CAPÍTULO 3
Imagens sociais das pessoas LGBT
Ca los Gonçal es Cos a, Miguel Pe ei a, João Manuel de Oli ei a e Conceição Noguei a
Nos úl imos anos êm indo a su gi , em alguns pon os geog á cos do globo,
mudanças legais que p e endem diminui a disc iminação baseada na o ien ação sexual
e/ou na iden idade de géne o (po exemplo a igualdade no acesso ao casamen o ci il po
duas pessoas do mesmo sexo em Po ugal, a ex ensão de di ei os à adopção po casais de
pessoas do mesmo sexo no Reino Unido e nalguns es ados dos EUA, ou a lei de iden idade
de géne o em Espanha) Não obs an e, es a mudança social é acilmen e con as ada com
si uações em que as pessoas LGBT (lésbicas, gay, bissexuais, ansgéne o, ansexuais)
e quee ou não -he e ossexuais são disc iminadas e con inuamen e excluídas do acesso a
de e minadas ins i uições e di ei os (Cla ke, Ellis, Peel & Riggs, 2010)
As o mas, p ocessos, g aus e/ou consequências das iolências exe cidas às
não--he e ossexualidades são di e enciadas em con ex os his ó icos, sociais, cul u ais
e/ou polí icos No caso po uguês, omemos como exemplo a exclusão da possibilidade de
adop a enquan o casal de pessoas do mesmo sexo; nos Es ados Unidos25 as polí icas
mili a es impossibili am que homossexuais assumidos possam se i nas o ças a madas
ou seque que mili a es LGBT possam assumi -se e no I ão a homossexualidade masculina
é punida com pena de mo e enquan o que às mulhe es lésbicas cabe um cas igo de mil
chico adas As pessoas ansgéne o são, de o ma global26, as mais desp o egidas e
es igma izadas Ademais, impo a -nos desde já e e i a impo ância de um olha
in e seccional quando nos p opomos a pensa sob e disc iminação Como explicam Cla ke
e al (2010) é impo an e pa a que possamos explo a as di e en es o mas pelas quais as
pessoas es ão localizadas em elação a ca ego ias dominan es Assim, géne os e
iden idade(s) de géne o, o ien ações sexuais, classes sociais, e nias, localizações
geog á cas ou meios habi acionais e g aus de incapacidades/de ciências se conjugam e
ope am de di e sas o mas na cons ução e manu enção das disc iminações
25 A é à da a a lei ainda não oi al e ada No en an o es ão p e is as o ações pa a b e e po pa e do Cong esso dos
Es ados
Unidos Ve po exemplo: h p://www pinknews co uk/2010/05/27/us-cong ess-may- o e-on-mili a y-gay-ban- oday/
26 Pa a in o mações e mapeamen os sob e ealidades de pessoas LGBT e po exemplo h p://ilga o g/
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EsTUDO SOBRE A DISCRIMINACAO EM FUNCAO DA ORIENTACAO SEXUAL E DA IDENTIDADE DE GENERO
A disc iminação em unção de o ien ações sexuais, amplamen e designada e di undida
como homo obia, em sido al o de c í icas po se i de gua da -chu a às expe iencias de
gays e lésbicas e ambém de bissexuais e pessoas ans, não sendo sensí el às di e enças nas
expe iências de disc iminação Como no am Cla ke e al (2010) embo a exis a alguma
pa ilha nas bases da disc iminação en e iden idades ca ego izadas, as pessoas bissexuais e
ans são al o de expe iências di e en es – po exemplo, ideias de que a bissexualidade é um
ce o g au de con usão iden i á ia; de que os/as bissexuais são na e dade gays ou lésbicas
que não se conseguem assumi ; que são p omíscuos/as, êm necessa iamen e á ios/as
pa cei os/as ao mesmo empo; ou são obcecados/as po sexo ( e po exemplo Eliason
& Schope, 2001; Rus , 1993) No caso das pessoas ans e/ou in e sexo as expe iencias
disc imina ó ias passam ambém pelas o ganização de uma sociedade onde o géne o é
pensado de o ma ígida e biná ia, e po isso excluden e Alguns exemplos disso são a
di culdade de ap op iação de espaços públicos, mui os deles e guidos sob e o bina ismo
da o dem de géne o (e g , casas de banho públicas), a p óp ia linguagem e e minologia
dico ómica que u ilizamos (e g: al a de e mos neu os) e a di culdade de al e ação de
dados pessoais nos documen os o ciais, po o a ainda dependen es de mo osos p ocessos
de psiquia ização e pa ologização
Um ela ó io ecen e (Eu opean Union Agency o Fundamen al Righ s, 2009)
ela i o à si uação social na União Eu opeia menciona um ques ioná io do Eu oba óme o
ealizado em 2008 onde e a pe gun ado às pessoas ―como se sen i ia endo uma pessoa
gay ou lésbica como izinha?, a iando as espos as a i udinais numa escala en e 1 (mui o
descon o á el) e 10 (mui o con o á el) Na sua gene alidade (27 países da UE) 67% das
pessoas a mam sen i -se bas an e con o á eis (com espos as a iando de 7 -10) A Suécia
(9 5), a Dinama ca (9 3), a Holanda (9 3) e o Luxembu go (9 2) su gem como países com
maio acei ação de gays e lésbicas; enquan o que a Le ónia (5 5) a Bulgá ia (5 3) e a Roménia
(4 8) apa ecem como os de menos acei ação As espos as ela i as a Po ugal si ua am -se
nos 6 6 De aco do com os esul ados do Eu oba óme o, em média, os homens são mais
nega i os que as mulhe es e ge ações mais elhas são mais nega i as que as mais no as
Pessoas com meno es ní eis de escola idade e pessoas com iden idade polí ica de di ei a
posicionam -se ambém de o ma mais nega i a ace à ques ão
É mui as ezes a iolência simbólica (Bou dieu, 1998) que Ca nei o (2009) e e e
aduzi -se na ecusa de uma exis ência álida às pessoas LGBTQ, in isibilizando -as
A eap op iação e essigni cação do(s) espaço(s) público(s) su ge como acção necessá ia à
isibilidade A um plu alismo de ozes e singula idades que nos o nam a odos/as pessoas
Nesse sen ido, é ambém impe a i o um olha que não negligencie uma análise c í ica
que enha em linha de con a con ex ualizações e explicações his ó icas, sociais, cul u ais
e poli icas ( e po exemplo Ki zinge , 1996)
Richa dson (2000) ao denuncia o ca ác e no ma i o da he e ossexualidade, e idencia -a
como sis ema de no mas e p á icas ins i ucionalizadas e p i ilegiadas, que ocupa po isso,
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Imagens sociais das pessoas LGBT
um luga cen al de análise no que diz espei o à op essão de pessoas não he e ossexuais
(lésbicas, gay, bissexuais, ans, in e sexos, quee e ou os/as) Es a he e ossexualidade
ins i ucionalizada é, como explica Ka z (2007), uma combinação/disposição his ó ica dos
sexos e p aze es que cons ói uma é ica he e ossexual egulado a de odos/as nós Des a
o ma, o p oblema da he e ossexualidade con inua po p oblema iza , assumindo -se semp e
como ca ego ia e es u u a de pode dominan e que é p i ilegiada, no malizada e, em
úl ima análise, esquecida
De ac o, uma das es a égias mais u ilizadas po pessoas não he e ossexuais po o ma
a e i a a disc iminação passa pela in isibilidade em á ios con ex os (Eu opean Union
Agency o Fundamen al Righ s, 2009) Es a in isibilidade unciona como adap ação
o çada a es u u as e con ex os o emen e he e ossexis as que exe cem a sua iolência –
simbólica ou decla ada, implíci a ou explíci a – sob e qualque pessoa que se des ie dos
limi es impos os pela hegemonia he e ossexual Como e e e Schneide (2009) a análise à
p odução de iden idades e cul u as he e ossexuais, incluindo os seus e ei os gende izados
é essencial pa a que possamos começa a mapea os con o nos da he e ono ma i idade
Con udo, e como con inua Schneide (2009), há que sabe des inça os concei os de
he e ossexualidade e he e ono ma i idade, no sen ido de que pa a comp eende es e úl imo,
é necessá io comp eende ambém as o mas pelas quais alguns co pos, pessoas, p á icas e
no mas so em um p ocesso de na u alização em de imen o de ou os/as géne os, o mas,
co pos, ou exp essões não no ma i as – o que Halbe s am (2005) chama de quee ways o li e.
Segundo Ing aham (2006) a é à da a ainda não conseguimos de e mina com e cácia
se o que é conside ado se géne o ou compo amen o(s) gende izado(s) seque exis e sem se
na sua elação com a ins i uição he e ossexualidade – cons i uída enquan o egime poli ico
(Wi ig, 1980) Assim, se a ânco a do imaginá io he e ossexual o e i ada, conseguimos
pe cebe que o géne o que a sexualidade como a iá eis his ó icas e cons an emen e
mu á eis ao longo de oda a ida (Ing ahan, 2006)
Nos úl imos anos começou -se a concep ualiza , em á eas de in es igação como a
psic olog ia , o p e concei o a n i - a ns ( a ns géne os e a n s se x u a is) ( Hi l l & Wil loug hby, 20 05)
Hill (2002), a a és de um abalho de análise à comunidade ans suge iu a exis ência de
ês concei os cha e que podem se u ilizados pa a concep ualiza a a e são ace a pessoas
ans: ans obia, gende ismo (gende ism) e a aques e bais/insul os de géne o
T ans obia é uma a e são emocional ace a pessoas que não se con o mam às
expec a i as sociais de géne o – simila à homo obia – medo ou a e são a homossexuais
(Weinbe g, 1972), a ans obia en ol e sen imen os de epulsa ace a mulhe es pe cebidas
como masculinas, homens pe cebidos como emininos, a es is e c ossd esse s, ansgéne os
e/ou anssexuais Especi camen e, a ans obia mani es a -se pelo medo pessoal de que
pessoas conhecidas possam se ans ou epulsa po encon a uma pessoa ans No e -se
que o uso do su xo ― obia‖ não implica que uma pessoa ans óbica so a de eacções
óbicas no sen ido clínico do e mo; bem como não implica que a pessoa em causa so a
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EsTUDO SOBRE A DISCRIMINACAO EM FUNCAO DA ORIENTACAO SEXUAL E DA IDENTIDADE DE GENERO
de qualque pe u bação clínica O su xo é u ilizado no sen ido de implicação de um
medo ou ódio i acionais ace a es as pessoas, e que é pa cialmen e pe pe ado po uma
ideologia cul u al
O gende ismo é uma ideologia que e o ça uma ap eciação/a aliação nega i a de
não--con o midade de géne o, ou de uma incong uência en e sexo e géne o E uma
c ença cul u al que pe pe ua julgamen os nega i os ace ca de pessoas que não se
ap esen am como mulhe es/homens es e eo ípicos Pessoas gende is as ac edi am que as
pessoas que não se con o mam com as expec a i as socio -cul u ais de géne o são
pa ológicas Pa alelamen e ao he e ossexismo, Hill & Willoughby (2005) p opõem que o
gende ismo é causado que de op essão social que de uma o ma de e gonha psicológica,
uma ez que pode se impos o a uma pessoa, mas ambém, po ou o lado, a pessoa
pode in e naliza es as c enças O a aque/insul o de géne o (gende bashing) e e e -se à
pe seguição/hos ilização a pessoas que não se con o mam às no mas de géne o
(Wilchins, 1997) Des a o ma, enquan o o gende ismo e ec e uma as a ideologia
cul u al nega i a, a ans obia, a a e são e o medo emocional, a hos ilização de géne o
mani es a -se em ac os de iolência (Hill, 2002)
Como Massey (2009), conside amos que a c escen e complexidade em e mos dos
discu sos sociais e polí icos em o no do es a u o das mino ias sexuais, assim como a
com-plexidade em e mos de a i udes indi iduais ace a pessoas LGBTQ, suge em a
necessidade de no as abo dagens psicomé icas pa a que se possa acede às mani es ações
mode nas e pós -mode nas do p econcei o sexual Es as mani es ações, po se em mui as
ezes menos explíci as e mais sub is, ca ecem de uma abo dagem e explici ação holís ica
e polimo a (Massey, 2009) que e ic a e ques ione ace ca das causas, consequências e
implicações polí icas, sociais e cul u ais que as desc iminações con e em Se, como
a gumen a Wa ne (1993), a he e ossexualidade é p oduzida como dominan e,
sis emá ica, ga an ida e uni- e salizada, con o me Richa dson (2005) em indo a
demons a , os p óp ios concei os de cidadania e exis ência social uncionam como uma
o ma de egulação hegemónica (he e o)sexual e as abo dagens e abalhos que
descu em as implicações polí icas ace às cons uções das disc iminações es a ão a se ,
necessa iamen e edu o es
Impo a ago a, an es de inicia mos a in odução me odológica e ap esen ação do
es udo e e i que o p esen e capí ulo diz espei o a dois objec i os conc e os da in es igação
ealizada:
• O p imei o objec i o p essupunha cap a as ep esen ações sociais sob e as pessoas
LGBT e indaga sob e a exis ência de uma hie a quização nas pe cepções de
disc iminação de dis in os públicos-al o consoan e o A igo 13º da Cons i uição
da República Po uguesa
• O segundo objec i o p essupunha conhece os con ex os sociais que p omo em
e acili am o apa ecimen o de enómenos como a homo obia, ans obia, c imes
e discu sos de ódio elacionados com a o ien ação sexual e iden idade de géne o
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Imagens sociais das pessoas LGBT
Mé odo
Ca ac e izagao da amos a
Es e es udo oi espondido po 1 498 pessoas, com uma media e á ia de 32 anos
(DP=10) Em e mos de pe ença a g upos de sexo 359 (24,0%) a mam pe ence ao
sexo masculino, e 1 116 (74,5%) a mam pe ence ao sexo eminino, como se pode
e no g á ico 1 344 dessas pessoas iden i cam-se como homens (23,5%) e 1 119
(74,7%) iden i cam-se como mulhe es Apenas 2 pessoas (0 1%) se iden i ca am como
ansgéne os
G á co 1
Ca ac e ização da amos a po sexo
Es e es udo, oi di igido especí camen e a pessoas que se iden i cassem como
he e ossexuais, pelo que 1 418 dos/as esponden es se iden i ca am nes a ca ego ia
(94,7%) Ainda assim, 80 pessoas (5,2%) que esponde am ao ques ioná io e se
iden i ca am nes a ca ego ia con essa am ou as iden idades em e mos de o ien ação
sexual que não exclusi amen e he e ossexuais
Rela i amen e a iden idade polí ica, 801 pessoas (53%) a mam se de esque da,
155 (10,3%) de di ei a, e 385 (25,7%) iden i ca am- se como sendo de cen o Só 6
pessoas (0,4%) se iden i cou como sendo de ex ema di ei a, e 60 pessoas (4,0%)
iden i cam- se como ex ema esque da ( e g á co 2)
Dos/as nossos/as pa icipan es, 815 (54,4%) possuem uma Licencia u a ou um
Bacha ela o e 397 (26,5%) possuem g au de Mes e ou Dou o ado/a 188 dos/as
pa icipan es possuem o Ensino Secundá io, e somen e 10 pessoas (0,7%) possuem o
Ensino Uni cado (7º, 8º e 9º anos de escola idade)
97
Na nossa amos a, 341 (22,8%) pessoas a mam e eligião, e 1 135 (75,8%) dizem que
não possuem eligião Con udo, na pe gun a seguin e, com a lis agem de possibilidades de
iden i cação eligiosa, 705 pessoas a mam não e qualque iden idade eligiosa (47%) e 643
(42,9%) a mam-se Ca ólicas A apa en e con adição pode se explicada po pessoas que
apesa de e em ido uma educacao sob a alçada de uma de e minada eligião, não possuem
essa iden idade, embo a a e am num p ocesso de ca ac e izacao 86 (5,7%) pa icipan es
iden i cam-se enquan o C is ãs(ãos) Não Ca ólicas (os), e 48 (3,2%) pessoas iden i cam-se
ainda com ―ou as eligiões". ( e g á co 3)
G á co 3
F equências ela i as à iden idade eligiosa
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EsTUDO SOBRE A DISCRIMINACAO EM FUNCAO DA ORIENTACAO SEXUAL E DA IDENTIDADE DE GENERO
G á co 2
F equências ela i as à iden idade polí ica
Imagens sociais das pessoas LGBT
Já no que diz espei o à iden idade é nica dos/as pa icipan es, e eco endo às
codi cação das espos as abe as, a esmagado a maio ia dizem -se b ancos/as (87,4%)
Quan o à nacionalidade, 95,5% da amos a em nacionalidade po uguesa Em e mos
da na u alidade, a sua dis ibuição e idência que a maio ia é da Á ea Me opoli ana
de Lisboa (419), pa en e na abela 3
Tabela 3
Á ea de esidência das pessoas inqui idas
F equências
%
No e
369
24 6
Cen o
243
16 2
Sul
87
5 8
AMLisboa
419
28 0
AMPo o
149
9 9
Ilhas
111
7,4
Es angei o
101
6 7
To a l
1 479
98 7
No piano do es ado ci il, a maio ia dos/as inqui idos/as são sol ei os/as (874 pessoas),
apesa de 184 pessoas i e em em união de ac o e 307 em egime de casamen o Ill pessoas
são di o ciados/as e somen e 8 são iii os/as No que oca à pa en alidade, 1 082 não e n
ilhos, o que nos indica que 26,5% (397 pessoas) e n ilhos
A g ande maio ia da nossa amos a (85,6%) a ma e hábi os de o o, e só 196 pessoas
(13,1%) a ma não o a habi ualmen e
P e end amos ainda ca ac e iza a p oximidade en e os/as esponden es com ou as
pessoas LGBTQ Des a o ma e i cámos que a maio ia dos/as pessoas conhecem ou e n
amigos/as gays e lésbicas (85,2%), 53% a mam ainda e amigos/as bissexuais, con udo, a
maio ia das pessoas inqui idas não conhece pessoas anssexuais (88,4%)
Pa a conclui , a amos a do p esen e es udo é ca ac e izada po se maio i a ia-men e
compos a po mulhe es he e ossexuais, u banas, esiden es na á ea da G ande Lisboa, e cujo
ní el de escola izacao é ele ado O mé odo escolhido pa a o es udo, um ques ioná io aplicado
a a és da in e ne , e e como limi ação uma maio ausência de ou os g upos sociais menos
escola izados e mais elhos, de ou as zonas do país
Ins umen os
• Escala sob e o a igo 13° da CRP:
Po ugal e n no a igo 13° da Cons i uicao da Repiiblica Po uguesa, um p incípio da
igualdade que ga an e a não disc iminacao legal em uncao, en e ou as ca ego ias, da
o ien ação sexual Diz es e a igo:
99
EsTUDO SOBRE A DISCRIMINACAO EM FUNCAO DA ORIENTACAO SEXUAL E DA IDENTIDADE DE GENERO
A igo 13." P incípio da igualdade
1. Todos os cidaddos e n a mesma dignidade social e sdo iguais pe an e a lei.
2. Ninguém pode se p i ilegiado, bene iciado, p ejudicado, p i ado de qualque di ei o ou
isen o de qualque de e em azdo de ascendência, sexo, aça, língua, e i ó io de o igem,
eligido, con iccoes polí icas ou ideológicas, ins ucdo, si uacdo económica, condicdo social ou
o ien acdo sexual.
Com base nes e p incípio, e pa indo da enume acao dos á ios piiblicos al o ( abela
abaixo) cons i uin es do a igo 13° da Cons i uição da Repiiblica Po uguesa cons uímos uma
escala ipo Like de 7 pon os e ques ionámos os/as pa icipan es ace ca de: (a) que g upos são
mais disc iminados em Po ugal (onde 1 mui o disc iminados, e 7 nada disc iminados); e (b)
que g upos jus i cam se al o de disc iminacao (onde 1 jus i ca se disc iminado, e 7 não se
jus i ca se disc iminado) Es as duas o mas de medição pe mi em ob e e con as a
in o mação sob e a pe cepcao de disc iminação de g upos sociais e o g au de jus i cacao dessa
disc iminacao
Tabela 4 Piiblicos al o do a igo 13°
da CRP
1)
c ianças pob es
2)
mulhe es
3)
homens neg os
4)
mulhe es neg as
5)
c ianças neg as
6)
homens b asilei os
7)
mulhe es b asilei as
8)
chineses
9)
pessoas que não alem po uguês
10)
imig an es
11)
não ca ólicos
12)
pessoas anal abe as
13)
pessoas com pouca ou nenhuma escola idade
14)
pessoas com p o ssões desquali cadas
15)
pessoas desemp egadas
16)
pessoas pob es
17)
gays
18)
lésbicas
19)
bissexuais
20)
anssexuals
21)
ciganos
22)
pessoas po ado as de de ciência
23)
pessoas de ex ema esque da
24)
pessoas de ex ema di ei a
100
Imagens sociais das pessoas LGBT
• Ques ioná io de Disc iminação P econcei o Polimo o –
Lésbicas e Gays (Massey, 2009)
Pa a acede às mani es ações mode nas e pós -mode nas do p econcei o são
necessá ias, como no a Massey (2009) no as abo dagens psicomé icas capazes de
cap a que a complexidade eme gen e de discu sos sociais e poli icos sob e as
mino ias sexuais, que a maio complexidade em e mos das a i udes indi iduais ace a
não he e ossexuais Igualmen e, como no caso do sexismo, que se demons ou se
mul idimensional Po exemplo, a p opos a de Glick & Fiske (1997) que consis e na
medição de duas o mas de sexismo independen es en e si: o sexismo bene olen e, que
implica uma isão posi i a das mulhe es, mas acompanhada po uma isão adicional
ace ca do que é adequado pa a as mulhe es; e o sexismo hos il, que implica uma isão
undamen almen e nega i a das mulhe es e o apoio a medidas de es ição da es e a de
ac i idade das mulhe es
Es e ques ioná io consis e, po isso, numa medida mul idimensional do p econcei o
sexual, e oi desen ol ido no sen ido de acede à complexidade c escen e das a i udes
de he e ossexuais ace a pessoas gay e lésbicas
A p e isão p incipal – que oi con mada – é que o p econcei o sexual se á
melho ep esen ado a a és de um modelo mul idimensional Uma análise ac o ial
explo a ó ia e con ma ó ia e ela que o ques ioná io não con a ia os p essupos os
psicomé icos da alidade, consis ência in e na e da abilidade, sendo es a uma medida
que comp eende 7 ac o es dis in os Ainda, a análise ac o ial con ma ó ia demons a
que o modelo de 7 ac o es adequa- se melho e é mais explica i o (po compa ação a
um modelo único) da ampla a iedade do p econcei o sexual (Massey, 2009) Abaixo,
seguem os 7 ac o es disc iminados com b e e explicação concep ual de cada um, bem
como a disc iminação do de ido alo do alpha de c onbach
1) he e ossexismo adicional – a aliação de pessoas gay e lésbicas como imo ais,
pecado as ou pe e idas, e a c ença de que de e minados di ei os e p i ilégios
lhes de em se negados ( 95);
2) endência pa a nega con ínua disc iminação homo óbica – implica c enças
de que a disc iminação an i-gay já não é um p oblema ac ual C enças de que
pessoas gay e lésbicas êm iguais opo unidades de p og esso e que as suas
ei indicações iguali á ias são injus i cá eis ( 83);
3) a e são ace a gays ( 90);
4) a e são ace a lésbicas ( 88) – os ac o es 3 e 4 comp eendem eacções
a ec i- as, incluindo a necessidade de e i a con ac o, descon o o com o
e en ual con ac o, e c í icas à pe o ma i idade de géne o des as pessoas;
101
EsTUDO SOBRE A DISCRIMINACAO EM FUNCAO DA ORIENTACAO SEXUAL E DA IDENTIDADE DE GENERO
são o g upo sob o qual as esponden es a mam se menos jus i cada a disc iminação
(M=6,89; DP= 667), seguindo-se-lhes as c ianças pob es (M=6,87; DP= 772) e as pessoas
pob es (M=6,84; DP= 774) Embo a com pouca di e enciação em e mos de médias, no
que oca às ques ões de o ien ação sexual e iden idade de géne o, as espos as mos am
que a disc iminação se jus i ca menos pa a as lésbicas (M=6,72; DP= 924), seguindo-se os
gays (M=6,70; DP= 997), bissexuais (M=6,69; DP= 997), e po m as pessoas ansexuais
(M=6,56; DP=1 17) As pessoas conside adas pelos/as nossos/as pa icipan es como pe an e
as quais a disc iminação mais se jus i ca (ainda que com médias ela i amen e al as, endo
em con a que o pon o médio da escala de espos a é 4) es ão as pessoas ciganas (M=5,91;
DP=1 69), as pessoas desemp egadas (M=5,91; DP=1 69), e no opo, as pessoas de ex ema
di ei a (M=5 06 ; D P=2 28)
Tabela 7
Es a ís icas desc i i as e e en es à escala de pessoas que me ecem
disc iminação em unção do público al o do A igo 13° da CRP
I ens
N
Média
DP
mulhe es
1465
6,89
,667
c ianças pob es
1464
6,87
,712
pessoas pob es
1457
6,84
,746
não ca ólicos
1457
6,82
,802
c ianças neg as
1457
6,80
,866
mulhe es neg as
1463
6,75
,896
pessoas po ado as de de ciência
1459
6,72
,929
lésbicas
1459
6,72
,924
homens neg os
1462
6,72
,933
pessoas que não alam po uguês
1461
6,71
,883
gays
1459
6,70
,991
pessoas anal abe as
1459
6,70
,991
bissexuais
1456
6,69
,991
pessoas pouco escola izadas
1456
6,69
,991
imig an es
1461
6,65
,990
ansexuais
1459
6,56
1»17
pessas com p o ssões pouco quali cadas
1459
6,56
1»17
homens b asilei os
1457
6,55
1,12
mulhe es b asilei as
1460
6,52
1,14
chineses
1458
6,48
1»17
pessoas de ex ema esque da
1460
6,01
1,66
ciganos
1461
5,91
1,69
pessoas desemp egadas
1461
5,91
1,69
pessoas de ex ema di ei a
1459
5,06
2,28
108
Imagens sociais das pessoas LGBT
A a és de uma análise ac o ial28 em componen es p incipais com o ação V A R
I M A X ( K M O = 89 9, p < 000), a que subme emos a escala ela i a à pe cepção de
disc iminação, as a iá eis ag upa am-se em dois ac o es – o p imei o ligado a
g upos sociais como sexo, iden idade sexual e é nica; o segundo e e en e a ques ões
de o dem mais de classe social ou o ien ação poli ica Apesa de 3 i ens ap esen a em
loadings pouco ele ados em ambos os componen es op ámos po não os e i a
Tabela 8
Fac o izações dos i ens e e en es à escala de pessoas disc iminadas
Va i á ei s
Al a de C onbach
1 .903
2 856
disc iminação gays
,768
,023
disc iminação lésbicas
,764
,067
disc iminação mulhe es neg as
,699
,291
disc iminação bissexuais
,693
,028
disc iminação homens neg os
,688
,282
disc iminação ansexuais
,678
,044
disc iminação mulhe es b asilei as
,647
,211
disc iminação c ianças neg as
,623
,353
disc iminação homens b asilei os
,596
,289
disc iminação imig an es
,588
,361
disc iminação chineses
,570
,264
disc iminação ciganos
,565
,220
disc iminação mulhe es
,484
,372
disc iminação pessoas que não alam po uguês
,481
,281
disc iminação não ca ólicos
,384
,273
disc iminação pessoas com pouca ou nenhuma escola idade
,087
,871
disc iminação pessoas anal abe as
,085
,846
disc iminação pessoas com p o ssões pouco quali cadas
,172
,828
disc iminacao pessoas desemp egadas
,208
,768
disc iminacao pessoas pob es
,236
,755
disc iminacao c ianças pob es
,170
,550
disc iminação pessoas po ado as de de ciência
,350
,477
disc iminação pessoas de ex ema esque da
,343
,345
disc iminacao pessoas ex ema di ei a
,206
,233
Va ia^ao To al Explicada= 47,01%
36,33%
10,68%
C uzando es as a iá eis com os g upos de sexo oi possí el pe cebe que as
mulhe es, quando em compa ação aos homens pe cebem quase odas as ca ego ias
28 A análise ac o ial diz espei o à escala de pessoas disc iminadas A escala ela i a à jus i icação de disc iminação não oi al o
de análise ac o ial po iola os p essupos os psicomé icos da mesma
109
EsTUDO SOBRE A DISCRIMINACAO EM FUNCAO DA ORIENTACAO SEXUAL E DA IDENTIDADE DE GENERO
como mais disc iminadas, e idenciando maio sensibilidade ou a enção a ques ões de
disc iminação Assim, as mulhe es, mais que os homens, pe cepcionam maio
disc iminação ela i amen e às ca ego ias ―mulhe es‖ (1461)= – 5,321 < 001; h o m e n s
neg os (1459)=-3,056< 005; mulhe es neg as (1454)= – 4,472< 001; c ianças neg as
(1454)=-2,380 < 05; mulhe es b asilei as (1453)= – 4,823 < 001; homens b asilei os
(571,657)=-2,350< 05; imig an es (579,533)= – 2,649 < 05; pessoas com p o ssões
desquali cadas (566,532)= – 3,066< 005; pessoas desemp egadas (553,499)= – 3,16
4< 005; lésbicas, (1456)= – 8,275< 001; gays (1456)= – 4,326 < 001; ansexuais
(1456)= – 3,438< 005; e pessoas po ado as de de ciência (553,833)= – 3,331< 005 Em
con apa ida os homens, a única ca ego ia que pe cepcionam como mais disc iminada,
po compa ação às mulhe es é a das ―pessoas de ex ema di ei a‖ (1493)= 2,481 < 05,
que é po si mesma uma ca ego ia no ge al is a como ―pouco disc iminada‖ Es e
esul ado az-nos c e que os homens, po es a em socialmen e numa ca ego ia de
géne o cons uída como mais p óxima da no ma de pessoa (Amâncio, 1994), e sendo
menos al o de disc iminação, acabam po es a menos a en os e menos sensí eis do
que as mulhe es, g upo po si só disc iminado
Ques ioná io de Disc iminação P econcei o Polimo o ace a Lésbicas e Gays
Es a é uma medida mul idimensional do p econcei o sexual, desen ol ida no
sen ido de acede à complexidade c escen e das a i udes de he e ossexuais ace a pessoas
gay e lésbicas Nes e sen ido, a ap esen ação das es a ís icas desc i i as e g á cos de
médias e e en es a es e ques ioná io se ão di ididas pelas sub-escalas ap esen adas na
o iginal O ques ioná io é a aliado numa escala de medida ipo Like de cinco pon os,
onde pa a e ei os de alo es médios de cada sub-escala, quão maio o alo mais
nega i a é a a i ude, à excepção das escalas ―posi i as‖ (i e escalas que não con ém i ens
nega i os) – são elas: Valo ização de P ocessos Gays e Lésbicos; C enças Posi i as e
Resis ência à He e ono ma i idade
He e ossexismo T adicional
A p imei a sub-escala é concep ualizada como e e en e a noções de
he e osse-xismo adicional – e e indo -se à a aliação de pessoas gay e lésbicas como
imo ais, pecado as ou pe e idas, e a c ença de que de e minados di ei os e
p i ilégios lhes de em se negados
A a és da análise es a ís ica desc i i a ( abela abaixo) pe cebemos que
en-dencialmen e as espos as médias são no sen ido de con a ia os p essupos os
mais explíci os do que é de nido concep ualmen e como he e ossexismo adicional
Ou seja, na amos a, pa ece ha e uma endência pa a a conco dância com a mações
que apelam à igualdade mo al da homossexualidade ela i amen e à
he e ossexualidade
110
Imagens sociais das pessoas LGBT
(M=4,31; DP=1,09); à não condenação da homossexualidade masculina (M=4,32;
DP=1,08); à impo ância da hones idade de gays e lésbicas ace aos seus sen imen os e
desejos (4,71; DP= 65); e a ques ões de exp essão na u al da homossexualidade (
M=3, 8 8 ; DP=1, 2 0) Exis e ainda conco dância com o ac o de que se duas pessoas
se amam não de e impo a o seu géne o (M=4,62; DP=,89) ou a o abilidade ace à
possibilidade de casais do mesmo sexo pode em adop a c ianças (M=3,70; DP= 1,43)
Tabela 9
Es a ís icas desc i i as da sub-escala he e ossexismo adicional
I ens
N
Média
DP
A homossexualidade eminina é um pecado
1471
1,1944
,63481
A homossexualidade é um es ilo de ida
mo almen e igual à he e ossexualidade*
1473
4,3143
1,09640
Compo amen os homossexuais en e dois homens é algo
que simplesmen e es á e ado
1466
1,3793
,85507
Se duas pessoas ealmen e se amam não de e impo a se são
homem e mulhe , dois homens ou duas mulhe es*
1472
4,6236
,89621
A homossexualidade masculina é uma pe e são
1471
1,3032
,77844
O c escen e núme o de mulhe es lésbicas é um indicado do
declínio da mo al na nossa sociedade
1473
1,3347
,79314
A homossexualidade masculina é apenas um es ilo de ida
di e en e que não de e se condenado*
1466
4,3226
1,08932
Se um homem em sen imen os homossexuais de e á
aze de udo pa a os ul apassa
1480
1,4324
,85975
É impo an e pa a gays e lésbicas se em hones os pa a
com os seus sen imen os e desejos*
1481
4,7151
,65952
A ideia de casamen o en e pessoas do mesmo sexo pa ece-me idícula
1477
1,5870
1,10495
Po si só a homossexualidade eminina não é um p oblema, o
p oblema é o que a sociedade pode aze dela*
1464
3,7848
1,20071
Tal como nou as espécies, a homossexualidade masculina é uma exp essão
na u al da sexualidade nos homens (humanos)*
1471
3,8579
1,20410
As leis que egulam o compo amen o sexual p i ado e consen ido
en e duas lésbicas de em se menos es i i as*
1447
3,8777
1,19223
As lésbicas são doen ias
1472
1,2228
,62299
A homossexualidade eminina põe em causa o es o da sociedade uma ez
que queb a com a di isão na u al en e os sexos
1472
1,3743
,83220
Casais homossexuais masculinos de em pode adop a c ianças da mesma
o ma que os casais he e ossexuais o podem*
1485
3,7024
1,43137
A homossexualidade eminina é uma ameaça a á ias das
nossas ins i uições sociais básicas
1469
1,2995
,73461
Homens homossexuais não de em pode ensina nas nossas escolas
1471
1,1536
,54165
A homossexualidade eminina é uma o ma in e io de sexualidade
1487
1,2535
,72978
111
EsTUDO SOBRE A DISCRIMINACAO EM FUNCAO DA ORIENTACAO SEXUAL E DA IDENTIDADE DE GENERO
Negagao da disc iminacao homo óbica
A segunda sub-escala, é e e en e à endência pa a nega a con ínua disc iminacao
homo óbica, ou seja, isa medi as c enças de que a disc iminacao an i -LGBTjá não é um
p oblema ac ual Assim es as c enças assen am no p essupos o de que pessoas gay e lésbicas
e n opo unidades iguais de p og esso e que as suas ei indicacoes iguali á ias são
injus i cá eis
A a és da análise ao pe l de médias pe cebemos que endencialmen e as espos as ão
no sen ido do iguali a ismo, em que gays e lésbicas e pessoas he e ossexuais de e ão e
igualdade de opo unidades (M= 4,51; DP=1,00), ou no sen ido da comp eensão de po que é
que g upos pelos di ei os LGBT ainda es ão p eocupados com a limi ação social de
opo unidades (M=4,29; DP=1,01) Pelo con á io, exis e pouca conco dância ela i amen e a
a macoes que negam a disc iminação de pessoas gay e lésbicas de o ma ge al (M=l,75;
DP=,88) e de o ma pa icula em Po ugal (M=l,56; DP=,81) De o ma ge al, as pessoas não
conco dam nem disco dam da a mação e e en e ao ac o de gays e lésbicas se em
disc iminados de o ma homo óbica na ele isão (M= 2,55; DP=1,12 )
Tabela 10
Es a ís icas desc i i as da sub-escala negação de con ínua disc iminação
I ens
N
Média
DP
De o ma ge al, as pessoas na nossa sociedade a am gays e
he e ossexuais de o ma igual
1472
1,6454
,77560
A maio ia dos gays e lésbicas já não são disc iminados
1475
1,7532
,88488
A sociedade chegou a um pon o em que pessoas gay e pessoas
he e ossexuais de em e iguais opo unidades
1473
4,5078
1,00277
É a o e gays e lésbicas se em a ados de o ma homo óbica na ele isão
1474
2,5529
1,12322
A disc iminação ace a gays e lésbicas já não é um p oblema em Po ugal
1475
1,5634
,81656
É ácil comp eende a e ol a dos g upos gays e lésbicos no nosso paí
1466
3,9816
1,04064
Lésbicas e gays habi ualmen e pe dem bons emp egos em
unção da disc iminação que são al o
1475
3,7932
1,08522
É comp eensí el po que é que g upos pelos di ei os LGBT ainda es ão
p eocupados com a limi ação social de opo unidades
1480
4,2872
1,01275
Mui as lésbicas e gays ainda pe dem opo unidades de emp ego
e p omocoes de ido à sua o ien acao sexual
1483
4,1430
1,08159
À semelhança do que acon ece na sub-escala an e io , a maio ia das pessoas pa ece
posiciona -se de o ma algo indi e en e ace à a mação de que p e e ia e mais amigas lésbicas
(M= 3,02; DP=,977) No en an o, e embo a a maio pa e dos alo es médios sejam mui o
112
Imagens sociais das pessoas LGBT
baixos de ido a es a se ambém uma escala nega i a de a e são ace a lésbicas, pa ece ha e
um pouco mais de conco dância ela i amen e à a mação ligada a ques ões de
pe o ma- i idade de géne o – ―P e e ia que as lésbicas ossem mais emininas‖ (M= 2,13;
DP= 1,11)
Tabela 11
Es a ís ica desc i i a da sub-escala a e são ace a lésbicas
I ens
N
Média
DP
As lésbicas não são mulhe es e dadei as
1474
1,2585
,67870
P e e ia que as mulhe es lésbicas ossem mais emininas
1473
2,1290
1,11666
Ten o e i a con ac o com mulhe es lésbicas
1469
1,3213
,71968
Não i ia gos a de pe cebe que es a a sozinho/a
num de e minado sí io com uma lésbica
1477
1,3595
,79040
Gos a ia de e mais amigas lésbicas
1470
3,0184
,97710
Sin o-me descon o á el quando as
lésbicas agem de o ma masculina
1475
1,6617
1,00817
Acho as mulhe es lésbicas nojen as
1488
1,3542
,80112
As mulhe es lésbicas não conseguem se emininas
1479
1,3063
,65611
Julgamen os de Valo do Mo imen o LGBT
A quin a sub-escala diz espei o a julgamen os do alo do mo imen o LGBT,
medindo c enças anco adas em alo es p ó -di e sidade que a mam po exemplo que
os objec i os e me as do mo imen o LGBT melho am a sociedade no seu odo, ou que
a homossexualidade ep esen a uma qualidade especial que de e ia se enco ajada (na
pe spec i a da di e sidade)
Sendo uma sub-escala de nida de o ma posi i a, a maio ia das espos as
a mam- se acima do pon o médio da escala, demons ando uma conco dância com as
a mações que e ec em ideais p ó -di e sidade e acei ação – ex: ―Se o meu lho me
dissesse que pensa a pode se gay eu enco aja a -o a explo a esse aspec o de si mesmo‖
(M=3,71; DP=1,12); e alo izam a cidadania e os di ei os de e pa a pessoas LGBT– ex:
―Os a anços conseguidos em elação a di ei os ci is de gays e lésbicas melho am de
o ma ge al oda a sociedade‖ (M= 4,02; DP=1,02) De qualque modo, não deixa de
se ele an e ha e uma maio disco dância ace a i ens que a mam a admi ação de
gays e lésbicas po i e em em cons an e ad e sidade nos planos polí icos, sociais e
cul u ais (M=3,09; DP=1,29), ou que e ec em admi ação pela o ça das mulhe es
lésbicas (M= 3,49; DP=1,26) o que pa ece suge i um hia o en e alo ização de di ei os
e alo ização de pessoas e econhecimen o de ad e sidades
113
EsTUDO SOBRE A DISCRIMINACAO EM FUNCAO DA ORIENTACAO SEXUAL E DA IDENTIDADE DE GENERO
Tabela 12
Es a ís icas desc i i as e e en es à sub-escala julgamen os
de alo do mo imen o Gay e Lésbico
N
Média
DP
Se a minha lha me dissesse que pensa a pode se lésbica eu
enco aja a-a a explo a esse aspec o de si mesma
1470
3,6850
1,16366
Se o meu lho me dissesse que pensa a pode se gay
eu enco aja a-o a explo a esse aspec o de si mesmo
1473
3,7054
1,12534
Vejo o mo imen o (polí ico/social) gay
e lésbico como algo de posi i o
1477
3,8673
1,10247
As conquis as que os mo imen os pelos di ei os ci is de
gays e lésbicas êm conseguido é algo de admi á el
1465
3,9549
,95279
A sociedade melho a com a di e sidade
o e ecida pelas pessoas gays e lésbicas
1468
3,4659
1,21041
Gays e lésbicas de em se admi ados po i e em as suas
idas em cons an e ad e sidade (social/polí ica/cul u al)
1467
3,0927
1,28784
Os a anços conseguidos em elação a di ei os ci is de gays e
lésbicas melho am de o ma ge al oda a sociedade
1470
4,0204
1,02766
Admi o a o ça das mulhe es lésbicas
1483
3,4909
1,25888
Resis ência à He e ono ma i idade
A sex a sub-escala e e e -se a ques ões de esis ência à he e ono ma i idade.
Assim, ep esen a sen imen os de descon o o ace a papéis e compo amen os sexuais
e de géne o es e eo ipados e adicionais, e a e en ual necessidade de esis i aos
mesmos C enças de que sexo e géne o anscendem a simplis a de nição biná ia, e a
consciencialização/descon o o com os p i ilégios que são dados aos he e ossexuais
num mundo he e ono ma i o são ques ões ambém con empladas nes a sub-escala
Sendo uma sub-escala de esis ência à he e ono ma, não é es anho que os alo es
mais ele ados se si uem p óximos do pon o médio da escala, não ha endo pa icula
conco dância ou disco dância po pa e dos/as pa icipan es (he e ossexuais) ace a
i ens como ―P eocupo -me sob e os p i ilégios que a sociedade me dá/nega em unção
da minha o ien ação sexual‖ (M= 3,22; DP=1,40); ou ―Penso que os ó ulos homem e
mulhe não são o mas mui o ú eis de desc e e di e enças en e as pessoas‖ (M=3,27;
DP=1,33) Da mesma o ma, não é es anho que as espos as que mos am maio
disco dância es ejam elacionadas com sen imen os de es ição ace aos ó ulos de
géne o (M=1,93; DP=1,24) e o ien ação sexual (M=1,79; DP=1,98)
114
Imagens sociais das pessoas LGBT
Tabela 13
Es a ís ica desc i i a e e en e à sub-escala esis ência à he e ono ma i idade
I ens
N
Média
DP
Sin o-me es ingido/a pelo ó ulo de géne o
que me aplicam habi ualmen e
1478
1,9330
1,24200
Sin o-me es ingido/a pelo ó ulo de o ien ação
sexual que me aplicam habi ualmen e
1485
1,7993
1,19866
Sin o-me limi ado pelos compo amen os
sexuais que os ou os espe am de mim
1473
2,1582
1,30377
Sin o-me es ingido pelas no mas e eg as da sociedade
1471
2,9742
1,36850
Sin o-me es ingido pelas expec a i as que as
pessoas êm sob e mim em unção do meu géne o
1479
2,3949
1,43025
P eocupo-me sob e os p i ilégios que a sociedade me
dá/nega em ungao da minha o ien agao sexual
1475
3,2244
1,40186
Penso que os ó ulos homem e mulhe não são o mas
mui o i eis de desc e e di e engas en e as pessoas
1476
3,2771
1,33979
Ac edi o que a maio ia das pessoas é
na sua essência bisexual
1470
2,9395
1,33182
Adesão a C enças Posi i as sob e pessoas LGBT
A sé ima sub-escala diz espei o à adesão a c enças posi i as ace ca de pessoas gay,
con emplando assim, a adesão a uma a iedade de ca ac e ís icas posi i as ou insigh s linicos
que são consequência ou de se se gay/lésbica, ou de se se posicionado nas ma gens de uma
sociedade he e ono ma i a
Sendo uma sub-escala que e ec e c enças posi i as ace a pessoas gay e lésbicas não é
comple amen e es anho que os alo es médios mais ele ados ondem o pon o de não
conco dância/não disco dância ace às a macoes, ou po es as se em es e eó- ipos — ex:
―he e ossexuais e n algo a ap ende com homens gay no que diz espei o à amizade com
mulhe es‖ (M=3,28; DP=1,32); ou po simples não econhecimen o ou alidação de algumas
a macoes — ex: ―As lésbicas es i e am na linha da en e no que diz espei o à lu a e
econhecimen o de di ei os iguais às mulhe es." (M=3,ll; DP=1,11) Po ou o lado, as pessoas
mos am ambém alguma disco dância ace a i ens que a mam que se lésbica pode ajuda a
o na uma mulhe mais au o -su cien e (M=l,90; DP=1,08) ou independen e (M=2,22;
DP=1,18)
115
EsTUDO SOBRE A DISCRIMINACAO EM FUNCAO DA ORIENTACAO SEXUAL E DA IDENTIDADE DE GENERO
Tabela 14
Es a ís ica desc i i a e e en e à sub-escala c enças
posi i as
I ens
N
Média
DP
Acho que os homens gay são emocionalmen e mais
disponí eis que homens he e ossexuais
1468
2,4428
1,19194
Os homens he e ossexuais êm algo a ap ende com homens
gay sob e elações de amizade com mulhe es
1481
3,2883
1,32285
Se gay pode aze com que u n homem enha mais compaixão
1471
2,0313
1,13166
Homens he e ossexuais êm coisas a ap ende com
homens gay no que diz espei o a moda
1474
2,6425
1,27394
Homens gay são mais c ia i os que homens he e o
1470
2,1463
1,15024
Se lésbica pode o na uma mulhe mais au o-su cien e
1478
1,9026
1,08163
As lésbicas êm mui o a ensina a ou as mulhe es
sob e como se -se independen e
1467
2,2249
1,18419
A condição dos gays e das lésbicas só pode melho a quando
começa em a ocupa posicoes impo an es den o do sis ema
1478
3,3065
1,28271
As lésbicas es i e am na linha da en e no que diz espei o à
lu a e econhecimen o de di ei os iguais às mulhe es
1473
3,1100
1,11627
Acho que as lésbicas são emocionalmen e mais
disponí eis que ou as mulhe es
1474
2,1431
1,09085
Assim, e a a és de uma análise ac o ial29 em componen es p incipais com o ação
VA R I M A X ( K M O = 944, p < 000), ag upa am-se as a iá eis em se e ac o es – o que
nos le ou a e i a alguns i ens po es es não ac o iza em a ní eis que nos pa ecessem
pe inen es A abela 13 indica os ní eis de al a e e en es a cada ac o , sendo que op ámos
po uma Análise Fac o ial a 7 componen es à semelhança da escala o iginal (Massey, 2009)
Tabela 15
Al as e e en es a cada ac o da escala de P econcei o Polimo o
Fac o 1
Fac o 2
Fac o 3
Fac o 4
Fac o 5
Fac o 6
Fac o 7
Al a
.860
.826
.820
.851
.854
.788
.466
He e ossexismo T adicional
O p imei o ac o é aquele que explica 23,4% da a iação e é o que diz espei o a
i ens que concep ualizam ques ões ligadas ao he e ossexismo adicional, embo a
alguns i ens que ac o iza am nes e componen e enham, po compa ação às sub-escalas
o iginais, ambém das sub-escalas de a e são ace a gays/lésbicas – o que em e mos
eó icos não causa qualque ipo de cons angimen o
C enças Posi i as
O segundo ac o , explica i o de 8,9% da a iância diz espei o a i ens ligados a c enças
posi i as sob e pessoas gay e lésbicas, concep ualizando ca ac e ís icas posi i as ou insigh s
29 A análise ac o ial e e en e aos i ens des a escala, pela sua dimensão encon a-se em anexo
116
Imagens sociais das pessoas LGBT
linicos que são ( is os como) consequência ou de se se gay/lésbica ou de se posiciona o a do
espec o da (he e o)no ma Po azões de na u eza psicomé ica da consis ência in e na da
escala, o i em ―Gos a ia de e mais amigos gay‖ oi e i ado do ac o
Negacao de Con ínua Disc iminacao
O e cei o ac o diz essencialmen e espei o a a macoes comp eendidas den o das
ques ões de negação de con ínua disc iminacao, embo a, compa ando à escala o iginal,
ambém possua kens e e en es a c enças posi i as sob e gays e lésbicas Tal como
an e io men e, do pon o de is a eó ico não exis e qualque p oblema em que es es i ens
ac o izem no mesmo componen e Es e ac o é explica i o de 5,8% da a iância Ainda, po
azões de consis ência in e na da escala os i ens ―Casais homossexuais masculinos de em
pode adop a c ianças da mesma o ma que casais he e ossexuais‖; e ―Tal como nou as
espécies a homossexualidade masculina é uma exp essão na u al da sexualidade nos humanos‖,
o am e i ados des e e cei o ac o
Resis ência à He e ono ma i idade
O qua o ac o , explica i o de 4,4% da a iação é espei an e a i ens que e ec em
ques ões ligadas à esis ência à he e ono ma i idade, e concep ualiza sen imen os de
descon o o ou necessidade de esis i a papéis e compo amen os sexuais e de géne o
es e eo ipados e adicionais; aduzindo c enças de que sexo e géne o anscendem a simplis a
de nição biná ia e consciencialização e descon o o com os p i ilégios que são dados aos
he e ossexuais num mundo he e ono ma i o
Valo izacao de P ocessos de pessoas LGBT
O quin o ac o comp eende a macoes ligadas às ques ões de Valo izacao de P ocessos
de pessoas LGBT, e ec indo essencialmen e ideias e ideais p ó -di e sidade, e é explica i o de
3,2% da a iância
A e são ace a Gays e Lésbicas e A e são ace a Lésbicas
O sex o e sé imo ac o es explicam, 2,7% e 2,6% da a iância, espec i amen e, e dizem
espei o a i ens que se e e em a ques ões de a e são ace a gays e lésbicas (6° ac o ), e a e são
especí ica ace a lésbicas (7° ac o ) Apesa de, ans o má -los num só ac o pode aze
sen ido em e mos eó icos, op ámos po man e a es u u a ac o ial a 7 componen es como a
escala o iginal
C uzámos es as a iá eis com o sexo Foi possí el e i ca que homens ade em mais do
que as mulhe es a c enças, ideias e ideais den o da concep ualização do he e ossexismo
adicional ( (1261)= 5,778 p< 0001) sendo essa di e ença de médias es a is icamen e
signi ca i a Po ou o lado, e i ca -se que os homens negam menos
117
EsTUDO SOBRE A DISCRIMINACAO EM FUNCAO DA ORIENTACAO SEXUAL E DA IDENTIDADE DE GENERO
A a és do c uzamen o des as a iá eis com o os g upos de sexo suge e-se que
os homens se di e enciam das mulhe es ( (1344)= 4,704 p< 0001), no sen ido de
demons a em mais c enças, ideais e ideologias ans óbicas e gende is as, con ibuindo
mais acilmen e pa a a manu enção de um sis ema he e ossexis a Da mesma o ma, e
de manei a bem mais acen uada, os homens mos am uma di e enciação das mulhe es
( (1344) = 10,762 p< 0001), no que espei a ao insul o/a aque de géne o, uma ez
que mais acilmen e a mam e insul ado/ag edido (ou e ido essa on ade) ou as
pessoas em unção das suas exp essões de géne o não con o mis as e no ma i as
O c uzamen o das dimensões des a escala com as a iá eis sócio -demog á cas é
ú il pa a um en endimen o da o ganização dos posicionamen os das pessoas inqui idas
A a és da nossa análise e i ca -se ainda que o aumen o das habili ações li e á ias
in uencia a diminuição da ans obia/gende ismo Es abeleceu -se uma elação linea nega i a
e a a iá el habili ações li e á ias apa ece como p edi o a e capaz de explica 0,6 % da
a iação média (β= -0,1 1 7, = -2,778, p=0,006) ela i a a a iá el ans obia/gende ismo Ou
seja, quan o mais ele adas as habili ações li e á ias, meno g au de ans obia/gende ismo
Tabela 24 Relação linea nega i a en e
habili acoes li e á ias e ans obia/gende ismo
P edi o
|.2
B
F
p
Habili ações li e á ias
0,06
-0,117
-IJIQ
7,720
0,006
Da análise es a ís ica ealizada cons a amos a p esença de uma elação linea
nega i a A o ien ação polí ica é uma p edi o a álida da ans obia/gende ismo e
explica 9,1 % da a iação (β=-0,392, =-11,308, p=0,000) des a a iá el dependen e
Assim quan o mais à esque da se posiciona o indi íduo, meno o g au de ans obia/
gende ismo
Tabela 25
E ei o p edi o da O ien ação polí ica/posicionamen o polí ico à esque da na ans obia/gende ismo
P edi o
R2
B
F
p
O ien agão polí ica
0,091
-0,392
-11,308
127,863
0,000
Com o objec i o de pe cebe se o con ac o com a di e sidade sexual in uencia,
p edi i amen e, a dimensão ans obia/gende ismo eco emos à ealizacao de uma eg essão
linea simples A eg essão assinalou uma elacao linea e nega i a, a a iacao média
ans obia/gende ismo é explicada em 9,1% (P=-0,379, £=-11,473,^=0,000) pelo con ac o com
a di e sidade sexual; a signi cância es a ís ica pe mi e in e i es es esul ados pa a a população
Os dados ap esen ados indicam que o aumen o do con ac o com a di e sidade sexual in uencia
o malmen e a diminuicao da ans obia/ gende ismo
124
Imagens sociais das pessoas LGBT
Tabela 26
E ei o p edi o do con ac o com a di e sidade sexual na dimensão ans obia/gende ismo
P edi o
|.2
B
F
p
Di e sidade sexual
0,091
-0,379
-11,473
131,627
0,000
G á ico 6
Rep esen ação g a ica da elação en e o con ac o com a
di e sidade sexual e a dimensão ans obia/gende ismo
Relações de amizade/Con ac o com a di e sidade sexual
Pa a comp eende mos o impac o do he e ossexismo adicional na ans obia, eco emos
a uma eg essão linea simples Os esul ados são ap esen ados no p óximo quad o
Tabela 27
E ei o p edi o do he e ossexismo adicional na ans obia/gende ismo
P edi o
|.2
|3
F
p
He e ossexismo T adicional
0,421
0,650
29,202
852,737
0,000
A ela ao es abelecida nes a equa .ao é linea , posi i a e es a is icamen e signi ca i a A
p edi o a he e ossexismo adicional explica em 42% a a iacao média da ans obia/
gende ismo (P=0,650, =29,202, p=0,000) Podemos en ão conclui que o aumen o
125
0,60"
0,40-
0,20"
-0,20"
-0,40"
EsTUDO SOBRE A DISCRIMINACAO EM FUNCAO DA ORIENTACAO SEXUAL E DA IDENTIDADE DE GENERO
do he e ossexismo adicional in uencia o aumen o da ans obia/gende ismo, com
signi cância es a ís ica O que mos a como o he e ossexismo adicional se associa
ambém à ans obia e ao gende ismo
No espei an e a i ens que concep ualizam o gende bashing, pe cebemos que a
g ande maio ia dos/as pa icipan es e ela am nunca e ido compo amen os
insul uosos, de a aque ou pe seguição em unção do(s) géne o(s) (iden idades ou
exp essões) de ou as pessoas, à excepção da a mação ―já gozei com um homem pelo
seu compo amen o ou apa ência emininos‖ (M=5,55; DP=1,86) Mesmo endo em
con a que as espos as so e am a in e e ência de ques ões de desejabilidade social,
não deixa de se ele an e ques iona sob e o po quê des a a mação e ido maio
g au de conco dância Tan o o he e ossexismo igen e como as concep ualizações e
ideais hegemónicos sob e a he e ossexualidade masculina cons oem, anco ados num
modelo de géne o essencialis a e dico ómico, a imagem de como o e dadei o homem
é, ou de e se , legi imando ao mesmo empo es e ipo de p econcei o
Tabela 28
Médias e des ios-pad ão ela i os aos i ens de gende bashing
I ens
N
Média
DP
Já ba i em homens que se compo am como ma icas
1488
6,92
,463
Se encon asse um homem que usasse sapa os de sal o al o,
ligas e maquilhagem, pensa ia em ba e -lhe
1487
6,86
,632
Já ui iolen o/a pa a um homem po es e es a a agi de o ma demasiado eminina
i486
6,86
,608
Se isse na ua um homem que eu pensasse se na e dade uma
mulhe i ia abo dá-lo e pe gun a -lhe a que géne o pe encia
1487
6,78
,738
Já agi de o ma iolen a pa a com uma mulhe po ela se demasiado masculina
1494
6,75
,755
Já gozei com uma mulhe pelo seu compo amen o ou apa ência masculinos
1484
6,11
1»47
Já gozei com um homem pelo seu compo amen o ou apa ência emininos
1478
5,55
1,86
Pa a sabe mos a in uência da a e são ace a gays na dimensão gende bashing,
eco emos a uma eg essão linea simples No quad o seguin e podem-se analisa os esul ados
A a e são ace a gays é um p edi o e ec i o do gende bashing (P=0,362, =13,252, p=0,000),
explicando 13% da sua a iacao média; a elação es abelecida en e a a iá el independen e
a e são ace a gays e o gende bashing é posi i a, linea e ap esen a signi cância es a ís ica
( abela 29) Podemos en ão in e i que o aumen o da a e são ace a gays in uencia o aumen o
do gende bashing
Tabela 29
O e ei o p edi o da a e são ace a gays na dimensão gende bashing
P edi o
|.2
|3
F
p
A e são ace a gays
0,130
0,362
13,252
175,608
0,000
126
Imagens sociais das pessoas LGBT
No mesmo sen ido, e ainda com o objec i o de comp eende se o he e ossexismo
adicional é um p edi o da dimensão gende bashing, u ilizamos a eg essão linea
simples A p óxima abela desc e e os esul ados
Tabela 30
O e ei o p edi o do he e ossexismo adicional na dimensão gende bashing
P edi o
|.2
|3
F
p
He e ossexismo T adicional
0,047
0,216
7,610
57,915
0,000
O he e ossexismo adicional é um p edi o e ec i o do gende bashing, e explica
4,7% (β= 0 , 216 , = 7 , 6 1 0 , p=0,000) da sua a iação média; a elação es abelecida é
linea , posi i a e di ec a; ac escen a-se a exis ência de signi cância es a ís ica, que
pe mi e in e i os esul ados à população Concluímos en ão que o aumen o do
he e ossexismo adicional in uencia o aumen o do gende bashing
A a és do c uzamen o des as a iá eis com a pe ença a g upos de sexo suge e -se
que os homens se di e enciam das mulhe es ( (1344) = 4,704 p< 0001), no sen ido de
demons a em mais c enças, ideais e ideologias ans óbicas e gende is as,
con i-buindo mais acilmen e pa a a manu enção de um sis ema he e ossexis a Da
mesma o ma, e de manei a bem mais acen uada, os homens mos am uma
di e enciação eno me das mulhe es ( (1344) = 10,762 p< 0001), no que espei a ao
insul o/a aque de géne o, uma ez que mais acilmen e a mam e insul ado/ag edido
(ou e ido essa on ade) ou as pessoas em unção das suas exp essões de géne o não
con o mis as e no ma i as
• Escala de A i udes ace ao casamen o en e pessoas do mesmo sexo
As espos as à escala de a i udes da abela seguin e ilus am a a o abilidade da
amos a em elação ao casamen o en e pessoas do mesmo sexo Assim odos os i ens
que e ec em uma a i ude posi i a apa ecem com médias acima de 4,50 (e
des ios--pad ão in e io es a 1), enquan o odos os i ens que exp essam uma a i ude
nega i a apa ecem abaixo de 2 ( e abela 29)
As es a ís icas desc i i as ap esen adas pe mi em apon a pa a uma a i ude mui o
cla amen e a o á el em elação ao casamen o en e pessoas do mesmo sexo, em e mos
des a amos a de pessoas he e ossexuais
127
EsTUDO SOBRE A DISCRIMINACAO EM FUNCAO DA ORIENTACAO SEXUAL E DA IDENTIDADE DE GENERO
Tabela 31
Médias e des io-pad ão das a i udes em elação ao casamen o en e pessoas do mesmo sexo
Dimensões de análise N Média DP
Os di ei os à p o ecção social das pessoas casadas, como di ei os de saúde 1462 4,67 ,816
e de segu ança social de em se ex ensí eis a casais do mesmo sexo
O p incípio básico do casamen o é es abiliza uma elação amo osa du adou a 1463 4,38 1,07
Casais de pessoas do mesmo sexo de em pode usu ui desse di ei o legal
Eu apoio pessoas não he e ossexuais que ei indicam o di ei o ao casamen o 1463 4,26
1,18
A legalização do casamen o en e pessoas do mesmo sexo é um passo 1464 4,21 1,16
impo an e na acei ação de pessoas que não são he e ossexuais
O casamen o en e pessoas do mesmo sexo ga an e igualdade pa a 1463 4,19 1,16
odas as elações independen emen e da o ien ação sexual
Duas pessoas do mesmo sexo podem da a mesma qualidade de 1465 3,99 1,29
educação a um/a lho/a que duas pessoas de sexo di e en e
O casamen o en e pessoas do mesmo sexo i á o alece 1464 3,96 1,19
a mo al da sociedade pela p omoção da igualdade
Dado que mais pessoas bene cia ão de di ei os associados ao casamen o, o concei o de 1460 3,83
1,21 amília se á o alecido pela igualdade no acesso ao casamen o de pessoas do mesmo sexo
O casamen o en e pessoas do mesmo sexo des ói o signi cado de amília adicional 1461 2,68
1,50
O econhecimen o do casamen o en e pessoas do mesmo sexo é uma ameaça pa a a 1464 1,59 1,06
sociedade po que as escolas se ão o çadas a ensina que a homossexualidade é algo no mal
O homem e a mulhe complemen am-se na u almen e, po an o a união 1460 1,56
1,08 en e dois homens ou duas mulhe es não de e se econhecida
O objec i o p incipal do casamen o é educa c ianças, po an o
1464 1,39
,881 só um homem e uma mulhe de em e di ei o a casa
Pa a analisa es a is icamen e es a a iá el e c uzá-la com ou as op ámos po
ealiza uma análise ac o ial em componen es p incipais, ob endo apenas um ac o ,
al como no es udo o iginal de Pea l e Gallupo, (2007) que nos pe mi e analisa a
a i ude em elação ao casamen o en e pessoas do mesmo sexo Essa análise ac o ial31
( abela 30) ap esen ou-se com boa qualidade es a ís ica, como mos a o es e de
KMO de 969
31 An es da ac o ização, p ocedemos à in e são dos i ens que exp imiam uma a i ude nega i a, indicadas na abela com as e isco,
seguindo os p ocedimen os seguidos pela escala o iginal A consis ência do ac o ap esen a-se com ní eis mui o acei á eis (al a
de C onbach de 945), com uma a iação explicada de 57%
128
Eu oponho-me à legalização do casamen o en e pessoas do mesmo sexo 1461 1,55
1,11
A legalização do casamen o en e pessoas do mesmo sexo le a á a 1459 1,51
,889
gas os nancei os desnecessá ios ais como segu ança social
A legalização do casamen o en e pessoas do mesmo 1462 1,51
1,01
sexo ai pô em causa a libe dade eligiosa
O c escen e núme o de mulhe es lésbicas é um 1465 1,44
,940 indicado do declínio da mo al na nossa sociedade
Imagens sociais das pessoas LGBT
Tabela 32
Es u u a ac o ial das a i udes em elação ao casamen o en e pessoas do mesmo sexo
Va iá eis (al a = 945)
O homem e a mulhe complemen am-se na u almen e, po an o a união ,8/1
en e dois homens ou duas mulhe es não de e se econhecida
Eu apoio pessoas não he e ossexuais que ei indicam o di ei o ao casamen o ,835
Eu oponho-me à legalização do casamen o en e pessoas do mesmo sexo * ,820
O casamen o en e pessoas do mesmo sexo i á o alece a mo al ,805 da
sociedade pela p omoção da igualdade
O objec i o p incipal do casamen o é educa c ianças, po an o só ,796
um homem e uma mulhe de em e di ei o a casa *
A legalizacao do casamen o en e pessoas do mesmo sexo é um passo ,791
impo an e na acei ação de pessoas que não são he e ossexuais
O econhecimen o do casamen o en e pessoas do mesmo sexo é uma ameaça pa a a sociedade
c i - ' * ,745
po que as escolas se ão o çadas a ensina que a homossexuahdade e algo no mal
Dado que mais pessoas bene cia ão de di ei os associados ao casamen o, o concei o de amília
'T Jo)
se a o alecido pela igualdade no acesso ao casamen o de pessoas do mesmo sexo
Duas pessoas do mesmo sexo podem da a mesma qualidade de educacao
a ,735
a um/a nlho/a que duas pessoas de sexo di e en e
O casamen o en e pessoas do mesmo sexo ga an e igualdade pa a odas
■ ,720
as elações independen emen e da onen ação sexual
A legalizacao do casamen o en e pessoas do mesmo sexo le a á a
, . ,656
gas os nnancei os desnecessanos ais como seg soc
Os di ei os à p o ecção social das pessoas casadas, como di ei os de saúde e
' ,652
de segu ança social de em se ex ensi eis a casais do mesmo sexo
O casamen o en e pessoas do mesmo sexo des ói o signi cado de amília adicional ,559
A legalizacao do casamen o en e pessoas do mesmo sexo
A * ,546
ai po em causa a libe dade eligiosa
Va ia^ao To al Explicada = 57,04%
Pa a ca ac e iza os posicionamen os das pessoas ela i amen e às suas a i udes
ace ao casamen o en e pessoas do mesmo sexo, p ocedemos ao c uzamen o des e
ac o com a a iá el sexo Des a o ma conseguimos pe cebe o papel que a a iá el
assume nes as a i udes uma ez que as mulhe es ap esen am a i udes mais posi i as que
os homens ( (1398) = – 6,187 p< 0001) Abaixo (g á co 7) ilus amos es a di e ença
es a is icamen e signi ca i a
129
O p incípio básico do casamen o é es abiliza uma elação amo osa du adou a ,859
Casais de pessoas do mesmo sexo de em pode usu ui desse di ei o legal
O c escen e núme o de mulhe es lésbicas é um indicado ,853
do declínio da mo al na nossa sociedade *
EsTUDO SOBRE A DISCRIMINACAO EM FUNCAO DA ORIENTACAO SEXUAL E DA IDENTIDADE DE GENERO
G á co 7
A i udes ace ao casamen o en e pessoas do mesmo
sexo em unção do sexo dos/as pa icipan es
1MMW-
-D.1HHD-
OU O -
a>wwi-
T ----------------------------------------------------- 1 ------------------------------- "
*-JW.I i-: P^TIIIMID
SEXO
Ainda, as a iacoes nas a i udes de conco dância ace ao casamen o en e pessoas do
mesmo sexo são explicadas em 13,5 % (P=0447, = 4,449, ^=0,000) e de o ma
es a is icamen e signi ca i a pelo posicionamen o polí ico à esque da ( abela 31)
Des a o ma o aumen o do posicionamen o polí ico à esque da in uencia o aumen o das
a i udes de conco dância ace ao casamen o en e pessoas do mesmo sexo
Tabela 33
E ei o p edi o da o ien a^ão polí ca/Posicionamen o polí ico à esque da na a i ude
ace ao casamen o en e pessoas do mesmo sexo
P edi o
|.2
B
F
p
O ien agão polí ica
0,135
0,477
14,449
208,766
0,000
De modo a a e igua o impac o do con ac o com a di e sidade sexual nas a i udes
ace ao casamen o en e pessoas do mesmo sexo, ealizou-se uma eg essão linea simples
A elação es abelecida nes a equação é linea , posi i a e es a is icamen e signi ca i a
A p edi o a con ac o com a di e sidade explica 8,1% da a iação média das a i udes
ace ao casamen o en e pessoas do mesmo sexo (β=0,284, =10,989, p=0,000)
130
Imagens sociais das pessoas LGBT
Podemos en ão conclui que o aumen o do con ac o com a di e sidade sexual
in uencia o aumen o de a i udes de conco dância ace ao casamen o en e pessoas do
mesmo sexo
Tabela 34
E ei o p edi o do con ac o com a di e sidade sexual e A i udes
ace ao casamen o en e pessoas do mesmo sexo
P edi o
R2
B
F
p
Di e sidade Sexual
0,081
0,284
10,989
120,747
0,000
Ainda no sen ido de es a se a ans obia e o he e ossexismo são a iá eis o mais
da a i ude ace ao casamen o en e pessoas do mesmo sexo, p ocedemos a uma eg essão
linea múl ipla ( abela 33)
Tabela 35
E ei o p edi o da ans obia/gende ismo e he e ossexismo adicional
nas a i udes ace ao casamen o en e pessoas do mesmo sexo
2 B
P edi o es
Β
p F
Ajus ado es anda dizado
1 T ans obia/ Gende ismo -0,448 -0,459 -19,621 0,000
0,641 1019,625
2 He e ossexismo adicional -0 412 -0,422 -18,064 0,000
Ambas as a iá eis são p edi o as o mais das a i udes ace ao casamen o en e
pessoas do mesmo sexo A elação es abelecida en e as a iá eis independen es e a
a iá el dependen e é in e sa A a iá el ans obia/gende ismo (β = – 0,448,
p=0,000) é a melho p edi o a da a iá el dependen e, seguida da dimensão
he e ossexismo adicional (β = – 0,412, p=0,000) As a iá eis p edi o as explicam
64,1% da a iação média da a iá el dependen e, sendo que o aumen o da
ans obia/gende ismo e do he e ossexismo adicional, in uencia, em ele ada
magni ude e de o ma es a is i-camen e signi ca i a, a diminuição das a i udes de
conco dância ace ao casamen o en e pessoas do mesmo sexo
Quisemos ainda pe cebe as di e enças de médias ela i amen e a alguns g upos
cujo ap o undamen o da análise nos pa eceu pe inen e: (1) as pessoas que conhecem
ou não pessoas ans, e (2) g upos em unção da eligião e p á ica eligiosa Assim:
(1) En e o g upo que em amigos ansexuais e o g upo que não em amigos
an-sexuais, num conjun o de dimensões co esponden es a es as escalas sob e
disc iminação Nes e sen ido, eco eu -se ao es e -s uden pa a compa a as médias
en e as duas amos as independen es, a dos que êm amigos ansexuais (N=145) com
aqueles que não êm (N=1324), nas dimensões das seguin es escalas: Escala de
disc iminação ace a c ossd esse s, a es is, ansgéne os e anssexuais, Escala de
A i udes ace ao casamen o
131
EsTUDO SOBRE A DISCRIMINACAO EM FUNCAO DA ORIENTACAO SEXUAL E DA IDENTIDADE DE GENERO
en e pessoas do mesmo sexo e Ques ioná io de Disc iminacao P econcei o Polimo o ace a
Lésbicas e Gays
O g upo que e n amigos ansexuais ap esen a médias supe io es compa a i a-men e ao
g upo que não conhece, nas dimensões32: Resis ência a he e ono ma i idade ( (l44,627)=2,6ll,
p=0,0l), alo ização do mo imen o gay/lésbico (^(1254) = 2,955, p= 0,03) e a i ude (de
conco dância) ace ao casamen o en e pessoas do mesmo sexo (Ml= — 1,721, M2= 0,014,
£(208,540)=5,52, ^=0,000)
Já o g upo que não e n amigos ansexuais ap esen a médias supe io es
compa a i- amen e ao g upo que e n amigos ansexuais nas seguin es dimensões:
he e ossexismo adicional ( (254,903) =-3386,^=0,001), a e são ace a gays
(£(172,135)=-3,181, ^=0,002) a e são ace a lésbicas (^(191,242)=-2,417, ^=0,017),
ans obia/gende ismo (^(200,530)=-5,840, ^=0,000) e gende bashing (^(192,263)=-3,863,
p=0,000)
As médias ela i as às dimensões do ques ioná io de P econcei o Polimo o se ão
g a camen e ap esen adas abaixo (g á ico 8):
G á co 8
Rep esen ação g a ica da elação en e a a iá el amigo ansexual nas
dimensões do Ques ioná io de Disc iminação P econcei o Polimo o
FAC1_he e osexismo adiciona
FAC5_ alo ização de p ocessos de
pessoas FAC1_casamen o
FAC4_ esis ência
he e ono ma i idade FAC7_a e são
ace a lésbicas
AmigosT ans_ ec
32 As es an es dimensões dos es es acima
assinalados, o am analisadas e
não se e i ica am di e enças
es a is icamen e signi ica i as en e ambos os
g upos
132
0,30"
0,10"
0,00"
-0,20
Imagens sociais das pessoas LGBT
(2) Compa ámos as médias en e o g upo de eligiosos (N=777) com o g upo de não
eligiosos (N=705), com ecu so ao es e ^-s uden pa a amos as independen es, nas
dimensões das seguin es escalas: Escala de disc iminação ace a c ossd esse s, a es is,
ansgéne os e anssexuals, Escala de A i udes ace ao casamen o en e pessoas do mesmo
sexo e Ques ioná io de Disc iminação P econcei o Polimo o ace a Lésbicas e Gays
O g upo de eligiosos ap esen a médias supe io es e es a is icamen e signi ca i as
compa a i amen e ao g upo que não e n eligião nas seguin es dimensões33: he e osse-xismo
adicional (^(1178,672)=6,352, ^=0,000), c enças posi i as ace a pessoas gay e lésbicas
(/(1266)=4,282, ^=0,000), a e são ace a lésbicas (/(1245,405)=4,141, ^=0,000) e
ans obia/gende ismo (Ml=0,288, M2=-0,318, £(1282,653)=11,894, ^>=0,000)
Po ou o lado, o g upo dos que não e n eligião ap esen ou médias supe io es e
es a is icamen e signi ca i as na negacao con ínua da disc iminacao (£(1266)=-4,229, ^ =
0,000), esis ência a he e ono ma i idade (/(l205,765)=-4,203, ^=0,000), alo ização do
mo imen o gay/lésbico (^(1259,627)=-8,600), ^=0,000) e casamen o en e pessoas do mesmo
sexo (Ml=-0,291, M2=0,324, £(1220,877)=-12,406, ^=0,000)
As médias ela i as às dimensões do ques ioná io de P econcei o Polimo o se ão
g a camen e ap esen adas abaixo (g á ico 9):
G á co 9
Rep esen ação g a ica das médias po eligioso e não eligioso nas dimensões
a aliadas pelo Ques ioná io de disc iminação do P econcei o Polimo o
FAC7_a e são ace a lésbicas
FAC1_he e osexismo adiciona
FAC2_c enças posi i as
___________________________________________________________________________________________________ FAC3_negacao con ínua
disc iminacao FAC4_ esis ência
he e ono ma i idade
FAC5_ alo ização de p ocessos
de pessoas
5 0,C
Sim Nao
RelSIMNAO
33 Nas es an es dimensões, das escalas acima
desc i as, não se e i ica am di e enças
es a is icamen e signi ica i as en e ambos os g upos
133
EsTUDO SOBRE A DISCRIMINACAO EM FUNCAO DA ORIENTACAO SEXUAL E DA IDENTIDADE DE GENERO
Tabela 41
Espaço concep ual das no ícias sob e pessoas LGBTQ
Join Plo o Ca ego y Poin s
Ojo nal O
Keywo d 1 3
Keywo d 2 O
Keywo d 3
imes
Q ipo
iolencia domes ics
O
homicidio
s ien sexual
psiquia ia G econ e sao
O epo agem
maio apoi
o O
igu a
pub
e e ei o
opiniao 0Mp casamen o
eni e is a janei o o
ICAR
-1 0
Dimension 1 Va iable P incipal
No maliza ion.
A p imei a dimensão ag upa os emas de o ma c onológica e explica 61,3% da
iné cia da a iá eis mos a como há uma mudança es u u al de agenda nes es emas
Assim, e i ca-se que desde o p incípio do ano a é Ab il emas como a iolência
domés ica, c iminalidade e casamen o ocupa am o oco de a enção da imp ensa,
eco endo pa icula men e a no ícias Igualmen e os ac o es des e oco de a enção
o am a Ig eja Ca ólica e pa idos como o Pa ido Socialis a
É a pa i de Maio, que a agenda muda pa icula men e com o caso da discussão da
econ e são da o ien ação sexual e com o apa ecimen o do Mo imen o pela Igualdade
140
2"
1-
ab il
■:■:■! i eio da manha
O
lico no icia n
Jl-Lll li
J
iia codn
:
O
junho
jniTE n
a cha "
disciiminacao
oposicao
Imagens sociais das pessoas LGBT
no casamen o O jo nal I apa ece associado a es e lado do eixo, po e su gido nes a
al u a do ano Passamos a e mais en e is as, a igos de opinião e epo agens, o que
pa ece ilus a uma necessidade da imp ensa em começa a da isibilidade a di e en es
opiniões, pe mi indo indica alguma cli agem que começa a su gi em elação ao
casamen o en e pessoas do mesmo sexo
A segunda dimensão é p ecisamen e es u u ada pela oposição en e o casamen o
e ou as ques ões LGBTQ, que explica 50% da iné cia Associado ao casamen o emos
omadas de posição cla as nas en e is as e nos a igos de opinião, bem como um
e ei o mais cla o de mobilização de gu as e ins i uições da sociedade po uguesa, que
apoian es que an agonis as da p opos a
É impo an e e o ça que a ILGA -Po ugal não apa ece associada cla amen e a
nenhuma das dimensões, o que e o ça a sua posição enquan o g ande in e locu o a da
imp ensa po uguesa pa a odos os assun os que dizem espei o às ques ões LGBTQ
Uma análise po quad an es pe mi e comp eende mais adequadamen e a
o ga-nização des e espaço concep ual
O p imei o quad an e é ocupado com epo agens saídas no mês de Maio e em
que os emas p incipais dizem espei o à con o é sia em o no das possibilidades de
econ e são da o ien ação sexual Como emos, nes e quad an e encon amos a
psiquia ia como disciplina onde o deba e oi ei o
Já o segundo quad an e ag upa os emas ela i os aos c imes de homícidio e às
si uações de iolência domés ica associadas ao Co eio da Manhã no mês de Ab il e
que o am p incipalmen e no ícias
No 3º quad an e encon amos as emá icas do casamen o, mui o epo adas po
jo nais como o Público e o Diá io de No ícias, mais associados aos meses de Janei o,
Fe e ei o, Ma ço e Ab il, mas ambém as e e encias à Ma cha do O gulho LGBT
(que es es jo nais cob i am com des aque) Encon a- se nes e quad an e ambém as
p incipais oposições ao casamen o, nomeadamen e as da Ig eja Ca ólica (ICAR), bem
como as discussões no Pa ido Socialis a, que o am pa icula men e no iciadas
O 4º quad an e ag upa as no ícias ela i as ao Mo imen o pela Igualdade (MPI) e
os emas da disc iminação, bem como as gu as públicas que apoia am es e
mo i-men o, pa icula men e no mês de Junho, com ex os jo nalís icos como
en e is as e ex os de opinião
141
EsTUDO SOBRE A DISCRIMINACAO EM FUNCAO DA ORIENTACAO SEXUAL E DA IDENTIDADE DE GENERO
Conclusões
A amos a do p esen e es udo (1498 pessoas) é ca ac e izada po se maio i a ia-men e
compos a po mulhe es he e ossexuais, u banas, esiden es na á ea da G ande Lisboa, e cujo
ní el de escola ização é ele ado O mé odo escolhido pa a o es udo, um ques ioná io aplicado
a a és da in e ne , e e como limi acoes, uma maio ausência de ou os g upos sociais menos
escola izados e mais elhos e de ou as zonas do país
A a és da cons ucao e uso de uma escala sob e disc iminacao de piiblicos -al o
mencionados no a igo 13° da Cons i uição da Repiiblica Po uguesa, pe cebemos que as
pessoas is as como mais disc iminadas em Po ugal são pessoas anssexuais (e
ac escen a íamos, ansgéne o) — sublinhando uma ez mais que a iden idade de géne o ainda
não é seque con emplada no p incípio da igualdade do a igo 13° da CRP Rela i amen e à
o ien ação sexual, os gays, as lésbicas e os/as bissexuais são, po es a o dem, ambém
conside ados como ―bas an e disc iminados/as‖, e elando a pe cepção da disc iminação
igen e na sociedade po uguesa ace a ques ões ligadas a sexualidades e iden idades que po
alguma azão con apõem as no mas socie ais
Impo a no a que no malmen e exis e in e e ência de ní eis de desejabilidade social
nes as espos as — le ando a que os/as pa icipan es enham endência a ap esen a em--se aos
ou os e a si mesmos/as como não p econcei uosos/as ou disc imina ó ios/as ( e po exemplo
Gaw onski & Bodenhausen, 2007) Assim, é in e essan e ambém e i ca mos que
ques ionando ace ca de que g upos me ecem se disc iminados, em e mos de o ien ação
sexual e iden idade de géne o as pessoas anssexuais são, em e mos médios, is as como
aquelas pe an e as quais a disc iminação mais se jus i ca, denunciando a eac i idade aos que
desa am a cons ução biná ia do géne o e da sexualidade Po compa ação a es as, as lésbicas,
os gays e os/as bissexuais são, po es a o dem, is os como al os menos jus i ca i os de
disc iminação
As mulhe es e n maio pe cepção de disc iminação quando compa adas aos homens,
esul ado que nos az c e es a elacionado com o ac o de es as, po es a em socialmen e
incluídas numa ca ego ia de géne o cons uída como in e io , acabam po es a mais sensí eis
e a en as a ou as o mas de disc iminacao
Reco endo à escala de disc iminacao ace a ansgéne os e ansexuais (e c ossd esse s e
a es is) pe cebemos alguma incong uência nas a i udes das pessoas ace a ques ões de
iden idade de géne o Po um lado os/as nossos/as pa icipan es conco dam que as pessoas
de em pode exp essa li emen e o seu géne o e endem a demons a a i udes pouco
ans óbicas e gende is as, po ou o lado demons am a i udes mais mode adas no que diz
espei o ao enco ajamen o das c ianças a explo a a sua masculinidade e eminilidade Pa a
além das ób ias ques ões de desejabilidade social que le am as pessoas a ap esen a em-se de
o ma mais posi i a e menos disc imina ó ia possí el a si mesmas e a(o)s ou os/as, pa ece
ha e um ipo de pensamen o di e en e quando
142
Imagens sociais das pessoas LGBT
há oco nas c ianças, que eme e pa a um ipo de mo i ação di e encial na espos a
Sabemos que es e pode á se um ac o que le a a um maio g au de en ol imen o do
sel , e po isso se explica i o das di e enças nas espos as (Gaw onski & Bodenhausen,
2006); e en ualmen e es e ac o pode á se indicado de uma a i ude implíci a menos
a o á el a odas as ques ões que colocam em causa uma no ma social de géne o que
cons ói e de ne de o ma bas an e echada o ―masculino‖ e o ― eminino‖
Também ela i amen e ao gende bashing a maio ia das pessoas e elam nunca
e ido compo amen os insul uosos ou de ag essão em unção das exp essões de
géne o A única decla ação a con a ia es e p essupos o é ela i a ao goza homens
pelos seus compo amen os ou apa ência emininos, o que uma ez mais pa ece -nos
es a ligado a cons uções concep uais hegemónicas legi imado as do p econcei o, que
de nem e di am o que é um homem, como es e se de e exp essa e compo a Na
nossa análise os homens di e enciam- se das mulhe es no sen ido de manu enção de
um sis ema he e ossexis a, sendo que demons am mais c enças e ideias ans óbicas e
gende is as Os homens dis anciam- se ainda das mulhe es no que e e e ao maio
núme o de insul os ou ag essões (p a icadas e/ou pensadas) ace a ou as pessoas em
unção de exp essões ou compo amen os de géne o is os como não no ma i os
Rela i amen e à aplicação da escala e e en e ao casamen o en e pessoas do
mesmo sexo, podemos e i ca uma o e a o abilidade ge al em elação a es a ques ão
(incluindo ques ões ligadas à pa en alidade) De qualque o ma e uma ez mais as
mulhe es são, ambém po compa ação aos homens, mais a o á eis ao casamen o
en e pessoas do mesmo sexo
De ac o, o ela ó io e e en e à UE (Eu opean Union Agency o Fundamen al
Righ s, 2009) no que espei a às a i udes ace ao casamen o en e pessoas do mesmo
sexo na Eu opa, si ua Po ugal nos 29% de conco dância – demons ando uma
a o abilidade mais baixa ela i amen e à média da UE (27 países: 42%), assumindo a
Holanda (82%) e a Suécia (71%) os posicionamen os mais posi i os e a Roménia (11%)
os menos posi i os Como é e e ido no mesmo documen o, as a i udes mais posi i as
endem a se encon adas em Es ados -memb o com algum/ns ipo/s de econhecimen o
legal das elações en e pessoas do mesmo sexo, suge indo uma elação en e a i udes
posi i as ace à di e sidade e econhecimen o poli ico -legal Já no que espei o diz às
a i udes ace à pa en alidade (sendo es a ocada exclusi amen e na possibilidade de
adopção po casais de pessoas não he e ossexuais, em média na UE apenas 31% das
pessoas exibem a i udes posi i as De ac o, apenas a Holanda (69%) e a Suécia (51%)
mos am ní eis de posi i idade de mais de me ade da população sob e es a ques ão
Po ugal si ua- se nos 19%
Reco endo à escala mul idimensional de p econcei o polimo o e i camos que
os/as pa icipan es endem a con a ia o he e ossexismo adicional, que equaciona
gays e lésbicas como ―doen es‖, ―ameaças à sociedade‖ ou do ados de meno ―mo ali-
143
EsTUDO SOBRE A DISCRIMINACAO EM FUNCAO DA ORIENTACAO SEXUAL E DA IDENTIDADE DE GENERO
dade‖ As espos as mos am ambém uma endência a c enças iguali á ias bem como
a pe cepção de que gays e lésbicas con inuam a se disc iminados/as, que de o ma
ge al, que especi camen e no con ex o po uguês Nes e sen ido, as pessoas mos a am
ambém a i udes de o ma ge al pouco a e si as ace a gays e lésbicas e a i udes que
e ec em ideais p ó -di e sidade e de acei ação e alo ização da cidadania e di ei os
de pessoas LGBTQ Não obs an e, os/as pa icipan es pa ecem ambém não e com
admi ação as pessoas LGBT po i e em em con ex os polí icos, sociais e cul u ais
ad e sos, o que pode que e e idencia uma al a de econhecimen o dessas mesmas
ad e sidades Es es pa icipan es mos am ainda sen i em -se mui o pouco es ingidos
ela i amen e aos seus papéis e ó ulos de géne o e o ien ação sexual, o que não nos
pa ece se de odo es anho uma ez que es a nossa amos a é cons i uída po pessoas
au o -iden i cadas como he e ossexuais Da mesma o ma, não mos am qualque ipo
de conco dância ou disco dância ela i amen e aos p i ilégios que a sociedade dá ou
nega em unção das o ien ações sexuais, uma ez que, azendo pa e de um g upo
maio i á io e no ma i o, não são ão -pouco ob igados/as a pensa sob e es as ques ões
Finalmen e, no que espei a a c enças posi i as ace a pessoas LGBTQ, pa ece ambém
não ha e a i udes pa icula men e conco dan es ou disco dan es com es a dimensão
Es a neu alidade a i udinal pode su gi po ques ões de não econhecimen o e/ou
não alidação de a mações que salien am a impo ância de pessoas LGBT na lu a
pela consag ação de di ei os (ex: as lésbicas es i e am na linha da en e no que diz
espei o à lu a e econhecimen o de di ei os iguais às mulhe es) – o que nos eme e
pa a ques ões de p o ecção de uma no ma hegemónica he e ossexualizada Po ou o
lado, pode eme gi uma neu alidade a i udinal em unção de a mações demasiado
es e eo ipadas (ex: he e ossexuais êm algo a ap ende com homens gay no que diz
espei o à amizade com mulhe es)
Den o des e cená io, oi possí el ape cebe mo -nos ambém, que uma ez mais,
os homens ade em e inco po am mais que as mulhe es c enças e ideias ela i as ao
he e ossexismo adicional, e que negam menos a con ínua disc iminação ao mesmo
empo que indiciam maio a e são a gays e lésbicas As mulhe es e idenciam maio
―a e são‖ a lésbicas, e acabam po mos a maio negação da con ínua disc iminação,
o que pa ece con a ia alguns dados e e en es à maio sensibilidade das mulhe es
pa a ques ões de disc iminação e p econcei o(s)
Ainda, a análise à imp ensa pe mi iu cons a a uma isibilidade das emá icas
LGBT na imp ensa po uguesa E no ó ia uma p esença con inuada des a emá ica,
o que indica um in e esse dos jo nais po acompanha as inicia i as em o no da
comunidade LGBTQ E cu ioso no a como oi o casamen o que ocupou a maio ia
das a enções, não só enquan o ema, mas ambém enquan o objec o de oposição
(5,47%) e como objec o de cons i uição de mo imen os cí icos (3,13%) No e -se,
con udo como ainda os c imes, nomeadamen e o homícidio ocupam pa e des e
144
Imagens sociais das pessoas LGBT
espaço concep ual A a enção pública dada à ILGA -Po ugal é ambém um indicado
do modo como a imp ensa eco e a es a associação (mais do que às es an es) pa a
p es a decla ações sob e as pessoas LGBTQ A Ig eja Ca ólica assume um ele ado
p o agonismo nes as no ícias, que se explica pelas sucessi as omadas de posição que
omou con a o casamen o en e pessoas do mesmo sexo
Eme gi am igualmen e os emas da iolência domés ica en e casais de pessoas
do mesmo sexo e da disc iminação so ida pelas pessoas LGBTQ, emas que começam
a ganha maio impo ância na imp ensa e menos ela ados an e io men e
Um ema ecen e e e e -se à omada de posição de alguns psiquia as sob e as
chamadas e apias de econ e são da o ien ação sexual Es e caso oi menos mencionado,
mas apesa pe mi iu e i ca o modo como ce os elemen os de de e minados g upos
p o ssionais eimam em man e , à e elia das o ien ações cien í cas in e nacionais,
e apias assen es na econ e são da o ien ação sexual, o que oi cla amen e con es ado
po ou os elemen os da mesma classe p o ssional Falamos mais p ecisamen e das
decla ações do P esiden e do Colégio da especialidade de Psiquia ia da O de m dos
Médicos ao Público de 2 de Maio de 2009, em que o mesmo decla a a que
"Se um indi íduo i e uma homossexualidade p imá ia (is o é, com um cunho biológico mui o
ma cado, aduzido em endências homossexuais desde mui o no o e endo ido semp e es e ipo
de o ien ação ao longo da ida) se á mui o di ícil ' deixa de se assim' . Aqui, a ajuda se á no
sen ido de o ajuda a acei a
‑
se como é", explica. Já "se o uma homossexualidade secundá ia
(ou seja, mais uma opção ap endida ao longo do desen ol imen o, mui as ezes com expe iências
he e ossexuais posi i as e g a i ican es, an es da opção homossexual)", en ão, diz o p o esso da
Uni e sidade do Po o, de e es uda
‑
se a possibilidade "de se e
‑
enquad a a iden idade de
géne o e as opções de elacionamen o sexualizado" do clien e. Como? A a és das " á ias o mas
de psico e apias". (Público, 2/5/2009)
Es as decla ações mo i a am uma o e eacção de associações ligadas à saúde,
di e sos p o ssionais de saúde men al e ou os que ques iona am as p opos as de
e -enquad amen o da o ien ação sexual (no iciado no Público de 27/5/2009) e
ilus am um exemplo que mos a mais uma ez que ambém da pa e da ciência e da
p o ssão médica encon amos algumas c enças ( ecusadas pela maio ia da comunidade
cien í ca in e nacional) que p omo em a ideia de que a homossexualidade é ainda
ida como um p oblema de saúde men al Tal como se e i cou em elação ao deba e
da in e upção olun á ia da g a idez (Oli ei a, 2009), ambém es es sec o es da
medicina p omo em um discu so ido como conse ado a é pelos seus pa es e que
pode p omo e homo obia in e nalizada
Es e abalho pe mi iu pe cebe a cen alidade que o casamen o en e pessoas do
mesmo sexo assumiu pa a a opinião pública E nessa cen alidade que o casamen o
assumiu encon amos igualmen e alguns discu sos disc imina ó ios no que à
homos-sexualidade diz espei o Assim, á ios ex os de opinião, classi cados nes a
análise
145
EsTUDO SOBRE A DISCRIMINACAO EM FUNCAO DA ORIENTACAO SEXUAL E DA IDENTIDADE DE GENERO
como oposição ao casamen o ap esen a am p essupos os que pode iam se classi cados
como p omo o es de desigualdade das pessoas LGBT Vej a- se o ex o de Ri a Lobo
Xa ie no Público de 15 de Ab il de 2009:
“o empo em que as leis e am p ojec adas a pensa no bem comum e em que podíamos anquilamen e
con ia na p esunção de que "o legislado consag a as soluções mais ace adas" , não e íamos os
ep esen an es dos po ugueses colabo a em em oda es a encenação po mo i os elei o ais, en ando
aze
‑
nos c e que a adul e ação do casamen o ci il é um p eço que odos emos de paga em
nome do alo supe io da eliminacão de disc iminações ‖ (sublinhado nosso)
T ansmi i a ideia de que a admissão de casais do mesmo sexo consis e numa
o ma de adul e ação do casamen o ci il é uma manei a de man e es as populações
numa posição de in e io idade Sob e udo a a- se de se pe mi i a p omoção de um
posicionamen o cla amen e di e enciado das pessoas LGBT em elação às pessoas
he e ossexuais que pode se lido como uma disc iminação
Encon amos pois nes e a gumen á io dos posicionamen os públicos con a o
casamen o en e pessoas do mesmo sexo, o peso da adesão a um pensamen o que
p omo e a di e ença e não a igualdade, mos ando o modo como a imp ensa eicula
algumas omadas de posição passí eis de se em lidas como disc imina ó ias
Con ma -se que as ca ego ias iden i á ias mais usadas o am homossexual/idade
e gay, que somados cons i uem mais de 70% das ca ego ias u ilizadas Assim, pa ece
que es a isibilidade de emas LGBT se cen ou mais nas pessoas homossexuais do
que nas pessoas bissexuais ou ansexuais e ansgéne o, man endo es as ca ego ias
iden i á ias na penumb a As lésbicas ambém são pouco nomeadas A designação
LGBT pe mi e isibiliza odos os g upos, mas oi apenas usada em 13,4% das ezes
Concluímos com a cons a ação de que a p imei a me ade de 2009 oi dedicada à
ques ão do casamen o en e pessoas do mesmo sexo, que se o nou no p incipal assun o
de cobe u a jo nalís ica no que diz espei o à população LGBTQ Os meses de Maio
e Junho o am pa icula men e p odu i os em e mos da isibilidade do Mo imen o
pela Igualdade, o que explica a g ande p odução de ex os jo nalís icos nessa al u a
sob e a população LGBTQ
Es e es udo conc e iza o seu objec i o, apesa de exis i em algumas limi ações
ela i as à nossa amos a: há um g ande desequilíb io no que espei a a ca ego ias de
sexo, uma ez que es a é maio i a iamen e compos a po mulhe es (74,5%), bem como
po pessoas ideologicamen e posicionadas à esque da (57%), o que nos deixa com
pouca ep esen a i idade das a i udes de pessoas poli icamen e posicionadas à di ei a
Con udo, o es udo pe mi iu -nos e idencia indicado es espei an es às a i udes e
ideias sob e a população LGBT po pa e de uma amos a de pessoas he e ossexuais
Assim, ocámos ques ões pe inen es desde as mais mains eam que azem uma agenda
social e polí ica de o ma cada ez mais explíci a (casamen o en e pessoas do mesmo
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Imagens sociais das pessoas LGBT
sexo); a ou as de igual impo ância apesa de (ainda) discu idas em meno g au ( ans obia e
gende ismo), e o çando o papel que as no mas socie ais ins i ucionalizadas e polí icas
p a icadas podem e na cons ucao de a i udes ace a iden idades não--no ma i as Op ámos
ambém po uma abo dagem mul i -dimensional às ques ões de p econcei o po nos pa ece
que uma o ma mais holis a, e não simplis a, se ia a mais álida e pe inen e pa a es uda
ques ões ligadas às á ias o mas de disc iminação Salien amos ambém o ac o de e mos
eco ido a medidas ecen es e u ilizadas nou os países, que c emos, nos possibili a po encia
uma melho o ma de conhecimen o e de aze ciência
Des a o ma, pensamos e dado um con ibu o impo an e no que diz espei o à
con inuidade dos es udos sob e disc iminacao em uncao da iden idade de géne o e o ien acao
sexual, bem como à ponde acao das c enças associadas e ideais eiculados no ma i amen e
Recomendacoes pa a Polí icas
Pelos dados e conclusões discu idas no p esen e abalho achamos pe inen e pensa
numa lis a de ecomendações polí icas a e em linha de con a
É necessá io ga an i cada ez mais o macoes que e ic am e denunciem os e ei os da
homo obia, da ans obia, e do he e ossexismo Es as o macoes de em se ab angen es ao
maio niime o de sec o es e ins i uicoes piiblicas
Impo a ainda que sejam ealizadas accoes especi camen e di igidas a homens, dadas as
di e enças que encon ámos em uncao de g upos de sexo No mesmo sen ido, impo a pensa e
ealiza um c escen e niime o de campanhas piiblicas que e ic am es as p eocupacoes, assim
como omen a a p odução de documen acao e publicacoes de supo e a es as ma é ias
£ impo an e isa as assime ias egionais e o papel que as polí icas piiblicas podem
assumi no sen ido de uma maio p oducao de conhecimen os e sensibilização ace a es as
ma é ias
Faz -se imp escind el discu i dados sob e disc iminacao em uncao da o ien acao
sexual e da iden idade de géne o de um pon o de is a in e nacional, p omo endo, po
exemplo, a exis ência de Con e ências In e nacionais dedicadas aos emas ab angidos, pa a que
caminhemos cada ez mais pa a uma maio sensibilização e e adicação das á ias o mas de
disc iminação ins i ucionalizadas e pe pe uadas po mecanismos sociais, cul u ais,
educacionais e polí icos
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