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MANIFESTO DE CANDIDATURA
PRESIDENTE DO DEMEGI
&
PRESIDENTE DO INEGI
(Biénio 2000-2002)
POR
J.F. SILVA GOMES
1. In odução
É po odos econhecido o es o ço ex ao diná io
que em indo a se desen ol ido pelo ac ual
P esiden e do DEMEGI nos úl imos anos, em
á ias en es, designadamen e no que diz
espei o à implemen ação de um sis ema de
qualidade e ao e o ço da componen e
expe imen al do ensino e das in aes u u as
in o má icas nas duas licencia u as a ca go do
Depa amen o. Não obs an e as lou á eis
inicia i as le adas a cabo, a qualidade das
condições de abalho no DEMEGI con inuam
ainda aquém daquilo que se ia desejá el, o que
ob iamen e deixa insa is ei os mui os daqueles
que abalham no Depa amen o. De ac o:
A- Os alunos con inuam descon en es,
eclamando sob e a ex ensão dos p og amas
das disciplinas, sob e o excessi o núme o de
ho as de aulas semanais e sob e a péssima
qualidade das ins alações.
B- Os docen es queixam-se, sob e udo, da
qualidade da in o mação que é
disponibilizada e, os mais no os, da al a de
uma polí ica cla a ela i a à de inição dos
quad os e p omoções na ca ei a que lhes
pe mi a pe spec i a o u u o no médio e no
longo p azos.
C- Os uncioná ios sen em-se con usos, sem
pe cebe em bem o uncionamen o da es u u a
em que es ão inse idos, numa complicada
o ganização sem hie a quias bem de inidas,
que equen emen e ge a si uações de
con li ualidade desnecessá ias en e con a ados
da unção pública, quad os do INEGI/IDMEC
e abalhado es independen es.
Reconhecendo, como já oi di o, o es o ço eno me
que em indo a se desen ol ido pelo ac ual
P esiden e do Depa amen o, a e dade é que
algum descon en amen o gene alizado pe manece,
o nando-se cada ez mais u gen e, em minha
opinião, ac ualiza e ape eiçoa o modelo de
ges ão e as polí icas que ul imamen e êm sido
seguidas nas á ias e en es que cons i uem as
ac i idades desen ol idas no DEMEGI,
designadamen e no âmbi o do Ensino, da
In es igação e da Ex ensão Uni e si á ia.
Ao ap esen a -me como candida o às p óximas
eleições pa a os ca gos de P esiden e do
DEMEGI e do INEGI, e conscien e das
di iculdades ine en es ao ho izon e empo al de
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dois anos a que se es ingem ambos os
manda os, enho p opo um conjun o de medidas
impo an es com is a a ape eiçoa o modelo de
ges ão do uni e so DEMEGI, das quais des aco
como p incipais as linhas de o ien ação a segui
ap esen adas.
2. O Ensino e as Secções do DEMEGI
Do pon o de is a pedagógico, as Secções
de e ão se as unidades o gânicas undamen ais
do Depa amen o, o ganizando a sua ac i idade
de uma o ma coe en e, cen alizada numa
Comissão Coo denado a o e, com au o idade e
c edibilidade su icien es pa a ealiza a ges ão
ha mónica dos cu icula (planos de es udo),
co po docen e, espaços, ho á ios e c édi os de
alunos. Pa a al, cada Secção de e á aze -se
ep esen a na Comissão Coo denado a ao mais
al o ní el, de aco do, aliás, com o que es á
es ipulado no pa ág a o 4.2 do Plano Es a égico
do DEMEGI. Ad ogo pa a as Secções uma
in e enção o e de na u eza pedagógica, ao
ní el das licencia u as e dos mes ados. No
âmbi o do ensino, as acções p io i á ias a
emp eende de imedia o se ão as seguin es:
(i)
Re e a composição da Comissão
Coo denado a pa a o ensino, que de e á passa
a se cons i uída pelos ep esen an es
hie á quicamen e mais quali icados de cada
Secção;
(ii)
Re isão con inuada dos Planos de Es udos
das licencia u as, p ocu ando con empla uma
edução da escola idade semanal e uma
di e si icação do leque de disciplinas
opcionais;
(iii)
Re isão dos mé odos pedagógicos em igo ,
designadamen e nas disciplinas dos p imei os
anos, e o çando a componen e expe imen al e
as aplicações in o má icas;
(i )
Re isão do Plano de Es udos do cu so de
mes ado, o nando-o mais apela i o aos
ecém-licenciados e a ou os po enciais
candida os, com a adopção de uma maio
libe alização de uncionamen o e uma mais
di e si icada o e a de opções;
( )
Implemen ação de um sis ema de ges ão e
in o mação in e na mais e icaz, u ilizando,
designadamen e, os meios in o má icos
ac ualmen e disponí eis na FEUP.
( i)
Fomen a a p odução de ex os p óp ios do
DEMEGI em odas as disciplinas dos p imei os
anos das licencia u as;
( ii)
Di ulgação e discussão do ela ó io da au o-
a aliação da licencia u a em engenha ia
mecânica en e odos os docen es, in es igado es
e alunos do Depa amen o.
3. Ac i idades Cien í ica e de Ex ensão
A in es igação cien í ica e a p es ação de se iços
à comunidade, incluindo a o mação con ínua,
de em pe manece como ac i idades impo an es
de apoio ao ensino uni e si á io. P oponho que as
células base de in es igação/ex ensão den o do
Depa amen o sejam as di e en es Unidades de
I&DT ac ualmen e exis en es no âmbi o do
INEGI e do IDMEC, e ou as que e en ualmen e
enham a se c iadas no âmbi o mais ge al no
uni e so do DEMEGI. Pa a uma ges ão mais
e icaz e op imização de ecu sos humanos e
ma e iais, odas essas unidades de e ão passa
p og essi amen e a es a in eg adas num
consó cio único pa a as ac i idades de I&D e
ex ensão, sob a di ecção/coo denação do
P esiden e do DEMEGI, mas com au onpmia
adminis a i a e inancei a p óp ia, independen e
da FEUP. No quad o igen e, e endo em linha de
con a o pa imónio ins i ucional já adqui ido,
p oponho que esse consó cio pa a a ges ão das
ac i idades de I&D e ex ensão do DEMEGI
in eg e os dois ins i u os ac ualmen e exis en es no
seio do Depa amen o, cujas di ecções passa iam
ambas a unciona em a iculação di ec a com a
P esidência do DEMEGI. Mais a de, e no caso
de al se ie a e ela an ajoso, o consó cio
assim cons i uído pode á ans o ma -se num
Ins i u o único do DEMEGI. Assim, no âmbi o
das ac i idades de in es igação/ex ensão, as
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acções p io i á ias a emp eende de imedia o
se ão as seguin es:
(i)
Re oma as deligências no sen ido de
p omo e a cons i uição de um consó cio
INEGI-IDMEC pa a as ac i idades de
I&D/Ex ensão, cuja ges ão de e á se
a iculada com a do p óp io Depa amen o;
(ii)
C ia uma Comissão Cien í ica
ab angen e, cons i uída pelos coo denado es
das Secções e pelos di ec o es de odas as
Unidades de I&DT exis en es no uni e so do
DEMEGI;
(iii)
Es imula a pa icipação dos docen es,
in es igado es e alunos do DEMEGI em
P og amas de I&DT, a publicação de a igos e
a ap esen ação de comunicações em euniões
cien í icas, designadamen e a a és da c iação
de um undo especial pa a apoia e p emia
inicia i as desse géne o;
(i )
Fomen a a coope ação in e nacional,
nomeadamen e no âmbi o dos p og amas
comuni á ios, dos p og amas da NATO, ESA e
ou os, designadamen e com os países de língua
o icial po uguesa.
( )
P omo e a ealização de acções de
o mação con ínua, eco endo, e en ualmen e,
a uma a iculação adequada com módulos já
disponí eis nos cu icula dos ac uais cu sos de
mes ado e disciplinas de opção das
licencia u as.
4. Polí ica de Pessoal e P omoções
O quad o de pessoal mais impo an e do
DEMEGI é, sem dú ida, o dos seus docen es, o
qual se o ganiza p eenchendo agas abe as em
á eas cien í icas p é iamen e de inidas; as
unções e esponsabilidades dos docen es, desde
o Assis en e Es agiá io ao P o esso Ca ed á ico
es ão bem explici adas na lei (ECDU).
O DEMEGI necessi a de quad os de docen es,
in es igado es, écnicos e adminis a i os,
de endo o seu núme o se adequado aos
objec i os de médio e longo p azos do
Depa amen o. Po isso, pa a além do espaço de
manob a de que se dispõe a a és do INEGI e do
IDMEC, de e con inua a insis i -se jun o da
di ecção da FEUP pa a consegui o p eenchimen o
e o ala gamen o desses quad os. No que diz
espei o à abe u a/p eenchimen o de luga es nas
ca ego ias mais ele adas (P o esso Associado e
P o esso Ca ed á ico), ad ogo uma polí ica mais
libe al do que aquela que em indo a se seguida
a é ao p esen e. Conscien e das di iculdades de
implemen ação de uma al polí ica al e na i a, sou
de opinião de que, uma ez acau eladas algumas
si uações especí icas de excepção, não de e nunca
se sac i icada a p omoção dos
docen es/in es igado es mais capazes, in ocando
a necessidade de um c escimen o absolu amen e
homogéneo e simul âneo em odas as á eas
cien í icas. Sal agua dando, na u almen e, os
casos excepcionais em que seja econhecida a
impo ância es a égica de desen ol imen o numa
de e minada á ea cien í ico/pedagógica, en endo
que, independen emen e da dimensão ac ual de
uma de e minada Secção ou qualque ou o
“g upo” de docen es/in es igado es do
DEMEGI, se hou e aí ecu sos humanos de
qualidade pa a o seu c escimen o, de e omen a -
se a p omoção dos elemen os mais dinâmicos. A
excelência conquis a-se com o es o ço e a
inicia i a das pessoas en ol idas e nunca como
esul ado de uma decisão polí ica, mesmo que
inda da Comissão Cien í ica. No âmbi o da
polí ica de con a ações e p omoções de pessoal,
as acções p io i á ias a emp eende de imedia o
se ão as seguin es:
(i)
Re e a ac ual polí ica de con a ação de
pessoal docen e ao ní el de P o esso Auxilia ,
p i ilegiando a con a ação al e na i a de
docen es ao ní el de Assis en e Es agiá io;
(ii)
Ponde a a abe u a imedia a de concu so
pa a o p eenchimen o das agas ac uais da
ca ego ia de P o esso Associado, com abe u a
ala gada a odas as á eas cien í icas (Secções) do
DEMEGI, de modo a sa is aze as legí imas
expec a i as dos mais capazes;
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(iii)
Idem pa a a ca ego ia de P o esso
Ca ed á ico, ab indo agas em núme o igual ao
do núme o de docen es do DEMEGI em
condições de conco e ;
(i )
P omo e uma ges ão mais acionalizada
do pessoal in es igado , écnico e
adminis a i o ac ualmen e exis en e no
uni e so do DEMEGI e ins i uições sa éli es
(INEGI e IDMEC), op imizando odos os
ecu sos disponí eis ao ní el da unção pública,
con a ados do INEGI/IDMEC e abalhado es
independen es.
5. Ges ão e Relacionamen o Ex e no
O DEMEGI é uma o ganização sem
pe sonalidade ju ídica e sem au onomia
adminis a i a e/ou inancei a que lhe pe mi a
um elacionamen o di ec o com o ex e io ,
azendo-o, como unidade de ensino uni e si á io,
a a és da FEUP.
Associados à FEUP e à Uni e sidade do Po o
exis em ou as ins i uições e ins i u os de
in e ace de na u eza p i ada, a a és dos quais,
ao ab igo de p o ocolos ap op iados, pode ão se
p ocessadas algumas das ac i idades
desen ol idas nos di e sos depa amen os, com
an agens indiscu í eis pa a a FEUP e pa a os
docen es/in es igado es en ol idos.
No caso pa icula do DEMEGI, exis e o
INEGI, c iado no seio do Depa amen o em
1986, e que dispõe ac ualmen e de um
pa imónio conside á el, de uma imagem já bem
conhecida no seio da comunidade cien í ica e
emp esa ial e de um econhecido p es ígio a
ní el nacional e in e nacional no âmbi o das
ac i idades de I&D e T ans e ência de
Tecnologia. Exis e ambém o IDMEC, c iado em
1991 no âmbi o do P og ama CIÊNCIA,
exclusi amen e dedicado a ac i idades de I&D,
cuja usão com o INEGI de endo como mui o
an ajosa pa a o Depa amen o, nas condições e
e mos a ás de inidos no pa ág a o 3.
Sendo incon es á el o in e esse que o INEGI e o
IDMEC ep esen am pa a o p óp io DEMEGI, e
econhecendo, ambém, que o sucesso alcançado
po aqueles dois ins i u os ad ém, em g ande
pa e, da sua ligação in ínseca ao Depa amen o,
de endo que se á de odo o in e esse pa a as ês
ins i uições a sua união e ec i a, pa ilhando
inclusi amen e os no os espaços que em b e e
ica ão disponí eis na ASPRELA. Nes e con ex o,
e de aco do com o enquad amen o ins i ucional
acima esumido, no âmbi o da polí ica de elações
com o ex e io , as acções p io i á ias a emp eende
de imedia o de e ão se as seguin es:
(i)
Cla i icação de ini i a e ins i ucionalização
das elações FEUP-DEMEGI-INEGI-IDMEC;
(ii)
De inição de um p o ocolo en e a FEUP, o
INEGI e o IDMEC, no sen ido de implemen a
uma ges ão in eg ada do DEMEGI e do
consó cio INEGI-IDMEC como seu ins umen o
de in e ace pa a as ac i idades de I&D e ligação
à Indús ia;
(iii)
Implemen ação de um sis ema in eg ado de
ges ão de qualidade e ape eiçoamen o dos
mecanismos de in o mação no uni e so do
DEMEGI.
30 ANOS DE DEDICAÇÃO EXCLUSIVA AO DEMEGI
CARREIRA UNIVERSITÁRIA:
• Moni o (1970-1971)
• Assis en e E en ual (1971-1973)
• Assis en e (1974-1977)
• P o esso Auxilia (1978-1981)
• P o esso Associado (1982-1988)
• P o esso Ca ed á ico (desde Janei o de 1989)
EXPERIÊNCIA DE GESTÃO UNIVERSITÁRIA:
• Sec e á io do Cen o de Es udos de Engenha ia Mecânica (1979-1986)
• Memb o da Comissão Execu i a do DEMEGI (1982-1986)
• Memb o do Conselho Di ec i o da FEUP (1983-1989)
• P esiden e Subs i u o do Conselho Di ec i o da FEUP (Jan-Jul 1988)
• P esiden e do INEGI (1989-1997)
• Di ec o do LOME (desde a sua c iação em 1990)
Candida o a
P esiden e do DEMEGI
P esiden e do INEGI
J.F. SILVA GOMES
• 52 anos de idade
• P o esso Ca ed á ico
• Casado
• 3 ilhos