CARACTERIZAÇÃO DAS PROPRIEDADES DOS
AGLOMERADOS DE CORTIÇA PARA
ISOLAMENTO TÉRMICO E ACÚSTICO
JOÃO FILIPE GONÇALVES
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO APRESENTADA
À FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO EM MARÇO DE 2014
MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA METALÚRGICA E DE MATERIAIS
M
2014
I
Ag adecimen os
Ao p o esso Ca los Fonseca, pela disponibilidade e apoio dado pa a o desen ol imen o
des e abalho.
Ao Ped o Pa dinhas e odos os colabo ado es da emp esa Dinis Oli ei a e Filhos
(DOFco k), pela opo unidade de desen ol e es e abalho nes a á ea e po odo o
apoio dado.
Ao p o esso Rui Calejo e ao Engenhei o Ped o Rod igues dos Núcleos de In es igação e
Desen ol imen o em Engenha ia Acús ica (NI&DEA) do Depa amen o de Engenha ia Ci il da
FEUP, com o ien ação e apoio imp escindí eis nos con eúdos da acús ica ulc ais nes a
Disse ação.
À minha amília, à Filipa e a odos os meus amigos pelo apoio dado du an e odos es es
anos de pe cu so académico.
II
Resumo
A co iça em indo g adualmen e a es ende o seu núme o de aplicações na indús ia
dos ma e iais de isolamen o acús ico e é mico, pa a além das mais amosas aplicações
como olhas ou supo es an i- ib á icos. Sendo que exis e uma g ande a iedade de
p odu os já usados no isolamen o no se o da cons ução, é de g ande impo ância
conhece melho an o os p odu os de i ados da co iça como os p odu os conco en es
dedicados ao isolamen o é mico e acús ico.
O obje i o des e abalho é conhece melho os p odu os da emp esa DOFco k, os
aglome ados de co iça, de modo a posiciona-los de en e os á ios p odu os com
aplicação no isolamen o sono o e é mico.
Des a o ma, o passo inicial des e abalho oi pesquisa sob e os p incipais p odu os de
isolamen o, an o os aglome ados de co iça, como os polies i enos expandidos e
ex udidos, lãs de ocha e de id o, e ainda compos os de be ão com polies i eno e
be ão au ocla ado, sendo es es os p incipais dominado es no me cado de p odu os
isolan es é micos e acús icos.
Com a necessidade de se conhece melho os aglome ados de co iça da emp esa,
p ocedeu-se a ensaios de isolamen o acús ico a sons aé eos e sons de pe cussão, assim
como medi a sua massa olúmica apa en e e eo de abso ção de humidade, sendo que
as p op iedades acús icas se ão onde os aglome ados de co iça pode ão e mais
an agem em elação aos conco en es.
Com esses ensaios oi pe mi ido conhece o índice de isolamen o sono o e o índice de
edução sono a de alguns dos aglome ados da emp esa DOFco k, o que pe mi iu aze
uma compa ação mais eal com ou os p odu os e pe mi indo conhece melho as
p op iedades dos aglome ados nes e ipo de aplicações.
PALAVRAS-CHAVE: Aglome ados de Co iça, Acús ica, Isolamen o Sono o
III
Abs ac
Co k has been g adually ex ending i s ange o applica ions in he indus y o acous ic
and he mal insula ion ma e ials, in addi ion o he mos amous applica ions like co k
s oppe s o an i- ib a ion suppo s. Since he e a e a wide a ie y o p oduc s al eady
used in insula ion in he cons uc ion sec o , is o g ea impo ance o know be e bo h
de i a i es o co k as well as compe ing p oduc s dedica ed o he mal and acous ic
insula ion.
The objec i e o his wo k is o be e unde s and he company's p oduc s DOFco k,
agglome a ed co k, so as o posi ion hem be ween he a ious p oduc s wi h
applica ion in hea and sound insula ion.
Thus, he ini ial s ep o his wo k was o in es iga e he main insula ion p oduc s, bo h
co k agglome a es, such as ex uded and expanded polys y ene, ock wool and glass
wool, and also compounds o conc e e wi h polys y ene and ae a ed conc e e, hese
being he main ma ke domina o s in he mal and acous ic insula ion p oduc s .
Wi h he need o be e unde s and he co k agglome a es o he company, i was
p oceeded o es he ai bou ne sound insula ion and he impac sound insula ion, as
well as appa en speci ic mass and he mois u e abso ion con en , whe e he wo
acous ic p ope ies may ha e mo e ad an age o e compe i o s o he agglome a ed
co k.
Wi h hese ials was allowed o know he index o sound insula ion and sound educ ion
index o some o he p oduc s o DOFco k company, allowing i o make a mo e ealis ic
compa ison wi h o he p oduc s and enabling be e unde s and he p ope ies o he
agglome a es in his ype o applica ions.
Key-Wo ds: Agglome a ed co k, Acous ics, Sound Insula ion
IV
Índice
1. In odução 1
1.1. Enquad amen o da ese 1
1.2. Co iça 3
1.3. P odu os conco en es 8
1.3.1. Polis i eno Expandido e Polis i eno Ex udido 9
1.3.2. Lã de Rocha 10
1.3.3. Lã de Vid o 10
1.3.4. Be ão com EPS 11
1.3.5. Be ão celula au ocla ado 11
2. Noções ge ais de acús ica e é mica 13
2.1 Ensaios Acús icos 15
2.1.1. Isolamen o sono o a sons de pe cussão 15
2.1.2. Isolamen o sono o a sons de condução aé ea 17
2.2 P op iedades Té micas 18
2.3. Sin ese bibliog á ica das p op iedades da co iça e conco en es 19
3. Ma e iais e mé odos 22
3.1. Aglome ados DOFco k 22
3.2. Ensaios de isolamen o a sons de pe cussão 25
3.3. Ensaios de isolamen o a sons de condução aé ea 27
3.4. De e minação da massa olúmica apa en e 31
3.5. Teo de abso ção de humidade 32
4. Resul ados e Discussão 34
4.1. Ensaios de isolamen o a sons de pe cussão 34
4.2. Ensaios de isolamen o a sons de condução aé ea 38
4.3. De e minação da massa olúmica apa en e 40
4.4. Teo de abso ção de humidade 41
5. Conclusões 42
5.1. Desen ol imen os u u os 43
6. Re e ências bibliog á icas 44
1
1
In odução
1.1. Enquad amen o da ese
A co iça e os seus aglome ados são p odu os impo an es na economia de expo ação de
Po ugal, p incipalmen e na a ual si uação económica do país e da zona Eu o, com queb as
de consumo acen uadas. O c escen e in es imen o na indús ia na úl ima década, com no os
p odu os e no as aplicações, coloca am o se o da co iça nou o pa ama de exposição
in e nacional. A iabilidade e o a o de se um p odu o e sá il e na u al con ibuí am
bas an e nessa endência de c escimen o do se o .
Po ugal é o maio p odu o mundial de co iça, em que a á ea de mon ados ep esen a
um e ço da á ea o al de mon ados em odo o mundo. É esponsá el pela p odução de ce ca
de 50% da co iça mundial, a onda as 100 mil oneladas de co iça anualmen e. O se o ez
804,7 milhões de eu os em 2011 em expo ações, sendo o país do mundo que mais expo a
co iça (62% do o al de co iça expo ada), sendo es e alo co esponden e a quase 170 mil
oneladas de p odu os de co iça expo ados.
O eap o ei amen o de esíduos indus iais em sido um obje i o ge al de odos os se o es
p odu i os, e o se o co icei o é um dos que em ei o mais es o ços pa a eu iliza os
esíduos esul an es da sua indús ia, di ecionando-os pa a no as aplicações acús icas e
é micas na a éa dos p odu os de cons ução. Calcula-se que ce ca de 20 a 30% da ma é ia-
p ima ecebida nas unidades de ans o mação de co iça é ejei ada, como pó ou g anulado,
sendo necessá io eap o ei a es es despe dícios pa a ou as aplicações com maio in e esse
indus ial. Em 2009, o am ecicladas e eap o ei adas mais de 22 mil e 500 oneladas de
co iça, p ocu ando possí eis aplicações dos mesmos esíduos no se o da cons ução ci il
[1,2].
2
Ao longo dos úl imos anos, o âmbi o da u ilização da co iça em-se indo a ala ga como
ma e ial de cons ução, a a és da melho ia do desempenho e qualidade de p odu os já
exis en es, bem como ma e iais que inco po em a co iça na sua composição. No en an o, a é
à a ualidade, a co iça e os seus aglome ados em-se limi ado aos campos do isolamen o
é mico e acús ico [2].
Com es e abalho de disse ação p e ende-se posiciona os aglome ados de co iça em
e mos de desempenho acús ico e é mico em elação a ou os p odu os com mais u ilização e
di ulgação na á ea dos isolamen os. Se i á ambém pa a analisa de que modo os
aglome ados de co iça se inse em na come cialização de p odu os de isolamen o, sob e quais
le a an agem e sob e os quais pe de in e esse na sua aplicação.
Os obje i os iniciais des e abalho de disse ação são es uda os p odu os da emp esa
DOFco k e compa a as suas ca ac e ís icas com os p odu os conco en es, nomeadamen e
nas aplicações de isolamen o é mico e acús ico, onde os aglome ados de co iça da emp esa
são mais u ilizados. O obje i o su giu na on ade da emp esa ob e mais in o mações sob e os
seus p óp ios p odu os em p op iedades mais especi icas, que se iam o es pon os de
compa ação com ou os p odu os conco en es em e mos de isolamen o é mico e acús ico.
A DOFco k (Dinis de Oli ei a & Filhos, S.A.) nasceu em 1987 como uma emp esa
especializada em ans o mação de co iça. Si uada em A goncilhe, a ualmen e o e ece
p odu os aglome ados de co iça pa a os se o es da cons ução e indús ia, como isolamen o
é mico e acús ico e e es imen o de in e io es [3].
Nes es se o es da indús ia, exis em ou os p odu os no me cado pa a o isolamen o, an o
o acús ico como o é mico. Com o desen ol imen o nos úl imos anos de p odu os como a lã
de ocha e lã de id o, o nou-se essencial pa a a emp esa e conhecimen o sob e as
p op iedades dos seus ma e iais e dos ma e iais conco en es, pa a se o ien a melho no
me cado, alo izando as melho es p op iedades dos seus ma e iais.
Os obje i os p endem-se em e idencia ca ac e ís icas dos ma e iais da emp esa DOFco k,
p ocu ando aplicações onde possam e an agem sob e os p odu os conco en es, ou indica
no as o mulações dos a uais p odu os que pe mi am alo iza os mesmos, aduzindo-se na
alo ização da p óp ia emp esa.
Es a disse ação o ganiza-se po 5 capí ulos, sendo o p imei o capí ulo uma desc ição da
ma é ia-p ima, a co iça, a sua indús ia e os conco en es do mesmo, no que oca à á ea dos
isolamen os, assim como os obje i os des e abalho. No segundo capí ulo, az-se uma b e e
abo dagem à acús ica e à é mica, com noções básicas do necessá io pa a a o al
comp eenssão de elemen os usados no deco e des e abalho de disse ação, com p incipal
impo ância pa a os ensaios a desen ol e du an e o abalho, jun amen e com a sín ese
bibliog á ica da pesquisa elabo ada sob e as p op iedades dos aglome ados de co iça e
p odu os conco en es. O e cei o capí ulo abo da os ma e iais da emp esa DOFco k e os
3
p incípios me odológicos dos ensaios acús icos execu ados. No qua o capí ulo ap esen am-se
os esul ados dos ensaios execu ados e a sua discussão. No quin o capí ulo ap esen am-se as
conclusões inais de odo o abalho, assim como alguns desen ol imen os u u os.
1.2. Co iça
A co iça é um ma e ial na u al, cons i uin e da pa e ex e io da á o e do sob ei o
(Que cus sube L.), an o no onco como nos amos. É um ma e ial p oduzido p incipalmen e
po países do Medi e âneo e Sul da Eu opa, sendo que Po ugal p oduz ce ca de 50% da
co iça mundial, o equi alen e a ce ca de 190.000 oneladas anuais, e é esponsá el po uma
quo a de 62% das expo ações de co iça no mundo. Assume o e cei o pos o no que se e e e
a impo ação de co iça, pa a ans o mação e pos e io expo ação de p odu os de co iça
[1,2].
A co iça é aplicada como ma e ial lu uan e e como edan e desde os inícios do século
XX, endo uma expansão nas suas aplicações com o desen ol imen os dos aglome ados de
co iça. É um ma e ial le e, com um ele ado ní el de elas icidade e impe meabilidade a
líquidos e gases, isolan e é mico e eléc ico, com boa capacidade de abso ção ib á ica e
acús ica, capaz de se comp imido sem expansão la e al [4].
A co iça é ob ida a pa i do sob ei o, á o e que cínea de olha pe sis en e, memb o da
o dem Fagales e da amília Fagaceae [5]. O sob ei o é uma á o e de po e médio, com uma
al u a média de 15 a 20 me os. Pode á a ingi en e 200 e 300 anos de longe idade, de ido
ao c escimen o len o, embo a pa a p odução de co iça só enha u ilidade a é uma idade
limi e de 200 anos. A co iça ac ua como p o ec o da á o e, como acon ece nou as
á o es, e i ando e apo ação ápida e a deg adação da á o e. As ca ac e ís icas
excepcionais da sua camada p o ec o a azem do sob ei o a única espécie lo es al do mundo
capaz de p oduzi co iça pa a u ilizações indus iais. A lo es a de sob ei os, denominado
mon ado, encon a-se bem adap ada ao clima medi e âneo, da Península Ibé ica e da Sicília,
onde encon a as condições mais a o á eis ao seu c escimen o, a p esença de mui a luz,
pouca humidade e capacidade de desen ol imen o em solos pob es [2].
A ex acção da co iça não pode á deixa a á o e o almen e desp o egida do seu
e es imen o sube oso, sendo que a ex acção é um p ocesso quase o almen e manual, com
o auxilio de machados, e acon ece pela p imei a ez apenas quando o sob ei o em en e 20 a
25 anos de idade. Cada onco e á de a ingi um pe íme o de ce ca de 70 cm quando
medido a 1,30 m do solo. A pa i daí, a sua explo ação du a á em média 150 anos, o
equi alen e a ce ca de 15 desco içamen os.
10
1.3.2.Lã de Rocha
Lã de ocha é um ma e ial especialmen e desen ol ido pa a o sec o da cons ução,
nomeadamen e pa a isolamen o acús ico e é mico, endo ambém como impo an e
p op iedade não se in lamá el. A ma é ia-p ima des e p odu o é ocha ulcânica, a diábase,
dolomi a, e com menos u ilização, o basal o, e pa a além da ocha ulcânica são u ilizadas
peças ecicladas da p odução de lã de ocha. A p odução da lã de ocha é ei a a pa i do
aquecimen o das ma é ias-p imas a é 1400º C, undindo-os. Gases e pós indesejá eis no
p ocesso são eliminados, enquan o a ma é ia é colocado numa cen i ugado a, que
ans o ma a ma é ia em pequenas go as, enquan o uma sé ie de olamen os jun a essas
go as e ans o ma-as em ib as. Essas ib as pos e io men e en am num sis ema de
p ecipi ação da lã de ocha, onde a a és de um sis ema pendula , dis ibui-se as ib as, de
modo a aumen a os espaços a se p eenchidos po a , o p e endido pa a ob e boas
p op iedades isolan es. Num p ocesso inal a 270º C, jun a-se um aglome an e de ib as, de
modo a aumen a a densidade da lã de ocha, assim como a empe a u a do p ocesso elimina
humidade indesejada, sendo pos e io men e co ada às dimensões desejadas e embalada
[15,16].
1.3.3.Lã de Vid o
O mé odo de p odução de lã de id o é simila ao mé odo de p odução de lã de ocha.
Nes e p ocesso, cacos de id o, cal, a eia de qua zo, dolomi a, ne elina, ca bona o e bo a o
de sódio, são mis u ados e undidos a uma empe a u a ap oximada de 1400º C.
Pos e io men e en a numa cen i ugado a que ans o ma a mis u a homogénea em ib as, é
pul e izado um aglome an e que pos e io men e é endu ecido num o no a 200º C, dando
o igem ao aumen o de esis ência das ib as e da co ama elada da lã de id o. As suas
ca ac e ís icas são simila es às da lã de ochas, des acando-se a excelen e capacidade de
isolamen o é mico, isolamen o acús ico e a não-in lamabilidade [18].
Figu a 2 - Lã de ocha [17]
11
1.3.4.Be ão com EPS
Es e aglome ado é bas an e usado na cons ução de es u u as em que não seja
impo an e a sua esis ência mecânica, usando-se mais especi icamen e como be ão de
enchimen o. Conside ado um be ão le e, des aca-se pela sua baixa densidade (1200-1400
kg/m3) ela i amen e ao be ão no mal, o que az um aligei amen o das es u u as,
aduzindo-se numa maio acilidade de manuseamen o e ambém meno p essão sob e as
es u u as. O EPS melho a as p op iedades é micas e acús icas do be ão, e su gem no
me cado como blocos p é- ab icados, podendo ainda aze -se a mis u a di ec amen e no local
da cons ução, a a és da mis u a de be ão e os g ânulos de EPS, com p opo ções a iá eis
consoan e a densidade p e endida [19,20].
1.3.5.Be ão celula au ocla ado
O be ão celula au ocla ado é um p odu o homogéneo ob ido median e da mis u a dos
cons i uin es do be ão (água, cimen o e ine es) com um agen e espuman e, como pó de
alumínio, pe óxido de hid ogénio ou ca bone o de cálcio, o que ge a bolhas no seio da
mis u a, ans o mando o aglome ado numa es u u a celula . Pos e io men e, a mis u a é
Figu a 3 - Lã de id o [18]
Figu a 4 - Be ão com g ânulos de polis i eno expandido [21]
12
cu ada num au ocla e sob acção de apo de água, em condições de p essão e empe a u a
con olados. Em compa ação com o be ão comum, a es u u a celula melho a as
p op iedades é micas e acús icas, de ido à p esença de bolhas de a , melho a a esis ência
ao ogo, assim como diminui a densidade do p odu o, acili ando o seu manuseamen o e
co e. Tem a con apa ida de e um p eço ac escido em compa ação ao be ão comum, e são
necessá ias e amen as e mão-de-ob a especializada [22,23,24].
Figu a 5 - Exemplo de be ão celula au ocla ado
[25]
13
2
Noções ge ais de acús ica e é mica
A Acús ica é o amo da ísica que se dedica ao es udo e análise do som, como ele se
ansmi e, p opaga, ge a, ecebe e como se mede o mesmo. O som p opaga-se sob a o ma de
ondas es é icas num meio, que in luencia a sua p opagação. O cen o das es e as e e e-se à
on e sono a, e é nes e pon o que se dá uma al e ação de p essão, que p o oca uma ib ação
no meio, que uma ez es imulado, p opaga esse es ímulo a é à on e ecep o a, como po
exemplo, o ou ido. Caso es a ib ação encon e signi icado no cé eb o, ou se o ag adá el de
se ou i , conside a-se es a na p esença de Som, caso con á io, se não o iden i icado
signi icado ou o desag adá el de se ou i , conside a-se es a na p esença de Ruído.
A a iação de p essões a que se assis e na p odução de ondas sono as é e e enciada pa a
a p essão a mos é ica no mal do nosso plane a, que em um alo ap oximado de 101 400
Pascal. Pa a se sen i uma al e ação na p essão sono a, a p essão exe cida e á de se
supe io ao alo da p essão a mos é ica.
No en an o, a p essão não é a única g andeza impo an e na análise da p opagação
sono a. A in ensidade e a po ência sono as são concei os igualmen e impo an es na análise
da p opagação do som. A in ensidade sono a é, numa dada di ecção, a quan idade média de
ene gia que a a essa po segundo uma á ea de 1 m2, quan i icado em wa po me o
quad ado (W/m2). A po ência sono a é uma ca ac e ís ica da on e e desc e e-se como sendo
a ene gia o al que num segundo a a essa a es e a ic ícia de aio qualque , cen ada na
on e, quan i icada em wa (W).
O alo mínimo da a iação de p essão, e e en e à p essão a mos é ica, que um se
humano com óp imas condições audi i as pode ou i é ce ca de 10-5 Pa, denominado limia da
audição. No ex emo do alo máximo da a iação de p essão, do qual o uído passa a do
si ua-se nos 100 Pa. Como a gama de audibilidade humana conduz a alo es mui o dis an es
en e o mínimo e máximo, adop ou-se ou a unidade, de o ma a adap a à sensibilidade
humana, denominado decibel (dB). Es a unidade pode se adop ada semp e que se deseje
es ima o ní el de alguma quan idade de p essão sono a a um alo de e e ência ( igu a 8).
Ob ém-se os alo es a pa i da seguin e exp essão:
14
Em que é o ní el de p essão sono a (dB), a p essão sono a exe cida e a p essão
sono a de e e ência, 2x10-5 Pa.
Figu a 8 - P essão e ní eis de p essão sono a co esponden es [26]
Exis e ou a ca ac e ís ica impo an e pa a a desc ição de um sinal sono o, que é a
equência. Es a g andeza mede-se em he z (Hz) e designa o núme o de ciclos comple os da
onda sono a que êm luga po segundo. Na audição humana, dis ingue-se ês g andes gamas
de equências:
F equências g a es: 20 a 355 Hz;
F equências médias: 355 a 1 410 Hz;
F equências agudas: 1 410 a 20 000 Hz.
Como a análise po equência se o na mui o ab angen e, di ide-se os uídos em bandas
de equência, que co espondem a in e alos de ce a dimensão no malizada, acili ando
assim a sua melho análise [4,26].
15
2.1.Ensaios Acús icos
G ande pa e do es udo das p op iedades dos ma e iais da DOFco k oi ealizado no
âmbi o das p op iedades acús icas, mais p ecisamen e, isolamen o a sons de pe cussão e
isolamen o a sons de condução aé ea. Pa a melho comp eensão do ema de isolamen o
acús ico, explica ei seguidamen e, em mais po meno , em que consis e cada uma das
p op iedades e como se ob ém o alo dessas p op iedades a a és de ensaios.
2.1.1.Isolamen o sono o a sons de pe cussão
O uído de impac o é o iginado nos elemen os que o mam a es u u a e a en ol en e dos
edi ícios, po ib ações p o ocadas di ec amen e po pessoas ou objec os ac uando sob e os
elemen os do edi ício. As on es mais comuns des e ipo de uído são a locomoção humana, a
ib ação de equipamen os e a queda de objec os. O uído é anspo ado pelos elemen os em
ib ação e é ansmi ido aos compa imen os adjacen es po adiação de pa edes e
pa imen os. Es e uído de impac o é medido em labo a ó io segundo a no ma NP EN ISO 717-
2, u ilizando uma máquina de pe cussão no malizada, que induz um egime pe manen e de
ib ação no pa imen o do compa imen o emisso . O obje i o inal des e ensaio é ob e pa a
á ios ma e iais, o alo do índice de edução sono a pa a os sons de pe cussão
Lw. De ine-se
Lw como a di e ença en e o índice de isolamen o a sons de pe cussão de um pa imen o de
e e ência, sem e com e es imen o aplicado (nes e caso, as placas de co iPAN e co kROLL
se iam o e es imen o), ob ido de aco do com a no ma, sendo exp esso em decibéis. O
cálculo do índice de edução sono a a sons de pe cussão de e se e ec uado segundo as
exp essões:
Onde:
é o ní el de p essão sono a, no malizado, de ido à exci ação de impac o,
calculado pa a o pa imen o de e e ência com o e es imen o em ensaio;
é o ní el de p essão sono a, e e enciado na no ma, de ido à exci ação de
impac o, de inido pa a o pa imen o de e e ência;
16
é a edução do ní el de p essão sono a, no malizado, de ido à exci ação de
impac o, medida de aco do com a ISO 140-8;
é o ní el de p essão sono a pa a o pa imen o de e e ência com o e es imen o
de piso em ensaio, sendo um alo médio ela i o aos alo es de ob idos ( abela 1) ;
é ob ido a pa i de em con o midade com o dispos o na no ma, nes e
caso, 78 dB.
Exis em ainda ou os alo es a e em con a, ap esen ados seguidamen e, que são ob idos
di ec amen e do ensaio, e, com os cálculos de inidos na no ma ISO 140-8, ob e -se-á o alo
de , em decibéis, classi icando o ma e ial em e mos de isolamen o a sons de pe cussão.
TR
é o empo de e e be ação associado à câma a de ensaio, exp esso em segundos;
L0
é a média do ní el de p essão sono a na câma a de ensaio, sem o e es imen o de
piso, em decibéis, e é calculado da seguin e o ma:
(
∑
⁄
)
Em que co esponde aos ní eis de p essão sono a medidos, sendo o núme o de
posições em que oi medido os ní eis de p essão sono a na câma a ecep o a.
L1
é a média do ní el de p essão sono a na câma a de ensaio, com o e es imen o de
piso, em decibéis, e é calculado da mesma manei a que
L0
;
é o alo no malizado das médias do ní el de p essão sono a na câma a de ensaio,
exp esso em decibéis, calculado a a és da equação:
Em que co esponde às médias calculadas an e io men e, com e sem e es imen o de
piso, co esponde à á ea de abso ção da câma a ecep o a e é á ea de abso ção
e e enciada (10 m2);
é a di e ença dos alo es das médias no malizadas, e , exp esso em
decibéis. Es e é o alo que ai pe mi i sabe qual a capacidade de edução de sons de
pe cussão dos ma e iais a ensaia . Quan o maio o , melho a capacidade de isolamen o do
ma e ial [27,28].
17
2.1.2. Isolamen o sono o a sons de condução aé ea
Os sons aé eos são o iginados pela exci ação di e a do a , deco en e de on es sono as no
ex e io ou in e io de edi ícios. Es es sons ou uído p opagam-se pelo a e podem se
ansmi idos a a és dos elemen os de cons ução, como pa edes, janelas ou po as. A
di e ença en e a po ência sono a inciden e no elemen o de sepa ação e a po ência sono a no
lado ece o da á o igem ao cálculo do isolamen o a sons aé eos. A po ência sono a que
in e e e na es u u a pode se ansmi ida di e amen e ou pode adia pelas es u u as
adjacen es, a denominada ansmissão ma ginal [29].
O isolamen o sono o a sons aé eos pode se medido com es es labo a o iais ou in si u, e
de modo a e esul ados álidos, ha e ia a necessidade de segui es i amen e a no ma ISO
140-3:1995, Acous ics – Measu emen o sound insula ion in buildings and o building
elemen s – Pa 3: Labo a o y measu emen o ai bo ne sound insula ion o building
elemen s. Na impossibilidade de se ealiza os ensaios no malizados, execu ou-se da o ma
mais ap oximada possí el, de modo a ob e esul ados que pe mi issem e i a algumas
conclusões sob e os ma e iais a ensaia .
A no ma NP EN ISO 717-1 é a no ma com o p ocedimen o pa a con e são de alo es de
índices de edução sono a po banda de equência num único índice no malizado,
denominado Rw, em dB. Os índices ob idos com o dispos o na no ma, des inam-se a
ca ac e iza o isolamen o sono o a sons de condução aé ea, de elemen os de cons ução e em
edi ícios, e a simpli ica a o mulação dos equisi os acús icos dos edi ícios. Os alo es de R
ob idos nos ensaios são compa ados com as cu as de e e ência da no ma, nes e caso, pa a
as bandas de equências de um e ço de oi a a ( abela 2). Pa a a alia o índice de
isolamen o sono o a pa i das medições ob idas, ajus a-se a cu a de e e ência, po
pa ama es de 1 dB, ela i amen e à cu a dos alo es medidos, de modo que a soma dos
des ios a o á eis seja a maio possí el, mas não supe io a 32 dB. Um des io des a o á el,
numa de e minada banda de equências, é aquele que oco e quando o alo medido é
in e io ao alo de e e ência. Apenas de em se idos em con a os des ios des a o á eis. O
alo inal, exp esso em decibéis, da o denada da cu a de e e ência co esponden e à
banda de equências de 500 Hz, após o ajus e ealizado de aco do com o p ocedimen o
desc i o, co esponde ao índice de isolamen o sono o Rw [29].
Ou a p op iedade impo an e na ca ac e ização acús ica de um ma e ial é o coe icien e
de abso ção sono a. Es a ca ac e ís ica de ine-se como sendo a p op iedade que os ma e iais
possuem capaz de ans o ma pa e da ene gia sono a que sob e eles incide em ou a o ma
de ene gia, como, po exemplo, ene gia é mica. Segundo a no ma, es a p op iedade es á
de inida como abso ção sono a de um meio como sendo a edução da po ência sono a po
dissipação esul an e da p opagação do som nesse meio. Depende do ipo de supe ícies, do
ângulo de incidência do som, da equência da onda e das condições de aplicação do sis ema
do qual o ma e ial é cons i uin e. Designa-se po (al a) a elação en e a quan idade de
18
ene gia sono a que é dissipada ou abso ida po de e minado ma e ial e aquela que sob e
esse ma e ial incide. Es a elação é quan i icada de 0 a 1, o que simboliza que um ma e ial
que possua um coe icien e de abso ção sono a de 0,5 abso e 50% da ene gia que sob e ele
incide. To na-se como uma p op iedade sob e qual se podem se classi icados os ma e iais,
sendo que ma e iais com coe icien es supe io es a 0,5 são conside ados abso en es [4].
2.2.P op iedades Té micas
De modo a compa a di e sos ma e iais mais e e i amen e, como é o p incipal obje i o
des a Disse ação, ambém se ia impo an e compa a-los não só em e mos de p op iedades
acús icas, mas ambém p op iedades é micas.
A ansmissão de calo não é mais do que a ansmissão de ene gia de uma egião pa a
ou a, como esul ado de uma di e ença de empe a u as en e elas. A ansmissão de calo
êm ês o mas dis in as de acon ece : ansmissão po condução, que é a passagem de calo
de uma pa a ou a egião no mesmo co po, ou em co pos di e en es que es ejam em
con ac o; ansmissão po adiação, que é a emissão de ene gia da supe ície de um co po sob
a o ma de ondas elec omagné icas; e ansmissão po con ecção, que é a passagem de calo
de uma zona pa a ou a de um luído em consequência do mo imen o ela i o das pa ículas
desse mesmo luído.
O g adien e de empe a u a ao longo de uma subs ância homogénea o igina um luxo de
ene gia po condução. No caso de uma pa ede plana, cuja supe ície in e na e ex e na é
cons i uída pelo mesmo ma e ial, o luxo de ans e ência de calo é dado po :
onde é o coe icien e de condu i idade é mica do ma e ial (
, em unidades SI), a
espessu a da pa ede e a di e ença de empe a u a en e a supe ície mais quen e
e a mais ia.
A p op iedade é mica mais u ilizada pa a classi icação de ma e iais de cons ução é a
condu i idade é mica. Depende da na u eza do ma e ial, sendo ele ado pa a bons
condu o es, como os me ais, e baixo pa a isolan es é micos. É igual à quan idade de calo
po unidade de empo que a a essa uma camada de espessu a e de á ea desse ma e ial, po
unidade de di e ença de empe a u a en e as duas aces do ma e ial [30].
19
2.3. Sin ese bibliog á ica das p op iedades da co iça e
p odu os conco en es
Como pa e inicial do abalho de Disse ação, p ocedeu-se à in es igação e análise de
p op iedades é micas e acús icas de á ios ma e iais conco en es aos aglome ados de
co iça da DOFco k. A in es igação cen ou-se mais nessas p op iedades pois são as mais
impo an es nas aplicações dadas aos aglome ados. Em seguida, são concen adas em abela
as p op iedades dos espec i os ma e iais, de modo a acili a a compa ação en e ma e iais
e se analisa que ensaios execu a pos e io men e.
P odu os a
analisa
Condu i idade
Té mica
(W/m2Cº)
Reacção
ao ogo
(classe)
A de?
Co iPAN
0,045-0,049[I]
E[I]
Sim
Aglome ado
Neg o
0,04-0,065[II]
E
-
EPS
0,037-0,055[II]
E
Sim
XPS
0,035-0,045[III]
E
Sim
Lã de ocha
0,032-0,045[II]
A1[IV]
Não
Lã de id o
0,031-0,043[II]
A1[IV]
Não
Tabela 1 - P op iedades Té micas do co iPAN e p odu os conco en es
Fon e: [I] – Ca álogo DOFco k; [II] – Coe icien es de T ansmissão Té mica de Elemen os da
En ol en e dos Edi ícios (2006) - LNEC (Labo a ó io Nacional de Engenha ia Ci il); [III] – Ca álogo Knau
Insula ion; [IV] – Ca álogo IZOCAM.
P odu os a
Analisa
Coe icien e
Abso ção
Ní el de edução
dB (Lw)
Co iPAN
0,2-0,55[I]
17[V]
Aglome ado
neg o
-
-
EPS
0,44-0,5[V]/[VI]
30[V]
XPS
-
-
Lã de ocha
0,9[V]
-
Lã de id o
0,55-1[V]
-
Tabela 2 – P op iedades acús icas do co iPAN e p odu os conco en es
Fon e: [V] – Asd ubali, F., Su ey on he acous ical p ope ies o new sus ainable ma e ials o
noise con ol, in Eu onoise 2006: Tampe e, Finland; [VI] – Ca álogo Vicous ic.
26
I
II
III
IV
Figu a 18 - Esquema do ensaio de isolamen o a sons de pe cussão: I –
Máquina de pe cussão; II – Ma e ial a ensaia ; III – Supe ície de di isão
en e a câma a supe io e in e io ; IV - sonóme o
27
3.3.Ensaios de isolamen o a sons de condução aé ea
Nos ensaios de isolamen o a sons de pe cussão an e io men e execu ados, os p odu os que
o am ensaiados o am o co iPAN e o co kROLL, que êm aplicações em que o isolamen o a
sons de pe cussão é mais p io i á io. Pa a o co kGRAN, aglome ado de co iça e be ão, a sua
aplicação em supe ícies implica que, em e mos acús icos, seja mais ele an e o seu
isolamen o a sons de condução aé ea. Os ensaios de isolamen o a sons aé eos o am
execu ados de o ma ap oximada à no ma, is o não se exequí el aze-los de o ma
no malizada. Os ensaios o am execu ados no equipamen o ACUSTILAB ( igu a 19), do
Depa amen o de Engenha ia Ci il, onde o NI&DEA em execu ado inúme os ensaios ela i os
a p op iedades acús icas. O ACUSTILAB é uma câma a e e be an e dupla pa a ins
educacionais, de eduzidas dimensões: 1,5 x 3,5 x 1,4 m3. É usada pa a es udos de empos de
e e be ação e, no caso des e ensaio, no es udo de isolamen o sono o. O ACUSTILAB con ém
uma di isão das câma as mó el que pe mi e a ixação dos ma e iais a es a . Uma laje de
be ão colocada po cima a cob i odo o equipamen o pe mi e isola o máximo possí el as
câma as e e be an es de sons ex e io es ao ACUSTILAB. Con udo, de ido a enómenos de
ansmissões ma ginais abaixo dos 315 Hz, e de ugas a equências supe io es a 3150 Hz, só
esse in e alo é conside ado signi ica i o pa a análise de esul ados [29,31].
Figu a 19 - Desenho esquemá ico do ACUSTILAB [29]
28
Figu a 20 - In e io do ACUSTILAB
Pa a a execução des es ensaios, mon a am-se duas pa edes ei as com os blocos de
co kGRAN an e io men e ab icados, uma pa ede 1 com os blocos de co kGRAN 2-14 mm (com
g ânulos de co iça en e 2 e 14 mm), e uma pa ede 2 com os blocos de co kGRAN 2-5 mm
( igu as 21 a 23), com 38 a 40 blocos com 20 x 20 x 5 cm de dimensão.
Figu a 21 – Início da mon agem da pa ede com co kGRAN 2-5 mm
29
Figu a 22 – Pa ede 2 mon ada mas com issu as nes a ase
Pa a a ob enção de melho es esul ados, oi necessá io cob i odas as issu as que
pode iam exis i na pa ede. Usou-se cimen o-cola, silicone e espuma de modo a sela
comple amen e uma câma a e e be an e da ou a. Como é e iden e na igu a 22, nes a
al u a ainda exis iam mui as issu as na pa ede. Com os p odu os an e io men e e e idos, oi
possí el melho a o isolamen o da pa ede, como se e idencia na igu a 23.
Figu a 23 – Pa ede 2 comple amen e isolada
30
Pos e io men e, colocou-se uma on e ansmisso a de som ( igu a 26), uma coluna ma ca
JBL, numa das câma as. O som é cap ado do ou o lado da pa ede a a és de um disposi i o
que mede o alo de decibéis naquela câma a ( igu a 24), denominado sonóme o, um Solo 01
dB. O índice de edução sono a Rw co esponde á ao calculado associado à di e ença de
decibéis en e uma câma a e ou a, aduzindo-se na capacidade da pa ede abso e o som.
Figu a 26 - Fon e ansmisso a de som
Figu a 25 - Mic o one ece o de som
Figu a 24 - Sonóme o cone ado ao
mic o one que egis a os alo es de décibeis
31
O mic o one oi colocado nas posições indicadas na igu a 27 de modo a uni o miza os
esul ados da cap ação de som, e i ando que algum de ei o localizado pon ualmen e na
pa ede de ensaio a e asse o esul ado inal.
3.4. De e minação da Massa Volúmica Apa en e
Pos e io men e aos ensaios acús icos ealizados aos aglome ados de co iça, a
de e minação da massa olúmica apa en e e da abso ção de humidade o na am-se
p op iedades ú eis pa a in es iga e es a .
A massa olúmica apa en e co esponde à massa de um co po po unidade de olume
apa en e desse co po, exp essa em quilog amas po me o cúbico [2]. Pa a al, execu ou-se o
ensaios pa a 6 amos as de cada um dos ipos de aglome ado de co iça, o co iPAN de 5 cm
de espessu a, o co kROLL de 2 mm e de 8 mm de espessu a, com as dimensões o mais
ap oximadas possí el às medidas indicadas na no ma NP 2372, sob e ensaios a aglome ados
compos os de co iça. As medidas ap esen adas o am 100 x 50 mm, apenas a iando a
espessu a pa a cada ipo de amos a. Com o auxílio de um paquíme o ele ónico,
de e minou-se o comp imen o e a la gu a das amos as, egis ando os alo es em milíme os.
A massa olúmica apa en e é dada pela seguin e exp essão:
Figu a 27 – Esquema do in e io do ACUSTILAB, onde es ão iden i icados como; I – a
on e ansmisso a de som; II – as posições do mic o one ecep o ; III – a pa ede de ensaio
I
II
II
II
III
32
Em que co esponde à massa da amos a, em g amas, a edondada à décima;
co esponde ao comp imen o da amos a, em milíme os, a edondado à unidade;
co esponde à la gu a da amos a, em milíme os, a edondado à unidade; co esponde à
espessu a da amos a, em milíme os, a edondado à décima. A massa olúmica apa en e i á
co esponde à média dos esul ados ob idos pa a cada p o e e, ap esen ado em quilog amas
po me o cúbico, e a edondado à unidade.
3.5. Teo de abso ção de humidade
O eo de humidade é de e minado pela quan idade de água po unidade de massa seca,
ge almen e ap esen ado po :
Em que co esponde à massa da amos a no inal do ensaio e a massa inicial da
amos a. O alo do eo de humidade é ap esen ado em pe cen agem [7]. Nes e ensaio,
mediu-se o peso numa balança ele ónica de 2 amos as de cada ipo de aglome ado de
co iça ( igu a 28-29), num o al de 6 amos as, e pos e io men e acondiciona am-se as
amos as num aquá io selado ( igu a 30-31), em que oi p oduzido um ne oei o, sa u ando o
a com apo de água, sendo que as amos as ica am 48 ho as nesse ambien e. No inal das
48 ho as, ol ou-se a medi o peso das amos as, a edondado às cen ésimas.
Figu a 28 – Amos as de co kROLL pa a
ensaios de de e minação da massa olúmica
apa en e e abso ção de humidade
Figu a 29 – Amos as de co iPAN pa a
ensaios de de e minação massa olúmica
apa en e e abso ção de humidade
33
Figu a 30 - Aquá io com ne oei o a i icial
pa a ensaio de abso ção de humidade
Figu a 31 - Aquá io com ne oei o
a i icial e as amos as a se em es adas
34
4
Resul ados e Discussão
4.1. Ensaios de isolamen o a sons de pe cussão
Po ensaio, o am ei os oi o egis os. E e uou-se o cálculo das médias ene gé icas dos
ensaios, e jun amen e com os alo es an e io men e e e idos sob e os ensaios de isolamen o
a sons de pe cussão, ob ém-se os seguin es alo es:
co iPAN - 2 cm de espessu a
F eq. (Hz)
100
125
160
200
250
315
400
500
630
800
1000
1250
1600
2000
2500
3150
4000
5000
TR (s)
12,0
11,2
12,0
9,7
10,3
10,6
10,3
9,3
8,4
7,4
6,5
5,9
5,2
4,6
4,0
3,5
2,8
2,3
L0 (dB)
60,8
71,1
73,9
75,4
82,4
78,9
81,1
83,0
80,9
81,0
79,1
80,8
79,4
79,4
77,8
76,0
73,1
69,6
Ln.0 (dB)
55,5
66,1
68,6
71,0
77,7
74,1
76,4
78,8
77,1
77,8
76,4
78,6
77,7
78,2
77,2
76,0
74,1
71,4
Li (dB)
63,0
70,5
70,5
72,5
71,9
66,3
63,4
54,0
47,2
45,8
40,6
37,8
33,3
28,8
22,7
14,7
9,9
8,7
Ln (dB)
57,6
65,5
65,2
68,1
67,2
61,5
58,7
49,8
43,4
42,6
38,0
35,6
31,6
27,6
22,2
14,8
10,9
10,6
ΔL (dB)
0,0
0,6
3,4
2,9
10,5
12,6
17,7
29,0
33,7
35,2
38,5
43,0
46,1
50,6
55,1
61,3
63,2
60,9
Ln. .0 (dB)
67,0
67,5
68,0
68,5
69,0
69,5
70,0
70,5
71,0
71,5
72,0
72,0
72,0
72,0
72,0
72,0
72,0
72,0
Ln. (dB)
67,0
66,9
64,6
65,6
58,5
56,9
52,3
41,5
37,3
36,3
33,5
29,0
25,9
21,4
16,9
10,7
8,8
11,1
Ln. .0.w (dB)
78,0
Ln. .w (dB)
57,0
∆Lw (dB)
21,0
Tabela 5 - ∆Lw do co iPAN de 2 cm de espessu a
35
co iPAN – 5 cm de espessu a
F eq. (Hz)
100
125
160
200
250
315
400
500
630
800
1000
1250
1600
2000
2500
3150
4000
5000
TR (s)
12,0
11,2
12,0
9,7
10,3
10,6
10,3
9,3
8,4
7,4
6,5
5,9
5,2
4,6
4,0
3,5
2,8
2,3
L0 (dB)
60,8
71,1
73,9
75,4
82,4
78,9
81,1
83,0
80,9
81,0
79,1
80,8
79,4
79,4
77,8
76,0
73,1
69,6
Ln.0 (dB)
55,5
66,1
68,6
71,0
77,7
74,1
76,4
78,8
77,1
77,8
76,4
78,6
77,7
78,2
77,2
76,0
74,1
71,4
Li (dB)
60,2
71,6
69,2
67,7
68,1
61,7
61,1
58,2
53,5
46,7
37,5
29,7
22,1
15,8
10,3
7,6
6,5
7,0
Ln (dB)
54,9
66,6
63,9
63,3
63,4
56,9
56,4
53,9
49,7
43,5
34,9
27,4
20,4
14,6
9,8
7,6
7,5
8,8
ΔL (dB)
0,6
0,0
4,7
7,7
14,3
17,2
20,0
24,8
27,4
34,3
41,6
51,1
57,3
63,6
67,5
68,4
66,6
62,6
Ln. .0 (dB)
67,0
67,5
68,0
68,5
69,0
69,5
70,0
70,5
71,0
71,5
72,0
72,0
72,0
72,0
72,0
72,0
72,0
72,0
Ln. (dB)
66,4
67,5
63,3
60,8
54,7
52,3
50,0
45,7
43,6
37,2
30,4
20,9
14,7
8,4
4,5
3,6
5,4
9,4
Ln. .0.w (dB)
78,0
Ln. .w (dB)
55,4
∆Lw (dB)
22,6
Tabela 6 - ∆Lw do co iPAN de 5 cm de espessu a
co kROLL – 2 mm de espessu a
F eq. (Hz)
100
125
160
200
250
315
400
500
630
800
1000
1250
1600
2000
2500
3150
4000
5000
TR (s)
12,0
11,2
12,0
9,7
10,3
10,6
10,3
9,3
8,4
7,4
6,5
5,9
5,2
4,6
4,0
3,5
2,8
2,3
L0 (dB)
60,8
71,1
73,9
75,4
82,4
78,9
81,1
83,0
80,9
81,0
79,1
80,8
79,4
79,4
77,8
76,0
73,1
69,6
Ln.0 (dB)
55,5
66,1
68,6
71,0
77,7
74,1
76,4
78,8
77,1
77,8
76,4
78,6
77,7
78,2
77,2
76,0
74,1
71,4
Li (dB)
62,2
70,3
72,2
75,5
75,4
72,7
75,4
73,0
68,5
61,5
55,7
53,7
46,8
34,5
26,3
18,8
12,7
9,8
Ln (dB)
56,8
65,3
66,9
71,1
70,7
67,9
70,7
68,8
64,7
58,3
53,0
51,4
45,1
33,4
25,7
18,8
13,7
11,6
ΔL (dB)
0,0
0,8
1,7
0,0
7,0
6,2
5,7
10,0
12,4
19,5
23,4
27,1
32,6
44,9
51,5
57,2
60,4
59,8
Ln. .0 (dB)
67,0
67,5
68,0
68,5
69,0
69,5
70,0
70,5
71,0
71,5
72,0
72,0
72,0
72,0
72,0
72,0
72,0
72,0
Ln. (dB)
67,0
66,7
66,3
68,5
62,0
63,3
64,3
60,5
58,6
52,0
48,6
44,9
39,4
27,1
20,5
14,8
11,6
12,2
Ln. .0.w (dB)
78,0
Ln. .w (dB)
60,0
∆Lw (dB)
18,0
Tabela 7 - ∆Lw do co kROLL de 2 mm de espessu a
42
5
Conclusões
A p esen e disse ação e e como obje i o o es udo das p op iedades dos p odu os da
DOFco k, p incipalmen e a ní el das p op iedades acús icas, is o se em as p op iedades em
que os aglome ados de co iça ob êm mais an agem em elação à maio ia dos p odu os da
conco ência.
Um es udo inicial sob e os aglome ados de co iça e os ma e iais conco en es pe mi iu
cons a a em quais das p op iedades os aglome ados es ão em melho posição de en e os
ma e iais de isolamen o usados na cons ução. Sob e a pesquisa, pe mi iu cons a a que as
p op iedades é micas dos aglome ados não são an ajosas em elação à conco ência, sendo
que p op iedades acús icas e elam-se mais an ajosas.
Pos e io men e execu a am-se dois ipos de ensaios acús icos, ensaio de isolamen o a
sons de pe cussão e isolamen o a sons de condução aé ea, es e úl imo pa a os aglome ados de
co iça com be ão. Após os ensaios deno a-se a melho capacidade de abso ção de sons de
pe cussão, em elação a ou os ma e iais como o polies i eno expandido. Nos ensaios de
isolamen o a sons de pe cussão, o aumen o de espessu a dos p odu os DOFco k pe mi e
melho a a capacidade de isolamen o. Nos ensaios de isolamen o a sons de condução aé ea
deno a-se que o co kGRAN é um p odu o com p op iedades in e essan es a ní el de
isolamen o. Embo a o ensaio não enha sido e e uado de aco do com a no ma, pe mi iu
analisa que o c escimen o do amanho de g ânulos de co iça o igina melho es esul ados de
isolamen o. No en an o, o aumen o dos g ânulos da co iça azem aumen a a agilidade das
peças, sendo que limi a o seu uso a aplicações sem exigências mecânicas.
Os p ocedimen os que pe mi i am ob e a massa olúmica apa en e e o eo de abso ção
de humidade pe mi i am ob e no as in o mações sob e os aglome ados de co iça da
emp esa. O maio amanho de g ão de co iça nos aglome ados con e e uma meno massa
olúmica apa en e e meno abso ção de humidade.
43
5.1.Desen ol imen os u u os
De u u o se ia impo an e es uda com mais de alhe o isolamen o a sons aé eos do
p odu o co kGRAN, execu ando-se ensaios no malizados. A u ilização dos g ânulos sol os em
con apa ida aos aglome ados com aglome an e pa ece se uma boa solução, is o se em
mais e sá eis em e mos de amanho de g ão e pode o igina á ias composições.
Es udos ecen es êm despe ado a a enção pa a no as u ilizações dos g anulados de
co iça. A u ilização do pó de co iça nas supe ícies de placas de ib a de madei a pode á se
uma boa u ilização pa a aplicações de isolamen o a sons de pe cussão. Jun a g ãos de
co iça com maio es dimensões (5 a 15 mm) no in e io de po as de madei a, melho a ia o
desempenho isolan e da mesma, a ní el acús ico e é mico. A colocação de g ãos no in e io
de pa edes ocas ou di isó ias de di e en es salas pode ão melho a a capacidade isolan e da
di isão, pois jun a as p op iedades da pa ede oca e as p op iedades isolan es dos g ãos de
co iça, sem nunca p eenche po comple o esses espaços, sendo que o a con ido na
es u u a celula da co iça é o que pe mi e à co iça ob e a sua boa capacidade isolan e.
Emp esas nacionais êm desen ol ido nos úl imos anos placas de gesso laminado com
placas de aglome ado de co iça expandida. Es e p odu o jun a as melho es ca ac e ís icas,
sendo que melho a conside a elmen e o compo amen o acús ico. Tem indo a se mais
usado na eabili ação de habi ações de ido ao aumen o de e iciência ene gé ica que es es
p odu os o e ecem, é um ma e ial que supo a odo o ipo de e es imen os, como in a ou
papel de pa ede, ecológico, du á el e de ácil e ápida aplicação [32].
44
6
Re e ências Bibliog á icas
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[32] GYPTEC – No a Placa de Gesso com Isolamen o em Co iça, 2012, G upo P ece am
46
Anexo
Especi icações écnicas dos p odu os DOFco k
co iPAN – 98,5% de g ânulos de co iça, 2-14 mm de g anulome ia + 1,5%
adesi o [sem sol en es e sem p esença de u eia- o maldeído]
Co e
Se a ci cula ou eba bado a
Densidade s anda d
170 kg/m3 ( 5%)
Dimensões s anda d
1000 x 500 mm ( 1 mm)
Espessu as s anda d
10, 20, 30, 40, 50 e 60 mm ( 1 mm)
Embalagem
Plas i icada
Pale es com 120 x 100 cm
Resul ado
No ma
Reação ao ogo
Eu oclass E
(EN 11925-2:2002)
(EN 13501-1 + A1:2009)
Condu i idade é mica
0,050 W/mºC
(EN 12667) (EN ISSO 10456)
Resis ência é mica
0,392 m2.ºC/W (20 mm) /
1,176 m2.ºC/W (60 mm)
(EN 12667:2001)
Coe icien e de abso ção
sono a
Classe E (20 mm) / Classe D
(60 mm)
(EN ISO 20354) (EN ISO
11654)
Resis ência à comp essão
180 kPa
(NP EN 826:1996)
Resis ência à lexão
120 kPa
(NP EN 12089:1997)
Tabela A.1 – Especi icações écnicas do co iPAN
Tabela A.2 – Especi icações écnicas do co iPAN
47
co kROLL – 91% g anulado de co iça + 9% adesi o [sem
sol en es e isen o de u eia o maldeído]
Co e
Cani e e ou x-a o
Densidade s anda d
200 kg/m3 – 250 kg/m3
Dimensões s anda d
La gu a: 1 m | 1,25 m
Comp imen o: 10 – 33,3 m
Espessu as s anda d
2, 3, 4, 5, 6, 8 mm
co kGRAN (Pa a Be ão Le e) – 8 pa es de g ânulo de co iça (2 -
14); 2 pa es de a eia; 1-1,5 pa es de cimen o
Resul ado
No ma
Resis ência à comp essão
0,48 – 0,95 MPa
LNEC E226
Resis ência à ação
0,18 – 0,54 MPa
LNEC E227
ondu i idade é mica
0,14 – 0,17 W/mº.C
ISSO 8301.1991
Tabela A.3 – Especi icações écnicas do co kROLL
Tabela A.3 – Especi icações écnicas do co kGRAN
48
(Hz) 100 125 160 200 250 315 400 500 630 800 1000 1250 1600 2000 2500 3150 4000 5000
Regis o 01 60,8 71,1 73,9 75,4 82,4 78,9 81,1 83 80,9 81 79,1 80,8 79,4 79,4 77,8 76 73,1 69,6
Regis o 02 63,2 73,9 74 74,7 80 80 83,8 81,7 81,2 81,7 79,2 81,2 80,1 79,8 78,2 76,5 73,3 70
Regis o 03 62,4 72 71,2 73,8 79,6 78,7 81,8 81,6 80,1 81,2 78,7 80,9 79,9 79,6 78,3 76,1 73,5 70,2
Regis o 04 61,9 72,6 75,1 74,7 79,7 78 81,2 81,3 81,5 81,2 79,5 81,2 80 79,5 78 76,2 73,2 69,7
Regis o 05 62,6 72,7 74,1 73,8 81,3 79,2 80,7 80,9 81,3 81 79,5 80,3 80,1 79,6 78,1 75,8 73,1 69,3
Regis o 06 63,9 77,3 75,4 74,2 80,2 79,5 82,1 81 81,3 81,5 80 80,3 79,9 79,4 77,9 75,8 73,3 69,7
Regis o 07 64,1 72,9 72 74,6 80,1 77,4 81,3 82,3 81,6 80,7 80 80,4 79,9 79,6 78 76,3 73,5 69,6
Regis o 08 62,6 71,5 73 75,3 80,6 77,9 82,7 82,5 81,2 81,3 79,6 80,7 80,1 79,3 78 75,8 73,1 69,5
(Hz) 100 125 160 200 250 315 400 500 630 800 1000 1250 1600 2000 2500 3150 4000 5000
Média (dB) 62,79971 73,45921 73,78823 74,59961 80,5836 78,77779 81,94745 81,84496 81,15859 81,2098 79,46969 80,73877 79,93026 79,52753 78,04008 76,06944 73,26538 69,70814
Bole ins de Ensaio de Pe cussão
Sem amos a
Co iPAN 2 cm
F eq. (Hz)
100
125
160
200
250
315
400
500
630
800
1000
1250
1600
2000
2500
3150
4000
5000
TR (s)
12,0
11,2
12,0
9,7
10,3
10,6
10,3
9,3
8,4
7,4
6,5
5,9
5,2
4,6
4,0
3,5
2,8
2,3
L0 (dB)
60,8
71,1
73,9
75,4
82,4
78,9
81,1
83,0
80,9
81,0
79,1
80,8
79,4
79,4
77,8
76,0
73,1
69,6
Ln.0 (dB)
55,5
66,1
68,6
71,0
77,7
74,1
76,4
78,8
77,1
77,8
76,4
78,6
77,7
78,2
77,2
76,0
74,1
71,4
Li (dB)
63,0
70,5
70,5
72,5
71,9
66,3
63,4
54,0
47,2
45,8
40,6
37,8
33,3
28,8
22,7
14,7
9,9
8,7
Ln (dB)
57,6
65,5
65,2
68,1
67,2
61,5
58,7
49,8
43,4
42,6
38,0
35,6
31,6
27,6
22,2
14,8
10,9
10,6
ΔL (dB)
0,0
0,6
3,4
2,9
10,5
12,6
17,7
29,0
33,7
35,2
38,5
43,0
46,1
50,6
55,1
61,3
63,2
60,9
Ln. .0 (dB)
67,0
67,5
68,0
68,5
69,0
69,5
70,0
70,5
71,0
71,5
72,0
72,0
72,0
72,0
72,0
72,0
72,0
72,0
Ln. (dB)
67,0
66,9
64,6
65,6
58,5
56,9
52,3
41,5
37,3
36,3
33,5
29,0
25,9
21,4
16,9
10,7
8,8
11,1
Ln. .0.w (dB)
78,0
Ln. .w (dB)
57,0
∆Lw (dB)
21,0
(Hz) 100 125 160 200 250 315 400 500 630 800 1000 1250 1600 2000 2500 3150 4000 5000
Regis o 01 62,5 70,3 71,3 72,3 74 66,9 62,1 54,5 46,8 46 40 38,2 34,2 29,8 23,9 15,3 11,3 10,5
Regis o 02 63 73 70,5 71,9 71,6 66,8 63 53,6 48 46,4 40,5 37,3 34,4 29,9 23,8 14,9 8,6 7,9
Regis o 03 63 68,6 69,3 72,7 71,7 65,5 64 54 47,9 47,1 40,5 37,8 34,6 30 23,8 15,3 7,5 6,9
Regis o 04 60,3 70,1 70,4 71,4 70,8 65 62,9 53,8 48,7 46,3 40,6 37,9 34,5 29,8 24,2 14,9 8,8 8,3
Regis o 05 62,2 68,9 71,2 73,4 72 66,6 64 53,9 46,4 44,9 40,8 37,8 31,7 27,4 21,8 16,9 13,6 12,3
Regis o 06 66,5 70,9 71,3 72,8 71,2 66,2 63,7 54,2 46,2 45,1 40,9 37,8 32 27 21,1 13,2 8,2 6,5
Regis o 07 61,7 67,9 69,7 73,7 71,4 65,9 64,1 54,1 46,5 45,1 40,4 38,2 31,7 27,5 20,7 13,2 9,2 6,9
Regis o 08 61,5 72 69,7 71,6 71,5 66,8 62,9 53,7 46,2 44,8 41,2 37,7 31,4 27,5 20,4 12,6 7,9 6,5
(Hz) 100 125 160 200 250 315 400 500 630 800 1000 1250 1600 2000 2500 3150 4000 5000
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