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O que está à sombra na carga de trabalho de estivadores? = What is in the shadow of the longshoremen's work load?

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O que está à sombra na carga de trabalho de estivadores? = What is in the shadow of the longshoremen's work load?

Author: Arlete Ana Motter,Marta Santos,Ana Tereza Bittencourt Guimarães
Year: 2015
DOI: 10.14488/1676-1901.v15i1.1845
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/78423/2/100307.pdf
O QUE ESTÁ À SOMBRA NA CARGA DE TRABALHO DE ESTIVADORES?
WHAT IS IN THE SHADOW OF THE LONGSHOREMEN´S WORK LOAD?
A le e Ana Mo e * E-mail:a le e.mo e @uol.com.b
Ma a San os** E-mail: ma a@ pce.up.p
Ana Te eza Bi encou Guima ães** E-mail: ana bguima [email protected]
*Uni e sidade Fede al do Pa aná (UFPR), Cu i iba, PR
**Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação (FPCE) - Uni e sidade do Po o - Po ugal
***Uni e sidade Es adual do Oes e do Pa aná (UNIOESTE), Toledo, PR
Resumo: O obje i o do es udo é o de analisa as di e en es dimensões da ca ga de abalho do
es i ado e sua in luência nos p ocessos de saúde/doença. O es udo ca ac e iza-se como ans e sal,
desc i i o e explo a ó io e desen ol eu-se en e 2010 a 2013 em Pa anaguá, Pa aná. A amos a oi
compos a po 300 sujei os do sexo masculino, es i ado es sindicalizados e pe encen es ao OGMO
(Ó gão Ges o de Mão de Ob a) do Es ado do Pa aná. Os ins umen os de cole a incluí am: um
ques ioná io ela i o ao pe il dos abalhado es en e is ados, ques ioná io pa a a aliação do isco de
lombalgia, ques ioná io Nó dico e obse ações em e eno. A análise mos ou que são abalhado es
com uma média de 20 anos de an iguidade, numa a i idade ma cada po elações de pa en esco ou
amizade, em que exis em exigências ísicas impo an es, mas ambém exigências men ais não
negligenciá eis. Há mui os p oblemas de saúde como al íssimo isco de lombalgia (74, 7%),
sensação de cansaço ísico e men al ao inal da jo nada de abalho mui o equen e. Aqueles que se
sen em mais cansados, ambém são os que ap esen am mais queixas os eomuscula es em di e sas
egiões do co po. Os dados apon am pa a uma associação en e o ganização do abalho e ca ga
men al do abalho.
Pala as-cha es: Es i ado . T abalho. Saúde. T abalhado Po uá io. Ca ga de T abalho.
Abs ac : The objec i e o he s udy is o analyze he di e en dimensions o he longsho emen´s
wo kload and i s in luence in he p ocesses o heal h/diso de . The s udy cha ac e izes i sel as a
ans e sal, desc ip i e and explo a o y one and was de eloped be ween he yea s o 2010 and 2013
in he ci y o Pa anagua, Pa ana. The sample was composed by 300 male subjec s, union
longsho emen belonging o he Labo Managemen O ice (in he o iginal Ó gão Ges o de Mão de
Ob a - OMGO) o he S a e o Pa ana. Included in he da a collec ion ins umen s we e: a su ey
ela ed o he p o ile o he in e iewed p o essionals, a su ey o he low back pain isk e alua ion,
No dic su ey and ield obse a ions. The analysis showed ha hey a e wo ke s wi h an a e age o
20 yea s o wo k, in an ac i i y ma ked by amily o iendship ela ionships, in which no only impo an
physical demands a e p esen , bu also men al demands a e no negligible. The e a e many heal h
issues like he e y high isk o low back pain (74, 7%), and a e y equen eeling o men al and
physical i edness a he end o a wo kday. Those who eel mo e i ed a e also hose wi h mo e
musculoskele al complain s in a ious body egions. The da a indica e an associa ion be ween wo k
o ganiza ion and men al wo k load.
Keywo ds: Longsho emen. Wo k. Heal h. Dock Wo ke . Wo k Load.
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1 INTRODUÇÃO
Na á ea po uá ia as a i idades de emba que das ca gas dos na ios, o
anspo e e a mazenamen o das mesmas são ealizados pelos abalhado es
po uá ios a ulsos (TPA), que são abalhado es au ônomos, iliados ao OGMO, os
quais p es am se iços à a i idade po uá ia em ge al, obedecendo a um c i é io de
odízio cujas eg as a iam pa a cada sindica o (CATTANI, 2008; MEDEIROS,
SILVEIRA E DANTAS, 2000). No B asil, o OGMO oi c iado após a mode nização
po uá ia pela Lei n° 8.630/93 e sua ins i uição em cada po o o ganizado é
ob iga ó ia (SOARES e al., 2008). É esponsá el po adminis a e egula a mão-
de-ob a po uá ia, ga an indo ao abalhado acesso egula ao abalho,
emune ação es á el, einamen o mul i uncional, a habili ação p o issional e a
seleção dos abalhado es (CATTANI, 2008).
Es es abalhado es desempenham um abalho cole i o de i al impo ância
na economia b asilei a, en e an o somen e ganham seu sus en o, quando êm
opo unidades de abalho. Desse modo, i em na ince eza, p incipalmen e
naqueles po os onde a mo imen ação de ca gas é in e mi en e, a iando de aco do
com a sazonalidade de de e minados p odu os. Ao odo são se e as ca ego ias
p o issionais associadas a es e ipo de abalho, en e elas, es i ado es, con e en es,
conse ado es, capa azia, a umado es, ama ado es e igias (BOURGUIGNON,
MARTINS e TAVARES, 2000).
O abalho dos es i ado es oco e exclusi amen e no con és e nos po ões
dos na ios, e en ol em o emba que e desemba que das ca gas, con e ências
des as, a umação nos po ões e conse o de ca gas no in e io dos na ios. Os
es i ado es ambém execu am ope ações especializadas, ais como manob a de
guincho, di igi a o es e ope a empilhadei as (NAJAR e MORRONE, 1985;
MACHIN, COUTO e ROSSI, 2009).
O es i ado con i e com elhos p oblemas, ealizando ope ações b açais e
pesadas de ca ga e desca ga de na ios que a acam no po o, em condições
ambien ais des a o á eis, que os expõe a di e en es iscos ocupacionais, ais como,
uídos, ib ações, in empé ies, con a o com subs âncias químicas (ALMEIDA e al.,
2012b). Con udo, no os p oblemas êm sido ac escidos com a necessidade de
inco po a no abalho no as ecnologias e no o i mo de p odução, impondo-se o
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desen ol imen o de no as compe ências aos abalhado es (AGUIAR, JUNQUEIRA
e FREDDO, 2006). Como conseqüência, obse a-se uma c escen e dep eciação da
a i idade de es i ado , em azão de baixos in es imen os em ações de melho ia no
abalho po uá io, seja do pon o de is a do ambien e de abalho, da emune ação,
ou, ainda, do econhecimen o social desse abalho. Tal quad o p oduz,
in a ia elmen e, e ei os pe e sos sob e a saúde desses abalhado es, que ão
desde desgas e ísico e men al, a é aciden es de abalho g a es ou a ais (NAJAR e
MORRONE, 1985; AGUIAR, JUNQUEIRA e FREDDO, 2006; MACHIN, COUTO e
ROSSI, 2009).
Sendo assim, es e a igo em po obje i o analisa as di e en es dimensões da
ca ga de abalho do es i ado e sua in luência nos p ocessos de saúde/doença.
2 CARGA DE TRABALHO NA ATIVIDADE DO ESTIVADOR
O concei o de ca ga de abalho, de i ado dos es udos da psicologia do
abalho e da e gonomia da a i idade, em sido impo an e pa a escla ece ques ões
elacionadas à saúde ísica e men al do abalhado . Benede o e al., (2011) a
de ine como a quan idade de abalho men al ou es o ço que um indi íduo az pa a
execu a uma a e a. Es e e mo pa ece de i a de a o es noci os e a o es de isco
ocupacionais aos quais os abalhado es es ão expos os e que são capazes de
p oduzi complicações à saúde (BAUMER, 2003). A ca ga de abalho aumen a à
medida que diminuem as al e na i as ope a ó ias en e às a iá eis das si uações
de abalho (ABRAHÃO e PINHO, 2005). Espe a-se que a ase de ap endizagem de
no as a e as exija uma ca ga de abalho maio do que as a e as o inei as
(BALLARDIN e GUIMARÃES, 2009).
A p essão empo al é um elemen o undamen al de ca ga de abalho e
es esse do ope ado , p ejudicando a consciência e a omada de decisão e
diminuindo a p o undidade da comp eensão do p oblema e o engajamen o do
ope ado pa a ob e uma escolha e icaz (HENRIQSON e al., 2009). A ca ga de
abalho pode aumen a signi ica i amen e de ido às mudanças no núme o de
a e as, o empo disponí el e da impo ância das a e as a se em a adas (MALAKIS
e al., 2010).
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A ca ga de abalho epo a-se ao menos a ês planos de in es igação da
a i idade, que são o ísico, o psíquico e o cogni i o. Pa a Wisne (1987) cada um
desses aspec os pode de e mina uma sob eca ga ou so imen o. São aspec os da
a i idade que se in e - elacionam e a sob eca ga de um desses aspec os esul a em
aumen o de ca ga nos ou os dois campos.
A ca ga ísica é ep esen ada pelo soma ó io dos a o es que in e agem com o
co po da pessoa e sua a i idade den o do ambien e. A ca ga cogni i a en ol e os
p ocessos men ais, como pe cepção, memo ização, omada de decisão, consciência
si uacional e planejamen o. A ca ga psíquica su ge dos con li os es abelecidos en e
a execução da a e a e as possibilidades de in e e ência do indi íduo sob e ela.
En ol e es ímulos do ambien e psicossocial do indi íduo (RIBEIRO, 2001).
Pa a a e gonomia da a i idade e psicologia do abalho, ca ga de abalho
a a-se de um elemen o concei ual impo an e na busca do en endimen o sob e as
epe cussões da a i idade de abalho sob e a saúde e o desempenho do
abalhado , o ien ando a o mulação da in e enção no sen ido de o ná-la
compa í el com a p ese ação da saúde em si uações de abalho especí icas
(MORAES CRUZ, 2010).
Es udos êm apon ado pa a a exis ência de uma ca ga de abalho impo an e
no caso do abalho do es i ado , sendo que pode-se des aca : en e as ca gas
isiológicas e psíquicas (LAURELL e NORIEGA, 1989) o abalho em u nos
esul ando em dis ú bios do ciclo sono- igília e adiga c ônica (HANSEN e HOMEN,
2011); na ca ga cogni i a, a exigência de concen ação, a enção, p eocupação com
a a e a, com o ambien e e, p incipalmen e, com os demais memb os da equipe
(MACHIN, COUTO e ROSSI, 2009).
A noção de isco ocupacional, associada à ca ga de abalho, es á mui o
p esen e no abalho do es i ado , o qual a ibui os iscos à o ganização do abalho
e às condições mui o he e ogêneas sob as quais o abalho é ealizado (MACHIN,
COUTO e ROSSI, 2009).
Rela i amen e às ca gas ísicas, químicas, biológicas e mecânicas os iscos
ine en es ao abalho de es i a con emplam uídos, ib ações de co po in ei o,
exposição a in empé ies, con a o com subs âncias químicas, le an amen o manual
i egula de ca ga e u ilização de e amen as inadequadas (ALMEIDA e al., 2012a);
são e e idos ainda os iscos no acesso aos na ios, no con és, na descida aos
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po ões; exposição ao calo nos po ões, e, possibilidade de desen ol imen o de
doenças como as de ma oses p o issionais, pelo con a o com di e en es p odu os e
a ecções espi a ó ias, pelo con a o com poei as das ca gas a g anel (NAJAR e
MORRONE, 1985).
Ceza -Vaz e al., (2010) e i ica am que os sis emas os eoa icula , men al e
gas oin es inal o am os mais comp ome idos nos es i ado es do es udo, esul ando
es e úl imo, numa das p incipais causas de absen eísmo no ambien e de abalho.
Almeida e al., (2012b) e Ca alcan e e al., (2005) es uda am as doenças músculo
esquelé icas associadas a mo imen os epe i i os dessa ca ego ia. Ou os au o es
pesquisa am sob e a p essão ocasionada pelo p ocesso de abalho, o uso de
e amen as inadequadas, pausas inadequadas e ho as ex as, ib ações
segmen a es ou do co po in ei o e exposição a empe a u as ex emas (Se ano,
2000; Keyse ling, A ms ong e Punne , 1991), ou seja, no abalho da es i a são
e iden es cons angimen os empo ais, pos u ais e ambien ais.
Dados do OGMO (2007) de Pa anaguá e elam as egiões do co po mais
acome idas po aciden es de abalhos: pe na (54, 29%), cabeça (41, 23%), mão
(28,15%) e egião lomba (17%). O es udo de Almeida (2011c) iden i icou os g upos
o gânicos mais a e ados em abalhado es po uá ios a ulsos: sis ema
os eomuscula (15,8%), sis ema ci cula ó io (9,1%), sis ema espi a ó io (2,6%) e
ans o nos men ais (2,2%). As pa ologias podem es a elacionadas ao p ocesso de
abalho em si, ao i mo, in ensidade, condições ísicas e ambien ais; e aos hábi os
de ida pessoais.
3 MATERIAL E MÉTODOS
O es udo ca ac e iza-se como ans e sal, desc i i o e explo a ó io, endo sido
desen ol ido en e 2010 a 2013, no Po o de Pa anaguá/PR, jun o da ca ego ia
p o issional dos es i ado es.
Foi ap o ado pelo Comi ê de É ica do Se o de Ciências da Saúde
(Uni e sidade Fede al do Pa aná) em 2009, sob o núme o 816.151.09.10 e hou e
consen imen o da APPA, OGMO-PR, Sindica o dos Es i ado es do Po o de
Pa anaguá e An onina, Polícia Fede al e Recei a Fede al.
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Fo am incluídos sujei os do sexo masculino, es i ado es, com idade en e 30-
71 anos, que conco da am em esponde aos ques ioná ios ou en e is as,
assinando o Te mo de Consen imen o Li e e Escla ecido (TCLE). Desse modo, a
amos a oi compos a po 300 sujei os de um o al de 1.350 es i ado es
sindicalizados do Po o de Pa anaguá, ap esen ando um pode de análise de 97,9%,
amanho de e ei o equi alen e a 0,25 e e o ipo I igual a 0,05 (PAGANO e
GAUREAU, 2010).
A amos a do es udo oi não-alea ó ia, sendo que pa icipa am da pesquisa,
os es i ado es que ha iam se ap esen ado pa a conco e a uma opo unidade de
abalho no u no.
Aplica am-se ês ins umen os: 1. Ques ioná io do pe il dos abalhado es
en e is ados: com pe gun as ge ais isando ca ac e iza o pe il básico dos
abalhado es, pe gun as sob e as condições de abalho dos es i ado es, a aliação
sob e hábi os de ida e ag a os especí icos à saúde, bem como iden i icação de
iscos ocupacionais. Es e ins umen o possui ainda, qua o pe gun as abe as: a)
“Você gos a do abalho que ealiza?” b) “Você acha que exis e econhecimen o
( alo ização) das au o idades quan o ao abalho de es i ado ?” c) “Quais os
aspec os que ocê conside a posi i os (bons) no seu abalho?” d) “Quais os
aspec os que ocê conside a nega i os ( uins) no seu abalho?”
2. Ques ioná io Nó dico (PINHEIRO, TRÓCCOLI e CARVALHO, 2002)
compos o po uma igu a humana di idida em no e egiões ana ômicas, na qual o
esponden e de e ela a a oco ência dos sin omas os eomuscula es conside ando
os 12 meses e os se e dias p eceden es à en e is a, bem como in o ma a
oco ência de a as amen o das a i idades o inei as no úl imo ano e a p ocu a po
um p o issional de saúde.
3. Ques ioná io pa a a aliação de isco de lombalgia (COUTO, 1995). Esse
ins umen o possibili ou a g aduação do isco de lombalgia pa a os es i ado es, de
aco do com a pon uação a ingida nas 13 pe gun as do ques ioná io, em: baixíssimo
isco de lombalgia, baixo isco, isco mode ado, al o isco e al íssimo isco de
lombalgia.
Pa a além da aplicação dos ins umen os, complemen ou-se a in es igação
com obse ações em e eno, ou seja, obse ações sis emá icas da a i idade de
abalho, no cais e nas emba cações.
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Foi ealizada análise es a ís ica desc i i a das eqüências de espos a en e
os g upos o denados em baixíssimo, baixo, mode ado, al o e al íssimo isco de
lombalgia, assim como en e os g upos com sensação ísica e sensação men al
após a jo nada de abalho, sendo es es dois ipos de sensações o denados nas
ca ego ias bem, pouco cansado e cansado. A compa ação das eqüências en e
es es g upos de inidos a p io i oi ealizada po meio do es e de qui quad ado pa a k
p opo ções, seguido pelo es e de acompanhamen o de Ma ascuilo (p<0,05).
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1 Ca ac e ís icas da a i idade dos es i ado es: b e e enquad amen o
Uma o ma de o na isí el odas as dimensões da ca ga de abalho dos
es i ado es, é demons a a o ganização do abalho dos mesmos. O Po o de
Pa anaguá, local da pesquisa, maio po o g anelei o da Amé ica La ina, ope a 365
dias po ano, numa mo imen ação de ca gas con ínuas, um abalho complexo, que
implica em ha moniosa a iculação en e di e sas emp esas e en e di e sas
ca ego ias p o issionais, num ambien e bas an e ad e so. As expo ações
ep esen am 70% da mo imen ação des e po o (JUNIOR e WOSCH, 2000), no
anspo e de p odu os como: soja, a elo, milho, sal, açúca , e ilizan es,
con êine es, de i ados de pe óleo, álcool e eículos (APPA, 2012).
No Po o de Pa anaguá ope am ce ca de 1.350 es i ado es sindicalizados, os
quais se e ezam em qua o u nos de abalho; manhã, a de, noi e e mad ugada,
sucedidos de 18 ho as de olga após cada dia de abalho.
Nes e po o e demais po os b asilei os, acon ece am p o undas
ans o mações na o ganização do abalho a pa i de 1993, com a Lei de
mode nização po uá ia (e há um consenso na li e a u a quan o a isso) o i mo de
abalho aumen ou e as no as o mas de o ganização do abalho le a am a maio es
exigências pa a os abalhado es po uá ios: que en ol em no os conhecimen os,
habilidades, ca ac e ís icas psicológicas, sociocul u ais e ísicas. Eles p ecisam se
poli alen es, mas o an agonismo da si uação é que mesmo assim não há ga an ia
de abalho pa a odos.
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O abalho é econhecido como “mode nizado”, mas na ans o mação no as
o mas de exposição dos abalhado es a a o es de adoecimen o podem es a
sendo ge adas (QUEIROZ, e al., 2014). Além disso, o abalho an igamen e
demanda a um núme o maio de abalhado es, que pe maneciam mais empo
jun os em o no de uma mesma a i idade e isso a o ecia a cons ução de laços de
con iança e de solida iedade no po o (QUEIROZ, MOREIRA e DALBELLO-
ARAUJO, 2012).
O abalho é di e si icado e de inido como nob e e não nob e. A ca ga é
a aliada de aco do com o acondicionamen o e o anspo e eque ido. Os
abalhado es p e e em candida a -se à escala de na io com ca ga nob e (madei a,
con êine es ou peças), pois além de se melho emune ada, exis e o ecu so da
maquina ia pa a o anspo e. Caso não haja aga pa a o abalho melho
emune ado, conco em a escala não nob e (adubo, ce ada, igo, en e ou os), que
depende p incipalmen e de es o ço ísico. Mas ainda assim, podem não consegui
aga, pelo que os es i ado es i em em ensão cons an e an e o isco de não
consegui em abalho. Quei oz, Mo ei a e Dalbello-A aujo (2012), em in es igação
com abalhado es po uá ios do po o de San os, e i ica am que azem
sen imen os de medo, eceio e p essão, ge ados pela inde inição e pela al a de
ga an ias quan o a e ou não um abalho no dia seguin e.
Quando se habili am pa a o abalho, azem-no às mais a iadas unções de
aco do com a capaci ação que possuem (Po ão, Capa az, Conexo, Enca egado
Conexo, Guincho, Pá ca egadei a, Empilhadei a, Mo o is a, Empilhadei a GP, Re o
Esca adei a, Pon e Rolan e, Joys ick). Quando são escalados, se po algum mo i o
não consegui em abalha (exemplos: na io não a aca , queb a de equipamen o,
mau empo), a emune ação é meno .
Exis em salá ios ixos po jo nadas de seis ho as e os alo es são a iá eis
dependendo do ipo de ca ga, como já di o, ambém exis em axas po p odução e
os adicionais impos os pela legislação (13°salá io, é ias, epouso semanal
emune ado e ho as ex ao diná ias). T abalham em equipe designada e no, que
a ia em quan idade de ope ado es, endo ao máximo 11 componen es.
Dependendo da quan idade de po ões do na io, pode ha e á ias equipes
abalhando simul aneamen e.
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Aqueles que possuem capaci ação especí ica, a uam como Po aló, a i idade
em que o es i ado se comunica com o guinchei o, po ão da emba cação e
caminhão, po meio de ges os pa a coo dena a mo imen ação de ca gas. Ele em
que p eza pela segu ança e aze com que o abalho se desen ol a com e iciência
e esponsabilidade.
Exis em ca gos de che ia, que incluem: o con a mes e ge al (capa az), o
con a mes e de po ão (esco ilha) e o iscal, os quais ecebem di e en es
emune ações. Esses ca gos são alcançados a a és de cu sos e empo de se iço,
uma espécie de plano de ca go/ca ei a.
O abalho do es i ado na ca ga e desca ga de p odu os den o dos na ios
eque ambém planejamen o e an ecipação, quan o à disposição dos p odu os
sol os (g anel), e quan o à disposição de p odu os ensacados. “É se ápido e
p eciso”, diz um dos di e o es do sindica o. E ac escen a: “O bom do na io não é
quando chega, é quando ai embo a e chega ou o pa a ca ega ou desca ega ”.
Ou seja, essa a i idade ambém eque apidez na omada de decisão po pa e dos
es i ado es.
Velhos p oblemas elacionados às condições de abalho pe sis em: há iscos
de aciden es no “cilão”, onde a isibilidade é mui o baixa de ido à quan idade de
poei a no local. “Nós abalhamos no mesmo local, mas não nos emos po causa
da poei a”, ela ou um dos es i ado es. Há iscos de aciden es a ais em con êine :
“Sei que ou en a no po o pa a abalha , mas não sei se ou sai e que ho as ou
sai . Mas esse é o isco que a gen e assume pa a le a o pão p a casa” diz ou o
es i ado . Rela os que azem e le i quan o ao ní el de ensão emocional que az
pa e dos ‘ modos de anda a ida’ desses abalhado es.
Segundo Me zge (2011) se as condições de abalho pe igosas pe manecem
as mesmas, na úl ima década hou e um c escimen o impo an e dos p oblemas
ela i os à o ganização do abalho, penosidade que esul a em um núme o
c escen e de abalhado es com deg adação simul ânea de seus equilíb ios ísicos e
psíquicos.
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ap esen am mais queixas no Nó dico, p incipalmen e no que diz espei o ao ela o
de do , o migamen o e do mência nos úl imos 12 meses (Tabelas 3 e 4).
Tabela 3 – Po cen agens das egiões do co po que ap esen a am p oblemas po pa e dos
es i ado es, os quais o am ca ac e izados segundo c i é ios de sensação ísica ao inal
do expedien e de abalho (bem – n=105; pouco cansado – n=79; cansado – n=116).
Queixas dos
úl imos 12
meses (%)
Impedimen o
a i idades
úl imos 12
meses (%)
Consul a
p o issional
de Saúde
úl imos 12
meses (%)
P oblemas
nos
úl imos 7
dias (%)
Pa e in e io
das cos as
Bem
46,7a
14,3
22,9
14,3a
Pouco cansado
59,5ab
15,2
24,1
27,8ab
Cansado
62,9b
25,9
33,6
31,9b
Pa e
supe io das
cos as
Bem
34,3
12,4
21,0
15,2
Pouco cansado
50,6
12,7
19,0
17,7
Cansado
49,1
19,0
27,6
20,7
Joelhos
Bem
31,4
7,6a
18,1
15,2
Pouco cansado
35,4
10,1ab
20,3
12,7
Cansado
42,2
19,0b
19,0
20,7
Omb os
Bem
28,6a
10,5
15,2
8,6a
Pouco cansado
29,1a
3,8
13,9
3,8a
Cansado
47,4b
12,1
18,1
21,6b
Quad il
Bem
17,1a
4,8
6,7
4,8
Pouco cansado
27,8ab
6,3
6,3
12,7
Cansado
34,5b
11,2
9,5
11,2
Coxas
Bem
16,2a
4,8
5,7
4,8
Pouco cansado
27,8ab
6,3
6,3
12,7
Cansado
34,5b
11,2
9,5
11,2
To nozelo
Bem
17,1a
4,8
2,9a
4,8
Pouco cansado
26,6ab
5,1
6,3ab
11,4
Cansado
35,3b
13,8
13,8b
12,1
Pé
Bem
16,2a
4,8
2,9a
4,8
Pouco cansado
26,6ab
5,1
6,3ab
11,4
Cansado
34,5b
13,8
13,8b
12,1
Punhos
Bem
21,9a
6,7
10,5
8,6
Pouco cansado
30,4ab
5,1
10,1
10,1
Cansado
40,5b
8,6
12,1
7,8
Mãos
Bem
21,9a
6,7
10,5
8,6
Pouco cansado
30,4ab
5,1
10,1
10,1
Cansado
40,5b
8,6
12,1
7,8
Pescoço
Bem
28,6
9,5b
15,2
7,6
Pouco cansado
22,8
1,3a
6,3
8,9
Cansado
29,3
5,2ab
9,5
12,1
Co o elo
Bem
9,5a
3,8
5,7
4,8
Pouco cansado
12,7a
2,5
3,8
5,1
Cansado
29,3b
6,9
10,3
6,9
* le as di e en es indicam di e enças es a ís icas signi ica i as en e as ca ego ias de sensação ísica
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336

Tabela 4 – Po cen agens das egiões do co po que ap esen a am p oblemas po pa e dos
es i ado es, os quais o am ca ac e izados segundo c i é ios de sensação men al ao
inal do expedien e de abalho (bem – n=149; pouco cansado – n=66; cansado –
n=84).
Queixas dos
úl imos 12
meses (%)
Impedimen o
a i idades
úl imos 12
meses (%)
Consul a
p o issional
de Saúde
úl imos 12
meses (%)
P oblemas
nos úl imos 7
dias (%)
Pa e in e io
das cos as
Bem
50,3
13,4a
22,1
20,8
Pouco Cansado
65,2
21,2ab
25,8
24,2
Cansado
60,7
27,4b
36,9
32,1
Pa e
supe io das
cos as
Bem
34,9a
10,1
14,8a
14,8
Pouco Cansado
54,5b
21,2
30,3ab
19,7
Cansado
53,6b
19,0
32,1b
22,6
Joelhos
Bem
28,9a
8,1
17,4
14,8
Pouco Cansado
43,9ab
18,2
21,2
15,2
Cansado
45,2b
16,7
20,2
21,4
Omb os
Bem
21,5a
5,4a
9,4a
6,0a
Pouco Cansado
48,5b
18,2b
27,3b
10,6ab
Cansado
52,4b
9,5ab
19,0ab
25,0b
Quad il
Bem
15,4a
5,4
6,7
6,7
Pouco Cansado
36,4b
9,1
7,6
13,6
Cansado
39,3b
10,7
9,5
10,7
Coxas
Bem
14,8a
5,4
6,0
6,7
Pouco Cansado
36,4b
9,1
7,6
13,6
Cansado
39,3b
10,7
9,5
10,7
To nozelo
Bem
18,1a
5,4
5,4
4,7
Pouco Cansado
33,3ab
12,1
9,1
16,7
Cansado
36,9b
10,7
10,7
10,7
Pé
Bem
17,4a
5,4
5,4
4,7
Pouco Cansado
33,3ab
12,1
9,1
16,7
Cansado
35,7b
10,7
10,7
10,7
Punhos
Bem
21,5a
4,7
6,7a
4,0
Pouco Cansado
43,9b
9,1
21,2b
15,2
Cansado
39,3b
9,5
10,7ab
11,9
Mãos
Bem
21,5a
4,7
6,7a
4,0
Pouco Cansado
43,9b
9,1
21,2b
15,2
Cansado
39,3b
9,5
10,7ab
11,9
Pescoço
Bem
17,4a
2,0a
8,1
6,0
Pouco Cansado
40,9b
13,6b
15,2
16,7
Cansado
34,5b
6,0ab
11,9
10,7
Co o elo
Bem
12,1
4,0
5,4
4,0
Pouco Cansado
22,7
6,1
7,6
7,6
Cansado
25,0
4,8
9,5
7,1
* le as di e en es indicam di e enças es a ís icas signi ica i as en e as ca ego ias de sensação ísica
Re is a P odução Online, Flo ianópolis, SC, .15, n. 1, p. 321-344, jan./ma . 2015.
337
Não se pode a i ma o momen o exa o em que as queixas ela adas no
ques ioná io Nó dico su gi am, sendo impossí el menciona se oco e am an es ou
após a mani es ação da sensação de cansaço ísico e men al. Con udo, pode-se
le an a a hipó ese de que os es i ado es com cansaço ísico e/ou men al
pos e io men e passa am a ela a queixas os eomuscula es em di e en es egiões
do co po. Ou os es udos se ão necessá ios pa a a alia al ques ão.
Ao compa a os esul ados das Tabelas 3 e 4, obse a-se que os
abalhado es com cansaço men al ap esen a am maio núme o de queixas
os eomuscula es, no que conce ne ao impedimen o pa a a i idades e consul a a
p o issional de saúde nos úl imos 12 meses, em compa ação aos cansados
isicamen e. Isso mos a a impo ância de se conside a di e en es aspec os da
a i idade de abalho, nas in es igações, pois as exigências ísicas es ão
in imamen e elacionadas às exigências psíquicas e cogni i as (men ais) dos
abalhado es. Tais esul ados podem es a associados ao abalho em equipes
ins á eis, di icul ando o es abelecimen o de ínculos de con iança en e os
es i ado es; ao isco de não consegui abalho; o ganho po p odução e iscos
associados às condições de abalho, como exposição à in empé ies, abalho em
al u as, á ego de máquinas, e ou os.
Fa o es psicossociais e o ganizacionais de em se elacionados com a
oco ência de Lesões po Es o ços Repe i i os/Dis ú bios Os eomuscula es
Relacionados ao T abalho (LER/DORT), pois pa a Rocha, Daniellou e Nascimen o
(2012) a o es de isco baseados unicamen e em uma abo dagem biomecânica do
mo imen o são ques ioná eis. En e an o, a aplicação do ques ioná io Nó dico em
sido amplamen e u ilizada pa a e i icação de danos ísicos a di e en es ca ego ias
p o issionais, e é exa amen e nesse aspec o que es e es udo az uma con ibuição
impo an e, ao co elaciona dados des e ins umen o, com dados dos ou os
ins umen os aplicados, me odologia que possibili ou analisa a ca ga men al do
abalho dos es i ado es, além da conhecida ca ga ísica dos mesmos.
Os es i ado es ao esponde em o ques ioná io Nó dico demons am
consciência da sensação co po al. Embo a pa a Messing e al., (2008) os
abalhado es do sexo masculino não es ejam acos umados a pensa sob e seus
co pos em e mos de do , os es i ado es des e es udo, mesmo se encaixando no
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es e eó ipo de o ça ísica, co agem e alen ia, di e enciam bem as di e en es pa es
do co po onde êm do .
A o a a elação de queixas com as ca gas ísica e men al, ambém oi
possí el associa o isco de lombalgia às queixas os eomuscula es. Os esul ados
ob idos pelo ques ioná io Nó dico demons am que os sujei os classi icados como
pouco cansados ou cansados isicamen e ao inal da jo nada de abalho sen i am
do na egião in e io das cos as nos úl imos 12 meses e/ou nos úl imos 7 dias. A do
lomba impediu os es i ado es cansados men almen e de abalha e/ou de ealiza
abalhos domés icos e/ou de laze nos úl imos 12 meses. Con udo, no a-se que
mesmo ap esen ando al o ico à lombalgia, esse não oi o mo i o que os le ou a
p ocu a um p o issional de saúde no úl imo ano.
O Ame ican College o Physicians e o Ame ican Pain Socie y ecomendam
que o médico conside e os a o es de isco psicossociais no his ó ico do pacien e, ao
ealiza o diagnós ico e o a amen o da do lomba (CHOU e al., 2007).
A do , o migamen o, do mência em di e en es egiões do co po, sensação de
cansaço ísico ou men al ela ada po esse g upo de es i ado es, pode se um
impo an e indicado pa a o ien a a i idades de p e enção de u u as lesões
musculoesquelé icas associadas às condições e/ou o ganização do abalho e, com
es a condu a, e i a maio desgas e e so imen o men al dessa população. Au o es
como Loisel e al. (2001), Baena e al. (2011) e San os e al. (2011) êm en a izado a
impo ância de se in es i em p og amas de p e enção e de p omoção em saúde do
abalhado .
5 CONCLUSÕES
Dian e do expos o, oi possí el conclui a exis ência de uma ca ga ísica no
abalho dos es i ado es, que é pe cebida pelos mesmos na o ma de cansaço e/ou
queixas de do ou descon o o em alguma egião do co po, sob e udo a egião
lomba . Con udo, eles ambém pe cebem e ela am um cansaço men al, que pode
impedi-los de abalha ou de ealiza a i idades o inei as, de laze e/ou domés icas.
Ao inal da jo nada de abalho, conseguem pe cebe não somen e o cansaço
ísico, mas ambém a ca ga men al do abalho, sendo que àqueles com al o isco de
lombalgia são os mais a e ados nes e quesi o. Àqueles que se sen em cansados
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339
isicamen e e/ou men almen e ambém são os mesmos que ap esen am mais
queixas no ques ioná io Nó dico, p incipalmen e no que diz espei o ao ela o de do ,
o migamen o e do mência nos úl imos 12 meses.
De aco do com ela os ap esen ados, não exis e econhecimen o dos
supe io es quan o aos iscos a que es es abalhado es se expõem, assim como não
e idenciam o econhecimen o social de seu abalho. A p incipal on e de p aze
pa a os es i ado es eside no aze o que gos am pelo g au de au onomia e
libe dade que es a a i idade lhes p opo ciona.
A pa i do es udo em um po o b asilei o, no a-se a in e ação en e as
exigências ísicas, cogni i as e psíquicas que cons angem o abalho dos
es i ado es. É do conhecimen o ge al que es es abalhado es desen ol em um
abalho pe igoso em condições mui o des a o á eis, em que a exigência mais
e iden e é a ca ga ísica do abalho. En e an o, os esul ados aqui ap esen ados
ambém demons am ela os de ca ga men al, a qual pode es a associada ao a o
da ince eza da ga an ia de abalho, ao abalho po u nos, à necessidade de uma
a iculação de abalho em g upo e uma econs ução pe manen e de equipes.
En im, o conhecimen o das ca ac e ís icas do abalho do es i ado o qual
inclui, es o ço ísico ele ado, pos u as cons angedo as, mo imen os epe i i os,
a enção, concen ação e esponsabilidade, desen ol idas em ambien es
e gonomicamen e inadequados, expos os aos mais a iados iscos ocupacionais, a
al e ações me eo ológicas, a i mos de abalho in ensos (p incipalmen e nas sa as)
e a u nos al e nados, são aspec os impo an es a se em di ulgados no meio
acadêmico, na mídia, pa a au o idades po uá ias e pa a se iço de igilância em
saúde do abalhado po uá io, a im de mi iga o desgas e ísico e men al desses
abalhado es. O compa ilhamen o des es esul ados pode á apon a pa a
mudanças em polí icas públicas que dizem espei o à saúde e segu ança dessa
ca ego ia e a o ece o es abelecimen o de pa ce ias in e ins i ucionais que possam
con ibui em p ol dessa causa.
Os esul ados des a pesquisa, mui o p o a elmen e não são especí icos dos
es i ado es do Po o de Pa anaguá, uma ez que as condições e o ganização do
abalho po uá io são mui o simila es nos di e sos po os b asilei os. Assim, oi
impo an e analisa as di e en es dimensões da ca ga de abalho de es i ado es e
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340
discu i seus cons angimen os, o que pe mi e e le i sob e no as possibilidades que
isem an o mações da ida no abalho.
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