Mental health inventory: um estudo de adaptação
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PSICOLOGIA, SAÚDE & DOENÇAS, 2001, 2 (1), 77-99 MENTAL HEALTH INVENTORY: UM ESTUDO DE ADAPTAÇÃO À POPULAÇÃO PORTUGUESA José Luís Pais Ribeiro Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação – Universidade do Porto RESUMO: O objectivo do presente trabalho é estudar a adaptação do Mental Health Inventory (MHI) e a sua versão reduzida de cinco itens (MHI-5) a uma população Portuguesa jovem e saudável. Uma amostra de conveniência foi constituída por 609 estudantes saudáveis, 53% do sexo feminino, com idades entre os 16 e 30 anos. O MHI é um questionário de auto-resposta, com tipo de resposta ordinal de cinco ou seis posições, desenvolvido no âmbito do Health Insurante Study pela Rand Corporation, para investigação epidemiológica, visando avaliar a Saúde Mental numa perspectiva que incluía tanto dimensões positivas como negativas. Inclui 38 itens que se agrupam em cinco dimensões, três negativas e duas positivas. Estas, por sua vez podem ser agrupadas em duas dimensões, uma negativa e outra positiva O MHI-5 é uma versão reduzida de cinco itens que se propõe avaliar o mesmo construto. Foi inspeccionada a fidelidade através do Alfa de Cronbach, e a validade de construto contra medidas de auto-referência e medidas de saúde. Os resultados mostraram que a consistência interna se situa dominantemente na casa dos Alfa=0,80, e que as correlações com as medidas de comparação exibem associação estatisticamente significativa no sentido esperado. O MHI-5 exprime os mesmos resultados que a versão longa e tem uma correlação de r=0,95. O estudo mostra que a versão Portuguesa exibe características idênticas à versão original e que versão de cinco itens é um bom substituto para ser utilizado em investigação e em rastreio. Palavras chave: Avaliação, Saúde mental, Validação de questionário. MENTAL HEALTH INVENTORY: ADAPTATION STUDY TO THE PORTUGUESE POPULATION ABSTRACT: The objective of the present study is to describe the characteristics of the Portuguese version of the Mental Health Inventory (MHI) and of the short form of five items (MHI-5). A convenience sample includes 609 healthy students, 53% female, aged between 16 and 30 years. MHI is a self-report questionnaire, with 38 items and a Likert type response with five or six positions. It was developed for the Health Insurance Study by Rand Corporation, for epidemiological research, and adopts both a positive and negative point of view in the evaluation of mental health. It includes five dimensions; three negative and two positive. The MHI-5 is a brief version of the 38 item questionnaire for the purpose of evaluating the same content of the larger version. We inspected the reliability with Cronbach Alpha and the construct validity with self-referent measures (like self-efficacy and self concept) and with health measures. Results show reliability measures above .80, and moderate correlation with comparison measures. The MHI-5 shows the same pattern as that of the longer form and the correlation between the long and short form is of r=.95. Results are similar to those of the original version. Key words: Assessment, Mental health, Questionnaire validation.
Ao longo da história da Psicologia a Saúde Mental mostra tendência para ser conceptualizada numa perspectiva da psicopatologica inerente ao modelo biomédico que dominou a psicologia. Na década de 70 apareceram críticas firmes ao modelo biomédico (Engel, 1977), verificando-se uma reorientação deste modelo. Surgiram propostas claras de acção diferentes das vigentes até então (Lalonde, 1974; Richmond, 1979), num movimento que ficou conhecido por Segunda Revolução da Saúde (cf. Ribeiro, 1994). Uma das características mais marcantes desta reorientação na maneira de pensar o sistema de saúde consistiu em passar a considerar a Saúde como objecto epistemológico das ciências médicas, tendo aquela uma relação ortogonal com as Doenças. No âmbito da Saúde Mental, as técnicas de avaliação em voga na época visavam detectar falhas funcionais, ou entidades psicopatológicas. O objectivo principal da avaliação psicológica visava diferenciar os indivíduos funcionais dos indivíduos disfuncionais. Estes últimos com ou sem patologia definida deveriam ser objecto de intervenção psicológica. Na maior parte da história da Psicologia, a avaliação dos indivíduos sem psicopatologia, como por exemplo, diferenciar indivíduos saudáveis de outros mais saudáveis, não tinha, aparentemente, importância uma vez que a esmagadora maioria da população não sofre de patologia mental (Veit & Ware, 1983). A Segunda Revolução da Saúde emergiu em consequência, entre outras, de uma evidência: as principais causas de mortalidade e morbilidade estavam associadas ao comportamento humano, considerado este numa perspectiva abrangente que incluía para além da acção propriamente dita, antecedentes, concomitantes, e consequentes da acção tais como, Expectativas, Crenças, Motivações, Atitudes, Atribuições, variáveis de referência pessoal (Auto-Eficácia, Auto-Conceito, Auto-Estima, etc.), Locus de Controlo, etc. Nesta associação, e no caso da morbilidade, estas variáveis podem ser quer variáveis dependentes quer independentes das doenças. Podem ainda assumir uma relação mediacional ou moderadora entre outras variáveis psicológicas. Veit e Ware (1983) explicavam que, inicialmente, as medidas de avaliação em Saúde Mental possuíam, características muito heterogéneas, que incluíam medidas de sintomas psicossomáticos e físicos, estado funcional, outros problemas de saúde ou preocupações, hábitos de saúde a par de construtos psicológicos mais evidentes como sintomas de ansiedade e depressão. Posteriormente as medidas de saúde mental passaram a focar quase exclusivamente sintomas como a ansiedade e a depressão que, em geral, eram a evidência mais expressiva de distress1psicológico. Ora, de facto, como explicam estes autores, uma substancial parte da população raramente ou nunca refere o sofrimento de qualquer sintoma de distress psicológico. Então, para 78 J.L.P. RIBEIRO 1Distress é um termo que deriva da palavra stress. Se o acordo ponctuário de Parreira e Pinto (1993)aceita neologismos como seja “stress” outros autores recomendam a tradução. Neste artigo stress será considerado como neologismo. No entanto distress será considerado como estrangeirismo e escrito em itálico.
MENTAL HEALTH INVENTORY 79 melhorar a precisão das medidas torna-se necessário expandir a definição de saúde mental para incluir características de bem-estar psicológico, tais como, bem-estar, alegria, prazer de viver, felicidade. A importância crescente do sistema de saúde pública, com o foco nos cuidados de saúde primários, na prevenção das doenças e na promoção da saúde, chamou a atenção para a necessidade de regressar às medidas que diferenciassem as pessoas no nível de saúde mental, ao invés de avaliarem exclusivamente a existência de psicopatologia versus ausência de psicopatologia, dado a esmagadora maioria das pessoas que frequentam os cuidados de saúde primários não terem doença mental. A investigação, aliás, tem evidenciado a existência de uma dimensão positiva (bem-estar psicológico, estado de saúde mental positivo) e outra negativa (distress psicológico, estado de saúde mental negativo). Ware, Manning, Duan, Wells, e Newhouse (1984) num estudo com base na população do Rand Corporation’s Health Insurance Study (HIE) que abrangeu 4444 pessoas de seis zonas em seis estados dos Estados Unidos da América, mostraram que o Mental Health Inventory (MHI) predizia se as pessoas iriam procurar apoio dos serviços de saúde mental, e a intensidade dos serviços recebidos. O que evidenciava a validade do MHI como medida de saúde mental. Ao mesmo tempo mostrava que as despesas com a saúde mental na população com menor saúde mental eram mais de três vezes superiores que no grupo com melhor saúde mental. Este tipo de medidas são tão mais importantes quando o objectivo é avaliar a saúde no seu todo, quer no âmbito de estudos epidemiológicos (de uma epidemiologia da saúde), quer na avaliação dos resultados de saúde que decorrem dos tratamentos tanto nos indivíduos portadores de doenças crónicas como nas doenças agudas. Torna-se, então, necessário regressar ao passado e desenvolver técnicas de avaliação psicológica capazes de diferenciar indivíduos não doentes, que não possuam quadros psicopatológicos ou disfuncionais. O MHI (Brook et al., 1979) é uma dessas técnicas (ver em Anexo). Como explicam Veit e Ware (1983), o MHI começou a ser desenvolvido em 1975 como uma medida destinada a avaliar o distress psicológico e o bemestar na população em geral e não somente nas pessoas com doença mental. Foi um dos instrumentos desenvolvido para o Rand Health Insurance Experiment, um trabalho de campo desenhado para avaliar a saúde da população em geral, concebida esta conforme a definição fundadora de 1948 da Organização Mundial de Saúde (WHO, 1948). O MHI foca sintomas psicológicos de humor e ansiedade e de perda de controlo sobre os sentimentos, pensamentos e comportamentos. Posteriormente foram desenvolvidas versões com menos itens do MHI, (como seja o MHI de cinco itens ou MHI-5) passando estas a integrar questionários de avaliação de saúde ou de qualidade de vida, ou a ser utilizadas por si só.
A investigação tem demonstrado a sua utilidade com diferentes populações. Por exemplo, Ostroff, Woolverton, Berry, e Lesko (1996) num estudo comunitário com adolescentes (N=953), confirmaram a validade e fidelidade do MHI, recomendando que este questionário seja utilizado em estudos de comparação da saúde mental em população não psiquiátrica. Weinstein, Berwick, Goldman, Murphy, et al. (1989) comparando três técnicas adequadas para rastreio psiquiátrico, o General Health Questionnaire, o MHI e o Somatic Symptom Inventory em 364 sujeitos, e comparando os resultados com o Diagnostic Interview Schedule confirmaram que o MHI era o melhor instrumento para detectar a probabilidade da existência de perturbação mental. O presente artigo propõe-se: a) apresentar o MHI; b) defender a sua utilidade no domínio da Psicologia; c) inspeccionar e discutir as propriedades métricas dos itens e do questionário após tradução; d) propor uma versão adaptada do MHI; e) propor uma versão adaptada do MHI-5. MÉTODO Participantes A população do estudo é constituída por estudantes entre o 11º ano de escolaridade e o último ano da universidade frequentando escolas da cidade do Porto. Os participantes constituem uma amostra de conveniência com 609 estudantes saudáveis, 53% do sexo feminino, pertencentes a três escolas secundárias de zonas diferentes da cidade do Porto, e a nove escolas da Universidade do Porto, com idades entre os 16 e 30 anos, M=19,88 anos. Os estudantes do 11º ano de escolaridade eram considerados pré-universitários. Material O MHI é um questionário de auto-resposta. Inclui 38 itens, seleccionados de outros questionários já existentes. Foram incluídos itens para medir tanto o Distress psicológico como o Bem-Estar psicológico. Os 38 itens distribuem-se por cinco escalas (Ansiedade com 10 itens, Depressão, com cinco itens, Perda de Controlo Emocional/Comportamental, com nove itens, Afecto Positivo, com 11 itens, Laços Emocionais, com três itens), e, por sua vez, estas cinco sub-escalas agrupam-se em duas grandes sub-escalas ou dimensões que medem respectivamente o Distress Psicológico e o Bem-Estar Psicológico (o Distress Psicológico resulta do agrupamento das sub-escalas de Ansiedade, Depressão, e Perda de Controlo Emocional/Comportamental, enquanto a de Bem-Estar Psicológico resulta do agrupamnto das sub escalas 80 J.L.P. RIBEIRO
MENTAL HEALTH INVENTORY 81 Afecto Geral Positivo e Laços Emocionais). A resposta a cada item é dada numa escala ordinal de cinco ou seis posições. A nota total resulta da soma dos valores brutos dos itens que compõem cada escala referida acima. Parte dos itens são cotados de modo invertido (conforme se indica no Quadro 2). Valores mais elevados correspondem a melhor saúde mental. Procedimento A maioria dos instrumentos de avaliação psicológica utilizados em Portugal foram criados originalmente em língua inglesa, consistindo em traduções simples da versão original. É muito pouco provável que instrumentos construídos num idioma, destinados a uma cultura ou nação, possam ser traduzidos literalmente sem que se alterem as propriedades métricas. Esta questão tem sido objecto de discussão e é relativamente consensual (Bullinger et al., 1993; Guyat, 1993; Hays, Anderson, & Revicki, 1993; Revicki & Kaplan, 1993; Ribeiro, 1999). A tradução é o primeiro passo quando se pretende adaptar uma técnica de avaliação psicológica. Este passo varia consoante os objectivos do estudo a que se destina a técnica de avaliação, e que se podem dividir em dois grandes grupos: (a) se o estudo visa a comparação entre os resultados em culturas e/ou idiomas diferentes; (b) se visa comparar grupos de pessoas da mesma cultura. No primeiro caso a metodologia de tradução utilizada tende a ser a sugerida por Brislin, Lonner, e Thorndike (1973), ou uma das inúmeras variantes entretanto propostas (cf. Ribeiro, 1999). Após satisfeitos os passos da tradução, fica-se apto a comparar os resultados de grupos étnicos e linguísticos diferentes. Trata-se, no entanto, de um procedimento complexo em que, por exemplo, a última acção (comparar as respostas teste-reteste em que as pessoas preenchem a primeira forma do teste no idioma original e a segunda forma na versão traduzida) é muito difícil de realizar a não ser nos Estados Unidos da América, cuja cultura integra populações bilingues como seja a população hispânica, ou em países de forte imigração em que os imigrantes tendem a conservar as suas raízes étnicas, e dominam a língua natal e a de residência. No segundo caso, quando se pretende comparar grupos de pessoas da mesma cultura o processo de adaptação é muito similar ao processo de construção original, e o objectivo principal não é o de manter uma versão exactamente com o mesmo formato e conteúdo semântico, antes, visa garantir a validade do construto original, o que implicará, quase de certeza, a alteração do formato e conteúdo semântico. Guyatt (1993) salienta a importância e as vantagens desta última abordagem, enquanto critica a primeira. No presente estudo aceitou-se a estrutura original da escala e inspeccionou-se a consistência interna de cada uma das sub-escalas, do agrupamento das subescalas em duas grandes dimensões – positiva e negativa – e da totalidade da escala.
RESULTADOS O Quadro 1, mostra os resultados por item e por dimensão ou sub-escala, assim como a consistência Interna (Alfa de Cronbach) de cada dimensão. Como as dimensões referidas se podem juntar para formar duas dimensões, uma com características negativas, o Distress Psicológico, outra com características positivas o Bem-Estar Psicológico, os resultados destas duas dimensões, assim como o da escala global são igualmente apresentados no final do Quadro 1. Quadro 1 Média, desvio padrão e limites, por item e por dimensão, assim como a consistência Interna (Alfa de Cronbach) de cada dimensão (entre parêntesis apresenta-se o valor da escala original em inglês dos EUA) Escalas/itens sub-escala MDPlimites α Ansiedade (A) 0,91 (0,90) 11 – pessoa muito nervosa(MHI-5) A 4,10 1,02 1-6 13 – nervoso ou apreensivo por coisas que aconteceram A 3,63 1,07 1-6 13 – tenso e irritado A 4,17 0,86 1-6 15 – as mãos a tremer quando fazia algo A 4,78 1,14 1-6 25 – incomodado devido ao nervoso A 4,13 1,19 1-6 29 – cansado inquieto e impaciente A 3,71 1,02 1-6 32 – confuso ou perturbado A 3,98 1,14 1-6 33 – ansioso ou preocupado A 3,74 1,22 1-6 35 – dificuldade em se manter calmo A 4,15 1,11 1-6 22 – telaxar sem dificuldadeaA 3,37 1,27 1-6 Depressão (D) 0,85 (0,86) 19 – deprimido D 3,79 0,83 1-5 27 – triste e em baixo (MHI-5) D 4,55 1,21 1-6 30 – rabugento e de mau humor D 4,25 0,90 1-6 36 – espiritualmente em baixo D 4,29 1,10 1-6 38 – debaixo de grande pressão ou stressaD 3,73 1,36 1-6 Perda de Controlo Emocional/Comportamental (PC) 0,87 (0,83) 18 – preocupado por perder a cabeça PC 4,59 1,31 1-6 14 – controlo de comportamento, pensamentos, sentimentos PC 4,05 1,10 1-6 18 – sentiu emocionalmente estável PC 3,67 1,34 1-6 20 – sentiu como se fosse chorar PC 4,52 1,24 1-6 21 – seria melhor que não existisse PC 5,33 1,07 1-6 24 – tudo acontece ao contrário do desejado PC 3,95 1,17 1-6 19 – triste e em baixo (MHI-5) PC 4,19 1,00 1-6 28 – pensar em acabar com a vida PC 4,80 0,63 1-5 16 – sem futuro PC 4,82 1,19 1-6 cont.→ 82 J.L.P. RIBEIRO
MENTAL HEALTH INVENTORY 83 Quadro 1 (cont.) Escalas/itens sub-escala MDPlimites α Afecto Positivo (AP) 0,91 (0,92) 11 – feliz e satisfeito AP 3,60 0,92 1-6 14 – futuro promissor AP 3,53 1,11 1-6 12 – esperar ter um dia interessante AP 3,76 1,14 1-6 16 – relaxado e sem tensão AP 3,27 0,98 1-6 17 – prazer no que faz AP 3,88 0,96 1-6 15 – dia a dia interessante AP 3,68 1,09 1-6 17 – calmo e em paz (MHI-5) AP 3,35 1,10 1-6 26 – vida é uma aventura maravilhosa AP 2,88 1,27 1-6 31 – alegre, animado e bem disposto AP 3,63 1,01 1-6 34 – pessoa feliz (MHI-5) AP 3,64 1,23 1-6 37 – acordou fresco e repousado AP 3,33 1,12 1-6 Laços Emocionais (LE) 0,72 (0,81) 12 – sentiu-se só LE 4,54 0,96 1-6 10 – sentiu-se amado e querido LE 4,03 1,34 1-6 23 – relações amorosas satisfatórias LE 3,24 1,74 1-6 Distress Psicológico (DP) (Ansiedade, Depressão e Perda de Controlo Emocional/Comportamental) 0,95 (0,94) Bem Estar Psicológico (BEP) (Afecto Positivo e Laços Emocionais) 0,91 (0,92) Escala Total (MHI) 0,96 (0,96) Nota. ana versão original estes itens foram excluídos das sub-escalas com base na carga e distribuição factorial. Fidelidade O Quadro 1 mostra a fidelidade avaliada através da consistência interna de cada uma das dimensões e da escala total. Os valores são satisfatórios a elevados, e comparáveis à escala original. Validade dos itens A inspecção da validade dos itens foi feita de três maneiras: (a) inspecção da correlação de cada item com a escala total (consistência interna do item); (b) inspecção da correlação de cada item com a sub-escala ou dimensão a que pertence (validade convergente). Nos dois casos considerou-se uma correlação adequada um valor superior a 0,40; (c) a correlação do item com a sub-escala a que pertence deverá ser superior em 10 pontos à da correlação com as subescalas a que não pertence (validade discriminante). Tanto na correlação do item com a escala total, como com a sub-escala a que pertence o valor encontrado reporta-se à correlação do item corrigida para sobreposição.
A correlação entre cada item e a soma dos itens da escala a que pertence, excluindo esse item, varia entre os seguintes valores para cada uma das dimensões ou sub-escalas: Ansiedade, entre 0,49 e 0,79; Depressão entre 0,55 e 0,76; Perda de Controlo Emocional e Comportamental, entre 0,43 e 0,73; Afecto Positivo entre 0,57 e 0,77; Laços Emocionais entre 0,44 e 0,65; Distress Psicológico entre 0,44 e 0,81, Bem-Estar Psicológico entre, 0,58 e 0,83; Escala Total, entre 0,42 e 0,82 conforme se pode ver no Quadro 2. Quadro 2 Correlação entre cada item e a escala a que pertence, corrigida para sobreposição. Os itens que à frente exibem o acrónimo (MHI-5) são os que constituem o MHI de cinco itens Escalas/itens MHI MHI MHI MHI MHI MHI MHI MHI BEST DIST A D PC AP LE ANSIEDADE 11 – muito nervosa (MHI-5) 0,68 0,50 0,73 0,76 0,65 0,57 0,51 0,30 13 – nervoso ou apreensivo por coisas 14 – que aconteceram 0,67 0,49 0,71 0,70 0,64 0,57 0,53 0,28 13 – tenso e irritado 0,72 0,56 0,75 0,72 0,70 0,63 0,58 0,35 15 – as mãos a tremer quando fazia algo 0,45 0,27 0,53 0,49 0,41 0,43 0.25 0,22 25 – incomodado devido ao nervoso 0,67 0,49 0,72 0,73 0,60 0,59 0,50 0,31 29 – cansado inquieto e impaciente 0,67 0,53 0,70 0,67 0,64 0,58 0,54 0,33 32 – confuso ou perturbado 0,75 0,63 0,76 0,63 0,69 0,73 0,61 0,50 33 – ansioso ou preocupado 0,62 0,46 0,67 0,63 0.59 0,55 0,46 0,32 35 – dificuldade em se manter calmo 0,73 0,53 0,78 0,79 0,67 0,66 0,55 0,32 22 – relaxar sem dificuldade* 0,70 0,63 0,68 0,65 0,59 0,57 0,65 0,38 DEPRESSÃO 19 – deprimido 0,65 0,54 0,67 0,55 0,62 0,66 0,52 0,41 27 – triste e em baixo (MHI-5) 0,78 0,67 0,78 0,65 0,72 0,75 0,66 0,50 30 – rabugento e de mau humor 0,67 0,53 0,69 0,64 0,62 0,61 0,54 0,34 36 – espiritualmente em baixo 0,81 0,70 0,80 0,69 0,77 0,76 0,69 0,51 38 – debaixo de grande pressão ou stress 0,64 0,47 0,68 0,68 0,55 0,52 0,50 0,26 PERDA DE CONTROLO EM/COMP 18 – preocupado por perder a cabeça* 0,60 0,45 0,64 0,55 0,53 0,57 0,44 0,34 14 – controlo de comportamento, 14 – pensamentos, sentimentos* 0,66 0,54 0,68 0,58 0,58 0,65 0,54 0,36 18 – sentiu emocionalmente estável* 0,77 0,74 0,72 0,62 0,64 0,67 0,69 0,65 20 – sentiu como se fosse chorar 0,65 0,48 0,69 0,60 0,62 0,62 0,47 0,34 21 – seria melhor que não existisse 0,52 0,39 0,55 0,44 0,45 0,54 0,35 0,37 24 – tudo acontece ao contrário do desejado 0,71 0,64 0,70 0,58 0,67 0,64 0,62 0,50 19 – triste e em baixo (MHI-5) 0,82 0,74 0,81 0,69 0,78 0,76 0,71 0,58 28 – pensar em acabar com a vida 0,42 0,34 0,44 0,33 0,40 0,43 0,32 0,29 16 – sem futuro 0,67 0,59 0,67 0,55 0,61 0,63 0,57 0,43 cont.→ 84 J.L.P. RIBEIRO
MENTAL HEALTH INVENTORY 85 Quadro 2 (cont.) Escalas/itens MHI MHI MHI MHI MHI MHI MHI MHI BEST DIST A D PC AP LE AFECTO POSITIVO 11 – feliz e satisfeito* 0,72 0,77 0,63 0,66 0,63 0,51 0,69 0,61 14 – futuro promissor* 0,55 0,64 0,44 0,37 0,40 0,47 0,60 0,36 12 – esperar ter um dia interessante* 0,48 0,60 0,37 0,33 0,37 0,35 0,57 0,29 16 – relaxado e sem tensão* 0,67 0,62 0,65 0,67 0,59 0,54 0,61 0,28 17 – prazer no que faz* 0,65 0,73 0,56 0,48 0,54 0,56 0,69 0,43 15 – dia a dia interessante* 0,61 0,71 0,50 0,41 0,47 0,54 0,69 0,38 17 – calmo e em paz* (MHI-5) 0,77 0,75 0,72 0,72 0,64 0,64 0,71 0,47 26 – vida é uma aventura maravilhosa* 0,60 0,74 0,46 0,39 0,45 0,47 0,67 0,45 31 – alegre, animado e bem disposto* 0,80 0,80 0,73 0,68 0,70 0,68 0,77 0,49 34 – pessoa feliz* (MHI-5) 0,79 0,83 0,70 0,59 0,68 0,71 0,76 0,62 37 – acordou fresco e repousado* 0,60 0,63 0,53 0,50 0,52 0,47 0,60 0,31 LAÇOS EMOCIONAIS 12 – sentiu-se só 0,61 0,58 0,58 0,49 0,57 0,60 0,48 0,44 10 – sentiu-se amado e querido* 0,56 0,68 0,44 0,33 0,40 0,50 0,53 0,65 23 – relações amorosas satisfatórias* 0,50 0,60 0,39 0,31 0,33 0,45 0,43 0,59 Nota. * Itens com cotação invertida; a bold encontra-se a correlação dos itens com a dimensão a que pertencem, corrigida para sobreposição quando satisfazem o critério de convergência e discriminação; MHI – Escala Total; MHIBEST – Bem-Estar; MHIDIST – Distress; MHIA – Ansiedade; MHID – Depressão; MHIPC – Perda de Controlo Emocional/Comportamental; MHIAP – Afecto Positivo; MHILE – Laços Emocionais. Se considerarmos a validade convergente e a validade discriminante ou divergente verifica-se que vários itens das cinco sub escalas (Ansiedade; Depressão; Perda de Controlo Emocional/Comportamental; Afecto Positivo; Laços Emocionais) não exibem validade convergente com a escala a que supostamente pertencem, e que tal ocorre principalmente na sub-escala Depressão e a seguir na Perda de Controlo Emocional/Comportamental. Em termos de validade discriminante ou divergente são poucos os itens que satisfazem o valor discriminativo (somente 9 itens satisfazem o critério de discriminação). Se em vez de considerar-mos as cinco dimensões, agrupar-mos estas em duas grandes dimensões (Bem-Estar Positivo e Distress) os valores da validade convergente e discriminante têm uma estrutura mais adequada do ponto de vista psicométrico. Nesta divisão somente um item da dimensão Distress e dois da dimensão Bem-Estar Positivo não apresentam magnitude mais elevada com a escala a que pertencem. Quanto à validade discriminante somente quatro itens da escala de Distress não satisfazem a diferença de 10 pontos. Da escala de Bem-Estar Positivo somente dois itens não satisfazem o critério de discriminação. A escala de Bem-Estar Positivo tem somente 14 dos 38 itens ou seja cerca de um terço dos itens da escala.
A correlação entre as dimensões do MHI e as Manifestações Físicas de MalEstar e respectivas sub-escalas apresentado no Quadro 7. Verificam-se correlações estatisticamente significativas entre quase todas as dimensões, e correlações com magnitude elevada, principalmente entre as dimensões da MHI e a dimensão Sistema Nervoso da escala de Sintomas Físicos de Mal-Estar. Estas correlações apontam para que a MHI mede principalmente as dimensões mentais. De salientar que, e mais uma vez, o MHI-5 tem uma expressão idêntica nomeadamente em magnitude à escala total. Quadro 7 Correlação do MHI e suas dimensões, com a escala de Sintomas Físicos de Mal-Estar e respectivas sub-escalas MHIA MHID MHIPC MHIAP MHILE MHIDIST MHIBEST MHI MHI-5 MESN -0,63 -0,61ns -0,59*-0,50*-0,29ns -0,65&-0,48** -0,62&-0,59* MESR -0,14 -0,06ns -0,08* -0,08* -0,07ns -0,11& -0,08**-0,10& -0,08* MESM -0,26 -0,23ns -0,21*-0,15*-0,06ns -0,25&-0,13** -0,22&-0,18* MESD -0,34 -0,33ns -0,35*-0,25*-0,19ns -0,36&-0,25** -0,33&-0,29* METT -0,53 -0,49ns -0,48*-0,39*-0,24ns -0,53&-0,38** -0,50&-0,45* Nota. * p<0,05; ** p<0,01; ns – não significativo; todos os resultados não assinalados exibem uma correlação com significância estatística inferior a p<0,0001; MHIA – Ansiedade; MHID – Depressão; MHIPC – Perda de Controlo Emocional/Comportamenta; MHIAP – Afecto Positivo; MHILE – Laços Emocionais; MHIDIST – Distress; MHIBEST – Bem-Estar; MHI – Escala Total; MESN – Sistema Nervoso; MESR – Sistema Respiratório; MESM – Sistema Muscular; METT – Mal-Estar total. O tratamento relativamente à validade de construto mostra que o MHI se aproxima (via magnitude das correlações) dos instrumentos que é suposto aproximar-se, e se afasta dos que é suposto afastar-se. Por outro lado, dado que a magnitude das correlações significativas se situa dominantemente ao nível de correlações modestas, pode-se afirmar que não mede as mesmas dimensões, ou que não há redundância de medidas. CONCLUSÃO As versões portuguesas da escala MHI e da MHI-5 apresentam estruturas semelhantes relativamente à versão original. Na composição da escala total as dimensões negativas têm mais peso para a nota final embora isso constitua um avanço relativamente às escalas tradicionais de avaliação da saúde mental. As versões Portuguesas podem ser empregues com a mesma propriedade com que foram utilizadas as versões originais. 92 J.L.P. RIBEIRO
MENTAL HEALTH INVENTORY 93 ANEXOS INVENTÁRIO DE SAÚDE MENTAL ABAIXO VAI ENCONTRAR UM CONJUNTO DE QUESTÕES ACERCA DO MODO COMO SE SENTE NO DIA A DIA. RESPONDA A CADA UMA DELAS ASSINALANDO NUM DOS QUADRADOS POR BAIXO A RESPOSTA QUE MELHOR SE APLICA A SI. 1. QUANTO FELIZ E SATISFEITO VOCÊ TEM ESTADO COM A SUA VIDA PESSOAL? Extremamente feliz, não pode haver pessoa mais feliz ou satisfeita Muito feliz e satisfeito a maior parte do tempo Geralmente satisfeito e feliz Por vezes ligeiramente satisfeito, por vezes ligeiramente infeliz Geralmente insatisfeito, infeliz Muito insatisfeito, e infeliz a maior parte do tempo 2. DURANTE QUANTO TEMPO SE SENTIU SÓ NO PASSADO MÊS? Sempre Quase sempre A maior parte do tempo Durante algum tempo Quase nunca Nunca 3. COM QUE FREQUÊNCIA SE SENTIU NERVOSO OU APREENSIVO PERANTE COISAS QUE ACONTECERAM, 3. OU PERANTE SITUAÇÕES INESPERADAS, NO ÚLTIMO MÊS? Sempre Com muita frequência Frequentemente Com pouca frequência Quase nunca Nunca 4. DURANTE O MÊS PASSADO COM QUE FREQUÊNCIA SENTIU QUE TINHA UM FUTURO PROMISSOR E 4. CHEIO DE ESPERANÇA? Sempre Com muita frequência Frequentemente Com pouca frequência Quase nunca Nunca 5. COM QUE FREQUÊNCIA, DURANTE O ÚLTIMO MÊS, SENTIU QUE A SUA VIDA NO DIA A DIA ESTAVA 5. CHEIA DE COISAS INTERESSANTES? Sempre Com muita frequência Frequentemente Com pouca frequência Quase nunca Nunca 6. COM QUE FREQUÊNCIA, DURANTE O ÚLTIMO MÊS, SE SENTIU RELAXADO E SEM TENSÃO? Sempre Com muita frequência Frequentemente Com pouca frequência Quase nunca
Nunca 7. DURANTE O ÚLTIMO MÊS, COM QUE FREQUÊNCIA SENTIU PRAZER NAS COISAS QUE FAZIA? Sempre Com muita frequência Frequentemente Com pouca frequência Quase nunca Nunca 8. DURANTE O ÚLTIMO MÊS, TEVE ALGUMA VEZ RAZÃO PARA SE QUESTIONAR SE ESTARIA A PERDER A 8.CABEÇA, OU A PERDER O CONTROLO SOBRE OS SEUS ACTOS, AS SUAS PALAVRAS, OS SEUS, 8. PENSAMENTOS, SENTIMENTOS OU MEMÓRIA? Não, nunca Talvez um pouco Sim, mas não o suficiente para ficar preocupado com isso Sim, e fiquei um bocado preocupado Sim, e isso preocupa-me Sim, e estou muito preocupado com isso 9. SENTIU-SE DEPRIMIDO DURANTE O ÚLTIMO MÊS? Sim, até ao ponto de não me interessar por nada durante dias Sim, muito deprimido quase todos os dias Sim, deprimido muitas vezes Sim, por vezes sinto-me um pouco deprimido Não, nunca me sinto deprimido 10. DURANTE O ÚLTIMO MÊS, QUANTAS VEZES SE SENTIU AMADO E QUERIDO? Sempre Quase sempre A maior parte das vezes Algumas vezes Muito poucas vezes Nunca 11. DURANTE QUANTO TEMPO, NO MÊS PASSADO SE SENTIU MUITO NERVOSO? Sempre Quase sempre A maior parte do tempo Durante algum tempo Quase nunca Nunca 12. DURANTE O ÚLTIMO MÊS, COM QUE FREQUÊNCIA ESPERAVA TER UM DIA INTERESSANTE AO 12. LEVANTAR-SE? Sempre Com muita frequência Frequentemente Com pouca frequência Quase nunca Nunca 13. NO ÚLTIMO MÊS, DURANTE QUANTO TEMPO SE SENTIU TENSO E IRRITADO? Sempre Quase sempre A maior parte do tempo Durante algum tempo 94 J.L.P. RIBEIRO
MENTAL HEALTH INVENTORY 95 Quase nunca Nunca 14. DURANTE O ÚLTIMO MÊS SENTIU QUE CONTROLAVA PERFEITAMENTE O SEU COMPORTAMENTO, 14. PENSAMENTO, EMOÇÕES E SENTIMENTOS? Sim, completamente Sim, geralmente Sim, penso que sim Não muito bem Não e ando um pouco perturbado por isso Não, e ando muito perturbado por isso 15. DURANTE O ÚLTIMO MÊS, COM QUE FREQUÊNCIA SENTIU AS MÃOS A TREMER QUANDO FAZIA 15. ALGUMA COISA? Sempre Com muita frequência Frequentemente Com pouca frequência Quase nunca Nunca 16. DURANTE O ÚLTIMO MÊS, COM QUE FREQUÊNCIA SENTIU QUE NÃO TINHA FUTURO, QUE NÃO TINHA 16. PARA ONDE ORIENTAR A SUA VIDA? Sempre Com muita frequência Frequentemente Com pouca frequência Quase nunca Nunca 17. DURANTE QUANTO TEMPO, NO MÊS QUE PASSOU, SE SENTIU CALMO E EM PAZ? Sempre Quase sempre A maior parte do tempo Durante algum tempo Quase nunca Nunca 18. DURANTE QUANTO TEMPO, NO MÊS QUE PASSOU, SE SENTIU EMOCIONALMENTE ESTÁVEL? Sempre Quase sempre A maior parte do tempo Durante algum tempo Quase nunca Nunca 19. DURANTE QUANTO TEMPO, NO MÊS QUE PASSOU, SE SENTIU TRISTE E EM BAIXO? Sempre Quase sempre A maior parte do tempo Durante algum tempo Quase nunca Nunca 20. COM QUE FREQUÊNCIA, NO MÊS PASSADO SE SENTIU COMO SE FOSSE CHORAR? Sempre Com muita frequência Frequentemente
Com pouca frequência Quase nunca Nunca 21. DURANTE O ÚLTIMO MÊS, COM QUE FREQUÊNCIA VOCÊ SENTIU QUE AS OUTRAS PESSOAS SE 21. SENTIRIAM MELHOR SE VOCÊ NÃO EXISTISSE? Sempre Com muita frequência Frequentemente Com pouca frequência Quase nunca Nunca 22. QUANTO TEMPO, DURANTE O ÚLTIMO MÊS, SE SENTIU CAPAZ DE RELAXAR SEM DIFICULDADE? Sempre Quase sempre A maior parte do tempo Durante algum tempo Quase nunca Nunca 23. NO ÚLTIMO MÊS, DURANTE QUANTO TEMPO SENTIU QUE AS SUAS RELAÇÕES AMOROSAS ERAM 23. TOTAL OU COMPLETAMENTE SATISFATÓRIAS? Sempre Quase sempre A maior parte do tempo Durante algum tempo Quase nunca Nunca 24. COM QUE FREQUÊNCIA, DURANTE O ÚLTIMO MÊS, SENTIU QUE TUDO ACONTECIA AO CONTRÁRIO DO 24. QUE DESEJAVA? Sempre Com muita frequência Frequentemente Com pouca frequência Quase nunca Nunca 25. DURANTE O ÚLTIMO MÊS, QUÃO INCOMODADO É QUE VOC SE SENTIU DEVIDO AO NERVOSO? Extremamente, ao ponto de não poder fazer as coisas que devia Muito incomodado Um pouco incomodado pelos meus nervos Algo incomodado, o suficiente para que desse por isso Apenas de forma muito ligeira Nada incomodado 26. NO MÊS QUE PASSOU, DURANTE QUANTO TEMPO SENTIU QUE A SUA VIDA ERA UMA AVENTURA 26. MARAVILHOSA? Sempre Quase sempre A maior parte do tempo Durante algum tempo Quase nunca Nunca 27. DURANTE QUANTO TEMPO, DURANTE O MÊS QUE PASSOU, SE SENTIU TRISTE E EM BAIXO, DE TAL 27. MODO QUE NADA O CONSEGUIA ANIMAR? Sempre Com muita frequência 96 J.L.P. RIBEIRO
MENTAL HEALTH INVENTORY 97 Frequentemente Com pouca frequência Quase nunca Nunca 28. DURANTE O ÚLTIMO MÊS, ALGUMA VEZ PENSOU EM ACABAR COM A VIDA? Sim, muitas vezes Sim, algumas vezes Sim, umas poucas de vezes Sim, uma vez Não, nunca 29. NO ÚLTIMO MÊS, DURANTE QUANTO TEMPO SE SENTIU, CANSADO INQUIETO E IMPACIENTE? Sempre Quase sempre A maior parte do tempo Durante algum tempo Quase nunca Nunca 30. NO ÚLTIMO MÊS, DURANTE QUANTO TEMPO SE SENTIU RABUGENTO OU DE MAU HUMOR? Sempre Quase sempre A maior parte do tempo Durante algum tempo Quase nunca Nunca 31. DURANTE QUANTO TEMPO, NO ÚLTIMO MÊS, SE SENTIU ALEGRE, ANIMADO E BEM DISPOSTO? Sempre Quase sempre A maior parte do tempo Durante algum tempo Quase nunca Nunca 32. DURANTE O ÚLTIMO MÊS, COM QUE FREQUÊNCIA SE SENTIU CONFUSO OU PERTURBADO? Sempre Com muita frequência Frequentemente Com pouca frequência Quase nunca Nunca 33. DURANTE O ÚLTIMO MÊS SENTIU-SE ANSIOSO OU PREOCUPADO? Sim, extremamente, ao pouco de ficar doente ou quase Sim, muito Sim, um pouco Sim, o suficiente para me incomodar Sim, de forma muito ligeira Não. De maneira nenhuma 34. NO ÚLTIMO MÊS DURANTE QUANTO TEMPO SE SENTIU UMA PESSOA FELIZ? Sempre Quase sempre
A maior parte do tempo Durante algum tempo Quase nunca Nunca 35. COM QUE FREQUÊNCIA DURANTE O ÚLTIMO MÊS, SE SENTIU COM DIFICULDADE EMÊSE MANTER 35. CALMO? Sempre Com muita frequência Frequentemente Com pouca frequência Quase nunca Nunca 36. NO ÚLTIMO MÊS, DURANTE QUANTO TEMPO SE SENTIU ESPIRITUALMENTE EM BAIXO? Sempre Quase sempre Uma boa parte do tempo Durante algum tempo Quase nunca Nunca acordo com a sensação de descansado 37. COM QUE FREQUÊNCIA DURANTE O ÚLTIMO MÊS, ACORDOU DE MANHÃ SENTINDO-SE FRESCO E 37. REPOUSADO? Sempre, todos os dias Quase todos os dias Frequentemente Algumas vezes, mas normalmente não Quase nunca Nunca 38. DURANTE O ÚLTIMO MÊS, ESTEVE, OU SENTIU-SE DEBAIXO DE GRANDE PRESSÃO OU STRESS? Sim, quase a ultrapassar os meus limites Sim, muita pressão Sim, alguma, mais do que o costume Sim, alguma, como de costume Sim, um pouco Não, nenhuma REFERÊNCIAS Bandura, A. (1977). Self-Efficacy: Toward a unifying theory of behavioral change. Psychological Review, 84(2), 191-215. Berwick, D.M., Murphy, J.M., Goldman, P.A., Ware, J., et al. (1991). Performance of a five-item mental health screening test. Medical-Care, 29(2), 169-176. Brislin, R., Lonner, W., & Thorndike, R. (1973). Cross cultural research methods. New York: Wiley and Sons. Brook, R., Ware, J., Davies-Avery, A., Stewart, A., Donald, C., Rogers, H., Williams, & Johnston, S. (1979). Overview of adults health status measures fielded in Rand’s health insurance study. Medical Care, 17(7) (supplement). Bullinger, M., Anderson, R., Cella, D., & Aaronson, N. (1993). Developing and evaluating cross-cultural instruments from minimum requirements to optimal models. Quality of Life Research, 2, 451-459. 98 J.L.P. RIBEIRO
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