Aspec os dos mecanismos de con ole e de explicação
An ónio Machuco Rosa
É bem conhecida a impo ância que o concei o de con ole possui do pon o de
is a eó ico e do pon o de is a p á ico. É igualmen e cla o como a elabo ação
desse concei o oi de e minada pela cons i uição e pos e io desen ol imen o da
ciência mode na. Mas a o igem e ema ização do concei o de con ole não se
de eu apenas ao ac o de a ciência, em especial a ísica, e es ado na base de um
as o conjun o de ecnologias que acaba am po se o na omnip esen es. De um
pon o de is a eó ico, a ísica associou - pela p imei a ez de modo igo oso - o
concei o de con ole ao de p e isibilidade o al, conseguindo, pelo menos numa
ce a egião da expe iência, o na ope acional a aspi ação undamen al de odos
os p ocessos de con ole: a an ecipação igo osa dos compo amen os u u os.
Foi assim que, pa indo de ce as unções ma emá icas ela i amen e abs ac as,
a ísica mos ou se possí el p ocede ao seu cálculo numé ico a a és de uma
écnica designada po p olongamen o analí ico, de um modo al que, dadas
ce as condições iniciais de um ce o sis ema ísico, se ia possí el calcula com
p ecisão qualque es ado u u o do sis ema1. Di o de ou a o ma, é possí el e
uma ep esen ação global da e olução desse sis ema que pe mi e passa ao local,
is o é, ao cálculo do es ado do sis ema em cada pon o da sua e olução. Nas suas
o mulações igo osas, chama-se a essa si uação o p incípio de de e minismo, o
qual ence a e ec i amen e uma espécie de es ado de omnisciência: a es u u a
local é deduzida a p io i de uma es u u a global.
Essa possibilidade de deduzi qualque compo amen o local a pa i de uma
es u u a global oi de ex ema impo ância his ó ica, e podemos a i ma que ela
e á sido um dos ac o es que conduziu a uma associação en e p e isibilidade e
con ole, associação que acabou po ca ac e iza a p óp ia acionalidade. Mas
ou os ac o es conduzi am ainda a essa associação, odos eles endo semp e
subjacen e a exis ência de uma ep esen ação global de um p ocesso ou sis ema.
Assim, al como os ísicos p ocu am subs i ui , semp e que possí el, uma
equação não linea pela sua ap oximação linea , ambém o design de ecnologias
semp e isou sa is aze esse p incípio de linea idade. Ma ema icamen e, o
p incípio de linea idade em uma o mulação ( ela i amen e) igo osa, mas aqui
bas a ci a a sua oco ência na concepção e con ole de a e ac os ecnológicos.
Ele co esponde nesse caso ao p incípio de design modula . Esse p incípio, cuja
consciência mais ou menos explíci a já exis i ia pelo menos no século XIX, e e
a impo ância bem conhecida na p odução em massa de a e ac os mecânicos, e
1 A écnica do p olongamen o analí ico consis e em oma a unção ge al de um sis ema
dinâmico e expandi-la em sé ie de Taylo em o no de um pon o, onde o chamado
desen ol imen o em sé ie de Taylo em a o ma ( ) = a0 + a1 + a2 2 +... an n, +.... É desse modo
possí el passa do domínio das unções ge ais pa a o domínio das exp essões nume icamen e
calculá eis.
é igualmen e bem conhecido que oi Hen y Fo d quem p imei o
sis ema icamen e o colocou em p á ica:
A maquina ia de hoje em dia, especialmen e aquela que sai da áb ica
e é u ilizada na ida quo idiana, em de e as suas pa es absolu amen e
in e subs i uí eis, de o ma a que elas possam se epa adas pelo
abalhado não quali icado (H. Fo d, Mo ing Fo wa d¸ ci . in Giedion,
1948, p. 117).
O design de uma máquina de modo a que as suas pa es in e ajam o mínimo
possí el e elou-se a ia acional pe mi indo o seu con ole quase óp imo, com a
consequência ecno-económica undamen al de pe mi i que a subs i uição de
uma peça a a iada ou com de ei o pudesse se ei a sem ob iga a que odo o
a e ac o i esse de se econs uído ou subs i uído.
A jus o í ulo, esse p incípio de modula idade o nou-se e ec i amen e uma
ma ca essencial da acionalidade des e século, e a sua omnip esença nos
a e ac os quo idianamen e u ilizados não nos de e aze pe de de is a que ele
ambém o ien ou alguns quad os eó icos undamen ais. Po exemplo, o
p incípio de modula idade oi de e minan e na cons i uição da eo ia da emp esa
(C . Machuco Rosa 1999). Mas oi ambém de e minan e na cons i uição das
ciências cogni i as enquan o disciplina au ónoma do sabe . Segundo algumas
eo ias em neu ociências, ele es a ia ealmen e implemen ado no cé eb o e,
numa das ob as de e e ências das ciências cogni i as, Vision¸ Da id Ma jun a
essas duas pe spec i as:
...sabemos que a análise da in o mação es e eoscópica, al como a
análise do mo imen o, pode se le ada a cabo independen emen e e na
ausência de qualque ou a in o mação. Esses ac os êm uma impo ância
c ucial po nos ajuda em a subdi idi o nosso es udo da pe cepção em
pa es mais especializadas que podem se a adas sepa adamen e.
Chama ei a essas pa es os módulos independen es da pe cepção (Ma ,
1982, p. 10).
Assim sendo, de emos coloca a modula idade como um p incípio a p io i
pa a a es u u ação de qualque p ocesso ou qualque ecnologia:
os cien is as da compu ação designam po módulos as pa es sepa adas
de um p ocesso, e a ideia segundo a qual uma compu ação global pode
se di idida e implemen ada como uma colecção de pa es, ão
independen es umas das ou as quan o a o alidade da a e a pe mi e, é
ão impo an e que ui le ado a a ibui -lhe o es a u o de um p incípio: o
p incípio de design modula . Esse p incípio é impo an e po que se um
p ocesso não é concebido dessa o ma uma pequena mudança num pa e
pode e consequências em di e sas ou as pa es. Resul a daí que se ia
di ícil epa a ou ape eiçoa o p ocesso como um odo (...), pois
ape eiçoa uma pa e ob iga ia a compensa essa mudança em di e sas
ou as pa es. O p incípio do design modula não p oíbe pequenas
in e acções en e as pa es, mas implica que a o alidade da o ganização
de e se , numa p imei a ap oximação, modula . (Idem, p.102)
Na ealidade, semp e exis iu a ideia de uma ce a analogia en e os p ocessos
ce eb ais/cogni i os e a es u u a das ecnologias. Segundo Ma , isso sucede ia
ambém no caso dos compu ado es. As p óp ias linguagens que implemen am
algo i mos em compu ado es de e ão es a es u u adas modula men e: um
p ocessos global de e se di idido em pa es que de em se ão independen es e
especializadas quan o possí el. No en an o, e con a iamen e ao que ambém
pa ece e sido a opinião de Ma , não é uma e idência que o p incípio de
modula idade seja ob ido empi icamen e; ele de e se an es colocado como
p incípio a p io i pa a o design de ecnologias, is o é, a i mado sem demasiadas
elabo ações ilosó icas (C . Machuco Rosa, 2000), ele de e se um pos ulado
que condiciona a expe iência possí el do design de ecnologias.
Essa na u eza a p io i do p incípio de modula idade o na-se cla a se se no a
que ele não de e mina apenas a es u u ação mo ológica do design de so wa e,
mas de e mina igualmen e a concepção que se ob ém a pa i da p óp ia es u u a
do ha dwa e de um compu ado digi al. Di o de o ma esumida, no desenho de
ci cui os digi ais exis em p incípios a p io i de design, exac amen e os
p incípios a p io i de decomposição modula e de cen o coo denado , os quais
se encon am associadas à concepção dos compu ado es em e mos digi ais. Essa
concepção cons inge os ansís o es dos ci cui os a unciona em como
comu ado es ON/OFF, abs aindo do seu compo amen o analógico ou con ínuo
- o qual é o seu compo amen o eal. O ci cui o de e á compo a -se de aco do
com ce as unções descon ínuas (di as unções de sa u ação), e os únicos
es ados es á eis admissí eis são os es ados ON ou OFF, que podem se
in e p e ados como sequências de 0 e 1, pe mi indo en ão o uso da lógica
booliana enquan o eo ia das compe ências do ci cui o - mas não enquan o eo ia
das suas pe o mances in ínsecas. É po an o undamen al que a ansição en e
os dois es ados não in luencie o compo amen o global do sis ema, o que em
exac amen e como condição a decomposição modula e a exis ência de um
cen o do sis ema. No que espei a à decomposição modula , ela pe mi e que os
es ados de ansição en e os dois es ados es á eis não se p opaguem pa a lá do
in e io de um ce o módulo, o que le an a po sua ez a ques ão da
sinc onização ou exis ência de uma ase comum en e os di e sos módulos e
en e os es ados (ou ON ou OFF) dos ansís o es den o de um mesmo módulo.
Isso é conseguido pela imposição a p io i de uma en idade global e ex ínseca
ao p óp io sis ema: o elógio, en idade cen al e ex ínseca que de e mina a
‘ba ida’ sinc onizada dos ansís o es (ou ON ou OFF) e que de e mina a
equência a que essa ba ida se dá.
O p incípio de modula idade se á pois um meio de a ingi os objec i os
undamen ais de p e isibilidade e con ole de ecnologias, pa indo de uma
ep esen ação global a p io i do sis ema e que na ealidade c ia as p óp ias
ca ac e ís icas pe inen es que es e possui po que abs ai da maio ia das suas
pe o mances in ínsecas. Não se a a aqui de c i ica essa concepção, mas an es
salien a que ela en ol e a in e enção de uma en idade cen al de con ole que
em p ecisamen e uma isão global da in eg idade do p ocesso e que, em úl ima
análise é esponsá el, a um al o ní el, pela coo denação dos di e sos módulos
ope ando independen emen e. Não necessi a se uma en idade subs ancial (um
Eu), is o pode se um algo i mo de na u eza global, o elógio de uma placa de
ha dwa e ou a Unidade Cen al de P ocessamen o (CPU) de um compu ado
digi al. Na e dade, pode e ec i amen e ambém se um Eu, is o pa ece que
a ibuímos in ui i amen e ao Eu um papel coo denado não apenas no sen ido do
‘Eu, que es ou no Cen o’, mas ambém no sen ido do Eu se po excelência a
en idade que ajus a meios a ins e assim a qui ec a planos que ma cam as nossas
exigências de acionalidade, con ole e p e isibilidade. Vol a emos a analisa
esse pon o na secção seguin e.
A e e ência à ísica mode na, a um ce o ipo de design de ecnologias e à
es u u a psicológica do Eu não isa explica po si só o ac o de em mui os
domínios do sabe e, undamen almen e, em mui os aspec os da expe iência
humana e social, exis i a endência pa a imagina que os enómenos se
desen olam segundo um plano mais ou menos olun á io, mais ou menos
de alhado, e que isso se á uma o ma supe io de acionalidade. Que esses
ac o es expliquem ou não essa endência, es a que eles con ibuí am pa a a
análise das o ganização e dos sis emas em ge al segundo as linhas de um plano
global p é io.
A quase equi alência en e acionalidade, en idades cen ais plani icado as e
um ipo especí ico de con ole ca ac e izou e con inua a ca ac e iza de al modo
o imaginá io das ideologias indi iduais e sociais que ela se o nou uma quase
banalidade inques ioná el. É como se ela osse a única on e de o dem. E
con udo, é necessá io que dela nos dis anciemos, in e amos as pe spec i as e
ejamos a é que pon o as explicações de na u eza e olu i a apon am pa a ou os
p incípios de génese da a qui ec u a dos sis emas. Assumi um pon o de is a
e olu i o signi ica aqui, não uma qualque e e ência à eo ia da selecção na u al
das espécies biológicas, mas a impo ância em abandona os mi os das
explicações cen adas e assumi como quad o me odológico explica i o que a
g ande maio ia dos p ocessos na u ais e sociais, e mesmo ecnológicos, não são
o p odu o an ecipado de qualque design explíci o: udo o que num p imei o
momen o exis e são mecânicas locais que ge am imp e isi elmen e, do pon o de
is a dessas acções locais, es ados globais que em absolu o as anscendem.
Cada agen e, ou elemen o de um sis ema que supomos que i á a exis i , apenas
age localmen e, a sua capacidade de an ecipação da consequências u u as das
suas acções é ex emamen e limi ada, pelo que o esul ado da o alidade das
acções de cada um deles é comple amen e imp e isí el. Esse esul ado é um
es ado global que é consequência das múl iplas in e acções não linea es dos
agen es.
Ve emos mais adian e um exemplo explíci o e o mal desses ipo de
p ocessos, mas gos a íamos começa po sublinha que na al u a em que as
soluções ‘ acionais’ de ‘planeamen o’ e am p opos as - no momen o do apogeu
da ‘idade mecânica’ -, exis i am alguns au o es que, num mo imen o con a a
co en e de que só os g andes au o es são capazes, salien a am o ac o de a
g ande maio ia das o ganizações e ins i uições sociais se em esul ados
imp e isí eis e não in encionais de um acumula de acções locais míopes. Os
nomes que gos a íamos e e i aqui são No be Elias e F ied ich Hayek.
Comecemos com N. Elias. Na sua ob a magis al esc i a em inais dos anos
in a, O P ocesso Ci ilizacional (Elias, 1939)¸ Elias en a izou a necessidade de
assumi um pon o de is a e olu i o em sociologia, o que, uma ez mais, pouco
em a e com a eo ia da selecção na u al, mas ep esen a uma exigência
me odológica de não coloca pon os a quimedianos inexplicá eis como pon os
absolu os de explicação. In e io izados pelas consciências, esses pon os o nam-
se naquilo que Elias designa nou as ob as po mi os. Eles co espondem
ap oximadamen e ao que po ezes se chama uma ‘ideologia’, mas que na
ealidade são cons uídas de ido ao ac o de a ‘causa’ das mac o-es u u as
sociais nos escapa comple a e necessa iamen e, is o ela não es a p esen e em
lado algum: ela encon a-se dis ibuída pela o alidade de uma ede compos a
po agen es apenas capazes de acções locais. Deco e daí que os indi íduos não
podem in eligi esse ipo de causalidade Mas como os indi íduos não con olam,
não conhecem, nem podem conhece , as o ças que e ec i amen e le a am à
eme gência da mac o-es u u as, eles endem a imagina que a sua causa eside
em ce as en idades cen ais e uni á ias. Po que se dá essa econs ução de uma
causalidade imaginá ia? Pa ece-nos que isso se de e a que esse ipo de
causalidade co esponde à causalidade o almen e in eligí el, cuja ideia se
o igina nos pode es causais, e de con ole, de um Eu. A o mação de mi os
deco e ia en ão da es au ação da causalidade in eligí el pelo que, nessa
medida, boa pa e da o igem do concei o de con ole esidi ia nas es u u as de
causalidade a ibuídas ao Eu: o Eu como on e da causalidade e icien e (mo e
um objec o) e da causalidade inal (a sua capacidade em adequa meios a ins).
O a, esses mecanismos de causalidade podem de seguida se anspos os pa a
quad os me odológicos de in es igação cien í ica a que mui as ezes é di ícil
escapa . Um p imei o exemplo simples pode á o na es e úl imo pon o mais
cla o.
Con a iamen e a mui a his o iog a ia adicional, N. Elias pa iu do p incípio
que os Es ados cen alizados, na sua o ma ac ual, não exis i am desde semp e
nem i e am um começo absolu o (ao con á io do que a explicação mí ica
sub ep iciamen e assume), mas so e am um longo p ocesso e olu i o que os
ouxe à exis ência. Esse pon o de is a signi icou igualmen e uma c í ica
an ecipada de múl iplas co en es sociológicas, em especial uma c í ica da eo ia
neo- ealis a das elações in e nacionais, segundo a qual o Es ado é uma en idade
não p oblemá ica que apa ece como dada (C . Wal z, 1979, pa a a exposição
clássica da eo ia neo-neo-clássica das elações in e nacionais). Não ha endo
aqui espaço pa a segui o aciocínio e a documen ação de Elias, e i a-se apenas
que ele mos ou como, a pa i de sucessi os comba es en e senho es eudais, e
a pa i de um aumen o das elações de in e dependência en e as pessoas, se
o ma am o ganizações e ins i uições de alcance cada ez mais as o que
acaba am po acumula ce os pode es undamen ais (monopólio da iolência e
da iscalidade), e como assim, a a és de um p ocesso his ó ico ex emamen e
longo, se o mou aquilo a que chamamos Es ado. Vale a pena ci a uma
passagem capi al do li o de Elias, onde ele em em is a o mação da ‘F ança’ e
do ‘Es ado ancês’:
Sem dú ida, os ep esen an es da ealeza ancesa inham, em i ude
da sua posição mais cen al nas ases pos e io es do mo imen o,
in enções e aios de acção com maio alcance den o do p ocesso do que
os pionei os ame icanos, indi idualmen e conside ados. Mas ambém
eles só iam cla a e dis in amen e os passos imedia os e o pedaço de
e a mais p óximo que e a necessá io ob e em, não osse ou o
consegui-lo, não osse um izinho ou conco en e incómodo o na -se
mais o e do que eles. E se alguns acalen a am a ideia de um g ande
domínio égio, essa ideia e a mais a somb a de o mações monopolis as
passadas, o e lexo da sobe ania ca olíngia e Reino F anco Ociden al
(...). Da in e dependência de mui os in e esses, planos e acções
indi iduais esul ou uma linha de e olução, uma endência egula
ine en e ao conjun o de pessoas in e dependen es, que nenhuma delas se
inha p opos o como objec i o, e uma o mação, um p odu o, que
nenhuma delas inha p op iamen e planeado: um es ado chamado
F ança (Elias, 1986, 2o Vol. p. 136)
Po an o, o Es ado eme giu a pa i de uma mi íade de acções locais:
inicialmen e comba es en e senho es eudais. T a a a-se de uma si uação em
que odos os senho es se encon a am p isionei os de uma mesma lógica: se
cada um deles não en asse conquis a um e i ó io izinho co ia o isco de se
conquis ado, o que aumen a ia o pode do conquis ado e assim a o ece ia a
possibilidade de es e se o na cada ez mais pode oso a a és de ul e io es
conquis as. A igu a seguin e desc e e esquema icamen e essa si uação.
O senho ep esen ado pelo quad ado do meio ê-se o çado a
emp eende a conquis a de um izinho, pois se não o ize co e o isco
de esse izinho conquis a um ou o e aumen a assim o seu pode ,
passando a ameaça cada ez mais o do meio. No e-se que o quad ado
somb eado pode ia se um qualque , pois a si uação é álida pa a
qualque um dos senho es, donde um es ado de ensão.
O esul ado dessas sucessi as lu as conduz ine i a elmen e à eme gência de
um núme o cada ez mais eduzido de senho es ex emamen e pode osos, a é
que, po á ias ou as azões que não é essencial menciona aqui, su ge
p og essi amen e um único senho ex emamen e pode oso que, a pouco e
pouco, se ai o na o ‘Rei’ e igu a o ‘Es ado Cen al’. Esse ‘Es ado Cen al’
ele p óp io é um p odu o da gue a e o e o ço do seu pode deco e do ciclo
gue a Æ impos os Æ gue a: o Es ado mode no com odas as suas unções é
uma consequência mais ou menos indi ec a da gue a e da necessidade de lança
impos os e dí ida ‘pública’ a im de a inancia (Mann, 1986, Tilly, 1992). A
análise a la ga escala do p ocesso de o mação do Es ado mode no mos a pois
como sucessi as gue as eudais - e, pos e io men e, sucessi as gue as en e os
Reis - ge a am imp e isi elmen e e não in encionalmen e uma si uação global
endencialmen e es á el: o Es ado enquan o de en o do monopólio da o ça e da
iscalidade.
No be Elias designa a po igu ações essas mac o-es u u as globais
p odu o de acções locais míopes. Elas são imp e isí eis do pon o de is a das
acções locais, e apenas a econs ução eó ica das suas consequências - ou en ão
a sua e oacção sob e o compo amen o dos agen es - pe mi e e qual o es ado
global a que dão o igem. No e-se ainda que, no exemplo da o mação do Es ado,
o mi o consis e em supo -se que ele semp e exis iu enquan o oco explica i o de
mui os p ocessos subsequen es. Como e e imos, a a-se de uma assunção que
sub ep iciamen e su ge como pon o de apoio explica i o em mui a da
his o iog a ia e sociologia adicional.2
2 Ainda ecen emen e, oi necessá ia a ob a de José Ma oso (Ma oso, 1987) pa a que, na
his o iog a ia sob e Po ugal, se colocassem em ques ão ce os mi os explica i os ace ca da
o mação de Po ugal, ais como assumi que D. A onso Hen iques e a um ‘Rei’ no sen ido
mode no da pala a ou que ele oi mo ido po um desejo explíci o de unda uma ‘Nação’
di e en e das ou as ‘Nações’ da Península Ibé ica.
Na mesma década, e embo a sem se ão igo oso ace ca da sua na u eza, um
ou o sociólogo e economis a designa a po ‘ins i uições de o mação
espon ânea’ algumas das igu ações que esul am das acções locais míopes.
T a a-se de F. Hayek, pa a quem a maio pa e das ins i uições humanas
depende iam desse ipo de causalidade, com o economis a aus íaco a denuncia
cons an emen e o que chama a a ‘ iloso ia cons u i is a’ de o igem ca esiana
(Hayek, 1971, p. 9). Segundo essa iloso ia cons u i is a, é como se odas as
o ganizações e ins i uições i essem sido o p odu o de um design a p io i
explíci o; é como se ‘ odos o ac os pudessem es a concen ados numa só
men e’ (Idem, p. 14), pelo que ‘ udo e ia de obedece a um único plano coe en e
(....), p odu o de uma azão conscien e indi idual’ (Hayek, 1946, p. 25), e ‘que
udo conhece’ (Idem, p. 45). T a a-se de uma ‘ endência an opomó ica’ [de
ac o!] (Hayek, 1971, p. 21), a endência pa a udo e mos em e mos de “um
plano que emana de ‘um cen o’”. Só que é uma endência edu o a, pois,
ci ando Alain Fe guson, ‘exis em enómenos que esul am da acção humana mas
não do design humano’ (1971, p. 20); exis em ins i uições de ‘ o mação
espon ânea’ (Idem, p. 22).
O li e-me cado se ia o exemplo de uma ins i uição de o mação espon ânea.
Mas a ob a de Hayek consis e em boa pa e na análise de um mi o que se
encon a na base da eo ia económica dominan e dos me cados, a chamada eo ia
neoclássica da o mação dos p eços. Segundo essa eo ia, cujas o igens podemos
aze emon a a L. Wal as (Wal as, 1874), a economia ende pa a um egime de
equilíb io único em que a o alidade do excesso da p ocu a (conside ada em
odos os bens e em odos os me cados) sob e a o e a se á igual a ze o. No
en an o, como Hayek mui as ezes salien ou (Hayek, 1946), a ques ão eside em
sabe como é a ingido o p óp io es ado de equilíb io. Esse p oblema pode ia se
esol ido se odos os seus dados (os alo es de cada bem em cada me cado)
ossem ‘conhecidos po uma única men e’ (Hayek, 1946, p. 91). Na e dade oi
uma solução desse ipo que Wal as p opôs a a és da icção do leiloei o
(commissai e-p iseu ). T a a-se uma espécie de se omniscien e que, endo uma
isão de odos os bens em odos os me cados, p ocede do seguin e modo: ajus a
sis ema icamen e os p eços azendo aumen a aqueles onde exis e um excesso da
p ocu a (o que de seguida os az diminui ) e azendo diminui aqueles onde
exis e um excesso da o e a (o que de seguida os az aumen a ). Esse p ocesso
pode se o malizado num sis ema de equações di e enciais (c . Kehoe, 1987), e
assim o leiloei o é iden i icado com a unção ma emá ica que pe mi e a ingi o
es ado de equilíb io - uma si uação pe ei amen e análoga à que desc e emos a
p opósi o da ísica clássica. E al como aí sucede, calcula uma unção signi ica
p ecisamen e calcula o seu algo i mo de con e gência pa a o equilíb io (no caso
de es e exis i ). Logo, o leiloei o é um algo i mo que pode se is o como um
algo i mo de con ole impedindo a exis ência de dinâmicas complexas. O
leiloei o é exac amen e uma on e, ‘a men e única na qual odo o conhecimen o
es á concen ado e que ga an e a exis ência de uma solução única [pa a o sis ema
de equações dos bens]’ (Hayek, 1937, p. 93). De modo li e al, o leiloei o
o maliza a necessidade da in e enção de um mi o na cons i uição da economia
como disciplina igo osa. No en an o, é impo an e e que essa en idade causal
in e ém na exac a medida em que as in e acções eais en e os agen es
económicos são negligenciadas, is o é, em que não se conside a a economia
como um sis ema complexo (c . A hu , Du lau & Lane, 1997, pa a uma
pano âmica dos modelos da economia enquan o sis ema complexo). É o ipo de
causalidade que esul a da in odução de in e acções que de emos e em
seguida.
∴
P ocu ando dispensa a in e enção de mi os me odologicamen e explica i os
undados numa espécie de Eu, Hayek e Elias enca a am os p ocessos sociais
como sis emas de in e acções não linea es que ge am imp e isi elmen e ce os
es ados globais. No en an o, apenas a pa i de ce os dados ma emá icos
undamen ais oi possí el in es iga ecen emen e essa in uição de modo
sis emá ico. Não sendo possí el desen ol e aqui o ema, limi amo-nos a da um
exemplo que mos a a iloso ia ge al p esen e na o igem acen ada dos
p ocessos sociais. Esse exemplo é o modelo de Schelling (Schelling, 1971) )
sob e os mecanismos da seg egação acial. É um exemplo com ins ilus a i os
que não p e ende se uma e dadei a eo ia ace ca dos mecanismos eais de
seg egação.O modelo consis e numa ede compos a po au óma os ou agen es
que podem assumi dois es ados co espondendo à sua ‘ aça’ ou co : cada um
deles ou é V ( e melho) ou A (ama elo). O compo amen o de cada agen e é
local, o que signi ica que cada um ecebe a in luência e in luencia oi o agen es
izinhos. Essa ‘in luência’ pode se en endida como uma ‘inci ação ao
mo imen o’, is o é, cada agen e possui ‘mo imen o’ e desloca-se (ou não) da
sua posição pa a uma ou a em unção da p opo ção de indi íduos da sua co
que se encon am no seu aio de izinhança. Podemos es ipula o alo de 37%
de núme o de agen es izinhos como a condição de p e e ência que le a, ou não,
um agen e a mo e -se. Mais especi icamen e, o algo i mo que conc e iza o
modelo de Schelling pode se assim enunciado:
• Cada indi íduo calcula o núme o de izinhos da sua co .
• Se esse núme o é supe io a 37% (se menos de 37% dos seus izinhos são
da sua co , is o é, se mais de 63% são de co opos a), ele mo e-se pa a um ou o
local (o mais p óximo ou um qualque ou o alea o iamen e escolhido) que
sa is aça esa condição de p e e ência; caso con á io, pe manece no mesmo sí io.
E é udo. T a a-se e ec i amen e um algo i mo pa icula men e simples. No
abalho inicial de Thomas Schelling, o modelo e a simulado pa indo de uma
dis ibuição inicial comple amen e in eg ada das duas ‘ aças’ - um es ado inicial
de equilíb io -, e de seguida e a pe u bado emo endo um ce o núme o de
agen es (algumas casas icam azias). A pe u bação em como e ei o deixa
alguns agen es com um núme o de izinhos in e io à sua condição de
p e e ência, o que os le a a mo e em-se, o que, po sua ez, ai implica que
ou os agen es enham um núme o ‘in ole á el’ de izinhos e se mo am, e assim
sucessi amen e num e ei o em casca a. Mais em ge al, pode pa i -se de uma
disposição inicial alea ó ia de agen es. Em ambos os ipos de condições iniciais,
o esul ado inal das i e ações do algo i mo acima enunciado conduz a um es ado
inal de comple a ou quase comple a seg egação: exis em egiões apenas
ocupadas po V’s sepa adas po egiões apenas ocupadas po A’s.
Igualmen e impo an e é o modelo se anali icamen e in a á el, o que
signi ica se impossí el ‘in eg a ’ as suas equações do mo imen o, ou seja, é
mo o de pesquisa Google (www.google.com). Como B in e Page e e em
“Page-Rank pode se pensado com um modelo do compo amen o do u ilizado .
Assumimos que exis e um ‘indi íduo que na ega alea o iamen e’, ao qual é
ap esen ada uma página web alea ó ia, e ai clicando nas ligações sem nunca
clica no bo ão ‘Re ocede’ a é que e en ualmen e se abo ece e ecomeça numa
qualque ou a página alea ó ia”. Po an o, a a-se de cons ui um mé odo que
seja um modelo do compo amen o eal do u ilizado , compo amen o esse que,
na u almen e, é ele p óp io de e minado pela es u u a em hipe ex o da WWW.
É um p ojec o que já conduziu a esul ados p á icos signi ica i os mas que pode
se adicalizado po um ou o mé odo que, em nossa opinião, e
independen emen e da sua e icácia p á ica, coloca ques ões concep uais mais
in e essan es. Essa adicalização oi le ada a cabo po Jon Kleinbe g (Kleinbe g.
1998) com o mé odo HITS (Hype link-Induced Topic Sea ch), o qual consis e
e ec i amen e num mé odo que pe mi e ex ai uma in o mação global a pa i
de ac os locais.
Tal como sucede em ce as ci ações bibliog á icas, o mé odo HITS baseia-se
no concei o de au o idade. Po exemplo, ‘Sun’ é uma au o idade pa a ‘Ja a’, al
como como ‘San a e’ é uma au o idade pa a ‘sis emas complexos’. Po ou o
lado, sucede equen emen e que os mo o es de pesquisa adicionais não
o necem no início das suas lis agens as e dadei as au o idades de um ce o
domínio. Como e i a a de iciência desse ipo de in o mação? No mé odo HITS,
uma au o idade não é designada, mas sim ei a eme gi . Isso consegue-se
in oduzindo o concei o de apon ado (hub), e a ideia de base é que um bom
apon ado apon a ( em ligações) pa a á ias boas au o idade e uma boa
au o idade é apon ada ( em ligações p o enien es de) po á ios bons
apon ado es. É um p ocesso ecu si o que unciona po e oacção posi i a, em
que as elações en e apon ado es e au o idades se ão mu uamen e e o çando, e
onde é cla o que a dinâmica do sis ema se baseia essencialmen e em apon ado es
ela i amen e pouco conhecidos - podem não exis i mui as ligações que
apon em na sua di ecção - e nos ac os locais que eles le am a cabo.6 Em ge al,
como Gibson e Kleinbe g (Gibson e Kleinbe g, 1998) esc e em, ‘a nossa
expe iência com HITS mos a que as comunidades de au o idades e apon ado es
são uma consequência eco en e da o ma como os c iado es de páginas na
WWW se ligam uns aos ou os no con ex o de ópicos de in e esse la gamen e
pa ilhados’ O mé odo HITS assen a in eg almen e em acções locais que de
o ma não in encional es ão c iando au o idades e comunidades (ligações
in ensas en e au o idades e apon ado es), mas, undamen al, sem que isso
en ol a qualque impo ância subjec i a que um apon ado a ibua a alguém que
6 De o ma um pouco mais especí ica , HITS unciona do seguin e modo:
(i) In oduz-se uma pesquisa de um ce o ema num mo o de pesquisa adicional. Um núme o
su icien emen e g ande páginas esul ado dessa pesquisa o ma a aiz da pesquisa de HITS. Esse
conjun o é de seguida expandido adicionando odas as páginas que apon am, ou que são
apon adas, pa a qualque página do conjun o inicial.
(ii) Cada página p possui um peso apon ado h (p) e um peso de au o idade a(p). P Æ Q
signi ica que a página p em uma ligação pa a a página q. O algo i mo de base de HITS consis e
en ão na i e ação dos pesos de h e a segundo a seguin e elação:
a (p) =
h (p) = a(q)
hq
qp
pq
()
−>
−>
∑
∑
ele en ende se uma ‘au o idade’. As au o idades eme gem, não são designadas
enquan o al po qualque indi íduo. T a a-se pois de um mé odo que se baseia
na p óp ia es u u a dinâmica em hipe ex o da ede e que isa se um modelo
dos es ado global que o compo amen o eal dos indi íduos que in e agem na
WWW az eme gi .
Na medida em que o mé odo HITS o nece esul ados que em ge al são
melho es que os dos mo o es de pesquisa adicionais (is o é, e e encia em
p imei o luga as boas au o idades), pode-se a i ma de no o que ele ex ai o
es ado global da ede pa a que os ac os locais es ão não in encionalmen e
con ibuindo. Essa a i mação não en ol e qualque me á o a, an es é
absolu amen e p ecisa. Rigo osamen e, um es ado global pode se
ma ema icamen e ca ac e izado po um pon o ixo de uma dinâmica. No caso da
lei de escalamen o acima ap esen ada, a a-se de um ‘quase’ pon o ixo, no
sen ido em que ele é ep esen ado pelo ac o de escalamen o que dá a azão
cons an e en e o núme o de páginas e as ligações en e elas: não é p op iamen e
um pon o ixo es á el. Já no in e io do mé odo HITS, e p o a elmen e po que a
WWW se encon a au o-o ganizada c i icamen e, é possí el p o a que uma
au o idade é um pon o ixo es á el da i e ação do algo i mo de HITS; mais
exac amen e, essa i e ação con e ge pa a um conjun o de pesos es á eis de
au o idades e apon ado es. Na u almen e que um lei o com o mação
ma emá ica su icien e comp eende á in ui i amen e que essa con e gência
apenas es á assegu ada na condição de exis i uma densidade su icien e de
ligações en e as home-pages, caso con á io o mé odo não o nece á esul ado
ele an es.
Como que que seja, HITS é al ez o p imei o g ande exemplo de um modelo
da WWW que ex ai e classi ica in o mação com base no compo amen o dos
c iado es de páginas Web e que pe mi e mos a , uma ez mais, como ac os
locais es ão con ibuindo na In e ne pa a um es ado global es á el, na u almen e
sem que disso eles enham consciência ou con ole. Como semp e sucede com
es e ipo de p ocessos, a eme gência começa po se ex ínseca aos agen es7. Na
eme gência ex ínseca o con ole das consequências das acções indi iduais é
quase nulo, pois o es ado global é i ep esen á el po qualque indi íduo. Ele
apenas pode se cap ado po uma en idade (um obse ado ) ex e io ao sis ema.
No caso das Comunidades da WWW, essa en idade é p ecisamen e o sis ema
HITS. Con udo, a eme gência ex ínseca pode o na -se in ínseca quando os
p óp ios indi íduos são de e minados pelo es ado global a que passam a e
acesso. Isso é ípico nos p ocessos de e oacção posi i a, pois um indi íduo que
encon a mui as ligações pa a um mesmo si e pode á i a esse si e e c ia ele
p óp io um ligação, o que cons i ui á um e o ço pa a que um p óximo indi íduo
econheça esse si e como uma au o idade. Na o mulação de Elias, su ge assim
uma igu ação. Mas como sucede com odas as ou as igu ações, é possí el que
su ja um momen o em que os indi íduos ‘esquecem’ comple amen e a génese
his ó ica e e olu i a dessa igu ação e a con e em num mi o, numa Au o idade
que ‘assim oi ins i uída’ po uma on ade explíci a, eins alando
imagina iamen e um mecanismo de con ole onde não exis ia qualque con ole.
Po an o, o algo i mo subs i ui a (p) po odas as páginas apon ado as que apon am pa a p, e de
seguida subs i ui h (p) po odas as páginas au o idades pa a que p apon a (Gibson e Kleinbe g,
1998).
7 Pa a a impo an e dis inção en e eme gência ex ínseca e eme gência in ínseca c .
C u ch ield, 1994
Re e ências Bibliog á icas.
Adamic, L., Hube man, B., (1999), “Technical commen o ‘Eme gence o
Scaling in Random Ne wo ks’,” Science, Vol. 286, 15 : 509-512.
Ande son, P., e al, (1987), The Economy as an E ol ing Complex Sys em,
Addison-Wesley, Reading.
A hu , B., Du lau , S., Lane, D., (1997), The Ecomony as an E ol ing Complex
Sys em II¸ Addison-Wesley, Reading.
Bak, P., 1996, How Na u e Woks, Sp inge -Ve lag, New Yo k.
Ba abási, A., Albe , R., e Jeong, H., (1999), ‘Mean- ield heo y o scale- ee
andom ne wo ks’, cond-ma /9907068.
B in, S., e Page, L., (1998), ‘The Ana omy o a La ge-Scale Hype ex ual Web
Sea ch Engine’, P oceedings o he 7 h In e na ional Wo ld Wide Web
Con e ence, in h p://google.s an o d.edu.
C u ch ield, J., (1994), ‘The Calculi o Eme gence: Compu a ion, Dynamics, and
Induc ion’, Physica D¸ 75: 11-54,
Elias, N., (1986), O P ocesso Ci ilizacional, D. Quixo e, Lisboa ( Ed. o ig.:
Übe den P ozeß de Zi ilisa ion, 2 ols., Haus zun Falken, Basel. 1939).
Gibson, D., Kleinbe g, J., Ragha an, P., (1998), ‘In e ing Web communi ies
om link opology’, P oceedings o he 9 h ACM Con e ence Con e ence on
Hype ex and Hype media, in h p://www.almaden.ibm.com/cs/k53/cle e .h ml.
Giedion, S., (1948), Mechaniza ion Takes Command, Ox o d Uni e si y P ess,
London.
Ha ne , K., e Ma hew, L., (1996) Whe e Wiza ds S ay up La e, Simon and
Shus e , New Yo k.
Hayek, F., (1946), Indi idualism and Economic O de ¸ Chicago Uni e si y
P ess, Chicago.
Hayek, F., (1972), Law, Legisla ion and Libe y, Vol 1, Chicago Uni e si y
P ess, Chicago.
Kehoe, T., (1987), ‘Compu a ion and Mul iplici y o Economic Equilib ia’, in
The Economy as an E ol ing Complex Sys em¸ P. Ande son e al, (eds.),
Addison-Wesley, Reading, 1987: 147-167.
Kleinbe g, J., (1998), ‘Au ho i a i e sou ces in a hype linked en i onmen ’,
P oceedings o he 9 h ACM-SIAM Symposium on Disc e e Algo i hms, in
h p://www.cs.co nell.edu/home/kleinbe .
Leine , B., Ce , V., e al, (1997), A B ie His o y o he In e ne . Pode se ob ido
con ac ando: [email p o ec ed]..
Machuco Rosa, (1998), In e ne - Uma His ó ia, E.U. Lusó onas, Lisboa.
Machuco Rosa, (1999), ‘Tecnologias da In o mação - Do Cen ado ao
Acen ado’, Re is a de Comunicação e Linguagens, 25: 193-210.
Machuco Rosa, (2000), Teo ia das Es u u as - Do Cen ado ao Acen ado¸a
publica .
Mann, M., (1986), The Sou ces o Social Powe : A His o y o Powe om he
Beginning o A.D. 1760, Camb idge Uni e si y P ess, Camb idge,
Ma , (1982), Vision, F eeman, New Yo k.
Ma oso, J., (1987), ‘A Fo mação de Po ugal e a Península Ibé ica nos séculos
XI e XII, Ac as das 2as Jo nadas Luso-Espanholas de His ó ia Medie al, Po o.
Tilly, C., (1992), Coe ion, Capi al, and Eu opean S a es, AD 990 - 1992, Basil
Blackwell, Ox o d.
Schelling, T., (1971), ‘Dynamic Models o Seg ega ion’, Jou nal o
Ma hema ical Sociology, 1: 143-186.
Wal as, L., (1874 -77), Elemen s o Pu e Economics, Geo ge Allen and Unwin,
London, ed. 1954.
Wa z, K., (1979), Theo y o In e na ional Poli ics, McG aw-Hill, New Yo k.