VELOCIMETRIA, SUPORTE IMAGIOLÓGICO DE DUPLO MEIO E
INFORMAÇÃO AUDITIVA CONCOMITANTE PARA O TREINO DA TÉCNICA
DE NADADORES.
An onio Ba oso Lima¹, Ped o Gonçal es³, Ped o Semblano4, Daniel Fe nandes4, Miguel
Velho e Co eia4, Go Tani², e João Paulo Vilas Boas³
1 Uni e sidade Fede al do Cea á - B asil / FCDEF-UP,
2 Uni e sidade São Paulo - B asil,
3 Faculdade de Ciências do Despo o e de Educação Física - UP,
4 Faculdade de Engenha ia - UP.
A écnica cons i ui um dos p incipais ac o es de endimen o no despo o em ge al,
mas que ganha especial ele o em modalidades ealizadas em meios pa icula es, como é o
caso da na ação. Nes a modalidade, o desen ol imen o quali a i o do ges o despo i o é não
apenas de e minan e, como o p ocesso que lhe es á subjacen e é especialmen e di ícil; di ícil
po que a especi icidade do meio impõe sub ilezas mui o pa icula es à execução, mas
ambém po que o ac o dos mo imen os se ealiza em na in e ace a /água, o na a
obse ação, pelo einado , especialmen e limi ada. Nes a con o midade u ge p ocede -se ao
desen ol imen o: (i) de meios especiais de egis o de imagens de duplo-meio; (ii) de meios
de a aliação biomecânica do ges o que sejam álidos e in e ac i os com o p ocesso de
eino; (iii) de sis emas de bio eedback que e o cem a capacidade de econhecimen o, pelo
execu an e, das consequências mo o as das suas acções e (i ) de soluções in eg adas dos
sis emas e e idos an es, que e elem capacidade eal de in e enção posi i a no p ocesso
de eino.
É exac amen e nes e domínio que se inse e es e es udo, mui o conc e amen e
pe spec i ando a alidação, enquan o sis ema ins umen ado de apoio ao eino da écnica
em na ação, de um conjun o de sis emas que in eg a: (i) o elocíme o po cabo de úl ima
ge ação, e que p opo ciona, em empo eal, in o mação biomecanicamen e ele an e e
so is icada; (ii) um sis ema desen ol ido pelos gabine es de na ação e de biomecânica da
FCDEF - UP, baseado no upg ade (pa a imagens em ollow up) do sis ema imagiológico de
duplo-meio desc i o po Vilas-Boas e al. (1997) pa a o egis o de imagens de nadado es e
(iii) a emissão, em FM, e cap ação/disponibilização au icula , de um sinal acús ico, de
equência a iá el em unção da elocidade de nado, que p opo ciona um eedback
concomi an e à execução do nadado , que pa a es e, que pa a o espec i o einado .
A a és das in o mações ob idas po meio do sis ema in eg ado em causa, o
p o esso / einado pode á, de manei a in e ac i a e p ecisa, ap esen a ao seu nadado ,
1
opções pa a a melho ia do espec i o ges o écnico e c i é ios objec i os de ponde ação da
e olução da espec i a capacidade ci cuns ancial de execução.
Os equipamen os p ojec ados e desen ol idos são: (i) elocíme o; (ii) disposi i o
de cap ação de imagens de duplo meio e (iii) p odução, emissão e ecepção de sinal
acús ico, u ilizados espec i amen e pa a: egis a a lei u a da lu uação in acíclica da
elocidade ho izon al do nado; cap a imagens de duas câma as e g a á-las já de idamen e
mis u adas e emi i um sinal acús ico, de equência a iá el em unção da elocidade do
nado.
O elocíme o ap esen ado na Figu a 1, consis e num disposi i o de medição de
elocidade de desen olamen o de um io que o nadado le a p eso à al u a da anca, onde um
senso inc emen al com uma esolução de 500 pon os po ol a, e um mo o de eio que
ga an a que a iné cia de odo o sis ema seja insigni ican e, man endo o io pe manen emen e
es icado. Assim, como pode se is o na Figu a 2, o io es á en olado na oldana A que es á
acoplada ao mo o . O io passa pela oldana B que em um diâme o ú il, implicando que o
codi icado inc emen al que es á acoplado a es a, ge e um impulso a cada desen olamen o
do io.
Foi c iado um supo e in o má ico em linguagem Lab iew que se di ide em duas
sequências: (i) inse ção dos dados pessoais do nadado e (ii) ob enção de dados do ensaio.
A p imei a co esponde à inse ção de dados do nadado - Figu a 3 (nome;
sob enome; idade; peso; al u a; géne o e obse ações) -, con igu ando os ichei os
necessá ios ao a mazenamen o da in o mação ob ida pelo ensaio e mais algumas
con igu ações que podem se execu adas sem in e e i di ec amen e com o mesmo. O não
p eenchimen o de algum campo de dados implica a não con inuidade da execução do
p og ama, icando assim penden e a é à sua complemen ação. P eenchidos odos os campos
de dados do nadado , se ão c iados os ichei os onde se á a mazenada oda a in o mação
ob ida no ensaio (Figu a 4), de dois modos dis in os:
2
Figu a 1. Velocíme o.Figu a 2. Mecanismo in e no do
elocíme o.
•Um ichei o pa a análise mais p o unda, compa í el com o Mic oso Excel, onde
são gua dados odos os alo es amos ados de elocidade, ao longo de odo o
ensaio, sendo ambém incluída oda a in o mação sob e o nadado (dados
pessoais).
•Em ou o ichei o, é gua dado o g á ico de elocidade ob ido no úl imo ensaio e
as in o mações mais impo an es esul an es desse ensaio, como a elocidade
média, des io pad ão, coe icien e de a iação, dis ância pe co ida, e c.
Com es es dois ichei os de idamen e gua dados (exis e e i icação de e os de
esc i a de ichei os pa a disco), ealiza-se a segunda sequência, que consis e na ob enção de
dados do ensaio p op iamen e di o.
Nes a e apa, exis e um ciclo que é execu ado enquan o o ensaio não acaba , po
indicação dada po STOP. Esse ciclo ai calculando o alo da elocidade e desenha o
g á ico de elocidade à medida que os dados do senso ão chegando à po a pa alela.
Den o des e ciclo é ealizada, en ão, a aquisição dos dados da po a ( indos do senso ),
calculada a espec i a elocidade ins an ânea, que é en ão desenhada no g á ico e
a mazenada em ec o empo á io pa a a pos e io g a ação em disco. Emi ida a o dem com
o comando de STOP, ica ca ac e izado o im do ensaio, des a o ma, as ins uções
seguin es podem en ão se execu adas (Figu a 5).
3
Figu a 3. Página de con igu ação do ensaio Figu a 4. C iação de ichei os
Figu a 5. Cu a g á ica de odo o ensaio.
Um bloco seguin e e e e-se ao cálculo de alguns alo es ele an es ao ensaio ais
como: ciclo ípico, empo e elocidade dos pon os no á eis e acele ação (Figu a 6).
Es ando es es alo es disponí eis, é e ec uada a esc i a de dados pa a ichei o. Aqui
a execução di ide-se em duas pa es simul âneas. Uma de esc i a de alo es pa a análise
pos e io em ichei o cs , compa í el com qualque olha de cálculo. Enquan o que a ou a,
diz espei o à in odução no ichei o de ela ó io (h ml) dos alo es ele an es calculados
an e io men e, assim como a inse ção nesse ichei o de análise mais básica dos ensaios da
imagem com o g á ico, que con ém a cu a de elocidade ins an ânea ob ida pelo nadado
no ensaio e ec uado. Após a esc i a nos ichei os des a in o mação, o p og ama e mina,
es ando p on o pa a a execução de um no o ensaio.
O sis ema de cap ação de imagens ídeo de duplo-meio, cap adas em ollow up,
sinc onizadas com os esul ados elocimé icos em empo eal (Figu as 7 e 8), consis e
numa uma câma a de ídeo SVHS comum com len es zoom (JVC GR-SX1 SVHS) e uma
câma a de igia subaquá ica (B/W Subme gible Came a - AC 230V). Ambos os eixos
óp icos das câma as o am man idos pe pendicula men e ao eixo de deslocamen o do
nadado e ligei amen e con e gen es en e si pa a ga an i a econs ução da imagem de
duplo-meio.
O pa de câma as oi ajus ado e alinhado a a és de um e e encial isual ex e no de
o ma ec angula plana e po um nadado isí el pelas duas câma as, colocados no plano
do mo imen o, pa a que a linha de sepa ação das duas imagens coincidisse com a linha da
água. As imagens das duas câma as o am depois in eg adas num mesmo iso a a és de
uma mesa de mis u a digi al AV (Panasonic WJ - AVE55), ao mesmo ins an e em que uma
ou a mesa de mis u a digi al AV (WJ - AVE5) ecebia o sinal ídeo do PC po á il
(Toshiba PSA60E) com a imagem g á ica do elocíme o. Após a mis u a, as imagens e am
ecebidas po um g a ado de ídeo (Panasonic AG 7350 SVHS) onde o am egis adas em
4
Figu a 6. G á ico do ciclo ípico médio.
i a magné ica SVHS, pa a em seguida se em ap esen adas em um moni o (Sony Colo
T ini on UO 1444).
O sis ema de disponibilização pa a o nadado e einado , em empo eal, do sinal
elocimé ico acús ico de equência a iá el é compos o a pa i de uma placa emisso a
acoplada a po a áudio do elocíme o (Figu a 9), o sinal é cap ado po um ecep o digi al
(Roads a AM/FM TRA - 2221D) Figu a 10 e ecebido pelo nadado / einado po meio de
um auscul ado Figu a 11.
Após a execução de um p o ocolo expe imen al, com nadado es de ambos os sexos
nas ca ego ias ju enil, júnio e sénio , icou e idenciado que a no a ecnologia emp egada
cons i ui num no o ma co na aquisição de imagens de duplo-meio, cap adas em ollow up,
sinc onizadas com os esul ados elocimé icos em empo eal e o sinal acús ico, de
equência a iá el em unção da elocidade de nado, p opo ciona um eedback
concomi an e à execução do nadado , que pa a es e, que pa a o espec i o einado .
Re e ência Bibliog á ica
Vilas-Boas, J. P., Cunha, P., Figuei as, T., Fe ei a, M., & Dua e, J. (1997). Mo emen
analysis in simul aniously swimming echniques. In K. Daniel, U. O mann e J. Klauck
(Eds.), Kölne Swimmspo age - Symposiums-Be ich , pp. 95-103. Spo Fahnemann
Ve lag, Bockenem.
5
Figu a 7. Sis ema duplo meio.Figu a 8. Sis ema duplo meio in eg ado
Figu a 10. Recep o e au icula .
Figu a 9. Placa emisso a e
ecep o .Figu a 11. Au icula .
An onio Ba oso Lima
Rua Plácido Cos a, 91 – 4200.450 Po o – Po ugal
Tele one: 22.5074763 e TM: 919403491
E-mail – [email p o ec ed]
Á ea Temá ica – T eino
6