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Mediação e tutoria num TEIP: reflexão sobre um projeto de intervenção a partir da área das ciências da educação

Joana Filipa Gomes Martins

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Joana Filipa Gomes Ma ins MEDIAÇÃO E TUTORIA NUM TEIP: REFLEXÃO SOBRE UM PROJETO DE INTERVENÇÃO A PARTIR DA ÁREA DAS CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO Rela ó io ap esen ado à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade do Po o, pa a ob enção do g au de Mes e em Ciências da Educação, ealizado sob a o ien ação do P o esso Dou o Rui T indade. Resumo O p esen e abalho é o esul ado de um es ágio p o issionalizan e desen ol ido no âmbi o do Mes ado em Ciências da Educação. O desen ol imen o do mesmo oi ealizado num Ag upamen o de Escolas, mais p ecisamen e na Escola Sede, que já inha implemen ado o p og ama TEIP. As ações o am desen ol idas no Gabine e Social da escola, que aliado a es e se encon a o Gabine e de Mediação Escola . O obje i o p incipal des e es ágio p o issionalizan e oi desen ol e um se iço educa i o/pedagógico en e a mediação e a u o ia, abalhando com e pa a os alunos. Es a in e enção abo dou, assim, medidas de a iculação com a mediação como espos a aos p oblemas sen idos no espaço escola . P ocu ando descons ui a p oblemá ica da indisciplina escola e encon a soluções pa a as ques ões educa i as elacionadas com o insucesso dos alunos. Des e modo, o p esen e ela ó io i á desc e e e analisa as ações e a i idades desen ol idas du an e a pe manência no local de es ágio (desde Ou ub o de 2013 a Ab il de 2014). De salien a , que se a ou de uma in e enção que passou em g ande medida po ap ende a exe ci a a a i idade p o issional das Ciências da Educação, adqui indo a a és da p á ica: conhecimen o, compe ências e mo i ações. As conclusões a que se chegou conside am que o papel de um p o issional das Ciências da Educação pode se uma mais alia num con ex o escola , po assumi um conjun o de papéis e de inicia i as que pe mi em in e elaciona a dimensão social e educa i a dos p oblemas e desa ios com que a Escola se depa a. Nes e sen ido, a mediação e a u o ia exe ce am um papel a i o na cons ução dos sabe es dos alunos que a con empla am, assim como na elabo ação dos seus obje i os in elec uais, a e i os e sociais que lhes ga an e in eg ação esponsá el na escola e na sociedade que os en ol e. Abs ac The p esen wo k is he esul o an in e nship de eloped wi hin he Mas e Deg ee in Educa ional Sciences. I s de elopmen was ca ied ou in he same g oup o schools, speci ically he School Headqua e s, which had al eady deployed he TEIP p og am. Ac ions ha e been de eloped in he Social Cabine o he school, whe e he O ice o School Media ion is in eg a ed. The main objec i e o his in e nship was o de elop an educa ional / eaching se ice be ween media ion and u o ing, wo king wi h and o s uden s. This in e en ion hus add essed alignmen measu es wi h media ion as a esponse o p oblems expe ienced a school. I sough o decons uc he issue o school discipline and o ind solu ions o educa ional issues ela ed o s uden ailu e. Thus, his epo will desc ibe and analyze he ac ions and ac i i ies de eloped while in he in e nship si e ( om Oc obe 2013 o Ap il 2014). This in e en ion wen la gely by lea ning o exe cise he p o essional ac i i y o Educa ional Sciences, acqui ing h ough p ac ice: knowledge, skills and mo i a ions. The conclusions ha ha e been eached conside he ole o a Science Educa ion p o essional can be an asse in he school con ex , by assuming a se o oles and ini ia i es ha allow in e ela ing social and educa ional dimensions o he p oblems and challenges ha school aces. In his sense, media ion and u o ing played an ac i e ole in he cons uc ion o knowledge o he s uden s ha con empla ed hem, as well as in he p epa a ion o hei in ellec ual, emo ional and social goals ha g an s hem a esponsible in eg a ion in school as well in he su ounding socie y. Résumé Ce a ail es le ésul a d'une expé ience de a ail élabo é dans la maî ise des Sciences de l'Éduca ion. Le dé eloppemen a é é éalisé dans le même g oupe d'écoles, en pa iculie le siège de l'école, qui a ai déjà déployé p og amme TEIP. Les ac ions on é é dé eloppées dans le Cabine Social de l'école, qui es allié à cela le Cabine de Média ion Scolai e. L'objec i p incipal de ce s age é ai de dé eloppe un se ice d'enseignemen / app en issage en e la média ion e le u o a , qui a aillen a ec e pou les é udian s. Ce e in e en ion ad essée ainsi à assu e l'alignemen a ec la média ion comme une éponse aux p oblèmes a connu à l'école. À la eche che de la décons ui e la ques ion de la indiscipline de l'école e ou e des solu ions aux p oblèmes d'éduca ion liés à la dé aillance des é udian s. Ainsi, ce appo déc i a e analyse a les ac ions e ac i i és dé eloppé pendan le séjou de ce s age (Oc ob e 2013 o A il 2014). Pou souligne , que ce u une in e en ion qui a passé en g ande pa ie à app end e à exe ce l'ac i i é p o essionnelle des Sciences de l'Éduca ion, acqué i pa la p a ique: les connaissances, les compé ences e les mo i a ions. Les conclusions qui a é é a ein considé e le papie d'un p o essionnel des Sciences de l'Éduca ion peu ê e une plus a ou dans un con ex e scolai e, en supposan un ensemble des papie s e ini ia i es pe me e la in e ela ion de la dimension sociale e éduca i de les p oblèmes e les dé is a ec l'école isage. Dans ce sens, la média ion e le u o a exe cé une pa ac i e dans la cons uc ion de la connaissance des é udian s, aussi bien dans la p épa a ion ses objec i s in ellec uel, a ec i e sociale qu'ils ga an ies in ég a ion esponsable à l'école e à la socié é qui le compo e. Ag adecimen os Os meus p imei os ag adecimen os ão, sem qualque dú ida, pa a a minha amília, po me p opo ciona em condições pa a que alcançasse es e impo an e obje i o. É g aças à minha g ande amília, da qual me o gulho mui o, que hoje sou es a mulhe c escida, que i e a ida semp e com um so iso na ca a e ap o ei a odos os momen o possí eis. P incipalmen e ao pai, a ele dedico es e abalho, os e e és o meu o gulho, o meu he ói, o meu supe pai que me educou da melho manei a possí el e que me o nou na mulhe com p incípios que sou hoje. Nunca esquece ei o que izes e po mim! Gos a ia de ag adece ao meu an ás ico o ien ado , p o esso Rui T indade, não só pela o ien ação du an e es e p ocesso, mas, ambém, pela paciência e con iança deposi ada em mim. Sem si não alcança a o que consegui alcança . Um mui o ob igado. Le o-o no co ação, oi um p o esso que me ma cou pela posi i a desde a Licencia u a e pe maneceu com a sua ma ca nes e meu aje o académico. Á ins i uição que me acolheu po me p opo ciona uma expe iência que me ma cou pa a a ida. P incipalmen e às écnicas que me acolhe am de b aços abe os e me o na am numa delas. Ob igada Cláudia, Sand a e Pa ícia po me aze em c esce pessoalmen e e p o issionalmen e, g aças a ocês adqui i conhecimen o e p á ica que ai se , sem dú ida, p ecioso pa a a minha ida p o issional. Le o- os no co ação não só pela ma ca p o issional que me deixa am mas ambém pela g ande amizade que es abelecemos. Não posso esquece os alunos que i e opo unidade de es abelece uma elação p óxima, ocês são an ás icos, espe o e - os p opo cionado bons momen os de ap endizagem, mas ambém de aleg ia e di e são, assim como ocês me p opo ciona am. Po úl imo e não menos impo an e, que o ag adece aos meus g andes amigos. Começo pela Cá ia e And eia, a nossa amizade c esceu du an e es es longos 5 anos e ai con inua a c esce , sei que emos aqui uma amizade pa a a ida, se podia i e sem ocês? Pode podia, mas não e a a pessoa que sou hoje de ce eza, ado o- os, ob igada pelo apoio incondicional. Seguidamen e, segue-se a minha melho amiga, que conside o como uma i mã, Inês Sil es e, ob igada po ac edi a es em mim mesmo quando eu não ac edi a a, és um o gulho pa a mim, quem me de a se ¼ da mulhe que u és, ado o- e pa a a ida. Não me posso esquece da mini- amília, onde exis e uma “Base” sólida pa a a amizade e aleg ia. Ob igada po udo! ! 16! p oblemas de in eg ação escola e di iculdades especí icas de ap endizagem e socialização; ii) desen ol e nos jo ens compe ências pessoais e sociais, com is a a uma adequada in eg ação e ao seu desen ol imen o social como cidadãos esponsá eis e au ónomos; iii) p omo e o c escimen o in elec ual dos alunos em simul âneo com o seu c escimen o cí ico e é ico e i ) p omo e as boas p á icas de ensino, pugnando pela pe manen e a ualização e adap ado às exigências con ex uais do País, da União Eu opeia e do Mundo. Pa a a conc e ização des es obje i os a escola em ques ão c iou um se iço denominado Gabine e Social. Gabine e onde deco e am as ações desc i as e e le idas nes e ela ó io. Após a ca ac e ização do con ex o, o na-se pe inen e passa à es u u a des e abalho. O p esen e ela ó io di ide-se em qua o capí ulos, que passo a menciona : 2º capí ulo: O T abalho de Mediação nas Escolas: en e a espada e a pa ede – es e capí ulo baseia-se na descons ução da p oblemá ica, ou seja, quan o à escola como um espaço pa adoxal à p ocu a de um sen ido pa a as inicia i as que p omo e; e o papel dos p o issionais das Ciências da Educação como mediado es: que exigências? Que desa ios?. Pe an e o conjun o de p oblemá icas, o na-se necessá io ealça os p oblemas que as en ol e e sucede, nes e caso a indisciplina escola e espe i o insucesso escola dos alunos. 3º capí ulo: Das es a égias me odológicas ao desen ol imen o da ação – no qual se discu e a as écnicas de ecolha e espe i a análise da in o mação, assim como, a pe inência da ca ac e ização do local de es ágio, de o ma a pe cebe os p incipais p oblemas e p eocupações que a cons i uem. 4º capí ulo: As ações desen ol idas no e eno: uma e lexão eó ica sob e a p á ica – em que num p imei o momen o se desc e em as ações desen ol idas, e num segundo momen o a análise e e lexão das mesmas com o obje i o de con ibui pa a a cons ução da p o issionalidade das Ciências da Educação. Po im, de o ma a pe cebe se a ação e e sen ido pa a os sujei os, oi necessá io ealiza a a aliação e moni o ização do desen ol imen o da ação. 5º capí ulo: Conside ações inais – e le indo o papel dos p o issionais das ciências da educação e o seu con ibu o na cons ução de um sen ido pa a a escola ! 17! Capí ulo II - O T abalho de Mediação nas Escolas: en e a espada e a pa ede As escolas são, hoje, espaços complexos e pa adoxais. To na am-se mais ambiciosas, do pon o de is a educa i o, e en en am, po isso, um conjun o no o de desa ios que conco em pa a que se o nem polí ica e socialmen e mais pe inen es ainda que se con inuem a de on a com um elho e einciden e p oblema: o do sen ido cul u al das inicia i as que aí se ealizam. É ace a al si uação que se êm indo a p omo e um conjun o de espos as, algumas das quais se êm indo a ans o ma em pa e do p oblema. Dessas espos as, nes e ela ó io, é o abalho de mediação que jus i ica es a e lexão na medida em que impo a discu i : i) quais são as inalidades des e abalho?; ii) a é que pon o es e abalho não con ibui pa a iludi o p oblema da al a de sen ido cul u al das a i idades escola es?; iii) um al abalho pode libe a -se do seu pendo emedia i o, de o ma a cons i ui -se como um ins umen o de in e pelação e de empode amen o das escolas? São ques ões com as quais me depa ei, no es ágio a que es e ela ó io se e e e, e que, po isso, i ão no ea a e lexão a p oduzi e a p óp ia o ganização des e documen o. Assim, nes e capí ulo i ei abo da o seguin e conjun o de p oblemá icas: a) A escola como um espaço pa adoxal à p ocu a de um sen ido pa a as inicia i as que p omo e; b) Os p o issionais das Ciências da Educação como mediado es: que exigências? Que desa ios? ! 1. A Escola: con ibu o pa a uma in e pelação A escola oi so endo di e sas ans o mações ao longo do empo, mas oi com a massi icação do ensino que a escola se iu con on ada com no os desa ios e p oblemas que a ob iga am à e lexão sob e o es a u o, inalidades e es a égias. Pa a Michel Lob o (1995), a escola em undamen almen e uma unção social, no momen o em que di unde a sabedo ia necessá ia pa a o uncionamen o da sociedade. Uma a e a que oi sendo assumida, ao longo da his ó ia, de o ma dis in a, ! 18! nomeadamen e quando oco eu a ansição en e uma escola eli izada pa a uma escola mais he e ogénea e massi icada. De ac escen a , que an es depa á amo-nos com um mundo em que a escola i ia pa a a eli e, mas que após a massi icação da mesma, eme gi am ou as igu as e ou as con igu ações que p o oca am ensões e coloca am desa ios, pela he e ogeneidade que ap esen a, pondo em causa a homogeneidade desejada. Nes e con ex o, a escola “depa a-se com o dilema de não pode igno a , po um lado, a di e sidade de alunos/as que possui e, po ou o lado, de enuncia aos seus obje i os p imei os de ido às mudanças que em de so e .” (Sil a, 2013: 160). É a pa i des e dilema, e das espos as que se êm indo a p oduzi ace ao mesmo, que a Escola em indo a so e pe u bações inédi as que ob igam a e le i sob e as suas inalidades e es a égias educa i as. Re lexão es a que em indo a chama a a enção pa a o p oblema que cons i ui concebe e es u u a as escolas em unção de ilusão de um uncionamen o que oco e segundo g upos homogéneos. Se is o con inua a acon ece , ambém é ce e que amos encon a equen emen e alunos que são “es anhos” ao que lhes é exigido em e mos de “compo amen os e de conhecimen os, po que mui as ezes não êm e não comp eendem seque as azões e a u ilidade pa a es uda o que lhes é pedido (...). Sen em-se mal, pe u bam, ques ionam à sua manei a, po ezes ag essi a, mesmo iolen a, udo o que o odeia” (Co esão e al, 2002: 30-31). Acon ecimen os es es que nos azem e le i sob e o que José Albe o Co eia e Manuel Ma os (2003) p e endem dize quando azem a dis inção en e uma disciplina/sabe e uma disciplina/compo amen o associadas a um empo na qual a “escola ização p olongada es a a ese ada a uma eli e social, já cul u almen e disciplinada” (idem: 27), que se des ina am a um abalho socialmen e disciplinado, no que oca a espei a ho á ios de abalho, espei a as hie a quias, e espei a o plano das a e as a execu a . Se á que a Escola pode con inua no egis o a a és do qual p e ende ensina udo a odos como se odos ossem um só (Ba oso, 1995)? Como é que a Escola esol e a exis ência da ensão en e o “se jo em” e o se aluno como uma ensão en e desejos que ep esen am o dens di e en es (Sil a: 2013)? O a, a escola pa ece sen i di iculdades em in eg a o aluno e desen ol e e es imula compe ências pa a a capacidade de se sujei o. Em suma, os p oblemas que a escola ap esen a, segundo Rui Caná io (2008) podem se sin e izados em unção de ês ace as: a escola quan o à sua con igu ação his ó ica baseia-se num sabe cumula i o; é obsole a, po “padece de um dé ice de ! 19! sen ido pa a os que nela abalham” (idem: 79), sejam os p o esso es, sejam os alunos. É ma cada po um dé ice de legi imidade social, po aze o con á io do que diz, ou seja, pela ep odução e acen uação de desigualdades e a ab icação da exclusão. 1.1. (Des)encon os na Indisciplina É nes e quad o, ma cado pelos pa adoxos do uncionamen o de uma Escola que con inua e ém dos dilemas que lhe c iam e dos dilemas que ela p óp ia c ia, que impo a discu i a (in)disciplina como uma p oblemá ica a a és da qual se e elam mui os desses dilemas e dos sen idos das espos as encon adas pa a os en en a . Daí que, pa a começa , seja necessá io pe gun a : i) qual o seu signi icado?; ii) que compo amen os pode emos associa à indisciplina?; iii) quais os a o es que a pode ão explica ?; i ) que es a égias são u ilizadas pa a con o na es as si uações de con li o e indisciplina? Como já oi e e ido an e io men e, encon amos um empo ma cado pela expansão e desen ol imen o da escola de massas, a qual passou a e de lida com uma população discen e social e cul u almen e he e ogénea, que coloca a ins i uição escola pe an e um dilema básico: como espei a as singula idades dos seus alunos e, assegu a a manu enção de eg as necessá ias à ida em comum? Sendo es e um dos maio es desa ios que, hoje, se colocam à Escola, é a pa i do mesmo que impo a abo da a elação en e eg as e disciplina pa a in e pela mos a Escola não, apenas, como um espaço elacional, mas ambém como um espaço cul u al. Segundo Es ela (1986), as eg as ou as no mas, co espondem a p ocessos que de inculcação que de co eção, sendo “a inculcação da eg a um aspe o pa icula do p ocesso ge al de inculcação le ado a cabo pela escola (...), enquan o a co eção co esponde às ações que êm como p imei o obje i o o es abelecimen o da eg a iolada pelo compo amen o des ian e” (1986: 331-332, ci . po Amado, 2001: 21). O p oblema é quando nos depa amos com uma si uação em que as eg as e os alo es que se alo izam nas escolas são es anhas a alguns dos alunos que as equen am. Um p oblema que se ag a a no momen o em que as escolas se mos am incapazes de iden i ica e econhece essa es anheza e, po isso, pode ão comp ome e que o p ocesso de inculcação que o p ocesso de co eção. E podem ! 20! azê-lo quando se a ibui p io idade à co eção dos compo amen os di os des ian es sem se e ga an ido que as eg as são explíci as e o sen ido das mesmas é comp eendido po odos. Podem azê-lo quando al co eção ende a oscila , sem que haja uma e lexão sus en ada sob e isso, sob e a adequação das medidas a ado a . Assim, é en e o pe mi ido e o in e di o que su ge a necessidade do con olo disciplina a a és de es a égias co e i as aplicadas pelos p o esso es. Es es podem ado a dois ipos de es a égias: as se e as e as sua es. Quan o às p imei as, “usam meios de coação pa a aze p e alece as suas exigências con a os desejos dos alunos” (Sil a, 1999: 25). T a a-se de uma es a égia a que es ão associados os cas igos ísicos, as ep esálias, en e ou as punições. No que conce ne às es a égias sua es, es as endem a a i ma -se em unção da alo ização da “ elação que [os p o esso es] es abelecem com os alunos” (Sil a, 1999: 25), de o ma a p omo e -se uma elação simé ica e de p oximidade na qual os alunos são enca ados na sua indi idualidade e os seus in e esses são idos em con a. Sendo es a uma ques ão a discu i , impo a, nes e momen o e no en an o, e em con a o peso e a in luência de a o es ex e io es às escolas na a i mação dos p oblemas de indisciplina que possam e luga numa sala de aula ou numa escola. Falamos de a o es “polí icos, sociais, amilia es, da pe sonalidade dos in e enien es, das ca ac e ís icas e composição do g upo- u ma, do clima da escola, da pe sonalidade e ação pedagógica dos p o esso es en ol idos, das p á icas escola es, da p óp ia na u eza da ida escola , e c.” (Lou enço e Pai a, 2004: 11). São a o es cujo peso não pode á se menosp ezado, ainda que se enha que decidi , de o ma con ex ualizada, como é que ais a o es a e am a dinâmica da sala de aula e a ida na escola pa a que se possa en a encon a uma espos a adequada. Seja como o , o que impo a comp eende , pa a já, é que es a é uma e lexão que de e á se p oduzida endo em con a que a Escola é um espaço ins i ucional com obje i os e modos de uncionamen o que não pode emos igno a . Daí que as espos as de am alo iza o ac o de es a mos pe an e alunos que como memb os in eg an es de uma comunidade escola , em de se acos uma a um abalho com di e en es i mos du an e a i idades escola es diá ias, assim como em que se ajus a a uma a iedade cons an e de con eúdos p og amá icos, a no mas de condu a, aos pe is de di e en es p o esso es e a uma adap ação a espaços (Lou enço e Pai a, 2004). O que nos le a ao encon o de sen imen os de s ess e desag ado po pa e dos alunos, pela exigência ! 21! compelida pela escola, que pode esul a em compo amen os conside ados imp óp ios pa a alguns p o issionais de educação. É ace a es e quad o exis encial, suma iamen e desc i o, que impo a discu i a é que pon o nas escola a (in)disciplina é obje o de uma abo dagem de ca á e sis émico ou é is a como um p oblema ci cunsc i o aos alunos. T a a-se de um aciocínio que pode emos aplica à p oblemá ica das di iculdades de ap endizagem. Um ipo de aciocínio que é undamen al pa a in e pela mos as espos as que se cons oem em unção das a i idades de mediação que êm luga nas escolas. A é que pon o a mediação a o ece a possibilidade de ins au a no as o mas de pensa e de abalha na escola, is o é, de “cons ui um conhecimen o que se insc e e numa aje ó ia pessoal” (Nó oa, 2014: 182), a a és da elabo ação de es a égias pa a que a escola seja um espaço de “desen ol imen o pessoal e in e pessoal, em ez de local de equência ob iga ó ia, impondo alo es e no mas e des alo izando as cul u as que se a as em do pad ão cul u al que ap esen a” (Sil a, 1999: 38)? A é que pon o o impede ou con ibui pa a igno a os p oblemas que são e e i amen e os p oblemas mais pe inen es? 2. Os p o issionais de Ciências da Educação como mediado es As ciências da educação êm pois em p imei o luga um in e esse p á ico: o de ajuda a acção pedagógica qualque que seja o ní el em que ela se si ua. (Miala e , 1996: 100) A p esença das Ciências da Educação no “mundo” da Educação Escola é ine i á el e ele an e na sua es imulação e e lexão das p á icas educa i as. A sua pe inência é a aen e pelos desa ios com que se depa a, desa ios es es que a a essam complexidades, ce ezas e ince ezas, ins abilidades, singula idades, con li os é icos p esen es na sociedade, en e ou os, que se conjugam numa p eocupação da “cons ução de sabe es que bene icia ão as p á icas pedagógicas e educa i as (...), es imulando o espei o pelo ou o” (F ison e Simão, 2009 :27). É, ainda, necessá io ealça , a impo ância do concei o de mul i e e encialidade, na medida em que os sabe es das Ciências da Educação cons oem-se com base nas múl iplas e e ências exis en es, pe an e um olha sob e as di e sas si uações, sujei os e elações que nelas se en ol em. Segundo, Veloso, es e concei o é cons uído, ambém, a a és da ! 22! in e disciplina idade que en ol e a psicologia e a sociologia, que esul a na “in e p e ação dos enómenos educa i os e sociais, com o in ui o de i pa a além de uma me a explicação causal, con e indo um olha mais comple o e complexo de o ma a que as ques ões educa i as e sociais sejam abo dadas a um ní el mais p o undo” (2008: 17). Pa a Co eia e Ca amelo (2003) a escola em indo a pe de o seu encan o e a sua magia. Nes e seguimen o, pe cebemos que es a pe da se de e aos p oblemas e/ou desa ios com que a escola se depa a na a ualidade. P oblemas es es, ca ac e izados po Viei a e Dionísio, como complexos e plu ais, pois, po um lado, pela sua elação com os p oblemas ligados ao abando escola p ecoce, as di iculdades de ap endizagem e o insucesso escola se o na em “uma p eocupação maio num con ex o ma cado pela cen alidade das quali icações escola es” (2012: 83). Po ou o lado, depa amo-nos com p oblemas ligados “às eg as de ci ilidade, de indisciplina e aos enómenos de humilhação no in e io das escolas e das salas de aula” (idem: 84), que põe em causa a au o idade do p o esso e as suas compe ências em coloca o dem den o da sala de aula. Cien e des es p oblemas e das espos as ine icazes ou in iá eis que se p opõem, su ge a necessidade de equisi a o apoio de especialis as que “possam coadju a na p e enção ou epa ação de inúme as si uações de ulne abilidade ou de isco (...)” (Viei a e Dionísio, 2012: 84), uma p oblemá ica que nos conduz a discu i o papel des es especialis as, que do pon o de is a das suas po encialidades que do pon o de is a dos seus limi es. Nes e ela ó io es a e lexão se á ci cunsc i a ao abalho dos p o issionais de Ciências da Educação como um abalho de mediação que se ocaliza, sob e udo, nas si uações de con li o que se es abelecem numa sala de aula, que o con li o se a i me po ia das elações in e pessoais que enha a e , ambém, com a dis ância dos alunos ace às ap endizagens não ealizadas. ! 2.1. A Mediação e os seus p o issionais Ao con ex ualiza a mediação, pe cebemos que es e ecu so pa a esol e p oblemas ou si uações con li uosas comuns na ida, semp e exis iu. Encon á amos, “nas ibos ou po oações, sábios a quem se eco ia com oda a na u alidade, que aziam sossego às pessoas di e en es, se es que e am alice ces de a e nidade” (Six, ! 23! 1990: 11 ci in To emo ell, 2008: 11), podendo associa , assim, a igu a do mediado , na conc e ização da mediação, como uma pessoa azoá el, p omo o da paz e da jus iça, empá ica, possuido a de um senso comum elacional que exe ce in luência nas pessoas pelo seu p es ígio. A mediação pode assim se en endida, nos dias de hoje, como um ins umen o p omo o de cidadania, enquan o espaço de “exe cício de elações sociais densas e quen es, onde o mediado é um a esão da cons ução de cidades e das elações que lhes dão ida” (Co eia e Ca amelo, 2003: 26). Um ins umen o que p essupõe o con li o e a exis ência des e, em unção do econhecimen o de que há di e en es opiniões, desejos e in e esses na in e ação humana. Po isso, a necessidade da mediação e do seu mé odo de “ esolução de con li os em que duas pa es em con on o eco em, olun a iamen e, a uma e cei a pessoa impa cial, o mediado , a im de chega em a um aco do sa is a ó io” (Seijo, 2003: 5). T a a-se, po um lado, de se um mé odo al e na i o, po se ex ajudicial e c ia i o e pela p omoção de soluções que sa is açam as necessidades das pa es en ol idas. Po ou o lado, a a-se de um mé odo de negociação coope a i a na qual “p omo e uma solução em que as pa es implicadas ganham ou ob êm um bene ício” (Seijo, 2003: 5), po o ma a supe a concebe uma pos u a de ganhado -pe dedo . Po o ma a melho a e comple a o sen ido de mediação, To emo el (2008), ac escen a que a mediação é um mo imen o poli ace ado e plu alis a que de e á esponde , ainda, a qua o obje i os di e en es: i) pela his ó ia da sa is ação que eme ge da u gência em esol e p oblemas humanamen e plausí eis, escapando a ques ões de cus os económicos, emocionais e empo ais; ii) pela his ó ia da jus iça social que u iliza a au ode e minação e independência das pessoas como um di ei o a e gue em-se pelo seu p o agonismo nos seus p óp ios con li os; iii) pela his ó ia da op essão que in o ma “das possí eis pe e sões do p ocesso de mediado , nomeadamen e: desequilíb io de pode , p i a ização dos p oblemas, manipulação encobe a e explo ação dos mais débeis” (idem: 16); e, pela his ó ia da ans o mação que o nece a a és do empowe men , a p omessa de e olução do indi íduo e da sociedade em ge al. De ac escen a , que pa a se possí el ealiza mediação é necessá io que os indi íduos cump am com alguns p ecei os, como o es a mo i ado, coope a e pa icipa du an e o p ocesso e demons a espei o quan o à ou a pa e, quan o ao p o issional e quan o ao aco do alcançado. ! 24! Po se a a de um mé odo complexo quan o ao seu p ocedimen o, dep eende- se, que a sua execução de e se e e uada po uma pessoa/p o issional que cump a ou co esponda a algumas das ca ac e ís icas do pe il de mediado . Es e pe il obedece a alguns p incípios ele an es pa a o p ocesso de mediação, que em como obje i o c ia o diálogo de o ma a soluciona um p oblema, a ajuda o ou o e a p ocu a o bem-es a comum. O a, pe cebemos assim que uma das p imei as ca ac e ís icas é a comunicação in e pessoal que se de ine pela disponibilidade em es a em escu a a i a pe manen e, pela empa ia na elação com os ou os, pela sua lexibilidade e asse i idade ou pela capacidade em p omo e e ge i o diálogo en e pessoas ou g upos (Sil a, Ana Ma ia e al, 2010). Pa a comple a , o mediado e á ainda que demos a : impa cialidade ou neu alidade nas mediação, conside ando que o mediado não de e ep esen a nenhuma das pa es, nem in e e i ou impo soluções (Oli ei a & F ei e, 2009), assegu ando a con idencialidade, de o ma a que as pa es possam expo os p oblemas e, inalmen e, assegu a o p incipio de olun a iedade, uma ez que “ambas as pa es de em pa icipa de li e on ade no p ocesso de mediação/ esolução do con li o” (Oli ei a & F ei e, 2009: 20). Não há, con udo, uma mediação pe ei a, ainda que se saiba que, pa a uma mediação se bem sucedida, é necessá ia a p odução de “comunicação en e as pa es, uma comunicação que a á ealmen e u os na ida de cada uma das duas pessoas ou de cada um dos dois g upos” (Six, 1991: 185 ci in Almeida, 2009:117), po o ma a pe mi i a cons ução de laços e, e en ualmen e, a mudança. Não podemos olha pa a a mediação, apenas, como uma écnica de esolução de con li os, já que ela é um ins umen o passí el de ge a ap endizagens e con ibui pa a no as o mas de sociabilidade. Se á a a és do econhecimen o de ais possibilidades que se jus i ica e le i sob e a u ilização de mediação numa comunidade educa i a uma ez que “a complexidade que hoje ca ac e iza os sis emas educa i os e os desa ios que ela coloca êm le ado à c iação de es u u as e igu as acili ado as da ligação en e sis emas, o ganizações, g upos ou simplesmen e en e pessoas” (F ei e, 2010: 59). 2.1.1. Mediação Escola Após abo da mos a mediação e econhece os seus sen idos, assim como o papel e a impo ância do mediado , o na-se ele an e econhece o papel pedagógico do p ocesso de mediação na ins i uição escola . ! 25! A mediação escola é desen ol ida na escola em duas e en es essenciais, a da mediação socioeduca i a ou sociocul u al e a da mediação de con li os in e pessoais. Quan o à p imei a e en e, es a su ge como uma es a égia pa a comba e os “g a íssimos p oblemas do abandono escola e da exclusão social” (F ei e, 2010: 66) c iando o elo de ligação en e a cul u a/pad ão que a escola eicula e a cul u a de o igem dos alunos com que a escola se depa a. A segunda e en e, a da mediação de con li os, nasce com o sen ido de “encon a no as espos as aos p oblemas da indisciplina e da con li ualidade, que es ejam pa a além da egulação social e do con olo” (idem) e p omo e a pa icipação e a cons ução de uma cidadania a i a po pa e dos sujei os que in eg am a comunidade escola . Em suma, a mediação escola su ge como uma alência que se baseia na ideia de uma escola inclusi a, pela sua inalidade na “socialização e p odução de iden idades sociais, a c iação de no os espaços de socialização e de modelos al e na i os de ges ão das elações sociais” (Almeida, 2009: 122). Como a escola não é apenas um luga de aquisição de conhecimen os mas ambém um luga de p omoção da socialização, impo a e le i sob e as con igu ações dos p ocessos de mediação escola . Começa emos po e le i sob e as inicia i as de mediação escola elacionadas com a indisciplina, a qual eque espos as “di e si icadas em unção dos p oblemas diagnos icados, conside ando as di e en es si uações e con ex os sociais e escola es” (Amado e F ei e, 1972: 5). Pa a a conc e ização des e ipo de mediação, po o ma a esol e os p oblemas de con li os e indisciplina que o am e e idos an e io men e, começa am a su gi a c iação de gabine es, mui o a iados na sua denominação (Gabine e de Apoio ao Aluno – GAAL, po exemplo) mas, com a mesma unção, a de “da espos a à necessidade de um espaço que acolhesse os alunos expulsos da sala de aula” (F ei e, 2010: 66).Espaços es es que, pelas mais di e sas azões, se o am ans o mando num “espaço de acolhimen o dos alunos que, po o dem do p o esso , o am expulsos da sala de aula, na sequencia de algum ipo de compo amen o desadequado” (idem). Quais as inalidades des es espaços? A é que pon o não con ibuem, assim, pa a exclui alunos? Como é que pa icipam de o ma consequen e no p ocesso de e lexão capaz de pe mi i a implemen ação de espos as que não se con inem a se espos as compensa ó ias ou emedia i as? Como é que con ibuem pa a a cons ução de sine gias em unção das quais a escola e o abalho que aí se ealiza seja um abalho com signi icado pa a alunos e p o esso es? ! 32! ! 33! Capí ulo III – Das es a égias me odológicas ao desen ol imen o da ação No capí ulo an e io p ocu ou-se p oblema iza dimensões e concei os ele an es pa a se pensa e o ganiza a ação no con ex o Escola TEIP. To na-se ago a pe inen e abo da as es a égias me odológicas assumidas que o ien a am o desen ol imen o da expe iência que i i como es agiá ia. Es e p oje o o ien ou-se com o obje i o de, a a és de ações de mediação e de u o ia no seio de um Gabine e Social de uma Escola, con ibui pa a en en a p oblemas de indisciplina e do absen ismo escola de um nume o signi ica i o de alunos dessa escola, de o ma a que es es pudessem e mais condições pa a se em bem sucedidos em e mos escola es. Sendo es a desc ição gené ica do obje i o do es ágio que ealizei impo a a i ma que nes e abalho e le i ei an o sob e as espos as que acionei como sob e alguns dos undamen os e impac o das mesmas, no sen ido, ambém, de “desc e e , explica , le an a no os p oblemas eó ico-p á icos” (Boa ida e Amado, 2008: 197). 1. Concep ualização e ope acionalização de um p oje o An es de pode mos a ança pa a a desc ição das es a égias da ação se á impo an e comp eende odo o caminho p e iamen e desen ol ido na concep ualização e ope acionalização do p oje o em unção do qual ealizei o meu es ágio. Pa a Capucha um p oje o ep esen a a mobilização de “conhecimen o pa a iden i ica as acções necessá ias à p ojecção es u u ada e o ganizada de uma mudança ace a uma si uação diagnos icada que se p e ende al e a ” (2008: 7). A ase de diagnós ico oi po isso essencial pa a iden i ica alguns dos p oblemas e po encialidades no uncionamen o da Escola onde in e i, onando possí el p oje a uma ação que, gene icamen e, se pode á de ini como uma ação de mediação socioeduca i a. Foi com es a pe spe i a que se elabo ou um plano com um conjun o de es a égias pa a a ealização da ação, sabendo-se que nem a ase do diagnós ico pode se ci cunsc i a ao momen o inicial do p oje o nem o planeamen o pode se en endido como algo ci cunsc i o. O abalho de planeamen o de um p oje o “não se az de uma só ez, desen ola-se no malmen e em á ias e apas. (...) [Uma ! 34! ez] que a dinâmica da acção ge a mui as ezes des ios inespe ados e insuspei os” (Capucha, 2008: 8). Em suma, hou e uma in enção e um plano de inido a pa i do diagnós ico que du an e o p ocesso de ação oi sendo eajus ado de ido à ins abilidade e imp e isibilidade do con ex o escola , que po isso se o nou um p oje o em que se en ou “de ini cla amen e os «pe is de mudança» desejados e desen ol e -se de o ma a caminha nessa di eção, embo a, po ezes, con ibuam pa a que su jam ou os desa ios que, apesa de não p e is os de início, nem po isso deixam de se mui o impo an es” (Co ezão, Lei e e Pacheco, 2002: 26). Com es a pe spe i a em men e, pe cebemos que es á p esen e a elação en e o que e e o aze , que sepa a aquilo que se deseja aze daquilo que nos é pedido pelo con ex o pa a aze . Du an e o es ágio p o issionalizan e hou e a necessidade de in eg a es es aspe os no p ocesso de ação, epensando, e o çando e implemen ando o mas e es a égias que izessem sen ido pa a os sujei os, pa a o p oblema e pa a o con ex o. 2. Ca ac e ização do con ex o TEIP e do público al o O es ágio p o issionalizan e, a que es e ela ó io diz espei o oco eu na Escola- Sede de um ag upamen o escola , que no ano de 2007/2008 passou a in eg a o p og ama Te i ó io Educa i o de In e enção P io i á ia 2 (TEIP 2). Nes e sen ido pode conside a -se que es e ag upamen o co esponde aos p essupos o e aos c i é ios que no Despacho No ma i o nº55/2008, de 23 de Ou ub o, do Minis é io da Educação se de inem como os p essupos os e os c i é ios de um e i ó io escola ma eado po assime ias socioeconómicas como indicado es de debilidade económica e social, que se p enunciam a a és da pob eza, exclusão social e baixo ní el ins ucional da população que o in eg a2. T a a-se de uma população que simul aneamen e se depa a com a o es nega i os de na u eza económico-social, como o desemp ego, o baixo ní el de ins ução, desigualdades socioeconómicas e cul u ais, si uações de isco ( iolência e maus a os), p oblemas de saúde, si uações de oxicodependência e alcoolismo. Es a ealidade e le e-se no signi ica i o núme o de es udan es que bene iciam da Ação Social Escola e/ou se encon am ins i ucionalizados3. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 2!P oje o Educa i o do Ag upamen o! 3 Diagnós ico ap esen ado no PDS do Concelho, ep esen ado no P oje o Educa i o da Escola ! 35! Pode a i ma -se, pe an e es es dados, que es amos pe an e con ex os escola es que, po um lado, se con on am, a ualmen e, “com p oblemas e desa ios mais complexos e plu ais” (Viei a e Dionísio, 2012: 83) e, po ou o, en am encon a espos as capazes de conc e iza os obje i os que no P oje o Educa i o se iden i icam como aqueles que se passam a enuncia : i) ga an i a igualdade de opo unidades de sucesso escola a a és de medidas que con ibuam pa a esol e p oblemas de in eg ação escola e di iculdades especí icas de ap endizagem e socialização; ii) desen ol e nos jo ens compe ências pessoais e sociais, com is a a uma adequada in eg ação e ao seu desen ol imen o social como cidadãos esponsá eis e au ónomos; iii) p omo e o c escimen o in elec ual dos alunos em simul âneo com o seu c escimen o cí ico e é ico e i ) p omo e as boas p á icas de ensino, pugnando pela pe manen e a ualização e adap ado às exigências con ex uais do País, da União Eu opeia e do Mundo. Sendo es es os obje i os que no eiam os di e en es ipos de inicia i as que êm luga nas escolas do ag upamen o, impo a chama a a enção pa a o ac o de que es es obje i os, pa a se em bem sucedidos, necessi am de ecu sos, de inicia i as e de medidas que não se pode ão con ina aos acon ecimen os que êm luga apenas, nas salas de aula. É endo em con a um al p essupos o que no ag upamen o se c iou um se iço, en e ou os, denominado Gabine e Social, a es u u a onde deco eu o meu es ágio, a qual, po isso, passo a ca ac e iza . 2.1. Ca ac e ização sumá ia do Gabine e Social O Gabine e Social é cons i uído po uma equipa com uma Assis en e Social e duas Educado as Sociais, que azem pa e in eg an e da Equipa de Mediação In eg ada (EMI) do Ag upamen o de Escolas onde ealizei o es ágio, jun amen e com uma Psicóloga. O gabine e Social é uma es u u a cuja a i idade isa da uma espos a especializada na á ea da in e enção social a p oblemá icas especí icas, elacionadas com o insucesso, o absen ismo e a indisciplina. A a uação des e gabine e em como inalidade a ( e)in eg ação escola dos alunos sinalizados. As unções des e gabine e isam ealiza o diagnós ico dos di e en es p oblemas e compo amen os onde é necessá io in e i e consequen emen e, planea ! 36! e desen ol e a i idades que espondam aos mesmos. Tem, ainda, a unção de acompanha , indi idual ou g upalmen e, os alunos sinalizados, de modo a e o ça compe ências pessoais, sociais e elacionais p omo o as da sua ( e)in eg ação escola . Aliado a es e gabine e es á o Gabine e de Mediação Escola que unciona como espos a pa alela e complemen a à in e enção do Gabine e Social, na p e enção da indisciplina, do absen ismo e do abandono escola . Com o obje i o de apoia alunos, p o esso es e uncioná ios na ges ão e mediação das elações in e pessoais e na minimização das p oblemá icas associadas à indisciplina, iolência e compo amen os de isco. De salien a , a exis ência de um Gabine e do Aluno, que apesa de não se encon a aliado ao Gabine e Social, em impo ância no sen ido em que se a a do local onde os alunos se di igem em caso de expulsão da sala de aula causada po mo i os de indisciplina, cuja ação se ca ac e iza pelo p eenchimen o de uma icha pessoal na qual o aluno ela a a si uação de con li o em sala de aula e p opõe a esolução da mesma. Es e ealiza ainda as a e as indicadas pelo p o esso que deu o dem de saída da sala de aula ou pelo p o esso que se encon a no gabine e, o qual supe isiona o abalho do aluno: aze exe cícios, ichas, pesquisas na in e ne , e c. 3. P imei os momen os A ideia de desen ol e o es ágio p o issionalizan e num con ex o escola su giu pela on ade pessoal indo a se conquis ada ao longo do meu pe cu so académico. Assim, jun amen e com o o ien ado ez-se uma pesquisa de á ios locais possí eis de in e enção e iden i icou-se es e, aumen ando o in e esse de in e i pelos p oblemas de indisciplina escola que a ca ac e izam, assim como, pe cebe como su gem es es p oblemas, os mo i os e os meios u lizados pa a os comba e . Fize am-se, assim, os espe i os con ac os com a di eção da Escola que se mos ou disponí el pa a me ecebe . Ab i am as po as pa a que se pudesse e e ua o diagnós ico do con ex o e assim elabo a um p oje o, a en ega ainda no inal do ano le i o 2012/2013. Assim, no âmbi o da unidade cu icula especí ica do domínio Ges ão Educacional, Cu ículo e In e enção P io i á ia do 1º ano des e mes ado ap o ei ou-se pa a se aze o desenho do p oje o de in e enção. A en ada no e eno deu-se no 2º semes e, de modo a ealiza -se o diagnós ico do con ex o. ! 37! Em suma, a escolha des e con ex o pa a a ealização des e es ágio p o issionalizan e e e po base: i) uma escolha pessoal na p e e ência em desen ol e um abalho num con ex o escola ; ii) a ep esen ação das Ciências da Educação nes e con ex o, pois apesa de exis i mediação no mesmo, não ha ia explo ação da mesma po alguém da á ea das Ciências da Educação; iii) adqui i conhecimen o e expe iência a a és do abalho em equipa mul idisciplina que já deco e no Gabine e Social des e con ex o, mas ambém, a a és da in e enção com os alunos. De algum modo, pode conside a -se que a minha p esença no gabine e pode ia cons i ui -se como um con ibu o pa a o desen ol imen o de um olha mais especializado sob e a indisciplina e o insucesso escola es, endo em con a a o mação que ui desen ol endo no 1º e no 2º ciclos de Ciências da Educação. 4. A dimensão da in e enção do p oje o Pa a se de ini em as es a égias e obje i os de in e enção, oi necessá io p ocede a uma análise p é ia do con ex o. Es e diagnós ico oco eu no ano le i o 2012/2013, mais p ecisamen e em Maio de 2012 e se iu pa a iden i ica as necessidades e po encialidades a abalha . Es a p imei a ase da in e enção possibili ou um con ac o com o e eno, que pe mi iu pe cebe as dinâmicas ap esen adas pelo mesmo. Es e abalho explo a ó io apoiou-se num mé odo quali a i o pa a a ecolha de dados: análise documen al e a en e is a. Com o in ui o de ap o unda es e p oblema da indisciplina, eco i à in o mação p esen e no Gabine e do aluno, em p imei o luga , po que se a a do local onde os alunos se di igem em caso de expulsão da sala de aula causada po mo i os de indisciplina e, em segundo luga , po que é nes e p eciso local que es es alunos se jus i icam eco endo à explicação do sucedido, em supo e de papel, ou seja, no p eenchimen o de uma icha pessoal, daí a necessidade de eco e à análise documen al. Hou e, ainda, a necessidade de eco e ao Gabine e Social po se encon a aliado ao Gabine e de Mediação Escola , sendo um local em que alguns alunos, mais p op iamen e, os alunos que são acompanhados pelas Educado es e pela Assis en e Social, equipa in eg ada nes e gabine e, são encaminhados pela si uação epe ida de expulsão de sala de aula, pelo mesmo mo i o de indisciplina. Pa a além disso, hou e o in e esse de pe cebe o uncionamen o des e Gabine e, endo em con a ! 38! as suas ca ac e ís icas, unções e papel das écnicas p esen es. Pa a a ob enção des as in o mações oi ealizada uma en e is a à Assis en e Social. Apesa de inicialmen e o es ágio es a di ecionado pa a uma in e enção no Gabine e do Aluno, pe cebi que a ia mais sen ido es agia num local que me acolhesse como um elemen o da sua equipa, e que me pe mi isse adqui i , conhecimen o e expe iência p o issional. Nes e sen ido hou e uma busca po ou o gabine e, nes e con ex o, que usu uísse des as ca ac e ís icas, que o am encon adas no Gabine e Social. Em suma, após a ealização de um p oje o di ecionado pa a o Gabine e do Aluno que se conjuga com a indisciplina escola é com o início do es ágio p o issionalizan e que me ape cebo de ou a ealidade e ou os p oblemas que muda as es a égias que já es a am es abelecidas. 4.1. Pa a um conhecimen o do con ex o “O p o agonis a, K., agueia em edo do cas elo, que aze pa e desse mundo, mas qualque es o ço pa a en a em con ac o com as au o idades in isí eis que egulam o acesso só p o ocam us ação e ansiedade. Supõe eg as pa a en a mas não as descob e. Du ida de si mesmo, en a em c ise e culpabiliza-se a si p óp io” (Pa on, 1990, ci in Mo ei a, 2007:139). Quando en amos em campo passamos po á ias ases, depa amo-nos com um (in) a iá el mundo de sen imen os que nos az pensa e a é nos compa a com o p o agonis a K, mas, apesa de udo, não desis imos, pa a ence es e ipo de di iculdades se indo-me da u ilização de mé odos e écnicas que nos ajuda am a en en a os p oblemas. Assim oi com o es ágio p o issionalizan e, em que de e minei abalha “com os alunos” e não “sob e os alunos”, en abelecendo uma elação de p oximidade com eles. Reco dando o es udo de Coelho (2006), con on ei- me com alguns p incípios me odológicos e é icos que o ien a am o meu papel na escola: i) a pe manência no e eno o mais p olongada possí el; ii) a i ude simpá ica e empá ica com os sujei os em es udo, numa pe spec i a de escu a, pa a se capaz de se coloca no luga do ou o – os alunos; iii) uma pos u a de cu iosidade sob e odas as si uações, con e indo impo ância àquilo que à pa ida pode pa ece não e ! 39! signi icado e alo izando mais o p ocesso do que o p odu o; i ) um compo amen o é ico na elação com os adul os e os jo ens alunos em p esença – uma a i ude de espei o, hones idade, conside ação e lealdade; ) pa icipação pe i é ica (Fe ei a, 2003, ci . po Coelho, 2006) de modo a minimiza o impac o e a pe u bação que a nossa p esença pode causa no con ex o. Após a de inição a população e os elemen os a es uda , e ia que de e mina como pode ia ob e acesso à in o mação. Os p óximos ópicos explici a ão as écnicas u ilizadas que ajuda am a ob e in o mações sob e o con ex o, assim como os sujei os. 4.1.1. A En e is a Foi e e uada uma en e is a à Assis en e Social p esen e na escola onde i ia in e i . A escolha des a p o issional de e-se ao simples ac o de se uma das écnicas do Gabine e Social que, po isso, es á em cons an e con ac o com os alunos mas ambém com ou os p o issionais da comunidade escola , endo assim expe iências com os compo amen os dos alunos quan o à indisciplina, o insucesso escola , o absen ismo p ecoce, casos de mediação, apoio u o ial, en e ou os ac o es impo an es que azem sen ido pa a comp eende o con ex o e as espos as que aí se p oduzem. Assim, o obje i o da u ilização da en e is a oi pe cebe as p á icas e os acon ecimen os com os quais a en e is ada se con on a, mais p ecisamen e, quan o aos seus “sis emas de alo es, as suas e e ências no ma i as, as suas in e p e ações de si uações con li uosas ou não, as lei u as que [ az] das p óp ias expe iências (...), pon os de is a p esen es, o que es á em jogo, os sis emas de elações, (...) e c” (Qui y, Campenhoud , 2008: 193). Es e mé odo ca ac e iza-se pela sua “aplicação dos p ocessos undamen ais de comunicação e de in e ação humana. Co e amen e alo izados, es es (...) pe mi em (...) e i a (...) in o mações e elemen os de e lexão mui o icos e ma izados” (Qui y, Campenhoud , 2008: 191), pa a além disso es abelece-se um con ac o di e o en e a es agiá ia e espe i o in e locu o , possibili ando e acili ando uma comunicação mais abe a. Con udo, “ en a sabe o que se az quando se inicia uma elação de en e is a é (...) en a conhece os e ei os que se podem p oduzi sem o sabe po es a espécie de in usão” (Bou dieu, 2001: s/pag.) que es á no sen ido de oca de sabe es e sen idos en e pessoas quase que desconhecidas. Apesa dis o, oi u ilizada a en e is a semies u u ada, po es a se conduzida a pa i de um guião ou pe gun as- ! 40! guias, ela i amen e abe as, que cons i uem a ges ão des a en e is a e que de em cons i ui “ques ões de pesquisa e eixos de análise do p oje o de in es igação” (A onso, 2005: 99). Es as pe gun as não segui am uma o dem, pois, an o quan o possí el, de e-se deixa o en e is ado ala abe amen e, com as pala as que deseja e pela o dem que lhe con ie , sem se in e ompido. Cabe ao en e is ado eencaminha a en e is a pa a os seus obje i os, “cada ez que o en e is ado deles se a as a e po coloca as pe gun as às quais o en e is ado não chega po si p óp io” (Qui y, Campenhoud , 2008: 192).6 Con udo, exis em alguns iscos na en e is a, no que conce ne à sua ansc ição, pois es a “já é uma e dadei a adução ou a é uma in e p e ação” (Bou dieu, 2001: s/pag.), a o que não icou indi e en e, mas o am ei os os possí eis pa a a conc e ização da mesma. 4.1.2. O ecu so à análise documen al Uma das ca ac e ís icas da ecolha de dados documen al é o ac o de se a a de uma me odologia não in e e en e, o que signi ica, que são ecolhidos dados po um p ocesso que não en ol e a ecolha di e a de in o mação a pa i dos sujei os. Assim, os dados ecolhidos “e i am p oblemas de qualidade esul an es de as pessoas sabe em que es ão a se es udadas, em consequência do que, mui as ezes, mudam o seu compo amen o” (A onso, 2005: 88-89). Como o obje i o e a ecolhe a iden i icação pessoal e o mo i o pelo qual os alunos são expulsos de sala de aula ou são epo ados pa a o Gabine e Social e/ou de Mediação Escola es a écnica mos ou- se a mais ap op iada pa a al. Com o in ui o de conduzi melho a in e enção, oi ambém analisado o po ólio do Gabine e Social, que con em ela ó ios sob e: o p óp io Gabine e Social; o Gabine e de Mediação; da In e enção Indi idualizada ealizada aos alunos acompanhados pelas écnicas do gabine e; da In e enção em G upos, em con ex o u ma, den o de sala de aula; e, a Relação Escola-Família-Comunidade. A in o mação que es es documen os esc i os con êm ep esen am algumas das pe spe i as e ca ac e ís icas dos alunos que cons i uem uma base empí ica álida pa a a análise da ealidade a in e i . Hou e ainda a p eocupação de con ola a c edibilidade dos documen os e das in o mações que es es con êm, bem como a adequação dos obje i os e das exigências ! 41! do abalho de in e enção, nes e caso, a enção quan o à “au en icidade, a exa idão das in o mações que con êm, bem como a co espondência en e o campo cobe o pelos documen os disponí eis e o campo de análise” (Qui y, Campenhoud , 2008: 203) da in e enção. Concluímos en ão que es e mé odo mos ou-se insu icien e sen indo-se a necessidade de o complemen a e de o en iquece nes e p ocesso. Assim, p ocedeu-se pa a a u ilização de ou o mé odo, mais p ecisamen e, a obse ação pa icipan e sob e o abalho das écnicas. 4.1.3. A Obse ação Pa icipan e à Equipa Técnica como o ma de melho a a In e enção A obse ação pa icipan e é uma a ian e da obse ação di e a que consis e na “inse ção do obse ado no g upo obse ado, o que pe mi e uma análise global e in ensi a do objec o de es udo” (Almeida e Pin o, 1982: 97). Es a écnica pe mi iu-me obse a o abalho das écnicas, pe cebendo, assim, os p oblemas e desa ios do con ex o, assim como a p óp ia in eg ação. Numa p imei a ase obse ei a mediação ealizada pelas écnicas, assim como a elação que es abeleciam com a comunidade educa i a e a impo ância da mesma na esolução de con li os pois, p imei amen e o obje i o se ia “obse a os acon ecimen os, causando a meno dis upção possí el na si uação social” (Bu gess, 1997: 100), ou seja a p imei a e apa oi mais de pe cebe e en a comp eende de que o ma as écnicas lida am com os p oblemas, pa a mais a de pode in e agi com os alunos in e indo de uma manei a mais conscien e, de o ma a consegui en en a de uma melho o ma os desa ios com que me depa a a. No deco e do p ocesso de es ágio sen i a necessidade de es abelece elações de con iança com os sujei os inse indo-me no con ex o social e cul u al i endo “como e com as pessoas [do] objec o de es udo, compa ilha[ando] com elas a quo idianidade, descob [indo] as suas p eocupações e as suas espe anças, as suas concepções do mundo e as suas mo i ações” (Mo ei a, 2007: 178-179), pa a a cons ução de signi icados jun ando o pon o de is a dos sujei os, ou seja, os mé odos e p á icas que os indi íduos u ilizam pa a descodi ica o mundo em que i em. Es e mé odo nem semp e é ápido na sua e icácia, pelo simples ac o de nas p imei as obse ações, os indi íduos ainda que acei assem a possibilidade da minha ! 48! Como podemos e i ica exis e maio p edominância de casos acompanhados nos 2º e 3º ciclo. Es a si uação es á elacionada com o ac o de exis i uma maio incidência da indisciplina e do absen ismo nes es ciclos, comp o ados nos egis os do Gabine e de Mediação Escola . Nes e con ex o conjuga-se ainda a iden i icação das p oblemá icas associadas a cada aluno baseadas na in o mação ob ida a a és da sinalização que e elou como alguns alunos pode iam exp imi cumula i amen e á ios ipos de p oblemas, al como é possí el cons a a a a és da lei u a do g á ico da igu a 2. ! ! !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ! ! "! #$%$&'()'*#(! +$),! $-.*+,! /01&*1,! %2(! 3,*%! $4+5$%%*'(%6! (! -.$! #$%+()$/,! .3! 3,*(5! &73$5(!#$!%()*1*/,89$%!#$!*&/$5'$&82(!$%+$1*,)*:,#,;!! <2(!(=%/,&/$6!,(!)(&>(!#$%/$!,&(!)$/*'(6!?(5,3!,.3$&/,&#(!,%!%*&,)*:,89$%!+(5!+,5/$! #,%!$%1(),%!#$!+5*3$*5(!1*1)(6!/$&#(!%*#(!5$,&,)*%,#(!(!30/(#(!#$!*&/$5'$&82(6!1(3(! ,&,)*%,5$3(%!3,*%!,#*,&/$;! !"#$%&'()*(+*(,-./"'(0/(1234'5(1&'.614710'58(6'"("/219:'(1'(&%&2'(/(5/;'( ( @$! ,1(5#(! 1(3! (%! #,#(%! #(! A,=*&$/$! B(1*,)6! &(! #$1(55$5! #$%/$! ,&(! )$/*'(6! ?(5,3! ,1(3+,&C,#(%! &(! D>5.+,3$&/(!#$! 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Figu a 1 – Dis ibuição dos alunos em acompanhamen o, po ciclo e géne o ! ! !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ! ! "! #$%$! &'$! ()%*)+,-! '$./! *-0*%)1$! )'! %)2$+,-! $-! 0-//-! (342.*-5$26-7! 8-.! )8)1&$9$! $! 9./1%.4&.+,-!9-/!$2&0-/!)'!$*-'($0:$')01-!)'!1%;/!8$.<$/!)1=%.$/!*-%%)/(-09)01)/7! 9&'!(-01-!6./1$!>)%$27!$-/!1%;/!*.*2-/!9)!)/*-2$%.9$9)!8%)?&)01$9-/!()2-/!')/'-/@! !"#$%&'()*+*(,-(./(0123'4(0&'560370.'48(6'"("/109:'(;($0%<0(/=#"%0( ! #-%!$0=2./)!9-/!9$9-/!9-!>%=8.*-!A@B@!8-%$'!$*-'($0:$9-/!$2&0-/!9)!1-9$/!$/!.9$9)/! )/*-2$%)/!C9)/9)!-/!D!$-/!AE!$0-/F7!)<./1.09-!&'!'$.-%!03')%-!9)!$2&0-/7!*&G$/!.9$9)/! )/1,-! *-'(%))09.9$/! )01%)! -/! AH! )! AI! $0-/@! #-%! -&1%-! 2$9-7! 6)%.8.*$5/)! 1)09)0*.$2')01)!&'!9)*%J/*.'-!0-!03')%-!9)!*$/-/!$!($%1.%!9-/!A"!$0-/!9)!.9$9)@! K)! %)$2+$%! ?&)7! 8$*)! $-! ()%L-9-! :-'M2->-! 9-! $0-! 2)1.6-! $01)%.-%7! %)>./1-&5/)! &'! $*%J/*.'-!9)!$2&0-/!$*-'($0:$9-/!0-!AN!*.*2-!)!O$%9.'!9)!P08Q0*.$@! !"#$%&'()*>*(,-(./(0123'48(6'"("/109:'(;(6"'?1/5#=%&0(%./3=%$%&0.0( ( Figu a 2 – Nº de alunos, po elação à p oblemá ica iden i icada ! 49! Após a análise des e g á ico e i icamos que as ulne abilidades associadas à es u u a amilia oi a p oblemá ica com maio incidência dos alunos acompanhados, sendo um dos a o es de isco condicionan e da inclusão/exclusão escola e consequen emen e es imula a os ou os p oblemas. Seguidamen e depa amo-nos com as p oblemá icas associadas à es e a compo amen al, que conjuga p oblemas associados i) à indisciplina escola , quan o ao des espei o às no mas escola es, de incump imen o de eg as e a e as den o e o a da sala de aula, de desa io à au o idade e de in ole ância à us ação; ii) ao ní el do elacionamen o in e pessoal que co esponde a si uações con li uais da elação en e pa es e iii) compo amen os de isco que compo am condu as que colocam a in eg idade ísica, psíquica e social do aluno em isco, onde se salien am os consumos de subs âncias psicoa i as, compo amen o sexual de isco e g a idez na adolescência e ap op iação e/ou des uição de ma e ial e bens alheios, assim como iolência con inuada sob e os ou os. De salien a , que a es a p oblemá ica ainda es ão elacionados alunos que ap esen am diagnós icos clínicos associados à Sínd ome de Hipe a i idade e Dé ice de A enção e ou os p oblemas do o o psicopa ológico, de aco do com o diagnós ico especializado da Psicóloga. Rela i amen e ao abandono escola , es e oi esidual, endo exis ido apenas 3 alunos que deixa am de pa icipa nas a i idades le i as. Finalmen e, o absen ismo ! ! !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ! ! "! !"#$%&'()*+*(ʹ(,-(./(0123'4(/5(0&'5603705/38'(92/(06"/4/3805(.%0:3;48%&'4(.'($'"'( 64%&'608'1;:%&'*( ! #$%!&'(!)*+,'(!-.!)/'.0),1).-,2'3!)04-(-,2)4).!5+*,-4)67*7&)&-(!)'!,85-*!&)!94-)! &)!():&-3!;+-!)<-2)4).!&74-2).-,2-3!'!(-+!/'.0'42).-,2'!-!4-,&7.-,2'!-(/'*)4=!! ! "#$%&'%'!()!$*+%',-!.!"#,.%/0,1'!2,3'*$4!(567-! ! >!2)?)!&-!)6),&','!-(/'*)43!,'!04-(-,2-!),'!*-275'3!<'7!4-(7&+)*3!2-,&'!-?7(27&'!)0-,)(! #!)*+,'(!;+-!&-7?)4).!&-!0)427/70)4!,)(!)2757&)&-(!*-275)(=!@'4!4-*)AB'!)'!)6(-,27(.'! -(/'*)43! <'4).! 7&-,27<7/)&'(! CD%! &'(! )*+,'(! )/'.0),1)&'(! ,'! E)67,-2-! ('/7)*! /'.! -(2)!04'6*-.927/)=! F.0'42)!4-<-474!;+-3!-.!)*E+,(!)*+,'(3!'!)6(-,27(.'!-(/'*)4!/)4)/2-47G)H(-!0'4!<)*2)(! &-! 04-(-,A)! (7(2-.927/)(! I! -(/'*)! /',2+&'3! )! (+)! .)7'47)! 4-5-*)! 4-(7(2J,/7)! I! <4-;+J,/7)!)((8&+)!-!0',2+)*!&)(!)+*)(3!-.6'4)!04-(-,2-(!-.!-(0)A'!-(/'*)4=! >7,&)! 4-*)275).-,2-! )! -(2-! 0',2'3! ()*7-,2)H(-! ;+-! "3K%! &'(! )*+,'(! )/'.0),1)&'(! <7/)4).!4-27&'(!0'4!<)*2)(!)'!)647E'!&)!*-7!LMNC$MC=! O.!(:.+*)3!&-0)4).'H,'(!/'.!+.!0:6*7/'!;+-P! Figu a 3 – Nº de alunos em acompanhamen o que ap esen am diagnós icos do o o psicopa ológico ! 50! escola é de e ado nos alunos em acompanhamen o ca ac e izando-se po al as de p esença sis emá icas à escola, con udo a sua maio ia e ela esis ência à equência assídua e pon ual das aulas es ando p esen es no espaço escola . Fo am es es os p oblemas que jus i icam a exis ência do Gabine e e, de algum modo, são es es p oblemas que cons i uem o cená io onde oco eu o meu es ágio. T a ou-se de um es ágio que se conc e izou a a és de um abalho de mediação que assumiu ês e en es undamen ais: a) a mediação de con li os en ol endo p o esso es e alunos na sala de aula; b) a mediação en ol endo con li os en e alunos no ec eio Pa a além da minha pa icipação nas inicia i as elacionadas com a mediação, desen ol i um p oje o como u o a de um g upo de alunos sob e o qual i ei e le i nes e abalho. 1.1. A mediação de con li os en ol endo p o esso es e alunos A a és do esquema da igu a 4 en a-se explica a dinâmica em unção da qual se desen ol e o p ocesso de mediação que se desencadeia na si uação de con li o en e p o esso es e alunos no espaço da sala de aula. Quando os alunos são acolhidos no Gabine e Social e/ou no Gabine e de Mediação Escola são egis adas as di e sas si uações nas olhas de Regis o Diá io4, !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 4!Anexo 1! ! ! "! ! ! "# $%&'()'*+,-.+/0%! #! $%&'()*)! +)! ,)+'%-./! 012/3%4! 56(2'/(/67! 8)3/! 1)96(+/! %(/! 2/(1)26*':/7! 2/;/! 4)18/1*%!8%4%3)3%!)!2/;83);)(*%4!<!'(*)4:)(-./!+/!$%&'()*)!=/2'%37!(%!84):)(-./!+%! '(+'12'83'(%7! %&1)(*'1;/!)!4)963%-./!+/! 23';%!)12/3%4>! ?'4'9'+/!<! 2/;6('+%+)!)12/3%4! +/!"@!)!A@!2'23/7!56(2'/(/6!+'%4'%;)(*)7!2/;!/!/&B)*':/!+)!%8/'%4!%36(/17!84/5)11/4)1!)! 56(2'/(C4'/1! (%! 9)1*./! )! ;)+'%-./! +%1! 4)3%-D)1! '(*)48)11/%'1! )! (%! ;'(';'E%-./! +%1! 84/&3);C*'2%1!%11/2'%+%1!<!'(+'12'83'(%7!:'/3F(2'%!)!2/;8/4*%;)(*/1!+)!4'12/>!! G! +'(%;'E%-./! +/! )18%-/! +/! $%&'()*)! +)! ,)+'%-./! 012/3%4! 5/'! 84/;/:'+%! 8)3/1! 4)2641/1! H6;%(/1! +/! $%&'()*)! =/2'%37! 1)(+/! I6)! +/'1! *)4-/1! +/! *);8/! +)18)(+'+/! 8%4%!)1*%!%*':'+%+)!5/'!%11)964%+/!8)3%!:%3F(2'%!+)!0+62%-./!=/2'%3!)!6;!*)4-/!8)3/! =)4:'-/!=/2'%3>!01*)!9%&'()*)!2/(*/67!%'(+%7!2/;!%!2/3%&/4%-./!+)!6;%!)1*%9'C4'%!+)! J'F(2'%1!+)!0+62%-./>!! 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Os con li os oco em den o ou o a de sala de aula e en ol em duas ou mais pessoas que de ido à di iculdade de esolução do con li o en e os mesmos, consequen emen e, ge a discussões, ag essões en e pa es, insul os, b incadei as abusi as, des espei o pela au o idade, en e ou as. A indisciplina em espaço escola , é e iden e quando se des espei a as eg as de uncionamen o dos espaços escola es, des uição do pa imónio escola ou da p op iedade alheia, compo amen os pe u bado es nos ec eios, can ina ou salas de aula. Aqui ambém se encon am inse idos compo amen os de isco, ais como u os, consumos de subs âncias noci as e compo amen os sexuais de isco. Na ca ego ia indisciplina den o de sala de aula es ão inse idas as si uações de des espei o pelas eg as de uncionamen o da sala de aula, que necessi am de uma in e enção mais especializada e/ou quando o Gabine e do Aluno não dispõe de ecu sos necessá ios no momen o da oco ência. Como se cons a a, a pa i da lei u a do quad o da igu a 5, as si uações de indisciplina den o de sala de aula, oco em ao longo de odo o ano le i o, ainda que ! ! "! ! !"#$%#&'#()#$*"+,"+&(*-."%+"/+'/+#.!#!$%&'%&(%)*+!,-&!'%.'-&!,%!/012)+1-3%1*+!,+&! %&(-4+&! %&2+5-'%&6! ,%&*'0)47+! ,+! (-*')381)+! %&2+5-'! +0! ,-! ('+(')%,-,%! -59%)-6! 2+3(+'*-3%1*+&!(%'*0':-,+'%&!1+&!'%2'%)+&6!2-1*)1-!+0!&-5-&!,%!-05-;! <-'-! -5=3! ,%&*%&! 2+3(+'*-3%1*+&6! *-3:=3! &%! %12+1*'-3! ->0)! )1&%'),+&! 2+3(+'*-3%1*+&! ,%! ')&2+6! *-)&! 2+3+! /0'*+&6! 2+1&03+&! ,%! &0:&*?12)-&! 1+2)@-&6! 2+3(+'*-3%1*+&!&%A0-)&!,%!')&2+;! ! !"#$%#&'#()#$*"%+$0/."%+"&*)*"%+"*1)*"ʹ"B%/%'%3#&%!-!&)*0-4C%&!,%!,%&'%&(%)*+!(%5-&! '%.'-&! ,%! /012)+1-3%1*+! ,-! &-5-! ,%! -05-6! >0%! 1%2%&&)*-3! ,%! 03-! )1*%'@%147+! 3-)&! %&(%2)-5)D-,-!%E+0!>0-1,+!+!.-:)1%*%!,+!-501+!17+!,)&(C%!,%!'%20'&+&!1%2%&&F')+&!1+! 3+3%1*+!,-!+2+''G12)-;""" " 2/34#'."5676"89"%+".'.//:$'#*&"/+;#&0*%*&<"(./",.0#=."+"(+/>.%.6" ! ! ! ! ! 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Face a es es dados, comp eende-se que é necessá io ala ga o campo das hipó eses capaz de explica o enómeno da indisciplina, já que, nes e ela ó io, não oi esse o oco do meu abalho. Rela i amen e à indisciplina no espaço escola , o ele ado núme o des as oco ências podem es a di e amen e in luenciado pela concen ação do ho á io le i o de odas as u ma do 2º e 3º ciclos no pe íodo da manhã, o iginando um con ex o mais p opício ao desen ol imen o de in e ações dis uncionais en e os alunos e di icul ando a supe isão po pa e dos adul os, dada sob elo ação do espaço de ec eio. Assim, as mediado as, como oi o meu caso e o das écnicas en ol idas na Equipa de Mediação In eg ado a (EMI), eco e am a abo dagens e es a égias educacionais que “p ocu am dinâmicas comunicacionais de comp eensão e in e comp eensão, de pon es e ( e)conciliações que as pedagogias es i amen e escola es pa ecem não consegui ou, simplesmen e, não de ini como p io i á ias na sua ação. (Sil a, e al. , 2010: 130). O nosso papel de mediado as é, assim, impo an e no que conce ne a modela o espaço comunica i o, e apesa de não consegui em “muda o mundo, podem en a ajuda as pessoas a ala em de um modo di e en e, com a espe ança de que, se o ize em, o seu modo de in e agi se modi ique e se p oduzam mudanças que pe mi i ão chega a aco dos” (Diez e Tapia,1999: 28 ci . po To emo el, 2008: 34). O a, se a a és da mediação se p e ende es abelece mudança no mundo, mas no mundo escola , de o ma a con ibui pa a um espaço com p incípios de uma pedagogia pací ica, pa icipa i a e p e en i a de uma educação pa a a paz social. To na-se ele an e pe cebe qual a impo ância da mediação na escola e os obs áculos com que es a se depa a. Os ní eis de exigência académica in ensi icam-se de ano pa a ano e apesa de a Escola desempenha um papel ele an e nes e p ocesso educa i o e de o mação dos ! 53! alunos o na-se necessá io epensa a Escola quan o à necessidade de in e enção, p e enção e esolução de p oblemas ge ado es de con li os, que cada ez mais in ensi icam as mesmas, p incipalmen e den o da sala de aula. O p o esso , com p á icas mais ins u i as, encon a-se, cada ez mais, com di iculdades em a i ma a sua au o idade, daí a necessidade de “mobiliza os alunos pa a a causa escola a a és de uma elação di e en e, que cul i e a p oximidade, a conquis a [e] a on ade dos alunos” (Viei a e Dionísio, 2010: 91), de o ma a comba e as si uações de indisciplina com que a Escola se depa a. É a pa i des e momen o que su ge a necessidade de implemen a a mediação como ins umen o de diálogo pa a i ao encon o in e pessoal de cada aluno en ando pe cebe o que es á po de ás do compo amen o indisciplinado, con ibuindo simul aneamen e pa a a melho ia das elações en e p o esso -aluno e pa a a busca sa is a ó ia de aco dos nes as si uações de con li o. Assim, pa a além de “melho a as elações, con ibui pa a a diminuição dos p oblemas, po que su ge o diálogo onde an es p edomina a o cas igo, a imposição, a al a de espei o, a o ensa e a ag essão” (Seijo, 2003: 9). Es a a i ma-se pela sua con ibuição em aumen a o espei o de uns pa a com os ou os, e ajuda a c ia elações mais coope a i as. Pa a isso, é necessá io de ini e encon a es a égias que es imulem e apoiem os p o esso es a en ol e -se na esolução das si uações de con li os e ou de indisciplina. Ainda que se admi a que o Gabine e de Mediação Escola , em ce as ci cuns âncias, pode unciona como um espaço de amo ecimen o dos con li os, impo a econhece que, pelo menos, nos casos de si uações einciden es os p o esso es e ão que pa icipa na e lexão sob e os p oblemas que es ão na o igem das mesmas. 1.2. P o esso es e si uações de indisciplina ou de con li o A si uação que passo a na a , a pa i das no as de e eno (N.T.) que ui esc e endo, pe mi e comp eende que o en ol imen o a ás e e ido é um dos p oblemas a esol e : “Du an e a aula de Ciências do 7º ano a p o esso a pede a uma aluna pa a i chama uma écnica ao gabine e pa a i a é à sala. Como es a a sozinha no gabine e di igi-me a é à sala pa a e o que a p o esso a que ia. Quando lá chego a p o esso a começa imedia amen e a dize mal de odos os alunos da sala. Diz que ! 54! es á a a de dize pa a “J” muda de luga mas que es a ecusa-se. Eu ap oximo- me da aluna e peço-lhe calmamen e pa a muda de luga po a o , pa a e i a mais con usão du an e a aula. A aluna muda de luga , mas a i ma bem al o pa a que odos, e p incipalmen e a p o esso a, possam ou i que ai muda de luga po que eu pedi e não a p o esso a. A p o esso a segue pa a a aluna “T” que ambém não que muda de luga , quando me ap oximo des a pa a ala com ela, es a nem me dá empo de ala , le an a-se mui o ápido e muda pa a ou o luga , a i mando que acha que is o é idículo po que odas as aulas êm que muda de luga , po que a p o esso a nunca es á sa is ei a. A p o esso a em e comigo e diz-me que a u ma em mui os p oblemas de indisciplina e que nós ( écnicas) é que emos que a a dis o, que já es a a a começa a se insupo á el e que se a u ma con inua assim começa a ma ca al as disciplina es a odos.” (N.T. 24). Se ao p o esso são a ibuídas compe ências como: “ajuda a econhece o alo e as possibilidades de cada um; ap o ei a odas as opo unidades pa a e o ça um au oconcei o posi i o, especialmen e a a és da c iação de um clima de g upo que inspi e con iança e coope ação e não in unda emo , que dê opo unidades ao aluno de decidi , em colabo ação com os ou os, os seus obje i os, que dê opo unidade de expe imen a , p omo endo uma ap endizagem au ónoma” (Lou enço e Pai a, 2004: 13), es e p o issional não pode desca a as suas esponsabilidades den o de sala de aula semp e que se depa a com si uações de indisciplina que põe em causa o seu abalho, a sua dignidade como p o esso , a ap endizagem e o bom uncionamen o da aula. T a a-se de uma ques ão que ob iga ia a um p ocesso de e lexão com os p o esso es, no sen ido des es iden i ica em, e se em ajudados a iden i ica , espos as al e na i as capazes de en en a p oac i amen e os p oblemas. A não se assim, pode ão oco e casos como aquele que ago a se passa a ela a : “a p o esso a chama-me à sala de aula pa a i busca mais 3 alunos que es a am quie os mas que pa a a p o esso a e a melho saí em ago a do que saí em mais a de com al a disciplina ” (N.T. 21) O p o esso oma es a a i ude conscien e da exis ência de écnicas de educação que e ão que se mos a disponí eis pa a in e i semp e que os p o esso es assumam es e ipo de a i ude. Uma a i ude que é um p oblema a en en a . Nes e caso a ! 55! possibilidade da mediação pode assumi -se como um “disposi i o de ges ão das on ades que, embo a imponha exigências especi icas, cons i ui o único ga an e plausí el à exp essão incon olada dos desejos e dos in e esses egoís as” (Co eia e Ca amelo, 2003: 21), acaba po ans o ma -se numa ação pa adoxal. Is o não signi ica que possa des alo iza o abalho de mediação que em luga a pa i do Gabine e Social. Veja-se, po exemplo, a si uação que se passa a na a : “en a um aluno “D”, mui o incon o mado, no gabine e social que inha sido expulso po que, segundo ele, “a s ô a não me deixou pa icipa na aula, es i e com o dedo no a imenso empo, ela pensou que eu es a a a goza , en ão im embo a já que não es a a lá a aze nada”. A Educado a Social S. (E.S.S) con e sou com o aluno “D” na mesa edonda en ando elemb a o seu his ó ico a ní el do compo amen o, is o que semp e oi um aluno que se compo ou mal du an e as aulas, no a a-se pela con e sa a cumplicidade a con iança que o aluno em com a educado a, al ez po isso, o aluno enha admi ido o seu e o mas e o çou a ideia: “eu posso es a e ado po que às ezes enho mau compo amen o mas a s ô a ambém es á e ada po que eu es a a mo i ado pa a pa icipa na aula mas a p o esso a não deixou”. Após es e momen o de e lexão, a E.S.S. con ence o aluno a i pedi desculpa à p o esso a e pedi pa a en a na sala de aula no amen e.” (N.T. 1) Es a e lexão dos alunos, de alguns alunos, só pode se ei a com o apoio de alguém que enha condições pessoais e écnicas pa a assumi um al papel. Não nos podemos esquece que es amos pe an e alunos sob e os quais ecaem expec a i as nega i as que a e am a elação que es e man êm com mui os dos seus p o esso es e o p óp io modo como se pe cepcionam. Tal como e e e João Amado, os alunos, nes a ca ego ia, pe cepcionam-se “a si mesmo de o ma nega i a, a a és dos olhos dos ou os, p o esso es e colegas, e i a[ndo] os desa ios que a escola lhes p opõe, inibem- se pe an e os es o ços solici ados e en am a i ma -se com compo amen os ag essi os e de oposição” (1972: 82). Nes e sen ido, o papel de um e cei o a o , a mediado a, pode pe mi i o dis anciamen o necessá io que a o ece uma comp eensão mais ampla do que es á em jogo no con li o en e alunos e p o esso es, ainda que seja necessá io pe gun a se a abe u a da mediado a ace aos p oblemas é, só po si, su icien e pa a que aquela e lexão possa se p oduzida. Hou e um ou o episódio cuja oco ência pe mi e ap o unda es a e lexão: ! 56! “En e an o, “B” é expulso da aula de Po uguês, es e es á e ol ado po que a p o esso a achou que inha di o uma asnei a. Vem com a e a e ecusa-se a aze po que oi expulso injus amen e e como já ez aquele abalho não o que aze ou a ez, a E.S.P. diz que assim ai pa a casa e em al a. O aluno esponde que ai sem p oblema nenhum, mas eu digo que não, que ai aze a a e a comigo, is o que ele não pode e mais al as, pois já es á no limi e. O abalho é esc e e sob e a impo ância do espei o pelas pessoas. Pego no meu compu ado e pesquisamos na in e ne algo sob e o assun o. Com mui o es o ço o aluno acaba po aze a a e a com a minha ajuda. Após a ealização des a, pe cebi que se passa a alguma coisa, pe gun ei-lhe o que se passa a, pois ul imamen e es a a cons an emen e a se expulso. O aluno olha pa a mim como que desiludido e diz que hoje já e a a segunda ez que inha pa a a ua, que a p imei a oi a ma emá ica, po que alou mal à p o esso a e es a espondeu-lhe pa a ala di ei o po que não es a a a ala pa a os seus pais, e ele não gos ou po que ninguém em o di ei o de ala dos seus pais e po isso mandou a p o esso a pa a o c****** e que desde isso não es á bem, ac escen ou ainda que não e a a p imei a ez que is o acon ecia e pede-me desculpa”. (N.T. 43) Pe an e es a si uação pe cebe-se a necessidade e a impo ância da comp eensão do con li o com o aluno, não só pa a cla i ica o p oblema mas ambém pa a que o aluno explo e os di e en es aspe os e sucessi as epe cussões do mesmo. Es e aluno já se encon a a em acompanhamen o comigo e po isso pe cebi que o olha de desilusão que exp essou, du an e o diálogo an e io , e a o não me que e desiludi de ido à elação p i ilegiada exis en e en e mediado a e aluno. Es e papel em que se comp eendido à luz do ou o p oje o que desen ol i, o da u o ia, onde es abeleci laços mais p o undos e p i ilegiados com alguns dos alunos. Po isso, é que oi possí el o que passo a na a : “”Não ens que me pedi desculpa, ens é que pensa que se calha a p o esso a de ma emá ica não ez de p opósi o” - es a não sabia que ele não gos a a que alassem dos seus pais que p o a elmen e não o ez pa a o o ende , oi simplesmen e uma o ma de ala , como ele az com os seus amigos. Que se ala com a p o esso a e explica o mo i o do sucedido ela pe ceba e es e p oblema não se ol e a epe i . “B” diz que pe cebe o que es ou a dize “mas quando alam dos meus pais ico cego e não ejo mais nada à en e” e que ai en a ala com a p o esso a, mas que p e e ia que osse eu” (N.T. 43). ! 57! No e-se que o abalho ealizado a a és da mediação e e como obje i o p imo dial consegui que o indi íduo u ilizasse a sua on ade pessoal pa a en en a o con li o, ou seja, de ce a o ma, se co esponsabiliza pela si uação e en a c ia e ecupe a uma ede de elação e ligação, en e aluno e p o esso a, baseada no espei o mú uo, em que “se dá um passo signi ica i o na di eção da ans o mação indi idual e social, po que a o ça do se humano indi idual e o sen ido de conexão e de comunidade são desen ol idos conjun amen e” (Folge e Bush, 2000: 74 ci . po To emo el, 2008: 40). Apesa da mediação se , maio i a iamen e, conside ada um mé odo ainda mui o pe cepcionado pa a a pe spec i a de ge i si uações de con li o no mundo escola , a mediação socioeduca i a es á, ambém, di ecionada pa a es e ipo de in e enção, ou seja, su ge como cons ução de diálogo, como um meio acili ado da comunicação, assen e em p incípios como a esponsabilidade, colabo ação, espei o pela di e ença e au onomia. O a, a mediação ga an e, assim, “objec i os conc e os que pe mi am supe a p oblemas, melho a as elações e ans o ma as si uações e os con ex os” (Basílio, 2009: 91). Em conclusão, independen emen e de alguns esul ados posi i os do abalho desen ol ido no Gabine e Social po ia das inicia i as de mediação, impo a econhece que se co em iscos que não pode emos des alo iza : i) um que em a e com a possibilidade do ca á e emedia i o de mediação pode desmobiliza os p o esso es de p oduzi em e lexões mais amplas sob e os p oblemas e ii) ou o que em a e com o ac o da e lexão se oca , apenas, nos compo amen os dos alunos e não nas causas cu icula es e pedagógicas dos mesmos. É em unção da cons a ação de uma al si uação que de endo se necessá io alo iza as si uações em que docen es eco em às écnicas do Gabine e de o ma a encon a em soluções pa a os p oblemas conc e os com que se ão depa ando com os seus alunos, al como se demons a a a és da si uação que se passa a na a : “P o esso em a é ao Gabine e de Mediação pa a ala com a A.S. pa a esol e o p oblema do aluno “RG” da sua di eção de u ma, pois que ia encon a alguma solução ou es a égia pa a esol e o p oblema do aluno, is o que es e es á cons an emen e en ol ido em con li os, an o com os colegas de u ma, como com os p o esso es den o de sala de aula, pa a além do compo amen o ag essi o que em demons ado. O p o esso diz que desde que começou o ano nunca conseguiu ala ! 64! “S” oi uma das alunas que acompanhei, a a-se de uma aluna mui o desmo i ada, já inha ep o ado 4 ezes, es a a no 5º ano pela e cei a ez consecu i a. “Não gos a da escola po que não gos a de i às aulas, mas gos a dos in e alos pa a es a com os amigos. Diz que não sabe es uda , que a única coisa que az é le a ma é ia. Re e e ainda que gos a a de sai daquela escola po que já conhece oda a gen e e os p o esso es já a conhecem e ela não gos a po que es ão semp e a a i a -lhe coisas à ca a, como e ep o ado mui as ezes ou nunca sabe aze nada, que só es á bem é a ala nas aulas” (N.T. 9) Es a expe iência con ínua do acasso le a à desmo i ação po pa e dos alunos. Mas que “ eação pode e um aluno se p e ê que o esul ado de sua a i idade se á com bas an e segu ança nega i o” (Ma chesi, 2006: 73)? O no mal é deixa de se in e essa e de se es o ça , como acon eceu com “S”. Po o ma a e i a que es a sensação de incapacidade se apode e do aluno p opo cionei-lhe expe iências de êxi o escola . Hou e um abalho a i o e in enso com a aluna, pa a pe cebe qual a melho manei a pa a ape eiçoa seu es udo. Como a única coisa que azia e a le oi necessá io pe cebe se pe cebia o que lia, con udo ambém inha mui os p oblemas de in e p e ação. “Assim, o acompanhamen o passou pela lei u a da ma é ia e a esc i a da mesma mas po ou as pala as, pala as a que “S” u iliza a no seu dia-a-dia e que es a a habi uada” (N.T.9). Ten ei, adap a a a e a às suas possibilidades e a alia de o ma especialmen e posi i a o seu es o ço e o seu esul ado. O desanimo dos alunos pode es a elacionado com a al a de pa icipação e de au onomia p opo cionada e expe ienciada na escola (Ma chesi, 2006), po isso, o con olo es a a odo na aluna, ela e a a pe sonagem p incipal na sessão de u o ia, e a ela que me es a a a explica a mim o que es a a a le e não o con á io. Es e abalho mos ou-se posi i o, uma ez que: “chega “S” pa a me da as no idades, inha mui o con en e pois i ou Bom a Inglês e a Ciências. Dei-lhe os pa abéns e um g ande ab aço e disse-lhe que o mé i o e a odo dela. Mas depois a aluna diz que i ou nega i a a His ó ia mas que nessa ! 65! al u a ainda não es a a comigo e que se calha oi po causa disso que i ou nega i a, pois es udou mui o e a é ajudou ou o colega a es uda , disse que sabia udo mas mesmo assim i ou nega i a” (N.T. 16) Mas, po ez, os alunos con on am-se com p oblemas que ão pa a além da escola, que limi a qualque ipo de in e enção po pa e da escola e das p o issionais que a con emplam. Es a mesma aluna e elou-me si uações em que: “o pai lhe ba eu mui o hoje po que não que ia que ela saísse de casa com leggins. Não que ia ainda que con asse à A.S. po que ela ia dize ao pai e es e disse- lhe pa a ela não con a nada a ninguém senão acon ecia-lhe pio ” (N.T. 26) “diz que desde que oi sinalizada à CPCJ e oi ala com a assis en e social de lá que es á com medo que a e i em da amília, não que i pa a uma ins i uição. Que a culpa e a da A.S. do Gabine e Social po que a sinalizou. Que es á a a da escola e que se an es se po a a mal ago a ainda ai se pio ” (N.T. 43) Es a ensão da aluna en e a adap ação do pessoal e o académico é no mal e cons an e em g ande pa e dos alunos. Pedi a alguém que enha sucesso escola após o deco e des e ipo de si uações o na-se como que impossí el. Foi necessá io pe cebe a aluna, ou i-la, en a con ola as suas emoções nega i as que em de si, da sua ida e da escola. Uma ez que “o sujei o p ecisa se adap a a uma sé ie de alo es, cos umes, p á icas sócias, e c. que azem pa e da sua cul u a, mas ao mesmo empo, de e es a a en o pa a a necessá ia ans o mação des es alo es, p á icas, e c. naquilo que êm de desumano, de alienado, que p ecisa se supe ado” (Vasconcellos, 2004: 51). Como u o a i e que comp eende o papel social da escola e de ende o ca á e ans o mado que o capi al cul u al (da escola) pode p oduzi na ida dos alunos, sem nunca deixa de olha pa a a mesma como alguém que em uma ida, uma o ma de pensa , opiniões, sen imen os, en e ou os. Como se cons a a, a u o ia ocaliza-se no desempenho escola dos alunos, o que se eio a e ela posi i o que pa a a melho ia desse desempenho mas ambém pa a pe mi i pe cepções mais posi i as ace ca de si p óp io. De qualque modo, mui as ezes, o espaço de u o ia anscendeu o domínio do escola pa a cons i ui como um momen o mais ocalizado na ida pessoal daquelas c ianças. T a a-se de uma si uação ine i á el que demons a como não chega de e , apenas, compe ências ! 66! écnicas e pedagógicas. Es as são impo an es, mas, apenas, como ins umen os que nos possam ajuda a disce ni melho o que aze . Sem es e in es imen o no ou o, sem se ac edi a que es e ou o, apesa de udo, necessi a de mais uma opo unidade, em que en en a an os obs áculos que são in isí eis aos olhos, os ins umen os e as écnicas de pouco se em. Apesa de udo, há uma dimensão no domínio da in e enção écnica e pedagógica que não pode á se des alo izada. Na u o ia mais do que assumi o papel de acili ado a pedagógica, explicando as coisas, encon ando meios pa a a i a a comp eensão dos alunos, acabei po assumi um papel mais ambicioso. Fui acili ado a mas ui ambém alguém que lhes o neceu ins umen os que possibili assem o ganiza e e le i sob e o es udo que os alunos iam ealizando. Um exemplo e e a e com a a alização do desempenho de cada um nos es es e p o as. T a a-se de uma inicia i a que pode se decisi a pa a qualque aluno e, sob e udo, pa a es es alunos. Mais do que e uma classi icação que pouco diz, impo a pe cebe o que se az bem e o que se az mal pa a oma decisões sob e o que se passa a aze daí em dian e. 3. A Escola es á pa a o Aluno como o Aluno es á pa a a Escola? Segundo Pe enoud, “ninguém equen a a escola po equen a , e sim pa a dela sai munido de conhecimen os, de compe ências, de a i udes e de alo es que pe mi am en en a a exis ência humana” (2003: 164). Con udo, como e i icamos a é ago a, a escola, nem semp e ap esen a condições que jus i iquem a p esença do aluno na mesma, assim como o seu êxi o. O insucesso escola ge a um aumen o dos compo amen os indisciplinados e, po isso, o desin es imen o do aluno mas ambém do p o esso . Com es e es ágio oi impo an e pe cebe como es es alunos acompanhados po mim a a és do apoio u o ial, concebem a ealidade escola e desen ol em lógicas de ação ela i amen e à escola. É com es a pe spe i a que nos depa amos com os (des)encon os na indisciplina, en e p o esso es e alunos. 3.1. (Des)encon os com a indisciplina João Amado (1972) u iliza ní eis e ca ego ias pa a dis ingui o sen ido e as implicações educa i as das mani es ações de indisciplina. Pa a se mais p ecisa, ! 67! exis e um 1º ní el de indisciplina designado po a pe u bação do mau compo amen o, que é ca ac e izado pelo “compo amen o dos alunos que pe u bam o bom uncionamen o da sala de aula” (Cosme & T indade, 2002: 8), apesa de não se a a em de mani es ações mui o ag essi as, a e am po igual o ambien e de abalho e consequen e ap endizagem que se i e na sala de aula, assim como o mal-es a docen e. Den o des e ní el exis em des ios e espe i os compo amen os des ian es que o aluno indisciplinado p a ica, que es ão ep esen ados na seguin e igu a 7: Subca ego ias Compo amen os des ian es dos alunos “Des ios” às eg as da comunicação e bal. Con e sas, comen á ios, espos as cole i as; g i os, ba ulhos; con usão. “Des ios” às eg as da comunicação não- e bal. Risos, olha es; ges os, pos u as/posições; aspe o ex e io . “Des ios” às eg as da “mobilidade”. Deslocações não au o izadas, b incadei as. “Des ios” ao cump imen o da a e a. A i idades o a da a e a; al a de ma e ial; al a de pon ualidade; al a de assiduidade. Es es des ios e espe i os compo amen os de indisciplina são os mo i os jus i ica i os u ilizados pelo p o esso pa a expulsa os alunos das suas aulas. Mas exis e um ou o lado escondido nes a indisciplina, o lado dos alunos, a o ma como es es jus i icam os seus compo amen os, o seu insucesso e po consequência o desin e esse pela escola. A o ma de pe cebe es as causas oi a u ilização da icha Bilhe e de Iden idade do Aluno8. Após a análise das espos as dos alunos a es e documen o, pe cebemos que as azões que os alunos u ilizam pa a a incompa ibilidade com as disciplinas que não gos am são o ac o de não gos a em dos p o esso es e não gos a em ou não pe cebe em a ma é ia dada nas aulas. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 8 Apêndice 1 Figu a 7 – Ní eis e ca ego ias que ca ac e izam a indisciplina (Amado, 1972) ! 68! Quais as Disciplinas que menos gos as? Po quê? O que é que u pode ias aze pa a esol e os p oblemas nessa(s) disciplina(s)? Po uguês Po que não gos o da p o esso a Não esponde mal à p o esso a Inglês Tenho di iculdades em pe cebe inglês Po uguês, Educação Física, Ma emá ica e His ó ia Po que não gos o dos p o esso es Começa a gos a dos p o esso es Po uguês Po que não gos o de e bos Muda de p o esso a Ma emá ica, His ó ia e Educação Tecnológica Po que não gos o das ma é ias, nem dos p o esso es e acho di ícil Po a -me bem, es uda mui o mais e es a a en a Inglês Po que não pe cebo nada Es uda mais Ma emá ica, Po uguês, Inglês, Ciências, Música e His ó ia Po que são uma seca Es uda mais Físico-química, Ciências, Po uguês, Ma emá ica e Música Po que não gos o dos p o esso es Não sei Ma emá ica Po que não cu o a s ô a Es uda mais Ma emá ica, Educação Visual, Educação Tecnológica e Inglês Não gos o é di ícil Po a -me bem e es a a en o A indisciplina eque espos as di e si icadas em unção dos p oblemas diagnos icados. Não há espos as- ipo nem “ ecei as” pa a lida com es e p oblema, pois cada caso é um caso e o p o esso e á que p ocu a em cada si uação mobiliza a sua capacidade de diagnós ico, o seu bom senso, a sua capacidade de e lexão e a sua compe ência pedagógica em ge al, que, nes e caso, pode se a iculado com os ecu sos que o Gabine e do Aluno e o Gabine e Social disponibilizam. Não se a a, no en an o, de esponsabiliza exclusi amen e es es gabine es po encon a espos as pa a si uações i idas po ou os, mas po mobiliza es es gabine es pa a se p oduzi uma e lexão e espos as consequen es. Se isso não se ize co e-se o isco de se es a a p omo e in e enções de na u eza emedia i a que, podem conduzi a legi ima si uações de insucesso, esponsabilizando as i imas do mesmo pelos acon ecimen os que o ge a am. Figu a 8 – Opinião dos alunos quan o às disciplinas que menos gos am e de idas jus i icações ! 69! Não se a a, inalmen e, de uma inicia i a ácil de ope acionaliza po que há p oblemas di íceis de en en a que anscendem a capacidade de ação dos p o esso es mas ambém há esis ências e p econcei os di íceis de supe a . Daí a impo ância de não se deixa em os p o esso es en egues a si p óp ios nes a e lexão e os Gabine es como ábuas de sal ação que ali iam mais a do do que en am esol e o p oblema. É um abalho complexo po que des a o ma que não bas a iden i ica os a o es e a na u eza do con li o, pa a o igina a mediação, nem domina os p ocedimen os me odológicos da mesma. É necessá io “ap ende e comp eende as ca ac e ís icas sócio-cul u ais do e i ó io onde se in e ém, comp eende a exp essão das consequências da si uação em e mos indi iduais, colec i os e ins i ucionais, iden i ica os obs áculos, e elabo a um p ojec o onde a mediação seja apenas um dos p ocessos a emp eende ” (Almeida, 2009: 126), com o apoio do abalho em equipa. Es e abalho em equipa en e oda a comunidade escola , con ibui pa a o comba e ao insucesso, a a és da mediação, po que se abalha o aluno no seu odo e nos seus di e sos con ex os, in e indo e azendo pon es en e a amília, a escola e a comunidade con ibuindo, assim, pa a o bem-es a e desen ol imen o socioeduca i o dos alunos nos seus á ios mundos. Em suma, “cada ac o , e cada acção, in eg a um puzzle de sabe es es a égicos com oupagens di e sas, cuja unidade e sen ido se descob e após o seu encaixe” (Almeida, 2009: 126). 3.2. En e dilemas A impo ância da equipa, po im, pode assumi uma impo ância es a égica decisi a quando es amos pe an e um abalho que nos con on a com dilemas e p oblemas que não podemos e i a . Sem o apoio con ingen e e solidá io da equipa não é possí el (sob e) i e . Foi ou a das ap endizagens de que pude bene icia quando me de on ei com p oblemas inédi os no âmbi o do p ocesso de mediação em que pa icipei. A elação con ínua com os sujei os, oi-se desen ol endo ao longo do empo, conduzindo pa a uma elação de in imidade e menos o mal, en e adul o e jo em aluno. Com o passa do empo o ní el de à on ade e con iança dos alunos oi aumen ado, ap esen ando mais momen os de diálogo que po ezes o igina a con idências. Es es momen os são i enciados no mundo do sujei o o nando possí el “ap ende o modo de pensa do sujei o (...) [sendo] empá ico e, simul aneamen e, ! 70! e lexi o” (Bodgan e Biklen, 1994: 113), demons ando in e esse no sabe se como ele. “de epen e ouço o “D” a dize “o eu cunhado ez isso?!” e a “AR” esponde “sim, oi pa a me es a ”. Sem es a a pe cebe bem do que es a am a ala pe gun o-lhes o que se passa. “AR” começa a cho a e diz que oi abusada pelo namo ado da i mã. Fico em choque e lemb o-me de ela me e alado, em sessões an e io es que não gos a a da i mã, que nem a mãe gos a a dela e que es a e o namo ado não de iam es a a i e em casa dela, só que não inham pa a onde i e po isso es a am a i e odos na casa dela. Peço-lhe que me con e o que acon eceu mais especi icamen e. Es a diz que não oi nada, mas “D” insis e e diz-lhe que pode con ia em mim, que sou uma das melho es s ô as que a escola em e que se me con a eu ou ajudá-la. Digo-lhe que se quise podemos i pa a ou o si io só as duas se não se sen i à on ade com a p esença de “D”. Es a, em lág imas, começa a ela a o que acon eceu, que oi num dia que es a am os dois sozinhos em casa e que ele se ap oximou dela lhe ez coisas no qua o, e minando que só o ez pa a a es a . Pe gun o-lhe es a o quê e es a esponde que e a es a pa a e se dizia alguma coisa à i mã. Fico es upe ac a, pensando que es a c iança acha que es e homem e e azão no que ez po que que ia uma p o a de con iança da mesma. “AR” ac escen a que é e dade, que ju a po udo que é e dade e que não que que con e a ninguém, pa a ica en e nós, pois se a E.S.P. soubesse ia dize à p o eção de meno es e iam i á-la da mãe. Digo-lhe que não lhe ou dize nada sozinha, pois que o que ela enha comigo ala com E.S.P., pois apesa de es a es a a desaba a comigo eu não podia aze nada pa a a ajuda e p o ege , po se uma me a es agiá ia. Sen i-me impo en e naquele momen o. Apesa de es a con inua a nega eu insis i dizendo pa a pensa nisso, pa a con a à mãe o que me con ou a mim e que amanhã, depois de e do mido e e le ido sob e a minha p opos a, iesse e comigo pa a e mos como podíamos esol e o p oblema jun as” (N.T. 44). Po ezes, con on amo-nos com alguns dilemas que nos colocam numa posição delicada, na omada de decisão “en e um ou ou o ipo de ac uação, não em e mos de e iciência mas em e e ência ao que é conside ado mo almen e ce o ou e ado” (Ba nes, 1979: 16 ci in Mo ei a, 2007: 146). Po se a a de um caso de abuso ísico, a decisão pode pa ece ób ia quan o à in e enção, ou seja, pa a com os ! 71! abusos, mas ao e le i sob e o assun o pe cebemos que es a a denuncia algo que nos oi di o em con idencialidade pode queb a a con iança o al que a aluna deposi ou em nós. Pe cebe se se a a de um pedido de ajuda ou simplesmen e de um desaba o con idencial, o nou-se num dilema nunca an es con on ado, is o que me ape cebi que sozinha não conseguia lida com a si uação mas que o a o de denúncia podia se in e p e ado como uma o ma de e i a o p oblema. De emos se o almen e ancos com odas as pa es en ol idas du an e a in e enção (Mo ei a, 2007)? A since idade po mais aconselhá el que seja, pode ep esen a uma consequência nega i a, mas sendo as decisões é icas de minha in ei a esponsabilidade, endo “consciência de [mim] p óp i[a], dos [meus] alo es e c enças” (Bogdan e Biklen, 1994: 77), omei a decisão de pe suadi a aluna a ala com a sua écnica esponsá el do Gabine e Social, na qual e ia o meu apoio e p esença no a o de denúncia, conscien e de que se a a a de uma o ma de a pô em segu ança. Apesa de odos os dilemas que i enciados ao longo do es ágio, ape cebi-me da necessidade que es es alunos ap esen am quan o à p esença de um “amigo c í ico”, que se coloque no luga do aluno, lhe dê espaço pa a pe cebe o que pensa e po que az e pensa daquela manei a, espei ando a sua indi idualidade, sendo um apoio pa a es e. Todas as semanas, en ei “ i e ” es e es ágio de o ma conscien e, c í ica e e lexi a, p ocu ando na in inidade de ges ões, ações, i uais e in e ações dos jo ens alunos e dos adul os, encon a momen os de in e pelação e con on o com os sabe es adqui idos ao longo do Mes ado em Ciências da Educação. 4. A A aliação e Moni o ização da Ação Inicialmen e, oi ealizado um p oje o p é io à ação, que consis iu em planea , is o é, p oje a uma mudança de o ma a “an ecipa concep ualmen e uma ealidade desejá el, p e e as e apas necessá ias de ans o mação dessa ealidade e os caminhos a pe co e pelos agen es” (Capucha, 2008: 13). Pa a al o am iden i icados, po um lado, os a o es que a e am os p ocessos e, po ou o lado, o modo como se pode in e i sob e es es, p osseguindo com a escolha das ações co esponden es e espe i a mobilização dos meios necessá ios pa a que haja uma mudança. Con udo, apesa de inicialmen e o p oje o es a di ecionado pa a uma in e enção no Gabine e do aluno, in oduzindo no mesmo a mediação, após a en ada ! 72! no con ex o a ação oi conc e izada no Gabine e de Mediação, com o obje i o de abalha em equipa mul idisciplina , ob e expe iência a a és do abalho com écnicas da educação, pa a além de e o ça um apoio na mediação e no apoio u o ial aos alunos. Cons a amos, assim, uma impo ância da alo ização dos sujei os, que como e e e Lei e, Rod igues e Fe nandes, a “a aliação em de da oz aos pa icipan es em condições de libe dade que seja possí el ga an i uma opinião e dadei a” (2006:24), sem esquece que es a p ocu a pode es a mais p eocupada com a melho ia da p á ica p o issional, e não, unicamen e, com a aquisição de conhecimen os. Após a desc ição an e io , ape cebemo-nos da ligação que exis e pa a uma a aliação ex e na. É a pa i do g au de ap oximação e pa icipação do a aliado com a elação à ação a a alia que é possí el aze a dis inção en e um ca ác e in e no ou ex e no da a aliação (Mon ei o, 2000). Po se a a de uma a aliação ex e na, pe mi iu-me um maio con olo da ação (Te asêca, 2001), podendo mesmo e e i que ao longo da in e enção ui ganhando mais au onomia passando a se uma a aliação in e na. Nas ações ealizadas, u ilizei a elação com o indi íduo como um meio p i ilegiado, como agen e das po encialidades la en es e como mo o da mudança, ou seja, a ou-se de uma elação de ajuda: calo osa, p óxima e bene olen e. To na-se, assim, pe cep í el que a ação se desen ol eu em ês p á icas a alia i as. P imei amen e, encon amos a a aliação ex-an e, ou seja, a ase inicial de diagnós ico, em que oi desenhado o “in en á io das necessidades, dos bene ícios e dos ecu sos disponí eis» (Mon ei o, 2000:142), mais p ecisamen e, a plani icação do p oje o a a és do obje o e dos obje i os do es udo. Seguidamen e, depa amo-nos com a a aliação o ma i a, que oco e du an e o desen ola da ação, em que se espe a que as a i idades a se desen ol idas sejam e icazes e e icien es, con ibuindo pa a a melho ia de compe ências dos a o es en ol idos (idem). Po im, a a aliação ex-pos , que é aplicada no inal do p oje o, que em “como objec i o undamen al es abelece se uma acção p oduziu os esul ados ou e ei os espe ados” (Mon ei o, 2000:142), pa a a conc e ização des a úl ima oi ei o um ques ioná io com algumas ques ões abe as aos alunos com quem e e uei o apoio u o ial, pa a pe cebe se a ação e e um impac o posi i o ou nega i o. Felizmen e, após a análise dos mesmos, os alunos demons a am-se bas an e sa is ei os, desejando a con inuação do mesmo: “a s ô a ! 73! conseguia ajuda -me em udo e a mo i a -me a es uda ”; “gos ei de udo: b incadei as, con e sas, es uda e aze jogos”; “espe o que ocê enha pa a o ano”9. Nes e seguimen o, é pe cep í el a minha posição subje i is a, is o que me depa ei com a complexidade e i e e sibilidade de si uações “cons uídas pelos sujei os a pa i de in e esses e alo es di e sos e em con li o, pelo que apenas comp eensí eis em unção das suas in enções e do modo como in e p e am as si uações” (Rod igues, 1994: 98). Po is o, i e que assumi uma posição negociada, pa icipada, democ á ica e a uma é ica con a ual. Dep eende-se que a minha ação se cen ou no sujei o (aluno) e no seu desen ol imen o pessoal e social, sendo ambém es e a on e do e e encial da minha a aliação, que assume “uma unção de au o- egulação e de au o-con ole” (Rod igues, 1994: 99). Como em qualque p ocesso de a aliação ao ní el da in e enção, es abeleceu-se obje i os a cump i . Assim, o a o de ealiza uma a aliação pe manen e desde o diagnós ico, passando pelo deco e da ação a é ao seu inal, eco endo à moni o ização das minhas ações e a i idades pa a comp eende e me ajuda a melho a semp e que possí el em odo o p ocesso desen ol ido. Assim, a in e enção pe mi iu-me comp eende o uncionamen o e ealidade do Gabine e de Mediação, as no as de e eno diá ias se i am pa a egis a odo o p ocesso, e po úl imo, as a i idades ealizadas o am aplicadas numa lógica de melho a o desen ol imen o pessoal e social dos in e enien es. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 9 Respos as dos alunos à Ficha de A aliação, apêndice 4 ! 80! Pe enoud, Philippe (2003). Desen ol e compe ências ou ensina sabe es? : a escola que p epa a pa a a ida. Po o Aleg e: Penso Edi o a Qui y, Raymond e Campenhoud , LucVan (1992) Manual de in es igação em Ciências Sociais. Lisboa: G adi a. Ribei o, E., Oli ei a, C., Pe ei a, C., Felgosa, D. & Nunes, V. (s/ano) A u o ia em con ex o de ensino não supe io : P opos a de acompanhamen o socieduca i o em equipa mul idisciplina . Escola Supe io de Educação do Ins i u o Poli écnico de Viseu; Robe is, C is ina (2011). Me odologia da In e enção em T abalho Social. Po o: Po o Edi o a Seijo, Juan (2003) Mediação de con li os em ins i uições educa i a: manual pa a a o mação de mediado es. Po o: edições Asa Semião, Filomena (2009). Tu o ia: uma o ma lexí el de ensino e ap endizagem. Disse ação de mes ado. Uni e sidade dos Aço es; Sil a, Ana Ma ia e al (2010). No os a o es no abalho em educação: os mediado es socioeduca i os. Re is a Po uguesa de Educação. CIEd: Uni e sidade do Minho Sil a, Ma ia (1999) Indisciplina na aula : um p oblema dos nossos dias. Po o: Edições Asa. Sil a, So ia Ma ques (2013). Condição de es anheza e elação com o mundo da escola. In Ma os, Manuel. JOVALES: Jo ens, Alunos, Ensino Secundá io. Po o: CIIE/Li psic Simão, A. & Flo es, M. (2008). Expe iências de Tu o ia: p oblemas e desa ios. In VI Jo nadas de Redes de In es igación em Docencia Uni e s a ia. Uni e sidade Alican e. To emo ell, M. Ca me (2008). Desc ição do p ocesso mediado . Cul u a de Mediação e Mudança social. Po o: Po o edi o a (53-77) ! 81! Vasconcellos, Celso (2004). (In)disciplina: cons ução da disciplina conscien e e in e a i a em sala de aula e na escola. São Paulo: Libe ad Viei a, Ma ia e Dionísio, B uno (2012). O T abalho e o luga dos p o issionais do social em escolas TEIP. In (o g) Lopes, João (2012). Escolas Singula es: Es udos locais compa a i os. Po o: Edições A on amen o. ! 82! ! 83! Apêndices ! 84! ! ! ! 85! ! Apêndice 1 – Bilhe e de Iden idade do Aluno ! ! 86! ! 87! Bilhe e*de*Iden idade*do*Aluno* Nome:! ! Da a!de!Nascimen o:!____/____/____! ! Ano!e! u ma:_____! Quais!as!disciplinas!que!mais!gos as?! Po quê?! Quais!as!disciplinas!que!menos!gos as?! Po quê?! Conside as^ e!bom!ou!mau!aluno?!Po quê?! O!que!é!que! u!pode ias! aze !pa a! esol e ! os!p oblemas!nessa(s)!disciplina(s)?! Que!di iculdades!sen es!no! eu!es udo?! ! 88! ! 89! Apêndice 2 – Plano Indi idualizado de Es udo ! ! 96! ! ! 97! Apêndice 4 – Ficha de A aliação ! 98! ! 99! Ficha*de*A aliação* ! Da a:!___/____/____!!! Nas!sessões!gos ei....! Nas!sessões!não!gos ei....! ! ! ! Que!dú idas! ica am!po !escla ece ?! Obse ações:! ! ! 100! ! 101! Apêndice 5 – No as de Te eno ! 102! ! 103! No a de Te eno 1 2-10-2013 Chegada à escola às 10.30h, ho a de encon o combinada com a Assis en e Social (A.S.). Enquan o en o e passo pelos co edo es a é ao gabine e social, onde se encon am as écnicas, pe cebo que odos olham pa a mim de o ma es anha, sem pe cebe em quem são, alguns alunos a é comen am uns com os ou os e ques ionam- se se sou uma p o esso a no a. Quando en o no gabine e social a A.S. a anja um luga pa a mim, mesmo ao seu lado, na mesa das écnicas. O Gabine e é um espaço pequeno, a po a é quase oda de id o azendo com que se consiga e udo de den o pa a o a do gabine e e ice- e sa; em ambém uma pa ede de id o com is a pa a o lado de o a da escola, em dois mó eis com po as echadas em cada can o do gabine e, um a ás da sec e á ia e ou o pe o da po a de en ada; em ainda uma mesa de sec e á ia e angula g ande, di idida em 3 pa es pa a cada uma das écnicas; encon amos ainda uma mesa pequena edonda com 4 cadei as à sua ol a. Com mais um elemen o no gabine e a sec e á ia passou a se di idida em 4. Sen ei-me ao pé da A.S. e da Educado a Social “P”. (E.S.P.). A A.S. iniciou con e sa comigo e quis o ganiza o meu ho á io e o que pode ia ealiza com os alunos. An es de consegui mos a ança en a um aluno “D”, mui o incon o mado, no gabine e social que inha sido expulso po que, segundo ele, “a s ô a não me deixou pa icipa na aula, es i e com o dedo no a imenso empo, ela pensou que eu es a a a goza , en ão im embo a já que não es a a lá a aze nada”. A Educado a Social “S”. (E.S.S) con e sou com o aluno “D” na mesa edonda en ando elemb a o seu his ó ico a ní el do compo amen o, is o que semp e oi um aluno que se compo ou mal du an e as aulas, no a a-se pela con e sa e cumplicidade que o aluno con ia a na educado a, al ez po isso, o aluno enha admi ido o se e o mas e o çou a ideia: “eu posso es a e ado po que às ezes enho mau compo amen o mas a s ô a ambém es á e ada po que eu es a a mo i ado pa a pa icipa na aula mas a p o esso a não deixou”. Após es e momen o de e lexão, a E.S.S. con ence o aluno a i pedi desculpa à p o esso a e pedi pa a en a na sala de aula no amen e. An es de sai o aluno mos ou-se cu ioso pela minha p esença, que ia sabe quem e a e pe gun ou à E.S.P. quem eu e a e se ia abalha ali. A E.S.P espondeu ao aluno dizendo que eu e a uma es agiá ia e que ia ajuda-las no gabine e. O aluno icou cu ioso a olha pa a mim e pe gun ou o meu nome, eu espondi dizendo que me chama a Joana, a A.S. ! 104! ac escen ou que se ele p ecisasse de alguma coisa podia i e comigo, a D ª Joana. O aluno iu-se e saiu. Com a saída de “D” ica am só as écnicas no gabine e, a A.S. e eu ap o ei amos que o ambien e es a a calmo, segundo ela, pa a aze o meu ho á io de es agio. Ficou es abelecido que i ia aze mediação de manhã jun amen e com a écnica que es i esse es abelecida pa a aquele dia. Na pa e da a de i ia aze acompanhamen o ao es udo com alunos que as écnicas já acompanham mas como são mui os e não êm empo pa a aze um acompanhamen o mais p o undo, ica ia eu com eles pa a e o ça o acompanhamen o. A A.S. i ia ainda ala com as educado as pa a es abelece em quais se iam os alunos mais necessi ados de acompanhamen o. Seguidamen e izemos um documen o pa a o egis o das minha p esenças. En e an o chega am os pais de um aluno pa a ala em com a A.S., es a pe gun ou-me se gos a a de es a p esen e na eunião que ela i e com eles, eu disse logo que sim, mas um pouco hesi an e po que os Enca egados de Educação (E.E.) podiam não es a à on ade comigo como com a A.S.. Fomos pa a um gabine e à pa e e após a en ada a A.S. ap esen ou-me, disse que e a uma colega de abalho, que es a a a es agia e que gos a a de es a p esen e na eunião, os E.E. cump imen a am-me, azendo com que isso con i ma-se a minha p esença. Os pais começa am en ão a ala das di iculdades económicas que es a am a ul apassa e que que iam pedi o e o ço alimen a pa a o ilho na escola. Re e em ainda que não êm condições mone á ias pa a comp a dois li os exigidos po um p o esso pa a as disciplinas de E.V. e E.T., aliás pedi am ao ilho pa a explica a si uação ao p o esso pa a não e al a de ma e ial, mas quando es e o ez o p o esso espondeu que o p oblema não e a dele e que inha que esol e a si uação. A A.S. começou po pedi alguns dados pessoais dos dois E.E. pa a comple a a in o mação do aluno pa a o pedido do e o ço alimen a , es es começa am a ala do que inha sucedido, que ab i am um negocio a a és do cen o de emp ego e que apesa de inicialmen e e sucesso começou po e que acaba , o p oblema é que inha que con inua a paga a di ida ao cen o de emp ego, com o dinhei o que a mulhe ecebia, o a não sob a a mui o. A A.S. e e iu que não ia ha e p oblema nenhum em elação ao e o ço e que quan o ao li o ela ia en a i a o ocópias, po que já alguns alunos se inham queixado do mesmo e ela conseguiu i a o ocópias do li o pa a eles. Eles ag adece am imenso a ajuda e o apoio. ! 105! En e an o ocou pa a o in e alo e a A.S. disse que íamos da uma ol a pela escola, p imei o pa a eu conhece o espaço mas ambém pa a pe cebe que é necessá io con ola alguns alunos, os mais elhos, po que alguns me em-se com os mais no os e ou os escondem-se pa a uma . Enquan o andamos pela escola alguns alunos em e com a A.S. mos ando ca inho e cumplicidade pela mesma, es a não se ica a a ás e e ibuía com pala as de ca inho mas às ezes chamadas de a enção pa a alguns alunos pa a se es o ça em e es uda em mui o logo desde o início do ano po que não podiam ep o a ou a ez. Pelo caminho encon amos ainda uma aluna que não es a a com a oupa mais adequada, inha uma camisola que lhe deixa a a ba iga mui o à mos a e umas leggins mui o ape adas. A aluna espondeu que es a a em Educação Física e que po isso é que es a a assim. A A.S. disse-lhe que a es a a a isa po que podia i pa a à di eção po es a es ida de o ma imp óp ia. A aluna ag adeceu o conselho e disse que não ia anda assim. Depois de nos a as a mos da aluna a A.S. explicou-me que ago a é mui o comum as apa igas anda em com pouca oupa e mos am mui a coisa, o nando-se mesmo imp óp io, e como se a a de alunas meno es êm que chama a a enção pois es e compo amen o pode pô em isco as jo ens. Enquan o caminhá amos pela escola a p o esso a ap esen a a aos alunos, p o esso es e uncioná ios, semp e que necessá io. Rela i amen e à escola é um espaço g ande mas mui o echada, no sen ido em que em mui os co edo es deixando com que haja pouco espaço pa a que os alunos se consigam mo imen a . As salas em boas condições, são g andes, com g andes janelas de id o que da am isibilidade aos alunos, odos êm um e op oje o e compu ado pa a o p o esso ; as po as êm uma pa e de id o dando isibilidade a quem passa. O espaço da pa e de o a é bas an e g ande e ag adá el, em uma pequena zona cobe a onde os alunos podem joga ma ecos ou énis de mesa, o es o é descobe o, em um g ande campo de u ebol acompanhada po uma bancada, o es an e espaço em zonas e des com caminhos se quise em passea . A A.S. mos ou-me ainda a zona de pe igo em que os alunos uma am, e a numas escadas de ca acol echadas, mais p ecisamen e as escadas de eme gência, e am escu as e quem quisesse conseguia esconde -se lá pe ei amen e sem se is o. ! 112! campo de u ebol, mas não es a a, ao eg essa ejo o “B”a sai da escola, ico espan ada e ui lá o a pe gun a se inha sido expulso, es e diz que sim, po que es a a sen ado inco e amen e na cadei a, disse-lhe pa a i comigo mas es e não quis pois os colegas es a am a chega e que ia es a com eles. Mais a de ai à minha p ocu a pa a ala sob e o que inha acon ecido. Chega a “AR”, a sessão co e bem, azemos á ios exe cícios de po uguês, is o que es a ai e es e dessa disciplina. En e an o chega a “S” que não que ia es a sozinha pois a mãe es a a na escola e es a a com medo, o p oblema oi que des abilizou o es udo com a “AR”. Chega o empo em que “AR” em que ala com a E.S.P. mas como es a não es a a no gabine e disse-lhe pa a espe a enquan o a ia p ocu a . Pelo caminho, encon o ou a ez o “B” que es á com o “DR”. Le o-os comigo pa a o gabine e e alo com “B”. Pe gun o-lhe se es á a pe de o seu empo e o meu. Es e ica mui o espan ado e diz que não mas que semp e que em aulas com aquele p o esso em pa a a ua, não adian a. Le o-o à sala e peço pa a e mais calma. Quando es ou no acompanhamen o com a “BA”, es a diz que p ecisa de ajuda pa a aze os esumos de his ó ia pa a abalho de casa, que es á com di iculdades de comp eensão com pa es da ma é ia. Quando íamos a começa o “B” ba e à po a e pe gun a-me se pode en a . Digo que sim e pe gun o-lhe o que é que acon eceu pa a se expulso ou a ez. Es e diz que o p o esso o mandou apaga a luz do in e up o da di ei a e que ele se enganou e apagou o da esque da e o p o esso mandou-o sai . Disse-lhe pa a ica comigo e ajuda -me a explica algumas coisas à “BA”, conseguiu explica -lhe bem a ma é ia, iquei su p eendida e pe cebi que se a a de uma aluno com capacidades mas que simplesmen e não as ap o ei a, po que como me e e iu no inal da sessão, não gos a a da escola, nem das aulas e que que ia aze 18 anos pa a pode sai , inalmen e da escola. ! 113! N.T 29 5-12-2013 Chegada às 10h. Ida pa a o gabine e de Mediação Escola , pelo caminho encon o a “S” que me diz que acha que ai se suspensa po que ag ediu uma aluna que es a a a dize mal dela e da u ma dela. Pe gun o-lhe se já disse mal de alguém, ela diz que sim, ala mal de mui a gen e, en ão con on o-a com a ideia de oda a gen e de quem ela diz mal lhe aze o mesmo que ela ez a ou a aluna. Es a diz que não ia gos a mas que no momen o não conseguiu pensa nisso, que não gos ou e quis esol e o p oblema, mas que não es a a p epa ada pa a a consequência, suspensão ou liga em pa a a sua mãe. P o esso em a é ao Gabine e de Mediação pa a ala com a A.S. pa a esol e o p oblema do aluno “RG” da sua di eção de u ma, pois que ia encon a alguma solução ou es a égia pa a esol e o p oblema do aluno, is o que es e es á cons an emen e en ol ido em con li os, an o com os colegas de u ma, como com os p o esso es den o de sala de aula, pa a além do compo amen o ag essi o que em demons ado. O p o esso diz que desde que começou o ano nunca conseguiu ala com a Enca egada de Educação (E.E.), que es a nunca apa ece, ha endo al a de in e esse da pa e da mesma, e e indo ainda que há a des esponsabilização quan o à oma da medicação pa a a hipe a i idade em casa. A A.S. con i ma dizendo que somos nós écnicas que odos os dias amos à sala pa a lhe da a medicação. Ac escen a ainda que ai começa a da -lhe acompanhamen o u o ial indi idual pa a en a pe cebe o que se passa com o aluno e assim en a con ola os seus compo amen os nega i os, indisciplinados e a é iolen os pa a com os ou os. O p o esso con i ma a necessidade desse abalho com o aluno e que ai con inua a insis i no con ac o com a E.E. pa a e o ça no acompanhamen o. A A.S. oi seguidamen e chamada à di eção pa a esol e um p oblema g a e de um aluno, com 10 anos, que es á ep o ado, já no p imei o pe íodo, de ido a suspensões, o aluno mos a um compo amen o pe u bado , a é ag essi o, insul ando p o esso es, dizendo que em a mas em casa e que um dia ai ma a os p o esso es e os alunos da escola, que quando con on ado na di eção, o aluno admi e o que disse sem qualque p oblema, ol ando mesmo a epe i , sem mos a medo algum pela au o idade ou cas igos que pode iam lhe se es abelecidos. Po en u a a mãe des e aluno demons a um compo amen o de ensi o quan o ao ilho, dizendo que es e já ! 114! so ia de bullyng dos p o esso es nas escolas an e io es que equen ou e que nes a se e ela a mesma coisa. Quando ui da a medicação ao “RG” a sua u ma es a a a aze es e, mas já es a am dois alunos o a da sala de aula, pa a “ espi a ” po que como inham e minado o es e mais cedo inham que es a calados e quie os mas segundo os alunos, ize am ou o colega i e po isso a p o esso a mandou-os sai e es a am e ol ados po que o colega não saiu. A p o esso a ao pe cebe que es a am a ala comigo em cá o a a isa pa a não ala em al o pois os colegas es a am a aze o es e, a “ML” esponde com um om de ag essi idade à p o esso a, “ago a es ou a ala com a s ô a Joana”, a p o esso a mos ou desag ado e disse pa a ela e mais cuidado com o que diz, a aluna começou a anda de um lado pa a o ou o mos ando-se ne osa com a si uação, não pedindo desculpa pela o ma como espondeu, po isso ouxe-a comigo pa a o gabine e pa a en a le á-la à azão, azendo-a pe cebe que à o mas de ala que al am ao espei o daqueles que nos odeiam. Na con e sa disse-lhe que ela a é podia e oda a azão quando a p o esso a a mandou pa a o a mas que a pa i do momen o em que ela espondeu daquela o ma pe deu oda a azão. A aluna admi e isso mas diz que é mui o ne osa e que não se consegue con ola e que a p o esso a já sabe como ela é. Digo-lhe que quando alguém lhe ala mal ela ambém não gos a, que só daí se ê o espei o que emos pelos ou os e que quando nos azem mal ou i a pala a desculpa ajuda mui o. Es a admi e que enho azão e quando ocou oi pedi desculpa à p o esso a. A p o esso a diz-lhe que só não lhe ai ma ca al a disciplina po que ela e e noção do que ez e admi iu o seu e o. Das 11h30 às 13h30, não se sucedeu nada. Es e e semp e udo calmo, sem oco ência de qualque p oblema. Na pa e da a de, inicio o p imei o acompanhamen o com o “L”, pe gun o-lhe po que não eio a semana passada, es e começa po dize que oi po causa de um jogo que es a a a joga com os amigos, que inha que escolhe en e aze uma coisa ou ou a e o que ele escolheu ebola den o de um caixo e do lixo e que depois de o aze icou mal dispos o e não conseguiu i ao acompanhamen o. Achei udo aquilo mui o es anho e disse-lhe que me podia dize a e dade, se não lhe ape eceu mesmo i . O aluno acaba po admi i que não lhe ape ecia i , a é po que inha i ado mui as nega i as e não me que ia dize , mas que ambém es a a enjoado na al u a. O aluno ap esen a nega i a a p a icamen e odas as disciplinas, as únicas posi i as são a Educação Física, Educação Visual e Educação Técnológica. Como já inha ei o os ! 115! es es odos acabamos po não es uda mas ap o ei amos pa a con e sa mos no que podia melho a no p óximo pe íodo. O aluno comp ome eu-se a es uda mais, ou seja, le a ma é ia, pe cebe o que es á a le e aze esumos, no caso de e alguma di iculdade i a dú idas comigo ou com os p o esso es; ambém e á que melho a o compo amen o nas aulas, nomeadamen e não ala pa a o lado ou ala al o. O aluno esc e eu is o num papel e assinou como se osse um con a o. Depois da nossa con e sa deixei-o sai mais cedo, oi embo a com uma a e a, a de passa os cade nos de his ó ia e ma emá ica, du an e as é ias, is o que es a am mui o mal o ganizados. En e an o a “G” e a “M” que chega am en e an o. “M” não ez o es e de inglês que lhe iz no dia an e io e ia e es e no dia seguin e, oi azendo e se i esse algumas dú idas pode ia pe gun a e jun as en á amos esol e . “G”, es á no 8º ano mas encon a-se na mesma si uação que o “L”, 5 nega i as. Es e e, ambém, a aze um con a o de p omessa, em que se comp ome ia que ia melho a , es a mos ou in e esse em aze-lo, diz que es e pe íodo se desleixou po que não gos a das aulas e gos a de se di e i e po isso na aula az algumas palhaçadas, mas que pa a o p óximo pe íodo isso ia muda po que que ia passa de ano. “M” e e mui as di iculdades em aze os exe cícios do es e, pe cebe mui o pouco, demons ou al a de in e esse, não que ia aze nada po isso ala a de ez em quando en ando me e con e sa comigo e com a “G”. Assim, eu e “G” omos ajuda- la a aze o abalho. Quando ocou, a “G” oi embo a, icando a “M” e a “AR” que en e an o chegou. Es a ul ima ia e es e de his ó ia no dia seguin e e como já inha os esumos ei os dos acompanhamen os an e io es decidimos e e a ma é ia, mais p ecisamen e eu iz-lhe pe gun as e ela espondia, se i esse di iculdades eu explica a-lhe po ou as pala as pa a a mesma comp eende . Apesa de a aluna admi i que não es udou, es a sabia mui a coisa das sessões de acompanhamen o an e io es, ha ia só algumas coisas que es a não sabia po que e a mais di ícil pois e a mais de deco a , po se em desc ições, mas em si co eu udo bem. Como pa a a semana a aluna ia e es e de Ciências, como a e a pa a casa inha es uda e aze esumos i ando as dú idas na p óxima sessão. Po im chega a “BA”. Es a já inha ei o os es es odos, não inha abalhos de casa e pediu-me se podíamos ala de qualque coisa em ez de es uda is o que nem inha TPC. Eu espondi que sim mas an es que ia sabe se ecebeu algum es e, mas ainda não inha ecebido. Con udo, se a aluna i a-se posi i a nos es es que lhe ! 116! al a a ecebe , no inal do pe íodo ia i a apenas uma nega i a, a ma emá ica, po isso disse-lhe que se isso acon ecesse ia ala com a mãe dela pa a da um eedback posi i o em elação a ela, is o que ao longo das sessões mos ou empenho e que e e esul ados posi i os. A aluna icou con en e e disse que nunca lhe ize am isso e que a mãe ia gos a e que assim podia se que lhe desse a p enda que ela que ia pa a o na al. Con inuamos a con e sa que se di ecionou pa a ícios como o abaco, d ogas e álcool, a aluna diz que sai à noi e mas que não gos a de bebe po que não gos a do sabo , quan o a d ogas nunca expe imen ou e que nem enciona a mas que conhecia e inha mui os amigos que o aziam. Con on ei-a com o ac o de os consumos aze em mal ao co po. Es a icou mui o assus ada e con essou-me que uma a mas ez-me p ome e não ia con a a ninguém po que a mãe dela não sabia e se con a-se à E.S.P., que a acompanha a, ela ia con a à mãe dela. Disse-lhe que não con a a mas que não podia sabe aquilo e não aze nada, ela inha que me p ome e que pelo menos ia en a deixa o abaco, não de uma só ez mas odos os dias uma um pouco menos. A aluna disse que ia en a e que es a a a con ia em mim. Seguidamen e alou dos elacionamen os, das con usões em que andou me ida po causa de um apaz, que é cigano, a ican e e d ogado, ela diz que não que ia gos a dele mas que é di ícil, mas que ele ago a anda com ou a po isso não que sabe dele, mas que namo a am du an e 2 anos e que oi com ele que e e as p imei as elações sexuais, quando inha 13 anos. En e an o já passa a das 18.10h e a aluna inha que i embo a, mas disse que con inuá amos a con e sa pa a a semana. ! 117! N.T. 43 29-01-2014 Quando começo a aze a onda à escola pa a con i ma as p esenças dos alunos com g ande absen ismo encon o, “MP”, “DB” e “ML” que que em i comigo. Às 9.45h “JL” é expulso da aula de Ma emá ica po es a semp e a pe u ba a aula. Como es a si uação é cons an e a E.S.P. diz que ai pa a casa (ins i uição) suspenso, “JL” esponde “que ixe!”. “MN” oi con idada a sai da sala po que começou a ag edi e balmen e e isicamen e uma colega na u ma po es a e pa ido a sua égua. Es a diz que po causa dis o pode e al a de ma e ial e quando chega à sala an es de en a a E.S.S., que es a a na aula de Fo mação Cí ica da u ma da aluna mandou-a sai pa a se acalma , diz a es a que o dinhei o cus a a odos a ganha . Re i ei-me uma ez que já lá es a a uma écnica pa a esol e o p oblema. “GP” é expulso po que esponde mal à p o esso a de Ma emá ica, ealiza a a e a à minha bei a, às 11.10h eg essa ao segundo empo de Ma emá ica, mas p imei o a p o esso a diz que só en a se ie pa a aula pa a se compo a em condições, que a cabeça é pa a es a na aula. Po ol a des a ho a “DM” e “MP” es a am na aula de Educação Visual com a Di e o a de u ma e es a am cons an emen e a sai da sala de aula pa a passea nos co edo es, quando ou pa a ala com eles e le a-los à E.S.S., a pedido da mesma, es es já ol am pa a a sala. En e an o “B” é expulso da aula de Po uguês, es e es á e ol ado po que a p o esso a achou que inha di o uma asnei a. Vem com a e a e ecusa-se a aze po que oi expulso injus amen e e como já ez aquele abalho não o que aze ou a ez, a E.S.P. diz que assim ai pa a casa e em al a. O aluno esponde que ai sem p oblema nenhum, mas eu digo que não, que ai aze a a e a comigo, is o que ele não pode e mais al as, pois já es á no limi e. O abalho é esc e e sob e a impo ância do espei o pelas pessoas. Pego no meu compu ado e pesquisamos na in e ne algo sob e o assun o. Com mui o es o ço o aluno acaba po aze a a e a com a minha ajuda. Após a ealização des a, pe cebi que se passa a alguma coisa, pe gun ei-lhe o que se passa a, pois ul imamen e es a a cons an emen e a se expulso. O aluno olha pa a mim como que desiludido e diz que hoje já e a a segunda ez que inha pa a a ua, que a p imei a oi a ma emá ica, po que alou mal à p o esso a e es a ! 118! espondeu-lhe pa a ala di ei o po que não es a a a ala pa a os seus pais, e ele não gos ou po que ninguém em o di ei o de ala dos seus pais e po isso mandou a p o esso a pa a o c****** e que desde isso não es á bem, ac escen ou ainda que não e a a p imei a ez que is o acon ecia e pede-me desculpa. Digo-lhe que “não ens que me pedi desculpa, ens é que pensa que se calha a p o esso a de ma emá ica não ez de p opósi o”, es a não sabia que ele não gos a a que alassem dos seus pais que p o a elmen e não o ez pa a o o ende , oi simplesmen e uma o ma de ala , como ele az com os seus amigos. Que se ala com a p o esso a e explica o mo i o do sucedido ela pe ceba e es e p oblema não se ol e a epe i . “B” diz que pe cebe o que es ou a dize “mas quando alam dos meus pais ico cego e não ejo mais nada à en e” e que ai en a ala com a p o esso a, mas que p e e ia que osse eu. Da pa e da a de, sessão com “PP” e “S”, amos pa a uma sala, e es es icam mui o en usiasmados po que que em i ao quad o esc e e . Assim iz um jogo no quad o com ambos sob e a disciplina de inglês, uma ez que iam e es e da mesma. En a am em compe ição um com o ou o, en ando ganha , que apesa de udo se o nou posi i o po que demons ou que os alunos sabiam a ma é ia e es a am p epa ados pa a o es e.! ! ! ! 119! N.T. 44 30-01-2014 Chegada às 9.30h à escola. Vou pa a sala igia um es e, de uma u ma do 9º ano, com uma p o esso a de His ó ia, a pedido da mesma. Is o po que a E.S.P. não podia i po que es a a a ala com a mãe da “AR”. Fo am apanhados 3 alunos a copia e anulado os es es dos mesmo. Du an e a aula de Ciências de uma das u mas do 7º ano, a p o esso a manda uma aluna chama alguém do Gabine e Social po causa do aluno “RC” que não es a a sen ado co e amen e e não inha i ado nada da mochila, só i ou quando mandou chama alguém. Acompanhamen o a “B”, es e con inua bas an e e icen e quan o a ala sob e os p oblemas que em em casa. Diz-me que não gos a da escola e que como o i mão lhe diz “es uda é pa a os acos” e que quando pudesse saí da escola. “G” não em à sessão de u o ia como inha a isado po que ia ao médico. E “L” ambém al a depois de me e di o que inha mas que ia chega a asado po causa do u ebol. Acompanhamen o a “AR”, “F” e “D”, digo-lhes que amos es uda ma emá ica po que ão e es e e icam odos desgos osos, dizendo que não lhes ape ece, mas acabam po se sen a nas cadei as e quando digo que êm que i ao quad o aze exe cícios eles icam en usiasmados mas “AR” diz que não gos a po que não gos a quando icam a olha pa a ela. En e an o no meio da ealização dos exe cícios, “D” es a a com algumas di iculdades e oi pe gun a à p o esso a dele que es a a a da apoio na sala ao lado, po que in elizmen e não lhes conseguia explica os exe cícios. Nes e momen o “F” acusa “D” de lhe e i ado uma cane a, “D” diz que não em nada dele nem p ecisa icando mui o o endido. (“F” desde o início que demons a pouca on ade em es uda , p e e e semp e b inca , ala sob e qualque coisa menos de es uda .) “F” diz assim que que desis i po que não se dá bem com o “D”. Quando es e ol a da p o esso a ambém diz que que desis i . Falo com ele, en o aze -lhe e que ele es á a melho a bas an e, que i ou bom a Ciências. En e an o es e ê “F” a passa e diz que ele é um also e ai a co e a ás dele pa a lhe ba e , “AR” ai pa a a ás pa a os sepa a e eu ambém ou pa a en a esol e a si uação. “F” oge e sai da escola. “D” con inua mui o i i ado e magoado com ele. Vol amos pa a a sala e alamos sob e a si uação a é que ambos, “AR” e “D”, se ! 120! acalmam. Quando es ou a passa numa olha as a e as que e iam que ealiza em casa, es es começam a ala e de epen e ouço o “D” a dize “o eu cunhado ez isso?!” e a “AR” esponde “sim, oi pa a me es a ”. Sem es a a pe cebe bem do que es a am a ala pe gun o-lhes o que se passa. “A” começa a cho a e diz que oi abusada pelo namo ado da i mã. Fico em choque e lemb o-me de ela me e alado, em sessões an e io es que não gos a a da i mã, que nem a mãe gos a a dela e que es a e o namo ado não de iam es a a i e em casa dela, só que não inham pa a onde i e po isso es a am a i e odos na casa dela. Peço-lhe que me con e o que acon eceu mais especi icamen e. Es a diz que não oi nada, mas “D” insis e e diz-lhe que pode con ia em mim, que sou uma das melho es s ô as que a escola em e que se me con a eu ou ajudá-la. Digo-lhe que se quise podemos i pa a ou o si io só as duas se não se sen i à on ade com a p esença de “D”. Es a, em lág imas, começa a ela a o que acon eceu, que oi num dia que es a am os dois sozinhos em casa e que ele se ap oximou dela lhe ez coisas no qua o, e minando que só o ez pa a a es a . Pe gun o-lhe es a o quê e es a esponde que e a es a pa a e se dizia alguma coisa à i mã. Fico es upe ac a, pensando que es a c iança acha que es e homem e e azão no que ez po que que ia uma p o a de con iança da mesma. “AR” ac escen a que é e dade, que ju a po udo que é e dade e que não que que con e a ninguém, pa a ica en e nós, pois se a E.S.P. soubesse ia dize à p o eção de meno es e iam i á-la da mãe. Digo-lhe que não lhe ou dize nada sozinha, pois que o que ela enha comigo ala com E.S.P., pois apesa de es a es a a desaba a comigo eu não podia aze nada pa a a ajuda e p o ege , po se uma me a es agiá ia. Sen i-me impo en e naquele momen o. Apesa de es a con inua a nega eu insis i dizendo pa a pensa nisso, pa a con a à mãe o que me con ou a mim e que amanhã, depois de e do mido e e le ido sob e a minha p opos a, iesse e comigo pa a e mos como podíamos esol e o p oblema jun as. E am assim 18h quando omos os ês embo a. ! ! 121! Anexos