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Definição do modelo de aprovisionamento de matérias-primas

Francisco Jorge Freitas Salazar de Oliveira

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De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas F ancisco Jo ge F ei as Salaza de Oli ei a Disse ação de Mes ado O ien ado na FEUP: P o . Be na do Almada-Lobo Mes ado In eg ado em Engenha ia Indus ial e Ges ão 2016-07-04 De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas ii Aos meus pais e à minha i mã De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas iii Resumo O obje i o do p oje o é a de inição de um no o modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas pa a implemen a na emp esa. A ualmen e, a decisão de coloca encomendas a o necedo es é um p ocesso maio i a iamen e empí ico. Des e p ocesso azem ainda pa e um conjun o de e apas manuais e o inei as que se p e ende que sejam eduzidas e au oma izadas. Cada ez mais as emp esas azem es o ços no sen ido de diminuí em os ní eis de s ocks de ma e iais, desde ma é ias-p imas a p odu os acabados. Nes e p oje o, o oco oi dado às ma é ias-p imas, uma ez que os esponsá eis da emp esa conside a am que a axa de u u as des as não e a condizen e com os ní eis de s ock demasiado ele ados que man inham. Com o no o modelo espe a-se que sejam c iadas as condições pa a que os ní eis de s ock das ma é ias- p imas sejam eduzidos sem comp ome e as necessidades de p odução da áb ica, a a és de uma melho ges ão. A me odologia seguida consis iu na segmen ação das ma é ias-p imas segundo a sua impo ância e pad ões de consumo, c iação de p e isões pa a os consumos de cada uma e de inição de no as polí icas de ap o isionamen o. Po im, é desc i o o modo como a emp esa pode á implemen a as no as polí icas numa e amen a c iada de aiz. Espe a-se que es a e amen a seja capaz de pe mi i ao planeado uma iden i icação mais ápida e iá el das necessidades de ma é ias-p imas, em pa alelo com um con olo mais ape ado sob e os ní eis de s ock. As conclusões apon am no sen ido de que é possí el melho a o modelo u ilizado a ualmen e. A in odução de modelos ma emá icos na de inição de s ocks de segu ança e de pon o de encomenda indica que, pa a o ní el de se iço p e endido, é possí el man e ní eis de s ock in e io es aos a uais, espe ando-se uma edução do alo médio de ma é ias-p imas em s ock de ce ca de 28% i De ining a new model o he eplenishmen o aw ma e ials Abs ac The pu pose o his p ojec is o de ine a new model o he eplenishmen o aw ma e ials in he company. A he momen , his is a manual p ocess, du ing which he decision o placing o de s o supplie s is mainly empi ic. Each day company’s de o e mo e e o s o con ol and keep o a minimum he amoun o s ocks hey manage, om aw ma e ials o end p oduc s. In his p ojec , he ocus was placed on aw ma e ials, since he manage s conside ed he numbe o s ockou s did no ma ch he amoun o s ocks ca ied. Wi h he new model, i is expec ed a e age s ock le els o be lowe ed, wi hou comp omising he p oduc ion needs o he ac o y, by managing ma e ial needs mo e e icien ly. The me hodology ca ied ou included he segmen a ion o aw ma e ials acco ding o hei impo ance and consump ion pa e ns, he applica ion o o ecas ing me hods o he aw ma e ials consump ion and he se ing o new eplenishmen policies. Las ly, i is desc ibed he way he company may implemen he new policies in a ool designed speci ically o his ask. I is expec ed ha his ool allows he planne a quicke and mo e eliable iden i ica ion o he aw ma e ial needs and a igh e con ol o he s ocks’ le el. The esul s seem o poin ou ha i is possible o imp o e he cu en eplenishmen model. The use o ma hema ical me hods such as eo de poin and sa e y s ocks seems o show ha o he desi ed se ice le el i is possible o lowe he cu en aw ma e ials s ock le els, wi h an expec ed educ ion o he a e age alue in s ock o a ound 28%. Ag adecimen os À CIN Indus ial Coa ings, S. A., pela opo unidade c iada e pelas condições de abalho o e ecidas. À Engenhei a Ma ia João Mon ei o, o ien ado a do p oje o na emp esa, pela ajuda na in eg ação na emp esa e auxílio cons an e ao longo de odo o p oje o. Aos Engenhei o Vasco Coelho e ao Engenhei o José Ca los Lopes, po odos os con ibu os que de am pa a a ealização do p oje o e pela con iança deposi ada. Ao P o esso Be na do Almada-Lobo pela sua disponibilidade e apoio cons an e, bem como po oda a o ien ação dada. Aos abalhado es do depa amen o do planeamen o indus ial, pelo apoio na comp eensão das ope ações do depa amen o. A odos os abalhado es com quem p i ei pela ajuda na in eg ação na emp esa. À minha amília, pelo apoio cons an e e mo i ação ao longo de odo o Mes ado. i Índice de Con eúdos 1 In odução ........................................................................................................................................ 1 1.1 Enquad amen o do p oje o e mo i ação ........................................................................................ 1 1.2 Ap esen ação da emp esa .............................................................................................................. 2 1.3 Obje i os do p oje o ...................................................................................................................... 2 1.4 Mé odo seguido no p oje o............................................................................................................ 3 1.5 Es u u a da disse ação ................................................................................................................ 3 2 Re isão da li e a u a ............................................................................................................................ 5 2.1 S ocks ............................................................................................................................................ 5 2.1.1 Tipos de s ock .............................................................................................................. 5 2.1.2 Sis emas de con olo de s ock ...................................................................................... 6 2.2 Segmen ação dos p odu os ............................................................................................................ 9 2.3 Mé odos de análise de sé ies empo ais ...................................................................................... 11 2.3.1 Decomposição clássica .............................................................................................. 11 2.3.2 Mé odos de p e isão .................................................................................................. 11 2.3.3 Medidas dos e os ...................................................................................................... 13 2.4 Conside ações p á icas sob e a e isão da li e a u a ................................................................... 13 3 Funcionamen o da emp esa e opo unidades encon adas ................................................................ 15 3.1 Funcionamen o da emp esa ......................................................................................................... 15 3.1.1 Sis emas de in o mação u ilizados ............................................................................ 15 3.1.2 P odução .................................................................................................................... 16 3.1.3 Planeamen o .............................................................................................................. 18 3.1.4 Mo imen ações de ma é ias-p imas e p odu os acabados ......................................... 18 3.2 Desa ios encon ados .................................................................................................................. 18 3.2.1 Sis emas in o má icos ................................................................................................ 19 3.2.2 P ocesso de ap o isionamen o de ma é ias-p imas ................................................... 20 4 Me odologia seguida ......................................................................................................................... 22 4.1 Análise aos consumos de ma é ias-p imas .................................................................................. 22 4.2 Segmen ação das ma é ias-p imas .............................................................................................. 23 4.3 Ní eis de s ock iniciais ................................................................................................................ 26 4.3.1 Cobe u a de s ock ..................................................................................................... 27 4.3.2 Núme o de u u as ..................................................................................................... 28 4.4 Mé odos de p e isão de consumos .............................................................................................. 29 4.4.1 Explicação do modo de aplicação dos mé odos ........................................................ 29 4.4.2 Resul ados da aplicação dos mé odos ........................................................................ 29 4.5 Sis ema de ges ão de s ocks......................................................................................................... 32 5 O e iew da e amen a .................................................................................................................... 34 5.1 P essupos os ado ados ................................................................................................................. 34 5.2 Folha de cálculo em Excel........................................................................................................... 35 5.3 Fe amen a .................................................................................................................................. 37 5.4 Impac os espe ados ..................................................................................................................... 38 6 Conclusões e pe spe i as de abalho u u o ..................................................................................... 41 Re e ências ...................................................................................................................................... 43 ANEXO A: Análise ABC mul ic i é io ............................................................................................ 44 ANEXO B: Análise XYZ ................................................................................................................. 46 ANEXO C: Tes e de au oco elação ................................................................................................ 48 ANEXO D: Ins uções pa a c iação e u ilização da e amen a ....................................................... 49 ii Índice de Figu as Figu a 1 – Ní el médio mensal de s ocks de ma é ias-p imas ................................................... 1 Figu a 2 – Sis ema de e isão con ínua (s, Q), em Gonçal es (2010). ...................................... 7 Figu a 3 – Sis ema de e isão pe iódica (R, S), em Gonçal es (2010). ..................................... 8 Figu a 4 – Ec ã inicial do ASW................................................................................................ 16 Figu a 5 – Relação en e ma é ias-p imas, p odu os in e médios e p odu os acabados. .......... 17 Figu a 6 – Ec ã Time Axis de uma ma é ia-p ima. ................................................................... 20 Figu a 7 – Ec ã saldos de a mazém do ASW. .......................................................................... 21 Figu a 8 – Ní el pa a o qual de em se c iadas p e isões, em Sippe e Bul in (1997). .......... 22 Figu a 9 – Consumos mensais de ma é ias-p imas ge idas pela Megadu nos úl imos 4 anos. .......................................................................................................................................... 30 Figu a 10 – Consumos mensais de ma é ias-p imas ge idas pela Megadu ajus ados dos úl imos 4 anos. ............................................................................................................................... 31 Figu a 11 – Tabela a se a ualizada com os consumos de cada mês. ....................................... 35 Figu a 12 – Tabela a se a ualizada com o núme o de dias abalhados em cada mês (aaaamm). .......................................................................................................................................... 36 Figu a 13 – Ní el de se iço po ca ego ia ABC-XYZ. ........................................................... 37 Figu a 14 – Lis a de alo es a se ca egada na e amen a. .................................................... 37 iii Índice de Tabelas Tabela 1 – Limi es das ca ego ias da análise ABC. ................................................................. 10 Tabela 2 – Fa o es u ilizados na compa ação dos c i é ios na análise ABC mul ic i é io, em Flo es, Olson, e Do ai (1992). .......................................................................................... 24 Tabela 3 – Impo ância ela i a dos c i é ios a u iliza na análise ABC mul ic i é io. ............ 24 Tabela 4 – Peso de cada c i é io na medida de u ilidade da análise ABC mul ic i é io. .......... 24 Tabela 5 – Valo es de u ilidade das seis ma é ias-p imas mais ú eis. ...................................... 25 Tabela 6 – Núme o de ma é ias-p imas po ca ego ia. ............................................................. 26 Tabela 7 – Quan idades e alo es médios em s ock, po ca ego ia. ......................................... 27 Tabela 8 – Média de cobe u a de s ock po ca ego ia ABC. ................................................... 27 Tabela 9 – Média de cobe u a de s ock po ca ego ia XYZ. ................................................... 27 Tabela 10 – Núme o de u u as de ma é ias-p imas po ca ego ia. .......................................... 28 Tabela 11 – P ecisão dos mé odos de p e isão po ca ego ia ABC-XYZ, eco endo-se ao MAPE. .............................................................................................................................. 31 Tabela 12 – P ecisão global dos mé odos p e isão, eco endo-se ao MAPE. ........................ 32 Tabela 13 – Impac os espe ados das no as polí icas de ap o isionamen o. ............................ 39 Tabela 14 – Análise ABC mul ic i é io comple a. ................................................................... 44 Tabela 15 – Análise XYZ comple a. ........................................................................................ 46 Tabela 16 – Exemplo de um possí el ec ã da e amen a. ....................................................... 51 De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 1 1 In odução Nes e capí ulo, se á ei a uma in odução ao p oje o desen ol ido. Se ão abo dadas as mo i ações da emp esa na c iação do p oje o e ap esen ada uma b e e in odução sob e a sua his ó ia. Os p incipais obje i os que se p e endem alcança se ão ap esen ados e se á ei a uma b e e explicação das abo dagens seguidas na execução do p oje o. 1.1 Enquad amen o do p oje o e mo i ação Es e p oje o su giu no âmbi o do Mes ado In eg ado em Engenha ia Indus ial e Ges ão da Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o, que se ence a com a esc i a da disse ação em ambien e emp esa ial, com o in ui o de pe mi i a aplicação p á ica dos concei os adqui idos ao longo do cu so. O abalho oi desen ol ido no depa amen o de planeamen o indus ial da CIN Indus ial Coa ings, S. A., emp esa pe encen e ao G upo CIN, e su ge com o in ui o de a emp esa melho a os p ocessos a uais elacionados com a ges ão de ma é ias-p imas. Os esponsá eis da emp esa conside am que os ní eis a uais de s ocks médios de ma é ias-p imas são excessi amen e ele ados. Apesa disso, algumas u u as oco e am, le ando a emp esa a p ocu a implemen a medidas que possibili em um con olo mais ape ado sob e os ma e iais e uma diminuição dos ní eis médios de s ocks sem aumen a o isco de u u as. A e olução dos ní eis médios mensais de s ocks de ma é ias-p imas ao longo dos úl imos ês anos pode se consul ada na Figu a 1. Figu a 1 – Ní el médio mensal de s ocks de ma é ias-p imas A emp esa p ocu a, ainda, uma melho comunicação en e os sis emas de in o mação u ilizados no egis o de in o mações elacionadas com o planeamen o de p odução, que pe mi a uma De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 8 Figu a 3 – Sis ema de e isão pe iódica (R, S), em Gonçal es (2010). O mé odo mais di undido de se calcula a quan idade a encomenda oi desen ol ido po Fo d W. Ha is e popula izado po R. H. Wilson, e é chamado de Economic O de Quan i y (EOQ). Es e cálculo pe mi e es abelece uma elação en e os cus os de posse e os cus os de encomenda. A quan idade que minimiza os e ei os desses dois cus os é ob ida a a és da equação (2.2). 𝐸𝑂𝑄=√2𝐴𝐷 𝐻, (2.2) onde: EOQ, quan idade económica de encomenda; A, cus o de encomenda; D, axa de p ocu a; e H, cus o de posse. Es e mé odo de de e minação da quan idade ó ima de encomenda baseia-se em alguns p essupos os que, apesa de não se e i ica em na ealidade, não impedem que a EOQ seja mui o u ilizada em si uações p á icas. Es es p essupos os são (Jacobs, Chase, e Lummus 2011):  A p ocu a do p odu o é cons an e e uni o me;  O lead ime do p odu o é cons an e;  O p eço uni á io do p odu o é cons an e;  Os cus os de posse são baseados nos ní eis médios de in en á io;  Os cus os de encomenda ou de se up são cons an es;  Não são pe mi idas backo de s. O Pon o de Encomenda é o alo com o qual o ní el de s ocks de e se compa ado; semp e que o ní el de s ocks o igual ou in e io ao pon o de encomenda, uma no a o dem de encomenda de e se c iada. O seu alo é de inido com o obje i o de ga an i que não se en a á em u u a De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 9 du an e o lead ime e é, po an o, de inido como a p ocu a p e is a du an e o lead ime, mais o s ock de segu ança, sendo calculado pela exp essão (2.3). 𝑃𝑜𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑒𝑛𝑐𝑜𝑚𝑒𝑛𝑑𝑎=𝐷𝐿+𝑆𝑆, (2.3) onde: DL, p ocu a p e is a du an e o lead ime; e SS, s ock de segu ança. O s ock de segu ança é de inido como uma almo ada c iada pa a lida com a a iabilidade da p ocu a e do lead ime dos o necedo es. Po úl imo, é necessá io de ini -se o ní el de se iço. Reg a ge al, os cus os de u u a são di íceis de se de e minados, pelo que é mais comum eco e -se à noção de ní el de se iço, que exp essa os cus os de u u a implici amen e (Gonçal es 2010). Segundo Zinn e Ma mo s ein (1990), exis em dois modos p incipais de de inição do ní el de se iço:  ní el de se iço al a: calculado a pa i da de inição da p obabilidade de oco e uma u u a de s ock du an e um pe íodo de eabas ecimen o; em e mos p á icos, um ní el de se iço de 99% signi ica que exis e uma p obabilidade de 1% de oco e uma u u a du an e cada pe íodo de eabas ecimen o;  ní el de se iço be a: ambém chamado de ill a e, é de e minado de inindo a p opo ção da p ocu a que de e se sa is ei a di e amen e de s ock. Ao con á io do ní el de se iço al a, que em em con a o núme o de u u as, o ní el de se iço be a em em con a a magni ude des as. 2.2 Segmen ação dos p odu os A análise ABC oi desen ol ida com base nos es udos de Wil ed Pa e o, economis a i aliano que eo izou que uma pequena pe cen agem da população i aliana e a esponsá el pela p odução de uma g ande pa e da iqueza do país. Es e p incípio oi, desde en ão, aplicado às mais a iadas á eas, sendo uma das á eas mais comuns a da ges ão de s ocks (Flo es e Whyba k 1986). Reg a ge al, as o ganizações êm de e e ua a ges ão de um g ande núme o de ma e iais e p odu os. Nes es casos, é ú il a c iação de um c i é io que pe mi a a e i a impo ância que cada um deles em pa a a emp esa. A análise ABC adicional é baseada num c i é io, o cus o anual de consumo. F equen emen e, uma pequena pe cen agem de p odu os é esponsá el po uma g ande pe cen agem dos cus os anuais de consumo, enquan o a g ande maio ia em associado um cus o anual de consumo ela i amen e eduzido. Es e c i é io é calculado pa a cada p odu o e pe mi e iden i ica o impac o inancei o de cada um deles na emp esa. C ia em-se polí icas de ges ão pa a cada p odu o indi idualmen e se ia uma a e a mo osa, daí se comum eco e -se à análise ABC; o obje i o é segmen a em-se os p odu os com base na sua impo ância pa a a emp esa, alocando-se cada um deles às ca ego ias A, B ou C: p odu os na ca ego ia A são os mais impo an es e os da ca ego ia C os menos impo an es. Es a segmen ação pode á se ú il a á ios ní eis den o da emp esa, sendo que os p odu os da ca ego ia A são aqueles que de e ão me ece um con olo mais igo oso. Segundo Gonçal es (2010), os limi es u ilizados de em segui as indicações da Tabela 1. Os alo es dos limi es a escolhe na p á ica i ão depende da dis ibuição dos cus os anuais de consumo de cada emp esa e de e ão es a den o dessas indicações p opos as. De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 10 Tabela 1 – Limi es das ca ego ias da análise ABC. Ca ego ia % de p odu os % de cus o anual de consumo A 15-25 70-80 C > 50 5-10 Apesa de o c i é io de cus o anual de consumo se bas an e ele an e pa a a segmen ação dos p odu os, á ios au o es de endem que a u ilização de apenas um c i é io na de inição da impo ância de um p odu o numa o ganização é uma pe spe i a bas an e simplis a, suge indo melho ias a es e modelo:  Em Flo es e Whyba k (1986) desen ol eu-se uma das p imei as en a i as de melho ia à análise ABC inicial, ao p opo -se um mé odo que em em con a dois c i é ios pa a e e ua a segmen ação;  Em Flo es, Olson, e Do ai (1992) p opôs-se a u ilização do Analy ic Hie a chy P ocess como o mé odo de de inição do peso que di e en es c i é ios de e ão e pa a a segmen ação inal;  Em Ramana han (2006) e Zhou e Fan (2007) p opuse am-se al e na i as de o imização linea pa a a de e minação da impo ância de cada c i é io. O p incípio undamen al jus i icado de uma análise mul ic i é io é que se os p odu os A são os que me ecem um con olo mais igo oso, ou os a o es pa a além dos cus os anuais de consumo de em se conside ados. O núme o e os c i é ios a u iliza depende ão das necessidades e ca a e ís icas de cada emp esa. Es es a o es podem se , en e ou os, o cus o anual de consumo, o cus o médio uni á io, a c i icidade, o consumo anual ou lead ime (Flo es, Olson, e Do ai 1992). A análise ABC pode ainda se complemen ada com análises adicionais. Uma dessas análises é a XYZ, u ilizada pa a e e ua a segmen ação dos p odu os segundo os seus pad ões de consumo. Os p odu os que e elem um consumo mais es á el se ão inse idos na ca ego ia X, sendo que na ca ego ia Z se ão inse idos os p odu os que e elem um consumo mais i egula ; os p odu os que e elem pad ões de consumo com uma a iabilidade in e média a ão pa e da ca ego ia Y. O c i é io u ilizado pa a se e e ua es a segmen ação é o coe icien e de a iação, calculado eco endo à equação (2.4): 𝐶𝑉=𝜎 𝑋 , (2.4) onde: CV, é o coe icien e de a iância; , é o des io pad ão dos dados; e 𝑋 , é a média dos dados. A análise conjun a da magni ude e a iabilidade do consumo pe mi e a c iação da ma iz ABC- XYZ. Es a ma iz é compos a po no e ca ego ias, sendo que cada p odu o es a á inse ido numa delas. De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 11 2.3 Mé odos de análise de sé ies empo ais Tendo de inido os á ios ipos de s ocks e modelos de ges ão de s ocks, é impo an e a e i quais os mé odos de p e isão que se enquad am com os pad ões dos consumos de cada p odu o. Es a seleção oi ei a eco endo a á ios mé odos de análise de sé ies empo ais. 2.3.1 Decomposição clássica A decomposição clássica em como obje i o a iden i icação das componen es de uma sé ie empo al. Um dos p essupos os base des a abo dagem é a assunção que odos os dados da sé ie empo al são compos os po duas componen es base: o pad ão e o e o (Wheelw igh e Mak idakis 1989), (Mak idakis, Wheelw igh , e Hyndman 1998). O obje i o dos mé odos de decomposição é uma p ecisa sepa ação do pad ão nas suas componen es: endência-ciclo e sazonalidade. O e o, po sua ez, diz espei o à componen e alea ó ia dos dados, e é de inido como a di e ença en e os alo es dos dados da sé ie empo al e os e ei os da componen e endência-ciclo e sazonalidade. Apesa de se possí el iden i ica a componen e alea ó ia, não é possí el p e ê-la (Mak idakis, Wheelw igh , e Hyndman 1998). A endência-ciclo diz espei o a al e ações de longo p azo no ní el dos dados obse ados. Po sua ez, a sazonalidade diz espei o a lu uações pe iódicas com o igem em a o es como empe a u a, mês do ano, pe íodos de é ias ou polí icas in e nas das emp esas (Mak idakis, Wheelw igh , e Hyndman 1998). A decomposição clássica é um mé odo u ilizado quando se p e ende e uma ideia dos a o es que con ibuí am pa a uma de e minada obse ação, ao isola em-se as suas componen es. Ten a i as de c iação de mé odos de p e isão ei as di e amen e a pa i da decomposição o am já le adas a cabo, acabando po acassa a ní el p á ico; há, po an o, a necessidade de se eco e a mé odos de p e isão mais obus os pa a se e e ua em p e isões (Mak idakis, Wheelw igh , e Hyndman 1998). 2.3.2 Mé odos de p e isão A necessidade de se eco e a p e isões sob e o que acon ece á no u u o es á p esen e em i ualmen e odas as decisões de ges ão omadas numa emp esa; a di e ença eside em quão o mal é o mé odo usado. Independen emen e da o malidade dos mé odos u ilizados, há, no en an o, uma ce eza a e e : “as p e isões são ince as, imp ecisas e ine i á eis” (Sippe e Bul in 1997). Os mé odos de p e isão podem se di ididos em dois g upos p incipais: mé odos quali a i os e mé odos quan i a i os. A seleção do ipo de mé odo em causa de e á pa i da ponde ação de uma sé ie de a o es. É necessá io ha e uma de inição p ecisa do que se p e ende p e e , da ele ância da in o mação exis en e sob e o passado pa a a p e isão do u u o, bem como o ho izon e empo al pa a o qual se p e endem e e ua p e isões (Chambe s, Mullick, e Smi h 1971). Os mé odos quali a i os são baseados em análises subje i as e podem apoia -se ou não em in o mação sob e o passado. São pa icula men e ú eis quando a in o mação e os dados quan i a i os são escassos; po exemplo, quando um no o p odu o é lançado no me cado. Um exemplo comum é a ecolha de opinião de um conjun o de especialis as de uma de e minada á ea (Chambe s, Mullick, e Smi h 1971). No âmbi o des e p oje o, os mé odos quan i a i os aplicados a sé ies empo ais são os mais ele an es e aqueles que se ão es udados e ap esen ados com um de alhe maio . Mé odos De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 12 quan i a i os pa em da c iação de modelos baseados em dados his ó icos, com um obje i o de se iden i ica em os pad ões nos dados e ex apolá-los pa a o u u o. Como mé odos quan i a i os, o am es udados as médias mó eis, o amo ecimen o exponencial simples, o amo ecimen o exponencial de Hol e o amo ecimen o exponencial de Hol -Win e s. Todos es es mé odos êm em comum se em mé odos de amo ecimen o, is o é, o seu obje i o é a enua em as oscilações p esen es nos dados que esul am da componen e de alea o iedade (Mak idakis, Wheelw igh , e Hyndman 1998). As médias mó eis são o mais simples e an igo mé odo de amo ecimen o. O seu cálculo é bas an e simples, consis indo em calcula -se a média de um de e minado núme o de pe íodos imedia amen e an e io es. Nes e mé odo, apenas um de e minado núme o de obse ações é conside ado, sendo que odas elas êm a mesma con ibuição pa a os alo es das p e isões. Os es an es mé odos de amo ecimen o exponencial aqui abo dados pa em do p essupos o que mesmo dados mais an igos podem se ele an es na cons ução do modelo. No en an o, dados mais ecen es são os que con êm in o mação mais ele an e pa a explica o u u o, pelo que são os que de e ão e um maio peso na cons ução das p e isões. Es es mé odos podem se aplicados nas seguin es ci cuns âncias:  amo ecimen o exponencial simples: é o mé odo mais simples do g upo dos amo ecimen os exponenciais. Aplicá el a sé ies empo ais que não ap esen em sazonalidade nem endência;  amo ecimen o exponencial linea (de Hol ): mé odo aplicá el a sé ies empo ais que e elem endência;  amo ecimen o exponencial de Hol -Win e s: mé odo capaz de in e p e a an o endências (c escen es ou dec escen es) como sazonalidade nas se ies empo ais. De modo a se em aplicados os mé odos de amo ecimen o exponencial é necessá io de ini -se o modo como os alo es iniciais i ão se de e minados. Mak idakis e Hibon (1991) es a am di e en es modos de inicialização pa a os mé odos de amo ecimen o exponencial simples, de Hol e de endência amo ecida, de manei a a a e i se inham in luência na p ecisão das p e isões. Alguns dos modos es ados o am Leas Squa es Es ima es, Backcas ings, Con enien alues e Ze o Values. As conclusões ap esen adas são no sen ido de que, na g ande maio ia dos casos, os alo es de inicialização não i ão a e a a p ecisão do mé odo de p e isão. Alguns au o es es a am os mé odos de p e isão aqui ap esen ados em á ias sé ies de dados, com o obje i o de a e i em se se ia possí el e i a conclusões ela i as à aplicação dos mé odos em casos eais. Apesa de mé odos mais complexos, como o de Hol -Win e s, pode em pa ece a melho al e na i a, uma ez que êm em con a an o endência como sazonalidade, a e dade é que não exis e um mé odo que possa se aplicado indisc iminadamen e a qualque sé ie empo al com a ga an ia de se ob e em os melho es esul ados de p e isão (Mak idakis e al. 1982). Pode pa ece plausí el que a escolha de um modelo que enha em conside ação a o es como endência e sazonalidade seja capaz de p oduzi p e isões mais p ecisas e que seja imedia amen e p e e ido a modelos mais simples. No en an o, o núme o de pa âme os a es ima ambém aumen a, podendo le a a pio es es ima i as des es e p e isões menos iá eis. Na p á ica, um modelo mais complexo de e se e i ado a não se que haja mo i os pa a c e que a complexidade ex a é necessá ia e jus i icá el (Axsä e 2007). Em Mak idakis e al. (1982) p ocedeu-se a um es udo no qual á ios mé odos de amo ecimen o o am aplicados a um g ande núme o de sé ies empo ais, com o obje i o de iden i ica em possí eis di e enças en e di e en es mé odos de p e isão. Algumas das conclusões ap esen adas são as seguin es: De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 13  Quan o maio a alea o iedade p esen e nos dados, meno é a jus i icação pa a se u iliza em mé odos de p e isão complexos. Mé odos de p e isão mais complexos não e ela am se mais p ecisos do que mé odos de p e isão simples, como o amo ecimen o exponencial simples com ajus e sazonal p é io, quando exis e uma ele ada alea o iedade nos dados. Po exemplo, quando aplicados a dados ag egados dia iamen e ou mensalmen e, compa a i amen e com sé ies em que os dados es ejam ag egados anualmen e, a alea o iedade p esen e nos dados é bas an e maio , a o ecendo a u ilização de mé odos simples;  Pa a p e isões num ho izon e empo al de 1 ou 2 pe íodos, amo ecimen o exponencial simples com ajus e sazonal, amo ecimen o exponencial de Hol e amo ecimen o exponencial de Hol -Win e s le am a p e isões igualmen e sa is a ó ias;  Fo am es ados á ios mé odos de decomposição dos dados endo em is a o ajus e sazonal. O mé odo base u ilizado pa a compa ação oi o do ácio das obse ações pelas médias mó eis cen adas ( a io- o-cen e ed mo ing a e ages), sendo que nenhum dos ou os mé odos es ados se e elou es a is icamen e melho na de e minação de índices de sazonalidade;  O ajus e sazonal p é io dos dados u ilizando um mé odo de decomposição az com que mé odos simples e so is icados p oduzam p e isões com uma p ecisão semelhan e. Os au o es de endem que o ajus e sazonal dos dados é su icien e pa a elimina a sazonalidade dos dados, podendo-se en ão aplica mé odos mais simples, que não p ecisem de e em con a a sazonalidade, como o amo ecimen o exponencial de Hol ou o amo ecimen o exponencial simples, caso exis a ou não endência na sé ie empo al, espe i amen e. Os au o es de endem mesmo que e e uando o ajus e sazonal aos dados, e e uando as p e isões e ajus ando os alo es das p e isões pa a e em con a a sazonalidade pa ece le a a melho es esul ados do que aplicando o mé odo de Hol - Win e s di e amen e. 2.3.3 Medidas dos e os Exis em á ias medidas que podem se u ilizadas de modo a a e i -se a p ecisão de um mé odo de p e isão. Duas das p incipais, e as duas que o am u ilizadas nes e p oje o, são o E o Quad á ico Médio (Mean Squa ed E o , do a an e designado de MSE) e o E o Pe cen ual Absolu o Médio (Mean A e age Pe cen ual E o , do a an e a ado po MAPE), calculados pelas equações (2.5) e (2.6), espe i amen e. 𝑀𝑆𝐸=1 𝑛∑(𝐴𝑡−𝑃𝑡)2 𝑛 𝑡=1 (2.5) 𝑀𝐴𝑃𝐸=1 𝑛∑|𝐴𝑡−𝑃𝑡 𝐴𝑡| 𝑛 𝑡=1 , (2.6) onde: A , alo eal no pe íodo ; P , p e isão pa a o pe íodo ; e n, núme o de pe íodos a u iliza na análise. 2.4 Conside ações p á icas sob e a e isão da li e a u a Os mé odos de p e isão que se ão ap esen ados no deco e do documen o são as médias mó eis de 3 e 5 meses e os amo ecimen os exponenciais simples e de Hol . Foi ei a ainda uma en a i a de aplicação do mé odo mul iplica i o de Hol -Win e s, no en an o, o ac o de algumas De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 14 ma é ias-p imas não se em consumidas há um núme o de pe íodos su icien es pa a se es ima a sazonalidade da sé ie empo al, bem como a exis ência de meses em que algumas ma é ias- p imas não e am consumidas (consumo igual a ze o) impossibili a am a sua aplicação p á ica. Pa a além disso, segui am-se as indicações de Mak idakis e al. (1982) que de endem que, na p esença de sazonalidade, a decomposição dos dados pa a emo e a componen e sazonal, aplicação dos mé odos e ajus e das p e isões pa a e no amen e em con a a sazonalidade cos uma le a a melho es esul ados do que a aplicação do mé odo de Hol -Win e s di e amen e. Po es e mo i o, quando de e ada sazonalidade, o mé odo de decomposição dos dados de modo a emo e a componen e sazonal oi o p e e ido, aplicando de seguida os mé odos enume ados inicialmen e. O mé odo a que se eco eu na de e minação dos índices de sazonalidade oi o do ácio das médias mó eis cen adas, como desc i o em Wheelw igh e Mak idakis (1989). No caso da aplicação de amo ecimen os exponenciais, conside ou-se que os pa âme os se man êm cons an es ao longo dos pe íodos, uma ez que não exis em p o as que a o eçam a u ilização de pa âme os adap a i os (Ga dne 1985). As cons an es a u iliza nes es mé odos o am de e minadas endo em con a os seus alo es ó imos, is o é, os alo es que minimiza am o MSE dos dados sob análise. Uma ez que o am e e uadas p e isões ex-pos , os alo es ó imos o am de e minados minimizando o MSE dos dados u ilizados na c iação dos modelos. Es es alo es o am ob idos eco endo ao suplemen o Sol e do Excel. Quan o aos alo es iniciais dos mé odos de amo ecimen o exponenciais, aplica am-se os indicados em Almada- Lobo (2014). Quan o à ges ão de s ocks, é igualmen e impo an e ece algumas conside ações. Na de inição dos s ocks de segu ança, escolheu-se eco e o ní el de se iço al a, uma ez que é o mais di undido na p á ica. Quando na p esença de a iabilidade de p ocu a e a iabilidade de lead imes, o seu cálculo é e e uado eco endo à exp essão (2.7) (King 2011). 𝑆𝑆=𝑧∗√𝐿𝑇∗𝜎𝐷 2+(𝜎𝐿𝑇 ∗𝐷 )2, (2.7) onde: SS, s ock de segu ança; z, z-sco e associado ao ní el de se iço; LT, lead ime da ma é ia-p ima; 𝜎𝐷 2, a iância da p ocu a; 𝜎𝐿𝑇, des io pad ão dos lead imes; e 𝐷, p ocu a média. Nes e p oje o, no en an o, componen e da a iabilidade dos lead imes não se á es udada em de alhe. Uma das azões é que a dis ibuição dos lead imes oi di ícil de se de e mina na p á ica; as encomendas nem semp e são colocadas pa a pe íodos iguais aos do lead ime (algumas encomendas são colocadas pa a o médio/longo p azo), o que di icul a a de e minação das dis ibuições dos lead imes dos o necedo es. No en an o, é comum a a iabilidade da p ocu a se bas an e supe io à a iabilidade dos lead imes, sendo o p incipal a o na de inição das necessidades de s ock de segu ança (King 2011). Apesa de o s ock de segu ança se mui as ezes de inido com base na a iabilidade da p ocu a, Zinn e Ma mo s ein (1990) de ende que a u ilização da a iabilidade de e os de p e isão de e le a à de e minação de s ocks de segu ança mais eduzidos. Es a obse ação pa e do p incípio que nem odas as a iações são inexplicá eis, pelo que, caso pa e des as oscilações seja iden i icada pelo mé odo de p e isão, os ní eis de s ocks de segu ança necessá ios i ão se mais eduzidos. Nes e p oje o, u ilizou-se a abo dagem suge ida po es es au o es. De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 15 3 Funcionamen o da emp esa e opo unidades encon adas Nes e capí ulo, se á ap esen ado o uncionamen o da emp esa, bem como ap esen ados em de alhe as opo unidades encon adas no âmbi o do ema do p oje o. 3.1 Funcionamen o da emp esa Na secção seguin e, se á explicado o uncionamen o da emp esa nas á eas elacionadas com o âmbi o do p oje o aquando do começo do mesmo. Es a explicação ganha ele ância uma ez que ajuda a explica os desa ios encon ados e a abo dagem seguida na en a i a de os esol e . 3.1.1 Sis emas de in o mação u ilizados Ao ní el do depa amen o do planeamen o da p odução, exis em dois sis emas p incipais implemen ados na emp esa que são u ilizados cons an emen e: um sis ema En e p ise Resou ce Planning (ERP, do a an e chamado de ASW), e um sis ema de Shop Floo Con ol (do a an e chamado de SFC). O ASW é onde es á disponí el g ande pa e da in o mação ela i a às a i idades da emp esa. Es e sis ema oi desen ol ido pela IBS e engloba a ges ão das ope ações de di e sas á eas da emp esa. Ao ní el do planeamen o da p odução, des acam-se a consul a de in o mações como es ados de o dens de ab ico, encomendas a o necedo es ou saldos de a mazém. É es e o sis ema u ilizado quando se p e ende c ia uma no a o dem de ab ico ou ence a uma o dem de ab ico exis en e. É ainda nes e sis ema que es ão ca egadas as bill o ma e ials dos p odu os acabados. Es a e amen a oi cons uída com base no sis ema AS400, mais di ecionado pa a o backo ice. Na Figu a 4, é ap esen ado o ec ã inicial do ASW. De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 16 Figu a 4 – Ec ã inicial do ASW. O con olo da p odução é ei o no SFC. É nes a e amen a que se p ocede ao sequenciamen o das o dens de ab ico, que se aduz num plano mes e de p odução dos p odu os acabados. Es e plano é elabo ado pelos esponsá eis do depa amen o do planeamen o da p odução, podendo se consul ado pelos enca egados da áb ica. 3.1.2 P odução O p ocesso p odu i o na emp esa é linea : o p ocesso inicia-se com a pesagem e mis u a das ma é ias-p imas, seguidas da ex usão, moagem e embalamen o. A ní el de p odução de p odu os acabados, a emp esa an o aplica es a égias make- o-s ock (MTS) como make- o-o de (MTO). O modo como as ma é ias-p imas se elacionam com os p odu os in e médios e p odu os acabados es á esquema izado na Figu a 5. De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 17 Figu a 5 – Relação en e ma é ias-p imas, p odu os in e médios e p odu os acabados. Uma o dem de ab ico co esponde a uma o dem de p odução. Nes a o dem de ab ico, é possí el e quais as ma é ias-p imas que se ão consumidas, em que quan idades e qual o p odu o in e médio que o igina ão. Es e p odu o in e médio pode á da o igem a um ou a á ios p odu os acabados, sendo que a única di e ença en e os p odu os acabados A, B ou C se á o ó ulo ou o ipo de embalagem usada. São es es p odu os acabados que an o pode ão se p oduzidos seguindo es a égias MTS como es a égias MTO. A ges ão de p odu os MTS é ei a eco endo ao Índice de Cobe u a de cada p odu o, calculado pelo ASW a a és da exp essão (3.1). Tendo em con a a quan idade de p odu o exis en e num dado momen o, a quan idade de p odu o já ese ada pa a sa is aze encomendas de clien es e as quan idades médias de p ocu a diá ia p e is as, ob e -se-á o núme o de dias p e is o que demo a á a é o s ock desse p odu o se esgo a . Í𝑛𝑑𝑖𝑐𝑒 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑏𝑒𝑟𝑡𝑢𝑟𝑎= 𝐸𝑥𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎𝑠−𝑄𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 𝑟𝑒𝑠𝑒𝑟𝑣𝑎𝑑𝑎𝑠 𝑃𝑟𝑒𝑣𝑖𝑠õ𝑒𝑠 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 𝑚𝑒𝑛𝑠𝑎𝑖𝑠 𝑁ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑑𝑖𝑎𝑠 ú𝑡𝑒𝑖𝑠 𝑑𝑜 𝑚ê𝑠 ⁄ (3.1) Es e indicado p essupõe a exis ência de p e isões de p ocu a de p odu os acabados MTS. Es as p e isões exis em a ualmen e, sendo e e uadas e e is as anualmen e pelo depa amen o do planeamen o indus ial, podendo ambém se a ualizadas a qualque momen o pelo depa amen o come cial. A decisão de quan o p oduzi é ei a eco endo à EOQ. Es a ó mula em em con a a p ocu a anual, o cus o de se up e os cus os de man e o p odu o em in en á io, e pe mi e iden i ica a quan idade de p odução que minimiza os cus os o ais de p odução e a mazenamen o. Es e indicado é calculado pa a cada p odu o acabado MTS, sendo que cada um des es p odu os apenas é p oduzido na espe i a quan idade indicada pelo EOQ. Se pa a os p odu os MTS az sen ido e e ua p e isões de consumo de p odu os acabados e u ilizá-las pa a lança o dens de p odução, o mesmo não acon ece pa a os p odu os ab icados segundo es a égias MTO. A p óp ia de inição de p odu o MTO indica-nos que es es p odu os apenas são ab icados quando são ecebidas o dens de clien es. No caso des es p odu os, as quan idades a ab ica ão a ia consoan e as quan idades encomendadas pelos clien es. De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 24 Tabela 2 – Fa o es u ilizados na compa ação dos c i é ios na análise ABC mul ic i é io, em Flo es, Olson, e Do ai (1992). Escala Impo ância ela i a Explicação 1 Igual impo ância Os a o es são igualmen e impo an es. 3 P e e ência ligei a C i é io base é ligei amen e mais impo an e que o a o com que es á a se compa ado. 5 P e e ência média C i é io em uma impo ância signi ica i amen e maio . 7 P e e ência o e C i é io base é bas an e mais impo an e. 9 P e e ência absolu a C i é io base em o maio ní el de p e e ência. Tendo-se decidido que i iam se incluídos 3 c i é ios nes a análise, oi necessá io es abelece a impo ância ela i a en e eles. As conclusões a que se chega am o am que o cus o anual de consumo de e ia se conside ado como ligei amen e mais impo an e do que o consumo anual e igualmen e impo an e ela i amen e ao lead ime. Po sua ez, o consumo anual de e ia se conside ado ligei amen e menos impo an e do que o lead ime. Es as conside ações são in oduzidas na análise a a és da Tabela 3. Tabela 3 – Impo ância ela i a dos c i é ios a u iliza na análise ABC mul ic i é io. Cus o anual de consumo Consumo anual Lead ime Cus o anual de consumo 1 3 1 Consumo anual 1 1/3 Lead ime 1 O esul ado inal é a c iação de uma medida de u ilidade de cada ma é ia-p ima, calculada a a és da ponde ação de cada c i é io, segundo a qual es as são o denadas dec escen emen e. O peso que cada c i é io e á na de inição da medida de u ilidade oi iden i icado in oduzindo os alo es da Tabela 3 numa calculado a online e es ão ap esen ados na Tabela 4. Tabela 4 – Peso de cada c i é io na medida de u ilidade da análise ABC mul ic i é io. Cus o anual de consumo 0,42 Consumo anual 0,14 Lead ime 0,42 Uma ez que os c i é ios u ilizados êm di e en es unidades de medida, os alo es de odos os c i é ios i e am que se con e idos pa a uma escala comum, dado que, po exemplo, não e ia signi icado es abelece uma compa ação de lead imes, em dias, com cus os anuais de consumo, que podem a ingi á ias cen enas de milha es de eu os. Es a no malização oi ei a eco endo à equação (4.1), que aduz a impo ância ela i a do alo de uma ma é ia-p ima num de e minado c i é io endo em con a a ampli ude dos alo es p esen es nesse c i é io. De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 25 𝑊𝑖=𝐹𝑖−𝐹𝑚𝑖𝑛 𝐹𝑚𝑎𝑥−𝐹𝑚𝑖𝑛, (4.1) onde: 𝑊𝑖, alo ans o mado associado à ma é ia-p ima i no c i é io sob ans o mação; 𝐹𝑖, alo associado à ma é ia-p ima i no c i é io sob ans o mação; 𝐹𝑚𝑖𝑛, alo mínimo do c i é io sob ans o mação; e 𝐹𝑚𝑎𝑥, alo máximo do c i é io sob ans o mação. A medida de u ilidade de cada ma é ia-p ima é, en ão, calculada endo em con a os alo es ans o mados em cada c i é io e o peso desse mesmo c i é io, a a és da exp essão (4.2). 𝑈𝑡𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑖=∑𝑊𝑖,𝑗 ∗𝑃𝑒𝑠𝑜𝑗𝑗 , (4.2) onde: 𝑈𝑡𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑖, u ilidade associada à ma é ia-p ima i; 𝑊𝑖,𝑗, alo ans o mado associado à ma é ia-p ima i no c i é io j; e 𝑃𝑒𝑠𝑜𝑗, peso do c i é io j. De iniu-se que a ca ego ia A engloba ia os p imei os 20% das ma é ias-p imas mais ú eis, a ca ego ia B os 30% seguin es e a ca ego ia C os es an es 50%. Tal aduziu-se numa ca ego ia A com 13 ma é ias-p imas, numa ca ego ia B com 19 ma é ias-p imas e numa ca ego ia C com 30 ma é ias-p imas. Na Tabela 5, podem consul a -se os alo es de u ilidade das seis ma é ias-p imas mais ú eis, bem como os alo es eais e alo es ans o mados em cada um dos c i é ios usados. A análise comple a a odas as ma é ias-p imas pode se consul ada no Anexo A. Tabela 5 – Valo es de u ilidade das seis ma é ias-p imas mais ú eis. Valo es eais Valo es ans o mados U ilidade Cus o anual de consumo (€) Lead Time (dias ú eis) Consumo anual (kg) Cus o anual de consumo (€) Lead Time (dias ú eis) Consumo anual (kg) MP 1 1 397 142 15 664 736 1,00 0,44 0,68 0,78 MP 2 1 208 226 30 519 131 0,86 1,00 0,53 0,74 MP 3 1 057 247 22 491 743 0,76 0,70 0,50 0,64 MP 4 343 104 22 980 297 0,24 0,70 1,00 0,63 MP 5 989 084 15 515 148 0,71 0,44 0,53 0,59 MP 6 919 724 22 427 779 0,66 0,70 0,44 0,57 Concluída a análise ABC mul ic i é io, p ocedeu-se à análise XYZ, u ilizada pa a ca ego iza as ma é ias-p imas segundo os seus pad ões de consumo. As ma é ias-p imas o am o denadas segundo o seu coe icien e de a iação e os limi es u ilizados na segmen ação o am os mesmos que os u ilizados na análise ABC: 20% das ma é ias-p imas na ca ego ia X, 30 % na ca ego ia Y e 50% na ca ego ia Z. A análise XYZ comple a pode se consul ada no Anexo B, onde es ão ap esen ados os coe icien es de a iação de cada ma é ia-p ima. O esul ado des as análises pode se esumido pela Tabela 6, onde se ap esen a a ma iz ABC- XYZ e o núme o de ma é ias-p imas que ecai em cada uma das ca ego ias. De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 26 Tabela 6 – Núme o de ma é ias-p imas po ca ego ia. Ca ego ia X Y Z A 5 6 2 B 6 7 6 C 2 6 22 4.3 Ní eis de s ock iniciais A análise ABC-XYZ pe mi e, ainda, a e i se a ges ão dos s ocks pode se mais e icien e. Sendo as ma é ias-p imas A as mais impo an es, de e ão se con oladas mais de pe o de modo a man e em-se s ocks eduzidos, uma ez que se ão ambém aquelas que aca e am um maio cus o de posse. A análise XYZ, po sua ez, indica-nos que o ac o de as ma é ias-p imas X se em as que ap esen am um consumo mais es á el e p e isí el, de e ão pe mi i que sejam man idos ní eis de s ocks médios mais eduzidos. De modo análogo, é de espe a ní eis médios de s ocks ele ados nas ma é ias-p imas com consumos i egula es, como são as ma é ias- p imas Z. P ocedeu-se, en ão, a uma análise aos ní eis de s ocks de ma é ias-p imas, com base ainda nos dados de 2015. Um dos indicado es mais u ilizados na ges ão de s ocks é a axa de cobe u a. Es e indicado aduz o empo médio que o s ock demo a a se eno ado e pode se de inido pela exp essão (4.3). 𝑇𝑎𝑥𝑎 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑏𝑒𝑟𝑡𝑢𝑟𝑎 (𝑒𝑚 𝑑𝑖𝑎𝑠)= 𝑄𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑚é𝑑𝑖𝑎 𝑒𝑚 𝑠𝑡𝑜𝑐𝑘 𝑄𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑚é𝑑𝑖𝑎 𝑑𝑖á𝑟𝑖𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑖𝑑𝑎 𝑎𝑜 𝑙𝑜𝑛𝑔𝑜 𝑑𝑜 𝑎𝑛𝑜 (4.3) A ualmen e, a emp esa não gua da egis os dos ní eis de s ocks médios po ma é ia-p ima ou do núme o de u u as des as. Es es dados são ele an es uma ez que se p e ende es uda apenas as 62 ma é ias-p imas ge idas pela Megadu e não odas as ma é ias-p imas exis en es em a mazém. Uma ez que se conside am es es dados impo an es pa a diagnos ica o es ado inicial e es uda as po enciais melho ias, es es alo es o am de e minados no âmbi o do p oje o. Es es dados o am ob idos pa indo dos saldos exis en es de ma é ias-p imas no dia em que a análise oi ei a e de odos os egis os de ansações de ma é ias-p imas an o da áb ica como do a mazém de ma é ias-p imas a é ao início de 2015, de manei a a de e mina as quan idades exis en es de cada uma delas em cada dia. Ob idos es es alo es, oi possí el calcula os s ocks médios, a cobe u a e s ock e iden i ica o núme o de u u as de cada ma é ia-p ima. As quan idades e alo es médios de s ocks po ca ego ia podem se obse ados na Tabela 7. De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 27 Tabela 7 – Quan idades e alo es médios em s ock, po ca ego ia. Quan idade média em s ock (kg) Valo médio em s ock (€) AX 198 000 243 000 AY 131 000 280 000 AZ 47 000 102 000 BX 73 000 299 000 BY 66 000 119 000 BZ 59 000 106 000 CX 2 000 10 000 CY 13 000 52 000 CZ 99 000 261 000 To al 688 000 1 472 000 4.3.1 Cobe u a de s ock De e minados os s ocks médios, calculou-se a axa de cobe u a, em dias ú eis, de cada ma é ia- p ima. De modo a não en iesa a análise, o am desconside adas as ma é ias-p imas com cobe u as de s ock supe io es a 300 dias ú eis, uma ez que se conside a am ou lie s. Apenas duas ma é ias-p imas o am excluídas: uma ma é ia-p ima BX e uma CZ. Os alo es médios da cobe u a de s ock segundo as ca ego ias ABC e XYZ podem se consul ados nas Tabela 8 e Tabela 9, espe i amen e. Tabela 8 – Média de cobe u a de s ock po ca ego ia ABC. Ca ego ia Cobe u a de s ock (dias ú eis) A 21,2 B 32,4 C 108,6 Tabela 9 – Média de cobe u a de s ock po ca ego ia XYZ. Ca ego ia Cobe u a de s ock (dias ú eis) X 32,0 Y 38,5 Z 99,3 Como se pode obse a , é isí el uma endência de aumen o da cobe u a de s ock nas ca ego ias menos impo an es e nas ca ego ias com pad ões de consumo i egula es. Es es esul ados êm ao encon o do que se ia de espe a e e elam uma iden i icação po pa e da emp esa das ma é ias-p imas mais impo an es e das que êm um consumo mais egula . De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 28 No e-se, no en an o, que as ca ego ias C e Z ap esen am ní eis de cobe u a de s ock bas an e acima das es an es ca ego ias. Pa a as ca ego ias Z, o ac o de os consumos se em i egula es le a a que sejam man idos ní eis de s ocks maio es e que algumas quan idades pe maneçam em s ock du an e longos pe íodos de empo. Po ou o lado, a ele ada cobe u a de s ock das ma é ias-p imas das ca ego ias C pode es a elacionada com a exis ência de quan idades mínimas de encomendas de o necedo es. 4.3.2 Núme o de u u as O passo seguin e oi iden i ica o núme o de u u as. Semp e que as quan idades de ma é ias- p imas exis en es na áb ica não são su icien es pa a as o dens de ab ico a p oduzi , es as são ans e idas a pa i do a mazém de ma é ias-p imas. Caso as quan idades no a mazém de ma é ias-p imas sejam in e io es às quan idades necessá ias, odas as quan idades disponí eis no a mazém de ma é ias-p imas, ainda que insu icien es, são ans e idas pa a a áb ica. Assim, po ecomendação dos esponsá eis da emp esa, de iniu-se que oco ia uma u u a semp e que as exis ências de uma ma é ia-p ima no a mazém de ma é ias-p imas a ingiam o alo ze o. No en an o, o ac o de uma ma é ia-p ima e um saldo igual a ze o du an e longos pe íodos de empo não signi ica ob iga o iamen e que é uma si uação indesejada e que os planos de p odução es ejam comp ome idos. Pode signi ica apenas que a emp esa não an e ê que a ma é ia-p ima enha a se necessá ia no cu o p azo e que caso seja necessá ia consegue e acesso a ela a empadamen e. Po es e mo i o, decidiu-se não inclui nes a análise os casos em que não seja cla o se o saldo se esgo ou de ido a u u a ou de ido a uma decisão de ges ão em que os esponsá eis da emp esa deixa am o saldo esgo a in encionalmen e. Assim, o am desconside adas as ma é ias-p imas que ap esen assem um núme o de dias consecu i o em u u a bas an e supe io ao seu lead ime, o que indica que o ac o de e esgo ado p o a elmen e se a ou de uma decisão de ges ão. Os esul ados da análise de u u as podem se consul ados na Tabela 10, onde se ap esen am o núme o de u u as de cada ca ego ia em 2015. Tabela 10 – Núme o de u u as de ma é ias-p imas po ca ego ia. Ca ego ia Núme o de ma é ias-p imas conside adas Núme o de u u as AX 6 5 AY 4 13 AZ 2 8 BX 6 16 BY 7 15 BZ 6 16 CX 1 4 CY 2 4 CZ 20 17 To al Ge al 54 98 De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 29 4.4 Mé odos de p e isão de consumos Uma ez que a emp esa abalha com lead imes de o necedo es bas an e mais longos do que o pe íodo pa a o qual acei am encomendas de clien es, decidiu-se eco e a mé odos de p e isão dos consumos de ma é ias-p imas que se podem espe a no u u o. As análises seguin es o am e e uadas endo como base os consumos das 62 ma é ias-p imas ge idas pela Megadu . 4.4.1 Explicação do modo de aplicação dos mé odos Todos os mé odos o am es ados eco endo-se à c iação de p e isões ex-pos . Fo am ob idos os consumos de ma é ias-p imas em 2012, 2013, 2014 e 2015, e u iliza am-se os consumos dos ês p imei os anos pa a a c iação dos modelos, que o am de seguida aplicados na p e isão dos consumos de 2015. Na p á ica, a p ecisão com que um modelo de p e isão se ajus a a dados his ó icos não ga an e bons esul ados de p e isão de dados u u os. Ao e e ua -se uma análise ex-pos é possí el a e i qual o eal ní el de p ecisão que se pode espe a do mé odo quando aplicado num con ex o p á ico. Foi, ainda, ponde ado o ní el segundo o qual se ia ei a a ag egação dos consumos. O ac o de os esponsá eis da emp esa ale a em pa a a não ga an ia de in eg idade dos egis os a um ní el diá io, bem como o ac o de a e amen a que se ai ap esen a i a se a ualizada mensalmen e, a o ece am a escolha da ag egação mensal dos dados. Todas as p e isões ap esen adas de seguida o am e e uadas às ma é ias-p imas das ca ego ias AX, BX, BX e BY. O ac o de as ma é ias-p imas C não se em ulc ais pa a a emp esa e de se ba a o man ê-las em s ock não jus i ica a aplicação de mé odos es a is icamen e mais complexos; quan o às ma é ias-p imas Z, es ando os seus consumos ex emamen e sujei os a componen es alea ó ias, não se espe a que mé odos es a is icamen e complexos con i am melho ias em elação a mé odos mais simples (Mak idakis e al. 1982). Assim, de iniu-se à pa ida que os consumos des as se iam p e is os eco endo a médias mó eis. As medidas de p ecisão u ilizadas o am o MAPE e o MSE, e o am ag upadas po ca ego ias, calculando-se as médias das medidas de e os das ma é ias-p imas das ca ego ias espe i as. O obje i o oi sabe se se ia an ajoso aloca mé odos di e en es a ca ego ias di e en es. P e endia-se a e i , po exemplo, se a i egula idade das ma é ias-p imas Y se ia de ida à exis ência de endências e se mé odos capazes de as de e a em, como o alisamen o exponencial de Hol , se iam mais adequados. 4.4.2 Resul ados da aplicação dos mé odos Numa ase inicial do p oje o, os mé odos o am aplicados aos consumos eais. No en an o, cedo se pe cebeu que os dados apa en a am es a sujei os a a o es sazonais, uma ez que picos e queb as de consumo pa eciam su gi semp e nos mesmos meses do ano, como se pode e i ica na Figu a 9. De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 30 Figu a 9 – Consumos mensais de ma é ias-p imas ge idas pela Megadu nos úl imos 4 anos. De manei a a con i ma es as suspeições, e e uou-se um es e de au oco elação, que eio con i ma que, de ac o, os dados ap esen a am sazonalidade a um ní el es a is icamen e signi ica i o. Es e es e pode se obse ado no Anexo C. Fo am, en ão, es adas duas abo dagens pa a lida com es a sazonalidade. A p imei a consis iu em u iliza mé odos de decomposição clássica pa a calcula índices de sazonalidade pa a cada pe íodo, emo e a componen e sazonal dos dados, e e ua as p e isões e ol a a inclui a sazonalidade nas p e isões c iadas, como desc i o em Mak idakis e al. (1982). Apesa de es a abo dagem (decompo os dados pa a emo e a sazonalidade) melho a a p ecisão dos mé odos quando compa ada com a simples aplicação dos mé odos aos consumos mensais, oi iden i icado o mo i o que le a a à sua oco ência. Es a sazonalidade de e ada de ia-se ao ac o de o núme o de dias que a áb ica ope a a não se cons an e a ní el mensal. Es e a o e a pa icula men e ele an e nos meses de agos o e dezemb o, em que a áb ica echa a comple amen e alguns dias de ido às é ias dos abalhado es, ou nos meses de julho, em que a emp esa con a a a ho as ex a aos sábados pa a p eca e o ac o de em agos o a sua p odução se mais eduzida. Foi, en ão, es ada uma segunda abo dagem, que p essupôs que os dados de e iam se ajus ados pa a e em conside ação o núme o de dias abalhados em cada mês. O núme o de dias abalhado oi de e minado iden i icando o núme o de dias ú eis e o núme o de dias ex a con a ados pela emp esa em cada mês. Quan o ao ajus e dos dados, oi ei o eco endo-se ao mé odo de ading days ap esen ado po Mak idakis, Wheelw igh , e Hyndman (1998) e Caiado (2011), a a és da exp essão (4.1). A e olução dos dados mensais ajus ados pode se con e ida na Figu a 10. De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 31 𝑊𝑡=𝑌𝑡∗𝑛𝑑𝑢       𝑛𝑑𝑢𝑡, (4.1) onde: 𝑊𝑡, consumo mensal no mês , ajus ado pa a o núme o de dias abalhados nesse mês; 𝑌𝑡, consumo mensal no mês ; ndu      , média de núme o de dias abalhados po mês; e ndu , núme o de dias abalhados no mês . Figu a 10 – Consumos mensais de ma é ias-p imas ge idas pela Megadu ajus ados dos úl imos 4 anos. Um no o es e de au oco elação oi e e uado aos dados mensais ajus ados pelo núme o de dias, sendo que, des a ez, se concluiu que os dados não ap esen a am sazonalidade. Uma ez que es es dados ajus ados não ap esen a am sazonalidade, os mé odos que lhes o am aplicados o am as médias mó eis dos úl imos 3 e 5 meses, o amo ecimen o exponencial simples e o amo ecimen o exponencial linea de Hol . As p ecisões dos mé odos, quando aplicados po ca ego ias, bem como a p ecisão global podem se obse ados na Tabela 11 e na Tabela 12, espe i amen e. Tabela 11 – P ecisão dos mé odos de p e isão po ca ego ia ABC-XYZ, eco endo-se ao MAPE. AX AY BX BY Média mó el 3 meses 27,0% 57,8% 24,2% 70,0% Média mó el 5 meses 26,0% 54,6% 23,2% 68,8% Amo ecimen o exponencial simples 27,8% 59,1% 25,2% 66,6% Amo ecimen o exponencial de Hol 25,6% 59,4% 24,9% 70,0% De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 32 Tabela 12 – P ecisão global dos mé odos p e isão, eco endo-se ao MAPE. Média mó el 3 meses 46,5% Média mó el 5 meses 44,9% Amo ecimen o exponencial simples 46,3% Amo ecimen o exponencial de Hol 46,8% Algumas conclusões podem se e i adas da lei u a des as abelas. Em p imei o luga , e como se ia de espe a , os mé odos são bas an e mais p ecisos quando aplicados às ca ego ias AX e BX, que incluem as ma é ias-p imas com consumos mais egula es. É, ainda, possí el conclui que não há um mé odo que se e ele mais p eciso do que os es an es em odas as ca ego ias. Mesmo analisando cada ca ego ia sepa adamen e, os mé odos e elam ní eis de p ecisão bas an e semelhan es. Uma ez que se p essupõe a aplicação p á ica dos mé odos de p e isão numa e amen a, decidiu-se que se i ia implemen a a média mó el de cinco meses. Pa a além de, em aplicações p á icas, mé odos de p e isão mais simples de e em se p e e idos a mé odos mais complexos quando os ganhos a ní el de p ecisão não são e iden es (Axsä e 2007), a média mó el de cinco meses e ela-se ligei amen e mais p ecisa do que os es an es mé odos quando aplicada a odas as ma é ias-p imas. 4.5 Sis ema de ges ão de s ocks Tendo em is a a de inição de no as polí icas de ges ão das ma é ias-p imas, o am ap esen ados à emp esa os di e en es modelos de e isão con ínua e pe iódica que pode iam i a se implemen ados. Uma ez que se p e ende que os s ocks sejam con olados pelo menos uma ez po dia, de iniu-se que se u iliza ia um sis ema de e isão pe iódico, com e isão diá ia. O ac o de se escolhe es e modelo pe mi e que os s ocks sejam con olados mais igo osamen e do que com um pe íodo de e isão ala gado, e o que os ní eis de s ock sejam in e io es. Uma ez que se conside ou nula a a iabilidade dos lead imes dos o necedo es, a de inição dos s ocks de segu ança ai depende de 3 a iá eis: o lead ime da ma é ia-p ima, o ní el de se iço p e endido e o des io pad ão dos e os de p e isão. Uma ez que o des io pad ão dos e os de p e isão es á calculado com base em p e isões mensais, enquan o os lead imes são em dias, os s ocks de segu ança o am calculados eco endo à exp essão (4.2), ap esen ada em King (2011). 𝑆𝑡𝑜𝑐𝑘 𝑑𝑒 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑟𝑎𝑛ç𝑎=𝑧∗ √𝐿𝑇 𝑛º 𝑑𝑒 𝑑𝑖𝑎𝑠 𝑚é𝑑𝑖𝑜 𝑡𝑟𝑎𝑏𝑎𝑙ℎ𝑎𝑑𝑜 𝑛𝑢𝑚 𝑚ê𝑠∗𝜎, (4.2) onde: z, z-sco e associado ao ní el de se iço; LT, lead ime da ma é ia-p ima; e , des io pad ão dos e os de p e isão. No que diz espei o à quan idade a encomenda , conside ou-se eco e à EOQ. No en an o, a EOQ p essupõe a exis ência de um cus o ixo de colocação de encomenda, algo que não De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 33 acon ece. Na maio pa e das si uações é a é o p óp io o necedo que aca e a com os cus os associados ao anspo e. O que impede a emp esa de coloca encomendas de pequenas quan idades com ele ada equência (medida que minimiza ia os s ocks médios) é o ac o de os o necedo es impo em quan idades mínimas de encomenda. Po es e mo i o, decidiu-se que as quan idades a encomenda i iam se de inidas indi idualmen e pa a cada ma é ia-p ima em conjun o com os esponsá eis da emp esa. Is o pe mi e que sejam ca egadas na e amen a quan idades de encomenda que possam ealmen e i a se aplicadas na p á ica. Es as quan idades de inidas i ão ainda se u ilizadas pa a a e i os impac os que se podem espe a com as no as medidas no que diz espei o ao ní el de s ocks médios. De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 40 Ainda assim, os alo es ap esen ados indicam uma edução signi ica i a nos ní eis de s ocks, e odos es es a o es conside ados, é de espe a que o no o modelo de ap o isionamen o aga melho ias signi ica i as. De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 41 6 Conclusões e pe spe i as de abalho u u o Ao longo da disse ação, o am explicados odos os passos seguidos e as suas jus i icações, culminando com a de inição de uma e amen a capaz de in e p e a os dados ela i os à si uação de cada ma é ia-p ima e ap esen a indicado es ú eis e a ualizados que si am de supo e no p ocesso de decisão. Os esul ados ob idos no deco e do p oje o apon am no sen ido de que é de ac o possí el melho a a si uação da emp esa no que diz espei o à ges ão de ma é ias-p imas, endo sido ap esen ado um no o modelo de ap o isionamen o capaz de diminui o ní el de s ocks sem comp ome e as necessidades de p odução. No en an o, o ac o de a c iação da e amen a engloba o es o ço de á ias pa es em simul âneo impossibili ou que i esse sido c iada à da a de conclusão des e p oje o. Pa a além da c iação da e amen a em si, que se ia da esponsabilidade do depa amen o in o má ico da emp esa, se ia necessá ia a colabo ação en e es e depa amen o e a emp esa c iado a do SFC. Apesa de es es con ac os e em sido es abelecidos no deco e do p oje o e de se e iniciado o p ocesso de melho ia de comunicação en e os sis emas ASW e SFC, a complexidade en ol ida nes as a e as ez com que a implemen ação da e amen a i esse que se adiada. Ainda assim, odos os p ocedimen os desc i os no que diz espei o à e amen a o am deba idos com os esponsá eis da emp esa e com o depa amen o in o má ico, de modo a ga an i que as ins uções como são desc i as nes a disse ação le am em conside ação as es ições e ca a e ís icas écnicas de odos os sis emas in o má icos en ol idos e que possibili e a sua u u a implemen ação. No en an o, mesmo que a e amen a i esse sido implemen ada den o do p azo do p oje o, qualque impac o se ia di ícil de a alia num ão cu o pe íodo de empo. Um p azo mais ala gado se á necessá io de modo a que a emp esa consiga es a a e amen a em p o undidade e ga an i que os pa âme os es ão enquad ados com a sua ealidade. Nomeadamen e, se á necessá io a e i se os s ocks de segu ança de inidos p oduzem esul ados sa is a ó ios na p á ica, cabendo à emp esa ajus a os alo es caso ache necessá io. Como con inuação do abalho aqui ap esen ado, su ge a implemen ação da e amen a. Se á es a que pe mi i á a al e ação dos p ocessos de ap o isionamen o a uais seguidos pela emp esa, e se i á como supo e pa a o esponsá el pelo ap o isionamen o. Es a a á an agens a di e sos ní eis. Do pon o de is a da ges ão, espe a-se uma edução das quan idades e dos alo es médios em s ock. Do pon o de is a do esponsá el pelo ap o isionamen o, se ão eliminadas uma sé ie de e apas a é ago a manuais, pe mi indo-lhe dedica mais empo a a e as mais p odu i as. Pa a além da e amen a, há ainda ou os aspe os que se espe a que enham a aze u os à emp esa, quan o mais não seja a a és de uma melho iden i icação da sua si uação. Nes e p oje o o am in oduzidos concei os e mé odos ma emá icos que não e am u ilizados ao ní el das ma é ias-p imas, como a segmen ação de aco do com a sua impo ância e pad ões de De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 42 consumo, mé odos de p e isão de consumos e o ní el de se iço adequado pa a as ma é ias- p imas de cada ca ego ia. O ní el médio de s ocks e o núme o de u u as po ma é ia-p ima são ainda dois ou os indicado es cuja adoção pode á le a a emp esa a uma melho iden i icação do seu es ado e c iação de possí eis medidas de melho ia no u u o. Uma ez que os desa ios ap esen ados são comuns a odas as emp esas do g upo e que as soluções p opos as são aplicá eis a odas elas, é ainda de espe a que uma implemen ação bem- sucedida na Megadu le e a uma implemen ação das no as medidas e da e amen a nas es an es áb icas do g upo. De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 43 Re e ências Almada-Lobo, B. 2014. Exponen ial Smoo hing. Axsä e , S. 2007. In en o y Con ol. Sp inge US. Caiado, J. 2011. Mé odos de p e isão em ges ão com aplicações em Excel. SILABO. Chambe s, J. C., S. Mullick e D. D. Smi h. 1971. "How o choose he igh o ecas ing echnique". Ha a d Business Re iew. Flo es, Beni o E., Da id L. Olson e V. K. Do ai. 1992. "Managemen o mul ic i e ia in en o y classi ica ion". Ma hema ical and Compu e Modelling no. 16 (12):71-82. Flo es, Beni o E. e D. Clay Whyba k. 1986. "Mul iple C i e ia ABC Analysis". In e na ional Jou nal o Ope a ions & P oduc ion Managemen no. 6 (3):38-46. Ga dne , E e e e S. 1985. 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Ma é ia- -p ima Valo es eais Valo es ans o mados U ilidade Ca ego ia Cus o Anual de Consumo (€) Lead Time (dias ú eis) Consumo (kg) Cus o Anual de Consumo (€) Lead Time (dias ú eis) Consumo (kg) MP 1 1 397 141,55 15 664 735,73 1,00 0,44 0,68 0,78 A MP 2 1 208 225,61 30 519 131,05 0,86 1,00 0,53 0,74 A MP 3 1 057 247,45 22 491 743,00 0,76 0,70 0,50 0,64 A MP 4 343 104,08 22 980 297,37 0,24 0,70 1,00 0,63 A MP 5 989 083,86 15 515 147,84 0,71 0,44 0,53 0,59 A MP 6 919 724,04 22 427 778,63 0,66 0,70 0,44 0,57 A MP 7 830 461,99 15 384 473,14 0,59 0,44 0,39 0,49 A MP 8 520 826,98 22 277 035,63 0,37 0,70 0,28 0,38 A MP 9 159 789,08 22 319 580,05 0,11 0,70 0,33 0,29 A MP 10 400 135,51 15 173 685,00 0,28 0,44 0,18 0,26 A MP 11 378 371,44 15 171 208,80 0,27 0,44 0,17 0,25 A MP 12 340 590,50 15 149 381,80 0,24 0,44 0,15 0,23 A MP 13 298 496,11 22 138 189,44 0,21 0,70 0,14 0,25 A MP 14 350 165,97 15 115 663,67 0,25 0,44 0,12 0,22 B MP 15 128 256,30 22 217 383,56 0,09 0,70 0,22 0,23 B MP 16 209 631,13 22 117 112,36 0,15 0,70 0,12 0,21 B MP 17 324 814,07 15 32 644,63 0,23 0,44 0,03 0,18 B MP 18 204 548,54 15 104 894,00 0,14 0,44 0,11 0,17 B MP 19 237 537,90 15 60 907,15 0,17 0,44 0,06 0,16 B MP 20 184 932,82 30 14 844,15 0,13 1,00 0,01 0,20 B MP 21 134 368,45 22 33 177,40 0,09 0,70 0,03 0,15 B MP 22 98 188,26 22 44 986,83 0,07 0,70 0,05 0,15 B MP 23 97 224,64 22 45 186,09 0,07 0,70 0,05 0,15 B MP 24 120 369,34 15 50 153,89 0,08 0,44 0,05 0,12 B MP 25 138 169,32 10 61 408,59 0,10 0,26 0,06 0,10 B MP 26 61 695,79 27 27 534,00 0,04 0,89 0,03 0,16 B MP 27 98 922,90 22 26 065,77 0,07 0,70 0,03 0,14 B MP 28 112 159,54 15 47 761,00 0,08 0,44 0,05 0,12 B MP 29 20 862,17 5 160 478,23 0,01 0,07 0,16 0,09 B MP 30 118 690,35 15 36 746,24 0,08 0,44 0,04 0,11 B MP 31 138 347,43 15 19 349,29 0,10 0,44 0,02 0,11 B MP 32 122 818,86 15 14 449,28 0,08 0,44 0,01 0,11 B MP 33 101 280,00 10 42 200,00 0,07 0,26 0,04 0,08 C MP 34 73 780,58 15 34 460,00 0,05 0,44 0,03 0,10 C MP 35 63 944,24 22 6 626,35 0,04 0,70 0,01 0,12 C MP 36 96 509,84 15 10 967,03 0,07 0,44 0,01 0,10 C MP 37 68 653,75 15 29 610,00 0,05 0,44 0,03 0,10 C MP 38 18 029,50 22 25 756,43 0,01 0,70 0,03 0,12 C MP 39 25 702,30 22 4 431,43 0,01 0,70 0,00 0,11 C De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 45 MP 40 18 270,43 22 7 130,76 0,01 0,70 0,01 0,11 C MP 41 14 243,56 22 5 984,69 0,01 0,70 0,01 0,11 C MP 42 17 032,90 22 2 333,27 0,01 0,70 0,00 0,10 C MP 43 42 195,42 16 13 880,07 0,03 0,48 0,01 0,09 C MP 44 10 108,08 22 3 425,37 0,00 0,70 0,00 0,10 C MP 45 37 771,35 15 10 590,00 0,02 0,44 0,01 0,08 C MP 46 31 797,84 15 13 765,00 0,02 0,44 0,01 0,08 C MP 47 32 993,15 15 11 825,50 0,02 0,44 0,01 0,08 C MP 48 29 824,83 15 11 315,50 0,02 0,44 0,01 0,08 C MP 49 20 082,48 15 10 290,00 0,01 0,44 0,01 0,07 C MP 50 23 771,76 15 5 942,94 0,01 0,44 0,01 0,07 C MP 51 16 618,39 15 7 904,86 0,01 0,44 0,01 0,07 C MP 52 14 011,65 15 6 575,00 0,01 0,44 0,01 0,07 C MP 53 10 374,00 15 4 940,00 0,00 0,44 0,00 0,07 C MP 54 8 764,35 15 2 625,00 0,00 0,44 0,00 0,07 C MP 55 7 904,00 15 3 087,50 0,00 0,44 0,00 0,07 C MP 56 9 054,07 15 953,06 0,00 0,44 0,00 0,06 C MP 57 7 276,58 15 2 135,90 0,00 0,44 0,00 0,06 C MP 58 5 276,36 15 584,70 - 0,44 - 0,06 C MP 59 31 834,77 10 5 013,63 0,02 0,26 0,00 0,05 C MP 60 15 654,26 10 3 963,10 0,01 0,26 0,00 0,04 C MP 61 37 972,51 3 5 296,03 0,02 0,00 0,00 0,01 C MP 62 27 072,87 3 5 329,31 0,02 0,00 0,00 0,01 C De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 46 ANEXO B: Análise XYZ Tabela 15 – Análise XYZ comple a. Ma é ia-p ima Coe icien e de Va iação Ca ego ia MP 5 0,21 X MP 20 0,24 X MP 19 0,25 X MP 14 0,28 X MP 21 0,28 X MP 4 0,29 X MP 27 0,31 X MP 2 0,32 X MP 61 0,35 X MP 11 0,35 X MP 41 0,37 X MP 9 0,37 X MP 31 0,39 X MP 16 0,40 Y MP 10 0,41 Y MP 29 0,41 Y MP 60 0,42 Y MP 62 0,42 Y MP 24 0,46 Y MP 32 0,48 Y MP 6 0,48 Y MP 36 0,49 Y MP 1 0,51 Y MP 12 0,51 Y MP 8 0,52 Y MP 59 0,52 Y MP 25 0,60 Y MP 56 0,62 Y MP 34 0,63 Y MP 30 0,63 Y MP 28 0,64 Y MP 7 0,66 Y MP 17 0,66 Z De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 47 MP 18 0,68 Z MP 46 0,72 Z MP 3 0,77 Z MP 15 0,79 Z MP 38 0,79 Z MP 23 0,80 Z MP 33 0,87 Z MP 39 0,87 Z MP 13 0,89 Z MP 42 0,90 Z MP 26 0,91 Z MP 22 0,92 Z MP 47 0,95 Z MP 43 0,96 Z MP 50 0,97 Z MP 53 1,00 Z MP 48 1,01 Z MP 57 1,07 Z MP 49 1,16 Z MP 55 1,24 Z MP 45 1,26 Z MP 58 1,30 Z MP 37 1,45 Z MP 54 1,48 Z MP 52 1,50 Z MP 44 2,01 Z MP 35 2,16 Z MP 40 2,42 Z MP 51 2,86 Z De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 48 ANEXO C: Tes e de au oco elação Uma ez que se suspei a a que os consumos mensais de ma é ias-p imas na áb ica ap esen a am sazonalidade, oi e e uado em Excel um es e de au oco elação a esses dados. 𝑟𝑘=∑(𝑥𝑖−𝑥)(𝑥𝑖+𝑘−𝑥) 𝑁−𝑘 𝑖=1∑(𝑥𝑖−𝑥)2 𝑁 𝑖=1 (C.1) O es e de au oco elação oi e e uado com base em dados de 4 anos, di ididos em 48 meses. Como se suspei a a a exis ência de sazonalidade anual, u ilizou-se um lag de k=12 e ob e e-se o alo de 0,50. Os alo es c í icos pa a es e es e, a um ní el de signi icância de 95% são dados pela ó mula: 𝑟0,95 =± 2 √𝑁 (C.2) Como N=48, os alo es c í icos são: =±0,29 Assim, conclui-se que os dados ap esen am sazonalidade a um ní el de signi icância de 95%. De inição do modelo de ap o isionamen o de ma é ias-p imas 49 ANEXO D: Ins uções pa a c iação e u ilização da e amen a C iação da e amen a A ualização de pa âme os O p ocesso de u ilização da e amen a começa com o cálculo de de e minados pa âme os em Excel, que de em se , mensalmen e, a ualizados na e amen a. Esses pa âme os são de e minados pa a cada ma é ia-p ima e são os seguin es:  P e isão diá ia pa a o mês a ual;  S ock de segu ança;  Lead ime a conside a ;  Quan idade a encomenda . Dados a conside a A e amen a, que se á in eg ada com o ASW, de e á e em con a os seguin es dados:  Pa âme os p o enien es da olha de cálculo em Excel;  Dias que se ão abalhados num mês;  Exis ências de ma é ias-p imas em i0 (a mazém de ma é ias-p imas) e i1 ( áb ica), ag upadas po con a ipos;  Quan idades e da as de encomendas penden es (ag egadas dia iamen e po da a p e is a de eceção);  Quan idades e da as de consumos de ma é ias-p imas, endo em con a o sequenciamen o de ab ico (ag egadas dia iamen e po da a de consumo); Funcionamen o da Fe amen a Os cálculos e e uados pela e amen a i ão se ei os seguindo duas abo dagens, uma pa a as ma é ias-p imas cujo LT é igual ou in e io a 9 dias (pe íodo pa a o qual é ei o o sequenciamen o -1) e ou a pa a as ma é ias-p imas cujo LT é supe io a 9 dias. Os pa âme os que a e amen a e á que calcula se ão:  Saldo;  Pon o de Encomenda;  Índice de Cobe u a 1;  Índice de Cobe u a 2. O cálculo do Saldo e do Pon o de Encomenda se á ei o de modo di e en e consoan e o lead ime da ma é ia-p ima em causa seja in e io ou supe io a 9 dias. Se LT <= 9, não é necessá io u iliza p e isões, uma ez que se sabe o que se i á p oduzi e quando:  A cada momen o, calcula o Saldo: 𝑆𝑎𝑙𝑑𝑜=𝐸𝑥𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎𝑠+𝐸𝑛𝑐𝑜𝑚𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 (𝐿𝑇+1)−𝑅𝑒𝑠𝑒𝑟𝑣𝑎𝑠(𝐿𝑇+1) (D.1) O Saldo de e á se calculado endo em con a as exis ências no momen o em que a e amen a es á a se acedida, as encomendas a o necedo es penden es que i ão chega no p azo do seu