AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO
HIGROTÉRMICO E DO CONFORTO DE
EDIFÍCIOS RURAIS REABILITADOS
RUI MIGUEL SENDAS JERÓNIMO
Tese Subme ida pa a a ob enção do g au de
Dou o em Engenha ia Ci il
O ien ado : P o esso Dou o Vasco Peixo o de F ei as
CO – O ien ado : P o esso Dou o Romeu da Sil a Vicen e
CO – O ien ado : P o esso a Dou o a Isabel C is ina da Sil a Ma ins
Ribei o
JULHO DE 2014
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL
Tel. +351-22-508 1901
Fax +351-22-508 1446
[email p o ec ed]
Edi ado po
FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO
Rua D . Robe o F ias
4200-465 PORTO
Po ugal
Tel. +351-22-508 1400
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[email p o ec ed]
Þ h p://www. e.up.p
Rep oduções pa ciais des e documen o se ão au o izadas na condição que seja
mencionado o Au o e ei a e e ência a Tese de Dou o amen o em Engenha ia Ci il -
2013/2014 - Depa amen o de Engenha ia Ci il, Faculdade de Engenha ia da
Uni e sidade do Po o, Po o, Po ugal, 2014.
As opiniões e in o mações incluídas nes e documen o ep esen am unicamen e o pon o de is a
do espe i o Au o , não podendo o Edi o acei a qualque esponsabilidade legal ou ou a em
elação a e os ou omissões que possam exis i .
Es e documen o oi p oduzido a pa i de e são ele ónica o necida pelo espe i o Au o .
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
Aos meus Pais.
Nunca ande pelo caminho açado, pois ele conduz somen e a é onde os ou os o am.
Alexand e G aham Bell
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
i
AGRADECIMENTOS
A elabo ação da p esen e Tese de Dou o amen o não se ia possí el sem o acompanhamen o, semp e
p on o e ú il, dos o ien ado es: Exmo. Senho P o esso Dou o Vasco F ei as, Exmo. Senho P o esso
Dou o Romeu Vicen e e Exma. Senho a P o esso a Dou o a Isabel Ribei o. Aos ês o ien ado es o
meu p o undo ag adecimen o pelos ensinamen os minis ados, pelo deba e de ideias e pela indicação
dos caminhos a segui na in es igação.
Ao Labo a ó io de Física das Cons uções da Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o e à
equipa que nele desempenha unções ag adeço a disponibilidade, p on idão e o auxílio p es ado nos
pedidos e e uados.
Aos meus Pais o econhecimen o pela mo i ação e apoio semp e p esen es.
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RESUMO
Os edi ícios u ais cons i uem um legado de impo ância his ó ica, cul u al, social e a qui e ónico. Com
o obje i o de a alia se as exigências é micas são ajus adas, o p esen e abalho ca ac e iza o
desempenho é mico e o con o o de edi ícios u ais eabili ados u ilizando como base uma cons ução
ípica da egião do Minho. O edi ício é cons i uído po dois apa amen os de geome ias análogas, sendo
um eabili ado u ilizando as p á icas cons u i as a uais, e ou o eabili ado de o ma a man e as
ca ac e ís icas cons u i as mais adicionais onde não se coloca isolamen o é mico, em pa icula , nas
pa edes de achada.
O abalho da ese de dou o amen o exigiu uma p ocu a bibliog á ica com o obje i o de: ca ac e iza os
edi icios u ais; a alia os pa âme os in luenciado es do con o o é mico; es uda di e en es modelos
de con o o (Fange e adap a i o) e in e p e a a impo ância da en ilação no u na e da iné cia é mica
no seu desempenho.
A ese de dou o amen o em po base duas a e as cha e: a a aliação expe imen al do desempenho
é mico dos edi ícios u ais eabili ados a a és da medição in si u dos pa âme os de con o o e a
simulação numé ica do desempenho é mico de um edi ício- ipo, pa a cinco cidades de Po ugal
Con inen al. As simulações numé icas eco e am ao p og ama WUFI Plus alidado a a és da
compa ação dos esul ados, da empe a u a do a in e io , ob idos in si u com os ob idos nume icamen e.
Foi ambém desen ol ido um es udo de sensibilidade isando a necessidade de isola ou não isola as
pa edes de ped a com ele ada espessu a e g ande massa em di e en es localizações geog á icas.
Po úl imo, desen ol eu-se um modelo de o imização, que minimiza a ene gia, espei ando o con o o,
ob endo-se a melho solução cons u i a de eabili ação, das pa edes de ele ada espessu a e massa, em
unção da en ilação no u na no Ve ão e do ipo de aquecimen o. O modelo de o imização desen ol ido
oi solucionado a a és do so wa e come cial GAMS.
PALAVRAS-CHAVE: Edi icios Ru ais; Con o o; Desempenho Té mico; A aliação expe imen al;
Simulação Numé ica; Iné cia é mica; Ven ilação no u na; O imização.
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ABSTRACT
Ru al buildings a e an impo an pa o ou his o ical, cul u al, social and a chi ec u al he i age. In o de
o assess i he he mal equi emen s a e adequa e, his hesis desc ibes he he mal pe o mance and
com o o ehabili a ed u al buildings using a ypical cons uc ion om he Minho a ea. The building
consis s o wo apa men s o simila shape, one o which was ehabili a ed using cu en building
p ac ices, while he o he was eno a ed in such a way as o main ain i s mo e adi ional cha ac e is ics
(in pa icula by a oiding using he mal insula ion on he walls o he açade).
The doc o a e hesis equi ed bibliog aphic esea ch in o de o: cha ac e ize he u al buildings; assess
he pa ame e s in luencing he mal com o ; s udy di e en com o models (Fange and adap i e) and
in e p e he impo ance o noc u nal en ila ion and he mal ine ia in i s pe o mance.
The PhD hesis based on wo key asks: he expe imen al assessmen o he he mal pe o mance o u al
buildings ehabili a ed using he in si u measu emen s o com o pa ame e s and a nume ic simula ion
o he mal pe o mance o a ype-building, o i e ci ies in mainland Po ugal. The nume ical
simula ions we e done using he p og amme WUFI Plus, alida ed by compa ing he esul s o he
in e io ai empe a u e ob ained in si u wi h hose ob ained nume ically. A sensi i i y s udy was also
pe o med o assess whe he i was necessa y o insula e hick solid s one walls in di e en geog aphic
loca ions.
Finally, an op imiza ion model was de eloped ha minimizes ene gy consump ion while espec ing
com o , ob aining he bes ehabili a ion solu ion o hick solid walls in unc ion o noc u nal
en ila ion in summe and he ype o hea ing. The op imiza ion was de eloped using he comme cial
so wa e GAMS.
KEYWORDS: Ru al buildings; Com o ; The mal pe o mance; Expe imen al assessmen ; Nume ical
simula ion; The mal ine ia; Nigh en ila ion; Op imiza ion.
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ANEXOS
ANEXO I. CALIBRAÇÃO DOS SENSORES DE MEDIÇÃO DE TEMPERATURA E HUMIDADE
RELATIVA ........................................................................................................................... 225
ANEXO II.229 SOLUÇÕES CONSTRUTIVAS PARA A VALIDAÇÃO DO MODELO DE
SIMULAÇÃO ........................................................................................................................ 229
ANEXO III. SOLUÇÕES CONSTRUTIVAS CONSIDERADAS NOS ESTUDOS DE
SENSIBILIDADE .................................................................................................................. 237
ANEXO IV. RESULTADOS DO ESTUDO DE SENSIBILIDADE – TEMPERATURA DO AR
INTERIOR NA ESTAÇÃO DE AQUECIMENTO .................................................................. 241
ANEXO V.249 RESULTADOS DO ESTUDO DE SENSIBILIDADE – CONSUMO
ENERGÉTICO NA ESTAÇÃO DE AQUECIMENTO ............................................................ 249
ANEXO VI. RESULTADOS DO ESTUDO DE SENSIBILIDADE – ÍNDICE DE DESCONFORTO
TÉRMICO DE INVERNO, IDT – I ......................................................................................... 253
ANEXO VII. RESULTADOS DO ESTUDO DE SENSIBILIDADE – AVALIAÇÃO DO
DESCONFORTO TÉRMICO NA ESTAÇÃO DE AQUECIMENTO ATRAVÉS DA NORMA EN
15251 ................................................................................................................................... 257
ANEXO VIII. RESULTADOS DO ESTUDO DE SENSIBILIDADE – TEMPERATURA DO AR
INTERIOR NA ESTAÇÃO DE ARREFECIMENTO .............................................................. 261
ANEXO IX. RESULTADOS DO ESTUDO DE SENSIBILIDADE – EFEITO DA VENTILAÇÃO
NOTURNA ........................................................................................................................... 269
ANEXO X. RESULTADOS DO ESTUDO DE SENSIBILIDADE – ÍNDICE DE DESCONFORTO
TÉRMICO DE VERÃO, IDT – V ........................................................................................... 271
ANEXO XI. RESULTADOS DO ESTUDO DE SENSIBILIDADE – AVALIAÇÃO DO
DESCONFORTO TÉRMICO NA ESTAÇÃO DE ARREFECIMENTO ATRAVÉS DA NORMA
EN 15251 ............................................................................................................................. 275
ANEXO XII. RESULTADOS DO ESTUDO DE SENSIBILIDADE – TEMPERATURA MÉDIA
RADIANTE VS TEMPERATURA DO AR INTERIOR ........................................................... 279
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ÍNDICE DE FIGURAS
Fig.1 – Núme o de edi ícios segundo a época de cons ução em Po ugal Con inen al [5]. .................. 6
Fig.2 – Núme o de edi ícios segundo a época de cons ução na zona No e de Po ugal Con inen al [5].
................................................................................................................................................................. 6
Fig.3 – Núme o de edi ícios segundo a época de cons ução po es ado de conse ação em Po ugal
Con inen al [5]. ........................................................................................................................................ 7
Fig.4 – Núme o de edi ícios segundo a época de cons ução po es ado de conse ação na zona No e
de Po ugal Con inen al [5]. ..................................................................................................................... 7
Fig.5 – Núme o de alojamen os segundo o ipo de ocupação po época de cons ução pa a Po ugal
Con inen al [5]. ........................................................................................................................................ 8
Fig.6 – Núme o de alojamen os segundo o ipo de ocupação po época de cons ução pa a o No e de
Po ugal Con inen al [5]. .......................................................................................................................... 8
Fig.7 – E olução de ob as de eabili ação e cons ução no a em Po ugal no pe íodo de 1995 a 2012
[6]. ............................................................................................................................................................ 9
Fig.8 – Valo es máximos impos os pa a as necessidades de aquecimen o, a e ecimen o e ene gia
p imá ia, de g andes in e enções segundo REH [1]. .......................................................................... 14
Fig.9 – Coe icien es de ansmissão é mica máximos admissí eis de elemen os opacos [1]. ........... 14
Fig.10 – Casas adicionais do Minho [14]. ........................................................................................... 18
Fig.11 – Casas ípicas da zona se ana do No oes e Po uguês [15]. ................................................. 18
Fig.12 – Esquema da casa adicional do Minho [16]. .......................................................................... 18
Fig.13 – Casas adicionais ansmon anas [17 e 18]. .......................................................................... 20
Fig.14 – Esquema da casa adicional ansmon ana [16]. ................................................................... 20
Fig.15 – Casas ípicas da Bei a In e io [19 e 20]. ................................................................................ 22
Fig.16 – Esquema da casa adicional da Bei a In e io [16]. ............................................................... 22
Fig.17 – Casas adicionais do Alen ejo [21]. ........................................................................................ 24
Fig.18 – Esquema da casa adicional do Alen ejo [16]. ....................................................................... 24
Fig.19 – Casas adicionais do Alga e [22 e 23]. ................................................................................. 26
Fig.20 – Esquema da casa adicional do Alga e [16]. ........................................................................ 26
Fig.21 – Casas adicionais do Riba ejo [24]. ........................................................................................ 27
Fig.22 – Esquema da casa adicional do Riba ejo [16]. ....................................................................... 28
Fig.23 – Casa adicional li o al cen o po uguês. ................................................................................ 29
Fig.24 – Limi es de con o o pa a a es ação de a e ecimen o da No ma 15251 [28]. ......................... 40
Fig.25 – Resul ados ob idos pa a a empe a u a máxima in e io em unção da iné cia é mica e g aus
de en ilação [44]. ................................................................................................................................. 43
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Fig.26 – Redução da empe a u a máxima in e io em unção da a iação da empe a u a ex e io [44].
............................................................................................................................................................... 44
Fig.27 – Plan a do piso -1 e 0 do edi ício. ............................................................................................. 46
Fig.28 – Alçado Sul do Apa amen o 1 e 2. .......................................................................................... 46
Fig.29 – Alçado Nascen e do Apa amen o 2. ...................................................................................... 47
Fig.30 – Alçado Poen e do Apa amen o 1 e alçado Sul dos Apa amen os. ....................................... 47
Fig.31 – In e io do Apa amen o 2 (pa edes sem isolamen o). ............................................................ 47
Fig.32 – In e io do Apa amen o 1 (pa edes com isolamen o na caixa-de-a ). ................................... 47
Fig.33 – Iden i icação das soluções cons u i as. ................................................................................. 49
Fig.34 – Senso es pa a medi a empe a u a do a e a humidade ela i a, in e io e ex e io , e plan a
com a sua localização. .......................................................................................................................... 50
Fig.35 – Medição da empe a u a do a e humidade ela i a ex e io in si u. a) adia ion shield; b) senso
de medição de empe a u a do a e humidade ela i a den o do adia ion shield. .............................. 50
Fig.36 – Exemplo do equipamen o do mé odo do gás açado . .......................................................... 51
Fig.37 – Ensaios da medição do caudal de en ilação mecânica nos apa amen os. ......................... 52
Fig.38 – Medição do luxo de calo in si u (sis ema de aquisição de dados, luxíme os e e mopa es).
............................................................................................................................................................... 53
Fig.39 – Regis os da empe a u a do a ex e io medida in si u – 2012/2013. ..................................... 54
Fig.40 – P obabilidade acumulada da empe a u a do a ex e io medida in si u e na es ação
me eo ológica de Cabecei as de Bas o. ............................................................................................... 55
Fig.41 – Regis os da humidade ela i a ex e io medida in si u. .......................................................... 56
Fig.42 – P obabilidade acumulada da humidade ela i a ex e io medida in si u. ................................ 57
Fig.43 – Resul ados do ensaio do gás açado pa a o Apa amen o 1 (g á ico supe io ) e Apa amen o
2 (g á ico in e io ). ................................................................................................................................. 58
Fig.44 – Resul ados dos ensaios pa a o cálculo do caudal de ex ação mecânica dos Apa amen os.
............................................................................................................................................................... 59
Fig.45 – Resul ados do egis o da empe a u a do a in e io e ex e io du an e a es ação de
aquecimen o em lu uação li e............................................................................................................. 61
Fig.46 – Tempe a u a do a in e io média mensal du an e a es ação de aquecimen o. ..................... 61
Fig.47 – Dis ibuição da empe a u a do a in e io do Apa amen o 1 moni o izada du an e a es ação
de aquecimen o. .................................................................................................................................... 62
Fig.48 – Dis ibuição da empe a u a do a in e io do Apa amen o 2 moni o izada du an e a es ação
de aquecimen o. .................................................................................................................................... 62
Fig.49 – P obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io medida na es ação de aquecimen o em
lu uação li e. ....................................................................................................................................... 63
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Fig.50 – Regis os da empe a u a do a in e io do qua o do Apa amen o 1 du an e o pe íodo de
aquecimen o con ínuo en e o dia 7 a 19 de Janei o de 2013. ............................................................. 64
Fig.51 – Dis ibuição da empe a u a do a in e io do qua o do Apa amen o 1 du an e o pe íodo de
aquecimen o em egime con ínuo en e o dia 10 e 19 de Janei o de 2013. ......................................... 65
Fig.52 – Regis os da empe a u a do a in e io do qua o do Apa amen o 2 du an e o pe íodo de
aquecimen o em egime con ínuo en e o dia 21 de Fe e ei o e 2 de Ma ço de 2013. ....................... 66
Fig.53 – Dis ibuição da empe a u a do a in e io do qua o do Apa amen o 2 medida du an e o
pe íodo de aquecimen o em egime con ínuo en e o dia 21 de Fe e ei o e 2 de Ma ço de 2013. ..... 66
Fig.54 – Regis o da empe a u a do a in e io do qua o do Apa amen o 1 du an e o pe íodo de
aquecimen o em egime in e mi en e en e o dia 27 de Janei o e 9 de Fe e ei o de 2013. ................ 68
Fig.55 – Dis ibuição da empe a u a do a in e io do qua o do Apa amen o 1 moni o izada du an e o
pe íodo de aquecimen o em egime in e mi en e en e o dia 27 de Janei o e 9 de Fe e ei o de 2013.
............................................................................................................................................................... 68
Fig.56 – P obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io medida no qua o do Apa amen o 1
du an e o pe íodo de aquecimen o em egime in e mi en e en e o dia 27 de Janei o e 9 de Fe e ei o
de 2013. ................................................................................................................................................. 69
Fig.57 – Regis os da empe a u a do a in e io do qua o do Apa amen o 2 du an e o pe íodo de
aquecimen o em egime in e mi en e en e os dias 4 e 13 de Ab il de 2013. ....................................... 70
Fig.58 – Dis ibuição da empe a u a do a in e io do qua o do Apa amen o 2 medida du an e o
pe íodo de aquecimen o em egime in e mi en e en e os dias 4 e 13 de Ab il de 2013. .................... 70
Fig.59 – P obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io medida no qua o do Apa amen o 2
du an e o pe íodo de aquecimen o em egime in e mi en e en e os dias 4 e 13 de Ab il de 2013. .... 71
Fig.60 – Resul ados da empe a u a do a in e io du an e a es ação de a e ecimen o. .................... 72
Fig.61 – Tempe a u a média mensal do a in e io e ex e io du an e a es ação de a e ecimen o. .... 73
Fig.62 – Dis ibuição da empe a u a do a in e io do Apa amen o 1 medida du an e a es ação de
a e ecimen o. ........................................................................................................................................ 73
Fig.63 – Dis ibuição da empe a u a do a in e io do Apa amen o 2 medida du an e a es ação de
a e ecimen o. ........................................................................................................................................ 74
Fig.64 – P obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io medida na es ação de a e ecimen o.
............................................................................................................................................................... 74
Fig.65 – Regis os da empe a u a do a in e io da sala/cozinha do Apa amen o 1 du an e o pe íodo de
en ilação no u na en e 13 e 23 de Agos o de 2013. .......................................................................... 76
Fig.66 – Dis ibuição da empe a u a do a in e io da sala/cozinha do Apa amen o 1 du an e o pe íodo
de en ilação no u na en e 13 e 23 de Agos o de 2013. ..................................................................... 76
Fig.67 – P obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io medida na sala/cozinha do
Apa amen o 1 du an e o pe íodo de en ilação no u na en e 13 e 23 de Agos o de 2013. ............... 77
Fig.68 – Regis os da empe a u a do a in e io da sala/cozinha do Apa amen o 2 du an e o pe íodo de
en ilação no u na en e 13 e 23 de Agos o de 2013. .......................................................................... 78
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
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Fig.69 – Dis ibuição da empe a u a do a in e io da sala/cozinha do Apa amen o 2 du an e o pe íodo
de en ilação no u na en e 13 e 23 de Agos o de 2013. ..................................................................... 78
Fig.70 – P obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io medida na sala/cozinha do
Apa amen o 2 du an e o pe íodo de en ilação no u na en e 13 e 23 de Agos o de 2013. ............... 79
Fig.71 – P obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io medida na sala/cozinha e qua o do
Apa amen o 1 du an e o pe íodo de en ilação no u na en e 13 e 23 de Agos o de 2013. ............... 81
Fig.72 – P obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io medida na sala/cozinha e qua o do
Apa amen o 2 du an e o pe íodo de en ilação no u na en e 13 e 23 de Agos o de 2013. ............... 81
Fig.73 – A aliação do Con o o do Apa amen o 1 e 2 du an e a es ação de aquecimen o. ............... 82
Fig.74 – A aliação do con o o do Apa amen o 1 e 2 du an e a es ação de aquecimen o com ocupação.
............................................................................................................................................................... 83
Fig.75 – A aliação do con o o do qua o do Apa amen o 1 du an e o pe íodo de aquecimen o em
egime con ínuo. .................................................................................................................................... 83
Fig.76 – A aliação do con o o do qua o do Apa amen o 2 du an e o pe íodo de aquecimen o em
egime con ínuo. .................................................................................................................................... 84
Fig.77 – A aliação do con o o do Apa amen o 1 du an e a es ação de a e ecimen o. ..................... 85
Fig.78 – A aliação do con o o do Apa amen o 2 du an e a es ação de a e ecimen o. ..................... 85
Fig.79 – A aliação do con o o do Apa amen o 1 e 2 du an e a es ação de a e ecimen o. ............... 86
Fig.80 – A aliação do con o o da sala/cozinha do Apa amen o 1 e 2 du an e a es ação de
a e ecimen o no pe íodo en e 13 e 23 de Agos o de 2013. ............................................................... 86
Fig.81 – A aliação do con o o da sala/cozinha do Apa amen o 1 e 2 du an e a es ação de
a e ecimen o no pe íodo en e 13 e 23 de Agos o de 2013 com ocupação. ....................................... 87
Fig.82 – A aliação do con o o da sala/cozinha e do qua o Apa amen o 1 du an e a es ação de
a e ecimen o no pe íodo en e 29 de Julho e 30 de Se emb o de 2013. ............................................ 88
Fig.83 – A aliação do con o o da sala/cozinha e do qua o do Apa amen o 2 du an e a es ação de
a e ecimen o no pe íodo en e 29 de Julho e 30 de Se emb o de 2013. ............................................ 88
Fig.84 – Valo diá io do coe icien e de ansmissão é mica e do luxo de calo medido in si u. ......... 89
Fig.85 – Esquema do p ocesso de cálculo do WUFI Plus [adap ado de 54]. ....................................... 97
Fig.86 – Exemplo de um ou pu ela i o às condições hig o é micas da en ol en e de uma pa ede
o ien ada a No e, cons i uída po um pano de g ani o com 75 cm de espessu a. .............................. 98
Fig.87 – Exemplo de um ou pu ela i o ao clima in e io de uma zona é mica de simulação. ........... 98
Fig.88 – Exemplo de um ou pu ela i o ao consumo ene gé ico de uma zona é mica de simulação. 98
Fig.89 – Balanço é mico pa a uma zona do p og ama WUFI Plus [54]. .............................................. 99
Fig.90 – Modelação do edi ício em es udo. ........................................................................................ 101
Fig.91 – Modelação do Apa amen o 1, à di ei a (com isolamen o den o da caixa-de-a ) e do
Apa amen o 2, à esque da (sem isolamen o) .................................................................................... 101
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
x ii
Fig.92 – Espaços não ú eis – “a ached zones”. ................................................................................. 102
Fig.93 – Exemplo das janelas e po as dos elemen os es an es. ...................................................... 102
Fig.94 – “Remaining elemen s” da modelação do edi ício. ................................................................. 102
Fig.95 – Tempe a u a do a e humidade ela i a ex e io do pe íodo de alidação do Apa amen o 1 na
es ação de aquecimen o. .................................................................................................................... 103
Fig.96 – Radiação global e elocidade do en o do pe íodo de alidação do Apa amen o 1 na es ação
de aquecimen o. .................................................................................................................................. 103
Fig.97 – Rumo do en o e p ecipi ação do pe íodo de alidação do Apa amen o 1 na es ação de
aquecimen o. ....................................................................................................................................... 104
Fig.98 – Tempe a u a do a e humidade ela i a ex e io do pe íodo de alidação do Apa amen o 2 na
es ação de aquecimen o. .................................................................................................................... 104
Fig.99 – Radiação global e elocidade do en o do pe íodo de alidação do Apa amen o 2 na es ação
de aquecimen o. .................................................................................................................................. 105
Fig.100 – Rumo do en o e p ecipi ação do pe íodo de alidação do Apa amen o 2 na es ação de
aquecimen o. ....................................................................................................................................... 105
Fig.101 – Tempe a u a do a e humidade ela i a ex e io do pe íodo de alidação dos Apa amen os
na es ação de a e ecimen o. .............................................................................................................. 106
Fig.102 – Radiação global e elocidade do en o do pe íodo de alidação dos Apa amen os na es ação
de a e ecimen o. ................................................................................................................................ 106
Fig.103 – Rumo do en o e p ecipi ação do pe íodo de alidação dos Apa amen os na es ação de
a e ecimen o. ...................................................................................................................................... 107
Fig.104 – Exemplo de um elemen o cons u i o usado na simulação do p og ama WUFI Plus (Fon e:
WUFI Plus). ......................................................................................................................................... 107
Fig.105 – Exemplo de de inição de um pe il diá io pa a o sis ema de aquecimen o (Fon e: WUFI Plus).
............................................................................................................................................................. 110
Fig.106 – Validação do modelo numé ico pa a o Apa amen o 1 na es ação de aquecimen o en e o dia
5 e 15 de Fe e ei o de 2013. .............................................................................................................. 112
Fig.107 – Validação do modelo numé ico pa a o Apa amen o 1 na es ação de aquecimen o en e o dia
5 e 8 de Fe e ei o de 2013. ................................................................................................................ 113
Fig.108 – Validação do modelo numé ico pa a o Apa amen o 1 na es ação de aquecimen o en e o dia
12 e 15 de Fe e ei o de 2013. ............................................................................................................ 113
Fig.109 – Validação do modelo numé ico pa a o Apa amen o 2 na es ação de aquecimen o. ........ 114
Fig.110 – Validação do modelo numé ico pa a o Apa amen o 2 na es ação de aquecimen o en e os
dias 2 e 5 de Ab il de 2013. ................................................................................................................. 114
Fig.111 – Validação do modelo numé ico pa a o Apa amen o 2 na es ação de aquecimen o en e os
dias 6 e 11 de Ab il de 2013. ............................................................................................................... 115
Fig.112 – Validação do modelo numé ico pa a o Apa amen o 1 na es ação de a e ecimen o. ....... 116
Fig.113 – Validação do modelo numé ico pa a o Apa amen o 1 na es ação de a e ecimen o. ....... 117
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
x iii
Fig.114 – Validação do modelo numé ico pa a o Apa amen o 2 na es ação de a e ecimen o. ....... 117
Fig.115 – Modelação geomé ica do Apa amen o 1 pa a os es udos de sensibilidade. ................... 121
Fig.116 – Esquema das simulações ealizadas no es udo de sensibilidade inal. ............................. 123
Fig.117 – Tempe a u a do a e humidade ela i a ex e io do ano climá ico de e e ência da cidade do
Po o. ................................................................................................................................................... 124
Fig.118 – Tempe a u a do a e humidade ela i a ex e io do ano climá ico de e e ência da cidade de
B agança. ............................................................................................................................................ 124
Fig.119 – Tempe a u a do a e humidade ela i a ex e io do ano climá ico de e e ência da cidade de
Lisboa. ................................................................................................................................................. 125
Fig.120 – Tempe a u a do a e humidade ela i a ex e io do ano climá ico de e e ência da cidade de
Coimb a. .............................................................................................................................................. 125
Fig.121 – Tempe a u a do a e humidade ela i a ex e io do ano climá ico de e e ência da cidade de
É o a. .................................................................................................................................................. 125
Fig.122 – Tempe a u a do a in e io dos cená ios eabili ados, na es ação de aquecimen o, pa a a
cidade do Po o. .................................................................................................................................. 129
Fig.123 – P obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io , na es ação de aquecimen o, dos
cená ios eabili ados da cidade do Po o. ........................................................................................... 131
Fig.124 – Tempe a u a do a in e io dos cená ios eabili ados, na es ação de aquecimen o, pa a a
cidade de B agança. ........................................................................................................................... 132
Fig.125 – P obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io , na es ação de aquecimen o, dos
cená ios eabili ados pa a a cidade de B agança. .............................................................................. 134
Fig.126 – Pe cen agem de empo de descon o o é mico, dos cená ios eabili ados na es ação de
aquecimen o, pa a as cinco cidades es udadas. ................................................................................ 135
Fig.127 – Tempe a u a média do a in e io , dos cená ios eabili ados na es ação de aquecimen o, pa a
as cinco cidades es udadas. ............................................................................................................... 136
Fig.128 – Tempe a u a do a in e io co esponden e ao pe cen il 5%, T5%, dos cená ios eabili ados na
es ação de aquecimen o, pa a as cinco cidades es udadas. ............................................................. 137
Fig.129 – Rep esen ação g á ica dos pa âme os analisados – pe cen agem de empo de descon o o,
empe a u a média do a in e io e empe a u a do a in e io co esponden e ao pe cen il 5%, pa a as
cinco cidades es udadas. .................................................................................................................... 138
Fig.130 – Consumo ene gé ico, na es ação de aquecimen o, pa a a cidade do Po o. ..................... 139
Fig.131 – Cus os de aquecimen o, po mês, pa a a cidade do Po o. ................................................ 140
Fig.132 – Consumo ene gé ico, na es ação de aquecimen o, pa a a cidade de B agança. .............. 141
Fig.133 – Cus os de aquecimen o, po mês, pa a a cidade de B agança. ......................................... 142
Fig.134 – Consumo ene gé ico, na es ação de aquecimen o, pa a as cinco cidades es udadas. ..... 143
Fig.135 – Consumo ene gé ico, po m2, na es ação de aquecimen o, pa a as cinco cidades es udadas.
............................................................................................................................................................. 143
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
xix
Fig.136 – Rep esen ação g á ica do consumo ene gé ico o al e po m2, da es ação de aquecimen o,
pa a as cinco cidades es udadas. ....................................................................................................... 144
Fig.137 – Rep esen ação g á ica da a iação da empe a u a pa a o cálculo do IDT - I. .................. 145
Fig.138 – Exemplo do Índice de Descon o o Té mico de In e no, IDT – I, pa a um dado edi ício. .. 145
Fig.139 – Índice de Descon o o Té mico de In e no (IDT – I), pa a a cidade do Po o. ................... 146
Fig.140 – Índice de Descon o o Té mico de In e no (IDT – I), pa a o pe íodo de ocupação do qua o
p incipal, pa a a cidade do Po o......................................................................................................... 147
Fig.141 – Índice de Descon o o Té mico de In e no (IDT – I) pa a a cidade de B agança. ............. 148
Fig.142 – Índice de Descon o o Té mico de In e no (IDT – I), po mês, pa a o pe íodo de ocupação do
qua o p incipal, pa a a cidade de B agança. ..................................................................................... 149
Fig.143 – Índice de Descon o o Té mico de In e no (IDT – I), pa a as cinco cidades es udadas. ... 150
Fig.144 – Índice de Descon o o Té mico de In e no (IDT – I), pa a o pe íodo de ocupação do qua o
p incipal, pa a as cinco cidades es udadas. ....................................................................................... 151
Fig.145 – Rep esen ação g á ica do Índice de Descon o o Té mico de In e no (IDT – I), pa a o edi ício-
ipo e pa a o pe íodo de ocupação do qua o p incipal, das cinco cidades es udadas. ..................... 152
Fig.146 – A aliação do con o o é mico, segundo a No ma EN 15251 [28], pa a a cidade do Po o.
............................................................................................................................................................. 153
Fig.147 – A aliação do con o o é mico, segundo a No ma EN 15251 [28], pa a a cidade de B agança.
............................................................................................................................................................. 155
Fig.148 – Pe cen agem de empo de descon o o, pa a a ca ego ia II da No ma EN 15251 [28], pa a as
cinco cidades es udadas. .................................................................................................................... 156
Fig.149 – Pe cen agem de empo de descon o o, pa a a ca ego ia III da No ma EN 15251 [28], pa a
as cinco cidades es udadas. ............................................................................................................... 157
Fig.150 – Rep esen ação g á ica da pe cen agem de empo de descon o o, pa a o ní el II e III da
No ma EN 15251 [28], du an e o In e no, das cinco cidades es udadas. .......................................... 158
Fig.151 – Tempe a u a do a in e io dos cená ios eabili ados, pa a a es ação de a e ecimen o, pa a
a cidade do Po o. ............................................................................................................................... 159
Fig.152 – P obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io , na es ação de a e ecimen o, dos
cená ios eabili ados pa a a cidade do Po o. ..................................................................................... 161
Fig.153 – Tempe a u a do a in e io dos cená ios eabili ados, pa a a es ação de a e ecimen o, pa a
a cidade de B agança. ........................................................................................................................ 162
Fig.154 – P obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io , na es ação de a e ecimen o, dos
cená ios eabili ados pa a a cidade de B agança. .............................................................................. 163
Fig.155 – Pe cen agem de empo de descon o o dos cená ios eabili ados, na es ação de
a e ecimen o, pa a as cinco cidades es udadas. ............................................................................... 165
Fig.156 – Tempe a u a média do a in e io dos cená ios eabili ados, na es ação de a e ecimen o,
pa a as cinco cidades es udadas. ....................................................................................................... 166
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
xx
Fig.157 – Tempe a u a do a in e io co esponden e ao pe cen il 95%, T95%, dos cená ios eabili ados,
na es ação de a e ecimen o, pa a as cinco cidades es udadas. ....................................................... 167
Fig.158 – Rep esen ação g á ica dos pa âme os analisados – pe cen agem de empo de descon o o,
empe a u a média do a in e io e empe a u a do a in e io co esponden e ao pe cen il 95%, pa a as
cinco cidades es udadas. .................................................................................................................... 168
Fig.159 – Compa ação da p obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io , na es ação de
a e ecimen o, dos cená ios eabili ados com 1RPH e 4RPH, pa a a cidade do Po o. ..................... 169
Fig.160 – Compa ação da p obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io , na es ação de
a e ecimen o, dos cená ios eabili ados com 1RPH e 4RPH, pa a a cidade de B agança. .............. 170
Fig.161 – Pe cen agem de empo de descon o o dos cená ios eabili ados, na es ação de
a e ecimen o, pa a as cinco cidades es udadas. ............................................................................... 171
Fig.162 – Tempe a u a média do a in e io dos cená ios eabili ados, na es ação de a e ecimen o,
pa a as cinco cidades es udadas. ....................................................................................................... 172
Fig.163 – Tempe a u a do a in e io co esponden e ao pe cen il 95% dos cená ios eabili ados, na
es ação de a e ecimen o, pa a as cinco cidades es udadas. ............................................................ 173
Fig.164 – Rep esen ação g á ica dos pa âme os analisados – Pe cen agem de empo de descon o o,
empe a u a média do a in e io e empe a u a do a in e io co esponden e ao pe cen il 95%, pa a as
cinco cidades es udadas. .................................................................................................................... 174
Fig.165 – Índice de Descon o o Té mico de Ve ão (IDT – V), po mês, pa a a cidade do Po o. ..... 175
Fig.166 – Índice de Descon o o Té mico de Ve ão (IDT – V), po mês, pa a a cidade de B agança.
............................................................................................................................................................. 176
Fig.167 – Índice de Descon o o Té mico de Ve ão IDT – V, pa a as cinco cidades es udadas. ...... 177
Fig.168 – Índice de Descon o o Té mico de Ve ão IDT – V, pa a o pe íodo de ocupação do qua o
p incipal, pa a as cinco cidades es udadas. ....................................................................................... 178
Fig.169 – Rep esen ação g á ica do Índice de Descon o o Té mico de Ve ão IDT – V, pa a o edi ício-
ipo e pa a o pe íodo de ocupação do qua o p incipal, das cinco cidades es udadas. ..................... 179
Fig.170 – A aliação do con o o é mico, segundo a No ma EN 15251 [28], pa a a cidade do Po o.
............................................................................................................................................................. 181
Fig.171 – Pe cen agem de empo de descon o o, na ca ego ia II da No ma EN 15251 [28], pa a as
cinco cidades es udadas. .................................................................................................................... 182
Fig.172 – Pe cen agem de empo de descon o o, na ca ego ia III da No ma EN 15251 [28], pa a as
cinco cidades es udadas. .................................................................................................................... 183
Fig.173 – Qua o p incipal do edi ício- ipo, u ilizado pa a o cálculo da empe a u a média adian e. 184
Fig.174 – Compa ação da p obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io e da empe a u a
média adian e, na es ação de aquecimen o, dos cená ios eabili ados pa a cidade do Po o. ........ 185
Fig.175 – Compa ação da p obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io e da empe a u a
média adian e, na es ação de aquecimen o, dos cená ios eabili ados pa a a cidade do Po o. ..... 185
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
xxi
Fig.176 – Compa ação da p obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io e da empe a u a
média adian e, na es ação de aquecimen o, dos cená ios eabili ados pa a a cidade do Po o. ..... 186
Fig.177 – Compa ação da p obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io e da empe a u a
média adian e, na es ação de a e ecimen o, dos cená ios eabili ados pa a a cidade do Po o. .... 187
Fig.178 – Compa ação da p obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io e da empe a u a
média adian e, na es ação de a e ecimen o, dos cená ios eabili ados na cidade do Po o. .......... 187
Fig.179 – Exemplo dos esul ados ob idos no WUFI Plus: a) empe a u a do a in e io e ex e io e b)
consumo de ene gia pa a o edi ício- ipo. ............................................................................................ 192
Fig.180 – Limi es de con o o do Modelo A: a) es ação de aquecimen o; b) es ação de a e ecimen o.
............................................................................................................................................................. 194
Fig.181 – Limi es de con o o do Modelo B pa a a es ação de a e ecimen o. .................................. 194
Fig.182 – Resul ados do exemplo de aplicação pa a a ca ego ia de descon o o 10%. .................... 201
Fig.183 – Resul ados do exemplo de aplicação pa a a ca ego ia de descon o o 50%. .................... 201
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
xx iii
I – Radiação sola [W/m2]
Icl – Resis ência é mica do es uá io [m2ºC/W]
L – Ca ga é mica que a ua sob e o co po [W/m2]
L – alo ic ício máximo pa a a empe a u a, 50ºC
m – Massa do elemen o [kg/m2]
M – Taxa me abólica [W/m2]
me – Unidade de medição da axa de me abolismo
m – Massa o al do elemen o [kg/m2]
NBA – Necessidades b u as de aquecimen o [kWh]
Ns – núme o de simulações
N – núme o de ins an es de empo
N – Necessidades nominais de a e ecimen o máximas admissí eis
N c – Necessidades nominais de a e ecimen o
ºC – g aus cen íg ados
P – pe cen agem admissí el em cada es ação [%]
Pe cen , pe cen agem de ins an es o a dos limi es de con o o du an e odo o ano ( esul ados globais)
[%];
Pe cen , pe cen agem de ins an es o a dos limi es de con o o du an e odo o ano ( esul ados globais)
[%]
q – Caudal olúmico do a [m3/s]
Qcomponen e – Fluxo é mico da en ol en e opaca [W]
Qen id açado – Fluxo é mico dos en id açados [W]
Qi – Fluxo de calo po unidade de á ea [W/m2]
QI – Pe das de calo pelo en id açado [W]
QIWQ – Fluxo é mico dos elemen os in e io es [W]
Qn – Pode emissi o de um co po neg o [W/m2]
QRLT – Fluxo é mico dos sis emas de aquecimen o [W]
QT – Pe das de calo pelo en id açado [W]
Q en – Balanço é mico da en ilação [W]
Q en ilação, luxo é mico da en ilação [W]
R – Resis ência é mica [m2ºC/W]
s – simulação
SF6 – Hexa luo e o de enxo e
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
xxix
SHGC – Coe icien e de ganhos sola es
SO2 – Dióxido de enxo e
– ins an e de empo
Tcon – Tempe a u a de con o o [ºC]
Te – Tempe a u a do a ex e io [ºC]
Tex – Tempe a u a ex e io no ins an e [ºC]
Ti – Tempe a u a in e io [ºC]
Tm – Tempe a u a ex e io média mensal [ºC]
Tmax – Di e ença en e a empe a u a máxima ex e io e in e io [ºC]
Tmax,in – Tempe a u a máxima in e io [ºC]
Tmax,ou – Tempe a u a máxima ex e io [ºC]
Tmax – empe a u a máxima que a empe a u a do a in e io pode á a ingi no ins an e de empo [ºC]
Tmin – empe a u a mínima que a empe a u a do a in e io pode á a ingi no ins an e de empo [ºC]
Tmp – Tempe a u a ex e io exponencialmen e ponde ada [ºC]
Tm – Tempe a u a média adian e [ºC]
Tneu – Tempe a u a neu a [ºC]
Tn-i – Tempe a u a média ex e io do dia i an e io [ºC]
Toc – Tempe a u a ope a i a de con o o [ºC]
Top – Tempe a u a ope a i a [ºC]
Tp – Tempe a u a de supe ície [ºC]
Ts, – empe a u a do a in e io no cená io s no ins an e [ºC]
U – Coe icien e de ansmissão é mica [W/m2ºC]
Uen – Coe icien e de ansmissão é mica do en id açado [W/m2ºC]
Uwdn – Coe icien e de ansmissão é mica médio dia-noi e do en id açado [W/m2ºC]
V – Volume [m3]
Va – Velocidade do a [m/s]
ΔHR – Di e ença en e a humidade ela i a máxima e mínima [%]
δp – Pe meabilidade ao apo de água [kg/ms Pa]
ΔT – Ampli ude é mica [ºC]
ε – Emissi idade
θ0 – Tempe a u a supe icial da en ol en e [ºC]
θ∞ – Tempe a u a do luido o a da camada limi e [ºC]
θa – Tempe a u a ex e io [ºC]
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
xxx
θi – Tempe a u a do a in e io [ºC]
θimax – Tempe a u a do a in e io máxima [ºC]
θimin – Tempe a u a do a in e io mínima [ºC]
θ m – Tempe a u a média ponde ada ex e io [ºC]
θs – Tempe a u a supe icial [ºC]
λ – Condu ibilidade é mica [W/mºC]
ρ – Massa olúmica [kg/m3]
ԑ – Pequena ole ância 1,0E-6
ABREVIATURAS
ASHRAE – Ame ican Socie y o Hea ing, Re ige a ing and Ai Condi ioning Enginee s
DGEG – Di eção Ge al de Ene gia e Geologia
EPBD – Ene gy Pe o mance o Buildings Di ec i e
FEUP – Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o
FF – Fa o de o ma
IDT – I – Índice de Descon o o Té mico de In e no
IDT – V – Índice de Descon o o Té mico de Ve ão
ISO – In e na ional O ganiza ion o S anda diza ion
LFC – Labo a ó io de Física das Cons uções
LNEC – Labo a ó io Nacional de Engenha ia Ci il
OCDE – O ganização de Coope ação e Desen ol imen o Económico
PMV – P edic ed Mean Vo e
PPD – P edic ed Pe cen age o Dissa is ied
RCCTE – Regulamen o das Ca ac e ís icas de Compo amen o Té mico dos Edi ícios
RECS – Regulamen o do Desempenho Ene gé ico de Edi icios de Comé cio e Se iços
REH – Regulamen o do Desempenho Ene gé ico dos Edi icios de Habi ação
RPH – Reno ações po ho a
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
1
1.
OBJETIVOS E ESTRATÉGIA
1.1. ENQUADRAMENTO
O desen ol imen o indus ial das sociedades in luenciou p o undamen e o modo de ida, os cos umes
e os hábi os das pessoas. Uma das consequências da indus ialização, oi a uga das pessoas do meio
u al pa a o meio u bano. Es a uga é consequen e da p ocu a de melho es condições de ida, o e ecidas
em meios u banos, a á ios ní eis, nomeadamen e económico, social e cul u al. Assim, o meio u al
cada ez mais esquecido e desabi ado, deixou edi ícios u ais com qualidade cons u i a sem qualque
u ilização.
No en an o, o mundo u al é uma pa e impo an e da nossa his ó ia que não pode nem de e cai no
esquecimen o. Pa a além do pa imónio, dos cos umes, das paisagens, da gas onomia, az pa e o
pa imónio edi icado co en e (edi ícios de habi ação) que é o obje o cen al des a ese.
To na-se assim impo an e pe spe i a a iabilidade da eabili ação des es edi ícios, sem po em causa
as exigências mínimas de con o o e a e iciência ene gé ica, con ibuindo de o ma posi i a pa a o
c escimen o da economia da cons ução, do equilíb io sociocul u al do mundo u al e pa a o
desen ol imen o do u ismo que se á um dos se o es de a i idade económica a se incen i ado num
u u o p óximo.
Os edi ícios u ais possuem um alo a qui e ónico impa , sendo o e lexo da egião que in eg am, dos
seus cos umes e do seu modo de ida. Os edi ícios iden i icam a egião a a és das suas o mas
geomé icas, ma e iais u ilizados, elemen os cons u i os e o namen ais e disposição do espaço in e io .
Assim sendo, é necessá io sabe quais as es a égias de adap abilidade e de eabili ação des es edi ícios,
que em g ande pa e se encon am abandonados.
Es a necessidade cons i ui a mo i ação pa a o p esen e es udo, pois endo es es edi ícios ca ac e ís icas
dis in as da maio ia dos edi ícios de habi ação u banos an igos e o almen e di e en es das no as
cons uções, impo a sabe se os equisi os impos os pelos egulamen os em igo , especialmen e o
Regulamen o de Desempenho Ene gé ico dos Edi icios de Habi ação [1], é adequada, ou, pelo con á io,
conduz a uma desca ac e ização a qui e ónica e do uncionamen o adicional des es edi ícios.
Al e ando p o undamen e as soluções cons u i as das suas en ol en es sem que se e li a obje i amen e
na melho ia do con o o do seu ambien e é mico e consumo ene gé ico. Impo a assim, pe cebe e
demons a se o caminho impos o pelo egulamen o [1] é o mais co e o, ou se há ou as ias que
man enham as suas ca ac e ís icas cons u i as, sem que o con o o é mico e necessidades ene gé icas
do edi ício, que o REH [1] pad oniza, sejam comple amen e pos as em causa, aliadas a um cus o de
eabili ação mais con ex ualizado com o pano ama económico do País, ao ab igo de uma abo dagem
exigêncial e não p esc i a.
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
2
Es e es udo ai a alia di e en es p ocessos de eabili ação de pa edes de ped a de ele ada espessu a e
massa: um seguindo os p incipais equisi os do REH [1] no que espei a às pa edes de en ol en e
ex e io , isolando-as pelo seu in e io , e ou o que não al e a p o undamen e as soluções cons u i as
o iginais das pa edes mas em que se o imiza a iné cia é mica e se p omo e a en ilação no u na.
Compa am-se nume icamen e e expe imen almen e as consequências des as duas opções no con o o e
no consumo ene gé ico.
1.2. OBJETIVOS E METODOLOGIA
A cons ução de edi ícios no os em ma cado a endência do se o da cons ução em Po ugal nas úl imas
décadas, elegando a eabili ação pa a um plano secundá io. Com a a ual si uação económica do país,
em que as pessoas deixa am de e acesso ácil ao c édi o bancá io e des a o ma não êm a possibilidade
de adqui i ão acilmen e uma habi ação no a, como e a co en e num passado mui o ecen e, a
cons ução no a pe de impo ância. Po ou o lado, o edi icado exis en e necessi a de ob as de
eabili ação, sendo que os edi ícios u ais, obje o des e es udo, as necessi am em g ande escala. Sabe-
se, ambém, que a eabili ação de edi ícios exis en es é, mui as ezes, incompa í el com a
egulamen ação que, na gene alidade dos casos oi concebida pa a edi ícios no os [2].
Des a o ma p e ende-se com o p esen e es udo con ibui pa a uma abo dagem me odológica pa a
elabo ação de p oje os de eabili ação de edi ícios u ais, que ga an am bons índices de con o o é mico
e eduzidas necessidades ene gé icas, sem que pa a isso haja uma desca ac e ização a qui e ónica e
cons u i a. Pa a al, conside a-se essencial cump i os seguin es obje i os undamen ais:
• Ca ac e iza expe imen almen e o desempenho é mico de edi ícios u ais eabili ados:
a a és da medição in si u da empe a u a do a e humidade ela i a in e io , e caudal de
en ilação;
• Validação do p og ama de simulação dinâmica (com a con on ação dos esul ados des e
com os da moni o ização);
• Simulação do compo amen o é mico de edi ícios u ais eabili ados, em egime dinâmico:
a a és de um p og ama in o má ico a ançado, WUFI Plus;
• Realização de es udos pa amé icos com base no p og ama de simulação hig o é mica
(WUFI Plus): a alia o impac o dos a o es mais impo an es no compo amen o dos
edi ícios u ais eabili ados no con o o é mico e consumo ene gé ico;
• O imização do compo amen o hig o é mico de edi ícios u ais eabili ados: a a és do
código de modelação ma emá ica e o imização GAMS. Desen ol eu-se um modelo pa a a
o imização do desempenho é mico de edi ícios u ais eabili ados endo em conside ação
os a o es mais impo an es que o in luenciam, a aliando os e ei os nos pa âme os de
con o o e consumo ene gé ico.
Pa a cump i os obje i os undamen ais desen ol e am-se as seguin es a e as:
• Es uda a p oblemá ica da eabili ação de edi ícios com base nos dados es a ís icos do
anuá io da cons ução e dos censos 2011, ca ac e izando o pano ama da eabili ação no
país e o núme o de edi ícios u ais exis en es em Po ugal;
• Ca ac e iza os edi ícios u ais po ugueses: conhece as ca ac e ís icas cons u i as,
sociais, cul u ais e económicas que mo i a am a sua o ma e cons ução pa a as di e en es
egiões de Po ugal;
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
3
• Es uda o con o o é mico: conhece os a o es que in luenciam o con o o é mico nos
edi ícios e nos modelos de quan i icação de con o o é mico e quan i icação do con o o
é mico dos edi ícios u ais eabili ados;
• Es uda a impo ância da iné cia é mica: que é uma ca ac e ís ica dos edi ícios u ais
po ugueses. É impo an e pe cebe o seu e ei o no ambien e in e io dos edi ícios, em
e mos de con o o é mico e na in luência no consumo ene gé ico;
• Es uda a en ilação no u na: en ende os e ei os que a en ilação no u na pode e no
con o o é mico dos edi ícios, endo em is a a sua aplicação aos edi ícios u ais
po ugueses;
• Moni o iza , du an e um ano, o edi ício- ipo, ob endo medições in si u, da empe a u a do
a in e io , humidade ela i a in e io e caudal de en ilação, que pe mi i am ca ac e iza a
es ação de aquecimen o e a e ecimen o e alida o modelo numé ico u ilizado;
• Modela nume icamen e o edi ício caso de es udo, alidando o modelo numé ico a a és
da compa ação dos esul ados numé icos com os expe imen ais, da empe a u a do a
in e io , de o ma a pode ealiza os es udos pa amé icos;
• Simulação de di e sos cená ios eabili ados, pa a cinco localidades de Po ugal (Po o,
B agança, Lisboa, Coimb a e É o a), com di e en es combinações de isolamen o é mico
nas pa edes ex e io es, egime de aquecimen o e en ilação no u na no Ve ão;
• Elabo ação de um modelo ma emá ico de o imização, com base nos esul ados do es udo
pa amé ico, a a és do código GAMS.
1.3. ESTRUTURAÇÃO DO TEXTO
A ese de dou o amen o que esul ou do p esen e abalho de in es igação es á di idida em se e
capí ulos.
O capí ulo 1 con ém uma in odução ge al do abalho, enquad ando-o na ealidade socioeconómica
po uguesa, ap esen a-se ambém os obje i os p incipais do abalho, bem como a es a égia a segui
pa a os alcança .
O capí ulo 2 é dedicado à ca ac e ização dos edi icios u ais eabili ados, abo da-se: o pano ama da
eabili ação de edi ícios em Po ugal; a e iciência ene gé ica em edi ícios u ais; a ca ac e ização do
edi icado adicional u al po uguês; o con o o é mico dos edi ícios e o papel da en ilação e da iné cia
é mica nos edi ícios. A análise do pano ama da eabili ação baseia-se nos dados do anuá io da
cons ução e dos censos 2011, elabo ando uma p ojeção do núme o de edi ícios que o es udo engloba e
o seu es ado de conse ação. A p oblemá ica da e iciência ene gé ica dos edi ícios u ais, incide nas
exigências que o REH [1] de e mina pa a es e ipo de edi ícios. Na elabo ação da ca ac e ização do
edi icado u al po uguês ap esen am-se as azões em que se baseia a sua conceção, os á ios ipos de
edi ícios u ais exis en es em Po ugal e as suas ca ac e ís icas cons u i as. No subcapí ulo do con o o
é mico analisam-se os a o es que o in luenciam, modelos que o ca ac e izam e mé odos de
quan i icação do con o o é mico pa a edi ícios. Rela i amen e ao con ibu o da en ilação no u na e
iné cia é mica, o obje i o passa po e le i sob e o e ei o da en ilação na melho ia do con o o é mico
dos edi ícios e do e ei o combinado da en ilação no u na e iné cia é mica pa a o a e ecimen o no
Ve ão.
O capí ulo 3 ap esen a a campanha expe imen al le ada a cabo no edi ício- ipo. Es e capí ulo inclui a
ca ac e ização do edi ício (en ol en e, equipamen o, espaços, e c.). De inem-se os obje i os da
moni o ização e a o ma como se p ocedeu, desc e endo o ipo de senso es de medição de empe a u a
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
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e humidade ela i a e a sua localização, bem como a o ma como se calculou o caudal de en ilação,
salien a-se ainda a medição de luxo de calo de uma pa ede de ele ada espessu a e g ande massa. Os
esul ados da empe a u a do a in e io ob idos es ão di ididos em: es ação de aquecimen o ( egime de
lu uação li e, aquecimen o con inuo e aquecimen o in e mi en e) e es ação de a e ecimen o.
O capí ulo 4 é e e en e à simulação numé ica do desempenho é mico, ap esen a-se, desc e e-se e
ca ac e iza-se o so wa e escolhido (WUFI Plus) pa a o desen ol imen o do es udo e as mo i ações da
sua escolha. Nes e capí ulo ap esen am-se os esul ados da alidação do modelo numé ico desen ol ido
escolhido, compa ando os esul ados expe imen ais com os esul ados simulados da empe a u a do a
in e io em dois pe íodos do ano, na es ação de aquecimen o e na es ação de a e ecimen o.
O capí ulo 5 é dedicado à quan i icação do desempenho é mico de edi ícios u ais em unção do clima
e da sua en ol en e. Desen ol e am-se es udos pa amé icos de a o es condicionan es do desempenho
é mico des es edi ícios pa a di e sas localizações do País. Os esul ados incidem no con o o é mico
e no consumo ene gé ico.
O capí ulo 6 des ina-se à o imização do con o o é mico e consumo ene gé ico, ap esen a-se a o ma
como se desen ol eu o modelo de o imização e sua esolução, a a és do código GAMS, e os espe i os
esul ados.
No capí ulo 7 ap esen am-se as conclusões pa ciais e globais ob idas da elabo ação da ese de
dou o amen o e são ainda iden i icadas pe spe i as u u as.
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
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2.
CONFORTO TÉRMICO DE EDIFICIOS RURAIS
REABILITADOS
2.1. PROBLEMÁTICA DA REABILITAÇÃO DE EDIFÍCIOS ANTIGOS
2.1.1. PATRIMÓNIO EDIFICADO EXISTENTE
No mundo desen ol ido é econhecida a impo ância cul u al e socioeconómica do pa imónio
a qui e ónico e da sua sal agua da. Em Po ugal, es e em sido um se o que em egis ado pouco
desen ol imen o [3].
A eabili ação, em sen ido la o, consis e na ecupe ação e bene iciação ge al de á eas deg adadas ao
ní el ísico e mo ológico, bem como na e i alização socioeconómica e uncional. Em Po ugal
obse a-se um p og essi o consenso sob e a impo ância cul u al e a necessidade socioeconómica de
eabili a um pa imónio u bano e u al de ex ao diná io alo , mas que se em deg adando há décadas.
Pa icula izando, es a p oblemá ica aos edi ícios u ais, é conhecido que, com o desen ol imen o
indus ial das sociedades, a al e ação dos hábi os e modos de ida das pessoas se o am
consequen emen e ans o mando. Du an e a segunda me ade do século XX a população u bana e e um
c escimen o exponencial. Na década de cinquen a a população u bana não ul apassa a os 200 milhões
de cidadãos, mas em inais do século XX egis a a ce ca de 3 mil milhões p e endo-se que em 2025
sejam ce ca de 5 mil milhões e em 2050 ce ca de 7 mil milhões que co esponde á a 70% da população
mundial.
A mig ação em g ande escala pa a as cidades o iginou um c escimen o desmesu ado dos aglome ados
u banos, c iando p oblemas sociais, económicos, polí icos, ins i ucionais, demog á icos e cul u ais,
le ando, ainda, ao êxodo das zonas u ais e ao seu abandono.
Em Po ugal es e cená io não oi exceção, as cidades c esce am, e deu-se a dese i icação das zonas
u ais. Nes e con ex o de abandono e deg adação os edi ícios ambém o am a e ados, pelo que
necessi am se eabili ados. No en an o, é necessá io en ende que os elemen os ca ac e izado es do
mundo u al se al e a am. Nos dias de hoje a sua a i idade deixou de se essencialmen e ag ícola e com
os empos ou as po encialidades êm sido desen ol idas, e i icando-se que o po encial, do u ismo e
da unção esidencial pode se economicamen e alo izado.
Aliado a es es a o es, é econhecido que o modelo de desen ol imen o, o cons ui de no o, é pouco
sus en á el, esquecendo-se o pa imónio exis en e. É p eciso uma no a cul u a na abo dagem des e
p oblema, que em causas e consequências de na u eza ambien al, económica e social.
É possí el eabili a as cons uções mais an igas, de o ma a in oduzi -lhes as al e ações que espondam
às exigências a uais dos u ilizado es. As necessidades e exigências egulamen a es a uais são mui o
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
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di e en es, sendo necessá io encon a equilíb ios e soluções de comp omisso que pe mi am olha pa a
o edi icado como uma opo unidade pa a se alo iza esse pa imónio, com cus os meno es do que
cons ui de no o, mas de o ma a pode conco e com a o e a da no a edi icação [4].
Os Censos 2011 [5] pe mi em aze uma p e isão, ap oximada, do núme o de edi ícios, que o p esen e
es udo engloba, e o seu es ado de conse ação. Realçando que os edi ícios em es udo possuem um peso
signi ica i o no edi icado po uguês, o que ob iga a que se e li a sob e o seu papel e a sua impo ância
económica, cul u al e social, es udando a melho o ma de os eabili a .
O Quad o 2.03 dos Censos 2011 [5] ap esen a o núme o de edi ícios, segundo a época de cons ução,
po p incipais ma e iais u ilizados na sua cons ução. Na Figu a 1 mos am-se os esul ados pa a
Po ugal con inen al e na Figu a 2 pa a a zona No e de Po ugal Con inen al.
Fig.1 – Núme o de edi ícios segundo a época de cons ução em Po ugal Con inen al [5].
Fig.2 – Núme o de edi ícios segundo a época de cons ução na zona No e de Po ugal Con inen al [5].
Analisando os dados dos g á icos pa a os pe íodos empo ais an es de 1919, 1919 – 1945 e 1946 – 1960,
pois o edi icado em es udo e seus mé odos cons u i os são ípicos des as épocas, e con abilizando os
edi ícios de pa edes de al ena ia sem placa e pa edes de al ena ia de ped a sol a ou adobe, e i ica-se
que pa a Po ugal Con inen al con abiliza am-se ce ca de 470 mil edi ícios. Na zona No e o núme o
con abilizado é de ce ca de 150 mil edi ícios.
0
50 000
100 000
150 000
200 000
250 000
300 000
350 000
an es de 1919
1919
-
1945
1946
-
1960
1961
-
1970
1971
-
1980
1981
-
1990
1991
-
1995
1996
-
2000
2001
-
2005
2006
-
2011
Núme o de edi iciios
Be ão a mado Pa edes de al ena ia com placa
Pa edes de al ena ia, sem placa Pa edes de al ena ia de ped a sol a ou de adobe
Ou os
0
20 000
40 000
60 000
80 000
100 000
120 000
140 000
an es de
1919
1919-1945 1946-1960 1961-1970 1971-1980 1981-1990 1991-1995 1996 - 2000 2001-2005 2006-2011
Núme o de edi iciios
Be ão a mado Pa edes de al ena ia com placa
Pa edes de al ena ia, sem placa Pa edes de al ena ia de ped a sol a ou de adobe
Ou os
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O Quad o 2.06 dos Censos 2011 [5], ap esen a o núme o de edi ícios, segundo a época de cons ução,
po es ado de conse ação. Na Figu a 3 ap esen am-se os esul ados pa a Po ugal Con inen al e na
Figu a 4 pa a a zona No e de Po ugal Con inen al.
Fig.3 – Núme o de edi ícios segundo a época de cons ução po es ado de conse ação em Po ugal Con inen al
[5].
Fig.4 – Núme o de edi ícios segundo a época de cons ução po es ado de conse ação na zona No e de
Po ugal Con inen al [5].
Analisando os pe íodos, an es de 1919, 1919 – 1945 e 1946 – 1960, e i ica-se que pa a os edi ícios
cons uídos nes as ês épocas, em Po ugal con inen al, ap oximadamen e: 430 mil possuem
necessidades de epa ação; 225 mil edi ícios necessi am de pequenas epa ações; 135 mil de epa ações
médias e 70 mil de g andes epa ações. Des aca-se ainda que ce ca de 48 mil edi ícios encon am-se
mui o deg adados.
Rela i amen e à egião No e, pa a os mesmos pe íodos de empo, pa a os edi ícios cons uídos nes as
ês épocas, ap oximadamen e: 150 mil possuem necessidades de epa ação; 75 mil necessi am de
pequenas epa ações; 50 mil de epa ações médias e 25 mil de g andes epa ações. Po im ealça-se,
que ce ca de 16 mil edi ícios encon am-se mui o deg adados.
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1919
1919-1945 1946-1960 1961-1970 1971-1980 1981-1990 1991-1995 1996 - 2000 2001-2005 2006-2011
Núme o de edi icios
Sem necessidade de epa ação Com necessidade de epa ação Pequenas epa ações
Repa ações médias G andes epa ações Mui o deg adado
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40 000
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an es de
1919
1919-1945 1946-1960 1961-1970 1971-1980 1981-1990 1991-1995 1996 - 2000 2001-2005 2006-2011
Núme o de edi icios
Sem necessidade de epa ação Com necessidade de epa ação Pequenas epa ações
Repa ações médias G andes epa ações Mui o deg adado
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Segundo a po a ia nº 349 – B/2013 de 29 de No emb o, os alo es máximos impos os, aquando de uma
g ande in e enção, a iam consoan e o ano de cons ução, como cons a na abela I.04 da e e ida
po a ia, e que se ap esen a na Figu a 8.
Fig.8 – Valo es máximos impos os pa a as necessidades de aquecimen o, a e ecimen o e ene gia p imá ia, de
g andes in e enções segundo REH [1].
A endendo a que os edi ícios em es udo, são, na sua g ande maio ia an e io es a 1960, apenas e iam
que e i ica a imposição de N c/N ≤ 1,50. Numa p imei a análise pa ece exis i , nes e egulamen o [1],
maio pe missibilidade pa a a ques ão das in e enções de eabili ação em compa ação com o
egulamen o an e io , RCCTE [12], po ém, na mesma po a ia, o pon o 2.2, dedicado à en ol en e
opaca, a abela I.05, ap esen a os coe icien es de ansmissão é mica máximos admissí eis de elemen os
opacos ( e Figu a 9).
Fig.9 – Coe icien es de ansmissão é mica máximos admissí eis de elemen os opacos [1].
Assim sendo, a maio lexibilidade ap esen ada no REH [1] ela i amen e ao RCCTE [12], no que
espei a à eabili ação, não é su icien e.
Es as exigências pode ão o igina in e enções p o undas nos elemen os cons u i os dos edi ícios,
in e e indo com a sua génese, modi icando elemen os ca ac e ís icos que os di e encia e que ou o a
p opo ciona am condições de habi abilidade e salub idade aos u en es dos edi ícios.
O REH [1] p e ê uma exceção na legislação e e en e a edi ícios localizados em zonas his ó icas ou em
edi ícios classi icados. A maio ia dos edi ícios em es udo localizam-se em zona u al, es ando o a das
zonas em egime de exceção. E al como os edi ícios que se encon am em egime de exceção, é ambém
impo an e p ese a as suas ca ac e ís icas.
As soluções de melho ia dos elemen os cons u i os consis em, essencialmen e, na aplicação de
isolamen o é mico em pa edes, pa imen os e cobe u as em con ac o com o ex e io ou com espaços
não ú eis e eno ação dos ãos en id açados e suas p o eções.
No âmbi o dos sis emas, as in e enções baseiam-se na o imização dos sis emas de p epa ação de águas
quen es sani á ias e na in eg ação de ene gias eno á eis.
A aplicação des as me odologias, nomeadamen e as de ca á e cons u i o, c iam si uações que de em
se al o de e lexão, sob e udo, o uso de ma e iais co en es, como o isolamen o é mico pelo in e io .
Es es possuem um coe icien e de ansmissão é mica baixo, mas com impac o nega i o pela sua
eduzida massa especí ica, e le indo-se di e amen e na iné cia é mica dos edi ícios. A iné cia é mica
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
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é uma p op iedade essencial no con o o é mico do ambien e in e io des es edi ícios, po possibili a a
p ese ação de uma empe a u a cons an e, e i ando g andes ampli udes é micas.
Pe an e es e cená io, o uso de sis emas cons u i os com aplicação do isolamen o é mico pelo ex e io ,
o na-se uma solução a a i a e an ajosa, mas que comp ome e e anula o alo cul u al des es edi ícios,
exp essão da cul u a e alo es da egião onde es ão inse idos.
No que espei a aos sis emas de aquecimen o, a e ecimen o e p epa ação de águas quen es sani á ias,
as es ições e aspe os de compa ibilidade são diminu as, sendo, sob e udo, ao ní el a qui e ónico,
de endo-se escolhe aplicações que e i em ao máximo a desca ac e ização do edi ício.
Fica assim e iden e a impo ância de es uda , na ó ica do desempenho é mico, os edi ícios u ais, no
sen ido de se demons a que são uncionais pe an e as exigências a uais, p o egendo a sua o igem
cons u i a e au en icidade a qui e ónica.
De e ainda e e i -se a publicação do Regime Excecional pa a a Reabili ação U bana, RERU, em Ab il
de 2014, que apa en emen e lexibiliza, no domínio é mico a eabili ação de edi ícios, mas que não se á
abo dado nes a ese.
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
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2.2. CARACTERIZAÇÃO DOS EDIFÍCIOS RURAIS PORTUGUESES
A casa popula po uguesa é um dos mais signi ica i os e ele an es aspe os da humanização da
paisagem, e idenciando di e sos condicionalismos undamen ais (geog á icos, económicos, sociais,
his ó icos e cul u ais) das espe i as á eas e das pessoas que a cons oem e habi am. Cons u i amen e,
as ca a e ís icas mais ma can es são: a u ilização de ma e iais locais (onde há ped a cons ói-se em ped a
e onde não a há cons ói-se em e a, madei a ou ou os ma e iais co en es) e a adap ação das soluções
cons u i as ao clima [13].
Segundo E nes o Veiga de Oli ei a e al. [13] a casa popula di ide-se em:
• Casas é eas e casas de anda (sob ado) ou casas o es;
• Casas-blocos e casas de pá io (abe o ou echado);
• Casas de ped a (g ani o, xis o ou calcá io);
• Casas de ou os ma e iais ( aipa, adobe, ijolo, madei a, e c.).
Na casa sob ada, em zona u al, o piso é eo e a des inado ao gado e a umações, o anda des ina a-se
à habi ação das pessoas. Es e ipo de casa e a ca ac e ís ica do En e Dou o-e-Minho, T ás-os-Mon es,
Bei a T ansmon ana, Bei a Al a e Bei a Baixa, egião de Coimb a e e as saloias dos a edo es de
Lisboa.
A casa bloco ípica, engloba a as ca ac e ís icas ge ais das casas sob adas ou de anda . Pa a além des as
ca ac e ís icas possuía um ce o núme o de dependências ou anexos especí icos e independen es, de
dimensões mais ou menos eduzidas, pa a gados e a umações, co es ou es ábulos, palhei os, sequei os
ou espiguei os, ei as cobe as e lojas, que se dis ibuíam à ol a de um amplo espaço abe o, e ei o ou
quin ei o, e que in eg a am o complexo da la ou a [13].
Es e ipo de casas u ais pe enciam às egiões onde a ped a ica a à is a, ped as de g ani o ou xis o,
po ezes a é combinado, ou calcá io, con o me a egião. G ani o ou xis o e e e-se à zona No e,
calcá io nos dis i os de Coimb a e Lisboa.
A casa é ea e a cons uída com aipa, adobe e ijolo, o que não pe mi ia cons ui em al u a, mas que
pe mi ia uma a qui e u a ágil. Em de e minadas egiões cons i uía a o ma habi acional no mal e
ca ac e ís ica, que de inia o es ilo a qui e ónico dessa á ea e exp imia e dadei amen e a ida domés ica
e económico-p o issional da população da egião [13]. E a, de um modo ge al, pequena e singela. Sendo,
undamen almen e, a casa do Sul, da Es emadu a, Riba ejo, Alen ejo e Alga e. E a ambém a casa do
li o al cen al de Po ugal, das zonas ibei inhas de ce as pa es das egiões de A ei o, Pombal e Lei ia
– a casa das e as ganda esas – comp eendidas en e o io Vouga e o io Mondego, e das egiões da
Apúlia e Fão, no Minho Li o al [13].
Nos subcapí ulos seguin es analisa-se mais po meno izadamen e os es ilos de casa e suas ca ac e ís icas.
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
17
2.2.1.CASA DE ANDAR (SOBRADO)
2.2.1.1. Região Minho a
A egião Minho a es á implan ada num clima empe ado, esco e mui o plu ioso. É uma egião
p edominan emen e g aní ica. No Quad o 3 ap esen a-se uma desc ição dos elemen os cons u i os
ca ac e ís icos das casas adicionais do Minho.
Quad o 3 – Elemen os cons u i os ca ac e ís icos das casas adicionais do Minho.
Elemen o Desc ição
Pa imen o
O pa imen o no piso de és-do-chão e a cons i uído po g andes lajes de ped a ou em
e a ba ida, pos e io men e, o pa imen o em e a ba ida oi subs i uído po ma e iais
ce âmicos. No piso de anda o pa imen o e a em soalho de madei a.
Pa edes
ex e io es
As pa edes ex e io es, em á ias egiões do Minho, e am duplas, cons uía-se um
apa elho ex e io e ou o in e io , independen es, ligados pon ualmen e po
peças que iam de ace a ace, com o nome de “jun ou os”, deixando en e si um
azio ou espaço p eenchido com ma e ial di e so. Nou as zonas, as pa edes
e am cons i uídas po g andes blocos quad angula es de pe pianho, dispos os
em iadas ho izon ais, odos da mesma al u a em cada iada e apenas com as
jun as caiadas ou pin adas.
Cobe u a
A cobe u a des e ipo de casas, No malmen e, e a de qua o águas, sendo ambém
usual de duas e ês águas. O sis ema de cobe u a mais an igo e a o de colmo ou de
ou os ma e iais ege ais assen es num a ejamen o de madei a, sendo es e sis ema
ípico das zonas se anas. Nas e as baixas, p edomina am os elhados de elha
canudo que o am p og essi amen e subs i uídos pela elha ma selha. In e io men e
as cobe u as e am o adas nos qua os e sala a a és de painéis de madei a e es uque.
Na cozinha a cobe u a e a cons uída em elha ã, des a o ma o umo das la ei as
e a e acuado acilmen e do in e io das casas.
Po as e
janelas
As po as e janelas e am cons uídas em madei a. Execu adas de o ma manual e
a esanal não con e indo uma impe meabilidade ao a pe ei a. As janelas possuíam
po adas in e io es de madei a ga an indo assim uma p o eção e icaz ace à adiação
sola .
Ou os
elemen os
O iginalmen e a chaminé não e a um elemen o usual, sendo o umo das la ei as
ex aído a a és da elha ã e endas na u ais ou ei as in encionalmen e na cobe u a
( elhas le an adas).
A a anda e a um elemen o de des aque nes as casas, g ande, abe a, longa e co ida,
de ped a ou madei a, si ua a-se ao longo de uma das achadas mais comp idas,
ecobe a pela aba da cobe u a das casas, que desse lado descia mui o abaixo
pousando em pila es de madei a ou em colunas de ped a. Po ezes a a anda e a
echada com uma achada de pe pianho ou em abique. Em alguns casos não exis ia
a anda, mas sim um pa im alpend ado no cimo da escada ex e io .
In e io
In e io men e a casa do No oes e e a de uma simplicidade de es ilo co esponden e ao
ex e io . A sala e a uma dependência de na u eza undamen almen e ce imonial. A
cozinha e a o compa imen o essencial da casa, o local onde deco e oda a ida de
elação amilia . Si uando-se ou no és-do-chão ou no anda .
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
18
Nas Figu a 10 e 11 ap esen am-se exemplos das casas ípicas da egião analisada, sendo os exemplos da
Figu a 11 ela i os à zona se ana.
Fig.10 – Casas adicionais do Minho [14].
Fig.11 – Casas ípicas da zona se ana do No oes e Po uguês [15].
Na Figu a 12 ap esen a-se um esboço da casa minho a assinalando-se alguns aspe os ca ac e ís icos
e e idos an e io men e.
Fig.12 – Esquema da casa adicional do Minho [16].
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19
2.2.1.2. Região T ansmon ana
A casa popula ansmon ana, embo a incluída na ca ego ia ge al da casa no enha, de ped a, de és-do-
chão e de anda uncionalmen e dis in os e com a anda e escada ex e io , ap esen a a aspe os mui o
di e sos da casa da egião Minho a. No Quad o 4 ap esen am-se os elemen os cons u i os
ca ac e ís icos e que di e enciam as casas ansmon anas das es an es.
Quad o 4 – Elemen os cons u i os ca ac e ís icos das casas adicionais de T ás-os-Mon es.
Elemen o Desc ição
Pa imen o
O pa imen o no piso de és-do-chão e a cons uído de o ma idên ica ao das casas da
egião Minho a, sendo que nes e caso o g ani o e a subs i uído po xis o. No piso de
anda o pa imen o e a cons uído em soalho de madei a.
Pa edes
ex e io es
As pa edes ex e io es e am cons uídas em ped a de xis o e g ani o dispos as
umas em cima das ou as de uma o ma não mui o o denada. Po ezes as
pa edes apenas e am cons i uídas po es e apa elho de ped as podendo se
ebocadas, ou as ezes, e am compos as pelas ped as de xis o a gamassadas
com ba o, podendo e eboco ou não.
Cobe u a
As cobe u as p edominan es e am de duas águas, sendo ambém equen es as de
qua o águas. Tal como no Minho o sis ema mais an igo é o de colmo, os es an es
sis emas são em elha ce âmica e em placas de xis o.
Pelo in e io as casas mais an igas não possuíam qualque espécie de o o, sendo em
elha ã. Nas casas mais ecen es a cobe u a e a o ada nos qua os e sala a a és de
madei a e es uque. A cobe u a da cozinha e a semp e cons uída em elha ã.
Po as e
janelas
As po as e janelas e am cons uídas em madei a seguindo a desc ição da egião
Minho a.
Ou os
elemen os
A a anda e a o elemen o que inca a a o iginalidade des as casas. Nes e caso, a
a anda não inha um luga de inido. Nas casas com cu ais la e ais, a a anda si ua a-
se na achada que da a pa a esse lado. Se os cu ais ou pá io se si uassem no meio da
casa, a a anda co ia ao longo das ês ou qua o achadas ci cundando a casa ao ní el
do anda . Nas casas con iguas umas às ou as, as a andas ge almen e encon a am-
se na achada p incipal. A a anda e a semp e cobe a pela cobe u a ou po um seu
p olongamen o.
Pela sua unção e o ma ge al, a a anda ansmon ana ap oxima a-se da a anda
minho a. Se indo de e úgio no Ve ão, de epouso no u no, e de agasalho no In e no.
Po ém, a a anda minho a e a longa e assen a a no malmen e em g andes pila es e
padiei as de g ani o, a ansmon ana e a oda cons uída em madei a.
A chaminé, al como na egião do Minho, não e a usual, sendo o umo escoado pelas
abe u as na cobe u a e pelas janelas e po as. Nas casas mais ecen es a chaminé e a
um elemen o usual.
In e io In e io men e, a casa ansmon ana não ap esen a a quaisque pa icula idades
dis in i as. Tal como a egião Minho a, a cozinha e a a di isão p incipal.
Na Figu a 13 ap esen am-se o og a ias da casa adicional ansmon ana.
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20
Fig.13 – Casas adicionais ansmon anas [17 e 18].
Na Figu a 14 ap esen a-se o esquema das casas adicionais ansmon anas e idenciando as
ca ac e ís icas e e idas an e io men e.
Fig.14 – Esquema da casa adicional ansmon ana [16].
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21
2.2.1.3. Região da Bei a In e io
A casa popula ípica da egião da Bei a In e io u al, inha aspe os ge ais iguais aos da casa no enha.
E a uma cons ução de piso é eo e anda sob ado, de plan a e angula , de ped a ge almen e à is a e
sem eboco, em blocos udes. No Quad o 5 ap esen am-se as ca ac e ís icas cons u i as, dos p incipais
elemen os, das casas da egião da Bei a In e io .
Quad o 5 – Elemen os cons u i os ca ac e ís icos das casas adicionais da Bei a In e io .
Elemen o Desc ição
Pa imen o
O pa imen o, al como nas casas an e io men e ca ac e izadas, podia se cons i uído,
no piso de és-do-chão, po lajes de ped a ou e a ba ida que oi sendo subs i uído
po ma e iais como a gamassa ou elemen os ce âmicos.
No piso de anda o pa imen o e a cons uído em soalho de madei a.
Pa edes
ex e io es
As pa edes ex e io es e am cons uídas em ped a de xis o, dispos as de o ma
idên ica às da zona ansmon ana, ou em g ani o, execu adas como na zona
minho a, dependendo do ipo de ped a p edominan e nas zonas em que as casas
se inse iam. Nas casas de ês pisos ou mais, o sis ema cons u i o e a di e en e
das e e idas an e io men e. Nes e ipo de casas apenas as pa edes do piso de
és-do-chão e am cons uídas em ped a, sendo as es an es em abique ou aipa.
Cobe u a
As cobe u as de duas águas p edomina am, embo a ambém e am habi uais as de
qua o águas. As cobe u as em elha ce âmica e am as mais usuais, po ém nas zonas
de xis o ambém e a habi ual as cobe u as se em e es idas po es e ma e ial. As
elhas e ped as de xis o assen a am num ipado de madei a.
Po as e
janelas
As po as e janelas seguiam o modelo das egiões desc i as an e io men e. Po ém, e a
usual execu a -se uma moldu a caiada em o no delas, aspe o que não se e i ica a
nas zonas do Minho e T ás-os-Mon es.
Ou os
elemen os
Na egião da Bei a In e io , a a anda já não é um elemen o di e enciado como na
egião do Minho e T ás-os-Mon es. Mui as casas não possuíam a anda, sendo es e
elemen o usual na zona da Se a da Es ela. E a cons uída em madei a e co ida ao
longo da achada.
As escadas ex e io es deixa am de es a p esen es na maio ia das casas des a egião,
ap o ei ando-se o desní el do e eno pa a o acesso dos á ios pisos. Quando se
cons uía a escada ex e io , e a execu ada na on a ia da casa.
A chaminé, al como nas egiões an e io es, só nas casas mais ecen es é que e a
cons uída.
In e io
O in e io das casas, que se assemelha a com as casas da zona minho a e
ansmon ana, não ap esen a a g andes di e enças des as.
Nas casas a Sul da Se a da Ga dunha, o in e io e a o ganizado de o ma di e en e,
des acando-se o uso do és-do-chão, que nes a zona deixa de se pa a o ab igo dos
animais, sendo ambém pa a uso habi acional.
Nas habi ações com ês pisos ou mais, o piso de és-do-chão e a u ilizado pa a os
animais, o in e médio ou in e médios pa a habi ação, sendo o úl imo piso pa a
a mazena os p odu os ag ícolas.
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22
Na Figu a 15 ap esen am-se alguns exemplos da casa bei ã em que é possí el desco ina alguns aspe os
e e idos no Quad o 5.
Fig.15 – Casas ípicas da Bei a In e io [19 e 20].
Na Figu a 16 ap esen a-se um esquema da casa adicional da Bei a In e io e idenciando as suas
ca ac e ís icas.
Fig.16 – Esquema da casa adicional da Bei a In e io [16].
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23
2.2.2. CASA TÉRREA
2.2.2.1. Região do Alen ejo
A casa adicional alen ejana e a, em ge al, é ea e co espondia nas suas linhas essenciais à cons ução
do Sul. No Quad o 6 ap esen am-se os elemen os cons u i os ca ac e ís icos da casa adicional do
Alen ejo.
Quad o 6 – Elemen os cons u i os ca ac e ís icos das casas adicionais do Alen ejo.
Elemen o Desc ição
Pa imen o
O pa imen o da casa alen ejana, em empos mais an igos, e a execu ado em e a
ba ida. Es e ipo de pa imen o oi p og essi amen e subs i uído po ped a calce ada
miúda, ijolo ou lad ilho ce âmico.
Pa edes
ex e io es
As pa edes ex e io es e am cons uídas po ma e iais de g ande plas icidade,
designadamen e po ijolos e aipa. As pa edes caia am-se pelo in e io e
ex e io .
Cobe u a As cobe u as p edominan es e am de duas águas, possuindo pouca inclinação. Pelo
ex e io e es iam-se po elha ce âmica. Pelo in e io e am o adas po canas.
Po as e
janelas
As po as e janelas e am cons uídas em madei a. As janelas e am de pequena
dimensão e em pequeno núme o. Po ezes não exis ia mais nenhuma abe u a na
achada p incipal pa a além da po a de en ada. E a ambém usual, em ez de
possuí em janelas, possuí em alguns pos igos espalhados pelas achadas.
Ou os
elemen os
A chaminé e a o elemen o ca ac e ís ico undamen al das casas alen ejanas. De
ele adas dimensões, si ua a-se na achada on al icando pa alela ao cume da
cobe u a. As suas ele adas dimensões, aziam com que se c iassem di e enças de
p essão, no in e io da casa, inc emen ando um mo imen o de a , que nos dias quen es
ajuda a a man e uma empe a u a do a in e io ag adá el aos seus u en es.
In e io
No Baixo Alen ejo, po ezes, possuíam uma plan a em que as di isões se sucediam
umas às ou as. Ou as ezes exis ia, a meio da la gu a do edi ício, uma pa ede que
sobe a é à cobe u a, azendo o cume, os compa imen os ica am a ás e à en e
dessa pa ede.
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30
2.3.1. FATORES QUE INFLUENCIAM O CONFORTO TÉRMICO
O con o o é mico de um edi ício assen a em seis a o es, segundo a No ma desen ol ida pela
ASHRAE [27], Ame ican Socie y o Hea ing, Re ige a ing and Ai Condi ioning Enginee s,
designadamen e [27]:
• Tempe a u a do a ;
• Tempe a u a média adian e;
• Humidade do a ;
• Velocidade do a ;
• A i idade me abólica;
• Resis ência é mica do es uá io.
Es es a o es podem subdi idi -se em duas ca ego ias p incipais, ambien al e pessoal. Dos a o es
ambien ais azem pa e a empe a u a do a , empe a u a adian e, elocidade do a e humidade do a .
Dos a o es pessoais azem pa e a a i idade me abólica e a esis ência é mica do es uá io. Pa a além
des as duas ca ego ias é impo an e e e i ou a, que engloba os a o es subje i os, que são de ca ác e
social e psicológico, elacionados com a di e ença de pe ceção e na espos a aos es ímulos senso iais,
u o de i ências é micas passadas e das expec a i as dos u en es ela i amen e aos espaços que
ocupam.
A im de se pe cebe melho os a o es, elencados a ás, e o seu papel no con o o é mico, analisam-se
de seguida cada um des es.
2.3.1.1. Tempe a u a do a
A empe a u a do a é um dos pa âme os mais impo an es do con o o é mico. Po se associa à
sensação das ocas de calo en e o o ganismo e o meio ambien e de ido ao g adien e é mico exis en e
en e eles.
Conside a-se empe a u a do a , a empe a u a de bolbo seco do a , exp essa em ºC. O REH [1]
es abelece, pa a os edi ícios de habi ação, como empe a u a de con o o de e e ência, 18ºC pa a a
es ação de aquecimen o e 25ºC pa a a es ação de a e ecimen o.
No p esen e es udo, es e pa âme o oi medido in si u, a a és de senso es de medição de empe a u a,
se indo os dados ecolhidos pa a a alia o con o o é mico do edi ício- ipo a a és do modelo de
a aliação de con o o p econizado pela No ma EN 15251 [28].
2.3.1.2. Tempe a u a média adian e
A empe a u a média adian e é exp essa em ºC e de ine-se como sendo a empe a u a uni o me da
supe ície de um compa imen o i ual, no qual as ocas de calo po adiação en e as supe ícies desse
compa imen o e o co po humano são iguais às ocas de calo po adiação que oco em no espaço eal,
calcula-se a a és da média ponde ada das empe a u as supe iciais dos elemen os das en ol en es do
espaço onde se encon a o ocupan e, incluindo o e ei o da adiação sola inciden e [26].
A No ma EN 7726 [29] es abelece duas equações pa a o cálculo da empe a u a média adian e, a a és
da medição das empe a u as das supe ícies, nos seis sen idos de o ien ação, sendo calculada consoan e
a posição da pessoa, sen ada ou em pé, de e minando-se assim a empe a u a média adian e. As
equações são as seguin es:
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
31
• Posição sen ada:
[
]
[
]
(
)
[
]
[
]
[
]
[
]
(
)
0,13 0,185 . .
m p p p p p p
TTcimaTbaixo Tdi Tes
q
T
en e T ás=+++++
(1)
• Posição em pé:
[]
[
]
(
)
[
]
[
][ ][]
(
)
0,06 0,22 . .
m p p p p p p
T T cima T baixo T di T es
q
T
en e T ás=+++++
(2)
Sendo que:
• TP, empe a u a da supe ície [ºC].
É com base nes as exp essões que se calculou a empe a u a média adian e pa a os casos de es udo. Os
alo es da empe a u a de supe ície o am conseguidos a a és de simulação numé ica u ilizando o
p og ama WUFI Plus.
2.3.1.3. Humidade do a
A humidade do a exp essa-se em e mos absolu os ou ela i os. A humidade absolu a, exp essa-se
ge almen e sob a o ma de p essão pa cial de apo de água, nas unidades Pa, é um pa âme o
undamen al na de e minação das pe das de calo po e apo ação do co po humano pa a o meio
ambien e [26].
Com uma humidade ela i a ele ada a possibilidade de e apo ação supe icial do co po é eduzida
cons i uindo um cons angimen o é mico pa a o indi íduo, p incipalmen e em ambien es com
empe a u a ele ada.
Segundo a No ma EN ISO 7730 [30] em ambien es é micos mode ados e pa a a i idades ligei as dos
u en es, a in luência da humidade sob e a pe ceção é mica é pouco signi ica i a. Sendo que um
ac éscimo de 10% da humidade ela i a do a em o mesmo e ei o que um aumen o de 0,3ºC na sua
empe a u a. Pelo con á io, em ambien es com empe a u as ele adas, alo es de humidade ele ados
êm uma in luência signi ica i a nas condições de con o o é mico.
Os alo es de humidade ela i a si uados no in e alo de 30 a 60% são indicados pa a os edi ícios, pois,
des a o ma, não possuem g ande in luência na pe ceção é mica dos u en es pe mi indo p e eni ou os
e ei os equen emen e obse ados em ambien es in e io es, como o desen ol imen o de áca os,
condensações e bolo es (humidades ele adas), ele icidade es á ica, secagem das mucosas do na iz e da
boca (humidade baixa) [31].
Segundo Fange e al. [32] a humidade pode causa descon o o é mico po duas azões, a p imei a
de ido a um ele ado ní el de humidade na pele, a segunda de ido a um insu icien e a e ecimen o das
memb anas mucosas no sis ema espi a ó io supe io a a és da inalação de a húmido quen e.
Pa a a quan i icação da humidade ela i a nos edi ícios exis em á ios ipos de equipamen os, como po
exemplo hig óme os e psic óme os. A ASHRAE 55 [27] e a No ma EN 7730 [30] a a és do mé odo
p econizado es abelecem limi es de con o o pa a o Ve ão e pa a o In e no.
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32
2.3.1.4. Velocidade do a
A elocidade do a in e ém na de e minação das ocas de calo po con ecção e na a iação das pe das
de calo po e apo ação ao ní el do co po humano [26]. A pe ceção pode se in luenciada, que de uma
pe spe i a global, que de uma pe spe i a localizada (co en es de a ) [30].
A elocidade do a é uma g andeza de inida pela sua in ensidade e di eção, ge almen e di ícil de
quan i ica de ido às lu uações ápidas que so e, que em e mos de in ensidade, que de di eção [26].
Em ambien es é micos quen es a elocidade do a pode possibili a uma edução da sensação de calo .
Po ém, pa a ambien es húmidos e a i idades ligei as, uma elocidade do a baixa, pode p o oca
si uações de descon o o é mico aos u en es dos espaços.
2.3.1.5. A i idade me abólica
Ao e e ua -se uma a i idade es á-se a p oduzi calo , que a ia consoan e o ipo de a i idade, sendo
dissipado a a és de mecanismos de ocas é micas en e o co po e o ambien e.
As ocas é micas e e uam-se po condução, con ecção, adiação e e apo ação. As que se e e uam po
e apo ação conside am-se húmidas, as es an es secas. O calo p o enien e das ocas secas denomina-
se sensí el, e de e-se às di e enças de empe a u a en e o co po humano e o ambien e que o odeia. O
calo p o enien e das ocas húmidas denomina-se calo la en e.
Segundo Rod igues e al [33], o balanço é mico pode se aduzido pela seguin e equação:
()Me abolismo ocas condução con ecção adiação e apo ação=+++ (3)
A a i idade ísica desen ol ida po uma pessoa pode se quan i icada pela axa de me abolismo que
ep esen a a p odução de ene gia ob ida pelo o ganismo a a és do consumo de alimen os po unidade
de empo, J/s-1 [33].
Pa a o mesmo ní el de a i idade a axa de me abolismo a ia, p incipalmen e, com a á ea co po al de
uma pessoa, pelo que pode se de inida nas unidades W/m2.
De o ma a simpli ica -se a análise da axa de me abolismo, a unidade mais u ilizada é designada po
me , sendo que 1 me co esponde à axa de me abolismo, po unidade de á ea co po al, de um indi iduo
em posição sen ada e em es ado de epouso, 1 me = 58,15 W/m2.
No Quad o 10 ap esen am-se alguns exemplos de a i idades e co esponden es axas me abólicas.
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33
Quad o 10 – Valo es das ocas é micas en e um indi iduo e o meio pa a á ias a i idades [27].
A i idade [W/m2] [me ]
Do mi 40 0,7
Descanso 45 0,8
Sen ado 60 1,0
Relaxado 70 1,2
Caminhada 0,9 m/s, 3,2 km/h 115 2
Caminhada 1,2 m/s, 4,3 km/h 150 2,6
Caminhada 1,8 m/s, 6,8 km/h 220 3,8
A i idades de a qui amen o 70 – 80 1,2 – 1,4
Caminha pelo esc i ó io 100 1,7
Le an a obje os 120 2,1
Conduzi au omó eis 60 – 115 1,0 – 2,0
Cozinha 95 – 115 1,6 – 2,0
Limpeza da casa 115 – 200 2,0 – 3,4
Dança 140 – 255 2,0 – 2,4
Ténis 210 – 270 3,6 – 4,0
Basque ebol 290 – 440 5,0 – 7,6
2.3.1.6. Resis ência é mica do es uá io
As peças de es uá io são esponsá eis pela p o eção do co po humano, e i ando as ocas de calo en e
es e e o ambien e. Es a p o eção quan i ica-se pela esis ência é mica do es uá io, I es , exp essa em
m2ºC/W, ca ac e izando o isolamen o en e a pele e a supe ície ex e io do es uá io. A unidade em que
se exp essa a esis ência é mica do es uá io é a clo, sendo 1 clo equi alen e a uma esis ência é mica
de 0,155 m2ºC/W. A esis ência é mica do es uá io, ap esen ada em clo, e e e-se à supe ície global
do co po, incluindo zonas do co po sem oupa como, po exemplo as mãos e a ca a. O alo o al da
esis ência é mica do es uá io é dado pelo soma ó io dos alo es das esis ências é micas
co esponden es a cada uma das peças de oupa.
O alo mais baixo pa a a esis ência é mica do es uá io é 0 clo, co esponden e a uma pessoa sem
oupa. O alo máximo é de 4 clo.
No Quad o 11 ap esen am-se exemplos do alo da esis ência é mica do es uá io.
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34
Quad o 11 – Valo es de esis ência é mica de algumas peças de es uá io [27].
Ves uá io Resis ência é mica [clo] Resis ência é mica [m2ºC/W]
Sem oupa 0 0
Calções 0,1 0,016
Ves uá io opical 0,3 0,047
Ves uá io le e de Ve ão 0,5 0,078
Ves uá io de abalho 0,7 0,124
Ves uá io de In e no pa a
ambien e in e io 1,0 0,155
Fa o comple o 1,5 0,233
É de ealça que es es alo es são alo es médios. Pe manen emen e exis em inúme os ipos de ecidos,
o que az com que o alo da esis ência é mica do es uá io a ie.
O papel do es uá io pode i mais além do que a p o eção é mica. Newsham [34], conclui que o
ajus amen o do es uá io num ambien e condicionado a a és de meios mecânicos pode p o idencia
uma poupança de ene gia e pode se is o como um meio pa a ajus a o con o o é mico em ambien es
é micos descon o á eis.
2.3.1.7. Ou os Fa o es
A pe ceção do con o o é mico ambém depende de ques ões sociocul u ais e psicológicas elacionadas
com di e enças na pe ceção e na espos a a es ímulos senso iais, u o de i ências é micas passadas e
da expec a i a dos u en es ela i amen e aos espaços que ocupam [26].
Ca ac e ís icas como o sexo, a idade, es ado socioeconómico, são exemplos de condicionan es subje i as
de con o o é mico.
A idade pode in luencia na p e e ência é mica das pessoas, o me abolismo das pessoas mais idosas é
mais len o, o que in e e e na pe ceção do con o o é mico [27].
Quan o ao géne o dos u ilizado es dos espaços, os do géne o eminino p e e em, mui as ezes,
ambien es com empe a u as mais ele adas, aspe o que pode explica -se pela esis ência é mica do
es uá io [27].
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
35
2.3.2. MODELO DE FANGER
Po l Ole Fange desen ol eu um modelo pa a p e e o con o o é mico, que icou conhecido como o
modelo de Fange . O modelo baseia-se no PMV, P edic ed Mean Vo e. Foi es abelecido em expe iências
e e uadas em uni e sidades dinama quesas e no e ame icanas du an e a década de 1960.
Nes e es udo pa icipa am 1300 pessoas, a a és das quais oi possí el es abelece uma elação en e o
esul ado do balanço ene gé ico do co po e a endência pa a o con o o ou pa a o descon o o é mico.
Fange p opôs, assim, um modelo que pe mi e p e e a sensação é mica de um g upo de pessoas. Pa a
ealiza es a p e isão, baseou-se na p emissa de que as sensações expe imen adas e am uma unção do
es o ço isiológico impos as pelo ambien e. De iniu es e aspe o como a di e ença en e a p odução
in e na de calo e as pe das é micas pa a o ambien e, man endo os alo es de con o o pa a a
empe a u a da pele e a sec eção de suo de uma pessoa em ní eis acei á eis. Fo am assim p opos os
alo es de empe a u a da pele e da sec eção de suo pa a o con o o é mico. Valo es ob idos a a és
de expe iências em câma as climá icas, em que a axa de sec eção de suo e a empe a u a da pele e am
medidas em pessoas que es a am em es ado de con o o pa a á ias axas me abólicas. Conjun os ó imos
de condições ambien ais pa a o con o o é mico o am deduzidos a pa i da axa me abólica e da
esis ência é mica do es uá io.
Des a o ma o modelo de Fange segue a seguin e me odologia [35]:
• De ini pa âme os: ca aloga os dados indi iduais das pessoas e as ca a e ís icas de cada
ambien e;
• Equação de con o o: ob idos os pa âme os aplicam-se à equação de con o o é mico de
o ma a de e mina o alo a mazenado de ene gia;
• Cálculo do PMV: com base no alo a mazenado de ene gia do co po calcula-se o PMV,
que consis e numa escala quan i a i a das sensações de calo e io;
• Cálculo das insa is ações, PPD: em unção do PMV calculam-se as insa is ações PPD.
O modelo de Fange conside a as seguin es a iá eis do a /espaços [35]:
• Tempe a u a do a ;
• Humidade do a ;
• Velocidade do a ;
• Tempe a u a média adian e.
E as seguin es a iá eis pessoais [35]:
• Ves uá io;
• Me abolismo.
Apesa de es e mé odo se u ilizado e mencionado po no mas in e nacionais como ASHRAE 55 [27] e
EN 7730 [30], ap esen a alguns incon enien es, como Nicol e al. [36] e e em:
• Em p imei o luga , é necessá io assumi que as condições no edi ício se ap oximam do
es ado es acioná io da câma a climá ica;
• É necessá io conhece o isolamen o é mico das oupas dos ocupan es do edi ício, al como
a sua axa me abólica média. Pa a edi ícios onde se desen ol e um núme o de a i idades
di e en es no mesmo espaço ge a-se um p oblema adicional.
Es as duas a iá eis são di íceis de medi , e na ausência do conhecimen o p eciso das mesmas, a
endência em sido pa a se es ima alo es. Ou a ques ão undamen al em sido le an ada po Nicol e
al. [36] sob e a p emissa em que se baseia a equação PMV. Es a equação baseia-se na suposição de que
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
36
a sensação é mica é unção da ca ga é mica do co po, exp essando-se em o ma de des io de um es ado
de neu alidade é mica. Is o é di e en e dos c i é ios de con o o na equação exp essa em unção do
equilíb io é mico, empe a u a média da pele e sec eção de suo . Exis e, assim, uma con adição in e na
quando se aplica a pessoas que não se encon am em neu alidade é mica que es em di e en es ipos
de es uá io pa a uma única ca ga é mica, podendo oco e di e en es ní eis de sensação é mica e
espos a isiológica.
Des a o ma pe an e es es condicionalismos, es e mé odo não se á u ilizado pa a, no p esen e es udo, se
a alia o con o o é mico.
2.3.3. MODELO ADAPTATIVO
O modelo adap a i o de con o o é mico baseia-se na eo ia de Nicol e Humph eys, es abelecendo que,
se uma mudança oco e de modo a ge a uma si uação de descon o o, as pessoas eagem de manei a a
en a es au a as si uações de con o o [36].
Pa a ol a a es i ui o con o o é mico es as medidas baseiam-se, sob e udo, nas seguin es ações:
• A a és do ajus e de es uá io, mas ambém a a és da pos u a ou das a i idades;
• Al e ação das condições ambien ais pa a os u en es do espaço sa is aze em as suas
necessidades. Englobam-se nes e ipo de ações, nomeadamen e ab i uma janela, echa os
disposi i os de oclusão sola , muda de posição pa a um luga mais con o á el do edi ício
e o inc emen o de equipamen os de clima ização.
É no ó io que a eo ia de base do modelo adap a i o p e ê que as condições de con o o é mico esul am
de um p ocesso dinâmico, no qual o u ilizado man ém uma in e ação ísica e psicológica com o
ambien e, sendo imp escindí el conside a a sua capacidade e necessidade de se adap a , que a a és
da in e ação com o edi ício e os seus sis emas, que de ido aos seus hábi os sociais e cul u ais.
As condições nos edi ícios es ão em al e ação con ínua. Mesmo em edi ícios com clima ização,
mudanças con ínuas nas ca gas de aquecimen o de i adas da mudança de u en es, empe a u as
ex e io es e a en ada de adiação sola , e le em-se nas a iações in e nas de empe a u a. São ambém
ine i á eis a iações das condições é micas em di e en es pa es de um compa imen o, sob e udo,
de ido ao seu pé di ei o, con igu ação, núme o de pa edes e janelas em con ac o com o ex e io .
Rela i amen e às pessoas, ambém al e am as suas oupas com as mudanças de es ações, e a sua axa
me abólica a ia consoan e as suas a i idades. Des a o ma, a empe a u a baseada num es ado
es acioná io de ans e ência de calo e as condições de con o o con oladas de uma câma a climá ica
podem se capazes de a alia as mudanças do alo médio da sensação é mica ao longo de g andes
pe íodos, mas não podem a alia adequadamen e múl iplas mudanças adap a i as. Se, po um ins an e,
alguns ajus amen os isam eduzi o descon o o é mico, en ão o modelo do es ado es acioná io pode
pe spe i a um descon o o maio do que o que a ualmen e exis e.
No caso de edi ícios en ilados na u almen e e onde os ocupan es in e agem con inuamen e com os
edi ícios, a incompa ibilidade en e a p e isão e o con o o eal pode se impo an e [36].
Sendo a adap ação é mica essencialmen e dinâmica o con o o não é um p odu o que é o necido aos
u en es de um edi ício, mas, sim, um obje i o que os u en es alcançam, desde que pa a isso sejam
capazes de exe ce o con olo necessá io pa a o consegui [36].
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37
As condições ambien ais necessá ias pa a a ingi es e obje i o ambém se al e am com o empo embo a
exis am limi es pa a a a iedade de climas in e io es que qualque g upo de pessoas se possa adap a ,
de ido às suas expe iências climá icas, sociais, s a us económico e social e à sua isiologia [36].
De o ma a ha e uma adap ação ó ima, os edi ícios de em possibili a às pessoas opo unidades de
ajus e, de o ma pe ce í el e em a iados con ex os. É impo an e e e i alguns dos a o es que
possibili am as ações de adap ação dos u en es ao edi ício, designadamen e:
• Con o o e ambien es é micos usuais;
• Adap ação das condições de con o o;
• Códigos de es uá io;
• Adap ação da empe a u a du an e o dia;
• Adap ação da empe a u a ao longo de á ios dias.
Os incon enien es do modelo adap a i o p endem-se, sob e udo, com as mudanças de clima, dos
pad ões de con o o pa a os edi ícios a e ecidos ou aquecidos passi amen e e dos limi es de simulação
num ambien e em mudança de o ma a consegui p e e -se o desempenho u u o dos edi ícios em
ques ão.
Analisando cada um dos incon enien es, e i ica-se que as mudanças de clima azem com que um
p oje is a p e eja soluções a im de man e o con o o é mico, is o é, a empe a u a numa gama
acei á el.
Um impo an e a o pa a alcança o con o o é mico é o de que as populações locais en endam as
condições é micas que possam coloca em isco a sua saúde, sendo necessá io a exis ência de
ações/medidas de con olo pa a eagi à mudança climá ica.
Os p oblemas de con o o podem esul a em p oblemas de saúde se as al e ações climá icas o em
ex emas, e as pessoas não possuí em os meios ou a comp eensão das necessidades pa a comba e os
e ei os ad e sos. Um exemplo conc e o, da a do ano de 2003 em que uma inespe ada onda de calo
p o ocou a mo e de 35000 pessoas na Eu opa. Po ou o lado, a al a de adap abilidade dos sis emas de
clima ização pode le a a alhas do uncionamen o comple o do edi ício de ido à alha do sis ema
quando não consegue aze ace às empe a u as ex emas.
Os limi es de simulação num ambien e em mudança le am à p oblemá ica da análise da elação en e
os ocupan es e os edi ícios. P esen emen e, exis em modelos ísico- isiológicos de simulação do co po
humano que con emplam o desa io da simulação nas espos as de con o o é mico. Da pe spe i a do
con o o adap a i o, os modelos de simulação eliminam ou simpli icam as pa es do modelo que lidam
com a in e ação dos ocupan es com o edi ício. Também os so wa es de simulação é mica de edi ícios,
de uso come cial, ap esen am es as lacunas. De o ma a colma a es as alhas é necessá io eco e a
dados expe imen ais pa a c ia modelos dinâmicos de cons ução. Um exemplo conc e o é o de que não
há uma empe a u a exa a pa a uma pessoa ab i uma janela, mas há uma p obabilidade que c esce com
o aumen o da empe a u a. Usando es as elações nas simulações assume-se que o obje i o é ob e um
in e alo das empe a u as in e io es, ao in és de um alo p eciso.
Como oi e e ido, o modelo adap a i o inse e-se melho nos obje i os do p esen e abalho, sendo o
escolhido pa a a alia o con o o do edi ício em es udo. Es a escolha baseia-se, sob e udo, na o ma
como o con o o é conside ado dinâmico, a iando com o clima, a i idade ísica e es uá io, é ambém
um mé odo que na comunidade cien í ica in e nacional eúne maio consenso em compa ação com a
abo dagem de Fange .
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2.3.4. QUANTIFICAÇÃO DO CONFORTO TÉRMICO NO INTERIOR
A quan i icação do con o o é mico, como já e e ido, depende de á ios a o es, nomeadamen e a
empe a u a do a , elocidade do a , humidade, es uá io e a i idade. É impo an e e e i que a sua
quan i icação não é exa a, sendo a sensação de con o o a iá el de pessoa pa a pessoa. De o ma a
consegui quan i ica o con o o é mico elabo a am-se no mas, com o obje i o de es abelece as
condições de con o o.
O con o o é mico baseia-se na isiologia da e mo egulação. Is o é, na capacidade que o se humano
em em au o egula a empe a u a co po al man endo-a ap oximadamen e cons an e. O balanço é mico
do co po humano é de inido pela elação da ene gia p oduzida no in e io do co po com as pe das
é micas pa a o ex e io .
Com base nos modelos isiológicos e em di e sos es udos e e uados com pessoas em ambien es é micos
con olados, desen ol e am-se qua o no mas de econhecida impo ância, que se encon am em igo .
Es as no mas são a ASHRAE 55 [27], EN 7730 [30], EN 15251 [28] e a No ma ISO/TS 14415 [38],
no mas que es abelecem ecomendações e eg as pa a se ob e e a alia condições de con o o é mico
em ambien es in e io es de edi ícios.
A no ma eu opeia EN 15251 [28] oi a selecionada pa a a alia o con o o é mico do edi ício em es udo.
A No ma [28] possui um modelo adap a i o pa a edi ícios não clima izados, egula a qualidade do
ambien e in e io em edi ícios em e mos é micos, qualidade do a , iluminação e uído.
O âmbi o da No ma [28] é o seguin e:
• Especi ica os pa âme os e ou os c i é ios de impac o pa a o ambien e in e io e como es es
são conside ados pa a i ao encon o dos equisi os da EPBD [10];
• Especi ica como es abelece os pa âme os a e em con a pa a o p oje o é mico de
edi ícios e cálculo do seu desempenho ene gé ico;
• Especi ica mé odos pa a uma a aliação de longo p azo, do ambien e é mico ob ido
a a és de cálculos ou medições;
• Especi ica os c i é ios de medição, que podem se u ilizados quando é necessá io con e i
o cump imen o dos equisi os a a és de uma inspeção;
• Iden i ica os pa âme os a se em u ilizados em moni o izações e a aliações do ambien e
in e io de edi ícios exis en es;
• A No ma [28] aplica-se, p incipalmen e, a edi ícios não indus iais, onde os c i é ios pa a
o ambien e in e io são de inidos pelos ocupan es e onde a a i idade desen ol ida não é a
p incipal condicionan e do ambien e in e io . Es a No ma é aplicá el aos seguin es ipos
de edi ícios: edi ícios de habi ação uni amilia , edi ícios de habi ação mul i amilia es,
edi ícios de esc i ó ios, edi ícios escola es, hospi ais, ho éis, es au an es, ins alações
despo i as e lojas come ciais;
• Especi ica como as di e en es ca ego ias de ambien e in e io podem se usadas. Con udo,
não exige que sejam u ilizadas. Es as são da esponsabilidade da legislação nacional ou do
p oje o em ques ão;
• Os c i é ios ecomendados na No ma [28] podem se u ilizados nos mé odos de cálculo dos
egulamen os nacionais, que pode ão se di e en es dos mé odos e e idos nes a No ma;
• A No ma [28] não p esc e e mé odos pa a p oje o, mas o nece pa âme os de en ada pa a
o p oje o é mico de edi ícios, en ilação e sis emas de iluminação;
• A No ma [28] não incluiu eque imen os pa a os a o es de descon o o local como é o caso
da assime ia da empe a u a adian e, di e ença e ical de empe a u as e empe a u as
das supe ícies dos pa imen os.
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39
As ca ego ias de con o o é mico, es abelecidas pela No ma [28], pa a os edi ícios, são as seguin es
[28]:
• Ca ego ia I – aduz um ele ado ní el de expec a i a, é ecomendada pa a espaços
ocupados po pessoas mui o ágeis e sensí eis com equisi os especiais, como, pessoas
incapaci adas isicamen e, doen es, idosos e ecém-nascidos;
• Ca ego ia II – aduz um ní el no mal de expec a i a e de e á se conside ado pa a edi ícios
no os e eabili ados;
• Ca ego ia III – aduz um ní el acei á el de con o o e pode se u ilizado pa a edi ícios
exis en es.
No anexo A da No ma EN 15251 [28] es abelecem-se as ca ego ias pa a o p oje o é mico de edi ícios
com sis emas mecânicos de aquecimen o e a e ecimen o, endo em con a a in luência dos seis
pa âme os é micos, es uá io, a i idade, empe a u a média do a e adian e, elocidade do a e
humidade. No Quad o 12, ap esen a-se ca ego ias de con o o e alo es de empe a u as pa a p oje o de
edi ícios com sis emas mecânicos de aquecimen o e a e ecimen o, sendo a seguin e:
Quad o 12 – Valo es de empe a u as de p oje o segundo a No ma EN 15251 [28].
Tipo de edi ício/espaço Ca ego ia
Tempe a u a Ope a i a ºC
Tempe a u a mínima pa a
aquecimen o (es ação de
aquecimen o) ≈ 1 clo
Tempe a u a máxima pa a
a e ecimen o (es ação de
a e ecimen o) ≈ 0,5 clo
Edi ícios esidenciais:
zonas ú eis (qua os, sala,
e c.), A i idade
seden á ia ≈ 1,2 me
I 21 25,5
II 20 26,0
III 18 27,0
Edi ícios esidenciais:
zonas não-ú eis (qua os,
sala, e c.), A i idade
ligei a ≈ 1,5 me
I 18 -
II 16 -
III 14 -
Esc i ó io cole i o (open
plan o ice), A i idade
seden á ia ≈ 1,2 me
I 21 25,5
II 20 26,0
III 19 27,0
Sala de con e ência,
audi ó io, salas de aula,
A i idade seden á ia ≈
1,2 me
I 21 25,5
II 20 26,0
III 19 27,0
Ca é, es au an e,
A i idade seden á ia ≈
1,2 me
I 21 25,5
II 20 26,0
III 19 27,0
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3.2. CARACTERIZAÇÃO DO EDIFÍCIO MONITORIZADO
3.2.1. DESCRIÇÃO DO EDIFÍCIO
No p esen e subcapí ulo ap esen a-se o edi ício- ipo em es udo. É um edi ício adicional do Minho,
localizado em zona u al, com 2 pisos, piso -1 e 0. O piso -1 é cons i uído po espaços não ú eis pa a
a umação. O piso 0 é cons i uído po dois apa amen os de ipologia T1: Apa amen o 1 e Apa amen o
2, e uma sala comum, independen e dos apa amen os. Na Figu a 27 ap esen am-se as plan as dos dois
pisos.
Ambos os apa amen os o am eabili ados, com uma es a égia de base dis in a. A di e ença, p incipal,
consis e na o ma como as pa edes de en ol en e in e io e ex e io o am eabili adas. Enquan o as
pa edes ex e io es do Apa amen o 1 es ão isoladas e micamen e na caixa-de-a (en e a pa ede
exis en e e pano de ijolo ce âmico), as do Apa amen o 2 não o am isoladas pelo ac o de ap esen a em
uma ele ada espessu a e uma g ande massa, supe io a 1500 kg/m2. Pa a além des e aspe o, a á ea de
en id açados ambém oi, p o undamen e, al e ada no Apa amen o 1, sendo de 17 m2, o que o igina
uma elação Apa /Aen , de 0,26 (Apa = 65,7 m2). O Apa amen o 2 possui uma á ea de en id açado mui o
eduzida, com 3,9 m2, ob endo-se uma elação Apa /Aen , de 0,06 (Apa = 61,4 m2).
In o mação ace ca da geome ia, o ien ação e cons i uição das soluções cons u i as podem se
isualizados nas Figu as 27 a 33 e Quad o 13.
Fig.27 – Plan a do piso -1 e 0 do edi ício.
Fig.28 – Alçado Sul do Apa amen o 1 e 2.
Piso -1 Piso 0
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Fig.29 – Alçado Nascen e do Apa amen o 2.
Fig.30 – Alçado Poen e do Apa amen o 1 e alçado Sul dos Apa amen os.
Fig.31 – In e io do Apa amen o 2 (pa edes sem isolamen o).
Fig.32 – In e io do Apa amen o 1 (pa edes com isolamen o na caixa-de-a ).
No Quad o 13 ap esen am-se as desc ições das soluções cons u i as sendo iden i icadas na Figu a 33.
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Quad o 13 – Desc ição das soluções cons u i as de en ol en e dos Apa amen os.
Elemen os Desc ição e alo de U [W/m2ºC]
Pa imen os
Pa imen o em con ac o com o ex e io sem
isolamen o.
Laje de igo as de be ão p é-es o çado com 25 cm de
espessu a; camada de egula ização, e es imen o
in e io com soalho de madei a (sala/cozinha do
Apa amen o 1) ou a dósia (qua o de banho do
Apa amen o 1 e 2 e ci culação do Apa amen o 2).
Usoalho de madei a = 1,43 W/m2ºC. Ua dósia = 2,41 W/m2ºC.
Pa imen o em con ac o com o ex e io com
isolamen o.
Re es imen o ex e io em gesso ca onado com uma
espessu a de 15 mm; isolamen o é mico com 4 cm de
espessu a; laje de igo as de be ão p é-es o çado com 25
cm de espessu a; camada de egula ização; e es imen o
in e io em soalho de madei a (qua os do Apa amen o
1) ou a dósia (qua o do Apa amen o 2). Usoalho de madei a
= 0,49 W/m2ºC. Ua dósia = 0,57 W/m2ºC.
Pa imen o em con ac o com o solo (Apa amen o
2)
Laje as de g ani o, 30 cm de espessu a. U = 3,61
W/m2ºC.
Pa edes
Pa edes ex e io es e em con ac o com a sala
comum (espaço não aquecido) do Apa amen o 1.
Al ena ia de g ani o com 75 cm de espessu a; caixa-de-
a com 5 cm de espessu a; isolamen o é mico com 5 cm
de espessu a; ijolo ce âmico com 11 cm de espessu a;
eboco adicional de ligan es hid áulicos com 2 cm de
espessu a. Upa ede ex e io = 0,39 W/m2ºC, Upa ede in e io =
0,38 W/m2ºC.
Pa edes ex e io es e em con ac o com a sala
comum (espaço não aquecido) do Apa amen o 2.
Al ena ia de g ani o com 75 cm de espessu a. Upa ede
ex e io = 2,28 W/m2ºC, Upa ede in e io = 1,89 W/m2ºC.
Cobe u a
Cobe u a inclinada em con ac o com o ex e io do
Apa amen o 1 e 2.
Telha canudo ce âmica; isolamen o é mico, com 6 cm
de espessu a; ba ei a pa a- apo ; laje em be ão a mado
com 22 cm de espessu a, e es imen o in e io em
eboco pin ado (Apa amen o 1) ou po pin u a sob e
be ão (Apa amen o 2). U = 0,44 W/m2ºC.
En id açados
En id açado J1 e J2 Caixilha ia em madei a com id o duplo de baixa
emissi idade. Uw = 3,30 W/m2ºC
En id açado J3, J4 e J6
Caixilha ia em madei a com id o duplo de baixa
emissi idade; p o eção sola a a és de po adas
in e io es em madei a de co cla a. Uwdn = 2,30 W/m2ºC
En id açados J5
Caixilha ia em madei a com id o duplo de baixa
emissi idade; p o eção ex e io a a és de es o es
enezianos me álicos de co cla a (cinzen a p a eada).
Uwdn = 2,30 W/m2ºC
En id açado J7 e J8.
Caixilha ia em madei a com id o simples; p o eção
sola a a és de po adas in e io es em madei a de co
cla a. Uwdn = 3,90 W/m2ºC.
En id açado J9 Caixilha ia em madei a com id o simples laminado. Uw
= 5,10 W/m2ºC.
Po as
Po a ex e io P1, P2, P3 e P4 Po a ex e io em madei a. U = 2,09 W/m2ºC.
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49
Fig.33 – Iden i icação das soluções cons u i as.
3.2.2. PARÂMETROS MONITORIZADOS E DESCRIÇÃO DO PROCESSO DE MONITORIZAÇÃO
O conhecimen o das condições hig o é micas dos edi ícios u ais é de suma impo ância, po isso
desen ol eu-se uma campanha expe imen al com o obje i o de a alia : o desempenho é mico dos
apa amen os, o ní el de con o o é mico e alida o modelo de simulação em egime dinâmico.
A a aliação expe imen al no âmbi o des e abalho cen a-se na moni o ização dos seguin es pa âme os:
empe a u a do a in e io e ex e io , humidade ela i a in e io e ex e io , caudal de en ilação e luxo
de calo a a és de uma pa ede de achada.
3.2.2.1. Medição da Tempe a u a do A e da Humidade Rela i a
As medições, in si u, da empe a u a do a e da humidade ela i a êm po obje i o ca ac e iza os
seguin es pe íodos:
• Es ação de aquecimen o, comp eende os meses de Janei o a Maio e de Ou ub o a
Dezemb o;
• Es ação de a e ecimen o, comp eende os meses de Junho a Se emb o.
A meia-es ação não oi es udada em p o undidade, dada a maio di iculdade em ipi ica os esul ados
ob idos.
Os egis os da empe a u a do a in e io e ex e io se i am pa a alida o modelo numé ico u ilizado
no p esen e abalho (WUFI Plus) compa ando os egis os de empe a u a do a in e io in si u com os
esul ados ob idos po simulação.
A moni o ização da empe a u a do a , e da humidade ela i a oi e e uada com ecu so a senso es
colocados nos compa imen os do edi ício. Os equipamen os u ilizados pa a es e im são da ma ca
HOBO®. Segundo o ab ican e, a empe a u a a egis a pode a ia en e -20ºC a 70ºC, e a humidade
ela i a en e 5% a 95%, sendo a p ecisão, de 0,35ºC, no in e alo de 0ºC a 50ºC, pa a a empe a u a, e
de ap oximadamen e 2,5%, no in e alo en e 10% a 90%, pa a a humidade ela i a.
Na Figu a 34 mos a-se o ipo de senso u ilizado e as suas localizações em plan a.
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50
Fig.34 – Senso es pa a medi a empe a u a do a e a humidade ela i a, in e io e ex e io , e plan a com a sua
localização.
Pa a a medição da empe a u a do a e da humidade ela i a ex e io oi u ilizado um “ adia ion shield”
(Figu a 35), ins alado a 1 m do pa imen o e 2,5 m da pa ede, de o ma a ob e medições que aduzam
o clima da en ol en e do edi ício.
a) b)
Fig.35 – Medição da empe a u a do a e humidade ela i a ex e io in si u. a) adia ion shield; b) senso de
medição de empe a u a do a e humidade ela i a den o do adia ion shield.
É impo an e e e i que os senso es o am calib ados com ecu so a uma câma a climá ica,
es abelecendo-se di e sos pa ama es de empe a u a e humidade ela i a du an e 24 ho as, es e
p ocedimen o oi e e uado an es e depois das medições, e i icando-se, assim, o pe ei o uncionamen o
dos senso es. No anexo I ap esen am-se os esul ados da calib ação an e io e pos e io à medição in
si u.
3.2.2.2. Medição do Caudal de Ven ilação – Qua os
A medição do caudal de en ilação na u al dos qua os dos apa amen os em es udo oi e e uada com a
inalidade de dispo de um caudal, a in oduzi no modelo numé ico.
A medição do caudal de en ilação e e uou-se a a és do mé odo do gás açado – écnica do decli e,
u ilizando-se, pa a a ealização des e ensaio, o analisado de gás o o acús ico da INNOVA do L.F.C.
com capacidade pa a de e mina a concen ação de SF6 (hexa luo e o de enxo e) em pa es po milhão
(ppm) [46].
A écnica escolhida, écnica do decli e, baseia-se na libe ação de uma quan idade de gás no espaço a
medi , es abelecendo-se uma concen ação inicial uni o me eco endo a en ilado es. O decaimen o da
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51
concen ação do gás ao longo do empo é egis ado de o ma a ob e a eno ação ho á ia – écnica
ansien e. A cu a du ação do ensaio az com que a axa de eno ação do a ob ida seja ca ac e ís ica
somen e desse in e alo de empo [46].
Pa a a análise de um compa imen o admi e-se que o egime é pe manen e ( empe a u a do a ex e io e
en o es acioná ios – caudais ap oximadamen e cons an es), que a concen ação do gás açado no
ex e io é nula e que não há emissão nem abso ção de gás no in e io . Nes as ci cuns âncias o balanço
da massa do gás açado pode exp essa -se pela seguin e equação di e encial:
() () () ()
0
0
ln
q
V
c
c
c q
V qc c c e RPH
V
−
⎛⎞
⎜⎟
⎜⎟
∂⎝⎠
=− ⇔ = ⇔ = =
∂ (8)
Em que:
• V, olume do qua o [m3];
• c, concen ação do gás açado [ppm];
• q, caudal olúmico do a [m3/s];
• c0 a concen ação inicial do gás açado [ppm].
Des a o ma, pa a o cálculo das in il ações ou caudais de en ilação em espaços que possam se
conside ados monozona, é su icien e in oduzi gás açado no espaço a é exis i uma concen ação
inicial uni o me, c0. De seguida egis a-se a e olução da concen ação inicial uni o me ln(c) e sus
empo, que pela equação 8, é uma e a. O módulo do decli e da e a, q/V, é a incógni a que pe mi e o
cálculo das eno ações ho á ias, RPH. Es e ensaio é egulado pelas No mas ISO 12569 e ASTM E741
– 00 [46].
Pa a o p esen e abalho e e ua am-se dois ensaios, um pa a cada apa amen o, no mesmo dia (1 de
Ma ço de 2013), de o ma que, as condições clima é icas ex e io es ossem ão cons an es quan o
possí el. Na Figu a 36 ilus am-se os equipamen os u ilizados pa a a ealização dos ensaios.
Fig.36 – Exemplo do equipamen o do mé odo do gás açado .
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52
3.2.2.3. Medição do Caudal de Ven ilação – Sala/Cozinha
A a aliação da en ilação no u na como es a égia du an e a es ação de a e ecimen o é essencial nes e
es udo. Tendo-se desen ol ido uma campanha de medições expe imen ais que isa a ca ac e iza o
sis ema de en ilação mecânico, ma ca S&P modelo TD – 250/100 Silen , ins alado nas salas/cozinhas
dos dois apa amen os. Tal como pa a a en ilação dos qua os, o alo encon ado a a és des a medição
se e pa a in oduzi no modelo numé ico que ai se obje o de alidação.
A medição do caudal de ex ação e e uou-se com um anemóme o (Figu a 37). Coloca am-se os
en ilado es mecânicos em uncionamen o e egis a am-se os alo es de elocidade o necidos pelo
anemóme o.
Com es e p ocedimen o e e ua am-se os egis os de elocidade pa a cada en ilado de cada apa amen o
e p ocedeu-se ao cálculo do caudal pa a cada um dos ins an es, uma ez que, as medidas da secção do
ubo de ex ação e en ilação e am conhecidas (100 mm de diâme o).
Nas o os da Figu a 37 podem obse a -se algumas o og a ias ob idas du an e os ensaios.
Fig.37 – Ensaios da medição do caudal de en ilação mecânica nos apa amen os.
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53
3.2.2.4. Medição do Fluxo de Calo da Pa ede
A medição de luxo de calo de uma pa ede ex e io de g ande espessu a e massa e e uou-se com dupla
inalidade: a alia as ocas de calo en e a pa ede e o ambien e in e io e calcula o coe icien e de
ansmissão é mica da pa ede em egime dinâmico pa a o pode compa a com alo es abelados – ITE
50 [47] e ITE 54 [48].
Es e ipo de p ocedimen o, já inha sido ado ado po By ne e al. [49], que mediu in si u o
compo amen o é mico de um edi ício e das pa edes ex e io es, em egime ansien e e quase de
equilíb io, compa ando-os com alo es calculados segundo no mas nacionais e simulados
nume icamen e. Ou o exemplo é o es udo elabo ado po Gagliano e al. [50], que a aliou o
compo amen o é mico de um edi ício his ó ico, com pa edes de ped a, de g ande massa, em condições
dinâmicas e compa ando os esul ados ob idos in si u com esul ados simulados nume icamen e.
Pa a e e ua a medição do luxo de calo u iliza am-se dois luxíme os colocados em aces opos as na
mesma posição, um na supe ície in e io e o ou o na supe ície ex e io . Jun amen e com os luxíme os
colocou-se um e mopa em cada supe ície da pa ede, de o ma a medi a empe a u a supe icial da
mesma. Os luxíme os e os e mopa es o am ligados a um sis ema de aquisição de dados que pe mi e
uma lei u a quase con ínua dos alo es da empe a u a supe icial in e io e ex e io e do luxo de calo ,
com os quais se calculam os alo es do coe icien e de ansmissão é mica. Re i a-se que se dispunha
dos alo es da empe a u a do a in e io e ex e io .
Na Figu a 38 ilus a-se o p ocesso desc i o.
Fig.38 – Medição do luxo de calo in si u (sis ema de aquisição de dados, luxíme os e e mopa es).
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54
3.3. RESULTADOS EXPERIMENTAIS
De seguida ap esen am-se os esul ados expe imen ais das di e sas campanhas le adas a cabo in si u,
en e Ou ub o de 2012 e Ou ub o de 2013, designadamen e empe a u a do a in e io e ex e io , caudal
de en ilação (qua os e sala/cozinha), luxo de calo da pa ede pa a o ambien e in e io e espe i o
coe icien e de ansmissão é mica, U.
3.3.1. CLIMA EXTERIOR
Os dados ecolhidos com a medição do clima ex e io in si u, pe mi em comp eende , em po meno e
com igo , a solici ação climá ica local e a alidação do modelo de simulação numé ica.
Na Figu a 39 ap esen a-se a a iação da empe a u a do a ex e io ao longo do ano das medições pa a
Re elhe e Cabecei as de Bas o.
Fig.39 – Regis os da empe a u a do a ex e io medida in si u – 2012/2013.
No Quad o 14 ap esen a-se a análise es a ís ica da empe a u a do a ex e io pa a Re elhe e Cabecei as
de Bas o.
-5
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
Es ação de aquecimen o Es ação de a e ecimen o
Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a Ex e io Re elhe Tempe a u a Exe io Cabecei as de Bas o
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55
Quad o 14 – Va iá eis es a ís icas da empe a u a do a ex e io .
Va iá eis es a ís icas Re elhe [ºC] Cabecei as de Bas o [ºC]
Média 14,4 14,0
Máximo 38,0 40,2
Mínimo -1,3 -2,9
Des io Pad ão 6,9 7,8
Mediana 13,2 12,8
Qua il 25 9,4 8,6
Qua il 75 18,7 18,1
Pe cen il 1% 2,3 -0,3
Pe cen il 5% 4,9 2,7
Pe cen il 95% 28,1 29,6
Pe cen il 99% 33,0 34,6
A im de se comple a a análise ao clima ex e io ap esen a-se, na Figu a 40, a p obabilidade acumulada
da empe a u a do a ex e io medida in si u e a da es ação me eo ológica de Cabecei as de Bas o.
Fig.40 – P obabilidade acumulada da empe a u a do a ex e io medida in si u e na es ação me eo ológica de
Cabecei as de Bas o.
Os esul ados demons am que, as di e enças en e a empe a u a do a ex e io medida in si u e a
egis ada na es ação me eo ológica de Cabecei as de Bas o são quase nulas. A empe a u a do a di e e,
com algum signi icado, no caso da mínima e máxima: o egis o local (Re elhe – Fa e) egis ou uma
empe a u a do a mínima de -1,3ºC, e a de Cabecei as de Bas o egis ou a empe a u a do a mínima de
-2,9ºC; a empe a u a do a máxima egis ada na es ação de Re elhe oi de 37,9ºC, enquan o que, a
egis ada na es ação de Cabecei as de Bas o oi de 40,2ºC.
-5
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a ex e io Re elhe Tempe a u a ex e io Cabecei as de Bas o
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62
da empe a u a do a in e io , sendo que den o de cada boxplo encon am-se 50% dos alo es
egis ados.
De o ma a o na a análise mais idedigna, analisa-se, numa p imei a ase, o pe íodo em que a
empe a u a do a in e io lu uou li emen e, e pos e io men e, numa segunda ase, o pe íodo em que o
sis ema de aquecimen o es e e em uncionamen o.
Assim sendo, a análise compa a i a des es alo es, pa a o pe íodo de Ou ub o a Dezemb o do ano de
2012 e de Ab il a Maio do ano de 2013, e i ica-se que: as di e enças en e os qua is 25 e 75 são mais
acen uadas no Apa amen o 1, assim como a di e ença en e o mínimo e o máximo alo mensal. Em
ambos os apa amen os a média e a mediana di e em mui o pouco uma da ou a sendo quase coinciden es
no caso de alguns meses.
Ve i ica-se, assim, que a ampli ude é mica no Apa amen o 1 é, em elação à do Apa amen o 2, em
e mos médios mais ele ada, o que demons a que o Apa amen o 1, é mais susce í el às al e ações do
clima ex e io esul an e da sua meno iné cia é mica e maio á ea en id açada.
Fig.47 – Dis ibuição da empe a u a do a in e io do Apa amen o 1 moni o izada du an e a es ação de
aquecimen o.
Fig.48 – Dis ibuição da empe a u a do a in e io do Apa amen o 2 moni o izada du an e a es ação de
aquecimen o.
5
7
9
11
13
15
17
19
21
23
Ou ub o No emb o Dezemb o Janei o Fe e ei o Ma ço Ab il Maio
Tempe a u a [ºC]
Qua il 75 Mediana Média Máximo Minimo Qua il 25
5
7
9
11
13
15
17
19
21
23
Ou ub o No emb o Dezemb o Janei o Fe e ei o Ma ço Ab il Maio
Tempe a u a [ºC]
Qua il 75 Mediana Média Máximo Minimo Qua il 25
Pe íodo de aquecimen o
Pe íodo de aquecimen o
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63
A Figu a 49 e e e-se à p obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io , pa a os meses e e idos.
Em ambos, os alo es são ap oximados: o Apa amen o 1 possui uma empe a u a do a in e io que
a ia en e 8,6ºC e 20,2ºC, esul ando uma ampli ude é mica global de 11,6ºC; o Apa amen o 2 possui
uma empe a u a do a in e io que a ia en e 10,0ºC e 21,1ºC, esul ando uma ampli ude é mica global
de 11,1ºC.
Fig.49 – P obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io medida na es ação de aquecimen o em lu uação
li e.
A im de comple a a análise da empe a u a do a in e io na es ação de aquecimen o ap esen am-se, no
Quad o 17, os alo es das a iá eis es a ís icas mais impo an es pa a cada um dos apa amen os.
Quad o 17 – Va iá eis es a ís icas da empe a u a do a in e io du an e a es ação de aquecimen o em lu uação
li e.
Va iá eis es a ís icas Apa amen o 1 [ºC] Apa amen o 2 [ºC]
Média 14,1 15,0
Máximo 20,2 21,1
Mínimo 8,6 10,0
Des io Pad ão 2,7 2,5
Mediana 14,5 15,2
Qua il 25 11,9 13,1
Qua il 75 16,4 16,9
Pe cen il 1% 8,6 10,1
Pe cen il 2% 8,8 10,5
Pe cen il 5% 9,2 10,9
Pe cen il 95% 18,9 19,4
Pe cen il 98% 19,4 20,2
Pe cen il 99% 19,5 20,4
0
5
10
15
20
25
30
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a apa amen o 1 Tempe a u a apa amen o 2 Tempe a u a ex e io
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Os esul ados ap esen ados no Quad o 17 e le em um desempenho é mico global subs ancialmen e
melho do Apa amen o 2. O alo da empe a u a do a in e io média é mais ele ado, assim como da
mediana, sendo a di e ença en e es es alo es, 0,2ºC, mui o p óxima, o que e le e um compo amen o
mais equilib ado.
O Apa amen o 1 ap esen a uma di e ença en e a média e mediana ligei amen e mais ele ada, 0,4ºC,
e idenciando-se maio susce ibilidade é mica. Es a di e ença, que não é subs ancial, de e-se à iné cia
é mica mais aca e à maio á ea de en id açados.
3.3.5.2. Regime de Aquecimen o Con ínuo
E e uou-se um pe íodo de aquecimen o em egime con ínuo pa a ambos os apa amen os. De e e i ,
que a análise, pa a o pe íodo de aquecimen o, é ela i a ao qua o de cada apa amen o. Es a opção de e-
se ao ac o do sis ema de aquecimen o, nes es compa imen os, e uncionado de o ma e icaz, não se
endo egis ado qualque alha, como oco eu nou os compa imen os dos apa amen os.
Na Figu a 50 ap esen am-se os esul ados diá ios pa a o qua o do Apa amen o 1. Do dia 7 ao dia 19
de Janei o de 2013, o qua o oi aquecido de o ma con ínua.
Fig.50 – Regis os da empe a u a do a in e io do qua o do Apa amen o 1 du an e o pe íodo de aquecimen o
con ínuo en e o dia 7 a 19 de Janei o de 2013.
Elabo ou-se o g á ico ipo boxplo , Figu a 51, pa a o pe íodo de aquecimen o con ínuo en e o dia 10 e
o dia 19 de Janei o de 2013, uma ez que nos dias an e io es ainda não se inha alcançado um pa ama
de empe a u a do a in e io quase cons an e.
0
2
4
6
8
10
12
14
16
18
20
Tempe a u a [ºC]
Dias
Tempe a u a Qua o Tempe a u a ex e io
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Fig.51 – Dis ibuição da empe a u a do a in e io do qua o do Apa amen o 1 du an e o pe íodo de aquecimen o
em egime con ínuo en e o dia 10 e 19 de Janei o de 2013.
Da Figu a 51 comp eende-se que es e pe íodo se ca ac e iza po um ele ado equilíb io de empe a u a
do a in e io , com uma a iação de 1ºC, e com a média e a mediana com alo es quase idên icos.
No Quad o 18 ap esen am-se os esul ados p incipais pa a es e pe íodo do qua o do Apa amen o 1.
Quad o 18 – Va iá eis es a ís icas da empe a u a do a in e io , do qua o do Apa amen o 1, du an e a es ação
de aquecimen o em egime de aquecimen o con ínuo en e o dia 10 e 19 de Janei o de 2013.
Va iá eis es a ís icas Qua o – Apa amen o 1 [ºC]
Média 18,4
Máximo 19,1
Mínimo 17,7
Des io Pad ão 0,2
Mediana 18,4
Qua il 25 18,2
Qua il 75 18,5
Pe cen il 1% 18,0
Pe cen il 2% 18,1
Pe cen il 5% 18,1
Pe cen il 95% 18,7
Pe cen il 98% 18,7
Pe cen il 99% 18,7
A a és dos esul ados e i ica-se que o aquecimen o em egime con ínuo p opo cionou uma cons ância
da empe a u a do a in e io , com diminu a a iação. Nes as condições o ní el de con o o é acei á el
es ando acima da empe a u a base de con o o es abelecida pelo REH [1].
13
14
15
16
17
18
19
20
10 11 12 13 14 15 16 17 18 19
Tempe a u a [ºC]
Dias
Qua il 75 Mediana Média Máximo Minimo Qua il 25
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
66
Rela i amen e ao Apa amen o 2, o pe íodo de aquecimen o em egime con ínuo deco eu desde o dia
15 de Fe e ei o a 2 de Ma ço de 2013, no en an o só en e o dia 21 de Fe e ei o e 2 de Ma ço se
conseguiu e o sis ema a unciona sem in e upções, pois de i ado a alhas ene gé icas nos dias
an e io es não oi possí el. Na Figu a 52 ilus a-se o pe íodo de aquecimen o em egime con ínuo pa a
o Apa amen o 2.
Fig.52 – Regis os da empe a u a do a in e io do qua o do Apa amen o 2 du an e o pe íodo de aquecimen o
em egime con ínuo en e o dia 21 de Fe e ei o e 2 de Ma ço de 2013.
Da análise da Figu a 52 e i ica-se, al como pa a o Apa amen o 1, uma empe a u a do a in e io
mui o cons an e, as a iações são diminu as. No g á ico ipo boxplo , ( e Figu a 53) ap esen am-se os
dados pa a es e in e alo de empo, e le indo o e e ido.
Fig.53 – Dis ibuição da empe a u a do a in e io do qua o do Apa amen o 2 medida du an e o pe íodo de
aquecimen o em egime con ínuo en e o dia 21 de Fe e ei o e 2 de Ma ço de 2013.
Da Figu a 53 anspa ece um equilíb io ele ado, como se e i icou no Apa amen o 1. A empe a u a
do a in e io , nes e pe íodo de empo, não ap esen a uma ampli ude supe io a 1ºC, exis indo uma
p oximidade mui o diminu a e, em alguns dias, nula, en e os alo es do qua il 25 e 75 e en e os alo es
da média e da mediana.
0
5
10
15
20
25
Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a Qua o Tempe a u a ex e io
Fe e ei o Ma ço
13
14
15
16
17
18
19
20
21 22 23 24 25 26 27 28 1 2
Fe e ei o Ma ço
Tempe a u a [ºC]
Qua il 75 Mediana Média Máximo Minimo Qua il 25
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
67
No Quad o 19 ap esen am-se os esul ados mais impo an es da empe a u a do a in e io pa a o qua o
do Apa amen o 2 du an e o pe íodo de aquecimen o em egime con ínuo.
Quad o 19 – Va iá eis es a ís icas da empe a u a do a in e io , do qua o do Apa amen o 2, du an e a es ação
de aquecimen o em egime de aquecimen o con ínuo en e o dia 21 de Fe e ei o e 2 de Ma ço de 2013.
Va iá eis es a ís icas Qua o – Apa amen o 2 [ºC]
Média 17,3
Máximo 17,8
Mínimo 16,1
Des io Pad ão 0,2
Mediana 17,3
Qua il 25 17,2
Qua il 75 17,5
Pe cen il 1% 16,7
Pe cen il 2% 17,0
Pe cen il 5% 17,0
Pe cen il 95% 17,7
Pe cen il 98% 17,8
Pe cen il 99% 17,8
De no o, os esul ados do Quad o 19 e le em um compo amen o mui o egula da empe a u a do a
in e io . Es e compo amen o demons a a e e i idade do egime de aquecimen o em con ínuo. O ní el
de con o o é acei á el e p óximo da empe a u a de con o o de e e ência es abelecida pelo REH [1]
(18ºC) pa a a es ação de aquecimen o.
3.3.5.3. Regime de Aquecimen o In e mi en e
Realizou-se em ambos os apa amen os um pe íodo de aquecimen o em egime in e mi en e (6 ho as
po dia). Tal como pa a o pe íodo de aquecimen o em egime con ínuo os esul ados ap esen ados são
ela i os ao qua o de cada apa amen o.
O pe íodo de aquecimen o em egime in e mi en e do qua o do Apa amen o 1, deco eu en e o dia 21
de Janei o e o dia 15 de Fe e ei o de 2013. Con udo, de ido a alhas de ene gia e a uma ocupação en e
o dia 10 e 12 de Fe e ei o de 2013, op ou-se po seleciona o pe íodo de empo en e o dia 27 de Janei o
e 9 de Fe e ei o de 2013 pa a análise.
Na Figu a 54 ap esen am-se os esul ados pa a o pe íodo de aquecimen o in e mi en e do qua o do
Apa amen o 1.
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
68
Fig.54 – Regis o da empe a u a do a in e io do qua o do Apa amen o 1 du an e o pe íodo de aquecimen o em
egime in e mi en e en e o dia 27 de Janei o e 9 de Fe e ei o de 2013.
Da Figu a 54 cons a a-se, como e a p e is o, uma a iação mais ele ada da empe a u a do a in e io e
com egis os mais baixos, em elação ao pe íodo de aquecimen o em egime con ínuo. A a iação da
empe a u a do a in e io oi bas an e semelhan e pa a os á ios dias analisados. De o ma a ap o unda
a análise des e pe íodo ap esen a-se na Figu a 55 o g á ico do ipo boxplo des e pe íodo.
Fig.55 – Dis ibuição da empe a u a do a in e io do qua o do Apa amen o 1 moni o izada du an e o pe íodo de
aquecimen o em egime in e mi en e en e o dia 27 de Janei o e 9 de Fe e ei o de 2013.
Da análise da Figu a 55 cons a a-se, como já e e ido, que a a iabilidade é mica, nes e pe íodo, é maio
do que no pe íodo de aquecimen o em egime con ínuo, con udo pode-se conside a que a a iabilidade
é equilib ada, pois a di e ença, en e qua is e en e o alo máximo e mínimo, é in e io a 2,2ºC, em
média, ao longo dos ca o ze dias em análise.
Na Figu a 56 ap esen a-se a p obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io no pe íodo em
análise, cons a ando-se que a empe a u a do a in e io a ia en e os 13,8ºC e os 17,4ºC, esul ando
uma ampli ude global de 3,6ºC.
0
2
4
6
8
10
12
14
16
18
20
Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a Qua o Tempe a u a ex e io
Janei o Fe e ei o
13
14
15
16
17
18
19
20
2728293031123456789
Janei o Fe e ei o
Tempe a u a [ºC]
Qua il 75 Mediana Média Máximo Minimo Qua il 25
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
69
Fig.56 – P obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io medida no qua o do Apa amen o 1 du an e o
pe íodo de aquecimen o em egime in e mi en e en e o dia 27 de Janei o e 9 de Fe e ei o de 2013.
No Quad o 20 ap esen am-se os p incipais alo es es a ís icos des e pe íodo.
Quad o 20 – Va iá eis es a ís icas da empe a u a do a in e io , do qua o do Apa amen o 1, du an e a es ação
de aquecimen o em egime de aquecimen o in e mi en e en e o dia 27 de Janei o e 9 de Fe e ei o de 2013.
Va iá eis es a ís icas Qua o – Apa amen o 1 [ºC]
Média 15,6
Máximo 17,4
Mínimo 13,8
Des io Pad ão 0,8
Mediana 15,6
Qua il 25 15,1
Qua il 75 16,2
Pe cen il 1% 14,0
Pe cen il 2% 14,1
Pe cen il 5% 14,3
Pe cen il 95% 16,9
Pe cen il 98% 17,1
Pe cen il 99% 17,2
Dos esul ados e i ica-se que o ní el de con o o con e ido po es e egime de aquecimen o não é
e icaz. O alo da empe a u a média do a in e io es á abaixo da empe a u a de e e ência de con o o
do REH [1] (18ºC).
No Apa amen o 2 o egime de aquecimen o em egime in e mi en e deco eu en e o dia 24 de Ma ço
e 13 de Ab il de 2013. Des e pe íodo, selecionou-se o pe íodo en e o dia 4 e 13 de Ab il pa a analisa
0
2
4
6
8
10
12
14
16
18
20
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a Qua o Tempe a u a ex e io
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
70
o desempenho é mico do Apa amen o 2. Es e pe íodo escolheu-se pa a e i a pe íodos de ocupação e
alhas no sis ema de aquecimen o nos dias an e io es, podendo des i ua os egis os de empe a u a do
a in e io . Na Figu a 57 ap esen a-se o egis o de empe a u a do a in e io e e en e ao pe íodo em
análise.
Fig.57 – Regis os da empe a u a do a in e io do qua o do Apa amen o 2 du an e o pe íodo de aquecimen o
em egime in e mi en e en e os dias 4 e 13 de Ab il de 2013.
Dos esul ados dep eende-se e e o ça-se o já obse ado no Apa amen o 1, a empe a u a do a in e io
ap esen a uma ampli ude diá ia mais ele ada e uma média mais baixa, do que no pe íodo de aquecimen o
con ínuo, como e a expec á el.
Na Figu a 58 ap esen a-se o g á ico ipo boxplo onde se cons a a uma di e ença en e qua is, dos á ios
dias, bas an e simila , e le indo um compo amen o pad ão pa a es e pe íodo. A di e ença en e os
alo es máximos e mínimos, ambém é, semelhan e pa a os dias analisados subsc e endo o ac o da
empe a u a do a in e io e um compo amen o diá io idên ico.
Fig.58 – Dis ibuição da empe a u a do a in e io do qua o do Apa amen o 2 medida du an e o pe íodo de
aquecimen o em egime in e mi en e en e os dias 4 e 13 de Ab il de 2013.
0
2
4
6
8
10
12
14
16
18
20
Tempe a u a [ºC]
Dias
Tempe a u a Qua o Tempe a u a ex e io
13
14
15
16
17
18
19
20
45678910111213
Ab il
Tempe a u a [ºC]
Qua il 75 Mediana Média Máximo Minimo Qua il 25
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
71
Na Figu a 59 ap esen a-se a p obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io pa a o pe íodo em
análise. Va iando a empe a u a do a in e io en e 13,4ºC e 16,3ºC, esul ando uma ampli ude é mica
global de 2,9ºC.
Fig.59 – P obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io medida no qua o do Apa amen o 2 du an e o
pe íodo de aquecimen o em egime in e mi en e en e os dias 4 e 13 de Ab il de 2013.
No Quad o 21 ap esen am-se os esul ados mais impo an es da empe a u a do a in e io pa a o qua o
do Apa amen o 2 du an e o pe íodo de aquecimen o em egime in e mi en e.
Quad o 21 – Va iá eis es a ís icas da empe a u a do a in e io , do qua o do Apa amen o 2, du an e a es ação
de aquecimen o em egime de aquecimen o in e mi en e en e os dias 4 e 13 de Ab il de 2013.
Va iá eis es a ís icas Qua o – Apa amen o 2 [ºC]
Média 14,5
Máximo 16,3
Mínimo 13,4
Des io Pad ão 0,7
Mediana 14,4
Qua il 25 13,9
Qua il 75 15,0
Pe cen il 1% 13,5
Pe cen il 2% 13,5
Pe cen il 5% 13,6
Pe cen il 95% 15,9
Pe cen il 98% 16,2
Pe cen il 99% 16,2
0
2
4
6
8
10
12
14
16
18
20
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a Qua o Tempe a u a ex e io
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
78
Os esul ados exp essam as ideias já e e idas. A meno iné cia des e Apa amen o pe mi e a iações de
empe a u a mais ele adas, e i icando-se alo es máximos e mínimos mais ex emos, comp ome endo
o con o o é mico do espaço.
Na Figu a 68 ap esen a-se a empe a u a do a in e io pa a o pe íodo oco ido en e o dia 13 e o dia 23
de Agos o de 2013, na sala/cozinha do Apa amen o 2.
Fig.68 – Regis os da empe a u a do a in e io da sala/cozinha do Apa amen o 2 du an e o pe íodo de
en ilação no u na en e 13 e 23 de Agos o de 2013.
Da análise dos esul ados cons a a-se uma meno a iação da empe a u a do a in e io , ao longo dos
á ios dias, do que no Apa amen o 1. Tal como no Apa amen o 1, o limi e de con o o es abelecido
pelo REH [1] é ul apassado. Ve i ica-se um des asamen o empo al médio en e a empe a u a do a
máxima ex e io e in e io de 2,6 ho as, e um amo ecimen o é mico médio en e a empe a u a do a
máxima ex e io e in e io de 5,4ºC.
De o ma a analisa de alhadamen e o desempenho é mico do Apa amen o 2, nes e pe íodo,
ap esen am-se, na Figu a 69, as a iações das medidas es a ís icas nes e pe íodo.
Fig.69 – Dis ibuição da empe a u a do a in e io da sala/cozinha do Apa amen o 2 du an e o pe íodo de
en ilação no u na en e 13 e 23 de Agos o de 2013.
10
15
20
25
30
35
40
Agos o
Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a sala apa amen o 2 Tempe a u a ex e io
22
23
24
25
26
27
28
13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23
Agos o
Tempe a u a [ºC]
Qua il 75 Mediana Média Máximo Minimo Qua il 25
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
79
Da lei u a do g á ico e i ica-se que a empe a u a do a in e io possui uma ampli ude é mica eduzida,
ha endo uma maio a iabilidade de empe a u a median e a ampli ude é mica ex e io , quan o maio
es a, maio a a iação de empe a u as do a in e io . No en an o, os e ei os no Apa amen o 2 são menos
pe ce í eis que no Apa amen o 1, po e uma en ol en e ex e io com maio iné cia.
Na Figu a 70 ap esen a-se a p obabilidade acumulada pa a a empe a u a do a in e io do Apa amen o
2 no pe íodo oco ido en e o dia 13 e o dia 23 de Agos o de 2013.
Fig.70 – P obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io medida na sala/cozinha do Apa amen o 2
du an e o pe íodo de en ilação no u na en e 13 e 23 de Agos o de 2013.
Da análise da Figu a 70 e i ica-se que a empe a u a do a in e io a ia en e 24,5ºC e 26,0ºC,
esul ando uma ampli ude é mica de 1,5ºC; a empe a u a de e e ência é ul apassada em mais de 90%
do empo.
No Quad o 24 ap esen am-se os esul ados mais impo an es da empe a u a do a in e io pa a a
sala/cozinha do Apa amen o 2 du an e o pe íodo de 13 a 23 de Agos o de 2013.
10
15
20
25
30
35
40
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a sala apa amen o 2 Tempe a u a ex e io
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
80
Quad o 24 – Va iá eis es a ís icas da empe a u a do a in e io , da sala/cozinha do Apa amen o 2 du an e o
pe íodo de en ilação no u na en e 13 e 23 de Agos o de 2013.
Va iá eis
Es a ís icas
Sala/cozinha –
Apa amen o 2 [ºC]
Média 25,4
Máximo 26,0
Mínimo 24,5
Des io pad ão 0,3
Mediana 25,4
Qua il 25 25,2
Qua il 75 25,6
Pe cen il 1% 24,6
Pe cen il 2% 24,6
Pe cen il 5% 24,7
Pe cen il 95% 25,9
Pe cen il 98% 25,9
Pe cen il 99% 25,9
Os esul ados ap esen ados no Quad o 24 demons am que, apesa de a empe a u a do a in e io média,
se um pouco mais ele ada, do que no Apa amen o 1, es e Apa amen o possui uma empe a u a do a
in e io mais cons an e e meno ampli ude é mica. O echo das po as, isolando a sala/cozinha dos
es an es compa imen os, sem dú ida que in luenciou os esul ados, ce amen e que com as po as
abe as a empe a u a do a in e io egis ada e ia sido mais baixa.
Mais uma ez se con i ma que o desempenho é mico é bas an e semelhan e nos dois apa amen os. No
en an o, endo em con a a á ea de en id açados e o ní el de iné cia é mica do Apa amen o 1, os alo es
ap esen ados são in luenciados pela en ilação no u na, uma ez que sem es e meio os egis os se iam
mais ele ados. Dos esul ados des aca-se, ambém, a cons ância dos egis os de empe a u a do a
in e io do Apa amen o 2, e idenciando-se o papel da iné cia é mica nes e apa amen o. A es e ac o
não é alheia a elação en e a á ea de en id açados e a do pa imen o. No Apa amen o 2, es a elação é
de 6%, enquan o que, no Apa amen o 1 é de 26%. Es a di e ença e le e-se na ampli ude é mica diá ia,
que como se cons a ou é mais ele ada nes e Apa amen o.
Como e e ido, a es a égia de en ilação no u na oi di e en e nos dois apa amen os. No Apa amen o
1 as po as en e compa imen os es a am abe as, po seu lado, no Apa amen o 2, as po as en e
compa imen os es a am echadas. As Figu as 71 e 72 compa am, a a és da p obabilidade acumulada,
os esul ados ob idos en e a sala/cozinha e o qua o de cada um dos Apa amen os, pa a o pe íodo
oco ido en e o dia 29 de Julho e o dia 30 de Se emb o de 2013, compa ando-se as di e enças da
empe a u a do a in e io en e compa imen os.
Na Figu a 71 ap esen a-se a p obabilidade acumulada da sala/cozinha e do qua o do Apa amen o 1. Os
esul ados con i mam uma a iação quase nula en e os alo es dos dois compa imen os, sendo nos
ex emos que se e i ica alguma di e ença, embo a diminu a. Nes e pe íodo o alo mínimo pa a a
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81
empe a u a do a in e io é de 19,85ºC pa a a sala/cozinha e de 19,94ºC pa a o qua o. O alo máximo,
pa a a sala/cozinha é de 29,82ºC e pa a o qua o é de 29,17ºC. Des es alo es esul a uma ampli ude
é mica global de 9,97ºC pa a a sala/cozinha e 9,23ºC pa a o qua o.
Fig.71 – P obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io medida na sala/cozinha e qua o do Apa amen o
1 du an e o pe íodo de en ilação no u na en e 13 e 23 de Agos o de 2013.
A Figu a 72 e e e-se ao mesmo pe íodo pa a o Apa amen o 2. Ve i ica-se que as empe a u as do a
in e io di e em, ha endo cla as di e enças en e o compa imen o com en ilação no u na e o
compa imen o sem en ilação no u na. Regis ou-se uma empe a u a do a in e io mínima de 21,6ºC,
na sala/cozinha, e de 22,2ºC no qua o. A empe a u a do a in e io máxima da sala/cozinha é de 28,1ºC
e a do qua o é de 29,6ºC. Des as di e enças esul a uma ampli ude é mica global de 6,5ºC pa a a
sala/cozinha e de 7,4ºC pa a o qua o.
Fig.72 – P obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io medida na sala/cozinha e qua o do Apa amen o
2 du an e o pe íodo de en ilação no u na en e 13 e 23 de Agos o de 2013.
A a és dos esul ados, cons a a-se que a en ilação no u na p opo ciona uma diminuição da
empe a u a do a in e io le ando a um desempenho é mico mais e icaz. P o a-se igualmen e, que se
a a de uma es a égia capaz de subs i ui , quase na o alidade, o ecu so a meios mecânicos de
a e ecimen o.
10
15
20
25
30
35
40
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a Sala Tempe a u a Qua o Tempe a u a ex e io
10
15
20
25
30
35
40
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a Sala Tempe a u a Qua o Tempe a u a ex e io
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
82
3.3.7. AVALIAÇÃO DO CONFORTO TÉRMICO NA ESTAÇÃO DE AQUECIMENTO
Pa a a alia o ní el de con o o é mico eco eu-se à No ma EN 15251 [28], que es abelece ês
ca ego ias de con o o: I, II e III. O edi ício em análise enquad a-se na ca ego ia II, que é a ajus ada a
edi icios no os ou eabili ados, como de inido na No ma [28].
Pa a a es ação de aquecimen o a empe a u a mínima de con o o, es abelecida pela No ma [28], é de
20ºC. Elabo a am-se dois ipos de análise de con o o: uma análise pa a o pe íodo em que a empe a u a
do a in e io lu uou li emen e, e ou a, em que se analisam os pe íodos de aquecimen o em egime
con ínuo e em egime in e mi en e. Po im con on am-se os esul ados ob idos em cada um dos
Apa amen os de o ma a compa a o seu ní el de con o o.
No pe íodo de lu uação li e da empe a u a do a in e io do Apa amen o 1, a empe a u a es e e
semp e abaixo dos 20ºC ob endo-se uma pe cen agem de empo de descon o o de 100%, como se
cons a a na Figu a 73. No Apa amen o 2, os esul ados possuem a mesma endência que no
Apa amen o 1. O ní el de descon o o, apesa de não se de 100%, é bas an e p óximo, 98%, egis ando
empe a u as médias (ho á ias) do a in e io abaixo do ní el de con o o mínimo.
Na Figu a 73 ap esen a-se a compa ação, en e os dois apa amen os, da a aliação do con o o é mico
pa a os pe íodos em que a empe a u a do a in e io lu uou li emen e na es ação de aquecimen o.
Fig.73 – A aliação do Con o o do Apa amen o 1 e 2 du an e a es ação de aquecimen o.
Es a compa ação em ealça os ac os já desc i os: uma ampli ude é mica mais ele ada no
Apa amen o 1; a empe a u a mínima de con o o apenas é a ingida de o ma pon ual, no Apa amen o
2; a in luência da empe a u a do a ex e io é no ó ia em ambos.
A medição da empe a u a do a in e io oi e e uada com os apa amen os desocupados. Assim na
Figu a 74 ap esen a-se os alo es da Figu a 73, com mais 3ºC, de o ma a comp eende o po encial
e ei o, ainda que de uma o ma simpli icada, dos ganhos in e nos associados à ocupação e equipamen os.
6
8
10
12
14
16
18
20
22
24
4 6 8 10 12 14 16 18 20
Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a média ex e io [ºC]
Tempe a u a apa amen o 1 Tempe a u a apa amen o 2
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
83
Fig.74 – A aliação do con o o do Apa amen o 1 e 2 du an e a es ação de aquecimen o com ocupação.
Com es e ac éscimo de 3ºC cons a a-se que o ní el de con o o con inua, em g ande pa e do empo,
abaixo do limi e mínimo de con o o, no en an o, os egis os abaixo de 15ºC diminuí am d as icamen e,
e i icando-se um ní el de con o o supe io em ambos os apa amen os, como se ia expec á el.
Na Figu a 75, ap esen a-se a a aliação do ní el de con o o pa a o pe íodo com duas es a égias de
aquecimen o: aquecimen o em egime con ínuo – 10 a 19 de Janei o de 2013 –, e pa a o pe íodo de
aquecimen o em egime in e mi en e – 27 de Janei o a 9 de Fe e ei o de 2013 pa a o qua o do
Apa amen o 1.
Fig.75 – A aliação do con o o do qua o do Apa amen o 1 du an e o pe íodo de aquecimen o em egime
con ínuo.
Analisando o g á ico, como já oi e e ido na análise da empe a u a do a in e io , a a iação diá ia da
empe a u a do a in e io no pe íodo de aquecimen o con ínuo é signi ica i amen e in e io em elação
ao pe íodo de aquecimen o in e mi en e. Ve i ica-se ambém que, o ní el de descon o o, é mais ele ado
no pe íodo de aquecimen o in e mi en e. Em ambos os pe íodos a empe a u a mínima de con o o
es abelecida pela No ma, 20ºC, não é a ingida, pois os egis os da empe a u a média ho á ia do a
in e io ap esen a-se o almen e abaixo do limi e mínimo de empe a u a.
6
8
10
12
14
16
18
20
22
24
4 6 8 10 12 14 16 18 20
Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a média ex e io [ºC]
Tempe a u a apa amen o 1 Tempe a u a apa amen o 2
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Tempe a u a in e io [ºC]
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Aquecimen o con inuo Aquecimen o in e mi en e
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
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Na Figu a 76 ap esen am-se os esul ados da a aliação dos ní eis de con o o do qua o do Apa amen o
2, pa a o pe íodo de aquecimen o con ínuo – de 21 de Fe e ei o a 2 de Ma ço de 2013 – e pa a o pe íodo
de aquecimen o in e mi en e – de 4 a 13 de Ab il de 2013.
Fig.76 – A aliação do con o o do qua o do Apa amen o 2 du an e o pe íodo de aquecimen o em egime
con ínuo.
Analisando a Figu a 76, e i ica-se que o compo amen o é mico do Apa amen o 2 é simila ao do
Apa amen o 1, igualmen e se cons a a que, no pe íodo de aquecimen o con ínuo, a a iação da
empe a u a do a in e io é bas an e in e io em elação ao pe íodo de aquecimen o in e mi en e, como
e a expec á el. O ní el de descon o o é mais ele ado no pe íodo de aquecimen o in e mi en e, em
ambos os pe íodos, a empe a u a mínima de con o o não é a ingida em nenhuma das es a égias de
aquecimen o.
3.3.8. AVALIAÇÃO DO CONFORTO NA ESTAÇÃO DE ARREFECIMENTO
Rela i amen e à es ação de a e ecimen o, dado que o edi ício não possui sis emas de a e ecimen o
mecânico, os limi es de con o o a iam consoan e a empe a u a do a ex e io , seguindo uma lógica de
con o o adap a i o. Elabo a am-se duas análises, uma ge al, pa a oda a es ação, e ou a especí ica pa a
o pe íodo em que ope ou o sis ema de en ilação no u na (ex ação) no pe íodo comp eendido en e os
dias 13 e 23 de Agos o de 2013.
Na Figu a 77 ap esen a-se a análise do con o o do Apa amen o 1 ao longo da es ação de a e ecimen o.
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Tempe a u a in e io [ºC]
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Aquecimen o con inuo Aquecimen o in e mi en e
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Fig.77 – A aliação do con o o do Apa amen o 1 du an e a es ação de a e ecimen o.
Da análise da Figu a 77, e i ica-se que, em g ande pa e do empo, a empe a u a do a in e io se
encon a den o do in e alo adap a i o de con o o es abelecido pela EN 15251 [28]. No en an o, há
um núme o conside á el de ho as em que a empe a u a do a in e io es á abaixo do limi e de con o o,
o que não pode se conside ado g a e, comp ome endo o mé odo de a aliação de con o o da No ma
[28]. Cons a a-se, igualmen e, a exis ência de empe a u as in e io es ele adas, e i icando-se um
núme o conside á el de ho as em que a empe a u a do a in e io es á acima dos 25ºC. Pa a além disso,
exis em pe íodos em que a empe a u a egis ada es á acima dos 29ºC, e, mesmo assim, den o dos
limi es de con o o, ac o que e ela dú idas sob e o in e alo de inido pela No ma [28].
Pa a o Apa amen o 2, Figu a 78, as conclusões são semelhan es, a inadequação da No ma [28] ol a a
e i ica -se, descu ando o descon o o associado ao sob eaquecimen o do edi ício, com empe a u as do
a in e io ele adas, acima de 27ºC.
Fig.78 – A aliação do con o o do Apa amen o 2 du an e a es ação de a e ecimen o.
Na Figu a 79 compa am-se os dois apa amen os. Ve i ica-se cla amen e que o Apa amen o 1 ap esen a
empe a u as do a in e io supe io es às do Apa amen o 2 e uma ampli ude é mica diá ia mais ele ada.
Tal como na es ação de aquecimen o o Apa amen o 1 egis a empe a u as mais baixas e mais ele adas
que o Apa amen o 2, e le indo a meno iné cia é mica.
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Tempe a u a in e io apa amen o 1
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Tempe a u a in e io [ºC]
Tempe a u a média ex e io [ºC]
Tempe a u a in e io apa amen o 2
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
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Fig.79 – A aliação do con o o do Apa amen o 1 e 2 du an e a es ação de a e ecimen o.
A Figu a 80 é e e en e ao pe íodo oco ido en e o dia 13 e 23 de Agos o de 2013, ap esen ando a
a aliação de con o o da sala/cozinha do Apa amen o 1 e da sala/cozinha do Apa amen o 2 du an e
esse pe íodo.
Fig.80 – A aliação do con o o da sala/cozinha do Apa amen o 1 e 2 du an e a es ação de a e ecimen o no
pe íodo en e 13 e 23 de Agos o de 2013.
De aco do com o mé odo da No ma EN 15251 [28], pa a es e pe íodo de empo, a empe a u a do a
in e io dos Apa amen os es á den o do in e alo de con o o. A empe a u a do a in e io é mais
ele ada no Apa amen o 1, aduzindo-se, es e ac o, num desempenho é mico mais des a o á el. Tal
como o já e e ido, o Apa amen o 2 ap esen a um egis o de empe a u as mais es á el do que o
Apa amen o 1.
Na es ação de aquecimen o, os apa amen os es a am desocupados pelo que não se e e em conside ação
os ganhos in e nos. Na Figu a 81 ap esen am-se os esul ados com um inc emen o de 3ºC, simulando,
des a o ma o e ei o da ocupação.
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Tempe a u a média ex e io [ºC]
Tempe a u a in e io sala do apa amen o 1 Tempe a u a in e io sala do apa amen o 2
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Fig.81 – A aliação do con o o da sala/cozinha do Apa amen o 1 e 2 du an e a es ação de a e ecimen o no
pe íodo en e 13 e 23 de Agos o de 2013 com ocupação.
Da análise da Figu a 81, é pe ce í el a exis ência de pe íodos de sob eaquecimen o. O Apa amen o 1,
ap esen a picos, de empe a u as do a in e io , máximos, mais ele ados.
3.3.8.1. E ei o da Ven ilação No u na
Como se demons ou, a en ilação é uma écnica, de a e ecimen o passi o, com eno mes
po encialidades. É impo an e o seu es udo, a im de se comp eende que bene ícios que pode, ou não,
p opo ciona no edi icado em es udo.
Como já e e ido, o p ocesso de en ilação no u na seguiu es a égias di e en es nos dois apa amen os:
pa a o Apa amen o 1 o am deixadas as po as abe as, no Apa amen o 2 as po as dos compa imen os
o am ence adas de o ma a isola a sala/cozinha dos es an es compa imen os.
A Figu a 82 a alia o descon o o do qua o e da sala/cozinha do Apa amen o1. Es a a aliação em po
inalidade e i ica a uni o midade de condições e ci culação li e do a no Apa amen o 1, ao deixa as
po as abe as du an e o p ocesso de en ilação no u na. Tal como na análise da empe a u a do a
in e io , cons a a-se que o equilíb io é o denominado comum nes e Apa amen o. As di e enças
egis adas são mínimas, sendo a empe a u a do a in e io da sala/cozinha, em ge al, um pouco mais
ele ada do que a do qua o, endo g ande in luência, nes e aspe o, a ele ada á ea de en id açados na
sala/cozinha.
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Tempe a u a média ex e io [ºC]
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4.
VALIDAÇÃO DO MODELO DE SIMULAÇÃO NUMÉRICA UTILIZADO
4.1. OBJETIVOS
A alidação do modelo de simulação numé ica u ilizado é de suma impo ância na p esen e ese, pa a,
com ele, se desen ol e o es udo de sensibilidade pa a um conjun o de cená ios de eabili ação em cinco
localizações geog á icas ep esen a i as do e i ó io nacional, a aliando-se e quan i icando-se o
con o o é mico e o consumo ene gé ico do edi ício- ipo.
Os p ocedimen os de alidação pe mi em comp eende o p og ama de simulação dinâmica WUFI Plus,
conhece as suas po encialidades e limi ações, demons ando, que é uma e amen a álida pa a o es udo
do desempenho é mico de edi icios.
O obje i o da alidação é o de alida o modelo numé ico u ilizado, a a és da compa ação da
empe a u a medida in si u, du an e a moni o ização expe imen al, e da empe a u a simulada.
Pa a o es udo da alidação do modelo de simulação numé ica u ilizado ado ou-se a seguin e
me odologia:
• Análise da impo ância da simulação dinâmica e idenciando-se as an agens que
p opo ciona na conceção dos edi icios;
• Seleção da e amen a de simulação numé ica em egime dinâmico pa a a a aliação do
desempenho é mico e consumo ene gé ico de edi icios de habi ação;
• Ap esen ação do modelo ma emá ico do WUFI Plus, e espe i as equações de balanço pa a
uma zona é mica de simulação;
• Modelação geomé ica do edi ício- ipo simulado, es abelecendo-se as zonas é mica de
simulação e condições on ei a da en ol en e, do clima in e io e do clima ex e io ;
• Validação do modelo numé ico, compa ando os alo es da empe a u a do a in e io
simulados com os esul ados da medição expe imen al, em dois pe íodos do ano, um pa a
a es ação de aquecimen o e ou o pa a a es ação de a e ecimen o;
• Discussão dos esul ados, a im de se alida o p og ama de simulação e e i ica a sua
capacidade pa a o desen ol imen o do es udo de sensibilidade.
De o ma a cump i os obje i os, os subcapí ulos seguin es e sam sob e: a impo ância da simulação
dinâmica; escolha pela e amen a de simulação WUFI Plus; modelo ma emá ico do WUFI Plus;
modelação geomé ica e ca ac e ização do edi ício selecionado; alidação do modelo numé ico e
discussão dos esul ados
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
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4.2. IMPORTÂNCIA DA SIMULAÇÃO DINÂMICA
Há uma p ocu a incessan e de mé odos e meios que possibili em a conceção de edi icios e espaços com
maio iabilidade, com ga an ia de qualidade. Nes e con ex o, na e en e da a i idade de p oje o de
edi ícios, a simulação numé ica do desempenho é mico az pa e dessa es a égia de p ocu a do igo e
na p e isão e do con olo de qualidade do con o o é mico.
Su ge assim a necessidade de simula o compo amen o é mico de um edi ício, de o ma a a alia o
desempenho no que se e e e ao con o o é mico e p e isí el consumo ene gé ico associado. Nos
úl imos anos o am desen ol idas e amen as de simulação de enómenos de ans e ência de calo e
humidade em edi ícios, pe mi indo aos p oje is as concebe p oje os com mais qualidade e de alhe,
possibili ando uma maio p ecisão do compo amen o de soluções. As simulações baseiam-se num ano
ípico do clima local, endo em con a a p ecipi ação, empe a u a do a ex e io , adiação sola (global,
ho izon al e e ical), humidade ela i a, elocidade e di eção do en o.
As p incipais an agens da simulação é mica a ançada são:
• P e isão mais p ecisa das ca gas de clima ização (aquecimen o e a e ecimen o);
• P e isão do consumo ene gé ico anual;
• Quan i icação dos e ei os de pa âme os ais como o somb eamen o, isolamen o é mico,
ipo de solução en id açada, o ien ação, g au de en ilação e ipo de ocupação;
• A aliação do con o o é mico a a és da análise da empe a u a do a in e io .
O balanço hig o é mico conside a o luxo de calo no mal po condução, con ecção e adiação. Os
luxos de humidade acon ecem po di usão, con ecção e anspo e líquido. Os luxos de a acon ecem
de o ma na u al, po o ças ex e nas ou mecânicas. A p e isão do desempenho é mico eque algum
conhecimen o dos seguin es a o es [52]:
• Geome ia do edi ício;
• Condições on ei a;
• P op iedades dos ma e iais.
A geome ia do edi ício de e se in oduzida de o ma de alhada. As condições on ei a são um a o
impo an e nos esul ados inais. Em ge al é p eciso conhece :
• Ambien e in e io ( on es de calo , empe a u a de aquecimen o e a e ecimen o, e c.);
• Ambien e ex e io ( empe a u a do a ex e io , humidade ela i a ex e io , adiação sola ,
e c.);
• In luência da in e ace en e camadas.
Rela i amen e às p op iedades dos ma e iais, como é lógico, es es possuem uma impo ância ex ema.
As p op iedades essenciais são:
• Massa especí ica;
• Po osidade;
• Calo especí ico;
• Condu ibilidade é mica;
• Di usão e pe meabilidade ao apo .
A simulação numé ica p opo ciona a alia no as e a iadas soluções cons u i as o imizando as
soluções especi icadas, le ando ao alcance dos melho es ní eis de desempenho endo em is a o
con o o e e iciência ene gé ica dos edi icios.
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
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A p o a es a impo ância é a quan idade de so wa es desen ol idos pa a a ealização des a a e a. O
Depa amen o de Ene gia dos Es ados Unidos da Amé ica ap esen a uma lis a [53] com mais de 100
p og amas de simulação é mica.
Pa a o p esen e es udo, pe an e os obje i os p opos os, op ou-se pela u ilização do p og ama WUFI Plus,
as azões pa a es a escolha se ão expos as nos pa ág a os seguin es.
4.3. ESCOLHA DO PROGRAMA WUFI PLUS
O WUFI Plus combina a simulação ene gé ica com o cálculo da componen e hig o é mica. A a és da
simulação com WUFI Plus pode a alia -se o desempenho é mico de um edi ício e calcula as suas
necessidades ene gé icas. O algo i mo de cálculo é baseado no mé odo dos olumes ini os. Es e mé odo
abalha a equação de calo di e amen e, po ap oximação das suas de i adas às de uma sé ie de Taylo
uncada, ou indi e amen e, po aplicação do p incípio da conse ação da ene gia a pequenos olumes
de con olo [54].
Na Figu a 85 ap esen a-se o p ocesso de cálculo do WUFI Plus.
Fig.85 – Esquema do p ocesso de cálculo do WUFI Plus [adap ado de 55].
Na Figu a 86 ap esen a-se um exemplo conc e o de um ou pu ela i o às condições hig o é micas da
en ol en e de uma pa ede o ien ada a No e, cons i uída po um pano de g ani o com 75 cm de
espessu a.
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
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Fig.86 – Exemplo de um ou pu ela i o às condições hig o é micas da en ol en e de uma pa ede o ien ada a
No e, cons i uída po um pano de g ani o com 75 cm de espessu a.
Na Figu a 87 ap esen a-se um exemplo conc e o de um ou pu ela i o ao clima in e io de uma zona
é mica de simulação.
Fig.87 – Exemplo de um ou pu ela i o ao clima in e io de uma zona é mica de simulação.
Na Figu a 88 ap esen a-se um exemplo conc e o de um ou pu ela i o ao consumo ene gé ico de uma
zona é mica de simulação.
Fig.88 – Exemplo de um ou pu ela i o ao consumo ene gé ico de uma zona é mica de simulação.
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
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Impo a e e i que, pa a o clima ex e io , o WUFI Plus possui uma base de dados com os elemen os
necessá ios pa a a simulação. No en an o, é possí el ao u ilizado inse i os dados e e en es à
localização do edi ício, o que oi ealizado no p esen e caso.
Des a o ma, pa a as necessidades do p esen e abalho, o WUFI Plus ajus a-se pe ei amen e,
enume ando-se de seguida di e sas p emissas que sus en am a escolha pa a es e p og ama:
• O Labo a ó io de Física das Cons uções da Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do
Po o possui ligações p i ilegiadas com o Ins i u o F aunho e , sendo uma mais- alia na
esolução de dú idas e escla ecimen os que su gi am du an e a sua explo ação;
• Exis em a iadíssimos es udos elabo ados com base em di e sos p og amas de simulação
numé ica, sendo impo an e pa a o Labo a ó io de Física das Cons uções a alidade
cien í ica do WUFI Plus pa a o caso especí ico em es udo;
• O WUFI Plus pe mi e a manipulação de dados climá icos locais ( adiação sola ,
empe a u a do a ex e io , humidade ela i a, e c.).
4.4. MODELO MATEMÁTICO DO WUFI PLUS
Pa a a de inição do clima in e io do edi ício o p og ama WUFI Plus desen ol e o seu mé odo de cálculo
a a és do balanço é mico de uma zona, como se ilus a na Figu a 89.
Fig.89 – Balanço é mico pa a uma zona do p og ama WUFI Plus [55].
No Quad o 27 ap esen am-se equações ela i as ao balanço é mico de uma zona é mica de simulação,
da en ol en e opaca e anslúcida, ep esen ado na Figu a 89.
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
100
Quad o 27 – Equações ela i as ao balanço é mico de uma zona de simulação no WUFI Plus.
Equação balanço é mico de uma zona [W] i
en ol en eopaca en id acado IWQ en RLT
cV Q Q Q Q Q
θ
ρ
∂
=++++
∂
(13)
En ol en e opaca [W]
(
)
en ol en eopaca se i
QAU
θ
θ
=××−
∑
(14)
En ol en e anslúcida [W]
en id acado T I
QQQ
=
− (15)
(
)
Ten en ai
QAU
θ
θ
=××−
(16)
(
)
I ame w
Q SHGCAI
γ
=
×× ××
(17)
Qen id açado, luxo é mico dos en id açados [W]
Qen ol en eopaca, luxo é mico da en ol en e opaca [W]
QIWQ, luxo é mico dos elemen os in e io es [W]
Q en ilação, luxo é mico da en ilação [W]
QRLT, luxo é mico dos sis emas de aquecimen o [W]
V, olume [m3]
A
, á ea da en ol en e [m2]
U, coe icien e de ansmissão é mica [W/m2ºC]
θse, empe a u a supe icial da en ol en e ex e io
[ºC]
θi, empe a u a do a in e io [ºC]
γ, ganhos sola es di e os no a in e io
ame, a o de edução de ido à caixilha ia
A
w, á ea de en id açados [m2]
ρ, massa olúmica [kg/m3]
c, calo especi ico [J/kgºC]
∂θi/∂ de i ada pa cial da empe a u a do a in e io em o de
m
ao empo
QT, pe das de calo pelo en id açado [W]
QI, ganhos sola es pelo en id açado [W]
AW, á ea do en id açado [m2]
Uen , coe icien e de ansmissão é mica do en id açado
[W/m2ºC]
θa, empe a u a do a ex e io [ºC]
θi, empe a u a do a in e io [ºC]
SHGC, coe icien e de ganhos sola es
I, adiação sola [W/m2]
Ve i ica-se que as equações são compos as po múl iplas a iá eis, que a iam em unção das condições
de on ei a – en ol en e, clima ex e io e in e io . De o ma a acili a a de inição das a iá eis pa a o
p ocesso de simulação, o p og ama WUFI Plus, em uma base de dados de ma e iais, que o u ilizado
pode usa pa a a cons i uição das soluções cons u i as dos edi ícios, sendo ambém possí el ao
u ilizado edi a ou inse i os ma e iais e suas ca ac e ís icas. Pa a além disso possibili a a in odução de
ichei os climá icos e de inição das condições in e io es ( empe a u a de aquecimen o e/ou de
a e ecimen o, ocupação, desumidi icação, e c.).
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
101
4.5. MODELAÇÃO GEOMÉTRICA E CARACTERIZAÇÃO DO EDIFÍCIO SELECIONADO
No p esen e subcapí ulo desc e em-se os p ocedimen os essenciais e equisi os associados pa a a
ealização das simulações e opções omadas pa a a alidação do modelo u ilizado, que é conseguida
con on ando os esul ados das medições expe imen ais com os esul ados simulados.
Nas Figu as 90 e 91 ap esen a-se a de inição geomé ica e olume ia do Apa amen o 1 (com as pa edes
ex e io es isoladas na caixa-de-a ) e do Apa amen o 2 (sem isolamen o nas pa edes ex e io es).
Fig.90 – Modelação do edi ício em es udo.
Fig.91 – Modelação do Apa amen o 1, à di ei a (com isolamen o den o da caixa-de-a ) e do Apa amen o 2, à
esque da (sem isolamen o)
No Apa amen o 1 o am conside adas qua o zonas de simulação, sala/cozinha, ins alação sani á ia e
qua os. Pa a o Apa amen o 2, conside a am-se, igualmen e, qua o zonas de simulação, sala/cozinha,
hall, ins alação sani á ia e qua o. As zonas é micas de inidas, são as zonas ú eis e pa a as quais o
p og ama calcula, sob e udo as empe a u as do a in e io , empe a u as supe iciais, humidade ela i a
e consumo ene gé ico.
As zonas não aquecidas de inem-se, no p og ama, na secção “a ached zones”. No p esen e modelo
conside a am-se duas zonas não aquecidas: sala comum, sepa ando o Apa amen o 1 e 2 pela pa ede do
qua o de cada apa amen o e um a umo sepa ado do Apa amen o 2 pelo pa imen o do hall e ins alação
sani á ia, iden i icados na Figu a 92.
Apa amen o 1
Apa amen o 2
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
102
Fig.92 – Espaços não ú eis – “a ached zones”.
Os es an es elemen os, denominados “ emaining elemen s” pelo p og ama, são ela i os, po exemplo,
a palas, pá ios, solo en ol en e e mu os. No modelo em conside ação des acam-se, nes e campo, os
compa imen os do piso in e io , que possuem janelas e po as me álicas com pe u ações em oda a sua
á ea, sendo po isso, conside ados o emen e en ilados, is o é espaços ex e io es (Figu a 93).
Fig.93 – Exemplo das janelas e po as dos elemen os es an es.
Na Figu a 94 ap esen am-se os espaços conside ados como ex e io a endendo à o e en ilação.
Fig.94 – “Remaining elemen s” da modelação do edi ício.
Nos subcapí ulos seguin es desc e em-se as á ias e apas pa a o desen ol imen o do modelo de
simulação dinâmica no p og ama WUFI Plus.
4.5.1. DADOS CLIMÁTICOS
Pa a a calib ação do modelo, o ichei o climá ico u ilizado oi cons i uído a a és dos dados ecolhidos
in si u – empe a u a do a ex e io e humidade ela i a – e de dados o necidos pelo Ins i u o Po uguês
do Ma e da A mos e a da es ação me eo ológica de Cabecei as de Bas o – adiação sola global,
p ecipi ação, umo e in ensidade do en o – uma ez que es es dados climá icos não o am medidos no
local de es udo.
Com es e conjun o de dados, a a és de uma olha de cálculo que o p og ama possui, cons uiu-se um
ichei o climá ico especí ico. Ap esen am-se nas Figu as 95 a 103, os dados climá icos dos pe íodos
conside ados pa a a alidação do modelo (pa a a es ação de aquecimen o 04 a 16 de Fe e ei o de 2013
pa a o Apa amen o 1 e 01 a 11 de Ab il de 2013 pa a o Apa amen o 2, e pa a a es ação de a e ecimen o
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103
de 29 de Junho a 27 de Se emb o de 2013 pa a os dois Apa amen os). Re e e-se que, pa a o modelo
pa i de condições iniciais idên icas às do edi ício moni o izado, incluí am-se na simulação dinâmica
um pe íodo mais longo que o ap esen ado.
Na Figu a 95 ap esen am-se os alo es da empe a u a do a e humidade ela i a ex e io pa a o pe íodo
de alidação do Apa amen o 1 na es ação de aquecimen o.
Fig.95 – Tempe a u a do a e humidade ela i a ex e io do pe íodo de alidação do Apa amen o 1 na es ação
de aquecimen o.
Na Figu a 96 ap esen am-se os alo es da adiação global e elocidade do en o pa a o pe íodo de
alidação do Apa amen o 1 na es ação de aquecimen o.
Fig.96 – Radiação global e elocidade do en o do pe íodo de alidação do Apa amen o 1 na es ação de
aquecimen o.
0
2
4
6
8
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12
14
16
18
20
Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a ex e io
0
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40
50
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100
Humidade ela u al %]
Humidade ela i a
0
100
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300
400
500
600
700
800
Radiação global [W/m2]
Radiação global
0
1
2
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6
7
8
9
Velocidade do en o[ m/s]
Velocidade do en o
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
110
Na Figu a 105 ap esen a-se um exemplo pa a um sis ema de aquecimen o elé ico em uncionamen o.
Fig.105 – Exemplo de de inição de um pe il diá io pa a o sis ema de aquecimen o (Fon e: WUFI Plus).
Pa a a alidação do modelo c iou-se um pe il diá io de uncionamen o do sis ema de aquecimen o e de
en ilação, de aco do com o expos o nos subcapí ulos 3.3.5.2., 3.3.5.3 e 3.3.6.1.
4.5.6.DEFINIÇÃO DE CONDIÇÕES INICIAIS DE SIMULAÇÃO
Nes e campo são de inidas as condições iniciais ela i amen e à empe a u a do a in e io , humidade
ela i a e concen ação de dióxido de ca bono, do espaço in e io . Igualmen e se de ine, o modo como
os ganhos sola es são dis ibuídos nas supe ícies in e io es ( e Quad o 30).
Quad o 30 – Condições iniciais das simulações hig o é micas.
Pa âme os Valo es iniciais
Tempe a u a do a in e io inicial [ºC] 20
Humidade ela i a inicial [%] 55
Concen ação inicial de CO2 [ppm ] 1000
Dis ibuição dos ganhos sola es nas
supe ícies in e io es P opo cional à á ea
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111
4.6. VALIDAÇÃO DO MODELO NUMÉRICO
A alidação do modelo numé ico é uma a e a c ucial pa a que possa se u ilizado o modelo nos es udos
pa amé icos. A sua ealização p opo ciona o conhecimen o p o undo do p og ama u ilizado e o es udo
de di e sos pa âme os in luenciado es do cálculo, ais como, as p op iedades dos ma e iais, a po ência
de aquecimen o e ou a e ecimen o, p o eções dos en id açados, g au de en ilação e ganhos in e nos.
A alidação do modelo numé ico e e uou-se a a és da compa ação dos alo es da empe a u a do a
in e io ob idos expe imen almen e com a empe a u a do a in e io ob ida po simulação numé ica.
Conside a am-se dois pe íodos pa a a alidação do modelo numé ico. Um pa a o pe íodo de
aquecimen o, que no Apa amen o 1, deco eu en e o dia 4 e 16 de Fe e ei o, e no Apa amen o 2, en e
o dia 1 e 11 de Ab il. Pe íodo no qual, o sis ema de aquecimen o es e e em uncionamen o em egime
in e mi en e. O ou o pa a o pe íodo de a e ecimen o, igual pa a os dois apa amen os, conside ando-
se o pe íodo en e o dia 29 de Junho e 30 de Se emb o. Nes e pe íodo, nos dois apa amen os, es e e em
uncionamen o o sis ema de en ilação mecânica du an e a noi e.
A opção po uma alidação exclusi amen e é mica e não hig o é mica de e-se a uma maio di iculdade
de alida o modelo a a és dos alo es de humidade ela i a e ao ac o da a aliação do con o o, ei a
a a és do mé odo da No ma EN 15251 [28], necessi a apenas da empe a u a do a in e io .
A alidação do modelo numé ico e e em a enção as condições de ocupação e u ilização do edi ício
nesse pe íodo. No Quad o 31 sin e izam-se as condições.
Quad o 31 – Condições conside adas pa a a alidação do modelo.
Condições ( a o es) Es ação de aquecimen o Es ação de a e ecimen o
P o eção dos en id açados 100% A i adas
Mobiliá io In odução de elemen os, es abelecendo-se o seu olume e massa
Ocupação Inexis en e
Ven ilação na u al Valo ob ido no ensaio do gás açado
Regime de en ilação mecânica - In e mi en e
Regime de aquecimen o In e mi en e, con ínuo ou
inexis en e -
Os esul ados pa a a alidação do modelo numé ico na es ação de aquecimen o e a e ecimen o expõem-
se de seguida, o ganizando-se po :
• Tempe a u a do a in e io na es ação de aquecimen o, compa a-se a empe a u a do a
in e io ob ida nume icamen e com a ob ida expe imen almen e du an e o pe íodo de
aquecimen o em egime in e mi en e;
• Tempe a u a do a in e io na es ação de a e ecimen o, compa a-se a empe a u a do a
in e io ob ida nume icamen e com a ob ida expe imen almen e du an e os meses de Julho,
Agos o e Se emb o, pe íodo em que a en ilação no u na es e e em uncionamen o;
• Discussão dos esul ados, analisam-se os esul ados ob idos pa a os pe íodos de alidação
e i icando-se se os obje i os es abelecidos o am cump idos.
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
112
4.6.1.
T
EMPERATURA DO
A
R
I
NTERIOR NA
E
STAÇÃO DE
A
QUECIMENTO
Pa a a alidação do modelo numé ico ado ado du an e a es ação de aquecimen o op ou-se, po se
conside a a empe a u a do a in e io de uma zona é mica de simulação, selecionando os qua os de
cada um dos apa amen os modelados.
Es e compa imen o e e um pe íodo de moni o ização expe imen al pa icula men e cuidado, com os
sis emas de aquecimen o a ope a em de aco do com o egime planeado, com ocupação ao im-de-
semana, endo sido nes e compa imen o o caudal de en ilação na u al medido.
O pe íodo de empo selecionado pa a a alidação do modelo oi, em ambos os apa amen os, o pe íodo
de aquecimen o em egime in e mi en e.
A simulação oi ei a pa a um pe íodo de empo mais longo do que os dias ap esen ados pa a a alidação,
a im de pe mi i que as condições iniciais do modelo não in luenciem os esul ados, no pe íodo em
análise. Nes e pe íodo p ocedeu-se à es abilização das condições iniciais, aquecendo os apa amen os
de o ma con inua.
Na Figu a 106 ap esen am-se os esul ados da alidação do modelo numé ico pa a es a es ação de
aquecimen o pa a o Apa amen o 1. O pe íodo u ilizado pa a a alidação do modelo oi o de 5 a 15 de
Fe e ei o de 2013, pe íodo em que o sis ema de aquecimen o uncionou em egime in e mi en e en e
as 18:00 e as 00:00 ho as. De e e i que en e do dia 9 ao 11 do mesmo mês o apa amen o es e e
ocupado, não se conside ando es e pe íodo na alidação do modelo numé ico ( egião somb eada).
Fig.106 – Validação do modelo numé ico pa a o Apa amen o 1 na es ação de aquecimen o en e o dia 5 e 15 de
Fe e ei o de 2013.
A compa ação dos egis os de empe a u a do a in e io medida e dos esul ados de simulação
e idenciam uma boa ap oximação, sendo as di e enças, en e os alo es mínimos e máximos, mui o
p óximas.
No modelo numé ico a en ada em uncionamen o do sis ema de aquecimen o (em egime in e mi en e)
p o oca, no início, um aumen o ápido da empe a u a do a in e io , egis ando-se, mais a de, o seu
aumen o g adual ca ac e ís ico da cu a do modelo expe imen al, enómeno que ambém se e i ica, em
sen ido con á io, aquando da in e upção do uncionamen o do sis ema de aquecimen o, pelas 00:00
ho as, ha endo um a e ecimen o mais céle e po pa e do modelo numé ico.
0
2
4
6
8
10
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Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a simulada Tempe a u a medida Tempe a u a ex e io
Pe íodo de ocupação
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113
O dec éscimo da empe a u a do a in e io no modelo numé ico é acen uado, numa p imei a ase, após
se e desligado o sis ema de aquecimen o, e i ica-se, mais a de, uma diminuição mais g adual simila
ao compo amen o eal do egis o moni o izado.
Nas Figu as 107 e 108 ap esen a-se a compa ação, en e os esul ados expe imen ais e os numé icos,
pa a um pe íodo de empo mais cu o (en e os dias 5 a 8 e 12 a 15 de Fe e ei o de 2013), bem como
uma análise compa a i a dos esul ados.
Fig.107 – Validação do modelo numé ico pa a o Apa amen o 1 na es ação de aquecimen o en e o dia 5 e 8 de
Fe e ei o de 2013.
Fig.108 – Validação do modelo numé ico pa a o Apa amen o 1 na es ação de aquecimen o en e o dia 12 e 15
de Fe e ei o de 2013.
Da análise dos g á icos an e io es pa a os dois pe íodos analisados e i ica-se que as di e enças são, em
média, in e io es a 0,2ºC, conside ando-se, es a di e ença, acei á el. Os dados es a ís icos, ap esen ados
nos quad os jun amen e com os g á icos, comple am a alidação, e i icando-se que a maio di e ença
nos alo es máximos e mínimos é in e io a 0,4ºC, e uma maio ampli ude é mica diá ia do modelo
simulado.
13
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17
18
05/ e 06/ e 07/ e 08/ e
Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a simulada Tempe a u a medida
Tmáx
Tmin
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16
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18
12/ e 13/ e 14/ e 15/ e
Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a simulada Tempe a u a medida
∆T
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Pa a o Apa amen o 2 ( e Figu a 109) numa p imei a análise e i ica-se que os esul ados ob idos não
possuem uma p oximidade em e mos de e olução dos egis os de empe a u a do a in e io e i icados
pa a o Apa amen o 1, cons a ando-se, assim, que a di e ença en e as empe a u as mínimas do a
in e io é maio , ce ca de 0,5ºC, con udo a di e ença mais ele ada das empe a u as máximas do a
in e io é de 0,08ºC.
A a iação da empe a u a do a in e io é dis in a na ase de a e ecimen o do espaço, egis ando uma
di e ença en e o modelo numé ico e o expe imen al. Tal como no Apa amen o 1, no modelo numé ico
e i ica-se que, com o sis ema de aquecimen o em uncionamen o, egis a-se um aumen o quase
imedia o da empe a u a do a in e io em elação ao egis o deco en e da moni o ização. No
a e ecimen o as di e enças são mais acen uadas. O modelo numé ico em, pela análise dos egis os, um
a e ecimen o mais ápido.
Fig.109 – Validação do modelo numé ico pa a o Apa amen o 2 na es ação de aquecimen o.
Nas Figu as 110 e 111 po meno izam-se os esul ados, compa ando-se os egis os de empe a u a do a
in e io simulados e medidos e pa a um pe íodo de empo mais cu o, en e os dias 02 a 05 e 06 a 11 de
Ab il de 2013.
Fig.110 – Validação do modelo numé ico pa a o Apa amen o 2 na es ação de aquecimen o en e os dias 2 e 5
de Ab il de 2013.
0
2
4
6
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Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a simulada Tempe a u a medida Tempe a u a ex e io
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02/ab 03/ab 04/ab 05/ab
Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a simulada Tempe a u a medida
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Fig.111 – Validação do modelo numé ico pa a o Apa amen o 2 na es ação de aquecimen o en e os dias 6 e 11
de Ab il de 2013.
Da análise dos egis os no a-se que o modelo numé ico ap esen a uma ampli ude é mica mais ele ada,
no en an o, es a di e ença en e modelos é pe ei amen e acei á el pelas di e enças, de ce ca, 0,5ºC do
egis o de empe a u a mínima do a in e io , 0,07ºC do egis o da empe a u a máxima do a in e io e
0,27ºC na empe a u a média do a in e io .
Os esul ados ob idos a a és do p og ama de simulação numé ica a ançada ap oxima am-se, como e a
expec á el, dos esul ados da medição in si u. A di e ença en e as empe a u as médias do a in e io ,
que é in e io a 0,3ºC, comp o a es e ac o. Con udo, há a o es que in luencia am os esul ados,
o iginando as di e enças e i icadas, sendo impo an e des aca :
• Du an e os ins-de-semana, os apa amen os es i e am ocupados. Sendo a ocupação de
di ícil simulação, assim, os esul ados compa ados o am de 2ª a 6ª ei a de cada semana,
pe íodo em que não ha ia qualque ipo de ocupação;
• Conside ou-se um alo cons an e do caudal na u al de en ilação dos apa amen os, que
oi calculado a a és do mé odo do gás açado – écnica do decli e – e que, como é do
conhecimen o ge al, em condicionan es associadas à di e ença de empe a u a do a
in e io e p essão en e o in e io e o ex e io . No en an o, se se conside asse um caudal de
en ilação a iá el p essuponha medições in si u exaus i as, o que aumen a ia, de o ma
signi ica i a, o empo des a a e a;
• O ac o de es a em ixos nas pa edes dos apa amen os, os adiado es elé icos exis en es,
ez com que as zonas das pa edes aquecessem p imei o do que o ambien e, o iginando-se,
assim, ocas adia i as en e as pa edes e o ambien e, o que ez com que o e mós a o do
apa elho en asse em uncionamen o ( empe a u a do a in e io al o de 20ºC pa a desliga )
sem que osse a ingida a empe a u a mínima do a in e io de con o o de o ma plena em
odo o compa imen o. Es a si uação é impossí el de pa ame iza no modelo de simulação;
• Po não se em, odos os dados climá icos u ilizados pa a a alidação, medidos, in si u, é
possí el impu a a es a si uação di e enças nos esul ados. In si u apenas o am medidos a
empe a u a e humidade ela i a do a , sendo os es an es dados climá icos ob idos a a és
da es ação me eo ológica de Cabecei as de Bas o, que, apesa de es a a al i ude simila ,
dis a ce ca de 20 km.
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Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a simulada Tempe a u a medida
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4.6.2.
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EMPERATURA DO
A
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NTERIOR NA
E
STAÇÃO DE
A
RREFECIMENTO
A alidação do modelo numé ico, na es ação de a e ecimen o, ocou-se nos esul ados expe imen ais
ob idos no compa imen o (sala/cozinha) de cada um dos apa amen os, opção que se de e ao ac o de
cada um des es compa imen os e em sido subme idos, en e o dia 29 de Junho e o dia 30 de Se emb o
de 2013, a um p ocesso de a e ecimen o no u no a a és de en ilação mecânica (só ex ação).
Assim sendo, ap esen am-se os esul ados pa a alidação do modelo numé ico en e o dia 1 de Julho e
30 de Se emb o de 2013. Na Figu a 112 ap esen a-se os esul ados pa a o Apa amen o 1. Numa p imei a
análise, cons a a-se que os esul ados expe imen ais e numé icos são, de no o, mui o p óximos, no
en an o, é pe ce í el, a a és de uma análise mais de alhada (zona somb eada da Figu a 112), uma
ampli ude é mica diá ia mais ele ada po pa e do modelo numé ico. A co obo a es es ac os es ão os
dados es a ís icos ap esen ados, e i icando-se que, a di e ença en e a empe a u a máxima e mínima
do a in e io , é mais ele ada no modelo de simulação numé ica.
Fig.112 – Validação do modelo numé ico pa a o Apa amen o 1 na es ação de a e ecimen o.
Na Figu a 113 ap esen am-se os esul ados mais po meno izados ( egião somb eada), sendo
pe ei amen e isí el a di e ença en e as cu as de empe a u a do a in e io . A di e ença máxima é
sensi elmen e de 1ºC, pa a pe íodos em que a empe a u a do a ex e io egis a alo es ele ados, acima
dos 35ºC, e alo es baixos, in e io es a 15ºC.
10
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35
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Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a apa amen o 1 Temp simulada apa amen o 1 Tempe a u a ex e io
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Fig.113 – Validação do modelo numé ico pa a o Apa amen o 1 na es ação de a e ecimen o.
A Figu a 114 é e e en e ao Apa amen o 2. Tal como pa a o Apa amen o 1, os esul ados de ambos os
modelos seguem a mesma con igu ação, e i icando-se, igualmen e, uma maio ampli ude é mica
diá ia no modelo numé ico. Po ém, nes e apa amen o a di e ença en e a empe a u a do a in e io
máxima e mínima, do modelo numé ico, é mais p óxima da dos dados de moni o ização.
Fig.114 – Validação do modelo numé ico pa a o Apa amen o 2 na es ação de a e ecimen o.
Tal como o e i icado no Apa amen o 1 os esul ados do modelo numé ico ap esen am uma
a iabilidade maio , e i icando-se uma susce ibilidade é mica mais ele ada no modelo numé ico. De
o ma a al e a es e compo amen o, inse i am-se elemen os e e en es ao mobiliá io exis en e nos
compa imen os, pa a con abiliza a iné cia associada à exis ência de mobiliá io. A a és des a ação
cons a ou-se uma ap oximação do modelo numé ico ao expe imen al. Vis o que o modelo do
Apa amen o 2 seguiu o mesmo pad ão, do Apa amen o 1, não se ap esen am os esul ados pa a um
pe íodo mais cu o.
Da análise dos egis os de empe a u a do a in e io cons a a-se que, an o na es ação de aquecimen o
como na de a e ecimen o, o modelo numé ico ap esen a uma boa p e isão do compo amen o, pa a os
dois apa amen os. Pe an e os esul ados conseguidos e condicionan es discu idas, pode a i ma -se que
o p og ama de simulação é mica WUFI Plus, é iá el pa a o desen ol imen o de es udos de
20
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Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a medida Tempe a u a simulada
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Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a apa amen o 2 Temp simulada apa amen o 2 Tempe a u a ex e io
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
118
desempenho é mico de edi icios, co espondendo sa is a o iamen e às necessidades exigidas pelos
p oje is as no apoio de soluções de conceção. De seguida az-se uma sín ese c í ica dos esul ados
ob idos.
4.7. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
A alidação do modelo numé ico u ilizado pa a o edi ício- ipo em es udo pe mi iu ob e as seguin es
conclusões:
• Pa a ambos os apa amen os ob e e-se uma ap oximação mui o sa is a ó ia. Em e mos
médios a di e ença en e a empe a u a do a in e io das medições expe imen ais e da
simulação é in e io a 0,3ºC;
• Na es ação de aquecimen o, pa a ambos os apa amen os, a ap oximação dos egis os de
empe a u a do a in e io medida expe imen almen e e dos esul ados do modelo
numé ico, é mui o p óxima. Os alo es máximos e mínimos são equen emen e
coinciden es, a di e ença, em média, é in e io a 0,2ºC no Apa amen o 1 e 0,3ºC no
Apa amen o 2;
• Na es ação de a e ecimen o, o ajus e en e alo es medidos e simulados ol a a se
p óximo, com di e enças de empe a u a média do a in e io in e io es a 0,2ºC pa a os dois
Apa amen os.
A alidação do modelo numé ico pe mi e u iliza o p og ama WUFI Plus pa a elabo a os es udos
pa amé icos – capi ulo 5 – com iabilidade e que são ap esen ados no capí ulo seguin e.
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
119
5. QUANTIFICAÇÃO DO DESEMPENHO TÉRMICO DE EDIFÍCIOS
RURAIS EM FUNÇÃO DO CLIMA E DA ENVOLVENTE
5.1. OBJETIVOS E METODOLOGIA
A quan i icação do desempenho é mico, usando modelos a ançados de simulação numé ica em unção
do clima e das ca ac e ís icas da en ol en e, é uma a e a impo an e, pois possibili a comp eende quais
os bene ícios, que no ní el do con o o, que no consumo ene gé ico de di e en es in e enções. No
p esen e es udo p e ende-se a alia a impo ância do isolamen o é mico das pa edes da en ol en e
ex e io de g ande espessu a, ca ac e ís icas do edi ício u al, edi ício- ipo, em di e en es egiões
po uguesas (Po o, Lisboa, B agança, Coimb a e É o a).
Reco eu-se ao p og ama WUFI Plus, pa a desen ol e o es udo de sensibilidade pa a o edi ício- ipo
em es udo.
P e ende-se com es e es udo:
• Quan i ica os e ei os do isolamen o é mico das pa edes de en ol en e ex e io no con o o
é mico, na es ação de aquecimen o e a e ecimen o, e no consumo ene gé ico;
• Quan i ica o e ei o da en ilação no u na, como es a égia de a e ecimen o passi o,
du an e o pe íodo de Ve ão;
• Quan i ica a di e ença en e a empe a u a média adian e e a empe a u a do a in e io
num compa imen o (qua o), de o ma a a alia se a u ilização da empe a u a do a in e io
na a aliação do desempenho é mico é co e o, ou se de e ia se u ilizada a empe a u a
ope a i a.
De o ma a cump i os obje i os e e idos desen ol e am-se as seguin es ações:
• De ini am-se 82 cená ios de eabili ação a simula , ob idos a a és da combinação de 4
pa âme os que e le em as ca ac e ís icas di e sas da pa ede de en ol en e ex e io , dos
en id açados e dos sis emas de aquecimen o e en ilação;
• E e ua am-se as simulações numé icas dos 82 cená ios, e endo como base a análise c i ica
dos esul ados ob idos, selecionou-se um conjun o de 12 cená ios de eabili ação. Sendo
es a amos a conside ada ep esen a i a dos 82 cená ios;
• Execu a am-se simulações numé icas, dos 12 cená ios de eabili ação, pa a 5 localizações
ep esen a i as do e i ó io nacional – Po o, Lisboa, B agança, Coimb a e É o a;
• De o ma a quan i ica os e ei os do isolamen o é mico nas pa edes ex e io es, a aliou-se
e compa ou-se o con o o é mico dos cená ios eabili ados com isolamen o na caixa-de-a
das pa edes (en e a pa ede de g ani o exis en e e um pano de al ena ia ce âmica de 11 cm
de espessu a) e a pa ede de g ani o exis en e sem isolamen o e sem o pano in e io de
al ena ia ce âmica, pa a a es ação de aquecimen o e a e ecimen o, a a és de cu as de
p obabilidade acumulada da empe a u a do a in e io e de a iá eis es a ís icas – média,
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
222
[60] Cha elle F.P., Lahmid H., Keilholz W., EL Mankibi M., Michel D., De elopmen os a Mul ic i e ia
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[63] h p:// www.dgge.p , consul ado em Julho 2014;
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[71] EN ISO 13786:2007 – The mal Pe o mance o Buildings Componen s – Dynamic The mal
Cha ac e is ics – Calcula ion Me hods, Eu opean Commi ee o S anda diza ion, B uxelas 2007;
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[73] Gi oni, B., Passi e and Low Ene gy Cooling o Buildings, Van Nos and Reinhold, Es ados Unidos
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[74] Van de Maas, J., Flo en zos, F., e al., Passi e Cooling by Nigh Ven ila ionI, Eu opean Con ence
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[76] Kon oleon, K., J., Bikas, D. K., Modeling he In luence o Glazed Openings Pe cen age and Type
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[77] F ei as, Filipe Robalinho, Es udo de Sensibilidade dos Pa âme os que In luenciam a
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A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
223
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[81] Gi oni, B., Indoo Tempe a u e Reduc ion by Passi e Cooling Sys ems, Uni e sidade Ben –
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[83] San amou is, M, S akianaki, A., Pa lou, K., On he E iciency o nigh Ven ila ion, Techniques
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[84] Blondeau, P., Spé andio, M., Alla d, F., Nigh Ven ila ion o Building Cooling in Summe ,
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[85] San amou is, M., Asimakopoulos, D., Passi e Cooling o Buildings, James & James, Lond es,
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[86] Gi oni, B., E ec i eness o Mass and Nigh Ven ila ion in Lowe ing he Indoo Day ime
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[90] F ei as, Ana Sa a S ingl Leal A aújo de, A aliação do Compo amen o Hig o é mico dos
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de Engenha ia da Uni e sidade do Po o, Po o, 2011;
[91] Augenb oe, God ied; Malkawi, Ali; Ad anced Building Simula ion, Spon P ess, Lond es, Reino
Unido, 2004;
[92] Faus ino, Ana M.; Júdice, Joaquim J.; Ribei o, Isabel M.; Ne es, A. Se a; An In ege P og amming
Model o T uss Topology Op imiza ion, In es igação Ope acional, Vol. 26 nº1, 2006;
[93] Vale, Cecilia; Ribei o, Isabel M.; Calçada, Rui; In ege P og amming o Op imize Tamping in
Railway T acks as P e en i e Main enance, Jou nal o T anspo a ion Enginee ing, Vol. 137, 2012;
[94] Gi oni, B., Man, Clima e and A chi ec u e, Applied Science Publishe s L d., Ingla e a, 1976;
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
224
[95] Lechne , N., Hea ing, Cooling, Ligh ing, Jonh Wiley & Sons, No a Yo k, Es ados Unidos da
Amé ica, 1991;
[96] O osa, J. A., Ca pen e, T., The mal Ine ia E ec in Old Buildings, Depa amen o de Ene gia e M.
P., Uni e sidade da Co unha, Espanha, 2009;
[97] Bake , N.; S ande en, M, The mal Com o o F ee – Running Buildings, Ene gy and Buildings,
1996;
[98] Al – Sallal, K., A., Sizing Windows o Achie e Passi e Cooling, Passi e Hea ing and Dayligh ing
in Ho A id Regions, Renewable Ene gy, Vol.14, 1998;
[99] Ge os, V., San amou is, M., Ka a asou, S., Tsang assoulis, A., Papanikolaou, N., On he Cooling
Po en ial o Nigh Ven ila ion Techniques in he U ban En i onmen , G upo de Es udos do Ambien e
de Edi ícios, Depa amen o de Física Aplicada, Uni e sidade de A enas, A enas, G écia, 2004;
[100] Kubo a, T., Chyee, D., T., H., Ahmad, S., The E ec s o Nigh Ven ila ion Technique on Indoo
The mal En i onmen o Residen ial Buildings in Ho Humid Clima e o Malaysia, Uni e sidade de
Hi oshima, Hi oshima, Japão, 2008;
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
225
ANEXO I. CALIBRAÇÃO DOS SENSORES DE MEDIÇÃO DE TEMPERATURA E
HUMIDADE RELATIVA
I.I. TEMPERATURA
I.II. HUMIDADE RELATIVA
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
226
I.I TEMPERATURA
A calib ação dos senso es de medição da empe a u a e humidade ela i a oi elabo ada na cama a
climá ica do Labo a ó io de Física das Cons uções – LFC – da FEUP.
Calib ação Inicial
Calib ação Final
0
5
10
15
20
25
30
35
40
Tempe a u a [ºC]
Senso 1 Senso 2 Senso 3 Senso 4 Senso 5 Senso 6
Senso 7 Senso 8 Senso 9 Senso 10 Senso 11 Senso 12
0
5
10
15
20
25
30
35
40
Tempe a u a [ºC]
Senso 1 Senso 2 Senso 3 Senso 4 Senso 5 Senso 6
Senso 7 Senso 8 Senso 9 Senso 10 Senso 11 Senso 12
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
227
I.II. HUMIDADE RELATIVA
Calib ação Inicial
Calib ação Final
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
Humidade Rela i a [%]
Senso 1 Senso 2 Senso 3 Senso 4 Senso 5 Senso 6
Senso 7 Senso 8 Senso 9 Senso 10 Senso 11 Senso 12
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
Humidade Rela i a [%]
Senso 1 Senso 2 Senso 3 Senso 4 Senso 5 Senso 6
Senso 7 Senso 8 Senso 9 Senso 10 Senso 11 Senso 12
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
228
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
229
ANEXO II. SOLUÇÕES CONSTRUTIVAS PARA A VALIDAÇÃO DO MODELO DE
SIMULAÇÃO
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
230
No p esen e anexo ap esen am-se as soluções cons u i as conside adas pa a a alidação do modelo de
simulação numé ica.
PAREDES DE ENVOLVENTE EXTERIOR
PAREDE EXTERIOR – APARTAMENTO 1: G ani o, 75 cm; caixa de a , 5 cm; polies i eno expandido ex udido, 5 cm; ijolo ce âmico, 11 cm de
espessu a; eboco adicional, 2 cm. U=0,31 W/m2ºC
CAMADA ρ
[kg/m3]
c
[J/kg]
λ
[W/mºC]
e
[m]
m
[kg/m2]
m
[kg/m2]
R
[m2ºC/W]
U
[W/m2ºC]
esis ência supe icial ex e io 0,04
0,39
G ani o 2600 1000 2,80 0,75 0
113,58
0,27
Caixa de a 1,3 1000 0,28 0,05 0 0,18
Polies i eno expandido
ex udido 40 1500 0,03 0,05 0 1,67
Tijolo ce âmico de 11 650 850 0,13 0,11 72 0,27
Reboco adicional 2104 776 1,37 0,02 42 0,01
esis ência supe icial in e io 0,13
PAREDES EXTERIORES – APARTAMENTO 2: G ani o, 75 cm. U=2,28 W/m2ºC
CAMADA ρ
[kg/m3]
c
[J/kg]
λ
[W/mºC]
e
[m]
m
[kg/m2]
m
[kg/m2]
R
[m2ºC/W]
U
[W/m2ºC]
esis ência supe icial ex e io 0,04
2,28 G ani o 2600 1000 2,80 0,75 1950 - 0,27
esis ência supe icial in e io 0,13
Legenda:
• ρ, massa olúmica [kg/m3];
• c, calo especi ico [J/kg];
• λ, condu ibilidade é mica [W/mºC];
• e, espessu a [m];
• m, massa [kg/m2];
• m , massa o al do elemen o [kg/m2];
• R, esis ência é mica [m2ºC/W];
• U, coe icien e de ansmissão é mica [W/m2ºC].
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
231
PAREDES DE ENVOLVENTE INTERIOR
PAREDE INTERIOR APARTAMENTO 1 – SALA COMUM: G ani o, 75 cm; caixa de a , 5 cm; polies i eno expandido ex udido, 5 cm; ijolo
ce âmico, 11 cm de espessu a; eboco adicional, 2 cm. U=0,31 W/m2ºC
CAMADA ρ
[kg/m3]
c
[J/kg]
λ
[W/mºC]
e
[m]
m
[kg/m2]
m
[kg/m2]
R
[m2ºC/W]
U
[W/m2ºC]
esis ência supe icial in e io 0,13
0,38
G ani o 2600 1000 2,80 0,75 0
113,58
0,27
Caixa de a 1,3 1000 0,28 0,05 0 0,18
Polies i eno expandido
ex udido 40 1500 0,03 0,05 0 1,67
Tijolo ce âmico de 11 650 850 0,13 0,11 72 0,27
Reboco adicional 2104 776 1,37 0,02 42 0,01
esis ência supe icial in e io 0,13
PAREDE INTERIOR APARTAMENTO 2 – SALA COMUM: G ani o, 75 cm. U=1,89 W/m2ºC
CAMADA ρ
[kg/m3]
c
[J/kg]
λ
[W/mºC]
e
[m]
m
[kg/m2]
m
[kg/m2]
R
[m2ºC/W]
U
[W/m2ºC]
esis ência supe icial in e io 0,13
1,89 G ani o 2600 1000 2,80 0,75 1950 - 0,27
esis ência supe icial in e io 0,13
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
238
No p esen e anexo ap esen am-se as soluções cons u i as, do edi ício obje o de es udo, conside adas
nos es udos de sensibilidade.
PAREDES DE ENVOLVENTE EXTERIOR
PAREDE EXTERIOR – COM ISOLAMENTO: G ani o, 75 cm; caixa de a , 5 cm; polies i eno expandido ex udido, 5 cm; ijolo ce âmico, 11 cm de
espessu a; eboco adicional, 2 cm. U=0,31 W/m2ºC
CAMADA ρ
[kg/m3]
c
[J/kg]
λ
[W/mºC]
e
[m]
m
[kg/m2]
m
[kg/m2]
R
[m2ºC/W]
U
[W/m2ºC]
esis ência supe icial ex e io 0,04
0,39
G ani o 2600 1000 2,80 0,75 0
179,58
0,27
Caixa de a 1,3 1000 0,28 0,05 0 0,18
Polies i eno expandido
ex udido 40 1500 0,03 0,05 0 1,67
Tijolo ce âmico de 11 1250 850 - 0,11 138 0,27
Reboco adicional 2104 776 1,37 0,02 42 0,01
esis ência supe icial in e io 0,13
PAREDES EXTERIORES – SEM ISOLAMENTO: G ani o, 75 cm. U=2,28 W/m2ºC
CAMADA ρ
[kg/m3]
c
[J/kg]
λ
[W/mºC]
e
[m]
m
[kg/m2]
m
[kg/m2]
R
[m2ºC/W]
U
[W/m2ºC]
esis ência supe icial ex e io 0,04
2,28 G ani o 2600 1000 2,80 0,75 1950 - 0,27
esis ência supe icial in e io 0,13
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
239
PAREDES DE ENVOLVENTE INTERIOR
PAREDE INTERIOR COM ISOLAMENTO APARTAMENTO – SALA COMUM, : G ani o, 75 cm; caixa de a , 5 cm; polies i eno expandido
ex udido, 5 cm; ijolo ce âmico, 11 cm de espessu a; eboco adicional, 2 cm. U=0,31 W/m2ºC
CAMADA ρ
[kg/m3]
c
[J/kg]
λ
[W/mºC]
e
[m]
m
[kg/m2]
m
[kg/m2]
R
[m2ºC/W]
U
[W/m2ºC]
esis ência supe icial in e io 0,13
0,38
G ani o 2600 1000 2,80 0,75 0
179,58
0,27
Caixa de a 1,3 1000 0,28 0,05 0 0,18
Polies i eno expandido
ex udido 40 1500 0,03 0,05 0 1,67
Tijolo ce âmico de 11 1250 850 -. 0,11 138 0,27
Reboco adicional 2104 776 1,37 0,02 42 0,01
esis ência supe icial in e io 0,13
PAREDE INTERIOR SEM ISOLAMENTO APARTAMENTO – SALA COMUM: G ani o, 75 cm. U=1,89 W/m2ºC
CAMADA ρ
[kg/m3]
c
[J/kg]
λ
[W/mºC]
e
[m]
m
[kg/m2]
m
[kg/m2]
R
[m2ºC/W]
U
[W/m2ºC]
esis ência supe icial in e io 0,13
1,89 G ani o 2600 1000 2,80 0,75 1950 - 0,27
esis ência supe icial in e io 0,13
COBERTURA DE ENVOLVENTE EXTERIOR
COBERTURA EXTERIOR: Polies i eno expandido ex udido, 6 cm; laje de be ão a mado, 22 cm; eboco adicional, 2 cm. U=0,44W/m2ºC.
CAMADA ρ
[kg/m3]
c
[J/kg]
λ
[W/mºC]
e
[m]
m
[kg/m2]
m
[kg/m2]
R
[m2ºC/W]
U
[W/m2ºC]
esis ência supe icial ex e io 0,04
0,44
Polies i eno expandido
ex udido 40 1500 0,03 0,06 2
2,00
Tela pe meá el ao apo 130 2300 2,3 0,003 0 0,00
Laje de be ão a mado 2200 850 1,6 0,22 484 0,14
esis ência supe icial in e io 0,10
No a: Desp eza am-se as camadas ex e nas ao Polies i eno expandido ex udido.
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
240
PAVIMENTOS DE ENVOLVENTE EXTERIOR
PAVIMENTO EXTERIOR: Reboco adicional, 2 cm; polies i eno expandido ex udido, 4 cm; laje de be ão a mado, 25 cm; camada de
egula ização, 3 cm; soalho de madei a, 1,5 cm. U=0,49 W/m2ºC
CAMADA ρ
[kg/m3]
c
[J/kg]
λ
[W/mºC]
e
[m]
m
[kg/m2]
m
[kg/m2]
R
[m2ºC/W]
U
[W/m2ºC]
esis ência supe icial ex e io 0,04 0,49
Reboco adicional 2104 776 1,37 0,02 0
607,96
0,01
Polies i eno expandido
ex udido 40 1500 0,03 0,04 0 1,33
Laje de be ão a mado 2200 850 1,6 0,25 550 0,16
Camada de egula ização 1782 850 1,7 0,03 53 0,02
Soalho de madei a 300 1500 0,05 0,02 5 0,30
esis ência supe icial in e io 0,17
ENVIDRAÇADOS DE ENVOLVENTE EXTERIOR
VÃOS ENVIDRAÇADOS: Vãos en id açados e icais simples, id o duplo incolo 4 a 8 mm + 6 mm + 5mm, caixilha ia em madei a, sem
quad ícula, disposi i o de oclusão no u na po adas in e i es em md de co cla a. Uwdn=2,30 W/m2ºC
Tipo de ão
en id açado
Núme o de
id os
Tipo de
janela
Esp. da
lâmina de a
[mm]
Uw
[W/(m2ºC)]
Uwdn
[W/(m2ºC)] Fa o sola do id o
g˔
Disposi i o de oclusão no u na
Com ele ada pe meabilidade ao a
Simples
(1 janela)
2
( id o
duplo)
ixa,
gi a ó ia ou
de co e
6 - 2,30 0,35
PORTAS DE ENVOLVENTE EXTERIOR
PORTAS EXTERIORES: As po as da en ol en e ex e io são em madei a. U=2,09 W/m2ºC
CAMADA ρ
[kg/m3]
C
[J/kg]
λ
[W/mºC]
e
[m]
m
[kg/m2]
m
[kg/m2]
R
[m2ºC/W]
U
[W/m2ºC]
esis ência supe icial ex e io 0,04
2,09
madei a 650 1500 0,13 0,04 26 26 0,31
esis ência supe icial in e io 0,13
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
241
ANEXO IV. RESULTADOS DO ESTUDO DE SENSIBILIDADE – TEMPERATURA DO AR
INTERIOR NA ESTAÇÃO DE AQUECIMENTO
IV.I. LISBOA
IV.II. COIMBRA
IV.III. ÉVORA
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
242
IV.I. Lisboa
O p esen e anexo é e e en e à empe a u a do a in e io , pa a a es ação de aquecimen o da cidade de
Lisboa, 5,3 meses (3889 ho as).
Cená ios eabili ados
I1
I7
I3
I9
Tempo> 20ºC 100% (3889h) 100% (3889h) 90% (3500h) 80% (3111h)
Média [ºC] 13,60 15,07 17,71 18,90
Qua il 25 [ºC] 12,34 13,75 16,63 18,20
Qua il 50 [ºC] 13,47 14,94 17,55 18,82
Qua il 75 [ºC] 14,71 16,32 18,87 19,96
Pe cen il 1% [ºC] 10,50 11,84 14,92 17,14
Pe cen il 2% [ºC] 10,71 12,09 15,14 17,34
Pe cen il 5% [ºC] 11,41 12,73 15,71 17,61
0
5
10
15
20
25
30
35
40
Janei o Fe e ei o Ma
ç
o Ab il Maio Junho Julho A
g
os o Se emb o Ou ub o No emb o Dezemb o
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabili ado I1 - sem isolamen o, sem aquecimen o Cená io eabili ado I3 - sem isolamen o, com aquecimen o in e mi en e
Cená io eabili ado I7 - com isolamen o, sem aquecimen o Cená io eabili ado I9 - com isolamen o, com aquecimen o in e mi en e
Tempe a u a ex e io
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
243
Cená ios eabili ados
I1
I7
I3
I9
Tmin [ºC] 10,20 11,48 14,23 16,90
0
5
10
15
20
25
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a ex e io Cená io eabili ado I1 - sem isolamen o, sem aquecimen o
Cená io eabili ado I3 - sem isolamen o, com aquecimen o in e mi en e Cená io eabili ado I7 - com isolamen o, sem aquecimen o
Cená io eabili ado I9 - com isolamen o, com aquecimen o in e mi en e
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
244
IV.II. Coimb a
O p esen e anexo é e e en e à empe a u a do a in e io , pa a a es ação de aquecimen o da cidade de
Coimb a, 6 meses (4344 ho as).
Cená ios eabili ados
I1
I7
I3
I9
Tempo < 20ºC 100% 100% 90% 78%
Média [ºC] 13,32 14,67 17,50 18,77
Qua il 25 [ºC] 11,79 12,99 16,16 17,92
Qua il 50 [ºC] 12,93 14,20 17,48 18,75
Qua il 75 [ºC] 15,07 16,65 18,85 19,91
Pe cen il 1% [ºC] 9,52 10,87 14,13 16,66
Pe cen il 2% [ºC] 9,76 11,09 14,44 16,83
Pe cen il 5% [ºC] 10,34 11,67 14,95 17,11
-5
0
5
10
15
20
25
30
35
40
Janei o Fe e ei o Ma ço Ab il Maio Junho Julho Agos o Se emb o Ou ub o No emb o Dezemb o
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabili ado I1 - sem isolamen o, sem aquecimen o Cená io eabili ado I3 - sem isolamen o, com aquecimen o in e mi en e
Cená io eabili ado I7 - com isolamen o, sem aquecimen o Cená io eabili ado I9 - com isolamen o, com aquecimen o in e mi en e
Tempe a u a ex e io
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
245
Cená ios eabili ados
I1
I7
I3
I9
Tmin [ºC] 9,16 10,45 13,37 15,84
-5
0
5
10
15
20
25
30
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a ex e io Cená io eabili ado I1 - sem isolamen o, sem aquecimen o
Cená io eabili ado I3 - sem isolamen o, com aquecimen o in e mi en e Cená io eabili ado I7 - com isolamen o, sem aquecimen o
Cená io eabili ado I9 - com isolamen o, com aquecimen o in e mi en e
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
246
IV.III. É o a
O p esen e anexo é e e en e à empe a u a do a in e io , pa a a es ação de aquecimen o da cidade de
É o a 5,7 meses (4152 ho as).
Cená ios eabili ados
I1
I7
I3
I9
Tempo < 20ºC 100% (4152h) 100% (4152h) 95% (3944h) 80% (3322h)
Média [ºC] 12,91 14,32 17,29 18,69
Qua il 25 [ºC] 11,48 12,83 15,95 17,80
Qua il 50 [ºC] 12,30 13,58 17,14 18,61
Qua il 75 [ºC] 14,33 16,01 18,82 19,89
Pe cen il 1% [ºC] 9,46 10,68 14,17 16,76
Pe cen il 2% [ºC] 9,71 11,05 14,49 16,90
Pe cen il 5% [ºC] 10,25 11,53 14,82 17,13
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
Janei o Fe e ei o Ma ço Ab il Maio Junho Julho Agos o Se emb o Ou ub o No emb o Dezemb o
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabili ado 1 - sem isolamen o, sem aquecimen o Cená io eabili ado 3 - sem isolamen o, com aquecimen o in e mi en e
Cená io eabili ado 7 - com isolamen o, sem aquecimen o Cená io eabili ado 9 - com isolamen o, com aquecimen o in e mi en e
Tempe a u a ex e io
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
247
Cená ios eabili ados
I1
I7
I3
I9
Tmin [ºC] 9,07 10,26 13,41 16,02
0
5
10
15
20
25
30
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Tempe a u a ex e io Cená io eabili ado I1 - sem isolamen o, sem aquecimen o
Cená io eabili ado I3 - sem isolamen o, com aquecimen o in e mi en e Cená io eabili ado I7 - com isolamen o, sem aquecimen o in e mi en e
Cená io eabili ado I9 - com isolamen o, com aquecimen o in e mi en e
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
254
VI.I. Lisboa
No p esen e anexo ap esen am-se os esul ados do Índice de Descon o o Té mico de In e no da cidade
de Lisboa.
0
1000
2000
3000
4000
5000
6000
7000
8000
9000
10000
Janei o Fe e ei o Ma ço Ab il Maio Junho Julho Agos o Se emb o Ou ub o No emb o Dezemb o
IDT - I [ºCh]
Cená io eabil iado I1 - sem isolamen o, sem aquecimen o Cená io eabili ado I7 - com isolamen o, sem aquecimen o
Cená io eabil iado I3 - sem isolamen o, com aquecimen o in e mi en e Cená io eabili ado I9 - com isolamen o, com aquecimen o in e mi en e
0
500
1000
1500
2000
2500
3000
3500
4000
Janei o Fe e ei o Ma ço Ab il Maio Junho Julho Agos o Se emb o Ou ub o No emb o Dezemb o
IDT - I [ºCh]
Cená io eabil iado I1 - sem isolamen o, sem aquecimen o Cená io eabili ado I7 - com isolamen o, sem aquecimen o
Cená io eabil iado I3 - sem isolamen o, com aquecimen o in e mi en e Cená io eabili ado I9 - com isolamen o, com aquecimen o in e mi en e
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
255
VI.II. Coimb a
No p esen e anexo ap esen am-se os esul ados do Índice de Descon o o Té mico de In e no da cidade
de Coimb a.
0
1000
2000
3000
4000
5000
6000
7000
8000
9000
10000
Janei o Fe e ei o Ma ço Ab il Maio Junho Julho Agos o Se emb o Ou ub o No emb o Dezemb o
IDT - I [ºCh]
Cená io eabil iado I1 - sem isolamen o, sem aquecimen o Cená io eabili ado I7 - com isolamen o, sem aquecimen o
Cená io eabil iado I3 - sem isolamen o, com aquecimen o in e mi en e Cená io eabili ado I9 - com isolamen o, com aquecimen o in e mi en e
0
500
1000
1500
2000
2500
3000
3500
4000
Janei o Fe e ei o Ma ço Ab il Maio Junho Julho Agos o Se emb o Ou ub o No emb o Dezemb o
IDT - I [ºCh]
Cená io eabil iado I1 - sem isolamen o, sem aquecimen o Cená io eabili ado I7 - com isolamen o, sem aquecimen o
Cená io eabil iado I3 - sem isolamen o, com aquecimen o in e mi en e Cená io eabili ado I9 - com isolamen o, com aquecimen o in e mi en e
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
256
VI.III. É o a
No p esen e anexo ap esen am-se os esul ados do Índice de Descon o o Té mico de In e no da cidade
de É o a.
0
1000
2000
3000
4000
5000
6000
7000
8000
9000
10000
Janei o Fe e ei o Ma ço Ab il Maio Junho Julho Agos o Se emb o Ou ub o No emb o Dezemb o
IDT - I [ºCh]
Cená io eabil iado I1 - sem isolamen o, sem aquecimen o Cená io eabili ado I7 - com isolamen o, sem aquecimen o
Cená io eabil iado I3 - sem isolamen o, com aquecimen o in e mi en e Cená io eabili ado I9 - com isolamen o, com aquecimen o in e mi en e
0
500
1000
1500
2000
2500
3000
3500
4000
Janei o Fe e ei o Ma ço Ab il Maio Junho Julho Agos o Se emb o Ou ub o No emb o Dezemb o
IDT - I [ºCh]
Cená io eabil iado I1 - sem isolamen o, sem aquecimen o Cená io eabili ado I7 - com isolamen o, sem aquecimen o
Cená io eabil iado I3 - sem isolamen o, com aquecimen o in e mi en e Cená io eabili ado I9 - com isolamen o, com aquecimen o in e mi en e
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
257
ANEXO VII. RESULTADOS DO ESTUDO DE SENSIBILIDADE – AVALIAÇÃO DO
DESCONFORTO TÉRMICO NA ESTAÇÃO DE AQUECIMENTO ATRAVÉS DA
NORMA EN 15251
VII.I. LISBOA
VII.II. COIMBRA
VII.III. ÉVORA
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
258
VII.I. Lisboa
No p esen e anexo ap esen am-se os esul ados, da cidade de Lisboa pa a a es ação de aquecimen o, da
análise do descon o o é mico segundo a No ma EN 15251 [28].
Cená ios eabili ados
Ca ego ia de
con o o
I1
I7
I3
I9
II
% Tempo o a dos
limi es de con o o 100% 100% 90% 80%
Núme o de ho as o a
dos limi es de con o o 3889 3889 3500 3111
III
% Tempo o a dos
limi es de con o o 99% 95% 61% 16%
Núme o de ho as o a
dos limi es de con o o 3846 3709 2421 626
5
7
9
11
13
15
17
19
21
5 10152025
Tempe a u a in e io [ºC]
Tempe a u a média ex e io [ºC]
Cená io eabili ado I1 - sem isolamen o
Cená io eabili ado I7 - com isolamen o
Ca . II
Ca . III
5
7
9
11
13
15
17
19
21
5 10152025
Tempe a u a in e io [ºC]
Tempe a u a média ex e io [ºC]
Cená io eabili ado I3 - sem isolamen o
Cená io eabili ado I9 - com isolamen o
Ca . II
Ca . III
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
259
VII.II. Coimb a
No p esen e anexo ap esen am-se os esul ados, da cidade de Coimb a pa a a es ação de aquecimen o,
da análise do descon o o é mico segundo a No ma EN 15251 [28].
Cená ios eabili ados
Ca ego ia de
con o o
I1
I7
I3
I9
II
% Tempo o a dos
limi es de con o o 100% 100% 90% 78%
Núme o de ho as o a
dos limi es de con o o 4344 4344 3910 3388
III
% Tempo o a dos
limi es de con o o 99% 95% 59% 28%
Núme o de ho as o a
dos limi es de con o o 4296 4118 2555 1195
5
7
9
11
13
15
17
19
21
5 10152025
Tempe a u a in e io [ºC]
Tempe a u a média ex e io [ºC]
Cená io eabili ado I1 - sem isolamen o
Cená io eabili ado I7 - com isolamen o
Ca . II
Ca . III
5
7
9
11
13
15
17
19
21
5 10152025
Tempe a u a in e io [ºC]
Tempe a u a média ex e io [ºC]
Cená io eabili ado I3 - sem isolamen o
Cená io eabili ado I9 - com isolamen o
Ca . II
Ca . III
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
260
VII.III. É o a
No p esen e anexo ap esen am-se os esul ados, da cidade de É o a pa a a es ação de aquecimen o, da
análise do descon o o é mico segundo a No ma EN 15251 [28].
Cená ios eabili ados
Ca ego ia de
con o o
I1
I7
I3
I9
II
% Tempo o a dos
limi es de con o o 100% 100% 90% 80%
Núme o de ho as o a
dos limi es de con o o 4152 4152 3944 3322
III
% Tempo o a dos
limi es de con o o 99% 94% 64% 33%
Núme o de ho as o a
dos limi es de con o o 4111 3891 2637 1361
5
7
9
11
13
15
17
19
21
5 10152025
Tempe a u a in e io [ºC]
Tempe a u a média ex e io [ºC]
Cená io eabili ado I1 - sem isolamen o
Cená io eabili ado I7 - com isolamen o
Ca . II
Ca . III
5
7
9
11
13
15
17
19
21
510152025
Tempe a u a in e io [ºC]
Tempe a u a média ex e io [ºC]
Cená io eabili ado I3 - sem isolamen o
Cená io eabili ado I9 - com isolamen o
Ca . II
Ca . III
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
261
ANEXO VIII. RESULTADOS DO ESTUDO DE SENSIBILIDADE – TEMPERATURA DO AR
INTERIOR NA ESTAÇÃO DE ARREFECIMENTO
VIII.I. LISBOA
VIII.II. COIMBRA
VIII.III. ÉVORA
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
262
VIII.I. Lisboa
No p esen e anexo ap esen am-se os esul ados da empe a u a do a in e io da cidade de Lisboa na
es ação de a e ecimen o, 4 meses (2928 ho as).
Cená ios eabili ados
V1
V7
V4
V10
Tempo > 25ºC 5% (146 ho as) 75% (2196) 2% (59 ho as) 40% (1171 ho as)
Média [ºC] 22,80 25,95 22,10 24,32
Qua il 25 [ºC] 21,83 24,90 21,19 23,29
Qua il 50 [ºC] 22,95 26,10 22,20 24,33
Qua il 75 [ºC] 23,85 27,19 23,16 25,50
Pe cen il 95% [ºC] 24,83 28,14 24,30 26,72
Pe cen il 98% [ºC] 25,11 28,39 24,64 27,04
Pe cen il 99% [ºC] 25,24 28,51 24,78 27,19
0
5
10
15
20
25
30
35
40
Janei o Fe e ei o Ma ço Ab il Maio Junho Julho Agos o Se emb o Ou ub o No emb o Dezemb o
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabili ado V1 - sem isolamen o, 1RPH Cená io eabili ado V4 - sem isolamen o, 4RPH
Cená io eabili ado V7 - com isolamen o, 1RPH Cená io eabili ado V10 - com isolamen o, 4RPH
Tempe a u a ex e io
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
263
0
5
10
15
20
25
30
35
40
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabili ado V1 -sem isolamen o, 1RPH Cená io eabili ado V4 -sem isolamen o, 4RPH
Cená io eabili ado V7 - com isolamen o, 1RPH Cená io eabili ado V10 - com isolamen o, 4RPH
Tempe a u a ex e io
Cená ios eabili ados
V1 V7 V4 V10
Tmax [ºC] 25,45 28,84 24,93 27,43
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
270
IX.I. Lisboa
No p esen e anexo ap esen am os esul ados do e ei o da en ilação no u na pa a a cidade de Lisboa.
IX.II. Coimb a
No p esen e anexo ap esen am os esul ados do e ei o da en ilação no u na pa a a cidade de Coimb a.
IX.III. É o a
No p esen e anexo ap esen am os esul ados do e ei o da en ilação no u na pa a a cidade de É o a.
15
17
19
21
23
25
27
29
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabili ado V1 - Sem isolamen o, 1RPH
Cená io eabili ado V4 - Sem isolamen o, 4RPH
15
17
19
21
23
25
27
29
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabili ado V7 - Com isolamen o, 1RPH
Cená io eabili ado V10 - Com isolamen o, 4RPH
15
17
19
21
23
25
27
29
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabili ado V1 - Sem isolamen o, 1RPH
Cená io eabili ado V4 - Sem isolamen o, 4RPH
15
17
19
21
23
25
27
29
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabili ado V7 - Com isolamen o, 1RPH
Cená io eabili ado V10 - Com isolamen o, 4RPH
15
17
19
21
23
25
27
29
31
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabili ado V1 - Sem isolamen o, 1RPH
Cená io eabili ado V4 - Sem isolamen o, 4RPH
15
17
19
21
23
25
27
29
31
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabili ado V7 - Com isolamen o, 1RPH
Cená io eabili ado V10 - Com isolamen o, 4RPH
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
271
ANEXO X. RESULTADOS DO ESTUDO DE SENSIBILIDADE – ÍNDICE DE
DESCONFORTO TÉRMICO DE VERÃO, IDT – V
X.I. LISBOA
X.II. COIMBRA
X.III. ÉVORA
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
272
X.I. Lisboa
No p esen e anexo ap esen am-se os esul ados do Índice de Descon o o Té mico de Ve ão, IDT – V
pa a a cidade de Lisboa.
0
200
400
600
800
1000
1200
1400
1600
1800
Junho Julho Agos o Se emb o
IDT - V [ºCh]
Cená io eabili ado V1 - sem isolamen o, 1RPH Cená io eabili ado V7 - com isolamen o, 1RPH
Cená io eabili ado V4 - sem isolamen o, 4RPH Cená io eabili ado V10 - com isolamen o, 4RPH
0
10
20
30
40
50
60
70
Junho Julho Agos o Se emb o
IDT - V [ºCh]
Cená io eabili ado V1 - sem isolamen o, 1RPH Cená io eabili ado V7 - com isolamen o, 1RPH
Cená io eabili ado V4 - sem isolamen o, 4RPH Cená io eabili ado V10 - com isolamen o, 4RPH
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
273
X.II. Coimb a
No p esen e anexo ap esen am-se os esul ados do Índice de Descon o o Té mico de Ve ão, IDT – V
pa a a cidade de Coimb a.
X.III. É o a
No p esen e anexo ap esen am-se os esul ados do Índice de Descon o o Té mico de Ve ão, IDT – V
pa a a cidade de É o a
0
50
100
150
200
250
300
350
400
450
500
Junho Julho Agos o Se emb o
IDT - V [ºCh]
Cená io eabili ado V1 - sem isolamen o, 1RPH Cená io eabili ado V7 - com isolamen o, 1RPH
Cená io eabili ado V4 - sem isolamen o, 4RPH Cená io Reabili ado V10 - com isolamen o, 4RPH
0
200
400
600
800
1000
1200
1400
1600
1800
Junho Julho Agos o Se emb o
IDT - V [ºCh]
Cená io eabili ado V1 - sem isolamen o, 1RPH Cená io eabili ado V7 - com isolamen o, 1RPH
Cená io eabili ado V4 - sem isolamen o, 4RPH Cená io eabili ado V10 - com isolamen o, 4RPH
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
274
0
20
40
60
80
100
120
140
160
180
Junho Julho Agos o Se emb o
IDT - V [ºCh]
Cená io eabili ado V1 - sem isolamen o, 1RPH Cená io eabili ado V7 - com isolamen o, 1RPH
Cená io eabili ado V4 - sem isolamen o, 4RPH Cená io eabili ado V10 - com isolamen o, 4RPH
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
275
ANEXO XI. RESULTADOS DO ESTUDO DE SENSIBILIDADE – AVALIAÇÃO DO
DESCONFORTO TÉRMICO NA ESTAÇÃO DE ARREFECIMENTO ATRAVÉS
DA NORMA EN 15251
XI.I. BRAGANÇA
XI.II. LISBOA
XI.III. COIMBRA
XI.IV. ÉVORA
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
276
XI.I. B agança
Ap esen a-se no p esen e anexo os esul ados da a aliação do descon o o é mico, a a és da No ma
EN 15251 [28], pa a a cidade de B agança.
XI.II. Lisboa
Ap esen a-se no p esen e anexo os esul ados da a aliação do descon o o é mico, a a és da No ma
EN 15251 [28], pa a a cidade de Lisboa.
15
17
19
21
23
25
27
29
31
33
35
12 17 22 27
Tempe a u a in e io [ºC]
Tempe a u a média ex e io [ºC]
Cená io eabili ado V1 - sem isolamen o, 1RPH
Cená io eabili ado V7 - com isolamen o, 1RPH
15
17
19
21
23
25
27
29
31
33
35
12 17 22 27
Tempe u a in e io [ºC]
Tempe a u a média ex e io [ºC]
Cená io eabili ado V4 - sem isolamen o, 4RPH
Cená io eabili ado V10 - com isolamen o, 4RPH
15
17
19
21
23
25
27
29
31
33
35
12 17 22 27
Tempe a u a in e io [ºC]
Tempe a u a média ex e io [ºC]
Cená io eabili ado V1 - sem isolamen o, 1RPH
Cená io eabili ado V7 - com isolamen o, 4RPH
15
17
19
21
23
25
27
29
31
33
35
12 17 22 27
Tempe a u a in e io [ºC]
Tempe a u a média ex e io [ºC]
Cená io eabili ado V4 - sem isolamen o
Cená io eabili ado V10 - com isolamen o
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
277
XI.III. Coimb a
Ap esen a-se no p esen e anexo os esul ados da a aliação do descon o o é mico, a a és da No ma
EN 15251 [28], pa a a cidade de Coimb a.
XI.IV. É o a
Ap esen a-se no p esen e anexo os esul ados da a aliação do descon o o é mico, a a és da No ma
EN 15251 [28], pa a a cidade de É o a.
15
17
19
21
23
25
27
29
31
33
35
12 17 22 27
Tempe a u a in e io [ºC]
Tempe a u a média ex e io [ºC]
Cená io eabili ado V1 - sem isolamen o, 1RPH
Cená io eabili ado V7 - com isolamen o, 1RPH
15
17
19
21
23
25
27
29
31
33
35
12 17 22 27
Tempe a u a in e io [ºC]
Tempe a u a média ex e io [ºC]
Cená io eabili ado V4 - sem isolamen o, 4RPH
Cená io eabili ado V10 - com isolamen o, 4RPH
15
17
19
21
23
25
27
29
31
33
35
12 17 22 27
Tempe a u a in e io [ºC]
Tempe a u a média ex e io [ºC]
Cená io eabili ado V1 - sem isolamen o, 1RPH
Cená io eabili ado V7 - com isolamen o, 1RPH
15
17
19
21
23
25
27
29
31
33
35
12 17 22 27
Tempe a u a in e io [ºC]
Tempe a u a média ex e io [ºC]
Cená io eabili ado V4 - sem isolamen o, 1RPH
Cená io eabili ado V10 - com isolamen o, 4RPH
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
278
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
279
ANEXO XII. RESULTADOS DO ESTUDO DE SENSIBILIDADE – TEMPERATURA MÉDIA
RADIANTE VS TEMPERATURA DO AR INTERIOR
XII.I. BRAGANÇA
XII.II. LISBOA
XII.III. COIMBRA
XII.IV. ÉVORA
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
286
XII.IV. É o a
Ap esen a-se no p esen e anexo os esul ados da compa ação en e a empe a u a do a in e io e a
empe a u a média adian e pa a a cidade de É o a.
Es ação de aquecimen o
5
7
9
11
13
15
17
19
21
23
25
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabili ado I1 - sem isolamen o, sem aquecimen o
Tempe a u a média adian e Tempe a u a in e io
5
7
9
11
13
15
17
19
21
23
25
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabili ado I2 - sem isolamen o, com aquecimen o
con ínuo
Tempe a u a média adian e Tempe a u a in e io
5
7
9
11
13
15
17
19
21
23
25
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabili ado I3 - sem isolamen o, com aquecimen o
in e mi en e
Tempe a u a média adian e Tempe a u a in e io
5
7
9
11
13
15
17
19
21
23
25
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabili ado I7 - com isolamen o, sem aquecimen o
Tempe a u a média adian e Tempe a u a in e io
5
7
9
11
13
15
17
19
21
23
25
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabil iado I8 - com isolamen o, com aquecimen o
con ínuo
Tempe a u a média adian e Tempe a u a in e io
5
7
9
11
13
15
17
19
21
23
25
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabili ado I9 - com isolamen o, com aquecimen o
in e mi en e
Tempe a u a média adian e Tempe a u a in e io
A aliação do Desempenho Hig o é mico e do Con o o de Edi ícios Ru ais Reabili ados
287
Es ação de a e ecimen o
10
12
14
16
18
20
22
24
26
28
30
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabili ado V1 - sem isolamen o, 1RPH
Tempe a u a média adian e Tempe a u a in e io
10
12
14
16
18
20
22
24
26
28
30
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabili ado V4 - sem isolamen o, 4RPH
Tempe a u a média adian e Tempe a u a in e io
10
12
14
16
18
20
22
24
26
28
30
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabili ado V7 - com isolamen o, 1RPH
Tempe a u a média adian e Tempe a u a in e io
10
12
14
16
18
20
22
24
26
28
30
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1
Tempe a u a [ºC]
Cená io eabili ado 10 - com isolamen o, 4RPH
Tempe a u a média adian e Tempe a u a in e io