Disse ação | T abalho de P oje o – Rela ó io de Execução
Mes ado In eg ado em Medicina
2012/2013
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Ri a Ribei o Dias
O ien ado (a):
Dou o a Paula Lago
Po o, 2013
IMUNOSSUPRESSORES NA DOENÇA INFLAMATÒRIA INTESTINAL:
Análise da casuís ica do Cen o Hospi ala do Po o e con ibu o pa a o escla ecimen o da isiopa ologia da doença.
Ri a Ribei o Dias | Disse ação de Mes ado – T abalho de P oje o: Rela ó io de Execução
i
IMUNOSSUPRESSORES NA DOENÇA INFLAMATÒRIA
INTESTINAL:
Análise da casuís ica do Cen o Hospi ala do Po o e
con ibu o pa a o escla ecimen o da isiopa ologia da
doença.
Aluno (a): Ri a Ribei o Dias
Aluna do 6º ano do Mes ado In eg ado em Medicina do Ins i u o de
Ciências Biomédicas Abel Salaza da Uni e sidade do Po o.
E-mail: i a. ibei [email protected]; Telemó el: 911542805
O ien ado : Dou o a Paula Ma ia Lago Viei a San os
Médica, especialis a em Gas en e ologia, assis en e hospi ala
g aduada
Cen o Hospi ala do Po o / Hospi al Ge al de San o An ónio.
E-mail: paulalago@ne cabo.p ; Telemó el: 962860392.
Ins i u o de Ciências Biomédicas Abel Salaza da Uni e sidade do Po o
Rua de Jo ge Vi e bo Fe ei a, n.º228, 4050-313 PORTO
Tele one: 220 428 000
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PREÂMBULO
Es e abalho, ap esen ado pa a ins de ob enção do g au de Mes e em Medicina,
in eg a um p oje o desen ol ido no âmbi o da Disciplina de Iniciação à In es igação
Cien í ica (DIIC) do Cu so de Mes ado In eg ado em Medicina (MIM) do Ins i u o de
Ciências Biomédicas Abel Salaza da Uni e sidade do Po o (ICBAS/UP) e do Cen o
Hospi ala do Po o (CHP) e es á es u u ado em duas pa es: p opos a de p oje o de
in es igação e espe i o ela ó io de execução
A p opos a de p oje o oi elabo ada du an e o ano le i o 2011/2012 e o p oje o oi
execu ado du an e o ano le i o 2012/2013.
O p oje o oi execu ado no Se iço de Gas en e ologia e de Hema ologia Clinica,
nomeadamen e no Labo a ó io de Ci ome ia do Cen o Hospi ala do Po o sob
o ien ação da Dou o a Paula Lago, médica especialis a em Gas en e ologia, e sob
supe isão da P o esso a Dou o a Ma ga ida Lima, esponsá el pela DIIC.
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AGRADECIMENTOS
À D a. Paula Lago, pela disponibilidade pa a me o ien a nes e abalho, pelo apoio e
empo que dedicou, pelos escla ecimen os e po oda a mo i ação e con iança que me
ansmi iu
À P o esso a Dou o a Ma ga ida Lima, po e c iado as condições pa a a conceção des e
abalho, pela dedicação e pela incansá el paciência, po oda a ajuda em odos os
momen os, e po me e ei o gos a ainda mais da in es igação.
Ao D . João Rod igues, Técnico Supe io de Saúde, pela ajuda no labo a ó io de
ci ome ia.
À minha amília e amigos, po me e em comp eendido e apoiado nos dias menos bons, e
po con ibuí em an o pa a que seja quem sou e enha chegado onde cheguei. Em
especial à Vânia, po me aze e as di iculdades como um desa io, po ac edi a e me
aze ac edi a , po udo e po que sem ela eu ambém não e ia conseguido.
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RESUMO
In odução
A Doença In lama ó ia In es inal (DII) es á ainda en ol a em mui as in e ogações,
que no que espei a à isiopa ologia, que em elação ao a amen o. A isiopa ologia
des a doença, pa ece en ol e múl iplos a o es gené icos e ambien ais que condicionam
um desequilíb io imunológico de e minan e pa a a génese da doença; a es e espei o,
exis em algumas e idências de que os monóci os CD14+CD16+, de ido à sua maio
capacidade de ap esen ação an igénica e ao seu pe il de sec eção de ci ocinas, enham
um papel na pe pe uação da in lamação. No que espei a ao a amen o, os
imunossup esso es êm e oluído como uma impo an e a ma e apêu ica, sendo
impo an e um adequado conhecimen o da sua aplicabilidade e limi ações.
Obje i os
Es e es udo e e como p incipais obje i os ca ac e iza a u ilização de
imunossup esso es nos doen es com DII no Cen o Hospi ala do Po o (CHP), e es uda
a sua in luência sob e a subpopulação de monóci os ci culan es CD14+CD16+.
Ma e ial e Mé odos
O p oje o de in es igação p opos o é de na u eza obse acional e e e duas
componen es: uma, de ca ác e ans e sal, que consis iu na ca ac e ização da u ilização
de á macos imunossup esso es nos doen es seguidos na consul a de Doença
In lama ó ia In es inal do CHP, a a és da consul a dos espe i os p ocessos clínicos; e
ou a, longi udinal e p ospe i a, que isou o es udo labo a o ial de um g upo de doen es
com indicações clínicas pa a e apêu ica com imunossup esso es, em que se p e endeu
a alia os ní eis de monóci os CD14+ CD16+ em amos as de sangue, an es e ês meses
após o início do a amen o.
Resul ados
Dos 914 doen es com DII, 385 (42.1%) necessi a am de a amen o com um 1º
imunossup esso e 40 (10.4%) i e am necessidade de a amen os com um 2º
imunossup esso . Em ambas as si uações, os imunossup esso es o am u ilizados com
mais equência na Doença de C ohn (DC). O á maco mais u ilizado como p imei o
imunossup esso oi uma iopu ina em 97,7% dos pacien es, enquan o o me o exa o
(MTX) oi o mais u ilizado como segundo imunossup esso em 97.5% dos pacien es. As
eações ad e sas oco e am sob e udo com o p imei o imunossup esso em 43.7%
des es doen es e o am o p incipal mo i o de suspensão ou subs i uição do á maco.
Os doen es com DII medicados com co icos e óides ap esen a am uma depleção
dos monóci os CD14+CD16+ no sangue pe i é ico. Os indi íduos com DII, sem
co ico e apia, i e am uma diminuição es a is icamen e signi ica i a da pe cen agem
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(p=0.008) e do núme o absolu o (p=0.004) de monóci os CD14+CD16+ ci culan es,
du an e o a amen o com aza iop ina (AZA).
Conclusão: Os imunossup esso es con encionais, pa icula men e a iopu ina,
con inuam a se uma impo an e es a égia e apêu ica na DII. Os pacien es sob
a amen o com es es á macos de em se a aliados egula men e, uma ez que eles
aca e am um núme o conside á el de eações ad e sas.
A AZA pa ece in luencia a pe cen agem de monóci os CD14+CD16+ no sangue
pe i é ico de pacien es com DII, mas es udos andomizados e de maio es dimensões
se ão essenciais pa a melho ca ac e iza o seu papel sob e es as populações.
Pala as-cha e: Doença in lama ó ia in es inal, Coli e ulce osa, Doença de
C ohn, Imunossup esso es, Aza iop ina, Me o exa o, Monóci os CD14+CD16+.
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ABSTRACT
Backg ound
The e a e s ill se e al unce ain ies ega ding In lamma o y Bowell Disease (IBD),
ei he conce ning i s physiopa hology o i s ea men . The physiopa hology o his
condi ion seems o in ol e mul iple gene ic and en i onmen al ac o s, condi ioning an
immunologic unbalance, which is pa amoun o IBD de elopmen . Respec ing his ma e ,
he e is some e idence ha CD14+CD16+ monocy es ha e a signi ican ole pe pe ua ing
in lamma ion, due o hei highe abili y o an igenic p esen a ion and o hei cy okine
sec e ion. Immunosupp essi e d ugs ha e e ol ed as an impo an he apeu ic weapon in
IBD, which jus i ies a u he acknowledgemen o hei applicabili y and limi a ions.
Objec i es
We aim o cha ac e ize use immunosupp essi e d ugs in pa ien s wi h IBD om a
cen al hospi al and o in es iga e hei in luence on a subpopula ion o ci cula ing
CD14+CD16+ monocy es.
Ma e ial and me hods
This esea ch p ojec has an obse a ional na u e and i is di ided in wo
componen s. I was used a c oss-sec ional app oach in o de o cha ac e ize use o
immunosupp essi e d ugs in pa ien s ollowed in IBD consul a ion a Cen o Hospi ala do
Po o. Da a was collec ed by e iewing hei medical his o y iles. The o he componen o
his s udy had a p ospec i e longi udinal app oach, aiming o assess CD14+CD16+
monocy es le els om blood samples, collec ed be o e ea men ini ia ion and h ee
mon hs a e , in a g oup o pa ien s who had indica ion o immunosupp essi e he apy.
Resul s
We e alua ed 914 pa ien s wi h IBD, o which 385 (42.1%) needed ea men wi h
a i s immunosupp essi e d ugs and 40 (10.4%) needed ea men wi h a second
immunosupp essi e d ugs. In bo h cases, he immunosupp essi e d ugs we e used
mainly in CD. The d ug mos equen ly used as i s immunosupp essi e d ug was a
hiopu ine in 97.7% o pa ien s, while me o h exa e was used as second choice in 97.5%
o pa ien s. Ad e se eac ions occu ed especially wi h he i s immunosupp essi e d ug,
in 43.7% o hose pa ien s and i was he main eason o s op o eplace he ea men .
CD14+CD16+ monocy es we e deple ed in pa ien s ea ed wi h co icos e oids.
Pa ien s wi h IBD, wi hou co icos e oid ea men , showed a signi ican dec ease bo h in
he pe cen age (p=0,008) and in he absolu e coun (p=0-004) o CD14+CD16+monocy es
in pe iphe al blood, du ing he he apy wi h aza hiop ine (AZA).
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Conclusions
T adi ional immunosupp essi e d ugs namely hiopu ines, a e s ill an impo an
s a egy in IBD he apy, bu pa ien s unde his ea men should be egula ly e alua ed,
because hese d ugs a e associa ed wi h a conside able numbe o ad e se eac ions.
AZA seems o in luence CD14+CD16+ monocy es p opo ion in pe iphe al blood among
pa ien s wi h IBD. Despi e hese indings, he conduc ion o andomized con olled ials
wi h la ge sample size is pa amoun o u he assess he ole o AZA in his popula ion.
Keywo ds: In lamma o y Bowel Disease, Ulce a i e Coli is, C ohn’s Disease,
Immunossup esso , Aza hiop ine, Me o h exa e, CD14+CD16+ monocy es
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ÍNDICE
PROPOSTA DE PROJETO DE INVESTIGAÇÃO ................................................. 1
PLANO CIENTIFÍCO ................................................................................................ 2
INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 3
ENQUADRAMENTO TEÓRICO / ESTADO DA ARTE ................................................... 5
Doença in lama ó ia in es inal .................................................................................... 5
E iopa ogenia e isiopa ologia da doença in lama ó ia in es inal ................................. 8
T a amen o da doença in lama ó ia in es inal ............................................................11
FUNDAMENTOS DO ESTUDO ....................................................................................20
P oblemas ................................................................................................................20
Ques ões ..................................................................................................................20
Obje i os do es udo ..................................................................................................20
INTERVENIENTES ......................................................................................................21
Ins i uições, Depa amen os e Se iços ....................................................................21
Equipa de In es igação .............................................................................................21
METODOLOGIA ..........................................................................................................24
C i é ios de e isão da li e a u a ...............................................................................24
Desenho do es udo ...................................................................................................24
PLANO DE TRABALHO ...............................................................................................26
Ta e as associadas ao p ojec o ................................................................................26
MATERIAL E MÉTODOS .............................................................................................30
Re isão casuís ica ....................................................................................................30
Es udo labo a o ial ....................................................................................................30
Análise es a ís ica dos dados....................................................................................30
Equipamen o ............................................................................................................30
Reagen es e ou o ma e ial consumí el ....................................................................30
CALENDARIZAÇÃO ....................................................................................................31
Du ação ....................................................................................................................31
Da as de início e conclusão ......................................................................................31
CRONOGRAMA GLOBAL DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS .................................................31
C onog ama de execução do p oje o ........................................................................32
INDICADORES DE PRODUÇÃO .................................................................................33
Comunicações o ais e pos e s ..................................................................................33
T abalhos esc i os ....................................................................................................33
QUESTÕES ÉTICAS .............................................................................................. 34
INFORMAÇÃO DOS PARTICIPANTES E CONSENTIMENTO INFORMADO ..............35
In o mação dos pa icipan es ....................................................................................35
Consen imen o in o mado .........................................................................................35
Ou as ques ões com implicações é icas ..................................................................35
PLANO FINANCEIRO ............................................................................................ 36
ORÇAMENTO ..............................................................................................................37
FINANCIAMENTO........................................................................................................37
GLOSSÁRIO .......................................................................................................... 38
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ENQUADRAMENTO TEÓRICO / ESTADO DA ARTE
A DII engloba a DC e a CU, duas pa ologias in lama ó ias, c ónicas e idiopá icas
que a ingem o a o gas oin es inal. As duas ca ego ias nosológicas ca ac e izam-se po
ap esen a em aspe os clínico-pa ológicos que se sob epõem, e ou os dos quais di e em
cla amen e.
A pa ogénese da DII não es á comple amen e comp eendida. Pa ecem exis i
ac o es gené icos e ambien ais, como a modi icação das bac é ias luminais e/ou
aumen o da pe meabilidade in es inal, que desempenham um papel impo an e na má
egulação da imunidade in es inal, le ando à lesão gas oin es inal.
Es as complexas deso dens podem e uma ampla gama de mani es ações e
complicações e o seu a amen o i á depende de á ios ac o es dis in os, ais como a
localização da doença, a sua se e idade, e a exis ência ou não de complicações. O
a amen o dos pacien es com DII, de e se indi idualizado e adequando a cada caso,
com base no alí io sin omá ico e na ole ância a e apêu icas médicas especí icas.
O a amen o médico é sequencial, p imei o a ando a doença na sua ase aguda,
e pos e io men e, isando a manu enção da emissão. O a amen o ci ú gico pode se
necessá io, e de e se pensado pe an e a exis ência de es enoses obs u i as, lesões
cance osas ou p é-cance osas, complicações supu a i as ou doença e a á ia à
e apêu ica médica. (13)
No que espei a à e apêu ica médica da DII, es a ab ange os aminosalicila os,
co icos e óides, imunossup esso es e á macos biológicos, embo a em alguns casos,
nomeadamen e, na e apêu ica de cu a du ação da DC, se eco a ainda aos an ibió icos
(14). Nas úl imas décadas, os a anços no conhecimen o da isiopa ologia des as
doenças, o su gimen o de no os á macos, bem como o conhecimen o da exis ência de
ac o es modi icado es aquando do diagnós ico, e de ac o es p edisponen es pa a
doença complicada culmina am em al e ações signi ica i as na e apêu ica da DII (5).
Doença in lama ó ia in es inal
Doença de C ohn
A DC pode a ingi qualque pa e do a o gas oin es inal, desde a boca a é ao
ânus, ca ac e izando-se po en ol imen o ocal e ansmu al, além de pode ainda
ap esen a mani es ações ex ain es inais.
Mui os es o ços êm sido ei os nos úl imos anos, pa a melho pe cebe a
isiopa ologia des a doença, e assim o na a sua classi icação mais p ecisa, de o ma a
consegui um melho aconselhamen o dos pacien es, p ognós ico, e escolha da
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e apêu ica adequada a cada sub ipo. A classi icação a ualmen e usada pa a a DC, –
classi icação de Mon eal, esul ou de uma e isão da classi icação de Viena, de inida em
1998 (15). Man endo os mesmos 3 pa âme os cha e, já p e iamen e es abelecidos,
idade de diagnós ico, localização e compo amen o da doença, a classi icação de
Mon eal, dis ingue-se sob e udo pelas modi icações ealizadas em cada um des as
componen es (16). (Quad o 1)
Quad o 1. Classi icação de Viena e de Mon eal pa a a Doença de C ohn
Fon e: J Sa sangi, M.S.S., S Ve mei e, J-F Colombel, The Mon eal classi ica ion o in lamma o y bowel disease:
con o e sies, consensus, and implica ions. Gu , 2006. 55: p. 750
A doença pode a ingi qualque g upo e á io, sendo mais equen emen e
diagnos icada no inal da adolescência e início da ida adul a (17). O diagnós ico baseia-
se em ca ac e ís icas endoscópicas, imagiológicas e his ológicas, pa a além dos achados
sin omá icos, ísicos e labo a o iais (18).
Ap esen a uma ele ada he e ogeneidade de mani es ações, podendo su gi
insidiosamen e, ap esen a ca ac e ís icas que se sob epõem a ou as doenças
in lama ó ias ou ap esen a -se inicialmen e sem mani es ações gas oin es inais, o que no
seu conjun o con ibui pa a a di iculdade ine en e ao diagnós ico (19). Enquan o doença
c ónica, não é cu á el po ia a macológica nem ci ú gica, necessi ando de in e enções
e apêu icas pa a induzi e man e o con olo sin omá ico, melho a a qualidade de ida e
minimiza as complicações e oxicidade a cu o e longo p azo (20).
Os sin omas p incipais englobam dia eia c ónica ou no u na, do abdominal,
pe da de peso, ómi os, eb e e/ou sang amen o, e os sinais acompanhan es podem
inclui palidez, caquexia, massa ou do abdominal e/ou is ulas, issu as ou abcessos
pe ianais (21), (22). As mani es ações clínicas que su gem com a DC, ão depende
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sob e udo do compo amen o da doença – es enosan e, pene an e, ou não es enosan e
e não pene an e, e da localização – ubo diges i o al o ou baixo (íleon, íleon e cólon ou
cólon), além da exis ência ou não de en ol imen o pe ianal, da idade de início e da
concomi ância de mani es ações ex ain es inais (23), (24), (25). Os sin omas
ex ain es inais associados à DC podem ad i do en ol imen o de di e en es sis emas,
desde músculo-esquelé ico, de ma ológico, hepa obilia , ocula , enal e pulmona , o que
cons i ui um eno me desa io pa a os p o issionais que lidam com es es doen es (26).
Coli e Ulce osa
A CU é uma pa ologia c ónica e ecidi an e, que se ap esen a como in lamação
in es inal não ansmu al, es ando o a ingimen o do a o gas oin es inal limi ado ao
cólon, apesa de pode cu sa , al como a DC, com mani es ações ex ain es inais. A CU
é a o ma mais comum de doença in ama ó ia in es inal em odo o mundo (27). É menos
p opensa a complicações, uma ez que o seu cu so é le e em 40-50% dos pacien es.
Con udo, os pacien es que ap esen am um a ingimen o mais ex enso pela doença, es ão
sob maio isco de necessidade de ci u gia (28).
A classi icação de Mon eal pa a a CU, em em con a a ex ensão da doença, que
pode a ia ao longo do empo, e pe mi e a sua classi icação em ês subg upos (29),
(30). Es a classi icação é ele an e em e mos biológicos, sob e udo pa a e ei os de
p ognós ico de espos a à e apêu ica. Ou os impo an es ac o es p edi o es de
p ognós ico e que ap esen am elação com a classi icação de Mon eal incluem as axas
de u ilização de medicação, a hospi alização, a colec omia e o isco de malignidade (16),
en e ou os. (Quad o 2)
Quad o 2. Classi icação de Mon eal pa a a ex ensão da Coli e Ulce osa
Fon e: J Sa sangi, M.S.S., S Ve mei e, J-F Colombel, The Mon eal classi ica ion o in lamma o y bowel disease:
con o e sies, consensus, and implica ions. Gu , 2006. 55: p. 750
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O diagnós ico de CU e e ua-se conjugando dados da ap esen ação clínica,
endoscópicos e his ológicos. É ambém undamen al exclui po enciais imi ado es da
doença, causado es de coli e in ecciosa, a a és da pesquisa de mic o ganismos
in eciosos nas ezes (19), (31).
As mani es ações clínicas mais comuns, incluem enesmo e dia eia
sanguinolen a ou mucolen a e do abdominal, e no que espei a às mani es ações
ex ain es inais, são semelhan es às já e e idas pa a a DC, sendo sob e udo
euma ológicas, hepá icas, de ma ológicas e o almológicas (32).
E iopa ogenia e isiopa ologia da doença in lama ó ia in es inal
Apesa dos es o ços desen ol idos pa a o escla ecimen o da e iopa ogenia e
isiopa ologia da DII, os ac o es implicados na génese da doença e a o ma como se
es abelece, p og ide e pe pe ua a eação in lama ó ia, con inuam a se al o de discussão
na comunidade médica e cien í ica. De ac o, es á ainda po escla ece a eal con ibuição
de di e sos ac o es – agen es in eciosos, ac o es de na u eza ambien al, gené ica,
imunológica e a é mesmo psicogénica.
Uma das hipó eses mais apoiadas pa a jus i ica a pa ogenia da DII, é a do
desen ol imen o de uma espos a imune excessi amen e ag essi a, a uma população de
bac é ias comensais en é icas, em indi íduos gene icamen e susce í eis, sendo o início e
as ecidi as da doença despole adas po ac o es ambien ais (33).
Fo am já iden i icados genes e mu ações associados à DC. O gene mais
ex ensi amen e es udado é o NOD2, localizado no c omossoma 16 (34), (35), sendo a
p incipal mu ação en ol ida a CARD15/NOD2 (36). Enquan o a doença es enosan e, o
su gimen o p ecoce de mani es ações e/ou as is ulas pa ecem se mais comuns nos
doen es com a a ian e NOD2 (37), a DC ileal associa-se mais equen emen e à a ian e
CARD15 (33). Um ou o gene que ap esen a elação com a DII é o gene de esis ência a
múl iplas d ogas ipo 1 (MDR1, do inglês Mul iple D ug Resis ance ype 1), sob e udo no
que espei a à CU (38). A sua impo ância eside sob e udo na associação que pa ece e
com a e a a iedade à e apêu ica (39), e no ac o de se e e i icado que a os nos
quais o MDR1 o a dele ado, desen ol e am CU (40).
Es á ambém demons ado que a imunidade da mucosa dos pacien es com DII
so e impo an es al e ações (41). Que a espos a imuni á ia ina a, que a adap a i a
es ão a i adas na DC e CU, e i icando-se um maio ec u amen o de células e e o as do
sis ema imuni á io, e consequen emen e libe ação de ci ocinas p o-in lama ó ias,
culminando na pe da de ole ância aos comensais en é icos (33). Além disso, a sob e ida
des as células pa ece es a aumen ada, como consequência da diminuição da apop ose
celula (33).
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Análise da casuís ica do Cen o Hospi ala do Po o e con ibu o pa a o escla ecimen o da isiopa ologia da doença.
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A lo a en é ica mic obiana pa ece agi como indu o da DII, po o igina uma
in lamação in es inal c ónica (33). Vá ios es udos e i ica am que animais c iados sob
condições isen as de lo a mic obiana, não desen ol iam in lamação in es ina (42). Já
nos se es humanos, em sido demons ada a exis ência de á ios an ico pos sé icos
con a mic o ganismos, o que a o ece a suspei a de uma ea i idade imune con a
mic o ganismos in es inais. Con udo, a é à da a, não es á ainda comple amen e
comp eendido de que o ma a lo a en é ica causa a in lamação c ónica. Duas das
hipó eses, incluem uma pe da ansi ó ia da ba ei a da mucosa, que despole a a doença,
e num indi íduo gene icamen e susce í el p og ide pa a a c onicidade, e a exis ência de
uma in eção pe sis en e ou ansi ó ia, que com a u u a da ba ei a, a o ece o início do
p ocesso in lama ó io (41).
Vá ios ac o es ambien ais são ambém conhecidos, como es ando implicados na
DII. Des es des acam-se o abaco, p o e o na CU, mas a o de isco na DC, a die a, o
uso de an ibió icos e de an i-in lama ó ios não es e oides (AINE), o s ess e a in eção.
Es es ac o es pa ecem agi sob e a in eg idade da ba ei a mucosa, a espos a
imunológica e o mic oambien e luminal, exe cendo assim a sua ação na al e ação da
susce ibilidade à in lamação (17).
Apesa da e iologia da DC e CU se ainda bas an e incomp eendida, sabe-se que,
a in il ação da lâmina p óp ia po lin óci os e leucóci os a i ados pa ece se um con ibu o
bas an e impo an e pa a o desen ol imen o da in lamação in es inal e pa a a sua
pe pe uação (43), (44) .
Papel dos monóci os CD14+CD16+
Os monóci os desempenham impo an es papéis na imunidade e de esa dos
indi íduos. Exe cem as suas unções a a és da agoci ose de mic o ganismos
opsonizados, diges ão, p ocessamen o e ap esen ação de an igénios es anhos; libe am
ambém uma g ande quan idade de moléculas in e enien es na in lamação (45).
Nos humanos, os monóci os ci culan es são di ididos em duas subpopulações,
com base na exp essão de CD14, o ece o pa a o lipopolissaca ídeo das bac é ias G am
nega i as (LPS, do inglês Lipolysaccha ide), e de CD16, o ece o ipo III pa a o
agmen o Fc da IgG (Fcγ RIII) (46). Es as subpopulações monoci á ias exp essam
di e en es moléculas na memb ana ( ece o es celula es, moléculas de adesão, e c.) e
p oduzem di e en es mediado es da espos a imune, nomeadamen e ci ocinas (47).
A subpopulação clássica de monóci os, dis in amen e mais abundan e no sangue
pe i é ico, exp essa um al o ní el de pad ão de econhecimen o pa a o ece o CD14,
sem coexp essa CD16, sendo po isso designada CD14+ o eCD16- ou, simplesmen e,
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CD14+CD16- (48). Es a população p oduz ca ac e is icamen e ci ocinas an i-in lama ó ias,
como a IL-10 (45).
Ziegle -Hei b ock e al, desc e e am, em 1988, a exis ência de uma ou a
subpopulação de monóci os, que coexp essa CD16 e baixos ní eis de CD14
(CD14+ acoCD16+ ou, simplesmen e, CD14+CD16+), endo es a sido es udada po
ci ome ia de luxo (49). Um ano depois, uma desc ição mais de alhada do enó ipo e
unção des as células, demons ou que se a a a ealmen e de um ipo único de
monóci os (46). Os monóci os CD14+CD16+ exibem um pad ão de p odução de ci ocinas
dis in o, com baixa p odução de IL-10, mas al os ní eis de p odução de moléculas p o-
in lama ó ias, como TNF-α, IL-1 e IL-2, além de se em mais e icien es enquan o células
ap esen ado as de an igénios (APC, do inglês An igen P esen ing Cells),
compa a i amen e aos monóci os CD14+CD16- (50), (51).
Os monóci os CD14+CD16+ ap esen am al os ní eis de HLA-DR, o que pe mi e
p edize uma g ande a i idade de ap esen ação de an igénios nes as células (46). Pa a
além disso, os monóci os podem di e encia -se em mac ó agos ou células dend í icas,
sendo que, os monóci os CD14+CD16+ mig am e o iginam p e e encialmen e células
dend í icas, com uma capacidade de aloes imulação supe io (52).
Es as duas subpopulações de monóci os, CD14+CD16- e CD14+CD16+,
ap esen am um pe il dis in o de exp essão de ece o es de quimiocinas, o que lhes
con e e a capacidade pa a mig a em pa a di e en es ipos de ecidos e em di e en es
condições isiológicas, em espos a a di e en es quimiocinas. Assim, enquan o os
monóci os CD14+CD16- exp essam al os ní eis dos ece o es de quimiocinas CCR1,
CCR2 e CXCR2 e baixos ní eis de CXC3CR1, os monóci os CD14+CD16+, exp essam
ní eis ele ados de CX3CR1 e baixos ní eis de CCR2 (53) (54). Consequen emen e, os
p imei os espondem à quimiocina CCL-2 ( ambém designada MCP-1, Monocy e
Chemo ac ic P o ein-1), enquan o os segundos pa ecem esponde à quimiocina CX3CL1
( ambém designada ac alcina), al como e i icado em ensaios de mig ação
ansendo elial (54). Vá ios es udos mos a am que, a mig ação dos monóci os pa a os
locais de in lamação, é mediada pela quimiocina CCL2 (50). No en an o, es udos in i o
ela i os à mig ação des a população, e i ica am que, a subpopulação CD14+CD16+, não
mig a a em espos a a CCR2, ac o que é consis en e com a ausência de CCR2 nes as
células (53). Pos e io men e, Ancu a e al, demons a am que, os monóci os CD14+CD16+
mig a am em espos a a CX3CL1 e CXCL12 (54), e obse a am que es es monóci os
ade iam mais o emen e ao endo élio, o que em pa e se ia mediado po CX3CL1,
exp esso na supe ície das células endo eliais (55).
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Com as descobe as ei as em o no dos monóci os CD14+CD16+, suge iu-se que
es es desempenhassem um impo an e papel na pa ogénese das doenças in lama ó ias
(56). Em á ias doenças, oi en e an o obse ado uma expansão des a população
celula , nomeadamen e na sépsis bac e iana (57), e na a i e euma oide (58), en e
ou as. Já á ios es udos demons a am aumen os signi ica i os dos ní eis de monóci os
CD14+CD16+ em pacien es com DC a i a (56), ac o que não oi e i icado em pacien es
com doença quiescen e. No es udo de S. Koch e al, o sangue pe i é ico de olun á ios
saudá eis e de pacien es com DC quiescen e e a i a oi analisado po ci ome ia de luxo,
endo-se obse ado que nos indi íduos saudá eis, a con agem de monóci os
CD14+CD16+ oi apenas de ap oximadamen e 10%, enquan o nos indi íduos com DC
a i a oi de ap oximadamen e 18.9%, con as ando com os 12,1% dos pacien es com
doença quiescen e (56). No que diz espei o à CU, os dados a é há da a são
ela i amen e con o e sos, com au o es a nega em a ele ação signi ica i a des a
subpopulação monoci á ia nos indi íduos com CU a i a, e ou os a demons a em
esul ados an ajosos pe an e a leuca e ese em pacien es com CU (59).
T a amen o da doença in lama ó ia in es inal
An ibió icos
A u ilização dos an ibió icos (ATB) na DII, baseia-se na e idência de que a lo a
bac e iana in es inal pode á es a implicada na pa ogénese da doença (60). Nes es
pacien es, pa ece exis i um núme o aumen ado de bac é ias ag essi as, ais como
Bac e ioides, Esche ichia coli e En e ococcus, e um núme o eduzido de bac é ias
p o e o as como os Lac obacilos e Bi idobac e ias (61).
O conhecimen o do impo ância das bac é ias na indução e pe pe uação da
doença pe mi iu assim, coloca a hipó ese de que a manipulação da lo a mic obiana
pode ia se e apêu ica, e es uda os an ibió icos como a mas no a amen o da DC e CU.
O me onidazol é o ATB mais es udado pa a a DC. Não exis em ainda e idências
cien í icas consis en es, no que espei a à sua e icácia na indução de emissão,
compa a i amen e a con olos e a ou os ATB es udados (62), no en an o, ele pa ece
eduzi o índice de a i idade da doença (63).
A cip o loxacina é ou o ATB u ilizado na DC, cuja e icácia pa ece se compa á el
à da mesalanina (64). Es e á maco mos ou-se ambém impo an e quando u ilizado
como e apia combinada, em pacien es com doença esis en e (65).
Pa a o a amen o da DC, os ATB es ão indicados quando exis em complicações
sép icas, doença pe ineal e se es i e p esen e sin oma ologia a ibuí el a um
supe c escimen o bac e iano (66).
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A u ilização de ATB’s na CU é ainda con o e sa, e não exis em e idências
cien í icas que a supo em. Con udo, eles são emp egues com alguma equência,
sob e udo como e apia adju an e na doença se e a. O me onidazol é o p incipal ATB
u ilizado na CU, endo ap esen ado esul ados an ajosos na indução da emissão da
doença g a e, quando combinado com co icos e oides (67).
De i ados do ácido 5-aminosalicilico
Os de i ados do ácido 5-aminosalicilico (5-ASA), es i e am du an e á ias
décadas, a pa com os co icos e oides, na base da e apia a macológica da DII (68).
Pa ecem a ua localmen e na mucosa in es inal, eduzindo a in lamação a a és de á ios
p ocessos an i-in lama ó ios. A sul assalazina (salazopi ina) é o á maco p o ó ipo do
g upo dos aminosalicila os, mas a messalazina é a ualmen e o aminosalicila o mais
usado nes e âmbi o (69), (70).
A sul assalazina oi o p imei o á maco do g upo dos 5-ASA a se u ilizada no
a amen o da DII. Con udo, oi associada a eações alé gicas e a um núme o signi ica i o
de e ei os secundá ios, de ido à in ole ância ao seu componen e sul api idina, o que
limi a a sua u ilização. Po es e mo i o oi necessá io desen ol e p epa ações que
p o egessem o 5-ASA da deg adação gás ica. Uma das p epa ações consis e na
inco po ação do 5-ASA num p ó- á maco, no qual es á co alen emen e ligado a um
anspo ado ina i o, enquan o a ou a comp eende a sua inco po ação num
e es imen o ac ílico, sensí el ao pH, que a asa a sua libe ação pa a o cólon dis al (69).
Os 5-ASA cons i uem um g upo de á macos segu os, que podem se
adminis ados po ia o al ou ec al, pa a a amen o da in lamação em di e en es zonas
do a o gas oin es inal. São sob e udo u ilizados no a amen o da CU le e a mode ada,
e como e apêu ica de manu enção du an e a emissão, mos ando-se ge almen e
e icien es e bem ole ados (70), (71). No que à DC diz espei o, apesa de em empos
e em sido la gamen e u ilizados, apa en am e um papel bas an e mais limi ado (68),
não exis indo es udos su icien es que pe mi am conclui sob e a sua u ilização,
nomeadamen e em a amen o de manu enção (70), (72).
Co icos e óides
Os co icos e óides são bas an e usados no a amen o de uma ampla gama de
doenças au oimunes e in lama ó ias, en e as quais a CU e DC. São á macos que a uam
sup imindo a in lamação, a a és do bloqueio das suas mani es ações iniciais. As
consequências a dias esul an es da in lamação, como a a i ação de ib oblas os,
p oli e ação ascula e deposição de colagéneo, são ambém suspensas.
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Adicionalmen e, os co icos e óides in e e em ainda na espos a dos lin óci os T aos
an igénios, diminuem a p odução de ci ocinas in lama ó ias e in e e em com a p odução
do a o de nec ose umo al КB (73).
Os co icos e óides podem se usados po ia o al e sob a o ma de enemas,
isoladamen e ou em associação com ou os á macos, endo aplicação que na DC, que
na CU. Na CU, a co ico e apia con inua a se um pon o-cha e da e apêu ica médica,
com aplicação sis émica na ase aguda da coli e mode ada a se e a e u ilizada
opicamen e e como segunda linha no a amen o agudo da p oc i e ou p oc osigmoidi e
em pacien es in ole an es ou sem espos a à mesalanina (74). Não exis em e idências
que supo em a sua u ilização como e apêu ica de manu enção.
Na DC os co icos e óides são ambém mui o impo an es na indução da
emissão, sendo usados no a amen o da doença mode ada a se e a. O budesonido
pode ainda se u ilizado na doença ileal ligei a ou ileo-cólica ligei a a mode ada, e é
equen emen e u ilizado como complemen o de ou os á macos (75). Os
co icos e óides não são ecomendados como e apêu ica de manu enção e em alguns
pacien es a doença pode e uma e olução co icodependen e ou co ico esis en e (66).
Imunossup esso es
Aza iop ina e 6-Me cap opu ina
A AZA e a 6-MP são os p incipais imunossup esso es u ilizados na DC e CU.
Es es á macos pe encen es à classe das iopu inas, possuem um me abolismo
complexo, ainda não comple amen e comp eendido. A AZA é me abolizada a 6-MP, que
po sua ez é me abolizada em 6- ioisonina 5’-mono os a o. Es e úl imo é con e ido em
6-TGN, o me aboli o a i o que conduz à inibição da sín ese do DNA e RNA, e assim, à
apop ose das células T. A 6-MP pode ainda se me abolizada em ácido 6- iou ico pela
enzima xan ina oxidase ou em 6-me il me cap opu ina (6-MMP) pela enzima iopu ina
me il- ans e ase (TPMT), dando assim o igem a me aboli os ina i os. As 3 enzimas que
me abolizam a 6-MP es ão em cons an e compe ição pelo subs a o, sendo que os
me aboli os o iginados dependem da concen ação des as enzimas (76).
A a i idade da TPMT é de e minada gene icamen e (77). Em ap oximadamen e
0.3% da população ge al, es a enzima encon a-se ausen e ou ap esen a baixos ní eis
de a i idade, em 11% ap esen a ní eis in e mediá ios de a i idade, e 89% em ní eis
no mais ou ele ados da TPMT. No en an o, es udos an e io es e ela am que apenas ¼
dos casos de leucopenia, inham como causa es e polimo ismo gené ico (76).
A p incipal p eocupação no que espei a aos e ei os secundá ios a cu o p azo da
6-MP e AZA é a sup essão medula , que oco e em ce ca de 2 a 5% dos pacien es
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a ados com es es agen es, sendo a leucopenia a mani es ação mais comum (78), (79).
Es e e ei o elaciona-se com a dose, e é con olado com a sua edução, ou suspensão do
á maco, ecomendando-se a moni o ização o inei a a a és de con agem de células
sanguíneas. Alguns au o es aconselham a ob enção de um hemog ama comple o, que
nas p imei as qua o semanas de e á se ob ido semanalmen e, nas qua o seguin es, de
duas em duas semanas, e pos e io men e a cada 1 ou 2 meses, enquan o a e apêu ica
com es es imunossup esso es se man i e (80).
A panc ea i e em sido e e ida como e ei o secundá io, que su ge em ce ca de
1.3%-3.3% dos pacien es a ados com 6-MP e AZA pa a a DII, mani es ando-se
no malmen e nas p imei as 3-4 semanas de a amen o. Es e e ei o la e al é
independen e da dose, sendo no malmen e esol ido quando o á maco é descon inuado.
Ou as mani es ações que podem oco e numa ase inicial, incluem náuseas, ómi os e
do abdominal, mas são usualmen e le es, e melho am após algum empo ou com a
edução da dose. Reações não especí icas como eb e, ash e a algias, são
habi ualmen e independen es da dose e esol em com suspensão do á maco (79), (80),
(81), (82). Alguns indi íduos podem ainda desen ol e eações alé gicas com a 6-MP e
ole a em a subsequen e adminis ação de AZA (83) e ice- e sa (84). A
hepa o oxicidade é uma complicação a a des es á macos (82).
Algumas complicações in eciosas êm sido ela adas, em á ios es udos, como
es ando associadas à u ilização de AZA e 6-MP na DC e CU. Es as incluem in eção po
ci omegalo i us disseminada, abcesso hepá ico, pneumonia, ence ali e po Lis e ia,
he pes zós e , lebi e sép ica com a i e, hepa i e í ica, eb e Q e coli e po
Ci omegalo i us, mui as delas oco endo na ausência de leucopenia (79), (85), (86). No
en an o, um ou o es udo ela i amen e ecen e, suge iu que o ecu so a AZA e 6-MP no
p é-ope a ó io pa a ci u gia in es inal ele i a, não es á, po si só, associado a um
aumen o signi ica i o do isco de complicações in eciosas pós-ope a ó ias, es ando no
en an o, es e isco aumen ado quando há e apêu ica combinada com co icos e óides
p é-ope a i amen e.
Alguns es udos êm demons ado um ligei o aumen o do isco de lin oma nos
pacien es com a i e euma oide, a ados com AZA ou 6-MP (87), (88) (89). Vá ios
ou os es udos que examina am o isco de lin oma em pacien es com DII a ados com os
mesmos imunomodulado es le a am a conclusões díspa es, ela i amen e a es a elação
(90), (91, 92).
A AZA e a 6-MP êm sido usadas desde o início dos anos 70 pa a o a amen o da
DII. Inicialmen e, e am apenas u ilizadas em pacien es com DC, mas hoje em dia são
conside adas igualmen e e icien es no a amen o da CU. No en an o, apesa de e em já
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INTERVENIENTES
Ins i uições, Depa amen os e Se iços
Cen o Hospi ala do Po o (CHP)
o Hospi al de San o An ónio (HSA)
Depa amen o de Medicina (DM)
Se iço Gas en e ologia (SGE)
o Consul a de Gas en e ologia (CGE)
Se iço Hema ologia Clínica (SHC)
o Labo a ó io de Ci ome ia (LC)
Equipa de In es igação
Cons i uição
Aluno
Ri a Dias (Ri a Ribei o Dias): aluna da Disciplina de Iniciação à In es igação
Clínica (DIIC) do Cu so de Mes ado In eg ado em Medicina (MIM) do
ICBAS/UP.
O ien ado es do p oje o
Paula Lago, (Paula Ma ia Lago Viei a San os), médica, especialis a em
Gas en e ologia, assis en e hospi ala g aduada, SGE do HSA/CHP
(O ien ado ).
Supe iso da DIIC
Ma ga ida Lima (Ma ga ida Ma ia de Ca alho Lima), médica especialis a em
Imunohemo e apia, assis en e hospi ala g aduada, esponsá el pelo LC do
SHC do HSA/CHP; P o esso a Auxilia Con idada do ICBAS/UP; Regen e da
DIIC.
Ou os in es igado es
João Rod igues (João Be na do C P S Rod igues) Técnico Supe io de Saúde
(TSS) do SHC do HSA/CHP, a exe ce unções na Unidade de Biologia
Molecula e no LC do SHC.
Funções e esponsabilidades
A conceção e elabo ação da p opos a e a execução do p oje o são da
esponsabilidade da Aluna;
A O ien ado a acompanha á a aluna na elabo ação de p opos a, na execução
do p oje o e na análise e in e p e ação dos esul ados;
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A Regen e da DIIC supe isiona á odas as ases do p oje o, desde a sua
conceção a é à ap esen ação dos esul ados, passando pela sua execução e
análise/in e p e ação dos dados;
Os es an es in es igado es colabo a ão em aspe os especí icos do p oje o,
con o me especi icado adian e.
Tempo dedicado ao p oje o
Nome e apelido
Função
% Tempo de
dedicado ao p oje o
Nº de
meses
Pessoas *
Mês
Ri a Dias
Aluno
15,0%
22
3,30
Paula Lago
O ien ado
2,5%
22
0,55
Ma ga ida Lima
Supe iso
2,5%
22
0,55
João Rod igues
In es igado
10,0%
6
0,60
To al
5,00
Condições e mo i ações pa a a ealização do es udo
Capacidades ins aladas e ecu sos disponí eis:
A e isão dos p ocessos clínicos ele ónicos se á ealizada no SGE do HSA/CHP,
em sala e compu ado indicados pelo o ien ado .
A e isão dos p ocessos clínicos em papel se á ealizada no A qui o Clínico
(ex.CICAP), após equisição dos mesmos, em sala ese ada pa a al.
A colhei a do sangue dos pacien es selecionados se á ealizada na Sala de
Colhei as (ex.CICAP), após consul a de GE e encaminhamen o.
A análise do sangue po ci ome ia de luxo ealiza -se-á no Labo a ó io de
Ci ome ia do SHC do HSA/CHP.
Mé i o da equipa de in es igação
A o ien ado a, D a. Paula Lago, é médica especialis a em Gas oen e ologia, e
com uma g ande expe iência na á ea das Doenças In lama ó ias In es inais,
nomeadamen e a Doença de C ohn e a Coli e Ulce osa. É uma das p o issionais que
ealiza no CHP a consul a de Doença In lama ó ia In es inal e êm ainda uma as a
a i idade cien í ica, aduzida pela colabo ação em p oje os de in es igação e es udos
mul icên icos e pela publicação de á ios a igos cien í icos. As suas a i idades de
in es igação cen am-se na á ea da Doença de C ohn e Coli e Ulce osa, pelo que es a
expe iência con ibui pa a assegu a que o p esen e es udo se á conduzido de aco do
com as Boas P á icas.
IMUNOSSUPRESSORES NA DOENÇA INFLAMATÒRIA INTESTINAL:
Análise da casuís ica do Cen o Hospi ala do Po o e con ibu o pa a o escla ecimen o da isiopa ologia da doença.
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Mo i ações pessoais pa a a ealização do es udo
As minhas mo i ações pa a a ealização des e p oje o e pos e io abalho de
in es igação, passa am, po um lado, pelo desejo de ob e mais conhecimen os ace ca
da in es igação clinica e po ou o, pela á ea e o ipo de pa ologia em ques ão. Com es e
abalho p e endo con ibui pa a a ní el pa a a minha aquisição de compe ências na á ea
da in es igação clinica, e ambien a -me com odo o p ocesso de ealização de um
abalho de in es igação, desde o seu desenho à sua execução, e ainda p ocu a
aumen a os conhecimen os especi icamen e no que espei a à amos a com a qual se
abalha no CHP, numa á ea da qual gos o (Gas oen e ologia), e em elação a doenças
c ónicas. Conside o de ex ema impo ância a con inua in es igação em doenças
c ónicas, uma ez que são doenças que a e am se iamen e a qualidade de ida dos
doen es, pelo que udo de e se ei o no sen ido de diminui a mo bilidade e a é mesmo,
p ocu a a cu a pa a es as doenças.
IMUNOSSUPRESSORES NA DOENÇA INFLAMATÒRIA INTESTINAL:
Análise da casuís ica do Cen o Hospi ala do Po o e con ibu o pa a o escla ecimen o da isiopa ologia da doença.
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METODOLOGIA
C i é ios de e isão da li e a u a
A e isão da li e a u a oi ealizada, consul ando, a a és da PubMed, a igos
o iginais e de e isão, edigidos em inglês, indexados na Medline e publicados en e 1980
e 2012.
As p incipais pala as-cha e usadas na pesquisa o am: Doença In lama ó ia
In es inal; Doença de C ohn; Coli e Ulce osa; a amen o; imunossup esso es;
leuca e ese; monóci os CD14+CD16+.
Desenho do es udo
Tipo de es udo
Es udo ins i ucional de sé ie de casos, de ca ác e obse acional e ans e sal, de
na u eza clínica, com um componen e longi udinal, p ospe i o e labo a o ial num
subg upo de casos.
Fases do es udo
O es udo se á desen ol ido em duas ases:
Na 1ª ase (es udo de sé ie de casos) se á e e uada a e isão casuís ica dos
doen es com DII seguidos na CGE do CHP.
Na 2ª ase se á e e uado o es udo labo a o ial de um subg upo de doen es com
DII que iniciem a amen o com imunossup esso es (aza iop ina ou me o exa o), en e
Junho e Dezemb o de 2012, an es e 3 meses após o início do a amen o.
Uni e so, população e amos a
Uni e so
Doen es adul os com DII.
População
Doen es adul os com DII, seguidos na CGE do CHP.
Es imamos que sejam seguidos, a ualmen e, nes a consul a ce ca de 900
doen es com DII.
Doen es adul os com DII, seguidos na CGE do CHP, a ados com
imunossup esso es.
Es imamos que sejam seguidos, a ualmen e, nes a consul a ce ca de 250
doen es com DII a ados com imunossup esso es.
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Análise da casuís ica do Cen o Hospi ala do Po o e con ibu o pa a o escla ecimen o da isiopa ologia da doença.
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Amos a
Na p imei a ase do es udo, p e ende-se que a amos a coincida com a
população.
Na segunda ase do es udo, a amos agem se á ei a de o ma não alea ó ia,
po con eniência (consecu i a) es imando-se que sejam incluídos 20 doen es.
Seleção dos pa icipan es
Pa a o es udo de sé ie se ão selecionados os doen es com DII seguidos na CGE
do HSA/CHP en e 1980 e 2012.
Pa a o es udo labo a o ial se ão selecionados os doen es com DII que inicia em
a amen o com imunossup esso es en e Julho de 2012 e No emb o de 2012.
C i é ios de elegibilidade
C i é ios de inclusão
1ª Fase: Te diagnós ico de DII es abelecido com base nos c i é ios de Lenna d-
Jones (141, 142); se seguido na Consul a de GE do CHP en e 1980 e 2012.
2ª Fase: Te diagnós ico de DII es abelecido com base nos c i é ios de Lenna d-
Jones (141, 142); e idade igual ou supe io a 18 anos; se seguido na CGE; e
necessidade de inicia a amen o com imunossup esso en e Julho e No emb o de
2012; nunca e ealizado a amen o com imunossup esso ou e ei o a sua suspensão
há mais de 12 meses; assina de o ma li e e escla ecida o consen imen o in o mado.
C i é ios de exclusão
1ª Fase: Inexis ência de p ocesso clínico e/ou insu iciência de dados no p ocesso.
2ª Fase: Faze a amen o com imunossup esso pa a ou a pa ologia que não DII.
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PLANO DE TRABALHO
Ta e as associadas ao p ojec o
Lis a de a e as
Du an e a execução do p oje o es ão p e is as as seguin es a e as:
Designação
Início
Conclusão
Du ação
1
Es udo de sé ie ( e isão casuís ica)
01/06/2012
31/09/2012
4 meses
2
Iden i icação dos doen es que i ão inicia
aza iop ina
01/06/2012
31/09/2012
4 meses
3
Rec u amen o de doen es pa a es udo labo a o ial
01/07/2012
31/11/2012
5 meses
4
Colhei as de sangue
01/07/2012
29/02/2013
8 meses
5
Es udo dos monóci os do sangue
01/07/2012
29/02/2013
8 meses
6
Análise, in e p e ação e in eg ação dos esul ados
01/03/2013
30/04/2013
2 meses
7
Rela ó io de execução
01/05/2013
31/05/2013
1 mês
Desc ição das a e as
Ta e a 1: Es udo de sé ie ( e isão casuís ica)
Du ação:
4 meses
Da a p e is a pa a o início:
01/06/2012
Da a p e is a pa a a conclusão:
31/09/2012
Ins i uições, Depa amen os e Se iços:
CHP/HSA, DM, SGE
Obje i os:
Ca ac e iza , do pon o de is a clínico e
analí ico os doen es com DII seguidos na
CGE en e 1980 e 2012.
Desc ição:
Colhei a de dados clínicos e analí icos dos
p ocessos clínicos; egis o dos dados em
ichei o Excel anonimizado.
In es igado es en ol idos:
Ri a Dias, Paula Lago
Funções e esponsabilidades dos
in es igado es:
A colhei a dos dados se á e ec uada pela
aluna com a supe isão da o ien ado a.
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Ta e a 2: Iden i icação dos doen es que i ão inicia Aza iop ina
Du ação:
4 meses
Da a p e is a pa a o início:
Dia/mês/ano: 01/06/2012
Da a p e is a pa a a conclusão:
Dia/mês/ano: 31/09/2012
Ins i uições, Depa amen os e Se iços:
HSA/CHP, DM, SGE
Obje i os:
Iden i ica os doen es com indicação pa a
inicia imunossup essão com Aza iop ina
Desc ição:
Consul a do agendamen o (SAM)
In es igado es en ol idos:
Paula Lago
Funções e esponsabilidades dos
in es igado es:
Os p ocedimen os acima desc i os se ão
da esponsabilidade da D a. Paula Lago
Ta e a 3: Rec u amen o dos doen es
Du ação:
5 meses
Da a p e is a pa a o início:
Dia/mês/ano: 01/07/2012
Da a p e is a pa a a conclusão:
Dia/mês/ano: 31/11/2012
Ins i uições, Depa amen os e Se iços:
CHP/HSA, DM, CGE
Obje i os:
In o ma os doen es, solici a a pa icipação
na 2ª ase do es udo e ob e o
consen imen o in o mado.
Desc ição:
In o mação dos doen es; en ega do olhe o
in o ma i o; solici ação pa a pa icipação no
es udo; assina u a do e mo de
consen imen o in o mado.
In es igado es en ol idos:
Paula Lago; Ma a Salgado; Cidalina
Cae ano
Funções e esponsabilidades dos
in es igado es:
Os p ocedimen os acima desc i os se ão
da esponsabilidade da D a. Paula Lago.
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Ta e a 4: Colhei as de amos as de sangue
Du ação:
8 meses
Da a p e is a pa a o início:
01/07/2012
Da a p e is a pa a a conclusão:
29/02/2013
Ins i uições, Depa amen os e Se iços:
CHP/HSA, Cen al de Colhei as
Obje i os:
Colhe sangue pa a análise
Desc ição:
P ocedimen o de colhei a de sangue pa a
es udo dos monóci os CD14+CD16+
In es igado es en ol idos:
Técnicos da Cen al de Colhei as
Funções e esponsabilidades dos
in es igado es:
Colhei a de amos a de sangue (1 ubo de
4.5 ml; EDTA-K3) an es e 3 meses após
início do a amen o.
Ta e a 5: Es udo dos monóci os do sangue
Du ação:
8 meses
Da a p e is a pa a o início:
01/07/2012
Da a p e is a pa a a conclusão:
29/02/2013
Ins i uições, Depa amen os e Se iços:
CHP/HSA, DM, SHC, LC
Obje i os:
Es udo dos monóci os sanguíneos po
ci ome ia.
Desc ição:
Realização de análises; análise de
esul ados
In es igado es en ol idos:
Ri a Dias, João Rod igues
Funções e esponsabilidades dos
in es igado es:
O D . João Rod igues se á esponsá el
pela ealização das análises e pela análise
dos esul ados da ci ome ia; a aluna
acompanha á o p ocesso.
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Ta e a 6: Análise, in e p e ação e in eg ação dos esul ados
Du ação:
2 meses
Da a p e is a pa a o início:
01/03/2013
Da a p e is a pa a a conclusão:
30/04/2013
Ins i uições, Depa amen os e Se iços:
CHP/HSA, DM, SGE
Obje i os:
Analisa , in e p e a e in eg a os esul ados
Desc ição:
In e p e ação dos esul ados labo a o iais,
in eg ados no con ex o clinico.
In es igado es en ol idos:
Ri a Dias, Paula Lago.
Funções e esponsabilidades dos
in es igado es:
A análise, in e p e ação dos esul ados
se ão da esponsabilidade da aluna, com a
ajuda e a supe isão da o ien ado a.
Ta e a 6: Rela ó io de execução
Du ação:
1 mês
Da a p e is a pa a o início:
01/05/2013
Da a p e is a pa a a conclusão:
31/05/2013
Ins i uições, Depa amen os e Se iços:
CHP/HSA, DM, SGE
Obje i os:
Elabo a o ela ó io de execução do p oje o,
a in eg a na disse ação de MIM
Desc ição:
Resul ados; Discussão; Conclusões
In es igado es en ol idos:
Ri a Dias, Paula Lago.
Funções e esponsabilidades dos
in es igado es:
A elabo ação do ela ó io se á da
esponsabilidade da aluna, com a ajuda e a
supe isão da o ien ado a.
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MATERIAL E MÉTODOS
Re isão casuís ica
Pa a a colhei a dos dados clínicos e analí icos se á usado o o mulá io em anexo.
Es udo labo a o ial
A imuno eno ipagem dos monóci os de sangue pe i é ico se á e e uada po
écnica de imuno luo escência di e a.
Resumidamen e, as células (sangue o al) se ão incubadas à empe a u a
ambien e com a quan idade ap op iada de an ico pos monoclonais especí icos pa a
di e sos an igénios (CD14, CD16, CD36, CD45, e c.), conjugados com di e en es
luo oc omos (FITC, PE, Pe CP, APC, e c.). Após incubação, se á ei a a lise dos
e i óci os e ixação das memb anas dos leucóci os (FACSlysing, Bec on Dickinson,
seguida de uma la agem com ampão os a o salino (PBS, do inglês Phospha e Bu e ed
Saline), adição de PBS e lei u a no ci óme o de luxo (FACSCan o, Bec on Dickinson).
A análise dos esul ados se á ei a na aplicação in o má ica In inicy (Cy ognos).
Análise es a ís ica dos dados
Os dados se ão analisados u ilizando o p og ama de análise es a ís ica SPSS.
Equipamen o
Tipo de equipamen o
Ma ca
Modelo
Local
Con ado hema ológico
Beckman Coul e
LH780
LC do SHC do CHP
Ci óme o de luxo
Bec on Dickinsom
FACSCan o
LC do SHC do CHP
Reagen es e ou o ma e ial consumí el
Desc ição
Finalidade
An ico pos monoclonais conjugados com
luo oc omos
Imunoma cação dos monóci os (ci ome ia
de luxo)
Ou os eagen es de labo a ó io
La agem das células, lise dos e i óci os e
ixação dos leucóci os (ci ome ia de luxo)
CD
G a ação dos dados
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Análise da casuís ica do Cen o Hospi ala do Po o e con ibu o pa a o escla ecimen o da isiopa ologia da doença.
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ORÇAMENTO
Não se ão e e uadas consul as, in e namen os, exames complemen a es de
diagnós ico no CHP, especi icamen e no âmbi o do p oje o.
As análises a ealiza são análises de in es igação e não cons am na abela de
p eços do Sis ema Nacional de Saúde, pelo que se p ocede á à comp a dos eagen es
necessá ios.
Cus o es imado (€)
Reagen es e ma e ial consumí el de labo a ó io (an ico pos
monoclonais, soluções pa a la agem, lise e ixação de células,
e c.)
2.000,00
Ma e ial adminis a i o ( o ocópias, olhas, e c.)
00,00
Con a ação de se iços
00,00
Pagamen o de despesas aos pa icipan es (deslocações)
00,00
Exames ealizados no CHP (análises e ou os meios
complemen a es)
00,00
Taxas mode ado as de episódios (consul as, in e namen os, e c.)
00,00
Taxas mode ado as de exames (análises, exames de imagem,
e c.)
00,00
Imp essão de pos e pa a ap esen ação de esul ados
50,00
Insc ição aluno em cong esso médico
200,00
O ganização das Jo nadas de Iniciação à In es igação Clínica
50,00
TOTAL
€2.300,00
FINANCIAMENTO
O es udo se á inanciado pelo ICBAS/UP, a a és de uma bolsa a ibuída à DIIC.
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GLOSSÁRIO
IMUNOSSUPRESSORES NA DOENÇA INFLAMATÒRIA INTESTINAL:
Análise da casuís ica do Cen o Hospi ala do Po o e con ibu o pa a o escla ecimen o da isiopa ologia da doença.
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SIGLAS E ACRÓNIMOS
CC, Cen al de Colhei as.
CGE, Consul a de Gas en e ologia.
CHP, Cen o Hospi ala do Po o
DIIC, Disciplina de Iniciação à In es igação Clínica.
DM, Depa amen o de Medicina.
HSA, Hospi al de San o An ónio.
ICBAS, Ins i u o de Ciências Biomédicas Abel Salaza .
JIIC, Jo nadas de Iniciação à In es igação Clínica.
MIM, Mes ado In eg ado em Medicina.
SGE, Se iço de Gas en e ologia.
SHC, Se iço de Hema ologia Clínica
UP, Uni e sidade do Po o.
TERMOS TÉCNICOS
5-ASA, Ácido 5-aminosalicilico
6-MMP, 6-Me il Me cap opu ina
6-MP, 6-Me cap opu ina
AINE, An i-in lama ó ios não es e óides
An i-TNFα, An ico po an i-Fac o de Nec ose Tumo alα (Tumo Nec osis Fac o α)
AZA, Aza iop ina
CsA, Ciclospo ina A
CU, Coli e Ulce osa
DC, Doença de C ohn
DHFR, Dihid o ola o Redu ase
DII, Doença In lama ó ia In es inal
IL, In e leucinas
LPS, Lipopolissaca ídeo
MDR1, Gene de esis ência a múl iplas d ogas ipo 1 (Mul iple D ug Resis ance)
MTX, Me o exa o
TNFα, Fac o de Nec ose Tumo al α (Tumo Nec osis Fac o α)
TPMT, Tiopu ina Me il- ans e ase
γ-INF, In e e ãoGama
IMUNOSSUPRESSORES NA DOENÇA INFLAMATÒRIA INTESTINAL:
Análise da casuís ica do Cen o Hospi ala do Po o e con ibu o pa a o escla ecimen o da isiopa ologia da doença.
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ANEXOS
Lis a de anexos
Folha de os o de es udo de in es igação
Pedidos de au o ização (P esiden e do Conselho de Adminis ação do CHP,
P esiden e da Comissão de É ica pa a a Saúde do CHP, Di ec o a do
Depa amen o de Ensino, Fo mação e In es igação do CHP).
Te mos de esponsabilidade (Aluno, O ien ado , Regen e da DIIC)
Au o izações locais (Depa amen os e Se iços do CHP en ol idos no p ojec o)
Ca a di igida à P esiden e da Comissão de É ica pa a a Saúde do CHP a solici a
dispensa de consen imen o in o mado (1ª ase do es udo).
Te mo de consen imen o in o mado (2ª ase do es udo).
Folhe o in o ma i o pa a os pa icipan es (2ª ase do es udo).
Fo mulá io de ecolha de dados clínicos.
IMUNOSSUPRESSORES NA DOENÇA INFLAMATÒRIA INTESTINAL:
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Ri a Ribei o Dias | Disse ação de Mes ado – T abalho de P oje o: Rela ó io de Execução
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Lis a de documen os pa a
TRABALHOS ACADÉMICOS DE INVESTIGAÇÃO (que con e em g au)
Da a de en ega
(ou NA, não
aplicá el)
Sec e a iado
(Assina u a)
Documen os comp o a i os
Insc ição em Licencia u a, Mes ado ou Dou o amen o
NA
Ca as do Aluno, a solici a au o ização ins i ucional
P esiden e do Conselho de Adminis ação
X
P esiden e da CES
X
Di ec o do DEFI
X
Te mos de esponsabilidade de Alunos e O ien ado es
Aluno
X
O ien ado do P ojec o
X
Supe iso do P ojec o, Responsá el pela DIIC
X
Te mos de au o ização local (no CHP)
Responsá eis po Unidades / Gabine es / Sec o es
X
Di ec o es de Se iço
X
Di ec o es / Conselhos de Ges ão de Depa amen os
X
P opos a
Folha de Ros o do Es udo de In es igação
X
P opos a de T abalho Académico de In es igação
X
Anexos
Cu iculum Vi ae do Aluno
NA
Te mo de Consen imen o In o mado
X
Folhe o com in o mação pa a da aos Pa icipan es
X
Ca a a solici a dispensa Consen imen o In o mado
X (1ª ase es udo)
Inqué i os / ques ioná ios ou guiões de en e is as*
NA
Fo mulá io pa a ecolha de dados clínicos
X
Ou os documen os
NA
SECRETARIADO:
Da a Assina u a
___/___/_____ _________________________
IMUNOSSUPRESSORES NA DOENÇA INFLAMATÒRIA INTESTINAL:
Análise da casuís ica do Cen o Hospi ala do Po o e con ibu o pa a o escla ecimen o da isiopa ologia da doença.
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FOLHA DE ROSTO DO ESTUDO DE INVESTIGAÇÃO
TÍTULO
IMUNOSSUPRESSORES NA DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL: Análise da
casuís ica do Cen o Hospi ala do Po o e con ibu o pa a o escla ecimen o da
isiopa ologia da doença.
CLASSIFICAÇÃO
T abalho Académico de In es igação X (Mes ado In eg ado em Medicina)
P oje o de In es igação X
VERSÃO
No o X
CALENDARIZAÇÃO
Da a de início: 09/2011 (execução: 06/2012)
Da a de conclusão: 06/2013 (execução: 04/2013)
P azo a cump i : 06/2012
ALUNOS E ORIENTADORES
Aluno
Ri a Ribei o Dias, aluna do 5º ano do Mes ado In eg ado em Medicina do Ins i u o de
Ciências Biomédicas Abel Salaza da Uni e sidade do Po o; e-mail:
i a. ibei [email protected]; Telemó el: 911542805
O ien ado do p oje o
Paula Lago, médica, especialis a em Gas en e ologia do Se iço de
Gas en e ologia do Cen o Hospi ala do Po o; e-mail: paulalago@ne cabo.p ;
Telemó el: 962860392.
Supe iso do p oje o / Responsá el pela DIIC
Ma ga ida Lima, médica especialis a em Imunohemo e apia do Se iço de
Hema ologia Clínica do Cen o Hospi ala do Po o, esponsá el pelo Labo a ó io de
Ci ome ia; P o esso a Auxilia Con idada do Ins i u o de Ciências Biomédicas Abel
Salaza da Uni e sidade do Po o, esponsá el pela Disciplina de Iniciação à
In es igação Clínica; e-mail: di ec o .de [email protected] ; [email protected] ;
Telemó el: 966327115.
OUTROS INVESTIGADORES
In es igado es
João Rod igues, Técnico Supe io de Saúde do Se iço de Hema ologia Clínica do
Cen o Hospi ala do Po o, a exe ce unções na Unidade de Biologia Molecula e no
Labo a ó io de Ci ome ia; e-mail: joaod igue[email p o ec ed]; Telemó el: 966425103
PROMOTOR O p óp io X
INSTITUIÇÕES E SERVIÇOS
Unidades, Depa amen os e Se iço do CHP
CHP – Se iço de Gas oen e ologia, Consul a de Gas oen e ologia (p oponen e)
CHP – Se iço de Hema ologia Clinica, Labo a ó io de Ci ome ia
Ou as Ins i uições in e enien es
NA
IMUNOSSUPRESSORES NA DOENÇA INFLAMATÒRIA INTESTINAL:
Análise da casuís ica do Cen o Hospi ala do Po o e con ibu o pa a o escla ecimen o da isiopa ologia da doença.
Ri a Ribei o Dias | Disse ação de Mes ado – T abalho de P oje o: Rela ó io de Execução
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CARACTERÍSTICAS do es udo
Al o do es udo Países / Ins i uições en ol idos
Humanos X Nacional X
Ins i ucional X
Na u eza do es udo Ca ac e ís icas do es udo (desenho)
Clínico
X
1ª ase:
Obse acional
X
Te apêu ico
X
Re isão casuís ica
Desc i i o
X
Labo a o ial
X
2ª ase:
Obse acional
X
Es udo labo a o ial
Analí ico
X
Longi udinal
X
(P ospe i o)
Pa icipan es
Exis ência de g upo con olo: Não X
Seleção dos pa icipan es: Não alea ó ia X
Ou os aspe os ele an es pa a a ap eciação do es udo:
Pa icipação de g upos ulne á eis Não X
Con ocação de doen es / pa icipan es Não X
Consen imen o in o mado Sim X (Segunda ase do
es udo)
Inqué i os / ques ioná ios Não X
En e is as Não X
Colhei a de p odu os biológicos Sim X (No CHP)
A mazenamen o de p odu os biológicos Não X
C iação de bancos de p odu os biológicos Não X
Realização de exames / análises Sim X (Análises de
in es igação; no CHP)
Realização de es udos gené icos Não X
Recolha de dados Sim X (Dados clínicos e
labo a o iais)
C iação de bases de dados Sim X (Fichei o Excel
anonimizado)
Saída pa a ou as ins i uições Não X
ORÇAMENTO E FINANCIAMENTO
O çamen o o al: 2.300,00 eu os Con a o inancei o em anexo: Não X
Financiamen o:
In e no (CHP) 0,00 Eu os Ex e no 2.300,00 eu os
En idades inanciado as: ICBAS / DIIC
INDICADORES
Ap esen ação dos esul ados nas Jo nadas de Iniciação à In es igação;
Disse ação de Mes ado In eg ado em Medicina
Da a: Assina u a do p oponen e (Aluno):
IMUNOSSUPRESSORES NA DOENÇA INFLAMATÒRIA INTESTINAL:
Análise da casuís ica do Cen o Hospi ala do Po o e con ibu o pa a o escla ecimen o da isiopa ologia da doença.
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PEDIDOS DE AUTORIZAÇÃO INSTITUCIONAL
Tí ulo do abalho: Imunossup esso es na Doença In lama ó ia In es inal: Análise da
casuís ica do Cen o Hospi ala do Po o e con ibu o pa a o escla ecimen o da
isiopa ologia da doença.
Ri a Ribei o Dias, aluna da DIIC do cu so de MIM do ICBAS/UP e do CHP.
P esiden e do Conselho de Adminis ação do CHP
Exmo. Senho P esiden e do Conselho de Adminis ação do CHP
Ri a Ribei o Dias, na qualidade de Aluna, em po es e meio, solici a a Vossa Exa.
au o ização pa a ealiza no Cen o Hospi ala do Po o o Es udo de In es igação
acima mencionado, de aco do com o p og ama de abalhos e os meios ap esen ados.
Da a Assina u a
___/___/_____ _________________________
P esiden e da Comissão de É ica pa a a Saúde do CHP
Exma. Senho a P esiden e da Comissão de É ica pa a a Saúde do CHP
Ri a Ribei o Dias, na qualidade de Aluna, em po es e meio, solici a a Vossa Exa.
au o ização pa a ealiza no Cen o Hospi ala do Po o o Es udo de In es igação
acima mencionado, de aco do com o p og ama de abalhos e os meios ap esen ados.
Da a Assina u a
___/___/_____ _________________________
Di e o a do Depa amen o de Ensino, Fo mação e In es igação do CHP
Exma. Senho a Di e o a do Depa amen o de Ensino, Fo mação e In es igação do CHP
Ri a Ribei o Dias, na qualidade de Aluna, em po es e meio, solici a a Vossa Exa.
au o ização pa a ealiza no Cen o Hospi ala do Po o o Es udo de In es igação acima
mencionado, de aco do com o p og ama de abalhos e os meios ap esen ados.
Da a Assina u a
___/___/_____ _________________________
IMUNOSSUPRESSORES NA DOENÇA INFLAMATÒRIA INTESTINAL:
Análise da casuís ica do Cen o Hospi ala do Po o e con ibu o pa a o escla ecimen o da isiopa ologia da doença.
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TERMOS DE RESPONSABILIDADE
Tí ulo do abalho: Imunossup esso es na Doença In lama ó ia In es inal: Análise da
casuís ica do Cen o Hospi ala do Po o e con ibu o pa a o escla ecimen o da
isiopa ologia da doença.
Ri a Ribei o Dias, aluna da DIIC do cu so de MIM do ICBAS/UP e do CHP.
Aluno
Na qualidade de Aluna, comp ome o-me a execu a o T abalho Académico de
In es igação acima mencionado, de aco do com o p og ama de abalhos e os meios
ap esen ados, espei ando os p incípios é icos e deon ológicos e as no mas in e nas
da ins i uição.
Nome Da a Assina u a
Ri a Ribei o Dias ___/___/___ _________________
O ien ado do p oje o
Na qualidade de O ien ado a, solici o au o ização do Conselho de Adminis ação pa a
que a Aluna acima e e ido possa desen ol e no CHP o seu T abalho de
In es igação. In o mo que me comp ome o a p es a a o ien ação necessá ia pa a uma
boa execução do mesmo e a acompanha a Aluna nas di e en es ases da sua
ealização, de aco do com o p og ama de abalhos e meios ap esen ados, bem como
po zela pelo espei o dos p incípios é icos e deon ológicos e pelo cump imen o das
no mas in e nas da ins i uição.
Nome Da a Assina u a
Paula Lago ___/___/___ ____________________
Ins i uição Depa amen o Se iço / Sec o
CHP Medicina Gas en e ologia
Supe iso do p oje o / Responsá el pela DIIC
Na qualidade de Docen e Responsá el pela DIIC / Supe iso do Aluno no CHP,
comp ome o-me a p es a a o ien ação necessá ia pa a uma boa execução do
T abalho de In es igação, de aco do com o p og ama de abalhos e meios
ap esen ados. Mais decla o que acompanha ei a Aluna, esponsabilizando-me po
supe isiona a execução do abalho no CHP, bem como po zela pelo espei o dos
p incípios é icos e deon ológicos e pelo cump imen o das no mas in e nas da
ins i uição.
Nome Da a Assina u a
Ma ga ida Lima ___/___/___ _________________
Depa amen o: DEFI
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TERMOS DE AUTORIZAÇÃO LOCAL
Tí ulo do abalho: Imunossup esso es na Doença In lama ó ia In es inal: Análise da
casuís ica do Cen o Hospi ala do Po o e con ibu o pa a o escla ecimen o da
isiopa ologia da doença.
Ri a Ribei o Dias, aluna da DIIC do cu so de MIM do ICBAS/UP e do CHP.
Responsá eis po Unidades, Gabine es ou Sec o es
Na qualidade de Responsá el pela Unidade / Gabine e / Sec o , dou pa ece a o á el à
execução do Es udo de In es igação acima mencionado e comp ome o-me a p es a as
condições necessá ias pa a a boa execução do mesmo, de aco do com o p og ama de
abalhos e os meios ap esen ados.
Unidade / Gabine e / Sec o Nome do Responsá el Da a Assina u a
Labo a ó io de Ci ome ia Ma ga ida Lima ___/___/___ _____________
Di e o es de Se iço
Na qualidade de Di e o de Se iço, decla o que au o izo a execução do Es udo de
In es igação acima mencionado e comp ome o-me a p es a as condições necessá ias
pa a a boa execução do mesmo, de aco do com o p og ama de abalhos e os meios
ap esen ados.
Se iço Nome do Di e o Da a Assina u a
Gas en e ologia Isabel Ped o o ___/___/___ ____________
Hema ologia Clínica Jo ge Cou inho ___/___/___ ____________
Di e o es / Conselhos de Ges ão de Depa amen o
Na qualidade de Di e o do Depa amen o, decla o que au o izo a execução do Es udo de
In es igação acima mencionado e comp ome o-me a p es a as condições necessá ias
pa a a boa execução do mesmo, de aco do com o p og ama de abalhos e os meios
ap esen ados.
Depa amen o Nome do Di e o Da a Assina u a
Medicina José Lopes Gomes ___/___/___ ___________
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A leucopenia oi de inida pela con agem o al de leucóci os < 4.000 células/mm³ e
leucopenia g a e quando os mesmos es i essem abaixo de 2.000 células/mm³;
classi icou-se omboci openia como a con agem de plaque as < 130.000 células/mm³,
neu openia como a con agem de neu ó ilos < 1.000 células/mm³ e lin openia a
con agem de lin óci os < 800 células/mm³. Conside ou-se al e ações das p o as de
unção hepá ica quando hou e aumen o das amino ans e ases acima de duas ezes o
limi e supe io da no malidade, qualque que osse a ocasião da oco ência de um des es
e en os du an e o a amen o com imunossup esso .
Os mo i os pa a a pa agem do imunossup esso o am sepa ados em 5 g upos:
eação ad e sa, ausência de espos a, emissão p olongada, escalada pa a biológico, e
ou o.
A espos a à imunossup essão oi a aliada nos indi íduos que man i e am o
a amen o du an e pelo menos 6 meses e cuja indicação pa a imunossup essão oi a
co icodependência ou co ico esis ência, doença pe ianal ou mani es ações
ex ain es inais. Quando a indicação pa a imunossup essão oi a co icodependência ou a
co ico esis ência, a espos a oi conside ada comple a quando a co ico e apia oi
suspensa, e os pacien es se man i e am sem necessidade de co icoide po pelo menos,
dois anos; pa cial se hou e espos a clinica, mas necessidade de um ou mais ciclos de
co icos e oides num pe íodo de pelo menos 2 anos; e ausen e, se não hou e melho ia
clinica. Pa a os indi íduos que inicia am imunossup essão po doença pe ianal
is ulizan e, a espos a oi classi icada como comple a, pe an e pa agem o al de
supu ação po um pe íodo igual ou supe io a 2 anos; pa cial, se hou e edução da
supu ação mas necessidade de escalada e apêu ica; e ausen e se não hou e melho ia
clinica. Nos indi íduos que man i e am o a amen o com imunossup esso po um
pe íodo de empo in e io a seis meses, a espos a oi classi icada como não a aliá el.
Os pacien es cuja indicação pa a imunossup essão oi a p o ilaxia pós ci u gica,
após esseção ileocólica, o am di ididos em dois g upos: um co esponden e àqueles
que inicia am imunossup esso a é 3 meses após a ci u gia, e um segundo g upo ela i o
aos que inicia am imunossup esso aquando da ecidi a endoscópica.
Análise Es a ís ica: A análise desc i i a oi ealizada u ilizando-se o p og ama SPSS 20.0
PASW (S a is ical Package o he Social Sciences), e os dados ap esen ados sob a
o ma de média ± des io pad ão pa a as a iá eis con ínuas e equência absolu a
(pe cen agem) pa a as a iá eis ca egó icas.
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Análise da casuís ica do Cen o Hospi ala do Po o e con ibu o pa a o escla ecimen o da isiopa ologia da doença.
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2ª Fase: Quan i icação e Ca ac e ização dos Monóci os po Ci ome ia de Fluxo
Amos as: Os es udos imuno eno ípicos pa a quan i icação e ca ac e ização dos
monóci os o am ei os em sangue pe i é ico colhido com an icoagulan e (EDTA-K3),
As amos as de sangue o am colhidas en e Agos o de 2012 e Maio de 2013 em
pacien es selecionados de o ma não alea ó ia, po con eniência. Fo am incluídos nes a
seleção, de o ma consecu i a, os pacien es com diagnós ico de DII de aco do com os
c i é ios de Lenna d-Jonnes (141, 142), que cump issem os seguin es c i é ios: e idade
igual ou supe io a 18 anos; se seguido na CGE; e necessidade de inicia a amen o
com imunossup esso en e Julho e Janei o de 2012; nunca e ealizado a amen o com
imunossup esso ou e ei o a sua suspensão há mais de 12 meses; assina de o ma
li e e escla ecida o consen imen o in o mado.
Pa a cons i uição do g upo de con olo, o am ambém colhidas amos as de
sangue, em indi íduos saudá eis, dado es bené olos de sangue, selecionados de o ma
alea ó ia e empa elhados po idade e sexo, com os doen es.
Foi ealizada uma p imei a colhei a de sangue pe i é ico, nos con olos, e nos
pacien es com DII, endo sido es e momen o, designado po Tempo 0. Pos e io men e oi
ealizada uma segunda colhei a de sangue, apenas nos doen es com DII, du an e o
a amen o com aza iop ina, endo sido es e momen o designado po Tempo 1.
Imuno eno ipagem: Foi usada uma écnica de imuno luo escência di e a pa a a
imunoma cação das células. De o ma esumida, 100 µL de sangue con endo 0.5 o
2x106 leucóci os / ml, o am incubados du an e 15 minu os, à empe a u a ambien e e no
escu o, na p esença de concen ações sa u an es de an ico pos monoclonais especí icos
pa a di e en es an igénios (CD14, CD16 e CD45), conjugados com di e en es
luo oc omos: iso iociana o de luo esceína (FITC), icoe i ina (PE) e complexo pe idinina
- p o eína clo ó ila (Pe CP). De seguida, a lise dos e i óci os e a ixação dos leucóci os
o am ei as adicionando 2 ml de FACS lysing solu ion [Bec on/Dickinson Biosciences
(BD), San Jose, CA] p e iamen e diluída a 1/10 ( / ) em água des ilada e incubando as
células du an e 10 minu os nas mesma condições. Finalmen e, as células o am la adas
com ampão os a o salino (PBS, phospha e bu e ed saline), po cen i ugação a 540g, e
suspendidas em PBS.
Lei u a das amos as: Pa a a lei u a das amos as oi usado um ci óme o de luxo modelo
FACScan o II (BD) equipado com 3 lase s: um lase azul (488 nm, 20 mW) e um lase
e melho (633-nm, hélio-néon, 17 mW), a e ecidos a a , e um lase iole a (405 nm, 30
mW). A aquisição das amos as oi ei a com o p og ama BD FACSDi a™ (BD). Fo am
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adqui idos no mínimo 2x105 e en os em cada amos a, que o am g a ados como ichei o
de dados de ipo FCS3.0.
Análise dos dados: Os dados o am analisados com o p og ama In inicy e (Cy ognos,
Espanha). Suma iamen e, os monóci os o am iden i icados com base na exp essão de
CD45 e de CD14. De seguida, e após seleção dos monóci os, o am iden i icadas as
duas subpopulações p incipais, com base na exp essão de CD14 e de CD16: monóci os
CD14+CD16- (in ensidade o e de exp essão de CD14 e ausência de exp essão de
CD16) e monóci os CD14+CD16+ (exp essão de CD14 e exp essão de CD16).
P ocedeu-se à a aliação dos seguin es pa âme os: pe cen agem de monóci os, no o al
dos leucóci os; pe cen agem de monóci os CD14+CD16- e CD14+CD16+, no o al dos
monóci os; densidade an igénica de CD14 e de CD16 em cada uma das subpopulações,
a aliada pelas co esponden es in ensidades médias de luo escência (IMF);
he e ogeneidade de exp essão, a aliada pelo espe i o coe icien e de a iação (CV);
amanho e complexidade dos monóci os, a aliados pelas ca ac e ís icas de dispe são da
luz (FSC, o wa d sca e e SSC, side sca e , espe i amen e).
Análise Es a ís ica: A análise es a ís ica oi ealizada u ilizando o p og ama SPSS 20.0
PASW (S a is ical Package o he Social Sciences). As ca ac e ís icas clinicas e
demog á icas das amos as o am a aliadas po es a ís ica desc i i a. Foi u ilizado o es e
de Mann-Whi ney pa a a análise ans e sal e o de Wilcoxon pa a a análise longi udinal.
Foi conside ada signi icância es a ís ica pa a p<0,05 com um in e alo de con iança de
95%.
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RESULTADOS
1ª Fase: Ca a e ização da u ilização de imunossup esso es nos pacien es com DII
Na consul a de DII do Se iço de Gas oen e ologia do CHP, e am
acompanhados, a é 31 de Dezemb o de 2012, 914 doen es com DII, dos quais 385,
aziam ou ize am em algum momen o, a amen o com imunossup esso con encional,
nomeadamen e, iopu ina ou me o exa o. A abela 1 desc e e as p incipais
ca ac e ís icas clinicas e demog á icas des es pacien es.
Tabela 1 - Ca ac e ização dos doen es com DII seguidos na consul a de
gas oen e ologia do CHP.
DC
CU
DIICNC
CI
To al
Núme o de doen es
546
339
28
1
914
Géne o
Feminino
312
(57.1%)
183
(54.0%)
18 (64.3%)
1
(100.0%)
514
(56.2%)
Masculino
234
(42.8%)
156
(46.0%)
10 (35.7%)
0 (0.0%)
400
(43.8%)
Doença Pe ianal
151
(27.7%)
0 (0.0%)
3 (10.7%)
0 (0.0%)
154
(16.8%)
MEI
E i ema Nodoso
21 (18.6%)
1 (2.9%)
1 (16.7%)
0 (0.0%)
23 (14.9%)
Piode ma Gang enoso
7 (6.2%)
1 (2.9%)
0 (0.0%)
0 (0.0%)
8 (5.2%)
A icula es Pe i é icas
59 (52.2%)
15 (42.9%)
2 (33.3%)
0 (0.0%)
76 (49.4%)
A icula es Cen ais
23 (20.4%)
13 (37.1%)
2 (33.3%)
0 (0.0%)
38 (24.7%)
Ocula es
15 (13.3%)
1 (2.9%)
0 (0.0%)
0 (0.0%)
16 (10.4%)
Es oma i e A osa
18 (15.9%)
3 (8.6%)
2 (33.3%)
0 (0.0%)
23 (14.9%)
CEP
2 (1.8%)
6 (17.1%)
0 (0.0%)
0 (0.0%)
8 (5.2%)
HAI
5 (4.4%)
3 (8.6%)
0 (0.0%)
0 (0.0%)
8 (5.2%)
Es ados de
Imunossup essão*
7 (1.3%)
7 (2.1%)
0 (0.0%)
0 (0.0%)
14 (1.5%)
Doenças Au oimunes
11 (2.0%)
7 (2.1%)
1 (3.6%)
0 (0.0%)
19 (2.1%)
Necessidade de
ci u gia In es inal
240
(44.0%)
15 (4.4%)
0 (0.0%)
1 (0.4%)
258
(28.0%)
Ab e ia u as: DII, Doença In lama ó ia In es inal; CHP, Cen o Hospi ala do Po o; DC, Doença de C ohn;
CU, Coli e Ulce osa; DIICNC, Doença in lama ó ia in es inal do colón não classi icada; CI, Coli e inespeci ica;
MEI, mani es ações ex ain es inais; CEP, Colangi e escle osan e p imá ia; HAI, Hepa i e au oimune.
Os alo es es ão ap esen ados sob a o ma de equência absolu a (pe cen agem).
*Inclui: imunossup essão pós ansplan e- enal, imunossup essão pós ansplan e hepá ico, imunossup essão
em doen e HIV+, imunossup essão em doen e HCV+, imunossup essão em doen e HBV+ e quimio e apia po
neoplasia
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A idade média de diagnós ico da DC oi de 33.3 (± 0.6) anos e pa a a CU oi de
39.3 (± 0.8) anos, com uma di e ença de 6 anos en e os dois ipos de DII.
Os dois imunossup esso es con encionais es udados o am as iopu ina
(aza iop ina e 6-MP) e o MTX. A o ma de u ilização des es á macos oi di idida em:
p imei o imunossup esso e segundo imunossup esso . No g upo do p imei o
imunossup esso o am incluídos os doen es que nunca inham sido expos os a
e apêu ica imunossup esso a con encional, e no g upo do segundo imunossup esso
o am incluídos os doen es que ha iam sido expos os ao 1º imunossup esso , mas
necessi a am de o subs i ui po um imunossup esso de classe di e en e.
O in e alo de empo deco ido en e o diagnós ico da doença e o início do
a amen o com o p imei o imunossup esso , oi, em média, de 5.4 (± 6.3) meses pa a a
DC e de 4.2 (± 4.8) meses pa a a CU, com uma di e ença de 1.2 meses en e ambas as
condições. O empo mínimo deco ido oi de 0 meses nas duas doenças, e o máximo oi
de 38 meses pa a a DC e 20 meses pa a a CU.
Pa a os pacien es que já suspende am ou subs i uí am o p imei o
imunossup esso , a du ação média do a amen o oi de 32.3 (± 35.5) meses pa a a DC e
de 18.2 (± 32.3) meses pa a a CU. Pa a aqueles que ainda man êm es a e apêu ica, a
du ação média do a amen o com o p imei o imunossup esso é de 52.7 (± 44.9) meses
pa a a DC e de 56.2 (± 56.1) meses pa a a CU.
A du ação do a amen o com o segundo imunossup esso oi em média de 27.4
(±27.4) meses pa a a DC, com um mínimo de 2 e um máximo de 155 meses. Pa a o
único pacien e com CU que ez a amen o com o segundo imunossup esso , a du ação
do a amen o oi de 122 meses.
A abela 2 desc e e a u ilização de á macos imunossup esso es nas di e en es
DII’s, de aco do com o núme o de ezes e o á maco u ilizado.
Tabela 2 - U ilização de imunossup esso es na DII
DC
CU
DIICNC
CI
TOTAL
1º IM
329 (60.3%)
52 (15.3%)
4 (14.3%)
0 (0.0%)
385 (42.1%)
Tiopu ina
321 (97.6%)
51 (98.1%)
4 (100.0%)
0 (0.0%)
376 (97.7%)
Me o exa o
8 (2.4%)
1 (1.9%)
0 (0.0%)
0 (0.0%)
9 (2.3%)
2º IM
Tiopu ina
1 (2.6%)
0 (0.0%)
0 (0.0%)
0 (0.0%)
1 (2.5%)
Me o exa o
37 (97.4%)
1 (100.0%)
1 (100.0%)
0 (0.0%)
39 (97.5 %)
Te apêu ica
Combinada com
BIO*
88 (16.1%)
12 (3.5%)
0 (0.0%)
0 (0.0%)
100 (10.9%)
Ab e ia u as: DII, Doença In lama ó ia In es inal; DC, Doença de C ohn; CU, Coli e Ulce osa; DIICNC,
Doença in lama ó ia in es inal do colón não classi icada; CI, Coli e inespeci ica, BIO, á maco biológico (an i-
TNFα). Os alo es es ão ap esen ados sob a o ma de: equência absolu a (pe cen agem).
*O á maco biológico u ilizado nes es doen es oi um agen e an i-TNFα.
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Análise da casuís ica do Cen o Hospi ala do Po o e con ibu o pa a o escla ecimen o da isiopa ologia da doença.
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58
Dos 914 pacien es em es udo, um o al de 385 (42.1%) pacien es ize am o
p imei o imunossup esso . Ve i icou-se que a u ilização do p imei o imunossup esso oi
bas an e mais equen e nos doen es com DC (60.3%), em compa ação com os doen es
com CU (15.3%). O segundo imunossup esso oi u ilizado em 10.4% dos pacien es em
es udo, endo-se cons a ado que al como pa a o p imei o imunossup esso , os indi íduos
com DC o am os que mais o u iliza am (11.6%), compa a i amen e aos que inham CU
(1.9%).
Como p imei o imunossup esso , os á macos u ilizados com mais equência
o am as iopu inas, em 97.7% dos pacien es que necessi a am de imunossup essão.
Pa a a u ilização do segundo á maco imunossup esso , es a elação in e eu-se, com o
me o exa o a se u ilizado em 97.5% dos pacien es.
As igu as 1 e 2 ilus am a e olução do a amen o com o 1º imunossup esso , de
aco do com o á maco u ilizado.
Figu a 1 - U ilização das iopu inas como p imei o imunossup esso
_______________________________________________________________________
Ab e ia u as: IM1, Imunossup esso 1; MTX, Me o exa o
Os alo es es ão ap esen ados sob a o ma de: equência absolu a (pe cen agem).
Figu a 2 - U ilização do MTX como p imei o imunossup esso
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59
_____________________________________________________________
Ab e ia u as: IM1, Imunossup esso 1; MTX, Me o exa o
Os alo es es ão ap esen ados sob a o ma de: equência absolu a (pe cen agem).
Tabela 3 - T a amen o com imunossup esso e a classi icação de Mon eal da DII
T a amen o com Imunossup esso
CU – Ex ensão
Sim
Não
E1
1 (1.1%)
0 (0.0%)
E2
21 (13.5%)
134 (86.5%)
E3
30 (31.6%)
65 (68.4%)
DC - Localização
L1
98 (53.8%)
84 (46.2%)
L2
53 (46.1%)
62 (53.9%)
L3
135 (70.7%)
56 (29.3%)
L4*
43 (74.1%)
15 (25.9%)
DC - Compo amen o
B1
139 (48.4%)
148 (51.6%)
B2
101 (70.1%)
43 (29.9%)
B3
89 (77.4%)
26 (22.6%)
DC – Idade
A1
24 (75.0%)
8 (25.0%)
A2
241 (64.6%)
132 (35.4%)
A3
64 (45.4%)
77 (54.6%)
Doença Pe ianal
114 (75.5%)
37 (24.5%)
Ab e ia u as: DII, Doença In lama ó ia In es inal; CU, Coli e Ulce osa; DC, Doença de C ohn.
Os alo es es ão ap esen ados sob a o ma de equência absolu a (pe cen agem).
*Inclui qualque L (L1 ou L2 ou L3) + L4.
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A abela 3 ca ac e iza a necessidade de u ilização de imunossup esso es, de
aco do a idade de diagnós ico, localização e compo amen o da doença pa a a DC e de
aco do com a ex ensão pa a a CU. Nos pacien es com DC, e i icou-se uma maio
u ilização de imunossup esso es nos casos de doença ileocólica e a ingimen o do ubo
diges i o p oximal, na doença de compo amen o pene an e e es enosan e, E nos
pacien es diagnos icados mais p ecocemen e. Nos pacien es com CU, e i icou-se que a
necessidade de u ilização de á macos imunossup esso es oi mais equen e nos casos
de doença ex ensa. A u ilização de imunossup esso es oi ambém conside a elmen e
mais equen e nos doen es com DC e mani es ações pe ianais.
Tabela 4 - Indicação pa a imunossup essão, de aco do com o á maco u ilizado.
Indicação
1º Imunossup esso
Tiopu ina*
MTX
To al
G a idade Doença
118 (31.4%)
2 (1.7%)
120 (31.2%)
Co icodependência
98 (26.1%)
1 (1.0%)
99 (25.7%)
Co ico esis ência
18 (4.8%)
0 (0.0%)
18 (4.7%)
P o ilaxia Pós-Cx
80 (21.3%)
0 (0.0%)
80 (20.8%)
Doença Pe ianal
48 (12.8%)
0 (0.0%)
48 (12.5%)
MEI
11 (2.9%)
6 (66.7%)
17 (4.4%)
Ab e ia u as: MTX, Me o exa o; Pós-Cx, Pós-ci u gica; MEI, mani es ações ex a- in es inais.
Os alo es es ão ap esen ados sob a o ma de: equência absolu a (pe cen agem).
*Pa a 3 pacien es que ize am iopu ina a indicação pa a o a amen o e a desconhecida.
Compa ando as duas classes de á macos u ilizadas, e i ica-se que dos
pacien es que ize am iopu inas como p imei o imunossup esso , as indicações mais
equen es pa a o a amen o o am a g a idade da doença, a co icodependência e a
p o ilaxia pós-ci u gica. Dos pacien es a ado com MTX, a p incipal indicação pa a o
imunossup esso oi a exis ência de mani es ações ex ain es inais, nomeadamen e a
a opa ia.
Dos pacien es cuja indicação pa a imunossup esso oi a p o ilaxia pós ci u gica,
27.8% iniciou o imunossup esso a é 2 meses após a ci u gia e 65.8% iniciou-o após
e idência endoscópica de ecidi a. Pa a 6.3% des es pacien es não exis ia in o mação
epo ada.
A espos a ao 1º imunossup esso (comple a, pa cial ou ausen e) oi analisada
pa a as indicações co icodependência, co ico esis ência, doença pe ianal e MEI
(Tabela 5).
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Tabela 5 - Respos a ao á maco imunossup esso de aco do com a indicação pa a o
a amen o
Respos a ao
IM**
Indicação pa a
Imunossup esso
Co icodependência
Co ico esis ência
Pe ianal
MEI
To al
Comple a
31 (36.5%)
7 (46.7%)
12
(26.7%)
5
(33.3%)
55 (
34.4%)
Pa cial
41 (48.2%)
8 (53.3%)
26
(57.8%)
8
(53.3%)
83
(51.9%)
Ausen e
13 (15.7%)
0 (0.0%)
7
(15.6%)
2
(13.3%)
22
(13.8%)
Ab e ia u as: IM, Imunossup esso ; MEI, Mani es ações Ex ain es inais.
Os alo es es ão ap esen ados sob a o ma de: equência absolu a (pe cen agem).
*Não es ão con empladas as indicações “g a idade” e “p o ilaxia pós-ci u gica” po ausência de dados que
pe mi am a alia a espos a ao imunossup esso nes as condições.
**Pa a um o al de 24 indi íduos, não oi possí el a alia a espos a ao imunossup esso po ainda não e em
comple ado um mínimo de 6 meses com o espe i o á maco.
Pa a odas as indicações analisadas, a espos a ao a amen o mais equen e oi
a espos a pa cial, e i icada em mais de me ade dos pacien es com indicação pa a
imunossup esso po co ico esis ência, doença pe ianal e MEI, e quase em me ade dos
pacien es com co icodependência como indicação. Dos pacien es que inicia am
imunossup esso po co ico esis ência, nenhum ap esen ou ausência de espos a ao
a amen o, e es a oi ambém a espos a menos equen e pa a as es an es indicações.
A oco ência de eações ad e sos e i icou-se em 168 (43.6%) dos pacien es sob
a amen o com o 1º imunossup esso e em 10 (25.0%) dos pacien es em a amen o com
o 2º imunossup esso . Alguns indi íduos ap esen a am mais do que um e ei o ad e so.
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Tabela 6 - Tipo de eação ad e sa com o 1º e 2º IM u ilizados, na o alidade dos doen es
que ap esen a am eações ad e sas.
Reação Ad e sa
1º Imunossup esso
Tiopu ina
MTX
To al
Anemia
16 (9.8%)
1 (25.0%)
17 (10.1%)
Leucopenia
59 (36.0%)
0 (0.0%)
59 (35.1%)
Al e ação PFH
26 (15.9%)
2 (50.0%)
28 (16.0%)
In ole ância GI
25 (15.2%)
1 (25.0%)
26 (15.5%)
Panc ea i e aguda
21 (12.8%)
0 (0.0%)
21 (12.5%)
T omboci openia
2 (1.2%)
0 (0.0%)
2 (1.2%)
Reação de Hipe sensibilidade*
12 (7.3%)
0 (0.0%)
12 (7.1%)
Panci openia
16 (9.8%)
0 (0.0%)
16 (9.5%)
In eção G a e
5 (3.0%)
0 (0.0%)
5 (3.0%)
Sínd ome Mielodisplásico
1 (0.6%)
0 (0.0%)
1 (0.6%)
Hepa i e Coles á ica
1 (0,6%)
0 (0,0%)
1 (0,6%)
2º Imunossup esso
Tiopu ina
MTX
To al
Anemia
0 (0.0%)
1 (2.6%)
1 (2.5%)
Leucopenia
0 (0.0%)
2 (5.1%)
2 (5.0%)
Al e ação PFH
0 (0.0%)
3 (7.7%)
3 (7.5%)
In ole ância GI
0 (0.0%)
4 (10.3%)
4 (10.0%)
Ab e ia u as: IM, Imunossup esso ; MTX, Me o exa o; GI, gas oin es inal; PFH, P o as de unção hepá ica
Os alo es es ão ap esen ados sob a o ma de: equência absolu a (pe cen agem).
*Nomeadamen e eb e e/ou ash, e/ou nódulos cu âneos, e/ou a algias, e/ou mialgias.
Com o p imei o imunossup esso , o e ei o ad e so mais equen e oi a
leucopenia. A al e ação das PFH, a in ole ância GI e a panc ea i e aguda ambém
oco e am num núme o conside á el de pacien es. Todos os e ei os ad e sos que
oco e am com o p imei o imunossup esso o am mais comuns com a u ilização de
iopu ina (Tabela 6).
Nos pacien es que ize am o segundo imunossup esso , oco e am e ei os
ad e sos apenas nos indi íduos medicados com MTX, o á maco mais usado nes e
segundo g upo, endo sido a in ole ância GI o e ei o ad e so mais comum (Tabela 6).
No g upo de pacien es que ap esen a am in eção g a e como eação ad e sa, as
si uações e i icadas o am dois casos de abcesso hepá ico, um caso de ube culose
pulmona e um caso de sépsis. Foi ainda conside ado nes e g upo, um pacien e com
suspei a de ube culose pulmona , não con i mada a é à da a.
Dos pacien es medicados com o p imei o imunossup esso , 35.8% in e ompe am
o a amen o, ansi ó ia ou empo a iamen e e 10.4% subs i uí am-no po um á maco de
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Es udo dos Monóci os po Ci ome ia de Fluxo
Quan i icação e ca a e ização dos monóci os do sangue pe i é ico
A pe cen agem de monóci os, ob ida nos doen es com DII an es do início da AZA
e nos con olos, de e minada po ci ome ia de luxo (células CD45+CD14+),
co elaciona a-se posi i amen e com a ob ida pela con agem au omá ica de células em
con ado hema ológico (p< 0.001; =0.733) (Figu a 3).
Figu a 3 - Co elação en e a con agem de monóci os po ci ome ia de luxo e a con agem de
monóci os ob ida no con ado hema ológico au omá ico, obse ada no o al dos indi íduos
es udados (n=50). Tes e de Spea man,
Os doen es com DII, não ap esen a am al e ações signi ica i as na pe cen agem e
no alo absolu o de monóci os (CD45+CD14+), compa a i amen e aos con olos.
Con udo, e i icou-se que nos pacien es com DII, a pe cen agem de monóci os p ó-
in lama ó ios (CD14+CD16+) e a signi ica i amen e in e io à obse ada nos con olos
(p=0.003) (Tabela 13).
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Tabela 13 - Pe cen agens e núme os absolu os de monóci os o ais (CD45+CD14+) e de
monóci os p ó-in lama ó ios (CD14+CD16+) do sangue pe i é ico, a aliadas po
ci ome ia de luxo, nos doen es com doença in lama ó ia in es inal an es do início do
a amen o com aza iop ina e nos con olos.
Monóci os
(CD45+CD14+)
Monóci os p ó-in lama ó ios
(CD14+CD16+)
% Leucóci os
X106/L
% Monóci os
x106/L
Con olos
(n=25)
6.8±2.8
5.5
3.1-13.8
431±183
395
188-1036
15.8±5.8
16.9
5.3-24.8
72±56
55
29-306
Doen es
(n=25)
5.9±1.9
5.8
2.4-11.1
527±251
465
230-1259
10.4±5.3
11.6
0.2-18.7
33±42
50
2-128
P*
NS
NS
0.003
NS
Ab e ia u as: NS, es a is icamen e não signi ica i o (p>0.05)
Os esul ados são ap esen ados na o ma de média ± des io pad ão, mediana e in e alo (mínimo e máximo).
* Tes e de Mann Wi hney. A di e ença oi conside ada es a is icamen e signi ica i a quando p<0.05.
Pa a análise das subpopulações monoci á ias, os pacien es com DII o am
pos e io men e ag upados de aco do com a oma ou não de co icos e óides, endo-se
e i icado di e enças impo an es, pa a as pe cen agens de monóci os CD14+CD16+,
en e os doen es sob co ico e apia e aqueles que não es a am medicados com
co icos e óides (Figu a 4).
Figu a 4 – G á icos bipa amé icos (CD16 e sus CD14), ob idos po ci ome ia de luxo, onde se
ep esen am as subpopulações de monóci os CD14+CD16- (pon os azuis) e CD14+CD16+
(pon os e melhos) de um doen e com DII não medicado com co icos e óides (painel A) e de um
doen e com DII medicado com co icos e óides (painel B). Os pon os cinzen os ep esen am os
es an es leucóci os do sangue pe i é ico.
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De ac o, os indi íduos que es a am medicados com co icos e óides p e iamen e
à in odução da AZA, inham pe cen agens de monóci os CD14+CD16+ (média ± des io
pad ão: 5.3±1.9%; mediana 2.1%; in e alo: 0.2-4.8%) mui o in e io es aos indi íduos
sem co ico e apia (13.0±2.6%; 12.3%; 7.1-18.7%) (p<0.001) (Figu a 5, painel A).
Es es esul ados man i e am a sua signi icância quando os alo es absolu os dos
monóci os CD14+CD16+, o am compa ados, pa a os mesmos g upos (Figu a 5, painel
B).
Figu a 5 – Pe cen agem (painel A) e núme o absolu o (painel B) de monóci os CD14+CD16+, nos
pacien es com DII a oma (n=6) ou não (n=19) co icos e óides, p e iamen e à in odução da
aza iop ina.
A caixa (box plo ) ep esen a a ampli ude in e qua il, sendo que os seus limi es, supe io e in e io ,
co espondem espe i amen e, ao pe cen il 75 e 25, e o segmen o que a in e sec a, à mediana. As
ex emidades das linhas e icais ep esen am, o alo máximo (ex emidade supe io ) e mínimo
(ex emidade in e io ) obse ados.
*Tes e de Mann Whi ney. A di e ença oi conside ada es a is icamen e signi ica i a quando p<0.05.
De seguida, excluindo os casos medicados com co icos e óides, p ocedemos à
compa ação en e doen es com DC (n=14) e doen es com CU (n=5), endo sido
cons a ado que não ha ia di e enças es a is icamen e signi ica i as en e a pe cen agem
de monóci os CD14+CD16+ nos doen es com DC (média ± des io pad ão: 12.8±2.5%;
mediana: 12.8%; in e alo: 7.1-17.0%) e essa mesma pe cen agem nos doen es com CU
(13.7±3.1%; 12.3%; 11.4-18.7%), an es da in odução da AZA (Figu a 6, painel A).
Con udo, quando o am compa ados os alo es absolu os, e i icou-se que os indi íduos
com CU ap esen a am um maio núme o absolu o de monóci os CD14+CD16+ (média ±
des io pad ão: 90±29x106/L; mediana: 91x106/L; in e alo: 60-128 x106/L), em elação
aos indi íduos com DC (53±19 x106/L; 49 x106/L; 28-87 x106/L) (Figu a 6, painel B).
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Figu a 6 – Pe cen agem (painel A) e núme o absolu o (painel B) de monóci os CD14+CD16+, nos
pacien es com doença de C ohn (n=14) e nos doen es com Coli e Ulce osa (n=5) não medicados
com co icos e óides, p e iamen e à in odução da aza iop ina.
A caixa (box plo ) ep esen a a ampli ude in e qua il, sendo que os seus limi es, supe io e in e io ,
co espondem espe i amen e, ao pe cen il 75 e 25, e o segmen o que a in e sec a, à mediana. As
ex emidades das linhas e icais ep esen am, o alo máximo (ex emidade supe io ) e mínimo
(ex emidade in e io ) obse ados.
*Tes e de Mann Whi ney. A di e ença oi conside ada es a is icamen e signi ica i a quando p<0.05.
Finalmen e, e ambém excluindo os casos medicados com co icos e óides,
p ocedemos à compa ação en e doen es com DCA (n=9) e doen es com DRC (n=10),
an es da in odução da AZA, endo-se e i icado que não ha ia di e ença es a is icamen e
signi ica i a na pe cen agem de monóci os CD14+CD16+ en e os pacien es em emissão
clínica (média ± des io pad ão: 13.2±2.7%; mediana: 14.1; in e alo: 7.1-17.0%) e
aqueles com doença a i a (12.8±2.5%; mediana 11.6; in e alo: 11.0-18.7 (Figu a 7,
painel A). Ha ia, no en an o, uma endência pa a alo es absolu os de monóci os
CD14+CD16+ mais ele ados nos pacien es com DCA (média ± des io pad ão: 75±30
x106/L; mediana 67 x106/L; in e alo: 36-128 x106/L) em elação aos obse ados nos
doen es com DCR (51±17; 49; 28-84) (p=0.065) (Figu a 7, painel B).
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73
Figu a 7 – Pe cen agem (painel A) e núme o absolu o (painel B) de monóci os CD14+CD16+, nos
pacien es com doença clinicamen e a i a (n=9) e nos doen es com emissão clínica (n=10) não
medicados com co icos e óides, p e iamen e à in odução da aza iop ina.
A caixa (box plo ) ep esen a a ampli ude in e qua il, sendo que os seus limi es, supe io e in e io ,
co espondem espe i amen e, ao pe cen il 75 e 25, e o segmen o que a in e sec a, à mediana. As
ex emidades das linhas e icais ep esen am, o alo máximo (ex emidade supe io ) e mínimo
(ex emidade in e io ) obse ados.
*Tes e de Mann Whi ney. A di e ença oi conside ada es a is icamen e signi ica i a quando p<0.05.
E ei o do a amen o com aza iop ina nos monóci os CD14+CD16+
A abela 14 desc e e as populações de monóci os dos pacien es com DII
a aliados an es e depois do a amen o com AZA, independen emen e da u ilização de
co icos e óides
Tabela 14 - Con agem de monóci os e ca a e ização das populações monoci á ias do
sangue pe i é ico dos doen es com doença in lama ó ia in es inal, a aliados an es e
du an e o a amen o com aza iop ina.
An es de inicia AZA
(Tempo 0)
Du an e a amen o
com AZA (Tempo 1)
P
Monóci os (CD45+CD14+)
% dos leucóci os
6.0±2.0
5.9 (2.4-11-1)
7.8±4.5
6.8 (4.0-23.6)
NS
x106/L
548±272
463 (230-1259)
454±202
378 (224-967)
NS
Monóci os CD14+CD16+
% dos monóci os
10.4±5.6
11.8 (0.2-18.7)
9.6±4.1
9.4 (4.4-18.3)
NS
x106/L
51±35
41 (2-128)
43±20
42 (15-101)
NS
Ab e ia u as: NS, es a is icamen e não signi ica i o (p>0.005)
Os esul ados são ap esen ados na o ma de média ± des io pad ão, mediana e in e alo (mínimo e máximo).
* Tes e de Mann Wi hney. A di e ença oi conside ada es a is icamen e signi ica i a quando p<0.05.
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Análise da casuís ica do Cen o Hospi ala do Po o e con ibu o pa a o escla ecimen o da isiopa ologia da doença.
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Uma ez que, al como cons a ado an e io men e, a oma de co icos e óides
in luencia os alo es de monóci os CD14+CD16+, p ocedeu-se a uma segunda análise
dos esul ados, ao empo 0 e ao empo 1, conside ando sepa adamen e os indi íduos
com (n=5) e sem (n=15) co ico e apia p é ia.
A pe cen agem de monóci os CD14+CD16+ nos pacien es sob co ico e apia,
an es e du an e pa e do a amen o com AZA, mos ou uma a iação signi ica i a en e
os dois empos de análise (Figu a 8, painel A). No empo 0, es es indi íduos es a am
medicados com co icos e oide sis émico e ap esen a am uma depleção de monóci os
CD14+CD16+ (média ± des io pad ão: 2.0±1.5%; mediana: 1.9%; in e alo: 0.2-4.8%),
con udo, no empo 1, momen o em que odos os pacien es inham já suspendido o
co icos e oide, a sua pe cen agem de monóci os CD14+CD16+ já inha ecupe ado
pa cialmen e (8.9±5.4%; 5.9%; 5.7-18.3%). Pa a os alo es absolu os de monóci os
CD14+CD16+, es a endência man em-se, con udo, sem signi icância es a ís ica (Figu a
8, painel B).
Figu a 8 – Pe cen agem (painel A) e núme o absolu o (painel B) de monóci os CD14+CD16+,
an es ( empo 0) e du an e ( empo 1) o a amen o com aza iop ina, nos pacien es com DII
medicados com co icos e óides, p e iamen e à in odução des e imunossup esso (n=5).
A caixa (box plo ) ep esen a a ampli ude in e qua il, sendo que os seus limi es, supe io e in e io ,
co espondem espe i amen e, ao pe cen il 75 e 25, e o segmen o que a in e sec a, à mediana. As
ex emidades das linhas e icais ep esen am, o alo máximo (ex emidade supe io ) e mínimo
(ex emidade in e io ) obse ados. Os pon os a as ados cons i uem ou lie s.
*Tes e de Wilcoxon. A di e ença oi conside ada es a is icamen e signi ica i a quando p<0.05.
Pelo con á io, nos pacien es que não es a am medicados com co icos e oides,
obse ou-se uma diminuição signi ica i a da pe cen agem de monóci os CD14+CD16+
(Figu a 9, painel A), com uma acen uada edução des es alo es, en e o empo 0
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(média ± des io pad ão: 13.2±2.8%; mediana: 13.4%; in e alo: 7.1-18.7%) e o empo 1
(9.8±3.8%; 10.5%; 4.4-15.8%) (p=0.080). O mesmo se obse ou pa a o núme o absolu o
de monóci os CD14+CD16+, que ambém eduziu signi ica i amen e do empo 0 (média ±
des io pad ão: 65±29 x106/L; mediana: 64 x106/L; in e alo: 36-128 x106/L) pa a o empo
1 (41±15 x106/L; 44 x106/L; 15-68 x106/L) (p=0.004) (Figu a 9, painel B).
Figu a 9 – Pe cen agem (painel A) e núme o absolu o (painel B) de monóci os CD14+CD16+,
an es ( empo 0) e du an e ( empo 1) o a amen o com aza iop ina, nos pacien es com DII não
medicados com co icos e óides, p e iamen e à in odução des e imunosup esso (n=15).
A caixa (box plo ) ep esen a a ampli ude in e qua il, sendo que os seus limi es, supe io e in e io ,
co espondem espe i amen e, ao pe cen il 75 e 25, e o segmen o que a in e sec a, à mediana. As
ex emidades das linhas e icais ep esen am, o alo máximo (ex emidade supe io ) e mínimo
(ex emidade in e io ) obse ados.
*Tes e de Wilcoxon. A di e ença oi conside ada es a is icamen e signi ica i a quando p<0.05.
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DISCUSSÃO
1ª Fase: Ca a e ização da u ilização de imunossup esso es nos pacien es com DII
O início p ecoce da e apêu ica imunossup esso a, aquando do diagnós ico da DII,
pa ece a e a o cu so da doença, em pa icula no que espei a á DC. Não exis e a é á
da a um g ande núme o de es udos que supo em es as e idências, no en an o, es udos
desen ol idos na população pediá ica mos a am que o início p ecoce da
imunossup essão pe mi iu um edução na u ilização de co ico e apia nes es doen es,
bem como uma edução da necessidade de in e namen o (143). No p esen e es udo, a
du ação média de empo deco ido en e o diagnós ico da doença e o início de
imunossup esso , oi bas an e semelhan e en e a DC e a CU, não excedendo os seis
meses pa a nenhuma das duas. Es a abo dagem pode á e le i a en a i a, po pa e dos
p o issionais que lidam com es a doença, de a ua p ecocemen e a im de ob e um
ápido con olo da doença.
A du ação média do a amen o com o p imei o imunossup esso oi di e en e pa a
a DC e pa a a CU, espe i amen e 32.3 e 18.2 meses. A du ação do a amen o
imunossup esso pa ece se um impo an e p edi o da espos a, sob e udo no que
espei a à manu enção da emissão, na medida em que a dose cumula i a do á maco
desempenha um papel essencial. Pea son e col publica am em 1995, a p imei a me a-
análise econhecendo a e icácia das iopu inas na indução da emissão na DC, endo
e i icado ambém a in luência da du ação do a amen o com es e á maco na melho ia
da espos a nos pacien es com doença a i a (93). Pos e io men e á ios es udos
con i ma am es es achados. Um dos mais ecen es, é um es udo mul icên ico eu opeu
que con i ma o papel dos imunossup esso es na manu enção da emissão na DII, a longo
p azo (144).
Vá ios es udos êm demons ado a e icácia das iopu inas e do MTX na DII. No
p esen e abalho e i icou-se que 60.3% dos pacien es com DC e 15.3% dos pacien es
com CU inicia am pelo menos um cu so de a amen o com imunossup esso es ( iopu ina
e MTX), e espe i amen e 11.6% e 1.9% inicia am um segundo cu so com
imunossup esso . A u ilização dos imunossup esso es na DC es á mais bem es udada e
ela ada, em compa ação com a sua u ilização na CU, na qual pa ecem se menos
e icazes.
A aza iop ina oi o á maco mais u ilizado na p imei a u ilização de
imunossup esso es, em 97.7% dos pacien es que ize am imunossup esso . No que
espei a à u ilização do segundo imunossup esso , a maio ia dos pacien es ez MTX,
nomeadamen e 97.5%. A e icácia da aza iop ina na indução e manu enção da DC es á
documen ada em á ios ensaios clínicos andomizados. Na úl ima e isão de Coch ane,
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e i icou-se uma an agem da aza iop ina sob o placebo, com um odds a io de 2.43
(95%CI: 1.62-3.64) na indução da emissão e de 2.32 (95%CI: 1.55-3.49) pa a a
manu enção da emissão (145, 146). No que espei a à CU, as e idências ela i amen e
ao bene ício da u ilização da aza iop ina não são ão o es, con udo mos am e icácia na
manu enção da emissão. Uma me a-analise ecen e mos ou uma an agem da
aza iop ina sob o placebo na p e enção da ecidi a, com um odds a io de 2.56 (95%CI:
1.51-4.34) (147). O MTX é a p incipal al e na i a às iopu inas, mas apesa de á ios
es udos e em já en ado escla ece o papel des e á maco na DII, o seu alo e apêu ico
pe manece al o de con o é sia, dependendo inclusi e da ia de adminis ação u ilizada
(148). O MTX é no malmen e ese ado pa a os pacien es in ole an es ou não
espondedo es às iopu inas, mo i o pelo qual oi u ilizado num pequeno núme o de
pacien es como p imei o imunossup esso e na maio ia dos pacien es como segundo
imunossup esso . Dos pacien es que ize am o 1º imunossup esso , e i icou-se que
16.1% dos pacien es com DC e 3.5% dos pacien es com CU, necessi a am de a amen o
combinado com um agen e an i-TNFα, em algum momen o após início do
imunossup esso . No es udo GETAID, demons a am-se os bene ícios da u ilização da
e apêu ica combinada com IFX nos pacien es com DC, compa a i amen e à u ilização da
AZA em mono e apia. Nos pacien es com e apia combinada e i icou-se a exis ência de
um maio núme o de emissões li es de co ico e apia, bem como, de cica ização da
mucosa, compa a i amen e á mono e apia (149) Es as e idências o am e o çadas,
ecen emen e pelo es udo SONIC, que concluiu a o a elmen e em elação às an agens
da e apêu ica combinada com AZA e IFX, compa a i amen e à mono e apia com AZA, e
à mono e apia com IFX, na manu enção da emissão clinica sem co icos e oides, em
pacien es com DC mode ada a g a e (117). Os bene ícios da e apêu ica combinada com
AZA e IFX, na CU mode ada a g a e, o am ambém ecen emen e demons ados po um
es udo, ainda não publicado (UC SUCCESS), que e e e a supe io idade do a amen o
combinado, em compa ação com a mono e apia com AZA ou com IFX na indução da
emissão, sem co icos e óides, bem como na cica ização da mucosa in es inal (150)
Apesa da equen e u ilização da AZA na DII, e da sua aplicação es a bem
de inida nas guidelines a uais, alguns es udos êm ela ado a inexis ência de signi icância
es a ís ica que con i me os seus bene ícios. Es a di e ença pa ece elaciona -se com
alguns aspe os pa icula es do a amen o, nomeadamen e a sua du ação (151). No
p esen e es udo, a du ação média do a amen o oi bas an e di e en e pa a as duas DII
conside adas, e i icando-se uma du ação média de a amen o de quase 3 anos pa a a
DC e de menos de 2 anos pa a a CU. A maio ia dos pacien es que in e ompeu o
a amen o an es dos 6 meses, ê-lo de ido a eações ad e sas. Apenas um pacien e
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necessi ou de aze escalada pa a um agen e an i-TNFα após um mês de a amen o, e
ou o suspendeu o imunossup esso ao e cei o mês po ausência de espos a e
ag a amen o clinico.
Na DC, os imunossup esso es o am u ilizados com maio equência nos
indi íduos que ap esen a am localização ileocólica (L3) ou a ingimen o do a o diges i o
p oximal (L4), bem como naqueles com doença de compo amen o pene an e ou
es enosan e. Ainda na DC, o am os pacien es com diagnós ico da doença em idade mais
jo em (A1), que mais necessi a am de e apêu ica imunossup esso a. A exis ência de
doença pe ianal nos pacien es com DC associou-se a uma necessidade aumen ada de
u iliza a amen o com imunossup esso es. Na CU os indi íduos com doença ex ensa
(E3) u iliza am imunossup esso es com maio equência. Es es dados podem se
explicados pelo ac o dos enó ipos e e idos se associa em a doença mais g a e, e como
al, ha e uma maio necessidade de eco e a e apêu ica de segunda linha. A
localização da doença, na DC, pa ece se um impo an e a o p edi o da p og essão da
doença (152). Foi já e i icado um maio isco de p og essão pa a doença complicada
nos indi íduos com doença do in es ino delgado, compa a i amen e à do cólon (152,
153). O compo amen o es enosan e e o compo amen o pene an e o am ambém
associados a uma e olução mais ag essi a, cons i uindo inclusi e p edi o es da u u a
necessidade de ci u gia (154). A exis ência de mani es ações pe ianais nos pacien es
com DC cons i ui um ou o p edi o com o e co elação no isco de desen ol imen o de
complicações nes es doen es (152, 153). Além disso, es udos en ol endo sob e udo a
população pediá ica mos a am e idências dos bene ícios do a amen o p ecoce com
imunossup esso nos doen es que ap esen am um maio isco de e olui pa a doença
ag essi a. Pa a a CU, os p edi o es de mau p ognós ico não se encon am bem a aliados
po es udos de g ande impac o. Con udo, alguns es udos de meno es dimensões
iden i ica am a ex ensão da doença como um indicado da necessidade hospi alização,
bem como de colec omia (155, 156).
A indicação mais equen e pa a imunossup essão, nos pacien es que u iliza am
as iopu ina como p imei o á maco, oi a g a idade da doença, seguindo-se a
co icodependência e a p o ilaxia pós ci u gica. Nos pacien es que ize am MTX como
p imei o imunossup esso , des aca-se como p incipal indicação a exis ência de
mani es ações ex ain es inais. Tendo em con a as e idências a uais de que algumas
ca ac e ís icas da doença cons i uem p edi o es de cu so mais ag essi o, e se elacionam
com a necessidade de ci u gia GI e de aumen o do isco de canc o colo ec al, é lógico
que a u ilização p ecoce dos imunossup esso es nos doen es que ap esen am es as
ca ac e ís icas pode se uma impo an e a ma pa a a a a p og essão da doença.
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que es a am em emissão clínica; da mesma o ma, os pacien es com CU ap esen a am
um aumen o do núme o absolu o (mas não das pe cen agens) des es monóci os quando
compa ados com os pacien es com DC. O a o dos 5 pacien es com CU a aliados, mas
apenas 4 dos 14 pacien es com DC, ap esen a em doença clinicamen e a i a, pode
explica os alo es mais ele ados dos núme os absolu os de monóci os CD16+ no
p imei o caso.
Exis em alguns a o es que podem explica as di e enças encon adas en e os
di e sos es udos publicados. Pensa-se que a in il ação p e e encial dos ecidos
in lamados, nomeadamen e da mucosa in es inal po monóci os CD16+ pode esul a
que de um maio ec u amen o dos monóci os CD16+ ci culan es em espos a a
quimiocinas p oduzidas localmen e, que de uma di e enciação local dos monóci os
CD14+ o eCD16- em monóci os CD14+ acoCD16+ em espos a a ci ocinas e ou os
es ímulos (56), con ibuindo des a o ma pa a a pe pe uação da in lamação. A p imei a
hipó ese apon a pa a a possibilidade de con ola a in lamação da mucosa in es inal
a uando p ecocemen e sob e os monóci os CD16+ ci culan es, p incípio es e que es á
subjacen e à u ilização da leuca e ese pa a a amen o da DIIC. De a o, a leuca e ese
com emoção dos monóci os CD16+ em sido es udada e u ilizada com sucesso a iá el
no a amen o da DII, em pa icula na CU (206, 208, 209). Tendo em con a es es a o es,
pode íamos pensa que os ní eis de monóci os CD16+ no sangue pe i é ico dependem
de múl iplos a o es, incluindo o empo de e olução da doença, a sua g a idade e ase de
a i idade, e a e apeu ica ins i uída, que podem se de e minan es pa a uma maio ou
meno g au de a i ação das células do sis ema imune, ní eis de ci ocinas e quimiocinas,
di e enciação des es monóci os em células dend í icas ap esen ado as de an igénios e/ou
mig ação pa a os ecidos in lamados.
E ei os dos á macos an i-in lama ó ios, imunomodulado es e imunossup esso es
sob e os monóci os CD16+
No que espei a à ação dos á macos imunossup esso es sob e os monóci os,
exis em na li e a u a e e ências ao seu papel na edução dos ní eis de monóci os
CD16+, endo sido suge ida a quan i icação des es úl imos como o ma de moni o iza o
a amen o (210). No en an o, os conhecimen os ace ca dos e ei os dos di e sos
á macos an i-in lama ó ios, imunomodulado es e imunossup esso es sob e os monóci os
CD16+ são ainda escassos. Sabe-se, po exemplo, que os co icos e óides p o ocam
uma depleção dos monóci os CD14+ acoCD16+ (211, 212), enquan o o e ei o do
a amen o com imunoglobulinas endo enosas em al a dose é con o e so (213, 214); já
o e ei o dos di e sos ipos de imunossup esso es, como os análogos das iopu inas,
sob e es as células é p a icamen e desconhecido.
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Os co icos e óides são amplamen e u ilizados pelo seu e ei o an i-in lama ó io e
a uam de á ias o mas nas células hema ológicas e no sis ema imuni á io (215). En e
ou os, aumen am a hemoglobina e o hema óc i o e a con agem de plaque as, ao mesmo
empo que a e am os leucóci os ci culan es, aumen ando os neu ó ilos e diminuindo os
lin óci os, os eosinó ilos e os basó ilos, e ei os es es que dependem da dose e do empo
de adminis ação; no que espei a aos monóci os, após a es á desc i a a oco ência de
monoci openia ansi ó ia, que pode se seguida de monoci ose (216, 217). C ê-se que os
e ei os dos co icóides sob e os leucóci os esul am, pelo menos em pa e, de uma
edis ibuição das células; com desma ginalização dos neu ó ilos e inibição do
ec u amen o dos neu ó ilos e dos monóci os pa a os ecidos (218); po ou o lado, oi
demons ado que os co icos e óides induzem a apop ose dos lin óci os, sendo es e e ei o
mais p onunciado nos lin óci os T (219).
No p esen e es udo, os doen es medicados com co icos e óides es a am já em
ase de “desmame” da co ico e apia, pelo que se ia de espe a que as al e ações acima
desc i as, a oco e em, ossem disc e as. Apesa disso, cons a amos a exis ência de
con agens mais ele adas de leucóci os, neu ó ilos e monóci os e plaque as nos doen es
que es a am a aze co ico e apia, em elação àqueles que não es a am medicados com
co icos e óides; já a con agem de lin óci os e a idên ica nos dois g upos, apesa da
diminuição da sua pe cen agem nos doen es medicados com co icos e óides.
Finalmen e, e a e iden e uma edução acen uada da subpopulação de monóci os CD16+
nos doen es com DIIC medicados com co icos e óides, o que es á de aco do com ou os
es udos p e iamen e publicados (211, 212).
Tendo em con a o desequilíb io imunológico que oco e na DII e o a o da
aza iop ina (AZA) se um dos imunossup esso es de eleição pa a o a amen o dos
doen es com DII, o escla ecimen o do seu mecanismo de ação é impo an e, não só pa a
o imiza a e apêu ica, mas ambém pa a uma melho comp eensão da isiopa ologia da
doença. Sabe-se que a AZA dá o igem a nucleo ídeos i e bi os a ados de 6- ioguanosina
e a p odu os me ilados do seu me abolismo, que êm a i idade an i-p oli e a i a e p ó-
apop ó ica (220) . Po um lado, inibem a sín ese das pu inas, necessá ias à p oli e ação
celula ; po ou o, induzem a apop ose dos lin óci os T (221). No en an o, os e ei os da
AZA sob e os monóci os, e em pa icula sob e os monóci os CD16+ são ainda
desconhecidos.
Compa ando os esul ados an es e du an e o a amen o com AZA, e i icamos
uma edução signi ica i a da pe cen agem e do núme o absolu o de monóci os CD16+
nos doen es que não es a am a aze co ico e apia quando inicia am o a amen o com
es e imunossup esso . Pelo con á io, nos doen es que es a am medicados com
co icos e óides quando inicia am a AZA obse amos um aumen o da pe cen agem e do
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núme o absolu o dos monóci os CD16+, esul an e, com g ande p obabilidade, não de um
e ei o da AZA, mas sim da suspensão dos co icos e óides, que oco eu em odos os
doen es en e os dois empos da a aliação.
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CONCLUSÕES
Apesa do ad en o de no os á macos e e apêu icas pa a a DII, os
imunossup esso es con encionais, con inuam a se impo an es pa a es es pacien es, e
u ilizados em g ande escala. A sua u ilização em con udo algumas limi ações, sob e udo
no que espei a às eações ad e sas que podem causa , e à ausência de espos a em
alguns indi íduos. Como al, du an e o a amen o com es es á macos os pacien es
de em se igiados e moni o izados, egula men e pe mi indo in e i apidamen e,
eduzindo, suspendendo ou subs i uindo o imunossup esso , assim que jus i icá el.
Em conclusão, os monóci os ci culan es CD16+ são células po encialmen e ú eis
como bioma cado es na DII, que no que espei a à a aliação da a i idade da doença,
que no que conce ne à moni o ização da e apêu ica com an i-in lama ó ios
(co icos e óides) e imunossup esso es (nomeadamen e a aza iop ina).
PONTOS FORTES
Es e es udo se iu-se de um g ande núme o de doen es pa a ca ac e iza a
u ilização de imunossup esso es na DII, num hospi al cen al da egião no e do país.
Tan o quan o é do nosso conhecimen o, es e é ambém o p imei o es udo em que
se a alia o e ei o da AZA sob e os monóci os CD16+, endo sido encon ada uma
edução da ação e do núme o absolu o des es monóci os nos doen es com DII a ados
com es e imunossup esso , na ausência de co ico e apia. Con i mamos ainda que os
doen es com DII a ados com co icos e óides ap esen am uma p o unda depleção dos
monóci os CD16+ no sangue pe i é ico, que é e e sí el com a suspensão dos mesmos,
ainda que, quando os doen es são a ados com AZA, não cheguem a a ingi os
obse ados nos indi íduos no mais e nos doen es com DII não a ados co icos e óides.
Pa a além disso, e i icamos que os pacien es com DIIC com DCA ap esen a am um
núme o absolu o de monóci os CD16+ signi ica i amen e supe io ao dos doen es com
DCR e que os doen es com CU inham um núme o absolu o de monóci os CD16+
supe io ao do encon ado na DC; salien amos, no en an o, que é possí el que es a
úl ima obse ação esul e do a o de odos os doen es com CU a aliados, mas apenas
pa e dos doen es com DC, e em DCA.
PONTOS FRACOS
Tendo em con a a na u eza e ospe i a da p imei a ase des e es udo, alguns
pa âme os impo an es não pude am se a aliados. Des acam-se aqui os índices de
a i idade clinica e a cica ização da mucosa in es inal. Es e ac o pode ambém es a na
base de algumas a iações encon adas, compa a i amen e aos dados exis en es na
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li e a u a, con udo, uma ez que exis em poucos es udos que incluam a população
po uguesa, uma compa ação di e a a amen e oi possí el.
No que espei a à segunda ase do es udo, uma das limi ações encon adas oi o
núme o eduzido de doen es es udados, pa icula men e no que se e e e ao g upo de
doen e com CU, assim como o a o de quase me ade dos pacien es e em DRC quando
o am a aliados. Não endo sido o obje i o p incipal, é ainda necessá io conside a que a
a i idade da doença não oi ca a e izada com ecu so aos índices exis en es pa a a
moni o ização das DII, mas apenas de aco do com a exis ência ou não de mani es ações
clínicas. Ou as a iá eis, como a du ação da doença, a a i idade endoscópica e a
classi icação de Mon eal, que pode iam con ibui pa a uma melho di e enciação en e
g upos de pacien es com di e en es g aus de a i idade da doença, não o am
disc iminados. A es as limi ações ac esce a a iabilidade e apêu ica, deco en e de ce ca
de 1/4 dos doen es es a em a aze co icos e óides quando inicia am a AZA, embo a em
edução de dose com pos e io suspensão; bem como do a o de alguns doen es e em
ei o ou os a amen os enquan o es a am medicados com o imunossup esso . Es as
são as agilidades impos as po um es udo que, apesa de p ospe i o, oi assumido
como sendo de na u eza obse acional e que, po an o, em nada in e e iu com as
decisões clínicas.
PERSPETIVAS FUTURAS
O conhecimen o da p á ica clinica a ual, aliado aos alice ces eó icos sob e a
u ilização de imunossup esso es na DII, se á um dado impo an e na op imização e
moni o ização do a amen o des es doen es.
Se ia impo an e con inua a segunda ase do es udo, ala gando-a a um maio
núme o de doen es com DII (DC e CU), que em ase de doença a i a, que em ase de
doença quiescen e, endo em conside ação ou os índices de a i idade da doença que
não exclusi amen e a exis ência ou não de mani es ações clínicas. Po ou o lado, sendo
a AZA um á maco com ação e a dada, cujos e ei os imunossup esso es só se a ingem
em pleno alguns meses após o início do a amen o, é possí el que a aliando um empo
pos e io após a ingi doses e apêu icas de AZA se ob i essem di e enças mais
p onunciadas nos ní eis de monóci os CD16+. Ou o aspe o que impo an e a explo a é
a quan i icação di e encial dos dois sub ipos de monóci os CD16 (CD14+ o eCD16+ e
CD14+ acoCD16+), uma ez que es es pa ecem e p op iedades uncionais dis in as;
assim como a alia , po ci ome ia de luxo, a p odução de di e en es ipos de ci ocinas
an i-in lama ó ias e p ó-in lama ó ias po es as subpopulações de lin óci os, em espos a
a di e en es es ímulos.
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