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O Percurso Inicial das Áreas Disciplinares de Comunicação e Educação Alimentar na Formação dos Nutricionistas em Portugal

Graça, Pedro,Padrão, Patrícia,Gregório, Maria João,Barros, Renata,Viana, Victor,Moreira, Pedro

Abstract

A formação dos Nutricionistas em Portugal sempre teve uma forte componente vocacionada para a educação alimentar e para a capacitação na área da comunicação. Da análise dos planos curriculares da única instituição pública portuguesa que forma Nutricionistas pode observar-se o percurso desta componente ao longo do tempo e como se centrou na formação dos profissionais para promoverem hábitos individuais saudáveis nas populações. Apesar deste modelo normativo se ter mantido, verifica- se progressivamente a separação entre a formação académica na área da gestão de informação e a formação do Nutricionista como líder da mudança individual e depois colectiva. De futuro, constata-se a necessidade de integrar as novas tecnologias nestes modelos de intervenção e de posicionar, cada vez mais, o Nutricionista no centro da acção transformadora.

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NUTRÍCIAS PROFISSIONALIDADES O Pe cu so Inicial das Á eas Disciplina es de Comunicação e Educação Alimen a na Fo mação dos Nu icionis as em Po ugal ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DOS NUTRICIONISTAS | WWW.APN.ORG.PT | [email p o ec ed] 1 Faculdade de Ciências da Nu ição e Alimen ação da Uni e sidade do Po o, Rua D . Robe o F ias 4200-465 Po o, Po ugal 2 Di ecção-Ge al da Saúde, Alameda D. A onso Hen iques, n.º 45 1049-005 Lisboa, Po ugal Ende eço pa a co espondência: Ped o G aça Di ecção-Ge al da Saúde, Alameda D. A onso Hen iques, n.º 45 1049-005 Lisboa, Po ugal ped og [email p o ec ed] Recebido a 22 de Agos o de 2014 Acei e a 29 de Se emb o de 2014 ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DOS NUTRICIONISTAS | WWW.APN.ORG.PT | [email p o ec ed] RESUMO A o mação dos Nu icionis as em Po ugal semp e e e uma o e componen e ocacionada pa a a educação alimen a e pa a a capaci ação na á ea da comunicação. Da análise dos planos cu icula es da única ins i uição pública po uguesa que o ma Nu icionis as pode obse a -se o pe cu so des a componen e ao longo do empo e como se cen ou na o mação dos p o issionais pa a p omo e em hábi os indi iduais saudá eis nas populações. Apesa des e modelo no ma i o se e man ido, e i i- ca-se p og essi amen e a sepa ação en e a o mação académica na á ea da ges ão de in o mação e a o mação do Nu icionis a como líde da mudança indi idual e depois colec i a. De u u o, cons a a-se a necessidade de in eg a as no as ecnologias nes es modelos de in e enção e de posiciona , cada ez mais, o Nu icionis a no cen o da acção ans o mado a. PALAVRAS-CHAVE: Comunicação, Educação alimen a , Ges ão de in o mação, Nu icionis a ABSTRACT T aining o Nu i ionis s in Po ugal has always had a s ong emphasis on nu i ion educa ion and eaching skills o p o essionals in he ield o communica ion. The analysis o he cu icula o he only public ins i u ion ha educa e Po uguese Nu i ionis s allowed us o obse e he e olu ion in his ield o e ime. Despi e his no ma i e model has emained, we obse ed p og essi ely a sepa a- ion be ween academic aining in da a managemen and he aining o nu i ionis s as leade s o he indi idual and hen collec i e change. In he u u e, he e is he need o in eg a e new echnologies in hese in e en ion models and posi ion Nu i ionis s a he cen e o ans o ming ac ion. KEYWORDS: Communica ion, Nu i ion educa ion, In o ma ion managemen , Nu i ionis Ped o G aça1,2; Pa ícia Pad ão1; Ma ia João G egó io1; Rena a Ba os1; Vi o Viana1; Ped o Mo ei a1 The Ini ial S eps o he Disciplina y A eas o Communica ion and Nu i ion Educa ion in T aining o Nu i ionis s in Po ugal INTRODUÇÃO A o mação de Nu icionis as em Po ugal iniciou-se no ano lec i o 1976/77 a a és da c iação do cu so de bacha ela o em Nu icionismo, na dependência di ec a da Rei o ia da Uni e sidade do Po o (UP) e e oluiu em 1999 pa a a designação ac ual de Faculdade de Ciências da Nu ição e Alimen ação da Uni e sidade do Po o (FCNAUP). Ac ualmen e, a FCNAUP con inua a se a única ins i uição pública nacional esponsá el pela o mação de licenciados em Ciências da Nu ição (Nu icionis as) e onde, desde semp e, de o ma di- ec a ou indi ec a, exis iu uma componen e o ma i a elacionada com a comunicação e educação alimen a . O p ocesso de in eg ação das ciências da comunica- ção na o mação em ciências da nu ição ao longo do pe íodo em análise e ela, po um lado, um pe cu so de g ande e ápida mu ação, ca ac e ís ico de duas ciências em anca e olução, mas ambém uma ce a inde inição sob e o espaço p óp io pa a enquad a es a no a á ea disciplina na o mação dos Nu icionis as. Es a inde inição e a o ma como se de e posiciona o Nu icionis a pe an e o que é público e p i ado é p essen ida em ou as á eas, mas é aqui, na á ea da in e enção sob e a comunidade, que se pode iden i i- ca com maio cla eza, e lec indo ambém as eno mes ans o mações sociais e ecnológicas nas socieda- des con empo âneas e os desa ios que colocam à ac- uação do Nu icionis a. O p esen e a igo p e ende desc e e o pe cu so da in eg ação das ciências da comunicação e da educação alimen a no ensino e o mação em ciências da nu ição desde o início da o mação de écnicos supe io es de nu ição em Po - ugal (1976/1977) a é ao ano lec i o de 2012/2013. De 1976/1977 a 1987/1988 - Os p imei os anos - A necessidade p essen ida de inclui as Ciências da Comunicação e Educação Alimen a no ensino das Ciências da Nu ição A o mação de écnicos supe io es de nu ição em Po ugal su giu, no pe íodo pós- e olução (após a e- olução de Ab il de 1974), mo i ada pela necessidade de modi ica o acesso e o consumo alimen a pa a uma la ga maio ia da população. Po ém, ambém o ac o de exis i em es udan es em núme o excessi o no 1.º ano da Faculdade de Medicina da UP no ano lec i o 1975/76 e a necessidade de canaliza esse núme- o excessi o de es udan es pa a o mações, de ce a o ma, complemen a es ou a ins ao cu so de Medicina, con ibuiu pa a o apa ecimen o do cu so de Nu icio- nismo. Na época, nas Faculdades de Medicina, o ensino especí ico da nu ição e a p a icamen e inexis en e, não só em Po ugal como em ou as pa es do mun- do (1). Du an e es e pe íodo é impo an e salien a o papel de Emílio Pe es, Médico e um dos p imei os p o- esso es da FCNAUP. Enquan o memb o da comissão nacional pa a a ees u u ação do ensino médico e da comissão de ep esen an es das ês Faculdades de PÁG. 21 ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DOS NUTRICIONISTAS | WWW.APN.ORG.PT | [email p o ec ed] O Pe cu so Inicial das Á eas Disciplina es de Comunicação e Educação Alimen a na Fo mação dos Nu icionis as em Po ugal po pa e da população ela i amen e à composição dos alimen os e sua elação com a saúde e a ac o de e minan e de consumos inadequados, sendo ne- cessá io capaci a os u u os écnicos pa a modi ica es a si uação. Po ou o lado, e já na década de 80, com o início da campanha nacional de educação ali- men a “Sabe come é sabe i e ” que deco e a é 1982 e que in eg a en e ou as pessoas, uma equipa de cinco Nu icionis as do p imei o cu so do bacha e- la o de Nu icionismo da UP, a e en e da educação alimen a assume ambém o comp omisso polí ico e ideológico de coloca a capacidade écnica e cien í ica dos Nu icionis as ao se iço dos g upos sociais mais ágeis na lu a con a a desnu ição. Es e comp omisso é isí el na ca a de acei ação que um dos men o es da campanha de educação alimen a “Sabe come é sabe i e ”, o D . Emílio Pe es, na al u a esponsá el da disciplina de “Alimen ação Racional” e que en ia à coo denado a nacional da campanha, D a. Ma ga ida Gonçal es Pe ei a… ”a azão subjacen e à minha co- labo ação liga-se ao meu posicionamen o concep ual como cidadão e écnico de saúde; e esse de ine-se pela necessidade de p omo e a saúde como o ma de alcança o bem-es a e pelo p essupos o (aliás de- mons á el) que a alimen ação co ec a é ac o de- cisi o pa a a conquis a da saúde… são udo aspec os da lu a necessá ia que julgo coe en e com a minha posição ideológica” (5). Apesa des a posição, ma ca- damen e in e en i a e assumida po alguns docen es do cu so de Nu icionismo, a disciplina de “Legislação e Pedagogia Aplicadas à Nu ição e É ica P o issio- nal”, leccionada no 3.º e úl imo ano do cu so, e a uma mis u a de di e sas á eas, sem um co po concep ual au ónomo, assumindo de o ma neu a as múl iplas unções de ensina legislação alimen a , pedagogia e a é é ica p o issional. De 1987/1988 a 2000/2001 – A consolidação do en- sino da comunicação e dos seus p ocessos O no o plano de es udos con e indo o g au de licencia- do em Ciências da Nu ição iniciou-se em 1987/1988 (6) com uma no a disciplina na á ea da comunicação/ educação alimen a chamada de “Educação na Comu- nicação em Nu ição” e que subs i ui a an e io , num plano de es udos mais ala gado já com 5 anos. Es a no a disciplina cen a a-se essencialmen e sob e a capaci ação do u u o Nu icionis a no domínio das écnicas e eo ias da comunicação, pe spec i ando-o como um p o issional conhecedo dos p ocessos de co- municação. O ensino cen a a-se no ensino das eo ias ge ais de comunicação desde os modelos de Shannon e Wea e a é às eo ias de comunicação de massas, passando pelas écnicas de comunicação in e pessoal e elações de a endimen o Nu icionis a-pacien e (7). Em 1991/1992, en a em igo um no o plano de es- udos do cu so de licencia u a em Ciências da Nu ição, po ém o ensino da comunicação/educação alimen a con inua a aze -se a a és da disciplina “Educação na Comunicação em Nu ição”, no 2º Semes e do 4º ano. Du an e es e pe íodo, a educação alimen a é alo iza- da e mencionada po ou as disciplinas da licencia u a em Ciências da Nu ição, mas as bases eó ico-con- cep uais e ope acionais que a undamen am não são ensinadas nes a disciplina em pa icula . Ou seja, ape- sa da sua impo ância es a égica, o seu espaço não es á bem delimi ado. Du an e es e pe íodo, a disciplina con inua a e como objec i os cen ais a in odução às Medicina, elabo ou as ecomendações pa a a o mação de p o issionais de saúde p e endendo da espos a ao desa io saído da e olução de 25 de Ab il de 1974 de “mais e melho saúde pa a odos”. Nes e con ex- o, c ia am-se nesse pe íodo os cu sos de Medicina Den á ia, Nu icionismo, Ciências do Ambien e, de o mação de p o esso es de Educação Física e ainda a eciclagem de En e mei os auxilia es e a o mação supe io de En e mei os, pa a além da c iação de cu - sos médios egula es pa a os écnicos supe io es de saúde (2). Assim, em 31 de Maio de 1976 oi c iado, na dependência da Rei o ia da UP, o cu so de bacha ela o em Nu icionismo, com uma du ação de 3 anos (3). A o mação de “ écnicos supe io es especializados em Ciências da Nu ição” em Po ugal, inha como objec- i o iplo: habili a pa a a in e enção no campo da saúde pública em a iculação com os se iços cen ais de ou os Minis é ios, como os dos Assun os Sociais, Educação ou Ag icul u a na esolução de p oblemas de p odução e dis ibuição acional de alimen ação; nos se iços de saúde, em especial a ní el hospi ala pa a o ien a e coo dena , em colabo ação com os Die is as e Médicos a alimen ação no mal e die é ica; e po im, aze in es igação nos cen os de in es igação sob e nu ição, indús ias e domínios a ins (4). O desenho da o mação inicial do p imei o cu so de bacha ela o em Nu icionismo e lec ia, mui o p o a elmen e, a neces- sidade de in oduzi mudanças a o á eis nos consu- mos e, ao mesmo empo, aumen a a au ossu iciência de alimen os essenciais na sociedade. Pa alelamen e ao início da o mação de Nu icionis as em Po ugal, su gi am nes a mesma época as p imei as p opos as pa a a implemen ação de uma polí ica alimen a na- cional. Nes e con ex o, a educação alimen a e a en- ca ada como pa e in eg an e des a polí ica alimen a a inicia e en ualmen e na al u a, de endo con empla p og amas de in o mação, “desde as escolas aos se - iços de saúde e a ins, com a colabo ação egula da comunicação social” (4). En e o ano lec i o de 1976/1977 e o ano 1986/1987 deco e uma década du an e a qual unciona o cu so de bacha ela o em Nu icionismo (3 anos de o mação p é-g aduada). Du an e es e pe íodo inicial, exis e no plano cu icula uma disciplina chamada “Legislação e Pedagogia Aplicadas à Nu ição e É ica P o issional” onde as á eas da comunicação e da educação alimen- a apa ecem ugazmen e e pela p imei a ez jun as, pe cu so que ão aze ao longo das p óximas décadas pelo menos a é ao ano lec i o de 2007/2008. Nes a p imei a década, o objec i o da p opos a o ma- i a cen a a-se em capaci a o u u o Nu icionis a pa a se capaz de o nece aos cidadãos in o mações adequadas e co ec as sob e alimen os, alimen ação e p e enção de p oblemas nu icionais. Pela es u u a p og amá ica des a disciplina, pode-se obse a uma di e sidade de á eas e emas que ão desde as ques- ões da e icácia da comunicação, pedagogia e ensino a é às ques ões da legislação na á ea alimen a e de é ica p o issional nos p o issionais de saúde. Em pa- alelo, p essen e-se da análise do con eúdo p og a- má ico e dos ma e iais pedagógicos de ou as duas disciplinas do cu so de bacha ela o na al u a, “Alimen- ação Racional” e “Sociologia Ge al e Alimen a ”, duas co en es de pensamen o dis in as que em pa alelo ão in luencia a o mação dos u u os Nu icionis as na á ea da educação alimen a e comunicação. Po um lado, a ideia de que o desconhecimen o o al ou pa cial eo ias ge ais da comunicação, aos p ocessos básicos de comunicação e bal e não- e bal e ao con ex o da comunicação (8), nomeadamen e en ando do a os es udan es de “compe ências que possibili assem a análise da comunicação nos di e sos con ex os e en- sinando es a égias acili ado as de comunicação” (9). Em 1994/1995, com a en ada em igo de um no o plano de es udos, a disciplina passa a e uma no a designação - “Pedagogia e Comunicação” -sendo lec- cionada no 2.º semes e do 4.º ano. No ano lec i o de 2000/2001, a disciplina adop a a designação de “Pe- dagogia da Comunicação em Nu ição”. Apesa des as sucessi as modi icações no seu nome, os objec i os con inuam a se ”Sensibiliza pa a a impo ância da co- municação como de e minan e do compo amen o; Do a de compe ências que possibili em a análise da comunicação nos di e sos con ex os e; Ensina es a- égias acili ado as da comunicação no con ex o clíni- co e no con ex o de ap esen ações públicas”. Du an e o pe íodo em análise, o ensino ecen a-se cada ez mais na capaci ação do Nu icionis a pa a melho a as suas compe ências na análise e capacidade de comu- nica com e iciência. Du an e es e pe íodo as ques ões elacionadas com a discussão ideológica em o no do o necimen o de in o mação e a sua capacidade pa a in luencia compo amen os são pouco discu idas (10). Também a p oblema ização da excessi a esponsabili- zação dos indi íduos no seu p ocesso saúde-doença, eduzindo o seu es ado de saúde a uma ques ão de in o mação adequada pa a a decisão indi idual é p a i- camen e inexis en e na o mação nes a á ea, si uação já discu ida po ou os au o es (11). De 2001/2002 a 2007/2008 – Da Comunicação pa a a Educação Alimen a Em 2001/2002, já com no o plano de es udos a disciplina passa a chama -se “Comunicação” e a se leccionada no 1.º semes e do 4.º ano. Du an e es e pe íodo e a é ao ano lec i o de 2007/2008, o ensi- no con inua cen ado na capaci ação do Nu icionis- a pa a consegui comunica de o ma cada ez mais e icien e mas in oduz p og essi amen e a melho ia das compe ências no uso de ecnologias de in o ma- ção, a comp eensão das eo ias, ac o es e p ocessos de ap endizagem bem como o ensino de mé odos e écnicas pedagógicas. Ao longo des e pe íodo in o- duz-se a capacidade de au o-a aliação pedagógica e o diagnós ico de compe ências pedagógicas, ap esen- am-se eo ias, ac o es e p ocessos de ap endizagem bem como mé odos e écnicas pedagógicas. Apesa da disciplina se chama pela p imei a ez “Comunicação”, pa adoxalmen e, ela ecen a-se p og essi amen e na o mação pedagógica, na u ilização de casos e na simulação pa cial de p oblemas, bem como na cons- ução de mensagens e na a aliação dos esul ados. Apesa des a e o mulação de objec i os e a é de me- odologias de ensino ao longo des e pe íodo, con inua a no a -se o ensino de compe ências pa a a cons ução de mensagens na á ea das ciências da nu ição mas sem uma e lexão ap o undada sob e as di e enças en e os concei os de comunicação e educação alimen- a . O Nu icionis a é enca ado como disseminado de in o mação de qualidade sob e nu ição e alimen ação. Ou seja, como se a ele ação da sua capacidade écnica ao ní el dos conhecimen os e o domínio das écnicas de comunicação o o nassem capaz de cons ui ou e lec i sob e as abo dagens educa i as mais e icazes. REVISTA NUTRÍCIAS 22: 20-22, APN, 2014 PÁG. 22 ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DOS NUTRICIONISTAS | WWW.APN.ORG.PT | [email p o ec ed] Pouco se e lec e ainda sob e o ac o de que o e ece in o mação de qualidade é uma condição necessá ia, po ém não su icien e pa a a mudança se le a mos em conside ação as dimensões não acionais e inconscien- es que condicionam o consumo alimen a . Ou ainda, pa a o ac o de que o e ece in o mação de qualidade e ope a mudanças de compo amen o são si uações dis in as onde a legi imidade do “educado ” é cen al bem como a capacidade de diálogo com a comunidade. De 2007/2008 a 2012/2013 – A sepa ação e com- plemen a idade Comunicação/Educação Alimen a Em 2007/2008 com no o plano de es udos adap ado às exigências do P ocesso de Bolonha, a ago a denomi- nada unidade cu icula (UC) de “Comunicação” passa a se leccionada no 2.º semes e do 1.º ano e apa ece uma no a UC na á ea chamada de “P ojec o de Comunicação” que a pa i des a da a passa a se leccionada no 1.º se- mes e do 2.º ano. Com es a mudança, em que o ensino da Comunicação passa da ase inal do pe cu so educa- i o (4.º ano) pa a o p incípio (1.º ano) e em que apa ece uma no a disciplina, ago a chamada de UC, in i ulada “P ojec o de Comunicação” ab e-se uma opo unidade de sepa a comunicação e educação alimen a pela p i- mei a ez na his ó ia da ins i uição e enquad a no as ques ões deco en es do a anço ecnológico na á ea. Ao longo da úl ima década, oi isí el o a anço na á ea dos con eúdos in o ma i os, no aumen o da sua com- plexidade, na in e acção en e es es, nas pla a o mas de supo e, na sua p odução e disponibilidade pa a ou os, o nando possí el ao Nu icionis a se simul aneamen e consumido , ges o , p odu o e di ulgado de in o ma- ção. Mais a de, desde 2007, iniciou-se um pe cu so de discussão con ínua e de e o mulação pedagógica e de con eúdos que culminou na cons ução de um mode- lo no o de ensino na á ea adap ado às necessidades de o ma écnicos de nu ição que sejam capazes de se em ge ado es de mudança, de ans o mação, in- cen i ando o apa ecimen o de p ocessos indi iduais e colec i os de mudança. O ac ual modelo di idiu a o - mação em o no da UC de Comunicação (1.º ano) que em como objec i o abalha a ges ão de in o mação, desde a ecolha de in o mação de qualidade na á ea das ciências da nu ição e a ins, a análise c í ica das di e en es on es de in o mação e qualidade dos seus con eúdos a é conhecimen os mínimos pa a a mazena , sin e iza e ep oduzi in o mação cien í ica aos pa es, à luz de p incípios pedagógicos, é icos e de deon ologia p o issional. E pos e io men e a UC o e ecida no ano seguin e – P ojec o de Comunicação (2.º ano), que em como objec i o cons ui um p ojec o de in e enção na comunidade a a és de di e sas es a égias de co- municação, mas que se ap oxima em mui o dos mode- los p opos os em educação alimen a . De e e i , que a pa da UC de P ojec o de Comunicação, ambém uma no a UC - “Nu ição Comuni á ia” - leccionada no 1.º semes e do 4.º ano, o nece compe ências na á ea da educação alimen a ao incen i a o desen ol imen o de “capacidades no desenho, implemen ação e a aliação de p og amas de nu ição comuni á ia”. ANÁLISE CRÍTICA E CONCLUSÕES Re lec indo sob e o pe cu so his ó ico da in eg ação das ciências da comunicação e da educação alimen a no ensino das ciências da nu ição, é pe cep í el o pa- pel de des aque que é dado ao Nu icionis a enquan o p o issional com compe ências na á ea da capaci ação dos indi íduos pa a escolhas alimen a es saudá eis. De ac o, desde o início da o mação dos Nu icionis as que as ciências da comunicação e da educação ali- men a es ão p esen es nos planos cu icula es. Nes e pe cu so, é e iden e que o ensino nes a á ea se cen a cada ez mais na capaci ação do Nu icionis a pa a melho a as suas compe ências e na capacidade de comunica com e iciência, p essupondo assim que o Nu icionis a enquan o disseminado de in o mação é capaz de modi ica compo amen os alimen a es da população. Ac esce ainda e e i que du an e es e pe íodo pouco se e lec iu cu icula men e sob e o im- pac o que o o necimen o de in o mação pode e na modi icação de compo amen os. Con udo, após a úl ima es u u ação do plano cu i- cula do ensino p é-g aduado em Ciências da Nu ição (2007/2008), com o apa ecimen o das UC’s “Comunica- ção”, “P ojec o de Comunicação” e “Nu ição Comuni á ia”, pa ece e exis ido uma cla a dis inção en e os concei os de comunicação e de educação alimen a , assumindo-se a sua complemen a idade como essencial pa a o desen- ol imen o de in e enções e ec i as na comunidade. Nes e âmbi o, iniciou-se uma e lexão mais p o unda ace ca da necessidade de uma educação alimen a mais e icaz, que seja capaz de in eg a aspec os cul- u ais, sociais, económicos, é icos e psicológicas que possam in luencia hábi os alimen a es. Assim, p es- sen e-se nes e pe cu so a necessidade c escen e de inco po a concei os mul idimensionais na o mação do Nu icionis a enquan o modi icado de compo a- men os, de modo a con a ia a ideia de que a educação alimen a e a ansmissão de in o mação de qualida- de são semelhan es. Tem sido e e ido po di e sos au o es que a educação alimen a em es ado mais inculada à p odução e ansmissão de in o mações que se iam como supo e à omada de decisões dos indi íduos (12-16). Apesa de se inques ioná el a educação alimen a enquan o a ibuição do Nu icio- nis a, de e conside a -se que “ensina não é apenas ans e i conhecimen o, mas c ia possibilidades pa a a sua p odução indi idual ou cons ução” (12). A impo ância que é dada ao papel do Nu icionis a na educação alimen a no âmbi o da p omoção da saúde ambém se em e lec ido nas polí icas nu icionais em Po ugal. A p imei a p opos a pa a a implemen ação de uma polí ica alimen a nacional, elabo ada po Gonçal- es Fe ei a em 1979, conside a a a necessidade de implemen a uma polí ica de educação alimen a como uma das suas p incipais medidas (17). Nes a mesma época, e e início a p imei a campanha nacional de educação alimen a “Sabe come é sabe i e ” (5). Desde en ão e, apesa do in e esse e capacidade de de ini uma polí ica o mal de alimen ação e nu ição em Po ugal e diminuído du an e a década de 90, a educação alimen a oi al ez a única á ea que con i- nuou ac i a na agenda polí ica (18). Ac ualmen e, o P og ama Nacional pa a a P omoção da Alimen ação Saudá el, c iado em 2012, ap esen a como um dos seus cinco objec i os ge ais “in o ma e capaci a pa a a comp a, con ecção e a mazenamen o de alimen os saudá eis, em especial aos g upos mais des a o eci- dos” (19). Assim, ambém no con ex o do no o p og a- ma de acção nacional na á ea da alimen ação é no ó ia a impo ância da educação alimen a como uma es a- égia undamen al pa a a p omoção da saúde. Ac ualmen e, os Nu icionis as depa am-se com sis e- mas de saúde cada ez mais complexos, ca ac e izados po um c escimen o das desigualdades sociais e da ili- e acia com um impac e c escen e no desen ol imen o de doenças c ónicas, pelas di iculdades em assegu a às populações cuidados de saúde compa í eis com os a anços dos conhecimen os écnicos e, com no os ac- o es do ecido económico, en ol idos cada ez mais na comunicação em nu ição e alimen ação. Po ou o lado, o o e c escimen o e e olução a ní el das ec- nologias de in o mação, onde os cidadãos são cada ez mais ac i os, ambém colocam eno mes desa ios à ac uação dos Nu icionis as, em pa icula nos p o- cessos de educação alimen a . No en an o deixa emos es a e lexão pa a u u o. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Du a de Oli ei a J.E. Ensino de nu ição pa a es udan es de Medicina. A qui os B asilei os de Nu ição. 1966; 22:21-36. 2. Vinag e S. Emílio Pe es, um ino ado , mes e da cul u a e da cidadania. In: Almeida MDVd, edi o . Emílio Pe es - o Médico, o P o esso , o O ado , o Polí ico, o Ilus e Sabedo ? Po o: Rei o- ia da Uni e sidade do Po o; 2008. p. 58-63. 3. Despacho 46/76, c iação do Cu so de Nu icionismo da Uni- e sidade do Po o, na dependência di ec a da sua ei o ia, con e indo o Bacha ela o em Nu icionismo (3 anos), de 31 de Maio de 1976. Diá io da República, 2ª Sé ie, nº 126. 4. Fe ei a FAG. Nu ição Humana. Lisboa: Fundação Calous e Gulbenkian; 1983. 5. Pe ei a MG. 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