Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o
Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas
Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e
Fa mácia de São Paio
Junho de 2016 a Se emb o de 2016
Ana Ri a Fe ei a Ramalho
O ien ado : D a. Ma ia Inês P. R. Machado de Aze edo Nicolau
______________________________________
Tu o FFUP: P o . Dou o a Susana Casal
______________________________________
Ou ub o de 2016
ÍNDICE
ÍNDICE DE FIGURAS VI
ÍNDICE DE TABELAS VI
LISTA DE ABREVIATURAS VII
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE VIII
AGRADECIMENTOS IX
RESUMO X
PARTE 1 1
1. ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO E FUNCIONAL DA FARMÁCIA 2
1.1. DIREÇÃO TÉCNICA 2
1.2. LOCALIZAÇÃO 2
1.3. HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO 2
1.4. ESPAÇO EXTERIOR 3
1.5. ESPAÇO INTERIOR 3
1.5.1. ÁREA DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO 3
1.5.2. ÁREA DE ARRUMAÇÃO 4
1.5.3. ÁREA DE RECEÇÃO DE ENCOMENDAS 5
1.5.4. ARMAZÉM 5
1.5.5. LABORATÓRIO 5
1.5.6. GABINETE DA DIREÇÃO TÉCNICA 6
1.6. !RECURSOS HUMANOS 6
2. GESTÃO E APROVISIONAMENTO 6
2.1. SISTEMA INFORMÁTICO 6
2.2. GESTÃO DE STOCKS 7
2.3. ENCOMENDAS 8
2.3.1. FORNECEDORES E CRITÉRIOS DE AQUISIÇÃO 8
2.3.2. REALIZAÇÃO DE ENCOMENDAS 9
2.3.2.1. ENCOMENDA DIÁRIA 9
2.3.2.2. ENCOMENDA INSTANTÂNEA 9
2.3.2.3. ENCOMENDA POR VIA VERDE 10
2.3.2.4. ENCOMENDA AO LABORATÓRIO 10
2.3.3. RECEÇÃO E CONFERÊNCIA DE ENCOMENDAS 10
2.3.4. SISTEMA DE RESERVAS 12
2.3.5. MARCAÇÃO DE PREÇOS 12
II
2.3.6. ARMAZENAMENTO 12
2.3.7. CONTROLOS DE PRAZOS DE VALIDADE 13
2.3.8. DEVOLUÇÕES 13
2.3.9. IRREGULARIDADES E RECLAMAÇÕES 14
2.3.10. MATÉRIAS-PRIMAS E REAGENTES 14
3. DISPENSA DE MEDICAMENTOS E PRODUTOS DE SAÚDE 14
3.1. DISPENSA DE MEDICAMENTOS SUJEITOS A RECEITA MÉDICA 15
3.1.1. !PRESCRIÇÃO MÉDICA 15
3.1.1.1. !RECEITA SEM PAPEL 16
3.1.1.2. !RECEITA MÉDICA MATERIALIZADA 16
3.1.2. !VALIDAÇÃO DA PRESCRIÇÃO MÉDICA 17
3.1.3. !AVALIAÇÃO FARMACÊUTICA E DISPENSA 17
3.1.3.1. AVALIAÇÃO FARMACÊUTICA 17
3.1.3.2. DISPENSA 18
3.1.3.3. MEDICAMENTOS SUJEITOS A RECEITA MÉDICA ESPECIAL 18
3.1.4. REGIME DE COMPARTICIPAÇÃO DE MEDICAMENTOS E SUBSISTEMAS DE SAÚDE 19
3.1.5. !PROCESSAMENTO DE RECEITUÁRIO E FATURAÇÃO 20
3.1.6. !MEDICAMENTOS GENÉRICOS E SISTEMA DE PREÇOS DE REFERÊNCIA 21
3.1.7. !PLANO NACIONAL DE PREVENÇÃO E CONTROLO DA DIABETES MELLITUS 21
3.2. !DISPENSA DE MEDICAMENTOS NÃO SUJEITOS A RECEITA MÉDICA 22
3.2.1. !AUTOMEDICAÇÃO 22
3.3. !MEDICAMENTOS MANIPULADOS E PREPARAÇÕES EXTEMPORÂNEAS 23
3.3.1. !MEDICAMENTOS MANIPULADOS 23
3.3.2. !PREPARAÇÕES EXTEMPORÂNEAS 23
3.4. DISPENSA DE OUTROS PRODUTOS DE SAÚDE 24
3.4.1. !COSMÉTICA E DERMOFARMÁCIA 24
3.4.2. !SUPLEMENTAÇÃO ALIMENTAR 24
3.4.3. !DISPOSITIVOS MÉDICOS 24
3.4.4. !MEDICAMENTOS DE USO VETERINÁRIO 25
4. OUTROS SERVIÇOS PRESTADOS NA FARMÁCIA 25
4.1. !DETERMINAÇÃO DE PARÂMETROS BIOQUÍMICOS E FISIOLÓGICOS 25
4.1.1. PRESSÃO ARTERIAL 25
4.1.2. GLICEMIA 26
4.1.3. COLESTEROL TOTAL E TRIGLICERÍDEOS 26
4.2. !ADMINISTRAÇÃO DE VACINAS E INJETÁVEIS 27
5. RECOLHA DE MEDICAMENTOS 27
III
6. AÇÕES PROMOVIDAS PELA FARMÁCIA DE SÃO PAIO 28
7. FORMAÇÕES 28
PARTE 2 30
CASO 1: BENZODIAZEPINAS 31
1.1. ENQUADRAMENTO 31
1.2. INTRODUÇÃO 31
1.3. ASPETOS HISTÓRICOS 32
1.4. RELAÇÃO ESTRUTURA-ATIVIDADE 32
1.5. MECANISMO DE AÇÃO FARMACOLÓGICA E FARMACOCINÉTICA 34
1.5.1. MECANISMO DE AÇÃO FARMACOLÓGICA 34
1.5.2. FARMACOCINÉTICA 36
1.5.2.1. FASE DE ABSORÇÃO 36
1.5.2.2. FASE DE DISTRIBUIÇÃO 36
1.5.2.3. FASE DE METABOLIZAÇÃO E ELIMINAÇÃO 37
1.6. CLASSIFICAÇÃO E APLICAÇÃO CLÍNICA 37
1.6.1. CLASSIFICAÇÃO 37
1.6.2. APLICAÇÃO CLÍNICA 38
1.6.2.1. INSÓNIA 38
1.6.2.2. ANSIEDADE 39
1.6.2.3. EPILEPSIA 39
1.6.2.3. EPILEPSIA 39
1.6.2.4. ESPASMOS MUSCULARES 40
1.6.2.5. PRÉ-ANESTESIA 40
1.6.2.6. ABSTINÊNCIA ALCOÓLICA 40
1.7. EFEITOS ADVERSOS 41
1.8. PRECAUÇÕES 41
1.9. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS 42
1.10. CONSUMO EM PORTUGAL 42
1.11. PAPEL DO FARMACÊUTICO 43
1.12. CONCLUSÃO 44
CASO 2: INFEÇÕES DO TRATO URINÁRIO 45
2.1. ENQUADRAMENTO 45
2.2. DEFINIÇÃO 45
2.3. EPIDEMIOLOGIA 46
2.4. ETIOPATOGENIA 47
IV
2.5. CLASSIFICAÇÃO 48
2.5.1. ITUS RECORRENTES 48
2.6. SINAIS E SINTOMAS 49
2.7. DIAGNÓSTICO 49
2.8. TRATAMENTO 50
2.9. PAPEL DO FARMACÊUTICO 51
2.10. CONCLUSÃO 51
CONSIDERAÇÕES FINAIS 52
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 54
ANEXOS 59
ANEXO 1 - CRONOGRAMA 60
ANEXO 2 - ESPAÇO EXTERIOR DA FARMÁCIA DE SÃO PAIO 61
ANEXO 3 - ESPAÇO INTERIOR DA FARMÁCIA DE SÃO PAIO 61
ANEXO 4 - SISTEMA INFORMÁTICO 64
ANEXO 5 - RECEITAS MÉDICAS 66
ANEXO 6 - PANFLETO BENZODIAZEPINAS 67
ANEXO 6 - PANFLETO BENZODIAZEPINAS 68
ANEXO 7 - VÍDEO INFEÇÕES DO TRATO URINÁRIO 69
V
ÍNDICE DE FIGURAS
ÍNDICE DE TABELAS
Figu a 1. Es u u a ge al das 1,4-benzodiazepinas.
32
Figu a 2. Mecanismo de ação p opos o pa a as benzodiazepinas.
34
Figu a 3. Me abolização de algumas benzodiazepinas u ilizadas na clínica.
36
Figu a 4. Algo i mo clínico pa a a amen o de ansiedade pa ológica.
38
Figu a 5. E olução do consumo de benzodiazepinas en e 2000 e 2012, endo em con a o
ipo e a du ação de ação.
42
Figu a 6. P incipais agen es e imológicos e a o es de isco nas in eções do a o u iná io
complicadas e não complicadas.
47
Tabela 1. Equipa da Fa mácia de São Paio.
6
Tabela 2. Fo mações assis idas du an e o EC.
28
Tabela 3. Classi icação das benzodiazepinas quan o ao g upo e subg upo.
32
Tabela 4. P incipais benzodiazepinas come cializadas em Po ugal, ias de adminis ação,
aplicação clínica, empo de semi- ida e dose diá ia ecomendada.
37
Tabela 5. Te apêu ica an imic obiana ecomendada no a amen o da cis i e aguda não
complicada em mulhe es p é-menopáusicas saudá eis.
49
VI
LISTA DE ABREVIATURAS
BZD
Benzodiazepina
CNP
Código Nacional de P odu o
CT
Coles e ol To al
DCI
Denominação Comum In e nacional
DM
Disposi i o Médico
DT
Di e o a Técnica
EC
Es ágio Cu icula
FC
Fa mácia Comuni á ia
FF
Fo ma Fa macêu ica
FSP
Fa mácia de São Paio
GABA
Ácido Gama-Aminobu í ico
GH
G upo Homogéneo
INFARMED
Au o idade Nacional do Medicamen o e P odu os de Saúde, I. P.
ITU
In eção do T a o U iná io
MG
Medicamen o Gené ico
MM
Medicamen o Manipulado
MNSRM
Medicamen o Não Sujei o a Recei a Médica
MSRM
Medicamen o Sujei o a Recei a Médica
PA
P essão A e ial
PV
P azo de Validade
PVF
P eço de Venda à Fa mácia
PVP
P eço de Venda ao Público
RMM
Recei a Médica Ma e ializada
RSP
Recei a Sem Papel
SI
Sis ema In o má ico
SNC
Sis ema Ne oso Cen al
SNS
Sis ema Nacional de Saúde
TG
T iglice ídeos
VII
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Eu, Ana Ri a Fe ei a Ramalho, abaixo assinado, nº 2011023595, aluno do Mes ado In eg ado
em Ciências Fa macêu icas da Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o, decla o e a u-
ado com absolu a in eg idade na elabo ação des e documen o.
Nesse sen ido, con i mo que NÃO inco i em plágio (a o pelo qual um indi íduo, mesmo po
omissão, assume a au o ia de um de e minado abalho in elec ual ou pa es dele). Mais decla o
que odas as ases que e i ei de abalhos an e io es pe encen es a ou os au o es o am e e-
enciadas ou edigidas com no as pala as, endo nes e caso colocado a ci ação da on e biblio-
g á ica.
Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o, ____ de __________________ de ______
Assina u a: ______________________________________
VIII
AGRADECIMENTOS
Em p imei o luga , aos meus pais po semp e apoia em, de o ma incondicional, odas as
minhas decisões e me o na em na pessoa que sou hoje, ensinando-me a se pe se e an e
e lu a pelos meus obje i os.
À Bá ba a e à F ancisca pela cons an e boa disposição, apoio e ca inho que semp e me
concede am ao longo des es anos.
À es an e amília, ios e a ós, po semp e es a em p esen es e disponí eis a da -me
conselhos e a ajuda -me em udo o que pude am.
Aos meus amigos: Diogo Cos a, po cinco anos de in e miná el so imen o; Paula Fe -
nandes e Ana Cidália Ma ins, pelos conselhos, paciência, di e são e amizade; F ancisco
Oli ei a, pela paciência in ini a, apoio e é incondicionais que em mim semp e deposi ou;
Ma ia Manuel Fonseca, Ri a Ma ins, João Rocha, Ra ael Fe ei a, Ca a ina An unes e Inês
C uz po cinco anos inc í eis e po es a em semp e p esen es.
À P o . D a. Susana Casal, pela o ien ação e po odo o apoio e p eocupação que de-
mons ou e pa a comigo ao longo do meu pe íodo de es ágio.
À D a. Inês Nicolau e ao D . José Nicolau, po me e em o ien ado ao longo do meu es á-
gio, pela comp eensão demons ada, pela acessibilidade cons an e, pelo p o issionalismo e
po odo o apoio que ainda hoje me p opo cionam.
Ao D . Salaza , à D a. Ana, à D a. Alexand a, à Joana e ao S . Soa es, po odos os ensi-
namen os, paciência, con iança, boa disposição e simpa ia que me ansmi i am ao longo de
ês meses de es ágio.
Aos Bombei os Volun á ios de Vila No a de Foz Côa, pelos ensinamen os cons an es e
po aze em de mim uma pessoa melho .#
IX
1.5.6. Gabine e da di eção écnica
O gabine e da DT des ina-se ao desen ol imen o de qualque a i idade elacionada com a di-
eção écnica da a mácia, desde a e i icação de ecei uá io, à a u ação. Aí se ealizam ambém
as consul as de nu ição inse idas no p og ama die é ico EasySlim®, e e uadas po uma nu icio-
nis a, odas as sex as- ei as.
1.6. !Recu sos humanos
A equipa de p o issionais da FSP é uma mais alia pa a o bom uncionamen o da a mácia e
ga an e a sa is ação diá ia dos u en es. É do ada de um ní el ele ado de empenho, coope ação,
dedicação e conhecimen os écnico-cien í icos indispensá eis ao bom exe cício da p á ica a ma-
cêu ica. O quad o de p o issionais da FSP pode se obse ado na Tabela 1.
2. GESTÃO E APROVISIONAMENTO
2.1. Sis ema In o má ico
O a macêu ico comuni á io enca na o papel de ges o do medicamen o, sendo ob iga ó io pos-
sui capacidade de ges ão de aspe os adminis a i os, écnicos e económicos, ga an indo a exis-
ência de s ocks que sa is açam a p ocu a de medicamen os pelos u en es.
O sis ema in o má ico (SI) u ilizado pela FSP é o 4 Digi al Ca e® (Anexo 4). Es e consis e num
p og ama simples, de ácil u ilização e bas an e in ui i o, cons i uindo uma e amen a indispensá-
el à ealização e à ges ão de odas as a i idades diá ias da a mácia, sem a qual se ia i ual-
men e impossí el o a endimen o aos u en es nos dias a uais de ido, sob e udo, a oda a bu oc a-
cia e e i icação eque idas pa a a dispensa de um medicamen o. O SI pe mi e agiliza e acili a o
6
Colabo ado
Função
D a. Ma ia Inês Nicolau
Fa macêu ica Di e o a Técnica e Ges o a
D . José Salaza
Fa macêu ico Adjun o
D . José Luís Nicolau
Fa macêu ico e Ges o
D a. Alexand a A onso
Fa macêu ica
D a. Ana Reis
Fa macêu ica
Joana Rocha
Técnica de Fa mácia
Nuno Soa es
Técnico de Fa mácia
Tabela 1. Equipa da Fa mácia de São Paio.
a endimen o ao u en e e dispensa de medicamen os, possibili ando a consul a de oda a in o ma-
ção cien í ica (con aindicações, eações ad e sas, in e ações medicamen osas e posologia eco-
mendada) e e en e aos di e sos p odu os a a és da in odução do seu Código Nacional de P o-
du o (CNP), diminui os e os humanos, con e i p eços e alidades, egis a p es ação de se i-
ços, ge i s ocks, ese as, encomendas e de oluções de p odu os, ge i o ecei uá io, incluindo a
sua a u ação, co eção e emissão de lo es, en e ou as uncionalidades.
Es e SI pe mi e a ealização de um a endimen o pe sonalizado e acili ado, pois pe mi e a c ia-
ção de ichas de clien e que pe mi em a consul a do his o ial de endas ealizadas a um u en e
especí ico, o que agiliza, sob e udo, a enda de MSRM’s gené icos pois pe mi e consul a qual o
labo a ó io de p e e ência do u en e quando es e não o sabe, o que acon ece egula men e. Pe -
mi e ambém o es abelecimen o de idelização po pon os, o que incen i a o u en e a eco e
semp e à mesma a mácia.
Cada uncioná io da FSP possui um código indi idual que pe mi e o acesso ao p og ama e que
é necessá io pa a ab i qualque uncionalidade do mesmo. O p og ama a ibui a cada código um
espe i o ní el de acesso e pe mi e as ea odos os p ocessos e e uados em de e minado pe ío-
do de empo, o que acili a o escla ecimen o de si uações de dú ida que possam su gi no dia a
dia da FSP.
Du an e o EC na FSP i e a opo unidade de explo a odas as uncionalidades do SI 4 Digi al
Ca e®, exce uando as á eas de acesso es i o apenas aos uncioná ios e e i os da a mácia.
Pude e e ua eceção de encomendas, de oluções, ges ão e c iação de ese as, ealiza enco-
mendas ins an âneas, execu a endas e egis o de aplicação de inje á eis e ou os se iços, bem
como, con olo e al e ação, caso necessá io, dos PV’s.
2.2. Ges ão de s ocks
Nos dias a uais, de ido às di iculdades que êm su gido ao ní el dos ganhos das a mácias,
o nou-se ulc al e impe a i a uma ges ão de s ocks mui o e icien e e con olada que possa ga an-
i os s ocks mínimos necessá ios pa a assegu a o sup imen o das necessidades dos u en es,
não o iginando, simul aneamen e, uma quan idade excessi a de medicamen os em a mazém e
pa a que haja um con olo igo oso dos gas os nos mesmos, e i ando o comp ome imen o da ia-
bilidade económica da a mácia. Pa a além dis o, a FSP possui um a mazém com espaço bas an-
e limi ado, o nando-se a ges ão de s ocks um assun o de bas an e impo ância ambém po ques-
ões logís icas. É ambém necessá io e em a enção que, segundo o INFARMED, “as a mácias
êm de e em s ock mínimo ês medicamen os de cada g upo homogéneo, de en e os cinco com
P eço de Venda ao Público (PVP) mais baixo” [6].
Pa a es a a e a, o SI o na-se indispensá el em odo o p ocesso, pois pe mi e compa a p e-
ços, aze es a ís icas de o a i idade, ealiza a encomenda dos p odu os e es abelece alo es de
s ock mínimo e máximo, o que pe mi e a ecolocação au omá ica dos á macos endidos, ao suge-
7
i a sua encomenda ao esponsá el no momen o da sua ealização, e i ando assim a oco ência
de u u a de s ock.
A ges ão de s ocks é e e uada pela DT e pelo a macêu ico adjun o. Embo a se a e de um
p ocesso in o ma izado, podem oco e alguns e os humanos, que na ealização das encomen-
das, que na dispensa dos medicamen os. Des e modo, é necessá io con i ma pe iodicamen e os
s ocks dos medicamen os e p ocede ao seu ace o, se necessá io, de o ma a co igi os e os e
maximiza a p odu i idade da a mácia. A exis ência de s ocks co e os é uma mais alia pois pe -
mi e minimiza o empo de espe a do u en e ao balcão pois, no p óp io e minal em que se es á a
ealiza o a endimen o, é possí el e i ica a exis ência do p odu o na a mácia e o núme o de uni-
dades disponí eis pa a enda.
Enquan o es agiá ia, não me é pe mi ido e e ua ges ão de s ocks. No en an o, uma ez que
e e ua a a eceção de encomendas e a mazenamen o de medicamen os e ou os p odu os de
saúde, ape cebia-me equen emen e de possí eis e os ao ní el dos s ocks, sendo-me depois
explicado como se de e ia p ocede nes e caso. Também pude e , p incipalmen e po obse ação
da o ma de a uação da DT, como de e se e e uada a ges ão de s ocks numa a mácia, decidindo
os p odu os que de em se encomendados, em que quan idade e selecionando os con a os e
o necedo es mais bené icos pa a a ges ão sus en á el da a mácia.
2.3. Encomendas
2.3.1. Fo necedo es e c i é ios de aquisição
As encomendas na FSP são ealizadas po duas ias dis in as: di e amen e aos labo a ó ios ou
aos a mazenis as.
A FSP con a com a Alliance Heal hca e® e com a Coop o a ® como p incipais o necedo es e a
Plu al®, a Empi a ma® e a G eenMed® como o necedo es secundá ios. Os o necedo es são
selecionados de aco do com o se iço que ap esen am, dando-se especial impo ância a a o es
como pon ualidade da en ega, pe iodicidade de encomendas, ipo de p odu os o necidos, condi-
ções de pagamen o, sa is ação dos pedidos e es ado de conse ação dos p odu os. No caso pa -
icula da Alliance Heal hca e®, es a o nou-se o p incipal o necedo uma ez que a FSP es á in-
eg ada num g upo de comp as com pla a o ma na Alliance Heal hca e® o que o nece inúme as
an agens, como: boni icação no p eço dos p odu os.
As encomendas ealizadas di e amen e aos labo a ó ios não são ealizadas dia iamen e e só
de em se execu adas caso o p odu o em ques ão não es eja disponí el nos a mazenis as ou
caso se p e enda adqui i maio es quan idades de p odu os, dando di ei o a boni icações e/ou
descon os especiais. Es as são ealizadas po no a de encomenda ou po in e médio de delega-
dos de in o mação a macêu ica e só de em se ealizadas caso a elação quan idade/p eço jus i-
iquem a encomenda di e a, le ando es a mais empo a chega à a mácia.
8
2.3.2. Realização de encomendas
2.3.2.1. Encomenda diá ia
Todos os p odu os exis en es na FSP possuem uma icha de p odu o no p og ama 4 Digi al
Ca e®. Es a inclui á ias in o mações ela i as ao p odu o, ais como: de inição do p odu o, CNP,
EAN (Eu opean A icle Numbe ) ou, quando não exis en e, código in e no a ibuído na a mácia,
ab ican e, s ock mínimo e máximo, P eço de Venda à Fa mácia (PVF), PVP, his ó ico de comp as
e endas e in o mação cien í ica.
O SI, usando a in o mação de s ocks mínimo e máximo e a quan idade endida em de e mina-
do dia, ge a, au oma icamen e, uma lis a de “Fal as” onde se encon am os p odu os que são ne-
cessá ios encomenda de o ma a que o s ock mínimo es eja semp e sa is ei o, e i ando a u u a
de s ock.
Todos os dias são ealizadas pelo menos duas encomendas: uma à ho a de almoço (a é às
13:15h) e ou a ao im do dia, an es do echo da a mácia. Du an e a alidação da encomenda, é
necessá io e e odas as suges ões de encomenda, con i má-las e, caso necessá io, escolhe o
o necedo que o e ece as melho es condições pa a de e minado p odu o.
Ao longo do meu EC, oi-me pe mi ido obse a po di e sas ezes a ealização das encomen-
das diá ias. Dis o, pude conclui a impo ância da seleção da quan idade co e a e bem conside a-
da dos p odu os a encomenda , bem como a escolha do espe i o o necedo . Es a seleção ace -
ada cons i ui uma mais alia pois implica cus os mais baixos pa a a a mácia e e i a a de olução
do p odu o no momen o da eceção, caso se no e uma disc epância en e o PVF do o necedo
escolhido e um ou o o necedo .
2.3.2.2. Encomenda ins an ânea
Pa a além das duas encomendas p og amadas, ao longo do dia é necessá io ealiza ou as
encomendas aos o necedo es. Es as são ei as, usualmen e, quando, no momen o do a endimen-
o, a a mácia não possui o p odu o eque ido. As encomendas ins an âneas são ealizadas po
ele one ou pelo gadje in o má ico de cada o necedo , que es á ins alado em alguns dos e mi-
nais da a mácia. Em ambos os casos é possí el con i ma a disponibilidade do p odu o, no en an-
o, es a o na-se mais an ajosa po ele one, pois pe mi e a comunicação di e a com os ope ado-
es da emp esa, pe mi indo ao a macêu ico, em empo eal, in o ma o u en e da disponibilidade
do p odu o e da da a e ho a de chegada do mesmo à a mácia. Es a comunicação di e a é am-
bém uma an agem quando se ala de p odu os a eados, pois pe mi e a encomenda de pelo me-
nos uma caixa do p odu o, o que cons i ui uma an agem pa a a a mácia po possui um medica-
men o p a icamen e esgo ado que, de ido a es e ac o, pode não se encon ado em odas as a -
mácias.
Após inicia o a endimen o ao balcão, ealizei inúme as encomendas ins an âneas, a maio ia
po ele one. Apesa de es e ipo de encomenda pode se ealizada a a és do gadje , semp e ui
aconselhada a e e ua a encomenda po ele one, pois pe mi ia e a ce eza de que o p odu o se
9
encon a a de ac o disponí el. Po ezes, se a u gência do u en e não osse demasiada ou o p o-
du o em al a osse habi ual na a mácia, em ez de e e ua uma encomenda ins an ânea, encami-
nha a o p odu o pa a a lis a das “Fal as” de modo a se encomendado aquando da ealização da
encomenda diá ia. Po ou o lado, quando o medicamen o não se encon a a disponí el em a ma-
zenis a ou a u gência do u en e não lhe pe mi ia agua da pela chegada da encomenda, e a pos-
sí el, de ido a pa ce ias exis en es, “pedi emp es ado” a uma a mácia izinha, icando, desde
logo, esse p odu o ese ado pa a a mesma, sendo epos o assim que chegasse à FSP.
2.3.2.3. Encomenda po Via Ve de
A ealização de encomendas po Via Ve de encon a-se disponí el desde 15 de e e ei o de
2016 e em como obje i o melho a e acili a o acesso a medicamen os pe encen es à lis a de
medicamen os cuja expo ação e dis ibuição in acomuni á ia é sujei a a no i icação p é ia ao IN-
FARMED. Os p odu os elegí eis pa a a encomenda po Via Ve de es ão em cons an e a ualização
e o am lis ados pelo INFARMED a a és da Ci cula In o ma i a nº 019/CD/100.20.200 [7].
Aquando da dispensa do medicamen o, o SI en ia uma mensagem ao a macêu ico esponsá-
el pela dispensa e e indo que o medicamen o que es á a dispensa es á incluído na lis a de
MSRM’s com di ei o a encomenda po Via e de. Assim, após conclusão da enda e u ilizando o
núme o da ecei a médica, é possí el encomenda a quan idade de p odu o necessá ia pa a sa is-
aze a quan idade endida, sal agua dando-se, assim, a con inuidade do a amen o do doen e.
Du an e o pe íodo de a endimen o ao público o am á ias as ezes em que e e uei encomen-
das po Via Ve de. Como e e i acima, es as são bas an e impo an es pa a ga an i a manu enção
do s ock do medicamen o na a mácia. O medicamen o sujei o a Via Ve de que no ei se mais
endido na FSP é o Lo enox®.
2.3.2.4. Encomenda ao labo a ó io
A encomenda di e a aos labo a ó ios é ealizada especialmen e pa a p odu os sazonais e de
de mocosmé ica, po in e médio de delegados de in o mação a macêu ica pe encen es ao labo-
a ó io ao qual se p e ende aze a encomenda, conseguindo-se melho es condições de comp a.
2.3.3. Receção e con e ência de encomendas
Todos os dias a FSP ecebe inúme as encomendas de múl iplos o necedo es que êm de se
de idamen e ececionadas an es dos p odu os se em a mazenados na a mácia. Des a o ma,
o na-se c ucial a execução co e a da eceção e con e ência de encomendas, e i ando e os que
possam a e a os s ocks e, consequen emen e, o a endimen o ao público. Na FSP as encomendas
ei as à Alliance Heal hca e®, o necedo p incipal, chegam em g ande núme o, dis ibuídas po 3
pe íodos ao longo do dia: de manhã às 8:30h (encomenda ealizada ao im do dia an e io ), início
da a de às 15:00h (encomenda ealizada à ho a de almoço e encomendas ins an âneas) e im da
a de às 18:00h (no malmen e encomendas ins an âneas). Pa a além des as, chegam ambém à
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a mácia encomendas de p odu os ealizadas a ou os o necedo es, mas que, no en an o, são em
meno núme o.
Quando os p odu os chegam à a mácia, êm acomodados em caixas p óp ias e nume adas,
pe mi indo e i ica na a u a a que encomenda dizem espei o. Os p odu os de io êm em caixas
iden i icadas (no caso da Alliance Heal hca e® as caixas possuem ampa azul) e de em se ime-
dia amen e colocados no e ige ado pa a que não pe cam as suas ca ac e ís icas. Também os
medicamen os es upe acien es e psico ópicos de em se imedia amen e a umados no co e. Es-
es êm acondicionados em sacos de plás ico com o a iso “Medicamen o Con olado”. Na FSP,
como es a ação é ealizada an es da eceção da encomenda, o p odu o a umado é assinalado no
duplicado da a u a, e i ando que es e não seja ido em con a, p o ocando e os de s ock. Segui-
damen e, os o iginais das a u as são sepa ados do duplicado, sendo a qui ados sepa adamen e
po o necedo . Os duplicados são u ilizados pa a con e ência da espe i a encomenda. De segui-
da, con e e-se o núme o da e e ida a u a, o núme o dos caixo es co esponden es e associa-se o
egis o da encomenda e e uada no SI. A con e ência da encomenda inicia-se com a lei u a ó ica,
ou manual, do CNP de odos os p odu os a ececiona . Caso o p odu o se encon e ese ado, o
SI en ia um ale a aquando da in odução do código, sendo o p odu o imedia amen e sepa ado
dos es an es. Após a lei u a do código de em con i ma -se as quan idades en iadas e ececiona-
das do p odu o, o PVF, o PVP, o p azo de alidade e o o al da a u a, con e indo se à encomenda
em ques ão oi a ibuída a necessidade de pagamen o de uma FEE. Após inaliza a con e ência, é
necessá io in oduzi o núme o da a u a e a da a de encimen o do pagamen o. Te minada a e-
ceção, su ge no ec ã uma lis a dos p odu os que não o am ecebidos e que de em pe manece
na lis a de “Fal as” pa a que o esponsá el pela encomenda saiba que de e en a um ou o o ne-
cedo de modo a não ha e u u as de s ock.
Finalizada a eceção, de em sa is aze -se as ese as, de o ma a que, caso o u en e eg esse
pe gun ando se o p odu o já chegou à a mácia, o a macêu ico possa e i ica imedia amen e no
SI, apenas in oduzindo ou consul ando a icha do clien e (pois caso a ese a se encon e sa is ei-
a o SI en ia au oma icamen e uma mensagem de ale a de chegada do p odu o quando abe a a
icha de clien e). Após sa is aze as ese as o SI pe mi e en ia SMS ao u en e in o mando que o
p odu o ese ado já se encon a na a mácia. Caso exis am p odu os de enda li e e MNSRM’s,
é necessá io p ocede , de seguida, à imp essão de e ique as com o código a ibuído ao p odu o
(CNP ou código in e no na a mácia), PVP e alo do impos o sob e o alo ac escen ado.
No inal, é necessá io apon a no duplicado da a u a o código a ibuído pelo SI à eceção eali-
zada, acili ando a sua consul a caso se de e e algum p oblema com a mesma.
Quando iniciei o meu EC na FSP, a p imei a a e a em mim deposi ada, exce uando a a uma-
ção e a mazenamen o de medicamen os e ou os p odu os de saúde, oi a eceção de encomen-
das e udo o que lhe es á ine en e. Es a a e a, bem como a a umação e a mazenamen o, oi de
ex ema impo ância, pois pe mi i am-me con ac a com os medicamen os amilia izando-me com
o seu nome come cial, dosagem, FF, amanho de embalagem e ação a macológica, o que o nou,
pos e io men e, o meu a endimen o aos u en es mais ápido, ácil e e icaz.
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2.3.4. Sis ema de ese as
Reco e-se a es a sis ema quando o p odu o p e endido não se encon a na a mácia, ou po
es a esgo ado ou po não se ão endido e po isso não exis i em s ock. No a o da enda é pos-
sí el ealiza uma ese a no SI, com o nome do u en e e o p odu o em causa, podendo o u en e
op a po paga de imedia o, c iando-se uma ese a paga, ou pos e io men e no a o da en ega,
ese a não paga. É possí el ambém escolhe a da a de expi ação da ese a. Es es dados icam
odos egis ados no alão da ese a, que é emi ido em duplicado, sendo en egue o o iginal ao
u en e e icando a cópia pa a a a mácia, que é depois anexado ao p odu o em ques ão du an e a
sua eceção. Du an e a en ega do p odu o ao u en e, a ese a é dada como en egue no SI.
Du an e odo o es ágio, i e a opo unidade de ealiza odas as ope ações do p ocesso da e-
se a, desde a encomenda do p odu o, eceção, a mazenamen o a é à dispensa do mesmo.
2.3.5. Ma cação de p eços
Os MSRM’s possuem um PVP p e iamen e es abelecido e já imp esso na ca onagem, não
sendo es e esponsabilidade da a mácia. Nos es an es p odu os, o PVP é de e minado pela a -
mácia, sendo po isso apelidados de “p odu os de ma cação”. Nes es casos, o PVP é de inido en-
do em con a ma gens de luc o ixas e es abelecidas pela a mácia, podendo se al e ado a qual-
que momen o.
2.3.6. A mazenamen o
Após a eceção da encomenda, p ocede-se ao a mazenamen o dos p odu os. Es e é execu a-
do de o ma g adual à medida que haja disponibilidade dos uncioná ios da a mácia pa a al. A
a umação dos p odu os é semp e ei a com base no PV, sendo que os p odu os com PV in e io
de em se colocados à en e pa a que sejam endidos mais apidamen e, - mé odo Fi s Expi e,
Fi s Ou - acili ando o co e o escoamen o de s ock. No caso de os p odu os não ap esen a em
PV, de e segui -se a eg a Fi s In, Fi s Ou , ou seja, os p odu os mais an igos são os p imei os a
se endidos.
Os medicamen os com maio u gência de a mazenamen o são os que necessi am de se con-
se ados a empe a u as en e os 2ºC e os 8ºC (no igo í ico), seguindo-se os es upe acien es e
psico ópicos que de em se a mazenados no co e. Os es an es p odu os são a mazenados nos
espe i os locais a uma empe a u a in e io a 25ºC, humidade in e io a 60%, com luminosidade e
en ilação adequadas. Os p odu os de enda li e são expos os em linea es, gôndolas e exposi o-
es pe o da á ea de a endimen o ou a ás do balcão, de modo a ica em à is a dos u en es.
Ao longo de odo o meu EC e e uei a mazenamen o e a umação de p odu os e medicamen os.
Es es o am mui o impo an es no deco e do es ágio pelas azões e e idas no pon o 2.3.3.
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2.3.7. Con olos de p azos de alidade
O con olo de PV’s é de ex ema impo ância numa a mácia, que a ní el económico, que a
ní el da saúde e segu ança dos pacien es. Es e de e se ealizado em duas al u as dis in as:
aquando da eceção da encomenda ou mensalmen e.
No momen o da eceção os PV’s são a ualizados quando o PV do p odu o ecebido é mais cu -
o do que o PV já egis ado no SI, ou quando o s ock do p odu o em ques ão é ze o e, nesse caso,
o PV de e se a ualizado pa a o do p odu o ecebido.
Na FSP, odos os meses é imp essa uma lis a dos p odu os cujos PV’s expi am nos meses se-
guin es. Inicialmen e, a lis a incluía p odu os cujo PV e mina a nos ês meses seguin es; no en-
an o, mais a de, passa am ambém a se incluídos p odu os cujo PV e minasse nos 5 meses
seguin es. Es e con olo em como obje i o e i a da a mácia os p odu os p es es a expi a de
ci culação na a mácia, de ol endo-os ao o necedo com a indicação de PV a expi a . No en an o,
an es da de olução, os p odu os são colocados de pa e pa a que sejam escoados o mais ápido
possí el e, só caso is o não acon eça, são de ol idos ao o necedo . Simul aneamen e, quando
o em encon ados p odu os cujo PV não co esponda ao PV mencionado na icha do p odu o,
es e de e se imedia amen e co igido.
Pa a além do con olo de PV’s que e e uei odas as ezes em que p ocedi à eceção de uma
encomenda, ambém i e a opo unidade de e e ua con olo e co eção de PV’s mensais.
2.3.8. De oluções
Exis em inúme os mo i os pelos quais é necessá io p ocede -se à de olução de um p odu o no
dia a dia de uma a mácia. Se em de exemplo: casos em que o u en e desis iu do p odu o, e os
na encomenda, PVF demasiado ele ado, PV demasiado cu o, embalagens dani icadas e inap o-
p iadas pa a enda, suspensão imedia a de come cialização dec e ada pelo INFARMED po in-
con o midades encon adas no lo e do medicamen o, come cialização não au o izada, en e ou os
mo i os. O p ocesso de de olução é ealizado eco endo ao SI. Inicialmen e, de e seleciona -se
a opção “De oluções” e c ia uma no a de olução. Seguidamen e, de e in oduzi -se o código do
p odu o que se p e ende de ol e , seleciona a a u a co esponden e e in oduzi o mo i o da de-
olução. An es da conclusão da de olução es a de e se semp e con olada po uma segunda
pessoa. Ao conclui a de olução é emi ida a no a de de olução em iplicado. A e cei a ia, de i-
damen e assinada pelo mo o is a que e e ua o anspo e aquando do momen o da ecolha do
p odu o, de e pe manece na a mácia como comp o a i o da de olução, enquan o que o o iginal
e o duplicado são en iados pa a o o necedo , após assinados e ca imbados pelo esponsá el
pela de olução.
A de olução pode se ou não acei e pelo des ina á io. Caso es e a acei e, é egula izada pela
oca po ou o p odu o ou pela emissão de uma no a de c édi o. Caso ejei ada, o p odu o é no-
amen e en iado à a mácia, sendo conside ado uma queb a con abilís ica. Após queb a, os p o-
du os são en iados pa a de ida des uição.
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Fo am á ias as ezes em que e e uei de oluções de p odu os, sob e udo de ido a PVF ele a-
do ou engano no en io do p odu o. Aquando da de olução, é necessá io e em a enção a da a de
eceção do p odu o, pois os o necedo es apenas acei am de oluções que não excedam um de-
e minado núme o de dias após a eceção da encomenda e a emoção da e ique a com o PVP,
caso se a e de um p odu o de enda li e.
2.3.9. I egula idades e eclamações
Po ezes, no deco e da eceção de uma encomenda, depa amo-nos com i egula idades que
o nam necessá io con ac a di e amen e com o o necedo , ais como: p odu o em al a que oi
a u ado, oca de um p odu o po ou o mui o semelhan e, engano no en io de um p odu o, en e
ou os. Nes es casos, após con ac a com o ope ado do a mazenis a, é a ibuído um núme o à
eclamação e e uada. A eclamação de e, pos e io men e, se egis ada num dossie des inado às
de oluções e eclamações. Nes e egis o de e cons a : de inição do p odu o, CNP, quan idade em
al a, núme o da a u a, da a e núme o da eclamação.
Du an e o es ágio i e opo unidade de e e ua eclamações. Es as são semp e e e uadas po
ele one e é de ex ema impo ância ano a o núme o a ibuído à eclamação pelo a mazenis a,
bem como a causa da eclamação de modo a acili a a esolução da mesma.
2.3.10. Ma é ias-p imas e eagen es
As ma é ias-p imas e os eagen es u ilizados pela FSP na p epa ação de p epa ações ex em-
po âneas e MM’s são encomendados pela mesma ia dos es an es p odu os e a mazenados em
condições ap op iadas segundo as indicações o necidas pelo ab ican e. São acompanhados pelo
espe i o bole im de análise e cópia da a u a.
3. DISPENSA DE MEDICAMENTOS E PRODUTOS DE SAÚDE
A p incipal a i idade do a macêu ico comuni á io, em úl ima análise, é a dispensa de medica-
men os e p odu os de saúde. O a macêu ico, sendo o úl imo p o issional de saúde a con ac a
com o u en e an es de es e inicia a e apêu ica a ele des inada, em uma esponsabilidade ac es-
cida, de endo e e ua um aconselhamen o sé io, di ecionado ao u en e, simples e p eciso o ne-
cendo-lhe oda a in o mação indispensá el à u ilização co e a do medicamen o, de o ma a asse-
gu a a sua e icácia e segu ança [4]. Os medicamen os pa a uso humano encon am-se di ididos
em duas g andes ca ego ias: os medicamen os sujei os a ecei a médica e os medicamen os não
sujei os a ecei a médica.
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3.1. Dispensa de medicamen os sujei os a ecei a médica
3.1.1. !P esc ição médica
Segundo o Dec e o-Lei nº 176/2006, de 30 de agos o [5], os MSRM’s êm um PVP p e iamen e
es abelecido e só de em se dispensados em a mácias median e ap esen ação de ecei a médi-
ca, de endo es a ca ego ia inclui os medicamen os que:
a) Possam cons i ui um isco pa a a saúde do doen e, di e a ou indi e amen e;
b) Possam cons i ui um isco, di e o ou indi e o, pa a a saúde, quando sejam u ilizados com
equência em quan idades conside á eis pa a ins di e en es daquele a que se des inam;
c) Con enham subs âncias, ou p epa ações à base dessas subs âncias, cuja a i idade ou
eações ad e sas seja indispensá el ap o unda ;
d) Se des inem a se adminis ados po ia pa en é ica.
Na FSP a g ande maio ia das dispensas são MSRM’s e, como al, dá-se com a ap esen ação
da ecei a médica co esponden e. A ualmen e, a p esc ição médica de e ap esen a o medica-
men o designado pelo seu DCI, ou seja, po subs ância a i a (SA), e e indo ambém a FF, a do-
sagem e a dimensão da embalagem. Es e ac o pe mi e ao u en e seleciona um medicamen o
pe encen e ao g upo homogéneo (GH) - conjun o de medicamen os com a mesma composição
quali a i a e quan i a i a em SA, FF, dosagem e ia de adminis ação - do medicamen o p esc i o,
no qual de e es a incluído pelo menos um medicamen o gené ico (MG) exis en e no me cado [8].
Es e mé odo pe mi e a o ece a u ilização de medicamen os gené icos e dissocia ma cas de
medicamen os a uma pa ologia especí ica. No en an o, o médico p esc i o em a opção de ap e-
sen a jus i icação da p i ação do u en e de exe ce o seu di ei o de opção [8]:
•Exceção a) a . 6º - p esc ição de um medicamen o com ma gem ou índice e apêu ico
es ei o, con o me in o mação p es ada pelo INFARMED;
•Exceção b) a . 6º - eação ad e sa p é ia: suspei a epo ada ao INFARMED, de in o-
le ância ou eação ad e sa a um medicamen o com a mesma SA, mas iden i icado po ou a de-
nominação come cial;
•Exceção c) a . 6º - con inuidade de a amen o supe io a 28 dias: p esc ição de medi-
camen o des inado a assegu a a con inuidade de um a amen o com du ação es imada supe io
a 28 dias, de endo o p esc i o menciona .
Nas exceções a) e b), o u en e não em di ei o de opção. Po ou o lado, na exceção c), o u en-
e pode op a po medicamen os com PVP igual ou in e io ao do medicamen o p esc i o [8].
Caso a ecei a não ap esen e exceções, é ob iga ó ia a dispensa de um dos cinco medicamen-
os mais ba a os, sal o se o u en e ap esen a p e e ência po um de p eço supe io . De aco do
com o enquad amen o legal, as a mácias de em e disponí eis pa a enda, no mínimo, ês me-
dicamen os que pe ençam ao mesmo GH, de en e os cinco mais ba a os [8].
15
co espondendo a compa icipação do Es ado a 85% do PVP das i as de es e e 100% nos es-
an es p odu os.
A FSP, como se á e e ido mais adian e, ealiza ambém medições g a ui as dos alo es de gli-
cemia.
3.2. !Dispensa de medicamen os não sujei os a ecei a médica
Segundo o Dec e o-Lei nº 176/2006, de 30 de agos o [5], conside a-se um MNSRM “qualque
medicamen o que não p eencha nenhuma das condições necessá ias a um medicamen o pa a se
conside ado MSRM”. A sua u ilização é, des a o ma, p á ica eco en e no sis ema de saúde. No
en an o, apesa de não eque e em p esc ição médica, es es não deixam de se medicamen os,
de endo limi a -se a si uações clínicas de inidas, au olimi adas e passí eis de au omedicação es-
abelecidas de aco do com as ca ac e ís icas do medicamen o.
Pa a além das a mácias, os MNSRM’s podem se dispensados em ou os locais denominados:
Locais de Venda de Medicamen os Não Sujei os a Recei a Médica.
Uma ez que es e ipo de medicamen os é, maio i a iamen e, adqui ido sem indicação médica,
é de ex ema impo ância a ealização de um aconselhamen o a macêu ico cuidado e igo oso.
3.2.1. !Au omedicação
Segundo o INFARMED, “a au omedicação é a u ilização de MNSRM’s de o ma esponsá el,
semp e que se des ine ao alí io e a amen o de queixas de saúde passagei as e sem g a idade,
com a assis ência ou aconselhamen o opcional de um p o issional de saúde” [16].
A eco ência à a mácia comuni á ia em busca de MNSRM’s pa a au omedicação e indicação
a macêu ica é habi ual. Des a o ma, o a macêu ico, enquan o especialis a do medicamen o,
de e encon a -se quali icado pa a e e ua um aconselhamen o igo oso, p ocedendo à educação
do doen e, o ien ando-o na escolha do MNSRM e in o mando-o de que a au omedicação de e á
possui um uso limi ado e não é ecomendada du an e a g a idez ou alei amen o, en e ou as si-
uações especí icas. An es de dispensa qualque MNSRM o a macêu ico de e e e ua uma análi-
se cuidada do his o ial clínico do u en e: sin omas ap esen ados e sua du ação, pe sis ência, e-
co ência e in ensidade; se é po ado de algum ipo de pa ologia; se oma alguma medicação;
his ó ia amilia , in ole âncias; se já omou alguma ou a a i ude pa a esol e o p oblema e se es a
esul ou ou não.
Es a análise auxilia o a macêu ico a oma uma decisão após ponde a a eal necessidade da
medicação: dispensa ou não dispensa o medicamen o solici ado. O a macêu ico pode op a po
indica a u ilização de medidas não a macológicas ou pode esol e que o u en e de e se enca-
minhado pa a o médico.
Em algumas si uações, a decisão do a macêu ico não ag ada ao u en e e, des a o ma, cabe
ao a macêu ico agi pacien emen e, en ando demons a ao u en e que a au omedicação é um
assun o sé io e que, quando mal aplicada, pode p oduzi consequências g a es.
22
Ao longo do meu es ágio pude e i ica si uações de u en es que, an es de se di igi em ao pos-
o médico, eco iam à a mácia e ao a macêu ico com o obje i o de ob e em medicação adequa-
da pa a o seu p oblema. As si uações mais equen es em que is o se e i ica a diziam espei o a
u en es que ap esen a am sin omas de cons ipação, micoses nos pés e onicomicoses, do es
muscula es e pe nas cansadas. Em mui as des as si uações pude aconselha o u en e a oma
MNSRM adequados aos sin omas ap esen ados. No en an o, em alguns dos casos que se de-
mons a am mais complexos ou de o igem não mui o cla a encaminhei o u en e pa a o médico a
im de e e ua um diagnós ico mais p eciso e co e o da sua pa ologia.
3.3. !Medicamen os manipulados e p epa ações ex empo âneas
3.3.1. !Medicamen os manipulados
A Po a ia nº 594/2004, de 2 de junho [17] de ine um MM como “qualque ó mula magis al ou
p epa ado o icinal p epa ado e dispensado sob a esponsabilidade de um a macêu ico”. Qualque
a mácia que p epa e MM’s em ob iga o iamen e de possui o equipamen o mínimo necessá io
[18].
As ma é ias-p imas u ilizadas nas p epa ações de manipulados de em cump i as exigências
da espe i a monog a ia insc i a na Fa macopeia Po uguesa, sendo ambém necessá io o p een-
chimen o de uma icha de eceção de ma é ias-p imas [19]. A p epa ação do MM de e ege -se
pelo desc i o no Fo mulá io Galénico Po uguês. Após a sua p epa ação de e se p eenchida a
espe i a icha de p epa ação. De seguida, p ocede-se ao acondicionamen o do MM, sendo de-
pois e e uada a o ulagem da embalagem, de endo es a o nece oda a in o mação necessá ia ao
doen e (nome da p epa ação, quan idade p epa ada, da a de p epa ação, lo e, p azo de alidade,
PVP, condições de conse ação e ins uções especiais e en ualmen e indispensá eis pa a a u ili-
zação do medicamen o: «agi e an es de usa », «uso ex e no») [19].
A DT de e, assim, zela pa a que sejam espei adas as BPF du an e a p epa ação de MM’s
[19].
Na FSP a amen e são elabo ados MM’s. Quando um u en e solici a esse se iço, caso a a -
mácia não enha possibilidade de o execu a , o pedido é en iado pa a ou a a mácia que o ealiza
e en ia o p odu o pa a a FSP.
3.3.2. !P epa ações ex empo âneas
As p epa ações ex empo âneas co espondem, ge almen e, a pós ou g anulados pa a suspen-
são ou solução o al, de baixa es abilidade, p epa adas no a o da enda, median e econs i uição
com água pu i icada. Es as de em se p epa adas cump indo as mesmas exigências dos MM’s.
23
3.4. Dispensa de ou os p odu os de saúde
3.4.1. !Cosmé ica e de mo a mácia
De aco do com o Dec e o-lei nº115/2009, de 18 de maio [20], os p odu os cosmé icos ou de -
mo a macêu icos podem se de inidos como “qualque subs ância ou p epa ação des inada a se
pos a em con ac o com as di e sas pa es supe iciais do co po humano, designadamen e epi-
de me, sis emas piloso e capila , unhas, lábios e ó gãos geni ais ex e nos, ou com os den es e as
mucosas bucais, com a inalidade de, exclusi a ou p incipalmen e, os limpa , pe uma ou modi i-
ca o seu aspe o”. Es e ipo de p odu os não es á à enda exclusi amen e em a mácias, pelo que
é de g ande impo ância o conhecimen o ap o undado ace ca des es p odu os po pa e dos p o-
issionais de saúde, de o ma a p opo ciona um aconselhamen o e icien e e adequado a cada
u en e, ganhando assim a sua con iança.
3.4.2. !Suplemen ação alimen a
Os suplemen os alimen a es não eque em ob iga o iamen e indicação e aconselhamen o a -
macêu ico pa a a sua u ilização. No en an o, es es são p odu os com axas de enda conside á-
eis, sob e udo os que se des inam a melho a o desempenho académico e con e i mais i alida-
de ao o ganismo. Des a o ma, o na-se mais uma ez c ucial o conhecimen o do a macêu ico
ace ca dos e ei os des es p odu os, pa a assim ga an i o melho a endimen o e aconselhamen o
possí el, e i ando possí eis in e ações dos suplemen os com a medicação que o u en e possa
es a a oma de o ma habi ual ou espo ádica.
3.4.3. !Disposi i os médicos
Os disposi i os médicos (DM’s) englobam uma g ande quan idade de p odu os com inúme as
inalidades de uso. Es es a ingem o obje i o e apêu ico a a és de mecanismos não a macológi-
cos, me abólicos ou imunológicos, sendo essa a p incipal ca ac e ís ica que os dis ingue dos me-
dicamen os. Os DM’s podem se di ididos em á ias subca ego ias, de que são exemplo: DM’s
a i os, DM’s implan á eis; DM’s implan á eis a i os; DM’s pa a in es igação clínica; DM’s de uso
único; DM’s ei os po medida; en e ou os [21]. De aco do com o Dec e o-lei nº145/2009, de 17
de junho [22], os DM’s di idem-se em qua o classes de isco de e minadas endo em con a a du-
ação do con ac o com o co po humano, a in asibilidade, a ana omia a e ada e os iscos po enci-
ais que deco em da sua conceção écnica e ab ico.
Na FSP, embo a o s ock des es p odu os seja limi ado, é com acilidade que se e e ua a sua
encomenda e eceção em empo ú il. É de sal agua da a pa ce ia com a Hospi a ma de San a
Ma inha que disponibiliza mui os dos DM’s com ação o opédica, quando es es ap esen am s ock
nulo na a mácia.
24
3.4.4. !Medicamen os de uso e e iná io
Segundo o Dec e o-lei nº184/97, de 26 de julho [23], um medicamen o de uso e e iná io é
“ odo o medicamen o des inado a animais”. Es es podem se dispensados em a mácias e nos
es an es locais legalmen e au o izados pa a o e ei o.
Na FSP a p ocu a po es e ipo de p odu os não é mui o ele ada.
4. OUTROS SERVIÇOS PRESTADOS NA FARMÁCIA
A FSP o e ece ou os se iços de saúde pa a além da dispensa de medicamen os e ou os
p odu os de saúde. Es es se iços consis em na de e minação de pa âme os bioquímicos e isio-
lógicos, a adminis ação de medicamen os inje á eis e acinas não incluídas no PNV, bem como
ou os se iços ealizados po ou os p o issionais de saúde, de que são exemplo as consul as de
nu ição EasySlim®.
4.1. !De e minação de pa âme os bioquímicos e isiológicos
Na FSP, como pa e in eg an e do a o a macêu ico, são p es ados alguns se iços, ais como:
de e minação da PA, TG, CT, glicemia e ácido ú ico. Es es se iços isam a melho ia ge al da
saúde dos u en es com base na p e enção e con olo dos pa âme os bioquímicos de o ma egu-
la e na sua zona de esidência. No seguimen o das de e minações, caso es as ap esen em alo-
es o a do no mal, os p o issionais de saúde podem concede um aconselhamen o pe sonalizado
que ise abo da medidas a macológicas e não a macológicas des inadas a con a ia o p oble-
ma.
Du an e o meu EC pude e e ua inúme as ezes a de e minação de pa âme os bioquímicos,
bem como da PA. Du an e os a endimen os o am inúme as as ezes em que i e necessidade de
u iliza os conhecimen os adqui idos ao longo do cu so, sob e udo, no aconselhamen o aos u en-
es hipe ensos, diabé icos ou com hipe coles e olemia. A FSP possui bas an es u en es com hi-
pe ensão, no en an o, mui os deles são a e ados sob e udo po hipe ensão sis ólica isolada. Uma
das g andes di iculdades com que me depa ei oi a quan idade de u en es que al e a a posologia
indicada pelo médico, sem conhecimen o des e. Po isso, i e á ias ezes de os con ence a p o-
cu a em o médico pa a, assim, e e em a sua medicação p ocedendo, se necessá io ao ajus e da
dose de o ma co e a e con olada.
4.1.1. P essão A e ial
A medição egula da PA é de g ande impo ância, p incipalmen e, pa a os u en es hipe ensos
com e apia an i-hipe enso a iniciada e pa a doen es em isco de desen ol e qualque ipo de
doença ca dio ascula (DCV). Na FSP a medição é ealizada eco endo a um apa elho de b aço
au omá ico. Aquando da p imei a medição, é o necido ao u en e um ca ão de egis o de alo es
onde são in oduzidas a da a, alo da PA sis ólica, alo da PA dias ólica, i mo ca díaco e, al e -
25
na i amen e, alo es de glicemia, CT, TG e ácido ú ico. Es e ca ão pe mi e aos u en es elabo a
um egis o dos seus pa âme os pa a depois mos a ao médico, auxiliando-o na sua moni o iza-
ção e pe mi indo de e a casos em que possa se necessá io al e a a medicação. An es de e e u-
a a medição, é necessá io e em con a á ios a o es que podem in e e i com os alo es de PA
ob idos, ais como: ansiedade, cansaço, e omado ca é nos in a minu os an e io es, en e ou-
os. Des a o ma, de emos aconselha o u en e a descansa um pouco an es da medição e acon-
selhá-lo a não oma ca é na meia ho a an es de se desloca à a mácia pa a e e ua a medição.
De emos aconselha o u en e a não ala du an e a medição e a e i a pulsei as e elógios que
possam ape a demasiado o b aço. No caso de a camisola não se demasiado g ossa é p e e í el
e e ua a medição po cima da mesma, e i ando o e ei o de “ga o e”.
São mui o equen es os casos em que é necessá io o a macêu ico encaminha o u en e pa a
o médico com a inalidade de discu i a e apia u u a, de ido aos alo es de PA se encon a em
o a dos limi es desejá eis pa a a sua boa condição ísica.
4.1.2. Glicemia
A moni o ização da glicemia é de g ande impo ância, especialmen e, nos doen es diabé icos e
p é-diabé icos. Pa a além dis o, a população mais idosa pode con e indi íduos incapaci ados ísi-
ca e/ou psicologicamen e pa a manusea as máquinas, i as e lance as ine en es à medição, bem
como as se ingas de insulina que possam es a a adminis a . To na-se assim de ex ema ele ân-
cia o u en e e a possibilidade de e e ua es a medição num local p óximo da sua esidência e de
ácil acesso onde, pa a além de e e ua a medição, ecebe um se iço pe sonalizado e g a ui o de
um p o issional de saúde com a capacidade de in e p e a os esul ados ob idos. Pa a a medição
da glicemia o u en e de e encon a -se em jejum (pelo menos oi o ho as). Caso is o não acon eça,
pode e e ua -se a medição, endo o cuidado de in o ma o u en e de que o esul ado ob ido de e
se in e p e ado endo em con a a ho a ap oximada da úl ima e eição e que um esul ado ele ado
pode não se sinal de doença. Pa a além dis o, em u en es que não são diabé icos, caso se ob e-
nha um esul ado acima dos alo es de e e ência, o mais co e o é encaminha o u en e pa a o
médico a im de despis a qualque pa ologia (Diabe es Melli us ou não) que possa es a a p o o-
ca os alo es ele ados.
4.1.3. Coles e ol To al e T iglice ídeos
O CT e TG, jun amen e com ou os pa âme os, aduzem o isco de desen ol e DCV, pa olo-
gias mui o equen es na sociedade a ual e que cada ez a e am um maio núme o de indi íduos,
le ando a ní eis p eocupan es de mo bilidade e mo alidade. A medição do CT e TG é em udo
semelhan e à medição da glicemia, exce uando o “chip” e i as de medição u ilizados. No caso dos
TG é necessá io exis i uma deslipidação e icaz do dedo a lance a , de o ma a elimina qualque
ipo de in e e ência que possa oco e ao ní el da medição. Apesa de não se necessá io es a
26
em jejum pa a e e ua a medição do CT, é impo an e in o ma o u en e de que de e encon a -se
em jejum de doze ho as pa a ealiza a medição dos TG.
A medição do CT e TG pode i acompanhada de aconselhamen o ace ca de medidas não
a macológicas que podem se omadas pa a a manu enção ou co eção dos alo es ob idos. A
adoção de um es ilo de ida mais saudá el, com p á ica de exe cício ísico egula e uma alimen-
ação saudá el, po ezes suplemen ada com p odu os disponí eis na a mácia que isam a edu-
ção do CT ou dos TG, é mui as ezes su icien e pa a con ola es es pa âme os. No en an o, em
pacien es que, apesa das al e ações ao es ilo de ida e da suplemen ação, não consigam man e
alo es no mais, de e se aconselhado a isi a ao médico, de o ma a inicia e apêu ica a maco-
lógica, sal agua dando a impo ância de moni o iza os alo es, e i icando a e icácia das medidas
omadas.
4.2. !Adminis ação de acinas e inje á eis
A FSP p es a aos seus u en es o se iço a macêu ico de adminis ação de inje á eis in amus-
cula es e subcu âneas, bem como de acinas não p esen es no PNV. Es e se iço de e se p es-
ado po a macêu icos de idamen e habili ados (na FSP es á a ca go do D . Nicolau, do D . Sala-
za , da D a. Alexand a, da D a. Ana) e ep esen a uma comodidade pa a os u en es, uma ez que,
após adqui i em o inje á el ou acina na a mácia, não necessi am de se desloca ao cen o de
saúde pa a p ocede à sua adminis ação. Pa a além dos u en es que necessi am da adminis a-
ção espo ádica de acinas ou inje á eis, exis e uma ação eduzida de doen es diabé icos que,
po incapacidade e idade a ançada, não consegue adminis a as injeções de insulina, sendo es e
se iço de g ande impo ância pa a es es u en es.
Todas as aplicações de inje á eis de em se egis adas. O SI da FSP possui uma á ea des i-
nada a es e egis o, sendo necessá io in oduzi nome do u en e, dados e e en es ao inje á el,
da a e nome do a macêu ico esponsá el pela adminis ação.
5. RECOLHA DE MEDICAMENTOS
A Valo Med®, c iada em 1999, esul ou da colabo ação en e a Indús ia Fa macêu ica, Dis i-
buido es e Fa mácias que a ca am com a esponsabilidade de execu a um sis ema au ónomo de
ecolha e a amen o de esíduos de medicamen os de uso humano, esíduos de embalagens de
medicamen os e p odu os de uso e e iná io [24].
Na FSP, o con en o encon a-se acessí el aos u en es no gabine e des inado à medição dos
pa âme os bioquímicos, o que con e e a possibilidade dos p o issionais da a mácia, uma ez que
es e é isí el a pa i do balcão de a endimen o, con ola o depósi o dos medicamen os. Quando
o con en o se encon a comple o é necessá io echá-lo e pesá-lo, p ocedendo-se de seguida ao
p eenchimen o de uma icha que inclui o nome e núme o da a mácia, o peso do con en o , a u-
27
b ica do esponsá el pelo echo, núme o do a mazenis a, da a de ecolha e ub ica do esponsá el
pela ecolha.
6. AÇÕES PROMOVIDAS PELA FARMÁCIA DE SÃO PAIO
Com o obje i o de p es a um melho se iço e ale a os u en es pa a possí eis p oblemas de
saúde, a FSP p omo e odas as semanas, à sex a- ei a, as eios g a ui os de nu ição e consul as
no âmbi o da die a EasySlim. Pa a usu ui des e se iço, os u en es de em p ocede à ma cação
do as eio g a ui o com a nu icionis a disponí el. Seguem-se as consul as de es abelecimen o do
plano nu icional: p imei amen e a die a de e se sob e udo p o eica, excluindo po comple o a
inges ão de hid a os de ca bono, seguindo-se uma ase de manu enção do peso. Quando o u en e
alcança o peso ideal de e eg essa espo adicamen e à a mácia pa a consul as de con olo.
Como es e plano se encon a inse ido no p og ama die é ico EasySlim, a FSP possui disponí eis
pa a enda odos os p odu os necessá ios à die a o necidos pela ma ca, sendo de especial in e-
esse pa a os u en es as gela inas à base de u a com ze o po cen o de açúca . Pa a além dis o,
du an e o meu pe íodo de es ágio oi ealizada uma sessão de degus ação dos p odu os EasyS-
lim.
A i idades execu adas no âmbi o do EC e p omo idas pela FSP:
•Dis ibuição de pan le os in o ma i os e e en es ao ema “Benzodiazepinas”;
•Realização de inqué i os aos u en es da FSP, no âmbi o do es udo p omo ido pela Fa -
maIno e® com ema “Polimedicação nos Idosos”;
•Pa ilha de ídeo in o ma i o nas edes sociais ela i o a In eções do T a o U iná io.
7. FORMAÇÕES
A cons an e a ualização de conhecimen os é essencial na p o issão a macêu ica. Du an e o
pe íodo de es ágio i e a opo unidade de pa icipa nas o mações ap esen adas na Tabela 2:
28
Tema
Responsá el
Local
Da a
Ho as
P o eção Sola
Biode ma®
FSP
07/06/2016
1
Die a EasySlim®
EasySlim
FSP
20/06/2016
1
Academia de Fo mação Lie ac®
Lie ac®
Ales G oupe
Po ugal
29/06/2016
4
Tabela 2. Fo mações assis idas du an e o EC.
Conside o que as ês o mações a que assis i du an e o EC na FSP o am de g ande ele ân-
cia pa a a execução do meu abalho. As o mações minis adas pela Biode ma® e EasySlim®
o am mui o ú eis pois o nece am in o mação ace ca dos p odu os disponí eis pa a enda na
FSP, indicando as si uações nas quais de em se aconselhados. Po ou o lado, ap eciei bas an e
a o mação pa ocinada pela Lie ac® pois, pa a além de e abo dado odos os p odu os da sua
gama, o neceu bas an e in o mação ace ca dos á ios p oblemas da pele (sob e udo en elheci-
men o e p o eção sola ), conselhos ace ca de higiene diá ia e o ma de aplicação dos p odu os, o
que melho ou em mui o o meu a endimen o aos u en es.
29
PARTE 2
T abalhos ealizados no âmbi o do es ágio cu icula em Fa mácia Comuni á ia.#
30
CASO 1: BENZODIAZEPINAS
1.1. Enquad amen o
No deco e do es ágio na FSP o nou-se e iden e o núme o de u en es que eco em a benzo-
diazepinas (BZD’s), sob e udo pa a a amen o de ansiedade e insónia. Após obse ação a en a e
colocação de pe gun as ace ca do consumo des es á macos aquando do momen o da dispensa,
pude pe cebe que a maio ia dos u en es da FSP que e e ua am a amen o com BZD’s pe enci-
am a aixas e á ias mais ele adas, sendo, sob e udo, indi íduos do sexo eminino. No en an o, a
si uação o nou-se p eocupan e quando me ape cebi que a g ande maio ia dos a amen os e am
já e e uados de o ma c ónica, quando es e de e es a comp eendido en e 2 e 4 semanas, ha-
endo queixas po pa e dos u en es de que o medicamen o já não e e ua a o e ei o p e endido.
Ou o aspe o que me susci ou p eocupação oi a quan idade de u en es que su giam na a mácia e
equisi a am a dispensa de uma BZD sem ap esen ação de ecei a médica, sendo que, quando
es a lhe e a ecusada a gumen a am: “mas eu já omo is o há anos” [sic].
Des e modo, após discussão com a DT, decidi elabo a pan le os in o ma i os (Anexo 6) expli-
cando o que são as BZD’s e pa a que são u ilizadas, e ei os ad e sos, como se pode in e ompe
o a amen o e al e na i as a macológicas e não a macológicas pa a a a ansiedade e insónia.
A dis ibuição de pan le os oi di igida a qualque u en e que su gisse na FSP solici ando uma
BZD. Es a e a semp e acompanhada po um aconselhamen o di igido à u ilização segu a e co e a
das BZD’s, no qual o a macêu ico desempenha um papel undamen al, uma ez que pode auxilia
o u en e a encon a al e na i as pa a o a amen o da sua pa ologia, bem como ajuda a pe cebe
e con ola possí eis e ei os de idos ao seu uso p olongado ou in e upção do a amen o, uma
ez que es a pode ambém p oduzi e ei os indesejá eis no o ganismo.
1.2. In odução
Exis em poucas classes de á macos cuja popula idade e acei ação seja semelhan e às a i-
buídas às BZD’s desde que es as começa am a se come cializadas na década de 60 pa a o a-
amen o da ansiedade e insónia [25]. Is o de e-se ao ac o das BZD’s ap esen a em um bom pe il
de segu ança uma ez que, ao con á io dos ba bi ú icos an es u ilizados pa a a amen o de ansi-
edade e insónia, não p o ocam dep essão do cen o espi a ó io e a amen e p o ocam a mo e
em casos de o e dose. Pa a além dis o, demons am se e icien es e e bas an e especi icidade
no a amen o das pa ologias pa a as quais es ão indicadas, quando adminis adas po cu os pe-
íodos de empo [26].
Apesa de se em maio i a iamen e u ilizadas de ido aos seus e ei os ansiolí ico e hipnó ico, as
BZD’s podem se p esc i as pa a a amen o de epilepsia, como elaxan es muscula es, na indu-
ção de anes esia ou em si uações de abs inência alcoólica [27].
O pe íodo de empo indicado pa a o a amen o e e uado com ecu so a BZD’s é de 2 a 4 se-
manas. No en an o, es as são equen emen e u ilizadas de o ma c ónica podendo le a ao su -
31
• BZD’s de du ação in e média (12 a 40 ho as): alp azolam, es azolam, luni azepam,
lo azepam, oxazepam e emazepam;
• BZD’s de longa du ação (40 a 250 ho as): b omazepam, clo diazepóxido, clobazam,
clonazepam, clo azepa o, no diazepam, diazepam, lu azepam, halazepam, que azolam, ni a-
zepam, p azepam e quazepam.
Pa a além dis o, é necessá io e em con a que, de o ma ge al, são necessá ias 5 semi- idas
pa a o á maco se eliminado comple amen e do o ganismo, o nando o núme o de ho as que a
BZD pe manece no o ganismo conside a elmen e longo [40].
1.6.2. Aplicação clínica
Como e e ido, as BZD’s são á macos dep esso es sele i os do SNC, sendo que, os seus e ei-
os a iam desde o e ei o hipnó ico ao e ei o ansiolí ico, como demons ado na Tabela não in e e-
indo com ou o ipo de unções ce eb ais [26]. Na p á ica clínica, es ão indicadas como ansiolí i-
cos no a amen o da ansiedade e a aques de pânico, como hipnó icos no a amen o da insónia e
pa assónias (sonambulismo ou e o no u no), como an icon ulsi an es no a amen o de con ul-
sões e epilepsia, como elaxan es muscula es esquelé icos no a amen o de espasmos muscula-
es, em ci u gia na edução da ansiedade do pacien e e como p é-anes ésicos e em si uações de
abs inência alcoólica ou p i ação aguda de ba bi ú icos [41]. Apesa de possuí em ações a maco-
lógicas semelhan es, as suas p op iedades a macociné icas são de ex ema impo ância na sele-
ção da BZD que de e se u ilizada pa a cada si uação clínica especí ica que seja ap esen ada
[32]. Ge almen e, as BZD’s u ilizadas como hipnó icos possuem po ência ele ada, endo capaci-
dade de modi ica as condições do sono quando adminis adas em doses ela i amen e baixas.
Po ou o lado, as BZD’s u ilizadas como ansiolí icos são menos po en es, pe mi indo assim o es-
abelecimen o de uma janela e apêu ica em que é possí el ob e uma ação ansiolí ica sem que
haja uma in e e ência signi ica i a no sono do pacien e [42].
1.6.2.1. Insónia
As BZD’s u ilizadas mais equen emen e no a amen o da insónia são o lu azepam e as
BZD’s de ação cu a: iazolam e emazepam [33]. Os hipnó icos benzodiazepínicos há mui o de-
mons a am a sua e icácia no a amen o da insónia a cu o p azo quando compa ados com a ad-
minis ação de placebo. Es es eduzem o empo de ado mecimen o e o núme o e du ação de des-
pe a es no u nos e aumen am o empo de sono o al (aumen o do sono ipo NREM [non- aid eye
mo emen s]) [26,41]. No en an o, é necessá io e em conside ação que a u ilização de BZD’s
pode se associado a enómenos noci os pa a a saúde do pacien e. Es es ão desde a de e io a-
ção do sono a é à dependência do á maco, uma ez que a sua u ilização c ónica pode ag a a os
p oblemas de insónia [42]. Pa a além dos á macos e e idos acima, BZD’s an e io men e indica-
das no a amen o da ansiedade (diazepam e clo odiazepóxido) podem se u ilizadas como hipnó-
icos de ido à sua abso ção ápida ao ní el gas oin es inal. No a amen o da insónia em idosos e
38
doen es hepá icos são ambém aconselhados o lo azepam e o oxazepam, uma ez que possuem
empos de semi- ida cu os e não ap esen am me aboli os a i os [32].
1.6.2.2. Ansiedade
Já á ios es udos comp o a am a e icácia das BZD’s no a amen o do T ans o no de Ansieda-
de Gene alizada e a aques de pânico como medicamen os de u ilização espo ádica em c ises
agudas. O seu uso mais egula pode ambém auxilia a edução de ansiedade an ecipa ó ia e
ago a obia. No en an o, as BZD’s demons am se mais e icazes na edução dos sin omas ísicos
associados à ansiedade e não an o aos sin omas psíquicos [43]. Po ou o lado, apesa de segu-
a, a u ilização de BZD’s em mono e apia de longo p azo é p o á el de o igina ole ância e de-
pendência, ha endo necessidade de aumen a cada ez mais a dosagem adminis ada. Segundo
manuais de psico a macologia, de e se dada p e e ência ao uso de BZD’s de longa ação como o
diazepam e o clonazepam. No en an o, o lo azepam, o oxazepam e o alp azolam (ação in e mé-
dia) são escolhas bas an e u ilizadas uma ez que são acumulados em quan idades eduzidas no
o ganismo. O p azepam ambém é uma boa escolha pois o seu me aboli o a i o é libe ado de
o ma len a na co en e sanguínea [32].
1.6.2.3. Epilepsia
1.6.2.3. Epilepsia
As BZD’s ep esen am uma classe de á macos de g ande impo ância no con olo da epilep-
sia. São conside adas á macos de p imei a linha no a amen o agudo de con ulsões associadas
a es ados de mal epilé ico ou a si uações de auma pós-anóxico, abs inência alcoólica, es ados
eb is e in oxicações po es icnina ou oxina e ânica. Nes as si uações são u ilizados usualmen e
diazepam, clonazepam e ni azepam [36,45].
39
Figu a 4. Algo i mo clínico pa a a amen o de ansiedade pa ológica. *A é 12 semanas, incluindo ase de
descon inuação. ** Em combinação com e apêu ica base caso seja diagnos icada pe u bação psico ica, a e i a ou de
ansiedade (adap ado de [44]).
1.6.2.4. Espasmos muscula es
De ido à sua capacidade em diminui o ónus muscula de ido ao e ei o elaxan e da muscula-
u a esquelé ica, as BZD’s são u ilizadas em casos de pa alisia ce eb al, lesão da medula espinal,
escle ose múl ipla e no a amen o de espasmos muscula es que se o mam em o no de a icula-
ções a e adas po p ocessos in lama ó ios ou aumá icos causados po o cicolos, posição inco -
e a du an e o sono, lesões despo i as, en e ou as [36].
1.6.2.5. P é-anes esia
O diazepam, o clo odiazepóxido e o lo azepam podem se u ilizados na indução da anes esia,
uma ez que ap esen am maio segu ança que os ba bi ú icos, apesa de não se em ão e icazes.
Podem ainda se u ilizados em pacien es que ão ealiza endoscopias e na no malização do i mo
ca díaco [46].
1.6.2.6. Abs inência alcoólica
Um dos mecanismo de a uação do e anol no o ganismo baseia-se na sua ação agonis a do
GABA. De ido a es e e a ou os mecanismos que en ol em di e a ou indi e amen e ou os sis e-
mas de neu o ansmisso es, o consumo abusi o de álcool le a à dependência química e, des a
o ma, a sua in e upção epen ina pode o igina sínd ome de abs inência alcoólica. Na ase inicial
de desin oxicação, as BZD’s são á macos de p imei a escolha que auxiliam a a enua es ados de
agi ação, emo es, deli ium emens, insónia, con ulsões e alucinações que possam su gi de ido
ao es ado de abs inência [47]. O diazepam, o lo azepam, o clo odiazepóxido e o oxazepam de-
mons a am e icácia nes e ipo de si uações [32].
40
Fá maco
Via de
adminis ação
Aplicação clínica
T1/2 (ho as)
Dose diá ia (mg)
Alp azolam
O
Ansiedade, ago a obia
12 ± 2
0,25 a 0,50
B omazepam
O
Insónia, ansiedade
25 ± 5
1,5 a 10
Clobazam
O
Ansiedade, epilepsia
-
15 a 60
Clo diazepóxido
O, IM, IV
Ansiedade, abs inência
alcoólica, p é-anes esia
15 ± 3
20 a 100
Clo azepa o
O
Ansiedade, con ulsões
2,0 ± 1
3 a 20
Diazepam
O, IM, IV
Ansiedade, epilepsia,
mio elaxan e, p é-anes esia
45 ± 10
5 a 15
Es azolam
O
Insónia
15 ± 5
1 a 2
Flu azepam
O
Insónia
70 ± 20
15 a 30
Fluni azepam
O
Insónia
-
0,5 a 2
Lo azepam
O, IM, IV
Ansiedade, p é-anes esia
15 ± 3
2 a 10
Midazolam
IV, IM
P é-anes esia
2,0 ± 0,5
7,5 a 15
Ni azepam
O
Insónia
20 ± 5
5 a 10
Oxazepam
O
Ansiedade
8,0 ± 2
15 a 30
Quazepam
O
Insónia
35 ± 5
7,5 a 15
P azepam
O
Ansiedade
-
20 a 40
Temazepam
O
Insónia
10 ± 3
7,5 a 30
T iazolam
O
Insónia
3,0 ± 1
0,125 a 0,25
Tabela 4. P incipais BZDs come cializadas em Po ugal. Vias de adminis ação (O: o al, IM: in-
amuscula , IV: in a enosa), aplicação clínica, empo de semi- ida e dose diá ia ecomendada
(adap ado de [29]).
1.7. E ei os ad e sos
Apesa de o ma em uma classe de á macos ela i amen e segu a, as BZD’s, como qualque
medicamen o, podem ap esen a e ei os ad e sos. Es es são equi alen es pa a odas as BZD’s,
no en an o, podem se mais ou menos acen uados endo em con a as ca ac e ís icas a macociné-
icas (po ência, empo de semi- ida, lipossolubilidade), du ação do a amen o e dosagem u ilizada
de cada uma [27]. Ge almen e, os e ei os ad e sos associados às BZD’s são pouco in ensos e
consis em maio i a iamen e em aqueza muscula , cansaço, sonolência, do es abdominais, náu-
seas, ómi os, dia eia, do es o ácicas e/ou a icula es e incon inência u iná ia [48]. Quando u ili-
zadas em doses ela i amen e ele adas pode oco e o su gimen o de eações alé gicas cu âne-
as, anemia hemo ílica, nis agmo, a axia e al e ações no ciclo mens ual [26].
Como e e ido, odas as BZD’s êm capacidade de p o oca sedação. No en an o, a sua u ili-
zação equen e o igina ole ância diminuindo es e e ei o. Ainda assim, es e e ei o seda i o de e
se ido em con a quando es ão implicadas si uações de condução de máquinas e eículos, a i i-
dades po encialmen e pe igosas ou unções que eque em es ado de ale a pe manen e [26]. Po
ou o lado, a u ilização de BZD’s, mesmo que a cu o p azo, pode o igina e ei os ad e sos ao ní-
el de á ias á eas cogni i as, mais pa icula men e na o mação e consolidação de memó ias,
si uação apelidada de amnésia an e óg ada. Es a pe da de memó ia de e-se ao ac o da memó ia
de cu o p azo não se a mazenada como memó ia de longo p azo, no en an o, apenas memó ias
adqui idas imedia amen e após a adminis ação da BZD são a e adas. A adminis ação simul ânea
de e anol pode aumen a a equência e in ensidade com que oco e amnésia an e óg ada, bem
como a adminis ação de doses mais ele adas ou BZD’s mais po en es [49].
O a amen o com BZD’s não de e excede as 4 semanas, no en an o, só mui o a amen e es e
pe íodo é espei ado. A u ilização p olongada des a classe pode c ia si uações de dependência
ísica e psíquica ca ac e izadas pelo su gimen o de ole ância ao á maco (sob e udo no a amen-
o da insónia) e sínd ome de abs inência após in e upção epen ina do a amen o. Es e sínd ome
su ge p incipalmen e quando se u ilizam BZD’s de cu a du ação e aduz-se po sin omas de que
são exemplo a ansiedade, insónia, ómi os, i i abilidade, dia eia, ano exia, a axia, con ulsões e
alucinações [36]. Pa a além dos e ei os e e idos, as BZD’s podem p o oca e ei os pa adoxais
como ansiedade, pesadelos, alucinações, aquica dia, alucinações e al e ações do compo amen-
o. No malmen e, es es são sinal de abuso da u ilização de seda i os, p incipalmen e em idosos
[48].
1.8. P ecauções
Exis em si uações em que a u ilização de á macos benzodiazepínicos de e se ponde ada e
con olada po pa e dos p o issionais de saúde de ido aos e ei os cola e ais que es es possam
p o oca no o ganismo do pacien e.
Idosos: es a classe ap esen a isco mais ele ado de desen ol e e ei os ad e sos, nomeada-
men e, e igens, a axia e dis ú bios cogni i os e compo amen ais (con usão e deli ium), de ido a
41
uma maio sensibilização do SNC, aumen ando ambém o isco de queda e consequen e a u a
do ému . Des a o ma, o a amen o de e se iniciado eco endo a doses baixas que podem se
aumen adas g adualmen e se necessá io [49].
C ianças: as c ianças, sob e udo as de meno idade, ap esen am maio sensibilidade aos e ei-
os dos á macos que a uam sob e o SNC. Nes a aixa e á ia, as BZD’s são usadas, p incipalmen-
e, como an iepilé icos ou como seda i os em endoscopias diges i as. Nos ecém-nascidos há
possibilidade de oco ência de dep essão p olongada do SNC, uma ez que es es ainda não são
capazes de bio ans o ma de o ma e icien e es es á macos [50].
G a idez e amamen ação: Apesa da composição do lei e ma e no não se a e ado caso a
lac an e se encon e a oma BZD’s, es es á macos são capazes de a a essa a ba ei a placen-
á ia con ibuindo pa a a oco ência de dep essão das unções i ais do e o. Des a o ma, a admi-
nis ação du an e a g a idez de e se ponde ada, a aliando a elação cus o/bene ício [51].
Mias enia g a e: as BZD’s podem pio a a a i idade muscula aumen ando o isco de insu ici-
ência espi a ó ia [43].
Sínd ome de apnéia e hipopnéia obs u i a do sono: de ido ao seu e ei o mio elaxan e, as
BZD’s podem p o oca a diminuição do ónus muscula da hipo a inge, ag a ando a obs ução das
ias aé eas [52].
Dep essão p é-exis en e: quando u ilizadas em mono e apia po pe íodos longos de empo ou
em doses ele adas, as BZD’s podem exace ba ou e idencia uma dep essão já exis en e, possi-
bili ando o aumen o do isco de desen ol e compo amen os suicidas, sob e udo se se a a de
uma dep essão psicó ica [53].
1.9. In e ações medicamen osas
As in e ações a macológicas mais equen emen e associadas às BZD’s são as des es á ma-
cos com ou os dep esso es do SNC, ais como álcool e ba bi ú icos. Apesa des as in e ações
se em uma mais alia em si uações ci ú gicas o uso concomi an e des es á macos pode p oduzi
dep essão excessi a. Es es e ei os adi i os são e iden es quando se e e ua a adminis ação si-
mul ânea de BZD’s com e anol, analgésicos na có icos (com in ensi icação da eu o ia, o que pode
conduzi ao aumen o da dependência psíquica), eno iazinas e an icon ulsi an es. No en an o,
mais a amen e, es es e ei os ambém são obse ados aquando da u ilização de an i-his amínicos,
an i-hipe enso es e an i-dep essi os icíclicos. Pa a além do e ei o dep esso excessi o, podem
oco e in e ações ao ní el hepá ico, pa icula men e na me abolização de á macos exe cida pelo
ci oc omo P450. É exemplo dis o o p olongamen o do empo de semi- ida do diazepam quando
adminis ado simul aneamen e com a cimei idina [37].
1.10. Consumo em Po ugal
Po ugal é um dos países da Eu opa que ap esen a índice mais ele ado de consumo de BZD’s,
ap esen ando, en e 2000 e 2012, um g ande consumo de ansiolí icos, hipnó icos e seda i os (96
42
DHD [dose diá ia de inida po 1000 habi an es/dia]) compa a i amen e a ou os países eu opeus
como a No uega (62 DHD), a Dinama ca (31 DHD) ou a I ália (53 DHD). En e 1995 e 2003, o
consumo de BZD’s em Po ugal Con inen al aumen ou 21,7%, no en an o, julga-se que o consumo
a ual ap esen a alo es mais eduzidos de ido à c escen e p ecaução médica ela i a à p esc ição
des a classe de á macos [54]. Rela i amen e à aplicação clínica des es á macos, as BZD’s ansio-
lí icas ap esen am um egis o de consumo bas an e mais acen uado em compa ação às BZD’s
hipnó icas ( azão de 5,5 pa a 1 em 2003). No que diz espei o às BZD’s ansiolí icas, os á macos
com maio axa de consumo o am o alp azolam seguido do lo azepam e diazepam, sendo que
65,3% do o al de embalagens dispensadas co espondia a BZD’s de du ação in e média e 34,7%
a BZD’s de longa du ação. Po ou o lado, o es azolam oi a BZD hipnó ica mais endida, exis indo
uma dominância das BZD’s de cu a-du ação em elação às de longa-du ação [55].
Segundo um es udo publicado em 2009, os idosos, o sexo eminino, desemp egados e e o -
mados ep esen am os g upos sociais com consumo mais ele ado des a classe de á macos, no
en an o, es e em indo ambém a aumen a en e os adolescen es e es udan es uni e si á ios
(p e alência de 7,8%) [53]. En e 1999 e 2003, a u ilização de BZD’s oi assimé ica, egis ando
alo es mais baixos nos dis i os de Fa o, Viana do Cas elo e B agança e alo es mais ele ados
em É o a e Po aleg e. A egião cen o egis ou um consumo mais ele ado de BZD’s ansiolí icas
ao con á io do Alga e e Alen ejo que, pa a além dis o, egis a am axas ele adas de consumo de
BZDs hipnó icas em conjun o com a egião de Lisboa e Vale do Tejo [52]. En e 2000 e 2012 oco -
eu um aumen o da p opo ção da dispensa de BZD’s ansiolí icas em elação às hipnó icas. Pa a
além dis o, o alp azolam, o lo azepam e o diazepam man i e am-se os á macos com a axa de
consumo mais ele ada [51].
1.11. Papel do a macêu ico
O consumo de BZD’s de o ma excessi a e descon olada em sido p á ica eco en e e a e a
uma ele ada pe cen agem da população mundial nos dias a uais. Pa a além dis o, julga-se que
es as êm sido mui as ezes u ilizadas de o ma inadequada no a amen o da ansiedade seja po
43
Mélanie de Almeida ma ço, 2015
17 BENZODIAZEPINAS: DA TERAPÊUTICA AO ABUSO E DEPENDÊNCIA
ap esen a am maio u ilização. Rela i amen e ao ipo de BZDs, as ansiolí icas ap esen a am
maio consumo na egião cen o e meno consumo nas egiões do Alga e e do Alen ejo
(com exceção de Po aleg e) enquan o que as BZDs hipnó icas ap esen am maio consumo
nas egiões do Alen ejo, Lisboa e Vale do Tejo (In a med, 2005).
Já o ela ó io da In a med de 2013 e elou que o ní el de u ilização oi de 96 DDD
(dose diá ia de inida) po 1000 habi an es dia o que ep esen a uma axa de c escimen o de
6% ela i amen e ao ano 2000. Em e mos quali a i os e i icou-se, en e 2000 e 2012, um
aumen o da p opo ção de u ilização de BZDs ansiolí icas e uma diminuição das hipnó icas,
especi icamen e das hipnó icas de du ação in e média e longa. En e 2000 e 2012, as
subs âncias a i as que ap esen a am um maio ní el de consumo o am o alp azolam, o
lo azepam e o diazepam, en e 2000 e 2012. Rela i amen e aos enca gos do SNS e i icou-
se nes e mesmo pe íodo uma diminuição dos enca gos, sendo o alo em 2012 de
ap oximadamen e 17 milhões de eu os. A axa média de compa icipação man e e-se na
o dem dos 40% (In a med, 2013).
G á ico 2. E olução da u ilização de BZD, po ipo e du ação de ação, en e 2000 e 2012
(Adap ado de In a med, 2013).
Figu a 5. E olução do consumo de BZDs en e 2000 e 2012, endo em con a o ipo e a du ação
de ação (adap ado de [56]).
e o de diagnós ico, seja pela sua dispensa nas a mácias, mesmo quando solici adas sem a de i-
da ecei a médica. Des a o ma, cabe ao a macêu ico oma uma a i ude esponsá el não dispen-
sando o medicamen o quando es e é eque ido pelo u en e sem p esc ição médica. Podemos
ambém auxilia o clínico na moni o ização, con olo e a aliação da si uação clínica do doen e,
discu indo com o médico possí eis al e ações de dosagem ou in e upção do a amen o ou ale -
ando pa a possí eis si uações em que a u ilização de BZD’s não apa en e se e icaz. Pa a além
dis o, de emos es a ap os a in o ma o u en e sob e possí eis e ei os que possam su gi quando
es e p a ica um consumo em excesso de BZD’s bem como os que podem oco e quando in e -
ompe a medicação, azendo-o pe cebe que são e ei os no mais associados à abs inência, incen-
i ando-o a não eg essa à adminis ação desnecessá ia des es á macos. Cabe ambém ao a -
macêu ico ajuda o u en e a encon a al e na i as e apêu icas a macológicas e não a macológi-
cas pa a o seu p oblema de ansiedade ou insónia, ais como: chás ou suplemen os na u ais à
base de ale iana, ília, passi lo a ou lúpulo ou p a ica hábi os que aumen em a qualidade do
sono (i pa a a cama cedo; não i pa a a cama de es ômago cheio, nem azio; e i a luminosidade
e uído no qua o; aze exe cício dia iamen e; não u iliza apa elhos ele ónicos an es de do mi ;
e i a bebidas com ca eína).
1.12. Conclusão
Os á macos benzodiazepínicos ep esen am uma das classes a macológicas mais u ilizadas
em odo o mundo, sendo que Po ugal é um dos países com ní el de consumo mais ele ado na
Eu opa. Es ão indicadas p incipalmen e pa a o a amen o da ansiedade e insónia e a sua axa de
p esc ição ele ada encon a-se elacionada com a sua e icácia, segu ança e e ei os ad e sos e-
duzidos. No en an o, a sua u ilização de e se comp eendida num pe íodo de 2 a 4 semanas, não
excedendo os 3 meses. Apesa dis o, a u ilização de BZD’s é, no malmen e, ealizada po longos
pe íodos de empo, o que pode le a a consequências ne as as pa a o o ganismo, des acando-se
a ole ância e dependência ísica e psicológica, mani es ando-se, po isso, a sua in e upção bas-
an e penosa. Des a o ma, é essencial aumen a a sensibilização dos p o issionais de saúde e
dos p óp ios doen es omen ando a o mação e o necendo in o mação ela i a ao uso clínico des-
es á macos.
São inúme as as ezes em que de e minados u en es se di igem à a mácia com o obje i o de
adqui i BZD’s. Mui os dos u en es azem consigo a espe i a p esc ição médica. No en an o, su -
gi am mui os casos, ao longo do meu EC, em que os u en es solici a am es es á macos sem an-
es consul a um médico. O que chamou a minha a enção pa a es e ema em pa icula oi pe ce-
be , du an e con e sas es abelecidas aquando do a endimen o a es es u en es, que g ande pa e
deles (com p esc ição médica ou não) execu a a e apia eco endo a BZD’s há á ios anos, sem,
no en an o, ap esen a conhecimen o sob e possí eis e ei os secundá ios de idos ao seu uso p o-
longado. Des a o ma, após con e sa com a DT ace ca dos emas que de e ia explo a du an e o
meu pe íodo de es ágio, oi-me suge ida a ideia de c ia pan le os in o ma i os ace ca des a clas-
44
se de á macos, dando ên ase ao ac o de de e em se apenas u ilizados po p esc ição médica
após um diagnós ico cuidado. Assim, icou es abelecido que os pan le os in o ma i os de e iam e
como público al o qualque u en e que solici asse uma BZD’s na a mácia, acompanhando o a en-
dimen o po um aconselhamen o mais pe sonalizado e de alhado ace ca das ca ac e ís icas des-
es á macos, dando especial impo ância à suges ão de o mas al e na i as des inadas a con ola
a ansiedade e insónia, bem como, encaminha o u en e pa a o médico caso es e demons asse
in e esse em encon a uma al e na i a pa a o seu caso. A abo dagem do ema e e uma boa e-
ceção po pa e do público al o, ha endo á ios u en es que e e i am mui o ú il a dis ibuição des-
e ipo de in o mação. No deco e da a i idade su giu uma si uação em que os pan le os o am
pa icula men e ú eis pois auxilia am o a endimen o de uma u en e que não acei a a o ac o de
não lhe pode se dispensada uma BZD sem p esc ição médica.
CASO 2: INFEÇÕES DO TRATO URINÁRIO
2.1. Enquad amen o
Ao longo do meu es ágio o am inúme as as ezes que os u en es eco e am à FSP em busca
de aconselhamen o pa a a amen o de uma in eção do a o u iná io (ITU). Ao aze um balanço
do meu pe íodo de es ágio, concluí que es a é uma das pa ologias que mais a e a os u en es da
FSP, p incipalmen e os do sexo eminino. Pa a além dis o, o núme o de casos aumen ou conside-
a elmen e nos meses de e ão, sendo que e am cada ez mais os u en es que su giam na a -
mácia equisi ando an ibió icos especí icos pa a a a a supos a ITU sem, no en an o, ap esen a-
em ecei a médica, nem e em eco ido ao pos o médico a im de e e ua um diagnós ico co e o
da pa ologia, o que pode esul a na u ilização inco e a e excessi a de an ibió icos, esponsá el
pelo su gimen o de mecanismos de esis ência aos mesmos, cons i uindo um p oblema de saúde
pública com implicações sociais e económicas signi ica i as.
Des a o ma, o a macêu ico ap esen a um papel undamen al no aconselhamen o ao u en e,
suge indo o mas e icazes de p e enção do su gimen o des e ipo de in eções, bem como enca-
minhando-o a consul a o médico caso descon ie a a -se de ac o de uma ITU, após analisa os
sin omas e e idos pelo u en e.
Uma ez que a FSP se encon a empenhada em chega aos seus u en es, não só a a és de
ações desen ol idas na a mácia, mas ambém a a és das edes sociais, mais conc e amen e
a a és da sua página de Facebook® c iada ecen emen e, su giu a ideia de elabo a um ídeo
in o ma i o (Anexo 7) sob e es e ipo de in eções suge indo o mas simples de p e eni o seu apa-
ecimen o.
2.2. De inição
As ITU’s são p ocessos in lama ó ios com causa in eciosa, ca ac e izando-se pela colonização
mic obiana com consequen e in asão dos ecidos, supe ando a capacidade de de esa do o ga-
45
nismo e causando lesões em de e minada zona do a o géni o-u iná io [57]. A ITU cons i ui uma
das doenças in eciosas no se humano mais equen emen e obse ada na p á ica médica, ape-
nas ul apassada pelas in eções espi a ó ias e gas oin es inais. Es e ipo de in eção é comum
an o em ambien e hospi ala como na comunidade e pode oco e que nas aixas e á ias mais
jo ens, que nas mais idosas, a e ando indi íduos saudá eis e indi íduos doen es [58].
2.3. Epidemiologia
As ITU’s a e am indi íduos de ambos os sexos ao longo da ida. No en an o, a axa de incidên-
cia no sexo eminino e masculino e nas di e en es aixas e á ias a ia conside a elmen e de ido a
inúme os a o es [59]. Nos indi íduos do sexo masculino com idades comp eendidas en e os 15 e
os 50 anos as ITU’s são quase inexis en es, enquan o que no sexo eminino ap esen am uma p e-
alência que pode a e a a é 3% da população. Is o de e-se a á ios a o es, ais como: a meno
dis ância en e o mea o u e al e o ânus ( on e usual de mic oo ganismos u opa ogéneos), no caso
das mulhe es; o maio comp imen o da u e a masculina e o ambien e mais seco que a odeia,
bem como as ca ac e ís icas an imic obianas do luído p os á ico [60]. A cis i e aguda a inge, p in-
cipalmen e, mulhe es em idade é il, saudá eis (sem doença de base ou qualque anomalia es u-
u al ou uncional), sendo que ce ca de 60% em uma ITU em algum momen o da sua ida [61].
Pa a além dis o, as ITU’s ap esen am o seu pico de incidência em mulhe es com idades en e os
18 e 30 anos, pe íodo que co esponde às idades de a i idade sexual máxima e g a idez. A du a-
ção média dos sin omas p o ocados pela ITU é de ap oximadamen e 6 dias, sendo que 2 a 4 dias
ap esen am a i idade diminuída e 1 a 2 dias co espondem a empo de abalho pe dido [62].
As ITU’s são ambém mais equen es du an e o pe íodo ges acional, cons i uindo um isco
ac escido pa a a mãe e pa a o e o, sendo que 0,3 a 1,3% das ges ações podem se a e adas po
cis i e e 1 a 2% po pielone i e. Pa a além dis o, 20 a 40% dos casos de bac e iú ia assin omá ica
podem e olui pa a pielone i e, podendo p o oca p é-eclampsia, eclampsia e hipe ensão na
mãe e p ema u idade, baixo peso ao nascimen o, lesões enais, a aso no c escimen o in au e i-
no, anomalias congéni as e mo e pe ina al no e o [57].
A pa i dos 50 anos as ITU’s a e am ambos os sexos de ido sob e udo a modi icações ana ó-
micas, como a hipe plasia benigna da p ós a a nos homens e modi icações isiológicas, como a
menopausa nas mulhe es. Es as, po ezes, podem o na -se c ónicas, assin omá icas ou bem
ole adas ao pon o de se em conside adas consequência na u al do en elhecimen o na maio pa -
e dos casos, sem necessidade de a amen o com an ibió ico [59]. Pa a além dis o, em sido de-
mons ado que, a pa i dos 70 anos, 15% das mulhe es ap esen a bac e iú ia assin omá ica. Es e
alo aumen a pa a ce ca de 40% caso es as se encon em hospi alizadas ou in e nadas em clíni-
cas ge iá icas e é quase de 100% em pacien es po ado as de ca e e es u iná ios pe manen es
[63].
Ou os a o es que aumen am o isco de desen ol e ITU é so e de diabe es melli us ou o
ac o de e ealizado um ansplan e enal. Nes e caso, em pacien es com diabe es melli us, as
46
ITU’s oco em com maio equência e podem o igina complicações que não são obse adas em
casos onde a doença não es á p esen e. Es a maio p edisposição de e-se ao ac o da glicosú ia
inibi o p ocesso de agoci ose e a imunidade celula , p omo endo a adesão bac e iana no a o
u iná io. Po ou o lado, oi demons ado que a p obabilidade de um ansplan ado enal desen ol-
e ITU’s é de ce ca de 40%, embo a es as sejam, no malmen e, assin omá icas [64]. Pa a além
des es, são ambém a o es de isco: so e ITU’s eco en es, ida sexual a i a (sob e udo se com
no o pa cei o), mudança da lo a e acidez aginal de ido à u ilização de espe micida, mobilidade
eduzida e cálculos enais [65].
2.4. E iopa ogenia
A maio ia dos o ganismos esponsá eis po p o oca ITU’s são pa e in eg an e da lo a co-
mensal in es inal do p óp io indi íduo. Os mic oo ganismos podem alcança o a o u iná io po ia
lin á ica ou hema ogénea, no en an o, a ia mais usual é a ia ascenden e, o iginá ia do ese a ó-
io ecal [58]. Apesa das espécies bac e ianas esponsá eis pelas ITU’s se em semelhan es pa a
a ITU não complicada e complicada, o espe o de agen es e iológicos e ela-se mais ala gado
pa a a úl ima [64]. A maio pa e das ITU’s são p o ocadas po bacilos G am nega i os, ais como:
Esche ichia coli, P o eus mi abilis, Klebsiella pneumoniae e Pseudomonas ae uginosa. No en an-
o, podem ambém se p o ocadas po cocos G am posi i os, de que são exemplo: En e ococcus
spp., S aphylococcus sap ophy icus e S ep ococcus do g upo B e po ungos como a Candida
spp., como demons ado na Figu a 6 [58].
A g ande maio ia das ITU’s em o igem nosocomial, sendo a u ilização de ca e e u iná io o a-
o de isco de maio impo ância pa a so e de bac e iú ia, uma ez que 80% das ITU’s nosoco-
miais podem se associadas ao ca e e ismo. Is o oco e pois o ca e e inocula os mic oo ganismos
no in e io da bexiga, p omo endo a sua colonização ao o nece em uma supe ície ap op iada
pa a a adesão de bac é ias e causando i i ação das mucosas [66].
47
Figu a 6. P incipais agen es e iológicos e a o es de isco nas ITUs complicadas e não complicadas
(adap ado de [65]).
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58
ANEXOS
59
ANEXO 1 - CRONOGRAMA
#
60
ANEXO 2 - ESPAÇO EXTERIOR DA FARMÁCIA DE SÃO PAIO
ANEXO 3 - ESPAÇO INTERIOR DA FARMÁCIA DE SÃO PAIO
61
Anexo 2A. Fachada da Fa mácia de São Paio.
Anexo 3A. Á ea de a endimen o ao público.
62
Anexo 3B. Linea es de p odu os cosmé icos e de higiene co po al.
Anexo 3C. Linea es de p odu os de pue icul u a.
Anexo 3D. Gabine e de a endimen o.
63
Anexo 3E. Á ea de a umação.
Anexo 3F. Á ea de eceção de encomendas.
Anexo 3G. P a elei as pa a a mazenamen o de
ese as.
Anexo 3H. Gabine e da di eção écnica.
Anexo 3I. Zona de espe a.
Facul y o Pha macy, Uni e si y o Po o
Mas e s in Pha maceu ical Sciences
ii
Ana Ri a Fe ei a Ramalho
P o essional T aining Repo – AOU Sassa i, I aly
Facul y o Pha macy, Uni e si y o Po o
Mas e s in Pha maceu ical Sciences
P o essional T aining Repo
Azienda Ospedalie a Uni e si a ia di Sassa i (I aly)
Janua y 2016 – Ap il 2016
Ana Ri a Fe ei a Ramalho and Ma ia Inês de Ba bosa C uz
Ad iso : Do .ssa Annalisa Manca
Sep embe 2016
Facul y o Pha macy, Uni e si y o Po o
Mas e s in Pha maceu ical Sciences
iii
Ana Ri a Fe ei a Ramalho
P o essional T aining Repo – AOU Sassa i, I aly
Decla a ion o In eg i y
I, Ana Ri a Fe ei a Ramalho, he unde signed, no. 201102395, s uden o
he Mas e in Pha maceu ical Sciences, o he Facul y o Pha macy, Uni e si y o
Po o, decla e ha I ha e ac ed wi h absolu e in eg i y in he elabo a ion o his
documen .
In his sense, I con i m ha I did NOT incu ed in plagia ism (ac by which an
indi idual, e en by de aul , assumes he au ho ship o a ce ain in ellec ual wo k o
pa s o i ). I also decla e ha all he sen ences picked ou o p e ious wo ks
belonging o o he au ho s we e epo ed o w i en wi h new wo ds, and in his case
placed ci a ion o he sou ce li e a u e.
Facul y o Pha macy, Uni e si y o Po o, 16 h Ap il 2016,
Facul y o Pha macy, Uni e si y o Po o
Mas e s in Pha maceu ical Sciences
i
Ana Ri a Fe ei a Ramalho
P o essional T aining Repo – AOU Sassa i, I aly
Index
Lis o Abb e ia ions ………………………………………………………………..… V
Index o Figu es ………………………………………………….……………………. VI
1. In oduc ion ……………………………………………………………….……… 1
2. In e nal Pha macy: Magazzino 1 ………………………………………..…….. 3
3. Pha macy o Pa ien s in Discha ge: Magazzino 6 ………………….…….. 7
4. Galenic Pha macy ………………………………………………………….….. 10
4.1. Non-s e ile Depa men ……………………………………………….…. 10
4.2. S e ile Depa men …………………………………………………….….. 11
a. Pa en e al Nu i ion Labo a o y …………………………………….. 11
b. Cy o oxic D ugs Labo a o y ………………………………………… 12
5. Conclusions ………………………………………………………….…………. 13
6. Re e ences …………………………………………………………….………... 14
7. Time able ……………………………………………………………….……….. 15
Facul y o Pha macy, Uni e si y o Po o
Mas e s in Pha maceu ical Sciences
Ana Ri a Fe ei a Ramalho
P o essional T aining Repo – AOU Sassa i, I aly
Lis o Abb e ia ions
AIC – Au o izzazione all’Immissione in Comme cio
AIFA – Agenzia I aliana del Fa maco
AOU – Azienda Ospedalie a Uni e si a ia
ASL – Azienda Sani a ia Locale
ATC – Ana omical The apeu ic Chemical Code
CFO – Compendio Fa maceu ico Ospedalie o
EMA – Eu opean Medicines Agency
HEPA – High-E iciency Pa icula e A es ance
MAGA1 – Magazzino 1 (In e nal Pha macy)
MAGA6 – Magazzino 6 (Pha macy o Pa ien s in Discha ge)
OECD – O ganisa ion o Economic Co-ope a ion and De elopmen
PSN – Piano Sani a io Nazionale
PTR – P on ua io Te apeu ico Regionale
SISaR – Sis ema In o ma i o Sani a io In eg a o Regionale
SSN – Se izio Sani a io Nazionale
UFA – Uni à di Fa maci An iblas ici
WHO – Wo ld Heal h O ganiza ion
Facul y o Pha macy, Uni e si y o Po o
Mas e s in Pha maceu ical Sciences
i
Ana Ri a Fe ei a Ramalho
P o essional T aining Repo – AOU Sassa i, I aly
Index o Figu es
Figu e 1: Main menu o he AREAS so wa e.
4
Figu e 2 and 3: Example o a eques sen o MAGA1.
5
Figu e 4 and 5: Example o a sea ch in CFO.
6
Figu e 6: Example o he egis a ion in AIFA websi e.
8
Figu e 7 and 8: Example o he egis a ion in AREAS o a dispense om
MAGA6.
9
!
Facul y o Pha macy, Uni e si y o Po o
Mas e s in Pha maceu ical Sciences
1
Ana Ri a Fe ei a Ramalho
P o essional T aining Repo – AOU Sassa i, I aly
1. In oduc ion
The I alian Na ional Heal h Se ice (Se izio Sani a io Nazionale - SSN) was
es ablished in 1978 and i ’s based on undamen al alues and p inciples ecognized
by se e al in e na ional o ganiza ions, such as he Wo ld Heal h O ganiza ion
(WHO) and he O ganisa ion o Economic Co-ope a ion and De elopmen (OECD)
[1].
This heal h sys em is a egionally based na ional heal h se ice ha p o ides
uni e sal co e age o all I alians, mainly ee o cha ge a he poin o se ice,
ega dless o hei social s a us, gende o income. The main sou ce o inancing is
na ional and egional axes, complemen ed by co-paymen s o pha maceu icals
and ambula o y ca e [2].
The SSN is based on he na ional heal h plan (Piano Sani a io Nazionale -
PSN), managed by he cen al go e nmen , which se s he undamen al p inciples
and goals o he heal h sys em and de e mines he basic package o heal h se ice
a ailable o all ci izens. F om PSN de i e he egional heal h plans (Piani Sani a i
Regionali - PSR), ha a e unde he scope o he egional go e nmen s esponsible
o o ganising and deli e ing p ima y, seconda y and e ia y heal h-ca e se ices.
The cen e s ha p o ide heal h assis ance a e he hospi als (Azienda Ospedalie a)
and he local heal h uni s (Azienda Sani a ia Locale) [2, 3].
Ano he impo an elemen o he na ional heal h se ice in I aly is Agenzia
I aliana del Fa maco (AIFA). This is he na ional au ho i y esponsible o d ugs
egula ion in I aly, ha ope a es au onomously, anspa en ly and acco ding o cos -
e ec i eness c i e ia, unde he di ec ion o he Minis e o Heal h and unde he
igilance o he Minis y o Heal h and he Minis y o Economy. I coope a es wi h
he main heal h and pha maceu ical au ho i ies, wi h he pu pose o p omo ing good
heal h h ough medicines, encou aging pha maceu ical esea ch and de elopmen
and making he connec ion wi h o eign agencies and he Eu opean Medicines
Agency (EMA) [4].
Un il he end o 2015, he e we e wo di e en heal h uni s in Sassa i: he
Azienda Ospedalie a Uni e si a ia (AOU Sassa i), ha was pa o he uni e si y,
and he Azienda Sani a ia Locale Nº1 (ASL1), in which he hospi al San issima
Anunzia a was included. F om he beginning o 2016, a me ge occu ed be ween
Facul y o Pha macy, Uni e si y o Po o
Mas e s in Pha maceu ical Sciences
2
Ana Ri a Fe ei a Ramalho Ana Ri a Fe ei a Ramalho
P o essional T aining Repo – AOU Sassa i, I aly
hese wo uni s, om which esul ed a single complex named Azienda Ospedalie a
Uni e si a ia di Sassa i. This complex is in cha ge o he heal h assis ance o he
p o ince o Sassa i, ha includes he dis ic s o Sassa i, Ozie i, Alghe o, I i i and
Thiesi [4].
Ou aineeship was held in he Ospedale San issima Anunzia a, which
belongs o he AOU Sassa i, in Sa dinia, om Janua y o Ap il o 2016.
The hospi al pha macy is di ided in o h ee majo depa men s: in e nal
pha macy (Magazzino 1 o MAGA1), pha macy o pa ien s in discha ge (Magazzino
6 o MAGA6) and galenic pha macy. The wo king ime able o he hospi al pha macy
is om Monday o Sa u day, om 8:00 o 14:00. The wo k load is sha ed be ween
pha macis s, nu ses, echnicians and adminis a i e s a . When ou aineeship
s a ed, he di ec o o he hospi al pha macy was he pha macis Do .ssa Liliana
Sulas. Howe e , h oughou ou ime he e, due o he o ganisa ional changes, he
new di ec o became P o . Ma io Mo e i. Because o his si ua ion, ou aineeship
was mainly held by all o he pha macis s om he di e en depa men s, who we e
always a ailable o guide us and, he e o e, had a e y impo an ole in ou aining.
One o he main ools used in he pha macy hospi al is he P on ua io
Te apeu ico Regionale (PTR), which includes a selec ion o he apeu ic esou ces
based on a ailable scien i ic e idence and ep esen s an impo an ool o he
clinical managemen o medica ion, allowing he communica ion wi h doc o s in
o de o o ien and op imize he pha maceu ical p esc ip ion. The e is a PTR o
each egion, acco ding o he mos common medical issues in ha speci ic e i o y,
p o iding an anno a ed lis o he medicines bes sui ed o each pa hology and
pa ien [6].
This basic knowledge was he s a ing poin om whe e we began o explo e
and unde s and each speci ic depa men and i s main challenges.
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Ana Ri a Fe ei a Ramalho
P o essional T aining Repo – AOU Sassa i, I aly
2. In e nal Pha macy: Magazzino 1
The main ole o he In e nal Pha macy is o deli e he medicines and
medical de ices o he di e en depa men s o he hospi al and clinics in he egion.
This is assu ed by a complex eam o i e pha macis s, wo nu ses, se en
echnicians and wo adminis a i es. The pha macis s ac no only as heal h ca e
p o essionals, bu also as manage s. Thei esponsibili ies include he e alua ion o
he medical p esc ip ions, he p ope dispense o sani a y p oduc s, he acqui emen
o pha maceu ical p oduc s, he es ablishmen o quali y con ol p ocedu es and he
co ec conse a ion o medicines. In his speci ic pha macy, he e a e h ee
pha macis s esponsible o he managemen o medicines and wo o he
managemen o medical de ices.
The In e nal Pha macy is o ganized in o wo loo s: he basemen , whe e a e
all he solu ions and he g ound loo whe e a e kep he medicines and medical
de ices. The medicines a e o ganised on shel es acco ding o a speci ic code: he
Ana omical The apeu ic Chemical Code (ATC). This is a sys em o classi ica ion
con olled by he WHO o he ac i e ing edien s o medicines acco ding o he o gan
o sys em on which hey ac and hei chemical, pha macological and he apeu ic
p ope ies [7].
The g ound loo is di ided in o di e en a eas. The main oom has all he
medicines, an a ea o he o dina y eques s, ano he o he u gen eques s and a
balcony whe e he cus ome se ice is held. Besides his oom, he e a e ano he
wo ooms whe e he medical de ices a e kep and a hi d one o s o e he
s upe ying agen s, ha is locked and only accessible by pha macis s. Addi ionally,
he e a e ou idges and wo eeze s, o assu e he co ec conse a ion
empe a u es o speci ic medicines.
As men ioned abo e, his magazzino is accoun able o he p epa a ion o
bo h o dina y and u gen eques s, om he di e en depa men s o he hospi al
and clinics.
The u gen eques s a i e o MAGA1 e e y day, om 8:00 o 10:30, mainly
elec onically, h ough a so wa e called AREAS, o by ax. This eques s a e hen
deli e ed be ween 12:30 and 13:30 o he same day.
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Ana Ri a Fe ei a Ramalho Ana Ri a Fe ei a Ramalho
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The so wa e AREAS is an in o ma ion echnology pla o m ha in eg a es all
he componen s o he Sis ema In o ma i o Sani a io In eg a o Regionale p ojec
(SISaR). This p ojec i ’s an unma ched case in I aly, ha consis s in he c ea ion o
a single in eg a ed heal h in o ma ion sys em o he egion o Sa dinia, emb acing
he ne wo k o eigh ASL and h ee AOU [8].
The e o e, AREAS is an impo an ool in he pha macy, no only o he
deli e y and egis a ion o he eques s, bu also o he managemen o s ocks,
inpu and ou pu o medicines.
Figu e 1: Main menu o he AREAS so wa e. In he le , he e a e se en di e en main subjec s,
which ha e se e al possible ope a ions wi hin hem, ha appea in he igh side o he display.
The o dina y eques s a i e each mo ning, h ough AREAS, and a e hen
p epa ed by he echnicians. All he eques s om he same depa men a e s o ed
in one common box and hen deli e ed by a dis ibu o . The e is a speci ic schedule
o he p epa a ion o hese eques s, acco ding o hei sou ce. The e o e, on
Monday and Thu sday, he echnicians p epa e he eques s om he depa men s
o he hospi al, on Tuesday and F iday, he eques s om he clinics o he
uni e si y, and on Wednesday and Sa u day, he eques s om o he sou ces.
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Figu e 2 and 3: Example o a eques sen o MAGA1. On he i s display ( ig.2), one can ind
impo an in o ma ion, such as, he depa men esponsible o he eques , i s da e and s a us,
and i his is an u gen o o dina y eques . In he p oduc s display ( ig.3), he e a e he medicines
o medical de ices eques ed, along wi h he quan i ies eques ed and he quan i ies ha we e
ac ually deli e ed.
Ou main ask while we we e in his pha macy was he p epa a ion o he
u gen eques s. The e o e, once we a i ed, we p in ed all he eques s om ha
day and used he Au o izzazione all’Immissione in Comme cio (AIC) code o sea ch
o he medicines in a p og am called Compendio Fa maceu ico Ospedalie o (CFO).
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Ozie i, used o ea cance and some a e diseases. The labo a o y is di ided in o
h ee ooms: a non-s e ile oom, whe e he pha macis pu s on he adequa e
clo hing; a s e ile oom, whe e he d ugs a e p epa ed; and a oom ha makes he
connec ion be ween he s e ile and non-s e ile ooms.
In his labo a o y, he e is a e ical laminal low chambe , ha assu es he
s e ili y o he p epa a ions and he su aces, as well as he sa e y o he ope a o ,
since hese d ugs can be dange ous a e long exposu es.
Each mo ning, abou 100 o 150 p esc ip ions a i e o his labo a o y by ax.
The p epa a ion o cy o oxic d ugs is a e y sys ema ic p ocedu e, in o de o
gua an ee he absence o mis akes. Once he p esc ip ions a i e, he pha macis
examines hem, e i ies i he posology is adequa e and p epa es he labels. Then,
he egis e s all he he apies o be p epa ed ha day and makes he calcula ions o
each one o hem. This is an impo an s ep, since only he exac quan i ies needed
can en e he s e ile oom, in o de o a oid mis akes and o assu e ha he
p epa a ion is accu a e. Inside he s e ile oom, he e can only be one pe son a a
ime. Once all he p epa a ions a e inished, a echnician is in cha ge o egis e ing
hem on AREAS.
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5. Conclusions
Th oughou hese h ee mon hs o aineeship, we we e able o lea n and
g ow in he p o essional and pe sonal le el, due o he challenges and
esponsibili ies ha we had o ace.
In ou poin o iew, his expe ience allowed us o close a loophole ha
occu ed in ou academic educa ion, ega ding he ole o a hospi al pha macis .
The eby, we go acquain ed wi h pa hologies, pa ien s and medicines ha a e no
commonly seen in p i a e pha macies. We also ealized he impo ance o good
managemen skills and psychological endu ance by he pha macis in cha ge, since
he is aced wi h he di icul ask o balance he budge be ween he new and
expensi e medicines and he cheape bu also c ucial ones.
On he o he hand, he ac ha his aineeship ook place in Sa dinia, I aly,
also b ough us e en mo e bene i s. E en hough we had had I alian classes in
Po ugal, in he i s ew days, we came ac oss he language ba ie ha made
communica ion di icul , o cing us adap and imp o ise. Howe e , as he ime wen
by, ou language skills imp o ed and we s a ed o eel mo e con iden in ou sel es
and in he pe o mance o ou job. This was only possible due o he cons an
suppo and a ailabili y o he echnicians, nu ses and pha macis s ha we e always
pa ien and dedica ed. Mo eo e , we had he oppo uni y o ge o know he I alian
heal h sys em and, speci ically, he heal hca e plan o he egion o Sa dinia.
Finally, we de eloped a sense o esponsibili y since his was ou i s eal
expe ience in he p o essional wo ld and we we e aced wi h se e al delica e
si ua ions in a daily basis.
We eel ha ou pe o mance was subs an ially posi i e, gi en he ac ha ,
h oughou ou days he e, hey us ed us enough o gi e us mo e independence
and we we e al eady able o do se e al impo an asks all by ou sel es. The e o e,
we el like we had an impo an ole in he pha macy and ha we we e app ecia ed.
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6. Re e ences
[1] Minis e o della Salu e: Guide o he I alian Na ional Heal h Se ice. A ailable
a : www.salu e.go .i [accessed in 28 h Ma ch 2016]
[2] Mig a e: Cos’è e come unziona il Se izio Sani a io Nazionale. A ailable a :
www.mig a e.i [accessed in 28 h Ma ch 2016]
[3] Unde s anding I aly: I alian Na ional Heal h Se ice. A ailable a :
www.unde s andingi aly.com [accessed in 28 h Ma ch 2016]
[4] Agenzia I aliana del Fa maco: The I alian Medicines Agency. A ailable a :
www.agenzia a maco.go .i [accessed in 30 h Ma ch 2016]
[5] ASL Sassa i: L’Azienda Sani a ia di Sassa i. A ailable a : www.aslsassa i.i
[accessed in 30 h Ma ch 2016]
[6] AOU Sassa i: P on ua io Te apeu ico Regionale. A ailable a :
www.aousassa i.i [accessed in 30 h Ma ch 2016]
[7] WHO Collabo a ing Cen e o D ugs S a is ics Me hodology: ATC – S uc u e
and P inciples. A ailable a : www.whocc.no [accessed in 4 h Ap il 2016]
[8] Sani à Ele onica: SISaR: Sis ema In o ma i o Sani a io In eg a o della
Regione Sa degna. A ailable a : www.eng.i [accessed in 4 h Ap il 2016]
[9] Agenzia I aliana del Fa maco: L’au o izzazione all’immissione in comme cio.
Accessed a : www.agenzia a maco.go .i [accessed in 4 h Ap il 2016]
[10] Agenzia I aliana del Fa maco: Cos’è un a maco. A ailable a :
www.agenzia a maco.go .i [accessed in 7 h Ap il 2016]
[11] Agenzia I aliana del Fa maco: No e AIFA. A ailable a :
www.agenzia a maco.go .i [accessed in 7 h Ap il 2016]
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7. Time able
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9
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MAGA6%
MAGA1%
Galenic%