A aliação do Impac o da In e enção Nu icional no Doen e Hepá ico
C ónico Descompensado
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha
Licenciada em Ciências da Nu ição
O ien ado
P o esso Dou o Manuel Guilhe me Macedo
Di e o do Se iço de Gas en e ologia do Cen o Hospi ala de São João,
E.P.E.
Coo ien ado a
Dou o a Rosa Ma ia da Cunha Aze edo
Nu icionis a da Unidade de Nu ição e Die é ica do Cen o Hospi ala de São
João, E.P.E.
Disse ação de candida u a ao g au de Mes e em Nu ição Clínica ap esen ada
à Faculdade de Ciências da Nu ição e Alimen ação da Uni e sidade do Po o
2015
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
1
AGRADECIMENTOS
Ao longo des a jo nada, de á duo abalho, de conquis a de no os conhecimen os,
ap idões e expe iencias, enho que econhece p imei amen e o apoio, ca inho e
incen i o in eg al e con ínuo e, acima de udo a possibilidade da conc e ização des e
meu g ande sonho e de o e o nado eal, aos meus pais, Manuel e Fe nanda que
es i e am semp e do meu lado nes a longa caminhada.
Ag adeço ainda,
Aos es an es memb os da minha amília, po es a em semp e p esen es,
incen i ando minhas conquis as e, pelo imenso ca inho, apoio e es ímulo cons an es;
Ao Luís, que es e e semp e comigo e me apoiou incansa elmen e em odos os
momen os des e pe cu so;
Aos meus amigos, pela sua amizade e que semp e me acompanha am ao
longo des es anos, em especial:
A oda a equipa de Gas en e ologia do Cen o Hospi al de São João E.P.E.,
em especial:
Ao meu o ien ado P o . D . Guilhe me Macedo, po e acei ado o ien a -me e
incen i ado na ealização do p esen e abalho, que me pe mi iu c esce enquan o
p o issional de saúde;
À minha coo ien ado a, D .ª Rosa Ma ia da Cunha Aze edo, a quem não enho
pala as pa a exp imi o meu mui o ob igada, admi ação e amizade;
Á D .ª Flo a Co eia, pela sua disponibilidade em ajuda -me semp e que a
solici ei
Ao D . Ma co Sil a, um g ande ob igada pela ajuda na elabo ação da análise
es a ís ica
Ao D . A mando Peixo o, D .ª Susana Rod igues, D .ª Rosa Coelho, D a.
Pa ícia And ade;
E, inalmen e, aos doen es que acei a am aze pa e des e es udo, que
pe mi em a sua conc e ização e a aquisição de no os conhecimen os.
A TODOS EXPRIMO O MEU MUITO OBRIGADO.
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
2
RESUMO
In odução: A impo ância da a aliação do es ado nu icional do doen e hepá ico
c ónico elaciona-se com a ele ada p e alência de desnu ição, na pa ologia hepá ica
de di e en es e iologias. Obje i os: O p esen e es udo p e ende iden i ica a
p e alência de desnu ição nos doen es hepá icos c ónicos descompensados e,
a alia e ca a e iza o seu es ado nu icional, an es e após a in e enção nu icional.
Ma e iais e Mé odos: Es e es udo ealizou-se em doen es ci ó icos in e nados no
se iço de Gas en e ologia do Cen o Hospi ala de São João, En idade Pública
Emp esa ial (CHSJ EPE), de Ou ub o de 2014 a Fe e ei o de 2015, com ecolha de
dados sociodemog á icos, clínicos, an opomé icos e nu icionais. A a aliação do
es ado nu icional des es doen es oco eu após a sua admissão hospi ala - a aliação
inicial – e após 1 (um) mês – ea aliação - ealizada a a és de mé odos clássicos
(pa âme os an opomé icos e bioquímicos), do sis ema de a aliação nu icional
A aliação Subje i a Global-Ge ada pelo Doen e (ASG-GD), Nu i ional Risk Sc eening
2002 (NRS 2002) e do Índice de Risco Nu icional (IRN), em i ude das ca ac e ís icas
da amos a. Resul ados: A amos a é cons i uída po 23 ( in e e ês) doen es, sendo
82,6% do sexo masculino e 17,4% do sexo eminino, ap esen ando uma média de
idade de 56±11 anos. A e iologia mais equen e da ci ose oi a e ílica (47,8%). Os
doen es ci ó icos o am classi icados, maio i a iamen e, como es ando desnu idos ou
em isco de desnu ição pelos mé odos e pa âme os de a aliação do es ado
nu icional ins i uídos, com exceção do Índice de Massa Co po al (IMC). Nenhum
mé odo conseguiu es abelece uma associação da desnu ição com a g a idade da
doença hepá ica a aliada pelo sco e Child-Pugh. Conside ações inais: A
classi icação do es ado nu icional dos doen es hepá icos c ónicos descompensados
ap esen ou a iações das p e alências de aco do com o mé odo u ilizado. A
in e enção e o acompanhamen o nu icional são undamen ais pa a o imiza o es ado
nu icional e p e eni a oco ência de desnu ição.
Pala as-Cha e: a aliação do es ado nu icional, desnu ição, doen e hepá ico
c ónico descompensado, in e enção nu icional, mé odos clássicos, pa âme os
an opomé icos, pa âme os bioquímicos, A aliação Subje i a Global-Ge ada pelo
Doen e (ASG-GD), Nu i ional Risk Sc eening 2002 (NRS 2002), Índice de Risco
Nu icional (IRN).
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
3
ABSTRACT
In oduc ion: The in e es in he assessmen o he nu i ional s a us o he ch onic
li e pa ien ela es o he high p e alence o malnu i ion, inc easingly p esen in li e
disease. Goals: This s udy aims o iden i y he p e alance o malnu i ion in
decompensa ed ch onic li e pa ien s, and assess and cha ac e ize i s nu i ional
s a us, be o e and a e he nu i ional in e en ion. Ma e ials and Me hods: This s udy
occu ed in ci ho ic pa ien s hospi alized in he Gas oen e ology se i e in "Cen o
Hospi ala de São João, En idade Pública Emp esa ial (CHSJ EPE), om Oc obe
2014 o F eb ua y 2015, wi h collec ion o sociodemog aphic, clinical, an h opome ic
and nu i ional da a. The assessmen o he nu i ional s a us o his pa ien s occu ed
a e i s hospi al admission - ini ial e alua ion - and a e 1 (one) mon h - e alua ion -
ealized h ough classic me hods (an opome ic and biochemical), nu i ional
assessmen sys em Pa ien -Gena a ed Subjec i e Global Assessmen (PG-SGA),
Nu i ional Risk Sc eening 2002 (NRS 2002) and Índice de Risco Nu icional (IRN),
based on he sample's cha ac e is ics. Resul s: The sample is composed by 23 ( we y-
h ee) pa ien s, 82,6% male and 17,4% emale, wi h an a e age age o 56+11 yea s
old. The mos common e ymology was alcoholic ci hosis (47,8%). The ci ho ic
pa ien s we e classi ied, mos ly, as being malnou ished o in isk o malnu i ion by he
me hods and pa ame e s o assessmen o he es ablished nu i ional s a us, wi h
excep ion o he Body Mass Index (IMC). No me hod was able o es ablish an
associa ion o malnu i ion wi h he se e i y o he li e disease, e alua ed by Child-
Pugh sco e. Final Conside a ions: The classi ica ion o he nu i ional s a us in
decompensa ed ch onic li e disease pa ien s submi ed he p e alence o a ia ions
acco ding o he me hod u ilized. The in e en ion and he nu i ional accompanimen
we e undamen al o op imize he nu i ional s a us and p e en he occu ence o
malnu i ion.
Keywo ds: assessmen o he nu i ional s a us, malnu i ion, decompensa ed ch onic
li e disease pa ien , nu i ional in e en ion, classical me hods, an h opome ic
pa ame e s, biochemical pa ame e s, Pa ien -Gena a ed Subjec i e Global
Assessmen (PG-SGA), Nu i ional Risk Sc eening 2002 (NRS 2002), Índice de Risco
Nu icional (IRN).
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4
LISTA DE ABREVIATURAS
AAA
Aminoácidos A omá icos
AACR
Aminoácido de Cadeia Rami icada
ASH
Es ea ohepa i e Alcoólica
CHC
Ca cinoma Hepa ocelula
CHSJ
EPE
Se iço de Gas en e ologia do Cen o Hospi ala de São João, En idade
Pública Emp esa ial
cm
cen íme os
CMB
Ci cun e ência muscula do b aço
DEXA
Dual Ene gy X- ay Abso p iome y
DHCD
Doença Hepá ica C ónica Descompensada
DPE
Desnu ição P o eico Ene gé ico
EER
Gas o Ene gé ico em Repouso
EH
Ence alopa ia Hepá ica
ESPEN
Eu opean Socie y o clinical Nu i ion and me abolism
FIRN
Fe amen as de Iden i icação de Risco Nu iconal
g
g ama
IMC
Índice de Massa Co po al
IRN
Índice de Risco Nu icional
IVNAA
Neu on Ac i a ion Analysis
Kcal
Quilocalo ia
K
Quilog amas
LCT
T iglice ídeos de cadeia longa
MCT
T iglice ídeos de cadeia média
mm
milíme os
NASH
Es ea ohepa i e Não Alcoólica
NE
Nu ição En é ica
NP
Nu ição Pa en é ica
NRS
Nu i ional Risk Sc eening
OMS
O ganização Mundial de Saúde
PB
Pe íme o do b aço
PBE
Pe i oni e Bac e iana Espon ânea
PCT
P ega Cu ânea T icipi al
AGS-PG
A aliação Subje i a Global – Ge ada pelo Doen e
PMAM
P ega do Músculo Adu o da Mão
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5
PUFA
Ácidos go dos Polinsa u ados
SHP
Sínd ome Hépa o-Po al
SHR
Sínd ome Hépa o-Renal
TIPS
T ansjugula In ahepa ic Po asys emic Shun
Zn
Zinco
α
al a
%
pe cen agem
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6
Índice de abelas
Tabela 1: Ca ac e ização da amos a segundo as a iá eis sociodemog á icas
37
Tabela 2: Ca ac e ização da amos a segundo a e iologia e o sco e de Child
Pugh
38
Tabela 3: Ca ac e ização da amos a segundo o mo i o de in e namen o
39
Tabela 4: Ca ac e ização da amos a segundo as a iá eis nu icionais
41
Tabela 5: Ca ac e ização da amos a segundo a mobilidade
43
Tabela 6: Ca ac e ização da amos a segundo as a iá eis nu icionais e a
o ça de p eensão da mão na a aliação inicial
44
Tabela 7: Classi icação da amos a segundo o IMC na a aliação inicial
46
Tabela 8: Classi icação da amos a segundo as a iá eis nu icionais na
a aliação inicial
46
Tabela 9: Ca ac e ização da amos a segundo o exame ísico na a aliação
inicial
47
Tabela 10: Classi icação do es ado nu icional da amos a a a és da ASG-PG
na a aliação inicial
48
Tabela 11: Classi icação do es ado nu icional da amos a a a és do NRS
2002 na a aliação inicial
48
Tabela 12: Classi icação do es ado nu icional da amos a a a és do IRN na
a aliação inicial
49
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7
Tabela 13: Ca ac e ização da amos a segundo as a iá eis nu icionais e a
o ça de p eensão da mão na ea aliação.
50
Tabela 14: Classi icação da amos a segundo o IMC na ea aliação
51
Tabela 15: Classi icação das a iá eis nu icionais da amos a na ea aliação
51
Tabela 16: Ca ac e ização segundo o exame ísico na ea aliação
52
Tabela 17: Classi icação do es ado nu icional da amos a a a és da ASG-GD
na ea aliação
53
Tabela 18: Classi icação do es ado nu icional da amos a a a és da NRS
2002 na ea aliação
53
Tabela 19: Classi icação do es ado nu icional a a és da IRN na ea aliação
54
Tabela 20: Compa ação das pe cen agens ob idas na classi icação do es ado
nu icional pelo IRN com o géne o, ( es e Qui Quad ado)
57
Tabela 21: Compa ação das pe cen agens ob idas na classi icação do es ado
nu icional pelo IRN com o géne o, com a a aliação inicial e a ea aliação,
( es e Qui Quad ado)
57
Tabela 22: Compa ação das a iá eis an opomé icas e da o ça de p eensão
da mão da a aliação inicial com a ea aliação (T-S uden )
58
Tabela 23: Compa ação dos pa âme os bioquímicos da a aliação inicial com a
ea aliação ( es e T-S uden )
59
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8
Índice de g á icos
G á ico1: Ca ac e ização da amos a segundo as pa ologias associadas
e ap esen ou de uma complicação da ci ose
40
G á ico 2: Ca ac e ização da amos a segundo a % de pe da de peso
na a aliação inicial
45
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15
A ualmen e o a amen o mais e icaz pa a a SHP consis e no ansplan e hepá ico.39,40
1.7. Ca cinoma Hepa ocelula
O CHC oco e equen emen e na doença hepá ica c ónica, como uma das p incipais
complicações da ci ose, ep esen ando o es ágio inal da doença, e a p incipal causa
de mo alidade no doen e ci ó ico e a e cei a causa mais comum po canc o em odo
o mundo.41
Rela i amen e às mani es ações clínicas, os sin omas elacionados com o CHC são
habi ualmen e ausen es, o que o na o doen e assin omá ico.41 E, quando p esen es,
elacionam-se com a ci ose subjacen e na maio ia dos casos, p esen e em 80%-90%
dos doen es com CHC.39,42 Es es sin omas incluem do abdominal supe io ,
descon o o, saciedade p ecoce e pe da de peso.41,43
O CHC elaciona-se com um núme o de sínd omes pa a-neoplásicos, esul ando em
hipoglicemia, hipe coles e olemia, hipe calcemia, e i oci ose e mani es ações
cu âneas.41
Como p incipal a o de isco des aca-se a ci ose, causada na maio ia dos casos pelo
í us da hepa i e B e C, e ainda oxinas ambien ais, como a exposição à a la oxina B1,
o consumo excessi o de álcool, os a o es ho monais e he edi á ios como: a
hemoc oma ose, de iciência de al a-1-an i ipsina, i osinemia, doenças de depósi o de
glicogénio e a po i ia cu ânea a dia e, de meno ele o, a doença de Wilson e ou os
ipos de po i ia.44-47 Além disso, as doenças au o imunes, como a hepa i e au oimune,
ci ose bilia p imá ia e colangi e escle osan e p imá ia, pode ão elaciona -se com a
pa ogénese do CHC.41
Na Á ica e no Sul da Ásia, a in eção c ónica pela í us da hepa i e B é a p incipal
causa de CHC e, a in eção pelo í us C, ep esen a ce ca de um e ço dos casos de
CHC nos Es ados Unidos.41,44
A obesidade e a diabe es melli us êm sido conside adas como a o es de isco pa a o
seu desen ol imen o.41,42 A incidência do CHC aumen ou duas a ês ezes mais
en e os doen es diabé icos.42,46
Es as duas condições clínicas elacionam-se com a oco ência de NASH, uma das
causas de ci ose, que consequen emen e pode á p og edi pa a CHC.41
A incidência de CHC em aumen ado com a idade, p incipalmen e em idades
supe io es a 65anos, apesa de começa -se a e i ica uma mudança na incidência em
elação às aixas e á ias mais jo ens.46
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2. Desnu ição na Doença Hepá ica C ónica e Consequências
Nu icionais
A desnu ição é cada ez mais econhecida na doença hepá ica c ónica, melho
de inida como desnu ição p o eico-ene gé ica (DPE), ap esen ando uma ele ada
p e alência nes es doen es e associada a um aumen o da mo bilidade e
mo alidade.6,25,48-53
A p e alência de desnu ição aumen a de aco do com a g a idade da doença
hepá ica, ou seja, mais p e alen e em doen es Child-Pugh C do que nos doen es
Child-Pugh A e B, o que indica que a p og essão da doença hepá ica co elaciona-se
di e amen e com a p e alência e g a idade da desnu ição.4,25,48-50 Ca alho e al, num
es udo com 300 doen es ambém o comp o ou, uma ez que a desnu ição oi
cons a ada em 95% dos doen es Child-Pugh classe C, 74% dos doen es classe B e
46% dos doen es classe A.52
A desnu ição nos doen es ci ó icos elaciona-se com o ele ado isco de oco ência
de complicações, como asci e, PBE, hemo agia das a izes eso ágicas e
ence alopa ia hepá ica, sendo duas ezes mais p opícios a desen ol e asci e
e a á ia. 4,34,48,52
Os a o es que podem con ibui pa a a DPE na doença hepá ica incluem uma
inges ão alimen a insu icien e; diminuição da abso ção e diges ão; al e ações no
me abolismo de nu ien es; es ado hipe me abólico e e en os ia ogénicos.1,4,5,14,25,52,54-
56(
A Eu opean Socie y o clinical Nu i ion and Me abolism (ESPEN) ecomenda uma
abo dagem p agmá ica, baseada na suplemen ação libe al du an e as duas p imei as
semanas de in e enção nu icional, uma ez que a a aliação labo a o ial da
de iciência de mic onu ien es pode á e cus os ele ados e i á a asa a eposição.57
Os doen es com doença hepá ica c ónica ap esen am equen emen e diminuição da
inges ão alimen a , podendo oco e em a é dois e ços des es doen es, deco en e de
á ios a o es, como ómi os, náuseas, saciedade p ecoce (em que se elaciona com a
p esença de asci e ou aumen o dos ní eis de lep ina), disgeusia (podendo se
causada pela de iciência de zinco, magnésio ou i amina A), gas opa esia e
ano exia.4,5,13,25,52,55,58 A pe da de ape i e ambém é uma das causas mais comuns e
pode elaciona -se com o consumo excessi o de álcool e a p esença de ci oquinas,
como o a o de nec ose umo al al a(α).25,52
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Es es sin omas são habi ualmen e obse ados nos doen es ci ó icos, em que além de
con ibuí em pa a a diminuição da inges ão alimen a ep esen am um isco ele ado
de de iciências nu icionais.1,48,50,54
O uso de es ições alimen a es, como a es ição salina, híd ica e p o eica, con e e
baixa pala abilidade à die a e desenco aja a inges ão alimen a .4,52,53,55,58 O uso
excessi o de es ições alimen a es, de alguns medicamen os, como diu é icos e
lac ulose e pa acen eses egula es podem ag a a as de iciências
nu icionais.1,5,25,48,50,54
Podemos ainda conside a ou os a o es elacionados com a diminuição da inges ão
alimen a como a aqueza, adiga e ence alopa ia de baixo g au.1,48
A má abso ção é ou o dos a o es p eponde an es no desen ol imen o da
desnu ição, em que a p esença de de iciência de sais bilia es e insu iciência
panc eá ica, diminui a abso ção de nu ien es, sob e udo na doença hepá ica
coles á ica.5,13,25,48,54,55 A dismo ilidade in es inal e o ele ado c escimen o bac e iano
podem con ibui pa a a má abso ção e má diges ão.5,48,52,54
A p esença de hipe ensão po al ambém em sido elacionada como uma das
causas.do comp ome imen o da abso ção e pe da de p o eínas, uma ez que p o oca
al e ações na mucosa in es inal, como aumen o da pe meabilidade in es inal.1,25,48,52
O ígado es á en ol ido na manu enção da homeos asia co po al, a a és de uma
combinação de p ocessos e, possui um papel essencial na sín ese e me abolização de
nu ien es, ho monas e subs âncias óxicas endógenas e exógenas, como no
a mazenamen o de glicogénio, mine ais e i aminas.1,14 A doença hepá ica é
equen emen e acompanhada de g a es al e ações me abólicas que esul am na sua
descompensação.
Apesa de á ios a o es pode em es a na o igem da desnu ição na DHC, o
alcoolismo é a p incipal causa.52 O e anol é uma on e ene gé ica, mas a subs i uição
das calo ias de uma e eição pelas calo ias da bebida, ca ac e izada po se uma
inges ão c ónica e excessi a, obse ada equen emen e nos alcoólicos, pode
con ibui pa a a oco ência de DPE e pe da peso co po al.1 Nes e caso, o e anol é
me abolizado pelo sis ema de oxidação mic ossomal dos hepa óci os, que eque
concen ações ele adas de e anol e le a à pe da de ene gia sob a o ma de calo . E
es e aumen o da espos a e mogénica elacionada com o aumen o do gas o
ene gé ico, con ibui e explica a pe da de peso.59
Em con as e, uma inges ão alcoólica como on e ene gé ica acima das necessidades
nu icionais diá ias, mesmo sendo uma inges ão habi ualmen e le e a mode ada como
o ma de ene gia adicional, cons i ui um a o de isco pa a o desen ol imen o de
obesidade, uma ez que diminui a oxidação lipídica, a o ecendo o a mazenamen o de
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
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go du a.1,55 Nes e caso, a inges ão excessi a de álcool pode ap esen a como
consequência a es ea ose hepá ica.59
O comp ome imen o da homeos asia da glicose es á elacionado com a esis ência à
insulina, diminuição das ese as hepá icas de glicogénio e excessi a u ilização da
gliconeogénese, um p ocesso que me aboliza os aminoácidos a pa i do músculo e do
ecido adiposo, pa a ob e a ene gia necessá ia e con ibui pa a a sín ese de
glicose.5,14,25,48-50,52,54 No en an o, es e p ocesso ao u iliza os aminoácidos con ibui
pa a uma depleção das ese as p o eicas dos ecidos e, consequen emen e, p oduz
amónia, que pode á p ecipi a o desen ol imen o de EH. 5,14,25,48-50,52,54
Numa si uação de ca abolismo p o eico p o enien e de um pe íodo de jejum
p olongado, os ci ó icos ap esen am um aumen o signi ica i o da oxidação de go du a
e do p ocesso da gliconeogénese, pois o o ganismo eco e a ou os subs a os
me abólicos, pa a a ob enção de ene gia.13,52,61 Es a si uação é ambém obse ada em
indi íduos saudá eis após 3 dias de jejum, mas na ci ose, es e p ocesso é
acele ado.52,61
Os doen es ci ó icos na sua maio ia ap esen am hipe glicemia em que, ce ca de 70%
mani es am in ole ância à glicose e 15-40% diabe es melli us, hipe insulinemia e
esis ência pe i é ica à insulina.5
O papel desempenhado pelo ígado no me abolismo dos lípidos e dos hid a os de
ca bono, ambém se e i ica no me abolismo p o eico. O seu comp ome imen o e le e
al e ações no me abolismo, com pe da p o eica, que pode se associada à sín ese
inadequada, eduzida abso ção e diminuição da capacidade de a mazenamen o
hepá ico e aumen o da exc eção u iná ia de azo o.25,52 A u ilização de diu é icos e de
lac ulose pode con ibui pa a a pe da de p o eínas.14
Um dis ú bio do me abolismo hepá ico dos aminoácidos pode e le i -se na al e ação
dos equilíb io dos seus ní eis plasmá icos, com ele ação dos ní eis de aminoácidos
a omá icos ( enilalanina, i osina e ip o ano), de ido à diminuída depu ação hepá ica,
e diminuição dos ní eis de aminoácidos de cadeia ami icada (leucina, isoleucina,
alina), esul ado da sua maio u ilização como on e ene gé ica pelo músculo
esquelé ico.1,5,25,52,62,63 Esse desequilíb io o na-se mais no ó io com a p og essão da
doença, dando o igem a mais episódios de EH e pode á ambém se obse ado em
si uações de sepsis e de auma.1,5,62
As ele adas axas de deg adação p o eica e de balanço azo ado nega i o, explicam a
pe da de massa muscula na doença hepá ica a ançada.13
Di e sos es udos cons a a am que os doen es ci ó icos com diminuição da massa
muscula esquelé ica pode ão es a mais susce í eis a desen ol e EH, pelo que é
impo an e a sua p ese ação, como o ma de p e enção.5,13
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
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O aumen o do gas o ene gé ico ambém pode á con ibui pa a a DPE, mas os
esul ados ap esen ados são con adi ó ios, pois á ios es udos indicam que a ci ose
não al e a signi ica i amen e esse a o e ou os es udos suge em que os doen es
ci ó icos são hipe me abólicos, a i mando que a é 34% dos doen es ci ó icos,
ap esen am um gas o ene gé ico em epouso 120% do alo espe ado.25,48,55
A in eção e a asci e são complicações comuns no doen e hepá ico e podem con ibui
pa a o aumen o do gas o ene gé ico induzindo um es ado de hipe me abolismo.48,54
Os doen es ci ó icos so em al e ações no me abolismo, abso ção, a mazenamen o e
anspo e de á ios mac o e mic onu ien es, de ido ao comp ome imen o da unção
hepá ica e ambém pela inges ão alcoólica, sendo equen emen e obse adas
de iciências de i aminas e mine ais nes e g upo de doen es.1,25,64,65
A de iciência de i aminas lipossolú eis em sido e i icada na doença hepá ica, de ido
à abso ção inadequada, coles ase, es ea o eia e de iciência de sais
bilia es.1,5,13,14,48,54,57,65
A de iciência de i amina A inclui a diminuição da sua inges ão, abso ção e
mobilização hepá ica.48,64
As suas necessidades podem es a aumen adas em casos de s ess oxida i o
induzido pelo consumo alcoólico c ónico e al e ações in es inais (que cu sam com a
doença hepá ica) podem comp ome e a sua biodisponibilidade.64
Na doença hepá ica alcoólica, o e anol pode causa o esgo amen o e al e ação da
dis ibuição da i amina A, po compe i pa a as mesmas ias enzimá icas, esul ando
na diminuição dos seus ní eis hepá icos, com maio depleção de aco do com a
se e idade da doença.64
Um po encial isco de suplemen ação de i amina A é a sua oxicidade, que con ibui
pa a o aumen o dos ní eis das ansaminases e, e en ualmen e, le a ao
desen ol imen o de ci ose, hepa i e c ónica ou hipe ensão po al.48
A sua oxicidade desen ol e-se em doses supe io es às ecomendadas, mas
a ualmen e conside a-se a sua oco ência em doses e apêu icas.48
A de iciência de i amina A, é conside ada um a o de isco pa a desen ol imen o
ca cinoma hepa ocelula , pois pa ece al e a a mo ologia hepá ica e associa -se com
al e ações es u u ais hepá icas, uma ez que con ibui pa a um uncionamen o
no mal, como a p oli e ação e di e enciação celula .14,54,64
A de iciência de i amina D pode se esul ado da má abso ção, diminuída exposição à
luz ul a iole a e inges ão inadequada.48,54,66)
A de iciência de i amina D e de cálcio, pode le a a os eomalácia ou os eopo ose.25,48
Des e modo, odos os doen es com doença hepá ica c ónica de em ealiza uma
a aliação da densidade mine al óssea a a és da densi ome ia.54
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20
Como causas da de iciência de cálcio são incluídas a insu icien e inges ão alimen a , o
uso de diu é icos e o hipe aldos e onismo, que podem con ibui pa a a hipocalemia.65
O que é suge ido e que pa ece se azoá el ecomenda como suplemen ação na
doença hepá ica c ônica é de suplemen a com 1 g de cálcio / dia e 800 UI de i amina
D3/ dia, sob e udo na doença coles á ica e em doen es com
os eopenia.14,25,48,46,54,57,66,57
A de iciência de i amina E esul a da diminuída inges ão alimen a , má abso ção,
edução da sín ese hepá ica e aumen o da sua deg adação pelo hipe me abolismo
hepá ico ou pela pe oxidação lipídica.65
A de iciência de i amina K é causada pela edução das suas ese as hepá icas e
associa-se a um aumen o do isco de hemo agia, pelo que a sua suplemen ação de e
se conside ada em si uações de ele ado isco de hemo agia mas ambém na
p esença de empo de p o ombina al e ado e de a izes eso ágicas.14,25
A de iciência de i aminas hid ossolú eis, sob e udo do g upo B, é habi ualmen e
obse ada nos doen es ci ó icos, sob e udo de e iologia alcoólica, uma ez que
inges ão alcoólica eduz a sua abso ção.13,14,54,57
A de iciência de i amina B1 pode oco e na doença hepá ica e p ecipi a a
ence alopa ia de We nicke's e demência de Ko sako , comum na ci ose hepá ica.14 A
sua de iciência ad ém da edução da inges ão alimen a , má abso ção e depleção das
suas ese as hepá icas.14
Des e modo, os doen es de em se suplemen ados em i amina B1 an es da pe usão
de glicose, com o obje i o de eduzi o isco de ence alopa ia de We nickes.13,28,48,57
A suplemen ação de iamina em sido ecomen ada a odos os doen es com ci ose
hepá ica, sob e udo na doença alcoólica.48
A de iciência de i amina B12 es á elacionada p incipalmen e com a diminuição das
suas ese as hepá icas, podendo se a ibuída à ação do e anol - edução da
inges ão alimen a e da abso ção - e ao aumen o das suas necessidades.65
As de iciências em i amina B1, B12 e ácido ólico podem oco e mais apidamen e
em doen es ci ó icos, de ido à diminuída capacidade de a mazenamen o hepá ico,
inges ão alimen a e abso ção in es inal.14,65
A de iciência de i amina B2, B3, B6 e C ambém é comum na doença hepá ica
alcoólica. 1,13,65
A de iciência de mine ais como de magnésio, sódio e ós o o ambém oco e na
doença hepá ica c ónica.1,54
A de iciência de zinco e de selênio em sido desc i as em doen es com doença
hepá ica alcoólica e não alcoólica, mui o comum em es adios a ançados de
ci ose.13,14,54,57
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21
A de iciência de zinco (Zn) oco e comummen e em doen es ci ó icos, podendo se
causada po uma diminuída inges ão alimen a , má abso ção in es inal e aumen o da
exc eção u iná ia.54,65,67 Tal de iciência con ibui pa a o aumen o dos ní eis de amónia
em ci culação associando-se, des e modo, a um aumen o do isco de desen ol imen o
de ence alopa ia hepá ica.48,54,67
A melho ia do ní eis de Zn e le e-se na melho ia signi ica i a da ence alopa ia
hepá ica, de ido ao aumen o da sín ese de u eia e edução dos ní eis de amónia, e
ambém da unção hepá ica.1,48,49,57,67
No en an o, os es udos sob e a melho ia da EH com suplemen os de zinco êm
ap esen ado esul ados con o e sos, não ha endo consenso sob e a dosagem
ideal.54
A anemia po de iciência de e o é equen emen e obse ada nos doen es ci ó icos
com gas opa ia conges i a, de ido à hemo agia da mucosa gás ica. 65
Po ou o lado, os e en os ia ogénicos podem ambém es a na o igem da edução da
inges ão alimen a , como po exemplo, a necessidade do doen e es a em jejum, como
em casos de hemo agia da a izes eso ágicas ou du an e o empo de in e namen o
hospi ala , pa a p ocede à ealização de exames labo a o iais, diagnós icos po
imagem e ou os p ocedimen os clínicos.1,25,52,55
3. A aliação do Es ado Nu icional
A a aliação do es ado nu icional no doen e ci ó ico pode se um complicado desa io,
de ido à condição clinica do doen e, que pode impossibili a a ecolha de dados
obje i os. Mui os dos pa âme os u ilizados não são álidos nes es doen es, po que
ap esen am ausência de p ecisão de ido a al e ações co po ais e me abólicas
esul an es da doença hepá ica.1,48,61
A ealização des a a aliação em como obje i o o nece o apo e caló ico e p o eico
adequado, de o ma a man e o es ado nu icional ou e e e a DPE e co igi
de iciências nu icionais.11,48
A ESPEN ecomenda a aplicação de mé odos simples, como AGS-GD e pa âme os
an opomé ico, pa a a aliação do es ado nu icional e iden i icação de doen es em
isco de desnu ição.1,25,11,14,57
O diagnós ico de desnu ição na doença hepá ica o na-se di ícil de ido à obje i idade
dos mé odos aplicados, al e ação dos pa âme os labo a o iais e p edisposição pa a a
e enção híd ica, ca ac e ís icas equen emen e obse adas nes e g upo de
doen es.1,5,11,25
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22
A AGS-GP é uni e salmen e u ilizada, de simples aplicação, baixo cus o, não in asi a,
iá el e não comp ome ida pela e enção híd ica, o que o na suges i o de se a mais
adequada pa a a classi icação da g a idade da desnu ição em doen es
hepá icos.1,14,25,48,61 Es e mé odo pe mi e a ecolha de in o mação clínica e nu icional
a a és da his ó ia clínica e do exame ísico.14,25,48,50,54,61
A classi icação da AGS-GP é di e enciada em ês ní eis, designados de bem nu ido,
isco nu icional ou desnu ição mode ada e desnu ição g a e.1
Rela i amen e à an opome ia, as medições de em se ealizadas em egiões
co po ais que não sejam a e adas pela e enção híd ica, nomeadamen e as
ex emidades supe io es, uma ez que os edemas e asci e endem a acumula -se nas
ex emidades in e io es, sal o a as exceções.14,58 Des e modo, as medidas
an opomé icas do b aço - pe íme o do b aço (PB), p ega cu ânea icipi al (PCT) e a
ci cun e ência muscula do b aço (CMB) – são as que melho es imam as ese as de
go du a e massa muscula nes es doen es e êm sido econhecidas pela maio ia dos
in es igado es como indicado es idedignos pa a de e mina a p e alência de
desnu ição no doen e ci ó ico.1,5,25,48,61
A e enção híd ica é equen emen e obse ada nos doen es hepá icos, an o nos
es ádios inicias como nos inais, sendo um a o con undido do alo de peso co po al
e não o o nando um indicado iá el. 1,14,48,54,58 A acumulação de luidos pode á
encob i qualque al e ação de peso que esul a de pe das de massa go da e/ou
muscula e pode á subes ima a g a idade e p e alência da desnu ição.1,14,48,54,58
Segundo o es udo ealizado po Campillo e al e Tsiaousi e al, a u ilização do índice
de massa co po al (IMC) demons ou se um pa âme o iá el pa a a de eção de
desnu ição e aplicá el a doen es ci ó icos descompensados, espe i amen e, desde
que sejam usados di e en es alo es de co e, de aco do com a p esença e se e idade
da asci e.1,25 Des e modo, pa a p ocede -se ao diagnós ico de desnu ição, os alo es
de IMC suge idos po es es au o es o am in e io es a: 22 Kg/m2 pa a doen es sem
asci e, 23 Kg/m2 pa a doen es com asci e mode ada e 25 Kg/m2 pa a doen es com
asci e se e a.1,14,25,48
O índice de c ea inina/al u a, ob ido a a és do alo da exc eção u iná ia de c ea inina
e da al u a, é um mé odo con iá el de a aliação nu icional, se a unção enal do
doen e hepá ico o no mal, caso se e i ique complicações, equen emen e
obse adas nes es doen es, es e índice de e se excluído.5,54,58
Um ou o mé odo de diagnós ico do es ado nu icional e po encialmen e independen e
da doença hepá ica é a o ça de p eensão da mão, com ecu so à dinamome ia, uma
a aliação da capacidade uncional, capaz de o nece de o ma indi e a in o mação
sob e o es ado nu icional.1,11,14,58 Nos doen es ci ó icos es e mé odo é sensí el e
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23
especi ico pa a a depleção de massa muscula e co elaciona-se posi i amen e com
as ese as p o eicas co po ais o ais. 1,11,14,58
Es e mé odo oi u ilizado num es udo ealizado po Al a es-da-Sil a e Sil ei a, que
conside ou-o simples, e icaz pa a a de eção de desnu ição em doen es ci ó icos,
con iá el e mais sensí el no diagnós ico, compa a i amen e com ou os
mé odos.25,54,58
Um ou o es udo concluiu que ao con á io da ASG-PD e do índice de p ognós ico
nu icional, esul ados de diminuição da o ça de p eensão da mão an e i am com
p ecisão um mau p ognós ico, associado a uma maio oco ência de complicações, e
ap esen a am uma maio p e alência de desnu ição.48
Des e modo, é possí el conclui , que es e mé odo além de se mais sensí el no
diagnós ico de desnu ição e ú il no ollow-up dos doen es é um bom p edi o de
complicações na doença hepá ica a ançada. No en an o, pode sob es ima a
p e alência de desnu ição.5,48,58
A impedância bioelé ica é um mé odo não-in asi o, segu o, ba a o e de ácil
execução, mas a p ecisão dos seus esul ados pode se comp ome ida pela p esença
de asci e ou edema, pois não é um mé odo sensí el a es as al e ações da composição
co po al, o que o na a sua u ilização limi ada pela ausência de esul ados con iá eis,
o que não acon ece no modelo icompa imen al.5,14,48,49,58
A calo ime ia indi e a pode de e mina o gas o ene gé ico em epouso (EER) usando
a equação de Wei , a a és da medição do consumo de oxigênio e p odução de
dióxido de ca bono.48 O EER medido pela bioimpedância é compa ado com o EER
p e is o, com u ilização da equação de Ha is-Benedic .48,51 Pa a o doen e se
conside ado hipe me abólico, o EER medido e á de se 10-20% supe io ao
espe ado.48
Nos doen es ci ó icos sem asci e, o alo da medição do peso co po al pode se
usado pa a es ima o EER, eco endo a equações como a de Ha is e Benedic .57
Exis em ainda ou os mé odos, mais so is icados, dispendiosos e ge almen e menos
u ilizados pa a a análise da composição co po al, como con agem o al de po ássio
co po al, IVNAA (Neu on Ac i a ion Analysis), DEXA (Dual Ene gy X- ay
Abso p iome y) diluição iso ópica ou ní el de c ea inina na u ina de 24ho as.11,25,48,51,54
Rela i amen e aos pa âme os bioquímicos, as p o eínas isce ais ( ais como a
albumina, p é-albumina e p o eína ligada ao e inol) podem ap esen a ní eis al e ados
no doen e ci ó ico independen emen e do seu es ado nu icional.1,5 Essas al e ações
podem se a ibuídas à baixa sín ese hepá ica e não ao dé ice do es ado nu icional,
e le indo a dis unção hepá ica e não necessa iamen e o es ado nu icional.1,48,51 Des e
modo, as p o eínas isce ais são mais u ilizadas como ma cado es de p ognós ico da
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24
doença do que do es ado nu icional, uma ez que co elacionam-se melho com a
se e idade da doença hepá ica do que com o g au de desnu ição.54
Apesa da albumina se um pa âme o usado na a aliação nu icional, a diminuição da
sua sín ese hepá ica e o ca abolismo aumen ado, eduzem a p ecisão da sua
u ilização pa a a alia a desnu ição nos doen es hepá icos.1,58,61 No en an o, di e sos
au o es, u ilizam na doença hepá ica como indicado de desnu ição, a albumina,
conside ando o alo de 3,5 g/dL des a p o eína isce al pa a o seu diagnós ico.58
Na doença hepá ica o hema óc i o e a hemoglobina são suges i os de se em bons
indicado es do es ado nu icional, dado se em independen es do me abolismo
hepá ico. No en an o, cons a ou-se que os ní eis pode iam es a al e ados, an o na
hipe ensão po al g a e acompanhada de hipe esplenismo e esplenomegalia, como
em casos de hemo agias diges i as.58,61
Os pa âme os imunológicos, como a con agem o al de lin óci os, e os es es
cu âneos de hipe sensibilidade e a dada, podem se in luenciados po complicações
deco en es da doença hepá ica, como in eções e hipe esplenismo, al e ando os
esul ados e comp ome endo a a aliação nu icional, o que se e le e numa baixa
sensibilidade e especi icidade.58
A de iciência de p o eínas isce ais, al e ações hema ológicas e imunológicas e
hipe coles e olémia são equen es na doença hepá ica a ançada, mas pouco
signi ica i as na iden i icação de desnu ição nes e g upo de doen es, de ido à
impossibilidade de sabe se de i am do quad o clinico de ci ose ou de desnu ição.1
Num con ex o global, po azões de especi icidade, sensibilidade, ou disponibilidade
de cus o, não exis e um mé odo ideal nem pad ão, a i mando-se a necessidade do uso
múl iplos pa âme os pa a a alia o es ado nu icional e a desnu ição na doença
hepá ica. 1,4,25,51
4. Supo e Nu icional na Doença Hepá ica C ónica
Na maio ia dos casos, o doen e hepá ico ole a uma die a no mal não necessi ando de
es ições alimen a es.5,49
Como na doença hepá ica a ançada, há um aumen o da susce ibilidade des es
doen es a complicações in eciosas e gas oin es inais, os alimen os de em se
con ecionados adequadamen e.1
As ecomendações ge ais quan o ao supo e nu icional indicam o consumo de 5-7
e eições diá ias de baixo olume, incluindo uma ceia a dia ica em hid a os de
ca bono, que pe mi e equilib a as al e ações do me abolismo dos nu ien es e diminui
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METODOLOGIA
Tipo de Es udo
O p esen e p oje o é um es udo p ospe i o, no qual oi incluída uma amos a de
con eniência.
C i é ios de Inclusão
Quan o aos c i é ios de inclusão es es con empla am: 1) Todos os doen es in e nados
no Se iço de Gas en e ologia do CHSJ-EPE com diagnós ico de doença hepá ica
c ónica descompensada.
C i é ios de Exclusão
Como c i é ios de exclusão o am de inidos: 1) Todos os doen es com diagnós ico de
doença hepá ica e minal ou ca cinoma hepa ocelula em ase a ançada; 2) Doen es
não colabo an es de ido a al e ações do es ado neu ológico.
O núme o o al de ec u amen os en e Ou ub o de 2014 e Janei o de 2015, no Se iço
de Gas en e ologia do CHSJ-EPE oi de 29 doen es. Des es, 6 doen es o am
excluídos po ap esen a em ca cinoma hepa ocelula em ase a ançada e dos
incluídos ealizou-se a a aliação inicial em 23 doen es dos quais 20 o am ea aliados,
endo sido egis adas 3 oco ências de óbi o. O que no o al pe az uma amos a de 20
doen es (n=20).
P ocedimen o
O p esen e p oje o de in es igação oi ap esen ado e subme ido à Comissão de É ica
da CHSJ-EPE, ob endo um pa ece a o á el e au o ização pa a a sua ealização.
Conjun amen e, oi ambém elabo ada uma decla ação de Consen imen o In o mado e
In o mação ao Pacien e, pa a se en egue a odos os doen es que pa icipa am no
espe i o es udo. Com o in ui o de e em conhecimen o dos obje i os e bene ícios
esul an es da sua pa icipação e a au onomia pa a decidi sob e es a.
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32
O p esen e es udo ealizou-se com base nos p incípios da Decla ação de Helsínquia,
sendo apenas ecolhidos os dados necessá ios à sua ealização, de o ma a ga an i a
con idencialidade e p i acidade de odos os pa icipan es no es udo.
Pa a o p ocesso de ecolha de dados oi aplicado um p o ocolo, no momen o da
admissão hospi ala (24ho as a 48ho as) e na ea aliação (um mês após a a aliação
inicial), que incluiu: dados demog á icos, clínicos, nu icionais, pa âme os
an opomé icos e bioquímicos, exame ísico e aplicação de e amen as de
iden i icação de isco nu icional (FIRN).
O p o ocolo oi elabo ado e p eenchido pela in es igado a p incipal e os inqui idos
o am os doen es e, quando necessá io, os amilia es.
Após a a aliação inicial do doen e, p ocedia-se à e e enciação pa a in e enção
nu icional, à nu icionis a esponsá el pelo Se iço de Gas en e ologia. No momen o
da al a hospi ala e a ins i uído um plano alimen a , de aco do com as suas
ca ac e ís icas pessoais e clinicas, acompanhado de um aconselhamen o de es ição
salina, sendo explicado ao doen e e, amilia es quando necessá io, a impo ância da
sua adesão à e apêu ica nu icional.
Cada doen e oi subme ido a análises ao sangue no momen o da a aliação inicial no
espe i o se iço e na al u a da ea aliação, de aco do com o de inido no p o ocolo
(Hemog ama, Ionog ama, Bioquímica) (Anexo ).
Além disso, oi concedido à in es igado a o acesso aos dados do p ocesso clínico do
doen e a a és do elo de ligação (nu icionis a esponsá el pelo se iço e co-
o ien ado a). A necessidade de consul a do p ocesso clínico oi u ilizada pa a
cla i icação e con i mação dos dados ecolhidos dos pa icipan es, como diagnós ico
p incipal, pa ologias associadas, medicação habi ual do doen e.
Ma e ial
Os doen es o am a aliados no in e namen o hospi ala e ea aliados a a és da
aplicação do p o ocolo mencionado an e io men e pa a o p ocesso de colhei a de
dados, que pe mi iu a alia e ca ac e iza o es ado nu icional do doen e hepá ico
c ónico descompensado an es e após a in e enção nu icional. Pa a al, u ilizou-se
mé odos an opomé icos, pa âme os bioquímicos e aplicação da AGS-GP, NRS 2002
e IRN. Des e modo, encon a-se ine en e ao p o ocolo:
A aliação An opomé ica
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33
Pa a a a aliação do es ado nu icional os pa âme os an opomé icos a se em
u ilizados consis i am:
Peso
Todos os doen es o am pesados com o mínimo de oupa possí el, de p e e ência le e
e descalços, após ealização da pa acen ese.
A a és da ob enção do peso a ual e do conhecimen o do peso habi ual p ocedeu-se
ao cálculo do alo da pe da de peso (%) pela ó mula:
Al u a
Pa a a medição da al u a o doen e pe maneceu na posição e e a, com os b aços
es endidos ao longo do co po e com as palmas das mãos ol adas pa a a egião da
coxa. A cabeça oi posicionada segundo o plano ho izon al de F ank u .
Com a c a ei a do es adióme o num ângulo de 90º em elação à escala, mo imen ou-
se de o ma cuidadosa a é oca o é ex.
A medição oi epe ida duas ezes e o alo da média das medições oi o u ilizado pa a
análise.
Índice de Massa Co po al
O IMC oi calculado u ilizando a elação:
Pa a a classi icação do IMC o am conside ados os alo es suge idos pela
O ganização Mundial de Saúde (OMS) pa a adul os.
Pe íme os Co po ais
Pe íme o do b aço
Pa a a medição do PB, u ilizou-se uma i a mé ica lexí el e p ocedeu-se à
iden i icação e ma cação do pon o médio en e o ac ómio e olec ano, no b aço não
dominan e sem manga e pa alelo ao co po, com a palma da mão ol ada pa a den o.
Pos e io men e, a i a mé ica de o ma ajus ada, con o nou o b aço, na ma cação do
pon o médio e ealizou-se a lei u a em cen íme os (cm).51
[Peso habi ual – Peso A ual / Peso habi ual] x 100
[IMC = peso (kg) /al u a2 (m)]
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34
A medição oi epe ida ês ezes e o alo da média das medições oi o u ilizado pa a
análise.
P egas Cu âneas
P ega cu ânea icipi al
No pon o médio ob ido pa a a medição do PB (en e o ac ómio e o olec ânio), com o
dedo indicado e o polega sepa ou-se a p ega do b aço, e aplicou-se o lipocalib ado
de o ma a o ma um ângulo e o, e e uando-se a lei u a em milíme os (mm).51
A medição oi epe ida ês ezes e o alo da média das medições oi o u ilizado pa a
análise.
P ega do músculo adu o da mão
A medição an opomé ica da p ega do músculo adu o da mão (PMAM) oi ealizada
de aco do com alguns p ocedimen os, os quais incluem: o indi iduo sen ado, com a
mão dominan e sob e o joelho, de modo a o ma um ângulo de 90º. De seguida,
oco eu o p olongamen o do dedo indicado e do polega , sinalizando-se o é ice
desse ângulo pa a o lipocalib ado pinça o músculo adu o nessa ma cação.
A medição oi epe ida ês ezes e o alo da média das medições oi o u ilizado pa a
análise.
Ci cun e ência muscula do b aço
Uma ez ob ido o alo da medição do PB e da PCT, p ocedeu-se à ealização do
cálculo da ci cun e ência muscula do b aço, usando a ó mula:
No a: Os esul ados ob idos pa a o PB, PCT e CMB o am elacionados com as
abelas de pe cen is de F isancho, u ilizando o pe cen il 50 de aco do com a idade e
géne o, e classi icados segundo Blackbu n & Tho n on.51
Dinamome ia
Fo ça de p eensão da mão
A o ça de p eensão da mão oi a aliada pelo dinamóme o, com o doen e na posição
e a e, de p e e ência, sen ado numa cadei a com encos o e ical e sem supo e pa a
os b aços. A medição é ealizada no b aço não dominan e e sem apoia o co o elo
de e le i-lo a 90º, com o an eb aço em posição neu a.51
[CMB (cm) = PB – (π x PCT)]
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
35
De seguida, egis a-se em quilog ama- o ça o alo máximo, de ês medições
e e uadas, com in e alo en e si.
A aliação Bioquímica
A u ilização de dados labo a o iais (como a hemoglobina, albumina, coles e ol o al,
coles e ol HDL e iglice ídeos) oi impo an e na a aliação do es ado nu icional e na
sua moni o ização pa a iden i icação de al e ações nu icionais.
Exame Físico
A ealização do exame ísico auxiliou no diagnós ico do es ado nu icional do doen e,
a a és da obse ação isual e palpá el em alguns ecidos epi eliais supe iciais.
A de eção de sinais de dé ices nu icionais pe mi iu ca ac e iza as ese as de
go du a, muscula es e a híd ica.
A aliação da Inges ão Alimen a
Pa a a a aliação da inges ão alimen a , eco eu-se à his ó ia alimen a .
A sua aplicação o neceu uma desc ição de alhada da inges ão alimen a habi ual do
doen e, em elação aos aspe os quali a i os e quan i a i os, como o núme o, o local
das e eições e o consumo o al de alimen os no dia-a-dia, incluindo p e e ências e
a e sões alimen a es, a iações sazonais, en e ou as in o mações.71,72
Sis emas de A aliação Nu icional
Os sis emas de a aliação nu icional u ilizados o am a AGS-GD, NRS 2002 e o IRN,
aplicados di e amen e ao doen e ou a amilia es/cuidado es.
A ASG-GD u ilizada oi um modelo adap ado da p opos a o iginal po De sky e al.
Es a e amen a pe mi iu a ecolha de in o mação clínica e nu icional a a és da
his ó ia clínica (pe da de peso no úl imos 6meses, al e ações na inges ão alimen a ,
p esença de sin oma ologia gas oin es inal, capacidade uncional e s ess me abólico)
e do exame ísico (pe da de go du a subcu ânea e muscula , p esença de edema e
asci e).14,25,48,50,54,58
A classi icação da ASG-GD é di e enciada em ês ní eis, designados de bem nu ido,
isco nu icional ou desnu ição mode ada e desnu ição g a e.1
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
36
O NRS 2002 é um mé odo adequado pa a iden i ica a p esença ou ausência de isco
nu icional de doen es adul os em meio hospi ala .
O ques ioná io do NRS 2002 pe mi iu classi ica o es ado nu icional (pe da de peso,
IMC, quan i icação da inges ão alimen a ) e a g a idade da doença com uma
pon uação de 1 a 3.73
O IRN u ilizado nes e p oje o oi o p opos o po Buzy e al, conside ando os alo es
plasmá icos de albumina, peso a ual e habi ual, de aco do com a seguin e ó mula:
Como peso habi ual oi de inido o peso de um mês an es da admissão hospi ala , pois
nem odos se lemb a am do peso es á el de à 6meses.
O IRN pe mi iu classi ica o es ado nu icional dos doen es em nu ido, desnu ição
le e, mode ada ou g a e, de aco do com o alo ob ido de IRN.
Análise Es a ís ica
Após a ecolha de dados, p ocedeu-se à in odução e a amen o de dados no
p og ama de a amen o es a ís ico SPSS IBM STATISTICS® (S a is ical Package o
he Social Sciences) ( e são 20.0 pa a Windows.)
A análise desc i i a pa a as a iá eis nominais e o dinais baseou-se no cálculo de
equências.
A análise da no malidade oi a aliada a a és do Tes e Kolmogo o – Smi no ,
admi indo-se uma signi icância es a ís ica α <0.05. A análise es a ís ica oi ealizada
u ilizando o es e de T-S uden e o es e de Qui-Quad ado.
[IRN= (1,489Xalbumina sé ica g/l) + 41,7x (peso a ual/peso habi ual)]
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37
RESULTADOS
Ca ac e ização da amos a
Ca ac e ização segundo a iá eis sociodemog á icas
A amos a é cons i uída po 23 doen es hepá icos c ónicos descompensados (n=23),
dos quais 19 pe encem ao géne o masculino (82,6%) e 4 ao géne o eminino (17,4%).
A média de idades da amos a oi de 56±11 anos.
Em elação à escola idade, os doen es ap esen am habili ações li e á ias de ensino
p imá io (52,2%), sendo que 8,7% possuem ensino uni e si á io.
Cons a ou-se que 43,5% dos doen es es ão emp egados, 34,8% e o mados e 21,7%
desemp egados.
A abela 1, explo a os aspe os elacionados com as a iá eis sociodemog á icas da
amos a.
Tabela 1: Ca ac e ização da amos a segundo as a iá eis sociodemog á icas.
Va iá eis
n
%
Géne o
Masculino
19
82,6
Feminino
4
17,4
To al
23
100,0
Escola idade
P imá ia
12
52,2
Básico
5
21,7
Secundá io
4
17,4
Uni e si á io
2
8,7
To al
23
100
Si uação p o issional
Desemp egado
5
21,7
Emp egado
10
43,5
Re o mado
8
34,8
To al
23
100
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38
Ca ac e ização segundo a e iologia e o sco e de Child Pugh
A amos a é na sua o alidade compos a po doen es ci ó icos (100%), em que 5 dos
doen es (21,7%) encon a am-se em ase de a aliação pa a ansplan e hepá ico.
Rela i amen e à e iologia da ci ose, a e ílica des acou-se como a mais equen e,
obse ada em 47,8% (n=11) da amos a, associando-se à in eção pelo í us da
hepa i e C em 17,4% (n=4) da amos a.
Quan o ao sco e de Child Pugh, 47,8% da amos a e a Child Pugh B e C, e apenas
4,3% (n=1) e a classi icado como Child Pugh A.
Tabela 2: Ca ac e ização da amos a segundo a e iologia e o sco e de Child Pugh.
Va iá eis
n
%
E iologia da ci ose
E ílica
11
47,8
VHC
2
8,7
E ílica + VHC
4
17,4
E ílica + VHB
1
4,3
E ílica + Hemoc oma ose
2
8,7
Doença de Wilson
1
4,3
Ci ose Bilia P imá ia
1
4,3
Ci ose Bilia Secundá ia
1
4,3
To al
23
100
Child Pugh
Classe A
1
4,3
Classe B
11
47,8
Classe C
11
47,8
To al
23
100
Legenda Tabela 2: VHC-Ví us da Hepa i e C; VHB-Ví us da Hepa i e B.
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39
Ca ac e ização segundo o mo i o de in e namen o hospi ala
O mo i o de admissão hospi ala mais equen e oi a descompensação da doença
hepá ica (34,8%) e, em 26,1% dos doen es e i icou-se a oco ência de ence alopa ia
hepá ica po o sis émica e em 17,4% PBE.
Quan o ao empo de in e namen o hospi ala , a média da sua du ação oi de 10±5
dias, sendo a du ação mais cu a de 2 dias e a mais longa de 27 dias.
Tabela 3: Ca ac e ização da amos a segundo o mo i o de in e namen o.
Va iá eis
n
%
Mo i o de in e namen o
DHCH
8
34,8
Ence alopa ia Po o Sis émica
6
26,1
In eção Respi a ó ia
1
4,3
PBE
4
17,4
Hepa i e Aguda Alcoólica
2
8,7
Hemo agia Diges i a Al a
1
4,3
Ou o
1
4,3
To al
23
100,0
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
40
0
5
10
15
20
25
30
35
n
%
4
17,4
7
30,4
8
34,8
3
13
1
4,3
1
4,3
5
21,7
1
4,3
2
8,7
1
4,3
1
4,3
HTA
HTP
DM
Pe u bção dep essi a
Doença de Pa kinson
DPOC
Dislipidemia
Li íase Vesicula
DCV
Lin oma
Neoplasia p é ia
Ca ac e ização segundo as pa ologias associadas e complicações
As co mo bilidades mais comuns ap esen adas pelos doen es ci ó icos o am a
diabe es melli us (incluindo ipo 1 e 2), a dislipidemia e a hipe ensão a e ial, em
34,8%, 21,7% e 17,4% da amos a, espe i amen e. A pe u bação dep essi a e a
doença ca dio ascula , apenas o am obse adas em 3 e 2 indi íduos,
espe i amen e.
Uma complicação da ci ose obse ada na amos a oi a hipe ensão po al (30,4%).
G á ico1: Ca ac e ização da amos a segundo as pa ologias associadas e ap esen ou
de uma complicação da ci ose.
Legenda G á ico 1: HTA-hipe ensão A e ial; HTP-hipe ensão po al; DM-Diabe es
melli us; DPOC-Doença Pulmona Obs u i a C ónica; DCV-Doença Ca dio ascula .
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47
Ca ac e ização segundo o exame ísico na a aliação inicial
O ecu so à abela 9 pe mi e obse a que na a aliação inicial 26,1% dos ci ó icos
ap esen a am um dé ice se e o das ese as de go du a e 17,4% da amos a um
dé ice mode ado ou ligei o.
Rela i amen e às ese as muscula es, obse a-se que o dé ice é maio i a iamen e
se e o (52,2%) e 5 e 4 doen es ap esen a am dé ice ligei o e mode ado,
espe i amen e.
No que se e e e ao es ado híd ico é possí el e i ica que 73,9% da amos a se
ap esen a a com edema gene alizado.
Tabela 9: Ca ac e ização da amos a segundo o exame ísico na a aliação inicial.
Exame Físico
n
%
Rese a de go du a
Sem dé ice
9
39,1
Dé ice ligei o
4
17,4
Dé ice mode ado
4
17,4
Dé ice se e o
6
26,1
Rese a muscula
Sem dé ice
2
8,7
Dé ice ligei o
5
21,7
Dé ice mode ado
4
17,4
Dé ice se e o
12
52,2
Rese a híd ica
Sem dé ice
2
8,7
Com dé ice
4
17,4
Edema gene alizado
17
73,9
To al
23
100
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
48
Classi icação a a és do AGS-GD na a aliação inicial
A classi icação do es ado nu icional eco endo à AGS-GD, na abela 10, indicou que
60,9% (n=14) da amos a ap esen ou desnu ição se e a e 34,8% (8%) desnu ição
mode ada.
Tabela 10: Classi icação do es ado nu icional da amos a a a és da AGS-GP na
a aliação inicial.
AGS-GD
n
%
Nu ido
Desnu ição mode ada
8
34,8
Desnu ição se e a
14
60,9
Ausência de classi icação
1
4,3
To al
23
100,0
Classi icação a a és do NRS2002 na a aliação inicial
Na a aliação inicial, a classi icação do es ado nu icional com ecu so ao NRS2002, na
abela 11, classi icou a amos a na o alidade como em isco nu icional.
Tabela 11: Classi icação do es ado nu icional da amos a a a és do NRS 2002 na
a aliação inicial.
NRS 2002
n
%
Sem isco nu icional
Risco nu icional
22
95,7
Ausência de classi icação
1
4,3
To al
23
100,0
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
49
Classi icação a a és do IRN na a aliação inicial
A classi icação do es ado nu icional a a és do IRN, na abela 12, ap esen a 22
doen es ci ó icos como desnu idos, dos quais 19 (82,6%) com desnu ição se e a e
3 (13,0) com desnu ição mode ada, na a aliação inicial.
Tabela 12: Classi icação do es ado nu icional da amos a a a és do IRN na a aliação
inicial.
IRN
n
%
Desnu ição mode ada
3
13,0
Desnu ição se e a
19
82,6
Ausência de classi icação
1
4,3
To al
23
100,0
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
50
Ca ac e ização segundo as a iá eis an opomé icas e a o ça de p eensão da
ea aliação
Na ea aliação a média do peso da amos a (n=20) é de 74±16kg. A mesma amos a
ap esen ou como média de IMC 26±4 Kg/m2 .
Rela i amen e ao PB a sua média oi de 23±2 cm, enquan o que, a média da PCT oi
de 10±5mm. Quan o à CMB, a média oi de 23±3cm.
A média da PMAM da amos a oi de 12±4 mm.
A o ça média de p eensão da mão na ea aliação da amos a oi de 11±4 kg/F.
Tabela 13: Ca ac e ização da amos a segundo as a iá eis nu icionais e a o ça de
p eensão da mão na ea aliação.
Va iá eis
média±dp
Peso (Kg)
74±16
IMC (Kg/m2)
25±5
PB (cm)
26±3
PCT (mm)
11±5
CMB (cm)
23±2
PMAM (mm)
12±4
Fo ça de p eensão da mão (kg/F)
11±4
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
51
Classi icação das a iá eis nu icionais na ea aliação
Na ea aliação, com ecu so à classi icação do IMC iden i icou-se 47,8% (n=11) da
amos a como nu ida, 21,7% (n=5) com excesso de peso e 17,4% (n=4) com
obesidade g au I.
Em elação ao PB, 65,2% da amos a es a a desnu ida, em que 8,7% ap esen ou
desnu ição se e a, 39,1% desnu ição mode ada e 17,4% desnu ição le e.
Dos 20 doen es a aliados, e i icou-se que em elação à PCT, 52,2% (n=12) da
amos a es a a desnu ida, em que, 43,5% (n=10) ap esen ou desnu ição se e a
8,7% (n=2) desnu ição mode ada.
A CMB iden i icou 34,8% da amos a com desnu ição mode ada, 21,7% com
desnu ição le e e 4,3% com desnu ição se e a, o que pe az 69,5% de desnu ição
a a és da CMB, co esponden e a 16doen es.
Tabela 14: Classi icação da amos a segundo o IMC na ea aliação.
IMC
n
%
Mag eza g au I
Nu ido
11
47,8
Excesso de peso
5
21,7
Obesidade g au I
Não aplicá el
4
17,4
3
13,0
To al
23
100,0
Tabela 15: Classi icação das a iá eis nu icionais da amos a na ea aliação.
PB
PCT
CMB
n
%
n
%
n
%
Desnu ição se e a
2
8,7
10
43,5
1
4,3
Desnu ição mode ada
9
39,1
2
8,7
8
34,8
Desnu ição le e
4
17,4
5
21,7
Nu ido
5
21,7
3
13,0
5
21,7
Excesso de peso
1
4,3
1
4,3
Obesidade
4
17,4
Ausência de classi icação
3
13,0
3
13,0
3
13,0
To al
23
100,0
23
100,0
23
100,0
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
52
Ca ac e ização segundo o exame ísico na ea aliação
A a és da abela 16, obse ou-se que na ea aliação das ese as de go du a o
dé ice ligei o con inuou a se 17,4% e o dé ice mode ado ep esen ou 30,4% da
amos a.
Na ea aliação das ese as muscula es o dé ice ligei o co espondeu a 34,8% da
amos a, o dé ice mode ado a 30,4% e o se e o a 13,0%.
Quan o à ese a híd ica 30,4% dos doen es ci ó icos ap esen a am edema
gene alizado, 47,8% da amos a sem dé ice e 8,7% com dé ice.
Tabela 16: Ca ac e ização segundo o exame ísico na ea aliação.
Exame Físico
n
%
Rese a de go du a
Sem dé ice
9
39,1
Dé ice ligei o
4
17,4
Dé ice mode ado
7
30,4
Dé ice se e o
Ausência de classi icação
3
13,0
Rese a muscula
Sem dé ice
2
8,7
Dé ice ligei o
8
34,8
Dé ice mode ado
7
30,4
Dé ice se e o
3
13,0
Ausência de classi icação
3
13,0
Rese a híd ica
Sem dé ice
11
47,8
Com dé ice
2
8,7
Edema gene alizado
7
30,4
Ausência de classi icação
3
13,0
To al
23
100,0
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
53
Classi icação a a és do AGS-GD na ea aliação
A aplicação da AGS-GD pa a a a aliação do es ado nu icional, na abela 17,
iden i icou 39,1% (n=9) da amos a com desnu ição se e a ou mode ada e 8,7% (n=2)
nu ida.
Tabela 17: Classi icação do es ado nu icional da amos a a a és da AGS-GD na
ea aliação.
AGS-GD
n
%
Nu ido
2
8,7
Desnu ição mode ada
9
39,1
Desnu ição se e a
9
39,1
Ausência de classi icação
3
13,0
To al
23
100,0
Classi icação a a és do NRS2002 na ea aliação
A classi icação do es ado nu icional a a és do NRS2002, na abela, classi ica 47,8%
da amos a como em isco nu icional e 39,1% sem isco nu icional.
Tabela 18: Classi icação do es ado nu icional da amos a a a és da NRS 2002 na
ea aliação.
NRS 2002
n
%
Sem isco nu icional
9
39,1
Risco nu icional
11
47,8
Ausência de classi icação
3
13,0
To al
23
100,0
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
54
Classi icação a a és do IRN na ea aliação
Na ea aliação do es ado nu icional pelo IRN, na abela 19, ca ac e izou-se 56,5%
da amos a como endo desnu ição se e a e 30,4% com desnu ição mode ada.
Tabela 19: Classi icação do es ado nu icional a a és da IRN na ea aliação
IRN
n
%
Desnu ição mode ada
7
30,4
Desnu ição se e a
13
56,5
Ausência de classi icação
3
13,0
To al
23
100,0
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
55
Compa ação dos esul ados das a iá eis an opomé icas da a aliação inicial
com os esul ados da ea aliação
A compa ação de esul ados en e as duas a aliações, seguidamen e ap esen ados, é
e e en e a uma amos a de 20 doen es ci ó icos, pois co esponde ao núme o de
doen es que oi possí el ealiza a a aliação inicial clinica e nu icional e a ea aliação.
Em elação ao peso, oco eu um aumen ou des a a iá el em 47,8% da amos a e
uma diminuição em 39,1%.
Rela i amen e ao IMC, e i icou-se uma melho ia na sua classi icação em 13,0% (n=3)
da amos a, ap esen ando uma diminuição na escala de classi icação des a a iá el
em 8,7% dos doen es ci ó icos e uma igualdade de 65,2%.
Quan o às medidas an opomé icas do b aço, o PB ap esen ou uma igualdade de
alo es en e a a aliação inicial e a ea aliação em 69,6% da amos a, uma diminuição
em 4,3% e um aumen o em 13,0%.
Pa a os esul ados da medição da PCT, obse ou-se uma igualdade na sua
classi icação em 60,9% da amos a, uma melho ia em 17,4% e uma pio a de
classi icação em 8,7%.
A a iá el CMB e elou uma igualdade de classi icação em 39,1% (n=9) da amos a e
um aumen o em 34,8% (8), com uma diminuição na classi icação em 13,0% (n=3).
Ao conside a mos a PMAM, e i icou-se a a és da compa ação das duas medições,
que os alo es ob idos aumen a am em 39,1% da amos a e diminuí am em 26,1%.
Quan o à o ça de p eensão da mão, os alo es aumen a am da a aliação inicial pa a
a ea aliação em 52,2% da amos a.
Compa ação do exame ísico da a aliação inicial com os esul ados da
ea aliação
As ese as de go du a ap esen a am uma igualdade de classi icação em 60,9% da
amos a e um meno dé ice em 26,1%.
Em elação as ese as muscula es 52,2% (n=12) ap esen a am um meno dé ice
quando compa ada a a aliação inicial com a ea aliação.
Em elação à ese a híd ica, e i icou-se um meno dé ice em 43,5% da amos a e
um maio dé ice em 4,3%, com uma igualdade da classi icação em 39,1%
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
56
Compa ação da classi icação da AGS-GD, NRS 2002 e IRN da a aliação inicial
com a da ea aliação
A a aliação do es ado nu icional, a a és do AGS-GD iden i icou 21,7% da amos a
com meno g a idade de desnu ição e 65,2% de igualdade de classi icação.
Quan o ao NRS, 39,1% da amos a ap esen ou uma meno p e alência de isco
nu icional quando compa ada a a aliação inicial com a ea aliação e, uma igualdade
de 47,8%.
A aplicação do IRN demons ou uma igualdade de classi icação em 60,9% da amos a,
e uma meno classi icação da se e idade da desnu ição em 21,7% e um aumen o da
sua classi icação em 4,3% da amos a
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
63
Quan o à CMB, e i icou-se que apesa de 39,1% da amos a ap esen a a mesma
classi icação 34,8% melho ou e 13,0% mani es ou um maio ag a amen o da
classi icação.
A p e alência de desnu ição mencionada pela CMB oi supe io à p e alência
ap esen ada po Maio, Dichi e Bu ini, uma ez que oi de 61% em doen es ci ó icos.51
A medições da CMB e da PCT ep esen am num mé odo iá el pa a a alia o es ado
nu icional em doen es ci ó icos e, na amos a des e es udo, iden i icou-a
maio i a iamen e como desnu ida.4
Na a aliação inicial, o PB demons ou uma p e alência de desnu ição de 73,9%,
supe io as es an es medições an opomé icas do b aço. Na ea aliação da amos a
a sua classi icação como desnu ida diminuiu pa a 65,2%. E, quando compa adas,
es as duas a aliações, obse ou-se uma melho ia em 13,0%, e uma igualdade em
69,6%, com uma pio a em 4,3%.
Rela i amen e à PMAM, não es ão p esen e na li e a u a, dados que elacionem
especi icamen e es a medição pa a a a aliação do es ado nu icional do doen e
ci ó ico.4 No en an o, num es udo com 150 doen es, 25% co espondia a doen es
hepá icos e, demons ou se um indicado de p ognós ico nes es doen es.4
Nes a amos a e i icou-se um aumen o 39,1% e diminuição em 26,1%, quando
compa adas a a aliação inicial com a ea aliação.
Em elação à o ça de p eensão da mão, quando compa ados os alo es da p imei a
a aliação com a ea aliação e i ica-se um aumen o signi ica i o (p= 0,035). Ao
compa amos po géne o, os alo es da o ça de p eensão da mão o am supe io es no
géne o masculino.
Inicialmen e, conside ou-se que os alo es da o ça de p eensão da mão pode iam se
comp ome idos pelas al e ações deco en es da doença hepá ica e não pela p esença
desnu ição.51 Con udo, há quem de enda que es a medida elaciona-se com a
se e idade da desnu ição, como esul ado das al e ações nu icionais e,
consequen emen e, al e ações es u u ais muscula es.51 Des e modo conside a-se um
bom mé odo pa a a aliação nu icional além de simples, ba a o e e icaz. E, segundo
Ál a es-da-Sil a e al, es e mé odo é capaz de de e a 100% de desnu ição.4
Pa a a de eção de dé ices nu icionais de o ma a ca ac e iza as ese as de go du a,
muscula e híd ica, eco eu-se ao exame ísico. O exame ísico iden i icou na
a aliação inicial 60,9% de desnu ição em elação à ese a de go du a, 91,3% pa a a
ese a muscula e quan o à ese a híd ica 17,4% com dé ice e 73,9 com edema
gene alizado. Quando ea aliada a amos a, a p e alência de desnu ição oi de 47,8%
pa a a ese a go du a, 78,2% pa a a ese a muscula e 30,4% da amos a com
edema gene alizado. Ao compa a os esul ados ob idos das duas medições e i ica-
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se um meno dé ice em 26,1% da amos a pa a a ese a de go du a, 52,2% pa a a
ese a muscula e 43,5% pa a a ese a híd ica.
Dos á ios sis emas de a aliação nu icional, a AGS-GD segundo as conside ações de
Ba bosa-Sil a e Ba os e de ou os au o es, é um mé odo adequado pa a a alia o
es ado nu icional dos doen es hepá icos.4 No en an o, apesa de ap esen a pa a os
doen es ci ó icos uma sensibilidade de 22% pode subes ima o es ado nu icional
dessa população em 57% dos doen es e supe es ima em 6%.4
A classi icação do es ado nu icional u ilizando o mé odo AGS-GD, e i icou na
a aliação inicial da amos a (n=22) a p esença de desnu ição na sua o alidade
(95,7%), oco endo a classi icação em mode ada (34,8%) e se e a (60,9%). Es es
dados não se elacionam com os da li e a u a, em que a p esença de desnu ição no
doen e ci ó ico a ia de 20 a 38%, nem com o es udo desen ol ido po Go schall e
al que ap esen ou 38% de desnu ição.4
Quan o à ea aliação a p e alência de desnu ição oi de 78,2%, com 39,1% de
desnu ição mode ada ou se e a. Des e modo, não pe mi e a conco dância com os
alo es desc i os.
Ao compa a mos as duas a aliações e i icamos que a g a idade da desnu ição
diminui em 21,7% da amos a, obse ada no géne o masculino e, man e e igual em
65,2%, não se endo egis ado ag a amen o do dé ice.
Apesa da AGS-GD se a FIRN ecomendada pa a o doen e hepá ica, eco eu-se ao
NRS 2002, uma ez que é o mé odo ecomendado pa a o meio hospi ala .
Na p imei a a aliação oda a amos a ap esen a a isco nu icional, si uação que se
conseguiu e e e , pois na ea aliação a ausência de isco nu icional oco eu em
39,1% da amos a, co esponden e a 9 doen es.
Um ou o mé odo u ilizado oi o IRN p opos o po Buzz e al, que iden i icou na p imei a
a aliação 82,6% da amos a com desnu ição g a e e 13,0% com desnu ição
mode ada. E, quando ea aliada 56,5% ap esen a a desnu ição g a e e 30,4%
desnu ição mode ada, cons a ando assim um meno dé ice em 21,7% da amos a
quando compa adas es as duas a aliações.
A u ilização des a e amen a pode se ques ionada de ido à u ilização da albumina,
uma ez que es a pode ap esen a al e ações independen emen e do es ado
nu icional. No en an o, di e sos au o es usam-se como indicado de desnu ição e
ambém de endem que o IRN e le e o isco eal de desnu ição independen emen e
da se e idade da doença.
Ao compa a mos es es ês mé odos cons a amos que odos eles de ini am a amos a
como desnu ida, ap esen ando di e en es p e alências consoan e a escala de
desnu ição (le e, mode ada, g a e ou sem isco nu icional ou com isco nu icional).
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Ao elaciona mos os esul ados ob idos do IRN na a aliação inicial com o géne o
masculino e eminino, e i ica-se que os homens ap esen a am uma classi icação de
desnu ição g a e supe io às mulhe es, ou seja, 94,4% da amos a masculina s 50%
na amos a eminina (p=0,019).
Quando compa ados os esul ados ob idos das duas a aliações pelo IRN com o
géne o, e i icou-se que a melho ia da classi icação do IRN oco eu nos homens, ou
seja, dos 5 doen es que ap esen a am um meno dé ice e am do géne o masculino
(p=0,038) e, apenas um doen e ap esen ou um maio dé ice na classi icação do IRN, e
e a mulhe .
A a aliação nu icional eco endo aos pa âme os bioquímicos é comum na p á ica
clinica, p incipalmen e o doseamen o de albumina. Apesa de co elaciona -se melho
com a se e idade da doença hepá ica do que com o g au de desnu ição, di e sos
au o es u ilizam-na na doença hepá ica como indicado de desnu ição.54,58 Des e
modo, a análise da amos a quan o a es e pa âme o ap esen ou 100% de
desnu ição, an o na a aliação inicial como na ea aliação.
Ao compa a pa âme os bioquímicos como a hemoglobina, albumina, coles e ol o al
e HDL e iglice ídeos, da a aliação inicial com a ea aliação, e i icou-se um aumen o
dos esul ados na o alidade da amos a, sendo apenas signi ica i o o do coles e ol
HDL (p=0,036). Um aumen o conside ado bené ico dado se habi ual obse a -se
baixos alo es do coles e ol HDL no doen e hepá ico.
Em conclusão, ela i amen e aos pa âme os an opomé icos não exis em pad ões de
e e ência pa a os doen es hepá icos e, como al e na i a, eco e-se a pad ões de
e e ência in e nacionais. Pa a a PCT, PB, CMB, o am u ilizadas as abelas p opos as
po F isancho pa a pessoas saudá eis no e ame icanas. O seu uso não é o ideal e
limi a-se aos p oceden es de uma base populacional dis in a, mas dada a sua alidade
e aplicabilidade o am as conside adas nes e es udo. Des e modo, conside a-se a
impo ância de se c ia em pad ões pa a es a população.
O ac o de não se possí el es abelece uma associação en e os mé odos de
a aliação nu icional com a classi icação de Child Pugh, pode á se explicado pelo
amanho da amos a.
De aco do com os esul ados ob idos no p esen e es udo, pode-se conclui que a
classi icação do es ado nu icional a iou de aco do com o mé odo ins i uído, endo a
p e alência de desnu ição nos doen es ci ó icos ap esen ado di e enças nas suas
escalas, ou seja, desnu ição g a e, mode ada ou le e.
De ido ao amanho pequeno da amos a a gene alização das suas conclusões pa a a
população o na-se limi ada.
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Um aspe o ele an e que se o na pe inen e e o ça é que a desnu ição obse ada
na maio pa e dos doen es ci ó icos pode á es a , em pa e, elacionada com a
ausência de um acompanhamen o nu icional p é io. No en an o, em elação às
melho ias obse adas quando compa ados os esul ados da a aliação inicial com a
ea aliação, á ias conside ações pode ão se le adas em con a: 1) o doen e
encon a -se em ase de agudização da doença; 2) pode ão se o esul ado do impac o
da in e enção nu icional 3) o doen e es a em ecupe ação
A e apêu ica nu icional é essencial na o imização do es ado nu icional e,
consequen emen e, na ecupe ação e melho ia da qualidade de ida do doen e,
o nando-se undamen al a a uação de uma equipa mul idisciplina de modo a
possibili a uma in e enção p ecoce capaz diagnos ica e p e eni desequilíb ios
nu icionais que con ibuem pa a a desnu ição e pa a a ele ada mo bilidade e
mo alidade do doen e com DHCD.
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66. Collie J, Ninko ic M, Comps on L. Guidelines on he managemen o os eopo osis
associa ed wi h ch onic li e disease. Gu . 2002; 50(suppl I):i1-i9.
67. Ma chesini G, Fabb i A, Bianchi G, B izi M, Zoli M. Zinc Supplemen a ion and
amino acid-ni ogen me abolism in pa ien s wi h ad anced ci hosis. Hepa ology. 1996;
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68. Plau h H, Roske A, Romaniuk P, Ro h E, Ziebig R, Lochs H. Pos - eeding
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li e ci hosis: ole o small in es inal ammonia elease and ou e o nu ien
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69. Mullen KD, Dasa a hy S. p o ein es ic ion in hepa ic encephalopa hy: necessa y
e il o illogical dogma? J Hepa ol. 2004 jul; 41 (1):147-148.
70. Ma chesini G, Bianchi G, Me li M, Amodio P, Panella C, Loque cio C, e al.
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double-blind, andomized ial. Gas oen e ology. 2003; 124(7):1792-1801.
71. Fisbe g,R. Ma chioni,D. Colucci,A. A aliação do consumo alimen a e da inges ão
de nu ien es na p á ica clínica. A q B as Endoc inol Me ab. 2009; 53(5): 617-624.
72.Du ão, C. Anamnese – Uma opo unidade pa a aumen a a ade ência à
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73.Maio R, Dichi J, Bu ini R. Sensibilidade de Indicado es da Desnu ição P o éico-
Ene gé ica em Ci ó icos com Vá ios G aus de Dis unção Hepa ocelula . A q
Gas oen e ol. 2004; 41(2):93-99.
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
72
ANEXOS
ANEXO A
INFORMAÇÃO AO PARTICIPANTE
No âmbi o do Mes ado em Nu ição Clínica pela Faculdade de Ciências da Nu ição e
Alimen ação da Uni e sidade do Po o, da aluna Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha, es á
a se ealizado no Se iço de Gas en e ologia do Cen o Hospi ala de S. João – EPE
o es udo in i ulado: “A aliação do impac o da in e enção nu icional no doen e
hepá ico c ónico descompensado". Os p incipais obje i os ap esen ados po es e
es udo consis em na iden i icação da p e alência de desnu ição nos doen es
hepá icos descompensados, ca ac e ização e a aliação do pe il des e g upo de
doen es e a aliação do seu es ado nu icional an es e após a in e enção nu icional.
O p ocesso de ecolha dos dados de cada pa icipan e se á ealizado pela aplicação
de um p o ocolo pa a os de idos e ei os, con emplando ques ões ápidas e obje i as e
não necessi ando de medições in asi as e complexas. Des e modo, os pa icipan es
bene icia ão de uma a aliação das suas necessidades nu icionais e o imização da
in e enção nu icional. Não sendo espe ados quaisque iscos pa a o pa icipan e
esul an es da sua pa icipação.
A pa icipação no p esen e es udo não implica quaisque incómodos aos pa icipan es,
uma ez que a a aliação p ocede -se-á du an e o empo de in e namen o hospi ala .
A pa icipação nes e es udo é de ca ác e olun á io, e os pa icipan es disponhem de
empo pa a e le i sob e o pedido de pa icipação, inclusi e pa a pode em ou i
opinião de amilia es e/ou amigos, bem como in ei a libe dade pa a decidi da sua
acei ação em pa icipa .
O pa icipan e pode e i a -se do es udo, sem que se comp ome a o elacionamen o
com o p o issional de saúde nem o espei o pelos di ei os à assis ência que lhe é
de ida.
Além disso, se ão apenas ecolhidos os dados necessá ios à ealização do es udo,
não sendo ecolhidos quaisque dados que possam conduzi à iden i icação do doen e,
de o ma a ga an i a p i acidade e a con idencialidade de odos os pa icipan es no
es udo.
Pa a conclui , in o mo que a p esen e in es igação oi ap o ada pela Comissão de
É ica pa a a Saúde do Cen o Hospi ala de S. João – EPE.
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
79
22. IMC: __________kg/m2
Desnu ido___
Em isco de desnu ição___
Nu ido___
Excesso de peso___
Obesidade___
23. Exame Físico
Rese a de Go du a: Dé ice ligei o___ Dé ice mode ado___ Dé ice
Se e o___ Sem Dé ice___
Rese a Muscula : Dé ice ligei o___ Dé ice mode ado___ Dé ice
Se e o___ Sem Dé ice___
Rese a Híd ica: Edema gene alizado___ Com Dé ice___ Sem
Dé ice___
24. Índice de Risco Nu icional__________
IRN= [1,489 x albumina sé ica (g(l) + 41,7 x (peso a ual) / peso habi ual)]
Ausência de desnu ição
IRN > 100
Desnu ição le e
IRN 97,5 - 100
Desnu ição mode ada
IRN 83,5 - 97,4
Desnu ição g a e
IRN < 83,5
Aplicação da ASG-GP e NRS 2002
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
80
A aliação clínica e nu icional após a in e enção nu icional
25. Qual a in e enção nu icional ins i uída ao doen e:
Alimen ação o al___
Alimen ação o al + suplemen os nu icionais___
Nu ição En é ica Exclusi a___
Nu ição Pa en é ica To al___
26. Modo de adminis ação da alimen ação/nu ição a i icial:
Via o al___
Via o al + SNG/SNJ___
SNG/SNJ___
PEG ou PEJ___
Acesso enoso pe i é ico___
Acesso enoso cen al___
Acesso enoso pe i é ico/cen al + SNG/SNJ___
27. Pa âme os an opomé icos
A aliação an opomé ica
após a in e enção nu icional
Al u a (m)
Peso Habi ual (kg)
Peso A ual (kg)
Pe íme o do B aço (cm)
P ega Cu ânea T icipi al (mm)
P ega do Músculo Adu o da Mão (mm)
Fo ça de P eensão da Mão (kg/F)
Ca la Pa ícia Mo ei a da Cunha FCNAUP
81
28. Cálculo da Ci cun e ência muscula do b aço (CMB): __________
29. IMC: __________kg/m2
Desnu ido___
Em isco de desnu ição___
Nu ido___
Excesso de peso___
Obesidade___
30. Exame Físico
Rese a de Go du a: Dé ice ligei o___ Dé ice mode ado___ Dé ice
Se e o___ Sem Dé ice___
Rese a Muscula : Dé ice ligei o___ Dé ice mode ado___ Dé ice
Se e o___ Sem Dé ice___
Rese a Híd ica: Edema gene alizado___ Com Dé ice___ Sem
Dé ice___
31. Índice de Risco Nu icional__________
IRN= [1,489 x albumina sé ica (g(l) + 41,7 x (peso a ual) / peso habi ual)]
Ausência de desnu ição
IRN > 100
Desnu ição le e
IRN 97,5 - 100
Desnu ição mode ada
IRN 83,5 - 97,4
Desnu ição g a e
IRN < 83,5
Aplicação da ASG-GP e NRS 2002
OBSERVAÇÃO DE PARAMÊTROS ANALÍTICOS