scieee Science in your language
[po] (orig)

Efeito da Substituição de Níquel por Manganês na Resistência ao Desgaste de um Ferro Fundido Branco

Read accessible full text

Efeito da Substituição de Níquel por Manganês na Resistência ao Desgaste de um Ferro Fundido Branco

Author: Ricardo Luís Araújo Teixeira de Almeida
Year: 2014
DOI: 10.34626/za6z-hs04
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/76676/2/32775.pdf
EFEITO DA SUBSTITUIÇÃO DE NÍQUEL POR
MANGANÊS NA RESISTÊNCIA AO DESGASTE DE
UM FERRO FUNDIDO BRANCO
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
Po o, 6 de Agos o de 2014
Disse ação ealizada po :
Rica do Almeida
P o esso o ien ado :
P o esso Ca los Sil a Ribei o
O ien ado na emp esa:
Engenhei o Ca los Dias
Disse ação:
I
Ag adecimen os
A ealização des e abalho não se ia possí el sem o con ibu o de algumas
pessoas e ins i uições, às quais sin o a necessidade de exp essa os meus mais
p o undos ag adecimen os.
P imei amen e, ao P o esso Ca los Sil a Ribei o, pela o ien ação p es ada,
pelos conselhos, pela paciência demons ada e ainda pela diligência com que semp e
a ou de odas as necessidades p á icas des e abalho, nomeadamen e no
es abelecimen o de con a os o a da Faculdade de Engenha ia.
Ao Engenhei o Ca los Dias, da emp esa C uz Ma ins & Wahl, Lda., não só pela
opo unidade de ealiza es e p oje o, mas ambém pela cedência de ma e ial
bibliog á ico, pela ajuda na in e p e ação de esul ados, pela cons an e p eocupação
com o desen ol imen o do abalho e pela o al disponibilidade que demons ou em
odos os momen os.
Ao Engenhei o Gonçalo Viei a, ambém da C uz Ma ins & Wahl, Lda., pelo
apoio e ajuda dados no deco e de odo o abalho e, p incipalmen e, pela amizade
com que o ez.
Ainda da C uz Ma ins & Wahl, Lda., ao S . Nelson Ca alho, pelo apoio p es ado
du an e os azamen os deco idos no CINFU.
Ao Engenhei o Fe nando Ba bosa, do CINFU, pela disponibilização do espaço e
equipamen os necessá ios à ealização dos azamen os.
Ao Dou o Filipe Oli ei a e ao Dou o Miguel Ângelo, do Depa amen o de
Engenha ia de Ma e iais e Ce âmica da Uni e sidade de A ei o, po me
disponibiliza em o equipamen o pa a a ealização dos ensaios de desgas e e osi o, e
po odo o acompanhamen o dado du an e os mesmos.
Ao Engenhei o Xa ie Coelho, da Moldami co, po me disponibiliza o
equipamen o de ele oe osão po io pa a o co e das amos as, sem quaisque
enca gos pa a mim, ou pa a qualque uma das en idades que eu ep esen a a.
Ao p o esso An ónio Mon ei o Bap is a, do DEM, pela disponibilização do
ibóme o u ilizado nos ensaios de mic oab asão po es e a o a i a, e pelo supo e
dado du an e os mesmos.
À p o esso a Lau a Ribei o, do DEMM, pela ajuda p es ada na in e p e ação das
mic oes u u as ob idas.
À Engenhei a Cláudia Lopes, do DEMM, pela disponibilidade e ajuda dada em
odas as a i idades p á icas deco idas no Depa amen o de Engenha ia Me alú gica e
de Ma e iais e, ainda, pelo aconselhamen o dado no deco e das mesmas.
II
Ao S . Rami o, ambém do DEMM, pela ajuda incansá el na p epa ação das
amos as pa a os di e en es ensaios a ealiza .
À Joana Ce quei a, po e c iado as condições necessá ias pa a a ealização e
conclusão des e cu so.
Á minha Lau a, pelo supo e emocional e pela mo i ação dada, pelo
companhei ismo e, acima de udo, po semp e ac edi a em mim e nas minhas
capacidades.
Ao meu cunhado, pelo companhei ismo, pela ajuda incansá el, pela
disponibilidade, pela comp eensão e, sob e udo, pela amizade incondicional.
À minha mãe e i mã, simplesmen e po udo.
Po im, à minha que ida a ó, que p esenciou o início des e p oje o, mas que
não pode p esencia o seu é mino, pelo ca inho, dedicação e amo , e pelos
ensinamen os que an o con ibuí am pa a a edi icação da pessoa que sou hoje.
A odos, o meu mais p o undo e sen ido ob igado.
III
Resumo
O p esen e abalho e e como obje i o analisa a in luência da subs i uição do
níquel po manganês, como elemen o aus eni izan e, no compo amen o ao desgas e
de um e o undido b anco p oduzido pela emp esa C uz Ma ins e Wahl, Lda. Es a
liga ap esen a, à empe a u a ambien e e no es ado b u o de undição, uma
mic oes u u a cons i uída po ca bone os M3C, ma ensi e e aus eni e esidual, que
lhe con e e ele ada esis ência ao desgas e.
Sendo o níquel conside a elmen e mais ca o que o manganês, p e endeu-se
encon a , com es e es udo, uma solução que pe mi isse eduzi os cus os da ma é ia-
p ima u ilizada no ab ico do ma e ial e e ido. Pa a o e ei o, o am ob idas, po
undição, ligas com eo es dis in os nes es elemen os, das quais o am e i adas
amos as pa a p ocede às di e sas a i idades expe imen ais comp eendidas nes e
abalho.
De o ma a ob e uma análise mais ampla e iá el, os ma e iais em es udo o am
sujei os a 3 mecanismos de desgas e dis in os, eco endo, pa a al, aos ensaios de
mic oab asão po es e a o a i a, de desgas e e osi o e de pino-sob e-disco. Com o
in ui o, an o de undamen a os esul ados ob idos nos ensaios an e io men e
e e idos, como de conhece o e ei o das a iações de composição química na
mic oes u u a das di e en es ligas, o am ambém ealizadas análises me alog á icas
e de EDS. Po im, o am e e uados ensaios de du eza e mic odu eza Vicke s, a im de
pode e i ica que co elações exis em en e es a p op iedade e a esis ência ao
desgas e dos ma e iais em es udo.
Com es e abalho oi possí el conclui que a subs i uição, o al ou pa cial, do
níquel po manganês (pa a as composições selecionadas) aca e a modi icações
mic oes u u ais que le am à diminuição da esis ência ao desgas e ab asi o e adesi o
do ma e ial. Es e compo amen o de e-se à meno e e i idade do manganês na
inibição da o mação de pe li e, que su ge nas mic oes u u as dos e os com os eo es
em níquel mais baixos. No en an o, no que espei a ao compo amen o ace ao
desgas e e osi o, es as ap esen am-se mais esis en es que o e o de e e ência.
De en e as ligas p o ó ipo em es udo, exis e uma cujo compo amen o ao
desgas e se ap oxima ao do e o undido de e e ência, sendo os esul ados ob idos
no deco e des e abalho su icien es pa a se a ança pa a um ensaio indus ial.
Pala as-cha e: e o undido b anco, esis ência ao desgas e, desgas e ab asi o,
desgas e e osi o, desgas e adesi o, níquel, manganês, aus eni e esidual, pe li e,
ma ensi e, ca bone os.

IV
Abs ac
The p esen s udy aimed o analyze he in luence o he subs i u ion o nickel
by manganese, as aus eni izing elemen , on he wea beha io o a whi e cas i on
p oduced by he company C uz Ma ins e Wahl, Lda. This alloy p esen s, a oom
empe a u e and in he as-cas condi ion, a mic os uc u e consis ing o M3C ca bides,
ma ensi e and esidual aus eni e, which p o ides high wea esis ance.
Being nickel conside ably mo e expensi e han manganese, i was in ended o
ind, wi h his s udy, a solu ion ha educes he cos o aw ma e ials used in he
manu ac u e o his speci ied ma e ial. To his end, we e ob ained, by cas ing, alloys
wi h di e en con en s on hese elemen s, om which samples we e aken o pe o m
he a ious expe imen al ac i i ies included in his wo k.
In o de o ob ain a la ge and eliable analysis, es ma e ials we e subjec ed
o h ee di e en wea mechanisms, using o ha ball c a e ing es s, e osion es s
by solid pa icle impingemen and pin-on-disk es s. Wi h he in en ion, bo h o
subs an ia e he esul s ob ained in he e e ed es s, as ei he o know how he e ec
o he a ia ions in he chemical composi ion a ec he mic os uc u e o di e en
alloys, me allog aphic and EDS analyzes we e also pe o med. Finally, Vicke s ha dness
and mic oha dness es s we e pe o med in o de o e i y which co ela ions exis
be ween his p ope y and he wea esis ance o he s udied ma e ials.
Wi h his wo k i was concluded ha he eplacemen , o al o pa ial, o nickel
by manganese ( o selec ed composi ions) causes changes in he mic os uc u e ha
lead o a dec eased esis ance o ab asi e and adhesi e wea o he ma e ial. This
beha io is due o diminished e ec i eness o manganese o inhibi he o ma ion o
pe li e, which a ises in he mic os uc u es o i ons wi h he lowes le els o nickel.
Howe e , wi h espec o beha io agains e osion esis ance, hey a e o en mo e
esis an han he e e ence i on.
O all he p o o ipe alloys in s udy, he e is one wich wea beha iou is mo e
simila o he cas i on o e e ence, being he esul s ob ained in his wo k su icien
o p oceed o an indus ial es .
Key-wo ds: whi e cas i on, wea esis ance, ab asi e wea , e osi e wea , adhesi e
wea , nickel, manganese, esidual aus eni e, pea li e, ma ensi e, ca bides.
V
Índice
Ag adecimen os ............................................................................................................................. I
Resumo ......................................................................................................................................... III
Abs ac ........................................................................................................................................ IV
Índice ............................................................................................................................................. V
Índice de igu as .......................................................................................................................... VII
Índice de abelas .......................................................................................................................... IX
1 - Mo i ação e obje i o ............................................................................................................... 1
2 - In odução ................................................................................................................................ 1
2.1 - Fe os ligados ao Ni-C (Ni-Ha d) ...................................................................................... 3
2.1.1 - P ocessamen o – Mic oes u u a - Desempenho ...................................................... 3
2.1.2 - Resis ência ao desgas e ........................................................................................... 10
2.2 - Desgas e .......................................................................................................................... 15
2.2.1 - Desgas e ab asi o .................................................................................................... 16
2.2.2 - Desgas e e osi o ...................................................................................................... 16
2.2.3 - Desgas e adesi o ...................................................................................................... 17
2.3 - Ensaios de desgas e ........................................................................................................ 18
2.3.1 Ensaio de mic oab asão po es e a o a i a .............................................................. 18
2.3.2 – Ensaio de Desgas e E osi o ..................................................................................... 20
2.3.3 - Ensaio pino-sob e-disco ........................................................................................... 21
3 - P ocedimen o Expe imen al ............................................................................................. 22
3.1 - Ma e iais ......................................................................................................................... 22
3.2 – Fusão e Vazamen o ........................................................................................................ 22
3.3 – Análise Me alog á ica ..................................................................................................... 24
3.3.1 – Análise me alog á ica quali a i a ............................................................................ 24
3.3.2 - Análise me alog á ica quan i a i a .......................................................................... 24
3.4 – Ensaios de du eza ........................................................................................................... 25
3.5 – Ensaios de desgas e ........................................................................................................ 25
VI
3.5.1- Ensaio de mic oab asão po es e a o a i a ............................................................. 25
3.5.2 – Ensaio de desgas e e osi o ..................................................................................... 27
3.5.3 – Ensaio pino-sob e-disco .......................................................................................... 28
3.6 – Análise EDS ..................................................................................................................... 29
4 – Análise e discussão dos esul ados .................................................................................. 30
4.1 – Análise me alog á ica ..................................................................................................... 30
4.2 – Análise EDS ..................................................................................................................... 34
4.3 - Du eza ............................................................................................................................. 37
4.4 - Compo amen o ao desgas e .......................................................................................... 38
4.4.1 – Desgas e ab asi o .................................................................................................... 38
4.4.2 – Desgas e e osi o ..................................................................................................... 41
4.4.3 – Desgas e adesi o ..................................................................................................... 43
5 - Conclusões ............................................................................................................................. 45
6 – Suges ões pa a abalhos u u os ......................................................................................... 47
7 - Bibliog a ia ............................................................................................................................. 48
8 – Anexo – Cálculo empí ico da FVC .......................................................................................... 51
VII
Índice de igu as
Figu a 1 - E ei o dos elemen os de liga na empe a u a eu éc ica pa a os sis emas es á el e
me aes á el [3]. ............................................................................................................................ 4
Figu a 2 – E ei o do eo de ca bono na esis ência ao impac o de um e o undido b anco [2].
....................................................................................................................................................... 5
Figu a 3 – E ei o de di e en es elemen os de liga, e da sua concen ação, na empe a u a
eu ec óide do diag ama de equilíb io Fe-C [3]. ............................................................................ 7
Figu a 4 - Mic oes u u a de um e o undido Ni-Ha d onde é possí el isualiza dend i es de
aus eni e esidual (a cinzen o cla o), ma ensi e acicula (agulhas a escu o no in e io das
dend i es) e ca bone os do ipo M3C (a b anco). Imagem ob ida po mic oscopia ó ica [12]. .... 8
Figu a 5 – Mo ologia dos ca bone os do ipo M3C. Imagem ob ida po SEM [3]. ....................... 9
Figu a 6 - Ma ensi e de mo ologia acicula [3]. ....................................................................... 10
Figu a 7 - Resis ência à ab asão em unção da mac odu eza, pa a di e en es e os undidos
b ancos [16] ................................................................................................................................ 11
Figu a 8 - Va iação da axa de e osão em unção da ação olúmica de ca bone os pa a
condições de e osão a) sua es; b) se e as [22]. ......................................................................... 13
Figu a 9 - Massa pe dida em unção da ca ga aplicada pa a dois e os undidos b ancos
dis in os: CWCI) e o con encional; MWCI) e o modi icado [25]. .......................................... 14
Figu a 10 - Mecanismos de desgas e ab asi o: a) co e; b) a u a; c) adiga; d) a ancamen o de
g ãos [27]. ................................................................................................................................... 16
Figu a 11 – In luência do ângulo de p ojeção do e oden e na axa de e osão de dois ma e iais
dis in os [30]. .............................................................................................................................. 17
Figu a 12 - Fissu ação causada po desgas e adesi o [28]. ........................................................ 17
Figu a 13 – Esquema de um ibóme o u ilizado em ensaio de mic oab asão po es e a o a i a
[34]. ............................................................................................................................................. 19
Figu a 14 - Calo es es é icas p oduzidas po es e as a) deg adadas; b) bom es ado [31]. ........ 19
Figu a 15 – Esquema ilus a i o do ensaio pino-sob e-disco [37]. ............................................. 21
Figu a 16 - À esque da encon a-se o o no u ilizado na usão da ca ga; à di ei a, as moldações
em a eia au o-seca i a u ilizadas pa a aza as di e en es ligas. ............................................... 23
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
3
aquando da escolha do ma e ial a aplica . Des a o ma, os e os undidos b ancos
esis en es ao desgas e são u ilizados na p odução de inje o es e odas den adas pa a
mo o es, lâminas pa a a mis u a de be ão, ma elos e bolas de moinho pa a a indús ia
minei a, componen es pa a amolado es e bombas p opulso as e, ainda, na p odução
de olos de laminagem [3].
2.1 - Fe os ligados ao Ni-C (Ni-Ha d)
Os e os undidos ligados ao Ni-C pe encem à classe dos e os undidos
b ancos de al a liga. Es es são come cialmen e designados po Ni-Ha d, de ido ao ac o
de u iliza em o níquel como p incipal elemen o pa a p omo e a empe abilidade do
e o [3]. Ca a e izam-se pela sua ele ada du eza e esis ência, no es ado de b u o
undição, e pela possibilidade de se em a ados e micamen e a baixas empe a u as,
o que é bas an e an ajoso quando se p e ende impo es e ipo de a amen o a
undidos de g andes dimensões [2]. Con udo, endo em con a que os e os Ni-Ha d
possuem uma g ande a iedade de composições químicas ( ide abela 1 – classe I),
es es ap esen am p op iedades mecânicas e ibológicas bas an e dis in as en e eles,
não sendo co e o a i ma a exis ência de um Ni-Ha d ípico [3].
2.1.1 - P ocessamen o – Mic oes u u a - Desempenho
A elação p ocessamen o – mic oes u u a – desempenho possui um papel
undamen al na á ea da undição. Exis em inúme as condições de p ocessamen o que
a e am a mic oes u u a de um de e minado ma e ial, mic oes u u a es a que de ine
as p op iedades do mesmo e, consequen emen e, o seu desempenho quando em
se iço [5].
Uma des as condições é a elocidade de a e ecimen o. No caso dos e os Ni-
Ha d, como na gene alidade dos e os b ancos, são u ilizadas axas de a e ecimen o
ele adas com o in ui o de le a o ma e ial a solidi ica segundo a e são me aes á el
do diag ama de equilíb io. Des a o ma, p omo e-se a o mação de ca bone os
eu éc icos, em de imen o da g a i e. Po ou o lado, elocidades de a e ecimen o
ele adas p omo em a o mação de ma ensi e e a e enção da aus eni e à empe a u a
ambien e, possuindo es as ases um papel de ele ada impo ância nas p op iedades
ão especí icas dos e os Ni-Ha d. No en an o, ainda que seja possí el ob e uma
mic oes u u a comple amen e isen a de g a i e, ou uma ma iz e osa con endo
ma ensi e, apenas con olando a elocidade de a e ecimen o, nem semp e é ácil
azê-lo [3,6].

E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
4
Ou a o ma de ob e a mic oes u u a p e endida passa pela adição de
elemen os de ligas. Na igu a 1 é possí el isualiza o e ei o des es elemen os na
empe a u a eu éc ica de ambos os sis emas (es á el e me aes á el) [2].
Como é possí el e i ica a a és da igu a 1, os elemen os que mais po enciam
a solidi icação segundo a e são me aes á el são o c ómio, o i ânio e o anádio. Es e
enómeno de e-se ao ac o des es elemen os p omo e em o deslocamen o das eações
eu éc icas, es á el e me aes á el, pa a empe a u as in e io es e supe io es,
espe i amen e [3].
O c ómio, dos elemen os an e io men e mencionados, ap esen a-se como o
maio es abilizado da es u u a de ca bone os exis en es nos e os Ni-Ha d, dado que
é o que possui maio solubilidade nos mesmos [3]. Po conseguin e, quan o maio o
o eo des e elemen o no e o, maio se á a po ção de ca bone os o mados e,
consequen emen e, maio se á a du eza do ma e ial e a sua esis ência ao desgas e
[1,2,3,4]. Po ou o lado, o c ómio con a ia o pode g a i izan e do níquel,
possibili ando, assim, que es e elemen o possa se adicionado ao e o sem que oco a
o apa ecimen o de g a i e [1,3,4].
Pa a baixos eo es de c ómio, os ca bone os o mados são do ipo M3C (Ni-Ha d
do ipo I e II). Con udo, quando o eo em c ómio é supe io ( ide abela 1 – classe I,
ipo D), os ca bone os que se o mam são do ipo M7C3, apa ecendo es es apenas nos
e os Ni-Ha d 4 [3,7]. Es es dois mic ocons i uin es ap esen am ca a e ís icas
dis in as que se ão abo dadas pos e io men e nes e capí ulo.
Figu a 1 - E ei o dos elemen os de liga na empe a u a
eu éc ica pa a os sis emas es á el e me aes á el [3].
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
5
No que espei a ao ca bono, al como no caso do c ómio, quan o maio o o
seu eo , maio é a po ção de ca bone os eu éc icos p esen es no e o. Po
conseguin e, maio se á a du eza e a esis ência ao desgas e do mesmo. Toda ia, o
ma e ial o na-se mais ágil [2,3]. Na igu a 2 é possí el isualiza a e olução da
enacidade ao impac o com a a iação do eo em ca bono [2].
É possí el p e e , de o ma empí ica, a quan idade de ca bone os que o e o
ap esen a, segundo a seguin e equação [2]:
F ação de ca bone os (%) = 12,33(%C) + 0,55(%C ) – 15,2 (1)
O níquel, nes e ipo de e os, em como p incipal unção sup imi a o mação
de pe li e, po enciando, assim, a o mação de ma ensi e. Es e elemen o aumen a o
empo necessá io pa a a nucleação e c escimen o da pe li e, eduzindo a sua ciné ica
de ans o mação. Po conseguin e, oco e um abaixamen o da empe a u a à qual
oco e a eação eu ec óide, deslocando-se es a pa a empe a u as in e io es a Ms, o
que conduz à ans o mação da aus eni e em ma ensi e [3].
Po ou o lado, eo es supe io es de níquel p o ocam o deslocamen o de Ms e,
consequen emen e, M , pa a empe a u as in e io es, podendo es a úl ima encon a -
se abaixo da empe a u a ambien e. Des a o ma, nem oda a aus eni e se ans o ma
em ma ensi e, o que le a a que o e o possua na sua mic oes u u a po ções de
aus eni e esidual [3,7]. Con udo, es a ca a e ís ica não é exclusi a do níquel,
exis indo ou os elemen os de liga, ais como o C, o C , o Mn e o Mo, que ambém
p o ocam o deslocamen o de Ms pa a empe a u as in e io es. Po sua ez, o e ei o
Figu a 2 – E ei o do eo de ca bono na enacidade ao impac o de um e o
undido b anco [2].
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
6
que cada um possui nes a empe a u a não é o mesmo. Po exemplo, o manganês em
uma in luência 2 ezes supe io à do níquel, no abaixamen o de Ms. De en e os
elemen os mencionados, o ca bono é o que possui maio in luência no abaixamen o
des a empe a u a [3].
Os eo es de níquel necessá ios pa a inibi a o mação de pe li e são
p opo cionais às dimensões do undido. Is o é, pa a secções de meno espessu a, é
necessá io um meno eo des e elemen o pa a que a o mação de pe li e seja
sup imida. Na abela 2 é possí el isualiza os eo es em níquel ecomendados pa a a
p odução dos e os Ni-Ha d I e II, em unção da espessu a da sua secção [3].
Tabela 2 - Valo es de níquel ecomendados, pa a os Ni-Ha d I e II, em unção da espessu a da sua secção
[3].
Espessu a da
secção (mm)
Ni-Ha d I (% Ni)
Ni-Ha d II (% Ni)
A eia
Coquilha
A eia
Coquilha
<12
3,8
3,3
4,0
3,5
12-25
4,0
3,6
4,2
3,8
25-50
4,2
3,9
4,4
4,1
50-75
4,4
4,2
4,6
4,4
75-100
4,6
4,5
4,8
4,8
>100
4,8
4,8
5,0
5,0
O manganês possui um e ei o semelhan e ao do níquel. Di e en es es udos
comp o am que, com o aumen o do eo des e elemen o, a gama de empe a u as às
quais oco em as eações eu ec óide e de o mação da ma ensi e dec escem, le ando
a um aumen o da aus eni e esidual p esen e na mic oes u u a do e o à empe a u a
ambien e [8, 9].
Apesa de ambos se em elemen os gamagéneos, o níquel ap esen a um maio
pode aus eni izan e, compa a i amen e com o manganês. Es e enómeno de e-se ao
ac o des e úl imo, du an e a solidi icação da liga, se dissol e p e e encialmen e nos
ca bone os, sendo que apenas a po ção es an e se encon a na ma iz. Po sua ez, o
níquel dissol e-se maio i a iamen e na ma iz, possuindo um maio e ei o no
abaixamen o da empe a u a eu ec óide, em compa ação com o manganês [10]. Es a
a iação é pe ce í el a a és da análise no g á ico da igu a 3, onde é possí el
isualiza o e ei o de di e en es elemen os de liga na empe a u a eu ec óide do
diag ama de equilíb io Fe-C [3].
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
7
A dis ibuição des es dois elemen os oco e de ido à seg egação que os mesmos
so em du an e a solidi icação do e o undido. Aquando da o mação e c escimen o
dend í ico da aus eni e (p ó-eu éc ica ou eu éc ica), elemen os como o C, C e ou os
elemen os com o e endência a o ma ca bone os (Mo, W, V e Nb) são ejei ados e
seg egados pa a o líquido. Ainda que o manganês se dissol a p e e encialmen e nos
ca bone os, es e elemen o não ap esen a uma o e endência pa a a sua o mação
(compa a i amen e com os elemen os an e io men e mencionados), o que le a a que
es e seja, apenas, pa cialmen e seg egado pela aus eni e. O níquel, po sua ez, é
quase o almen e ejei ado pelos ca bone os aquando da sua o mação, o que le a a
que es e elemen o se encon e maio i a iamen e dissol ido na ma iz [3].
O silício é um agen e g a i izan e, logo eo es ele ados des e elemen o de em
se esc upulosamen e e i ados nos e os undidos esis en es à ab asão. Toda ia, es e
elemen o de e-se encon a p esen e nes e ipo de ma e iais, ainda que em meno es
quan idades, uma ez que inibe o apa ecimen o de de ei os de undição [3,11].
A mic oes u u a dos e os Ni-Ha d a ia consoan e o ipo de e o undido. Os
Ni-Ha d do ipo 1 e 2 ap esen am uma mic oes u u a, no es ado b u o de undição,
cons i uída po uma ma iz e osa con endo aus eni e esidual e ma ensi e,
ci cundada po uma ede de ca bone os me álicos do ipo M3C. Em ce os casos, quando
a elocidade de a e ecimen o e o eo em níquel são bas an e baixos, é ainda possí el
obse a a exis ência de pe li e nes e ipo de ligas. Na igu a 4 é possí el isualiza
uma mic oes u u a ípica dos e os Ni-Ha d ipo I e II [3].
Figu a 3 – E ei o de di e en es elemen os de liga, e da sua
concen ação, na empe a u a eu ec óide do diag ama de
equilíb io Fe-C [3].
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
8
Nos e os do ipo Ni-Ha d 4, a ma iz é igualmen e cons i uída po aus eni e
esidual e ma ensi e. A p incipal di e ença en e es a subclasse de e os e os das
subclasses 1 e 2 eside no ipo de ca bone os eu éc icos o mados, como oi e e ido
an e io men e. Nos Ni-Ha d 4, o mam-se ca bone os M7C3, de i ado ao maio eo em
c ómio da liga [3].
Es equiome icamen e alando, os ca bone os M3C são cons i uídos po 3
á omos de me al e um á omo de ca bono. Os á omos me álicos são, ge almen e, de
e o, podendo es es se subs i uídos, o al ou pa cialmen e, po c ómio, manganês ou
molibdénio. No que espei a à sua mo ologia, es es são compos os po lamelas inas
( ide igu a 5), independen emen e da composição do e o (hipoeu éc ica, eu éc ica
ou hipe eu éc ica). Fo mam, en e eles, uma ede con ínua, dispe sa pela es u u a
do ma e ial, o que o na a liga mais ágil e, consequen emen e, menos enaz. Nos
e os undidos b ancos pe lí icos e nos Ni-Ha d 1, es es podem a ingi uma ação
olúmica na o dem dos 40 %. Ao ní el da du eza, es es ap esen am alo es en e os
800 e os 1100 HV [2,3].
Figu a 4 - Mic oes u u a de um e o undido Ni-Ha d onde é
possí el isualiza dend i es de aus eni e esidual (a cinzen o cla o),
ma ensi e acicula (agulhas a escu o no in e io das dend i es) e
ca bone os do ipo M3C (a b anco). Imagem ob ida po mic oscopia
ó ica [12].

E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
9
Os ca bone os do ipo M7C3 possuem uma mo ologia dis in a dos an e io es.
Es es su gem na o ma de ba as ou lâminas, ap esen ando uma di eção de c escimen o
dominan e ao longo do seu eixo. Es e c escimen o, no caso dos e os hipoeu éc icos
e eu éc icos, encon a-se con inado a uma célula eu éc ica. Con udo, nos e os
hipe eu éc icos, al não acon ece, o que le a ao apa ecimen o de ca bone os de
maio es dimensões [3].
Os ca bone os des e ipo são mais du os que os do ipo M3C, ap esen ando
du ezas na o dem dos 1100-1800 HV. Toda ia, os e os con endo ca bone os do ipo
M7C3 ap esen am-se mais enazes, compa a i amen e com os Ni-Ha d do ipo 1 e 2,
is o que a ede o mada pelos mesmos é descon ínua [3].
No que diz espei o à ma iz des es e os, es a é cons i uída po ma ensi e e
aus eni e esidual, como oi e e ido an e io men e. A ma ensi e su ge na o ma
acicula ( ide igu a 6), sendo ob ida no es ado b u o de undição a a és de
a e ecimen os ápidos do banho, e/ou da adição de elemen os de liga, como e e ido
an e io men e. As agulhas de ma ensi e encon am-se no seio das dend i es de
aus eni e esidual [3].
A du eza des a ase é in luenciada pela dis o ção da sua es u u a c is alina
( e agonal de co po cen ado), sendo es a an o maio , quan o maio o o eo em
ca bono do e o. Uma es u u a dis o cida o e ece maio esis ência ao mo imen o
das deslocações, le ando a um aumen o de du eza des a ase. Sendo assim, a du eza
pode a ia en e os 300 e os 900 HV [3].
Figu a 5 – Mo ologia dos ca bone os do ipo M3C.
Imagem ob ida po SEM [3].
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
10
A aus eni e esidual ap esen a-se, à empe a u a ambien e, na o ma de
dend i es, com uma es u u a cúbica de aces cen adas. No que espei a à du eza,
es a encon a-se comp eendida en e os 250 e os 500 HV, dependendo es e alo do
ipo e quan idade de elemen os de liga que se encon am dissol idos nes a ase. Es a
a iação da du eza em unção dos elemen os dissol idos de e-se à ins abilidade ou
me aes abilidade da aus eni e esidual à empe a u a ambien e. Is o é, quando uma
iden ação é ei a, a aus eni e é de o mada plas icamen e ans o mando-se em
ma ensi e. A po ção de aus eni e ans o mada é an o maio quan o maio o a sua
ins abilidade à empe a u a ambien e [3].
Rela i amen e à enacidade à a u a, es a ap esen a um compo amen o
c escen e com o aumen o da po ção de aus eni e esidual p esen e nos e os undidos.
Es a condição de e-se, po um lado, à necessidade de maio ene gia pa a que oco a
a nucleação de issu as na aus eni e e, po ou o, à baixa elocidade de p opagação
das mesmas issu as nes a ase, compa a i amen e com ases mais ágeis [13].
2.1.2 - Resis ência ao desgas e
É ge almen e assumido que as p op iedades ibológicas de um ma e ial são
in ei amen e unção da mac odu eza do mesmo. Ainda que seja uma boa ap oximação,
es a elação não de e se omada como ce a e exclusi a quando se p e ende a alia
a esis ência ao desgas e de um dado ma e ial, exis indo ou os pa âme os a
conside a . Is o po que a esis ência ao desgas e de um ma e ial não é uma
p op iedade in ínseca do mesmo, dependendo do sis ema de desgas e que lhe é
impos o e das condições que lhe são ine en es [7,14].
Figu a 6 - Ma ensi e de mo ologia
acicula [3].
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
11
Po ou o lado, exis em di e en es mecanismos de desgas e (abo dados com
maio po meno no p óximo capí ulo), podendo o ma e ial possui di e en es espos as
median e o mecanismo ao qual é sujei o. Des a o ma, exis e ainda alguma ince eza
no que diz espei o à in luência da mic oes u u a na esis ência ao desgas e dos e os
undidos b ancos de al a liga, nomeadamen e no e ei o que a ma iz possui sob e es a
p op iedade [3].
M. E. Ga be e al [15] es uda am o e ei o da mic oes u u a na esis ência à
ab asão de á ios e os undidos b ancos de al a liga. No sen ido de a ia o ipo e a
ação olúmica dos ca bone os p esen es nas amos as, o am ensaiados ao desgas e
ligas com di e en es eo es de c ómio. Os esul ados ob idos com es e es udo
pe mi i am conclui que a esis ência à ab asão é an o maio , quan o maio o a
mic odu eza dos ca bone os, is o que os e os undidos que possuíam ca bone os do
ipo M7C3 mos a am-se mais esis en es, compa a i amen e com as ligas que apenas
possuíam ca bone os do ipo M3C. O mesmo g upo de in es igado es concluiu, ainda,
que pa a o mesmo ipo de ca bone os, a esis ência à ab asão e a an o maio quan o
maio osse a ação olúmica dos mesmos [15]. Es udos semelhan es execu ados po
ou os g upos de in es igado es, em di e sos ipos de e os undidos b ancos,
pe mi i am chega às mesmas conclusões ela i amen e à in luência dos ca bone os na
esis ência ao desgas e ab asi o [13,14].
Na mesma a i idade expe imen al, M. E. Ga be e al e i ica am não exis i
uma co elação linea en e a mac odu eza e a esis ência à ab asão dos espécimes
ensaiados [15]. K. S. Al-Rubaie [16] chegou às mesmas conclusões em ensaios
ealizados a di e en es ipos de e os undidos b ancos ( ide igu a 7) [16]. Es e
enómeno pode se explicado pelas al e ações es u u ais que a ma iz do e o undido
so e no deco e dos ensaios, de ido à de o mação que lhe é impos a, an o como
pela a iação das condições dos ensaios emp egues, nomeadamen e da du eza do
ab asi o [3,15].
Figu a 7 - Resis ência à ab asão em unção da mac odu eza,
pa a di e en es e os undidos b ancos [16]
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
12
Exis e alguma in o mação con adi ó ia no que diz espei o à in luência da
ma iz e osa na esis ência ao desgas e ab asi o nes e ipo de ligas. O. N. Dogan e
al [17] es uda am o e ei o de di e en es ipos de ma iz no compo amen o ao desgas e
de 3 e os Ni-Ha d. Pa a al, o am ensaiadas amos as (ensaio de desgas e po pino
ab asi o) com di e en es composições químicas, no es ado de b u o undição e após
a amen o é mico, no sen ido de ob e ma izes dis in as sem al e a a es u u a de
ca bone os. Os esul ados ob idos pe mi i am conclui que as modi icações sen idas ao
ní el da ma iz não a e a am a esis ência à ab asão das ligas es udadas [17].
Toda ia, g ande pa e da bibliog a ia consul ada de ende que a ma iz
desempenha, ambém ela, um papel impo an e na esis ência à ab asão dos e os
undidos b ancos. Uma ma iz ma ensí ica ap esen a uma maio esis ência
compa a i amen e com ma izes pe lí icas ou aus ení icas. Es e a o ad ém da sua
maio du eza, compa a i amen e com as es an es ases an e io men e enunciadas
[3,18]. No en an o, di e sos au o es de endem que uma ma iz ma ensí ica-
aus ení ica, con endo aus eni e me aes á el, ap esen a uma esis ência à ab asão
semelhan e e, po ezes, supe io , à esis ência ap esen ada po uma ma iz
exclusi amen e ma ensí ica. A me aes abilidade da aus eni e à empe a u a
ambien e pe mi e que es a, quando sujei a a uma o ça, se ans o me em ma ensi e
de ido à de o mação que lhe é impos a [14, 15, 19, 20]. Sendo assim, é possí el ob e
e os undidos que ap esen em maio enacidade à a u a (que lhes é con e ida pela
exis ência de aus eni e esidual) sem que oco a uma pe da signi ica i a das suas
p op iedades ibológicas [3].
K. H. Zuhm-Gah [21] suge e algumas azões pa a que a exis ência de aus eni e
esidual na mic oes u u a dos aços, e a sua consequen e ans o mação em
ma ensi e, bene iciem a esis ência à ab asão des es ma e iais. Segundo o au o , es a
ans o mação de ase le a a um aumen o local da du eza, o que e a da o c escimen o
de issu as abaixo da supe ície do ma e ial. Po ou o lado, o mesmo in es igado
p opõe que o apa ecimen o de ensões de comp essão à supe ície, causado pela
expansão olúmica ine en e à ans o mação sup aci ada, inibem o apa ecimen o de
issu as. Zuhm-Gah suge e ainda que, is o que a ma ensi e se o ma exclusi amen e
à supe ície, as issu as que se possam o ma e ão maio di iculdade em pene a na
aus eni e que se encon a po baixo [21].
É impo an e conside a que a quan idade de aus eni e me aes á el que se
ans o ma em ma ensi e é p opo cional ao g au de de o mação que es a so e. Sendo
assim, condições de desgas e dis in as podem le a a di e en es espos as, po pa e
do mesmo ma e ial [14,15,20].
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
19
Exis em di e sos pa âme os que de em se esc upulosamen e con olados
du an e o ensaio, ais como a elocidade de o ação e o núme o de o ações da es e a,
a ca ga aplicada, a concen ação da solução ab asi a e a elocidade a que a mesma é
debi ada en e a es e a e o p o e e [31, 34]. Sendo a esis ência ao desgas e uma
espos a do ma e ial ao ambien e em que se encon a, e não uma p op iedade
in ínseca do ma e ial, pequenas al e ações dos pa âme os do ensaio podem le a a
esul ados di e gen es, pa a o mesmo ma e ial [3,32].
O es ado supe icial das es e as u ilizadas ambém possui in luência sob e o
ensaio. Es e as deg adadas, ap esen ando sulcos à supe ície, êm endência a p oduzi
calo es alongadas na zona equa o ial, o que comp ome e a c edibilidade dos esul ados
ob idos. Na igu a 14 é possí el obse a a di e ença en e as calo es p oduzidas po
a) es e a deg adada e b) es e a em bom es ado [31].
Figu a 13 – Esquema de um ibóme o u ilizado em
ensaio de mic oab asão po es e a o a i a [34].
Figu a 14 - Calo es es é icas p oduzidas po es e as a) deg adadas;
b) bom es ado [31].

E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
20
O olume desgas ado V (mm3) pode se elacionado com a dis ância o al de
esco egamen o S (m) e a ca ga aplicada N (N) aplicada du an e o ensaio, segundo a
equação de A cha d [34]:
V = Ks x S x N (2)
Em que Ks co esponde à axa de desgas e (m3.(N.m)-1) so ida pelo ma e ial.
Po ou o lado, o olume desgas ado pode ambém se calculado a pa i do diâme o
b ou da p o undidade h da calo e es é ica esul an e do ensaio [34]:
V = 𝝅𝑏4
𝟔𝟒𝑹 , pa a b << R (3)
V = π h2R , pa a h << R (4)
2.3.2 – Ensaio de Desgas e E osi o
O ensaio de desgas e e osi o é uma o ma de a alia a esis ência de um
de e minado ma e ial a es e mecanismo de desgas e. As condições pa a a ealização
des e es e encon am-se pad onizadas na no ma ASTM G 76 – 04 (S anda d Tes
Me hod o Conduc ing E osion Tes s by Solid Pa icle Impingmen Using Gas Je s).
Segundo a mesma, es e ensaio consis e na p ojeção de pa ículas ab asi as, en ol as
num gás, con a a supe ície do ma e ial a ensaia [35].
A e e ida no ma especi ica di e sos pa âme os ela i os ao ensaio. O ab asi o
u ilizado de e consis i em pa ículas angula es de alumina de 50 µm, sendo es as
p oje adas a uma elocidade de 30 ± 2 m.s-1. Quan o à du ação, o ensaio de e deco e
du an e 10 minu os, sendo que a axa de alimen ação das pa ículas de e se de 2,0 ±
0,5 g.min-1. Po im, o ângulo comp eendido en e o inje o de pa ículas e a supe ície
do ma e ial de e se de 90 ± 2 º. É ainda de salien a que pa a que o ensaio seja e icaz,
a ugosidade supe icial da supe ície a ensaia não de e excede 1 µm [35].
A axa de e osão pode se ob ida a a és da equação 5 [35]:
Taxa de e osão (mg/kg)= Massa pe dida (mg)
Massa de e oden e (kg) (5)
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
21
2.3.3 - Ensaio pino-sob e-disco
O ensaio de desgas e pino-disco é um dos mé odos mais u ilizados pa a a alia
o desgas e adesi o dos ma e iais. Nes e ensaio, o pino, ge almen e uma es e a de um
ma e ial de ele ada du eza, é posicionado pe pendicula men e sob e o disco do
ma e ial a ensaia , encon ando-se em con ac o com o mesmo ( ide igu a 15). De
seguida, um dos componen es (pino ou disco) ai inicia um mo imen o gi a ó io que
le a á à pe da de ma e ial da espécie a ensaia . Findo o ensaio, os esul ados ob idos
são epo ados em olume pe dido (mm3) ou em quan idade de massa pe dida (g) em
unção da dis ância de deslizamen o [36,37].
Os pa âme os a es abelece pa a a ealização do ensaio são:
 Velocidade de o ação;
 Dis ância de esco egamen o;
 Ca ga a aplica ;
 Tempe a u a de ensaio [37].
Figu a 15 – Esquema ilus a i o do ensaio
pino-sob e-disco [37].
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
22
3 - P ocedimen o Expe imen al
3.1 - Ma e iais
A liga D3, p oduzida exclusi amen e na C uz Ma ins & Wahl, é um e o undido
b anco hipoeu é ico o emen e ligado, u ilizado no ab ico de componen es que, em
se iço, são sujei os a es o ços de desgas e. Es a liga ap esen a uma mic oes u u a
cons i uída po uma ma iz aus ení ica, com po ções de ma ensi e es igiais, e po
ca bone os do ipo M3C. Quan o à sua du eza, es a onda os 600 HV.
Com o in ui o de a alia o e ei o da subs i uição, o al ou pa cial, do níquel
po manganês na esis ência ao desgas e do ma e ial, o am p oduzidas, po p ocessos
con encionais de undição, 3 ligas dis in as possuindo di e en es eo es des es
elemen os. A composição química dos e os p oduzidos encon a-se na abela 3.
Tabela 3 - Composições químicas dos di e en es e os es udados.
Ligas
Composição química (% peso)
C
Mn
Si
Ni
C
Mo
P
D3
3,79
0,78
0,610
2,38
4,31
0,008
0,017
A1
3,59
3,45
0,511
0,13
4,58
0,006
0,023
A2
3,75
3,49
0,508
0,45
4,26
0,004
0,020
A3*
-
-
-
-
-
-
-
* - po ques ões de con idencialidade, a composição química des a liga não pode se di ulgada
Como é pe ce í el a a és da obse ação da abela 2, en ou-se man e o eo
em manganês cons an e pa a as 3 ligas es udadas, azendo-se a ia o eo em níquel
das mesmas. No que espei a aos es an es elemen os, os seus eo es são semelhan es
aos do e o undido D3, de o ma a se possí el analisa apenas a in luência das
a iações em níquel e manganês nas suas p op iedades, em compa ação com as
p op iedades do e o p oduzido pela emp esa.
3.2 – Fusão e Vazamen o
A usão das di e en es ca gas oi ealizada no CINFU, eco endo a um o no de
10 kg de capacidade ( ide igu a 16). Du an e o p ocesso de usão, a empe a u a do
banho oi con olada eco endo a um e mopa . Pa a con ola a composição química
do mesmo, o am e i adas amos as an es de se p ocede ao azamen o, sendo es as
analisadas num espec óme o de emissão au omá ica po aísca elé ica. Es as
amos as necessi a am de se e i icadas, de modo a que a sua ugosidade supe icial
não a e asse as lei u as ei as pelo espec óme o.
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
23
Quando a composição química do banho e a a desejada, es e e a azado em
moldações de a eia au o-seca i a ( ide igu a 16). Es e azamen o não oi ei o
di e amen e, eco endo-se a um cadinho p é-aquecido pa a anspo a o ma e ial
en e o o no e as moldações.
Du an e o a e ecimen o a é à empe a u a ambien e, as moldações es i e am
expos as ao a . Finda a solidi icação dos e os, p ocedeu-se à desmoldação dos
mesmos. Dos undidos ob idos, oi possí el ob e um bloco pa alelepipédico, de
dimensões ap oximadas 110 x 50 x 10 mm, e um disco com ce ca de 50 mm de diâme o
e 10 mm de espessu a pa a os ensaios de pino-sob e-disco. Na igu a 17 é possí el
obse a o undido ob ido após desmoldação.
Figu a 16 - À esque da encon a-se o o no u ilizado na usão da ca ga; à di ei a, as moldações em a eia
au o-seca i a u ilizadas pa a aza as di e en es ligas.
Figu a 17 - Fundido ob ido após desmoldação.
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
24
3.3 – Análise Me alog á ica
3.3.1 – Análise me alog á ica quali a i a
Pa a a execução da análise me alog á ica quali a i a, o am e i adas amos as
do bloco pa alelepipédico, eco endo ao co e po disco ab asi o. De seguida,
p ocedeu-se ao desbas e da supe ície a analisa , u ilizando, pa a o e ei o, uma
sequência de lixas de ca bone o de silício com g anulome ia de 120-180-320-400-600
mesh. Pos e io men e, na ase de acabamen o, u iliza am-se panos embebidos numa
suspensão de diaman e de 6 μm e panos con endo uma suspensão de diaman e de 1
μm.
Pa a a e elação da mic oes u u a, as amos as o am a acadas quimicamen e,
com di e en es eagen es aconselhados pela bibliog a ia [3,38]. Na abela 4 é possí el
obse a os a aques u ilizados, an o como a sua composição.
Tabela 4 - Reagen es u ilizados na e elação da mic oes u u a, e espe i as composições [3,38].
De en e os eagen es u ilizados, aquele que p o idenciou melho con as e
en e as di e en es ases p esen es no e o undido oi o Reagen e Vilella. Com es e
eagen e, a ma ensi e e a pe li e su gem a escu o, a aus eni e esidual a ama elo
cla o e os ca bone os a b anco [3].
Após a aque químico, as amos as o am obse adas eco endo a um
mic oscópio ó ico Zeiss Axio e 100A, com câma a Sony Powe HAD acoplada, câma a
es a que pe mi iu a aquisição de imagem.
3.3.2 - Análise me alog á ica quan i a i a
As amos as pa a análise me alog á ica quan i a i a o am sujei as a odas as
e apas desc i as no subcapí ulo an e io , desde o co e das amos as a é à aquisição
de imagens. Pos e io men e, eco eu-se ao so wa e de análise de imagem Leica
Applica ion Sui e V 4.3 pa a a quan i icação das di e en es ases. Nes e p ocedimen o,
o am analisado 30 campos dis in os, sendo que os esul ados ap esen ados nes e
abalho co espondem à média dos alo es ob idos em cada medição.
A aque
Composição
Ni al 2 %
2 mL de ácido ní ico + 98 mL e anol
Pic al 4 %
4 g de ácido píc ico + 96 mL de e anol
Reagen e Vilella
5 mL de HCl + 1 mL de ácido píc ico + 100 mL de e anol

E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
25
3.4 – Ensaios de du eza
Pa a a ealização dos ensaios de du eza Vicke s, as amos as o am p epa adas
a a és do polimen o da sua supe ície em lixas de di e en es g anulome ias, segundo
a sequência 120-180-320-400-600 Mesh. Fo am execu adas 10 iden ações, em locais
alea ó ios de cada amos a, com uma ca ga aplicada de 30 Kg . O du óme o u ilizado
nes e ensaio oi o EmcoTEST – Du a ision ( ide igu a 18). O alo de du eza oi lido
di e amen e a pa i do equipamen o.
Pa a o ensaio de mic odu eza Vicke s, pa a além da sequência de desbas e
desc i a an e io men e nes e subcapí ulo, as amos as o am sujei as a uma ase de
acabamen o, na qual o am u ilizados panos, con endo solução aquosa de diaman e de
6 e 1 μm, espe i amen e. De seguida, o am ei as 10 mic oiden ações em cada uma
das ases p esen es em cada amos a, com uma ca ga de 0,025 Kg . O alo de du eza
oi lido di e amen e a pa i do equipamen o (Du amin da S ue s).
3.5 – Ensaios de desgas e
3.5.1- Ensaio de mic oab asão po es e a o a i a
As amos as pa a o ensaio de mic oab asão po es e a o a i a necessi a am de
e dimensões mui o especí icas, nomeadamen e uma espessu a na o dem dos 2 mm,
Figu a 18 - Du óme o u ilizado nos ensaios de
du eza Vicke s.
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
26
de o ma a se possí el u iliza o equipamen o disponí el. Vis o que os ma e iais em
es udo ap esen am uma du eza bas an e ele ada, o co e po disco ab asi o, ou a é
diaman ado, e am in iá eis. Sendo assim, eco eu-se à emp esa Moldami co, que
e e uou o co e das amos as po ele oe osão po io. As dimensões inais das mesmas
e am de 35 x 25 x 2 mm.
Após o co e, as amos as o am desbas adas u ilizando lixas de g anulome ia
120-180-320-600 mesh, sendo ei o um acabamen o pos e io u ilizando panos com
suspensão de diaman e de 6 μm e com suspensão de diaman e de 1 μm.
As condições de ensaio emp egues encon am-se na abela 5.
Tabela 5 - Pa âme os u ilizados no ensaio de mic oab asão po es e a o a i a.
Es e a
Ma e ial
Aço ligado
Du eza
60 HRC
Diâme o
25 mm
Velocidade de o ação
80 pm
Suspensão
Na u eza
SiC (F1200) + H2O
Caudal
3-4 mL.min-1
Concen ação
0,2 g.cm-3
Ensaio
Ca ga
0,25 N
Dis ância de deslizamen o
100, 200, 300, 500 e 700 ol as
O equipamen o u ilizado oi o ibóme o Plin TE66 - Plin & Pa ene s, L d
( ide igu a 19). Pa a ga an i que a concen ação da suspensão não se al e a a du an e
o ensaio, de ido à deposição das pa ículas de SiC, es a oi man ida em cons an e
agi ação, eco endo a uma placa e a um agi ado magné icos.
Figu a 19 - T ibóme o u ilizado nos ensaios de desgas e de
mic oab asão po es e a o a i a
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
27
As es e as u ilizadas no deco e do ensaio já ha iam sido emp egues em ensaios
p eceden es e ap esen a am alguma deg adação. Logo, o con olo da e e i idade do
ensaio oi ei a a a és da análise, po mic oscopia ó ica, das calo es p oduzidas. Todas
as calo es que ap esen a am um alongamen o da sua zona equa o ial ( ide igu a 20)
o am ejei adas, não sendo con abilizadas pa a o cálculo dos esul ados ap esen ados
nes e abalho.
O cálculo do olume desgas ado e da co esponden e axa de desgas e o am
ei os a pa i da análise das calo es imp essas no ma e ial. Pa a cada uma, o am
medidos dois diâme os pe pendicula es eco endo a mic oscopia ó ica (equipamen o
Zeiss Axio e 100A), com uma ampliação de 50x. Pa a a ob enção dos esul ados
ap esen ados nes a disse ação, o am con abilizados 3 ensaios po p o e e, pa a cada
dis ância de esco egamen o.
3.5.2 – Ensaio de desgas e e osi o
Vis o que a ugosidade supe icial do ma e ial a es a no ensaio de desgas e
e osi o não de e se supe io a 1 μm [35], as amos as o am polidas segundo a seguin e
sequência: desbas e com lixas de 120-180-320-400-600 mesh e pos e io acabamen o
u ilizando panos con endo uma suspensão de diaman e de 6 μm e panos con endo uma
suspensão de diaman e de 1 μm.
Figu a 20 - Calo e ap esen ando um alongamen o da zona
equa o ial, causada pelo mau es ado supe icial da es e a
u ilizada no ensaio
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
28
O ensaio oi ealizado num equipamen o ETMac (e osion es ing machine) ( ide
igu a 21), que se encon a disponí el no Depa amen o de Engenha ia de Ma e iais e
Ce âmica da Uni e sidade de A ei o. Ligado a es e equipamen o, encon a-se um
compu ado onde os pa âme os do ensaio são de inidos e con olados.
Os pa âme os u ilizados no p esen e ensaio en a am-se ap oxima ao máximo
do que se encon a pad onizado na no ma co esponden e [35]. O e oden e u ilizado
oi alumina com g anulome ia de 50 μm. O luxo de pa ículas angula es de alumina
oi eje ado a uma axa de 2 g.min-1, a uma p essão de 2,8 ba . O ângulo o mado en e
a on e de p ojeção e as amos as oi de 90º, sendo que cada ensaio du ou 10 min.
Apenas a elocidade de p ojeção di e ge do que se encon a especi icado na no ma,
de ido às limi ações do equipamen o. Es a oi de ce ca de 22 ± 0,5 m.s-1.
Con ando que a de e minação da axa de e osão esul a da e i icação da pe da
de massa so ida pelas amos as, es as o am de idamen e limpas, desengo du adas e
pesadas numa balança de p ecisão (e o de 0,0001 g), an es e após cada ensaio.
Fo am ealizados 3 ensaios po amos a.
3.5.3 – Ensaio pino-sob e-disco
As amos as pa a o ensaio o am ob idas di e amen e a pa i do undido, e
possuíam um diâme o de 50 mm po 10 mm de espessu a. An es do polimen o das
mesmas, es as o am e i icadas com o in ui o de assegu a o pa alelismo en e as suas
aces. De seguida, o am polidas segundo a sequência an e io men e e e ida pa a a
p epa ação de amos as pa a os ensaios de desgas e e osi o.
O equipamen o u ilizado pa a le a a cabo o p esen e ensaio pe ence ao DEMM,
e possui um con olado p og amá el FATEK ( ide igu a 22). A ca ga aplicada (2,5 kg )
Figu a 21 - À esque da, é possí el obse a o equipamen o u ilizado nos ensaios de desgas e e osi o;
à di ei a, emos uma isão ap oximada do po a-amos as pe encen e ao mesmo equipamen o
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
35
Nes e ipo de análise, é impo an e não descu a dois aspe os essenciais: em
p imei o luga , elemen os que possuam uma pe cen agem in e io a 0,2 % não são
de e ados; em segundo luga , elemen os de núme o a ómico Z = 4 a é Z = 10
ap esen am limi ações na sua de eção: po um lado, emi em aios-X de baixa ene gia,
que se encon am sujei os a g ande abso ção po pa e da amos a a analisa . Po
ou o, os ele ões esponsá eis pela emissão des e ipo de adiação são os ele ões de
alência en ol idos na ligação química do elemen o, o que le a a que as o mas e
posições dos picos ob idos po EDS possam a ia em di e en es ma e iais [39].
Os esul ados ob idos pa a o e o undido de e e ência (D3) encon am-se na
abela 9.
Tabela 9 - Composição química, em pe cen agem de massa, das ases cons i uin es do e o D3.
Elemen o
Aus eni e esidual
Ca bone os
Ma ensi e
% C
3,72
7,12
3,99
% Si
0,94
-
0,98
% C
2,56
9,13
2,44
% Mn
0,62
0,91
0,64
% Fe
88,83
82,09
87,89
% Ni
3,23
0,72
3,75
A a és da análise da abela 8, é possí el i a algumas ilações. Como e a
espec á el, e i ica-se que a composição (em pe cen agem de massa) da aus eni e
esidual é semelhan e à da ma ensi e. Po ou o lado, a azão C/M (Fe + C + Mn + Ni)
dos ca bone os é, ap oximadamen e, 0,37. Não obs an e das limi ações de de eção do
ca bono (Z=6) ap esen adas pelo equipamen o [39], é possí el e i ica que o alo
ob ido se ap oxima da es equiome ia dos ca bone os.
Quan o ao níquel, é possí el isualiza que es e se encon a,
p e e encialmen e, na ma iz (aus eni e esidual + ma ensi e), sendo o seu eo nos
ca bone os mui o baixo/ esidual. Es a dis ibuição de e-se ao ac o do níquel se
o emen e seg egado pelos ca bone os, du an e a solidi icação do e o [3,10].
O manganês, po sua ez, dis ibui-se pelas di e en es ases do e o. Es a
epa ição de e-se ao ac o des e elemen o se apenas pa cialmen e seg egado pela
aus eni e, du an e a solidi icação da liga [3]. Con udo, a sua concen ação é

E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
36
ligei amen e supe io nos ca bone os, o que de i a da sua dissolução p e e encial
nes es cons i uin es [10].
O c ómio, como se ia de espe a , encon a-se maio i a iamen e nos
ca bone os, de ido à ele ada endência que possui pa a a sua o mação [3].
Os esul ados ob idos na análise EDS das es an es ligas encon am-se
compilados na abela 10.
Tabela 10 - Composição química, em pe cen agem de massa, das ases cons i uin es nas ligas A1, A2 e
A3.
Elemen os
A1
A2
A3
AR
C
P
AR
C
P
AR
C
P
% C
-
7,72
7,84
3,71
7,41
7,31
4,69
7,28
-
% Si
-
-
0,58
0,78
-
0,59
0,87
-
-
% C
-
9,63
5,01
2,67
9,1
4,58
2,81
9,72
-
% Mn
-
4,90
5,48
3,63
5,68
5,52
3,39
5,06
-
% Fe
-
77,79
81,06
88,45
77,87
81,2
86,40
77,90
-
% Ni
-
-
-
0,77
-
0,78
1,85
-
-
* AR - Aus eni e esidual; C - Ca bone os; P - Pe li e
Ve i ica-se, no amen e, que a azão C/M dos ca bone os p esen es em odos os
e os undidos se ap oxima da es equiome ia dos mesmos. Quan o à epa ição dos
di e en es elemen os de liga, es a pa ece segui os mesmos âmi es que os obse ados
no e o undido D3. O níquel su ge apenas na aus eni e e na pe li e, e i icando-se
que o aumen o do seu eo nas ligas é acompanhado pelo aumen o da sua concen ação
nes as ases. No ma e ial A1, que con em um eo em níquel mui o baixo, não são
encon ados quaisque es ígios des e elemen o. O mesmo acon ece nos ca bone os
exis en es nas ligas A2 e A3. Es a si uação pode ad i das limi ações de de eção do
equipamen o pa a concen ações abaixo de 0,2 % [39].
O manganês, al como no e o D3, dis ibui-se en e a aus eni e esidual e os
ca bone os, sendo no amen e obse á el uma maio endência pa a se dissol e nes es
úl imos. Também no caso do c ómio, ol a a se isí el a sua dissolução p e e encial
nos ca bone os.
Sendo a pe li e um cons i uin e bi ásico, compos o po e i e e ca bone os
M3C, a sua composição em pe cen agem de massa esul a da combinação das
composições das ases que a cons i uem.
É ainda de salien a que, quando compa ada com a mesma ase nas es an es
ligas, a aus eni e esidual da liga A3 ap esen a uma concen ação em ca bono
conside a elmen e supe io . Es a ci cuns ância cons i ui um a o abona ó io pa a a
inexis ência de ma ensi e nes a liga, is o que o ca bono é o elemen o com maio
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
37
p eponde ância no abaixamen o da empe a u a Ms. Con udo, es a a iação pode não
se iel à ealidade, de ido às limi ações que o equipamen o ap esen a na análise semi-
quan i a i a des e elemen o.
4.3 - Du eza
Os esul ados ob idos a a és dos ensaios de du eza e mic odu eza Vicke s
encon am-se nas abelas 11 e 12.
Tabela 11 - Resul ados ob idos no ensaio de du eza Vicke s
Amos a
Média (HV 30)
Des io Pad ão
D3
709
6
A1
680
5
A2
648
8
A3
522
6
Tabela 12 - Resul ados ob idos no ensaio de mic odu eza Vicke s
Fase
D3
A1
A2
A3
HV
0,025
σ
HV
0,025
σ
HV
0,025
σ
HV
0,025
σ
AR
296
33
-
-
289
41
304
39
P
-
-
448
40
441
56
-
-
M
683
142
-
-
-
-
-
-
C
1028
98
958
131
1034
124
1032
135
* AR - Aus eni e esidual; P – Pe li e; M – Ma ensi e; C - Ca bone os
No que espei a à mac odu eza, o e o undido de e e ência (D3) ap esen a-
se como o ma e ial mais du o, o que ad ém da exis ência de ma ensi e na sua
mic oes u u a. Pa a as es an es ligas, a du eza diminui com o aumen o da quan idade
de aus eni e esidual e com a consequen e diminuição da po ção de pe li e nas
amos as, o que e a espec á el de ido à du eza das duas ases.
Ao ní el da mic odu eza, odos os alo es ob idos se encon am den o das
gamas p opos as pela bibliog a ia [3] pa a as di e en es ases. Ve i ica-se, ambém,
que an o a pe li e como a aus eni e esidual possuem du ezas semelhan es, em odos
os e os, o que p o ém do seu con eúdo simila em elemen os de liga. O mesmo
acon ece no caso dos ca bone os, pa a as ligas D3, A2 e A3. No en an o, os ca bone os
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
38
do e o undido A1 possuem uma du eza in e io , compa a i amen e com as es an es
ligas. Es a a iação sen ida é es anha, a endendo que a sua composição (ob ida po
EDS) é semelhan e à dos ca bone os das es an es amos as.
Po im, é impo an e salien a que, apesa da du eza da ma ensi e se
encon a den o dos limi es p opos os pela bibliog a ia [3], as iden ações e e uadas
nes a ase ab ange am, ambém, alguma aus eni e esidual. Des a o ma, o alo
ob ido nes e ensaio não co esponde à ealidade, sendo, p o a elmen e, in e io à
du eza eal da ma ensi e exis en e no e o undido D3.
4.4 - Compo amen o ao desgas e
4.4.1 – Desgas e ab asi o
Os esul ados ob idos a pa i do ensaio de mic oab asão po es e a o a i a são
ap esen ados num g á ico “ olume desgas ado (V) em unção do p odu o da dis ância
de esco egamen o (S) pela ca ga aplicada (N)”, que se encon a ilus ado na igu a
27. O decli e da e a que melho se ajus a aos pon os expe imen ais co esponde às
axas de desgas es (Ks) ap esen ada pelos ma e iais, no deco e do ensaio.
A1: y = 2E-06x
A2: y = 2E-06x
A3: y = 9E-07x
D3: y = 8E-07x
0
0,005
0,01
0,015
0,02
0,025
0,03
02000 4000 6000 8000 10000 12000 14000 16000
Volume desgas ado (mm3)
Dis ância de esco egamen o (mm) x Ca ga (N)
A1 A2 A3 D3
Figu a 27 - Volume de ma e ial desgas ado em unção da dis ância de esco egamen o, com uma ca ga aplicada de
0,25 N, pa a as amos as em es udo.
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
39
A a és da análise do g á ico p eceden e, e i ica-se que o olume de ma e ial
desgas ado, em odas as ligas, aumen a linea men e com a dis ância de
esco egamen o. Cons a a-se, ainda, compo amen os di e en es po pa e dos
ma e iais.
Independen emen e da dis ância de esco egamen o, o e o undido de
e e ência (D3) ap esen a uma meno quan idade de olume desgas ado, em
compa ação com os es an es ma e iais. Con udo, a liga A3, ainda que ap esen e um
olume desgas ado supe io , possui um compo amen o algo semelhan e ao do D3, o
que é obse á el a a és das suas axas de desgas e ap oximadas. Po sua ez, as ligas
A1 e A2 ap esen am olumes desgas ados e axas de desgas e semelhan es en e si,
mas conside a elmen e supe io es compa a i amen e com os mesmos alo es nos
es an es e os undidos.
A abela 13 compila os esul ados de análise mic oes u u al, du eza e axa de
desgas e pa a es as duas ligas. A axa de desgas e Ks (m2/N) oi calculada segundo a
equação 2 [34].
Tabela 13 - Resumo dos esul ados de desgas e, du eza e análise mic oes u u al pa a odas as ligas.
Ks
% C
% AR
HV 0,025 C
HV 0,025 AR
HV 0,025 M
HV 0,025 P
D3
8,09 x 10-7
33
15
1028
296
683
-
A1
1,75 x 10-6
30
-
958
-
-
448
A2
1,50 x 10-6
32
9
1034
289
-
441
A3
9,21 x 10-7
33
25
1032
304
-
-
* AR - Aus eni e esidual; P – Pe li e; M – Ma ensi e; C - Ca bone os
Segundo M. E. Ga be e al [15], a esis ência à ab asão é an o maio , quan o
maio o a ação olúmica e a du eza dos ca bone os p esen es num dado ma e ial.
O e o undido A1, ainda que apenas possua uma FVC ligei amen e in e io à das
es an es ligas, possui ca bone os conside a elmen e menos du os, o que se aduz
num maio olume desgas ado du an e o ensaio. No en an o, como é possí el obse a
na abela 12, apesa dos es an es ma e iais possuí em ca bone os de ação olúmica
e du eza semelhan es, as suas espos as ao desgas e ab asi o são di e en es. Des a
o ma, e i ica-se que as a iações obse adas na esis ência ao desgas e des as ligas
se encon am elacionadas com as ases/cons i uin es p esen es na sua ma iz.
Vá ios au o es [14, 15, 19, 20] cons a a am que uma ma iz ma ensí ica ou
ma ensí ica-aus ení ica possui uma maio esis ência à ab asão, quando compa ada
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
40
com uma ma iz pe lí ica, o que é causado, po um lado, pela maio du eza da
ma ensi e (compa a i amen e com a pe li e) e, po ou o, pela ans o mação, po
de o mação plás ica, da aus eni e me aes á el em ma ensi e [14, 15, 19, 20]. Logo,
a maio esis ência à ab asão ap esen ada pelo e o undido D3 de e-se à p esença de
ma ensi e e aus eni e esidual na sua mic oes u u a. No mesmo seguimen o lógico,
a ans o mação da aus eni e esidual em ma ensi e, no deco e do ensaio, pode á
es a na causa do meno olume desgas ado obse ada no e o undido A3, em elação
à liga A2. Po ou o lado, quando se compa a as axas de desgas e de ambos os
ma e iais, e i ica-se que o aumen o do olume desgas ado, em unção do aumen o da
dis ância de esco egamen o, é menos acen uado na liga A3, o que pode á se
explicado pelo ac éscimo na quan idade de aus eni e esidual que se ans o ma em
ma ensi e, de i ado da maio de o mação impos a [14,15,20].
No que espei a ao e o undido A1, a inexis ência de aus eni e esidual implica
que nenhuma ma ensi e pode á se ob ida po de o mação plás ica, no deco e do
ensaio. Es e a o con ibui, jun amen e com a meno ação olúmica e du eza dos
ca bone os, pa a a meno esis ência à ab asão obse ada nes e ma e ial.
Pa a es uda a in luência da mac odu eza das ligas na sua esis ência à ab asão,
o am lançados os esul ados ob idos em ambos os ensaios num g á ico axa de
desgas e (Ks) e sus du eza (HV 30). O g á ico em ques ão encon a-se ilus ado na
igu a 28.
A a és da análise da igu a p eceden e, não é possí el iden i ica nenhuma
elação en e a mac odu eza dos di e en es ma e iais e a sua espe i a axa de
ab asão, o que es á de aco do com a bibliog a ia consul ada [15,16]. Es e
compo amen o de e-se à quan idade de aus eni e esidual exis en e na
Figu a 28 - Va iação da axa de desgas e ab asi o em unção da du eza HV, pa a as ligas em es udo.

E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
41
mic oes u u a das ligas A1, A2 e A3. A sua p esença, po um lado, baixa a mac odu eza
do ma e ial, sendo es e abaixamen o p opo cional à po ção de aus eni e esidual dos
ma e iais; po ou o lado, quan o maio o es a mesma po ção, maio é a esis ência
à ab asão do ma e ial, o que é o iginado pela ans o mação da aus eni e esidual em
ma ensi e, po de o mação plás ica, du an e a ealização do ensaio.
No en an o, a liga de maio du eza (D3) é ambém a liga mais esis en e à
ab asão, o que ad ém da exis ência de aus eni e esidual e de ma ensi e na sua
mic oes u u a, condição apenas e i icada nes e ma e ial.
4.4.2 – Desgas e e osi o
Após a compilação dos esul ados ob idos no ensaio de desgas e e osi o, es es
o am inse idos no g á ico p esen e na igu a 29. As condições do ensaio (du eza do
e oden e ele ada, ele ada elocidade e ângulo de p ojeção) são conside adas se e as.
A axa de e osão oi calculada segundo a equação 5.
É possí el cons a a que as ligas em es udo ap esen am um compo amen o ao
desgas e e osi o di e en e daquele que ap esen am ao desgas e ab asi o. Vis o que a
ação olúmica de ca bone os é semelhan e en e eles, di e gindo na o dem dos 2-3
alo es pe cen uais, as di e en es axas de e osão ob idas de i am da du eza dos
cons i uin es p esen es na ma iz dos e os. Segundo a bibliog a ia consul ada, o
desgas e e osi o da ma iz é an o maio quan o meno o a sua du eza [22].
A a és na análise da igu a 29, é possí el e i ica que a axa de e osão c esce
com o aumen o da quan idade de aus eni e esidual p esen e nos e os. Es e
625
638
685
660
620
630
640
650
660
670
680
690
Taxa de e osão (mg/kg)
A1 A2 A3 D3
Figu a 29 - Taxa de desgas e e osi o das amos as ensaiadas a ângulo no mal de p ojeção do
e oden e.
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
42
compo amen o e a espec á el, de ido à meno du eza des a ase (compa a i amen e
com as es an es ases que coexis em nas mic oes u u as das ligas).
Quan o ao e o undido de e e ência D3, a exis ência de ma ensi e ( ase mais
du a que a pe li e) na sua mic oes u u a não se aduz numa esis ência ao desgas e
e osi o supe io , o que é cons a á el a a és da compa ação en e as axas de e osão
obse adas pa a es e ma e ial e pa a as ligas A1 e A2. Es a si uação é explicada pela
e osão p e e encial da aus eni e, que su ge em maio quan idade no D3 do que nos
e os A1 e A2.
No amen e no sen ido de es uda a in luência da du eza das ligas na esis ência
ao desgas e e osi o das mesmas, oi açado o g á ico p esen e na igu a 30, em que
são elacionados os esul ados ob idos em ambos os ensaios.
A a és da análise do g á ico da igu a 30, o na-se e iden e que os esul ados
e oluem de o ma nega i a en e as amos as A1, A2 e A3, de ido ao ac o da aus eni e
esidual possui e ei o con á io em ambas as p op iedades conside adas. Po ou as
pala as, a p esença des a ase p o oca a diminuição da mac odu eza do ma e ial e,
no sen ido in e so, aumen a a axa de desgas e e osi o do mesmo.
Pa a a liga D3 não se e i ica es a endência, o que ad ém des a possui
ma ensi e na sua cons i uição. Es a ase con ibui la gamen e pa a o aumen o da
0
100
200
300
400
500
600
700
800
590
600
610
620
630
640
650
660
670
680
690
A1 A2 A3 D3
HV 30
Taxa de e osão (mg/kg)
Taxa de e osão Du eza HV
Figu a 30 - Va iação da axa de desgas e e osi o em unção da du eza HV, pa a as ligas em es udo
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
43
mac odu eza do e o undido, con udo, não pa ece con ibui , ão
p eponde an emen e, pa a a esis ência ao desgas e e osi o.
4.4.3 – Desgas e adesi o
Os esul ados ob idos a pa i do ensaio de desgas e pino-sob e-disco
encon am-se na abela 14. Os mesmos esul ados o am lançados num g á ico “massa
pe dida (g) e sus dis ância de deslizamen o (m)”, que se encon a ilus ado na igu a
31.
Tabela 14 - Resul ados ob idos no ensaio pino-sob e-disco, pa a odas as ligas.
Dis ância de deslizamen o (m)
Massa pe dida (g)
D3
A1
A2
A3
6032
0,0053
0,0089
0,0078
0,0060
7351
0,0062
0,0091
0,0093
0,0077
8294
0,0075
0,0110
0,0100
0,0080
Pa a odas as ligas, e i ica-se que a quan idade de massa pe dida aumen a
com o aumen o da dis ância de deslizamen o. Cons a a-se, ambém, que exis em
simila idades en e os esul ados ob idos nes e ensaio e os ob idos no ensaio de
ab asão. Is o é, em ambos os ensaios, o ma e ial que so e um maio desgas e é o A1,
seguido do A2, A3 e D3, espe i amen e. No en an o, es a condição não se e i ica
pa a a liga A1, na dis ância de deslizamen o de 7351 m. Nes e pon o, es a liga
Figu a 31 - Massa pe dida em unção da dis ância de deslizamen o, pa a as ligas em es udo
0,005
0,006
0,007
0,008
0,009
0,01
0,011
0,012
0,013
5800 6300 6800 7300 7800 8300
Massa pe dida (g)
Dis ância de deslizamen o (m)
A1 A2 A3 D3
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
44
ap esen a meno massa pe dida que a liga A2, o que con a ia a es an e endência
ap esen ada na igu a 31. Sendo assim, o mais p o á el é que es e compo amen o
seja uma anomalia, p o enien e de e os de medição.
Segundo S. S. G. Banadkouki e al [25], pa a a mesma ação olúmica e du eza
de ca bone os, uma ma iz cons i uída po ma ensi e e aus eni e esidual ap esen a-
se mais esis en e ao desgas e adesi o que uma ma iz maio i a iamen e pe lí ica.
Pe an e os esul ados ap esen ados, es a condição e i ica-se, dado que o e o
undido D3 oi aquele que menos massa pe deu du an e o ensaio. No en an o, os
mesmos au o es de endem que a esis ência dos e os undidos b ancos, ace a es e
mecanismo de desgas e, aumen a com o aumen o da du eza do ma e ial, condição
que, nes e abalho, só se e i ica pa a o e o D3.
Es a dispa idade en e os esul ados ob idos nes e ensaio e os consul ados na
bibliog a ia ad êm do ac o dos e e idos au o es não conside a em o e ei o que a
ans o mação da aus eni e esidual em ma ensi e possui sob e a esis ência ao
desgas e do e o undido b anco.
E ei o da subs i uição de níquel po manganês na
esis ência ao desgas e de um e o undido b anco
Mes ado In eg ado em Engenha ia Me alú gica e de Ma e iais
51
8 – Anexo – Cálculo empí ico da FVC
F ação de ca bone os (%) = 12,33(%C) + 0,55(%C ) – 15,2 (1)
D3 : FVC (%) = 12,33 x 3,79 + 0,55 x 4,58 – 15,2
= 33,9
A1 : FVC (%) = 12,33 x 3,59 + 0,55 x 4,31 – 15,2
= 31,4
A2 : FVC (%) = 12,33 x 3,75 + 0,55 x 4,26 – 15,2
= 33,3
A3 : FVC (%) = 12,33 x 3,76 + 0,55 x 4,43 – 15,2
= 33,6