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Papel do auto-conceito de competência cognitiva e da auto-aprendizagem no contexto sócio-laboral

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Papel do auto-conceito de competência cognitiva e da auto-aprendizagem no contexto sócio-laboral

Author: Luísa Faria,P. Rurato,N. Lima Santos
Year: 2000
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/19797/2/83726.pdf
1. INTRODUÇÃO
O con ex o sócio-labo al ac ual é ca ac e iza-
do po uma sé ie de ans o mações sociais e pe-
la ápida e olução dos meios de p odução, de al
modo que as compe ências p o issionais já não
se adqui em pa a oda a ida e apenas com a o -
mação inicial, pelo con á io, exigem ac ualiza-
ção e desen ol imen o ao longo das ajec ó ias
indi iduais e p o issionais de cada um.
Assim, as no as compe ências exigidas aos
adul os comp eendem a capacidade de esolução
de p oblemas p á icos, elacionados com o
domínio da ac i idade exe cida e com a sua e i-
cácia, o domínio dos conhecimen os básicos e de
compe ências de ca ác e ecnológico e social,
nomeadamen e a capacidade de e olui e ac ua
em ambien es complexos e de g ande densidade
ecnológica, bem como as capacidades de comu-
nica e o ganiza e, sob e udo, a a i ude básica de
«ap ende a ap ende » pela ida o a (Comissão
Eu opeia, 1994).
Des e modo, a ap endizagem o na-se um ins-
umen o es a égico na nossa sociedade, exigin-
do dos indi íduos a capacidade de se em pe ma-
nen emen e o mandos/ap endizes compe en es,
de modo a en en a em com sucesso as ans o -
mações écnicas e o ganizacionais com que se
con on am, pois pa a além de domina em as
ecnologias, de em ainda se capazes de u iliza
odas as possibilidades de ap endizagem que as
mesmas p opo cionam.
Pe an e es e conjun o de ans o mações e de
no as exigências, u ge ence a mudanças p o-
undas nos sis emas de Ensino e de Fo mação,
esponsá eis pela educação e o mação inicial,
bem como no seio das Emp esas, nomeadamen e
nas suas polí icas de desen ol imen o de pessoas
e compe ências, que de em se cada ez mais
apoiadas na educação pe manen e/ o mação con-
ínua, imp escindí el no ac ual con ex o, pois as
compe ências de cada indi íduo dependem não
203
Análise Psicológica (2000), 2 (XVIII): 203-219
Papel do au o-concei o de compe ência
cogni i a e da au o-ap endizagem no
con ex o sócio-labo al
LUÍSA FARIA (*)
PAULO RURATO (**)
NELSON LIMA SANTOS (***)
(*) Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educa-
ção, Uni e sidade do Po o, Rua do Campo Aleg e,
1055, 4169-004 Po o, E-mail: [email p o ec ed]
(**) Uni e sidade Fe nando Pessoa – Po o, P aça 9
de Ab il, 349, 4249-004 Po o, E-mail: [email p o ec ed]
(***) Uni e sidade Fe nando Pessoa – Po o, P aça
9 de Ab il, 349, 4249-004 Po o, E-mail: [email p o ec ed]
só do sis ema o mal de ensino, mas ambém das
opo unidades p opo cionadas pelas o ganiza-
ções emp egado as (Rod igues, 1991).
Nes e quad o, a p esen e in es igação em
como objec i os explo a a compe ência de au o-
-ap endizagem, enquad ando-a no âmbi o global
da no a Sociedade da In o mação e do Conheci-
men o e, mais pa icula men e, no con ex o só-
cio-labo al, cen ando-se na Educação e Fo ma-
ção P o issional de Adul os, e elacionando-a
ainda com a iá eis a ins, nomeadamen e com o
au o-concei o de compe ência cogni i a, enquan-
o condição undamen al que esul a no g au de
con iança de cada um pa a lida com os acon e-
cimen os e com os desa ios, de modo a p osse-
gui e a a ingi com sucesso e e icácia as me as
que se p opõe.
2. EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E
APRENDIZAGEM PERMANENTE
A e olução ecnológica e a economia pós-in-
dus ial exigem que os indi íduos adqui am sem
cessa no os sabe es: nes e con ex o, a lexibili-
dade e uma a i ude posi i a em elação à ap en-
dizagem pe manen e es ão mui o ligadas, não
apenas na ida p o issional, mas ambém na ida
quo idiana (OCDE, 1996b). Assim, em indo
g adualmen e a eme gi uma concepção de edu-
cação como um p ocesso ao longo da ida, p o-
cesso es e que começa com o nascimen o e ape-
nas e mina com a mo e, es ando elacionado
com a expe iência de ida de cada indi íduo,
endo signi icado eal pa a o indi íduo que
ap ende e no qual o indi íduo-ap endiz é um
agen e ac i o.
Com e ei o, a ap endizagem assume nos dias
de hoje um ca ác e eminen emen e ansi ó io,
sendo es e um dos p oblemas que me ece a nos-
sa e lexão, no sen ido de cons ui alguns e e-
en es p á icos pa a o desen ol imen o de com-
pe ências especí icas, capazes de le a as pes-
soas a consegui em desen ol e -se e a p og edi
no mesmo sen ido e ao mesmo i mo da socieda-
de, acompanhando as modi icações e e oluções
cien í icas e ecnológicas com que somos con-
on ados. Po an o, o na-se absolu amen e ne-
cessá io consegui desen ol e ap idões suscep-
í eis de an e e essas mudanças, de modo a se
possí el p epa a as pessoas pa a i e em a mu-
dança e em mudança (Ru a o & Lima San os,
1999).
En ão, é nes e quad o que ganha maio ex-
p essão o concei o eme gen e de educação e
o mação ao longo da ida. O seu signi icado,
en e ou os, aduz o ca ác e e éme o das nos-
sas quali icações e compe ências, o que impõe
uma eno ação cons an e dos nossos conheci-
men os e das nossas capacidades: «o que es á em
jogo não são apenas no os modos de ges ão e
mé odos de o ganização, mas sim a eme gência
de uma no a lógica, que az sucede ao p imado
dos conhecimen os adqui idos, a necessidade e a
an agem compe i i a da ap endizagem pe ma-
nen e» (Lima San os, 1995, p. 23).
Ou seja, es amos a assis i à eme gência de
imensas necessidades no domínio da educação e
o mação pe manen e, pois as compe ências p o-
issionais deixa am de se es á eis pa a o con-
jun o da exis ência ac i a de um indi íduo. An i-
gamen e e am adqui idas de uma ez pa a sem-
p e, g aças a uma o mação inicial p ecisa, po -
que os meios de p odução ou não muda am ou
e oluíam mui o len amen e, con udo, sucessi as
( )e oluções nos meios de p odução implicam
que, do a an e, o mação inicial e o mação
pe manen e sejam indissociá eis (Ru a o & Li-
ma San os, 1999).
Des e modo, no mundo ac ual deixou de se
possí el pensa a educação como p ocesso em-
po á io, a e mo ce o, a que o indi íduo se sujei-
a a é à idade adul a. O c escimen o exponencial
do conhecimen o, as opo unidades p opiciadas
pelas no as ecnologias de in o mação e a neces-
sidade de coloca indús ias e se iços de g ande
in ensidade de conhecimen o na base da compe-
i i idade global, signi icam que se o nou in-
dispensá el p ossegui a educação e a ap endi-
zagem ao longo de oda a ida (Comissão Eu o-
peia, 1996).
3. APRENDER A APRENDER
O concei o de ap ende pode e á ias acep-
ções ou se pe cepcionado de o ma di e en e,
que seja como o ma de adqui i sabe es que
nos são ensinados, que seja como o ma de des-
cob i no os sabe es ou compe ências, ino ando,
is o é, azendo coisas no as ou compo ando-se
de manei a di e en e, ans o mando-se, sen indo
204
que mudou em algum aspec o, logo, c escendo e
desen ol endo-se.
O ac o de ap ende é an o mais e icaz quan o
mais au ónomo o , mas isso supõe a capacidade
pa a ap ende e, ao mesmo empo, a opo unidade
pa a comp o a po si p óp io, na si uação de
ac o, que ealmen e ap endeu: ap ende ao longo
de oda a ida depende, po an o, dos sis emas
escola e de o mação p o issional, mas ambém
das opo unidades da si uação sócio-labo al, seja
emp ego po con a de ou em, seja ac i idade
p o issional po con a p óp ia (Teixei a, 1996).
Deco em daqui dois modos de ealça a im-
po ância do ap ende ao longo de oda a ida: a
o mação con ínua e a ca ei a p o issional. En-
quan o que a p imei a si ua a ques ão em e mos
de adap ação e adequação do sis ema de educa-
ção/ o mação, na medida em que apela pa a no-
as espos as conjugadas do sis ema escola (in-
cluindo as uni e sidades) e das ins i uições de
o mação p o issional, sem descu a a ins ução/
/educação básica e a o mação inicial, na segun-
da, a ên ase é di e en e, pois se a é ago a se pen-
sa a a ca ei a p o issional em e mos de e olu-
ção num emp ego ou numa o ganização, no u-
u o p óximo acen ua -se-á a ideia de que em ez
de «ca ei a num emp ego» se a a á de «ca ei-
a no abalho», ou melho , num conjun o de
compe ências que se i ão adqui indo e se ão
aplicadas e desen ol idas em á ias si uações de
abalho: ou seja, ap ende e con inua a ap en-
de se á a ques ão nuclea .
En ão, são cada ez mais necessá ias es a é-
gias pa a p omo e a ap endizagem ao longo da
ida, endo sido de inidas pela OCDE (1996a),
a a és do seu Comi é de Educação, as que a se-
gui se des acam: (1) p omo e ligações coe en-
es en e a ap endizagem e o abalho, es abele-
cendo pon es que acili em a maio lexibilidade
de mo imen ação en e o sis ema de ensino e as
emp esas e p omo endo os mecanismos pa a
assegu a e econhece as ap idões e compe ên-
cias dos indi íduos (sejam adqui idas a a és de
p ocessos o mais ou in o mais); (2) ( e)pensa
os papéis e as esponsabilidades de odos os pa -
cei os (incluindo os go e nos), pa a p o idencia
opo unidades de ap endizagem; e (3) c ia in-
cen i os pa a os indi íduos, emp egado es, em-
p egados e odos os que pa icipam ac i amen e
no p ocesso educa i o e de o mação, pa a que
es es in is am mais e melho na ap endizagem
ao longo da ida.
Resumindo, podemos a i ma que ap ende a
ap ende é assumi delibe ada e in encional-
men e que odo o pe cu so exis encial do se hu-
mano é de ap endizagem.
4. EDUCAÇÃO DE ADULTOS: ALGUNS
CONTRIBUTOS DA ANDRAGOGIA
Lindeman (1926, in Knowles, Hol on III &
Swanson, 1998) p econiza a educação de adul os
como um p ocesso a a és do qual os indi íduos
se o nam conscien es do signi icado e da impo -
ância da expe iência, is o é, o signi icado da ex-
pe iência o na-se ele an e quando emos noção
do que es á a acon ece e da impo ância do
e en o pa a nós mesmos, como podemos cons a-
a pelas hipó eses-cha e des e au o ace ca da
ap endizagem nos adul os (Quad o 1).
Con udo, é de salien a que não de emos in-
e i dos p essupos os de Lindeman uma dico o-
mia en e educação de jo ens e educação de
adul os, pois ambém os jo ens podem ap ende
melho quando os seus in e esses e necessidades,
i ências, expe iências, au o-concei o e di e en-
ças indi iduais são omados em conside ação.
Des e modo, a and agogia pode se assumida
como um sis ema de p essupos os ace ca dos
ap endizes que, de aco do com Knowles (1980),
ai p o idencia um no o conjun o de pa âme-
os o ien ado es da p omoção da ap endizagem,
205
QUADRO 1
Hipó eses-cha e de Lindeman
1. Os adul os são mo i ados pa a ap ende consoan e as
necessidades da sua expe iência e in e esses que a
ap endizagem sa is a á
2. A o ien ação dos adul os pa a a ap endizagem é cen-
ada na ida
3. A expe iência é a mais ica on e pa a a ap endiza-
gem de adul os
4. Os adul os êm uma necessidade p o unda de se em
au o-di igidos
5. As di e enças indi iduais en e as pessoas aumen am
com a idade
Adap ado de Knowles e al., 1998
a pa i da in encionalização e in eg ação das ex-
pe iências p opo cionadas pelos con ex os exis-
enciais, pois al como Ja is (1987, in Me iam,
1993) obse a, a ap endizagem não é um p o-
cesso psicológico em que o ap endiz i e em
isolamen o do mundo, pelo con á io, es á ela-
cionada e é a ec ada pelo mundo.
Assim, de aco do com Knowles (1984, in
Knowles e al., 1998), a and agogia eque um
clima psicológico de espei o mú uo, colabo ação,
con iança, apoio, abe u a, au en icidade, p aze e
humanismo, clima es e da esponsabilidade do
educado , podendo unda -se em cinco p incípios
undamen ais que, segundo P a (1993), se
cons i uem como: (1) um axioma mo al que
coloca o indi íduo no cen o do p ocesso educa-
cional e elega o colec i o pa a a pe i e ia; (2)
uma c ença na bondade de cada indi íduo e na
necessidade de libe a e con ia nessa bondade;
(3) uma con icção de que a ap endizagem de e á
esul a num c escimen o no sen ido da ealização
do po encial de cada um; (4) uma con icção de
que a au onomia e a au o-di ecção são a ma ca
adul a numa sociedade democ á ica; e, inalmen-
e, (5) uma c ença no po encial dos indi íduos
ace às o ças sociais, polí icas, cul u ais e his ó-
icas, no sen ido de a ingi a sua au o- ealização.
Des e pon o de is a, o oco da ap endizagem
é o indi íduo e o au o-desen ol imen o, espe-
ando-se que os ap endizes assumam a espon-
sabilidade da sua p óp ia ap endizagem. Es e
p ocesso de ap endizagem, cen ado nas necessi-
dades especí icas de cada ap endiz, eme e a ac-
ção dos educado es mais pa a o plano de acili a-
do es ou guias, em ez de de en o es do sabe
(Hiems a, 1992; Long, 1992, in Ca a ella, 1993
e Knowles, 1980).
Paulo F ei e (1973, in Cla k, 1993) põe em e-
le o que o ensino de e assumi que o se huma-
no é li e de e lec i sob e a sua si uação e agi
pa a a ans o ma , ou seja, o se humano exis e
em elação com o mundo a a és das suas capa-
cidades p á icas e a a és da exis ência de uma
ligação en e a e lexão e a acção, logo, de aco -
do com Mezi ow (1990b, in Cla k, 1993), pode-
mos si ua a ap endizagem di ec amen e a pa i
da in e p e ação da expe iência, pois nenhuma
necessidade é mais humana do que a de pe cebe
o signi icado da p óp ia expe iência. Assim, po-
demos a i ma que se a ap endizagem é a ees-
u u ação da o ma como os adul os encadeiam
e in eg am a sua expe iência de ida, en ão a
compe ência de au o-ap endizagem pode se
concep ualizada como um ec o axial no desen-
ol imen o e na educação pe manen e do adul o.
5. COMPETÊNCIA DE AUTO-APRENDIZAGEM
Podemos encon a a o igem des e concei o
em Pla ão, na G écia An iga, pois a sua eo ia,
segundo a qual odo o conhecimen o é ina o e o
p ocesso de ap endizagem é apenas a omada de
consciência des e conhecimen o, ainda hoje pode
se conside ada ino ado a, pela o ma como
Pla ão econhece o pode do ap endiz, nomeada-
men e ao a i ma que os p o esso es não podem
«…concede a isão a olhos cegos», sendo o seu
papel o de assegu a que as pessoas comecem a
e as coisas po si p óp ias, ao « ol a em-se pa-
a a di ecção ce a… e ap ende em a olha de
o ma co ec a» (Pla ão, A República,in Nyhan,
1996, p. 26).
A compe ência de au o-ap endizagem es á e-
lacionada com uma a i ude de abe u a em e-
lação às opo unidades de ap endizagem p opo -
cionadas pelas expe iências do dia-a-dia e com a
capacidade de u iliza de o ma e icaz essas ex-
pe iências o mais ou in o mais. Assim, empe-
nha -se na au o-ap endizagem é despe a em si
mesmo as capacidades de au o-su iciência, de
au o- esponsabilidade, de au o-con iança na
p ossecução de objec i os e de pa icipação ac i-
a nos á ios con ex os sociais, qualidades es as
necessá ias em odas as si uações de ida.
De ac o, a compe ência de au o-ap endiza-
gem, de aco do com Nyhan (1996, p. 48), pode
conside a -se como «uma ap endizagem ap o-
undada e ala gada, mais do que uma ap endiza-
gem de p ocedimen os e eg as, pois es e conhe-
cimen o ap o undado, assim como o domínio de
a e as e si uações especí icas, o iginam a ap o-
p iação de p incípios e p ocessos gené icos que
podem se ans e idos pa a en en a qualque
ou a á ea especí ica».
A compe ência de au o-ap endizagem aplica-
se an o às si uações de ap endizagem con en-
cionais e o mais, como às expe iências in o -
mais de ap endizagem p opo cionadas pelo dia-
-a-dia, de endo cada um de nós assumi a es-
ponsabilidade e o con olo da sua p óp ia ap en-
dizagem.
206
No con ex o labo al, como e e e ainda Nyhan
(1996), um «Ambien e de Ap endizagem To al»
signi ica que é a p óp ia o ganização que se ans-
o ma em ambien e de ap endizagem, sendo es a
enca ada, no plano es a égico in eg ado, como
um elemen o-cha e pa a a ingi os objec i os o -
ganizacionais e emp esa iais, pois conside a-se
que a mão-de-ob a p ecisa de es a em si uação de
ap endizagem e ( e)ap endizagem pe manen es.
O a, pa a que os adul os es ejam p o idos das
compe ências de ap endizagem, ou melho ainda,
de au o-ap endizagem, ão necessá ias pa a aze
ace a uma ecnologia em cons an e e olução,
de em e i ica -se modi icações d ás icas nos
es abelecimen os de ensino e o mação esponsá-
eis pela o mação inicial, bem como no seio das
emp esas, sedes p i ilegiadas de ap endizagem e
desen ol imen o con ínuo. Des e modo, o e mo
«compe ência» incide essencialmen e no desen-
ol imen o de o mandos au odidac as indepen-
den es e, o e mo «au o» não de e se in e p e-
ado em sen ido es i o, como ap endizagem so-
li á ia, mas an es implicando que o o mando as-
suma a esponsabilidade pela sua p óp ia ap en-
dizagem, ou seja, uma ap endizagem ac i a au o-
-ge ida, po con on o com a ap endizagem pas-
si a que encon amos no ac ual modelo de en-
sino/ o mação (Nyhan, 1996).
Con udo, é ambém de egis a que exis em
algumas si uações em que a au o-ap endizagem
pode se conside ada con ap oducen e, nomea-
damen e quando: (1) os ap endizes são pouco
au ónomos e mui o dependen es do o mado ,
exigindo g ande apoio e e o ço posi i o nos p i-
mei os passos umo à ap endizagem au o-di i-
gida (o que a não oco e pode o igina us a-
ção e, a é, desis ência p ecoce das ac i idades de
ap endizagem); (2) o ap endiz em poucas in o -
mações sob e um domínio de ap endizagem, ne-
cessi ando de um ensino mais di igido, de modo
a pode acede à au onomia na ap endizagem; (3)
é exigida a ap endizagem de ap idões mo o as
complexas e de compe ências de elacionamen o
in e pessoal (Knowles, 1991, in Oli ei a, 1997).
Assim, alguns dos aspec os mais impo an es
a e em con a quando alamos de au o-ap endi-
zagem são: (1) di e en es indi íduos êm di e en-
es g aus de au o-ap endizagem (a au o-ap endi-
zagem não é um concei o absolu o); (2) a au o-
-ap endizagem é mais ap op iada pa a alguns
adul os do que pa a ou os; (3) o ní el de dispo-
sição pa a a au o-ap endizagem depende do p ó-
p io desen ol imen o cogni i o de cada um; (4)
a au o-ap endizagem o e ece inúme os e no os
papéis aos educado es de adul os; (5) o ní el de
au o-ap endizagem pode desen ol e -se ou de-
bili a -se em unção do gos o pela ap endizagem
e/ou das expe iências i idas; (6) a au o-ap en-
dizagem pode conside a -se um mé odo que a-
o ece a na u eza olun á ia da educação de
adul os; e (7) a libe dade de assumi a au o-
-ap endizagem é uma ques ão pessoal e supõe
um conside á el g au de inicia i a, pe se e ança
e au o-disciplina (B ocke & Hiems a, 1993).
6. AUTO-CONCEITO DE COMPETÊNCIA E
AUTO-APRENDIZAGEM NO CONTEXTO
SÓCIO-LABORAL
O ac ual con ex o sócio-labo al ap esen a maio
g au de ince eza e ambiguidade, o que ge a de-
sequilíb ios, mas pode se p omo o do desen-
ol imen o pessoal e p o issional dos indi ídu-
os, po que as si uações desa ian es, a iscadas e
ambíguas o necem mais opo unidades de de-
sen ol imen o e p omoção pessoal, de au o-co-
nhecimen o e de mani es ação de sen imen os
ace ca da p óp ia compe ência (Fa ia & Lima
San os, 1998).
O au o-concei o de compe ência e e e-se às
pe cepções da capacidade pa a lida de o ma e i-
caz com o ambien e, elacionando-se des e modo
com compo amen os de acção, pe sis ência e
es o ço, que êm subjacen es objec i os cen ados
na ap endizagem. Tais objec i os ca ac e izam-se
pela capacidade pa a ap ecia os sucessos e lida
adequadamen e com os acassos, bene iciando
igualmen e com ambos, e pa ecem p omo e o
desen ol imen o da compe ência de ap endiza-
gem, desencadeando mecanismos cogni i os e
a ec i os que p omo em a pe sis ência, a p ocu a
de desa ios e a ealização, es ando associados a
um ele ado concei o de compe ência pessoal
(Fa ia & Lima San os, 1998).
O au o-concei o de compe ência pe mi e
p e e a ealização p o issional, a in eg ação
social, e o bem-es a global dos indi íduos, sen-
do de e e i que a sua impo ância no adul o
ambém se p ende com a capacidade des es pa a
a au o-explo ação e com o seu desejo de p ese -
a e alcança a au onomia. Des e modo, nes a
207

ase do ciclo de ida e, a é, no ac ual con ex o
sócio-labo al, é undamen al ap ende a usa de
o ma e icaz os ecu sos pessoais, sabendo en-
dibiliza os ecu sos do meio, a a és de uma u i-
lização lexí el das capacidades cogni i as, so-
ciais e de c ia i idade: não se e de mui o pensa
na compe ência como algo que se em, mas sim
como algo que se pode usa (S e nbe g, 1993, in
Lima San os & Fa ia, 1999).
Assim, um sen imen o posi i o de compe ên-
cia, cons uído com base em au o-a aliações
posi i as nos domínios cogni i o, social e de
c ia i idade, en e ou os, a o ece a au onomia
e a esponsabilidade, bem como a pa icipação
ac i a nos á ios con ex os de ida, en e eles o
sócio-labo al, pe mi indo ainda o desen ol i-
men o da au o-con iança que conduz à e icácia e
ao sucesso na p ossecução dos objec i os de ea-
lização (Fe ei a, Medei os & Pinhei o, 1997;
Lima San os & Fa ia, 1999).
O a, as au o-a aliações de compe ência pa e-
cem es a mais elacionadas com a o ma como
in e p e a mos a ealização do que com a eali-
zação objec i a (Bandu a, 1977; Nicholls, 1982;
No ick, Cauce & G o e, 1996, in Fa ia & Lima
San os, 1998), exis indo e idências empí icas
que apon am pa a o ac o dos sujei os com ele-
ado au o-concei o de compe ência u iliza em de
o ma mais e icaz as suas capacidades cogni i-
as, ob endo assim melho es pe o mances (Man
& H abal, 1989, in Fa ia & Lima San os, 1998).
Po seu lado, a compe ência de au o-ap endi-
zagem exige aos adul os mo i ação pa a ap en-
de , ou seja, on ade de adqui i ce os conheci-
men os, de ap o unda ou os, de esol e e con-
c e iza objec i os com e icácia, implicando
ambém mudanças, ees u u ações e eajus a-
men os no concei o de si p óp io, na au o-con-
iança e au o-con olo em elação à sua compe-
ência e na au o-es ima ou alo pessoal.
Sin e izando, podemos a i ma que as pe cep-
ções de capacidade pa a esol e p oblemas e
pa a aplica os conhecimen os à p á ica, de in-
es imen o e mo i ação pa a ap ende , bem co-
mo de explo ação e ap o undamen o da ap endi-
zagem são undamen ais pa a a cons ução do
sen imen o de compe ência cogni i a que, sendo
posi i o, a o ece a compe ência de au o-
ap endizagem, a au onomia e a in eg ação de
esponsabilidades, que p omo em mudanças
desen ol imen ais impo an es pa a en en a
os desa ios da no a o ganização do abalho e do
mundo ac ual.
En a iza-se, assim, a elação es ei a en e os
sen imen os de compe ência pessoal, a compe-
ência de au o-ap endizagem e a necessidade de
explo a as suas in e - elações no con ex o sócio-
labo al: como já e e imos, es e con ex o em mu-
dança, po um lado, ge a algumas ince ezas e
ambiguidades mas, po ou o lado, ambém c ia
opo unidades de au o-conhecimen o, desen ol-
imen o e p omoção pessoal; e, como ambém já
e e imos, os indi íduos com um au o-concei o
de compe ência mais ele ado u ilizam melho as
suas capacidades cogni i as, ob endo melho es
desempenhos.
Assim, no ac ual con ex o social e emp esa-
ial, a capacidade de ap ende po nós mesmos é
cada ez mais uma capacidade essencial, que se
con e eu num equisi o undamen al: como já
salien amos, um ap endiz au ónomo é aquele que
consegue iden i ica uma necessidade de ap en-
dizagem, uma capacidade pa a adqui i ou uma
in o mação pa a ob e quando encon a um p o-
blema, is o é, ap ende a usa de o ma mais e i-
caz os seus ecu sos pessoais, sabendo ainda en-
dibiliza os ecu sos e opo unidades do meio,
a a és da u ilização sis emá ica e lexí el das
suas capacidades cogni i as, sociais e de c ia i i-
dade, ou seja, o au o-concei o de compe ência e
a au o-ap endizagem pa ecem e olui no mesmo
sen ido, p omo endo a pe sis ência, a ealização
e o sucesso dos indi íduos.
Assinale-se, inalmen e, a ín ima associação
en e o au o-concei o de compe ência e a compe-
ência de au o-ap endizagem: os indi íduos com
ele ado au o-concei o de compe ência es ão mais
ap os e disponí eis pa a elege a au o-ap endi-
zagem como o ma p i ilegiada de desen ol i-
men o, pois es a p essupõe inicia i a, pe sis ên-
cia, au o-disciplina, au o-con iança e au onomia.
7. AUTO-APRENDIZAGEM E AUTO-CONCEITO
DE COMPETÊNCIA COGNITIVA: ESTUDO
EMPÍRICO NO CONTEXTO EMPRESARIAL
PORTUGUÊS
No con ex o sócio-labo al u ge alo iza a
mão-de-ob a, de al modo que es a possa acom-
208
panha os desa ios impos os pelas no as ecno-
logias da in o mação e do conhecimen o e en-
quad a -se no i mo da mudança global. Tal alo-
ização exige a ees u u ação p o unda da edu-
cação, do abalho, da o mação p o issional e
das in e acções en e odos es es con ex os de
ap endizagem, o nando-se essencial ap ende a
usa de o ma e icaz os ecu sos pessoais e os
ecu sos o e ecidos pelo meio, u ilizando de
o ma lexí el e con ian e as compe ências cog-
ni i as, sociais e de c ia i idade, pa a as ans-
o ma e eno a em pe manência.
Des e modo, pa ece impo an e es uda a com-
pe ência de au o-ap endizagem e as suas elações
com o au o-concei o de compe ência cogni i a
(conside ada a dimensão mais ep esen a i a da
compe ência) no con ex o sócio-labo al, p ocu-
ando le an a pis as pa a a in e enção indi i-
dual e o ganizacional, no sen ido de p omo e a
au o-ap endizagem e os sen imen os de compe-
ência e e icácia pessoais no con ex o de o gani-
zações quali ican es e de sucesso.
7.1. Objec i os Ge ais do Es udo
O es udo que a segui se ap esen a, conduzido
no con ex o de uma emp esa do No e de Po u-
gal, em como objec i os in es iga :
- A compe ência de au o-ap endizagem, en-
quan o quali icação-cha e nuclea da no a
Sociedade da In o mação e do Conheci-
men o;
- O au o-concei o de compe ência cogni i a,
enquan o es eio acili ado do desen ol i-
men o da au onomia e da esponsabilidade
ace à ap endizagem;
- As elações en e a au o-ap endizagem e o
au o-concei o de compe ência cogni i a;
- As possí eis a iações de ambos os cons u-
os em unção de a iá eis di e enciais, de
ipo indi idual (sexo, idade e g au de esco-
la idade), de ipo o ganizacional (an iguida-
de na emp esa, an iguidade na unção, ní el
da unção, sec o /unidade ab il e núme o
de unções desempenhadas) e de ipo sócio-
-o ganizacional (média de dias de o mação
po ano);
- E, inalmen e, p opo al e na i as de p omo-
ção da au o-ap endizagem e do au o-con-
cei o de compe ência cogni i a, enquad a-
das em modos de ges ão de pessoas e com-
pe ências do ipo desen ol imen al.
7.2. P essupos os Básicos do Es udo e Hipó e-
ses de T abalho
7.2.1. P essupos os Básicos
Alguns dos p essupos os básicos des e es udo
undam-se em pos ulados ace ca do desen ol i-
men o e educação do adul o, a sabe :
- Os adul os são capazes de assumi a espon-
sabilidade pessoal e o con olo pelo seu
p óp io p ocesso de ap endizagem;
- P e e em se au ónomos em elação ao p o-
cesso de ap endizagem se i e em opo uni-
dades e apoio pa a al;
- Ap endem mais e melho quando as ap en-
dizagens êm elação com a sua expe iência
ac ual e passada;
- A compe ência da au o-ap endizagem é um
cons u o mul idimensional que en ol e a-
iá eis indi iduais (como po exemplo o au-
o-concei o de compe ência), a iá eis so-
ciais ou de con ex o (opo unidades de
ap endizagem o necidas pelo con ex o
social) e a iá eis cul u ais ou educa i as/
/ o ma i as ( elação educado -ap endiz, es-
a égias pedagógicas/and agógicas);
- O au o-concei o de compe ência cogni i a é
uma a iá el psicológica suscep í el de a-
cili a os p ocessos de au o-ap endizagem,
pois se o posi i o acili a e p omo e a au-
o- esponsabilidade, o au o-con olo e a a-
lo ização pessoal;
- Os indi íduos com compe ência de au o-
-ap endizagem e au o-concei o posi i o
usam de o ma mais e icaz e in eg ada as
suas po encialidades e as opo unidades de
ap endizagem o e ecidas pelo meio social
en ol en e;
- As o ganizações quali ican es a o ecem
as ap endizagens e o desen ol imen o de
compe ências, so endo elas p óp ias p o-
cessos de au o-ap endizagem global e de
melho ia cons an e de quali icações e com-
pe ências.
209
7.2.2. Hipó eses de T abalho
Fo mulam-se á ias hipó eses que, de ido ao
ca ác e explo a ó io des e es udo, de e ão se
es adas em es udos u u os e, po an o, se ão
conside adas como hipó eses explo a ó ias:
(1)A compe ência de au o-ap endizagem es-
abelece elações posi i as com o au o-
concei o de compe ência cogni i a, enquan-
o dimensão indi idual da au o-ap endiza-
gem;
(2)A au o-ap endizagem es á elacionada com
a iá eis indi iduais, o ganizacionais e só-
cio-o ganizacionais, espe ando-se que g u-
pos de indi íduos di e enciados em unção
dessas a iá eis ap esen em ní eis de au o-
ap endizagem di e en es;
(3)O au o-concei o de compe ência cogni i a
ap esen a a iações em unção das a iá-
eis indi iduais, o ganizacionais e sócio-
o ganizacionais conside adas.
7.3. Me odologia
7.3.1. População e Amos a
No momen o da ealização des a in es igação,
a emp esa es udada inha ao seu se iço 1117
colabo ado es, sendo a nossa amos a cons i uída
po 503 des es abalhado es (Quad o 2).
7.3.2. Ins umen os
7.3.2.1. A aliação do Au o-concei o de Com-
pe ência Cogni i a
O au o-concei o de compe ência aqui a aliado
e e e-se à pe cepção de si p óp io ela i amen e
às compe ências cogni i as, conside adas como
os elemen os mais ep esen a i os da compe ên-
cia (Fa ia & Lima San os, 1998).
O ins umen o u ilizado comp eende um o al
de 24 i ens, o ganizados em ês subescalas. Os
i ens são a aliados a a és de uma escala de Li-
ke de 6 pon os, que a ia en e «Disco do To-
almen e» e «Conco do To almen e».
As subescalas designam-se po :
(i) Resolução de p oblemas (8 i ens), que
a alia a pe cepção de compe ência no do-
mínio das ap endizagens, da esolução de
p oblemas, da aplicação dos conhecimen-
os à p á ica e a pe cepção da e olução da
compe ência nes e domínio, ex: «Encon-
o acilmen e o essencial dos assun os.»
(ii) Mo i ação pa a ap ende (8 i ens), que
a alia a pe cepção de compe ência no do-
mínio do in es imen o e da mo i ação na
ap endizagem, bem como a pe cepção da
e olução da compe ência nes e domínio,
ex: «P ocu o alo iza -me in es indo na
minha o mação.»
(iii) P udência na ap endizagem (8 i ens), que
a alia a pe cepção de compe ência no do-
mínio da p ecisão e p o undidade na ap en-
210
QUADRO 2
População e amos a do es udo
Sec o /Unidade Fab il N.º de Colabo ado es N.º de Inqui idos Pe cen agem de Inqui idos
Se iços Ge ais 50 39 78,0%
Co e/Cos u a 542 217 40,0%
Fab ico Me álico 401 162 40,3%
Moldados e Es o os 124 85 68,5%
To al 1117 503 45,0%
dizagem e a pe cepção da e olução da com-
pe ência nes e domínio, ex: «P epa o-me
cuidadosamen e pa a ealiza as minhas
ac i idades.»
Os i ens pe encen es à mesma subescala o-
am dis ibuídos de o ma não consecu i a pelo
ins umen o. Cada i em é co ado numa escala de
1 a 6, indicando 1 «baixo au o-concei o de com-
pe ência» e 6 «ele ado au o-concei o de compe-
ência». Os alo es são somados pa a cada sub-
escala, ob endo-se assim os espec i os esul a-
dos de cada uma das ês subescalas (Fa ia & Li-
ma San os, 1998).
As azões da escolha des e ins umen o p en-
dem-se com o ac o de es a já adap ado ao
con ex o po uguês, nomeadamen e jun o de
amos as de jo ens adul os, de e e elado boas
qualidades psicomé icas e de a alia ês dimen-
sões do au o-concei o de compe ência cogni i a,
pa icula men e ele an es pa a o nosso es udo.
7.3.2.2. A aliação da Compe ência de Au o-
-Ap endizagem
A compe ência de au o-ap endizagem aqui
a aliada e e e-se à ap endizagem ac i a em á-
ias si uações e con ex os de ida, a uma a i ude
abe a ace às opo unidades de ap endizagem e
a a i udes de esponsabilidade, au onomia e con-
olo sob e o p ocesso de ap endizagem.
O ins umen o u ilizado, cons uído po Lima
San os (1998), comp eende um o al de 24 i ens,
a aliados a a és de uma escala de Like de 6
pon os, que a ia en e «Disco do To almen e» e
«Conco do To almen e». Cada i em é co ado de
1 a 6, indicando 1 «baixa compe ência de au o-
ap endizagem» e 6 «ele ada compe ência de
au o-ap endizagem».
As subescalas designam-se po :
(i) «Ap endizagem ac i a ou acei ação da
esponsabilidade pessoal pela ap endi-
zagem» (12 i ens), que designa emos po
escala de «au o-ap endizagem 1» e que
a alia a pe cepção da capacidade pa a
ap ende em á ias si uações e com os ou-
os e a acei ação da esponsabilidade
pessoal pelo p ocesso de ap endizagem,
ex: «P ocu o ap ende em odas as si ua-
ções.»
(ii) «Inicia i a na ap endizagem e o ien ação
pa a a expe iência» (6 i ens), que de-
signa emos po escala de «au o-ap endi-
zagem 2» e que a alia a o ien ação da
ap endizagem pa a a expe iência e pa a os
p oblemas conc e os, bem como a inicia-
i a na escolha das ap endizagens, ex:
«Tenho em con a a minha expe iência
quando escolho no as ap endizagens.»
(iii) «Au onomia na ap endizagem» (6 i ens),
que designa emos po escala de «au o-
-ap endizagem 3» e que a alia a au ono-
mia nas ap endizagens em unção das ne-
cessidades pessoais, ex: «Tenho on ade
de ap ende po mim mesmo.»
Uma ez mais op amos po u iliza uma es-
cala cons uída e adap ada ao con ex o po u-
guês, apesa de se encon a em ase explo a ó-
ia, não ha endo ainda es udos empí icos an e-
io es com a escala que pe mi am e ec ua com-
pa ações com os nossos esul ados.
Ou as opções podiam, con udo, e sido esco-
lhidas, nomeadamen e a a és da adap ação de
ins umen os de ou as o igens, com odas as
an agens (ha e es udos de alidação consis en-
es sob e as escalas) e des an agens ine en es (o
p ocesso de adução e adap ação de um ins u-
men o a ou o con ex o, onde não oi o igina ia-
men e cons uído, p o oca semp e alguns p o-
blemas elacionados com a especi icidade de ca-
da con ex o cul u al).
7.3.2.3. Ques ioná io Socio-Demog á ico
O ques ioná io socio-demog á ico u ilizado
nes e es udo comp eende no e i ens, que a ali-
am ca ac e ís icas indi iduais dos abalhado es
(sexo, idade e g au de escola idade), aspec os
o ganizacionais (an iguidade na emp esa, an i-
guidade na unção, ní el da unção, sec o /unida-
de ab il e núme o de unções já desempenha-
das) e aspec os sócio-o ganizacionais (média de
dias de o mação po ano).
7.3.3. P ocedimen o
A adminis ação do ques ioná io deco eu da
seguin e o ma: à medida que os colabo ado es
iam chegando, e a-lhes ei a uma b e e ap esen-
ação do es udo e dos seus objec i os, e e am e-
e idas algumas ins uções a p opósi o da o ma
211
das como opo unidades de ap ende ,
incen i ando o isco e ole ando o «e -
o», quando elemen o in eg an e do p o-
cesso de ap endizagem;
(11) Valo iza o indi íduo enquan o a qui-
ec o e cons u o das suas compe ên-
cias: as o ganizações só ap endem a a-
és dos indi íduos.
Globalmen e, es as p opos as acen uam a ne-
cessidade de subs i ui a « o mação-ensino» pela
« o mação-ap endizagem», pondo em e idência
que a inicia i a e o con olo do p ocesso de
ap endizagem de e es a mais do lado de quem
ap ende do que do lado de quem ensina, numa
a i ude não con o mis a, a iscada e c ia i a,
que econheça o di ei o de e a e de acila , pa a
pode melho a e ap ende pe manen emen e.
Assim, no ac ual con ex o sócio-labo al, a p o-
moção de modos de ges ão de pessoas e compe-
ências de ipo desen ol imen al, cons i ui á a
ped a de oque pa a e mos abalhado es-ap en-
dizes cada ez mais au ónomos, esponsá eis e
e icazes, undado es de o ganizações quali i-
can es e de sucesso.
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RESUMO
Es e abalho em como objec i os in es iga a
compe ência de au o-ap endizagem no con ex o sócio-
labo al, ques ionando a sua elação com a Educação e
Fo mação P o issional de Adul os e elacionando-a
com a iá eis a ins, nomeadamen e com o au o-con-
cei o de compe ência cogni i a, enquan o supo e do
desen ol imen o da au onomia e da esponsabilidade
de cada um ace à ap endizagem.
Pa a cump i ais objec i os, desen ol eu-se um es-
udo empí ico no con ex o de uma Emp esa do No e
de Po ugal, com uma amos a de 503 abalhado es,
com ca ac e ís icas di e si icadas.
Os esul ados de es udos co elacionais pe mi em
a i ma que subjacen e a uma melho compe ência de
au o-ap endizagem, es á um au o-concei o de compe-
ência cogni i a mais posi i o, acili ado da ap endi-
zagem ac i a. Os esul ados dos es udos di e enciais
con i mam duas das hipó eses de abalho, que p e-
iam mani es ações di e enciadas no au o-concei o
de compe ência cogni i a e na au o-ap endizagem, em
unção de a iá eis indi iduais, o ganizacionais e só-
cio-o ganizacionais, sendo discu idas à luz de uma no-
a concepção da o mação mais o ien ada pa a a
ap endizagem e mais cen ada na p omoção da au ono-
mia, esponsabilidade e e icácia do adul o-ap endiz.
Pala as-cha e: Au o-ap endizagem, au o-concei o
de compe ência, educação de adul os, o mação.
ABSTRACT
This wo k aims o s udy he sel -lea ning compe-
ence in socio-labou con ex , and o discuss i s ela-
ion wi h Adul Educa ion and T aining, as well as
wi h ela ed a iables, namely wi h in ellec ual sel -
concep as a suppo o he de elopmen o au onomy
and esponsibili y owa ds lea ning.
In o de o pu sue such aims, we de eloped an em-
pi ical s udy in he con ex o a Company om No -
he n Po ugal, wi h a sample o 503 wo ke s, wi h di -
e en cha ac e is ics.
The esul s o co ela ional s udies show ha a be -
e sel -lea ning compe ence is ela ed o a mo e posi-
i e in ellec ual sel -concep as a p omo e o ac i e
lea ning. The esul s o he di e en ial s udies con i -
med wo o ou hypo heses, ha an icipa ed di e en
mani es a ions o in ellec ual sel -concep and o sel -
lea ning, as a unc ion o indi idual, o ganisa ional
and socio-o ganisa ional a iables, ha a e discussed
conside ing a new concep ion o aining ocus on
lea ning and on he de elopmen o wo ke s-lea ne s
au onomy, esponsibili y and e iciency.
Key wo ds: Sel -lea ning, compe ence sel -concep ,
adul educa ion, aining.
219