DESENVOLVIMENTO DE ESTRATÉGIAS DE
SEGMENTAÇÃO DE REDES DE
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Aplicação ao caso de Viana do Cas elo
RENATO FILIPE MAGALHÃES DA SILVA
Disse ação subme ida pa a sa is ação pa cial dos equisi os do g au de
MESTRE EM ENGENHARIA CIVIL – ESPECIALIZAÇÃO EM HIDRÁULICA
O ien ado : P o esso Dou o Joaquim Manuel Veloso Poças Ma ins
Coo ien ado : Engenhei o José João Machado Ga cez Mo ei a
JULHO DE 2015
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
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MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA CIVIL 2014/2015
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL
Tel. +351-22-508 1901
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Edi ado po
FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO
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Po ugal
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Rep oduções pa ciais des e documen o se ão au o izadas na condição que seja
mencionado o Au o e ei a e e ência a Mes ado In eg ado em Engenha ia Ci il –
2014/2015 – Depa amen o de Engenha ia Ci il, Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade
do Po o, Po o, Po ugal, 2015.
As opiniões e in o mações incluídas nes e documen o ep esen am unicamen e o pon o de
is a do espe i o Au o , não podendo o Edi o acei a qualque esponsabilidade legal ou
ou a em elação a e os ou omissões que possam exis i .
Es e documen o oi p oduzido a pa i de e são ele ónica o necida pelo espe i o Au o .
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
Aos meus Pais e I mã
Mede o que é mensu á el e o na mensu á el o que não o é.
Galileu Galilei
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
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Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
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AGRADECIMENTOS
Ao P o esso Dou o Joaquim Poças Ma ins pela opo unidade disponibilizada, pela in o mação e
conhecimen os ansmi idos e pela ajuda o necida quando necessá ia.
Ao Engenhei o João Ga cez Mo ei a pelo apoio dado du an e a elabo ação da ese, pelas ideias
discu idas e ansmi idas, pelos conselhos dados e pela disponibilidade.
Ao Engenhei o Ví o Lemos pela o ma en usiás ica que demons ou ao ecebe -me nos Se iços
Municipalizados de Saneamen o Básico de Viana do Cas elo e pela opo unidade de ealização da
disse ação em pa cei a com es a en idade.
À Engenhei a Diana Cunha e ao Engenhei o José Cos a pelos conselhos, in o mações e dados
o necidos, pela simpa ia e disponibilidade demons adas ao longo da disse ação.
À Ma ia João po odas as expe iências passadas ao longo da disse ação, pelo incen i o e o ça dadas
nas boas e más ocasiões e pelo ca inho e paciência demons ados nes e pe íodo. O meu mais since o
ob igado.
À minha amília, nomeadamen e pais e i mã, pelos conselhos, o ça, o gulho, amizade e ca inho que
demons a am e con inuam a demons a ao longo do meu pe cu so académico e pela con iança e
apoio semp e p esen es.
Ao Júlio Rebelo, João Valen e, José Fe ei a e Ana Ri a pelo ca inho e amizade demons ados nes e
pe cu so e a odos os meus amigos pelo apoio.
À D. Esme alda pelo apoio, disponibilidade e ca inho ao longo da disse ação.
Um ag adecimen o especial ao meu a ô José Viei a pelo no ó io o gulho, ca inho e amizade dados
du an e g ande pa e des e pe cu so académico.
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Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
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RESUMO
A p esen e disse ação em como obje i o p incipal o desen ol imen o de es a égias de segmen ação
de edes públicas de abas ecimen o de água com is a à edução das pe das eais de água.
Os ní eis de pe das eais são um p oblema eco en e nos Sis emas de Abas ecimen o de Água (SAA)
sendo po isso u gen e a c iação de medidas e es a égias de comba e às pe das eais. A análise do
balanço híd ico com dados de mac o e mic omedição po sis ema, subsis ema ou Zonas de Medição e
Con olo (ZMC) pe mi e ob e uma noção sob e a dis ibuição das pe das eais na ede de
abas ecimen o de água e, des e modo, de ini ní eis di e en es de p io idades de a uação. Com a
de inição das p io idades es abelecidas é possí el adequa medidas de edução de pe das eais
compa í eis com cada zona.
A implemen ação de ZMC pe mi e ob e , igo osamen e, os caudais de en ada na ZMC e, com o
conhecimen o da água a u ada, é possí el conhece a água não a u ada (ANF) do sis ema. A análise
dos caudais que en am na ZMC pe mi e de e a no as ugas den o da ZMC uma ez que pode
oco e um pico epen ino e não espe ado do consumo ou o aumen o do caudal mínimo no u no.
Os c i é ios ge almen e usados pa a a delimi ação das ZMC são c i é ios opog á icos, demog á icos
( ais como o núme o de clien es e densidade de amais), c i é ios elacionados com as ca ac e ís icas
da ede ais como a ex ensão da ede e o es ado de conse ação da mesma, en e ou os.
A análise de oco ências pe mi e e uma ideia das causas, equência, ipo de ma e ial e localização
que as o iginam. O excesso de p essão na ede induz, ge almen e, oco ência de a a ias em condu as,
amais e acessó ios enquan o que oco ências em bocas de incêndio podem indicia uso abusi o da
população.
O con olo e ges ão de p essões, além de eduzi a p essão na ede e consequen es p oblemas causados
pela p essão, pe mi e ainda eduzi p oblemas elacionados com ligações inde idas. É ainda possí el,
com es a medida, iden i ica o apa ecimen o de no as ugas.
O uso conjun o de medidas como a implemen ação de ZMC e a ges ão de oco ências pe mi e uma
iden i icação ápida dos p oblemas da ede e de ugas enquan o que a ges ão de p essões é u ilizada
p incipalmen e na edução da axa de oco ências e dos caudais pe didos nas ugas.
A alidação do uso des es mé odos ai se e e uada pela obse ação do impac o causado nas pe das
eais e na água a u ada.
Os esul ados ob idos pe mi em conclui que a implemen ação das ZMC, da ges ão de oco ências e
ges ão e con olo de p essões êm um impac o mui o ele an e que ao ní el ges ão e o imização dos
SAA que ao ní el da sa is ação dos consumido es pela qualidade de se iço p es ado.
Pala as-Cha e: Sis ema de abas ecimen o de água, edução de água não a u ada, edução de pe das
eais, zonas de medição e con olo, ges ão de oco ências, ges ão e con olo da p essão.
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Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
ABSTRACT
The p esen disse a ion has as main objec i e he de elopmen o s a egies o segmen a ion o public
ne wo k supply sys ems o educe he eal losses o wa e .
The eal losses le els a e a ecu en p oblem in wa e supply sys ems equi ing he c ea ion o
measu es and s a egies o comba he eal losses. Ne wo k analysis enables o ob ain an idea abou he
dis ibu ion o he eal losses in he wa e supply sys ems and hus g ouping simila le els o eal
losses. By g ouping he e a eas by eal losses simila le els allows us o se di e en le els o ac ion
p io i ies and es ablish app op ia e measu es acco ding o he eal losses le els p e iously de ined.
The di ision in Dis ic Me e ed A eas is he nex s ep a e he di ision o he ne wo k in o smalle
a eas. Dis ic Me e ed A eas implemen a ion allows o ob ain he inle low a es, and wi h he
knowledge o he wa e bille in Dis ic Me e ed A eas, i is possible o know he unbilled wa e . The
unbilled wa e is di e en om eal losses bu allows o ob ain an idea o he beha io o he s udy
a ea. Analyses o he low en e ing he sys em allows de ec ing new leaks wi hin he s udy a ea since
he e may be a sudden spike and no expec ed consump ion o an inc easing o he Minimum Nigh
Consump ion.
The c i e ia gene ally used o he delimi a ion o Dis ic Me e ed A eas a e opog aphic,
demog aphic, c i e ia ela ed o ne wo k cha ac e is ics such as he ex ension o he ne wo k and he
conse a ion s a us o he ne wo k, among o he s.
The e en managemen analyses gi es an idea o he p oblem ha causes he appea ance o he e en s.
E en s ela ed o pipe and accesso ies p oblems may indica e ha he ne wo k is wi h excessi e
p essu e while hyd an p oblems may indica e some bad use o he popula ion.
P essu e con ol and managemen , besides educing he p essu e in he ne wo k caused by p essu e,
allows o u he educe p oblems associa ed wi h imp ope connec ions. I is possible, wi h his
measu e, o iden i y he appea ance o new leaks.
The combined use o measu es such as he implemen a ion o Dis ic Me e ed A eas and ecu ences
managemen allows a quick iden i ica ion o ne wo k p oblems and leakage while p essu e
managemen is mainly used o educe he occu ence a e and low los on he ails.
The alida ion o he use o hese me hods will be pe o med by obse ing he impac on eal losses
and unbilled wa e .
The esul s allowed o conclude ha he me hods desc ibed abo e ha e a e y signi ican impac a he
managemen and op imiza ion le els o he wa e supply sys ems and a he le el o cus ome
sa is ac ion.
KEYWORDS: Wa e supply sys em, unbilled wa e educ ion, eal losses educ ion, dis ic me e ed
a eas, e en managemen , managemen and con ol o p essu e.
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Figu a 46 - E olução do CMN na ZMC da Amo osa ......................................................................... 75
Figu a 47 - Relação en e a ANF e o CMN ........................................................................................ 76
Figu a 48 - Pad ão de consumo na ZMC de A i e no mês de junho de 2013 ...................................... 77
Figu a 49 - Pad ão de consumo na ZMC de A i e no mês de junho de 2014 ...................................... 77
Figu a 50 - Pad ão de consumo na ZMC de A i e no mês de junho de 2015 ...................................... 78
Figu a 51 - Caudal mínimo no u no na ZMC de A i e em junho de 2013 ........................................... 79
Figu a 52 - Caudal mínimo no u no na ZMC de A i e em junho de 2014 ........................................... 80
Figu a 53 - Caudal mínimo no u no na ZMC de A i e em junho de 2015 ........................................... 80
Figu a 54 - Pad ões de consumo da ZMC de Ge az do Lima no mês de junho de 2014 ...................... 81
Figu a 55 - Pad ões de consumo da ZMC de Ge az do Lima no mês de junho de 2014 ...................... 82
Figu a 56 - Consumos mínimos no u nos em junho de 2014 na ZMC de Ge az do Lima.................... 83
Figu a 57 - Consumos mínimos no u nos em junho de 2015 na ZMC de Ge az do Lima.................... 83
Figu a 58 - Rep esen ação dos pa ama es de p essão na ZMC de Ba oselas ...................................... 84
Figu a 59 - Pad ão de consumo no mês de junho de 2013 .................................................................. 85
Figu a 60 - Pad ão de consumo no mês de junho de 2014 .................................................................. 86
Figu a 61 - Pad ão de consumo de junho de 2015 .............................................................................. 87
Figu a 62 - Volumes dis ibuídos na ZMC de Ba oselas ................................................................... 87
Figu a 63 - Compo amen o da VRP de p essão ixa ao longo do mês de junho de 2015 .................... 88
Figu a 64 - Compo amen o da VRP modulado po PC ao longo de junho de 2015 ............................ 88
Figu a 65 - E ei o económico ao ní el da edução das pe das eais da aplicação da VRP ................... 89
Figu a 66 - E ei o económico ao ní el da edução do núme o de oco ências da aplicação da VRP .... 89
Figu a 67 - Mapa de p essões nas ZMC em es udo ............................................................................ 90
Figu a 68 - Relação en e UARL e a p essão ..................................................................................... 91
Figu a 69 - Cálculo do ILI pa a as ZMC em es udo ........................................................................... 91
Figu a 70 - E ei o da edução em 10% da p essão inicial nas es an es ZMC ..................................... 92
Figu a 71 - E ei o económico ao ní el da edução do núme o de oco ências da aplicação da VRP .... 92
Figu a 72 - Poupança o al deco en e da edução da p essão em 10% da p essão inicial .................... 92
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ÍNDICE DE QUADROS
Quad o 1 - Domínios de in e enção do PO SEUR ............................................................................ 12
Quad o 2 - Modelos de ges ão das emp esas de água ......................................................................... 14
Quad o 3 - Pano ama dos se iços de abas ecimen o de água em baixa (RASARP, 2012).................. 15
Quad o 4 - Balanço Híd ico .............................................................................................................. 20
Quad o 5 - Designações dos indicado es de desempenho ................................................................... 27
Quad o 6 - Ma iz al o de pe das eais (WBI) ................................................................................... 30
Quad o 7 - Balanço Híd ico 2013 dos SMSBVC ............................................................................... 55
Quad o 8 - Balanço Híd ico 2014 dos SMSBVC ............................................................................... 56
Quad o 9 - Ca ac e ís icas in aes u u ais das ZMC.......................................................................... 61
Quad o 10 - Valo es de e e ência pa a o índice AA11ab .................................................................. 66
Quad o 11 - Oco ências de i adas de a a ias em condu as e acessó ios na ZMC da Amo osa .......... 67
Quad o 12 - Valo es do índice AA11b pa a a ZMC da Amo osa ....................................................... 67
Quad o 13 - Oco ências de i adas de a a ias em condu as e acessó ios na ZMC de A i e ................ 67
Quad o 14 - Valo es do índice AA11b pa a a ZMC de A i e ............................................................. 67
Quad o 15 - Oco ências de i adas de a a ias em condu as e acessó ios na ZMC de Ge az do Lima . 68
Quad o 16 - Valo es do índice AA11b pa a a ZMC de Ge az do Lima .............................................. 68
Quad o 17 - Oco ências de i adas de a a ias em condu as e acessó ios na ZMC de Ba oselas ........ 68
Quad o 18 - Valo es do índice AA11b pa a a ZMC de Ba oselas ..................................................... 69
Quad o 19 - Compa ação dos alo es do índice AA11b dos SMSBVC e das ZMC es udadas ............ 69
Quad o 20 - Valo es de ANF e CMN na ZMC da Amo osa ............................................................... 74
Quad o 21 - E olução do CMN em unção das pe das eais............................................................... 78
Quad o 22 - Valo es de UARL das ZMC em es udo .......................................................................... 91
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ACRÓNIMOS
AdP
Águas de Po ugal
AES
Água En ada no Sis ema
ANF
Água Não Fa u ada
APA
Agência Po uguesa do Ambien e
APDA
Associação Po uguesa de Dis ibuição e D enagem de Águas
BH
Balanço Híd ico
CA
Consumo Au o izado
CAF
Consumo Au o izado Fa u ado
CANF
Consumo Au o izado Não Fa u ado
CAP
Con olo A i o de Pe das
CAPL
Cu en Annual Physical Losses
CFM
Consumo Fa u ado Medido
CFNM
Consumo Fa u ado Não Medido
CNFM
Consumo Não Fa u ado Medido
CNFNM
Consumo Não Fa u ado Não Medido
CPP
Con olo Passi o de Pe das
EG
En idade Ges o a
EM
E os de Medição
ETA
Es ação de T a amen o de Água
ERSAR
En idade Regulado a dos Se iços de Águas e Resíduos
FC
Fugas em Condu as
FR
Fugas nos Rese a ó ios
FRL
Fugas em Ramais de Ligação
GPI
Ges ão Pa imonial de In aes u u as
HUAM
Hid áulica U bana e Ambien al
ILI
Índice In aes u u al de Fugas (em inglês In as uc u al Leakage Index)
IST
Ins i u o Supe io Técnico
IWA
In e na ional Wa e Associa ion
LNEC
Labo a ó io Nacional de Engenha ia Ci il
MAOTE
Minis é io do Ambien e, O denamen o do Te i ó io e Ene gia
NEP
Ní el Económico de Pe das
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
x ii
OMS
O ganização Mundial de Saúde
ONU
O ganização das Nações Unidas
PA
Pe das de Água
PAA
Pe das Apa en es de Água
PEAASAR
Plano Es a égico de Abas ecimen o de Água e de Saneamen o de Águas Residuais
PENSAAR
Plano Es a égico Nacional pa a o Sec o de Abas ecimen o de Águas e Saneamen o de
Águas Residuais
PNUEA
Plano Nacional pa a o Uso E icien e da Água
PO SEUR
Plano Ope acional Sus en abilidade e E iciência no Uso de Recu sos
PRA
Pe das Reais de Água
QCA
Quad o Comuni á io de Apoio
QREN
Quad o de Re e ência Es a égica Nacional
RASARP
Rela ó io Anual dos Se iços de Águas e Resíduos em Po ugal
SAA
Sis ema de Abas ecimen o de Água
SMSBVC
Se iços Municipalizados de Saneamen o Básico de Viana do Cas elo
SWOT
S eng hs, Weaknesses, Oppo uni ies and Th ea s
UARL
Una oidable Annual Real Losses (em po uguês Pe das eais anuais ine i á eis)
UNA
Uso Não Au o izado
VRP
Vál ula Redu o a de P essão (em inglês P essu e Reducing Val e)
ZMC
Zona de Medição e Con olo
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
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Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
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INTRODUÇÃO
1.1. DESCRIÇÃO DO PROBLEMA
A água, al como a conhecemos, é um dos ecu sos mais impo an es pa a a ida no plane a Te a,
sendo assim necessá io p ocede à sua conse ação de o ma mais e icien e possí el. A e iciência do
uso dos ecu sos híd icos nos sis emas de abas ecimen o de água é um dos obje i os na ges ão dos
mesmos.
Em 2013, a En idade Regulado a dos Se iços de Águas e Resíduos (ERSAR) e i ica que, em média,
ce ca de 35% da água cap ada, a ada e dis ibuída pelos sis emas de abas ecimen o não é a u ada,
co espondendo is o a uma si uação cla amen e insa is a ó ia. Ce ca de 24% co espondem às pe das
eais enquan o que os es an es 11% ep esen am as pe das apa en es e a consumos au o izados não
a u ados. Is o ep esen a ce ca de 300 milhões de me os cúbicos de água não a u ados ep esen ando
um p ejuízo pa a as en idades ges o as de ce ca de 167 milhões de eu os (ERSAR, 2013). Des e modo,
é impo an e a edução da água não a u ada, e consequen emen e as pe das de água, pa a alo es mais
baixos possí eis e economicamen e iá eis.
A água não a u ada em uma eno me epe cussão na a u ação das En idades Ges o as (EG) além do
impac o nega i o que causam a ní el ambien al, in aes u u al, económico- inancei a e social. Es a é
ainda um ema p e e encial pa a a comunicação social e associações de de esa do consumido . A
edução das pe das de água con ibui pa a o aumen o da c edibilidade da En idade Ges o a endo
consequen e e ei o no alo da a i a.
As pe das de água p esen es nos sis emas de abas ecimen o encon am-se di ididas em pe das eais e
pe das apa en es. As pe das eais e e em-se aos ex a asamen os e ugas nos ese a ó ios, ugas nas
condu as e ugas nos amais de ligação enquan o que as pe das apa en es es ão elacionadas com os
e os de medição e com o consumo não au o izado.
A p esen e disse ação oca -se-á no desen ol imen o de es a égias de segmen ação de edes de
abas ecimen o de água a a és da implemen ação de Zonas de Medição e Con olo (ZMC), ges ão e
análise de oco ências, moni o ização da p essão e mac omedição.
O obje i o p incipal da disse ação é a a aliação de p ocessos de edução de pe das eais eco endo-se
pa a al ao es udo e análise de caudais, nomeadamen e os caudais no u nos, à análise de oco ências
em ZMC p e iamen e de inidas e ao con olo de p essões.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
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1.2. ORGANIZAÇÃO DA ESTRUTURA
A p esen e disse ação encon a-se di idida em 6 capí ulos o ganizados de o ma a pe mi i uma boa
comp eensão da mesma. Ap esen a-se, de seguida, a o ganização dos capí ulos e uma b e e explicação
dos assun os abo dados:
Capí ulo 1: Nes e capí ulo az-se uma abo dagem ge al do ema em es udo, enquad ando-se o
ema num pano ama económico, social e ambien al, e ap esen a-se ainda o obje i o p opos o
pela p esen e disse ação.
Capí ulo 2: Capí ulo onde se az um enquad amen o da disse ação no pano ama nacional.
Ap esen a-se a cons i uição de um sis ema de abas ecimen o de água, o se o do abas ecimen o
de água em Po ugal, nomeadamen e legislação e planos em igo , os modelos em igo das
en idades ges o as e os p oblemas en en ados pelo se o em Po ugal.
Capí ulo 3: Âmbi o e de inição conc e a dos obje i os da p esen e disse ação.
Capí ulo 4: Ap esen ação da emp esa Se iços Municipalizados de Saneamen o Básico de
Viana do Cas elo (SMSBVC): in odução his ó ica, es udo da ede e análise dos componen es
e e en es às pe das de água.
Capí ulo 5: Ap esen ação e de inição do caso de es udo: localização, ca ac e ização e análise
das condições em igo . Es udo de iabilidade de aplicação do con olo da p essão na zona em
es udo.
Capí ulo 6: No úl imo capí ulo êm luga as conclusões e i adas do p esen e es udo.
Capí ulo 7: Capí ulo das ecomendações pa a os abalhos u u os.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
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2
PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
2.1. CONTEXTUALIZAÇÃO DE UM SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
A O ganização das Nações Unidas econheceu, em agos o de 2007, como di ei o humano o acesso à
água po á el p óp ia e de qualidade (ONU, 2007). A cap ação, a amen o, adução, ese a e
dis ibuição de água a é ao consumido inal de e á enquad a exigências de p es ação de um se iço,
ga an indo a qualidade, quan idade e con inuidade. Em Po ugal, o se iço público de abas ecimen o
de água é di idido em sis emas em “al a” e em “baixa”.
Face ao c escimen o acen uado da população a ní el global, à a iação dos consumos p esen es na
ede, à ob igação de cump imen o de pa âme os de qualidade de água, en e ou os, a ges ão de um
SAA o na-se num desa io com impo an es consequências a ní el social, in aes u u al, económico e
ambien al.
Na ges ão de um sis ema de abas ecimen o de água (SAA) incluem-se as ases de conceção,
cons ução, ope ação, manu enção e eabili ação. De modo a ga an i a sus en abilidade das en idades
ges o as, o a i á io aplicado de e ga an i a ecupe ação dos cus os ine en es às ases acima e e idas
e ac escido de uma ma gem de luc o, de modo a ga an i a cobe u a dos gas os o ais. A aplicação da
a i a social pa a amílias ca enciadas e nume osas é ecomendada pela En idade Regulado a de
Se iços de Água e Resíduos.
A ges ão de um SAA encon a-se sujei a à a aliação, po pa e da ERSAR, a a és de um conjun o de
Indicado es de Desempenho p eenchidos anualmen e, como mecanismo de benchma king.
2.1.1. CONSTITUIÇÃO DE UM SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Segundo o Minis é io da Ag icul u a, Ma , Ambien e e O denamen o do Te i ó io um sis ema de
abas ecimen o de água pode se de inido como o “conjun o de ob as, equipamen os e se iços
des inados ao abas ecimen o de água po á el de uma comunidade pa a ins de consumo domés ico,
se iços públicos, consumo indus ial e ou os usos” (Minis é io da Ag icul u a, 2012). Um sis ema
de abas ecimen o de água a a de odas as e apas desde o momen o da cap ação da água a é à
dis ibuição e en ega ao consumido inal. Es a en ega em de se e e uada cump indo de e minados
c i é ios ais como a qualidade da água, a cons ância na en ega dos caudais e a p essão adequada nos
pon os de consumo. Es es sis emas êm dimensões a iadas e são di e en emen e dimensionados ace à
população a se i , c i é ios de ins alação de equipamen os, necessidades de água, en e ou os.
Es es equipamen os e ins alações encon am-se dis ibuídos po unções de modo a pe mi i um bom
uncionamen o do sis ema. As e apas do SAA são dimensionadas endo em con a a en ega
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
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Os obje i os impos os a ní el nacional passam po do a o país com 95% da população o al com
acesso a abas ecimen o de água po á el e 90% de acesso a edes de saneamen o, po impo indicado es
de desempenho de modo a aze um con olo mais po meno izado do se o e po es abelece c i é ios
de cob ança de a i as compa í eis com a população em causa. Do pon o de is a da sus en abilidade,
en ou ga an i -se a amo ização do in es imen o a a és da p es ação dos se iços, melho ia e
o imização da ges ão da en idade e eliminação de cus os ela i os à al a de e iciência da ede e a
con ibuição da dinamização do se o p i ado a ní el nacional e local (ERSAR, INAG, 2007).
Ao ní el do in es imen o necessá io pa a a conc e ização das me as impos as, es e oi di idido em
sis ema em “al a” com um in es imen o es imado de 1 600 milhões de eu os e em sis ema em “baixa”
com um in es imen o de 2 200 milhões de eu os (Conselho Nacional da Água, 2014). Es e
in es imen o e e aplicação na in e ligação dos dois sis emas e e idos, na eno ação e eabili ação
dos p ocessos ela i os à edução de pe das o ais de água e na subs i uição dos sis emas uni á ios po
sis emas sepa a i os (ERSAR, INAG, 2007).
2.2.1.3. PENSAAR 2020
A aplicação do PEAASAR II ob igou o se o a e e ua emodelações p o undas no modo de ope ação
dos mesmos. Es as mudanças in oduzi am me odologias e c i é ios uni o mes po odo o país c iando
assim ins i uições cuja p incipal unção é assegu a o bom uncionamen o e compe i i idade do se o .
Es e documen o, ao con á io dos ou os, ap esen a um obje i o p incipal i ado à componen e da
ges ão dos sis emas de abas ecimen o de água. Des e modo, o documen o apon a pa a uma e icaz
ges ão dos a i os, melho ia da qualidade do se iço e ga an i a sus en abilidade das en idades, além
dos obje i os p esen es nos documen os p eceden es (Conselho Nacional da Água, 2014).
O PENSAAR 2020 encon a-se di idido segundo 5 eixos, is o é, 5 obje i os cla amen e de inidos
ga an indo assim a sus en abilidade do se o . Es es obje i os são (Conselho Nacional da Água, 2014):
1) Eixo 1: P o eção do ambien e e melho ia das qualidades das massas de água;
2) Eixo 2: Melho ia da qualidade dos se iços p es ados;
3) Eixo 3: O imização e ges ão e icien e dos ecu sos;
4) Eixo 4: Sus en abilidade económico- inancei a e social;
5) Eixo 5: Condições básicas e ans e sais.
Pa a cada um des es eixos o am de inidos obje i os ope acionais ( e Figu a 3), es ando cada um
des es obje i os sujei os a indicado es de a aliação de qualidade do se iço, de modo a acili a o
acompanhamen o do cump imen o das a e as (Conselho Nacional da Água, 2014).
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
11
Figu a 3 - Eixos e obje i os ope acionais de inidos no PENSAAR 2020.
O inanciamen o oi a ibuído endo em con a a di iculdades de conc e ização de cada obje i o e a
impo ância do mesmo. Des e modo o Eixo 3 se á o mais bene iciado em de imen o do Eixo 4. Es e
p og ama encon a-se a ualmen e em igo , em como limi e o ano de 2020 e disponibiliza ce ca de
3700 milhões de eu os a u iliza pa a a conc e ização dos obje i os es abelecidos (Conselho Nacional
da Água, 2014).
2.2.1.4. PO SEUR
O P og ama Ope acional Sus en abilidade e E iciência no Uso de Recu sos (PO SEUR) é uma
e amen a c iada pelo PENSAAR 2020 e em como p incipal unção ga an i o uso dos ecu sos
disponí eis com a maio e iciência possí el. Es e p og ama isa ga an i o c escimen o sus en á el do
se o u ilizando a meno quan idade possí el de ecu sos c iando ao mesmo empo iqueza, pos os de
emp ego e aumen o do conhecimen o disponí el.
De o ma semelhan e ao PEAASAR II, o PO SEUR assen a sob e 3 eixos p incipais es ando es es
elacionados in imamen e com uma pe spe i a de sus en abilidade do se o e do ambien e. Os eixos
e e idos são (2015):
1) Eixo 1: Apoia a ansição pa a uma economia com baixas emissões de ca bono em odos os
se o es
2) Eixo 2: P omo e a adap ação às al e ações climá icas e a p e enção e ges ão de iscos
3) Eixo 3: P o ege o ambien e e p omo e a e iciência dos ecu sos
Os domínios ine en es ao PO SEUR, ap esen ados an e io men e, podem se esumidos pelo .
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
12
Quad o 1.
Quad o 1 - Domínios de in e enção do PO SEUR
Quan o à es u u a des e plano emos a Comissão Di e i a, o Comi é de Acompanhamen o e o
Sec e a iado Técnico es ando es e úl imo sob a alçada da Comissão Di e i a. A Comissão Di e i a é
esponsá el po odo o acompanhamen o do p og ama assim como a ges ão, execução e bom
uncionamen o do mesmo. O Comi é de Acompanhamen o é esponsá el pela execução do p og ama,
a e iguação do p og esso e pela análise de ques ões le an adas du an e a execução do p og ama. Es e
comi é é compos o po odas as en idades en ol idas na execução do p og ama e ainda po
o ganizações de ca ác e económico e social de ele o nacional (Agência Po uguesa do Ambien e,
Go e no de Po ugal, 2012).
2.2.1.5. PNUEA
O Plano Nacional pa a o Uso E icien e da Água em de encon o à necessidade de o imização das
en idades ges o as ace aos p oblemas de despe dício de água. Es e plano, ao con á io dos ou os, oca
exclusi amen e a emá ica das pe das de água e o imização na sua u ilização. Vis o que Po ugal é um
país com alguma egula idade climá ica, é necessá io p ocede à conse ação de oda a massa de água
disponí el. Es e documen o oi sendo desen ol ido desde o início dos anos 2000 e e e a sua
implemen ação no ano de 2012, sendo a alidade do mesmo o ano 2020 (Agência Po uguesa do
Ambien e, Go e no de Po ugal, 2012).
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
13
O p incipal obje i o p opos o é “a p omoção do Uso E icien e da Água em Po ugal, especialmen e
nos se o es u bano, ag ícola e indus ial, con ibuindo pa a minimiza os iscos de escassez híd ica e
pa a melho a as condições ambien ais nos meios híd icos, sem pô em causa as necessidades i ais e
a qualidade de ida das populações, bem como o desen ol imen o socioeconómico do país.” (Agência
Po uguesa do Ambien e, Go e no de Po ugal, 2012).
Com a implemen ação des e documen o p e ende-se ainda diminui os olumes de água ejei ada e a
edução da ene gia consumida. Os esul ados daí p o enien es passam po uma no a
consciencialização do uso da água, melho ia e o imização no anspo e e dis ibuição da água e
melho ias do pon o de is a económico e ambien al (Agência Po uguesa do Ambien e, Go e no de
Po ugal, 2012).
2.2.2. SETOR EM PORTUGAL
O se o da água em Po ugal em so ido algumas al e ações nos anos mais ecen es em p ol da
melho ia do se iço e da qualidade. Po ugal con a com ce ca de 10,46 milhões de habi an es (INE,
2011) es ando es es localizados po 18 Dis i os e 2 Go e nos Regionais. His o icamen e, o país em
so ido uma e olução bas an e conside á el endo is o o acesso ao abas ecimen o de água aumen a
de alo es de ce ca de 80% nos anos 90 a é aos a uais 95%, alo es egis ados em 2011. O ní el de
acesso a água po á el ambém so eu um aumen o: em 1993 egis a am-se alo es na o dem 50% e
a ualmen e egis a-se o alo de 98%, alo es de 2011 (Ges ão do ciclo u bano da água: Que soluções
pa a a sus en abilidade?, 2012).
A acessibilidade ísica do se iço aumen ou signi ica i amen e na o dem de ap oximadamen e 1% ao
ano. Po ou o lado, o ní el de adesão de se iço ap esen a alo es algo in e io es ao ní el de
a endimen o. Is o jus i ica-se pelo ecu so a poços a esanais nas populações mais isoladas acabando
po se o na uma solução economicamen e mais iá el (Ges ão do ciclo u bano da água: Que
soluções pa a a sus en abilidade?, 2012).
2.2.2.1. Modelos de Ges ão
A dis ibuição de água pelas populações é da esponsabilidade de um conjun o de o ganizações com
um obje i o em comum. Es a esponsabilidade é pa ilhada pelo Es ado e pelos municípios. O Es ado
é esponsá el pela componen e mul imunicipal, ou seja, odos os sis emas ela i os a dois ou mais
municípios, cujo in es imen o seja da ob igação do Es ado e em p ol de in e esses nacionais. Os
municípios esponsabilizam-se pelos sis emas municipais. De modo a se em mais e icazes, es es
úl imos podem eo ganiza -se en e eles, dando o igem a associações de municípios.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
14
A escolha do modelo de ges ão dos sis emas de abas ecimen o de água encon a-se dependen e de
á ios a o es e em Po ugal, uma ez que exis em mais de 500 en idades ges o as, exis e uma
a iabilidade g ande na escolha dos modelos. No Quad o 2 (Jaime Bap is a Melo, 2013) ap esen ado
abaixo suma iza-se os modelos de ges ão usados em Po ugal e o ipo de pa ce ia e e uada.
Quad o 2 - Modelos de ges ão das emp esas de água
2.2.2.2. O ganização Te i o ial do se o em Po ugal
Em Po ugal, a componen e do abas ecimen o de água conside ada em “al a” é con olado
essencialmen e pelas Águas de Po ugal (AdP). O g upo AdP de ém ce ca de 80% da água em “al a” e
encon a-se o ganizado em 19 en idades ges o as, si uação em inais de 2014, es ando em cu so uma
eo ganização do g upo AdP. A p opos a em cu so ai ag upa algumas en idades ges o as dando
assim o igem a 5 sis emas com maio dimensão e escala (Go e no de Po ugal, 2014).
A Figu a 4 (Go e no de Po ugal, 2014) ap esen a a eo ganização do g upo AdP.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
15
Figu a 4 - Reo ganização do g upo AdP
O Quad o 3 ap esen a a quan idade de en idades ges o as na componen e em “baixa” ela i amen e ao
ipo de modelo de ges ão em p á ica, assim como dados ela i os ao impac o que cada En idade
Ges o a em. As concessões municipais, apesa do núme o eduzido, a a és da pequena á ea de
a uação, acabam po e uma densidade populacional bas an e ele ada. Con a iamen e, os se iços
municipais, que apesa do ele ado núme o, ab angem uma á ea mui o g ande, eduzindo assim a
densidade populacional (Jaime Bap is a Melo, 2013).
Quad o 3 - Pano ama dos se iços de abas ecimen o de água em baixa (RASARP, 2012)
A ní el nacional, pa a o sis ema em “baixa”, exis e uma g ande dispe são do ipo de modelo de ges ão
aplicado. Es a dispe são de e-se ao ipo de aco dos e e uados en e municípios e Es ado, à dimensão e
escala de cada EG, en e ou os a o es.
A Figu a 5 mos a a dis ibuição geog á ica da componen e em “baixa” no e i ó io nacional.
Analisando a Figu a 5, é possí el e i ica que os se iços municipais são o modelo p edominan e e
êm pa icula impo ância nas zonas mais in e io es de Po ugal. Po ou o lado, as zonas u banas
encon am-se abas ecidas essencialmen e po concessões de municípios. Exis em ainda alguns
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
16
concelhos com duas ou mais en idades podendo assim indica uma en a i a de aumen o de dimensão
das en idades ges o as (Jaime Bap is a Melo, 2013).
Figu a 5 - Dis ibuição geog á ica dos se iços de abas ecimen o em “baixa” (RASARP, 2012)
2.2.2.3. P oblemas en en ados pelo se o em Po ugal
O se o da água em Po ugal encon a-se sob no a eo ganização que a ní el e i o ial que a ní el de
ges ão, passando pela componen e económico- inancei a e pela qualidade de p es ação de se iços.
Es es p oblemas encon am-se e e enciados no PEAASAR II e podem se enume ados da seguin e
o ma (ERSAR, INAG, 2007):
P oblemas de na u eza es u u al:
Ní eis de a endimen o às populações em quan idade e qualidade que ainda não a ingem
plenamen e os pad ões de qualidade de ida e p o eção ambien al exigí eis numa sociedade
mode na e desen ol ida;
Ges ão sepa ada do abas ecimen o de água e do saneamen o de águas esiduais, com ausência
de in eg ação na pe spe i a do ciclo u bano da água, não pe mi indo uma co e a a iculação
en e cap ações e ejeições;
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
17
De icien e a iculação en e as e en es em “al a” e em “baixa”, com consequências na plena
ope acionalidade das in aes u u as cons uídas e no a endimen o ao público;
Exis ência de um núme o signi ica i o de sis emas de pequena dimensão, insusce í eis de
ob enção de economias de escala;
Insu icien e egulamen ação dos modelos de ges ão di e a au á quica (se iços au á quicos,
se iços municipalizados, emp esas municipais).
P oblemas de na u eza ope acional:
Fal a de capacidade de ges ão e de ope ação dos se iços em mui os sis emas municipais, pela
inexis ência de uma lógica emp esa ial e pela ca ência de ecu sos humanos especializados,
p e alecendo equen emen e uma lógica com pouca acionalidade económica, com
consequências nega i as na o imização da elação en e cus o e qualidade de se iço;
Qualidade da água dis ibuída ainda de icien e em alguns casos pon uais, e i icando-se que
nem odas as análises exigidas o am ealizadas e algumas ap esen a am iolações ace à
legislação exis en e;
Ele ado ní el de água não a u ada nos sis emas de abas ecimen o de água, seja po consumo
não medido, seja po pe das ísicas de idas, nomeadamen e, a o u as esul an es de ausência
de es a égias de eabili ação;
De icien e planeamen o dos in es imen os e da sua execução, que se aduz em si uações de
inope acionalidade de algumas in aes u u as de ido à al a de ou as que as de e iam
comple a ;
Ele ado ní el de en elhecimen o p ecoce e de deg adação de mui os sis emas, com g ande
núme o de a a ias, implicando a necessidade de epa ações e de in e upções de
uncionamen o, em consequência de ausência de es a égia de ges ão pa imonial das
in aes u u as.
P oblemas de na u eza económico- inancei a:
No que espei a às a i as p a icadas pelas au a quias jun o dos consumido es, impo an es
di e enças de alo es médios den o do País e den o da mesma egião pa a o abas ecimen o
público de água, sem co elação e iden e com a escala do sis ema, com a população se ida
ou com a qualidade do se iço p es ado, e g ande a iabilidade de polí icas a i á ias, com
equen e al a de acionalidade no espe i o cálculo, e de pe iodicidade de a u ação;
G ande des asamen o en e as a i as p a icadas e as a i as necessá ias numa lógica de
ecupe ação de cus os, com equen e insu iciência pa a a cobe u a dos cus os eais em
sis emas municipais sob ges ão au á quica, o que con a ia o dispos o no A .º 9º da Di e i a
Quad o da Água;
Ele adas necessidades inancei as pa a a ingi os obje i os es abelecidos, que em boa pa e
não pode ão se cobe as po subsídios;
Di iculdade de cobe u a das necessidades de in es imen o e de pagamen o dos cus os de
inanciamen o a a és do cash- low ge ado, em mui as egiões, nomeadamen e nas de baixa
densidade populacional, suge indo a necessidade de es abelece mecanismos de solida iedade
en e egiões, de modo a pe mi i a ixação de a i as socialmen e acei á eis;
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
18
Ele ado ní el de dí idas dos municípios às emp esas concessioná ias mul imunicipais e
municipais.
P oblemas de na u eza ambien al:
Si uações ainda exis en es de incump imen o da legislação ambien al em igo , po
desajus amen o das in aes u u as às exigências legais, po al a de ealização de
in es imen os em in aes u u as e po p oblemas na explo ação das exis en es;
Necessidade de adap ação das in aes u u as cons uídas às exigências u u as.
A al a de dimensão das en idades ges o as p o oca um g a e p oblema ao ní el das a i as. A al a de
maximização dos a o es de luc o assim como a incapacidade de se ob e cus os de p odução baixos
p o ocam si uações de ins abilidade nas en idades ges o as. Des e modo é necessá io, quando
possí el, ag ega di e sas en idades ges o as mino ando assim os cus os de in es imen o e p odução e
maximizando os luc os a a és de a o es de escala.
Em Po ugal, exis e ainda uma dispa idade de a i as en e o Li o al e o In e io . Es a dispa idade
oco e po que os cus os de p odução no in e io são mais ele ados e as a i as não e elam es es
cus os. Po sua ez, a população abas ecida é bas an e in e io no in e io o nando assim os cus os de
dis ibuição de água mais ele ados e, mais uma ez, c iando ins abilidade económico- inancei a na
en idade ges o a. Is o em ainda implicação do pon o de is a de jus iça social o iginando g andes
di e enças de a i as en e di e sos municípios.
Ou o p oblema eco en e de g ande pa e das en idades ges o as é a incapacidade de ecupe ação dos
cus os de in es imen o iniciais e de ope ação dos sis emas de abas ecimen o a a és da aplicação de
a i as. A manu enção/ epa ação que as edes exigem e a não manu enção das mesmas implica ainda
cus os ac escidos, pio ando o cená io p esen e nas en idades ges o as.
O dimensionamen o das edes de abas ecimen o exige que se e e uam á ias conside ações. Uma das
conside ações que le a ao sob edimensionamen o das edes é a es ima i a populacional pa a o ano
ho izon e de p oje o. Es a es ima i a, mui as ezes, não se e i ica o iginando assim cus os adicionais
e pe das associadas ao sob edimensionamen o das edes. Ve i ica-se ainda a al a de cump imen o de
no mas ambien ais, de ido à al a de capacidade de epa ação das in aes u u as o nando o p oblema
mais g a e ao longo do empo.
2.3. PERDAS DE ÁGUA
A acionalização e o uso e icien e da água, como e e ido an e io men e, em o es implicações ao
ní el da saúde inancei a das en idades e do impac o ambien al p o ocado po es as uma ez que a
água despe diçada é água não a u ada.
A água não a u ada em Po ugal onda os 35% sendo es e um alo bas an e ele ado pa a a a ual
si uação do País. Es a água não a u ada em um impac o duplamen e nega i o nas en idades ges o as
uma ez que, sendo es a água cap ada do meio híd ico, implica cus os ela i os à cap ação de água,
a amen o e anspo e acabando no u u o po se despe diçada implicando assim a não cob ança da
mesma (ERSAR, 2013).
A ERSAR conside a como “limia écnico acei á el de água não a u ada o alo de 20% da água
en ada nos sis emas de abas ecimen o, os ope ado es inco e am em cus os po água cap ada, a ada
dis ibuída, mas que acaba po não se a u ada, de ce ca de 167 milhões de eu os, exis indo po isso
um g ande po encial de melho ia” (ERSAR, 2013).
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
19
De um modo sucin o é possí el sepa a as pe das o ais de água em pe das eais e pe das apa en es
endo es as di e sas o igens. As pe das eais elacionam-se com pe das ísicas enquan o que as pe das
apa en es são pe das não ísicas, is o é, de i adas de consumos ilíci os ou e os de lei u a/medição dos
con ado es. Ap esen a-se de seguida um esquema das o igens das pe das de água (Figu a 6 (Fa ley,
2008)). A igu a mos a que as pe das eais são de i adas de ugas em condu as, amais e ese a ó ios
enquan o que as pe das apa en es se elacionam com e os em con ado es, uso não au o izado e e os
de egis o e p ocessamen o de dados.
Figu a 6 - Componen es das pe das de água
A aplicação de medidas de edução de pe das de água, an o eais como apa en es, implica
in es imen o das EG que ao ní el de es a égias não in aes u u ais como in aes u u ais. As
es a égias não in aes u u ais incluem a o mação dos ecu sos humanos, a sensibilização da
população se ida, a ins umen ação (medido es de caudal, ál ulas edu o as de p essão, senso es de
p essão) e ecnologia associadas (so wa es de ges ão de ope ação e manu enção, eleges ão, SIG,
eleme ia, en e ou os). As es a égias in aes u u ais incluem eno ação e eabili ação de ede e
ese a ó ios, mudança de esquema de uncionamen o e segmen ação de edes. Da aplicação das
medidas an e io men e e e idas pode esul a uma poupança de ene gia signi ica i a.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
26
Pa a o comba e e icaz das pe das eais é necessá io analisa o p oblema de um pon o de is a amplo,
is o é, é p eciso aze uma a aliação da dimensão do p oblema e pos e io men e o desen ol imen o de
uma es a égia de comba e às pe das eais. Es as es a égias passam pela iden i icação do ipo e
localização das ugas a a és da ins alação de medido es de caudal c iando assim zonas de medição e
con olo ou a a és do uso de equipamen o de de eção de ugas. A Figu a 13 (Helena Aleg e, 2005)
ap esen a um o ganog ama sob e a abo dagem às pe das eais.
Figu a 13 - Con olo de pe das de água em sis emas públicos de adução e dis ibuição
2.3.4. INDICADORES DE DESEMPENHO
A ERSAR é a en idade que em como esponsabilidade o bom uncionamen o do se o e o
cump imen o de obje i os e me as p opos os pelas EG. Es a en idade em como unção e e ua es udos
compa a i os en e EG e de e mina , caso seja necessá io, medidas pa a o bom uncionamen o das
mesmas. Des e modo su ge a necessidade de c iação de Indicado es de Desempenho que pe mi am
uma a aliação igo osa e c i e iosa do se o e ao mesmo empo aze uma análise es a ís ica e
compa a i a das en idades ges o as en ol idas. A ualmen e, a ERSAR ob iga que odas as en idades
espondam a um conjun o de Indicado es de Desempenho. A u ilização des es indicado es pode se
e e uada pelas en idades ges o as de modo a e e ua em elas p óp ias uma análise SWOT da en idade e
assim oma medidas.
Os indicado es u ilizados e le em odo o se o da água ab angendo assun os como a saúde inancei a
das en idades à capacidade de eação ace ao p oblema das pe das. Com o conhecimen o adqui ido ao
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
27
longo dos anos é ainda possí el e a capacidade que as EG êm em man e e melho a os pad ões
es abelecidos.
A o ganização dos indicado es es abelecidos encon a-se di idida em (LNEC, ERSAR, 2013):
Indicado es de in e ace com o u ilizado , is o é, pe mi em a alia o se iço o e ecido pela EG
aos u ilizado es ao ní el da acessibilidade e qualidade do se iço p es ado;
Indicado es de sus en abilidade da ges ão do se iço o iginando, des e modo, pa âme os que
azem a análise da si uação económico- inancei a dos se iços; a aliação das in aes u u as e
qualidade das mesmas e odos os pa âme os en ol idos na p odu i idade dos ecu sos
humanos;
Indicado es de sus en abilidade ambien al isando es es a a aliação e impac o p o ocado pela
EG.
Os indicado es de desempenho ap esen am-se bem iden i icados de modo a p ocede -se uma a aliação
ápida e mais obje i a des acando-se os indicado es de ecu sos híd icos, indicado es ope acionais e os
indicado es económico- inancei os. Os indicado es são ge almen e ap esen am e sujei os às espe i as
eg as de p ocessamen o. Es es indicado es podem se adimensionais (ap esen ados sem unidades ou
em pe cen agem) ou em unção de uma in ensidade ou de ou a medida (€/m3 po exemplo).
Ap esen a-se, no Quad o 5, a di isão e e uada pelo In e na ional Wa e Associa ion (IWA) (Helena
Aleg e, 2004) (Helena Aleg e, 2004).
Quad o 5 - Designações dos indicado es de desempenho
O indicado usado pa a calcula a pe cen agem de pe das eais num SAA é o indicado WR1. Es e
indicado em indo a se subs i uído po ou os indicado es uma ez que nem semp e ap esen a um
esul ado co e o. A ob enção des e pa âme o esul a da seguin e ó mula (Helena Aleg e, 2004):
𝑊𝑅1= 𝑉𝑝𝑒𝑟𝑑𝑎𝑠 𝑟𝑒𝑎𝑖𝑠
𝑉á𝑔𝑢𝑎 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎 𝑛𝑜 𝑠𝑖𝑠𝑡𝑒𝑚𝑎 ∗100 (4)
Os a o es ope acionais de maio ele o e e em-se à e icácia das en idades ges o as ace ao p oblema
das pe das de água. Es es a o es analisam, essencialmen e, a EG sob o pon o de is a do es ado e
manu enção da ede de dis ibuição e qualidade de dis ibuição do se iço.
O a o Op23 analisa as pe das de água po amal de ligação du an e um de e minado pe íodo de
empo (Helena Aleg e, 2004).
𝑂𝑝23=(𝑃𝑒𝑟𝑑𝑎𝑠 𝑑𝑒 á𝑔𝑢𝑎
𝑃𝑒𝑟í𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑒 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜)∗365
𝑁º 𝑑𝑒 𝑟𝑎𝑚𝑎𝑖𝑠 (5)
O a o Op24 ep esen a as pe das de água po unidade de comp imen o da ede, is o é, pelo soma ó io
de odos os oços de condu as (Helena Aleg e, 2004)
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
28
𝑂𝑝24=𝑃𝑒𝑟𝑑𝑎𝑠 𝑑𝑒 á𝑔𝑢𝑎
𝑃𝑒𝑟í𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑒 𝑟𝑒𝑓𝑒𝑟ê𝑛𝑐𝑖𝑎
𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠 𝑑𝑎𝑠 𝑐𝑜𝑛𝑑𝑢𝑡𝑎𝑠 (6)
O índice in aes u u al de ugas é ep esen ado pelo indicado Op29 sendo necessá io, em p imei o
luga , calcula o alo das pe das eais mínimas (Helena Aleg e, 2004).
𝑂𝑝29=
𝑂𝑝27
18∗𝐶8
𝐶24+0.7+.025∗𝐶25
𝐷34
10 (7)
Sendo o Op27 o a o de pe das eais po amal exp esso em m3/ amal/dia, o a o C8 o comp imen o
de condu as exp esso em km, o a o C24 o núme o de amais, o a o C25 o comp imen o médio dos
amais de ligação e o a o D34 e p essão média de ope ação (Helena Aleg e, 2004).
Pa a uma melho a aliação da água não a u ada de uma EG su ge o pa âme o Fi46 que calcula a
pe cen agem de água não a u ada em unção da água en ada no sis ema (Helena Aleg e, 2004).
𝐹𝑖46=Á𝑔𝑢𝑎 𝑛ã𝑜 𝑓𝑎𝑡𝑢𝑟𝑎𝑑𝑎
Á𝑔𝑢𝑎 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎 𝑛𝑜 𝑠𝑖𝑠𝑡𝑒𝑚𝑎 ∗100 (8)
Es e a o em exp esso em pe cen agem e elaciona dois olumes de água p esen es numa ede de
dis ibuição de água (Helena Aleg e, 2004).
2.3.5. CONTROLO DE PERDAS DE ÁGUA
O despe dício de água em de se comba ido que ao ní el da en idade ges o a a a és da ins i uição de
mecanismos de con olo e edução de pe das bem como pelos consumido es num es o ço de edução
do consumo de água.
A me odologia pa a edução das pe das de água pa e da de e minação de um alo mínimo de pe das
possí el de a ingi , is o é, alcança um alo de pe das económico e a pa i do qual não é bené ico
implemen a medidas, is o que o bene icio é in e io ao in es imen o. Assim sendo, é necessá io
de e mina en ão es e ní el mínimo de pe das.
2.3.5.1 Ní el económico de pe das (NEP)
O ní el económico de pe das e e e-se ao alo de pe das a pa i do qual o bene ício na edução das
pe das é in e io ao in es imen o e e uado. Es e ní el de pe das é encon ado p ocedendo ao es udo de
odos os elemen os que compõem um sis ema de abas ecimen o. Es e alo p essupõe ainda que a
en idade ges o a em capacidade pa a a ins alação de equipamen o de con olo a i o de pe das.
A elação en e pe das, que eais que apa en es, e o cus o o al anual pode se ep esen ado pela
Figu a 14 (Helena Aleg e, 2005). Es e quad o ap esen a a a iação do alo da água despe diçada em
unção das pe das ao mesmo empo que ap esen a os cus os associados aos mecanismos de con olo
a i o de pe das. À medida que as pe das de água aumen am, os cus os da água aumen am
consequen emen e e a pa i de de e minado ní el pe das de água o cus o do con olo a i o de pe das
o na-se mais eduzido endo endência a adqui i alo es mui os eduzidos pa a alo es de pe das
ele ados. É necessá io assim es uda um pon o ó imo de modo a que as pe das não sejam
exage adamen e ele adas.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
29
Figu a 14 - Ní el económico de pe das
Os a o es que in luenciam o cálculo do NEP es ão di e amen e elacionados com as ca ac e ís icas da
ede e ní eis de se iço p esen es na mesma. Ap esen a-se de seguida os p incipais a o es ( (Helena
Aleg e, 2005):
Cus o de mão-de-ob a;
Cus o da água;
P essão de se iço;
Idade e es ado de conse ação das ubagens;
Tipologia das o u as;
Mé odo u ilizado pa a con olo de ugas.
Es e úl imo a o aumen a à medida que o in es imen o é maio e ice- e sa.
Analisando os a o es acima desc i os é possí el conclui que o NEP a ia de ede pa a ede e ao longo
do empo, é a e ado pela sazonalidade da equência de o u as, é a iá el com a al e ação da p essão
p esen e na ede, é sensí el à a iação do p eço da água e depende ainda das écnicas u ilizadas pa a a
de eção e epa ação de ugas (Helena Aleg e, 2005).
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
30
2.3.5.2. Índice In aes u u al de Fugas
O Índice In aes u u al de Fugas (em Inglês In as uc u al Leakage Index (ILI)) o nece às EG a
azão en e as pe das eais p esen es no sis ema e o mínimo alo possí el de alcança de pe das eais.
O índice é calculado com base no alo a ual de pe das eais p esen es no sis ema e na es ima i a de
um alo possí el de a ingi numa si uação ideal. O ILI é calculado a a és da seguin e exp essão
(Fa ley, 2008):
𝐼𝐿𝐼 =𝐶𝐴𝑃𝐿
𝑈𝐴𝑅𝐿 (9)
sendo CAPL (Cu en Annual Physical Losses) o alo anual das pe das eais e UARL (Una oidable
Annual Real Losses) o alo mínimo anual alcançá el de pe das eais (Fa ley, 2008).
O alo de CAPL é e i ado do balanço híd ico da en idade ges o a enquan o que o UARL é es imado
a a és da exp essão:
𝑈𝐴𝑅𝐿 =(18∗𝐿𝑚
𝑁𝑐 +0.8∗𝑁𝑐+0.025∗𝐿𝑝)∗𝑃
10 (10)
onde Lm é o comp imen o o al da ede (km), Nc o núme o de amais, Lp o comp imen o médio dos
amais e P a p essão média de ope ação. Os coe icien es p esen es na equação o am ob idos a a és
da análise de inúme os esul ados e e uados ao longo dos anos. De um modo ge al o coe icien e 18 é
ela i o a um alo médio de água pe dida po km de condu a po dia po me o de al u a
piezomé ica, o alo 0,8 e e e-se à água pe dida po me o de al u a piezomé ica en e a condu a e o
limi e de p op iedade e o alo 0,025 e e e-se à água pe dida en e o limi e da p op iedade e o
con ado (Fa ley, 2008).
O ILI so e ainda uma co eção caso os sis emas não se encon em pe manen emen e p essu izados e
após es a co eção p ocede-se à compa ação com um Quad o es abelecido pelo Wo ld Bank Ins i u e
(WBI). No Quad o 6 ep esen a-se o alo do ILI e o quad o ap esen a o alo expe á el das pe das
eais (l/ligação/dia). O ILI é ag upado em 4 in e alos es ando cada in e alo sujei o a medidas
p e iamen e es abelecidas endo es as como obje i o a al e ação do ILI pa a alo es mais baixos.
Quad o 6 - Ma iz al o de pe das eais (WBI)
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
31
2.4. MEDIDAS DE REDUÇÃO DAS PERDAS REAIS
As Pe das Reais esul am de p oblemas da deg adação da ede, an o ao ní el das condu as como dos
amais de ligação, e de p oblemas nos ese a ó ios. A edução des e ipo de pe das baseia-se na
elabo ação de um plano es a égico que assen a, essencialmen e, em medidas como:
1) Equipas de con olo a i o de pe das: Equipas que moni o izam e azem a
manu enção/ epa ação de ugas de água;
2) Zonas de Medição e Con olo: Zonas con oladas po um medido de caudal colocado à
en ada de cada zona ob endo-se os olumes de água en ada no sis ema e possibili ando a
localização e iden i icação de po enciais o u as oco idas;
3) Ges ão da P essão: Es udo da p essão na ede es abelecendo-se limi es compa í eis com as
condu as da ede e com as condições exigidas pelas solici ações.
Nos subcapí ulos p oceden es oca -se-á as ZMC e a Ges ão da P essão de o ma ex ensi a e o CAP
de o ma sucin a.
2.4.1. ZONAS DE MEDIÇÃO E CONTROLO
Um dos mé odos de iden i icação da localização das ugas de água é a u ilização de Zonas de Medição
e Con olo. Es as Zonas são de inidas como: “uma á ea dis in a de um sis ema de dis ibuição de
água ge almen e c iada pelo echo de ál ulas ou co e o al das ubagens em que as quan idades de
água que en am e saem da á ea são cons an emen e medidos” (UK Wa e Au ho i ies Associa ion,
1980). A c iação des as zonas pe mi e analisa o caudal de en ada e o caudal e e i amen e a u ado
ob endo-se assim a água não a u ada p esen e na á ea limi ada. Com es a medida é possí el limi a
uma ex ensa á ea e de e mina assim, com p ecisão, o local onde as ugas oco em. Consequen emen e
é possí el aplica um mecanismo designado po Con olo A i o de Pe das (CAP) consis indo es e na
iden i icação, localização e epa ação de ugas.
De um modo sucin o, a Figu a 15 (Helena Aleg e, 2005) ap esen a o aseamen o da ins alação de uma
ZMC. Pa a uma co e a ins alação é necessá io a ealização de um le an amen o opog á ico e do
açado da ede. Com is o é possí el iden i ica pon os c í icos da ede e, após de inição dos limi es da
ZMC, p ocede à seleção e ins alação de da alogge s pa a aquisição e a amen o de dados. Po úl imo,
é necessá io p ocede -se a uma e i icação do sis ema de modo a a alia o bom uncionamen o da
ZMC (Helena Aleg e, 2005).
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
32
Figu a 15 - Fases de ins alação de uma ZMC
As ZMC podem e um único ou múl iplos pon os de en ega de idamen e e e enciados e
con olados. O uso de ZMC é bené ico pa a as equipas do CAP po que egis am, em pe manência, os
caudais de en ada na ZMC.
Após a edução e pos e io manu enção de um ce o ní el de pe das eais na zona é essencial p ocede -
se ao con olo da p essão. Es e con olo pe mi e, a a és do conhecimen o p é io das condições
opog á icas e es abelecimen o de uma p essão p é-de inida numa ál ula edu o a de p essão, eduzi
de o ma económica as pe das eais p esen es na ZMC.
Os obje i os da implemen ação das ZMC são, (John Mo ison, 2007):
1) Melho ia da du ação, con iança e qualidade do abas ecimen o;
2) P e enção do esgo amen o do ecu so na u al água;
3) Poupança na dis ibuição, a amen o e bombagem de água;
4) Cump imen o das me as es abelecidas pela En idade Regulado a.
Os mé odos comummen e u ilizados pa a a conc e ização dos obje i os acima mencionados são uma
combinação de ce as medidas. Es as medidas passam pela implemen ação de uma equipa de Con olo
A i o de Pe das, pela ges ão de p essão da ede, ges ão da in aes u u a e ges ão de epa ação de
ugas.
2.4.1.1. Esquema ização das ZMC
A esquema ização e de inição dos limi es das ZMC é de i al impo ância pa a o sucesso da ges ão da
ede. A expe iência e conhecimen o p esen es na EG de e minam a melho con igu ação ace ao
in es imen o possí el.
O p imei o passo pa a a c iação das ZMC passa pelo es udo global da ede de abas ecimen o de água.
Es e es udo isa iden i ica e de ini la gas secções de ede en ando ag ega zonas com ní eis de
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
33
pe das de água semelhan es. Des e modo az-se uma iagem das zonas em pio si uação e de inem-se
p io idades de a uação (John Mo ison, 2007).
Figu a 16 - Di isão da ede em ZMC (Fa ley, M; 2008)
A Figu a 16 ep esen a a di isão de uma á ea em subsecções e pos e io men e ans o mação des as
subsecções em ZMC. Des e modo de ine-se p io idades de ações con o me a es a égia a ado a pa a
cada ZMC (John Mo ison, 2007).
O planeamen o ex e io de e e em con a edi ícios ou equipamen os que equei am p essão mais
ele adas que a p esen e na ede, de e iden i ica g andes consumido es, ais como indús ias e
se iços, e aze um le an amen o da al ime ia da zona em es udo. Os limi es da ZMC de em de es a
bem de inidos com c iação de egis os de es ado das ál ulas (John Mo ison, 2007).
Os c i é ios de de inição de limi es são (John Mo ison, 2007):
Ní el económico de pe das;
Dimensão das ZMC;
Tipologias de habi ação;
Al ime ia e opog a ia;
Conside ações de qualidade da água;
Ob igação de p essão adequada;
Capacidade de comba e a incêndios;
Equipamen os e ope ações a e e ua .
Os limi es das ZMC de em se , quando possí el, on ei as na u ais ais como linhas de água,
mon anhas, linhas de comboio de modo a eduzi o núme o de ope ações a e e ua em ál ulas e, de
p e e ência, não de em secciona linhas p incipais de abas ecimen o de água. A ep esen ação das
ZMC de e se e e uada em mapas de g ande escala pa a ácil iden i icação dos limi es es abelecidos
(John Mo ison, 2007).
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
34
Em caso de in e e ência com as condu as p incipais é possí el con o na a si uação a a és da
ins alação de medido es de caudal à en ada e à saída da ZMC. Em si uações complexas e de modo a
es abelece -se pad ões de excelência, o ecu so à modelação hid áulica é indispensá el. Es a
modelação pe mi e encon a po meno es, i egula idades e pon os c í icos da ede e aze assim uma
o imização da ede (John Mo ison, 2007).
Os equipamen os de a mazenamen o de água, ais como os ese a ó ios, de em-se localiza
ex e io men e aos limi es de inidos aumen ando assim a p ecisão dos dados ecolhidos. Populações
isoladas ou de pequena dimensão su gem como casos de es udo pe ei os, uma ez que dispensam
g andes ope ações de delimi ação (John Mo ison, 2007).
Um dos a o es de in luência no dimensionamen o das ZMC é a ex ensão da ede uma ez que em
casos em que a ipologia dos edi ícios seja mul i amilia ou plu i amilia , em eg a, a densidade de
amais ende a se bas an e eduzida (John Mo ison, 2007).
A exis ência de ál ulas echadas ou com mau uncionamen o ob iga, mui as ezes, à al e ação do
desenho p e iamen e e e uado sendo de boa p á ica e i ica as das condições das ál ulas em es udo
(John Mo ison, 2007).
2.4.1.2. Dimensão das ZMC
A dimensão das ZMC é um assun o sem acei ação in e nacional. Exis em inúme os c i é ios que
in luenciam o amanho das ZMC ais como a opog a ia, ex ensão da ede, núme o de clien es,
ga an ia da p essão de água na ede, densidade de amais de ligação, exis ência de disposi i os de
con olo de caudal e sen ido da água ais como ál ulas de co e, caudalíme os e ál ulas edu o as
de p essão, en e ou os (John Mo ison, 2007).
O núme o de clien es ideal encon a-se en e os 500 e os 3000, conside ando-se ZMC de pequena
dimensão as ZMC com núme o de clien es eduzidos e ZMC de g ande dimensão as ZMC com
núme o de clien es ele ado, não impossibili ando zonas com alo es di e en es des e in e alo (John
Mo ison, 2007).
O es udo dos limi es das ZMC em implicações ao ní el das pe das eais e do consumo mínimo
no u no acabando po o na p ejudicial o es udo caso a ZMC enha dimensão excessi a. Uma ZMC
de g andes dimensões ep esen a um ní el de pe das eais e um consumo no u no mais ele ado. Caso
oco a uma uga, es a ai se de di ícil iden i icação po que o caudal de i ado da uga ai se diluído
no consumo no u no. Do mesmo modo ZMC pequenas ap esen am maio es a iações do consumo
mínimo no u no caso oco a uma uga (John Mo ison, 2007).
Um pa adigma habi ual na de inição da dimensão das ZMC é o ac o de ha e an agens e
des an agens signi ica i as na escolha de uma ZMC pequena. As an agens ób ias são a maio
acilidade de de eção de ugas pe mi indo uma ápida localização e epa ação da uga. Po ou o lado,
ZMC pequenas implicam um cus o inicial mais ele ado de ido ao g ande núme o de ope ações a
ealiza ais como o echo de ál ulas e aquisição de maio núme o de medido es, que de caudal que
de p essão (John Mo ison, 2007).
Em conclusão, os a o es p incipais que de e minam o amanho da ZMC são de o dem hid áulica,
p á ica e económica.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
35
2.4.1.3. In o mação eque ida pelas ZMC
A ins alação de medido es de caudal em pon os es a égicos das ZMC e a ecolha emo a dos dados é,
hoje, ex emamen e simples. O a amen o e análise dos dados de e á se ealizada com o maio
cuidado possí el. Os dados ecolhidos in eg am di iculdades de análise que passam po : ligações
ilegais, di iculdade de con igu ação do so wa e, consumo au o izado não medido, alha dos
equipamen os en e ou os (John Mo ison, 2007).
O consumo mínimo no u no é quan i icado a a és da ins alação de medido es que egis am o
consumo dos clien es. Is o e i ica-se no consumo domés ico podendo não se e i ica em consumos
indus iais ou de ou o ipo. Como es e consumo é de di ícil quan i icação, é usual aplica um a o
pad ão no u no ao pad ão de consumo diá io e assim aze uma es ima i a do consumo mínimo
no u no. O consumo mínimo no u no es ima-se de manei a di e en e con o me o ipo de clien es
p esen es na ZMC es ando os ipos de clien es di ididos em (John Mo ison, 2007):
1) Consumos domés icos;
2) Consumos não-domés icos ais como escolas e locais onde o consumo é e e uado somen e
du an e o dia;
3) Clien es especiais ais como hospi ais e consumido es ag ícolas.
Os dados usados pa a es ima e quan i ica as pe das base são o comp imen o da ede, núme o de
amais de ligação, comp imen o médio dos amais de ligação, p essão média de ope ação no u na e
mé odo de ligação dos clien es ao sis ema de abas ecimen o de água (John Mo ison, 2007).
2.4.1.4. Ve i icação das condições iniciais da ZMC
O ano inicial da ZMC é o ano que de e mina o sucesso e bom uncionamen o da ZMC. Nes e p imei o
ano az-se a alidação do cadas o, dos clien es e ins alações. Após a c iação dos limi es de e se
e e uado um es e inicial denominado de Tes e de P essão Ze o. Es e es e isa ga an i que odos os
equipamen os es ão a unciona co e amen e, que não exis em ligações à ede desconhecidas e que as
ál ulas se encon am de idamen e seladas. É possí el ga an i o co e o uncionamen o das ál ulas
caso a p essão impos a pelo es e chegue a ze o. Caso a p essão não chegue a ze o, é possí el a i ma
que exis em p oblemas nos equipamen os e/ou que as ál ulas não se encon am de idamen e
echadas (John Mo ison, 2007).
O p ocedimen o do Tes e de P essão Ze o de e se e e uado em pe íodo no u no, p e e encialmen e
en e as 03:00h e as 05:00h, is o se a al u a de meno es consumos. É ainda necessá io e em a enção
os clien es de necessidades especiais al como hospi ais e bombei os. A iden i icação da localização
das ál ulas, limi es das ZMC e do pon o de en ega da água em de se c i e iosamen e conhecidos e
aquando da ealização do es e de em es a de idamen e echados. Pos e io men e az-se a análise da
p essão na ede e, caso a p essão não a inja o alo ze o, é ealizado um no o es e in oduzindo um
pequeno consumo na ede. Caso não se a inja o alo ze o nes e segundo es e é sinal de ligações
inde idas na zona endo de se iden i ica es as ligações (John Mo ison, 2007).
A seleção do medido de caudal de e e em conside ação a pe da de ca ga no caudal máximo, a
p essão mínima exigida na ede, a dimensão da ede, os in e alos dos egimes de caudais, a pe da de
ca ga associada aos picos de consumo, à e e sibilidade do sen ido do escoamen o e o cus o inicial e
de manu enção (John Mo ison, 2007).
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
42
Figu a 22 - Modulação da p essão pelo pon o c í ico.
2.5.2. VÁLVULAS REDUTORAS DE PRESSÃO
As ál ulas edu o as de p essão são as e amen as essenciais pa a o con olo da p essão uma ez que
odas as eduções de p essão in oduzidas na ede são e e uadas a pa i de uma VRP. A unção des as
ál ulas é a in odução de uma pe da de ca ga o iginando assim um dec éscimo da p essão a jusan e
da VRP. Des e modo é necessá io conhece a cons i uição e modos de ope ação des as ál ulas.
A ins alação des e ipo de ál ulas nos SAA é independen e dos con o nos da ZMC podendo ha e
á ias ZMC con oladas po uma única VRP e á ias VRP den o de uma ZMC.
2.5.2.1. Cons i uição de uma ál ula edu o a de p essão
Uma VRP encon a-se, ge almen e, di idida em 2 pa es: co po p incipal e o cas elo. O co po p incipal
é cons i uído pelo o i ício de passagem do luido e pelas ex emidades de ligação às condu as e
localiza-se na pa e in e io da VRP enquan o que o cas elo engloba odos os elemen os essenciais ao
uncionamen o da VRP e localiza-se na pa e supe io da VRP (Bai os, 2008).
A ixação das 2 pa es da VRP depende da p essão e i icada na ede o nando mais dispendioso com
o aumen o da p essão. Es a ixação p essupõe semp e uma jun a de es anqueidade de modo a não
ha e pe das de água a a és das VRP.
As VRP a iam em complexidade con o me a solução p e endida podendo se ins alados
equipamen os adicionais. Ap esen a-se, de seguida, dois esquemas di e en es de uma VRP. (Figu a
23..- (2015), (Figu a 24 (2015))
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
43
Figu a 23 - Rep esen ação ge al de uma VRP
Figu a 24 - Rep esen ação de alhada de uma VRP
As ál ulas são cons i uídas in e namen e po um ob u ado que se e como ampão, po um eio que
az a ligação à memb ana, câma a de con olo, indicado es de posição, ci cui os de p essu ização e
ci cui o de desp essu ização e ál ula po onde se dá o escoamen o (Bai os, 2008).
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
44
Os ma e iais sujei os à ab asão e co osão de em se em inox e o co po e ampa do cas elo, de ido aos
es o ços sujei ados, de em e al a esis ência e uma elas icidade azoá el op ando-se po soluções em
e o undido dúc il (Bai os, 2008).
2.5.2.2. Ins alação da ál ula edu o a de p essão
A ins alação de ál ulas edu o as de p essão encon am-se legisladas pelo Dec e o Regulamen a
nº23/95 de 23 de agos o. Es e Dec e o ob iga a ins alação das VRP em câma as de manob a
pe mi indo assim a ope ação e manu enção das ál ulas bem como a p o eção das mesmas (2015).
A mon an e da ál ula de e se ins alado um il o de a eias e i ando assim ab asões na VRP e a
jusan e um manóme o pa a se e e ua o con olo das p essões. De em se p e is as duas ál ulas de
secionamen o pa a manu enção da VRP e um bypass de modo a não in e ompe o bom
uncionamen o do sis ema de dis ibuição. Na Figu a 25
(h p://www.se me.com.b /es acao_ edu o a_p essao.php, acedido a 02/06/2015) encon a-se um
esquema e espe i a legenda de uma ins alação de VRP (2015).
Figu a 25 - Po meno de ins alação de uma VRP
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
45
2.6. CONTROLO ATIVO DE PERDAS (CAP)
O Con olo A i o de Pe das é, de um modo ab angen e, o conjun o de medidas e ações pa a
in es igação e de eção das ugas e espe i a epa ação. Com o ecu so des as medidas e ações e
eco endo a pessoal expe ien e é possí el minimiza as consequências p o ocadas pelas ugas, is o é,
a a és de uma de eção e icaz das ugas é possí el eduzi o olume de água pe dida.
O CAP é um mé odo que unciona essencialmen e pela de eção de uído ca ac e ís ico da exis ência de
ugas. Es e uído pode se de ido à saída do luxo da água, da ib ação p o ocada na ubagem e/ou
pela icção nas pa edes das condu as.
Es a medida, al como o nome indica, é uma medida a i a con as ando com o Con olo Passi o de
Pe das (CPP) que apenas a ua quando as ugas são isí eis à supe ície e o dano p o ocado pela uga
já é bas an e signi ica i o. Ou a di e ença en e o CAP e o CPP esul a do a iso po pa e da
população da oco ência de um p oblema enquan o que o CAP p ocu a, de o ma exaus i a, po enciais
ugas sub e âneas.
O empo que deco e desde o início da uga a é à sua epa ação pode implica g andes olumes de
água pe didos assim como abalhos de cons ução ci il adicionais con o me a dimensão da o u a.
Es e empo encon a-se di idido em 3 momen os sendo o p imei o a iden i icação, o segundo a
localização da uga e inalmen e a epa ação. A Figu a 26 (Fa ley, 2008) mos a a e olução empo al
de uma uga ace ao olume de água pe dida.
Figu a 26 - E ei o do empo no olume o al de água pe dido
O CAP eco e a inúme os equipamen os de de eção de ugas dis inguindo-se es es pela expe iência da
EG, capacidade de in es imen o, ipo de ugas en e ou os. Os equipamen os, ge almen e usados, são
(Fa ley, 2008):
1) Logge acús ico: Ins umen o de de eção de ugas baseado no ba ulho p oduzido po uma
uga. O uncionamen o des e equipamen o depende da ins alação de um conjun o de senso es
colocados ao longo de uma á ea azendo-se a análise do uído p esen e nas condu as. Des e
modo exis e uma p imei a delimi ação da á ea sendo necessá io a localização da uga
eco endo a ou os mé odos.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
46
2) Logge s de co elação acús ica: Equipamen o que usa a elocidade do som p oduzido pela
uga pe co endo es e as condu as a é dois mic o ones p e iamen e colocados. Es e mé odo
depende da in ensidade do ba ulho da uga assim como da cons i uição do ma e ial da
condu a.
3) Geo one: Equipamen o que unciona a a és da ampli icação do som p oduzido pela uga.
Es e mé odo p ocu a essencialmen e o sinal de maio in ensidade e consecu i amen e a
localização da uga.
4) Es e oscópio: Va a de me al colocada sob e as condu as pa a ampli icação do uído. Es e
mé odo é mui o simples e económico mas depende da expe iência do écnico.
2.7. TELEMETRIA
A Teleme ia é uma ecnologia que pe mi e às EG uma ges ão mais e icaz de um SAA. Es a ecnologia
pe mi e, além de uma ges ão da ede, aze a o imização dos se iços aos clien es, dados em empo
eal e iabilidade de dados quando solici ados po en idades compe en es.
A Teleme ia, de modo sucin o, é a medição e egis o de dados de consumo, de p essão, de caudal ou
olume em base de dados e pos e io comunicação des es.
A Teleme ia encon a-se di idida em Teleme ia de ádio ixo e Teleme ia de ádio mó el. A
di e ença en e os dois ipos é o modo de ecolha dos dados necessi ando a eleme ia de ádio mó el a
passagem de um lei o pe o do con ado enquan o que a eleme ia de ádio ixo en ia os dados
di e amen e pa a a cen al onde se ão pos e io men e a ados. A eleme ia de ádio ixo necessi a de
um in es imen o supe io e jus i ica-se em á eas onde a densidade populacional é ele ada (á eas
u banas). Em á eas u ais op a-se pela eleme ia de ádio mó el uma ez que os clien es se encon am
mais dispe sos. Ou a di e ença no modo de a uação dos sis emas de eleme ia é que a eleme ia de
ádio ixo pe mi e elabo a o BH dia iamen e, is o é, é possí el ob e a AES e a AF dia iamen e
enquan o que a eleme ia de ádio mó el apenas pe mi e ealiza o BH aquando da ecolha dos dados
dos con ado es.
O modo de uncionamen o da eleme ia de ádio ixo encon a-se ep esen ado na Figu a 27
(Hid ome e , 2015). O sis ema de eleme ia ixa é compos o po um con ado com o sis ema de
eleme ia ins alado. Es e con ado en ia um sinal, a a és de ádio equência, pa a um concen ado
GPRS. Cada concen ado ge e ce ca de 800 pon os de emissão pa a se possí el a ealização de um
BH diá io. Es e concen ado az a cap ação dos dados e en ia pos e io men e os dados pa a o
se ido .
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
47
Figu a 27 - Modo de uncionamen o do sis ema de eleme ia de ádio ixo
A eleme ia de ádio mó el unciona de aco do com a Figu a 28. Es e ipo de eleme ia unciona
g aças a um disposi i o de aquisição de dados mó el que az a ecolha dos dados de consumo de
á ios pon os de medição. Es a ecolha, po no ma, é e e uada com ecu so a um anspo e. Es es
dados são a mazenados a é se em desca egados no se ido inal.
Figu a 28 - Modo de uncionamen o do sis ema de eleme ia de ádio mó el
Os dados ecolhidos pode ão se a ados em so wa e adequado e pos e io ligação à base de dados da
a u ação.
Segundo a Associação Po uguesa de Dis ibuição e D enagem de Águas (APDA) es e sis ema
ap esen a inúme as unções e an agens passando es as a se enume adas de seguida (Guia de
con ado es de água, APDA, 2012):
Fiabilidade dos dados ecolhidos, que az uma diminuição do abalho adminis a i o. Um dos
g andes ganhos do sis ema é a possibilidade de e i a a oco ência de e os associados à
ansição manual das lei u as, que pa a um e minal po á il, que pa a o papel. Além disso, o
ac o de o empo de abalho adminis a i o e de lei u a se d as icamen e diminuído, pe mi e
aumen a a equência com que a lei u a é e e uada. Consequência disso a possibilidade de
edução dos empos de eação po pa e da EG quando exis em consumos ele ados ( ugas), ou
consumos eduzidos (con ado es pa ados ou dani icados).
Redução da a u ação po es ima i a. Com a possibilidade de ealiza lei u as mensais eias, já
não exis e a necessidade de se es ima em lei u as e consequen es a u as po es ima i a.
Redução das pe das de água. A a és de da as ixas de lei u a é possí el e e ua o cálculo do
consumo da ede de abas ecimen o de água e iden i ica as á eas c í icas onde a ua .
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
48
Aumen o da p odu i idade. O sis ema de eleme ia adap a-se a qualque local, mesmo aqueles
com di ícil acesso, quase impossí eis de e i a lei u as. Os exemplos maio es são os
con ado es ins alados den o de casas de clien e, poços ou alas, que es ão subme sos ou em
condu as com acesso ei o na ia pública. To na-se assim possí el e e ua lei u as iá eis com
meno pe iocidade e assegu a um maio igo na a u ação.
De eção/ala me de ugas com de inição da da a e ho a da oco ência. Tan o pa a a EG como
pa a os clien es, é possí el e uma e amen a que de e e possí eis ugas/ u u as no sis ema de
abas ecimen o. A eleme ia o e ece um sis ema que con ola os olumes de água que passam
num dado local, possibili ando, assim, a análise pe manen e de pe das de água na ede.
De eção de escoamen o em sen ido con á io. Exis em duas possibilidades de oco e
escoamen o no sen ido opos o ao no mal: aude ou in odução de água de o igem não
con olada no sis ema de abas ecimen o da ede pública. Os sis emas de eleme ia pe mi em
iden i ica o escoamen o in e so e ainda quan i icá-lo. Assim é possí el localiza a o igem
num cu o espaço de empo de o ma a não exis i em g andes pe das inancei as pa a a EG.
Iden i icação do pe il de consumo ho á io do clien e. Pe mi e uma melho ges ão do consumo
e da dis ibuição de água. Assim é possí el comp eende as necessidades eais de cada clien e
e iden i ica anomalias ( ugas e e luxos).
Caudais de ala me, com de inição da da a e ho a da oco ência. Pe mi e pe cebe se o con ado
aplicado a cada um dos seus clien es es á ou não co e amen e dimensionado.
P og amação de mais que uma da a de echo do mês. Funcionalidade que pe mi e a u a
clien es de segmen os di e en es em da as de echo de mês di e en es, que po con eniência
da EG que po con eniência do clien e.
Ges ão de a i as bi-ho á ias ou sazonais. Apesa de em Po ugal ainda não se ala em
cob ança de água u ilizando um sis ema bi-ho á io, es a uncionalidade pode á o na -se
bas an e ú il no caso de clien es que ap esen em picos de consumo ele ados em de e minados
pe íodos do dia, o que ob iga a EG a e e ua sob eca ga de p essão no sis ema de dis ibuição
de água. Uma a i a sazonal, de alo supe io em pe íodos de maio di iculdade de
abas ecimen o, pode con ibui pa a a enua os picos de consumo em de e minados pe íodos
do dia ou do ano.
Lei u a do caudal ins an âneo. Pa a um melho es udo de possí eis si uações com clien es, a
análise do caudal ins an âneo é mui o impo an e. An es da exis ência da eleme ia só os da a-
logge s é que conseguiam egis a esses dados.
Da a-logging com in e alos p og amá eis. Pe mi e um acompanhamen o mais de alhado de
um de e minado clien e. Apesa de o sis ema de eleme ia ainda es a a e olui , ainda se
ap esen a bas an e limi ado no que oca a es a uncionalidade compa a i amen e aos da a-
logge s.
De eção de aude a a és da de eção e ala me na maio ia dos sis emas de eleme ia. O
sis ema pode se con olado pa a en a i as de emoção do módulo ou mesmo en a i as de
colocação de ímanes nos módulos.
De eção de con ado pa ado, baseada numa pa ame ização p é ia que pode se pe sonalizada
em unção do clien e. Is o pe mi e à EG agi de o ma mais ápida e subs i ui os con ado es
que ão icando pa ados.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
49
Como já oi an e io men e e e ido, o ecu so a ins umen alização mais p ecisa exige da pa e da EG
um es o ço económico mais ele ado assim como a o mação de écnicos especializados. Des e modo e
caso não se eúnam as condições necessá ios ao uso des e sis ema pode á se p e e í el eco e a
ou o ipo de equipamen os.
2.8. TELEGESTÃO
A implemen ação de Sis emas de Teleges ão p e ende-se do a as En idades Ges o as de
in aes u u as in o má icas (ha dwa e e so wa e) de moni o ização, comando e con olo.
A Teleges ão pe mi e:
uma ges ão écnica e icaz e in eg ada das suas ins alações ope acionais, median e a
moni o ização, comando e con olo, em empo eal ou “quase eal”, e de o ma emo a e
cen alizada, do es ado de uncionamen o das di e sas ins alações ope acionais,
geog a icamen e dis ibuídas, pe mi indo assim uma ação imedia a em caso de oco ência de
anomalias;
uma ges ão económica e e icien e dos sis emas de abas ecimen o e dis ibuição de água e de
saneamen o, po enciando a sua e iciência ene gé ica, a a és da o imização da p odução e de
bombagens, con olo de consumos e da qualidade da ene gia, bem como a e iciência de
deslocações e in e enções locais, em caso de anomalias, median e p é io conhecimen o da
o igem e na u eza das anomalias oco idas (Adap ado de: h p://www.aquasis.p /p /sis emas-
de- eleges ao acedido a 20/07/2015).
Es e sis ema, além das an agens já ap esen adas, pe mi e uma o imização de p ocessos ha endo
simul aneamen e edução de cus os associados e do pon o de is a da imagem da EG pe mi e uma
melho ia da mesma is o que a EG passa po se ino ado a e aplicada na edução de cus os (APDA,
2011).
O g ande en a e à implemen ação são os cus os associados à ins alação e manu enção des es
sis emas. O in es imen o inicial é a ul ado assim como os écnicos associados sendo es e um sis ema
ocacionado essencialmen e pa a EG com alguma capacidade écnica e económica.
2.9. CONCLUSÃO DA PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
Um sis ema de abas ecimen o de água assume um papel c ucial na sociedade al como a conhecemos.
O simples ac o de se pude ab i uma o nei a no con o o de nossas casas e sai um ja o de água e a
algo impensá el há umas décadas a ás. O passo seguin e à ealização dos sis emas de abas ecimen o é
o ap imo a e o imiza os p ocessos u ilizados na ges ão do SAA eco endo-se pa a isso ao
conhecimen o acumulado e a medidas, ações e e amen as a uais e ino ado as.
A legislação p og ide, e adap a-se, em conjun o com o desen ol imen o des es sis emas impondo
eg as de boa condu a, me as e limi es ga an ido assim o uncionamen o adequado dos SAA.
O se o em Po ugal encon a-se bem es udado po ém encon am-se, si uações pon uais, alo es
inadmissí eis de água não a u ada e de pe das de água em países desen ol idos. Is o acon ece an o
po al a de dimensão e escala como po iné cia na al e ação de p ocessos, encon ando-se a EG
sa is ei a apesa dos p oblemas iden i icados, que po incapacidade económico- inancei a e/ou écnica
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
50
pa a aplicação de no as medidas e ações. Is o pode se esol ido a a és da al e ação dos modelos de
ges ão e e en ual concessão a emp esas p i adas com p o as dadas, da al e ação e ag egação de
municípios ou po injeção de capi al na EG.
As pe das de água o ais são o g ande lagelo das EG, a ingindo alo es acima dos 50% nalguns locais,
is o que ep esen am uma g ande pe cen agem da água não a u ada. Des e modo o es udo económico
de medidas de edução das pe das de água é uma e amen a, que aliada a mecanismos de a aliação de
indicado es de desempenho ais como o BH, que pe mi e es abelece c i é ios e medidas pa a
implemen ação nas EG. É necessá io es abelece os alo es mínimos de pe das de água e de ecu sos a
usa , a a és de es a égias e ações necessá ias.
No caso das pe das eais é possí el a implemen ação de c i é ios de segmen ação do sis ema em á eas
mais pequenas es abelecendo á eas de in e enção p io i á ias. A u ilização conjun a de equipamen os
de ges ão de edes de dis ibuição de água, ais como a eleme ia e eleges ão, aliados aos
equipamen os mecânicos, como as ál ulas edu o as de p essão, são algumas das soluções usadas
pelas en idades com is a à esolução do p oblema das pe das eais. O mé odo conside ado mais p ó-
a i o é o CAP que a ua de modo a impedi que as ugas omem p opo ções signi ica i as, p o ando
que um in es imen o eduzido pode e g andes impac os.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
51
3
ÂMBITO E OBJETIVOS
3.1. ÂMBITO
A pesquisa bibliog á ica p e iamen e ealizada ealça a impo ância das pe das eais no bom
uncionamen o de uma EG. A edução das pe das eais é um indicado do es ado das EG e mo i o de
b io e o gulho das mesmas caso os alo es sejam eduzidos.
As pe das eais, como an e io men e e e ido, são compos as po pa celas acilmen e de e á eis e
quan i icá eis ha endo uma pa cela, denominada pe das base, que se e i ica em qualque SAA e cuja
eliminação é p a icamen e impossí el. Des e modo, o al o de edução das pe das eais consis e na
moni o ização das es an es pa celas es udando-se medidas pa a aplicação u u a. A medida mais
básica é o con olo de uma á ea e e uando-se a medição dos olumes de água que en am nessa mesma
á ea. Com o conhecimen o dos olumes a u ados encon am-se os alo es da água não a u ada e com
o uso des e alo é possí el es abelece p io idades na aplicação de medidas ou a é mesmo p io idade
de a uação em di e en es zonas. O in es imen o inicial i á se ecupe ado a a és da cob ança da água
não a u ada ou pelo não despe dício de água.
O es udo do consumo mínimo no u no, dos olumes de en ada de água e das p essões e i icadas na
ede pe mi em a e i ada de conclusões ace ca das oco ências de no as ugas, do ní el das pe das de
água e sob e a in luência des es no bom desempenho das EG.
A p esen e disse ação oi e e uada, pa cialmen e, nos SMSBVC, emp esa que o neceu o acesso a
oda a in o mação e dados necessá ios pa a a ealização e cump imen o dos obje i os es abelecidos.
3.2. OBJETIVOS
O obje i o da p esen e disse ação é a a aliação de p ocessos de edução de pe das eais eco endo-
se ao es udo e análise de caudais, nomeadamen e os caudais no u nos, e à análise de oco ências em
ZMC p e iamen e de inidas.
Os obje i os secundá ios p endem-se com:
De eção e iden i icação de ugas;
Es udo de c i é ios de delimi ação de ZMC;
Aplicação des es c i é ios em 2 zonas em es udo;
Es udo e análise de zonas com eleme ia associada;
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
58
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
59
5
DEFINIÇÃO DE ESTRATÉGIAS DE
SEGMENTAÇÃO
5.1. APRESENTAÇÃO DOS CASOS DE ESTUDO
O concelho de Viana do Cas elo localiza-se a no e de Po ugal, azendo on ei a com Espanha. No
mapa de Po ugal (Figu a 32) iden i ica-se o concelho de Viana do Cas elo.
Figu a 32 - Localização de Viana do Cas elo
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
60
Os SMSBVC êm a ede di idida em 5 subsis emas (Be iandos, Ba oselas, Veiga de A eosa, Veiga
de Anha e Vale do Nei a) es ando ainda subdi ididos em 47 ZMC ( alo es de junho 2015). A Figu a
33 ap esen a a di isão e e uada assim como a localização dos ese a ó ios. O subsis ema de
Ba oselas em 13 ZMC, o subsis ema de Be iandos con ém 16 ZMC, o subsis ema de Vale do Nei a
con ém 7 ZMC, o subsis ema de Veiga D’Anha con ém 2 ZMC e o subsis ema da A eosa em 9 ZMC.
Figu a 33 - Subsis emas da ede dos SMSBVC
Os casos de es udo analisados escolhidos são a ZMC da Amo osa, ZMC de A i e, ZMC de Ge az do
Lima e a ZMC de Ba oselas.
A análise e compa ação de casos de es udo eque a exis ência de um caso de es udo bem-sucedido. O
caso de es udo modelo oi selecionado endo em con a o alo eduzido da água não a u ada. Nes e
capí ulo ão se in oduzidas ainda as ZMC conside adas, as me odologias aplicadas pa a edução de
pe das e os esul ados ob idos.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
61
As zonas selecionadas encon am-se ep esen adas na Figu a 34 es ando a ZMC da A i e ep esen ada
a e de, a ZMC da Amo osa ep esen ada a la anja, a ZMC de Ba oselas a oxo e a ZMC de Ge az do
Lima a ama elo. Os limi es da igu a ep esen am os limi es do concelho de Viana do Cas elo.
Figu a 34 - Rep esen ação das ZMC em es udo
5.1.1. RESUMO GERAL DOS CASOS DE ESTUDO
As ZMC em es udo o am escolhidas com base na exis ência de uma ca ac e ís ica pa icula de cada
ZMC no sis ema de Viana do Cas elo:
A ZMC da Amo osa po e um sis ema de eleme ia de ádio ixo;
A ZMC de Ba oselas é simul aneamen e um sis ema adu o e dis ibuido ;
A ZMC de Ge az do Lima em sis ema de eleme ia mó el em unção da dispe são da
população;
A ZMC de A i e é abas ecida po 1 ese a ó io independen e si uado na ZMC da Gamosa.
Pa a o cálculo do Quad o 9 oi conside ado uma população o al abas ecida de 88725 habi an es
(Censos 2011) dis ibuída po 35918 ins alações a i as de uso domés ico. Foi conside ado que a
população se man e e cons an e en e 2011 e 2015 e que o núme o médio de habi an es po habi ação
é de 2.5 habi an es/ins alação.
Quad o 9 - Ca ac e ís icas in aes u u ais das ZMC
ZMC Nº Ins alações Nº Ramais Ex ensão (km)
ÁREA (km²) Nº Ramais/Ex ensão Nº Ramais/Á ea
Amo osa 3102 384 9.1 0.40 42.27 948.86
Ba oselas 634 634 15.3 1.74 41.35 364.14
A i e 984.0 861 18.9 1.96 45.50 438.43
Ge az do Lima 859.0 756 50.4 4.38 15.01 172.55
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
62
5.1.2. ZMC DA AMOROSA
O p imei o caso de es udo é a ZMC da Amo osa. Es a ZMC localiza-se a Sul do Rio Lima, az pa a do
subsis ema de Vale do Nei a e ca ac e iza-se po se uma zona sazonal. É compos a po uma á ea de
edi ícios em al u a e po uma á ea de mo adias. Cada uma des as á eas êm ap oximadamen e ce ca de
1000 clien es. É uma á ea u bana com uma densidade populacional ele ada con udo, de ido à sua
localização, é uma á ea com consumos de água mui o a iá eis ao longo do ano is o se uma zona
balnea .
Es a ZMC ap esen ou, em 2014, alo es de ANF a onda os 5% egis ando alo es de oco ências,
nomeadamen e o u as em condu as e acessó ios, mui o p óximas de ze o. A Figu a 35 ap esen a uma
imagem aé ea da ZMC da Amo osa com as ins alações ep esen adas po pon os e as condu as de água
ep esen adas po linhas a azul.
Figu a 35 - Imagem aé ea da ZMC da Amo osa
A ZMC da Amo osa em uma ex ensão de ede de 9,1 km de ede e uma á ea o al de 0,59 km2. Em
2014 con inha 3102 ins alações ep esen ando 384 amais de ligação p ediais. O sis ema em apenas
um pon o de en ega de água e a ZMC encon a-se di idida em 3 ZMC mais pequenas po ém, pa a o
es udo ealizado não oi ido em con a es a sepa ação.
O mé odo de edução das pe das eais implemen ado oi essencialmen e o con olo a i o de pe das
auxiliado pela análise de caudais.
A modulação da ZMC encon a-se no anexo B.
5.1.3. ZMC DE AFIFE
A localização da ZMC de A i e é a no e do Rio Lima e si ua-se no limi e do concelho de Viana do
Cas elo. Es a ZMC pe ence ao subsis ema da A eosa e ca ac e iza-se pela g ande ex ensão de ede
(18,9 km). Es a ZMC encon a-se di idida, al como a ZMC da Amo osa, em 3 ZMC mais pequenas
sendo es as a ZMC de A i e – Re ol a, A i e – San o An ónio e A i e – Gamosa. Os limi es o am
de inidos endo em con a a ede de dis ibuição p incipal di idindo es a a á ea de mo adias da á ea de
p édios em al u a endo cada á ea ap oximadamen e o mesmo núme o de ins alações.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
63
Figu a 36 - Rep esen ação da ZMC de A i e
A Figu a 36 ap esen a uma imagem dos limi es da ZMC comple a e das di isões e e uadas
pos e io men e. Os ese a ó ios que abas ecem cada ZMC encon am-se des acados po uma bola
azul com a le a R e cada bola, independen emen e da co , ep esen a uma ins alação. A co das
ins alações es á elacionada com o es ado da ins alação, is o é, se a ins alação se encon a ligada ou
desligada da ede ou in o mações sob e a idade da ligação dos amais.
A ZMC em 861 amais de ligação dis ibuídos po uma á ea o al de 2,0 km2 e uma densidade
populacional de 1252,6 hab/km2. Nes a ZMC encon a-se ins alado o sis ema de eleme ia de ádio
mó el e, a ualmen e, não exis em VRP associadas a es a ZMC.
5.1.4. ZMC DE GERAZ DO LIMA
A ZMC de Ge az do Lima si ua-se no limi e es e do concelho de Viana do Cas elo a sul do Rio Lima.
Es a ZMC az pa a do subsis ema de Be iandos sendo e e uada uma di isão pos e io em ZMC mais
pequenas, po ém, es as ZMC não o am conside adas indi idualmen e. Es a di isão e e o igem
de ido à g ande ex ensão de ede e pelo ele ado núme o de clien es ab angidos pela ZMC inicial. A
implemen ação des a ZMC oi e e uada nos inais do ano de 2013 egis ando, aquando da
implemen ação da ZMC, alo es de ANF de ce ca de 46%. A a és da obse ação do Quad o 9 e da
Figu a 37 é possí el e i ica a ex ensa ede e á ea ab angida po es a ZMC.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
64
Figu a 37 - Rep esen ação da ZMC de Ge az do Lima
Es a zona em ao odo 756 amais dis ibuídos po 50.4 km de ex ensão de ede e po uma á ea de 4.38
km2. Como an e io men e oi e e ido, de ido à g ande á ea e ex ensão des a ZMC, a azão en e o
núme o de amais e a á ea e ex ensão ai se in e io às egis adas nas ZMC an e io es.
5.1.5. ZMC DE BARROSELAS
A ZMC de Ba oselas si ua-se na ma gem esque da do Rio Lima e pe ence ao subsis ema de
Ba oselas. Es a ZMC em uma ca ac e ís ica di e enciado a das es an es. A ca ac e ís ica em si uação
é o uso simul âneo da ede pa a sis ema de dis ibuição de água e como sis ema de adução, quando
possí el. O sis ema em adução é u ilizado pa a abas ece ese a ó ios p óximos e é usado
essencialmen e em pe íodos no u nos. Des e modo, os limi es des a ZMC o am es abelecidos
igno ando o sis ema adu o is o que uma das eg as p incipais pa a de inição da ZMC é e em con a
que o sis ema adu o e dis ibuido são o almen e independen es. Apesa disso, é possí el de e mina
o olume dis ibuído em zonas com adução e dis ibuição a a és dos caudalíme os de sec o ização da
ede e de en ada dos ese a ó ios abas ecidos. A ex ensão de ede o al é de 15,3 km ab angendo uma
á ea de 1,74 km2 con endo ce ca de 634 amais ligados à ede. A Figu a 38 mos a, na mancha a e de,
os limi es da ZMC de Ba oselas.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
65
Figu a 38 - Rep esen ação da ZMC de Ba oselas
A ZMC de Ba oselas, desde 2014, que em associada uma VRP de ido ao ele ado núme o de
oco ências e i icadas nes a zona. Em 2014 ins alou-se uma VRP de p essão ixa e p ocedeu-se à
e i icação da e olução do núme o de oco ências ao longo do empo. Em 2015 e após a aliação das
oco ências, chegou-se à conclusão que es as e am ainda ele adas. De modo a eduzi es e alo oi
al e ado o modo de uncionamen o da VRP de p essão ixa pa a uma VRP modulada po pon o c í ico.
Es a al e ação oco eu em junho de 2015 com ecu so a um pon o si uado no ex e io da ZMC. Apesa
do pon o se encon a o a dos limi es da ZMC, a egulação da VRP em impac o na ZMC de
Ba oselas.
5.2. CAP, QUALIDADE E RAPIDEZ DAS REPARAÇÕES DE ROTURAS
A aplicação do Con olo A i o de Pe das e a Qualidade e Rapidez das epa ações de o u as são
ins umen os de edução e con olo das pe das eais. Es as medidas são excelen es do pon o de is a
cus o/bene icio e do con olo e icien e de pe das.
O CAP su ge associado às ZMC is o usu ui do con olo e e uado po es as pa a a de eção de ugas
enquan o que a qualidade e apidez das epa ações de o u as são um mecanismo usual nas EG. A
e iciência des as medidas depende do in e esse no ema das pe das de água e do in es imen o
disponí el.
As oco ências, nomeadamen e o núme o o al e a e olução des as, le am a que o CAP consiga a ua
com maio e iciência uma ez que pode á p e e a o igem das oco ências.
O CAP nos SMSBVC é ealizado, p imei amen e, a a és da análise dos pe is de consumo e
al e ações ao longo do empo. Após a de eção de alguma anomalia é e e uado um s ep- es com
ecu so a echo de ál ulas, u ilização de logge s acús icos e pa a de eção exa a da uga o uso de
geo ones.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
66
5.2.1. ESTUDO DAS OCORRÊNCIAS
O es udo das oco ências pe mi e de e a p oblemas exis en es na ede uma ez que caso o núme o de
de e minada oco ência ou ipo de oco ência aumen e pode á se indica i o de algum p oblema na
ede. Es e p oblema pode se de i ado de p essão excessi a ou insu icien e, o u a em condu as ou
amais ou a é mesmo má ins alação dos equipamen os.
Os p oblemas mais eco en es de excesso de p essão são p oblemas em condu as e em odos os
acessó ios associados às condu as. Os p oblemas com con ado es e amais são ge almen e p o ocados
po e cei os ha endo ainda p oblemas de alsa in o mação e p oblemas impu á eis a e cei os.
O índice AA11ab é o índice que elaciona o núme o de a a ias po 100 km de ede e o nece uma
ideia do es ado da ede uma ez que alo es ele ados do índice signi icam que exis em mui as
oco ências na ede. Es e índice apenas elaciona as oco ências com elação di e a com as condu as,
is o é, só con am e en os oco idos em condu as ou em acessó ias das mesmas.
O índice é calculado a a és da seguin e exp essão:
𝐴𝐴11𝑎𝑏 = 𝑑𝐴𝐴31𝑎𝑏
𝑑𝐴𝐴30𝑎𝑏 ∗100 (12)
Onde AA11ab ep esen a as oco ências de a a ias em condu as (nº/ (100 km*ano)), dAA31ab as
a a ias em condu as (nº/ano) e dAA30ab o comp imen o o al das condu as (km). O índice a esul a do
sis ema em “al a” e o índice b do sis ema “baixa”. Na análise e e uada o índice b oi o u ilizado.
A a aliação das zonas ai se e e uada eco endo ao Quad o 10 elabo ado pela ERSAR. Pa a alo es
en e 0 e 30 a qualidade do se iço é conside ada boa, pa a alo es en e 30 e 60 é conside ada
qualidade de se iço mediana e pa a alo es supe io es a 60 a qualidade é conside ada insa is a ó ia.
Os alo es usados pa a o cálculo o am sujei os, numa p imei a ase, a um il o pa a seleção das
oco ências e e i amen e causada em condu as. O alo dos comp imen os o al das condu as ai se
man ido cons an e uma ez que es es alo es só o am al e ados pon ualmen e e acabam po não e
in luência nos esul ados ob idos.
Quad o 10 - Valo es de e e ência pa a o índice AA11ab
As oco ências p o enien es da u ilização do con olo a i o de pe das são excluídas do cálculo do
indicado AA11b.
5.2.2. AMOROSA
A Amo osa, al como an e io men e e e ido, egis a a ualmen e alo es de oco ências de p oblemas
impu á eis à EG p óximos de ze o. A pa i do momen o em que se implemen ou a ZMC e i ica am-
se apenas 2 oco ências: uma elacionada com condu as e ou a com ál ula de seccionamen o.
O Quad o 11 esul a da análise e da il ação das oco ências egis adas na ZMC da Amo osa en e o
ano de 2010 e 2014. O quad o que dá o igem ao Quad o 11 segue em anexo. Es a il ação e e em
condu a as oco ências elacionadas com a a ias em condu as e acessó ios. O Quad o 11 ap esen a as
oco ências que compõem o índice AA11b.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
67
Quad o 11 - Oco ências de i adas de a a ias em condu as e acessó ios na ZMC da Amo osa
O índice AA11b encon a-se ep esen ado no Quad o 12 e, como é possí el conclui , inse e-se na
qualidade de se iço boa dos alo es de e e ência da ERSAR.
Quad o 12 - Valo es do índice AA11b pa a a ZMC da Amo osa
É possí el a i ma que a ZMC da Amo osa se encon a es á el ace ao núme o de a a ias po 100 km
de ede.
5.2.3. AFIFE
A zona de A i e, de ido à g ande ex ensão de ede, é expec á el que ap esen e alo es de oco ências
supe io es à zona da Amo osa. De ac o, as oco ências e i icadas são bas an es supe io es às da
Amo osa po ém, desde o ano de 2013 em-se e i icado um dec éscimo signi ica i o no núme o o al.
O Quad o 13 esul a da il agem do quad o de oco ências em anexo e dá-nos os elemen os a u iliza
no cálculo do índice AA11b. A análise do Quad o 13 pe mi e pe cebe que a ZMC de A i e em indo
a so e uma e olução posi i a ao longo dos anos.
Quad o 13 - Oco ências de i adas de a a ias em condu as e acessó ios na ZMC de A i e
O Quad o 14 pe mi e e i ica que no 2014 a qualidade de se iço encon a a-se no pa ama mais al o
enquan o que no ano de 2012 a qualidade de se iço oi al amen e insa is a ó ia.
Quad o 14 - Valo es do índice AA11b pa a a ZMC de A i e
A e olução do índice es á a se posi i a sendo de espe a que es abilize em i ude das medidas
omadas.
Causas 2010 2011 2012 2013 2014
To al Ge al
Condu a an iga 0 0 0 0 1 1
Vál . seccionamen o pa ida 0 1 0 0 0 1
To al Ge al 1 1 2
2010 2011 2012 2013 2014
AA11b (nº/(ano*100km)) 011 0 0 11
dAA13ab (nº/ano) 0 1 0 0 1
dAA30ab (km) 9.1 9.1 9.1 9.1 9.1
Causas 2010 2011 2012 2013 2014 To al Ge al
Condu a an iga 7 6 11 3 3 30
Solda pa ida 1 2 1 1 5
Tubo esmagado/ u ado po ped a 1 3 4
Tubo sem esis ência 2 2 3 1 1 9
União dani icada 2 1 1 4
To al Ge al 11 12 19 6 4 52
2010 2011 2012 2013 2014
AA11b (nº/(ano*100km)) 58 63 100 32 21
dAA13ab (nº/ano) 11 12 19 6 4
dAA30ab (km) 18.9 18.9 18.9 18.9 18.9
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
74
O caudal mínimo no u no si ua-se nos 2,5 m3/h, alo ligei amen e supe io ao e i icado em 2013. Ao
ní el da ANF o alo , em 2014, oi de 5%.
A ANF expec á el pa a 2015 é da o dem dos 3.6%, endo um pad ão de consumo pa a o mês de junho
o ep esen ado na Figu a 44.
Figu a 44 - Pad ão de consumo da ZMC da Amo osa no mês de junho 2015.
O alo que imedia amen e sal a à is a é o alo do caudal médio. Es e alo so eu uma edução de
27% ace ao alo de 2014. Es a edução é um indicado cla o da edução das pe das eais e apa en es
p esen es no sis ema. O caudal mínimo no u no, de ido à al a de p ecisão do medido de caudal, é de
0 m3/h sendo es e alo i eal uma ez que a p ecisão do medido se si ua nos 0.01 m3/h.
A ANF ao longo dos anos so eu uma edução, como an e io men e mencionado, sendo expec á el
que es abilize a pa i de de e minada al u a. A elação obse ada en e os alo es de ANF e os anos
deco idos pe mi e a i ma que es e alo ai es abiliza nos 2% num p azo de 2 anos. Con udo, es e
alo , su ge da manu enção das condições e i icadas ao longo do empo e da a ualização do alo da
ANF pa a o ano de 2015. No Quad o 20 ap esen a-se os alo es de ANF e CMN assim como os
alo es dos caudais médios, caudais máximos e caudais mínimos e i icados.
Quad o 20 - Valo es de ANF e CMN na ZMC da Amo osa
O Quad o 20 ap esen a alo es de CMN mui o eduzidos. Caso se op a-se po conside a que o CMN
e a da o dem dos 2 l/hab/h os alo es dos caudais mínimos no u nos não se e i ica iam e se iam
ul apassados em la ga escala. A conclusão que se e i a do Quad o 20 é a de que es a zona é uma zona
de a i idades diu nas e onde apenas uma pequena pa e da população eside e e i amen e nes a zona.
ANF (%) CMN (l/(hab*h))
Caudais médios (m3/h) Caudais minimos no u nos (m3/h) Caudais máximos egis ados (m3/h)
2012 25 1.280 16 10.153 38.5
2013 14 0.290 10.96 2.302 46.7
2014 5 0.295 10.42 2.339 38.3
2015 3.6 0.015 7.6 0.118 42.6
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
75
A Figu a 45 ap esen a a equação mencionada assim como o alo de R2 e a e olução ao longo do
empo.
Figu a 45 - E olução da ANF na ZMC da Amo osa
O CMN so eu uma edução acen uada uma ez que os caudais mínimos no u nos ambém eduzi am
bas an e. Es a edução en e os anos de 2014 e 2015 é da o dem dos 95%. A e olução do CMN ao
longo do empo encon a-se ep esen ada na Figu a 46
Figu a 46 - E olução do CMN na ZMC da Amo osa
Como é possí el e i ica , o CMN ap oxima-se do alo egis ado em 2015 es ando es e a es abiliza .
A elação en e ANF e CMN e i icada ao longo dos anos (2012 a junho de 2105) encon a-se
elacionada a a és da Figu a 47 . Es a elação assume uma linha de endência po encial com um alo
de R2 ap oximadamen e igual a 1.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
76
Figu a 47 - Relação en e a ANF e o CMN
O CMN a ia com a ANF, na ZMC da Amo osa, de o ma po encial e idenciando uma es abilização
assim que a ANF es abilize.
O p óximo passo pode á passa pa a edução da ANF e das pe das eais passa pela análise das ZMC
mais pequenas. A edução da ANF pode á passa essencialmen e pelo es udo do pa que de con ado es
e, caso seja necessá io, coloca con ado es no os. Ao ní el das pe das eais e uma ez que o núme o
de oco ências é mui o eduzido é de boa p á ica a manu enção das medidas omadas p e iamen e.
5.3.2. ZMC DE AFIFE
A ZMC de A i e, como an e io men e mencionado, é compos a po 3 ZMC mais pequenas e é
abas ecida po um único ese a ó io. Es e ese a ó io é impo an e do pon o de is a da análise das
pe das eais e i icadas nas ZMC abas ecidas.
O CMN, ge almen e, onda os 2 l/hab/h sendo es e um alo ca ac e ís ico de á ias ZMC. Caso o
alo ob ido seja bas an e di e en e dos 2 l/hab/h é necessá io a e igua a o igem des a di e ença. Es a
di e ença pode oco e em casos de zonas que si am pa a a i idades ec ea i as, ais como p aias, e
onde a população e e i a seja eduzida ou na p esença de alguma uga de dimensão conside á el ace
à população esiden e.
De modo a a alia o impac o da implemen ação da ZMC oi elabo ado um g á ico do mês de junho
dos anos 2013, 2014 e 2015. Des e modo é possí el e i ica as mudanças no CMN, po enciais
al e ações dos consumos da ZMC e es ima um alo ap oximado das pe das eais.
O ano 2013 encon a-se ep esen ado na Figu a 48. O pad ão de consumo a inge o alo mínimo en e
as 5h e as 6h po ém, de modo a man e a coe ência com a ZMC da Amo osa, op ou-se po man e as
ho as pa a es ima i a do CMN das 4h às 5h. Como se ia de espe a , os picos de consumo oco em na
ho a de almoço e po ol a das 21h.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
77
Figu a 48 - Pad ão de consumo na ZMC de A i e no mês de junho de 2013
A Figu a 49 ep esen a o pad ão de consumo no ano de 2014. O pad ão de consumo ob ido é em udo
semelhan e ao de 2013 e i icando-se que o caudal mínimo no u no é p a icamen e o mesmo, o caudal
médio al e ou mas sem g ande signi icado e os picos de consumo e i ica am-se às mesmas ho as.
Figu a 49 - Pad ão de consumo na ZMC de A i e no mês de junho de 2014
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
78
Figu a 50 - Pad ão de consumo na ZMC de A i e no mês de junho de 2015
Na Figu a 50 su ge o pad ão de consumo no ano de 2015. O caudal mínimo no u no aumen ou
ela i amen e ao anos an e io es podendo se um indicado de aumen o de população e/ou de p esença
de ugas. O maio pico de consumo, po ol a das 20h30, so eu um dec éscimo de 1 m3/h man endo o
es o dos picos sensi elmen e cons an es.
O Quad o 21 ap esen a uma es ima i a do alo das pe das eais no mês de junho de cada ano.
Quad o 21 - E olução do CMN em unção das pe das eais
A a aliação dos dados ob idos pelo Quad o 21 pe mi e a i ma que, apesa das pe das eais e em
aumen ado, o CMN man e e-se p óximo do alo de 2 l/hab/h. Caso se op asse po conside a o alo
usual CMN o alo das pe das eais i ia se da mesma o dem de g andeza que o ap esen ado no
Quad o 21
O alo das pe das eais, apesa de es imado, é um alo ele ado. De modo a pe cebe em-se melho as
causas é possí el isola as ZMC ( esul ado da di isão an es e e uada) e e i ica se o p oblema é ge al
ou se esul a de uma única ZMC. Caso seja a segunda opção, isola-se essa ZMC e ado am-se no as de
medidas de edução de pe das eais.
A mic o medição, is o é, análise mais de alhada do caudal mínimo no u no pe mi e uma obse ação
mais ápida do apa ecimen o de ugas. Uma ez que a ZMC de A i e ainda ap esen a alo es de pe das
eais ele ados op ou-se po aze es e ipo de análise apesa da análise e e uada an e io men e.
ANF (%) PR (%) CMN (l/hab/h) Qmn (m3/h) Caudais médios (m3/h)
2013 31,3 20,9 1,8 5,7 11,8
2014 27,9 18,6 2,1 6,3 12,2
2015 40,5 27,0 2,1 6,9 11,8
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
79
A Figu a 51 ap esen a os caudais mínimos no u nos egis ados ao longo do mês de junho de 2013. A
análise da igu a pe mi e e i ica o apa ecimen o de uma uga no dia 13 sendo pos e io men e
epa ada po ol a do dia 28. Es a uga e i ica-se an o pelo pico de consumo e i icado como pelo
aumen o do caudal mínimo no u no em 50%.
Figu a 51 - Caudal mínimo no u no na ZMC de A i e em junho de 2013
Na Figu a 52 ap esen a-se o caudal mínimo no u no egis ado no mês de junho de 2014. Es a igu a,
ao con á io da Figu a 51, não ap esen a e idências de ugas. Os picos de consumo egis a am-se
du an e o e iado de 10 de junho e du an e os ins-de-semana es abilizando pa a os alo es habi uais
du an e a semana.
0
2
4
6
8
10
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14
16
18
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12345678910 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
Caudal m3/h
Dias
Junho 2013
Caudal mínimo no u no Caudal médio
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
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Figu a 52 - Caudal mínimo no u no na ZMC de A i e em junho de 2014
A Figu a 53 mos a o caudal mínimo no u no em junho de 2015. O alo que sal a à is a é o aumen o
do pico de consumo no dia 10. Es e alo , is o es a p óximo do e iado de dia 10, pode se
con undido como um consumo a ípico po ém, os consumos do dia 8 e 9 indicam o apa ecimen o de
uma uga.
Figu a 53 - Caudal mínimo no u no na ZMC de A i e em junho de 2015
0
2
4
6
8
10
12
14
16
18
2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
Caudal m3/h
Dias
Junho de 2014
Caudal mínimo no u no Caudal médio
0,00
2,00
4,00
6,00
8,00
10,00
12,00
14,00
16,00
18,00
20,00
12345678910 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
Caudal m3/h
Dias
Junho de 2015
Caudal mínimo no u no Caudal médio
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
81
Es e ipo de análise é e e uada com o obje i o p incipal de de e a ugas. Caso haja eleme ia de ádio
ixo ins alada é possí el es ima o alo de pe das eais dia iamen e apesa des e alo es a sujei o a
a o es ex e nos ais como dias da semana, sazonalidade, e iados en e ou os.
5.3.3. ZMC DE GERAZ DO LIMA
A implemen ação da ZMC de Ge az do Lima, como an e io men e e e ido, oi e e uada no inal do
ano de 2013. Des e modo, os dados ob idos são dados ecen es e sem g ande his ó ico. A população de
Ge az do Lima é de ce ca de 2148 habi an es não sendo de espe a g andes consumos ao longo do dia
em i ude da baixa população esiden e.
A Figu a 54 mos a o pad ão de consumo ao longo do mês de junho de 2014 na ZMC de Ge az do
Lima. Os alo es dos caudais ob idos são bas an es eduzidos quando compa ados com a ZMC da
Amo osa e A i e.
Figu a 54 - Pad ões de consumo da ZMC de Ge az do Lima no mês de junho de 2014
A ANF egis ada no mês de junho de 2014 oi de 36.51%. Conside ando um alo de pe das da o dem
dos 2/3 da ANF ob êm-se um CMN de 0.8 l/hab/h sendo es e um alo eduzido. Po ou o lado,
e i ica-se uma oscilação do caudal du an e a noi e acabando es a po e in luência ao ní el do
cálculo do CMN. O consumo mensal, semanal e ao im-de-semana não egis am alo es a ípicos
podendo e o caudal médio si ua-se nos 4.4 m3/h.
A Figu a 54, is o se a p imei a após implemen ação, ai se i como único e mo de compa ação
pa a a alidação das medidas implemen adas em Ge az do Lima.
A Figu a 55 ap esen a os pad ões de consumo e i icados em Ge az do Lima du an e o mês de junho
de 2015. O alo que sal a imedia amen e à is a é o consumo anómalo e i icado às 02h15 no pad ão
de consumo do im-de-semana po ém, es e alo encon a-se in lacionado po um alo egis ado no
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
82
dia 7 que acaba po e um impac o p eponde an e no cálculo da média. Es e alo esul a de uma uga,
que oi epa ada num espaço de 4h, mas que in luenciou a média do pad ão de consumo.
Figu a 55 - Pad ões de consumo da ZMC de Ge az do Lima no mês de junho de 2014
O alo de ANF pa a o mês de junho de 2015 oi de 17.38% o iginando assim um alo de pe das
eais de 12.6%. Consequen emen e, o alo do CMN em unção do alo de pe das eais oi de 0.67
l/hab/h.
A Figu a 56 ap esen a o caudal mínimo no u no e i icado na ZMC de Ge az do Lima em junho de
2014. É e iden e o apa ecimen o de uma uga no dia 4 sendo es a epa ada dia 10. Conside ando um
CMN cons an e é possí el ainda a i ma que a pe da de água é supe io nes e cu o espaço de empo
que nos es an es dias do mês. A o igem des a uga já oi de e ada endo sido colocada uma VRP a
mon an e do pon o de en ega da água à ZMC.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
83
Figu a 56 - Consumos mínimos no u nos em junho de 2014 na ZMC de Ge az do Lima
Em 2015 a si uação é a demons ada na Figu a 57. Os picos de consumo e i icados, apesa de
pode em indicia ugas, não são de odo es anhos. Tendo em con a o CMN de 2 l/hab/h, o alo
espec á el do caudal mínimo no u no é da o dem dos 4.3 m3/h logo a si uação ap esen ada pela Figu a
57 enquad a-se numa si uação pe ei amen e no mal.
Figu a 57 - Consumos mínimos no u nos em junho de 2015 na ZMC de Ge az do Lima
0
0,5
1
1,5
2
2,5
3
3,5
4
4,5
5
5,5
6
6,5
7
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
Caudal m3/h
Dias
Junho de 2014
Caudal mínimo no u no
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
90
A aquisição de uma VRP de p essão ixa cus a po ol a dos 2500€, uma VRP de modulação ho á ia,
po caudal e po pon o c í ico cus am en e 5000 a 7000€ sendo necessá ios uns 5000€ de abalhos de
cons ução ci il. A poupança po ano da aplicação de uma VRP modulada po pon o c í ico é de
5683,81 €/ano logo a aplicação da VRP começa a ge a luc os pa a a EG no inal do 2º ano de
aplicação.
Nes a es ima i a inancei a não se e e em con a o p olongamen o do empo de ida ú il das condu as,
acessó ios e amais uma ez que es es dependem de á ias ca ac e ís icas dos ma e iais.
5.6. CONCLUSÕES
Pa a a análise das ZMC o am analisadas as medidas pos as a ualmen e em p á ica e o alo mínimo
a ingí el de pe das eais. Pa a o cálculo do UARL oi necessá io p ocede à a aliação da p essão de
se iço nas ZMC em ques ão. Des e modo e com o auxílio do p og ama A cMap10 oi possí el ob e a
dis ibuição das p essões ao longo das á eas de es udo, p ocede à a aliação de á eas po encialmen e
des a o á eis e calcula a p essão de se iço média p esen e na ede. A Figu a 67 ep esen a as ZMC e
espe i as p essões. As p essões ap esen adas esul am da medição e e uada aquando da epa ação de
oco ências. As eguesias de Mujães e Vila de Punhe pe encem à ZMC de Ba oselas.
Figu a 67 - Mapa de p essões nas ZMC em es udo
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
91
Como é possí el obse a , exis em pon os na abela em que a p essão assume alo es ele ados e,
pon ualmen e, supe io es ao p e is o na legislação po uguesa. Con udo, os casos de p essão excessi a
localizam-se na ZMC de Ba oselas e já o am al o de medidas de edução de p essão.
O Quad o 22 ap esen a os alo es de p essão média de se iço u ilizados pa a o cálculo do UARL. A
ZMC de Ge az do Lima, is o ap esen a uma elação en e a ex ensão e o núme o de amais in e io
às es an es, o igina um alo do índice UARL algo di e en e das es an es.
Quad o 22 - Valo es de UARL das ZMC em es udo
A exp essão (10) dá-nos o p ocesso de cálculo do UARL e a a és dessa mesma exp essão é possí el
e i ica que a p essão em um peso bas an e ele ado no esul ado. De ac o, a p essão em um peso
supe io ela i amen e ao núme o de ins alações e da ex ensão da ede. A Figu a 68 dá-nos a elação
en e a p essão e o UARL.
Figu a 68 - Relação en e UARL e a p essão
Na Figu a 69 op ou-se po calcula o índice ILI de modo a pe cebe em que es ado se encon am as
ZMC em 2015 (os alo es ado ados co espondem os olumes en e janei o de 2015 e maio 2015).
Figu a 69 - Cálculo do ILI pa a as ZMC em es udo
ZMC Teleme ia (Tipo) Pmed (mca) Pmed (kPa) UARL (l/ amal/ho a) Nº habi an es Dens. Populacional (hab/km^2)
Amo osa Sim (Rádio ixo) 43.5 426.3 2.49 7755 19162.5
Ba oselas Sim (Rádio mó el) 45.9 449.82 2.65 1570 901.7
A i e Sim (Rádio mó el) 38.3 375.34 2.15 2460 1252.6
Ge az do Lima Sim (Rádio mó el) 42.5 416.5 3.81 2148 490.2
CAPL UARL ILI
Amo osa 2,43
Ba oselas 3,69 2,65 1,39
A i e 5,51 2,15 2,56
Ge az do Lima 12,76 3,81 3,35
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92
A Amo osa não ap esen a alo es de CAPL e do ILI de ido a um p oblema no ese a ó io e/ou
medido de caudal. As ZMC de Ba oselas e de A i e ap esen am alo es bas an e sa is a ó ios
enquan o que a ZMC de Ge az do Lima, em pa e po se mui o ecen e, inspi a a aplicação de mais
medidas ou p olongamen o das a uais.
De o ma análoga à e e uada pa a o es udo do impac o da VRP em Ba oselas, segue a Figu a 70.
Figu a 70 - E ei o da edução em 10% da p essão inicial nas es an es ZMC
A in odução de uma VRP de p essão ixa que diminua a p essão em 10% em impac o signi ica i o
na ZMC de A i e passado 3 anos. Nas es an es ZMC a in odução de uma VRP não é jus i icá el do
pon o de is a económico uma ez que a ecupe ação do in es imen o só e e uado a médio/longo
p azo.
O e ei o des a edução ela i amen e ao núme o de oco ências ap esen a-se na Figu a 71.
Figu a 71 - E ei o económico ao ní el da edução do núme o de oco ências da aplicação da VRP
Analisando a Figu a 71 em conjun o com a Figu a 70 a in odução de uma VRP de p essão ixa já
jus i ica o in es imen o na ZMC de Ge az do Lima no inal do 3º ano.
Figu a 72 - Poupança o al deco en e da edução da p essão em 10% da p essão inicial
A i e Amo osa Ge az do Lima
Se o ou população (hab) 1968 6204 1268
Volume de água po habi an e (l/hab) 150 150 150
Ní el de pe das (%) 20,14 2,19 20,50
P essão média (mca) 38,29 43,5 42,5
Cus o de p odução, dis ibuição e depu ação (€/m3) 1,13 1,13 1,13
P essão média eduzida (10% Pm) 34,46 39,15 38,25
Volume o al o necido (m3) 107748 339669 69423
Volume de pe das eais (m3) 21698,39 7448,57 14231,72
€ em pe das eais 24519,18 8416,89 16081,84
Poupança em eduçao de 10% da Pm (€) 2451,92 841,69 1608,18
Redução da p essão em 10%
A i e Amo osa Ge az do Lima
Se o ou população 1968,0 6204,0 1268,0
Quilóme os de ede 18,9 9,1 50,4
Taxa de o u as 1,1 0,0 0,4
P essão máxima (média) (mca) 38,3 43,5 42,5
Cus o de epa ação po o u a 81,8 81,8 81,8
P essão máxima eduzida (10% Pm) 34,5 39,2 38,3
Redução da axa de u u as 17,9 19,0 18,8
Núme o de o u as anuais 7 0 7
Redução da p essão máxima % 10 10 10
Taxa de o u as não dependen e da p essao 13 13 13
Redução do nº de o u as % 17,90 19,00 18,81
Redução no nº de o u as 1,25 0,00 1,32
Poupança (€) 1464,87 0,00 1539,46
A i e Amo osa Ge az do Lima
To al Poupança (€) 3916,79 841,69 3147,64
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93
A Figu a 72 ep esen a a poupança o al es imada nas ZMC es an es em unção da edução de
p essão. A ZMC de A i e jus i ica a aplicação de uma VRP mais complexa (VRP po modulação
ho á ia, modulação empo al ou modulação po pon o c i ico) enquan o que a ZMC de Ge az do Lima
apon a pa a uma VRP de p essão ixa. A ZMC da Amo osa, em i ude da ANF e núme o de
oco ências eduzida, não jus i ica o in es imen o numa VRP a cu o/médio p azo.
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Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
95
6
CONCLUSÕES
O assun o da ine iciência das EG ela i amen e à água não a u ada e pe das eais de água é a ual e
com g ande impac o mediá ico. Is o em impac o ao ní el da AES uma ez que as pe das eais são
uma pa cela impo an e da AES. A edução das pe das eais implica uma edução da AES e
consequen emen e um índice de ine iciência dos ecu sos híd icos meno . Consequen emen e, é
possí el aze um ajus e da a i a cob ada aos clien es em unção dos cus os de p odução e de
dis ibuição da água.
A edução da ANF e das pe das eais pa a se e e uada necessi a da implemen ação de ZMC e
sis emá ica análise e moni o ização pe manen e dos dados ecolhidos. A análise dos dados pe mi e
iden i ica p io idades di e en es de a uação e, ace aos dados ecolhidos, decidi sob e as medidas a
aplica . A análise dos dados esul an es da ZMC necessi a de uma análise com equência egula (de
p e e ência diá ia) de modo a não p olonga os impac os nega i os causados pelas pe das de água.
A mudança de pa adigma das EG passa pela al e ação da análise ao sis ema pa a a análise po ZMC e
em e mos de pe iodicidade passa de análise anual pa a uma análise mais equen e.
A u ilização do CAP e da Qualidade e Rapidez da epa ação de o u as em indo a in oduzi
melho ias nas á eas de es udo ao ní el do índice AA11b con udo, es e alo pode á se melho ado
nalgumas das á eas. A ZMC da Amo osa ap esen a alo es de ANF e do núme o de oco ências
elacionadas com p oblemas em condu as mui o eduzidos sendo possí el a i ma que as medidas
omadas o am as co e as e o am de idamen e aplicadas. A ZMC de A i e em indo,
p og essi amen e, a egis a melho es esul ados que ao ní el da ANF, pe das eais e núme o de
oco ências sendo expec á el que a si uação es abilize em b e e. A ZMC de Ba oselas encon a-se
em es udo e após ins alação das VRP egis ou-se uma diminuição signi ica i a do alo das pe das
eais.
A análise de CMN e dos caudais mininos no u nos, endo em conside ação um alo base pa a o
CMN, le ou à de eção de á eas de ici á ias podendo es e se usado como c i é io de segmen ação da
ede. Ve i ica-se que o caudal mínimo no u no em implicações ao ní el da segmen ação das á eas
es udadas podendo-se op a po isola de e minadas á eas com CMN semelhan es.
Na ZMC de Ba oselas após a implemen ação da ges ão de p essões po pon o c í ico pe mi iu a
edução das pe das eais e do núme o de oco ências. A ins alação da ges ão e moni o ização de
p essões po pon o c í ico, e elou-se um ins umen o undamen al no comba e à ANF e, mais
undamen almen e, às pe das eais.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
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A impo ância de uma co e a análise das causas das oco ências pe mi e ob e di e en e ipo de
in o mação, que ao ní el da quan idade, equência, localização e cus os das oco ências e depois
des e a amen o decidi no as medidas a aplica , caso necessá io. A implemen ação na ZMC de
Ba oselas da ges ão de p essões po pon o c í ico pe mi iu que osse de e ada uma uga que
ep esen a a ce ca de 800 m3 de água despe diçada po dia.
Com a implemen ação da ZMC da Amo osa e do sis ema de eleme ia ixa como oi possí el de e a
um conjun o de ugas nas edes p ediais que, i e am um impac o signi ica i o na edução das pe das
eais e da água não a u ada. Es e impac o ao ní el da ANF, pe mi iu baixa de 25% em 2012 pa a os
5% em 2014, ao ní el do CMN ha endo uma edução de 70% en e o ano de 2012 e 2014. Em 2015,
dados a é junho, o CMN ap esen a alo es ainda mais eduzidos ep esen ando uma edução de ce ca
de 98% con udo, al ando a in o mação e e en e ao es o do ano.
A eleme ia ixa associada a um conjun o de so wa e c iados pa a supo e do sis ema pe mi em uma
análise diá ia do sis ema, balanço híd ico diá io, que acili a a ação da E.G. no comba e á água não
a u ada e às pe das eais e assim a ingi alo es de ANF mui o baixos.
Em suma, a segmen ação da ede de água quando associada a Teleme ia ixa pe mi e ob e alo es de
ANF mui os bons assim como a implemen ação de sis ema de ges ão de p essão po pon o c í ico.
A EG es udada, os SMSBVC es ão a implemen a es a me odologia em ou as ZMC onde já ob i e am
e espe am con inua a ob e ganhos signi ica i os de e iciência do sis ema de abas ecimen o de água.
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7
RECOMENDAÇÕES PARA
TRABALHOS FUTUROS
O abalho ealizado na p esen e disse ação encon a-se limi ado po um pe íodo de empo. Es a
limi ação in oduz, na u almen e, p oblemas ao ní el da ab angência na escolha de c i é ios a usa no
desen ol imen o do abalho assim como a de inição da impo ância de odos os pa âme os. A opção
omada ao longo do desen ol imen o da disse ação oi a explo ação de no os c i é ios pa a a
segmen ação de uma ede de abas ecimen o ace aos c i é ios, de ca á e ísico e in aes u u al,
ge almen e conside ados.
O desen ol imen o do abalho esul ou no es abelecimen o de alguns c i é ios de aplicabilidade ao
sis ema de abas ecimen o de Viana do Cas elo podendo so e adap ações pa a aplicabilidade nou os
sis emas.
As suges ões pa a abalhos u u os su gem com base na limi ação de empo impos o na ealização
des a disse ação. Seguem-se as seguin es ecomendações:
Es udo da iabilidade e sus en abilidade económica das ZMC. A implemen ação da ZMC
de e ia e em con a es udos sob e o es ado da ede, que ao ní el do uncionamen o que ao
ní el da e i icação do ano ho izon e. Es es a o es pode ão implica ou as medidas aplicadas
ais como a subs i uição de pa e da ede an es da aplicação da ZMC;
Es udo da in luência da edução das pe das eais nos pa âme os de qualidade da água. O
aumen o ou diminuição da capacidade da ede, em unção das medidas aplicadas, pode ão
muda os pa âme os de qualidade da água da ede. De modo a e i ica -se a manu enção das
ca ac e ís icas da ede pode ão se ins alados senso es que meçam es es pa âme os e
pe mi am decidi mais ace adamen e sob e a ação mais adequada a oma po o ma a a ingi
melho es esul ados;
Elabo ação de um p og ama que analise, de o ma au omá ica, as causas de oco ências em
conjun o com uma e amen a SIG e de modulação a uando como uma e amen a de con olo
de pe das eais;
Análise das ca ac e ís icas ísicas, in aes u u ais e não es u u ais da ede de modo a en a ,
se possí el, chega a elações e exp essões en e es as de modo a o imiza a limi ação das
ZMC;
Implemen ação eal dos c i é ios de inidos. A aplicação dos c i é ios de inidos pa a o sis ema
de Viana do Cas elo pode ão melho a as pe das de água e a água não a u ada nou as ZMC
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98
do sis ema e assim con ibui pa a a sus en abilidade económico- inancei a e ambien al dos
SMSBVC. As medidas podem se adap adas pa a aplicabilidade nou as EG;
In eg ação de sis emas de eleme ia na segmen ação pa a melho ia na medição dos caudais
a u ados e con inuação do es udo da eleme ia ao ní el do BG e do cálculo das pe das o ais
de água;
Ex ensão da eleme ia de ádio ixo a ou as ZMC pa a compa ação com os esul ados ob idos
na ZMC da Amo osa;
Modulação da ede pa a casos a ípicos de consumo ais como consumos indus iais e
consumos ela i os a incêncios.
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99
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Poças-Ma ins, Joaquim Poças. 2014. Managemen o Change in Wa e Companies.
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
106
ANEXO D – Quad o de oco ências e i icadas na ZMC da Amo osa en e o ano de 2010 e de 2014
Causas 2010 2011 2012 2013 2014
To al Ge al
Boca de ega echada/dani icad 1 1 2
Boca incêndio mal echada 2 1 3
Condu a an iga 1 1 2
Falsa in o mação 1 1
Fal a de água 3 3
Fuga água na ede p edial 1 1 2 1 5
Impu á el a 3ºs 4 3 1 8
Olho de boi eduzido 1 1 2
Ou os p oblemas 2 2
Ramal an igo 1 2 1 1 5
Ramal amponado 1 1 2
To nei a pa ida 1 1
Tubo esmagado/ u ado po ped a 1 1
União dani icada 1 1 1 3
Vál . seccionamen o pa ida 2 1 3
Ve e pelo eco d 1 3 2 6
To al Ge al 2 16 17 8 6 49
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
ANEXO E – Quad o de oco ências e i icadas na ZMC da A i e en e o ano de 2010 e de 2014
Causas 2010 2011 2012 2013 2014
To al Ge al
Boca de ega echada/dani icad 1 1
Condu a an iga 8 7 11 4 4 34
Con ado obs uído 1 2 3
Depósi o azio 2 2
Falsa in o mação 5 5 1 1 12
Fal a de água 1 3 1 5
Fal a de ape o dos eco ds 1 1
Fuga água na ede p edial 1 4 4 2 11
Impu á el a 3ºs 2 8 11 223
P essão baixa 3 1 4
Ramal an igo 40 23 27 12 6108
Ramal en upido 1 1 1 1 1 5
Ramal amponado 1 1
Solda pa ida 1 2 1 2 6
To nei a pa ida 2 2
Tubo esmagado/ u ado po ped a
1 1 5 11 422
Tubo sem esis ência 3 4 14 5 3 29
União dani icada 1 5 1 7
União mal mon ada 1 1 2
Vál . con ole ní el a a iada 1 2 3
Vál . seccionamen o pa ida 3 1 4
Ve e pelo eco d 1 1 2
To al Ge al 58 58 89 59 23 287
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
108
ANEXO F – Quad o de oco ências e i icadas na ZMC de Ge az do Lima en e o ano de 2010 e de
2014
Causas 2010 2011 2012 2013 2014 To al Ge al
Ab açadei a dani icada 1 1
A a ia no quad o eléc ico 2 2
Boca incêndio mal echada 1 1
Condu a an iga 21 13 517 965
Con ado obs uído 1 1
Depósi o azio 1 2 1 4
Excesso de p essão 1 1
Falsa in o mação 4 1 3 1 3 12
Fal a de água 3 1 2 6
Fal a de ene gia eléc ica 1 1
Fuga água na ede p edial 2 1 1 2 6
Impu á el a 3ºs 13 7 4 6 30
Ou os p oblemas 1 1 2
P essão baixa 1 1 2
Ramal an igo 7 6 4 2 3 22
Ramal amponado 1 1 2
Reb. p o ocado p/ oco ência 1 1 2
Solda pa ida 1 3 3 2 3 12
To nei a pa ida 1 1
Tubo esmagado/ u ado po ped a
5 5 6 2 18
Tubo sem esis ência 5 4 2 3 7 21
União dani icada 1 2 2 1 7 13
União mal mon ada 2 1 3
Ve e pelo eco d 2 1 5 8
#N/D 2 2
To al Ge al 69 50 32 41 46 238
Desen ol imen o de Es a égias de Segmen ação de Redes de Abas ecimen o de Água
ANEXO G – Quad o de oco ências e i icadas na ZMC de Ba oselas en e o ano de 2010 e de 2014
Causas 2010 2011 2012 2013 2014 To al Ge al
Boca de ega echada/dani icad 1 1
Condu a an iga 5 4 4 13
Falsa in o mação 1 1 2
Fal a de água 1 1
Fal a de ape o dos eco ds 1 1
Fuga água na ede p edial 1 1
Impu á el a 3ºs 2 11 1 1 15
Obs ução da ede p edial 1 1
Passado segu ança não eda 1 1
Po inhola a e e 1 1
Ramal an igo 4 7 4 1 1 17
Ramal en upido 1 1 2
Ramal amponado 1 1
Reb. p o ocado p/ oco ência 1 1
Solda pa ida 1 2 2 5 10
Tubo esmagado/ u ado po ped a 6 1 6 4 17
Tubo sem esis ência 4 2 2 1 9
União dani icada 2 1 2 1 6
União mal mon ada 2 2
Ve e pelo eco d 1 1
#N/D 1 1
To al Ge al 7 45 19 24 9104