0
0
1
1
2
Manu enção do museu
C iminosos – Tipo 3
0
0
1
1
2
Manu enção do museu
Pes es – Tipo 1 e 2
3
2
1
1
7
P io idade u gen e
Con aminan es – Tipo 1
0
0
1
1
2
Manu enção do museu
Con aminan es – Tipo 2
0
0
1
1
1
Manu enção do museu
Con aminan es – Tipo 3
0
0
1
1
2
Manu enção do museu
Luz e adiação UV –
Tipo 2
0
0
1
1
2
Manu enção do museu
Tempe a u a inco e a
– Tipo 2
2
2
1
1
6
P io idade u gen e
Tempe a u a inco e a
– Tipo 3
2
2
1
1
6
P io idade u gen e
Humidade ela i a
inco e a –
Tipo 2
2
2
1
1
6
P io idade u gen e
Humidade ela i a
inco e a –
Tipo 3
2
2
1
1
6
P io idade u gen e
Pe da – Tipo 1
0
0
1
1
2
Manu enção do museu
Pe da – Tipo 2
0
0
1
1
2
Manu enção do museu
Pe da – Tipo 3
0
0
1
1
2
Manu enção do museu
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel.
Rela ó io de p oje o pág. 55
CAPÍTULO 8 – INFESTAÇÃO. DIAGNÓSTICO DO PROBLEMA.
Com o conhecimen o da o ma como os inse os i em, es udado no capí ulo I,
sabemos que es es podem começa a alimen a -se de ou os ma e iais o gânicos,
colocando em causa o es ado de conse ação de oda a coleção o gânica do museu. As
salas 4 e 6 ap esen am uma maio p obabilidade de e uma in es ação, po que aí o am
encon ados á ios inse os mo os das ês espécies iden i icadas, mas não se sabe quais
são os obje os in es ados, a sua ex ensão, se bas ou a desin es ação dos obje os
iden i icados como in es ados ou se ainda con inuam a in es a as ese as. É
desconhecido se exis em ou as espécies de inse os, quando é que o museu oi in es ado,
se os inse os en a am po uma aquisição, se já ie am na coleção no momen o das
mudanças de ins alações ou as ejando. É impo an e pe cebe como su giu a in es ação,
o que alhou e o que se á necessá io aze pa a a elimina .
Pa a esol e as ques ões que o am su gindo, oi necessá io ealiza uma
inspeção ao espaço e coleção, conhece os ma e iais de cons i uição e o seu es ado de
conse ação. A inspeção consis iu na obse ação cuidada dos obje os, das salas e
es an es onde es es se encon am, com o obje i o de p ocu a es ígios da p esença a i a
de inse os. Tais como, inse os mo os e i os, pa ículas de se im deposi adas nas
supe ícies das es an es pe o dos obje os, que são esíduos da saída dos inse os adul os.
Foi ambém ido em a enção a aques de ungos, zonas de sujidade, eias de a anha ou
ou os inse os, ossem eles p ejudiciais ou não à coleção. Sendo iden i icados os obje os
in es ados e os pon os de maio p obabilidade de in es ação ou de possí el a aque, que
possibili ou a c iação de um mapeamen o pa a a colocação das a madilhas.
8.1. INSPEÇÃO E MONITORIZAÇÃO. MATERIAIS E MÉTODOS.
P ocedeu-se à ecolha dos inse os mo os, com ajuda de lu as, pinça e sacos
he mé icos, ealizando-se o egis o o og á ico da colhei a. Em seguida, oi iden i icado
a espécie dos inse os ecolhidos, a a és da isualização des es ao mic oscópio, que
pe mi iu a compa ação dos inse os com imagens do ca az do English He i age32, que
32 Ve anexos. Ca az English He i age, p.3.
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mos a os inse os que no malmen e são encon ados nos museus e casas his ó icas do
Reino Unido. Com a compa ação das imagens concluiu-se que os inse os que in es am a
coleção se ão pelo menos ês espécies, da o dem Coleop e a, da amília ANOBIIDAE,
o Anobium punc a um, o P inus u e po úl imo o Xes obium u o illosum33. Es as ês
espécies são inse os xiló agos, alimen am-se dos ma e iais cons i uídos po madei a,
que é uma g ande pe cen agem da coleção do museu.
FOTOGRAFIA Nº6. Regis o o og á ico da
p esença de se im na supe ície da es an e, jun o
da pe na do obje o, acondicionado na ese a do
MMP (SOARES. MMP, 2011).
FOTOGRAFIA Nº7. Visualização
ap oximada de um dos inse os xiló agos
mo os, na supe ície da es an e jun o do
obje o (SOARES. MMP, 2011).
33 Ve apêndice. Diagnós ico e documen ação. Magni ude de isco, pp. 13 - 15.
FOTOGRAFIA Nº 5. Colocação da a madilha jun o de um obje o em madei a, com indícios
da p esença a i a de a aque de inse os xiló agos (SOARES. MMP, 2011).
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Depois do conhecimen o da p esença da in es ação, os obje os o am
desin es ados, pelos esponsá eis da conse ação do museu municipal. O a amen o de
desin es ação ez-se a a és da aplicação de um p odu o químico, o xilo ene SOR2®,
que ma a os inse os que se encon am no in e io do obje o em madei a, es ejam eles no
seu es ado adul o, la a ou o o, p e enindo de um no o a aque du an e os p imei os
ês anos, de ido aos esíduos óxicos deixados no in e io dos obje os que expele os
inse os xiló agos. Alguns dos obje os em madei a, acondicionados nas ese as, já
inham sido desin es ados quimicamen e (xilo ene SOR2) pela ins i uição, após
qua en ena nas no as ins alações da ese a34, ou os con inua am a se desin es ados
du an e o es udo de caso, numa en a i a de e adica a in es ação, ou pelo menos
minimiza a sua p opagação pelos es an es obje os das ese as, is o que na sua
maio ia são de cons i uição lenhosa.
Os p imei os obje os a se em iden i icados com in es ação, pela discen e du an e
o p imei o ano do mes ado, o am o conjun o de máquinas de cos u a p esen es na sala
4 da ese a, que o am imedia amen e desin es ados quimicamen e pelos esponsá eis
do museu. Foi necessá io es e p ocedimen o pa a con olo, po pa e da ins i uição
museológica, da p opagação dos inse os xiló agos, po que ainda não inham
implemen ado os p ocedimen os de iden i icação da p esença dos inse os nas coleções.
Daí a necessidade pa a o conhecimen o dos á ios inse os p esen es na in es ação a
c iação e plani icação da colocação de a madilhas em locais es a égicos, como o ma
de e i ica se ainda exis em inse os após as desin es ações ou se en am do ex e io ,
pa a c ia medidas, que eliminem a necessidade de cons an es desin es ações. Es as
a i udes ap esen am an agens, pois diminuem o con ágio e p o ege os obje os du an e
os ês anos seguin es, mas ap esen am ambém des an agens, como a con aminação do
a den o dos espaços das ese as, o nando-o noci o pa a os colabo ado es do museu e
ambém deixa esíduos nos obje os que pode ão desencadea eações químicas que
acele am os p ocessos de deg adação, como e e e um p o e bio popula “não mo e da
doença, mo e da cu a” ou do zelo desp o ido.
Nas salas de exposição odos os obje os que in eg am a museog a ia expos a
o am al o de desin es ação química an es da sua mon agem. Alguns dos obje os que se
encon am na exposição o am desin es ados com o mé odo de anóxia, endo sido
ealizadas ês bolhas na sala 4 “Te a e Água”, oi ealizada a in e enção du an e o
34 Ve apêndice. Es a égias de in e enção. Ques ões colocadas à esponsá el do MMP, pp. 16 e 17.
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Após a colocação das a madilhas no museu oi c iado um plano de
moni o ização do es ado das a madilhas, sendo p oje adas de o ma a se em
inspecionadas semanalmen e, mas como não se obse a am esul ados passou a se
ealizadas as inspeções mensalmen e pela discen e. Es as inspeções inicia am-se em
janei o e e mina am em julho, pe íodo de e minado pela du ação do ano le i o
e e en e ao 2ºano do mes ado, onde oi ealizado o p oje o. Du an e esse empo oi
possí el ab ange as ês es ações do ano, o in e no, a p ima e a e o início do e ão, de
o ma a pe mi i a compa ação dos esul ados nas ês es ações do ano.
Du an e a moni o ização das a madilhas, espalhadas pelas ese as e pela sala de
exposição, a discen e oi p eenchendo ichas37, c iadas como on e de egis o do es ado
da colhei a. As ichas iden i icam a sala onde as a madilhas se encon am, o núme o da
a madilha, da a de colocação e de cada inspeção, iden i icação especí ica da sua
localização na sala, núme o de inspeções, mic oclima e o que oi obse ado no in e io
da a madilha. O con eúdo da in o mação egis ada em como in ui o o con ole do que
oi obse ado em cada a madilha du an e as inspeções, egis ando se em ou não
colhei a, o núme o de inse os, a sua iden i icação e acili a o es udo do mic oclima ao
longo do pe íodo de moni o ização.
8.2. RESULTADOS.
A a aliação das a madilhas colocadas nas salas da ese a e na sala de exposição
“Te a e Água”, pa a es udo do pon o da si uação da p esença de a aque de inse os na
coleção o gânica do museu municipal, o am analisadas pe an e a in o mação da cap u a
dos inse os du an e o pe íodo que deco eu o p oje o de mes ado, que oi de janei o a é
julho de 2012. Nas inspeções às a madilhas, es as ap esen a am-se du an e o pe íodo de
janei o a é ab il sem esul ados de cap u a de inse os, ou seja, na es ação de in e no, que
apesa do mic oclima do museu se con olado po a -condicionado, os alo es de TºC e
H.R são semp e a e ados pelo clima ex e io , ainda mais com ês deles a a iados. En e
junho e julho (no mês de maio não hou e inspeção) as a madilhas p esen es nas
ese as cap u a am inse os (a madilha nº1 da sala1, a madilha nº12 sala 4, a madilha
nº24 da sala 6). O pe íodo da cap u a é e e en e à p ima e a e inícios de e ão, que
37 Ve apêndice. Mapeamen o das a madilhas. Localização. pp. 17 - 36.
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co esponde à época de acasalamen o dos inse os, pois es es p e e em TºC que ondem
os 20-30ºC. No caso do museu municipal ag a a o ac o do a -condicionado se
ap esen a a a iado nas ês salas das ese as (sala1, 4, 6), descon olando o
mic oclima que in e e e di e amen e com o ciclo i al dos inse os. Po coincidência ou
não, a cap u a de inse os pelas a madilhas oi posi i a p ecisamen e nas salas onde o a -
condicionado se encon a a a a iado, podendo es a elacionado.
Os obje os desin es ados o am al o de inspeção a a és da colocação de
a madilhas e não cap u a am nenhum ipo de inse o, comp o ando ainda o e ei o do
p odu o químico usado nos obje os que a ualmen e encon am-se sem in es ações a i as
e ainda p o egidos pelo desin es an e aplicado. Es as desin es ações químicas o am
ealizadas pelos esponsá eis da á ea da conse ação do museu já nas no as ins alações,
ealizadas an es e du an e o es udo do p oje o, podem nes e momen o equilib a a
p oli e ação dos inse os e o seu c escimen o, mas é um a amen o que não de e se
u ilizado sis ema icamen e pelas á ias azões es udadas an e io men e.
No caso da sala de exposição não o am cap u ados nenhuns inse os pelas
a madilhas. As a madilhas das ese as com esul ados posi i os de cap u a a de inse os
o am as que se encon a am jun o de obje os apa en emen e in es ados, com p esença
de se im esco e inse os mo os nas supe ícies das es an es onde es es es ão
acondicionados. A a madilha que cap u ou mais uma espécie de inse o oi a que se
encon a a jun o da po a de acesso ao ex e io .
Apesa da in es ação a i a de alguns obje os inspecionados o esul ado da
cap u a das a madilhas numa o ma global oi mui o baixo, o que le a a supo que a
in es ação es á a ualmen e con olada pelas á ias desin es ações químicas ealizadas
aos obje os lenhosos, mas ainda exis em inse os sob e i en es numa pequena
pe cen agem das ese as, que de aco do com as a i udes ado adas no u u o podem se
eliminados o almen e ou pode ão con inua a desen ol e -se, podendo mesmo
p oli e a .
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8.2.1. Iden i icação das espécies e localização.
O p ocedimen o de econhecimen o dos inse os cap u ados nas a madilhas da
sala da ese a do museu oi o mesmo que na p imei a ase da inspeção, a a és da
obse ação ao mic oscópio e a compa ação com as imagens dos inse os do ca az do
English He i age38. Com es e es udo, chegou-se a uma no a conclusão, em elação às
espécies que in es am a coleção do museu, na p imei a inspeção à coleção
acondicionada nas ese as do piso -1, o am iden i icados ês espécies de inse os no
momen o do planeamen o da colocação das a madilhas pelas á ias salas, da o dem
Coleop e a, da amília ANOBIIDAE, Anobium punc a um, P inus u e po úl imo
Xes obium u o illosum, ês inse os xiló agos. Com o es udo da cap u a das a madilhas
oi iden i icado P inus u , Xes obium u o illosum e mais uma no a espécie a
An h enus e baci, da mesma o dem que as ou as, ou seja, o dem Coleop e a, mas de
uma amília di e en e, DERMESTIDAE. Es e no o inse o A. e baci alimen a-se de
êx eis, osso, den e/co no, p odu os alimen a es e espécimes de coleções de his ó ia
na u al. A sua a iedade alimen a o na-o mais comum nas in es ações das coleções
museológicas, sendo o inse o p incipal do ca az do English He i age.
38 Ve anexos. Ca az English He i age, p. 3.
FOTOGRAFIA Nº 14. Po meno de um dos
inse os cap u ados pela a madilha (SOARES.
MMP, 2012).
FOTOGRAFIA Nº 13. In e io da
a madilha com inse os cap u ados
(SOARES. MMP, 2012).
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TABELA Nº11. Esquema de iden i icação da espécie cap u ada pala a madilha na sala
4 das ese as do MMP. (In o mação ecolhida du an e o p oje o de mes ado).
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TABELA Nº 12. Esquema de iden i icação da espécie cap u ada pala a madilha na sala
6 das ese as do MMP. (In o mação ecolhida du an e o p oje o de mes ado).
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TABELA Nº 13. Esquema de iden i icação da espécie cap u ada pala a madilha na sala
1 das ese as do MMP. (In o mação ecolhida du an e o p oje o de mes ado).
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TABELA Nº 14. Esquema de iden i icação da espécie cap u ada du an e a inspeção nas
ese as do MMP. (In o mação ecolhida du an e o p oje o de mes ado).
O único inse o iden i icado como uma das espécies de in es ação da coleção do
museu que não oi cap u ado pelas a madilhas, mas ecolhido du an e a p imei a
inspeção ealizada aos espaços e coleção do museu, oi o Anobium punc a um, di e en e
das espécies cap u adas nas a madilhas.
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8.2.2. Iden i icação das e idências de dano.
As espécies de inse os que in es am a coleção iden i icadas nas ese as do
museu, an o na colhei a du an e a p imei a inspeção como na cap u a das a madilhas,
o am qua o espécies di e en es de inse os xiló agos, sendo a coleção lenhosa a mais
p ejudicada, pois es es alimen am-se dos cons i uin es da madei a, podendo le a à
des uição o al da coleção. Es es inse os podem ambém a aca as ou as coleções
o gânicas, como exemplo as coleções êx eis e documen os g á icos.
A in es ação dos inse os xiló agos deixa am indícios de des uição nos obje os,
os isí eis são os o i ícios com diâme os di e en es, lacunas de á ios amanhos, as
manchas nas supe ícies, pul e ulência nos ma e iais de cons i uição e agilização dos
obje os. Um obje o com o in e io agilizado, ap esen a meno esis ência ísica e
mecânica, es á mais susce í el em momen os de choque a c ia lacunas e pa i , pela
o mação de zonas pul e ulen as, com gale ias que p o ocam azios, podendo mesmo
pe de -se pa es de elemen os de lei u a impo an es, ao ní el a ís ico, es é ico e
uncional.
No in e io dos obje os, os inse os enquan o la a c iam gale ias de dimensões
que a iam consoan e a espécie, nes e caso a amília ANOBIIDAE são pequenos com a
zona da cabeça go da, com o ma cilínd ica, e ap esen am uma eno me a iedade em
elação aos amanhos, oscilando en e 1,5mm e os 9mm, po isso o diâme o dos
o i ícios onda es as medidas. Pe u am gale ias en e os 2-10mm de diâme o deixando
um se im g anulado, es as são p o ocadas pelo a o de come em a madei a. A ques ão é
que enquan o se alimen am do obje o lenhoso é mais di ícil a sua pe ceção e
iden i icação da in es ação, só com uma inspeção a en a e especializada se pode in e i .
Após a me amo ose, da passagem do es ado pupa pa a o adul o, os inse os saem pa a o
ex e io deixando pequenos o i ícios nas supe ícies dos obje os lenhosos.
An h enus e basci (DERMESTIDAE) encon ado nas a madilhas pode medi
en e 1,7-3,5mm de comp imen o, na sua o ma la a medem ap oximadamen e en e
4-5mm de comp imen o e o seu co po é no malmen e mais la go na pa e de ás. As
la as alimen am-se de ib as na u ais, podem deg ada á ias coleções de na u eza
o gânica exis en es no museu. P o ocando lacunas de á ias dimensões consoan e o
empo que a in es ação pe du e, agilizando as ib as de ido à sua acidi icação, c iando
manchas e o nando-as queb adiças (Espinoza and G uzmache , 2002).
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
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subsequen emen e ao de inse os, po es a azão é impo an e c ia planos de iscalização
e manu enção do edi ício, pa a que não seja causado de in es ações. Assim, o na-se
ambém mui o impo an e a de eção e o conce o ápido de ugas de água na ges ão de
pes es nos museus, pois mui os inse os alimen am-se de ungos.
É essencial man e o ex e io sem ja dim e sem plan ações de á o es, pelo
menos numa á ea de 30m, pa a eduzi o habi a dos inse os e acili a a inspeção dos
ma e iais de cons ução. Se is o não o possí el, as plan as de e ão se cuidadas e
podadas, e i ando que iquem com lo . A ega dos ja dins pode ambém causa
in il ações, de ido à cons an e molhagem das es u u as. Pa a p e eni inundações do
subsolo, a á ea ao edo dos alice ces de e se cobe a de cascalho e ap esen a desní el
em elação ao p édio.
Pa a exis i um a aque de inse os é necessá io condições a o á eis, como
alimen o, humidade ela i a ele ada e empe a u as ele adas ou amenas, mas exis em
ou as que possibili am o a aque, como sujidades, po se em hid o ílicas. Po isso, uma
das p imei as medidas de p e enção a se ado ada é a c iação de o inas de higienização
dos espaços e coleções, pois a acumulação de sujidade p opícia ao a aque biológico,
des a o ma as limpezas de em-se ealiza cuidadosamen e e com ecu so a écnicos
com o mação pa a execu a es e exe cício. A limpeza é uma in e enção de
p ese ação minuciosa, pelo alo dos obje os das coleções, mas ambém pa a que não
sejam eliminadas as p o as da p esença de inse os, ais como se im, pó, peles40, asas,
casulos e inse os i os ou mo os. Como exemplo, o inse o xiló ago Anobium
punc a um, bas an e comum no a aque das coleções, enquan o adul o sai pa a p ocu a
ou o habi a e ep oduzi -se, mo endo em seguida. Des e compo amen o o Anobium
punc a um deixa á ios es ígios da sua exis ência, p imei o ao sai do in e io da
madei a c ia o i ícios na supe ície dos obje os, deixa es ígios de se im (no malmen e
de co cla a, mas a ia consoan e o ipo de madei a), em seguida pode se a is ado i o
e po im, depois de acasala pode apa ece mo o. Es es sinais deixados pelos inse os
podem ambém se de e ados du an e a moni o ização às coleções, o écnico de e es a
a en o às al e ações e, se algum des es sinais o em de e ados de e-se p ocede de
imedia o ao econhecimen o da ex ensão do p oblema, conhecendo a ampli ude dos
danos e quais as condições que a o ece am a sua a i idade.
40 Ao longo do es ádio de la a es a so e, consoan e a espécie, á ias mudas de pele, es a ans o mação
deixa es ígios o que pode se um indício de in es ação nas coleções, des a o ma de e-se es a a en o a
es e p onuncio du an e a manu enção. (PERIS, 2005).
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
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É impo an e e p esen e que os inse os são o ganismos que ca ecem de um
conjun o de necessidades pa a sob e i e , como zonas ecôndi as, sem luz, de di ícil
acesso, como exemplo espaços sob mó eis de a mazenamen o, sob as omb ei as das
po as e pei o is, endas nas pa edes, com sujidade e bas an e alimen o (obje os
o gânicos).
É impo an e c ia o inas e planos de examinação pa a os obje os, como
exemplo p á ico, em mobiliá io, é essencial que udo seja examinado, des a o ma odas
as pa es emo í eis de em se obse adas. Pa a além disso, de em se examinadas as
jun as, bu acos, dob adiças, pa es in e io es, ou seja odas as á eas escondidas. Nos
êx eis, como exemplo num es ido, de e se examinado de en e e de ás, den o dos
bolsos, p egas, mangas, cos u as, bo ões, bainhas, o os, ou seja, odas as á eas onde os
inse os podem es a escondidos.
A inspeção pa a de eção de inse os de e se ealizada na p esença de
de e minados obje os de abalho que pe mi am uma ecolha adequada, como lu as,
espá ulas, pinças e pequenos ascos. Es e ma e ial se i á pa a coloca os espécimes
que sejam encon ados. Como o ma de p ese ação do inse o o asco de e se escu o
(no malmen e de co cas anho escu a) e con e e anol, podendo es a o ma se es udado
o seu ADN. No ó ulo do asco de e se colocada a iden i icação da localização em que
o espécime oi encon ado, a da a e o obje o ou coleção onde oi descobe o. Se
possí el, de em se egis ados ao ní el o og á ico as amos as de inse os, o local e o
obje o onde es es o am de e ados, pois o egis o o og á ico é impo an e pa a
complemen a o es udo dos planos de ges ão e ela ó ios.
Os obje os que se encon em den o de i inas de em en a nos planos de
ges ão, de endo se inspecionados e limpos, pois a acumulação de sujidades, como
poei as e de i os em ge al, o nam-se espaços ideais pa a o desen ol imen o de inse os,
a é os p óp ios inse os mo os se em como on e de alimen o pa a ou o ipo de pes es,
des a o ma odo o museu de e se aspi ado com egula idade e os depósi os de lixo
dei ados o a do edi ício, pa a e i a a en ada e disseminação de inse os. Os espaços
de em se limpos a a és da aspi ação, pois a e as sujidades ou espana o pó não é
um mé odo acei á el de limpeza num museu, po que não emo e o almen e as poei as
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
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do in e io dos espaços, os mé odos mais ecomendá eis são os de limpeza a seco, não
c iando a iações no mic oclima41.
As á eas de es au ação ou ca e a ia são um isco po encial pa a in es ações, se
exis i em, a sua higienização de e se con olada pelos écnicos esponsá eis pela
conse ação do museu. Não pe mi indo come e bebe o a da á ea p edes inada ao
e ei o, p oibindo come den o das salas de exposição, e e sas e co edo es que enham
acesso di e o a es as duas alas. É undamen al a implemen ação des as no mas de
higienização de o ma a p e eni um possí el a aque de inse os e a p oli e ação da
con aminação.
9.2. MONITORIZAÇÃO.
No MMP é mui o impo an e que se man enha a colocação de a madilhas, apesa
dos esul ados, é imp escindí el que es a in e enção con inue, pa a que exis a um
con olo e se no caso da in es ação se desen ol e , a de eção seja mais ápida e p ecisa.
O ipo de a madilha a se u ilizada numa p óxima subs i uição, de e se mais adequada
ao ipo de inse os já de e ados e iden i icados, as amílias dos ANOBIIDAE e
DERMESTIDAE, pe mi indo uma análise mais exigen e, is o já se e descobe o as
p incipais espécies da in es ação. As inspeções pe iódicas às a madilhas, de em se
ealizadas e egis adas em ichas anuais c iadas pa a a desc ição da in o mação
obse ada e segui de e minadas e apas de in es igação, como p ocu a pós de se im,
no os o i ícios, inse os mo os sendo eles danosos ou não pa a a coleção o gânica. Na
colocação das a madilhas no museu, os esponsá eis pela conse ação, se u iliza em
a madilhas com a a i os de chamamen o de e omonas, bas an e aconselhadas pa a
in es ações de inse os ANOBIIDAE, de em e o cuidado edob ado de man e as po as
echadas, en e as salas e de acesso ao ex e io , de ido à o ma como a e omona a ai
os inse os machos, que êm do ex e io a pensa que é libe ado po uma êmea.
De e-se ambém e em con a, que odas as in e enções ealizadas no museu,
ais como inspeções aos obje os e espaços, qua en enas pa a despis e de possí eis
in es ações, a amen os de desin es ação química, manu enções de limpeza aos espaços
41 A humidade ela i a (%) e a empe a u a (°C) são p opo cionais, uncionam in e samen e, bas a uma
aumen a pa a a ou a baixa e ice- e sa.
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel.
Rela ó io de p oje o pág. 83
e coleção, odas es as a e as de em se p ocedidas a a és do p eenchimen o de ichas42
c iadas pa a egis o da in o mação dos a amen os de conse ação p e en i a,
pe mi indo o es udo dos esul ados, acili a a pesquisa, o conhecimen o especí ico da
in e enção e a ealização de ela ó ios anuais.
A moni o ização pe iódica dos espaços museológicos é mui o impo an e, pa a
que exis a uma de eção p ecoce que pe mi a a alia o isco pa a a coleção e oma
medidas co e i as. Se a in es ação não o de e ada p ecocemen e e de imedia o
p ocede à sua e adicação, pode causa danos i e e sí eis aos obje os, exigi medidas
mais abalhosas e inancei amen e mais dispendiosas.
Os museus de em ado a a i udes p o ilá icas, pa a isso é impo an e que
es abeleçam planos de in e enção que ab angem medidas de conse ação p e en i a,
implemen ando na sua missão de sal agua da pa imonial eg as bem p og amadas de
inspeções, moni o ização e de eção de a aques de inse os às suas coleções. O uso de
a madilhas é um excelen e meio de con olo de inse os, sendo um dos melho es
mé odos de moni o ização, quando u ilizadas co e amen e. Não comba em as
in es ações, mas se em como ins umen o de moni o ização e de eção dos ipos de
inse os exis en es. A equência da oco ência de cap u a pe mi e c ia p io idades e
me odologias especí icas pa a a sua e adicação, de endo o écnico esponsá el pela
á ea da conse ação p e en i a conhece p o undamen e o ipo de coleção que a
ins i uição albe ga, os pon os o es e os pon os acos, conhece os á ios ipos de
inse os que podem in es a a coleção, conhece os ipos de a madilhas e como u ilizá-
las. No inal, pa a que o es o ço po pa e da ins i uição museológica seja ga an ido,
de e se elabo ado ela ó ios pe iódicos com os esul ados ob idos e com g á icos de
compa ação.
O conse ado de e conhece o compo amen o ge al dos inse os, de modo a
escolhe o local pa a a colocação das a madilhas. De ini possí eis en adas de inse os,
como po as e janelas, zonas de ci culação e mig ação. É undamen al p ocu a eias de
a anha, o migas mo as, mosqui os ou es os de ou os inse os como indicado do local
onde as a madilhas de em se colocadas. Pa a que as a madilhas sejam bem u ilizadas é
necessá io ambém p epa a os espaços pa a as ecebe , de o ma a acili a a sua
inspeção é impo an e c ia um pe íme o en e a disposição das es an es e dos a má ios,
42 Ve apêndice. Modelos de ichas pa a egis o de in o mação, pp. 41 - 44.
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essencial pa a p opo ciona uma maio acilidade de acesso du an e a moni o ização,
diminuindo o abalho das inspeções e aumen ando o sucesso da de eção, pois os inse os
deslocam-se ao longo das jun as, en e pa edes e pisos, o nando-se num local
p i ilegiado pa a a colocação de a madilhas de de eção.
A u ilização de a madilhas adesi as, como meio de moni o ização de espaços
con a pes es, emon a já ao pe íodo da G écia an iga, com o uso de aças com go du a
de cab a pa a apanha pulgas e pe ce ejos (CHILD and PINNIGER, 1993). Mas é mais
a de em meados de 1970, nos Es ados Unidos que se desen ol e as a madilhas que
hoje conhecemos, adap ando-se ao mundo dos museus uma década depois
(ODEGAARD, 1991). Após os conse ado es começa em a ques iona o uso
gene alizado de inse icidas nas coleções, po não e em conhecimen o conc e o das
consequências u u as dessas desin es ações ao ní el dos ma e iais e da saúde
pública. Começando des a o ma os p o issionais a que e sabe quais os inse os
p esen es, a ex ensão da in es ação, o ipo de população e o mas de eliminação. Es e
no o sabe pe mi iu o uso egula de a madilhas na moni o ização dos inse os,
eliminando as cons an es desin es ações químicas.
O seu o ma o pode se di e so, mas o mais comum das a madilhas consis e
numa pequena caixa iangula abe a nas duas ex emidades, pode e ambém um
painel on al em o ma de janela o ado com inil anspa en e que pe mi e obse a
os inse os que icam p esos na base pegajosa da a madilha, es es são a aídos a a és de
um isco, de e omonas sob a o ma de um adesi o. As a madilhas com janelas são
bas an e ú eis po pe mi i a obse ação pa a o seu in e io sem o écnico esponsá el e
que mexe , ab i ou pe u ba a a madilha. O núme o de inspeções e eno ação das
a madilhas depende á da dimensão da in es ação e da ulne abilidade da coleção.
É impo an e calcula o núme o de a madilhas em unção da á ea e da
susce ibilidade da coleção, cons ui ichas écnicas, p eenchendo-as e alidando-as
du an e as inspeções pe iódicas. É undamen al o egis o do local da colocação das
a madilhas nas plan as do museu, de o ma a não se pe de nenhuma a madilha e pa a
que uma ou a pessoa as possa localiza di e amen e. Cada á ea a se moni o izada de e
e uma icha de egis o pa a cada a madilha, de modo a ob e uma lei u a idedigna das
in o mações o necidas, de endo con e a equência da oco ência, o ipo de inse os
iden i icados, a da a, o écnico esponsá el pela inspeção, a subs i uição ou mudança de
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localização das a madilhas e se necessá io pode á con e ambém a in o mação sob e os
alo es do mic oclima em cada inspeção.
O conse ado de e segui eg as na p og amação da moni o ização da
in es ação, de inindo os seguin es i ens:
1. Iden i icação das zonas de isco.
2. Iden i icação dos obje os ulne á eis ao a aque de inse os.
3. Iden i ica p o á eis o as de inse os.
4. Ob enção da plan a do museu.
5. Iden i ica odas as po as, janelas, saídas de a (ex ação e insu lação), on es
de água, calo , ba e ja dim.
6. Ma ca na plan a os luga es onde as a madilhas de em se
colocadas. Inicialmen e as a madilhas de em se colocadas em locais c í icos e a
di e sas al u as, como no chão, nas p a elei as, debaixo dos mó eis, den o de i inas,
a má ios e zonas com ní eis de humidade ele ada. Em á ea susce i el a in es ações,
colocadas a cada 10 me os, as a madilhas não de em se colocadas sob e os obje os da
coleção, pois o seu adesi o pode se p ejudicial e di ícil de emo e .
7. Escolhe o ipo de a madilhas, sendo impo an e seleciona consoan e os ipos
de inse os espe ados e o o çamen o.
8. Calcula o núme o necessá io de a madilhas consoan e a á ea a moni o iza .
9. An es da colocação da a madilha de em se o uladas, com da a de colocação
e um núme o de localização in oduzidos na plan a.
10. Es abelece um calendá io egula pa a iscalização.
11. A e i icação inicial de e se ei a pouco empo após a colocação das
a madilhas, uma simples inspeção isual pa a e i ica o esul ado, em seguida de em
se inspecionadas semanalmen e ou odos os meses con o me os esul ados.
12. De em es a semp e no mesmo sí io pa a que as compa ações en e as
cap u as possam se ei as.
13. De em se egis ados os esul ados de cada inspeção, a quan idade e o ipo
de inse o encon ado em cada a madilha.
14. Melho a a localização das a madilhas quando necessá io, de aco do com a
colhei a.
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15. De em se subs i uídas a cada dois ou ês meses, po que endem a pe de a
iscosidade. Além disso, se exis i em mui os inse os mo os a ocupa em a zona iscosa,
pe mi i á a ou os inse os passa po cima sem ica em p esos.
16. A a madilha com maio núme o de inse os cap u ados indica á
possi elmen e a localização do pon o c í ico da in es ação. A dis ibuição, a população e
o ipo de inse os encon ados nas a madilhas i á indica se exis e um p oblema g a e ou
apenas um início de in es ação.
17. A compa ação dos esul ados das a madilhas ao longo de um ano ou mais i á
o nece in o mações sob e o sucesso das in e enções es abelecidas pa a e adicação de
in es ações nas coleções.
18. A madilhas pegajosas não subs i uem a necessidade de um p og ama de
higienização e inspeção pe iódica dos obje os da coleção. Essas a i idades de em se
ei as mensalmen e ou, pelo menos, duas ezes po ano.
19. Es udo dos esul ados.
Após a colocação das a madilhas é necessá io pelo menos qua o semanas
(KRONKRIGHT, 1991) pa a ealiza o le an amen o da p imei a a aliação, as
in o mações ob idas pelas a madilhas de em se egis adas, mas pa a chega a uma
conclusão e á de se com mais empo de a aliação. Na p esença de inse os es es de em
se es udados ao mic oscópio e p ocedido ao seu egis o o og á ico pa a se analisada a
espécie. Com a iden i icação do local e a equência da oco ência de de e minados
inse os pode á de ini -se o ipo de in es ação, a sua ex ensão, iden i icação das á eas
p oblemá icas e p incipalmen e o ipo de a amen o mais adequado pa a a sua
e adicação. As a madilhas de em se ocadas se pe de em a adesi idade ou se
es i e em sujas, mesmo que não enham cap u ado nenhum inse o.
É impo an e adap a a escolha do ipo de a madilha a se usada na
moni o ização, pois algumas podem se menos sucedidas na cap u a, como exemplo os
inse os xiló agos da o dem Coleop e a os Anobium punc a um ap esen am uma maio
di iculdade de ecolha de ido aos seus hábi os de ida, as la as comple am o seu
desen ol imen o escondidas den o da madei a, os adul os êm um acasalamen o mui o
cu o e o pe íodo de dispe são de oo pode acon ece uma ez po ano. Po es as azões,
é imp escindí el aze uma boa seleção das a madilhas, as mais ecomendá eis pa a os
inse os Anobium punc a um são com iscas de e omonas. Podem se u ilizadas
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a madilhas pa a coloca num supo e ou de oo, aumen ando a p obabilidade de cap u a.
Apesa das a madilhas de oo não se em as mais u ilizadas em ambien es musealizados
de ido á sua impe inência com o ambien e espacial, mas nas ese as deixa de exis i
es e p oblema es é ico, podendo se bas an e u eis, podem não ap esen a um esul ado
imedia o, de ido aos inse os oa em du an e pouco empo no seu es ado adul o.
O Paci ic Regional Conse a ion Cen e (PRCC), no museu Bishop em
Honolulu em u ilizado uma sé ie de a madilhas pa a a moni o ização de inse os, pa a
se ealizada de uma o ma mais di e si icada e co e a. “We ypically use h ee
di e en aps, and s o ga d aps”(KRONKRIGHT, 1991). Eles ac edi am que cada
a madilha em as suas p óp ias an agens e o uso de ês a madilhas di e en es é a
melho abo dagem pa a uma moni o ização mais e icaz. Exis em ou os au o es que
de endem que num p og ama de moni o ização de e se u ilizado o mesmo ipo de
a madilha, po que a iações podem o na os dados mais di íceis de in e p e a
(ODEGAARD, 1991). Mas os museus podem se a acados po á ias espécies de
inse os, o que pode á se impo an e o uso de ipos de a madilhas di e en es pa a que a
moni o ização seja mais ampla, es ando p epa ado pa a cap u a á ios ipos de
espécies, o necendo mais in o mações.
Tipos de a madilhas:
a) A madilhas adesi as são em o ma iangula , com dimensões mais ou menos
de 6x6cm e 6x18cm, são cobe as com um ab igo de papelão que a ai inse os e se e
ambém de p o eção do adesi o à sujidade. O adesi o es á a i o po apenas uns meses.
b) A madilhas com a a i o alimen a são mui o u ilizadas no comba e de
ba a as, po isso, adap a am-se pa a a cap u a de ou as espécies de inse os. A sua
uncionalidade consis e na cap u a de inse os a a és do chamamen o pelo a a i o
alimen a , icando es es p esos no adesi o. Es as a madilhas não de em se usadas com
iscas óxicas sem adesi o, pois os inse os mo em sem se em cap u ados e se em de
alimen o a ou as espécies.
c) A madilhas de e omonas usadas como isca, são uma o ma de a ai mui os
inse os machos, po e o mesmo a a i o químico u ilizado pelas êmeas pa a a ai os
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pa cei os quando es ão p on os pa a ep oduzi . Du an e o acasalamen o a êmea
pode se is a numa posição de chamamen o, com o abdómen le an ado a pa i do
subs a o num ângulo de 45°, libe ando e omonas, o macho ele a as suas an enas em
ale a e é a aído pela e omona, em seguida oa pa a jun o da êmea e acasalam
(BRUKHOLDER and PHILLIPS, 1988b).
A e omona de s egobium paniceum43 da espécie Anobium punc a um
(BRUKHOLDER and PHILLIPS, 1988a). Ao a ai os machos diminui o isco de
acasalamen o, não aumen ando o núme o de inse os a a és da ep odução,
ap esen ando e ei os a longo p azo. Es as a madilhas são mais ca as que as a madilhas
pegajosas, mas pa a es as duas espécies são mais e icazes.
Uma a madilha de mul i-espécies, ei a de papelão ondulado, ou seja, ap esen a
qua o camadas de papelão com ondulações a simula endas, onde os inse os gos am de
se esconde . Pe mi e ainda a inse ção de um copo plás ico con endo uma pequena
quan idade de óleo ege al (uma combinação de a eia, gé men de igo e óleos
mine ais) que se e como um a a i o alimen a . O óleo e a a madilha a uam como uma
a ma mo al, a aindo os inse os que caem e mo em a ogados (BRUKHOLDER and
PHILLIPS, 1988a).
As a madilhas com iscas alimen a es ou de e omonas, al como acon ece com
os ou os ipos de a madilhas, de em se colocadas co e amen e, es as especi icamen e
de em ica longe de po as e janelas abe as pa a e i a a ai inse os do
ex e io . A madilhas à base de e omonas e a a i os alimen a es necessi am de
manu enção de o ina, p ecisam se subs i uídas e pa a assegu a a e icácia das iscas as
a madilhas de em se a mazenadas em ecipien es bem echados.
d) A madilhas s o ga d em o ma de caixa, c ia um ambien e echado e de
p o eção, são ei as de papelão ondulado, um la a o i o pa a um g ande núme o de
inse os, incluindo os das o dens Lepidop e a e Hymenop e a. São come cializadas em 3-
1/2 polegadas x 3/4 de espessu a e em blocos. Têm uma calha de plás ico den o da qual
de ém um cí culo de papel ma a-bo ão, em que é colocado um alimen o oleoso que
se e como isca. Es a a ai inse os que se alimen em de p o eínas e sais, o p odu o é
óxico, a e a o apa elho espi a ó io imobilizando-os e su ocando-os den o da
43 Species paniceum – s egobium paniceum whi phe omone (2,3-dihyd o-2,3,5- ime hyl-6(1-me hyl-2-
oxobu yl)-4H-py an-4-one).
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a madilha. Os inse os lepisma saccha ina são ex emamen e comuns e alimen am-se de
ma e ial celulósico, especialmen e quando es á sujo, não possuem um ol a o apu ado
o nando as iscas de alimen os e e omonas ine icazes. As a madilhas s o ga d podem
se nes e caso ap op iadas, pois o papelão ondulado o nece alimen o e os pequenos
espaços p opo cionam a es es inse os quase cegos o es ímulo á il de que p ecisam pa a
se sen i segu os e cobe os.
e) Ti as ama elas adesi as e es idas em ambos os lados com um p odu o
pegajoso não- óxico, são pendu ados pa a moni o iza os inse os que oam. Es ão
p o egidas po um e es imen o de papel emo í el pa a o ná-los mais áceis de
manusea , podem se acilmen e co adas com a esou a pa a ob e qualque amanho ou
o ma o. Es as i as de i a adesi a pegajosa colocadas no chão e iscadas com uma
pequena quan idade de a inha de peixe (adqui idas nas lojas de animais) são a madilhas
mui o ú eis. Ao se em colocadas no chão só de e á se e i ado o papel p o e o do lado
supe io , as bo das podem se p o egidas com i a de papel (de ácil emoção). São
come cializadas 11-1/2 pol x 6 pol olhas inas e êm em embalagens de 50. Es as
a madilhas são u ilizadas pa a moni o ização de uma as a a iedade de espécies de
inse os que exis em nos museus.
) A madilhas luminosas a aem mui os inse os adul os oado es, mas não é a
o ma de p e enção mais co e a pa a o pa imónio cul u al, apesa de se ó ima pa a a
indús ia alimen a . Es e mé odo de p e enção não de e se u ilizado em museus,
de ido à in ensidade de luz que p ejudica os ma e iais de cons i uição das coleções,
p incipalmen e se o em o ossensí eis, como o caso das pin u as. Uma exposição
cons an e dos obje os à luz pode desencadea e acele a eações o oquímicas que
p omo em o en elhecimen o dos ma e iais de cons i uição dos obje os e o
des anecimen o das co es. Os danos são i e e sí eis e acumula i os, pois as eações
químicas podem con inua a i as mesmo na ausência de luz, nos obje os o gânicos ou
ino gânicos com camada deco a i a ou de p o eção sensí el à luz.
A ele icidade, como exemplo o Elec o-gun®, apesa de ajuda a con ola as
é mi as da madei a seca, o dem isóp e a, p o oca danos i e e sí eis. A des an agem é
que são equen emen e icos em adiação ul a iole a, po isso não de em se
colocados jun o das coleções, pois es es são ca alisado es de eações químicas que
p o ocam o en elhecimen o p ecoce dos ma e iais.
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XVI
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As in es ações pelo a aque de inse os às coleções museológicas é um eno me
p oblema pa a as ins i uições, sendo mui o comum o seu apa ecimen o e a deg adação
dos obje os po consequência das in es ações. É um p oblema diá io e de e se
implemen ado aquando da abe u a de uma ins i uição museológica, po á ias azões
desc i as no p esen e documen o, mas p incipalmen e pelo cump imen o da p óp ia
missão da ins i uição. Es a ab e po as com o in ui o de sal agua da odos os in e esses
pa imoniais das coleções que acondiciona, como e e e o p esiden e, Comi é de É ica
do ICOM, Geo ey Lewis, “Os museus p ese am a p op iedade cul u al mundial e
in e p e am-na ao público. Es a não é p op iedade comum. Tem um es a u o especial na
legislação (…). A conse ação p e en i a é um elemen o impo an e na polí ica de
p ese ação do ace o do museu. A p incipal esponsabilidade dos p o issionais de
museus, é p o e e man e um ambien e adequado pa a a p ese ação do ace o ao seu
cuidado, que es e es eja em ese a, expos o ou em ânsi o”(Lewis, 2004). Des a
o ma, os museus de em cuida , p ese a e conse a as suas coleções, de endo se
uma das suas p io idades, endo em con a que sem elas o museu deixa ia de aze
sen ido.
O in ui o do p esen e documen o é elimina o p oblema das in es ações nas
coleções dos museus, ou pelo menos minimiza as suas consequências, bloqueando à
en ada os isi an es ão indesejados, a a és da c iação de es a égias de in e enção. É
undamen al a implemen ação de planos in eg ados de ges ão de inse os, pa a p e eni à
pa ida um p oblema ão i ial, mas que con inua a oco e , po al a de sensibilidade
po pa e dos esponsá eis das ins i uições, al a de habili ações, ecu sos, in luências
polí icas, en elhecimen o e pe da de condições do p óp io edi ício ou equipamen o, e
descuidos po al a de manu enção, moni o ização e inspeções.
Exis e um conjun o de a i udes que de em aze pa e in eg an e do dia-a-dia dos
colabo ado es dos museus, de e in eg a -se nas esponsabilidades dos seus
conse ado es, como o ma de minimiza ou mesmo e adica á ios p oblemas
ela i os à conse ação das coleções.
A impo ância da de eção da p esença de in es ação é undamen al, pa a inicia a
sua ca a e ização e iden i icação. É impo an e, p imei o e consciência que exis e um
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XVII
p oblema e que de e se apidamen e esol ido, p i ilegiando semp e as a i udes
p o ilá icas, de conse ação p e en i a. Assim, de e-se p oje a um plano in eg ado de
ges ão de inse os ou e e o plano, pa a de e a a alha oco ida. Com es e desígnio, o
ela ó io de p oje o, oi desen ol ido a a és da a aliação da magni ude de isco e
p io idades pa a o museu municipal de Pena iel, que de e ou no isco gené ico, pes e 1 e
2, uma p io idade u gen e. Su gindo des a o ma a necessidade de iden i ica o
p oblema. Pa a isso, oi imp escindí el o es udo da biologia, pa a o conhecimen o dos
inse os, iden i icando e ca a e izando os mais comuns no mundo dos museus. Es a á ea
oi undamen al pa a de ini os ipos de inse os p esen es, a sua o dem, amília e
espécie. Re elando os seus compo amen os que pe mi em iden i ica as
ulne abilidades das coleções e do museu.
Foi ambém undamen al en a nou as á eas, como a a qui e u a, engenha ia,
geog a ia, geologia e his ó ia, pa a in e p e a o edi ício, localizando-o e ca a e izando-
o ao ní el do ipo de cons ução, dos espaços e des en ol en es, conhece a plan a do
edi ício, os seus espaços de exposição e ese a, comp eendendo na sua pleni ude como
unciona.
Com o conhecimen o dos inse os, do edi ício, oi essencial conhece a coleção,
as suas ipologias, os ma e iais de supo e e as suas ulne abilidades. En ando em
disciplinas como ma e iais e em á eas como a conse ação p e en i a, a conse ação e
a museologia. Foi indispensá el iden i ica a coleção no espaço do museu, conhece a
es u u a de acomodação nas ese as e nas salas de exposição, as condições ambien ais
e a o ma como execu a a manu enção p e en i a e co e i a. O conhecimen o do ipo
de obje os exis en es nas coleções é essencial pa a de ini quais os possí eis inse os
exis en es na in es ação e sabe quais os a amen os possí eis, de inindo as an agens e
des an agens em elação ao ipo de coleção que o museu acolhe.
Iden i icada a in es ação na coleção, a in e enção a segui se á a ealização de
a amen os de desin es ação, que ma am os inse os indesejados. Essa in e enção de e
se calculada em unção do ipo de coleção, da sua localização no museu, ou seja, se
es á expos a ou em ese a, da in es ação p esen e e das possibilidades da ins i uição.
De em-se ponde a as á ias an agens e des an agens de cada a amen o, sendo
necessá io a alia odas as o mas de con olo e eliminação de inse os. Exis indo a
desin es ação eco endo a a amen os inócuos ao se humano e à coleção, como os
a amen os de a mos e a de anóxia ou po ex emos de empe a u a.
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
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XVIII
A a mos e a de anóxia é um ambien e ine e, de ido à subs i uição do oxigénio
do a , po gases ine es, como o dióxido de ca bono, o azo o, o ni ogênio ou o á gon.
Es e p ocesso ma a os inse os em odo o seu ciclo de ida, po as ixia po eles
necessi a em de oxigénio pa a i e . O a amen o po empe a u as ele adas ou
nega i as, ambém ma a os inse os em odo seu ciclo la a , po c ia ambien es
ex emos em poucas ho as. Es e a amen o não é o almen e ino ensi o pa a as
coleções, pois exis em alguns ma e iais de cons i uição ulne á eis a es as mudanças
b uscas de empe a u a, que podem acaba po deg ada os obje os. São a amen os
economicamen e dispendiosos, mas com a an agem de não se óxicos, cabendo ao
conse ado do museu op a pelo a amen o mais an ajoso.
A u ilização de p odu os óxicos na e adicação de in es ações é o a amen o
mais an igo, mas se não o con olado e ealizado com coe ência, o na-se al amen e
pe igoso pa a a saúde e segu ança de odos os colabo ado es e isi an es das ins i uições
museológicas e pa a as coleções, pelos esíduos que deixam. A desin es ação a a és de
p odu os óxicos é um a amen o mui as ezes u ilizado como o ma de p e enção, mas
essa p á ica o na-se des u i a pa a as coleções, pelos esíduos óxicos que deixa no
in e io dos obje os, que po ezes o na-se num ca alisado de eações químicas
deg ada i as. Os p odu os u ilizados ap esen am uma eno me oxicidade pa a o se
humano, cujo os e ei os ainda se azem sen i . Apesa de nos nossos dias, exis i
legislação que con ola a oxicidade dos p odu os e, só exis i no me cado p odu os que
se encon am den o da no ma eu opeia, ou seja, menos óxicos, como as pe me inas, o
seu uso de em se igo oso, man endo-se as eg as de higiene e segu ança. O seu uso
de e se con olado, nunca como o ma de p e enção, como se az ainda hoje nos
nossos museus. É u gen e muda men alidades.
A in es ação diagnos icada no museu municipal du an e a ealização dos
abalhos no âmbi o das disciplinas do mes ado em museologia, que le ou à c iação do
p esen e documen o, e e como es udo de caso o p oje o da c iação de es a égias de
in e enção, de o ma a con ibui pa a a c iação de um plano in eg ado de con olo da
inse os. O desconhecimen o da ampli ude do p oblema, dos obje os ou coleções
in es adas, das espécies exis en es, o desconhecimen o da o ma como en a am nas
no as ins alações e as alhas oco idas; odas as ques ões o am es udadas de o ma a
c ia es a égias assen es em ma e ial cien í ico, onde a eo ia oi colocada no e eno. O
p oje o desen ol eu a necessidade do sabe eó ico, de um conjun o de á eas cien í icas,
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de Caso Museu Municipal de Pena iel.
XIX
que ma e ializa am os esul ados p á icos ob idos. Pe mi indo iden i ica a o igem do
p oblema, a a és do conhecimen o eó ico e do conhecimen o adqui ido in si o, du an e
as á ias ho as passadas nas ese as e na ins i uição museológica.
Foi p oje ado um mapeamen o da colocação das a madilhas po odas as salas
das ese as, com o obje i o de obse a os esul ados de cap u a dos possí eis inse os
que con amina am as coleções, já obse ados du an e as inspeções aos obje os e ao
espaço. As a madilhas o am u ilizadas no es udo, como o ma de esol e as pe gun as
que o am su gindo. Pe mi i am a iden i icação das espécies que in es am o museu, o
que le ou ao diagnós ico das coleções ulne á eis e à iden i icação das e idências de
dano que es es causa am nos ma e iais de cons i uição. As inspeções à coleção,
possibili a am a iden i icação dos obje os in es ados, que o am de imedia o
desin es ados pelos esponsá eis do museu, pa a p e eni maio es con aminações.
Os esul ados ob idos na cap u a de inse os pelas a madilhas pe mi i am
pe cebe que a in es ação nes e momen o encon a-se es abilizada, pelas á ias
desin es ações químicas ealizadas aos obje os do museu, an es e du an e o es udo. Mas
es e p ocedimen o de e se con olado, pela oxicidade des es p odu os à saúde e
segu ança dos colabo ado es e pela sal agua da das coleções. A es abilização da
in es ação não pode le a à não implemen ação de medidas p o ilá icas, pa a e adica a
p esença dos inse os ou pelo menos bloquea o seu desen ol imen o e p oli e ação. Não
desmazelando a iden i icação das a a ias no a -condicionado, pelo menos à meio ano,
desde o início da p oje o de mes ado, que c ia oscilações nos alo es ideais de
empe a u a e humidade ela i a, pa a a conse ação das coleções. Es e descon olo
pode c ia ambien es a o á eis ao desen ol imen o dos inse os exis en es, le ando à
sua p oli e ação. E desin es a a a és de pe me inas não pode se uma a i ude de
p e enção.
As a i udes a se em implemen adas de em passa pela c iação o inei a de
planos de manu enção, inspeção, moni o ização, qua en ena e só depois a desin es ação.
Sendo desen ol ido, a a és da isualização das necessidades do museu du an e o
empo que deco eu o mes ado, á ias es a égias que de em se ado adas pela
ins i uição pa a minimiza os iscos de uma no a con aminação. Com en ase na c iação
de um espaço ísico pa a qua en ena e desin es ações. Es e úl imo, di idido em dois
espaços, pa a ealiza desin es ações u ilizando pe me inas, po que não oi esquecido
as necessidades inancei as, p incipalmen e nos empos que co em; no ou o espaço
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de Caso Museu Municipal de Pena iel.
XX
pa a a mos e a de anóxia, a a és da aquisição de ma e ial, que inancei amen e é
possí el, ainda mais se o con abilizado o e o no des a aquisição e as suas an agens.
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de Caso Museu Municipal de Pena iel.
XXI
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APÊNDICE
EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
ESTUDO DE CASO MUSEU MUNICIPAL DE PENAFIEL.
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de Caso Museu Municipal de Pena iel.
I
ÍNDICE GERAL
ÍNDICE DE FIGURAS.................................................................................................III
PARTE I - INSETOS EM MUSEUS, VISITANTES INDESEJADOS.
1. TOXICIDADE. NORMAS DE HIGIENE E SEGURANÇA. ................................1
1.1. Manipulação e a mazenamen o de subs âncias químicas. .................................1
1.2. Resíduos. ..................................................................................................................2
PARTE II - O MUSEU MUNICIPAL DE PENAFIEL. ESTUDO DE CASO.
2. CARATERÍSTICAS DA REGIÃO. .........................................................................3
3. AS COLEÇÕES. MATERIAIS ORGÂNICOS. .....................................................4
3.1. Madei a. ..................................................................................................................4
3.2. Papel. ........................................................................................................................6
3.3. Cou o. ......................................................................................................................7
3.3.1. Ca a e ís icas In ínsecas e Ex ínsecas do Cou o. ...............................................9
4. TABELAS DE MAGNITUDE DE RISCO E PRIORIDADES. ..........................10
4.1. Aplicação da escala de isco e p io idade no MMP. .........................................10
5. DIAGNÓSTICO E DOCUMENTAÇÃO. MAGNITUDE DE RISCO............... 13
6. ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO. QUESTÕES REALIZADAS À
RESPONSÁVEL DO MMP. ........................................................................................16
7. MAPEAMENTO DAS ARMADILHAS. LOCALIZAÇÃO. ..........................17
7.1. Rese as. .................................................................................................................17
7.2. Sala de exposição “ e a e água”. ........................................................................34
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de Caso Museu Municipal de Pena iel.
II
8. CONDIÇÕES AMBIENTAIS. MICROCLIMA. ................................................37
9. MONITORIZAÇÃO PREVENTIVA. ARMADILHAS. .....................................38
9.1. Salas das ese as piso -1. .....................................................................................38
9.2. Sala de exposição “ e a e água”. ........................................................................40
10. MODELOS DE FICHAS PARA REGISTO DE INFORMAÇÃO. .................41
BIBLIOGRAFIA APÊNDICE......................................................................................V
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de Caso Museu Municipal de Pena iel.
III
ÍNDICE DE FIGURAS
NÚMERO
LEGENDA
REFERÊNCIA
PÁGINA
Fo og a ia nº1
Obse ação do es ado de
conse ação de um dos
obje os em ese a do MMP.
(SOARES. MMP,
2012)
41
Fo og a ia nº2
Zona de colocação de uma
a madilha, de ido à p esença
de se im, como se pode
obse a na imagem.
(SOARES. MMP,
2012)
41
Fo og a ia nº3
A madilha jun o de um
obje o.
(SOARES. MMP,
2012)
41
Fo og a ia nº4
A madilha jun o das po a de
acesso a ou a sala.
(SOARES. MMP,
2012)
41
Fo og a ia nº5
A madilha jun o da po a de
en ada na sala 6.
(SOARES. MMP,
2012)
42
Fo og a ia nº6
A madilha colocada po baixo
de um obje o apa en emen e
in es ado.
(SOARES. MMP,
2012)
42
Fo og a ia nº7 e nº8
Po meno da a madilha e do
obje o a se moni o izado.
Podendo obse a -se es igios
de se im ainda esco e
o i icios na madei a.
(SOARES. MMP,
2012)
42
Fo og a ia nº9
Colocação das a madilhas nos
odapés dos supo es
museog á icos.
(SOARES. MMP,
2012)
43
Fo og a ia nº10
A madilha colocada po baixo
de um banco em madei a,
jun o do moinho no piso
supe io .
(SOARES. MMP,
2012)
43
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de Caso Museu Municipal de Pena iel.
IV
Fo og a ia nº11
A madilha jun o de um obje o
da exposição.
(SOARES. MMP,
2012)
43
Fo og a ia nº12
Po meno da a madilha.
(SOARES. MMP,
2012)
43
Mapa nº 1
Conselho de Pena iel com as
eguesias e sinalização no
mapa de Po ugal.
Google Maps [0 2/
01/ 2012]
4
Mapa nº2
Dis i o do Po o.
Google Maps [0 2/
01/ 2012]
4
Tabela nº 1, nº 2, nº 3
Iden i icação dos inse os
ecolhidos na p imei a
inspeção às ese as e coleção
do MMP pa a análise do
p oblema.
(SOARES. MMP,
2012)
16, 17 e
18
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel. APÊNDICE
Rela ó io de p oje o pág. 1
PARTE I
INSETOS EM MUSEUS, VISITANTES INDESEJADOS.
1. TOXICIDADE. NORMAS DE HIGIENE E SEGURANÇA.
É undamen al segui as no mas de higiene e segu ança no abalho pa a e i a
aciden es, p incipalmen e quando o abalho en ol e p odu os de al a oxicidade, que
em con a o com a pele e olhos pode p o oca queimadu as, se o em espi ados podem
causa á ios sin omas como náuseas, ómi os, do es de es omago e cabeça. Ou
p odu os in lamá eis que se não o em bem acondicionados podem p o oca incêndios.
Exis em enume as azões pa a que a manipulação e o a mazenamen o dos p odu os
químicos u ilizados pa a in e enções de conse ação e/ou es au o sejam ealizadas
den o das no mas p e is as.
1.1. MANIPULAÇÃO E ARMAZENAMENTO DE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS.
1 - Usa óculos de p o eção ao manipula , anspo a ou a mazena subs âncias
químicas (Química).
2 - Conhece os iscos e as p op iedades ísicas e químicas das subs âncias
u ilizadas eco endo às espe i as ichas de segu ança, que os come cian es da ma ca
do p odu o são ob igados a disponibiliza no a o do pedido.
3 - Se manipula subs âncias que possam explodi pa a além da p o eção dos
olhos usa isei a pa a p o eção da ace e pescoço.
4 - Usa oupa adequada: ba a de ma e ial esis en e. E i a usa sandálias ou
calçado sin é ico que possa eagi com sol en es, e c..
5 - Usa o cabelo apanhado (se i e cabelo comp ido).
6 - An es de deixa o labo a ó io la a as mãos cuidadosamen e (mesmo que
enha u ilizado lu as).
7 - Não abalha sozinho no labo a ó io.
8 - Não execu a abalho não au o izado no que espei a ao ipo de eações ou
ope ações.
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel. APÊNDICE
Rela ó io de p oje o pág. 2
9 - Res ingi a en ada na zona do labo a ó io pa a não se e i ado eagen es
sem au o ização.
10 - Só é pe mi ida a en ada de subs âncias ou p epa ações químicas
de idamen e iden i icadas, de em es a o ulados de o ma cla a e bem isí el
(subs ância/p epa ação, concen ação, pe igo, da a, esponsá el) e de em se gua dados,
manipulados e anspo ados de o ma segu a.
11 - As subs âncias ou p epa ações pe igosas, quando não es ejam em u ilização,
de em se a mazenadas em local p óp io (espaço anexo ao p óp io labo a ó io com
en ilação e empe a u a adequadas). No labo a ó io só de em pe manece as
quan idades de subs âncias ou p epa ações químicas pe igosas necessá ias pa a o
abalho em execução1.
12 - Nos locais de a mazenamen o comum só de em se a mazenadas
embalagens de idamen e o uladas e acompanhadas pela icha de segu ança.
13 – Os p odu os são al amen e in lamá eis, po isso no in e io do labo a ó io
de em se gua dados em a má ios adequados, an i in lamá eis ou com ma e iais
e a dado es.
1.2. RESÍDUOS.
Os esíduos são odas as subs âncias ou obje os que se p e ende li a , nos
labo a ó ios há uma eno me a iedade de esíduos, alguns ap esen am pe igo pa a a
saúde e/ou ambien e: esses designam-se po esíduos pe igosos, os ou os podem se
equipa ados a esíduos u banos e podem en a no sis ema exis en e de ecolha.
1 - Os esíduos de em se sepa ados segundo a sua na u eza (sólidos /líquidos).
2 - Os esíduos sólidos de em se ecolhidos em sacos ou ou os con en o es
ap op iados e de idamen e iden i icados.
3 - Os esíduos, esul an es dos sol en es o gânicos comuns, de em se
sepa ados em clo ados ou não clo ados e ecolhidos em asilhame com esis ência
adequada.
4 - O asilhame con endo esíduos de sol en es de e no ó ulo indica o nome
do esponsá el do labo a ó io e local.
1 Quan idade necessá ia pa a u ilização du an e dois dias de abalho. A º 10 po a ia 1444/02 de 7 de
No emb o.
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel. APÊNDICE
Rela ó io de p oje o pág. 3
5 - Os esíduos aquosos, sem ca ac e ís icas especiais de pe igosidade, de em
se neu alizados an es de en iados pa a o sis ema de saneamen o público.
6 - A ecolha dos esíduos labo a o iais de e se ei a po emp esas
especializadas pa a o e ei o.
PARTE II
O MUSEU MUNICIPAL DE PENAFIEL. ESTUDO DE CASO.
2. CARATERÍSTICAS DA REGIÃO.
MAPA Nº 1. Conselho de Pena iel com as eguesias e sinalização no mapa de
Po ugal. Google Maps [0 2/ 01/ 2012].
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
Es udo de caso museu municipal de Pena iel. APÊNDICE
Rela ó io de p oje o pág. 4
MAPA Nº2. Dis i o do Po o. Google Maps [0 2/ 01/ 2012].
3. AS COLEÇÕES. MATERIAIS ORGÂNICOS.
3.1. MADEIRA.
As plan as são classi icadas po gimnoespé micas ou esinosas, e po
angiospé micas ou olhosas (MARQUES, 2007). As esinosas são as á o es de olhas
linea es, acicula es ou escami o mes, a maio ia pe ence à classe das coní e as, como o
abe o, o pinhei o e o cip es e, sendo a sua madei a no malmen e mais macia. As
olhosas são á o es ge almen e de olha plana e la ga, como o ca alho e o cas anhei o,
designadas as suas madei as como sendo no malmen e ijas. As á o es são cons i uídas
pelo sis ema adicula , caule ou onco e pela copa ou co oa. O sis ema adicula
ap esen a como unção p incipal a sus en ação da á o e e a abso ção de nu ien es. O
caule supo a a copa, conduz po capila idade a sei a b u a e é aqui que se dão as mais
impo an es ans o mações pa a o desen ol imen o da á o e. Po im a copa po ação
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da luz ans o ma a sei a b u a em sei a elabo ada, sendo no amen e anspo ada pa a
o onco, onde ai a ua pa a o seu desen ol imen o.
A madei a é um ma e ial o gânico, sólido, de composição complexa, onde
p edominam as ib as de celulose e hemicelulose unidas po lenhina. As plan as que
p oduzem madei a são pe enes e lenhosas, ca a e izadas pela p esença de caules de
g andes dimensões, denominado po oncos, que c escem em diâme o ano após ano.
As espécies lenhosas u ilizadas como supo e aquando da execução dos obje os,
ap esen am ca a e ís icas ísicas, químicas e na u ais da madei a, es as p op iedades,
com o empo ão in e e i no obje o a ní el conse a i o. A es u u a do lenho é
conside ada, ge almen e, como de inido a das p op iedades da madei a, embo a nem
semp e se possa explica igo osamen e o seu compo amen o unicamen e pelo seu
exame ana ómico. O lenho é o mado po uma mul iplicidade de células elemen a es,
cujas dimensões, o mas e a anjos são mui o a iá eis, consoan e a sua localização no
onco e a sua espécie a bó ea espe i a. A es a cons i uição di e si icada do ecido
lenhoso co esponde um compo amen o ísico-mecânico e aniso ópico he e ogéneo,
bem como uma di e enciação nas p op iedades dos obje os p o enien es de espécies
dis in as ou di e samen e localizadas no mesmo o o.
A madei a, desde dos empos mais emo os, em sido usada pelo homem pa a
cons ui as suas casas e pa a p epa a uma sé ie de u ensílios pa a o na o seu
quo idiano mais ácil e o “c i é io de base: u iliza um ma e ial acilmen e “ ecolhí el”,
anspo á el e apidamen e abalhá el” (SILVA and ANTUNES, 2004).
Mui os dos obje os exis en es na coleção do MMP e am u ilizados no quo idiano
dos ag icul o es, po consequência não exis iu p o a elmen e uma p eocupação de
seleciona as madei as pela sua qualidade2 de p odução, ou seja, não oi ido em con a o
ipo de co e, secagem, qualidade e o p óp io a amen o que é dado à madei a, mas sim
a sua du eza e esis ência. São obje os “ ulga es” sem qualque p eocupação, à pa ida
es é ica, mas sim u ili á ia. As madei as bas an e usadas na p odução de obje os são o
cas anho, noguei a, buxo ou ca alho3, pois são madei as comuns e esis en es/ du as.
2 As ábuas de melho qualidades são as que são ex aídas do ce ne, ou seja de co e adial, enquan o as de
co e angencial endem a empena .
3 O ca alho é um ipo de madei a p o enien e da Eu opa, do g upo das olhosas, es u u a he e ogénea,
com um ele ado g au de du eza, de co cinzen o pálido, cas anho ou ama elo cla o. De g ão g ossei o, de
ácil polimen o ap esen a uma média es abilidade às a iações de humidade.
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A pe da de um obje o pela al a de dados ap esen a uma magni ude de isco e
p io idade de manu enção e mode ada, o museu em o p oblema da al a de
in en a iação e egis o da en ada dos p imei os obje os que cons i uí am o seu ace o.
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5. DIAGNÓSTICO E DOCUMENTAÇÃO. MAGNITUDE DE RISCO.
TABELA Nº 1, nº 2, nº 3. Iden i icação dos inse os ecolhidos na p imei a inspeção às
ese as e coleção do MMP pa a análise do p oblema (SOARES. MMP, 2012).
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6. ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO. QUESTÕES COLOCADAS À
RESPONSÁVEL DO MMP.
As seguin es pe gun as o am ei as à esponsá el do museu municipal de
Pena iel pela discen e do p oje o de mes ado, pa a se i de apoio in o ma i o,
pe mi indo pe cebe os mé odos u ilizados pa a eajus a às necessidades conse a i as
do museu.
Exis em egis os dos obje os da coleção que já o am desin es ados no no o
museu?
R.M: Todos os obje os que in eg am a exposição pe manen e o am al o de
desin es ação aquando da mon agem. E pos e io men e, de aco do com um
le an amen o das si uações p oblemá icas, obse adas nas ações de moni o ização de
o ina, o am ealizadas as ações de desin es ação conside adas necessá ias.
Os es an es obje os que se encon a am dispe sos pelos di e en es espaços da ese a,
em mui os casos localizados em si uação de di ícil acesso, o am sis ema icamen e
desin es ados após qua en ena nas no as ins alações de ese a. E pos e io men e de
aco do com as ações de moni o ização de o ina o ma ealizadas as desin es ações
conside adas necessá ias.
Que p odu os u iliza am na desin es ação?
R.M: Todos os obje os o am desin es ados com o p odu o xilo ene SOR2, alguns dos
obje os que se encon am na exposição o am desin es ados com o mé odo de anoxia,
endo sido ealizadas ês bolhas na sala 4 de exposições e uma o a do espaço
exposi i o.
Exis iu alguma es a égia conse a i a aquando da mudança do ace o pa a as
no as ins alações?
R.M: Seis meses an es da ans e ência p e is a pa a as no as ins alações o am
egis adas os alo es de H.R e Tempe a u a nos espaços de exposição, ese a e espaço
en ol en e, com o in ui o de ga an i uma co e a adap ação do ace o às no as
ins alações. As médias dos alo es e i icados, o am an o quan o possí el,
ep oduzidas nos no os espaços.
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Pe an e uma aquisição, emp és imos ou exposições i ine an es que a i udes em o
museu?
R.M: Todos os obje os que em qualque ipo de si uação, dão en ada no museu são
obje o de qua en ena e de desin es ação, semp e que necessá io.
7. MAPEAMENTO DAS ARMADILHAS. LOCALIZAÇÃO.
7.1. RESERVAS.
Sala 1 (3 a madilhas):
A madilha nº1 oi colocada no chão, jun o da po a que dá acesso ao ex e io ;
A madilha nº2 oi colocada no chão, jun o da po a que dá acesso a sala 5;
A madilha nº3 oi colocada no chão, jun o da po a que dá acesso a sala 2 e ao wc e
balneá ios;
Sala 2 (4 a madilhas):
A madilha nº4 oi colocada no chão, jun o da po a que dá acesso a sala 1;
A madilha nº5 oi colocada no chão, jun o da po a que dá acesso a sala 3;
A madilha nº6 oi colocada no chão, jun o da po a que dá acesso a sala 4;
A madilha nº7 jun o da coleção de pin u a, Es an e G, p a elei a 4
Sala 3 (2 a madilhas):
A madilha nº8 jun o da coleção dos documen os g á icos, Es an e C, p a elei a 5;
A madilha nº9 jun o da coleção de êx eis, Es an e H, p a elei a 3;
Sala 4 (5 a madilhas):
A madilha nº10 oi colocada jun o da po a, no chão, que dá acesso à sala 2;
A madilha nº11 Es an e S, p a elei a 1;
A madilha nº12 Es an e Q, p a elei a 5;
A madilha nº13 Es an e C, p a elei a 2;
A madilha nº14 Es an e C, p a elei a 2;
Sala 5 (2 a madilhas):
A madilha nº15 e 16 o am colocadas jun o das po as, no chão, (uma na po a que dá
acesso à sala 1 e a ou a a sala 6);
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Sala 6 (8 a madilhas):
A madilha nº17 e 18 o am colocadas jun o da po a, no chão, uma de cada lado;
A madilha nº19 no chão, po baixo do a má io (pa ede em en e à po a de en ada);
A madilha nº20 Es an e S, p a elei a 6;
A madilha nº21 Es an e K, p a elei a 6;
A madilha nº22 Es an e N, p a elei a 9;
A madilha nº23 Es an e P, p a elei a 5;
A madilha nº24 Es an e E, p a elei a 6;
Sala 1 Rese as
A madilha nº1
Colocação: 06/01/2012
Localização: jun o á po a de acesso á en ada
Inspeção nº 1 Da a: 03/02/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC - * HR – *
* a máquina de a -condicionado nes a sala es á a a iada.
Inspeção nº 2 Da a: 08/03/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC - * HR – *
* a máquina de a -condicionado nes a sala es á a a iada.
Inspeção nº 3 Da a: 05/04/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC - * HR – *
* a máquina de a -condicionado nes a sala es á a a iada.
Inspeção nº4 Da a: 13/06/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC - * HR – *
* a máquina de a -condicionado nes a sala es á a a iada.
Inspeção nº5 Da a: 06/07/2012
Obs: oi cap u ado 3 a anhas, 1 mosqui o, 1 inse o.
TºC - * HR – *
* a máquina de a -condicionado nes a sala es á a a iada.
Sala 1 Rese as
A madilha nº2
Colocação: 06/01/2012
Localização: jun o á po a de acesso á sala 5.
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Inspeção nº 1 Da a: 03/02/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC - * HR – *
* a máquina de a -condicionado nes a sala es á a a iada.
Inspeção nº 2 Da a: 08/03/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC - * HR – *
* a máquina de a -condicionado nes a sala es á a a iada.
Inspeção nº 3 Da a: 05/04/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC - * HR – *
* a máquina de a -condicionado nes a sala es á a a iada.
Inspeção nº4 Da a: 13/06/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC - * HR – *
* a máquina de a -condicionado nes a sala es á a a iada.
Inspeção nº5 Da a: 06/07/2012
Obs: oi cap u ado 1 a anha.
TºC - * HR – *
* a máquina de a -condicionado nes a sala es á a a iada.
Sala 1 Rese as
A madilha nº3
Colocação: 06/01/2012
Localização: Jun o á po a de acesso á sala 2.
Inspeção nº 1 Da a: 03/02/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC - * HR – *
* a máquina de a -condicionado nes a sala es á a a iada.
Inspeção nº 2 Da a: 08/03/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC - * HR – *
* a máquina de a -condicionado nes a sala es á a a iada.
Inspeção nº 3 Da a: 05/04/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC - * HR – *
* a máquina de a -condicionado nes a sala es á a a iada.
Inspeção nº4 Da a: 13/06/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC - * HR – *
* a máquina de a -condicionado nes a sala es á a a iada.
INSETOS EM MUSEUS; VISITANTES INDESEJADOS.
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Inspeção nº 5 Da a: 06/07/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC - * HR – *
* a máquina de a -condicionado nes a sala es á a a iada.
Sala 2 Rese as
A madilha nº4
Colocação: 06/01/2012
Localização: Jun o da po a de acesso sala 3.
Inspeção nº 1 Da a: 03/02/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC – 18.7ºC HR – 48.8%
Inspeção nº 2 Da a: 08/03/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC – 19.9ºC HR – 41.5%
Inspeção nº 3 Da a: 05/04/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC – 20.5% HR – 48.6%
Inspeção nº 4 Da a: 13/06/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC – 19.7ºC HR – 56%
Inspeção nº5 Da a: 06/07/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC – 20ºC HR – 63.8%
Sala 2 Rese as
A madilha nº5
Colocação: 06/01/2012
Localização: Jun o à po a acesso a sala 1.
Inspeção nº 1 Da a: 03/02/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC – 20.5ºC HR – 31.9%
Inspeção nº 2 Da a: 08/03/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC – 21ºC HR – 42.8%
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Inspeção nº 3 Da a: 05/04/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC – 21.8ºC HR – 53%
Inspeção nº 4 Da a: 13/06/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC – 19.7ºC HR – 56%
Inspeção nº5 Da a: 06/07/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC – 20ºC HR – 63.8%
Sala 2 Rese as
A madilha nº6
Colocação: 06/01/2012
Localização: Jun o à po a acesso a sala 4.
Inspeção nº 1 Da a: 03/02/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC – 20.5ºC HR – 31.9%
Inspeção nº 2 Da a: 08/03/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC – 21ºC HR – 42.8%
Inspeção nº 3 Da a: 05/04/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC – 21.8ºC HR – 53%
Inspeção nº 4 Da a: 13/06/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC – 19.7ºC HR – 56%
Inspeção nº5 Da a: 06/07/2012
Obs: Sem cap u a de inse os.
TºC – 20ºC HR – 63.8%
Sala 2 Rese as
A madilha nº7
Colocação: 06/01/2012
Localização: Es an e G
P a elei a nº4