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A inovação nas regiões portuguesas

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A inovação nas regiões portuguesas

Author: Sara Patrícia Duarte Peixoto
Year: 2013
DOI: 10.34626/07nd-jn22
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/69415/2/25140.pdf
A ino ação nas egiões po uguesas
po
Sa a Pa ícia Dua e Peixo o
Disse ação pa a ob enção do g au de Mes e em Economia pela
Faculdade de Economia do Po o
O ien ada po
Ma ia Manuel Pinho
Se emb o de 2013
i
B e e no a biog á ica
A candida a, Sa a Pa ícia Dua e Peixo o, nasceu a 15 de janei o de 1989, no Po o
– Po ugal. Licenciou-se em Economia pela Faculdade de Economia da Uni e sidade do
Po o no ano de 2011 e encon a-se, desde esse ano, a equen a o Mes ado em Economia
dessa mesma ins i uição de ensino.
Na a ualidade, pa alelamen e ao mes ado, ealiza um es ágio p o issional no G upo
Banco Popula Po ugal, S.A..
ii
Ag adecimen os
Ao longo do caminho pe co ido na elabo ação da p esen e disse ação, algumas
pessoas o am in e indo, con ibuindo pa a o seu esul ado inal. A essas pessoas que o
deixa o meu since o e me ecido ag adecimen o.
Em p imei o luga , de o ag adece aos meus pais pelo apoio incessá el que semp e
me de am, pelo g ande exemplo de o ça que são e po es a em semp e p esen es em odas
as e apas da minha ida. É a eles que de o udo o que de bom alcancei.
Ao P o . D . João Oli ei a Co eia da Sil a, pela disponibilidade e o ien ação
o e ecidas na ase de seleção do ema de disse ação.
À P o .ª D .ª Ma ia Manuel Pinho, pelo acompanhamen o, cons an e
disponibilidade, pa ilha de sabe , igo e espí i o c í ico cons u i o. O esul ado da
p esen e disse ação de e-se, em mui o, à sua dedicação e es ímulo.
iii
Resumo
O p esen e es udo su ge no sen ido de en ende e in e p e a as di e gências
exis en es en e as egiões NUTS III po uguesas em e mos de desempenho em ino ação.
O es udo decompõe-se em ês pa es. A p imei a pa e é undamen almen e eó ica
e em po obje i o explica o concei o de ino ação, ap esen a as ipologias mais
conhecidas da ino ação e abo da a ques ão da di usão da ino ação. Ainda na p imei a
pa e, ap esen am-se alguns esul ados encon ados em es udos na li e a u a, ela i amen e
ao es ado da ino ação na Eu opa e em Po ugal.
A segunda pa e do es udo decompõe-se em dois subcapí ulos. No p imei o
subcapí ulo, p ocede-se à cons ução de um índice compósi o de desempenho em ino ação,
a im de analisa quais as egiões NUTS III po uguesas com melho e pio desempenho
em ino ação. No segundo subcapí ulo, p ocu a-se en ende quais os a o es que azem com
que uma egião enha melho ou pio desempenho em ino ação, eco endo, pa a o e ei o,
à es imação de modelos economé icos.
No p esen e es udo, conclui-se que exis em di e enças signi ica i as, em e mos de
desempenho em ino ação, en e as sub- egiões NUTS III po uguesas. Ve i icou-se ainda
que a G ande Lisboa, o G ande Po o e o Baixo Mondego são as sub- egiões NUTS III
com melho desempenho em ino ação nos anos de 2004 e 2010, ao con á io do Alga e,
do Médio Tejo, do Al o T ás-os-Mon es, do Baixo Alen ejo, do Pinhal In e io No e e do
Tâmega, que ap esen am os pio es esul ados pa a essa a iá el.
Po im, obse ou-se que a densidade populacional, o núme o de diplomados do
ensino supe io em á eas cien í icas e ecnológicas e a p opo ção de expo ações são as
a iá eis que os dados suge em in luencia o desempenho em ino ação.
Pala as-cha e: Ino ação, in enção, di usão da ino ação, índice compósi o, modelo de
dados em painel
Código JEL: C51, O310, R11
i
Abs ac
The goal o his essay is o unde s and and in e p e he exis ing di e gences
be ween Po uguese NUTS 3 le el egions in e ms o inno a ion pe o mance.
This s udy is di ided in h ee pa s. The i s pa is undamen ally heo e ical and
aims o explain he concep o inno a ion, p esen he bes -known ypologies o inno a ion
and add ess he issue o inno a ion di usion. S ill in he i s pa , we p esen some o he
esul s ound a he li e a u e ega ding he s a e o inno a ion in Eu ope and Po ugal.
The second pa o his s udy is decomposed in wo subchap e s. In he i s
subchap e a composi e index o inno a ion pe o mance is buil in o de o analyze which
o he Po uguese egions show be e and wo se inno a ion pe o mance. In he second
subchap e we y o unde s and which ac o s de e mine egional inno a ion pe o mance,
h ough he es ima ion o econome ic models.
In his s udy, i is ound ha he e a e signi ican di e ences in inno a ion
pe o mance among Po uguese NUTS 3 le el egions. I was also obse ed ha G ande
Lisboa, G ande Po o and Baixo Mondego a e he NUTS 3 le el egions wi h be e
inno a ion pe o mance in 2004 and 2010, while Alga e, Médio Tejo, Al o T ás-os-
Mon es, Baixo Alen ejo, Pinhal In e io No e and Tâmega show he wo s esul s
ega ding his a iable.
Finally, ou esul s sugges ha popula ion densi y, he numbe o g adua ed people
on scien i ic and echnological a eas and he sha e o expo s a e he a iables ha seem o
ha e in luence on he inno a ion pe o mance.
Keywo ds: Inno a ion, in en ion, inno a ion di usion, composi e index, panel da a
models
JEL Code: C51, O310, R11

Índice
In odução ............................................................................................................................... 1
1. O concei o de ino ação ...................................................................................................... 4
1.1. As ipologias da ino ação ............................................................................................... 6
1.2. A di usão da ino ação ..................................................................................................... 9
1.3. O es ado da ino ação em Po ugal e no es o da Eu opa .............................................. 23
2. Aplicação empí ica ........................................................................................................... 35
2.1. Índice compósi o de ino ação ....................................................................................... 35
2.1.1. Os indicado es selecionados ....................................................................................... 36
2.1.2. O a amen o dos alo es omissos .............................................................................. 39
2.1.3. As opções de ope acionalização ................................................................................. 39
2.1.4. A análise dos esul ados ............................................................................................. 42
2.2. Modelo economé ico .................................................................................................... 48
2.2.1. As a iá eis selecionadas ........................................................................................... 49
2.2.2. O es o ço de ino ação ................................................................................................ 53
2.2.3. A p odu i idade da ino ação ...................................................................................... 57
3. Conclusões e desen ol imen os u u os .......................................................................... 59
Re e ências ........................................................................................................................... 63
Anexo 1 – Codi icação dos Es ados-memb o da União Eu opeia ....................................... 66
Anexo 2 – Índice compósi o de desempenho em ino ação ................................................. 67
i
Índice de abelas
Tabela 1 – Ino ação, In enção e Di usão da ino ação ....................................................... 11
Tabela 2 – Posição ela i a de Po ugal, em e mos de ino ação, ace aos es an es países
da União Eu opeia ............................................................................................................... 30
Tabela 3 – Lis a e ca ac e ização dos indicado es selecionados ......................................... 38
Tabela 4 – Ag egação das a iá eis explica i as po ca ego ias ........................................ 51
Tabela 5 – Va iá eis dependen es e explica i as selecionadas ........................................... 53
Tabela 6 – Ou pu de es imação do modelo 1 ..................................................................... 55
Tabela 7 – Ma iz de co elação das a iá eis explica i as ................................................ 56
Tabela 8 – Ou pu de es imação do modelo 2 ..................................................................... 58
Índice de igu as
Figu a 1 – Tipologias de ino ação ........................................................................................ 9
Figu a 2 – P ocesso de di usão da ino ação ....................................................................... 23
Figu a 3 – Pe cen agem do o al de emp esas com a i idades de ino ação ecnológica po
Es ado-memb o da União Eu opeia, 2006-2008 ................................................................. 25
Figu a 4 – Média do desempenho em ino ação po Es ado-memb o da União Eu opeia,
2010/2011 ............................................................................................................................ 27
Figu a 5 – C escimen o no desempenho em ino ação po Es ado-memb o da União
Eu opeia, 2008-2012 ........................................................................................................... 29
Figu a 6 – Cálculo do índice compósi o global ................................................................... 41
Figu a 7 – Índice compósi o de ino ação – dimensão inpu s – Cená io 1 .......................... 43
Figu a 8 – Índice compósi o de ino ação – dimensão inpu s – Cená io 2 .......................... 43
Figu a 9 – Índice compósi o de ino ação – dimensão ou pu s – Cená io 1 ........................ 45
Figu a 10 – Índice compósi o de ino ação – dimensão ou pu s – Cená io 2 ...................... 45
Figu a 11 – Índice compósi o global de ino ação – Cená io 1 ........................................... 47
Figu a 12 – Índice compósi o global de ino ação – Cená io 2 ........................................... 47
1
In odução
A ino ação é, ge almen e, conside ada como uma on e de desen ol imen o
económico e social, no qual o conhecimen o e a ap endizagem desempenham um papel
c ucial. De aco do com Fage be g e al. (2009), apesa de não se pode a i ma que a
ino ação nos países desen ol idos e em desen ol imen o não se idên ica em odos os
aspe os, em e mos quali a i os a ino ação é uma o ça pode osa de c escimen o em ambos
os casos. É, assim, um ema de ele ada impo ância, que em despe ado g ande in e esse e
sob e o qual êm sido ealizados á ios es udos.
Ao e le i sob e es e ema, a ques ão que imedia amen e se le an a é: o que é a
ino ação? No en endimen o comum, a ino ação é, ulga men e, associada ao p og esso
ecnológico. A ino ação é, po isso, equen emen e con undida com in enção. Po ém,
es es dois concei os são dis in os. Segundo Pessoa (2012), a in enção co esponde a
descobe as de o dem cien í ica ou écnico-p á ica, que pode ão conduzi ao p og esso
ecnológico. Po seu lado, a ino ação é, al como Schumpe e (1939:80) desc e e, o a o de
“ aze as coisas de o ma di e en e na es e a da ida económica”. Assim, não bas a
simplesmen e c ia algo no o pa a que seja econhecido como in enção, é necessá io
aplica essa no idade à ida económica. Con udo, pa a comp eende e dadei amen e o
concei o de ino ação, impo a ambém conhece as ipologias de ino ação mais
conhecidas. De ac o, a ino ação pode se segmen ada em di e sas ipologias e conhece
essas ipologias ajuda a comp eende a dimensão e o impac o que a ino ação pode
ep esen a na ida dos agen es económicos, pelo que o p esen e es udo não pode ia deixa
de se deb uça sob e es a ace a do enómeno que é a ino ação.
Um sub ema de in e esse ela i amen e à ino ação é a ques ão da di usão da
ino ação. Uma en idade, an es de in es i em a i idades de I&D, de e ponde a a hipó ese
de se ap op ia da ino ação a alcança . Caso a en idade seja bem-sucedida nos seus
es o ços e não se ap op ie da ino ação alcançada, ou as en idades pode ão usu ui do
esul ado ob ido. Assim, a en idade que p ocu ou ino a não consegui á qualque
an agem compe i i a deco en e da ino ação, pelo que o empenho e o in es imen o
aplicados não se ão compensados. Es a omada de decisão é, des e modo, undamen al
an es de qualque en ol imen o em a i idades de I&D.
2
Uma ou a ques ão a des aca ela i amen e à di usão da ino ação p ende-se com os
a o es que condicionam essa di usão. Na li e a u a ela i a ao ema, são á ias as a iá eis
que são apon adas como in luenciado as da decisão de ino a ou ado a uma ino ação.
Algumas dessas a iá eis são mais ób ias do que ou as, pelo que uma abo dagem sob e o
assun o pa ece se pe inen e.
Dada a ele ância do ema, é possí el encon a -se á ios es udos que p ocu am
desc e e a si uação, em e mos de desempenho em ino ação, de di e sos países, desde os
mais desen ol idos a é àqueles que se encon am em ias de desen ol imen o. Ao longo
dessa li e a u a, é possí el cons a a que Po ugal, no con ex o eu opeu, em um
desempenho em ino ação ela i amen e aco, apesa de ap esen a um es o ço no ó io no
sen ido de ino a . No e i ó io po uguês, é ambém possí el encon a disc epâncias, em
e mos de desempenho em ino ação, en e as sub- egiões NUTS III, sendo que a G ande
Lisboa e o G ande Po o ap esen am uma posição de lide ança e des aque, enquan o a
Região Au ónoma dos Aço es apa en a se a menos ino ado a.
Apesa das á ias in es igações ealizadas a p opósi o do es ado e da e olução da
ino ação, an o num con ex o sup anacional como nacional, a in es igação aplicada às
egiões po uguesas é escassa. É nes e sen ido que su ge o p esen e es udo.
O p esen e abalho decompõe-se, essencialmen e, em ês pa es. O p imei o
capí ulo é undamen almen e eó ico e em po obje i o explica o concei o de ino ação,
ap esen a as ipologias mais conhecidas da ino ação, assim como abo da a ques ão da
di usão da ino ação. Ainda na p imei a pa e, p ocu a -se-á expo os esul ados
encon ados em alguns es udos, de o ma a en ende qual a posição de Po ugal, em e mos
de desempenho em ino ação, ace aos demais países eu opeus, bem como as di e enças
encon adas en e as egiões po uguesas ela i amen e a esse mesmo enómeno.
O segundo capí ulo em um ca á e empí ico e pode desag ega -se em dois
subcapí ulos. O p imei o subcapí ulo des ina-se à cons ução de um índice compósi o de
desempenho em ino ação pa a o pe íodo de 2004-2010, com o obje i o de analisa quais
as sub- egiões NUTS III po uguesas que e elam um melho ou pio desempenho em
ino ação. O segundo subcapí ulo p ocu a en ende quais os a o es que de e minam o
desempenho em e mos de ino ação. Pa a o e ei o, são es imadas duas especi icações
economé icas (iguais em odas as a iá eis, à exceção da a iá el explica i a),
9
Figu a 1 – Tipologias de ino ação
Des a o ma, passa -se-á, no p óximo subcapí ulo, pa a a abo dagem de uma ou a
ques ão ela i a à ino ação – a di usão da ino ação –, de modo a melho comp eende es e
p ocesso ão ele an e pa a a e olução económica e cul u al.
1.2. A di usão da ino ação
Explicado o concei o de ino ação, impo a ago a analisa os a o es de e minan es
capazes de in luencia a decisão de adoção ou não adoção de uma ino ação po pa e de
um a o , seja ele indi idual ou cole i o. Po ém, é impossí el comp eende a o ma como
ais a o es a uam, sem an es explo a o ema da di usão da ino ação.
A di usão da ino ação é, segundo Roge s (1983), o p ocesso a a és do qual uma
ino ação é comunicada, ao longo do empo, a a és de ce os canais, en e os memb os de
um sis ema social. O au o e e e-se a es e enómeno de di usão como co espondendo a
um ipo especial de comunicação, no qual as mensagens es ão elacionadas com no as
ideias. Riche son e al. (1996) p ocu am ambém de ini es e concei o e desc e em-no
como sendo um espalha de ideias de uma sociedade pa a ou a, ou de um oco ou
Ino ação
 de p odu o
 de p ocesso
 o ganizacional
 de ma ke ing
 no os me cados de
ou pu
 no os me cados de inpu
 inc emen al
 adical
 mudança nos sis emas
ecnológicos
 mudança no pa adigma
écnico-económico
In odução de algo no o
ou signi ica i amen e
melho ado
Resul ado do lea ning by
doing e do lea ning by
using e dos es o ços de
I&D
Resul ado de
combinações de
ino ações e de al e ações
ecnológicas

10
ins i uição den o de uma sociedade pa a ou as pa es dessa sociedade. Es es úl imos
au o es ealçam, na sua ob a, a impo ância do enómeno em análise, a i mando que a
di usão da ino ação en e sociedades é um dos p ocessos mais impo an es na e olução
cul u al, uma ez que pe mi e às cul u as e olui mais apidamen e do que aquilo que se ia
possí el se cada sociedade i esse de desen ol e as suas p óp ias ino ações. De ac o, e
al como Riche son e al. (1996) e e em, a e idência demons a que as ino ações écnicas
cha e são, ge almen e, in en adas mui o mais a amen e do que são adqui idas pela
di usão a pa i de ou as sociedades. Dando ên ase a es e enómeno de di usão da
ino ação, Roge s (1983) a i ma que a di usão é um ipo de mudança social, um p ocesso
po meio do qual a mudança oco e na es u u a e unção de um sis ema social. Segundo o
au o , a mudança social oco e quando no as ideias são in en adas, di undidas e ado adas
(ou ejei adas), conduzindo a de e minadas consequências.
A Tabela 1 p e ende cla i ica a dis inção en e in enção, ino ação e di usão da
ino ação.
11
Tabela 1 – Ino ação, In enção e Di usão da ino ação
In enção
Ino ação
Di usão da ino ação
 é uma descobe a de
o dem cien í ica ou
me amen e écnico/p á ica
po encialmen e ele an e
pa a o p og esso ecnológico;
 não induz,
necessa iamen e, ino ação;
 só em impac o
económico di e o se o
aplicada a no os p odu os,
p ocessos p odu i os ou
o mas de o ganização de
ges ão, ou seja, quando é
ma e ializada em ino ação;
 não é necessá io que
haja uma u ilização na
economia pa a que se possa
quali ica como in enção
algo que é no o.
 consis e em aze as
coisas de o ma di e en e na
es e a da ida económica;
 sinónimo de no idade,
de eno ação;
 o ac o de implica ou
não no idade cien í ica é
i ele an e;
 es á associada a
melho ias na combinação de
ecu sos (só excecionalmen e
se obse am agas de undo
em e mos de apa ecimen o
de no os ecu sos);
 é possí el sem que haja
in enção;
 exige o ap o ei amen o
p odu i o e emp esa ial de
uma opo unidade
económica, a a és do uso de
no os conhecimen os em
p odu os, p ocessos
p odu i os ou ou as o mas
de o ganização e ges ão.
 é o p ocesso a a és do
qual uma ino ação é
comunicada, ao longo do
empo, a a és de ce os
canais, en e os memb os de
um sis ema social;
 é um ipo especial de
comunicação, no qual as
mensagens es ão
elacionadas com no as
ideias;
 é um ipo de mudança
social, um p ocesso po meio
do qual a mudança oco e na
es u u a e unção do sis ema
social.
Roge s (1983) p ocu a explica a di usão da ino ação com base em ês ideias
cha e: comunicação, ince eza e in o mação. De aco do com o au o , a comunicação é o
p ocesso a a és do qual os pa icipan es c iam e pa ilham in o mação en e si, de o ma a
chega em a um en endimen o mú uo.
Assim sendo, Roge s (1983) a i ma que a comunicação é um p ocesso de
con e gência (di e gência) quando dois ou mais indi íduos ocam in o mação com o
obje i o de se “desloca em” no mesmo sen ido (em sen idos di e gen es). Segundo Roge s
(1983), é a no idade da ideia exis en e no con eúdo da mensagem que a ibui à di usão o
12
seu ca á e especial, embo a essa no idade signi ique, po seu lado, a exis ência de algum
g au de ince eza en ol ida. Es e úl imo concei o é de inido pelo au o como sendo o g au
segundo o qual um dado núme o de al e na i as, em elação à oco ência de um
de e minado e en o, são pe cebidas e a p obabilidade ela i a dessas al e na i as.
A in o mação desempenha, des e modo, um papel c ucial. De ac o, Roge s (1983)
e e e que a in o mação a e a a ince eza quando exis e uma escolha a se ei a en e um
conjun o de al e na i as. Assim sendo, a a és da comunicação, os indi íduos ocam
in o mação en e si, a qual po sua ez i á a e a a ince eza. Um dado indi íduo i á
ealiza a decisão de adoção ou não adoção de uma ino ação com base na in o mação de
que dispõe e na ince eza associada a cada al e na i a possí el. Des a o ma, pode-se
obse a a ele ada impo ância que a comunicação, a in o mação e a ince eza
desempenham nes a ação.
Segundo Roge s (1983), as condições sob as quais uma on e i á ou não ansmi i a
ino ação ao ece o , assim como o e ei o dessa ans e ência, são de e minadas pela
na u eza da oca de in o mação en e os indi íduos. Nes e sen ido, o au o ap o unda
ainda melho es a ques ão, ao expo aquilo a que designa po canais de comunicação, is o
é, os meios a a és dos quais as mensagens são ansmi idas de um indi íduo pa a ou o.
Roge s (1983) ap esen a dois canais de comunicação: os mass media e os canais
in e pessoais. O au o essal a os mass media como um exemplo de canal de comunicação,
a i mando que es es são, mui as ezes, dos meios de comunicação mais ápidos e
e icien es. De ac o, os mass media azem pa e do quo idiano de odos os indi íduos,
encon ando-se p esen es nos mais a iados espaços: desde a ele isão da p óp ia casa, ao
ádio que o indi íduo ou e na deslocação pa a o abalho, en e ou as si uações. Es e canal
em a capacidade de passa a mensagem a uma g ande audiência, daí a sua apidez e
e iciência na ansmissão de in o mação. Po ém, al como Roge s (1983) a i ma, os canais
in e pessoais, is o é, canais que en ol em uma oca de in o mação en e dois ou mais
indi íduos que se encon am ca a-a-ca a, podem se ainda mais e icien es na pe suasão
pa a um indi íduo ado a uma no a ideia, sob e udo se a elação en e o ece o e o
ansmisso da mensagem o bas an e p óxima. Nes e sen ido, o au o az e e ência a
algumas in es igações ealizadas ela i amen e a es a ques ão da ino ação, as quais
apon am pa a o ac o de a maio pa e dos indi íduos não a alia a ino ação com base nas
consequências apon adas em es udos cien í icos. Segundo o au o , as in es igações po ele
13
analisadas e elam que os indi íduos a ibuem g ande impo ância à expe iência
comunicada po ou os indi íduos que lhes são p óximos e ado a am p e iamen e uma
dada ino ação e que pos e io men e lhes ecomendam.
Con udo, Roge s (1983) não é o único au o /in es igado a menciona a in e ação
social como a o de e minan e da decisão de ado a ou não ado a ou a é mesmo da
di usão da ino ação. São á ios os au o es a de ende es a elação de in luência, de en e
os quais se pode e e encia Bu (1987). Es e au o e o ça a ideia de que a disseminação
de no as ideias e p á icas é, mui as ezes, de endida como sendo con ingen e, no sen ido
em que ad ém do acaso, da in e ação en e as pessoas. A adoção de uma ino ação aca e a
iscos – aquilo a que o au o se e e e como um equilíb io ince o en e os cus os e
bene ícios a ela associados. De aco do com Bu (1987), os indi íduos ge em essa
ince eza con ando com os ou os pa a de ini uma in e p e ação de isco socialmen e
acei á el, pelo que o con ágio social su ge de pessoas p óximas na es u u a social, usando-
se uns aos ou os pa a ge i a ince eza da ino ação. É nes e sen ido que o au o de ende
que é no co ação do con ágio social que eside a sinapse a a és da qual a ino ação é
ansmi ida.
É nes e con ex o que Roge s (1983) ap esen a um ou o concei o, o de homo ilia, o
qual de ine como sendo o g au pa a o qual dois indi íduos que in e agem são semelhan es
em de e minados a ibu os, ais como c enças, educação, es a u o social e gos os. O au o
a i ma que um p incípio ób io da comunicação humana consis e no ac o de a
ans e ência de uma ideia oco e mais equen emen e en e dois indi íduos que são
pa ecidos. Roge s (1983) apon a pa a o ac o de a exis ência de uma a inidade en e
ansmisso e ece o o na a comunicação homo ílica mais p o á el, sendo que al
comunicação é ambém mais p o á el de se mais e icaz. Assim sendo, quan o maio o
g au de homo ilia en e os indi íduos, maio a p obabilidade de oco e a di usão da
ino ação.
Como é de no a , cada ino ação ap esen a as suas p óp ias ca ac e ís icas. Segundo
Roge s (1983), os di e en es ácios de adoção
4
das ino ações podem se explicados com
base nas ca ac e ís icas das mesmas ape cebidas pelos indi íduos. Nes e sen ido, o au o
4
O ácio de adoção de uma ino ação é de inido em Roge s (1983) como sendo o núme o de memb os de um
sis ema que ado am essa ino ação num de e minado pe íodo de empo.
14
p ocu a explica quais são essas ca ac e ís icas e como é que elas in luenciam a decisão de
adoção de ino ação de um indi íduo.
Assim sendo, Roge s (1983) começa po de ini an agem ela i a como sendo o
g au pa a o qual uma ino ação é pe cebida como sendo melho do que a ideia que em
subs i ui . De aco do com o au o , o g au de an agem ela i a pode se medido em e mos
económicos, mas ambém em e mos de a o es de p es ígio social, con eniência e
sa is ação, não sendo ão ele an e se a ideia em g ande impo ância em e mos de
an agem obje i a. Roge s (1983) de e mina que o impo an e é a an agem da ino ação
pe cebida pelo indi íduo, pelo que quan o maio essa an agem pe cebida, mais ápido
se á o seu i mo de adoção.
Con udo, Roge s (1983) não se ica po aqui, apon ando ou os qua os a o es
in luenciado es da decisão de ino a de um indi íduo. O au o ealça, des e modo, o papel
desempenhado pela compa ibilidade, desc e endo-a como sendo o g au pa a o qual uma
ino ação é pe cebida como sendo consis en e com os alo es exis en es, expe iências
passadas e necessidades dos po enciais ado an es. Segundo Roge s (1983), quan o maio
(meno ) o g au de compa ibilidade exis en e, mais ápida (len a) se á a adoção dessa
ino ação.
Em e cei o luga , Roge s (1983) e e e a complexidade como uma ou a a iá el
explica i a da decisão de adoção de ino ação po pa e do indi íduo. O au o de ine a
complexidade como sendo o g au pa a o qual uma ino ação é pe cebida como sendo di ícil
de comp eende e u iliza , a i mando que no as ideias mais simples de comp eende se ão
ado adas mais apidamen e do que ou as que exijam que o ado an e desen ol a no as
capacidades e en endimen os.
O au o de ende ainda que uma no a ideia que seja es á el se á, ge almen e,
ado ada mais apidamen e do que uma ino ação que não o seja. De ac o, se a no a ideia
pode se es ada, o eo de ince eza associada à mesma se á meno , pelo que um indi íduo
a esso ao isco es a á mais p openso à sua adoção.
Po im, Roge s (1983) ac escen a uma ou a a iá el a conside a na decisão de
adoção de uma ino ação: a obse abilidade, que o au o desc e e como sendo o g au pa a
o qual os esul ados de uma ino ação são isí eis pa a os ou os. Segundo o au o , quan o
mais isí eis o em os esul ados de uma dada ino ação, mais p o á el é a sua adoção.

15
Assim sendo, Roge s (1983) a i ma que ino ações que são pe cebidas pelos
ece o es como sendo menos complexas e com maio an agem ela i a, compa ibilidade,
es abilidade e obse abilidade se ão ado adas mais apidamen e do que as es an es.
Con udo, o au o sublinha o ac o de es as não se em as únicas qualidades a a e a o ácio
de adoção, a i mando que, no en an o, es as são as ca ac e ís icas idas como sendo as mais
impo an es na explicação desse ácio.
Wejne (2002) ealiza uma abo dagem di e en e da de Roge s (1983) a es a
emá ica, a iculando os con ibu os de á ios au o es sob e a emá ica em análise. De
ac o, em ez de en a iza os indi íduos e as suas pe ceções ela i amen e às ino ações, a
au o a p ocu a analisa as ca ac e ís icas da ino ação como sendo, po si só, de e minan es
da di usão. Nes e sen ido, Wejne (2002) p ocu a explica a di usão da ino ação com base
na compa ação en e consequências públicas e consequências p i adas e o con on o en e
cus o e bene ício.
Começando pela análise da compa ação en e consequências públicas e
consequências p i adas, a au o a e e e que a di e ença es á no impac o da adoção de
uma ino ação, is o é, se es e se e le e nou as en idades pa a além do ado an e
(consequências públicas) ou se apenas se e le e no p óp io ado an e (consequências
p i adas). Assim sendo, as consequências públicas, al como a au o a e e e, en ol em
a o es cole i os (po exemplo: países ou o ganizações) e es ão, ge almen e, elacionadas
com ques ões de bem-es a social. A adoção de uma ino ação com consequências públicas
pode se , po exemplo, a adoção de uma ino ação ao ní el de equipamen os hospi ala es
no os e melho ados, uma ez que al adoção e á impac o na sociedade como um odo. Po
seu lado, as ino ações com consequências p i adas, segundo a au o a, são aquelas que
a e am apenas o bem-es a dos seus ado an es, sejam eles a o es indi iduais ou pequenas
en idades cole i as. Pela de inição de Wejne (2002), ais ino ações êm po obje i o
melho a a qualidade de ida dos indi íduos ou e o ma as es u u as o ganizacionais e
sociais. Assim, pode-se obse a uma ino ação de consequências p i adas, po exemplo,
no melho amen o de ecnologias de p odução. Tal como Wejne (2002) e e e, os
mic oobje i os des e ipo de ino ação e le em as necessidades de uma pessoa indi idual
ou de uma cole i idade, sejam elas o melho amen o dos pad ões de ida, o ap imo amen o
de uma pessoa ou de um g upo ou a é mesmo o aumen o da p odu i idade de uma
emp esa.
16
Como an e io men e e e ido, Wejne (2002) p ocu a ambém explica a di usão da
ino ação a a és do con on o en e cus o e bene ício. As a iá eis cus o e e em-se,
segundo de inição ap esen ada pela au o a, a cus os di e os e indi e os, mone á ios e não
mone á ios. Wejne (2002) expõe, assim, a di e ença en e cus os di e os e indi e os,
a i mando que os cus os di e os são, ge almen e, cla os e elacionados com a si uação
económica de um indi íduo, enquan o os cus os indi e os nem semp e são áceis de
iden i ica como esul ado da adoção de uma ino ação, podendo aumen a p o undamen e
o cus o ou isco de adoção e, des e modo, modela signi ica i amen e o ácio de adoção. A
di e ença en e cus os mone á ios e não mone á ios é cla a. Con udo, a í ulo de exemplo,
pode-se apon a como cus o mone á io o p eço associado à aquisição de uma no a
ecnologia e como cus o não mone á io o empo necessá io à ap endizagem associada à
u ilização dessa no a ecnologia adqui ida. Des a o ma, Wejne (2002) a i ma que os
cus os mone á ios e não mone á ios podem inibi a adoção de uma ino ação, sob e udo
quando os cus os excedem o po encial de ecu sos do indi íduo.
Apesa des a abo dagem di e en e ado ada po Wejne (2002), ocando a a enção
nas ca ac e ís icas das ino ações que modelam o p ocesso de di usão, a au o a não igno a a
impo ância das ca ac e ís icas dos a o es/ino ado es nou as componen es da di usão, uma
ez que au o a ac edi a que ais ca ac e ís icas podem in luencia subs ancialmen e a
pe ceção sob e os cus os e bene ícios de uma ino ação, in e agindo com as p óp ias
ca ac e ís icas da ino ação. Nes e sen ido, são seis as a iá eis que a au o a e e e
apa en a em modela a adoção das ino ações: en idade social das ino ações;
amilia ização com a ino ação; ca ac e ís icas de s a us; ca ac e ís icas socioeconómicas;
posição ela i a nas edes sociais; ca ac e ís icas pessoais associadas a a iá eis cul u ais
que modi icam ca ac e ís icas de pe sonalidade dos a o es ao ní el de uma população.
Começando pela en idade social dos ino ado es, Wejne (2002) a i ma que a
na u eza dos p ocessos de di usão di e e de aco do com a en idade social dos ado an es,
dado que os p ocessos de adoção são di e en es de um a o indi idual pa a os a o es
cole i os (o ganizações, comunidades, mo imen os sociais, e c.). De ac o, a au o a
de ende que a en idade social dos ino ado es pode a e a a o es como o ipo de ino ação
selecionada pa a adoção, a na u eza das in e ações en e a on e de uma ino ação e o seu
ado an e, assim como o ca á e mac o po con apon o com o ca á e mic o dos esul ados
da adoção.
17
Wejne (2002) a i ma que as adoções e e uadas po g andes a o es cole i os como,
po exemplo, nações e Es ados são mais di ecionadas pa a mudanças his ó icas de g ande
escala. Segundo a au o a, es as en idades in e agem com a on e de uma ino ação,
ge almen e, a a és de canais de comunicação não elacionados, como os media. Pa a a
au o a, os pequenos a o es cole i os, como, po exemplo, o ganizações e g upos de
amigos, ado am ino ações com im p i ado, que al e am o meio ambien e dos ino ado es e
cujos compo amen os ado i os são canalizados a a és de meios de comunicação
elacionados e não elacionados. Já pa a os a o es indi iduais, Wejne (2002) e e e que
es es ado am ino ações com im pessoal p i ado, com consequências indi iduais. A au o a
ac escen a ainda que é a compa ibilidade en e as ca ac e ís icas da ino ação e as
necessidades do a o que de e mina se uma ino ação é conside ada pa a adoção po pa e
do a o indi idual.
A au o a suge e que ambém a amilia idade com a ino ação é ou o a o
conside ado na decisão de adoção de uma ino ação. De ac o, segundo Wejne (2002), a
amilia idade associada a uma ino ação ela a o quão adical ela é. Assim sendo, a au o a
e e e que, como as pessoas são na u almen e cau elosas ela i amen e à no idade, o ácio
de adoção de uma ino ação se á an o maio , quan o meno o a no idade associada à
ino ação, uma ez que a pe ceção de isco associado à sua adoção se eduz.
Ou as a iá eis explica i as são, de aco do com Wejne (2002), as ca ac e ís icas
de s a us dos ado an es, as quais se e e em à p oeminência da posição ela i a de um a o
en e uma população de a o es. Pa a a au o a, a a iação des as ca ac e ís icas é uma
unção da en idade social de um a o e da homogeneidade da ede do a o . Segundo
Wejne (2002), a o es cole i os de ele ado s a us
5
, ge almen e, p imei o ado am uma
ino ação e depois impõem a sua adoção aos a o es de mais baixo s a us. A au o a a i ma
ainda que os a o es de al a posição social modelam de o ma signi ica i a a p obabilidade
de adoção de uma ino ação den o de g upos cul u almen e homogéneos, endo ainda a
capacidade de a e a as adoções indi iduais.
Uma e cei a a iá el apon ada po Wejne (2002) são as ca ac e ís icas
socioeconómicas do p óp io a o , ocando a a enção em duas ca ego ias de a iá eis:
económicas e sociodemog á icas. A au o a a i ma que o ácio de di usão apa en a es a
5
De aco do com de inição de Wejne (2002), a o es cole i os de ele ado s a us são aqueles que con olam
que o pode polí ico, que os ecu sos económicos, ais como os go e nos, as g andes emp esas ou as
o ganizações económicas mundiais.
18
co elacionado com as ca ac e ís icas do a o que c iam iabilidades obje i as da adoção de
ino ações, exempli icando com o ac o de o ácio de di usão das ino ações e indo a
es a co elacionado com o desen ol imen o económico global de um país
6
.
Pa a Wejne (2002), ambém a posição nas edes sociais é um a o condicionado
da decisão de adoção de uma ino ação. Rela i amen e a es a a iá el, a au o a explo a
qua o pon os p incipais: as edes in e pessoais, pa a a o es indi iduais; as edes
o ganizacionais, pa a a o es cole i os; a equi alência es u u al, pa a a o es indi iduais e
cole i os e a densidade social.
Wejne (2002) começa, assim, po explica o papel da posição nas edes sociais
numa ede in e pessoal, que a au o a de ine como sendo uma ede de in e ações ace-a-
ace, en e a o es indi iduais em pequenos g upos bem concen ados. A au o a e e e que a
adoção de uma ino ação po pa e de alguns a o es em um e ei o cumula i o nas decisões
de adoção de ou os a o es da ede social, uma ez que o núme o de adoções ap esen a
uma p og essão e olução exponencial.
Rela i amen e às edes o ganizacionais, Wejne (2002) menciona que edes
compos as po o ganizações semelhan es em e mos de es u u a, con eúdo e obje i os êm
e ei os semelhan es aos das edes in e pessoais, embo a o neçam meios de di usão de
ino ações que são independen es de in e ações in e pessoais di e as. Po ém, de aco do com
Wejne (2002), as edes o ganizacionais a e am o ácio de adoção de ino ações a a és de
di e sos e ei os. De ac o, es as edes o ganizacionais podem se , po exemplo,
in o ma i as, na medida em que p omo em a passagem de in o mação de uns a o es pa a
ou os. Des a o ma, pode a i ma -se que as edes o ganizacionais ap esen am uma sé ie de
condições que p oduzem e ei os capazes de in luencia a decisão de adoção de ino ações.
Wejne (2002) e e e que ambém a equi alência es u u al
7
em a capacidade de
in luencia a decisão de adoção de ino ações, uma ez que a e a a homogeneidade dos
compo amen os dos ado an es. A au o a ai ainda mais longe ao a i ma que ponde a os
a o es pela sua equi alência es u u al pode conduzi a uma p edição da adoção mais
p óxima da ealidade do que ocando a a enção somen e na in e ação di e a en e a o es ou
nos elos de comunicação.
6
De aco do com Wejne (2002), es e desen ol imen o económico global do país é medido po indicado es
de desen ol imen o como a posição ela i a no me cado in e nacional de comé cio e no pad ão de ida.
7
Wejne (2002) de ine equi alência es u u al como sendo a pe ceção de um a o da conco dância com
ou os memb os numa ede social e/ou o ganizacional.
25
Figu a 3 – Pe cen agem do o al de emp esas com a i idades de ino ação ecnológica po
Es ado-memb o da União Eu opeia, 2006-2008
Fon e: Communi y Inno a ion Su ey 2006-2008.
Da obse ação da Figu a 3, é possí el cons a a que, dos 25 países cujos dados
o am publicados
9
, a Alemanha é o país com maio pe cen agem de emp esas com
a i idades de ino ação ecnológica, seguida de Po ugal, Bélgica e Es ónia, sendo a
Roménia e a Polónia os países que e elam a meno pe cen agem. A a és da Figu a 3,
e i ica-se ainda uma disc epância acen uada en e os países da União Eu opeia,
ela i amen e à pe cen agem de emp esas com a i idades de ino ação ecnológica. Se se
obse a a pe cen agem do o al de emp esas com a i idades de ino ação ecnológica como
sendo um indicado do es o ço de ino ação, os dados da Figu a 3 suge em a p esença de
um ele ado es o ço pa a ino a em Po ugal, assim como uma acen uada disc epância
desse ní el de es o ço en e os Es ados-memb o da União Eu opeia.
9
Os países cujos dados o am publicados o am os que igu am no g á ico: Alemanha, Po ugal, Bélgica,
Es ónia, I landa, Finlândia, Luxembu go, Suécia, Chip e, Áus ia, Dinama ca, I ália, República Checa,
F ança, Países Baixos, Eslo énia, Espanha, Mal a, Li uânia, Bulgá ia, Eslo áquia, Hung ia, Le ónia, Polónia
e Roménia. Os países pe encen es à UE27 que não são mencionados na Figu a 3 são aqueles pa a os quais
não exis iam dados disponí eis: G écia e Reino Unido.
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70%
Roménia
Polónia
Le ónia
Hung ia
Eslo áquia
Bulgá ia
Li uânia
Mal a
Espanha
Eslo énia
Países Baixos
F ança
República Checa
I ália
Dinama ca
Áus ia
Chip e
Suécia
I landa (2008)
Luxembu go
Finlândia
I landa (2010)
Es ónia
Bélgica
Po ugal
Alemanha

26
Pelo ICI 2008-2010, é possí el obse a que 28% das emp esas nos se o es
selecionados ap esen a am ino ações de p odu o, enquan o 33% es i e am en ol idas em
ino ações de p ocesso e apenas 18% das emp esas ap esen a am en ol imen o em ambas
(ino ações de p odu o e de p ocesso). Sepa ando a indús ia dos se iços, oi possí el
cons a a , no es udo em análise, que ce ca de 41% das emp esas indus iais es i e am
en ol idas em ino ações de p ocesso, em compa ação com os 29% ap esen ados pelas
emp esas nos se o es de se iços selecionados.
Como úl ima no a ela i amen e a es e es udo, impo a e e i que oi ambém
possí el conclui que ce ca de 5% do olume de negócios das emp esas no ano de 2010 oi
es imado como sendo o esul ado de ino ações de p odu os no os pa a o me cado no
pe íodo de e e ência, enquan o mais de 4% desse olume oi o esul ado de ino ações de
p odu os no os pa a as emp esas no mesmo pe íodo de empo.
Pa a além do CIS 2008-2010, á ios ou os es udos êm sido ealizados ace ca do
es ado da ino ação na Eu opa. O Inno a ion Union Sco eboa d 2013 (IUS 2013) é um
exemplo desses es udos e a sua análise e e po base dados ela i os aos 27 Es ados-
memb os da União Eu opeia (UE27) e os candida os ade en es (C oácia, Islândia, ex-
República Jugosla a da Macedónia, Sé ia, Suíça e Tu quia). Vá ias são as conclusões que
se podem e i a do IUS 2013, das quais se ap esen a á ago a algumas, nomeadamen e as
elacionadas com o es ado da ino ação nos países da amos a des e es udo, assim como as
análises compa a i as que os au o es ealizam.
Os au o es des e es udo p ocu a am analisa o desempenho em e mos de
ino ação
10
de cada um dos países da UE27, segmen ando es es países, de aco do aquele
desempenho, po qua o di e en es g upos. Pelo IUS 2013, é possí el cons a a que o
desempenho, em e mos de ino ação, da Suécia, Alemanha, Dinama ca e Finlândia se
encon a cla amen e acima da média da UE27, azendo es es países pa e do g upo a que os
au o es i ula am po “líde es de ino ação”. Da mesma o ma, é ambém possí el e i ica
que os Países Baixos, Luxembu go, Bélgica, Reino Unido, Áus ia, I landa, F ança,
Eslo énia, Chip e e Es ónia e elam um desempenho em ino ação acima, mas p óximo, da
média da UE27, pelo que azem pa e do g upo que os au o es designa am como
10
A média do desempenho em ino ação oi calculada u ilizando um indicado compósi o cons uído com
base em dados ela i os a 24 indicado es, os quais ap esen am alo es comp eendidos en e 0 e 1: 0
co esponde a um ní el de desempenho mínimo e 1 a um ní el de desempenho máximo. Segundo o IUS
2013, de ido a um des asamen o na disponibilidade de dados, o desempenho médio e le e o desempenho em
ino ação em 2010/2011.
27
“seguido es de ino ação”. Es es au o es obse a am ainda que a I ália, Espanha, Po ugal,
República Checa, G écia, Eslo áquia, Hung ia, Mal a e Li uânia ap esen am um
desempenho em ino ação abaixo da média da UE27, pelo que o am ag upados nos países
“ino ado es mode ados”. Po im, com um desempenho em ino ação bas an e abaixo da
média da UE27, os au o es encon a am a Polónia, Le ónia, Roménia e Bulgá ia, i ulando
es e g upo de países po “ino ado es modes os”. A Figu a 4 e le e ambém o desempenho
em ino ação
11
dos países da UE27
12
.
Figu a 4 – Média do desempenho em ino ação po Es ado-memb o da União Eu opeia,
2010/2011
Fon e: Inno a ion Union Sco eboa d 2013.
Como se pode e i ica , em e mos de desempenho em ino ação, em-se a Suécia a
ocupa o p imei o luga , com o melho desempenho da UE27, seguida da Alemanha, da
Dinama ca e da Finlândia, encon ando-se nas úl imas posições a Bulgá ia e a Roménia.
11
A média do desempenho em ino ação oi calculada com base num indicado compósi o, cons uído a pa i
de 24 indicado es, e a ia num in e alo de alo es en e 0 e 1, que co espondem, espe i amen e, à pio
média de desempenho em ino ação e à melho média de desempenho em ino ação. A média do desempenho
em ino ação calculada e le e o desempenho em ino ação de 2010/2011, de ido à indisponibilidade
es a ís ica pa a ou os anos p óximos.
12
Os códigos e espe i os países pode ão se consul ados em anexo.
28
Da obse ação da Figu a 4, é possí el cons a a uma oposição en e o No e da Eu opa,
com um desempenho em ino ação médio-ele ado, e a Eu opa de Les e, com um
desempenho em ino ação isi elmen e in e io . Segundo o es udo, a hie a quia do
desempenho em ino ação analisado man ém-se, ao ní el global, ela i amen e es á el,
quando compa ada com edições an e io es do IUS, man endo a Suécia a posição de líde
nos ês úl imos anos. A a és da Figu a 4 pode-se ainda enquad a o desempenho em
ino ação de Po ugal ela i amen e ao demons ado pelos es an es Es ados-memb o da
União Eu opeia. Assim, como se pode e i ica , Po ugal ap esen a um desempenho em
ino ação signi ica i amen e abaixo da média da UE27, sendo um país que se inse e na
ca ego ia dos ino ado es mode ados.
No IUS 2013, pode ambém obse a -se uma análise ealizada sob e o desempenho
em ino ação, em e mos de axas de c escimen o, dos países da UE. Es es au o es
encon a am uma axa de c escimen o média do desempenho em ino ação da UE de 1,6%
pa a o pe íodo 2008-2012 e a i mam que quase odos os Es ados-memb os da UE
melho a am o seu desempenho em ino ação ao longo desse empo. Obse a am ainda que
a Es ónia é, ao ní el da União Eu opeia, a líde no que espei a à axa de c escimen o do
desempenho em ino ação, com uma axa anual média de c escimen o de 7,1%, seguida
pela Li uânia e pela Le ónia, as quais ap esen am uma axa de c escimen o anual média de,
espe i amen e, 5% e 4,4%. Assim sendo, em-se os países do Bál ico na lide ança, em
e mos de c escimen o do desempenho em ino ação. Os au o es e i ica am ainda que o
país com a axa de c escimen o média posi i a mais baixa, ela i amen e ao desempenho
em ino ação, oi a Polónia (0,4%), seguida da Bulgá ia (0,6%) e da Suécia (0,6%). No e-se
que, em e mos de desempenho em ino ação, a Polónia e a Bulgá ia ocupam a 24ª e a 27ª
posições, espe i amen e, enquan o a Suécia se encon a na p imei a posição. Po ém,
segundo o IUS 2013, es es úl imos ês países não o am aqueles que ap esen a am o pio
cená io. De ac o, os au o es des e es udo cons a a am que dois Es ados-memb os da União
Eu opeia ap esen a am axas de c escimen o médias nega i as pa a o desempenho em
ino ação, sendo esses países a G écia (-1,7%) e o Chip e (-0,7%), como se pode obse a
na Figu a 5. Focando a a enção no caso conc e o po uguês, pode obse a -se, na Figu a 5,
que es e Es ado-memb o ap esen a uma axa média de c escimen o, em e mos de
desempenho em ino ação, bas an e p óxima da média da União Eu opeia, apesa do seu
desempenho em ino ação se encon a signi ica i amen e abaixo da média do g upo.
29
Figu a 5 – C escimen o no desempenho em ino ação po Es ado-memb o da União Eu opeia,
2008-2012
Fon e: Inno a ion Union Sco eboa d 2013.
Analisadas as axas de c escimen o médias do desempenho em ino ação des es
países, impo a ago a pe cebe se, na a ualidade, se e i ica um p ocesso de con e gência
ou de di e gência des es países ela i amen e a es a ma é ia. Pa a esponde a es a ques ão,
eco e -se-á, no amen e, ao IUS 2013.
De aco do com o IUS 2013, as edições an e io es des e es udo apon a am pa a a
exis ência de um p ocesso de con e gência do desempenho em ino ação en e os países da
União Eu opeia. Po ém, os esul ados ob idos no IUS 2013 e elam o im desse p ocesso
de con e gência. De ac o, pela obse ação dos dados da edição mais ecen e, é possí el
e i ica que os países menos ino ado es da União Eu opeia deixa am de se ap oxima dos
países mais ino ado es do g upo, uma ez que as di e enças, em e mos de desempenho
em ino ação, êm indo a aumen a , o que, pa a os au o es, sinaliza um possí el início de
um p ocesso de di e gência no desempenho em ino ação des es países.
Assim sendo, dos es udos analisados, é possí el conclui que Po ugal, apesa de
pa ece ealiza um es o ço ela i amen e ele ado no sen ido de ino a , con inua a
demons a um desempenho em ino ação signi ica i amen e abaixo da média da União
30
Eu opeia. Con udo, não pa ece p o á el i a assis i -se a uma con e gência de Po ugal
ace aos es an es Es ados-memb o, uma ez que a axa de c escimen o de Po ugal, em
e mos de desempenho em ino ação, encon a-se abaixo da média da União Eu opeia. A
Tabela 2 p ocu a ep esen a o desempenho de Po ugal, em e mos de ino ação,
ela i amen e aos es an es países da União Eu opeia.
Tabela 2 – Posição ela i a de Po ugal, em e mos de ino ação, ace aos es an es países da
União Eu opeia
Po ugal
Média da
União
Eu opeia
Posição de Po ugal
ace à União Eu opeia
Pe cen agem do o al de emp esas com
a i idades de ino ação ecnológica po Es ado-
memb o da União Eu opeia, 2006-2008
46,95
36,57
2/25
Média do desempenho em ino ação po Es ado-
memb o da União Eu opeia, 2010/2011
0,4
0,54
17/27
C escimen o anual médio do desempenho em
ino ação, 2008-2012
1,67%
1,94%
14/27
Fon e: Communi y Inno a ion Su ey 2006-2008 e Inno a ion Union Sco eboa d 2013.
Após a análise do es ado da ino ação na Eu opa e da posição ela i a de Po ugal
ace aos es an es países des a egião, impo a ago a abo da exclusi amen e o caso
po uguês.
Numa aplicação conc e a ao caso po uguês, Simões (1997) e e po obje i o
ap o unda o conhecimen o já exis en e sob e os p ocessos de ino ação nas pequenas e
médias emp esas (PME) indus iais po uguesas. Assim, e eco endo aos casos especí icos
de 21 emp esas po uguesas, de di e en es se o es, o au o p ocu ou es uda as a i udes e os
compo amen os das PME nos planos da ino ação e da ges ão, de o ma a iden i ica os
seus pon os o es e acos.
A análise ado ada pelo au o pa e de dois p essupos os básicos. Em p imei o luga ,
conside a que os a o es dinâmicos de compe i i idade desempenham um papel cada ez
mais ele an e na c iação de an agens compe i i as sus en adas, sendo es as
indispensá eis pa a compe i em me cado abe o. Em segundo luga , Simões (1997: 19)
econhece que “a ino ação co esponde a um p ocesso in e a i o e cumula i o de

31
ap endizagem que ex a asa as on ei as das a i idades o mais de I&D, e onde a
capacidade de ges ão, o posicionamen o es a égico, o conhecimen o dos me cados e os
aspe os o ganizacionais desempenham um papel decisi o”. Do es udo ealizado po es e
au o , esul a am á ias conclusões, das quais se i á aze e e ência apenas àquelas que se
enquad a em no ema em es udo, a ino ação. Po ém, al como Simões (1997: 22) essal a,
as conclusões a que chega de em se enca adas, não como “ e o es independen es”, mas
sim como “ ace as in e - elacionados de um enómeno complexo”.
O au o obse ou que, en e 1990 e 1993, um núme o signi ica i o de emp esas
ealizou um ele ado es o ço de in es imen o, o qual se concen ou, sob e udo, na aquisição
de maquina ia e equipamen o. Po ém, di e sas dessas emp esas cons a a am que al
es o ço não se e le iu em ac éscimos de p odu i idade e compe i i idade, o que, em pa e,
pode ia se explicado pelo insu icien e domínio de aspe os in angí eis, designadamen e no
plano o ganizacional. Des e modo, uma das conclusões a que es e au o chega é a
exis ência de um c escen e econhecimen o da impo ância dos a o es o ganizacionais.
Nes e sen ido, e segundo Simões (1997), as p incipais ba ei as à ino ação não se de em
an o à al a de capacidade ecnológica em sen ido es i o, mas p incipalmen e às
limi ações nos planos da capacidade emp esa ial, da ges ão come cial e da ap endizagem.
Rela i amen e a es a ligação en e ecu sos humanos e ino ação, o au o da ob a em
análise ece á ias conclusões. Segundo Simões (1997), a isão e o empenho dos
emp esá ios e ges o es são a o es undamen ais na de e minação de a i udes emp esa iais
ace à ino ação. Con udo, ele apon a pa a o ac o de as emp esas ca ece em, de um modo
ge al, de um e o ço quali a i o dos seus ecu sos humanos. O au o , com base no seu
es udo, a i ma ainda que a p incipal on e de ap endizagem das emp esas são as ou as
emp esas, is o é, o conjun o de o ganizações com as quais ealizam con ac os mais di e os
e equen es: o necedo es, conco en es e, p incipalmen e, clien es. Re o çou ambém a
ideia de que a capacidade de in e p e ação dos me cados desempenha um papel impo an e
nos p ocessos de ino ação e in e nacionalização e que os p incipais e o es da ino ação
come cial são os que se e e em à di e enciação, lexibilidade e espos a ápida. Po im,
Simões (1997) cons a ou que a passagem da ges ão cen alizada no p op ie á io pa a
es u u as uncionais ambém acili a o desen ol imen o de a i udes ino ado as e que as
emp esas mais ino ado as são aquelas que ap esen am es ilos de lide ança mais abe os e
p opícios ao abalho em equipa.
32
Po ém, o au o a i ma que a ino ação não cons i ui, em eg a, um elemen o ulc al
da es a égia das PME, exis indo uma es ei a ligação en e o ipo de es a égia seguido e as
a i udes ace à ino ação.
Conjugando os con ibu os dos es udos a é aqui analisados, é possí el obse a que
Po ugal não ap esen a um desempenho em ino ação mui o sa is a ó io, sob e udo endo
em con a o ele ado ní el de es o ço que o país em ealizado pa a melho a nesse sen ido e
que se e le iu, essencialmen e, na aquisição de maquina ia e equipamen o. De aco do com
Simões (1997), o país ap esen a algumas ca ências, undamen almen e ao ní el dos
ecu sos humanos, que não pe mi em que o es o ço conc e izado pelas emp esas conduza a
esul ados mais sa is a ó ios em e mos de desempenho em ino ação. A ques ão que ago a
se le an a é a da exis ência (ou não) de di e enças egionais no país ela i amen e a es a
ques ão da ino ação e, a exis i , a sua p o undidade.
Na sua ob a, Godinho (2009) p ocu a analisa ambém a ques ão da ino ação em
Po ugal, embo a numa e en e de análise mais concen ada na dis ibuição egional da
p opensão pa a ino a . Pa a o e ei o, o au o u ilizou a in o mação disponibilizada sob e as
pa en es eque idas po esiden es em e i ó io nacional pa a o pe íodo de janei o de 1980
a maio de 2008.
Nes e es udo, Godinho (2009) e i icou que as a i idades de ino ação se
concen am num núme o mui o eduzido de egiões, sendo a sub- egião da G ande Lisboa
a que ocupa o p imei o luga na p ocu a de pa en es jun o do Ins i u o Nacional de
P op iedade Indus ial (INPI). De ac o, en e as 30 sub- egiões NUTS III po uguesas, o
au o cons a ou que, no pe íodo de análise, 46% dos pedidos de pa en es p o ie am dessa
egião. A segunda egião onde a concen ação é mais ní ida é o G ande Po o, embo a a
uma dis ância signi ica i a da egião da G ande Lisboa, com menos de 12% dos pedidos
nacionais. O au o p ocu ou ambém analisa o peso do G ande Po o em conjun o com
algumas egiões que lhe são con íguas da o la li o al No e (Baixo Vouga, Cá ado, A e e
En e Dou o e Vouga) e obse ou que es e g upo ap esen a 26% dos pedidos de pa en es
no pe íodo em es udo.
Rela i amen e à endência e olu i a do pedido de pa en es, Godinho (2009)
concluiu que es e g upo do No e li o al (G ande Po o, Baixo Vouga, Cá ado, A e e En e
Dou o e Vouga) aumen ou o seu peso nos úl imos anos do pe íodo em análise, e elando
um peso de 32% dos no os pedidos en e 2000 e 2008. Cons a ou ainda que es a e olução
33
ap esen a uma co espondência quase simé ica na e olução do g upo G ande Lisboa e
Península de Se úbal (que o mam a Á ea Me opoli ana de Lisboa), cujo peso diminuiu de
53% no pe íodo de 1980-2008 pa a 47% no subpe íodo de 2000-2008. O au o e i icou,
assim, a exis ência de uma diminuição da concen ação nos dois pe íodos de e e ência
(1980-2008 e 2000-2008), que Godinho (2009) jus i ica pelo a anço das egiões no a co de
A ei o a Guima ães, sendo essa edução con i mada a a és do índice de concen ação H-
H
13
, que passou de 0,24 pa a 0,21.
Quan o às en idades que ealiza am os pedidos de pa en es, o au o obse ou a
exis ência de um o e domínio das en idades académicas ou simila es
14
, sob e udo no
subpe íodo 2000-2008, endo especial p o agonismo as en idades académicas dos
concelhos da G ande Lisboa, do G ande Po o e das egiões limí o es do G ande Po o.
Godinho (2009) a i ma que é com base nes e domínio que é possí el comp eende a
al e ação ela i a da geog a ia dos pedidos de pa en es, em a o do e i ó io
me opoli ano cen ado no Po o e em de imen o da á ea me opoli ana de Lisboa, assim
como a in lexão de endência, em e mos de pedidos de pa en es, e i icada nos anos mais
ecen es da amos a. Nes e sen ido, o au o az e e ência ao ac o de que, se não i esse
oco ido o enómeno de pa en eamen o académico nos anos de 2000, a es agnação
e i icada nas décadas de 80 e 90 não e ia egis ado qualque al e ação. Assim sendo, o
au o des e es udo essal a a p esença de um pad ão e olu i o posi i o pa a as
uni e sidades no pe íodo de 1998-2008 e a i ma que os pedidos de pa en es da au o ia do
se o emp esa ial não e elam qualque e olução posi i a no pe íodo de análise.
A im de a alia as assime ias exis en es, em e mos de ino ação, en e as egiões
po uguesas, e i a-se ambém o es udo elabo ado pelo Ins i u o Nacional de Es a ís ica
(INE), in i ulado Re a o Te i o ial de Po ugal (2007), que comp eende uma análise do
pe il p odu i o e a ino ação nas egiões po uguesas. O obje i o do es udo é o de
ep esen a a si uação do país a á ios ní eis, no ando as di e enças exis en es en e as
egiões.
O Re a o Te i o ial de Po ugal (2007) e ela que, em e mos de mo o es de
ino ação, Lisboa des aca-se das es an es egiões em p a icamen e odos os indicado es,
13
O índice H-H (índice He indahl-Hi schman) é uma medida da dimensão das emp esas ela i amen e à
indús ia e um indicado do g au de conco ência en e as emp esas dessa indús ia.
14
O au o en ende po en idades académicas ou simila es as “uni e sidades, en idades de ans e ência
ligadas a uni e sidades e um labo a ó io do Es ado”.
34
especialmen e ao ní el da quali icação da população emp egada. Segundo o es udo,
ambém o Cen o essal a nes a ca ego ia, no que conce ne à o mação em C&T (ciência e
ecnologia) – des acando-se as sub- egiões Baixo Mondego, Baixo Vouga, Co a da Bei a e
Bei a In e io Sul –, bem como na ap endizagem ao longo da ida.
Em e mos de c iação de conhecimen o, a ibui-se especial ên ase à egião de
Lisboa, a qual, de aco do com o Re a o Te i o ial de Po ugal (2007), abso e mais de
me ade da despesa em I&D nacional. Po con as e, as egiões em que o peso dessa
despesa se ap esen a in e io são o Alga e e as egiões au ónomas.
Rela i amen e à ino ação e ao emp eendedo ismo, e de aco do com o Re a o
Te i o ial de Po ugal (2007), conclui-se que a in ensidade de c iação de emp esas em
se o es de al a e média-al a ecnologia é supe io na aixa li o al do Con inen e,
nomeadamen e en e o Cá ado e a Península de Se úbal. O es udo ambém des aca a egião
Cen o, po demons a um es o ço de ino ação maio nas suas unidades de in es igação, o
No e e o Alen ejo pela supe io in ensidade de ino ação, bem como a Região Au ónoma
da Madei a pela mais ele ada ma e ialização da a i idade de ino ação em olume de
negócios. Nes a ob a ealizada pelo INE, Lisboa é ambém ealçada pela maio p opo ção
de emp esas com coope ação pa a ino ação. Com uma e e ência menos posi i a, su ge a
Região Au ónoma dos Aço es que, segundo o es udo, é a egião que ap esen a indicado es
menos a o á eis em e mos de ino ação e emp eendo ismo.
Como se pode cons a a , o desempenho em ino ação di e e bas an e en e os
di e en es países eu opeus analisados, acon ecendo o mesmo pa a as di e en es egiões
po uguesas. Tais di e enças podem ad i de di e sos a o es. Nes e sen ido, no p óximo
capí ulo, p ocu a -se-á, em pa e, de e mina quais os a o es que se encon am po de ás
das di e enças encon adas nas egiões po uguesas ao ní el do desempenho em ino ação.
41
Figu a 6 – Cálculo do índice compósi o global
Comece-se, assim, po explica cada um dos dois cená ios iden i icados.
Cená io 1: ans o mação minmax
Nes e p imei o cená io, é aplicada uma ans o mação minmax aos indicado es de
base pa a, pos e io men e, e com ecu so à média simples, se p ocede a uma ag egação
dos indicado es de base nos índices compósi os pa ciais, a pa i dos quais se chega á ao
índice compósi o global.
Es a opção assen a na ideia de que a e idência de um único aspe o económico ou
ecnológico não é capaz de, po si só, ca ac e iza uma de e minada egião em e mos de
desempenho em ino ação. Pa a o p ocedimen o, são selecionados, pa a cada um dos
indicado es, os alo es mínimos e máximos, pa a aplicação da ans o mação minmax, nos
anos de 2004 e 2010. Des a o ma, pa a cada indicado de e á p ocede -se do seguin e
modo:
Valo no malizado = alo obse ado- alo mínimo
alo m ximo- alo mínimo .
Assim, ob êm-se indicado es de base co igidos de di e enças de unidade de
medida e de escala.
Indicado es de base:
- indicado es da
dimensão inpu s;
- indicado es da
dimensão ou pu
No malização dos
indicado es de base
(inpu s e ou pu s), de
aco do com cada um dos
cená ios
Ag egação dos
indicado es de base, de
aco do com a dimensão
dos indicado es, ob endo
os índices compósi os
pa ciais (inpu s e ou pu s)
Cálculo da média simples
dos índices compósi os
pa ciais, ob endo-se o
índice compósi o global de
cada ano (2004 e 2010)

42
Cená io 2: es anda dização es a ís ica (z-sco e)
No p esen e cená io, é aplicada uma ans o mação z-sco e aos indicado es de base
pa a, pos e io men e, se p ocede a uma ag egação dos indicado es de base nos índices
compósi os pa ciais (inpu s e ou pu s), a a és da média simples desses índices, de o ma a,
inalmen e, se p ocede ao cálculo do índice compósi o global.
Es e p ocesso de es anda dização é des inado à esolução de p oblemas de escala e
dispe são de dados. Os alo es ob idos a a és des e p ocesso esul am da sub ação en e o
alo obse ado po cada uma das unidades e i o iais e a média da dis ibuição dos
alo es de odas as unidades e i o iais conside adas e di idindo esse esul ado pelo
des io-pad ão da mesma dis ibuição, ou seja:
Valo no malizado = alo obse ado-
,
em que μ ep esen a a média da dis ibuição de cada indicado e σ o des io-pad ão
da dis ibuição de cada indicado .
Após es anda dizados, os indicado es ap esen am uma média nula e um des io-
pad ão igual à unidade. Os indicado es es ão, assim, p epa ados pa a se em ag egados,
uma ez que o am eliminadas as di e enças de escala e de dispe são de dados.
2.1.4. A análise dos esul ados
No p esen e pon o, p ocu a -se-á in e p e a os esul ados dos índices compósi os
pa ciais e do índice compósi o global ob idos a a és de cada um dos cená ios
ap esen ados. O obje i o é o de compa a o desempenho em ino ação en e as sub- egiões
NUTS III po uguesas, no sen ido de analisa se exis em di e enças en e elas, em e mos
de desempenho em ino ação, e, a exis i , qual o g au dessas di e enças. Es a iden i icação
de um pad ão e i o ial do desempenho em ino ação em Po ugal se á ealizada, numa
ase inicial, pa a cada uma das dimensões do desempenho em ino ação (inpu s e ou pu s)
e, po im, a um ní el global.
43
Começando pela análise dos dados ob idos pa a a dimensão inpu s, obse e-se as
duas igu as que se seguem.
Figu a 7 – Índice compósi o de ino ação – dimensão inpu s – Cená io 1
Figu a 8 – Índice compósi o de ino ação – dimensão inpu s – Cená io 2
0,0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
0,7
0,8
Baixo Mondego
G ande Lisboa
Baixo Vouga
G ande Po o
Cá ado
Alen ejo Cen al
Dou o
Co a da Bei a
Bei a In e io …
Bei a In e io Sul
Lezí ia do Tejo
En e Dou o e …
Alga e
A e
R. A. Madei a
Península de …
Baixo Alen ejo
Oes e
R. A. Aço es
Dão-La ões
Al o T ás-os-…
Pinhal In e io …
Pinhal Li o al
Al o Alen ejo
Minho-Lima
Médio Tejo
Pinhal In e io Sul
Se a da Es ela
Alen ejo Li o al
Tâmega
2004
2010
-1,0
-0,5
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
3,0
Bei a In e io Sul
Al o T ás-os-Mon es
Bei a In e io No e
G ande Po o
G ande Lisboa
Minho-Lima
Dou o
Oes e
Península de Se úbal
Baixo Alen ejo
Pinhal In e io Sul
Se a da Es ela
Alen ejo Cen al
Tâmega
Baixo Vouga
Médio Tejo
Pinhal In e io No e
R. A. Aço es
Alen ejo Li o al
Co a da Bei a
Alga e
En e Dou o e Vouga
Al o Alen ejo
Lezí ia do Tejo
Baixo Mondego
Dão-La ões
A e
R. A. Madei a
Pinhal Li o al
Cá ado
2004
2010
44
Em p imei o luga , se á impo an e no a que, como se pode obse a nas duas
úl imas igu as, a posição ela i a de cada egião NUTS III, em e mos de desempenho em
ino ação na dimensão inpu s, não di e e de o ma signi ica i a de um cená io pa a o ou o,
sal o algumas exceções. O mesmo acon ece pa a o índice de desempenho em ino ação na
dimensão ou pu s e pa a o índice de desempenho em ino ação global, como se pode á
e i ica mais adian e.
Pela obse ação das Figu as 7 e 8, pode cons a a -se que, ela i amen e ao índice
de desempenho em ino ação na dimensão inpu s, no ano de 2004 o Baixo Mondego é a
sub- egião NUTS III que ocupa a melho posição, seguido da G ande Lisboa, do Baixo
Vouga e do G ande Po o, encon ando-se o Pinhal In e io Sul, a Se a da Es ela, o
Alen ejo Li o al e o Tâmega nas úl imas posições. No ano de 2010, a lide ança
ela i amen e a es e índice con inua a se do Baixo Mondego. Pa a esse ano, e i ica-se
uma melho ia do Cá ado no desempenho em ino ação na dimensão inpu s, passando a
ocupa a segunda posição, de aco do com o cená io 1, e a e cei a posição, de aco do com
o cená io 2. Em 2010, a G ande Lisboa man ém-se en e as sub- egiões com melho
desempenho nes e índice, assim como o Baixo Vouga e o G ande Po o, que já ocupa am
uma posição de des aque em 2004. Tal como o Cá ado, ambém a Co a da Bei a
conseguiu melho a o seu esul ado nes e índice, encon ando-se, em 2010, en e as seis
egiões com melho desempenho em ino ação na dimensão inpu s.
45
Figu a 9 – Índice compósi o de ino ação – dimensão ou pu s – Cená io 1
Figu a 10 – Índice compósi o de ino ação – dimensão ou pu s – Cená io 2
Pela obse ação das duas igu as an e io es, é possí el con i ma que, em 2004, o
G ande Po o e a G ande Lisboa são as sub- egiões com melho desempenho em ino ação
0,0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
G ande Po o
G ande Lisboa
Alen ejo Cen al
Baixo Vouga
Al o Alen ejo
Dou o
Se a da Es ela
Alen ejo Li o al
Península de …
Pinhal In e io Sul
Minho-Lima
Bei a In e io No e
En e Dou o e …
Dão-La ões
R. A. Madei a
Cá ado
A e
Baixo Mondego
Médio Tejo
Lezí ia do Tejo
Bei a In e io Sul
Oes e
R. A. Aço es
Pinhal Li o al
Pinhal In e io …
Alga e
Tâmega
Co a da Bei a
Al o T ás-os-…
Baixo Alen ejo
2004
2010
-1,0
-0,5
0,0
0,5
1,0
1,5
G ande Lisboa
G ande Po o
Alen ejo Cen al
Se a da Es ela
Baixo Vouga
Al o Alen ejo
Pinhal In e io Sul
Alen ejo Li o al
Dou o
Península de Se úbal
Minho-Lima
Bei a In e io No e
En e Dou o e Vouga
Dão-La ões
R. A. Madei a
Cá ado
A e
Baixo Mondego
Médio Tejo
Lezí ia do Tejo
Bei a In e io Sul
Oes e
R. A. Aço es
Pinhal Li o al
Pinhal In e io No e
Tâmega
Alga e
Co a da Bei a
Al o T ás-os-Mon es
Baixo Alen ejo
2004
2010
46
na dimensão ou pu s, seguidas do Alen ejo Cen al, do Baixo Vouga e do Al o Alen ejo.
No e-se que nesse ano, enquan o no cená io 1 a Se a da Es ela ocupa a sé ima posição na
hie a quia do índice, no cená io 2 essa sub- egião ocupa a qua a posição. Com o pio
desempenho no índice em análise no ano de 2004, su gem as sub- egiões Tâmega,
Alga e, Co a da Bei a, Al o T ás-os-Mon es e Baixo Alen ejo.
Pa a o ano de 2010, as sub- egiões po uguesas com melho desempenho em
ino ação na dimensão ou pu s são o Alen ejo Cen al, o Baixo Vouga, o Minho-Lima e a
G ande Lisboa. Nesse ano, a Se a da Es ela ap esen a ambém um bom desempenho no
índice em ques ão, apesa de a sua posição hie á quica ela i amen e ao mesmo não se
coe en e en e os dois cená ios: no cená io 1, es a sub- egião ocupa a sex a posição,
enquan o no cená io 2 se encon a na segunda posição. Obse ando as duas igu as
an e io es, é possí el cons a a que o Pinhal Li o al, o Tâmega, o Dou o, a Co a da Bei a e
o Baixo Alen ejo são as sub- egiões com o pio desempenho em ino ação na dimensão
ou pu s no ano de 2010.
Assim sendo, de 2004 pa a 2010, em e mos de desempenho em ino ação na
dimensão ou pu s, e i ica-se uma melho ia na posição ela i a das sub- egiões Minho-
Lima e Alga e e um ag a amen o na posição ela i a do G ande Po o. Po seu lado, as
sub- egiões Alen ejo Cen al, Baixo Vouga e G ande Lisboa con inuam a ap esen a , em
2010, bons esul ados no índice em análise, enquan o o Tâmega, a Co a da Bei a e o Baixo
Alen ejo man êm os maus esul ados ela i amen e a es e índice.
Po im, segue-se a análise do índice compósi o global de ino ação.

47
Figu a 11 – Índice compósi o global de ino ação – Cená io 1
Figu a 12 – Índice compósi o global de ino ação – Cená io 2
No índice compósi o global cons a a-se, a a és das duas úl imas igu as, que as
sub- egiões G ande Lisboa, G ande Po o, Baixo Vouga, Alen ejo Cen al e Baixo
Mondego são as que ap esen am os melho es esul ados pa a o ano de 2004, em e mos de
0,00
0,10
0,20
0,30
0,40
0,50
0,60
G ande Lisboa
G ande Po o
Baixo Vouga
Alen ejo Cen al
Baixo Mondego
Dou o
Al o Alen ejo
Cá ado
Península de …
Bei a In e io No e
Se a da Es ela
Alen ejo Li o al
En e Dou o e …
Pinhal In e io Sul
Minho-Lima
R. A. Madei a
Dão-La ões
A e
Bei a In e io Sul
Lezí ia do Tejo
Co a da Bei a
Oes e
Alga e
R. A. Aço es
Pinhal Li o al
Pinhal In e io …
Médio Tejo
Baixo Alen ejo
Al o T ás-os-…
Tâmega
2004
2010
-0,8
-0,6
-0,4
-0,2
0,0
0,2
0,4
0,6
0,8
1,0
1,2
1,4
G ande Lisboa
G ande Po o
Baixo Mondego
Baixo Vouga
Alen ejo Cen al
Dou o
Cá ado
Se a da Es ela
Al o Alen ejo
Bei a In e io No e
Península de Se úbal
Pinhal In e io Sul
En e Dou o e Vouga
Alen ejo Li o al
R. A. Madei a
Minho-Lima
Dão-La ões
Bei a In e io Sul
Lezí ia do Tejo
A e
Co a da Bei a
Oes e
Alga e
R. A. Aço es
Pinhal In e io No e
Baixo Alen ejo
Pinhal Li o al
Al o T ás-os-Mon es
Médio Tejo
Tâmega
2004
2010
48
desempenho em ino ação. Em 2004, com os pio es esul ados ela i amen e a es e índice,
su gem as sub- egiões Pinhal Li o al e Pinhal Li o al No e, Baixo Alen ejo, Al o T ás-os-
Mon es, Médio Tejo e Tâmega.
Pa a o ano de 2010, as sub- egiões com os esul ados mais a o á eis no índice
compósi o global de ino ação o am o Baixo Vouga, a G ande Lisboa, o Baixo Mondego,
o Alen ejo Cen al, o Cá ado e o G ande Po o. Em 2010, a Lezí ia do Tejo, o Dou o, o
Alen ejo Li o al, o Pinhal In e io No e, o Tâmega e o Baixo Alen ejo são as sub- egiões
com os pio es alo es ela i amen e a esse mesmo índice.
En e os anos de 2004 e 2010, impo a des aca a e olução posi i a e elada pelo
Médio Tejo, Al o T ás-os-Mon es e Pinhal Li o al e a e olução nega i a so ida pelo
G ande Po o e pela Lezí ia do Tejo no índice compósi o global de ino ação. Obse ando
os dados dos índices compósi os pa ciais e do índice compósi o global dos anos de 2004 e
2010, e i ica-se uma di e ença signi ica i a en e os alo es mínimo e máximo p esen es
em cada cená io de análise, conside ando o in e alo de alo es em que os dados do índice
se inse em. É, des a o ma, possí el con i ma que exis em di e enças, em e mos de
desempenho em ino ação, en e as sub- egiões NUTS III po uguesas e que essas
di e enças são signi ica i as.
Realizado o mapeamen o geog á ico do desempenho em ino ação, impo a ago a
comp eende quais os a o es que se encon am po ás das di e enças egis adas,
ela i amen e ao desempenho em ino ação nas egiões po uguesas.
2.2. Modelo economé ico
Nes a ase do abalho, p ocede-se à es imação de dois modelos economé icos, os
quais ap esen am as mesmas a iá eis explica i as, di e indo apenas na a iá el
dependen e u ilizada. Tem-se, assim, o modelo 1, que em como a iá el dependen e a
p opo ção da despesa em I&D, e o modelo 2, que em como a iá el dependen e uma
medida da p odu i idade da ino ação.
Pa a o p esen e es udo, u ilizou-se uma base de dados em painel com dados
ela i os às 30 NUTS III de Po ugal pa a o pe íodo 2004-2010. A escolha das a iá eis é
a que se ap esen a de seguida.
49
2.2.1. As a iá eis selecionadas
Na cons ução de qualque modelo, a escolha da a iá el dependen e de e se
ealizada com ele ado cuidado, a enção e espí i o c í ico. Uma má seleção des a a iá el
pode coloca em isco oda a análise. Foi com es a ideia em men e que se p ocu ou
a e igua qual a a iá el dependen e que melho pode ep esen a o es ado e a e olução da
ino ação nas egiões po uguesas.
Após alguma pesquisa bibliog á ica, concluiu-se que a a iá el dependen e mais
comumen e u ilizada pa a ep esen a o es ado e a e olução da ino ação é a despesa em
in es igação e desen ol imen o (I&D). Num es udo como o que aqui se p e ende, no qual
se p ocu a á compa a o es ado e a e olução da ino ação en e egiões, a despesa em I&D
não é uma a iá el su icien emen e sa is a ó ia, uma ez que há um e ei o dimensão
associado. Des e modo, pa a que seja possí el compa a o es ado e a e olução da ino ação
en e egiões, é necessá io ponde a a a iá el despesa em I&D po um indicado . Uma
solução pa a es e p oblema se ia u iliza como a iá el dependen e a p opo ção da despesa
em I&D no p odu o in e no b u o (PIB). Po ém, se á es a a iá el a mais ap op iada? De
ac o, a a és da despesa em I&D, é possí el obse a o ní el de es o ço pa a ino a .
Con udo, o simples ac o de exis i esse es o ço pa a ino a não que dize que a ação seja
bem-sucedida, is o é, não signi ica que oco a ealmen e ino ação, nem esse es o ço indica
o g au dessa ino ação (caso exis a).
Uma ou a hipó ese a e em con a como a iá el dependen e pa a o es udo
p e endido é a p odu i idade da ino ação
17
, que pode se medida da seguin e o ma:
PA i
D Di
PA i
A i
D Di
A i
,
em que co esponde aos pedidos de pa en es egis ados na egião i,
ep esen a as despesas em I&D da egião i e é o alo ac escen ado b u o da egião i.
Na p á ica, esume-se ao ácio en e o núme o de pa en es pedidas na egião i e a despesa
em I&D nessa mesma egião, o que aduz quan os pedidos de pa en eamen o (ou pu ) se
17
Es a medida é ap esen ada em Rebelo (2009).
50
conseguiu egis a po unidade mone á ia gas a em I&D (inpu ). É, assim, uma medida da
p odu i idade da despesa em I&D. Po ém, pa a se admi i es e ácio como uma a iá el
dependen e adequada pa a o e ei o, é necessá io ado a -se o p essupos o de que apenas são
ealizados pedidos de pa en eamen o se o obje o do pa en eamen o o ealmen e ino ado .
De ac o, uma en idade apenas e á incen i o a p ocu a pa en ea se ac edi a que a c iação
alcançada é ealmen e ino ado a, is o é, signi ica i amen e di e en e e melho do que
aquilo que a ualmen e se conhece. Pe an e a melho ia e a di e ença ap esen ada pela
ino ação, a conco ência e ia in e esse em imi a , o que a ia com que o c iado da
ino ação usu uísse da an agem compe i i a ge ada po essa ino ação du an e apenas um
cu o pe íodo de empo – enquan o o p ocesso de di usão de ino ação se desen olasse.
Assim, a en idade c iado a da ino ação e á incen i o a pa en ea a ino ação, de o ma a
i a o maio p o ei o possí el da sua u ilização e, dessa o ma, ecupe a o in es imen o
ealizado.
Con udo, es a medida do es ado da ino ação ap esen a as suas limi ações. De ac o,
podem su gi ino ações sem que haja in e esse no pos e io ap o ei amen o das mesmas.
Pense-se, po exemplo, no caso de uma en idade pública que ealiza a i idades de ino ação
pa a a consequen e di usão da ino ação po oda a sociedade, com o obje i o de melho ia
do bem-es a público ou do aumen o da compe i i idade ace ao ex e io .
Pe an e es as duas si uações, su ge a dú ida sob e qual das duas a iá eis
dependen es aqui ap esen adas se á a que melho ep esen a o es ado (e a e olução) da
ino ação nas egiões po uguesas. Pa a en a esponde a es a ques ão, p ocedeu-se à
es imação de dois modelos economé icos de cuja especi icação cons am as mesmas
a iá eis explica i as, de o ma a acili a a compa ação, mas cujas a iá eis dependen es
di e em.
As a iá eis explica i as selecionadas podem se decompos as em duas ca ego ias
dis in as: enable s/condições e a i idades/p ocessos, al como e idencia a Tabela 4.
57
2.2.3. A p odu i idade da ino ação
Tendo em conside ação as a iá eis explica i as a ás mencionadas, p ocedeu-se à
cons ução do modelo 2, que se ap esen a de seguida.
PA D Di = w + a · DE POPi + b · D P Pi + c · DO Pi + d · E i +
+ e · PE Pi + · PE Pi + g · P E i + ui ,
em que i ep esen a as egiões po uguesas, w é a cons an e do modelo, a, b, c, d, e,
e g são os coe icien es de eg essão das a iá eis explica i as e u é o e mo de
pe u bação. A a és des e modelo, p ocu a-se a e igua se o desempenho em ino ação,
mensu ado pela medida de p odu i idade da ino ação, pode se explicado pelas a iá eis
explica i as selecionadas.
De inido o modelo 2, comece-se po p ocede à escolha do ipo de e ei os ixos
mais adequado pa a o caso em es udo, ealizando, pa a o e ei o, o Redundan Tes o
Fixed E ec s. Com base no es e, po meio dos alo es ob idos pa a as es a ís icas F e , é
possí el conclui que, pa a um ní el de signi icância de 5%, a escolha de um modelo de
e ei os ixos seccionais e empo ais é a mais adequada.
Passando ao con on o en e o modelo de e ei os ixos seccionais e empo ais e o
modelo de e ei os alea ó ios, p oceda-se à ealização do es e de Hausman. É de no a que,
dada a ele ada disc epância en e o núme o de pe íodos da base de dados e o núme o de
egiões da mesma, só é possí el es ima um modelo com e ei os alea ó ios seccionais. É
possí el conclui que, pa a um ní el de signi icância de 5%, se ejei a a hipó ese nula, o
que signi ica que o modelo de e ei os ixos é o mais ap op iado pa a o caso em análise.
Realizada a escolha do modelo a emp ega , pode p ocede -se, inalmen e, à
es imação e a aliação da qualidade do ajus amen o.

58
Tabela 8 – Ou pu de es imação do modelo 2
Va iá el
Coe icien e
de eg essão
Ní el de
signi icância
C
-0,246
0,214
DENSPOP
0,001
0,096
DIPSUP
0,000
0,596
DOUTSUP
0,003
0,820
ETI
0,000
0,902
PEMP
-0,002
0,153
PEXP
0,000
0,742
PSSEC
0,005
0,013
0,819
ajus ado
0,774
P ob (F-s a is ic)
0,000
Po meio da Tabela 8, é possí el obse a que o alo do é igual a,
ap oximadamen e, 0,8. Des a o ma, é possí el cons a a que uma boa pa e da a iância da
a iá el dependen e (a p odu i idade da ino ação) é explicada pelo modelo.
Com base na es a ís ica F p esen e no ou pu de es imação do modelo 2, admi indo
um e o de 5%, pode conclui -se que o modelo é es a is icamen e signi ica i o.
Analisando os coe icien es de eg essão p esen es na Tabela 8, é possí el e i ica
que as a iá eis DENSPOP, DIPSUP, DOUTSUP, ETI e PSSEC e elam coe icien es de
eg essão posi i os, al como se ia de espe a . Po ém, ao con á io daquilo que se espe a a,
as a iá eis PEMP e PEXP ap esen am coe icien es de eg essão nega i os. A a és da
mesma abela, pode-se analisa a signi icância indi idual das a iá eis explica i as do
modelo 2. Pela obse ação do alo do ní el de signi icância, admi indo um e o de 10%,
cons a a-se que apenas são es a is icamen e signi ica i as as a iá eis DENSPOP e
PSSEC. No e-se que, al como se con i mou no modelo 1, as a iá eis explica i as do
modelo 2 não ap esen am co elações signi ica i as.
Apesa de o modelo 2 consegui explica , de o ma sa is a ó ia, a a iá el
dependen e, ele ap esen a um in e io ao do modelo 1, o que suge e que as a iá eis
explica i as selecionadas explicam de o ma mais signi ica i a a p opo ção de despesas em
I&D no PIB e não an o a p odu i idade da ino ação.
59
3. Conclusões e desen ol imen os u u os
A a és da e isão de li e a u a, é possí el comp eende a complexidade do ema
ino ação. O p óp io concei o de ino ação le an a algumas dú idas, uma ez que é
equen emen e con undido com o de in enção. Con udo, enquan o o concei o de in enção
es á elacionado com o p og esso ecnológico, o concei o de ino ação ai mui o além da
á ea ecnológica. De ac o, de aco do com Schumpe e (1939), a ino ação é o a o de “ aze
as coisas de o ma di e en e na es e a da ida económica”. Assim sendo, o concei o de
ino ação aplica-se às mais a iadas á eas, desde a á ea ecnológica, à qual é mais
comumen e associado, à á ea o ganizacional, de ges ão, en e ou as.
Analisando a ques ão da di usão da ino ação, comp eende-se o ele ado núme o de
a o es que condicionam a decisão de adoção (ou não adoção) de uma ino ação. A di usão
da ino ação p ocessa-se a a és da comunicação, da passagem de in o mação en e os
indi íduos, e o p óp io canal de ansmissão dessa in o mação (canais in e pessoais ou
mass media) a e a a decisão do po encial ado an e da ino ação. Pa a além dos canais de
comunicação, ou os a o es são ponde ados pelo po encial ado an e, dos quais são
exemplos: o con on o dos cus os e bene ícios espe ados da adoção da ino ação; a
complexidade da ino ação e o ac o de a mesma pode se es ada ou não; a amilia idade
com a ino ação; o cená io geog á ico e o con ex o cul u al em que o po encial ado an e se
inse e. Comp eende-se, assim, o ele ado núme o de a o es a se conside ados pelo
po encial ado an e.
No sen ido de enquad a o desempenho em ino ação de Po ugal ace aos es an es
países da Eu opa, o am analisados alguns es udos ealizados sob e o ema. Tais es udos
apon am pa a uma si uação pouco a o á el de Po ugal, em e mos de desempenho em
ino ação. De ac o, Po ugal, apesa de e ela um es o ço ela i amen e ele ado pa a
ino a , con inua a ap esen a um desempenho em ino ação abaixo da média da União
Eu opeia, al como acon ece pa a o c escimen o no desempenho em ino ação. Cons a ou-
se ambém que os países menos ino ado es da União Eu opeia deixa am de se ap oxima
dos países mais ino ado es do g upo, uma ez que as di e enças, em e mos de
desempenho em ino ação, êm indo a aumen a . Tal ac o pode sinaliza um possí el
início de um p ocesso de di e gência no desempenho em ino ação des es países.
60
Em Po ugal, e i icou-se que, apesa de um núme o signi ica i o de emp esas e
ealizado um ele ado es o ço de in es imen o, que consis iu, sob e udo, na aquisição de
maquina ia, di e sas dessas emp esas cons a a am que al es o ço não se e le iu em
ac éscimos de p odu i idade e compe i i idade. Tal ac o é apon ado como consequência
das limi ações nos planos da capacidade emp esa ial, da ges ão come cial e da
ap endizagem, dado que as emp esas po uguesas ca ecem, de um modo ge al, de um
e o ço quali a i o dos seus ecu sos humanos.
Focando a a enção nas di e enças, em e mos de desempenho em ino ação, en e as
egiões NUTS II e NUTS III po uguesas, conclui-se que as a i idades de ino ação se
concen am num núme o mui o eduzido de egiões, sendo a sub- egião da G ande Lisboa
a que ocupa o p imei o luga na p ocu a de pa en es jun o do Ins i u o Nacional de
P op iedade Indus ial (INPI), seguida de um conjun o o mado pelo G ande Po o, Baixo
Vouga, Cá ado, A e e En e Dou o e Vouga. Rela i amen e às en idades que ealiza am os
pedidos de pa en es, obse ou-se a exis ência de um o e domínio das en idades
académicas ou simila es, des acando-se as en idades académicas dos concelhos da G ande
Lisboa, do G ande Po o e das egiões limí o es do G ande Po o.
Ve i icou-se ainda que, em e mos de mo o es de ino ação, Lisboa des aca-se das
es an es egiões em p a icamen e odos os indicado es. Em e mos de in ensidade de
c iação de emp esas em se o es de al a e média-al a ecnologia, obse ou-se que es a é
supe io na aixa li o al do Con inen e, nomeadamen e en e o Cá ado e a Península de
Se úbal.
No p esen e es udo, oi cons uído um índice compósi o de ino ação pa a a
dimensão inpu s, um índice compósi o de ino ação pa a a dimensão ou pu s e um índice
compósi o de ino ação global. A a és dos índices cons uídos, oi possí el conclui que a
G ande Lisboa, o G ande Po o e o Baixo Mondego são as sub- egiões NUTS III com
melho desempenho em ino ação, o que con i ma os esul ados ob idos nos es udos
analisados, nos quais e a dado especial des aque, sob e udo, à G ande Lisboa e ao G ande
Po o. As egiões G ande Lisboa e G ande Po o ap esen am indicado es de ino ação
a o á eis, em ambas as dimensões de desempenho em ino ação analisadas (inpu s e
ou pu s). O Baixo Mondego, apesa de não ap esen a indicado es ão a o á eis na
dimensão ou pu s, consegue, ainda assim, ocupa um dos p imei os luga es no índice
compósi o de ino ação global, que combina as duas dimensões conside adas.
61
No p esen e es udo, concluiu-se que as egiões NUTS III com os pio es
desempenhos em ino ação são o Alga e, Médio Tejo, Al o T ás-os-Mon es, Baixo
Alen ejo, Pinhal In e io No e e, po úl imo, o Tâmega. Es as egiões ap esen am
indicado es pouco a o á eis ao desempenho em ino ação nas duas dimensões de
desempenho em ino ação conside adas (inpu s e ou pu s).
Com ecu so aos índices compósi os pa ciais e ao índice compósi o global de
ino ação, e i icou-se ainda a exis ência de di e enças signi ica i as, em e mos de
desempenho em ino ação, en e as sub- egiões NUTS III po uguesas. Tal cons a ação oi
possí el pela análise das di e enças en e os alo es mínimo e máximo de cada um dos ês
índices nos anos de 2004 e 2010, endo em conside ação o in e alo de a iação em que se
inse em os dados de cada um desses índices.
Nes e es udo, o am cons uídos dois modelos economé icos, os quais ap esen am
as mesmas a iá eis explica i as, di e indo apenas na a iá el dependen e u ilizada.
Ob e e-se, assim, o modelo 1, que em como a iá el dependen e a p opo ção da despesa
em I&D no PIB, e o modelo 2, que em como a iá el dependen e uma medida da
p odu i idade da ino ação.
A a és dos ou pu s de es imação des es dois modelos, oi possí el conclui que as
a iá eis explica i as selecionadas explicam de o ma mais signi ica i a a p opo ção das
despesas em I&D no PIB e não an o a p odu i idade da ino ação. Os esul ados ob idos
no ou pu de es imação suge em que os a o es que in luenciam o desempenho em
ino ação nas egiões po uguesas são a densidade populacional, o núme o de diplomados
do ensino supe io em á eas cien í icas e ecnológicas e a p opo ção de expo ações. De
no a que, de aco do com os dados ob idos, al elação de causalidade assume um sinal
posi i o nos ês casos.
As conclusões ob idas no p esen e es udo de em, con udo, se enca adas com
alguma p ecaução, uma ez que se a a de uma análise sob e um enómeno complexo e
pa a o qual exis e ainda uma ca ência ao ní el de disponibilidade es a ís ica, que se az
ealça an o mais quan o mais se con ai a escala e i o ial. P ecisamen e de ido a es a
limi ação, algumas das escolhas ealizadas, nomeadamen e a seleção dos indicado es de
base pa a cons ução dos índices de ino ação e das a iá eis a aplica no modelo de
ino ação, p ocede am-se de o ma subje i a.
62
Como desen ol imen os u u os, econhece-se a necessidade de econs ução dos
índices pa ciais e do índice compósi o global de ino ação. De ido à ca ência es a ís ica
ela i a ao ema, não oi possí el equilib a o núme o de indicado es de base conside ados
na cons ução dos índices, assim como não se conseguiu e le i algumas ques ões
pe inen es nesses indicado es. Se ia in e essan e econs ui os índices ab angendo
indicado es que e le issem ques ões como a coope ação em ino ação. Ao ní el do modelo
de ino ação, se ia igualmen e desejá el inco po a algumas a iá eis explica i as que
e le issem ou as dimensões, po encialmen e in luenciado as do desempenho em
ino ação, mas cuja limi ação es a ís ica impede que es ejam espelhadas no modelo.

63
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66
Anexo 1 – Codi icação dos Es ados-memb o da União Eu opeia
País
Sigla
Bélgica
BE
Bulgá ia
BG
República Checa
CZ
Dinama ca
DK
Alemanha
DE
Es ónia
EE
I landa
IE
G écia
EL
Espanha
ES
F ança
FR
C oácia
HR
I ália
IT
Chip e
CY
Le ónia
LV
Li uânia
LT
Luxembu go
LU
Hung ia
HU
Mal a
MT
Países Baixos
NL
Áus ia
AT
Polónia
PL
Po ugal
PT
Roménia
RO
Eslo énia
SI
Eslo áquia
SK
Finlândia
FI
Suécia
SE
Reino Unido
UK