scieee Science in your language
[po] (orig)

Economia e Social Network Analysis - Existirá um perfil de investigação em rede na ciência económica?

Read accessible full text

Economia e Social Network Analysis - Existirá um perfil de investigação em rede na ciência económica?

Author: Gonçalo José Casimiro Almeida
Year: 2015
DOI: 10.34626/5c5s-h223
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/80636/2/36660.pdf
1
Economia e Social Ne wo k Analysis: exis i á um pe il de
in es igação em ede na ciência económica?
po
Gonçalo José Casimi o Almeida
Disse ação pa a ob enção do g au de Mes e em Economia pela Faculdade
de Economia do Po o
O ien ada po :
Sand a Ma ia Ta a es da Sil a
Ma ia Isabel Gonçal es da Mo a Campos
Se emb o de 2015
i
No a biog á ica
Gonçalo José Casimi o Almeida, na u al de Oli ei a de Azeméis, nasceu no dia
19 de Ma ço de 1991. Após e comple ado o cu so de ciências socioeconómicas na
Escola Secundá ia Fe ei a de Cas o, no mesmo concelho, mudou-se pa a o Po o em
2009 de modo a da seguimen o aos seus es udos em Economia na Faculdade de
Economia da Uni e sidade do Po o.
Em 2013, após conclui a licencia u a, ing essou no me cado de abalho na
PwC (P icewa e houseCoope s) como consul o na á ea de Managemen Consul ing.
Simul aneamen e, mo i ado pela opo unidade de ap endizagem con ínua e dado o seu
o e in e esse pelas á eas da Mic oeconomia, Mac oeconomia e Es a égia, ing essou
no Mes ado em Economia pela Faculdade de Economia da Uni e sidade do Po o
endo concluído a pa e cu icula com média inal de 15 alo es.
A p esen e disse ação em como p opósi o a ob enção do g au de mes e em
Economia.
Gonçalo Casimi o Almeida
[email p o ec ed]
ii
Ag adecimen os
O desen ol imen o de uma disse ação pode se uma a e a á dua e soli á ia,
pa icula men e quando conjugado com o dia-a-dia ins á el no me cado de abalho e
com ou os p oje os exigen es. Como al, o nou-se ulc al o apoio e a comp eensão de
di e sas pessoas que ize am pa e da minha ida nes e p ocesso. A odos com quem
pa ilhei e discu i es e p oje o que o exp essa o meu p o undo ag adecimen o, uma ez
que me ize am ape eiçoa o meu abalho e me es o ça po aze o melho abalho
possí el. No en an o há pessoas que con ibuí am de al manei a, que se o na essencial
deixa o meu ag adecimen o especial.
Em p imei o luga aos meus amigos, namo ada e amília, que ao longo dos anos
me apoia am em odos os meus p oje os e se mos a am comp eensi os quando me
encon a a ime so nos mesmos e não podia es a ão p esen e quan o gos a ia;
À P o . D . Isabel Mo a e à P o . D . Sand a Sil a po e em demons ado
abe u a no ema de disse ação em ques ão, e pela sua o ien ação cons an e e semp e
p esen e ao longo des e ano, mo i ando, di ecionando pa a o obje i o inal e pa ilhando
p eciosas opiniões que não só pe mi i am conclui es e desa io, como ize am com que
me deba esse pa a aze mais e melho a cada momen o;
Ao P o . D . Ped o Campos e ao D . Filipe G ilo, que me di eciona am nas
écnicas de a amen o de dados em Social Ne wo k Analysis;
Aos meus supe io es na PwC (P icewa e houseCoope s) que ao longo des e
desa io se mos a am semp e comp eensí eis, disponí eis e acima de udo mo i ado es
pa a lu a con a a co en e e chega a bom po o;
E inalmen e aos meus pais po odo o supo e, amo e inspi ação.
iii
Abs ac
This disse a ion s udies he e olu ion o Social Ne wo k Analysis (SNA) in
Economics, p oposing a quan i a i e and a quali a i e pe spec i es. Wi h his me hods,
we p opose a map ha ep esen s main con ibu ions, iden i ying scien i ic ields,
au ho s and dominan schools in his me hod.
Th ough an empi ical s udy o he scien i ic p oduc ion o SNA in Economics,
using a bibliome ic app oach, i was possible o analyze ends and ecognize esea ch
pa e ns on he opic, highligh ing he g owing impo ance o his me hodology in he
pas wo decades and i s emphasis on Economics. In addi ion, ou analysis also
e idenced he g owing ela i e impo ance o Eu opean au ho s. A e wa ds, he mos
impo an (cen al) au ho s a e mapped and he co-au ho ships pa e ns in dis inc
esea ch a eas wi hin Economics a e iden i ied h ough using SNA. Some cohesi e
g oups o au ho s a e also iden i ied, which di e no only in wha conce ns he main
esea ch opic bu also he iming o publica ion and au ho s’ geog aphic o igin.
Keywo ds: social ne wo k analysis; bibliome ics.
JEL-codes: A12; C19; D85.
i
Resumo
O p esen e abalho es uda a li e a u a que c uza a análise de edes sociais
(Social Ne wo k Analysis, SNA) e a Economia, p opondo a conjungação de duas
pe spe i as, quali a i a e quan i a i a, pa a mapea a e olução dos con ibu os,
iden i icando á eas cien í icas, au o es e escolas dominan es.
A a és de uma análise empí ica à p odução cien í ica em SNA na Economia
eco endo a uma bibliome ia, oi possí el analisa as p incipais endências e pad ões
de in es igação nes e ópico, e idenciando a impo ância c escen e do ecu so a es a
me odologia nas úl imas duas décadas e o seu ele o na á ea da Economia, sendo de
ainda des aca a impo ância c escen e de au o es eu opeus. Pos e io men e, com base
na aplicação da écnica SNA, o am mapeados os au o es cen ais e iden i icados os
pad ões de coau o ias em di e sas á eas de in es igação da Economia, no conjun o da
li e a u a que az análise de edes em Economia. Demons ou-se a exis ência de g upos
coesos de au o es que di e em não só em e mos de linha de in es igação, como
ambém em e mos de compo amen o c onológico de publicação e o igem geog á ica
dos au o es en ol idos.
Pala as-cha e: Social Ne wo k Analysis; Bibliome ia.
Códigos-JEL: A12; C19; D85.

Índice
No a biog á ica................................................................................................................ i
Ag adecimen os ............................................................................................................. ii
Resumo ......................................................................................................................... iii
Abs ac ......................................................................................................................... iii
Índice de abelas ............................................................................................................ i
Índice de igu as ........................................................................................................... ii
1. In odução ............................................................................................................ 1
2. A análise de edes sociais: uma sis ema ização dos p incipais con ibu os ........ 5
2.1. A génese e a e olução da análise de edes sociais .............................................. 5
2.2. Es u u a social e edes – concei os ................................................................... 12
3. Es udo bibliomé ico sob e a impo ância da SNA em Economia ..................... 15
4. Social Ne wo k Analysis: concei os e medidas ................................................... 24
4.1. O mé odo, de inição dos pa âme os bibliomé icos e cons ução da base ..... 24
4.1.1. De inição da ede ............................................................................................... 24
4.1.2. Manipulação da ede .......................................................................................... 26
4.1.3. De e minação das ca a e ís icas es u u ais ..................................................... 27
4.1.4. Visualização ........................................................................................................ 28
4.2. Social Ne wo k Analysis: es ando a exis ência de pad ões de coau o ias ....... 29
Conclusão ..................................................................................................................... 40
Re e ências bibliog á icas ............................................................................................ 42
i
Índice de abelas
Tabela 1. Dis ibuição dos au o es, po classe de a igos, 1978-2015 ........................... 18
Tabela 2. Dis ibuição dos au o es po pe íodo, 1978-2015 .......................................... 19
Tabela 3. P incipais e is as na in es igação em SNA na Economia ............................ 22
Tabela 4. Ca a e ização da ede comple a ..................................................................... 30
Tabela 5. Ca a e ização da ede de subg upos coesos com 20 ou mais au o es ............ 31
Tabela 6. Ca ac e ís icas dos componen es com 20 ou mais au o es ............................ 31
Tabela 7. Es a ís icas dos componen es com 20 ou mais au o es .................................. 31
Tabela 8. Ca a e ização da ede de subg upos coesos inse idos na componen e F ....... 37
ii
Índice de igu as
Figu a 1. E olução da p odução de a igos cien í icos em SNA e Economia
ela i amen e à p odução cien í ica em Economia, 1978-2015 ...................................... 18
Figu a 2. A iliação dos au o es po o igem geog á ica, 1978-2015 .............................. 20
Figu a 3. E olução da a iliação dos au o es po o igem geog á ica e ano, 1990-2015 . 21
Figu a 4. Re is as, po classe ou a igos, 1978-2015 .................................................... 22
Figu a 5. A igos publicados em e is as com mais de 4 publicações po classi icação
de e is a, 1978-2015 (%) ............................................................................................... 23
Figu a 6. Componen e A ................................................................................................ 33
Figu a 7. Componen e B ................................................................................................ 34
Figu a 8. Componen e C ................................................................................................ 35
Figu a 9. Componen e D ................................................................................................ 36
Figu a 10. Componen e E .............................................................................................. 36
Figu a 11. Subg upos coesos mais impo an es do componen e F ................................ 38
1
1. In odução
A in es igação cien í ica no domínio das ciências sociais deb uça-se
equen emen e sob e o es udo de sis emas compos os po elemen os indi iduais ligados
en e si. Alguns des es es udos o ien am-se pa a a análise da na u eza indi idual dos
elemen os – po exemplo, como um se humano sen e ou age – enquan o ou os op am
po es uda a na u eza das in e ações – po exemplo, a dinâmica da amizade en e se es
humanos. Exis e po ém um e cei o aspe o nes es sis emas in e a i os que, po ezes, é
negligenciado apesa de, quase semp e, se c ucial pa a o compo amen o dos mesmos:
o pad ão de ligações en e os elemen os que compõem o sis ema. O pad ão de ligações
de um dado sis ema pode se ep esen ado po uma ede compos a po pon os e linhas,
não sendo su p eenden e que a es u u a das edes possa e um e ei o signi ica i o no
compo amen o dos indi íduos e do sis ema. Uma ede é, assim, uma ep esen ação
simpli icada que eduz um sis ema a uma es u u a abs a a, cap ando os aspe os básicos
dos pad ões de ligações (Newman, 2010).
A análise de edes ganhou um in e esse c escen e nos anos mais ecen es nas
ciências sociais em ge al, e na ciência económica em pa icula , endo es e c escimen o
sido acompanhado po uma maio so is icação nas e amen as de análise disponí eis
(Ca ing on e al., 2005). Es e ipo de análise em sido u ilizado desde os anos 1930s,
inicialmen e p og edindo len amen e e, a pa i do inal do século XX/início do século
XXI, de o ma explosi a. Técnicas como po exemplo a sociome ia e a eo ia dos
g a os, e le indo uma p eocupação c escen e com a quan i icação de di e sos concei os
ais como ecip ocidade, balanço es u u al, ansi i idade e aglome ado, começa am
po se ado adas po um núme o ela i amen e eduzido de in es igado es. No en an o,
a pa i dos anos 1990s, o in e esse nas edes sociais e o uso de di e sas me odologias
de análise de edes começou a c esce a um i mo mui o mais acele ado.
Nos anos 1990s, Robe Solow acei ou o desa io da McKinsey Global Ins i u e
(MGI) pa a in es iga as di e enças na p odu i idade nas indús ias e países. Em
en e is a à McKinsey Qua e ly, Solow a i mou que o que mais o su p eendeu oi a
mesma indús ia, em di e en es países, ap esen a di e enças d amá icas na
p odu i idade do abalho e/ou na p odu i idade o al dos a o es, bem como o ac o de
essas disc epâncias não se em jus i icadas pelas di e enças no acesso à ecnologia, mas
sim pela qualidade das edes de o ganização subjacen es (Solow, 2014). Nes e con ex o,
8
p op iedades básicas da ede, de em se complemen ados com écnicas numé icas
especializadas pa a compa a posições dos agen es den o de uma imagem e en e um
ou mais g upos.
De ac o, o econhecimen o de que os sociog amas podem se u ilizados pa a
es uda a es u u a social le ou a uma ápida in odução de écnicas analí icas.
Simul aneamen e, os in es igado es descob i am que podiam se u ilizadas ma izes
pa a ep esen a dados de edes sociais. Es a cons a ação e descobe as consegui am
anga ia ma emá icos pa a o es udo de es u u as sociais (Wasse man e Faus , 1994).
Segundo Sco e Ca ing on (2011), os con ibu os de Lundbe g i e am uma
in luência signi ica i a em Wa ne , um impo an e in es igado em his ó ia e análise de
edes sociais, que es udou a es u u a da comunidade em ilas e cidades ame icanas.
Es e obse ou a es u u a das elações em g upo em comunidades g andes e u ilizou
diag amas de ede pa a ep esen a a es u u a social. Wa ne ap esen ou as elações de
comunidades de la ga escala sob a o ma de ma izes pa a ep esen a o que ele
denomina a como “es u u a de g upo exclusi o” da cidade.
Nos anos 1950s desen ol e am-se a anços impo an es na análise de edes e
es u u as sociais. Ao es uda o enómeno da u banização, á ios an opólogos (em
especial an opólogos b i ânicos ais como Mi chell e Ba nes) chega am à conclusão de
que a abo dagem adicional de desc ição de o ganizações sociais em e mos de
ins i uições (economia, eligião, polí ica…) não e a su icien e pa a a comp eensão do
compo amen o dos indi íduos em sociedades complexas. À medida que a an opologia
p ocu a a es uda sociedades “complexas”, os espe i os in es igado es chega am à
conclusão que e a c ucial a in odução de no os concei os de modo a comp eende o
luxo de in e ações sociais obse ado no cu so do abalho de campo e nog á ico
(Wasse man e Faus , 1994). Es es an opólogos sociais, ecendo uma c í ica à ên ase
dada ao consenso e ha monia em oga na sociologia ame icana, p ocu a am explo a os
con li os e di isões en e as comunidades a icanas e eu opeias.
Du an e os anos 1940s e 1950s, o abalho em edes sociais con inuou a
desen ol e -se em á ias en es. Uma des as consis iu no ecu so ao uso de ma izes e
à eo ia dos g a os de modo a o maliza concei os sociopsicológicos como g upos e
cí culos sociais em e mos de edes, o nando possí el descob i obje i amen e g upos
eme gen es. Ou a das en es oi o desen ol imen o de um p og ama de

9
expe imen ação labo a o ial em edes. Sob a alçada de Alex Ba elas, uma equipa de
in es igado es no G oup Ne wo ks Labo a o y no MIT começou a es uda o e ei o de
di e en es es u u as de comunicação em ede na capacidade dos g upos esol e em
p oblemas. Al e ando o pad ão de quem pode comunica com quem, os in es igado es
o am capazes de examina os e ei os, em e mos de apidez e e icácia na capacidade de
esolução de p oblemas do g upo, de uma es u u a em ede de um g upo. Pa a es e ipo
de e ei os, oi descobe o que as es u u as mais cen alizadas, como a es u u a em
es ela, supe am as es u u as descen alizadas, como as es u u as em cí culo (Bo ga i
e al., 2009).
Simul aneamen e, na década de 1950, um g upo de in es igado es ame icanos
lide ados po Ha ison Whi e começou a desen ol e e aplica uma me odologia o mal
à análise das edes e es u u as sociais. Quando Whi e se mudou de Chicago pa a
Ha a d o mou um g upo g ande e dinâmico de in es igado es pa a desen ol e o
pa adigma das edes. En e es es encon a am-se: Le ine (1972) cujo abalho incidiu
sob e o pode co po a i o pe cebido a a és da ede ilus a i a das in e ligações en e os
conselhos de adminis ação dos maio es bancos e os conselhos de adminis ação da
indús ia; Lee (1969 c . Sco , 2011) que desen ol eu um es udo sociomé ico de
p ocu a po abo is as; G ano e e (1973) que in es igou o me cado de abalho,
nomeadamen e a p ocu a po emp ego; e Mullins (1973 c . Sco , 2011) que analisou a
sociologia ame icana mode na. Whi e p ocu ou desen ol e mé odos algéb icos pa a
ep esen a e analisa hie a quias sociais e p o issionais. Es e g upo cons i uiu uma no a
ge ação de in es igado es de edes sociais que ajuda am a omen a a análise de edes e
es u u as sociais po odo o mundo.
Mui os dos a uais concei os o mais em análise de edes sociais o am
in oduzidos nos anos 1950s e 1960s de modo a desc e e p op iedades das es u u as
sociais (Wasse man e Faus , 1994). Á eas impo an es de aplicação da análise de edes e
es u u as sociais o am, po exemplo a in es igação sob e o pode co po a i o, as
es u u as das comunidades, as edes polí icas, os mo imen os sociais, a c iminalidade e
e o ismo, a economia polí ica global, as edes cul u ais, cien í icas e académicas, o
impac o de colegas sob e a i udes e compo amen os, e c (Sco e Ca ing on, 2011).
Desde o im dos anos 1970 êm su gido imensos con ibu os pa a o es udo de
edes e es u u as sociais. Segundo Sco e Ca ing on (2011), o desen ol imen o mais
10
ma can e nes e campo oi o c escen e in e esse dos ísicos na aplicação das ideias de
ede ao p oblema social. Es es in es igado es ajuda am a desen ol e écnicas de
in es igação, endo ele ado o es udo das edes e es u u as sociais pa a além da es á ica
gené ica ou dos mé odos ans e sais ipicamen e u ilizados, con ibuindo pa a o
ecu so a no as écnicas que pe mi em desen ol e explicações dos p ocessos em ede e
explo a ans o mações p ocessuais na es u u a em ede.
Apesa de se um pa adigma cla amen e de inido de pleno di ei o, Sco e
Ca ing on (2011) a i mam que a análise de edes e es u u as sociais az pa e de
disciplinas adicionais como a psicologia social, a an opologia social, a ciência da
comunicação, a ciência o ganizacional, a economia, a geog a ia e em especial a
sociologia. Es a análise, de aplicação ans e sal, é um mé odo que pe mi e
conce ualiza e analisa a dados de compo amen os sociais, in luenciando a manei a
como es es dados são o ganizados pa a análise e especi icando o ipo de ques ões que
são colocadas (Leinha d , 1977).
Jackson em Rauch (2007) a i ma, po ém, que as edes sociais são endémicas às
in e ações económicas. O eme gi da denominada “Economia Social” su ge da pe ceção
po pa e dos economis as da exis ência de di e sas in e ações económicas, em que o
con ex o social não é conside ado de segunda o dem mas é sim en endido como um
condu o p imá io de compo amen os e ações. Exemplos des a si uação ão desde o
papel undamen al das edes sociais na p ocu a de emp ego, a é à sua in luência nas
decisões das amílias, como na comp a de bens e se iços, na de inição de um ní el de
educação a a ingi , no en ol imen o ou não em a i idades c iminais.
Segundo o mesmo au o , a é ao no o milénio, os economis as igno a am em
g ande pa e a impo ância da inse ção da a i idade económica em ambien es sociais.
No en an o, es a dinâmica e a conside ada undamen al pela Sociologia, endo sido
essencial o con ibu o de G ano e e (1985), como já discu imos an e io men e.
O in e esse mais ecen e po pa e dos in es igado es em Economia u ge do
econhecimen o de que as ci cuns âncias sociais podem ajuda a explica á ios
enómenos económicos (e.g., as desigualdades sala iais pe sis en es), de uma manei a
que a modelização económica mais adicional não consegue esponde Pa alelamen e,
exis e um in e esse c escen e da Economia em á eas adicionais da Psicologia que êm
pe mi ido en iquece a modelização das decisões dos agen es económicos, como é
11
ep esen a i o o c escimen o da Economia Compo amen al. Segundo B ands (2013),
em ha ido um c escen e in e esse sob e como os indi íduos comp eendem e
in e p e am as edes de elacionamen o à sua ol a. A moni o ização cogni i a de edes
e es u u as sociais é uma a e a essencial pa a os agen es. A habilidade de man e o
con olo e u iliza a in o mação sob e as edes e es u u as sociais es á na base do
sucesso não só do se humano como espécie, mas ambém do indi íduo, sendo en ão
comp eensí el o in e esse da economia sob e as edes sociais. Uma pa e signi ica i a
desse in e esse em de uma pe spe i a económico-social em que o con ex o social
ga an e o en iquecimen o dos modelos económicos, desen ol endo o conhecimen o
sob e o p oblema económico de alocação de ecu sos escassos na Economia. Jackson e
Roge s (2005) e o çam que g ande pa e do es udo em Economia das in e ações sociais
p ende-se com um dos p essupos os p esen es em g ande pa e dos modelos
económicos, a escolha acional dos agen es económicos.
Embo a o o e c escimen o do es udo de edes em economia enha oco ido em
g ande pa e du an e a úl ima década, exis i am abalhos pionei os pon uais em que as
edes sociais o am cen ais no es udo da Economia. Alguns es udos angua dis as
p endem-se com a obse ação da impo ância de edes sociais como meio de a anja
emp ego, um abalho desen ol ido inicialmen e po Mye s e Shul z (1951) e Shul z e
P a (1970), que oi undamen al pa a o abalho seminal de G ano e e (1973). O
in e esse em edes sociais no con ex o do me cado de abalho man e e-se, su gindo
dois a igos ele an es que ize am a p imei a pon e en e a Sociologia e a Economia,
Boo man (1975) e Mon gome y (1991). Es es au o es analisa am a o ça das ligações
acas nas edes de con ac os de abalho, em que os indi íduos azem escolhas
explici as ace ca das ligações o es e acas que man êm endo em con a o impac o que
es as êm no seu emp ego e emune ação.
Ou a á ea em que as ex e nalidades de ede são e iden es é na decisão da
adoção de p odu os. Em di e sas escolhas de p odu o, i.e. so wa e ou p odu os de ca iz
ecnológico em que os consumido es in e essam-se com a compa ibilidade da escolha
do seu p odu o com os ou os, não se podem analisa as decisões dos indi íduos
isoladamen e. O e mo “ex e nalidade de ede” exp essa essas mesmas elações (Ka z e
Shapi o, 1994).
12
A me odologia da análise de edes sociais em sido ado ada amplamen e po
in es igado es da á ea da Economia, en a izando abo dagens de modelação económica,
es udando a o mação de edes e as ques ões que na u almen e su gem e são
espondidas eco endo a es a abo dagem. Além de pe cebe as ensões en e incen i os
indi iduais e o bem-es a da sociedade, es a abo dagem ambém pode ge a pe ceções
undamen ais de ce as egula idades em ede obse adas em aplicações e á eas
dis in as.
2.2. Es u u a social e edes – concei os
A análise de edes sociais em como pon o de pa ida a p emissa de que a
dinâmica social é de inida po elações e pelos pad ões o mados po essas elações.
Como e e ido p e iamen e, as edes sociais são o malmen e de inidas como um
conjun o de nós, co espondendo a agen es (indi íduos, emp esas, ins i uições…)
unidos po um ou mais ipos de elações. O e mo ede social e e e-se po an o à
a iculação de uma elação social adsc i a ou alcançada en e indi íduos, amílias,
habi ações, aldeias, comunidades, egiões, e c. O pa en esco é um exemplo mui o
comum de elação adsc i a, enquan o elações que são es abelecidas no cu so de
in e ações egula es ao longo do dia-a-dia são exemplo de elações alcançadas.
Bandyopadhyay e al. (2011) a i mam que as elações podem se posi i as (alianças ou
amizades) ou nega i as (hos is ou de con li o). De aco do com B ewe e Mille (2003),
es u u a social co esponde ao pad ão no domínio social, sendo de e minan e nas ações
dos indi íduos. Sco e Ca ing on (2011) e e em que os in es igado es de edes
conside am as edes sociais como ped as basila es do mundo social, começando a
análise po uma pe spe i a undamen almen e di e en e da que é ado ada po
in es igado es que ado am pe spe i as baseadas no indi íduo ou em a ibu os.
Uma abo dagem con encional pa a a comp eensão de egiões al amen e
ino ado as, como po exemplo Silicon Valley, oca -se-ia nos ní eis ele ados de
educação e de especialização no me cado de abalho. Uma abo dagem de análise de
edes sociais da ia en oque à o ma como a mobilidade en e as ins i uições
educacionais e os emp egado es c iam ligações en e as o ganizações. As pessoas,
ans e indo-se de uma o ganização pa a ou a, le am com elas ideias, especializações e
13
conhecimen o áci o, assim como as ligações que es abelece am com os seus colegas,
alguns dos quais ambém e -se-ão ans e ido pa a no as o ganizações. Es e pad ão de
ligações en e o ganizações, no qual uma o ganização es á ligada a múl iplas
o ganizações a a és dos seus emp egados, pe mi e abso e di e sas on es de
conhecimen o. Como a combinação de ideias p e iamen e desconec as é um mo o da
ino ação e uma es a égia ú il de esolução de p oblemas (Ha gadon e Su on, 1997),
es e pad ão de ligações, e não apenas o capi al humano dos agen es indi iduais, le a à
acele ação das axas de ino ação nos se o es e nas egiões onde oco e (Fleming e al.,
2012).
Vale e Ca alho (2013) e o çam a ideia de que os p ocessos de ino ação êm
uma dimensão espacial, implicando in e ações en e agen es geog a icamen e p óximos
e/ou dis an es. Redes não-locais o nam-se essenciais pa a a eme gência e
desen ol imen o de no as a i idades in ensi as em conhecimen o, p incipalmen e
quando o ecido local/ egional é ágil. Os espaços de mobilização e capacidade de
“anco agem” de conhecimen o dependem da e olução dos ambien es ins i ucionais nos
quais as emp esas se inse em. Nes a in es igação o am analisadas as dinâmicas
espaciais das edes de conhecimen o dos emp eendimen os po ugueses na á ea da
Bio ecnologia que su gi am ao longo da p imei a década de 2000. As edes dis an es,
icas em conhecimen o (como as eu opeias e ame icanas), o am c uciais pa a p omo e
a eme gência e c escimen o inicial des e ipo de emp esas. Ao longo do empo uma
dimensão nacional da ede de conhecimen o ganhou ele ância, ao mesmo empo que
di e sas emp esas se expandi am pa a o a do país.
Bo ga i e al. (2009) e o ça a impo ância da análise de edes sociais, e e indo
que uma das ideias mais po en es nas ciências sociais é a noção de que os indi íduos
es ão inco po ados em as as edes de elações sociais e in e ações. A eo ia de edes
sociais esponde à ques ão que subsis e desde o empo de Pla ão na iloso ia social,
nomeadamen e ao p oblema da o dem social. Como é que indi íduos au ónomos podem
coope a pa a c ia sociedades du adou as e que uncionem. A eo ia em ede ambém
o nece espos a pa a imensu á eis p oblemas sociais, desde a c ia i idade indi idual
a é ao luc o co po a i o.

14
Po seu lado Sco e Ca ing on (2011) e e em que a de inição dos nós a se em
incluídos numa análise em ede é um desa io, sendo que as ca a e ís icas dos agen es a
se em conside adas de em es a cla amen e de inidas.
Laumann e al. (1983) ap esen am ês abo dagens pa a ul apassa es e
p oblema, exempli icando. Po exemplo, se p e ende mos analisa os in es igado es da
á ea cien í ica de mac oeconomia, é necessá io, em p imei o luga , sabe que
in es igado es conside a . A p imei a abo dagem suge ida é baseada na posição que
conside a os agen es como aqueles que azem pa e de uma o ganização ou aqueles que
êm posições o malmen e de inidas, como po exemplo odos os in es igado es
emp egados em depa amen os de mac oeconomia em ins i uições de ensino. A segunda
abo dagem baseia-se em e en os, conside ando os pa icipan es em e en os cha e,
como po exemplo os in es igado es que enham pa icipado em pelo menos 4
con e ências sob e a emá ica de mac oeconomia nos úl imos 2 anos. Po úl imo, é
ap esen ada a abo dagem po elações que começa com os in es igado es que publicam
numa e is a de mac oeconomia, incluindo depois coau o es e colabo ado es que, po
seu lado, es ão ligados com mais au o es.
Após se em iden i icados os memb os de uma ede, êm de se iden i icadas as
elações en e os mesmos. Es as podem se de colabo ação, pa en esco, amizade, ocas
come ciais, ci ações, luxos de in o mação, e c..
Concluída a sis ema ização da génese e e olução da análise de edes sociais em
Economia assim como a conce ualização da e minologia cha e do ema, amos
ap esen a a me odologia que segui emos no capí ulo seguin e des a disse ação.
15
3. Es udo bibliomé ico sob e a impo ância da SNA em Economia
3.1. O mé odo, a de inição dos pa âme os bibliomé icos e a
cons ução da base de dados
De modo a ca a e iza o uso da Social Ne wo k Analysis em Economia, es e
abalho p opõe uma análise dos úl imos 37 anos de in es igação nes e ópico,
eco endo a dois mé odos de in es igação: bibliome ia e SNA.
A bibliome ia é uma á ea de in es igação ela i amen e ecen e que em como
obje i o o es udo quan i a i o da impo ância ela i a de amos do conhecimen o, endo
eme gido de ido ao in e esse c escen e na análise das dinâmicas his ó icas e sociais da
ciência e à disponibilização de dados bibliomé icos (Osa eh, 1996). En ol endo os
aspe os de na u eza quan i a i a e os modelos elacionados com a comunicação e a
di usão do conhecimen o cien í ico (P i cha d, 1969), a bibliome ia eco e a di e sas
écnicas es a ís icas pa a a análise de li os, a igos e ou os ipos de publicações sob e
uma de e minada á ea do conhecimen o (Fai ho ne, 1969).
Assim, a bibliome ia co esponde à análise es a ís ica de dados bibliog á icos,
equen emen e ocada na análise de ci ações dos esul ados da in es igação e
publicações. A análise bibliomé ica es á a o na -se um meio cada ez mais impo an e
de mensu a e a alia o impac o de in es igação dos indi íduos, g upos de indi íduos
ou ins i uições (B oadus, 1987).
A bibliome ia pe mi e demons a a impo ância e impac o de á eas de
in es igação e/ou de g upos de in es igação; iden i ica á eas de o ça e aqueza de
in es igação; iden i ica as e is as com melho desempenho numa de e minada á ea
cien í ica; iden i ica os in es igado es de opo de uma dada á ea de in es igação
(Resea che Lib a y, 2014).
Segundo a Resea che Lib a y (2014) as p incipais mé icas u ilizadas pa a
medi o impac o dos esul ados de in es igações e publicações são: schola y ou pu
(mede o o al de a igos publicados, a p odu i idade em e mos quan i a i os e não
quali a i os dos in es igado es); ci a ion coun s (mede o núme o de ci ações que um
indi íduo, g upo de in es igado es ou e is a ob e e); ield-weigh ed ci ed impac ( ácio
de ci ações ecebidas ela i amen e à média espe ada pa a a á ea, ipo e ano da
publicação em ques ão); H-index (dados da p odu i idade e impac o dos esul ados de
16
in es igação. É baseado no núme o de publicações e no núme o de ci ações ecebidas.
Um au o em um H-index de n se i e publicado n a igos, cada um ci ado n ezes. Ou
seja, pa a se e um H-index de 15, 15 dos a igos publicados êm de e sido ci ados
pelo menos 15 ezes); Jounal Impac Fac o ( e le e a impo ância de uma e is a em
pa icula . É baseado na média de ci ações ecebida po a igo publicado nessa e is a
nos úl imos 2 anos); SCImago Jou nal Rank (só é possí el calcula ia Scopus. Re le e
a impo ância de uma e is a em pa icula , a ibuindo um maio peso às ci ações em
e is as mais concei uadas. É uma al e na i a ao Jou nal Impac Fac o ).
Po ou o lado, as p incipais e amen as u ilizadas nes a me odologia são:
SciVal (é uma e amen a de a aliação da qualidade de in es igação, passí el de se
subsc i a, que eco e a dados da Scopus. Pe mi e compa a in es igado es em
pa icula , g upos de in es igado es e ins i uições, sendo baseado em di e sas medidas
bibliomé icas. De ém in o mação pa a 4600 ins i uições de in es igação e 220 países);
Scopus (é uma base de dados passí el de se subsc i a, com mais de 21.000 e is as,
40.000 li os, 6.5 milhões de a igos ap esen ados em con e ências e 24 milhões de
pa en es. A cobe u a de ma e ial de ciências sociais é mais ala gada do que a Web o
Science. De momen o os dados ela i os a ci ações só es ão disponí eis pa a a igos
publicados desde 1996); Web o Science (é uma base de dados de ci ações, passí el de
se subsc i a, com mais de 12.000 e is as e mais de 160.000 a igos publicados em a as
de con e ências. A cobe u a ab ange as á eas das ciências exa as, ciências sociais, a es
e humanidades desde 1900); e Jou nal Ci a ion Repo s (é um ecu so, passí el de se
subsc i o, que pe mi e a alia e compa a e is as eco endo a dados de ci ação pa a
mais de 11.000 e is as. A cobe u a ab ange á eas das ciências exa as, medicina e
ciências sociais desde 1998).
Algumas das p incipais mé icas u ilizadas nes a disse ação de modo a medi o
impac o da in es igação e publicação o am o Schola y Ou pu e Jou nal Impac
Fac o . Do mesmo modo as p incipais e amen as bibliomé icas às quais eco emos
o am a Scopus e Jou nal Ci a ion Repo s.
Tendo como obje i o desen ol e uma análise bibliomé ica sob e a
in es igação em Economia que u iliza SNA o nou-se necessá io, numa p imei a e apa,
ealiza uma ecolha sis emá ica de dados bibliomé icos a pa i da base de dados
Scopus a é ao momen o p esen e. A base de dados cons uída ab angeu como pala as-
17
cha e, simul aneamen e, os seguin es e mos: “social ne wo ks analysis” e economics”.
O mé odo de pesquisa cob iu as pala as-cha e nas dimensões: í ulo, esumo e
pala as-cha e dos a igos. Apesa de econhece mos as limi ações de es udos
bibliomé icos no que oca à escolha de pala as-cha e, a combinação “social ne wo ks
analysis” e “economics” pa eceu-nos se su icien emen e ab angen e e capaz de cap a
as con ibuições p incipais na á ea em análise. O ipo de documen o a se pesquisado oi
A icle o Re iew, e es ingimos as á eas emá icas a Ciências Sociais e Humanidades.
A base de dados a analisa ab ange um o al de 3446 egis os e e en e ao pe íodo 1978
a 2015.
Após a cons ução da base de dados, p opusemos uma ca ego ização de odos os
a igos pa a di e sas dimensões. Pa a cada a igo, desc e emos a á ea geog á ica das
ins i uições às quais os au o es es ão a iliados (AN – Amé ica do No e (EUA, Canadá e
México); EU – (Eu opa); A – Ásia; e a ca ego ia esidual O – ou as o igens
geog á icas). A ca ego ização de cada a igo ambém é ei a em e mos de á ea
cien í ica, baseando-se no sis ema de classi icação do Jou nal o Economic Li e a u e
(JEL). Po im, desen ol eu-se ambém uma ca ego ização dos a igos de aco do com o
mé odo de in es igação: o mal, empí ico, su ey, ap ecia i o e o mal-empí ico.
3.2. Resul ados da análise bibliomé ica
A análise da e olução da impo ância ela i a de a igos publicados em SNA e
Economia ( e Figu a 1) e ela que, após con ibu os pouco signi ica i os nas décadas
de 1970 e 1980 do século XX, deno ou-se um c escimen o da p odução na década de
1990 que se o nou explosi o na en ada do no o século. Ve i ica-se assim que a
impo ância ela i a da á ea de in es igação conside ada e a mui o baixa (0,0-0,2% de
um o al de a igos publicados na á ea de Economia) a é ao início do milénio, sendo que
mais de 97% do o al de publicações o am publicados a pa i de 2000, inclusi e.
24
4. Social Ne wo k Analysis: concei os, medidas e aplicação
Tendo como obje i o a iden i icação de es u u as de comunicação e ede en e
in es igado es de SNA em Economia, p e ende-se nes e capí ulo analisa as coau o ias
a a és da cons ução de edes sociais. O obje i o é descob i e en uais g upos de
au o es e ca ac e izá-los em e mos de o igem geog á ica, sub ema e ou as a iá eis.
No e-se que não emos ex-an e nenhuma hipó ese especí ica sob e a es u u a da
ede de coau o ias que possamos es a , na medida em que não exis em esul ados de
in es igação p é ia. Como al, ado amos uma abo dagem explo a ó ia que assume que a
es u u a ou pad ão de ligações numa ede social é ele an e pa a os memb os da ede e,
nes e caso, pa a os in es igado es.
Nes e capí ulo começamos po ap esen a alguns mé odos de explo ação de
edes sociais, de e minando as ca a e ís icas es u u ais e en a izando a sua explo ação
isual. Em seguida, aplicamos os mé odos à análise de edes sociais pa a de e a edes
de comunicação en e in es igado es de SNA em Economia.
4.1. O mé odo
Nes a secção p e ende-se ap esen a alguns mé odos de análise de edes sociais.
Pa a al, começa emos pela de inição de ede, seguindo-se a manipulação da mesma, a
de e minação das suas ca a e ís icas es u u ais e inalizando com a espe i a
in e p e ação isual.
4.1.1. De inição de ede
Segundo Sco e Ca ing on (2011) o amo da ma emá ica Teo ia dos G a os
dedica-se à análise de edes e es u u as sociais. A Teo ia dos G a os é um conjun o de
axiomas e deduções que i e am o igem nas in es igações ma emá icas de Eule . Es e
ma emá ico explo ou o p oblema de como se ia possí el pe co e a cidade de
Köningsbe g (P ússia) compos a po ês ilhas a a essando cada uma das se e pon es
apenas uma ez e isi ando cada ilha que compunha a cidade. Em 1736, Eule
con e eu es e p oblema num modelo abs a o de pon os e linhas, sendo que os pon os
ep esen a iam as ilhas, e as linhas as pon es, cons uindo o p imei o g a o e dando
o igem à eo ia dos g a os.

25
A análise de edes e es u u as sociais é, po an o, uma aplicação especí ica da
Teo ia dos G a os na qual os indi íduos e ou os a o es sociais, como g upos e
o ganizações, são ep esen ados po pon os e as suas elações sociais são ep esen adas
po linhas. Es e modelo ma emá ico o maliza os sociog amas de Mo eno, cujo
con ibu o analisámos no Capí ulo 2.
Pa a a cons ução de sociog amas, u ilizam-se dados de in e ação social que são
ipicamen e egis ados sob a o ma de uma ma iz quad á ica – socio ma iz – na qual as
linhas e colunas da ma iz ep esen am indi íduos ou ou os agen es, e as células uma
medida de in e ação en e os agen es conside ados. As socio ma izes podem se
analisadas eco endo a ope ações algéb icas, o que cons i ui uma g ande an agem
quando se analisam dados em la ga escala.
A Teo ia dos G a os analisa as p op iedades o mais dos g a os que são sis emas
de pon os e linhas. O concei o de g a o pode se es endido de modo a e em con a a
di eção de uma linha e de modo a ep esen a elações assimé icas. Também pode e
em con a a in ensidade ou o ça de uma elação ao a ibui um alo a uma linha (Sco
e Ca ing on, 2011). Nooy e al. (2005) ap o undam concei os cha e ela i os à Teo ia
dos G a os e e indo que um nó é a unidade mais pequena numa ede, ep esen ando o
a o /agen e em SNA, e uma linha é a ligação en e dois nós numa ede que pode
ep esen a qualque ipo de elação social. Uma linha pode conec a um nó a si p óp io,
pode se di ecionada ( ep esen ando melho escolhas sociomé icas pois um a o pode
escolhe ou o e a escolha não se ecíp oca como o exemplo já desc i o da Lady
Boun i ul (Lundbe g e S eele, 1938)), e pode não se di ecionada (quando se e e e a
uma elação social em que ambos os indi íduos são igualmen e en ol idos na mesma).
Fo malmen e uma linha di ecionada é um pa o denado de nós no qual o p imei o nó é o
emisso (a cauda da linha) e o segundo o ece o da ligação (a cabeça da mesma).
Con a iamen e, uma linha não di ecionada é ep esen ada po um pa deso denado de
nós, não sendo ele an e qual é ice é o p imei o ou segundo do pa . No nosso es udo,
os nós co espondem a au o es de SNA em Economia, e as linhas são não di ecionadas
na medida em que ep esen am coau o ias, o mando assim um g a o não di ecionado.
Tendo ap o undado o concei o de g a o, o na-se simples de ini uma ede. Uma
ede consis e num g a o e in o mação adicional sob e os pon os ou linhas do g a o.
26
4.1.2. Manipulação da ede
Em análise de edes sociais é equen e se ú il modi ica uma ede. Redes
g andes são demasiado complexas pa a se em desenhadas, ou pelo menos pa a se em
legí eis, como al o na-se pe inen e ex ai uma pa e da mesma que enha signi icado.
As isualizações uncionam melho pa a edes pequenas (umas dúzias de nós) ou
médias (algumas cen enas de nós). No nosso caso, a ede em b u o é compos a po ce ca
de 6.432 nós (au o es), o nando-se pe inen e es uda écnicas de eduções de ede. De
aco do com Nooy e al. (2005) podemos eco e a pa ições (pa i ions) de modo a
eduzi a ede, po ex ação ou encolhendo a mesma, sendo uma pa ição de uma ede a
classi icação ou ag upamen o (clus e ing) de nós numa ede, de al modo que cada um é
associado a uma classe ou ag upamen o (clus e ), pe mi indo assim eduzi o amanho e
complexidade de uma ede. Pa indo a ede em peças, secções isoladas da mesma
podem se conside adas subg upos coesos, uma ez que os nós den o da secção es ão
conec ados, enquan o nós em secções di e en es não. Um componen e (componen ) é
conside ado uma pa ição, uma ez que é uma pa e conec ada de uma ede que é
iden i icada segundo um c i é io p é-de inido. Numa ede não di ecionada há apenas um
ipo de ligação, pois os componen es es ão isolados uns dos ou os, não ha endo linhas
en e nós de di e en es componen es, não azendo di e ença se selecionamos
componen es o es ou acos, uma ez que ge am esul ados idên icos.
Segundo Nooy e al. (2005) a dis ibuição po g au (deg ee) e ela
concen ações locais de ligações em edo de nós indi iduais, mas não e ela se os nós
com g au mais ele ado es ão ag upados ou espalhados pela ede. Es e indicado o na-se
ele an e pa a iden i ica ag upamen os de nós que es ão in imamen e ligados, pois cada
um em um g au pa icula mínimo den o do clus e . Nes e es udo não p e endemos
oca mo-nos no g au indi idual de um nó, mas sim no g au de odos os nós de um
clus e . Es e ipo de clus e s são denominados po k-co es, em que o k indica o g au
mínimo de cada nó den o de um co e. Logo, um k-co e iden i ica sub- edes
ela i amen e densas, ajudando a encon a subg upos coesos. Um k-co e é uma sub-
ede máxima na qual cada nó em um g au de pelo menos k den o da sub- ede.
Exempli icando, um 2-co e con ém odos os nós que es ejam conec ados po um g au
de pelo menos 2 com ou os nós den o do co e (Ba agelj e Za e snik, 2003).
27
Na nossa aplicação eco emos a es e mé odo de ex ação que nos pe mi e ob e
uma seleção de um subconjun o de nós de uma ede, assim como as ligações en e os
mesmos, podendo des e modo concen a a análise em de e minadas es u u as den o
da ede.
4.1.3. De e minação das ca a e ís icas es u u ais
Na análise de edes sociais é possí el quan i ica di e sas ca a e ís icas
es u u ais das edes, podendo algumas medidas dize espei o à ede comple a e ou as
suma ia a posição es u u al de uma sub- ede ou de um nó. Explo a a es u u a da ede
a a és de cálculo é mais p eciso que a inspeção isual, no en an o po ezes es as
medidas são abs a as e di íceis de in e p e a . Na aplicação des e ipo de me odologia
nes a disse ação eco emos an o à in e p e ação isual como ao cálculo de medidas
es u u ais pa a analisa a ede.
Em SNA a densidade (densi y) de uma ede cap a a ideia de coesão, sendo o
núme o de ligações numa ede simples, exp essa como uma p opo ção do núme o
máximo possí el de ligações. A densidade es á in e samen e elacionada com o
amanho da ede: quan o maio a ede social, meno se á a densidade, uma ez que o
núme o de ligações possí eis aumen a apidamen e com o núme o de é ices, enquan o
o núme o de ligações que um agen e man ém é limi ado.
Como a densidade de uma ede depende do amanho da mesma, é p e e í el
olha pa a o núme o de ligações em que cada nó es á en ol ido, sendo p e e í el
eco e ao g au (deg ee) de um nó, que ep esen a o núme o de ligações inciden es
sob e es e. Numa ede simples não di ecionada, que é o nosso caso, o g au de um nó é
igual ao núme o de nós que es ão adjacen es a esse mesmo nó: os seus izinhos.
Podemos ainda eco e ao g au médio (a e age deg ee) de odos os nós pa a medi a
coesão es u u al de uma ede ou de um subg upo coeso. Es a medida de coesão global
elimina a des an agem da densidade, podendo o g au médio se compa ado en e edes
de di e en es amanhos.
Ou a ca a e ís ica es u u al undamen al de análise de edes sociais, es udada
desde a sua génese, é a cen alidade (cen ali y). Segundo Newman (2010), a
cen alidade quan i ica quão impo an es são os nós (ou as ligações) numa ede.
F eeman (1978) e e e que exis em di e sas o mas de quan i ica a cen alidade de um
28
nó numa ede, e de modo a exempli ica es a ideia, eco eu a uma ede com 5 nós,
concluindo que o nó do meio inha ês an agens em elação aos demais: inha mais
ligações, podia alcança ou os nós mais apidamen e e con ola a o luxo en e os
demais. Baseando-se nes as ês ca a e ís icas, o au o o malizou ês indicado es de
cen alidade de um nó: em elação ao g au, à p oximidade e à in e mediação. A
cen alidade de g au (deg ee cen ali y) deb uça-se sob e o núme o de nós a que um
de e minado nó es á ligado e mede a pa icipação do nó na ede. Es e indicado em a
an agem de se mui o simples e exigi apenas in o mação sob e a es u u a local
ci cundan e ao nó; no en an o em a limi ação de, apesa de um nó pode es a ligado a
mui os ou os, pode não es a em posição de consegui alcança ou os nós apidamen e
(Bo ga i, 2005). Pa a al, oi de inida a medida de cen alidade de p oximidade
(closeness cen ali y), que mede a p oximidade ou dis ância de um nó em elação aos
demais. Foi ainda de inida uma e cei a medida, a cen alidade de in e mediação
(be weenness cen ali y), que é calculada baseada na in e mediação de um nó com
ou os nós não adjacen es nem di e amen e conec ados (Opsahl, 2010).
Po im, pa a medi a coesão de uma ede social é possí el eco e ao g au de
aglome ação ou de ag upamen o (clus e ing coe icien ) da ede, medido a a és do
coe icien e de ag upamen o, pe mi indo e ela uma maio concen ação e/ou clus e ing
de g upos de au o es com ca a e ís icas simila es (Wa s e S oga z, 1998).
4.1.4. Visualização
O olho humano es á einado pa a econhece pad ões, como al, a isualização
de edes pe mi e descob i pad ões de ligações e induzi uma in e p e ação in ui i a das
edes. O Pajek o e ece a opção de desenho au omá ico de edes, pe mi indo ob e um
layou o imizado. Um dos comandos p esen es no Pajek denomina-se Ene gy, que
o ganiza os é ices de modo a minimiza a a iação em comp imen o das ligações. O
mé odo de ep esen ação isual u ilizado na p esen e disse ação oi o Kamada-Kawai.
Segundo Hosobe (2012) es e é p o a elmen e o melho mé odo de o imização numé ica
u ilizado no desenho de g a os. Es e aplica um conjun o de “molas” aos é ices,
calculando o equilíb io e minimizando a ene gia o al das mesmas, o que é ei o a a és
da aplicação epe i i a do mé odo de New on a um é ice de cada ez.
29
4.2. Social Ne wo k Analysis em Economia: es ando a exis ência de
pad ões de coau o ias
Tendo como obje i o a iden i icação de es u u as de comunicação e ede en e
in es igado es de SNA em Economia, es e es udo p e ende analisa as coau o ias
a a és da cons ução de edes sociais. Assim, começamos po aze co esponde os
nós aos au o es de SNA em Economia, e as linhas às coau o ias, o mando assim um
g a o. Em seguida, i emos iden i ica pad ões de coau o ias iden i icando subg upos
coesos de au o es.
A SNA pe mi e a iden i icação de subg upos de agen es coesos, ca a e izados
po con e agen es conec ados po mais do que uma in e ação. A in e ação social é a
base da solida iedade, pa ilha de no mas, iden idade e compo amen os cole i os,
po an o, é p o á el que agen es que in e agem de o ma mais in ensa pe ençam ao
mesmo g upo social, e que a pe ença a um g upo social p omo a uma maio in e ação.
Os indi íduos são mais inclinados a con ia em ou os indi íduos que dep eendem
se em pa ecidos com eles p óp ios – simila idade ape cebida (Moss e al., 2007).
Rela i amen e ao nosso es udo, e se es e p incípio se e i ica , pode emos de e a
pad ões de au o es simila es pe encen es à mesma a iliação, se em da mesma á ea
cien í ica, publica em na mesma á ea cien í ica, e c. É ainda de espe a que au o es
simila es in e ajam mais equen emen e que au o es dissimila es – homo ilia. Segundo
Bouche (2015) a homo ilia, ou o ac o de indi íduos simila es ende em a in e agi
en e eles, é uma ca a e ís ica p oeminen e da análise de edes sociais, sendo um
enómeno cada ez mais es udado po economis as (Echenique e F ye , 2007).
De aco do com F eeman (2004) a abo dagem de edes sociais assen a na noção
in ui i a que a pad onização de laços sociais nos quais os agen es es ão inse idos em
consequências ele an es pa a os mesmos. Pa a de e a subg upos coesos numa ede
social, eco emos a écnicas que se baseiam na o ma como os nós es ão
in e conec ados. O obje i o é es a se subg upos es u u almen e delineados di e em
em elação a ou as ca a e ís icas sociais, ais como no mas, compo amen os ou
iden idade.
A im de abo da a exis ência de pad ões de comunicação en e in es igado es
de SNA em Economia, concen amo-nos numa medida – as coau o ias. Reco endo à

30
análise de edes sociais (SNA), somos capazes de demons a a exis ência de es u u as
de ede c iadas en e au o es ao longo das úl imas décadas. Es a écnica pe mi e-nos
ainda descob i alguns g upos coesos en e au o es e associa os mesmos a sub emas
especí icos, o igem geog á ica e década de publicação.
Em p imei o luga c iamos uma ede ex ensa baseada na nossa base de dados
excluindo os a igos publicados po apenas um au o , de modo a nos oca mos nas
coau o ias e eco endo ao so wa e Pajek 4.04 – um p og ama g a ui o pa a Windows
pa a análise e isualização de edes c iado po Vladimi Baga elj e And ej M a . A
ede em ques ão (Tabela 4) con ém 5894 au o es, 9727 ligações (sendo 674 ligações
múl iplas, ou seja ligações que unem au o es mais do que uma ez – se o au o X
publica 2 a igos com o au o Y são ge adas duas ligações en e os dois au o es). O
g au médio de odos os é ices mede a coesão es u u al da ede, e elando que nes a
ede cada nó em em média 3,3 ligações.
Tabela 4. Ca a e ização da ede comple a
Núme o de é ices (n): 5894
Núme o o al de linhas
9727
Núme o de loops
0
Núme o de linhas mul iplas
674
Densidade 1 (com loops)
0,00056000
Densidade 2 (sem loops)
0,00056010
G au médio
3,30064472
Com o obje i o de analisa pad ões de coau o ias, iden i icamos e analisamos os
p incipais componen es dessa mesma ede. Seguindo a me odologia ap esen ada po
Sil a e al. (2013) e Nooy e al. (2005), emo emos os nós menos densos da ede
eco endo à e amen a k-co e disponí el no Pajek e, de seguida, de e minamos que
componen es com 20 ou mais au o es são o mados a pa i daí. Depois de emo e
odos esses nós (ce ca de 4867), ob emos uma ede com os 6 componen es mais coesos
es u u almen e. Es a no a ede (Tabela 5) é compos a po 1027 nós, 2945 ligações (das
quais 251 são ligações múl iplas). O g au médio de odos os é ices des a ede é de 5,7,
e elando uma maio coesão es u u al compa a i amen e à ede an e io .
31
Tabela 5. Ca a e ização da ede de subg upos coesos com 20 ou mais au o es
Núme o de é ices (n): 1027
Núme o o al de linhas
2945
Núme o de loops
0
Núme o de linhas mul iplas
251
Densidade 1 (com loops)
0,00558437
Densidade 2 (sem loops)
0,00558982
G au médio
5,73515093
Em seguida, ca ego izamos os 6 componen es da ede, po o dem al abé ica, do
“A” ao “F” e iden i icamos as suas p incipais ca ac e ís icas (Tabela 6):
Tabela 6. Ca ac e ís icas dos componen es com 20 ou mais au o es
Ca a e ização dos
componen es
A
B
C
D
E
F
Nós
55
49
23
22
38
840
Ligações
613
90
85
46
280
1831
Ligações múl iplas
33
15
25
3
5
170
Densidade
0,4128
0,0765
0,3360
0,1991
0,3983
0,0052
G au médio
22,2909
3,6735
7,3913
4,1818
14,7368
4,3595
De modo a ap o unda a análise de cada componen e calculamos as
ca a e ís icas es u u ais dos mesmos (os p incipais pa âme os da ede), emo endo as
ligações múl iplas (Tabela 7):
Tabela 7. Es a ís icas dos componen es com 20 ou mais au o es
Ca a e ização dos
componen es
A
B
C
D
E
F
Nós
55
49
23
22
38
840
Ligações
580
75
60
43
275
1661
Densidade
0,3906
0,0638
0,2372
0,1861
0,3912
0,0047
G au médio
21,0909
3,0612
5,217
3,909
14,474
3,955
Cen alidade de
p oximidade
0,5660
0,3097
0,6087
0,5863
0,4170
0,1332
Cen alidade de
in e mediação
0,1988
0,5546
0,6407
0,6932
0,4718
0,4688
Cen alidade de g au
0,4787
0,1073
0,5368
0,4762
0,2718
0,0216
Coe icien e de
ag upamen o
0,9006
0,3625
0,6171
0,5050
0,9836
0,4492
32
In ui i amen e, coesão signi ica que uma ede social con ém di e sas ligações,
logo mais ligações en e nós p esumi elmen e signi icam maio coesão. Como a Tabela
7 demons a, a sub- ede menos densa é a F, sendo em g ande pa e jus i icado po se
mui o maio que os demais componen es; pela mesma azão, os componen es A e E são
os mais densos. No en an o, como a densidade da ede depende o emen e do amanho
da mesma, uma ez que densidade é o núme o de ligações numa ede, exp essa em
p opo ção do máximo possí el de ligações, o na-se ele an e obse a o g au médio de
cada componen e. O g au de um nó é o núme o de ligações inciden es com es e, como
al um g au mais ele ado aca e a á uma ede mais densa, uma ez que os nós con e ão
mais ligações. O g au médio de um sub-g upo mede a coesão es u u al dos
componen es ap esen ados, indicando que o componen e A é o mais coeso e o
componen e B o menos.
Em e mos de cen alidade de g au e de p oximidade, o componen e C ap esen a
os alo es mais ele ados, assumindo-se como o componen e com maio cen alidade
local. O componen e menos cen al de aco do com as mesmas medidas é o F. Em
e mos de cen alidade de in e mediação, o componen e D ap esen ou-se como o
componen e com maio capacidade de in e mediação en e nós e o componen e A com a
meno .
Finalizando, o g au de aglome ação ou de ag upamen o (clus e ing) da ede,
medido a a és do coe icien e de ag upamen o, oi maio no componen e E, e elando
uma maio concen ação de g upos de au o es com ca a e ís icas simila es.
Em seguida, ep esen amos cada componen e a a és de um g a o, cuja inspeção
isual e análise de alhada dos abs ac s dos a igos elacionados pe mi i á ca ac e iza
cada sub- ede em e mos de sub emas, o igem geog á ica dos au o es, e c..
33
Figu a 6. Componen e A
O componen e A (Figu a 6) é um bom e a o da in ensi icação da globalização
nas úl imas décadas, uma ez que em elação à o igem geog á ica há uma pa icipação
de au o es da Eu opa, Amé ica do No e, Á ica, Ásia e Oceânia, com p edominância no
p imei o e segundo con inen es. Es e g upo ap esen ou o p imei o abalho na década de
1990, no en an o oi du an e o no o milénio que mais publicou, maio i a iamen e nos
úl imos 5 anos. Em elação aos emas dominan es nes a componen e, é isí el um
pad ão mais ocado em Economia do Ambien e. Es a sub- ede é bas an e pa icula no
que oca ao au o cen al, uma ez que odas as medidas de cen alidade (g au,
in e mediação e p oximidade) apon am pa a o mesmo au o , Hubacek K.. Os au o es
Baga elj e M a (2010) de inem cen o como um nó cen al, enquan o que Casey e
McMillan (2008) a i mam que é ele an e econhece que a impo ância de um au o
como nó cen al es á associada à capacidade des e agen e acede a odos os ou os
memb os da ede e, consequen emen e, x espalha mais apidamen e a in o mação ao
longo da ede. Re i a-se ainda a impo ância de P ell C., p esen e nes a componen e,
que é um dos p incipais au o es da SNA aplicada na Economia en e 2005-2009, como
é possí el e i ica na Tabela 2.
40
Conclusão
Num passado ecen e, e i icou-se um in e esse exponencial pela análise de
edes sociais em Economia, in es igando-se, de o ma cada ez mais ap o undada, as
bases sociais do compo amen o humano com o obje i o úl imo de en iquece a
modelização de in e ações sociais e económicas.
Es a disse ação cen a-se, po isso, na análise de edes em Economia,
o e ecendo uma pe spe i a quan i a i a sob e a e olução des es es udos e iden i icando
e en uais pad ões ele an es, eco endo pa a al à análise bibliomé ica e à
me odologia de análise de edes sociais, Social Ne wo k Analysis (SNA).
O es udo bibliomé ico pe mi iu conclui que a análise de edes sociais é uma
me odologia em o e expansão, o que é e idenciado pelo aumen o mui o signi ica i o
de publicações nas di e sas á eas da Economia, mas ambém pela qualidade, em média,
ele ada que as mesmas êm indo a ap esen a . Adicionalmen e, a análise desen ol ida
pe mi iu conclui que a in es igação mais ele an e em Economia é p oduzida po
g upos eduzidos de au o es. Es a cons a ação conduziu-nos a es a a exis ência de
edes e g upos em Economia. Nes e âmbi o, obse ámos o ac éscimo da impo ância
dos con ibu os eu opeus pa a o ópico em análise. De ac o, numa ase inicial da
aplicação de SNA em Economia, e i ica a-se a dominância dos au o es no e-
ame icanos. Con udo, es es pe de am impo ância ela i a ace aos seus congéne es
eu opeus, que os ul apassa am em e mos de núme o de a igos cien í icos publicados
em 2007.
A abo dagem bibliomé ica possui em ge al algumas limi ações, ais como: os
pad ões de ci ação podem di e i en e as á ias disciplinas cien í icas, sendo que
algumas á eas, como po exemplo as a es e humanidades, publicam menos em e is as
e mais sob a o ma de li os; um a igo pode se ci ado de uma o ma nega i a; as
e amen as u ilizadas pa a ecolhe dados bibliomé icos podem não cob i odas as
á eas de in es igação e não indexa odas as publicações, e como al os esul ados
pode em a ia consoan e a e amen a u ilizada. De ido às limi ações associadas à
bibliome ia, as medidas bibliomé icas de em se semp e u ilizadas em conjun o com
ou os dados ou com análises quali a i as sob e a li e a u a em es udo (e.g., Geisle ,
2000).

41
O ecu so à Social Ne wo k Analysis pa a análise das coau o ias pe mi iu
demons a a exis ência de g upos coesos de au o es, e idenciando a agmen ação da
ede e a concen ação à ol a de alguns au o es cen ais. Es es g upos di e em não só em
e mos de linha de in es igação na á ea de Economia, como ambém em e mos de
compo amen o c onológico de publicação e o igem geog á ica dos au o es en ol idos.
Os au o es eu opeus endem a ocupa posições mais impo an es na ede – como o caso
de Boschma no componen e B ou Rien ies no componen e C – o que e le e, em pa e, a
capacidade dos au o es eu opeus desen ol e em sine gias em ede, nomeadamen e
a a és das coau o ias.
Pa a além das an agens da SNA – nomeadamen e, pe mi i analisa
quan i a i amen e as in e ações en e os agen es económicos – es e mé odo ap esen a,
con udo algumas limi ações. Em pa icula , e como e e em Te Wal e Boschma (2009),
a SNA não é adequada à análise longi udinal de edes e pode á não pe mi i a
iden i icação de edes de la ga escala se a ecolha de in o mação se basea em
inqué i os.
Em e mos de in es igação u u a, des aca-se a possibilidade de es ende o
es udo das coau o ias de SNA em Economia à análise quan i a i a das ci ações,
p ocu ando iden i ica po enciais in isible college. Re i a-se ainda as inúme as
po encialidades de u ilização da SNA pa a ep esen a e analisa quan i a i amen e a
in e ação en e agen es económicos em di e en es con ex os, e.g., elações labo ais num
clus e indus ial, elações de coope ação em I&D, e c.
42
Re e ências bibliog á icas
Baga elj, V. e A. M a (2010), Pajek: Re e ence Manual, h p:// lado. m .uni-
lj.si/pub/ne wo ks/pajek/doc/pajekman.pd , acedido em 12 de ma ço de 2015.
Bandyopadhyay, S., A. R. Rao, e B.K. Sinha (2011), Models o Social
Ne wo ks wi h S a is ical Applica ions, Los Angeles: SAGE Publica ions, Inc.
Ba agelj, V., e M. Za e snik (2003), “An O (m) algo i hm o co es
decomposi ion o ne wo ks”, h p://a xi .o g/pd /cs/0310049.pd , acedido em 17 Julho
2015
Boo man, S. A. (1975), “A Combina o ial Op imiza ion Model o T ansmission
o Job In o ma ion h ough Con ac Ne wo ks”, Bell Jou nal o Economics, Vol. 6, Nº
1, pp- 216-249
Bo ga i, S.P., A. Meh a, D. B ass e G. Labianca (2009), “Ne wo k analysis in
he social sciences”, Science, Volº 323, Nº 5916, pp. 892-895.
Bo ga i, S.P., (2005), “Cen ali y and ne wo k low”, Social Ne wo ks, Vol. 27,
Nº 1, pp. 55–71.
Bouche , V. (2015), “S uc u al homophily”, In e na ional Economic Re iew,
Vol. 56, Nº 1, pp. 235-264
Bozdogan, H. e O. Akbilgic (2013), “Social ne wo k analysis o scien i ic
collabo a ions ac oss di e en subjec ields”, In o ma ion Se ices & Use, Vol. 33, Nº
4, pp. 219-233
B ands, R. (2013), “Cogni i e social s uc u es in social ne wo k esea ch: A
e iew”, Jou nal o O ganiza ional Beha io , Vol. 34, Nº S1, pp. S82-S103.
B ewe , J. D., e R. L. Mille (2003), The A-Z o Social Resea ch : A Dic iona y
o Key Social Science Resea ch Concep s, London: SAGE Publica ions L d.
B oadus, R. N. (1987), “Towa d a de ini ion o "Bibliome ics"”, Scien ome ics,
Vol. 12, Nº 5, pp. 373-379.
Ca ing on, P., J. Sco , e S. Wasse man (2005), Models and me hods in social
ne wo k analysis, Camb idge: Camb idge Uni e si y P ess.
Casey, D. L., e G. S. McMillan (2008), “Iden i ying he "in isible colleges" o
he Indus ial and Labo Rela ions Re iew: A bibliome ic app oach”, Indus ial and
Labo Rela ions Re iew, Vol. 62, Nº 1, pp. 126-132
43
Echenique, F., e R. G. F ye (2007), “A Measu e o Seg ega ion Based on Social
In e ac ions”, Qua e ly Jou nal o Economics, Vol. 122, Nº 2, pp. 441-485
Fai ho ne, R. A. (1969), “Empi icalhype bolic dis ibu ions (B ad o d-Zip -
Mandelb o ) o bibliome ic desc ip ion and p edic ion”, Jou nal o Documen a ion,
Vol. 25, Nº 4, pp. 319-343.
Fleming, L., L. Col e , A. Ma in, e J. McPhie (2012), Why he alley wen i s :
Agg ega ion and eme gence in egional in en o ne wo ks, P ince on Uni e si y P ess.
Fo nahl, D., T. B oekel e R. Boschma (2011), “Wha D i es Pa en Pe o mance
o Ge man Bio ech Fi ms? The Impac o Ran&D Subsidies, Knowledge Ne wo ks and
Thei Loca ion”, Pape s in Regional Science, Vol. 90, Nº 2, pp. 395-418.
F eeman, L. (1978), “Cen ali y in Social Ne wo ks Concep ual Cla i ica ion”,
Social Ne wo ks, Vol. 1, Nº 3, pp. 215-239.
F eeman, L. (2004), The de elopmen o social ne wo k analysis: a s udy in he
sociology o science, No h Cha les on SC: BookSu ge.
G ano e e , M. S. (1973), “The S engh o Weak Ties”, The Ame ican Jou nal
o Sociology, Vol. 78, Nº 6, pp. 1360-1380.
G ano e e , M. S. (1983), "The S eng h o Weak Ties: A Ne wo k Theo y
Re isi ed", Sociological Theo y, Volº 1: pp. 201-233.
G ano e e , M. S. (1985), “Economic Ac ion and Social S uc u e: The P oblem
o Embeddedness”, Ame ican Jou nal o Sociology, Vol. 91, Nº 3, pp. 481-510.
Ha gadon, A., e R. I. Su on (1997), “Technology b oke ing and inno a ion in a
p oduc de elopmen i m”, Ideo, Vol. 42, Nº 4, pp. 716-749.
Heime iks, G., e R. Boschma (2014), “The Pa h- and Place-Dependen Na u e o
Scien i ic Knowledge P oduc ion in Bio ech 1986-2008”, Jou nal o Economic
Geog aphy, Vol. 14, Nº 2, pp. 339-364.
Hennig, M., U. B andes, J. P e e e I. Me gel (2013), S udying social ne wo ks:
a guide o empi ical esea ch, F ank u . New Yo k: Campus Ve lag.
Hosobe, H. (2012), “Nume ical Op imiza ion-Based G aph D awing Re isi ed”,
IEEE Paci ic Visualiza ion Symposium,
h p://ieeexplo e.ieee.o g/xpl/a icleDe ails.jsp? eload= ue&a numbe =6183577,
acedido em 22 Junho 2015
44
Jackson, M., e B. Roge s (2005), “Sea ch in he Fo ma ion o La ge Ne wo ks:
How Random a e Socially Gene a ed Ne wo ks?”,
h p://EconPape s. epec.o g/RePEc:wpa:wuwpga:0503005, acedido em 1 de Se emb o
2015
Jackson, M. e Y. Zenou (2013), Economic analyses o social ne wo ks, London:
Edwa d Elga Publishing.
Jennings, H. (1941), “Sociome y and social heo y”, Ame ican Sociological
Re iew, Vol. 6, Nº 4, pp. 512-522.
Jennings, H. (1948), “Sociome y in g oup ela ions”, Ame ican Council on
Educa ion, pp. 86.
Ka z, M. e C. Shapi o (1994), “Sys ems Compe i ion and Ne wo ks E ec s”
Jou nal o Economic Pe spec i es, Vol. 8, Nº2, pp. 93-115.
Laumann, E., P. Ma sden e D. P ensky(1983), “Bounda y speci ica ion p oblem
in ne wo k analysis”, Applied Ne wo k Analysis, pp. 18-34.
Leinha d , S. (1977), Social Ne wo ks: a de eloping pa adigm, New Yo k:
Academic P ess.
Le ine, J. H. (1972), “The sphe e o in luence”, Ame ican Sociological Re iew,
Vol. 37, Nº 1, pp. 14-27
Lewin, K. (1936), P inciples o opological psychology, New Yo k: McG aw-
Hill Book Company.
Lundbe g, G. e M. S eele (1938), “Social a ac ion-pa e ns in a illage”,
Sociome y, Vol. 1, Nº 2, pp. 375-419.
Mon gome y, J. (1991), “Social Ne wo ks and Labo Ma ke Ou comes”, The
Ame ican Economic Re iew, Vol. 81, Nº5, pp. 1408–1418.
Mo eno, J. e H. Jennings (1934), Who shall su i e? A new app oach o he
p oblem o human in e ela ions, Washing on, D.C.: Ne ous and men al disease
publishing co.
Moss, S. A., F. J. Ga i aldis e S. R. Toukhsa i (2007), “The pe cei ed simila i y
o o he indi iduals: The con amina ing e ec s o amilia i y and neu o icism”,
Pe sonali y and Indi idual Di e ences, Vol. 43, Nº 2, pp. 401-412.
Mye s, C. A. e G. P. Shul z (1951), The Dynamics o a Labo Ma ke , New
Yo k: P en ice-Hall.
45
Newman, M. E. (2010), Ne wo ks : an in oduc ion M. E. Newman, Ox o d :
Ox o d Uni e si y P ess.
Nooy, W. D., A. M a e V. Ba agelj (2005), Explo a o y Ne wo k Analysis wi h
Pajek, Camb idge: Camb idge Uni e si y P ess.
Opsahl, T., F. Agneessens e J. Sk o e z (2010), “Node cen ali y in weigh ed
ne wo ks: Gene alizing deg ee and sho es pa hs”, Social Ne wo ks, Vol. 32, Nº 3, pp.
245–251.
Osa eh, F. (1996), “Bibliome ics, Ci a ion analysis and co-ci a ion analysis: a
e iew o he li e a u e I”, Lib i, Vol. 46, pp. 149-158.
Pinhei o, C. A. R. (2011), Social Ne wo k Analysis in Telecommunica ions,
Hoboken, N.J.: Wiley.
P ell, C., K. Feng, L. Sun e M. Geo es (2014), “Economic Gains and
En i onmen al Losses o US Consump ion: A Wo ld-Sys ems and Inpu -Ou pu
App oach”, Social Fo ces, Vol. 93, Nº1, pp. 405-428
P i cha d, A. (1969), “S a is icalbibliog aphy o bibliome ics?” Jou nal o
Documen a ion, Vol. 25, Nº 4, pp. 348-349.
Rauch, J. E. (2007), The Missing Links: Fo ma ion and Decay o Economic
Ne wo ks, New Yo k: The Russel Sage Founda ion.
Resea che Lib a y (2014), “Bibliome ics – An o e iew”,
lib a y.leeds.ac.uk/downloads/ ile/265/bibliome ics_an_o e iew, acedido em 28
Se emb o 2015
Rien ies, B., N. H. Nancla es, D. Jindal-Snape e P. Alco (2013), “The Role o
Cul u al Backg ound and Team Di isions in De eloping Social Lea ning Rela ions in
he Class oom”, Jou nal o s udies in in e na ional educa ion, Vol. 17, Nº 4, pp. 332-
353
Schwei ze , F., G. Fagiolo, D. So ne e, F. Vega-Redondo e D. Whi e (2009),
“Economic Ne wo ks: The new challenges”, Science, Vol. 325, pp. 422-424.
Sco , J and P. J. Ca ing on (2011) (eds.), The SAGE handbook o social
ne wo k analysis, Los Angeles : SAGE
Shul z, A. e R. Geo ge P a (1970), Wo ke s in an U ban Labo Ma ke ,
Chicago: Uni e si y o Chicago P ess.

46
Sil a, S. T., I. Mo a e F. G ilo (2013), “The use o game heo y in egional
economics: a quan i a i e e ospec i e”, Regional Science, Vol. 94, Nº 2, pp. 421-441.
Sil a, S. T. e A. A. C. Teixei a (2009), “On he Di e gence o E olu iona y
Resea ch Pa hs in he Pas 50 Yea s: A Comp ehensi e Bibliome ic Accoun ”, Jou nal
o E olu iona y Economics, Vol. 19, Nº 5, pp. 605-642.
Solow, R. (2014), “P ospec s o g ow h: An in e iew wi h Robe Solow”,
h p://www.mckinsey.com/insigh s/economic_s udies/p ospec s_ o _g ow h_an_in e i
ew_wi h_ obe _solow, acedido em 19 Janei o 2015.
Te Wal, A. L. J., e R. Boschma (2009), "Applying Social Ne wo k Analysis in
Economic Geog aphy: F aming Some Key Analy ic Issues.", Annals o Regional
Science, Vol. 43, Nº 3, pp. 739-756.
Vale, M., e L. Ca alho (2013), “Knowledge Ne wo ks and P ocesses o
Ancho ing in Po uguese Bio echnology”, Regional S udies, Vol. 47, Nº 7, pp. 1018-
1033.
Wasse man, S. e K.Faus (1994), Social ne wo k analysis: me hods and
applica ions, Camb idge: Camb idge Uni e si y P ess.
Wa s, D. J., e S. S oga z (1998), “Collec i e dynamics o 'small-wo ld'
ne wo ks”, Na u e, Vol. 393, Nº 6684, pp. 440–442.