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O Vídeo na Atividade Laboratorial: Um Estudo Exploratório no 11º Ano

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O Vídeo na Atividade Laboratorial: Um Estudo Exploratório no 11º Ano

Author: Helena Maria Lemos Beleza Sepúlveda Moreira
Year: 2013
DOI: 10.34626/vvbp-kh70
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/69154/2/24504.pdf
O Vídeo na A i idade
Labo a o ial:
Um Es udo Explo a ó io no
11º Ano
Helena M Lemos Beleza Sepúl eda Mo ei a
Mes ado em Física e Química em Con ex o Escola
Depa amen o de Química e Bioquímica
2013
O ien ado
João Ca los de Ma os Pai a, P o esso Dou o , FCUP
FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
II
FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
III
Ag adecimen os
Uma in es igação des a na u eza não se ealiza sem a ajuda e pa icipação de
á ias pessoas, cujas con ibuições, po mais insigni ican es ou e en uais que pa eçam,
não deixam de se undamen ais po in eg a em ine i a elmen e o odo que ago a se
ap esen a.
A minha g a idão di eciona-se pois a odos os que me apoia am, e sem p e ende
uma nomeação exaus i a, começa a po ag adece ao meu o ien ado , P o esso Dou o
João Pai a, pela demons ação de con iança absolu a no meu abalho e pelo incen i o
cons an e e semp e en usias a em odas as ases, nomeadamen e no a anque de odo o
p ocesso.
Não posso deixa de exp essa o meu econhecimen o ao D . Luciano Mo ei a
pela sua disponibilidade e paciência na ajuda com o p og ama de a amen o de dados,
pela sua pe spicácia ela i amen e à análise das ideias e a i udes dos alunos
en e is ados, pelas suges ões e ap eciações c í icas e c i e iosas du an e a discussão
de esul ados e pela sua simpa ia e en usiasmo con agian e.
Ao Rui, ao F ancisco e ao Diogo, pelo apoio e amo incondicional e pela paciência
e incen i o cons an e nos momen os de mais desânimo ou de abalho excessi o.
Finalmen e aos meus alunos que, ao acei a em pa icipa numa dinâmica di e en e
e exigen e, o ize am de o ma gene osa e since a, e elando-se essenciais no p og esso
des a in es igação, já que oi po eles e pa a eles que a desen ol i.
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“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
IV
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V
Resumo
Numa sociedade ecnológica em cons an e mudança e eno ação o na-se
imp escindí el adap a as me odologias didá icas às exigências e espec a i as dos jo ens
da no a ge ação, ape echando-os das compe ências undamen ais pa a uma inse ção
plena e consonan e com os equisi os do me cado a ual. Nessa pe spe i a, é impe a i o
que a educação em ciência desempenhe um papel impulsionado no desen ol imen o de
capacidades cogni i as e p ocessuais, eco endo a es a égias ino ado as que es ejam
balizadas no quad o de e e ências dos jo ens a uais.
Os ídeos educa i os, e pa icula men e os que ap esen am p ocedimen os
expe imen ais, são e e enciados como a o á eis à aquisição de compe ências p á icas
labo a o iais. No en an o, e en e ou os a o es, é impo an e comp eende o impac o do
momen o da sua isualização na qualidade da ap endizagem.
Nes e es udo, sujei ou-se um g upo de alunos do 11º ano, que equen a am a
disciplina de Física e Química A, à isualização de um ídeo labo a o ial, in i ulado
“Neu alização: Uma eação ácido base”, an es da execução p á ica da espe i a
expe iência. De seguida o ou o g upo de alunos, pe encen es à mesma u ma, ealizou
p imei o a a i idade expe imen al e iu o ilme pos e io men e.
No sen ido de a e igua qual se ia o momen o mais adequado pa a a
ap esen ação do ídeo e de a alia o seu impac o o am u ilizados os seguin es
ins umen os de ecolha de in o mações: um guião de isualização do ídeo; a
obse ação di e a, a a és ecolha de imagens o og á icas, de ídeo e de no as de
campo du an e a execução labo a o ial; e a análise de en e is as semies u u adas
indi iduais ealizadas a alguns alunos de ambos os g upos. Reco eu-se a uma
me odologia de in es igação cien í ica de ca iz essencialmen e quali a i o, sendo a
análise das en e is as ealizada com ecu so ao NVIVO-10.
Es e es udo explo a ó io suge e que a isualização p é ia do ídeo labo a o ial
a o ece a es u u ação da p á ica labo a o ial, embo a condicione e es inja a li e
explo ação expe imen al e a au oap endizagem, sendo es e o momen o pa a a
ap esen ação do ídeo alo izado po alunos que mani es am conceções quan i a i as da
ap endizagem. Tendencialmen e es es alunos adqui em mais compe ências p ocessuais.
A isualização pos e io enco aja a au oa aliação c í ica e a moni o ização do
desempenho, p omo endo um con olo sob e a ap endizagem. Es e oi o momen o
alo izado po alunos que eco en emen e abo dam o es udo de o ma mais p o unda e

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são p ó-a i os na cons ução do conhecimen o. Tendencialmen e es es alunos adqui em
mais compe ências cogni i as.
Cabe á ao p o esso , conscien e de que a in eg ação pedagógica de um ecu so
des a na u eza se e es e de signi icados di e en es, seleciona qual o momen o em que
a sua aplicação se á mais a o á el em unção do g au de desen ol imen o cogni i o dos
alunos, da espe i a desen ol u a p á ica e da complexidade das écnicas en ol idas em
cada uma das a i idades labo a o iais a explo a .
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VII
Abs ac
In a echnology based socie y ha is cons an ly e ol ing and changing, i becomes
essen ial o adap he didac ical me hods o he demands and expec a ions o young men
and women o new gene a ions, p o iding hem wi h co e compe ences o a ull and
success ul en y in o oday’s labou ma ke . Wi h ha in mind, i is undamen al ha he
educa ion o scien i ic subjec s plays a boos ing ole in he de elopmen o he cogni i e
and p ocessing capabili ies, using inno a i e s a egies ha i in o oday’s young
gene a ion e e ences.
Educa ional ideos, pa icula ly hose ha p esen expe imen al p ocedu es, a e
e e enced as being a ou able o he acquisi ion o p ac ical compe ences in he
labo a o y; howe e , he momen a which hey a e isualized may be de e minan o hei
success as a lea ning ool.
In his s udy, a g oup o 11 h g ade s, en olled in Physics and Chemis y A class,
was subjec ed o he isualiza ion o a labo a o ial ideo called “Neu aliza ion: An
acid/base eac ion” be o e he p ac ical execu ion o he same expe imen . The o he
g oup o s uden s o he same class was subjec ed o he same ideo bu a e he
expe imen had al eady been pe o med in he labo a o y.
The ollowing in o ma ion ga he ing ins umen s and echniques we e used o
unde s and wha would be he mos e ec i e momen o show he ideo o he s uden s: a
sc ip o he ideo; a di ec obse a ion o he s uden s, pho og aphic images and ideo
collec ion and ield no e aking du ing labo a o ial execu ion; u he mo e, semi-s uc u ed
in e iews we e conduc ed wi h some o he s uden s o bo h g oups and analysed. A
mos ly quali a i e scien i ic me hodology was used, as he in e iews we e analysed wi h
NVIVO-10.
This explo a o y s udy sugges s ha obse a ion o he ideo p e ious o he
labo a o ial expe imen wo ks in a ou o a be e wo k s uc u e om he s uden s,
al hough i was also shown o es ic eedom in labo a o y expe imen a ion and sel -
lea ning, hus being he obse a ion momen ha is alued by s uden s ha demons a e a
quan i a i e concep ion o lea ning. These s uden s end o acqui e mo e p ocedu al skills.
The la e iewing encou ages a mo e c i ical sel -e alua ion and a pe o mance
moni o ing, p omo ing con ol o e he lea ning p ocess. This was he momen alued by
s uden s who ecu en ly discuss he s udy in mo e dep h and a e p oac i e in knowledge
cons uc ion. The e is a end in he s uden s subjec o his p ocedu e o acqui e mo e
cogni i e compe encies.
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VIII
I is hen he eache ’s ole, awa e ha pedagogical in eg a ion o such a lea ning
ool can achie e di e en esul s, o selec he bes momen o i s applica ion, bea ing in
mind he cu en cogni i e de elopmen s age o his s uden s, hei com o wi h he
p ac ical execu ion o he expe imen s and he echnical complexi ies in ol ed in each one
o he labo a o ial ac i i ies ha a e o be explo ed in he class.
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IX
Índice Ge al
Ag adecimen os ..............................................................................................................III
Resumo ........................................................................................................................... V
Abs ac ......................................................................................................................... VII
Índice Ge al .................................................................................................................... IX
Índice de Figu as ............................................................................................................ X
Índice de Esquemas ...................................................................................................... XI
Índice de G á icos .......................................................................................................... XI
Índice de Quad os ......................................................................................................... XI
Índice de Tabelas ........................................................................................................... XI
CAPÍTULO 1 – Ap esen ação da In es igação .............................................................. 1
1.1 Pe inência da in es igação ..................................................................................... 1
1.2 P oblema de in es igação ....................................................................................... 2
1.3 Obje i os de in es igação ........................................................................................ 2
1.4 O ganização e es u u a da disse ação .................................................................. 2
CAPÍTULO 2 - O Es ado da A e ..................................................................................... 5
2.1 O abalho labo a o ial no ensino da Química .......................................................... 5
2.1.2 O ien ações cu icula es ................................................................................... 5
2.1.2 Enquad amen o CTSA ...................................................................................... 6
2.1.3 Po encialidades e cons angimen os ................................................................. 8
2.2 As Tecnologias da In o mação e Comunicação (TIC) no con ex o escola .............. 9
2.2.1 Gene alidades .................................................................................................. 9
2.2.2 O ídeo educa i o ............................................................................................12
2.3 A a i idade labo a o ial – “Neu alização: uma eação ácido base”.........................15
2.3.1 Enquad amen o cu icula no 11º ano ..............................................................15
2.3.2 Compe ências do ipo conce uais, p ocessuais e a i udinais ............................18
2.3.3 Con eúdos eó icos ..........................................................................................20
2.3.4 Técnicas labo a o iais ......................................................................................34
2.3.5 Ve du a, Segu ança e P e enção ....................................................................37
CAPÍTULO 3 – Ca ac e ização do Recu so ..................................................................41
CAPÍTULO 4 – Me odologia da In es igação ...............................................................51
4.1 Desc ição do es udo ...............................................................................................51
4.2 Pa icipan es ..........................................................................................................54
4.3 Ins umen os de ecolha de in o mações ................................................................54
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CAPÍTULO 2 - O Es ado da A e
2.1 O abalho labo a o ial no ensino da Química
2.1.2 O ien ações cu icula es
O a ual es ado da educação é uma das g andes p eocupações da nossa
sociedade. In es e-se mui o nes a a i idade ão necessá ia e, no en an o, no a-se uma
espécie de desconce o ge al pe an e os esul ados nem semp e posi i os que se ão
conseguindo.
Em meados do século XX, pensou-se que a democ a ização do ensino iesse pô
cob o a g ande pa e dos p oblemas sociais e humanos. Pa a es a co en e de
pensamen o, o mal dos po os e a de e minada pela igno ância e al a de al abe ização
que enca ce a a as populações na al a de inicia i a e na es agnação.
Consequen emen e, su ge uma en a i a gene alizada de aumen a a axa de ci culação
social, p opo cionando igualdade de opo unidades pa a odos, com uma medida
ideológica e polí ica que co espondia a um ala gamen o da escola idade ob iga ó ia
(Pe enoud, 2002).
A massi icação do ensino não ge ou imedia amen e uma melho ia na educação
dos po os, nomeadamen e no que se e e e à li e acia cien í ica, já que a ên ase do
ensino das ciências cen a a-se na ansmissão o al de con eúdos cien í icos pelo
p o esso , eduzindo-se o aluno a um papel passi o de simples ece o . Assis e-se en ão
a uma mudança de pa adigma ela i amen e à ap endizagem dos p ocessos da ciência
ao en a implemen a o mé odo expe imen al de ap endizagem a a és da descobe a
que e e como aspe os posi i os o aumen o da mo i ação e o en ol imen o de um maio
núme o de alunos. No en an o, es a en a i a esul ou de ce a o ma acassada, pois
acabou po se ma e ializa numa ap endizagem demons a i a de p ocessos e de
con eúdos, sem se undamen a na a iculação en e es es e a bagagem cogni i a do
aluno, a a és da aplicação de ecei uá ios, mais ou menos complexos, o ien ados pelo
p o esso .
No as p opos as de e o mas cu icula es su gem en ão de endidas po á ios
in es igado es no sen ido da ( e)conce ualização do abalho expe imen al, como uma
a i idade de na u eza in es iga i a, uma a i idade coope a i a de esolução de
p oblemas, na in e ace ciência / ecnologia / sociedade / ambien e (Almeida, 2001, p70 ).
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Es a e o ma eio po encia al e ações e ajus es não só na ma iz cu icula do
ensino secundá io, como ambém na con ex ualização dos con eúdos p og amá icos e na
o mação de p o esso es.
Passando pa a uma ap eciação em conc e o, em ma ço de 2001 é homologado o
no o p og ama de Física e Química A pa a o ensino secundá io, cujas inalidades
educa i as e o ma i as ap esen am como in enção inal uma consolidação de sabe es no
domínio cien í ico que con i a compe ências de cidadania, que p omo a igualdade de
opo unidades e que desen ol a em cada aluno um quad o de e e ências, de a i udes,
de alo es e de capacidades que o ajudem a c esce a ní el pessoal, social e
p o issional. (M.E, 2003, p.6)
2.1.2 Enquad amen o CTSA
A comp eensão da ciência e da ecnologia não pode se e e i a sem se en ende
e dadei amen e quais as elações en e elas e as consequen es implicações na
sociedade. De o ma complemen a , os acon ecimen os sociais endem a ajus a e
ede ini os p óp ios obje i os da ciência e da ecnologia mas ambém, e de aco do com
p incípios de sus en abilidade ecológica, se á necessá io não exclui des a equação as
implicações ambien ais deco en es dos a anços cien í icos e ecnológicos. Assim, a
ap endizagem cien í ica não pode á di o cia -se do seu papel o ien ado e o mado , pelo
que es a no a e o ma cu icula p opõe o conhecimen o em ação “po ensino CTSA”,
(Ciência, Tecnologia e Sociedade e Ambien e), possibili ando assim ao aluno assumi um
papel c í ico e c i e ioso que lhe pe mi a oma decisões pessoais e p o issionais de
aco do com es e quad o de e e ência.
A isão ex e na da ciência como pa e in eg an e da cul u a do nosso empo,
es u u a-se na sociedade e, po isso, impo a á o ná-la acessí el a odos os indi íduos
con o me as espe i as necessidades e papéis sociais. Es a isão encon a-se
o ganizada em ol a de duas ideias p incipais explanadas no documen o o icial do
p og ama de Física e Química A pa a o ensino secundá io. (M.E., 2003, p.7)
1. A comp eensão do mundo na sua globalidade e complexidade eque o ecu so
à in e disciplina idade com is a a concilia as análises agmen adas que as
isões analí icas dos sabe es disciplina es omen am e undamen am. As isões
disciplina es se ão semp e complemen a es.
2. Escolhem-se si uações-p oblema do quo idiano, amilia es aos alunos, a pa i
das quais se o ganizam es a égias de ensino e de ap endizagem que i ão e le i
a necessidade de escla ece con eúdos e p ocessos da Ciência e da Tecnologia,
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bem como das suas in e - elações com a Sociedade, p opo cionando o
desen ol imen o de a i udes e alo es. A ap endizagem de concei os e p ocessos
é de impo ância undamen al mas o na-se o pon o de chegada, não o pon o de
pa ida.
Uma abo dagem CTSA dos con eúdos p og amá icos, p incipalmen e daqueles
que mais se elacionam com a i idades labo a o iais e de aco do com es as o ien ações,
de e á aba ca g andes emas-p oblema da a ualidade como con ex os ele an es pa a o
desen ol imen o e ap o undamen o dos concei os, a o ecendo uma me odologia
cen ada na esolução de p oblemas po ia expe imen al (M.E., 2003)
Salien e-se que, nes a pe spe i a, as a i idades p á icas de sala de aula ou de
labo a ó io de em se en endidas como ias pa a alcança ap endizagens especí icas e
não como algo que se execu a após o desen ol imen o dos emas num o ma o
exposi i o. P e ende-se pois, que a iloso ia subjacen e aos p og amas mig e da lógica da
“Ins ução em Ciência” pa a a lógica da “Educação Cien í ica”, apoiando-se numa isão
mais ol ada pa a o ex e io pela con ex ualização dos concei os a ados,
nomeadamen e nas aulas labo a o iais.
As o ien ações emanadas do minis é io da educação ela i amen e ao ensino
o mal das ciências expe imen ais passam po um escla ecimen o p é io quan o à
e minologia associada a cada a i idade e que se esume no seguin e quad o:
Quad o 2.1 – Componen e labo a o ial – isão global, (M.E. 2003).
A i idade P á ica
(AP)
A i idade Labo a o ial
(AL)
T abalho Expe imen al
(TE)
Ta e as ealizadas pelos
alunos manipulando
ecu sos e ma e iais
di e si icados, den o ou
o a da sala de aula
T abalho p á ico ealizado
em labo a ó io,
indi idualmen e ou em
g upo
T abalho p á ico que en ol a
manipulação de a iá eis, seja
na o ma de expe iência
guiada, seja em o ma o
in es iga i o.
O abalho expe imen al pode á ou não se do ipo labo a o ial, assim como o
abalho labo a o ial pode á ou não se do ipo expe imen al, mas com a aplicação
pedagógica de qualque uma das ês e en es p e ende-se que o aluno encon e
espos a a ques ões p oblemas, es abeleça conexões en e a eo ia e a p á ica e explo e
esul ados que lhe pe mi a con on a as sua p óp ias ep esen ações com a ealidade.
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Nes e con ex o, é undamen al que an es da ealização de qualque p ocesso
p á ico / labo a o ial / expe imen al, o p o esso se assegu e de que os alunos
en ende am qual a si uação p oblemá ica a esol e e quais os obje i os da a i idade, de
modo a que possam pa icipa na sua plani icação, na iden i icação de g andezas a medi
e a con ola , na seleção dos ma e iais e equipamen os necessá ios e na iden i icação de
eg as de segu ança pessoal e ambien ais en ol idas.
2.1.3 Po encialidades e cons angimen os
A me odologia p opos a pelos no os p og amas é de ac o alician e e é inegá el
que a con ex ualização da Física e da Química na sociedade como e amen a ú il pa a a
esolução de p oblemas, o nou o a amen o dos emas p og amá icos mui o mais
a a i o e mo i an e a ní el de sala de aula. Con udo, es a abo dagem é mais exigen e
em e mos de p epa ação de aulas dado que, se po um lado aumen a o in e esse dos
alunos, já que encon am se en ia p á ica nos con eúdos lecionados, po ou o lado
ob iga a uma pesquisa mais ap o undada e con ex ualizada po pa e do p o esso . É, de
ac o, mui o mais ácil ado a uma a i ude exclusi a, epe i i a e passi a que se e a
odos e pa a udo e mesmo os p óp ios alunos nem semp e es ão dispos os a po a “mão
na massa”. No en an o, ap ende po ep odução passi a do sabe ansmi ido não
desen ol e as compe ências cogni i as necessá ias à in eg ação ecnológica e social na
pe spe i a CTSA, pelo que os no os p og amas, com a e en e expe imen al bem
explíci a e exequí el ie am da uma no a ab angência aos concei os, con ex ualizando-
os.
Um es udo ealizado po San os (2002) compa a o abalho expe imen al apoiado
num p o ocolo p é de inido com o abalho expe imen al de in es igação, no que se e e e
às an agens apon adas po alunos e p o esso es, pa a cada ipo de abalho e às
compe ências mobilizadas. Esse es udo pe mi iu conclui que o p incipal ge ado de
di iculdades sen idas pelos alunos é p ecisamen e o ipo de abalho expe imen al –
géne o ecei uá io – que es a am habi uados a ealiza , não endo po isso desen ol ido
a é aí compe ências no campo concep ual e p ocessual que lhes pe mi isse a a iculação
en e esses dois campos e as compe ências necessá ias pa a a de eção de p oblemas,
o mulação de hipó eses, pa a a conc e ização expe imen al e inalmen e pa a a
elabo ação de conclusões. A ibuem a esponsabilidade do dé ice no desen ol imen o
dessas compe ências ao excessi o peso o ien a i o e cas ado associado ao abalho
labo a o ial com p o ocolo p é de inido.
Alunos e p o esso es en ol idos nesse es udo e e em ambém, ou as limi ações
ao desen ol imen o do mé odo in es iga i o elacionadas com as condicionan es
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escola es e cu icula es, nomeadamen e a al a de ma e ial, de espaço, de empo pela
necessidade de cump i os p og amas em unção da a aliação inal, a excessi a ca ga
ho á ia dos alunos e o ele ado núme o de alunos po u ma. Toda ia, a me odologia de
esolução de p oblemas po ia expe imen al oi ambém apon ada como mo i ado a e
desa iado a, pa icula men e no que conce ne à u ilização e desen ol imen o de
compe ências como a imaginação, a c ia i idade, o aciocínio e a au o con iança; pila es
undamen ais onde assen am a o mação cien í ica e pessoal absolu amen e necessá ias
pa a que o jo em possa in eg a a i a e esponsa elmen e a sociedade em que i emos.
Como implicações pedagógicas do es udo, a au o a ecomen a i amen e a
u ilização do abalho expe imen al de in es igação mas a iculado com os á ios ipos de
abalhos expe imen ais, dependendo dos obje i os que se p e ende a ingi , sem abusa
das a i idades exclusi amen e manipula i as, as quais como já e e imos, desen ol em
apenas compe ências p á icas.
Ap ende ciência é mais do que ap ende écnicas. É necessá io al e a as
p á icas de modo a que deixem de se me os exe cícios de e i icação ou de ilus ação
de conhecimen os e a que passem a cons i ui e dadei as si uações p oblemá icas
abe as. (San os, 2002, p.176).
Nes e sen ido, cabe à escola enquan o ins i uição e ao p o esso , enquan o ges o
des e p ocesso, a dinamização de ecu sos ma e iais e o ma i os, os quais associados a
uma e lexão au o c í ica conjun a de p á icas pedagógicas, possibili em aos alunos uma
p epa ação e e i a em consonância com as exigências do me cado p o issional a ual.
Uma p á ica e lexi a sob e as o mas de ensino ap endizagem numa sociedade
ecnológica em e iden e desen ol imen o não ica ia comple a sem uma abo dagem às
ecnologias de in o mação e às espe i as po encialidades no âmbi o escola ,
nomeadamen e na medida em que complemen am e pe mi em acili a a aquisição de
concei os po esolução de p oblemas, acedendo a labo a ó ios i uais, a simulações
compu acionais ou a ídeos educa i os, po exemplo.
2.2 As Tecnologias da In o mação e Comunicação (TIC) no con ex o
escola
2.2.1 Gene alidades
Uma abo dagem sob e as TIC em con ex o escola e á de se necessa iamen e
sin é ica, a endendo à complexidade do ema e à abundância bibliog á ica. Nes e

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con ex o, a -se-á apenas uma isi a aos aspe os mais de e minan es no âmbi o des e
abalho.
A pa da democ a ização, da consequen e massi icação da escola e da
eme gência do desen ol imen o de capacidades in es iga i as nos alunos, su ge a
acessibilidade ao compu ado pessoal com inúme as implicações em di e sos campos
cien í icos e educacionais na sociedade de o ma ge al.
A ciência da compu ação o neceu, assim, um supo e pa a a Re olução Digi al,
dando o igem à E a da In o mação. A escola oi-se moldando e adap ando, de o ma a
acompanha o p ocesso e olu i o de uma sociedade digi al em cons an e mu ação, com
as consequen es implicações não só ao ní el ins i ucional, mas ambém ao ní el de
ecu sos humanos, ma e iais e cu icula es.
A escola deixou de se o meio p i ilegiado de comunicação da in o mação e de
conhecimen os, endo-se colocado numa posição complemen a ela i amen e aos meios
de comunicação eme gen es, consolidando-se numa ab angência mais ala gada do que
a simples ansmissão passi a do sabe .
Os meios e as ecnologias de comunicação em cons an e expansão são cada ez
mais a a i os, não só em e mos de acessibilidade e complexidade, mas ambém no que
conce ne à sua pe inência e ao concei o “use endly”. Consequen emen e, não é de
es anha que de enham a p e e ência dos jo ens con empo âneos pa a a sua u ilização
em de imen o do papel e do lápis, da ca a esc i a e da mono onia de uma aula mais
exposi i a. Es es jo ens, apelidados po “zap gene a ion” – como salien a Mo ais (2007) –
já nasce am e c esce am azendo pa e in eg an e da e a digi al. Pa a eles, os á ios
equipamen os de comunicação digi al, como o “iphone”, o “ipad” o compu ado po á il,
e c, são u ensílios ão comuns como e am pa a os seus a ós a lousa e o giz. Habi ua am-
se desde mui o no os a uma con i ência in ima com es es ins umen os, ecebendo
“impu s” e “ou pu s” à elocidade da luz e à dis ância de um “click”. Mo ais (2007),
salien a a necessidade compulsi a de comunica des e g upo ge acional e que, sendo
imensa a quan idade e qualidade de in o mação disponibilizada, impõem-se como
obje i o educacional le a os alunos a adqui i em uma a i ude c í ica e c i e iosa na
seleção de con eúdos pedagógicos e cien í icos com que são bomba deados:
Mais do que ensina , é necessá io educa pa a a au o ap endizagem (Mo ais,
2007, p.330).
Sob pena de se o na obsole a, e og ada e a é inú il, a escola em de se adap a
a es a e dadei a explosão in o má ica e de ino ação ecnológica, adap ando e
lexibilizando as suas p á icas, não só de aco do com as exigências dos alunos, mas
ambém com as necessidades do me cado de abalho onde ão in eg a . Como e e e
Mo ais & Pai a (2006, p.1), a sob e i ência das escolas depende á da sua capacidade
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(…) de p opo ciona em a odos en adas e saídas que se adap em às al e nâncias dos
empos de o mação e de p odução.
Também Pai a (2003), e e e an agens da u ilização das ecnologias de
in o mação não só ao ní el da a i ude posi i a dos pais ace à p á ica c escen e do uso do
compu ado pa a es uda , mas sob e udo po que, sendo os p o esso es p omo o es das
ap idões ecnológicas dos alunos, p incipalmen e nos ní eis de escola idade mais baixos,
a escola ende a exe ce , po ia da ecnologia, uma unção de ni elado a de di e enças
sociais. (p. 71).
No en an o, o enquad amen o ecnológico das p á icas educa i as não de e á
edunda num e o ço da me odologia mais adicional, pelo que a o mação e a
especialização do p o esso , bem como a adesão da equipa de abalho e da p óp ia
ins i uição escola é undamen al, não apenas na cons ução e implemen ação de
ecu sos educa i os e equipamen os como ambém na inclusão de obje i os bem cla os e
de inidos no P oje o Educa i o da escola.
A inse ção das ecnologias de in o mação em an agens ób ias, já que
p opo cionam ao jo em a inse ção num meio onde se sen e con o á el. No en an o,
ap esen a igualmen e alguns cons angimen os que se p endem, po exemplo, com a
ges ão de ecu sos e de empo, com a necessidade de conhecimen o e de
ape echamen o ecnológico e, essencialmen e, com a elabo ação de ecu sos
educa i os omen ado es da ap endizagem po descobe a que po enciem o
desen ol imen o do aciocínio e do pensamen o cons u i is a, em de imen o da
u ilização de me odologias ipo ecei uá io, ainda que i uais.
A u ilização abusi a das ecnologias de in o mação pode, po ou o lado, se
con ap oducen e que no que se e e e ao abalho ex a associado à explo ação e
elabo ação de cada um dos ecu sos, que no conce nen e à dependência digi al ine en e
ao p ocesso.
Um es udo ecen e (Pai a 2012) mos a que se po um lado, os es udan es e as
amílias alo izam a u ilização do compu ado , a acilidade de acesso à in o mação e a
in eg ação pedagógica e social das ecnologias de in o mação, po ou o, a sua u ilização
excessi a e p a icamen e exclusi a pode ge a uma ce a supe icialidade na o ma de
es a e de se (… ) e da qualidade no ap o undamen o da e lexão (ib., p. 93).
O au o de ende que não se pode desca a limina men e a u ilização das
ecnologias de in o mação e comunicação, como suge em algumas ações mais
undamen alis as, mas que a ónica de e se colocada na p ocu a do equilíb io jus o en e
o uso das ecnologias, a sua implemen ação e a consciencialização do e dadei o
alcance das suas po encialidades.
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Assim, man endo uma a i ude posi i a, uma disponibilidade ela i a e um bom
elacionamen o com odos os in e enien es, que humanos, que ecnológicos e, ao
mesmo empo, complemen ando o ensino mais adicional, com a u ilização opo una de
me odologias ino ado as, não ele ando a e en e mais empá ica da elação humana, o
esul ado só pode á se uma cla a p og essão que no i mo de ap endizagem que na
adesão po p oximidade do o mando que se iden i ica á acilmen e com a iden idade
ge acional p opo cionada pela aplicação em sala de aula des as no as ecnologias.
Nessa pe spe i a, o ídeo educa i o su ge como uma e amen a que pode á
p opo ciona aos alunos uma o ma de ap endizagem al e na i a mais signi ica i a e
mo i ado a.
2.2.2 O ídeo educa i o
Acompanhando o desen ol imen o ecnológico, os meios áudio isuais so em
con inuamen e um ape eiçoamen o signi ica i o e c escen e, não só em e mos de
qualidade, da disponibilidade de equipamen os de p odução / ep odução e da acilidade
de manuseamen o, mas ambém em e mos de acessibilidade a abalhos ealizados po
á ios au o es e pa ilhados ia in e ne .
Assim, o ídeo educa i o cons i ui-se como uma on e de in e esse pa a os nossos
jo ens pois unde o laze com a ap endizagem e com o desen ol imen o de capacidades
in elec uais, po enciando a imaginação e a pa ilha de expe iências em amília, na sala de
aula ou en e pa es mesmo que isicamen e dis an es.
Os ídeos educa i os, não podendo subs i ui o p o esso , êm uma unção
acili ado a da ap endizagem uma ez que possibili am a ap esen ação de si uações, que
se iam de di ícil desc ição o al mesmo com o apoio de imagens, nomeadamen e
si uações labo a o iais en ol endo iscos de segu ança ou ou as que desc e em
enómenos mic oscópicos como, po exemplo, ocas iónicas em eações químicas
( ídeos de animações).
Es e ipo de a i idade labo a o ial, i ual ou não, ap esen a ou as an agens
inques ioná eis além das ques ões de segu ança já e e idas, como po exemplo
(Ca alho e al., 2012):
 a possibilidade de execu a / isualiza de e minada expe iência mesmo quando o
ma e ial labo a o ial não se encon a disponí el em labo a ó io.
 pe mi e a ecolha e a amen o de dados epe idamen e sem en ol e cus os
ac escidos.
 pe mi e a in e p e ação de dados eais e a ualizá eis na in e ne , ap oximando o
labo a ó io do mundo eal.
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 os modelos usados conduzem a esul ados espe á eis de aco do com o
undamen o eó ico subjacen e à expe iência.
 pe mi e di eciona os alunos pa a as ques ões mais concep uais pois não icam
demasiado concen ados nos aspe os p ocedimen ais ine en es à execução
labo a o ial.
Toda ia, algumas des as an agens o nam-se con ap oducen es na medida em que
o uso excessi o de a i idades i uais pode ge a não só con usões en e os modelos
u ilizados como ep esen ação da ealidade e a p óp ia ealidade, mas ambém de u pa
a isão sob e a cons ução da ciência e das compe ências necessá ias pa a o aze .
Ramos (2000) conside a que o ídeo didá ico po se de ácil manu enção e de
baixo cus o, ap esen a imensas po encialidades e aplicações em di e sos momen os do
p ocesso educa i o esumidos no seguin e quad o:
Quad o 2.2 – Ca ac e ís icas do ídeo como ecu so didá ico, (Ramos, 2000).
Vídeo como
meio de
obse ação
 Obse ação de alunos e do p o esso como meio de au o a aliação
e au o co eção.
 Regis o de dados e imagens em p ocessos de in es igação.
Vídeo como
meio de
exp essão
 Exp essão da ap endizagem dos es udan es p oduzindo os seus
p óp ios ilmes.
 Exp essão e apoio à ap esen ação de abalhos académicos ou de
in es igação.
Vídeo como
meio de au o
ap endizagem
 Meio didá ico complemen a ao cu ículo.
 Meio de ensino à dis ância e ocupacional.
 Pe mi e in e ação em unção do i mo de ap endizagem pessoal e
das di iculdades de comp eensão.
Vídeo na sala
de aula
 Apoio complemen a ao p o esso pa a ilus a a explicação a a és
de imagens (não es á icas) e som.
 Ins umen o de ansmissão de conhecimen o e de in o mação.
 G a ação de p á icas labo a o iais.
Vídeo como
obje o de
in es igação
 Aquisição de conhecimen os de na u eza ecnológica.
 Análise, cons i uição e uncionamen o de mecanismos, máquinas,
equipamen os e p ocessos ope a i os de uncionamen o.
A isualização de um ídeo não implica de “pe si” que o aluno e enha e
comp eenda a in o mação isualizada e po an o o p o esso de e á elabo a uma
es a égia didá ica que ga an a o êxi o do ídeo como e amen a de ensino
ap endizagem. De igual o ma, os meios áudio isuais u ilizados como ecu sos didá icos
não se esgo am po si p óp ios, a sua o ça e impac o complemen am a do p o esso que
pode á ac escen a mais alguns ecu sos simila es ou de o igem dis in a. Es es ma e iais
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2.3.3 Con eúdos eó icos
E olução his ó ica do concei o de ácido e base
His o icamen e, a classi icação de subs âncias como ácidos ou bases e e a sua
o igem na obse ação de algumas p op iedades empí icas que es es compos os
ap esen a am em solução aquosa, como o sabo azedo pa a os ácidos, ou a ex u a
esco egadia ao a o, pa a as bases. As e e ências mais an igas dizem espei o ao
inag e e à soda cáus ica (“alcali”) ob ida no século VII pelos Á abes.
Com a e olução do conhecimen o da cons i uição da ma é ia á ios cien is as se
deb uça am sob e o es udo das ca ac e ís icas químicas dos ácidos e das bases. Robe
Boyle, no século XVII, e i ica que ce as subs âncias mudam de co quando se
encon am na p esença de ácidos ou de bases, in oduzindo a noção de indicado . Es a
de inição ope acional, mani es amen e incomple a, oi complemen ada pos e io men e
pelas descobe as de ou os cien is as, nomeadamen e po La oisie que a ibui a
esponsabilidade do ca ác e acido das subs âncias à p esença de um elemen o ge ado
de ácidos ao qual chamou oxigénio (oxys = azedo e genes = nasce ). No en an o, es a
eo ia é ques ionada ao se iden i ica em subs âncias que em solução aquosa inham
ca ac e ís icas ácidas mas não con inham oxigénio na sua cons i uição, como po
exemplo o ácido mu iá ico (solução aquosa de HCl).
Mais a de, S an e A henius em 1884, p e ê a exis ência de iões em soluções
aquosas de sais os quais con e iam a es as soluções a capacidade de conduzi a
co en e elé ica (ele óli os). A henius comple a es a ideia de inindo ácidos como
subs âncias que em solução aquosa libe am iões e bases como subs âncias que em
solução aquosa se dissociam com a o mação de . Es a eo ia icou conhecida como
a eo ia iónica e o neceu o p imei o modelo pa a a desc ição das p op iedades ácido-
base:
Ácido: (Eq. 2. 1)
Base: (Eq. 2. 2)
A eação de neu alização é ep esen ada po :
Eq. 2. 3)

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Segundo A henius, numa solução aquosa:
• se [ ] = [ ] a solução é neu a
• se [ ] > [ ] a solução é ácida
• se [ ] < [ ] a solução é básica ou alcalina
Es a eo ia, embo a e olucioná ia na época, não explica a o ca ác e químico de
subs âncias que não possuíam os iões ou , nem de ou as espécies químicas
molecula es que possuíam hid ogénios mas não e am ácidas, como o amoníaco, ,
em solução aquosa. Também igno a a o papel a i o que o sol en e exe ce sob e o
p ocesso de dissociação, pois as de inições de ácido e de base limi a am-se às soluções
aquosas.
Em 1923, Johanes B öns ed e Thomas Low y, publica am independen emen e a
eo ia p o ónica segundo a qual uma eação ácido-base é um p ocesso de ans e ência
de um p o ão de uma espécie química (ácido) pa a ou a (base) e que icou conhecida
como eo ia de B öns ed – Low y. De aco do com es e modelo, os ácidos são espécies
químicas, molecula es ou iónicas capazes de cede p o ões ( ) e as bases são
espécies químicas, molecula es ou iónicas capazes de ecebe p o ões ( ) do ácido,
sendo que o ácido ou a base podem con e e -se um no ou o a a és da doação ou
ixação de um p o ão, espe i amen e. Es e modelo p oduziu o concei o de pa ácido
base conjugado e explica as suas o ças ela i as, pe mi indo comp eende o papel
desempenhado pelo sol en e nas eações ácido base, nomeadamen e pela água:
(Eq. 2. 4)
Assim, os pa es ácido – base conjugados podem se ep esen ados po :
(Eq. 2. 5)
Es a de inição é mais ab angen e do que a eo ia iónica de A henius, já que a
engloba e comple a. No en an o, e embo a seja u ilizada a ualmen e pa a es udos do
compo amen o ácido e base da maio pa e das subs âncias, pa icula men e ao ní el do
ensino secundá io, es a eo ia compo a a des an agem de não explica o
compo amen o ácido ou básico em subs âncias ap ó icas.
Em 1923 su ge ambém a eo ia ele ónica p opos a po Gilbe Lewis, a qual
pe mi e explica as p op iedade básicas de subs âncias como o óxido de po ássio, ,
quando dissol ido em água, bem como as p op iedades ácidas das soluções aquosas de
dióxido de ca bono, , es endendo o concei o pa a além das espécies capazes de da
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ou ecebe p o ões. De aco do com es e modelo, um ácido é qualque espécie química
acei ado a de pa es de ele ões não ligan es (possui uma o bi al molecula azia) e uma
base é uma espécie química dado a de pa es de ele ões não ligan es. Po exemplo, o
amoníaco, NH3, na eação com a água a ua como base de Lewis ao doa um pa de
ele ões não ligan es ao ião H+ que ecebe esse pa de ele ões na sua o bi al disponí el,
1s, compo ando-se pois como um ácido de Lewis e o mando o ião amónio de aco do
com o mecanismo:
Figu a 2.1 – Reação de ionização do amoníaco
Na eação de ionização do amoníaco em água es e a ua como uma base ambém
de aco do com a de inição de B öns ed – Low y, pois ai ecebe um p o ão da água e
po an o a de inição de Lewis não in alida a de inição an e io , an es o na-a mais
ab angen e.
Nes a in es igação, e de aco do com as o ien ações cu icula es pa a o ensino
secundá io, se á es udado o compo amen o ácido e básico de subs âncias de aco do
com a eo ia p o ónica de B öns ed – Low y.
Reações ácido – base
O ácido clo íd ico é classi icado quimicamen e como ácido pois compo a-se como
al uma ez que o na e melho o o nesol, eage com ca bona os o iginando dióxido de
ca bono e neu aliza as bases. A ní el a ómico em a capacidade de o nece iões H+ em
solução aquosa pa a ou a espécie que os acei a e que se designa po base. A eação
onde oco e essa ans e ência do ião H+ é denominada - eação ácido-base.
Figu a 2.2 – T ans e ência de um ião H+ pa a o NH3 (Bu on, 2000)
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O clo e o de hid ogénio é um gás molecula mas em solução aquosa conduz a
co en e elé ica o que signi ica que con ém iões. A eação do clo e o de hid ogénio com
as moléculas de água pode se ep esen ada pela seguin e equação química.
(Eq. 2. 6)
ácido1 base2 base ácido
conjugada1 conjugado2
Nes a eação a molécula de H2O unciona como base acei ado a de p o ões e
o ma-se o ião oxónio, H3O+, que es á p esen e em odas as soluções aquosas. Po sua
ez, o ião oxónio pode cede o seu H+ e ol a a o ma a molécula de H2O, pelo que as
p op iedades das soluções ácidas elacionam-se di e amen e com a quan idade de iões
H3O+ p esen es em solução.
Quando um ácido cede um p o ão ans o ma-se numa base, chamada base
conjugada desse ácido, que em a capacidade de ol a a cap a um p o ão. Essa
capacidade é an o meno , quan o maio o a capacidade de o espe i o pa cede um
p o ão. Es as duas espécies químicas que cons i uem um pa ácido-base conjugado
di e em apenas num p o ão.
Os pa es ácido base conjugados equação (2.6) são:
O ácido clo íd ico é um ácido monop ó ico, pois apenas pode p oduzi um p o ão
em solução po cada molécula ionizada, e o e dado que a ex ensão da equação (2.6) é
p a icamen e comple a. Em solução aquosa o equilíb io desloca-se mui o no sen ido da
ionização do ácida e, po an o, a concen ação de ácido não ionizado, [HC ], p esen e é
ão baixa e ince a que não é mensu á el com p ecisão, o que impede o cálculo exa o do
alo da espe i a cons an e de acidez, sendo no en an o mui o ele ada:
Podemos ambém conclui que a pa ícula conjugada, , é uma base mui o aca pelo
que se man ém p a icamen e ine e na p esença da água.
De aco do com a de inição de A henius, uma base é uma subs ância capaz de
cede o ião hid óxido, , em solução aquosa e, pela de inição de B öns ed – Low y, um
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acei ado de p o ões. Os hid óxidos dos elemen os do p imei o g upo da abela pe iódica,
como o hid óxido de sódio, NaHO, e de po ássio, KHO, cump em ambos os c i é ios pois
con êm o ião na sua o ma molecula , compo am-se como ele óli os o es e
dissociam-se comple amen e em solução aquosa,
(Eq. 2. 7)
não se conseguindo de e a a p esença de NaHO em equilíb io. Po es es mo i os os
hid óxidos são conside ados quimicamen e como bases mui o o es.
Nes e es udo apenas se con ex ualiza a componen e eó ica ela i a aos ácidos e
bases o es, cuja ionização em água é p a icamen e comple a, pelo que as equações
químicas que aduzem a ionização do ácido ou a dissociação da base podem se
ep esen adas apenas com uma se a no sen ido di e o. No en an o, a maio ia dos ácidos
e bases exis en es são acos na medida em que a sua eação com a água é e e sí el e
pouco ex ensa no sen ido di e o. A o ça dessas espécies pode se calculada a a és da
espe i a cons an e de acidez ou basicidade que elaciona a concen ação das espécies
p esen es em equilíb io pa a uma dada empe a u a.
A eação de neu alização que ai se sujei a a es udo nes a disse ação é a
eação en e uma solução de ácido clo íd ico de concen ação desconhecida, cujo í ulo
ai se de e minado a a és de uma i ulação ácido base, usando como agen e i ulan e
uma solução pad ão de hid óxido de sódio. A pa i dos esquemas (2.6) e (2.7) podemos
esc e e a eação global que aduz a mis u a de quan idades es equiomé icas de
e de
(Eq. 2. 8)
Como se pode e i ica há pa ículas como o e o que uncionam
apenas como iões espe ado es, po isso a equação que aduz a eação en e o ácido e a
base pode se ep esen ada pelas pa ículas que e e i amen e eagem:
(Eq. 2. 9)
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Quando se mis u am iguais quan idades de ácido o e e base o e ambos
eagem comple amen e e as quan idades de e de em solução são
ambém iguais, pelo que ob emos uma solução neu a.
Es e ipo de eações são mui o usadas em análise química quan i a i a,
pa icula men e em i ulações ácido base, cujo obje i o é de e mina a concen ação (ou o
í ulo) de uma solução ácida (ou básica), conside ada o i ulado, a pa i da eação dessa
solução com ou a básica (ou ácida) cuja concen ação é igo osamen e conhecida
(solução pad ão) designada po i ulan e.
Numa i ulação ácido base ai-se adicionando o i ulan e a um olume
igo osamen e medido de i ulado a é se a ingi o pon o de equi alência ou seja o pon o
em que o ácido e a base es ão em p opo ções es equiomé icas. Mede-se com uma
bu e a o olume de solução necessá io pa a se da a neu alização de odo o i ulado,
pelo que es a écnica é ambém designada po olume ia ácido base.
A pa i da equação (2.9) pode-se conclui que no pon o de equi alência o núme o
de moles de ácido é igual ao núme o de moles da base, já que a p opo ção
es equiomé ica é 1:1 e po an o podemos esc e e :
nácido = nbase
ou em unção do olume e da concen ação dos eagen es:
(Eq. 2. 10)
Conhecendo a concen ação do i ulan e, o olume gas o pa a ealiza a
neu alização e o olume inicial de i ulado, pode á acilmen e de e mina -se com igo a
concen ação do i ulado.
Como se iu, a ealização p á ica des a de e minação en ol e o conhecimen o
p é io da eação em causa que de e se única, ápida e comple a, a medição igo osa de
olumes e de massas e a de eção do pon o em que odo o i ulado eagiu comple amen e
com o i ulan e.
Po ém, o pon o de equi alência, não se encon a com acilidade numa
de e minação expe imen al e po isso, na p á ica, é de e ado o pon o inal da i ulação
a a és da a iação b usca de uma p op iedade ísica ou química do i ulado que, no caso
das eações de neu alização, se á uma a iação b usca de pH.

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P op iedades ácido-base da água
A água des ilada é conside ada quimicamen e pu a quando ap esen a uma
condu i idade ap oximada de 0,05µS/cm, e um alo de pH = 7, à empe a u a de 25ºC.
O ac o da condu i idade se di e en e de ze o implica a p esença de iões em solução,
embo a em concen ações mui o eduzidas. Assim, na água des ilada encon am-se
p esen es os iões hid óxido (HO–) e iões oxónio (H3O+) de ido ao ac o das p óp ias
moléculas de água eagi em en e si, so endo uma au o p o ólise, segundo uma eação
que se designa po au o ionização:
(Eq. 2. 11)
H+
A elação en e as concen ações de cada espécie em equilíb io é dada pela
cons an e, Kw – p odu o iónico da água – que pode se ep esen ada po :
(Eq. 2. 12)
À empe a u a de 25 °C, ce ca de 1 em cada 10 000 000 de moléculas de água
es á dissociada po e cedido um ião hid ogénio, H+, a ou a molécula de água. Nes as
condições a água des ilada em um ca a e químico neu o, pois ap esen a:
[H3O+] = [ ] = 1,0 x 10-7 mol.dm-3
o que signi ica que a 25 ºC
1,0 x 10-14 mol2.dm-6 (no malmen e omi e-se a unidade)
Embo a Kw seja de inido em e mos da dissociação da água, a cons an e de
equilíb io é igualmen e álida pa a soluções de ácidos e bases dissol idos em água.
Qualque que seja a on e dos iões H3O+ e HO– na água, o p odu o das concen ações,
no equilíb io e à empe a u a de 25 °C, é semp e 1,0 x 10-14.
Es a ca a e ís ica da água pode so e au o ionização, de e mina o seu
compo amen o an o é ico, podendo eagi como ácido ou como base con o me a espécie
química com que in e age, man endo-se semp e o alo do p odu o , que
depende apenas da empe a u a.
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“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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Assim, pa a qualque empe a u a,
 quando uma pa ícula o necedo a de p o ões se encon a na p esença da
água, a concen ação de H3O+ aumen a e o na-se maio do que a
concen ação de e a solução é ácida.
 quando uma pa ícula acei ado a de p o ões se encon a na p esença da
água, a concen ação de aumen a e o na-se maio do que a
concen ação de H3O+ e a solução é alcalina.
 quando a água se encon a pu a, a concen ação de H3O+ é igual à
concen ação de e a solução é neu a.
pH e pHO – medida da acidez ou alcalinidade de uma solução
Como já oi e e ido, o ca ác e químico de uma solução es á elacionado com a
concen ação de iões H3O+ e de HO– nessa solução, mas como es a é ipicamen e mui o
baixa em soluções aquosas, a escala de pH, in oduzida em 1909 pelo químico
dinama quês So ensen, p o idenciou uma o ma con enien e de exp essa a acidez de
uma solução a a és do concei o de pH.
A escala de pH é uma unção loga í mica de base 10 da concen ação do ião H3O+
onde a a iação de cada unidade, an o no sen ido ácido como no básico, signi ica uma
al e ação de 10 ezes no ní el de acidez ou de basicidade da solução.
O ope ado “p” signi ica “– log” e o pH pode se de e minado pela exp essão:
– – (Eq. 2. 13)
Po con eniência, mui as ezes u iliza-se a o ma que ep esen a a o ma
eduzida do ião oxónio, .
Do mesmo modo que a concen ação do ião H3O+ es á elacionada com o pH, a
concen ação dos iões HO– pode se elacionada com o pHO, de inido a pa i de:
– (Eq. 2. 14)
Ambas as escalas elacionam-se a a és da exp essão:
(Eq. 2. 15)
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Es a exp essão esul a da aplicação do mul iplicado “‒ log” à equação (2.12) e é
álida pa a qualque empe a u a.
Na p á ica pa a de e mina expe imen almen e o ca a e químico de uma solução
e o alo ap oximado de pH podem usa -se indicado es colo imé icos ácido base que
exis em come cialmen e em i a ou na o ma de solução.
Quando se p e ende um alo mais exa o,
de em usa -se medido es ou senso es de pH. Es es
apa elhos são cons i uídos basicamen e po um
elé odo de id o e um ci cui o po enciomé ico e a
lei u a é ei a em unção da lei u a da ensão que o
elé odo ge a quando subme so na amos a, a qual
depois é con e ida pa a uma escala de pH.
Os indicado es colo imé icos ácido base
Indicado es ácido-base ou indicado es de pH
são ácidos ou bases acas, ge almen e o gânicas,
cuja co da o ma ácida é di e en e da co da o ma
básica conjugada.
Po exemplo se designa mos po a o ma
gené ica do o nesol, que na sua o ma ácida
ap esen a a co e melha, e po a espe i a base
conjugada cuja co é azul, e emos em equilíb io as
seguin es espécies:
(Eq. 2. 16)
Ve melho Azul
Ao adiciona uma solução ácida o excesso de
az desloca o equilíb io (2.16) no
sen ido da eação in e sa, oco endo em maio ex ensão a eação:
(Eq. 2. 17)
Ve melho
Figu a 2.3 – Escala de pH (Bu on, 2000)
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“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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Nes a si uação, a solução de e á ap esen a uma colo ação e melha, pois a
concen ação de equilíb io da o ma ácida se á maio .
Quando se adiciona uma solução alcalina, o excesso de i á p o oca o
deslocamen o do equilíb io (2.16) no sen ido con á io e a eação que oco e em maio
ex ensão se á:
(Eq. 2. 18)
Azul
Nes a si uação, a solução de e á ap esen a uma colo ação azul pois a concen ação da
base conjugada se á maio .
A co ap esen ada pelo indicado i á depende pois do pH do meio e das
ca a e ís icas do indicado , como a sua cons an e de equilíb io, , o que signi ica
que depende da elação en e as concen ações das duas pa ículas conjugadas.
(Eq. 2. 19)
Aplicando loga i mos a ambos os memb os da equação (2.19), podemos
es abelece uma elação en e o pH do meio, o pKa do indicado e o quocien e en e as
concen ações das duas espécies conjugadas:
(Eq. 2. 20)
Quando o pH do meio eacional es á a a ia , o indicado colo imé ico de e á
o nece isualmen e essa indicação, mas a sensibilidade do obse ado não é a mesma
pa a odas as co es, pelo que se assume que a mudança de co é de e á el quando
(Zumdahl, 1989, p. 703):
(Eq. 2. 21)
Assim, em e mos médios, se a concen ação da o ma ácida o ce ca de 10
ezes supe io à concen ação da o ma básica, a co ap esen ada se á a co esponden e
à o ma ácida e sendo ce ca de 10 ezes in e io , a co se á a co esponden e à o ma
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go a que ica na pipe a, pois es a es á calib ada pa a al, ga an indo que odos os
ensaios êm exa amen e o mesmo olume. (Alexée , 1979).
P epa ação da solução pad ão
Uma solução pad ão é uma solução cuja concen ação é igo osamen e
conhecida e po an o o igo na p epa ação des a solução limi a a exa idão da i ulação.
Uma solução pad ão pode se p epa ada a pa i de uma subs ância p imá ia, a
qual de e p eenche os seguin es equisi os, (Alexée , 1979, p. 219):
 A subs ância de e se quimicamen e pu a (as impu ezas p esen es não de em
ul apassa 0,1% )
 A composição da subs ância de e co esponde exa amen e à sua ó mula.
 A subs ância de e se es á el que no es ado sólido que em solução.
 É p e e í el escolhe subs âncias cujo equi alen e – g ama seja o maio possí el.
Quando se dispõe de uma subs ância p imá ia pode p epa a -se di e amen e a
solução-pad ão medindo numa balança analí ica a massa co esponden e à quan idade
necessá ia e dissol endo-a num balão olumé ico. Comple a-se com água a é ao aço
de e e ência e ob ém-se exa amen e a concen ação desejada.
O hid óxido de sódio, NaHO, abso e apidamen e o apo de água e o dióxido de
ca bono p esen es no a , pelo que não se pode a alia com igo a sua massa e po an o,
como não pode se u ilizada como pad ão p imá io, em de se pad onizada.
(Eq. 2. 23)
A p esença do ca bona o nessas soluções é uma on e de in e e ência na
i ulação de ácidos, pois o ião ca bona o eage com os iões , alseando os esul ados.
Esse e ei o é conhecido como o “E o do Ca bona o”.
Pa a u iliza a solução de hid óxido de sódio como i ulan e, p epa a-se uma
solução de concen ação ap oximada, mais concen ada do que a que se p e ende e, po
i ulação com uma solução-pad ão, de e mina-se a sua concen ação exa a. U iliza-se
como i ulan e logo após a p epa ação ou gua da-se p o egida do dióxido de ca bono
a mos é ico.
As soluções pad ão de NaHO a acam o id o e dissol em a sílica com o mação
de silica os solú eis cuja p esença causa e os semelhan es aos do ca bona o e po isso
é ecomendá el que es as soluções sejam gua dadas em ascos de id o à base de bo o
silica os e echados com olha de bo acha. Embo a os ascos de plás ico sejam

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indicados pa a gua da hid óxidos, es e ma e ial é pe meá el ao dióxido de ca bono, pelo
que a solução não pode á se no amen e u ilizada como i ulan e pois a sua
concen ação se á al e ada com o empo.
2.3.5 Ve du a, Segu ança e P e enção
O labo a ó io de química é um local onde se manuseia subs âncias
po encialmen e pe igosas que pa a a saúde que pa a o ambien e, pelo que se de e
p i ilegia a segu ança pessoal, espei ando e cump indo as o ien ações ge ais de
u ilização de p odu os e equipamen os, bem como a ende aos aspe os elacionados com
a diminuição do impac o ambien al causado, não só, pelo excesso de consumo de
eagen es, mas ambém pela p odução de esíduos.
O egulamen o Globally Ha monized Sys em o Classi ica ion and Labelling o
Chemicals (GHS), e is o em 2009, classi ica as subs âncias de aco do com classes de
“pe igo ísico”, “pe igo pa a a saúde” e “pe igo pa a o ambien e”. De ine c i é ios
cien í icos e écnicos obje i os que pe mi em, não só, o ula as subs âncias u ilizadas
nos labo a ó ios com in o mações undamen ais pa a a sua u ilização, a mazenamen o,
anspo e e p e enção, como ambém, elabo a as espe i as ichas de dados de
segu ança que são o necidas pelo ab ican e do p odu o.
Com base nes as di e i as o am ealizados es udos com o obje i o de a alia as
a i idades labo a o iais p e is as no p og ama o icial pa a o ensino secundá io numa
pe spe i a CTSS (que engloba aspe os elacionados com a ciência, a ecnologia, a
sociedade e a sus en abilidade), po o ma a e i ica qual o g au de cump imen os dos
c i é ios p essupos os nessa pe spe i a na a i idade labo a o ial.
Nesse con ex o, o concei o de Química Ve de (QV) impõe-se associado à
necessidade de es abelece mé icas e pad ões que pe mi am a alia e compa a a
e du a das di e sas a i idades labo a o iais de modo a que a educação cien í ica se
e eja nas o ien ações con empo âneas pa a o ensino das ciências, isando o na a
Química uma a i idade com meno impac o ambien al e humano, com maio e iciência do
uso de ecu sos ma e iais e ene gé icos, sem comp ome e o espe i o p og esso e os
bene ícios que p opo ciona à sociedade (Cos a, 2011, p.2).
A mé ica, designada po Es ela Ve de (EV), é cons i uída po uma es ela que
possui an as pon as quan os os P incípios da Química Ve de. O p eenchimen o de cada
á ea elaciona-se com o g au de e du a associado a cada p incípio e pe mi e
isualmen e es abelece quais os pon os passí eis de se em melho ados no que
conce ne ao p ocedimen o expe imen al, isando um aumen o de e du a da eação a
ealiza (Ribei o, 2010).
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A explicação da mé ica a alia i a da e du a de uma eação química não se
compagina no âmbi o des a in es igação, no en an o, pa a uma melho comp eensão dos
P incípios da Química Ve de e da cons ução da EV pa a a eação de neu alização
es udada nes e abalho, ap esen a-se no Anexo I duas abelas explica i as da
ab angência de cada p incípio da química e de e da o ma como o g au de cump imen o
de cada um se elaciona com o p eenchimen o da Es ela Ve de.
Cu iosamen e, um es udo desen ol ido po Cos a (2011), demons ou que a
maio pa e das a i idades labo a o iais p opos as nos p og amas de Química do ensino
secundá io ap esen a uma e du a limi ada e que uma ação conside á el delas
ap esen a iscos ele ados de ido ao uso de subs âncias pe igosas (Cos a, 2011, p.116).
Pa icula men e, a a i idade labo a o ial que se explo a nes e es udo, “Neu alização:
uma eação ácido base”, ap esen a um índice de p eenchimen o da espe i a es ela
e de (IPE) in e io a 50% pa a a u ilização de enol aleína, o que signi ica que a e du a
associada a es e p ocesso en ol e iscos ele ados pa a a saúde e pa a o ambien e.
Ap esen a-se, na igu a (2.6), as es elas e des co esponden es à i ulação do
ácido sul ú ico (0,050 mol.dm-3) com hid óxido de sódio (0,100 mol.dm-3) u ilizando como
indicado uma solução alcoólica de enol aleína e o e melho de me ilo:
Fenol aleína
IPE – 41,7
Ve melho de me ilo
IPE – 50,0
Figu a 2.6 – Es elas Ve des pa a a a i idade labo a o ial do 11º ano - AL 2.3 (Cos a, 2011,p.86)
A análise da es ela e dos p incípios que cump e e ela que, embo a as
subs âncias auxilia es u ilizadas, como as soluções pad ão de calib ação, sejam inócuas
e as a i idades sejam ealizadas à empe a u a e p essão ambien e, as que são usadas
na p óp ia i ulação como o ácido sul ú ico e o hid óxido de sódio, não são eno á eis,
nem deg adá eis em p odu os de deg adação inócuos. A es ela e de pa a a eação
u ilizando o e melho de me ilo em um índice de p eenchimen o maio pois a
enol aleína é uma subs ância óxica, que ap esen a um isco ele ado de aciden e
químico. Assim, como opo unidade pa a aumen a a e du a des a i ulação suge e-se a
u ilização do e melho de me ilo como indicado (Cos a, 2011).
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Como já oi e e ido, o labo a ó io de química não de e cons i ui -se como uma
on e de poluição e mui o menos o na -se po encialmen e pe igoso já que as a i idades
desen ol idas en ol em o manuseamen o de á ios eagen es com di e en es g aus de
pe igosidade.
As eg as ge ais e especí icas de segu ança pessoal, de manipulação de
eagen es, a u ilização de equipamen os de p o eção indi idual e cole i a, assim como a
p e enção de aciden es de em se conside ados em odas as expe iências.
No malmen e, no início da o mação em química, az-se uma abo dagem a es es
emas, mas se o demasiado exaus i a pode o na -se con ap oducen e ou
desmo i ado a po não se encaixa na bagagem cogni i a dos alunos ou não encon a
se en ia p á ica imedia a. Pa a con o na es e p oblema é comum ha e a ixados nos
labo a ó ios das escolas ca azes que esumem essas eg as que são de ácil consul a e
isualização, pelo que o p o esso , em pa ce ia com os alunos, de e á salien a quais as
eg as que de em se cump idas pa a cada a i idade labo a o ial.
Cabe p incipalmen e ao p o esso a análise p é ia dos iscos en ol idos em cada
uma das a i idades e a implemen ação de medidas p e en i as como a subs i uição de
eagen es pe igosos, a diluição e a u ilização de pequenas quan idades de eagen es e a
ges ão co e a de esíduos (Ca alho, 2012).
Na discussão com os alunos sob e a o ma de en a encon a uma espos a à
ques ão p oblema de e se salien ada a e en e de segu ança e incluída na p epa ação
da a i idade labo a o ial a elabo ação de uma abela com os símbolos de ad e ência e
de pe igo, bem como indicações de eliminação de esíduos pa a cada subs ância
en ol ida.
Nesse con ex o, ap esen a-se no anexo III as ad e ências de pe igo, os
espe i os pic og amas e pala as sinal associados às subs âncias suge idas no
p og ama o icial de 11º pa a a ealização da a i idade labo a o ial em es udo, bem como
as espe i as indicações pa a a amen o de esíduos.
No e-se que cada uma das subs âncias oi classi icada em e mos de
pe igosidade de aco do com a espe i a concen ação.
A pa i da análise de odas as e en es em jogo, nomeadamen e os cus os e
disponibilidade dos eagen es, elabo a-se um p o ocolo expe imen al, onde de em
cons a , além de odos os p ocedimen os e écnicas, os iscos e eg as de segu ança
pessoais e de manuseamen o pa a os eagen es selecionados.
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CAPÍTULO 3 – Ca ac e ização do Recu so
O ecu so educa i o u ilizado nes a in es igação é um ídeo labo a o ial que
in eg a um p oje o de uma edi o a de manuais escola es, elabo ado pa a a disciplina de
Física e Química A do 11º ano, do cu so Cien í ico – Humanís ico de Ciências e
Tecnologias, na componen e de Química e a se ado ado pelas escolas no ano le i o de
2013 / 2014.
O p oje o ap esen a o manual digi al e in eg a di e sos ecu sos mul imédia com o
obje i o de mo i a os alunos pa a a ap endizagem, ao pe mi i uma explo ação dinâmica
e in e a i a do manual.
Dos á ios ecu sos disponí eis salien am-se os ídeos labo a o iais que
desc e em si uações de execução p á ica de labo a ó io que, po e em o apoio de
imagens eais, acili am a pe ceção da o ma co e a de execu a algumas écnicas
expe imen ais e do manuseamen o de ma e ial especí ico da disciplina.
Enquad ada na unidade emá ica “Da A mos e a ao Oceano – soluções da Te a e
pa a a Te a” su ge a subunidade “Águas mine ais e águas de abas ecimen o público:
acidez e basicidade das águas” e a sequen e con ex ualização expe imen al com a
ealização de uma olume ia ácido – base.
A a i idade explo ada nes a in es igação designa-se po “Neu alização: uma
eação ácido – base” e o espe i o ídeo pode se ep oduzido acedendo ao manual
i ual a a és do CD o necido pela edi o a.
Ao execu a o CD apa ece a seguin e imagem:
Clicando em “Vídeos” (des acado po um ci culo na imagem an e io ), apa ece um
quad o com a lis agem de ídeos e e en es a á ias a i idades de ca a e ob iga ó io
Figu a 3.1 – Ec ã inicial do manual mul imédia

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pa a a componen e de Química. A pa i des e quad o pode-se seleciona o ídeo
labo a o ial desejado que começa nesse momen o a ca ega ( igu a 3.2).
Figu a 3.2 – Seleção do Vídeo Labo a o ial “Neu alização: uma eação ácido-base”
A igu a 3.3, que mos a o ec ã onde o ídeo é ep oduzido, possui uma ba a
in e io onde se pode acede ao bo ão de comando que pe mi e inicia , pa a , a ança e
e ocede comple amen e, ou imagem a imagem, e um ou o comando de egulação do
som.
No can o supe io esque do da igu a 3.3 apa ece o ícone “Índice” pa a ol a ao
ec ã an e io ap esen ado na igu a 3.2.
No can o supe io di ei o da igu a (3.3), des acada com um cí culo, pode
isualiza -se uma ba a la e al que pe manece inal e ada du an e oda a ap esen ação do
ídeo e que salien a o obje i o des a a i idade.
O ídeo inicia com a ap esen ação dos eagen es ( ig. 3.3 A) e ma e iais ( ig. 3.3
B) necessá ios à ealização da i ulação.
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Figu a 3.3 A – Reagen es
Figu a 3.3 B – Ma e iais
Após a ap esen ação de eagen es e ma e iais, segue-se a écnica de u ilização
da pipe a olumé ica pa a a medição das ês omas de solução de ácido clo íd ico,
salien ando-se no mesmo ec ã di idido em duas pa es, a manipulação do
mac ocon olado e os e ei os que isso em no ace o do ní el de líquido da pipe a ( ig.
3.4).
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Figu a 3.4 – Manipulação do mac ocon olado
A imagem seguin e ( ig. 3.5) esume a o ma como se de e segu a na pipe a e no
asco onde se encon a o i ulado, bem como a écnica co e a de ans e i o líquido,
man endo a pipe a na posição e ical e o e lenmeye inclinado de al modo que o líquido
esco a pela pa ede do e lenmeye .
Figu a 3.5 – Medição e ans e ência do i ulado pa a o E lenmeye
Após a adição de algumas go as de indicado a cada uma das amos as de
i ulado e da obse ação da co que o indicado adqui e na p esença de soluções ácidas
( ig. 3.6), o ilme passa a desc e e a p epa ação da bu e a.
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Figu a 3.6 A – Adição de indicado Figu a 3.6 B – Co da solução com o indicado
Rela i amen e à p epa ação e u ilização da bu e a, o ídeo começa po
ap esen a a écnica de la agem, seguida da o ma co e a de enchimen o e do ace o do
ní el de i ulan e conjugado com a manipulação da o nei a ( ig. 3.7).
Figu a 3.7 A – La agem ; B e C – Enchimen o ; D – Ace o e manipulação da o nei a
Nes e momen o, quando já deco e am 3 minu os e 34 s de ídeo, comple a am-
se odos os passos do p ocedimen o an e io es à execução da écnica da i ulação.
O ilme p ossegue com a demons ação da adição de i ulado ao i ulan e,
mos ando a posição co e a da mão esque da que egula a o nei a da bu e a e con ola
Fig. 3.7 A
Fig. 3.7 B
Fig. 3.7 C
Fig. 3.7 D
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Foi elabo ado ambém o p o ocolo expe imen al ao qual os alunos i e am acesso
na semana an e io à aula labo a o ial (Anexo III) no sen ido de pode em p epa a
an ecipadamen e a a i idade, como usualmen e lhes é exigido. Pa a minimiza os iscos e
impac os ambien ais ine en es a es a i ulação, oi adap ado o p o ocolo expe imen al
p opos o nos p og amas o iciais (M.E. 2003), subs i uindo a solução de ácido sul ú ico
0,05 mol.dm-3 po uma solução de ácido clo íd ico de concen ação ap oximadamen e 0,1
mol.dm-3, designada po “ esíduo labo a o ial” e eduziu-se a quan idade de solução a
i ula . U ilizou-se como indicado a solução alcoólica de enol aleína, pois apesa de
ap esen a uma meno e du a, acili a a de eção do pon o inal. A solução pad ão de
hid óxido de sódio, u ilizada como i ulan e, oi p e iamen e adqui ida e não p epa ada na
aula.
An es de se p ocede ao início da pa e p á ica des a pesquisa, os alunos o am
in o mados dos espe i os obje i os e solici ados a pa icipa de o ma sé ia e
empenhada. Foi-lhes acul ada igualmen e oda a in o mação sob e o p ocesso em que
i iam pa icipa , não só em e mos da o ma de aplicação do ecu so, como em elação
aos p ocedimen os desc i os nes e capí ulo, nomeadamen e quais os ins umen os que
i iam se u ilizados na a aliação dos esul ados da in es igação.
Foi p oduzido um documen o onde se eque ia a au o ização dos enca egados de
educação pa a cap a imagens du an e uma aula labo a o ial de Física e Química A, no
âmbi o de um p oje o de in es igação educacional sob e a pe inência da u ilização do
ídeo labo a o ial na ap endizagem dos alunos, onde se sal agua da a que as imagens
ecolhidas se iam me amen e u ilizadas pa a ins académicos e que não se iam
publicamen e di ulgadas (Anexo IV). Todos os alunos e espe i os enca egados de
educação au o iza am a cap ação e u ilização de imagens.
Cons uiu-se um guião de isualização (Anexo V) a aplica na sequência da
ap esen ação do ídeo, e uma g elha de obse ação da aula expe imen al a p eenche
pelo p o esso du an e a ealização da a i idade labo a o ial (Anexo VI).
A aplicação do ídeo deco eu numa aula labo a o ial de 135 minu os, no dia 8 de
Maio 2013, es ando a u ma do 11º ano, que oi sujei a à in es igação, di idida em dois
u nos. Nessa aula o u no um, nomeado de T1, oi sujei o p e iamen e à isualização do
ídeo e ao p eenchimen o do guião de isualização e de seguida ealizou a a i idade
expe imen al subdi idido em 5 g upos, nomeados T1A, T1B, T1C, T1D e T1E. O segundo
u no, T2, subdi idido ambém em 5 g upos (T2A, T2B, T2C, T2D e T2E), iniciou a aula
com a ealização da expe iência, após o que iu o ilme e p eencheu o guião.
Os elemen os de cada g upo de abalho de ambos os u nos o am selecionados
pelo p o esso de aco do com um c i é io de homogeneidade em e mos de média de
endimen o escola po g upo. Es a dis ibuição oi bem acei e pelos alunos e esul ou ão

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bem que os p óp ios p opuse am a manu enção des es g upos nos abalhos labo a o iais
seguin es.
Ambos os u nos (T1 e T2) encon a am o labo a ó io p epa ado e com odo o
ma e ial, eagen es e equipamen os necessá ios à ealização da expe iencia, disponí el
pa a cada um dos g upos de abalho.
No labo a ó io oi colocada es a egicamen e uma câma a de ídeo ixa que ilmou
oda a a i idade labo a o ial, en ando cap a o maio núme o possí el de imagens de
cada g upo de abalho e que oi ligada no ins an e em que os alunos inicia am a
expe iência.
No inal da aula o am equisi ados olun á ios pa a esponde a uma en e is a do
ipo semies u u ada (Anexo VII) a ealiza indi idualmen e na semana seguin e endo em
con a a disponibilidade de cada um.
O quad o seguin e esume os á ios momen os já desc i os a que o am sujei os
os alunos do p imei o u no (T1) e do segundo u no (T2).
Quad o 4.1 – Momen os da aplicação do ecu so
Momen os
Tu nos /G upos
Semana
an e io
Du an e a aula labo a o ial
Semana
seguin e
1º
2º
3º
4º
5º
T1
T1A
P o ocolo
expe imen al
Visualização do
ídeo
P eenchimen o
do guião
Execução
labo a o ial
En e is a
T1B
T1C
T1D
T1E
T2
T2A
P o ocolo
expe imen al
Execução
labo a o ial
Visualização do
ídeo
P eenchimen o
do guião
En e is a
T2B
T2C
T2D
T2E
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4.2 Pa icipan es
Os alunos que pa icipa am nes a in es igação cons i uem a u ma do 11 E da
Escola Secundá ia de Pa edes e odos equen am a disciplina de Física e Química A. A
g ande maio ia dos alunos en ou nes a escola no início do 10 ano e segui am jun os
pa a o 11 .
A o alidade dos alunos sujei a a es a pesquisa soma 27, sendo 56% do sexo
eminino. A média e á ia é de 16 anos, embo a 3 dos alunos já enham comple ado os 18
anos. Es es alunos in eg a am a u ma apenas nes e ano le i o pois não inham ob ido
ap o ação à disciplina nos dois anos an e io es e já inham concluído o 12 ano. Ou os
dois alunos e am epe en es de 11 ano, embo a só se encon assem a equen a ês
disciplinas.
De aco do com a icha biog á ica p eenchida no início do ano, es es alunos
a i ma am gos a da disciplina de FQA, pa icula men e da sua componen e expe imen al
e e e i am o uso equen e do compu ado , p incipalmen e de o ma lúdica e como ia de
comunicação, mas ambém pa a a ealização de abalhos escola es, sendo que a
maio ia possuía compu ado em casa ou po á il e inha acesso à in e ne .
4.3 Ins umen os de ecolha de in o mações
Os ins umen os de ecolha de dados e in o mações u ilizados nes e es udo o am
aqueles já e e enciados no p imei o pon o des e capí ulo e se ão, ago a, desc i os mais
po meno izadamen e pela o dem c onológica com que o am aplicados:
Guião de isualização do ídeo
O guião de isualização do ídeo (Anexo V) oi p epa ado com base nas
in o mações écnicas e de ca á e eó ico disponibilizadas passo a passo du an e o ídeo
da a i idade labo a o ial. Os alunos isualiza am o ilme na sua o alidade e logo de
seguida p eenche am indi idualmen e o espe i o guião cujas ques ões pe mi iam
salien a ou e o ça de e minados aspe os p á icos e eó icos ine en es à a i idade
expe imen al. Os guiões o am pos e io men e co igidos e classi icados.
A classi icação das espos as a es e guião p e endem en a escla ece se as
ap endizagens eó icas e écnicas e e en es a es a a i idade labo a o ial o am
e e i amen e conseguidas a a és da isualização do ídeo em unção do u no
labo a o ial.
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Obse ação di e a
U iliza am-se ês p ocedimen os dis in os que isa am e i a in o mações du an e
a ealização da a i idade labo a o ial execu ada pelos alunos:
 A colocação de uma câma a de ídeo digi al po á il “TOSHIBA - CAMILEO P20” a
qual cap ou o ambien e do labo a ó io desde o início da a i idade labo a o ial a é à
sua conclusão em ambos os u nos.
 A g elha de obse ação di e a, de uso comum em Física e Química, pa a
obse ação da a uação expe imen al (Anexo VI), p eenchida pelo p o esso
du an e a aula labo a o ial enquan o os alunos execu a am a expe iência.
 As no as de campo p e ende am o nece in o mações sob e compo amen os e
a i udes obse á eis, a aliando-se, po g upo e indi idualmen e, a des eza em
e mos de manipulação de ma e iais, execução do mé odo, cump imen o de
eg as de segu ança, o ganização do abalho e obse ação gené ica de pos u as
pe an e de e minadas si uações omen ado as de compo amen os eu ó icos, de
desânimo, de indecisão ou ou os.
En e is a
Dos alunos que se o e ece am pa a da a en e is a o am selecionados ês de
cada u no em unção do seu endimen o escola , de aco do com as classi icações
gené icas de “Bom”, “Médio” e “F aco” a ibuídas pelo p o esso , pe azendo a o alidade
de 6 en e is as indi iduais.
Nes e es udo op ou-se po ealiza uma en e is a semies u u ada na medida em
que oi conside ada aquela que mais se adequa, não só à ob enção das in o mações que
p e iamen e se deseja am e escla ecidas, mas ambém po pe mi i uma
eo ganização es u u al e in e a i a no deco e da en e is a. Ao inclui es a
possibilidade de es u u ação o in es igado isa ob e o escla ecimen o de alguns
aspe os menos p e isí eis que ão despon ando ao sabo do umo da p óp ia en e is a.
Es e ipo de en e is a p essupõe o en ol imen o pessoal do p o esso /
in es igado den o da es e a mais es i a dos alunos, o que ansmi e um ce o clima de
in o malidade e em a an agem de pe mi i uma maio libe dade de exp essão e um
dec éscimo do dis anciamen o en e ambas as pa es. Es a ap oximação in luencia á
posi i amen e a ob enção de in o mação, con udo, é con enien e que não se pe ca a
obje i idade na ecolha de dados sob pena de se es a a in oduzi um des io exage ado
ela i amen e ao pon o ulc al do es udo.
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A en e is a oi o ganizada an ecipadamen e, endo-se elabo ado um guião
(Anexo VII) que conside a ês pa es undamen ais e cujos obje i os se desc iminam no
quad o seguin e:
Quad o 4.2 – Obje i os da en e is a
P imei a pa e – Foco no sujei o e no sucedido
 Iden i ica o sujei o sob o pon o de is a das suas ca a e ís icas.
 Comp eende qual a con ibuição da isualização do ilme sob e a a i idade
expe imen al na mo i ação e no gos o pela ap endizagem em Química.
 Comp eende qual a con ibuição da isualização do ilme sob e a a i idade
expe imen al na ap endizagem das écnicas labo a o iais en ol idas e no
desen ol imen o de compe ências cogni i as.
 Comp eende qual o impac o do momen o da isualização do ídeo.
 P ocu a alhas na in e p e ação ou na execução dos p ocessos labo a o iais.
 De e a dú idas ou di iculdades que possam e su gido du an e qualque uma das
e apas do p ocesso.
Segunda pa e – Foco no ecu so e na es a égia didá ica
 Recolhe opiniões sob e a o ma como deco eu a aplicação do p ocesso.
 Recolhe p opos as pa a ape eiçoa a es a égia didá ica usando o ídeo educa i o.
 Recolhe p opos as pa a ape eiçoa o ecu so didá ico u ilizado.
Te cei a pa e – Foco na ap endizagem de con eúdos e de écnicas
 Ve i ica se a ap endizagem dos con eúdos oi ealmen e a o ecida com a
ap esen ação do ídeo.
 Ve i ica se a ap endizagem das écnicas labo a o iais oi ealmen e a o ecida com a
ap esen ação do ídeo.
O bloco inal de ques ões incluído na en e is a e e como in ui o e i ica se a
ap endizagem dos con eúdos e das écnicas oi ealmen e a o ecida com a
ap esen ação do ídeo, uma ez que as espos as dos alunos pode iam se in luenciadas
pela pe ceção que eles p óp ios e iam sob e o que ap ende am. Nesse sen ido, su giu a
necessidade de inclui ques ões especí icas sob e con eúdos eó icos e execuções
écnicas elacionadas com a a i idade expe imen al desen ol ida.
A consciencialização de que o ipo de en e is a concebida pode ia edunda num
e ei o de desejabilidade social, le ou a que du an e a mesma hou esse o cuidado de
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pedi eco en emen e aos en e is ados que cla i icassem as espos as, a a és da
exempli icação, semp e que se de e ou que as in o mações ob idas pode iam ecai
exclusi amen e no domínio do expec á el ou do desejá el. Também hou e o cuidado de
escla ece cada aluno en e is ado de que o esul ado da en e is a não cons i uía
ins umen o de a aliação da espe i a pe o mance académica e cogni i a, diminuindo-se
assim o g au de ansiedade a que es a iam sujei os.
Todas as en e is as indi iduais o am o ien adas, g a adas e pos e io men e
ansc i as pelo p o esso . Após a g a ação de cada uma assinala am-se, nas no as de
campo, alguns compo amen os e bais e não- e bais dignos de egis o, bem como o
ambien e em que deco eu. Pos e io men e, esse egis o, pe mi i á elenca hipó eses
mais segu as sob e a au en icidade das espos as e o g au de libe dade com que o am
p oduzidas.
Pa alelamen e à aplicação dos ins umen os desc i os oi-se elabo ando um
egis o in o mal de a i udes, compo amen os e eações p o agonizadas po alguns dos
in e enien es e que in ui i amen e o am conside ados signi ica i os. Es es egis os i ão
su gi em sequência da análise dos esul ados dos ou os ins umen os de a e ição como
e o ço, ou como jus i icação das endências e i icadas, ou ainda como conje u as de
no os desa ios de in es igação.
No capí ulo seguin e pa icula izam-se os esul ados ob idos a pa i de cada
ins umen o e p ocede-se ao espe i o a amen o e discussão.

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CAPÍTULO 5 – Ap esen ação, Análise e
Discussão de Resul ados
Reco de-se, nes e momen o, a p oblemá ica undamen al que mo i ou o início
des a in es igação e que p opõe escla ece se os di e en es momen os de u ilização de
um ídeo expe imen al, a mon an e e a jusan e da ealização da espe i a a i idade,
po enciam de o ma di e en e o desen ol imen o de compe ências cogni i as e
p ocessuais, pa icula men e cen adas nos con eúdos eó icos e nas écnicas
labo a o iais subjacen es à execução expe imen al. Nes a dinâmica impo a ambém
moni o iza e comp eende o p ocesso da aplicação do ídeo assim como a alia o seu
impac o.
Na sequência des e p ocesso, ap esen am-se, nes e capí ulo, os esul ados e
in o mações ob idas a a és de cada um dos ins umen os u ilizados.
5.1 Guião de isualização do ídeo labo a o ial
As espos as de cada aluno o am classi icadas em e mos pe cen uais, endo
sido ponde ada pos e io men e uma média pa a cada g upo de abalho e uma média
global pa a cada u no. Os dados o am a ados po es a ís ica desc i i a numa olha de
cálculo do p og ama Excel e ep esen ados em unção dos con eúdos eó icos e p á icos
es ados.
Pela lei u a do g á ico 5.1 é possí el in e i que, em média, ambos os u nos de
abalho ob i e am classi icações supe io es nas compe ências p á icas quando
compa adas com as ob idas nas eó icas. Salien e-se o u no T2, que isualizou o ídeo
após e execu ado a a i idade labo a o ial, e alcança um esul ado mais ele ado do que
o u no T1 na in o mação sob e a aquisição das mesmas compe ências de ca á e
expe imen al.
Es a cons a ação é de ce a o ma comp eensí el na medida em que os alunos já
inham ealizado o abalho e, po an o, a isualização do ídeo e á se ido pa a eco da
e des aca os aspe os mais signi ica i os e, e en ualmen e, ealça alguns e os
come idos du an e a a i idade expe imen al.
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G á ico 5.1 – A aliação pe cen ual média po u nos
Os compo amen os de ambos os u nos du an e a isualização do ídeo o am
egis ados o og a icamen e e podem se compa ados obse ando as o os 5.1 e 5.2.
Figu a 5.1 – Visualização do ídeo e p eenchimen o do guião do T1 an es da execução labo a o ial
Figu a 5.2 – Visualização do ídeo pelo u no T2 após a execução labo a o ial
Obse ando as imagens pode-se de e a que os alunos do T2, apa en a am uma
maio descon ação no momen o da isualização do ídeo e exp imiam compo amen os
mais en usiás icos ao econhece em que execu a am ce os p ocedimen os, “…eu iz
60
63
66
80
0
10
20
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40
50
60
70
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90
T1
T2
% A aliação posi i a
Análise do Guião do Vídeo po Tu nos
Con eúdos
eó icos
Con eúdos
p á icos
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aquilo…”, ou ao iden i ica am a o ma co e a de execu a de e minado p ocesso
“…assim com o ídeo é mui o mais ácil…”. O en ol imen o dos alunos des e g upo
eme e pa a a componen e a e i a pois, ao e em o ídeo, pude am e i a signi icado do
que es a am a e e consequen emen e compa a o seu compo amen o com o modelo
o e ecido, num quad o de maio implicação pessoal.
Nas a i udes do p imei o u no, que iu o ídeo an es de execu a a a i idade
labo a o ial, pôde obse a -se uma maio p eocupação em e e as in o mações
ansmi idas, al ez po se sen i em mui o insegu os quan o aos aspe os p á icos da
execução labo a o ial. Ap esen a am um compo amen o escola apa en emen e mais
passi o, p i ilegiando o en ol imen o cogni i o mani es o na a enção com que
isualiza am o ídeo. Toda ia, es a p eocupação não se aduziu numa ala ancagem
imedia a das compe ências a aliadas pelo guião. Pode á e su ido mais e ei o no
momen o da aplicação p á ica, ou seja, no momen o do con on o com as écnicas
labo a o iais? Es a ques ão se á e omada aquando da análise dos esul ados da
obse ação di e a ela i amen e à execução expe imen al.
Também, o u no T2 ob ém esul ados ligei amen e supe io es quando se a aliam
no guião con eúdos de ca ác e mais eó ico, embo a a di e ença não seja ão
signi ica i a.
Na en a i a de explo a mais po meno izadamen e es es dados, lançou-se um
olha mais de alhado sob e a pe o mance média de cada g upo de abalho. Esse es udo
e elou os esul ados explanados no g á ico 5.2.
G á ico 5.2 – A aliação pe cen ual média po g upos labo a o iais
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
T1A
T1B
T1C
T1D
T1E
T2A
T2B
T2C
T2D
T2E
Tu no 1
Tu no 2
%
Análise do guião de ídeo po g upos labo a o iais
Con eúdos
eó icos
Con eúdos
p á icos
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Impo ância do p eenchimen o do guião de isualização do ídeo
No seguimen o da en e is a ques ionou-se qual a pe inência do p eenchimen o
do guião de ídeo após a isualização. Todos os alunos inqui idos o am ca egó icos em
alo iza o seu p eenchimen o no sen ido do e o ço dos aspe os mais ele an es que o
ídeo oca a. Ambos os u nos de abalho ap esen a am essa pe spe i a,
independen emen e do momen o de ealização da a i idade expe imen al. Salien em-se
algumas espos as:
“Sim oi impo an e pa a salien a alguns aspe os e pa a es a mos mais a en os ao
ídeo pois sabíamos que e íamos de p eenche o guião e po an o icamos com mais
conhecimen o po e mos es ado mais a en os.” (aluno T1C)
“Sim, oi impo an e mesmo sem se pa a a aliação. Acho que de íamos aze
mais ezes pa a e o ça e salien a aquilo que é impo an e da a i idade labo a o ial que
mui as ezes nem nos ape cebemos du an e a a i idade mas que é e o çado no inal.”
(aluno T2B)
Impo ância do momen o da ap esen ação do ídeo
Uma das ques ões undamen ais des a in es igação elaciona-se com a pe ceção
dos alunos ela i amen e ao momen o ideal pa a a ap esen ação do ídeo labo a o ial.
Nesse sen ido, os alunos o am solici ados a comen a undamen adamen e sob e qual
se ia o momen o mais con enien e pa a o aze . A pe gun a, p e iamen e plani icada na
es u u ação da en e is a, ques iona a os alunos que inham isualizado o ídeo an es
da execução p á ica, se acha iam impo an e e o ídeo depois e in e samen e pa a os
elemen os do segundo u no. Es a ques ão ge ou mui a con o é sia e ob igou a á ias
es u u ações du an e o inqué i o pois os alunos de ambos os u nos encon a am
an agens e des an agens na isualização do ilme em qualque um dos momen os, bem
como em ambas as ocasiões.
As espos as o am codi icadas de aco do com as ca ego ias ap esen adas no
esquema 5.1 em unção das on es de p o eniência.

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Esquema 5.1 – Impo ância do momen o de isualização do ídeo
Analisando o esquema pode-se a es a que odos os inqui idos admi i am a
u ilidade da ap esen ação do ídeo an es da execução p á ica, azendo essa e e ência
em á ias al u as no deco e da en e is a (11 e e ências p o enien es de 6 on es).
Mencionam que a isualização p é ia acili a a execução expe imen al, diminuindo o g au
de ansiedade e aumen ando a con iança com que se di igem pa a o labo a ó io, pois
pe mi e dissipa dú idas o madas aquando da p epa ação p é-labo a o ial apenas com
ecu so ao p o ocolo expe imen al ou mesmo com a explicação do p o esso .
“Po um lado, an es, ajuda-nos a aze a a i idade labo a o ial mui o melho pois
acaba po não nos deixa “s essados” po não nos es a a da di ei o.” (aluno T1A)
“Em casa p epa amos o abalho, mas se i éssemos is o o ilme an es da
ealização labo a o ial, es a se ia mais ácil de aze .” (aluno T2C)
Foi di ícil encon a uma espos a pe en ó ia pois os alunos, exce o um do T1,
con a a gumen a am as suas p óp ias a i mações, assinalando ambém an agens na
isualização do ídeo após a execução labo a o ial e econhecendo des an agens na
isualização an es. Os ganhos na isualização pos e io deco iam p incipalmen e da
possibilidade de a alia em c i icamen e o seu desempenho labo a o ial, nomeadamen e,
iden i icando os e os come idos e, em alguns casos, de uma p eocupação com o
ap o undamen o da ap endizagem. Es es alunos, que mani es am conceções quali a i as,
não se acomodam à ep odução de a e as, ainda que econheçam o seu mé i o po se
pode em consubs ancia numa classi icação mais ele ada, mas p ocu am o
conhecimen o de uma o ma mais in e a i a e me i oc á ica. Veja-se como a si uação
con li ual ge ada se exp essa de o ma di e en e nas espos as de dois alunos. O p imei o
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aduz o con li o en e a acilidade e a implicação pessoal e o segundo eme e pa a o
con li o en e um melho desempenho labo a o ial e a inibição de compo amen os
explo a ó ios que deco e da isualização p é ia do ídeo:
“An es, se ia impo an e, po que assim já sei como enho de aze du an e a
a i idade é só ep oduzi o que i.(…). Po ou o lado, se não i o ilme an es, en o aze ,
p ocu o aze e isso le a a que ap enda mais. Po udo is o acho que se á mais
impo an e e depois pa a e se izemos bem. Ou seja, acho que se ap ende mais se
ize a a i idade p imei o e i o ídeo depois, mas é mais ácil se i o ídeo p imei o e
ize a a i idade depois.” (aluno T2A)
“Ve o ídeo só depois da expe iência, p o a elmen e não i ia aze ão bem pois
apesa de le o p o ocolo, pode ia não en ende mui o bem como la a a bu e a po
exemplo e acaba a po ha e e os na execução p á ica, e mesmo nos esul ados inais,
que não consegui íamos elimina . Ao e mos o ilme an es icamos ambém um pouco
condicionados pelo que imos pois achamos que isso é que es á co e o e que emos
epe i o que imos pa a e mos uma boa no a labo a o ial e po isso, o ídeo acaba po
nos es ingi um bocadinho e não podemos explo a a capacidade de imaginação pa a
pode mos aze as coisas” (aluno T1A)
Cu iosamen e, é somen e en e os alunos do p imei o u no (T1A e T1B) que se
encon am e e ências a aspe os nega i os ace ca da isualização do ídeo apenas an es
da execução labo a o ial. Os alunos indicam o condicionamen o a que icam sujei os
ela i amen e ao p ocedimen o suge ido e a es ição da possibilidade do
desen ol imen o de compe ências au ónomas e in es iga i as. Consequen emen e,
o am es es os únicos alunos a assumi a impo ância da ap esen ação do ecu so an es
e depois da a i idade, pois nenhum dos dois conseguiu enuncia às an agens
p o enien es da isualização p é ia à qual inham sido sujei os.
Nenhum dos alunos do segundo u no, T2, p escinde do momen o em que oco eu
pa a eles a isualização do ilme, pois apesa de se e em sen ido mais descon o á eis e
de iden i ica em as an agens do con ac o an e io , econhecem os ganhos de
ap endizagem deco en es desse momen o, elegendo-o como o mais opo uno após a
ges ão da si uação con li ual deco en e da análise ei a.
“No en an o, ao e no inal emos mais a enção pa a aquilo que izemos de
e ado e podemos co igi pa a a p óxima. É a ap endizagem a a és do e o: sabemos
onde e amos, onde emos de melho a e lemb amo-nos melho de como de e íamos e
ei o. Causa um impac o mais o e e o ídeo no im” (aluno T2B).
Apenas es e aluno do segundo u no apon a des an agens em e o ídeo nos
dois momen os pois conside a que o impac o causado pela segunda isualização se ia
meno .
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Impo ância da es a égia didá ica e aspe os écnicos do ídeo
O segundo bloco de ques ões cons an es na en e is a e e como obje i o
ecolhe in o mações sob e as qualidades écnicas e pedagógicas do ídeo, en ando
pe cebe qual o impac o da sua ap esen ação como es a égia ino ado a.
P imei o en ou-se apu a qual a imp essão causada pela qualidade do ídeo em
e mos écnicos na ó ica do u ilizado e os alunos odos conside a am que o ilme
ap esen ado possuía a qualidade, a du ação e o con eúdo adequado aos con eúdos
abo dados. Repa e-se na p eocupação, no amen e exp essa po um aluno do p imei o
u no, pela ep odução co e a do p ocedimen o isualizado e na ên ase colocada po um
ou o aluno do segundo u no na explicação do p ocesso ela i o a cada p ocedimen o,
demons ando uma pe spe i a mais in eg ada do sabe .
“Acho que o ídeo es a a bem ei o, explica a as coisas como ínhamos de aze ,
inha as imagens ní idas pa a nós en ende mos aquilo que es a am a aze , mos a a as
medidas de p ecaução e odo o p ocesso o que nos mo i a a en a aze como es á no
ídeo.” (T1A)
“A du ação e a a indicada e pe cebia-se mui o bem pois eles e am mui o cla os e
diziam passo a passo o que de e ia se ei o, e e indo semp e os nomes dos ma e iais e
dos p ocessos, a é coisas que nós pensamos que e am insigni ican es, mas que quando
amos a aze se o nam impo an es pa a aze um bom abalho. Po isso não se
limi a am a desc e e o que se ai aze , mas an es explica am o obje i o de cada
p ocesso e o po quê da u ilização de alguns ma e iais, explicando o p ocedimen o de
aco do com a pa e eó ica” (T2B).
Seguidamen e en ou de e mina -se qual a imp essão causada a ní el a e i o pela
ap esen ação des e ecu so ecnológico e se se ia p odu i a a in eg ação eco en e da
es a égia na explo ação dos abalhos expe imen ais. Todos os alunos ap ecia am e
mos am-se en usiasmados com a no a abo dagem didá ica, salien ando que se á mais
impo an e a eplicação u u a apenas em abalhos que en ol am écnicas mais
complexas e menos amilia es pa a eles, de modo a que se diluam as des an agens
apon adas an e io men e, como a inibição de compo amen os explo a ó ios, e sejam
ealçados os bene ícios do apoio isual na explicação do p ocedimen o.
“Nas a i idades ecnicamen e mais simples, a isualização do ídeo não é mui o
impo an e pois, pelo p o ocolo podemos ealiza a expe iência e não nos condiciona
an o a imaginação ao que imos num ídeo” (T1C)
“Sim em algumas, p incipalmen e nas mais complexas. Exis em algumas
a i idades que exigem écnicas mais simples e que não compensa ia es a a pe de
empo a e um ilme.” (T2B)
FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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No en an o, dois alunos, um de cada u no, encon a am des an agens na
aplicação do ecu so como es a égia didá ica pois alo izam a explicação do p o esso e
a elação de in e a i idade p opo cionada du an e esse momen o, nomeadamen e
quando são con on ados pela p imei a ez com no os p ocedimen os écnicos e
p e endem en ende melho ou es abelece conexões com os con eúdos eó icos que
lhes es ão subjacen es. Os p óp ios alunos econhecem uma disc epância en e a
si uação ideal e a ada pelo ídeo e o con ex o escola de execução labo a o ial, pelo
que alo izam e não dispensam a in e ação com o p o esso .
“…embo a no ídeo não osse exa amen e como nós izemos, pois inha lá
apenas uma pessoa a execu a e nós é amos um g upo de ês” (aluno T2B)
“…mas a explicação da p o esso a é undamen al pa a o en endimen o dos
concei os eó icos en ol idos no abalho que só com o ídeo não se iam ão bem
en endidos” (aluno T1A).
“Eu gos o que os p o esso es expliquem a ma é ia po que gos o de ou i e depois
pe cebe po mim. As imagens são impo an es mas du an e a explicação do p o esso
po exemplo com desenhos e esquemas, podemos i pe gun ando as dú idas, enquan o
que com o ilme passa semp e sem pa a . Podia e no amen e mas não aze
pe gun as” (aluno T1B).
Finalmen e, os alunos o am sujei os a algumas ques ões que inham como
obje i o a alia as compe ências adqui idas du an e a ealização expe imen al. Tan o
quan o se pôde apu a , os alunos de endimen o bom e médio demons am na en e is a
melho es ní eis de comp eensão da a i idade do que os alunos de endimen o aco. No
en an o, não e a obje i o da in es igação de e mina em que medida a ap esen ação do
ídeo se e le ia no ní el do desempenho demons ado e, po an o, é admissí el que os
esul ados ob idos não conco am po si mesmos pa a a diluição da di e ença nas
classi icações que os alunos habi ualmen e ob êm. Não se de e ou nenhuma
disc epância signi ica i a en e a ep esen ação pessoal das compe ências adqui idas e
aquelas que de ac o o am alcançadas, nem a ní el indi idual, nem em unção do u no
de abalho. Po exemplo, as espos as dadas pelos alunos às ques ões p á icas e
eó icas da en e is a mos a am que o g au de conhecimen o adqui ido se enquad a a
den o dos pa âme os demons ados pos e io men e em es es ealizados sob e es e
assun o.
FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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CAPÍTULO 6 – Conclusões e Re lexões Finais
6.1 Conclusões
Conside ou-se impo an e e i ica quais os hábi os de isualização de ídeos,
pois a amilia idade que os alunos êm com es e ipo de abo dagem ecnológica, acili a a
aquisição das compe ências deco en es da u ilização de audio isuais, uma ez que o
en oque se cen a mais no con eúdo da mensagem e não an o na no idade do mé odo.
Se o aluno é con on ado pela p imei a ez com uma me odologia di e en e e apela i a,
de aco do com os seus pad ões de dis ação, pode acon ece que se concen e mais na
o ma e menos no seu eo e, po an o, o e ei o desejado não se á ão acen uado.
Pelo que se apu ou nes a in es igação os alunos, embo a amilia izados com es e
ecu so educa i o, não eco em habi ualmen e à isualização de ídeos eó icos ou
expe imen ais e apenas o azem quando são pon ualmen e con on ados com es a
es a égia nas aulas, ou en ão numa pe spe i a de au oexplo ação e e o ço de
comp eensão essencialmen e elacionada com con eúdos p á icos.
O ídeo labo a o ial é enca ado como um ecu so demons a i o que acili a a
execução p á ica, eduzindo o g au de ansiedade pe an e a execução de écnicas
labo a o iais mais complexas. Os ídeos de ca ác e mais eó ico são enca ados com
acili ado es da ap endizagem, mas são pouco u ilizados como ecu so de au o
ap endizagem.
Os esul ados des a in es igação suge em que a maio ia dos alunos e idencia
maio p eocupação com o p odu o do que com o p ocesso. Os alunos, que mani es am
conceções quan i a i as da ap endizagem, endem a enca a o es udo de o ma mais
supe icial (Da , 2001), p ocu ando a sa is ação e os esul ados mais imedia os na
epe ição e na ep odução co e a das a e as que lhes são exigidas. Con udo, du an e
es a pesquisa, oi possí el iden i ica esidualmen e alunos que, po ap esen am uma
conceção mais cen ada no p ocesso do que nos p odu os da ap endizagem, u ilizam
abo dagens mais p o undas na o ma como enca am o es udo, que a me odologia
u ilizada seja eó ica, eó ico-p á ica ou expe imen al. Es es alunos são p opensos a
econhece a sala de aula, os ecu sos didá icos u ilizados e, embo a em meno
ex ensão, o p ocesso in es iga i o como a o es p eponde an es e de ele ado alo
in ínseco no decu so da ap endizagem, nomeadamen e na aquisição de compe ências
de esolução de p oblemas.

FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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Um dos ins umen os de ecolha de in o mações sob e as compe ências écnicas
e eó icas adqui idas oi o guião de isualização do ídeo, cuja pe inência oi duplamen e
alo izada que como c i é io de a aliação, que como auxilia de es udo. Todos os
alunos alo iza am, e conside a am indispensá el, o p eenchimen o do guião de ídeo,
independen emen e do momen o da sua ap esen ação, p incipalmen e pa a e o ço dos
aspe os mais impo an es que o ídeo oca a.
Os alunos econhecem a necessidade de en a iza e sis ema iza as ideias
undamen ais no p ocesso de ap endizagem no sen ido de as pode em e e e en ende
mais acilmen e. No malmen e são mui o ece i os a esquemas, esumos e des aques
conce nen es a assun os no os como o ma de auxilia a memo ização e de es abelece
no seu aciocínio as conexões absolu amen e necessá ias a uma ap endizagem e icaz e
pe manen e. Como ins umen o de explo ação, o guião de isualização de ídeo e elou-
se um ins umen o basila na in eg ação pedagógica do ecu so.
De ac o, e i icou-se que os alunos que i am o ídeo após a ealização
expe imen al, ob i e am melho es esul ados no p eenchimen o do guião do ídeo do que
os alunos que o i am p e iamen e, embo a a execução p á ica inicial enha sido menos
compe en e. O descon o o ge ado pela al a de apoio p é io do ídeo ou das o ien ações
do p o esso e á p o ocado o desejo de al i a espos as po en a i as, ainda que não
alea ó ias, que se aduzi am numa execução labo a o ial mais deso ien ada e menos
undamen ada. Po ém, os alunos e ão p ocu ado colma a as di iculdades sen idas
a a és do econhecimen o e in eg ação do e o, pois consegui am eajus a o
p ocedimen o em unção do que isualiza am pos e io men e, dados os melho es
esul ados que mos a am no p eenchimen o do guião.
Conclui-se, ambém que o p ocesso a que oi sujei o o u no T2 pode á induzi a
oco ência de e os que se e elam cons u i os na medida em que con ibuem pa a
iden i ica lacunas na comp eensão da a e a e eque em, po an o, a es u u ação do
pensamen o em e mos da a uação p á ica.
No que conce ne à ques ão p oblemá ica undamen al que o ien ou es a
in es igação, é impo an e e e i que não se alcança uma conclusão absolu a sob e o
momen o ideal pa a a aplicação do ídeo labo a o ial. Se, po um lado, a isualização
p é ia do ídeo labo a o ial acili a, de o ma mais imedia a, a execução p á ica, embo a
condicione e es inja a li e explo ação expe imen al e a au oap endizagem, po ou o, a
isualização pos e io enco aja a au oa aliação do desempenho e p omo e o
ap o undamen o cogni i o das ap endizagens. Es as conclusões podem ep esen a -se
esumidas no esquema 6.1
FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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Esquema 6.1 - Impo ância da isualização p é ia e sus isualização pos e io
Consequen emen e, a u ilização do ídeo de e in eg a -se numa es a égia mais
ala gada, pois a sua isualização, po si só, não bas a. A u ilização des e ecu so an es
ou depois da ida pa a o labo a ó io, depende dos obje i os do p o esso . Is o é, se
p e ende a o ece a es u u ação labo a o ial com a ap esen ação p é ia do ídeo, ou
po encia o desen ol imen o de p ocessos de au oc í ica, moni o ização de
desempenhos e con olo de ap endizagem, com a ap esen ação pos e io do ídeo.
Numa pe spe i a de educação em ciência, a conjugação de di e sas es a égias
pedagógicas aplicadas em di e en es momen os, em de imen o de abo dagens
monolí icas, pa ece se a melho solução pa a a mobilização e desen ol imen o de
compe ências especí icas, an o no domínio p á ico como no campo conce ual e
p ocessual.
Uma ou a cons a ação e i ada des e es udo, e que não é despicienda de
impo ância, elaciona-se com a compa ação da o ça pedagógica do ecu so em
oposição à execução labo a o ial. Os pa icipan es econhecem o alo in ínseco de
ambas as es a égias, mas en a izam a ealização expe imen al em labo a ó io como
sendo mais impo an e na comp eensão das écnicas labo a o iais e não a conside am
subs i uí el pela isualização do ídeo. De ac o, uma das possibilidades deco en es da
ap esen ação de um ídeo labo a o ial se ia em subs i uição da ida pa a o labo a ó io, po
impossibilidade de ealização da expe iência de ido a mo i os económicos ou de
segu ança, con udo, nes a in es igação icou bem cla o que os alunos não dispensam a
execução p á ica, a gumen ando que o p ocesso de consolidação de con eúdos écnicos
e a é de ca ác e eó ico pode ia ica incomple o.
FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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O educado de e conside a que a in eg ação ecnológica não implica
necessa iamen e uma subs i uição, e mui o menos a eliminação, de ou as es a égias
didá icas. Conscien e de que a in eg ação pedagógica se e es e de signi icados
di e en es e causa impac os dis in os consoan e o g au de desen ol imen o cogni i o dos
alunos e das espe i as edes de es u u ação semân ica, o p o esso p eocupa -se-á em
adap a as es a égias aos obje i os que p e ende alcança .
A explo ação de p oblemas abe os, po exemplo, em as an agens já
sobejamen e explanadas e se á ão mais acili ada quan o maio o a au onomia dos
alunos em elação à cons ução e egulação da sua ap endizagem. Toda ia, a maio
pa e dos alunos e ela uma al a de compe ências a mon an e que di icul a a é a lei u a e
in e p e ação de um p o ocolo expe imen al, pelo que, pa a esses, o ídeo an es da ida
pa a o labo a ó io pode cons i ui -se um sucedâneo ao conc e iza e cla i ica as e apas
de p o ocolo, p incipalmen e em si uações que en ol am écnicas mais complexas ou
pouco explo adas an e io men e. Reco de-se que os alunos econhece am meno
e icácia ao ídeo pa a p ocedimen os mais simples. Al e na i amen e, num quad o de
maio au onomia e desen ol u a écnica dos alunos, o ídeo ap esen ado após a
execução labo a o ial pode á a o ece a au o egulação da ap endizagem.
Resumindo, a ap esen ação p é ia de um ecu so educa i o des a na u eza
a o ece á a es u u ação labo a o ial e se á indicado pa a a ealização de a i idades
labo a o iais que en ol am écnicas mais complexas. A sua ap esen ação pos e io
omen a á a mono o ização do desempenho e o ap o undamen o cogni i o, sendo mais
indicada pa a a i idades labo a o iais ecnicamen e mais simples.
Num con ex o mais ala gado pode-se e e i que um ecu so pedagógico e o
momen o da sua aplicação se podem cons i ui como uma p opos a de au o e lexão pa a
o p óp io p o esso , pe spe i ando a consciencialização do e dadei o alcance das
espe i as po encialidades.
Como no a inal, se á pe inen e salien a que es e es udo se consubs anciou
numa impo an e o ien ação pa a a ação pedagógica do p óp io in es igado , não só po
e de inido quais os momen os mais signi ica i os pa a a in odução do ecu so es udado
em unção de obje i os p ees abelecidos, mas ambém po se e cons i uído como uma
si uação e lexi a da a uação em sala de aula do p óp io docen e ao pode analisa
c i e iosamen e a ilmagem da execução labo a o ial. Tendencialmen e, na sua
pe o mance p o issional, o p o esso en a sup imi imedia amen e as dú idas e
hesi ações que os alunos ap esen am deco en es da al a de p á ica labo a o ial e,
embo a inconscien emen e, acaba po eduzi -lhes o espaço pa a a descobe a,
FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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p oduzindo um e ei o de dependência que se pode o na limi a i o em e mos de
desen ol u a écnica e do desen ol imen o de compo amen os explo a ó ios.
No en an o, e na dose co e a, a a uação em labo a ó io do p o esso é
undamen al enquan o o ien ado de odo o p ocesso e como deciso em si uações
imp e is as, pe mi indo da sequência quando oco em inciden es, impasses, p oblemas
écnicos, a i udes compo amen ais des ian es, ou mesmo, sendo mais ou menos
in e en i o em unção dos di e en es es ádios de desen ol imen o cogni i o indi idual
dos alunos.
6.2 Limi ações do es udo
As p incipais limi ações sen idas no deco e des a in es igação elaciona am-se,
po um lado, com aspe os de ca ác e logís ico, nomeadamen e a disponibilização de
ma e iais écnicos em condições ap op iadas e em núme o su icien e pa a a ealização
da a i idade expe imen al e, po ou o, com a ges ão de empos le i os de ido ao
espa ilho empo al e p og amá ico esul an e da ealização de exames nacionais pa a o
11º ano. Es es ac os, não sendo limi ações ao es udo em si, p o oca am alguma
ansiedade ao p o esso / in es igado , dada a dico omia en e a necessidade de e e ua a
in es igação e a de ga an i a ap endizagem e e i a sob e os assun os a ados,
independen emen e do p ocesso a que oi sujei o cada u no.
Ressal e-se que os esul ados ob idos nes a in es igação são álidos no
con ex o em que oi inse ida, que no que conce ne ao empo e ao espaço ísico, que na
seleção dos pa icipan es, odos alunos do p óp io in es igado , o qual ambém
p o agoniza es e es udo.
O ac o do in es igado se p o agonis a da p óp ia in es igação in oduz algumas
a iá eis a o á eis, embo a subje i as, elacionadas com a amilia idade do ambien e de
sala de aula e no à on ade com que os alunos espondem e agem. Con udo, essa
apa en e an agem pode se con ap oducen e na a aliação das pe o mances escola es
demons adas pelos alunos na sequência do abalho desen ol ido, dadas as
expec a i as incon o ná eis que o in es igado / p o esso possa e ela i amen e ao
desempenho dos seus alunos (e ei o de Pigmalião).
FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
84
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FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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Anexos
FCUP
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ANEXO I – PQV e C i é ios de p eenchimen o da EV
Os Doze P incípios da Química Ve de (PQV) (Cos a, 2011, p. 36)
1 – P e enção
É melho p e eni a o mação de esíduos do que e de a á-los, depois de se e em c iado, pa a
elimina as suas p op iedades óxicas.
2 – Economia a ómica
Os mé odos sin é icos de em se plani icados de modo a maximiza a inco po ação no p odu o
inal de odas as subs âncias usados ao longo do p ocesso.
3 – Sín eses menos pe igosas
Semp e que possí el, os mé odos sin é icos de em se plani icados de modo a usa e p oduzi
subs âncias não óxicas (ou pouco óxicas) pa a a saúde humana e a ecos e a.
4 – Plani icação a ní el molecula de p odu os mais segu os
Os p odu os químicos de em se plani icados a ní el molecula de modo a cump i as unções
desejadas e a minimiza a sua oxicidade.
5 – Sol en es e ou as subs âncias auxilia es mais segu as
O uso de subs âncias auxilia es (sol en es, agen es pa a p omo e sepa ações, e c) de e se
e i ado semp e que possí el; quando usados, esses agen es de em se inócuos.
6 – Plani icação pa a consegui e iciência ene gé ica
De e-se econhece os impac os económicos e ambien ais dos equisi os ene gé icos dos
p ocessos químicos e minimizá-los; quando possí el, os mé odos sin é icos de em se ealizados
à empe a u a e p essão ambien ais ou p óximas des as.
7 – Uso de ma é ias p imas eno á eis
Semp e que o écnica e economicamen e p a icá el, de em-se usa ma é ias p imas e ecu sos
eno á eis de p e e ência a não eno á eis.
8 – Redução das de i a izações
De em-se minimiza ou, se possí el, e i a de i a izações (uso de g upos bloqueado es, de
passos de p o eção/desp o eção, e de modi icações empo á ias na molécula pa a pe mi i
p ocessos ísicos/químicos) po que ais e apas eque em eagen es adicionais e podem p oduzi
esíduos.
9 – Ca alisado es
De em-se p e e i eagen es ca alí icos ( ão sele i os quan o possí el) a eagen es
es equiomé icos.
10 – Plani icação pa a a deg adação
Os p odu os químicos de em se plani icados a ní el molecula de modo que no im do seu uso
não pe sis am no ambien e e se decomponham em p odu os de deg adação inócuos.
11 – Análise pa a a p e enção da poluição em empo eal
De e-se p ocu a usa mé odos analí icos que pe mi am moni o ização di e a dos p ocessos de
ab ico em empo eal e con olo p ecoce da o mação de subs âncias pe igosas.
12 – Química ine en emen e mais segu a quan o à p e enção de aciden es
As subs âncias usadas e as o mas da sua u ilização nos p ocessos químicos de ab ico de em
minimiza o po encial de oco ência de aciden es químicos, ais como ugas, explosões e
incêndios.
FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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Componen es e pon uações pa a cons ução das es elas e des (EV) (p = pon uação) (Ribei o, 2010, p.761)
Riscos
Símbolos de Risco
Pon uação
P1 – P e enção
Todos os esíduos são inócuos (p=1, abela 1)
3
Resíduos que en ol am um isco mode ado pa a a saúde e
ambien e (p=2, abela 1, pelo menos pa a uma subs ância, sem
subs âncias com p=3)
2
Fo mação de pelo menos um esíduo que en ol a um isco
ele ado pa a a saúde e ambien e (p=3, abela 1)
1
P2 – Economia A ómica
Reações sem eagen es em excesso (<10%) e sem o mação de
cop odu os
3
Reações sem eagen es em excesso (<10%) e com o mação de
cop odu os
2
Reações com eagen es em excesso (>10%) e sem o mação de
cop odu os
2
Reações com eagen es em excesso (>10%) e com o mação de
cop odu os
1
P3 – Sín eses Menos Pe igosas
Todas as subs âncias en ol idas são inócuas (p=1, abela 1)
3
As subs âncias en ol idas ap esen am um isco mode ado pa a a
saúde e ambien e (p=2, abela 1, pelo menos pa a uma
subs ância, sem subs âncias com p=3)
2
Pelo menos uma das subs âncias en ol idas ap esen a um isco
ele ado pa a a saúde e ambien e (p=3, abela 1)
1
P5 – Sol en es e ou as
subs âncias auxilia es mais
segu as
Os sol en es e as subs âncias auxilia es não exis em ou são
inócuas (p=1, abela 1)
3
Os sol en es e as subs âncias auxilia es usadas en ol em um
isco mode ado pa a a saúde e ambien e (p=2, abela 1, pelo
menos pa a uma subs ância, sem subs âncias com p=3)
2
Pelo menos um dos sol en es ou uma das subs âncias auxilia es
usadas en ol e um isco ele ado pa a a saúde e ambien e (p=3,
abela 1)
1
P6 – Plani icação pa a
consegui e iciência ene gé ica
Tempe a u a e p essão ambien ais
3
P essão ambien al e empe a u a en e 0ºC e 100ºC que implique
a e ecimen o ou aquecimen o
2
P essão di e en e da ambien al e/ou empe a u a mui o a as ada
da ambien al
1
P7 – Uso de ma é ias-p imas
eno á eis
Todos os eagen es/ma é ias-p imas/ ecu sos en ol idos são
eno á eis (p=1, abela 3)
3
Pelo menos um dos eagen es/ma é ias-p imas/ ecu sos
en ol idos é eno á el, não se conside a a água (p=1, abela 3)
2
Nenhum dos eagen es/ma é ias-p imas/ ecu sos en ol idos é
eno á el, não se conside a a água (p=3, abela 3)
1
P8 – Redução das
de i a izações
Não se usam de i a izações
3
Usa-se apenas uma de i a ização ou ope ação semelhan e
2
Usam-se á ias de i a izações ou ope ações semelhan es
1
P9 – Ca alisado es
Não se usam ca alisado es ou os ca alisado es são inócuos (p=1,
abela 1)
3
U ilizam-se ca alisado es que en ol em um isco mode ado pa a
a saúde e ambien e (p=2, abela 1)
2
U ilizam ca alisado es que en ol em um isco ele ado pa a a
saúde e ambien e (p=3, abela 1)
1
P10 – Plani icação pa a a
deg adação
Todas as subs âncias en ol idas são deg adá eis com os
p odu os de deg adação inócuos (p=1, abela3)
3
Todas as subs âncias en ol idas que não são deg adá eis podem
se a ados pa a ob e a sua deg adação com os p odu os de
deg adação inócuos (p=2, abela 3)
2
Pelo menos uma das subs âncias en ol idas não é deg adá el
nem pode se a ada pa a ob e a sua deg adação com p odu os
de deg adação inócuos (p=3, abela 3)
1
P12 – Química ine en emen e
mais segu a quan o à
p e enção de aciden es
As subs âncias en ol idas ap esen am um baixo isco de
aciden e químico (p=1, abela 2)
3
As subs âncias en ol idas ap esen am um isco mode ado de
aciden e químico (p=2, abela 2, pelo menos pa a uma
subs ância, sem subs âncias com p=3)
2
As subs âncias en ol idas ap esen am um isco ele ado de
aciden e químico (p=3, abela 2)
1
FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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1 – P epa ação P é – Labo a o ial da A i idade
2 – Realização da A i idade Labo a o ial
NOTA: Os ecu sos e alguns pon os da plani icação esc i os a azul elacionam-se mais
di e amen e com a in es igação em cu so e não an o com o plano de aula.
ANEXO II – Plani icação das Aulas pa a Aplicação do Recu so

FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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1 - P epa ação P é – Labo a o ial da A i idade
Sumá io
Obje o de ensino
Obje i os de ap endizagem
Recu sos
Reações de neu alização.
Volume ia ácido base.
Indicado es colo imé icos.
P epa ação da a i idade
labo a o ial AL 2.3
• Neu alização: uma eação
de ácido-base - AL 2.3
• Volume ia de ácido-base:
• Pon o de equi alência
e pon o inal
• Indicado es
• Cu as de i ulação de
ácido o e - base o e
• In e p e a a eação en e um ácido e uma
base em e mos de oca p o ónica.
• In e p e a uma eação en e um ácido o e e
uma base o e.
• Associa o pon o de equi alência à si uação
em que a eação química en e as duas
soluções é comple a e o pon o inal de uma
olume ia à si uação em que se de e a
expe imen almen e uma a iação b usca de
uma p op iedade ísica ou química da
mis u a eacional.
• Reconhece a di iculdade da de e minação
ope acional do pon o de equi alência de uma
olume ia o que jus i ica o ecu so à de eção
do pon o inal da olume ia e e e i alguns
p ocessos de de eção do pon o inal
• Relaciona o pon o de equi alência de uma
neu alização com a seleção do indicado .
• Reconhece que cada indicado em como
ca ac e ís ica uma zona de i agem que
co esponde ao in e alo de pH em que se
e i ica a mudança de co ácida pa a co
alcalina ou a si uação in e sa.
• Indica alguns dos indicado es mais
ulga men e u ilizados.
• Manual ado ado
• Cu as de i ulação ácido
o e base o e.
• Indicado es ácido base
colo imé icos.
• Tabela de zonas de i agem
dos indicado es
• P o ocolo expe imen al
FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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Desen ol imen o da Aula
 A aula inicia-se, com a esc i a do sumá io e a e i icação das p esenças, após o que se suge e uma discussão sob e a seguin e si uação
p oblema: “Numa es ada pa imen ada, oco eu o despis e de um camião que anspo a a ácido clo íd ico concen ado. Pa e da sua
ca ga luiu pa a um lago de água não poluída.” Quais as consequências e como esol e a si uação?
 Após a discussão e sis ema ização de ideias, es abelece-se a ligação en e o es udo an e io men e ealizado sob e a o ça ela i a de
ácidos e de bases e p opõe-se as seguin es ques ões.
Como neu aliza esíduos de ácidos/bases do labo a ó io de Química da escola?
Como iden i ica se os esíduos são de um ácido / base o e?
Como de e mina a concen ação inicial em ácido?
 A pa i das espos as e suges ões dadas pelos alunos salien a a necessidade de conhece como a ia o pH de um ácido (ou de uma
base) à medida que se adiciona uma base (ou um ácido) e de sabe como de e mina expe imen almen e a concen ação de um ácido (ou
base)
 De seguida esc e e e in e p e a a equação química que oco e en e um ácido o e e uma base o e em e mos de oca p o ónica,
salien ando a p opo ção es equiomé ica en e os eagen es e que no inal e emos como p odu os um sal e água.
 Explica que uma i ulação olumé ica é uma écnica labo a o ial que pe mi e de e mina com igo a concen ação de um ácido ou de uma
base a pa i da de e minação do olume gas o de uma base (ou ácido) pa a neu aliza um ce o olume de ácido (ou base) e que se
baseia na eação de neu alização ap esen ada en e a base e o ácido.
 Ap esen a cu as de i ulação ácido base, e i icando como a ia o pH da solução em unção da adição do i ulan e e salien ando a zona
de a iação b usca de pH onde se pode encon a o pon o de equi alência que co esponde à si uação em que a eação é comple a e os
eagen es eagem em p opo ções es equiomé icas.
 Expe imen almen e o pon o de equi alência é de di ícil de eção ope acional e po an o de e a-se o an es pon o inal da i ulação, a a és da
a iação de uma p op iedade ísica ou química do sis ema.
 Ques iona se conhecem alguns p ocessos de de eção do pon o inal e e e i o apa ecimen o ou o desapa ecimen o de uma u ação, a
FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
92
mudança de colo ação na solução ou a mudança de co de uma subs ância in encionalmen e adicionada designada po indicado .
 A a és da análise de abelas con endo a zona de i agem de á ios indicado es, seleciona o indicado que pe mi e de e mina o pon o
inal da i ulação de modo a que o e o expe imen al seja o meno possí el.
 De seguida pensa e deba e a ques ão p oblema, “Como de e mina a concen ação de uma solução de HCl, po i ulação ácido base, com
uma solução pad ão de NaHO?”.
 Pa a esponde à ques ão p oblema i emos ealiza um abalho expe imen al cujo obje i o se á: “De e mina a concen ação de uma
solução de HCl, po i ulação ácido - base, com uma solução pad ão de NaHO”
 Após discussão, e dado que os alunos não possuem conhecimen os écnicos que lhes pe mi a elabo a sozinhos um p o ocolo
expe imen al adequado, de e á se solici ado aos alunos a lei u a do p o ocolo labo a o ial p opos o pelo p o esso com a mon agem e o
p ocedimen o écnico pa a a ealização da i ulação que cons i ui o obje i o.
 Se ão ainda colocadas e deba idas as seguin es ques ões p é labo a o iais:
• Que cuidados de segu ança a e na ealização da expe iência, nomeadamen e na manipulação de ácidos e bases?
• Usando uma pequena amos a é possí el esponde à ques ão-p oblema?
• Po que é que a concen ação do i ulan e (hid óxido de sódio) em de se igo osamen e conhecida e não de e se p epa ada no
labo a ó io da escola a pa i do sólido?
• Como ap esen a os esul ados ob idos?
• Como calcula a concen ação inicial em ácido?
 P opo a esolução esc i a e indi idual das ques ões colocadas e uma no a lei u a do p o ocolo expe imen al como abalho de casa.
 Du an e a aula os alunos se ão a aliados pela pa icipação, in e esse e empenho, bem como pela capacidade de a enção, concen ação e
esponsabilidade no cump imen o das a e as.
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“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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2 – Realização da A i idade Labo a o ial
Sumá io
Obje o de ensino
Obje i os de ap endizagem
Recu sos
A i idade
labo a o ial AL
2.3 –
Neu alização:
uma eação de
ácido - base
• Neu alização: eações
ácido-base
• Indicado es ácido-base
• Ti ulação
• Reconhece o labo a ó io como um local de abalho
onde a segu ança é undamen al na manipulação com
ma e ial, equipamen o, ácidos e bases.
• Conhece p ocessos pa a neu aliza esíduos de
ácidos/bases.
• Realiza ecnicamen e uma i ulação.
• Seleciona indicado es adequados à i ulação en e um
ácido o e e uma base o e de aco do com a zona de
i agem do indicado e a a iação b usca do pH na
cu a de i ulação.
• Iden i ica um ácido o e a a és da cu a de i ulação
ob ida usando uma base o e como i ulan e.
• De e mina a concen ação do i ulado a pa i dos
esul ados.
• P o ocolo expe imen al
• Compu ado .
• Da aShow.
• Vídeo – “Neu alização:
uma eação ácido base”.
• Guião de isualização
do ídeo.
• Máquina de ilma
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“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
100
 Ti ulação
1. Regis a o olume inicial de i ulan e na bu e a, a endendo aos alga ismos
signi ica i os.
2. Ab i a o nei a e começa a adição de i ulan e à solução con ida no e lenmeye
com uma ce a apidez a é p óximo do pon o inal.
3. P óximo do pon o inal p ocede à adição de i ulan e go a a go a a é oco e a
i agem do indicado que pe maneça com agi ação du an e 30 s.
4. Regis a o olume inal de i ulan e na bu e a, a endendo aos alga ismos
signi ica i os.
5. Repe i o ensaio a é ob enção de ês olumes conco dan es (cuja di e ença não seja
supe io a 0,1 mL).
6. La a de imedia o a bu e a com água da o nei a em abundância pois o hid óxido
de sódio a aca o id o.
Comunicação de esul ados
 Elabo e um documen o esc i o de comunicação de esul ados, onde de em cons a os
seguin es pon os:
• Tí ulo do T abalho – Ti ulação de uma solução de HCl com uma solução de
NaOH, 0,100 mol.L-1, u ilizando a enol aleína como indicado .
• Regis o de Resul ados e Obse ações (de e i em o ma de abela)
• Cálculos E e uados (calcula a concen ação da solução de ácido clo íd ico,
a endendo à es equiome ia da eação e aos alo es expe imen ais ob idos)
• Conclusão e Discussão de Resul ados (ap esen ação do alo da
concen ação da solução de ácido e quais as di iculdades expe imen ais ou e os
come idos que podem e a e ado os esul ados).
• Re lexão Final (suge i ou o p ocesso de de e minação do pon o de
equi alência mais igo oso e que en ol a a cons ução da cu a de i ulação).

FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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Ad e ências de Pe igo, p o eção e eliminação de esíduos ela i os a algumas subs âncias
u ilizadas em olume ia de neu alização ácido o e – base o e.
Subs ância
Pic og ama e
Pala a Sinal
Ad e ências
de Pe igo /
P o eção
Eliminação de Resíduos
Ácido Clo íd ico
Não é uma subs ância ou mis u a
pe igosa de aco do com o
Regulamen o (CE) Nº. 1272/2008.
P odu o - En ega de soluções
exceden es e não eciclá eis a uma
emp esa idónea de a amen o de
esíduos.
Embalagens con aminadas -
Elimina como p odu o Não u ilizado.
Ácido Sul ú ico
A enção
H315
H319
P305
P351
P338
P odu o - En ega de soluções
exceden es e não eciclá eis a uma
emp esa idónea de a amen o de
esíduos.
Embalagens con aminadas -
Elimina como p odu o Não u ilizado.
Hid óxido de Sódio
Não é uma subs ância ou mis u a
pe igosa de aco do com o
Regulamen o (CE) Nº. 1272/2008.
P odu o - En ega de soluções
exceden es e não eciclá eis a uma
emp esa idónea de a amen o de
esíduos.
Embalagens con aminadas -
Elimina como p odu o Não u ilizado.
Sol. Ve melho de Me ilo
Não é uma subs ância ou mis u a
pe igosa de aco do com o
Regulamen o (CE) Nº. 1272/2008.
P odu o - En ega de soluções
exceden es e não eciclá eis a uma
emp esa idónea de a amen o de
esíduos.
Embalagens con aminadas -
Elimina como p odu o Não u ilizado.
Sol. Alcoólica de
Fenol aleína
- 2%
Pe igo
H226
H341
H350
P201
P281
P308 + P313
P odu o- En ega de soluções
exceden es e não eciclá eis a uma
emp esa idónea de a amen o de
esíduos. Dissol e ou mis u a o
ma e ial com um sol en e
combus í el e queima em
incine ado químico equipado com
pós-combus o e pu i icado de
gases.
Embalagens con aminadas -
Elimina como p odu o Não u ilizado.
In o mações e i adas de: h p://www.sigmaald ich.com/canada-english.h ml e
h p://www.me ckmillipo e.com/uni ed-kingdom/chemicals
Elabo ado de aco do com o Regulamen o CE nº 1272/2008
Legenda:
H226 Líquido e apo in lamá eis.
H315 P o oca i i ação cu ânea.
H319 P o oca i i ação ocula g a e.
H341 Suspei o de p o oca anomalias
gené icas.
H350 Pode p o oca canc o.
P201 Pedi ins uções especí icas an es da u ilização.
P281 Usa o equipamen o de p o eção indi idual exigido.
P305 + P351 + P338 Se en a em con a o com os olhos: enxagua
cuidadosamen e com água du an e á ios minu os. Se usa len es de
con ac o, e i e-as, se al lhe o possí el. Con inua a enxagua .
P308 + P313 Em caso de exposição ou suspei a de exposição:
consul e um médico.
FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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ANEXO IV – Au o ização de Enca egados de Educação
Exº S º Enca egado de Educação
No âmbi o de um p oje o de in es igação educacional sob e a pe inência da
u ilização do ídeo labo a o ial na ap endizagem dos alunos a deco e na Faculdade de
Ciências da Uni e sidade do Po o, enho solici a a sua au o ização pa a cap a imagens
du an e uma aula labo a o ial de Física e Química A na u ma do 11º E.
As imagens ecolhidas se ão me amen e u ilizadas pa a ins académicos e não
se ão publicamen e di ulgadas.
An ecipadamen e g a a pela ossa comp eensão,
Pa edes, 24 de Ab il, 2013
A p o esso a de Física e Química
_____________________________
(Helena Sepúl eda Mo ei a)
Eu, _____________________________________, enca egado de educação do aluno
____________________________, au o izo a cap ação de imagens pa a ins de
in es igação académica du an e uma aula labo a o ial de FQA.
Assina u a do enca egado de Educação: ______________________________________
FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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ANEXO V - Guião de Visualização do Vídeo
FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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Guião de Visualização do Vídeo
“Neu alização: uma eação ácido base”
Após isualiza a en amen e o ídeo esponda às seguin es ques ões
1. Nes a i ulação u iliza-se uma subs ância cuja concen ação p e endemos de e mina
e ou a de concen ação igo osamen e conhecida. Indique qual a subs ância que oi
u ilizada:
1.1 Como i ulado. ____________________________________________________
1.2 Como i ulan e.____________________________________________________
2. O olume de i ulado de e se medido igo osamen e.
2.1 Indique que ma e ial de e usa pa a medi o olume de i ulado. ______________
____________________________________________________________________
2.2 Re i a como se de e ace a o olume de i ulado medido. ___________________
3. De seguida coloca-se em cada uma das omas de i ulado, umas go as de indicado .
Explique qual a u ilidade des a subs ância na de e minação do pon o inal da
i ulação.________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
4. Re i a qual a o ma co e a de enche e ace a a bu e a com a solução i ulan e após
a sua la agem.
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
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“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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5. O i ulan e ai sendo adicionado ao e lenmeye man endo uma agi ação cons an e.
5.1 Indique qual a al e ação que oco e na mis u a quando se es á p óximo do pon o
inal da i ulação. __________________________________________________
_________________________________________________________________
5.2 Re i a como de e se adicionado o i ulan e p óximo do pon o inal. __________
_______________________________________________________________
5.3 Indique que cuidado de e e quando se e i ica pela p imei a ez a mudança de
co do indicado __________________________________________________
________________________________________________________________
5.4 A ealização de á ios ensaios diminui o e o na de e minação do olume de
i ulan e. Indique qual de e á se o máximo des io absolu o en e o olume ob ido
de i ulan e pa a os á ios ensaios. _____________________________________
6. O pon o de equi alência co esponde à si uação em que a eação é comple a e
es equiomé ica. Na p á ica é mui o di ícil de de e a e po isso expe imen almen e
encon a-se o pon o inal da i ulação.
6.1 Comple e a seguin e ase ela i amen e à i ulação isualizada:
“O ca a e químico da solução con ida do e lenmeye an es de a ingi o pon o de
equi alência é ____________; no pon o de equi alência o na-se ____________
e após passa o pon o de equi alência, se se con inuasse a adiciona i ulan e, a
solução se ia __________________.”
6.2 Indique qual o c i é io de seleção do indicado que pe mi e minimiza o e o de
i ulação esul an e da di e ença en e o pon o de equi alência e o pon o inal.
________________________________________________________________
________________________________________________________________
6.3 Explique qual a necessidade de ob e o olume de base necessá io pa a
neu aliza o ácido __________________________________________________

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FCUP
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ANEXO VI – G elha de obse ação da aula labo a o ial
FCUP
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Compo amen os obse á eis
To al
Nº
G upo
Manipulação
de ma e iais
Execução
do mé odo
Reg as de
segu ança
O ganização
Obse ações
1
2
3
4
1
2
3
4
1
2
3
4
1
2
3
4
1 – Mínimo a 4 - Máximo
FCUP
“O ídeo na a i idade labo a o ial: um es udo explo a ó io no 11º ano”
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ANEXO VII - Guião de En e is a