Avaliação do serviço de divulgação da informação de uma biblioteca escolar: estudo de caso
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Setembro, 2012 Fátima Carla Carvalho Fernandes Orientação Carla Alexandra dos Santos Sousa Coelho Projecto Final: Leitura, Aprendizagem e Integração das Bibliotecas nas Actividades Educativas Avaliação do Serviço de Divulgação da Informação de uma Biblioteca Escolar: Estudo de caso
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3 Índice Introdução .................................................................................................................. 8 Parte I ...................................................................................................................... 10 1.A Biblioteca Escolar e a Sociedade da Informação ................................................. 10 2.A Missão e as Funções da Biblioteca Escolar .......................................................... 15 2.1.Missão e objetivos da Biblioteca Escolar .......................................................................... 15 2.2.Funções da Biblioteca Escolar ........................................................................................... 17 3.Papel do Professor Bibliotecário ............................................................................ 17 4. Avaliação de Serviços prestados pela Biblioteca Escolar ....................................... 24 Parte II ..................................................................................................................... 27 Estudo de caso: Serviço de Divulgação da Informação da Biblioteca Escolar de Pinheiro .................................................................................................................... 27 1.Enquadramento do estudo de caso ....................................................................... 27 1.1.Agrupamento de Escolas de Pinheiro ............................................................................... 27 1.2.Caracterização da Biblioteca Escolar da Escola Básica e Secundária de Pinheiro............. 29 1.2.1.Desempenhos formativos da Biblioteca Escolar ............................................................ 32 1.2.2.Resultados esperados com o desempenho da Biblioteca Escolar ................................. 37 1.2.3.Contributo da avaliação para a qualificação do desempenho da Biblioteca Escolar ..... 38 2. Estudo de caso ...................................................................................................... 39 2.1. Metodologia ..................................................................................................................... 40 2.2. Instrumento ...................................................................................................................... 40 2.3. Procedimento ................................................................................................................... 41 2.4. Tratamento dos dados ..................................................................................................... 42 2.5. Amostra ............................................................................................................................ 42 2.6.Apresentação e discussão dos resultados ......................................................................... 46
4 3.Considerações finais .............................................................................................. 54 4.Constrangimentos na elaboração do trabalho ....................................................... 56 Bibliografia ............................................................................................................... 58 Anexos ..................................................................................................................... 61 Anexo 1 – Questionário - Canais de Divulgação da Informação da Biblioteca Escolar .......... 62 Anexo 2 – Questão B.7 – sugestões dos inquiridos ............................................................ 66
5 Índice de Tabelas Tabela 1 - Distribuição da amostra relativamente à variável Categoria dos inquiridos Tabela 2 - Distribuição da amostra relativamente à variável Vai à Biblioteca da Escola Tabela 3 - Distribuição da amostra relativamente à variável Qual destes canais costuma ler/consultar com mais frequência? Tabela 4 - Distribuição da amostra relativamente à variável Com que frequência consulta esse canal? Tabela 5 - Distribuição da amostra relativamente à variável Por que razão usa esse canal? Tabela 6 - Distribuição da amostra relativamente à variável O que mais lhe agrada ver/consultar nesse canal? Tabela 7 - Distribuição da amostra relativamente à variável Escreva duas sugestões, para melhorarmos o serviço de divulgação da informação. Índice de Gráficos Gráfico 1 - Distribuição da amostra relativamente à variável Categoria dos inquiridos Gráfico 2 - Distribuição da amostra relativamente à variável Género dos inquiridos Gráfico 3 - Distribuição da amostra relativamente à variável Idade dos inquiridos Gráfico 4 - Distribuição da amostra relativamente à variável De entre os canais de divulgação da informação aqui apresentados, seleccione o(s) que conhece Gráfico 5 - Distribuição da amostra relativamente à variável Com que frequência consulta esse canal? Gráfico 6 - Distribuição da amostra relativamente à variável O que mais lhe agrada ver/consultar nesse canal?
6 Gráfico 7 - Distribuição da amostra relativamente à variável Alguma vez partilhou com os amigos as informações dadas por esse canal? Índice de Figuras Figura 1 - Escola Básica e Secundária de Pinheiro Figura 2 - Biblioteca Escolar Figura 3 - Biblioteca Escolar Figura 4 - Blogue da BE Figura 5 - Página Web Figura 6 - Página de Facebook Figura 7 - Jornal “BibPinhão” Figura 8 - Boletim Informativo
7 “As bibliotecas necessitam criar uma cultura organizacional na qual a avaliação é uma componente chave para a compreensão do espaço de encontro, entre o utilizador e a biblioteca. Esta cultura, orienta-se no sentido de desenvolver sistemas de avaliação das bibliotecas, para a implementação de um melhoramento contínuo dos serviços oferecidos, em função das necessidades dos utilizadores.” (Melo, s/d)
8 Introdução O trabalho aqui apresentado assume-se como o projeto de avaliação final do curso de Pós-Graduação “Leitura, Aprendizagem e Integração das Bibliotecas Escolares nas Atividades Educativas” e pretende constituir-se como um estudo, cujo objetivo primordial é avaliar o serviço de Difusão da Informação da biblioteca escolar (BE) da Escola Básica e Secundária de Pinheiro. Na primeira parte deste trabalho tecemos algumas considerações sobre temáticas inerentes ao objeto em análise, realizando deste modo um enquadramento teórico do tema em estudo. Numa sociedade considerada de informação, não ser ter acesso a informação apropriada e disponibilizada nas mais diversas fontes implica equacionar conceitos como iliteracia e insucesso. Na verdade, a própria sociedade, em constante evolução, não se compadece dos indivíduos que não estão aptos a saber obter e gerir esse bem. É neste contexto que a BE exerce um papel de extrema importância. À BE, lugar detentor e divulgador de informação, exige-se que acompanhe as mudanças e, sobretudo, que faça chegar a um maior número possível de pessoas a informação. Exige-se que as ensine a pesquisar e seleccionar o que de mais pertinente e necessário se apresenta para cada momento da vida pessoal e profissional. Na perspectiva de Calixto, a biblioteca é “um recurso fundamental de qualquer sistema educativo” (1996:11). Se cumprir as funções para as quais está destinada, a BE assume-se como um recurso fundamental no combate ao insucesso escolar e no desenvolvimento do gosto pela aprendizagem. Assume-se como um local apropriado para o desenvolvimento de capacidades e competências. Assume-se como um local onde se aprende a aprender, condição tão necessária ao longo da vida. É pela biblioteca escolar que os jovens aprendem a gostar dos livros e da leitura (Calixto, 1996), condição tão necessária para o sucesso na vida escolar e futura vida activa. É também desta forma que aprendem a ser cidadãos autónomos, responsáveis e interventivos. Segundo a concepção de Calixto, a BE “é o elo de ligação entre a escola e o mundo” (1996:120). É pela biblioteca, se bem documentada e organizada, que os alunos podem conhecer o mundo, podem aprender a interpretá-lo, podem contactar
9 com as diversas interpretações desse mesmo mundo e construir a sua própria visão do mesmo e de si no mundo. Consciente desta dimensão, o professor bibliotecário (PB) procura conhecer a realidade social, cultural e económica do meio onde a biblioteca está inserida e procede a uma avaliação das práticas por ele desenvolvidas nesse contexto de aprendizagem. A partir dessa aliança entre a prática e a avaliação, perspectiva mudanças, perspectiva um plano de melhoria do perfil de desempenho, tendo sempre como base o que estipulou como as metas do seu trabalho. Na segunda parte deste trabalho apresentamos o estudo de caso, que se baseou no Serviço de Divulgação da Informação da BE de Pinheiro, iniciando este estudo com um breve enquadramento ao agrupamento, bem como à escola onde está inserido. Nesta etapa do nosso trabalho definimos os resultados esperados e indagamos, ainda, os principais contributos para o melhor desempenho do serviço prestado pela BE à comunidade. Segue-se a definição da metodologia de estudo e do principal objetivo; desenhamos as questões de investigação; apresentamos um instrumento de estudo considerado pertinente – inquérito por questionário recorrendo às “escalas de Likert” de escolha múltipla – elaborado com linguagem adaptada ao público-alvo, de forma a facilitar a obtenção de respostas e a prevenir problemas de interpretação; efetuamos, ainda, um pré-teste ao questionário para verificar a existência de algum “ruído”; definimos o momento em que decorre o inquérito e sob que formato é dado a conhecer aos utilizadores da biblioteca. Neste estudo procedemos, também, ao tratamento, análise e interpretação dos dados obtidos. Finalmente, efetuamos uma apresentação e discussão de resultados e possível proposta de intervenção.
16 “A biblioteca escolar proporciona informação e ideias fundamentais para sermos bem sucedidos na sociedade actual, baseada na informação e no conhecimento. A biblioteca escolar desenvolve nos estudantes competências para a aprendizagem ao longo da vida e desenvolve a imaginação, permitindo-lhes tornarem-se cidadãos responsáveis” (p.3). Integrando a BE na sociedade da informação, Todd (2001) refere como sua missão “ (…) a biblioteca escolar no século XXI diz respeito à construção de sentido e de novos conhecimentos e à construção de uma infraestrutura de informação e de recursos de informação para permitir isso” (p.2). Numa publicação mais recente, Todd (2008) reforça e complementa a ideia anteriormente exposta, anunciando a BE como lugar primordial de construção de conhecimento e de apoio incontornável ao currículo “School libraries as schools’ information and knowledge centers are essential for addressing curriculum standards, the complexities of learning, and quality teaching in information-intensive 21st-century schools”. Mais do que nunca, faz sentido promover a plena articulação entre professores e PB; faz sentido eliminar as barreiras que distanciam as salas de aula das bibliotecas, para que em uníssono contribuam para o desenvolvimento de competências e de cidadãos aptos e ativos. Alguns dos objetivos que podem ser enunciados para as BE, de forma consensual, englobam: -Promover a leitura individual para a educação e o lazer; -Encorajar hábitos de leitura duradouros; -Apoiar e estimular os currículos; -Promover a literacia a todos os níveis; -Criar hábitos de pesquisa, de recolha, de seleção e de processamento da informação (úteis não apenas na concretização dos objetivos curriculares, mas no processo de vida do indivíduo).
17 2.2.Funções da Biblioteca Escolar Em relação às funções da BE, e de acordo com o que tem vindo a ser exposto, enunciamos como fundamentais a função informativa e a função educativa. No que diz respeito à função informativa, a sua aplicação neste contexto passa por: fornecer informação fidedigna, fornecer acesso rápido, fornecer distintos instrumentos de recuperação e transferência da informação. Relativamente à função educativa, a sua aplicação neste contexto passa por: proporcionar condições individuais para a aprendizagem contínua ao longo da vida. Nesta perspectiva pretende-se o desenvolvimento de capacidades de orientação no mundo da informação, de selecção e uso de documentos, e de outras capacidades relativas ao tratamento da informação. Nesta perspectiva efectua-se uma interligação permanente com o processo de desenvolvimento das aulas/contexto de sala de aula, e promoção da liberdade intelectual. 3.Papel do Professor Bibliotecário Para uma implementação efetiva dos serviços da BE, há que considerar os recursos humanos a ela inerentes e que se apresentam como elementos imprescindíveis para o desenvolvimento real de qualquer programa educativo (Calixto, 1996). Um dos recursos humanos considerado fundamental e incontornável para o desenvolvimento de todo e qualquer programa educativo é o PB. Se bem que as BE estivessem já a ser coordenadas por um professor detentor de formação específica nesta área, a figura do PB só foi criada em 2009, através da Portaria 756/2009, de 14 de Julho, emanada do então designado Ministério da Educação. Para além de estipular as normas de designação de um professor para o exercício desta função, de determinar que é a esta figura a quem cabe a gestão da biblioteca ou conjunto de bibliotecas, estabelece também as competências do PB, que passam a ser referidas: a)Assegurar serviço de biblioteca para todos os alunos do agrupamento ou da escola não agrupada;
18 b)Promover a articulação das actividades da biblioteca com os objectivos do projecto educativo, do projecto curricular de agrupamento/escola e dos projectos curriculares de turma; c)Assegurar a gestão dos recursos humanos afectos à(s) biblioteca(s); d)Garantir a organização do espaço e assegurar a gestão funcional e pedagógica dos recursos materiais afectos à biblioteca; e)Definir e operacionalizar uma política de gestão dos recursos de informação, promovendo a sua integração nas práticas de professores e alunos; f)Apoiar as actividades curriculares e favorecer o desenvolvimento dos hábitos e competência de leitura, da literacia da informação e das competências digitais, trabalhando colaborativamente com todas as estruturas do agrupamento ou escola não agrupada; g)Apoiar actividades livres, extracurriculares e de enriquecimento curricular incluídas no plano de actividades ou projecto educativo do agrupamento ou da escola não agrupada; h)Estabelecer redes de trabalho cooperativo, desenvolvendo projectos de parceria com entidades locais; i)Implementar processos de avaliação dos serviços e elaborar um relatório anual de auto-avaliação a remeter ao Gabinete Coordenador da Rede de Bibliotecas Escolares (GRBE); j)Representar a BE no conselho pedagógico, nos termos do regulamento interno. Atualmente, a dinamização, a gestão e organização, bem como a coordenação das BE (no caso de haver mais do que uma BE no agrupamento) são exercidas por um PB, auxiliado por uma equipa educativa, constituída por professores e assistentes operacionais. Na verdade, o PB apresenta-se como um profissional cujas funções podem ser consideradas das mais importantes de uma escola, uma vez que a sua prática não se encontra circunscrita apenas a um dos espaços escolares - sala de aula ou BE (Calixto, 1996). Cada PB planeia, organiza, divulga e realiza as suas atividades, de modo a ir de encontro ao que está estipulado no Projeto Educativo da escola ou agrupamento do qual faz parte.
19 Efetivamente, as funções desempenhadas por um PB são de importância fulcral em diversos contextos educativos, sendo até a abordagem desta temática realizada de forma consensual no seio da literatura desta área do conhecimento. Diversos autores, através de investigação produzida neste âmbito, fizeram alusão a esta figura, antes mesmo da publicação da Portaria 756/2009, de 14 de Julho. Veiga apresentou o PB como aquele que coordena a equipa e que tem “como principais funções assegurar o cumprimento dos padrões técnicos estabelecidos para a organização da Biblioteca, relacionando as suas atividades com o Projeto Educativo e articulando-as com o órgão de gestão da escola” (1997:18). Segundo Silva, o PB “tem a seu cargo orientar o funcionamento da Biblioteca Escolar, dinamizá-la, promover iniciativas e atividades, prestar apoio a projetos da escola e atividades lectivas, solicitar e aderir a colaborações várias para levar a cabo as suas funções” (2002:280). Ao planear a realização de atividades, o PB tem em conta o público que ainda não conseguiu conquistar, criando atividades apelativas, divulgando essas mesmas atividades, serviços e aquisições através de documentos em suportes diversificados, apelando à frequência da biblioteca por parte de todos os que ainda não o fazem (Silva, 2002). Para isso, torna-se indispensável que o PB possua formação adequada às particularidades das funções que desempenha. Na formação de um PB são observadas diversas vertentes, consideradas essenciais para o cabal desempenho deste cargo, tais como: a vertente da formação humana, a vertente da educação e a vertente técnica e especializada da área da biblioteconomia. De igual forma, é recomendável que este profissional conheça perfeitamente o contexto educativo da escola onde trabalha, pois conhecendo o perfil dos alunos e demais frequentadores, consegue mais facilmente apoiar e responder às suas necessidades, gostos ou carências. Calixto (1996), referindo-se às Linhas Orientadoras da UNESCO, afirma que a existência de um PB, a tempo inteiro, poderia conduzir a um aumento do número de frequentadores e ao inculcamento junto dos vários elementos educativos da importância do uso efetivo dos materiais lá existentes. O mesmo autor (Calixto, 1996) considera vantajoso para o funcionamento da biblioteca que esta seja coordenada por um professor, com formação adequada, pois estará apto a planear situações de aprendizagem na BE, a apoiar os alunos nas suas aprendizagens, a selecionar recursos
20 de informação de acordo com as temáticas e conteúdos das disciplinas, a divulgar a toda a comunidade educativa os recursos existentes e indicar o modo de rentabilização desses recursos no processo de ensino e aprendizagem. De entre as qualidades que se enumeram para um PB, destacam-se algumas de âmbito pessoal: ser capaz de se relacionar com os demais professores e elementos da comunidade educativa, ser um bom comunicador, apresentar flexibilidade de espírito, maturidade, dureza, liderança e adaptabilidade. Um PB “bom” comunicador faz com que os sujeitos que não procuram a biblioteca tenham curiosidade em frequentá-la e conhecer o que lhes vai sendo divulgado; faz com que os que já a frequentem não o deixem de fazer e projeta, na escola e para o exterior da mesma, o trabalho que é desenvolvido pela equipa de trabalho. Um PB, se for capaz de liderar uma equipa de trabalho, contribui largamente para a qualificação do desempenho da biblioteca. Este profissional terá de saber distinguir as situações em que é necessário defender as suas decisões com dureza ou com flexibilidade, para bem de toda a comunidade escolar. Para além disso, aliando-se às qualidades pessoais, possuirá conhecimentos em educação e biblioteconomia (Calixto, 1996), uma vez que o PB desempenha tanto tarefas especificamente biblioteconómicas, como tarefas de cariz educativo. De acordo com Silva (2002), as funções do PB passam pela realização de tarefas tais como: aquisição, tratamento técnico e organização do fundo documental; disponibilizar fundos e catálogos actualizados; proceder à divulgação do fundo documental e apresentar as novidades aos utilizadores; prestar apoio ao desenvolvimento do currículo; promover o contacto e a troca de experiências com outras BE’s; dinamizar actividades de promoção da leitura e de pesquisa de informação; proceder à avaliação do funcionamento da biblioteca e divulgar essa avaliação; procurar saber se a sua atuação está a ir de encontro às necessidades dos utilizadores e aos objetivos delineados pela escola no PEA (Projecto Educativo de Agrupamento); verificar o impacto do seu trabalho na escola. Na concepção de Silva (2002), qualquer PB aspira a prestar um serviço de qualidade junto dos utilizadores deste espaço educativo por excelência que é a biblioteca. A implementação de um serviço de qualidade passa, também, pelo incentivo permanente à leitura, à frequência da BE ou de outras bibliotecas. É ao PB quem cabe o papel de sensibilizar a equipa e os seus colaboradores para essa
21 prestação de serviços de qualidade. Significa também que o PB deve atuar com empenho e dinamismo tanto na promoção da leitura, como na promoção dos demais serviços da biblioteca. Na perspectiva deste mesmo autor, o PB deverá ter como finalidade a eficiência dos serviços prestados, caminhando para um elevado grau de operacionalidade. Ross Todd (2001) apresentou uma conceptualização de PB como um parceirolíder. Segundo este autor, esta parceria implica a demonstração de: • “Liderança determinada: têm uma visão clara dos resultados de aprendizagem desejados para a escola”; • “Liderança estratégica: têm um plano claro para traduzir a visão centrada na aprendizagem em ações baseadas em evidências”; • “Liderança colaborativa e criativa: são capazes de combinar criativamente as capacidades e de as reforçar mutuamente para fornecer um valor real para a comunidade escolar”; • “Liderança renovável: são capazes de ser altamente flexíveis e adaptáveis, em aprendizagem contínua, mudando e inovando”; • “Liderança sustentável: ser capaz de identificar e celebrar as realizações, resultados e impactos - mostrando, através de evidências, que o papel do professor bibliotecário é o papel mais valorizado na escola”. Refletindo sobre esta figura, Eisenberg e Miller (2002) elencam como deveres de um PB: • “Assegurar que a gestão, os pais, os professores e os decisores entendam que o programa da biblioteca é crucial para a aprendizagem e o sucesso escolar dos alunos”; • “Transformar o seu programa em algo vibrante que evidencie visão e objetivos e devem comunicar isso continuamente”;
22 • “Provar a sua contribuição para a aquisição, por parte dos alunos, de competências literácicas”; • “Promover a leitura e o uso de tecnologias da informação”; • “Tornar-se parceiro dos professores para identificar necessidades e resultados e melhor providenciar os recursos”; • “Ter uma visão global de serviços, sistemas e recursos de informação e deve partilhá-los como um CIO-Chief Information Officer”; • “Ter um pensamento estratégico e atitude positivos, entusiasmo, optimismo e energia”. Segundo as Directrizes da IFLA para Bibliotecas Escolares 2002, versão portuguesa, “o papel fundamental do bibliotecário é contribuir para a missão e para os objectivos da escola, incluindo o processo de avaliação, e para desenvolver e promover os da biblioteca escolar” (p.11-12). Este documento fazendo referência ao trabalho colaborativo que deve existir entre os gestores das escolas, os administradores, os professores e os PB, aponta a premência da participação PB na definição de programas para o desenvolvimento curricular. Esta participação é legitimada, na medida em que o PB “ tem o conhecimento e as competências relacionados com o fornecimento da informação e a resolução de problemas de informação, bem como a perícia na utilização de todas as fontes, impressas e electrónicas” (p.12). Para além disso, “ o seu conhecimento, as suas competências e a sua perícia vão ao encontro das necessidades de uma comunidade escolar específica” (p.12). Integrado na comunidade escolar da qual faz parte, o PB estará comprometido em proceder à análise dos recursos e das necessidades de informação dessa mesma comunidade; formular e promover políticas indispensáveis ao desenvolvimento dos serviços; fomentar formação nas competências de literacia da informação e de conhecimento da informação e promover “a avaliação de serviços de biblioteca enquanto componente normal e regular do sistema de avaliação global da escola” (p.13).
23 Mais recentemente, Ross Todd (2008) defende que o trabalho dos PB não pode estar dissociado da investigação, da formação, da recolha permanente de evidências e da partilha de conhecimento e de evidências: • “Orientem a sua prática por investigação, partilhando evidências em fóruns universitários”; • “Se inteirem de dados para encontrar falhas e pensar em que medida a biblioteca pode ajudar a colmatá-las”; • “Façam defesa baseada em evidências, evitando que essa defesa seja apenas do seu próprio interesse”; • “Construam um portefólio baseado em evidências”; • “Façam formação e investiguem na sua área profissional”; • “Compilem estratégias baseadas na investigação e as apliquem e distribuam”; • “Desenvolvam uma base de dados analisada e tratada”; • “Melhorem a acessibilidade e aplicabilidade da investigação”; • “Conversem com investigadores”; • “Assumam atitude de liderança”; • “Participem em conferências reforçando a posição da sua classe”. A partir das funções e deveres agora expostos se depreende que a construção de um programa pedagógico estratégico, por parte do PB, deverá ser orientado para a construção de conhecimento, para o desenvolvimento de competências literácicas e para a melhoria dos resultados dos alunos.
24 4. Avaliação de Serviços prestados pela Biblioteca Escolar Proceder à avaliação BE, nos nossos dias, equivale a realizar uma atividade primordial e condição necessária para atingir a eficácia, a eficiência e a melhoria dos serviços prestados à comunidade educativa. Esta avaliação já não se confina à qualidade do acervo que a biblioteca possui, mas reflete sobretudo a qualidade dos serviços que a biblioteca presta aos seus utilizadores (Melo, s/d). Se o mais importante é proceder a uma avaliação de serviços, o que se procura conhecer é o desempenho que a biblioteca tem, em termos de atividades dirigidas aos seus utilizadores e não tanto a diversidade do fundo documental. Assim, a biblioteca não se limita a adquirir fundo documental e a tratá-lo de acordo com as normas estabelecidas, mas perspetiva um trabalho centrado no perfil do utilizador e na satisfação das suas necessidades. A identificação de evidências e de boas práticas, de que Ross Todd fala, só é possível se os bibliotecários procederem a uma recolha sistemática de informação, através da aplicação de diversos instrumentos, tais como inquéritos por questionário, estatísticas geradas, medir a performance recorrendo a indicadores de desempenho, pois, tal como refere Francisco Pinto (2007), “não se pode melhorar o que não é possível medir”, procedendo posteriormente a uma reflexão e avaliação dos dados obtidos. No documento Directrizes da IFLA para Bibliotecas Escolares 2002, é referido que “no processo de prossecução das metas da biblioteca escolar, a gestão deve monitorizar de forma continuada o desempenho nos serviços de modo a assegurar que as estratégias estão a atingir os objetivos definidos. Estudos estatísticos devem ser executados periodicamente para identificar tendências” (p.4). É com base nestas avaliações que os PB podem alterar e melhorar práticas; podem decidir, de forma consciente, quais as aquisições a realizar, que recursos humanos a afetar aos serviços, que atividades realizar e/ou a potenciar. O objetivo dos diversos procedimentos de avaliação é o de optimizar a qualidade da performance dos serviços e dos recursos da BE. A importância da reflexão sobre as práticas dos PB é reconhecida por Ross Todd:
25 “Numa época de mudança educacional intensa e de profundo crescimento da informação acessível, de certa forma impulsionada pela tecnologia da informação em rede, colocam-se aos professores bibliotecários desafios complexos e potencialmente em confronto, quanto ao futuro dos ambientes de informação nas escolas. É tempo de reconhecer o nosso passado, refletir sobre os nossos resultados e traçar um rumo para o futuro” (Todd, 2001:1). Alarcão considera a reflexão um exercício pessoal, em que através do questionamento o professor tenta conhecer melhor a sua atuação, tenta compreender-se enquanto profissional atuante e compreender o meio que o rodeia, atribuindo sentidos aos seus modos de agir. Desta compreensão resulta a melhoria da sua actuação (1996). Um dos exercícios possíveis para essa compreensão estrutura-se na autoavaliação através do uso de instrumentos de regulação. Para esta autora, os instrumentos de regulação apresentam-se como meios de recolha de informação facilmente identificável ou informação específica. A informação mais facilmente identificável está contida nos documentos que orientam a atividade da escola e da BE, no horário de funcionamento, nas estatísticas de diversos tipos, nos registos sobre atividades, nos registos sobre aquisições, nos registos sobre articulação efetiva entre biblioteca e sala de aula. A informação mais específica diz respeito ao que os utilizadores pensam sobre a biblioteca, ao impacto no desenvolvimento de competências, à motivação pela frequência desse espaço, à qualidade dos trabalhos realizados. É, pois, através de uma avaliação aos serviços prestados pela BE que ela se pode tornar cada vez mais dinâmica e eficiente. Isto é, se o trabalho desenvolvido pela BE for continuamente alvo de análises e avaliações, tenderá a alcançar a eficiência e a qualidade. Relativamente ao conceito de qualidade, Juran (1992) apresenta-o como algo passível de planeamento, afirmando tratar-se de uma atividade de desenvolvimento dos produtos e dos processos exigidos para a satisfação das necessidades dos clientes. Para este mesmo autor (idem), é indispensável identificar os consumidores, determinar as necessidades dos clientes, desenvolver as características do produto conforme as necessidades dos clientes, criar processos capazes de satisfazer essas características, estabelecer o controlo de processos e transferência dos planos
32 Figura 2 – Biblioteca Escolar Figura 3 – Biblioteca Escolar 1.2.1.Desempenhos formativos da Biblioteca Escolar Apesar de a BE não se apresentar como um espaço de aula formal, é, também, um espaço onde se aprende e que contribui para a construção do sucesso educativo dos alunos (Silva, 2002). Assim, como em qualquer situação de aprendizagem, torna-se relevante definir com exatidão os objetivos, as estratégias para a consecução dos
33 mesmos, bem como “atender ao melhor modo de dinamizar as Bibliotecas Escolares” (idem:235). A BE pretende apresentar à comunidade educativa iniciativas que valorizem a cultura, que concorram para minimizar problemas de aprendizagem e que revalorizem a escola, que reforcem o combate ao insucesso, ao abandono escolar e à exclusão social num concelho em que surgem alguns casos de abandono escolar e de trabalho infantil. Assim, tem sido preocupação da equipa educativa, o desenvolvimento de um plano de atividades que inclua a execução de projetos, que submetidos a concursos e a diversas entidades têm obtido financiamentos. As atividades desenvolvidas pela BE estruturam-se em torno das seguintes vertentes: apoiar o desenvolvimento do currículo e projetos em curso na escola; incentivar o gosto pela leitura; incentivar o gosto pela escrita; incentivar o gosto pela Matemática; desenvolver no aluno competências e hábitos de trabalho baseados na consulta, tratamento e produção de informação; responder a necessidades lúdicas, recreativas e de ocupação de tempos livres dos alunos, e gestão da biblioteca. No âmbito do apoio ao desenvolvimento do currículo, realiza iniciativas no âmbito da difusão de informação e da literacia da informação. Para a difusão de informação, procede a: divulgação de informações pertinentes de cultura geral, divulgação de novas aquisições, divulgação de livros e de autores, divulgação de efemérides, curiosidades científicas/literárias; divulgação e promoção do jornal escolar; divulgação e promoção da secção do jornal escolar alusiva à BE – “Bibpinhão”; apresentação de listas bibliográficas. Para a literacia da informação, procede a: construção de dossiês temáticos/ “sacos” pedagógicos de acordo com as sugestões de leitores da BE e dos departamentos curriculares; elaboração de listas de páginas da Internet para apoio às atividades curriculares (folhetos com sites pesquisáveis, boletim informativo da BE, página Web da BE, blogue da BE); exposições bibliográficas alusivas aos conteúdos disciplinares; apoio às atividades promovidas pelos grupos/departamentos curriculares no âmbito no Plano Anual de Atividades; disponibiliza informação pertinente para o desenvolvimento e apoio ao PNL; apoio ao projeto “Cientistas de Palmo e Meio”; apoio ao jornal escolar “O Pinhão”; apoio às atividades do currículo. Visando incentivar o gosto pela leitura, promove e apoia: bibliotecas de turma; leitura domiciliária; empréstimo de documentos às escolas de 1º Ciclo e Jardins-de-infância do
34 agrupamento; leitura presencial (em sistema de livre acesso); “Hora do Conto” para alunos do agrupamento (ponto de partida para atividades de expressão oral – debates sobre o livro lido - e escrita, expressão musical ou expressão plástica); concursos envolvendo biografias de escritores; exposições bibliográficas alusivas a autores consagrados; encontro com escritores; feiras do livro (servindo também para se proceder a uma apresentação cuidada e crítica dos álbuns, documentários e pequenos romances para crianças); destaque das novidades de literatura infanto-juvenil (recebidas ou adquiridas pela biblioteca); celebração de efemérides ligadas ao livro e à leitura; participação dos alunos em concursos literários promovidos por instituições externas à escola; promoção de visitas orientadas à Biblioteca Pública Municipal de Penafiel; participação e dinamização das atividades desenvolvidas no âmbito do PNL. Visando incentivar o gosto pela escrita, dinamiza: atividades realizadas na sequência da hora do conto: reconto/resumo escrito da história, escrever uma introdução, um desenvolvimento ou uma conclusão diferente, recontar a história na perspetiva de uma determinada personagem, criar uma nova capa ou um novo título para a história; disponibilização de revistas/fotocópias com sopas de letras, palavras cruzadas, crucigramas, charadas; concursos literários que impliquem exercícios de expressão escrita. Como forma de incentivar o gosto pela Matemática, a equipa da BE divulga: “Problema da Quinzena”; produção de “O MatPinhão” (suplemento do Jornal Escolar alusivo às Ciências Exatas); apoio à participação em competições de Robótica e competições Matemáticas (projeto “Cientistas de Palmo e Meio”). Com o intuito de desenvolver no aluno competências e hábitos de trabalho baseados na consulta, tratamento e produção de informação, promove: “Formação de Utilizadores” (visitas guiadas à BE para apresentação das zonas funcionais, dar a conhecer a constituição do fundo documental, os critérios de arrumação do mesmo, formas de pesquisa documental, exemplificar o uso dos catálogos informatizados, distribuição do guia de utilizador, bem como apresentar a equipa responsável da BE); realização de sessões de apresentação/consulta das diferentes fontes e informação disponibilizadas pela BE; sessões de pesquisa documental nas estantes; apoio à pesquisa documental nas estantes; sessões de pesquisa documental no catálogo informatizado da BE; sessões de orientação ao nível da utilização dos materiais informativos; sessões de orientação ao nível de redacção e apresentação de trabalhos; exposição de trabalhos dos alunos. Na
35 tentativa de responder a necessidades lúdicas, recreativas e de ocupação de tempos livres dos alunos, a equipa educativa da BE procura: reforçar o fundo documental com documentos atuais (últimos sucessos de filmes, música etc.); disponibilizar jogos educativos. Apresenta-se, de seguida, algumas figuras exemplificativas dos instrumentos utilizados pela BE para implementar o serviço de Divulgação da Informação, e sobre o qual este estudo incide. Figura 4 – Blogue da BE Figura 5 – Página Web
36 Figura 6 – Página de Facebook Figura 7 – Jornal “BibPinhão”
37 Figura 8 – Boletim Informativo 1.2.2.Resultados esperados com o desempenho da Biblioteca Escolar Toda a atuação da BE está delineada tendo em conta as finalidades ou as metas a que se propõe atingir. Implementando as estratégias e atividades, anteriormente referidas, a BE pretende: valorizar a Língua Portuguesa; valorizar o ato de ler; motivar atitudes e hábitos de leitura; promover os recursos e serviços existentes; fomentar o gosto pela investigação e pesquisa individual; fomentar o gosto pelo raciocínio e por desafios intelectuais; facilitar aos alunos dos jardins de infância e escolas do 1º Ciclo o contacto com documentos nos mais variados suportes; integrar toda a comunidade educativa num projeto de promoção de leitura. Neste momento, a BE tem implementado mecanismos de divulgação de informação, através dos quais dá conhecimento à comunidade das iniciativas promovidas e do acervo da mesma. Estes mecanismos servem, ainda, para difundir o fundo documental da biblioteca, que tem vindo a ser aumentado através de vários financiamentos. Os professores das diversas áreas científicas fazem uso frequente dos recursos e equipamentos existentes na biblioteca e integram-nos nas suas aulas. Está em curso um projeto de promoção de leitura que envolve toda a comunidade escolar. A leitura domiciliária faz, hoje, parte
38 do quotidiano dos alunos da escola. Há um grande interesse, por parte dos alunos e dos professores, em participar em projetos de voluntariado de leitura. Os alunos visitam, em grande número, as feiras do livro realizadas na biblioteca. Os alunos procuram a biblioteca para realização de pesquisas nos diversos suportes. Procuramna, também, para realização de leitura lúdica. O espaço da BE é frequentado e utilizado por elementos de diversos projetos em curso, sendo que durante esses momentos fazem uso efetivo dos recursos existentes. Ao longo do ano letivo, os alunos apresentam sugestões de livros e de documentos que gostariam que a BE lhes disponibilizasse. 1.2.3.Contributo da avaliação para a qualificação do desempenho da Biblioteca Escolar Para proceder à avaliação da qualidade dos serviços prestados, a BE aplica inquéritos, previamente aprovados pelos órgãos de gestão da escola, aos seus utilizadores, a fim de auscultar as suas opiniões; recolhe informação a partir de documentos colocados no carrinho da zona de acolhimento; recolhe sugestões a partir da caixa de sugestões; analisa os dados obtidos a partir das fichas de requisição de documentos e de equipamentos afetos à BE; analisa as estatísticas relativas à leitura domiciliária e leitura presencial, e avalia os projetos em curso da sua responsabilidade. É a partir da reflexão sobre os dados obtidos através da aplicação destes instrumentos que a BE identifica os seus pontos fracos e tem vindo a melhorar as suas práticas. A aplicação destes instrumentos, bem como a recolha direta de informação junto de alunos e professores tem contribuído inclusivamente para a elaboração de uma Política de Aquisições. Tem contribuído, também, para a identificação das atividades que ajudam a implementar de forma mais eficaz hábitos de leitura. Tem contribuído para responder às necessidades sentidas pelos profissionais no decorrer das suas práticas pedagógicas. Tem, por último, contribuído para compreender quais os procedimentos adequados para que alunos e professores frequentem a BE. A aplicação destes instrumentos de recolha de dados, da responsabilidade da equipa da BE, tem vindo a complementar-se, desde há quatro anos, com os
39 instrumentos de recolha de dados produzidos pela Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), e parte fundamental do documento Modelo de Avaliação da Biblioteca Escolar (MABE). Na verdade, a BE de Pinheiro procede, anualmente, à sua autoavaliação seguindo o MABE, da autoria do Gabinete RBE, obtendo, posteriormente, um relatório final de avaliação. A RBE disponibiliza um serviço, em linha, para registo, tratamento da informação e elaboração do relatório de avaliação. O conteúdo deste relatório final é dado a conhecer ao Gabinete RBE, através dessa aplicação informática e apresentado à comunidade escolar, em reunião de Conselho Pedagógico. 2. Estudo de caso O objetivo principal deste estudo é avaliar o serviço de Divulgação da Informação da BE da Escola Básica e Secundária de Pinheiro – Penafiel. Desta forma, será possível verificar se os objetivos que nortearam a criação deste serviço estão a ser atingidos, bem como melhorar a performance e a qualidade deste serviço prestado à comunidade escolar. Com este estudo pretende-se dar respostas às seguintes questões de investigação: Q1: Que canais de divulgação da informação da biblioteca conhecem os alunos e os professores? Q2: Qual o canal de divulgação da informação que alunos e professores costumam usar? Q3: Que razões são apontadas para o uso de determinado canal de divulgação da informação? Q4: Que tipo de informação preferem ver apresentada nos canais de divulgação de informação da biblioteca? Q5: O que é entendem que a BE pode fazer para melhorar a qualidade e a eficiência do serviço de divulgação da informação?
40 2.1. Metodologia Após termos delineado o objetivo do estudo, procedemos ao desenho das questões de investigação, referidas no ponto anterior, a ele subjacentes. Depois de realizada esta etapa, constituiu-se a amostra sobre a qual o referido estudo incidiria e optou-se pelo recurso a um inquérito por questionário, para a recolha da informação. Tendo por base as questões de investigação e a amostra selecionada, procedeu-se à organização e formulação de um questionário. O questionário elaborado foi submetido a um pré-teste, decorrido entre os dias 19 de junho e 24 de junho de 2012, para o qual contribuíram 12 utilizadores da BE. A partir das dúvidas e dos pedidos de esclarecimento que estes utilizadores apresentaram, no momento da resposta a esta aplicação, realizaram-se algumas alterações à formulação de três questões. As três questões que sofreram reformulação foram a B1., B2. e B7. (vd. Anexo 1). Seguidamente, o questionário já reformulado foi aplicado entre os dias 25 de junho e 25 de julho de 2012, junto do público-alvo, através do envio por email dinâmico. Com a informação recolhida construiu-se uma base de dados e procedeu-se ao tratamento dos dados com recurso ao software estatístico SPSS 19.0. O recurso a este software estatístico permitiu realizar uma apresentação detalhada dos resultados obtidos e analisar minuciosamente todas as informações obtidas. 2.2. Instrumento “O questionário é um instrumento de observação, não participante, baseado numa sequência de questões escritas, que são dirigidas a um conjunto de indivíduos, envolvendo as suas opiniões, representações, crenças e informações factuais, sobre eles próprios e o seu meio” Quivy & Campenhoudt (1992). O questionário 2 usado no âmbito deste estudo, “Canais de Divulgação da Informação da Biblioteca Escolar” (vd. Anexo 1), foi construído com 11 itens e apresenta-se organizado em duas secções. A primeira secção – Secção A. Dados Gerais 2 https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dFJnVXBsVTBHUTUyYlRKSlZzbmFsbkE6MQ (desativado)
41 – inclui quatro questões formuladas com a finalidade de tecer uma caracterização do utilizador dos canais de divulgação da biblioteca: categoria, género, idade e frequência da biblioteca. A segunda secção – Secção B. Canais de Divulgação da Informação – inclui sete questões formuladas com a finalidade de aferir qual o canal de divulgação mais utilizado e mais conhecido pelos alunos e professores. Nesta secção B, o inquirido foi convidado a apresentar a razão pela qual utiliza determinado canal de divulgação, a referir o que mais lhe agrada consultar nesse canal, se costuma partilhar com alguém as informações a que tem acesso através desse canal, e a sugerir procedimentos para a melhoria do serviço de divulgação da informação. Na Secção A todas as questões originam respostas condicionadas (A.1, A.2, A.3, A.4). Na Secção B quatro questões implicam resposta condicionada (B.1, B.2, B.3, B.6), duas questões são de resposta condicionada, mas abrem espaço a outras indicações (B.4, B.5), e uma questão é de resposta livre (B.7 - sugestões). Em ambas as secções foram formuladas questões recorrendo às “escalas de Likert” com resposta de escolha múltipla. Com a finalidade de garantir a viabilidade deste estudo, procurou-se que todas as questões fossem de resposta obrigatória. Finalmente, cabe referir que este instrumento de recolha de informação foi construído de forma a garantir o anonimato das respostas. 2.3. Procedimento Este estudo decorreu de 25 de junho a 25 de julho de 2012. A aplicação do questionário realizou-se através do envio por email dinâmico para os alunos do 2º, 3º Ciclos do Ensino Básico, para os alunos do Ensino Secundário e para os Professores da Escola Básica e Secundária de Pinheiro. No sentido de elucidar a comunidade escolar acerca do objetivo da implementação deste instrumento de recolha de informação, antes do envio do questionário, foram prestados esclarecimentos via correio eletrónico institucional a todos os potenciais intervenientes, bem como esclarecimentos presenciais, em conversa informal.
48 Tabela 4 – Distribuição da amostra relativamente à variável Com que frequência consulta esse canal? B.3. Com que frequência consulta esse canal? Frequency Percent Valid Percent Cumulative Percent Valid Todos os dias 29 21,2 21,2 21,2 1 ou 2 vezes por semana 56 40,9 40,9 62,0 1 vez por mês 30 21,9 21,9 83,9 1 ou 2 vezes por trimestre 15 10,9 10,9 94,9 1 ou 2 vezes por ano 7 5,1 5,1 100,0 Total 137 100,0 100,0 Gráfico 5 – Distribuição da amostra relativamente à variável Com que frequência consulta esse canal? Na variável Com que frequência consulta esse canal, constatamos que 40,9% dos respondentes consulta um dos canais de divulgação 1 ou 2 vezes por semana, 21,2% utiliza um dos canais todos os dias e 21,9% consulta um dos canais de divulgação 1 vez por mês, para obter a informação que pretende. Assim sendo, é possível afirmar que a
49 maioria dos inquiridos consulta um dos canais de divulgação de forma regular e sistemática (tabela 4, gráfico 5). Tabela 5 – Distribuição da amostra relativamente à variável Por que razão usa esse canal? B.4 Por que razão usa esse canal? Frequency Percent Valid Percent Cumulative Percent Valid Por hábito 12 8,8 8,8 8,8 É fácil de consultar 66 48,2 48,2 56,9 Apresenta um interface atractivo 26 19,0 19,0 75,9 Os meus amigos também o usam 13 9,5 9,5 85,4 A prof. bibliotecária aconselhou 17 12,4 12,4 97,8 Sugestão 3 2,2 2,2 100,0 Total 137 100,0 100,0 Relativamente a esta variável cabe referir que 66 inquiridos consultam o canal de divulgação porque é fácil de consultar, 26 inquiridos consultam o canal de divulgação porque apresenta um interface atrativo, 17 inquiridos utilizam um canal de divulgação porque a PB aconselhou, 13 inquiridos utilizam um canal porque os amigos também o usam e 12 inquiridos consultam um canal por hábito. De entre os dados aqui obtidos, destacamos a opinião é fácil de consultar que recolheu 48,2% do total das respostas.
50 Tabela 6 – Distribuição da amostra relativamente à variável O que é que mais lhe agrada ver/consultar nesse canal? B.5 O que é que mais lhe agrada ver/consultar nesse canal? Frequency Percent Valid Percent Cumulative Percent Valid Vídeos 55 40,1 40,1 40,1 Notícias sobre as atividades da BE 7 5,1 5,1 45,3 Novidades sobre livros e revistas 31 22,6 22,6 67,9 Notícias sobre outras atividades culturais 28 20,4 20,4 88,3 Ajuda para estudar 16 11,7 11,7 100,0 Total 137 100,0 100,0 Gráfico 6 – Distribuição da amostra relativamente à variável O que é que mais lhe agrada ver/consultar nesse canal? Na variável O que é que mais lhe agrada ver/consultar nesse canal, constatamos que 40,1% dos respondentes prefere ver vídeos, 22,6% prefere as novidades sobre livros e revistas e 20,4% prefere as notícias sobre outras actividades culturais. Apenas 11,7% (16 respondentes) referiu procurar ajuda para estudar e 5,1% (7 respondentes) referiu como preferência conhecer as notícias sobre as actividades da BE. Assim,
51 poder-se-á considerar que a maioria dos respondentes utiliza os canais de divulgação de informação sobretudo com finalidades lúdicas. Gráfico 7 – Distribuição da amostra relativamente à variável Alguma vez partilhou com os amigos as informações dadas por esse canal? Na variável Alguma vez partilhou com os amigos as informações dadas por esse canal, constatamos que 74,5% dos respondentes referiu que sim e 25,5% referiu que não. Desta forma, qualquer que seja o canal de divulgação utilizado pelos respondentes, é possível afirmar que a maioria dos inquiridos dá a conhecer a outras pessoas o conteúdo divulgado pela BE em pelo menos um dos seus canais.
52 Tabela 7 – Distribuição da amostra relativamente à variável Escreva duas sugestões para melhorar o serviço de divulgação de informação da BE B.7 Escreva 2 sugestões melhorar o serviço * A.1Categoria Crosstabulation A.1Categoria Total Aluno SEC Aluno 2ºCEB Aluno 3ºCEB Professor Gosta sem sugestões 2 8 3 2 15 Sem sugestões 3 2 2 1 8 Fora de âmbito 3 6 6 3 18 Sugestão 27 32 21 16 96 Total 35 48 32 22 137 Relativamente à variável Escreva duas sugestões para melhorar o serviço de divulgação de informação da BE, consideramos pertinente cruzar os dados obtidos nesta variável com os da variável A.1 Categoria, uma vez que, tratando-se de uma questão de resposta livre, as sugestões dadas pelos respondentes são muito díspares e variam de acordo com os interesses pessoais de cada indivíduo, provavelmente de acordo com a faixa etária em que se enquadra. Cabe ainda referir a importância de se perceber que tipo de sugestão apresenta cada indivíduo para se poder adequar, de forma mais eficaz e eficiente, o serviço ao utilizador. Ao analisar com mais pormenor as sugestões dadas, verificamos ser apenas possível apreciar as respostas dadas por 96 indivíduos, distribuídos por todas as categorias de inquiridos, visto serem aquelas que se enquadram dentro do âmbito da questão enunciada. O conjunto destas sugestões é apresentado num documento próprio, sob a forma de anexo (vd. anexo 2), por se tratar de um documento exaustivo. Verificamos que, em todas as categorias de inquiridos abrangidos por este questionário, houve respostas que indicavam o gosto pelo serviço de divulgação existente e que dessa forma não seria necessário melhorar nada, num total de 15 indivíduos. Apuramos, ainda, que em todas as categorias de inquiridos, se registou a ocorrência da resposta “sem sugestões”, num total de 8 indivíduos, bem como a ocorrência de respostas fora do âmbito pretendido, num total de 18 indivíduos. De seguida, elencamos apenas algumas das ideias contidas nas sugestões dos inquiridos e que por nós são consideradas importantes para o presente estudo, pois
53 podem servir de ponto de partida para a elaboração de um plano de intervenção, visando a melhoraria do serviço de divulgação de informação. As sugestões dadas pelos alunos dizem respeito a: Avisar a comunidade educativa (e-mail periódico, panfletos, ordem de serviço,…) sobre as novidades da BE e sobre a publicação de novos conteúdos nos diversos canais de divulgação; Fazer mais publicidade aos canais de divulgação e distribuir panfletos pelos cafés perto da escola; Divulgar mais notícias, passatempos, vídeos, informações sobre revistas, informações sobre música e cinema; Consolidar uma comunidade de amigos no facebook para se falar sobre os livros e outros assuntos; Ter mais imagens no Boletim da BE; Fornecer aos alunos informações sobre as matérias lecionadas para estudar para os testes; Fazer do blogue da BE a página de entrada do browser. As sugestões dadas pelos professores dizem respeito a: Avisar a comunidade educativa (e-mail periódico, panfletos, ordem de serviço, avisos afixados,…) sobre as novidades da BE e sobre a publicação de novos conteúdos nos diversos canais de divulgação; Mais divulgação sobre os canais de informação; Afixar o Boletim Informativo também na sala dos professores; Publicar mais vezes o suplemento da biblioteca; Através de um boletim, divulgar mensalmente as actividades a realizar na biblioteca, tendo como veículo de informação o director de turma; Fundir a página e o blogue num só canal, para não haver dispersão; Destacar 3 livros por mês: infantil, juvenil e adulto; Informatizar o boletim e difundi-lo na forma de apresentação de diapositivos ou outra (do género dos powerpoints que chegam por email);
54 Publicar áudio-leituras dos livros em divulgação ou dos leitores em destaque; Continuar a assinalar as efemérides, mas mediatizá-las pelos canais informáticos. 3.Considerações finais Este tipo de estudo permitiu-nos verificar que o Serviço de Divulgação da Informação é conhecido pela comunidade escolar, mas requer uma intervenção ao nível da sua divulgação. Na realidade, os canais de divulgação que a BE apresenta à comunidade são utilizados, mas, a par da divulgação, podem ser melhorados quer ao nível dos conteúdos apresentados, quer ao nível da apresentação gráfica dos mesmos. O grupo abrangido neste estudo é constituído por alunos e professores, sendo que 16,06% são professores, 23,36% são alunos do 3ºCEB, 25,55% são alunos do Secundário e 35,04% são alunos do 2ºCEB, registando-se um predomínio do grupo de alunos em relação ao grupo de professores. Este predomínio reflecte-se, necessariamente, nas opções e comportamentos destes indivíduos face aos canais de informação disponibilizados pela BE. Neste grupo, 33,6% dos respondentes frequenta a BE todos os dias e 54,7% frequenta a BE 2 ou 3 vezes por semana. Assim sendo, este grupo pode ser caracterizado como um grupo que frequenta assiduamente a BE e que, de alguma forma, é conhecedor do trabalho que a equipa da BE tem vindo a desenvolver. Ficou demonstrado que todos os canais de divulgação da BE são conhecidos, mas 78,9% dos inquiridos afirma conhecer apenas um canal. Os canais mais conhecidos pelo grupo de respondentes são o blogue da BE com 53 referências, a página de Facebook da BE com 48 referências e o suplemento jornal “BibPinhão” com 32 referências. Este conhecimento espelha-se bem na preferência de consulta, uma vez que 43,1% dos inquiridos costuma ler/consultar com mais frequência o blogue da biblioteca, e 36,5% dos inquiridos costuma ler/consultar com mais frequência a página de Facebook da biblioteca. Os canais de divulgação são consultados 1 ou 2 vezes por semana por 40,9% dos respondentes, e 21,2% utiliza um dos canais todos os dias. Assim, é notório que a
55 maioria dos inquiridos consulta um dos canais de divulgação de forma regular e sistemática. No que diz respeito às razões apresentadas para a consulta de determinado canal, cabe referir que 66 inquiridos afirmam utilizar o canal por ser fácil de consultar, 26 inquiridos indicam o interface atrativo, 17 inquiridos referem que escolhem o canal, porque PB aconselhou, 13 inquiridos escolhem um canal, porque os amigos também o usam e 12 inquiridos consultam um canal por hábito. Assim que for realizada uma reestruturação e divulgação deste serviço, acreditamos ser possível fidelizar os utilizadores, também, a partir dos conteúdos apresentados. No âmbito das preferências, salienta-se que 40,1% dos respondentes prefere ver vídeos, 22,6% prefere as novidades sobre livros e revistas e 20,4% prefere as notícias sobre outras atividades culturais, e deste modo considera-se que a maioria dos respondentes procura os canais de divulgação com finalidades lúdicas. A maioria dos inquiridos dá a conhecer a outras pessoas o conteúdo divulgado pela BE, pois 74,5% dos respondentes referiu que partilha com os amigos os conteúdos apresentados nos canais de divulgação. No momento em que foi solicitado aos respondentes que apresentassem sugestões para a melhoria do serviço, tanto da parte dos alunos como da parte dos professores, ficou visível a necessidade de se proceder a uma maior divulgação dos canais de informação e de se realizar uma reestruturação deste serviço, implicando também uma remodelação ao nível dos conteúdos e da apresentação gráfica. A BE deverá delinear, a curto prazo, um plano de marketing para este serviço, aproveitando as sugestões que lhe foram apresentadas pelos seus utilizadores. Entre as diversas sugestões dadas, destaca-se: fazer mais publicidade aos canais de divulgação (e-mail periódico, panfletos, ordem de serviço,…) e distribuir panfletos pelos cafés perto da escola; divulgar mais notícias, passatempos, vídeos, informações sobre revistas, informações sobre música e cinema; consolidar uma comunidade de amigos no facebook para se falar sobre os livros e outros assuntos; destacar 3 livros por mês: infantil, juvenil e adulto; fornecer aos alunos informações sobre as matérias lecionadas para estudar para os testes; fazer do blogue da BE a página de entrada do browser; fundir a página e o blogue num só canal, para não haver dispersão.
56 Este plano de marketing poderá ser estruturado a partir de três ideias-chave: Divulgação; Reestruturação; Fidelização. 4.Constrangimentos na elaboração do trabalho Em fase de conclusão do trabalho, impõe-se uma reflexão sobre os aspetos que, de algum modo, tenham constituído uma limitação aos procedimentos delineados para este estudo. O principal aspeto a considerar prende-se com a dificuldade em obter uma aceitação ao instrumento de recolha de dados – questionário, por parte da comunidade escolar. Na verdade, durante o ano lectivo de 2011-2012, foram muitas as solicitações feitas quer aos alunos, quer aos professores, por parte de diversos órgãos de gestão da escola e até mesmo de entidade externas à escola, no sentido de responderem a questionários. Esta implementação profícua de questionários não foi, por nós, considerada um obstáculo no momento em que idealizámos o trabalho. Para a obtenção de respostas, foi então necessário apelar, por diversas vezes e por diversos meios, aos elementos desta comunidade escolar e deixar bem patente quais as vantagens deste estudo para a BE e, consequentemente para toda a comunidade educativa. Gostaríamos de ter obtido mais respostas ao questionário, mas consideramos que a amostra garantiu uma representação significativa da população em causa. O outro aspeto prende-se com o tratamento, análise e interpretação dos dados obtidos. Neste caso, referimo-nos especificamente ao tratamento da questão B.1 De entre os canais de divulgação da informação aqui apresentados, selecione o(s) que conhece e da questão B.7 Escreva duas sugestões, para melhorarmos este serviço de
57 difusão da informação. A questão B.1 na fase de pré-teste permitia aos inquiridos a seleção de apenas uma opção, mas foi alterada devido às sugestões dadas pelos respondentes e apresentada na fase de aplicação de questionário como uma questão que permitia selecionar mais do que uma opção. O facto de termos realizado essa alteração, permitiu uma variedade de combinações de respostas (vd. gráfico 4) que posteriormente nos levantou algumas dificuldades no seu tratamento. A questão B.7, questão de resposta livre, permitia também uma grande variedade de respostas e levantou-nos dificuldades na análise e interpretação dos dados obtidos. Foi necessário fazer uma distinção entre as respostas que estavam fora do âmbito do estudo, as que não apresentavam qualquer sugestão e as que efectivamente apresentavam sugestões. Depois se termos verificado quais as respostas válidas para o estudo, agrupamo-las por categoria do inquirido. Este tipo de procedimento contribuiu para que o estudo decorresse num período de tempo mais alargado do que o inicialmente previsto. Como conclusão, resta-nos referir que o objetivo principal deste estudo - avaliar o serviço de Divulgação da Informação da BE da Escola Básica e Secundária de Pinheiro – foi atingido. Através da abordagem por nós implementada, foi possível responder às questões de investigação que nortearam este estudo, bem como perceber como melhorar a performance e a qualidade deste serviço prestado à comunidade escolar.
64 B.3. Com que frequência consulta esse canal? * 11.Todos os dias □ 12.Uma ou duas vezes por semana □ 13.Uma vez por mês □ 14.Uma ou duas vezes por trimestre □ 15.Uma ou duas vezes por ano □ B.4 Por que razão usa esse canal? * 16.Por hábito □ 17.É fácil de consultar □ 18.Apresenta um interface atractivo □ 19. Os meus amigos também o usam □ 20.A professora bibliotecária aconselhou-me □ 21.Outros: __________ B.5 O que é que mais lhe agrada ver/consultar nesse canal? * 22.Vídeos □ 23.Notícias sobre as atividades da BE □ 24.Novidades sobre livros e revistas □ 25.Notícias sobre outras atividades culturais □ 26.Ajuda para estudar □ 27.Ligação a jogos e outras páginas web □ 28.Outros ________
65 B.6 Alguma vez partilhou com os amigos as informações dadas por esse canal? * 29.Sim □ 30.Não □ B.7 Escreva duas sugestões, para melhorarmos este serviço de difusão da informação. * 31. ___________________________ 32. ___________________________
66 Anexo 2 – Questão B.7 – sugestões dos inquiridos Questão B.7 - Sugestões dos professores Informação sobre este serviço na sala de professores. Afixar o Boletim Informativo também na sala dos professores. Enviar para o mail institucional o Boletim Informativo da biblioteca. Informações na área da Matemática. Informações sobre cinema. Dever-se-ia publicar mais vezes o suplemento da biblioteca. Distribuir o suplemento de outra forma. Apresentação de mais blogs relacionados com diversas áreas de interesse escolar e científico Divulgar na página da escola a existência do blogue. Existência de mais livros de divulgação científica. Divulgação das atividades da Biblioteca Escolar para o mail dos professores e alunos. Divulgar o blogue e página do facebook da biblioteca, através do mail institucional, a toda a comunidade escolar. Publicar na página da escola o jornal bibpinhão. Divulgar o jornal na biblioteca em tamanho A3. Através de um boletim divulgar mensalmente as atividades a realizar na biblioteca, tendo como veiculo de informação o diretor de turma. Criar atividades lúdicas de forma o aluno interagir entre a leitura e a memorização da história através de registos graficos/ilustração. Fundir a página e o blogue num só canal; Destacar 3 livros por mês: infantil, juvenil e adulto. Informatizar o boletim; Difundi-lo na forma de apresentação de diapositivos ou outra (toda a gente vê os powerpoints que chegam por email, certo?) Publicar áudio-leituras dos livros em divulgação ou dos leitores em destaque; Continuar a assinalar as efemérides mas mediatizá-las pelos canais informáticos. Disponibilizar este serviço em outros locais da escola. Divulgação do blogue pelos professores e restante comunidade escolar. Incrementar mais informações. Obter uma melhor organização de assuntos. Tentar concentrar a página web e o blogue para não haver dispersão e confusão.
67 Questão B.7 - Sugestões dos alunos 2º CEB Serem produzidos os jornais de mês em mês. E não dizer coisas do outro período. Avisar os alunos que as informações atuais já se encontram disponíveis no canal. Colocarem outros temas, mais interessantes, para chamar mais a atenção dos alunos. Falar mais sobre os livros e da sua importância na nossa vida. Colocar mais fotografias dos eventos organizados pela escola. - ter bonecos - ter mais coisas para estudar - ter vídeos sobre a atualidade: todas as novidades informáticas - ter mais amigos que gostam de ler no facebook, para falarmos sobre livros - sugerir atividades para fazer na biblioteca - gosto muito de ir à net, é fixe e aprende-se muito. Era giro poder tirar dúvidas de matemática no facebook - poder publicar coisas - conhecer mais coisas - é giro saber os livros que saem e que a biblioteca arranjou devia ter mais dicas para estudar - podia ter jogos - podia ter mais informações mais vídeos e coisas de estudo eu gostava que tivesse jogos de ação. mas a minha mãe chateia-me par estudar. eu detesto brincar às bonecas e saltar às cordas e ao elástico. mas não posso jogar futebol porque marco golos e os miúdos ficam foleiros. assim se tivesse jogos podia jogar Fazer uma rádio escolar onde se faça publicidade da biblioteca. eu adoro net. podia ter mais coisas. sei lá podia ter mais livros digitais, porque está tudo tão caro. No outro dia, tivemos de comprar um livro e eu tive de requisitar na biblioteca. A sorte foi a professora que está lá que me deixou ficar mais tempo com o livro para ler e depois até me aconselhou outros livros para ler. Não sei muito bem o que dizer. eu gosto de tudo. Mas claro que podia ter mais coisas. Acho que uma coisa importante era poder ter enciclopédias. Pelo menos ter site que tivessem as coisas bem. Porque noutro dia andava perdida e fui para a sites estranhos. a professora que está lá na biblioteca é muito fixolas e teve a ensinar-me como procurar e aprendi muito. Eu adoro a biblioteca! Eu gostava que tivesse mais vídeos e que desse para por os nossos. Eu gosto de cantar e faço vídeos como aquela MiaRose. Até queria ir aos ídolos, mas paciência a minha mãe não quer. Mas se eu pusesse os meus vídeos seria giro. Ter mais informação de revistas. -distribuir folhetos apelativos Divulgar nas salas de aula as atividades da biblioteca. Ter mais passatempos na página da Biblioteca.
68 Questão B.7 - Sugestões dos alunos do 3º CEB Terem uma maior divulgação Criação dum site e divulgação dele pela escola Nos computadores da biblioteca ao abrirmos a página da internet devia abrir o blogue da biblioteca... Cada vez que o jornal da escola saísse deviam fazer um ordem de serviço nas salas para os alunos saberem, porque muitas vezes acontece que os alunos não se apercebem que o jornal sai... O jornal deveria voltar a ser em A4. E também poderia ser feito mais frequentemente. ter uma data certa para a sua saída e informar também os encarregados de educação terem uma maior divulgação por parte da escola Colocar atividades Mais questionários Ter mais informação sobre música. Mais vídeos de animação. "Existência de mais revistas; Existência de mais links na site da biblioteca" Divulgar mais informação sobre espetáculos musicais. Eu adoro festas! Podia ter mais dicas para sabermos coisas sobre Penafiel e outras cidades mais in. Também podia ter dicas sobre roupas, batons e outras modas. Podia ter um consultor de imagem... Mas eu acho que tivesse sugestões sobre moda e sobre mais atividades de concerto era fixe, pois podiamos ter outro look! Xau! Eu acho que podia ter mais informações sobre profissões futuras e como conseguir lá chegar! -partilhar com os amigos do facebook Gostava que tivesse mais links de outras Bibliotecas; Tivesse mais divulgação de atividades da minha região
69 Questão B.7 - Sugestões dos alunos do Ensino Secundário Divulgar em mais lugares da escola. Música Indicações para o estudo Música Chamar-nos a atenção para ter acesso a outros serviços de difusão de informação. Manter a informação atualizada: notícias, novidades atuais. Divulgar os canais, para que toda a gente tenha conhecimento, mesmo que não consultando frequentemente. As informações mais importantes podiam passar por uma ordem de serviço como normalmente se faz com as informações importantes. O e-mail escolar pode servir como forma de partilhar informação rapidamente Haver mais divulgação pela escola Ter mais atividades com os alunos Ligações a outros sites culturais. Devia ter mais imagens no boletim. Podia divulgar filmes de aventura. Mostrar mais vídeos de música alternativa. Indicar mais jogos educativos. Informar os pais; entregar panfletos Colocar no canal sugestões de testes sobre as matérias lecionadas. Afixar pela escola cartazes com as actividades da biblioteca. Gostava que houvesse vídeos com explicação da matéria. Eu tenho algumas dificuldades em concentrar-me a ler. Fixo melhor as coisas quando ouço. Assim, se tivesse vídeos com a matéria dava jeito. Outra coisa que podia ter na BE era mais vídeos, os últimos que estão no cinema. Panfletos nos cafés perto da escola Pedir aos professores para falar sobre este serviço nas aulas Panfletos Divulgação de mais informação sobre as atividades escolares. nada mais a sugerir Emails periódicos com as novidades da biblioteca Divulgar em todas as turmas a página de Facebook da Biblioteca.