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Fo mação e T abalho
Ainda a iações sob e o ema
No úl imo núme o, ques ionámos as elações en e o mação e abalho no sen ido de pô em e idência que a o ma
adicional de as equaciona aduzia uma isão essencialis a da o mação ao a i ma -se como subo dinan e da
na u eza do abalho e, po an o, como des alo izado a do seu po encial ans o mado . Conside ámos que, po
essa ia, a o mação não isa a, apenas, a p esc ição écnica das eg as e no mas a que de ia obedece o
abalho, mas isa a igualmen e o condicionamen o dos compo amen os e das a i udes accionados pelos agen es
do abalho no exe cício das espec i as a e as. Ou se quise mos, em úl ima análise, a de e minação da eo ia
sob e a p á ica.
É o que empi icamen e podemos cons a a quando analisamos um modelo de o mação o ien ado, po exemplo,
segundo a designada 'pedagogia po objec i os'. Sendo, apa en emen e, uma écnica que inculca a ideia de que a
ap endizagem se á an o mais e icaz quan o mais segmen a ize as a e as no in ui o de as o na acessí eis aos
alunos, idealmen e eduzidos a unidades singula es, a pedagogia po objec i os az do p o esso um p og amado
cen ado na análise das a e as e nos compo amen os p e isí eis, na ânsia de ealiza uma homologia en e
ambos. A eo ia que lhe subjaz é a de que a p á ica é uma sequência de a e as, egidas po objec i os, cuja
ele ância p ocede do ac o de se ap esen a em já es abelecidos. Ao p o esso cabe a unção de os o na
execu á eis. Es a ex e io idade e es a an e io idade podem se iludidas a a és da 'pa icipação' do p o esso na
sua ope acionalização. Na e dade, po ém, o p o esso ao subo dina , apa en emen e, a sua ac i idade a
p eocupações écnicas, es á a egula a sua p á ica po c i é ios que são, simul aneamen e, de na u eza mo al e
social, já que o e e en e de a aliação que os o ganiza p ocu a a con o midade en e objec i os e compo amen os.
A con o midade supõe, po an o, a con o mação ou a uncionalidade.
A consag ada an e io idade da o mação ela i amen e às p á icas de abalho em, e iden emen e, a e com a
di isão social do abalho, mas no campo especí ico da p o issão docen e ela desempenha um papel
pa icula men e signi ica i o na medida em que con ibui ac i amen e pa a na u aliza essa di isão sob a o ma de
de inição do mé i o indi idual, concei o ope a ó io indispensá el ao p óp io uncionamen o da escola e, de o ma
indi ec a, do uncionamen o global da sociedade. É, aliás, po aí que a mesma an e io idade da o mação se
legi ima, já que, mais do que o mação, enquan o quali icação, lhe es á ads i a, como unção de e minan e, a
de inição da na u eza do abalho u u o e de dis ibuição de opo unidades sociais, com o que se ocul a o
mecanismo eal, de na u eza polí ica, que p eside àquela di isão social do abalho.
É po isso que a au onomização da o mação ela i amen e ao mundo do abalho, a sua an e io idade empo al e a
sua p e ensão ao domínio an ecipado das p á icas é, essencialmen e, de e minada po elações de pode , azão po
que a elação de o mação é semp e uma elação hie á quica, a qual se aduz, nas suas exp essões conc e as, em
quo as indi idualmen e a ibuídas de mé i o ou demé i o, cujo alo p á ico é o de o na uncional o abalho
indi idual (ou a subjec i idade de quem abalha) com a objec i idade do sis ema. Daí que odo o sis ema de
o mação enha de se de inido, endencialmen e, po uma iloso ia do dé ice de o mação, de necessidades de
o mação a ibuí eis aos o mandos e po um simé ico asu amen o das suas compe ências e quali icações
p á icas, como se a expe iência p o issional osse um acúmulo de desap endizagens.
Nes e sen ido, a o mação é uma desau o ização de quem abalha, na acepção o e do e mo, is o é, como
denegação do con ibu o do abalho pa a a iden idade pessoal e p o issional, p oblema que se exp ime,
con adi o iamen e, pela co ida indi idual à o mação em busca dum suplemen o ex e io de iden idade. Daí que
epensa as elações da o mação e do abalho cons i ua, e dadei amen e, um ac o de o mação.
Manuel Ma os