scieee Science in your language
[po] (orig)

Ourives portugueses na região do Rio de la Plata nos séculos XVII, XVIII e XIX

Read accessible full text

Ourives portugueses na região do Rio de la Plata nos séculos XVII, XVIII e XIX

Author: Maria José Goulão
Year: 1990
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/1811/2/46581.pdf
Ou i es po ugueses na egião do Rio de la Pla a nos séculos XVII, XVIII e
XIX
Ma ia José Goulão
(Faculdade de Belas A es da Uni e sidade do Po o)
GOULÃO, Ma ia José – Ou i es po ugueses na egião do Rio de la Pla a nos séculos XVII,
XVIII e XIX. In: A as del V Simpósio Hispano-Po ugués de His ó ia del A e: «Las elaciones
a ís icas en e la Península Ibé ica y Amé ica». Valladolid: Uni e sidad de Valladolid, 1990. p.
127-137.
O peso decisi o da imig ação luso-b asilei a na ida económica, social e
cul u al do Rio de la Pla a du an e o pe íodo colonial oi abo dado nos abalhos
pionei os de R. de La uen e Machain e Guille mo Fu long, e em sido di e sas
ezes ocado pela his o iog a ia a gen ina con empo ânea
(1)
.
De e-se, no
en an o, a Adol o Luís Ribe a e a Héc o Schenone a decisi a chamada de
a enção pa a a in luência dos a is as de o igem po uguesa na ou i esa ia,
mobiliá io e escul u a da egião de Buenos Ai es. Com e ei o, ambos os au o es
dedica am g ande pa e da sua in es igação no domínio da His ó ia da A e à
análise das on es documen ais e das ob as a ís icas exis en es que a es am
al in luência.
A exposição ealizada em Buenos Ai es em 1966, sob e a a e luso-b asilei a
no Rio de la Pla a, cons i uiu a p imei a en a i a de ul o de e ela ao g ande
público esse con ibu o impo an íssimo.
Se se pode de ac o conside a que o assun o que se e de base a es e
abalho encon ou já na A gen ina a a enção e o desen ol imen o que me ece,
o mesmo não se pode á a i ma em elação a Po ugal, onde a exposição
«T ês séculos de ou i esa ia hispano-ame icana», o ganizada a pa i das
coleções do Museu «Isaac Fe nández Blanco», de Buenos Ai es, e
ap esen ada há ce ca de dois anos na Fundação Calous e Gulbenkian, em
Lisboa, cons i uiu uma au ên ica e elação.
Pe an e a escassez de in o mação e a o al ausência de es udos em Po ugal
sob e a decisi a in luência a ís ica lusi ana no domínio da ou i esa ia
iopla ense, c emos e mo i os su icien es pa a, pa indo das in es igações de
conjun o já ealizadas pelos es udiosos a gen inos, en a uma análise da
singula idade do con ibu o po uguês, naquilo que ele e e de mais especí ico.
A o ma como se e e uou a pene ação dos a í ices po ugueses, as suas
elações com Po ugal Con inen al, o B asil e a Colónia do Sac amen o, a
o ganização da sua a i idade p o issional, bem como o papel que lhes oi
des inado no seio de uma comunidade maio i a iamen e espanhola e c ioula,
são alguns dos aspe os que p ocu ámos escla ece , e que e elam um caso
cu ioso, que me ece ia se de idamen e es udado nas suas e en es his ó ica,
sociológica e cul u al.
A especi icidade do con ibu o po uguês oi de e minan e na o mação de
inúme as ge ações de a í ices iopla enses, e e e as suas consequências ao
ní el do gos o, adqui indo aspe os es ilís icos mui o p óp ios, que en a emos
abo da
(2)
.
OS ARTISTAS
Desde o século XVI que os e i ó ios espanhóis do No o Mundo se o na am
amosos pelo esou o incalculá el ex aído das jazidas da co dilhei a dos
Andes. As ce ca de cinco mil en adas de minas, en e as quais se
encon a am as de Po co, Guanesco, Chincha, Cu co, Cajama ca, Andacaba,
Yuloma e Po osi, o nece am, desde 1545 a é ao im do século XVIII,
quan idades de ou o e p a a di íceis de a alia .
São sobejamen e conhecidos os es emunhos da época que pe mi em aze
uma ideia da abundância de me ais p eciosos no Vice-Rei no do Pe u, bem
como do aus o e do luxo dai deco en es, que imp essiona am i amen e
alguns iajan es e c onis as.
Na Cidade Impe ial de Po osi, ica am céleb es os icos do es das ilhas dos
colonizado es, a quan idade de baixela de p a a, a iqueza do in e io das
ig ejas, o esplendo das es i idades popula es e das p ocissões solenes, pa a
as quais se chegou a pa imen a com ba as de p a a odo o aje o a
pe co e . Os di ei os abonados ao Real E á io Espanhol en e 1586 e 1780
pe mi em calcula em ce ca de 2.400.000.000 de pesos a quan idade de
miné io explo ada po inicia i a égia, com a qual se ia possí el o ma o
equi alen e a um equado e um me idiano com a la gu a de um peso comum,
que ci cundassem o globo e es e
(3)
.
Tal abundância de ou o e p a a ai
mo i a um ápido desen ol imen o das a i idades ligadas à ou i esa ia nos
e i ó ios das Índias Ociden ais.
Embo a o Vice-Rei no da No a Espanha ambém osse ico em p a a, as minas
mais impo an es si ua am-se no Vice-Rei no do Pe u, de onde o miné io
seguia pa a Espanha e pa a odos os pai ses dependen es da Co oa
espanhola.
A cidade da San íssima T indade e Po o de San a Ma ia de Buenos Ai es oi,
du an e os séculos XVII e XVIII, uma pla a o ma come cial de p imo dial
impo ância, is o se o único pon o de conexão dos e i ó ios espanhóis com a
Eu opa pela ia a lân ica. A p a a e o ou o des inados ao B asil e am ambém
anspo ados po ma a pa i de Buenos Ai es, e ocados po ecidos, açúca ,
a oz, chapéus e esc a os a icanos. Os indi íduos que se dedica am a es e
a i o comé cio do miné io pe uano ica am conhecidos po «pe ulei os».
No século XVIII, a cidade de Buenos Ai es adqui iu um no o es a u o, ao
o na -se a capi al do Vice-Reino do Rio de la Pla a, que in eg a a as
p o íncias de Buenos Ai es, Pa aguai, Tucumán, Po osí, San a C uz de la
Sie a e Cha cas. Embo a impo an e sob o pon o de is a mili a , polí ico e
adminis a i o, a egião de Buenos Ai es e a pob e, com uma ida social e
económica pouco desen ol ida e sem b ilho. Ao con á io das expec a i as
iniciais, a mine ação nunca oi abundan e nes a zona, e o o ício de p a ei o não
chegou a adqui i a impo ância que ob e e no Al o Pe u, onde oi a o ecido
pelas necessidades de os en ação e de luxo einan es.
No en an o, desde os p imó dios da undação da cidade que se encon a
documen ada a p esença de ou i es, p a ei os, undido es e ensaiado es de
di e sa p o eniência, na u almen e a aídos pela p a a e ou o do Pe u que,
a a és da Queb ada de Humahuaca, chega am a Buenos Ai es.
As elações de bens, os es amen os, os do es e os ela os de iagens dos
séculos XVII e XVIII dão-nos impo an es in o mações sob e a u ilização
quo idiana de obje os de ou o e p a a nes a egião. A baixela de p a a e a de
uso co en e nas casas das elhas amílias undado as, e os do es de
casamen o incluíam um sem núme o de colhe es, salei os, ja os, co es e
c uci ixos do mesmo me al
(4)
.
A es e espei o, é signi ica i o o es emunho de
um alcaide de Buenos Ai es, de nome F ancisco de Espinosa, que em 1769, ao
in o ma o bispo Manuel de la To e àce ca da quan idade de dinhei o de que
necessi a a um p ebendado pa a se sus en a condignamen e, a i ma o
seguin e: «…el uso de la pla a pa a el se icio de su mesa, y de sus ma es, lo
que po es as pa es es muy común, aun en la gen e de medianas
con eniencias; con lo que aho an no pocos gas os en el uso del ba o, o de la
loza; po que siendo los neg os y mula os si ien es an descuidados en odo,
es necesa io un al a e o pa a su i cada ano una casa, de pla os y o as
necesa ias asijas; que iniendo de Espana, es no poco cos oso su ein eg o, y
asi es economia el uso de la pia a, pues aun el pel e padece sus de i u as en
ales manos, como se ha expe imen ado en mi casa»
(5)
.
Buenos Ai es oi, acima de udo, uma cidade po uá ia. Dessa abe u a ao io
ad êm algumas das suas ca ac e ís icas mais de e minan es: cul u almen e
eclé ica, a cidade o na -se-á o pon o de pene ação de in luências, écnicas e
modelos eu opeus.
No domínio da ou i esa ia, esse ecle ismo le ou a que a p odução da egião de
Buenos Ai es osse cla amen e dis in a da de ou os e i ó ios da Amé ica
espanhola. Pa a al e á con ibuído a impo ação de peças p o enien es de
Espanha, a es ada a a és de á ios documen os em que uncioná ios da
Co oa espanhola eque em au o ização pa a aze joias e p a a ia
(6)
,
impo ação es a que do século XIX se es ende a ou os países eu opeus, en e
os quais Po ugal. Mas mais de e minan e oi, sem dú ida, a p esença em
Buenos Ai es de ou i es indos de Espanha, Po ugal, F ança, I ália, Ingla e a,
e ainda de á ios e i ó ios ame icanos.
A es a ís ica elabo ada pelos p o esso es Ribe a e Schenone com base nos
censos, pad ões e documen ação de á ia o dem, pe mi e e i ica que dos 97
ou i es eu opeus já iden i icados que abalha am na egião de Buenos Ai es,
43 são espanhóis e 44 são po ugueses, aos quais há a jun a mais 7
b asilei os
(7)
.
Da am do inicio do século XVII as p imei as no icias da chegada de ou i es
lusi anos. Em 1603, en ou pelo po o de Buenos Ai es, sem licença, um
p a ei o po uguês do B asil, de nome Rod igo Fe ei a, que oi imedia amen e
expulso po o dem do Tenen e Go e nado Manuel de F ías.
O p imei o ou i es po uguês a adica -se em Buenos Ai es pa ece e sido
Be na do Pe ei a, nascido em 1604 no Pe al, p óximo de Lisboa, e que em
1620 en ou em Buenos Ai es sem licença, indo da Bala. O ac o de se e
casado com uma ilha de po ugueses e ne a de conquis ado es pe mi iu-lhe
não se expulso e pode exe ce o seu o ício, chegando a e esc a os e bens
p óp ios
(8)
.
Vis o que as au o idades espanholas exe ciam uma igilância a u ada, os
ou i es po ugueses imig ados clandes inamen e e que deseja am ixa -se em
Buenos Ai es p ocu a am adqui i a condição de izinhos e i a pa ido dos
p i ilégios dai ine en es, pa a ga an i o exe cício da sua p o issão. Como es e
es a u o e a ansmissí el po linha eminina e a a és do casamen o, a união
com ilhas ou ne as de conquis ado es ou p imei os po oado es e a mui o
p ocu ada.
Nos «Au os y diligencias sob e egis o y desa me de los po ugueses de la
ju isdicción de Buenos Ai es» le an ados em 1643 po o dem do Vice-Rei do
Pe u
(9)
,
os ou i es que decla a am e en ado ilegalmen e em Buenos Ai es
salien am o ac o de se em casados com c ioulas ilhas de espanhóis ou
po ugueses. Es ão nes e caso F ancisco da Cos a, Manuel de Seixas e
F ancisco Ribei o, odos na u ais de Po ugal Con inen al e endo en ado «po
es e pue o sin licencia».
A condição de «es an e y habi an e» co espondia a uma eli e en e os á ios
«es amen os» e pe mi ia a comp a de e a, a possibilidade de pe ence ao
«Cabildo» ou às «Milícias» ou ainda a ob enção de luc o na expo ação de
ce eais pa a o B asil. Se mui os ou i es lusi anos log a am alcançá-la,
essencialmen e a a és do casamen o, que lhes pe mi ia uma assimilação
quase o al, ou os man i e am-se possi elmen e em condições mais p ecá ias,
azendo pa e de uma mino ia plebeia e i ine an e
(10)
.
Apesa de o po o de Buenos Ai es e sido, du an e o século XVII, uma
pequena cidade a as ada dos g andes cen os de decisão, pob e e pouco
a aen e, não passando de um aglome ado de casas sem id aças e com
pa imen o de e a ba ida, o núme o de ou i es egis ado e a
su p eenden emen e ele ado, con ando-se 8 a í ices pa a uma população que
onda ia os 1.500 habi an es. Des e núme o de esiden es, ce ca de 25%
se iam po ugueses de nascimen o ou de o igem, e en e os 8 ou i es, pelo
menos 5 dão-se como po ugueses. Es e núme o não cessou de aumen a
du an e o século XVIII: em 1771, os ou i es po ugueses e am 11, e em 1788
alcança am o núme o de 15, sendo 13 do Con inen e e 2 do B asil. O elemen o
po uguês e a mesmo la gamen e supe io ao espanhol, pois na mesma al u a
egis a am-se apenas 5 ou i es nascidos em Espanha, num o al de 46, 24 dos
quais ame icanos
(11)
.
O núme o de ou i es po ugueses que a ua am na egião do Rio de la Pla a
de e e sido bas an e supe io ao egis ado. Nas lis as publicadas po Ribe a e
Schenone
(12)
,
encon ámos e e ências a á ios a is as cujos nomes indicam
uma o igem po uguesa ou b asilei a, se bem que não se conheça com
segu ança a sua nacionalidade. Mui os desses nomes apa ecem na
documen ação com uma g a ia inco e a. Se ia in e essan e sabe se se a a
de uma en a i a p oposi ada de ocul a a o igem po uguesa, ou se os
uncioná ios espanhóis acas elhaniza am in olun a iamen e os nomes ao
egis á-los po esc i o. Ped o Sil a, F ancisco José Sil a, «Jannua io José de
Silba», F ancisco José Pe ei a, «F ancisco de Acos a», Robe o Pe ei a e
«Joaquim de los San os» são alguns des es a is as cuja nacionalidade não é
indicada, mas que nos pa ece se em po ugueses
(13)
. Todos eles se in eg am
na sociedade de Buenos Ai es, exe cendo o seu mes e como o iciais ou
mes es, alguns assis indo egula men e às euniões da sua cong egação.
En e os ou i es que decla a am a sua o igem, alguns são po ugueses do
Con inen e que exe ce am o seu o ício no B asil an es de passa em a Buenos
Ai es e ou os são na u ais do Rio de Janei o, Pe nambuco e Bala. A
necessidade de ocul a a o igem po uguesa pa ece es a elacionada não só
com os p econcei os exis en es con a os es angei os e com a di iculdade de
in eg ação p o issional, mas ambém com p oblemas de índole eligiosa.
Embo a au o es como Edua do Saguie a i mem que os imig an es
po ugueses não so e am qualque ipo de pe seguição eligiosa
(14)
, o ce o é
que as da as em que se egis a um núme o mais ele ado de en adas
clandes inas co espondem a pe íodos de maio agi ação nes e domínio.
A chegada ao B asil do comissá io da Inquisição Fu ado de Mendonça,
en iado po Lisboa, que az consigo a ameaça do início das pe seguições aos
judeus nes e e i ó io, de e á es a di e amen e elacionada com o
conside á el aumen o da imig ação po uguesa pa a o Rio de la Pla a. Só em
1619, a é meados do ano, inham en ado no po o de Buenos Ai es oi o na ios
ca egados com passagei os po ugueses
(15)
. Es a si uação p o oca o eceio
das au o idades eclesiás icas espanholas, que suspei am da é des es ecém-
chegados e edob am a sua igilância. No mesmo ano, o Go e nado Manuel
de F ías eque à Co oa espanhola a c iação de uma delegação do San o
O icio em Buenos Ai es, pa a obs a à ameaça dos c is ãos-no os po ugueses,
«mui os deles icos e pode osos e mui o conhecedo es de odo o géne o de
me cado ias e esc a os»
(16)
.
O comissá io do San o O icio em Lima, nomeado pa a exe ce a Inquisição em
Buenos Ai es, a i ma a, algum empo depois: « enemos po cie o que ha de
eni mucha gen e huída, judías de España y del B asil… que cie o pide
emedio la acilidad que en an y salen judíos en es e pue o sin que se pueda

emedia , que como san odos po ugueses se encub en unos a o os»
(17)
.
No
en an o, a mode ação demons ada pelo Bispo de Buenos Ai es, Ma ín Ignacio
de Loyola, ao a i ma que em elação aos po ugueses não se de e ia po em
p á ica as «Reales Cédulas» sob e expulsão de es angei os de o ma mui o
igo osa «po que de su cumplimien o se siguie a la o al dis uzión des a
ciudad»
(18)
, é bas an e sin omá ica da o ma como as au o idades espanholas
se encon a am di ididas en e o e o eligioso e o econhecimen o da
impo ância i al do elemen o po uguês, que exe cia po adição as a esanias
e o ícios mecânicos conside ados menos digni ican es.
Seja po mo i os eligiosos ou po ou as ci cuns âncias, o que é ce o é que
hou e uma a i a co en e mig a ó ia en e o B asil e Buenos Ai es du an e os
séculos XVII e XVIII, que ajuda a explica a in luência po uguesa no domínio
da ou i esa ia, exe cida em g ande pa e a a és daquele e i ó io po uguês.
Também as elações come ciais en e ambas as zonas, mui o in ensas du an e
o início do século XVII, de ido à ação do Bispo po uguês de Có doba, F ei
F ancisco Vi ó ia, e que se man i e am ao longo de oda a cen ú ia de
Se ecen os, mui o embo a sem enquad amen o legal, ajudam a explica a
in luência a ís ica po uguesa
(19)
. Quando o go e no de Lisboa p oíbe em 1766
o exe cício do o ício de ou i es nas capi anias do Rio de Janei o, Baía,
Pe nambuco e Minas Ge ais, pa a obs a ao des io do ou o no B asil, o Vice-
Rei Conde da Cunha p o es a con a es as disposições, alegando: «…de
Buenos Ai es encomendam-nos g ande quan idade de ob as de p a a o que
azia u ilidade an o aos a í ices como ao comé cio do Reino de cuja al a
esul am p ejuízos mui o sensí eis»
(20)
.
A in luência po uguesa exe ceu-se ambém a a és da Colónia do
Sac amen o, undada em 1680, e que se o nou a posição me idional mais
a ançada do B asil. A du eza da ida na Colónia, ma cada po p o ações de
á ia o dem, a p oximidade de Buenos Ai es e a pe spe i a de uma iqueza
ácil a a és dos negócios le a am mui os a í ices a ugi pa a a capi al
iopla ense.
En e os ou i es po ugueses que exe ce am o seu o ício em Buenos Ai es,
encon am-se José An ónio de Sousa, nascido em Toma , e An ónio Ca doso
da Cunha, de Lamego, que pa a aí emig a am no século XVIII, indos da
Colónia Manuel Simões, nascido em Lisboa, e João de Almeida, na u al de
Guima ães, abalha am p imei o no Rio de Janei o, depois na Colónia do
Sac amen o, e emig a am inalmen e pa a Buenos Ai es, onde se encon a
documen ada a sua p esença du an e o século XVIII. Ainda na mesma
cen ú ia, apa ecem e e ências a José Machado e José Beni o Ma ques,
nascidos na Colónia do Sac amen o. O p imei o dá-se como lusi ano e o
segundo como espanhol, o que pode se uma en a i a de ocul a a
nacionalidade po uguesa, ou simplesmen e po que nessa al u a e a cos ume
aplica o e mo «espanhol» na aceção de homem de aça b anca.
Há ainda a menciona os casos de An ónio José Pe ei a e Manuel Rod igues
A agão, o p imei o do Po o e o segundo de Pe nambuco, que de am en ada
em Buenos Ai es como p isionei os, indos da Colónia, e que exe ce am a sua
a i idade naquela cidade, endo mesmo Manuel A agão execu ado alguns
abalhos pa a o Cabido
(21)
.
Encon am-se ainda ou i es po ugueses em Mon e ideu (Ma eus Pe ei a,
João Rod igues Bo elho, Manuel José Ca alho e Joaquim Pe ei a), e um
p a ei o lusi ano, de nome An ónio Pe ei a, es abelecido em Rosá io,
mencionado no censo de es angei os de 1771
(22)
.
Mui os dos po ugueses que exe ce am o o ício de ou i es no Rio de la Pla a
nasce am no Con inen e, sendo o iginá ios de Lisboa, Bena en e, Toma , ou
ainda do Po o, Lamego e Guima ães, ês cidades de la ga adição no
domínio da ou i esa ia, onde as p á icas p o issionais se ansmi iam de
ge ação pa a ge ação. Alguns de em e exe cido em Po ugal, azendo pa a
Buenos Ai es as o mas e os es ilos en ão em oga no Con inen e, como oi o
caso de F ancisco Cos a, que em 1635 decla a ha e ei o exame como
p a ei o em Po ugal, e de José Joaquim Fe ei a, que exe ceu p imei o a sua
p o issão no Po o, onde nasce a, emig ando pa a a Baía e daí pa a Buenos
Ai es. Mui os deles, no en an o, de em e ei o a sua ap endizagem no B asil,
po onde passa am quando jo ens e onde se casa am e exe ce am o seu
o icio, an es de se adica em no Rio de la Pla a.
Embo a o núme o de o icinas de ou i esa ia enha sido semp e ex emamen e
ele ado em Buenos Ai es, nunca aí os p a ei os se cons i uí am o malmen e
como co po ação com as suas o denanças, como acon ece a desde cedo no
México ou no Pe u. Ca ecendo de au o ização o icial e de egulamen ação
legal, os ou i es e am no en an o econhecidos pelas au o idades eclesiás icas
como i mandade ou con a ia, eunindo desde a segunda me ade do século
XVIII a a és dos «Cabildos de co po ación», sob a in ocação do seu pa ono,
San o Elói, que inha capela p óp ia com e ábulo na Ig eja de San a Ca a ina
de Siena.
Apesa de con ibuí em com as suas esmolas pa a as, es as da Ig eja e de
oma em pa e a i a nas es i idades públicas, o ganizando ma chas bu lescas,
bailes e ep esen ações, como acon eceu aquando da subida ao ono de
Fe nando VI, Ca los III e Ca los IV
(23)
, a pob eza da con a ia dos ou i es
pa ece e sido uma cons an e. Ce ca de 1790, a es á ua do san o pa ono
inha a ado ná-la apenas uma mi a e um báculo de p a a, e quando um
benemé i o ez a doação de uma peça de pano, que se e elou insu icien e
pa a lhe aze uma única, não consegui am os ou i es jun a a quan ia pa a
comp a o es o do ecido necessá io
(24)
.
Como a co po ação dos ou i es se o na a cada ez mais impo an e e a al a
de legislação, egulamen ado a da sua a i idade c ia a p oblemas de á ia
o dem, as au o idades espanholas p ocu a am do á-la de um enquad amen o
legal a a és de á ios «bandos». O mais impo an e oi o de 1788, p omulgado
pelo In enden e Ge al da Real Fazenda F ancisco da Paula Sanz; ai se
es abelecia que qualque a í ice que quisesse ab i o icina pública de
ou i esa ia e ia de adqui i o g au de mes e p a ei o a a és de um exame
eó ico e p a ico. E am conside adas «cualidades p e ias» pa a admissão a
exame que o eque en e p o asse e «sang e limpia», se «c is iano iejo»,
«hijo de buenos pad es y lib e de oda mala aza», «no se camo e o, no
jun a se con jen e baja», se «de jenio apacible e sosegado» e de «buenas
cos umb es».
(25)
A licença pa a «ab i ienda y pone id ie a» es a a dependen e não só do
exame mas ambém da ce i icação de que o candida o ha ia se ido
p e iamen e du an e cinco anos como ap endiz e igual pe íodo como o icial no
a elie de um mes e conhecido.
A disc iminação acial dos mes iços e mula os, a in ansigência eligiosa con a
os c is ãos-no os e a descon iança ela i amen e aos es angei os não
obs a am, no en an o, a que nume osos po ugueses exe cessem unções
impo an es no «g emio» dos ou i es; o po uguês Manuel An ónio Pimen el
a uou, em 1793, como examinado da co po ação, F ancisco Pin o, nascido no
Po o, oi seu sec e á io i alício e José An ónio Sousa desempenhou as
unções de mo domo e examinado
(26)
. Nomes de incon es á el o igem
po uguesa como «Simón Pe ei a de Sosa», «Jose Hen ique Fe ey a» ou
«Juan Pe ei a» apa ecem ambém mencionados como «mayo domos» do
co po de ou i es
(27)
.
A documen ação exis en e no A chi o Gene al de la Nación, em Buenos Ai es,
mos a que á ios po ugueses pedi am a sua admissão ao exame pa a
abe u a de loja pública. Em 1790, José Joaquim Fe ei a, «homb e blanco»,
na u al de Po ugal, « eniendo las Su icien es He amien as de Pla e ia y
ha iendo dado el empo de Ap endiz en aquel Reyno, y el de o icial en es a
Ciudad…»
(28)
pede pa a aze exame. Não podendo ap esen a a con i mação
de como e e i amen e ize a a sua ap endizagem em Po ugal, con o me lhe oi
eque ido, es abelece-se, no en an o, com loja abe a, a é que em 1793 é
o denado o emba go das suas e amen as e ob as, sendo mul ado em 50
pesos, po abalha na sua a e sem a espe i a licença
(29)
.
No seguimen o do «bando» de 1788, o dena-se ambém o le an amen o de um
censo dos p a ei os exis en es e a imposição do egime de « isi as» egula es
aos a elie s, pa a igia o seu uncionamen o, impedi as audes e e i a o
abalho clandes ino. Dec e a-se ainda que cada p a ei o ponha a sua «ma ca»
ou «senal» nos obje os ab icados, mas in elizmen e es a p á ica nunca de e
e igo ado, pois p a icamen e não exis em peças do século XVIII com punçao
do ou i es.
Apesa das is o ias g emiais a má qualidade das peças, p oduzidas com me al
de baixa lei, o con abando de p a a, a ans o mação de obje os oubados ou o
uncionamen o de o icinas clandes inas pa ecem e sido deli os comuns,
en ol endo mui as ezes p a ei os po ugueses. Assim, na isi a de 1792, as
au o idades do co po de p a ei os e i a am da o icina de Domingo José Cunha
á ias peças po lhe al a «Ia ley ni aún la de diez dine os», e um ano an es a
o icina de José Beni o Ma qués inha sido achada em péssimas condições
(30)
.
Agos inho Sousa, mes e p a ei o po uguês, oi p ocessado «po ha e pues o
en un anillo de diaman e b illan e, una pied a alsa, pidiendo quela ama dei
anillo le pagase aquella pied a como diaman e b illan e…»
(31)
, e a um al M.
Pe ei a, «po el mo i o de hes a en Tienda de Pla e ía negociando y
endiendo sin ene ma icula, en el mismo ins an e se le puso p eso»
(32)
.
De uma o ma ge al, não pa ece que os ou i es po ugueses enham ecebido
po pa e das au o idades g emiais um a amen o di e en e do que e a dado
aos seus congéne es espanhóis; em casos de aude ou desobediência ao
es ipulado, as penas e am minis adas com equidade. A i alidade p o issional
e a necessidade de ese a pa a os a í ices espanhóis um me cado
possi elmen e sa u ado pela conco ência po uguesa es i e am, no en an o,
na o igem de algumas pe seguições mo idas con a p a ei os nacionais. Assim,
em 1757, an es po an o, da c iação dos «bandos» que egulamen a am o
exe cício da p o issão, um lusi ano de nome Manuel Pin os, dono de uma
o icina de p a a ia, oi moles ado po um g upo de mes es do o icio que «a la
ue za Se la isie on Se a disiendole que e a Po uguez y que no de ia
T abaja , po lo que Ocu ió [ao Cabildo] demandando lisensia pa a pode
T abaja En dho. su O isio»
(33)
. Chamado a p onuncia -se sob e a ques ão, o
Cabido, cu iosamen e, omou o pa ido de Manuel Pin os; alegando que o o icio
de p a ei o «es bien común», es i uiu-lhe o li e usu u o da sua loja e não deu
p o imen o às queixas dos mes es espanhóis.
Du an e o século XIX, a mig ação de ou i es p o enien es de Po ugal e do
B asil diminuiu de o ma mui o sensí el
(34)
. A p imei a me ade do século,
pe íodo con u bado sob o pon o de is a polí ico, não oi a o á el à p odução
de obje os sump uá ios. A Ig eja, ins i uição da qual es a am di e amen e
dependen es as encomendas mais impo an es, deixa de exe ce o seu
mecena o, e as doações laicas diminuem g andemen e. Po ou o lado, a p a a
escasseia, e a alha dou ada su ge como al e na i a pa a a execução de
obje os a é aí la ados naquele me al
(35)
.
Na época da Independência, depois de 1853, a g ande bu guesia de Buenos
Ai es em os olhos pos os na Eu opa, assimilando eligiosamen e as modas e
os es ilos aí igen es. En e as mui as peças de ou i esa ia di e amen e
impo adas dos me cados eu opeus, encon am-se algumas p o enien es das
o icinas de Lisboa e do Po o.
Nes e pe íodo, a pe manência dos a í ices de o igem luso-b asilei a encon a-
se a es ada essencialmen e na chamada p a a ia domés ica e u al, a a és
das punções, de u ilização já egula izada. Nes e domínio, os con ac os com os
Es ados do Sul do B asil, a a és da zona de En e Rios, o am bas an e
signi ica i os.
aze g andes encomendas, e as classes supe io es, en iquecidas, ão
p ocu a di e amen e nos me cados eu opeus a sa is ação das suas
necessidades de consumo. A p a a ia adicional é assim elegada pa a o uso
domés ico e pa a o ado no das mon adas e dos ajos e a mamen o dos
ca alei os gaúchos, nas zonas u ais. Em mui as des as peças, de a u a pouco
elabo ada, apa ecem punções de ou i es com nomes de o igem po uguesa.
Mui os des es a esãos são descenden es dos p a ei os emig ados nos séculos
an e io es. No en an o, as suas ob as di icilmen e se dis inguem das dos
ou i es a gen inos seus con empo âneos.
A coleção Ho ácio Po cel possui duas píxides com punção do p a ei o Cândido
Sil a, de ascendência luso-b asilei a, bem como á ios ja os com o punção de
An ónio Mo ei a, nascido em Lisboa e a i o em Buenos Ai es na p imei a
me ade do século XIX. Ambos os ou i es chega am a adqui i uma ce a
no o iedade na egião iopla ense, com uma p odução mui o di e si icada.
Um dos obje os de p a a ia domés ica mais di ulgados no Rio de la Pla a oi o
ma e, ecipien e usado pa a bebe a in usão de e a-ma e, e que e e o mas
mui o a iadas. O ac o de se desconhece es as peças de ou i esa ia ia
Eu opa ob igou os a í ices a gen inos a in en a soluções o iginais pa a o seu
ab ico, embo a nalguns casos eco essem a mo i os o namen ais impo ados,
que aplica am com mui a o iginalidade.
O Museu «Isaac Fe nández Blanco» conse a á ios ma es do p a ei o
po uguês An ónio Mo ei a. Um deles é um ecipien e de p a a, globula ,
deco ado com a os de ou o e aixas de lo es e olhas, apoiando, a a és de um
Pé com olu as e anjos, numa base de plan a ci cula , ambém cinzelada.
No mesmo Museu, encon a-se um ma e cuja base ap esen a uma punção de
Lisboa e duas ou as com iniciais de di ícil lei u a. Segundo o p o esso Ribe a,
o ecipien e não co esponde ao pedes al, sendo um abalho do No e da
A gen ina
(44)
. A base é ci cula , ligando-se ao ecipien e a a és de duas
olu as com olhagem. No cen o, sob um elemen o es e oide, cinzelado com
mo i os de olhas, e gue-se uma igu inha de c iança. Desconhecemos se a
base pe encia a ou o ipo de obje o, ou se oi execu ada pa a sus e o
ecipien e do ma e; jun amen e com ou as peças que encon ámos em Buenos
Ai es, com punções de Lisboa e do Po o, como espe i adei as, sal as,
pali ei os e cas içais, a es a no en an o o ac o de Po ugal e sido um dos
me cados onde a p óspe a bu guesia de Buenos Ai es se abas eceu du an e o
século XIX.
O B asil, a a és dos seus es ados do Sul e da zona a gen ina de En e Rios,
expo ou ambém nume osos obje os de p a a ia u al e domés ica nes e
pe íodo. O cul i o da e a-ma e azia-se ambém no B asil, especialmen e no
Sul; daí e do Rio de Janei o, onde abalha am p a ei os p es igiados, de
o igem po uguesa, impo a am-se pa a o Rio de la Pla a nume osas peças de
ou i esa ia, en e as quais um ipo de ma e mui o especi ico
(45)
. A coleção
Ho ácio Po cel gua da um desses exempla es b asilei os: o ecipien e é

es e oide, com ês aixas ho izon ais, pelas quais se epa e uma deco ação
ege alis a. O pé encon a-se colocado en e duas co olas, uma jun o ao
ecipien e e ou a jun o à base.
No Museu «D . Júlio Ma c», na cidade de Rosá io, encon ámos um obje o
bas an e cu ioso; pensamos a a -se de um ma e b asilei o, de inícios do
século XIX. O ecipien e é cons i uído po um coco de cas anha do Pa á,
co ado de o ma a ica com uma boca bas an e la ga, e que ap esen a,
g a ados em ele o, os escudos impe iais do B asil e de Po ugal. A boca é
ado nada com p a a, e a base, ambém em p a a, em ês pés sem qualque
deco ação.
Os pali ei os do B asil o am igualmen e mui o ap eciados no Rio de la Pla a
du an e o século XIX, encon ando-se a ualmen e ainda mui os exempla es,
dispe sos po á ias coleções pa icula es. Obje o ca ac e ís ico da ou i esa ia
po uguesa, a sua o ma e unção são impo adas pa a o B asil, onde ganha
um sabo exó ico, dado po de alhes o iginais como igu as de índio, u os ou
pássa os opicais. No Museu «Isaac Fe nández Blanco», conse am-se alguns
exempla es do Rio de Janei o, punçonados, com «sabiás», u os ou lo es de
ilig ana.
NOTAS
(1)
R. de LAFUENTE MACHAIN, Los po ugueses en Buenos Ai es (siglo XVII), Buenos Ai es,
Lib e a Ce an es, 1931;
Guille mo FURLONG, A esanos a gen inos du an e la dominación hispánica, Buenos Ai es,
Edi o ial Hua pes, 1946; Idem, His o ia social y cul u al del Rio de la Pla a (1536-1810)- EI
ansplan e cul u al: A e. Buenos Ai es, Tipog á ica Edi o a A gen ina, 1969.
(2)
Pa a o le an amen o das ob as a ís icas e es udo da documen ação a elas e e en e,
omámos como base as in es igações dos P o esso es Adol o Luis Ribe a e Hec o Schenone,
que ao es udo da ou i esa ia hispano-ame icana dedica am g ande pa e do seu labo , e aos
quais ag adecemos a o ien ação p es ada. A colabo ação da P o esso a Susana Fab ici, da
Dou o a
Guioma Olazabal de U gell, do P o esso Ho ácio Bo alla e dos Senho es Ho ácio Po cel e
Eugénio T a ella e elou-se igualmen e imp escindí el; a odos eles o namos ex ensi os os
nossos ag adecimen os.
(3)
Adol o Luis RIBERA e Hec o H. SCHENONE, Pla e ía sudame icana de los siglos XVII-XX,
Buenos Ai es, Banco de I alia y Rio de la Pla a, 1981, pp. 15-16.
(4)
Idem,ob. ci ., pp. 64-65.
(5)
Juan PROBST, «EI cos o de la ida en Buenos Ai es según una encues a del ano 1769», in
Con ibuciones pa a el es udio de la His o ia de Ame ica - Homenaje al Doc o Emllio
Ra ignani, Buenos Ai es, 1941, p. 440 (ci ado po Adol o Luis RIBERA e Hec o H.
SCHENONE, ob. Ci ., p. 65).
(6)
Ve : An ónio PEREZ-VALlENTE DE MOCTEZUMA, Colección Gus a o. Muniz-Ba e o:
Pla e ía colonial, Buenos Ai es, 1960, p. 106.
(7)
Adol o Luis RIBERA e Hec o H. SCHENONE, ob. ci ., p. 66.
(8)
Os dados ela i os aos ou i es po ugueses o am ecolhidos e publicados pelos P o esso es
Ribe a e Schenone nas seguin es ob as: Adol o Luís RIBERA, «Apun es pa a un dicciona io de
o eb es iopla enses (siglos XVI-XIX)», in Idem e Hec o H. SCHENONE, Pla e ía
sudame icana…, pp. 385-451; Adol o Luis RIBERA e Hec o H. SCHENONE, «Nómina de
a is as y a esanos luso-b asileilos que abaja on en el Río de la Pla a has a p incipios del
siglo XIX», in Idem, EI a e luso-b asileno en el Rio de la Pla a (ca . da exp.), Buenos Ai es,
Museo Nacional de A e Deco a i o, 1966.
(9)
Es e cômpu o oi elabo ado na e en ualidade de se p epa a a expulsão e con iscação de
bens, caso se conc e izasse a ameaça de um le an amen o dos po ugueses, no seguimen o
da Res au ação nacional.
(10)
Ace ca da inse ção dos emig an es de o igem po uguesa na Sociedade de Buenos Ai es,
e : Edua do R. SAGUIER, The social impac o a middle-man mino i y in a di ided hos socie y:
he case o he po uguese in ea ly se en een h-cen u y Buenos Ai es. «The hispanic ame ican
his o ical e iew», oI. 65, nº 3, agos o de 1985, p. 467-491.
(11)
Adol o Luís RIBERA e Hec o H. SCHENONE, Pla e ía sudame icana… p. 58.
(12)
Ve no a (8).
(13)
E possí el que Jannua io José de Silba, mencionado como «pa do», enha nascido no
B asil e daí passado di e amen e pa a Buenos Ai es.
(14)
Edua do R. SAGUIER, ob. ci .
(15)
R. de LAFUENTE MACHAlN, ob. ci ., p. 104.
(16)
Ve : Edua do R. SAGUIER, ob. ci ., p. 478-479.
(17)
Ve . R. de LAFUENTE MACHAlN, ob. ci ., p. 104.
(18)
Ve : Idem, ob. ci ., p. 110.
(19)
João He mes Pe ei a de ARAUJO, «EI a e luso-b asileilo en el Rio de la Pla a», in
Exposición del Museo de A e Sac o de São Paulo (ca . da exp.), s/I, Museo Municipal de A e
Hispanoame icano «Isaac Fe nández Blanco», s/d.
(20)
F ancisco Ma ques dos SANTOS, A ou i esa ia no B asil an igo, «Es udios B asilei os»,
Ano II, ol. IV, nº 12, Maio-Junho 1940, p. 627-628.
A p oibição do o ício de ou i es no B asil es e e em igo a é 1815. Du an e esses qua en a e
no e anos, no en an o, não só o núme o de ou i es pa ece e aumen ado, como o am mesmo
execu adas algumas das peças de melho qualidade. As encomendas com des ino a Buenos
Ai es não de em e so ido qualque baixa signi ica i a, pois encon am-se peças luso
b asilei as des e pe íodo nas coleções a gen inas.
(21)
Ve no a (8).
(22)
Jo ge TOMASINI, «Los pla e os de Rosa io: 1770-1870-ln odución a su es údio», in
Pla e ía ame icana-XIV Con e encia gene al del Consejo In e nacional de Museos (ca . da
exp.), A gen ina, Asociación Amigos del Museo His ó ico P o incial de Rosa io «D . Julio
Ma c», 1986, p. 57-73.
(23)
Adol o Luis RIBERA e Hec o H. SCHENONE, Pla e ía sudame icana…, p. 62-64.
(24)
Fe nando MARQUEZ MIRANDA, Ensayo sob e los a i ices de la pia e ía en el Buenos
Ai es colonial, Buenos Ai es, Imp en a de la Uni e sidad, 1933, p. 12.
(25)
A. TAULLARD, Pia e ía sudame icana, Buenos Ai es, Peuse , 1941, p. 50.
Ve ambém: José TORRE REVELLO, EI g emio de los pla e os en las Indias Occiden ales,
Buenos Ai es, Imp en a de la Uni e sidad, 1932, p. 25-32.
(26)
Ve no a (8).
(27)
Fe nando MÁRQUEZ MIRANDA, ob. ci ., p. 75.
(28)
A chi o Gene al de la Nación, Buenos Ai es, Cabildo de Buenos Ai es, l790, leg. 11,
«Expedien e seguido po D. José Joaquim Fe ei a sob e que se le pe mi a ab i Tienda publica
de Pla e ia.» Documen ação publicada po Fe nando MARQUEZ MIRANDA, ob. ci ., p. 155 e
162-163.
(29)
Ve no a (8).
(30)
Ve no a (8).
(31)
A chi o Gene al de la Nación, Buenos Ai es, T ibunales, leg. 131, exp. nº 12.
Documen ação publicada po Fe nando MÁRQUEZ MIRANDA, ob. ci ., p. 149.
(32)
A. TAULLARD, ob. ci ., p. 51.
(33)
A chi o Gene al de la Nación, Buenos Ai es, Acue dos del ex inguido Cabildo, Sé ie III,
omo II, li o XXXI, pp. 242-243. Documen ação publicada po Fe nando MÁRQUEZ MIRANDA,
ob. ci ., p. 70.
(34)
A é a inais da segunda década do século XIX, con inuam a apa ece nos censos os nomes
de ou i es nascidos em Po ugal ou no B asil, mas odos eles de am en ada em Buenos Ai es
ainda du an e o século XVIII.
(35)
Ve : Adol o Luís RIBERA, «Pla e ía», in His o ia gene al del A e en la A gen ina, omo IV,
Buenos Ai es, Academia Nacional de Bellas A es, s/d, pp. 299-394.
(36)
A espei o das ma cas e punções usados em Buenos Ai es, e : Adol o Luis RIBERA e
Hec o H. SCHENONE, Pla e ía sudame icana…, p. 60.
(37)
O abalho em ilig ana de ou o, na adição po uguesa, e a p a icado pelos lusi anos
Simão Pe ei a de Sousa, F ancisco Pin o Rocha e José Machado (An ónio PEREZ-VALIENTE
de MOCTEZUMA, ob. ci ., p. 121).
(38)
«Expedien e o mado po la eclamación del pla e o José Joaquin Fe ey a pa a que no se
le incomode en el eje cicio de su po esión». Documen o · publicado po Fe nando MARQUEZ
MIRANDA, ob. ci ., pp. XXI-XXXII.
(39)
Adol o Luís RIBERA, «Pla e ía», in His o ia gene al del A e en la A gen ina, omo II,
Buenos Ai es, Academia Nacional de Bellas A es, 1983, p. 447-448.
(40)
O pa de candelab os-de umado es e o pa de ochei os (dos quais exis em mais seis
exempla es g andes e seis pequenos, sem o escudo de Belém, espalhados po coleções
pa icula es) são a ibuídos a um mesmo ou i es pelo P o esso Ribe a (Idem, ob. ci ., pp. 460
461).
(41)
Idem, ob. ci ., p. 451-453.
(42)
Es es pequenos mó eis ep oduzem os de amanho no mal, po ezes com ligei as
de o mações. Em mui as casas a gen inas, e am u ilizados pa a deco a um es ado de
madei a e es ido com ape es e almo adões, zona adicionalmen e ese ada ao elemen o
eminino.
(43)
Vi ginia CARRENO, Ensayo sob e el mobilia io iopla ense, Buenos Ai es, 1961, p. 65-66.
(44)
Adol o Luis RIBERA, Ca álogo de pla e ía, Buenos Ai es, Museo de A e Hispanoame icano
«Isaac Fe nández Blanco», 1970, ca . nº 560.
(45)
A ipologia do ma e b asilei o oi ecen emen e es abelecida po um g upo de in es igado es
a gen inos. Ve : Guioma URGELL, Ho ácio BOTALLA e ou os, EI ma e de pla a, Buenos
Ai es, Asociación Amigos del Museo Municipal de A e Hispanoame icano «Isaac Fe nández
Blanco», 1988, p. 166.