scieee Science in your language
[po] (orig)

Determinantes da escolha alimentar no trabalho: Estudo exploratório no setor de produção de refeições

Abstract

Diversos estudos realizados alertam para uma elevada proporção de colaboradores no setor de Alimenta- ção Coletiva com excesso de peso, o que frequentemente tem sido associado à mudança de hábitos alimentares após início de atividade neste setor. Foram objetivos deste estudo: avaliar o estado ponderal de colaboradoras do setor de produção de refeições; identificar os principais determinantes da sua escolha alimentar; e comparar estes resultados com dados representativos da população portuguesa. Foram entrevistados 300 colaboradores de unidades de alimentação concessionadas da zona norte do país, incluindo os setores hospitalar, empresarial e escolar. Devido ao seu reduzido número, foram excluídos os dados dos colaboradores do sexo masculino (n = 11), sendo analisados dados de 289 colaboradoras (34,6% do setor hospitalar, 31,8% do empresarial e 33,6% do escolar). As patologias mais frequentemente reportadas foram a obesidade e a obstipação. As colaboradoras apresentavam um IMC médio de 26,8 kg/m2 (valor médio superior ao da população feminina da região norte), sendo que cerca de 60% apresentavam excesso de peso. Os determinantes da escolha alimentar referidos mais frequentemente foram: "Tentar fazer uma alimentação saudável", "Sabor dos alimentos" e "Qualidade e frescura dos alimentos". As patologias mais reportadas diferem das reportadas pela população portuguesa, bem como os determinantes da escolha alimentar. Sendo este um estudo exploratório, poderá servir como base para futuros estudos tendo em vista a caracterização desta população e contribuir para delinear estratégias de promoção de hábitos alimentares saudá- veis e de melhoria do estado nutricional e da composição corporal destes trabalhadores.

Read accessible full text

Determinantes da escolha alimentar no trabalho: Estudo exploratório no setor de produção de refeições

Author: Faria, N.,Poinhos, Rui,Mendes, S.,Rocha, Ada
Year: 2014
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/78929/2/101884.pdf
Alimen ação Humana · 2014 · Volume 20 · N.ºs 2 e 3 60
DETERMINANTES DA ESCOLHA ALIMENTAR NO
TRABALHO: ESTUDO EXPLORATÓRIO NO SETOR DE
PRODUÇÃO DE REFEIÇÕES
Fa ia NI, Poínhos RII, Mendes SIII, Rocha AII
Resumo
Di e sos es udos ealizados ale am pa a uma ele ada p opo ção de colabo ado es no se o de Alimen a-
ção Cole i a com excesso de peso, o que equen emen e em sido associado à mudança de hábi os alimen a-
es após início de a i idade nes e se o . Fo am obje i os des e es udo: a alia o es ado ponde al de colabo a-
do as do se o de p odução de e eições; iden i ica os p incipais de e minan es da sua escolha alimen a ; e
compa a es es esul ados com dados ep esen a i os da população po uguesa.
Fo am en e is ados 300 colabo ado es de unidades de alimen ação concessionadas da zona no e do país,
incluindo os se o es hospi ala , emp esa ial e escola . De ido ao seu eduzido núme o, o am excluídos os
dados dos colabo ado es do sexo masculino (n = 11), sendo analisados dados de 289 colabo ado as (34,6%
do se o hospi ala , 31,8% do emp esa ial e 33,6% do escola ).
As pa ologias mais equen emen e epo adas o am a obesidade e a obs ipação. As colabo ado as ap e-
sen a am um IMC médio de 26,8 kg/m2 ( alo médio supe io ao da população eminina da egião no e),
sendo que ce ca de 60% ap esen a am excesso de peso. Os de e minan es da escolha alimen a e e idos
mais equen emen e o am: “Ten a aze uma alimen ação saudá el”, “Sabo dos alimen os” e “Qualidade
e escu a dos alimen os”. As pa ologias mais epo adas di e em das epo adas pela população po uguesa,
bem como os de e minan es da escolha alimen a .
Sendo es e um es udo explo a ó io, pode á se i como base pa a u u os es udos endo em is a a ca ac e-
ização des a população e con ibui pa a delinea es a égias de p omoção de hábi os alimen a es saudá-
eis e de melho ia do es ado nu icional e da composição co po al des es abalhado es.
Pala as-cha e:
Se o de p odução de e eições; Hábi os alimen a es; Índice de Massa Co po al; De e minan es da escolha
alimen a .
Abs ac
Se e al s udies highligh he high p opo ion o meal p oduc ion se ices’ wo ke s wi h o e weigh , which
has been associa ed wi h he change in ea ing habi s a e he beginning o ac i i y in his sec o . The aims
o his s udy we e: o e alua e he weigh s a us o employees in he meal p oduc ion sec o ; o iden i y he
main de e minan s o hese wo ke s’ ood choice; and o compa e hese esul s wi h da a ep esen a i e o
he Po uguese popula ion.
Th ee-hund ed employees o leased ood p oduc ion uni s o he No h a ea o Po ugal we e in e iewed,
including he medical, business and schola sec o s. Due o i s educed numbe (n = 11), male wo ke s we e
excluded om analysis. The analysis was he e o e pe o med on da a om 289 emale wo ke s (34.6% om
he medical sec o , 31.8% om he business sec o , and 33.6% om he schola sec o ).
The mos epo ed diseases we e obesi y and cons ipa ion. The wo ke s had an a e age BMI o 26.8 kg/m2
(highe han he emale popula ion om he no he n egion), abou 60% being o e weigh ed. The mos e-
quen ly e e ed de e minan s o ood choice we e: “T ying o make a heal hy die ”, “Food la o ” and “Food
quali y and eshness”. The pa hologies mo e equen ly epo ed by ood wo ke s di e om hose epo ed
by he o e all Po uguese popula ion, as well as he ood choice de e minan s.
I Engenhei a Alimen a .
II Faculdade de Ciências da
Nu ição e Alimen ação,
Uni e sidade do Po o.
III Ins i u o Técnico de
Alimen ação Humana.
[email p o ec ed]
Alimen ação Humana · 2014 · Volume 20 · N.ºs 2 e 3 61
Being an explo a o y s udy, his wo k may be used as a basis o u u e esea ch in o de o cha ac e ize his
popula ion, wi h he aim o de eloping s a egies o p omo e heal hy ea ing habi s and o imp o ing nu i-
ional s a us and body composi ion among meal p oduc ion se ices’ wo ke s.
Keywo ds:
Meal p oduc ion se ices; Ea ing habi s; Body Mass Index; De e minan s o ood choice.
INTRODUÇÃO
O se o da Alimen ação Cole i a o na-se a cada dia um me cado mais ele an e na economia mundial, sendo
que o i mo de ida mode no con ibuiu signi ica i amen e pa a a conquis a des e espaço1,2. O núme o de e-
eições ealizadas o a de casa já é bas an e signi ica i o em países desen ol idos da Eu opa Ociden al e Es ados
Unidos da Amé ica3-5. Na Eu opa, a Alimen ação Cole i a desde 2000 ap esen a uma axa de c escimen o médio
anual de 6,6%, com 600 mil emp egos ge ados, endo a ingido 6,3 biliões de e eições p oduzidas em 2005 e
se indo dia iamen e e eições a 67 milhões de consumido es6. Em 2013 em Po ugal, o am se idas mais de
14 milhões de e eições, apenas em can inas sociais7.
A p eocupação com a saúde dos colabo ado es o nou-se mais e iden e após a consciencialização da elação
posi i a en e as condições de abalho e saúde, incluindo uma alimen ação adequada, p odu i idade e desem-
penho nas unções dos abalhado es nas unidades de alimen ação8-10. Apesa do conhecimen o do es ado pon-
de al dos colabo ado es de unidades de alimen ação se undamen al, es e ainda é pouco discu ido, embo a
alguns es udos enham e elado um al o índice de excesso de peso em ope ado es de Unidades de Alimen ação
e Nu ição (UAN)9-11. Segundo Sca pa o, Ama o e Oli ei a12, a mudança de hábi os alimen a es após o início das
a i idades nas Unidades de Alimen ação Cole i a pode se um dos a o es elacionados com o aumen o de peso
dos uncioná ios.
A mudança d ás ica dos hábi os alimen a es oco ida nas úl imas décadas de ido à globalização ca ac e iza-se
pela edução na p e alência de subnu ição com aumen o gene alizado da p e alência de excesso de peso13.
A escolha alimen a so e a in luência de a o es de di e sas o dens, nomeadamen e biológicos, psicológicos,
ísicos, económicos e sociais14.
A Sociedade Po uguesa de Ciências da Nu ição e Alimen ação (SPCNA), no âmbi o de um p o ocolo de mece-
na o cien í ico com a Nes lé, desen ol eu ecen emen e o es udo “Alimen ação e Es ilos de Vida de População
Po uguesa”15, em que um dos obje i os oi iden i ica os a o es que mais in luenciam a escolha alimen a dos
adul os po ugueses e a sua elação com ca a e ís icas sociodemog á icas e de saúde16. O “Sabo ” oi o de e -
minan e mais escolhido, seguido pelo “P eço” e, em e cei o luga , “Ten a aze uma alimen ação saudá el”. Os
compo amen os e hábi os alimen a es assumem um luga de des aque na e iologia de di e sas doenças c óni-
cas não- ansmissí eis, cuja p e alência ende a man e -se ou mesmo a aumen a , nomeadamen e a obesidade,
a diabe es melli us, as doenças ca dio ascula es, en e ou as13,17,19.
Es ando comp o ada a elação en e excesso de peso e diminuição do endimen o no abalho e qualidade
de ida13, e i ica-se exis i uma escassez de es udos que a aliem o es ado ponde al e os a o es de e minan-
es da escolha alimen a em abalhado es da á ea da p odução de e eições. No nosso país es a escassez é
pa icula men e e iden e. Assim, o am p incipais obje i os do p esen e es udo a alia o es ado ponde al de
colabo ado as do se o de p odução de e eições, iden i ica os p incipais de e minan es da escolha alimen a
das colabo ado as, e compa a es es esul ados com dados ep esen a i os da população po uguesa.
AMOSTRA E METODOLOGIA
Es e es udo explo a ó io oi ealizado em pa ce ia com uma emp esa p i ada de es au ação cole i a. Foi cons-
i uída uma amos a de con eniência compos a po 300 colabo ado es de unidades de alimen ação concessio-
nadas da zona No e do país, de 3 se o es de a i idade dis in os: escola , hospi ala e emp esa ial (100 colabo-
Alimen ação Humana · 2014 · Volume 20 · N.ºs 2 e 3 62
ado es de cada á ea). Uma ez que apenas 11 colabo ado es (3,7%) e am do sexo masculino, o am excluídos
da análise. A amos a inal oi cons i uída po 289 abalhado es do sexo eminino.
Cada colabo ado oi en e is ado indi idualmen e, endo sido usado um guião c iado especi icamen e pa a es e
es udo. P e iamen e ao início da ealização das en e is as o am ealizadas en e is as-pilo o com os obje i os
de e i ica a adequação do guião (nomeadamen e em e mos de comp eensão po pa e dos en e is ados),
p ocede a al e ações do mesmo no sen ido de melho a es a adequação, e uni o miza os p ocedimen os.
As en e is as o am ealizadas en e No emb o de 2012 e Ma ço de 2013. Inicialmen e as pa icipan es e am
ques ionadas e egis ados dados demog á icos (sexo, idade e escola idade), sec o de ac i idade, unção de-
sempenhada e núme o de anos desde o início da ac i idade. O ní el de a i idade no local de abalho oi
a aliado pe gun ando “Du an e o empo que passa a abalha , qual das seguin es ases ep esen a melho
o ipo de a i idade que em?”, sendo hipó eses de espos a “Passo a maio pa e do empo sen ada”, “Passo a
maio pa e do empo de pé e a amen e me desloco” e “Passo a maio pa e do empo a desloca -me de um
lado pa a o ou o”. Os colabo ado es o am ques ionados quan o ao seu peso e al u a, seguindo-se a medição
des es pa âme os. Pa a es e e ei o, odos o am pesados com a a da de abalho e sem calçado, e medidos
descalços e segundo o plano de F ank u 18. O Índice de Massa Co po al (IMC) oi calculado com base nos
alo es au o- epo ados (“IMC epo ado”) e medidos (“IMC medido”) e classi icado de aco do com as no -
mas da O ganização Mundial de Saúde19. A p esença de pa ologias oi a aliada po iden i icação com base na
ap esen ação da lis a de pa ologias semelhan e à u ilizada no es udo da SPCNA15,16, e que incluía as pa ologias
e e idas na Tabela 2 (à excepção da obesidade, conside ada quando o IMC medido ap esen a a alo igual ou
supe io a 30,0 kg/m2). De igual modo, a iden i icação dos a o es com maio in luência na escolha alimen a
ambém seguiu o p ocedimen o u ilizado no es udo da SPCNA16, de endo de uma lis a de 14 i ens (Tabela 5)
se iden i icados os ês conside ados mais ele an es. As pa icipan es o am ambém ques ionadas quan o ao
núme o de e eições diá ias inge idas habi ualmen e.
Apesa de e em sido ecolhidos dados sob e a ca ego ia p o issional e a unção desempenhada pelo colabo-
ado , apenas se desc e e a amos a em e mos de unção desempenhada, pois em mui os casos es a não co -
esponde à ca ego ia p o issional e p e endia-se que a análise osse ei a com base na unção desempenhada e
não na a i idade egis ada, ca ego ia ou ca go a ibuído. No caso dos esul ados e e en es a di e en es unções,
op ou-se po não u iliza es a ís ica in e encial, dado a g ande dispa idade nos amanhos dos g upos. Salien am-
-se apenas os esul ados que conside amos mais ele an es do pon o de is a de in e enção nas unidades. A
análise es a ís ica oi desc i i a, consis indo no cálculo de equências absolu as e ela i as, endo sido e e uada
no p og ama SPSS e são 20.0 pa a Windows.
RESULTADOS
Das 289 colabo ado as, 100 (34,6%) pe encem ao se o hospi ala , 92 (31,8%) ao se o emp esa ial e 97 (33,6%)
ao se o escola . A idade máxima é de 63 anos e a mínima de 20 anos. Se en a e uma colabo ado as (24,6%)
inham escola idade igual ou in e io ao 4.º ano do ensino básico, 47 (16,3%) inham comple ado o 6.º ano, 91
(31,5%) concluí am o 9.º ano, 58 (20,1%) concluí am o ensino secundá io e as es an es 22 (7,6%) possuíam
es udos supe io es. A média de anos de abalho na á ea de p odução de e eições é de 12 anos, a iando en e
2 semanas e 45 anos.
Pa a a desc ição das unções, es as o am ag upadas em 8 g upos consoan e as suas semelhanças, sendo que
ap oximadamen e me ade da amos a em como unção “emp egada de ba , ca e a ia, de copa ou de e ei ó io”,
seguindo-se a unção de “emp egada de dis ibuição pe sonalizada de alimen os” (apenas encon ada na á ea
hospi ala ) e a de “cozinhei a ou pas elei a” (Tabela 1).
Alimen ação Humana · 2014 · Volume 20 · N.ºs 2 e 3 63
Tabela 1 — Funções desempenhadas
Função desempenhada n %
Emp egada de ba , de ca e a ia, de copa, de e ei ó io 127 43,9
Emp egada de dis ibuição pe sonalizada de alimen os 51 17,6
Cozinhei a ou pas elei a 42 14,5
Despensei a, enca egada ou sub-enca egada 23 8,0
Adminis a i as e a ins 18 6,2
Nu icionis a ou die is a (ou es agiá ia de uma des as ac i idades) 13 4,5
Ajudan e de cozinha ou p epa ado a de alimen os 11 3,8
Che e de copa ou de cozinha 4 1,4
Rela i amen e às pa ologias epo adas, a obesidade oi a mais p e alen e, seguindo-se a obs ipação, a hipe co-
les e olemia e a hipe ensão a e ial (Tabela 2).
Tabela 2 — P e alência das pa ologias epo adas po se o de a i idade
Pa ologia n %
Obesidade 127 43,9
Obs ipação 61 21,1
Hipe coles e olemia 56 19,4
Hipe ensão a e ial 56 19,4
Hipe iglice idemia 20 6,9
Anemia 15 5,2
Diabe es 15 5,2
Doenças ca dio ascula es* 14 4,8
Hipe u icemia 7 2,4
* Excep o hipe ensão a e ial
As colabo ado as ap esen a am um IMC medido médio de 26,8 kg/m2. Analisando a dis ibuição po classes
de IMC calculado com base no peso e al u a au o- epo ados e medidos (Tabela 3), a classe de IMC com maio
p opo ção de colabo ado es é a co esponden e à no moponde abilidade. É de salien a que a maio ia das
colabo ado as ap esen a excesso de peso (IMC ≥ 25,0 kg/m2).
Tabela 3 — Dis ibuição po classes de “IMC epo ado” e “IMC medido”
Classes de IMC “IMC epo ado”
(%)
“IMC medido”
(%)
Mag eza (< 18,5 kg/m2) 1,4 0,7
No moponde abilidade (18,5 a 24,9 kg/m2) 48,4 40,5
Sob eca ga ponde al (25,0 a 29,9 kg/m2) 31,8 36,3
Obesidade g au I (30,0 a 34,9 kg/m2) 14,9 17,0
Obesidade g au II (35,0 a 39,9 kg/m2) 2,4 4,2
Obesidade g au III (≥ 40,0 kg/m2) 1,0 1,4
Alimen ação Humana · 2014 · Volume 20 · N.ºs 2 e 3 64
C uzando as classes de IMC (medido) com as classes de escola idade, pode-se e i ica que a p opo ção de
colabo ado as no moponde ais aumen a com o aumen o da escola idade (Tabela 4).
Tabela 4 — Classes de “IMC medido” po ní el de escola idade
Ní el de escola idade Classes de IMC (kg/m2)
<18,5 18,5 a 24,9 25 a 29,9 30,0 a 34,9 35 a 39,9 ≥ 40,0
4.º ano ou in e io (n = 71) 0,0% 23,9% 49,3% 15,5% 5,6% 5,6%
6.º ano comple o (n = 47) 0,0% 38,3% 34,0% 23,4% 4,3% 0,0%
9.º ano comple o (n = 91) 1,1% 40,7% 34,1% 19,8% 4,4% 0,0%
12.º ano comple o (n = 58) 0,0% 48,3% 32,8% 15,5% 3,4% 0,0%
Licencia u a ou mes ado (n = 22) 4,5% 77,3% 18,2% 0,0% 0,0% 0,0%
Tendo em con a as unções desempenhadas na unidade, as que ap esen am maio p opo ção de colabo ado as
com excesso de peso são “Cozinhei a ou pas elei a”, “Emp egada de ba , ca e a ia, de copa, de e ei ó io” e
“Ajudan e de cozinha e p epa ado a de alimen os” (dados não ap esen ados).
Mais de me ade das colabo ado as az um núme o de e eições diá ias in e io ao ecomendado (5 e eições po
dia)19, sendo que mais de 40% azem apenas 4 e eições dia iamen e.
A a i idade das colabo ado as é ca a e izada pela maio ia (84,1%) como a “Desloca -se de um lado pa a o ou-
o”. Das que passam a maio pa e do empo a mo imen a em-se, ce ca de me ade são emp egadas de ba ,
ca e a ia, copa ou de e ei ó io (51,4%), e das que passam maio pa e do empo sen adas, mais de 60% são
adminis a i as e com a i idades a ins.
Ce ca de ês qua os das colabo ado as (74,4%) e e i am não e aumen ado de peso desde que inicia am o
abalho no se o de p odução de e eições.
Quan o aos a o es que mais in luenciam a escolha alimen a das colabo ado as no se o de p odução de e ei-
ções, o mais escolhido oi “Ten a aze uma alimen ação saudá el”, seguido do “Sabo dos alimen os”, e e idos
po mais de me ade da amos a (Tabela 5).
Tabela 5 — De e minan es da escolha alimen a
De e minan es da escolha alimen a %
Ten a aze uma alimen ação saudá el 58,5
Sabo dos alimen os 52,6
Qualidade e escu a dos alimen os 31,1
P eço dos alimen os 29,8
Con ola o peso 28,4
Hábi o ou o ina 21,5
Disponibilidade de alimen os 18,0
Ap esen ação ou embalagem 18,0
Facilidade ou con eniência de p epa ação 13,8
Die a aconselhada pelo médico 10,0
Alimen ação ege a iana ou ou os hábi os especiais 8,0
Con eúdo em adi i os, co an es e conse an es 5,5
Ou a pessoa decide a maio pa e dos alimen os que eu como 3,1
As minhas aízes cul u ais, eligiosas ou é nicas 1,7

Alimen ação Humana · 2014 · Volume 20 · N.ºs 2 e 3 65
DISCUSSÃO
Um dos pon os o es des e abalho é o seu amanho amos al, supe io ao da gene alidade dos es udos eali-
zados em amos as com ca ac e ís icas semelhan es12,21,22. Dos indi íduos inicialmen e en e is ados a maio ia
e a do sexo eminino (96,3%); o p edomínio de colabo ado es do sexo eminino nes e se o de a i idade oi já
epo ado po ou os au o es23,24.
A g ande ampli ude de idades encon ada pode es a elacionada com as di e en es unções exe cidas nas uni-
dades, que eque em di e en es ap idões: algumas eque em mais agilidade enquan o nou as, como a unção
de cozinhei a, são alo izadas a p á ica e a expe iência. Es e a o pode ainda es a elacionado com a baixa
o a i idade de pessoal e i icada nes a emp esa. Os esul ados e e en es aos anos de abalho na emp esa
indicam que, con a iamen e à endência nes e se o , há uma baixa o a i idade das colabo ado as25. Is o pode
de e -se a uma maio p eocupação dos esponsá eis pelas condições de abalho dos colabo ado es, no sen ido
de melho e maio adap ação dos pos os de abalho, o que é e idenciado pela exis ência o mal na emp esa
de uma polí ica emp esa ial nesse sen ido. Des a o ma ende a diminui a incidência de aciden es de abalho
e de doenças p o issionais, os colabo ado es icam mais sa is ei os com as condições exis en es, ge ando um
melho ambien e de abalho, con ibuindo pa a um aumen o de p odu i idade e diminuição da o a i idade
do pessoal26. Es as pa icula idades de em se idas em conside ação quando in e p e ados os esul ados e no
delineamen o de es udos u u os.
A escassez de es udos sob e os abalhado es do se o de alimen ação colec i a, sob e udo em Po ugal, di i-
cul a compa ações, pa icula men e em elação à escola idade, que é semp e apon ada como uma di iculdade
pa a o es abelecimen o da qualidade do se o 10,27,28.
A pa ologia mais epo ada pelas colabo ado as oi a obesidade, seguida da obs ipação, da hipe coles e olemia
e da hipe ensão a e ial. Que a hipe coles e olemia que a hipe ensão a e ial, são doenças equen emen e
elacionadas com o aumen o de peso29 pelo que, apesa de não se objec i o do abalho o es udo das como -
bilidades, al de e á se ido em conside ação na in e p e ação des es esul ados. Num es udo ealizado numa
amos a ep esen a i a da população po uguesa em ambos os sexos15, as pa ologias mais epo adas o am a
hipe ensão e a hipe coles e olemia, sendo que a obesidade não azia pa e da lis a de pa ologias ( endo sido
a aliada, al como p esen e abalho, di ec amen e pelo cálculo do IMC). Sob essai como p incipal di e ença a
maio e e ência à obs ipação po pa e da nossa amos a. O a o da obs ipação se a segunda pa ologia mais
p e alen e pode es a associado a uma baixa inges ão de água e a uma alimen ação pa icula men e desequi-
lib ada, o que pode se consequência das exigências des e se o , nomeadamen e a di iculdade de e e ua uma
alimen ação eg ada em e mos de ho á ios e composição das e eições10.
As colabo ado as ap esen a am um IMC medido médio supe io ao da população eminina da egião no e, e a
sua maio ia ap esen a a excesso de peso. A maio p e alência de excesso de peso endo po base o IMC medido
es á de aco do com dados publicados num es udo de e isão em 200320 e com o es udo da SPCNA15,30. Es e a o
pode se jus i icado pelo e ei o da desejabilidade social, associada à endência global pa a uma subes ima i a do
peso co po al31. Compa a i amen e à população po uguesa, o mesmo es udo conclui que 30% da amos a do
sexo eminino em excesso de peso, ap oximadamen e me ade da pe cen agem encon ada no p esen e es udo
(58,9%), sendo 67,8% no moponde ais, alo ambém dis an e dos 40,5% encon ados nes e es udo.
Ao elaciona as classes de IMC com os ní eis de escola idade, os nossos esul ados ão ao encon o dos de
ou os abalhos, em que se e i ica que o isco de desen ol e obesidade é maio em indi íduos de meno
escola idade31. Uma possí el explicação se á o a o de as colabo ado as menos escola izadas se em de en o as
de menos conhecimen os ace ca da saúde e alimen ação32,33. Po ou o lado o a o de au e i em o denados mais
baixos, pode á omen a a aquisição de alimen os mais ba a os e que endem a ap esen a maio densidade
ene gé ica34. A unção “Cozinhei a ou pas elei a” es á elacionada com uma maio p e alência de excesso de
peso, p o a elmen e, pa a além de ou os a o es, como a baixa escola idade des e g upo, po nes as unções
as colabo ado as manipula em alimen os que es ão a se con ecionados, es ando po an o, p on os pa a consu-
mo21,35, e po se exigido no decu so da a i idade a p o a do alimen o que es á a se cozinhado.
A ele ada p e alência de excesso de peso é uma ca ac e ís ica do se o da Alimen ação Cole i a nos ês se o es
Alimen ação Humana · 2014 · Volume 20 · N.ºs 2 e 3 66
es udados10,21,28. Nes e es udo explo a ó io, apenas ce ca de um qua o das colabo ado as ela ou e aumen a-
do de peso desde o início da a i idade em unidades de alimen ação cole i a, sendo que a maio ia das colabo a-
do as com excesso de peso já se encon a ia nessa condição quando iniciou a i idade. De e no en an o ambém
se conside ada a associação posi i a en e peso e idade na população em ge al30.
A maio ia das colabo ado as e e e que as unções desempenhadas são “Em pé e a desloca -se de um lado
pa a o ou o”. Apesa da o ma simplis a e não quan i icada como se a aliou a p á ica de ac i idade ísica,
es e esul ado pode á se ele an e, dada a possibilidade de as colabo ado as pe cepciona em es a ac i idade
como su icien e pa a um balanço ene gé ico neu o, o que cons i ui á uma ba ei a à manu enção de um peso
adequado. O gas o ene gé ico no local de abalho e espec i a pe cepção de e á, pois, se al o de análise em
abalhos u u os.
Conside ando os a o es que mais in luenciam a escolha alimen a das colabo ado as do p esen e es udo,
en ende-se que seja possí el que as colabo ado as enham pe ceção do seu peso e das poucas e eições que
ealizam de ido às exigências do abalho nes e se o e, consequen emen e, en em aze uma alimen ação
saudá el e equilib ada, nos aspe os em que al lhes seja possí el, pa a con a ia a endência de aumen o de
peso. É ambém um bom indicado o a o de se alo izada a qualidade e escu a dos alimen os, a qual es á
di e amen e ligada com a segu ança alimen a . Tal a o pode de e -se à o mação especí ica na á ea que as cola-
bo ado as ecebem, sendo que es ão mais sensibilizadas pa a os cuidados ine en es à p odução de alimen os.
Relacionando com o es udo da SPCNA, a di e ença dos de e minan es da escolha alimen a , bem como a sua
o denação, pode es a elacionada com o se o p o issional dos inqui idos, assim como com a sua condição
socio económica. Pa a alguém que não enha con ac o egula com alimen os e com a sua con eção ou que
não enha o mação na á ea, o a o p imo dial de acei ação e escolha quando p o a um alimen o se á o seu
sabo . Apenas se a ap eciação des e a o o a o á el i á conside a as ou as a iá eis. A impo ância a ibuída
ao p eço dos alimen os (segundo a o mais e e ido na população ge al e qua o no nosso abalho) pode se
um e lexo da si uação económica pela qual o país es á a passa , sendo indicado de que a condição económica
pode in luencia bas an e a escolha alimen a 36,37.
Como limi ação des e es udo é de e e i e em sido incluídos nu icionis as e die is as, o que pode á e in o-
duzido um iés nos esul ados uma ez que es es p o issionais possuem mais conhecimen os nes a á ea que os
es an es colabo ado es.
CONCLUSÃO
A maio ia das colabo ado as de unidades de alimen ação cole i a a aliadas ap esen a excesso de peso, ac o que
co obo a es udos ealizados nou os países. Ní eis de IMC mais ele ados es ão associados a ní eis de escola-
idade mais baixos e, das ac i idades a aliadas, as que ap esen am maio pe cen agem de colabo ado as com
excesso de peso são “Cozinhei a ou pas elei a” e “Emp egada de ba , ca e a ia, de copa, de e ei ó io”.
Os ac o es mais iden i icados como in luenciando a escolha alimen a o am “Ten a aze uma alimen ação
saudá el”, o “Sabo dos alimen os” e a “Qualidade e escu a dos alimen os”. A di e ença ace a esul ados ela i-
os à população po uguesa é o ac o de, no p esen e es udo, o “Sabo dos alimen os” não e sido o ac o mais
apon ado e de o “P eço dos alimen os” não es a con emplado nos ês mais e e idos.
REFERÊNCIAS
1 Haapala I, Hodge A, McNeill G e al. Imp o ing he quali y o meals ea en o p epa ed ou side he home. Public Heal h Nu . 2011;
14: 191-2.
2 Lacha C, Robe oid D, Huyb eg s L, Van Camp J and Kols e en P. Inco po a ing he ca e ing sec o in nu i ion policies o WHO
Eu opean Region: Is he e a good ecipe? Public Heal h Nu . 2008, 12(3), 316-24.
3 P oença RPC. No as ecnologias pa a a p odução de e eições cole i as: Recomendações de in odução pa a a ealidade b asilei a.
Re Nu i e. 1999; 12: 43-53.
4 Soulié J. Eu ope, plus que ois ans pou la cons ui e. Néo Res au a ion Mag Le allois-Pe e . 1990; 208: 8-12.
5 Sneed J, S ohbehn CH. T ends impac ing ood sa e y in e ail oodse ice: Implica ions o die e ics p ac ice. J Am Die Assoc. 2008;
108: 1170-77.
Alimen ação Humana · 2014 · Volume 20 · N.ºs 2 e 3 67
6 Fédé a ion Eu opéenne de la Res au a ion Collec i e Concédée. Eu opean guide o good p ac ice o ood hygiene in he con ac
ca e ing sec o . B ussels: Eu opean Fede a ion o Con ac Ca e ing O ganisa ions; 2009.
7 RTP. Mais de 14 milhões de e eições se idas nas can inas sociais. No emb o de 2013. Disponí el em: h p://www. p.p /no icias/
index.php?a icle=693336& m=8&layou =122& isual=61.
8 Gab iel CG, Kazapi HA, Pon e JM. Es ado nu icional dos comensais e adequação da e eição se ida no es au an e uni e si á io da
Uni e sidade Fede al de San a Ca a ina, com p opos a de ca dápios de baixo cus o. Re Nu i e. 2004; 12: 34-40.
9 Ho elmann DA, Blank N. Excesso de peso en e abalhado es de uma indús ia: P e alência e a o es associados. Re B as Epidemiol.
2009; 12: 657-70.
10 Ma os CH, P oença RPC. Condições de abalho e es ado nu icional de ope ado es do sec o da alimen ação colec i a: Um es udo
de caso. Re Nu i e. 2003; 16: 493-502.
11 Ma os CH, P oença RPC, Dua e MFS, Aule F. Pos u as e mo imen os no abalho: Um es udo cinean opomé ico de uma unidade
de alimen ação e nu ição hospi ala . Anais do 15.º Cong esso B asilei o de Nu ição. B asília: Associação B asilei a de Nu ição; 1998.
12 Sca pa o ALS, Ama o FS, Oli ei a AB. Ca ac e ização e a aliação an opomé ica dos abalhado es dos es au an es uni e si á ios da
Uni e sidade Fede al do Rio G ande do Sul. Re Hosp Clin Po o Aleg e. 2010; 30: 247-51.
13 Popkin BR, Adai LS, Ng SW. Now and hen: The global nu i ion ansi ion: The pandemic o obesi y in de eloping coun ies. Nu
Re . 2012; 70: 3-21.
14 Eu opean Food In o ma ion Council. The De e minan s o Food Choice. EUFIC Re iew. 2005. pp. 1-7.
15 Poínhos R, F anchini B, A onso C, Co eia F, Teixei a VH, Mo ei a P, e al. Alimen ação e es ilos de ida da população po uguesa:
Me odologia e esul ados p elimina es. Alim Hum. 2009; 15: 43-60.
16 Poínhos R, F anchini B, A onso C, Co eia F, de Almeida MDV, The SPCNA Di ec o a e. Fac o s pe cei ed by Po uguese adul s as
in luen in ood consump ion. Public Heal h Nu . 2010; 13: 270.
17 Lou ei o I. A impo ância da educação alimen a na escola. In: LB Sa dinha MM, edi o . P omoção da saúde: Modelos e p á icas de
in e enção nos âmbi os da ac i idade ísica, nu ição e abagismo. Lisboa: Edições FMH; 2000. pp. 57-84.
18 Cas o V, Mo aes SA, F ei as ICM, Mondini L. Va iabilidade na a e ição de medidas an opomé icas: Compa ação de dois mé odos
es a ís icos pa a a alia a calib ação de en e is ado es. Re B as Epidemiol. 2008; 11: 278-286.
19 Wo ld Heal h O ganiza ion. Obesi y: P e en ing and managing he global epidemic. Gene a: Wo ld Heal h O ganiza ion; 2004.
20 Engs om JL, Pa e son SA, Dohe y A, T abulsi M, Spee KL. Accu acy o sel - epo ed heigh and weigh in women: An in eg a i e
e iew o he li e a u e. J Midwi e y Women’s Heal h. 2003; 48: 338-45.
21 Boclin KLS, Blank N. P e alência de sob epeso e obesidade em abalhado es de cozinhas dos hospi ais públicos es aduais da G ande
Flo ianópolis. Re B as Saúde Ocup. 2010; 35: 124-30.
22 Aguia LF Sil ei a FRV, da Sil a LMF, Viei a ADS. A aliação nu icional dos uncioná ios de uma UAN (Unidade de Alimen ação e
Nu ição) de emp esa e cei izada, município de Sob al-CE. Anais do IV Cong esso de Pesquisa e Ino ação da Rede No e e No des e
de Educação Tecnológica; 2009.
23 Isosaki M, Ca doso E, Glina DMR, Al es ACDC, Rocha LE. P e alência de sin omas os eomuscula es en e abalhado es de um
Se iço de Nu ição Hospi ala em São Paulo. Re B as de Saúde Ocup. 2011; 36: 238-46.
24 Boclin KLS, Blank N. Excesso de peso: Ca ac e ís ica dos abalhado es de cozinhas colec i as? Re B as de Saúde Ocup. 2006; 31:
41-47.
25 de Aguia OB, Valen e JG, da Fonseca MJM. Desc ição sócio-demog á ica, labo al e de saúde dos abalhado es do se o de se iços
de alimen ação dos es au an es popula es do es ado do Rio de Janei o. Re Nu i e. 2010; 23: 969-82.
26 de Pai a AC, da C uz AAF. Es ado nu icional e aspec os e gonômicos de abalhado es de Unidade de Alimen ação e Nu ição. Re
Min Cien Saude. 2009; 1: 1-11.
27 Colla es LGT, F ei as CM. P ocesso de abalho e saúde de abalhado es de uma unidade de alimen ação e nu ição: En e a
p esc ição e o eal do abalho. Cad Saúde Publ. 2007; 23: 3011-20.
28 Ba os M, Rocha A. Food handle ’s pe cep ion o esh cu p oduc s. J Ag ic Sci Technol. 2012; 482-486.
29 Ecke sley R. The social o igins o heal h and well-being. Camb idge: Camb idge Uni e si y P ess; 2001.
30 Poínhos R, Co eia F, Du ão C, F anchini B, Rod igues S, A onso C, e al. De e minan s o weigh and heal h s a us pe cep ion among
po uguese adul s. Alim Hum. 2011; 17: 7-13.
31 Poínhos R, Co eia F, Faneca M, Fe ei a J, Gonçal es C, Pinhão S, e al. Desejabilidade social e ba ei as ao cump imen o da
e apêu ica die é ica em mulhe es com excesso de peso. Ac a Med Po . 2008; 21: 221-8.
32 Powe C, G aham H, Due P, Hallq is J, Joung I, Kuh D, e al. The con ibu ion o childhood and adul socioeconomic posi ion o
adul obesi y and smoking beha io : An in e na ional compa ison. In J Epidemiol. 2005; 34: 335-44.
33 Cos a R. A aliação das a i udes e compo amen os alimen a es de c ianças/ adolescen es saudá eis do 1.º e 2.º ciclo de escola idade
e seus p ogeni o es. Tese de Licencia u a em Ciências da Nu ição ap esen ada à Faculdade de Ciências da Nu ição e Alimen ação
da Uni e sidade do Po o em 2008.
34 Pe ei a RA, San os LMP. A dimensão da insegu ança alimen a . Re Nu i e. 2008; 21: 7-13.
35 Boclin KLS. P e alência de sob epeso e obesidade em abalhado es de cozinhas hospi ala es da g ande Flo ianópolis e a o es de
isco associados. Disse ação de Mes ado em Saúde Pública ap esen ada à Uni e sidade Fede al de San a Ca a ina em 2004.
36 de I ala-Es é es J, G o h M, Johansson L, Ol e sdo U, P ä älä R, Ma inez-González MA. A sys ema ic e iew o socio-economic
di e ences in ood habi s in Eu ope: Consump ion o ui and ege ables. Eu J Clin Nu . 2000; 54: 706-14.
37 Mo ei a DMF. En en a empos de c ise: Repe cussões na saúde e na alimen ação das populações. Disse ação de Licencia u a em
Ciências da Nu ição ap esen ada à Faculdade de Ciências da Nu ição e Alimen ação da Uni e sidade do Po o em 2009.