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Rela ó io Final de Es ágio
Mes ado In eg ado em Medicina Ve e iná ia
QUALIDADE DE LEITE EM BOVINOS LEITEIROS:
UMA ABORDAGEM PRELIMINAR PARA A REDUÇÃO DA
CONTAGEM DE CÉLULAS SOMÁTICAS
Te esa So ia Ma melo Pa ício
O ien ado (es)
P o . D ª. Ca la Ma ia P oença Noia de Mendonça
Co-O ien ado (es)
D . Paulo Alexand e Al es Capêlo
D . Juan Vicen e González Ma ín
Po o 2013
2
Rela ó io Final de Es ágio
Mes ado In eg ado em Medicina Ve e iná ia
QUALIDADE DE LEITE EM BOVINOS LEITEIROS:
UMA ABORDAGEM PRELIMINAR PARA A REDUÇÃO DA
CONTAGEM DE CÉLULAS SOMÁTICAS
Te esa So ia Ma melo Pa ício
O ien ado (es)
P o . D ª. Ca la Ma ia P oença Noia de Mendonça
Co-O ien ado (es)
D . Paulo Alexand e Al es Capêlo
D . Juan Vicen e González Ma ín
Po o 2013
i
Resumo
Es e ela ó io esul a da expe iência ob ida no meu es ágio cu icula ealizado com D . Paulo
Capêlo na egião de Ba celos e em Mad id, na emp esa "T ial e Aseso ía e In es igación
Ve e ina ia S.L” com D . Juan Vicen e Ma ín e a espe i a equipa, compos a pela D ª.
Na i idad Pé ez Villalobos e D ª. C is iana Jus o. Du an e es as 16 semanas, i e a
opo unidade de pa icipa nas mais di e sas a i idades, desde clínica e ci u gia de espécies
pecuá ias passando pela sanidade animal, qualidade de lei e, assesso amen o ep odu i o e
ida a ma adou os pa a ecolha de amos as de ube culose e b ucelose.
O ema des e ela ó io su ge no segundo pe íodo de es ágio, em Mad id, esul ado do con olo
de qualidade de lei e desen ol ido numa explo ação com ele ada incidência de mas i es
consequen emen e índices ele ados na con agem de células somá icas (CCS).
A mas i e ep esen a um dos p incipais en a es pa a a p odução lei ei a, de ido às pe das
económicas que aca e a, pela diminuição na p odução e na qualidade do lei e, à ele ação dos
cus os com medicamen os e se iços e e iná ios, além do e ugo p ecoce de animais
Pa e des e abalho isa a alia as medidas que, a é aos dias de hoje, mais p o a am se em
impo an es pa a a p e enção e con olo de mas i es e demons a como a implemen ação de
algumas dessas medidas o am impo an es pa a a diminuição da p e alência de mas i es
numa explo ação lei ei a.
ii
Ag adecimen os
Ag adeço a oda a comunidade docen e do mes ado in eg ado em medicina e e iná ia do
Ins i u o de Ciências Biomédicas Abel Salaza , pelos conhecimen os pa ilhados ao longo do
meu pe cu so académico.
Que o ag adece à D ª. Ca la Mendonça po e acei ado o ien a -me ao longo des e pe íodo de
es ágio. Ag adeço oda a disponibilidade, paciência, simpa ia e amizade.
Ag adeço aos meus co-o ien ado es, D . Paulo Capêlo e D . Juan Vicen e Ma ín po me e em
ansmi ido odos os conhecimen os eó icos e p á icos, pela amizade e ca inho ao longo
des as semanas de es ágio.
Um mui o ob igado ambém à D ª Na i idad Villalobos, pelos conhecimen os ansmi idos,
disponibilidade, simpa ia, ca inho e amizade demons ada du an e as oi o semanas que es i e
em Mad id.
Um ag adecimen o especial à minha “ amília espanhola”, C is iana e Rubén, po que desde o
p imei o dia que cheguei sen i-me em casa. Fo am sem dú ida o meu supo e du an e os dois
meses passados no país izinho. Com ocês pa ilhei so isos, ga galhadas, lág imas e
p eocupações. Sei que encon ei dois amigos pa a a ida. Ob igada po udo!
A odos os meus amigos da aculdade e o a dela, aos p esen es e aos mais ausen es
isicamen e, aqueles que ize am a di e ença e que deixa am a sua ma ca na minha ida e no
meu co ação ob igada po e o p i ilégio de pode con a com a ossa amizade. À Joana,
Diana, Sand a, Nelma, Ma ia João, Xana, Cá ia, Belinha, Raquel, Ana, Ca olina, Ca la, Rui,
Maga, Sé gio, Zázá, Ca la Tos e um ob igada especial.
Ao Leand o que em sido o companhei o de odas as ho as, que em semp e as pala as
ce as, que me apoia e me escu a, oi e é sem dú ida o meu po o de ab igo. Ob igada po
se es quem és, sem i nada se ia igual.
À minha amília pelo apoio incondicional demons ado ao longo des es anos.
Não pode ia deixa de dedica odo es e es o ço e dedicação à pessoa quem de o udo is o, à
minha Mãe, po que sem ela o meu sonho de se e e iná ia não passa ia disso mesmo…
Ob igada po o na es o meu sonho uma ealidade.
iii
Índice
Resumo i
Ag adecimen os ii
Índice iii
Índice de imagens i
Lis a de ab e ia u as
In odução 1
1. P og ama de Con olo – Qualidade de lei e 6
1.1 Mas i es 6
1.1.1 De inição 6
1.1.2 Classi icação 6
1.1.3 Impac o económico 7
1.2 P og ama de con olo de mas i es 8
1.2.1 Bases do Con olo Lei ei o 8
1.2.2 Con as e lei ei o 8
1.2.3 Con agem de células somá icas 9
1.2.4 Con agem bac e iológica do anque 9
1.2.5 Análise de egis os 10
1.3 Tes es ápidos de de eção de mas i es subclínicas 11
1.3.1 Tes e Cali o niano de Mami es (TCM) 11
1.3.2 Condu i idade elé ica 11
1.3.3 Indicado de pH 12
1.4 P e enção de a o es p edisponen es 12
1.4.1 Ro ina de o denha 12
1.4.2 Máquina de o denha 15
1.4.3 Ambien e e bem-es a animal 16
1.4.4 Maneio 17
1.5 Colhei a de amos as de lei e 17
1.6 T a amen o/P e enção 18
2. Caso clínico 19
2.1 Obje i os 19
2.2 Ma e ial e mé odos 19
2.3 Resul ados 22
2.4 Discussão 25
2.5 Conclusão 27
Bibliog a ia 28
Anexo I 30
i
Índice de imagens
Imagem 1 – Aplicação do p é-dipping 13
Imagem 2 – Secagem dos e eos com papel 13
Imagem 3 – Aplicação do pós-dipping 14
Imagem 4 – Pa ilhão A 20
Imagem 5 – Cubículo com cama de es ume desid a ado 20
Imagem 6 – Sala de o denha ci cula 20
Imagem 7 – Vacas du an e a o denha 20
Imagem 8 – O denhado a a passa um ja o de água no úbe e da aca 21
Lis a de Ab e ia u as
ADN – Ácido desoxi ibonucleico
BVD – Dia eia Vi al Bo ina
CCS – Con agem de Células Somá icas
cm3 - cen íme os cúbicos
DAD – Deslocamen o de Abomaso à Di ei a
DAE – Deslocamen o de Abomaso à Esque da
ml – milili o
mm – milíme o
NMC – Na ional Mas i is Council
OPP – O ganização de P odu o es Pecuá ios
ppm - pulsações po minu o
TCM – Tes e Cali o niano de Mami es
UFC – Unidades Fo mado as de Colonias
1
In odução
O es ágio cu icula , com du ação de 4 meses, ealizou-se em dois locais dis in os.
No pe íodo de 29 de Ou ub o a 21 de Dezemb o de 2012 deco eu no concelho de Ba celos,
em clínica e ci u gia de animais de p odução, sob a o ien ação do médico e e iná io D . Paulo
Capêlo.
No pe íodo de 2 de Janei o a 27 de Fe e ei o de 2013 ealizou-se em Mad id na emp esa
"T ial e Aseso ía e In es igación Ve e ina ia S.L." sob o ien ação do médico e e iná io D .
Juan Vicen e González Ma ín, coo denado da emp esa e p o esso i ula a empo pa cial da
Faculdade de Medicina Ve e iná ia da Uni e sidade Complu ense de Mad id.
Nos 2 p imei os meses de es ágio i e opo unidade de desen ol e a i idades na á ea de
clínica e ci u gia de espécies pecuá ias en ol endo sob e udo gado lei ei o e numa meno
quan idade bo inos de ca ne e suínos.
Uma ez que o D . Paulo Capêlo ambém p es a se iços à Coope a i a Ag ícola de Ba celos,
i e ainda a opo unidade de ap o unda os meus conhecimen os na á ea da sanidade animal.
Du an e o empo passado nes a O ganização de P odu o es Pecuá ios (OPP), acompanhei a
b igada de saneamen o do D . Paulo Capêlo, onde ealizei á ias a i idades como colhei a de
sangue em o inos e cap inos pa a pesquisa de B ucelose, e despa asi ação dos e e i os em
ge al, em elação aos bo inos ealizei p o as de in ade mo ube culinização, colhei a de
amos as do anque de lei e pa a pesquisa de B ucelose, Leucose e Pe ipneumonia Bo ina das
acas em lac ação e colhei a de sangue das acas secas e das no ilhas (com menos de um
ano) pa a pesquisa das mesmas pa ologias. A egião de Ba celos es á a se pionei a nes e
no o mé odo pa a pesquisa das pa ologias mencionadas.
No deco e do segundo pe íodo de es ágio i e a opo unidade de pa icipa nas mais a iadas
a i idades da emp esa dis ibuídas em di e sas á eas, nomeadamen e a i idades de clínica e
ci u gia; assesso ia ep odu i a; qualidade de lei e (con olo lei ei o) e consul ado ia de maneio
às explo ações associadas à emp esa (26 explo ações, 2500 animais no o al); ecolha de
amos as em ma adou os pa a pesquisa de Tube culose e B ucelose. Ti e ambém a
opo unidade de pa icipa num ensaio clínico de mas i es (p o a in e nacional) sendo o
obje i o des a p o a es a uma no a e apêu ica pa a o a amen o de mas i es no âmbi o do
seu egis o, lançamen o no me cado, comp o ação de e icácia e segu ança.
As a i idades desen ol idas du an e as 16 semanas de es ágio e a sua casuís ica são
desc i as mais de alhadamen e nos g á icos e abelas que se seguem.
Os g á icos 1 e 2 ep esen am as á eas de abalho desen ol idas ao longo des es 4 meses na
egião de Ba celos e Mad id espe i amen e.
2
G á ico 1 - Á eas de abalho no p imei o pe íodo de es ágio
Analisando a casuís ica do p imei o pe íodo de es ágio, e como se obse a no g á ico 3,
e i ica-se que, o sis ema diges i o é o g upo de pa ologias mais equen emen e obse adas
com ce ca de 29% dos casos. Den o des e g upo incluem-se ambos os deslocamen os de
abomaso à esque da e di ei a (DAE e DAD, espe i amen e), en e i es, indiges ões, acidoses,
en e ou os. De seguida com 20% emos o g upo de ep odução e obs e ícia, que inclui casos
de me i e e in e ilidade, o ção u e ina, ealização de pa os e cesa ianas, e enção
placen á ia, p olapso aginal e diagnós icos de ges ação ( e g á ico 4). E com 18% de
incidência emos os p oblemas espi a ó ios a ando-se na sua maio ia de pneumonias.
83%
11% 6%
Clínica e Ci u gia
Sanidade Animal
Rep odução
30%
52%
1% 4% 8% 5% Assesso amen o
ep odu i o
Clínica e Ci u gia
Ensaios Clínicos
Ma adou o
Qualidade de Lei e
Ou os
G á ico 2 - Á eas de abalho no segundo pe íodo de es ágio
9
o denhados). As CCS são ap esen adas no malmen e sob a o ma de milha es de células po
ml de lei e (Blowey & Edmondson, 1999).
1.2.3 Con agem de células somá icas
As células somá icas incluem p incipalmen e leucóci os (neu ó ilos, lin óci os, mac ó agos) e
ambém células epi eliais da glândula mamá ia (Suá ez e al, 2009). A sua concen ação no
lei e e le e o g au de espos a in lama ó ia em cada glândula mamá ia e consequen emen e a
p esença ou ausência de in eção. Hoje em dia a CCS é o p incipal pa âme o u ilizado na
de inição de qualidade de lei e pa a a indús ia (Suá ez e al, 2009). Po isso, incen i a-se à
p odução de lei e com ce as ca ac e ís icas, a a és de um sis ema de compensação aos
p odu o es de lei e de melho qualidade e de penalizações pa a os p odu o es que p oduzem
lei e de meno qualidade (Blowey & Edmondson, 1999). Assim, consegue-se pe cebe a
impo ância que a manu enção de ní eis baixos de células somá icas no anque de lei e em
pa a o p odu o , numa al u a em que o sec o lei ei o em ma gens de luc o es ei as.
A CCS pode ealiza -se a a és da colhei a de amos as do anque e do animal
indi idualmen e:
CCS no lei e anque – e le e o núme o de in eções in amamá ias de odos os animais em
lac ação. É ú il an o pa a o diagnós ico de mas i es subclínicas e mas i es clinicas que não
enham sido de e adas an e io men e. A colhei a da amos a de e se ei a depois de uma
co e a homogezinação do lei e do anque e de o ma mais higiénica possí el pela pa e
supe io do anque de lei e (Suá ez e al, 2009).
CCS indi idual – CCS no lei e po aca é a melho manei a de iden i ica animais com mas i es
subclínicas e c ónicas. As amos as de em se colhidas dos medido es da máquina de
o denha, sendo undamen al que a amos a seja ep esen a i a de oda a o denha do animal
(Suá ez e al, 2009).
1.2.4 Con agem bac e iológica no lei e do anque
Segundo o Regulamen o (CE) nº 853/2004, o lei e c u de aca de e con e menos de 100 000
unidades o mado as de colonias (UFC)/ml, pa âme o ob ido da média geomé ica cons a ada
ao longo de um pe íodo de dois meses, com, pelo menos, duas colhei as mensais.
As indús ias penalizam o p odu o se ap esen a alo es acima do e e ido an e io men e e
algumas es abelecem um sis ema de bónus po en ega em lei e com alo es in e io es a
50000 ou 25000 UFC/ml de lei e. A composição bac e iológica do lei e p o enien e de úbe es
saudá eis, é p a icamen e nula, embo a se con amine ao passa pelo canal do e o po
bac é ias que o colonizam. Em animais com mas i e a con agem bac e iológica a ia en e 104
10
e 106 UFC/ml (Suá ez e al, 2009).
Exis em qua o causas p incipais pa a ele ados alo es bac e iológicos no lei e do anque, são
elas: con aminação ambien al, equipamen os de o denha sujos, al a de e ige ação do lei e e
exis ência de mic o ganismos das mas i es (Blowey & Edmondson, 1999).
Es e pa âme o, ap esen a-se como um ma cado higiénico que indica a higiene com que se
ealiza a o denha, assim como o es ado de manu enção e higiene das ins alações e da
máquina de o denha. Casos excecionais, em que a al a con agem bac e iológica se de e ao
es ado do úbe e e não a a o es ex e io es, são as explo ações com animais in e ados po
S ep ococus agalac iae ou pelo géne o P o o heca (Suá ez e al, 2009).
1.2.5 Análise de egis os
A p esença de egis os numa explo ação cons i ui uma peça impo an e, an o pa a o seu
uncionamen o diá io, como pa a a omada de decisões de uma o ma undamen ada sob e a
si uação da explo ação, ace a obje i os de inidos. Exis em di e sos p og amas in o má icos de
ges ão de explo ações, mas exigem empo e dedicação po pa e do p odu o pa a man e os
dados semp e a ualizados. Ao con á io dos egis os manuais que são áceis de implemen a e
u iliza . Num p og ama de qualidade de lei e, um bom sis ema de egis os é aquele que, pa a
cada caso de mas i e clínica, iden i ica a aca a e ada, a da a de oco ência, os dias de
lac ação, os qua os a e ados, os dias de a amen o e qual o p o ocolo e e uado, os dias em
que não se ap o ei ou o lei e de ido ao in e alo de segu ança, a quan idade de lei e
desca ado e a o agen e esponsá el pelo episódio de mas i e (Rados i s, 2007)
Os es es que de em se ealizados pelos o denhado es na sala de o denha pa a de eção de
mas i e são:
Exame ísico - de e á ealiza -se com o úbe e limpo e imedia amen e depois de a aca se
o denhada. Examina-se o úbe e de o ma a iden i ica qua os indi iduais que se ap esen em
du os, edemaciados e e melhos (consequência de mas i e), mal o mados ou a o iados com
á eas de ecido cica icial (indica i o de mas i e c ónica) (Philpo & Nicke son, 2000).
Eliminação dos p imei os ja os de lei e - enquan o se p epa a o úbe e pa a inicia a o denha,
examinam-se os p imei os ja os de lei e que pe mi e a de eção de lei e clinicamen e ano mal
com al e ações na colo ação, p esença de g umos, lóculos e aspe o aguadilha. Os g umos e
lóculos que se obse am são células somá icas, ib ina e ou os componen es do sangue que
se encon am no(s) qua o(s) a e ado(s) pa a comba e a in eção (Philpo & Nicke son, 2000).
11
1.3 Tes es ápidos de de eção de mas i es subclínicas
1.3.1 Tes e Cali o niano de Mami es (TCM)
O es e cali o niano de mas i es (TCM) é um es e indi e o que mede a quan idade de ácido
desoxi ibonucleico (ADN) p o enien e de células nucleadas no lei e. É o mé odo mais comum
e mais u ilizado na de eção de mas i es subclínicas nas aca ias. O eagen e de TCM é um
de e gen e com indicado de pH que, quando mis u ado com o lei e em pa es iguais, dissol e
as pa edes celula es e nuclea es dos leucóci os p esen es, libe ando o ma e ial nuclea . O
ADN li e o ma uma massa gela inosa que aumen a de consis ência p opo cionalmen e ao
núme o de leucóci os p esen es no lei e (Mellenbe ge , 2001).O g au de geli icação o mado
en e o lei e e o eagen e pode le -se subje i amen e, de aco do com a abela 4 e 5.
TCM
CCS
0
0 – 200 000
T
150 000 – 500 000
1
400 000 – 1000 000
2
800 000 – 5000 000
3
> 5000 000
Tabela 4 Relação en e o TCM e CCS (Adap ado de Di e s & Peek, 2008)
G au
Geli icação
0
Nenhuma
T
Le e
1
Le e a mode ada
2
Mode ada
3
Se e a
Tabela 5 Classi icação do TCM (Adap ado de Philpo & Nicke son, 2000)
As classi icações 1, 2 e 3 são conside ados casos posi i os de mas i es. A classi icação T é
conside ada um caso du idoso. Mui os p odu o es p e e em u iliza o sis ema simpli icado
como o e e ido na abela 5 (Di e s & Peek, 2008; Philpo & Nicke son, 2000).
1.3.2 Condu i idade elé ica
Es e mé odo de de eção de mas i es baseia-se na di e ença de concen ação de sais en e
qua os in e ados e não in e ados da mesma aca. Es as al e ações e le em-se na al e ação
da condu i idade elé ica do lei e. Quando um qua o ap esen a uma in eção bac e iana,
aumen am os iões de sódio e clo o e diminuem os iões de po ássio e a lac ose, o pH ambém
aumen a. A co en e elé ica lui mais acilmen e a a és do lei e mas í ico pelo seu maio
con eúdo em iões (Philpo & Nicke son, 2000)
12
1.3.3 Indicado de pH
À medida que a mas i e e olui, o pH do lei e (pH no mal a ia en e 6.5 e 6.7), ai icando cada
ez mais alcalino, ap oximando-se assim do pH do plasma sanguíneo (7.4).Es e dado pode
se i de indício na de eção de mas i es, usando papel indicado de pH (Di e s & Peek, 2008).
1.4 P e enção de a o es p edisponen es
1.4.1 Ro ina de o denha
A o ina de o denha é um conjun o de ações ealizadas pelos o denhado es de o ma
sis emá ica e epe ida no p ocesso de ex ação do lei e, em cada lo e de acas. Es a o ina
de e se p e iamen e es abelecida e pe ei amen e p o ocolizada com o obje i o de assegu a
a sua e iciência e consegui uma o denha higiénica e de qualidade.
Uma o ina e icien e em uma impo ância essencial na p e enção de mas i es e de e
com empla :
Segui semp e as mesmas eg as de maneio;
P ocu a e uma o denha anquila em ambien e limpo;
E i a o s ess nos animais, uma ez que es e p o oca a sec eção de ad enalina,
inibindo des a o ma a libe ação de oci ocina;
Es abelece uma co e a o dem de o denha, começando semp e pelos animais mais
segu os (no ilhas saudá eis) e deixando pa a o im os de maio isco ( acas a e adas
po mas i es con agiosas). Podendo es abelece -se, po exemplo, a seguin e o dem:
Recém-pa idas, no ilhas, acas de al a p odução, de p odução baixa, com mami es
ambien ais e po im com mami es con agiosas;
Dispo do ma e ial necessá io pa a a o denha an es de começa a mesma (lu as,
desin e an e, en e ou os) pa a e i a possí eis in e upções du an e a o denha po
al a de ma e ial;
O denhado limpo e uso de lu as, que de em se desca á eis pa a se em mudadas no
inal de cada o denha (Suá ez e al, 2009).
De seguida é ap esen ada a impo ância de cada uma des as al e ações na o ina de o denha.
Higiene do o denhado
A higiene do o denhado pode se um bom indicado de higiene du an e a o denha. A u ilização
de lu as desca á eis ou desin eção pe iódica (quando não desca á eis) são essenciais pa a
e i a a ansmissão de agen es de o ma con agiosa du an e a o denha. Mesmo as mãos
apa en emen e mais limpas êm sulcos onde sob e i em ele ados núme os de bac é ias que
acilmen e se des acam.
As lu as são ex emamen e ú eis quando se in e ém nas in eções po S aphylococcus au eus
ou S ep ococcus agalac iae (Blowey & Edmonson, 1999.)
13
P epa ação dos e os pa a a o denha:
A limpeza dos e os em como obje i o eduzi a con aminação bac e iana do canal do e o, de
modo a eduzi a p obabilidade de oco e uma con aminação in amamá ia, uma ez que a
incidência de no os casos de mas i es es á co elacionada com o núme o de agen es
pa ogénicos p esen es no e o no momen o da o denha (Rados i s e al, 2007).
An es de acopla as e inas os e os de em es a limpos e secos (Blowey & Edmondson, 1999).
Eliminação dos p imei os ja os
A emoção dos p imei os ja os além de se i pa a ejei a o lei e que pe maneceu no canal do
e o en e as o denhas, se e ambém pa a uma de eção p ecoce de mas i es, uma ez que
p o ocam al e ações na consis ência do lei e, e pa a es imula o e lexo de descida do lei e
(Reneau, 2001; Di e s & Peek, 2008).
P é-dipping
É um p ocesso de desin eção (Imagem 1) ei o an es da o denha e é uma impo an e medida
de con olo da mas i e ambien al, uma ez que elimina mui as bac é ias, p o enien es do
ambien e, da supe ície dos e os, e i ando que es as pene em no úbe e du an e a o denha
Além disso, o p é-dipping ambém es imula a descida do lei e e a elocidade de ex ação do
lei e (Smi h, 2009)
A desin eção pode se ealizada po ime são ou aspe são. É necessá io um empo de con a o
de 20 a 30 segundos con o me indique o ab ican e do p odu o pa a neu aliza os
mic o ganismos. De seguida de e-se ce i ica que a emoção do p odu o oi ealizada pa a se
e i a con aminação do lei e (Philpo & Nicke son, 2000; Sch oede , 2012).
O uso co e o do p é-dipping pode eduzi em 50% as no as in ecções in amamá ias causadas
po mic o ganismos ambien ais du an e a lac ação (Philpo & Nicke son, 2000; Sch oede ,
2012).
Imagem 2 – Secagem dos e os com papel,
2013, Te esa Pa ício.
Imagem 1 – Aplicação do p é-dipping, 2013,
Te esa Pa ício.
14
Secagem dos e os
A u ilização de oalhas desca á eis oi amplamen e ado ada uma ez que ajuda a p e eni a
p opagação de mas i es con agiosas, ajudando a melho a a qualidade de lei e. Embo a as
oalhas desca á eis sejam ca as e di íceis de desca a sa is a o iamen e (Philpo & Nicke son,
2000). Al e na i amen e pode-se u iliza panos indi iduais desde que es ejam limpos e
desin e ados e se u ilize um pa a cada animal ou op a pelo papel de uso diá io limpo (Suá ez
e al, 2009; Philpo & Nicke son, 2000). O obje i o p incipal é assegu a que os e os es ejam
limpos e secos an es da colocação das e inas (Blowey & Edmondson, 1999).
Pós-dipping
A aplicação do pós-dipping az pa e de uma boa o ina de o denha. No inal da o denha o e o
encon a-se cobe o po uma pelicula de lei e, um excelen e meio de cul u a pa a agen es
causado es de mas i e. Se não hou e uma desin eção nes a ase, es es agen es acilmen e
ul apassam as de esas na u ais da glândula mamá ia, colonizando-a (Bexiga). O pós-dipping é
especialmen e e icaz no con olo de agen es con agiosos, mas ambém em meno g au, de
agen es ambien ais (Di e s & Peek, 2008).
A u ilização de copos pa a os pós-dipping pe mi e poupa desin e an e e cob i e icazmen e
odos os e os. Idealmen e a solução pa a o pós-dipping de e possui um desin e an e e icaz
em p esença de ma é ia o gânica, se colo ido de o ma a pode mos a alia a sua aplicação,
possui um emolien e que pe mi a que a pele se man enha saudá el, se es á el du an e o
a mazenamen o e não le a ao apa ecimen o de esíduos no lei e (Blowey & Edmondson,
1999, Bexiga).
Imagem 3 – Aplicação do pós-dipping, 2013, Te esa Pa ício.
15
Além das medidas que alei an e io men e não nos podemos esquece da impo ância de:
Colocação das e inas - de e-se minimiza a en ada de a na colocação das mesmas pa a
e i a lu uações de p essão a ní el da ex emidade do e o e de e-se alinha co e amen e a
unidade de o denha (Suá ez e al, 2009).
Remoção das e inas - seja ela manual ou au omá ica de e se ei a quando o luxo de lei e é
baixo de o ma a não ica demasiado lei e no ube e. Não de e se ei a a diamen e po que
exis e isco de sob eo denha. No caso de emoção manual, de e-se desliga p imei o o acúo
e depois p ocede à emoção das e inas pa a e i a danos nos e os e o ças de impac o na
ex emidade des es (Blowey & Edmondson, 1999). No caso de emoção au omá ica de e
ajus a -se o luxo e empo de emoção segundo as ecomendações dadas pelo écnico de
qualidade de lei e da explo ação (Suá ez e al, 2009).
1.4.2 Máquina de o denha
A máquina de o denha de e ex ai o lei e do úbe e da manei a mais ápida possí el e
causando o meno dano nos ecidos mamá ios. É de g ande impo ância pa a a p e enção das
mas i es, man e ín eg os e em bom es ado o es ínc e , a pele do e o e o epi élio do canal do
e o, uma ez que es es ecidos são uma ba ei a de p o eção en e às in eções. A máquina de
o denha pode se a causa de ansmissão de in eções quando a mesma não se encon a em
pe ei o es ado de manu enção, po isso, de em e -se em conside ação os seguin es aspe os
(Suá ez e al, 2009):
ní el de ácuo – de odos os pon os c í icos elacionados com a máquina de o denha
que de em se con olados pa a a p e enção de mas i es, pode dize -se que o mais
impo an e é a oscilação do ní el de ácuo. Es as são do ipo cíclicas, de idas à
pulsação da máquina de o denha e oscilações acíclicas, que se de em a a iações no
luxo de lei e e a e que são ealmen e p oblemá icas. Po isso, o ácuo de e se
con olado po um écnico de qualidade de lei e, median e a aplicação de es es
dinâmicos, du an e a o denha dos animais.
pulsação – a abe u a e o ence amen o das e inas de em es a co e amen e
egulados pa a e i a lesões no ecido mamá io. Combina a sucção do lei e com a
massagem do e o. Is o comp o a-se median e es es es á icos ou dinâmicos da
máquina de o denha. De e e -se em con a a que a equência de pulsação é de 55-60
pulsações po minu o (ppm) (Suá ez e al, 2009);
e inas – é a única pa e da máquina de o denha que es á em con a o di e o com o e o,
pelo que as ca ac e ís icas p óp ias de cada ipo de e inas assim como a sua
manu enção e a sua adequada eposição, são sem dú ida pon os impo an es que
de em se con olados na p e enção de mas i es. A du abilidade das e inas oscila em
16
unção do ma e ial com que são ab icadas: 2500 o denhas pa a e inas de bo acha e
5000 pa a e inas de silicone (Suá ez e al, 2009).
empo de o denha – de e se apenas o necessá io pa a que a aca ique o denhada
sem que se p oduza uma sob eo denha. De emos e em con a que há uma quan idade
de lei e que de e ica no úbe e a que lhe chamamos lei e esidual, es a quan idade
de e se de ap oximadamen e 100 cen íme os cúbicos (cm3) po qua o (Suá ez e al,
2009).
1.4.3 Ambien e e bem-es a animal
Um ambien e limpo, seco e con o á el pa a a aca é undamen al an o pa a o con olo das
mas i es como pa a a p odução de um lei e de qualidade (Suá ez e al, 2009; Blowey &
Edmondson, 1999). Os a o es que de emos e em conside ação, na p e enção da mas i e,
elacionados com o bem-es a do animal podem esumi -se em dois g andes pon os:
Fac o es ísicos
o Cubículos – de em es a dimensionados de o ma a pe mi i a biomecânica
na u al da aca ao dei a -se e le an a -se. A sua manu enção de e se diá ia.
o Cama – de e es a seca limpa e se de qualidade.
o Tempe a u a – conside a-se a aca como um elemen o emisso de calo , cuja a
homeo e mia depende em g ande medida do calo ge ado pela e men ação
uminal. Há medida que aumen a a empe a u a ex e io e a humidade ela i a, o
g adien e de capacidade de egulação diminui. Po isso, o obje i o é e i a o
s ess é mico (dispe são dos animais, adoção de pos u a es anhas,
aglome ado de animais jun o aos bebedou os, animais em pé jun o a zonas de
somb a ou mais ias).
o Humidade – encon a-se es i amen e elacionada com a empe a u a.
o Qualidade do a e en ilação - o desenho da es abulação de e pe mi i a
en ilação na u al. Em caso de s ess é mico, de em ado a -se sis emas de
en ilação mecânica, median e o uso de en ilado es, ou chu ei os (Suá ez e al,
2009; Blowey & Edmondson, 1999).
Fac o es psíquicos – elacionados com a ida o inei a que as acas necessi am pa a
p oduzi em lei e de manei a ó ima. O “ ipo de ida” de uma aca den o de uma
explo ação depende em g ande medida do ní el écnico e cul u al dos e e iná ios,
p odu o es e abalhado es esponsá eis. Des a o ma, a i udes de an opocen ismo,
que conside am que o melho pa a eles, é o melho pa a os animais, ou
compo amen os an opomó icos que a ibuem aos animais os mesmos sen imen os
17
que às pessoas podem ge a si uações de s ess nas acas, de endo po isso se
e i ados. Ou o elemen o impo an e que se de e conside a e que a e a o
compo amen o dos bo inos é a si uação on ola e al da sua isão, es ei amen e
elacionada com o que a aca conside a a sua “dis ância de segu ança” é de ex ema
impo ância na ho a de ealiza mo imen os de ap oximação aos animais. O medo, a
p esença de desconhecidos e a do são a o es impo an es que de em se
co e amen e manuseados pa a e i a si uações de s ess agudo e desen ol imen o de
memó ias que condicionem compo amen os pos e io es (Suá ez e al, 2009).
1.4.4 Maneio
Depois das acas saí em da sala de o denha é undamen al que enham acesso a alimen ação
e água pa a que pe maneçam em pé du an e 20 a 30 minu os enquan o o canal do e o echa
comple amen e. Se as acas se dei am imedia amen e após a o denha, os agen es ambien ais
podem pene a no úbe e e o igina uma mas i e, uma ez que o canal do e o se encon a
abe o (Blowey & Edmondson, 1999).
1.5 Colhei a de amos as de lei e
F equen emen e é necessá io iden i ica os mic o ganismos que p o ocam mas i e pa a de ini
soluções pa a o p oblema. A colhei a de lei e pode se ei a nos qua o qua os em conjun o,
mas é p e e í el azê-la de qua os indi iduais, embo a as amos as indi iduais possuam um
cus o mais ele ado. Os esul ados dessa cul u a são impo an es pa a comp eende os
p oblemas especí icos do g upo de animais a e ado, ecomenda a amen os e decidi o e ugo
de acas indi iduais (Philpo & Nicke son, 2000).
A colhei a ambém pode se ei a no anque. As bac é ias p esen es no lei e do anque esul am
de glândulas mamá ias in e adas, das supe ícies dos e os e dos úbe es e de a iadas on es
do ambien e. A colhei a de lei e do anque az-se p incipalmen e quando que emos iden i ica
agen es con agiosos na explo ação, como S aphylococcus. au eus e S ep ococcus agalac iae.
O núme o de mic o ganismos encon ados a ia com o núme o de acas in e adas, com a
p odução de lei e e com a g a idade da in eção. Es es es es êm uma sensibilidade baixa, mas
uma especi icidade ele ada (Rados i s e al., 2007).
A colhei a de amos as pode ambém se ei a pa a ealização de an ibiog ama, pe mi indo
a e igua qual o agen e an imic obiano mais indicado ao a amen o (Philpo & Nicke son,
2000).
A colhei a das amos as de e se ealizada de modo a eduzi ao máximo a con aminação
ex e io . Quando se colhem amos as dos qua os a e ados, de e ão desca a -se os p imei os
ja os de lei e e a pon a do e o de e se limpa com algodão e álcool a 70%, o ubo de colhei a
18
de e se es é il e de e se imedia amen e e ige ada. A amos a pode se e ige ada a é 24
ho as ou congelada a é um mês an es da cul u a (Philpo & Nicke son, 2000).
É undamen al, o conhecimen o dos agen es esponsá eis pelas mas i es, con agiosos ou
ambien ais, pa a se pode desen ol e p o ocolos e apêu icos e p og amas de con olo
adequados a cada explo ação.
1.6 T a amen o/P e enção
A es a égia de a amen o da de inição da mas i e (clínica ou subclínica), es ado de saúde e
his ó ico de mas i es do ebanho Se o a amen o o indicado, de e decidi -se qual a ia de
adminis ação de an imic obianos (pa en é ica ou in amamá ia) a u iliza . Aspe os impo an es
pa a o a amen o são: a iden i icação do animal a se a ado, egis os de achados clínicos e
labo a o iais, a amen o ins i uído e espos a ao mesmo. De e ainda e -se em conside ação o
qua o a e ado, da a do início da mas i e, núme o de lac ações da aca, da a de pa o, o agen e
causal, in e alo de segu ança do á maco a u iliza e ní el de p odução da aca (Rados i s,
2007).
Uma medida impo an e pa a a p e enção de mas i es passa po um maneio co e o e
adminis ação de an imic obianos no início do pe íodo seco. O pe íodo de secagem dos
animais é impo an e pa a assegu a a p odução de lei e em quan idade e qualidade na
lac ação pos e io . Os p incipais obje i os des a suspensão na p odução são elimina as
mas i es subclínicas que pe sis am no úbe e, p e eni o apa ecimen o de mas i es clínicas,
eduzi o núme o de células somá icas no lei e e a incidência de mas i es na lac ação seguin e
(Rados i s, 2007). Se du an e esse pe íodo de ina i idade da glândula mamá ia coloca mos um
an imic obiano e icaz con a os agen es p esen es, conseguimos a a o animal du an e a
secagem e assegu a que a p óxima lac ação enha uma meno incidência de mas i es.
25
Obse ando o g á ico 7 e i ica-se uma diminuição de 97 pa a 47 casos de e ados de mas i es
clínicas nos meses após a al e ação da o ina de o denha.
Obse ando a abela 9 emos ainda dados adicionais, podendo e -se a pe cen agem de
mas i es que a e a am um ou mais qua os. Sendo ní ida a p esença ele ada de mas i e
apenas num qua o em ambos os pe íodos de empo (Ou ub o/No emb o e Janei o/Fe e ei o).
Ou ub o/No emb o
Janei o/Fe e ei o
To al de mami es clinicas
97
47
Um qua o a e ado
88,66%
87,23%
Mais de um qua o a e ado
11,34%
12,77%
Tabela 9 – To al de mami es iden i icadas pelos o denhado es
2.4 Discussão
A qualidade do lei e é um a o decisi o na economia de uma explo ação de bo inos lei ei os, a
oco ência de mas i es clínicas e subclínicas a e a di e amen e a glândula mamá ia, eduzindo
an o a quan idade como a qualidade do lei e (Ruegg,2012). A qualidade e a composição do
lei e é de ex ema impo ância pa a o consumido inal, uma ez que os mesmos espe am ob e
um p odu o de al a qualidade an o pelo seu sabo bem como pela sua du abilidade. Des a
o ma, a indús ia exige que se en egue lei e com as qualidades ísicas, químicas e
o ganolé icas desejadas (Philpo & Nicke son, 2000).
As mas i es clínicas são de mais ácil diagnos ico, uma ez que se ca ac e izam po sinais
isí eis de in lamação, aumen o de olume e da empe a u a do(s) qua o(s) a e ado, do , ubo
e mudanças na apa ência mac oscópica do lei e (Smi h, 2009). Já nas mas i es subclínicas,
não são obse á eis al e ações no úbe e e, na maio ia dos casos, nem no lei e, sendo es es
casos diagnos icados eco endo a mé odos indi e os, como TCM (Rados i s e al,2007 &
Blowey & Edmondson, 1999).
Hoje em dia a CCS é um bom indicado da saúde do úbe e e da qualidade higiénica sani á ia
do lei e p oduzido (Suá ez e al, 2009). Po isso, as emp esas de lac icínios es abelecem um
limi e pa a a CCS (400 000 células somá icas), acima do qual o p odu o se á penalizado no
p eço do lei e. O incen i o à p odução de lei e com ce as ca ac e ís icas, é ei o a a és de um
sis ema de compensação aos p odu o es de lei e de melho qualidade (Blowey & Edmondson,
1999).
26
A en abilidade de uma explo ação lei ei a passa po maximiza a p odução de lei e, ob e um
lei e de ele ada qualidade e pela edução das pe das e cus os associados às mas i es.
Pe cebe-se en ão, a impo ância dos p og amas de con olo de qualidade de lei e, que de em
se uma e amen a de abalho pa a a ob enção des es obje i os.
A CCS pe mi e-nos a alia a saúde do úbe e (p esença de mas i e) e pe mi e implemen a
medidas co e i as.
A explo ação em es udo é um pe ei o exemplo disso, uma ez que os se iços da emp esa
T ial e o am solici ados com o obje i o de eduzi a CCS no lei e e des a o ma e i a as
penalizações no p eço do lei e e eduzi cus os e pe das associados. Inicialmen e (Ou ub o de
2012) o alo da CCS e a de 1498.61×103 células/ml, endo o mesmo diminuído
conside a elmen e pa a 471.54×103 células/ml no mês de Fe e ei o de 2013. Tendo sido o
obje i o alcançado com a implemen ação de medidas co e i as na p á ica de o denha que não
implica am um in es imen o dispendioso do p op ie á io da explo ação.
Os esul ados ( abela 7) e elam uma diminuição impo an e do núme o de mas i es
subclínicas, exp essa pela CCS, pe cebendo-se o quão impo an e é o uso do p é-dipping, a
higiene adequada dos o denhado es, a eliminação dos p imei os ja os e a secagem com papel
desca á el dos e os dos animais, es as simples medidas i e am impac o ao ní el da média
de p odução de lei e bem como da incidência de mas i es clínicas e subclínicas.
Os animais com o in e alo de CCS en e as 800 000 e mais de 1500 000 células o am os
g upos que egis a am uma maio edução da CCS; nas acas com CCS en e as 200 000 e
600 000 células, a edução não se e i icou ou oi ligei a, o que pode se indicado de p esença
de mas i es c ónicas nes es animais. Po an o, se ia necessá io a implemen ação de ou as
medidas de con olo pa a que es e g upo de animais con ibuísse pa a edução de CCS,
nomeadamen e a eliminação desses animais como é e e ido no plano de 10 pon os do NMC
(Rados i s, 2007).
É ambém obse á el o aumen o da p odução lei ei a, aduzida pelas médias ap esen adas na
Tabela 8 e G á ico 6. Obse a-se uma melho ia de 17.24% nas p imípa as em ge al e 20% nas
mul ípa as e 20.93% nas mul ípa as pa idas há menos de 120 dias.
Ve i icamos ambém uma edução signi ica i a do núme o de mas i es clínicas (g á ico 7). Na
abela 9 e i icamos um aumen o de 11,34% pa a 12,77% e e en es à incidência de mas i es
em mais de um qua o, que pode de e -se à subje i idade de de eção dos o denhado es, ou
de ido ao ac o da obse ação das mesmas se em ealizadas no inal o denha.
Des a o ma, o diagnós ico das mas i es clinicas ealizado pelos o denhado es pode á ainda
se melho ado, na medida em que a iden i icação de e á se ealizada no início da o denha,
conjun amen e com TCM.
27
2.5 Conclusão
Com a aliação des es dados posso conclui que hou e uma melho ia signi ica i a após se e
implemen ado es e p o ocolo de p e enção e con olo de mas i es que e e como base:
mudanças de p á icas de o denha e con olo mensal de CCS das acas ecém-pa idas há
menos de 120 dias, endo es e núme o diminuído p og essi amen e ao longo dos meses o que
aduz uma diminuição de incidência de mami es subclínicas e clínicas na explo ação.
É isí el o aumen o da p odução lei ei a, aduzida pelas médias ap esen adas an e io men e
bem como a diminuição da con agem de células somá icas e diminuição da de eção de
mami es clinicas. Consegue-se pe cebe que hou e uma melho ia global na explo ação, não só
as acas ecém-pa idas (das quais ob i emos os dados da CCS) o am bene iciadas com o
p o ocolo ado ado, mas ambém as es an es acas, is o pode-se e i ica pela de eção de
mami es ealizada pelos o denhado es a odas as acas em lac ação, que diminuiu
conside a elmen e.
Es as mudanças na o ina o am uma p imei a abo dagem ao con olo e p e enção de mas i es
na explo ação, uma ez que p o ocolo con inua a deco e com pe spe i a de se in oduzi
no as me as pa a se ob e melho es esul ados.
Penso que se ia con enien e ealiza -se cul u a bac e iológica do lei e pa a iden i ica o agen e
causal das mas i es e des a o ma de ini -se o p o ocolo e apêu ico adequado a implemen a .
A iden i icação do agen e e implemen ação de um p o ocolo e apêu ico adequado (median e o
an ibiog ama dos animais a e ados) pe mi i ão ob e esul ados cada ez melho es em e mos
de con olo de células somá icas e po conseguin e ele ada qualidade de lei e.
28
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30
ANEXO I
Ques ioná io ealizado ao p op ie á io da explo ação
1.- Ras eabilidade dos animais e do lei e
Iden i icação da explo ação: Sim Não
1. A explo ação es á iden i icada e egis ada de aco do com a legislação igen e.
Iden i icação dos animais:
2. Cada animal es á iden i icado indi idualmen e segundo a legislação igen e.
3. O p op ie á io man ém a ualizado o li o de egis o da explo ação, comunicando odos os mo imen os dos
animais à au o idade compe en e den o do p azo es abelecido pela legislação igen e.
2.- Alimen ação e água pa a os animais
P odução de alimen os:
4. Ado am-se as medidas necessá ias pa a assegu a que os alimen os p oduzidos na explo ação sejam de
qualidade adequada
5. Realizam-se análises dos alimen os p oduzidos na explo ação.
Comp a de alimen os:
6. Comp am ações apenas a ab ican es egis ados.
7. Ve i icam os ó ulos dos alimen os comp ados, comp o ando que são ações pa a uminan es e que não con ém
subs âncias ou p odu os não au o izados.
8. Realizam-se análises dos alimen os comp ados
A mazenamen o de alimen os:
9. Os alimen os não são a mazenados com p odu os óxicos.
10. P ocede-se à limpeza com equência adequada aos a mazéns dos alimen os.
11. Comp o a-se com equência adequada a ausência de p agas.
12. P o egem-se os locais de a mazenamen o dos alimen os de p agas, aplicando se necessá io, um plano de
con olo.
Fo necimen o de alimen os:
13. A qualidade e quan idade dos alimen os o necidos são adequadas às necessidades isiológicas dos animais.
14. Fo necem-se alimen os em pe ei o es ado de conse ação.
15. Fo necem-se alimen os sem subs âncias ou p odu os não au o izados aos animais.
16. Manuseiam-se os alimen os de o ma co e a com maquina ia e u ensílios adequados.
17. Limpam-se os comedou os pa a que pe maneçam em boas condições de higiene.
Água
18. A explo ação dispõe de um sis ema de abas ecimen o de água limpa pa a os animais, man endo os alo es de
concen ação de coli o mes e E.coli abaixo dos limi es legais es abelecidos.
19. Os animais êm ácil acesso á água.
20. Limpam-se os bebedou os pa a que pe maneçam em boas condições de higiene.
3.- Es ado sani á io dos animais
21. A explo ação cump e com o p og ama nacional de e adicação de doenças.
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22. Pa a cada mo imen ação os animais de em se acompanhados po uma guia sani á ia.
23. Vigia-se egula men e o es ado de saúde dos animais e o aspe o ge al dos animais (exemplo: dia eias, úbe es)
24. Dispõem-se de zona ap op iada de isolamen o, pa a animais doen es ou e idos.
25. A explo ação é e isada po um e e iná io pelo menos una ez ao ano com o in ui o de a alia o es ado sani á io
do gado.
26. A explo ação possui p og ama sani á io (da as de acinação…)
27. A explo ação dispõe de plano de diagnós ico e con olo de mas i es.
28. A explo ação dispõe de meios adequados pa a a limpeza e desin eção, u ilizando p odu os au o izados.
29. A mazenam-se os p odu os de limpeza e desin eção num luga segu o.
30. Cump em-se p og amas de igilância e con olo de zoonoses.
4.- Medicamen os e a amen os dos animais
A mazenamen o dos medicamen os
31. Os medicamen os es ão gua dados em local segu o y adequado.
32. A mazenam-se sepa adamen e os medicamen os que são pe mi idos pa a acas em lac ação dos que não são.
33. O acesso aos medicamen os es a limi ado aos abalhado es com o mação, quali icação e/ou expe iência
adequada.
T a amen o dos animais
34. Iden i icam-se os animais em a amen o com um mé odo ap op iado e segu o.
35. Respei a-se o in e alo de segu ança dos medicamen os.
36. Quando é necessá io sepa a-se o lei e dos animais em a amen o po um sis ema de o denha adap ado.
37. T a am-se os animais doen es adminis ando-lhes o a amen o adequado e u ilizando medicamen os quando é
necessá io.
38. U ilizam-se apenas medicamen os au o izados e p esc i os po um e e iná io.
39. O li o o icial de egis os de medicamen os encon a-se a ualizado com as da as e in e alos de segu ança.
5.- O denha, a mazenamen o e qualidade de lei e
Abas ecimen o de água po á el
40. O sis ema de abas ecimen o de água é comple amen e segu o pa a impedi la con aminação de água.
41. Se ga an e o abas ecimen o de água quen e em quan idade e empe a u a su icien es.
Local de o denha
42. O local de o denha es á sepa ado de on es de con aminação como ede de esgo os.
43. O chão e as pa edes são áceis de limpa e desin e a .
44. O chão acili a a e acuação de líquidos, exis e um sis ema de d enagem.
45. Os sis emas de iluminação e en ilação são sa is a ó ios.
46. O local de o denha man em-se limpo, ausen e de p odu os químico, medicamen os ou esíduos pe igosos.
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47. Se omam as medidas ap op iadas pa a e i a a in odução e a p esença de animais não desejados e p agas.
Ma e iais, equipamen os de o denha e de e ige ação do lei e
Equipamen os de o denha
48. As supe ícies dos equipamen os em con ac o com o lei e, são de ácil la agem (Ma e iais lisos, la á eis e não
óxicos)
49. Pa a odas as ope ações de limpeza de equipamen os de o denha e ma e iais de con ac o de lei e u iliza-se água
de consumo humano
50. O p ocesso de limpeza ealiza-se segundo as ecomendações do ab ican e da máquina
51. U ilizam-se p odu os de limpeza y desin eção econhecidos, au o izados e co e amen e o ulados
52. A qui am-se odas as ichas écnicas e de segu ança dos p odu os de limpeza e desin eção u ilizados
53. P ocede-se à limpeza e desin eção dos ecipien es e ma e iais que se encon am em con ac o com o lei e, depois
de cada o denha, man endo-se adequadamen e p o egidos a é à p óxima u ilização
54. Os equipamen os de o denha man ém-se em bom es ado de u ilização, eno ando as peças que so em
de e io ação ( e inas…) segundo as indicações do ab ican e conse ando a u as.
55. Pelo menos uma ez ao ano, um écnico au o izado ealiza uma e isão comple a de equipamen os de o denha e
e ige ação.
Equipamen os de e ige ação
56. O equipamen o de a mazenamen o de lei e e o sis ema de medição de empe a u a es ão em co e o
uncionamen o.
57. Realiza-se a limpeza desin eção do anque após de cada colhei a de lei e ou pelo menos a cada 48 ho as.
O denhado es
58. O pessoal dispõe de o mação adequada .
59. As pessoas com doenças con agiosas não o denham.
60. As pessoas com e idas abe as não o denham.
61. A oupa de o denha é adequada e limpa.
62. O denhado la a as mãos e b aços com água po á el an es de cada o denha e cada ez que seja necessá io
du an e o p ocesso.
63. O o denhado em hábi os e a i udes adequados
Ro ina de o denha
64. Realiza-se cada o dena com cuidado e sem aumas pa a a aca.
65. Realiza-se a limpeza dos e os an es da o denha.
66. Obse am-se e palpa-se o úbe e pa a de e a possí eis sinais de mas i e ( azem is o mas no inal da o denha
67. Eliminam os p imei os ja os de lei e.
68. Colocam as e inas com p ecaução e ealiza-se a o denha de o ma ápida e comple a, e i ando a “sob eo denha”
(Possuem e i ado es au omá icos)
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69. Desin e am-se os e os após a o denha com desin e an es au o izados, segu os e e e i os.
Qualidade de lei e
70. Mensalmen e se colhem pelo menos duas amos as de lei e pa a sua análise.
71. A concen ação de mic o ganismos como media bimensal se man e e-se abaixo dos pa âme os exigidos .
72. A concen ação de células somá icas calculada como media bimensal se man e e-se abaixo dos pa âme os
exigidos.
73. Ausência de esíduos an ibió icos du an e o úl imo ano.
6.- Meio ambien e
74. Os p odu os de limpeza e desin eção encon am-se em luga segu o e isolado.
75. Os p odu os de saúde animal são a mazenados em local segu o e isolado e man ém o ó ulo.
76. Se canalizam e manuseiam adequadamen e os esíduos líquidos pa a e i a uma con aminação da água.
Recipien es azios e p odu os caducados
77. Colocam-se os ecipien es azios e p odu os caducados em luga segu o
78. Se ealiza ges ão adequada de p odu os caducados e ecipien es azios
Imagem da explo ação
79. Ins alações limpas e acessí eis a odo ipo de eículos.
7.- Bem-es a animal
Alojamen o de animais
80. Os ma e iais u ilizados pa a la cons ução e manu enção dos locais de alojamen o são os adequados pa a os
animais.
81. Os animais dispõem de espaços ap op iados pa a pe mi i mo e -se y elaciona -se de aco do com as suas
necessidades isiológicas.
82. As ins alações man êm-se limpas e co e amen e en iladas e iluminadas (Sim, sal o os pa ques onde não
exis em cubículos).
83. Os animais que se encon am ao a li e dispõem de ab igos.
84. Dispõem de zona de pa os pa a as acas e uma zona pa a isola os animais doen es.
Maneio dos animais
85. Aplicam-se p ocedimen os co e os pa a e i a pe igos du an e o maneio dos animais.
86. Os animais encon am-se limpos e em boas condições.
8.- Pessoal da explo ação e agen es ex e nos
87. O pessoal em o mação, quali icação/expe iência ela i amen e às a i idades que desempenha na explo ação.
88. O pessoal é su icien e pa a sup i as necessidades da explo ação.
89. As pessoas que êm con ac o com os animais e com o lei e encon am-se em boas condições de saúde e
espei am as no mas de maneio.