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Avaliação de hábitos alimentares numa população ucraniana residente em Portugal

Sorokina, A.,Oliveira, Bruno,Poínhos, Rui,Afonso, Cláudia,Almeida, Maria Daniel Vaz de

Abstract

[Resumo]

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Revista SPCNA 2013 · Volume 19 · Nº 1 Alimentação Humana 25 AVALIAÇÃO DE HÁBITOS ALIMENTARES NUMA POPULAÇÃO UCRANIANA RESIDENTE EM PORTUGAL Sorokina AI, Oliveira BI, Poínhos RI, Afonso CI, de Almeida MDVI Comunicação oral 24 OBJETIVO É finalidade desta investigação contribuir para um melhor conhecimento dos hábitos alimentares de um grupo de imigrantes ucranianos a residir em Portugal. POPULAÇÃO E MÉTODOS Foi inquirida uma amostra de conveniência, composta por 124 indivíduos com idades compreendidas entre os 18 e os 68 anos, sendo 59,7% da amostra do sexo feminino e 40,3% do sexo masculino. Para dar resposta aos objetivos delineados foi elaborado e aplicado um questionário estruturado de administração direta e indireta, traduzido para Ucraniano e Russo. Os dados foram digitados e posteriormente analisados estatisticamente no programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 21,0 para Windows. Realizou-se análise fatorial que permitiu identificar “padrões alimentares” por extração de componentes principais. RESULTADOS A maioria dos entrevistados (63,7%) referiu ter alterado os hábitos alimentares com a vinda para Portugal, enquanto que 36,3%, mencionaram não o ter feito. Mantém a confeção de pratos ucranianos 46,8%, 20 inquiridos (16,1%) combinam a cozinha ucraniana com a Portuguesa e confecionam maioritariamente pratos tipicamente portugueses 15 (12,1%) inquiridos. No que refere à frequência de ingestão de preparações culinárias, a análise da informação permitiu-nos identificar dois grupos com “padrões alimentares” distintos: o tipicamente ucraniano e o tipicamente português, os quais se associaram com variáveis sociodemográficas e de saúde. CONCLUSÃO Tal como outras populações migrantes, esta amostra parece encontrar-se a “meio caminho” entre o padrão alimentar do país de origem e o de acolhimento. Curiosamente esta mudança parece traduzir-se num padrão alimentar mais saudável. I Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto.