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I.Abordagem cirúrgica na resolução de fratura de rádio e cúbito numa cegonha branca (Ciconia ciconia) II. Abordagem conservativa no tratamento de pododermatite numa Águia de Bonelli (Aquila fasciata)

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I.Abordagem cirúrgica na resolução de fratura de rádio e cúbito numa cegonha branca (Ciconia ciconia) II. Abordagem conservativa no tratamento de pododermatite numa Águia de Bonelli (Aquila fasciata)

Author: Andreia Monteiro Bárbara
Year: 2014
DOI: 10.34626/33w6-ne96
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/74365/2/31709.pdf
Rela ó io Final de Es ágio
Mes ado In eg ado em Medicina Ve e iná ia
I. Abo dagem ci ú gica na esolução de a u a de ádio e
cúbi o numa cegonha b anca (Ciconia ciconia)
II. Abo dagem conse a i a no a amen o de podode ma i e
numa Águia de Bonelli (Aquila ascia a)
And eia Mon ei o Bá ba a
O ien ado :
P o esso a Dou o a Alexand a Mülle
Co-o ien ado :
D .ª Viole a de Va gas-Machuca Gabandé
Po o 2014
Rela ó io Final de Es ágio
Mes ado In eg ado em Medicina Ve e iná ia
I. Abo dagem ci ú gica na esolução de a u a de ádio e
cúbi o numa cegonha b anca (Ciconia ciconia)
II. Abo dagem conse a i a no a amen o de podode ma i e
numa Águia de Bonelli (Aquila ascia a)
And eia Mon ei o Bá ba a
O ien ado :
P o esso a Dou o a Alexand a Mülle
Co-O ien ado :
D .ª Viole a de Va gas-Machuca Gabandé
Po o 2014
III
RESUMO
O p esen e abalho em como obje i o ap esen a aspe os especí icos do diagnós ico,
a amen o médico-ci ú gico e eabili ação associados a quad o de a u a de an eb aço numa
Cegonha B anca (Ciconia ciconia) e de podode ma i e numa Águia de Bonelli (Aquila ascia a).
Es es casos clínicos o am acompanhados du an e o es ágio cu icula , o qual deco eu en e os
dias 21 de janei o e 12 de maio de 2014 no Cen o de Recupe ação de Fauna Sel agem de
AMUS, em Villa anca de los Ba os.
O p imei o caso oi selecionado de ido ao ele ado peso que possuem os casos de a u a
de memb o o ácico na casuís ica o al dos cen os de ecupe ação, e pelo impac o que possui a
sua esolução na sob e i ência das a es sel agens no seu habi a na u al. O a amen o aplicado
consis iu na edução ci ú gica das a u as ap esen adas po aplicação de ca ilhas in amedula es
em conjun o com aplicação de ligadu a em o ma de oi o, e e apia ísica de eabili ação. Es a
úl ima consis iu em sessões de isio e apia e musculação em jaula de oo. O p ocesso de
ecupe ação do animal e e uma du ação de 65 dias, culminando na de olução do exempla ao
seu habi a na u al.
O segundo caso oi escolhido pois ilus a uma das p incipais consequências da
manu enção de a es sel agens em ca i ei o. Ainda que indesejá el, o ca i ei o p olongado pode
e ela -se ob iga ó io nos cen os de ecupe ação. A libe ação no meno empo possí el nem
semp e é exequí el, equen emen e po mo i os associados à pa ologia mani es ada, que pode
inclusi amen e in iabiliza a libe ação do animal. A a e a e ada ap esen a a lesões que
impossibili a am a sua sob e i ência no habi a na u al pelo que oi man ida em ca i ei o
du an e ês anos, com o obje i o de se inco po ada num p oje o de c ia ex si u. A
podode ma i e oi abo dada a a és de a amen o conse a i o. Ao longo dos 52 dias de
a amen o acompanhados du an e o pe íodo de es ágio, não se e i icou e olução subs ancial da
lesão inicialmen e ap esen ada
IV
AGRADECIMENTOS
“Sê odo em cada coisa.
Põe quan o és no mínimo que azes” (
Rica do Reis)
Um Ob igada...
A quem o ensinou,
A quem o pe mi iu,
A quem o inspi ou.
V
LISTA DE ABREVIATURAS
CRFS: Cen o de Recupe ação de Fauna Sel agem
DMSO: dime ilsul óxido
IM: ia de adminis ação in amuscula
kg: quilog ama
l: li o
mg: milig ama
min: minu o(s)
ml: milili o
mm: milíme o
PO: pe os ( ia de adminis ação o al)
SID: uma ez po dia
UCI: Unidade de Cuidados In ensi os
UI: unidades in e nacionais

VI
ÍNDICE
RESUMO ..................................................................................................................................... III
AGRADECIMENTOS ................................................................................................................. IV
LISTA DE ABREVITURAS ......................................................................................................... V
ÍNDICE ..........................................................................................................................................VI
I INTRODUÇÃO ........................................................................................................................... 1
II ABORDAGEM CIRÚRGICA NA REDUÇÃO DE FRATURA DE RÁDIO E CÚBITO
NUMA CEGONHA BRANCA (Ciconia ciconia)
1. In odução ............................................................................................................................ 2
2. Re isão bibliog á ica ........................................................................................................... 3
2.1 Exame de admissão ....................................................................................................... 3
2.2 Es abilização do pacien e.............................................................................................. 3
2.3 Resolução de a u as localizadas a ní el do an eb aço ................................................ 4
2.3.1. Mé odos conse a i os ...................................................................................... 5
2.3.2. Mé odos ci ú gicos ............................................................................................ 5
2.4 Anes esia ........................................................................................................................ 7
2.5 Pós-ope a ó io ................................................................................................................ 8
2.6 Complicações ................................................................................................................ 8
2.7 Te apia ísica de eabili ação ......................................................................................... 9
3. Desc ição do caso clínico .................................................................................................. 10
3.1 Exame clínico de admissão ......................................................................................... 10
3.2 T a amen o ................................................................................................................... 11
3.3 Fisio e apia .................................................................................................................. 14
3.4 Musculação .................................................................................................................. 14
3.5 Libe ação .................................................................................................................... 14
4. Discussão do caso clínico .................................................................................................. 15
III ABORDAGEM CONSERVATIVA NO TRATAMENTO DE PODODERMATITE NUMA
ÁGUIA DE BONELLI (Aquila ascia a)
1. In odução ............................................................................................................................ 17
2. Re isão bibliog á ica ........................................................................................................... 18
2.1 Fa o es p edisponen es .................................................................................................. 18
2.2 Fisiopa ologia ................................................................................................................ 18
2.3 Diagnós ico ................................................................................................................... 19
2.4 Medidas p e en i as ..................................................................................................... 20
2.5 T a amen o ..................................................................................................................... 20
2.5.1 T a amen o médico ........................................................................................ 20
2.5.2 T a amen o ci ú gico ..................................................................................... 21
3. Desc ição do caso clínico ..................................................................................................... 22
VII
3.1 Exame clínico de admissão ............................................................................................ 23
3.2 T a amen o .................................................................................................................... 23
4. Discussão do caso clínico .................................................................................................... 26
IV BIBLIOGRAFIA ...................................................................................................................... 29
V ANEXOS
Anexo 1 Desc ição das ins alações de alojamen o dos animais do Cen o de Recupe ação de
Fauna Sel agem de AMUS ........................................................................................................... 31
Anexo 2 Espécies admi idas du an e o pe íodo de es ágio ............................................................ 32
Anexo 3 P incipais an agens e des an agens associadas aos mé odos de os eossín ese mais
u ilizados em a es .......................................................................................................................... 33
Anexo 4 Acessos ci ú gicos u ilizados na abo dagem de a u as a ní el do an eb aço em a es . 34
Anexo 5 P o ocolo de luido e apia no Cen o de Recupe ação de Fauna Sel agem de AMUS .. 36
Anexo 6 Classi icação de lesões de podode ma i e (Remple 1993) ............................................. 37
Anexo 7 Lesão de podode ma i e na pa a esque da no dia de ing esso e 52 dias depois .............. 38
1
Figu a 1 – Ins alações de UCI (A), obse ação (B), eabili ação (C) e
musculação (D) do Cen o de Recupe ação de Fauna Sel agem de
AMUS (imagens
gen ilmen e cedida pelo
CRFS
de AMUS)
I INTRODUÇÃO
O CRFS de AMUS localiza-se na comunidade au ónoma da Ex emadu a, Espanha, uma das
mais icas em di e sidade aunís ica na Península Ibé ica. Os obje i os do abalho ealizado
nes e Cen o consis em na eabili ação e de olução à na u eza de espécies au óc ones,
inc emen o de populações sel agens a a és de p og amas de c ia em ca i ei o e sensibilização
da população em ge al pa a a p oblemá ica da conse ação da auna sel agem.
O Cen o encon a-se di idido em ês á eas undamen ais: o hospi al, as ins alações de
p epa ação de alimen o e as ins alações ex e io es.
O hospi al po sua ez di ide-se em ês zonas: a clínica, o labo a ó io e a unidade de
cuidados in ensi os ( igu a 1A).
As ins alações ex e io es es ão
subdi ididas em qua o blocos
p incipais: ins alações de
obse ação ( igu a 1B), ins alações
de eabili ação ( igu a 1C),
ins alação de musculação ( igu a
1D) e ins alações de alojamen o
de ini i o pa a exempla es
i ecupe á eis. A desc ição
de alhada de cada ipo de
ins alação encon a-se no anexo 1.
Casuís ica du an e o pe íodo de es ágio
As causas de ing esso du an e o pe íodo de es ágio encon am-se ep esen adas na igu a 2. A
queda de ninho e a u a ou luxação a e ando o memb o o ácico pe ize am um o al de 46% e
37% espe i amen e. As espécies associadas a maio núme o de ing essos o am Cegonha
B anca e Co uja do Ma o, com um o al de 24 e 18 ing essos espe i amen e (anexo 2).
2
Figu a 2 – Causas de ing esso dos animais admi idos no Cen o de Recupe ação de Fauna Sel agem de AMUS
du an e o pe íodo de es ágio
46
37
8
82
2
15
4
4
3
4
7Queda de ninho/ Ó ão F a u a/luxação de memb o
o ácico
F a u a/luxação de memb o
pél ico T auma ismo c aneo-ence álico
T auma ismo medula Lesão pa agial
Lesão de ecidos moles (que
não pa ágio) Ele ocussão
F aqueza gene alizada Ca i ei o ilegal
A madilha Inde e minada
A i idades desen ol idas
Du an e o pe íodo de es ágio oi possí el acompanha odas as a e as desen ol idas de
o ma o inei a num CRFS. Es as consis i am no acompanhamen o dos casos clínicos, na
ealização de nec ópsias, na manu enção das ins alações des inadas ao alojamen o empo á io ou
de ini i o dos animais ing essados e na p epa ação da alimen ação des inada aos mesmos.
II ABORDAGEM CIRÚRGICA NA REDUÇÃO DE FRATURA DE RÁDIO E
CÚBITO NUMA CEGONHA BRANCA (Ciconia ciconia)
1. In odução
Exis em de e minadas ca a e ís icas ine en es às a es sel agens que condicionam o quad o
clínico ap esen ado e ambém as écnicas aplicadas na esolução de a u as. En e es as pode
salien a -se a eduzida cobe u a dos ossos po ecidos moles que p edispõe à oco ência de
a u a abe a . Os ossos possuem ambém co icais inas e queb adiças com eduzida capacidade
de supo a os equipamen os de os eossín ese (Helme & Redig 2006). A seleção da e apia
aplicada assim como odo o p ocesso de eabili ação, de e ão se pensados endo em
conside ação que os pacien es necessi am de um ele ado g au de es i uição da unção pa a que
possam se de ol idos com sucesso ao seu habi a na u al (Ha 2008).
Du an e o pe íodo de es ágio ing essa am no CRFS de AMUS no e cegonhas com a u a a
ní el do memb o o ácico. Des as, seis o am subme idas a ci u gia pa a esolução da a u a. Do
o al de exempla es ope ados, dois o am de ol idos à na u eza e dois con inua am em
a amen o na da a de inalização do es ágio. Os ou os dois animais desen ol e am
complicações pós-ci ú gicas, aspe gilose e não união óssea, que culmina am em eu anásia. T ês
dos seis animais ope ados ap esen a am a u a de ádio e cúbi o. Um deles oi de ol ido à
na u eza e o seu caso clínico é desc i o nes e abalho. Os ou os dois con inua am em
a amen o na da a de é mino do es ágio, um com bom p ognós ico em elação à ecupe ação da
uncionalidade do memb o, e o ou o com p ognós ico ese ado de ido a lesão de amos do
ne o mediano-ulna .
9
en an o, ma e ial p o enien e de calo ósseo au ógeno pode auxilia na epa ação de de ei os
co icais (Jones & Redig 2001).
A sinos ose pode oco e como complicação pós-ope a ó ia ou deco en e da u ilização de
ligadu as, como mé odo p imá io de esolução de a u as (Beau è e e al. 2012). Es a al e ação
em um impac o nega i o signi ica i o na capacidade de oo, uma ez que impossibili a o
mo imen o de deslizamen o do ádio sob e o cúbi o, es ingindo a capacidade de ex ensão da
asa e di icul ando o ciclo no mal de ba imen o das asas (Beau è e 2009). A esolução consis e
em excisão ci ú gica das pon es ósseas o madas, seguida de colocação de almo ada de go du a
ou malha de polip opileno en e o ádio e cúbi o (Beau è e e al. 2012).
2.7. Te apia ísica de eabili ação
Os pe íodos de ina i idade p olongados, mui as ezes associados a imobilização de um ou
mais memb os, culminam em pe da de i ness a a és de a o ia muscula , edução da condução
a ní el dos neu ónios mo o es, en aquecimen o de ligamen os e endões e edução da
capacidade ca dio ascula de oxigenação dos di e en es ecidos (Ponde 2011). A isio e apia é
conside ada uma pa e in eg al da ecupe ação de a es sel agens (Ma in e al. 1993). Po enciais
bene ícios são o inc emen o de luxo sanguíneo e lin á ico a ní el do memb o in e encionado,
p e enção da a o ia muscula , p ese ação do mo imen o a icula , inc emen o da o ça e
endu ance (Pollock 2002 ci . po Ponde 2011) e alí io da do . Em pacien es o opédicos,
p omo e ambém a emodelação óssea e e i a a de e io ação da ca ilagem (Bocks ahle e al.
2004 ci . po Ponde 2011). P e ine, ambém, a con ação do pa ágio associada a pe íodos de
imobilização ex e na p olongada (Redig & C uz 2008).
As écnicas aplicadas de em se adequadas a cada e apa do pe íodo de ecupe ação (Ponde
2011) e a p og essão de e se condicionada pelas espos as ísicas e compo amen ais do animal,
assegu ando semp e o mínimo s ess possí el pa a o mesmo (Ma in e al. 1993).
Du an e as sessões de isio e apia, pode es a aconselhada a anes esia ge al do animal de
o ma a diminui a do e s ess e aumen a o elaxamen o muscula (Ponde 2011).
Modalidades e apêu icas
Massagem
Es a écnica consis e na manipulação sua e dos ecidos moles com en oque nos músculos,
endões, ligamen os e pele. De e se iniciada de o ma sua e, pa a aumen a a ci culação local e
p omo e elaxamen o muscula , aumen ando g adualmen e a p essão exe cida. A aplicação de
massagem pe mi e ambém eduzi o es abelecimen o de adesões e a do (Ponde 2011).

10
Exe cícios passi os
Os exe cícios passi os podem se aplicados sob o ma de lexão e ex ensão das a iculações
indi iduais, seguido po es i amen o das mesmas, com o obje i o de man e e melho a a
mobilidade a icula e dos ecidos moles, e a lexibilidade muscula . Pe mi e assim p e eni
es ições do mo imen o a icula e ap isionamen o de endões no caso ósseo. Aumen a ambém
o luxo sanguíneo e eduz a do (Ponde 2011).
Es a modalidade de e á e início ce ca de dez dias após ci u gia. Du an e a p imei a e
segunda semana de isio e apia de e á se e e uada duas ezes po semana (Redig & C uz 2008).
A aplicação des es exe cícios de e espei a semp e os limi es ana ómicos e isiológicos do
pacien e (Ponde 2011).
Exe cício e apêu ico a i o
O exe cício e apêu ico a i o consis e na ealização de exe cício pelo p óp io animal e de e
se aplicada em ases in e médias ou a dias do p ocesso de ecupe ação (Ma in e al. 1993).
A capacidade de oo es á dependen e de aspe os ana ómicos mas ambém de ele ada
capacidade de me abolismo anae óbio, uma ez que o oo es á associado a ele ados equisi os
ene gé icos. De o ma a alcança es e ele ado ní el de i ness o animal de e á se subme ido a
um p og ama de exe ci ação com aumen os g aduais da ca ga de abalho (Ponde 2011).
As sessões de oo podem ealiza -se em jaulas de oo ou em campo abe o. Du an e as
mesmas, de e ão se a aliados pa âme os como a sime ia na ex ensão e nos mo imen os das
asas, o seu pad ão de ba imen o, a posição na qual são man idos os pés e a cauda, assim como a
o ça dos mo imen os e endu ance (Ponde 2011). De em ambém moni o iza -se possí eis
sinais de in ole ância ao exe cício como incoo denação de mo imen os e espi ação de boca
abe a, assim como o ní el de s ess p oduzido (Ma in e al. 1993).
3. Desc ição do caso clínico
No dia 2 de ma ço de 2014 ing essou no Hospi al de Fauna Sel agem de AMUS um
exempla de Cegonha B anca adul o. O animal oi encon ado nessa mesma manhã no solo de
um complexo indus ial, com a asa di ei a descaída e sem capacidade pa a oa .
3.1. Exame clínico de admissão
Exame ísico
No momen o de admissão, o animal ap esen a a-se ale a. Ap esen a a um peso de 3,2 kg e
os pa âme os i ais não demons a am al e ações, encon ando-se apenas uma ligei a
aquica dia e aquipneia que podem se induzidas pela manipulação e do . Es imou-se uma
condição co po al de 3 de uma escala de 1 a 5 e um g au de desid a ação de 5%.
11
Figu a 3 – Radiog a ia em p ojeção
en o-do sal do memb o o ácico di ei o
(imagem gen ilmen e cedida pelo CRFS
de AMUS)
A ní el do an eb aço, ap esen a a uma ume ação dolo osa, com aumen o da empe a u a
local e hema oma. À palpação diagnos icou-se uma a u a apa en emen e simples dia isá ia
p oximal no ádio e cúbi o.
Não se de e a am ou as al e ações no exame ísico.
Exames complemen a es
O animal ap esen a a um ligei o aumen o no hema óc i o e p o eínas plasmá icas o ais. A
con agem o al de leucóci os e a no mal e não e am
isí eis hemopa asi as no es egaço sanguíneo.
No dia seguin e à admissão do animal oi e e uada
uma adiog a ia da ex emidade a e ada (p ojeção en o-
do sal), a qual pe mi iu con i ma as ca ac e ís icas da
a u a deduzidas a pa i do exame ísico ( igu a 3). A
adiog a ia oi ealizada numa clínica de animais de
companhia localizada a ce ca de 20 quilóme os do
Cen o. Foi adminis ado diazepam (0,5 mg/kg IM de
aplicação única) an es da iagem.
3.2. T a amen o
No dia de admissão, oi adminis ada bup eno ina (0,05 mg/kg IM SID), clindamicina (150
mg/kg PO SID), meloxicam (0,2 mg/kg PO SID) e luido e apia seguindo o p o ocolo
es abelecido pelo Cen o (anexo 5). No inal, oi colocada uma ligadu a em o ma de oi o,
aplicando-se uma p imei a camada de ligadu a c epe, e uma segunda camada de ligadu a lexí el
au oadesi a. Po im, e es iu-se com i a adesi a de papel, de o ma a p o ege as camadas
in e nas da humidade e de i os e eduzi a p obabilidade de a ligadu a se emo ida pelo animal.
No dia seguin e, oi e e uada a ci u gia de esolução das a u as ap esen adas. An es de
anes esia o animal, oi adminis ado bu o anol (1mg/kg IM de aplicação única) e luido e apia
de aco do com o p o ocolo aplicado no Cen o.
Desc ição do p ocedimen o ci ú gico
Com o animal colocado em decúbi o en al, a anes esia oi induzida a a és de másca a
acial ( igu a 4A) com um ní el de iso lu ano de 5% e luxo de oxigénio de 2 l/min. Quando o
animal já se encon a a anes esiado, e e uou-se a en ubação endo aqueal com um ubo
endo aqueal de 5 mm de diâme o sem cu ( igu a 4B). O ubo oi ixado ao bico a a és de i a
adesi a.
12
O animal oi colocado em decúbi o do sal e o ní el de iso lu ano e luxo de oxigénio o am
eduzidos aos ní eis de manu enção (iso lu ano a 2% e luxo de oxigénio de 1,6 l/min).
Fo am emo idas as penas de cobe u a da supe ície en al do an eb aço e e e uada a
assepsia da egião com iodo (solução de Be adine® diluída em so o isiológico numa p opo ção
de 1:10).
Colocação das ca ilhas in amedula es
Inicialmen e, e e uou-se a medição das ca ilhas in amedula es (ca ilhas de S einmann,
pon a oca , de diâme o de 1,5 mm no caso de ádio e 2 mm no caso de cúbi o) que se
p e endiam inse i nos ossos a e ados ( igu a 4C).
A ca ilha in amedula oi inse ida
manualmen e (com Jacobs chuck) na ex emidade dis al do ádio a a és de uma incisão cu ânea
p a icada c anialmen e à a iculação do ca po. Foi in oduzida de o ma no móg ada man endo a
a iculação do ca po em lexão. Foi p a icada uma incisão seguindo o bo do caudal do ádio,
após a qual se p omo eu a sepa ação do músculo p onado supe icial e do músculo p onado
p o undo com o auxílio de um a as ado de Guelpi, sendo o p imei o a as ado em di eção c anial
e o segundo em di eção caudal de o ma a expo a diá ise adial. A ca ilha in amedula oi
inse ida a é a sua ex emidade se o na isí el a ní el do oco de a u a e nesse momen o o
auxilia aposicionou os dois bo dos da mesma com o auxílio de pinças a aumá icas, de o ma a
acili a a passagem da ca ilha in amedula pa a o agmen o p oximal da a u a ( igu a 4D).
Quando se inse iu o comp imen o medido inicialmen e, a ex emidade li e oi co ada es ando
apenas ce ca de um cen íme o de ca ilha isí el a pa i do ex e io . Os ecidos expos os o am
i igados com so o isiológico (so o salino a 0,9%) e an o os músculos an e io men e a as ados
como a áscia supe icial e pele (es as úl imas de o ma conjun a) o am su u ados com um
pad ão simples in e ompido. U ilizou-se io de su u a sin é ico, abso í el e mul i ilamen oso
(Vyc il® 4-0) ( igu a 4E).
No cúbi o, a ca ilha in amedula oi colocada de o ma no móg ada, sendo inse ida a a és de
uma incisão cu ânea p a icada en e a inse ção da segunda e e cei a penas secundá ias na ace
caudal e p oximal do cúbi o; es a oi inse ida inicialmen e o mando um ângulo e o com o eixo
longi udinal do cúbi o e, à medida que es a oi sendo in oduzida, es e ângulo diminuiu a é a
ca ilha se encon a pa alela a esse eixo ( igu a 4F). Foi e e uada edução echada e no inal
p omo eu-se o co e da ex emidade li e.
13
Figu a 4 - Indução anes ésica a a és de másca a acial (A), en ubação endo aqueal pa a manu enção anes ésica (B),
medição da ca ilha in amedula a inse i no ádio (C), inse ção no móg ada da ca ilha in amedula no ádio, com
aposição dos espe i os bo dos de a u a (D), su u a da áscia supe icial e pele da egião do an eb aço en al (E),
inse ção no móg ada da ca ilha in amedula no cúbi o (F) (imagens gen ilmen e cedidas pelo CRFS de AMUS)
E e uou-se o a amen o local dos pon os de inse ção das ca ilhas e da linha de su u a a a és
de desin eção com iodo e aplicação de pomada an ibió ica (p incipio a i o: ni o u azona). No
inal, o am e es idos com comp essas es é eis e oi aplicada uma ligadu a em o ma de oi o.
Após edução das a u as, o animal oi no amen e colocado em decúbi o en al e desligado
o ci cui o anes ésico; oi e i ado o ubo endo aqueal e colocada a másca a acial p omo endo-
se a oxigenação do animal ( luxo de oxigénio de 2 l/min) de o ma a auxilia na emoção do
anes ésico p esen e nos sacos aé eos.
Du an e oda a ci u gia, a moni o ização e e uou-se a a és de auscul ação ca díaca con ínua,
inspeção isual dos mo imen os espi a ó ios, a aliação da p esença do e lexo co neal e
medição da empe a u a co po al. Não se de e a am al e ações signi ica i as dos pa âme os
moni o izados no decu so do p ocedimen o ci ú gico. Toda a ci u gia oi ealizada com o animal
colocado sob e uma man a de aquecimen o.
Quando o animal se encon a a despe o e com capacidade de man e a cabeça e guida, oi
adminis ada clindamicina (150 mg/kg PO SID) e meloxicam (0,2 mg/kg PO SID). Foi colocado
na incubado a com uma empe a u a de ce ca de 30ºC. Ce ca de uma ho a depois oi ans e ido
pa a uma ins alação de UCI.
O a amen o com bup eno ina (0,05 mg/kg IM SID) e meloxicam (0,2 mg/kg PO SID)
man e e-se du an e qua o dias, e com clindamicina (150 mg/kg PO SID) du an e seis dias após
ci u gia. O p o ocolo de luido e apia aplicou-se a é que o animal começou a alimen a -se, o que
oco eu ês dias após ci u gia. O a amen o local dos pon os de inse ção das ca ilhas e linha de
14
su u a, e a oca da ligadu a man i e am-se nos dois dias seguin es à ci u gia. Ao 3º dia após a
ci u gia, e após e i ica a empe a u a co po al, o animal oi colocado numa ins alação de
obse ação e ês dias depois numa ins alação de eabili ação pa ilhada com ou a cegonha.
3.3. Fisio e apia
A p imei a sessão de isio e apia aplicada à asa lesionada ealizou-se onze dias após a
ci u gia. An es de se inicia a sessão, adminis ou-se diazepam e inspecionou-se o local de
a u a po palpação pa a a alia a cica ização óssea. A sessão e e uma du ação ap oximada de
quinze minu os e du an e a mesma moni o izou-se a equência ca díaca e espi a ó ia, de o ma
a a alia o s ess e do induzida. Iniciou-se po massagem do pa ágio seguida de mo imen os de
ex ensão e lexão do co o elo, aga ando i memen e o osso imedia amen e p oximal e dis al a
es a a iculação de o ma a e i a a mobilização das a iculações adjacen es; a ampli ude dos
mo imen os oi aumen ada g adualmen e. No inal e e uou-se o es i amen o da a iculação do
co o elo, ixando o osso imedia amen e p oximal e mo endo o que se encon a imedia amen e
dis al; a ensão oi aplicada du an e ce ca de in a segundos. Es e p ocesso epe iu-se pa a a
a iculação do ca po. No inal e e uou-se o a amen o local da linha de su u a e dos pon os de
inse ção das ca ilhas e colocou-se no amen e a ligadu a em o ma de oi o.
No 18º e 25º dia após ci u gia e e ua am-se no as sessões de isio e apia semelhan es à
ealizada no 11ºdia após ci u gia.
No 32º dia após a ci u gia, a a e oi anes esiada e emo e am-se as ca ilhas in amedula es,
sendo aplicada pomada an ibió ica (p incípio a i o: ni o u azona) nos espe i os locais de
inse ção. À palpação, o calo ósseo pa ecia es á el. Realizou-se no a sessão de isio e apia
semelhan e às an e io es. No inal, colocou-se no amen e ligadu a em o ma de oi o.
No 39º dia após ci u gia e e uou-se a úl ima sessão de isio e apia, semelhan e às an e io es,
e e i ou-se de ini i amen e a ligadu a em o ma de oi o.
3.4. Musculação
No 45º dia após a ci u gia, a a e oi colocada na ins alação de musculação, o que lhe
pe mi ia e e ua oos la gos e em al u a. Nes a ins alação, a a e oi es imulada a oa uma ez
po dia po um pe íodo de ce ca de quinze minu os, no qual se ap ecia am as ca ac e ís icas de
oo da mesma. Ao longo des e pe íodo e i icou-se que o animal começa a g adualmen e a
coloca a asa numa posição ana omicamen e co e a, e que es a ap esen a a melho ia p og essi a
da mobilidade em oo. Du an e o pe íodo passado nes a ins alação o neceu-se uma maio
quan idade de alimen o (dez pin os do dia diá ios).
3.5. Libe ação

15
No dia 6 de maio de 2014, após se e i ica que o animal ap esen a a uma boa condição
co po al, que man inha a asa em posição ana ómica no mal, que possuía um calo ósseo bem
es abelecido sem o mação apa en e de sinos ose (na a aliação po palpação), que não
ap esen a a qualque ipo de elu ância em oa e que o oo possuía ca ac e ís icas no mais,
op ou-se po de ol e o animal ao seu habi a na u al.
O local de libe ação oi selecionado endo em con a o compo amen o g egá io da espécie e
as ca ac e ís icas no malmen e ap esen adas pelos e i ó ios ocupados pelas cegonhas, que
consis em em campos abe os e ela i amen e humanizados. Des a o ma, oi libe ada num
campo de pas o eio que possuía uma colónia ixa de cegonhas em época de ep odução.
4. Discussão do caso clínico
No CRFS de AMUS, de ido a mo i os económicos apenas se ealiza uma adiog a ia em
p ojeção en o-do sal do memb o a e ado no momen o de admissão. Como ecomendado na
bibliog a ia (G aham & Hea ley 2007), se ia adequado ealiza duas p ojeções ( en o-do sal e
la e o-la e al) de co po in ei o de o ma a a alia po enciais lesões nou as es u u as deco en es
do episódio aumá ico. A execução de uma adiog a ia pós-ope a ó ia (Helme & Redig 2006)
pode ia se ponde ada, de o ma a con i ma o co e o posicionamen o dos ma e iais de
os eossín ese e alinhamen o dos bo dos de a u a. Po exemplo, a ausência des a con i mação
in iabilizou a ecupe ação uncional de uma Cegonha B anca acompanhada no pe íodo de
es ágio. Nes a oi aplicado um ixado esquelé ico ex e no ipo I pa a edução de a u a de
me aca po, com colocação de uma ca ilha a a essando o oco de a u a ( igu a 5), o que
culminou numa não-união do mesmo. O acompanhamen o adiog á ico ao longo do pe íodo de
cica ização óssea es a ia ambém indicado (Da idson e
al. 2005), de o ma a a alia possí eis alhas na mesma e
mig ações das ca ilhas inse idas.
Idealmen e, as adiog a ias de e iam se e e uadas sob
anes esia ge al de o ma a pe mi i um posicionamen o
adequado e eduzi o s ess induzido (F one ield 2012).
Um ez que o Cen o não possuía os equipamen os
necessá ios pa a a sua execução, as adiog a ias e am
e e uadas numa clínica de animais de companhia. Nes e
local não se eco ia à anes esia uma ez que p essupunha um gas o adicional. No en an o, no
caso de animais de empe amen o mais ne oso, mui as ezes as adiog a ias não inham
qualidade su icien e pa a e e ua um diagnós ico p eciso, de ido a mo imen o do animal
Figu a 5 – P ojeção c ânio-caudal do
me aca po esque do de uma Cegonha
B anca, na 3ª semana pós-ci u gia, onde é
possí el obse a uma ca ilha a a essando
o oco de a u a (imagem gen ilmen e
cedida pelo CRFS de AMUS)
16
aquando da ealização da mesma. Es a si uação implica a a execução de uma segunda
adiog a ia. Em animais mais calmos, a adminis ação de diazepam an es da ealização da
adiog a ia pa eceu e um e ei o seda i o su icien e.
A dose de bup eno ina adminis ada eque no mínimo duas aplicações po dia pa a uma
co e a analgesia (Ca pen e 2005), no en an o, de o ma a eduzi o g au de s ess induzido no
animal, apenas se e e ua a uma adminis ação diá ia. Ainda que conjugado com a adminis ação
de meloxicam, que possui uma ação mais p olongada, es e é menos po en e no con olo da do
que a bup eno ina (Machin 2005 ci . po Lie z & Ko bel 2012) pelo que o maneio da do pode
não se adequado nes es pacien es. A aplicação bidiá ia de bup eno ina pode ia se ponde ada,
já que a p esença de do possui e ei os nega i os na cica ização, causa imunossup essão e
diminui o ape i e do animal (Ponde 2011), di icul ando, assim, odo o p ocesso de ecupe ação.
As sessões de isio e apia pode iam se e e uadas com uma maio equência nas p imei as
duas semanas da sua ealização (Redig & C uz 2008), o que pode ia diminui as complicações
associadas à imobilização ex e na, assim como o po encial ap isionamen o endinoso no calo
ósseo em o mação. Apenas se e e uou uma sessão em cada semana de o ma a minimiza o
s ess induzido. As sessões de isio e apia pode iam se e e uadas com ecu so a anes esia ge al
(Ponde 2011), pois ainda que o diazepam p omo a sedação e elaxamen o muscula (Lie z &
Ko bel 2012), nes e momen o o calo ósseo o mado é ainda ins á el pelo que, acilmen e, se
pode induzi uma e a u a no momen o da manipulação po mo imen o do p óp io animal.
O p og ama de musculação man e e-se cons an e du an e odo o pe íodo de eabili ação, já
que um aumen o da equência ou du ação das sessões p essupunha um ele ado gas o de empo,
e uma maio indução de s ess no pacien e.
A ligadu a em o ma de oi o oi man ida du an e odo o pe íodo de u ilização das ca ilhas
in amedula es po ques ões compo amen ais, que aumen am a p obabilidade de emoção, po
pa e do animal, das ca ilhas colocadas, e po possibilidade de in eção no local de inse ção das
mesmas (Comunicação pessoal de D .ª Viole a Gabandé). Após emoção das mesmas, aos 32
dias após ci u gia, man e e-se a ligadu a, de o ma a pe mi i um aumen o g adual do peso
supo ado pelo calo ósseo em desen ol imen o. Idealmen e a ligadu a em o ma de oi o de e ia
se emo ida a é 14 dias após ci u gia, de ido aos seus e ei os dele é ios a ní el a icula e
pa agial. Nes e caso emo eu-se aos 39 dias após ci u gia. Já as ca ilhas in amedula es
de e iam se man idas po um pe íodo mínimo de seis semanas (Redig & C uz 2008), e nes e
caso apenas o am man idas du an e 32 dias. Os p azos desc i os na bibliog a ia pode iam se
aplicados, caso se e e uasse uma maio igilância do animal e se p a icasse uma assepsia do local
de inse ção das ca ilhas com maio equência.
17
Os ixado es ex e nos ou híb idos pe mi em uma maio es abilização do oco de a u a,
compa a i amen e com as ca ilhas in amedula es Es es o am desca ados pelo maio isco de
emoção po pa e do animal, p incipalmen e no caso de uma cegonha que é um animal que
ap esen a g ande a i idade em ca i ei o (Comunicação pessoal de D .ª Viole a Gabandé). Uma
ez que a edução ci ú gica da a u a oi complemen ada com aplicação de ligadu a em o ma
de oi o, pode ia coloca -se um dos ixado es e e idos já que ao ica p o egido pela ligadu a
exis i ia baixa p obabilidade de emoção. A u ilização de placas ósseas não oi conside ada
de ido à al a de ma e iais e de expe iência.
Em elação ao acesso ci ú gico do oco de a u a do ádio, oi e e uada uma abo dagem
en al pa a maio comodidade do ci u gião, no en an o, uma abo dagem do sal pode se mais
segu a ao e i a asos e ne os que c uzam a supe ície en al da a iculação do co o elo (O osz
1992).
III ABORDAGEM CONSERVATIVA NO TRATAMENTO DE
PODODERMATITE NUMA ÁGUIA DE BONELLI (Aquila ascia a)
1. In odução
O e mo podode ma i e e e e-se a qualque condição in lama ó ia ou degene a i a das pa as
das a es, de ca ác e ge almen e bila e al (Poo baghi 2012). Es a pa ologia ende a o na -se
p og essi a, in asi a, c ónica e, e en ualmen e, incapaci an e na ausência de a amen o
adequado. Pode, ocasionalmen e, causa sep icémia e mo e (Oaks 1993). É uma das
complicações mais equen es e impo an es em a es de apina man idas em ca i ei o (Coope
1985 ci . po Rod iguez-Lainz e al. 1997).
A es em libe dade ap esen am uma incidência mais eduzida, p o a elmen e de ido a um
maio ní el de a i idade, maio con olo no impac o da a e agem e possibilidade de escolha de
polei os com di e en es diâme os e ex u as que auxiliam na descamação na u al (Remple & Al-
Ashbal 1993).
S aphylococcus au eus é o mic o ganismo isolado com maio equência em casos de
podode ma i e. Es e é ge almen e conside ado opo unis a sendo a in eção in asi a associada a
queb a nas de esas do hospedei o (Oaks 1993). Es a bac é ia não é p e alen e nas pa as de a es
sel agens pelo que a ans e ência de es i pes humanas às quais as a es não es a ão adap adas
pode es a en ol ida na pa ogénese (Sa e ield & O´Rou ke 1980 ci . po Remple & Al-Ashbal
1993).
Remple (1993) p opõe uma classi icação das lesões de podode ma i e (anexo 6), com g aus
c escen es de se e idade da classe I a é à V.
18
Du an e o pe íodo de es ágio o am acompanhados ês casos de podode ma i e: um deles
numa Águia Calçada e os es an es em Águias de Bonelli. O p imei o animal oi subme ido a
ci u gia de ampu ação do dedo I e desen ol eu lesões de podode ma i e na pa a con ala e al no
pe íodo pós-ci ú gico. A lesão oi de e ada p ecocemen e e a esolução oi a ingida num pe íodo
de ce ca de qua o semanas, aplicando a amen o médico. O animal oi de ol ido à na u eza.
Uma das Águias de Bonelli ap esen a a lesões bila e ais no momen o de ing esso no CRFS de
AMUS. Após seis semanas de a amen o médico, op ou-se po e e ua desb idamen o ci ú gico
numa das pa as de ido ao ag a amen o do seu quad o clínico. As lesões p esen es na ou a pa a
e oluí am a o a elmen e com o a amen o médico aplicado, não se chegando, no en an o, a
a ingi a sua esolução. O animal aleceu ês dias após a in e enção ci ú gica. O e cei o caso é
desc i o nes e abalho.
2. Re isão Bibliog á ica
2.1.
Fa o es p edisponen es
Como a o es p edisponen es da podode ma i e encon am-se aqueles que são passí eis de
causa auma ismo a ní el da pa a ou comp ome imen o da unção imune (Remple & Al-Ashbal
1993). No p imei o caso, des acam-se o sob ec escimen o das ga as, ins alações de eduzidas
dimensões que não pe mi em a e agens sua es, polei os du os ou lisos que não p omo em uma
adequada descamação, lesão numa das pa as com sob eca ga de peso na con ala e al (Redig
1987 ci . po Hudelson & Hudelson 1995), excesso de peso e ina i idade (Muelle e al. 2000 ci .
po Ha cou -B own 2006). No segundo g upo inclui-se a nu ição inadequada, doença sis émica
e ele ada ca ga pa asi á ia. O dé ice em i amina A é pa icula men e impo an e pois diminui a
esis ência à in eção (Coles 2007 ci . po Poo baghi 2012) e conduz ao en aquecimen o da
ba ei a epi elial (Remple & Al-Ashbal 1993).
2.2. Fisiopa ologia
A e iologia da podode ma i e en ol e uma in e ação complexa en e a componen e
ambien al, o hospedei o e os mic o ganismos implicados (Oaks 1993).
A con usão epe ida a
ní el da supe ície plan a da pa a le a à des i alização cu ânea po excesso de p essão e
consequen e ulce ação com o mação de c os a. Es a c os a exe ce o seu papel na pa ogénese
pois pe mi e a en ada de mic o ganismos na zona de in e ace com ecidos sãos, di icul a a
cica ização nos bo dos da lesão e exe ce p essão a ní el dos ecidos p o undos da pa a,
conduzindo a isquémia. A pa ologia pode ambém se iniciada po inoculação di e a de
mic o ganismos a a és de e ida pene an e (Remple & Al-Ashbal 1993). Em ambos os casos é
pe mi ida a in asão dos ecidos subcu âneos po pa e de mic o ganismos opo unis as,
25
Figu a 10 – Lesões de podode ma i e na pa a di ei a (A) e
pa a esque da (B) no dia 9 de ab il (imagem gen ilmen e
cedida pelo CRFS de AMUS)
Figu a 11 – Lesões de podode ma i e na pa a di ei a (A) e pa a
esque da (B) no dia 16 de ab il (imagem gen ilmen e cedida
pelo CRFS de AMUS)
Dia 6 de ab il de 2014
A lesão p esen e na pa a esque da não
ap esen a a al e ações subs anciais ( igu a 9 B).
Nes a pa a oi e e uada a assepsia com so o
isiológico e iodo, aplicou-se pomada
enzimá ica e an ibió ica (I uxol neo®,
p incípios a i os: clos idiopep idase A e
neomicina) e DMSO. A supe ície plan a da pa a di ei a ap esen a a aplanamen o das papilas
plan a es e e i ema e iden e ( igu a 9 A). Foi e e uada assepsia local com so o isiológico e iodo,
seguida de aplicação de DMSO. No inal, aplicou-se uma ligadu a in e digi al em ambas as
pa as, com as qua o camadas já desc i as. No en an o, na pa a di ei a a p imei a camada
consis iu numa comp essa imp egnada em DMSO, e na esque da a comp essa con inha pomada
enzimá ica e an ibió ica (I uxol neo®, p incípios a i os: clos idiopep idase A e neomicina). A
e osão no ca po di ei o ap esen a a-se mais ex ensa e p o unda pelo que se p a icou a assepsia
local com so o isiológico e iodo, aplicou-se pomada an ibió ica (p incípio a i o: ni o u azona)
e colocou-se uma ligadu a. A e osão p esen e no ca po esque do já se encon a a cica izada. Foi
ambém adminis ado complexo mul i i amínico (Dupha al®mul i, 1,3 ml/kg IM de aplicação
única).
Dia 9 de ab il de 2014
Ambas as pa as ap esen a am uma
e olução posi i a, com diminuição do
e i ema e edema. A c os a na pa a
esque da eg ediu, mas no seu luga
encon a a-se uma solução de
con inuidade com exsudado se oso
( igu a 10 A e B). Repe iu-se odo o
a amen o da semana an e io .
Dia 16 de ab il de 2014
As lesões p esen es na pa a di ei a não
so e am al e ação ( igu a 11 A). A pa a
esque da ap esen a a um maio e i ema
e ume ação, e no a o mação de c os a
Figu a 9 – Lesões de podode ma i e na pa a di ei a
(A) e pa a esque da (B) no dia 6 de ab il (imagem
gen ilmen e cedida pelo CRFS de AMUS)

26
Figu a 12 – Lesão de podode ma i e na pa a di ei a (A) e
pa a esque da (B) no dia 23 de ab il (imagem gen ilmen e
cedida pelo CRFS de AMUS)
Figu a 13- Lesões de podode ma i e em
ambas as pa as no dia 2 de maio (imagem
gen ilmen e cedida pelo CRFS de AMUS)
( igu a 11 B). Repe iu-se o a amen o da semana an e io , mas, uma ez que a lesão p esen e no
ca po di ei o se encon a a cica izada, não se aplicou uma no a ligadu a.
Dia 23 de ab il de 2014
Apesa de ap esen a ainda um ligei o
e i ema, a supe ície plan a da pa a di ei a
ap esen a a já um aspe o quase semelhan e
ao e i icado no momen o de ing esso
(Figu a 12A). A pa a esque da
ap esen a a-se menos ume ac a e
e i ema osa, mas, ainda que a c os a ap esen asse meno es dimensões, e i icou-se uma pequena
solução de con inuidade com exsudado se oso na zona de ansição en e a c os a e o ecido são
(Figu a 12B). Repe iu-se o a amen o da semana an e io .
Dia 2 de maio de 2014
Não se no ou e olução das lesões p esen es a ní el
da pa a di ei a. A pa a esque da ap esen a a uma
e olução posi i a com meno ume ação e e i ema, e a
c os a ap esen a a meno es dimensões ( igu a 13).
Man e e-se o a amen o da semana an e io .
Dia 8 de maio de 2014
Não se no ou e olução das lesões p esen es (Figu a 14 A e B). Man e e-se o a amen o da
semana an e io .
De ido à da a de inalização do es ágio não oi possí el acompanha a p og essão do caso a
pa i des e dia.
4. Discussão do caso clínico
Na clínica de a es sel agens é equen e a ausência de alo es de e e ência de hemog ama
publicados. A a és da compa ação de dados disponí eis pa a Águia Impe ial (Aquila adalbe i)
Figu a 14 – Lesão de podode ma i e na
supe ície plan a da pa a di ei a (A) e pa a
esque da (B) no dia 8 de maio (imagens
gen ilmen e cedidas pelo CRFS de AMUS)
27
(Ga cía-Mon ijano e al. 2002), es imou-se um ligei o aumen o do hema óc i o e p o eínas
plasmá icas o ais. Es e esul ado pode ia se explicado pela longa iagem a que o animal oi
subme ido, uma ez que o exame clínico de admissão e e luga no momen o de chegada da a e
ao Cen o. Salien a-se, no en an o, a possí el a iação de alo es en e di e en es espécies,
podendo o alo diagnós ico dos pa âme os e e idos se pouco p eciso. De o ma a pe mi i
uma a aliação mais p ecisa em casos u u os, pode ia e e ua -se um es udo dos alo es ob idos
nas Águias de Bonelli clinicamen e no mais p esen es no Cen o, in eg adas no p og ama de c ia
em ca i ei o do CRFS de AMUS (duas êmeas e dois machos). Uma a aliação se iada da
con agem de leucóci os o ais ambém pode ia se in e essan e pa a a alia a p og essão da
pa ologia. Apesa da inexis ência de alo es de e e ência pa a a espécie em causa, um aumen o
do núme o o al de leucóci os no indi íduo pode ia se associado à disseminação da in eção
localizada na pa a (Oaks 1993).
No dia de ing esso do animal, o am e i adas ambas as ligadu as in e digi ais e apenas se
colocou uma no a na pa a a e ada. Ao emo e a ligadu a que o nece algum acolchoamen o à
pa a no mal, acili ou-se a o mação de lesões. Es a si uação de e-se à sob eca ga de peso na
mesma, pela do p esen e na pa a con ala e al (Bailey & Lloyd 2008). De u u o, pode ia
ponde a -se a aplicação de ligadu a in e digi al em ambas as pa as, mesmo em casos de lesão
unila e al.
A p esença de humidade a ní el das lesões de podode ma i e possui um e ei o nega i o, já
que a asa a cica ização, acili a a nec ose e pode le a ao desen ol imen o de lesões úngicas
(Bailey & Lloyd 2008). Na explo ação clínica do dia 23 de ma ço, op ou-se po emo e as
ligadu as de o ma a eduzi o g au de humidade da supe ície plan a . Es a decisão culminou no
ag a amen o das lesões de podode ma i e na pa a di ei a, de e adas no dia 6 de ab il pois, ao
e i a o mecanismo que p o ege a supe ície plan a da con usão, acilmen e se ge a am as
condições que induzem o início da pa ologia. Em casos u u os pode ia eco e -se a ou as
al e na i as pa a eduzi a humidade local. Uma ez que a manu enção p olongada da ligadu a,
como oco eu nes e caso, pode con ibui pa a o aumen o da humidade, uma oca mais equen e
da mesma pode ia es a indicada. As g andes dimensões dos ecipien es de água p esen es na
ins alação onde o animal se encon a a alojado pe mi iam-lhe banha -se e, consequen emen e,
humedece as ligadu as in e digi ais. Po es e mo i o, a e i ada dos ecipien es de água das
mesmas pode ia se ponde ada. O p óp io piso da ins alação, ao se cons i uído po e a e el a,
acili a o humedecimen o das ligadu as in e digi ais. Po es e mo i o pode ia se bené ico aloja
o animal numa ins alação com ou o ipo de piso, nomeadamen e, de cimen o. De ido à
28
inexis ência de ins alações de g andes dimensões com es as ca ac e ís icas, es a al e na i a não
pode ia, no en an o, se aplicada.
A pomada enzimá ica e an ibió ica (I uxol Neo®) oi u ilizada com o obje i o de auxilia na
emoção do ecido nec ó ico p esen e, aplicando em simul âneo an ibió ico local. Suge e-se que
o p ocesso de desen ol imen o da podode ma i e seja semelhan e ao da o mação de úlce as de
decúbi o em humanos (Ha cou -B own 1996 ci . po Bailey & Lloyd 2008) e no a amen o das
úl imas pode se u ilizada a pomada indicada. Não o am encon adas e e ências de u ilização
des e á maco em a es, no en an o, a u ilização de ou os agen es que p omo em desb idamen o
enzimá ico es á desc i a no maneio ge al de e idas nes es pacien es (Bu ke e al. 2002), sendo
inclusi amen e u ilizados in a-ci u gicamen e no a amen o de podode ma i e (Remple 1993).
Du an e o a amen o des a a e não se e i ica am e ei os ad e sos. As p op iedades enzimá icas
do á maco podem e con ibuído pa a a edução do amanho da c os a.
Idealmen e de e iam aplica -se ambém an ibió icos e an i-in lama ó ios sis émicos
(Ha cou -B own 2006), no en an o, como essa adminis ação implica ia uma manipulação
diá ia, op ou-se po e e ua apenas e apia ópica. A ligadu a in e digi al pode ia ambém e sido
complemen ada com aplicação de sapa o o opédico de o ma a eduzi o g au de p essão
exe cido pelos ecidos nec ó icos nas es u u as plan a es.
Apesa do a amen o ins i uído du an e 52 dias, a e olução global da lesão inicial não oi,
apa en emen e, subs ancial. Ainda que o aspe o da lesão a aliada no úl imo dia de a amen o
seja menos se e o quando compa ado com o momen o de ing esso (imagens ampliadas no anexo
7), não se e i icou uma melho ia con ínua ao longo do a amen o. Os esul ados ob idos podem
se de idos ao ca ác e g anuloma oso e a ascula da lesão, que isola o oco in lama ó io,
in iabilizando a a uação dos á macos aplicados. A c os a p esen e cons i ui ambém uma
ba ei a ao a amen o. Com o a ança da pa ologia, ainda que se e i ique uma eg essão
pe i é ica, exis e p og essão do espessamen o cen al à medida que o p ocesso degene a i o
con inua, com consequen e in asão dos ecidos adjacen es (Remple & Al-Ashbal 1993). Nes e
animal, exis ia ainda uma eduzida capacidade de oo, que impedia a adequada ealização de
exe cício e p omo ia um maio seden a ismo. Também o ac o de as ligadu as in e digi ais
se em ocadas com equência eduzida, associado à possibilidade de u ilização do ecipien e da
água, po pa e do animal, pa a banha -se, pode e con ibuído pa a o sucesso eduzido do
a amen o aplicado. A seleção de a amen o ci ú gico pode ia es a indicada já que neu aliza a
eação g anuloma osa que di icul a o a amen o médico e pe pe ua o ciclo pa ológico.
29
IV BIBLIOGRAFIA
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31
V ANEXOS
Anexo 1 Desc ição das ins alações de alojamen o dos animais do Cen o de
Recupe ação de Fauna Sel agem de AMUS
Ins alações da Unidade de Cuidados In ensi os
Es as são ins alações de pequenas dimensões, onde os animais são alojados nos p imei os
dias após admissão e ci u gia. A empe a u a é man ida a ap oximadamen e 28ºC.
Ins alações de obse ação
Es as são ins alações onde os animais são colocados após saí em da unidade de cuidados
in ensi os. As suas dimensões são ela i amen e eduzidas de o ma a pe mi i um baixo g au de
mobilidade aos animais aí alojados nas p imei as ases da sua ecupe ação. O piso é cons i uído
po cimen o.
Ins alações de eabili ação
Es as são ins alações onde os animais são colocados após saída das ins alações de
obse ação, e possuem maio es dimensões que es as, de o ma a pe mi i inclusi amen e
pequenos oos. Possuem polei os de di e en es o mas e dimensões, odos eles e es idos po
el a a i icial. O piso é cons i uído po e a e el a. Em algumas espécies são u ilizadas como
ins alação de musculação.
Ins alação de musculação
Es a ins alação consis e num espaço amplo, onde animais de maio es dimensões são
ins alados nas ases inais da eabili ação, já que pe mi e oos la gos. À semelhança das
ins alações an e io men e e e idas, possui polei os de di e sas o mas e dimensões, es ando
odos eles e es idos po el a a i icial. O piso é cons i uído po e a e el a.
Um aspe o comum a odas as ins alações ex e io es é a sua localização a as ada das zonas de
maio a i idade do cen o, de o ma a man e os animais ela i amen e isolados e eduzi os
ní eis de s ess induzidos. Todas possuem ainda uma po a de acesso e, pelo menos, uma po a
de eduzidas dimensões a a és da qual é colocada a comida e água aos animais alojados, assim
como uma zona ab igada da chu a. A comida é deposi ada em p a os de ce âmica e a água em
ecipien es plás icos de g andes dimensões. Ou a ca a e ís ica comum a odas as ins alações é a
p esença de um mecanismo que pe mi e a obse ação dos animais minimizando as
possibilidades de es es de e a em a nossa p esença (janela de id o espelhado ou o i ício de
eduzidas dimensões na po a).
32
Espécie Núme o de casos
Abe a da (O is a da) 2
Abu e neg o (Aegypius monachus) 2
Águia calçada (Hie aae us penna us) 1
Águia cob ei a (Ci cae us gallicus) 1
Águia d´asa edonda (Bu eo bu eo) 3
Águia de Bonelli (Aquila ascia a) 2
Águia Real (Aquila ch ysae os) 1
Alca a ão (Bu hinus oedicnemus) 1
Ando inha dáu ica (Hi undo dau ica) 1
Ando inha dos bei ais (Delichon u bica) 1
Ando inhão p e o (Apus apus) 4
Bu o-pequeno (Asio o us) 8
Bu o- eal (Bubo bubo) 5
Cegonha b anca (Ciconia ciconia) 24
Co içol de ba iga p e a (P e ocles o ien alis) 2
Co uja das o es (Ty o alba) 10
Co uja do ma o (S ix aluco) 18
Falcão pe egino (Falco pe eg inus) 1
Gai o a d´asa escu a (La us uscus) 1
Galinha d´água (Gallinula chlo opus) 1
Ga ça boiei a (Bubulcus ibis) 1
Ga ião da Eu opa (Accipi e nisus) 4
Go az (Nyc ico ax nyc ico ax) 1
G alha de nuca cinzen a (Co us monedula) 1
G i o (Gyps ul us) 1
G ou comum (G us g us) 4
Guincho comum (La us idibundus) 1
Mel o p e o (Tu dus me ula) 4
Milha e eal (Mil us mil us) 2
Millha e neg o (Mil us mig ans) 3
Mocho de o elhas (O us scops) 1
Mocho galego (A hene noc ua) 2
Noi ibó da Eu opa (Cap imulgus eu opaeus) 1
Pa o eal (Anas pla y hynchos) 7
Penei ei o da o es (Falco naumanni) 1
Penei ei o ulga (Falco innunculus) 7
Picanço Real (Lanius excubi o ) 3
Pin assilgo (Ca duelis ca duelis) 3
Raposa (Vulpes ulpes) 3
Ta a anhão caçado (Ci cus pyga gus) 1
To al 140
Anexo 2 Espécies admi idas du an e o pe íodo de es ágio
33
Anexo 3 P incipais an agens e des an agens associadas aos mé odos de
os eossín ese mais u ilizados em a es
Técnica Van agens
Des an agens
Ligadu a em o ma de oi o
•
Mé odo económico (Helme & Redig
2006)
• Mínimo dano ia ogénico (Helme &
Redig 2006)
•
F aco alinhamen o dos bo dos de a u a
(He lme & Redig 2006)
• Sinos ose en e ádio e cúbi o (Helme &
Redig 2006)
• Con ação pa agial (Helme & Redig
2006)
• A o ia muscula (Beau è e e al. 2012)
• Anquilose a icula (Beau è e e al.
2012)
• Redução do comp imen o o iginal do osso
(Beau è e e al. 2012)
• Con ação de endões (Beau è e e al.
2012)
• Má-união (Beau è e e al. 2012)
Ca ilhas in amedula es
•
Neu alização de o ças de lexão
(We e e e al. 2009)
• Alinhamen o dos bo dos de a u a
(Ma in & Ri chie 1994)
•
Necessidade de imobilização ex e na
du an e dez a ca o ze dias (Ha 2008)
• Po encial dano a icula e pe ia icula
(Ma in & Ri chie 1994)
Fixado es esquelé icos
ex e nos
•
Neu alização de o ças de
deslizamen o, o ação e comp essão
(We e e e al. 2009)
• Ideal pa a a u as abe as ou
cominu i as (Pé ez e al. 2008)
• Fixação es á el do oco de a u a
(Pé ez e al. 2008)
• Mínimo dano nos ecidos moles e
ascula ização óssea (Pé ez e al.
2008)
•
Risco de emoção pelo animal (Ha
2008)
• Loosening das ca ilhas (Dege nes e al.
1998)
Fixado es híb idos ou ie-
in
•
Neu alização de odas as o ças que
a uam no oco de a u a (We e e e
al. 2009)
• Pe mi e u ilização de ca ilhas
in amedula es de meno diâme o e
eduz isco de sua mig ação(Helme &
Redig 2006)
• Pe mi e adição p og essi a de ca ga
ao osso, o que es imula a ma u ação
do calo ósseo (Helme & Redig 2006)
• Redução do núme o de ca ilhas
necessá ias
(We e e e al. 2009)
•
Apenas em ossos longos (Redig & C uz
2008)
• Risco de emoção pelo animal (Ha
2008)
• Loosening das ca ilhas (Dege nes e al.
1998)
Placas ósseas
•
Mínima o mação de calo ósseo (Gull
e al. 2012)
• Comple amen e in e nas pelo que
ge almen e são bem ole adas (Ma in
& Ri chie 1994)
• Não in e e em com o mo imen o
a icula (Ma in & Ri chie 1994)
•
Necessidade de segunda ci u gia pa a
emoção, p incipalmen e em ossos com
eduzida cobe u a po ecidos mole
s(Ha 2008)
• Possibilidade de de o mação ou u u a
(Gull e al. 2012)
Maio expe iência do ci u gião (Ha 2008)
• Longos pe íodos de anes esia e ci u gia
(Gull e al. 2012)
• Cus o ele ado dos ma e iais (Gull e al.
2012)
• Maio pe íodo de cica ização e
eabili ação (Ma in & Ri chie 1994)
34
Anexo 4 Acessos ci ú gicos u ilizados na abo dagem de a u as a ní el do
an eb aço em a es
Abo dagem en al a a u as de ádio
Com o animal em decúbi o do sal emo em-se as penas da egião en al do an eb aço.
P a ica-se uma incisão cu ânea iniciando-se dis almen e à a é ia cubi al supe icial e
es endendo-se dis almen e ao longo do bo do caudal do ádio, a é ob e a exposição necessá ia
dos ecidos ( igu a 1).
Pa a expo a diá ise p oximal o músculo p onado supe icial de e á se a as ado em di eção
c anial, a as ando-se do músculo p onado p o undo. Nes e acesso é necessá io p ecaução pa a
e i a a lesão da a é ia cubi al supe icial, que c uza o ádio p oximalmen e, e da a é ia adial
p o unda, que a a essa o espaço en e o músculo ex enso me aca po adial e o músculo
p onado supe icial.
Figu a 1 – Vis a en al do an eb aço (O osz 1992)