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Cuidadores de idosos institucionalizados - avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral

Sandra Cristina Freitas da Silva

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Monografia de Investigação Mestrado Integrado em Medicina Dentária Cuidadores de Idosos Institucionalizados - Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral Sandra Cristina Freitas da Silva Porto 2014 Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 1 - Cuidadores de Idosos Institucionalizados - Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral Monografia de Investigação Mestrado Integrado em Medicina Dentária Autora: Sandra Cristina Freitas da Silva sandracfreitas54otmail.com [email protected] Orientadora: Prof. Doutora Maria de Lurdes Ferreira Lobo Pereira Coorientadora: Prof. Doutora Isabel Cristina Gonçalves Roçadas Pires Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 2 - Agradecimentos À Prof. Doutora Maria de Lurdes Ferreira Lobo Pereira, pela orientação desta tese, pela incansável dedicação, pela ajuda imprescindível na elaboração de todo este trabalho e por todo incentivo que sempre me transmitiu. À Prof. Doutora Isabel Pires, pela colaboração imprescindível. A todos os cuidadores de idosos, que tornaram possível a execução deste trabalho. Aos Diretores dos Lares de idosos, por terem contribuído para a realização deste trabalho. Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 3 - Índice 1Resumo………………………………………………………………....6 2Abstract…………………………………………………………………7 3Introdução………………………………………………………………9 4Material e Métodos…………………………………………………….11 5Resultados……………………………………………………………...13 6Discussão……………………………………………………………....25 7Conclusão……………………………………………………………....33 8Bibliografia……………………………………………………………..34 9Anexos………………………………………………………………….37 Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 4 - Índice de Tabelas Tabela I – Caracterização da amostra segunda as caraterísticas sociodemográficas. Tabela II - Caracterização da amostra segundo a formação profissional do cuidador. Tabela IIICaracterização dos participantes relativamente ao conhecimento sobre os fatores que influenciam o aparecimento da cárie dentária. Tabela IVCaracterização dos participantes relativamente ao conhecimento sobre formas de prevenção da cárie dentária. Tabela V - Caracterização da amostra relativamente às sequelas e prevenção da doença periodontal, formação e ações realizadas na prevenção da doença periodontal. Tabela VI - Caracterização da amostra segundo o seu conhecimento, formação e ações realizadas a nível da saúde oral do idoso autónomo. Tabela VIICaracterização da amostra segundo o seu conhecimento, formação e ações realizadas a nível da saúde oral do idoso não autónomo. Tabela VIIICaracterização da amostra segundo as suas principais dúvidas em relação à saúde oral. Tabela IX – Caracterização dos participantes relativamente à associação entre informação sobre saúde oral e saúde geral. Tabela X - Caracterização dos participantes que receberam formação específica relativamente ao fato de fornecerem instruções de higiene oral aos idosos autónomos. Tabela XI - Caracterização dos participantes que receberam formação específica relativamente ao fato de realizarem a higiene oral dos idosos não autónomos. Tabela XII - Caracterização dos participantes que receberam formação em relação à saúde oral e o conhecimento da influência da alimentação na saúde oral. Tabela XIIICaracterização dos participantes que receberam formação em relação à saúde oral e o conhecimento da influência da consistência dos alimentos na saúde oral. Tabela XIV - Caracterização dos participantes que receberam formação em relação à saúde oral e o conhecimento que a doença periodontal pode levar à perda de dentes. Tabela XV - Caracterização dos participantes que receberam formação em relação à saúde oral e o conhecimento sobre as principais doenças que afetam um portador de prótese dentária. Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 5 - Tabela XVI - Caracterização dos participantes que reconhecem a relação entre saúde geral e oral e hábito de examinar a boca dos idosos. Lista de Abreviaturas %- Percentagem nNúmero SPSSStatistical Package for the Social Sciences Ens. - Ensino Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 6 - Resumo Introdução: O declínio da fecundidade e o aumento da esperança média de vida são fatos que provam que a população mundial está a envelhecer. Mas este aumento da esperança de vida só se torna um progresso para a sociedade se não se acompanhar de uma diminuição da qualidade de vida das pessoas idosas. Objetivos: O objetivo deste estudo foi avaliar o conhecimento do cuidador em relação às principais doenças que afetam a cavidade oral do idoso, caracterizar os cuidados prestados aos idosos em termos de promoção de saúde oral. Adicionalmente pretendeu-se caraterizar os conhecimentos do cuidador em relação aos determinantes de saúde oral. Materiais e métodos: Este estudo transversal foi elaborado através da aplicação de um questionário, por entrevista, a uma população de 197 cuidadores de idosos institucionalizados que exerciam a sua profissão em Instituições do distrito do Porto. Resultados: Segundo este estudo verificou-se que o perfil dos cuidadores de idosos era representado principalmente pelo género feminino, com mediana de idades de 34 anos, e de nacionalidade maioritariamente portuguesa, cuja maioria concluiu o Ensino secundário. Os cuidadores do distrito do porto apresentavam razoáveis conhecimentos sobre a saúde oral, principalmente no que diz respeito à cárie dentária. Verificou-se também, um elevado desconhecimento em relação às principais doenças que afetam um individuo idoso portador de prótese dentária, assim como desconhecimento relativo à doença periodontal. Conclusão: Os resultados deste estudo indicam a necessidade de maior atenção aos cuidados de saúde oral do idoso, que tem como ponto de partida a possibilidade de oferecer aos cuidadores mais formação para lidar com os problemas de saúde oral do idoso. Palavras chave: Higiene oral, educação, cuidadores de idosos, prevenção de doenças, promoção de saúde oral, desenvolvimento de programas de saúde oral Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 7 - Abstract Introduction: The decline of fertility and the increase of life expectancy are facts that prove that the world population is aging. But this increase in life expectancy only becomes a progress for society if it is not accompanied by a decrease in the quality of life of older people. Objectives: The aim of this study was to assess the knowledge of caregivers in relation to major diseases that affect the oral cavity of the elderly, characterize the care for the elderly in terms of oral health promotion. Additionally we sought to characterize the caregiver knowledge regarding the determinants of oral health. Materials and methods: This cross-sectional survey was conducted through a questionnaire, by interview, with a population of 197 caregivers of institutionalized elderly people who exercised their profession institutions in the Oporto district. Results: According to this study it was found that the profile of caregivers of elderly is represented mainly by females, with median age of 34 years. Mostly of them are Portuguese and have completed secondary education. Caregivers demonstrated reasonable knowledge about oral health, especially related to dental caries. There was also a high ignorance about the major diseases that affect an individual elderly patient with dentures, as well as a significant ignorance about periodontal disease. Conclusion: The results of this study shows greater awareness to elderly oral health care, which has the purpose of offering more training to care providers to cope with the problems of oral health of the elderly. Key words: Dental hygiene, education, nursing home staff, disease’s prevention, health promotion, older people, oral health systems development Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 8 - “ Uma pessoa permanece jovem enquanto for capaz de aprender, adquirir novos hábitos e tolerar as contradições.” Marie von Ebner-Eschenbch Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 15 - Tabela II - Caracterização da amostra segundo a formação profissional do cuidador. n % Formação específica relacionada com o idoso* Sim 131 67,5 Não 63 32,5 Formação Especifica α 1ºSocorros 13 11,5 Animação Social e Cultural 8 7,1 Apoio Psicosocial 13 11,5 Cuidados Básicos e Continuados 8 7,1 Apoio à Família e à Comunidade 9 8 Aux. Ação Médica 9 8 Geriatria 41 36,3 Gerontologia 2 1,8 Higiene e Segurança no trabalho 6 5,3 Geriatria e 1ºSocorros 4 3,5 Formação específica sobre saúde geral Sim 119 91,5 Formação específica sobre saúde oral Sim 88 67,2 Cuidador não recebeu formação específica sobre saúde oral, obteve informação através β Escola Dentista Família Leitura Meios de comunicação 20 32 11 21 16 33,3 53,3 18,3 35 26,7 Auto-perceção da saúde oral π Mau 4 2,1 Razoável 92 47,2 Bom 75 38,5 Excelente 24 12,3 * Não responderam à questão 3 cuidadores αNão responderam à questão 84 cuidadores βCada cuidador podia escolher mais de 1 opção e não responderam 3 cuidadores πNão responderam 3 cuidadores Conhecimento, formação e ações realizadas a nível da saúde oral (Tabela III e IV) Relativamente às principais causas para o aparecimento da cárie dentária a maioria dos inquiridos referiu como principal causa a má higiene oral (96,4%) e 21,3% referiram o envelhecimento. Também se observou que um elevado número de inquiridos tem um adequado conhecimento sobre alimentos potencialmente cariogénicos. A maioria dos cuidadores (93,4%), referiu que a alimentação influência a saúde oral e 78,2% referiu existir relação entre a consistência dos alimentos e a saúde oral. Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 16 - No que diz respeito à consistência da dieta dos idosos nas instituições, a maioria dos cuidadores (64%) referiu que esta era, predominantemente, constituída por alimentos fibrosos, cereais e carne. Em relação às ações necessárias para prevenir a cárie dentária, 33% referiu uma “Boa Higiene oral”, 23,3% uma “Boa higiene oral e visitas regulares ao dentista” e 28,5% “Boa higiene oral e alimentação saudável”. Tabela IIICaracterização dos participantes relativamente ao conhecimento sobre os fatores que influenciam o aparecimento da cárie dentária. n % Etiologia da cárie dentária* Má higiene dentária Antibióticos Abuso de açúcar Falta de visitas ao dentista Presença de bactérias Consumo de antibióticos Envelhecimento Não sabe 190 80 127 114 101 39 42 4 96,4 40,6 64,5 57,9 51,3 21,8 21,3 2 Alimentos cariogénicos* Bolachas Pão Gomas Carne 88 10 178 10 44,7 5,1 90,4 5,1 Influência da alimentação na saúde oral Sim Não Não sei 184 10 3 93,4 5,1 1,5 Influência da consistência dos alimentos na saúde oral Sim Não Não sei 154 21 22 78,2 10,7 11,2 Principal consistência da dieta *Cada participante podia escolher mais de 1 opção Pastosa Pastosa e fibrosa Fibrosa, cereais e carne 28 43 126 14,2 21,8 64 *Cada participante podia responder a mais de 1 opção Tabela IVCaracterização dos participantes relativamente ao conhecimento sobre formas de prevenção da cárie dentária. Fatores para a prevenção da cárie dentária * n % Higiene oral Alimentação Higiene oral e alimentação Visitas regulares ao dentista e Higiene oral Visitas regulares ao dentista, higiene oral e meios auxiliares de higiene (Fio dentário, Elixir, Flúor) Higiene oral e alimentação 65 33 2 1 65 33 46 23,3 14 9 57 28,5 Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 17 - Na tabela V estão apresentados os dados relativos à doença periodontal. Uma elevada percentagem dos cuidadores, 49,8%, não reconheceu ou não soube que esta patologia pode levar à perda dos dentes. Em relação às ações para a prevenção desta patologia verificou-se que 50,3% não responde e 2,5% referiu não saber, daqueles que responderam, a maioria (17,8%) referiu como ação de prevenção a “Higiene oral”. Tabela V - Caracterização da amostra relativamente às sequelas e prevenção da doença periodontal, formação e ações realizadas na prevenção da doença periodontal n % Doença periodontal pode causar perda de dentes Sim Não 97 96 50,3 49,8 Ações de prevenção para a doença periodontal Higiene oral Alimentação Higiene oral e alimentação Visitas Regulares ao dentista Visitas regulares ao dentista e Higiene oral Visitas regulares ao dentista, higiene oral, uso de meios auxiliares de higiene Higiene oral e meios auxiliares de higiene Não responde Não sei 35 2 7 13 28 4 3 100 5 17,8 1 3,6 7,2 14,2 2 1,5 50,3 2,5 Alterações orais e relação com saúde geral Relativamente ao fato do cuidador considerar que existe uma relação entre as alterações orais e a saúde em geral 12,3% referiu não saber ou não existir e 87,7% referiu conhecer esta relação. Doenças orais que afetam portador de prótese dentária No que diz respeito ao conhecimento das alterações que ocorrem na cavidade oral de um idoso que seja portador de prótese dentária, a grande maioria dos cuidadores referiu não ter conhecimento dessas alterações (61,7%). Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 18 - Conhecimento, formação e ações realizadas a nível da saúde oral relativamente ao idoso autónomo Relativamente à existência de um momento que envolva a higiene oral no cronograma de tarefas do idoso, 10,7% referiu não existir. Relativamente às instruções sobre higiene oral e higiene da prótese, 16,8% respondeu não auxiliar o idoso na higiene oral e 14,7% referiu não auxiliar na higienização da prótese dentária. (Tabela VI) Tabela VI - Caracterização da amostra segundo o seu conhecimento, formação e ações realizadas a nível da saúde oral do idoso autónomo. n % Momento de higiene oral no cronograma de tarefas Sim Não Não sei 165 21 11 83,8 10,7 5,6 Instruções de higiene oral Sim Não Não sei 158 33 6 80,2 16,8 3 Instruções de higienização da prótese dentária Sim Não Não sei 164 29 4 83,2 14,7 2 Conhecimento, formação e ações realizadas a nível da saúde oral relativamente ao idoso não autónomo Na tabela VII estão apresentados os dados relativos ao conhecimento e formação do cuidador ao nível da saúde oral do idoso não autónomo. Onde se observou que 19,8% dos cuidadores não possui o hábito de examinar a cavidade oral dos idosos e 15,3% referiu não realizar a higiene oral do idoso. Dos cuidadores que realizam a higienização, a maioria referiu utilizar “Elixir” (21,8%). O momento da higienização oral realizava-se principalmente de manhã durante o banho (53,9%). Quanto há higienização das próteses dentária 16,1% dos cuidadores referiu não realizar, Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 19 - e dos cuidadores que realizavam (83,9%), utilizavam um produto específico, preferencialmente “Comprimido efervescente” (42,5%). Tabela VIICaraterização da amostra segundo o conhecimento, formação e ações realizadas a nível da saúde oral do idoso não autónomo *6 participantes não responderam ; α 6 participantes não responderam; β 68 participantes não responderam; Cada participante podia responder a mais de 1 opção; □ 5 participantes não responderam; £ 71 participantes não responderam n % Hábito de examinar a boca do idoso* Sim Não Realização da Higiene oral α Sim Não 152 39 161 30 77,2 19,8 82,1 15,3 Forma de higienização β Escova e Elixir Elixir embebido numa gaze Escova e pasta Escova, pasta e elixir Bastão de limpeza oral Bastão de limpeza oral e Elixir Escova Elixir 5 2 31 15 11 28 4 33 3,3 1,3 20,5 10 7,3 18,5 2,6 21,8 Momento da higienização π Manhã no banho De manhã Após o almoço Após o jantar Antes de dormir 104 80 67 79 78 53,9 41,5 34,7 40,9 40,4 Realização da higienização da prótese □ Sim Não 161 31 83,9 16,1 Cuidador realiza a higienização com produto específico £ Álcool Comprimidos Efervescentes Comprimido e Escova Elixir Elixir e Comprimido Elixir e Pasta π Liquido Desinfetante Pasta Dentífrica Sabão rosa 1 54 1 43 3 8 2 14 1 0,9 42,5 0,9 33,6 2,4 6,3 1,5 11 0,5 Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 20 - Implementação de programas de educação para a saúde oral direcionado para cuidadores de idosos Quando questionados relativamente à existência de um programa de educação para a saúde oral do idoso dirigido ao cuidador, somente 26,2% dos cuidadores referiu existir; 91,7% referiu estar interessado em participar e 93,6% referiu o interesse em aprender métodos de higiene oral personalizados para o idoso. (Tabela VIII) Os cuidadores quanto à questão “Dúvidas em relação á saúde oral do idoso”, 29,9% responderam ter dúvidas sobre os métodos de higiene corretos em idosos acamados/não cooperantes e para os idosos autónomos. (Tabela VIII) Tabela VIIICaracterização da amostra segundo as suas principais dúvidas em relação à saúde oral. n % Existência de programa de educação* Sim Não 50 141 26,2 73,8 Interesse na participação num programa de educação α Sim Não Não sei 176 6 10 91,7 3,1 5,2 Interesse em aprender métodos de higienização β Sim Não Não sei 176 7 5 93,6 3,7 2,7 Dúvidas em relação à saúde oral do idoso π Doenças orais Métodos de higiene Não tem Prevenção Cárie Prevenção Periodontite Produtos indicados para idosos Tudo Várias 17 26 15 5 2 8 4 10 19,5 29,9 17,2 5,7 2,3 9,2 4,5 11,5 * 7 participantes não responderam α 5 participantes não responderam β 4 participantes não responderam π 110 participantes não responderam Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 21 - Associação entre os conhecimentos adquiridos em saúde geral e a saúde oral Na tabela IX apresenta-se o resultado da associação das variáveis informação sobre saúde oral e sobre saúde geral. Verificou-se que os indivíduos que possuíam na sua formação, informação sobre a saúde geral não apresentam sempre formação sobre saúde oral. E que indivíduos que não possuem formação em saúde geral possuíam, num número reduzidos de casos, informação sobre saúde oral. Observou-se assim, uma maior tendência para existir formação em saúde oral quando cuidadores possuem formação em saúde geral. (p < 0,05) Tabela IX – Caracterização dos participantes relativamente à associação entre informação sobre saúde oral e saúde geral Formação inclui informação sobre saúde geral Formação inclui informação sobre saúde oral Sim Não p Sim 106 9 0,000* Não 50 27 *Teste de independência do Qui-Quadrado Associação entre formação específica do cuidador e instruções de como realizar a higiene oral do idoso autónomo Relativamente à associação entre as variáveis formação específica relacionada com os idosos e fornecer instruções de higiene oral ao idoso autónomo (tabela X), verificou-se que os indivíduos que possuíam formação específica forneciam, em maior proporção, instruções sobre higiene oral aos idosos autónomos. Observou-se assim, uma maior tendência para fornecer instruções de higiene oral aos idosos quando o cuidador possuía formação específica (p > 0,05). Tabela X - Caracterização dos participantes que receberam formação específica relativamente ao fato de fornecerem instruções de higiene oral aos idosos autónomos Instruções de higiene oral ao idoso autónomo Formação específica relacionada com o idoso Sim Não p Sim 107 22 0,697* Não 50 11 *Teste de independência do Qui-Quadrado Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 22 - Associação entre formação específica do cuidador e realização da higiene oral do idoso não autónomo Relativamente à associação entre formação específica relacionada com os idosos e realização da higiene oral do idoso não autónomo representado na tabela XI, verificou-se que os indivíduos que possuíam formação específica realizavam, em maior número, a higiene oral dos idosos não autónomos, quando comparado com os que não possuíam formação específica nesta área, no entanto esta associação não se revelou estatisticamente significativa. (p > 0,05). Tabela XI - Caracterização dos participantes que receberam formação específica relativamente ao fato de realizarem a higiene oral aos idosos não autónomos. Realização da higiene oral do idoso não autónomo Formação especifica direcionada ao idoso Sim Não p Sim 108 20 0,892* Não 51 10 *Teste de independência do Qui-Quadrado Associação entre informação sobre saúde oral e conhecimento das causas do aparecimento da cárie dentária e doença periodontal Relativamente à associação das variáveis formação do cuidador inclui informação sobre saúde oral e conhecimento das causas da cárie e da doença periodontal (Tabela XII, XIII, XIV), verificou-se que tanto os indivíduos que possuíam formação em saúde oral como os indivíduos que não possuíam, conheciam, na sua maioria, a influência da alimentação na saúde oral (p >0,05). O mesmo se verificou na influência da consistência dos alimentos na saúde oral. Relativamente à associação entre o possuir formação em saúde oral e os conhecimentos das sequelas da doença periodontal esta não se revelou estatisticamente significativa. (p > 0,05). Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 23 - Tabela XII - Caracterização dos participantes que receberam formação em relação à saúde oral e o conhecimento da influência da alimentação na saúde oral. Influência da alimentação na saúde oral Formação inclui informação sobre saúde oral Sim Não p Sim 120 61 0,173 * Não 11 2 *Teste de independência do Qui-Quadrado Tabela XIIICaracterização dos participantes que receberam formação em relação à saúde oral e o conhecimento da influência da consistência dos alimentos na saúde oral. Influência da consistência dos alimentos na saúde oral Formação inclui informação sobre saúde oral Sim Não p Sim 93 23 0,424 * Não 58 19 *Teste de independência do Qui-Quadrado Tabela XIV - Caracterização dos participantes que receberam formação em relação à saúde oral e o conhecimento das sequelas da doença periodontal. Doença periodontal pode levar à perda de dentes Formação inclui informação sobre saúde oral Sim Não p Sim 61 53 0,275 * Não 35 42 *Teste de independência do Qui-Quadrado Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 24 - Associação entre informação sobre saúde oral e conhecimento sobre doenças que afetam portador de prótese dentária Relativamente à associação das variáveis formação em saúde oral e conhecimento sobre as principais doenças que afetam um portador de prótese dentária, representados na tabela XV, verificou-se que os indivíduos que possuíam formação em saúde oral conheciam, em maior número, as doenças que afetam o portador de prótese dentária. (p< 0,05). Tabela XV - Caracterização dos participantes que receberam formação em relação à saúde oral e o conhecimento sobre as principais doenças que afetam um portador de prótese dentária. Conhecimentos das principais doenças que afetam um portador de prótese dentária Formação inclui informação sobre saúde oral Sim Não p Sim 51 59 0,006 * Não 20 56 *Teste de independência do Qui-Quadrado Associação entre alterações orais e hábito do cuidador de examinar a boca do idoso No que diz respeito à associação do conhecimento da relação entre saúde oral e saúde geral e hábito do cuidador em examinar a boca do idoso não autónomo (Tabela XVI). Não se observou uma relação estatisticamente significativa (p > 0,05). Tabela XVI - Caracterização dos participantes que reconhecem a relação entre saúde geral e oral e o hábito de examinar a boca dos idosos. Relação entre saúde oral e geral Hábito de examinar a boca do idoso Sim Não p Sim 136 1 6 0,155 * Não 35 8 *Teste de independência do Qui-Quadrado Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 31 - Relativamente à realização da higiene oral do idoso não autónomo, 15,3% refere não realizar e 16,1% referiu não realizar a higienização das próteses dentárias. Por outro lado, também se verificou que cuidadores que não possuíam formação específica realizavam, mesmo assim, a higiene oral do idoso. A higiene oral dos idosos, não autónomos, era realizada principalmente de manhã durante o banho. A higienização de toda a cavidade oral do idoso não autónomo deve ocorrer pelo menos três vezes por dia, sob constante sucção da saliva para evitar a obstrução das vias aéreas. A escova dentária utilizada deve possuir haste longa, cabeça pequena e cerdas macias, a quantidade de pasta dentífrica fluoretada recomendada é a do tamanho de uma ervilha. Deve-se utilizar como meios auxiliares de higiene o fio ou fita dentária assim como o limpador de línguas. Os elixires devem ser utilizados em conjunto com a ação mecânica da escovagem e nunca para a substituir. A utilização de recursos que auxiliam a higiene oral são recomendados principalmente, o abre bocas.28,29 Na população analisada verificou-se que 19,8% não têm o hábito de examinar a cavidade oral do idoso, uma percentagem elevada uma vez que 82,1% afirmou realizar a higiene oral do idoso. Vieira et al. verificaram que 79,7% de cuidadores não realizava a higienização da boca do idoso e 50,8% dos cuidadores não tinha o hábito de examinar a boca do idoso, números comparativamente mais elevados aos encontrados no presente estudo.20 A higienização após alimentação deve ser realizada todos os dias, ao acordar, após todas as refeições e no momento antes de deitar.32 Caso o idoso não seja autónomo, a mesma deverá ser realizada por um cuidador.18 A realização da higienização oral depende muito da existência de diretrizes impostas pelo próprio lar e do tempo que os cuidadores dispõem para realizar esta tarefa.10 Lopes et al. destacaram o fato de muitos dos idosos que são dependentes dos cuidadores para a realização dos cuidados de higiene oral, poderem ver feita essa higienização de forma irregular, insatisfatória ou com pouca frequência.16 Relativamente à higienização da prótese 83,9% referiu realizar, uma elevada percentagem referiu utilizar “comprimidos efervescentes” (42,5%). No estudo de Vieira et al. verificaram que 76,35% realizava a higienização das próteses e a maior parte dos cuidadores utilizava pasta dentífrica.20 Neste presente estudo o método de Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 32 - higienização mais utilizado é mais eficiente, uma vez que o uso de dentífricos para higienizar a prótese deve ser evitado pois pode conter agentes abrasivos e pode causar desgaste da prótese. Para a higienização das próteses deve utilizar-se escova e sabão neutro depois de todas as refeições.27 A falta de higienização das próteses dentárias leva a uma acumulação de microrganismos na resina acrílica, o que a torna um importante foco de infeções para o idosos.28 Andrucioli et al. referiram que os microorganismos mais encontradas nas próteses dentárias eram os Streptococcus mutans, Leveduras, Staphylococcus e Lactobacillus. Estes microorganismos predispõem o individuo ao desenvolvimento de cárie dentária, periodontopatias e processos inflamatórios da mucosa oral.29 Os métodos de limpeza da prótese dentária são divididos em três: os mecânicos que consistem na utilização da escova com sabão neutro ou um dentífrico não abrasivo, os químicos que consistem na emersão da prótese dentária em soluções químicas contendemos peróxidos alcalinos e os combinados que combinam os dois procedimentos descritos anteriormente.28,29 A promoção, prevenção e recuperação da saúde oral, devem ser inseridas na rotina de todas as instituições. As ações desenvolvidas em programas de educação para cuidadores de idosos devem promover a interação com as demais áreas do conhecimento, já que a avaliação da saúde oral e geral do idoso requer conhecimentos interdisciplinares e acompanhamento multiprofissional.18 Neste estudo verificou-se que 26,2% dos cuidadores referiu existir, na instituição onde trabalha um programa educativo dirigido ao cuidador; 91,7% dos cuidadores referiu estar interessado em participar num programa deste tipo e 93,6% referiu o interesse em aprender métodos de higiene oral personalizados para o idoso. No estudo de Vieira et al. a percentagem de cuidadores que gostaria de aprender mais sobre saúde oral (85%) foi muito aproximado ao deste estudo.20 Os cuidadores, quando questionados sobre as principais dúvidas em relação à saúde oral do idoso, responderam ter dúvidas sobre os métodos de higiene corretos em idosos acamados/não cooperantes e para os idosos autónomos (29,9%). Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 33 - No estudo de Vieira et al. as principais dúvidas dos cuidadores residiam na doença periodontal 6,8% e métodos de higiene corretos (1,7%).20 Perante este interesse dos cuidadores em saber mais sobre saúde oral é urgente refletir sobre a necessidade de desenvolver programas de apoio e orientação aos cuidadores, com o objetivo de qualifica-los, visando assim melhorar a assistência prestada aos idosos institucionalizados. Neste estudo verificou-se que existia uma maior tendência para existir formação em saúde oral quando os cuidadores possuem formação em saúde geral (p < 0,05) o que comprova o fato de, vários estudos referirem que, as pessoas olham cada vez mais para a saúde oral como parte integrante da saúde geral.9,19,20,32 Durante a recolha de dados deparámo-nos com diferentes situações. Se por um lado, alguns cuidadores apresentavam uma atitude muito positiva e uma procura de informação sobre a saúde oral do idoso, por outro lado, verificou-se um desconhecimento do que se passava na boca dos idosos, da sua importância para a qualidade de vida do idoso, da relação que a saúde oral possui com a saúde geral, assim como da necessidade de higienização não só dos dentes, como também da prótese e de toda a cavidade oral. Percebeu-se também que a maior parte dos cuidadores só realizavam a higienização da cavidade oral uma vez por dia. Este fato pode ser justificado por existir uma quantidade reduzida de cuidadores para uma grande quantidade de idosos e pelo fato do número de idosos com alterações psíquicas e motoras ser muito elevado. Estes idosos, com características muito específicas, estão altamente dependentes dos cuidadores, o que retira muito do tempo destes para auxiliar os idosos autónomos. Muitas vezes o trabalho dos cuidadores tem pouca visibilidade, a ocupação é subestimada e estes raramente têm oportunidade para a formação ou esta não é fornecida com a exigida frequência. Os resultados deste estudo indicam a necessidade de maior atenção aos cuidados de saúde oral do idoso, que tem como ponto de partida a possibilidade de oferecer aos cuidadores mais formação para lidar com os problemas de saúde oral do idoso. O estudo que se apresenta tem objetivos claros, mas pretende que a avaliação dos conhecimentos dos cuidadores em relação à saúde oral do idoso traga alguma informação útil e concreta para a população portuguesa de cuidadores de idosos institucionalizados. É urgente o controlo da situação real do nosso país e isto só é possível com a implementação de medidas preventivas e de recursos direcionados para a formação dos cuidadores. Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 34 - Bibliografia 1-Almeida, A. P. A pessoa idosa institucionalizada em Lares-Aspetos e Contextos da Qualidade de Vida. Dissertação de Mestrado. Porto:Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar, 2008. 2-Pinto, A. M. Reflexão sobre o envelhecimento em Portugal. Geriatrics.2006.11(2):74-86. 3Almeida L , Costa P, Monteiro C, Lima E. Evaluation of nurse´s knowledge about oral hygiene of institutionalized elderly patients. Int J Dent, Recife. 2011.10(3):137-142. 4-Saúde, D. G. Plano Nacional de Saúde. Obtido em Novembro de 2013, de pns.dgs.pt 5Ribeiro D, Pires I, & Pereira, M L.Comportamentos e Auto-percepção em Saúde Oral de uma População Geriátrica da região o Porto, Portugal. Revista Portuguesa de Estomatologia, Medicina Dentária e Cirurgia Maxilo Facial. 2012.54(49):221-226. 6Gavinha, S. C.Avaliação do Estado e Saúde Oral em Idosos Institucionalizados e Estudo das Repercussões do uso de Proteses Removiveis Desadaptadas nos Tecidos Dentários. Dissertação de Doutoramento. Porto: Universidade Fernando Pessoa, 2010. 7Rivaldo,E.,Padinha, D.,Frasca, L., & Rybu, B.Envelhecimento e saúde bucal. Stomatos, Universidade Luterana do Brasil. 2008.14(26):39-45. 8Agostinho, P. Perspectiva Psicossomática do envelhecimento. Revista Portuguesa de Psicossomática. 2004.26:31-36. 9Thomson, W. M.Epidemiology of oral health conditions in older people. Gerodontology. 2014.11:9-16. 10Samson H. Long-Term effect of an oral healthcare programme on oral hygiene in a nursing home. European Journal of Oral Sciences. 2009. 117:575-579. 11Oliveira, M. A., Queirós, C., & Guerra, M. P. O Conceito e Cuidador Analisado numa prespectiva Autopoiética: Do Caos à Autopoiése. Psicologia, Saúde e Doenças. 2007. 8(2):181196 12Ferreira, J, Jr. E, Rocha R , Bartoletto Y & Hebling, E. Autopercepção e Conhecimentos de Saúde Bucal de Cuidadores de Idosos Institucionalizados. XIX Congresso interno e iniciação científica. Faculdade de Odontologia-FOP UNICAMP, 2011. Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 35 - 13Zenthofer, A., Dieke, R., Dieke, A., Wege, K. C., Rammelsberg, P., & Hassel, A. J. Improving oral hygiene in the long-term care of the elderlya RCT. Community Dent Oral Epidemiol.2013.pp. 261-268. 14Ordem dos Médicos Dentistas. Estratégia de Saúde Oral em Portugal - um conceito de transversalidade que urge implementar. Porto: Plano Nacional de Saúde 2011-2016, 2010. 15Sjogren, P., Kullberg, E., Hoogstraate, J., Johansson, O., Herbst, B., & Forsell, M. Evaluation of dental hygiene education for nursing home staff. Journal of advanced nursing. 2010.345-349. 16Lopes, A. Conhecimentos sobre saúde bucal de cuidadores de idosos: Uma revisão da literatura. Dissertação de Doutoramento em Atenção Básica em Saúde da Família. Universidade Federal de Minas Gerais, 2011. 17Miguel, M., Pinto, M., & Marcon, S.The dependence on aging process in the view of old age caregivers in a nursing home. Revista electrónica de enfermagem.2007.784-795. 18Ferreira, M. Ser cuidador: um estudo sobre a satisfação do cuidador formal de idosos. Dissertação de Mestrado em Educação. Bragança: Escola Superior de Educação de Bragança, 2012. 19Saliba, N., Noimaz, S., Marques, J., Prado, R. Perfil dos cuidadores de idosos e perceção sobre saúde bucal. Interface-Comunic., Saúde, Educ. 2007. 21(11):39-50. 20Vieira, J.,Massoni A., Freitas, C., Marinho F., Costa, C. Um olhar sobre os cuidadores de idosos de instituições geriátricas de João Pessoa: Perfil e Cuidados com a saúde bucal dos idosos. Revista Baiana de Saúde Pública. 2011. 35(3):604-618. 21Cornejo-Ovalle,M., Costa-de-Lima, K., Pérez, G., Borrell, C., Casals-Peidro, E. Oral health care activities performed by caregivers for Institutionalized elderly in Barcelona-Spain. Med Oral Patol Oral Cir Bucal. 2013. 18(4), 641-649. 22Braz, M. V. Estudo da Saúde Oral e Necessidades de Tratamento Em Idosos Institucionalizados. Dissertação de Doutoramento. Porto:Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, 2011. 23Fonseca P, Areias C, Figueiral MH. Higiene de próteses removíveis. Rev Portug de Estomatol, Med Dent e Cir Maxilofacial. 2007.48(3):141-146. Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 36 - 24Forsell, M., Sjogren, P., Kullberg, E., Johansson, O., Wedel, P., Herbst, B. Attitudes and perception towards oral hygiene tasks among geriatrice nursing home staff. International journal of Dental Hygiene. 2011.199-203. 25Reed, R., Broder, H., Jenkins G., Spivack, E., Janal, M., Oral health promotion among older persons and their care providers in a nursing home facility. Gerontology.2006.23:73-78. 26Loker, D. Concepts of oral health, disease and quality of life. Slade GD Measuring oral health and quality of life.1997.11-23. 27Oliveira, J., Marcolino, J., & Andrade, M.A formação do cuidador de idosos institucionalizados: ênfase na rotina da alimentação. Estudo interdisciplinar do envelhecimento. 2011.199-214. 28-Chalmers, J.M., Ettinger, R.L. Public health issues in geriatric dentistry in the United States. Dent Clin North Am. 2008.52(2):423-446. 29Brondani, MA. Educação preventiva em odontogeriatria: mais do que uma necessidade uma realidade. Rev Odonto Cienc.2002.7:57-61. 30Douglas, B., Frank, A. Medical considerations relating to the oral health of older adults. Spec Care Dentist.2013.33(4): 164-176. 31-. Melo P., Azevedo A., Henriques M., Cárie dentáriaa doença antes da cavidade. Revista Médica da Criança e do Adolescente. 2008.253-259. 32Souza IR., Caldas CP., Atendimento domiciliário gerontológico: Contribuição para o cuidado do idoso na comunidade. Rev Bras Prom Saúde. 2008.21-61. Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 37 - Anexos Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 38 - Anexo 1 “Cuidadores de Idosos Institucionalizados - Avaliação das competências, formação e percepção sobre saúde oral” Sou aluna da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto e este ano realizo a minha Monografia de Investigação que está a ser orientada pela Prof.Doutora Maria de Lurdes Ferreira Lobo Pereira e coorientada pela Prof.Doutora Isabel Cristina Gonçalves Roçadas Pires. Nesse sentido, optei por desenvolver um projeto com os cuidadores de idosos institucionalizados, cujo objetivo primordial é contribuir para caracterizar esta população, em relação aos seus conhecimentos, perceções e ações relacionadas com os cuidados de saúde oral perante a saúde oral do idoso. Para a concretização deste objetivo, pretendo realizar um levantamento da informação necessária utilizando um questionário onde serão avaliados dois parâmetros essenciais: a formação, o cuidador e as ações realizadas, por este, para a promoção da saúde oral. Este trabalho terá como principal benefício perceber as principais dúvidas e dificuldades do cuidador, para posteriormente, depois de analisadas e publicadas auxiliarem na elaboração de um programa de saúde oral direcionado aos cuidadores. E desta forma, ajudar os cuidadores de idosos institucionalizados a se prepararem para receber e responder às ansias e necessidades dos idosos no que diz respeito á saúde oral. Os participantes serão submetidos a um questionário composto por vinte e nove perguntas, estando salvaguardado o anonimato dos mesmos e dados recolhidos assim como será assegurado que a intervenção no âmbito desta investigação não coloque em risco o bem-estar do participante. Desde já agradeço, Declaro que recebi, li e compreendi a explicação do estudo: ___________________________________________________________________ (O/AParticipante) O Investigador: Sandra Cristina Freitas da Silva TEL:914977853; [email protected] A Orientadora: Maria de Lurdes Ferreira Lobo Pereira TEL:220 901 100: Rua Dr. Manuel Pereira da Silva, 4200-393 Porto PORTUGAL; [email protected] A CoOrientadora: Isabel Cristina Gonçalves Roçadas Pires TEL:220 901 100;Rua Dr. Manuel Pereira da Silva,4200-393 Porto PORTUGAL; [email protected] Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 39 - Anexo 2 DECLARAÇÃO DE CONSENTIMENTO INFORMADO _____________________________________________ (nome completo) do cuidador do idoso institucionalizado, compreendi a explicação que me foi fornecida, por escrito e verbalmente, acerca da investigação com o título “Cuidadores de Idosos Institucionalizados - Avaliação das competências, formação e percepção sobre saúde oral” conduzida pela investigadora Sandra Cristina Freitas da Silva na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, para a qual é pedida a minha participação. Foi-me dada oportunidade de fazer as perguntas que julguei necessárias, e para todas obtive resposta satisfatória. Tomei conhecimento de que, de acordo com as recomendações da Declaração de Helsínquia, a informação que me foi prestada versou os objetivos, os métodos, os benefícios previstos, os riscos potenciais e o eventual desconforto. Além disso, foi-me afirmado que tenho o direito de decidir livremente aceitar ou recusar a todo o tempo participar no estudo. Sei que posso abandonar o estudo e que não terei que suportar qualquer penalização, nem quaisquer despesas pela participação neste estudo. Foi-me dado todo o tempo de que necessitei para refletir sobre esta proposta de participação. Nestas circunstâncias, consinto participar neste projeto de investigação, tal como me foi apresentado pela investigadora responsável sabendo que a confidencialidade dos participantes e dos dados a eles referentes se encontra assegurada. Mais autorizo que os dados deste estudo sejam utilizados para este e outros trabalhos científicos, desde que irreversivelmente anonimizados. Data __/__/__ Assinatura do/a Participante _____________________________________________________________________________ A Investigadora: Sandra Cristina Freitas da Silva Dados de contacto: (914977853; [email protected]; Rua Dr.Manuel Pereira da Silva, 4200393 Porto PORTUGAL220901100) A Orientadora: Maria de Lurdes Lobo Pereira Dados de contacto: (TEL:220 901 100; Rua Dr. Manuel Pereira da Silva, 4200-393 Porto PORTUGAL; [email protected]) A Co-Orientadora: Isabel Cristina Gonçalves Roçadas Pires Dados de contacto: (TEL:220 901 100;Rua Dr. Manuel Pereira da Silva,4200-393 Porto PORTUGAL; [email protected]) Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 40 - Anexo 3 Questionário Parte I: As questões seguintes são relativas a dados demográficos (idade, escolaridade e formação profissional…) 1. Ano de nascimento? |__|__|__|__| 2. Sexo: 1 Feminino 2 Masculino 3. Qual a sua nacionalidade? 1 Portugal 2 Outro País. Qual:___________________________ 4. Qual a sua escolaridade? 1 1º Ciclo do Ensino Básico (Ensino Primário) – entre 1 e 4 anos de escolaridade 2 2º Ciclo do Ensino Básico (5º e 6º ano) – entre 5 e 6 anos de escolaridade 3 3º Ciclo do Ensino Básico (7º, 8º e 9º ano) – entre 7 e 9 anos de escolaridade 4 Ensino Secundário (10º, 11º e 12º ano) – entre 10 e 12 anos de escolaridade 5 Ensino Superior 6 Estudos Pós-Graduados (Mestrado/Doutoramento) Este questionário tem como objetivo avaliar e caraterizar a população de cuidadores de idosos institucionalizados. É constituído por 29 questões. A participação no estudo é voluntária e toda informação fornecida é confidencial. Agradeço a disponibilidade e colaboração neste estudo. Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 47 - Anexo 5 Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 48 - Anexo 6 DECLARAÇÃO Monografia de Investigação/ Relatório de Atividade Clínica Declaro que o presente trabalho, no âmbito da Monografia de Investigação/ Relatório de Atividade Clínica, integrado no MIMD, da FMDUP, é da minha autoria e todas as fontes foram devidamente referenciadas. 30/5/2014 A investigadora Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 49 - Anexo 7 PARECER (Entrega do trabalho final de Monografia) Informo que o Trabalho de Monografia desenvolvido pela Sandra Cristina Freitas da Silva com o título: “Cuidadores de Idosos Institucionalizados - Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral” está de acordo com as regras estipuladas na FMDUP, foi por mim conferido e encontra-se em condições de ser apresentado em provas públicas. 30/05/14 A Orientadora ___________________________________________________ Cuidadores de idosos institucionalizados – Avaliação das competências, formação e perceção sobre saúde oral - 50 -