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Relatório de projeto do risco no Museu Militar de Bragança. Contributos

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Relatório de projeto do risco no Museu Militar de Bragança. Contributos

Author: Paulo Jorge Fernandes Rodrigues
Year: 2013
DOI: 10.34626/n47f-7241
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/74524/2/27974.pdf
I
FACULDADE DE LETRA S
UNIVE RSIDADE DO PO RTO
Paulo Jo ge Fe nandes Rod igues
2º Ciclo de Es udos em Museologia
Ges ão de isco no Museu Mili a de B agança. Con ibu os.
2012
O ien ado : Paula Menino Homem
Classi icação: Ciclo de es udos:
Disse ação/ ela ó io/P oje o/IPP:
Ve são de ini i a
III
Além do ace o, o museu ambém de e assegu a a p o eção
dos seus isi an es e uncioná ios, de ou as p op iedades e da
sua epu ação
Ji asek (2004)
IV
RESUMO
Ges ão de isco no Museu Mili a de B agança. Con ibu os.
RELATÓRIO DE PROJETO
Paulo Jo ge Fe nandes Rod igues
PALAVRAS-CHAVE: Museu Mili a de B agança; Ges ão de isco; No mas e p ocedimen os.
Ins i uição com la gas adições e memó ias, o Exé ci o Po uguês em à sua
esponsabilidade um as o pa imónio his ó ico, a qui e ónico e cul u al. Reconhecendo a
impo ância da memó ia do passado como pon e pa a o conhecimen o do u u o,
con empla, na sua o ganização e i o ial, a Di eção de His ó ia e Cul u a Mili a (DHCM),
cuja missão é gua da essa memó ia e pe mi i o seu acesso ao público em ge al. Jun o com
ou os cinco museus, a DHCM u ela o Museu Mili a de B agança (MMB); obje o de
abalho des e ela ó io de p oje o.
O MMB ocupa o in e io da o e de menagem do cas elo de B agança, Monumen o
Nacional desde 1910, e os espaços ao a li e a é à mu alha que ce ca a o e de menagem.
Tal como odas as es u u as de ensi as simila es, o cas elo de B agança não se encon a
pe ei amen e adap ado às unções que a ualmen e desempenha. Exis em si uações de isco
pa a quem po ele ci cula, pa a o ace o do museu e pa a as p óp ias ins alações, limi ando
acessibilidades, unções, se iços e a sa is ação dos seus p o issionais e isi an es.
Es e ela ó io obje i a con ibui pa a a melho ia da si uação do MMB, a a és de es a égia
de ges ão in eg ada de iscos. Pa a seu enquad amen o, explo a-se o concei o de museu
mili a e a p oblemá ica da sua ins alação em es u u as his ó icas de ensi as, analisando-se
a sua implan ação ísica e a ealidade sociocul u al da egião onde se inse e. Após
iden i icação e a aliação dos con ex os de isco, p opõem-se es a égias e medidas de
ges ão pa a os conside ados p io i á ios; a acessibilidade e ci culação dos isi an es e das
coleções em condições de segu ança.
V
ABSTRACT
La ges ion des isques au Musée mili ai e de B agance. Con ibu ions.
PROJECT REPORT
Paulo Jo ge Fe nandes Rod igues
KEYWORDS: KEYWORDS: Mili a y Museum o B aganza, isk managemen , No ms and p ocedu es.
Ins i u ion wi h long adi ions and memo ies, he Po uguese A my has a b oad
esponsibili y o i s his o ical, a chi ec u al and cul u al. Recognizing he impo ance o he
memo y o he pas as a b idge o he knowledge o he u u e, con empla es in i s e i o ial
o ganiza ion, he Di ec o a e o Mili a y His o y and Cul u e (DHCM), whose mission is o
keep ha memo y and make i accessible o he gene al public. Along wi h i e o he
museums, he gua dianship DHCM he Mili a y Museum o B aganza (MMB); wo k objec o
his p ojec epo .
The MMB occupies he in e io o he keep o he cas le o B agança, a Na ional Monumen
since 1910, and he ou doo spaces o he wall su ounding he keep. Like all de ensi e
s uc u es like he cas le o B agança is no pe ec ly sui ed o unc ions ha cu en ly plays.
The e a e isk si ua ions o whom he ci cula es o he museum's collec ion and o hei own
acili ies, limi ing accessibili y, unc ions, se ices and sa is ac ion o i s employees and
isi o s.
This epo aims o con ibu e o imp o e he si ua ion o he MMB, h ough in eg a ed
managemen s a egy isk. Fo i s aming, i explo es he concep o mili a y museum and
he p oblema ic o ins alla ion in de ensi e his o ic s uc u es, analyzing hei physical
deploymen and cul u al eali y o he egion whe e i ope a es. A e iden i ying and
assessing isk con ex s a e p oposed s a egies and managemen measu es o he
conside ed as p io i ies; accessibili y and ci cula ion o isi o s and collec ions sa ely.

VI
RÉSUMÉ
In e en ion pou la ges ion des isques au Musée mili ai e de B agance
RAPPORT DE PROJET
Paulo Jo ge Fe nandes Rod igues
MOTS-CLÉS: Musée mili ai e de B agance, ges ion des isques, des poli iques e des p océdu es.
Ins i u ion a ec une longue adi ion e des sou eni s, l'a mée po ugaise a la esponsabili é
géné ale de son pa imoine his o ique, a chi ec u al e cul u el. Reconnaissan l'impo ance
de la mémoi e du passé comme un pon e s la connaissance de l'a eni , p é oi dans son
o ganisa ion e i o iale, la Di ec ion de l'his oi e mili ai e e de la Cul u e (DHCM), don la
mission es de conse e la mémoi e e la end e accessible au g and public. A ec cinq
au es musées, le DHCM la u elle du musée mili ai e de B agance (MMB); obje s a aux de
ce appo su le p oje .
Le MMB occupe l'in é ieu du donjon du châ eau de B agança, un monumen na ional
depuis 1910, e les espaces ex é ieu s de l'encein e du donjon. Comme ou es les s uc u es
dé ensi es comme le châ eau de B agança n'es pas pa ai emen adap ée aux onc ions qui
joue ac uellemen . Il ya un dange pou qui il cou à la collec ion du musée e de leu s
p op es ins alla ions, l'accessibili é limi ée, les onc ions, les se ices e la sa is ac ion de ses
employés e des isi eu s.
Ce appo ise à con ibue à l'amélio a ion de la si ua ion du MMBpa la s a égie de
ges ion des isques in ég ée. Pou son cad e, il explo e le concep de musée mili ai e e la
p obléma ique de l'ins alla ion dans dé ensi es s uc u es his o iques, l'analyse de leu
déploiemen physique e la éali é sociocul u elle de la égion où elle opè e. Ap ès
iden i ica ion e l'é alua ion des con ex es de isque, p opose des s a égies e des mesu es
de ges ion de la p io i é, l'accessibili é e la ci cula ion des isi eu s e des collec ions en
ou e sécu i é.
VII
Ag adecimen os
À minha amília pela o ça que me deu e pela paciência que e e semp e que me ia com o
na iz en iado num li o ou colado ao ec ã do compu ado . A linda, João, Miguel e Tiago,
meus pais e meus sog os, ob igado.
Ag adeço ambém :
A sua Exc.cia o S . Majo Gene al Adelino Ma os Coelho, an e io di e o da Di eção de
His ó ia e Cul u a Mili a , po me e con e ido a opo unidade de di igi es e ão nob e e
belo museu que é o Museu Mili a de B agança e po me e guiado nos p imei os passos
que me le a am ao g ande gos o que ganhei pelos assun os da museologia.
A sua Exc.cia o S . Majo Gene al Hugo Bo ges, a ual di e o da Di eção de His ó ia e Cul u a
Mili a , pelo apoio, con iança e desa ios lançados.
Ao S . Co onel Dou o Rui Alexand e Ca i a Sil es e, P ó Rei o pa a a Cul u a e Di e o da
Secção Au ónoma de A e & Design da Uni e sidade da Madei a, pelo apoio, oca de ideias
e disponibilidade.
A odos os que abalham do Museu Mili a de B agança, mili a es e ci is, po ab aça os
desa ios de aze mos es e museu pa a o século XXI, sem esmo ece . Poucos mas bons.
Aos abaixo indicados ag adeço pelo apoio, in o mações, a enção e disponibilidade pa a oca
de ideias
Ao S . Eng.º. An ónio Jo ge Nunes, P esiden e da câma a municipal de B agança.
Ao S . D . Jo ge No o, che e do Gabine e de Apoio e Relações Ex e na.
À S a. D a. Ma ia de Fá ima Gomes Fe nandes, e eado a da cul u a e da educação do
município de B agança.
Ao S . D . He nâni Dinis Venâncio Dias, e eado do u banismo do município de b agança.
Ao S . D . José Júlio Vaz pi es, amigo de in ância e Sec e á io da Jun a de San a Ma ia.
À S a. D a. Ana Ma ia, di e o a do Museu Abade de Baçal.
Ao S . P o esso D . Alexand e Rod igues pelas in o mações e apoio na iden i icação de
bibliog a ia sob e os cas elos de Po ugal.
À equipa docen e do mes ado de Museologia, po acende uma ela na escu idão do nosso
desconhecimen o e nos ajuda a molda as e amen as pa a cons ui mos os nossos a óis.
À minha o ien ado a, Mes e Paula Menino Homem, pelo apoio e o ien ação no
desen ol imen o do p esen e ela ó io.
VIII
ÍNDICE
ABREVIATURAS ................................................................................................................. X
I. INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 1
II. CONCEITO DE MUSEU MILITAR E PROBLEMÁTICA DE SUA INSTALAÇÃO EM
ESTRUTURAS HISTÓRICAS DEFENSIVAS ............................................................................. 5
III. MUSEU MILITAR DE BRAGANÇA ................................................................................. 7
1. CRIAÇÃO E HISTÓRIA ............................................................................................................. 7
2. HERÁLDICA ......................................................................................................................... 9
2.1. A mas ........................................................................................................................... 10
2.2. Simbologia e alusão das peças: ................................................................................... 10
3. VOCAÇÃO ......................................................................................................................... 11
4. MISSÃO ........................................................................................................................... 11
5. POSSIBILIDADES ................................................................................................................. 12
6. TEMÁTICAS ....................................................................................................................... 12
7. OBJETIVOS ........................................................................................................................ 13
8. FUNÇÕES MUSEOLÓGICAS .................................................................................................... 15
9. O ACERVO......................................................................................................................... 15
9.1. Ca a e ização ............................................................................................................... 17
9.2. Tipologia ....................................................................................................................... 17
9.3. Dis ibuição .................................................................................................................. 19
10. INSTALAÇÕES .................................................................................................................... 19
10.1. Localização. Inse ção no concelho de B agança ......................................................... 21
10.2 Ca a e ização dos edi ícios e espaços ......................................................................... 40
10.4 Pon os acos ................................................................................................................ 47
11 RECURSOS HUMANOS ......................................................................................................... 58
11.1 Di eção ......................................................................................................................... 58
11.2 Pessoal a e o ................................................................................................................ 58
11.3 Pon os o es ................................................................................................................ 58
11.4 Pon os acos ................................................................................................................ 59
12 RECURSOS FINANCEIROS ...................................................................................................... 59
12.1 O çamen o ................................................................................................................... 59
12.2 Mecena o ..................................................................................................................... 59
IX
12.3 Recei as ........................................................................................................................ 59
IV. GESTÃO INTEGRADA DO RISCO ............................................................................. 60
13 RISCO PARA O ACERVO ........................................................................................................ 60
13.1 Análise de isco. Magni udes e escalas de p io idades .............................................. 63
13.2 Con olo de isco. Es a égias de eliminação/mi igação ........................................... 66
14 RISCO PARA AS PESSOAS ...................................................................................................... 80
14.1 Espaços ex e io es à o e de menagem ..................................................................... 82
14.2 P oblemas le an ados com a iden i icação das si uações de isco pa a as pessoas 88
14.3 Con olo de isco. Medidas de mi igação do isco pa a as pessoas .......................... 89
V. CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................... 91
REFERÊNCIAS .................................................................................................................. 93
5
Na segunda pa e abo da-se o concei o de museu mili a , pa indo-se da abo dagem a ní el
in e nacional, passando pos e io men e pa a o ní el nacional. Seguidamen e deb uça-se
sob e a p oblemá ica da ins alação des e ipo de equipamen o cul u al numa es u u a
his ó ica de ensi a.
A e cei a pa e e sa sob e o Museu Mili a de B agança. É cons i uída po doze capí ulos.
Nes es é ei a a análise do museu. O p imei o capí ulo analisa a sua his ó ia. O segundo
capí ulo a he áldica que lhe es á associada, após ealiza uma b e e esenha his ó ica da
e olução da he áldica. O e cei o capí ulo deb uça-se sob e a ocação, ao que se segue o
qua o capí ulo com a missão. O quin o capí ulo ap esen a as possibilidades do museu. As
emá icas ap o adas são ap esen adas no sex o capí ulo. No sé imo capí ulo iden i icam-se
os obje i os açados pa a os cu o, médio e longos p azos. O oi a o capí ulo con ém as
unções museológicas que o museu cump e. No nono capí ulo ca a e iza-se o ace o. No
décimo capí ulo es udam-se as ins alações. O décimo p imei o capí ulo em po obje o os
ecu sos humanos, sendo que o décimo segundo e úl imo des a pa e, incide sob e os
ecu sos inancei os.
A qua a pa e ponde a a ges ão do isco. Cons i ui-se em dois capí ulos. O p imei o e sa
sob e o ace o, e e uando-se a análise de isco pa a o mesmo e delineando-se es a égias de
eliminação ou mi igação do mesmo. O segundo incide sob e o isco pa a as pessoas nos
á ios espaços do museu, e e uando-se o econhecimen o dos p oblemas le an ados e
p opondo-se medidas e p ocedimen os a assumi com is a à sua mi igação ou eliminação.
Na quin a pa e e e uam-se as conside ações inais, onde se inclui a súmula das si uações de
isco e espe i os p essupos os pa a a mi igação ou eliminação.
O Núme o de anexos e apêndices do p esen e p oje o é ex enso. Tal medida p ende-se com
o ac o de se p e ende acili a o acesso à in o mação que se iu de apoio pa a a elabo ação
do p esen e. Como alguma da in o mação é de di ícil acesso e se encon a dispe sa po
á ias on es op ou-se em digi aliza e inclui a mesma em anexo.
II. Concei o de Museu Mili a e p oblemá ica de sua ins alação em es u u as
his ó icas de ensi as
Pa a se comp eende a génese do concei o de museu mili a , impo a inicialmen e
econhece o concei o de museu.

6
Pa a se comp eende a génese do concei o de museu mili a , impo a inicialmen e
econhece o concei o de museu.
O In e na ional Council o Museums (ICOM) de ine museu (ICOM, 2007) como uma
ins i uição pe manen e sem ins luc a i os, ao se iço da sociedade e do seu
desen ol imen o, abe a ao público, que adqui e, conse a, in es iga, comunica e expõe o
pa imónio ma e ial e ima e ial da humanidade e do seu meio en ol en e com ins de
educação, es udo e delei e .
A Lei nº 47/2004, de 19 de agos o, ap o a a Lei-quad o dos Museus Po ugueses, onde se
de ine Museu com uma ins i uição de ca á e pe manen e, com ou sem pe sonalidade
ju ídica, sem ins luc a i os, do ada de uma es u u a o ganizacional que lhe pe mi e: a)
Ga an i um des ino uni á io a um conjun o de bens cul u ais e alo izá-los a a és da
in es igação, inco po ação, in en á io, documen ação, conse ação, in e p e ação,
exposição e di ulgação, com obje i os cien í icos, educa i os e lúdicos; b) Facul a acesso
egula ao público e omen a a democ a ização da cul u a, a p omoção da pessoa e o
desen ol imen o da sociedade e se conside am Museus as ins i uições, com di e en es
designações, que ap esen em as ca ac e ís icas e cump am as unções museológicas
p e is as na p esen e lei pa a o museu, ainda que o espe i o ace o in eg e espécies i as,
an o bo ânicas como zoológicas, es emunhos esul an es da ma e ialização de ideias,
ep esen ações de ealidades exis en es ou i uais, assim como bens de pa imónio cul u al
imó el, ambien al e paisagís ico (Lei 47/2004).
Em Po ugal, o e mo mili a associa-se a um adje i o Que diz espei o às o ças a madas,
aos soldados: a e mili a , meio mili a (Segu a, 2006).
O concei o museu mili a esul a da conjugação do concei o museu com o concei o mili a .
En e os comi és in e nacionais de inidos pelo ICOM encon a-se o ICOMAN - In e na ional
Commi ee o Museums o A ms and Mili a y His o y. Te e a sua o igem no ano de 1957,
denominando-se na al u a IAMAN - In e na ional Associa ion o Museums o A ms and
Mili a y His o y. O ICOMAN assume-se como o único comi é in e nacional que desen ol e
in es igação sob e o ema mili a no âmbi o da museologia e p opõe-se a omen a o es udo
e conse ação de a mas, a madu as, a ilha ia, o i icações, uni o mes, es anda es e
medalhas, de uma o ma cien í ica e pe mi indo esga a o seu impac o ao ní el económico,
social e cul u al.
7
A DHCM e e e que o museu mili a é um ó gão de na u eza cul u al deposi á io e exposi o
do espólio de in e esse his ó ico-mili a , com possibilidade pa a ga an i um des ino uni á io,
designadamen e a bens cul u ais mili a es e alo izá-los a a és da in es igação,
inco po ação, in en á io, documen ação, conse ação, in e p e ação, exposição e
di ulgação, com obje i os cien í icos, educa i os e lúdicos, incluindo o acesso egula ao
público (DHCM, 2009).
Ao longo da sua exis ência, os museus mili a es êm p econizado as ações de ins i uições
museológicas, mas ambém se êm assumido como espaços de memó ia e e ocação, an o
de pe sonalidades como de ações mili a es mais especí icas. Po essa azão assis iu-se à
quase inexis ência de ações de e lexão sob e os con ex os que p ocu am enal ece .
A classi icação des es museus quan o à sua ipologia museológica assen a pa icula men e
na na u eza das suas coleções, incluindo-se na ca ego ia de Museus His ó icos (Fe nandéz,
1999).
O ap oxima da ins i uição mili a com a sociedade, mais no ó ia na úl ima década do século
passado, le ou ao eposicionamen o dos museus mili a es em elação ao meio social em que
se encon a am inse idos, passando a assumi a endência pa a se a i ma em como museus
his ó ico-sociais.
Inicialmen e, expunham as suas coleções seguindo a lógica linea da e olução c onológica.
Com o e olui da consciência social dos mesmos, es es passa am a deb uça -se em c ia
exposições p ocu am a in e p e ação dos di e en es con ex os que odea am a o igem aos
con li os em que as o ças a madas se i am empenhadas (Teixei a, 2011).
III. Museu Mili a de B agança
1. C iação e his ó ia
A abo dagem a es e assun o passa pela análise de documen os e manusc i os exis en es no
museu. Os e e idos manusc i os são egis os e e uados e gua dados pelos an e io es
di e o es. Os documen os são o iciais e de egis o pe iódico, como as publicações em Diá io
da República, em O dens do Exé ci o, O dens Regimen ais, O dens de Se iço e P o ocolos
es abelecidos.
8
O MMB egis a di e en es ases de es u u ação e implemen ação. A p imei a epo a-se a
14 de janei o de 1929, quando oi c iado no âmbi o do en ão Regimen o de In an a ia Nº 10
(RI10) (Regimen o de In an a ia Nº. 10, 1929) (Anexo A). O RI 10 encon a a-se sediado no
Cas elo de B agança, ocupando pa e do e e ido cas elo, incluindo a espe i a o e de
menagem. A sua c iação de eu-se à on ade do S . Co onel An ónio José Teixei a, à al u a
comandan e do RI10. Ficou en ão o museu ins alado na o e de menagem, ocupando-a
pa cialmen e.
F u o da ees u u ação da o ganização e i o ial do Exé ci o Po uguês, o RI10 oi ex in o,
sendo subs i uído pelo Ba alhão de Caçado es Nº 3 (BC3), he dei o das adições do RI10 e
icando a ocupa o mesmo espaço. No en an o, em inais de 1958, o BC3 oi igualmen e
ex in o, o que de e minou o ence amen o do MMB e a ans e ência do seu echeio pa a o
Museu Mili a de Lisboa (MML).
É ea i ado mais a de, po de e minação do en ão P esiden e da República, Sua Excelência
o S . Gene al Ramalho Eanes, a 22 de agos o de 1983. Foi assinado um p o ocolo en e a
Di eção de Documen ação e His ó ia Mili a (ago a Di eção de His ó ia e Cul u a Mili a ),
como ep esen an e do Es ado-maio do Exé ci o (EME), e a Câma a Municipal de B agança
(CMB), em que es as en idades especi ica am as a ibuições de cada uma pa a a
implemen ação do MMB (Anexo B).
O MMB passa en ão a ocupa os qua o pisos da o e de menagem do Cas elo de B agança.
A sua c iação oi o malizada po publicação da Po a ia nº 106/87, de 16 de e e ei o de
1987, em Diá io da República nº 39 – I Sé ie, da mesma da a. Nes a Po a ia são ambém
e e idas as suas missões undamen ais (Anexo C).
Po Po a ia do Gene al Che e de Es ado-maio do Exé ci o (CEME) o am ap o adas as
a mas do MMB, a 14 de janei o de 1987 (Anexo D).
As coleções que em pa en es eco dam as Unidades Mili a es que es i e am aqua eladas
em B agança, aludem às in asões ancesas e ap esen am a e olução do a mamen o ligei o
no Exé ci o Po uguês desde o Século XII a é ao Século XX, a é à al u a da I Gue a Mundial
(1914-18).
Desde a sua inaugu ação a é aos dias de hoje man ém-se como o Museu Mili a na
o ganização e i o ial do Exé ci o com mais isi an es, endo em e e ei o de 2006
ul apassado o núme o de 1.000.000 (um milhão) de isi an es.
9
2. He áldica
A He áldica é a ciência que em po obje o o es udo das A mas – emblemas c omá icos
dis in i os de uma amília, de uma comunidade, de um g upo ou de um indi íduo – e,
complemen a men e, a A e da sua o denação e desc ição esc i a e iconog á ica (EME,
1996).
Um ac o comum a odas as sociedades e a odas as épocas his ó icas, oi a u ilização de
moedas, bandei as, selos e ou os obje os pessoais, nos quais e a ulga emp ega ma cas.
Es a u ilização espondia à necessidade humana de a i mação ex e io da sua
indi idualidade, da linhagem ou pe ença a um g upo social.
Inicialmen e essas ma cas dependiam apenas da imaginação e da on ade daqueles que as
u iliza am. Os g a ismos a ia am dos mais simples a é o mas al amen e e oluídas.
As leis que cons i uem o co po o mal da He áldica Ge al são as Leis da Iluminu a, da
es ilização e da simplicidade. Assim, oi possí el uni o miza p ocedimen os e de inições.
Acei a-se que:
 As a mas são emblemas a co es;
 As co es he áldicas são simples e em núme o es i o;
 As igu as são es ilizadas;
 O supo e no mal das a mas é o escudo (embo a possam se u ilizados ou os).
A He áldica subdi ide-se em: a das Famílias, ela i a às a mas que são ansmi idas
he edi a iamen e aos descenden es; a do T abalho, e e en e às co po ações de cada
p o issão; a Regional, ep esen a i a de uma zona geog á ica e das suas populações; a
Eclesiás ica, p i a i a dos digni á ios e sedes da Ig eja; a Mili a , especí ica do o o cas ense.
A He áldica do Exé ci o Po uguês so eu de um azio legal a é à publicação de uma Po a ia,
a 28 de janei o de 1924. Em 1966 oi c iado o “Gabine e de He áldica do Exé ci o”, na
dependência di e a do Che e de Es ado-maio do Exé ci o, com a missão de o dena a
He áldica e Vexilogia do Exé ci o.
A Po a ia nº 24 107, de 3 de julho de 1969, ap o ou as “No mas de He áldica do Exé ci o” e
o “Regulamen o da Simbologia do Exé ci o”. Em 1976 o Gabine e de He áldica oi in eg ado
na Di eção do Se iço His ó ico-Mili a . A ualmen e, a Repa ição de He áldica encon a-se
in eg ada na DHCM.
10
2.1. A mas
O B asão de A mas do MMB (Fig. 1), ap o ado pela Po a ia de 14 de janei o de 1987 (Anexo
D), em a seguin e desc ição:
 Escudo de e melho, uma pa azana, duas alaba das e dois chico es de a mas de
p a a, en aixados, e b ocan e, um b oquel de ou o;
 Elmo mili a , de p a a, o ado de e melho, a ês qua os pa a a dex a;
 Co eia de e melha pe ilada de oi o;
 Timb e: Uma o e quad ada de p a a, la ada de neg o, abe a e iluminada de azul,
ca egada com cinco es elas, de e melho, em aspa;
 Di isa num lis el de b anco, ondulado, so opos o ao escudo, em le as de neg o,
maiúsculas, de es ilo elze i AD PERPETUAM REI MEMORIAM, o qual signi ica, do la im: Pa a
uma Memó ia E e na
Fig. 1 – B asão do Museu Mili a de B agança
2.2. Simbologia e alusão das peças:
 A pa azana, as alaba das, os chico es de a mas e o b oquel, ep esen am es emunhos
his ó icos que, na sua ap esen ação, ão cump i a unção cul u al de sal agua da , no
p esen e, a memó ia daqueles que, pelos seus ei os e pelas suas idas o am, no passado, os
e dadei os c iado es da Nação;

11
 A o e alude à ins alação do MMB na o e de menagem do cas elo local e as es elas, na
sua e ocação das a mas da cidade, iden i icam a nob e u be b agançana;
 A di isa «Ad Pe pe uam Rei Memo iam» esume o papel undamen al dos museus na
p ese ação dos alo es nacionais con a a ação des uido a da passagem do empo;
 Os esmal es signi icam:
 Ou o: A idelidade his ó ica dos ac os ela ados;
 P a a: A iqueza dinâmica do ace o já exis en e;
 Ve melho: O alo dos ei os documen ados;
 Azul: A jus iça do p esen e ao es o ço do passado.
3. Vocação
O que é a ocação? Qual o seu signi icado e qual o seu sen ido? A pala a ocação em do
la im oca e que signi ica chamado. Todos nós somos chamados, de uma o ma ou de ou a
a aze algo, a alguma coisa. An igamen e, es e e mo signi ica a qualque espécie de
ap idão, po exemplo, pa a medicina, música, a es, e c.. Pos e io men e, adqui iu um
signi icado eligioso, passando a designa o chamado de Deus.
Em con ex o museológico, o e mo pode assumi -se como o esponde a um chamado, não
de Deus, mas como gua diães das memó ias que os nossos an epassados deixa am pa a as
ge ações indou as.
O MMB em po ocação a alo ização dos es emunhos his ó ico-mili a numa pe spe i a
nacional e egional, com o obje i o de e o ça a memó ia e iden idade cole i as e con ibui
pa a um desen ol imen o dos alo es da cidadania. É, undamen almen e, de na u eza
disciplina de his ó ia e a sua coleção cen a-se em a mas, desenho, escul u a, equipamen o,
espólio documen al, espólio hono í ico, ale ís ica, o og a ia, pin u a, aje e exilologia.
4. Missão
De aco do com Moo e (2004), os museus necessi am de e um p opósi o, um sen ido de
di eção. Não podem ecai sob e as de inições e unções de museu que são ge almen e
acei es po odos. Cada museu necessi a de ini a sua con ibuição singula ou única, o que
pode se ei o numa b e e decla ação de missão.
As decla ações de missão são de uma impo ância ines imá el pa a concen a os es o ços e
o ien a as a i idades dos museus. Assim, o na-se possí el ga an i que odos os
12
uncioná ios são conhecedo es do caminho a segui e é possí el o ien a os es o ços e o
abalho de odos numa di eção, ao in és de missões indi iduais e mui as ezes conco en es
en e si, que pelo es o ço do pessoal que pelos ecu sos exis en es (Moo e, 1994. P. 6).
A missão do MMB oi de inida supe io men e, po despacho do Gene al Che e de Es ado-
maio do Exé ci o, de 08 de ma ço de 2007, sendo: P omo e a alo ização, o
en iquecimen o e a exposição do pa imónio his ó ico-mili a à sua gua da (MMB, n.d.).
5. Possibilidades
As possibilidades de inem as alências que o am con e idas ao MMB a im de cump i a sua
missão e são conseguidas com o apoio di e o da sua u ela; a DHCM. Tal signi ica que quando
o MMB não dispõe de capacidade de espos a pa a odas as necessidades ine en es ao
cump imen o da sua missão, a DHCM o apoia p opo cionando os meios necessá ios.
O MMB em como possibilidades:
 In en a ia e conse a o pa imónio que lhe es eja a ibuído;
 Di ulga os alo es cul u ais ligados à his ó ia mili a ;
 Pa icipa em e en os de in e esse his ó ico-mili a ou com ele an e signi icado
his ó ico-cul u al (MMB, n.d.).
6. Temá icas
A decisão de indi idualiza os museus mili a es u elados pela DHCM le ou à a ibuição de
emá icas indi iduais a cada um deles. Em 12 de e e ei o de 2009, a a és Despacho n.º 28
do GEN CEME, o am ixadas as seguin es emá icas museológicas pa a o MMB:
 A o i icação medie al;
 Peças de a ma ia a é ao século XVIII;
 His ó ia mili a do No des e T ansmon ano;
 In asões F ancesas;
 Moçambique (BC 3).
13
7. Obje i os
Segundo Moo e (1994) Valo ie Bee , di e o a do Japanese Ame ican Na ional Museum, Los
Angeles, Cali o nia, no ex o in i ulado The p oblem and p omise o museum goals, de ende
que os museus necessi am de obje i os, Re e indo-se à e olução da de inição de obje i os
no uni e so museológico, indica que já em 1930 a Ca negie Commission, nos Es ados Unidos
da Amé ica (EUA), econheceu que os museus não dispunham de obje i os cla os e que ão
pouco dispunham de o ganização capaz pa a a ingi esses mesmos obje i os. Nem os
museus nem o público es a am ce os do caminho a oma , ha endo desaco do sob e quais
os con eúdos, emas ou ques ões, que de e iam oca os obje i os dos museus. A di iculdade
em es ipula um p ocesso que pe mi isse encon a a solução pa a a c iação e a iculação de
obje i os pa a os museus ele ou o isco da missão se esumi a um conjun o de in enções.
Apesa da polémica, aco dou-se em que os obje i os se di idem em qua o ca ego ias
p incipais: aquisição, conse ação, pesquisa e educação (Moo e, 1994. P. 31), Es a, assumiu
p eponde ância ela i amen e aos es an es obje i os, o que o iginou um deba e sob e o
papel educa i o do museu e sus escola, conside ando-se que o museu podia ilus a ópicos
elacionados mas não da início a obje i os educacionais. Es a limi ação o nou di ícil o
es abelecimen o dos obje i os educacionais. No en an o, os museus não se subo dinam às
escolas, nem ão pouco podem se elegados à unção de me as ajudas isuais ao ema em
ques ão. Os museus con e em a opo unidade de se ap ende a pa i dos obje os,
es imulando a cu iosidade e o in e esse, bem como pe mi indo a expe imen ação e
es imulando a au oap endizagem. Es a discussão conduziu à de inição de obje i os de modo
condicionado aos anseios dos isi an es, o que oi econhecido como uma si uação
aiçoei a, na medida em que á ios isi an es êm á ias e di e sas expe a i as, e i ealis a.
A compe ição em que os museus se i am ime sos pa a ca i a os isi an es a desloca -se a é
si, deu o igem ao dilema missão e sus me cados, econhecendo-se um con li o de obje i os,
com a p ocu a dos isi an es pela di e são e en e enimen o. Assim, pe cebeu-se e assumiu-
se que os museus necessi am de i ao encon o do que os isi an es p ocu am nos seus
empos li es.
Moo e (1994) diz-nos que Si Roy S ong, an e io di e o do Na ional Po ai Galle y (1976-
76) e do Vic o ia and Albe Museum (1973-87), de ende que as polí icas necessi am de
planos pa a as o na ealidade, que uma decla ação de missão e um conjun o de obje i os
especí icos são apenas um pon o de pa ida, sendo necessá io c ia um plano co po a i o
14
que pe mi a es abelece obje i os especí icos pa a os p óximos 3 ou a é 5 anos. Tal
demons a que a é en ão es es e mos não e am conside ados na ges ão museológica. A
pa i de inais dos anos 80 do século XX, es a noção o nou-se quase omnip esen e na á ea
da ges ão museológica, após e sido acei e que planeamen o co po a i o, desen ol imen o
de negócios e planeamen o museológico e am, essencialmen e, o mesmo.
Com odas es as ealidades, como de ini os obje i os de um museu? Segundo Moo e (1994)
Valo ie Bee ap esen a-nos a sua p opos a, num p ocesso que se di ide em 5 ases: 1ª
Fo ma um g upo de abalho pa a c iação dos obje i os; 2ª De ini me as de b ains o ming;
3ª P io iza os obje i os; 4ª Ca ego iza os obje i os; 5ª Con e e os obje i os em planos de
ação.
O MMB passou po um pe íodo de e lexão e au oa aliação, du an e o qual se ez a a aliação
do seu passado, da sua o ganização a ual, do seu uncionamen o e, com base nas di e i as
di undidas pela en idade de u ela, como se ai eo ganiza , unciona e p azos pa a o
ealiza . Assim, o am de inidos os seguin es obje i os:
a) A cu o p azo (0 a 2 anos)
 Inclui o MMB na Rede Po uguesa de Museus (RPM). Foi subme ida a candida u a de
adesão a 10 de Dezemb o de 2010, agua dando-se a decisão da comissão;
 Ap oxima o museu à população local, au a quias, escolas e cen os de es udos,
ins i uições e emp esas;
 Melho a a qualidade de eceção dos isi an es e aumen a o g au de sa is ação pela
isi a, p opo cionando o mação de a endimen o ao público ao pessoal do museu,
melho ando a loja de endas e implemen ando um se iço de ca e a ia;
 Melho a a comunicação com o público, melho ando a in o mação disponí el nos placa es
in o ma i os, implemen ando um sis ema in e a i o de in o mação, implemen ando um
se iço de áudio guia e melho ando a página de in e ne ;
 Aumen a as o e as de se iços, implemen ando e dinamizando os se iços educa i os, a
pa i dos esul ados ob idos no inqué i o ealizado aos isi an es e do exe cício de
au oa aliação ealizado.
b) A médio p azo (2 a 10 anos)
 C ia e desen ol e a i idades adequadas ao bom uncionamen o dos se iços educa i os,
es endendo-os a odas as aixas e á ias dos isi an es;
 Aumen a e melho a as á eas de ese a;
21
 Ca a de C acó ia 2000, sob e P incípios Pa a A Conse ação E O Res au o Do Pa imónio
Cons uído, ap o ada na Con e ência In e nacional sob e Conse ação, em 26 de ou ub o,
ap esen a p incípios o ien ado es pa a a sal agua da do pa imónio cul u al.
Em complemen o a es a documen ação impôs-se iden i ica e es uda ambém a legislação
po uguesa que e sa sob e o assun o, a sabe :
 O Dec e o-Lei 163/2006, de 8 de agos o, es abelece o egime de acessibilidade aos
edi ícios e espaços públicos;
 O Dec e o-Lei n.º 220/2008, de 12 de no emb o, es abelece o egime ju ídico da
segu ança con a incêndios em edi ícios;
 Dec e o-Lei nº 319/2009, de 3 de no emb o, anspõe pa a a o dem ju ídica in e na a
Di e i a n.º 2006/32/CE, do Pa lamen o Eu opeu e do Conselho, de 5 de ab il, ela i a à
e iciência na u ilização inal de ene gia e aos se iços ene gé icos públicos e que isa
inc emen a a elação cus o-e icácia na u ilização inal de ene gia;
 Po a ia N.º 1456-4/95 de 11 de dezemb o, egulamen a as p esc ições mínimas de
colocação e u ilização da sinalização de segu ança e de saúde no abalho.
10.1. Localização. Inse ção no concelho de B agança
Con ac ou-se a p esidência da Câma a Municipal de B agança a im ob e dados sob e a
ealidade local, os quais o am acul ados pelo D . Jo ge No o, che e do Gabine e de Apoio e
Relações Ex e nas. Con ac ou-se ambém a p esidência da F eguesia de San a Ma ia, endo o
seu sec e á io, S . José Júlio Vaz pi es, o necido os dados solici ados.
Pa a se pode ealiza a melho análise no âmbi o da inse ção do MMB no concelho de
B agança (Fig. 2), p ocedeu-se à ecolha dos dados mais signi ica i os e ela i os aos seus
p incipais desc i o es. Pa a e ei os de maio simplicidade e pelo ac o do museu se encon a
inse ido na cidade de B agança, na eguesia de San a Ma ia, op ou-se po aze um es udo
gené ico do concelho e um es udo mais ap o undado da eguesia de San a Ma ia. Os dados
es a ís icos e e em-se ao ano de 2001, pois de aco do com Exmo. S . Sec e á io de Es ado
da Adminis ação Local e Re o ma Adminis a i a, Paulo Simões Júlio, aquando da sua isi a
a B agança no âmbi o das comemo ações do 25 de Ab il de 2012, os dados es a ís icos
ecolhidos nos censos de 2011 só se encon a ão disponí eis, o icialmen e, a pa i de
se emb o de 2012.

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Fig. 2 – Mapa da localização do MMB no concelho de B agança (CMB, n.d.)
10.1.1 Dados geog á icos (CMB, n.d.)
 Concelho de B agança
O concelho de B agança em como sede de concelho a cidade de B agança e é compos o po
49 eguesias, cujos dados es a ís icos (CMB, n.d.) são ap esen ados em abelas em apêndice
(Apêndice D).
B agança encon a-se enc a ada nas mon anhas do No des e T ansmon ano, a 700 me os
de al i ude e a 22 km da on ei a com Espanha. O concelho é limi ado a no e e a es e po
Espanha e in eg a-se na NUT III do Al o T ás-os-Mon es, da qual azem pa e mais eze
concelhos. Pe ence à Associação do Pac o do Eixo A lân ico, jun amen e com mais 17
concelhos do No oes e Peninsula . Es a associação em po obje i o p omo e a
ap oximação de elações apos ando na implemen ação de es a égias socioeconómicas e
sociocul u ais comuns en e o no e po uguês e a Galiza. Poli icamen e, oi cons i uído em
1999, numa impo an e ligação de coope ação com a izinha Espanha (Fundacion Rei A onso
Hen iques (FRAH), 2000. Pp. 219-227).
A sua localização no ex emo mais no des e do país az com que B agança enha ido, ao
longo dos anos, uma dupla posição geog á ica pe i é ica, an o a ní el nacional como
egional. Es a si uação oi a enuada pelo ac o de se capi al de dis i o e sede de concelho, o
que conduziu a uma pola ização sob e a sua en ol en e ex e na como cen o polí ico,
adminis a i o e populacional. Encon a-se em B agança a sede de algumas en idades e
associações de ca iz egional e delegações e di eções egionais da Adminis ação Cen al
(FRAH, 1999. Pp 11-94).
23
 F eguesia de San a Ma ia
A eguesia de San a Ma ia possui uma á ea de 14,11 km² e es á delimi ada pelas
eguesias da Sé, Samil, Al aião, Gimonde, Baçal e Meixedo.
10.1.2 His ó ia
Em meados do século X, as e as de B agança e am de domínio do conde Paio Gonçal es,
i mão de E menegildo Gonçal es, epo oado da egião ima anense. Com o passa dos
empos, B agança o nou-se pe ença adminis a i a dos Mendes e, em 1128, Fe não
Mendes, cunhado de D. A onso Hen iques, o na-se Senho do po oado. A Quin a da
Benque ença, p op iedade dos monges de Cas o de A elãs, oi o local escolhido pa a se
es au a a p imi i a B agança, en e an o a asada pelas in asões bá ba as e pelas gue as
en e c is ãos e mou os. D. Sancho I, a en o à sua impo ância geog á ica e mili a ,
empenhou-se em p omo e o epo oamen o da ila, concedendo-lhe o al em 1187. A ila
de Benque ença dep essa ul apassou a linha das mu alhas do cas elo e não a dou mui o
pa a as po oações se jun a em e unda em a no a B igan ia.
No ano de 1199, a ila oi ce cada po D. A onso IX, ei de Leão, que se iu o çado a le an a
o ce co com a chegada das hos es do mona ca po uguês, D. Sancho I. Já no einado de D.
Dinis, o c escimen o da ila ob igou a edi icação de uma no a linha de mu alhas e à
ealização de abalhos de cons ução no cas elo.
No deco e da gue a en e D. Fe nando e Hen ique I de Cas ela, em 1369, B agança e o seu
cas elo cede am ao domínio das opas cas elhanas, que se assenho ea am da ila, ol ando
às mãos po uguesas com o T a ado de Alcou im, alcançado em 1371.
A c ise dinás ica e as manob as polí icas do alcaide João A onso Pimen el ize am o cas elo
muda de mãos po mais de uma ez. Mais a de, em 1762, B agança se ia, no amen e,
assal ada pelas opas espanholas do Ma quês de Sa ia, aquando da in asão de T ás-os-
Mon es, e, em 1808, se ia a ez das in asões napoleónicas.
10.1.3 Pa imónio
 Concelho de B agança
Pa a além de di e sos edi ícios e es ígios a queológicos, exis em no concelho de B agança
exis em 29 imó eis classi icados, com os quais o MMB en a es ei a elações de
colabo ação e de dinamização da egião: 6 monumen os nacionais, 21 imó eis de in e esse
público e 2 imó eis de in e esse municipal.
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Os monumen os nacionais são: Cas o de Sacóias, Domus Municipalis, Cas elo de B agança,
pelou inho de B agança, Ig eja de Cas o de A elãs e Ig eja de San o C is o de Ou ei o. Os
imó eis de in e esse público são: Con en o e Ig eja de S. ancisco, Edi ício e ja dim do
an igo Paço Episcopal, Mamoa de Donai, Ruinas da Capela da Senho a da He a, Pelou inho
de Ca ocedo, Cas o de Gimonde, Pon e de Gimonde, Pelou inho de Gos ei, Pelou inho de
F iei a, Pelou inho de Sance iz, C uzei o de Ou ei o, Pelou inho de Ou ei o, Cas o de
Ci aga a, Capela de Nossa Senho a da Ribei a, Ig eja da aldeia de Veigas, Pelou inho de
Rebo dainhos, Cas elo de Rebo dãos e Pelou inho de Vila F anca de Lampaças. Os imó eis de
in e esse municipal são: Pon e de F iei a e Ig eja Ma iz de Ou ei o.
 F eguesia de San a Ma ia
Como pa imónio edi icado, exis en e no seu espaço, e idenciam-se o Cas elo de B agança, a
Domus Municipalis, ig ejas, capelas e nichos, o Pelou inho, casas b asonadas, o Monumen o
à memó ia dos soldados e o iciais B agançanos da I G ande Gue a, o C uzei o de S.
Sebas ião, pon es, on es e poços.
10.1.4 Comé cio
A ealidade come cial no concelho assen a no comé cio adicional e em espaços de média
dimensão. Realizam-se ês ei as mensais, a 3, 12 e 21 de cada mês, ou no dia ú il
imedia amen e a segui , caso coincida com im-de-semana ou e iado. O comé cio é uma das
maio es on es de emp ego do concelho.
10.1.5 Indús ia
Ap oximadamen e 16% da população de B agança exe ce a sua a i idade p o issional no
se o secundá io, em con as e com os 60% de emp ego no se o de se iços,
pa icula men e no subse o de se iços de na u eza social. Es a si uação explica-se de ido à
concen ação de se iços públicos, ca a e ís icos de uma capi al de dis i o.
A a i idade indus ial em obse ado, nos úl imos anos, uma ligei a e olução posi i a.
Con inua, con udo, a e uma eduzida ep esen ação e in luência ao ní el da economia
local.
10.1.6 Educação e ensino
 Concelho de B agança
Na Câma a Municipal de B agança, o Se o de Educação es á enquad ado na Di isão de
Educação e Despo o que, po sua ez, es á in eg ada no Depa amen o Sociocul u al,
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cons i uído po duas di isões: a Di isão Cul u al e Tu ismo e a Di isão de Educação e
Despo o.
Ao ní el de es abelecimen os de ensino, obse a-se o seguin e:
 Exis em 17 ja dins-de-in ância, 10 na cidade de B agança e os es an es 7
encon am-se dis ibuídos pelo meio u al, mais especi icamen e em Coelhoso,
Gimonde, Izeda, Pa ada, Rebo dãos, Salsas e San a Comba de Rossas;
 Ope am 22 escolas básicas do 1º ciclo. 13 encon am-se na cidade e as es an es 9
dis ibuem-se no meio u al, mais conc e amen e em Espinhosela, Izeda, Pa ada,
Quin anilha, Rebo dãos, Salsas, Samil, San a Comba de Rossas e Zoio;
 Funcionam 3 escolas básicas 2º e 3º ciclo, 2 na cidade e 1 no meio u al, em Izeda;
 Ao ní el do ensino secundá io do 3º ciclo do ensino básico, exis em 3 escolas, odas
elas na cidade de B agança;
 Na cidade uncionam 1 escola p o issional e 1 cen o de o mação;
 Ao ní el do ensino supe io , exis e o Ins i u o Supe io de Línguas e Comunicação e
o Ins i u o Poli écnico de B agança, o qual engloba 4 escolas supe io es,
designadamen e a Escola Supe io de Educação, a Escola Supe io de Saúde de
B agança, a Escola Supe io Ag á ia e a Escola Supe io de Tecnologias e Ges ão;
 Tendo como público-al o a população es udan il, p incipalmen e a do 1º ciclo,
exis e ambém na cidade de B agança a Escola Fixa de T ânsi o, que omen a e
solidi ica os p incípios pedagógicos da segu ança odo iá ia;
 Tendo como público-al o a população mais idosa, exis e na cidade a Uni e sidade
Sénio de B agança.
 F eguesia de San a Ma ia
Na eguesia exis em os seguin es es abelecimen os de educação e ensino: Pólo escola
Miguel To ga, Seminá io Maio de São José, Escola Nacional de Bombei os, Escola de
Ho ela ia do I.E.F.P. e Uni e sidade Sénio de B agança.
10.1.7 Cul u a
 Concelho de B agança
Ao ní el cul u al o concelho de B agança ap esen a um p og ama mui o a i o e di e si icado,
apoiando-se nas adições locais e ambém em ou os e en os cul u ais de âmbi o mais
ala gado a ní el nacional e in e nacional. Des aca-se o p og ama cul u al ans on ei iço, em
26
que exis em á ias a i idades cul u ais que se ealizam em comum en e o concelho de
B agança e a p o íncia de Zamo a (Espanha). Es as a i idades cul u ais a iam desde a
ealização de wo kshops a iados (ex: Talle es In an iles “Conoces Po ugal", Biblio eca
Pública de Zamo a, Semana del 9 al 13 de ab il), passando po lançamen o de li os,
ealização de peças ea ais e exposições (Agenda Cul u al T ans on ei iça (ACT), n.d.).
Ao ní el dos equipamen os cul u ais exis en es em B agança, encon am-se 4 biblio ecas1, o
Conse a ó io de Música de B agança, o Tea o Municipal de B agança, o Cen o Cul u al
Municipal, o Cen o de A e Con empo ânea, o Cen o Ciência Vi a e 4 museus2.
 F eguesia de San a Ma ia
Exis em nos seus espaços ambém equipamen os de ca iz cul u al, ais como o Museu Mili a
de B agança, o Museu Abade Baçal, O Museu da Seda, o Museu ibé ico da Másca a e do
T aje e o Cen o Cul u al Municipal, o A qui o Dis i al de B agança, o Audi ó io Paulo
Quin ela, a Casa do P o esso de B agança, a Fundação “Os nossos Li os” e a Fundação
Mensagei o de B agança.
10.1.8 Tu ismo
Es e é um concelho que a ai cada ez mais u is as, pela iqueza das suas adições e do seu
a esana o. Ao longo do ano, com pa icula incidência no Na al, no En udo e na Páscoa, os
isi an es são ecebidos com es as mui o animadas. Duas das adições que, ainda hoje, se
man êm e que mais se des acam são as Fes as dos Rapazes e a Fes a dos "Ca e os" ou
Másca as.
Algumas eguesias man êm i as as adições de ensina e di ulga os abalhos de cob e,
bu el, cou o, madei as, ecelagem, ces a ia, ola ia e, como não pode ia deixa de se , a
cons ução das céleb es másca as dos ca e os.
A gas onomia ípica da egião a ai cada ez mais isi an es, sendo di e sos os es au an es
locais que as se em, salien ando-se os enchidos, o p esun o, o cozido à ansmon ana, o
ola de B agança, e c., sendo es es acompanhados po bons inhos da egião e doces, ais
como o pudim de cas anhas, súplicas, e c.
1 A qui o Dis i al de B agança, Biblio eca Ad iano Mo ei a, Biblio eca Municipal de B agança e a Fundação os
Nossos Li os.
2 Museu Mili a de B agança, Museu Ibé ico da Másca a do T aje e, Museu Abade de Baçal e Museu E nog á ico
D . Bela mino A onso.

27
Complemen a men e a is o a egião o e ece um enquad amen o paisagís ico abuloso, do
qual se des aca o Pa que Na u al de Mon esinho, no qual é possí el encon a um ala gado
conjun o de paisagens, se iços de alojamen o, despo o e lase .
A in e p e ação dos dados obse ados, e le e a imagem de B agança como um concelho
com pouca densidade populacional, come cial e indus ial, com alo es mui o abaixo dos
alo es que se encon am nas localidades si uadas p óximo do li o al. Es a ealidade
in luencia ambém a o e a de educação no concelho, com especial incidência nas
escola idades desde o p imei o ciclo a é ao ensino secundá io. Ao ní el cul u al e u ís ico o
concelho é mui o a i o e o e ece uma g ande di e sidade de opções a quem isi a e a quem
eside no mesmo.
Inse ido nes e âmbi o, o MMB ecebe um núme o o al de isi an es que se si ua en e os
40.000 e os 60.000 po ano. O sis ema de egis o dos isi an es é manual, sendo e e uado
um p imei o egis o na bilhe ei a, seguido po uma moni o ização na en ada da o e de
menagem. Os dados são ecebidos, compilados e analisados nos se iços adminis a i os.
O público que isi a o MMB é he e ogéneo, não se iden i icando a p e alência de nenhuma
classe, aixa e á ia ou géne o em pa icula . Regis a-se que mais de 50% dos isi an es são
u is as de nacionalidade es angei a, com p e alência pa a os na u ais de Espanha. Con udo
é possí el iden i ica ês g upos: as isi as escola es, no malmen e e e uadas em g upos de
60 a 150 indi íduos; pessoas indi iduais e amílias e g upos u ís icos.
A abe u a das po as do MMB ouxe al e ações à o ma como a comunidade que
habi a no in e io das mu alhas do Cas elo de B agança ia e in e agia com ele. No sen ido
de melho pe ceciona ais mudanças, o MMB con idou a população esiden e no in e io
das mu alhas do cas elo a esponde a um inqué i o (Apêndice E). T a ou-se de inqué i o
simples em que o uni e so de amos a oi a população esiden e na cidadela e o pe íodo de
amos agem oi de 01 de ma ço de 2011 a 06 de ma ço de 2011. O núme o de espos as
co esponde a 33% dos mo ado es. Foi possí el apu a o seguin e:
1. Há quan o empo eside no in e io das mu alhas do Cas elo de B agança? As
espos as o am: En e 0 a 9 anos: 5%; En e 10 a 29 anos: 14%; En e 30 a 50 anos:
38%; Á mais de 50 anos: 43%;
2. Indique quais as di e enças que encon a no cas elo de B agança en e o
passado an es do Museu Mili a de B agança e abe o as po as e os dias de hoje? As
espos as esumem-se a que an e io men e à abe u a de po as, ha ia mais espei o
28
e mais mo imen o da população local e jo ens. No que diz espei o aos dias de hoje
econhecem que há mais cuidado com o espaço, e egis am que melho ias das
in aes u u as e mais u ismo;
3. Como é a sua elação com o Museu Mili a de B agança? As espos as o am:
Boa: 71%; Não mui o boa: 5%; Não em elação: 10%; Indi e en e: 14%;
4. Já isi ou o Museu Mili a de B agança? A es a pe gun a 16% dos inqui idos
esponde am a i ma i amen e e os es an es 84% nega i amen e.
5. Conside a a p esença mili a uma mais- alia pa a a ila? 95% dos inqui idos
esponde am a i ma i amen e e 5% não inham opinião o mada.
6. Se o Museu Mili a ealizasse a i idades lúdicas pa icipa ia? 68% dos
inqui idos espondeu a i ma i amen e e 32% espondeu que al ez pa icipasse.
7. Que a i idades suge e que se ealizem no pe íme o do cas elo? As espos as
o am:
Fei as medie ais: 19%; Con í io: 16%; A i idades his ó icas/ adicionais: 16%;
Conce os/ ea os/bailes: 23%; a ação u ís ica/jo ens: 10%; Sem opinião: 7%;
Ou as: 8%;
8. Na sua opinião, os isi an es do Museu Mili a de B agança in e e em no dia-
a-dia? 95% Responde am nega i amen e e 5% esponde am a i ma i amen e.
O que pensa da p esença dos mili a es? As espos as o am: Gos a: 74%; Não gos a:
5%; De e iam es a mais p esen es: 16%; Indi e en e: 5%.
E quan o aos isi an es não esiden es no concelho de B agança, na sua maio ia,
como eêm e in e p e am eles o museu? Também os seus con ibu os o am solici ados pelo
MMB, na o ma de um inqué i o (Apêndice F) e conside ados, de modo a melho cump i a
sua missão e melho se adap a às necessidades de quem o isi a. O ques ioná io, oi
aplicado alea o iamen e ao uni e so do público que isi ou es e museu, no pe íodo de 01 de
no emb o de 2011 a 29 de ab il de 2012. Pe an e as ques ões colocadas, as espos as
ob idas o am as seguin es:
1. Já inha isi ado o Museu? 26% do uni e so de amos a, já inha isi ado o
Museu.
29
2. Qual oi o ano da úl ima isi a? A espos a é dis ibuída pelos á ios anos, de
onde se in e e que, semp e que isi am a Cidade de B agança, não deixam de isi a
o MMB.
3. Como e e conhecimen o da exis ência do Museu? A espos a di e e e é
dis ibuída da seguin e o ma: 10 % - indicações dos ho éis da cidade; 20 % - ia
in e ne ; 30 % - pos o de u ismo; 40 % - agência de iagens.
4. Como quali ica a isi a ao MMB? Dos i ens ap esen ados, e de aco do com a
seguin e escala (1 - Mui o Boa; 2- Boa; 2- Sa is az; 4 – Insu icien e; 5 – Má; NR Não
esponde), os esul ados ob idos o am os ap esen ados na Tabela 3.
Tabela 1 – Resul ados ob idos a pa i do inqué i o aos isi an es, em pe cen agem
Escala
1
2
3
4
5
NR
I ens
%
%
%
%
%
%
Acessibilidades do ex e io ao
Museu
12
61
27
Receção
41
51
7
0,2
0,8
Ins alações sani á ias
13
19
39
29
Acessibilidade In e na
16
68
9
4
3
Sala(s) de exposições
43
57
Legendas dos bens
museológicos
36
39
11
14
Tabelas de ex os
41
41
12
3
3
Sinalé ica in e na
29
42
15
5
9
In o mação sob e os con eúdos
exposi i os
26
71
2
1
Es udo, in es igação e
documen ação
18
57
3
22
Pessoal do Museu
31
64
4
1
Segu ança
17
51
19
5
1
7
Conse ação dos bens
museológicos
77
7
16
30
Loja
36
28
25
8
3
In e a i idade
18
31
14
28
3
6
a i idade educa i a
26
38
16
3
17
5. Indica ês suges ões pa a melho sa is ação das expec a i as: as suges ões ob idas,
p endem-se maio i a iamen e com a segu ança, sinalé ica e in o mação.
a. No que espei a à segu ança, são e e idas as seguin es:
(1) As ca ac e ís icas mui o íng emes das escadas que pe mi em o acesso ao e aço,
o nando pe igoso o ânsi o nas mesmas;
(2) A inexis ência de um co imão nas escadas in e io es que pe mi am o apoio;
(3) O es ado de conse ação de algumas zonas das mu alhas, onde algumas ped as
apa en am desp endimen os e isco de queda.
b. Quan o à sinalé ica, são e e idos os seguin es aspe os:
(1) Necessidade de sinalé ica pa a o ien a os isi an es no sen ido co e o do pe cu so
exposi i o;
(2) Maio núme o de sinalé ica a ale a os isi an es sob e as zonas que eque em mais
cuidado.
c. Rela i amen e à in o mação, os pon os mais apon ados o am:
(1) O amanho eduzido das legendas do ace o;
(2) A inexis ência de legendas em á ias línguas;
(3) A inexis ência de uma olha de sala.
10.1.9 Relações do MMB com as en idades locais
Dos dados o necidos pela Câma a Municipal de B agança (CMB), pela Jun a de F eguesia de
San a Ma ia (JFSM) e exis en es no MMB obse am-se as seguin es elações:
10.1.9.1 Câma a Municipal de B agança
 P o ocolos
Exis em dois p o ocolos em igo
O p imei o oi assinado a 22 de agos o de 1983. Ve sa a implemen ação do MMB e nele o
Exé ci o assume a ob igação de a ibuição de pessoal mili a des inado à di eção, ges ão e
uncionamen o do museu, incluindo a manu enção, conse ação e limpeza do ma e ial.
A Câma a Municipal de B agança (CMB) assume as despesas e e en es a:
 Ob enção po cedência, manu enção e conse ação das ins alações;
 Fo necimen o de água, gás, ele icidade e aquecimen o do mesmo;
37
 No maciço de B agança-Vinhais e ao sul do concelho de B agança na en ol en e ao
maciço de Mo ias, obse am-se ochas básicas e xis os e des;
 Exis em pequenos a lo amen os de ochas ul abásicas no maciço de B agança-Vinhais.
10.1.10.2 Clima, iscos na u ais e qualidade do a
No que espei a ao clima (Tabela 2), impo a e e i que a egião de B agança, em um clima
empe ado, a ando-se de uma zona que se encon a sob in luências an o con inen ais
como a lân icas. O e ão é ipicamen e quen e e seco e os dias cos umam se sola engos.
Quando oco em ondas de calo a empe a u a pode ul apassa os 35°C. Du an e es e
pe íodo a p ecipi ação é escassa e a maio pa e da que cai é de ida a o oadas de im de
a de. O in e no é longo, io e húmido, e é nes a es ação que se encon am os meses mais
chu osos. Apesa disso, longos pe íodos com dias de sol não são incomuns (Soa es e
Fe ei a, 1996). É das cidades Po uguesas em que mais ne a. No en an o, a sua equência e
in ensidade pode a ia bas an e de ano pa a ano; en e in e nos com menos de 5 dias de
ne e (2007/2008) e in e nos com mais de 20 dias (2008/2009). A 12 de e e ei o de 1983 oi
egis ada po uma es ação me eo ológica a empe a u a de -17,5°C; a mais baixa egis ada
em Po ugal sob condições pad ão.
Tabela 2 – Tabela climá ica de B agança (1971 a 2000)
No que conce ne a ciclones e o nados não há egis o de sua oco ência no passado. A o e
de menagem es á si uada num pon o al o, sendo o edi ício mais al o do local. Encon a-se
mui o expos a a odos os e ei os de empes ades que se aba am sob e a egião, es ando
implan ada num local onde se sen e de o ma pe sis en e a ação de en os o es, mesmo
sem ha e oco ência de empes ades.

38
No que se e e e ao isco de sismos (Fig. 5), na egião de T ás-os-Mon es os sismos são
equen es, sendo jus i icados pela exis ência de um aciden e ec ónico egional com
a i idade ela i a, conhecido como a alha B agança/Vila iça/Man eigas. Con udo, na sua
maio ia, es es sismos não são sen idos pelos humanos, sendo que, daqueles que o são, não
há danos ma e iais a egis a .
De aco do com com a emp esa Geoa ibu os (n.d.), o isco sísmico no concelho de B agança
e le e bem o c uzamen o das a iá eis de pe igosidade e de ulne abilidade. As á eas de
maio isco si uam-se na cidade de B agança, embo a se o es com isco ele ado sejam
ambém de inidos na maio ia das po oações do concelho. Nas ias de comunicação e nas
p incipais in aes u u as o isco é mode ado (Geoa ibu os, n.d.).
Fig. 5 – Ca a de isco de oco ência de sismos (Geoa ibu os, n.d.)
No que diz espei o à poluição a mos é ica na zona en ol en e ao MMB, pa a o es udo em
ques ão, no concelho de B agança não é ei a a moni o ização egula da qualidade do a ,
pelo que não exis em dados que pe mi am ca a e iza igo osamen e es e pa âme o. No
en an o, exis em alguns dados ela i os à qualidade do a esul an es do abalho de
in es igação Qualidade da a mos e a na cidade de B agança, sua elação com o á ego
39
odo iá io e a saúde pública, ealizado pela D ª Ma ia dos Anjos Gonçal es Mon ei o (CMB,
n.d.), no âmbi o do p oje o Polis B agança.
As suas medições o am e e uadas en e os dias 12 e 20 de ou ub o de 2000, na P aça
Ca alei o de Fe ei a, si uada no cen o da cidade, na zona his ó ica. Reco eu-se a uma
es ação de moni o ização mó el disponibilizada pelo Minis é io do Ambien e e
O denamen o do Te i ó io. Fo am moni o izados de o ma con ínua os seguin es poluen es:
óxidos de azo o (NO2), monóxido de ca bono (CO), dióxido de enxo e (SO2), ozono (O3), e
ainda as pa ículas em suspensão (PTS). A pa i da análise dos seus g á icos (Apêndice G),
e i ica-se que, as concen ações médias de oi o ho as consecu i as de monóxido de
ca bono (CO) egis adas se ap esen am bas an e a as adas do limi e legal. À semelhança do
que acon ece com as concen ações de CO, os alo es das médias ho á ias de NO2 ambém
se encon am abaixo do limi e legal. Os alo es máximos são a ingidos sex a- ei a dia 19 de
ou ub o po ol a das 19h00 e qua a- ei a dia 17 de ou ub o po ol a das 20h00. Ao longo
do dia, as ho as de pon a são aquelas a que co espondem maio es concen ações de NO2,
ao con á io do que se e i ica no pe íodo en e as 02h00 e as 07h00 da manhã, em que se
e i icam concen ações bas an e eduzidas.
No que se e e e às concen ações de ozono, obse a-se que o alo , da média da
concen ação de oi o ho as consecu i as, egis ada nos á ios dias da semana se si ua
bas an e abaixo dos limi es legais.
Os esul ados ob idos pa a o dióxido de enxo e (SO2) são bas an e eduzidos e encon am-
se mui o a as ados do alo limi e.
Rela i amen e aos alo es egis ados da concen ação média diá ia de pa ículas em
suspensão (PM10), e i ica-se que os alo es egis ados se encon am p óximos do limi e
legal, sendo o alo máximo a ingido na quin a- ei a dia 18 de ou ub o (Concelho de
B agança, 2006).
O Índice de Qualidade de A (IQA ) é uma e amen a de ges ão ela i a à qualidade do a ,
ag egado po aglome ações. Foi o mé odo que se op ou pa a medi a qualidade do a em
B agança.
São 5 os poluen es englobados no IQA :
• Dióxido de azo o (NO2) - médias ho á ias;
• Dióxido de enxo e (SO2) - médias ho á ias;
40
• Monóxido de ca bono, medido segundo a média egis ada du an e 8h consecu i as (CO
8h);
• Ozono (O3) - médias ho á ias;
• Pa ículas inalá eis ou inas, cujo diâme o médio é in e io a 10 mic ons (PM10) – média
ho á ia.
No deco e do in e no uma das o mas de aquecimen o a que se eco e na egião de
B agança é o aquecimen o com o ecu so à queima de lenha em la ei as. As casas ao edo
do MMB, du an e o in e no, acendem dia iamen e a la ei a. Po ezes acon ece que o umo
consegue en a den o do museu, sendo o mesmo isí el a olho nu, suspenso no a .
Embo a não se possuam dados a uais p ecisos ela i amen e aos poluen es a mos é icos,
pode conside a -se, a pa i das indicações de (CMB, n.d.), que a qualidade do a em
B agança se pode classi ica como bom (Apêndice H).
10.2 Ca a e ização dos edi ícios e espaços
10.2.1 To e de Menagem
É o edi ício onde se encon a ins alado o MMB. A sua cons ução oi iniciada po D. João I,
em 1409, e e minou 30 anos depois, em 1439. Tem plan a quad ada, com 17 m de la gu a, e
e gue-se a 34 m de al u a, adossada à ce ca. É uma cons ução maciça de xis o e g ani o, a
i ma -lhe os ângulos, os pa apei os e a pa e in e io das pa edes. A To e oi al o de á ias
ans o mações. As gua i as (a alaias) cilínd icas, nos ângulos do e aço, começa am po se
e angula es, apoiadas em consolas que nascem ao ní el do anda in e io . As ameias, no
início se iam de co po es ei o, com as al e ações o am subs i uídas po ameias de co po
la go, do adas de pequenas onei as em c uz. Na linha das ameias oi implan ado um balcão
de ma a-cães pa a igia e de ende na e ical a po a al a. Na ace sul, a meia al u a da
o e, encon a-se uma ped a de a mas com o b asão da Casa de A is.
As janelas de um gó ico e inado e alguns elemen os in e io es suge em que oi habi ada. O
in e io es á di idido em 4 pa imen os.
Em 1671 hou e uma al e ação dos aposen os com a a ual escada ia que subs i uiu a
escada ia an e io (IGPAA, n.d.).
P imi i amen e, uma pon e le adiça acedia à po a, em plano mais ele ado, hoje subs i uída
po uma escada ex e na, de al ena ia adossada à ace no e da sua cou aça.
Com mani es as e idências de in il ações, esul an es da p ecipi ação (Fig. 6 ), a o e de
menagem ca ece de ob as de manu enção p e en i a e co e i a.
41
Fig. 6 – E idências de in il ações nas pa edes do piso supe io .
Quando cho e as pa edes do piso supe io ap esen am mos as de en ada de humidade,
ap esen ando-se húmidas à is a e ao a o.
As po adas das janelas e idenciam abe u as pa a o ex e io (Fig. 7 e 8), pe mi indo uma
en ilação na u al mas o nando os espaços pe meá eis à li e ci culação de inse os e às
in luências ambien ais ex e nas.
Fig. 7 – Pe spe i a de abe u as exis en es nas
po as ex e io es ol adas a no e.
Fig. 8 – Pe spe i a de abe u a exis en e numa
po a ol ada a no e no piso 4
Quando há oco ência de p ecipi ação, a cla aboia (Fig. 9 e 10), em mau es ado de
conse ação e com abe u a em odo o seu pe íme o (Fig.11), pe mi e uma en ilação
na u al embo a, em simul âneo, ambém pe mi a a en ada de água (Fig. 12) e a ci culação
de inse os e pequenas a es, uma ez que não dispõe de nenhuma ba ei a à sua passagem.
42
Fig. 9 – Pe spe i a de indícios que
es emunham a en ada da água a a és da
cla abóia, quando há oco ência de
p ecipi ação.
Fig 10 – Pe spe i a in e io da cla abóia
A cla aboia ap esen a uma abe u a em odo o edo , pe mi indo a li e ci culação de a ,
bem como de inse os e pequenas a es, pois não dispõe de nenhuma ba ei a pa a es es.
Fig 11 – Pe spe i a ex e io da cla aboia
Fig 12 – Po meno da abe u a da cla aboia
A ca ência de ecu sos não em pe mi ido a implemen ação de sis emas au omá icos de
moni o ização con ínua e con olo das condições ambien ais. Não obs an e, nos locais de
exposição e de ese a, exis e um e mohig óme o manual. Exis em ainda 4
desumidi icado es que, de aco do com os alo es hig omé icos ob idos, ão sendo
colocados onde necessá io.
Pa a acede à o e de menagem e ci cula no seu in e io , as pessoas êm de aze uso das
escadas exis en e, sujei ando-se a sé ias limi ações.

43
10.2.2 Mu alhas e o eões
Fig. 13 – Vis a de sa éli e das mu alhas da ce ca e
dos cubelos que odeiam a To e de Menagem
(Google, 2012).
Fig. 14 - Plan a das mu alhas o es e o eões
do MMB
Uma ce ca, e o çada po 7 cubelos (3 a les e, 3 a oes e e um a sul) de plan a ci cula ,
de endem o ex e io da o e, delimi ando um espaço ap oximadamen e e angula .
As mu alhas da ce ca, bem como os o eões, ap esen am já á ias si uações que apon am
pa a a necessidade de in e enções na sua es u u a. Em g andes ex ensões, a a gamassa de
união das ped as já se encon a mui o deg adada, oco endo mui as ezes a queda de
elemen os.
Fig. 15 – Acumulação de ne e nas mu alhas de acesso ao museu (A - en ada; B – caminho de onda).
A
B
44
Po se um espaço que se encon a ao a li e, no in e no, quando há oco ência de queda
de ne e ou o mação de gelo, es e acumula-se sob e as escadas e as mu alhas (Fig. 15 A e B),
o nando mui o pe igosa a ci culação e exigindo uma in e enção a i a po pa e do pessoal
do museu pa a emo e a ne e e o gelo.
10.2.3 To e da p incesa
Fig. 16 - To e da p incesa
É uma o e com cons ução de plan a quad ada, 8 m de la gu a, e guendo-se a 20 m de
al u a, encon ando-se incluída na ce ca (Fig. 16). Cons uída em al ena ia de xis o, ocha
abundan e na egião, nos cunhais e nas abe u as obse a-se o ecu so ao g ani o.
No seu piso é eo uncionam os sani á ios do MMB: um masculino e um eminino. O acesso
az-se po 4 deg aus de g ande dimensão em al u a. Os es an es 3 pisos não dispõem de
acesso aos mesmos, pelo que não são u ilizados.
Em o no des a o e gi a a seguin e lenda popula egional:
Con a a his ó ia que quando a cidade de B agança e a ainda a aldeia da Benque ença, exis ia
uma bela e ó ã p incesa que i ia com o seu io, o senho do cas elo. A p incesa inha-se
apaixonado po um jo em nob e e alo oso mas pob e. Es e decla ou ambém o seu amo à
p incesa. Em busca de aze o una pa iu, p ome endo só eg essa quando se achasse
digno de a pedi em casamen o, pedindo-lhe que o agua dasse. Du an e mui os anos a
p incesa ecusou odas as p opos as de casamen o a é que um dia o seu io esol eu o çá-la
a casa -se com um nob e ca alei o, seu amigo. Quando a jo em oi ap esen ada ao ca alei o
45
es a decidiu con a -lhe que o seu co ação e a do homem po quem espe a a há mais de 10
anos. Is o encheu o seu io de cóle a, esol endo inga -se. Numa noi e, o senho do cas elo
dis a çou-se de an asma e, depois de en a po uma das duas po as dos aposen os da
p incesa, disse-lhe que e a o an asma do seu amado; que inha mo ido nas e as dis an es
e que a libe a a da p omessa de espe a po ele. Pediu-lhe que es a acei asse casa com o
ca alei o, amigo de seu io. Quando es a a a pon o de a ob iga a ju a po C is o que
acei a a casa , a ou a po a ab iu-se e, apesa de se de noi e, en ou um aio de sol que
desmasca ou o also an asma. A pa i de en ão a p incesa nunca mais oi ob igada a
queb a a sua p omessa e passou a i e ecolhida numa o e que icou pa a semp e
lemb ada como a o e da p incesa. As duas po as ica am a se conhecidas pela po a da
aição e pela po a do sol.
10.3 Pon os o es
O cas elo de B agança é um pon o de a ação u ís ica. De aco do com in o mações da
Câma a Municipal de B agança, a g ande maio ia dos isi an es que êm à cidade isi a o
cas elo. A sua posição dominan e e a o ma como a o e de menagem se des aca de udo o
es o, dominando de o ma elegan e e imponen e udo à sua ol a, uncionam como um
íman que a ai os u is as.
A exis ência do MMB no in e io da o e de menagem, com um ace o que con a as suas
his ó ias e que az anspo a o isi an e ao imaginá io da i ência nos empos de eis e
p incesas, complemen a e é complemen ado pelo edi ício. Exis e um diálogo en e as
coleções e o espaço ocupado que ca i a quem isi a o museu.
Os espaços ao a li e pe mi em ambém a sua u ilização pa a os ins mais di e sos. Seja pa a
a i idades dos se iços educa i os, seja pa a a i idades de âmbi o cul u al, ou pa a a
ealização de ações di e sas como eceções o iciais.
10.3.1 Ações dos se iços educa i os
Os espaços ao a li e são passí eis de se u ilizados pa a as ações mais a iadas dos se iços
educa i os. É possí el eda pa es dos espaços à ol a da o e de menagem, de o ma a
c ia um espaço ao a li e ese ado pa a essas a i idades. Des e modo as a i idades podem
ealiza -se sem que os es an es isi an es do museu se in ome am no meio das mesmas,
con e indo em simul âneo segu ança e alguma libe dade e p i acidade. Con udo, os
es an es isi an es não são excluídos das a i idades que se desen olem nes es moldes,
podendo obse á-las do cimo das mu alhas.
46
10.3.2 Ações de âmbi o cul u al
Fig. 17 – Encon o ibé ico de músicas e dança es adicionais 2011 (A – musicas; B- dança es)
É habi ual a ealização de ações cul u ais nos espaços ex e io es do museu, no la go si uado
en e a o e de menagem e a o e da p incesa. Aqui êm sido ealizados, ao início da noi e,
nos meses de junho, julho e agos o encon os ibé icos de música adicional, conce os de
música di e sos, ais como da O ques a Ligei a do Exé ci o, conce os de co das e encon os
de música cel a. Danças medie ais e peças de ea o com o ema baseado na his ó ia local
êm ambém aí sido ealizadas.
10.3.3 Ações de índole di e sas
A CMB solici ado a cedência de u ilização do espaço pa a a ealização de ações de índole
di e si icada, de que é exemplo um jan a de eceção do Eu opean Associa ion o Resea ch
Manage s and Adminis a o s (EARMA), a 22 de junho de 2011, no âmbi o da sua 17ª
con e ência anual.
O IPB solici ou a cedência do espaço pa a ealização de uma mos a de no as ecnologias no
âmbi o da educação e pa a ealização de um lan pa y, de 15 a 17 de julho de 2011 (Fig 18 A
e B).
Fig. 18 – Di e en es pe spe i as dos exposi o es mon ados pa a a ealização da mos a de no as
ecnologias no âmbi o da educação do IPB em 2011 (A – is a é ea; B – is a supe io ).
A
B
A
B
53
O acesso ao piso 4 ambém se e ela pe igoso pois ao sai do pa ama do piso 3 pa a acede
às escadas é necessá io ci cula com mui a a enção pois exis em dois deg aus que o nam o
piso pe igoso (Fig. 24). Mais uma ez, o co imão é a pa ede in e io das escadas. Con udo
no local em que as escadas azem uma cu a não é possí el chega a esse co imão (Fig. 25).
Fig. 24 – Pe spe i a da cu a das escadas do piso 3 pa a o piso 4
Fig. 25 - Po meno dos deg aus que azem uma cu a nas escadas, iniciando-se es a logo após se sai
do piso 3.

54
A maio ia dos isi an es des e museu p e ende pode acede ao cimo da o e. Es e acesso
ealiza-se po uma escada em madei a (Fig. 26), com uma inclinação de 60° (Fig. 27) e com
uma la gu a que só pe mi e a passagem de uma pessoa de cada ez.
Fig. 26 – Pe spe i as da escada de acesso ao e aço
Fig. 27 – Medição do ângulo de subida das escadas que acedem ao e aço da o e de menagem.
O ci cui o de en ada e saída da o e de menagem az-se ealizando o mesmo pe cu so nas
escadas mas em sen ido in e so.
55
No ex e io , o acesso às mu alhas ealiza-se a pa i de duas escadas di e en es. A escada
si uada a no des e da o e de menagem (Fig. 28), encon a-se apoiada po um co imão.
Fig. 28 – Escadas de acesso à mu alha si uadas a no des e da o e de menagem.
As escadas localizadas a oes e da o e que pe mi em o acesso às mu alhas não dispõem de
co imão de apoio (Fig. 29). Es as es ão encos adas a um o eão e ligam di e amen e à
mu alha. Sob elas exis e um a co que pe mi e a passagem de pessoas.
Fig. 29 – Pe spe i as das escadas de acesso à mu alha a oes e da o e de menagem.
56
A o ma das mu alhas e a exis ência das abóbadas, bem como dos o eões, azem com que
pa a ci cula ao longo da mu alha seja necessá io subi e desce escadas po di e sas ezes
(Fig.30).
Fig. 30 – Pa e do ci cui o das mu alhas que odeiam a o e de menagem.
10.4.2 Es ado de p ese ação
As g andes ampli udes é micas en e o e ão e o in e no o iginam desp endimen os de
elemen os das es u u as, acili ados pela agilidade das a gamassas de cons ução. Em
mui os locais das mu alhas e dos o eões é possí el obse a a ausência de ped as enquan o
nou as o isco disso i a acon ece é ele ado, pois encon am-se sol as (Fig. 31).
Fig. 31 – Ou ub o de 2010. Queda e ausência de ped as das mu alhas.
Ao longo dos anos, a chu a em deg adado e a as ado a a gamassa que p eenche os
espaços en e as ped as e que ajuda a sus ê-las. A ualmen e, é possí el obse a algumas
57
zonas dos panos de mu alha com g andes zonas de lacuna en e as ped as, po enciado as do
seu desp endimen o e queda (Fig. 32)
Fig. 32 – Pe spe i a da al a de a gamassa de união das ped as.
Realizou-se um es udo com is a a a alia a possibilidade e exequibilidade de
colocação de ele ado es pa a esol e es e p oblema. A ins alação de ele ado es como
al e na i a às escadas não só ajuda ia as pessoas em cadei as de odas e com di iculdade de
locomoção, como ambém os pais com c ianças de colo em ca inhos de bebé. Em mui o
auxilia ia ainda o MMB nas suas ações de conse ação p e en i a do ace o, pois o
anspo e das coleções em ele ado é, em eg a, mais segu o ela i amen e às escadas.
Con udo, mesmo com a ins alação de ele ado es, o acesso ao e aço e ao piso 0, à c ip a,
con inua ia edado aos que ap esen assem di iculdades de locomoção e ci culassem en e
pisos exclusi amen e pelo ele ado , pois as ca a e ís icas ísicas e de cons ução da o e não
pe mi em que se ab am as passagens necessá ias pa a a ins alação de ele ado es pa a es es
dois locais, pois co e-se o isco de agiliza oda a es u u a.
10.4.3 P o eção do ace o
Embo a se enha p ocedido à adap ação do edi ício que o museu ocupa pa a a ins alação do
museu em 1983, as condições o e ecidas pelo mesmo são insu icien es pa a a p o eção mais
e icaz do ace o. A pe meabilidade do edi ício à poluição, às p agas e às al e ações de
empe a u a e humidade ela i a p omo e algumas si uações de isco. F u o dessa si uação,
58
em agos o de 2010 de e ou-se uma in es ação de inse os xiló agos. Uma obse ação mais
cuidada mos ou que a in es ação inha conseguido es ende -se a odo o museu,
alimen ando-se dos supo es em madei a. O ace o, pela sua ulne abilidade ma e ial,
so eu e ei os de dano e pe da em alo com al ação, al como os soalhos, po as, po adas
e mobiliá io. Nes a al u a especí ica, a in e enção de desin es ação o çou o ence amen o
empo á io do museu, de 22 de se emb o a 11 de ou ub o de 2011.
As a iações e ampli udes Te mo hig omé icas p o ocam ambém danos nas coleções,
encu ando-lhe o seu empo de ida ú il.
A exposição da maio pa e dos obje os museológicos em i inas eduz pa cialmen e os
e ei os des es agen es ag esso es.
11 Recu sos humanos
11.1 Di eção
Di e o : 01 O icial Supe io (Licenciado em ciências Mili a es – A ilha ia pela Academia
Mili a . Pe ence ao Quad o Pe manen e do Exé ci o Po uguês.
Adjun o do Di e o : 01 Sa gen o-che e. Pe ence ao Quad o Pe manen e do Exé ci o
Po uguês.
11.2 Pessoal a e o
Se iços adminis a i os: 01 Sa gen o-che e. Pe ence ao Quad o Pe manen e do Exé ci o
Po uguês.
Se iços de apoio: 03 Assis en e ope acional; (2 no QPCE e 1 con a ado)
02 Soldado RC (em egime de con a o)
11.3 Pon os o es
O di e o do Museu Mili a é Mes ando em Museologia na Faculdade de Le as da
Uni e sidade do Po o.
01 Sa gen o-che e é Mes e em Con abilidade In e nacional.
01 Sa gen o-che e equen a um cu so de Licencia u a em Línguas e Relações In e nacionais.
01 Sa gen o-che e equen ou com ap o ei amen o uma o mação de Conse ação e
Res au o, do Ins i u o de Museus e Conse ação em 2011.
01 Soldado RC equen ou com ap o ei amen o o mação de Vigilan e museológico, do
Ins i u o de Museus e Conse ação em 2010.

59
F u o da o mação mili a os soldados possuem o mação ce i icada no âmbi o da p es ação
de p imei os soco os.
No deco e des e p oje o oi implemen ado no MMB um plano de o mação in e na que
ab ange os emas: museologia; a endimen o ao público; conse ação p e en i a; e no mas
de p ocedimen os in e nos do museu. Es a des ina-se a odos os elemen os do museu.
11.4 Pon os acos
Os soldados encon am-se em egime de con a o ao se iço do Exé ci o. F u o dessa
si uação p e ê-se o im do con a o e inal da p esença dos mesmos no MMB em 2013.
01 igilan e ap oxima-se da idade de e o ma.
Os dois sa gen os ao se iço no MMB encon am-se no inal da sua ca ei a mili a ,
p e endo-se a sua passagem à ese a a cu o p azo.
A al a de o mação do pessoal do museu no passado o iginou a acei ação de p ocedimen os
de uncionamen o e ados no museu. Os mesmos êm indo a se co igidos em simul âneo
com o deco e da elabo ação do p esen e p oje o.
12 Recu sos inancei os
12.1 O çamen o
Encon a-se inse ido no o çamen o da DHCM.
12.2 Mecena o
A Câma a Municipal de B agança é o g ande mecenas des e museu. Po p o ocolo, assume
as despesas de ele icidade, água e gás pa a o uncionamen o do museu.
12.3 Recei as
Su gem com o igem na enda de ing essos, enda de publicações e alugue de espaços e
ealização de a i idades e e en os do museu (Tabela 3).
Tabela 3 – Núme o de isi an es po ano e ecei as a ecadadas
Visi an es
Espaço ex e io
Museu
Recei as
Ano
2009
7.950
51.270
48.192,50 €
2010
6.839
44.723
55.398,45 €
2011
5.012
40.571
53.124,00 €
2012*
0
6.605
9.243,00 €
60
*Dados e e en es a é 31 de Maio de 2012
Em 2012, obse a-se uma queb a de 6.547 isi an es, o que se p ende com a
mudança de di eção no museu no início do ano. A di eção an e io con abiliza a como
isi an es do museu odos as pessoas que en a am pelo seu po ão, mesmo que es as o
izessem pa a assis i a ou os e en os a deco e nos seus espaços, mas sem ealiza a isi a
aos espaços exposi i os. Desde Janei o de 2012, a no a di eção assumiu que apenas e am
con abilizados como isi an es do museu aqueles que adqui iam ing essos ou e am
admi idos à ealização da isi a aos espaços exposi i os. Deixa am de se con abilizados
aqueles que apenas se desloca am aos espaços do museu pa a assis i à ealização de ou os
e en os ealizados po ou as en idades sem e e ua a isi a ao museu.
O inc emen o de ecei as a pa i do ano de 2010 de e-se ao a o de a pa i de 01 de
maio de 2010 e en ado em igo o no o a i á io de ing essos do MMB.
IV. Ges ão in eg ada do isco
Enquad ado no con ex o an e io men e desc i o, o MMB p ocu ou iden i ica quais os
pa alelos con ex os de isco pa a as suas coleções, pa a as pessoas que o equen am e pa a
os espaços em si mesmos, conside ando globalmen e as ações ine en es ao no mal
uncionamen o de uma ins i uição museu, as necessidades especí icas dos á ios ma e iais
que cons i uem as coleções, as necessidades dos isi an es, sejam elas gené icas e no mais
pa a a maio ia da população ou sejam especí icas de casos indi idualizados de pessoas com
ca a e ís icas di e enciado as, ais como di iculdade de locomoção ou de isão, po exemplo.
As ca a e ís icas e cuidados especí icos que o espaço con e e e necessi a são ambém um
pon o impo an e a e em conside ação. Impo a, des a o ma, in eg a es as p eocupações
e p ocu a encon a soluções de ges ão. Pa a al, o na-se necessá io iden i ica os iscos,
a aliá-los, escaloná-los po magni udes e, em coe ência, es abelece p io idades e p ocu a
soluções pa a sua eliminação ou mi igação.
13 Risco pa a o ace o
Cuida das suas coleções é a esponsabilidade p imá ia de odos os museus (Edson e Dean,
1994. P. 67). As suas ipologias e ca a e ís icas são as mais di e sas mas, uma ez à gua da
de um museu, odas elas necessi am de cuidados pa a sua p ese ação.
61
No sen ido de a acau ela , há que, logo à pa ida, aze uma análise e isco, p ocu ando
conhece o mais possí el as ca a e ís icas ma e iais e ecnológicas dos a e ac os, os seus
compo amen os e modos de al e ação e a alia o seu es ado de conse ação. Nes e âmbi o,
Keene (Knell, 1994. P. 71) ap esen a uma p opos a de classi icação de a aliação do es ado de
conse ação de obje os museológicos. Classi ica como C1 bom, os obje os que no con ex o
da exposição se encon am em boas condições de conse ação ou a sua conse ação se
encon a es á el; como C2 médio, os obje os que se encon am em condições médias,
des igu ados ou dani icados, mas es á eis, não necessi ando de uma in e enção imedia a;
C3 mau, os obje os que es ão em mau es ado e/ou com possibilidade de u ilização limi ada
e/ou p o a elmen e ins á el, sendo aconselhá el uma in e enção; C4 inacei á el, os
obje os encon am-se em condições comple amen e inacei á eis e/ou se e amen e
en aquecidos e /ou al amen e ins á eis e em de e io ação a i a e/ou a a e a ou os
obje os, de endo se ealizada uma in e enção imedia a.
C ucial é ainda iden i ica os seus po enciais agen es de de e io ação e qual a sua capacidade
de a uação em que con ex o. As si uações de isco podem se mui o a iadas, englobando,
po exemplo:
 A manipulação dos obje os po pessoal não quali icado, o não acondicionamen o em
condições de segu ança, isolamen o e com apoio acolchoado adequado, pa a e ei os de
anspo e;
 A exposição ou a sua a mazenagem em espaços de ese a de o ma sem acau ela a
sua segu ança, que em caso de si uações de oco ência de pequenos aciden es (po
exemplo: alguém apoia -se ou oca numa i ina ou num obje o expos o, a epidação do
soalho com o mo imen o de passagem das pessoas ou de ia u as na ia pública) que de
oco ência de ca ás o es na u ais que , ainda, em condições ambien ais não adequadas;
 Ações de conse ação ou es au o desen ol idas po pessoal não quali icado pa a o
e ei o e com ecu so a ma e iais ag essi os
 Ações desajus adas de manu enção, que dos espaços que das p óp ias coleções,
com p odu os de limpeza que exalam apo es que eagem com os obje os (po exemplo: o
clo o húmido é co osi o pa a a maio pa e dos me ais) ou com os p odu os de p o eção
dos obje os (po exemplo: os apo es de de e minados p odu os de limpeza in e agem com
os óleos de p o eção de obje os, eliminando as suas ca ac e ís icas p o e o as), ou os
p ocedimen os de limpeza (po exemplo: u ilização de assou as pa a emoção do lixo
62
le an am poei as que assen am sob e os obje os expos os ou a limpeza do pó de obje os
museológicos com panos de limpeza e po ab asão);
 O p óp io edi ício e i inas, ou ou o mobiliá io de exposição ou ese a,
dependendo do ipo de ma e iais com que são cons uídos ou deco ados, da sua capacidade
de in e ação com os ma e iais de supo e às coleções, da sua en ilação/es anquidade ou,
po exemplo da sua combus ão/in lamabilidade;
 As condições de segu ança ísica, caso não sejam e icien es con a o u o ou
andalismo;
 A luz, na u al ou a i icial, e as adiações in isí eis como as ul a iole a…
Nos á ios cená ios, é necessá io dis ingui iscos gené icos e iscos especí icos.
O exe cício de análise de isco le ado a e ei o o ien ou-se pelo modelo es u u ado po
Walle (Michalski, 2006. P. 73), que conside a dez iscos gené icos (ou agen es de
deg adação) e espe i os iscos especí icos:
Fo ças Físicas – Ex.: Queda das i inas e de bens museológicos expos os nas pa edes;
esmagamen o po colapso de p a elei as: a u a po queda ou dis o ção po supo e
de icien e;
Fogo – Ex.: danos po umo, água e químicos; combus ão pa cial ou o al; queimadu as le es;
Água – Ex.: co osão dos bens que nos seus cons i uin es êm me ais que oxidam;
e lo escências nas pa edes nas á ias dependências; a u a dos e os em gesso,
de e io ação biológica (c escimen o de mic o ganismos) nas pa edes ex e io es e in e io es
dos edi ícios, bem como no in e io das i inas;
C iminosos – Ex.: pe da po u o ou po oubo;
Pes es – Ex.: Pe da pa cial ou o al de a e ac os, po se i em de alimen o a pes es ou
p agas;
Con aminan es – Ex.: Uso de p odu os de limpeza co osi os, eação com apo es ou
dissolução po acidez em luidos;
Luz e adiação UV – Ex.: des anecimen o das co es dos cabedais polic omados,
ama elecimen o do papel, agilidade dos êx eis, des anecimen o/al e ação das co es nas
polic omias;
Tempe a u a inco e a – Ex.: usão; desen ol imen o de pes es po empe a u a al a,
aumen o das eações químicas po empe a u a al a, desin eg ação e/ou dis o ção po
mudanças d ás icas de empe a u a;
69
 Os poluen es de o igem ex e na são consequência da g ande pe meabilidade do
edi ício, sendo que oda a poluição exis en e no ex e io acilmen e pene a pa a o in e io
da o e de menagem;
 Rela i amen e aos poluen es de o igem in e na, não exis em medições. Es es podem
se consequência dos p odu os u ilizados na limpeza dos espaços, mobiliá io de exposição ou
ese a, p esença dos isi an es e pelos p óp ios bens museológicos.
 Enquan o não o possí el eco e a disposi i os pa a p ocede à a aliação da
poluição no in e io do MMB (os poluen es in e nos mais comuns são dióxido de ca bono,
o maldeído, ácido acé ico e ácido sul íd ico), de e-se:
 E i a a u ilização de aglome ados de madei a, colas de secagem ápida e espumas de
poliu e ano;
 Implemen a um egis o de dados do pó acumulado, desde a úl ima limpeza, nos
espaços de ese a e salas de exposição;
 Obse a se exis e o desen ol imen o de escu ecimen o, ou a nishing, em peças
cons i uídas po ligas de p a a, (es a oco ência indica a po encial p esença de sul u e os no
ambien e en ol en e);
 Localiza os obje os em exposição ou ese a a as ados de qualque on e de poluição
(po exemplo as en adas de a , á eas pin adas de esco, imp esso as lase , o ocopiado as,
e c.);
 Da p io idade à limpeza do chão com aspi ado es. E i a o uso de assou as;
 Elimina poei as u ilizando aspi ado es com il os de água e HEPA;
 Man e as janelas e as po as echadas, semp e que o possí el.
 Cala e a as janelas e as po as;
 P oibi uma den o dos espaços do MMB (Smi hsonian Museum Conse a ion
Ins i u e, n.d.);
 Ven ilação
 Nos edi ícios que cons i uem o MMB, a eno ação do a é na u al, não exis indo
ins alações mecânicas de en ilação.
 E i a o ecu so à eno ação do a po meio da abe u a descon olada de po as e
janelas.

70
13.2.2 Ações de manu enção p e en i a e co e i a
 In e enção e manuseamen o dos obje os museológicos
Sendo a in e enção e o manuseamen o po pessoal não quali icado uma das on es
de isco pa a as coleções, o museu de e p e e ações de o mação e no mas de a uação com
is a a que quem seja chamado a in e i nes as ações es eja conhecedo dos p ocedimen os
e cuidados a e .
 P agas
De ido às ca a e ís icas dos ma e iais que cons i uem o ace o e o edi ício do museu, es es
são mui o ulne á eis à ação de inse os, maio i a iamen e xiló agos. Sendo mui os dos
obje os museológicos cons i uídos po madei a, são pa icula men e ulne á eis à ação de
inse os que eco em à madei a pa a se alimen a e ep oduzi (Fig. 33). O mesmo se passa
em elação aos soalhos e po as do edi ício, bem como ao mobiliá io de exposição (Fig. 34),
pelo que as i inas não e icien es a a a uma in es ação. An es pelo con á io, sendo
ulne á eis a es e ipo de ação, são elemen o de a ação, passagem e sua p opagação.
Fig. 33 – E ei os p o ocados po in es ação de inse os xiló agos nas coleções
No deco e do ano de 2011 o am de e ados á ios ocos de in es ação po inse os xiló agos
no MMB. Após con i mação que a in es ação se encon a a disseminada de o ma
gene alizada po odo o ace o, mobiliá io, soalhos e po as do museu decidiu-se execu a
uma ação de desin es ação o al (Apêndice M). Es a deco eu em se emb o de 2011.
71
Fig 34 – Pe spe i a onde se obse a ace o, i inas, mobiliá io e soalho do MMB em madei a
No deco e do ano de 2011 o am de e ados á ios ocos de in es ação po inse os
xiló agos no MMB. Após con i mação que a in es ação se encon a a disseminada de o ma
gene alizada po odo o ace o, mobiliá io, soalhos e po as do museu decidiu-se execu a
uma ação de desin es ação o al (Apêndice M).
Os p ocedimen os a assumi pa a a eliminação das p agas implicam o bloqueio de
acesso aos obje os. Ou a o ma é o na os obje os mo ais, ou pelo menos epelen es, pa a
os inse os. O ecu so a i inas, capazes de eda e p o ege o ace o no seu in e io , ei as
em ma e iais não ulne á eis a es e ipo de ação é a solução mais e icaz e a longo p azo mais
sus en á el.
A manu enção da u ilização as i inas exis en es, com a u ilização de p odu os biocidas e
limpeza das madei as, que em simul âneo são ag essi os ou epelen es pa a os inse os é a
ação que se encon a mais ao alcance do MMB e, a cu o e médio p azos, é a solução mais
económica. A longo p azo é a solução mais one osa, pois ao ealiza a ação de conse ação
do ace o de e ealiza -se o a amen o das madei as dos obje os com p odu os que
p e inam a p oli e ação de p agas que se alimen em ou nidi iquem nelas. Implica maio es
despesas com es e ipo de ma e iais e maio es despesas com o pessoal, pois é necessá ia a
in e enção de pessoal écnico pa a ealiza es a ação de manu enção, conse ação e
p e enção. Implica ambém uma maio ação de inspeção e de eção. A ação de a amen o
72
das madei as dos obje os com p odu os que p e inam a p oli e ação de p agas que se
alimen em ou nidi iquem neles de e se ambém execu ada nas po adas, mobiliá io e
soalho da o e de menagem, bem como nas i inas, pa aque elas p óp ias sejam um
elemen o de e dadei a p o eção do ace o nes e âmbi o.
 Segu ança – P e enção e eme gência
As no mas de conse ação p e en i a necessi am se a iculadas com o plano de segu ança.
Des a o ma os dois complemen am-se, com a inalidade de o na o museu mais segu o
pa a o ace o e pa a quem o isi a. O MMB possui um plano de segu ança equi alen e a
ou as U/E/O, onde se incluem alguns p ocedimen os a ado a , ansc i os nas suas No mas
de Execução Pe manen e (NEP). As NEP são o ganizadas consoan e a especi icidade da
U/E/O e englobam um conjun o de p ocedimen os necessá ios ao no mal uncionamen o,
o ganizando-se pelas seguin es á eas: Gene alidades, Pessoas, Segu ança e Di e sos.
Es e documen o p i ilegia o papel da equipa do museu e do público, sendo que não e e e a
ques ão do ace o. Po es a azão encon a-se em elabo ação um plano de segu ança que
melho se ajus e a es a en idade museal.
Segundo a Lei Quad o dos Museus Po ugueses, cada museu de e dispo de um plano de
segu ança pe iodicamen e es ado em o dem a ga an i a p e enção de pe igos e a espe i a
neu alização (Lei 47/2004). A ulne abilidade de um espaço museológico, que pelo
pa imónio cul u al mó el aí con ido, associado quase semp e à an iguidade do edi icado,
que pela unção de es a abe o ao público, conduz à necessidade não só do cump imen o
legal mas ambém que sejam ado ados p ocedimen os o ganiza i os especí icos,
con emplando as á ias á eas da segu ança, numa pe spec i a de p e enção e de
in e enção planeadas.
Exis e a necessidade de di undi boas p á icas ela i amen e à ges ão de iscos de desas es
na u ais ou p o ocados pela a i idade humana, como po exemplo as cheias, inundações e
incêndios. Nes e con ex o, o ICOM c iou um p og ama designado Museums Eme gency
P og amme (ICOM, n.d.), que em como obje i os gene aliza a comp eensão dos desas es,
a consciência ace ca da na u eza das ca ás o es, limi a e con e os danos a a és de
medidas p e en i as e de conse ação de ápida in e enção, de o ma a sal a o pa imónio
cul u al, com o en ol imen o das comunidades locais, di undindo o espei o pa a as
adições locais e écnicas.
73
O plano de e se elabo ado segundo o ien ações p ecisas de inidas po uma equipa de
o mação mul idisciplina , que de e á aze a a aliação das necessidades, a endendo aos
espaços, equipamen os e ecu sos humanos. Exis em á ias publicações que o necem
o ien ações de p ocedimen os e boas p á icas pa a a elabo ação de planos de p e enção e
eme gência, adap á eis a cada ins i uição especí ica. No caso do Ge y Conse a ion
Ins i u e, es e aconselha o es abelecimen o de um plano esc i o e acessí el a odos os
uncioná ios da ins i uição, que de e á se compos o po qua o medidas de p o eção:
p e enção, p epa ação, eme gência e espos a.
A c iação des es planos é apenas um dos passos necessá ios pa a consegui a ingi o
obje i o de elimina , ou pelo menos minimiza an o quan o seja exequí el, os iscos
exis en es. Ou o passo essencial é a implemen ação das medidas que sejam idas como
necessá ias. Pa a as pode implemen a é imp escindí el da a conhece a odos os
in e enien es quais são essas mesmas medidas. Aqui inclui-se o pessoal do museu, mas
ambém os seus isi an es, odos aqueles que u ilizem o espaço po uma ou ou a azão.
Imp escindí el é ambém da conhecimen o dos planos e a icula o mas de a uação, pa a
além de implemen a exe cícios de eino em con ex o de simulac o, com odos aqueles que
pode ão se chamados ao local. É o caso dos elemen os do Ins i u o Nacional de Eme gência
Médica (INEM), Bombei os Volun á ios de B agança (BVB), Polícia de Segu ança Pública (PSP)
e Gua da Nacional Republicana (GNR).
O pessoal que pe ence ao museu de e es a bem in o mado de odas as ações a oma pa a
cada uma das oco ências que possam oco e nes e espaço. Isso é conseguido a a és de
um p og ama de o mação in e na a i o e dinâmico, que escla eça e pe mi a p a ica
algumas ações em ambien e con olado. Assim des a o ma o pessoal sabe á como a ua
caso oco a uma si uação eal.
 Incêndio
A segu ança con a incêndios encon a-se de idamen e legislada no Dec e o-Lei n.º
220/2008, de 12 de no emb o.
De aco do com o A igo 8º do Capí ulo II, do mesmo Dec e o-Lei, Ca a e ização dos edi ícios
e ecin os, a ca a e ização do edi ício do MMB co esponde à u ilizações- ipo: ipo X, museus
e gale ias de a e, co esponde a edi ícios ou pa es de edi ícios, ecebendo ou não público,
des inados à exibição de peças do pa imónio his ó ico e cul u al ou a i idades de exibição,
demons ação e di ulgação de ca á e cien í ico, cul u al ou écnico…
74
De aco do com o A igo 10.º, Classi icação dos locais de isco, o mesmo edi ício, de aco do
com a sua na u eza de isco, classi ica-se como Local de isco B, local acessí el ao público ou
ao pessoal a e o ao es abelecimen o, com um e e i o supe io a 100 pessoas ou um e e i o
de público supe io a 50 pessoas…
Quan o mais cedo oco e a de eção de uma oco ência de incêndio maio é a p obabilidade
de se possí el con ola e neu aliza o mesmo com a consequen e edução de p ejuízos
causados globalmen e pa a odo o con ex o. A im de aumen a a segu ança e a
p obabilidade de de eção a empada de oco ência de um oco de incêndio o MMB de e
ins ala sis emas au omá icos de de eção de umo. O pessoal do museu de e es a ambém
semp e a en o aos sinais que indiciam um incêndio e de e p ocede como se indica mais à
en e, no subpon o (c). Como complemen o aos p ocedimen os e e idos nes e p oje o,
agua da-se a ma cação de uma ação de o mação, minis ada pelos BVB, no âmbi o de
ap ende a ope a e eina a ope ação com ex in o es po á eis e como a ua com
segu ança num incêndio den o de um edi ício.
 Ex in o es
O equipamen o écnico de comba e a incêndio de que o MMB dispõe cons a de ex in o es
po á eis de pó químico seco com ca ga ABC ou de Halon 1211 com ca ga ABCF. Es es
exis em em odos os pisos, de idamen e iden i icados e acilmen e acessí eis mas seu
núme o é eduzido, não exis indo um em cada compa imen o, o que pode causa a asos na
ação de comba e a um oco de incêndio e o na mais g a e a oco ência.
Os ex in o es de em e as po encialidades que cons am do Anexo I a ixada uma e ique a
onde cons a o núme o do ex in o , o seu local de posicionamen o e as da as em que
oco e am as e i icações po i ma especializada.
 Sinalé ica
Em complemen o ao uso de ex in o es, a No ma Po uguesa NP 3992/94 e a Po a ia N.º
1456-4/95 de 11 de dezemb o indica o de e de se u ilizados os sinais de PROIBIÇÃO,
AVISO, OBRIGAÇÃO, e de SALVAMENTO E SOCORRO (Anexo J - Sinalé ica).
 P ocedimen os a assumi em caso de incêndio
 Ao sen i chei o a queimado ou qualque ou o sinal que aça suspei a da exis ência
de um incêndio, mas não haja umo nem chamas isí eis, man e a calma, da o ala me e
con ac a imedia amen e um igilan e. Es e con a a imedia amen e o O icial de Segu ança e
p ocu a a o igem do e en ual oco de incêndio.

75
 Se descob i um incêndio de e p ocede como an e io men e. Se soube a ua sob e
o oco de incêndio use o ex in o po á il que se encon a nas imediações.
 Se não consegui apaga o ogo ou se e i ica que há mui o umo acumulado, de e
abandona o local, baixando-se enquan o caminha, pa a e i a de espi a o umo.
 Se ica p eso num compa imen o com umo, de e man e -se jun o ao solo, onde o
a é mais espi á el. Se possí el ab i uma janela e assinala a sua p esença.
 Se oca numa po a e es i e quen e, não ab i . De e p ocu a ou a saída.
 Se oco e uma explosão, de e p ocu a sai , sem co e , pelo lado con á io àquele
donde p o eio o uído. Podem oco e , a cu o p azo, ou as explosões.
 A ibuições do pessoal
 O icial de Segu ança:
 Elabo a um plano de necessidades, ipo de ex in o es e de sinais necessá ios pa a
cada dependência. Depois de ap o ado o plano de necessidades p omo e a colocação dos
ex in o es e sinais;
 Inspeciona imes almen e os ex in o es exis en es, e i icando o seu es ado
ex e io , exis ência, es ado das e ique as, p azos de alidade e inspeção especializada. Ao
mesmo empo inspeciona a sinalização exis en e e o seu es ado;
 Elabo a e man em a ualizada uma lis a de ex in o es e sua colocação, de o ma a se
consul ado po quem necessi a , coo denando a mesma com o Se iço Museológico em
e mos de necessidades po ipologia de coleções.
 Se iços de Apoio:
 P omo em, em coo denação com o O icial de Segu ança e o Se iço Museológico, as
inspeções e eca gas de ex in o es, po emp esa especializada, den o dos p azos
adequados;
 Fo necem ao O icial de Segu ança os elemen os necessá ios à a ualização das
e ique as dos ex in o es;
 Solici am ao O icial de Segu ança os elemen os sob e inspeção e eca ga de
ex in o es a inclui na p opos a anual de o çamen ação;
 Acionam a imedia a eca ga dos ex in o es consumidos no comba e a incêndios,
depois de solici ado pelo O icial de Segu ança.
76
 Se iços Museológicos:
 Recebem do Di e o do MMB, pa a a eme gência, qual a lis a das peças a e acua e
pa a onde;
 Dis ibuem pelos ou os memb os da equipa quais as peças a e i a , em unção da
capacidade e conhecimen o de cada um, pa a a manipulação da peça;
 Elabo am a lis a das peças e i adas.
 Inundação
A causa mais p o á el pa a a oco ência de uma inundação no MMB se á o eben amen o de
uma condu a de água ou de uma o nei a. No in e io da o e de menagem apenas exis e
um pon o de omada de água. Es e si ua-se na loja de endas, p óximo ao balcão de
a endimen o.
Caso se e i ique uma inundação no in e io do edi ício de e:
 Man e a calma;
 P ocu a iden i ica a causa;
 Ve i ica , se possí el, onde se es á a acumula água;
 Con a a , de imedia o, o O icial de Segu ança.
 Fu o / oubo
A aquisição de um sis ema de ideo igilância e a ealização de melho ia do ala me con a
in usão do MMB são a uações que pe mi i ão dissuadi alguns c iminosos de cump i os
seus in en os e da o ala me caso haja en a i a de u o ou oubo.
Os p ocedimen os do pessoal do museu de em se :
 Se, ao ab i o edi ício, e i ica que hou e um u o ou oubo de e:
 Não mexe nos obje os, nem oca nos locais onde es a am as peças;
 Fecha ou isola os espaços;
 Comunica , de imedia o, ao O icial de Segu ança;
 Na ausência do O icial de Segu ança ele ona ao pos o local da PSP e ela a o que
iu e agua da ins uções.
 Se assis i a um u o ou oubo, de e:
 Não opo esis ência;
 Memo iza a isionomia, compo amen o e pala as p onunciadas pelo(s)
assal an e(s);
77
 Após a saída do(s) assal an e(s) , chama , de imedia o, a PSP e Polícia Judiciá ia e
in o ma o O icial de Segu ança;
 Se o(s) assal an e(s) se desloca em em ia u a, egis a o ipo de eículo, a ma ícula
e a di eção em que ugi am.
 Vandalismo / e o ismo
O andalismo ou o e o ismo oco em po que quem os p a ica que ansmi i uma
mensagem e essa oi a o ma que encon ou como sendo aquela que se encon a ao seu
alcance e que é mais e icaz. O MMB pode se um al o pa a qualque uma des as ações. Ou
ambas. Po essa azão de e oma p o idências pa a minimiza os seus e ei os e a sua
e icácia. Des a o ma nega as in enções de quem p e ende come e es e ipo de a o bem
como consegue o na -se num al o de meno in e esse.
O MMB de e assumi e man e os seguin es p ocedimen os:
 Ace o
 Todas as a mas do ace o do MMB encon am-se desmili a izadas. Fo am e i ados
alguns componen es que as o nam inope acionais pa a aze ogo;
 Os componen es e i ados encon am-se gua dados no co e;
 As a mas mode nas, mesmo es ando desmili a izadas, cons i uem um al o pa a ação
e o is a e po es a azão são acondicionadas de o ma segu a e em local segu o, an o em
ese a como em exposição.
 Só podem se inco po adas, no ace o do MMB, a mas que es ejam de idamen e
legalizadas.
 Ameaça de bomba
 Se ecebe uma chamada ele ónica com ameaça de bomba, o pessoal do MMB de e:
 Man e a calma e esponde ao in e locu o com a habi ual co esia que u iliza nas
chamadas ele ónicas;
 Ano a a da a e ho a da oco ência;
 Coloca as seguin es ques ões: Onde es á colocada a bomba? Quando ai eben a ?
Qual é o aspe o ex e io do olume? Que amanho em? Qual é o ipo (explosi a ou
incendiá ia)? Qual é a azão da sua colocação? Se pode se desa i ada?
 P ocu a colhe elemen os que pe mi am pos e io iden i icação do seu in e locu o
(ex: sexo, idade ap oximada, linguagem, so aque, es ado de espí i o);
 Pedi pa a o in e locu o epe i , alegando não es a a ou i bem;
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 Man e o in e locu o a ala o máximo de empo possí el;
 Ten a iden i ica uídos (ex: animais, isos, silêncio, ânsi o, comboios, a iões);
 Quando desliga o ele one, con a a , de imedia o, o O icial de Segu ança,
o necendo oda a in o mação de que dispõe; se não o localiza , con a a de imedia o a PSP.
 Receção de ca as e encomendas suspei as
 No malmen e, as a madilhas são colocadas em ca as olumosas, com dimensões de
14x10cm e com um peso de ce ca de 150g ou mais. Quando se a a de encomendas, as
mesmas êm dimensões semelhan es às de um li o e o peso é, no mínimo, idên ico às
ca as. Es as a madilhas, quando abe as as embalagens que as con êm, explodem ou
emanam gases óxicos.
 Alguns indícios da exis ência de a madilhas são os seguin es:
 Reme en es desconhecidos e/ou al a de eme en e;
 Tipo de le a in ulga ;
 Peso desp opo cional ao olume;
 Exis ência de u os na embalagem, mesmo que com diâme o de um io ou al ine e;
 Manchas no papel (exsudação do explosi o);
 Chei o a amêndoas ama gas (o ac o do explosi o).
 Na eceção de ca as ou encomendas suspei as de e:
 Não ab i o en elope ou encomenda suspei a;
 Coloca o en elope ou encomenda em local onde um possí el eben amen o não
possa a ingi pessoas nem p o oca danos nas ins alações e bens museológicos;
 Con a a de imedia o o O icial de Segu ança que assume as p o idencias e ações
necessá ias. In o ma o di e o do museu e o escalão supe io .
 Rixa, dis ú bio ou a o de e o ismo
Em caso de ixa ou dis ú bio de e:
 Ten a po pala as dissuadi ou acalma os in e enien es e da de imedia o
conhecimen o ao O icial de Segu ança, que oma á as necessá ias p o idências consoan e a
g a idade da oco ência;
 No caso de se o na in u í e a a medida explici ada em (1), de em isola a á ea e
ele ona de imedia o à PSP solici ando a sua p esença;
 Em caso de a o de e o ismo:
85
podem e i alguém que se encon e a passa no local. As ped as sol as no piso podem
p o oca um aciden e que pode acaba em queda.
Fig 42 - Ped as sol as no caminho de onda (A – mu alha oes e; B – mu alha sudoes e)
No as ped as sol as são de e adas odos os anos no inal de cada in e no. A ci culação
nes es espaços necessi a se ei a com p ecaução.
Obse a-se a al a de sinalé ica de a iso aos isi an es pa a os pe igos exis en es.
Na p ima e a dá-se o c escimen o de ege ação di e sa nas mu alhas. E as di e sas
c escem de o ma ápida nos espaços de in e alo en e as ped as. Es a si uação cons i ui
mais uma ameaça à segu ança de quem ci cula no caminho de onda, sob e as mu alhas,
pois ao se em pisadas e esmagadas podem o na as ped as esco egadias, podendo o igina
quedas.
Fig 43 - Acumulação de ne e e gelo nos caminhos de onda (A – mu alha Es e; B – pegada no gelo)
A
B
A
B

86
A oco ência de queda de ne e e o mação de gelo quando as empe a u as são mui o
baixas, o nam os caminhos de onda e as escadas ainda mais pe igosos à ci culação. Todo o
pessoal que abalha no museu já caiu nas suas escadas. Felizmen e a a enção, o ecu so ao
apoio nos co imões exis en es e o a iso dos es an es pe mi i am que não i esse ha ido
a é ago a nenhum desse pessoal a e i -se com es as quedas.
14.1.2 Ao ní el do solo
O solo encon a-se cobe o po b i a. Es a se e pa a e i a que no empo de queda de
plu iosidade quem ci cule nes e espaço ande sob e lama. A ou a azão é que eduz o
c escimen o de e as e plan as.
O piso é eo não é plano. Ap esen a á ias ondulações do e eno. Exis em ambém
algumas ped as, p o a elmen e de lamb is de po ões que exis i iam no local, que o nam
pe igoso ci cula nes e espaço sem p es a a enção. Já oco e am quedas de isi an es que
encon ando-se dis aídos a obse a o es o do ex e io do cas elo, opeça am nesses
mesmos lamb is acon ecendo que alguns acaba am po cai ao chão.
Fig 44 - B i a no solo
Ci cula ao ní el do solo, no ex e io do museu ob iga a p es a a enção e a e i a ap oxima -
se mui o das mu alhas. Como e e ido no pon o an e io é podem oco e si uações de
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desp endimen o de ped as das mu alhas. Há isco dessas ped as que se desp endem e caem
de a ingi uma pessoa que se encon e a passa no momen o.
Fig 45 - Desní el que o solo em nos espaços ao a li e
14.1.3 No in e io da o e de menagem
A ci culação no in e io da o e de menagem ob iga a a enção edob ada. No piso de
en ada além dos deg aus é necessá io caminha com a enção, pois o piso é i egula . A sua
i egula idade p ende-se com o a o de na idade média se aze a ecolha das águas da chu a
e se e e ua o seu a mazenamen o na cis e na. A i egula idade do solo des ina a-se a
canaliza a água das chu as pa a a cis e na.
Tal como já oi e e ido a ci culação en e os á ios pisos ealiza-se po escadas. Algumas
zonas dessas escadas ap esen am si uações de pe igo que exigem uma maio a enção po
pa e de quem ci cula nesse espaço.
Alguns a cos são baixos, chegando a e uma al u a de 169 cm. Quem ci cule sem p es a
a enção co e o isco de se e i , pois esses a cos de po a são ei os em ped a de g ani o.
Ao ní el do chão exis em alguns compa imen os que pa a acede aos mesmos é necessá io
anspo um lancil sob ele ado. É comum isi an es opeça em nesses lancis.
A sinalé ica no in e io da o e de menagem é insu icien e, ha endo mui as si uações de
pe igo pa a quem lá ci cula que não es ão de idamen e sinalizadas.
88
Fig 46 – Pe spe i a de um a co de po a na o e de menagem
14.2 P oblemas le an ados com a iden i icação das si uações de isco pa a as pessoas
Nos espaços ex e io es há desp endimen o de ped as que podem causa e imen os em
pessoas se as a ingi em. A ci culação an o nos caminhos de onda, no cimo das mu alhas,
como ao ní el do solo, em que se ealiza com a enção. Exis em á ios pe igos como
i egula idades no solo, ped as sol as ou ped as ixas no local po onde passam as pessoas.
Com condições clima é icas ad e sas, p incipalmen e com ne e e gelo, é mui o pe igoso
ci cula nesses espaços. A sinalé ica de a iso de pe igo e de in o mação é p a icamen e
inexis en e.
No in e io da o e de menagem é necessá io ci cula com a enção. En e os á ios pisos a
ci culação az-se po escadas. O acesso do piso 1 ao piso 0 (c ip a), az-se po uma escada em
ca acol que pe mi e apenas a ci culação al e nada e é o único pon o de acesso. O acesso ao
e aço da o e ambém se p ocessa al e nadamen e, sendo a escada ei a em madei a.
Alguns a cos das po as são mui o baixos, exigindo mui a a enção a im de e i a lesões em
quem ci cula. Alguns lancis de po as sob ele ados ambém causam si uações de pe igo.
89
14.3 Con olo de isco. Medidas de mi igação do isco pa a as pessoas
A p imei a medida, al ez a mais impo an e, é sensibiliza e a isa os isi an es pa a os
pe igos exis en es, in o mando-os dos cuidados a oma . Não pode se pe mi ido a ninguém
desobedece aos p ocedimen os de segu ança (Apêndice O). A o ma de ansmissão desses
mesmos a isos de e se di e sa e ab ange a maio a iedade possí el de meios. Reco e a
sinalé ica de a iso e pe igo, ca azes de a iso, inse i a isos de pe igo nos olhe os, e em
odos os es an es sis emas de comunicação do museu, já exis en es ou a exis i no u u o,
ais como equipamen os de áudio guia, po exemplo.
A cu o p azo é impo an e inc emen a a sinalé ica, p ocedendo à colocação da mesma nos
locais ap op iados, de o ma bem isí el e em núme o su icien e, eco endo à sinalé ica
no malizada (Anexo J).
O pessoal do museu de e es a sensibilizado pa a es a pa icula men e a en o aos isi an es
nas zonas mais pe igosas, de o ma a aconselhá-los e auxilia-los em caso de necessidade.
Pa a maio segu ança dos isi an es é necessá io aumen a o núme o de igilan es no
museu. Des a o ma é o na-se possí el acompanha melho os isi an es nas zonas que se
econhece como sendo as de maio isco pa a a ci culação de pessoas.
Complemen a ao maio acompanhamen o das pessoas é mui o impo an e inc emen a as
ações de conse ação das mu alhas e o eões, com a inalidade de as o na mais segu as
pa a quem ci cula nas mesmas.
Pelas azões an e io men e e e idas o MMB não dispõe de ele ado es. Exis em já
ecnologias al e na i as a es e ipo de equipamen o. En e eles uma ecnologia em ase de
desen ol imen o, os epado es de escadas (Fig. 33), os quais embo a as ca a e ís icas
écnicas dos mesmos ainda não lhes pe mi e esponde aos desa ios que os espaços do MMB
ep esen am, podem a cu o p azo o na -se na al e na i a aos ele ado es pa a quem se
desloca em cadei a de odas. Nes e sen ido a di eção do museu de e con ida as emp esas
come cializado as e desen ol edo as des e ipo de equipamen o a isi a os seus espaços,
de o ma a desa ia as mesmas a encon a soluções de e olução dos seus equipamen os
pa a que es es sejam passí eis de u ilização no acesso à o e de menagem do cas elo de
B agança.
90
Fig. 47 - T epado de escada (E gomé ica, n.d.)
Com is a a p ocu a soluções al e na i as, de o ma a pe mi i da a conhece o MMB
mesmo aquelas pessoas que po di iculdades mo o as não o podem isi a , ealizou-se
du an e a elabo ação do p esen e p oje o, um pequeno ilme que mos a a isi a aos
espaços exposi i os do museu. Pa a es a a sua e icácia con idou-se um la de e cei a
idade, o La de S. F ancisco, a aze alguns dos seus u en es ao museu pa a assis i à
exibição do e e ido ilme. O mesmo oi p oje ado numa abóbada das mu alhas que ce cam
o museu, endo os 18 idosos assis ido ao mesmo comodamen e sen ados. Es e ipo de isi a
i ual ecebeu uma boa acei ação po pa e dos idosos que assis i am à mesma, e elando-
se uma ou a o ma al e na i a a desen ol e e implemen a no museu no âmbi o da isi a
ao mesmo.
Com is a a melho ecebe e in o ma os g upos escola es que isi am pe iodicamen e es e
museu, decidiu-se sob e a necessidade de elabo a um documen o de in o mação pa a
en ia pa a as escolas que solici em uma isi a ao MMB. Es e documen o além da
in o mação sob e as coleções do museu, de e á se ambém um meio a u iliza pa a que os
alunos quando cheguem ao museu enham já conscien es das condições de isco exis en es
e dos cuidados a e nas á ias si uações. O e e ido documen o des ina-se a se en iado po
co eio digi al, em da a an e io à da ealização da isi a, com a inalidade de a in o mação
pode chega em empo opo uno aos á ios es udan es.

91
V. Conside ações inais
No MMB, a ges ão do isco é assumida e econhecida como uma ealidade ex emamen e
impo an e.
Encon ando-se o museu implan ado num edi ício, que é ele p óp io pa imónio his ó ico
endo sido classi icado Monumen o Nacional, o museu ganha com o in e câmbio e a elação
es abelecidas en e o seu ace o e o espaço que ocupa. O ac o de as ins alações e em sido
adap adas de modo insu icien e pa a albe ga um museu le an a p oblemas, associados a
iscos pa a quem nele ci cula e pa a o ace o que em ao seu cuidado.
A iden i icação dos a o es de isco, a sua quan i icação e o denamen o po p io idades
pe mi e p ocu a as soluções mais e icazes passí eis de se implemen adas, pa a elimina ou
mi iga o isco pa a o ace o des e museu. A implemen ação dessas ações pe mi e es ende
o empo de ida ú il como obje o museológico dos obje os que cons i uem o ace o do
MMB.
Pa a minimiza o isco das pessoas impo a co igi compo amen os e a i udes de quem
ci cula no local.
Realiza as epa ações necessá ias pa a o na o espaço mais segu o ou e e ua ob as de
co eção pa a minimiza o isco. Po ezes essa solução implica a execução de al e ações no
pa imónio edi icado. Não sendo imp escindí eis a execução dessas mesmas al e ações as
mesmas de em se e i adas, de endo p ocu a -se soluções al e na i as que minimizem as
di iculdades, semp e que possí el, enquan o não se desen ol em soluções mais amigas
desse pa imónio e que espondam às necessidades e ao cump imen o do que se encon a
egulamen ado. Nes e âmbi o oi equacionada a possibilidade de p ocu a a ins alação de
ele ado es na o e de menagem, a im de pe mi i a isi a à mesma po aqueles que
es ejam limi ados po p oblemas de mobilidade. Con udo exis em já equipamen os que
podem se uma al e na i a a essa opção. Essa al e na i a, po exemplo na o ma de
epado es de escadas, pe mi i á a isi a ao museu a pessoas em cadei as de odas e que não
pode no malmen e ci cula nas escadas, única o ma de acede aos á ios pisos des e
museu.
O elemen o humano, o pessoal do museu mili a e quem po lá passa, é o elemen o que
pa icipa di e a ou indi e amen e em odas as ações que êm po obje i o acompanha ,
co igi , mi iga ou elimina as si uações e a o es de isco pa a as pessoas, o ace o e as
in aes u u as. Pa a es e melho ealiza essas ações é necessá ia o mação adequada,
92
sensibilização, acompanhamen o e aconselhamen o do mesmo. Nes e âmbi o o MMB iniciou
o planeamen o e implemen ação de o mação in e na pa a odo o seu pessoal, o qual se
encon a em ase inal de p epa ação pa a execução. Complemen a ao pessoal do museu é
necessá io aumen a a sinalé ica de a iso no museu, de o ma a a isa dos iscos exis en es e
cuidados a assumi .
93
Re e ências
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Dec e o-lei 163/2006, de 8 de agos o, ap o a o diploma que de ine o egime da
acessibilidade aos edi ícios e es abelecimen os que ecebem público, ia pública e edi ícios
habi acionais.
Dec e o-lei 220/2008, de 12 de no emb o, ap o a a legislação sob e segu ança con a
incêndio em edi ícios.
Dec e o-Lei nº 319/2009, de 3 de no emb o, T anspõe pa a a o dem ju ídica in e na a
Dec e o Regulamen a n.º 34/95 de 16 de dezemb o, egulamen o das condições écnicas e
de segu ança dos ecin os de espe áculos e di e imen os públicos.
Di e i a n.º 2006/32/CE, do Pa lamen o Eu opeu e do Conselho, de 5 de ab il, ela i a à
e iciência na u ilização inal de ene gia e aos se iços ene gé icos públicos e que isa
inc emen a a elação cus o-e icácia na u ilização inal de ene gia
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[Consul . 02 de janei o de 2012]
ANEXO B – P o ocolo de implemen ação do MMB em 1983. Digi alização

ANEXO C – Po a ia 106/87, de 16 de e e ei o de 1987. C iação do MMB com da a de 22 de
agos o de 1983
ANEXO D – A mas do MMB. Digi alização da Po a ia do Gene al Che e de Es ado-Maio do
Exé ci o, de 14 de janei o de 1987
ANEXO E - His ó ico de in e enções ealizadas no Cas elo de B agança (1829 – 1982),
con o me Sis ema de In o mação pa a o Pa imónio A qui e ónico, em:
h p://www.monumen os.p /Si e/APP_PagesUse /SIPASea ch.aspx?id=0c69a68c-2a18-
4788-9300-11 2619a4d2 [Consul . 14 de maio de 2012]
1829, 14 no emb o - O çamen o no alo de 345$80 pa a as ob as do a mazém: o elhado,
com 296 palmos em quad o e quase odo descobe o, p ecisa a de a es, po as e mais
madei a e a en ada pa a o mesmo, ei a po uma pon e de pau le adiça, p ecisa a se
sob adada; p ecisa a-se ambém de uma escada de pau de in e e dois deg aus pa a da
se en ia ao elhado, po que a exis en e es a a o almen e dani icada; os abalhos o am
ei os po Luís Rod igues Cal elhe, mes e de al ena ia, e Ma celino Gomes, ca pin ei o;
DGEMN: 1932 / 1933 - Recons ução de pa edes do ada e das mu alhas nas co inas de
en ada e la e ais, econs ução do espe i o pa apei o de duas aces segundo o exis en e e
de ameias pi amidais ambém segundo as exis en es; econs ução da comunicação da
mu alha com a o e de menagem em abóbada de a co pleno, e apeamen o de um
ines é ico anexo sem uso;
1933 - Recons ução comple a de oda a pon e de ligação da mu alha com a o e de
menagem incluindo cacho ada e pa apei os em can a ia; es au o de uma das o es
incluindo o apeamen o do ac escen o da o e sinei a e econs ução de pa apei os e
ameias;
1935 - Recons ução cuidadosa da mu alha, con o me a exis en e, incluindo o caminho de
onda e pa apei os, econs ução das ameias pi amidais iguais às exis en es e da "calçada
omana" nos ada es das mu alhas e o es; econs ução do pa imen o supe io da o e
em lajes de can a ia, pelo emp ei ei o F ancisco Fe ei a da Sil a;
1936 - Recons ução de panos de mu alha, incluindo ada e e pa apei o e ameias pi amidais
po F ancisco Fe ei a da Sil a;
1937 / 1938 / 1939 - Con inuação das ob as de es au o de pa e da mu alha do cas elo pelo
emp ei ei o Manuel Fe ei a Mo ango: econs ução dos panos ex e io es de al ena ia de
xis o que se encon am desag egados, e o mando as passagens dos ada es e as mu alhas
ameadas; econs ução de ameias pi amidais; e echamen o de jun as e limpeza de can a ia
na o e de menagem; econs ução de pa ede de al ena ia de xis o; lajeamen o de can a ia
em cobe u a da o e; 1940 - es au o do poço do ei, comp eendendo desen ulhamen o,
epa ação e subs i uição pa cial das can a ias, e edação com g ade de e o; e echamen o
de jun as; cons ução de pa apei o em al ena ia a gamassada;
1941 / 1942 - Recons ução comple a de mu alhas, execução comple a de pa imen os de
madei a, incluindo a ejamen o, execução de cacho os de can a ia e cons ução de
pa apei o pelo emp ei ei o Saúl de Oli ei a Es e es;
1942 - Demolição de uma cons ução adossada à mu alha e cons ução comple a de
mu alhas em a gamassa hid áulica, po Saúl de Oli ei a Es e es;
1943 - Cons ução comple a de mu alhas em al ena ia a gamassada, de pa apei o e de
ameias, e egula ização ge al dos e enos con íguos às mu alhas, po Saúl de Oli ei a
Es e es;
1944 / 1945 / 1946 - Execução de po as in e io es em madei a, assen amen o comple o de
soalho de cas anho, econs ução de mu alhas de al ena ia, esca ação de e as pa a
desa e o, po Saúl de Oli ei a Es e es;
1946 - Ob as pelo emp ei ei o F ancisco Fe ei a da Sil a, comp eendendo o apeamen o
o al da o e do elógio em a ançado es ado de uína, econs ução comple a do maciço de
apoio da o e a é ao ní el do ada e das mu alhas, em al ena ia de xis o exis en e e assen e
em a gamassa hid áulica, com a execução de no os alice ces, o o necimen o e a mação de
p anchas e o enchimen o do ão in e io com al ena ia g ossa; econs ução do co po
supe io da o e acima do ada e das mu alhas, incluindo eposição da escada in e io de
acesso; cons ução de anéis de be ão a mado em a ação de pa edes de al ena ia
comp eendendo as a madu as e co agens; econs ução de pa apei o e ameias em
al ena ia de xis o;
1947 / 1948 - Recons ução de pa ede em ele ação da o e do elógio e consolidação da
mu alha pelo emp ei ei o Saúl de Oli ei a Es e es; 1948 - ob as de conse ação no cas elo;
a anjo e epa ação do elhado da o e da p incesa po Saúl de Oli ei a Es e es;
1949 - Cons ução e assen amen o de uma po a de cas anho no museu mili a ins alado na
o e de menagem; abalhos de bene iciação no co po onde se encon am as case nas
assen e pa cialmen e sob e os es os da an iga mu alha: cons ução dos mu os de encos o
ou de supo e pa a e i a a endência p og essi a de uína, ecalçamen o em undações,
injeções de cimen o nas jun as, des io de águas dos e enos adjacen es às undações,
pequenas epa ações em ebocos e caiações;

1951 - Recons ução da pa e que uiu de ei ado de acesso à o e de menagem e
consolidação de ca á e u gen e de á ios pon os da mu alha do lado N. que ameaça ui ;
demolição do que es a da mu alha do ei ado que uiu do lado E. da o e de menagem,
econs ução da mu alha do lado E. do ei ado pelo emp ei ei o Saúl de Oli ei a Es e es;
1955 - Recons ução de mu alha; di e sos abalhos de cons ução ci il pelo emp ei ei o
Saúl de Oli ei a Es e es; ins alação de balneá ios num dos ângulos das case nas pelo
Comando da Unidade de Caçado es nº 3; a unidade aqua elada p ocede a ob as de
bene iciação das ins alações, sob e udo no co po das case nas, assen e pa cialmen e sob e
os es os da an iga mu alha, que começa a cede ; p ocede à consolidação da base da
mu alha e cons ução de con a o es na ace ex e io e, pa a es abelece uma ligação di e a
en e o e ei o da o e de menagem com o ex e io , ab e ampla po a no pano de mu alha
ol ada ao ja dim público, pela qual é ei a a se en ia do qua el pa a as dependências ali
ins aladas;
1960 - Repa ação e consolidação das can a ias da omb ei a do po al da en ada p incipal da
cidadela, após o emba e de uma camione a;
1961 - Es udo pa a cons ução de ins alações sani á ias sub e âneas na zona do cas elo pela
Câma a; iluminação da zona do cas elo; ob as de conse ação e consolidação po Manuel
Domingues Cha es, consis indo na demolição do anexo é eo exis en e ao undo do ja dim
público da cidadela, jun o às mu alhas, egula ização do e eno ex e io em di e sos
pon os, ecalçamen o pa cial de alice ces e panos de pa ede da cin u a de mu alhas, limpeza
ge al dos pa amen os e passadiços dos ada es das cin u as de mu alhas e e echamen o
das jun as; 1963 - consolidação e econs ução de um oço da mu alha de cin u a
en ol en e da o i icação com emp ego de al ena ia de xis o, e ob as de desa ogo da
o aleza e de a anjo en ol en e da Domus, pelo emp ei ei o Manuel Domingos Cha es;
1964 - execução de maciços na mu alha da cidadela e ou os abalhos po Manuel
Domingues Cha es: con inuação da econs ução da cidadela, econs ução da po a de
acesso ao ecin o en ol en e da o e de menagem, incluindo o a co de can a ia,
impe meabilização dos ada es co esponden es aos co pos abobadados dos o eões
semici cula es e execução da abóbada dum dos o eões semici cula es; a anjo da
en ol en e, com abalhos de bene iciação nos ecin os aja dinados na en ada p incipal do
cas elo, po Fe ei a dos San os & Rod igues, Ldª, consis indo em: cons ução de um mu o
de supo e de e as, execução de um banco em can a ia e o desmon e e ans e ência do
co e o exis en e; des io do caminho público que con o na a o e do elógio, azendo-o
passa pelo ex e io do ja dim onde se coloca ia a es á ua de D. Fe nando, le ando à
cons ução de mu e e pa a a anjo da pa e ex e io do ja dim e cons ução de 16 bancos de
ja dim jun o às po as do cas elo; a amen o do mu o do log adou o con íguo à zona da
es á ua, seu a el amen o e ans e ência da casa de a ecadação do ja dinei o;
pa imen ação do oço do a uamen o de acesso ao cas elo, execução de passeios e
cons ução de um on aná io deco a i o; execução da placa de lajedo do plin o pa a a
es á ua de D. Fe nando, a coloca jun o à po a do cas elo, e execução de calçadas na zona
in amu os, po Manuel Domingues Cha es; ede de iluminação pública e pa icula po
F ancisco Luís; a anjo da p aça de a mas pelo emp ei ei o Manuel Domingues Cha es
consis indo em: demolição das ins alações do ex in o Ba alhão de Caçado es nº 3;
cons ução de mu o de espe a em supo e de e as de quin ais, em al ena ia de ijolo, e
esca ação em desa e o das e as; consolidação da undação da mu alha E. da cidadela
pos a a descobe o na desobs ução do alice ce da mesma e ecalçamen o da mu alha, pois
a undação ica a a descobe o aquando da demolição do edi ício onde es a a ins alada a
cozinha e e ei ó io do ex in o qua el do Ba alhão de Caçado es; demolição de o eão
on ei o à po a do Sol e abalhos de ele ação e desa on amen o da mu alha jun o à
cidadela; execução de lajedos e ob as de conse ação em ada es e o es; cons ução de
um oço da mu alha N. e esca ação de e as da an iga p aça de a mas do ex in o Ba alhão
de Caçado es; econs ução dos o eões a no des e da cidadela; bene iciação nos ambo es
da cidadela com ele ação dos mesmos em al ena ia de xis o, o necimen o e assen amen o
de can a ia em canhonei as, limpeza e desbas e de al ena ia, picagem, limpeza e
subs i uição do ma e ial ce âmico des uído nas abóbadas, le an amen o e apeamen o da
cobe u a dos ambo es; econs ução de ameias com al ena ia iguais às exis en es,
consolidação da base da mu alha em á ios pon os da o i icação e econs ução dos
pa imen os dos ada es e o eões da mu alha; ob as execu adas pelo emp ei ei o Fe ei a
dos San os & Rod igues, Ldª: pesquisas e consolidação da undação da mu alha i ada a E.,
com abe u a de alas pa a sondagem e descobe a do açado da mu alha des uída,
cons ução de maciços de al ena ia de xis o pa a consolidação da mu alha pos a a
descobe o, ecalçamen o pa cial da mu alha ecupe ada e enchimen o do a doz da
mu alha com e a; a amen o de pa edes ecupe adas, limpeza e es au o do poço do ei e
seus acessos; es au o da mu alha encos ada à po a do sol e egula ização do alude anexo;
econs ução da po a do sol; desmon e e econs ução de um oço de mu alha em uína
jun o da o e da p incesa; ele ação da mu alha em pa e da zona das ins alações do an igo
qua el;
1965 - Desa on amen o dos ambo es da cidadela i ados a E. e econs ução de
canhonei as e de um oço de mu alha, com al ena ia de xis o, po Manuel Domingues
Cha es; esca ação em desa e o na p aça de a mas, jun o da cidadela; econs ução e
lajeamen o do ada e de um oço da mu alha S. da po a do sol pelo mesmo; ob as no
ja dim jun o à po a de San o An ónio po Fe ei a dos San os & Rod igues, Ldª: conclusão
da ob a de ele ação do mu o de edação jun o ao ja dim, na zona en ol en e da es á ua, e
execução de bancos de can a ia; ede de iluminação pública: ins alação elé ica pela
emp esa Auxilia da Alimen ação Po uguesa, Ldª; 1966 - abalhos de epa ação do o eão
semici cula das mu alhas po Saúl de Oli ei a Es e es;
1967 - T abalhos de econs ução da o e esque da da en ada N. da cidadela incluindo
esca ação de e as pa a po a descobe o os alice ces, ecalçamen o dos alice ces
encon ados, cons ução de pa edes e mu alha, execução de igas e anéis de be ão pa a
a ação de pa edes, cons ução de ameias e de calçada à po uguesa e lajedo de xis o,
econs ução do pano de mu alha jun o à o e da p incesa e do pa apei o do ada e
co esponden e, po Manuel Rod igues Cha es; ede de iluminação ex e io - ins alação
elé ica adjudicada a F ancisco Luís;
1968 - Ob as de es au o e conse ação po Manuel Rod igues Cha es: econs ução da
pa ede de g ossu a adossada à o e da p incesa e da pa ede con ígua à ampa de acesso à
po a N. do cas elo, espaldo do sob elei o das ameias em alguns panos de mu alha,
lajeamen o do ada e de um dos ambo es da cidadela, pin u a das po as da cidadelas e
das caixilha ias e po a da o e de menagem;
1977 - Repa ação do pa a- aios ins alado na o e de menagem pela i ma F ancisco Luís Pais
& Fe nandes, Ldª;
1979 - Di e sos abalhos de conse ação na o e de menagem: limpeza e e echamen o
das jun as no lado S. e N. da o e, no pa amen o ameado e nas escadas; a anque do
abuado de madei a do soalho e caiação dos e os no 4º piso; limpeza da ege ação e
consolidação dos deg aus da o e; e isão ge al das po as e janelas, com pin u a das
po as; o necimen o de soalho de madei a; o necimen o de id o a amado pa a o 3º piso;
picagem de be onilha de pa imen o na zona do e ei o en e a o e de menagem e a da
p incesa; epa ação da ins alação elé ica da o e de menagem pela i ma F ancisco Luiz,
Pais & Fe nandes Ldª;
1980 / 1981 - Di e sos abalhos de epa ação da o e de menagem pa a adap ação a
museu mili a pelo emp ei ei o Rica do Pe ei a de Ba os, Ldª: bene iciação ge al de po as;
conse ação dos e os e pa imen os de madei a; consolidação da escada de acesso ao
ada e; cons ução da cla aboia cen al; di e sos abalhos de ecupe ação do sub e âneo
pela i ma Oli ei a Fe ei a & Valen e, Ldª, incluindo a consolidação de al ena ias de xis o,
aplicação de hid o ugan e e pa imen ação;
1981 - Repa ação da ins alação elé ica da o e de menagem e di e sos abalhos de
conse ação po José Mo ei a & Filhos, Ldª; es a am concluídas as ob as in e io es de
bene iciação da o e de menagem, al ando apenas conclui as de ex e io ; bene iciação de
á ios oços de mu alha do cas elo à ol a da o e de menagem, pelo emp ei ei o An ónio
Oli ei a dos San os & I mãos, Ldª: ecupe ação de á ios oços do ameado da mu alha,
mu os in e io es e escadas, consolidação e e echamen o de pa amen os de mu alhas e
o es, ecupe ação do ada e e limpeza ge al de ege ação;
1982 - Di e sos abalhos de conse ação na o e de menagem pelo emp ei ei o José
Mo ei a & Filhos, Ldª, incluindo a abe u a das jun as dos pa amen os de achadas e
e echamen o das mesmas, limpeza das al ena ias de xis o e das ca pin a ias e pa imen os
in e io es, po as, po adas e janelas; ob as de bene iciação de á ios oços da mu alha po
José Mo ei a & Filhos, incluindo consolidação de pa amen os das mu alhas, e echamen o
das jun as, ecupe ação de á ios oços do ada e, do ameado, limpeza ge al da ege ação
nos pa amen os e e ei os;
1983 / 1984 - Conclusão das ob as de adap ação da o e a museu mili a , po José Mo ei a
& Filhos: demolição do lan e nim des uído pelas in empé ies do in e no de 1981/1982 e
espe i a econs ução; o necimen o e colocação de á ias e agens e anque as em
po as e de uma g ade de p o eção do ada e; a amen o e pin u a de po as exis en es;
o necimen o e colocação de id o a amado na o e; limpezas in e io es di e sas; di e sos
abalhos de ecupe ação do sub e âneo.
E ique a iden i ica i a do ex in o
Ex in o N.º
Pó Químico Seco
Espuma
Local:
Ca egado em:
____/____/20____
Ca ega em:
____/____/20____
INSPEÇÃO ANUAL AO
PÓ,GÁS, MANGUEIRA E
AGULHETA FEITA EM:
____/____/20___
INSPEÇÃO BIANUAL AO
RECIPIENTE EXTERIOR
FEITA EM:
____/____/20___

ANEXO J – Sinalé ica (Au o idade pa a as condições de abalho, 2008)
1 - SINAIS DE PROIBIÇÃO
SINAL
SIGNIFICADO
FORMAS E CORES
COMENTÁRIOS DE
APLICAÇÃO
P oibido apaga com
água
Sinal Ci cula .
Fundo: B anco
Símbolo: P e o
O la e Linha
Oblíqua: Ve melha
Es e sinal de e se u ilizado
semp e que a água seja
con aindicada como agen e
ex in o .
P oibição de Fuma
Sinal Ci cula .
Fundo: B anco
Símbolo: P e o
O la e Linha
Oblíqua: Ve melha
Es e sinal de e se u ilizado
semp e que o ac o de uma
cons i ua um pe igo de
incêndio.
Es e sinal pode ainda se
u ilizado em caso de isco
oxicológico po inges ão.
Chamas nuas
p oibidas.
P oibição de oguea
ou aze lume.
Sinal Ci cula .
Fundo: B anco
Símbolo: P e o
O la e Linha
Oblíqua: Ve melha
Es e sinal de e se u ilizado
semp e que o ac o de uma
ou aze ogo nu cons i ua um
pe igo de incêndio ou de
explosão.
P oibido o og a a .
Sinal Ci cula .
Fundo: B anco
Símbolo: P e o
O la e Linha
Oblíqua: Ve melha
Es e sinal de e se u ilizado
semp e que seja p oibido i a
o og a ias.
P oibido come
Sinal Ci cula .
Fundo: B anco
Símbolo: P e o
O la e Linha
Oblíqua: Ve melha
Es e sinal de e se u ilizado
nos locais onde é p oibido
come .
En ada p oibida
Passagem p oibida.
Sinal Ci cula .
Fundo: B anco
Símbolo: P e o
O la e Linha
Oblíqua: Ve melha
Es e sinal de e se u ilizado
semp e que seja p oibida a
passagem de pessoas.
P oibido co e nes e
local
Sinal Ci cula .
Fundo: B anco
Símbolo: P e o
O la e Linha
Oblíqua: Ve melha
Es e sinal de e se u ilizado
semp e que seja p oibido as
pessoas desloca em-se a
co e .
P oibida a en ada de
animais
Sinal Ci cula .
Fundo: B anco
Símbolo: P e o
O la e Linha
Oblíqua: Ve melha
Es e sinal de e se u ilizado
semp e que seja p oibida a
en ada de animais, exce o
cães guia.
P oibido oca nos
obje os
Sinal Ci cula .
Fundo: B anco
Símbolo: P e o
O la e Linha
Oblíqua: Ve melha
Não é saída.
Sinal Ci cula .
Fundo: B anco
Símbolo: P e o
O la e Linha
Oblíqua: Ve melha
Es e sinal de e se u ilizado
pa a sinaliza uma zona de
passagem que não dá
acesso a uma saída.
2 - SINAIS DE AVISO
SINAL
SIGNIFICADO
FORMAS E CORES
COMENTÁRIOS DE
APLICAÇÃO
Pe igo de incêndio.
Subs âncias
in lamá eis.
Sinal: T iangula
Fundo: Ama elo
Símbolo: P e o
O la: P e a
Es e sinal de e se u ilizado
pa a indica a p esença de
p odu os mui o in lamá eis.
Pe igo de incêndio.
Subs âncias
oxidan es
(combu en es)
Sinal: T iangula
Fundo: Ama elo
Símbolo: P e o
O la: P e a
Es e sinal de e se u ilizado
pa a indica a p esença de
p odu os oxidan es mui o
in lamá eis.
Pe igo de explosão.
Subs âncias
explosi as.
Sinal: T iangula
Fundo: Ama elo
Símbolo: P e o
O la: P e a
Es e sinal de e se u ilizado
pa a indica a possí el
p esença de uma a mos e a
explosi a, gás in lamá el ou
de explosi os.
Pe igo de mo e.
Tensão elé ica.
Sinal: T iangula
Fundo: Ama elo
Símbolo: P e o
O la: P e a
Tex o: P e o
Es e sinal de e se u ilizado
pa a indica a p esença de
ensão elé ica mo al.
Pe igo de queda
Sinal: T iangula
Fundo: Ama elo
Símbolo: P e o
O la: P e a
Es e sinal de e se u ilizado
pa a indica um local onde
exis a isco das pessoas
caí em.
Pe igo de queda de
ma e iais.
Sinal: T iangula
Fundo: Ama elo
Símbolo: P e o
O la: P e a
Tex o: P e o
Es e sinal de a se u ilizado
pa a indica locais onde haja
isco de queda de ma e iais
que possam a ingi pessoas
3 - SINAIS DE OBRIGAÇÃO
SINAL
SIGNIFICADO
FORMAS E CORES
COMENTÁRIOS DE
APLICAÇÃO
P o eção ob iga ó ia
dos olhos
Sinal: Ci cula
Fundo: Azul
Símbolo: B anco
Es e sinal de e se u ilizado
em locais onde seja
ob iga ó io u iliza
equipamen o de p o eção
indi idual.
P o eção ob iga ó ia
da cabeça.
Sinal: Ci cula
Fundo: Azul
Símbolo: B anco
Es e sinal de e se u ilizado
em locais onde seja
ob iga ó io u iliza
equipamen o de p o eção
indi idual.
P o eção ob iga ó ia
dos ou idos
Sinal: Ci cula
Fundo: Azul
Símbolo: B anco
Es e sinal de e se u ilizado
em locais onde seja
ob iga ó io u iliza
equipamen o de p o eção
indi idual.
P o eção ob iga ó ia
das mãos.
Sinal: Ci cula
Fundo: Azul
Símbolo: B anco
Es e sinal de e se u ilizado
em locais onde seja
ob iga ó io u iliza
equipamen o de p o eção
indi idual.
P o eção ob iga ó ia
das ias espi a ó ias.
Sinal: Ci cula
Fundo: Azul
Símbolo: B anco
Es e sinal de e se u ilizado
em locais onde seja
ob iga ó io u iliza
equipamen o de p o eção
indi idual.
P o eção ob iga ó ia
do co po.
Sinal: Ci cula
Fundo: Azul
Símbolo: B anco
Es e sinal de e se u ilizado
em locais onde seja
ob iga ó io u iliza
equipamen o de p o eção
indi idual.
4 - SINAIS DE SEGURANÇA
SINAL
SIGNIFICADO
FORMAS E CORES
COMENTÁRIOS DE
APLICAÇÃO
Saída de eme gência
Sinal: Re angula
Fundo: Ve de
Símbolo: B anco
De e se u ilizado pa a
indica o caminho pa a as
saídas de eme gência. Es e
sinal pode es a di igido pa a
a di ei a ou pa a a esque da,
indicando o sen ido da saída
de eme gência mais
p óxima.
Saída de eme gência
( ão de escadas)
Sinal: Re angula
Fundo: Ve de
Símbolo: B anco
De e se u ilizado pa a
indica o caminho pa a as
saídas de eme gência.
A se a es á colocada na
posição oblíqua (saída pa a
o piso in e io ou supe io ).
Saída de eme gência
Sinal: Re angula
Fundo: Ve de
Símbolo: B anco
De e se colocado sob e a
po a de saída de
eme gência.
Localização do pon o
de encon o.
Sinal: Re angula
Fundo: Ve de
Símbolo: B anco
De e se u ilizado pa a
indica o caminho pa a o
pon o de encon o. Es e sinal
pode es a di igido pa a a
esque da ou pa a a di ei a,
indicando o sen ido de
ma cha pa a o pon o de
encon o.
Pon o de encon o
Sinal: Re angula
Fundo: Ve de
Símbolo: B anco
De e se colocado no local
designado como pon o de
encon o.
Localização de
ex in o
Sinal: Re angula
Fundo: Ve melho
Símbolo: B anco
De e se colocado po cima
do local onde se si ua o
ex in o .
Localização de
ex in o
Sinal: Re angula
Fundo: Ve melho
Símbolo: B anco
De e se u ilizado pa a
indica o caminho pa a o
ex in o mais p óximo. Es e
sinal pode es a di igido pa a
a esque da ou pa a a di ei a,
indicando o sen ido de
ma cha pa a o ex in o mais
p óximo.
Apêndices

APÊNDICE A – Quad o sinó ico de 1455 (Campo e al, 2000)
1.
ARMAMENTO DEFENSIVO
1.1.
De esas de Cabeça e pescoço:
1.1.1.
P o eções de cabeça e os o;
1.1.2.
P o eções de pescoço e ga gan a;
1.2.
De esas de onco e memb os:
1.2.1.
P o eções em malha me álica;
1.2.2.
P o eções mis as (do ipo cou aça ou “b igandine”);
1.2.3.
P o eções de placa – a neses (e seus acessó ios);
1.2.4.
Ou as p o eções;
1.3.
Ou as peças de equipamen o dos gue ei os:
1.3.1.
Espo as;
1.3.2.
Escudos;
1.4.
Bandei as e pendões
2.
ARMAMENTO OFENSIVO
2.1.
A mas de mão:
2.1.1.
A mas b ancas;
2.1.2.
A mas de choque;
2.1.3.
A mas de Has e;
2.2
A mas de a emesso:
2.2.1.
A mas de p opulsão muscula ;
2.2.2.
A mas neu obalís icas (e seus p oje eis);
3.
ARMAS DE SÍTIO
3.1.
Engenhos (pelou os)
3.2.
Bocas de ogo (e seus pelou os):
3.2.1.
Bomba das, ons e colub e as;
3.2.2.
Pelou os;
4.
ARMAMENTO PARA JOGOS DE GUERRA
4.1.
Pa a o nea ;
4.2.
Pa a jus a ;
4.3.
Pa a caça ;
4.4.
Pa a esg imi ;
5.
EQUIPAMENTOS DE MONTAR E DEFESAS PARA CAVALOS
6.
MATERIAIS PARA FABRICO OU CONSERVAÇÃO/REPARAÇÃO DE EQUIPAMENTO
MILITAR
6.1.
Ma é ias-p imas pa a o ab ico de a mas e acessó ios
6.2.
No ícias de peças pod es ou es agadas:
6.2.1.
De e io ação de a mamen o de ensi o;
6.2.2.
De e io ação de a mamen o o ensi o;
6.2.3.
De e io ação de a mamen o de sí io;
6.2.4.
De e io ação de a mamen o pa a “jogos de gue a”;
6.2.5.
De e io ação de ou o equipamen o;
6.3
Ma e iais e ope ações pa a conse ação ou epa ação de a mas;
7.
EQUIPAMENTO PARA ARMAZENAGEM OU TRANSPORTE DE MATERIAL DE
GUERRA E IMPORTANÇÃO DE ARMAS
7.1.
A mazenagem e T anspo e
7.2.
Impo ação de a mas
APÊNDICE B – Sinopse das coleções exis en es no Museu Mili a de Lisboa, em 1901,
(Teixei a, 2011. P. 41)
SECÇÕES
COLEÇÕES
OBSERVAÇÕES
ARMAS
ANTIGAS
A mas da Idade de Ped a
Embo a na p imei a secção enha sido ei a
uma b e e esenha sob e es e ipo de a mas,
na pa e do in en á io a i ma-se que «Não
possue es e museu exempla es d´es a
secção» [19]. Es e ac o pode á
con i ma que o au o se e á inspi ado nas
isi as aos museus mili a es es angei os e
espe i os ca álogos.
A mas da Idade do
B onze
A mas G egas
A mas Romanas
A mas Me o íngias
ARMAS PORTÁTEIS DA
IDADE MÉDIA
A mas
de ensi as
A madu as
e cou aças
Segundo o ca álogo es a coleção não e ia
mui os obje os, sendo que aqueles que
exis iam o am u ilizados pa a o namen a as
salas de exposição, nomeadamen e com a
c iação de panóplias [5].
Exemplos:
«2. – Panoplia compos a de: um pei o – um
capace e – uma alaba da de gua da de
pinhaes – uma alaba da de ma inha – uma
alaba da de peão – uma alaba da de p aças
g aduadas – duas espadas an igas de copos de
ijella – dois bacama es com canos de e o –
qua o canos de bacama e, ypos di e en es.
(Ves ibulo)» [19-20].
Capace es
Escudos
A mas
o ensi as
Espadas e
lo e es
Alaba das
A mas de
a emesso
A mas de
ogo
po a eis
ARMAS
MODERNAS
A mas de ogo po á eis
usadas pelo Exe ci o
po uguez ou
ans o madas em
Exemplos:
«B4 – Esme ilão com echos de sílex e
o quilha de e o, manu a u ado no A senal
do Exe ci o e des inado a aze ogo sob e
Po ugal
pos es e mu alhas de o aleza» [43].
A mas de ogo de
manu a u a es angei a
que não o am ado adas
no nosso exe ci o
Exemplos:
«B 104 – Espinga da com bayone a, echos de
sílex, alma lisa, ada me 16, manu a u ada em
Ingla e a em 1700 e des inada aos co pos de
in an a ia» [55].
Pis olas e ewol e s
Exemplos:
«C1 – Pis ola cu a com gua nições de la ão,
echos de sílex, alma lisa, ada me 18,
manu a u ada no A senal do Exe ci o em
1830; es e e em uso nos co pos de ca alla ia
a é 1852» [75].
Accesso ios pa a a mas
de ogo po a eis
Exemplos:
«D2 – Dois echos an igos, la ados e
incomple os, pa a espinga da de caça. Um
gua da ma o de e o pa a espinga da de
caça. Seis molas eaes pa a echos an igos.
Todos es es a igos o am manu a u ados no
A senal do Exé ci o pelo insigne espinga dei o
Vicen e Mei a» [81].
ARTILHARIA
Bocas-de
ogo
Po uguesas
Exemplos:
Pe íodo de 1370 a 1495
«1 – Dois ons ou bomba das. São as bocas
de ogo mais an igas e pe encem ao im do
século XIV. Teem a o ma de um mo ei o sem
munhões, são o madas de ba as de e o
o jado, a acadas po a os do mesmo me al,
de idamen e caldeados á o ja; a i a am
balas de ped a. Vie am de El as po o dem do
ba ão de Mon e Ped al» [97].
Pe íodo de 1495 a 1580
APÊNDICE C - Dis ibuição pe cen ual do ace o do MMB pelos á ios espaços exposi i os,
p ocu ando es abelece um diálogo en e o ace o e o espaço ocupado, expondo as
emá icas do museu.
Espaço ex e io do MMB
G á ico 2 - Dis ibuição do ace o no ex e io
1. Piso 0
1.1 C ip a
G á ico 3 - Dis ibuição do ace o na c ip a
100%
Dis ibuição do ace o no Ex e io
A mas e munições
Desenho/ o og a ia/g a u a
Escul u a
Equipamen o
Espólio Hono í ico
Fale ís ica
T aje
Vexilologia
5%
95%
Dis ibuição do ace o na C ip a
A mas e munições
Desenho/ o og a ia/g a u a
Escul u a
Equipamen o
Espólio Hono í ico
Fale ís ica
T aje
Vexilologia

2. Piso 1
2.1 Hall
G á ico 4 - Dis ibuição do ace o no hall do piso 1
2.2 Sala da Cis e na
G á ico 5 - Dis ibuição do ace o na sala da cis e na
22%
7%
1%
70%
Dis ibuição do ace o no Hall do piso 1
A mas e munições
Desenho/ o og a ia/g a u a
Escul u a
Equipamen o
Espólio Hono í ico
Fale ís ica
T aje
Vexilologia
73%
9%
18%
Dis ibuição do ace o na Sala da Cis e na
A mas e munições
Desenho/ o og a ia/g a u a
Escul u a
Equipamen o
Espólio Hono í ico
Fale ís ica
T aje
Vexilologia
3. Piso 2
3.1 Hall
G á ico 6 - Dis ibuição do ace o no hall do piso 2
3.2 Sala D. A onso Hen iques
G á ico 7 - Dis ibuição do ace o na sala D. A onso Hen iques
94%
6%
Dis ibuição do ace o no Hall do piso 2
A mas e munições
Desenho/ o og a ia/g a u a
Escul u a
Equipamen o
Espólio Hono í ico
Fale ís ica
T aje
Vexilologia
74%
12%
14%
Dis ibuição do ace o na Sala D. A onso
Hen iques
A mas e munições
Desenho/ o og a ia/g a u a
Escul u a
Equipamen o
Espólio Hono í ico
Fale ís ica
T aje
Vexilologia
3.3 Sala D. Nun’Ál a es
G á ico 8 - Dis ibuição do ace o na sala D. Nun’Ál a es
4. Piso 3
4.1 Hall
G á ico 9 - Dis ibuição do ace o no hall do piso 3
91%
3%
6%
Dis ibuição do ace o na Sala D.
Nun'Ál a es
A mas e munições
Desenho/ o og a ia/g a u a
Escul u a
Equipamen o
Espólio Hono í ico
Fale ís ica
T aje
Vexilologia
80%
20%
Dis ibuição do ace o no Hall do piso 3
A mas e munições
Desenho/ o og a ia/g a u a
Escul u a
Equipamen o
Espólio Hono í ico
Fale ís ica
T aje
Vexilologia
4.2 Sala 1º de dezemb o
G á ico 10 - Dis ibuição do ace o na sala 1º de dezemb o
4.3 Sala da Fecha ia
G á ico 11 - Dis ibuição do ace o na sala da echa ia
80%
20%
Dis ibuição do ace o na Sala 1º de
Dezemb o
A mas e munições
Desenho/ o og a ia/g a u a
Escul u a
Equipamen o
Espólio Hono í ico
Fale ís ica
T aje
Vexilologia
89%
11%
Dis ibuição do ace o na Salada echa ia
A mas e munições
Desenho/ o og a ia/g a u a
Escul u a
Equipamen o
Espólio Hono í ico
Fale ís ica
T aje
Vexilologia
4.4 Sala dos Espadins
G á ico 12 - Dis ibuição do ace o na sala dos espadins
4.5 Sala das Ba e inas
G á ico 13 - Dis ibuição do ace o na sala das ba e inas
79%
14%
7%
Dis ibuição do ace o na Sala dos Espadins
A mas e munições
Desenho/ o og a ia/g a u a
Escul u a
Equipamen o
Espólio Hono í ico
Fale ís ica
T aje
Vexilologia
21%
17%
0%
62%
Dis ibuição do ace o na Sala das
Ba e inas
A mas e munições
Desenho/ o og a ia/g a u a
Escul u a
Equipamen o
Espólio Hono í ico
Fale ís ica
T aje
Vexilologia

4.6 Sala Gene al Sepúl eda
G á ico 14 - Dis ibuição do ace o na sala Gene al Sepúl eda
4.7 Sala da Gue a Peninsula
G á ico 15 - Dis ibuição do ace o na sala da Gue a Peninsula
58%
42%
Dis ibuição do ace o na Sala Gene al
Sepúl eda
A mas e munições
Desenho/ o og a ia/g a u a
Escul u a
Equipamen o
Espólio Hono í ico
Fale ís ica
T aje
Vexilologia
69%
31%
Dis ibuição do ace o na Sala da Gue a
Peninsula
A mas e munições
Desenho/ o og a ia/g a u a
Escul u a
Equipamen o
Espólio Hono í ico
Fale ís ica
T aje
Vexilologia
5. Piso 4
5.1 Hall
G á ico 16 - Dis ibuição do ace o no hall do piso 4
5.2 Sala Gungunhana
G á ico 17 - Dis ibuição do ace o na sala Gungunhana
100%
Dis ibuição do ace o no Hall do piso 3
A mas e munições
Desenho/ o og a ia/g a u a
Escul u a
Equipamen o
Espólio Hono í ico
Fale ís ica
T aje
Vexilologia
62%
6%
18%
9%
5%
Dis ibuição do ace o na Sala Gungunhana
A mas e munições
Desenho/ o og a ia/g a u a
Escul u a
Equipamen o
Espólio Hono í ico
Fale ís ica
T aje
Vexilologia
5.3 Sala das A mas
G á ico 18 - Dis ibuição do ace o na sala das a mas
5.4 Sala de Po ugal
G á ico 19 - Dis ibuição do ace o na sala de Po ugal
70%
30%
Dis ibuição do ace o na Sala das A mas
A mas e munições
Desenho/ o og a ia/g a u a
Escul u a
Equipamen o
Espólio Hono í ico
Fale ís ica
T aje
Vexilologia
92%
8%
Dis ibuição do ace o na Sala de Po ugal
A mas e munições
Desenho/ o og a ia/g a u a
Escul u a
Equipamen o
Espólio Hono í ico
Fale ís ica
T aje
Vexilologia
5.5 Sala da G ande Gue a
G á ico 20 - Dis ibuição do ace o na sala da G ande Gue a
5.6 Sala das O e as
G á ico 21 - Dis ibuição do ace o na sala das O e as
17%
19%
0%
64%
Dis ibuição do ace o na Sala da G ande
Gue a
A mas e munições
Desenho/ o og a ia/g a u a
Escul u a
Equipamen o
Espólio Hono í ico
Fale ís ica
T aje
Vexilologia
17%
6%
0%
8%
0%
66%
3%
Dis ibuição do ace o na Sala das O e as
A mas e munições
Desenho/ o og a ia/g a u a
Escul u a
Equipamen o
Espólio Hono í ico
Fale ís ica
T aje
Vexilologia