Análise de conteúdo em fóruns de saúde na Web: proposta de um esquema de classificação
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MESTRADO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO ANÁLISE DE CONTEÚDO EM FÓRUNS DE SAÚDE NA WEB: PROPOSTA DE UM ESQUEMA DE CLASSIFICAÇÃO Bárbara Lia Guimarães da Silva M 2016 UNIDADES ORGÂNICAS ENVOLVIDAS FACULDADE DE ENGENHARIA FACULDADE DE LETRAS
Bárbara Lia Guimarães Silva Análise de conteúdo em fóruns de saúde na Web: proposta de um esquema de classificação Dissertação realizada no âmbito do Mestrado em Ciência da Informação, orientada pela Prof.ª Dra. Carla Teixeira Lopes Faculdade de Engenharia e Faculdade de Letras Universidade do Porto Junho 2016
Análise de conteúdo em fóruns de saúde na Web: proposta de um esquema de classificação Bárbara Lia Guimarães Silva Dissertação realizada no âmbito do Mestrado em Ciência da Informação, orientada pela Prof.ª Dra. Carla Teixeira Lopes Membros do Júri Presidente: Prof. Dr. António Manuel Lucas Soares Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Arguente: Prof.ª Dra. Maria Manuel Lopes de Figueiredo Costa Marques Borges Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra Orientador: Prof.ª Dra. Carla Teixeira Lopes Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
Agradecimentos Chegando ao fim mais uma etapa, não poderia deixar de agradecer a todos aqueles que, de uma forma ou outra, me ajudaram e apoiaram durante este percurso. A todos dirijo os meus agradecimentos. À minha orientadora, Professora Doutora Carla Lopes, pelo apoio, conhecimentos e críticas construtivas que me permitiram concluir este trabalho com sucesso. Igualmente, por me ter integrado num local de trabalho como o InfoLab, que me acolheu de uma forma exemplar. Aos voluntários que participaram nos testes deste estudo, por toda a paciência e disponibilidade demonstradas. À Yulia, pela companhia, gargalhadas e motivação que me deste durante estes meses em que realizamos o nosso trabalho. À minha família, pela confiança e insistência para eu ter a melhor educação possível. Às minhas amigas, Maria e Filipa, pelo apoio, compreensão e por me acompanharem nestes 5 anos.
8 Resumo Hoje em dia, a Internet é uma das maiores fontes de informação de saúde para os utilizadores, por diversas razões. Uma dessas razões é o fato dos utilizadores procurarem informação gerada por outros consumidores de saúde. Através de ferramentas de comunicação como os fóruns de saúde, os utilizadores podem partilhar informações ou experiências médicas pessoais e permitir que terceiros consultem essa informação de uma forma simples, rápida e sem custos. Esta procura leva investigadores a considerar quais as motivações dos utilizadores. Muitos desses procuram apoio que não obtiveram noutra fonte, seja diretamente com o profissional de saúde ou com familiares ou amigos. Este apoio permite não só compreender que tipo de informação os utilizadores procuram como também a forma como esses interagem uns com os outros dentro destes fóruns. A presente dissertação tem como tema principal os fóruns de saúde na Web e a forma como a análise de conteúdo pode contribuir para compreender as motivações do uso destas ferramentas de comunicação. O objetivo principal deste trabalho é a construção de um esquema de classificação, que irá poderá ser utilizado na análise de mensagens trocadas em fóruns de saúde na Web e categorizá-las. Este esquema foi desenvolvido tendo como base diversos artigos científicos de outros investigadores da área, mas envolveu também um esforço de integração e melhoria. Essa melhoria implicou a análise de conteúdo de uma amostra de 3399 mensagens de um determinado fórum de saúde na Web, o Medhelp. Depois da construção do esquema de classificação e da realização de testes com codificadores voluntários, foi necessário proceder a diversas alterações. A partir destas alterações, foi construído um esquema de classificação que foi validado por um conjunto emparelhado de juízes, para testar se o mesmo poderia ser utilizado em qualquer contexto. A avaliação do esquema envolveu a análise da concordância simples e de Kappa de Cohen, que permitiu compreender se o esquema estava bem construído e se havia melhorias a efetuar. A última fase do trabalho envolveu novamente a codificação de mensagens com o esquema de classificação final, que permitiu apresentar diversas informações estatísticas sobre essa amostra. Espera-se que o esquema de classificação desenvolvido neste trabalho possa vir a ser útil em análises automáticas deste tipo de plataformas.
9 Palavras-chave: Fóruns de saúde na Web, Esquema de classificação, Análise de conteúdo.
16 2.3 Validação ............................................................................................................... 38 2.4 NVivo ..................................................................................................................... 39 3 Proposta do esquema de classificação ............................................................... 41 3.1 Categorias de suporte ............................................................................................ 42 3.1.1 Apoio informativo .......................................................................................... 42 3.1.2 Apoio emocional ............................................................................................ 43 3.1.3 Apoio à auto-estima ....................................................................................... 45 3.1.4 Apoio em rede ............................................................................................... 46 3.1.5 Assistência ..................................................................................................... 46 3.2 Categorias que procuram suporte ........................................................................ 47 3.3 Categorias de interação de grupo ......................................................................... 47 3.4 Categorias das emoções ....................................................................................... 48 4 Avaliação ............................................................................................................ 50 4.1 Testes ..................................................................................................................... 50 4.1.1 Entrevistas .......................................................................................................51 4.2 Cálculo da concordância ....................................................................................... 52 4.2.1 Concordância simples .................................................................................... 52 4.2.2 Kappa de Cohen ............................................................................................. 53 4.3 Discussão ............................................................................................................... 54 5 Refinamento ....................................................................................................... 57 5.1 Avaliação ............................................................................................................... 60 5.2 Discussão ............................................................................................................... 62 6 Caracterização das mensagens.......................................................................... 64 7 Conclusão e perspetivas futuras ........................................................................ 71 Referências bibliográficas ........................................................................................ 74 Anexos ....................................................................................................................... 80 Anexo 1 – Ficheiro resultante da análise de conteúdo com NVivo. ............................... 80 Anexo 2 – Alterações ao esquema inicial durante as semanas descritas. ......................103
17 Anexo 3 – Esquema inicial oferecido aos voluntários para teste, com as respetivas definições e exemplos. .................................................................................................... 105 Anexo 4 – Esquema final oferecido aos voluntários nos segundos testes, com as respetivas definiões e exemplos. .................................................................................... 109
18 Introdução A presente dissertação tem como tema central a aplicação da técnica da análise de conteúdo em mensagens recolhidas num determinado fórum de saúde online. A utilização dos fóruns online para recolher informação de saúde tornou-se mais acentuada nos últimos anos, sendo que a maioria dos utilizadores procura informação de saúde gerada por outros consumidores de saúde (Fox e Jones 2009). A troca anónima, rápida e sem custos de informação e a partilha de experiências semelhantes são um fator muito apelativo e estes fóruns podem muitas vezes fazer a diferença no diagnóstico, tratamento e apoio dos utilizadores que os utilizam (Fox e Duggan 2013). Existem fóruns de diferentes tipologias e com diferentes funcionalidades, mas a maioria tem à disposição dos utilizadores diversas comunidades, onde estes podem expor as suas experiências, ver as suas dúvidas resolvidas ou apenas desabafar sobre os seus problemas. As ferramentas de comunicação disponíveis na Web como grupos de notícias (newsgroups), listas e fóruns de discussão, blogs, wikis e redes sociais permitem aos consumidores de saúde partilhar a sua condição médica e a sua experiência, pedir e dar conselhos, colocar questões e obter respostas, ajudar terceiros, entre outras atividades. Estas ferramentas de comunicação tornam-se particularmente relevantes quando o assunto envolve doenças raras, casos em que há mais dificuldades na obtenção de informação por outras vias. A maioria dos utilizadores não têm experiencia médica nem é profissional de saúde, mas tem experiencias pessoais relevantes para a discussão. Estas discussões são importantes, principalmente, para a distribuição de diferentes tipos de apoio que os utilizadores consideram que não conseguem arranjar noutros sítios. A técnica de análise de conteúdo é uma das metodologias que podem ser utilizadas para compreender que tipos de apoios são disponibilizados e procurados pelos utilizadores, estudando o conteúdo das mensagens trocadas nas comunidades. A análise das mensagens permite ainda compreender a dinâmica do fórum em si, o seu funcionamento, as suas regras e como a sua utilização beneficia os seus utilizadores. Atendendo ao que já foi referido, pode-se afirmar que existem grandes possibilidades de investigação nesta área. É necessário, assim, expor a relevância e motivações desta dissertação. A existência de publicações científicas e trabalhos desenvolvidos sobre fóruns de saúde comprovam o aumento da tendência em compreender este aspeto importante do mundo atual. Estes trabalhos podem envolver, como se poderá verificar, o esclarecimento das motivações dos utilizadores para utilizarem estes fóruns, mas
19 também se começam a verificar algumas publicações com objetivos parecidos com esta dissertação. Assim, este trabalho poderá contribuir para a investigação na área e ainda servir de suporte para adaptação para outros trabalhos de investigação. Ao utilizar a metodologia de análise de conteúdo num determinado fórum, considera-se que o resultado obtido – o esquema de classificação – deve ser o mais geral e abrangente possível, de forma a poder ser utilizado ou facilmente adaptado para outra investigação. 1.1 Objetivos e resultados esperados Uma das primeiras formas de orientação de um trabalho de investigação é a construção de uma questão de investigação, que irá traduzir a problemática apresentada nesta dissertação. Assim, definiu-se a seguinte questão de investigação ou hipótese: É possível criar um esquema de classificação de mensagens colocadas em comunidades de saúde na Web que permitirá compreender melhor a utilização que é dada a estas ferramentas de comunicação na Web. O trabalho de investigação envolvido nesta dissertação, como já foi referido, tem um caráter preliminar, visto que o mesmo será desenvolvido com base num determinado fórum. O esquema daqui resultante poderá ser utilizado futuramente por outros investigadores. A dissertação apresenta então o seguinte objetivo principal: Criação do esquema de classificação É importante referir ainda alguns objetivos secundários, que contribuem para o desenvolvimento do trabalho e para a concretização do objetivo principal; esses objetivos são apresentados na Figura 1, na forma de árvore de objetivos. Embora o objetivo principal desta dissertação seja a criação do esquema de classificação, de uma forma mais abrangente a mesma poderá auxiliar na concretização dos seguintes objetivos: Compreender a dinâmica na troca das mensagens e
20 Interpretar e representar os diferentes tipos de apoio disponibilizados/procurados pelos utilizadores. Relativamente aos resultados esperados para esta dissertação, resultantes dos objetivos mencionados e como forma de resposta à hipótese inicial, pretende-se alcançar o seguinte: Desenvolvimento do esquema de classificação; Escrita de um artigo científico. Para alcançar estes resultados, várias tarefas são necessárias ao longo da investigação. Muitas das tarefas correspondem a processos da técnica de análise de conteúdo. Para demonstrar as tarefas realizadas para esta dissertação, é apresentado na Figura 2 o Gantt chart da mesma. Figura 1: Árvore de objetivos
21 1.2 Estrutura da dissertação A dissertação encontra-se dividida em capítulos, para fornecer uma maior coesão na apresentação dos conteúdos. Assim, a divisão é a seguinte: 1. Revisão de literatura: neste capítulo apresenta-se todo o conteúdo teórico utilizado para suportar as conclusões práticas da investigação. Está dividida em duas partes – uma seção sobre a definição, processos e exemplos de análise de conteúdo e outra seção sobre a definição dos fóruns de saúde e as motivações dos utilizadores para utilizar os mesmos; 2. Metodologia: este capítulo apresenta a metodologia a utilizar nesta dissertação e também explica a forma como foram criadas as categorias do esquema de classificação; 3. Apresentação da proposta inicial do esquema de classificação: neste capítulo está presente a primeira versão do esquema de classificação e as categorias que fazem parte do mesmo; 4. Avaliação e refinamento do esquema: nestes capítulos é apresentada a forma de validação do esquema, nomeadamente os testes de validação com codificadores voluntários, mostrando as fragilidades do mesmo e o posterior refinamento do mesmo, tendo como base as conclusões retiradas das entrevistas pessoais com os codificadores voluntários. Ainda nestes capitulos está presente a discussão dos resultados obtidos em ambas as fases; 5. Resultados: este capítulo apresenta a fase final de codificação de uma nova amostra de mensagens, de forma a demonstrar a aplicablidade do esquema de classificação e respetivos resultados; Figura 2: Gantt chart
22 6. Conclusões e trabalhos futuros: o último capítulo apresenta as conclusões das fases anteriormente referidas e ainda possiveis trabalhos futuros a considerar na investigação da área.
23 1 Revisão de literatura 1.1 Fóruns de saúde na Web 1.1.1 Contextualização De acordo com um relatório do Pew Research Internet Project (2013), 72% dos utilizadores utilizam a Internet para consultar informação de saúde online, sendo que 13% começou essa consulta em sites especializados em informação de saúde como os fóruns de saúde. Os tópicos mais pesquisados segundo o mesmo relatório são doenças e/ou tratamentos específicos e profissionais de saúde. Honigman (s.d.) refere também algumas estatísticas interessantes: Mais de 40% dos utilizadores indicam que a informação encontrada em sites sociais afeta a maneira de lidar com a sua saúde; Utilizadores entre os 18 e 24 anos utilizam sites sociais para discussões relacionadas com saúde duas vezes mais do que utilizadores entre os 45 e 54 anos (os primeiros adotam mais cedo as novas formas de comunicação) e 90% dos primeiros confiam na informação deixada por outros nas redes sociais; 54% dos utilizadores sentem-se confortáveis com os profissionais de saúde utilizarem comunidades online para troca de informação sobre uma determinada doença; 41% dos utilizadores consideraram ainda que as redes sociais podem afetar a sua escolha de médico, hospital ou instituição de saúde (são um canal importante entre o individuo e a organização) e este fato pode até potenciar o envolvimento de instituições de saúde nas redes sociais; 56% dos utilizadores pesquisam em plataformas como WebMD por informação de saúde, 13% utilizam blogs e 12% utilizam comunidades de saúde online; 60% dos utilizadores confiam mais facilmente em mensagens colocadas nas redes sociais por profissionais de saúde, do que mensagens colocadas por qualquer outro grupo de utilizadores; 40% dos utilizadores referiram ainda que a informação encontrada nas redes sociais afeta a forma como estes lidam com doenças crónicas e com a sua opinião sobre dietas e exercício.
24 Fox e Duggan (2013) referem também algumas estatísticas interessantes relativamente ao uso da Internet para procura de informação de saúde, seja para os próprios utilizadores, para amigos ou família. A Figura 3 demonstra um pequeno resumo da utilização da Internet como ferramenta de diagnóstico de saúde para os utilizadores. No entanto, são em menor número os utilizadores que criaram algum tipo de conteúdo de saúde ou comentário em blogs ou fóruns de grupo (cerca de 6%). Os benefícios da pesquisa de informação de saúde na Internet são percebidos neste relatório através de afirmações como: 60% dos utilizadores afirmam que a informação encontrada online afetou a forma como decidem tratar determinada doença, 56% dos utilizadores consideram que essa alterou a sua abordagem perante a manutenção da sua saúde e também, 53% dos utilizadores referem que essa mesma informação leva à formulação de novas perguntas aos seus médicos e até a pedir uma segunda opinião (Fox and Jones 2009). Embora 86% dos utilizadores procurem um profissional de saúde para expor as suas dúvidas sobre determinado assunto relacionado com a sua saúde (Fox and Jones 2009), é de reconhecer um significativo aumento na preferência de conteúdo online para comparar experiências e obter respostas rápidas em relação a determinadas doenças. Estas estatísticas são importantes para perceber a importância dos fóruns de saúde na Web para os utilizadores, tornando clara a emergência deste tipo de fóruns. De facto os Figura 3: Utilização da Internet como ferramenta de diagnóstico
25 utilizadores parecem preferir expressar as suas dúvidas em redes sociais de saúde como comunidades online e blogs, cujos benefícios são maiores dos retirados em encontros pessoais, nomeadamente o potencial encontro de outros utilizadores com a mesma experiência (Kotov 2015). Segundo Zhang, Cho e Zhai (2015), as experiências na primeira pessoa podem conter conteúdo mais rico daquele que é oferecido por qualquer perito ou profissional de saúde. Para além da procura por experiências semelhantes, os utilizadores também referem procurar apoio e novos conhecimentos sobre doenças. Por outro lado, estas plataformas sociais podem ser utilizadas como fonte de acesso a dados clínicos e podem proporcionar um melhor entendimento do funcionamento de diferentes aspetos do sistema de saúde (Kotov 2015). Este mesmo autor refere ainda que estas plataformas têm como base dois tipos de assunções: a primeira é a de que os utilizadores irão ser capazes de interpretar e aprender através dos seus dados clínicos e até dos de outros. A segunda afirmação é a de que a partilha, revisão e crítica colaborativas vão aumentar a utilidade desses dados em cada contribuição (Kotov 2015). Zhang e Fu (2011) no seu estudo referem os tipos de informação mais procurada nestes fóruns: informação sobre determinadas doenças e seu prognóstico, sintomas e tratamentos; informação sobre medicamentos e/ou suplementos, respetivos efeitos secundários, eficácia e posologia; informação sobre estilo de vida, dietas saudáveis e rotinas de exercício físico; relatos sobre experiencias similares e conselhos; e finalmente diferentes fontes de informação para diversos fins (como por exemplo, websites para comprar medicação, aplicações para controlar condição física ou vídeos de aulas para mulheres grávidas). Zhang (2013) considera também que o contexto desempenha um papel importante na pesquisa de informação de saúde visto que preocupações de saúde não só são extremamente pessoais, mas também requerem conhecimento altamente especializado para compreendê-las. A mesma considera então que devido à natureza pessoal deste tipo de informação a mesma deve ser não só relevante para as condições de saúde dos utilizadores, mas também para as condições sociais e cognitivas dos mesmos (Y. Zhang 2013). Segundo a mesma autora, o contexto é um conjunto de fatores que influenciam a interação dos utilizadores com o sistema de informação de saúde: por exemplo, a demografia pode ter impacto na pesquisa de informação de saúde visto que normalmente são os utilizadores mais novos que procuram a Internet. Da mesma forma,
32 Tabela 3: Tabela comparativa de fóruns online (*) Inclui comunidades de suporte médico, comunidades veterinárias, comunidades internacionais e comunidades de utilizadores. Nome Url Artigo(s) Acesso Nº comunidades Nº utilizadores Nº mensag ens Participação de médico Medhelp http://www.Medhelp.org/ Yang e Tang (2012) Chuang e Yang (2010) Vydiswaran et al. (2013) Livre 417 + 1000 grupos (*) + 1 milhão + 10 milhões Sim Patientslikeme https://www.patientslikeme.com/ Brubaker, Lustig e Hayes (2010) Smith e Wicks (2008) Através de registo Não disponível + 380.000 31 milhões Não DailyStrength http://www.dailystrength.org/ Sadah et al. (2015) Livre + 600 grupos + 300.000 + 17.000 Sim Inspire https://www.inspire.com/ Solberg (2014) Livre, mas não dá acesso às mensagens das comunidades 2753 691.371 3.350.111 Não Breast Cancer Forum http://www.breastcancer.org/ Zhang et al. (2014) Livre 80 165.371 129.775 Sim WebMD http://exchanges.webmd.com/defa ult.htm Huh et al. (2013) Livre 137 35 milhões + 22.000 Sim
33 1.1 A técnica de análise de conteúdo 1.1.1 Breve história e antigas utilizações A análise de conteúdo é uma técnica cujos primeiros casos documentados, segundo Krippendorff (2009), têm a data do século XVIII, nomeadamente a análise quantitativa de conteúdo de impressa/jornalístico, à qual o autor se refere como quantitative newspaper analysis. Esta análise tinha como objetivo, segundo o mesmo autor, perceber que tipo de conteúdo era publicado em notícias de jornais da época, revelando uma tendência para notícias mais triviais, mostrando como a motivação do lucro é a causa do jornalismo barato. Era através de factos científicos, em números e estatísticas, que a análise de conteúdo era processada na área da comunicação: a contagem de termos ou palavras, por exemplo, que dariam ao investigador responsável a tal base científica ou quantitativa que precisa para afirmar as suas hipóteses/opiniões. Ou seja, a análise de conteúdo utilizava a comunicação de massa como dados para teste de hipóteses de investigação e até como ponto principal de crítica à prática jornalística (Krippendorff 2004). Ainda hoje este tipo de análise de conteúdo é realizado, tanto em livros como em discursos políticos e publicidade. Um exemplo é o estudo realizado por Waheed et al. (2010) cujo objetivo é a análise de conteúdo a determinados discursos políticos de 6 líderes femininas. Este estudo pretendia assim encontrar semelhanças e/ou diferenças no uso de valores humanos nesses discursos. A partir do século XX, a técnica de análise de conteúdo teve um grande impulso, nomeadamente durante a Segunda Guerra Mundial (Krippendorff 2004; Neuendorf 2002). Nesta altura, a técnica era utilizada como forma de validar inferências, o que auxiliou na conceptualização dos processos inerentes a estratégias militares. De facto, durante estes anos era importante conseguir prever ataques e avanços militares, perceber potenciais mudanças nas relações entre países, entre outros aspetos (Neuendorf 2002). A propaganda e discursos políticos eram os principais textos analisados pelos investigadores que procuravam construir inferências, que são um dos aspetos principais desta técnica chamada de propaganda analysis (Krippendorff 2004). Foi só nesta altura que estas foram utilizadas corretamente visto que anteriormente, na análise de conteúdo quantitativa, os investigadores realizavam inferências mas não as relacionavam com o contexto em que os dados se referiam, perdendo então a sua contribuição pessoal para o estudo (Neuendorf 2002). A contextualização é importante para a análise de conteúdo,
33 pois permite uma ligação entre os dados e o seu contexto, mesmo que o investigador não entre em contato direto com o mesmo (Krippendorff 2004). Logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, assistiu-se a uma proliferação da utilização da análise de conteúdo, evidenciando uma perda no foco da técnica, visto que qualquer documento poderia ser alvo da análise de conteúdo (Krippendorff 2004). Diferentes áreas de estudo como a história, a linguística, a psicologia, as ciências políticas, a literatura e a antropologia, para além da comunicação, iniciaram projetos de análise de conteúdo com diferentes propósitos, mostrando a grande abrangência da técnica. Neuendorf (2002) refere ainda que a prática da técnica era comum na documentação dos efeitos da violência na televisão nos utilizadores. Com o final do século, veio o crescente interesse em sistemas de recuperação de informação e até o desenvolvimento de programas de contagem de palavras (Krippendorff 2004), que tornou a repetibilidade da tarefa de análise de conteúdo menos morosa. O auxílio dos computadores na área permitiu ainda um maior estímulo de desenvolvimento em áreas que se interessavam na técnica (Neuendorf 2002). Por exemplo, a psicologia começou a desenvolver interesse na estimulação da cognição humana e a linguística desenvolveu interesse na interpretação semântica de expressões linguísticas. Segundo Krippendorff (2009), a inteligência artificial tem foco no desenho de máquinas que compreendam linguagem natural, o que pode explicar porque a preocupação dos investigadores de análise de conteúdo se tenha alterado para a compreensão da motivação e dos objetivos dos utilizadores e/ou autores de determinados documentos. Para Krippendorff (2009), a evolução da técnica de análise de conteúdo como método científico promete trazer retorno de essencialmente dados verbais, simbólicos ou comunicativos; permite ainda um envolvimento próximo com temas e áreas diversos. A utilização da técnica nos últimos anos do século XX indica um aumento no nível de maturidade e o estabelecimento da mesma como uma ferramenta importante no desenvolvimento de trabalhos de investigação. 1.1.2 Definição Vala (2007) e Krippendorff (2009) referem que a análise de conteúdo é uma das técnicas mais comuns na investigação empírica realizada pelas diferentes ciências sociais e humanidades e menciona ainda que muitos autores criticavam a sua metodologia, nomeadamente a falta de articulação entre a estrutura do texto e o seu contexto. Para
33 Krippendorff (2009) a análise de conteúdo é uma técnica de investigação que permite o desenvolvimento e réplica de inferências válidas a partir dos dados que são estudados e do seu contexto. É uma ferramenta que contribui para o conhecimento, para novas compreensões e representações dos factos (Krippendorff 2004). Como é um processo que também envolve dados científicos, espera-se que seja fiel aos resultados provenientes do seu estudo, provando que, mudando as circunstâncias e espaços no tempo, se a mesma técnica for utilizada terão resultados iguais. Berelson (1952), citado por Krippendorff (2009), enumera alguns dos usos mais comuns da análise de conteúdo: descrever tendências no conteúdo da comunicação; ajudar nas operações técnicas de pesquisa; identificar as intenções dos comunicadores; refletir atitudes, interesses e valores de grupos de estudo e descrever atitudes e mostrar o foco de atenção da investigação, entre outros. Já Holsti (1969), também citado por Krippendorff (2009), considera que a técnica tem 3 propósitos principais: 1) descrever as características da comunicação; 2) fazer inferências sobre os antecedentes da comunicação; 3) fazer inferências sobre os efeitos da comunicação. A técnica de análise de conteúdo é mais do que uma simplista descrição de dados, permitindo ao investigador testar hipóteses teóricas que ajudaram na compreensão dos dados estudados (Cavanagh 1997). Este mesmo autor cita Downe-Wamboldt (1992) que tem a mesma perspetiva: análise de conteúdo é mais o que um jogo de contagem; tem interesse em significados, intenções, consequências e contexto. Berelson (1952), citado por Krippendorff (2004) e Vala (2007), considera que esta é uma técnica de investigação que permite a descrição objetiva, sistemática e quantitativa do conteúdo manifesto da comunicação. O mesmo autor considera ainda que a análise de conteúdo deve servir objetivos predominantemente descritivos e classificatórios. Considera ainda que o carácter objetivo e sistemático da análise de conteúdo se deve sobrepor às hipóteses dos investigadores, à construção de inferências, à ideia da transparência do pensamento dos atores sociais e às suas intuições. Berelson (1952) e Krippendorff (2009) diferem quanto às caracteristicas da análise de conteúdo: o primeiro refere que se encontra a favor de procedimentos rigorosos e contra a perspetiva dos investigadores e o segundo refere que a inferência é o principal resultado da técnica, que implica exatamente o envolvimento da perspetiva do investigador. Holsti (1969), citado por Cavanagh (1997), considera também que as inferências são uma parte importante no
33 processo de análise de conteúdo. Cavanagh (1997) reitera ainda que a técnica não se deve focar somente na recolha de mensagens ou na contagem de palavras e frases, mas também pode ser utilizada para compreender o significado da comunicação. Perante as abordagens de Krippendorff (2009), Cavanagh (1997), Vala (2007), Berelson (1952) e Holsti (1969), resulta uma pergunta pertinente: a análise de conteúdo serve apenas para descrever? Vala (2007) considera que não. Mais concretamente, este autor considera que é a partir das inferências que a descrição passa para a interpretação e que esta faz parte da atribuição de sentido às caracteristicas do texto estudado. Para Vala (2007) e Krippendorff (2009), não cabe à análise de conteúdo estudar a língua ou o discurso em si-mesmo mas sim caracterizar as suas condições de produção. Seguindo a linha de pensamento destes autores, considera-se que o objetivo da análise de conteúdo é efetuar inferências, tanto sobre o contexto, a fonte ou até o receptor/destinatário das mensagens. Newman (2006) simplifica a sua definição de análise de conteúdo dizendo que é uma técnica para reunir e analisar o conteúdo de um texto. Permite ainda retirar conhecimento de determinado conteúdo sem a necessidade de analisar/ler o texto inteiro. O mesmo autor distingue ainda texto de conteúdo, dizendo que o primeiro é algo escrito, visual ou falado que serve como meio de comunicação; já o segundo são ideias, palavras, significados ou mensagens que possam ser comunicadas. Newman (2006) considera ainda que a análise de conteúdo é não reativa visto que o processo de colocar palavras, mensagens ou símbolos em texto para comunicar ao leitor ou receber acontece sem a influência do investigador que analisa o conteúdo. Por outras palavras, a forma que o texto foi escrito ou lido não deve ser influenciado pelo conhecimento de que o mesmo será alvo de uma análise de conteúdo. É importante que o trabalho de análise de conteúdo seja aplicado somente na revelação do conteúdo do texto e não na interpretação do seu significado. Esta técnica pode ser útil para diferentes tipos de investigação (Newman 2006), como por exemplo, problemas que envolvam um grande volume de texto, para quando um problema deve ser estudado “à distância” (por exemplo, documentos históricos) e para revelar mensagens difíceis de visualizar através de uma observação casual. Por exemplo, em interações sociais podem não ser claras todas as características, temas e tendências das mensagens estudadas (Newman 2006).
33 Como todas as técnicas de investigação, a análise de conteúdo tem um domínio empírico próprio (Krippendorff 2004). Para que esta seja utilizada com todo o seu potencial, é importante sumarizar as proposições que permitem à análise de conteúdo se diferenciar das outras técnicas existentes: É uma técnica não obstrutiva: o envolvimento do investigador no comportamento do fenómeno estudado influencia as observações da investigação. Para Vala (2007) uma das vantagens da análise de conteúdo é “poder exercer-se sobre material que não foi produzido com o fim de servir à investigação empírica”; Aceita material não estruturado: pode acontecer que um investigador, por diferentes circunstâncias da sua investigação, se encontre com um conjunto de dados que não está estruturado ou até que o mesmo não se sinta “apto para antecipar todas as categorias e formas de expressão que podem assumir as representações (…) dos sujeitos questionados” (Vala 2007). A técnica tem também a vantagem de conseguir trabalhar com correspondência, entrevistas abertas, entre outros (Vala 2007); É sensível ao contexto e consegue processar formas simbólicas: em determinada investigação, é possível que os dados fiquem associados a determinado significado simbólico. No entanto, a análise de conteúdo deve analisar esse conjunto de dados independentemente das suas qualidades simbólicas (Krippendorff 2004); Consegue lidar com grandes volumes de dados: embora pequenos volumes de dados também não sejam excluídos na análise de conteúdo, e embora os dados desenvolvidos pelo processo sejam demasiado para um só analista, essa tende a lograr o uso desses grandes volumes para um maior significado estatístico e confiabilidade dos resultados (Krippendorff 2004). Referiu-se várias vezes o termo inferência ao longo da secção anterior pois considera-se uma parte vital do processo de análise de conteúdo. A análise de conteúdo não serve apenas para a descrição de um determinado documento, mas também para a sua interpretação - era este o pensamento de autores como Vala (2007) e Krippendorff (2009). Foi o primeiro que resumiu o processo de construção de inferências da seguinte forma: “o material sujeito à análise de conteúdo é concebido como o resultado de uma
33 rede complexa de condições de produção, cabendo ao analista construir um modelo capaz de permitir inferências sobre uma ou várias dessas condições de produção” (Vala 2007). A parte mais importante na construção e validação das inferências é dissociar os dados da fonte e das condições em que foram produzidos para serem colocados num novo contexto, tendo como base os objetivos e o objeto da investigação (Vala 2007). Para Krippendorff (2009), da análise de conteúdo podem resultar as seguintes formas de inferências: sistemáticas: dispositivo conceptual que descreve uma porção da realidade. Pode levar a extrapolações de dados existentes e oferece explicações; padronizadas: é comum em processos de identificação, avaliação e auditoria e é através da existência destes padrões que um objeto é comparado para estabelecer se é bom o suficiente; representações linguísticas: discurso envolve uma exposição sistemática da linguagem e a discussão metódica dos fatos e princípios envolvidos. Pode envolver a classificação de palavras ou expressões linguísticas para conseguir entender a linguagem em si; Apesar da análise de conteúdo evidenciar o que existe no texto através de inferências, não é o seu objetivo revelar as intenções dos autores do texto ou o efeito que as mensagens tiveram nos utilizadores (Newman 2006). Por isso considera-se que as inferêcias são críticas para a correta realização da técnica. 1.1.3 Como conduzir? Para realizar uma análise de conteúdo, Vala (2007) considera que o investigador deve formular 3 perguntas: 1) com que frequência ocorrem determinados objetos; 2) quais as características ou atributos que são associados aos diferentes objetos e 3) qual a associação ou dissociação entre os objetos. A primeira pergunta pressupõe o recurso de uma quantificação simples, uma inventariação de palavras, dos temas centrais e principais pontos de interesses, entre outros (Vala 2007). A segunda pressupõe uma avaliação da fonte dos objetos estudados e a terceira pergunta sugere uma mudança de nível na prática da análise de conteúdo. Mais concretamente, o material a analisar deixa de ser pensado como um conjunto informe mas como uma estrutura e o analista passa assim a analisar o sistema de pensamento da fonte (Vala 2007). A partir destas perguntas,
33 vai-se ao encontro da perspetiva de Osgood e Walker (1959), citados por Vala (2007), que consideram existir 3 direções relativas à análise de conteúdo: análise de ocorrências, análise avaliativa e análise associativa. Apesar de caber ao investigador a escolha de qual direção orientar a sua pesquisa. Vários autores que realizaram análise de conteúdo referem diferentes etapas neste processo - Krippendorff (2009), Newman (2006), Weber (1990), citado por Cavanagh (1997), e Downe-Wamboldt (1992) - sendo que alguns processos são mais rigorosos que outros. A Tabela 4 permite comparar as várias perspetivas. Tabela 4: Comparação entre perspetivas Vala (2007) Krippendorff (2009) Newman (2006) Weber (1990) DowneWamboldt (1992) Cavanagh (1997) Definição dos objetivos e quadro de referência teórico X X Formulação de uma pergunta de investigação X Definir as unidades de análise X X X X X X Definir a amostra X X Desenvolvimento de instruções de codificação X X X X Definição das categorias X X X X X X Revisão se necessário das regras de codificação X X X Pré-testar o esquema de classificação X X X Avaliar a confiabilidade e validade X X X X X Codificar todos os dados X X Reavaliar a confiabilidade e validade X X
33 Todas estas perspetivas apresentam diferentes abordagens à forma como a análise de conteúdo se deve processar, algumas com mais detalhe que as outras ou um maior número de fases. No entanto, existem algumas fases que são idênticas em todas as perspetivas, cujo funcionamento será expresso seguidamente. A primeira fase referida, e talvez uma das mais importantes, é a construção/formulação dos objetivos da investigação. Para Vala (2007), a primeira etapa para qualquer processo de investigação empírica é a seleção de um determinado número de conceitos, que referirão a um ou vários modelos teóricos. Estes passos irão então desenvolver o quadro de referência teórico da investigação. Considera-se ainda importante que o investigador proponha logo no início os objetivos da sua investigação, sendo que, a partir dessa definição, existirá depois um levantamento da ideologia/teoria respeitante ao desenvolvimento do seu trabalho (Vala 2007). Nesta fase, é igualmente importante a definição de perguntas de investigação ou hipóteses, que deverá ser constituída pela perceção pessoal do investigador em relação aos resultados que deverão ser obtidos da investigação (Newman 2006). A segunda fase envolve a definição e seleção das unidades de análise. Para Cavanagh (1997) e Vala (2007) a definição do corpus é sugerida também nesta fase, sendo que é necessário decidir qual é o material a utilizar na investigação. Na seleção das unidades de análise, considera-se que estas devem ser representativas do objeto de estudo da investigação (Cavanagh 1997), visto que não é possível utilizar todos os dados presentes na mesma. Para Newman (2006), uma unidade de análise é a quantidade de texto que vai ser designada uma determinada categoria. Cavanagh (1997) refere como exemplos uma fonte de comunicação, documentos ou até texto dentro de documentos. Para Krippendorff (2009), a seleção da amostra deve ser o resultado de determinadas técnicas de amostragem, que ficam a critério do investigador. O mesmo pode até utilizar uma técnica aleatória de seleção de amostragem (Newman 2006). Esta fase do processo da análise de conteúdo é importante, pois será a partir daqui que será construído o esquema de classificação e será ainda importante para testar a validade do mesmo (Krippendorff 2004). É ainda importante referir que, segundo Cavanagh (1997) e Vala (2007), os métodos utilizados para construir a amostra devem garantir uma amostra representativa da investigação e o mais aleatória possível.
33 Na fase seguinte é então construído o esquema de classificação, nomeadamente são esclarecidas as regras para a definição das categorias. Segundo Vala (2007), a classificação é “uma tarefa (…) com vista a reduzir a complexidade do meio ambiente, estabilizá-lo, identificá-lo, ordená-lo ou atribuir-lhe sentido (…) que visa simplificar para potenciar a apreensão e se possível a explicação”. Esta tarefa é central para a análise de conteúdo, visto que fornece uma forma de descrever o fenómeno sobre investigação, aumentando a compreensão do mesmo e a produção de conhecimento (Cavanagh 1997). O analista pretende revelar a matriz do pensamento de uma linguagem através da organização de um determinado código e as categorias são elementos chave desse código (Vala 2007). O mesmo autor considera que a categoria é composta por um termo-chave que indica o significado central do conceito; a atribuição de um conceito a uma determinada categoria implica uma operação de atribuição de sentido. Relativamente à forma de definir as categorias a incluir no esquema de classificação, Cavanagh (1997) refere que é útil definir categorias que ilustrem similaridades e diferenças nos dados mas também evitar ambiguidades. Também é importante ter em atenção a especificidade das categorias. A abordagem de determinar o detalhe das categorias deve ser clara e consistente e também é importante que as categorias sejam mutuamente exclusivas (Cavanagh 1997). Já Vala (2007) refere um exemplo de estratégias que podem ser utilizadas para criação das categorias: a priori, que envolve a definição do quadro teórico e hipóteses, sendo que o estabelecimento das categorias revela tanto a problemática teórica como as características concretas do material em análise (embora a teoria oriente a exploração do material, este pode contribuir para a reformulação/alargamento das hipóteses); e a posteriori, onde não existem pressupostos teóricos a orientar a elaboração das categorias e portanto é auto-geradora de resultados. Ambas as estratégias consideram que as categorias devem ser sujeitas a um teste de validade interna, ou seja, deve preocupar-se com a exaustividade - unidades de registo têm que ser inseridas numa das categorias - e a exclusividade - a mesma unidade de registo só pode ser inserida numa categoria (Vala 2007). Krippendorff (2009) considera que a utilização de categorias já existentes noutros trabalhos ou até ligeiras adaptações podem traduzir distintas vantagens dos esquemas criados de raiz: em primeiro lugar, permite a possibilidade de comparação de diferentes
33 Outro exemplo de desenvolvimento de um estudo através da técnica de análise de conteúdo foi o realizado pelos autores Madden, Ruthven e McMenemy (2013) que aplicaram a análise de conteúdo a comentários de vídeos no YouTube, cujo resultado é um esquema de classificação. Os autores iniciam o seu estudo com a revisão e análise de literatura anterior sobre o comportamento dos utilizadores e respetivos comentários no YouTube e sobre classificações. É importante ainda referir que os autores realizaram as etapas propostas na secção Definição da análise de conteúdo: construíram uma amostra de mensagens a partir dos vídeos mais comentados que resultou num conjunto de mensagens que os autores consideraram uma “fonte rica” (Madden, Ruthven, and McMenemy 2013); construíram o esquema de classificação tendo como base a literatura revista e os dados estudados, mostrando o cuidado em adaptar e desenvolver o esquema de forma a ser mais bem aplicado no tema; desenvolveram o esquema para que cada categoria tivesse as suas subcategorias e a respetiva descrição; e realizaram também testes de validade do esquema, ou seja, dois voluntários foram envolvidos na separação de uma pequena amostra de mensagens, sendo que a partir destes testes foram encontradas algumas áreas de confusão e melhoria. Os autores deste artigo utilizaram a estatística Kappa de Cohen para avaliar a concordância entre os codificadores numa nova amostra de mensagens, mostrando assim algumas estatísticas da concordância entre codificadores (Madden, Ruthven, and McMenemy 2013). O último exemplo é o de um estudo cujo objetivo era a criação de um esquema de classificação que mostrasse a utilização da plataforma utilizada (neste caso o Twitter) através do conteúdo das mensagens dos utilizadores (Scanfeld, Scanfeld e Larson, 2010). O estudo pretendia desenvolver o esquema tendo como objeto de análise menagens cujo conteúdo estivesse relacionado com antibióticos; foi por isso realizada uma filtragem inicial para esse fim – foram considerados para o estudo mensagens que mencionassem a palavra antibiótico. Durante 3 meses os autores construíram a amostra e as mensagens foram classificadas em categorias por 2 investigadores; testes de validade foram realizados a partir de uma pequena amostra das mensagens, utilizando um algoritmo estatístico. O resultado deste estudo pode ser visto na Tabela 6. De facto, a análise de conteúdo pode ser aplicada em vários tipos de plataformas digitais e é isso que se pretende comprovar no capítulo seguinte; nomeadamente, de que forma pode ser aplicada esta técnica em fóruns de saúde na Web.
33 Tabela 6: Esquema utilizado por Scanfeld, Scanfeld e Larson (2010) 1.1.5.1 Exemplos de utilização em fóruns de saúde Os dois exemplos seguintes demonstram a aplicabilidade da técnica de análise de conteúdo em fóruns de saúde na Web especificamente, permitindo examinar o impacto social desses nos utilizadores. O primeiro exemplo é um artigo de Coulson, Buchanan e Aubeeluck (2007), cujo objetivo é a análise de mensagens retiradas de um fórum online de apoio a utilizadores com a doença de Huntington, com o propósito de criar um esquema de classificação (Tabela 7). Os autores consideram que, visto que é uma doença sem cura, é importante para estes utilizadores experienciarem todas as oportunidades que consigam encontrar nestes fóruns de ajuda (Coulson, Buchanan, and Aubeeluck 2007). Este artigo, apesar de não especificar o nome do fórum utilizado, realizou este estudo durante 21 meses e retirou um determinado número de mensagens publicadas nesse período. Embora também os dados dos utilizadores fossem anónimos, os autores conseguiram obter algumas estatísticas acerca da sua demografia. Os autores adaptaram o esquema de classificação de outros autores cujo conteúdo deveria ficar associado a 5 categorias diferentes – apoio informativo, apoio à auto-estima, apoio em rede, apoio emocional e assistência tangível. Perante os dados resultantes da análise das mensagens, os autores consideraram que determinadas categorias deveriam ser eliminadas, acrescentadas ou Categoria Definição Uso geral Comentário geral sobre o uso de antibióticos. Aconselhamento e informação Oferecer ou procurar aconselhamento, informação ou explicação sobre o uso de antibióticos. Efeitos secundários Mencionar os efeitos secundários dos antibióticos ou reclamações. Diagnóstico Mencionar a razão para tomar antibióticos. Resistência Discutindo resistência, incluindo referência aos antibióticos em animais de quinta. Falta de entendimento e/ou uso indevido Referência a vírus, gripe, constipação; venda e antibióticos sem receita médica; uso incorreto; recusa em tomar antibióticos sob quaisquer circunstâncias. Reações positivas Expressar uma reação positiva ou resultado de tomar antibióticos. Animais Fazer referência a um animal, não incluindo antibióticos em animais de quinta. Outros Diversas menções de antibióticos que não se encaixam qualquer outra categoria. Querer/Precisar Expressar desejo de antibióticos, mas não os ter recebido ainda. Custo Discutir custos e preços.
33 até modificadas. Como resultado deste estudo, os autores construíram um esquema de classificação com 5 categorias e algumas subcategorias indicando o número de mensagens em cada categoria e a respetiva percentagem sendo que os autores descrevem ainda cada categoria e dão alguns exemplos e mensagens dessas. Coulson, Buchanan e Aubeeluck (2007) fizeram ainda testes de validade. No entanto, os autores consideraram que o estudo tem algumas limitações, nomeadamente que ainda não foi comprovado se o esquema pode ser generalizado para outros fóruns. Tabela 7: Esquema utilizado por Coulson, Buchanan e Aubeeluck (2007) Categorias Informação Conselho Referência/Encaminhamento Avaliação da situação Ensino Estima Elogio Validação Rede Acesso Presença Companhia Expressar benevolência Emocional Relacionamento Afeto virtual Confidencialidade Compaixão Compreensão / empatia Incentivo Oração Alívio da culpa Assistência tangível Empréstimo Executar uma tarefa direta Executar uma tarefa indireta Participação ativa Coursaris e Liu (2009) são autores do segundo exemplo, cujo objetivo é também a criação de um esquema de classificação, tendo como base a análise de conteúdo de uma amostra de 5000 mensagens, no período de 1 ano, de um fórum de saúde relacionado
33 com a doença de VIH/SIDA. Este artigo também não especificou o nome do fórum que utilizou para realizar este estudo. Os autores consideram igualmente que os fóruns de saúde podem ser uma possível, aceitável e promissora fonte de informação e apoio emocional (Coursaris and Liu 2009). As mensagens foram categorizadas pelos investigadores e posteriormente, para realizar testes de validade, foi pedido a um voluntário a codificação de uma parte da amostra das mensagens, sendo que resultaram destas análises determinados coeficientes de validade (estes resultaram da estatística Scott’s pi). As mensagens que não foram inseridas em nenhuma das categorias foram discutidas e sumarizadas pelos codificadores, sendo que essas foram então generalizadas para dar uma visão do suporte social das interações no grupo. Tal como o artigo anterior, os autores também forneceram um capítulo de descrição das categorias e respetivos exemplos das mesmas, mostrando também que tipo de interações sociais resultam das mensagens de cada categoria. As categorias utilizadas neste segundo estudo foram as mesmas que as do estudo anterior, no entanto, existem algumas diferenças, nomeadamente nas subcategorias: por exemplo, Coursaris e Liu (2009) consideram que a subcategoria Expressar benevolência está inserida na categoria Assistência tangível. Ambos os estudos adaptaram o esquema de classificação do artigo das autoras Cutrona e Suhr (1992) que tem como objetivo compreender que tipo de apoio é prestado numa relação matrimonial. De notar também que cada artigo referido nesta secção, respeita as fases principais do processo de análise de conteúdo referido em capítulos anteriores, nomeadamente, a formulação de hipóteses, a seleção da amostra, a construção das categorias e codificação das mensagens e a realização de testes de validade. Torna-se também implícita a aplicabilidade da técnica de análise de conteúdo na Web e, particularmente, em fóruns de saúde online. Segundo Coursaris e Liu (2009), o impacto deste tipo de fóruns reflete-se, mas não só, nos seguintes fatores: estilo de vida do membro, bem-estar psicológico e estado de saúde. 1.1.6 Aplicação informática O processo de análise de conteúdo envolve muitos passos, conforme referido em secções anteriores. Uma determinada aplicação informática de análise qualitativa pode proporcionar uma otimização do próprio processo, permitindo ao investigador a capacidade de organizar, localizar e gerir dados de forma mais eficiente (Baugh,
33 Hallcom, and Harris 2010). Embora a utilização de aplicações informáticas de análise qualitativa com o auxílio de computador (computer assisted qualitative data analysis software ou CAQDAS) seja cada vez mais aceite pelos investigadores, estes devem evitar o erro de permitir que a aplicação controle a análise; nenhuma ferramenta deve substituir a capacidade do investigador de pensar por si próprio e de retirar as suas conclusões (Baugh, Hallcom, e Harris 2010). Morison e Moir (1998) consideram ainda que estas ferramentas podem libertar tempo que poderia ser utilizado na gestão de dado e na codificação, permitindo ao investigador o desenvolvimento de uma mais profunda análise dos dados. Atualmente, existem muitos tipos de aplicações informáticas de análise qualitativa com diferentes funcionalidades, que permitem ao investigador otimizar o projeto a desenvolver. A análise de todas essas aplicações seria praticamente impossível por isso procedeu-se a criação de uma tabela comparativa das mais utilizadas ou conhecidas. A Tabela 8 foi construída para dar a conhecer os mesmos a partir das suas características: quantas línguas e formatos suporta, se existe a possibilidade de visualização de dados e participação em tempo real (uma equipa consegue ter acesso ao projeto ao mesmo tempo, em dispositivos diferentes), se permite codificação automática, se permite a utilização de diferentes coding queries (por exemplo, ferramentas de contagem de palavras ou recolha de expressões ou palavras mais utilizadas), em que sistemas operativos é suportado e se permite importação direta da IInternet.
34 Tabela 8: Tabela comparativa de software de análise qualitativa Software Várias línguas Importação de vários ficheiros Possibilidade de visualização de dados Possibilidade de participação em tempo real Diferentes coding queries Codificação automática Sistemas operativos Importação direta da Internet NVivo Inglês, Português, Chinês, Francês, Japonês, Espanhol e Alemão DOC, PDF, BMP, GIF, JPG, TIF, PNG, MP3, WMA, WAV, M4A, MPG, AVI, MOV, Excel, etc. Sim Sim Coding Query, Word Frequency Query, Matrix Coding Query, etc. Sim Windows, Mac OS X Sim Atlas.ti Inglês, Espanhol e Alemão PDF, DOC, JPG, MP3, WMV, TIFF, etc. Sim Sim Query Tool, Cooccurrence Explorer Cloud Views e GeoData Sim Windows, Mac OS X Não QDAMiner Inglês, Francês e Espanhol Excel, Access, Paradox, dBase, SPSS, NVivo, N6, Atlas.ti, Transana, Transcriber, etc. Sim Sim Text retrieval, Keyword retrieval, Coding frequencies, Coding retrieval, WordStat e Simstat Sim Windows, Mac OS X, iPad e Android Não MAXQDA Inglês, Espanhol e Alemão PDF, XML, DOC, Excel, MPG, JPG, TIF, etc. Sim Sim MAXMaps, Code Matrix Browser, Codeline, Tag Cloud, Document Portrait Sim Windows, Mac OS X Sim
35 2 Metodologia De forma a atingir os objetivos definidos anteriormente, foi adotada a metodologia de análise de conteúdo. Segundo Bryman (2008), citado por Madden, Ruthven e McMenemy (2013), o objetivo da análise de conteúdo é a identificação objetiva das características do conteúdo de um documento. O desenvolvimento da técnica terá como base as etapas enumeradas na secção da revisão de literatura: inicia-se pela seleção da amostra (que implica a escolha do fórum, a recolha e análise das mensagens), seguindo posteriormente para a construção das categorias e a validação do esquema de classificação. O principal propósito deste processo é a criação de um esquema de classificação, que contenha um conjunto de categorias e regras sobre como atribuir informação a essas categorias (Madden, Ruthven, and McMenemy 2013). Este esquema é desenvolvido a partir de uma observação interativa dos dados, procurando identificar categorias; posteriormente, essas categoriais serão testadas em novos dados para analisar a sua validade. O propósito geral para a construção deste esquema é a sua utilização em vários tipos de mensagens, de diversas comunidades, por isso a amostra deve abranger o máximo de mensagens. 2.1 Escolha do fórum Como já demonstrado na secção de revisão da literatura, existem muitos fóruns de saúde na Web, de diferentes tipologias e com diferentes funcionalidades. De forma a sustentar a escolha do fórum e a compreender quais são as diferenças características dos mesmos, foi realizada uma pesquisa comparativa dos fóruns mais utilizados nas referências bibliográficas e considerou-se que o fórum escolhido deveria corresponder a determinados critérios: Fosse de livre acesso; Pelo menos um artigo científico que desenvolvesse um trabalho no fórum; Um número considerável de utilizadores, comunidades e mensagens; Tivesse participação de profissionais de saúde. Seguindo este conjunto de critérios, e tendo como base a tabela comparativa dos fóruns criada na secção anterior, foi escolhido o fórum Medhelp. Criado em 1994, é um dos fóruns mais conhecidos dedicados à discussão de tópicos de saúde (Vydiswaran et al.
36 2013); é caracterizado por um conjunto variado de cerca de 300 comunidades cuja finalidade é a interação entre utilizadores sobre variados assuntos. Os utilizadores deste fórum procuram principalmente outros utilizadores com histórias e experiências semelhantes à sua, que estejam dispostos a partilhar conhecimento, e até profissionais de saúde, para esclarecer questões que não compreenderam fora do espaço online (Chuang and Yang 2010). Foi necessária uma pesquisa preliminar ao fórum para compreender o modo de funcionamento do fórum. A partir dessa pesquisa inicial, concluiu-se que o fórum contém quatro tipos de comunidades de utilizador: comunidades de suporte médico, comunidades veterinárias, comunidades internacionais e grupos de utilizadores. Segundo Vydiswaran et al. (2013), as comunidades de suporte médico são as definidas pelo próprio Medhelp, sendo que os grupos de utilizadores são definidos e criados pelos utilizadores. Foi também importante, para compreender a dinâmica entre os utilizadores, navegar no fórum em si e as respetivas comunidades. Nesta pesquisa, procurou-se analisar as principais características das seguintes unidades: comunidade, mensagem e utilizador. Mais concretamente, esta pesquisa auxiliou no levantamento dos atributos informacionais mais importantes associados às unidades mais relevantes para o trabalho a desempenhar. A Tabela 9 representa todas as características para cada unidade. Tabela 9: Características das comunidades, mensagens e utilizadores 2.1.1 Recolha das mensagens Depois da escolha do fórum e das pesquisas iniciais, procedeu-se então à recolha das mensagens. As mensagens foram recolhidas num período de 4 dias, mais concretamente, de 20 de fevereiro a 24 de fevereiro. Para garantir uma amostra abrangente e atual, foi Comunidade Mensagem Utilizador ID Nome Tema Nº posts Atividade de médicos Top de utilizadores que responderam com mais qualidade Aplicações mais populares ID mensagem inicial Titulo ID utilizador Data Nível Nº respostas ID Nick Género Idade Localidade Membro desde Comunidades Mensagens Amigos Foto Top de utilizadores com mais respostas Líder de comunidade
37 decidido que a amostra iria abranger as comunidades mais populares (185). Estas comunidades populares são propostas pelo próprio Medhelp, sendo que têm um número maior de mensagens e respostas. Inicialmente tinha sido decidido abranger também as comunidades Ask a doctor presentes imediatamente na página inicial das comunidades do Medhelp. No entanto, na pesquisa inicial pelo fórum, compreendeu-se que essas comunidades estavam desativadas e as mesmas foram mesmo retiradas do próprio sitio web uns dias depois. Para cada uma das 185 comunidades mais populares, foram retirados 4 mensagens aleatoriamente, sendo que foram escolhidos o 1º, 3º, 5º e 7º posts de cada comunidade, dentro do tabulador Ativo. As comunidades tinham todas duas formas de apresentação dos posts: o tabulador Ativo (Active) mostrava os posts com mais participação dos utilizadores e o tabulador Novo (Newest) mostrava os posts que tinham sido iniciados mais recentemente. Para uma amostra mais abrangente possível, considerou-se que seria mais proveitoso retirar os posts com mais participação e respostas. Para retirar as mensagens, foi criado um ficheiro Excel que contém os indicadores mais importantes das mensagens. De forma a conseguir localizar mais facilmente as mensagens, retiraram-se os seguintes indicadores para o ficheiro Excel: ID da comunidade, ID da mensagem inicial (que iniciou a sequência de mensagens), ID sequencial para distinguir as mensagens mãe das mensagens filha, ID do utilizador que escreveu a mensagem e o respetivo texto. Desta recolha, resultaram 3399 mensagens. A Figura 6 mostra uma pequena parte desse ficheiro. Figura 6: Ficheiro Excel com mensagens
38 2.2 Escolha das categorias A construção do esquema de classificação e das categorias teve como base os esquemas dos artigos de Coulson, Buchanan e Aubeeluck (2007) e Coursaris e Liu (2009), que por sua vez adaptaram o esquema construído por Cutrona e Suhr (1992). Depois do estudo dos dois artigos, e perante as diferenças apresentadas, optou-se por seguir o esquema apresentado por Coursaris e Liu (2009), somente porque este apresenta uma descrição mais detalhada das categorias e seus exemplos. No entanto, algumas subcategorias foram modificadas de acordo com o artigo de Coulson, Buchanan e Aubeeluck (2007). O esquema de classificação tem quatro categorias principais, sendo que apenas duas são baseadas nos artigos anteriormente referidos. Embora os autores Coursaris e Liu (2009) tenham apenas restringido o esquema a mensagens que ofereciam apoio, o esquema de classificação criado para este trabalho tem mensagens de diferentes tipos; para além de mensagens que oferecem apoio, o esquema reflete também mensagens que procuram apoio, mensagens com outro tipo de interações não diretamente relacionadas com a procura ou oferta de apoio, mas igualmente importante na interação dos utilizadores e, por fim, mensagens que demonstram emoções. Considerou-se que as mensagens a oferecer apoio não eram suficientes para caracterizar a dinâmica do fórum, por isso foram criadas as outras categorias. 2.3 Validação Após a escolha das categorias e a construção do esquema de classificação, é necessário testar a validade do mesmo. Desta forma, foram contactados oito voluntários que codificaram uma pequena amostra de mensagens cada um, sendo que ocritério para definição das mensagens será explicado na seção Análise deste trabalho. Mais concretamente, foi dada a quatro codificadores voluntários uma determinada comunidade para codificar. Cada comunidade codificada pelos voluntários foi também codificada por mim. Assim, concluiu-se que a análise dos primeiros seria feita através do emparelhamento dos resultados dos codificadores com os resultados obtidos por mim. Os testes foram realizados em dias diferentes, num período não superior a uma hora, embora não tenha sido imposto nenhum limite de tempo. Depois dos testes de validação concluídos, foram realizadas pequenas entrevistas com cada codificador voluntário para compreender as suas dúvidas, dificuldades e opiniões sobre aspetos específicos do esquema de classificação. Destes testes resultaram vários ficheiros Excel com as mensagens codificadas por cada voluntário. Posteriormente, foram calculados os
45 A subcategoria Encouragement apresenta-se em mensagens que fornecem esperança e confiança entre utilizadores, servindo ainda como um apoio extra para estes conseguirem ultrapassar a situação atual: “No, my life isn't perfect! I merely choose to focus more of the good, these days, than the rest. You can have that, too. I'm only trying to encourage you. You don't have to be afraid. That is a choice that YOU must make for yourself, though. Hang in there. Look UP. Don't focus on what's wrong. Focus on what's right.” As mensagens da subcategoria Prayer são aquelas que referem ofertas diretas de oração para utilizadores em sofrimento: “I will pray for you, your kids and also for your wife“. Por fim, a subcategoria Relief of blame procura aliviar os sentimentos de culpa de outrem da seguinte forma: “NOTHING you did at this point caused the miscarriage. Don't beat yourself up about it“. Esta última subcategoria no esquema dos autores Coursaris e Liu (2009) estava presente na categoria seguinte, mas concluiu-se que estaria mais bem enquadrada na categoria emocional, como referido por Coulson, Buchanan, e Aubeeluck (2007). 3.1.3 Apoio à auto-estima A categoria de apoio à auto-estima permite melhorar a confiança de um utilizador e podem ser encontradas em duas subcategorias: Compliment e Validation. Na primeira subcategoria encontram-se as mensagens que contêm mensagens positivas sobre a personalidade ou habilidades de um utilizador, por exemplo: “You are strong for standing up to it and should not feel embarrassed. Many women are in need of some help during and after pregnancy, it takes a brave and courageous woman to seek help. You can do it I promise.” A subcategoria Validation contém mensagens que expressam concordância com a perspetiva de um utilizador sobre a situação, por exemplo: “I feel your pain and understand what you are going through. I do not know how strong in your faith you are but for me and my husband, we are leaning on the Lord to help us heal and grow to find our way through this tough point in our life. I will say I found some closure by writing my feelings about my little angel. If you write to your little angel it might help find some closure, maybe not take away the pain but help knowing you are talking about it out loud”.
46 3.1.4 Apoio em rede A categoria de suporte de rede permite ao utilizador alargar os seus contactos sociais e conhecer utilizadores com experiências semelhantes. As mensagens nesta categoria foram examinadas em três subcategorias: Access, Presence e Companionship. A primeira subcategoria refere-se a mensagens que providenciam ao utilizador novos acessos a contatos e companhias; esta subcategoria difere da subcategoria Referral dentro da categoria informativo, segundo os autores Coursaris e Liu (2009), porque se destina a convidar os utilizadores a juntar-se a grupos e comunidades já existentes dentro do fórum, aumentando assim a sua rede social. Não existe assim nenhum tipo de referência informativa a aplicações ou peritos. Estas mensagens podem ser exemplificadas da seguinte forma: “If you haven't already stumbled upon it, the Medhelp forum has a long discussion of B6 Toxicity here”. As subcategorias Presence e Companionship acompanham-se muitas vezes uma à outra, visto que a primeira enfatiza a presença de ouvintes e encoraja o uso contínuo do grupo: “Ahh. I hope it works out hon. The advice I gave hopefully will help the situation. peace and come back and let us know how it goes”. A segunda subcategoria enfatiza a disponibilidade de outros utilizadores com interesses comuns: “We're here to support and help you anyway we can”. 3.1.5 Assistência A categoria de assistência proporciona material de ajuda ou até determinados serviços aos utilizadores e foram identificadas três subcategorias: Perform Direct Task, Perform Indirect Task e Express Willingness. As subcategorias Perform Direct Task e Perform Indirect Task correspondem a mensagens em que os utilizadores oferecem-se para realizar atividades que direta ou indiretamente, respetivamente, estão relacionadas com a situação do utilizador. Embora não tenham sido encontradas mensagens para a segunda categoria, um exemplo para a primeira é o seguinte: “If anyone is interested in finding out how to get connected to medical care, somewhat quickly, depending on the medical condition, and the availability of VA clinic's in your area... contact me! my email is VeteranAdvocate AT Comcast.net or contact me here”.
47 As mensagens da última subcategoria expressam a vontade do utilizador de ajudar outros sem especificar a natureza exata da assistência: “I'm always here if you just want to vent. My heart goes out to you, and I wish you all the best. Take care”. 3.2 Categorias que procuram suporte Esta categoria foi criada sem apoio direto dos artigos referidos, mais concretamente, a sua conceção foi aperfeiçoada através da análise das mensagens e das características das mesmas. As mensagens presentes nestas categorias encontram-se mais facilmente (embora não estejam restritas a) nas mensagens iniciais, ou seja, nas mensagens que iniciam os posts ou a discussão numa comunidade. As mensagens que se encontram nesta categoria expressam então a procura de determinado tipo de apoio. As subcategorias que foram examinadas são: Specific Question, Seeking Comfort e Request. A primeira subcategoria é auto-explicativa: expressa uma pergunta direta e especifica, dirigida a vários utilizadores ou a um só, por exemplo: “Where can I find free insulin pump supplies and insulin?“. A segunda subcategoria corresponde a mensagens que expressam a necessidade de um utilizador para pedir ajuda ou apoio emocional. Um exemplo de mensagens nesta subcategoria é o seguinte: “It's extremely overwhelming and confusing and I could really benefit from some insight from others who have experienced this”. Por fim, a subcategoria Request corresponde a um tipo de mensagens que expressam a necessidade de receber algum tipo de informação fatual ou sugestões ou até pedido de referência para algum tipo de aplicação online, por exemplo: “Actually I am looking forward to get some useful tips for heart cancer.” 3.3 Categorias de interação de grupo A categoria Group Interactions foi adaptada também do artigo de Coursaris e Liu (2009), embora os autores tenham apenas referido as mesmas como categorias de interação entre utilizadores; mais especificamente, não contêm apoio direto e, portanto, não entraram no esquema desses. No entanto, estas categorias foram consideradas importantes para compreender a dinâmica das comunidades estudadas e foram inseridas no esquema de classificação deste trabalho. Especificamente, as subcategorias inseridas nesta (Expression of Gratitude, Congratulations, Sharing Personal Experiences) correspondem a expressões de interação simples entre os utilizadores, contribuindo para a construção da sua dinâmica.
48 A subcategoria Expression of Gratitude exprime gratitude pela resposta de um utilizador, reconhecendo a ajuda dada, da seguinte forma: “Thank you everyone! Your answers have helped a lot!”. E a subcategoria Congratulations exprime alegria ou reconhecimento pelo feito alcançado pelo utilizador: “Congratulations! Hope all goes well :)”. Por último, a subcategoria Sharing Personal Experiences permite a partilha de experiências, condições, pensamentos e sentimentos em resposta a um utilizador, por exemplo: “I have the same kind of headache and I'm about one week from the start of my miscarriage. The pounding is terrible!!! I'm looking for answers as well“. Este tipo de mensagem pode corresponder a uma forma de exposição de problemas, seja de forma espontânea ou forçada, mas também auxilia na promoção de comunicações reciprocas. (Coursaris e Liu 2009). 3.4 Categorias das emoções Esta categoria foi criada sem apoio direto dos artigos referidos; a sua conceção foi também aperfeiçoada através da análise das mensagens e das características das mesmas. Considerou-se que seria vantajoso inserir no esquema de classificação uma categoria para a expressão de diversos tipos de emoções, visto que as mesmas são inerentes à interação humana. Esta categoria está dividida em duas subcategorias que correspondem às emoções de caráter negativo (Negative) e positivo (Positive), e cada uma destas tem ainda as seguintes subcategorias: Anger, Loss, Fear e Sadness; Excitement e Happiness, respetivamente. Estas subcategorias foram inseridas no esquema de classificação tendo como base a Roda das Emoções de Plutchik (2001), sendo que este autor considera que estas são as mais básicas e principais das emoções humanas. A categoria Negative corresponde a mensagens que expressam emoções negativas, sendo que a subcategoria Anger exprime expressões de raiva (que não foi observada na amostra), a subcategoria Loss exprime expressões de perda, por exemplo: “I can't sleep, barely functioning, filled with dread and panic. Certainly what I am experiencing can be attributed to stages of grief but I question it has gone beyond that. My behavior is manic as I either try to process the whole thing or desperately try to control it around others which makes it even worse“. As subcategorias Fear e Sadness exprimem, respetivamente, expressões de medo e tristeza. Um exemplo para a primeira subcategoria é: “I am nerves about the surgery but
49 more than anything I have a fear of being put to sleep! I know I will be fine but still a little scary“ e um exemplo para a segunda subcategoria é: “But because of my mental illness, I cannot function on my own. And it is killing me. I want to find a life and be happy. But it seems I have no future or reason to be here. My psychiatric doctor does not help. Nor does my family. I feel like I am drowning.” Por fim, a categoria Positive corresponde então a mensagens que expressam emoções positivas, sendo que a subcategoria Happiness exprime expressões de felicidade, como por exemplo: “We knew we really, really liked each other and in August we got together finally. We were so happy, I was head over heels crazy about her“ e a subcategoria Excitement corresponde a mensagens que exprimem expressões de entusiasmo: “I’m due June 24th I find out what I’m having Feb 1st! This will be my 3rd. Exciting yall!”.
50 4 Avaliação Após a conclusão da construção da primeira proposta do esquema de classificação, iniciou-se a fase de validação do mesmo. Esta fase foi dividida em duas partes, sendo que a primeira foi desenvolvida com o apoio de voluntários e a segunda consistiu no cálculo de concordância através da percentagem de concordância e da estatística Kappa de Cohen. De seguida, é explicado em maior detalhe como se processou a fase de validação. 4.1 Testes A primeira tarefa na fase de validação do esquema de classificação consistiu no recrutamento de voluntários. Oito voluntários aceitaram participar no estudo, e estes não tiveram qualquer contato direto com o esquema de classificação anteriormente a esta fase. No entanto, apenas quatro voluntários foram necessários para os testes iniciais. Para recrutamento dos voluntários, foi divulgado um pedido de ajuda entre colegas de Mestrado de Ciência da Informação e colegas da Licenciatura de Ciência da Informação, bem como outros colegas da área, sendo que apenas oito se disponibilizaram. Para a preparação destes testes, procedeu-se a uma escolha aleatória das comunidades que cada voluntário iria codificar. Esta escolha baseou-se no número de mensagens que as comunidades continham - pretendia-se que o número de mensagens fosse suficiente para realizar a análise, mas que não sobrecarregasse o codificador, por isso a média de mensagens é de trinta. Depois de escolhida a comunidade para cada um dos quatro voluntários, foi preparado um formulário. Os testes foram realizados em dias diferentes, dependendo da disponibilidade dos voluntários. Foram utilizados os formulários do Google Docs, sendo que cada voluntário tinha um formulário que correspondia à sua respetiva comunidade; as perguntas do formulário eram as próprias mensagens e as respostas consistiam na seleção das categorias do esquema de classificação. A Figura 7 representa um exemplo de formulário utilizado. Depois de um voluntário Figura 7: Exemplo de formulário
51 responder a um formulário, as suas respostas foram transferidas automaticamente para um ficheiro Excel, que mostra para cada mensagem, a(s) categoria(s) que o respetivo codificador escolheu. A Figura 8 mostra um exemplo de um ficheiro Excel gerado pelo formulário. Os testes em si processaram-se da seguinte forma: foi primeiro explicado o contexto geral e os objetivos da dissertação e depois foi explicado qual era o objetivo do teste; foi entregue ainda o esquema de classificação inicial em formato papel, para cada um dos voluntários (Anexo 3), com as categorias, as respetivas definições e um exemplo da amostra para cada uma; por fim, foi enviado por email o link do formulário respetivo a cada voluntário. Alguns pormenores importantes acerca do esquema e da forma de classificar foram ainda referidos: cada mensagem poderia ser classificada em nenhuma, só numa ou em várias categorias e os voluntários deveriam evitar perguntas específicas de codificação dirigidas a mim, visto que o objetivo do teste seria descobrir como outro utilizador faria a codificação, tendo a mesma base. Evitou-se discutir em pormenor as categorias do esquema de classificação e como podem ser representadas nas mensagens da amostra, visto que o mesmo deve ser autoexplicativo e permitir ao utilizador um fácil entendimento das descrições das categorias. Cada teste durou cerca de uma hora. No fim de cada teste, foi perguntado a cada voluntário as suas dúvidas e opiniões acerca do esquema de classificação. 4.1.1 Entrevistas Como dito anteriormente, para concluir os testes de validação do esquema de classificação, foi pedido a cada voluntário que respondesse às seguintes questões: De modo geral, achou difícil a codificação das mensagens que lhe foram dadas? Teve dificuldade em compreender as categorias e respetivas definições? Teve dificuldade em distinguir determinadas categorias? Todos os voluntários referiram não ter tido dificuldade em compreender as categorias, embora dois tivessem tido dificuldade na interpretação das mensagens e que assim que Figura 8: Exemplo de resultados do formulário
52 as mesmas foram interpretadas, as categorias são fáceis de compreender. Desta forma, todos os voluntários consideram fácil a tarefa que lhes foi entregue. Apenas um dos voluntários referiu dificuldade em distinguir categorias, nomeadamente Request e Specific Question, mas em determinadas mensagens. Embora este voluntário tenha compreendido a definição das duas categorias, referiu que sentiu dificuldade em distinguir as mesmas aquando da interpretação de determinada mensagem. O resto dos voluntários não mencionou dificuldade em distinguir categorias. Três dos voluntários indicaram a adição de uma categoria ao esquema de classificação - existia no formulário a opção de acrescentar uma categoria que os voluntários consideravam que faltasse em determinada mensagem. O primeiro voluntário acrescentou a subcategoria Hope às categorias das Emoções; o segundo volunário acrescentou a categoria Not offering support: Blame; e o terceiro voluntário acrescentou a categoria Personal, not Informative Opinion. No entanto, nenhuma das categorias foi acrescentada ao esquema final por se considerar que não se enquadravam numa forma geral às mensagens do fórum. Por fim, dois dos voluntários referiram também a não utilização de algumas subcategorias, por considerarem que não se enquadravam em nenhuma das mensagens que lhes tinha sido entregue: um dos voluntários referiu que não utilizou nenhuma das categorias da seção Network Support e outro dos voluntários referiu que não utilizou nenhuma das categorias da seção Tangible Assistance. 4.2 Cálculo da concordância Terminados os testes, os resultados dos voluntários foram comparados com os resultados que se obteve no início da análise de conteúdo das mensagens. Foram utilizadas duas estatísticas para calcular a concordância, a pares, dos resultados. De seguida, são apresentadas as duas estatísticas e os motivos pelos quais cada uma foi utilizada. 4.2.1 Concordância simples A concordância simples entre um par de codificadores corresponde à proporção de casos de concordância em todas as codificações. Segundo Joyce (2013), a regra geral para a concordância geral é: os coeficientes iguais ou superiores a .90 são quase sempre aceitáveis, os coeficientes iguais ou superiores a 0.80 são aceitáveis na maioria das situações e os coeficientes de .70 podem ser aceitáveis em alguns estudos exploratórios. Neste estudo, os coeficientes rondaram maioritariamente nos .90 ou superior, como pode ser comprovado na Tabela 11. Os coeficientes iguais ou inferiores a .90 foram alvo
53 de uma análise mais profunda para compreender o que poderia ser revisto na fase seguinte. Apesar de esta estatística ser a mais fácil de computar na maioria dos estudos de análise de conteúdo e ser facilmente interpretada, a mesma não é suficientemente robusta para suportar sozinha a concordância deste estudo, pois tem uma fraqueza – é calculada tendo como base apenas a concordância observada e não a probabilidade de concordância devida ao acaso. A próxima estatística vem então fortalecer os resultados encontrados. 4.2.2 Kappa de Cohen Como dito anteriormente, a concordância simples, por si só, não era suficiente para realizar as análises de concordâncias. Foi necessário, assim, encontrar uma estatística que fosse mais robusta e, ao mesmo tempo, que fosse compatível com o presente estudo. Desta forma, decidiu-se utilizar a estatística Kappa de Cohen porque permite analisar a concordância entre pares de codificadores considerando concordância que ocorreu devido a acaso. Para evitar erros no cálculo da concordância, e porque esta estatistica não aceita categorias mutuamente exclusivas, a análise foi aplicada categoria a categoria. Assim, evitando a análise de concordância aplicada codificador a codificador, a estatística foi aplicada normalmente, permitindo assim uma análise correta dos resultados. A fórmula desta estatística está apresentada a seguir. k = Pr(𝑎)−Pr (𝑒) 1 − Pr (𝑒) A estatística Kappa de Cohen é calculada, numa primeira fase, da mesma forma que a estatística anterior, sendo calculada seguidamente a concordância tendo em conta os valores das mensagens codificadas por acaso. A Tabela 11 apresenta os resultados da análise das duas estatísticas utilizadas no estudo, comparadas para cada categoria. Tabela 11: Comparação das estatísticas na primeira avaliação Categorias Concordância simples Kappa de Cohen Advice 86% 40% Referral 90% -4% Situation appraisal 80% -1% Teaching 96% 27% Relationship 98% 0% Virtual affection 99% 0% Confidentiality 100% N/A Sympathy 98% 0% Empathy 90% -1%
54 Encouragement 85% -1% Prayer 98% 49% Relief of blame 98% 0% Compliment 98% 39% Validation 94% 0% Access 98% 0% Presence 99% 0% Companionship 98% -1% Perform direct task 100% N/A Perform indirect task 100% N/A Express willingness 100% N/A Specific question 86% 5% Seeking comfort 85% -5% Request 95% 0% Expression of gratitude 92% -1% Congratulations 98% 66% Sharing personal experiences 65% 6% Anger 92& 0% Loss 98% 0% Fear 92% 15% Sadness 92% 32% Excitement 98& 0% Happiness 96% 28% 4.3 Discussão Numa primeira fase da avaliação do esquema de classificação, os testes com voluntários, permitiu encontrar diversos problemas que os mesmos tiveram na codificação das mensagens que lhes foram atribuídas. A partir de uma análise, como já dito anteriormente, das categorias com uma percentagem de concordância abaixo ou igual a 90%, foi possível compreender três importantes aspetos acerca dos testes desenvolvidos: 1. Cada voluntário mostrou dificuldade em aplicar uma determinada categoria nas mensagens: respetivamente, Situation Appraisal, Referral, Sharing Personal Experiences e Anger; 2. Embora não tenham referido nenhuma dificuldade inicialmente, a análise dos resultados mostrou dificuldade na compreensão de determinadas categorias, por exemplo, Situation Appraisal, Referral, Access, Relationship, Request, Relief of blame e Validation; 3. As categorias das Emoções foram frequentemente mal aplicadas devido às opiniões pessoais dos voluntários.
61 perguntas foram divididas em seções para facilitar a identificação das seções principais do esquema de classificação; e depois as perguntas correspondiam às categorias do próprio esquema. Esta estrutura auxiliou a compreensão do esquema de classificação em si, por “obrigar” os voluntários a perceber a definição de cada categoria. De referir que nesta avaliação, o objetivo não era compreender as dificuldades dos voluntários nem perceber que categorias estavam a ser mal utilizadas, mas sim validar as alterações feitas ao esquema de classificação. Não houve, assim, entrevistas no fim dos testes. Foi também entregue em formato papel o esquema de classificação revisto, com as respetivas definições e exemplos (Anexo 4). O processo do cálculo da concordância com as estatísticas foi o mesmo que na avaliação anterior; desta vez o cálculo das estatísticas foi feito ao mesmo tempo, o que permitiu uma maior poupança de tempo. Considerou-se igualmente importante que os resultados contivessem os valores do intervalo de confiança para cada categoria. Os resultados desta avaliação estão apresentados, em percentagem, na Tabela 13. Tabela 13: Comparação das estatísticas na avaliação final Categorias Concordância simples Kappa de Cohen Intervalo de confiança a 95% para o Kappa de Cohen Mínimo Máximo Advice 88% 60% 0.29 0.91 Recommendation 86% 17% -0.25 0.6 Teaching 84% 62% 0.38 0.87 Affection 98% 79% 0.39 1.2 Sympathy 93% 38% -0.16 0.91 Encouragement 88% 60% 0.29 0.91 Figura 9: Exemplo do formulário modificado
62 Prayer 98% 0% -5.1-07 5.1e-07 Relief of blame 100% N/A N/A N/A Compliment 93% 36% -0.2 0.93 Validation 91% 61% 0.27 0.96 Access 95% 48% -0.12 1.1 Presence 77% 40% 0.11 0.7 Perform direct task 72% 18% -0.043 0.41 Express willingness 88% 39% -0.034 0.81 Specific question 70% 38% 0.11 0.64 Reassurance 81% 32% -0.043 0.68 Gratitude 86% 34% -0.059 0.73 Congratulations 98% 79% 0.39 1.2 Sharing personal experiences 88% 48% 0.09 0.87 Anger 95% 48% -0.14 1.1 Fear 86% 58% 0.28 0.88 Sadness 79% 35% 0.03 0.68 Happiness 91% 56% 0.19 0.93 5.2 Discussão Comparando os resultados da concordância dos segundos testes com os primeiros testes, comprova-se que os valores do Kappa de Cohen são superiores depois da revisão do esquema de classificação. Para além dos segundos testes não terem a minha intervenção direta, considera-se que a revisão do esquema de classificação contribuiu para uma maior compreensão das categorias e suas definições. Assim, os testes finais com os voluntários forneceram resultados positivos em todas as categorias, com a exceção das categorias Prayer e Relief of Blame; a primeira categoria tem uma percentagem de Kappa de Cohen de 0% e a segunda categoria não tem percentagem, o que significa que não foi codificada em nenhuma mensagem por nenhum voluntário. De fato, os valores de Kappa de Cohen concentram-se quase todos acima dos 40%, com exceção de algumas categorias como Sadness, Express Willingness, Recommendation e Sympathy, por exemplo. O motivo para estes valores baixos relaciona-se com o fato da concordância simples ser igualmente mais baixa do que as restantes (abaixo de 80%), o que comprova que os codificadores não tiveram consenso na utilização destas categorias ou simplesmente utilizaram-nas menos vezes que as outras. Em trabalhos futuros, estas diferenças poderiam ser alvo de análise e melhoria. No entanto, nem sempre um valor menor na concordância simples traduz um valor maior no Kappa de Cohen, por exemplo, a categoria Advice tem 88% de concordância simples e 60% de Kappa de Cohen. Analisando o contexto geral dos resultados dos testes,
63 percebe-se que as categorias Advice e Teaching são das mais utilizadas, tendo valores de concordância simples próximo do de Kappa de Cohen. Mas a situação contrária também foi verificada: a categoria Congratulations, por exemplo, foi menos utilizada que as anteriores, mas existiu mais coesão na codificação das mensagens destas categorias e o valor da concordância aumenta consoante essa concordância. Outra situação interessante de referir é o resultado da categoria Prayer: a percentagem de concordância simples é de 98% e a percentagem de Kappa de Cohen é 0%. Isto acontece porque a categoria foi apenas codificada uma vez, ou seja, apenas um codificador indicou esta categoria numa determinada mensagem. A concordância de 98% incide então naquelas mensagens que os codificadores concordaram em não codificar a categoria. Os intervalos de confiança foram criados como uma possível previsão de quais seriam os resultados destes testes noutro ambiente mais geral. Ou seja, os resultados apresentados para Kappa de Cohen neste estudo apenas traduzem o trabalho desenvolvido no fórum escolhido. Para investigadores que pretendessem realizar trabalhos semelhantes, o intervalo de confiança das categorias permite conhecer uma previsão geral dos resultados para uma população. Os intervalos das categorias dizem, então, com 95% de confiança os valores entre os quais o Kappa de Cohen se situa na população. Em geral, os valores dos intervalos de confiança para cada categoria são positivos, exceto os das seguintes categorias: Recommendation, Sympathy, Prayer, Compliment, Access, Perform Direct Task, Express Willingness, Reassurance, Gratitude e Anger. Os valores apresentados para estas categorias são todos negativos no mínimo do intervalo de confiança. Assim, e apesar dos desequilíbrios verificados na comparação dos cálculos das estatísticas, considera-se que os resultados obtidos são razoáveis.
64 6 Caracterização das mensagens Concluído e testado o novo esquema de classificação, dá-se por concluída as fases de avaliação do mesmo. No entanto, para mostrar a utilidade do esquema de classificação em estudos futuros, decidiu-se codificar mensagens recolhidas do fórum. Desta vez, no entanto, o objetivo desta codificação é caracterizar as mensagens trocadas no fórum Medhelp. Esta etapa pretende assim caraterizar mensagens retiradas do fórum Medhelp ao codificar as mesmas com o esquema de classificação e apresentar estatísticas com os resultados obtidos. Novamente, foi construída uma amostra de 202 mensagens: aleatoriamente, foi escolhida uma comunidade de cada área apresentada no fórum. Estas áreas são pré-definidas pelo próprio Medhelp e referem-se a comunidades populares do mesmo. No total, foram selecionadas 14 comunidades de diferentes áreas, sendo depois retiradas as 4 primeiras mensagens de cada uma. Como as comunidades já tinham sido selecionadas aleatoriamente considerou-se desnecessário escolher também as mensagens aleatoriamente, pelo que foram escolhidas seguindo a sequência apresentada no fórum. Estas mensagens foram novamente retiradas para um ficheiro Excel, como as mensagens retiradas para os testes com os voluntários, juntamente com o ID da respetiva comunidade, ID da mensagem mãe e ID sequencial para as mensagens filhas, ID do utilizador e texto da mensagem. Foram codificadas, no total, 202 mensagens com o novo esquema de classificação. O objetivo desta etapa do trabalho era comprovar que o esquema de classificação poderia ser aplicado no fórum escolhido, mas também, possivelmente, noutros trabalhos futuros de outros investigadores. Considerou-se que seria interessante apresentar algumas informações estatísticas acerca da amostra e da relação entre as mensagens e as categorias do esquema de classificação. Este trabalho poderá ser atrativo para investigadores que pretendam aplicar o esquema a uma amostra de mensagens maiores ou a vários fóruns ao mesmo tempo. Assim, após a codificação das mensagens da amostra, foram calculadas algumas informações estatísticas acerca das mensagens e das categorias, como por exemplo, quantas vezes foram codificadas as categorias ou quais são as categorias mais codificadas numa determinada comunidade. Todas estas informações estatísticas estão
65 representadas em forma de gráficos. No Gráfico 1 estão representadas as categorias principais do esquema de classificação e as respetivas percentagens. Esta é uma informação importante, pois permite compreender que grupo de categorias foram mais utilizadas e também aquelas que não foram utilizadas. O grupo das categorias de Esteem Support não foi utilizado e, portanto não estão representadas no gráfico. Esta ausência de codificação em determinadas categorias pode ser devido à própria natureza das comunidades: alguns utilizadores destas comunidades procuram respostas às suas dúvidas, informações que os profissionais de saúde não transmitiram ou simplesmente experiências semelhantes às suas. Estas situações reportam principalmente às categorias Advice, Specific Question, Teaching e Sharing Personal Experiences, que são as que têm as percentagens de utilização mais altas (17%, 28%, 19% e 8%, respetivamente). Nota-se, portanto, que as categorias de apoio emocional (Affection, Sympathy, Encouragement, Prayer e Relief of Blame) foram pouco ou nada utilizadas, provando que o apoio principal procurado pelos utilizadores das comunidades presentes na amostra é o informativo. As categorias de apoio à autoestima, apoio em rede e assistência também foram pouco ou nada utilizadas, pela mesma razão Information Support 26% Emotional Support 2% Network Support 1% Tangible Assistance 1% Seeking Support 34% Group Interactions 24% Emotions 12% Percentagem das categorias Gráfico 1: Percentagem total das categorias mãe
66 anteriormente referida. Estes tipos de apoio anteriormente referidos não são menos ou mais importantes que o apoio informativo ou emocional; são igualmente necessários para que apaziguar as dúvidas e receios do utilizador. As categorias de procura de apoio foram bastante utilizadas, sendo que a mais utilizada foi a Specific Question (28%), corroborando a afirmação anteriormente de que os utilizadores das comunidades específicas da amostra procuravam com mais frequência apoio informativo do que apoio emocional; a categoria Reassurance, que é definida como a necessidade/procura de um utilizador por apoio emocional teve uma percentagem de codificação de 6%. As categorias de interação em grupo foram também utilizadas com frequência, sendo a categoria Sharing Personal Experiences a segunda categoria com maior percentagem de utilização (19%) e a categoria Gratitude teve uma percentagem de 5%. Finalmente, as emoções também desempenharam um papel importante na dinâmica das comunidades, sendo que a categoria Fear teve uma percentagem de 5%, categoria Happiness teve 4% e a categoria Sadness 2%. A informação estatística que apresenta as categorias codificadas numa determinada comunidade é interessante de apresentar, pois permite compreender que tipo de apoio é mais requisitado nas diferentes comunidades. Os gráficos seguintes representam o conjunto de categorias indicadas nas comunidades Nutrition e Pregnancy-Sep-2016Babies (Gráfico 2 e 3, respetivamente). De referir que apesar de só serem apresentadas 6 6 8 1 1 6 Advice Teaching Specific question Reassurance Gratitude Sharing personal experiences Número de categorias numa comunidade Gráfico 2: Número de categorias na comunidade Nutrition
67 duas comunidades nesta seção, poderiam existir mais diferenças comparando todas as comunidades escolhidas. O Gráfico 2 representa o número de categorias utilizadas na comunidade Nutrition. De acordo com o que anteriormente referido, as categorias de apoio emocional foram as menos utilizadas, sendo que a categoria mais utilizada foi a Specific Question (8) e em segundo lugar estão as categorias Advice, Teaching e Sharing Personal Experiences (6). Sendo que é uma comunidade de nutrição, os utilizadores procuram mais sugestões e informações novas do que propriamente apoio emocional. Gráfico 3: Número de categorias na comunidade Pregnancy-Sep-2016-Babies Comparativamente, o Gráfico 3 apresenta o número de categorias mais utilizadas na comunidade Pregnancy-Sep-2016-Babies. As diferenças principais situam-se no fato desta comunidade ter presente mais mensagens com emoções, nomeadamente Happiness (9), e ter menos mensagens codificadas na categoria Advice (4) e Specific Question (4), categorias que a anterior comunidade tinha codificada mais vezes. Não é de espantar que a emoção felicidade esteja mais presente numa comunidade de gravidez, sendo que normalmente, transmite momentos de felicidade. De referir que a categoria Happiness foi apenas codificada nesta comunidade. Ambas as comunidades, no entanto, têm presentes quantidades semelhantes de mensagens codificadas na categoria Sharing Personal Experiences. O fator comum entre as comunidades parece ser então a partilha de experiências e a necessidade de fazer perguntas para responder às dúvidas dos utilizadores. As diferenças estão presentes no tipo de apoio prestado (na primeira 4 4 7 1 9 Advice Specific question Sharing personal experiences Fear Hapiness Número de categorias numa comunidade
68 comunidade estão presentes mais categorias de apoio informativo) e as emoções que as mensagens transmitem (a segunda comunidade tem presentes mais emoções, nomeadamente a felicidade). Seguidamente, decidiu-se que seria importante compreender as diferenças entre as categorias codificadas nas mensagens mãe e nas mensagens filhas. Esta distinção é feita da seguinte forma: as mensagens mãe são as que iniciam as mensagens nas comunidades e as mensagens filhas são aquelas que respondem às mensagens iniciais. No Gráfico 4 estão representadas as categorias codificadas nas mensagens mãe. As duas categorias mais codificadas são a Specific Question (51) e Reassurance (16), ambas presentes na seção Categorias que procuram apoio do esquema de classificação. Esta seção do esquema representa as mensagens que procuram apoio, mas estas categorias não estão restringidas às mensagens mãe, como será compreendido no gráfico seguinte. No entanto, este gráfico comprova que a maioria das mensagens cujo propósito é pedir apoio aos outros utilizadores das comunidades, está presente nas mensagens iniciais. Esta procura é diferenciada seguindo as definições das categorias: a categoria Specific Question traduz-se em mensagens que procuram apoio informativo ou pedidos de sugestões e a categoria Reassurance traduz-se em mensagens que procuram apoio e conforto emocional. Nestas mensagens foram ainda codificadas todas as emoções: Happiness (1), Sadness (4), Fear (7) e Anger (1). Gráfico 4: Categorias nas mensagens mãe 1 1 51 16 2 1 1 7 4 1 Advice Recomendation Specific question Reassurance Gratitude Sharing personal experiences Anger Fear Sadness Hapiness Categorias que aparecem nas mensagens mãe
69 As restantes mensagens são as consideradas como mensagens filha, que respondem, seja de que forma for, às dúvidas, questões e pedidos colocados nas mensagens mãe. Portanto, seria de esperar que as categorias codificadas nestas mensagens fossem variadas. Ao analisar o Gráfico 5 compreende-se que as categorias mais codificadas foram Advice (42), Sharing Personal Experiences (46), Specific Question (27) e Teaching (20). De acordo com afirmações anteriores, as categorias de apoio informativo são as que estão mais presentes nas mensagens filhas, demonstrando uma necessidade por parte dos utilizadores de pedir e oferecer apoio informativo. Gráfico 5: Categorias das mensagens filha A categoria Gratitude também é codificada algumas vezes (10), sendo que corresponde a mensagens que agradecem o apoio oferecido por outros utilizadores. Muitas mensagens filhas presentes nas comunidades são trocas de impressões entre utilizadores, resultando em mensagens que transmitem conselhos ou informações importantes para os utilizadores. Mas também é possível que ocorram diversas trocas de experiências semelhantes, mesmo não demonstrando apoio direto, o que explica o número elevado em mensagens na categoria Sharing Personal Experiences. Também são nestas mensagens que estão presentes a maior parte das mensagens de apoio emocional, como se percebe pelos números das categorias Affection (1), Prayer (1) e Encouragement (3). No 42 1 20 1 3 1 1 2 3 27 10 46 5 2 8 Advice Recomendation Teaching Affection Encouragement Prayer Access Presence Express willingness Specific question Gratitude Sharing personal experiences Fear Sadness Hapiness Categorias que aparecem nas mensagens filhas
70 entanto, também nas mensagens filhas estão presentes mensagens codificadas na categoria Specific Question. Como já dito anteriormente, esta categoria não está restrita às mensagens mãe, embora esta seja definida como procura de apoio. Estas mensagens também podem estar presentes em mensagens filhas, visto que um utilizador pode procurar apoio no meio de uma conversação iniciada por outro utilizador com experiência semelhante à sua. Semelhante às mensagens mãe, também nas mensagens filha estão presentes diversas emoções, embora em maior número: Happiness (8), Sadness (2) e Fear (5). De fato, foram nestas mensagens filha que as categorias foram mais utilizadas, em geral. Em forma de conclusão, é interessante referir que na Revisão de Literatura, um dos aspetos que se referiu foi o objetivo da análise de conteúdo, o seu propósito. Para Holsti (1969), a técnica tem 3 propósitos principais que, de uma forma geral, relacionam-se com a descrição e construção de inferências sobre a comunicação que está a ser estudada. Relacionando essa afirmação para o trabalho realizado nesta dissertação, pode-se concluir que a análise de conteúdo concretizou, pelo menos, um dos propósitos referidos pelo autor: a descrição das características da comunicação. Todo o trabalho desenvolvido até agora, incluindo a fase final de codificação das mensagens, auxiliou na compreensão das caracteristicas do fórum e das próprias mensagens.
77 Krippendorff, Klaus. 2004. Content Analysis: An Introduction to Its Methodology. 2a ed. Londres: SAGE Publications Ltd. Kutz, Daniel O, and Susan C Herring. 2005. “Micro-Longitudinal Analysis of Web News Updates.” Proceedings of the 38th Annual Hawaii International Conference on System Sciences, 10. http://ieeexplore.ieee.org/xpls/abs_all.jsp?arnumber=1385443. Madden, Amy, Ian Ruthven, and David McMenemy. 2013. “A Classification Scheme for Content Analyses of YouTube Video Comments.” Journal of Documentation 69 (5). Polity Press: 693–714. http://www.emeraldinsight.com/doi/abs/10.1108/JD-06-20120078. Mai, Jens‐Erik. 2011. “The Modernity of Classification.” Journal of Documentation 67 (4): 710–30. http://www.emeraldinsight.com/doi/abs/10.1108/00220411111145061. Morison, M, and J Moir. 1998. “The Role of Computer Software in the Analysis of Qualitative Data: Efficient Clerk, Research Assistant or Trojan Horse?” Journal of Advanced Nursing 28 (1): 106–16. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9687137. Neuendorf, Kimberly. 2002. The Content Analysis Guidebook. Cleveland State University, USA: SAGE. Newman, William Laurence. 2006. Social Research Methods: Qualitative and Quantitative Approaches. 6th ed. Boston: Pearson Addison Wesley. Osgood, Charles E, and Evelyn G Walker. 1959. “Motivation and Language Behavior: A Content Analysis of Suicide Notes.” Journal of Abnormal Psychology 59 (1): 58–67. doi:10.1037/h0047078. Pew Research Internet Project. 2013. “Health Fact Sheet.” http://www.pewinternet.org/fact-sheets/health-fact-sheet/. Plutchik, Robert. 2001. “The Nature of Emotions.” American Scientist. http://web.archive.org/web/20010716082847/http://americanscientist.org/articles/0 1articles/Plutchik.html. Sadah, Shouq A, Shahbazi Moloud, Matthew T Wiley, and Vagelis Hristidis. 2015. “A Study of the Demographics of Web-Based Health-Related Social Media Users.” J Med Internet Res 17 (8): 194–210.
78 Scanfeld, Daniel, Vanessa Scanfeld, and Elaine L. Larson. 2010. “Dissemination of Health Information through Social Networks: Twitter and Antibiotics.” American Journal of Infection Control 38 (3). Elsevier Ltd: 182–88. http://dx.doi.org/10.1016/j.ajic.2009.11.004. Smith, Catherine Arnott, and Paul J Wicks. 2008. “PatientsLikeMe: Consumer Health Vocabulary as a Folksonomy.” In AMIA 2008 Annual Symposium Proceedings, 682– 86. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18999004. Solberg, Lauren B. 2014. “The Benefits of Online Health Communities.” American Medical Association Journal of Ethics 16 (4): 270–74. http://journalofethics.amaassn.org/2014/04/stas1-1404.html. Vala, Jorge. 2007. “A Análise de Conteúdo.” In Metodologia Das Ciências Sociais, 14th ed., 101–28. Porto: Afrontamento. Vydiswaran, V. G. Vinod, Yang Liu, Kai Zheng, David A. Hanauer, and Qiaozhu Mei. 2013. “User-Created Groups in Health Forums: What Makes Them Special?” In International AAAI Conference on Weblogs and Social Media, 515–24. http://www.aaai.org/ocs/index.php/ICWSM/ICWSM14/paper/view/8045. Waheed, Moniza, Andreas Schuck, Claes de Vreese, and Peter Neijens. 2010. “More Different than Similar: Values in Political Speeches of Leaders from Developed and Developing Countries.” In Conference Papers: International Communication Association, 32. http://dare.uva.nl/record/1/331107. Weber, Robert Philip. 1990. Basic Content Analysis. 2a ed. Beverly Hills: Sage. White, Casey B, Cheryl A Moyer, David T Stern, and Steven J Katz. 2004. “A Content Analysis of E-Mail Communication between Patients and Their Providers: Patients Get the Message.” Journal of the American Medical Informatics Association 11 (4): 260–67. http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1067502704000453. Wright, Kevin. 2002. “Social Support Within an On-Line Cancer Community : An Assessment of Emotional Support, Perception of Advantages an Disavantages, and Motives for Using the Community from a Communication Perspective.” Journal of Applied Communication Research 30 (3): 195–209. Yang, Christopher C., and Xuning Tang. 2012. “Estimating User Influence in the Medhelp
79 Social Network.” IEEE Intelligent Systems 27 (5): 44–50. http://ieeexplore.ieee.org/lpdocs/epic03/wrapper.htm?arnumber=5582065\nhttp:// dl.acm.org/citation.cfm?id=2412371.2412712. Zhang, Shaodian, Erin Bantum, Jason Owen, and Noemie Elhadad. 2014. “Does Sustained Participation in an Online Health Community Affect Sentiment?” Amia, no. 2: 1970– 79. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25954470. Zhang, Thomas, Jason H. D. Cho, and Chengxiang Zhai. 2015. “Understanding User Intents in Online Health Forums.” IEEE Journal of Biomedical and Health Informatics 19 (4): 1392–98. http://ieeexplore.ieee.org/xpl/articleDetails.jsp?arnumber=7066225. Zhang, Yan. 2011. “Contextualizing Consumer Health Information Searching: An Analysis of Questions in a Social Q&A Community.” In IHI ’10 Proceedings of the 1st ACM International Health Informatics Symposium, 210–19. ACM. https://www.ischool.utexas.edu/~yanz/rfp136-zhang.pdf. Zhang, Yan. 2013. “Toward a Layered Model of Context for Health Information Searching: An Analysis of Consumer-Generated Questions.” Journal of the American Society for Information Science and Technology 64 (6): 1158–72. http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/asi.22821/abstract. Zhang, Yan, and Wai-Tat Fu. 2011. “Designing Consumer Health Information Systems: What Do User-Generated Questions Tell Us?” In 6th International Conference on Augmented Cognition, 6780:536–45. Springer Berlin Heidelberg. doi:10.1007/978-3642-21852-1_62.
80 Anexos Anexo 1 – Ficheiro resultante da análise de conteúdo com NVivo. Nome: Support categories\Information support\Teaching Referência 1 Here's a quick definition: "a metabolic disease in which the body’s inability to produce any or enough insulin causes elevated levels of glucose in the blood." Referência 2 neuropathy may cause loss of sensation and the patient may not realize he has injured the foot by a cut or abrasion (2) there is a degradation of healing and in a diabetic such wounds become infected more easily (3) if the infection is not treated immediately, it may progress into the bone and tissue, requiring amputation of a toe, foot, or limb. Furthermore poor circulation in the feet makes oral antibiotics less effective in a diabetic.Treatment may have to be intravenously administered. Referência 3 Levemir is a basle insulin, meaning it works for 24 hours. Like a background insulin. the amount of Levemir taken has nothing to do with the amount of carbohydrates (carbs) you eat. That type of insulin is called a bolis insulin, like Apedra, Novalog... that insulin is taken according to how many carbs are eating and YOUR particular carb to insulin ratio. Referência 4 Levemir is typically dosed twice a day (morning and evening). Lantus, a different long acting insulin, is typically dosed once a day. There is also a new extra long acting insulin called Tresiba, which is also dosed once a day. Referência 5 Over the long term the diabetes will be in full control and the medication can be reviewed. Kapalbhati -(Do it before eating) Push air forcefully out through the nose about once per second. Stomach will itself go in(contract in). The breathing in(through the nose) will happen automatically. Establish a rhythm and do for 15 to 30 minutes twice a day. Children under 15 years – do 10 to 15 minutes twice a day. Not for pregnant women. Seriously ill people do it gently.Anulom Vilom – Close your right nostril with thumb and deep breath-in through left nostril then – close left nostril with two fingers and breath-out through right nostril then - keeping the left nostril closed deep breath-in through right nostril then - close your right nostril with thumb and breath-out through left nostril. This is one cycle of anulom vilom. Repeat this cycle for 15 to 30 minutes twice a day. Children under 15 years - do 10 to 15 minutes twice a day. You can do this before breakfast/lunch/dinner or before bedtime or in bed.Remember to take deep long breaths into the lungs.You can do this while sitting on floor or chair or lying in bed. Also everyday, press the centre point of the palm of both your hands 40 times with the thumb and press the tips of all fingers 40 times each. To stimulate the pancreas to produce insulin: mandukasan - kneel down(with feet pointing inwards,and sit on the ankles/heels, Vajrasan position), breathe in and breathe out completely and hold your breath, pull the stomach in, press both your hands on stomach, bend forward as much as possible keeping the head straight, hold for 5 to 15 seconds and come back up while breathing in. Repeat this 3 times daily to stimulate the kidney and pancreas.Mandukasan2 - Repeat the whole process,but this time with with fists of
81 both hands pressing against the stomach.Mandukasan can be done sitting on a chair, if you cannot bend the legs. Continue the breathing exercises once a day, after the diabetes is in full control. Referência 6 Management for prediabetes to reverse it / prevent progression include:- weight loss if overweight - moderate daily exercise of at least 30 minutes (more if you can, and ideally with some higher intensity activities / weight training) - avoiding intake of sugars (soft drinks, fruit juices etc). This will also include limiting fruit, which although nutritious are high in sugars. - reducing carb intake (the healthiest carbs come from non-starchy vegetables. - well known dietary approaches that would fit the lower carb style of eating are Paleo, Primal, Atkins (maintenance stage), mediteranean (if you take out the breads and pastas). Referência 7 If you are at risk for diabetes the Dr can do tests for hba1c and fasting glucose. A lipid panel should also be done. They can also test insulin levels. Metabolic syndrome is not a single test: they look for a pattern of signs and symptoms. Referência 8 Metabolic syndrome is a cluster of conditions — increased blood pressure, a high blood sugar level, excess body fat around the waist and abnormal cholesterol levels — that occur together, increasing your risk of heart disease, stroke and diabetes. While all of these factors increase risk of serious disease, having just one of these conditions, doesn't qualify as metabolic syndrome. Referência 9 If the pain is an aching type pain, I would say it is probably unrelated to diabetes. IF the pain is a burning type pain, well this can be due to the nerve damage that high blood sugars bring. But then your blood sugars are not so high and you are well under control. Referência 10 You have had a DNA test -- not just doing this all based on the baby looking nothing like guy 2, right? -- and the first guy is the dad? And the last time you had sex with guy 1 before getting pregnant was really May 2, and you had an ultrasound on June 11 that said you were 6 weeks 0 days gestational age? Well, that count suggests you ovulated on May 14, and that's a lot longer (May 2-14) than sperm is supposed to live in your system. Referência 11 Did the ultrasound tech tell you that you were 6 weeks 0 days from conception, by any chance? Usually they tell you gestational age, which is from the first day of your last period.) Sperm is not said to live 12 days in a woman's system, though some research hazards the guess that it might live up to a week. Referência 12 First someone ovulates, then they conceive, and if they don't conceive within 24 to 36 hours, the egg will become nonviable. Sperm lasts 5-6 days but eggs don't. Referência 13 there are several things that can cause severe headaches; hunger, dehydration ( especially after alcohol ingestion), hormone imbalance, high blood pressure, ( in my case too much vitamin B12)
82 , low blood sugar, blood loss( and subsequent dehydration) anemia, After my babies were born i bled extensively and had a headache so bad i couldn't open my eyes. So drink plenty of fluids, take your iron, (not on an empty stomach) treat yourself to a big, juicy iron rich steak once a week, get plenty of rest. Referência 14 Most women experience cycle changes which are a side affect of having a m/c. It can change dates or the actual period itself. It could be your period or just bleeding before or even alittle left over lining from the m/c. Referência 15 Depending on your parenting style there's different ways of doing this 1. After each night feed put the baby straight back to bed to self sooth themselves to sleep (warning: there will be alot of crying at first untill the baby realises it's not going to get them anywhere) 2. wake the baby up more often during the day so at night they'll be more tired to sleep (though again a over tired baby will be grumpy and there will be a lot of crying) 3. wrap up baby tightly in a blanket it will give them the feeling of being in the womb 4. If you formula feeding try a brand that is more heavier on the stomache a full baby is a sleepy baby 5. Go for a drive with the baby or rock them to sleep ( i dont recommend this way it will cause you a lot of headaches) 6. Place baby on your chest with their face facing you and gently pat/rub thier back (i haven't found any baby yet that doesn't love this position and not fall asleep within minutes especially after a feed) and lastly 7.bare through it and in time the baby will sleep through the night in a couple of months.. Referência 16 Just like the first post said, hormones dropped very suddenly after giving birth and since those hormones were like happy hormones, the fall can be brutal. If you had a happy pregnancy (where you were feeling well and happy), the risk of developping post partum depression is even higher. Referência 17 Do you know her estimated due date? If she got pregnant between Sept. 7-9, her due date would be around June 1. But in general, no, if you had sex with a girl 20 weeks ago and she's now 16 weeks pregnant, you're not the dad, because she would have gotten pregnant 14 weeks ago, so there's a 6 week difference in when you had sex and when she got pregnant. Because you start counting a pregnancy from the first day of the prior normal period, your girlfriend got pregnant 14 weeks before the sonographer said she was 16 weeks pregnant. Referência 18 Yes you can have sex until the day you go into labor unless your doctor says otherwise but thats usually high risk patients Referência 19 Opiate use isn't usually associated with any birth defects...but the dangers come more from withdrawl (whatever you feel, your baby feels), low birthweight, and the unstable environment in your womb when you withdrawl. Opiates will stay in the baby's system just slightly longer than in yours...about 3-5 days. Referência 20 I heard that you shouldn't be going through withdrawls while your pregnant as it will cause the baby to go through withdrawls as well and possibly cause fetal demise (death).
83 Referência 21 No. Symptoms don't determine gender. Referência 22 Yes, numbing agents can be used. You should check if there are safe ones to use during pregnancy. You could try sugaring, it's supposed to just adhere to the hair as opposed to skin like regular wax. It may cost more, but if you don't tolerate pain well that's another option. Referência 23 Varies from person to person due to body type, placental location, etc. Typically 16-25 weeks Referência 24 The doctor wouldn't know either unless they did testing. You can buy ovulation prediction kits which can tell you when and if you're ovulating. Referência 25 You aren't technically overdue until 42 weeks of pregnancy. You can ask to be induced but honestly your baby won't stay in there forever. If he/she hasn't come out yet it's just because they aren't ready Referência 26 Some women don't start showing until about 4 or 5 months some even later all depends on your body type and what number pregnancy being as it is your first probably will take a little while Referência 27 The less muscle tone you have in your tummy the sooner you will show. Referência 28 She's not pregnant, sperm can't survive very long out in the open air. So the *** that was already in your boxers wouldn't get her pregnant. If she were pregnant off of precum the pregnancy test definitely would have come up positive by now. Referência 29 Brown discharge is common after taking nordette. You might want to google nordette brown discharge to ease your mind. Referência 30 You have to ovulate to get pregnant. If she has not yet started having her menstrual cycle, then she has likely never ovulated. If your cousin is going to be having sex then she should consider birth control and should have regular pap smears. Referência 31 You aren't pregnant if you have never had sex. People don't get pregnant from showers. Referência 32
84 You can't be pregnant if you haven't had sex. It's not possible. If you're concerned then have your mom take you to the doctor to figure out why your period hasn't comr for 3 months. There could be other reasons. Referência 33 You may have started your period early and that's why you were spotting. Women can sometimes have different kinds of periods that can be late, early, heavier or lighter. If you're thinking it was implantation bleeding that could not be possible. Not all women have this but when they do it usually happens between 3 and 5 days after unprotected sex. It's when the fertilized egg attaches to the uterus Referência 34 Being deficient in vitamins and mortals can wreak havoc on your body. You can get it checked with blood work. Vitamin D, Magnesium RBC, vitamin B12, potassium, Calcium, iron/ferritin. Low normal range is still bad and can cause symptoms. Referência 35 Below 50ng/mL for Vitamin D is bad (regardless of lab ranges saying normal is 30-100ng/mL). Are you also taking magnesium and Vitamin K2 with your Vitamin D? Make sure you're taking D3 and not D2. Referência 36 to ask questions about the Zika virus. Referência 37 Unnecessary blood draws in the elderly are a problem. These are usually done for insurance purposes. Blood draws are performed through a hollow needle, called as trochar. Referência 38 That being said, a one-time exposure to a toxic substance from an over-the-counter paint is unlikely to have long-term effects. Nor is there any special "test" to take. Nor is there any special "treatment", other than time. As far as "not providing you with the msds, they are required to by law." If you make a fuss, you can probably count on termination. It is essentially meaningless to obtain this information, unless you are planning litigation. Despite the word "Mercury" in the paint company name no paint used in the United States contains mercury. It is possible you have other lung problems that were simply exacerbated by the one-time exposure. Referência 39 The answer to the question "can paint frumes make me sick" is "obviously". The second larger question is: "Will permanant damage result?" And furthermore the third question is: "Are there any treatments that will reverse the damage?" The answer to the question of permamant damage is "up in the air." The measure of toxicity for substances is the so-called LD50, which is rather meaningless. It depends upon the toxicity of the substance, generally correlated with the ability to produce free radicals, and the duration of exposure. The answer to the third question is, no, at least not within the realm of conventional medicine as administered by the A.M.A. protocols. Initially, high doses of vitamin C can scavange radicals, but the damage from chemicals stems in part from their corrosive and neurotoxic nature. It is thought (and the thinking is controversial) that the human body is resilient, with many redundancies, and can sustain quite a lot of damage. So the question "Can paint fumes make me sick" is meaningless. It is a "how many angels are on the head of a pin" question.
85 Referência 40 It depends on the paint. Latex is ok. The oil bases are ok once in a blue moon. Some of the industrial stuff can kill you if it's a closed area and you can't get out once you get dizzy and begin to heave. For the most part you will recover fine within 3 months. It's alot worse for you if it's raining outside and the product is oil. Once you get sick from a paint or chemical, stay away from all chemicals after that. Try taking 1000mg of vitamin c a day for 2 weeks. Referência 41 Your brain is 60% fat and you need good fat for your brain. This probably is contrary to everything you've learned, but fat bombs made with coconut oil are good for your brain. Take 1/2 cup coconut oil and just melt it, like 10-15 seconds in a microwave. Add 6 heaping teaspoons of raw cocao (most is cooked which kills enzymes. Regular coco will be fine, but raw would up the nutritional value). Add raw honey to taste. Chop walnuts fairly fine. So, put about a tablespoon in small cupcake papers using about 1/2 of the mix, freeze for a couple minutes to harden. Add 1/2 teaspoon of the walnuts to each and then top with another tablespoon of the coconut chocolate mixture. Store in the fridge and eat a couple of these each day. Stop eating all processed oils as they are very damaging and may contain more of the solvents that have harmed you in the first place. They actually use solvents to extract oil from seeds and trace amounts can be left, and the high heat for processing creates trans fats. These oils cause inflammation and chronic inflammation is bad for you. Stick to cold pressed olive oil for anything low temperature and use coconut or avocado oil for cooking. Krill oil is the highest in omega 3s and for sure you have too much omega 6, so take a krill oil supplement. Flax seed oil is also high in omega 3 and has some neuro protective properties so go ahead and mix it equal amounts with olive oil for salad dressings. A 1:1 mixture of flaxseed to olive oil is almost a perfect balance of omega 3:6 fats. Gluten in wheat and casein in milk can damage the lining of your stomach, especially if you've had problems like you describe. Do your best to eliminate them. You need butyric acid in your colon, which healthy gut bacteria produce when you have lots of fiber in your diet. It is also present in butter. Use butter over margarine for colon health. You can get rid of the casein in butter by searching how to make ghee. Referência 42 Sleep deprivation can cause due to some kind of Stress and depression, poor lifestyle, diet etc. It can be treated well after getting its real cause, so you need to contact a good therapist. Referência 43 No, you can't get mercury poisoning from a flu shot. Some people do experience allergic reactions to the flu shot and people who have egg allergies should not have the flu shot. Some people may even come down with flu like symptoms after having the shot for a few days. Having catarrh in the throat can sometimes taste metallic and also if you had any bleeding in the mouth from your gums. Blood tastes metallic. If you have had your fillings for a very long time, it is wise to see a dentist to check your teeth. Mercury fillings can break down and leak out. The dentist will let you know if any of those 3 metal filled teeth need restoration and also examine your other teeth and gums. Some dentists also screen for mouth cancers. Should you require replacement fillings, opt for the white ones or Cerek. Referência 44 Your problem might be more down to Iron deficiency than Vitamin D deficiency. This kind of fatigue is usually brought on by low Iron in the blood. So it might do you good to check out your Iron levels as well as Magnesium. That... and its really recommended to have Vitamin K2 MK-7 with Vitamin D3. I hope you supplemented with Vitamin D3 and not D2. There's a difference between the two apparently since little to no benefits were noted on D2, whereas with D3,
86 noteable health benefits were observed. Also... just because you raised your level to 70ng/mL, doesn't necessarily mean you will feel great on it. Toxicity was NOT observed on levels as high as 200ng/mL (yes, 200). I recall at least one case where a person had some kind of issues and 100ng/mL was not enough for them. It was only when they crossed into an area above 130ng/mL is that they started to feel better. I would surmise each person will have a different cut off point... but 200ng/mL would be good to aim for if you want to. But it wouldn't hurt to check your Iron and Magnesium levels. Also, Vitamin K2 as MK-7 is the most important co-factor for Vitamin D3. Referência 45 If you're US 70ng/mL is good. Did you stop taking D3? If you stop, your levels will drop. D3 does not stay in your body. You must supplement for life. Are you also taking magnesium and Vitamin K2? Magnesium deficiency has similar symptoms as D deficiency. Referência 46 Nerve pain can be Vitamin B12 deficiency. You also need magnesium with your D3. Referência 47 Vitamin K2 is an important fat-soluble vitamin that plays critical roles in protecting your heart and brain, and building strong bones. It also plays an important role in cancer protection The biological role of vitamin K2 is to help move calcium into the proper areas in your body, such as your bones and teeth. It also helps remove calcium from areas where it shouldn’t be, such as in your arteries and soft tissues The optimal amounts of vitamin K2 are still under investigation, but it seems likely that 180 to 200 micrograms of vitamin K2 might be enough to activate your body’s K2-dependent proteins to shuttle calcium to the proper areas If you take oral vitamin D, you also need to take vitamin K2. Vitamin K2 deficiency is actually what produces the symptoms of vitamin D toxicity, which includes inappropriate calcification that can lead to hardening of your arteries If you take a calcium supplement, it’s important to maintain the proper balance between calcium, vitamin K2, vitamin D, and magnesium. Lack of balance between these nutrients is why calcium supplements have become associated with increased risk of heart attack and stroke Vitamin k is a coenzyme in the liver that is involved in production of clotting factors ii, vii, ix and x as well as protein c and s. These are all involved in pro-coagulatory processes except for protein c and s. Vitamin K is required for gamma-carboxylation of glutamic acid in the clotting factors. Too little vit. K makes you unable to make the clotting factors. This is basically how warfarin works. But clotting factors are tightly regulated, and taking a vit. K supplement if you're not deficient will have no effect on clotting. .. Referência 48 Low Vitamin D, magnesium and Vitamin B12 can cause anxiety, panic attack, insomnia, heart palpitations, muscle weakness, brain fog, headaches, muscle weakness...and more Referência 49 Spread the most classic secret, the supreme grand secret of the “lodge”, which, thanks to modern medicine, can be printed on a bumper sticker: VAGAL STIMULATION IS AS EFFECTIVE AS LSD. Behind the old “Iron Curtain” there was a disease recognized that is deceitfully diagnosed to be schizophrenia in the West. It was called “shamans’ disease” and is caused by scar tissue in the parasympathetic (muscarinic) nervous system. This nervous system is called “muscarinic” after the hallucinogenic drug muscarine, found in the fly animita mushroom; and, muscarine doesn’t cross the blood brain barrier. It works by exciting the whole muscarinic nervous system and thereby overriding the inhibitory neurons in the brain. But, it is unpopular in the West due to the way it excites the digestive system. This has been kept secret by those who cash in on this secrecy, occult secrecy. In yoga, the plexuses of the muscarinic nervous system are called chakras, presented to the common people as “spiritual wheels of light along the spine”, but they are not in
93 without examination and investigations and the answer is based on the medical information provided. For exact diagnosis, you are requested to consult your doctor. Referência 72 Hi there. This is a prolapse forum. You can get urine retention with prolapse. However, you will need to get a referal to get a proper diagnosis to find out what is causing your urine retention. Do you have any vaginal bulging or any other symptom? Referência 73 I dont know how old you are but if you have been able to put a tampon in your vagina before then it does seem that something has changed for you vaginally. Do you feel any pressure down into your vagina at all? A bulge feeling at all? Or do you feel tense vaginally? It is possible you simply have vaginismus. This is a definition of this condition: Painful spasmodic contraction of the vagina in response to physical contact or pressure, especially during sexual intercourse. Or you could have the beginnings of a prolapse but you dont seem to have other common symptoms of prolapse. The only way for you to be sure is to get a diagnosis from your Dr. You can ask to see a Urogynecologist as well. They are prolapse specialists but can diagnose other vaginal conditions as well. Make an appt to see your Dr and try not to worry. Referência 74 I have not had as much of a repeated episode as you have but I have experienced getting a cold right around my period several times with a pattern very similar to yours. I think your doctor is probably correct. Women's immune systems are a bit decreased around their periods (and your body temp is also elevated right before your period because of the increased levels of progesterone in your body). So, combined with your vitamin B deficiency it makes sense that you would be more prone to getting sick around your periods Referência 75 This happend to me use yur middle finger and pointing finger and do the peace sign place each finger on the side of the tampon not in yur vjj on the side of it (if its sticking out a lil bit this should work) close to yur hole tho push up and push like yur going pee while yuh push up it should come out a lil bit more to the point where yuh can pull out keep doing this til it comes out enough to do so after it comes out use a vaginal spray that goes inside yuh yur mom shpuld know what talking about to make sure yur clean and dont get an infection and clean yur self after with a wipe not inside the hole casue that can case an infection also cleaning away the good stuff more than the vad sometimes hope this helps do not put anything in yur hole like tweasers they can hurt yuh Referência 76 Borderline Personality Disorder really affects a person's perception of what's real and what's not. Referência 77 The answer is simple. Memory is stored in cholesterol and the statins destroy cholesterol. I would not take a statin, but that is my own personal opinion, and statins respresent the current "standard of care" in the medical community. I believe there is a place for statins, but this should be a niche, and they should not be prescribed for everyone. Scientific America magazine had several excellent articles on cholesterol that are searchable and worth reading. Referência 78
94 Hi, I found the following information on the VA website and thought I'd share it. Diabetes Mellitus (Type II) : As a presumptive condition for in-country Vietnam veterans: Birth Defects - Spina Bifida: The Veterans’ Benefits Act of 1997 granted benefits for children of Vietnam veterans who were suffering from spina bifida (38 U.S.C. §1805). Reference: 38 CFR §3.814 Current Conditions Considered by VA Presumptive to AO Exposure: These are the diseases which VA currently presumes resulted from exposure to herbicides like Agent Orange. The law requires that some of these diseases be at least 10% disabling under VA's rating regulations within a deadline that began to run the day you left Vietnam. If there is a deadline, it is listed in parentheses after the name of the disease. Chloracne or other acneform disease consistent with chloracne. (Must occur within one year of exposure to Agent Orange). Hodgkin's disease. Multiple myeloma. NonHodgkin's lymphoma Acute and subacute peripheral neuropathy. (For purposes of this section, the term acute and subacute peripheral neuropathy means temporary peripheral neuropathy that appears within weeks or months of exposure to an herbicide agent and resolves within two years of the date of onset.) Porphyria cutanea tarda. (Must occur within one year of exposure to Agent Orange). Prostate cancer. Respiratory cancers (cancer of the lung, bronchus, larynx, or trachea). Soft-tissue sarcoma (other than osteosarcoma, chondrosarcoma, Kaposi's sarcoma, or mesothelioma). Referência 79 Diabetes is only one of many side effects of this chemical exposure. Autoimmune hypothalamus would also cause abnormal blood pressure / abnormal body temperature / and low blood sugar is a side effect as well. Referência 80 In general...No, unless you conceal the diagnosis. Eventually it will be found out and you will be charged under the Uniform Code of military justice and dishonorably discharged. There is a caveat. If there was a single incident in your life (a car crash in which a family member perished), you may be upset and treated briefly, and end up with a PTSD diagnosis in your record. In this case you will have to go before a medical board for a waiver. Referência 81 A DD requires a court martial, and lying on enlistment, isnt a cause for such a serious punishment. But, being labeled with fraudelent enlistment can. i actually looked into joining near the end of 2012, before i transfered to a 4 year school. I found out so many things can get you disqualified. PTSD is PDQ, and depending on circumstances it may require waiver, but in most cases because of treatment,medicaiton it can dq you. Just be aware of that. The current military drawdown also restricts and tightens enlistment standards. Referência 82 They have a seven year retention mandate. That being said, there is a possibility the records were transferred to Washington for storage. The bad news is that, even for those records so stored, they were not indexed, and retrieval is very labor intensive. You have to file a Freedom of Information Act request with the military and in that request (1) ask for the records (2) If the records are not available, where they might be stores and to provide you with a point of contact to retrieve them. The military is extremely slow in answering these requests. Referência 83 I don't know or understand 'cam to cam' sex but I do realize that there can be no interaction 'emotionally' to another human being when You are having 'computer' sex. There's a big 'clue' when a Man prefers sex this way instead of interacting with a real Woman. Sex is and should be MORE than an orgasm. It's most satisfying emotionally when it's an expression of love with, for, and toward Your Partner. But the biggest sex organ is the brain, and there-in lies the problem
95 with porn addiction - the brain goes through chemical changes when the 'pleasure' centers are stimulated. People become addicted to those chemical changes in the brain - it's the 'pleasure' centers that cause the 'addictions' (sex, gambling, shopping, etc., etc.) Referência 84 Stress can worsen symptoms and even make a person relapse. I relapsed fully the 23rd of December because of an anxiety attack for example. If he is talking about suicide and thinking about it he needs to talk to his doctor about it. It sounds like he needs to talk to his psychiatrist about this behavior in general that he is experiencing. He needs to be encouraged somehow to try to speak to his doctor about this but you have to be careful because telling someone to their face that they are psychotic doesn't go well if they aren't entirely open to people's judgments like this and even me being open to that, I still sometimes don't believe people, but only occasionally. Referência 85 The direction and size of the shunting are determined by the size of the defect and compliance of the ventricles. A small defect less than 0.5 cm (5 mm) in diameter is associated with a small shunt and no significant sequelae. On the other hand, a larger defect (more than 2 cm or 20 mm) in diameter may be associated with a large shunt and blood flow changes. ASD may not require treatment if there are few or no symptoms, or if the defect is small. Surgical closure of the defect is recommended if the defect is large, the heart is swollen, or symptoms occur. To know more about ASD, consult your pediatric cardiologist. Hope this answers your question. Referência 86 Yes, they are not good. Your HDL should be greater than 40 and LDL should be under 130. I would wait a month and retest to see if it's correct. Referência 87 You ask some interesting questions. First let me tell you it is not very common to start having side effects a year out from starting, they normally appear in the first 30 days and resolve within a week or two. There are so many other conditions that cause the symptoms you describe, low vitamin D comes to mind especially with a statin. Did your doctor do any additional blood work to look at your vitamin D? If you do want to try a statin, ask your doctor to try a different one as statins affect different people different ways so a different one may be tolerated better IF the statin was the problem in the first place. As far as your numbers go, your LDL is too high for sure. There are some new drugs coming to market that have been proven to be very safe and effective known as PSK9 inhibitors that were developed for people that are statin intolerant and have a genetic component to their high cholesterol. They can be pricey and insurance companies may be slow to accept them but they can be convinced. You should ask your doctor. Referência 88 It's not sugar in it's simple form, it's empty carbs such as breads and pasta, even alcohol. These metabolize as sugars. Cutting your sugar intake won't help if you don't watch the empty carbs as well. Referência 89 As far as peas, be mindful of cross reactions. It is likely all peas because of cross reactions. A common allergen is tomatoes and their cousins in the nightshade family, but especially tomatoes. On any elimination diet tomatoes are forbidden while testing for sensitivities, which are like hidden food allergies. One doesn't necessarily test positive for these food sensitivities. Keep this in mind if you have had him tested for tomatoes and it tested negative. What is commonly called
96 "true allergies" will test positive, whereas suspected "hidden allergies" or sensitivities will not test positive using standard testing at your allergist's office. Referência 90 UPDATE: IT WASN'T THE BLEACH. PEROXIDE GOT SPILLED AND GOT ON THE CONDIMENT PACKAGING. Referência 91 Apparently high concentration hydrogen peroxide can burn skin. Just google hydrogen peroxide burns. There are even you-tube videos showing it. Referência 92 This could be due to the reflux or gastritis symptoms associated with these medications. Pain relief medications like ibuprofen are known to cause retrosternal pain and discomfort due to the reflux. It would be best to take these after her meals and to take an antireflux antinausea medication along with the pain relief medications or those known to cause reflux or heart burn symptoms. Referência 93 First of all, you must recognize that chronic asthma is a life-threatening disability. By fooling around "close to the breaking point" you risk death. A tolerance may be built around the "emergency" inhaler. At some point it may not work. If there is not an EMS unit available to endotracheally intubate you you will die. In the general scheme of things, basketball is meaningless. As you grow older the asthma problem may become less severe. Only time will tell. If your "asthma does not seem to be resolved", avoid activities that bring your lungs to this point. This is nothing to "experiment with". The time to develop a spasm that complete closes the airway may be very short, and the fact it was not short in the past does not mean it will be short in the future. The best course of action is to avoid any activities that cause an asthmatic attack. Referência 94 He is now 14 and after suffering for approx 12 years seems to have grown out of it. (Touch wood) These things will help- -oral antihistamines daily (clarentyne is non drowsy) -Zaditen eyes drops on mild days (no prescription required) -steroid eye drops for bad days ( this is where your fight comes in with regular GPs doctors! Most state "one eye bacterial, two allergy". No!!! This is wrong! You CAN have only one eye at a time affected and also sometimes both eyes. They will also say discharge means bacterial infection. No!! Vernal Allergic Conjunctivitis has a white string like discharge. You will know it when you see it. Fight for the drops for your sons comfort) -cold compresses -(we used to wet a face washer/flannel and wrap a ice pack inside it. My sons used these daily for years!) -if there is white stringy discharge you can clean the eye with soft muslin and saline solution. I Referência 95 If you have been a smoker for 19 long years then it is commendable that you have quit smoking. Cough and chest pain can be the withdrawal effects of quitting. However any chest pain in smokers—past or current should immediately be investigated. It can be due to pleural effusion, inflammation, lung cancer or due to a clot or embolus. Rebound increase in blood pressure too could be the cause. Please do not delay, and seek medical care immediately. Referência 96
97 Any particulate matter is hazardous, but the lung can usually clear a certain amount resulting from a few exposures. The best drill is to spray it with water mist and then mop it up. In the old days they would sprinkle sawdust on the area and then wet the sawdust and the plaster dust, the dust adhering to the sawdust. Shovel up the material. You can get sawdust from a lumber yard. You really shouldn't be vacuuming dust. If you intend to do so any particulate mask will do. Some are better than others, but you really need a mask that covers the head, like the military gas mask. Referência 97 One of the "old-time" solutions to eliminate the uncomfortabl;e nasal cannula was to make an "oxygen tent". These have fallen out of favor, partly because of the difficulty in maintaining a level of oxygen that is only slightly above normal. "One hundred percent oxygen" is contraindicated because it can cause respiratory arrest. I am sure you actually meant she was connected to a nasal cannula that provides supplemental oxygen (but not 100 percent). The "bubblers" often cause fluid accumulation in the lungs. Sweating on the forehead is a hallmark of cardiac ischemic, but her sweating may be due to other factors. Referência 98 When I shut down it's feeling overwhelmed. imagine if you were thrown out in a hughway and expected to cross the street. Or say if you were expected to direct air traffic and you have no experience. You see the planes about to crash in the sky, but can't do anything. It feels sort of like that. When I'm overwhelemed even just the sound of someone's voice hurts my ears and I can only make out some words but not the whole sentence. Usually I feel very angry also. Or I may feel overwhelmingly tired and start to fall asleep, or feel like I'm about to sleep every time I blink. Neither of these feel really good. The best thing is to just let me go someplace, take a nap and renew my energy before tackling the problem any further. Force me to work after my mind shuts down and you're risking a meltdown, anxiety attack or a violent outburst... Referência 99 stimming does occur in some typically developing children who have no other quirks or problems. it can also be a warning sign for many different things. i would mention it to your pediatrician, but don't panic. toddlers are bombarded by so many stimulating things in a day, it's no wonder that there are physical manifestations Referência 100 You can't. It's a birth control shot. It will prevent pregnancy for the 12-14 weeks when it's effective. Referência 101 - if his penis was inside of your vagina or even the anus you are NOT a virgin and YES you could be pregnant. you need to visit your doctor. you'll need to start getting pap smears done and get on some form of b/c. and despite the fact you are too young to have sex you NEED to discuss this with your parents so they at least know incase you end up with a little surprise. Referência 102 facial spasms tend to happen when a young child is growing quickly. It's fairly normal and goes away on it's own. My cousin had it for a few months and then it was gone. haven't had any problems since and everything is perfectly normal. Referência 103
98 A monitor won't stop SIDS. SIDS deaths happen instantly. All the monitor will do is tell you that the baby is no longer alive. Monitors are just a way of conning fearful parents into spending money on useless junk. Referência 104 It's because SIDS begin to happen after 1 month of age. Parents often look for reasons why bad things happen to their babies, which is very understandable, and vaccines are a common scapegoat. It's for the same reason that autism is blamed by many parents on immunizations. The fact is that scientific studies have have shown that immunizations actually REDUCE the chances of SIDS. Sources: The UK accelerated immunisation programme and sudden unexpected death in infancy: case-control study (BMJ. 2001;322(7290):822) CONCLUSIONS: Immunisation does not lead to sudden unexpected death in infancy, and the direction of the relation is towards protection rather than risk. -------------------------- Immunisation and the sudden infant death syndrome. New Zealand Cot Death Study Group (Arch Dis Child. 1995;73(6):498) CONCLUSIONS: Immunisation does not increase the risk of SIDS and may even lower the risk. --- ----------------------- Do immunisations reduce the risk for SIDS? A meta-analysis. (Vaccine. 2007;25(26):4875.) CONCLUSIONS: Immunisations are associated with a halving of the risk of SIDS. There are biological reasons why this association may be causal, but other factors, such as the healthy vaccinee effect, may be important. Immunisations should be part of the SIDS prevention campaigns. Referência 105 That's wrong. There is ABSOLUTELY NO CONNECTION between SIDS and vaccinations. Many people mistakenly think there is, because it's become fashionable to blame vaccines for everything from autism to SIDS to bad behavior in high school. The fact is that the likelihood of SIDS peaks during the first year, and that also happens to be the time that vaccines are given. But that desnt ean there is any connection, and studies have shown, over and over, that there isn't any. The first year is also the time when most babies are nursing - you might as well claim that nursing causes SIDS. Except it doesn't. Do the right thing, get your child vaccinated. It will save their life. And stop worrying about things that no one can control. Referência 106 Apnea monitors don't help. SIDS babies don't die because they stop breathing - they stop breathing because they have already died. A monitor will only tell you that the baby is already dead. Referência 107 leukemia means too much white cells in the blood, your blood test is normal, so dont be worry about that, regarding your joint symptom you should see a rheumatologist/ a joint doctor specialist, as it could be a disease caused by attacking your joint by your own immune cells called rheumatoid arthritis or other related disease and you can make sure by some blood tests and symptomatic criteria which match the disease Referência 108 A transplant is more or less the same procedure, doesn't matter what they are treating. You will have a central line into your chest, (done with a procedure with local anesthetic). This allows for you to get medications and for blood to be drawn for the lab. You will be given a large dose of chemo, and then you get the stem cells back a few days later. That is the whole “transplant”. Then the waiting begins for them to start making new blood cells. If you had a blood transfusion before it is pretty similar to that. Many of the side effects are from the chemo (you loose your hair, nausea, mouth sores, diarhea) Then as you are waiting for the stem cells to start building up your immune system you have to be really careful about getting an infection (visitors must wear a
99 mask, not come to the hospital sick) you will be on a special diet at the hospital (no raw fruits, no salad etc) and probably get frequent meds and fluids through the central line. There is a lot of blood work, and frequent vital sign checks for fever or blood pressure issue. I was able to be my own donor so I do not have to take the anti rejection drugs / steroids. I was really sick for a few weeks while I was in the hospital, but the nurses and doctors are there to look after you. If you develop a symptom like nausea they have a lot of meds they can give you to try and deal with that. The worse issue for me was the chemo irritated my kidney so it would not work properly so I had to have a lot of fluids all the time to deal with low blood pressure. I think it is important to ask your doctor to explain the procedure to you, ask about what ‘chemo’ you will be given, the side effects to expect, what you will need to do in your recovery etc. etc. Knowledge is power and it will help you feel empowered if you are involved in your own care, making decision etc. Referência 109 I'm assuming you mean ground-glass opacity (GGO) they can be benign or malignant. Meaning non-cancerous or cancerous , only the doctor looking at the CAT Scan could tell you more. If I were you in about 6 months I would have another CAT Scan and have them compare it to the scan you just had and make sure that it is the same size with no difference in solidity or anything else just to make sure. Then periodically after that just to make sure nothing has changed. Referência 110 The cells in our body mutate often, but our immune system beats them every time. It's when it doesn't manage to beat them that they can become cancerous, and from then on they seem friendly to our immune system. Cancerous cells are weaker then healthy cells. The basic principle on which many chemotherapeutic agents work is that if we flood the whole body with a celldestroying poison, the first ones that are going to die are the weakest ones. Of course, many healthy ones will die too (hence the loss of hair and all the other complications), but the healthy ones may regenerate... If the cancer hasn't spread, most common choice is to surgically remove it, and then hope the immune system will do it's job in life aferwards. Referência 111 Your issues are included in the side effects of chemotherapy. Such side effects of chemotherapy are hair loss, nausea, vomiting, short term memory loss, itching, etc Referência 112 Cysts are common throughout the body so no need to panic needlessly. Odds are it's nothing. :) Referência 113 A complete clinical examination is necessary for correct diagnosis and management .Swelling in the throat can be due to tonsillitis which can be bacterial or viral. Enlarged lymph nodes can also produce swelling on the neck externally. The risk factors for throat cancer are smoking or using smokeless tobacco and use of alcohol. If you do not have symptoms like trouble breathing or speaking, pain or ringing in ears, difficulty in swallowing etc it seems unlikely to be related to throat cancer. See the concerned specialist and get evaluated at the earliest. Referência 114 Theheart valves are damaged by the cancer, and it may cause the valves to malfunction. In severe cases, the heart valves may need to be replaced. Unfortunately, this is often a sign of very advanced cancer and carries a poor prognosis. Another rare type of cancer known as carcinoid tumor at times produces hormones that can damage heart valves. Referência 115
100 It really depends on the type of cancer. Some types will damage valves, some will obstruct parts of the heart and some may not cause any symptoms. Treatment also varies. It is important to discuss any questions you have with a physician who knows about your condition. Referência 116 "Heart cancer" actually refers to the heart of malignancy. Mostly by heart muscle tissue (ie, cardiac) and vascular structure, generally occurs in the heart muscle tumors or malignant tumors angiosarcoma constitute the general good discovery. Referência 117 Good to hear that she has stopped drinking, that's a big step. The pancreas helps the digestive process but hers is damaged from the years of stress. Fortunately the imaging didn't show anything abnormal - common bile duct blockage, tumors, etc. But her pancreas will not be able to add the needed enzymes for digestion anymore. You can talk to her doctor about adding some enzyme supplements to compensate for this. Also, lower fat diets will help as well. Referência 118 It is not abnormal to get some kind of discoloration around the meatus although it could be a sign of inflammation. It can happen after a urethritis or other reason for inflammation or it can indicate there is an autoimmune skin problem developing. You have to monitor this and go to the derm as soon as you can to take a closer look. Referência 119 please do not panic as this is all normal for anyone who takes narcotic painkillers for chronic back pain and spinal disk damage and it will occur on occasion even when you are not constipated. If you feel it bothers you when you are constipated, try taking a stool softener like dulcolax or senekot when you are taking your painkillers as it will soften your stools so you are not straining to push them out. Once you end up straining yourself and pushing to get your stool out for a bowel movement, even just once while taking narcotic painkillers....you usually end up with a hemorrhoid or fissure (cut like paper cut) and this will cause blood in the stool, in the toilet and on the paper even when you don't expect it. I just learned to live with it. Referência 120 As one who has had bladder cancer and several cystoscopies, the answer is yes. Of course, that could change down the road. But normal cystoscopy = no bladder cancer. Referência 121 Many of these mesenteric tumors are notorious for reoccurring. So surgery followed by Gleevec is a fairly common scenario, even though these are rare tumors. The drug does a very good job in targeting the cancer cells only. So your husband will be able to take it long term, with minimal side effects. Kleevec works by targeting a specific phosphate group within each of the active cancer cells, and not in his healthy cells. And it greatly improved the prognosis for patients. Unlike many cancer therapies, this one does a good job in going after the cancer, while leaving the healty cells alone. Referência 122 Demoral is used for the relief of moderate to severe pain. Typically for preoperative medication or support of anesthesia via IV. It is not a drug used for pain control in cirrhotics in my experience. Demoral can also produce drug dependence of the morphine type and therefore has the potential
101 for being abused. Not something a person with cirrhosis wants to deal with should they need a liver transplant. As a history of drug abuse can be a bar to listing for transplant. Of course even over the counter NSAIDs such as aspirin and can dangerous in persons with cirrhosis. Causing an increased risk of internal bleeding and kidney failure. One study showed that patients were 2.8 times as likely to have used NSAIDs in the week prior to a GI bleed than those who did not use NSAIDs. Only your liver disease knowing the history and status of your liver disease can decide what may be appropriate for your pain. Referência 123 Since you have cirrhosis one of the common complication of cirrhosis is a lower than normal platelet count. This is caused by the resulting complication of scarring of the liver called "portal hypertension". Portal hypertension - Scar tissue in the liver (cirrhosis) can interfere with blood flow, causing pressure to build up in the portal vein (portal hypertension), and the spleen to enlarge (splenomegaly) resulting in a reduction of platelets. As the spleen enlarges, it traps platelets. (The amount of platelets in the bloodstream is reduced because the enlarged spleen is busy trapping them more than a normal amount of them). So usually---people with cirrhosis develop an enlarged spleen and portal hypertension which can be seen on imaging (ultrasound, CT or MRI) and with reduced platelet count on lab results. As time goes by, the liver may try to repair itself by growing new cells. If there is a lot of scar tissue already present--- the new cells grow between scar tissue (and result in abnormal nodules). (The nodules and scar tissue can further interfere with blood flow through the liver). So over time people with advanced cirrhosis can end up having a problem with more and more abnormal nodules and scar tissue forming...which interferes even more with blood flow through the liver.....which makes the spleen continue to enlarge....and the platelet count continue to drop. Referência 124 When liver disease is assessed by liver biopsy the result can be as a METAVIR score. The METAVIR score helps interpret a liver biopsy. When the biopsy is performed, doctors need a reliable way to quantify what is seen under the microscope. This scoring system assigns two standardized numbers: one to represent "the degree of inflammation" and the other "the degree of fibrosis". What Does My METAVIR Score Mean? The fibrosis is graded on a 5-point scale from 0 to 4. The fibrosis score indicates "the stage" of liver disease. Cirrhosis being stage 4 liver disease is the last and final stage of liver disease. Fibrosis score: F0 = no fibrosis F1 = portal fibrosis without septa F2 = portal fibrosis with few septa F3 = numerous septa without cirrhosis F4 = cirrhosis The activity, which is the amount of inflammation (specifically, the intensity of necro-inflammatory lesions), is graded on a 4-point scale from A0 to A3. The activity score indicates how much inflammation there is and is an indication of how quickly the liver disease is progressing. Activity score: A0 = no activity A1 = mild activity A2 = moderate activity A3 = severe activity There are also other ways to diagnosis cirrhosis which don't involve an assessment of "the degree of inflammation". All people with stage 4 liver disease (cirrhosis) regardless of the amount of inflammation need to be under the care of a liver specialist. The underlying cause of their liver disease, if at all possible, needs to be addressed before their cirrhosis progresses to the point where it is irreversible at which point only a liver transplant can save the patient's life. For some causes of liver disease for example such as hepatitis C the virus can be eliminated and the person's liver disease in most cases can be stopped and reversed over time. For other it can at least be slowed down with proper treatment. In others there may be no available treatment and they should be listed for a liver transplant and monitored periodically as there liver disease progresses. Referência 125 Prednisone is needed for both your Glaucoma and RA. And fortunately, it is used to treat AIH as well, but usually in combination: prednisone and Azathioprine, etc - for example. I would think that staying with your current treatment plan is a safe route, for now. At least until something new can be developed that will comprehend all of the diseases involved. Your biopsy supports the AIH diagnosis, as noted. But you also indicated some bile ductular proliferation in a previous
102 message. And certainly the stage-3, bridging fibrosis can cause compression of the existing biliary canaliculi/ductules, and this can cause the biliary reaction that were noted. But, if it is focused around the portal tracts, and also included portal expansion combined with edema, this maybe an indication that you also are dealing with an additional biliary issue. Additionally, the fibrotic pattern is a hint as to what is really going on, wrt the attack on your liver. If the fibrosis is strictly portal-to-portal vs central-to-central, etc - this will help your doctors understand the form of attack that your liver is undergoing. AIH can overlap biliary diseases, PBC and PSC, so it is something that your doctors will be watching for. Given this possibility, your elevated ALP is something they will watch, since the levels are a bit higher than typical for AIH. But always remember. liver diseases are very, very complicated, and we here are not doctors. With additional blood serum data, we can help you assess your liver's actual condition. The liver enzymes only indicate what's happening with your liver within the past few days. They do not tell you how healthy your liver really is. Your liver does many things and includes many synthesis and excretory functions. The doctors will use something called the MELD score to quantify this. If you can give us your blood levels for a handful of items, specifically: INR, Creatinine and Bilirubin - we can help your assess your liver's health. Also of interest are the Albumin and Globulin levels, Platelets, Spleen size and RBC/WBC counts - again our livers are very complicated organs. You don't need to worry about the disease moving too fast. Now that your doctors are on board, and have the data they need, you should quickly become "stable".If it also proves that you are in an advanced liver disease state, then you will need to have a good hepatologist, at one of the major liver transplant centers. This does not mean that you will need a liver transplant! But these are the best liver doctors out there, and you want to have them on your team. But a proper treatment plan needs to be applied and rigorously followed. There is an additional Medhelp Community to tap into, Liver Disorders. Referência 126 lamivudine is not a hbv drug anymore from many years because it makes mutations in hbv virus which make all are drugs less effective and promote liver cancer even if hbvdna is undetactable change docotor right away as to hbv therapy it is needed only n case of liver damage or liver cancer risk because of pcb/precore mutants because drugs are ineffective on virus and can only block liver damage the only drugs approved for hbv as frstline treatment from 2008 are: interferon, tenofovir, entecavir the only drugs with hbv eradication on 30% patients in 2 years continuous therapy are combinations of: interferon+tenofovir or entecavir+alinia (nitazoxanide), this last drug alinia is off label.this combo therapy must be stopped because ineffective if hbsag doesn t change (lower) by 24 weeks OR when i take it ,what will happen if i stop? if you take it you will only worsen your condition very much because totally ineffective to clear hbv infection and because of the mutants you will have.the rate of mutations is very very high within one year of therapy, at 5 years therapy it is about 80% mutations, ones mutations happen the only drug working is tenofovir but you will have high cancer risk anyway. Referência 127 If this is the right trial, they do not have a placebo arm, only treatment arms Efficacy and Safety of MK-3682B (MK-5172 + MK-3682 + MK-8408) Fixed Dose Combination in Chronic HCV Participants Failing Prior Antiviral Treatment (MK-3682-021) Purpose This is a randomized, multicenter, open-label trial of the combination regimen of MK-5172 (grazoprevir [GZR]) (100 mg), MK-3682 (450 mg) and MK-8408 (60 mg) for 16 weeks with ribavirin (RBV) or 24 weeks without RBV in cirrhotic (C) or non-cirrhotic (NC) hepatitis C virus (HCV) genotype (GT) 1 or GT3-infected participants who have previously failed a direct-acting antiviral regimen (DAA).
109 Anexo 4 – Esquema final oferecido aos voluntários nos segundos testes, com as respetivas definiões e exemplos. Categories Definition Example Offering Support Information Support Advice Provides the recipient with any kind of advice about his or her situation “Your son is at an age where he might drop one of his night feedings and sleep for longer stretches. Are you feeding him each time he wakes up? That will help him to sleep some. And if his gas smells, he may be constipated, which he will sort out in time. However, there are Lil Remedies gas drops you can get at any CVS type store which are amazing to help them if they're uncomfortable.” “I highly recommend seeing a nutritionist that specializes in addiction too. They can recommend supplements that will replace the things that the drugs took from your system and will help the baby replenish what it hasn't been getting.” Recommendation Provides a documental source of expertise or information that may be helpful to the recipient “Some good Books are Diabetes Solutions (by Dr. Richard Bernstein). If he will be on insulin then Using Insulin (by John Walsh), and Think Like a Pancreas, are also very helpful books.” “My favorite website is www.cureendometriosis.com. I tried for 9 months to get pregnant then found this website.” Teaching Factual information about a disease or about the skills needed to deal with the situation “From what you have written and from what I know by research as well as my own journey it sounds like you do have it. 1) The pill helped with pain, that is an indicator 2) Heavy Bleeding 3) Fainting and vomiting from pain What can help for now is alive, a heating pad and rest if your doctor will not give you anything stronger“ “Metabolic syndrome is a cluster of conditions — increased blood pressure, a high blood sugar level, excess body fat around the waist and abnormal cholesterol levels — that occur together, increasing your risk of heart disease, stroke and diabetes. While all of these factors increase risk of serious disease, having just one of these conditions, doesn't qualify as metabolic syndrome.” Emotional support Affection Express physical contact and affection towards the “(((((HUGS)))))” “Thank you Lynn, you are a good friend, I love you, and I love everyone on here.
110 community Bless you all” Sympathy Expressed pity or sorrow for the distress of others “I'm so sorry to hear (read) that... I hope he gets what's coming to him and I hope you get peace of mind... It will get better...“ “Sorry to hear about others dealing with this horrible issue. But at the same time it makes me feel better that I am not crazy.” Encouragement Provide hope, confidence, strength and new information that can be helpful to overcame the recipient’s situation “No, my life isn't perfect! I merely choose to focus more of the good, these days, than the rest. You can have that, too. I'm only trying to encourage you. You don't have to be afraid. That is a choice that YOU must make for yourself, though. Hang in there. Look UP. Don't focus on what's wrong. Focus on what's right.” “Be Patient my dear, She might overcome out of it. It is good she is getting help, Things would change. Give her some time. Honestly all women should get a second or even third opinion before allowing their Doctors to get rid of the most important part (OVARIES) of our organ. You take care of yourself and stay strong for your children.” Prayer Offers of prayer messages for members who were suffering or in need of help “I will pray for you, your kids and also for your wife“ “I will say a prayer for you that you may heal quickly and smile upon your wonderful memories from now on until you see your Mother again in Heaven.” Relief of blame Alleviate another’s feelings of guilt “NOTHING you did at this point caused the miscarriage. Don't beat yourself up about it“ “You have no need to feel guilty, you carried and cared for her for 9 months. That's hard work in itself. You still gave birth to her and that should be a moment you should enjoy and be happy about.” Esteem support Compliment Positive comments about the recipient “You are strong for standing up to it and should not feel embarrassed. Many women are in need of some help during and after pregnancy, it takes a brave and courageous woman to seek help. You can do it I promise.” “Oh I just looked at your pics...you are beautiful!!” Validation Expressed agreement with the recipient’s perspective on the situation, “I know how you’re feeling, I have ADD too and I don't do it to the extent that you do but when I get excited or bored I fidget with my hands a lot. I talk with my hands a lot too. Its definitely normal for us so
111 including the person’s beliefs, actions, thoughts, or emotions don't worry, you are not a freak” “Here are my thoughts, please don't take offense because I know the pain you are going through. Remember I've been there.” Network support Access Provide the recipient with access to new contacts through new communities “If you haven't already stumbled upon it, the Medhelp forum has a long discussion of B6 Toxicity here” “Hi...blue or gray sclara is related to a condition called Ehlers-Danlos Syndrome....we do have a EDS group here on Medhelp....I do have this condition and the blue sclara too....I am willing to chat about it with you. http://www.Medhelp.org/forums/EhlersDanlos-Syndrome/show/417” Presence Emphasize the presence of listeners and encourage continued use of the support group “Peace and come back and let us know how it goes.” “Please keep me posted!!! And good luck,, Us 40 year olds need to stick together!!!!” Tangible assistance Perform direct task Offer to perform tasks that directly relates to the recipient conditions “If anyone is interested in finding out how to get connected to medical care, somewhat quickly, depending on the medical condition, and the availability of VA clinic's in your area... contact me! my email is VeteranAdvocate AT Comcast.net or contact me here.” “If you let me know where you are I can help you find a great Endo surgeon which also deals with fertility and Endo. Let me know” Express willingness Expressed the poster’s willingness to help without specifying the exact nature of the assistance “I'm always here if you just want to vent. My heart goes out to you, and I wish you all the best. Take care.” “If I find something I’ll be glad to let u know...how know exactly how u r feeling...” Seeking Support categories Specific question Ask a question when in need of factual information or suggestions “Where can I find free insulin pump supplies and insulin?“ “Does anyone have any tips or advice on how to best support him in these early weeks/months?” Reassurance Expressed need for emotional support to make the recipient less afraid or doubtful “I’m waiting for my scan report and I’m very much worried. If Anybody had any similar experience please share, because I’m in need of some positivity and support.” “Ugh I mean this is only the beginning and
112 I'm acting like the Dragon Lady.. Please don't tell me I'm alone with this.” Group interactions Gratitude Expressed thankfulness for the previous support and for finding the help they needed “Thank you everyone! Your answers have helped a lot!” “I am so glad you guys have all posted about the symptoms. “ Congratulations Express joy or acknowledgment of the recipient’s achievement or good fortune “Congratulations! Hope all goes well :)” “Congratulations on the initial success of your surgery! You are doing a great job with the high protein foods.” Sharing personal experiences Straightforward sharing of personal conditions, thoughts and feelings in response to the recipient’s post “I have the same kind of headache and I'm about one week from the start of my miscarriage. The pounding is terrible!!! I'm looking for answers as well. “ “I can tell you from my own experience that top quality shoes make all of the difference in the world! Ever since I had to start buying my own shoes, I have been looking for ways to save money“ Emotions Negative Anger Expression of feelings of anger “I myself am not excited nor do I really care for a desk job, and I hate it when people tell me that is what I should do. I have the same capabilities as most people do” “I can't believe I didn't know all the side effects were occurring with women that had the device. I am reading the horror stories now and praying I can feel like myself soon. I'm angry and want others out there to know that this IUD should be taken off the market.” Fear Expression of feelings of fear “I am nerves about the surgery but more than anything I have a fear of being put to sleep! I know I will be fine but still a little scary.” “I miscarried five days ago. I was 9 weeks pregnant. I was scared to death, I lost so much blood.” Sadness Expression of feelings of sadness “But because of my mental illness, I cannot function on my own. And it is killing me. I want to find a life and be happy. But it seems I have no future or reason to be here. My psychiatric doctor does not help. Nor does my family. I feel like I am drowning.” “I remain very, very sad that it made me lose my figure--something I took a lot of pride in. I will never feel the same way about myself again.”
113 Positive Happiness Expression of feelings of happiness and/or excitement “Sounds like you are doing great, Pip! So very happy for you! “I’m due June 24th I find out what im having Feb 1st! This will be my 3rd. Exciting yall!”