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Atitude dos profissionais face à sexualidade nos idosos: estudo exploratório realizado no concelho de Cabeceiras de Basto

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Atitude dos profissionais face à sexualidade nos idosos: estudo exploratório realizado no concelho de Cabeceiras de Basto

Author: Daniela Filipa Costa Semanas
Year: 2015
DOI: 10.34626/we03-tc03
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/79079/2/34416.pdf
Uni e sidade do Po o
Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
ATITUDE DOS PROFISSIONAIS FACE À SEXUALIDADE NOS IDOSOS:
ESTUDO EXPLORATÓRIO REALIZADO NO CONCELHO DE CABECEIRAS
DE BASTO
Daniela Filipa Cos a Semanas
Ou ub o, 2014
Disse ação ap esen ada no Mes ado In eg ado e
Psicologia, Faculdade de Psicologia e de Ciências da
Educação da Uni e sidade do Po o, o ien ada pelo
P o esso Dou o Miguel Camei a (F.P.C.E.U.P.)
ii
AVISOS LEGAIS
O con eúdo des a disse ação e le e as pe spe i as, o abalho e as in e p e ações do au o
no momen o da sua en ega. Es a disse ação pode con e inco eções, an o concep uais
como me odológicas, que podem e sido iden i icadas em momen o pos e io ao da sua
en ega. Po conseguin e, qualque u ilização dos seus con eúdos de e se exe cida com
cau ela.
Ao en ega es a disse ação, o au o decla a que a mesma é esul an e do seu p óp io
abalho, con ém con ibu os o iginais e são econhecidas odas as on es u ilizadas,
encon ando-se ais on es de idamen e ci adas no co po do ex o e iden i icadas na secção
de e e ências. O au o decla a, ainda, que não di ulga na p esen e disse ação quaisque
con eúdos cuja ep odução es eja edada po di ei os de au o ou de p op iedade indus ial.
iii
Ag adecimen os
Ao meu o ien ado , o P o esso Dou o Miguel Camei a po oda a disponibilidade,
comp eensão, ajuda e o ien ação ao longo des e pe cu so.
Aos meus pais, po odo o apoio e incen i o que me o nece am pa a que eu conseguisse
inaliza es e cu so. A ambos ag adeço o es o ço que ize am pa a que osse possí el
con inua a es uda , apesa de odas as di iculdades.
À minha que ida i mã Bea iz, sem dú ida a pessoa mais impo an e da minha ida, po
odo o ca inho e o ça que me dá, po ezes num simples so iso.
À And eia Semanas, i mã de co ação e a p o a i a de que e dadei a amizade exis e,
mesmo a imensos quilóme os de dis ância!
À And eia Nunes, pois a ela de o g ande pa e de udo que consegui nes es úl imos cinco
anos académicos. Se cheguei a é aqui, ambém o de o a ela. Pa ilhei aleg ias e is ezas,
dú idas e medos, e es e e semp e ali, no momen o ce o à ho a ce a. Uma amiga que
p e endo man e pa a a ida!
À Ana Camacho e à Ma alda Figuei edo, amigas de cu so, que me apoia am nas ho as
mais di íceis, semp e com um omb o amigo e mui o ca inho. Amigas que gua do no
co ação!
Aos meus que idos a ós, Ma ia Oli ei a e F ancisco Cos a que, embo a ausen es
isicamen e, es i e am semp e p esen es, a da -me o ça, co agem e sabedo ia pa a
en en a os desa ios e di iculdades que su gi am no meu caminho. Po eles possuo um
e e no amo , uma e e na saudade e a eles dedico odo o meu pe cu so académico.
Po im, aos di ec o es das ins i uições onde e ec uei a ecolha de dados, po oda a
comp eensão e disponibilidade; bem como aos espec i os p o issionais que de li e e
espon ânea on ade acei a am pa icipa nes e es udo o nando-o possí el.
A odos, mui o ob igada po me ajuda em a conc e iza es e sonho!
i
Resumo
Comp eende o idoso na sua globalidade de e cons i ui a p eocupação daqueles
que com ele con ac am quo idianamen e, que em con ex o de abalho que no âmbi o
pessoal. Conhece as a i udes dos p o issionais, que lidam dia iamen e com es a população,
ace à sexualidade nes a aixa e á ia é undamen al pa a que possamos in e i e, assim,
con ibui pa a a diminuição dos es e eó ipos, p econcei os e c enças e óneas,
p incipalmen e no que oca à sexualidade nos idosos.
Es e es udo em como p incipais objec i os pe cebe quais as a i udes des es
p o issionais ace à sexualidade nos idosos; conhece a exis ência (ou não) do apoio e
o ganização das ins i uições ela i amen e a es e ema, a a és da pe cepção dos
espec i os pa icipan es e, compa a os esul ados ob idos nes e es udo explo a ó io com
um ou o, ealizado ecen emen e (2007) pelos au o es Bouman, A celus e Benbow.
Assim, a nossa amos a de con eniência é compos a po 65 p o issionais, esiden es
no concelho de Cabecei as de Bas o que, abalham em á ias ins i uições (e.g. la es) des a
localidade. Pa a a ecolha de dados oi u ilizado um ques ioná io sociodemog á ico,
compos o po uma escala ei a po nós com base nas e e ências bibliog á icas e a escala
Askas (Whi e, 1982).
Os esul ados e elam que, embo a sem elações signi ica i as, exis em á ias
di e enças en e as a iá eis que ca ac e izam a amos a sendo que, no ge al es es
p o issionais possuem a i udes ligei amen e nega i as ace à sexualidade nos idosos.
Con udo, na compa ação dos es udos oi possí el e i ica que es es p o issionais êm,
signi ica i amen e, a i udes mais posi i as ace à sexualidade nes a aixa e á ia, do que os
p o issionais ingleses.
Pala as-cha e: Idoso, Sexualidade, A i udes, P o issionais

Abs ac
Unde s anding he elde ly as a whole should be he conce n o hose who con ac
him daily, ei he in he wo kplace o on a pe sonal le el. Knowing he a i udes o
p o essionals who deal daily wi h his popula ion, owa ds hem and he sexuali y in his
age g oup is c i ical o us o in e ene and hus con ibu e o he educ ion o s e eo ypes,
p ejudices and e oneous belie s, pa icula ly wi h ega d o sexuali y in he elde ly.
This s udy's main objec i es a e o unde s and which a e he a i udes o hese
p o essional owa ds he sexuali y in he elde ly; know he exis ence (o no ) o suppo
and he o ganiza ion o he ins i u ions on his issue, h ough he pe cep ion o i s
pa icipan s and o compa e he esul s o his explo a o y s udy wi h ano he , ecen ly
conduc ed (2007) by he au ho s Bouman, A celus and Benbow.
Thus, ou con enience sample consis s o 65 p o essionals, esiden s in he
municipali y o Cabecei as de Bas o and wo king in a ious ins i u ions (e.g. nu sing
homes) o his locali y. Fo da a collec ion a sociodemog aphic ques ionnai e, consis ing o
a scale made by us based on e e ences and Askas scale (Whi e, 1982) was used.
The esul s e eal ha al hough no signi ican ela ionships, he e a e se e al
di e ences be ween he a iables ha cha ac e ize he sample and, in gene al, hese
p o essionals ha e nega i e a i udes owa ds sligh ly nega i e sexuali y. Howe e , in
compa ing he s udies we ound ha hese p o essionals, signi ican ly, ha e mo e posi i e
a i udes owa ds he sexuali y in he elde ly, han B i ish p o essionals.
Key-wo ds: Elde ly, Sexuali y, A i udes, P o essionals
i
Resumé
Comp end e les pe sonnes âgées dans son ensemble de ai ê e la p éoccupa ion
de ceux qui communiquen a ec lui ous les jou s, que ce soi au a ail ou à un ni eau
pe sonnel. Connaî e les a i udes des p o essionnels qui ai en quo idiennemen a ec
ce e popula ion, e ils on ace à la sexuali é dans ce g oupe d'âge es essen iel pou nous
d'in e eni e con ibue ainsi à la éduc ion des s é éo ypes, des p éjugés e des c oyances
e onées, en pa iculie en ma iè e de sexuali é chez les pe sonnes âgées.
Les p incipaux objec i s de ce e é ude es de comp end e lequel de ces a i udes
p o essionnelles en e s la sexuali é chez les pe sonnes âgées; connaî e l'exis ence (ou
non) le sou ien e l'o ganisa ion des ins i u ions su ce e ques ion, à a e s la pe cep ion
de ses pa icipan s e de compa e les ésul a s de ce e é ude explo a oi e a ec un au e, a
écemmen (2007) éalisée pa les au eu s Bouman, A celus e Benbow.
Ainsi, no e échan illon de con enance es composé de 65 p o essionnels, les
ésiden s de la municipali é de Cabecei as de Bas o e a aillan dans di e ses ins i u ions
(pa exemple, maisons de soins in i mie s) de ce end oi . Pou la collec e des données d'un
ques ionnai e sociodémog aphique, cons i ué d'une échelle ai e pa nous su la base de
é é ences e de l'échelle Askas (Whi e, 1982) a é é u ilisé.
Les ésul a s é èlen que, même si aucune ela ion signi ica i e, il exis e plusieu s
di é ences en e les a iables qui ca ac é isen l'échan illon e , en géné al, ces
p o essionnels on des a i udes néga i es à l'éga d de la sexuali é légè emen néga i e.
Cependan , en compa an les é udes que nous a ons cons a é que ces p o essionnels, de
maniè e signi ica i e, on des a i udes plus posi i es en e s la sexuali é chez les pe sonnes
âgées, que les p o essionnels anglais.
Mos -Clés: Sexuali é, pe sonnes âgées, les a i udes, les p o essionnels
ii
Índice
In odução ............................................................................................................................ 1
Enquad amen o Teó ico ..................................................................................................... 3
1.En elhecimen o ............................................................................................................ 3
1.1. En elhecimen o, o que é? .................................................................................... 3
1.2.Idosos e o en elhecimen o: muda a men alidade ................................................ 4
1.3. En elhecimen o ísico e sexual ............................................................................. 5
1.4.In luência da ac i idade ísica ............................................................................... 7
2.Sexualidade .................................................................................................................. 8
2.1.Sexualidade na e cei a idade ................................................................................ 9
2.2.Fac o es que in e e em na ida sexual dos idosos ............................................. 10
2.3.Mi os, p econcei os e ealidades ......................................................................... 12
2.4.Fac o es que con ibuem pa a uma isão posi i a da sexualidade ...................... 14
2.5.Sexualidade no en a dece da ida: “Olha , muda e agi ” ................................. 15
3.A i udes ...................................................................................................................... 17
3.1.A i udes ace ao idoso ......................................................................................... 18
3.2.A i udes sexuais .................................................................................................. 19
3.3.A i udes dos u u os p o issionais ace à sexualidade nos idosos ....................... 21
Es udo Empí ico ............................................................................................................... 23
1.Me odologia de In es igação ..................................................................................... 23
1.1.Objec i os e hipó eses de es udo ......................................................................... 23
1.2.Amos a ............................................................................................................... 24
1.3.Ins umen os ........................................................................................................ 25
1.4.P ocedimen os ..................................................................................................... 27
2.Resul ados ................................................................................................................... 28
iii
2.1.Pe cepções dos pa icipan es ela i amen e à ins i uição .................................... 28
2.2.A i udes ace ao idoso ......................................................................................... 28
2.3.A i udes ace à sexualidade nos idosos ............................................................... 30
2.4.A i ude ace à sexualidade nos idosos VS. A i ude ace aos idosos ................... 31
3.Discussão e Conclusões .............................................................................................. 32
4.Re e ências Bibliog á icas ......................................................................................... 36
Anexos ............................................................................................................................ 40
6
sequência de modi icações que in e e em, de uma o ma mais ou menos signi ica i a, na
ana omia e isiologia do apa elho sexual.
Rela i amen e às al e ações isiológicas, que condicionam a sexualidade na elhice,
López e Fue es (1999 ci . in Fá e o & Ba bosa, 2011) elemb am-nos que, es as
ans o mações e i icam-se de o ma dis in a, em empos di e en es e não de em se
classi icadas como aco desempenho sexual, uma ez que, segundo eles, a sexualidade é
uma á ea que não se es inge me amen e à e en e geni al, coi al ou ep odu i a. Na isão
de Lopes (1994 ci . in Buchele, Oli ei a, & Pe ei a, 2006), apesa do en elhecimen o es a
signi ica i amen e inculado com a diminuição da ac i idade sexual masculina, a
sa is ação pessoal com o elacionamen o e a sa is ação com o desempenho sexual, não
diminuem com a idade.
No en an o, segundo es es au o es, as p incipais al e ações bio isiológicas que
oco em nos homens são: dec éscimo da p odução de espe ma (po ol a dos 40 anos) e a
edução p og essi a da p odução de es os e ona (po ol a dos 55 anos). Es as al e ações
dão o igem a ou as ans o mações, designadas como “clima é io masculino”, ais como: a
i i abilidade, o cansaço, a diminuição do ape i e sexual, di iculdades na concen ação,
en e ou as. Do mesmo modo, segundo Fá e o e Ba bosa (2011) a capacidade de e ecção
é mais demo ada eque endo mais es imulação; a quan idade de sémen ejaculado é meno e
a sensação de o gasmo é menos in ensa e de meno du ação. Segundo as au o as e i ica-
se, ambém, uma meno e mais len a ele ação dos es ículos, assim como a edução da
ensão muscula du an e a elação sexual; e, ainda, um aumen o do pe íodo e ac á io
( empo deco ido en e uma ejaculação e a seguin e).
Belsky (1999, ci . in Fá e o & Ba bosa, 2011), ac escen a que, pa a além de odas
es as al e ações ísicas, podemos ainda apu a uma sé ie de si uações elacionadas com a
idade que, consequen emen e, con ibuem pa a a di iculdade do desempenho sexual
masculino, como é o caso de ce as doenças (hipe ensão a e ial, diabe es, a e ioscle ose),
in e enções ci ú gicas à bexiga, à p ós a a e à espinal medula.
Rela i amen e às al e ações que oco em na mulhe , López e Fue es, (1999, ci . in
Fá e o & Ba bosa, 2011), apon am como mais equen es: pe da de elas icidade da agina,
que se o na mais es ei a e eduzida no seu amanho; seios mais lácidos e menos
olumosos e uma lub i icação aginal mais len a e menos acen uada, de ido às al e ações
de es ogénio. Po sua ez, de aco do com os au o es, as mamas, embo a man enham o seu
ca ác e de zona e ógena de eleição, p a icamen e não aumen am de amanho e e i ica-se
menos asoconges ão ao ní el dos geni ais e uma meno capacidade, in ensidade e

7
equência de con acções. Es es au o es e e em ainda que, as modi icações da es u u a
aginal, bem como as elacionadas com a lub i icação podem o na o coi o dolo oso e
desag adá el (dispa eunia).
Pa a es es au o es, al como no homem, acon ece nas mulhe es si uações mui as
ezes associadas à idade que comp ome em o seu desempenho sexual. A pa da
dispa eunia, as au o as e e em ainda a incon inência u iná ia e a necessidade de uma
his e ec omia ( equen e em mulhe es com mais de 50 anos) que, pa a além de uma
componen e pa ológica assumem uma in e p e ação psicológica que indica a pe da de
eminilidade e/ou um quad o dep essi o.
Na gene alidade, segundo Maldonado (1994), as mulhe es acei am melho do que
os homens as modi icações que oco em ao ní el es i amen e sexual; con udo, segundo o
au o , enca am mais nega i amen e odo o p ocesso de en elhecimen o, pa icula men e no
que se e e e à imagem co po al: “as mulhe es que cons i uí am a sua au o-es ima com
base na beleza do co po jo em i em o clima é io com ansiedade” (p. 188).
Con udo, apesa de odas as di iculdades, pe das e/ou ans o mações, pa a
Buchele, Oli ei a, e Pe ei a (2006) no ciclo sexual do idoso, o desejo con ínua p esen e e
pode mesmo ap esen a um aumen o, de ido à diminuição das p eocupações amilia es e
sociais. No homem, a exci ação e a e ecção podem demo a , o nando o empo da oca
amo osa maio . Na mulhe , a ase de exci ação pode se mais ápida, de ido à ma u idade
sexual que, po sua ez, acili a a sua exci ação. O o gasmo, no homem, mani es a-se
no malmen e; con udo, a possibilidade de mais do que um o gasmo, numa única elação, é
mais emo a. A mulhe man ém a capacidade de e á ios o gasmos em uma única elação
e a esolução, an o no homem como na mulhe , é mais elaxan e.
1.4. In luência da ac i idade ísica
Conhecemos os inúme os bene ícios do exe cício ísico pa a a saúde ísica e
psicológica dos indi íduos de manei a ge al mas, e emos que a ac i idade ísica
in luência, de igual modo, a saúde sexual, p incipalmen e das pessoas idosas.
De aco do com Iwanowicz (1989, ci . in Viana & Mad uga, 2008, p. 228), “cuida
do co po em e mos da nossa cul u a signi ica a a da nossa saúde e do nosso p aze ” e,
po sua ez ques iona: “es amos a p ocu a p aze com os nossos co pos ou e i amos i e
esse p aze , en e gonhando-nos dele?”. Pe an e is o, e e e que, uma pessoa que i e com
uma imagem co po al des igu ada do p óp io co po pe de o con ac o objec i o com o seu
8
meio e c ia ocos de con li os in e nos. De igual modo, a i ma, que é impo an e descob i
o nosso co po, sen i-lo, conhecê-lo em seu pode pa a que, a a és desse co po conhecido,
conscien e, possamos e um con ac o e dadei o com a ealidade.
F eedman (1994, ci . in Viana & Mad uga, 2008) a i ma que, a o ma como o idoso
se sen e em elação à sua imagem en elhecida, ce amen e in luência o seu compo amen o
e a au o-es ima. Do mesmo modo e e e que a ansiedade, jun amen e com o p ocesso de
en elhecimen o, pode des ui os elacionamen os e inibi a exp essão sexual. No mesmo
sen ido, es es au o es e e em que o amo ao p óp io co po em de c esce , po o ma a
sob e i e a odo o p ocesso de en elhecimen o. Quan o à p á ica de ac i idade ísica,
ambos os au o es de endem que não melho a apenas a saúde mas, ambém, a apa ência
pessoal sendo que, pa a Viana e Mad uga (2008) a al a des e, con ibui pa a in ensi ica a
le a gia, a al a de lexibilidade e a aqueza muscula .
Assim, podemos conclui que, além de odos os bene ícios mencionados, a
ac i idade ísica pode comba e um dos maio es p oblemas da elhice, como a au onomia e
independência, sendo ambas essenciais pa a o bem-es a ísico e psíquico do idoso, de ido
ao seu bené ico papel nos apa elhos ca dio ascula , espi a ó io, locomo o e neu ológico.
2. Sexualidade
De aco do com Neg ei os (2004), o que a psicanálise chama de sexualidade não é,
em absolu o, idên ica à união sexual en e homem e mulhe ou em o sen ido exclusi o de
sensações p aze osas a a és dos ó gãos geni ais. Nes e sen ido, a au o a ca ac e iza a
sexualidade como uma capacidade de se liga a pessoas, objec os, ideias, ideais e à ida,
incluindo a ac i idade sexual mas, não se esumindo somen e ao sexo. Po sua ez,
Oli ei a (2008) e e e que a sexualidade é a o ma como a pessoa exp essa a sua dimensão
humana enquan o homem ou mulhe , não apenas na elação sexual, mas em odo o se
(ges os, oz, anda , manei a de es i , de pensa , de i e ). Em suma, a i ma que a
sexualidade não se limi a à geni alidade ab angendo, ambém, os a ec os e sen imen os
assim como mui os aspec os biopsíquicos e cul u ais.
Do mesmo modo, Neg ei os (2004), e e e que odos nós p ocu amos o nosso
complemen o e, a es e desejo, dá-se o nome de amo , que se ca ac e iza pela busca de
p aze sexual, pelo p eenchimen o de di e sas necessidades emocionais (admi ação,
companhei ismo, amizade, e c.). Conclui a au o a que, “sexo não é sexualidade, embo a
ep esen e uma de suas impo an es dimensões e mui as ezes ainda se use, na linguagem
9
co en e, os dois e mos como sinónimos” (p.77). De igual o ma, diz-nos que, numa
a i ude de conse ado ismo, o sexo oi semp e en endido como uma o ma de p oc iação,
sendo qualque o ma de p aze e e o ismo condenada.
2.1. Sexualidade na e cei a idade
“Foi o empo que pe des- e com a ua osa que o nou a ua osa ão impo an e.” (Sain
Exupé y, n.d)
De aco do com Almeida e Lou enço (2008), a sexualidade na e cei a idade é
equen emen e is a com base em elhos es e eó ipos p i ados de signi icados, assim
como é associada à dis unção ou a alguma insa is ação. Segundo as au o as, pensa-se que
en elhece é incompa í el com uma boa qualidade de ida. No en an o, e e em que uma
elhice sa is a ó ia não p ecisa se um p i ilégio, ou um a ibu o biológico, psicológico, ou
social; pode deco e da qualidade da in e acção en e pessoas e do meio que as ci cunda.
Es as au o as a i mam, que os es e eó ipos de que as pessoas idosas não são
isicamen e a aen es, não êm in e esse po sexo, ou são incapazes de sen i algum
es ímulo sexual, ainda es ão p esen es na nossa sociedade e, em conjun o com a al a de
in o mação, induzem as pessoas a assumi em uma a i ude pessimis a em udo o que se
e e e ao sexo na elhice. No mesmo sen ido, Oli ei a (2012, p. 13) diz-nos que “o g ande
p oblema é que a sociedade ende a e a elhice como um pe íodo assexuado.”
Segundo es a au o a, a alácia de que a elhice é assexuada, aca e a implicações
nega i as pa a a au o-es ima, au ocon iança, endimen o ísico e social dos idosos.
Consequen emen e, e e e que a negação da sexualidade, a in an ilização do idoso e a
negação das mani es ações amo osas azem com que os idosos enham di iculdades pa a se
o na em mais independen es e, assim, desen ol e em a sua sexualidade de uma o ma
plenamen e na u al e sa is a ó ia.
Na ealidade, de aco do com Oli ei a (2008) o idoso, pa a além da elação sexual,
pode sen i p aze nou as exp essões e an asias e ó icas. Assim, es e au o e e e que o
desejo sexual ou a libido, embo a de eacção mais len a, uncionam no ancião se a saúde
o no mal e não exis i em óbices psicológicos (como ecalcamen os). De igual o ma diz-
nos, que os ac o es sociocul u ais e psicológicos con ibuem em g ande pa e pa a um
bom ou mau uncionamen o da sexualidade na e cei a idade.
10
Con inuamen e, Almeida e Lou enço (2008) a i mam que, a maio ia das pessoas
idosas es á ap a pa a usu ui de uma ida sexual sa is a ó ia. Es es au o es de endem que
os idosos de em e men e a impo ância de se man e em sexualmen e ac i os, pois, aze
sexo com egula idade ajuda a man e os ó gãos sexuais saudá eis. Po sua ez, Oli ei a
(2012, p. 14) e e e que “as expec a i as do p óp io idoso êm uma in luência decisi a na
p á ica de elações sexuais.” Des a o ma, se o idoso se con ence que, após uma ce a
idade, não es á ap o a e elações sexuais, al a o pode á con ibui pa a a negação do
desejo a ec i o-sexual.
Como e i icámos an e io men e, no capí ulo e e en e ao en elhecimen o, os
p oblemas deco en es do p óp io desgas e do o ganismo, as doenças, os p oblemas
amilia es, inancei os, en e ou os, podem o igina p oblemas sexuais na elhice. Nes e
sen ido, de aco do com Oli ei a (2012), é impo an e que o idoso es eja cien e das
modi icações o gânicas que o seu o ganismo i á so e mas, é mais impo an e ainda, que o
mesmo não se p eocupe obsessi amen e ao pon o de se au oca ac e iza como um se
incapaz de ealiza ac i idades sexuais. Pa a os au o es Almeida e Lou enço (2008), a ida
sexual de um casal na e cei a idade pode se eliz, se eles enca a em a elhice e o ac o
sexual com a mesma anquilidade com que, ce amen e a i e am na ju en ude, bem
como man endo i o o desejo.
Concluindo, e i icamos que a sexualidade na elhice é simples mas, ambém
complexa, pois o co po en elhece e modi ica-se, mas a capacidade de ama , beija e
ab aça con ínua in ac a a é ao inal da ida. É, po an o undamen al, acaba com as
a i udes pessimis as no que se e e e ao amo e sexo na elhice. De aco do com Almeida e
Lou enço (2008), as modi icações e al e ações que acon ecem no o ganismo com o
en elhecimen o não de em se empecilhos pa a que se enho uma elação sexual de o ma
p aze osa e, nes e sen ido, a i mam que “os momen os ín imos de em se de p aze e
elaxamen o” (p. 139). Assim, podemos dize que o amo e a sexualidade podem e de em
aze pa e da ida p odu i a do idoso con ibuindo pa a a qualidade de ida do mesmo.
2.2. Fac o es que in e e em na ida sexual dos idosos
É impo an e des aca alguns ac o es que in e e em na ida sexual do idoso e
di e enciá-los en e o homem e a mulhe . De aco do com Buchele, Oli ei a, e Pe ei a
(2006), na mulhe , exis e a ausência de libido (não exclusi a da e cei a idade) que pode
es a associada a di e sos ac o es como: doenças endóc inas, doenças pél icas
11
in ecciosas, diabe es, doença enal c ónica, doenças hepá icas, alcoolismo e o uso de
d ogas. Po sua ez, e e em que a dispa eunia é a elação di ícil ou dolo osa, endo como
p incipais causas: a psicogénica, de iciência ho monal, dis o ia da ul a e agina, aumas
obs é icos e ci ú gicos, doenças geni ais e ex ageni ais; e, po úl imo, azem e e ência às
dis unções o gás icas da mulhe , en e ou os p oblemas, que possam e sido a as ados
desde os p imei os anos de ida sexual.
Almeida e Lou enço (2008) elemb am-nos que no passado, a mulhe oi
ec iminada pela sociedade, onde não lhe e am con e idos di ei os, nem ão pouco
acei a am que es a amasse ou i esse desejo sexual. O sexo eminino de ia subme e -se às
o dens do homem e não de ia mos a qualque desejo sexual; endo a eligião, segundo os
au o es, g ande in luência sob e es es aspec os.
No mesmo sen ido, Ca usso (2005) e e e que a mulhe de ia se submissa à
sociedade, ao companhei o e ao sexo, exis indo em ol a da mulhe , mui os mi os e abus.
Po sua ez, segundo Mas e e Johnson (1978, ci . in Dias, 2009), as mulhe es que
i encia am um casamen o eliz, que se sen i am ealizadas que a ní el emocional que a
ní el sexual, endem a man e a sua ac i idade sexual, exis indo poucas ou nenhumas
in e upções. De aco do com Dias (2009), exis em es udos que demons am que as
mulhe es com mais de 60 anos, que man êm uma ac i idade sexual egula , conseguem
man e a sua capacidade de a acção sexual, eagindo de o ma ápida à es imulação do
coi o.
Rela i amen e ao homem e, de aco do com Buchele, Oli ei a, e Pe ei a (2006), há
uma diminuição da espos a sexual masculina à medida que o indi íduo en elhece; no
en an o, segundo os au o es, de emos e em a enção que es a espos a di e ge de
indi íduo pa a indi íduo. Pa a es es au o es, a capacidade de ac uação do homem idoso é
in luenciada po ac o es psicossociais, po p oblemas ísicos e pelo p ocesso de
en elhecimen o.
De aco do com Mas e e Johnson (1978 ci . in Dias, 2009), a mono onia nas
elações sexuais, a p eocupação com o abalho e p oblemas económicos, a adiga, o s ess,
os excessos de comida e bebida, são alguns dos ac o es que podem con ibui pa a a
eg essão sexual do homem. No mesmo sen ido, Dias (2009) e e e que uma das
inadequações que a ec a a sexualidade no homem é a incapacidade des e em ob e uma
e ecção adequada que pe mi a a pene ação aginal, des acando-se ainda a ejaculação
p ecoce, a inibição do desejo sexual ou pe da da libido. De igual o ma, Ca alcan i (1990,
ci . in Dias, 2009) a i ma que o homem, en e os 50 e os 70 anos, na ase de exci ação

12
demo a ês ezes mais pa a ob e uma e ecção comple a, necessi ando de um maio
es ímulo ísico. Segundo o au o , a e ecção, nes a ase da ida, é menos ígida e o empo
pa a se man e é mais len o; após o o gasmo, o homem mui o di icilmen e consegui á uma
no a e ecção. Pe an e is o, Buchele, Oli ei a, e Pe ei a (2006) a i mam, que ais ac o es,
jun amen e com a di iculdade em enca a-los com ma u idade, az com o que o indi iduo
desen ol a o “ an asma da impo ência”.
Com o (1979 ci . in Buchele, Oli ei a, & Pe ei a, 2006) ez uma e lexão onde
dizia:
P o a elmen e a p óxima ge ação de idosos po a -se-á de manei a bem di e en e, pois e á uma ida
amilia izada com uma isão mais posi i a do sexo, não se deixando le a pela angus ian e
expec a i a de uma elhice impo en e, mas sim pela de e minação de p olonga ao máximo o ipo de
ida que semp e conhece am. (p.139)
2.3. Mi os, p econcei os e ealidades
De aco do com Fá e o e Ba bosa (2011), o desconhecimen o do p ocesso biológico
do en elhecimen o e os abus que ce cam a sexualidade na elhice p ecipi am o im de
uma ida sexual que pode ia se g a i ican e a é aos úl imos dias. Pa ece que o p econcei o
i ido pelo idoso az pa e da nossa sociedade e, de ce a o ma, ajuda a c ia e a man e
algumas ep esen ações nesse sen ido.
Os au o es e e em ainda que, es e peso social e cul u al, culpabiliza o idoso e,
mui as ezes impede-o de se elaciona a ec i amen e com ou os companhei os da sua
idade, inibindo qualque ipo de mani es ação sexual. De igual o ma, segundo Buchele,
Oli ei a, e Pe ei a (2006), o idoso aumen a as suas inibições e qualque exp essão sexual,
num p ocesso cul u al que limi a o sexo como “coisa pa a jo em.”
Ribei o (1997 ci . in Buchele, Oli ei a, & Pe ei a, 2006) ala do in e esse sexual do
idoso num sen ido amplo, no en an o, salien a que exis e o mi o da elhice assexuada que,
po sua ez, e o ça a imagem de que o homem idoso que exp essa a sexualidade com
na u alidade é “ a ado” e a mulhe idosa que demons a abe amen e in e esse sexual é
“assanhada”. Segundo o au o , é conhecido que a sociedade em uma pos u a nega i a em
elação ao sexo na e cei a idade. E o que é chamado de sensualidade no jo em é pe e são
num idoso. No en an o, Buchele, Oli ei a, e Pe ei a (2006) e e em que a sexualidade é
uma o ma de exp essão e, exp essão não em idade.
Dizem, po an o, que o idoso não em in e esse sexual, que não p ecisa de sexo, que
é eio pensa e/ou aze sexo quando se es á numa idade mais a ançada. Aumen am as
13
alsas ideias sob e a sexualidade. De igual o ma dizem, que o idoso que em uma
ac i idade sexual c escen e, eduz a po ência e deixam de sen i p aze . Segundo a
bibliog a ia consul ada, apenas o opos o é e dadei o. De aco do com Fá e o e Ba bosa
(2011), uma ac i idade sexual egula unciona como es ímulo a no as elações sexuais.
Dessa o ma, os au o es e e em que a sexualidade (não apenas a geni alidade) desen ol e-
se à medida que o sujei o a i ência. No mesmo sen ido, Neg ei os (2004, p. 84) a i ma
que “a melho o ma de assegu a o uncionamen o dos ó gãos é deixá-los abalha
con ínua e sis ema icamen e”. Po sua ez, Fá e o e Ba bosa (2011) de endem que o
p ocesso de en elhecimen o não conduz a uma ase assexuada do indi iduo, mas sim a
ou a e apa no pe cu so da sexualidade humana, que de e se me ecidamen e i ida e
ap eciada.
Apesa de, sob o pon o de is a ísico, o igo da ju en ude não se o mesmo e,
como al, su gi em mais di iculdades de desempenho em ambos os sexos, nomeadamen e
maio di iculdade dos homens em man e em a e ecção e al e ações da lub i icação nas
mulhe es, pa a Lopes (1993 ci . in Fá e o & Ba bosa, 2011, p. 20) “o homem, em qualque
idade, em capacidade de e ecção peniana como a mulhe em pa a a ingi uma lub i icação
aginal adequada e o o gasmo.”
Seguidamen e, os mesmos au o es e e em que as ac i idades sexuais dos idosos
con êm á ias mani es ações au oe ó icas e não coi ais: o p aze das ca ícias, a
mas u bação, as an asias sexuais, en e ou as. Da mesma o ma, ela am alguns aspec os
subs anciais da sexualidade, nomeadamen e: a capacidade de enamo amen o, o in e esse
sexual, a comunicação e a ec o, a sensibilidade, a empa ia, a impo ância a ibuída às
ca ícias co po ais, en e ou as que, segundo es as au o as, não diminuem com a idade.
De aco do com López e Fue es (1999 ci . in Fá e o & Ba bosa, 2011, p. 21) os
mi os mais comuns, ela i amen e à sexualidade no idoso, são: o coi o e a emissão de
sémen como debili an es p ecipi ando o en elhecimen o e a mo e; a ida que pode se
p olongada pela abs inência sexual na ju en ude; a mas u bação que só é p a icada po
idosos pe u bados, sendo uma ca ac e ís ica in an il; depois da menopausa, a sa is ação
sexual diminui; os idosos são pa icula men e ulne á eis a des ios sexuais como o
exibicionismo e as pa a ilias; as mulhe es idosas que ap eciam sexo o am nin omaníacas;
a maio ia dos idosos pe de o desejo e a capacidade de e elações sexuais; as pessoas
doen es não de em e elações sexuais; a execução sexual man ém-se igual ao longo da
ida; quem deixa de e capacidade sexual nunca mais pode á ol a a e .
14
Face a ais mi os, p econcei os e à o e p essão sociocul u al, os idosos
expe ienciam sen imen os de culpa/ e gonha e conside a em-se pessoas o a da
no malidade, po sen i em p aze e on ade de mani es a a sua sexualidade, chegando
mesmo a enuncia e ocul a a sua sexualidade pa a não se sen i em disc iminados.
Sabemos, ainda, que i emos numa sociedade que supe alo iza a ac i idade sexual e os
pad ões de beleza associados à ju en ude e, ge almen e, a elhice é is a como uma e apa
de pe das e agilidades, dando ma gens aos mi os e p econcei os elacionados com es e
ema.
De aco do com López e Olazábal (1998 ci . in Fá e o & Ba bosa, 2011), é
impo an e desmis i ica , os aspec os elacionados com a sexualidade do idoso, pa a que
es e não se desac edi e dos seus po enciais e capacidades, adop ando uma ida assexuada.
Segundo os au o es, uma sexualidade bem i ida acili a a esolução da p oblemá ica
exis encial, ela i a à con i ência com a idade a ançada, à medida que aumen a o p aze
de i e , bem como a au o-es ima, an o pa a o homem como pa a a mulhe .
2.4. Fac o es que con ibuem pa a uma i ência posi i a da sexualidade
Pa a Fá e o e Ba bosa (2011) a sexualidade é pa e in eg an e da pe sonalidade de
odos nós. Como emos e e ido, a sexualidade humana não se limi a ao a o sexual,
engloba emoções, a ec os, sensações, e c. Dessa o ma, sen imen os e pensamen os
in luenciam o exe cício da sexualidade. Po sua ez, o con á io ambém pode acon ece ,
ou seja, a i ência da sexualidade pode in luencia sen imen os e pensamen os, inclusi e a
espei o de nós p óp ios.
É consensual que a sexualidade humana so e o e in luência de alguns ac o es
como: au o-es ima, au o-imagem e au oconcei o. A o ma como nos alo izamos in e e e,
sem dú ida, na o ma como exe cemos a nossa sexualidade.
No en an o, segundo os au o es, exis em ou os ac o es que con ibuem pa a uma
i ência posi i a da sexualidade, como po exemplo: e pa cei o sexual; e elações
es á eis e sa is a ó ias; exis i comunicação den o do casal ou en e pa cei os sexuais; uma
his ó ia onde as elações sexuais sejam man idas de o ma egula ; a es abilidade
económica e social; a i udes posi i as da sociedade ela i amen e à sexualidade e à
ac i idade sexual; e, a i udes sexuais do ipo libe al.
Au o es como Ga ião (2000), ci ados po Fá e o e Ba bosa (2011), in e essam-se
pela emá ica da sexualidade na e cei a idade e e e em as seguin es an agens (des a ase
15
da ida) pa a a sa is ação da sexualidade dos idosos: maio disponibilidade e menos s ess;
maio lexibilidade de papéis (in e esses comuns); momen o his ó ico mais a o á el;
menos necessidade de ejacula e mais con olo sob e a ejaculação; exci ação len a (mais
empo pa a o “jogo” amo oso); menos in e esse pelo coi o (mais possibilidades
sensuais/sexuais) e, uma maio sa is ação conjugal sem medo de uma possí el g a idez.
Segundo o au o , a ida sexual na elhice pode se mais sa is a ó ia do que a é
en ão, desde que haja uma adap ação às al e ações p óp ias des a e apa, em conjun o com a
manu enção da au o-es ima e de uma ida a ec i a g a i ican e.
De aco do com Cos a (2009) a idade az aspec os posi i os que bene iciam
bas an e a ac i idade sexual. Segundo a au o a, os aspec os emocionais associados á
ma u idade, são um dos pon os que mais con ibuem pa a uma i ência sexual mais ica e
so is icada, e em á ios casos, mais sa is a ó ia, uma ez que, segundo a au o a, exis e um
aumen o de con iança, uma melho capacidade de comunicação e esolução de p oblemas
e, uma meno inibição pe an e o companhei o(a).
2.5. Sexualidade no en a dece da ida: “Olha , muda e agi ”
Pa a Se ão (2007), en ende a sexualidade é um p ocesso complexo, ing eme e
inacabado e is o de e-se, en e ou os ac o es, às ep esen ações en aizadas na sociedade
do concei o de sexualidade como sinónimo de sexo, u ilizadas como sinónimos. Sabemos
que uma das g andezas da sexualidade é a elação sexual; con udo, es a não se eduz
simplesmen e a es e ac o. Segundo a au o a, comp eende a necessidade de con ac o,
e nu a, in imidade, conjun o de sen imen os, compo amen os e a ec os.
De aco do com Capodieci (2000 ci . in Se ão, 2007, p. 71) “na idade a ançada
ama-se de manei a mais p o unda, consegue-se pu i ica o amo da paixão que é mais
sensual do que geni al. Assim, pa a eles, um olha ou uma ca ícia podem ale mais do que
mui as decla ações de amo .” A a és da bibliog a ia consul ada enho e i icado que, na
elhice, a i ência da sexualidade oco e de uma manei a mais p o unda, pois os concei os
e alo es de endidos nesse momen o são ou os, o indi íduo no eado de expe iências
an epassadas en ol e-se num elacionamen o com maio ma u idade, esponsabilidade e,
os desejos, que o mesmo possui pelo pa cei o, são sen imen os mais e dadei os e pu os.
Nes e sen ido, Vasconcelos (1994, ci . in Se ão, 2007, p. 70) a i ma que a sexualidade “é
uma o ma das pessoas pe cebe em a sua iden idade, uma ez que a in imidade e a
22
Po sua ez, Taylo e Gosney (2011), suge em que, apesa das di iculdades ísicas,
sociais e psicológicas, uma pa e conside á el dos idosos, goza de uma ida sexual. No
en an o, os mesmos au o es e e em que, embo a os p o issionais de saúde econheçam que
o seu papel é cen al na saúde sexual, conside am que não o am de idamen e einados
du an e a sua o mação, sen indo-se desp epa ados pa a discu i ac i amen e os assun os
sexuais com os seus pacien es. Des e modo, de aco do com os au o es, se du an e a
ac uação p o issional, não hou e a acei ação de que o idoso possa man e a sua ida
sexual, é imp o á el que os p oblemas dessa o dem sejam explo ados, diagnos icados e
a ados.
Pe an e is o, Rebelo e Lima (2011) e e em que os u u os p o issionais de saúde
e ão o papel de desen ol e p á icas que en ol am acções educa i as, com en oque em
medidas p e en i as na p á ica sexual; abalha di ec amen e com o idoso es imulando o
in e esse de i e a sexualidade; pesquisa es a égias pa a minimiza as di iculdades de
o dem psicológica e social, bem como ac ua no aconselhamen o sexual capaz de o na o
idoso conscien e das suas capacidades e, consequen emen e, à emancipação da saúde sob e
o exe cício da sexualidade na elhice.
Taylo e Gosney (2011) e e em que, a isão que os u u os p o issionais êm sob e
o en elhecimen o, pode in e e i na o ma como i ão abalha com os idosos podendo
con ibui pa a a e e nização de p econcei os e es e eó ipos, ou pa a a p omoção de
es a égias que apon em pa a o desen ol imen o humano, conside ando as di e en es
dimensões da saúde. Po sua ez, Bassoli & Po ella (2004) a i mam que o papel dos
u u os p o issionais de saúde p ende-se, a a és das necessidades ac uais de es u u a
social, com o desen ol imen o de uma assis ência in eg al e de uma p es ação de se iços
quali icada.
Concluindo, é impo an e analisa os conhecimen os e as a i udes dos es udan es em
elação àqueles que en elhecem e à sua sexualidade, pois in luencia ão na sua u u a
ac uação p o issional. Segundo Rebelo e Lima (2011), cada ez mais é necessá io o
planeamen o e a ealização de p og amas onde seja p opos o abalha os es e eó ipos e
p econcei os em elação à elhice, p omo endo o desen ol imen o p o issional na á ea da
Ge on ologia.

23
Es udo Empí ico
1. Me odologia de In es igação
1.1. Objec i os e Hipó eses de in es igação
O p esen e es udo empí ico p ocu a comp eende e analisa as a i udes dos
p o issionais, que lidam dia iamen e com os idosos, ace à sexualidade na e cei a idade.
Nes e capí ulo, ap esen a -se-á uma de inição dos objec i os e hipó eses de
in es igação, uma desc ição da amos a do es udo ap esen ado, as ca ac e ís icas dos
ins umen os u ilizados e a desc ição do p ocesso de ecolha de dados. A pa e inal do
capí ulo é dedicada à ap esen ação e in e p e ação dos esul ados ob idos, seguida da
discussão dos mesmos, p ocu ando jus i ica as conclusões ob idas. O capí ulo e mina
com a ap esen ação de uma conclusão onde se p e ende salien a os p incipais con ibu os
do es udo empí ico ealizado.
Nes e sen ido, es e es udo em como p incipais objec i os pe cebe quais as a i udes
des es p o issionais ace à sexualidade nos idosos; conhece a exis ência (ou não) do apoio
e o ganização das ins i uições ela i amen e a es e ema, a a és da pe cepção dos
espec i os pa icipan es e, compa a os esul ados ob idos nes e es udo explo a ó io com
um ou o, ealizado ecen emen e (2007) pelos au o es Bouman, A celus e Benbow. Es es
au o es p e endiam a alia a a i ude de uma equipa de p o issionais, que abalha am em
la es, ace à sexualidade nos idosos, sendo que um dos ins umen os u ilizados oi a escala
Askas que se á ap esen ada no subcapí ulo dos ins umen os (p. 24).
Pe an e es e cená io, o am o muladas as seguin es hipó eses de in es igação:
i) Espe a-se encon a di e enças nas a i udes ace à sexualidade nos idosos en e os
pa icipan es mais jo ens e os mais elhos.
ii) Espe a-se que os p o issionais com mais habili ações académicas possuam a i udes
mais libe ais ace à sexualidade nos idosos do que os p o issionais com poucas
habili ações.
iii) Espe a-se encon a di e enças nas a i udes ace à sexualidade nos idosos, en e os
pa icipan es casados e os pa icipan es sol ei os.
24
i ) Espe a-se que os pa icipan es que conside am impo an e a exis ência de apoio e
condições adequadas, pa a que os idosos possam i e a sua sexualidade,
enham a i udes posi i as ace à sexualidade no idoso.
) Espe a-se encon a di e enças signi ica i as nas a i udes ace aos idosos en e os
pa icipan es mais no os e os mais elhos.
i) Espe a-se que os p o issionais com mais habili ações académicas possuam a i udes
mais posi i as ace aos idosos do que os p o issionais com poucas habili ações.
1.2. Amos a
A amos a é cons i uída po 65 p o issionais, esiden es no concelho de Cabecei as
de Bas o, que lidam dia iamen e com os idosos, sendo es es os únicos c i é ios de inclusão
na amos a; ca ac e izando-a, assim, como amos a po con eniência. Es a é compos a po
9 indi íduos do sexo masculino (13.8%) e 59 do sexo eminino (86.2%) com idades
comp eendidas en e os 22 e os 59 anos, endo uma média de idades de 39.05 (M= 39.05;
DP= 8.7).
Rela i amen e ao es ado ci il, 44 pa icipan es são casados (67.7%), 13 são
sol ei os (20%), 4 i em em união de ac o (6.2%), 2 são iú os (3.1%), 1 é di o ciado
(1.5%) e 1 es á sepa ado (1.5%). Po sua ez, 49 pa icipan es êm ilhos (75.4%) sendo
que, 30 pa icipan es êm 2 ilhos (46.2%), 12 êm 1 ilho (18.5%), 6 êm 3 ilhos (9.2%) e
1 em 4 ilhos (1.5%).
Em elação à escola idade, e i icamos que, 26 pa icipan es possuem o 12º ano
(40%), 17 possuem o 9º ano (26.2%), 15 a Licencia u a (23.1%); 4 possuem o 6º ano
(6.2%), 1 a 4ª classe (1.5%), 1 possui Mes ado/Dou o amen o (1.5%) e 1 equen ou um
cu so p o issional (1.5%). Em conjun o com as habili ações, ques ionamos os pa icipan es
ela i amen e à sua á ea de o mação e e i icamos que 8 pa icipan es o ma am-se em
educação social (12.3%), 3 em eabili ação psicomo o a (4.6%), 2 em ge ia ia, psicologia,
isio e apia e sociologia co espondendo, cada um, a 3.1% da amos a; e 1 em ajudan e de
la , es e icis a, animado -sociocul u al, en e magem, humanidades e con abilidade,
co espondendo cada um a 1.5% da amos a. Os es an es pa icipan es (61.5%) não se
o ma am em nenhuma á ea especí ica.
Na dimensão da eligiosidade, 60 pa icipan es p o essam alguma eligião (92.3%)
e os 5 es an es não p o essam nenhuma eligião (7.7%). Dos c en es, e i icamos que 56
são ca ólicos (86.2%) e 4 são c is ãos (6.2%). No mesmo sen ido, e i icamos ainda que 38
25
equen am ocasionalmen e ac i idades eligiosas (58.5%) e 21 pa icipam equen emen e
(32.3%).
Po im, ques ionamos os pa icipan es ace ca da a e a que desempenha am na
ins i uição onde abalha am e, salien amos as seguin es: 21 pa icipan es são ajudan es de
la (32.3%), 11 desempenham a e as de limpeza e cuidados p imá ios aos idosos (16.9%),
7 são che es de se iço (10,8%) e 4 são animado es socio-cul u ais (6.2%).
1.3. Ins umen os
Pa a a análise das hipó eses o muladas u ilizamos um ques ioná io socio-
demog á ico, uma escala de 38 i ens, e ec uada po nós com base em oda a bibliog a ia
consul ada bem como a adap ação pa a po uguês da escala Aging Sexual Knowledge and
A i udes Scale - ASKAS (Whi e, 1982).
O ques ioná io socio-demog á ico (Anexo 1) é cons i uído po ês pa es: (1)
ca ac e ização sócio-demog á ica compos a po ques ões que p e endiam ca ac e iza a
amos a, ais como: sexo, idade, es ado ci il, núme o de ilhos, com quem i e,
habili ações, nacionalidade, zona de esidência e eligião; (2) ca ac e ização p o issional
com o in ui o de sabe em que ipo de ins i uição o pa icipan e abalha a (ex. cen o de
saúde, la , e c.), as a e as que desempenha a, núme o de idosos que usu uem da
ins i uição, en e ou as ques ões e e en es ao apoio e exis ência de condições adequadas à
sexualidade no idoso, e e idas an e io men e; e, (3) uma escala elabo ada po nós, com
base em oda a bibliog a ia consul ada pa a es e e ei o, compos a po 38 i ens a aliados
numa escala ipo Like de 1 (Disco do o almen e) a 6 (Conco do o almen e).
Todo o ques ioná io, incluindo a nossa escala de 38 i ems, oi es udado e a aliado
a a és da es a égia de e lexão alada com 5 sujei os da população de onde oi e i ada a
amos a do es udo, pa a que es a es i esse de idamen e pe cep í el e adequada a essa
mesma população. Os inqui idos pa ilha am da opinião da escala se um pouco longa,
com mui os i ens mas, ao mesmo empo, e e i am es a “bem compos a”, cons i uída po
“i ens di e si icados” e pe cebe am a sua impo ância pa a a aquisição dos dados
p e endidos pa a es e es udo explo a ó io. Os i ens des a escala ão de encon o com dois
ipos de a iá eis dependen es, que achámos necessá io a alia , po o ma a comple a o
nosso es udo, sendo elas: a i ude ace aos idosos, e a i ude ace à sexualidade nos idosos
(com i ens di e en es do da Askas).
26
Rela i amen e à ASKAS (Whi e, 1982), na sua e são o iginal, é compos a po 61
i ens e es á di idida em duas pa es: a p imei a a alia o conhecimen o sob e a sexualidade
do idoso, cons i uída po 35 i ens cujas al e na i as de espos a são: e dadei o (1 pon o),
also (2 pon os) e não sei (3 pon os). Po sua ez, a segunda pa e a alia a a i ude em
elação à sexualidade do idoso, cons i uída po 26 i ens a aliados numa escala ipo Like
de 7 pon os onde 1= Disco do o almen e e 7= Conco do o almen e. Na p imei a pa e da
escala, que a alia os conhecimen os, uma pon uação baixa signi ica um al o conhecimen o
sob e a sexualidade na elhice e, na segunda pa e que a alia as a i udes, uma baixa
pon uação signi ica uma a i ude conse ado a ou menos a o á el pe an e a sexualidade na
pessoa idosa.
Segundo Viana, Gui a dello, e Mad uga (2010), a a-se de uma escala que em sido
mui o u ilizada em es udos in e nacionais e já oi alidada pa a os idiomas chinês, co eano,
ancês e u co, cujos alo es de con iabilidade êm sido sa is a ó ios.
Po es a di ec amen e ligada ao ema em es udo e, dada a inexis ência da adap ação
des a escala pa a po uguês, aduzimo-la e adap ámo-la pa a a população que
p e endíamos es uda . Nes e sen ido, u ilizamos apenas a segunda pa e da escala
ela i amen e às a i udes ace à sexualidade nos idosos e aduzimo-la pa a po uguês
(Anexo 2). Pos e io men e, e ec uamos um es udo de e lexão alada com 5 pa icipan es
cons i uin es da população em es udo que e e i am comp eende mui o bem odos os i ens
da escala bem como o po uguês u ilizado. Po o ma a e i ica a consis ência in e na da
escala, oi calculado o al a de C onbach sendo es e de .82, o que indica uma boa
consis ência in e na.
Tendo su gido, mais a de, a ideia de compa a o meu es udo com o es udo
e ec uado po Bouman, A celus e Benbow (2007), in i ulado: “No ingham S udy o
Sexuali y and Ageing (NoSSA II). A i udes o ca e s a ega ding sexuali y and esiden s:
A s udy in esiden ial and nu sing homes.”, e endo, es es au o es, a aliado a escala de 1
(Disco do o almen e) a 6 (Conco do o almen e), op ámos po ecodi ica as nossas
espos as pa a a escala de 1 a 6, po o ma a compa a esul ados.
Rela i amen e à escala de 38 i ens, e i icamos que, alguns dos i ens,
co esponden es a cada sub-escala, diminuíam o alo do espec i o al a de C onbach e,
consequen emen e, a sua consis ência in e na. Nes e sen ido, esol emos e i a esses
mesmos i ens po o ma a ob e uma boa con iança pa a as medidas bem como dos
espec i os esul ados.
27
Assim, os i ens sujei os a análise es a ís ica o am: “Os idosos são doen es e
dependen es dos ou os”, “Os idosos são senis (memó ia de icien e, são deso ien ados ou
demen es)”, “Cada ez mais, os idosos i em sozinhos e na in elicidade”, “Os idosos são
conse ado es e, pa a a maio ia deles, é impossí el ap ende algo no o”, “Os idosos não
iam acei a e educação sexual nas ins i uições” e “A elhice é como uma segunda
in ância”, cons i uindo a sub-escala“A i ude ace aos idosos” com um al a de C onbach de
.72.
Po sua ez, os i ens: “A ap oximação a ec i o-sexual en e as pessoas idosas pode
se icamen e saudá el”, “A his ó ia sexual de cada indi iduo in luência a i ência da
sexualidade na e cei a idade”, “Os idosos sem pa cei o sexual, (sol ei os, di o ciados ou
iú os), de em e oma a sua ac i idade sexual”; “A sexualidade nos idosos con ibui pa a
uma melho qualidade de ida”, “De emos con ibui pa a co igi as alsas espe anças
com in o mações co ec as aos idosos, aos ilhos, aos p o issionais e à sociedade em
ge al”, “É impo an e diminui as di iculdades que limi am a sexualidade nes a ase da
ida”, “É c ucial educa os u u os idosos (du an e as e apas an e io es da ida), pa a uma
sexualidade libe al, posi i a e c ia i a, ou seja, ensiná-los a i e a sexualidade como algo
posi i o e saudá el de modo a que possam des u a dela e sen i em-se bem” e “As
mani es ações de condu as sexuais den o das ins i uições pa a idosos, de em se
pe mi idas e acei es po odos os p o issionais”, cons i uem a medida “A i ude ace à
sexualidade nos idosos”, com um al a de C onbach de .85.
1.4. P ocedimen o
A ecolha dos dados e ec uou-se en e Junho de 2014 e Se emb o de 2014, jun o de
qua o la es e uma undação. O con ac o oi ei o p e iamen e po ele one e
p esencialmen e, endo sido dada a au o ização pa a a ecolha de dados jun o dos
espec i os p o issionais bem como ei a a ma cação da ho a e da a mais con enien es.
No momen o da chegada à ins i uição, os écnicos ou che es de se iço euniam os
p o issionais disponí eis no momen o pa a que lhes osse explicado o objec i o do es udo
e, que a sua pa icipação e a olun á ia e ao ab igo do anonima o e sigilo p o issional.
Após o consen imen o dos mesmos pa a a pa icipação no es udo oi-lhes dis ibuído cada
ins umen o e comple ados no momen o pa a que, caso su gisse alguma dú ida, pudessem
se escla ecidos. No inal ag adecia-se aos p o issionais a sua colabo ação.

28
2. Resul ados
2.1. Pe cepções dos pa icipan es ela i amen e à ins i uição
No ques ioná io sociodemog á ico o am elabo adas algumas ques ões echadas aos
pa icipan es, ela i amen e às ins i uições, com o in ui o de pe cebe se es es acha am que
o apoio à sexualidade no idoso es a a p esen e na ins i uição onde abalha am e, se
acha am esse apoio impo an e.
Assim, e i icamos que 51 pa icipan es e e i am que, o apoio à sexualidade no
idoso não es á p esen e na ins i uição onde abalham (78.5%) e 13 pa icipan es a i mam
que exis e apoio à sexualidade no idoso na ins i uição onde abalham (20%). No mesmo
sen ido, 38 pa icipan es e e i am que, a ins i uição onde abalham, o necem condições
adequadas pa a que o idoso possa i e a sua sexualidade (58.5%) e 25 pa icipan es
e e i am que não exis em condições adequadas pa a o e ei o (38.5%). Po sua ez, dos
pa icipan es que e e i am exis i condições adequadas, 10 menciona am qua os
indi iduais (15.4%), 9 menciona am qua os pa a casais (13.8%) e 1 mencionou
p i acidade (1.5%).
Con inuamen e, ques ionados sob e a impo ância do apoio e da exis ência de
condições adequadas nas ins i uições pa a que os idosos pudessem i e a sua sexualidade,
41 pa icipan es acham se impo an e (63.1%) e 12 não conside am que seja impo an e
(18.5%). Mais à en e, na ap esen ação dos esul ados, es a a i mação se á mais explo ada
uma ez que se elaciona com uma das nossas hipó eses de in es igação.
De seguida, ques ionamos se na ins i uição onde abalha am exis iam cu sos de
educação sexual pa a os uncioná ios, pelo que, 59 pa icipan es e e i am que não exis em
cu sos de educação sexual na ins i uição onde abalham (90.8%) e 5 pa icipan es
e e i am que exis em os espec i os cu sos (7.7%).
Pa a inaliza , pedimos aos pa icipan es pa a, numa escala ipo Like de 1 (Nada
sa is ei a) a 9 (Mui o sa is ei a), indica em o g au de sa is ação pelas a e as que
desempenham na ins i uição e, ob i emos uma média de 8.20 (M=8.20; DP=1,086), sendo
es e alo indicado de um ní el de sa is ação ele ado en e os p o issionais.
2.2. A i udes ace ao idoso
No que conce ne à a iá el sexo, e i icamos que os homens (M=3.26; DP=.834)
possuem a i udes ligei amen e mais nega i as ace aos idoso, do que as mulhe es (M=3.16;
29
DP=.979); no en an o, como emos nos esul ados desc i i os, es a di e ença não é
signi ica i a ( (63) =.277, p =.783).
Rela i amen e à idade e, de ido à di e sidade de idades da nossa amos a,
decidimos di idi en e os “mais no os”, que comp eende os pa icipan es com idade igual
ou in e io a 38 anos e os “mais elhos” ao qual pe encem os pa icipan es com idade
igual ou supe io a 39 anos, sendo a idade mínima de 22 e a máxima 59 anos. Assim,
e i icamos que o g upo dos mais elhos (M=3.46; DP=.902) possui a i udes mais
nega i as do que o g upo dos mais no os (M=2.90; DP=.938), con i mando a nossa quin a
hipó ese. Con udo, não é uma di e ença signi ica i a ( (63) = -2.427, p =.08).
Po sua ez, no que oca ao es ado ci il de cada pa icipan e, encon amos
di e enças en e os casados (M=3.28; DP=.886) e os sol ei os (M=2.64; DP=1.04) onde
e i icamos que os pa icipan es casados êm a i udes mais nega i as ace aos idosos do
que os pa icipan es sol ei os; no en an o não é uma di e ença signi ica i a ( (55) = -2.203,
p =.032).
De seguida, en ámos pe cebe se exis iam di e enças en e os pa icipan es, endo
em con a as suas habili ações li e á ias. Tal como na a iá el idade, de ido à di e sidade
das mesmas, decidimos di idi en e meno ou igual a qua o onde pe encem os
pa icipan es com a 4ª classe, 6º ano, 9º e/ou 12º, num o al de 48 pa icipan es e, maio ou
igual a 5 que co esponde aos pa icipan es com cu so p o issional, Licencia u a e/ou
Mes ado/Dou o amen o, num o al de 17 pa icipan es. Assim, e i icamos que os
pa icipan es com menos habili ações (M=3.42; DP=.820) êm a i udes mais nega i as ace
aos idosos do que os pa icipan es com mais habili ações (M=2.48; DP=.986). Po sua ez,
con a iamen e ao que nos emos depa ado, es a é uma di e ença signi ica i a ( (63) =3.86,
p =.000) con i mando a nossa hipó ese onde espe á amos que os p o issionais com mais
habili ações académicas i essem a i udes mais posi i as ace aos idosos do que os
p o issionais com poucas habili ações.
No que conce ne à eligião e i icamos que os pa icipan es que p o essam alguma
eligião (M=3.16; DP=.972) êm a i udes ligei amen e mais posi i as, ace aos idosos, do
que os pa icipan es que não p o essam nenhuma eligião (M=3.37; DP=.785); no en an o,
não é uma di e ença signi ica i a ( (63) = -.460, p =.647).
Po im, ela i amen e à ques ão: “Acha impo an e a exis ência de apoio e
condições necessá ias, nas ins i uições de e cei a idade, pa a que os idosos possam i e
a sua sexualidade”, e i icamos que, os pa icipan es que conside am impo an e (41
pa icipan es), a exis ência das espec i as condições, possuem a i udes ligei amen e mais
30
posi i as ace aos idosos (M= 3.27; DP=.904) do que os pa icipan es que conside am não
se impo an e (12 pa icipan es) (M=3.32; DP=1.03); con udo, não é uma di e ença
signi ica i a ( (51) = -.167, p =.868).
2.3. A i ude ace à sexualidade nos idosos
Como dissemos a ás, a a i ude ace à sexualidade nos idosos oi medida a a és de
duas escalas, a Askas e a nossa escala. Nes a secção, ap esen amos os esul ados das duas
análises e ec uadas em pa alelo. De no a que na nossa escala, quan o mais baixa o a
média, mais nega i a é a a i ude ao con á io da Askas onde quan o mais baixa o a média,
mais posi i a é a a i ude.
Rela i amen e à a iá el sexo, apu amos que exis em di e enças en e as escalas
embo a não signi ica i as. Na Askas, os homens êm a i udes ligei amen e mais nega i as
(M=45.4; DP=16.7) do que as mulhe es (M=41.4; DP=11.8). Po sua ez, na a iá el
“a i ude ace à sexualidade nos idosos”, compos a po alguns i ens da escala do
ques ioná io, as mulhe es e ela am e a i udes ligei amen e mais nega i as (M=5.17,
DP=.582) do que os homens (M=5.23; DP=.291). No en an o, em ambas as escalas, a
di e ença não é signi ica i a ( (63) =.897, p =.373) e ( (63) =.266, p =.791),
espec i amen e.
No que conce ne à idade dos pa icipan es, e i icamos que em ambas as escalas, o
g upo dos “mais jo ens” êm a i udes ligei amen e mais nega i as (M=42.4; DP=12.7) e
(M=5.08; DP=.700) do que o g upo dos “mais elhos” (M=41.4; DP=12.5) / (M=5.29;
DP=.518), con i mando a nossa p imei a hipó ese. Con udo, não é uma di e ença
signi ica i a ( (63) =.313, p =.755) / ( (63) = -1.393, p =.168).
Con inuamen e, a a és da ca ac e ís ica do es ado ci il, apu amos que exis em
di e enças en e os pa icipan es casados e os sol ei os em ambas as escalas, con i mando a
nossa e cei a hipó ese uma ez que, os casados êm a i udes ligei amen e mais nega i as
(M=42.6; DP=13.7) / (M=5.09; DP=.692) do que os sol ei os (M=41.5; DP=10.07) /
(M=5.4; DP=.310). No en an o, as di e enças não são signi ica i as ( (55) = -2.65, p
=.792) / ( (55) =1.44, p =.154).
Rela i amen e às habili ações li e á ias, oi possí el con i ma a nossa segunda
hipó ese, uma ez que, os pa icipan es com menos habili ações (M=41.99; DP=12.65) /
(M=5.12; DP=.680) êm a i udes ligei amen e mais nega i as do que os pa icipan es com
mais habili ações (M=41, 79; DP=12.69) / (M=5.36; DP=.377); no en an o, não é uma
di e ença signi ica i a ( (63) =.054, p =.957) / ( (63) = -1.364, p =.177).
31
No que conce ne à eligiosidade, e i icamos que os pa icipan es que p o essam
alguma eligião ap esen am a i udes mais nega i as ace à sexualidade no idoso (M=42.1;
DP=12.6) / (M=5.15; DP=.628) do que os pa icipan es que não p o essam nenhuma
eligião (M=40.3; DP=13.4) / (M=5.55; DP=.438); con udo, não é uma di e ença
signi ica i a ( (63) =.296, p =.769) / ( (63) = -1.377, p =.173).
Po im, ela i amen e à ques ão: “Acha impo an e a exis ência de apoio e
condições necessá ias, nas ins i uições de e cei a idade, pa a que os idosos possam i e
a sua sexualidade”, e i icamos que os pa icipan es que conside am impo an e a
exis ência de ais condições são os que êm a i udes ligei amen e mais nega i as ace à
sexualidade no idoso (M=42.08; DP=13.45) / (M=5.21; DP=.572). No en an o, es a
di e ença não é signi ica i a ( (51) =.683, p =.498) / ( (51) = -.249, p =.804) e não oi
possí el con i ma a nossa qua a hipó ese onde espe á amos que os pa icipan es, que
conside am impo an e a exis ência das espec i as condições, i essem a i udes mais
posi i as ace à sexualidade no idoso do que os pa icipan es que não conside am
impo an e.
2.4. A i udes ace à sexualidade no idoso VS. A i ude ace ao idoso
Po o ma a analisa a elação en e as duas a iá eis, calculámos coe icien es de
co elação de Pea son. Como espe ado, en e a Askas e a nossa sub-escala da A i ude ace
à sexualidade nos idosos, exis e uma elação posi i a signi ica i a ( =.287, n =65, p
=.020). Con udo, en e a Askas e a nossa sub-escala da A i ude ace aos idosos, exis e uma
elação nega i a não signi ica i a ( = -.112, n =65, p =.373). Finalmen e, en e as nossas
duas sub-escalas que medem espec i amen e a A i ude ace a sexualidade nos idosos e a
A i ude ace aos idosos, exis e elação posi i a não signi ica i a ( =.074, n =65, p =.558).
38
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40
Anexos
41
Anexo 1: Ques ioná io Sociodemog á ico
Ques ioná io nº ___
(A p eenche pelo in es igado )
Es e ques ioná io oi desen ol ido pa a uma in es igação da Faculdade de Psicologia e de
Ciências da Educação da Uni e sidade do Po o no âmbi o de um p oje o de Mes ado
In eg ado em Psicologia na á ea de Clínica e Saúde da aluna Daniela Filipa Cos a
Semanas.
O obje i o é pe cebe quais as a i udes dos p o issionais, que lidam dia iamen e com a
e cei a idade, sob e a sexualidade nos idosos, endo em con a o concelho de Cabecei as
de Bas o e o ele ado núme o da população idosa aí esiden e.
Pa a o e ei o, peço-lhe que esponda com since idade às ques ões que se seguem. As suas
espos as são o almen e con idenciais e anónimas, sendo usadas apenas pa a a p esen e
in es igação. Ce i ique-se que lê com mui a a enção, cada uma das ques ões. Es e
ques ioná io não é um es e, pelo que não exis em espos as ce as ou e adas – que emos
apenas a sua opinião sob e o assun o. A sua pa icipação é olun á ia e é li e de desis i a
qualque momen o, caso seja esse o seu desejo. Na maio pa e das ques ões de e assinala
com um X a sua espos a. Nas ques ões de espos a abe a (ex: Qual a sua unção nessa
ins i uição?”), esc e a a sua espos a nas linhas co esponden es. Pa a o caso de não e
uma espos a que co esponda exa amen e à sua opinião, assinale a al e na i a que mais se
assemelha.
Pa a escla ecimen o adicional ou pa a conhece os esul ados da in es igação, de e á
en ia um e-mail pa a o seguin e con ac o: [email p o ec ed].
O p eenchimen o do ques ioná io demo a apenas alguns minu os.
Sim, con i mo a in o mação decla ada an e io men e e p e endo p ossegui e
pa icipa no es udo.
Não p e endo pa icipa nes e es udo.
42
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Ca ac e ização Sócio-Demog á ica
1. Sexo: M__ F__
2. Idade: ____ 3. Da a de Nascimen o: _____/_____/______
4. Es ado Ci il: Sol ei o(a)
Casado(a)
Di o ciado(a)
União de ac o
Viú o(a)
Sepa ado(a)
5. Tem ilhos? Sim, quan os? _____ Não
6. Com quem i e? Mãe
Pai
Sozinha
I mão/I mã/ I mãos
Ma ido/Esposa
Filho/Filha/Filhos
Ou a pessoa: _______________________
7. Habili ações Li e á ias: 4ª classe
6º ano
9º ano
12º ano
Licencia u a Qual a á ea? ____________
Mes ado/Dou o amen o Qual a á ea? ____________
Cu so P o issional Qual?_________________
8. Nacionalidade: Po uguesa
Ou a:__________________
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43
9. Zona de Residência: Ru al
U bana
10. P o essa alguma eligião? Sim, qual? __________________ Não
11. Em caso de espos a a i ma i a à ques ão an e io , com que equência es á p esen e em
ce imónias ou ou as ac i idades eligiosas?
Nunca Ocasionalmen e F equen emen e
Ca ac e ização P o issional
1. Em que ipo de ins i uição abalha?
Cen o de Saúde
Unidade de cuidados con inuados
Cen o de dia
La
Ou o. Qual? ______________________________
2. Que a e a (s) desempenha nessa ins i uição?
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
__________________________________________________________
3. Ap oximadamen e, quan os idosos usu uem/ i em nessa ins i uição?
________________________________________________________________
4. O apoio à sexualidade no idoso es á p esen e na ins i uição onde abalha?
Sim, qual?__________________________________ Não
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5. A ins i uição onde abalha o nece condições adequadas pa a que os idosos possam
i e a sua sexualidade (ex. qua os p i ados e/ou indi iduais)?
Sim, quais? _________________________________ Não
6. Se na ins i uição onde abalha, não exis e qualque ipo de apoio nem condições
adequadas à sexualidade nos idosos, acha que e a impo an e a exis ência desse
apoio e das espec i as condições?
Sim Não
7. Na ins i uição onde abalha exis em cu sos de educação sexual pa a os
uncioná ios?
Sim Não
8. Na escala em baixo, indique o seu g au de sa is ação pelas a e as que desempenha
na ins i uição onde abalha.
Sexualidade
1. De aco do com a escala ap esen ada em baixo, assinale com um cí culo (O) o alo
que mais co esponde à sua opinião.
Disco do
To almen e
1
Disco do
2
Disco do
Mode adamen e
3
Conco do
Mode adamen e
4
Conco do
5
Conco do
To almen e
6
1. A sexualidade não é só o compo amen o e ó ico mas
ambém a exp essão de a ec o
1 2 3 4 5 6
2. Concei os como: beleza, a ação, po ência sexual e
o gasmos, não são p óp ios pa a os idosos.
1 2 3 4 5 6
Nada Sa is ei a
1
2
3
4
5
6
7
8
9
Mui o Sa is ei a
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3. Os idosos que man êm compo amen os sexuais
exp essam compo amen os inap op iados.
1 2 3 4 5 6
4. Os idosos que man êm compo amen os sexuais de em
se julgados pela sociedade.
1 2 3 4 5 6
5. As mani es ações sexuais mani es adas pelos idosos são
indecen es.
1 2 3 4 5 6
6. O idoso é um se humano plenamen e capaz de exe ce a
sua sexualidade.
1 2 3 4 5 6
7. A nossa cul u a é con a a sexualidade nos idosos.
1 2 3 4 5 6
8. Os idosos, à medida que en elhecem, esquecem-se do seu
co po.
1 2 3 4 5 6
9. A ap oximação a ec i o-sexual en e as pessoas idosas
pode se icamen e saudá el.
1 2 3 4 5 6
10. A his ó ia sexual de cada indi iduo in luencia a i ência
da sexualidade na e cei a idade.
1 2 3 4 5 6
11. Os idosos sem pa cei o sexual, (sol ei os di o ciados ou
iú os), de em e oma a sua ac i idade sexual.
1 2 3 4 5 6
12. Os idosos que ap eciam a sexualidade são pe e sos.
1 2 3 4 5 6
13. Os idosos não possuem capacidades isiológicas que lhes
pe mi a e uma ida sexual ac i a.
1 2 3 4 5 6
14. Os idosos não êm in e esses sexuais.
1 2 3 4 5 6
46
15. A ac i idade sexual é má pa a a saúde, p incipalmen e na
elhice.
1 2 3 4 5 6
16. A ep odução é o único im da sexualidade e, po an o,
não az sen ido que os idosos des u em da ac i idade
sexual.
1 2 3 4 5 6
17. É indecen e e de mau gos o que os idosos mani es em
in e esses sexuais.
1 2 3 4 5 6
18. A sexualidade só acon ece em idosos com pe u bações
psíquicas.
1 2 3 4 5 6
19. A sexualidade nos idosos con ibui pa a uma melho
qualidade de ida.
1 2 3 4 5 6
20. Os idosos ins i ucionalizados deixam de e ac i idade
sexual.
1 2 3 4 5 6
21. A sexualidade az pa e da ida do idoso e es e de e
decidi , po si p óp io, i enciá-la ou não.
1 2 3 4 5 6
22. A pessoa idosa pe de a capacidade de ama , sen i e
deseja com o en elhecimen o.
1 2 3 4 5 6
23. De emos assumi uma no a isão in eg al da sexualidade
que não se limi e apenas à p oc iação, ao ma imónio, às
mani es ações he e ossexuais e aos homens.
1 2 3 4 5 6
24. De emos con ibui pa a co igi as alsas c enças a a és
da pa ilha de in o mações co e as aos idosos, aos ilhos,
aos p o issionais e à sociedade em ge al.
1 2 3 4 5 6
25. É impo an e diminui as di iculdades que limi am a
sexualidade nes a ase da ida.
1 2 3 4 5 6
26. Sem des espei a os es an es idosos, as mani es ações de
compo amen os sexuais den o das ins i uições, de em
se pe mi idas e acei es po odos os p o issionais.
1 2 3 4 5 6
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27. As ins i uições de em ajuda a c ia ínculos a ec i os
es á eis e segu os ao in és de impo um modelo e ado
da sexualidade.
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28. Os idosos são doen es e dependen es dos ou os.
1 2 3 4 5 6
29. Os idosos são senis (memó ia de icien e, são
deso ien ados ou demen es).
1 2 3 4 5 6
30. Cada ez mais, os idosos i em sozinhos e na
in elicidade.
1 2 3 4 5 6
31. Os idosos são inú eis pa a a sociedade e incapazes no
abalho.
1 2 3 4 5 6
32. Os idosos são conse ado es e, pa a a maio ia deles, é
impossí el ap ende algo no o.
1 2 3 4 5 6
33. Os idosos não iam acei a e educação sexual nas
ins i uições.
1 2 3 4 5 6
34. A elhice é como uma “segunda in ância”.
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35. Os idosos não êm in e esses sexuais.
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Ob igada pela sua colabo ação!