RELATOS DE CASOS
Uma a ó e dois
ne os adolescen es:
um «ag egado»
de p oblemas
CARLOS MARTINS*, IVONE MAUROY DA FONSECA**, PEDRO COSTA***
RESUMO
Noes udodeumapacien eidosaedoseuag egado amilia encon am-se
di íwldadesnaaplica ãodealgunsins umen osdea alia ão amilia .
À di ícil ecolhadein o ma ãode idoà idadea an adadadoen e,
alia-seo adodenãose a a deumnúcleo amilia clássico.
Oag egado amilia emes udoécons i uídopo umaa óque i ecomdoisne os
adolescen es.Apacien eencon a-se,aos74anos,comdi ícu/cJadesdemobiliza ão,
com endênciaaag a a em-seeé esponsá elpelaeduca ãodosseusne os.
Semin e en ãodaassis ênciasocial,médicaeescola ,osio ens
adolescen esco emsé ios iscosde i ema epe i ociclodepob eza i idopelaa ó.
En ím,umahis ó iaiguala an asou as,masdi e en ena o ma...
SUMMARY
Whens udyinganelde lypa ien andhe amilyi isdi jcul oapplysome amily
ossessmen ools.No onlydoes hepa ien 'soldagemakei ha d ocollooda a,
bu also hisisno a ypical amilyuni .This amilyuni ismadeupo ag andmo he
li ingwi h wo eenageg andchild en.The74-yea -oldpa ien haslocomo ionp oblems
whichwill end ode e io a e,andisin cha geo ea inghe g andchild en.
Wi hou anysocial,medicalo educa ionalassis ance, hese eenage sse iously
iskgoing h ough hesomecycleo po e y hei g andmo he hasli edin.
As o yius likesomonyo he sahe alI,bu wi hauniquecon ou ...
Pala as-c/ a e:
Dis un ão amilia , A alia ão Familia , RiscoFamilia , Pob eza
In odu ão
jasos há em que ce as
dis unções amilia es
impo an es se o nam
di íceis de a alia . Seja
po não se a a de um núcleo a-
milia clássico. seja po se a a de
indi íduos in ospec i os. ou ainda
po se em descon iados em elação
à sociedade em ge al. e lexo da as-
pe eza e c ueldade de uma ida in-
ei a. Po ou o lado. exis em idas
que ogem a odos os ipos de
pad ões p é-concebidos.
Ocaso aqui ela ado cons i ui um
bom exemplo das di iculdades que
'In e no Ge al do
Hospi al Ge al de San o An 6nio
"Assis en e G aduada de Cl n ca Ge al.
Depa amen o de Medicina Fam lia e Saúde
Ocupacional do Hospi al Ge al de San o An 6nio
"'Assis en e de Cl n ca Ge al. Depa amen o de
Medicina Fam lia e Saúde Ocupacional
do Hospi al Ge al de San o An 6nio;
Cen o de Saúde de Balão
podem. po ezes. su gi em eco-
nhece ce as dis unções e em
aplica mé odos adicionais de
a aliação amilia l.2 (es e eó ipos).
Ocaso é ambém ap esen ado se-
gundo um modelo de icha clínica.
denominada Ficha Globa 3. u iliza-
do po o ina nas consul as do
Depa amen o de Medicina Familia
e Saúde Ocupacional do Hospi al
Ge al de San o An ónio. A Ficha
Global é uma icha clínica al e na-
i a des inada à Medicina Familia .
Pensam os au o es que a Ficha
Global se e ela de mui o in e esse
pela sua iqueza es u u al ede con-
eúdo. pe mi indo um acesso mais
expedi o à in o mação e análise do
caso.
O p esen e caso clínico oi ecolhi-
do em duas isi as domiciliá ias po
um aluno do 62 ano do cu so de
medicina do Ins i u o de Ciências
Biomédicas Abel Salaza . du an e
um es ágio e ec uado no Cen o de
Saúde de S. Mamede de In es a. no
Key-wo ds:
Family Dys undion; Family Assessmen ;Family Risk; Po e y.
âmbi o da cadei a de Medicina
Social e Familia .
Iden ilica ãodapacien e
Ma ia Rosa (M.R.J.F.). 74 anos.
aça caucasiana. na u al do conce-
lho de Ma osinhos e semp e aí esi-
den e. Viú a há mais de 20 anos.
T abalhou na indús ia conse ei a
e es á e o mada desde 1975.
An eeedeD es pessoais
Re e e consumo de álcool de ce -
ca de 30 g/ dia a é 1994. Ac ualmen-
e. diz não consumi bebidas alcoó-
licas.
Não se eco da da idade da me-
na ca e e e e e ido a menopausa
aos 50 anos. Em e mos de his ó ia
obs é ica. a pacien e e e 16 ges-
a/16 pa a.
Biopa og alia
A Biopa og a ia 1.4 é um meio de
Re Po cUn Ge al 2000: 16:313-28 313
Nasâmen o
(1922)
I
Casamen o
(1941)
19Anos
Pe íodo de casamen o:
Mal a ada pelo ma ido. Du an e es e pe íodo e e 16 ilhos.
O úl imo ilho nasceu em 1962
Emp egoem
Conse as
(1947)
25Anos
Desemp ego
(1965)
43Anos
Faleámen o
doMa ido
(?)
I
Re o madapo
In ahdez
(1975)
53Anos
De en~ãodo
FilhoMaisNo o
(1984)
62Anos
PossaaResidi
numBa lKO
(1981)
59Anos
Faleámen ode
umFilho
(1995)
73Anos
I
PassaaVi e só
comosDoisNe os
(1995)
73Anos
Faleámen o
daMãe
(1)
I
LJ"be ~odo
Filho
(1994)
72Anos
No aHabi a~ão
(1993)
71Anos
Biog a ia
Pa og a ia
Fig1-Biopolog o io
lu o
Pe íodo de casamen o:
Maus a os. Ví ima de ag essões. So e á ios lu os pelos
8 ilhos que alecem du an e a In ância
I
Reac~ão
Dep essi a
I I
lu o
AIT Di iculdadeemse
Mo imen a
«Ce oAg ado»
pelaSi ua~ão
Adua!
??? Obesidade,Diabe es,HTA ..
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Fig2 -DosS9aos71anos,apacien e i eunumades asba acas.«Todaa idapassei abalhos»
a aliação amilia que co elaciona
c onologicamen e os acon ecimen-
os i ais e os p oblemas de saúde
de uma amília. Conside am-se
duas linhas pa alelas que sim-
bolizam a e olução no empo. Uma
co esponde à Biog a ia, a ou a à
Pa og a ia. A p imei a se e pa a
ano ação c onológica dos acon eci-
men os de ida signi ica i os. Na se-
gunda, ano am-se os p oblemas de
saúde ou si uações iden i icadas
como doença, ambém de aco do
com a sua c onologia. Os dois con-
cei os em conjun o -Biopa og a ia-
cons i uem a essência empo al da
anamnese. Os acon ecimen os
i enciados signi ica i amen e com
o igem na á ea amilia , ocupacional
ou social. podem a ec a o indi íduo,
que consegue ou não supe á-los.
Esses e en os me ecem se in eg a-
dos na con inuidade biog á ica, o
que ai pe mi i pe cebe a é que
pon o ele oia ec ado pelos mesmos
e p e e a eacção p o á el ace a u-
u as i ências.
Ao longo da colhei a de in o -
mação pa a a biopa og a ia e pa a o
genog ama 1,2,5,7, a pacien e mos-
ou-se pouco dialogan e, apa en-
ando e pouca on ade em eco -
da da as e/ou ac os an igos, es-
pondendo algumas ezes com a pe -
gun a: .Pa a que éque osenho
dou o que sabe isso?!. Daí os mui-
os pon os de in e ogação que su -
gi ão, po exemplo, na biopa og a ia
e no genog ama.
Abiopa og a ia é ap esen ada es-
quema icamen e na igu a 1.
·Aos 19 anos, a Ma ia Rosa casou.
Du an e o pe íodo de casamen o
(que du ou en e 25 a 30 anos), a
pacien e e e e e sido cons an e-
men e mal a ada isica e psiqui-
camen e pelo ma ido. Nesse pe ío-
do. e e 16 ilhos, endo o seu i-
lho mais no o, o Femando, nasci-
do em 1962. Além de se í ima
das ag essões do ma ido du an e
esse pe íodo, a pacien e ambém
so e á ios lu os pelo alecimen-
o de 8 Ilhos du an e a in ância.
Fala com di iculdade des a ase da
sua ida, como e-se echo a. Nes a
ase, a sua única p o ec o a e a a
sua mãe, pois esidia jun o da
casa dos pais. Daí que e i a com
alguma impo ância e com alguma
is eza o alecimen o da mãe sem,
RELATOS DE CASOS
no en an o. se lemb a do ano
desse ac o. Também não se eco -
da da da a do alecimen o do
ma ido e e indo-se a esse ac o
do seguin e modo: «...ele oda a
ida me a ou mal! Olhe que ain-
da an es de mo e me a i ou com
umas esou as às cos as!....
· Aos 25 anos emp ega-se na in-
dús ia conse ei aonde abalha
a é aos 43 anos. Nessa al u a ica
desemp egada.
·Em 1975. com 53 anos, é e o -
mada po in alidez sem sabe es-
peci ica o mo i o.
·Em 1981, com 59 anos de idade,
passa a esidi numa ba aca
semelhan e à que se pode e na
igu a 2.
·Em 1984. endo a pacien e 62
anos. é de ido o ilho mais no o. o
Fe nando. A pacien e sen e is-
eza ao oca nes e assun o e não
e ela o mo i o de al de enção.
Nessa al u a, a doen e az uma
eacção dep essi a.
·Em 1993. com 71 anos, em um
aciden e isquémico ansi ó io,
sem se em conhecidos mais dados
ace ca des e ac o.
·Ainda em 1993, dá-se a mudança
pa a uma no a habi ação. um
bai o social no o cons uído no
âmbi o do p og ama pa a a e a-
dicação de ba acas ( igu a 3A e
3B). A pacien e e e e-se a esse
ac o com alguma sa is ação. É im-
po an e e e i que apesa de se
a a de um bai o no o, abunda
nesse bai o a deg adação social e
o á ico de d oga. É a pa i des-
a al u a que a Ma ia Rosa passa
a se seguida no Cen o de Saúde
de S.Mamede de In es a.
Re Po Cl n Ge al 2000: 16:313.28 315
RELATOS DE CASOS
.
Fig 3A. Ono ola aeMa ioRosa.«No undo,es eaindaéomelho bocado...Es ouaquicomelesos
dois,ea casaéboa!»
Fig38. Ao undo, êem-seosp édiosno osondehabi oopacien e.Acons uçõodoedi cioàesque do
es ópa adohómeses, endo-se ans o madoes eedi cioinocobodono«no ola »dos oxicodependen es
·Em 1994, endo a pacien e 72
anos, o Fe nando sai da p isão e
passa a i e com a mãe e com os
dois Ilhos, u o de um casamen-
o an e io à sua ida pa a a p isão.
Ma ia Rosa inha acompanhado
semp e de pe o o c escimen o
des es dois ne os pois eles iam e-
quen emen e pa a a casa da a ó
du an e a de enção do pai. Po seu
u no, a mãe des es. após a de-
enção do ma ido, o Fe nando,
passou a i e ma i almen e com
ou o indi íduo, endo já dois i-
lhos dessa elação.
·Em 1995, endo a Ma ia Rosa 73
anos. oco e, de um modo ines-
316 Re Pa Clin Ge al 2000; 16:313-28
pe ado, O alecimen o. po en a e
do miocá dio, de um ilho da pa-
cien e que inha 48 anos. A Ma ia
Rosa emociona-se ao eco da
es e ac o.
·Ainda em 1995, oFe nando sai da
casa da mãe e passa a i e ma i-
almen e com ou a senho a.
Dessa elação su ge uma c iança.
En ão, a Ma ia Rosa ica a i e
sozinha com os seus dois ne os (o
Vic o de 13 anos e a Helena de
12), pois es es p e e em ica com
a a ó, embo a ambém não i es-
sem sido es imulados a i pa a a
«no a»casa do pai. onde, aliás, as
condições ambém não se ão
mui o a o á eis...
·Em 1996, com 74 anos, a doen e
começa a e maio es di iculdades
em se mo imen a po a algias.
deslocando-se p a icamen e só
den o de casa. Apesa de udo. a
doen e mos a um ce o ag ado
pela sua si uação ac ual quando
diz: «Todaa ida passei abalhos!
No undo, es e ainda é o melho
bocado... Es ou aqui, jun a com
eles os dois, e a casa éboa!...»Na
e dade, p esen emen e, de ido à
imobilização da a ó, são os ne os
que, a seu pedido, ão aze as
comp as, paga a água, a luz e
udo o mais que seja necessá io.
Po seu u no. cabe à a ó p eocu-
pa -se com a escola dos ne os e
com as suas ho as de chega a ca-
sa, endo p a icamen e «adop a-
do»os seus ne os. Queixa-se a a ó
a espei o da ne a: «Ela. ago a,
passa odia odo na escola... Ainda
na semana passada lhe alheipo
ela i ão a de!»
Dos es an es ilhos, as no ícias
não são mui o equen es e as isi-
as ainda menos.
De e salien a -se ainda que a pa-
Genog ama
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8
9
Ma ioRosa(741
HTA,Diabe1es,
Obesidade
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Psko igu a
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Vido (14)
P obl.O olm.
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1995
Helena(13)
P obl.O alm.
InícioPNV
em1995
Vido Helena
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.>
~I I Fig4-Genog omoe Psieo igu odeMi heel
O
...
(O
, I
RELATOS DE CASOS
cien e começou a e obesidade, dia-
be es e hipe ensão a e ial em da a
inde e minada (po al a de egis os
an e io es a 1994).
Genog amaePsico igu a
Em elação ao genog ama 1.2,5-7
( Igu a 4), o ag egado amilia écons-
i uído po 3 pessoas: a pacien e e
os dois ne os. É de salien a que a
Ma ia Rosa e e 7 i mãos, mas só 1
se encon a i o. Não oi possí el
sabe idades, causas de mo e, pos-
sí eis pa ologias dos i mãos já ale-
cidos, dos pais, nem de ou os ele-
men os que cons i uem es e geno-
g ama. Dos dados que oi possí el
ecolhe , é impo an e no a que, al
como a Ma ia Rosa, 3 dos seus Ilhos
ac ualmen e i os êm hipe ensão
a e ials. E mais, além do Ilho ale-
cido em 1995 po en a e do miocá -
dio, mais dois so em de pa ologia
ca díaca isquémica. Um desses é o
Fe nando que, aquando da ecolha
des e caso se encon a a em lis a de
espe a pa a e ec ua bypass co o-
ná io. Pa ece pois exis i um pad ão
de epe ição amilia de doença co o-
ná ia. Em 1976, Medalie e Gold-
bou demons a am a in luência da
in e acção amilia na mo bilidade e
mo alidade da doença co oná ia9.
De e e e i -se ainda como ele-
an e o ac o de os ne os, o Vic o e
a Helena, e em iniciado o Plano
Nacional de Vacinação apenas em
1995, com 13 e 12 anos espec i a-
men e. Ambos ap esen am di Icul-
dades de isão.
Em elação à psico igu a de
Mi chel', po enquan o, pa ece ain-
da ha e uma ce a dominância da
a ó em elação aos ne os. No en-
an o, em b e e, es a si uação e á
endência a al e a -se g aças às in-
capacidades p e isi elmen e c es-
cen es da a ó e g aças aos p oble-
mas p óp ios da ju en ude e p e-
isí eli e e ência dos ne os. Se, po
um lado, a elação en e a a ó e o
ne o é boa, po ou o, en e a a ó e
a ne a, pa ece se escassa, ambém
de ido ao ac o de a ne a <passa o
dia odo na escola»... Du an e as
duas isi as ao domicílio, a Helena
nunca se encon ou em casa, pelo
que não oi possí el uma a aliação
mais co ec a do seu elacionamen-
o com a a ó ecom o i mão. Toda ia,
a elação en e os dois i mãos pa ece
se escassa pelo a aliado da condu-
a e dalgumas exp essões do Vic o .
Ou osmé odosdea aliacão
amilia '
Ciclo de Vida F'sI-Uia de Du aD
No malmen e, o ciclo de ida a-
milia de Du all1.2,lOsó se aplica aos
núcleos amilia es clássicos. No en-
an o, não deixa de se in e essan e
e i Ica que es e ag egado amilia
i e, em simul âneo, dois es adios
desse «ciclo»:oes adio V( amília com
« Ilhos»adolescen es) e o es adio VIII
(p ogeni o es na 3" idade). O a, além
de odos os p oblemas (de saúde,
económicos, sociais,...), es e ag ega-
do em que i e em simul âneo a
«c ise»da adolescência dos ne os e a
«c ise»da elhice da a ó ( Igu a 6A).
Apga F'sI-Uia ' de Smilks eiD
Foi mais uma ez sen ida alguma
di iculdade em aplica um mé odo
de a aliação amilia . Nes e caso,
udo le a a c e que o Apga Fami-
lia l,2,ll,I2 se ia baixo, mas não oi
a aliado na sua o alidade, pois não
se achou ap op iado coloca , a es a
doen e, a ques ão: «Acha que a sua
amilia conco da como seu desldo de
ence a no as ac i idades ou de
modi ica o seu es ilo de ida?»
Apon uação ob ida nas es an es
pe gun as oi de apenas 1 pon o.
Apesa de não se possí el a apli-
cação des e mé odo de a aliação a-
milia nes e caso, não pa ece ha e
dú ida de que, naquele momen o, a
Ma ia Rosa se encon a a bas an e
insa is ei a em elação à sua amília
em ge al.
Cí culo F'sI_Ui~.. de Tb owe
Pedi a uma senho a de 74 anos,
anal abe a, desiludida com a ida,
pa a desenha uns cí culos num pa-
pel ep esen ando o seu ag egado
amilia não é ácil,,2,'3.Face ao pedi-
do, a pacien e so iu não le ando o
mesmo mui o a sé io e depois disse:
<ponhaosenho pa a aí...»
Risco F'sI-Uia
Não exis em dú idas de que se
a a de uma amília de al o isco. No
en an o, ol a a e i ica -se que,
nes e caso, dois mé odos de a alia-
ção aplicados não o necem espos-
as coinciden es ( igu a 5). Segundo
os c i é ios de isco amilia de
Impe a o i'4, es e caso só co es-
ponde a 1 i em ou seja, es a amília
nem seque de médio isco se ia...
Segundo os c i é ios de Sego ia
D eye '5, não há dú ida de que se
a a de uma amília de al o isco.
Examesubjec i o
A doen e e e iu as seguin es
queixas:
- « ejo-me qjli a com os o miguei-
os» (sic) - pa es esias nas ex e-
midades supe io es e in e io es;
- «dói-me udo, e en ão osjoelhos?!»
-ce icalgias, do salgias, lombal-
gias, gonalgias;
- «demanhã, demo o muüo ale an-
a -me po causa das do es nos os-
sos» - igidez a icula ma inal.
Exameobjec i o
- A pacien e ap esen a obesidade
ginoide, com um índice de massa
co po al de 40.8.
-Ap esen a di iculdade na mobi-
lização, pois p a icamen e já não sai
320 Reu Po Cl n Ge al 2000: 16:313-28
RELATOS DE CASOS
RiscoFamilia
FSllnílias ulne á eis
I. Famílias compos as po pais jo ens e Ilhospe-
quenos que mo am odos num qua o alugado.
n. Famílias cuja dinâmica de elação es eja al e ada
e em que. pelo menos. me ade dos seus Ilhos. es-
ejam sujei os a insucesso escola .
m. Famílias que solici am em excesso os cuidados do
cen o de saúde.
IV.Famílias cujos memb os. na sua o alidade ou na
g ande maio ia. compa ilhem um ac o de isco
comum ( umado es. obesos ou alcoólicos).
V. Famílias. nas quais um memb o seja cen o da
a enção dos ou os e que. po isso. al e e as e-
lações in a amilia es (de Icien e men al ou isi-
co que não é acei e. pai alcoólico. e c.).
VI.Famílias que. pelos seus an eceden es amilia es.
es ejam sujei as a um isco mais ele ado de pade-
ce de de e minado ipo de doenças embo a es-
sas doenças não es ejam p esen es na ac uali-
dade.
Resul ado:
Al o Risco ;::4 i ems p esen es
Médio Risco ;::2 i ems p esen es
Fig 5. C i é ios de Risco Familia
de casa po a algias. No en an o.
em e mos de dependência un-
cional. ainda pe ence ao g au A do
índice de Ka z.
-Não em edemas a icula es nem
sinais de a i e.
-TA 150/80 mmHg (b aço di ei o.
sen ada); P.R.: 76 p.p.m. a. . ;
Al u a: 1.58 m
Peso: 102 kg
IMC: 40.8
Fac o es de isco
1Pon o
D Mo bilidadec ónica
I!J In alidez
D Hospi alizações equen es
I!J Mãeanal abe a
D Mãesol ei a
I!J Che ede amíliadesemp egado
I!JAusência empo á ia de um dos pais
DChe e de amília com emp ego empo á io
DMo e de pai ou de mãe
2 Pon os
DAlcoolismo
DD oga
DDesnu ição
00Ausência de um dos pais
00Pais anal abe os
I!JApga amilia < 4
DFilho g ande de Icien e
DChe e de amília p eso
I!JFilho com ca ências a ec i as g a es
To al de 12 pon os
Resul ado:
Al o Risco ;::6 pon os
Médio Risco ;::3 pon os
Bioquímica (21/ 12/95):
Glicose -122 mg/dl
U eia -42 mg/dl
)GT -16 UI/I
Ex. Bac e iolog. U ina - E. colí>105
Mic oalbuminú ia -33.5 mg/l
(Junho'95)
Hema ologia (21/12/95):
Hemog ama no mal. Leucog ama
no mal.
Re Pa Cl n Ge al 2000: 16:313-28 321
RELATOS DE CASOS
FICHA GLOBAL
Dados biológicos de base
Peso: 102 Kg Al u a: 1.58 m
Fac o es de Risco
Tabaco -!li
An eceden es pessoais
Doenças an e io es:
AcIden es: ~
In e enções Ci ú gIcas: ~
Biog a ia e Pa og a ia:
Genog ama (psico igu a)
Álcool - A é '94 -30 9/dia
Ac ualmen e - ~
1993 -AIT
1995 -ITU
-
"...
Nome: M.R.J.F
Da a de Nascimen o: 07/10/22
Es ado Ci il: V(u a
Raça: Caucasiana
P o issão: REi o mada ( abalhou nas conse as)
Mo ada: S. Mamede de In es a -Ma osinhos '
EXAME CLÍNICO
T.A.: 150/80 mmHg PR: 76 ppm eg
OcupacIonaIs -REi o mada
HIs ó ia GinecológIca
Menopausa aos 50 anos.
HIs ó ia Obs é ica
16 ges a / 16 pa a
Pe IododeC8$amenIO:
Mal alada pelo ma ido. Du anle n e pe iodo I" e 16 ilhos.
O úl imo ilho nasceuem 1962
"-.
119411
"...
_.
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(lM1)
"...
I
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119141
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11"11
.....
I
Biog a ia
Pa og a ia
.......
11"51
.....
I
...
, iodo de casamen o:
Mau8 na os. Vi ima de ag eM6es. So e á os lu OSpelos
8 OIhoeque al~m du an e a In Anc a
IMC: 40.8
AmbIen e -Habüa zona
deg adada
-..
...
(1"5)
"...
I
, """".
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((Ciclo de Vida»
Figu a6A-Ficha Global ( en e)
322 Re Po ! CILn Ge al 2000; 16:313-28
' kW1141
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Apga ??l
Famí11a D
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,Apga ;;;;;l
OcupacIonal~
Ma cado es gené icos:
S
RELATOS DE CASOS
< ejo-meajli acomos o miguei os. (sic)-pa es esias nos memb os in e io es
<dói-me udo. e en ão osjoeUws?!. -do es os eoa icula es (gonalgias ++)
<demanhã. demo omui o a le an a -mepo causa das do es nos ossos. - igidez a icula ma inal
o
Obesidade ginoide.comIMC=40.8
D1 iculdadena mobilização.pois p a icamen ejá não sai de casa po a aigias.Noen an o. em e mos de dependênciajuncional.
ainda pe ence ao g au A do ndice de Ka z
Não em edemas a icula esnem sinais de a i e
T.A. 150I80 mmHg(b açodi ei o.sen ada)
Hema ologia: Hemoleucog amano maL (análises Ei ec uadasem 21112195)
Bioquímica: Glicose-122 mgldl U eia-42mgldl ')GT-16UIIl Mic oaibuminu ia-33.5 mgll (Junho'95)
Ex. Bac . U ina -E. coll>l()5 (análises e ec uadas em 21/ 12195)
A A aliação (hipó eses)
i' Obesidade -man ém
i' Diabe es meUí us po 11-apa en emen e con olada, mas man e igilância das epe cussões nos ó gãos al o
i' HTA -con olada, a enção às epe cussões dos ó gãos al o
i' Os eoa oses -man ém
i' Pad ão de uncionamen o amUia dis uncional
"> Dep essão eac i a (F) (8)?? i' Hipó eses con i madas
"> Hipó eses a con i ma
P Plano
Em elação à doen e
Consul ade igUânciape iódicaspa a a aliaçãoda HTAeDiabe es po11( epe cussãodos ó gãosal o).
Ma caçãode consul a de Nu ição.
Consul ade MedicinaFísica de ReabUUação.que pa a p e enção de su os agudos de a algias.que pa a p e enção de
os eopo osecomensino eincen oà deambulação.
Con ac ocomAssis en e Socialno sen ido meUw a a socializaçãoda doen e (po exemplo. c iação de ou oscon ac os sociais.
Cen ode Diaou ou as ac i idades).
An ecipaçãoep e enção de um es ado dep ess o do idosoque. e en ualmen e. pode á en ol e iscode suicídio.A aliaçãopo
psicólogodo Cen ode Saúde.
Em elação àJamaia
- An ecipação e p e enção da oxicodependência e ensino de es ilos de ida saudá eis aos ne os.
- A aliaçãosócio- amilia pelo(a)Assis en e Social com apoio psico-social à amília.
Rede de apoio
- Assis ência Social; Cen o de Saúde; Escola
Te apêu ica
- Glic1azida80 mg 1+0+1
- lndapamida 2.5 mg 1+0+0
P oblemas
- Cácio 500 mg 1+0+ 1
- Calci onlna 100 VI 1+0+ 1 -Pa ace amol1 g 1+1+1
Ac i os
·Obesidade
·Diabe es MeUi us poII
·Pa es esias das ex emidades supe o es eiTi e o es
·Do esos eoa icula es
·Mási uação s6cio-econámicae amUia
·Pad ão de uncionamen o amUia dis uncional
·Solidão I Isolamen o
Passi os
·Maus a os conjugais
·AIT
·I i ecçãodo ac ou ná o
·Mul ipa idade (16)
·Lu os múl plos(pais. ilhos)
·P isão do ilho mais no o
Consul a seguin e:
Figu a 68 .FichoGlobol ( e so)
Diagnós ico T adicional A i ude Compo a.
·Obesidade
·Diabe es MeUi us po lI. com
epe cussão enaleneu ológica
·Hipe ensãoa e ial
·Os eoa oses
·Pad ãode uncionamen o amUia
dis uncional Passi a
Q.Vida Aspec os É icos
Re Po Clin Ge al 2000: 16:313-28 323